Finalizada em: 18/08/2018
Music Video: Jay Park - Me Like Yuh

Capítulo Um

I can only do right by yuh. I won't never go deceive yuh
(Eu só posso fazer o certo por você. Eu não irei enganar você)
I'll even dye my hair blonde for yuh. I can be your Justin Bieber
(Vou até tingir meu cabelo de loiro para você. Eu posso ser seu Justin Bieber)


Senhorita ,
A Above Ordinary Music Group (AOMG) tem a satisfação de convidá-la para um teste de elenco, a ocorrer no dia 27 de abril de 2017 no horário de 09:30 am. (nove horas e trinta minutos) na sede da empresa, em Seul.
Recomendamos que chegue com uma hora de antecedência ao local para realização de sua inscrição de participante. A falta de inscrição caracteriza eliminação do (a) candidato (a).
É necessário o uso de traje específico para o teste de dança. O (a) candidato (a) que necessitar de acomodação prévia à data do teste, deverá entrar em contato o mais rápido possível.
Quaisquer outras dúvidas, também podem ser sanadas através de nossas redes sociais e/ou e-mail.
Aguardamos a senhorita no teste, e boa sorte!


Local:
Ch’ongdam-Dong, 2038, Seul, Coréia do Sul.
AOMG Entertainment.
Data: 27/04/2017
Horário: 09:30 am

Contatos
Mídias Sociais: @aomgofficial
E-mail: info@aomgofficial.com
www.aomgofficial.com


Fundador:
Co-fundador: Simon Dominic

Assinatura CEO:


relia aquela carta sem acreditar. Já havia se passado um mês e meio da estadia de no Secret Cliff Resort, e do dia em que recebera aquela carta pela mão do amigo dele. Ela custava acreditar, porque aquilo era sorte demais! Soube pelos amigos da Cia. De Dança, que apareceu por lá e fez perguntas breves sobre ela.
Ficou pensando se, por acaso, ele já arquitetava aquilo quando conversou com os amigos dela ou, se fora apenas o acaso que o fez lembrar da dançarina e lhe oferecer uma oportunidade. Sabia que ele não fazia aquilo para comprar o silêncio dela, sobre o que acontecera entre ele e aquela mulher, pois, ela soube que a mulher partira um pouco depois dele.
O fato era que, lá estava no avião. À caminho da cidade onde aconteceria o teste, e encarando o cartão entregue por no momento de sua despedida. Não necessitou de muita ajuda dele, até então. Mas, ponderava em telefonar a ele avisando que havia chegado na cidade. Contudo faltava um tempo para o avião pousar e ela ainda não sabia, se deveria realmente telefonar, afinal, não dizia nada na carta. apenas a convidou para um teste e ofereceu ajuda, se necessário.
A aeromoça trouxe um carrinho e lhe ofereceu uma bebida, e entre o aperto do rapaz que dormia ao seu lado massacrando-a na janela, ela recusou educadamente.
adormeceu no avião, assim que seu corpo encontrou uma posição confortável, devido ao desconforto da classe econômica. Acordou com a turbulência do pouso e os avisos de segurança da aeromoça. Quando o rapaz ao seu lado saiu do avião, agradeceu mentalmente. Esperou as pessoas saírem afoitas da aeronave, e quando o fluxo de passageiros diminuía ela levantou-se pegando sua bagagem de mão e descendo as escadinhas estreitas do avião.
Pés em solo e mãos ao alto num longo espreguiçar. Deu alguns pulinhos e fez um breve alongamento sorrindo. As pessoas a olhavam de modo estranho. Mas, não se importou. Apressou-se a pegar as bagagens e quando saiu da área de pouso adentrando, finalmente, ao aeroporto, ela seguiu o protocolo de recém-chegados de viagem: procurou o banheiro para sua higiene matinal, e uma lanchonete para comer.
Saindo dali pegou um táxi até o local que sua amiga lhe havia passado um endereço: um albergue baratinho no centro de Ch’ongdam-Dong. Enquanto o motorista seguia o caminho, ela puxou seu telefone e decidiu telefonar, ao amigo de .
— Alô? – disse a voz sonolenta de , ao outro lado.
— Bom dia. Eu falo com o senhor ?
— Sim. Qual o assunto? – estranhou a ligação formal àquela hora da manhã.
— Eu sou a camareira do Secret Cliff Resort, . O senhor me entregou uma carta antes de ir embora e o seu cartão. Disse que eu podia ligar, e, bem... Me desculpe o telefonar tão cedo. Eu só queria avisar que estou na cidade, e achei que seria prudente avisá-lo.
— Ah... Sim... Tudo bem. Não era necessário telefonar apenas para avisar que chegou, ao menos que esteja precisando de alguma ajuda. Está tudo bem?
— Oh não, senhor! Está tudo bem, eu realmente acabei de chegar. Me desculpe por incomodar.
— Não precisa se desculpar. Você está onde?
— A caminho de um albergue.
— Albergue? Vai se hospedar em um albergue de Ch’ongdam-Dong? Conhece a cidade?
— Não senhor, mas, não se preocupe. Eu me viro.
— Por que não pediu hospedagem pela empresa? Você foi informada que tinha este direito?
— Havia algo na carta, mas, eu realmente tive ajuda de alguns amigos. Tem algum grave problema em me hospedar em um albergue?
— Bom.... Isto é relativo.... Enfim.... Você quer se hospedar em minha casa? Com todo respeito, é claro. Não me entenda mal.
— Obrigada pela atenção, senhor, mas, está tudo bem. Eu só queria mesmo, avisá-lo.
— Certo. Até mais, então. Se precisar de algo, pode me telefonar.
agradeceu e desligou a chamada. Observava atenta aos lugares por onde passava e assim que o taxista estacionou em frente ao local pedido, ela analisou com atenção. havia preocupado-na. A fachada do lugar era agradável e os arredores também. Ela poderia utilizar o desconto de funcionária e se hospedar em uma das redes do Resort mais próximas ou parceiras, contudo, economizava para outros objetivos. Por isso, trabalhava com tanto esmero. Se tinha a oportunidade de gastar pouco, ela o faria.
O taxista entregou as malas, pegou seu dinheiro e despediu-se simpático. , observou mais uma vez a fachada e os arredores antes de entrar. Na recepção, um rapaz novo – julgava ser adolescente – anotava algumas informações em um papel e assim que percebeu , deu-lhe atenção.
— Bom dia senhora. Posso ajudar?
— Bom dia. Eu tenho uma reserva aqui em nome de .
— Um momento.
O rapaz folheou o livro de reservas do albergue na data atual e no dia anterior.
— Me desculpe, quando foi feita a reserva?
— Há um mês. – não gostou do tom duvidoso do rapaz.
— A senhora confirmou as reservas? – ele perguntava enquanto folheava calmamente o livro.
— Não. Na verdade, uma amiga ficou de confirmar para mim.
— É, me desculpe, mas, há aqui uma nota de cancelamento da sua reserva datada de semana passada.
— Espere um instante, por favor? – pediu e o rapaz consentiu educado.
Ela se afastou para falar com Naichi, sua amiga, mas, a ligação não completava. Havia avisado a amiga para não esquecer de ligar confirmando, mas, não a culpava. A culpa na verdade, era sua.
— Bem, eu realmente não consigo falar com a pessoa que precisava... Mas, eu posso dar entrada em outra reserva?
— O problema é justamente este senhora: não temos vagas. Se houvesse um quarto, o cancelamento não seria um problema. Mas, a cidade está cheia e somos o único albergue que oferece um bom serviço e barato, na região... Se a senhora quiser, posso indicar outros lugares, mas, não são apropriados para uma moça sozinha…
colocou as mãos ao rosto, contrariada. O rapaz, mesmo sem resposta, anotou endereço e contato dos estabelecimentos que julgava ser menos perigoso para ela. Entregou o papel, num sincero pedido de desculpa. após ler o que estava escrito, saiu em direção à porta e fez a única coisa que poderia: telefonou ao .
— Olá. Está tudo bem?
— Senhor , novamente desculpe incomodá-lo! Por favor, me desculpe! Houve um problema no albergue onde me hospedaria, e minha reserva foi cancelada. O senhor poderia me indicar algum lugar na cidade? O rapaz da recepção disse que não é seguro ir a outro albergue.
ouvia a tudo atentamente, e sorria da voz envergonhada e meiga da moça. Ele deu um risinho baixo e discreto e pegou as chaves de seu carro.
— Em que endereço você está?
— Na rua Emerald DLX 129.
— Estou indo para aí.
— Senhor , não, por favor! Não é necessário se incomodar. Eu só preciso de uma boa indicação e...
— Relaxe . – interrompeu-a com uma risada simpática — Me aguarde, eu não demoro.
Desligou a chamada e sorriu. Apesar de se sentir desconfortável em importuná-lo, sentia-se melhor em saber que ele estava disposto a ajudá-la. Ela retornou para a recepção e perguntou se poderia aguardá-lo ali. O rapaz permitiu, e muito gentil lhe serviu um chá.
, realmente não demorou a chegar. Assim que colocou as malas de em seu carro, e abriu a porta para ela entrar, ele agradeceu ao rapaz do albergue.
— Muito obrigada, senhor .
Ele sorriu divertido e falou para ela:
— Vamos combinar duas coisas: por favor, não peça mais desculpas. Eu realmente me dispus a ajudar você, então, não sinta vergonha por isso. E por favor, me chame de .
— Tudo bem... . – ela falou tímida sorrindo.
— Você ficará em minha casa até o teste e depois podemos olhar um hotel pela empresa.
— Ah, não se incomode. Eu gostaria de economizar, mas, como não foi possível eu posso me hospedar pelo desconto de funcionária do Resort.
— Entendo, mas, mesmo assim... O hotel parceiro mais próximo, fica há uns 60 quilômetros de onde você precisa estar.
assentiu com um suspiro desanimado, e sorriu em seguida:
— Certo... Estou vendo que não tenho outra opção. Eu vou ter que incomodá-lo mais um pouco.
— Não é incômodo algum.
Depois do breve diálogo, ligou o aparelho de som do carro e cantarolou pelo percurso. Embora não tivessem assunto, observava-o sorridente. Ela achou divertido assisti-lo recitar o RAP ao som da música.
— Gosta? – ele perguntou a ela apontando ao aparelho de som.
— Sim. Mas, não sei cantar. Meu lance é com o corpo.
sorriu sugestivo com a fala dela, de um modo discreto. Não queria soar rude com a mulher. Eles continuaram o percurso com conversas amenas, e quando chegou em frente ao condomínio de ela ficou espantada. Esperava algo luxuoso, uma mansão suntuosa ou um condomínio digno de filme, não pelo fato dele hospedá-la, mas, porque ele era um cantor de k-rap famoso! E no entanto, aquele condomínio estava facilmente dentro dos sonhos de como meta a ser atingida. Ela, uma dançarina/camareira/bargirl.
dirigiu até o estacionamento, se identificou na câmera ali e a trincheira foi aberta. Estacionou em sua vaga, os dois saíram do carro após pegarem a bagagem e se encaminharam para um elevador que havia ali, e saíram direto no andar dele.
— Pode entrar , sinta-se à vontade. – ele falou dando passagem à mulher tímida.
Ela entrou observando cada detalhe, de maneira discreta. levou a mala dela em direção às escadas, que estava um cômodo à frente de onde eles estavam em pé. Certo. Estava pasmada por morar em um condomínio de padrões "medianos" se fosse analisar o poder financeiro dele, e não imaginou que ele moraria na cobertura. E era uma bela cobertura.
No salão grande onde estava, havia um sofá roxo num estilo antigo, acompanhado de mesinhas laterais e elegante lustre no teto. Uma mesa de centro em mármore, poltronas frente ao sofá, e quadros de arte e na parede em frente ao sofá, um vidro aplicado nela, protegia todas as fotografias de , amigos e alguns trabalhos.
caminhou para o mesmo local em que havia ido, era outra sala, menor e mais aconchegante. Nesta sala, um sofá em "L" preto, com uma estante preta à sua frente, onde os eletrônicos estavam. Lateral ao cantinho onde estava o sofá, e depois da porta onde ela acabara de sair, estava a escada que indicava os dormitórios. descia as escadas sorrindo para ela.
— Já conheceu tudo por aqui?
— Não, não.
— Venha, vou te mostrar. – ele falou simpático entrando no corredor à frente da garota.
Eles caminharam pelo corredor, que não era longo, até uma cozinha mediana. Moderna, bem mobiliada com bom aproveitamento dos espaços e com uma tradicional mesa de jantar na copa, que era dividida num estilo "cozinha americana".
Subiram o andar das escadas, onde ficavam dois quartos com suíte, o banheiro social, a lavanderia e noutro canto, uma escada que os levava à cobertura. Na cobertura, um pequeno espaço de lazer, com algumas mesas de jogos e poltronas numa área coberta, e na área descoberta espreguiçadeiras e uma mesa para relaxarem ao Sol.
— Uma casa modesta, mas, tem o que preciso. – ele disse ao lado dela escorado à mureta da cobertura.
— Confesso que achei simples. O tipo de casa que seria um padrão de conquista para uma pessoa como eu.
— Ficou surpresa por eu não ter uma "mansão"? – ele falou com voz engraçada.
— Foi mal, mas, não é o estilo rapper de ser, não é?
Os dois riram concordando.
— Tem razão. Mas, minhas ostentações são os carros. é mais ligado nisso de ter casas luxuosas e etc. Eu como não tenho garagem suficiente, deixo os meus investimentos nas casas dele.
— Então você tem um pouco do estilo rapper. – ela falou fingindo uma careta desapontada.
— Não gosta de rapper? – perguntou divertido como se estivesse ofendido.
— Gosto sim. Meus melhores amigos são.
— E você não canta nada? Nem arrisca umas rimas?
— É como eu disse antes, meu lance é mais corporal... Quando me ver dançando, vai saber que estou falando a verdade.
Eles riram animados.
— Bem! Aguardarei ansioso este momento! Agora, vamos tomar café da manhã?
assentiu o acompanhando e antes de encontrar na cozinha, ela tomou um banho e conheceu o quarto onde ficaria aquela noite. Nem se preocupou em desfazer as malas.
Naquele dia, tinha alguns afazeres na empresa e por isso levou até lá com ele, para que ela já soubesse o endereço e conhecesse um pouco mais da cidade. Eles retornaram para casa, e se conheciam melhor. Ela notou que era um cara legal, e comum como qualquer outro. E sentia-se à vontade perto dele, pois, fazia-na sentir como se eles fossem amigos de crew.
À noite, quis levá-la para conhecer a cidade com mais calma, sem correr o risco de assédio por fã, ou paparazzi, e principalmente, pelo pouco movimento na cidade. Caminhavam, tranquilos em uma ciclovia. parou em um carrinho ambulante e comprou dois mochis. Entregou um à garota que estava escorada na grade da ciclovia observando o lago que passava ali por baixo.
— Obrigada. – ela pegou o espetinho.
— Então, o resort simplesmente te liberou para o teste? – perguntou, retornando ao assunto que estavam tendo.
— O resort, não. Eu consegui que meu supervisor aceitasse a troca de turnos com uma amiga. E ela está no meu lugar até eu voltar. Mas, ela vai receber por esses dias no meu lugar.
— Entendo. E como vai ser, se você passar no teste?
— Bem, aí... eu terei uma escolha a fazer.
— Sabe que este trabalho do teste é temporário, não é?
— Sei. Mas, alguém me disse para não desistir dos meus sonhos e talvez, seja esta a oportunidade que eu esperava. Se for, eu tenho uma grana guardada.... Enfim, ... O dia de amanhã, só amanhã saberemos.
— Verdade. Mas, se você está confiante, então tudo dará certo.
— Foi assim que você conseguiu realizar o sonho de ser rapper?
— Como assim?
— Confiante?
— Ah! Sim! Claro! Se você não acreditar em você, não vai adiantar nada.
— É o que eu penso! – ela fez uma expressão confiante, e fechou os punhos demonstrando força.
sorriu com aquilo. era uma garota divertida, e não sabia o que havia tido com ela no hotel, mas, começava a compreender o motivo dele dá-la uma chance de conquistar seu sonho.
— E o seu namorado vai ficar em Bangkok ou virá embora?
— Quando eu disse que tinha um namorado? – ela arqueou a sobrancelha divertida.
— Não disse.
sorriu depois de encará-la em silêncio alguns minutos. Ela apenas concordou e não falou nada. sabia que estava "jogando verde", e não responderia. E ao perceber que ela não ia responder, ajeitou sua jaqueta, e apoiou-se de lado na grade onde estavam. Observou ela como se dissesse "e aí, não vai responder?". E ela sorriu como se respondesse que não.
— Se não disse, não tem. – ele constatou.
— Vamos embora! – ela riu da resolução rápida dele, e batendo no ombro dele saiu dali retornando para o caminho de onde vieram.
— Espera ! – ele falou logo atrás dela, e a menina rindo continuou a caminhar: — Que tipo de cara você prefere? Os atletas? Loiros? Morenos? Artistas? Rappers?
perguntava divertido fazendo-a gargalhar, e quando ela falou que não precisava respondê-lo, ele esbarrou no ombro dela e disse:
— Difícil você, hein?

