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Última atualização: 17/02/2023

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Octogésimo Nono Capítulo - Safety net

Abriu a porta da sala e acendeu as luzes. Jimin ainda não havia chegado, ela respirou fundo e então se sentou em sua cadeira.
Antes de ajeitar as coisas ela olhou para a mesa vazia dele, e então se lembrou:

Flashback:

“Se jogou sobre a cama de toalha mesmo, exausta do acampamento e da viagem em si. Fechou os olhos e ouviu o celular vibrar sobre a cama, se sentou e então pegou o aparelho, o nome de Jimin apareceu na tela.
Ela mordeu o lábio, receosa, se já o respondia ou esperava um pouco para não parecer emocionada. Respondeu. Fechou os olhos em seguida e então se amaldiçoou por ter escolhido responder rápido.
Logo outras mensagens vieram, e em seguida ele ligou para ela. atendeu. Os dois conversaram sobre o acampamento, sobre a situação de com os Namseok, sobre e Jin, sobre e V, sobre e Jungkook…
Depois, os dois conversaram sobre o trabalho, ele confidenciou para ela que conseguiria ver a mãe ainda naquela noite e que estava feliz por conseguir. Ela se lembrou de ter ficado feliz por ele. sabia o quanto a mãe dele era importante!
Quando ela percebeu já haviam se passado quase quarenta minutos, e ela viu que o tempo voava quando estava com ele… o coração acelerou dentro do peito. Quando eles completaram quase uma hora no telefone, ela deu uma desculpa qualquer e eles desligaram.”


Os olhos dela marejaram, e ela balançou a cabeça. Botou a mão sobre o peito: o coração estava acelerado. Ela pensou em como o assunto fluía com ele, o quanto era fácil conversar com ele sobre qualquer assunto, o quanto ele arrancava risos e sorrisos dela com facilidade… e ela não estava conseguindo fugir. Já era para ela ter fugido…
Terminou de ajeitar as coisas sobre sua mesa e então colocou a bolsa sobre o sofá. E aí, Jimin chegou. O coração voltou a acelerar, e ela não podia deixar.
- Bom dia! - ela assentiu para ele com a cabeça enquanto se sentava em sua mesa.
Jimin depositou a embalagem de papelão sobre a mesa dela. observou bem os dizeres da embalagem: Santo Grão. A cafeteria preferida dela.
Logo em seguida ele depositou o copo de café ao lado da embalagem.
- Jimin, o que é isso?
- Café! Ah e um croissant!
Ele ajeitou as coisas dele sobre a mesa, ele também tinha uma embalagem e um café sobre sua mesa.
- Eu trouxe para nós! - ele abriu a embalagem dele.
- Como você conseguiu? Lá fica lotado…
- Eu saí bem cedinho de casa e fui para a fila! - ele deu de ombros - Não vai comer?
- Vou! - ela tomou um longo gole do café.
Quando ela ia agradecer, Chloe abriu a porta sem cerimônia nenhuma.
- Bom dia! - a voz manhosa dela invadiu os ouvidos de e Jimin - Ué! Eu vim chamar vocês para tomar café!
revirou os olhos e Jimin deu um sorriso amarelo na direção dela.
- Mas pelo visto vocês já foram sem mim, não é?
Ela pareceu magoada e quis rir.
- Não! O Jimin que trouxe para mim e para ele!
Os olhos de Chloe voaram de para Jimin, que ficou vermelho. Ela fez um bico e voltou a revirar os olhos.
- E você nem trouxe para mim, Ji! - ela fez uma voz mais manhosa do que de costume.
Jimin coçou a nuca.
- Desculpa, Chloe, eu nem me lembrei de você!
quis gargalhar alto de alegria com a cara que Chloe fez, mas resolveu tomar mais um pouco de seu café.
- Ah! Tá bom! Então o jeito é ir sozinha… - ela deu de ombros ainda parecendo chateada.
soltou a gargalhada que estava presa na garganta quando Chloe finalmente saiu da sala, e Jimin a acompanhou.
- Você é mau com a pobre Chloe!
- E você morre de ciúmes dela que eu sei!
- Eu? Ah, me poupe, Jimin! Eu não sou mulher de sentir ciúmes!
Jimin voltou a gargalhar enquanto comia um pedaço de seu croissant. precisava ser forte, demonstrar demais seria sua ruína, sempre era.
Os dois almoçaram juntos, num restaurante longe do trabalho, depois ele deu carona para ela. Os dois trocaram beijos no carro, e sentia que o corpo dela estava tendo reações mais fortes aos beijos trocados…
E a semana foi passando daquele jeito: ele chegava todos os dias com um café diferente para os dois, eles almoçavam juntos e longe da empresa - aproveitando que ainda estava de férias - e de Chloe, ele a deixava em casa todos os dias, os dois se beijavam (e muito), havia alguns dias que até se falavam por vídeo quando ele chegava em casa… o corpo de ia reagindo mais e mais, e o coração também.
Até que a sexta feira chegou, depois que eles tomaram o café e começaram a trabalhar, Jimin tomou coragem:
- Você vai ver as meninas hoje? Ou, esse final de semana?
fez que não com a cabeça.
- vai viajar com o J-Hope, esqueceu? tá de molho por causa do pé!
- Verdade! - ele se lembrava muito bem - Então…
Ela olhou para Jimin, desconfiada.
- Desembucha, curupira Júnior!
- A gente podia fazer alguma coisa hoje!! Só nós dois! Na verdade, você podia jantar lá em casa! Depois do trabalho! Eu te deixo em casa, você toma um banho, se arruma! Eu peço alguma coisa para a gente jantar e te busco…um date, que tal? A gente nunca teve um!
Ele fechou os olhos, esperando-a gargalhar, zombar dele e aí dizer que era lógico que não!
- Tá bom! - ela deu de ombros - Pode ser!
- Pode? - Jimin abriu os olhos e encarou concentrada no trabalho - Está falando sério?
- Estou! - ela franziu a testa, mas não o encarou.
Jimin não conseguiu deixar de sorrir, então ele logo organizou com um dos melhores restaurantes da cidade para eles entregarem o jantar às 20 horas em ponto, e a cabeça dele estava maquinando mais algumas coisas…
Precisava ser perfeito! Tinha que ser o melhor encontro da vida dela! E tinha que rolar… Jimin mordeu os lábios ao pensar na possibilidade. Mas é claro que se não rolasse, ainda precisava ser o melhor momento dos dois, ele precisava de uma reação positiva de na relação dos dois.
Os dois almoçaram juntos, como estavam fazendo durante a semana. Jimin abria a porta do carro, puxava a cadeira para ela sentar e só conseguia pensar que ele estava sendo o “namorado perfeito” aquilo fazia o coração dela acelerar, nunca havia sido tratada daquela maneira por homem nenhum. Quando deu o fim do expediente, os dois discretamente se encontram no estacionamento, como sempre, para não serem pegos juntos. Jimin deixou ela em casa, com a promessa de buscá-la por volta das oito e trinta.
Jimin correu para o shopping mais perto dali e então comprou algumas velas, tanto para colocar sobre a mesa do jantar quanto para colocar no quarto, comprou alguns incensos também, porque ele sabia que gostava do aroma deles. Voltou para o apartamento e tomou seu banho, depois ele se arrumou. Com calma, resolveu que deixaria o cabelo sem gel, já que para trabalhar ele sempre usava o cabelo para trás, e já havia deixado escapar algumas vezes que gostava do cabelo dele de forma mais natural.
Ajeitou a manga da blusa de lã preta que ele usava, depois fez o mesmo com a gola alta, terminou de afivelar o cinto da calça, então ele preparou o quarto: acendeu as velas e ajeitou a cama.
Recebeu o jantar e deixou a mesa já posta, afinal de contas a casa de era muito perto da sua e a comida provavelmente não esfriaria, arrumou a sala com as velas e os incensos e então foi buscá-la. O coração de Jimin batia rápido enquanto ele pensava nela e em tudo o que estava fazendo para que quem sabe hoje desse certo. O corpo de Jimin implorava pelo dela, e ele sabia que precisava conquistar a confiança dela de forma absoluta para que ela conseguisse se entregar, e estava disposto a fazer isso hoje… e bom, quem sabe depois que os dois dessem esse passo, não concordasse em assumir um relacionamento com ele? Era um passo importante!
Mandou mensagem para ela dizendo que já a aguardava lá embaixo, mas que se ela ainda não estivesse pronta, tudo bem, ela podia se arrumar com calma. Ela respondeu que estava terminando de se maquiar e já descia. Ele colocou uma playlist romântica no som do carro e fechou os olhos imaginando como ela estaria vestida, imaginou se ela estaria pensando o mesmo que ele e usava alguma lingerie. A boca ficou seca só de imaginar e ele teve que umedecer os lábios e então o mordeu. terminou de fazer o delineado e então ela colocou a mão sobre o peito na tentativa falha de acalmar o coração. O que os dois fariam depois do jantar? Ela fechou os olhos enquanto esperava o delineador secar e aproveitou para se lembrar da última vez que tentaram… se lembrou dos dedos dele passeando por sua intimidade e então o corpo reagiu de vontade é de saudade dos toques mais íntimos de Jimin em seu corpo. Ela queria! Tanto quanto ele, sabia que já havia feito ele esperar demais por isso… e ele vinha fazendo tudo por ela nessa última semana. Hoje ela estava disposta a tentar e conseguir. Não só para recompensar Jimin por todo o esforço, mas porque ela também queria muito aquilo.
Alguns segundos depois ela mandou mensagem dizendo que já estava descendo. Jimin tamborilava os dedos pelo volante no ritmo da música enquanto tentava disfarçar seu nervosismo, não queria que ela percebesse nada.
apareceu vestida de vermelho: um short daqueles de tecido, só que mais colado ao corpo e uma regata também colada ao corpo com um blazer da mesma cor. Jimin passeou os olhos pelo corpo dela, especialmente pelas pernas, que ele tanto adorava. Ela sentiu o olhar dele e então adentrou o carro sentindo as bochechas esquentarem.
- Linda como sempre! Nem sei se mereço tudo isso!
não conseguiu não gargalhar com o comentário.
- Ridículo! - ela balançou a cabeça - Nada a ver! O jantar já está pronto?
- Sim, senhora! Mas o cardápio é surpresa!
sorriu sem mostrar os dentes, também não queria que ele percebesse o quão nervosa ela estava. Os dois foram em silêncio, a não ser pela playlist cuidadosamente escolhida por Jimin e rapidamente eles chegaram no apartamento dele. se impressionou mais uma vez com o quão perto os dois moravam. Ele abriu a porta para que ela descesse e sorriu. Jimin sorriu de volta para ela enquanto pensava que os dois quando não estavam brigando, davam muito certo.
Subiram as escadas conversando sobre a semana de trabalho e sobre Hoseok e . Quando Jimin abriu a porta do apartamento o cheiro do incenso preferido dela invadiu suas narinas, o coração de deu um salto. O local estava iluminado apenas pelas velas e os olhos dela bateram na mesa de jantar toda decorada e bonita, foi a vez de ela se perguntar se merecia tudo aquilo…
Ela depositou a bolsa sobre o sofá do apartamento já tão conhecido por ela e então ao se virar deu de cara com Jimin. Os dois se olharam, dentro dos olhos um do outro e quis gritar de nervoso. Ele ficou ainda mais bonito a meia luz… então ela tocou o rosto dele com uma das mãos, involuntariamente. Se arrependeu logo em seguida, mas deixou a mão lá.
- Eu espero que você goste do jantar! E da noite em si!
- Eu vou gostar! - ela acariciou o rosto dele.
Jimin serviu o jantar para ela e logo os dois começaram a comer, em silêncio no começo, mas logo engataram um papo sobre comidas, depois sobre arte, depois sobre música…
Quando ela fez menção de lavar as louças, Jimin a impediu, dizendo que eles cuidavam daquilo depois. Então ela voltou para sala, incerta sobre o que fazer agora. Jimin apareceu na sala logo em seguida, com uma garrafa de vinho e duas taças. O vinho preferido dela, claro…
- Você quer que eu acenda as luzes? Você tem medo…
- Não precisa! Está agradável assim, a luz de velas!
Jimin se sentou no sofá e então depositou a garrafa de vinho na mesinha de centro e as taças também. Assim que se sentou ao lado dele, Jimin serviu as duas taças com o vinho e entregou uma para ela, que aceitou e tomou um longo gole. Quem sabe o vinho a ajudasse a relaxar um pouco.
Jimin passou um dos braços por ela, no sofá, e se ajeitou para ficar mais perto dele. Ele estava ainda mais cheiroso do que o normal e já sentia o corpo arrepiar e reagir. Gostava do cheiro dele. Tomou mais alguns goles do vinho e então olhou para Jimin com o canto dos olhos enquanto ele acariciava o ombro dela sobre o blazer vermelho. Se sentiu mais à vontade com a carícia e com o vinho começando a fazer efeito no cérebro. Jimin já estava na sua segunda taça e quando percebeu que ela havia acabado, ele se ofereceu para encher de novo para ela.
- Você quer mais uma taça? - ele fez menção de servir o recipiente com a garrafa.
segurou a garrafa com uma das mãos e depositou ela outra vez sobre a mesinha.
- Não! Eu quero outra coisa…
Jimin arregalou levemente os olhos com a resposta dela e então depositou sua taça sobre a mesinha, viu fazer o mesmo com sua taça também.
- E eu posso saber o que é essa outra coisa que você quer? - o coração dele acelerou dentro do peito.
- Você!

