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Última atualização: 04/04/2022

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Trigésimo Terceiro Capítulo - Way too long

Sentou-se na beirada da cama ao voltar do banheiro, já de banho tomado. Pegou o celular, mexeu um pouco nas redes sociais, respondeu as amigas e a chefe e desceu para tomar seu café antes de iniciar uma jornada de trabalho. Depositou um beijo na testa da mãe e se sentou ao lado do pai, sendo beijada no rosto por ele.
Eles conversaram sobre amenidades e logo o pai de saiu para o trabalho, ela ajudou a mãe a retirar as coisas da mesa e lavar as louças e então ela estava sozinha em casa. Voltou para o quarto, ligando o notebook. A memória dela insistiu em se lembrar de Mário, já que a casa estava super silenciosa e se ele estivesse em casa seria exatamente o contrário. Hoje era dia de home office para ela, não seria fácil ficar na casa sendo consumida pelas lembranças ainda tão vivas do irmão.
Hoje o dia estava razoavelmente tranquilo no trabalho, então aproveitou para fazer outras coisas durante o expediente, como, por exemplo, ler online. A música estava baixa e de repente ela pôs-se a pensar em Jin. O coração dela apertou dentro do peito de saudades e de dor. Pegou o celular sobre a mesa e então o desbloqueou, indo até o whatsapp. Digitou rapidamente o nome dele nos contatos: Seokjin
Abriu uma janela de conversa com ele. Ficou observando a foto pequena dele no canto da tela. O coração acelerando gradativamente. Digitou e apagou diversas vezes. Não tinha coragem. De repente sentiu vontade de chorar e assim o fez, até que seu coração voltasse a se acalmar. Abriu a pequena agenda que carregava consigo em todos os lugares, uma espécie de diário e pegou o velho papel, já amassado que Jin a havia dado na última noite deles e leu de novo o endereço da exposição como se já não tivesse decorado. percebeu que já fazia uma semana do começo dela e então encheu o peito de coragem: iria.
Colocou um moletom largo, de Mário, um boné e então colocou o capuz por cima. Pegou a chave do carro que estava dentro da bolsa e saiu. No meio do caminho, começou a pensar se aquela seria de fato a melhor decisão. A boca estava seca e as mãos geladas. E se ela desse de cara com ele?
Deu umas três voltas no quarteirão sentindo que o coração ia rasgar o peito de tão rápido e forte que batia, esperando o peito voltar a encher de coragem, parou o carro a alguns metros da entrada da galeria, passou num restaurante qualquer e comprou uma garrafa de água, tentaria acabar com a secura dos lábios e para piorar agora ela também estava com as mãos tremendo e então parou em frente à galeria.
- Com licença… - a recepcionista do local sorriu, assentindo para ela. - O artista se encontra?
Ela não queria correr nenhum risco e encontrá-lo por lá, então resolveu que só entraria se tivesse certeza de que ele não estaria lá.
- Não! Ele saiu! Não sei muito bem quando ele estará de volta! Mas se a senhorita se interessar por alguma obra, a empresária dele está aí e você pode verificar com ela também!
Jin havia comentado bastante sobre como se dava bem com a empresária, que ela era quase uma mãe para ele. Sorriu sem mostrar os dentes e então adentrou a tal galeria.
passeava pela exposição sentindo que poderia desmaiar a qualquer momento. Jin era extremamente talentoso, e de fato, suas obras carregavam muito dele. quase conseguia vê-lo ali, ao lado das obras, explicando pacientemente para ela sobre cada uma delas enquanto ria, ficando sem graça, ou então de alguma piada sem graça que ele contava. Sorriu abertamente se lembrando da risada contagiante dele.
Andou mais um pouco até que começou a chegar ao fim da exposição. O coração dela parecia querer explodir de orgulho de Jin! Como ela queria poder abraçá-lo e dizer que sentia muito orgulho do artista que ele era. Seus olhos se detiveram no último quadro. engoliu seco enquanto caminhava até ele. As mãos dela que antes tremiam levemente, agora tremiam quase que descontroladamente. Era ela ali, naquele quadro… Ela não sabia exatamente quando ele havia sido pintado, mas era ela! tapou a boca com uma das mãos, sentindo a cabeça ficar tonta.
ficou alguns bons minutos admirando o quadro deixando as lágrimas rolarem por seu rosto, como ela queria abraçá-lo! Assim que limpou as lágrimas - com certa dificuldade, pois tremia bastante -, sentiu alguém lhe tocar os ombros.
- Você conhece o Kim Seokjin?
arregalou os olhos levemente, virando o rosto e encarando Serena. Sabia que era ela porque Jin a havia mostrado uma foto. Mas será que Serena sabia dela? sentiu vontade de vomitar ao imaginar a hipótese. Ajeitou mais o boné e o capuz do moletom e então virou novamente o rosto para o quadro.
- Não! Não o conheço! Mas ele é muito talentoso! - se limitou a dizer, tentando ao máximo não deixar que Serena visse seu rosto.
Mas já era tarde demais. Serena havia notado a semelhança de com o quadro.
- Você quer tirar uma foto com o quadro? Se parece um pouco com você, né?
sentiu as pernas voltarem a fraquejar, bebeu mais um gole de água e entregou o celular para Serena, seria interessante guardar uma lembrança daquele momento. E Serena assim o fez, depois entregou o celular à jovem. Ela estava impressionada com a semelhança. guardou o celular na bolsa, acenou com a cabeça para Serena após agradecer pela foto e saiu apressada, notando que agora a exposição estava cheia. Voltou a deixar as lágrimas quentes escorrerem pelo rosto enquanto caminhava quase que correndo para a saída. Mais pessoas entravam, causando um pequeno tumulto por ali, e chegou até a se esbarrar em alguém enquanto tentava sair do lugar, mas ela não se importou, estava atordoada demais para se desculpar e os olhos já embaçados ardiam.
Jin chegou a segurar um pedaço do moletom dela quando sentiu o esbarrão, mas ela logo já estava fora das vistas dele, que chegou a olhar para trás, para pedir desculpas pelo esbarrão, mas não conseguiu. Ele deu de ombros e então adentrou a própria exposição, indo em direção à Serena, que ainda estava parada em frente ao quadro com o rosto de .
- Serena? Depois você me ajuda a pegar o material no carro?
Ele parou ao lado dela, vislumbrando o rosto pintado de ali. Não havia um dia sequer que ele não passasse por aquele quadro sem sentir todos os músculos do corpo doerem absurdamente.
- Ela estava aqui, Jin! - Seokjin olhou para Serena com as mãos na cintura.
- O que você disse?
- A menina do quadro! Ela estava aqui agorinha! Até tirei uma foto dela com o quadro! Perguntei se ela te conhecia e ela disse que não! Mas, Jin, eu ainda estou chocada com a semelhança!
Os olhos de Jin marejaram com a súbita informação recebida e então ele saiu em disparada na direção da saída da galeria, esbarrando em algumas pessoas que dificultavam um pouco sua saída. O coração dele batia e batia e batia e ele sentia as lágrimas quererem descer por seu rosto. Parecia estar meio anestesiado com a informação.
Assim que chegou até a calçada ele girou em volta do próprio corpo, mas seria impossível achá-la ali na rua lotada de gente indo e vindo. Jin ainda procurou por ela por alguns metros da rua da galeria, mas foi em vão, nem sinal dela. Ele tapou o rosto com as mãos, sentindo a dor invadi-lo novamente. Será que algum dia ele iria vê-la novamente?

ainda chorava dentro do carro com os vidros fechados, pensando se voltava ou não para a galeria. Ela queria se jogar nos braços de Jin e chorar até toda a dor sair de seu corpo. Mas e depois? O que ela faria? Limpou as lágrimas tentando se acalmar, mas ainda tremia muito e então deu partida no carro saindo de lá.
Dirigiu cegamente durante quilômetros, sentindo o peito quebrado por dentro. Quando as lágrimas ameaçaram voltar ela resolveu parar o carro, desceu e procurou por algum estabelecimento onde pudesse comprar mais água. Adentrou um qualquer e pediu pelo cardápio, no balcão mesmo. Fechou os olhos, tentando parar de tremer e então voltou a chorar com força.
Assim que ele entrou na padaria e se escorou no balcão cumprimentando os funcionários já conhecidos dele, seu olhar se deteve na moça ao seu lado, aos prantos. As mãos dela tremiam sem parar e ela chorava como uma criança perdida. Ele não suportava ver ninguém chorar! Mexia com ele. Então, colocou as mãos sobre os ombros dela.
- Tá tudo bem com você? Precisa de alguma coisa, moça?
ouviu a voz grave e desconhecida invadir seus ouvidos. Ela já não usava mais o capuz e nem o boné. Ela assentiu que sim, enquanto as lágrimas ainda rolavam.
E então virou o rosto na direção da voz.
- Tá sim! Só preciso me acalmar!
Ele, preocupado, chamou um dos atendentes já conhecidos com as mãos.
- Traz um suco de maracujá para ela, por favor, amigo! Bem docinho! - ele olhou para ela que ainda chorava - Uma amiga me ensinou que suco de maracujá é muito bom para acalmar!
Ele sorriu ao se lembrar da “amiga”. assentiu enquanto limpava as lágrimas, com as mãos ainda tremendo. O estranho ficou ali do lado dela com as mãos em seus ombros, passando para cima e para baixo. E, estranhamente, estava começando a sentir as coisas se acalmarem dentro de si. O suco chegou e tomou um gole, em silêncio. O estranho também ficou em silêncio. Depois ele fez o seu pedido, e os dois ficaram ali lado a lado enquanto ele comia e ela tomava o suco. Ele estava toda hora olhando para ela, como se quisesse se certificar que ela estava melhorando. Assim que ele acabou de comer, deu uma olhada no relógio e se levantou do banco.
- Preciso ir! Vai ficar bem?
fez que sim com a cabeça algumas vezes, mas ainda tremia e estava pálida.
- Não sei pelo que está passando, mas seja o que for, vai ficar tudo bem! Hum? - ele voltou a passar a mão rapidamente pelas costas dela.
sorriu sem mostrar os dentes para ele. E pensou que ele deveria ser uma boa pessoa.
- Qual seu nome? - ela perguntou quando ele já estava saindo.
Ele se virou para ela, mostrou os dentes num sorriso e respondeu:
- Namjoon! E o seu?
engoliu seco e arregalou os olhos. Não era possível! Será que era ele? Bom, quantos Namjoon’s existiam no mundo? E quantos Namjoon’s poderiam existir no Rio? Só podia ser ele! Como o mundo era pequeno! ainda incrédula, respondeu seu nome à ele. Que assentiu com a cabeça.
- Obrigada, Namjoon!
E então ele saiu das vistas dela. Que dia não?



Trigésimo Quarto Capítulo - Enchanted

Telefonou rapidamente para os pais avisando que almoçaria lá hoje e que levaria companhia. A mãe ficou feliz pela visita já que elas somente vinham se falando por mensagem nos últimos meses enquanto estava apreensiva. Havia avisado à Suga no dia anterior que marcaria para hoje a visita deles aos pais para enfim contarem da gravidez. Os enjoos matinais continuavam então lá estava ela no banheiro sendo amparada por . O celular dela tocou no quarto e então ela pediu que pegasse o mesmo para ela, que com certa dificuldade se levantou, ficando ereta e ajeitando a postura, lavando a boca.
- Oi, Yoongi! - ela atendeu, respirando fundo.
- O que foi? - ele perguntou, já preocupado.
- Os famosos enjoos matinais, já ouviu falar? - riu sem humor.
- Só isso mesmo?
- Só, Suga! Relaxa! Eu ‘tô indo tomar banho para a gente ir!
- Então, eu já ‘tô aqui na porta do seu prédio!
Suga coçou a cabeça, como sempre fazia quando ficava sem jeito ou nervoso. Ele estava tão ansioso que acabou se adiantando um pouco.
- Ué, já? Eu ‘tô tão atrasada assim? - tirou o telefone do ouvido, olhando as horas.
- Não! É só a minha ansiedade falando mais alto, desculpe!
sorriu, sentindo a pele esquentar e observou a amiga, segurando o riso.
- Eu espero você aqui no carro! Pode se arrumar no seu tempo!
- Não! Entra! Bom que você conhece a também!
arregalou os olhos, se olhando no espelho. Ela estava destruída, havia quase literalmente acabado de acordar, os cabelos desgrenhados e um pijama curtíssimo.
- Ela vai aí na portaria te buscar, espera ela aí!
E os dois desligaram.
- ? - bateu as mãos na lateral das pernas - Olha o meu estado!
- Ah, ! É só escovar os dentes e colocar outra roupa! Anda, vai lá, vai!
deu algumas batidinhas no bumbum dela enquanto ela se virava novamente de frente ao espelho, pronta para escovar os dentes.
Suga saiu do carro, antes ajeitou os cabelos, agora na cor cinza. Passou a língua pelos lábios para umedecê-los. Checou se o celular e a carteira estavam nos bolsos e ficou lá, parado em frente ao portão de grade com os braços cruzados esperando a tal aparecer. Após alguns minutos lá esperando, uma moça alta com os cabelos escuros e médios apareceu, com um moletom da banda Guns ‘n Roses e uma calça preta do mesmo material. Então ela sorriu sem mostrar os dentes na direção dele assim que destrancou o pequeno portão.
- Suga? - ela apontou para ele, já mostrando os dentes ao sorrir.
Suga assentiu para a garota com a cabeça, e foi a vez de ele sorrir sem mostrar os dentes. Ela também era bonita, pensou Suga.
- Eu sou a , Suga! - estendeu a mão para ele, que apertou delicadamente.
- Prazer, !
Os dois adentraram o pequeno prédio, subiram o primeiro vão de escadas e logo estavam na porta do apartamento. abriu a porta, adentrando o apartamento e Suga entrou logo atrás.
- Fica à vontade, Suga! Você quer um café? Sei que já está meio tarde - ela riu. - Mas aceita?
Suga passou o olhar pelo modesto apartamento das meninas, observou a decoração, os móveis. Tudo ali parecia ter sido adquirido com muito esforço e vontade, e isso fez Suga querer sorrir. O apartamento era extremamente organizado e limpo.
- Obrigada! ‘Tô bem! Só vou me sentar aqui! - ele apontou para o sofá e se sentou logo em seguida.
Ele continuou observando o apartamento, repleto de fotos das duas. sorriu, o achando fofo.
- Ela já deve estar vindo! A propósito, boa sorte com os pais dela! Você tá bem lascado, porque eles são bravos!
Os dois riram e então Suga olhou para ela, que caminhava até a sala com uma xícara de café. a depositou sobre a mesinha de centro, e a empurrou para perto de Suga, que sorriu para ela pegando a xícara.
- Eu ‘tô indo bem preparado, eles não vão me intimidar! E eu também não vou deixar eles intimidarem mais a !
olhou bem para ele enquanto ele tomava o café, e então ela balançou a cabeça positivamente, gostando do que ouvira. Ele parecia de fato estar levando toda a situação bem a sério e agradeceu ao universo mentalmente.
- A propósito, Yoongi - ela coçou a garganta indo para a cozinha de novo -, sei que o que você está fazendo é o mínimo, mas tantos homens não fazem nem isso, então obrigada! De verdade.
Suga tomou outro gole do café, estava gostoso, e então ele balançou a cabeça em negativa.
- Imagina! Eu que agradeço por você cuidar tão bem dela!
Os dois sorriram um para o outro e Yoongi ficou vermelho. o achou fofo outra vez. Então apareceu já pronta, o que fez Suga se levantar do sofá, depositando a xícara sobre a mesinha outra vez. Os dois se olharam e Suga desceu o olhar por ela. Ela vestia um vestido longo e florido que já deixava todos verem uma pequena barriga se formando. Suga sorriu ao olhá-la e então o olhar dos dois se encontrou de novo. sentiu as bochechas corarem.
- Gostei do cabelo! - ela apontou na direção dele - Ficou bonito!
Suga deu de ombros e agradeceu, meio tímido pelo elogio recebido.
- Vamos? - ele perguntou ao que assentiu.
Ela se despediu da amiga que desejou boa sorte e piscou para ela, e depois Suga e também se despediram com um aceno de cabeça.

Assim que os dois pararam em frente à casa dos pais de , os dois trocaram um olhar. estava com alguns membros do corpo dormentes, só estava fazendo aquilo porque Suga insistiu muito, por ela os pais só saberiam da gravidez quando o bebê já estivesse nos braços dela. Conhecia tão bem os pais e mesmo assim não estava preparada para a reação deles. Especialmente do pai, já que a mãe somente ouvia calada e olhava para a filha com um olhar de decepção, era assim todas as vezes.
- Vai dar tudo certo! Confia em mim! - Suga se atreveu a colocar a mão sobre uma das pernas dela.
apenas assentiu, um tanto quanto descrente.
Os dois então tocaram o interfone, o que respondeu ser ela quando uma voz suave perguntou quem era. Os dois adentraram a casa, com na frente e Suga logo atrás. Eles passaram pelo grande gramado da garagem, com dois carros de luxo estacionados lá. Suga sentiu um nó na garganta ao ver o luxo que eles ostentavam apenas ali na garagem enquanto a filha provavelmente passava por dificuldades financeiras. Antes que eles pudessem entrar na casa, Suga segurou uma das mãos de , entrelaçando-as. Aquilo na cabeça dele era de extrema necessidade para todo o plano arquitetado na cabeça dele. estava tão anestesiada que nem se deu ao trabalho de questionar o porquê de tal atitude. A mãe de esperava a filha na sala, junto ao pai. Os dois lado a lado, a mulher era bem baixa e tinha os cabelos numa trança jogada de lado, além de um sorriso discreto nos lábios. Ela não se parecia em nada com a mãe, mas era a cara do pai, a única diferença era o bigode grosso do mais velho. O olhar dele era impenetrável e ele não esboçou nenhuma reação sequer ao ver a filha.
- Mãe! Pai! - tentou sorrir e então a mãe lhe abraçou rapidamente.
O pai estendeu a mão na direção da filha que soltou a mão de Suga e então apertou a mão do pai, lhe pedindo “a benção”. Suga achava aquilo tão arcaico que quase revirou os olhos. Os mais velhos direcionaram o olhar de para Suga, que sentiu o coração acelerar minimamente, então passou a língua pelos lábios, deixando a língua lá. Maldita mania, pensou !
- Esse é o Yoongi… - ela foi interrompida por Suga.
- Sou o namorado da !
arregalou os olhos rapidamente, então ele realmente ia levar aquela história adiante?
- Namorado? - o pai olhou para a filha - Desde quando?
Suga cumprimentou primeiramente a mãe de com um aperto de mão e depois segurou firmemente a mão do pai de , queria causar uma boa impressão logo de cara e passar credibilidade ao homem.
- Tem quase três meses, né, amor? - Suga virou o olhar para ela.
sentiu um incômodo no estômago, que dessa vez não era nenhum enjoo, e também não era ruim. Ela havia gostado do som da palavra amor para se referir a ela saindo da boca dele…
- É! Isso! - ela voltou a olhar o pai e a mãe.
- Por que você não me contou? - perguntou a mãe, visivelmente ofendida.
coçou a cabeça, nervosa com a situação.
- Nós estávamos esperando o melhor momento, não é, ? - ele segurou a mão dela outra vez, entrelaçando os dedos.
- Sim! - ela respondeu, ainda atônita - Queríamos esperar o melhor momento, não é? Não muito cedo, nem muito tarde!
O pai dela os chamou para a varanda e todos foram. e Suga com as mãos ainda entrelaçadas, ele apertava a mão dela com força. É claro que ele estava nervoso com tudo aquilo! Mas uma coisa ele não podia negar: a sensação das mãos dos dois ali, entrelaçadas, era gostosa e parecia tão certo!
Ambos se sentaram na mesa e logo o almoço foi servido pelos empregados. A garganta de Suga voltou a dar um nó ao ver o quão bem os pais dela viviam. Durante o almoço, o pai de aproveitou para especular a vida do “genro”, arrancando o máximo de informações sobre ele. e a mãe almoçaram em silêncio. Em sua mente pensava na melhor forma de enfim contar a “novidade” aos pais.
Quando enfim os empregados retiravam o prato, limpou a boca e então resolveu que estava na hora e interrompeu a conversa animada entre Suga e o pai.
- Na verdade, nós dois viemos aqui para falar uma coisa muito importante! Não só para anunciar o namoro para vocês.
Suga segurou a mão dela por baixo da mesa e raspou a garganta. O nervosismo dele havia aumentado. Os pais de trocaram um olhar entre si.
- Eu estou grávida! Já descobri tem tempo né, Yoongi? Mas estou no comecinho da gestação, com treze semanas. - e então ela fechou os olhos, esperando o pai gritar com ela.
Suga passou o olhar primeiro pela mãe de , que tinha uma expressão de choque no rosto, como se esperasse qualquer notícia menos aquela. E então o pai de esperou que os empregados terminassem de se retirar.
- Você namora há três meses, não é noiva, nem casada, não tem nem um emprego decente e quer levar uma gestação para frente, ? - Suga engoliu seco enquanto apenas assentiu, abrindo os olhos marejados - Se você está achando que eu e sua mãe vamos te ajudar com isso, não se engane! Nós já tivemos você e já te criamos! Portanto lide com isso sozinha!
Suga mordeu a parte interna da boca quando limpou a lágrima que descia pelo rosto. Suga não aguentou.
- Nós não viemos pedir ajuda, senhor Isaque! Só viemos contar a novidade!
suspirou pesadamente enquanto o pai dela desviava o olhar dela para Yoongi.
- E casamento? Já pensaram sobre isso? Para quando vai ser? Por que como eu vou contar para o restante da família que minha única filha está grávida e nem se casou?
então olhou para Suga, balançando a cabeça em negativa, fazendo menção de se levantar, como se o chamasse para irem embora, mas ele a impediu. Como ele havia dito para : eles não o intimidariam e também não intimidariam a , pelo menos quando ela estivesse com ele.
- Olha, Isaque, casamento realmente não estava nos nossos planos por agora! Mas nós vamos sim amadurecer essa ideia durante a gestação! - Suga piscou para , que apenas sorriu sem mostrar os dentes - O senhor pode ficar tranquilo! Eu sei de todas as minhas responsabilidades com essa criança! Vou dar todo o apoio financeiro e emocional que ela e a precisarem! Vou me esforçar ao máximo para proporcionar tudo do bom e do melhor para eles! A única coisa que nós queremos de vocês como avós, é amor! Amor pelo bebê.
Suga sentiu que agora era os olhos dele que estavam marejados. Droga! A paternidade estava mexendo com os hormônios dele também?
O pai de , parecendo mais calmo, assentiu com a cabeça, olhando apenas para Yoongi. sentiu vontade de abraçar Suga com toda a força que ela tinha. Ele estava sendo maravilhoso! O coração dela saltava dentro do peito.
A mãe de aproveitou que agora os ânimos pareciam estar se acalmando, já que o pai de pediu que a sobremesa fosse servida e questionou a filha:
- , filha! Você está fazendo pré-natal? - ela assentiu, ainda estática - Tá se alimentando direitinho? Tem se cuidado e cuidado do bebê?
Suga sentiu vontade de responder que sim, mas que era graças à insistência e preocupação dele e de , já que os dois mal ligavam para a filha de verdade. Mas deixou que respondesse tudo direitinho à mãe.
Os dois comeram a sobremesa e o pai de voltou a conversar descontraidamente com Suga, enquanto e a mãe tentavam conversar também. resolveu que estava na hora de ir embora quando o pai ofereceu seu licor preferido a Suga, que recusou alegando estar dirigindo. Os quatro se despediram e percebeu que o pai havia gostado de Yoongi e a mãe também. A mãe a fez prometer que daria notícias com frequência sobre a gravidez e ela assim o fez.
Já dentro do carro e a caminho da casa de , os dois ficaram em silêncio por um período, como se quisessem os dois, absorverem o que tinha acabado de acontecer. olhou para Suga concentrado dirigindo e quis abraçá-lo outra vez. Ele havia tornado toda aquela situação complicada em algo tão fácil!
- Fiquei muito impressionada com a sua postura! Até parecia que você já tinha passado por uma situação como essa! - ela quebrou o silêncio.
Suga gargalhou, o que fez com que ela também o fizesse.
- Viu? Foi bem mais fácil do que você imaginou, não foi?
- Graças a você! - os dois trocaram um olhar rápido, mas profundo - Obrigada mais uma vez, Yoongi!
- Não precisa me agradecer, ! Não gostei da forma que seu pai te tratou, desde a hora que chegamos até a hora de virmos embora. Eu só quis me assegurar que ele nunca mais vai intimidar você, especialmente nesse período, pode fazer mal para o bebê.
- Claro! Para o bebê! - ela pensou alto, desviando o rosto para a janela do carro.
Não podia e não queria criar expectativas com o comportamento de Suga! Tudo aquilo era apenas pelo bem estar do bebê que ela carregava no ventre. Nada daquilo tinha de fato a ver com ela, não podia ficar magoada com aquilo, não podia! Sentiu os olhos marejarem, mas engoliu o choro. Tudo pelo bebê, , não esqueça! Pensou consigo mesma.



Trigésimo Quinto Capítulo - Sweet Creature

finalmente havia conseguido pegar quinze dias de férias do trabalho! O hospital havia se sensibilizado bastante com tudo o que havia acontecido com a enfermeira e o tal stalker. havia ficado bem traumatizada e então o tempo todo ela precisava pausar o trabalho para chorar ou para tomar um ar. E além do trauma psicológico, ela ainda precisava lidar com o processo que corria na justiça contra o stalker e aquilo estava voltando a esgotá-la. O diretor resolveu que adiantaria pelo menos quinze dias das férias da garota, para que tudo pudesse se acalmar, para que ela conseguisse se dedicar à sua terapia e sua cura mental, além, é claro, do descanso do corpo também! Durante esse período, foi a vida de JK que deu uma bagunçada! Ele estava brigado com os pais, estava trabalhando cerca de doze horas por dia então quando chegava os finais de semana, ele só queria dormir! Então ele e acabavam conversando pouco e mal estavam se vendo novamente. As rotinas dos dois eram pesadas, fazendo com que os horários não batessem.
se olhou no espelho conferindo o visual. O cabelo liso e grande preso num rabo de cavalo no topo da cabeça, quase nenhuma maquiagem, a não ser pelos olhos mais marcados um pouco pelo rímel preto e o batom nude. Ela sorriu sem graça para o espelho conferindo o tamanho do short, há quanto tempo ela não usava short?
O body preto de gola alta combinava com a peça, então ela se lembrou do relógio, o amarrando no pulso. Era uma sexta-feira e já eram quase cinco da tarde e então ela pensou: por que não? Colocou a pequena bolsa no ombro e desceu. Taehyung ainda trabalhava, então ela adentrou o escritório onde o irmão se encontrava e passou as duas mãos pelas costas dele, detendo-se nos ombros dele, depositando uma rápida massagem por lá. Taehyung fechou os olhos e relaxou os músculos, soltando um gemido cansado.
- Ah! Pode continuar! - eles riram.
- Não vai dar, dengo! Eu vou sair!
Ela soltou os ombros dele e o viu se virar de frente para ela, olhando-a de cima para baixo.
- Aonde você vai? E com quem, ? - ele ergueu a sobrancelha - Não gosto quando você sai sozinha! Especialmente depois de tudo o que aconteceu, eu tenho medo! Você sabe!
passou a mão pelo rosto dele com carinho. Ela sabia que ele falava a verdade. Os dois eram a vida um do outro. E ela entendia o irmão e também tinha muito medo! Mas não estaria sozinha!
- Vou fazer uma surpresa para o JK! Vou buscá-lo no trabalho, que nem ele fez comigo algumas vezes! Inclusive foi fazendo isso que ele me salvou! E eu estou com saudades dele, não vou mentir! - ela ruborizou e então desviou o olhar.
Taehyung gargalhou, achando fofo a irmã assumir que estava com saudades do rapaz.
- Mas tome muito cuidado enquanto o espera, pelo amor de Deus, ! - ele segurou a mão dela com força - Promete? Vai me dando notícias?
- Prometo! Vou sim! - ela assentiu, voltando a olhar para o irmão - Não vai sair com o Jin hoje não? Ou com a tal ?
V sorriu, olhando para baixo.
- Ah, hoje não! Nem falei com o Jin hoje, vou mandar mensagem depois para ele! Mas ‘tô afim de ficar em casa! - a irmã assentiu -
- Então eu ‘tô indo, tá bom? Te mando notícias, fica tranquilo, Tae!
Os dois se despediram e pegou a chave do carro no balcão e então saiu.
Às dezessete em ponto, ela parou em frente ao prédio grande do jornal onde Jungkook trabalhava e então mandou uma mensagem para ele, o questionando se ele ainda estava no trabalho e se tinha alguma previsão do horário em que sairia. Jungkook surpreso com a mensagem, respondeu a ela que o dia estava sendo puxado e que ele estava cansado, e que provavelmente ainda trabalharia mais um pouco. E questionou o porquê da pergunta. resolveu ligar para ele.
- Que menino trabalhador, gente! - ele gargalhou do outro lado da linha - Você não consegue sair antes das dezessete e meia não?
- Bom, são dezessete e cinco agora! - ele olhou as horas no notebook - Eu tenho algumas horas extras, mas por quê? Você precisa de ajuda? Aconteceu alguma coisa? Tá tudo bem com você?
gargalhou sozinha dessa vez, com o desespero dele.
- Eu pensei de a gente se ver hoje! Na verdade eu ‘tô aqui no seu prédio, já!
Jungkook sorriu abertamente enquanto fechava os olhos.
- Você tá aqui? Jura? - ele parecia não acreditar e riu de novo.
- ‘Tô falando sério, JK! Quer pagar para ver?
Jungkook gargalhou enquanto fechava os arquivos abertos no computador.
- Quero! Já ‘tô descendo! Se tiver mesmo aí, me espera!
- Olha, garoto, você não seja abusado! - os dois riram de novo e então JK desligou.
ainda estava dentro do carro, mas se sentiu segura para descer e esperá-lo perto do carro, mesmo que sozinha. Ele não demoraria mais do que quinze minutos, não é? Retirou os óculos escuros do rosto colocando-os na gola alta da blusa e cruzou os braços abaixo dos seios. Ainda sentia muito medo, então ficou atenta à movimentação ao seu redor.
Jungkook juntou suas coisas o mais rápido que pode, e então bateu na porta da sala do chefe. O odiava com todas as forças, mas precisava avisar que hoje compensaria algumas de suas horas.
- Com licença! - o chefe levantou o olhar até ele - Hã, estou indo! Surgiu um compromisso, então preciso ir um pouco mais cedo! Algum problema quanto a isso?
O chefe tirou os óculos de grau do rosto e mordeu uma das hastes.
- Não! Desde que suas coisas estejam em ordem! Estão?
Jungkook quis socá-lo com força.
- Estão adiantadas inclusive! Tenho trabalhado cerca de doze horas faz semanas, como você pôde acompanhar provavelmente, sua caixa de entrada deve estar cheia de e-mails com as minhas entregas!
O chefe fez um muxoxo e então com as mãos fez um gesto para que ele saísse, com desdém. Jungkook fechou a porta atrás de si e fechou os olhos com força, bufando. Aquele homem o tirava do sério!
Assim que ele saiu do grande prédio viu escorada no carro dela, do outro lado da rua. Sorrir foi automático! Ela estava tão linda! Ele queria muito tocá-la, agora! Atravessou a rua e então parou em frente a ela. sorriu e mordeu o lábio inferior logo em seguida. Ele mexia muito com ela!
- Então é verdade? Olha, eu duvidei, viu? - ele ergueu uma sobrancelha.
- Assim você me ofende, Jeon Jungkook! - colocou uma das mãos sobre o peito - Eu estava com saudades! E você fez isso comigo duas vezes, não é? Numa delas, você salvou a minha vida! Senti que agora era a minha vez!
Jungkook sorriu abertamente enquanto tocava a bochecha dela com o polegar.
- Então você veio salvar a minha vida desse expediente cansativo e estressante?
tocou a mão dele sobre o rosto dela e então encostou a testa na dele.
- Só se você quiser ser salvo!
- Eu quero te beijar! - ele sussurrou já com os lábios encostados aos dela.
fechou os olhos e o abraçou pela cintura, colando o corpo dos dois. Jungkook fechou os olhos assim que ela também fechou os dela, e então ele a beijou. Delicadamente, sentindo gosto do batom que ela usava. Jungkook juntou as duas mãos no rosto de , segurando-o, então ele aprofundou o beijo, que agora era urgente, a língua de encontrou-se com a dele, com saudade. O rosto dos dois se movia no ritmo do beijo e ela apertou a cintura fina dele com as unhas sobre a camiseta que ele usava. Em resposta, JK mordiscou levemente o lábio inferior dela. Os dois se separaram já quase sem fôlego e então passou os braços em volta do pescoço dele o abraçando com força. Ele a acalmava tanto, que ela sentia medo do que aquele sentimento podia virar…
- Para onde a gente vai? Ou você só veio me ver? - ele sorriu, com os olhos pretos brilhando.
- Ah, pensei de a gente ir para algum lugar, mas não pensei num lugar específico, sabe? Tem alguma ideia?
Ele acariciou a cintura dela sobre a blusa.
- Que tal a gente comprar algumas cervejas e ir lá pra mureta da Urca? A gente pode ficar lá de boa, relaxando e bebendo!
sorriu, concordando com a cabeça.
- Você tá de carro?
- Tô, tá lá no estacionamento, me espera?
- Vamos no meu e depois eu te deixo aqui para você pegar o seu, pode ser? - JK assentiu.
Os dois compraram algumas cervejas e então foram para a Urca. O lugar estava cheio, e lá costumava ser frequentado por jovens - especialmente universitários - que faziam exatamente a mesma coisa que e JK: conversavam e bebiam. resolveu que ele merecia saber das últimas notícias do processo, porque bom, ele havia salvado sua vida, não é?
- Recebi hoje a intimação para depor no julgamento do stalker! E também o advogado me contou mais algumas coisas sobre o caso.
- Jura? - ele bebeu da cerveja enquanto passava um braço pela cintura dela - E ai? Que dia vai ser o seu depoimento? Eu ainda não recebi nada! Mas quero ir com você…
deitou a cabeça no ombro dele, fechando os olhos.
- Deve estar para chegar a sua! Ah, eu finalmente descobri quem de fato era ele!
- A identidade dele foi revelada para você então?
ainda com a cabeça no ombro dele, assentiu que sim sentindo o peito arder e doer ao se lembrar.
- E você o conhece? - Jungkook engoliu seco e apertou a cintura de com carinho.
- Conheço! Na verdade eu nem me lembrava da existência dele, sendo sincera!
- Quer falar mais sobre isso? Se você estiver se sentindo desconfortável a gente não fala sobre!
virou o rosto encostando o nariz no pescoço dele, respirando calmamente para inalar o cheiro que vinha dali, fazendo Jungkook arrepiar e deitar a cabeça sobre a dela.
- É um ex-estagiário lá do hospital, que trabalhou comigo! Bom, a gente teve um envolvimento breve, sabe? Ele era estranho, eu não quis continuar e logo em seguida ele foi dispensado pelo hospital porque bom, ele era um péssimo estagiário e a minha opinião sobre ele permanecer ou não no cargo contou muito. Aí passou alguns meses que ele foi desligado, ele começou a me telefonar e o resto você já sabe!
- Então ele é basicamente um ex-maluco?
não havia parado para analisar daquele jeito tão objetivo. Mas ele não era somente um ex-maluco, ou era?
- Ah, eu acho que ele ficou bravo por ter sido desligado e achou que a culpa foi única e exclusivamente minha então provavelmente queria se vingar de mim.
- Provavelmente ele ficou mais bravo de ter sido dispensado por você!
sentiu a cabeça querer doer com a frase dita por Jungkook.
- Pode ser! Mas acho que as duas coisas podem ter pesado, além de achar que ele deve ter algum problema psicológico.
- Talvez! - ele balançou a cabeça positivamente - Independente do meu dia de depor, eu quero ir com você!
- A gente vai junto!
- Seu irmão provavelmente também vai querer ir, né? Como ele tá, falando nisso? A gente conversou esses dias!
- Como assim? - ergueu o rosto, fitando os olhos de JK.
- O quê? - ele riu, sem graça - Não posso ser amigo do seu irmão?
- Pode! - ela respondeu, sem graça – Só... fiquei surpresa! Você e ele devem estar se dando bem!
- Eu gostei dele! E bom, ele fala de você com muito amor! Você é literalmente a vida dele! Tanto que às vezes eu tenho a impressão de que ele não vive muito a vida dele…
sentiu o coração apertar com o comentário de JK. Era verdade! Taehyung sentia que era o único responsável por tudo! Pela casa, pelas contas, por
Ela fazia de tudo para tentar aliviar esse senso de responsabilidade exagerado que o irmão tinha, mas nem sempre conseguia! Ela mal se lembrava da última vez em que vira o irmão apaixonado ou curtindo a vida!
- É! Eu tento fazer com que ele relaxe um pouco, mas nunca consigo!
sentiu os olhos marejarem e então tomou um gole da cerveja.
- Ei! - Jungkook ergueu o rosto dela até a altura do seu - Eu não quis fazer você se sentir culpada! Longe de mim! Eu só quis dizer que ele ama muito você! E sendo sincero, …acho que eu também seria como ele. Mesmo não sendo muito apegado aos meus pais, acho que se eles morressem eu não seria o mesmo! E eu não tenho irmãos, ou irmãs como você já sabe! Mas se eu tivesse, acho que seria como o V é com você! Então eu o entendo!
assentiu com a cabeça.
- A verdade é que nós sempre fomos tudo o que o outro tem! E eu nem me lembro de algum período da nossa vida em que não tenha sido desse jeito! Ele por e para mim e eu por e para ele, sabe? - foi a vez de Jungkook assentir.
- Seus pais morreram de quê mesmo? Desculpe a indelicadeza da pergunta, eu não me lembro! Não precisa responder se não quiser, viu?
- Foi um acidente de carro! E o Tae estava no carro quando tudo aconteceu! Mas ele não sofreu nenhum arranhão, acredita? Mas os nossos pais acabaram falecendo!
- Então ele presenciou tudo? - JK mexeu no rabo de cavalo dela.
- Presenciou! Ele diz que não se lembra de muita coisa, que é como se o cérebro dele tivesse apagado tudo! Mas eu sei que ele sofre ainda mais por ter estado presente no dia do acidente!
- O que contribui ainda mais para esse senso aguçado de responsabilidade que ele tem com você e com a vida de vocês!
Os dois se olharam e deram mais um gole da cerveja, acabando com a garrafa que ambos seguravam.
- Você nunca me falou direito sobre seus pais! Só que eles haviam te expulsado de casa, apesar de terem te dado um apartamento e cortado a sua mesada!
JK coçou a cabeça enquanto pegava outra cerveja para ele e outra para .
- Eu era meio imaturo há um tempo! Só pensava em festa, bebida e curtição, sabe? Fazia a faculdade só por fazer, e quando chegou no meu último ano de faculdade eu extrapolei! E bom, meus pais já estavam cansados desse comportamento e aí me deram um apartamento e uma quantia em dinheiro que durou até eu terminar o curso, e aí eu tive que me virar. E isso vem me ensinando muita coisa, sabe?
sorriu, orgulhosa dele e lhe acariciou o rosto. Ele continuou:
- Os meus pais brigam muito! Muito mesmo, quase o tempo todo. Eu nem sei como eles estão juntos! No fundo, eu acho que é só para manter as aparências! Acho que se algum dia eles se amaram foi há muito tempo!
percebeu que a voz dele carregava uma certa tristeza então continuou acariciando o rosto dele.
- E eu sempre, tentei amenizar as coisas, sabe? Desde novinho! Porque, sei lá, eu acreditava que podia unir os dois! Então eu sempre fiquei no meio das brigas! Era sempre eu que intermediava as coisas porque detestava aquele clima e também porque acreditava que eles se amavam e podiam se acertar, sabe? E eu percebo agora que não! Hoje mesmo meu pai me mandou uma mensagem dizendo que eles iam se divorciar, que ele não aguentava mais e blá, blá, blá!
Os dois beberam um longo gole da cerveja. depositou um selinho demorado na boca dele.
- E o que virou essa história?
- Os dois começaram a me ligar para falar mal um do outro e eu simplesmente explodi! Apelei e pedi que eles não me ligassem mais, que eles virassem finalmente adultos e resolvessem os problemas deles, sem me envolver mais!
- Você fez bem! Eles queriam a sua independência, não queriam? Queriam que você crescesse, né?
- Exatamente! A gente cresce. E esse é o soco no estômago! E acho que eles mesmos não estavam preparados para isso! - ele balançou a cabeça em negativa.
Logo o sol começou a se pôr e os dois assistiram em silêncio. As mãos entrelaçadas enquanto o sol ia se pondo e sentiu um aperto no coração. Quanto tempo tudo aquilo duraria?
Jungkook a flagrou olhando para ele pensativa, e então ele a envolveu pela cintura com a mão que segurava a cerveja e a beijou nos lábios. Um beijo lento, como se quisesse guardar aquele momento na memória para sempre, como se ali só estivessem os dois e mais ninguém! O gosto dela ficava mais incrível a cada beijo. Era como se ela fosse nicotina e ele um adicto.



Trigésimo Sexto Capítulo - Back to you

Jin terminou o jantar em silêncio, enquanto pensava outra vez em “Olívia”. Balançou a cabeça enquanto repassava tudo o que eles tinham vivido na viagem e em como estava tudo hoje. Por quê? Era a única coisa que ele se perguntava, dia e noite!
Assim que fez menção de se levantar, o pai adentrou a sala de janta,r retirando o blazer que cobria o terno e colocando-o nas costas da cadeira.
- Não seja grosseiro, Seokjin! Vai levantar da mesa mesmo com o seu pai se sentando nela? Fique! Faça companhia para o seu pai!
Jin engoliu seco, voltando a se sentar na cadeira em frente ao pai. Ele não via a hora de seu apartamento ficar pronto. Então os dois se encararam enquanto o pai começava a comer.
- Como foi o seu dia hoje? - o pai perguntou, mas Jin sabia que ele não estava interessado de verdade.
- Foi bom! E o do senhor? - ele perguntou enquanto mexia nos talheres.
- Estressante, meu filho! Estou cercado de incompetentes! Você podia tanto ter se formado em administração para ajudar o seu velho pai, não é? Você seria tão útil lá!
Jin voltou a engolir seco. Por Deus, como ele odiava aquele maldito assunto! Quantas vezes o pai ainda falaria daquilo?
- Pai! - ele suspirou, balançando a cabeça. - Tenho certeza que existem muitos profissionais qualificados no mercado! Manda esses embora e contrata outros!
- Mas eu queria você do meu lado, filho! Você precisa começar a pensar nisso, Seokjin, aquilo tudo lá é seu, meu filho! Algum dia você vai precisar assumir sua herança!
Jin se levantou, já começando a ficar sem paciência.
- Você acha que arte enche barriga? Eu não sei como você consegue manter um padrão de vida tão bom sendo artista! Uma profissão tão… - ele interrompeu o pai.
- Eu ‘tô saindo! Avisa a mãe, por favor! Fala para ela que eu volto, não sei que horas, mas volto! Ela não gosta que eu durma fora sem avisar quando estou aqui, então se você puder fazer isso pelo seu filho, eu agradeço. Bom jantar, pai!
Deixou o pai resmungando alto quando saiu da casa e então adentrou o carro. Pegou o celular no bolso e mandou uma mensagem para V:

V
Online

Está em casa, bro?



Após alguns minutos, o amigo respondeu:

V
Online

Está em casa, bro?

Tô sim, amigo! Eu ia te mandar mensagem mais cedo, mas acabei esquecendo!

’Tô indo para ai!



E então ele dirigiu até lá.

Assim que ele adentrou a casa do amigo, os dois trocaram um abraço rápido.
- Cadê a ? - Jin procurou por ela com os olhos.
- Tá com o namoradinho novo! Jungkook o nome dele! - V sorriu, orgulhoso da irmã.
- Namorado? - Jin colocou uma das mãos sobre o ombro de Taehyung, apertando o lugar. - Ela tá namorando, V? Desde quando?
- Ah, você quer uma água, mano? Um refrigerante, comer alguma coisa?
- Eu jantei antes de sair de casa! Só quero água mesmo!
Os dois caminharam até a cozinha.
- Eu falei assim, mas eles ainda estão se conhecendo, sabe? Tem um tempinho já! Foi ele que salvou a do stalker!
- Ah, então você já o conhece? - V assentiu, entregando o copo com água para o amigo.
- Já! E a gente vive conversando! Gosto dele!
- Que maneiro, amigo! - Jin bebeu a água - Fico feliz por ela!
- Aconteceu alguma coisa para você brotar aqui numa sexta à noite?
Jin lavou o copo e o colocou no porta louças.
- Ah! - ele fez uma careta - Meu pai de novo com aqueles papos das empresas dele! Preferi deixar ele falando sozinho e aí vim para cá! ‘Tô te atrapalhando? Você ia sair com a menina lá?
- Não! - Taehyung balançou a cabeça - Eu estava vendo uma live na Twitch de uma menina que eu sou fã! Ela é programadora de games de uma das maiores empresas do ramo e ela faz lives para falar sobre os jogos novos e para testar eles e tal. Gosto bastante do conteúdo dela e ela estava sumida havia uns dois meses e bem, hoje ela voltou com as lives! Vamos subir para assistir comigo? Depois a gente faz alguma coisa! Sai para comer ou prepara alguma coisa aqui mesmo! Pode ser?
Jin assentiu com a cabeça e então os dois subiram as escadas. Antes V entrou no quarto de para pegar a cadeira que havia lá, então ele colocou a cadeira ao lado da sua, enquanto Jin aguardava ainda do lado de fora. V desconectou o fone de ouvido do computador e então se sentou, chamando Jin para se juntar a ele.
Jin se sentou na cadeira ainda meio aéreo, se ajeitou nela e então olhou para a tela. A boca secou e ele sentiu a pressão baixando. Seria uma alucinação? Ou algum sonho? Ela era igualzinha a Olívia de Jin. Idêntica. Quando Jin finalmente prestou atenção na voz dela, teve certeza, não era alguém parecido: era ela!
Pelo que Jin pode entender, ela estava respondendo algumas perguntas que as pessoas mandavam. Ela não havia mudado nadinha nestes últimos dois meses. Ali estava ela! Jin mal respirava, estava tentando processar a informação.
- Qual o nome dela? - ele raspou a garganta, pois a voz havia falhado.
- ! - V respondeu, olhando rapidamente para o amigo e voltando a olhar para o computador.
- Quê? Tem certeza?
V gargalhou, jogando a cabeça para trás.
- Claro, bro! Acompanho ela desde que ela começou com as lives! E olha - ele passou o mouse sobre o usuário dela na tela.
Jin leu, uma, duas, três vezes. Então até o nome verdadeiro ela havia mentido para ele? A Olívia não existia? Jin sentiu uma pontada forte no peito e então abaixou a cabeça. Aquilo doía ainda mais! Respirou fundo, pegou o celular e perguntou:
- Qual o instagram dela?
V olhou para o amigo, sem entender nada e sorriu.
- Ué, você não estava apaixonado pela menina da viagem até esses dias?
Jin soltou um riso nasalado. Mal sabia V!
- ‘Tô brincando, amigo! É o mesmo user dela aqui na twitch.
Jin se aproximou um pouco mais da tela do computador, pois não estava enxergando direito e também sentia as mãos tremerem. Incrédulo, ele procurou pelo usuário na rede social e lá estava o perfil dela. Ele clicou e lá estava ela. Rezende…
Jin leu as informações que ali continham e tudo era muito novo para ele, porque ela de fato havia mentido basicamente todas as informações, menos a idade e a cidade onde morava. Jin sentiu os olhos começaram a arder.
- Por que ela tem dez mil seguidores? - Jin começou a passear pelas fotos dela.
A maldita era linda! Jin se amaldiçoou por ainda pensar assim!
- Ué, cara, tem muita gente que gosta desse mundo de games, né? E ela é muito boa no que faz, a galera curte o trabalho dela! Provavelmente por isso!
- E por que você nunca me falou dela? - Jin fechou os olhos ao abrir uma foto dela.
Certamente o amigo não estava entendendo o porquê daquelas perguntas estúpidas, mas a que Taehyung conhecia, era uma pessoa completamente desconhecida para ele.
- Oxi! E desde quando você se interessa por esses assuntos? Você nem joga!
Jin preferiu ficar em silêncio, afinal de contas, o amigo tinha razão. Rodou mais um pouco pelas postagens dela e encontrou diversas fotos dela com um rapaz, uma delas, a mais recente das fotos com o tal rapaz, tinha a legenda: “Amor da minha vida todinha” e um emoji de coração. Provavelmente seria o namorado, ou ex-namorado… Jin sentiu o coração se estraçalhar dentro do peito, como se ainda fosse possível.
Abriu a DM dela, mas não teve força para mandar nada.
- Você disse que ela tinha sumido, né? Ela explicou o por quê?
V ainda concentrado na live, respondeu:
- Não sei direito! Porque eu perdi alguns pedaços, né? Enquanto ia te buscar lá embaixo! Mas eu ouvi até a parte em que ela falou que tinha viajado por um tempo. Só isso!
Jin assentiu, completamente atônito. Os olhos dele voltaram a fixar-se na tela do computador. Como aquilo era possível? Jin mantinha os olhos vidrados no computador enquanto ouvia V falando ao fundo, sem conseguir escutar de fato o que o amigo queria dizer. Enquanto V falava, Jin assentia com a cabeça mas só conseguia olhar para a garota na tela e pensar no quanto o peito dele queimava.
Jin não estava conseguindo raciocinar direito, ele pensava várias coisas ao mesmo tempo enquanto o coração batia forte no peito. Precisava de um tempo para conseguir processar o que estava acontecendo e então decidir se faria algo com aquela informação.
Assim que a live acabou, Taehyung olhou para o amigo, que ainda tinha os olhos fixos na tela. Taehyung tentou decifrar o olhar do amigo, mas não conseguia. Ele estava estranho de novo! Talvez fosse pelo desentendimento de mais cedo com o pai. É, Taehyung se convenceu que provavelmente seria aquilo, ele sabia como aquelas coisas com o pai afetavam negativamente o amigo.
- E aí, amigo? Vamos descer? Preparar alguma coisa juntos? Distrair essa cabeça?
Jin sorriu sem mostrar os dentes para o amigo enquanto assentia positivamente. Não era preciso muitas palavras entre os dois! Mesmo que Jin ainda não tivesse tido a coragem de contar tudo para o amigo, ele sabia que havia algo o machucando muito! Os dois sempre tiveram essa conexão desde que se conheceram em uma das primeiras exposições de Jin e então eles nunca mais largaram um ao outro! Taehyung era o melhor amigo de Seokjin e bom para V, depois de , o amigo era tudo que ele tinha!
Os dois então desceram para a cozinha e começaram a pesquisar alguma receita na internet para fazer com as coisas que tinham na casa. E bom, Jin estava tentando com toda a alma fingir que agora já estava tudo bem, mas não sabia se estava conseguindo. Ele estava anestesiado, como se a alma dele não estivesse de fato lá, somente o corpo. Toda hora vinham flashes em sua mente, dos dois na praia e depois dela na live…
- O que mesmo você estava falando lá em cima sobre a ? Desculpe, bro, eu estava distraído! - colocou uma das mãos sobre o ombro do amigo.
- Imagina! Não tem problema! Eu disse que a vi esses dias, a gente foi no Caiçara, vimos o pôr do sol juntos, conversamos sobre nossas famílias… E adivinha?
- Vocês finalmente se beijaram? - Jin apertou o ombro de V.
V riu, desgostoso.
- Não! Bom ela não quis! Na verdade, ela disse que não se sentia preparada ainda!
- Ah! Você jura, amigo? - Jin fez uma careta e então voltou a cortar o tomate - E você vai tentar outra vez?
- Ela me chamou para viajar com ela no final de agosto! Para a cidade natal dela, num casamento de um amigo de infância! ,Bom, acho que lá talvez role alguma coisa! Eu ‘tô muito ansioso, tem noites que só consigo pensar nisso!
- Você está mesmo apaixonado, amigo! Torço muito para que tudo isso dê certo! Você merece ser feliz!
Os dois sorriram um para o outro.
- Você também, Kim Seokjin! Você também!

Já em casa ele se deitou na cama depois de um longo banho, e então fechou os olhos. O nome dela era … a Olívia nunca existiu! E ela era quase famosa! Ela não o havia procurado… Por quê? Era tudo o que Jin conseguia pensar! Ele achava que havia significado algo para ela, da mesma forma que ela para ele, mas pelo visto havia se enganado, ele havia sido apenas uma foda de verão… passou as mãos pelo rosto sentindo à vontade de chorar o invadir outra vez, e assim ele o fez. Por que ser tão cruel? Por que ela não podia simplesmente ter jogado a real? Ele teria entendido e seguido sua vida. Mas não, agora ali estava ele preso a ela...



Trigésimo Sétimo Capítulo - Afterglow

Hoseok relia a conversa com o amigo pela terceira vez:


Online

Como andam as coisas com a ? Esses dias ela falou de você enquanto tomávamos café! Falou do teu cheiro, que era quase viciada no seu perfume…

Nós nos falamos todos os dias amigo! Mas as coisas estão como sempre!

Vocês se viram depois daquele dia no bar?

Não!

Tá na hora então né, J-Hope? Um encontro só vocês dois… Vai por mim, cara!