Capítulo Dois

Give me that work like Riri. Girl, pop it like 3D
(Dê-me esse trabalho como a Rihanna. Menina, estoure isso como 3D)


O despertador de tocara e ela levantou-se ansiosa e confiante. "Vai dar certo!", ela mentalizava enquanto se arrumava para sair. Ao descer as escadas, encontrou na cozinha preparando seu café da manhã.
— Bom dia.
— Bom dia, ! O que quer comer?
— Qualquer coisa!
— Então pode fazer seu café da manhã, você está em casa.
Ele olhou risonho para ela. A mulher ainda se mantinha um pouco tímida, mas, depois de terem conversado tanto no dia anterior, já sentiam-se um pouco amigos.
— Que horas é o teste?
— Às nove e meia, mas, preciso estar lá às oito.
— Eu te levo!
— Não. Não, não mesmo. Muito obrigada, mas, eu me viro.
— Já falei que não é incômodo algum.
— Você tem algo a fazer lá? – ela perguntou curiosa.
— Não.
— Então, obrigada, eu vou sozinha.
Aish... Teimosa.
Após terminarem de comer, desceu de seu quarto com a bolsa contendo a roupa para o teste, e sua mala de viagem. lavava a louça, e se assustando com o barulho foi até a escada.
— Aonde vai com essa mala?
— Embora.
— Ok. Eu fiz alguma coisa?
— Não, não! Imagine! Apenas, não vou incomodar mais. Assim que o teste acabar eu vou procurar um hotel.
revirou os olhos e se aproximou de tirando a mala das mãos dela, e com uma de suas mãos ensaboada, ele deu um peteleco na testa dela sujando-a.
Ela limpou e o olhou contrariada. deixou a mala dela em um canto.
— Vá fazer seu teste, e volte para cá. Estarei em casa o dia todo. Depois procuraremos algum lugar, se você quiser.
— Mas, eu pretendia olhar pela própria empresa. Se eu passar, claro...
— Vai passar. Mas, mesmo assim venha para cá. Não tem por que ficar carregando essa mala pesada no meio do seu teste. Eu vou ligar para a empresa, e procurar saber as condições de hospedagem.
— Ok, . Muito obrigada por tudo isso. – ela falou sorrindo.
— Tudo pela garota do meu amigo. – ele respondeu brincando.
— Como é?
olhou-a sem graça. Pelo visto ele estava interpretando as coisas de forma errada. Quando abriu a boca para responder, abanou as mãos de modo a "deixar para lá". Olhando o relógio ela acenou saindo apressada do apartamento, desejou boa sorte enquanto via ela entrar no elevador.
Ela não havia notado a portaria, pois, nem ao menos passara por lá. Era uma recepção modesta, mas, com um quê de elegância. Entrou no carro que havia chamado por um aplicativo, e que acabava de estacionar à medida que ela saía da portaria. Entrou rápida e seguiu.
A AOMG era uma empresa média, não era uma multinacional, mas, já havia ganhado espaço e a tendência seria aumentar. fez o dever de casa direitinho, e por isso, não aguardava um prédio alto, espelhado ou coisas do tipo. Uma fachada modesta, uma recepção elegante e ampla, com uma funcionária simpática era exatamente o que ela esperava. Foi bem recebida e encaminhada à sala de inscrição.
Conforme indicava a carta, ela estava lá no horário e com os documentos adequados para a inscrição. Depois de se inscrever para o teste foi dirigida à uma sala de espera. Ali, dois funcionários explicaram o que seria o teste, o tempo estimado de duração para a seleção e outras informações do tipo. Perguntaram quem conhecia a empresa, e recolheram os currículos de cada uma. Apresentaram um breve histórico da empresa e depois saíram.
Na sala onde os testes aconteceriam, os mesmos funcionários levaram os documentos recolhidos: currículos e fichas de inscrição para o diretor do teste, o coreógrafo e o CEO da empresa, que seriam os avaliadores das candidatas.
Após breve pré-seleção daqueles documentos, iniciaram as chamadas. Uma a uma, as candidatas eram indicadas à troca de roupa no camarim preparado quando foi solicitado o momento. A primeira menina entrou, e as outras já se vestiam em ordem de chamada, a fim de agilizar o processo. Os testes levavam mais ou menos vinte e cinco minutos cada.
observava o pessoal que entrava, mas, não via quem saía. Parecia serem encaminhadas para outro espaço. Ela só conseguiu entrar para o seu teste, às onze horas da manhã. Até que, não esperou tanto quanto achou que aconteceria.
Na sala de dança, o piso em linóleo soava como nuvem sob os pés dela. Era aquele o seu ambiente. E estava feliz de estar ali. Caminhou ao centro do piso, e os homens liam brevemente seus documentos, a fim de verificar se a documentação dela estava entre as pré-selecionadas, como as mais atrativas ou não. E estava. se recordou de quem ela era assim que leu seu nome. E olhou na direção da mulher, que não mantinha contato visual direto com ele, e sorriu.
. Bom dia, tudo bem? – ele perguntou.
— Bom dia a todos. Estou bem, obrigada. – ela respondeu.
— Eu sou , estes são: o nosso diretor August Frogs ou Niga, e o coreógrafo, Joon. Já explicaram a você como vai funcionar, mas, eu vou repetir. Três músicas serão tocadas, uma por vez, e para cada uma delas esperamos uma resposta espontânea de sua coreografia. Depois, o nosso coreógrafo Joon fará algumas perguntas e pedidos específicos. Entendido?
assentiu que sim para ele.
— Podemos começar então?
— Claro. – ela respondeu em um largo e simpático sorriso.
A primeira música começou a tocar, e fechou os olhos. Ela começou a mexer a cabeça no ritmo dos primeiros beats. Era um ritmo marcado, e num compasso contínuo. E ela conhecia aquela música. "Hby" de SKOLOR tocava e começou a sorrir conforme movimentava o corpo. Ela se lembrou de quando dançava aquela música com seu amigo, de brincadeira, nos intervalos da companhia, de forma divertida. E sentia-se como se estivesse lá. Não era um beat que pedia passos muito elaborados, e por isso ela manteve os passos divertidos, soltos, e gingando bem com seus rebolados. Fez dois movimentos mais atrativos, quando colocou as mãos no chão, em uma bananeira e agitou a pernas no ar. Depois saltou e se ergueu rapidamente e rebolou num estilo "largado" até o chão, fazendo poses de rapper. Ela não prestava atenção nos avaliadores. Apenas sorria e brincava com as caras e bocas, na direção deles, como se aquele rap fosse dela. sorriu discreto e anotou algo na ficha dela. Repassou para o coreógrafo que se mantinha atento a ela. Quando a música acabou, ele anotou sua nota, no mesmo espaço que havia escrito e passou a ficha para o diretor. retornou ao centro da sala, e aguardou a nova música começar.
"Bullshit" de G-Dragon, começou a tocar com seus beats fortes, bem marcados e acelerados e lançou seu street dance mais específico. Ela conseguia ser técnica e sedutora nos movimentos. E repetiu passos de uma apresentação que já havia feito com aquela música. A música interrompeu novamente, dessa vez, em menos tempo que a outra e enquanto os avaliadores faziam suas anotações, já se preparava para a próxima que entraria. Se ela estava certa, seria uma música que eles esperariam um pouco mais de sensualidade dela. "Iffy" de Sik-K com , era uma das favoritas dela. E ela sorriu novamente, já de costas para eles. Ela começou seus movimentos mais insinuantes. Jogou o cabelo, rebolou, e no refrão, mandou um twerk lento.
"Iffy, iffy yah, yah..."
sussurrava cantarolando. E prestava muita atenção nos quadris da mulher. Ela continuava dançando olhando os avaliadores, mas, não os percebendo. movimentava-se como se estivesse fora de órbita. Num mundo próprio de dança. E Joon gostou muito do que ela apresentou naquela dança, tinha ousadia, sensualidade, mas, ela mesclava com o divertido do street. Foi pontual: ela conseguiu ser agressiva nos momentos certos, nas músicas certas e Joon não precisava falar muito. Sentiu que sua garota era ela.
A música parou aos poucos, e finalizou muito bem. Ela agradeceu e sorriu para os avaliadores, que já haviam feitos suas anotações. E era o momento de Joon falar:
, primeiramente quero dizer que em minha concepção seu teste foi muito bom. Eu pude notar que você tem domínio do street dance, e do jazz. Aqui em sua ficha diz que você fez parte de uma crew, e atualmente dança numa companhia de jazz de Bangkok.... Tem algumas apresentações legais.... Bem! As minhas únicas perguntas são: por que você está numa companhia de jazz? Por que você veio fazer o nosso teste? E se você tem certeza que é isso o que você quer, visto que, somos uma produtora de k-rap, k-hip-hop...
— Bom, primeiramente agradeço aos elogios e à oportunidade. E respondendo suas questões... A dança é um sonho pelo qual eu batalho há algum tempo. E mais do que um sonho, ela é como eu me expresso, como eu sou. Não é diferente para mim se eu vou dançar um estilo ou outro. Na verdade, eu tenho competência suficiente para dançar o que me mandarem, e sou estudiosa de estilos justamente para ter esta competência. Eu não vou ser hipócrita, na verdade, a Companhia Lótus foi a oportunidade que eu tive, no momento. Depois que a crew onde treinava foi desfeita, eu procurei outros grupos, mas, eu não tive condições de estudar nos melhores colégios de dança então... A Companhia foi a oportunidade que eu tive. Ela surgiu de um grupo de dançarinos, e amantes da dança que sem investimento buscaram fazer o que amavam. E eu me encaixei muito bem ali, como uma verdadeira família. Então, mais do que ser uma Companhia voltada ao jazz, somos uma companhia de dançarinos. E o jazz não nos limita. Como pode ver na minha ficha, eu pude disputar pelo nome Lótus em eventos de street. Estou aqui porque desejo mais, eu tenho um sonho e, se a AOMG não for o lugar onde eu vou realizá-lo será um degrau para chegar nele, com certeza. E eu tenho certeza absoluta de que estar aqui, é o que eu quero.
— Certo... E se você passar no teste, como fica a Companhia?
— Também estou aqui por eles, então, se eu passar a Companhia estará a postos de aplaudir. E de braços abertos. Ela sempre terá os braços abertos, se eu precisar voltar um dia. Mas, sinceramente... – sorriu sem graça, e falou confiante: — Estão todos torcendo para que eu passe aqui.
Os avaliadores sorriram também e entreolharam-se curiosos.
— Com certeza estão. , muito obrigada pelo seu teste. Por favor aguarde naquela porta à esquerda. Obrigada, e boa sorte. – Niga, o diretor falou para ela.
saiu pela porta indicada, e haviam poucas garotas ali. Todas conversavam e receberam bem a moça que acabara de chegar.
As dançarinas se mostravam ansiosas pelo resultado, e estava quieta e concentrada no seu teste. Tentava recordar-se das expressões nos rostos dos avaliadores e, principalmente, no rosto de .
sentia-se um pouco constrangida perto do , e isso desde o hotel. Não sabia ao certo se por saber da trágica situação dele no hotel, ou pela maneira como a presença dele era intimidadora. Na verdade, o constrangimento devia-se à sua timidez, pois, o se mostrou muito simpático com ela e nada intimidador. Mas, aquele era um tipo de reação muito comum entre as mulheres. Talvez fossem os olhos pequenos, ou o sorriso cafajeste, que lhe conferiam um ar predador. Era habitual que seduzisse por onde chegasse.
sacudiu a cabeça na tentativa de parar de pensar no que aconteceu.
— Ei! Moça! – as dançarinas olhavam para ela, parecendo que a chamavam há algum tempo.
— Sim?
— Como foi o seu teste?
— Ah, eu acho que bem.
— Viram? Parece que todas aqui, fomos bem. – uma delas disse constatando.
não deu importância, ela só se preocupava com o resultado dela. Não se importava se todas ali haviam passado, ou uma só. E não era por egoísmo, era por ansiedade. Havia esperado tanto por uma oportunidade como aquela, que imaginar que não conseguiria o trabalho era uma hipótese depressiva. Sim, desta forma, intensa.
Uma pessoa surgiu na sala pedindo-as para que prosseguissem de volta ao salão de teste. Elas seguiram o homem, e os três avaliadores as aguardavam na mesma bancada anterior. As mulheres ficaram enfileiradas de frente para eles.
— Senhoritas, vocês passaram no processo seletivo. Parabéns à todas. Aguardamos vocês amanhã às oito horas da manhã, para os ensaios oficiais da coreografia com o nosso coreógrafo, Joon. – Niga afirmou a elas.
— Sejam pontuais. Não admito atrasos. Temos um cronograma que será apresentado a vocês amanhã, então, não atrasem. Principalmente a... – Joon leu o papel em sua mão, com a ficha em busca do nome: — ! Você, especificamente não se atrase.