segurou os ombros dele, se ajeitando melhor no sofá e então puxou o corpo dele de encontro ao seu, os lábios dela invadiram os de Jimin com urgência e então Jimin se entregou, deixando que ela ditasse o ritmo do beijo dos dois, ele adorava quando as iniciativas partiam dela. Desceu uma das mãos para a cintura dela enquanto embrenhava a outra nos cabelos longos de .
O beijo alternava entre intenso e urgente, lento e sôfrego. O gosto do vinho que vinha da boca e língua dos dois se misturava e o corpo de ambos reagiu violentamente quando as línguas se chocaram. A boca dela quente fez Jimin soltar um suspiro entre o beijo. fez menção de puxar o corpo de Jimin para cima do seu no sofá, mas Jimin foi mais rápido e a fez se levantar do sofá com ele, sem cortar o beijo. Com os lábios grudados, os dois caminharam cegamente até o quarto. Jimin continuou caminhando com ela até que as pernas de bateram na cama, e aí os dois separaram os lábios… ela passou os olhos pelo lugar cheio de velas aromáticas e soube que sim, ele queria aquilo.
Ela voltou a encarar os olhos dele, que brilhavam de desejo enquanto ela se livrava do blazer vermelho, depois disso envolveu os braços em volta do pescoço de Jimin e encostou a testa na dele, com os olhos fechados. Jimin observou o rosto dela com carinho e desejo enquanto envolvia a cintura dela com as duas mãos.
- Você dita as regras agora, sabe disso, não sabe? Me diga até onde posso ir…
Ela fez que sim com a cabeça para ele e os dois voltaram a se beijar, um beijo mais calmo, mais carinhoso. Jimin apertava a cintura dela hora ou outra, quando as línguas se encontravam. já sentia o famoso incômodo entre as penas começar a invadi-la então mordeu o lábio superior de Jimin como se quisesse demonstrar que aquele beijo estava sendo pouco…
Ele embrenhou as mãos pelos cabelos dela, puxando-os e desceu os beijos para o pescoço. apertou os olhos quando a língua dele passeou por lá e subiu para o lóbulo de sua orelha, deixando uma mordida. As mãos dela voaram para desafivelar o cinto da calça preta que ele usava e ela assim o fez, com pressa. Jimin sorriu enquanto passeava o nariz pela extensão do pescoço cheiroso dela.
Logo as mãos de puxaram a blusa também preta que ele usava e ele terminou de retirar o tecido de seu corpo. As unhas sempre bem feitas dela deixaram alguns vergões pelo abdômen dele, que mordeu o lábio sentindo a ardência dos arranhões deixados por ela. Os dois se entregaram a mais um beijo e Jimin aproximou o corpo dela ainda mais do seu enquanto ela arfava contra o beijo ao sentir o membro já duro dele se encostando em sua barriga, ainda coberta. Voltou a passar as unhas pelo corpo dele, dessa vez pela lateral e Jimin se arrepiou. Foi a vez de ele desabotoar o short que ela usava e então começar a descê-lo pelas pernas dela. Os dois ainda tinham as bocas coladas, mas Jimin não resistiu, soltou vagarosamente os lábios dos de e então desceu os olhos pelas coxas desnudas dela, encarando a calcinha de renda, também vermelha que ela trajava. A boca dele salivou enquanto ele descia as mãos pelas pernas dela, ela ficava ainda mais bonita com aquela cor…
Ela segurou os ombros dele enquanto os dois voltavam a se encarar nos olhos. sentia o coração bater rápido, estava nervosa, e se sentia como se estivesse fazendo tudo aquilo pela primeira vez… o nariz de Jimin tocou no seu. fechou os olhos. Ela ainda não havia pedido que ele parasse, nem dado algum sinal de que estava insatisfeita com alguma investida, então Jimin se atreveu a passar o dedo indicador pela intimidade de , bem devagar, como se quisesse pedir permissão para fazê-lo, ela mordeu o lábio enquanto cravava as unhas nos ombros dele. Ele entendeu que aquilo havia sido um bom sinal, então pressionou o dedo com um pouco mais de força sobre o tecido e as unhas dela afundaram um pouco mais em sua pele, causando mais arrepios pelo corpo de Jimin.
As mãos de Jimin subiram pela lateral do corpo dela, levando a blusa vermelha junto e ergueu os braços deixando que o tecido sumisse e então os lábios de Jimin voltaram a encostar nos seus. Os dois não se beijaram de imediato, as mãos dele lhe seguraram a nuca com firmeza antes de o beijo começar. conseguia sentir o membro dele já completamente duro agora lhe pressionando a barriga e ela quis muito tocá-lo lá. Então com a boca grudada na dele ela depositou a mão sobre o volume em sua calça e então acariciou o membro de Jimin sobre o tecido da calça, ele apertou os olhos sentindo o membro latejar com o singelo toque da mão dela.
intensificou as carícias por toda a extensão do pênis dele, já marcado no tecido da calça. Sentindo que talvez por vergonha ou falta de jeito, ela não se atreveria a ir um pouco mais longe, ele desabotoou a calça preta que usava. abriu os olhos com o barulho, Jimin se lembrou que o barulho do zíper era um gatilho dos grandes para e então ele segurou o rosto dela entre as mãos e encostou a testa na dela. parecia assustada, o coração dela batia rápido demais.
- Está tudo bem! Sou eu! - ele selou os lábios dela demoradamente.