Bloqueou o celular e o jogou com delicadeza sobre o balcão, voltando a se concentrar no que fazia. Mas não estava conseguindo. Ele ficava pensando em … ficava se lembrando do gosto da boca dela em contato com a sua e ouvia a risada dela ecoar em seus ouvidos. Será que ela queria um encontro? Por que Jimin havia falado aquilo? Será que ela havia dado alguma indireta para o amigo, ou até mesmo teria sido bem direta? Hoseok se amaldiçoou por não saber fazer as coisas direito! Se amaldiçoou por não saber agir em situações como aquela, afinal de contas, ele nunca passou por nada parecido! Estava acostumado com a rejeição, com as garotas dizendo não e mais ainda, estava acostumado com a sensação de paz e calmaria de nunca ter se apaixonado… Ele estava apaixonado? Engoliu seco e voltou a se concentrar no trabalho, precisava terminar aquelas análises todas dentro do horário de trabalho, não estava nem um pouco afim de fazer horas extras.
Assim que finalizou o horário de trabalho e já estava sentado na moto, ele resolveu que seguiria o conselho do melhor amigo. Chamaria para um encontro. Ligou para ela, mesmo sabendo que talvez ela ainda estivesse trabalhando…
- Oi, Hobi! - Hoseok sorriu ao ouvir o apelido carinhoso que ela havia inventado recentemente para ele.
Uma mistura de Hoseok com baby, de acordo com ela.
- Vai sair às dezoito hoje ou tá enrolada aí?
- Vou sair às dezoito! Nada de fazer hora extra na sexta, nem a pau! Mas, por que a pergunta? Quer fazer alguma videochamada hoje? A gente pode começar a ler aquele livro novo que você indicou, comprei ele ontem de madrugada! Ia te falar hoje! ‘Tô esperando para começar a ler com você!
O sorriso dele se abriu ainda mais e ele sentiu as bochechas queimarem, isso porque nem estava a vendo. Droga!
- Eu pensei em algo melhor! - ele mordeu o lábio inferior, temeroso - Que tal a gente se ver hoje? Só nós dois, no caso!
Hoseok fechou os olhos com força sentindo o coração acelerar, temendo a resposta da garota. do outro lado da linha sorriu. Ela sabia que aquilo para Hoseok era difícil, então ficou feliz de vê-lo quebrar as paredes para que ela pudesse entrar. E ela estava tentando ao máximo não deixá-lo se arrepender daquela escolha.
- Vamos! Que tal o arpoador?
- Certo! Vou indo e espero você lá na entrada do parque, pode ser?
- Pode! Te vejo lá então!

Assim que os dois se avistaram, sorriram e foram de encontro um ao outro. segurou o rosto dele e depositou um selinho demorado nos lábios molhados dele, que fechou os olhos durante o momento. Depois os dois começaram a pequena trilha que dava acesso à pedra do Arpoador. , desde muito nova, não simpatizava muito com trilhas, ela não levava muito jeito com aquele tipo de passeio, mas achou que seria legal ver o pôr do sol de lá, era espetacular, além de que os dois sempre que se viam em bares e etc., queria algo mais calmo. Hoseok ficava atento aos passos de , temendo que ela pudesse cair ou se machucar e todas as vezes que ela vacilava, lá estava as mãos ou braços dele a ajudando. Ela se divertia ouvindo a risada exagerada dele e hora ou outra ria também. Hoje ela não carregava nenhum blazer, somente usava a calça jeans flare e uma regata branca, o sol do Rio estava castigando, mas Hoseok sempre costumava levar uma blusa de frio com ele, porque andava de moto e preferia estar com a blusa caso sofresse algum acidente, a blusa poderia quem sabe amenizar possíveis ferimentos.
Assim que eles chegaram à pedra, vislumbraram a vista esplendorosa da orla do Leblon e de Ipanema.
- Uau! Eu já vim aqui tantas vezes, e me surpreendo em todas!
- É lindo! - virou levemente o rosto, encarando Hoseok -
O perfil dele era lindo! Pôs-se a admirar o maxilar desenhado dele e então sorriu.
- Vamos sentar?
Ele esticou a blusa de frio no chão arenoso da pedra para que se sentasse sobre, mas ela não queria sujar a blusa do loiro de jeito nenhum, ele insistiu, brincando que iria embora caso ela não se sentasse e então ela se sentou imediatamente. Hoseok queria ter a oportunidade de ficar perto de , sentindo-a, então se sentou atrás dela, passando as pernas ao redor do corpo de e a sentiu se encostar em seu peito. Hoseok passou os braços em volta do torso dela, a abraçando. Ele encostou o nariz no topo da cabeça de , cheirando o cabelo preto dela e voltou a se questionar: aquilo que ele sentia quando estava com ela era paixão? Aquela atração intensa quando pensava, lembrava ou estava com ela, aquela vontade absurda de estar sempre a tocando, aquele nervosismo intenso quando recebia mensagens dela, quando se falavam por videochamada ou pessoalmente, o coração dele palpitava quando olhava para o rosto dela, e acelerava quando ela sorria ou ria, e quando ela o tocava e beijava, ele tinha a sensação que morreria quando se desgrudassem. Ele não sabia, mas tinha a plena certeza que amava estar com ela. E aquilo era muito estranho e novo para Hoseok, ele às vezes se assustava. Tinha medo que aquilo tudo acabasse repentinamente, que ela enjoasse, que ela se cansasse, ou que conhecesse alguém mais interessante e o deixasse de lado...
- Eu vinha muito a essas praias de cá com o meu pai! Quando eu era bem pequenininha! Me lembro que como a mão dele era muito grande para a minha, ele me dava o dedo indicador para que eu segurasse, e assim nós andávamos pela orla e depois íamos para o mar. Nunca me esqueço desse negócio do dedo. - sorriu, saudosa.
- Faz pouco tempo, né?
- Faz! - ela engoliu seco, não queria chorar com Hoseok pelo mesmo motivo que havia chorado com Namjoon - E os seus pais? Eles são divorciados?
Os dois nunca haviam tocado naquele assunto. sabia que ele morava e cuidava do pai, já começando a ficar velho. Hoseok engoliu seco. Aquele era um território árido para ele.
- Vamos dizer que sim! - ele riu, sem graça.
subiu o olhar para o rosto dele, ajeitando o rosto para que conseguisse fazer isso.
- Como assim?
- A minha mãe abandonou a gente quando eu ainda tinha um ano! Eu nem me lembro dela! E bom, isso destruiu o meu pai de todas as formas possíveis! Ainda mais porque comigo ainda adolescente, ele ficou doente, não conseguiu mais trabalhar, a gente passou bastante dificuldade e eu comecei a trabalhar informalmente bem cedo, para ajudar em casa, porque a aposentadoria dele demorou muito para sair.
Hoseok também olhou para ela.
- E desde então você nunca mais soube da sua mãe?
- Não! - ele balançou a cabeça em negativa. - E foi muito difícil! Meu pai disse que ela apenas deixou um bilhete falando que estava indo embora porque aquela não era a vida dela.
Os olhos dele se encheram de água e depositou um beijo no queixo dele e se ajeitou nos braços dele, conseguindo ficar com o rosto perto do dele.
- Já tentou procurar por ela?
- Não quero! - ele balançou a cabeça veementemente. - Ela me rejeitou, não tem porque eu ir atrás dela! Ela sequer se preocupou em como nós ficaríamos sem ela, em como o meu psicológico ficaria sem ter uma mãe. Ou como eu lidaria com a saudade, meu pai…
Hoseok engoliu o choro. Se recusava a chorar pela mãe naquela altura do campeonato. Havia anos que não falava sobre aquele assunto com alguém, que ele até havia se esquecido de como doía todas as lembranças ruins que aquilo desbloqueava.
- Eu sofri muito na escola! O pessoal pegava no meu pé, por ser o menino abandonado pela mãe! “Nem sua mãe te quis” e coisas do gênero, sabe?
sentiu o coração doer dentro do peito então envolveu o rosto dele com as mãos encostando a testa na dele. O beijou. Com delicadeza, e com a doçura que o momento pedia. Não queria vê-lo sofrer. Hoseok correspondeu ao beijo apertando a nuca dela.
- Você não merecia passar por essas coisas! Você é tão puro! - ela sussurrou para que somente ele ouvisse ainda com a testa encostada na dele. - Você é diferente! E eu gosto disso! Agora tudo faz ainda mais sentido! Sua insegurança, sua timidez…
- E você ainda vai ficar? Aqui? - ele segurou a mão dela e levou até seu peito - Sou complicado demais para alguém querer ficar perto por muito tempo.
percebeu que o coração dele batia rápido. Então ela voltou a beijá-lo, dessa vez com urgência segurando os cabelos dele. As mãos dele percorreram suas costas e cintura, então ele a apertou contra si. Agora o beijo era mais intenso e os dois nem se importaram com a presença de outras pessoas no local. O beijo só parou quando eles finalmente ansiavam por ar. Com as respirações levemente descompassadas, observou Hoseok, que tinha os olhos fechados.
- Vou ficar pelo tempo que você me permitir ficar!
- É que ninguém nunca olhou para mim do jeito que você me olha - ele pausou, olhando-a de volta -, na verdade, acho até que nunca ninguém olhou para mim.
- Hoseok - ela também pausou, ainda segurando o rosto dele -, ‘tô presa no teu campo gravitacional, cara. Não sei como eu saio daqui e nem quero sair.
depositou um selinho demorado nos lábios dele e o abraçou com força. Ela não entendia muito bem o que eles estavam tendo, mas queria ir com calma, para que nenhum dos dois saísse machucado dali. O que ela sabia é que estava envolvida demais para perdê-lo. Ao mesmo tempo que também se sentia presa ao que estava construindo aos poucos com Namjoon, em alguns momentos ela sentia que a cabeça daria um nó. O corpo dela reagia sempre com força aos dois homens. O coração dela acelerava com ambos, ela se sentia protegida com ambos, ela gargalhava de graça com ambos, os dois cuidavam dela. Naquele momento, ela não queria escolher. Mas e se em algum momento precisasse?



Trigésimo Oitavo Capítulo - Apareceu você

Apesar de amarem o Garage, elas decidiram mudar de lugar neste sábado. Foram para o Ruanita. havia chamado Hoseok enquanto estavam lá no arpoador, mas ele havia dito que esse final de semana ele dedicaria ao pai, o que entendeu e achou fofo. Então ela achou que estava na hora de conhecer Namjoon, então elas o chamaram. De começo ele disse que não iria porque queria estudar a fundo um processo, mas depois pensou melhor e acabou aceitando, após ouvir de que mais uma vez ele só se afundava no trabalho. As amigas chegaram juntas, e logo em seguida Jimin apareceu cumprimentando e e lançando um aceno de cabeça pra , que retribuiu. E lá estavam os dois novamente fingindo que nada havia acontecido entre eles!
Os amigos escolheram uma mesa e se sentaram, conversando sobre amenidades até que visualizou Namjoon caminhando até eles e ela sorriu para o amigo, se levantando.
- Nam! Que bom que você veio!
Jimin que olhava o celular, travou o maxilar ao ouvir o apelido do rapaz e então o olhar dele subiu para o tal Namjoon que agora abraçava carinhosamente , chamando-a de “pequena”. Jimin sentiu a insegurança bater em sua porta, porque o homem era um tanto quanto alto e tinha os ombros largos. Ele umedeceu os lábios com a língua. Que audácia de chamá-lo para o bar com Jimin presente! Como ele era o próximo na cadeira, se levantou ficando frente a frente com o rapaz. Namjoon sorriu abertamente para ele e Jimin sentiu vontade de socar a cara bonita dele. Namjoon ergueu a mão na direção de Jimin, que a apertou.
- Namjoon! - ele se apresentou.
- Jimin! - Jimin apertou firmemente a mão dele.
- Ele trabalha comigo e com a , Joonie! - gritou do outro lado da mesa - E é um dos meus melhores amigos!
Jimin lançou um olhar para ainda segurando a mão de Namjoon e os dois sorriram um para o outro. Jimin gostava daquele título. Então quer dizer que também conhecia o tal Namjoon? E as duas tinham apelidos carinhosos para ele?
Assim que os dois soltaram as mãos, Namjoon deu duas batidinhas nas costas de Jimin ao passar por ele para ir de encontro à e a . O olhar de e Namjoon se encontrou e então Namjoon riu e viu ela rir de volta. Como o mundo era pequeno! Lá estavam os dois se encontrando de novo e ela era amiga de e . Namjoon, cético que só, pensou se de fato seria o destino…
resolveu que era melhor fingir que não conhecia Namjoon, porque teria que explicar às amigas o contexto de tê-lo encontrado, e aquilo incluía ter que contar tudo sobre Jin, bom, ela não queria ainda.
- Esse é o Namjoon, ! Amigo meu e da , sabe?
sentiu as bochechas corarem com o comentário de .
- Prazer, Namjoon! Queria muito te conhecer, você é muito falado! - ergueu a mão, esperando que ele entrasse no jogo dela.
Namjoon olhou para ao ouvir que era muito falado e ela então desviou o olhar para o chão. Namjoon segurou a mão de .
- O prazer é todo meu, ! - ele piscou para ela, que agradeceu mentalmente.
Namjoon pensou que provavelmente ela não se lembrava muito bem dele, afinal de contas, ela estava muito nervosa no dia que se conheceram. Depois de cumprimentar , Namjoon se dirigiu na direção de que já estava em pé. O olhar dele passeou pelo corpo dela dentro do vestido que ela usava. Ele segurou o rosto dela entre as mãos e tomou a liberdade de selar os lábios dela com os seus. Jimin, atento à cena, arregalou os olhos. Como assim? Ele pensou. Namjoon havia beijado levemente os lábios de e não os de ? E havia correspondido… Primeiramente, Jimin levou o pensamento ao amigo… Hoseok sabia que saía com outras pessoas? Assim que Namjoon se sentou entre e , o olhar dele se cruzou com o de . Ela estava corada e Jimin balançou a cabeça positivamente para ela, como se dissesse a ela que ele não tinha nada a ver com aquilo e de fato não tinha! Ela e o amigo estavam apenas se conhecendo e provavelmente também estava conhecendo o tal Namjoon. Ela era solteira e podia fazer o que bem entendesse de sua vida amorosa. Lógico que Jimin esperava que Hoseok não fosse magoado, mas também não queria magoada. Mas não podia negar o alívio que estava sentindo ao saber que Namjoon estava com e não com !

Assim que chegou no lugar e vislumbrou V acompanhando de um rapaz alto e uma garota que ficava baixinha no meio dos dois rapazes, vestindo uma calça jeans e uma blusa de gola alta e mangas longas, ela presumiu que aqueles poderiam ser ou o tal Jin, amigo de V ou o rolo da irmã dele um tal de JK e aquela seria com toda a certeza, a irmã de V! sentiu-se estranhamente nervosa em saber que conheceria tantas pessoas próximas e importantes para V. O que significava que ele confiava mesmo nela.
Se aproximou do pequeno grupo que estava de fora do bar, assim que V olhou para ela, ele sorriu, erguendo os braços em sua direção. E então os dois se abraçaram por um longo período. Taehyung estava mais cheiroso que o habitual e se lembrou do dia em que quase se beijaram.... Assim que os dois se largaram, , sem graça, deu um aceno com a mão na direção do grupo.
V então apresentou a irmã para . As duas se cumprimentaram com um beijo de na bochecha dela. ficou impressionada com o quanto os dois eram parecidos! Ela era igualmente bonita. Depois, cumprimentou Seokjin, o então melhor amigo de V. Jin lançou um olhar cúmplice na direção de V, como se dissesse que pelo menos por enquanto ela estava aprovada e V riu baixinho para ele. Passados alguns minutos, Jungkook chegou, sendo apresentado para Jin e .
- Por que vocês escolheram esse lugar? Aqui é bem meia boca, viu? - JK se pronunciou.
- Jura? - questionou, olhando para trás dando uma rápida olhada no lugar.
- Todo munda fala bem daqui, achei que seria legal! - V deu de ombros -
- Não! E se a gente fosse para outro lugar? Bora pro Ruanita? Lá é bem mais animado e os drinks são os melhores da cidade!
Os cinco se olharam entre si e concordaram em mudar de bar.

As cervejas acabaram de ser depositadas sobre a mesa e rapidamente pegou a sua, dando um gole. Enquanto a sentia descer por sua garganta ela vislumbrou a entrada do bar. Os olhos dela mal acreditavam no que ela via… Ele usava uma camisa social azul clara, bem larga no corpo e uma calça jeans de lavagem escura e ria de algo que outro rapaz dizia. Era como se ela tivesse ouvido aquela risada bem perto de seu ouvido. Risada essa que ela ouviu durante uma semana seguida. Ele não havia mudado nada a não ser pelo cabelo agora maior. Seokjin.
Ao mesmo tempo que achava que aquela figura alta e linda adentrando o bar e se sentando em uma mesa alguns metros da dela, era somente uma miragem de sua mente perturbada, ela sabia que era perfeitamente possível que em algum momento ela o visse por aí, já que moravam na mesma cidade. A bebida voltou com tudo em sua garganta e ela acabou por cuspi-la em , que agora estava sentada ao lado dela.
Todos os presentes na mesa observaram a cena, atentos e perguntou se a amiga estava bem e o que havia acontecido.
- Me engasguei! Tomei muito rápido! - ela respondeu enquanto tentava ajudar a amiga a se limpar - Me desculpa, !
A amiga disse que não tinha problema, que aquelas coisas aconteciam mesmo e então ela voltou o olhar na direção dele, agora sentado de costas para ela. Agradeceu mentalmente ao universo pela segunda vez na noite e pediu que ele não se virasse de forma nenhuma, implorou a Deus que ele não a visse em momento algum daquela noite. Ela não estava preparada para encarar os olhos negros dele, ou a cara de surpresa que ele faria ao vê-la depois de dois meses, especialmente se ele a olhasse com mágoa ou dor… A respiração dela estava descompassada, mas somente ela parecia perceber. Voltou a beber a cerveja. Os amigos agora chamavam a atenção dela para decidirem juntos o que pediriam para comer. E ela apenas ouvia as vozes do grupo como se eles estivessem distantes, ela só conseguia pensar que Seokjin estava ali, a poucos metros dela! apenas assentiu ao que os amigos falavam e concordou com o que quer que fosse que eles haviam falado sobre uma porção qualquer.

Jin ria bastante enquanto e Jungkook contavam para ele sobre como eles se conheceram de fato e o acompanhava. V deu uma olhada pelo bar e então seu olhar se deteve na mesa de . Ele sorriu sem mostrar os dentes ao ver a garota que admirava ali! Seria ela mesmo? Que mundo pequeno! Será que seria de bom tom da parte dele ir até ela e pedir uma foto? Ele cutucou delicadamente.
- Está vendo aquela moça ali? - ele apontou discretamente na direção de .
- Sim! O que tem? - passou as mãos pelos cabelos dele, ajeitando-os.
- Ela faz umas lives bem maneiras de jogos online e eu curto muito o trabalho dela! Acha que peço uma foto, ou vou estar invadindo o espaço dela?
passou os olhos por e pela mesa dela, pensando já ter visto aquelas pessoas em algum lugar.
- Vai lá! Quando você vai ter outra oportunidade desta, V? Pede uma foto sim!
Jin então pegou o celular que estava sobre a mesa e o desbloqueou, se esquecendo que o mesmo estava aberto no perfil de . Era a quinta vez só hoje que ele entrava lá, buscando coragem de mandar alguma coisa em sua DM. Mas ele estava com tanta raiva que tinha medo de acabar metendo os pés pelas mãos. Foi quando Taehyung se levantou ajeitando a camiseta que vestia e dizendo que já voltava.
- Vai aonde, doido? - Jin questionou, virando o rosto para olhar o amigo de pé.

não conseguia desgrudar o olhar da mesa de Jin e quando viu um dos acompanhantes dele se levantando e conversando com ele, ela pensou que desmaiaria ali mesmo e se ele a tivesse visto?

- Vou ali falar com a menina da live que assistimos aquele dia! Acredita que ela está aqui no bar? Quando vou ter outra oportunidade dessas? Vou pedir uma foto! - ele sorriu e saiu da mesa.
Jin sentiu que o chão que ele apoiava os pés havia sumido. Como assim ela estava ali? V não brincaria com uma coisa dessas, afinal de contas, ele admirava a garota! O destino estava agindo rápido demais e Jin pensou que vomitaria. Resolveu não olhar para trás, não tinha coragem de encará-la. Era como se, vê-la, de fato tornasse toda aquela dor ainda mais real e ele não estava conseguindo processar aquele banho de informações tão recentes. e começaram a conversar enquanto Jungkook mexia no celular. A cabeça de Jin rodava. sentiu a dela rodar também quando o amigo de Jin começou a caminhar na direção da mesa dela. Será que era Jin que havia mandado ele ali? abaixou a cabeça.
- Com licença? - V questionou já em pé na mesa de .
Os amigos que conversavam animadamente - menos - cessaram o assunto e olharam para Taehyung, que sorriu sem mostrar os dentes.
- ? - ele apontou para ela e os amigos então olharam para ela.
- Sim? - ela ergueu o rosto, olhando nos olhos de Taehyung.
- Meu nome é Taehyung e eu queria dizer que gosto muito do seu trabalho e que te acompanho desde o começo das suas lives na Twitch...
Os amigos de fizeram alguns barulhos, em comemoração e sentiu um peso enorme sair de suas costas.
- Pode tirar uma foto comigo? - ele ergueu uma sobrancelha.
sorriu, aliviada, enquanto se levantava da mesa. Então era isso? Ele a conhecia devido às lives e era apenas um admirador? Então quer dizer que Jin não havia comentado nada dela? Será que ele ao menos se lembrava dela?
V entregou o celular a Jimin, que se ofereceu para tirar a foto enquanto brincava com o fato de não saber que era tão famosa assim, o que fez Taehyung e os amigos rirem, inclusive . Delicadamente passou um de seus braços pela cintura de Taehyung que fez a mesma coisa com ela e então a foto foi tirada. Logo Taehyung aproveitou a oportunidade para puxar assunto sobre alguns dos jogos da empresa onde trabalhava. Ela, mesmo muito nervosa, e temendo que Jin pudesse olhar na direção deles a qualquer momento, deu atenção ao rapaz. Agora ele se despedia educadamente dos amigos de , pedindo desculpas caso tivesse atrapalhado e então ao se despedir de , ele usou o bordão que ela sempre usava ao encerrar suas lives.
- Se você quiser jogar comigo, é melhor conhecer bem o jogo - e piscou para ela.
gargalhou alto com a forma descontraída de se despedir dela, e caramba, ele realmente era fã das lives dela.

Jin ouviu a risada de ecoar pelo bar e invadir seus ouvidos. Aquilo havia sido a gota d’água e ele então se virou na direção do som, encontrando jogando a cabeça para trás rindo de algo que o melhor amigo dele falava. Sentiu o sangue ferver dentro das veias. Então ela estava feliz? Durante todos esses dois meses ele mal conseguia trabalhar enquanto ela gargalhava ali tranquilamente, sem um pingo de remorso?
Num rompante, como se algo maior o tivesse forçado a fazê-lo, ele se levantou e caminhou cegamente em direção aos dois, deixando , Jungkook e sem entender.
- Muito prazer! Meu nome é Seokjin, e o seu, qual é mesmo? - ele interrompeu bruscamente a despedida entre e o melhor amigo, erguendo a mão na direção da garota - O verdadeiro se possível, dessa vez! Já que você é uma mentirosa!
engoliu seco, finalmente encarando Seokjin ali parado em sua frente. O rosto dele estava vermelho e ele havia falado tudo muito rápido. A mão dele continuava ali erguida. sentiu o corpo todo arder. E os olhos dela marejaram pesadamente. A cabeça de Jin continuava rodando e o peito dele doía miseravelmente.
V olhava do amigo para , sem entender nada, com os olhos arregalados e os amigos de estavam em silêncio, tentando entender.
- Com licença, eu vou ao banheiro. - virou-se, esbarrando as costas na mão erguida de Jin -
No caminho para o banheiro ela deixou duas lágrimas teimosas descerem bochechas abaixo. Jin bufou enquanto se apressava para segui-la, mas foi impedido por Namjoon, que o segurou nos ombros, empurrando Jin para trás.
- Calma ai, fera! - Jimin também se levantou ficando ao lado de Namjoon pronto para ajudar se fosse necessário alguma intervenção.
- Não, cara! Eu preciso conversar com ela, eu não posso deixar que ela fuja outra vez de mim!
- Então você vai esperar ela voltar do banheiro e ver se ela aceita conversar com você! - Namjoon cruzou os braços abaixo do peito, preocupado.
- Exatamente! Mas desse jeito escroto não! - Jimin complementou.
e já estavam em pé e caminhavam em direção ao banheiro atrás da amiga, que jogava um tanto bom de água no rosto e nuca. Era uma tentativa chula de se acalmar, sabia que seria em vão.
- É ele o rapaz que você se apaixonou durante a viagem, ? - questionou enquanto acariciava as costas da amiga.
apenas assentiu que sim para a amiga, voltando a marejar os olhos.
- E por que ele falou com você daquele jeito? Ele te chamou de mentirosa, !
tinha o semblante bem sério enquanto aguardava a resposta amiga. passou as mãos pelo rosto e bufou.
- Eu posso explicar depois? Agora preciso conversar com ele, não posso mais fugir disso!
Assim que as três voltaram do banheiro, elas encararam Taehyung, Jimin, Jin e Namjoon esperando que elas voltassem do banheiro. Jin mordia os lábios impaciente enquanto os outros três encaravam as garotas, bem sérios.
- A gente pode conversar, Seokjin?
- Por favor! Eu estou esperando isso há dois meses!
Namjoon trocou um olhar com Jimin. Enquanto isso, , Jungkook e encaravam tudo da mesa deles, sem entender nada, eles apenas olhavam a cena e se olhavam.
- Vocês podem conversar em algum lugar diante das nossas vistas, por favor? - Namjoon pediu enquanto segurava os ombros de , com receio do rapaz.
- Pode ficar tranquilo, cara! Eu não vou fazer nada com ela!
Os dois se encararam e pediu que Namjoon se acalmasse, mas garantiu a ele que sim, eles conversariam a vista de todos. V então retornou para sua mesa, atônito.
- Que que tá rolando, Tae? - perguntou, com os olhos arregalados -
- Eu também não estou sabendo direito, ‘tô sem entender nada! Mas preciso ficar de olhos nos dois!
chegou primeiro ao estacionamento e na defensiva cruzou os braços abaixo dos seios, sem ter coragem de encarar Jin assim que ouviu os passos dele chegando no estacionamento.
- Posso te perguntar uma coisa?
Ele se aproximou mais um pouco sentindo o coração pular no peito como se fosse a bateria de uma escola de samba.
- Claro...
- Foi fácil?
finalmente teve coragem de se virar, encarando Jin realmente de perto pela primeira vez em dois meses. Ele estava ainda mais bonito. Sentiu vontade de tocar o rosto dele. O coração dela, que estava começando a se recuperar, quebrou-se em mil pedaços outra vez.
- O que foi fácil?
- Me deixar! Como se não fôssemos nada, como se eu não fosse nada para você. O que eu devia fazer sem você? Eu fiquei preso em um limbo de “tarde demais para catar os pedaços e cedo demais para me desfazer deles,” você ao menos se sentiu abatida assim como eu? Ver seu rosto agora faz meu corpo doer e aparentemente isso não vai me deixar em paz tão cedo!
Os olhos de Jin estavam começando a marejar. O coração ainda batia fora de controle dentro do peito dele.
- Você acha que foi fácil? Você tem noção de como foi a minha vida depois daquela noite? Você sabe o que eu passei ou o que eu fiz depois daquela semana?
engoliu seco, sentindo um nó começar a se formar na garganta. Vê-lo, ali, parado em sua frente, não parecia real.
- Não, eu não sei, porque você me abandonou como um brinquedo velho num canto qualquer que não tinha mais graça para você!
Aquilo atingiu como se fosse um grande soco no estômago, era quase físico o que ela sentia com as palavras dele a atravessando.
- Jin, tudo que eu fiz no dia seguinte daquele adeus foi deitar na cama e chorar e eu passei provavelmente uma semana presa num quarto de hotel, sem ter forças para sair e viver minha vida! Tudo que tinha na minha mente eram meus momentos com você. Mas depois de um mês, eu comecei a seguir em frente e depois de dois meses, eu me senti bem a ponto de voltar para casa, para minha família, amigos e minha vida normal, a vida da que você não conhece, e eu cheguei a considerar que depois de uns três meses você estaria fora da minha mente e que em quatro ou cinco meses eu provavelmente estaria vivendo minha vida, que eu estaria melhor e não teria que tentar não pensar em você! Até que você apareceu hoje me tratando como se eu nem me lembrasse de tudo que a gente viveu!
Jin fechou os olhos, deixou que duas lágrimas teimosas descessem e ele as limpou rapidamente. Não queria chorar na frente de .
- Você nem sequer foi capaz de me dizer seu verdadeiro nome, o verdadeiro local que você estava hospedada, foi cruel! - ele aumentou o tom de voz um pouco - Você podia ter ao menos mandado uma mensagem dizendo que eu não signifiquei nada para você, que pelo menos você teria me libertado desse calabouço que você me trancou! Durante todo esse tempo eu me senti como se estivesse me afogando, tive dificuldade para dormir, sonhos inquietos, você esteve sempre nos meus pensamentos, sempre. E eu me perguntei, de verdade, se você realmente ao menos se lembrava de tudo que vivemos pelo menos na última noite!
balançou a cabeça em negativa, incrédula com o que Jin acabara de afirmar. Que imagem era aquela que havia ficado dentro dele?
- Se eu me lembro? - fechou os olhos - Nós saímos para jantar, o restaurante se chamava Mangai, você usava uma camisa social azul claro e um paletó de cor palha, eu cheguei mais ou menos 10 minutos atrasada e você já estava lá, com a carta de vinhos em mãos, então eu sugeri que escolhêssemos primeiro os pratos e pedíssemos ajuda ao maître para escolher o vinho. Nós pedimos um escondidinho e antes do maître chegar até a gente, você me entregou um papel com seu telefone, endereço e o endereço e data da sua exposição, e você me pediu para prometer que eu te procuraria, que nosso lance não acabaria lá! E sabe o que eu estava pronta para dizer, Jin? Eu ia te dizer que não podia prometer nada, sem qualquer destino ou garantia, que minha única promessa seria que aquela noite, seria a melhor das nossas vidas, mas o maître nos interrompeu, e de novo, eu perdi a coragem de falar. Nós tomamos um Muscadet branco, depois do jantar nós dividimos uma sobremesa gelada e então demos nosso primeiro beijo da noite. Ao sairmos de lá, nós caminhamos juntos e você disse que tinha programado uma surpresa, nós fomos ao parque de diversões da cidade e aquele gesto me tocou muito, porque você se lembrou que eu queria ir e porque é um tipo de local importante para mim, que me traz lembranças. Nós nos beijamos de novo em frente ao parque, eu me emocionei, você me perguntou se estava tudo bem, nós fomos a vários brinquedos do parque, e por último nós passamos naquelas máquinas de bichinhos de pelúcia, - ela umedeceu os lábios com a língua.
E então continuou:
- E você não conseguiu pegar um para mim, mas eu consegui pegar o que você queria para você e você me disse que iria com ele na mão durante o voo, para pensar em mim! Eu achei que a noite acabaria ali, e você disse que não, então começamos a caminhar de novo, a caminho do hotel dessa vez, e aí paramos numa feirinha de rua, compramos lembrancinhas para nossos amigos, e você me deu isso - puxou a manga da blusa de malha fina que ela usava, abrindo os olhos por alguns instantes, mostrando que ainda usava a pulseira, voltando a fechar os olhos em seguida. - Você disse que era para eu não esquecer de você, e quer saber, Seokjin? De fato, eu não esqueci nem um minuto, e não tirei essa maldita pulseira para absolutamente nada! Era como se isso fosse nossa única ligação ainda existente! Mas voltando a nossa última noite: nós chegamos ao local, se chamava Reserva Madero, nós ficamos na cobertura, você decorou todo o quarto para uma noite romântica, e então nós fizemos amor, transamos, ou como você se referiu aquele dia, fodemos, foi essa a palavra que você usou, né? E depois você contou dos seus sonhos que você tinha comigo sem nem me conhecer, e às duas e meia da manhã começou a chover, nós subimos para a área aberta da cobertura e nos beijamos debaixo da chuva porque tínhamos comentado que queríamos fazer isso juntos! Ficamos um tempo na chuva e finalmente descemos para dormir, você me pediu para te acordar porque tem o sono pesado, e você tem mesmo, porque nem sequer me ouviu chorar até que eu pegasse no sono, - ela soltou uma risada nasalada.
Pausou por alguns segundos e seguiu:
- E eu saí bem cedo, Jin, queria que nosso adeus fosse só com as coisas boas que vivemos, não queria ter que acabar com todas as mentiras ali e te causar algum sofrimento! E eu corri tão rápido que podia sentir o vento no meu rosto secando meu choro tão envergonhado. Eu quis te contar, Jin, eu quis te contar tantas vezes, mas eu perdi o time!
voltou a abrir os olhos e retirou um papel de dentro da bolsa, se aproximou de Jin, ficando próxima o suficiente para lhe jogar o papel no peito. O papel em questão era o mesmo que Jin havia entregado a ela ainda no restaurante com os endereços e seu telefone. Ela ainda guardava aquilo? Jin sentiu a cabeça doer, de confusão. Por quê? Ele lia o papel como se não soubesse muito bem o que estava escrito ali.
- Eu carreguei esse papel comigo durante todo esse tempo e quer saber? Na verdade, ele é inútil, porque eu já decorei tudo que está escrito aí! Eu já salvei seu telefone e tentei mandar mensagem diversas vezes desde que cheguei nessa maldita cidade, eu fui até sua exposição, você não estava, mas adivinha só? Eu vi um quadro que se parecia muito comigo, e eu tirei uma foto com ele - retirou o celular da bolsa, o desbloqueou e procurou pela foto, rapidamente a encontrando e colocando o celular próximo ao rosto de Jin, que não esboçava reação nenhuma - Eu já fui até a porta do seu prédio e não tive coragem de descer e te procurar, como eu faria isso? Como eu chegaria até você e me apresentaria, te diria toda a verdade e destruiria todas as lembranças boas que você tinha de mim? E você ainda tem a coragem de me perguntar se eu me lembro? Um dia depois de eu ter desaparecido da sua vida, eu estava quebrada pela segunda vez e eu orei tanto no terceiro dia para que eu ficasse bem! Para que eu me esquecesse que você um dia foi meu, eu acho que você não percebe o quanto eu tive que lutar pra viver a minha vida, para ficar melhor e não ter que tentar não pensar em você, Jin!
Ele passou as mãos pelos cabelos, atônito com todas aquelas informações expostas a ele ao mesmo tempo. Completamente atônito.
- Então me explica, qual o motivo da sua viagem, por que tanto tempo fora? Por que não podia me falar seu nome ou qualquer outra verdade sobre você?
Ele queria ouvir da boca dela que tudo aquilo havia acontecido para superar o tal namorado que ele achava que ela tinha, ou teve.
- Eu precisava me encontrar, Jin, precisava me encontrar e aceitar uma perda muito dolorosa para mim!
Bingo! Ele pensou.
- Todo esse sofrimento e manipulação comigo por que você terminou a porra de um namoro? Era essa a perda dolorosa?
Jin voltou a encher os olhos d’água. Aquilo estava doendo para porra.
- Do que você está falando? - ergueu uma sobrancelha, o semblante dela agora estava confuso.
- Eu achei seu Instagram, ! - ele retirou o celular do bolso, tremendo e o desbloqueou - E caramba! Como é estranho te chamar por outro nome que não seja Olivia. Você e esse seu nome falso me assombraram por tanto tempo! Foi porque esse babaca terminou com você, que você precisou acabar com a vida de outra pessoa para se sentir melhor?
Foi a vez de Jin erguer o celular na altura dos olhos de , mostrando à ela a foto dela e de Mário abraçados, na praia com a legenda: “Amor da minha vida todinha”.
Aquela foto bateu forte em , que não segurou as lágrimas, liberando-as todas de uma vez, tapando o rosto com as mãos. Jin havia entendido tudo errado e para piorar estava a quebrando em mil pedaços. Um relâmpago pôde ser ouvido e logo a chuva caiu pesadamente do céu. Que nem quando eles se beijaram pela última vez...
Assim que conseguiu tirar as mãos do rosto, já completamente molhado pelas lágrimas. sentiu tanta raiva que empurrou Jin para trás com as mãos espalmadas em seu peito e depois o estapeou no mesmo lugar diversas vezes enquanto contava:
- Você acha mesmo que eu precisaria de tanto assim para superar um namoro? Esse cara é meu irmão, e ele tá morto agora! Ele morreu uma semana antes do dia em que eu te conheci, era essa a perda que eu precisava superar! Meu irmão tinha sua idade e ele de fato era o amor da minha vida, não fale coisas que você não sabe, Jin.
Jin a segurou pelos pulsos, já deixando também as lágrimas escorrerem pelo rosto, se misturando à chuva pesada que caía. Os amigos, vislumbravam toda a cena na porta do restaurante, sem saber como agir, preocupados com a cena e especialmente com os dois amigos daquele jeito debaixo da chuva.
Ele afastou de si, empurrando-a delicadamente pela cintura, mas ela ainda o batia e Jin, só sabia chorar. Assim que ela se acalmou um pouco cessando os tapas, ela segurou a cintura dele. Ainda chorando.
- Se você tivesse me dito a verdade, , não estaríamos passando por isso! Você vai me enlouquecer! - Jin virou-se de costas para ela, cortando o pouco contato físico das mãos de em sua cintura enquanto passava freneticamente as mãos pelos cabelos - Porque mesmo depois de descobrir suas mentiras, por mais que eu não tivesse mais nada para me agarrar, porque bem, você voltou, não é? Você tinha como me procurar, mas não fez porque não quis, você supôs que eu não te perdoaria e nem sequer tentou. Eu continuei chamando seu nome nos meus sonhos e você continuou nos meus pensamentos, sempre!
Jin voltou a ficar de frente a que nesse momento tentava em vão limpar as lágrimas. Os dois já estavam encharcados pela chuva e Jin sentia que o coração havia diminuído dentro do peito, tamanha a dor daquele momento. Tudo que ele mais quis durante um mês e meio foi encontrá-la! Mas agora, aquilo doía tanto que ele desejou nunca tê-la reencontrado.
- Eu já tinha te magoado o suficiente, não queria te magoar mais ainda! Achei que com o tempo você se esqueceria de tudo e viveria bem!
- As rachaduras não vão se consertar, e as cicatrizes não irão desaparecer! - ele apontou para o próprio peito - Acho que eu só deveria me acostumar com isso! Nós éramos apenas dois estranhos na praia, mas depois dessa conversa, me diz, qual é a diferença entre o antes e o agora?
Jin a segurou pelos ombros, sacudindo-a levemente enquanto ambos se desmanchavam em lágrimas. As mãos dele desceram por seus braços, parando em um de seus pulsos. Ele ergueu a manga da blusa que ela usava, encarando a pulseira que havia dado a ela. O peito dele doía tanto e ele estava com tanta raiva de tudo aquilo. Não estava raciocinando direito, então ele arrebentou a pulseira do pulso de , fazendo o mesmo com a própria pulseira segundos depois. sentiu como se todas aquelas miçangas espalhando-se pelo chão fossem os pedaços de seu próprio coração. E então ele foi embora.
se agachou no chão, no meio ao caos da chuva que parecia estar ainda mais forte enquanto em vão, pegava cada miçanga, como se a vida dela dependesse daquilo. As amigas não pensaram duas vezes e foram logo atrás de .
Namjoon tentou impedi-las, mas não conseguiu. V ligava para o amigo sob o olhar atento de e JK, atônitos com tudo que haviam acabado de presenciar.
As amigas se ajoelharam ao redor de e passava as mãos nas costas dela, , também atônita com a situação e um pouco em choque com a intensidade dos acontecimentos, apenas ajudava a amiga com as miçangas.
Namjoon, um tanto quanto desesperado, pegou um dos guarda-sóis do bar, das mesas disponíveis do lado de fora e então foi em direção às três, tapando-as da chuva com o guarda-sol e então caminhando com elas de volta para o restaurante em segurança.
Jimin arrancou a blusa de frio que ele vestia e cobriu os ombros encharcados de , já que ela estava bem mais molhada que as meninas, temendo que se resfriasse. E então Namjoon guiou para que ela se sentasse.
A amiga estava aos prantos ainda, encarando as miçangas nas mãos, com o choro preso na garganta por dois meses rolando solto pelo rosto.
e se olhavam, tentando entender tudo aquilo. E quando soltou as miçangas sobre a mesa levando as mãos sobre o rosto para abafar o choro, Namjoon colocou uma das mãos sobre o ombro dela.
- É a segunda vez que nós nos encontramos e consequentemente é a segunda vez que te vejo desse jeito! Provavelmente deve ser o mesmo motivo de ambas as vezes. Você precisa conversar sobre isso com alguém! Isso deve estar te sufocando! Se não está, ainda vai!
- Como assim? Segunda vez? - segurou o braço de Namjoon, sem entender nada, assim como e Jimin.
- Nos encontramos numa padaria esses dias e ela estava basicamente desse mesmo jeito!
levou a mão até a boca, balançando a cabeça em negativa.
- Vamos embora, amiga! Vamos lá para casa! Você não pode ficar sozinha nesse estado! Nós não vamos deixar, não é, ? - assentiu para .

Enquanto isso, Taehyung tentava falar com Jin, mas ele continuava não atendendo. e Jungkook ainda tinham os olhos arregalados encarando V. se levantou e segurou Taehyung pelos ombros, cessando o movimento de andar de um lado para o outro que ele fazia.
- Calma, V! - ela segurou o rosto dele e então o abraçou.
- Gente, me desculpa! - ele apertou a cintura de com força - Mas eu tenho que ir atrás dele! Ele não deve ter ido muito longe com essa chuva! Não posso deixar meu amigo sozinho transtornado daquele jeito!
e ele se soltaram. E ele sussurrou um “desculpa, !”
- Não! Você sempre me pedindo desculpas sem necessidade! Vai atrás do seu amigo! Ele deve estar precisando de você! Não se preocupa com a gente! Eu vou para casa! Me dê notícias de vocês dois, por favor? - Taehyung assentiu e beijou a testa dela.
Se despediu da irmã e de JK, também pediu que ele desse notícias. Antes de sair ele vislumbrou sendo amparada pelos amigos. Que porra era aquela?

Caminhou durante quinze ou vinte minutos, com a chuva agora sendo apenas um chuvisco de verão e achou o amigo, em pé na areia da praia, em frente ao mar. V se aproximou do amigo em silêncio.
- Graças a Deus te achei! - ele suspirou, aliviado.
As lágrimas ainda escorriam pelo rosto vermelho de Seokjin. Taehyung se colocou ao lado do amigo e passou um dos braços em volta do pescoço dele.
- Consegue me contar o que aconteceu?
Jin assentiu, limpando as lágrimas teimosas e então contou tudo para o amigo, desde o começo até o episódio do bar. Com todos os detalhes possíveis. Taehyung sentiu a dor do amigo em cada palavra.
- Ela prometeu coisas que sabia que não seria capaz de cumprir. Tirou meus pés do chão, sabendo que me deixaria cair - e então ele voltou a chorar.
V com os olhos também marejados, puxou o amigo para um abraço. No momento, era tudo o que ele podia fazer.



Trigésimo Nono Capítulo - There you are

Apertou para chamar o número dela, esperando que ela estivesse acordada e bem, já que não havia respondido as mensagens que ele enviara há cerca de doze minutos. era rápida nas respostas, por isso Suga havia ficado preocupado que algo pudesse ter acontecido, fez uma nota mental de pegar o telefone de para que quando coisas assim acontecessem, ele pudesse falar com ela.
- Alô? - ouviu a voz rouca e sonolenta dela do outro lado da linha e o coração dele acalmou as batidas. - Suga?
se sentou na cama, abrindo lentamente os olhos. Ultimamente ela só recebia ligações de Suga e raramente da mãe. Provavelmente não seria a mãe, a uma hora daquelas, afinal de contas, eram nove e tanta da noite e a mãe estaria dormindo já que dormia com as galinhas. Então a única pessoa possível, era Suga.
- Te acordei, né? Me desculpa! - ele tragou longamente a fumaça do cigarro para dentro dos pulmões.
- Eu dormi sem nem ver que tinha dormido! Estava lendo um livro aqui e acabei pegando no sono! O que foi?
- Eu fiquei preocupado porque você não me respondeu, então resolvi ligar! Desculpe mesmo! Você deve estar cansada, trabalhou o dia todo…
sorriu. Odiava a si mesma quando ele fazia aquelas coisas, porque ela ficava achando-o o homem mais fofo do mundo e aquilo não era certo!
- Imagina! Me desculpe por ter sumido! Eu me distraí lendo e depois acabei dormindo, não quis te preocupar.
Suga sorriu do outro lado da linha e logo em seguida balançou a cabeça, se desfazendo do sorriso.
- Então está tudo bem? Você comeu?
- Ainda não! Vou tomar um outro banho, porque acabei suando e vou preparar algo para mim! saiu com alguns amigos, então estou sozinha! Na verdade acho que talvez eu peça algo, não sei se compensa eu cozinhar só para mim!
Quando percebeu que na verdade havia pensado alto, levou a mão à boca, a tapando.
- Eu levo para você! - Suga deu uma última tragada no cigarro e então o apagou no cinzeiro.
Ele se espreguiçou e então entrou no apartamento fechando a porta que dava para a pequena sacada.
- O quê? Comida? Não, Yoongi! - ela falou seriamente - Não precisa! Eu só pensei alto! Pode ficar tranquilo que eu peço daqui ou até preparo mesmo. Au! - ela soltou, voltando a sentir a mesma cólica que sentiu na parte da manhã.
Sentiu bastante o incômodo das cólicas durante todo o período da manhã, mas ela havia lido que era normal no começo da gestação, então não quis preocupar ninguém à toa.
- O que foi? - Yoongi correu para o quarto abrindo o guarda-roupas.
- Nada! Só uma cólica chata que já, já passa!
- ! - ele exclamou enquanto pegava uma calça jeans - Você quer ir ao pronto socorro?
gargalhou enquanto passava uma das mãos pelos olhos, esfregando-os.
- É normal, bobinho! No começo da gestação é normal essas cólicas! Vou comprar um remédio e aí vai passar! Não pira, Yoongi!
- Em trinta minutos eu ‘tô ai! Com comida e o remédio, me manda o nome no whatsapp! Me manda agora! E me espera chegar para tomar banho! Rapidinho ‘tô ai!
E ele desligou, deixando escutando apenas o barulho da linha. Por que ele tinha que fazer essas coisas? não podia e não queria se apaixonar por ele…
Se levantou da cama, espreguiçou o corpo com dificuldade devido às pontadas da cólica e então mandou o nome do remédio para Suga, ela resolveu que tomaria sim o banho, bem rapidamente, afinal de contas, nada aconteceria, era só uma cólica e Yoongi ainda demoraria um pouco, ela estava pregando e não gostava daquela sensação. Ligou para a portaria dizendo que caso o rapaz chegasse, ele estaria liberado para subir.
Durante o banho, a mente de ficava repassando algumas memórias com Suga. As mensagens que trocavam, as ligações, a preocupação dele, o zelo para com ela. Todos os dias… fechou os olhos enquanto lavava o cabelo e o esfregava como se pudesse tirar as lembranças lá de dentro. Não podia ficar pensando nele! Era tudo pelo bebê, apenas pelo bebê…
Vestiu uma camiseta branca larga que usava sempre como pijama com a estampa de uma banda qualquer e um short de malha curto. Penteou os cabelos molhados e foi para a sala. Ligou a TV e a deixou ligada em um canal qualquer. Foi até a cozinha e tomou um belo copo de água, sentindo a cólica a incomodar de novo. Até que ouviu a campainha soar. O coração dela deu um salto, ele havia chegado. Tentou acalmar o coração dentro do peito enquanto caminhava da cozinha até a porta do apartamento, repetindo para si mesma: “é pelo bebê, , apenas pelo bebê…”
Abriu a porta e lá estava ele: uma camiseta de malha de mangas longas, uma calça jeans skinny como as que ele sempre usava - pelo menos nas vezes em que eles haviam se visto - usava uma faixa no cabelo ainda acinzentado e ele sorria, mostrando os dentes e gengiva. Suga segurava uma sacola grande com alguma bebida lá dentro e uma sacola menor com alguns itens dentro e na outra mão uma caixa de isopor que cheirava maravilhosamente bem. O estômago de roncou, baixo para sua sorte. Como ele era lindo, ela praguejou mentalmente.
- Entra! - ela deu espaço para que ele assim o fizesse.
Já dentro do apartamento ele andou até a pequena cozinha do apartamento e então colocou as sacolas sobre a mesa que havia lá.
- Tá bem quente! Você come risoto? - ele sacudiu a mão no ar enquanto ria.
- Como sim! Não precisava mesmo ter se preocupado com isso! - ela balançou a cabeça - Eu ia me alimentar!
- Eu me preocupo com você! E com o bebê, é claro!
- Claro! Com o bebê! - ela balançou a cabeça em afirmativa, mais para si mesma do que para ele - Mas eu ‘tô me cuidando! Você sabe!
- Sei! Claro que sei! - ele se aproximou dela - Não quis dizer o contrário! Só quis dizer que mesmo assim, eu me preocupo com vocês!
Suga passou a língua pelo lábio, deixando-a lá. E então ele ergueu a mão, levando- a até a barriga de e a encostando lá.
- Eu posso? - a língua dele voltou a umedecer os lábios.
sentiu os olhos marejarem com o gesto e então ela assentiu, fechando os olhos. Suga acariciou com leveza a barriga já começando a ficar protuberante de . Os olhos dela acompanhavam os movimentos que ele fazia com a mão. Suga sentiu o coração dele acelerar embaixo da blusa, ele segurou a cintura de com uma das mãos para sustentar o toque e então depois de acariciar o local, ele deixou a mão lá por um tempo. sentia a pele ferver onde a mão dele estava depositada e então se atreveu a colocar a mão sobre a de Suga. Os dois se olharam.
- Você vai ser um pai maravilhoso! Sua mãe deve estar orgulhosa agora.
Suga baixou a cabeça com o comentário e sentiu a vontade de chorar vir. Engoliu o choro e voltou a acariciar a barriga dela.
- Você também vai ser maravilhosa! E vai calar a boca dos seus pais!
retirou a mão dela da dele e sorriu abertamente ao ouvir o que ele falara.
- Vamos comer? Você deve estar com fome! Bom, eu ‘tô!
Ele tirou lentamente a mão da barriga dela e pegou dentro do armário dois pratos e os talheres, passou uma água por eles para tirar a poeira e os enxugou, assim que ela os colocou sobre a mesa sentiu uma forte pontada da cólica a atingir então levou a mão na barriga, soltando um muxoxo baixo.
Suga se aproximou dela, segurando sua cintura outra vez, assim que subiu o olhar e ajeitou a postura, o rosto dos dois estava colado. sentiu a respiração dele começar a ficar descompassada enquanto a dela também. Fazia muito tempo que os dois não ficavam próximos daquele jeito, desde quando transaram na noite em que se conheceram no bar favorito dela. E bom, eles nem se lembravam direito de como havia sido aquilo, portanto todo e qualquer toque ou contato era novo para os dois. sentiu a cabeça girar e mais uma pontada a atingir. Segurou os ombros dele com as duas mãos.
- Você trouxe o remédio? - ela perguntou, com a boca próxima a dele.
- Trouxe! Trouxe o que você falou para a cólica e trouxe mais alguns outros para dor de cabeça, dor muscular e seus enjoos. Vou pegar, aguenta aí!
Ele esticou o braço, agarrando a sacola com os remédios que estavam sobre a mesa e então pegou o tal remédio para a cólica, entregando a embalagem para ela, que o abriu. Ela foi até a geladeira sob o olhar atento de Suga e tomou o remédio. fechou os olhos após sentir o comprimido descer pela garganta e mais algumas pontadas.
- Você tem certeza que não quer ir ao pronto socorro? Para aproveitar que eu ‘tô aqui?
balançou a cabeça em negativa e começou a enxugar os pratos assim que voltou para a mesa. Suga a interrompeu.
- Senta lá no sofá que eu ajeito aqui, nos sirvo e levo lá para gente! Não fica se esforçando, não!
resolveu que não discutiria com Suga, então foi. Sentou-se no sofá, escorando a cabeça no encosto e fechando os olhos e colocando as mãos sobre a barriga. Suga então enxugou os pratos e talheres e então serviu o risoto nos pratos, depois ele questionou onde ficavam os copos e ainda com a cabeça escorada no encosto deu as instruções de onde eles ficavam. Depois de alguns poucos minutos, Suga adentrou a sala com os dois pratos nas mãos, andando cuidadosamente até a mesa de centro. Depositou os pratos ali e voltou para a cozinha, buscando os copos. Sentou-se ao lado de no sofá, puxando a mesinha de centro para mais perto deles. abriu os olhos e mirou Suga, perto demais dela… Respirou fundo e voltou a fechar os olhos enquanto sentia as cólicas. Suga umedeceu os lábios com a língua e desceu o olhar para a boca rosada dela. Subiu para os olhos fechados dela, observou o piercing delicado em seu nariz, depois voltou a olhar a boca da garota. Suga sentiu a boca seca e ele aproximou a testa da dela, colando ainda mais o rosto dos dois. se assustou com a investida dele, mas não recuou e então sentiu os lábios dele encostarem-se aos seus. Ela engoliu seco, mas não conseguiu reagir, seu corpo a estava traindo. deixou que ele a beijasse. Abriu a boca dando passagem para a língua quente dele encostar-se a sua. As mãos dele seguraram seu rosto inclinando o rosto dela para a direita, enquanto o dele ia para a esquerda.
não se lembrava do gosto dele, mas porra, como era bom! O beijo dele era suave e selvagem ao mesmo tempo, ele tinha gosto de menta e cigarro, mas o de menta sobressaia e deixava maluca. As mãos dela repousaram sobre as pernas dele e ela as apertou sobre o tecido fino da calça jeans que ele usava. Suga mordiscou o lábio superior dela enquanto aproveitava para respirar. Ele não sabia o porquê estava fazendo aquilo, só sabia que queria muito e que estava gostando.
Voltou a beijar os lábios dela enquanto acariciava uma de suas bochechas com o polegar. Assim que a boca dos dois se soltou, abriu os olhos, encontrando Suga ainda com os dele fechados. Ela raspou a garganta enquanto tentava trazer sua mente de volta ao corpo. Suga abriu os olhos, enquanto respirava rapidamente.
- Me desculpa! - ele pediu - Eu não devia ter feito isso! Me desculpa!
passou as mãos pelo rosto, ainda confusa. Depois olhou para Suga.
- Tudo bem! Vamos esquecer isso! - ela engoliu seco.
Suga assentiu com a cabeça à mil e então eles se posicionaram no sofá, voltando a ficar de frente para a TV e para a mesa, mas com a lateral das pernas encostadas uma na outra.
- Vamos comer! Se não esfria! - ele comentou e assentiu.
Os dois comeram em silêncio. Ambos ainda pensavam no que acabara de acontecer e quis chorar. Não podia se apaixonar! Não por ele! Suga tinha a cabeça confusa como um tornado com todas as sensações que ela estava despertando nele, nem Charlotte havia o deixado daquele jeito. Ele não podia se apaixonar! Não era momento para aquilo e não fazia sentido! Para ele as coisas tinham que fazer sentido e aquilo não estava fazendo.
Assim que eles acabaram de comer e beber, se levantou fazendo com que ele automaticamente se levantasse.
- Por favor, deixa que eu cuido disso!
o encarou pela primeira vez depois do beijo, e por incrível que pareça, ela se sentiu em paz.
- Eu ‘tô melhorando, Yoongi! Pode deixar que eu lavo.
- Não! - ele balançou a cabeça. - Senta! Eu cuido disso!
Suga pegou o prato das mãos dela, juntou com o seu e foi para a cozinha, começando a lavá-los enquanto a cabeça passeava pelo beijo trocado pelos dois. Por que ele havia feito aquilo? E por que, diabos, havia sido tão bom? O coração dele batia forte e rápido dentro do peito.
Ele sentiu a presença de na cozinha quando ela parou ao seu lado, depositando os copos sobre a pia. Os dois voltaram a se olhar.
- Pode colocar aí em cima desse pano que enxugo depois, tá bom? - Yoongi assentiu, piscando um olho para ela.
Assim que ele acabou de arrumar as coisas, ele voltou para a sala, se sentando outra vez ao lado dela. Voltou a olhar a pequena barriga dela, queria colocar a mão sobre ela novamente, mas teve receio. colocou a mão sobre a dele.
- Acha, ou você prefere? - ele ergueu a sobrancelha, com um sorriso divertido nos lábios.
- Que absurdo! - gargalhou, jogando a cabeça para trás - Como você pode supor uma coisa dessas de mim? É a mesma coisa de eu falar que tenho certeza que você prefere que seja menino só porque você é homem! Suga!
Ela se fingiu ofendida e foi a vez de Suga gargalhar.
- Mas eu não disse isso! Você está tirando palavras da minha boca, mocinha! Eu perguntei!
Os dois se encararam de novo e se atreveu a acariciar a mão dele ainda sobre a barriga dela.
- É uma sensação boa, ficar com a mão aqui! - ele sorriu, sem graça - É como se eu já sentisse, ele ou ela. Bizarro! Mas eu ‘tô gostando tanto disso tudo! O que também é bizarro! Eu nunca me imaginei pai! E hoje…
Os dois se encararam.
- Eu sempre quis ser mãe e ter filhos, mas não nas atuais condições, sabe? Nem sei direito como tive coragem de continuar com a gestação sem saber se você estaria comigo! Hoje eu já não me vejo mais sem essa sensação! É estranho também.
engoliu seco. O celular dela vibrou sobre o balcão.
- Deve ser a ! Vou pegar o celular.
Suga assentiu, retirando a mão da barriga de , que se levantou e pegou o celular no balcão, e então voltou a se sentar no sofá. Leu a mensagem da amiga questionando se estava tudo bem e avisando que já estava indo.
- Ué! Ela já tá vindo para casa! - deu de ombros.
Suga sentiu que então estava na hora de ir embora, seria estranho voltar para o apartamento das duas e ele estar ali. Aquele era o espaço das duas. Ele se levantou, se espreguiçando.
- Bom, então se ela já está vindo, eu me sinto mais seguro para ir embora!
- Tá bom! Ai! - ela voltou a colocar a mão na barriga enquanto levantava.
- O remédio ainda não fez efeito?
- Tá fazendo! Tá bem menos! Fica tranquilo, Suga! Eu vou te dar notícias!
- Por favor! Tenta não sumir, eu fico realmente preocupado!
Ela assentiu enquanto ruborizava. Os dois caminharam até a porta do apartamento. abriu a porta para ele, que passou para o lado de fora.
- Obrigada por hoje! E obrigada por se preocupar tanto! Me avise também quando chegar em casa?
Suga assentiu enquanto olhava para o rosto bem definido dela.
- ? - ela assentiu - Sei que o ideal é que o que aconteceu hoje não se repita…
Ele pausou a frase enquanto puxava delicadamente pela cintura para mais perto dele.
- Mas eu gostei muito! Não quero ir embora sem que você saiba disso!
- Suga… - ela sussurrou enquanto sentia outra vez os lábios dele tocando os seus.
- Shh! Eu prometo que não faço nunca mais!
E então os dois se beijaram outra vez, com mais urgência dessa vez. envolveu os braços no pescoço dele e ele se atreveu a colocar as mãos debaixo da camiseta que ela usava, subindo as mãos quentes pelas costas desnudas dela. sussurrou algo incompreensível entre os lábios de Suga, mas acabou se deixando levar pelo calor dos lábios dele enterrando as mãos em seus cabelos. Quando finalmente faltou o ar, Suga a soltou bruscamente, como se estivesse se dando conta do que estava fazendo. Os dois se encararam com os olhos ainda em chamas e Suga sorriu sem mostrar os dentes, ficando vermelho. Acenou para e foi em direção às escadas, deixando parada na porta do apartamento por alguns segundos, sentindo a cabeça girar. Adentrou o apartamento, sentando-se no sofá. Aquilo não podia acontecer mais! Suga passou as mãos pelo rosto, atônito e depois segurou o volante do carro com força. Aquilo era loucura - ele pensou - enquanto dava partida no carro.