— Fique tranquilo, senhor Joon.
— Dispenso o senhor, e isso serve para todas.
As meninas se entreolharam e assentiram para Joon. direcionou um olhar discreto para , mas, ele não a olhava.
— Vocês passem no primeiro andar agora, por favor, e preencham os documentos para o RH.
Assim que o diretor Niga, deu as últimas instruções os três se levantaram, e as dançarinas seguiram para o primeiro andar da empresa. estava saindo da sala do RH no momento em que passou por ela no corredor. Ela olhou para os lados a fim de ver se alguém também estava ali, e ao notar-se a sós com ele, seguiu atrás dele. Ela não sabia se deveria agradecê-lo, ou fingir que ele nada tinha feito. Decidiu não falar nada, não lhe parecia que era certo. Estava caminhando atrás de , quando viu que ele seguia o mesmo caminho que ela: o elevador. Ele entrou primeiro, e logo ela entrou também. Olhou para ele, de modo tímido e corou. Novamente sentiu aquele rubor, que não sabia decifrar a razão, em seu rosto. Ela viu que o andar do térreo já havia sido apertado, então olhou para frente suspirando fundo, numa tentativa de fingir que não era ele ao lado dela. que mexia em seu celular, na hora que escutou o suspiro dela parece ter percebido que havia mais alguém, ele olhou de lado, de modo sedutor e natural. E ao vê-la ficou naquela posição: a cabeça um pouco de lado, os olhos pequenos e curiosos, um sorriso ladino e a sobrancelha arqueada, as mãos paradas no que fazia. Guardou o celular em seu bolso e ajeitou a postura. Olhou para frente também.
— Parabéns.
Ele disse, e imediatamente o olhou. De um modo assustado e tão diretamente em seus olhos, que novamente sentiu o rubor. Sorriu sem graça e abaixou a cabeça sorrindo.
— Obrigada. – ela disse calma, e decidiu falar mais: — Eu realmente preciso e quero te agradecer por isso, mas, não sabia se era certo.
— Do que está falando?
Ele perguntou e a mulher não entendia se ele fingia não saber ou se ela deveria fingir que não havia motivos para agradecer.
— O convite... – arriscou mencionar tímida.
— Sim, sim, eu entendi. Mas, porque não seria correto agradecer?
Eles se olhavam curiosos, e desviou novamente o olhar para um ponto na roupa dele. Não conseguia manter uma conversa encarando-o diretamente.
— Eu não sei.... Má impressão?
— Ninguém tem nada a ver com as nossas vidas, e não deixe de falar comigo ou qualquer outra pessoa de cargo superior aqui, por causa de pensamentos assim, .
O fato dele saber o nome dela não deveria espantá-la, afinal, acabara de fazer um teste na presença dele, mas mesmo assim, ouvi-lo o dizer mexia com ela. A porta do elevador abriu e antes de sair ele lhe falou:
— Parabéns, e obrigada por não desistir do seu sonho.
— Eu que agradeço.
Ela sorriu grata, e acenou saindo. Ela saiu logo em seguida, e novamente olhou para ver se ninguém havia notado acenando-lhe. Entendia a postura dele, mas, para uma funcionária de hotel onde a discrição é tão exigida, havia dificuldade de rompê-la. Muitas vezes não podia dirigir-se a um cliente do hotel, nem mesmo ao superior em qualquer lugar. Aquilo de "ninguém tem nada a ver com nossas vidas" era um tanto quanto, liberdade demais num ambiente profissional.
Respirou fundo, aliviada, assim que pisou a calçada da empresa. Olhou para o céu ensolarado e seu estômago roncou no exato momento em que seu celular tocava. Ela procurava o celular em sua bolsa, ainda parada na calçada, quando o carro de saía do estacionamento. Ele viu-a de relance, sorriu e seguiu seu caminho.
— Senhor ? – ela atendeu o telefone surpresa.
Aishh!!! O que combinamos?
— Desculpe, .
— Para de se desculpar também, por favor... – ele suspirou cansado do outro lado.
— Ok. Ligue de novo.
Ela disse sorrindo e desligou. não entendeu nada, e sorriu discando novamente.
— E aí, brow? – ela atendeu.
— Isso foi péssimo. – ele ria alto do outro lado da linha: — Mas, ainda foi melhor do que antes. Já saiu do teste?
— Já sim, e não tenho boas notícias sobre o hotel.
— É, eu também tenho notícias. Estou quase chegando aí. Decidi não fazer comida hoje, porque estou com preguiça. Vamos almoçar fora.
— Eu não sei se devemos.
— E por quê?
— Bem...
. – ele a interrompeu: — Eu já entendi que você é difícil, e fica calma que eu não estou dando em cima de você. Não é que eu não queira, mas, é realmente um almoço entre amigos.
— Não é nada disso, . Mas, tudo bem, estou na entrada da empresa.
riu baixo e logo ele desligou. Aguardava-o chegar, e haviam se passado oito minutos desde que ele ligara quando algumas dançarinas que foram selecionadas com ela, passaram por .
— Ei, ! Aguardando seu namorado? – uma delas perguntou.
abriu a boca para responder e ouviu uma buzina à sua frente. Arregalou os olhos e tratou-se de se apressar antes que tentasse sair do carro.
— Ah não, é só um amigo. Que já chegou... – ela respondeu as meninas apontando o carro e acenou se despedindo.
— Nos vemos amanhã, então. Boa sorte para nós!
— Sim, sim! Até amanhã!
Ela desceu os degraus rapidamente, e quando viu a porta de abrir, ela correu para entrar antes que ele saísse. O rapaz a observou sentando ao seu lado, assustado, com uma perna para fora do carro.
— Estamos em fuga?
— Só não queria que elas me vissem contigo.
— Por que? Eu sou um fugitivo da lei?
ajeitava-se novamente ao volante, ainda assustado.
— Não, mas, você não trabalha aqui?
— Olha , não precisa se preocupar com o que podem dizer de você na AOMG. Na verdade, não acredito que vão se meter em sua vida. As novatas, talvez, mas.... Que se dane. Ninguém tem nada a ver com nossas vidas.
Ela sorriu com a coincidência naquela frase. E deu a partida.
— É a segunda vez que me falam isso hoje.
— Ah é? Por que?
— É que... o senhor estava no mesmo elevador que eu, e me reconheceu. Mas, eu não quis falar diretamente com ele, porque ele é, né... O dono de tudo e responsável por eu estar aqui. Ele me disse a mesma frase.
sorriu. Ele sabia que havia dito aquilo. Assim que iniciou o seu teste, enviou uma mensagem à dizendo: "a garota do hotel veio". E a partir dali os dois conversaram sobre a apresentação dela. E o momento no elevador, também compartilhou com o melhor amigo.
— Olha, tecnicamente o maior responsável por você estar aqui, sou eu. – respondeu à fala anterior dela.
— Como assim?
— Eu que entreguei a carta. Se eu não tivesse feito o que pediu, você não saberia...
— É verdade... – sorriu para : — Obrigada .
— De nada. Passou no teste?
Ele já sabia da resposta, mas, queria vê-la reagindo àquela notícia.
— Eu te falei que meu lance é corporal, não falei?
Aishhh... Como é convencida esta garota!
— Quase uma rapper.
Ela lançou a ele um sorriso convencido e riu concordando.
— Parabéns pelo trabalho. – ele disse.
— Obrigada. – analisou a situação um minuto, silenciosa: — .... Por que o senhor te pediu para fazer aquilo?
— Primeiramente, esquece o "senhor". Tira isso da sua vida, sério. Você não está mais dentro do hotel, então, seja mais leve. Seja você.
sorriu sem graça e concordou.
— E não gosta de ser chamado assim, apesar da pose de "todo-poderoso". E depois.... Por que está tão interessada em saber?
corou. Não esperava que fosse ser interpretada de uma forma errada.
— Não é que eu esteja tão interessada, mas, eu acho estranho ele dar uma oportunidade assim para uma estranha. Se ele ainda tivesse visto alguma apresentação minha.... Mas.... Ele é de fazer esse tipo de coisa?
— Está muito interessada no ... – brincou.
— Ai, nossa, não precisa responder. Não é nada disso!
— Não fica brava! Eu só não aceito você ser difícil comigo, e não ser com ele. Afinal, o que rolou entre vocês lá em Phuket?
— Como assim? Do que está falando?
— Vocês não saíram?
— Não! – deu um grito, assustando e se desculpando depois: — De onde tirou essa ideia?
— Então, me desculpe , mas, eu também não sei. Achei que e você haviam...
— Pelo amor de Deus! Não! – ela falou interrompendo ao .
Ele sorriu confuso e curioso pela reação dela. Ela ficou pensativa. Se nem mesmo sabia a razão... E pior, se achava que ele teria feito aquilo por outros interesses, o que ela pensaria? pigarreou chamando a atenção da moça, e o pegou observando-a com um sorriso divertido.
— O que foi?
— Se você não está saindo com o meu melhor amigo, então...
, você não pode estar falando sério, não é?
— Eu não vou insistir, mas, se você quiser dar uma colorida na amizade que está iniciando entre nós, eu não vou me importar.
— Céus! Exatamente: iniciando. Controle-se!
Eles saíram do carro que já havia sido estacionado.
— Isso não foi um não.
— E nem um sim.
Ela caminhava à frente de e mexia nos cabelos em aparente desconforto. Os dois entraram no restaurante, sentaram-se em uma das mesas mais afastadas – por vontade dela – e conversaram sobre a estadia de enquanto aguardavam o almoço.
— Olha só , eu telefonei à AOMG um pouco depois que você saiu de casa e fui informado que não havia mais disponibilidade de hospedagem. Disseram algo sobre ter sido necessário avisar ao receber o informativo. Eu não quis usar de influência, pelo menos até falar com você.
— Fez bem , obrigada pela ajuda, mais uma vez. Mas, no RH me disseram o mesmo, e eu optei por procurar outro lugar mesmo. Se não for incomodar mais, eu gostaria de após o almoço procurar outro hotel e aí se você puder me ajudar...
— Bom, eu acho que você deveria considerar a minha casa. Eu acho que a convivência enquanto você estiver aqui, ou pelo menos até você se estabilizar, não vai ser negativa para nenhum de nós. Eu não estou sempre em casa, e nem você vai estar. E mesmo que esteja, não é como se fosse incomodar. Eu moro sozinho mesmo...
, muito obrigada, mas...
Ele a interrompeu com um dedo na boca dela, antes que ela terminasse e continuou falando:
— Eu brinco de dar em cima de você e tal, mas, eu sei respeitar uma dama, e pode ficar tranquila quanto a isso. Eu realmente não sou louco de chamar você para se hospedar lá, se não soubesse lidar com a situação. E depois, me preocupa outra questão: você disse que junta dinheiro há algum tempo para alguma coisa, que acredito ser importante, então economizar é importante para você. E tendo em vista que passou no teste, há um contrato com a AOMG pelo menos por um tempo. Então, seu trabalho no resort não vai te aguardar, não é?
— Realmente, eu vou ter que pedir demissão de lá. E economizar é importante, mas, me hospedar de graça também não era um plano inicial. Me cobre ao menos algum valor.
— Pode me pagar em beijos.
!
Ele começou a rir e o almoço chegou. Os dois aguardaram o garçom lhes servir, e perguntou-a:
— Tem alguma objeção em ficar lá em casa?
— Fale um valor.
— Me ajuda com a organização da casa.
— Sério? Você nem mesmo suja as suas roupas. – ela falou óbvia apontando para ele.
— Ok, então... que tal se você for responsável pelos cardápios enquanto estiver lá? Eu realmente não gosto de cozinhar.
— Tudo bem, mas, ainda assim é pouco . Eu não posso aceitar me hospedar sem fazer nada.
— Como uma futura ex-camareira você deveria saber que, hóspedes não trabalham.
— Não, eles pagam por isso.
— Ok, mulher teimosa.... Você pode arrumar os quartos, cuidar das roupas, a limpeza da casa, e....
— Meus serviços de camareira? É isso o que você está pedindo em troca, ou está achando que vou ser sua esposa submissa?
quase engasgou com a comida e olhou para ela de maneira divertida, não acreditava no que estava ouvindo.
— Se eu optar pela esposa submissa o que mais vem no pacote?
— Um divórcio.
, pague-me como quiser, apenas, aceite minha ajuda. Eu não estou fazendo isso só por você.
— Como assim?
— Deixe de ser desconfiada. – ele sorriu analisando-a: — E coma.
— Eu vou te pagar em dinheiro. A mesma quantia que pagaria no albergue. Não vou ser sua camareira, mas, não serei folgada também, porque afinal, não temos uma camareira.
— Uma diarista vai lá, uma vez por semana para limpar. Então, temos sim.
Ele continuou comendo, e o observou de modo confuso. Ele realmente queria que ela trabalhasse de graça para ele? Ela concluiu dizendo:
— E principalmente: nunca mais peça a uma mulher que lave, passe ou cozinhe para você. Principalmente se este não for o ganha pão dela.
Ele assentiu, um pouco vergonhado pela maneira como ela o interpretou, se desculpou e os dois almoçaram.