sentiu o coração começar a se acalmar e fechou os olhos. Alguns flashes vieram à mente, e ela abraçou Jimin com força, enquanto inalava o cheiro bom dele, como se quisesse dizer para si mesma que era Jimin ali, que ele não faria mal nenhum a ela, e que os dois queriam aquilo. Ele acariciou os cabelos castanhos dela, e sussurrou em seu ouvido:
- Sou eu! Não vou machucar você, !
Ela beijou o pescoço dele algumas vezes e então os dois encostaram os narizes um no outro. fechou os olhos com força e então começou a abaixar a calça preta que ele usava lentamente.
- Se você quiser, a gente para! - ele segurou os braços dela.
- Eu não quero parar, Jimin! Eu vou até o fim com você hoje! Eu quero!
Grudou os lábios nos dele com força enquanto ele mesmo terminava de tirar a peça do próprio corpo jogando-a com o pé para lá. As palavras de foram um gás para que ele descesse a mão para o bumbum dela, apertando o local e fazendo com que ela ficasse na ponta dos pés tamanha pressão que ele colocava no toque.
voltou a colocar a mão sobre o membro dele, ainda sobre a cueca, e então ela apertou o lugar fazendo Jimin morder o lábio e apertar os olhos de vontade de mais. Ele colocou a mão sobre a dela, pressionando-a sobre o próprio pênis com um pouco mais de força.
- Eu quero muito você! Tá vendo? - fez que sim com a cabeça para ele enquanto o mirava - Eu desejo demais você!
Ele levou a mão dela até o cós de sua cueca, indicando para ela que se ela quisesse, poderia prosseguir.
- Você quer? - ele acariciou a bochecha dela com a mão livre - Só se quiser,
- Você me ajuda? - ela abaixou o tecido com certa dificuldade.
Tremia um pouco e se sentiu patética, mas era Jimin, então ela se permitiu ser patética e vulnerável, pelo menos hoje ela deixaria, pelo menos hoje ela se livraria dessas amarras. Por ele, por ela, pelos dois…
Jimin segurou as mãos pequenas dela nas suas e então juntos eles se livraram do último tecido de roupa que cobria o corpo dele. Depois Jimin se livrou do sutiã que ela usava, os olhos dele bateram nos seios pequenos e delicados de e ele umedeceu os lábios.
- Me mostra como você gosta, Ji! - ela sussurrou contra os lábios dele - Eu quero te dar prazer!
Jimin fechou os olhos sentindo o corpo reagir com força às palavras dela, o membro ficou ainda mais rígido e então ele levou uma das mãos dela até lá. Sem tirar os olhos dela, entreabriu a boca quando junto com a mão dele, a mão dela tocou seu membro.
Ela desceu os olhos para lá, e a boca salivou de desejo quando ela vislumbrou o quão bonito o membro rosado dele era.
mordeu o próprio lábio quando Jimin movimentou a mão dela bem devagar sobre toda a extensão de seu pênis, ele jogou a cabeça para trás enquanto sentia uma onda de prazer começar a invadir seu corpo bem devagar. Ele guiava a mão dela sobre seu próprio membro com destreza, e então arfou quando ela começou a movimentar a mão praticamente sozinha.
percebeu que ele sentia mais prazer quando os movimentos eram mais lentos. Então pediu que ele a deixasse fazer sozinha.
Jimin assim o fez, enquanto assistiu ela se sentar na beirada da cama, levando-o com ela.
Jimin se posicionou entre as pernas dela, e lhe apertou uma das coxas enquanto voltava a movimentar a mão que estava sobre o pênis dele. Ele tombou levemente a cabeça para trás outra vez, sentindo o tesão aumentar conforme ela movimentava a mão, depois ele segurou a mão dela que lhe apertava a coxa e então levou a mesma até suas próprias bolas dando a entender que ele queria ser acariciado ali também. entendeu, enquanto o acariciava, ela observava extasiada as reações do corpo dele. O abdômen que se contraia quando ela deixava os movimentos mais lentos e os gemidos baixinhos quando as mãos dela lhe acariciavam os testículos… ele sussurrava coisas sem sentido quando apertava o membro dele nas mãos.
foi ficando cada vez mais molhada enquanto o via sentindo prazer, quando o membro dele pulsava em sua mão, ela pulsava lá embaixo também e com força… Ele ajudou a intensificar os movimentos com a mão, enquanto se movimentava junto. Os gemidos que agora saiam da boca dele eram mais altos e mais fortes e quase gemia com ele. Era tão gostoso vê-lo sentindo prazer e rendido a ela com a cabeça jogada para trás…
- Você fica tão bonito assim! - ela sorriu enquanto se levantava.
Colou o corpo no dele enquanto ainda movimentava as mãos no membro dele que agora tinha a testa colada a dela. levou uma das mãos até os cabelos dele, e os puxou com força arrancando outro gemido da boca dele. Jimin fechou os olhos e então deixou que um sorriso sacana brotasse nos lábios. Então ela achava que estava no controle? Ele deixou que ela achasse por mais alguns segundos e então impulsionou o corpo para frente se livrando da mão dela e então o viu segurar sua outra mão, e ela mordeu o lábio.
Quando ela sentiu o macio do colchão bater em suas costas ela fechou os olhos. mal conseguia acreditar que estava conseguindo ir tão longe… Jimin tinha o corpo sobre o dela e agora os dois se beijavam bem lentamente, como se as bocas já não fossem velhas conhecidas. As mãos de Jimin subiram pelas coxas de e ela soltou um suspiro quando o membro de Jimin tocou sua intimidade discretamente. O beijo cessou e Jimin se sentou em meio as pernas dela. fechou os olhos. Jimin passou os olhos pelo corpo da garota, bem vagarosamente, como se tivesse o escaneando para dentro de si.
- Eu nunca vou cansar de dizer o quão linda você é! E eu ainda fico surpreso em como cada dia que passa eu te acho ainda mais linda do que antes.
Ela sorriu sem nada dizer e Jimin sabia que aquele era o jeito dela de dizer obrigada.
- Você pode me pedir para parar se quiser!
Ele levou as duas mãos aos seios dela, que mordeu o lábio, num instinto de frear a vontade de gemer pela excitação causada pela surpresa das mãos frias dele. Jimin deixou que o corpo dela voltasse a relaxar e então ele os apertou em suas mãos, com vontade, como ele sempre quis fazer. mordeu o lábio com ainda mais intensidade.
Os dedos dele agora lhe apertavam os mamilos e gemeu bem baixinho. Jimin começou a descer o corpo e então ele lhe beijou o pescoço. segurou os lençóis com as mãos. Não queria pensar em nada, só em Jimin. Quando os flashes começaram a invadir sua cabeça, ela abriu os olhos e o chamou:
- Jimin! - Jimin subiu o olhar.
Ela ficou em silêncio apenas encarando os olhos cheios de desejo dele.
- Quer parar? Eu paro!
- Não! Não quero! Só queria olhar para você… para todos esses demônios desaparecerem! Seu olhar me acalma…
Jimin sorriu para ela e então voltou para o que estava prestes a fazer. Ele mordeu o mamilo esquerdo de que afundou as mãos nos cabelos dele com a ardência gostosa provocada pelos dentes dele, a intimidade dela pulsava com força. Quando ele puxou o mesmo entre os dentes soltou um gemido mais alto sôfrego, foi a vez de Jimin latejar de tesão.
- Eu quero ouvir mais! Hum? - e então ele abocanhou o seio esquerdo dela.
Mais um gemido saiu do fundo da garganta dela e então Jimin se pôs a sugar o seio dela enquanto envolvia a língua em seu mamilo, desceu as mãos, arranhando as costas de Jimin enquanto sentia um arrepio gostoso lhe percorrer todo o corpo. A língua dele não desgrudava de seu mamilo e gemia.
O membro de Jimin escorria um pouco de pré gozo enquanto ouvia os gemidos dela preencherem o quarto de seu apartamento. Ele pulou bruscamente de um seio para o outro, desceu as mãos procurando pelo membro dele e quando ela o encontrou, começou a movimentar a mão sobre ele. Queria que ele também sentisse prazer, não só ela.
Jimin soltou um gemido abafado com o seio dela entre a boca. Era tão gostoso estar ali com ela, uma infinidade de vezes mais gostoso sentir de fato o calor do corpo dela, quantas vezes Jimin não imaginou aquilo?
- Eu imaginei isso tantas vezes, ! Tantas… - ele sussurrou no ouvido dela e depois soltou um gemido.
voltou a lhe beijar os lábios com força enquanto a língua dos dois se entrelaçam.
Jimin mordeu o lábio inferior dela, e então abriu os olhos encarando os dela fechados. A respiração dela ofegava e Jimin jurou que podia gozar ali mesmo, vendo-a tão entregue a ele.
- Eu posso? - ele passou o dedo indicador outra vez pelos lábios debaixo dela.
abriu um pouco mais as pernas para que ele pudesse se ajustar melhor e então ela assentiu que sim, ainda de olhos fechados.
O dedo de Jimin entrou com facilidade dentro de e Jimin sorriu satisfeito ao constatar o quão molhada ela estava, já praticamente pronta para recebê-lo.
- Ah, ! Tão molhada… eu não sei se aguento esperar muito tempo! Eu quero você!
gemeu manhosa em resposta. Ele se atreveu a colocar mais um dedo dentro dela e os dois gemeram juntos quando os dedos de Jimin começaram a se movimentar.
- Você é gostosa demais! - voltou a agarrar os lençóis - E quente…
Ele manteve os dedos dentro dela enquanto voltava a abaixar o corpo, depositou alguns beijos pela barriga dela e então passou o nariz pela intimidade dela. arqueou bem levemente as costas.
- Você deixa? - ele perguntou.
gemeu, sentindo o hálito dele bater em sua intimidade.
- Se você não quiser, não precisa fazer isso, Jimin!
Ele sorriu com o comentário.
- Eu preciso sentir seu gosto, ! Por favor!