Assim que chegou ela cumprimentou a amiga com um beijo na testa e se jogou no outro sofá. A cabeça dela ainda estava confusa com tudo o que havia presenciado no bar.
- E então, bruxinha, como foi o encontro?
- Não teve encontro, amiga! - gargalhou de nervoso.
- Como assim, ? - se sentou no sofá, confusa.
- Amiga! Foi uma confusão! A gente se encontrou na porta do bar marcado, até ai ok! Conheci a irmã dele, que inclusive se eu não tiver muito enganada foi ela que te atendeu no hospital no dia que a gente descobriu que você estava grávida, enfim, - ela fez um gesto com a mão como se dissesse “deixa para depois” - conheci o melhor amigo dele e também o namorado da irmã dele! Daí, ao invés de entrarmos nesse bar, a gente foi para outro porque o namorado da irmã dele disse que aquele que estávamos era ruim! Aí chegamos lá no outro bar, nos sentamos, e começamos a conversar. Nisso, o V viu que tinha uma moça no bar que fazia umas lives de jogo online que ele gostava muito e ele foi pedir uma foto com ela. Até aí ok!
assentiu, se mexendo no sofá, curiosa.
- Quando de repente, o Seokjin se levantou e foi na direção dos dois!
- Da tal menina e do V? - assentiu.
- E aí começou uma confusão generalizada entre esse amigo do V e a tal menina! Os dois saíram para o estacionamento bem na hora da chuva e ficaram lá discutindo por uma meia hora ou mais, menina! Daí o tal do Seokjin arrebentou uma pulseira que eles tinham igual e saiu, desorientado, deixando todo mundo sem entender nada!
abriu a boca, surpresa e incrédula.
- Daí ele não atendia ao telefone, e o V, tadinho, ficou preocupado e saiu atrás dele! Eu vim embora e deixei a e o namorado dela lá! - deu de ombros.
- E ninguém sabe ainda o que aconteceu? O V achou o amigo?
- Achou sim! Ele falou que depois vai me explicar! Mas e você? Ficou bem aqui sozinha?
umedeceu os lábios com a língua, se lembrando de Suga e dos beijos.
- Na verdade, eu passei mal com aquelas cólicas, sabe? Mas ficou tudo bem! Eu não estava sozinha!
- Não? - arregalou os olhos, se preocupando levemente.
- O Suga veio para cá! Ele ficou aqui comigo até você avisar que estava voltando!
fitou o teto.
- O Suga? - pegou uma das almofadas e jogou na direção de - Você que chamou?
- Não! Tá doida? - segurou a almofada com a mão. - Ele me ligou e eu deixei escapar das cólicas e que você não estava em casa e ele veio por conta própria! Você sabe que ele é meio paranoico, né?
- Sei! - gargalhou - Mas e ai? Como foi?
engoliu seco e começou a mexer na almofada.
- Ele trouxe comida e remédio! - as duas se encararam.
ergueu uma sobrancelha e semicerrou os olhos.
- E a gente se beijou! Ele me beijou na verdade, duas vezes! - ela falou de uma vez.
- ! - jogou a outra almofada na direção da amiga - Vocês já podem marcar o casamento, amiga!
- Para, ! - ela jogou as duas almofadas de volta na amiga, uma de cada vez - Não sei o que deu nele, de verdade! Deve ser carência!
deu de ombros, tentando convencer mais a si mesma, do que a amiga.
- Certo! E em você? O que deu?
respirou fundo com a pergunta da amiga.
- Não sei! Eu devia ter o empurrado!
- Mas era isso que você queria? Empurrá-lo?
bufou, passando uma das mãos pela barriga e se lembrando outra vez de Suga.
- Não faz pergunta difícil essa hora da noite! Inclusive eu ‘tô indo dormir! Boa noite, amiga, depois me atualiza da fofoca, hein?
se levantou e caminhou em direção a amiga, abraçando-a rapidamente e caminhou para o quarto. Foi quando ouviu gritar:
- Pensa bem na minha pergunta! Eu quero a resposta amanhã!



Quadragésimo Capítulo - The Beginning

Assim que adentraram a casa, retirou o casaco que Jimin havia lhe dado, colocando-o sobre o sofá da casa de e caminhou com ela até a porta do banheiro, enquanto foi até o quarto de hóspedes pegar uma toalha para que a amiga tomasse um banho quente.
ligou o chuveiro e se enfiou lá embaixo sentindo a água quente tocar seu corpo. Olhou o pulso em que a pulseira que tanto gostava estava antes da confusão e então chorou, segurando o pulso com uma das mãos. Por que aquilo tudo estava doendo tanto? Por que o reencontro dos dois tinha que ter sido naquelas circunstâncias? Com o coração de Jin cheio de mágoa? Sem a chance de uma explicação decente da parte dela? Por que ele não podia simplesmente se pôr no lugar dela e pelo menos tentar entender o que havia acontecido?
Saiu do banho e viu um par de roupas de sobre a cama e então ela se vestiu com dificuldades. O corpo todo dela doía, como se tivesse sido atropelada. Penteou os cabelos e foi atrás das amigas na sala. As duas conversavam baixinho, provavelmente preocupadas com . A amiga se sentou ao lado delas no sofá.
- Vou fazer um chá para você se acalmar e quem sabe te ajudar a dormir! - se levantou, indo em direção à grande cozinha da casa de - A sempre tem chá aqui, já que é viciada!
- Você quer conversar sobre tudo isso que aconteceu? - tocou a mão dela.
sentiu o nó em sua garganta voltar a apertar. Como contar tudo para as amigas sem morrer de chorar?
- Eu menti para ele! – suspirou, sentindo os lábios tremerem - Menti tudo basicamente!
- Como assim? - questionou da cozinha.
respirou bem fundo, engolindo o choro.
- Eu o conheci em Natal! No meu primeiro destino, havia uma semana que o Mário tinha morrido, o conheci em um luau! Ele e eu estávamos sozinhos, observando o tal luau na nossa frente, até que fomos arrastados por uma desconhecida para fazer parte do luau. - voltou a respirar fundo -, ele passou mal quando me viu, e bom, eu achei que fosse uma queda de pressão! Mas não era!
sorriu, sentindo algumas lágrimas escorrerem pelo sorriso.
- Enfim! Ele melhorou e se apresentou! Ai eu menti, menti meu nome, minha idade, minha profissão, meus gostos, menti tudo!
colocou as mãos sobre o rosto, abafando o choro. se aproximou dela no sofá e envolveu um dos braços ao redor da amiga.
- E você mentiu por que, amiga? Não ‘tô te julgando, só para a gente entender também!
- Porque eu não queria criar vínculo com ninguém! Aquela não era a intenção da viagem! Eu nem queria ter começado a conversar com ele! Mas fiquei com medo de ele passar mal! E quando vi, já tinha mentido e me envolvido muito mais do que de fato eu deveria!
- E depois você não teve coragem de falar a verdade, não é?
assentiu, agora tentando limpar as lágrimas.
- As coisas fugiram do meu controle! - ela balançava a cabeça freneticamente - Eu não queria magoar ninguém! E não queria me magoar também! Não queria ter me apaixonado por ele!
- Eu entendo, amiga! - acariciou o braço dela - Não foi intencional! Você não queria brincar com os sentimentos dele! A gente sabe disso!
voltava com o chá em mãos, colocando-o sobre a grande mesa de centro da sala.
- Você não é má! - balançou a cabeça - Você teve seus motivos! E também, não tinha como você prever que ele também ia se envolver!
- Mas ele não entendeu assim! Ele entendeu tudo errado! Ele achou minhas redes sociais e viu minhas fotos com o Mario! Ele acha que ele é meu ex-namorado e que eu o usei para superar!
e se olharam, assustadas.
- Ele disse isso? - perguntou, se sentando ao lado de no sofá.
fez que sim com a cabeça enquanto limpava mais lágrimas.
- Eu expliquei para ele! Mas acho que ele não acreditou em mim! Ele nunca mais vai acreditar em nada que eu disser, não é?
Ela olhou as amigas, voltando a chorar copiosamente. e , sem saber o que fazer, apenas se olharam.
- Calma, ! - pediu - Vocês dois estavam com a cabeça e o coração muito cheios hoje!
- Sim! E tem o lado bom dessa situação toda que é: vocês descarregaram! Mesmo que não da melhor forma, ou da forma que você gostaria! Agora as coisas tendem a se acalmar, e quem sabe, aí sim vocês consigam conversar com calma e as coisas se ajeitem?
balançou a cabeça em negativa diversas vezes. Ela se encontrava perdida e vazia, não sabia quais passos seguir depois de hoje.
- Ele foi bem duro com você, né? Deu para perceber isso enquanto a gente observava lá de dentro. - engoliu seco.
- Ele parecia sentir repulsa por mim! Parecia estar com nojo! - jogou a cabeça para trás, sentindo o peso das próprias palavras - Enquanto eu só queria me jogar nos braços dele e apertá-lo bem forte!
As lágrimas voltaram a escorrer pela face dela.
- Eu não sei nem o que te dizer! - balançava a cabeça, atônita.
- Você precisa sentir essa dor hoje! Deixe-a ir cicatrizando ai no seu peito e dar tempo ao tempo! É só o que eu consigo pensar no momento.
assentiu para a amiga e se inclinou pegando a xícara de chá da mesa e levando aos lábios. As mãos ainda tremiam levemente. Tomou um longo gole do líquido, mesmo não gostando. Queria tentar acalmar mesmo que minimamente e o chá poderia ajudar. As três então ficaram em silêncio enquanto bebericava do chá. A cabeça dela repassando tudo: quando o conheceu, o primeiro beijo, as risadas que deram quando estavam juntos, ele a filmando ou tirando fotos dela, os dois juntos, quando amanheceram na praia e viram o sol nascer, a última noite, e então se lembrou dele arrancando a pulseira de seu pulso. Voltou a chorar copiosamente, enquanto deitava no sofá, já que e haviam ido tomar seus banhos.

Assim que as amigas voltaram para a sala, perguntou se elas estavam com fome, o que prontamente disse que não, enquanto sugeriu que as duas preparassem algo prático para comerem já que não haviam conseguido comer no bar. Enquanto as duas cozinhavam em silêncio, pegou o celular e então abriu o perfil dele no Instagram. Passou a olhar as fotos presentes ali, e logo o celular ficou molhado. As amigas se entreolharam, o coração de ambas doíam sem saber o que fazer.
queria tanto que ele a perdoasse! Mesmo que ele não quisesse vê-la nunca mais depois, mas que a perdoasse. E queria mais ainda do que ele apenas a perdoasse, queria que ele a quisesse por perto, tanto quanto ela o queria! Fechou os olhos e se lembrou do gosto dos lábios dele, das mãos quentes dele passando por suas coxas, do quão gostoso era ficar deitada em seu peito…
As amigas voltaram para a sala com um pequeno prato de comida. Havia bem pouquinha comida distribuída por lá. Mas não sentia fome, apenas dor. lhe entregou o prato.
- Eu não aceito não como resposta, ! Você não quer, mas precisa comer!
apenas assentiu com a cabeça enquanto se sentava no sofá, pegando o prato da amiga. Já havia decepcionado tanta gente hoje, não queria decepcionar as amigas então começou a comer.
- E onde é que o Namjoon entra nessa história toda? - quebrou o silêncio outra vez.
- Eu fui até a exposição de artes do Jin! Ele é artista plástico e está com uma exposição no centro! Ele me entregou um papel com seu telefone, endereço e o endereço da exposição. Eu criei coragem e fui! E bom, a exposição se encerra com um quadro meu. Quer dizer, um quadro do meu rosto.
- Quê? - e disseram em uníssono.
- Ele me contou, na nossa última noite juntos, que ele sonhava com meu rosto havia muito tempo, mas que não sabia se eu existia ou não e que foi por isso que ele quase passou mal no luau, porque me viu! Acredito que ele tenha me pintado antes mesmo de me encontrar.
e se entreolharam outra vez. com os grandes olhos arregalados e com os dela marejados.
- Caramba, que lindo! - suspirou.
voltou a sentir os olhos marejarem.
- A assistente e empresária dele, me viu e disse que eu era igualzinho ao quadro e perguntou se eu o conhecia! Eu disse que não e tentei disfarçar o máximo o possível! Tirei uma foto com o quadro, bom, ela tirou para mim!
entregou o celular com a foto para as amigas, que arregalaram ainda mais os olhos.
- É você todinha, amiga! - cobriu a boca.
- Nossa, eu ‘tô toda arrepiada! Socorro! - fechou os olhos.
- Eu saí de lá aos prantos, arrasada de saber que ele já pensava em mim antes de me conhecer e que foi por isso que provavelmente ele se apegou tanto a mim, aos nossos momentos! Fui parar numa padaria, e o Namjoon estava lá também! Ele me viu lá quase morrendo de chorar e disse que uma amiga tinha falado para ele que suco de maracujá era bom para acalmar! - olhou na direção das amigas.
sorriu sem mostrar os dentes, era dela que ele falava.
- Daí ele pediu uma para mim! Fez o pedido dele e bom, enquanto ele comia, ele ficou comigo lá, me esperando tomar o suco e me acalmar! Ele foi tão legal, !
As duas se deram as mãos rapidamente.
- Aí quando ele estava indo embora, ele ainda me consolou! Perguntei o nome dele e quando ele disse, eu mal acreditei! Não contei para vocês porque eu ia precisar explicar todo o contexto e não estava preparada ainda! - As amigas assentiram e sentiu o coração ficar quentinho com a atitude de Namjoon para com a amiga.
terminou de comer e caminhou até a cozinha, lavando o prato, mesmo sobre os protestos das amigas. Voltou para a sala e as amigas a chamaram para o quarto. se deitou no colchão que havia ao lado da cama de casal do quarto, fechando os olhos.
- Vocês podem dormir, meninas! Devem estar cansadas! Não se preocupem comigo, tenho muita coisa para pensar ainda! Só de não estar sozinha, já é um alívio!
Sorriram umas para as outras.
- Você chama se precisar? - perguntou , se ajeitando ao lado de na cama.
- Prometo! Obrigada! Eu não sei o que seria da minha vida sem vocês!
Assim que as luzes se apagaram, virou-se e cobriu-se. Desbloqueou o celular e viu que havia uma nova notificação dizendo que alguém a havia marcado em alguma foto. Era o amigo de Seokjin. O nome dele era Taehyung… curtiu a foto e então logo uma DM dele chegou. Ele perguntando se ela estava bem… achou fofo da parte dele. Respondeu:

DM INSTAGRAM
Seokjin

Espero ficar em algum momento!

sentiu os olhos arderem e logo estava chorando de novo. Ele visualizou. digitou:

DM INSTAGRAM
Seokjin

Espero ficar em algum momento!

Você falou com o Seokjin? Como ele está?



Taehyung leu a pergunta e olhou para o amigo deitado no sofá de sua sala, ainda chorando com um dos braços tampando o rosto.

DM INSTAGRAM
Seokjin

Espero ficar em algum momento!

Você falou com o Seokjin? Como ele está?

Ele está tão mal quanto você deve estar! Ele tá aqui comigo, estou cuidando dele, fique tranquila!



Taehyung enviou.
leu e então chorou baixinho, mas com força. Não queria causar aquilo nele…

DM INSTAGRAM
Seokjin

Espero ficar em algum momento!

Você falou com o Seokjin? Como ele está?

Ele está tão mal quanto você deve estar! Ele tá aqui comigo, estou cuidando dele, fique tranquila!

Vocês dois estavam de cabeça quente! Precisam relaxar e depois conversar com mais calma!



limpou as lágrimas enquanto do outro lado Taehyung sentia o coração partir vendo o peito do amigo subir e descer rapidamente enquanto ele chorava.

DM INSTAGRAM
Seokjin

Espero ficar em algum momento!

Você falou com o Seokjin? Como ele está?

Ele está tão mal quanto você deve estar! Ele tá aqui comigo, estou cuidando dele, fique tranquila!

Vocês dois estavam de cabeça quente! Precisam relaxar e depois conversar com mais calma!

Vou deixar meu telefone aqui! Passa para ele, no momento em que você achar melhor! E, bom, pede para ele me ligar se quiser conversar com mais calma! Juro que não quis causar nada disso ao seu amigo!



Jin se sentou no sofá do amigo quando ouviu chegando em casa.
DM INSTAGRAM
Seokjin

Espero ficar em algum momento!

Você falou com o Seokjin? Como ele está?

Ele está tão mal quanto você deve estar! Ele tá aqui comigo, estou cuidando dele, fique tranquila!

Vocês dois estavam de cabeça quente! Precisam relaxar e depois conversar com mais calma!

Vou deixar meu telefone aqui! Passa para ele, no momento em que você achar melhor! E, bom, pede para ele me ligar se quiser conversar com mais calma! Juro que não quis causar nada disso ao seu amigo!

Vocês vão ficar bem! Pode deixar, eu passo para ele! Boa noite!



Ele enviou e bloqueou o telefone quando viu abraçar Jin de lado. e Taehyung trocaram um olhar. E Jin? Ainda chorava, agora com a cabeça apoiada no ombro de , com o peito destroçado.



Quadragésimo Primeiro Capítulo - Love to hate me

havia guardado a blusa de Jimin no cesto de roupas suja para lavar no domingo e devolver para ele na segunda, mas disse que ela mesma devolvia, tendo em vista que sempre o via primeiro que , que estranhou, mas, mesmo assim, deixou que a amiga levasse a blusa.
- Bom dia! - ouviu a voz dele ecoar pela sala.
- Bom dia! - ela respondeu de volta, mas sem tirar os olhos do computador.
Jimin se sentou em sua cadeira e abriu a mochila retirando o notebook de lá. se levantou, pegando a blusa de frio do colega que estava em sua cadeira e então caminhou em direção a ele.
- Aqui sua blusa! Obrigada! - ergueu a mão com a blusa na direção dele.
Jimin levantou os olhos, encarando a colega e depois a blusa estendida em sua direção.
- E como está a ? Como ela ficou depois de tudo?
- Ainda está péssima! Foi difícil de sábado para domingo! Só espero que ela melhore logo!
Jimin pegou a blusa da mão dela e assentiu com a cabeça, agradecendo.
- Me desculpe perguntar, mas o que foi que aconteceu entre eles? Por que eles brigaram daquele jeito?
voltou para sua mesa e suspirou.
- Lembra quando fomos no bar? Você, , Hoseok, ela e eu? - Jimin assentiu que sim. - Se lembra que ela disse que havia conhecido alguém na viagem e que estava apaixonada?
- Me lembro! Até você e a a encheram de pergunta…
- É ele!
- O cara do bar? Que tratou ela super mal? - Jimin arregalou os olhos.
riu pelo nariz.
- Sim! Acontece que ela mentiu para ele! Ela não queria criar vínculos com ninguém durante a viagem porque não era o propósito dela e também ela não achou que eles se envolveriam da forma intensa que se envolveram, quando ela viu já tinha virado um bolo e não teve coragem de desmentir. E bom, os dois se encontraram depois de dois meses daquele jeito que você viu, e ele estava com muita raiva dela, por isso foi tudo daquele jeito.
- E a ainda está apaixonada?
- Sim! - os dois se olharam.
- E como vai ser agora? Ele estava irado! Coitada da ! - Jimin balançou a cabeça em negativa enquanto se ajeitava na cadeira.
- Só o tempo, Jimin! Mas eu só quero que ela fique bem logo!

Durante a parte da manhã os dois acabaram tendo um desentendimento quanto a um projeto que estavam conduzindo juntos e durante o almoço os dois se implicaram durante todo o período em que estavam juntos, ou seja, nada de novo sob o sol. Na volta do almoço, voltaram a trabalhar juntos no projeto, , já cansada de argumentar com o colega, deixou que ele conduzisse o projeto da maneira dele. Já no finalzinho da tarde, cada um deles trabalhou em dois projetos individuais designados pelo chefe. O silêncio fazia morada na sala sempre que eles se concentravam em seus projetos individuais. Jimin a olhava pelo canto dos olhos sempre que tinha alguma oportunidade. E lutava consigo mesma para não fazer o mesmo. Jimin detestava quando os dois ficavam naquele silêncio completo, ele gostava de ouvir a voz dela o xingando ou reclamando…

passou pela sala deles para se despedir e só aí então eles se ligaram que já estava na hora de irem para suas casas. Jimin pegou a blusa sobre a cadeira com a intenção de dobrá-la para guardá-la em sua pasta e acabou por cheirá-la, parecia ter sido lavada e cheirava bem. Será que as roupas dela cheiravam daquele jeito? Ele se perguntou. Engraçado como nas vezes em que eles haviam se beijado, Jimin não havia reparado de fato no cheiro dela... um arrepio percorreu sua espinha ao se lembrar do último beijo trocado pelos dois. Lançou um olhar na direção dela, que arrumava tranquilamente suas coisas enquanto cantarolava alguma canção baixinho.
- Quer carona? - ele arriscou baixinho.
- Hã? - ela perguntou, arregalando os olhos levemente.
- Quer carona? - ele repetiu mais alto - É caminho para mim mesmo!
Ele deu de ombros, como se a oferta realmente tivesse sido feita apenas porque de fato era caminho para a casa dele e não porque na verdade queria a companhia dela por mais tempo…
- Tá bom! Pode ser! - umedeceu os lábios com a língua.
Já dentro do carro as mãos dos dois acabaram tocando uma na outra enquanto eles afivelavam o cinto e subiu o olhar para o rosto dele, que colocou a chave na ignição sem olhar para ela.
- Você se lembra do endereço?
- Me lembro sim! Mas qualquer coisa você vai me relembrando no caminho.
Ela fez que sim com a cabeça enquanto ele finalmente olhava para ela. Os dois ficaram assim, se encarando por alguns segundos e desceu o olhar para o pescoço dele, que subiu e desceu com o rapaz engolindo seco. Ela fez a mesma coisa quando sentiu vontade de colocar a boca na região e distribuir beijos por lá. Virou o rosto rapidamente para a janela e tratou de afastar aquele pensamento rapidamente.
Jimin sentiu a frustração o invadir quando ela cortou o contato entre os olhos deles bruscamente. E então ligou o carro. Durante o caminho os dois foram em silêncio, mas Jimin só conseguia pensar no quanto ele queria tocá-la, no quanto ele queria poder descansar a mão sobre sua coxa desnuda quando o sinal fechava, no quanto ele queria poder se inclinar e depositar um beijo em sua bochecha e boca. A coxa dela parcialmente à mostra pela saia que ela usava ali tão próxima de suas mãos era uma verdadeira perturbação.
Ludmila mantinha o olhar, hora na janela, hora nas próprias unhas, enquanto sentia o olhar de Jimin queimar sobre seu corpo. Estava começando a ficar vermelha já. Até que se atreveu a olhar para ele quando pararam o carro no sinal. observou o perfil perfeito dele enquanto ele tamborilava os dedos no volante, chamando a atenção dela para lá. Olhou os dedos dele batendo sem parar lá, até que ele apertou firmemente o volante e desejou que fosse sua cintura no lugar daquele volante… Mordeu instintivamente o lábio inferior e Jimin a fitou.
Os dois se encararam profundamente até que o sinal abriu e os carros começaram a buzinar. Já na porta do apartamento de , ela se livrou do cinto enquanto ele voltava a olhar para ela.
- Você quer entrar? - nem ela estava acreditando que havia dito aquilo.
Jimin arregalou levemente os olhos com a pergunta e já começava a se arrepender.
- Posso? ‘Tô apertado, aproveito e vou ao banheiro!
assentiu e então abriu a porta do carro enquanto ele desafivelava o cinto de seu corpo. Já na portaria cumprimentou o porteiro com um aceno de cabeça e Jimin fez o mesmo. ficou com as bochechas vermelhas, o que o porteiro pensaria? Ela nunca levava companhias masculinas para o apartamento, Jimin era o primeiro homem que adentrava aquele apartamento.
Os dois entraram no elevador do prédio em silêncio e batia o pé no chão, fazendo o velho e irritante barulho com o salto em contato com o solo. Jimin flexionou os músculos do pescoço, jogando a cabeça de um lado para o outro para aliviar a súbita tensão que surgira.
morava no sexto andar. Quando o elevador abriu, e Jimin deram de cara com uma senhora que aguardava para adentrar o elevador. Jimin reparou que a feição de havia ficado ainda mais tensa.
- , querida! - a senhora sorriu - Quanto tempo!
O olhar da senhora então pousou em Jimin, de cima a baixo e ela voltou a olhar para .
- Como vão as coisas? Depois precisamos conversar, querida! Quem é o moço?
olhou rapidamente para Jimin, que segurou o riso mordendo os lábios.
- Um colega de trabalho, dona Lourdes! Tudo bem com a senhora? Depois passo lá no seu apartamento, meu colega está apertado e veio só usar o banheiro!
Jimin apertou os lábios, ainda segurando o riso.
- Ah, um colega de trabalho? - a senhora questionou enquanto adentrava o elevador.
Jimin segurou gentilmente o elevador com o braço e a mão para que a senhora pudesse adentrar.
- Os nomes estão cada vez mais modernos, né?
A senhora gargalhou e então acenou para os dois. Assim que a porta do elevador fechou, Jimin explodiu em gargalhadas, se escorando na parede.
- Tá rindo do que, curupira Júnior? - estapeou o ombro dele - Primeiro o porteiro e agora a dona Lourdes, a maior fofoqueira do prédio! Você só me dá dor de cabeça!
- Você precisava ver a sua cara quando o elevador abriu e era ela que aguardava do lado de fora! Achei que você ia cair dura no chão!
- Agora ela vai espalhar pelo prédio que não esperava isso de mim!
- Por quê? - Jimin seguia .
- Porque eu nunca trouxe nenhum homem aqui! E ela dizia que achava isso incrível nos tempos de hoje! - revirou os olhos.
- Você nunca trouxe nenhum homem aqui?
- Não, Jimin! - ela respondeu, impaciente, enquanto procurava a chave do apartamento dentro da bolsa bagunçada.
Jimin passou a língua pelos lábios observando a mais baixa impaciente, resmungar porque não achava a chave.
- Então eu sou o primeiro? - ele gargalhou, debochado.
- Ai, não enche, Jimin! Cadê essa droga dessa chave, que inferno! - bateu o pé no chão, nervosa.
- Me sinto verdadeiramente honrado!
- Cala a boca! - se virou bruscamente, ficando frente a frente com Jimin.
O mais alto depositou as mãos na cintura dela com o impacto do corpo dela batendo no dele e então ele mordeu o lábio inferior enquanto a encarava. depositou as mãos no peito dele e fechou os olhos, sentindo a boca dele invadir a sua. Gentilmente a língua dele pediu passagem e cedeu, sentindo as pernas fraquejarem. Jimin percebendo, colou o corpo ao dela, o escorando na porta ainda fechada do apartamento de para que ela tivesse algum apoio… As mãos dela subiram para o pescoço dele, envolvendo os braços por lá. O beijo dessa vez era delicado, as línguas não brigavam, apenas acariciavam uma à outra. Jimin apertava a cintura dela com força. Quando o beijo começou a ganhar intensidade, os dois se soltaram rapidamente com o barulho de passos no corredor. prontamente se virou de frente para a porta do apartamento, enquanto Jimin colocava as mãos dentro dos bolsos da calça e se afastava para trás. voltou a procurar a chave dentro da bolsa enquanto Jimin cumprimentava os vizinhos do lado de , com um aceno de cabeça. , vermelha, não teve coragem de levantar o olhar para encarar os vizinhos. Finalmente achou a chave e então abriu a porta do apartamento.
Entrou na frente, ainda sentindo as pernas fracas. E logo Jimin entrou.
- O banheiro é aqui! - ela depositou a bolsa sobre o sofá e caminhou com Jimin logo atrás.
Abriu a porta do banheiro para ele, sem conseguir encará-lo nos olhos. Jimin pediu licença e então adentrou o cômodo. adentrou seu quarto e se sentou na beirada da cama, com o coração saltando dentro do peito. Aquilo era errado! Ela o odiava! Tirou os saltos e massageou os pés, se levantando logo em seguida. Assim que saiu do quarto, deu de cara com Jimin saindo do banheiro, os primeiros botões da camisa cinza que ele usava estavam agora, abertos. A visão da pele dele ali exposta fez querer pular nele.
Os dois caminharam para a sala lado a lado.
- Até que seu apartamento é bonitinho! - ele comentou.
- Obrigada, curupira Júnior, ele é o meu bebê! - passou os olhos pelo apartamento e sorriu sem mostrar os dentes.
- Posso fazer mais um elogio? - sentiu o corpo bater na parte de trás do sofá.
- Jimin… - ela sussurrou, voltando a sentir as mãos dele em sua cintura.
- Você fica linda com essa camisa salmão!
E antes que ela pudesse protestar ou falar qualquer coisa lá estavam os lábios dele grudados nos dela de novo, com urgência dessa vez. O coração de voltou a saltar dentro do peito e o de Jimin não estava muito diferente. As mãos dele desceram para a parte de trás das coxas dela e ele deixou carícias por lá com as pontas dos dedos. A pele dela era tão macia…
mordeu os lábios dele com força e ele apertou os olhos, sentindo a mordida. Voltou a passar os dedos pelas coxas dela, que arranhou a nuca dele como resposta.
- Eu estava com saudades! - as mãos dele subiram para as costas dela.
abriu os olhos, se deparando com a boca dele ainda encostada a sua e os olhos dele ardiam.
- Você quer comer alguma coisa? - Jimin gargalhou baixo e o empurrou, pensando que aquela pergunta não deveria ter sido feita naquele momento - Ridículo!
ajeitou a saia no corpo e foi até a cozinha.
- A gente pode pedir alguma coisa!
Jimin a seguiu até a cozinha e se sentou em uma das cadeiras.
- A e a sabem?
sentiu uma pontada no peito com a súbita pergunta.
- Sabem do quê? Não tem nada rolando para elas saberem! Você está muito emocionado, menor aprendiz!
Jimin sentiu adagas cravando o peito e então abaixou a cabeça. abriu a geladeira procurando por algo que nem ela sabia do que se tratava e quando a fechou, lá estavam elas outra vez: as mãos de Jimin a empurrando contra a geladeira e o corpo dele colado ao seu. encarou os olhos em chama dele.
- Tem certeza que não tem nada rolando?
não conseguiu responder, acabou perdida nos olhos dele. Os dois se beijaram com ainda mais urgência que antes e bagunçou os cabelos dele, puxando-os. Uma das mãos de Jimin subiu para o seio dela sobre a camisa que ele tanto gostava, apertando-o. gemeu contra a boca dele, sentindo o corpo todo reagir, enquanto ele pressionava a já evidente ereção contra o corpo dela.
sugou o lábio inferior dele como resposta enquanto a mão de Jimin adentrava a camisa dela procurando por um contato mais direto com a pele dela. Assim que a mão dele alcançou o seio dela por baixo do sutiã arfou, jogando a cabeça para trás e fechando os olhos com força. Nunca, homem nenhum havia feito ela sentir tanta vontade…
Jimin aproveitou o pescoço dela ali exposto e passou o nariz por lá enquanto apertava o seio dela. Sentiu o cheiro doce dela invadir suas narinas e achou que pudesse desmaiar. Passou a língua por toda a extensão do pescoço dela enquanto sentia o membro doer de tesão. soltou um gemido sôfrego enquanto sentia os dedos dele pressionarem seu mamilo. E então chamou o nome dele baixinho. Ela queria mais, mas ele queria castigá-la…
- Então esse vai ser nosso segredinho! Não vou contar para elas que você gemeu meu nome gostoso desse jeito!
Ele sussurrou em seu ouvido e então soltou o corpo dela e se afastou. Ajeitou a roupa que usava e então saiu do apartamento fechando a porta atrás de si, sem nem olhar para trás.



Quadragésimo Segundo Capítulo - Let’s Hurt Tonight

Jin se juntou aos pais e a irmã na mesa de jantar que ainda não havia sido servido, ele ecoou um “boa noite”, baixo, mas o suficiente para que todos ouvissem. A mãe autorizou que o jantar fosse então posto à mesa e eles começaram a se servir. Jin estava frustrado, a obra em seu apartamento atrasaria mais dez dias. Ele estava louco para voltar para casa. Tudo estava tão caótico em sua mente que ele só queria a paz de morar sozinho de volta.
- Encontrei com o William quando estava chegando! - o pai comentou.
- Mesmo? E como eles estão? - a mãe de Jin questionou, curiosa.
- Eles estão melhorando! A filha chegou de viagem recentemente, então eles estão felizes com a volta dela! Bom, a vida voltando a seguir, né?
- Que bom! Fico muito feliz! Eles sofreram tanto! Preciso ir lá qualquer dia desses!
- Não precisa, porque eu os chamei para jantarem aqui amanhã! Preciso que você converse com a Magda para fazer um cardápio especial para o jantar de amanhã!
- Ai, que coisa boa! Tá certo então! Eles têm uma filha, você ouviu, Jin? Seja gentil, por favor!
Jin arregalou os olhos, não entendendo o pedido da mãe. Ele não era grosseiro com ninguém, bom, a não ser que a pessoa merecesse, é claro!
- E a senhora tá falando isso para mim por quê? - ergueu uma sobrancelha.
- Ah! Eu sei quem ela é! A filha deles! Ela é legal! - Eun disse enquanto tomava um gole do suco.
- Então se você a conhece e a acha legal, ela provavelmente tem sua idade! - Jin deu de ombros - Então nem vou precisar interagir muito com ela!
- Eu não falei que a conheço ou que sou amiga dela! Disse só que eu sei quem ela é por já ter visto ela aqui e eu a sigo no Instagram, só isso!
- Ela tem quase a sua idade, Jin! E ela é muito bonita inclusive! Você pode gostar dela…
Jin levou o garfo à boca com um pedaço da carne, por que diabos o assunto havia virado de rumo daquele jeito?
- Ele pode até gostar dela, mas ela é muito legal para ele! - Eun virou o rosto na direção do irmão - Nem nos seus sonhos mais selvagens você consegue uma garota daquela, loser!
Jin arregalou os olhos e então chutou a canela da irmã por debaixo da mesa, levemente ofendido, o que ela protestou, lhe dando um tapa nas costas. A mãe mandou que eles parassem com aquela briga boba.
Quando se deitou para dormir, fechou os olhos e pediu ao Universo - como fazia todas as noites - que não sonhasse com . O que foi inútil, sonhou com a garota a noite toda.

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A mãe bateu na porta do quarto do filho e então a abriu. Jin havia acabado de vestir uma calça jeans creme e os cabelos e peito ainda estavam molhados.
- Você vai jantar conosco, não é? - a voz suave da mãe perguntou.
- Vou! É hoje o jantar com os amigos de vocês, não é? Lembro de o pai comentar que era hoje… Você pediu que eu participasse, então eu vou ficar!
Eui sorriu e então fechou a porta do quarto do filho dizendo que esperava ele lá na sala. Jin então secou os cabelos com a toalha e vestiu a blusa de mangas longas azul. Ajeitou os cabelos pretos e foi para a sala. O pai, vestido elegantemente com uma blusa parecida com a de Jin, só que preta e de gola alta, ofereceu um copo de licor ao filho, que gentilmente recusou, se sentando no sofá.
- Esses amigos de vocês moram aqui no condomínio, é? - Jin questionou, cruzando as pernas.
- Sim! Moram três casas para frente da nossa! Lembra que eu comentei com você que eles tinham perdido um filho da sua idade? São eles. - Jin ergueu as sobrancelhas e então assentiu.
A campainha da casa tocou e eles se levantaram, se preparando para receber os vizinhos. Jin abaixou a cabeça para ajustar o cinto e então ouviu os pais cumprimentarem os amigos.
- Oi, querida! É , não é? - ele ouviu a voz da mãe ecoar pela sala.
? Jin sentiu a cabeça rodar e então a ergueu, dando de cara com a mãe segurando as mãos de que ainda não tinha olhado na direção dele. Era ela! Outra vez, era ela! Ali, diante dos olhos e do coração quebrado dele. Jin se lembrou dela, desesperada no estacionamento do bar onde se reencontraram, gritando para ele que o tal cara da foto não era seu ex-namorado e sim seu irmão, que havia morrido…
Ela havia falado a verdade! Pelo menos quanto aquilo
Assim que a mãe de Jin soltou as mãos de , ela olhou na direção dele. Os olhos dela se arregalaram fortemente quando os olhos dos dois se encontraram, e ele pôde jurar que eles marejaram. Jin sentiu como se alguém apertasse seu coração com a mão e voltou a abaixar a cabeça enquanto as mães e pais de ambos ainda se cumprimentavam.
desejou que um buraco se abrisse ali naquela sala e a engolisse. Não esperava rever Seokjin, não tão cedo assim! E, por Deus, eles eram basicamente vizinhos! passou a língua pelos lábios quando a mãe dele voltou a segurar uma das mãos dela.
- Seokjin, Eun! - Eui chamou a atenção dos filhos - Venham cumprimentar as visitas!
Eun foi em direção à e estendeu a mão na direção dela, que segurou a mão delicada da mais baixa.
- Prazer, ! Eu assisto todas as suas lives! Te acho demais! - sorriu, sem graça.
Jin, ainda de cabeça baixa, a balançou em negativa. Até a irmã?
- Muito obrigada! Me sinto lisonjeada!
Depois a irmã de Jin cumprimentou o pai e mãe de com outro aperto de mãos. Jin enfim levantou o olhar e a cabeça, engolindo seco, engolindo o choro. Balançou a cabeça positivamente, e sorriu. Um sorriso falso. Cumprimentou William e Eliana, os pais de , e então ele parou na frente de , e estendeu a mão para ela. De novo não! Ele pensou…
- Muito prazer, ! Sou o Seokjin! - o pomo de Adão dele se moveu com ele engolindo seco outra vez.
, nervosa com toda aquela situação se repetindo outra vez, umedeceu os lábios pintados de vermelho com a língua, e Jin acompanhou o trajeto que a língua dela fez.
- Prazer, Seokjin! - ela segurou a mão dele, sentindo todos os músculos travarem.
Que saudade do toque dele! A mão dele soltou a dela rapidamente e desviou o olhar do dele.

Já sentados na mesa de jantar, com Jin bem em frente à ela, os pais começaram uma conversa animada. Até que Si-Woo, pai de Jin, questionou William como estavam indo os negócios da família, já que ele era dono de uma empresa alimentícia. Claro que Jin não sabia, já que havia dito que o pai era um simples assistente administrativo. nunca gostou muito de dizer o que o pai verdadeiramente fazia, porque bom, tinha medo de parecer metida ou exibida demais. Não se importava com essa coisa de ser rica ou com o status que isso trazia.
Ela sentiu o olhar de Seokjin a penetrar quando o pai comentou sobre a empresa. Droga! Ela queria sumir dali! Doía demais os olhares de julgamento de Jin sobre ela.
- E o Mario, ele ia trabalhar comigo! Estava terminando a pós graduação para assumir a diretoria junto comigo! Mas infelizmente não deu tempo.
Os pais de Seokjin disseram que lamentavam muito a perda do rapaz, e sentiu vontade de chorar.
- E a , faz o quê? - a mãe de Jin perguntou.
terminava de mastigar, então o pai respondeu por ela.
- é programadora de jogos! Esses jogos online que a juventude toda gosta ai! E aí ela inventou também de fazer essas tais lives, para jogar com o povo e testar os jogos que ela faz também! Tá feliz, né filha? Com a profissão?
apenas assentiu que sim com a cabeça, sorrindo sem mostrar os dentes. Tinha medo da voz sair falhada.
- Mas dá dinheiro? - Si-Woo perguntou e depois gargalhou.
Seokjin balançou a cabeça, incrédulo com a pergunta do pai.
- Céus! Pai! Que pergunta indelicada! - Jin levou a taça até a boca.
- Falo isso porque o Seokjin é artista plástico, sabe? - Si-Woo colocou a mão sobre um dos ombros de William, enquanto balançava a cabeça desgostoso - Pinta uns quadros aí! Faz até exposição, mas não entendo muito bem disso! Não sei como ele sobrevive! Até tentei fazer ele tomar um rumo na vida e ter uma profissão de gente! Mas não deu certo! Falhei! Pelo menos a Eun quer ser algo na vida! Sonha em ser advogada!
Seokjin tinha os olhos fechados e segurava os talheres com força, as mãos tremiam levemente. sabia o quanto aquilo o machucava e quando ele abriu os olhos, percebeu a tristeza no olhar dele. Sentiu vontade de abraçá-lo com força e lhe acariciar os cabelos e dizer a ele que o pai dele era um babaca, mas que ela estava ali e que ele era um artista incrível!

O restante do jantar seguiu com os pais interagindo bastante enquanto eles, os filhos somente comeram. Assim que acabou de beber o líquido de sua taça depositando-a sobre a mesa outra vez, sentiu vontade de ir ao banheiro. A garganta dela tinha um nó. Aquele clima todo doía muito mais do que ela podia imaginar.
- Onde fica o banheiro? Eu posso usar? - ela raspou a garganta para trazer a voz de volta.
Eun então se prontificou a levá-la, mas Jin impediu a irmã segurando-a pelo braço.
- Pode deixar que eu a levo, Eun! Você ainda tá comendo!
O olhar dele não desviava dos olhos dela, que procuravam qualquer canto para olhar que não fossem as pedras pretas de Jin.
Seokjin se levantou, fez o mesmo logo em seguida, sentindo as pernas vacilarem. Jin saiu na frente se certificando que estava logo atrás, com a cabeça baixa. Por que ela não tinha coragem de encará-lo?
adentrou o banheiro e Jin se escorou na parede em frente ao cômodo. A esperaria, ainda tinha muitas coisas entaladas em sua garganta que precisava pôr para fora. E bom, ele o faria assim que ela saísse do banheiro. lavou as mãos e aproveitou para passar uma água sobre a nuca. Encarou o próprio reflexo no espelho, e sentiu-se estúpida. Por que o destino estava fazendo aquilo com ela? Que castigo era aquele? Abriu a porta do banheiro e deu de cara com Jin escorado na parede, com os braços cruzados abaixo do peito. O coração dela quase saltou pela garganta. Ele então ergueu a mão na direção dela, segurando um de seus braços com certa força e então ela foi levada por ele para um quarto, o coração dela agora batia tão rápido que ela achou que daria um enfarte. O que ele estava fazendo?
Assim que adentrou o quarto e a luz foi acesa, passou os olhos pelo local. A decoração era masculina, com o tema de praia…as paredes eram pintadas em um azul claro e havia vários quadros na parede, uma mesa com um computador, o local era pequeno. Logo ao lado da mesa com o computador havia uma estante com diversos livros e pequenas decorações. Devia ser o quarto dele, ela pensou.
Assim que virou o corpo, lá estava ele, parado na porta fechada do quarto, olhando fixamente para ela. Os dois em silêncio. começou:
- Se você vai brigar comigo de novo, só peço que você fale baixo para não preocupar nossos pais e eu também peço desculpas por essa situação! Eu não fazia ideia que éramos vizinhos e que nossos pais eram amigos se não eu… - ele a interrompeu.
- Eu sinto sua falta! E quando eu digo isso, eu sinto mais ainda a sua falta. Olhando você, agora, eu sinto sua falta! O tempo é tão cruel! Eu odeio o nós! Agora até olhar um para o outro se tornou difícil!
sentiu os olhos se encherem pesadamente de água. Ele ainda não havia se acalmado. resolveu que deixaria ele falar, ele precisava limpar tudo aquilo de dentro dele, e aí então, quem sabe, ele poderia em algum momento ouvi-la de verdade!
- Você mudou? Ou eu mudei? Eu odeio até este momento que está passando aqui, agora! Na verdade, acho que mudamos e acho que é assim que as coisas são! - ele suspirou pesadamente - É, eu te odeio!
fechou os olhos com a força das palavras dele. Não queria chorar, mas ele estava dificultando as coisas sendo tão agressivo daquele jeito outra vez.
- E mesmo assim, não houve um dia em que eu tenha te esquecido. Honestamente? É, eu sinto sua falta. Mas agora eu vou apagar você! Porque isso vai doer menos do que carregar todo esse ressentimento! Sabe, ? - ele deu dois passos e sentiu os músculos travarem - Sempre achei que amores de verão só aconteciam em filmes. Todo aquele lance de encontrar sua cara metade na viagem, dar o primeiro beijo nessa pessoa no ano novo, passar o resto dos dias juntinho com ela e tudo isso ter sido a melhor parte da viagem... Mas aí eu encontrei você!
sentiu o peito doer e então fechou os olhos, limpando uma lágrima logo em seguida.
- Acho que naquele verão eu te amei mais do que já amei qualquer outra pessoa na minha vida. - foi a vez dele limpar as lágrimas - Eu te levei comigo numa bagagem que ninguém podia roubar, que aeroporto nenhum podia extraviar, que mundo nenhum me tomaria: minha lembrança mais humana e completa de você!
engoliu seco, e respirou bem fundo. Queria muito abraçá-lo. Ainda de olhos fechados ela pôde ouvi-lo se aproximar mais dela, que acabou dando alguns passos para trás, instintivamente.
- Eu confiei em você, confiei cegamente e você mentiu olhando nos meus olhos. Eu fui benevolente e não quis deixar as decepções do passado tomarem conta de mim. Então eu confiei, confiei como se nunca tivesse me decepcionado antes, como se nunca tivesse me machucado e mais uma vez, quebrei a cara. O que mais machuca são as dúvidas que ficam, as perguntas que não param de surgir na minha mente... Será que realmente foi a primeira mentira? E se eu não tivesse descoberto a verdade, quantas vezes mais mentiria para mim? Isso tortura, me tira a sanidade, me deixa sem rumo. Eu ainda não consigo entender o motivo e agora, por mais sincera que você seja, eu não vou conseguir acreditar em uma só palavra que sairá da sua boca, não enquanto as últimas palavras que saíram ainda ecoarem na minha mente.
ouviu, calada. Era o melhor naquele momento. O peito dela doía e ela respirava descompassadamente.
- Você não vai falar nada? - abriu os olhos com a voz dele e Jin estava perto demais.
- Não! Vou deixar você falar o que quiser! Vou deixar você tirar essa raiva do seu peito, Seokjin! - ela se atreveu a colocar uma das mãos sobre o peito dele - Fala! Fala o que mais você quiser, eu vou ouvir! Vou deixar a sua raiva passar, para aí sim você me ouvir de verdade. A única coisa que eu quero que você saiba agora é que aquele dia, você disse tudo o que queria e foi embora de uma vez, sem olhar para trás e eu só queria ter tido a chance de pedir pra você ficar…
- E por que você não pediu? - ele sussurrou, sem tirar os olhos dela.
O corpo de se chocou com a estante que havia lá, porque Jin a havia encurralado lá. O corpo dos dois colados. Ao sentir um nó na garganta, ele teve de se controlar para não a tomar nos braços naquele instante, na esperança de poder segurá-la junto de si para sempre. As mãos dele pousaram na cintura dela, o corpo dele voltando a empurrar o dela na estante. Uma das pequenas decorações acabou por cair e se abaixou com o corpo dele ainda colado ao dela, a pegando no ar antes que ela pudesse atingir o chão. Foi nesse momento que Jin viu a pulseira novamente no pulso de . Uma de suas mãos subiu para o lugar, enquanto ele observava a pulseira, agora maior e mais larga ali. Ele se lembrava perfeitamente de ter arrebentado ambas, como ela havia as recuperado?
O olhar dos dois voltou a se encontrar e as testas se encostaram, Jin fechou os olhos e a porta foi aberta por Eun, os dois se afastaram bruscamente.
- Vocês dois sumiram, está tudo bem? - a irmã de Jin perguntou.
- Está sim! - Jin raspou a garganta - teve uma queda de pressão e eu a trouxe para cá!
- Mas já estou melhor! Vamos voltar, né?
Eun passou o olhar por e depois por Jin. Ela assentiu e saiu, deixando a porta aberta.
- Apesar de não gostar, eu também sei mentir! Não é só você.
E assim ele saiu do quarto apagando a luz. deixou algumas lágrimas quentes rolarem pela face outra vez.
Assim que ela voltou para sala um pouco depois de Seokjin a mãe a afagou, questionando se estava tudo bem e ela assentiu que sim, havia sido só uma queda de pressão. Depois de comerem a sobremesa, os pais de resolveram voltar para casa e ela agradeceu mentalmente por não ter que ficar mais tempo encarando os olhos raivosos de Jin sobre ela o tempo todo.

