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Última atualização: 22/05/2021
Music Video: Aya - Mamamoo

Aviso: A história que será contada aqui não retrata nenhum dado histórico e é totalmente sem compromisso com a realidade. De fatos reais foi tirado apenas a base como inspiração. Aqui a fantasia é o ponto principal.

Você falava como se fosse me dar o mundo
Agora apontamos flechas um para o outro
É um típico final ruim
Cuspindo na cara um do outro
E agora nos tornamos estranhos
Enlouquecendo por esse jogo de amor
Você é egoísta, eu já cansei
Aya - Mamamoo

Prólogo

Era uma vez…

A história de , a rainha feiticeira, começou muito antes de seu nascimento. O seu início vem de quando seu bisavô, Valask, decidiu que humanos e criaturas poderosas como feiticeiros não tinham capacidade para dividirem terras e que se tornaria perigoso em algum momento a convivência entre os dois povos. O egoísmo hora ou outra faria com que as faíscas que já existiam se tornassem algo muito mais intenso e difícil de mediar.
Foi então que, na terra média, Valask convenceu os seus iguais a se unirem e fundarem o próprio reino, assim se veriam livres de possíveis conflitos. E Valask teve grande parte o apoiando, incluindo anciãos que por muitos anos viveram sob o domínio de algum senhorio de grande poder naquela cidade antiga. O seu propósito incluía esse livramento de servidão que muitos feiticeiros tinham perante aos humanos.
Os planos de Valask eram os mais puros e defendiam sua espécie.
Fundou-se então o reino Ayaseo, comandado pelo rei Valask I e com suas leis fundadas em cima daquilo que era considerado benéfico para a população de feiticeiros. Claro que não foi fácil para Valask convencer os senhores que se consideravam acima dele a aceitar que iriam partir em massa e que, daquele momento por diante, os humanos que se virassem para conseguir suprir suas necessidades que dependiam de magia.
E, como uma medida de segurança, até mesmo para que os feiticeiros fossem deixados em paz, um primeiro acordo fora feito com o rei para que, simbolicamente, confiassem que Vaskai não seria afetada e nunca atacada por aqueles que estavam indo embora. Então foi necessário que todos os feiticeiros, os mais de 300 homens e mulheres, produzissem uma proteção que sairia da nascente de água para todas as residências; esta proteção não permitiria que os humanos fossem manipulados facilmente por qualquer magia, portanto, não estariam vulneráveis.
Para I, aquele ato era um tranquilizante, pois assim sabia que a ideia de partida do povo de Valask se justificava apenas pela convivência, descartando qualquer ideia sobre um golpe que poderia tomar dos feiticeiros.
A segunda medida de segurança tomada foi um tratado. Nenhum dos dois lados teria poder sobre as terras do outro e, se quisessem algo, como parte de uma boa colheita, deveria ser pedido e não reivindicado. E o primeiro que descumprisse com tal medida seria condenado à sentença de morte, sendo ou não poderoso. O reino, pois bem, seria tomado por aquele que fora invadido.
E o tratado foi firmado em uma pedra, numa estrutura firme de rochas, no caminho que separava os dois reinos, mantendo uma distância certa de cada lado. Selado com a magia forte de todos os feiticeiros representantes daquele reino que estava sendo fundado, junto da tão poderosa espada de ouro do rei humano, que era a única arma capaz de matar um feiticeiro, colocada no meio da pedra, sendo fundida ao concreto.
Poucos anos depois, Valask I faleceu, deixando seu filho como líder de todo um povo. I demorou cerca de vinte anos para seguir o mesmo rumo. Valask II e II seguiram à risca todos os planos deixados em cartilhas e em formato de leis deixadas por seus pais. Vaskai e Ayaseo se tornaram dois grandes reinos e em torno deles surgiram outros. Mauok, o reino dos elfos, se juntou para as leis da pedra; logo em seguida foi a vez de Lysantre, das fadas — o que custou aos dois primeiros acreditarem que realmente existiam fora das canções.