Ela apenas balançou a cabeça para ele, autorizando. Àquela altura do campeonato, queria tudo o que ele estivesse disposto a lhe proporcionar… estava embebida em desejo. Homem nenhum havia conseguido chegar tão longe, na verdade já fazia tantos anos que ela não tinha relações, que nem se lembrava do último homem que havia ido tão longe. desejava Jimin tanto quanto ele a desejava.
A língua dele tocou levemente sua intimidade e soltou um palavrão.
- Jimin! - ela gemeu quando a língua dele a invadiu - Ah, Jimin! Por favor, não pare agora!
Jimin aprofundou a língua dentro dela enquanto segurava as pernas dela com força. Hora ou outra ele cravava as unhas nas coxas dela. As mãos dela voltaram a se embrenhar dentro dos cabelos de Jimin e ela arqueou as costas aumentando o contato da língua dele com a própria intimidade.
- Hum! - ela puxou os cabelos dele - Tão bom, Jimin! Tão bom!
O membro de Jimin latejou com força e intensidade ao vê-la completamente entregue e gemendo de prazer na boca dele. Ele quase chegou lá apenas com as palavras e com o prazer que ela estava demonstrando sentir. Jimin deixou que a língua entrasse e saísse de dentro dela, começava a sentir os dedos dos pés se enrolarem, o aperto na boca do estômago começava a surgir e ela agarrou os cabelos dele com ainda mais força. Até que o primeiro orgasmo da noite a atingiu com força.
A única coisa que ela conseguiu fazer foi gemer o nome dele alto.
Ele apertou as pernas dela em volta de seus lábios, enquanto ela arqueava as costas, e ele soube que ela havia chegado lá. Ele a manteve perto de si, enquanto a euforia do orgasmo abandonava seu corpo.
- Você quer continuar? - Jimin se deitou ao lado dela na cama.
lançou o sorriso mais lindo que ele já havia visto até então, e de olhos ainda fechados, ela o agradeceu.
- Esse foi o melhor orgasmo da minha vida!
Jimin gargalhou enquanto deitava a cabeça no peito dela. o abraçou de volta.
- Acho que já fomos longe o suficiente, não acha?
- Não! Eu quero ir até o fim, Jimin!
- Você tem certeza? - ele subiu o olhar, encontrando o dela.
- Tenho! Por favor, não pare agora!
Jimin selou os lábios dela e logo os dois estavam se beijando outra vez. Quando os lábios se separaram ele se levantou da cama e foi em direção onde estavam os preservativos. aproveitou para se ajeitar melhor na cama enquanto o coração acelerava. Era agora ou nunca…
Jimin se ajeitou na cama ao lado dela, sentado e com as costas escoradas na cabeceira.
- Você quer tentar ficando por cima? Acho que seria melhor para nós dois! Você tendo o controle, você vendo até onde consegue ir! Depois eu assumo o controle, quando você já estiver mais segura! O que acha?
Jimin acariciou a bochecha dela com o polegar. fechou os olhos com a carícia, o coração batia rápido e ela estava com medo.
- Está com medo?
- Por que diabos você tem que me conhecer tão bem, Jimin?
Os dois riram e então Jimin colou os lábios nos dela.
- Tenta se lembrar que sou eu! Hum? - eles voltaram a entrelaçar as línguas uma na outra.
Jimin segurou a cintura dela nas mãos, e ela foi se ajeitando lentamente no colo dele. Entrelaçou as pernas no quadril de Jimin, conforme a língua dos dois chocava uma na outra, o corpo de ia despertando outra vez. Jimin repetia hora ou outra entre o beijo, para ela ficar tranquila, que ele não a machucaria…
Com o membro dele já posicionado em sua entrada, forçou o quadril para baixo, sentindo a intimidade arder um pouco, gemeu um pouco, inquieta. Jimin acariciou as costas dela com carinho.
- Devagar, ! Vamos no seu tempo, hum? Não precisa ter pressa! Não se machuque!
assentiu para ele enquanto enfiava o rosto na curva do pescoço dele. Jimin segurou os quadris dela e forçou o mesmo mais um pouco. Jimin soltou um gemido sôfrego quando sentiu o membro começar a entrar dentro dela.
- Tão apertada! - ele sussurrou entre os dentes.
Apertou o quadril dela com as mãos. Um palavrão saiu dos lábios dele quando escorregou um pouco mais sobre ele.
- Se machucar você tem que me falar!
Os dois se olharam dentro dos olhos e levou as mãos até os ombros dele.
- Eu não vou parar, prometo! - ela sussurrou contra o ouvido dele.
- Não sussurra assim no meu ouvido, , é tortura!
Ela sorriu e então deixou uma mordida por lá. Moveu o quadril com um pouco mais de força e então os dois gemeram juntos outra vez.
- Ah! - ele apertou os olhos - Puta que pariu, !
apertou o corpo no dele e quando finalmente Jimin estava todo dentro dela, ela revirou os olhos com a sensação de ele lhe preenchendo. Ela não esperava que fosse tão gostoso assim e as pernas ficaram fracas, por sorte ela estava sentada e Jimin a segurava firme.
- Isso! Boa garota! - ele devolveu no ouvido dela.
O corpo de se arrepiou com a voz dele dentro de seu ouvido, e então ela se apoiou nos ombros dele enquanto movimentava o corpo lentamente, Jimin grunhiu no ouvido dela enquanto subia uma das mãos até a nuca dela, envolvendo os cabelos grandes de em um rabo de cavalo improvisado. Ambos começaram a suar e quando se movimentou outra vez ele gemeu um pouco mais alto, completamente extasiado pela sensação de estar completamente dentro dela.
- Muito gostosa, meu Deus! - ele puxou os cabelos dela fazendo com que o pescoço de ficasse exposto - Eu quero ficar aqui para sempre, dentro de você!
Jimin beijou o pescoço dela e , buscando mais contato, rebolou o quadril com um pouco mais de pressa sobre ele. Jimin deixou uma mordida por lá e voltou a gemer enquanto ela rebolava de novo e de novo.
sorriu satisfeita: por ter finalmente conseguido, por ter sido com ele, por estar sendo tão incrível, por ele também estar sentindo prazer…
Ele soltou os cabelos dela e então a ajudou com os movimentos, guiando-a pelo quadril. Jimin sabia que estava muito perto de gozar, mais algumas reboladas do quadril dela sobre seu membro e ele chegaria lá.
encostou a testa na dele e deixou que ele a guiasse, os movimentos se intensificaram e ela encostou os lábios nos ouvidos dele, quando Jimin inverteu a posição e a colocou deitada na cama, com o corpo sobre dela, fechou os olhos e gemeu quando o quadril dele investiu pesado sobre o seu.
- ! - ele sussurrou o nome dela - Eu não vou aguentar muito tempo mais!
Ele gemeu alto logo em seguida sentindo os espasmos começarem. sorriu satisfeita enquanto ele entrava e saia dentro dela.
- Você com certeza vai ficar ainda mais bonito. - abriu os olhos e envolveu as pernas nele.
Apertou o corpo dele fazendo-o ir ainda mais fundo dentro dela, e Jimin chegou lá mais rápido do que eles esperavam.
- Eu amo você! - ele sussurrou contra o ouvido dela enquanto o líquido quente saia de dentro dele.
o abraçou com força enquanto escondia o rosto na curva do pescoço de Jimin. O coração dela parecia querer rasgar a pele e saltar para fora, especialmente quando ela o ouviu dizer as palavras que ela mais temia: “Eu amo você…” a sentença ecoou na mente dela, enquanto ela também sentia o segundo orgasmo da noite lhe atingir.
se deitou sobre o peito dele, e de olhos fechados ela sentiu ele lhe acariciar os cabelos. Os dois ficaram deitados apenas em silêncio por alguns minutos, e então ela a chamou para tomar um banho.
ficou bons minutos abraçada a ele debaixo do chuveiro. Enquanto a água caía sobre os dois, Jimin pensava: havia sido muito precipitado da parte dele dizer que a amava? E para ajudar, ela não havia dito nada sobre… Ele a apertou em seus braços com mais força. Ele havia sido completamente sincero, a amava e esperava que ela o amasse de volta, mesmo que não quisesse dizer ainda.
O mesmo tipo de pensamento atravessava a mente de : ele havia dito que a amava, e sabia que ele não havia dito aquilo da boca para fora, não num momento como aquele de tamanha intensidade. Ele a amava e agora? não podia e não queria amar! Ela não servia para aquilo… o que ele queria que ela fizesse com aquela informação agora? disfarçou o choro com a água que caía do chuveiro. Jimin não percebeu, por sorte. Ela não queria ter que explicar nada para ele.
Já deitados na cama, os dois permaneceram em silêncio enquanto ele lhe acariciava o rosto. o agarrou pela cintura, encostando o corpo no dele.
- O abajur pode ficar ligado?
- Claro! Eu estou aqui do seu lado, e não vou sair! Dorme! Estou aqui com você!
- Obrigada pela melhor noite da minha vida, Jimin!
Jimin sorriu, sentindo o coração esquentar. Havia ganhado a noite! Vê-la feliz e satisfeita com a primeira vez dos dois, era tudo o que ele mais queria.
- Você é uma mulher incrível!
- Eu não mereço você! - ela falou baixinho e agradeceu mais uma vez por ele não ter ouvido.
adormeceu com ele lá, lhe acariciando o rosto.