Fechou a porta atrás de si e então colocou o pijama. Jin apagou as luzes deixando apenas a do pequeno abajur ligada iluminando o quarto e então se deitou em sua cama. O clima no Rio de Janeiro andava frio nesses últimos dias o que não era muito normal para a cidade então Jin cobriu-se até a cintura. Fechou os olhos e suspirou pesadamente, o corpo todo dele doía. As palavras de ecoavam em sua cabeça e ele sentia o cheiro gostoso dela em suas narinas… Sentia falta dela todos os dias e saber que ela estava ali, há poucos metros de distância dele o torturava. Ele quis beijá-la, sentia saudade do gosto da boca dela. A cabeça e o coração travavam uma guerra! O coração queria ceder e esquecer nem que fosse por segundos tudo o que ela havia feito e então se entregar a ela, e a cabeça dizia para Jin ficar firme e esquecê-la para sempre. É, a noite seria longa!



Quadragésimo Terceiro Capítulo - My head & my heart

O celular vibrou em cima da mesa e então V leu a mensagem do amigo, terminando de contar sobre o jantar da noite passada onde ele foi forçado a rever . Taehyung se lembrou que ainda estava com o telefone de em sua DM do Instagram, mas pelo tom da conversa, ele achou melhor ainda não passar o recado para o amigo. Ele não parecia preparado ainda. Logo Jin perguntou por ele, e se ele tinha alguma novidade ou se tinha visto depois daquele dia caótico no bar. O que V respondeu que ainda não, mas que isso estava prestes a mudar.

Jin
Online

’Tô pensando em chamar ela para ir ao cinema hoje! Preciso começar a criar mais intimidade entre a gente pro clima na viagem não ficar estranho, sabe?

Sei sim! Você tá certo! Tem que conquistar ela, mano! Tá passando da hora já! ‘Tô esperando aqui uma notícia sua me falando que o primeiro beijo rolou e nada!



Taehyung riu, desgostoso, com a mensagem do amigo. Ele queria beijá-la, mais que tudo! Mas como? Depois de ter a primeira e única investida recusada, ele sentiu como se um balde de água fria tivesse sido jogado em seu corpo e, desde então, ele não sabia como agir com ela mais. E ele não queria de jeito nenhum que as coisas entre os dois esfriassem de vez, ele definitivamente não queria ficar por muito mais tempo na friendzone…

Jin
Online

’Tô pensando em chamar ela para ir ao cinema hoje! Preciso começar a criar mais intimidade entre a gente pro clima na viagem não ficar estranho, sabe?

Sei sim! Você tá certo! Tem que conquistar ela, mano! Tá passando da hora já! ‘Tô esperando aqui uma notícia sua me falando que o primeiro beijo rolou e nada!

Vou chamar ela para ver um filme de terror, um, porque ela me disse que gosta e dois, porque quem sabe assim ela não fica com medo e me abraça durante o filme?



Ele gargalhou sozinho em casa enquanto balançava a cabeça. E então mandou mensagem para que há uma hora daquelas já deveria ter saído do trabalho. Taehyung sorriu. Para felicidade dele, aceitou ir ao cinema. V se ofereceu para buscá-la em casa, mas ela foi firme dizendo que não precisava e que eles se encontravam lá. Taehyung gostava disso nela! Ela era uma mulher decidida, firme em suas opiniões e propósitos e ele achava aquilo atraente nela.
estava trabalhando, então ele apenas mandou uma mensagem para a irmã avisando que iria ao cinema com , a irmã havia decidido ir trabalhar de metrô e Jungkook a buscaria depois, no fim do plantão então ele estava com o carro.

Já no cinema, ele comprou os ingressos antes que ela chegasse e escorou-se em uma parede esperando-a. Ele estava nervoso, o coração batia forte e rápido dentro do peito. Ele não conseguia entender porque ela o deixava daquele jeito todas as vezes em que se viam, Taehyung não era mais um adolescente! Ele sorriu, olhando para baixo com o pensamento e então ouviu a voz dela lhe invadir os ouvidos.
- Tá pensando em quem, com esse sorrisinho bobo aí nos lábios? Posso saber? - gargalhou quando ele a olhou, assustado.
- Adivinha? - ele ergueu uma sobrancelha e gargalhou, também sentindo as bochechas queimarem.
- No filme é claro! Ou em alguém! - os dois se encararam, sérios.
engoliu seco, se arrependendo de ter feito a brincadeira.
- Os dois! - ele respondeu, erguendo a mão na direção dela.
segurou a mão dele com força. Hoje ela não estava bem! Aquele convite havia surgido em boa hora! O dia no trabalho havia sido cansativo e estressante e ela havia pensado em Gabriel o dia todo, graças a uma mensagem da mãe… Uma foto dos dois na casa dos pais de . Ele havia ido à cidade para resolver mais alguns detalhes do casamento e aquilo a havia destruído. Aquele casamento rondava sua mente quase 24/7. Ela se sentia um fracasso na vida, especialmente hoje.
Taehyung a puxou para um abraço rápido, antes de depositar um beijo molhado na bochecha dela. O abraço que era para ser rápido, acabou se tornando um pouco mais demorado do que o planejado por V. praticamente se jogou nos braços dele, envolvendo os dela em seu pescoço e então enterrando sua cabeça em seu peito. Aquilo nunca havia acontecido nas poucas vezes em que eles haviam se visto, ela nunca havia se aninhado assim nos braços dele. Algo havia acontecido, ele supôs.
- Ei! Tá tudo bem? O que foi, baby?
sentiu os olhos marejarem depois de anos, sem derramar sequer uma lágrima por causa do ex. não era muito o tipo de garota que chorava por qualquer coisa. Ela tinha a casca bem grossa. Mas hoje estava estranha.
- Nada, só estou muito cansada mentalmente hoje! Que bom que você está aqui comigo! Que bom que me chamou, Taehyung! - e então ela deixou algumas lágrimas teimosas descerem pelo rosto, molhando a camiseta dele.
Se sentiu levemente estúpida por ter chorado e especialmente por ter molhado a camiseta dele, e se afastou, suspirando e limpando as lágrimas. O coração de Taehyung acelerou ainda mais, nunca a havia visto triste. Ela soltou um muxoxo e então voltou a chorar delicadamente. Taehyung voltou a puxá-la para si, a abraçando com força e deixando que ela se escondesse em seus braços.
- Calma! Vai passar! Vai ficar tudo bem! Tem certeza que é só o cansaço? Não tem mais nada? Somos amigos, não somos? Você pode confiar em mim!
ergueu levemente a cabeça para poder enxergá-lo. Gostava tanto da companhia dele!
- Você é o meu melhor amigo, V! Meu melhor amigo!
O coração de V acelerou mais ainda. Então ele era o melhor amigo dela? E só aquilo? Taehyung umedeceu os lábios com a língua. Ele gostava daquele título e se sentia muito honrado com ele, mas e se fosse só aquilo para sempre? E se ele nunca conseguisse ser algo mais? Controlou a respiração enquanto afagava as costas dela.
- Então pode desabafar!
- E o nosso filme? Vamos comprar o ingresso!
- Eu já comprei e a gente tem mais de vinte minutos antes dele começar!
assentiu com a cabeça enquanto se afastava minimamente dele para limpar o rosto molhado.
- Molhei sua camiseta! - ela passou a mão delicadamente pelo peito dele molhado das lágrimas dela.
Taehyung seguiu a mão dela com o olhar, o coração dele ainda estava acelerado.
- Não se preocupa com isso, hum? - V segurou o queixo dela com a ponta dos dedos - O que foi? Além do cansaço! Conheço você o suficiente para saber que tem mais coisa aí nesse choro.
fechou os olhos, respirou fundo e pensou em uma maneira de contar a ele, mas sem parecer estúpida ou uma completa idiota. Não queria que ele pensasse coisas assim dela.
- Hoje conversei com a minha mãe, e bom, o meu ex-namorado estava lá em casa! Ele passou lá! E isso trouxe muitas lembranças de volta na minha mente, com muita força! Não me fez bem.
Taehyung engoliu seco e sentiu o coração acelerado, doer. Doer porque ela ainda parecia muito ligada a esse ex e doer porque estava doendo nela, então o machucava também.
- Entendi! - abriu os olhos quando sentiu ele acariciar o rosto dela - Você ainda é muito ligada a esse ex, não é?
engoliu seco, não queria assumir aquilo para Taehyung, não queria magoá-lo, mesmo sabendo que estava prestes a fazê-lo.
- Tudo bem! Não precisa me responder! - ele balançou a cabeça em negativa - Eu ‘tô aqui, ok? Do seu lado! Para o que você precisar! Pode falar comigo! Eu…
Ele pausou, enquanto buscava as palavras na mente. o abraçou, jogando outra vez os braços no pescoço dele, que a segurou com firmeza pela cintura, a abraçando outra vez.
- Eu não sei explicar o que ele ainda causa em mim! - ela sussurrou contra o pescoço dele, fazendo com que ele se arrepiasse.
- Então não o ama mais?
- Amo... Só guardei isso num cofre, tranquei e esqueci a senha. Não porque quis. Foi preciso. Mas não quero mais amar, não quero! - a voz dela falhou.
Taehyung sentiu as pernas vacilarem levemente com a resposta dela e se apoiou na mesma parede em que estava antes. Mesmo com a súbita confissão, ele não conseguia soltá-la, ou deixar de querer estar com ela. Não desistiria ainda…
- Você já tentou, não sei, se apaixonar por outra pessoa?
Os dois se encararam e viu os olhos dele brilharem levemente. Ele era tão lindo! Por que ela não podia simplesmente se deixar levar pelo que ele sentia?
assentiu que sim, mesmo sabendo que não.
- Não funcionou! - eles se soltaram e então pôs-se a andar - Vamos comprar pipocas e entrar na fila?
Queria mudar de assunto, aquilo era muito delicado e ela não queria perder a cumplicidade e amizade que estavam construindo. Taehyung entendeu que por hoje, aquele era o limite que ele poderia ultrapassar, e aceitou. Cuidaria dela e faria com que ela se distraísse por hoje. Faria seu papel de melhor amigo!
Os dois compraram suas pipocas e refrigerantes e então entraram na fila, o assunto agora era outro e Taehyung estava dando seu melhor para fazê-la rir e estava conseguindo! Já dentro do cinema, os dois se ajeitaram em seus lugares e logo os trailers começaram.
- Se você sentir medom pode me abraçar, viu? ‘Tô aqui para te proteger! - ele piscou enquanto gargalhava.
- Tá bom! Já vou ficar segurando a sua mão aqui então!
Taehyung assentiu, apertando a mão dela levemente enquanto sorria. balançou a cabeça em negativa, ele parecia uma criança agora.
O filme começou e os dois grudaram os olhos na tela, soltando as mãos para conseguirem comer e beber. Taehyung olhava pelo canto dos olhos, esperando que ela se assustasse em algum momento, até que o olhar dos dois se cruzou. Mesmo no escuro, os olhos dele ainda brilhavam. “Merda! Esses olhos podiam facilmente quebrar um coração…” pensou .
Voltaram a olhar para o filme, até estava gostando do filme, mas estava o achando ainda fraco. Até que V levou um baita susto com uma das cenas, elevando a perna para cima derrubando quase toda a pipoca. segurou o riso e ele levou a mão ao peito. Os dois se olharam e então ele soltou:
- Se você quiser pode me abraçar mesmo assim, porque acho que sou eu que vou ficar com medo!
Os dois riram e continuou a observá-lo por um tempo. Até que voltou a atenção à tela de novo, e mais uma cena forte. Taehyung voltou a se assustar, desta vez jogando o balde de pipoca para cima, voltando a derrubar quase tudo sobre os dois. voltou a segurar o riso enquanto ele xingava baixinho. E ele continuava levando susto atrás de susto, até que ele de fato abraçou com o coração saltando pelo peito. gargalhou alto quando ele a abraçou, entrelaçando as pernas levemente com as dela.
- É só um filme, V! - ela riu alto - Não precisa ter medo, baby! - ela repetiu o apelido que ele havia a chamado mais cedo.
E assim foi durante uma hora e meia de filme basicamente. Taehyung quase tendo um treco com os sustos que ele mesmo tomava enquanto e as outras pessoas do cinema riam do jeitinho dele de se assustar.
Assim que os dois saíram da sala de cinema, ainda ria de Taehyung. Que agora também ria de si mesmo. Já dentro do carro, finalmente havia conseguido parar de rir para respirar.
- Você tá bem? - ela questionou.
- ‘Tô com vergonha, mas ‘tô bem! Não esperava que o filme fosse me assustar tanto, confesso! Não estava nos meus planos!
- Você não tem costume de assistir coisas de terror, não é, V?
Ele girou a chave e fez que não com a cabeça.
- Você podia ter sugerido outro filme então, cabeção!
- Valeu a pena! Eu fiz você rir, e isso já valeu meu dia!
Os dois trocaram um olhar profundo. gostava dele! Talvez não com a mesma intensidade que ele, mas gostava sim.
Chegaram na porta do prédio dela e o abraçou outra vez. Inspirou o cheiro dele para dentro de suas narinas e V acariciou seus cabelos.
- Se sente melhor? - ele perguntou perto do ouvido dela.
- Sim! Obrigada, de verdade! Eu gosto muito de você e espero que você saiba!
Os dois se encararam outra vez. Os olhos de V desceram para a boca rosada dela, e os olhos dela fizeram a mesma coisa com a boca dele. Quando ele finalmente ia poder beijá-la? então depositou um beijo demorado na bochecha dele.
Assim que adentrou o apartamento, ela encontrou uma sonolenta deitada no sofá.
- Acordada ainda? Amanhã você não trabalha de manhã, mocinha? - assentiu, se sentando no sofá.
- Queria ver com você como foi o encontro!
sorriu, sentando-se no outro sofá.
- Foi bom! Bom até demais!
- Deixou ele te beijar?
- Ai, ! - soltou um riso nasalado - Ele não tentou dessa vez! Mas foi gostoso! Ele tomou vários sustos com o filme de terror, tadinho, quase sentou no meu colo um hora!
As duas gargalharam.
- E quando você vai deixá-lo entrar na sua vida? - se levantou.
- Ele já está na minha vida, !
- Cuidado para não perdê-lo para sempre, amiga!
depositou um beijo no topo da cabeça de se despedindo dela para ir para o quarto, e ela ficou lá, pensativa. Perder? Será? Lembrou-se das mãos aconchegantes dele lhe acariciando os cabelos ou as costas. Será que ele ficaria muito magoado com ela?



Quadragésimo Quarto Capítulo - Be good to me

vislumbrou o celular vibrar com uma mensagem de Namjoon na tela avisando a ela que já havia chegado. Pegou a bolsa sobre o sofá e verificou se havia realmente comida o suficiente para os bichinhos e então depois de se despedir rapidamente deles, parou em frente à porta da casa e respirou fundo. Estava sentindo as pernas formigarem, estava nervosa. E não sabia o porquê… na verdade, na cabeça dela, não havia por que ficar nervosa! Já havia se encontrado com ele outras vezes, falava com ele todos os dias, não precisava ficar nervosa. Fechou a porta atrás de si, certificando-se de que ela estava de fato trancada.
Ao adentrar o carro dele, os dois selaram os lábios rapidamente e o formigamento nas pernas dela aumentou drasticamente a intensidade, passando para as pontas dos dedos também. Ajeitou a bolsa no colo depois de colocar o cinto e se perguntou mais uma vez, por que estava daquele jeito?
- Tá tudo bem? Você parece nervosa!
riu, enquanto balançava a cabeça em negativa. Droga! Estava tão perceptível assim?
- Não! Por que eu estaria nervosa, Namjoon? - virou o rosto na direção dele, que agora ria - Tá tudo bem! Só estava aqui pensando se fechei a casa toda mesmo!
Namjoon gargalhou, tombando a cabeça para trás e reparou que os olhos dele ficavam ainda menores quando ele gargalhava. E a risada dele era gostosa, não tanto como a de Hoseok, mas era! Virou a cabeça para a janela ao se lembrar de Hoseok, sentiu um nó na garganta ao pensar nele. Namjoon depositou a mão sobre uma das pernas desnudas dela, chamando a atenção de de volta para ele.
- Quer voltar para conferir? - os dois se olharam.
- Não! Não! - ela colocou a mão sobre a dele - Não preocupa, eu ‘tô bem! Tá tudo bem, eu juro! E você?
- Tudo bem! Cansado, mas bem!
- Hoje você não foi ver sua mãe?
- Não! Hoje eu saí do trabalho e fui direto para casa! Trabalhei mais um pouco lá e aí vim pegar você! Eu estava com saudades!
sorriu, acariciou a mão dele que continuava em sua perna.
- Eu também! É bom ver você! Onde a gente vai, já decidiu, Joonie?
Assim que Namjoon abriu a boca para falar, o celular dele tocou alto e ele retirou a mão da perna de e encostou o carro para atender.
- Desculpa, mas eu vou precisar atender, ! É um dos meus clientes mais importantes e eu fiquei de receber mesmo uma ligação dele.
- Imagina! Atende! - assentiu com a cabeça.
Detestava ficar perto das pessoas quando estas iam atender a algum telefonema. Sentia que estava invadindo a privacidade da pessoa mesmo que completamente sem querer. E era impossível não prestar atenção à conversa quando se estava num carro com a pessoa ao seu lado. Então ela ouviu Namjoon dizer que já ligava de volta para dar a resposta e desligar.
Namjoon soltou um suspiro cansado e o viu passando as mãos pelas têmporas.
- O que foi? Aconteceu alguma coisa?
- Eu vou precisar passar em casa, bem rapidinho, para dar uma olhada em alguns papéis e retornar para o cliente! Você se importa? Eu juro que não vou demorar nada!
- Vamos! Eu não me importo! ‘Tô por sua conta hoje! - ela piscou.
Namjoon sorriu e então se inclinou depositando um beijo rápido na bochecha dela. Era um cliente muito importante então ele precisava dar aquele retorno. Ele esperava que quando o cliente ligasse, ele já estivesse em casa, mas não foi o que aconteceu, Namjoon não gostava de ter que mudar planos de última hora, não importava quais fossem os planos. Mas foi preciso, e ele agradeceu mentalmente por ser tão tranquila.
Ele ligou o som do carro e voltou a fitar . Ela estava um pouco distante hoje e Namjoon achou estranho, mas talvez fosse apenas cansaço do dia a dia. Ele gostaria que ela pudesse confiar nele para contar as coisas, mas se ela ainda não se sentia pronta para dar esse passo com ele, tudo bem.
Assim que os dois desceram do carro, Namjoon abriu a porta da casa apressadamente, mas deixou que entrasse primeiro e então ele acendeu a luz. Assim que a luz foi acesa, Namjoon quis que um buraco se abrisse abaixo de seus pés ao reparar na desorganização do lugar.
- Sei que é impossível, mas não repara na bagunça! - ele riu, desgostoso, enquanto fechava a porta.
- Que papelada, meu pai! - gargalhou - Como você encontra os papéis que precisa nessa bagunça?
Ele amava a sinceridade dela! Ela sempre dizia o que pensava, Namjoon sorriu enquanto passava uma das mãos pelas costas dela.
- Assim, eu não sou das mais organizadas, não! Longe de mim! Mas vamos dar um jeito nisso? - ela largou a bolsa no braço do sofá.
Namjoon coçou a nuca, sem jeito e abriu a boca para protestar, mas resolveu não falar nada.
- Você tem um escritório, certo? - Namjoon assentiu. - E lá tem algum espaço para gente mover alguns desses papéis para lá? Porque se não nem cabe a gente aqui nessa sala, Namjoon!
- Deve ter sim! Eu tenho um monte de pastas vazias! É que fico com preguiça de guardar de novo quando mexo! - ele voltou a coçar a nuca, enquanto ficava vermelho.
sorriu, achando extremamente fofo um homem daquele tamanho corar.
- Então vamos lá pegar! É essa porta aqui? - ela apontou para a porta que ficava entre a cozinha e a sala.
Namjoon assentiu enquanto caminhava até lá para abri-la. Assim que ela acendeu a luz, se estranhou com o quanto o lugar estava organizado até demais.
- Como assim? - ela perguntou, apontando para o lugar impecavelmente organizado - Que dualidade é essa? Agora ‘tô imaginando seu quarto, será que ele se parece com o escritório ou com a sala?
Os dois gargalharam e Namjoon voltou a corar. Ele caminhou até um grande armário que ficava lá e então o abriu, pegando as pastas. Entregou algumas para ela e ficou com as restantes, os dois foram para a sala.
- E onde estão os papéis que você precisa para dar a resposta para o cliente?
- No escritório!
- Então vai lá ler e ligar logo para o homem se não ele vai ficar bravo! Eu vou organizando por aqui!
- Sim, senhora! - ele bateu continência, rindo.
- Ó, não me provoca, Namjoon! - ela bateu com uma das pastas nele.
Assim que ele saiu da sala deixando-a sozinha, começou a organizar os papéis, que bom, estavam por praticamente toda a sala e então começou a rir sozinha enquanto organizava os papéis dentro das pastas. Como ele era desorganizado!
- Tá rindo do quê? - ele falou de dentro do escritório.
- Da bagunça que está a sua sala! Por Deus, Namjoon!
- Eu juro que meu quarto é organizado! E a cozinha também!
- Dá um jeito homem! Lê esses papéis e guarde-os nas pastas! Se eu voltar aqui e encontrar essa sala cheia de papel de novo, você vai ver!
- Está me ameaçando? - ela riu.
- Estou! E sou perigosa! Você é grande, mas não é dois! - foi a vez de ele gargalhar.
Ele ligou para o cliente e ficou por cerca de quinze minutos na linha com o homem, enquanto terminava de guardar os papéis nas pastas. Assim que ela adentrou o escritório dele tentando equilibrar as pastas, Namjoon ,que havia acabado de desligar o telefone, passou os olhos pelo corpo dela. Umedeceu os lábios com a língua e se levantou.
- Posso guardar essas pastas aqui de qualquer jeito? Ou esses nomes escritos aqui precisam ter uma ordem específica? Fica tranquilo, eu guardei tudo certinho!
- Eu sei! Confio em você! - ele segurou a cintura dela enquanto aproximava o corpo do dela - Pode guardar de qualquer jeito!
sentiu as pernas vacilarem levemente com a proximidade do corpo dele. Namjoon depositou alguns beijos pela bochecha dela e a soltou, ficando ao seu lado e pegando algumas pastas. Os dois as ajeitaram no armário e voltaram para a sala.
- Que tal a gente ficar por aqui? Se você não se importar! Acho que agora não rola sair mais! A gente se aconchega aqui mesmo! A não ser que você não queira que eu fique muito tempo na sua casa!
- Tá maluca? Por que eu não ia querer?
Ele passou o braço nos ombros dela enquanto se ajeitava ao seu lado no sofá.
- Sei lá! - ela deu de ombros, voltando a ficar nervosa.
- Para! Você precisa relaxar! Não sei por que tá nervosa! Eu até deixei você mexer nos meus processos! Eles são como filhos para mim!
- Uau! - ela gargalhou e deitou a cabeça no ombro dele.
Os dois resolveram pedir alguma coisa pelo aplicativo mesmo e enquanto a comida não chegava, Namjoon colocou um filme qualquer que eles escolheram na TV. voltou a sentir as pernas formigarem e de repente o lugar parecia pequeno, apertado e ela sentiu calor. Namjoon voltou a se aconchegar ao lado dela no sofá. Os dois voltaram para a posição que se encontravam antes do filme. Após alguns minutos naquela posição, sentindo os dedos de Namjoon lhe acariciar a bochecha, ela se atreveu a colocar uma das mãos na perna dele, apertando o lugar. Namjoon sorriu sem mostrar os dentes, e se questionou, por que ela estava nervosa daquele jeito?
- Escuta! - ele chamou.
tirou o rosto do ombro dele e o levantou, dando de cara com os lábios dele, convidativos demais.
- O quê? - ela sussurrou, enquanto olhava os lábios de Namjoon.
- Você está linda! - ele sussurrou de volta enquanto segurava sua nuca.
fechou os olhos, deixando os lábios de Namjoon se encostarem aos seus. O formigamento agora não era só nas pernas, havia se espalhado pelo corpo todo.
- Eu espero que isso te ajude a relaxar um pouco!
Os lábios dele pressionaram os dela com força, que deixou que ele a beijasse. As mãos de Namjoon pressionavam a nuca dela, enquanto as de pousavam sobre o peito dele. Rapidamente ela já estava de joelhos no sofá enquanto a mão dele descia da nuca de , para os quadris dela. O beijo agora era mais intenso, as respirações pesadas.
Namjoon tratou de puxá-la para seu colo, entrelaçando uma perna de cada lado nos quadris dele. Como tocá-la era bom! Como ele gostava de ter os lábios dela grudados aos seus daquele jeito. abraçou o pescoço dele, colando ainda mais o torso ao de Namjoon, que lhe apertou com força a cintura enquanto adentrava com as mãos debaixo da blusa que ela usava. Ao sentir o calor da pele dela por baixo da blusa, Namjoon sentiu o corpo reagir com força, especialmente quando ela pressionou o quadril para baixo esbarrando a intimidade dela no membro dele já começando a endurecer. O efeito que ela tinha no corpo dele o assustava.
sentia o corpo todo arder em chamas, mas precisava se acalmar, a qualquer momento a comida que eles haviam pedido podia chegar, além de não saber se aquilo estava sendo de fato adequado. Namjoon era um homem sério e ela tinha receio que aquilo pudesse assustá-lo, ou que aquela não fosse de fato a intenção do encontro. As mãos dele percorreram toda a extensão de suas costas e separou os lábios dos dele, precisava de ar. Namjoon colou a testa na dela, respirou devagar. Mas ao olhar os olhos dela, não conseguiu: colou os lábios aos dela de novo. puxou os cabelos dele com força, e voltou a mexer o quadril sobre o colo dele. Namjoon arranhou levemente as costas dela com a provocação. E então a campainha tocou, despertando os dois do transe em que se encontravam. Namjoon praguejou mentalmente, jogando a cabeça para trás com força, enquanto gargalhava.
- Ah, nós dois já sabíamos da possibilidade de isso acontecer, meu bem! - a voz dela rouca ecoou nos ouvidos dele, enquanto ela se sentava novamente no sofá - Deixa que eu vou!
Assim que ela se levantou, Namjoon continuou com a cabeça jogada para trás, no encosto do sofá, ele tentava acalmar a respiração, o corpo e a mente. Sempre fora um homem controlado, inclusive quando se tratava de seus hormônios. Mas vinha o tirando dos eixos. Ainda de olhos fechados ele a ouviu fechar a porta e caminhar para a cozinha.
Namjoon se levantou, já com o corpo menos quente e foi atrás de na cozinha, afinal de contas, ela não sabia onde ficavam as coisas por lá. Depois de arrumar os pratos e a comida dentro deles, Namjoon abriu a geladeira e pegou a garrafa de vinho que ainda não havia sido aberta e duas taças. o observava enquanto se sentava na mesa.
- Que bom que a cozinha de fato é organizada! - Namjoon soltou um riso nasalado - Eu podia jurar que você não bebia!
- Não sou muito de beber, confesso! Mas eu gosto de vinho!
Os dois se encararam por alguns segundos e ele colocou as taças sobre a mesa, uma do lado dela e outra do seu próprio lado. Os dois deram um brinde e tomaram um gole do vinho. um gole mais longo, estava com o corpo quente ainda. O que viria a seguir? Ela deveria pedir para ir embora depois que acabasse de comer e tomar o vinho? O que será que estava se passando na cabeça dele?
Namjoon e ela ficaram em silêncio enquanto comiam, falando apenas sobre o sabor da comida ou sobre como o vinho havia combinado com o prato. Depois que acabaram de comer, se posicionou na pia pronta para lavar as louças, mas Namjoon a impediu, abraçando-a pela cintura.
- Deixa isso aí! Depois eu mesmo lavo! - sentiu os pelos da nuca arrepiarem com a voz dele em seu ouvido.
- Pode deixar que eu lavo! Já arrumei sua sala! Só não acostuma! - ela fechou os olhos quando sentiu a boca dele lhe beijar o pescoço.
As pernas dela vacilaram quando a língua dele passou por toda a extensão, fazendo com que ela mordesse o lábio inferior como resposta. Namjoon sorriu, satisfeito.
- Bom, você já viu a cozinha e eu te provei que ela era organizada. Agora falta eu te provar que o meu quarto também é!
gargalhou com a fala dele e então os dois deram as mãos e caminharam em direção ao quarto dele, com Namjoon na frente.
- Eu sabia que você não mentiria sobre isso! - ela observou o quarto.
As paredes pintadas em um cinza claro, uma das paredes mais escuras, era onde ficava um painel, com alguns livros de Direito e a TV. Tudo bem clean, bem simples, o quarto não tinha muitas decorações, apenas um quadro aqui e outro ali e uma poltrona que ficava de costas para a janela do quarto.
- Não julgue o livro pela capa, ! Escuta, liga a TV, fica à vontade! Me espera sair do banho? Como você já deve ter percebido, eu sinto muito calor, acabo suando muito e não gosto de ficar pregando!
riu enquanto passava o olhar pelo corpo dele, reparando que a camiseta que ele usava estava começando a colar no corpo dele devido ao suor. Depois voltou a olhá-lo nos olhos. Eles brilhavam com intensidade e ela desviou o olhar.
se sentou na beirada da cama que era alta e então ficou com os pés pendurados no ar, o que o fez rir e ela corar, mas rir também. Assim que ouviu o barulho do chuveiro, ela não conseguiu evitar pensar no que havia acontecido na sala e em como ela gostaria de ser corajosa o suficiente para invadir o banho dele e terminar o que haviam começado na sala. Mas tratou de acalmar a mente e o corpo e ligou a TV, o silêncio do quarto misturado com o barulho do chuveiro estavam torturando . Fechou os olhos quando se lembrou das mãos dele percorrendo suas costas e do membro dele duro pressionando sua intimidade quando estava no colo dele. Havia pelo menos um ano que ela não transava com ninguém, e bom, ela também tinha necessidades! E Namjoon estava ali, ao alcance de suas mãos… Tratou de afastar os pensamentos outra vez enquanto olhava para a televisão. Até que ela ouviu a voz de Namjoon ecoar pelo corredor que dava para o banheiro. arregalou os olhos, ele estava mesmo chamando-a?
- Oi, Joonie! - ela respondeu, abaixando a TV e se levantando da cama.
- Eu esqueci a toalha aí na poltrona, ou na cama, não sei! Você pode trazer para mim?
engoliu seco e sentiu os músculos do corpo todo enrijecerem. Ele não estava fazendo aquilo, estava? Ela passou os olhos pelo quarto e lá estava a bendita toalha, a alguns centímetros dela, sobre a cama. O coração de palpitou dentro do peito, e ela o ouviu a chamar outra vez. Pegou a toalha sobre a cama e respondeu que estava indo. Saiu do quarto descalça e caminhou na ponta dos pés até a porta que dava para o banheiro dele. Ela estava aberta, mas o box, por sorte - ou azar - era preto e estava fechado, de forma que só enxergava a silhueta de Namjoon. Assim que ela entrou no banheiro o formigamento nas pernas voltou com tudo. então se virou de costas para a porta do box e ficou na ponta dos pés outra vez, dessa vez para pendurar a toalha no gancho, assim que ela o fez, as mãos de Namjoon a agarraram pela cintura com força o suficiente, para puxá-la fazendo com que ela fechasse os olhos com força ao sentir as mãos molhadas dele. E quando abriu os olhos, já estava dentro do box pressionada entre o corpo grande de Namjoon e a parede, respirou fundo antes de sentir os lábios carnudos dele se chocando com os seus. soltou um suspiro baixo entre o beijo quando as mãos dele invadiram novamente suas costas por baixo da blusa branca que ela usava. O molhado do toque dele havia a despertado outra vez. Logo o beijo foi tomando intensidade, as línguas se chocavam com certa violência e sentia a intimidade pulsar dentro do short jeans. Foi quando Namjoon a impulsionou para cima e ela entrelaçou as pernas em volta da cintura dele, com a respiração pesada. Namjoon passou uma das mãos cegamente pela parede, procurando pelo registro do chuveiro e então o fechou. Saiu do box ainda segurando em seus quadris, e não desgrudou a boca da dela durante esse processo, quando ele a colocou no chão, as bocas se desgrudaram apenas para que ele pudesse arrancar a blusa dela, jogando-a ali no chão do banheiro mesmo. Voltou a beijá-la com força e então os dois caminharam com certa dificuldade até o quarto de Namjoon. Quando bateu com as pernas na cama, os dois desgrudaram os lábios, sedentos por ar. O olhar de Namjoon desceu dos lábios dela para o decote que estava à mostra com ela agora sem a blusa. Sentiu o membro latejar de vontade de colocar os lábios lá, ele subiu vagarosamente as mãos pelas costas de até que chegou no fecho do sutiã roxo que ela usava e ele se desfez da peça com certa pressa. fechou os olhos quando sentiu a respiração dele bater em seu mamilo esquerdo, e o corpo todo dela estremeceu quando ele gentilmente passou a língua por lá. Não conseguiu segurar o gemido dentro da garganta quando ele finalmente abocanhou o seio todo, subindo a mão livre para o outro. Ouvir o gemido de ecoar pelo quarto, mesmo com a TV ligada, atiçou ainda mais os sentidos de Namjoon. Ele aumentou a pressão com a língua sobre o mamilo esquerdo dela, enquanto apertava o direito entre os dedos. arqueou as costas com a sensação gostosa de tê-lo ali, pressionando o corpo ainda mais de encontro ao dele. Soltou mais um gemido, dessa vez no ouvido dele, que grunhiu alguma coisa incompreensível. queria tocá-lo, então desceu uma das mãos até encontrar o membro dele ali, já livre de qualquer peça de roupa. Ele pulsava por ela, e soltou outro gemido, um pouco mais alto assim que tocou o membro dele. Namjoon subiu o rosto, afundando-o na curva do pescoço dela.
- Você vai me desconcentrar assim! Não vou conseguir trabalhar direito com a sua mão aí! - ele soltou um gemido abafado quando sentiu a mão quente dela lhe apertar o membro.
, ignorando, começou então a movimentar a mão, bem devagar, para cima e para baixo. Namjoon sentia cada veia do membro pulsar de tesão, ele fechou os olhos enquanto dava algumas mordidinhas no pescoço dela, até que os movimentos da mão dela começaram a ficar mais rápidos, numa espécie de tortura. Namjoon já não controlava mais os gemidos que saíam de sua garganta com ela ali, o masturbando. Ele apenas jogou a cabeça para trás, enquanto a segurava com toda a força que tinha naquele momento pela cintura. , satisfeita com os gemidos que saiam de sua boca, achou que ele merecia mais. A garota então se ajoelhou em meio as pernas do mais velho passando as unhas em suas coxas, e parou com os movimentos com a mão, a respiração entrecortada de Namjoon fez com que ela o vislumbrasse ali, em pé, entregue a ela, ansioso pelo que viria à frente. então observou o membro dele, pulsando em sua frente. Tão bonito, ela pensou. Passou um dos dedos pelas veias pulsantes do membro de Namjoon, que apenas mordeu o lábio inferior com o toque. Então ela o segurou com uma das mãos, ele estava quente e ela havia gostado daquilo. passou o polegar pela glande do pênis dele, já lubrificada pelo líquido pré-ejaculatório, sorriu ao constatar que ele estava tão molhado quanto ela! Namjoon deixou mais um gemido escapar de seus lábios quando sentiu o dedo dela tocar ali.
- Eu não sabia que você gostava tanto assim de torturar! - ele suspirou pesadamente quando ela acariciou a glande com o polegar outra vez.
soltou uma risada nasalada enquanto o observava de novo. Como ele era bonito!
- Mas eu não ‘tô fazendo nada! - e ela passou a língua pelo mesmo lugar onde antes havia passado o dedo.
Namjoon praguejou baixinho e colocou uma das mãos na nuca de . Estava para enlouquecer apenas nas preliminares, o que ela estava fazendo com ele? Antes que ele pudesse raciocinar sentiu a boca quente dela sobre seu membro. Apertou a nuca de com força enquanto gemia. Ela alternava entre a boca - e língua - e as mãos, quando Namjoon sentiu que estava quase chegando lá, ele achou melhor pará-la. Não era assim que ele queria chegar ao ápice, bom, pelo menos não hoje. Quando sentiu as mãos dele subirem em seu corpo, fazendo com que ela ficasse frente a frente com ele, os dois se beijaram outra vez. Um beijo lento, sem pressa. As mãos de Namjoon apertaram a cintura dela com tanta força que ela pensou que desmaiaria. Namjoon desabotoou o short jeans que ela usava, mordeu o lábio superior dele.
- Você não é um homem vingativo, é? - ela perguntou enquanto ele descia o short dela.
- Tá com medo? - ele riu, enquanto passava os dedos pela lateral das coxas dela - Eu vou ser bonzinho com você. Prometo!
A boca dele pousou no pescoço dela, a língua dele traçou um caminho molhado por lá e resolveu arranhar as costas dele enquanto ele o fazia. Namjoon desceu o olhar pelo corpo dela, coberto agora apenas pela calcinha de renda, preta. De repente sentiu o corpo e o rosto queimarem e a insegurança bater. Ele era um homem e tanto, provavelmente acostumado a ter as mulheres que quisesse, e se ela não estivesse à altura? abaixou o olhar, passando pelo próprio corpo. Namjoon, entendeu.
- Você é linda! Linda! - ele segurou o rosto dela entre as mãos, fazendo o encarar - E preto, é a minha cor preferida!
- Você… - ela pausou - Sei lá! Você quer mesmo?
Namjoon a beijou. Como nunca a havia beijado antes. Ainda segurando o rosto dela entre as mãos, ele pressionou o membro duro que nem concreto em sua barriga, como se quisesse respondê-la. Namjoon desceu as mãos pela lateral do corpo de , ainda a beijando com intensidade. E então os dois se deitaram na cama, com Namjoon por cima dela. As pernas de se abriram para acolherem melhor o corpo grande dele. Ainda com os lábios colados aos dela, Namjoon desceu lentamente a calcinha que ela usava por seu corpo, até que ela estivesse completamente nua. A sensação da pele dos dois grudada uma na outra, fez com que os dois suspirassem, cortando o beijo. Namjoon se sentou em meio as pernas de e então observou o corpo da garota. Ele estava se sentindo como um vulcão prestes a entrar em erupção, cada parte do corpo dele implorava por ela. mantinha os olhos focados nele. Foi então que ele passou um dos dedos pela intimidade dela, bem devagar.
- Você disse que seria bonzinho! - ela continuou o encarando, enquanto segurava um gemido.
- E eu serei! - ele sorriu, sacana.
Gentilmente ele abriu um pouco mais as pernas de e quase gozou quando passou o dedo por lá outra vez, dessa vez com mais intensidade. Ela estava molhada, claro, e ele pôs-se a massagear lentamente o ponto já inchado dela. soltou um gemido baixo enquanto as pernas voltaram a se fechar involuntariamente pelo prazer que sentiu com o dedo de Namjoon tocando ali, no seu ponto mais sensível. Namjoon a impediu de fechar as pernas.
- Não me obrigue a ser mau! - ele então intensificou o toque por lá.
gemeu mais alto enquanto arranhava as próprias coxas, o que enlouqueceu Namjoon. Queria vê-la se contorcendo de prazer sob os comandos dele, queria fazê-la perder o juízo… Mas ele estava com tantas ganas de tê-la, que não sabia se conseguiria esperar por mais muito tempo.
Subitamente ele a penetrou com um dedo, não encontrando muita dificuldade, já que ela estava bem úmida. Ele revirou os olhos ao sentir o quão molhada e quente ela estava. mordeu o lábio inferior com força quando ele a penetrou com um dos dedos. Aquilo já estava sendo o suficiente para que ela quase enlouquecesse.
- Por Deus, ! - ele sussurrou - Você é tão quente!
Quando Namjoon introduziu outro dedo em sua intimidade, agarrou os lençóis da cama fechando os olhos com força, e gemeu alto e sôfrega. Depois de alguns segundos apenas sentindo o quente do interior dela abraçarem seus dedos, Namjoon os movimentou. Primeiro devagar, para torturá-la enquanto ele a assistia se contorcer de prazer e depois foi aumentando a velocidade dos dedos dentro dela. não controlava mais os gemidos que saiam de sua garganta e até ficou com medo do que ele poderia pensar ao vê-la ali, gemendo daquele jeito. O que não imaginava é que aquilo despertava ainda mais todos os sentidos de Namjoon: tê-la ali daquele jeito com o corpo respondendo tão intensamente aos comandos dele e por ele era indescritível.
já um tanto quanto fora de si mesma, segurou o pulso de Namjoon com força e ele entendeu o que ela queria, resolveu que não a torturaria mais por hoje, e afinal de contas, também queria a mesma coisa que ela desde que havia a tocado no sofá.
Namjoon voltou a beijá-la nos lábios sentindo as mãos dela invadirem seus cabelos, as mãos dele lhe apertavam as coxas com força e era como se os dois quisessem fundir os dois corpos num só, tamanha urgência em que se apertavam um contra o outro. sentia a intimidade pulsar com tanta intensidade que ela sabia que assim que ele entrasse nela, não aguentaria por muito tempo.
Os dois se separaram apenas para que Namjoon pegasse um preservativo e quando ele voltou, se deparou com ela de olhos fechados enquanto tocava a própria intimidade com os dedos, Namjoon achou que fosse explodir com a imagem dela se tocando, enquanto ansiava por ele. Depois de colocar o preservativo ainda a observando, Namjoon se debruçou delicadamente sobre ela, retirando a mão dela de lá e a subindo até a altura da cabeça dela, fez a mesma coisa com a outra mão e então segurou os pulsos dela com apenas uma mão. , de olhos fechados, sorriu.
- Você gosta, não é? - ele perguntou, com a boca encostada no ouvido dela.
estreitou o sorriso, enquanto assentia que sim com a cabeça, incapaz de formular uma frase. A sensação de ser dominada por Namjoon a agradava e muito, então ela pressionou a intimidade contra o membro de Namjoon posicionado perto de sua entrada. Namjoon mordeu o lábio inferior dela com força, como punição e entrelaçou as pernas em volta da cintura dele.
- Por favor, Namjoon! - ela suplicou, enquanto o sentia morder o lóbulo de sua orelha.
- O quê? - ele voltou a sussurrar no ouvido dela.
- Você vai mesmo me fazer implorar? - ela tentou se livrar da mão forte de Namjoon, mas sem sucesso.
Namjoon gargalhou e voltou a beijá-la, com força, mordendo os lábios dela. quase chorou quando ele começou a penetrá-la bem devagar.
- Se eu machucar você, me avise! - a boca colada à dela.
sabia que ele era grande, e por isso estava indo bem devagar, o que acabava por torturá-la ainda mais.
- Mesmo se me machucar, não pare! Eu quero muito sentir você todo logo dentro de mim!
Namjoon mordeu o lóbulo da orelha dela outra vez enquanto sorria e então forçou mais um pouco o membro dentro dela, que gemeu tentando se livrar das mãos dele de novo. Assim que ele estava todo dentro dela, teve medo de desmaiar quando ele finalmente começasse a se mover, ela sentia um pouco dor, então pediu que ele esperasse um pouco até que o incômodo passasse. Namjoon estava com medo que na primeira investida mesmo, ele gozasse de tão quente lá dentro. assentiu com a cabeça que estava pronta, olhando nos olhos dele. A primeira investida foi mais lenta do que ela esperava, e depois o ritmo foi aumentando, e os gemidos que saíam da boca de Namjoon também. Era surreal o quanto era gostoso, e o quanto o membro dele deslizava e adentrava com facilidade dentro dela. Nem o barulho da TV ligada foi capaz de abafar os gemidos dos dois. Namjoon já não aguentava mais, então colou a boca no pescoço de enquanto investia forte. Quando sentiu o orgasmo o atingir com força, ele abafou o gemido no pescoço suado dela. sorriu, satisfeita com o gemido dele. Alguns segundos depois, ele voltou a mexer os quadris com força, para que tivesse seu orgasmo, o que não demorou muito para acontecer.
Namjoon caiu ao lado dela, cansado e suado. Os olhos fechados. também mantinha os olhos fechados, tentando se recuperar. A respiração dos dois estava forte e alta.



Quadragésimo Quinto Capítulo - Dope

abraçou Jungkook com força assim que a audiência acabou, e então, satisfeita, deixou que as lágrimas escorressem livremente pelo rosto. Jungkook segurou o rosto dela entre as mãos e limpou as lágrimas dela. Os olhos dele também estavam cheios d’água. Depois abraçou o irmão com força. Taehyung também estava emocionado. Finalmente eles teriam paz. O stalker de havia sido condenado pelos crimes que cometera, ao todo seriam seis anos atrás da grade. Infelizmente todos sabiam que ele não chegaria a cumprir toda a pena, pois o sistema penal brasileiro dava muitas brechas e direitos de redução gradual de pena. só esperava não vê-lo nunca mais na vida. Durante todo o julgamento, ele não tirava os olhos dela e de Jungkook, já que os dois estavam o tempo todo de mãos dadas. temeu durante todo o julgamento, mesmo com ele preso, e esperando não vê-lo nunca mais, ela temia! Por ela, por Taehyung e agora por Jungkook.
Assim que chegaram na casa de , Taehyung foi ao banheiro deixando os dois sozinhos. se sentou no sofá e puxou Jungkook para se sentar ao lado dela.
- Você não parece feliz, gatinha! Ele foi condenado! - Jungkook encostou a cabeça sobre a dela, que estava em seu ombro.
suspirou enquanto aconchegava as pernas no sofá.
- Ele deve ficar no máximo uns três anos! E bom, ele sabe onde eu trabalho! Não tenho a sensação de que me livrei disso!
- Claro que se livrou! Você tem a mim e ao V! Nós vamos proteger você!
riu com a inocência de JK e depositou um beijo demorado na bochecha dele, que sorriu.
- Vocês correm tanto risco quanto eu! E eu me preocupo seriamente com isso! Você viu como ele te olhava durante a audiência? Viu como ele olhava as nossas mãos dadas?
Jungkook fez que sim com a cabeça e segurou o rosto dela entre as mãos, encostando a testa na dela.
- Eu não tenho medo dele! E não vou deixar que nada te aconteça! Eu salvei você uma vez e salvarei quantas forem preciso!
- JK! É sério! - ela encostou a testa na dele. - Eu ainda tenho medo!
- Eu sei, gatinha! E eu entendo, é completamente compreensível que você tenha medo! Mas não precisa ficar assim! Você tem que tentar retomar a sua vida por completo! Não pode deixar o medo tomar conta de você!
- Isso mesmo! - complementou V, enquanto descia as escadas da casa - Você tem que tomar cuidado, é claro! Mas não pode parar de viver, o medo não pode te paralisar!
assentiu com a cabeça, tentando fixar as palavras dos garotos em sua cabeça. Mas parecia impossível, porque ela só conseguia pensar no olhar do stalker.
- Eu estava aqui pensando no que cozinhar para a gente! O que vocês me sugerem?
e Jungkook se olharam.
- Vamos procurar algumas receitas aqui na internet juntos! - ofereceu enquanto desbloqueava o celular - Olha, eu acho que macarrão é prático e muito gostoso! O que vocês acham?
- Ah, mas pega uma receita mais elaborada aí, vai ! Só macarronada é muito vago! - Taehyung cruzou os braços, fazendo um biquinho.
- Ai, meu Deus! Eu esqueço que você gosta de pratos difíceis!
- Macarrão de panela! - Jungkook tomou delicadamente o aparelho das mãos de , digitando no celular. - É uma delícia! Não é muito simples, mas também não é muito elaborado!
Jungkook passou o celular de com a receita aberta para Taehyung, que leu atentamente a receita.
- É! Tem todos os ingredientes aqui em casa! Pode ser!
- Qualquer coisa que você faz fica delicioso, Tae! - revirou os olhos com o desdém do irmão pela receita.
- Tá bom! Vou preparar! Quem dos dois vai me ajudar?
- Nós dois! - se levantou do sofá, depositando um tapa na perna de JK.
O mais novo se levantou, assentindo com a cabeça e os três se dirigiram para a cozinha. Durante os preparativos, Jungkook quase cortou a mão de novo então eles acharam melhor que ele ficasse com alguma outra tarefa que não envolvessem as facas, depois de muitas risadas e um certo atraso no processo porque os três não conseguiam se concentrar, o macarrão finalmente ficou pronto, os três se serviram e Taehyung ficou observando a irmã de chamego com JK. Ele queria tanto poder estar daquele jeito com , queria que ela também estivesse ali com ele… Mas ele estava feliz pela irmã.
Os três se sentaram na sala decididos a ver algum filme, depois de muita procura, eles optaram por um de ficção científica que agradou aos três. e Jungkook se aconchegaram no sofá maior e Taehyung se ajeitou no menor. Logo o celular de V começou a tocar e ele atendeu, se dirigindo para a cozinha para não atrapalhar o casal a ver o filme. Depois ele voltou para a sala, coçando a cabeça.
- Vou ter que dar um plantão agora à noite! Vou resolver uma parada! Juízo vocês dois aí, hein! - ele brincou, depositando um beijo no topo da cabeça da irmã.
Ele foi para o escritório fechando a porta atrás de si.
se levantou do sofá indo até o interruptor da sala apagando a luz, deixando que apenas a TV iluminasse o ambiente e voltou a se sentar ao lado de JK, que deitou a cabeça no ombro dela, fechando os olhos. Ele aproveitou para deslizar o nariz pela pele do pescoço dela, inalando o cheiro bom que emanava de lá. arrepiou os pelos da nuca com o contato do nariz dele lá e os músculos dela enrijeceram. Jungkook, ainda de olhos fechados, depositou um beijo demorado na curva do pescoço da morena, que mordeu o lábio inferior e então ele depositou mais alguns beijos por lá enquanto ela deixava o pescoço ainda mais exposto, demonstrando que estava gostando daquilo. Assim que Jungkook alcançou o lóbulo da orelha de , ele mordeu levemente o lugar e sorriu sem mostrar os dentes. Jungkook apertou a cintura dela com as duas mãos e então colou a boca na dela com urgência, sugando o lábio superior dela enquanto deitava o corpo sobre o de .
já deitada no sofá sentiu o corpo pesado dele se deitar sobre o seu enquanto uma das mãos dele lhe apertava uma das coxas, aproveitou para lhe morder o lábio inferior com força, vendo Jungkook apertar os olhos. O beijo dele sempre era molhado e a língua dos dois brincavam uma com a outra. Uma das mãos de estava embrenhada nos cabelos roxos dele enquanto a outra segurava fortemente o braço musculoso dele. Jungkook apertava firmemente a coxa direita de enquanto as bocas ainda estavam coladas. Lentamente ele foi se levantando, trazendo junto, sentando-a em seu colo. Logo as mãos de Jungkook desciam livremente pelas costas dela e elas pararam no bumbum de , que arfou contra os lábios dele quando sentiu as grandes mãos de Jungkook apertarem o lugar com vontade. sentiu o membro dele pressionar sua intimidade quando ele apertou outra vez o bumbum dela, pressionando-a para baixo e ele gemeu entre o beijo. Jungkook voltou a segurar a cintura dela com as duas mãos e lentamente ele deslizou uma delas para debaixo da blusa que ela usava, enquanto encostava a testa na dele, fitando os olhos negros dele brilharem de excitação. As bocas agora respiravam com dificuldade, mas ainda encostadas uma na outra. Assim que a mão de Jungkook alcançou um dos seios dela por baixo da blusa continuou encarando os olhos dele, que apertou delicadamente o seio sentindo a renda do sutiã que ela usava na palma da mão. Jungkook mordeu o lábio inferior para não gemer. Os lábios dele voltaram a beijar o pescoço de que sentiu todos os pelos do corpo se arrepiarem e ela estava sentindo a intimidade começar a pulsar com a boca dele ali, subindo e descendo, a língua passando por toda a extensão do pescoço dela que agora tinha a cabeça jogada para trás dando livre acesso para os lábios de Jungkook. Ele apoiava uma das mãos nas costas dela, impedindo que ela caísse e a outra ele matinha agarrada ao seio de , onde ele dava leves apertões, enquanto se deliciava com a carne do pescoço dela. sentia o membro dele duro embaixo de si, queria poder tocá-lo, colocá-lo na boca, mas com o irmão na casa era impossível. Ela já estava tendo que se controlar muito para não gemer alto com o que estavam fazendo. Foi quando a mão que estava em seu seio desceu para sua intimidade, Jungkook passou a mão sobre ela em cima da calça jeans que ela usava, apertando o tecido contra a calcinha dela que gemeu baixinho, revirando os olhos. Ela queria mais, e sabia que ele também.
- Shh! - ele sussurrou no ouvido dela, ainda pressionando a mão sobre sua intimidade - Seu irmão está em casa! Não faz barulho.
sentiu a intimidade pulsar ainda mais com a voz rouca dele sussurrando em seu ouvido. apenas conseguiu assentir com a cabeça, extasiada com a pressão que a mão dele exercia em sua calça.
- Jungkook. - ela sussurrou, fechando os olhos quando ele pressionou o dedo sobre a entrada dela dentro da roupa.
- Eu juro que se o seu irmão não estivesse em casa… - ele mordeu o lóbulo da orelha dela - Você quer, tanto quanto eu quero?
abriu os olhos encarando os dele, cintilantes de desejo e assentiu outra vez com a cabeça, enquanto mordia o lábio inferior. Os dois voltaram a se beijar com força, chocando as línguas uma na outra enquanto passava os braços em volta do pescoço dele, rebolando o quadril no membro de Jungkook que sentiu que poderia desmaiar caso ela o fizesse de novo então ele deixou um aperto forte no bumbum dela. Os dois continuaram se beijando com vontade até sentirem necessidade de respirar. Jungkook, prudente, resolveu colocar ao seu lado no sofá. Por dentro, ele pegava fogo e desejava absurdamente poder chegar até o fim, mas ele sabia muito que não era possível e que eles precisavam se acalmar. entendeu o recado, então respirou fundo algumas vezes com os olhos fechados e Jungkook fazia a mesma coisa. Os dois se olharam e depositou alguns selinhos nos lábios dele e os dois ouviram a voz de Taehyung ecoando pela sala. Os dois começaram a rir baixinho, pensando em como Jungkook havia sido preciso.
- Agora dá para ver o filme! - ele se ajeitou no sofá menor outra vez, sem nem olhar para os outros dois.
Jungkook agradeceu mentalmente. tinha o corpo queimando ainda, queria muito poder terminar o que eles haviam começado. Mas o irmão, para piorar, agora estava ali, na sala, envolvido no filme.
- Você já acabou o trabalho? - ela se atreveu a perguntar, enquanto apertava uma das coxas de Jungkook.
- Por enquanto sim! Mas ‘tô de plantão, disponível se eles precisarem!
bufou e Jungkook segurou a risada.
Alguns minutos depois e Jungkook se encararam e raspou a garganta, mas Taehyung nada, continuava vidrado na TV.
- Você não vai se encontrar com a hoje? - Jungkook voltou a segurar o riso.
Taehyung franziu a testa, olhando para a irmã.
- Não! - ele deu de ombros e voltou a fitar a TV.
jogou a cabeça no encosto do sofá, fechando os olhos com força e Jungkook gargalhou baixinho para que só ela pudesse ouvir e ele sussurrou em seu ouvido.
- Calma, gatinha! A gente ainda tem tempo!