Capítulo Três

This is the moment you've been waiting for, girl, all your life
(Este é o momento que você esperava, garota, toda a sua vida)


terminava de servir seu café quando surgiu na cozinha arrumado para sair. Ele observou a mesa posta e sorriu. Juntou as mãos e abaixou o tronco num pedido de agradecimento. revirou os olhos e arqueou uma sobrancelha como se não soubesse que aquilo era o mínimo que ele esperava dela. Não havia aceitado a barganha de , mas, para ela era necessário ajudar. Não pelos gastos, afinal, ele tinha grana, mas, pela sua própria educação.
Comeram juntos e começou a manhã morrendo de rir. tivera um sonho estranho e ele contava para ela como foi, e fazia caras e bocas engraçadas sentindo repulsa do sonho com alienígenas que sugavam o cérebro dele.
Depois, ela levou à louça até a pia, mas, a impediu de lavar.
— Deixa comigo.
Ele retirou o detergente das mãos dela, e olhava profundamente sorrindo-a. ficou sem graça com aquela proximidade, e sentiu a pele arrepiar com as mãos frias de sobre as suas. Ela entregou a ele as coisas e saiu. Antes de sair pela porta do corredor observou o rapaz que lavava a louça, de costas para ela. Aquilo foi estranho.
Ela pegou sua bolsa e desceu. estava na porta de casa aguardando ela. agradeceu, ao passar por ele, e se despediu. Ele segurou o punho dela a fazendo o olhar.
— Vai aonde? – perguntou confuso.
— Para a produtora.
— Então por que está se despedindo? Eu também estou indo trabalhar.
Ele constatou rindo e fechando a única porta daquele andar: a de sua casa.
— Ah... E nós vamos juntos?
— Algum problema com isso? Ainda é sobre o que as pessoas vão falar?
— Não há problema nisso. Só achei que não sei.... Não é errado chegarmos juntos?
— Bem, se quiser pegar um ônibus.... Acho desnecessário se vamos para o mesmo lugar. Mas, se preferir eu deixo você um quarteirão antes e você pode terminar de chegar a pé, já que não quer ser vista ao meu lado.
— Não é que não quero, eu só não sei se é certo.
— Nós estamos fazendo algo errado?
— Não.
— Então ? Do que você tem medo?
entrou no carro confuso e pensava sobre aquilo. Ela entrou no carro silenciosa, e deu partida. Ele esperou por uma resposta que não veio, e após alguns minutos dirigindo ao som de sua própria música, com a mulher ao seu lado calada, ele resolveu perguntar de novo. Ou melhor, supor.
— Já sei! Não quer que o pense que estamos juntos. É isso?
— Claro que não é isso. Eu não tenho nada a ver com ele. Eu só não estou habituada a ficar andando com colegas de profissão por aí. Principalmente se estou dormindo com um deles.
— Olha... A gente não está dormindo juntos, mas, sabe que se quiser o meu quarto é perto do seu, né?
encarou-o entediada e ele riu.
! Ninguém tem nada a ver com o fato de você se hospedar na minha casa, ou eu te dar uma carona, por favor, fique tranquila. Se eu não estou preocupado, por que você deveria estar?
— Porque para você sair com uma dançarina da empresa não seria um escândalo, já comigo é o contrário. Não quero que pensem que obtive vantagens nesse trabalho.
— Entendi.
olhou para ela compreensivo e pôs a mão no ombro dela. se assustou com aquilo, e não percebera.
— Fique tranquila, não vamos causar essa impressão. Haja naturalmente, como eu disse antes, a AOMG não vai perder tempo com fofocas sobre seus profissionais.
decidiu acreditar no que dizia. estacionou em sua vaga habitual no estacionamento da empresa, e saiu do carro sendo seguido por . Entraram juntos e despediram-se com um aceno. Ele compreendia a necessidade de ser discreto com ela, por vontade dela.
chegou no horário, pontualmente. Joon cumprimentou e outras duas dançarinas que chegaram junto com ela. Indicou às meninas que aguardassem as demais chegarem, e quanto à , chamou-a para perto de si.
— Bom dia . Tudo bem?
— Bom dia, tudo sim e com você?
— Ótimo. Eu preciso conversar com você sobre seus ensaios. Sua coreografia é diferente das outras moças. Enquanto a maioria dançará em grupo, Melanie e Heiki dançarão em dupla, e você dançará sozinha em destaque. Sua participação no trabalho será maior. Quero que você seja mais sensual do que foi no seu teste, e sua coreografia será mais sedutora. Tudo bem?
— Claro. Sem problemas. Posso começar o alongamento?
— Pode sim. Guarde este papel – ele entregou a ela uma planilha: — São os seus horários de ensaio.
— Tudo bem, obrigada.
se distanciou de Joon, e foi até um canto da sala de dança, deixou sua bolsa ao chão e se preparou para alongar. As meninas que iam chegando observaram ela trabalhando antes, e estranharam. Logo, Joon estava reunido com todas elas e passando-lhes as orientações. Elas alongaram enquanto Joon passou a coreografia dele para . Ela não sabia o que pensar, a coreografia era sensual demais, e pelo que ele havia dito ela seria dançada em par, mas, a garota não fazia ideia ainda de como aquilo funcionaria. Ela apenas seguiu os passos de Joon, e estudava silenciosamente como ela faria aquela dança parecer menos erótica do que estava sendo. era contra a objetificação da mulher e as colegas dela, Melanie e Heiki, tinham uma coreografia em dupla ainda mais vulgar. Não era momento de falar nada, então calou-se.
Por quatro semanas ela ensaiava a coreografia, e mudava coisa ou outra que percebia ser possível, sem parecer que estava confrontando Joon. Quando o coreógrafo foi analisar a coreografia inteira, de cada dançarina, no dia do teste pré-gravação ele percebeu as mudanças de . Perguntou para a garota por que ela mudara a coreografia, e as explicações foram bem aceitas. Ele deixou a coreografia daquele jeito, e parabenizou , pois, segundo ele: "— Está muito sensual e nada vulgar. Não imaginei que seria possível para o que faremos, mas, consigo visualizar você e num quadro muito melhor".
A garota sorriu agradecida, e prendeu a respiração. Sentou-se para assistir as colegas demonstrarem a coreografia toda pronta, mas, não conseguia se concentrar. . Ela iria dançar daquele jeito com ele! E por mais que não fosse nada demais, e já estivesse há um mês sem falar com ele, tendo-o visto poucas vezes pelos corredores da empresa, ela ainda sentia aquele rubor sem sentido. Quando foram dispensadas, com os horários das gravações em mãos, ela saiu apressada da sala de ensaio. Foi ao vestiário se trocar, e saiu pelo corredor desatenta a tudo. Chamou o elevador e quando a porta se abriu, deu de cara com e . Eles olharam-na e sorriram. Ela entrou, os cumprimentando tímida.
— O que houve ? Parece que viu fantasma.
perguntou fazendo a garota virar-se de frente para ele e o amigo. estranhou a maneira informal como ele falou com a moça.
— Tive um dia exaustivo de treino, só isso.
— Ah ! – riu irônico: — E toda aquela história de que o "seu lance é corporal"?
estava sem graça e olhou feio para . Ele olhou confuso para ela, e depois olhou para . Riu sarcástico. Havia se esquecido que ela não queria que as pessoas soubessem que estava na casa dele por uns tempos. parecia não entender nada, e buscava nos olhos de uma resposta. então notou, que o amigo, o qual vinha falando a ele que só ouvia elogios sobre naquelas semanas, estava também curioso e um pouco ressentido por não conhecer aquela intimidade de com a moça. A fim de dar um ponto final naquilo, pelo menos perante ao , perguntou a ela:
— Seu ensaio de hoje acabou?
— Sim. – ela respondia contrariada.
sabia que se usasse um tom mais formal, a desmentiria ali mesmo e a coisa poderia causar impressão pior.
— Ótimo, então vamos para casa. Também estou indo.
A garota arregalou os olhos, e que olhava para frente arqueou sua sobrancelha e encarou o amigo:
— Espera... Vocês estão juntos?
sentia uma tremenda falta de ar, olhava os botões do elevador que nunca chegavam e pensava numa resposta, mas, não sabia se deveria falar diretamente ao . Não sabia se a pergunta foi direcionada a ela, e muito menos sabia, o motivo para tanto receio e constrangimento com ele. não esperou a mulher responder.
— Que nada! Ela é difícil. Mas, eu ainda tenho esperanças. – brincou ele sacana.
— Deixa de ser idiota . – ela respondeu nervosa com a cara fechada.
ainda encarava o amigo em busca de explicações.
— Ofereci hospedagem à quando viesse para o teste. E no fim, tudo deu errado nos planos dela, e ela acabou precisando realmente da minha ajuda.
O elevador indicou o térreo e a mulher se despediu de cordialmente, sentindo-se sufocada e saiu. riu discreto abaixando a cabeça e tocou o ombro de se despedindo. Os dois saíram ao mesmo tempo, e segurou o braço de o impedindo de prosseguir. Ele o encarava confuso ainda, e olhava para , surpreso por aquela atitude.
— Por que não me contou que ela estava em sua casa?
entortou a boca de modo despretensioso, e com olhos ainda surpresos respondeu:
— Faz alguma diferença?
não respondeu.
— Eu deveria avisá-lo? – perguntou ainda tentando compreender aquela reação.
continuou sem responder analisando o amigo. Soltou o braço dele e sorriu aliviando o clima e respondeu:
— Não, só estranhei você não comentar. Achei que estivessem juntos e eu.... Não soubesse.
— Relaxa , eu nunca mais vou cometer o erro de não te avisar se eu estiver com alguma garota. Você vai ser o primeiro a receber nome e foto.
sorriu brincalhão fazendo menção ao que acontecera antes entre eles. sentiu-se incomodado. Ele realmente achou que vinha comentando para sobre aquela garota, e que o amigo escondia que estavam juntos. Não que ele falasse qualquer coisa importante, mas, o próprio havia-o perguntando há duas semanas porque não falava das outras dançarinas.

Flashback

foi uma boa aposta. Joon me disse que todos ficarão loucos nas gravações!
— Hum... E as outras?
— Que outras? – olhou-o confuso deixando o copo sobre a mesa.
... Será possível que é tão excelente dançarina assim, a ponto de vocês não comentarem nada sobre as outras meninas?
— Realmente eu não me lembro de Joon me falar qualquer coisa sobre o desempenho delas. – ele concluiu confiante.
— Ou talvez, você só esteja interessado em saber o que acontece com . Ela é algum tipo de preferida, ou algo mais? – perguntou sacana e curioso.
— Não tenho preferências nas minhas equipes de trabalho e você sabe disso.
— Mas, tem com as mulheres.... Bem, num outro momento a gente fala mais sobre a . Eu tenho que ir para casa agora.
— Por que a pressa, tem alguém te esperando?
— Digamos que sim...

/Flashback


Ao se dar conta daquela memória, percebeu que poderia tê-lo contado. Mas, por que? Ele não tinha o dever de fazer isso, e estava incomodado. E não faria diferença, mas, continuava incomodado.
Naquela noite, saiu de seu quarto e foi até a sala de televisão assistir a um dorama quando saiu do banho e sentou-se ao lado dela. Ele levantou-se em silêncio, a mulher estava focada no que assistia, e foi até a cozinha. Trouxe duas latas de cerveja e amendoins. Entregou uma lata a ela, que pegou agradecendo e deu um longo gole. Ele observava ela, curioso.
— Você parece nervosa.
— Ansiosa. As gravações vão começar semana que vem.
— E isso é ruim?
— Estou pensando sobre isso, então, não sei.
riu e pegou o controle da televisão mudando de canal. o olhou confusa e ofendida.
— O quê? Você disse que estava pensando. Estava assistindo aquilo?
— Claro que estava! E se eu perder o beijo do casal por sua causa, eu vou te bater.
retornou ao canal, não sem antes zombar ao pé do ouvido dela:
— Você pode ter um beijo de casal ao vivo, muito mais intenso e emocionante do que apenas assistir.
Ela empurrou ele para longe e o garoto ria.
— Para com isso! Eu já falei que você não tem chance.
— Não é o que parece. Todo mundo já perguntou algo sobre nós. Até o hoje ficou confuso.
— Isso é porque você é invasivo e não sabe disfarçar!
— Qual é ! Fazemos um bom par, e todos percebem isso. – ele riu indiferente.
— Você não tem chance.
— E o ? – ele olhou para ela com muita atenção e um sorriso ladino.
Novamente o rubor, e engasgou, mas, soube disfarçar. Olhou fingida para ele:
— O que o CEO tem a ver com essa conversa?
— Qual é, ? Ele só fala de você, e te garantiu uma vaga no teste assim que saiu daquele resort... O que vocês fizeram?
— Ele fala muito de mim?
— Fala, e você fica envergonhada perto dele sempre. E está toda curiosa para saber o que ele disse.
— Claro que não! Estou preocupada, afinal ele é CEO da AOMG e como você disse, me deu uma chance de...
— Aaaaah! !! – interrompeu-a impaciente, e risonho: — Fala logo, o que vocês fizeram naquele hotel?
— Eu já disse que não aconteceu nada. Ele foi ao bar um dia, e conversamos e eu contei que era dançarina e foi só.
— Eu não acredito.
— Que diferença faria se tivéssemos algum tipo de contato maior?
— Muita.
— Por que?
olhou-a profundamente, bebeu sua cerveja e deixando a lata sobre a mesa se levantou e disse:
— Porque talvez, eu esteja mesmo pensando em conquistar você.
Ele disse e saiu deixando envergonhada e perplexa no sofá. Quando subiu as escadas, se jogou deitada no sofá tampando o rosto com as mãos.

Capítulo Quatro

(Grant wishes like genies. Oh! Let me see that thing baby)
Conceda desejos como gênios. Oh! Deixe-me ver o que você tem, baby

09:00 am. Dia seguinte.