acordou primeiro que ele e então escovou rapidamente os dentes da forma que encontrou e vestiu uma camiseta dele, a primeira que encontrou dentro do guarda roupas dele. Ela o observava dormir, em pé na beirada da cama. Ele parecia um anjo e ela se permitiu sorrir com o pensamento. Ainda sorrindo ela fechou os olhos, enquanto se lembrava de alguns detalhes da noite de ontem.
- Acordar e encontrar você sorrindo assim, na beirada da minha cama e ainda vestida com uma camiseta minha? Eu estou sonhando?
sentiu as mãos dele lhe apertarem a cintura e então ela abriu os olhos. Envolveu os braços no pescoço dele e então se juntou a ele, ajoelhada na cama. Os dois se beijaram, um beijo vivido, que foi tomando intensidade, Jimin deixou que suas mãos lhe tocassem a pele por baixo da camiseta e sentiu o corpo reagir só com o toque dele em sua pele.
Ele apertou os seios dela com delicadeza e deixou um gemido escapar. Jimin retirou a própria camiseta do corpo dela, deixou que ele assim o fizesse. Com o corpo sobre o dela, ele engoliu um dos seios dela, fazendo arquear as costas com a língua quente dele lhe sugando o mamilo. Ele desceu uma das mãos, e lhe esfregou o clitoris com o polegar. gemeu alto enquanto deslizava as unhas pelas costas de Jimin.
- Eu quero sentir você de novo! - ele pediu no ouvido dela.
- Tá esperando o quê? - ela provocou antes de morder o lóbulo da orelha dele.
Já com o membro devidamente vestido, ele o posicionou na entrada de . Ela mordeu o lábio dele quando sentiu a primeira investida de seu quadril. Um gemido saiu dos lábios de ambos quando ele a penetrou por completo. Ele ficou lá, dentro dela por um tempo, como se quisesse torturá-la, mas na verdade ele só queria prolongar a sensação gostosa da intimidade quente dela em sua pele.
- A gente perdeu tempo demais, Jimin! - as unhas dela deixaram vergões pela pele branca dele - É tão gostoso!
Ele se movimentou bem devagar dentro dela e gemeu. Os movimentos dele se intensificaram enquanto ele segurava e arranhava as coxas dela de volta. Depois ele a estimulou no clitóris outra vez enquanto bombeava com força dentro dela. Mais algumas investidas e foi primeiro, ele veio algumas investidas depois. Os dois tomaram mais um banho e depois foram para a cozinha.
o ajudava a preparar o café. Jimin respirou fundo:
< - Se eu abrisse meu coração, você o trataria com cautela, ? Estou ficando exausto de ser apenas uma opção! Há outros pares de olhos que você poderia ir e se perder, mas eu sou o único cara que te deixa confortável falando sobre seu passado, e sim, todos nós temos! Apesar de toda a nossa bagagem, estive com você! Então não quebre meu coração só para dizer que você fez…
- O que você quer dizer com isso, Jimin? - foi a vez de respirar fundo.
- Que eu acho que agora que você finalmente confiou em mim, está na hora de a gente dar mais um passo!
- Que passo, Jimin? - ela saiu da cozinha.
Jimin foi atrás dela.
- De assumirmos o nosso relacionamento!
- Uma coisa não tem nada a ver com a outra!
- Ah não. ? - os olhos dele marejaram.
o encarou e quando viu a dor nos olhos dele, ela foi em direção ao corredor. Jimin passou as mãos pelo rosto, numa tentativa falha de se acalmar. Era isso: ele iria ficar preso naquela situação para sempre. E para ele era o suficiente, aquilo precisava acabar.
Caminhou atrás dela e então a encontrou se vestindo.
- Somos uma catástrofe, Jimin! Uma linda catástrofe! E é o que estamos condenados a ser!
- Somos uma catástrofe bonita, é verdade, mas eu cansei.
suspirou pesadamente enquanto abotoou o short.
- Nós não podemos! Ok? Você precisa entender isso!
- Como? Eu não consigo mais enxergar um motivo plausível para você não me assumir!
- O trabalho, Jimin!
- Eu peço demissão!
- Não! Nenhum de nós dois podemos e nem precisamos abrir mão do escritório! Nós dois amamos o escritório, não seria justo com nenhum de nós dois!
- E você está sendo justa?
- Não comece, caramba! - ela colocou as mãos nas têmporas - Ontem à noite foi tão gostoso! Não estrague tudo com essa sua mania de querer atropelar as coisas!
- Mania de atropelar as coisas? Pelo amor de Deus, ! O que a gente fez ontem não foi só sexo! Não para mim, eu fiz amor com você! Foi especial!
- Foi especial para mim também! Mas eu não estou preparada ainda! - ela vestiu o blazer.
A frieza nas atitudes dela fez o coração de Jimin se partir em dois. Os olhos dele voltaram a marejar.
- E quando você vai estar?
não respondeu, e encarou o chão. Jimin adentrou o cômodo.
- Porque eu sei que você poderia encontrar uma razão para ficar se você quisesse! Mas você não quer!
- Jimin! - ela alterou a voz - Eu não estou preparada e não consigo te dar uma data! Um prazo, não é assim que funciona as coisas!
- Eu nunca tive uma rede de segurança, ou um segundo palpite. Acreditava que éramos infinitos, e eu sempre pensei que estaria com você.
- Jimin! - ela voltou a esfregar as têmporas - Eu não sou uma vilã nessa história! Eu só estou te dizendo que… você não entende!
- Não! Eu realmente não entendo! Você é medrosa! E covarde!
fechou os olhos com força. As primeiras lágrimas começaram a escorrer pelas bochechas dela.
- Você me machuca assim!
- E eu não estou machucado, ? Você acha que nunca me machucou com essa história toda?
- Você entrou nessa história porque quis!
- Porque eu me apaixonei por você, porra! - ele gritou enquanto segurava o rosto dela entre as mãos - Foi por isso!
Ela retirou as mãos dele do rosto dela. Jimin deu alguns passos para trás.
- Esta é de longe a pior dor que senti.
- Eu espero que em algum momento você se acalme e entenda! Me liga quando isso acontecer!
Jimin a segurou pelo braço, impedindo-a de sair do quarto. Agora as lágrimas eram dele.
- Você quer ficar, enquanto eu quero ir... Você quer chorar, eu quero rir! Você quer largar, eu tento segurar, você quer ferir e eu curar! Vai ser sempre assim… - ela assentiu que sim para ele - Tudo você tem, mas não tem a mim. Não mais!
- Se você quer partir, se quer mesmo acabar com tudo, eu não vou te impedir!
Jimin fechou os olhos com força. quis muito limpar as lágrimas dele, mas não podia. O coração dela também doía.
- Quando nos encontrarmos amanhã no trabalho, ou se me encontrar na rua, por favor, não diga nada. A sua vida continua, a nossa vida abreviada. Não consigo disfarçar, não sei dizer, só quero gritar… - ele engoliu seco enquanto as lágrimas caiam livremente - Você já devia saber, que eu não sou para você!
Jimin a soltou e então lhe deu as costas. O braço dele ficou solto no ar por alguns segundos e depois caiu. Quando ele ouviu a porta batendo, caiu ajoelhado no chão e então tapou o rosto com as mãos voltando a se entregar ao choro e a dor que sentia.
não se permitiu chorar. Ela sabia que ele voltaria atrás… apesar do aperto que sentia no peito, optou por não ouvir a intuição. Ele tinha que voltar…