Quadragésimo Sexto Capítulo - Me and my girls

As três resolveram fazer uma noite do pijama como há muito tempo não o faziam, elas compraram várias besteiras e uma pizza, que estava na mesa de centro da casa de e elas pegaram seus pedaços.
- Preciso muito contar uma coisa para vocês! Esperei para poder contar pessoalmente porque achei que por mensagem não era o ideal!
As amigas assentiram enquanto mordiam seus pedaços de pizza e respirou fundo encostando as costas no sofá, já que elas estavam sentadas no chão.
- Descobri da pior maneira o possível que sou vizinha dos pais do Seokjin! E inclusive ele, sei lá por que, tá passando uma temporada lá!
- Como assim? Explica isso direito, ! - se ajeitou também, enquanto encarava a amiga com curiosidade.
- E os nossos pais são amigos! - riu com desgosto - Fomos jantar lá! E bom, eu não fazia ideia que era na casa dos pais dele, e muito menos que ele ia estar lá! Foi horrível, mais uma vez!
- Vocês conversaram?
- Não sei se dá bem para chamar de conversa! - sentiu os olhos marejarem.
- Ele fez alguma coisa? - questionou, preocupada.
- Só terminou de me quebrar! - balançou a cabeça em descrença.
As outras duas amigas se olharam, enquanto sentia os olhos marejarem e o peito arder pela dor da lembrança.
- Amiga… - começou - Será que em algum momento ele vai, sei lá, ficar menos agressivo?
voltou a balançar a cabeça em negativa e fitou as amigas. Deixou que algumas lágrimas escapassem.
- Você ainda está apaixonada? - questionou.
- Estou! - soltou um riso nasalado - Mas acho que isso não importa mais, já que ele me odeia!
- Mas ele falou isso com todas as letras, ? - ela voltou a questionar.
- Com exatamente todas as letras, !
se levantou, um tanto quanto indignada com a situação e foi até a cozinha para pegar o refrigerante já que elas haviam esquecido.
- E você ainda pretende procurar ele, amiga?
fechou os olhos pesadamente, sentindo a força da pergunta da .
- Que pergunta difícil! - ela mordeu o lábio e voltou com a garrafa de refrigerante - Talvez algum dia sim! Mas prefiro esperar o tempo agir! E sei lá, deixar para ver o que vai virar toda essa nossa história! Quem sabe também, ele não me procure! Com o coração mais calmo, um dia!
- Ele pelo menos deixou você se explicar, ou falar alguma coisa? - serviu o refrigerante nos copos.
- Não! Na verdade, eu nem tentei, sabia que seria perda de tempo da minha parte! Ele precisa estar aberto para isso.
- Verdade! - concordou .
- Mas por mais um pouco a gente não se beija! Ele me encurralou, sabe? Mas a irmã dele abriu a porta e também eu acabei derrubando um negócio lá! Mas foi quase! Eu juro que daria tudo para voltar naquele momento pelo menos, e ter tido coragem o suficiente para beijá-lo!
As amigas riram e logo a sala ficou silenciosa. e queriam saber exatamente o que falar para aliviar as dores e angústias da amiga, mas no momento elas apenas conseguiam oferecer companhia e os ouvidos. Mas para , aquilo já era o suficiente, ter as amigas do lado...
- Pega o meu copo ai para mim, ? - pediu educadamente à amiga.
se esticou o máximo que pode já que ela também estava um pouco longe do copo da amiga e sentiu os músculos doerem, então soltou um muxoxo.
- Ai! Aqui seu copo! - ela o entregou a amiga e passou as mãos pelos músculos dos braços e pescoço – ‘Tô toda dolorida, caramba!
e se entreolharam.
- Tá dolorida, por que, amiga? - levou o copo à boca enquanto lançava um olhar malicioso para .
Ela soltou uma gargalhada enquanto sentia as bochechas ficarem vermelhas pela pergunta da amiga.
- Talvez seja porque eu transei com o Namjoon! - tapou o rosto com as duas mãos.
As amigas começaram a gargalhar alto enquanto jogavam as almofadas na direção dela, que queria que um buraco se abrisse ali no meio da sala.
- Uau! - respirou fundo, parando de rir - Ele é um baita de um homem né, amiga? Engraçado, como ele e o Hoseok parecem ser exatamente o oposto um do outro!
havia tocado num ponto sensível para . Um ponto do qual ela pensava dia e noite. Os dois homens mexiam terrivelmente com ela e cada um à sua forma. É claro que a conexão que ela tinha com um, era diferente da que tinha com o outro e sim, eles eram extremamente diferentes um do outro, mas o que ela sentia por eles era igual. Ela não sentia algo a mais por um ou por outro. E aquilo a matava um pouco por dentro, havia dias em que ela se sentia de fato muito mal por não conseguir definir as coisas dentro de si mesma.
- O que vocês têm achado disso tudo? - ela perguntou às amigas - De verdade, amigas! Porque a minha cabeça tá uma bagunça com isso tudo! Eu realmente gosto dos dois!
- Amiga… - começou - Sendo bem sincera, acho que você tá se preocupando com isso à toa! Porque bom, você até o momento é solteira! Nem o Hoseok, nem o Namjoon tocaram no assunto compromisso, certo?
assentiu com a cabeça enquanto fitava a mais velha.
- Portanto você não deve fidelidade a nenhum deles! Deixa para você, sei lá, pensar melhor nisso e esclarecer as coisas dentro de você se algum deles tocar nesse assunto!
- É! Não sofre por antecedência, não! Eu super concordo com a e até te apoio a ficar com os dois! - as três gargalharam - Só te peço, por favor, para tentar não machucar ninguém e nem se machucar, que é o mais importante!
- Sim! É esse o meu maior medo, especialmente com o Hoseok! Mas vou tentar não sofrer tanto como estou agora! - deu de ombros sabendo que tentaria mesmo achando que seria em vão.
ouvia falar sobre como Hoseok era sensível, sobre como ele era inseguro e parecia disposto a abrir todas as portas para ela e seu pensamento pousou em Jimin, e na última vez em que haviam se beijado. Olhou as amigas desabafando ali, uma com a outra sobre o que se passava em seus corações e ela quis fazer o mesmo. Pensou em como elas reagiriam, já que jurava de pé junto que odiava Jimin! Como de repente ela revelaria que os dois estavam trocando beijos - na verdade até um pouco mais do que isso? -, teria que aturar a zoando, dizendo que já sabia que ela era louca por ele e etc. Não queria passar por aquilo, se sentiria envergonhada demais. Tinha uma reputação a zelar com as amigas, e não perderia a pose por Jimin. Se lembrou de como ele a deixou em seu apartamento e sentiu as veias pulsarem rápido, tanto de ódio por ele tê-la deixado do jeito que havia deixado e pela audácia dele. Mas gostava, gostava muito dos beijos dele, da sensação da pele dos dois juntas, da química que tinham, das provocações… Colocou a mão no peito sentindo o coração bater muito forte. Não podia se apaixonar por Park Jimin! Não se permitiria! Podia se apaixonar por qualquer pessoa, menos por ele! O que não significava que eles não podiam se divertir um pouco juntos, não é?
As amigas olharam para ela.
- ? - chamou a atenção dela. - Tudo bem?
- Que foi? - segurou o ombro dela.
ainda tinha uma das mãos sobre o peito, perto do coração, que ainda batia rápido.
- Nada! - balançou a cabeça negativamente - Só estava aqui pensando no quanto minha vida tá parada! Mas não vou reclamar, Deus me livre sofrer por homem! Só me permito sofrer por dinheiro!
- Disse a capricorniana! - elas riram.
voltou a se lembrar das mãos de Jimin em seu corpo e da voz dele em seu ouvido e então bebeu mais um gole do refrigerante. Odiava Park Jimin!



Quadragésimo Sétimo Capítulo - Más cerca de ti

Passava a mão pela barriga, enquanto esperava Yoongi anunciar que já havia chegado. estava lutando contra si mesma desde que os dois haviam se beijado. Os dois se falavam todos os dias por mensagem e às vezes por ligação. E os assuntos eram sempre os mesmos: como ela estava, se estava tudo bem com o bebê, se ela estava se alimentando direito, que horas ela ia para o trabalho, ela tinha que avisar a ele quando chegava em casa, ele perguntava se ela estava se alimentando pelo menos umas quatro vezes, se estava descansando e etc. Os dois não haviam tocado no assunto do beijo. Apesar de pensar nisso todos os dias e brigar consigo mesma por isso.
Os pais agora estavam mais presentes na vida dela, a mãe ia ao apartamento dela uma vez por semana, além de pagar agora uma diarista para arrumar o pequeno apartamento, pois não queria que a filha se esforçasse com isso. O pai até a buscava de vez em quando, quando ela trabalhava no turno da noite, o que Yang vinha evitando! Ele estava escalando-a basicamente para trabalhar apenas no turno da manhã/almoço. estava adorando! Trabalhar a noite era muito mais cansativo. A sonolência agora era um sintoma bem frequente e ela se cansava muito rápido. Os enjoos e azias persistiam. O celular vibrou com uma mensagem de Yoongi brilhando na tela informando a ela que havia chegado. Pegou a bolsa, trancou o apartamento e então o celular voltou a vibrar em sua mão, com uma mensagem da mãe, a lembrando de solicitar ao médico que não revelasse o sexo do bebê a eles, já que a mãe estava organizando um chá revelação. Yoongi ainda não sabia dessa novidade! contaria a ele hoje. Ela achava desnecessário, mas a mãe queria muito, então cedeu! pressentia que Yoongi também acharia desnecessário e talvez até que ele não gostasse.

Abriu a porta do carro de Suga, se sentando no banco do carona e sorriu sem mostrar os dentes. Estava sem graça, era a primeira vez que se viam depois dos beijos e ela teve alguns flashbacks. Se perguntou se ele se lembrava e o olhou.
- Tudo bem? - ele questionou, já ligando o carro sem olhar diretamente para ela.
- Tudo! E você?
- Tudo bem! ‘Tô um pouco ansioso! - ele sorriu, enquanto ficava vermelho.
sorriu, abaixando a cabeça. Ele ligou o rádio do carro. Era a primeira vez que ele fazia aquilo, então ela pensou que ele realmente deveria estar nervoso.
- Comeu? - ela assentiu. - Tá caladinha, o que foi?
- ‘Tô cansada! Só isso! - os dois voltaram a se olhar.
- Tem certeza que é só isso?
suspirou pesadamente. Ela odiava quando ele agia daquele jeito, todo preocupado e fofo!
- Tenho, Yoongi! - ela gargalhou - Você é muito paranoico, meu Deus!
Foi a vez dele gargalhar, só que mais baixo.
- Me preocupo muito! Desculpa! - ele balançou a cabeça negativamente.
- Não precisa me pedir desculpas! Eu entendo! - ela se atreveu a colocar a mão sobre uma das pernas dele.
Suga encarou a mão dela lá, enquanto sentia o local pegar fogo com o toque. retirou rapidamente a mão.
- Eu juro que tento ser menos preocupado, mas não consigo!
- Eu preciso te falar uma coisa! - os dois se encararam outra vez.
- O quê? - ele engoliu seco.
- Minha mãe quer fazer um chá revelação para gente! Ela já até fez o convite e mandou para a família toda! - revirou os olhos. - Daí ela pediu para gente falar para o médico que não quer saber o sexo do bebê. Ela pediu para gente passar lá na volta para entregar o exame para ela, porque ela tem que organizar tudo! Olha, se você não quiser, não tem problema, ela vai entender! Sei que você é um cara discreto e provavelmente não quer alarde com essas coisas! Então sem problemas se você não quiser!
O sinal abriu e então ele, em silêncio, se concentrou no trânsito outra vez. Aquilo não estava nos planos de Suga, é claro! Ele inclusive estava morrendo por dentro para saber o sexo do bebê! Ele repassou em sua própria cabeça como funcionavam os tais chás de revelação e imaginou que eles eram emocionantes para o casal. Mas ele e não eram um casal. O coração dele acelerou, e ele umedeceu a boca seca.
- Suga? - o chamou de volta à realidade - Eu bem sabia que você não ia gostar da ideia!
- Pode ser divertido! - ele soltou, enquanto sorria - Para quando ela marcou? Já tem uma data? Porque eu não vou mentir, ‘tô doido para saber, !
Ela riu.
- Também ‘tô, Suga! Ela marcou para o final de semana já! Por isso ela quer o exame ainda hoje!
- Tudo bem! Tudo bem! A gente passa lá e deixa o exame com ela!
sorriu sem mostrar os dentes outra vez. Quis beijar a bochecha dele quando ele sorriu de volta.
Hoje faria dois exames: uma ultrassonografia obstetrícia, o intuito do exame é analisar o crescimento e o peso do bebê. Além do funcionamento e posição da placenta e o exame também descartava formações de diagnóstico tardio, como por exemplo a hidrocefalia, e claro, o exame também poderia informar o sexo do bebê. faria também um ecocardiograma fetal, um exame de imagem que utiliza ondas sonoras de alta frequência para avaliar a saúde do coração do bebê, ainda no útero materno. Por meio de registros dos músculos e válvulas cardíacas, o teste mostra o tamanho e o desenvolvimento do coração do feto. Assim que os dois adentraram a sala do médico responsável pelos exames, ele explicou a função de cada exame para os dois e pediu que se trocasse. Assim que ele ficou apenas com Suga na sala, ele questionou se gostariam de saber o sexo do bebê e Suga disse que não, pois a sogra estava preparando um chá revelação. deixou uma risada nasalada escapar ao ouvi-lo chamar sua mãe de sogra para o médico. Achou fofo, mais uma vez! Balançou a cabeça, tentando pensar em outra coisa. Não podia continuar achando-o fofo! Saiu do banheiro já vestida com a roupa necessária para a realização dos exames, sentiu as bochechas rosarem quando Suga sorriu, analisando-a com a roupa.
Assim que o médico deu início ao primeiro exame, ela encarou a tela, ansiosa pelas imagens que veria. Ouviu Suga chamando-a, virou os olhos na direção dele, que tinha a mão estendida para ela. sentiu o coração dar saltos dentro do peito enquanto encarava a mão dele ali, estendida, esperando pela dela.
Estendeu a mão de volta e Suga apertou a mão pequena dela na sua. O médico perguntou se podia de fato iniciar o exame e os dois disseram que sim.
estava com dezesseis semanas completas, portanto estava no quarto mês da gestação. O médico começou a explicar quando alguma imagem finalmente apareceu na tela em frente à Yoongi e :
- É o seguinte, papais! Por você, , estar com dezesseis semanas o corpo do feto já está completamente formado e começa então a ficar cada vez mais proporcional! – nisso, ele passou uma espécie de mouse sobre a imagem refletida na tela - Aqui a gente já vê o pescocinho dele, estão vendo?
sentiu os olhos marejarem com força enquanto Suga apertava ainda mais a mão dela. Os olhos dela embaçaram, ela levou uma das mãos até os eles, limpando-os levemente. Suga sentiu o coração bater rápido por dentro da roupa, e, ainda segurando a mão de com força, ele se aproximou um pouco mais da tela. Queria encarar de perto as primeiras feições do filho ou filha.
- Aqui estão as cordas vocais! - Suga sorriu, enquanto voltava a chorar - Já aqui é o corpinho, o esqueletinho dele! Ou dela, né?
Todos gargalharam na sala e Suga sentiu o coração bater a cada segundo mais rápido. Ele nunca havia sentido aquilo antes! Era uma sensação completamente nova, para ambos, mas para Suga, ainda um pouco mais! Ele não estava acostumado a sentir aquela emoção e aquele amor, aquele repentino amor por uma coisinha tão pequenininha ainda… Aquilo o assustou um pouco.
Depois de mais alguns minutos em silêncio entre os três, com limpando as lágrimas toda hora em vão. O médico voltou a falar:
- Olha! Agora aos quatro meses ele já é capaz de fechar as mãozinhas e seus dedos já apresentam as impressões digitais. É possível também que você, , comece a sentir ele mexer, tá? Graças aos músculos involuntários, ele ou ela pode também soluçar! E também, o bebê apresenta diversas expressões faciais, e está mais receptivo a estímulos luminosos, sonoros, etc. Portanto, vocês já podem conversar com ele ou ela!
e Suga se olharam, e Suga não aguentou! Soltou o sorriso mais bonito que já o havia visto dar. As mãos voltaram a se apertar.
- Tá tudo bem com o bebê! Pelo que eu estou vendo aqui, tudo normal! O bebezinho está saudável, ok?
respirou, aliviada, sentiu Suga apertar outra vez a mão dela e eles assentiram para o médico.
Após mais alguns minutos de silêncio, o médico voltou a falar:
- Olha, aproximadamente noventa gramas, tá? O peso!
- Só isso? Mesmo pequenininho, parece que sei lá, tá pouco!
- Tá dentro da normalidade, papai! O feto durante essas semanas tem cerca de quinze centímetros, não tem como ele pesar muito mais do que até duzentos e quarenta gramas, tá bom? Tá normal!
riu com a cara que Suga fez enquanto ainda olhava o bebê na tela.
- Relaxa, Yoongi! Tá tudo bem! Você não ouviu o doutor falando?
- Eu ainda acho que você precisa comer mais! - ele resmungou baixinho, fazendo e o médico rirem.
- Só uma coisa! Toma cuidado com essa placenta, tá bom?
e Suga se olharam e então olharam o médico.
- Por quê? O que tem? - o tom de voz de Suga soou apreensivo.
- Ah, ela tá me parecendo um pouco afastada aqui! - ele passou o tal mouse pela imagem apontando - Tenta repousar o máximo que você conseguir, tá? O seu obstetra vai explicar e te orientar melhor!
Suga voltou a fitar , preocupado, enquanto ela, tranquila, assentiu para o médico.
Depois de finalizar a ultrassonografia obstetrícia, o médico limpou a barriga de e aplicou outra camada de gel sobre ela, mudando apenas um aparelho. Ele informou que agora eles conseguiriam ouvir os batimentos cardíacos do bebê. Suga sentiu seus próprios batimentos voltarem a acelerar e fechou os olhos. sabia que choraria, afinal de contas, leu diversos relatos de mães que diziam que aquele era um dos momentos mais emocionantes da gestação: ouvir os primeiros batimentos cardíacos do filho ou filha.
Assim que o barulho invadiu os ouvidos de ela, conforme o esperado, chorou. Mas era um choro leve, silencioso... um choro de alívio por saber que o bebê estava ali, vivo e bem! O coração de Suga batia quase tão rápido quanto o do bebê, ele sabia que os batimentos cardíacos dos fetos costumavam ser acelerados mesmo. O barulho pulsava em seus ouvidos e ele encarava a tela, com lágrimas nos olhos. Mas as segurou, lutou bravamente contra elas! Aquele era um momento feliz! As emoções precisavam ser controladas e assim ele o fez. Mas sentiu sim uma vontade imensa de chorar. Ele nunca se sentiu tão pai, como naquele momento! Desviou o olhar da tela e pousou os olhos em . Que sorria e chorava ao mesmo tempo, com os olhos fechados. As mãos dos dois ainda estavam grudadas e ele nunca havia a achado tão linda quanto naquele momento!
Já dentro do carro e com o exame em mãos, Suga mordeu o lábio depois de umedecê-lo.
- ‘Tô com tanta vontade de abrir esse exame, ! - ele riu e balançou a cabeça.
- Ai, não fala! - ela apoiou uma das mãos sobre o ombro dele - Vamos passar logo lá na minha mãe se não a gente ainda vai acabar abrindo esse exame!
Os dois gargalharam.
- Ficou mais aliviado de saber que tá tudo bem?
Suga depositou a bendita língua no lábio e desviou o olhar para a janela. Aquilo a desestabilizava.
- Fiquei preocupado com o negócio lá da placenta que ele falou! Mas na consulta a gente tira as nossas dúvidas sobre isso! Fiquei feliz de saber que tá tudo bem!
sorriu, mas continuou observando a paisagem passar pela janela dela. O coração dela agora batia com tranquilidade e ela levou a mão à barriga. Ficou feliz de saber que o filho ou filha agora, sentia suas energias e poderia inclusive ouvir sua voz.
Assim que a mãe apareceu na rua, indo de encontro ao carro de Suga, ela tinha um enorme sorriso nos lábios. Cumprimentou a filha com um beijo na bochecha e segurou rapidamente a mão de Suga.
- Então você concordou? jurou que você ia detestar a ideia e que diria um belo não!
Suga fitou , com um sorriso no rosto. ficou com as bochechas vermelhas.
- Sua filha me acha meio antiquado! Por isso ela deve ter falado isso! Mas eu não sou! - ele tocou a perna dela - Vai ser divertido!
A mãe de sorriu, observando os dois. Achava que eles faziam um casal tão gracioso! Estava fazendo gosto da relação! Bom, relação essa que só existia na cabeça dos pais dela.
- Eu vou dando notícias dos preparativos para a e ela vai passando para você! Pode ser? - ele assentiu, ainda sorrindo. Os olhos da mãe de brilhavam.
Eles se despediram com ela agradecendo a Suga por ter topado e , que continuava a acariciar a barriga, bocejou.
- Amanhã você entra que horas?
- Amanhã entro à noite! - ela soltou um muxoxo.
- Será que seu pai vai te buscar?
- Não sei! Ele é meio da pá virada, você sabe!
- Se ele não for, me avisa que eu vou!
- Não! - ela balançou a cabeça.
- ! - ele protestou - Você não ouviu o médico falar sobre não fazer esforço? Eu busco você e pronto!
revirou os olhos e ele viu.
- Você me ofende quando revira os olhos desse jeito!
- Desculpa! - ela olhou para ele - Me desculpe de verdade! Você vem sendo um cara incrível! Fui muito infeliz! Desculpe! É só mesmo que eu não vejo necessidade! Mas se você acha melhor, tudo bem! Me desculpe mesmo!
Suga balançou a cabeça de forma positiva e depositou a mão sobre a dela, com uma carícia rápida. retirou a mão do local, ao se dar conta.
- Vamos jantar? Já são quase sete da noite!
Resolveu que seria melhor não contrariá-lo mais por hoje, então ela topou.
Já no restaurante, após fazerem seus respectivos pedidos, os dois se encararam. sentiu o coração começar a acelerar e ele umedeceu os lábios e deixou a língua por lá outra vez. engoliu seco.
- Você ainda acha que é menina? Eu acho que vi um pipiu lá, hein? - os dois caíram na gargalhada especialmente porque Suga ficou vermelho.
- Você jura? Eu não consegui enxergar pipiu nenhum lá! Ah, sendo bem sincera? Eu não sei! Vou fazer aquele teste da colher e do garfo, já ouviu falar?
- Não! Como que é? - ele riu, se ajeitando na cadeira enquanto o garçom trazia as bebidas.
- No caso, a esconde embaixo de uma almofada um garfo e de outra uma colher! Sem eu ver, é claro! - Suga prestava atenção - Daí eu escolho uma almofada para sentar. Se eu tiver escolhido a almofada que tem o garfo embaixo, é menino! E se eu tiver escolhido a que tem a colher, é menina! Vou fazer quando eu chegar em casa!
Suga tomava um gole da água tentando segurar o riso e gargalhava abertamente.
- Caramba! - foi a vez de ele gargalhar - Deve ser bem efetivo, né?
- Credo, como você é cético! - foi a vez de ela tomar sua água.
- Ah, você acredita? Me desculpe! - ele colocou a mão sobre a dela.
o encarou, ele agora estava sério.
- Não acredito e nem deixo de acreditar! Mas você é muito cético, né? Você parece precisar encontrar a lógica em tudo!
Suga assentiu, ainda com a mão sobre a dela. sentiu que deveria tirar a mão de lá, mas não conseguia.
- Tá certa! Sou exatamente assim!
- Desde sempre?
- Desde que me entendo por gente! - ele deu de ombros.
- Você tem religião?
- Não! Você tem? Seu pai vai me obrigar a batizar?
Os dois voltaram a gargalhar e bateu de leve no ombro dele.
- Claro que não! Meus pais não são religiosos!
- Eu também não! Nunca senti essa necessidade! Agora seus pais, tradicionais daquele jeito, não são religiosos?
- Pois é! - ela deu de ombros - Meu pai é esquisito! Minha mãe só vai na onda.
- Ela estava toda feliz hoje quando descobriu que eu havia topado! Os olhos dela até brilhavam.
sorriu, pensando na mãe. Estava feliz que as duas vinham se reaproximando.
- Eu disse que ela não se importaria se você não quisesse, mas tadinha! Eu tenho certeza que ela ficaria arrasada! - riu, finalmente retirando a mão debaixo da dele - Eu estou muito ansiosa agora! Muito mesmo!
- Acho que é menino mesmo! Sua intuição, não fala nadinha? Toda mulher tem intuição sobre essas coisas, !
- Eu não tenho! Sou diferente das outras mulheres, eu acho! Não consigo sentir nada! - ela colocou a mão sobre a barriga.
Suga sorriu quando a ouviu dizer que era diferente. Ele também achava!
- Como vai ser a nossa vida daqui para frente?
Suga engoliu seco com a pergunta dela.
- Não sei ainda! Acho que o ideal é a gente viver um dia de cada vez! Não atropelar os pensamentos e as prioridades! Dar um passo de cada vez! Por enquanto temos que nos preocupar com sua gestação.
- Você tá certo! - ela balançou a cabeça - Tem horas que a minha cabeça fica à mil e eu me questiono um monte de coisas de uma vez só!
- Eu também passo por isso!
- Você parece tão calmo! Um pouco paranoico, né? Mas muito calmo!
Suga gargalhou e quis se jogar nos braços dele. Droga!
- Eu aprendi a ser assim! A vida me ensinou que a ansiedade só atrapalha as coisas!
assentiu, admirada. Nisso, o celular de vibrou dentro da bolsa e ela a abriu, verificando o nome da mãe no visor. Pegou o celular e sorriu ao ler a mensagem da mãe. Yoongi observou, calado. O sorriso dela era a coisa mais linda que ele já havia visto e aquilo fez o coração dele palpitar no peito.
- Minha mãe precisa saber quais nomes nós escolhemos, para poder personalizar as coisas do chá! Você chegou a pensar em algum nome?
coçou a nuca, sem graça, já que ela havia pensado em alguns nomes, mas apenas femininos. Ficou sem graça, um: por ter pensado apenas em nomes de meninas e dois, por não ter compartilhado com ele.
Yoongi sorriu mostrando a gengiva e não se conteve, sorriu de volta.
- Eu pensei em nomes de menino! Na verdade, em um nome em específico!
- E eu pensei em nomes de menina! - e ele gargalharam.
- Quais você pensou? - ele perguntou, curioso.
- Eu tinha pensado em Emilie, Helena e Julie! - Suga sorriu ao ouvir os nomes escolhidos por e assentiu com a cabeça, eles eram bonitos - Qual você mais gostou?
- Julie! É diferente! Gosto de nomes mais exóticos!
Suga viu os olhos de brilharem.
- É o meu preferido também!
Suga segurou a mão dela sobre a mesa e os dois se olharam, empolgados.
- Então se for menina, é Julie! - assentiu, ainda sem conseguir parar de sorrir.
- E qual nome você pensou?
- Hyuk! É um nome que significa radiante, na minha cultura! E bom, é assim que ele me deixa!
sentiu os olhos marejarem. Malditos hormônios que a estavam deixando uma chorona!
- Que lindo! Eu amei! - Suga apertou a mão dela - Amei mesmo!
- Então, temos os nomes? - assentiu.
O jantar dos dois logo chegou e eles se puseram a comer, enquanto falavam sobre as expectativas para o tal chá e enviou os nomes para a mãe.
Já a caminho do estacionamento Suga num impulso e talvez costume de ter sempre Charlotte ao seu lado saindo dos restaurantes, segurou a mão de , entrelaçando as duas. olhou as mãos entrelaçadas enquanto eles caminhavam e olhou para ele quando eles chegaram perto do carro dele.
Suga então se deu conta que havia caminhado o trajeto todo com a mão entrelaçada à dela.
- Desculpe! Foi um instinto! - ele umedeceu os lábios e apertou a mão dela - É que encaixa tão bem, nossas mãos...
Os dois voltaram a se encarar e , num lapso de sanidade, soltou delicadamente a mão da dele. Os dois continuaram se encarando por alguns segundos e Suga se sentiu um idiota. O que ele estava falando?
O caminho dos dois foi em silêncio, haviam ficado sem jeito um com o outro. Já na porta do prédio, se virou na direção de Suga após desafivelar o cinto de segurança.
- Bom, obrigada, mais uma vez! Amanhã te mando mensagem!
Antes que ela saísse do carro Suga baixou a cabeça o suficiente para conseguir ficar próximo a barriga dela.
- Bom! Agora que você me ouve… - ele pausou - Boa noite, bebê!
E então sorriu com o gesto, sentindo um beijo demorado dele na barriga.

abriu a porta do apartamento e estava na cozinha, bebendo água. Ela retirou a bolsa a jogando no sofá.
- E ai? O Suga topou o chá? - fez que sim enquanto encarava a amiga na cozinha - E você jurando que ele não ia concordar! Tá vendo?
riu enquanto abria a gaveta dos talheres.
- E tudo bem com o bebê? Deu tudo ok nos exames?
- Graças a Deus sim! Tudo certo! Quando eu ouvi o coraçãozinho batendo achei que fosse morrer de tão emocionada! Juro que nunca senti nada igual na vida, amiga!
sorriu, emocionada.
- Preciso da sua ajuda! - ela ergueu o garfo e a colher na direção da amiga, que se assustou.
- Que isso, menina?
- Quero fazer aquele teste popular do garfo e da colher para saber se é menino ou menina!
riu, achando a amiga preciosa demais!
- Você jura? Ah, nem, ! - apertou as bochechas dela - ‘Bora! Fica aí na cozinha que eu vou esconder os talheres!
riu, enquanto tapava o rosto com as mãos. Será que daria certo? E se de fato o tal teste adivinhasse mesmo o sexo do bebê? Se sentia radiante a cada nova emoção que a gravidez trazia, Suga tinha razão!
- Pode vir, amiga! - chamou.
As duas se encararam e deram uma longa gargalhada.
- O que você e o Suga acham que é?
- Ele jura ter visto um pipiu no ultrassom! - gargalharam de novo - E eu de fato não faço a menor ideia! Hoje escolhemos os nomes!
- Quais? - apertou as bochechas dela outra vez.
- Julie ou Hyuk!
- Hyuk foi ideia do Suga, né? - as duas riram - Então ‘bora descobrir se é Hyuk ou Julie! ‘Tô mais ansiosa que vocês eu acho!
olhou as duas almofadas dispostas em lados opostos do sofá. Uma era marrom e a outra preta. Gostava mais da marrom, que da preta, pois ela era maior e mais confortável, então resolveu que era ela.

Suga deixou a chave e a carteira sobre a mesa de mármore entre a sala e a cozinha e adentrou o quarto. Abriu a janela e retirou o celular do bolso, colocando-o sobre a mesa que tinha dentro do quarto e pegou o maço de cigarros que estava ali também. Estava feliz, então iria fumar. Assim que deu a primeira tragada, o celular vibrou, era :


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De acordo com o teste da colher e do garfo, você tem razão! Pode ser que seja Hyuk! Boa noite! Obrigada mais uma vez!



Suga sorriu abertamente enquanto relia a mensagem. Radiante!



Quadragésimo Oitavo Capítulo - Birthday

bateu a mão na perna do amigo enquanto gargalhava e Jimin colocou a mão sobre a dela, se levantava para preparar mais um café para ela.
- Vou falar uma coisa aqui, mas é segredo! Só vou contar para você, tá?
- Tá bom! O que, Jimin? - o semblante da amiga ficou preocupado e Jimin achou fofo.
- Hoje é aniversário do Hoseok! - abriu um mega sorriso - Mas ele odeia! Ele nunca comemora! Tipo ele não gosta mesmo! E não gosta que ninguém saiba! Então não comenta com a zangado, tá?
riu do apelido carinhoso que Jimin tinha para a amiga.
- Por que ele não gosta? Por causa da mãe?
- Sim! E por que ele nunca foi um cara de ter amigos, não é? Então ele nunca comemorou porque não tinha quem chamar e etc.
- Mas agora ele tem, poxa! - sentiu o coração quebrar e encarou concentrada na máquina de café.
- Mas é melhor ir com calma! Só achei que ele ia ficar feliz se você mandasse uma mensagem ou algo assim!
- Claro! Pode deixar! Não vou deixá-lo passar o aniversário dele em branco! Ainda bem que você me falou!
- Vai com calm,a ! - piscou para ele.
- Confia, Jimin! Sou ou não sou sua melhor amiga?
- É! Mas você é doida!
- Então confia em mim, ué!
Jimin semicerrou os olhos e riu enquanto voltou a se juntar aos dois.
- Vocês dois são doidos! - balançou a cabeça e Jimin jogou o papel do biscoito que ele havia comido nela.

Já sozinha em sua sala, pensou em como poderia chamá-lo para algo sem que ele se magoasse com Jimin por ter contado para ela. E também tinha que ser algo discreto e mais íntimo, já que ele não gostava nada da data. Resolveu que trabalharia um pouco e quem sabe a ideia viria com o tempo produzindo. Os dois continuavam se falando todos os dias, mas não se viam há um bom tempo já que vinha dando plantões aos finais de semana. Tamborilou as unhas na mesa enquanto esperava o arquivo abrir e voltou a pensar no que poderia fazer. Assim que o arquivo abriu, ela teve um click

- ? - ele perguntou, surpreso.
- Bom dia, Hobi! - ela sorriu - Vinte e sete hoje?
Hoseok fechou os olhos com força. Jimin! No fundo, no fundo, ele sabia que Jimin iria abrir a boca.
- Jimin e sua boca de sacola! - ele forçou um riso.
- Não fala assim dele, Hoseok! - defendeu o amigo - Ainda bem que ele me falou! Escuta, eu não vou deixar você passar seu aniversário sozinho! E muito menos vou deixar a data passar em branco!
- ! - ele pausou, bufando - Eu não gosto da data!
- Eu sei! Mas vai passar a gostar! Agora você tem amigos!
- Ah! - ele soltou um muxoxo - É uma data que me deixa mal humorado, não fico uma boa companhia! Peça desculpas ao pessoal!
- Que pessoal, Hoseok? - ergueu uma sobrancelha - Jimin só falou para mim! E eu disse que eu não vou deixar você passar a data em branco! Eu!
Hoseok suspirou pesadamente enquanto fechava os olhos.
- , eu agradeço! De verdade! Mas eu prefiro… - ela o interrompeu.
- Vou te mandar o endereço da minha casa e espero você lá até às oito e meia no máximo e se você não estiver lá na minha porta até esse horário, eu vou até a sua casa! Está me ouvindo, Hoseok? Eu vou armar um escândalo na porta da sua casa, vou ligar o som, vou chamar as meninas, levo bolo, chapéu de aniversário, corneta!
- Tá bom, tá bom! - ele a interrompeu - Tá bom, !
- E dá um jeito nesse mau humor! Não quero você carrancudo e nem com esse humor lá em casa! Dá teus pulos!
Hoseok finalmente riu. sorriu, satisfeita.
- Tá bom, ! - ele mordeu o lábio - O que eu levo?
- Só você e um humor melhor que esse! Até! Lá eu te dou os parabéns!
Hoseok notou certa malícia na sentença e então ele voltou a rir. Balançou a cabeça quando colocou o celular sobre a bancada em que estava. Nem os colegas de trabalho comemoravam a data, já que ele havia deixado claro ao RH da empresa que detestava a data. Jimin o pagava!

Passou no supermercado quando saiu do trabalho, ela havia pesquisado bem antes de decidir o que prepararia para a ocasião. queria que aquele fosse o aniversário mais especial de Hoseok, então ela queria fazer um jantar bem caprichado. Ao chegar em casa, ela depositou as compras sobre a mesa com dificuldade já que os bichinhos pulavam sem parar nela. Cansada e com as mãos na cintura ela olhou as sacolas, sabendo que valeria a pena quando visse o sorriso de Hoseok.
A campainha tocou e então ela foi abrir, sabia que provavelmente era o bolo que havia encomendado. Se lembrou do primeiro beijo dos dois assim que colocou o bolo na geladeira e sorriu. Lavou as mãos e começou a preparar o jantar. Começaria pelo salmão que demoraria um pouco mais que o arroz. Quando olhou no relógio pela primeira vez, ela percebeu que já eram oito da noite e ela ainda não havia tomado banho. Com o salmão já pronto e o arroz quase, ela teria mais ou menos meia hora de folga para tomar o banho. Jurou a si mesma que se Hoseok não aparecesse ela o mataria com as próprias mãos. Já com o jantar pronto ela foi em direção ao banheiro. Tomou seu banho sem pressa e quando saiu do local entrando no quarto para se trocar, deu de cara com os cachorros em cima da cama. Os prender na área gigantesca e externa da casa ou não? Se arrumava pensando no que faria com os animais e resolveu que os deixaria livres, Hoseok provavelmente não se importaria com eles. Saiu do quarto na companhia de um dos cachorros que já sentia o cheiro do jantar. Preparou a mesa e olhou no relógio: quase oito e meia. Verificou o celular e nem sinal de Hoseok no whatsapp. Ouviu a campainha da casa tocar assim que bloqueou a tela do celular e sorriu. Abriu a porta e lá estava ele. Os braços cruzados abaixo do peito, o cabelo loiro impecavelmente arrumado.
- Eu sabia que você seria um bom menino! - abriu os braços.
Hoseok coçou uma das sobrancelhas enquanto sorria sem mostrar os dentes. o puxou para um abraço e então ele abraçou a cintura da garota. Ela inalou o cheiro bom que vinha do pescoço dele.
- Parabéns, Hobi! - ela sussurrou no ouvido dele, sentindo os pelos do lugar se arrepiarem - Não vou me estender naqueles clichês horríveis de aniversário, ainda mais sabendo que você não gosta! Mas eu estou muito feliz que você veio!
Ela o soltou, dando espaço para que ele entrasse na casa.
- Você quer colocar a moto na garagem? - ele fez que não com a cabeça.
- Não precisa, ! Tá tranquilo!
Os dois se olharam e percebeu que ele ainda não estava totalmente confortável.
- Coloca o seu capacete aqui no sofá! Vem, entra direito na casa! - ela saiu, puxando-o pela mão.
Hoseok adentrou a sala da casa, passando rapidamente os olhos pelo lugar, que tinha a luz acesa, a televisão da sala era enorme, assim como o painel onde ela estava. Havia um sofá retrátil em frente ao painel, com uma mesa de centro, embaixo da mesa um tapete que Hoseok achou muito bonito. Alguns vasos e quadros estavam espalhados pela casa toda.
- A decoração foi seus pais que fizeram, não é? - ele soltou, quebrando o silêncio e depositou o capacete sobre o encosto do sofá.
- Eu não mudei nadinha! Não tive coragem e nem vontade!
- Mas isso não piora as coisas para você?
mordeu o lábio, nunca havia pensado naquilo.
- Desculpa, estou sendo inconveniente!
- Não! - ela segurou a cintura dele - Você nunca é inconveniente! Eu só não tinha parado para pensar nisso!
As mãos dele apoiaram os ombros dela.
- Vem jantar! Eu fiz com muito carinho! Não sei se você vai gostar da minha comida e nem do prato que eu escolhi, mas foi de coração mesmo.
Hoseok sorriu com o carinho vindo das palavras dela e sabia que estava sendo sincera. Hoje aquele também era o primeiro sorriso sincero que ele dava. se atreveu e ficando nas pontas dos pés, colou a testa na de Hoseok, passando o nariz no dele. Ele, com saudades, depositou um beijo nos lábios dela. Um beijo rápido, sem língua ou sem muita intensidade, só um tocar mais demorado dos lábios.
Os dois caminharam até onde estava a modesta mesa de jantar da casa, provavelmente mais uma herança dos pais adotivos de , pensou Hoseok. O cheiro da comida estava uma delícia. O coração de Hoseok derreteu quando ela abriu as tampas e ele viu o salmão lá. Um dos pratos preferidos dele.
- Eu estava que nem uma barata tonta no supermercado tentando decidir o que eu faria e liguei para o Jimin, e ele me disse que você amava frutos do mar, no caso, peixes né e especialmente o salmão! Fala sério, o que seria de mim sem o Jimin? - ela provocou.
Hoseok voltou a sorrir enquanto coçava a cabeça, sem graça.
- Eu ainda quero matá-lo!
- Vamos ver se até o final da noite você ainda vai continuar com esses pensamentos homicidas! - piscou um dos olhos para ele.
Serviu o arroz e o salmão num prato entregando para ele logo em seguida e então ela se lembrou do vinho. Levantou-se da mesa rapidamente, fazendo com que Hoseok se assustasse.
- O vinho! - ela correu até a cozinha.
Ao abrir a geladeira e pegar a garrafa de vinho, o pensamento, traindo-a, fez se lembrar de Namjoon, já que os dois haviam dividido uma dose de vinho quando ela foi até a casa dele. Havia alguns dias que os dois não se falavam, a última vez ele havia dito que estava com um caso muito importante e parou de responder. achou melhor deixar para lá, quando ele estivesse confortável, que a procurasse. Ela não negaria que aquilo a magoava um pouco além de fazê-la acreditar que talvez ele estivesse afim apenas de sexo. O que não tinha problema nenhum, era só uma constatação. Ela só queria que ele tivesse deixado as coisas mais claras, afinal de contas, ela também quis a transa e não se importaria se eles fossem apenas amigos com benefícios. Voltou a fixar a mente em Hoseok. Hoje era o dia dele, era ele que estava ali, era com ele que ela falava todos os dias, e ela não queria estragar a noite ficando melancólica por causa de Namjoon! Hoseok não merecia.
Voltou com a garrafa, serviu as duas taças e notou que ele havia servido o prato dela enquanto ela buscava o vinho. Sorriu com a atitude. Sentou-se à mesa e então os dois deram a primeira garfada juntos. Hoseok se surpreendeu com o sabor da comida.
- Foi você mesmo que fez? - ele brincou.
- Ai, Hoseok! Para de graça! - ela gargalhou - Claro que foi! Por quê? Está ruim?
O semblante dela entristeceu levemente e ele levou a mão até o rosto dela, acariciando-lhe a bochecha.
- Não! Perguntei justamente porque está bom! Você não tem cara de quem cozinha bem, , desculpe!
A risada alta dele ecoou pela casa, preenchendo os ouvidos dela, que sorriu.
- Fico feliz de saber que surpreendi você! Espero continuar surpreendendo!
Hoseok ficou com as bochechas vermelhas.

Depois que ambos acabaram o jantar, Hoseok fez questão de ajudar com as louças e ela pensou no quão sexy ele ficava com as mangas da camisa social dobradas. Depois que os dois acabaram de arrumar as coisas, pediu que ele a esperasse na sala de olhos fechados.
- ! - ele protestou enquanto era empurrado da cozinha por ela - O que você está aprontando?
- Me espera sentadinho lá! E de olhos fechados! Você é um bom menino, sei que vai me obedecer!
Hoseok gargalhou enquanto se arrastava para o sofá. O gato, o observava de longe, sentado no chão e Hoseok sentiu mais vontade ainda de rir. Era o primeiro animal dela que ele via na noite, onde será que estariam os outros? Os pensamentos dele foram interrompidos por cantando “Parabéns para você” enquanto segurava um bolo. Hoseok abaixou a cabeça, a balançando, mas não conseguiu esconder o sorriso de canto. Ela era perfeita!
Assim que ela acabou de cantar, se sentou ao lado dele no sofá erguendo o bolo na direção dele.
- Faz um pedido, Hoseok! É tradição!
Os olhos dele pousaram nela, segurando o bolo. Ela sorria, como se o aniversário fosse dela. Hoseok fechou os olhos e então desejou que ela nunca mais saísse da vida dele! Nunca colocou tanta energia num pedido quanto naquele e soprou as velas. Ao abrir os olhos, ainda sorria, o que fez ele abaixar a cabeça, sem jeito.
- Você nem come bolo de aniversário! - ele subiu o olhar e a cabeça.
- Mas esse bolo é do seu aniversário! Eu faço questão de comer!
levantou, sendo seguida por Hoseok.
- Fica aí! Vou trazer dois pedaços para a gente!
Ele não discutiu e voltou a sentar-se, sendo surpreendido por um cachorro. Qual era mesmo aquela raça?
- Qual a raça dele? - ele gritou.
- De qual deles? Se esqueceu que eu tenho três? - ela gargalhou.
- Do pretinho! - ele acariciou os pelos do animal, que começou a abanar o rabo para ele.
- Ah, é um spitz alemão! Ela era da minha mãe!
- Qual o nome dele mesmo? Ah, o seu gato não tá com uma cara muito boa para mim, devo me preocupar?
O cachorro então se acomodou no colo de Hoseok para sentir melhor as carícias do loiro. voltou a gargalhar enquanto voltava com os pedaços do bolo.
- Ele é um pouco ciumento! Talvez ele queira atacar você! Mas só talvez.
Ela viu os olhos de Hoseok se arregalarem e não conseguia parar de rir.
- Eu estou brincando, bobo! - bateu no ombro dele, se recuperando da crise de risos. Ele é ciumento mesmo, mas não vai te atacar! Meus bichos são educados!
Hoseok respirou, aliviado, e eles então comeram os bolos, agora na companhia de todos os bichos.
Os dois foram para a cozinha onde Hoseok guardou o que restou do bolo na geladeira enquanto ela lavava os pratos e talheres que haviam sido usados para comerem o bolo. Hoseok não aguentou e a abraçou por trás, colando o corpo no dela, enquanto lhe beijava a bochecha.
- Obrigado! - sorriu enquanto enxugava as mãos com a toalha.
Virou o corpo de frente para ele e segurou o rosto delicado de Hoseok entre as mãos.
- Aniversários podem ser bons, Hobi! E eu ainda não te dei o seu presente!
A boca dela tocou a dele com urgência e Hoseok permitiu que a língua de se encontrasse com a dele. As bocas tinham o gosto do recheio do bolo recém comido e a língua dela era quente. envolveu os braços no pescoço de Hoseok que passava com delicadeza as mãos pelas costas dela. O beijo foi ficando intenso, então se atreveu a morder o lábio inferior dele, puxando-o com certa força. Hoseok apertou os olhos com a intensidade da mordida. Era incrível como ela era sempre daquele jeito: intensa.
As mãos dele pousaram nas costas dela, apertando o pequeno corpo dela contra o seu. Foi quando ela arranhou a nuca dele enquanto mordiscava dessa vez o lábio superior dele. Hoseok desceu as mãos das costas para a cintura dela fazendo questão de apertar o lugar com força. Os dois separaram lentamente os lábios, respirando. Mas logo elevou o corpo se sentando no balcão onde estava a pia, enlaçando as pernas em volta dos quadris de Hoseok, sentindo a ereção que começava a se formar bater contra a intimidade já pulsante dela.
Hoseok suspirou baixo, sentindo o impacto dos corpos e voltou a apertar a cintura dela. Os lábios dos dois ainda roçavam um no outro. Hoseok sabia que estava na hora de parar, mas não conseguia tirar as mãos dela. voltou a provocá-lo, passando a língua por toda a extensão do pescoço dele, vagarosamente, que apertou os olhos com força, com a boca entreaberta. subiu a boca para a orelha dele, mordendo o lóbulo. Hoseok arfou, sentindo o membro ficar ainda mais duro. Ele sabia muito bem as intenções de , pelo menos ali e agora, ele sabia muito bem o que ela queria. E ele queria também, claro! Mas não se sentia preparado…
continuou a provocá-lo. Não havia um resquício de piedade no olhar dela, quando Hoseok abriu os olhos, encarando os dela enquanto ela apertava o membro duro dele sobre a calça social que ele usava. Ele mordeu os lábios e encostou a testa na dela.
O miado agudo do gato subindo na geladeira da cozinha foi o alerta que Hoseok precisava. O rosto dele voou em direção ao animal enquanto ele se afastava dela.
acabou descendo de onde estava quando quase caíra, já que o apoio de seu corpo era o de Hoseok.
- Acho melhor a gente voltar para sala, já que você disse que ele é ciumento! – Hoseok, que tinha o rosto e pescoço vermelhos, coçou a nuca.
engoliu seco, ainda com o corpo quente de tesão. Percebeu que ele não queria. A frustração lhe atingiu de leve, então ela apenas assentiu com a cabeça, marchando da cozinha para a sala. Hoseok percebeu que ela havia ficado frustrada. Olhou o gato sobre a geladeira, que ainda o encarava com cara de poucos amigos. Depois de alguns segundos, Hoseok foi atrás dela na sala.
- Ei! - ele se sentou ao lado dela que encarava a TV agora ligada e com o controle na mão - Não briga comigo, é meu aniversário!
respirou fundo. Ele tinha razão! Não podia fazer aquilo com ele. Hoseok arrancou delicadamente o controle das mãos dela, que virou o rosto para ele.
- Eu não briguei com você, Hobi!
- Mas eu sei o que sentiu! Ficou frustrada! - ela engoliu seco.
- Mas estou errada! Perdão!
- Acho que a gente precisa conversar sobre isso!
- É o que você quer? Falar sobre isso? Porque não precisa me explicar ou falar nada só pelo que aconteceu, Hobi!
- Não! Eu acho melhor!
- Você é virgem? - ela perguntou, estreitando os olhos com medo da reação dele à pergunta.
Hoseok gargalhou alto, fazendo ela ficar mais tranquila.
- Não! - ele balançou a cabeça - Mas digamos que eu não tenha muitas práticas no meu currículo! E bom… isso faz com que eu me sinta ainda mais inseguro do que aparento ser! E você provavelmente é uma garota experiente e eu não quero decepcionar você!
sorriu, o achando a coisa mais fofa do mundo!
- Você não me decepcionaria! - ela segurou o rosto dele entre as mãos - Ah, Hobi!
- Não! Eu juro! Sou muito inexperiente e não quero mentir! Eu não me sinto confiante o suficiente ainda! Se você quiser parar por aqui… - ela colocou o dedo indicador nos lábios dele, impedindo-o de continuar.
- Não! Não ouse terminar, você me ofenderia! Não estou com você só para isso! Vai acontecer na hora que tiver que acontecer! Me desculpe por ter forçado a barra, é que eu achei que você quisesse!
- Eu não disse que não quero! - ele umedeceu os lábios - Eu só não quero agora! Na verdade…
Hoseok mordeu o lábio inferior e respirou profundamente. Aproximou a testa da dela, segurando a nuca de com uma das mãos.
- É claro que eu queria! Você sentiu que eu queria! - ele fechou os olhos - Mas ainda não é o momento! Meu corpo quer, mas a minha mente me trava!
- Eu espero! - acariciou os cabelos dele - Fica tranquilo!
E os dois se beijaram. Com calma dessa vez. O beijo foi longo e profundo, menos afoita dessa vez apenas acariciava as costas dele. Terminaram o beijo com alguns selinhos.
- Eu ainda tenho que ver o meu pai! Eu fiquei até mais tarde no trabalho hoje e vim direto! Ele deve estar me esperando ainda!
assentiu e se levantou do sofá e Hoseok fez o mesmo. O loiro pegou o capacete que estava lá no braço do sofá e então ele se deu conta da presença de mais dois cachorrinhos: um schnauzer e um pug. Ambos pularam loucamente nas pernas de Hoseok enquanto ele se abaixava um pouco para fazer carinho neles, já tentava acalmar os bichinhos para que eles deixassem Hoseok andar. Já na porta os dois se abraçaram ternamente e com força. Hoseok cheirou os cabelos recém lavados dela e fez o mesmo com o pescoço dele. Os dois selaram demoradamente os lábios.
- Obrigado, mais uma vez!
- Agradeça ao Jimin depois também! - ela piscou, fazendo as bochechas dele ficarem vermelhas - Espero ter deixado uma lembrança boa no seu coraçãozinho hoje!
tocou o peito dele com a mão, enquanto sorria. Hoseok assentiu também sorrindo.