A campainha tocou e saiu da cozinha para atender. Ela estava vestida com sua roupa de dança, e um copo de água em mãos. Abriu a porta da casa e deu de cara com .
— Bom dia. – ele disse simpático.
— Bom dia. Ah... entre.
Ela deu passagem a ele, e antes de fechar a porta respirou fundo. Ele entrou notando o silêncio.
não está? – perguntou confuso.
— Não. Eu acordei ele já havia saído. Vocês combinaram algo?
— Ele só me disse para vir, que precisava falar comigo.
— Então, ele deve estar chegando, não é?
assentiu sorrindo e os dois ficaram se olhando sem graça.
— Estava ensaiando? – ele perguntou olhando-a de cima à baixo.
— É! Eu estava à toa, então...
sorriu e olhou ao chão, não conseguia manter contato visual com .
— Posso ver?
— Como?
— Bem... tenho ouvido Joon falar tanto dessa coreografia, que realmente estou ansioso para ver como ficou.
soltou a respiração que havia prendido ao ouvi-lo. Sorriu nervosa e assentiu que sim com a cabeça, e silenciosamente deu as costas e saiu andando até o aparelho de som. seguiu-a e sentou-se no sofá. Ela virou de uma só vez a água de seu copo e respirou fundo. Fechou os olhos e soltou a música.
percebeu que ela estava nervosa e pigarreou nervoso também.
mentalizava calma, afinal, não era a primeira vez que dançaria na frente dele. Mas, o que não conseguia esquecer é que dançaria para ele, com ele, daquele jeito.
estava atento a cada movimento dela, e conforme ela dançava ele relaxava. Escorou as costas no sofá e mordeu o lábio ao notar os movimentos do corpo de . Quando chegou na parte mais crítica da coreografia, apenas pausou a música.
— Não vamos estragar toda a surpresa... – ela falou tímida, arrancando de seus pensamentos.
— Claro! Só me deixou mais curioso...
Ele olhava para ela com aqueles olhos de predador, e a garota fugia ao olhar dele. levantou-se rapidamente ficando de frente a ela, e deu uma singela observada no rosto e corpo da mulher próxima a si. Sorriu e foi até a cozinha abrindo a geladeira. Ele não era de muitas folgas na casa de , mas, precisava sair de perto e pegar qualquer coisa gelada para beber.
pegou um lenço em seu quarto e cobriu o quadril com o lenço amarrado. Estava de colam de dança e meias-calças. Ao retornar à sala, estava na sala de estar. Sentado no sofá roxo sofisticado e de pernas cruzadas. Ela ia perguntar se ele desejava algo, mas, puxou assunto mais rápido:
— Fico feliz que não desistiu de vir. Tenho recebido muitos elogios de você.
— Eu não seria louca de deixar uma oportunidade como essa passar.
— E está gostando da empresa, da equipe?
— É tudo maravilhoso. E me deixa muito feliz, que Joon aceitou algumas sugestões minhas, embora eu tenha acabado de chegar.
— Claro... É tranquilo lidar com ele.
Ela concordou com , sorrindo.
... Por que você está hospedada aqui, mesmo?
— Houve um engano com a confirmação do albergue onde eu ficaria, e perdi a reserva. E não tinham outras opções mais baratas e seguras... A empresa também já não tinha como disponibilizar hospedagem. insistiu em ajudar, e eu decidi pagá-lo a quantia que eu pagaria no hotel.
— E você está gostando de ficar aqui, com ele?
— Nos tornamos mais próximos, e é divertido. Ele é bem diferente do que eu imaginava lá no resort.
— É, é.... Ele é bem maluco. Lá no resort… – pensava nas palavras enquanto ela observava-o curiosa: — Depois que eu fui embora, você e ele se conheceram?
— Como assim?
— Ele falou alguma coisa sobre...
— A traição?
ficou incomodado com aquela palavra, mas, agia naturalmente.
— É.
— Não. Depois que você foi embora ele saiu com várias garotas, e aproveitou as férias dele, eu suponho. Não sei bem, porque, só fui ter contato mesmo quando ele me entregou a sua carta.
— Então vocês não se falaram?
sorriu contrariada, e perguntou ao :
— Por que vocês dois ficam me perguntando o que fizemos no hotel?
não esperava uma pergunta como aquela, a mulher estava sempre cheia de dedos. Mas, a julgar pela abertura de sua frase e o tom de sua voz, talvez, ele tivesse a ofendido.
— Desculpe! É que você fica tão preocupada com o que as pessoas da empresa podem comentar, e está morando aqui um tempo, mantiveram segredo.... Eu achei que vocês pudessem...
— Estar juntos. – ela concluiu insatisfeita.
— É. Estão?
— O que o disse?
— Que você é difícil e mais alguma coisa sobre não estarem.
— Pois é.
— Ele fica te perguntando o que fizemos no hotel? Tem mais alguém falando algo do tipo?
— Não. Não tem ninguém. Só o , que faz isso para me irritar.
O telefone de tocou antes que ele falasse algo. E ele atendeu apressado.
Sim? Bem, por mim tanto faz. Não tenho restrição alguma, deixo para vocês fazerem a melhor escolha. Estou ocupado agora, por favor, resolvam isso.
Ele desligou a chamada e guardou o telefone.
— Era da empresa. Sobre a escolha da modelo que vai representar o novo single no comercial da televisão...
— Imagino que a música vai ser um sucesso em todas as plataformas!
sorriu agradecido para ela.
— Certamente, você vai fazer parte disso tudo.
E ela sorriu tímida. prestava atenção ao sorriso dela, e sentia uma falsa fragilidade naquela mulher. Algo natural, e não forçado. Como se ela mesma, não fosse capaz de distinguir a própria força e fraqueza. Pôs em sua mente, que ele, o inabalável "senhor confiança" poderia ensinar muita coisa para ela. Inclusive a se descobrir.
— Você disse que ele te irrita quando pergunta sobre nós no resort. Por que?
— Porque...
A porta da sala abriu e adentrou assustando-os. Ele olhou para os dois que conversavam sentados ao sofá, e sorriu.
— Atrapalho algo? – falou de modo sugestivo.
— Por que me pede para vir aqui, se nem em casa estava?
— Porque eu sabia que haveria alguém para receber você!
Ele falou óbvio caminhando até e puxando-a pela mão, ergueu a garota de pé, e a abraçou apertado.
— Bom dia ...
Ela retribuiu o cumprimento, confusa e assustada. Não eram daquilo e nem entendia o que estava fazendo.
— Essa roupinha logo cedo? Não me diga que você dançou para o , mas, não dançou para mim?
Ela soltou-se do abraço, que era necessário confessar: um dos mais confortantes que já recebera, e segurou pelos ombros encarando-o:
— Você está bêbado? Não tem vergonha? São apenas nove horas da manhã!
— Se eu ficar bêbado você dança para mim?
Aish! Cala a boca ! – ela deu um tapa no braço dele e se distanciou, olhou para e disse: — Bem, com licença . Eu vou deixá-los conversando.
— Pode ficar aqui, se quiser. – respondeu sem entender a saída dela.
— Eu vou tomar um banho.
— Ah! Então me espere querida! Eu acabei de voltar da corrida matinal, podemos tomar um banho juntos de hidromassagem! , você espera aqui, não é?
falava fazendo graça e parou de rir quando sentiu uma almofada sendo jogada nele. saiu constrangida dali, e subiu as escadas apressada.
foi a cozinha pegar água. E ao voltar se jogou na poltrona em frente ao amigo. olhava-o de modo diferente. Nem bravo e nem tranquilo. Mas, sim, como alguém que perdeu um episódio de um fato importante, e não entendesse o que acontecia.
— E aí , que cara é essa? – perguntou após perceber o amigo confuso.
— Você está a fim dela?
— Eu já disse que você será o primeiro...
— É, é, eu entendi isso! – cortou o amigo por se envergonhar ainda de ter ficado com a namorada dele: — É só que... você fica jogando piadas e indiretas para a garota...
— Não é que eu esteja a fim, ou não. Mas, se me der uma chance é claro que eu fico com ela. Ela é fantástica. Mas, não estou interessado assim... Como você.
— Do que está falando, seu idiota?
, .... Você já saiu daquele resort com essa garota na cabeça! E fez o que podia para revê-la, e agora, desde que ela chegou você só sabe falar nela.
— E mesmo assim você me escondeu que ela estava aqui, com você!
sentiu o ar um pouco mais tenso entre eles e bebeu o restante de sua água, mais sério.
— Eu não escondi nada. Eu só não comentei. Te perguntei todo tempo qual era a sua com ela, e por que eu tinha a obrigação de falar que estava ajudando a moça?
— Justamente porque eu só falo nela, desde que ela chegou.
— Então, você confessa que...
— Eu não sei! Não quero misturar as coisas e ser precipitado.
suspirou pesadamente e revirou os olhos perguntando:
! Me conta logo o que rolou entre vocês. Se estivesse apenas interessado em ajuda-la, não estaria assim. Você já saiu de Phuket com essa mulher na cabeça! – falava apontando a escada, na direção onde havia seguido.
— Não aconteceu nada. Ela só, me aconselhou quando eu estava confuso com toda a situação entre e nós. Mas, foi só. Eu queria retribuir de alguma forma as palavras dela...
— Só isso?
— Quando ela chegou aqui não tinha tanta coisa na minha cabeça, mas, depois do teste... Depois de vê-la dançar, eu não vou mentir que fiquei curioso. Ela sempre tão tímida, frágil, quando dança... – ofegou forte — E tem o Joon me passando o feedback dos ensaios dela.... Sei lá! Eu fui criando uma personagem na minha cabeça, mas, hoje... – fez uma pausa — Deixa para lá.
Uow, uow! Não! Agora fala, hoje o quê?
— Ela estava ensaiando quando eu cheguei e pedi para assistir um pouco e.... Tive vontade de agarrá-la na mesma hora ! Foi inexplicável, mas, eu lembrava dela vestida de camareira, e depois bar girl e depois...
— Ok , entendi! Uow! Sei como é... eu vejo ela de pijama às vezes e me pergunto como eu consigo me controlar, porque ela é um mulherão, mas, toda frágil.... Toda meiga e tímida, mas, aí de repente ela tem as respostas na ponta da língua e...
! Qual é?
não gostou de ouvi-lo dizer aquelas coisas de .
— Está com ciúmes, senhor ?
— Você não está ajudando.
— Então vou ajudar. Por mais que digam que não rolou nada, eu não sei se acredito. Tem uma certa química entre vocês. E... realmente achei que atrapalhava algo quando cheguei.
— Não exatamente.
— Ok. Mas, se acalme. Ela também sente alguma coisa. Fica toda cheia raivinha e sem graça quando pergunto de vocês. E sabe ... você terá um tempo ao lado dela nesse trabalho, então, aproveite a chance pra se aproximar. Não faça como fez com a Monique.
Uow! Você está demais hoje, hein? Precisava me lembrar ela?
— Há quanto tempo voltou da turnê e não foi vê-la? All I Wanna Do, realmente foi um sucesso e você não foi ao menos agradecê-la! Aigoo... como é mulherengo este .
— Mulherengo, eu? Até onde sei, quem foi que mandou embora e saiu com todas as garotas que pôde?
— Ei! Eu podia fazer isso! Afinal, a minha namorada havia dormido com o meu melhor amigo. E o orgulho de um homem, onde fica?
— Como você é machista, ! – surgiu na sala de estar vestida para sair.
— Aonde vai?
— Melanie e Heiki me chamaram para almoçar.
— Ah... achei que fôssemos almoçar juntos, os três! – disse chateado apontando para , e ela.
— Que tal se Melanie e Heiki vierem almoçar com a gente? – perguntou.
— Desculpe , mas, você é o chefe e a última coisa que eu quero é....
— As pessoas falando que você obteve alguma vantagem. – e responderam juntos.
se levantou com as mãos na cintura e rosto preocupado:
— E onde será este almoço? Eu levo você!
— Não! – falou rápido e urgente, atraindo os olhares surpresos dos dois — Vai tomar um banho , se arruma para almoçarmos. Eu levo a e volto.
Antes que qualquer um deles contestasse, já estava saindo pela porta principal do apartamento. olhou confusa para , que abanou as mãos sorrindo sacana para ela ir.
...
— Ah não! Não me peça nada agora, você me rejeitou. Vá com o . – subiu as escadas e gritou para ela, antes que os dois sumissem de vista: — E aproveite, !
Dentro do carro de , sentia-se extremamente desconfortável. Não queria ser vista com ele. Será que ele não havia entendido?
— Você estava me respondendo uma pergunta quando nos interrompeu.
— Verdade.... Se importa de perguntar novamente?
parou o carro. não entendeu e observou o local. Ele havia parado antes do restaurante, para que eles não fossem vistos, assim como ela queria. Ela sorriu sem graça, e agradeceu. soltou as mãos do volante e encarou , de modo ladino, com uma postura safada. A natural postura .
— Eu queria saber por que te irrita quando menciona um caso entre nós?
— Bem, porque você me deixou uma carta com uma chance de participar da empresa, e nós vamos trabalhar juntos e mal nos conhecemos. Então fica parecendo que eu...
— Já falei para esquecer o que as coisas possam parecer. Nem tudo o que parece é, e você não deve passar a sua vida tentando provar o que não fez às pessoas.
se aproximou um pouco de , umedeceu os lábios e os mordeu. A mulher repetiu o gesto sem encará-lo.
. Se eu não tivesse feito o que fiz, você acha que teríamos nos encontrado de novo?
— Foi por isso que você fez o que fez?
— Não... não acho que posso dizer que foi por isso. Eu realmente queria te dar uma oportunidade e agradecer pelas suas palavras no resort.... Mas, eu também não posso dizer que não tinha esperanças de revê-la.
— Então você queria me rever?
— Sim... – olhava intensamente para ela.
— Então, se queria... eu acho que mesmo não me dando a oportunidade de vir, você daria um jeito de voltar a Phuket e me achar.
— E o que fazemos agora? Que estamos aqui... – se aproximou aos poucos inebriando : — E podemos aproveitar que estamos nos vendo, e trabalhando juntos...
se afastou como se despertasse.
Pigarreou, com ainda próximo a ela, e concluiu:
— Agora, eu desço aqui, pois, tenho um almoço. E você tem que sair com ... e.... E.... Segunda-feira começam as nossas gravações.
concordou em um aceno de cabeça incrédulo, e saiu. Ela andou apressada sem nem olhar para trás, abanando-se com a própria blusa. E , se arrependeu de ter tentado aquele avanço. Fora precipitado. O que será que ficou parecendo? Será que ela interpretaria ele de modo equivocado? Por hora, o que deveria fazer era voltar à casa de .
Durante todo o fim de semana, estava ansiosa e nervosa com as gravações de segunda-feira. Depois do momento no carro de , ela não sabia como deveria reagir. Como deveria o interpretar. E julgando por não ter dito nada, não deve ter contado do quase beijo.

Capítulo Cinco

(Wake up, wake up, let's get it started. Stay up, stay up, girl, I'd be on it. Don't go to bed unless you go with me…)
Acorde, acorde, vamos começar com isso. Fique acordada, fique acordada, menina, eu estarei. Não vá para a cama a menos que você vá comigo…