Nonagésimo Capítulo - Quisiera

Eles pararam na casa de para que Jimin e Hoseok pudessem ajudá-la a descer com algumas coisas e também alguns itens não couberam em seu carro na volta, mas couberam no de Jimin. Namjoon e haviam combinado de ter uma conversa, então ele acabou parando por lá também.
O que fez com que Hoseok ficasse com a pulga atrás da orelha, já que para ele os dois provavelmente teriam um momento a sós para colocar o tempo que perderam no acampamento em dia. Hoseok não podia reclamar já que os dois haviam se beijado duas vezes no acampamento. Provavelmente e Namjoon fariam as pazes e Hoseok conseguia imaginar aonde aquilo acabaria: com os dois transando.
Já dentro do carro de Jimin ele cruzou os braços abaixo do peito e fechou a cara. Ele não conseguia não pensar nos dois lá sozinhos…
- O que foi, J-Hope? – Jimin, que conhecia o amigo, perguntou.
- Nada! Eu só estou pensando!
- e Namjoon?
Hoseok balançou a cabeça dizendo que sim.
- Os dois provavelmente vão se entender e eu sei exatamente onde isso vai acabar!
- Aonde, Hoseok? - Jimin olhou para ele.
- Na cama, Jimin! - Hoseok fechou os olhos com força.
- Acho que não! Mas se essa hipótese te incomoda tanto, mesmo você concordando com a situação, é melhor você fazer alguma coisa! Não acha?
- Acho! - ele abriu os olhos enquanto observava as ruas do Rio de Janeiro passando.
Hoseok teria dez dias de férias a partir de segunda-feira, ainda teria aquela semana toda de férias também, porque então os dois não viajavam? Hoseok levantou a sobrancelha, começando a gostar da ideia… só os dois numa viagem romântica. Por que não?
- Acho que vou organizar uma viagem para nós dois, aproveitar que essa vai ser a última semana dela de férias e eu entro também. O que acha?
Ele olhou para o amigo, que olhou para ele de volta.
- Uma boa! Ela vai gostar, Hoseok! Quem sabe não rola, vocês dois… você sabe…
Hoseok ficou com as bochechas vermelhas ao pensar na possibilidade.
- Não tem vontade de transar com ela?
- Claro que tenho! Eu só… - ele pausou.
- Só o quê? Pode conversar comigo sobre essas coisas, somos melhores amigos, não somos? Eu não vou zombar de você!
- Certo! Você está certo! Eu não tenho experiência com essas coisas!
- E? - Jimin ergueu uma sobrancelha - A é uma mulher madura, Hoseok!
- Justamente! Ela tem experiência e eu tenho medo de decepcioná-la! Tenho medo de não conseguir atingir as expectativas dela, tenho medo de não conseguir atingir as minhas expectativas! E de ser uma tragédia… eu não sei como agir durante, nem depois e é isso! As poucas vezes que fiz, eu estava bêbado e nem me lembro direito!
- Você pode ler sobre o assunto, pesquisar e assistir vídeos! E você pode ser honesto com ela e pedir ajuda!
- Eu já fui honesto, já expliquei para ela porque não rolou até hoje e ela vem sendo muito compreensiva!
Jimin pensou em como a situação dos dois era de certa forma parecida com a dele e de … Hoseok era a da história e Jimin, era .
- E por que você não tenta, não deixa as coisas evoluírem e aí aproveita e pede ajuda, já que ela é mais experiente? A não vai se afastar de você por isso e muito menos se não rolar de primeira! Tenho certeza…
Hoseok balançou a cabeça para o amigo, ponderando sobre o assunto.
- E essa viagem pode ser o momento ideal, para você relaxar, vai estar só vocês dois, sem pressa, sem pressão! Pensa nisso!