Quando abriu a porta da casa, não encontrou o pai na sala vendo TV como de costume e ele o chamou.
- Estou aqui na cozinha, filho! - Hoseok colocou a mochila e o capacete no sofá e a chave no bolso.
Caminhou até a cozinha e lá estava o pai sentado à mesa, com um bolo com as velas acesas e um chapeuzinho de aniversários. Hoseok sorriu abertamente enquanto sentia os olhos se encherem de lágrimas.
- Pai!
- Sei que você não gosta de jeito nenhum, mas, só para não passar em branco, não é? Senta aí para gente cantar um parabéns rapidinho e comer bolo! - o pai piscou para ele.
Hoseok sentou na cadeira ao lado do pai, passando um dos braços pelos ombros do mais velho e o pai arrastou o bolo na direção do filho. Hoseok olhava para ele, enquanto ele cantava o parabéns. Amava tanto o pai! Assim que ele acabou de cantar, ele beijou a bochecha do pai.
- Sabe, pai? Pela primeira vez na vida, fiquei feliz em um aniversário!



Quadragésimo Nono Capítulo - Ninguém vai saber

Conseguiu se sentar no metrô, por sorte ao lado de outra mulher. Ela estranhou o fato dele estar mais vazio e olhou a janela, encarando a paisagem, mas sua cabeça gritava: Park Jimin.
Repassou a história dos dois até ali na mente, o coração dela palpitava e ela sentiu vontade de beijá-lo, tocá-lo, cheirá-lo. Havia dias que os dois não se tocavam, ele até vinha oferecendo carona para , mas ela recusava! Tinha medo do que estava sentindo! Precisava colocar os pensamentos e sentimentos em ordem. Estava há dias sem conseguir tirá-lo da cabeça. O que ela queria? Encarou as mãos no colo e engoliu seco. sabia muito bem o que queria!

Abriu a porta da sala dos dois e Jimin já estava lá, perfeitamente sentado em sua cadeira. tomou um baita susto. Os cabelos dele estavam pretos, quase azuis e jogados para trás no seu clássico topete, alguns fios estavam soltos caindo por sua testa e o cabelo parecia ainda estar úmido trazendo memórias de quando os dois se beijaram na cama dele depois de ele ter saído do banho. sentiu um leve incômodo começar no meio das pernas ao se lembrar do cabelo dele molhado e da boca macia dele pressionada contra a sua. engoliu seco, ainda parada entre a porta e a entrada da sala.
Jimin elevou o olhar até ela. achou que desmaiaria. Ele já era bonito, mas com o cabelo preto ele havia ficado incrivelmente ainda mais bonito. perguntou ao universo como aquilo era possível? Por que justamente ele tinha que ser assim tão atraente? Por que ele mexia tanto com os sentimentos dela? Não podia ser outro cara?
- Bom dia? - ele perguntou enquanto um sorriso debochado brotava em seus lábios - Ainda sou eu, !
Ele gargalhou alto e não conseguiu deixar de sorrir com a risada dele. É, sabia sim o que queria. Terminou de entrar na sala deles e foi para sua mesa ajeitando as coisas. Jimin a observava, se perguntando se ela não ia comentar nada.
- Já tomou café? - ela perguntou encarando o notebook.
- Não! Eu sempre espero você e a ! Você sabe! - Jimin revirou os olhos.
- Eu preciso conversar com você, Jimin!
Jimin arregalou os olhos e depois encarou o e-mail. Por enquanto nada de novo.
- Pode falar! - voltou a olhar para ela.
- Não é sobre o trabalho! - pigarreou, encarando os olhos dele.
Jimin franziu a testa e sentiu o coração bater mais rápido um pouco. Não era sobre trabalho?
- Então é sobre o quê?
- Se não é sobre trabalho, não é de bom tom eu falar aqui na empresa, não é, curupira júnior? - foi a vez de revirar os olhos -
Ele odiava quando ela falava com ele como se ele fosse burro.
- Você já começa o dia me irritando! - ele balançou a cabeça - Tá bom! Faz assim, eu te levo em casa hoje e no caminho a gente conversa!
- Pode ser!
- Mas você não pode nem me adiantar o assunto? Aconteceu alguma coisa?
- Controle a sua ansiedade, menor aprendiz! No final do expediente você descobre! Enquanto isso vai criando aí suas teorias! - gargalhou.
Jimin revirou os olhos com intensidade e a encarou. Ele desejou muito não a achar tão linda! Hoje ela usava um vestido longo, coisa que ele nunca a havia visto usando e se amaldiçoou por querer tirá-lo.
bateu na porta, abrindo-a logo em seguida e arregalando os olhos.
- Que isso? Cadê o Jimin? - os dois riram.
- Estava enjoado do loiro e dava muito trabalho! - Jimin se levantou, pegando sua caneca.
- Deixa eu ver direito, vem cá! - chamou ele com a mão.
Jimin caminhou até ela, que segurou o rosto dele entre as mãos, fazendo ele voltar a gargalhar enquanto ela o encarava. alcançou os dois.
- Menino! Ficou muito bom! Gostei! - Jimin agradeceu -
- ? - a chamou - Você deve ter assustado, não é? Acostumada a ver ele loiro o dia inteiro!
Os três saíram da sala e fechou a porta.
- Eu assustei mesmo! E por sinal, ficava um pouquinho melhor antes! O preto não te valoriza! Não que o loiro te valorizasse, mas o preto muito menos!
gargalhou enquanto abraçava a amiga pela cintura e Jimin a olhava, boquiaberto.
- O quão desnecessário foi isso, ?
- Ué! Eu sou sincera, você sabe, curupira! - deu de ombros -
Ao chegarem na cozinha, os dois foram juntos para a máquina de café.
- Nem vem, eu cheguei primeiro! - Jimin acusou.
- Seja cavalheiro e me deixe fazer primeiro!
- Depois de você ter me humilhado?
- Ai, que exagero! Só falei que preferia o loiro! Como você é dramático!
Jimin a ignorou, começando a preparar o café enquanto segurava o riso.
- Ah, a propósito! Vestidos longos não combinam com você, porque você é baixinha! Eles te deixam menor ainda! Pode fazer o seu café agora!
gargalhou observando os amigos se implicando e fuzilou Jimin com o olhar.

Já de volta à sala deles, entrou primeiro deixando Jimin responsável por fechar a porta. Assim que ele fechou a porta, cruzou os braços e ficou encarando . A mente dele estava uma bagunça e ele estava ansioso. Por que ela estava o torturando daquele jeito?
- Você não vai mesmo tocar no tal assunto, né?
levantou o olhar, encarando Jimin com os braços cruzados e escorado na porta. Maldito! Ela pensou! Por que tão bonito?
- Não! - respondeu simplesmente e voltou o olhar para o computador.
Jimin bufou e passou as mãos pelos cabelos. Se jogou em sua cadeira, fazendo encará-lo.
- Nem uma dica? - ele ergueu uma sobrancelha.
- Não! - ela gargalhou -
Jimin quis estrangulá-la. O que ela queria? A primeira coisa que se passou pela cabeça ansiosa dele foi que ela ia terminar tudo. Depois ele pensou, tudo o quê? O que eles tinham? Olhou para ela trabalhando tranquilamente em sua mesa. Ela parecia tranquila demais e ele bem sabia que ela, assim como ele, era ansiosa. Talvez até mais que ele! Então que diabos seria? Já que ela parecia tão relaxada! Será que ela havia conhecido alguém? Ele arregalou os olhos com o pensamento e voltou a olhar para o computador. Não! Não! Não podia ser isso! A boca dele secou e ele tomou quase a garrafa inteira de água de uma vez só.
pousou os olhos nele e voltou a gargalhar.
- Você gosta, não é? - ele perguntou, a fuzilando com o olhar.
- O quê? - ela se fez de inocente - Você parece nervoso, o que foi?
Jimin apertou os olhos, com raiva.
- Por que a gente não almoça só nós dois?
- Não viaja, Jimin! - ela voltou a gargalhar, fazendo a raiva dele aumentar - Vai trabalhar um pouco se não as nossas demandas vão atrasar!
- Ai, ! - ele coçou a nuca - Eu juro que você ainda vai me fazer ter um infarto! Eu odeio você!
encarou os olhos pretos dele embebidos em raiva. Desceu os olhos para os lábios dele, ele ficava ainda mais atraente quando estava com raiva.
- A recíproca é verdadeira, menor aprendiz! - ela mandou um beijo na direção dele - E não toque mais nesse assunto ou eu arranco esses seus cabelos, agora pretos.
Jimin mordeu o lábio inferior ao imaginar ela agarrando seus cabelos, agora pretos.

O relógio marcava dezessete e cinquenta e sete e Jimin começou a se apressar, arrumando suas coisas e ria baixinho.
- Você não vai arrumar suas coisas? - ele perguntou, com as mãos na cintura.
Adorável, pensou .
- Quando o relógio bater dezoito horas, eu vou!
Jimin bufou e revirou os olhos, terminando de arrumar suas coisas. Às dezoito horas ela se levantou, começando a arrumar suas coisas. Jimin colocou a mochila em um dos ombros e saiu da sala, deixando a porta aberta enquanto aguardava por . Assim que terminou de trancar a porta, os dois se encararam e Jimin sentiu as mãos suarem tamanha a ansiedade. Os dois começaram a caminhar lado a lado e quando pararam em frente ao elevador, ouviram o chefe chamar, na porta da sala dele. Os dois olharam para ele, com um sorriso amarelo.
- Vocês podem vir aqui rapidinho? É bem rápido mesmo!
e Jimin se encararam e então caminharam em direção à sala do chefe. Os dois se sentaram lado a lado, encarando o semblante sério do homem.
- Tudo bem com vocês dois? Essa semana eu nem falei direto com vocês, não é?
e Jimin voltaram a se encarar.
- Tudo bem! - Jimin respondeu, dando o melhor sorriso que conseguiu.
- Então… - ele pausou por alguns segundos - Eu queria conversar com vocês dois uma coisa bem rápida!
O chefe raspou a garganta e parecia procurar as palavras na mente, o que deixou e Jimin levemente preocupados.
- Fizemos alguma coisa errada? - perguntou.
- Não! É só que bom, eu não tenho nada a ver com o que vocês dois fazem ou deixam de fazer lá fora, certo? A vida pessoal de vocês não é da minha conta! Mas como chefe de vocês dois eu preciso só dizer que independente do que vocês dois tenham, não deixem isso interferir aqui dentro, ok? A empresa não proíbe romance ou envolvimento entre os funcionários, mas é importante que vocês dois não deixem isso atrapalhar vocês aqui dentro! Eu não sei de nada! E não quero parecer invasivo e nem quero insinuar nada! Só um alerta como chefe! Vocês entendem?
e Jimin voltaram a se encarar, ambos assustados. Como o chefe havia chegado à conclusão de que os dois poderiam estar envolvidos? Apenas por causa do ocorrido na casa de Jimin? Porque bom, os dois trocavam farpas o tempo todo, inclusive na frente do chefe.
Foi a vez de raspar a garganta e então se certificar que a voz não falharia:
- Não tem nada a ver! - passou a língua pelos lábios.
- É! Não tem nada a ver! Eu e a temos uma relação estritamente profissional! Nada além disso! E bom, mesmo que tivéssemos algo, somos profissionais acima de tudo! Nós não deixaríamos que nada interferisse no nosso desempenho profissional! Me desculpe, chefe, mas foi um tanto quanto indelicada e desnecessária essa conversa! Afinal de contas, eu e temos entregado resultados cada vez melhores e nosso comportamento continua o mesmo. Era só isso?
encarou Jimin, com a boca entreaberta e os olhos levemente arregalados. Achou incrível a forma que ele lidou com o acontecido. O chefe, entendendo a reação, assentiu com a cabeça liberando os dois. Jimin saiu em disparada rumo ao elevador com tentando alcançá-lo.
- Ei! - ela segurou o ombro dele quando o alcançou - Calma!
Jimin tinha os olhos ainda mais pretos e respirava pesadamente. sabia que ele estava com raiva, afinal de contas, quantas vezes ela já não o havia visto com aquele sentimento, inclusive sendo na maioria das vezes a razão dele.
- Estou calmo! - ele respondeu, adentrando o elevador da empresa.
entrou logo em seguida, ainda pálida pelo acontecimento. Aquilo só havia feito ela pensar que tinha razão no que diria a Jimin hoje, bom se ele ainda quisesse conversar.
- Se quiser a gente conversa depois!
- Não! - ele segurou o pulso dela - Eu quero saber o que você quer me falar!
Ela apenas assentiu enquanto eles chegavam ao estacionamento do prédio.
O caminho para o prédio dela foi em completo silêncio. sabia que Jimin ainda sentia raiva, e bom, ela agora estava um poço de nervos. Como diria tudo a ele depois disso? Especialmente com ele com raiva.
Jimin parou o carro em frente ao prédio de e ela sentiu o corpo todo formigar.
- E então? - ele desafivelou o cinto e se ajeitou no banco se virando para ela.
encarou os lábios rosados dele e o coração começou a saltar apressadamente. Era agora ou nunca.
- Sobe! - ela apontou com a cabeça - É melhor! Você precisa se acalmar!
Jimin assentiu, abrindo a porta do carro e fez o mesmo. Os dois cumprimentam o porteiro e subiram.
Jimin se sentou no sofá enquanto massageava as têmporas e caminhou até a cozinha, depositando a bolsa sobre o balcão e a mochila também. Abriu a geladeira e serviu um copo com água, depois voltou até Jimin, estendendo o copo na direção dele, que pegou, agradecendo.
se sentou ao lado dele, nervosa. Jimin terminou de tomar o líquido e então ergueu a mão na direção dele para pegar o copo, mas ele acabou o colocando sobre a mesa de centro.
- Me diz logo! Passei o dia todo martelando o que podia ser na minha cabeça e ela parece que vai explodir!
- Engraçado, como agora parece que eu perdi a coragem! - mordeu o lábio.
Jimin jogou as costas para trás, se escorando completamente no sofá.
- Não faz isso, ! Você sabe o quanto isso fode a cabeça da gente que é ansioso!
- Eu sei! E me desculpa! - ela colocou a mão sobre a dele.
respirou fundo e soltou todo o ar preso em seus pulmões de uma vez.
- Eu quero te fazer uma proposta! É isso! - deu de ombros.
- Uma proposta? - Jimin olhou para ela, sem entender.
voltou a encher o pulmão e a soltar logo em seguida. Ela não imaginou que seria tão difícil fazer aquilo! Jimin tinha a capacidade de transformá-la numa adolescente inexperiente, era como se ela estivesse prestes a dar seu primeiro beijo ou algo do gênero.
- É, Jimin! - ela perdeu a paciência, se levantando - Uma proposta!
- Então faz, ué! - ele também se levantou.
As mãos dele estavam suadas e o coração batia rápido dentro do peito, o que ela queria?
- Eu quero continuar seja lá o que for que a gente tem! - ela respirou fundo mais uma vez.
- E o que a gente tem? - ele se aproximou da mais baixa, ficando colado nela.
- Eu não sei! - ela fez que não com a cabeça - Mas quero mais! E a minha proposta é que a gente continue, mas em segredo! Você não pode contar nem para o J-Hope!
Jimin arregalou levemente os olhos, mas sentiu uma onda de alívio percorrer seu corpo. Então ela não queria acabar com tudo, ela queria mais?
- E o porquê do segredo? Você pode me dizer?
- Porque nós trabalhamos juntos! Você mesmo viu o que aconteceu hoje, não é? A gente jurou que nossa relação era profissional e só! Então é melhor todo mundo continuar achando isso! E tá tudo muito recente ainda, é melhor a gente ver no que isso vai dar antes de sair anunciando as coisas para Deus e o mundo!
Jimin franziu a testa e fechou os olhos.
- Não faça eu me sentir estúpida, Jimin!
- Eu sabia que não estava imaginando coisas! Sabia que você gostava! Sabia!
As mãos dele a apertaram na cintura, enquanto ela sentia o nariz dele tocar o seu.
- Eu não confio em ninguém! - ela engoliu seco - Mas você me deu vontade de tentar! Não sei o que você tem, mas só sei que dá vontade de tocar, de tentar…
Jimin sorriu, ainda com a testa colada à dela.
- Se eu quero e você quer, então tá tudo bem! - encostou os lábios nos de - O seu corpo no meu…
interrompeu a fala do rapaz com um beijo. Lento, bem lento. As mãos dela lhe apertavam os braços, enquanto a língua dele pedia licença. As mãos dele desceram até o bumbum dela, apertou o lugar com vontade e sorriu entre o beijo. Jimin deixou mais um apertão por lá e depois subiu as mãos para as costas dela, apertando-a em si. As mãos de invadiram os cabelos, agora pretos, dele. Puxou com força, fazendo a boca de ambos descolarem e os dois abriram os olhos, encarando-se com desejo.
- Não conta para ninguém! - ela sussurrou, ainda puxando os cabelos dele.
Jimin fechou os olhos sentindo a luxúria começar a tomar conta dele.
- Eu não vou contar, não vou contar! - ele sussurrou de volta, obediente.
sorriu, gostando de vê-lo ali, tão submisso a ela. Voltaram a colar as bocas com urgência, as línguas se chocando com certa violência, como se brigassem uma com a outra pelo controle. As mãos de Jimin invadiram a blusa dela e ela arrepiou ao sentir o contato do relógio gelado que ele usava contra sua pele quente. Os lábios se separaram e Jimin desceu a boca para o pescoço dela enquanto embrenhava as mãos nos cabelos longos dela. Passou a língua por lá fazendo gemer baixo e arquear as costas querendo mais. Jimin puxou os cabelos dela com força e voltou a passar a língua por toda a extensão do pescoço dela.
- Ninguém vai saber, só eu e você! - ele sussurrou antes de voltar a beijá-la.



Quinquagésimo Capítulo - Love is not over

Jin odiava ter que trabalhar no porão da casa dos pais. Limpou as mãos no pano específico para tal ato e, cansado ele se sentou nas escadas do lugar pegando o celular. Respondeu algumas mensagens de alguns clientes e de Serena e então foi para o Instagram. Passou rapidamente pelo feed, assistiu alguns stories. E então pensou em será que ela havia postado alguma coisa? Fazia alguns dias que ele não entrava no perfil dela.
Não deveria fazer aquilo! Era errado, além de ser uma tortura! Mas ele não conseguiu resistir. Digitou o usuário dela e clicou no perfil que ele tanto visitava. No perfil não havia nenhuma postagem nova, mas havia uma bolinha avermelhada em volta da foto do perfil dela, indicando que ela havia postado algum stories que Jin não havia visto. Não tinha coragem de segui-la, mas vivia lá! Se sentiu um covarde.
Clicou no stories, se assustando com o rosto dela lá. Linda, ele pensou, se arrependendo de ter pensado logo em seguida. Ele aumentou o volume do celular para ouvir o que ela falava: anunciava que estaria online na Twitch - mesmo aplicativo que V e a irmã acompanhavam-na se ele bem lembrava - em alguns minutos e que era só arrastar para entrar.
Jin engoliu seco. Que saudades ele sentia dela! O peito ardia, e ele se lembrou da pulseira inteira no pulso dela. Por que ela ainda usava? Engoliu seco outra vez. Guardou o celular no bolso, terminou de subir as escadas e trancou o porão. Subiu para o corredor dos quartos e bateu na porta do quarto de Eun que gritou um “entra”.
A irmã tirou os grandes fones do ouvido e encarou Jin. Ele, nervoso, pegou o celular o desbloqueando e então entrou no tal link da live. Se aproximou da irmã.
- Me ajuda aqui? - ergueu o celular na direção dela.
Jin se considerava um homem old fashioned, não se importava muito com essas tecnologias ou aplicativos da moda, então sempre pedia ajuda dos outros quando precisava usá-los.
Eun olhou a tela do celular do irmão com a página da twitch aberta e estranhou, direcionou o olhar para ele.
- Que isso, Seokjin?
- Aquele negócio que você e o Taehyung assistem lives, não é? Me ajuda a entrar aí!
- Primeiro vamos baixar o aplicativo da Twitch! - ela começou a mexer no celular dele.
- Rápido, Eun!
- Vai assistir a live da , né? - Eun gargalhou - Você velho desse jeito não sabe mexer nas coisas, credo! Tá caidinho pela vizinha, não é?
Jin revirou os olhos e fitou a tela do celular, ignorando a irmã! O aplicativo foi baixado, Eun o abriu e então perguntou para ele se ele gostaria de criar um usuário com o nome dele mesmo.
- Ela vai conseguir ver? Tipo, ela vai me ver participando?
Eun gargalhou ao ver o irmão ficar vermelho.
- Se você entrar só para assistir, é provável que não, por causa da quantidade simultânea de gente entrando! No máximo, ela conseguirá enxergar seu usuário se você se inscrever no perfil dela ou mandar alguma pergunta no chat e dar a sorte de ela ler.
- Inventa qualquer um ai! - ele deu de ombros e se sentou na ponta da cama de Eun, que protestou.
Depois de um tempinho, ela entregou o celular para Jin.
- Pronto! Já tá na live dela! Já, já ela entra ai!
- O que eu faço?
Eun gargalhou divertida, voltando a se sentar em sua mesa.
- Só esperar ela aparecer e assistir! Seu safado!
Jin beliscou o braço dela com a ponta dos dedos e ela apertou o braço dele de volta.
- Obrigado, criança! - Eun assentiu.
Jin foi para o quarto e se deitou em sua cama, sem tirar os olhos do celular. Após alguns minutos ela apareceu. Usava pouca maquiagem e um batom bem clarinho nos lábios, o cabelo parecia um pouco mais curto e agora ela usava uma franjinha. O coração de Seokjin batia tão rápido no peito, que ele teve que fechar os olhos e acalmar a respiração na tentativa falha de acalmar as batidas dele. Ouviu a voz dela na tela do celular e voltou a abrir os olhos, encarando-a. Saber que ela agora estava ali a menos de duzentos metros de distância dele, fazia as coisas ficarem ainda piores! Ele tinha vontade de ir lá, invadir a casa dela, o quarto dela e abraçá-la, beijar os lábios dela, dizer o quanto a amava…
Mas aquilo, claro, era loucura! Jin sabia que ela não o amava. Ele só queria esquecê-la! Por que era tão difícil? Por que ele não conseguia se desvencilhar dela e das lembranças? Por que não conseguia parar de sonhar com ela? Não entendia, então só restava sofrer até que algum dia aquilo finalmente passasse. Reparou que ela parecia bem indisposta enquanto arrumava alguma coisa no computador e falava com os seguidores. O tom de voz dela era baixo e o olhar dela não brilhava mais como costumava brilhar na época em que ele a conheceu.

“Antes de a gente jogar, que tal eu responder algumas perguntas? Vamos bater um papo, vai! Mandem aí o que vocês querem saber que ainda não sabem, ou sei lá, vai que tem gente que é novo aqui e tem alguma curiosidade, não é?”

Jin arregalou levemente os olhos, mas bom, a irmã havia criado um nick qualquer. Então não tinha como ela saber que era ele. leu alguém questionando sobre a época em que ela ficou sumida da twitch e das redes sociais por alguns meses, a pessoa havia pedido para ela contar o que havia acontecido. então soltou um suspiro longo, e cansado. Jin balançou a cabeça. O que ela diria?

“Vou explicar um pouco sobre esse sumiço para quem não estava aqui na última live! Porque na última eu falei sobre isso! Bom, vocês se lembram do Mário?”

Ela pegou o celular sobre a mesa e mexeu rapidamente nele antes de voltar a falar:

“Meu irmão! Sabem?” - ela colocou o celular colado na tela com uma foto dos dois - “De vez em quando ele até participava de algumas lives minhas e tal! Bom, ele faleceu! Não sei se todo mundo sabe disso!”

A voz dela nitidamente ficou embargada e Jin sentiu o coração dele apertar dentro do peito.

“Então eu achei melhor me ausentar um pouco! Viajei bastante nesse período pelo Brasil e pelos países da América Latina. Eu não conseguia ficar aqui em casa, porque eu não aceitava a morte dele! E eu não estava sabendo lidar com a perda tão repentina dele! Meu coração não conseguia processar a informação! Eu estava completamente quebrada! Ele era tudo o que eu tinha basicamente, além dos meus pais! Quem me acompanha desde o começo, sabe!”

limpou duas lágrimas teimosas que desceram por suas bochechas e então ela respirou fundo para se acalmar. O coração de Jin parecia ainda mais quebrado, a consciência dele pesou por um momento quando pensou que ela de fato estava apenas quebrada demais pela morte repentina do irmão. Os olhos dele também marejaram. Alguém perguntou se agora ela já estava lidando melhor com a situação, se a tal viagem tinha de fato ajudado, havia também muitas pessoas mandando suas condolências pela morte do irmão e outras pessoas falando que sim, se lembravam de Mario. agradeceu às pessoas que desejaram condolências pela perda dela e disse que sim, que a viagem havia ajudado e que hoje ela lidava melhor com a perda do irmão.

“Ah! Eu inclusive, quero contar para vocês que conheci dois subs na mesma semana, vocês acreditam?” - o tom de voz dela soou um pouco mais animado.

Jin sorriu sem mostrar os dentes. Aquela era a mulher que ele conheceu! Aquele tom de voz sim combinava com ela!

“Então se alguém me ver na rua, pode chegar em mim, tá?” - ela gargalhou - Podem vir falar comigo tranquilamente!

Seokjin achou que o coração fosse rasgar o peito quando ouviu a gargalhada dela. Que saudade daquela gargalhada ecoando em seus ouvidos. Um comentário de V subiu na tela com: “Ela não morde, pessoal! E é cheirosa!”.

Jin não gostou da parte do “cheirosa”. Umedeceu os lábios com a língua e o peito doeu. Logo em seguida ele se sentiu estúpido por ter ciúmes de uma coisa tão ridícula e bom, Taehyung era seu melhor amigo, ele estava só brincando! Ela começou a responder algumas perguntas, provavelmente dos novos seguidores:

“Minha idade? Tenho vinte e oito anos!” - ela sorriu e então mexeu no piercing que tinha no nariz.
Outra mania que ela tinha, se bem se lembrava Jin. O coração dele palpitava muito.
“Moro no Rio de Janeiro, na capital!” - piscou - “Eu fiz faculdade de ciência da computação!”
Jin arregalou levemente os olhos, surpreso com a verdadeira formação dela.
“Qual empresa eu trabalho? Na Double Dash Studios!” - ela voltou a sorrir.
O coração dele saltou e ele não conseguiu não sorrir junto.
“Como eu consegui emprego na área? Boas notas na faculdade, indicação dos professores e estágio!”
Os dedos de Jin coçaram para fazer uma única pergunta. Ele fechou os olhos e então quando abriu, digitou: “Você está namorando ou conhecendo alguém?” ele fechou os olhos ao enviar. Será que ela veria a pergunta e responderia?
Você está namorando ou conhecendo alguém?” - Jin abriu os olhos, encarando na tela do celular, o coração à mil - Não! Para ambas as perguntas!
O coração de Jin desacelerou levemente no peito e ele respirou fundo.
“Se eu estou apaixonada?” - pareceu encarar os olhos pretos de Jin, fazendo o coração dele acelerar com tudo outra vez. Isso, era essa a pergunta ideal! -
Vivan abriu a boca algumas vezes, mas hesitou em todas elas. Jin achou que fosse desmaiar tamanha ansiedade pela resposta dela.
“Estou! Muit,o inclusive! Mas isso já não faz diferença!” - ela deu de ombros em descrença.
Alguém perguntou porque não fazia diferença enquanto Jin fechava os olhos, torcendo para que a pessoa que estivesse falando, fosse ele!
“Porque hoje ele me odeia!” - Jin abriu os olhos, encarando a feição desanimada de -
Ele teve certeza! Era dele que ela falava. Virou-se na cama para ficar mais confortável, ainda com o coração muito acelerado. Ela era sim apaixonada por ele e agora?
Uma chuva de “porquês” e “como assim ele te odeia“ invadiram o chat. Seokjin voltou a sentir as lágrimas invadirem os olhos e a garganta fechar. “Porque ela acabou comigo!” queria poder dizer Jin.
“Podemos mudar de assunto? Este não me faz muito bem!” - ela massageou as têmporas - “Vou fazer o sorteio para ver quem vai jogar comigo hoje! Bora?”
É claro que ela mudaria de assunto! O que Jin esperava? Que ela falasse que foi uma mentirosa e acabou com toda a mágica entre eles? Claro que ela não faria isso. Pediu aos céus que ele não fosse sorteado! E foi ouvido, havia sido uma menina qualquer. Jin nem olhou para ela, só conseguia enxergar . Ficou a assistindo jogar, com paixão e competência, enquanto conversava descontraidamente com a menina que jogava com ela, como se as duas fossem amigas há anos, fazendo a menina ficar tranquila e à vontade. Assim como ela fez com ele durante aquela uma semana… Aquela ali, jogando e rindo parecia muito a Olívia que Jin conhecera. Aquilo doía! ainda era uma desconhecida e aquilo fazia doer o dobro! Assim que a live acabou, Jin saiu do aplicativo, bloqueou o celular, sentindo um vazio enorme preencher o quarto e seu peito. Fechou os olhos por alguns minutos e pensou em como gostaria de tê-la novamente! O corpo dele implorava por ela a cada dia mais. Mas a cabeça dele gritava que ele precisava seguir em frente e esquecê-la. Mas como fazer aquilo agora sabendo que ela sentia o mesmo por ele? Todos os dias ele se torturava com questionamentos que mesmo tendo as respostas, não entendia.
Ouviu batidas na porta do quarto, então ele limpou algumas lágrimas teimosas e se sentou na cama.
- Entra! - ele gritou.
- Você viu? - Eun colocou o rosto para dentro do quarto dele - Ela disse que está apaixonada! Mas, ela está solteira! Você pode ter chance!
Jin sorriu ternamente com a irmã. Sentiu que ela estava de fato torcendo por ele.
- Mas você viu que ela disse que ele a odeia! - Jin sorriu sem mostrar os dentes.
Eun adentrou o quarto, fechou a porta atrás de si e se sentou ao lado do irmão mais velho na cama.
- A gente podia ter assistido junto, não é? - ela segurou a mão livre do irmão.
- É verdade, criança! A próxima a gente assiste juntos! - Seokjin apertou a mão dela entre a sua.
- Aposto que você ficou perdido quando ela começou a jogar! - Eun gargalhou - Com os termos e regras do jogo, não é?
Jin assentiu com a cabeça enquanto gargalhava com a irmã.
- Se você quer conquistá-la, precisa começar a entender melhor o mundo dela, Jin! Eu te ajudo se quiser!
Ele olhou a irmã, sorrindo. Soltou a mão dela rapidamente e mexeu no celular.
- Você tem razão, Eun! Eu a conheço, mas não de verdade, sabe?
Eun franziu a testa sem entender direito o que o irmão falava. Jin mostrou para ela uma foto dos dois durante a viagem.
- Ué, mas essa aí é ela! - Jin assentiu.
- Uhum! Eu a conheci naquela viagem que nós fizemos com o papai e a mamãe. A gente ficou!
- Jin! - Eun bateu com força no ombro de Jin, que protestou, colocando a mão no lugar – Por que você não contou? Ela até veio jantar aqui e vocês dois agiram como se nunca tivessem se visto, por quê?
Jin suspirou alto, se sentindo cansado. Teria que falar sobre tudo aquilo de novo!
- Porque ela mentiu para mim durante a viagem! E eu fiquei dois meses sem ter notícias dela, uns dias antes do jantar aqui em casa a gente havia se reencontrado e digamos que tivemos uma briga horrorosa! E nem eu, nem ela sabíamos que os nossos pais eram vizinhos!
- Por isso vocês dois estavam aqui no seu quarto! - Eun balançou a cabeça - E eu atrapalhei tudo, não é? Desculpa!
- Não! - ele colocou a outra mão sobre a dela - Você não atrapalhou nada, a gente estava discutindo de novo!
- Por que ela mentiu? - Jin soltou outro suspiro.
- Porque achou melhor! - Eun e ele se olharam.
- Foi você que disse que a odiava? - Jin voltou a balançar a cabeça que sim. – Credo, Jin! Isso é muito forte! Você precisa ouvir o lado dela se quiser voltar com ela! Sabe disso, não é?
As palavras da irmã lhe atingiram como um tapa. O coração queria uma coisa e a mente outra, era essa a luta diária dele.
- Minha mente e meu coração querem coisas diferentes.
- Mas você sempre seguiu seu coração! Inclusive na escolha da sua profissão e eu sempre me inspirei em você nisso!
Os dois se encararam e Jin sentiu vontade de chorar. Abraçou a irmã.
- Ah, criança! Você só tem dezesseis anos, como assim? - os dois riram.
- Eu queria que você ainda morasse aqui! Mas sei que não dá, por causa do papai!
- Eu prometo que venho ver você e a eomma mais vezes!
Os dois se soltaram e Eun se levantou.
- Você precisa de um banho, loser! Tá cheirando tinta! Aproveita e coloca as coisas em ordem na sua cabeça, aproveita que ainda tá morando aqui! - Eun piscou.
Então a menor se levantou, saindo do quarto e deixando Jin absorto em tudo o que havia acontecido. O que fazer?



Quinquagésimo Primeiro Capítulo - Better than words

Jungkook abriu a porta com o sorriso de sempre nos lábios e não conseguiu evitar sorrir de volta para ele. Adentrou o apartamento dele reparando que provavelmente a mãe havia o decorado. Com toda a certeza tinha toque de mulher ali. Os vasos, as plantas, o painel que ficava a grande TV. O sofá vermelho, os quadros pendurados por toda a parte. A mesa luxuosa de jantar com os pratos de louça já dispostos sobre ela com as taças e talheres também. Jungkook a deixou terminar de observar o apartamento e segurou o vinho que ela trazia nas mãos, chamando a atenção de de volta para si. As bochechas dela ficaram rosadas quando viu o sorriso dele vendo-a observar todo o apartamento.
- Gostou? Ou na verdade achou tudo feio? - os dois riram e apertou as bochechas dele.
- É muito sofisticado para um jovem de vinte e quatro anos! Foi sua mãe que decorou, né?
Jungkook arregalou os olhos com a percepção boa dela.
- Foi! Quando eu peguei o apartamento ele já estava mobiliado e decorado desse jeito! - JK deu de ombros.
- E você nunca pensou em colocar a sua cara? No apartamento?
Jungkook segurou o vinho com as duas mãos e então caminhou com ele para a cozinha. o seguiu, o barulho do salto alto que ela usava batendo no porcelanato creme do apartamento. A cozinha era bem simples e passou os olhos por lá.
- Nunca me incomodou! Tá bom! Não sei o que eu poderia colocar aqui para deixar a minha cara! - deu de ombros de novo.
Percebeu que ele não havia dado brecha para o assunto da decoração, então mudou o rumo da conversa.
- E o plantão? - colocou a bolsa sobre o balcão que dividia a sala e a cozinha.
- Por enquanto tranquilo! O nosso jantar já chegou inclusive! Você já quer comer?
- Eu não ganho um beijo? - ergueu uma sobrancelha e em seguida gargalhou.
Jungkook sorriu mostrando os dentes e abriu os braços, se aninhou no meio deles enquanto passava os braços em volta do pescoço dele. As mãos dele lhe envolveram e então ele fechou os olhos encostando a testa na dela, roçou os lábios nos de , provocando-a. Ela mordiscou o lábio inferior dele e depois o sugou com intensidade. Jungkook sentiu um arrepio começar na base da coluna e então os dois chocaram os lábios com urgência e saudade um do outro. Havia um tempo que não se viam e a saudade batia forte dentro deles. pensava sempre em como talvez as coisas estivessem indo rápido demais…
As mãos dele desceram para o bumbum dela, mas ele não apertou o lugar, apenas ficou com as mãos pousadas lá. grudou ainda mais o corpo no dele quando as línguas dos dois se embolaram. Sentiu calor. Jungkook subiu as mãos para as costas dela enquanto o beijo ia ficando cada vez mais intenso. O membro de JK começava a dar sinais de vida, então ele apertou mais e mais o corpo dela no seu.
sabia que o pulmão dela começava a pedir por ar, mas ela simplesmente não conseguia separar os lábios dos dele. Jungkook sentia a mesma coisa. Ele mordeu o lábio superior dela enquanto adentrava a mão embaixo da blusa de renda que ela usava. A mão quente dele sobre a pele de fez com que ela soltasse um suspiro sofrido contra os lábios de JK. As bocas se separaram procurando loucamente por ar, mas os corpos e as testas não. As mãos de Jungkook continuavam acariciando as costas de por baixo da blusa.
- Como eu senti sua falta!
- Eu também, JK!
Os dois se abraçaram, com sentindo o cheiro gostoso que emanava do pescoço dele. O coração dela acelerou dentro do peito. Estava se apaixonando por ele, mas não podia! Tinha que ir mais devagar…
Os dois então se sentaram à mesa e Jungkook os serviu com o jantar que estava uma delícia por sinal e os dois comeram enquanto conversavam sobre os trabalhos, sobre Taehyung e sobre os pais de Jungkook. Assim que Jungkook deu a última garfada em sua refeição, o celular dele vibrou sobre o balcão e ele fechou os olhos pesadamente, com certeza seria o chefe.
- Vou precisar atender, gatinha! Deve ser alguma demanda! - ainda com a boca cheia assentiu enquanto depositava uma carícia rápida sobre a mão dele.
Jungkook levantou-se, arrastando os pés pelo chão do apartamento e pegou o celular em cima do balcão lendo o nome do chefe no visor. Fechou os olhos e atendeu.
- Oi, chefe! - ele pausou enquanto ouvia a demanda.
terminou sua refeição em silêncio para não atrapalhar a ligação e então ouviu Jungkook bufar e direcionou o olhar na direção dele, que passava as mãos pelos cabelos roxos, parecendo estar nervoso.
- O que foi, JK? - se levantou da mesa e se pôs a recolher os pratos.
- Eu vou precisar fazer uma transcrição enorme agora! De umas trinta páginas! - JK mordeu o lábio inferior.
Droga! Ele achou que o plantão seria tranquilo, que não teria nada para fazer por isso chamou para lá! Achou que os dois poderiam curtir juntinhos o restante da noite depois do jantar, no quarto dele, ele acariciaria os cabelos longos dela enquanto ela ficava deitada em seu peito ao verem qualquer coisa na TV, achou que os dois iam poder terminar o que haviam começado aquele dia na casa dela, mas pelo visto não seria bem assim…
- Tudo bem! Eu entendo! Eu já sabia que algo assim poderia acontecer! Relaxa, JK!
- Mas eu queria ficar o restante da noite agarradinho com você!
passou por ele com os pratos e talheres nas mãos e parou, depositando um beijo demorado na bochecha dele.
- Ah, meu Deus! - ela gargalhou - Fica tranquilo, meu bem! Quem sabe ainda não dá tempo de a gente ficar juntinho! Vai trabalhar que aí quanto mais cedo você começar mais cedo você acaba! Eu vou ajeitar aqui enquanto você trabalha, tá?
Jungkook assentiu com o semblante o mais descrente o possível, passou pela cozinha e abraçou pela cintura com força fazendo com que ela fechasse os olhos. Depositou um beijo na cabeça dela antes de virar o corpo de de frente para si.
- Vai trabalhar, menino! - ela gargalhou enquanto colocava as mãos no peito dele.
- Antes eu quero um beijo! A gente vai ficar um bom tempo sem poder dar uns beijos.
fechou os olhos e grudou os lábios nos dele, pedindo passagem com a língua. Jungkook grudou o corpo dela no seu, puxando-a pela cintura e subiu as mãos para os cabelos dele, puxando-os com violência, arrancando um gemido baixo dos lábios de Jungkook. deixou uma mordida no lábio inferior dele que apertou a cintura dela com mais força ainda. O beijo começava a se tornar um pouco barulhento devido a intensidade que ele tomava e resolveu que era melhor parar por ali, antes que os dois não conseguissem mais.
- JK! - ela sussurrou enquanto colocava os dedos no meio dos lábios dos dois - Não! Você tem uma demanda para entregar!
- Droga! - ele praguejou enquanto soltava a cintura dela e arrumava os cabelos.
riu enquanto batia levemente no peito dele. Jungkook bebeu um copo d’água, afinal de contas, o corpo dele queimava, e então foi para o quarto.
Se sentou em sua cadeira e encarou o e-mail do chefe com o anexo. Ele pensou em como gostaria de estar com ao invés de sentado ali e tapou o rosto, rindo sozinho. Abriu o anexo e todos os outros programas que precisaria para executar seu trabalho, enquanto isso lavava as louças na cozinha do rapaz, e ria sozinha. Um estalo: lembrou do olhar do stalker sobre ela e JK durante o julgamento. O coração dela acelerou descompassadamente e a boca secou. A cabeça dela rodou levemente e ela se apoiou com mais força na pia esperando a visão voltar a ficar normal. Era assim toda vez que ela lembrava de algo relacionado ao stalker. Ainda tinha muito medo do que poderia acontecer e temia mais ainda pela vida de JK e do irmão.
Após alguns minutos, ela conseguiu se estabilizar e terminou de ajeitar as coisas pela cozinha. Depois de deixar tudo arrumado, ela, ainda enxugando as mãos na própria calça jeans, foi em busca de Jungkook pelo corredor, até que achou o quarto dele e o vislumbrou concentrado em sua mesa. Adentrou o quarto e foi em direção a ele, passando então os braços em volta do pescoço de JK, depositando as mãos pelo peito dele outra vez, acariciando o lugar.
Jungkook depositou um beijo em um dos braços dela que analisava a tela do computador, sem conseguir enxergar muito bem.
- Ainda demoro um pouquinho, gatinha! Quer deitar na cama enquanto isso? - ele ergueu o rosto, olhando para ela.
- Tá bom! Fica tranquilo, faz direitinho ai! Não faz correndo, não! - ele assentiu e ela depositou um beijo no topo da cabeça dele.
Caminhou em direção à grande cama de Jungkook e se ajeitou por lá, primeiro escorando as costas na cabeceira depois de ajeitar um travesseiro lá atrás.
- Posso ligar a TV ou te atrapalha? - ela olhou na direção dele que balançava a cabeça em negativo.
- Pode ligar! Não me atrapalha não, gatinha! - assim o fez, diminuindo o volume dela.
Conferiu no celular e respondeu a mensagem do irmão, informando a ele que estava tudo bem.

intercalava o tempo entre, assistir a TV, mexer no celular e ir depositar beijos nas bochechas de JK hora ou outra, até que o olho dela foi pesando e ela acabou por adormecer depois de deitar direito na cama.
- Ah! Acabei! Graças a Deus! - Jungkook se espreguiçou ainda sentado na cadeira depois de desligar o notebook.
Silêncio e então ele se levantou da cadeira, vislumbrando dormindo meio torta em sua cama. Ele sorriu com a imagem e então tirou os sapatos e o celular do bolso, já era meia noite. Mordeu os lábios, meio receoso sobre o que fazer. Já era tarde e amanhã ela trabalhava de manhã e ele também. Tirou a camisa, já que não costumava se deitar para dormir com ela, depositou-a sobre a cadeira e caminhou em direção à cama. Não a acordaria, não era justo! Ela estava num sono tão profundo…
Ajeitou delicadamente para que ela ficasse mais confortável, depositou um beijo na bochecha dela e então se deitou. Ao abraçá-la e inalar o cheiro gostoso que vinha dela, Jungkook fechou os olhos com força. Queria muito ter aproveitado todo aquele tempo trabalhando com ela. “Empata foda”, ele pensou sobre o chefe enquanto inalava mais uma vez o perfume dela. Aninhou o rosto perto dos cabelos dela e então fechou os olhos. Com certeza dormir com o cheiro dela ali era a melhor coisa da noite.
abriu os olhos com dificuldade, mesmo o lugar não estando muito claro, se mexeu na cama, abrindo os olhos completamente. Não reconheceu de imediato o lugar e se sentou na cama com o coração saltando em desespero. Passou os olhos pelo quarto e parou ao seu lado na cama e sentiu o coração começar a acalmar vislumbrando o rosto tranquilo de Jungkook. Até dormindo ele era lindo! Sorriu boba com o pensamento. Passou a mão debaixo do travesseiro em que estava e pegou o celular lá embaixo. Ainda eram seis da manhã, seu turno começava às nove e Jungkook trabalharia de casa de novo, mas às oito. se levantou delicadamente da cama, não queria acordar Jungkook. A porta havia ficado aberta, então ela caminhou até o banheiro para fazer suas necessidades, escovou os dentes levemente com os dedos mesmo e então fez um coque no cabelo, caminhando em direção à cozinha. Preparou um café da manhã para os dois, e voltou para o quarto dele com uma bandeja em mãos com o café dos dois. Passou pelo corredor e viu a porta do banheiro fechada, provavelmente ele havia levantado.
Ela depositou a bandeja na cama e se sentou nela enquanto esperava por JK. Logo ela o ouviu chamando por ela, com a voz rouca de quem havia acabado de acordar. O corpo dela arrepiou e ela fechou os olhos. “Devagar, , devagar!” ela pensou.
- ‘Tô aqui no quarto, JK! - ela gritou e em segundos ele apareceu lá.
O sorriso de coelho que ele tinha apareceu quando os olhos dele bateram na bandeja com o café que ela havia preparado.
- Por que não me acordou para te ajudar?
- Para poder ver esse sorriso de coelhinho que você dá!
viu as bochechas dele ficarem rosadas e outro sorriso de coelho surgir em seu rosto. O coração dela saltou no peito e ela repetiu outra vez: “Devagar, , devagar!”
Ela chegou para o lado e bateu com a mão no colchão para que ele se sentasse e Jungkook assim o fez. Antes ele segurou o rosto dela entre as mãos e selou demoradamente os lábios dela com os seus. Depois os dois começaram então a comer o café preparado por ela. Depois Jungkook ficou responsável pela cozinha, já que ontem cuidou de tudo sozinha e ainda havia preparado o café. Os dois trocaram mais uns beijos e então já eram sete e quarenta e cinco, o turno de Jungkook começaria dali a quinze minutos então estava na hora de ela ir embora. E eles mal haviam curtido um ao outro… E essa semana que ainda estava no começo ia ser bem cheia para os dois. Lá estava o tempo bagunçando tudo para eles de novo…
se despediu dele com alguns beijos e acariciou o rosto bonito dele, com o coração doendo. Devagar, , devagar!



Quinquagésimo Segundo Capítulo - Dive

- Entra, Suga! Fica à vontade, mais uma vez! - riu enquanto dava passagem para que ele adentrasse ao apartamento.
- Obrigada, ! - ele riu pelo nariz.
Passou os olhos mais uma vez pelo apartamento, que claro, não havia mudado nada desde a última vez que ele estivera lá.
- Então você também acha que é menino? - Suga apontou para a camiseta azul que usava.
- Acho! Vocês dois têm cara de pais de menino! - Suga gargalhou - Ela disse que você achava ter visto um pipiu no ultrassom, né?
- Tenho quase certeza! - Suga assentiu enquanto os dois gargalhavam. é a única que ainda acha que é menina!
- Ei! Eu estou ouvindo tudo! - ela gritou lá de dentro do quarto - Inclusive, vem aqui no quarto! Preciso da sua opinião!
e Suga se olharam.
- Vai lá! O quarto dela é o que tem a porta creme, a minha porta é marrom!
Suga assentiu e caminhou até a porta do quarto de , batendo nela.
- Pode abrir, Suga! - ele assim o fez, mas não adentrou o quarto apenas olhou para ela que estava de costas para ele.
Suga passeou o olhar pelo corpo dela com uma espécie de macacão ou jardineira na cor rosa, até encontrar as mangas da blusa também rosa que ela usava e o topo do coque no cabelo dela.
- Entra! - ela se virou para a porta.
Suga engoliu seco, ela estava ainda mais bonita do que todos os outros dias em que a vira. Os cílios grandes marcados com o rímel, o rosto maquiado bem de leve, uma sombra marrom pintava suas pálpebras, as bochechas rosadas de blush e ela tinha um batom na mão.
Suga pigarreou, pediu licença e entrou no quarto de , que parecia ser o quarto de casal do apartamento, já que era até bem espaçoso. Parou em frente a ela, com as duas mãos nos bolsos da calça preta skinny que ele usava. encarou os olhos pequenininhos dele e então desceu o olhar para a camiseta azul escura que ele usava e lá ela leu “Hyuk” e então sorriu. Suga também sorriu ao vê-la sorrir e leu também no bolso do macacão “Julie”.
- Eu daria tudo para ver a sua cara quando minha mãe te entregou essa camiseta! - gargalhou - Aposto que seus olhos brilharam igual estão brilhando agora!
Os dois se encararam por alguns segundos e Suga mordeu o lábio inferior.
- Você gostou? Da minha roupa no caso? - ela fez uma pose colocando as mãos na cintura.
Suga alargou o sorriso. sentiu as bochechas esquentarem e ela então gargalhou alto.
- Ficou perfeita! E deixa a sua barriga ainda mais bonita! Você tá linda!
engoliu seco. “Droga, Yoongi!” ela pensou.
- Você tá bonito também! - ela fechou a porta do guarda roupas.
Assim que ela fechou a porta do móvel o grande espelho se formou na frente dos dois, fazendo com que ambos encarassem seus próprios reflexos lá. Suga então colocou uma de suas mãos na cintura de , aproximando o quadril dos dois.
- A gente combina! Seríamos um casal bonito, fala a verdade?
voltou a engolir seco enquanto ouvia Suga e encarava a mão grande dele envolta em sua cintura. Por que ele fazia e falava aquelas coisas?
- Posso tirar uma foto? - encarou o rosto dele no espelho.
Ainda atônita com toda a situação, ela apenas assentiu que sim enquanto encostava a cabeça no ombro dele. Suga tirou o celular do bolso e então abriu a câmera, tirou algumas fotos dos dois e guardou o celular de volta no bolso. Soltando assim, a cintura de .
- Então, ficou bom? Não tá feio, nem exagerado? A disse que não! Mas ela pode mentir, né, você é sincero! - ficou frente a frente com ele.
Suga gargalhou e voltou a olhar para ela.
- Você está linda! - Suga voltou a segurar a cintura dela, com as duas mãos agora.
Logo em seguida ele se abaixou o suficiente para ficar com o rosto na altura da barriga de , e depositou um beijo bem demorado por lá, enquanto apertava levemente a cintura dela. sorriu e tomou a liberdade de acariciar os cabelos acinzentados dele enquanto isso.
Assim que o rosto dele subiu, bruscamente, o rosto dos dois estava colado. Os narizes juntos, a ponta do nariz dele fez uma leve carícia na ponta do nariz dela. Os olhos de Suga desceram para a boca dela, que acabou fechando os olhos. Suga sentiu o coração saltar dentro do peito, a boca dele salivou de vontade de beijá-la, quando a viu de olhos fechados, ele o fez. Um beijo calmo, como se ele quisesse conhecer a boca dela. envolveu o pescoço dele com os braços enquanto sentia as mãos dele segurarem sua cintura firmemente, mas com delicadeza. O beijo logo ficou um pouco mais intenso com as línguas se encontrando e as mãos de Suga apertarem a cintura dela com um pouco mais de força e ela reagiu, mordendo o lábio dele. As línguas voltaram a se chocar, com mais calma dessa vez, assim como o beijo foi ficando mais calmo e as respirações se ajustando até que os dois soltaram os lábios bruscamente.
Assim que os dois abriram os olhos e se encararam, bateu na porta e perguntou se estava tudo bem. Os dois se separaram bruscamente e respondeu à amiga que sim e abriu a porta do quarto, encarando .
- Vocês podem se atrasar, amigos! Seu celular tá aqui no balcão e sua mãe já te mandou um monte de mensagens!
encarou Suga, que agora se aproximava dela.
- Vou esperar você acabar de se arrumar lá na sala! Não precisa ficar insegura, você tá linda, a não mentiu! - ele saiu do quarto se juntando a no corredor -
- Só vou passar o batom e já estou pronta!
e Suga voltaram para a sala e se encarou no grande espelho enquanto caminhava de volta para perto dele. Passou uma das mãos pelos lábios. Ele havia dito que nunca mais faria aquilo… engoliu seco e abriu o batom que ainda tinha em mãos, passando-o pelos lábios. Então, por que havia feito de novo?
Assim que ela adentrou a sala e Suga gargalhavam juntos no sofá e sentiu o coração ficar quente dentro do peito, seria bom que eles se dessem bem! Pelo bebê, é claro! Tudo pelo bebê...
pegou o celular e a bolsa sobre o balcão e ouviu as risadas cessarem, então ela olhou na direção dos dois, que a encaravam sérios.
- Vamos então, Suga? - ele assentiu enquanto se levantava do sofá - Amiga, o Taehyung vai passar aqui, né? Vocês vão juntos, certo?
- Certíssimo, mocinha! No horário marcado a gente tá lá, o Taehyung é pontual, relaxa!
Ela se despediu da amiga e Suga fez o mesmo e então eles saíram do apartamento, desceram as escadas do prédio. na frente e Suga atrás. Os dois passaram pela portaria e tudo isso em silêncio. Já dentro do carro, respondeu as mensagens da mãe, a acalmou dizendo que eles não se atrasariam e que já estavam indo. Foi então que ela se deu conta que Suga havia postado uma das fotos que eles haviam tirado nos stories do Instagram dele. O carro começou a se movimentar e ela vislumbrou a foto. Realmente eles combinavam e aquilo fez o corpo de doer. O rosto dela virou inconscientemente na direção de Suga enquanto ele dirigia. O que era aquilo tudo que estava acontecendo? A cabeça dela doeu e a barriga também, colocou a mão sobre ela enquanto a acariciava. O olhar de Suga acompanhou, e bom, na primeira oportunidade que ele teve, colocou a mão por cima da dela.
- Tá ansiosa? - ele perguntou, sorrindo.
- Muito! Mal dormi essa noite! E você?
- Também! Fumei um maço de cigarros basicamente…
Os dois se olharam. não gostava muito do fato dele fumar, mas o que ela tinha haver com aquilo? Como ela poderia simplesmente chegar no homem e dizer “olha não quero mais ver você fumando porque eu não gosto e porque pode fazer mal ao bebê quando ele nascer.” Ele era um homem adulto, e estudado, bem informado ele sabia que aquilo poderia ser prejudicial, inclusive para ele. Mas talvez ela tocasse no assunto quando fosse o momento. E também não acreditava que Suga fumaria perto do bebê.
- Eu quero parar! - ele soltou quando o sinal abriu.
arregalou os olhos e franziu a testa.
- De fumar! Vou começar na segunda-feira, prometo! Não quero mais fumar e nem ficar com o cheiro do cigarro quando o bebê nascer! E bom, tá na hora já de parar também!
fitou a paisagem à sua frente.
- Tem certeza que quer parar?
- Tenho! Eu já consegui uma vez, fiquei um ano! Charlotte que me ajudou.
engoliu seco e virou o rosto na direção da janela.
- Desculpe! - sentiu o olhar dele em sua pele.
- Pelo quê? - ela perguntou, seca.
- Por ter mencionado a Charlotte!
- Imagina! Não tem porque me pedir desculpas por isso! Ela fez parte da sua vida e eu não tenho o porquê achar ou deixar de achar nada sobre isso!
Suga lançou rapidamente os olhos nela que mantinha o rosto virado. Não deveria ter falado de Charlotte! Ou aquilo realmente não havia tido efeito nenhum nela? A cabeça de Suga voltou a dar um nó. O que era aquilo tudo que estava acontecendo?
- Taehyung é namorado da ?
- Não! Quer dizer, os dois meio que estão se conhecendo!
- Ah, sim! Tomara que dê certo então!
- Sim! Eu ainda não o conheço, mas achei que era de bom tom chamar ele, sabe? Para fazer companhia para ela também, porque acaba que não vou conseguir ficar muito só com ela, né?
- Verdade, tem razão! Hoje eu vou conhecer toda a sua família?
- Uns noventa por cento! Tá preparado? - ela gargalhou.
Suga amava quando ela gargalhava e sorriu.
- Existe algum parente seu que seja pior que seu pai? - dessa vez os dois gargalharam juntos - Inclusive ele me manda mensagem todos os dias perguntando de você, de mim, do namoro!
- Perguntando de mim? Mas e a minha mãe? - ela franziu a testa outra vez - O meu pai é maluco? Vou perguntar porque ele tá fazendo isso quando a gente chegar lá.
- Não, ! Não faz isso! Ele confia em mim! E ele se preocupa muito com você, do jeito dele, mas se preocupa! Não briga com ele, nem questiona nada, não vamos quebrar essa confiança!
olhou para ele enquanto cruzava os braços abaixo do peito.
- Tá bom! Só porque você está pedindo!
Suga sorriu para ela enquanto estacionava o carro na porta da casa dos pais dela.