Na segunda pela manhã, dirigiu com em seu carro até o endereço onde seriam as gravações: uma das mansões de . Ao chegarem lá, uma confusão de equipes de filmagem, maquiadores, figurinistas, as dançarinas, e outras pessoas. viu e entrando juntos, e mal teve tempo de falar com ela. Joon imediatamente foi arrastando para as maquiadoras, cabelereiros e figurinistas.
— E aí , vamos que vamos! Me Like Yuh vai ser mais um MV de sucesso, man!
— Tenho certeza...
não tirava os olhos de e percebeu:
— E você está bem ansioso para ver a em cena, não é?
— Eu quase beijei ela, .
disse sem pensar e o olhou curioso, assimilando o que ouvira.
— No sábado? Quando levou ela para o almoço?
— Sim.
— E aí?
— Ela não quis. Saiu fora.
— Eu entendo ela, . Imagina só, ela vai contracenar diretamente com você... A menina vem lá de Phuket, do nada. Passa numa peneira onde haviam candidatas das melhores escolas de dança...
— É eu sei. Mas, eu não sei o que fazer . Eu devo me desculpar? Será que ela me entendeu errado?
Enquanto pensava numa resposta, uma mulher surgia acompanhada de assessores. As equipes presentes prestaram atenção nela, e quando voltaram seus afazeres não acreditava em quem era.
— O que ela faz aqui? – perguntou insatisfeito.
— Não faço ideia.
Niga a recebeu e a acompanhou até . Mas, assim, que percebeu a aproximação dela, ele saiu de perto. Caminhou até . A mulher observava atenta aquele reencontro e apertou, solidária, o ombro de ao seu lado, logo que ele se apoiou na penteadeira onde ela estava sendo arrumada.
, esta é . A modelo selecionada para a campanha publicitária.
chamou Niga em um canto para falar-lhe:
— Por que, num mundo de modelos, vocês selecionaram logo esta mulher?
— Quando telefonei você informou que não tinha nenhuma restrição.
... – sacudia a cabeça incrédulo.
— Quer que eu a dispense e rompa o contrato?
— Não. Agora eu sofro as consequências... E romper o contrato trará mais prejuízos. Deixa que eu falo com ela.
foi ao encontro de novamente. e observavam a cena. Ele extremamente irritado, e ela ansiosa. Havia um sentimento a mais, no coração de . Uma angústia diferente. fez menção de se levantar, mas, foi mais rápida e levantou-se pondo-se na frente dele.
— Calma! Não faça besteiras! – disse para .
— Então trabalharemos juntos, ! – falou para no local onde estavam, distantes de e .
— Não. Você vai trabalhar na campanha da minha música. Eu e você não teremos nenhum tipo de contato. Você fará as fotos aqui nos cenários, e depois eu não quero ver nem mesmo o vulto da sua silhueta.
Uow . Onde está seu profissionalismo?
— Niga! Encaminhe a senhorita , por favor. – chamou o diretor, e antes que ele se aproximasse mais, falou:
. Não há impedimentos para nós. Por isso eu o procurei. Eu estou solteira, você também... – ela se aproximou passando a mão no rosto dele.
— Saia! – retirou as mãos dela do rosto dele, e deixou-a na companhia de Niga.
estava do outro lado da sala, a ponto de dar um soco em alguém. ficou absurdamente assustada pela reação de . Ela tocou as costas dele, numa tentativa de acalmá-lo. observou aquela cena um pouco depois. Os dois tão próximos e consolando . Afagando as costas e ombros dele. E quando pensou em caminhar até eles, os dois saíram para um lugar menos movimentado.
já tinha visto ali, e notado a presença de com ele. Ela seguiu os dois.
, por favor, se acalma! Olha só! Você.... Você não precisa estar aqui. Por que não vai para casa? Eu te ligo quando tudo acabar... ou melhor... eu pego carona com alguém.
, não! Eu não vou sair daqui por causa daquela vadia! Eu só... Eu fico tão irritado por não ter.... ARGH! Que cara de pau a dela, em aparecer aqui e ainda seduzi-lo na frente de todos!
? – surgiu no corredor onde estavam: — Vejo que ainda não pode superar o que houve, e me perdoar.
— Você é uma grande cara de pau, não é, ? O que é? Apaixonou-se pelo numa transa de uma noite?
segurou a mão de , a fim de passá-lo um pouco de calma antes que ele pulasse no pescoço de .
— Quem é essa?
. A dançarina principal do MV. – disse segurando a mão dela de volta, na mesma tentativa de protegê-la.
— Eu a conheço de algum lugar...
— Eu fui camareira do resort em Phuket.
— Uma camareira? Dançarina?
— Qual o problema ?
— Foi você, não é ? Mal me deu um pé na bunda e já saiu trazendo a primeira que encontrou!
ficou furiosa de ver ao lado de .
— Não fale assim de ! Ela é uma mulher muito melhor do que você!
, deixe-a falar, vamos embora... – dizia preocupada ao .
surgiu onde os três estavam, mas, não interrompeu.
— Melhor do que eu, em quê?
— Ela tem dignidade! Coisa que você não tem, sua vadia! Você me traiu com o meu melhor amigo!
— Qual é ? Todo mundo erra! Vai me crucificar até quando? Você já até partiu para outra! – ela disse apontando , e voltou à palavra a mulher: — E você , cuidado! O vai se cansar de você e te substituir no primeiro erro que você cometer, assim como fez comigo!
perdia cada vez mais a paciência. Soltou a mão de e avançou alguns passos até , falando de maneira rude:
— EU TE SUBSTITUÍ? Você é louca? Você enganou a mim, enganou ao e ainda tem a cara de pau de aparecer aqui e dizer que eu te substituí, no primeiro erro? Como se fosse um errinho simples, não é, ?
! Chega! Vamos voltar para o salão, temos responsabilidades e não vai adiantar discutir! – falou pondo-se em frente a ele.
, nunca mais apareça na minha frente. Sua golpista! É isso que você é, uma mercenária, uma interesseira!
— Eu sou mercenária, interesseira? Eu? Uma modelo de carreira feita? Acho que está confundindo, ! A sua namoradinha camareira que agora está pagando de dançarina tem muito mais cara de ser a golpista aqui!
— Você! Cala a boca! – perdeu a paciência com : — Não me ofenda! Eu exijo respeito, porque eu não estou faltando com o respeito a você! Presta atenção garota! Para de brigar com uma mulher por causa de homem! Principalmente agora que você é tão culpada disso tudo quanto ao ! Então para de bancar a sonsa, e principalmente de descontar sua raiva em quem não tem nada a ver com a sua sujeira!
Era vez de segurar . Ele tinha passado os braços em volta do tronco de , colocando-se ao lado dela para segurá-la. Já havia descontado sua raiva, e precisava se controlar. ofendera e por mais que a vontade dele fosse humilhar ao máximo que pudesse , ele sabia ser errado. E sabia que precisaria manter o controle por .
ficou estática depois que falou tudo aquilo, olhou com raiva para . Analisou a mulher que estava maquiada, e vestida com um hobby devido à preparação para a gravação, de cima à baixo. E depois de encarar , perguntou diretamente ao :
— O que a santinha da sua namoradinha tem de especial?
— Eu não sou... – foi interrompida por .
Ele não deixou-a explicar que não era santa, e muito menos namorada de . Beijou ali mesmo. Puxou a amiga contra o seu corpo, e iniciou um beijo eufórico que aos poucos foi ganhando um compasso bom. foi pega de surpresa, aceitou o beijo, e não sabia se deveria romper. Entendeu que fez aquilo para se vingar de . estava ao fim do corredor e odiou a cena. Ele também entendeu a estratégia de . Na verdade, esperava que fosse aquilo realmente. Quando se separou de , não os olhava.
... – parou de falar antes que prejudicasse a postura do amigo perante a ex.
— Tudo bem , pode e deve saber que somos um casal.
— Ainda por cima é segredo? – perguntou sarcástica.
estava confuso com aquela pergunta. Ele não entendeu o que acontecia ali. mentira para ele ou para ?
— Caráter! – se aproximou de sussurrando bem perto do rosto dela: — É o que a tem que você não tem, . Caráter!
! – chamou-a fazendo os três perceberem sua presença ali: — Vamos começar a gravação, por favor, retome seu lugar.
assentiu envergonhada. Quanto tempo ele estava ali? Ela soltou-se da mão de e passou por encarando-o constrangida. Ele olhou para ela de um modo chateado, mas, nem mesmo sabia se devia se chatear por aquilo. E muito menos compreendia aquela nuvem de ciúme que pairava em sua cabeça.
encarou com ódio, e olhou indiferente para e saiu seguindo . saiu em seguida, deixando só. já no salão de preparação ouviu Joon e Niga reclamando com , sobre o sumiço e atraso. Todos olharam na direção deles, como se perguntassem onde estavam. Atrás surgiram e . As dançarinas olhavam curiosas para .
se aproximou de e falou discreto para ela:
— Você está bem?
— Olha a reação deles, estão todos olhando torto para nós agora.
— Não se preocupe com isso! Ninguém vai falar nada que não deva.
— De você, que é . O dono disso aqui.
falou um pouco chateada e irritada.
— Não fui eu que te beijei e declarei ser o seu namorado.
respondeu no mesmo tom.
— Nós não somos.
respondeu e logo a figurinista estava ao seu lado puxando-a para a troca de roupa.
Niga chamou para o primeiro cômodo da mansão onde seriam gravados os primeiros blocos de cena. Ele suspirou fundo e seguiu. sentou-se na ala dos convidados e foi direcionada à preparação para tirarem as fotos assim que terminassem o primeiro bloco.

Gravações: Dia 1 – Bloco 1

estava com a cabeça um pouco pesada. Lidar com o surgimento de havia sido uma desagradável surpresa, mas, pior foi ver beijar . Ele não compreendia o que havia acontecido para ele ter aquele tipo de sentimento por aquela mulher. Eles não haviam vivido nada de especial, mas, como o próprio dissera, havia uma química entre eles. E sentia-se péssimo por não ter sido ele a beijar . A cabeça pesada contribuiu para o ar indiferente que Niga tanto pedia para ele atuar, em sua cena. A cena filmada, era a inicial com sua entrada de costas, passando em um corredor para um salão. Após a entrada dele, um corte fora feito. Niga explicou que a introdução do MV seria composta por uma montagem de cenas iniciais de em cada cenário que seria gravado. Logo após filmar entrando, era vez de filmar a entrada das dançarinas Melanie e Heiki. As meninas vestidas com biquínis, e com uma capa alaranjada com a frase tema da AOMG. Após a filmagem delas, outro corte. E iniciara-se a coreografia solo de . Ele no salão verde, vazio, cantando e dançando sozinho. Todas as cenas filmadas ali com foram feitas naquele momento.
Niga pausou a gravação e recompôs o planejamento:
! Faremos uma mudança! Eu filmaria todas as cenas solo suas, e depois voltaria filmando as cenas onde as dançarinas entram. Mas, é melhor que eliminemos as gravações não pelos componentes, mas, pelos cenários. Alguma objeção?
— Não, por mim ok.
— Ótimo! Então, ! Prepare-se! Você entra agora, faremos uma segunda tomada dessa cena com , Melanie e Heiki.
— Niga! A cena de Melanie e Heiki ficou boa! Não precisa refazer. – disse um dos auxiliares de direção.
— Tudo bem, então, figurino: façam a primeira troca de roupa das meninas! Todos em seus lugares...
Logo, Melanie e Heiki foram direcionadas à troca de roupa: vestiriam o maiô preto. , já alongava. Estava pronta. E retornou para refazer a cena da entrada. Em seguida, Melanie e Heiki entraram no cômodo onde atuava para filmar uma cena onde as meninas ficariam em pé, em cima de uma mesa de mármore. retorna ao cenário, grava as cenas onde aparecerá sozinho naquele cenário, e depois entra junto com ele.
Ela vinha andando sensual na direção de . Caminhou até a lareira falsa e rebolou atrás dele, enquanto ele cantava e encenava de costas para ela. Depois ficou de frente para na lareira e a mulher continuou sua dança sensual. Àquela altura, não conseguia mais ser indiferente. Ele tentava seduzi-la com sua voz e marra. Recordava-se da mulher dançando na sala da casa de . Quando abaixou-se na lareira rebolando requebrado e deveria ficar olhando-a, a vontade dele era tocar o corpo dela e conduzir os movimentos de . Mas, mesmo quando a mulher se colocou colada ao corpo dele, em sua frente e descia rebolando, ele não podia tocá-la. Aquela dança entre eles compunha um "pega-pega" coerente e permissivo. Onde ficaria seguindo como sua sombra, por aquele espaço, mantendo certa distância. estava pensando se Joon havia tentado contracenar com , além de apenas assisti-la, para inventar um absurdo de coreografia onde não poderia tocar a dançarina.
Outra pausa fora feita. Niga dispensou e para que Melanie e Heiki fizessem suas filmagens naquele salão de mármore.
Enquanto as dançarinas filmavam a cena com as armas e com os movimentos sensuais, foi até . Ela viu o amigo sentado disperso, e foi atrás deles. Ele gostaria de saber o que realmente acontecia.
, esquece o que aconteceu... – ela falou acariciando o cabelo dele.
observou aquilo e olhou à sua volta pensando se deveria mesmo se aproximar. Ajeitou sua roupa e foi.
, eu estou com ódio de ! E cara... Desculpa pelo que fiz você passar.... Todo mundo olhou pra você daquele jeito que você estava evitando.
— Não foi sua culpa . Foi minha. Fui eu quem saiu de um corredor junto com ela. – aproximara-se dizendo.
— Mas, eu também vacilei. Desculpa ter te beijado e inventado aquela história na frente da . – pegou a mão de beijando-a e a mulher sorriu com aquilo.
— Ei, não peça desculpa pelo beijo. Foi bom.
— Gostou? – sorria sacana: — Estamos aqui para o que precisar. Também oferecemos outros serviços...
— Peça desculpa por não me pedi-lo. – ralhou pela ousadia de .
— Se eu pedisse estragaria o disfarce. E você não me beijaria também! Tenho tentado ser educado desde que você chegou...
Os dois riram, mas, não estava bem com aquela conversa.
— Então casal? – ele perguntou irritadiço: — Agora que sabe, em quanto tempo os rumores vão se espalhar?
— Ela não fará isso. Eu exigi que ela não fizesse logo que vocês saíram. – falou.
— E você vai confiar nela?
, qual a probabilidade desse rumor ganhar força? Todos estão desconfiando de você e da .
— Mas, vai declarar o que viu.
— Ela não vai.
— Ei! – se intrometeu fazendo os dois pararem de discutir: — Que se exploda! Agora não adianta. Se espalharem boatos com qualquer um dos dois, nós três vamos desmentir.
, se souberem que você mora com , as coisas não poderão ser desmentidas.
— Assim como quando a gravação vazar né, ? Ou acha que ninguém vai acreditar que e você estão em um novo affair graças às gravações?
— Vocês dois querem parar?! Estão me deixando preocupada!
Assim que bronqueou discretamente com eles, a figurinista chamou e ela para a troca de figurino.