Namjoon se sentou no sofá, o schnauzer de , para não perder o costume, latia sem parar. A cabeça de começava a latejar e o latido do cachorro só piorava as coisas. Namjoon fitava o chão, sem saber direito como os dois teriam aquela conversa. , um tanto quanto irritada, pegou o schnauzer nos braços e o levou para fora. Quando ela voltou, Namjoon já estava de pé. Parecendo pronto para ir embora.
- Acho melhor eu voltar depois! Você está cansada, eu também estou! E você precisa ajeitar suas coisas…
- Você é mais maduro que isso, Namjoon! Nem parece o mesmo cara que intimidou o Hoseok!
- Você vai jogar isso na minha cara para sempre? Chega! - ele passou as mãos pelos cabelos - Passou! Foi uma fraqueza, um vacilo!
- Aquela música que você cantou no karaokê, foi o quê?
- Uma música, ! - ele deu de ombros, começando a ficar nervoso.
- E você quis dizer o que com ela?
se aproximou dele, ficando a centímetros de distância. Namjoon engoliu seco e umedeceu os próprios lábios. Ela era linda demais!
- Quis dizer que gosto daquela música, só isso! O que pareceu para você?
- Que você estava me entregando de bandeja para o Hoseok!
- Eu tenho um pouco de ciúmes do que você tem com ele!
- E o que eu tenho de diferente com ele? - colocou as mãos na cintura.
Namjoon voltou a mexer nos cabelos.
- Vocês dois são íntimos demais! Ele sabe tudo sobre você… ele sabe seus gostos, sabe seus pensamentos, suas reações! E eu só conheço seu corpo! Eu queria o que vocês dois tem!
- E como? Se você não deixa eu me aprofundar? Todas as vezes que eu tento entrar mais fundo dentro de você, você me puxa para cima e coloca um limite entre: somos íntimos demais porque fazemos sexo e conhecemos o corpo um do outro como a palma de nossas mãos e não posso deixar você conhecer mais do que meu corpo! Nem sobre a sua mãe eu pergunto mais por que não sei se você vai querer me responder! Então não venha me cobrar responsabilidade de algo que foi decidido por você! Esse limite foi estabelecido por você Namjoon, eu só respeito!
Namjoon voltou a engolir seco. Ela tinha razão, e ele como um bom advogado, sabia admitir quando não tinha mais argumentos.
- Você quer acabar por aqui? Podemos ser amigos!
- Não! - ele respondeu mais que depressa - Eu só preciso ajeitar as coisas dentro de mim! Só preciso quebrar algumas barreiras, antes de deixar você entrar mais fundo! Só isso! Eu já disse que gosto muito do que temos!
- Tá bom! Eu entendo! Só não me cobre mais! Eu não cobro nada de você, nem do Hoseok! E não fique comparando o que eu tenho com você, com o que eu tenho com ele! Eu também estou confusa!
- Sim! Eu entendo! E não vou mais tocar nesse assunto: você e o Hoseok! Eu não tenho nada a ver com seja lá o que for que vocês tem!
Ainda sentia um certo ciúme dentro do peito, mas precisava se livrar daquilo.
- E não faça mais nada com ele!
- Não irei! Pode ficar tranquila!
- Estamos resolvidos?
- Estamos! Agora eu posso beijar você? Passei o acampamento todo desejando você sem poder te tocar direito…
sentiu os músculos relaxarem com a cara de desejo que ele fez quando encostou a testa na dela. Ela sabia que deveria dizer não, afastar o corpo do dele e pedir para que ele fosse embora, só para dar mais uma lição em Namjoon. Mas também estava com saudades dos lábios e do beijo dele… tentou resistir e colocar seu plano em prática, espalmou as mãos no peito dele tentando o afastar quando ele a puxou pela cintura para ainda mais perto, e ele era infinitamente mais forte que ela e a puxou de volta para si.
- Vai me dizer que não quer mesmo? Se for, diga olhando aqui nos meus olhos, !
Ela os fechou e então Namjoon a beijou. A língua dos dois se encontrou e ela sentiu o estômago dar um nó, sentiu um frio na barriga. O beijo dele era incrível, mas o de Hoseok também era…
Quando uma das mãos dele subiu até sua nuca e aprofundou o beijo cedeu e subiu as mãos para a nuca dele também. Os dois permaneceram com os lábios grudados por minutos a fio, até que as bocas se separaram, em busca de ar. Ainda com as testas coladas, Namjoon sorriu.
- Você pode até tentar dizer não com a sua boca, mas o seu corpo me conta a verdade! E esse eu conheço muito bem, !
- Você não vale nada! - os dois gargalharam e selou demoradamente os lábios dele.
Os dois trocaram mais alguns beijos, até que Namjoon foi de fato embora. se jogou no sofá, exausta. Depois, ajeitou o que conseguiu, se banhou e deitou-se para dormir. A cabeça dela precisava dar sossego… mas ela só fazia intercalar os pensamentos entre Namjoon e Hoseok.
Conseguiu dormir até mais tarde na segunda e quando acordou terminou de ajeitar as coisas na casa e até fez uma faxina enquanto dançava e ouvia música. Depois ela foi preparar o almoço e se lembrou que as férias de Hoseok começavam. Resolveu mandar uma mensagem para ele, mas ficou surpresa ao ver que ele já havia mandado para ela.

Hoseok

Oi! Você tá bem?



Era o que dizia na mensagem e logo abaixo um print com uma reserva de duas diárias em uma pousada na cidade de Nova Friburgo. não entendeu o print e então respondeu:

Hoseok

Oi! Você tá bem?

Oi, Hobi! Tudo bem e aí? Como tá o primeiro dia de férias? E esse print aqui é o quê? Não entendi…



Hoseok deixou um sorriso escapar enquanto se virava de lado na cama, com o celular na mão. Respondeu:

Hoseok

Oi! Você tá bem?

Oi, Hobi! Tudo bem e aí? Como tá o primeiro dia de férias? E esse print aqui é o quê? Não entendi…

O lugar que a gente vai ficar em Nova Friburgo de sexta a domingo! Você é minha convidada e eu não aceito não como resposta. Para a gente comemorar seu aniversário, só nós dois!



também se atreveu a sorrir com ele tomando aquela atitude. Amou a ideia de uma viagem só os dois para terminar suas férias! Ficou com o coração quente. É claro que ela toparia!

Hoseok

Oi! Você tá bem?

Oi, Hobi! Tudo bem e aí? Como tá o primeiro dia de férias? E esse print aqui é o quê? Não entendi…

O lugar que a gente vai ficar em Nova Friburgo de sexta a domingo! Você é minha convidada e eu não aceito não como resposta. Para a gente comemorar seu aniversário, só nós dois!

Você não existe, sabia? É claro que eu vou! Saímos daqui na sexta de manhã?



Ele logo respondeu:

Hoseok

Oi! Você tá bem?

Oi, Hobi! Tudo bem e aí? Como tá o primeiro dia de férias? E esse print aqui é o quê? Não entendi…

O lugar que a gente vai ficar em Nova Friburgo de sexta a domingo! Você é minha convidada e eu não aceito não como resposta. Para a gente comemorar seu aniversário, só nós dois!

Você não existe, sabia? É claro que eu vou! Saímos daqui na sexta de manhã?

Isso! Já aluguei o carro, tô fazendo o roteiro e aceito sugestões do que você quer fazer ou conhecer lá!



E assim os dois passaram a tarde, mandando coisas da cidade um para o outro e fazendo o roteiro da viagem, juntos.

Quando os dois chegaram ao quarto do hotel, observou os detalhes do local. Muito bem limpo, a cama de casal enorme e decorada com corações e até algumas pétalas, para receber um “casal”, tinha até duas taças sobre a cama. sorriu e então observou a grande TV grudada na parede cinza, um guarda roupas, duas mesas de cabeceira, um frigobar e a grande sacada. Ela depositou a bolsa sobre a cama e então correu até a janela, que estava fechada. Assim que a abriu, ela sentiu o vento gelado da região lhe cortar o rosto, mas não se importou. Estava feliz de estar lá.
Hoseok se juntou a ela, admirando a vista que tinham de lá.
- Gostou? Eu pensei em pegar quartos separados… fiquei na dúvida de como você preferiria! Se quiser eu durmo no sofá cama!
- Para com isso! Não acha que somos íntimos o suficiente para dormirmos na mesma cama? Tem medo de eu atacar você à noite?
Ela lhe fez cócegas no abdome e a risada gostosa de Hoseok surgiu. Ele segurou as mãos dela e então os dois ficaram sérios, se olhando.
- Claro que não! Não tenho medo de nada quando estou com você!
apertou as mãos dele.
- É claro que eu gostei! O quarto é super aconchegante! Olha essa vista! E a cidade parece ser linda! Obrigada!
Ela depositou um beijo demorado na bochecha de Hoseok, que fechou os olhos desejando que o beijo tivesse sido depositado em outro lugar…
- Você quer descansar um pouco? Ou já quer ir para algum lugar?
- Vamos? Eu queria ir ao Jardim do Nêgo! Que tal? Aí a gente come alguma coisa no caminho e vai para lá! De lá a gente almoça e vem para cá de novo!
Ela saiu puxando Hoseok pela mão, que gargalhou outra vez com o quão empolgada ela parecia estar.
- Avisou as meninas que já chegamos? Eu tenho que avisar ao meu pai e ao Jimin!
- Ainda não avisei! Vou avisar agora! E ao Namjoon também.
A simples menção ao nome dele, fez o sorriso de Hoseok sumir. percebeu.
- Ele me pediu para avisar se nós dois havíamos chegado bem! Ouviu? Nós dois!
- Ele sabe então? Que estamos viajando juntos?
- Eu falei para ele porque ele disse que queria me ver, falei que já estaria ocupada com você! Então tive que contar! Te incomoda?
- Você ter contado para ele sobre nossa viagem? Não! É bom que ele saiba que esse final de semana você é minha!
Hoseok se atreveu a puxá-la pela cintura. , surpresa com o novo lado de Hoseok sendo mostrado, envolveu os braços em seu pescoço. As batidas na porta interromperam os planos de Hoseok que praguejou mentalmente.
Abriu a porta e então recebeu a champanhe que havia encomendado na reserva, o recepcionista pediu desculpas pelo atraso da garrafa e Hoseok o agradeceu por eles terem lembrado.
sorria para ele enquanto ele tinha as bochechas começando a ficar rosadas.
- Champanhe?
- Você não gosta? - ele pegou as taças sobre a cama.
- Adoro! Só estou ficando cada vez mais surpresa com essa viagem!
- De uma forma positiva eu espero!
Ele serviu as duas taças e entregou uma para . Os dois brindaram e então deram um longo gole. Hoseok olhava para ela, enquanto ela bebia de olhos fechados. Precisava ser perfeito!