Já lá dentro a mãe abraçou ternamente e depois colocou a mão sobre a barriga dela enquanto conversava com o bebê, o que arrancou um enorme sorriso dos dois. Logo o pai de também apareceu com uma camiseta rosa, o que fez Suga segurar o riso.
- Hyuk? - Isaque indagou enquanto apertava a mão de Suga - Que nada, é Julie! Tenho certeza!
- Será? Estou falando, hein! É menino!
e Suga se olharam e então o pai de ergueu a mão na direção da filha, que a segurou.
- Você está linda, filha! - arregalou levemente os olhos enquanto o pai colocava a mão sobre a barriga dela.
Nisso a mãe de puxou Suga para um abraço e ele mais uma vez segurou a vontade de rir - de nervoso, no caso - já que não estava acostumado com aquelas coisas. Assim que ela o soltou do abraço, depositou um beijo rápido na bochecha do “genro”.
Suga sentiu a bochecha enrubescer e ainda encarava o pai, incrédula, enquanto ele conversava com a barriga dela. Assim que o pai terminou, Susana, mãe de , chamou os dois para verem a decoração do chá, as mesas e etc.
Suga ergueu a mão na direção de , que a segurou, afinal de contas, para todos os efeitos e para toda a família, os dois eram namorados.
- Você viu? - ela sussurrou para Suga enquanto caminhavam.
Ele sorriu.
- Eu te disse! Mas me surpreendi também! Ele conversando com o Hyuk! - provocou ele.
gargalhou e bateu no ombro dele.
- Com a Julie! - ela corrigiu.
Assim que eles chegaram à varanda da casa onde seria de fato realizado o chá, os dois abriram a boca, surpresos. Era de fato tudo muito delicado e discreto, como havia pedido, mas havia ficado tão lindo que os dois nem acreditavam. Havia uma mesa com um bolo de dois andares, coberto por uma pasta americana branca a base do bolo era coberta por lacinhos também de pasta americana rosas e azuis e no topo do bolo haviam dois sapatinhos esculpidos também um rosa e um azul. soltou a mão de Suga e caminhou em direção à mesa. Havia um arco de balões brancos por lá também, doces personalizados com a temática de rosa e azul e os nomes dos bebês. sentiu os olhos se encherem d’água com os detalhes e ela se deu conta que Suga estava agora ao seu lado também observando os detalhes.
- Vocês gostaram? Tentei fazer tudo o mais discreto o possível!
e Suga olharam para Susana e a abraçou.
- Tudo muito bonito, dona Susana! A senhora pensou em tudo! Muito obrigado!
Suga engoliu seco enquanto sentia uma estranha emoção lhe invadir e Susana segurou as mãos dele quando soltou .
- Tá lindo, mãe! Lindo mesmo! Muito além do que eu imaginei!
Haviam mesas dispostas também pela varanda para que os convidados se sentassem durante o evento e em cada mesa havia um único balão ou azul ou rosa e também um vasinho de flor como lembrancinha e o cardápio do que seria servido a eles.
Passado alguns minutos, os convidados começaram a chegar e os pais de os recebiam primeiro e logo depois os cumprimentava: colegas de trabalho dela, amigos da família e claro, os parentes. Ela estava toda sem jeito, sempre apresentava Suga como “namorado”, era estranho e ela sempre ruborizava.
cumprimentava a mãe e o pai de enquanto Taehyung fazia a mesma coisa, foi quando a amiga bateu os olhos nela e no moreno ao seu lado. Suga se aproximou de , a envolvendo pela cintura com uma das mãos.
- Bonitão o cara! - ele sussurrou no ouvido de .
Ela riu, tapando a boca com a mão, mas concordou.
- Realmente! Os dois até parecem!
O rapaz usava uma jaqueta de couro azul com uma blusa da mesma cor por baixo e os cabelos pretos dele estavam jogados para trás deixando sua testa à mostra e ele tinha um sorriso tímido enquanto conversava com o pai de . Logo que avistou os amigos, ela sorriu para , que piscou para ela, enquanto olhava para Taehyung, fazendo a amiga corar e abaixar a cabeça, rindo.
Os dois então caminharam na direção de e Suga.
- Nossa, tá tudo tão bonito, amiga! Falei para sua mãe! Não e o seu pai? Tá parecendo outra pessoa! - as duas riram.
Suga encarou Taehyung e sorriu para ele sem mostrar os dentes e Taehyung fez o mesmo. havia o alertado que o rapaz era mais retraído, mas que era muito gente boa.
- Esse aqui é o Taehyung, gente! Mas ele prefere que chamem de V! V, essa é a e esse é o Suga!
estendeu a mão na direção de V, que a segurou enquanto puxava-a para um rápido abraço.
- Prazer, ! Eu estava doido para te conhecer de tanto que a fala de você! Obrigado pelo convite!
riu enquanto passava as mãos pelas costas dele.
- Ah, eu também queria muito conhecer você, V! O prazer é meu! Fica à vontade!
- Tá tudo muito bonito mesmo! - ele sorriu para ela.
Suga estendeu a mão na direção de V e então os dois se cumprimentaram.
- Hyuk é o nome do bebê se for menino e Julie se for menina?
Suga assentiu.
- Você também acha que é Hyuk? Ou foi só coincidência ter vindo de azul? - Taehyung sorriu para Suga.
- A me disse que era para vir de azul se achasse que era menino ou de rosa se achasse que é menina! Acho que é Hyuk também!
Suga sorriu para ele, mostrando os dentes e então os dois deram as mãos outra vez, enquanto protestava, já que quase todo mundo achava que era menino.
- Já gostei dele, ! - Suga comentou, arrancando uma risada de Taehyung e deixando tímida.
Os quatro ficaram conversando por mais alguns minutos e e V se sentaram numa mesa que a mãe de , a pedido dela, havia reservado só para os dois.
Depois que todos os convidados finalmente chegaram e apresentou Suga para todos, os dois se juntaram a e V em sua mesa para comerem já que o almoço iria ser servido, os quatro jogaram conversa fora enquanto comiam, especialmente Taehyung e Yoongi, já que tinham a mesma cultura como assunto.
Suga alegou que precisava ir ao banheiro e então a mãe de o acompanhou até dentro da casa e lhe explicou onde ficava o cômodo. Após lavar as mãos e enxugá-las, ele sentiu o celular vibrar continuamente dentro do bolso da calça, saiu do banheiro e se escorou na parede do corredor, pegando o aparelho no bolso. Era Charlotte. A boca de Suga ficou seca, havia falado com ela semana passada para dar notícias do bebê, já que ela dizia fazer questão de saber notícias, mas não havia comentado nada sobre o chá revelação. O que ela queria ligando para ele?
- Charlotte? - ele mordeu o lábio inferior escutando a voz dela do outro lado.
- Tudo bem?
- Tudo bem e você?
- Tudo bem também! - ela suspirou pesadamente - Você tá ocupado hoje, né?
- Por que essa pergunta? - ele ergueu uma sobrancelha.
- Vi a foto que você postou no seu stories aqui! É que eu queria conversar com você! Mas, você tá ocupado pelo visto!
- Conversar o que exatamente, Charlotte?
parou com as mãos na barriga ao ouvir Suga dizer o nome da ex enquanto se virava de costas para ela ainda segurando o celular no ouvido. O que ela queria com ele? sacudiu a cabeça, ela não tinha nada a ver com aquilo.
- Sobre nós dois! - ela pausou e Suga engoliu seco - Ando sentindo sua falta, Yoongi.
Suga fechou os olhos como se sentisse uma pancada. Logo agora?
- Você acertou, eu estou ocupado hoje! Estou no chá revelação que a mãe da preparou para a gente. Hoje não dá mesmo!
engoliu seco enquanto acariciava a barriga calmamente, como se quisesse acalmar o filho ou filha. Então os dois ainda mantinham contato e talvez até se viam?
- Ah, um chá revelação! Que tudo, Suga! Me conta depois, por favor?
- Claro! Eu te conto o resultado depois! - ele respirou fundo.
- Vocês estão juntos? Você e a ? Pela foto, pareceu que sim!
Suga fechou os olhos com aquela pergunta. E sentiu o coração acelerar dentro do peito.
- Não! Eu não tenho nada com a , só estou cumprindo com as minhas responsabilidades, Charlotte!
sentiu uma pontada no peito e na barriga e então a apertou entre as mãos enquanto sentia os olhos marejarem. Bom, aquilo só confirmava ainda mais as coisas: era tudo pelo bebê e Suga não sentia nada por ela. Então por que ele havia a beijado aquelas vezes? Inclusive hoje? Ela limpou uma lágrima teimosa quando o viu se virando de frente para ela no corredor.
Suga arregalou os olhos quando deu de cara com ali, segurando a barriga com uma mão, e limpando uma lágrima. Droga! Não era para ela estar ali logo agora! Ele não queria machucá-la. Gostava demais da garota, mas, afinal de contas, ele não havia mentido! Pensou no beijo de hoje mais cedo e a cabeça deu nó outra vez. Droga, droga, droga!
- Charlotte eu te ligo depois, tá bom? - e ele desligou o telefone guardando-o outra vez no bolso rapidamente.
Caminhou em direção à e a segurou pelos ombros delicadamente.
- ! O que eu quis dizer para a Charlotte… - ela o interrompeu bruscamente.
- Você não precisa me justificar nada! Nem tenta, Yoongi! Não tem necessidade! O que você conversa ou deixa de conversar sobre mim ou o bebê com a Charlotte é problema seu!
- Não! Não faz assim! Olha… - ele umedeceu os lábios, nervoso - Eu só converso com ela quando ela pergunta do bebê, só isso! Nós não falamos mais nada!
- Não me interessa! Não tenho nada a ver com isso, Yoongi! - ela coçou a testa - Meus pais estão chamando, tá na hora da revelação!
E ela saiu na frente, deixando Suga frustrado com a reação que ela havia tido, mas ele a alcançou na sala da casa, a segurando pelo pulso. O corpo dos dois se chocou quando ele a virou frente a ele. As respirações de ambos descompassadas. Ele estava se sentindo estúpido e detestava se sentir assim. Por que ele tinha dito aquilo? Por que Charlotte tinha que ter ligado?
- , por favor! Me ouve! Me desculpa!
- Não precisa me pedir desculpas! Você só disse a verdade para ela! Esses beijos não significam nada, nem para mim, nem para você!
- Eu nunca disse isso! - os dois se encararam em silêncio.
- Suga! Não é hora de a gente falar sobre isso! Tá todo mundo esperando a gente!
- Então não vamos deixar isso estragar esse momento! - mordeu o lábio inferior, ainda magoada com o que ouvira - É um momento tão importante para nós dois! A gente passou a semana toda falando e ansiando por esse momento, !
Suga passou o polegar pela bochecha dela, que fechou os olhos, se rendendo ao carinho e se arrependendo logo em seguida.
- Você tem sido muito importante para mim! - ela engoliu seco quando a testa dele encostou na dela - Não quero magoar você.
abriu os olhos, encarando os lábios dele perto demais dos dela.
- Eu não vou deixar a Charlotte ou qualquer outra pessoa estragar esse momento! A gente conversa sobre essas coisas depois, vamos descobrir o sexo do nosso bebê!
Ela segurou a mão dele com força e então saiu puxando-o de volta para a varanda da casa.
Os dois chegaram ao cômodo com os olhares de todos caindo sobre eles, todo mundo parecia ansioso, assim como ele e para finalmente descobrir se seria Hyuk ou Julie. Suga se juntou a atrás da mesa onde estava os bolos e os docinhos e então Susana chegou com um grande balão preto cheio de interrogações brancas desenhadas nele.
segurou o balão pelo grande fio que saia dele e então o pai de entregou uma agulha para Suga. Ele e se olharam. Os olhos dela estavam marejados, mas ela sorria. Suga achava o sorriso dela lindo… As mãos dele tremiam, tamanha a ansiedade. Os dois se olharam, sorrindo. Ali, naquele momento, encarando o sorriso completamente aberto de Suga - o que era raro - ela não conseguia sentir raiva ou qualquer outro sentimento ruim por ele, apenas carinho… Era tão raro vê-lo daquele jeito que ela sentia uma alegria imensa em saber que o filho ou filha era capaz de provocar reações tão genuínas nele.
Algumas pessoas filmavam, inclusive seu Yang, que gritava em plenos pulmões que tinha certeza que era menina. Os dois olharam para alguns convidados, também filmava e gritava, junto de Taehyung. Depois se encararam de novo, perguntou se ele estava pronto, Suga assentiu com a cabeça que sim, mesmo morrendo por dentro. As mãos dele ainda tremiam. sugeriu então que eles contassem juntos até três para que Suga pudesse furar o balão e ele concordou.
Juntos os dois então contaram vagarosamente até o 3, e Suga viu fechar os olhos. Ele levou a mão com a agulha na direção do grande balão preto e então bum…
Vários papéis crepons picados na cor azul invadiram o ambiente, caindo sobre ele e , que agora abria os olhos novamente. Suga sentiu algo que não saberia explicar nem em um milhão de anos! O peito dele vibrava de alegria e o coração saltava com tanta força que ele temia rasgar a camiseta. tinha um grande sorriso nos lábios. Os dois se abraçaram, com força, com muita força.
voltou a fechar os olhos com força, soltando as lágrimas antes presas. Suga acariciava as costas dela com carinho. Os dois se apertaram mais um no outro e afundou o rosto na curva do pescoço dele, molhando o lugar com as lágrimas quentes.
- Não chora, meu bem! - ele sussurrou no ouvido dela - Fica feliz! Nós vamos ter um menino! O nosso Hyuk!
não aguentou e chorou ainda mais, apertando o corpo no de Suga. Ele segurou a cintura dela, afastando o corpo dos dois brevemente e então Suga enxugou as lágrimas teimosas que desciam do rosto delicado de . Que agora sorria enquanto segurava as mãos dele em seu rosto.
Depois disso abraçou a mãe com ternura enquanto ela lhe acariciava as costas enquanto Suga era surpreendido pelo mesmo gesto vindo de Isaque.
- E não é que você estava certo? É Hyuk mesmo! - os dois gargalharam.
Depois foi a vez de Susana abraçar Suga com força. Ele sentiu vontade de chorar com o abraço aconchegante que ela tinha e lembrou da própria mãe. Como seria o abraço dela? Ele nem se lembrava se algum dia havia a abraçado…
foi abraçada por , que mesmo durona, tinha os olhos cheios d’água, enquanto Taehyung, desajeitadamente abraçava Suga pelos ombros enquanto dava alguns tapinhas no peito dele, parabenizando-o, que agradeceu, devolvendo os tapinhas. Havia gostado dele. Depois foi a vez de abraçá-lo.
- O teste da colher e do garfo deu certo! - gargalhou acompanhada de .
Suga fez uma careta com os lábios enquanto as amigas riam e Taehyung abraçava delicadamente .
Então os dois foram abraçados e apertados pelo restante dos convidados. Suga ainda se sentia meio aéreo. Era mesmo um menino! Tudo parecia tão, mas tão mais real agora! Ele seria pai…
Muitas fotos foram tiradas e Suga era de fato tratado como se fosse da família. Os dois tiveram que se esquivar diversas vezes dos tios e tias de que perguntavam sobre a data do casamento, se já estavam morando juntos e etc. Suga já estava com a testa suada de tantos abraços e fotos. E aí foi o momento dos dois tirarem fotos sozinhos. A mãe de fez questão de tirar diversas fotos, inclusive dos dois selando os lábios. queria que um buraco se abrisse no chão para que ela sumisse e Suga não sabia como agir, mas bom, eles precisavam fingir que estava tudo bem, até porque para todo mundo ali, eles eram um casal. As pessoas começaram a ir embora, inclusive e Taehyung.
- Eu vou dar uma volta com o V, devo chegar em casa mais tarde um pouco, tá? Qualquer coisa você me liga?
- Se quiser eu fico com você até a chegar! - Suga acariciou as costas de que se esquivou.
Suga mordeu o lábio, olhando para baixo. Ela ainda estava chateada?
- Tá bom, amiga! Se diverte e vê se hoje beija esse boy!
balançou a cabeça enquanto ria.
- Ele é legal, ! - Suga assentiu para ela.
sorriu para ele e Taehyung se aproximou deles. Ambos se despediram e então restavam poucas pessoas na casa. colocou a mão na barriga sentindo um leve incômodo por lá, Suga, é claro, percebeu.
- O que foi? - ele voltou a colocar a mão nas costas dela.
- Estou com um incômodo, e estou muito cansada! Você me leva para casa?
- Agora!
Os dois deram as mãos e falaram com os pais dela - a mãe pediu notícias quando ela chegasse em casa -, e se despediram do restante das pessoas.
Dentro do carro, silêncio. Suga engolia seco a todo momento, procurando assunto. Não queria que o clima entre os dois ficasse daquele jeito. A cabeça de doía, enquanto ela se lembrava do beijo de Suga, dele conversando com Charlotte, no momento em que descobriram que seria um menino. A barriga dela voltou a doer, mas ela fez de tudo para que Suga não percebesse, afinal de contas, ela queria muito ficar sozinha e se ele percebesse que ela ainda estava com dor ou qualquer coisa do gênero insistiria em ficar com ela até que voltasse. E ela precisava colocar as coisas em ordem dentro de si mesma.
Ao chegarem na porta do prédio, Suga colocou uma das mãos sobre a coxa dela enquanto a via desafivelar o cinto.
- , espera! - ele pediu.
- Hum, Suga? - ela suspirou pesadamente sentindo a cabeça doer também.
- Você entendeu errado!
- Suga, está tudo bem! Tá bom? Eu estou super cansada e você deve estar também! Boa tarde! Qualquer coisa, se eu não der notícias, é porque dormi. Boa tarde!
Ela saiu do carro fazendo a mão de Suga bater levemente no banco do carona, agora vazio. A assistiu adentrar o prédio sem poder fazer nada. O coração dele batia rápido. Ele odiava aquilo! Odiava se sentir vulnerável e não estava o ajudando. O celular dele vibrou e ele achou que fosse ela, mudando de ideia e o convidando para subir e entrar. Mas era Charlotte… “Que se foda você também, Charlotte!” ele pensou jogando o celular no banco onde antes esteve.

Se sentou em sua cama retirando a sapatilha e massageando os pés um no outro, o celular vibrou com mensagens da mãe. Eram as fotos do chá. A primeira foto era uma dos dois…
Os dois se olhavam e Suga sorria enquanto tinha a mão na barriga dela. sentiu os olhos marejarem e se sentiu estúpida.

Mãe
Online

Seu pai vai mandar para o Yoongi! Ele havia dito que queria as fotos! Ele ficou tão feliz, né, filha? Vocês dois são um casal tão bonito! Gostamos muito dele!



leu a mensagem da mãe enquanto enxugava uma lágrima. Casal? Para que ele queria as fotos? Para mandar para a Charlotte? Ela riu com desgosto e bloqueou o celular, vendo-o brilhar de novo com uma mensagem de Suga. Fechou os olhos com força e desbloqueou o celular, indo parar na conversa dele.

Suga
Online

Eu não estou aqui para escrever o que você quer ler. Não estou aqui para dizer o que você quer ouvir. Nem sempre vou fazer o que você espera que eu faça. Sabe tudo aquilo que você imagina em um cara perfeito? Eu não sou seu cara perfeito, eu não sou o cara que você sempre quis ter. Então se eu te decepcionar… me desculpe.



voltou a fechar os olhos, com força dessa vez e então bloqueou o celular, jogando-o sobre a cama. Precisava de um banho e de boas horas de sono. Suga que lidasse com o que quer que fosse que ele estivesse sentindo agora.



Quinquagésimo Terceiro Capítulo - Si me dices que sí

Recebeu a mensagem dele informando que já estava lá embaixo a esperando e então ela pegou a bolsa, a colocando no ombro, checou se estava tudo fechado e trancou o apartamento. Já dentro do carro, ela depositou um beijo na bochecha dele, que sorriu com a boca molhada dela se encostando em sua bochecha.
- Tudo bem? - ele perguntou, dando partida no carro.
olhou para ele e sorriu sem mostrar os dentes. Ele era sempre tão educado, tão preocupado!
- Tudo bem, Taehyung! - foi a vez dele sorrir - E você?
- Tudo bem! - os dois se encararam por alguns segundos - Você está bonita, como sempre!
sentiu as bochechas esquentarem. Ela não era insegura e nem era de se impressionar ou ficar boba com qualquer elogio, mas ficava sem jeito todas as vezes em que ele o fazia.
- Você fica bem de azul! Mas eu vou ser sincera… prefiro seu cabelo bagunçadinho! Não estou acostumada com você assim, com o cabelo todo arrumadinho, mostrando a testa! Não que não fique bonito, até porque, bom, eu acho que deve ser impossível você ficar feio. V. - ela ruborizou ainda mais - Mas eu acho que combina mais com você o cabelinho desarrumado! Só isso!
ouviu a risada de V invadir seus ouvidos e se atreveu a olhar para ele, enquanto ele dirigia.
- Achei que você ia adorar! Juro, me arrumei todo confiante na frente do espelho! - ele brincou.
- Ai, V! - ela colocou uma mão na perna dele delicadamente - Desculpa! Para! Você é bonito de qualquer jeito e sabe disso!
Os dois gargalharam juntos e V retirou uma de suas mãos do volante e colocou sobre a dela em sua perna.
- Não sei de nada! Você que está dizendo!
- Ah, V! - ela protestou, dando um tapa na perna dele de leve.
Taehyung praguejou um “au” alto, exagerando, já que o tapa havia sido bem de leve.
E assim foi durante todo o caminho até a casa dos pais de , os dois rindo muito um do outro. Era sempre assim! Taehyung nunca falhava em fazer rir genuinamente.
Assim que chegaram na casa, eles foram recebidos pelos pais de e Isaque logo engatou uma conversa com V, que sorria timidamente. procurou ou Suga com os olhos e rapidamente os encontrou. sorriu para ela e então piscou na direção dela, olhando para Taehyung logo em seguida, o que fez ruborizar de novo e abaixar a cabeça, rindo.
Os dois caminharam em direção à e Suga. Taehyung estava nervoso, afinal de contas, ele só conhecia no lugar e tinha medo da melhor amiga dela não gostar dele.
- Nossa, está tudo tão bonito, amiga! Falei para sua mãe! Não e o seu pai? Tá parecendo outra pessoa! - as duas riram.
Taehyung viu o rapaz ao lado de o encarar e sorrir sem mostrar os dentes. Certamente ele seria o tal Suga, pai do bebê. Taehyung retribuiu o sorriso. havia o alertado que o rapaz era mais retraído, mas que era muito gente boa.
- Esse aqui é o Taehyung, gente! Mas ele prefere que chamem de V! V, essa é a e esse é o Suga!
estendeu a mão na direção de V, que a segurou enquanto puxava-a para um rápido abraço.
- Prazer, ! Eu estava doido para te conhecer de tanto que a fala de você! Obrigado pelo convite!
Ele ficou realmente feliz por ter sido convidado por ! O que demonstra que talvez falasse bastante dele, despertando assim a curiosidade da amiga.
- Ah, eu também queria muito conhecer você, V! O prazer é meu! Fica à vontade!
- Tá tudo muito bonito mesmo! - ele sorriu para ela enquanto observava a decoração atrás deles.
Suga estendeu a mão na direção de V e os dois se cumprimentaram.
- Hyuk é o nome do bebê se for menino e Julie se for menina? - V questionou, curioso.
Suga assentiu.
- Você também acha que é Hyuk? Ou foi só coincidência ter vindo de azul? - Taehyung sorriu para Suga.
Ele não sabia o porquê, mas desde que havia tocado no assunto do chá com ele, ele sentiu que o bebê seria menino!
- A me disse que era para vir ou de azul se achasse que era menino e de rosa se achasse que é menina! Acho que é Hyuk também!
Ele então viu Suga sorrir para ele, mostrando os dentes dessa vez.
- Já gostei dele, ! - Suga comentou, arrancando uma risada de Taehyung e deixando tímida.
Os dois então se sentaram numa mesa mais afastada, se sentou bem ao lado de Taehyung, que a mirou. observava Suga e de longe, enquanto Taehyung mantinha o olhar nela. Ela estava ainda mais bonita hoje! A blusa azul de lã junto da calça de alfaiataria de cintura alta, deixavam-na elegante, e ela usava uma maquiagem mais forte do que a habitual, pelo menos para Taehyung, que estava acostumado a vê-la sempre sem maquiagem ou com algo bem leve. Os olhos estavam bem demarcados com um delineado preto e um batom marrom. Taehyung quis muito beijá-la, engoliu seco e desviou o olhar para e Suga também.
Suga tinha uma das mãos em volta da cintura de , que abraçava um dos quadris dele e os dois se olhavam enquanto conversavam e sorriam ternamente um para o outro.
Taehyung aproximou o rosto do de , e sussurrou delicadamente perto da orelha dela:
- Para quem está fingindo um namoro, os dois até que fingem muito bem! Eu acho que rola um clima!
sentiu os braços e costas se arrepiarem com a voz grave dele invadindo seus ouvidos tão repentinamente. Ela se virou dando de cara com o rosto dele, o cheiro cítrico de V invadiu as narinas dela quando ela respirou fundo, encarando o rosto quase simétrico dele.
- Eu também acho, V! - segurou uma das mãos dele com força.
Taehyung desceu o olhar para lá, encarando a mão comprida dela apertando a sua. Droga! Ele queria muito, muito, poder beijá-la! Mas esperaria o momento certo…
- Inclusive… - ela chamou a atenção dele - Eu acho que hoje mais cedo rolou alguma coisa entre eles! Ela chamou ele lá no quarto dela para pedir opinião sobre a roupa, mas ele fechou a porta e os dois demoraram, quando eu fui lá para falar que eles iam se atrasar, ele saiu de lá todo sem graça!
Os dois gargalharam, a mão dela ainda apertando a dele.
- Os dois combinam, podia dar certo!
Os dois conversaram sobre mais amenidades da vida, a mão dela não soltava a dele, até que o almoço começou a ser servido e a mãe de os informou, deixando um beijo no topo da cabeça de .
- Você já quer comer?
- Você quer? - percebeu que ele havia ficado vermelho.
Ela sorriu e se levantou, ergueu a mão na direção dele, que sorriu tímido, pegando a mão dela e se levantando num impulso. Os dois caminharam de mãos dadas entrando numa pequena fila que havia se formado. Depois de se servirem, os dois voltaram para a mesa e começaram a comer.
- Todos os eventos que os pais da organizam são incríveis! A comida é sempre uma delícia!
- E é sempre tudo tão sofisticado assim? Porque apesar de simples, está tudo bem chique, né?
gargalhou alto, fazendo com que Taehyung começasse a rir bem quando colocasse a comida na boca, e ele acabou se engasgando. , que ainda gargalhava, dava batidinhas nas costas dele, que começava a ficar vermelho. Já recuperado, Taehyung via ainda gargalhar.
- Eu podia ter morrido, sabia, ?
- Olha o exagero, Kim Taehyung!
se recuperava da crise de risos enquanto limpava as lágrimas dos olhos, depois de tanto rir. e Suga se juntaram a eles com seus respectivos pratos.
- Já que o Suga chegou aqui, vocês dois têm descendência asiática, né? O Taehyung da Coréia do Sul e você, Suga?
- Também! - os dois se olharam, sorrindo largamente pela coincidência.
- Por que sua irmã não tem os olhos puxados? - levou o garfo a boca, olhando para V.
- Não sei! Acho que ela puxou o pai e eu a mãe! - ele deu de ombros.
Os quatro riram.
- E por que o sobrenome de vocês vem primeiro? Tem alguma razão?
- Só para que todos possam logo saber de que família você pertence! - Suga respondeu, ao que Taehyung assentiu.
- Você é o quê? Porque o Taehyung é Kim!
- Eu sou Min! Min Yoongi!
- No caso dele, o Min quer dizer inteligente ou esperto!
e se entreolharam, fazendo barulhos com a boca, o que fez Suga corar e Taehyung rir.
- E o seu? - perguntou curiosa para Taehyung.-
- Ouro! - e voltaram a fazer os barulhos com a boca enquanto os rapazes riam.
- Sua mãe é coreana e seu pai brasileiro?
- É! Isso! - Taehyung assentiu - E no seu caso?
- O contrário! Meu pai era coreano e minha mãe brasileira! Mas os dois não estão mais vivos!
Silêncio na mesa.
- Meus pais também não! - Taehyung e Suga trocaram um olhar intenso.
Um vínculo poderia ser criado a partir dali? Talvez… Depois de mais algumas garfadas e Taehyung e Suga conversando sobre o pouco período que eles viveram na Coréia, o assunto mudou.
- Vocês estão ansiosos para saber? - Taehyung apontou para as roupas dos dois;
e Suga se olharam e os dois sorriram.
- Muito! - disseram em uníssono.
Os quatro voltaram a rir.
- E os enjoos, ? comentou comigo que você enjoava bastante!
- Melhoraram! Agora estou na fase da asia! E das cólicas! Não sei qual fase foi pior! - ela riu.
- E como foi a reação dos seus pais?
Suga e se entreolharam.
- Muito mais calma do que eu esperava! Acho que porque o Suga estava comigo, e bom, disse que nós éramos namorados e tomou a liderança do anúncio e etc.
- Aqui ninguém sabe que vocês não são namorados?
Suga balançou a cabeça em negativa.
- Só nós quatro! - eles riram.
- Já se acostumaram com a ideia de terem um filho?
A pergunta pegou os dois de surpresa. Taehyung percebeu e ficou vermelho, colocou uma das mãos sobre a perna dele, que olhou para ela, sorrindo para ele. Aquele bendito sorriso! Ela ainda o deixaria maluco.
- Na verdade, acho que a ficha vai caindo aos poucos, sabe? - respondeu, chamando a atenção de V -
- Acho que a cada descoberta nova, é que a ficha vai caindo!
Taehyung deu a cartada final:
- Você ainda vai morar com a quando o bebê nascer?
Suga engoliu seco e pensou em como ele era curioso, que nem a , bom, os dois combinavam até nisso!
- Ainda não pensamos nisso! - olhou para Suga - Estou aprendendo a não ser tão ansiosa com o Suga! Ele tem me ensinado a viver um dia de cada vez!
Taehyung sorriu mostrando os dentes, achando incrivelmente fofo como de fato eles pareciam um casal de verdade. Suga sorriu abertamente ao ouvi-la também.
Os dois se retiraram da mesa após Suga dizer que precisava ir ao banheiro. E então se permitiu recostar a cabeça no ombro de Taehyung, que sentiu os músculos se retraírem involuntariamente, ele não esperava.
Taehyung tomou a liberdade de passar um dos braços em volta do corpo magro de . A mão dele recostada em sua cintura. fechou os olhos e V encostou a cabeça na dela. Ele flagrou os pais de de olho nos dois e ele sorriu tímido, sentindo as bochechas esquentarem. Provavelmente os mais velhos acreditavam que ele era o namorado ou algum ficante de , pelo menos era isso que o olhar dos dois dizia, apesar de não terem questionado nada diretamente aos dois. “Quem dera!” pensou Taehyung enquanto acariciava a cintura de .

Assim que o balão estourou revelando que o sexo do bebê seria um menino, ficou eufórica! Ela sabia! Sabia que era um menino. O formato da barriga de caminhava para que fosse um menino! Pelo menos é o que ela achava. Taehyung achou muito bonito o momento onde e Suga se abraçaram e ele sussurrou algumas coisas para ela, que parecia chorar. Observou os dois com ternura.
- Nós acertamos, V! - ela abriu os braços, se jogando sobre ele.
V gargalhou enquanto a segurava com força, tombando o corpo para trás com a intensidade do abraço dela. Sentiu o cheiro de morangos que saia do cabelo dela, enquanto lhe acariciava as costas.
abraçou com força enquanto ainda derramava algumas lágrimas, e as duas ficaram assim: abraçadas e em silêncio por um longo tempo. Suga observava as duas, sorrindo sem mostrar os dentes. Ele parecia ser bacana, só muito fechado, pensou Taehyung. Quem sabe depois de hoje os dois não pudessem ser amigos?
Taehyung se aproximou dele na mesa, passando um dos braços pelo pescoço dele.
- Parabéns, papai! Você acertou!
- E você também! - Suga olhou para ele.
Os dois sorriram um para o outro. E depois puxou Suga para um abraço e Taehyung foi na direção de , ainda emocionada. Os dois se abraçaram.
- Parabéns! Eu torço muito para que corra tudo bem e que ele venha com muita saúde!
agradeceu e quando os dois se soltaram, ele tomou a liberdade de limpar uma lágrima que descia da bochecha dela. Suga chamou os dois para tirarem uma foto “de casais”, e corou, fazendo V ficar sem graça também.
Os quatro se posicionaram, da esquerda para a direita: Suga, , e Taehyung. As mãos de Taehyung pousadas nas costas de , e as dela na cintura dele. Depois de tirarem algumas fotos, os dois voltaram para a mesa.
- V! - ela chamou e ele assentiu - Você tem compromisso depois daqui? Digo, com a sua irmã e tal?
Taehyung sentiu as mãos queimarem.
- Não! Só deixar você em casa!
- Quer dar uma volta? - ela sorriu sem mostrar os dentes.
Taehyung se sentiu como um adolescente com a pergunta, e mais ainda.
- Claro! - ele segurou a mão dela.
Os dois observaram e riram de e Suga tendo que tirar tantas fotos e lidar com a família de que era bem intrometida. Logo as pessoas começaram a ir embora e em sintonia os dois se olharam e riram.
- Eu vou dar uma volta com o V, devo chegar em casa mais tarde um pouco, tá? Qualquer coisa você me liga?
- Se quiser eu fico com você até a chegar! - Suga acariciou as costas de , que se esquivou.
achou estranho, mas não era hora de questionar nada.
- Tá bom, amiga! Diverte e vê se hoje beija esse boy!
balançou a cabeça enquanto ria.
- Ele é legal, ! - Suga assentiu para ela.
sorriu para ele e então, Taehyung se aproximou deles. Ambos se despediram e os dois acenaram na direção dos pais de , que pareciam entretidos demais falando do neto com os amigos.

Já dentro do carro Taehyung perguntou para onde ela gostaria de ir e ela sorriu.
- Que tal a gente ir naquela praça lá perto do meu trabalho? Onde a gente se conheceu? Na verdade, onde você quase me matou com a sua bicicleta, né?
Taehyung gargalhou com gosto, jogando a cabeça para trás.
- Então eu quase te matei? Você disse que não tinha se machucado! Eu que me machuquei, me ralei todo tentando te salvar! E você estava na ciclovia, !
Foi a vez de gargalhar alto enquanto ele dirigia.
- É verdade, né? Você se machucou! Sua irmã que cuidou de você?
- Não! Fiquei uns dois dias sem ver ela direito depois daquele dia! Eu mesmo fiz os curativos, ela me ensinou o básico!
- Eu te falei para a gente ir ao hospital!
- Eu falei isso, ! - ele cerrou os olhos enquanto olhava na direção de .
- Fui eu que falei, V!
Ele voltou a gargalhar enquanto eles passavam pelas ruas do Rio de Janeiro.
- Eu tenho certeza absoluta que fui eu quem falei! E você disse que não precisava!
- E você tinha dito que não havia se machucado, sua pilantra!
- E é verdade! Só fiquei dolorida!
- Me fazendo ficar preocupado quase três meses depois!
- Desculpe, baby! - ela passou uma das mãos pelos cabelos dele.
Ouvi-la chamando-o de baby, o fez sorrir abertamente. Ele a chamava assim…
Os dois desceram do carro e então atravessou a rua primeiro, correndo enquanto ele gritava com ela, preocupado. Assim que a alcançou, ele passou um dos braços pelo pescoço dela, apertando-a.
- Por isso que eu te atropelei! E por isso você não tem carteira de motorista! Quanta imprudência!
- Você está gostando de me ofender hoje, né, Taehyung? Me chamou de pilantra, agora de imprudente! O que aconteceu com o baby? - ela entrelaçou a mão na dele.
Taehyung sentiu o coração saltar dentro do peito, então apertou a mão dela.
Os dois passaram por uma sorveteria e insistiu para que entrassem, já que Taehyung disse que estava cheio ainda, então ela comprou um sorvete para ela e eles voltaram para a praça.
Os dois caminhavam sem um rumo específico e conversavam, o sorvete dela havia acabado bem rápido, com ela reclamando que V havia dito que estava cheio, mas havia tomado mais da metade do sorvete dela enquanto que ele fazia palhaçadas para arrancar risadas de , já que ele amava o som da risada dela.
- Você é assim o tempo todo? - ela questionou, limpando as mãos no guardanapo que havia pegado da sorveteria.
- Assim como? - ele riu.
- Alegre! Você tá sempre rindo, fazendo gracinha! Eu nunca vi você sério, ou bravo! Acho que esse mood não existe para você!
Ele voltou a rir.
- Viu? - foi a vez de rir.
- Não! No trabalho eu sou bem sério! Especialmente se eu estiver na empresa!
- Eu duvido, Taehyung! - ela colocou as mãos na cintura, parando de caminhar.
V parou também de caminhar enquanto encarava a mais baixa, tentando ficar sério.
- Eu estou te falando, ! Duvida de mim não, baby!
- Então vamos ver quem ri primeiro? - ela propôs.
Taehyung jogou o corpo para trás enquanto ria e voltou a tentar ficar sério. encostou a testa na dele, ficando na ponta dos pés para conseguir tal ato. Os lábios de Taehyung ficaram secos com a proximidade do rosto dos dois quando ele sentiu o nariz dela bater no seu.
Logo ele umedeceu os lábios e encarou os olhos castanhos dela, que olhavam bem no fundo dos seus. Os olhos dele desceram para a boca dela e V engoliu seco. A vontade de beijá-la havia voltado com tudo.
percebeu os olhos dele pousados em seus lábios, ela sentiu uma fisgada na panturrilha devido a estar com ela muito esticada e então se desequilibrou momentaneamente, apoiando as mãos no peito de V, que se assustou e a segurou com força pela cintura, colando o corpo dos dois e fazendo com que os lábios de ambos se encostassem. fechou os olhos ao sentir os lábios de Taehyung roçarem os seus. O coração dela saltou dentro do peito enquanto encostava ainda mais os lábios nos dele. Ela o beijou. Taehyung não entendeu o que estava de fato acontecendo nos primeiros segundos, mas quando a língua dela pediu para entrar, ele permitiu sem relutar.
A língua deles estava gelada por causa do sorvete, o que provocou um arrepio gostoso na nuca de Taehyung, que sentiu lhe abraçar o pescoço. As mãos dele se mantiveram na cintura dela, apertando-a, hora com delicadeza, hora com força. A língua dos dois não brigava, elas apenas dançavam uma com a outra suavemente. As mãos de subiram até os cabelos de V e ela os acariciou enquanto aprofundava o beijo. Taehyung apertou a pele da cintura exposta dela e sentiu o corpo ficar quente.
desceu as mãos para a nuca de Taehyung apertando e arranhando-a em resposta. Taehyung mordeu o lábio inferior dela, que apertou os olhos. Voltou a colar os lábios nos dela, a língua dos dois dançava uma com a outra e Taehyung apertava o corpo dela no seu. A boca dos dois foi se separando uma da outra vagarosamente e Taehyung então selou os lábios dela delicadamente antes de soltar o corpo dela do seu.
o abraçou, colando o corpo dos dois outra vez, enquanto ele decidiu passear com as mãos pelas costas dela.
- Valeu muito a pena esperar! - ele sussurrou contra a pele dela.
arrepiou e se aninhou ainda mais no peito e pescoço dele enquanto ria, então depositou um beijo casto por lá. Taehyung sentia o coração bater com força e rápido dentro do peito, ele ainda sentia os lábios formigando. Sorriu. Sim, estava feliz, na verdade não podia estar mais feliz.
Os dois ficaram por alguns minutos assim, apenas abraçados. A cabeça de girava um pouco. Um beijo não estragaria a amizade deles, estragaria?
Ela levantou o rosto encontrando o dele. Os olhos de Taehyung encaravam os dela, brilhando. A noite começava a surgir e ele estava ainda mais bonito.
Taehyung segurou o rosto dela entre as mãos e a beijou outra vez. Um beijo mais feroz, com mais vontade, já que agora os lábios estavam se familiarizando um com o outro. As línguas antes pacíficas, agora brigavam pelo comando. Ele embrenhou uma das mãos entre os cabelos dela, pressionando o corpo dos dois ainda mais, enquanto puxava delicadamente os fios negros do cabelo dela. pensou que desmaiaria de tão boa a sensação de tê-lo ali puxando seus cabelos mesmo que tão delicadamente. Como o beijo dele era gostoso, como a sensação do corpo dos dois grudados um no outro era satisfatória! Assim que os dois se separaram, o encarou outra vez, com um sorriso nos lábios. Pediu ao universo que aquilo não acabasse com a amizade gostosa que os dois tinham.
- Você já quer ir para casa? Ou quer andar mais um pouco? - ele questionou, ainda segurando a cintura dela.
- Acho que a gente já pode ir! A tá sozinha!
Taehyung assentiu. Os dois caminharam abraçados até o carro dele.
Durante o caminho, nada havia mudado entre os dois, o assunto fluía normalmente, eles não pareciam estar sem graça um com o outro, ou arrependidos. relaxou os músculos. Ao chegar na portaria do prédio dela, os dois encostaram as testas, se encarando.
- Obrigada por hoje! - ela agradeceu.
- Promete que a gente vai repetir?
não entendeu se ele falava de eles terem mais tardes divertidas como aquela, se ele falava dos beijos ou de ambas as coisas. Mas ela apenas fez que sim com a cabeça. E ele selou os lábios dos dois demoradamente e ela saiu do carro.
V a assistiu entrar até que ela sumisse de suas vistas e o telefone vibrou dentro do carro. Era Jin. Atendeu prontamente, pois sabia que o amigo não andava bem.
- Fala, Jin! Aconteceu alguma coisa?
Jin suspirou, exasperado, do outro lado da linha.
- Você está ocupado, irmão?
- Estou deixando a em casa e indo para minha, quer que eu passe ai?
- Não! Não precisa, bro! Estava com a , é? - Taehyung conseguia ver o sorriso do melhor amigo em sua mente.
- E adivinha só? - Taehyung mordeu o lábio.
- Não! - Seokjin gritou, enquanto gargalhava - Rolou?
- Aham! - Seokjin soltou outro grito de animação, fazendo Taehyung rir.
- E como foi, cara? Você deve tá ainda mais apaixonado, né?
Taehyung sorria.
- Foi o melhor beijo que já dei na vida! Só o melhor, Jin! - Seokjin voltou a gargalhar, estava feliz pelo amigo - E você? Precisa de alguma coisa?
Jin voltou a suspirar.
- Eu te liguei porque me bateu uma vontade louca de falar com a ! Precisava falar com alguém!
- Você está mais calmo? Acha que consegue manter uma conversa civilizada com ela? - outro suspiro da parte do amigo - Aquele dia, daquela confusão toda no restaurante, eu conversei com ela no Instagram e ela perguntou de você! Me passou o número dela e me disse para te passar quando você estivesse mais calmo e quisesse de fato conversar com ela! Vou te mandar o número no Whatsapp, acho que está na hora, Jin! Seu coração tá pedindo, o escute, cara!
Jin engoliu seco. Os dois desligaram o telefone e logo a mensagem com o número de apareceu na conversa dos dois.