Gravações: Dia 1 – Bloco 2

— Quimono?
perguntou confuso à figurinista ao vestir aquilo, e ficou ainda mais curioso quando viu vestida com um maiô vermelho sobre um colete de plumas preto. já sabia como seriam as cenas próximas, e estava extremamente nervosa com aquilo. Foi ali que ela parou a dança na sala da casa de .
Ela já estava no corredor, em frente à porta do próximo cenário aguardando . Ele chegou até ela e Niga deu algumas instruções.
As filmagens retomaram e ela dando a mão ao puxava-o para dentro do cômodo. sentia que precisaria se desculpar com Joon, por ter julgado que ele não o permitiria tocar o corpo de . O simples contato com as mãos dela já o deixaram mais animado para o que viria.
Ele passou pela porta largando o quimono ao chão e seguindo na cena. A cena foi pausada e o casal reposicionado mais ao centro do quarto. Niga ordenou a ação, e já estava sem camisa na frente de , exibindo seu corpo tatuado enquanto ela passava os braços pelo pescoço dele. Naquele momento, não conseguia separar trabalho e realidade. Sua mandíbula estava contraída numa demonstração óbvia de nervosismo. fingia muito melhor do que ele, e estava bem mais nervosa do que . O rubor em suas bochechas reapareceu, e quando viu-a corada daquela forma sentiu seu corpo arrepiar. A câmera rodava em volta deles, e aquele quase beijo que não aconteceu em seu carro, estava agora mais próximo de acontecer. Ele se aproximava hipnotizado à boca dela, e encenava a mulher sedutora que estava o seduzindo, sem saber que realmente estava.
Novamente Niga pausou a cena. E quis gritar por ser interrompido, sem dar-se conta que aquilo não era a realidade. A assistente de figurino veio e retirou o colete de plumas de . A dançarina se reposicionou e ainda estava incomodado. Coçou a nuca, perdido no que deveria ser feito. E Niga bronqueou ao perceber aquilo:
— Concentração ! A mão na cintura da !
Ele obedeceu respirando fundo.
— Calma .... Já vai acabar. – disse sorrindo tímida.
— Eu não quero que acabe. – ele disse direto, desconcertando-a ainda mais.
— AÇÃO! – o diretor ordenou e os dois não puderam conversar mais, voltando à encenação.
pôs a mão sobre a mão de em sua cintura, e aproximou-se ainda mais dele. Passando a mão em seu ombro e deslizando-a por seu tórax. Quando investiria o beijo, novamente Niga ordenou o corte.
— E CORTA!
— Não é possível! – sussurrou contrariado, o que fez sorrir.
— Sente-se na cama ! – ordenou Niga.
ficou ainda mais nervoso. Cenas com cama nunca eram fáceis de parar. Ele fez como ordenado. Logo, seguiu a ordem de Niga: sentar no colo de . Naquele momento enquanto ela subia delicada em seu colo, queria que todos saíssem daquela sala e os deixassem a sós.
Ele posicionou as mãos na cintura de , e a tomada foi retomada. Ela rebolava sensual no colo de , sem tocá-lo, apenas para a câmera pegar a intenção daquele movimento. não se lembrava de fazer uma filmagem tão difícil. Não era seu primeiro MV ousado. Ele passou as mãos à nuca de e puxou-a para deitar, ficando com a mulher sob si. Aquela não fora uma cena combinada e todos ficaram surpresos. Inclusive ela. Mas, Niga achou que havia um potencial na cena e permitiu a continuação assim que olhou para seu assistente de direção que observava aos ângulos de várias câmeras e emitiu um silencioso "OK" para que não interrompessem a cena. finalmente beijou no impulso daquele momento. Todos ficaram surpresos, e até mesmo que estava incomodado de estar ali, naquele momento se levantou de sua cadeira.
, .... Continua dividindo suas mulheres com o seu melhor amigo? – falou zombeteira ao lado dele.
Niga percebeu que o beijo estava totalmente contrário ao que se diria "técnico" e não esperou a coisa piorar:
— E CORTA! MUITO BEM PESSOAL, FINALIZAMOS POR HOJE! – gritou o diretor no megafone.
empurrou despertando-se para o que acontecia e dando de cara com o olhar intenso de e o sorriso ladino. Ela levantou-se contrariada por aquele momento. Havia gostado, mas, não queria que fosse daquela forma. No meio de um trabalho. Após todos já estarem desconfiados. E com um beijo totalmente fora de script.
Ela foi em direção ao camarim trocar de roupa e quando terminou a grande maioria estava saindo.
e conversavam entre si, um pouco eufóricos. Ela se aproximou deles.
! Deixaremos os equipamentos aqui.
Ela escutou Niga falando com e ele concordando. Parou ao lado de e surgiu perto dos três.
— Casal... Felicidades! – ela falou para e de forma sarcástica e direcionou-se ao : — Você me condena, mas, o que foi aquilo? Beijou a mulher de seu amigo de novo sem permissão, mas.... Dessa vez você sabia quem ela era, não é? Então .... Por que não para de esfregar na cara de o quanto você é melhor, e fica com alguém disponível?
sentiu-se nervoso de novo e enlaçou a cintura de afastando-se de e levando a garota com ele. observou àquilo contrariado e envergonhado pelo amigo. Deu as costas à , mas, a mulher puxou seu braço antes que ele saísse:
! Eu realmente gosto e quero você. Me perdoe pelo que causei, mas, avalie bem. Nós não temos nada para nos impedir. e estão juntos, olha lá...
Ela apontou com o rosto o casal de amigos, segurava pelo peitoral, olhando para cima, pois, ele era mais alto que ela, e parecia tentar acalmar o homem que bufava de um lado ao outro.
— Ainda que esteja com outra, eu não tenho que aceitar uma mulher baixa como você ao meu lado. Esqueça.
respondeu-a e caminhou na direção de e .
— Desculpe por isso, . – dizia referindo-se não só à provocação de quanto à sua presença.
— Esquece ! Não dá para apagar o que aconteceu!
e ficaram calados, olhando constrangidos para . Ele tinha toda razão em descontar a raiva agora, já que na época da traição tentou agir com maturidade. Uma maturidade que não sabia se existia. pigarreou a fim de mudar o assunto.
— Vamos para casa ? Amanhã tenho que estar de volta...
— Não. – ele respondeu suspirando fundo e cansado.
— O que?
— Ele está falando disso aqui, . – puxou o celular mostrando as fofocas que se espalharam.
— Está cercado de repórteres lá fora. deve ter espalhado que estamos juntos. e eu discutíamos como agir antes de você chegar.
— Céus... acho melhor eu me preparar para um tumulto em minha vida, não é?
Os rapazes olharam agachar com as mãos no rosto lamentando o incidente.
, fique aqui em casa hoje. Amanhã teremos gravação mesmo. E vai para casa sozinho, eles vão fotografar a sua saída, sozinho, e certamente isso disfarçará que já saiu com a equipe.
— Ela não vai ficar aqui com você, .
Tanto quanto voltaram a olhar estranhos para .
— Como é?
— Eu fico. – ela respondeu ignorando o clima entre eles.
— Isso mesmo, . Você beijou a do nada no meio da gravação! Quer que eu confie que você não vai tentar nada com ela?
! – ela repreendeu.
— E você beijou ela lá atrás! Inventou uma mentira que agora impede que ela volte contigo! E... Argh! O que você está falando, man? Eu trouxe a para cá! Eu pedi a sua ajuda para entregar a carta! Não falei para hospedá-la e beijar ela no meu lugar!
— O quê? – e disseram ao mesmo tempo.
Ele indignado com o que ouvia, e ela surpresa.
— Primeiramente: parem de falar como se eu não estivesse aqui. Em segundo lugar, eu não sou o objeto de diversão de vocês então, me respeitem. Não briguem por minha causa. Apontar dedos culposos para quem errou no resort ou aqui, não vai adiantar. Limpem a merda que fizeram! – começou a falar de forma branda e no fim já estava falando em alto tom com os rapazes.
Todos haviam saído. Estavam só os três. concordou com ela e despediu-se:
— Eu vou nessa, amanhã trago roupas limpas e o que mais precisar, você me liga . E , desculpe... eu só fiquei muito... Mexido com a confusão que foi hoje.
— Relaxa... – respondeu.
partiu conforme o combinado. pegou sua mala e seguiu para o andar superior da mansão, onde não havia tido gravação e ficavam os quartos. Ela tomou um banho e vestiu sua muda de roupa emergencial, que sempre carregava em sua mala. também se arrumou e fizeram eles mesmos, um almoço das quatro da tarde. Não haviam parado para almoçar e estavam famintos. Também não podiam pedir nenhum delivery devido aos repórteres que pouco a pouco iam embora.
Quando a noite caíra, estava indo ao quarto de perguntar se ela precisava de algo e a energia caiu. Ele telefonou à uma empresa terceirizada que ele pagava para manter os geradores de suas casas, para os casos de apagão geral, e em no máximo uma hora a energia seria restabelecida.
— Pronto, logo teremos energia.
— Pode sentar aqui comigo, se ficar andando pelo quarto vai se machucar.
estava sentada na cama e abraçada a uma almofada, quando ele chegou. suspirou e caminhou até ela.
— Ainda bem que o sistema de segurança funciona mesmo em casos de apagão... – falou sentando-se ao lado dela cautelosamente: — Do contrário eu precisaria te proteger.
riu discreta.
— Por que uma casa tão grande, para alguém sozinho?
— Gosto de adquirir casas, carros...
— Mulheres... – falou brincalhona.
— Não escute o que diz. Ele é um calhorda! – riu.
— Fique tranquilo, ele só disse que você era mais o tipo que ostenta. Quando nos conhecemos eu fiquei analisando o perfil de rapper dele, e ele disse que você sim, era a figura que eu imaginava.
sorriu ao lembrar do primeiro dia na casa de , e do quanto achou ele atípico.
— Vocês ficaram mesmo íntimos, não é?
— Estamos há pouco mais de um mês convivendo 24 horas por dia... acho que não tinha como evitar.
— O que sentiu quando ele te beijou?
engasgou. Aquela pergunta era totalmente inapropriada. E ela felicitava-se por estar escuro. O que pretendia?
— Er... Não sei... Foi... Normal.
— Normal? Como assim?
— Foi bom, mas... ai , sei lá! O que quer saber?
— Como se sentiu quando eu te beijei?
mordeu o lábio e suspirou devagar.
— Ok, você não gostou. – disse rindo ao notar a demora para responder.
— Não, não! Eu adorei! – ela respondeu rápida e se arrependeu depois, deixou muito na cara que queria outro beijo daquele.
— Eu também.
Ele falou calmo e se moveu na cama, virando de frente para . Mas, ela não podia perceber.
— Quando te vi no resort das primeiras vezes, eu não prestei muita atenção em você. Só quando conversamos no bar. Eu quis saber mais de você ali, mas, estava com a cabeça tão cheia da minha burrada que.... Enfim. No último dia, eu notei como você ficava ruborizada perto de mim, e geralmente esse não é o tipo de reação que estou acostumado.
— Ah vá.
— É sério! As mulheres que ficam comigo são cheias de si, exalam confiança e são de personalidade forte. Eu enxerguei em você uma fragilidade, mas, quando fui à sua companhia de dança encontrei dois rapazes. Conversei brevemente com eles sobre você, e o que ouvi deixou claro que havia uma loba na sua pele de cordeiro. Eu queria conhecer isso. Decidi te dar a carta do teste, não apenas pelo teu sonho, mas, porque te queria perto. E era a maneira mais rápida de te reencontrar no momento. E você veio. Te vi dançando naquele teste, e sabia que era a garota que os caras tinham me contado. Com o tempo.... Ouvi sobre você na empresa, e todas estas coisas iam se comprovando, mas, você não agia como a mulher que todos enxergavam. Achei que eu pudesse fazê-la enxergar o mulherão que você é. E de novo caí nas minhas ilusões, porque você sabe de tudo isso. Sabe quem é, o que quer, o que deve ou não fazer.... Na hora das gravações...
! – ela interrompeu ele: — Onde quer chegar?
— Na sua boca, e na maneira louca como eu tenho sentido um inexplicável ciúme de você e nas sensações incontroláveis que você me causou mais cedo.
— Você só está mexido pela encenação sedutora de mais cedo.
. Seja sincera.... Qual a possibilidade de você deixar eu beijá-la de novo?
A mulher estava confusa.
— Esquece as fofocas. Apenas responda, por favor.
Ela sentia o rosto de ainda mais perto do seu. E sem responder sua pergunta verbalmente, puxou o rosto dele em encontro à sua boca. As mãos de entrelaçaram a cintura dela, e a mulher repetiu a cena da gravação, onde sentou no colo de . Dessa vez, diferente da encenação, puxou o quadril dela sobre o seu e permitiu aquele contato. Os dois se beijaram sem pudor, e não cessaram os carinhos. Quando a energia voltou eles estavam nus, se beijando e não se importaram com o fato. Ao som da televisão no quarto de sendo religada, e o filme que assistia continuar como se nada estivesse acontecendo, explorava o corpo da mulher. não sentia como se fosse especial, mas, era bom.
No dia seguinte, acordou tarde. Estava vestida, havia tomado banho de madrugada junto com . E não estava no quarto. Ela foi até o banheiro daquela suíte, e quando saiu ouviu a porta sendo batida.
?
— Deve ter sido uma boa, noite, para você quase perder a hora, não é?
— O que?
já está filmando as cenas do corredor e da sala branca com as dançarinas em grupo. Logo mais são vocês na piscina. E todos estão lá embaixo. Como faremos para você chegar de surpresa agora?
— Céus!
correu até a beirada da cama calçando seus chinelos e apareceu atrás dela segurando seu braço, de modo preocupado.
— Vocês dormiram juntos?
— Vocês vão ficar sempre me perguntando um sobre o outro?!
quis saber de nós? O que?
— Nada. É que sempre vocês fazem esse tipo de coisa...
— E então?
— Estou com fome!
Ela não deu atenção, e pode entender que ela não queria responder por ser verdade. Ele estendeu a ela um pacote com delivery de um sanduíche e café.
— Trouxe café da manhã para mim?
— Claro.
Ela sorriu para ele, e beijou seu rosto. Após comer, os dois desceram discretos. Havia pouco movimento no hall da casa, devido às gravações em outros cômodos. Ela surgiu ao lado de na parte externa, onde era aguardada. Pediu desculpas pelo atraso, e imediatamente foi encaminhada ao preparo para as cenas da piscina.

Capítulo Seis

(Baby me like yuh... Girl, you got me in a trance… Trust in me)
Gata, eu gosto de você... Garota, você me pegou em um transe... Confie em mim