Então, logo, se formou o reino Di Quatuor, composto por essas quatro divisões. E com isso se fez necessário as reuniões de seus senhores a cada colheita para que houvesse a paz e harmonia dentre todos.
Pelo ponto de vista padronizado do que se esperava, Valask III não teve a felicidade inicial de ter um filho homem para o suceder. Infelizmente sua esposa faleceu no parto de , sua única filha, e casar-se de novo ia contra toda e qualquer lei de sua espécie, os Ayaseanos. Para seu avô, tudo acontecia por uma razão específica e deveria haver respeito quanto a esta natureza. Nada vinha sem propósito.
Portanto, Valask III não teve outra opção a não ser levar para as reuniões. Ela deveria ser preparada para governar o seu povo futuramente, e, assim como ele, que aos sete anos já ia com seu pai, a hora dela havia chegado.
— Mas papai, eu ainda não sei como controlar meus poderes. — A garotinha disse enquanto aguardava abrirem a porta de sua carruagem. Ela estava com medo daquele lugar escuro e com aquela atmosfera séria, queria voltar para seu castelo e brincar com .
— Eu era mais novo que você quando vim pela primeira vez, . — Valask a disse, tentando ser compreensivo. Com certeza sua doce Ehra saberia lidar melhor com aquela situação. — E também não tinha noção de como controlar meus dons. — Olhou-a firme, corrigindo a forma como mencionava seus “poderes” com a magia. — Mas meu pai confiava em mim, assim como confio em você, minha filha. Um dia, no futuro, Ayaseo será comandada por sua sabedoria e estar aqui faz parte desse processo.
Valask apertou a mão da criança suavemente e ela apenas assentiu, mesmo que ainda não compreendesse a necessidade de estar ali.
O rei feiticeiro seguiu com sua filha pelo caminho, entrando naquele lugar rochoso e iluminado apenas por velas e tochas nas paredes. apertava sua mão deixando transparecer todo o medo que sentia e ele não a culpava, era apenas uma menina e sua garotinha podia ter o medo que tivesse. Ele a protegeria.
Foram os últimos a chegarem na reunião. Sob os olhos atentos dos outros três reis, Valask entrou no ambiente sem receios, mesmo que soubesse dos possíveis comentários sobre, dentre todos, ser o único a não ter tido um filho homem para dar continuidade ao seu reinado. Entretanto, ele não ligava.
— Uma mulher? — III foi o primeiro a dizer, não escondendo sua arrogância humana. imediatamente se escondeu atrás das pernas de seu pai.
— E qual o problema, ? — Fëanor, rei dos elfos, perguntou. Sua superioridade era algo de classe. — Garanto que ela tem a mesma capacidade que a do pai para governar.
— Nem do reino das fadas tivemos uma mulher… — O humano insistiu.
— Eu acredito que não seja de sua conta quem irá ou não reinar em meu lugar, . — Valask disse se sentando em seu lugar, seu tom sem preocupação nenhuma. — Vocês humanos estão bem amparados pelas leis da pedra e, devo ressaltar, a sua nascente. A lei é a lei, não foi seu bisavô quem fundou isso?
não o respondeu. Apenas engoliu aquilo com todo o desprezo possível.
E enquanto os adultos ali prestavam atenção em seus interesses, naquela breve discussão, e o filho de III se aproximavam. O garotinho tinha em mãos uma flor que colheu aos pés da mesa de pedra — e que achou adorável por ser a única ali. Ele se aproximou com cuidado e estendeu para a menina em sua frente, porém, ao fazer isso, viu a flor murchar. a pegou em seus dedos, sentindo o toque na pele do menino. Ao pegar o pequeno lírio em sua mão, sentiu aquela corrente diferente por seu corpo, fazendo-a voltar a ficar em pé e viva.
Valask e encararam a cena atônitos, o filho do humano havia dado uma flor sagrada para , muito simbólica, inclusive. O lírio simboliza o amor eterno e aquela que estava ao pé da mesa só era tocada por aquele com intenção pura, certo para quem a entregaria. E o jovem IV deu para . Era o equivalente a prometer para a futura rainha feiticeira seu amor eterno.




Continua...



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