Quinquagésimo Quarto Capítulo - The heart wants what it wants

Jin ficou encarando o número dela ali com o coração palpitando enquanto travava uma luta consigo mesmo. Ligar para ela ou deixar para lá? Ele estava se torturando há dias com as fotos dela e com a vontade louca de tocá-la, abraçá-la com força, beijar os lábios bonitos dela…
Sentado em sua cama, ele se lembrou da última vez em que a havia visto, ali naquele quarto, o que teria acontecido se a irmã dele não tivesse aberto a porta? Ele teria conseguido resistir à tentação de não a beijar? E se eles tivessem se beijado? O que teria acontecido depois? A consciência dele pesava dia e noite por não ter acreditado na morte de Mário. Mas ele continuava não entendendo o porquê das mentiras! Para Jin, não havia justificativa plausível para tudo aquilo! Ela podia ter dito a verdade sobre a morte do irmão, sobre não querer criar vínculos e toda aquela dor não existiria hoje no peito dele.
Se levantou, ainda um pouco atônito e angustiado. Precisava tomar um ar ou sufocaria ali preso naquele quarto com memórias dela. Resolveu que daria uma volta pela praia e depois passaria em seu apartamento para levar algumas roupas, já que em cinco dias ele poderia finalmente voltar para lá. Pegou uma mala pequena, jogou algumas peças de roupas lá dentro - incluindo as íntimas - fechou a mala.
- Vou dar uma volta pela praia e depois levar algumas roupas de volta para o meu apartamento, mãe! Talvez eu volte para casa, mas talvez eu durma lá!
- Tá bom, filho! Toma cuidado, parece que vai chover forte! - a mãe sorriu enquanto erguia o rosto do livro que lia.
Ele sorriu de volta e saiu da casa, indo até a garagem, abrindo a porta do carro e depositando no banco de trás a mala, depois ele se sentou no banco do motorista, suspirou alto enquanto fechava os olhos. Ele sentia falta de poder beijar a testa de e de cheirar os seus cabelos…
Colocou o cinto e dirigiu rapidamente até a orla da praia que ficava bem próxima do condomínio dos pais, o que seria uma das coisas que ele sentiria falta ao voltar para seu próprio apartamento, a praia tão perto!
Sentiu o vento cortante bater em seu rosto e tirou os chinelos, carregando-os enquanto caminhava. As praias da Barra à noite costumavam ficar vazias e silenciosas, então somente o barulho do mar era ouvido por ele. O coração ficava mais apertado a cada passo que ele dava. Desbloqueou o celular e encarou o número dela lá, ele resolveu que o salvaria em sua agenda e assim o fez.
Engoliu seco e voltou a guardar o celular no bolso, caminhando mais alguns metros, até que o coração dele, já apertado dentro do peito, começou a saltar com força. O destino gostava muito de brincar com os dois e Jin teve certeza quando vislumbrou a silhueta dela a poucos passos dele.
olhava o mar, o vento jogava os cabelos dela para trás, fazendo eles parecerem maiores do que de fato estavam e Jin caminhou cegamente na direção dela, temendo que talvez ela fosse um delírio da mente cansada dele. Mas não era. Quando ele se aproximou mais dela, pode perceber as lágrimas descerem pela bochecha sempre rosada dela. A angústia que ele sentia aumentou dentro do peito, fazendo o coração dele parecer ainda menor e mais apertado. Ele sentiu as primeiras gotas da chuva pingarem por seu rosto e corpo, e parecia não ter se dado conta ainda da presença dele ali, tão próximo a ela.
amava tanto a praia que não passava um dia sequer sem dar uma passada por lá. E hoje, mais do que nunca, ela precisava da calmaria que o mar a proporcionava. Estava há dias sem notícias de Jin, ele não a havia procurado depois do jantar caótico na casa dos pais dele e ela simplesmente não se achava no direito de procurá-lo, por mais que isso fosse a coisa que ela mais quisesse na vida! As noites eram uma tortura para ela, onde sua mente vagava pela semana em que se amaram e depois passeava pelos dois reencontros turbulentos que tiveram. pensava nele a noite toda, dormindo três horas ou menos por noite desde então. O corpo dela estava cansado e a mente mais ainda, mas ela não conseguia desligar os pensamentos, só pensava em como gostaria que ele a entendesse e perdoasse, só pensava em beijar os lábios dele outra vez… A essa altura as lágrimas rolavam livres por sua face e ela sentia o corpo todo doer, da cabeça aos pés.
Jin sentiu um nó enorme se formar em sua garganta enquanto observava as lágrimas dela descerem sem parar. Ele não aguentou: colocou-se atrás da mais baixa e envolveu um dos braços pelo pescoço e ombros dela, encostando o corpo dela ao seu, sentindo os músculos do corpo de tensionar.
- Sou eu! - ele sussurrou com a voz embargada no ouvido de .
relaxou os músculos instantaneamente enquanto fechava os olhos. As lágrimas dela não cessaram, pelo contrário, desceram por seu rosto com ainda mais intensidade. Como ela desejou que ele estivesse ali!
- Jin! - ela balbuciou entre as lágrimas - Fica aqui!
Jin assentiu com a cabeça, tentando não chorar junto com ela. Matou a vontade de cheirar os cabelos negros dela, fechando os olhos enquanto o fazia. O coração dele batia rápido e ele sentia o cheiro bom que emanava sempre dos cabelos de . A angústia continuava lá, mas o corpo dela encostado ao seu, fez Jin querer gritar.
- O que você está fazendo aqui? - ela perguntou.
- Eu precisava pensar! E a praia me ajuda! Eu estava louco para falar ou ver você! O V me passou seu número! Mas não tive coragem de ligar, então eu vim para cá! Para tentar tirar essa vontade de mim. Só não esperava encontrar você! Meu coração quer uma coisa e minha mente outra, ! Eu sinto como se já tivesse passado uma primavera, dois verões, sete invernos e um inferno e eles doem muito, você me machucou tanto!
A chuva começava a ficar um pouco mais forte e os dois começavam a se molhar. Foi aí que se soltou do corpo dele com toda a força que tinha e então começou a caminhar rumo à orla, apenas queria voltar para casa. Parecia completamente impossível os dois se acertarem ou que eles pudessem conversar. Seokjin caminhou atrás dela e a segurou pelo braço quando finalmente a alcançou. A chuva já estava forte então ele abriu a porta do carro jogando no banco do carona e fechando a porta com força. agora tentava limpar as lágrimas. Jin adentrou o próprio carro e começou a dirigir rumo ao seu apartamento, com lá dentro. não sabia para onde eles estavam indo, mas ela só conseguia chorar e com isso as vistas dela estavam embaçadas, mas ela não tinha medo dele. Sabia que ele não teria coragem de fazer mal nenhum à ela. A chuva estava forte e Jin tinha certa dificuldade para dirigir. O coração dele ainda batia forte e ele não sabia direito o porquê estava fazendo aquilo, mas ele sabia que precisava tirá-la daquela praia e que não podia deixá-la sozinha naquele estado. Assim que os dois chegaram na garagem do prédio dele, cruzou os braços sobre o próprio corpo quando Jin desceu do carro. Ele abriu a porta de onde ela estava e ergueu a mão na direção dela que apenas balançou a cabeça em negativa. Jin suspirou, cansado.
- Por favor, , desce!
- Onde a gente está? - ela perguntou enquanto limpava as lágrimas do rosto.
- No meu prédio! Desce! Por favor! - a voz dele soava rouca agora.
desceu do carro e encarou o rosto sério dele. Os olhos de Jin estavam marejados e ela quis abraçá-lo com força. Jin fechou a porta do carona e abriu a porta do carro que dava para o banco de trás e pegou a mala.
- Vem! Quando a chuva passar a gente volta para o condomínio!
caminhou atrás de Jin até o elevador. Quando eles chegaram na porta do apartamento dele, , já sem chorar, perguntou:
- E por que você não me levou direto para lá? O que você quer comigo?
Jin colocou a chave na fechadura abrindo então o apartamento.
- Eu vivo em um campo minado de memórias, sem sentido, todas as noites o frio chega e dói muito, você me machucou muito, ! Um milhão de beijos perderam a vida e eu não sei por que eu continuo. Eu sonho e sonho com você, essa palavra, ela é levada pelo vento: sua maldita despedida! Quão fácil é que você me esqueça? Como você pode ser tão forte? Você inventou borboletas dentro de mim e agora somos dois estranhos! Nós prometemos muitas coisas, que no final hoje elas me machucam!
Jin adentrou o apartamento jogando a mala sobre o sofá.
- Seokjin! - ela entrou no apartamento.
Jin virou o corpo na direção dela e segurou a nuca dele com uma das mãos.
- Não vamos falar nada hoje! Não fala nada e me beija! E não me solta, me beija como se o mundo fosse acabar! Só hoje faz o que seu coração quer, Jin!
Seokjin engoliu seco enquanto descia o olhar para os lábios dela, o corpo dele o traindo como nunca antes. Chocou os lábios nos de com força e ela claro deu passagem para que a língua dele invadisse sua boca. As mãos de Seokjin encontraram a cintura dela colando o corpo de ao dele e ela enterrou as mãos em seus cabelos, puxando-os com força e depositando uma mordida no lábio inferior dele.
Seokjin apertou a cintura de com as duas mãos enquanto caminhava com ela com cuidado em direção ao quarto dele, cegamente. Jin retirou uma das mãos da cintura de apenas para tatear a parede do quarto buscando pelo interruptor, os lábios grudados como se de fato o mundo fosse acabar enquanto a chuva caía forte lá fora.
Os lábios se separaram buscando loucamente por ar e mantinha os olhos fechados enquanto Seokjin olhava para ela, com as bochechas ainda mais rosadas que o normal, a respiração descompassada enquanto o peito dela subia e descia rápido, os lábios inchados. Jin também não estava diferente, os lábios inchados, o peito saltando dentro da camiseta, a respiração descompassada. Os lábios e o corpo dele formigavam tamanha a vontade que ele sentia dela.
Mesmo molhados pela chuva, o corpo dos dois estava quente, depois de dois meses - ou um pouco mais - longe um do outro o desejo parecia ter aumentado e Seokjin resolveu que ali e agora não importava o que tinha acontecido e o quão caótico os dois eram. Ele a queria mais que tudo no mundo e sabia que ela também, ele havia sentido.
Seokjin encostou a testa na dela, selando os lábios de demoradamente e adentrou as mãos dentro da blusa fina que ela usava, gemeu baixinho ao sentir o toque gelado da mão dele em sua barriga quente e ela o abraçou pelo pescoço colando a boca na de Seokjin novamente. Ele se permitiu deslizar as mãos para cima sobre a pele dela, sentindo as mãos queimarem pela sensação de tê-la ali finalmente, depois de tanto tempo apenas sonhando.
A língua de dançava com a dele enquanto ele continuava a subir as mãos pela pele quente dela até que elas alcançaram os seios de por cima do sutiã. Os dois soltaram os lábios e voltou a gemer quando sentiu as mãos dele apertarem o local com força enquanto ela se agarrava a ele pelo pescoço para ter algum apoio ou cairia.
- Como eu quis tocar você de novo! - ele sussurrou contra os lábios dela.
Jin levantou lentamente a blusa que ela usava e ergueu os braços para que ele pudesse retirar o tecido do corpo dela e assim que ele o fez, os lábios dos dois voltaram a se chocar com certa pressa enquanto as mãos de Jin desciam sem pudor pelo corpo dela apertando e acariciando todos os lugares possíveis. mordeu o lábio inferior dele com força enquanto as mãos dela iam para a barra da camiseta que ele usava, a levantando e subindo-a com pressa. arrancou a camiseta que ele usava jogando-a em qualquer lugar pelo quarto e ele fez o mesmo com o sutiã que ela usava. A boca de Seokjin se encontrou com a pele ainda quente do pescoço dela e ele começou a distribuir beijos molhados por toda a extensão do lugar.
mordeu o lábio inferior, sentindo o corpo arrepiar com a boca molhada dele e voltou a agarrar os cabelos de Jin, puxando-os. A pele dos dois se encostou e Jin sentiu os mamilos enrijecidos de em contato com a pele exposta do peito dele e foi como se um vulcão entrasse em erupção dentro dele. A sensação de tocá-la e senti-la novamente depois de tanto tempo era indescritível!
A boca de Seokjin desceu do pescoço dela, encontrando um dos seus mamilos, no qual ele passou a língua por lá com pressa, logo abocanhando o seio dela todo, deixando a língua por lá em movimentos circulares pelo mamilo dela. puxou os cabelos de Jin com ainda mais força enquanto fechava os olhos, gemendo. A sensação da boca dele ali depois de tanto tempo continuava gostosa, mesmo que se lembrasse perfeitamente de quando transaram lá na praia. Hoje parecia diferente, a saudade que sentiam um do outro estava sendo um tempero a mais. Jin a segurava pelas costas com um dos braços envolto fortemente em volta dela, então ele subiu a outra mão pela pele dela até alcançar o outro seio de , apertando-o com força. Ele estava com tanta saudade do corpo quente dela! soltou mais um gemido, dessa vez alto, sem pudor algum. Jin sentia o corpo arrepiar ao ouvir os gemidos saírem da boca dela. Soltou vagarosamente o seio direito dela e logo abocanhou o seio esquerdo que antes era apalpado pela mão grande dele.
desceu as mãos pelas costas dele, sem arranhar, apenas acariciando a pele e parou no bumbum dele, deixando um aperto no local, pressionando a pelve dele na sua. Ao sentir a ereção dele ali encostando em sua intimidade, mordeu o lóbulo da orelha esquerda dele e Jin ergueu a boca até a altura do ouvido dela.
- Vamos devagar hoje… - ele sussurrou enquanto caminhava com ela até a cama.
A pele de arrepiou com a voz rouca dele e com o pedido até que sentiu as costas baterem no colchão macio da cama. Abriu os olhos, encarando os orbes pretos dele direto nos seus e sentiu outra vez a ereção dele pressionando sua entrada enquanto ela abria mais as pernas. Seokjin soltou um gemido baixo contra os lábios de ao sentir o calor da intimidade dela de encontro ao seu membro, mesmo ela ainda vestida com o short.
Jin desceu as mãos pela lateral do corpo dela até que chegou ao botão do short jeans que ela usava, ele engoliu seco e voltou a encarar os olhos castanhos de , como se pedisse permissão para retirar a peça. assentiu com a cabeça, entendendo. Ansiava por mais toques dele em sua pele. Jin então desabotoou o short e desceu rapidamente o tecido pelas pernas longas dela passando as pontas dos dedos por elas e então fechou os olhos. A intimidade pulsava de saudade de sentir os dedos dele por lá. Jin a vislumbrou ali, deitada em sua cama, completamente entregue a ele outra vez e foi como se o tempo não tivesse passado.
O corpo dela parecia ainda mais bonito depois dos meses sem vê-la e a boca dele salivou de vontade de prová-la, especialmente quando ele passou o polegar pela intimidade molhada dela. voltou a gemer alto ao sentir o polegar dele lhe pressionar o clítoris e então mordeu o lábio inferior para os conter.
Jin soltou um sorriso de canto ao perceber o quão afetada ela estava com os toques dele e voltou a provocá-la, passando o polegar pela mesma região em movimentos circulares e se agarrou aos lençóis da cama dele, abrindo a boca com a sensação de prazer lhe invadindo os poros.
Abruptamente ele cessou os movimentos fazendo abrir os olhos, com medo de ele ter mudado de ideia, apenas para vê-lo descer sua calcinha por suas pernas. Ela não teve muito tempo para raciocinar, logo um dos dedos de Jin a invadiram, sem muita dificuldade. Ele se inclinou sobre o corpo de , que continha os gemidos na garganta.
- Por que você está se segurando? - ele mordeu o queixo dela.
O dedo Jin se movimentou dentro dela e segurou as costas dele com as unhas, cravando-as na pele quente e já suada de Jin.
- Eu quero ouvir você gemer, ! - ele sussurrou no ouvido dela enquanto introduziu um segundo dedo.
sentiu a cabeça rodar enquanto apertava as pernas tamanho o prazer que lhe invadiu o corpo, tanto pelos dedos de Jin quanto pelas palavras dele. Cravou as unhas na pele dele com mais força, mas Jin parecia não estar incomodado mesmo que sentisse uma leve ardência com as unhas dela o machucando. Ele enterrou o rosto na curva do pescoço dela enquanto os dedos longos dele entravam e saiam dela. resolveu que atenderia o pedido de Jin, encostando os lábios em um dos ouvidos dele, ela gemeu baixinho para que só ele pudesse escutar. Jin fechou os olhos com força ao ouvir os gemidos de lhe invadirem os tímpanos. Os movimentos dos dedos de Jin foram ficando cada vez mais lentos e quase implorou para que ele voltasse a acelerá-los dentro de sua intimidade, e quando ele retirou os dois de lá de uma vez só, ela bufou em frustração, arrancando um sorriso satisfeito de Seokjin.
O corpo dele se desgrudou do dela, e abriu os olhos, o encarando, temendo mais uma vez que ele tivesse desistido de continuar. Mas Jin abriu um pouco mais as pernas dela enquanto se aconchegou no meio delas, levando os dedos à boca e provando do gosto dela fazendo com que levasse o próprio dedo à intimidade, fazendo ela mesma movimentos circulares em seu clítoris.
Jin observou e deixou que ela brincasse um pouco consigo mesma enquanto ele passava uma das mãos também pela própria ereção ainda coberta pela roupa íntima e pelo jeans grosso da calça que ele usava, sem tirar os olhos da mão dela.
fez menção de se levantar para ajudá-lo, mas Jin a segurou pelo ombros, deitando-a na cama novamente e os dois se encararam profundamente, viu o corpo de Jin descer novamente por seu corpo e ele então começou a distribuir beijos pela barriga tensionada de que colocou as mãos em seus cabelos, acariciando-os. Jin depositava beijos molhados pela barriga dela e hora ou outra ele deixava algumas lambidas pelo lugar fazendo o corpo de tensionar ainda mais.
Assim que a boca dele alcançou a parte interna de suas coxas, a intimidade de pulsou de ansiedade e ela mordeu o lábio inferior esperando que os lábios dele logo alcançassem o ponto mais sensível de seu corpo… Assim que ela sentiu a respiração de Seokjin bater por lá, ela gemeu, empurrando o rosto dele na direção de onde gostaria de senti-lo. Ao sentir a língua dele invadir sua intimidade, enlaçou as pernas em volta da cintura fina de Jin que segurou as coxas dela com as duas mãos, enquanto acelerava o movimento da língua em seu clítoris. Jin sentiu o membro apertar ainda mais dentro da calça ao se lembrar de como ela era quente e então os dois gemeram juntos. Quando a língua de Seokjin entrou dentro dela, sentiu os músculos da perna começarem a tremer, e Jin também, então ele apertou as coxas dela com força, cravando de leve as unhas por lá, começando a movimentar a língua dentro dela: entrando e saindo com ela.
O gemido alto que saiu da boca dela foi como música para os ouvidos de Jin e ele sentia o membro pulsar cada vez mais de vontade de tê-la. A língua de Jin trabalhava incessantemente dentro de e ela sentia as ondas de prazer ficarem cada vez mais intensas. Até que Jin tirou as mãos de suas coxas, levou a língua para o clítóris inchado dela e introduziu um dos dedos novamente em sua intimidade, enquanto circundava o ponto sensível dela com a língua. puxou os cabelos de Jin com força enquanto deixava mais um gemido alto escapar. Logo uma onda de prazer tão intensa a atingiu que ela sabia que tinha chegado lá. Seokjin deixou que o corpo dela se acalmasse enquanto ele se livrava da calça jeans já apertada.
se ajoelhou na cama, com certa dificuldade, ainda sentindo alguns espasmos se espalharem pelo corpo e encarou Jin parado em sua frente, apenas com a cueca boxer cobrindo seu corpo. Seus olhos passearam vagarosamente pela ereção visível dentro do tecido preto. Ele era tão lindo! umedeceu os lábios e ela se arrastou perto da cabeceira da cama dele, batendo a mão ao lado, ordenando que Seokjin se sentasse lá.
Antes, ele pegou um preservativo dentro do guarda-roupas e entregou para ela, depois fez o que ela pediu: sentou-se ao lado dela na cama, retirando a única peça de roupa que o cobria. Fazendo morder o lábio inferior, Jin olhou nos olhos dela e enxergou o mesmo desejo de antes, de quando ela ainda era Olívia para ele… Agarrou o próprio membro com uma das mãos enquanto ela rasgava a embalagem do preservativo. se colocou entre o meio das pernas dele, e colocou o preservativo em seu membro enquanto o ouvia gemer baixinho com o contato das mãos dela.
Logo ela se posicionou no colo dele, com uma perna de cada lado de seu corpo e Jin posicionou o membro na entrada dela, ainda sensível pelo orgasmo de minutos antes. Jin jogou a cabeça para trás levemente assim que o membro dele começou a invadir a intimidade dela. beijou o pescoço dele enquanto deslizava pelo membro dele bem devagar, arrancando gemidos chorosos da garganta de Jin. O gemido dele fez o corpo de voltar a ficar em chamas e logo ela aumentou o ritmo do quadril.
As mãos de Jin a seguravam firmemente pela cintura, mas por enquanto ele estava deixando que ela ditasse os movimentos, Jin sentiu que ela parecia um pouco mais apertada e quando ela rebolou o quadril vagarosamente em seu membro, Jin soltou um gemido alto apertando a cintura dela com força. gemeu também em resposta, sentindo o membro dele invadir todos os espaços de seu corpo. As mãos dela estavam apoiadas em seu peito e Jin então começou a ajudá-la com o movimento dos quadris.
Os dois gemiam juntos, mas Jin gemia mais alto, fazendo com que às vezes se calasse apenas para escutá-lo. Era tão gostoso ouvir os gemidos manhosos que saiam da boca dele! Jin voltou a deixar que ela guiasse os movimentos e agora, como se quisesse torturá-lo, movia-se bem devagar…
- Se você continuar… - ele pausou para gemer - Montando assim em mim… Vai ser perigoso!
Outro gemido sofrido escapou dos lábios dele quando acelerou os movimentos. Ela sorriu, satisfeita com o efeito que estava provocando no homem. Ela queria beijá-lo, mas os gemidos incessantes que saiam da boca dele, pareciam mais interessantes agora. Jin segurou os quadris dela com força, empurrando-a para cima e para baixo e ele sentia a intimidade de sugando o membro dele a cada movimento. Os corpos de ambos já estavam completamente suados e tudo o que se podia ouvir no quarto eram os gemidos dos dois.
- Você… gosta… quando fica por cima? - incapaz de formular uma frase completa apenas assentiu com a cabeça enquanto subia as mãos pelo peito dele.
Os gemidos de Jin voltaram a ficar sôfregos quando ela desacelerou os quadris, para provocá-lo e as mãos dele lhe apertaram os quadris enquanto ele encostava a testa na dela, ainda gemendo.
acelerou os quadris enquanto se segurava nos ombros dele e enterrou o rosto no pescoço - suado, mas ainda cheiroso - de Jin. Ela sentia as pernas ficarem fracas e a conhecida pressão no estômago estava chegando, então ela gemeu baixinho contra a pele dele.
- Você… - ele suspirou pesadamente antes de gemer outra vez -, já está quase no limite outra vez, não é?
continuou acelerando os movimentos com o quadril em resposta à pergunta dele. Que gemia, mais e mais. beijou o pescoço de Jin, sugando a pele exposta perto da orelha dele, enquanto balançava os quadris e o ouvia gemer alto, bem alto.
- Isso é tão bom! - ele deslizou as mãos pelas costas suadas dela antes de voltá-las para a cintura de - Eu ainda não…
sentiu a pressão no estômago aumentar conforme ela rebolava e em alguns segundos um segundo orgasmo a atingiu com força, fazendo com que ela gemesse alto, perto do ouvido de Seokjin, que sorriu, satisfeito enquanto as pernas dela tremiam outra vez. De olhos fechados ela se entregou ao prazer que sentia enquanto Jin lhe apertava uma das nádegas.
Alguns segundos depois, sentiu as mãos dele lhe segurarem com força, enquanto ele mudava as posições sem sair de dentro dela. As costas dela se encontraram com o colchão e ela gemeu quando ele tirou o membro de dentro dela.
- Você está cansada? - ele perguntou enquanto passava o dedo indicador pela intimidade encharcada dela.
não raciocinava direito, então ela apenas balançou a cabeça que não, antes de sentir a boca dele lhe sugar um dos seios, fazendo com que ela gemesse o nome dele.
- Então agora, eu fico por cima! - sentiu o membro dele pressionar sua entrada ainda sensível.
Instintivamente fechou as pernas ao sentir o membro dele pressionar sua intimidade para entrar e agarrou os lençóis.
- Fique quieta! - Jin segurou as duas pernas dela, abrindo-as - E relaxa!
Jin pressionou o membro com um pouco mais de força, mas estava apertada demais agora, então ele passou o polegar pelo clítoris dela, na intenção de estimulá-la. E então ouviu um gemido rouco sair dos lábios dela, pressionou mais e mais o membro, ainda duro que nem concreto.
- Por que você está tão apertada? - ele jogou a cabeça para trás e gemeu.
Aquilo estava tão gostoso! Ele jamais imaginou que transar com ela depois de tanto tempo, poderia ser tão gostoso! Como os dois aguentaram tanto tempo sem se encostar depois que se reencontraram?
- Seu interior está me agarrando com tanta força! Ah ! - ele gemeu ainda com a cabeça para trás enquanto a intimidade agora molhada de o engolia.
E então Jin começou a se movimentar enquanto deitava o corpo sobre o de , voltando a gemer manhosamente. envolveu os braços no pescoço dele enquanto também soltava alguns gemidos. Ele se movimentava bem lentamente…
- Entrando e saindo dentro de você... - ele gemeu outra vez - Dessa forma! Me desculpa… mas eu quero muito… fazer nós dois sentirmos prazer!
abriu os olhos, arregalando-os levemente. Esse era definitivamente um lado que ela não conhecia de Seokjin. Ele ainda se movimentava lentamente.
- O quê? Não gosta quando eu falo essas coisas?
agarrou os cabelos dele e então colou os lábios dos dois em resposta. Os dois se beijaram intensamente enquanto Jin entrava e saia de dentro dela. sentia as paredes dela se contraírem e sabia que se ele intensificasse os movimentos, ela gozaria rapidamente, assim que sentiu as veias do membro de Jin pulsarem dentro dela, ela soube que ele também estava quase lá… Assim que os dois desgrudaram os lábios, ele sussurrou no ouvido dela enquanto parava lentamente de se movimentar:
- Já está quase? - mordeu o lábio dele - Quer que eu pare um pouco?
- Não, Seokjin! Por favor, não! - agarrou-se ainda mais ao corpo dele.
- Quer que eu continue? - foi a vez de ele morder o lábio dela - Então eu vou continuar empurrando para dentro de você! E você só vai gozar, quando eu deixar!
apertou os braços em volta dele enquanto empurrava o quadril querendo retomar o ato e Jin riu.
- Eu falo isso, mas também já estou quase...
E os movimentos começaram a ficar mais intensos e sentia que poderia desmaiar com o próximo orgasmo, tão intensamente ele entrava e saia. Os gemidos dela, já cansada, eram baixos e os de Jin a acompanharam, bem perto dos ouvidos dela. Assim que a intimidade de apertou os músculos em volta do membro dele, involuntariamente, já que ela estava perto, os gemidos de Jin ficaram altos e manhosos outra vez, e as estocadas cada vez mais violentas. Ele avisou a que ela poderia gozar, já que ele também iria, e mais uma vez, juntos os dois gozaram. Os gemidos de Jin eram uma bagunça misturados aos de . Ela sentiu o membro dele pulsar dentro dela enquanto ele gozava.
Exausto, Jin deixou o corpo cair sobre o de , que o abraçou com força enquanto lhe beijava os ombros carinhosamente. Assim que o corpo de Jin relaxou, ele ergueu o rosto, encarando os olhos fechados de e acariciou o rosto dela com a ponta dos dedos e depois ele lhe beijou os lábios delicadamente. correspondeu ao beijo enquanto acariciava as costas dele com carinho e o sentia sair em definitivo dela. E agora? O que seria dos dois?
- Eu me apaixonei por você, Seokjin! - ela ousou sussurrar contra os lábios dele quando eles pararam o beijo.
Seokjin sentiu o coração parar de bater por alguns segundos e ele se levantou, deixando no vácuo. Ela se sentou na cama dele, encostando os pés no tapete felpudo do quarto enquanto observava Jin caminhar em direção ao banheiro. fechou os olhos, sentindo a frustração invadir cada poro de seu corpo.
- Vem tomar um banho, ! - ele chamou escorado no batente da porta da suíte.
enrolou os cabelos fazendo um coque com ele e então caminhou até ele, que observou outra vez o corpo nu dela. Os dois entraram no box e Seokjin sentiu a água quente tocar suas costas e encarou , que tinha algumas lágrimas nos olhos enquanto encarava Jin de volta.
Jin tomou seu banho normalmente, quase como se não estivesse ali. Ela o observava com os braços cruzados abaixo do peito, se sentindo subitamente envergonhada. Assim que ele terminou, ele entregou o sabonete e a bucha para ela, que pegou os itens. Ele deu espaço para que entrasse embaixo do chuveiro, então ele resolveu tomar os itens da mão dela, fazendo com que ela se assustasse. Jin virou-a de costas para ele e esfregou as costas dela com a bucha, fechou os olhos e ele ensaboou o restante do corpo dela. Quando os dois já estavam limpos, quis abraçá-lo. E assim ela o fez, envolvendo os braços na cintura dele. Seokjin sentiu os olhos marejarem quando ela encostou a cabeça no peito molhado dele. Com uma das mãos ele soltou o cabelo dela enquanto caminhava de volta ao chuveiro com ela em seus braços. Os dois sentiram a água cair, enquanto Jin acariciava as costas dela com as mãos. O coração dele saltava dentro do peito, rapidamente e o de também. Ela sentiu vontade de nunca mais soltá-lo e se aninhou um pouco mais no peito dele, que agora acariciava a bochecha dela.
- Eu senti muito a sua falta! - apertou a cintura dele e depositou um beijo sereno no peito dele antes de voltar a deitar a cabeça lá.
Os dois ficaram alguns minutos apenas abraçados, sentindo a água até que saíram do banheiro. O celular de brilhava a tela e ela escutou o barulho da chuva forte que ainda caía lá fora, assim como os clarões provocados pelos raios iluminavam o quarto de Jin hora ou outra. Haviam três chamadas perdidas da mãe dela, provavelmente preocupada porque a filha não havia voltado para casa ainda e ela falou que iria somente à praia.
- Esqueci que tá chovendo! - ela desbloqueou o celular e ligou para a mãe.
Jin abriu o guarda-roupas e pegou uma calça de moletom roxa e uma blusa do mesmo material e cor, enquanto ele se vestia, observava falar com a mãe.
- Oi, mãe! Me desculpa! Eu deveria ter avisado, é que encontrei um amigo na praia - ela pausou e então mordeu a unha do polegar, encarando Jin – Estou na casa dele! Não estou na chuva, não! E não estou de carro!
Jin arrumou os cabelos molhados, bagunçando-os e quis sorrir, achando-o o homem mais bonito do mundo.
- Tá bom, mãe, eu já sei! Só volto para casa quando a chuva passar, pode deixar! Eu estou segura! Fica tranquila, tá?
Assim que ela desligou, começou a pegar suas roupas pelo chão.
- As roupas estão molhadas, ! Veste isso aqui!
o encarou enquanto ele procurava algo no guarda-roupa outra vez. Ele entregou uma calça também de moletom cinza e uma camiseta preta sem estampa.
pegou as peças de roupa e começou a caminhar em direção ao banheiro.
- Não precisa se trocar no banheiro! Se você quiser eu saio para você trocar aqui, mas não tem necessidade, depois do que nós fizemos, de novo!
engoliu seco e então deixou a toalha cair pelo chão do quarto, se trocando enquanto ele se deitava na cama. Quando ela terminou de pentear os cabelos lisos com os próprios dedos, Seokjin chamou para que ela se deitasse ao seu lado.
- Por que a preocupação da sua mãe com a chuva?
respirou fundo, se ajeitando na cama e sentiu a mão dele segurar a sua.
- O Mário morreu num acidente de moto, na chuva! Minha mãe ficou traumatizada e desde então toda vez que chove e eu ou meu pai estamos fora de casa, ela fica desesperada! Daí ela sempre pede que a gente espere a chuva passar para dirigir ou sair!
Jin apertou a mão dela com força, sentindo uma pontada no coração. A perda do irmão ainda era recente, então ele pensou em como se sentia ao ter que falar dele.
- Sinto muito pela morte dele, ! E bom, me desculpe por não ter acreditado quando você disse que ele era seu irmão! - assentiu positivamente para ele - É que fica difícil acreditar em algo que você diz, depois de tantas mentiras!
soltou a mão dele e se levantou da cama. Jin umedeceu os lábios com a língua.
- O quê? Eu falei alguma mentira? Você que mentiu para mim!
- E quantas vezes você vai jogar isso na minha cara? Chega, Jin!
- O que você esperava? Que eu arrancasse tudo isso do meu coração fácil da mesma forma que você me deixou sem remorso algum?
- Não foi sem remorso algum! Eu sofri quase tanto quanto você! Caramba, Jin! - ela pegou as roupas dela espalhadas pelo chão outra vez.
- E como eu acredito, ? Como?
pegou o celular que estava em cima da cama e saiu do quarto, passando pela sala e abrindo a porta do apartamento. Não adiantava! não gastaria sua saliva em vão! Por um momento ela teve esperança de que os dois finalmente se acertariam, mas, pelo visto, não! O coração parecia queimar o peito dela. Entrou dentro do elevador e apertou o botão que fazia a porta fechar e quando estava quase se fechando, ela viu as grandes mãos de Jin impedirem o elevador e a porta se abriu toda novamente. virou o rosto para não encará-lo.
- Volta! - ele pediu, com a voz séria.
- Me deixa em paz, Jin!
- , volta para o apartamento agora! Está chovendo muito e não tem condições de eu te levar para casa agora!
- Não é você que vai me levar embora, eu vou sozinha!
- Você não vai a lugar algum com essa chuva! Esqueceu do que a sua mãe pediu?
continuava encarando a parede do elevador, com as lágrimas prontas para descer a qualquer momento.
- Por Deus, garota! - ela sentiu uma das mãos grandes de Jin segurarem seu pulso com força enquanto ela era puxada por ele para fora do elevador - Você me tira do sério!
- Me solta, Seokjin! - protestava, tentando se soltar dele.
Foi jogada para dentro do apartamento outra vez e Jin o trancou atrás de si.
- Você dorme aqui comigo e ponto final! Me escutou?
assentiu que sim, enquanto caminhava de volta para o quarto de Seokjin, já chorando. Jin foi atrás dela, a puxando pela cintura, fazendo o corpo dela se encontrar com o dele, a abraçando por trás.
- Me desculpa! Me desculpa! É que eu fico fora de mim quando lembro de tudo! Mas não vou mais tocar nesse assunto, tá bom? - voltou a assentir.
Os dois se abraçaram.
- Eu ia me sentir culpado se você voltasse para casa e acontecesse alguma coisa com você!
segurou o rosto dele entre as mãos e beijou a testa dele.
- Vou preparar alguma coisa para a gente comer, bom, se eu conseguir, estou sem fogão. Na verdade, tá faltando vários móveis e a cozinha e o banheiro das visitas ainda estão em reforma… Você quer ficar comigo na cozinha ou prefere ficar aqui no quarto?
- Acho que vou ficar aqui no quarto mesmo, você se importa? - ele fez que não com a cabeça e então beijou a bochecha dela antes de deixá-la sozinha.
acabou pegando no sono enquanto Jin cozinhava para eles e acordou com Jin segurando sua canela e balançando-a levemente.
- Trouxe para a gente comer aqui! Estou sem mesa e cadeira também! - ele riu.
se sentou na cama, se aproximando de Jin. Acariciou o rosto dele com uma das mãos, ele fechou os olhos, se perguntando se aquilo era real…
Os dois comeram os sanduíches que Jin havia preparado, enquanto a chuva ainda caía lá fora, sem cessar. Depois, Jin levou as coisas para a cozinha e voltou, ligando a TV e apagando a luz do quarto em seguida. Observou já sonolenta deitada em sua cama. Engoliu seco com a cena. Ele poderia muito bem tê-la ali, todos os dias em sua cama, vestindo suas roupas… balançou a cabeça e se ajeitou ao lado dela, cobrindo os dois. se aconchegou em seu peito outra vez, inalando com força o cheiro dele para dentro de suas narinas. Logo ela adormeceu com Jin fazendo carinho em seus cabelos. Jin observou o rosto dela e depois depositou um beijo delicado na ponta do nariz dela. Ajeitou ela sobre a cama e adormeceu enquanto fazia carinho no rosto delicado dela.
Abriu os olhos ao ouvir o celular despertar embaixo do travesseiro, se sentou na cama enquanto desligava o alarme e se levantou. Olhou para cama e ela estava vazia… “De novo não!” ele pensou, fechando os olhos com força. Ouviu a porta se abrir atrás dele e girou o corpo encontrando . Ela tinha uma bandeja nas mãos e caminhou com ela em direção a ele.
Jin sorriu sem mostrar os dentes ao ver que ela não tinha ido embora como da última vez…
- Você tem mesmo o sono pesado, né? Tentei te acordar para me ajudar a fazer o café, mas nada! - os dois riram e ela depositou a bandeja na cama - Senta, vamos tomar café!
Seokjin assim o fez e os dois começaram a comer.
- Você já reparou que sempre chove quando a gente se encontra? - ele ergueu uma sobrancelha enquanto perguntava.
sorriu enquanto limpava o canto da boca de Jin.
- Sim! E são sempre temporais, né? Chuvas fortes…
Os dois se encararam em silêncio e resolveram terminar de comer.
- Você começa no trabalho que horas? - ele se levantou, sendo seguido por ela.
- A hora que eu quiser, desde que cumpra minha carga horária! - Seokjin assentiu e então caminhou rumo ao armário para se trocar - E você?
- Posso chegar a hora que eu quiser na exposição! É a última semana, inclusive!
Os dois voltaram a se olhar e resolveu deixá-lo sozinho para que ele se trocasse com mais privacidade. Com a roupa já seca, ela se trocou na sala mesmo, deixando a roupa dele sobre o sofá, perto da mala que ele havia levado.
Quando ele apareceu na sala, já pronto, o coração de acelerou. Ele definitivamente era o homem mais bonito do mundo para ela. Os dois assentiram um para o outro e Jin destrancou a porta do apartamento para ela.
Dentro do elevador, os dois ficaram em silêncio. Dentro do carro, o silêncio reinou também. Dentro do condomínio Jin fez questão de parar o carro na porta da casa dos pais dela. se desfez do cinto e virou o rosto na direção dele.
- Sabe, Jin, essa era a despedida que você merecia de verdade! - Jin a observou, calado - Eu ainda quero me explicar melhor e me desculpar! Mas quando você estiver pronto para isso! Pronto para me ouvir!
Jin abaixou a cabeça rapidamente e a levantou novamente em seguida.
- Obrigada por ter me deixado ficar na sua casa durante a chuva! - ele balançou a cabeça positivamente.
segurou o rosto dele entre as mãos e Jin encostou a testa na dela, os lábios dos dois se encostaram e o beijou. Um beijo lento, porém, rápido. Jin assistiu ela descer do carro e entrar na casa. Ele sentiu o coração se partir outra vez, mas era uma sensação diferente. Ele queria vê-la de novo… isso tinha certeza. Foi para a casa dos pais.



Quinquagésimo Quinto Capítulo - Leave before you love me

“I see you calling, I didn't wanna leave you like that! It's five in the morning, yeah, yeah, a hundred on the dash.”

Ouviu a primeira estrofe da música nova dos Jonas Brothers ecoar baixinho por sua cozinha enquanto ela colocava a água num copo.

“Cause my wheels are rolling, ain't taking my foot off the gas and it only took the one night to see the end of the staring deep in your eyes, eyes.”

voltou para a sala e se sentou em frente à TV enquanto observava Joe Jonas nela, sempre tivera um crush no homem, desde a adolescência. Sorriu o observando e então balançou a cabeça se sentindo “velha”.

“Dancing on the edge, 'bout to take it too far, it's messing with my head, how I mess with your heart! If you wake up in your bed, alone in the dark… I'm sorry, gotta leave before you love me!”

Olhou o Whatsapp, viu a conversa de Jimin ali e era como se ela a chamasse. Abriu a conversa… respirou fundo e bloqueou o celular. Havia alguns dias que ele não oferecia carona para ela e ela também não tinha coragem de pedir… os dois não haviam se beijado mais desde então. Ela não sabia se estava tudo bem com ele ou com os dois…

“Too good at knowing ff when to leave the party behind. Don't care if they notice, yeah, yeah, no… I'll just catch a ride! I'd rather be lonely, yeah, than wrapped around your body too tight. Yeah, I'm the type to get naked, won't give my heart up for breaking ‘cause too gone to be staying, staying (dancing on).”

Voltou a olhar o clipe na televisão, mas não prestava atenção, sua mente vagava nos momentos com Jimin, ela podia jurar que conseguia sentir os lábios dele tocando os dela todas as vezes que pensava nele. Foi quando o celular começou a vibrar sobre sua perna com o nome dele estampado nela. Os olhos de se arregalaram, era real ou estaria ela apenas imaginando, tamanha a vontade de vê-lo? Balançou a cabeça algumas vezes, tinha de se acalmar! Tinha de acalmar a mente, não podia ficar assim por causa de Park Jimin!

“Dancing on the edge, 'bout to take it too far, it's messing with my head, how I mess with your heart! If you wake up in your bed, alone in the dark… I'm sorry, gotta leave before you love me!”

O celular continuou vibrando e então ela o atendeu.
- Alô! - respirou fundo como se estivesse cansada e até bocejou.
- Eu te acordei? - Jimin olhou a hora com certa dificuldade no relógio de pulso que usava - São dez da noite ainda e você é o zangado, não o soneca!
Ela ouviu a gargalhada dele ecoar em seus ouvidos. Acabou por sorrir também e mordeu o lábio inferior na intenção de conter a alegria que sentiu ao ouvir a voz dele.
- O que você quer uma hora dessas? - ela fingiu indiferença.
- Vem aqui na sua sacada!
- O quê? - ela ficou de pé num impulso - Como assim, Jimin? Não estou com paciência!
- Como se em algum dia da sua vida você estivesse com paciência! - ele revirou os olhos. - Você pode, por favor, aparecer na sua sacada? Não é nenhuma brincadeira, eu juro!
Foi a vez de revirar os olhos enquanto calçava os chinelos e colocava o copo sobre a mesa de centro da pequena sala e pediu que ele esperasse. Caminhou preguiçosamente até a sacada e abriu com força a cortina branca que já se encontrava aberta, com medo de ser alguma brincadeira idiota do colega de trabalho, o que seria a cara dele. Mas tão grande foi a sua surpresa ao avistar Jimin lá, na rua, tentando equilibrar duas caixas de pizza em uma mão só, enquanto segurava o celular no ouvido, com uma sacola nessa mesma mão e ele olhava para ela com o sorriso mais lindo do mundo. quis sorrir, mas não. Na frente dele não!
- O que você tá fazendo aqui? - ela balançou a cabeça, ainda um pouco incrédula.
- Você bem que podia descer e me ajudar, né? Tá pesado e eu não me lembro do seu andar e nem do número do seu apartamento! Estou esperando!
E ele desligou, ainda encarando na sacada, com o mesmo sorriso. O vento bagunçava ligeiramente seus cabelos negros e agora grandinhos.
fechou a cortina, respirou fundo tentando mais uma vez não pirar! Não queria parecer animada demais perto dele, não queria de jeito nenhum que ele percebesse que ela estava animada com a presença dele ali, que dirá então que estava com saudades dele e do toque dele…
Cumprimentou o porteiro enquanto destrancava o portão perto da guarita e Jimin então caminhou até ela, entregando uma sacola com uma garrafa de vinho dentro para ela. Ele atravessou o portão com o olhar atento do porteiro e sentiu as bochechas queimarem, detestava que as pessoas ficassem por dentro do que se passava em sua vida! Não gostava de ser julgada pelos outros, nem um pouco.
Os dois subiram em silêncio para o apartamento dela, mas ela sentia o olhar de Jimin queimar sobre sua pele hora ou outra. Ele entrou no apartamento antes de e logo caminhou para a cozinha com as duas pizzas colocando-as sobre o balcão e logo chegou também à cozinha tirando o vinho da sacola e colocando dentro da geladeira. Até agora, nenhuma palavra havia sido trocada entre os dois. E parecia estar um pouco envergonhada ou nervosa, pelo menos assim achava Jimin. Ele sempre que podia a observava, sabia que ela se faria de difícil no começo, a conhecia bem! E então os dois se encararam diretamente pela primeira vez na noite. Jimin escorado no balcão de sua pia e ela em frente a geladeira. engoliu seco enquanto ele umedeceu o lábio inferior com a língua.
- Não sabia que você gostava de banda teen! - ele apontou para sala enquanto sorria, cínico.
revirou os olhos com força enquanto se aproximava dele no balcão, abrindo a caixa de uma das pizzas.
- Eles ainda fazem muito sucesso! - deu de ombros - Nós mulheres não nos desencantamos dos nossos ídolos tão fácil assim! Podem passar anos que a gente continua acompanhando! Mesmo que não com a mesma intensidade! E o Joe é como vinho! Envelhece muito bem e fica sempre mais gostoso com o tempo! - provocou.
Jimin ergueu uma sobrancelha e então gargalhou, divertido. pegou dois pratos nas gavetas do armário e também os talheres e ele a observou mais uma vez. O coração palpitando cada vez mais rápido enquanto os olhos dele passeavam pelo corpo dela sem pudor.
Ela se serviu, entregou um prato para ele e caminhou até a sala deixando Jimin sozinho na cozinha. Ele balançou a cabeça em negativa, ela não mudava! Ele se serviu e pegou o vinho na geladeira, caminhou até ela na sala e colocou o vinho sobre a mesinha e seu prato sobre o sofá.
- Onde ficam suas taças? - apontou para a parte de cima do armário enquanto tinha a boca cheia.
Jimin pegou duas taças do armário branco dela, voltou para a sala, serviu as taças dos dois e se sentou ao lado dela.
- Vamos assistir a trajetória musical dos Jonas Brothers? - ele gargalhou antes de morder um pedaço de sua pizza.
não aguentou e também soltou uma risada e depois bateu na coxa dele com força.
- Então você sabe até o nome da banda teen? Olha só, hein! Você tem cara de quem ouvia escondido, ou então ouvia só para seduzir as meninas que também ouviam!
Jimin voltou a gargalhar jogando a cabeça para trás e depois olhou para ela tomando o vinho. Os dois então se encararam.
- Nem um, nem outro! Eu não fui um adolescente pegador! Mas na faculdade… - foi a vez dele beber um gole de seu vinho.
fez uma expressão de indiferença enquanto ajeitava o cabelo e tomou mais um gole de seu vinho também.
- Você não era tímido? Na época de ensino médio e faculdade?
- Não! Eu nunca fui tímido! Já o Hoseok…
sorriu com a menção a Hoseok, o achava um fofo.
- Vocês dois são muito amigos, né?
- Sim! - Jimin sorriu enquanto assentia - Ele só tinha a mim na faculdade! E eu senti muito a falta dele depois que ele se formou! E também depois que eu me formei, ele sumiu de mim!
- Como vocês se reencontraram então?
- Numa farmácia, ao acaso, acredita? - ele mordeu mais um pedaço.
- Jura? - também mordeu sua pizza.
- Algumas coisas parecem estar predestinadas, não é? A gente não consegue fugir…
Os dois voltaram a se olhar e cortou o contato, voltando a olhar para a televisão onde o clipe de Burnin’ Up passava na TV e então pôs-se a cantar baixinho com Jimin a observando, com um sorriso arteiro nos lábios. E assim foi até que o clipe e a música acabassem, assim como o pedaço de pizza que os dois comiam. Após darem mais um gole de vinho ambos se levantaram juntos e voltaram a se encarar, Jimin sentia o corpo queimar de expectativa e tentava a todo custo acalmar os pensamentos acelerados.
Os dois caminharam até a cozinha, na frente e ele atrás. Quando chegaram até a cozinha os dois se olharam outra vez, ficaram em silêncio e Jimin resolveu finalmente quebrar o silêncio.
- Eu trouxe uma pizza doce também! De chocolate com banana, acho que uma vez você comentou no café que era sua favorita! - ele deu de ombros como se no fundo não se lembrasse direito.
viu o coração dar piruetas dentro do peito e quase esboçou um sorriso, então se serviu da pizza de doce voltando em silêncio para a sala, fazendo com que Jimin fechasse os olhos com força. Por que ele de repente não sabia como agir?
Se serviu de mais um pedaço da pizza e voltou para a sala com o prato na mão, sentou-se ao lado de , dessa vez mais perto um pouco dela. Jimin deixou então que uma das mãos dele deslizasse pelo sofá até que segurou a mão dela delicadamente. sentiu a mão formigar com o toque quente da mão dele.
Mas ela permaneceu impassível, sem esboçar nenhuma reação! Jimin fitou a TV, mas sem de fato prestar atenção ao que passava nela. terminou de comer seu pedaço de pizza e cortou o contato das mãos para poder pegar seu vinho. Jimin se levantou, caminhou até a cozinha e começou a lavar seu prato e seus talheres quando ouviu :
- Não precisa! Deixa isso aí que depois eu lavo!
- Imagina! Coloca o seu aí, que eu lavo também!
não discutiu e voltou para a sala, tirando do Youtube.
- Você quer assistir alguma coisa? Vou procurar um filme aqui para gente! - ela gritou da sala enquanto ele terminava de lavar as louças.
- O que você quiser assistir, eu assisto!
Enquanto ela ainda procurava, ele se sentou ao lado dela outra vez, soltando um leve suspiro e então arrumando os cabelos pretos. continuava concentrada e então passou o controle para ele.
- Escolhe! Sou muito ruim para escolher essas coisas!
Jimin pegou o controle da mão dela e direcionou o olhar para a tela da TV, incerto também do que escolher. Começou então a vagar pela Netflix. Silêncio outra vez. Jimin suspirou e olhou para , que também olhava para ele.
- De quais gêneros você gosta? - ele perguntou, se referindo ao filme.
- Na verdade, eu quero beijar você! - ela soltou, depois fechou os olhos com força com medo da reação dele. - Não quero ver filme nenhum!
Jimin colocou o controle delicadamente do lado oposto ao dela e então aproximou os lábios do ouvido dela.
- Então beija!
sentiu o corpo todo queimar de desejo com a voz rouca dele sussurrando em seu ouvido e como gasolina no fogo, ela virou o rosto rápido e capturou o rosto dele com as mãos, colando os lábios nos de Jimin com muita urgência! A língua dos dois se chocou violentamente uma com a outra e Jimin, sedento, adentrou as duas mãos de uma vez debaixo da blusa preta que ela usava. O toque quente dele, as mãos dele ali, presas à cintura dela fizeram o estômago de vibrar. Jimin cortou o beijo com alguns selinhos nos lábios de que ainda tinha os olhos fechados e sentia o hálito quente de Jimin em seus lábios.
- Eu senti sua falta! Falta dos nossos momentos assim, eu digo.
riu, jogando a cabeça para trás e voltou a ficar séria logo em seguida.
- Você nunca mais me ofereceu carona! - ela deu de ombros desviando o olhar do dele -
- E por que você não me pediu?
- Ah, Jimin! - ela voltou a gargalhar - Você me conhece! Pelo menos um pouco, mas conhece o suficiente para saber… - ele a interrompeu.
- Que você é orgulhosa demais para isso! - ela ficou em silêncio por um tempo e Jimin também - Você me tratou mal a semana toda, foi seca comigo! Eu não tive coragem de oferecer carona porque achei que você não quisesse mais nada, pelo menos por enquanto.
Os dois suspiraram juntos. O clima parecia estranho, mas a tensão sexual entre os dois já podia ser sentida. segurou o rosto dele entre as mãos, selou os lábios dele demoradamente e então logo o selinho foi transformado em beijo por ambos. As mãos dela abandonaram o rosto dele e subiram, as duas, para os cabelos agora grandes, dele. Puxou com toda a força que tinha os fios de Jimin que arfou contra os lábios dela, com um gemido bem baixinho. As mãos dele subiram pelas costas dela, arranhando alguns pedaços da pele de pelo caminho. Será que daria certo? Hoje ela conseguiria? Com ele, conseguiria? Ela levou as mãos até a barra da blusa dele e também deixou que suas mãos passeassem livremente pelas costas quentes dele, e foi a vez dela soltar um suspiro de desejo contra os lábios de Jimin.
Jimin separou os lábios dos dela e arrancou com pressa sua própria camiseta, jogando-a no chão mesmo. Ele sentia que o membro já apertava a calça, começando a incomodar. Um simples beijo de era capaz de endurecê-lo com força e ele tentando sempre entender o porquê ela despertava todas essas reações no corpo e mente dele… passou as mãos pelo tórax desnudo de Jimin deixando alguns arranhões no peito dele, que fechou os olhos gostando da ardência das unhas compridas e bem feitas dela afundando em sua pele. Ela vislumbrou ele ali, com a cabeça jogada para trás, mordendo o lábio inferior, tentando se conter ao máximo e sentiu a intimidade pulsar, como nunca antes.
Desceu os arranhões pela barriga dele, com mais força um pouco e então ela se atreveu a pousar uma das mãos sobre a ereção já completamente visível de Jimin e então os dois se encararam. Jimin colocou a mão sobre a dela, pressionando-a sobre seu membro com força, enquanto encarava as expressões dela. mordeu o lábio inferior ao sentir ele tão duro, por sua causa.
Jimin voltou a beijá-la, com vontade. Adentrou uma das mãos nos cabelos de puxando-os e então desceu da boca dela para seu pescoço. A língua dele subiu e desceu por toda a extensão e apertou o membro dele outra vez sobre a calça, fazendo Jimin soltar mais um gemido baixo enquanto a boca dele caminhava para o lóbulo de sua orelha. Ele a mordeu e fechou os olhos, enquanto escutava a respiração pesada e descompassada dele lá.
voltou a beijar os lábios dele, com mais calma dessa vez. Voltou a puxar os cabelos negros dele enquanto sentia o corpo de Jimin pesar sobre o seu. Logo ela estava com as costas deitadas no sofá e Jimin sobre ela, os lábios ainda colados. As mãos dela arranhavam as costas dele com força outra vez, enquanto ele pressionava o membro, completamente duro, em sua intimidade. abraçou a cintura dele com as pernas para aumentar a sensação do membro dele ali, pressionando sua intimidade. gemeu enquanto voltava a puxar os cabelos dele.
Jimin beijou o pescoço dela enquanto segurava a cintura fina dela com força, pressionando ainda mais o membro na intimidade, agora úmida de . Quando ela ouviu o barulho do zíper da calça dele sendo aberto, o gatilho veio. Se lembrou da sombra do padrasto parada no batente de sua porta, se lembrou de quando ele tentava a agarrar a força e ela se calava para não ferir a mãe… Assim que as mãos de Jimin voltaram a lhe apertar a cintura, ela sentiu as mãos do padrasto, era como se fosse ele ali…
As duas mãos dela bateram no peito nu de Jimin, empurrando-o para o outro lado do sofá e ele caiu, sentado. Os cabelos bagunçados, a respiração ofegante e os olhos arregalados.
- O que foi? - ele perguntou, tentando se recompor enquanto arrumava os cabelos, tirando-os dos olhos.
- Para! Por favor, para! - se ajeitou no sofá e se levantou logo em seguida.
- Tá! Tá! Só, me explica o que aconteceu! O que eu fiz de errado?
- Nada! - ela suspirou, engolindo o choro.
Ele não precisava saber ainda! Só precisa entender que ela ainda não conseguiria. Não choraria na frente dele, não gostava de ser vulnerável na frente de ninguém, nem das amigas! Não queria que ele sentisse pena dela, Deus me livre! E ainda não confiava o suficiente nele… E se ele não entendesse?
- Então, o que houve, ? Você parecia estar curtindo tanto! - ele se aproximou dela.
deu alguns passos para frente enquanto cruzava os braços.
- Ei! - ele tocou o braço dela com leveza - Pode me contar! O que houve? Eu devo ter feito alguma coisa!
- Não, Jimin! Eu só não estou pronta para isso ainda! E eu espero que você entenda!
Jimin ainda tinha os olhos levemente arregalados quando encostou o queixo no topo da cabeça dela, a envolvendo num abraço carinhoso.
- É claro que eu entendo! Achei que você não tivesse essas paranoias! Não sei exatamente o porquê você não se sente pronta, mas eu respeito! Eu respeito, ! Nunca forçaria você a nada!
- Até porque eu arrancaria as suas bolas se você não respeitasse! - ele suspirou pesadamente vendo que ela parecia mais calma - Olha, se você tá afim de alguém só para transar, ou se a sua intenção comigo foi só essa, eu infelizmente não vou poder atingir suas expectativas agora, então sinta-se livre para procurar outra!
- Você acha isso? - ela a soltou, depois de virá-la de frente para ele.
- Você é homem, Jimin! - ela deu de ombros.
Jimin segurou o queixo dela, fazendo com que ela o encarasse.
- Mas não sou um canalha ou qualquer outro adjetivo desses! Eu não vou negar que você me deixa maluco de tesão, até porque não tem como eu negar isso! E é claro que eu quero transar com você, mas vai ser no seu tempo, !
sentiu o coração acalmar dentro do peito, ainda não queria perdê-lo! Ele voltou a abraçá-la, com força dessa vez e escorou a cabeça no peito, ainda desnudo e quente dele. Se sentiu em paz, em paz, como há tempos não sentia. Envolveu as mãos na cintura dele, correspondendo ao abraço.
- Vamos voltar pro plano inicial então, que tal? Vamos ver um filme?
assentiu, ainda com a cabeça no peito dele. Jimin sorriu com ela ali, aninhada em seu peito. Sentiu o coração acelerar e depositou um beijo no topo da cabeça dela.
Logo os dois se aninharam novamente no sofá, dessa vez cobertos com um edredom. ainda aninhada no peito dele e ele acariciando os longos cabelos dela. Jimin não conseguia tirar o sorriso do rosto. Por que aquilo era tão bom?

Jimin abriu os olhos lentamente, ainda um tanto sonolento e então ele reparou que a luz da sala estava apagada e somente a TV iluminava o cômodo. Provavelmente havia apagado em algum momento, quanto tempo do filme ele havia assistido antes de pegar no sono? Ele não sabia. também dormia, aconchegada no peito dele, mas ela parecia desconfortável. Jimin acariciou os cabelos dela e a chamou. acordou um pouco assustada também e então se sentou no sofá, se espreguiçando.
- Nossa! A gente nem viu o filme! - ela soltou uma risada nasalada.
- Eu nem vi a gente dormir! - foi a vez de Jimin se espreguiçar.
Ele pegou o celular no bolso da calça e então viu as horas: duas e quarenta da madrugada. Os olhos se arregalaram e ele se levantou num pulo do sofá.
- Eu preciso ir embora! - ele colocou o celular de volta no bolso e procurou pela carteira no outro bolso.
- Fica! Já tá tarde, Jimin! - ela envolveu os braços no pescoço dele.
Jimin abriu um sorriso largo enquanto envolvia a cintura dela com as mãos.
- Melhor não, ! Já pensou na reação dos seus vizinhos e do porteiro quando me virem indo embora de manhãzinha? É pertinho, não tem perigo!
sorriu, abaixando a cabeça enquanto ficava vermelha. Achou fofo ele se importar com a “reputação” dela no condomínio. Ela subiu o rosto encontrando o olhar de Jimin.
Os dois então se beijaram, com calma, com suavidade. As línguas não brigavam, elas apenas dançavam uma com a outra e Jimin subia e descia as mãos delicadamente sobre as costas dela, fazia a mesma coisa com as costas ainda desnudas dele. Assim que o beijo cessou e os dois se afastaram, Jimin se abaixou pegando a camiseta que permanecia ali no chão do apartamento dela, a desvirou do avesso e a balançou, tentando desamassá-la um pouco enquanto vislumbrava passar para a cozinha apressadamente. Se vestiu e foi atrás dela. Observava calado enquanto ela abria a geladeira pegando a caixa de uma das pizzas.
- Leva! Pra você ir comendo no caminho, deve estar com fome!
Jimin assentiu enquanto ela entregava a caixa para ele e eles caminharam juntos até a porta do apartamento e assim que foi aberta por e ele saiu do apartamento, os dois se olharam. mordeu o lábio inferior e então acenou sem jeito para ele.
- Me avisa quando chegar? - ela ergueu uma sobrancelha.
Jimin sorriu enquanto assentiu e sentiu um calor bom invadir o coração! Amava quando ele ria ou sorria, amava o fato dos olhos dele basicamente se fecharem quando ele o fazia. Jimin puxou o rosto dela com a mão livre e selou os lábios dos dois antes de dar as costas para ela e ir para o elevador. se escorou na porta já fechada atrás de si e então tratou de fechar os olhos para acalmar o mar de sentimentos que a invadiam por dentro. Já Jimin não conseguia tirar o sorriso do rosto. Ele sorriu até que enfim chegasse em casa, depois de já deitado ele pegou o celular:


Online

Cheguei! Te disse que não tinha perigo! Dorme bem, !



Bloqueou o celular e se ajeitou para enfim dormir, não esperou uma resposta, ele conhecia a colega de trabalho, ela não responderia. leu a mensagem de Jimin sobre a tela do celular mesmo e sorriu. Com certeza ela dormiria bem!





Continua...



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