Gravações: Dia 2 – Bloco 3

Após a noite que tiveram, tanto quanto estavam bem mais tranquilos para as cenas que viriam. Primeiro mergulhou sozinho, numa cena que iria compor o grupo de introdução do MV. E só então os dois começaram a filmar juntos. Não havia muito mais a ser feito entre eles, já havia filmado suas cenas restantes: sozinho e com o grupo de dançarinas. Eles caíram na piscina abraçados, e dentro da água, as cenas foram feitas submersas. guiava o corpo de com um pouco mais de intimidade e tranquilidade. Numa atmosfera muito mais romântica do que luxuriosa.
Assim que acabaram, Niga parabenizou a todos. surgiu ali, enquanto e ainda filmavam. Ela mal esperou sair da água e se secar para abordá-lo. Disse que precisava falar com ele, e escutou. Ela observou sair bufando em direção à casa, com atrás de si.
passou por eles, com uma expressão nada satisfeita, e foi até . A mulher recebia as parabenizações de toda a equipe, e quando chegou ao seu lado os burburinhos começaram.
— Achamos que você e o estavam de caso! – Melanie afirmou risonha: — Mas, na verdade a senhorita estava escondendo o jogo com o !
O rapaz riu ao ouvir aquilo, pois, a ironia era maior do que poderiam aguentar. Ele resolveu encenar também e passou os braços ao redor do corpo de a abraçando. Aquilo foi o suficiente para todos gritarem histéricos e comemorarem. se enrolou num roupão de cara feia para . Ao invés de ajudar, ele pioraria as coisas?
Dentro da cozinha, tinha a visão da área externa da piscina, e presenciou o momento em que abraçava e toda a equipe comemorava algo. notou a preocupação, ou ciúme de .
— Até quando vai ficar desejando a mulher do seu melhor amigo?
— O que você quer ? Se for sobre a campanha, não é comigo que você deve falar.
— É sobre nós, .
— Não existe nós.
e vinham em direção à casa.
— Mas, vai existir um de nós.
— Do que está falando, garota?
— Estou grávida , e o filho é seu.
e chegaram ali no exato momento em que contara ao o que acontecia. olhou diretamente para e ela o encarou assustada. prevendo o que estava passando entre os dois, deu a primeira desculpa que veio à mente:
e eu temos uma seção de fotos, . E nós já vamos indo. Parabéns pelo MV. Passa lá em casa mais tarde?
não falou nada apenas assentiu olhando para . passou a mão no ombro dela, e apertou levemente como se lhe desse, força.
— Parabéns pelo trabalho, ! Foi ótimo trabalhar com você e toda a equipe!
— Obrigada , igualmente. Nos vemos depois?
Ela assentiu sorrindo fracamente e seguiu, vinha atrás dela a fim de auxiliar a amiga a sair dali o mais rápido possível. Eles foram para casa, e no caminho e mantiveram silêncio sobre aquilo. Cada um pensava em quão irônica a vida estava sendo com eles.
Até a noite, não falaram no assunto. Apenas aproveitaram o descanso, leram as mensagens e fofocas sobre eles pensando no que fariam sobre aquilo, e respondia às mensagens da equipe:
! August está perguntando se iremos confirmar presença no evento de lançamento do MV juntos.
— Por que o Niga quer saber isso agora?
— Acredito que por ser o diretor, a imprensa deve estar especulando com ele.
— Ok, ! Temos que resolver isso.
sentou-se ao lado dela no sofá, de frente um para o outro pensaram juntos na situação.
— Seu trabalho acabou, agora precisará ampliar seu networking. Provavelmente a AOMG vai te contratar para mais trabalhos, mas, você também precisa expandir. E eu acho que essa fofoca pode ser uma boa para você agora. Tudo vai depender se você está disposta a aceitar este tipo de marketing.
— Eu me preocupava mais com isso, em relação à impressão que poderia causar no trabalho. Mas, agora que acabou, eu acho que eu devo aproveitar as oportunidades que vierem. Mas, o que me preocupa é a sua imagem, até porque eu sou uma desconhecida.
— Bem, para mim na verdade é ótimo. Um relacionamento sério sempre traz um bom status. E depois, com você morando aqui, nós dois saindo juntos... vai ser melhor assumir uma relação falsa do que tentar escondê-la.
— Ei, eu não vou morar aqui. Agora que encerrou o contrato, e eu já recebi, vou atrás de um canto para mim.
— Para de bobeira, para quê? A nossa convivência foi ótima, e eu não quero mais ficar sozinho! – fez biquinho de clemência — Sério, . Vamos deixar como está?
— Ok. Eu vou te aturar um pouco mais.
— Até parece! – ele empurrou ela do sofá, e a garota riu.
confirmou ao Niga a presença deles no evento.
À noite, a campainha tocou e os dois assistiam a um filme na sala debaixo de cobertas. foi atender e um pouco depois surgiu ao seu lado. desligou a televisão e sentou-se puxando a coberta dando espaço no sofá para sentar. Mas, sentou ao lado dela e foi para a poltrona.
— Então vocês se assumiram publicamente como um casal...
— Por um tempo, vai ser bom para nossa imagem. – respondeu.
evitava olhar para .
— Entendo. Acho que vai mesmo.
— E você? Vai ser pai do filho da ?
— Eu não confio nela . Vou pedir confirmação disso.
— Porque é mais fácil culpar a mulher, e quando ela engravida de uma traição dizer que ela pode ter dormido com qualquer um, né? – disse ainda sem encará-lo.
...
— Quanto tempo ela está, ? – perguntou o interrompendo.
— Ela disse que um mês e meio.
— Então é seu mesmo. – afirmou indiferente.
— Transaram sem camisinha ? – perguntou ainda sem olhar para ele.
— Sim.
— E vocês, ? – ela perguntou.
— Como assim?
— Você também estava com ela há um mês e meio. Vocês transaram? Se protegeram?
pensou um pouco e levou as mãos ao rosto, jogando o corpo para trás. pôde respirar mais aliviado. Ele encarou , e ela apenas se levantou indo até as escadas.
, espera! Temos que conversar.
Ela parou em alguns degraus e passou por ela na escada dizendo que os deixaria conversando. Ela voltou ao sofá, sentou-se ao lado de ainda sem olhar para ele.
— Desculpe te fazer passar por isso.
— Não somos nada um do outro , não tem que se desculpar.
— Como não? Depois de ontem?
— Você tem outras questões a se preocupar agora, .
— Nem sabemos se esse filho é meu, ! Pode ser do ! O que impede que continuemos juntos? Aliás, por que assumiu uma relação com o depois de ontem?
— Não interessa quem é o pai, um dos dois vai arcar com isso. E já explicamos. Marketing.
— Então se não tem motivos, por que está rompendo?
— Rompendo o quê? Não temos nada.
— Mas estávamos começando!
— Acho que entendi errado, ou foi você. Porque hoje, ao sair da piscina, você foi imediatamente falar com . Me senti como uma transa casual, e estou agindo como tal.
— Está com ciúme? – abriu um sorriso.
, eu assumi uma relação com . Não vai rolar entre nós, ok? Resolva-se com .
— E se o filho for do ? Como vai ficar essa sua relação de mentirinha?
— Não sei. Até essa criança nascer e provar quem é o pai, muita coisa pode acontecer. Por hora, procurou você para dizer que é o pai e não o .
— Só porque ela quer assim! Acha mesmo que ela sabe quem é o pai?
— Deixa de ser machista! Assuma ! Você dormiu com ela, ela está grávida, e a possibilidade de o filho ser seu é tão real quanto ser do . O problema é que eu não transei com o ! Então não faz diferença se for dele!
saiu e deixou sozinho na sala. saiu furioso dali em direção à saída. Ela bateu à porta do quarto de e entrou após ouvir uma permissão. Sentou-se à mesa do office.
— Acha que o filho é seu, ?
— Não sei.... Sem proteção fizemos uma vez... e eu não sei quantas vezes ela dormiu com o . Mas, sei lá... não foi a mim que ela procurou. Mulher sabe dessas coisas, né?
— Sei lá, nunca estive grávida.
— E você e o ?
— Ele já foi.
— Não foi o que perguntei... você gosta dele?
— Não sei, acho que saí ilesa antes de me entregar demais.
— E vocês... se protegeram? Do jeito que a vida anda irônica...
— Eu uso contraceptivo.
assentiu e viu a face constrangida de sorrir cansada. Ela foi para o quarto dela, e permaneceu ali. Não havia solução por enquanto. Teriam que esperar nascer, para fazer o DNA.

This is the moment I've been waiting for, girl, all my life.
Este é o momento que eu estava esperando, menina, toda a minha vida.
I have no other intentions, only just to go and do you right.
Não tenho outras intenções, apenas ir e fazer o certo para você.
Baby surf the waves together in the moment of our lives.
Baby, vamos surfar juntos nas ondas dos momentos de nossas vidas.
It's an unforgettable love, baby I just can't get enough.
É um amor inesquecível, gata, eu simplesmente não me satisfaço.

Algumas semanas se passaram e o dia do lançamento do MV chegara. e chegaram juntos na empresa e a fila de fotógrafos e repórteres era grande. também havia chegado um pouco antes e estava no tapete vermelho sendo entrevistado, quando e saíram do carro. Ambos estavam impecáveis. sorria tentando disfarçar o pânico por todos aqueles flashes em sua direção. apertou forte a mão dela dando-lhe apoio.
— Confia em mim. – ele sussurrou no ouvido dela antes de desfilarem.
Logo que tiraram fotos juntos, um repórter os entrevistava:
— Oficialmente há quanto tempo vocês estão juntos?
— Bem, nós nos conhecemos há alguns meses, mas, só começamos a sair quando as gravações começaram. – falou confiante e sorridente para .
— E os rumores de que você e tiveram um caso? – o repórter perguntou diretamente para ela.
— São apenas rumores maldosos, minha relação com o foi exclusivamente profissional.
O repórter assentiu e os dois saíram, ao passarem por pararam para o cumprimentar. Muitos outros flashes se direcionaram aos três. Formalmente, cumprimentou . Quando os amigos saíram, ficou observando-os juntos, como um casal e a mulher que o entrevistava notou:
— O que tem a dizer sobre os rumores de e você terem um caso?
— Ela é namorada do .
— Sim, mas, vocês tiveram um caso?
surgiu ao lado de naquele momento, o cumprimentando. Novamente a atenção dos fotógrafos se concentrou ali. Ela cumprimentou a repórter, que estava surpresa pela aproximação repentina da mulher.
— Vamos ? Você não pode se atrasar para o lançamento do seu MV.
Ela sorriu simpática e ele também. caminhou à frente dele e tentou sair de mãos dadas. Mas, discretamente, soltou-a e arrumando seu terno respondeu à repórter:
— Não. é um homem de sorte, pois, é realmente uma mulher incrível. Com licença.
despediu-se educado e entrou na AOMG receoso de não ter saído da melhor maneira daquela pergunta. o encarou risonha e ele, discretamente saiu de perto dela. Ela não gostou, óbvio.
Os convidados e equipe foram até o salão onde seria exibido finalmente o clipe. August Frogs, o Niga, agradeceu a todos e fez um pequeno discurso sobre aquele trabalho.
Quando o clipe iniciou, todos estavam extremamente atentos. mantinha as mãos entrelaçadas abaixo do queixo, estava ansiosa. E abraçou-a de lado rindo pelas reações dela. Ele se lembrou de quando viu seu primeiro trabalho pronto. estava na mesma área que eles, mas, não próximo. Lançou seu olhar à acompanhado de um sorriso e ela retribuiu.
A introdução havia ficado realmente ótima, com as cenas de entrada de , Melanie, Heiki, o mergulho na piscina. As cenas de no salão branco e no corredor, eram novidades para que acabou perdendo as gravações, por dormir demais. Ela estava boquiaberta com toda a produção, o MV estava perfeito. E era ela ali! Ela dançando, encenando com o ! Quando viu as amigas dançarinas, compondo a coreografia em grupo com no salão azul, imediatamente ela olhou para as amigas que estavam todas ao seu lado e elas deram as mãos eufóricas de felicidade. No momento em que as cenas de e estavam a sós no quarto surgiram, as meninas zoaram a dançarina e sorriu sem graça. Recordou-se da noite na casa dele e respirando fundo abraçou de lado, retribuindo-o. O rapaz surpreendeu-se pelo aperto desesperado de . Ele colocou-a na frente dele, e abraçou-a pelas costas apoiando sua cabeça no topo da cabeça dela, sorrindo. Queria que ela sentisse que poderia contar com ele, e protegeu-a, inclusive das próprias reações. O corpo dela tremia levemente, sem que ela notasse.
sorria nostálgico do outro lado, analisando cada cena entre ele e . Lembrava dos sentimentos que o surpreenderam na gravação e da forma como ela se mostrava tão tranquila com tudo aquilo. E logicamente, suas memórias foram até a noite em sua casa. Ele mordeu o lábio, com um olhar safado para o clipe e percorreu o olhar pelo salão à procura de . Mas, quando viu abraçado a ela daquele jeito, e a expressão dela encantada e serena concentrada no telão, uma angústia lhe apertou o peito. Era o conhecido e malfadado ciúme, novamente.
Todos aplaudiam e gritavam em comemoração ao MV que finalizara. , Niga, e outros componentes da direção e planejamento daquele projeto falaram rapidamente aos convidados e a festa continuou.
Quando percebeu a sós, caminhando para algum lugar, foi até ela. Surpreendeu-a em sua frente. Ela sorriu discreta olhando à sua volta.
— Fizemos um excelente trabalho juntos, parabéns .
— Obrigada, pelo elogio e por tornar isso possível.
— Sabe o que mais fica excelente?
— O quê?
— Nós dois, juntos.
— Isso não vai acontecer, .
? O que eu fiz para você me dispensar assim? Eu não entendo por que não podemos ficar juntos, se é tão possível de ser o pai quanto eu. É pelo marketing? Isso não tem nada a ver, nós...
! – ela o interrompeu: — Não é a mesma coisa. Por favor, esquece o que aconteceu, ? Vamos resolver uma coisa de cada vez. Estou comprometida nesse relacionamento com e você precisa auxiliar . Ainda que não seja a sua responsabilidade, ela procurou você.
— Eu já disse que ela não tem certeza.
— Mas, ela desconfia que seja seu. Respeite o momento dela, não deve estar sendo fácil. Grávida e rejeitada.
— Eu não vou deixar ela sem amparo, ainda que não seja a minha responsabilidade. Que tipo de homem pensa que eu sou? Eu só não entendo por que isso se tornou um empecilho entre nós.
— Eu tenho que ir. Não quero que vejam a gente conversando porque, ainda desconfiam dos rumores e não quero prejudicar mais ninguém.
Ela sorriu e antes que saísse segurou sua mão.
— Espera! Antes.... Me responda.... Na casa do , da última vez que nos vimos, você disse que não fazia diferença se o filho fosse dele, porque você não transou com ele. O que quis dizer?
— Que se o filho for dele, eu não vou me sentir culpada por me apaixonar pelo pai do filho de outra mulher.
encarava surpreso. Ela estava dizendo que estava apaixonada por ele? Quando abriu a boca para falar algo, ela deu as costas a ele e só pôde observar a silhueta de se distanciando, e a echarpe de seda fina descendo sobre as costas nuas dela. passou os braços pelos ombros dela, conversando com o grupo de amigos ali, e a cabeça de pendeu ao lado como alguém que olharia para trás, mas, desistiu.


Fim.


Nota da autora: HEEEEEEY! Para quem leu "MV: Drive" me conta migs: VOCÊ FOI VILÃ OU MOCINHA? O que vocês acharam da continuação? Espero que tenham gostado dessa fic! E de quem você acha que é o bebê da Akemi? AAAAH! ANSIOSA DEMAIS PELAS REAÇÕES! A fanfic que antecede essa história é a MV: Drive e a continuação está na minha outra fanfic, MV: You Know. Chuva de Jay Park pra vocês!!





Outras Fanfics:
(Links na página de autora)
Até a data desta fanfic constam postadas:

Longfics

○ No Coração da Fazenda
○ Linger
○ Entre Lobos e Homens: Killiam Mark
○ Western Love

Shortfics

○ A garota da Jaqueta
○ All I Wanna Do
○ Cidade Vizinha
○ Coletâneas de Amor
○ Conversas de Varanda
○ Entre Lobos e Homens
○ Deixe-me Ir
○ F.R.I.E.N.D.S
○ Intro: Singularity
○ Mais Que Um Verão
○ Nothing Breaks Like a Heart
○ O cara do meu time
○ O modo mais insano de amar é saber esperar
○ O teu ciúme acabou com o nosso amor
○ Pretend
○ Semiapagados
○ With You

Music Video

○ MV: Drive
○ MV: You Know
○ MV: Take Me To Church

Ficstapes

Nick Jonas – Nick Jonas #08607. Take Over
BTS – Young Forever #10304. House Of Cards
Camp Rock 2: The Final Jam #12509. Tear It Down
Descendants of the Sun #13005. Once Again
Descendants of the Sun #13006. Say It
Taemin – Move #14802. Love
Paramore – Riot #16009. We Are Broken



Qualquer erro nessa fanfic ou reclamações, somente no e-mail.


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