Assim que eles adentraram o tal jardim que ela tanto queria ir, os olhos de brilharam e J-Hope sorriu. Ele estava feliz em fazê-la feliz. Era a primeira vez que ele sentia que estava fazendo alguém se sentir feliz.
Os dois caminharam lado a lado enquanto observavam as belas esculturas gigantes feitas nos barrancos pelo artista Geraldo Simplicio. sempre demonstrara gostar de passeios culturais e coisas mais artísticas, então Hoseok acabou entrando nesse mundo por causa dela, e gostando tanto quanto a garota. Ele começou a fotografá-la com o celular sem que ela percebesse e a cada foto que ele tirava o coração saltava no peito e o sorriso dele ia se alargando. Ela tirava fotos das esculturas com o próprio celular e então quando se virou para pedir a ele que tirasse algumas fotos dela, o pegou no flagra. Os dois riram e se aproximou dele.
- Então hoje você está fazendo um bico de paparazzi?
Hoseok vermelho guardou o celular no bolso, mas segurou o rosto dele entre as mãos.
- Não me importo! Pode tirar quantas fotos quiser! Aliás, temos que tirar juntos! Quero te presentear com uma foto nossa também!
O sorriso dele voltou a aparecer então os dois se juntaram e tiraram algumas fotos juntos.
- Agora deixe eu tirar pelo menos uma sua!
- Não precisa! - ele começou a andar.
gargalhou e então o segurou pela cintura, o abraçando e o impedindo de continuar andando. Foi a vez de Hoseok gargalhar enquanto acariciava as mãos dela. Gostava tanto daqueles momentos entre os dois, onde eles se divertiam e riam juntos sem se importar com o que os outros achariam…
- Ah, Hoseok! Para! Só uma foto! Para você mostrar para o seu pai! Pensa?
Ela o convenceu! O pai adoraria uma foto.
- Tá bom! Me convenceu!
As bochechas rosadas dele se destacavam no rosto enquanto ele se posicionava para a foto e não conseguia não sorrir para ele. Mesmo ela sabendo que a timidez de Hoseok o incomodava e até o atrapalhava em diversos momentos ela achava um charme! Ele ficava ainda mais gracioso… ela tirou algumas fotos dele e então pôs-se a observá-las. Logo Hoseok se aproximou dela, fazendo o mesmo.
- Você já viu o quanto é bonito? Não consegue enxergar isso, não é?
As bochechas dele ficaram ainda mais rosadas.
- Para com isso! - ele olhou para ela e então explodiu em risadas - Você que é, !
- Eu espero que um dia você consiga enxergar as suas qualidades, Hoseok! Espero conseguir te fazer enxergá-las!
Ele ficou em silêncio. Quis beijá-la, mas muitas pessoas estavam presentes, então ele não o fez. Apenas sorriu para ela, que lhe acariciou o rosto.
Os dois caminharam mais um pouco até visitarem todo o jardim. Hoseok olhou no relógio de pulso e viu que marcava quase onze da manhã.
- Com fome? - olhou para ele.
- Não muita! Sabe quando você está apenas começando a ficar com fome?
Ela bebeu um longo gole da garrafa de água comprada por Hoseok, depois a entregou para ele, que também bebeu.
- Que tal irmos ao teleférico antes de almoçar? - os dois sorriram empolgados um para o outro.
No caminho para o teleférico os dois cantaram alto várias músicas da playlist que Hoseok havia feito apenas para aquela viagem. se sentia especial com ele…
No teleférico os dois tiraram mais fotos juntos, aproveitaram a bela vista que tinham de lá e até fizeram amizade com alguns turistas que estavam por lá também.
O restaurante escolhido pelos dois foi o Gastronomia Ouverney, um restaurante com vinte anos de tradição onde era possível encontrar carnes exóticas e cervejas artesanais.
- Mesa para quantos?
- Para dois! - os dois responderam juntos.
Já sentados os dois ficaram impressionados com a beleza do restaurante e se surpreenderam com a variedade do cardápio da casa, os dois ficaram bem tentados a experimentarem algo diferente, mas acabaram optando pela zona de conforto e ambos pediram o mesmo prato: Talharim Pappardelle com camarões grelhados ao molho gorgonzola. Cada um deles pediu uma taça de vinho para acompanhar o prato.
Depois do almoço os dois resolveram passear de carro mesmo pela cidade para verem o que tinha pela região do restaurante, e quando era por volta das quatorze e trinta os dois voltaram para o hotel, acabou tendo uma queda de pressão e os dois acharam melhor voltar para descansar um pouco.
retirou a blusa de frio já que agora o clima da cidade começava a esquentar então se jogou na cama fechando os olhos.
- Quer ir ao médico? - Hoseok perguntou, com as mãos na cintura parado em frente a ela.
riu, abrindo os olhos e encarando Hoseok em pé.
- Não, meu bem! Eu estou melhor já! Só preciso de um cochilo! Você pode passear se quiser!
- Não vou deixar você sozinha! - ele se livrou do casaco também.
se ajeitou melhor sobre a cama, entrando debaixo do edredom. Logo Hoseok estava lá deitado também, um tanto quanto longe dela e riu.
- Porque tão longe, Hobi?
Ele aproximou o corpo do dela na cama, e então sentiu a ponta do nariz de encostar-se na ponta de seu nariz. Uma das mãos dela lhe apertou a cintura e ele automaticamente levou também a mão até a cintura dela. encostou os lábios nos dele, Hoseok sentiu o lugar formigar.
Os olhos de desceram para os lábios dele também. Em sincronia os dois se beijaram, como se há muito tempo não se beijassem. A língua de parecia ter pressa e explorava cada canto da boca de Hoseok, que se permitia relaxar os músculos do corpo enquanto sentia o gosto bom da boca dela.
As mãos dele subiram para as costas dela, colando ainda mais o corpo dos dois, e se atreveu a adentrar com uma das mãos por debaixo da camiseta de mangas compridas roxa que ele usava. O toque gelado da mão de em sua pele ainda quente fez Hoseok se assustar um pouco, mas não deu tempo para que ele fosse racional, e subiu as unhas pelas costas dele até alcançar seus cabelos pretos. Um arrepio percorreu sua espinha com a leve ardência dos arranhões e ele mal havia se recuperado do gelado da mão dela e a sentiu puxando seus cabelos com força. Uma das pernas dela subiu e ela a repousou na curva do quadril dele, Hoseok levou uma das mãos para lá, ajeitando a perna dela e colando ainda mais os corpos.
mordeu o lábio inferior dele, que em resposta apertou a perna dela que estava envolta em seu quadril. O corpo dele reagiu quando ela lhe puxou outra vez os cabelos. Ainda não era a hora, ele pensou…
Ele cortou o beijo com alguns selinhos e então abriu os olhos, encarando com a respiração um pouco ofegante e a boca ainda entreaberta. Uma das visões mais bonitas dela que Hoseok já havia presenciado…
entendia os sinais de Hoseok muito claramente, aquele era um sinal óbvio de que eles deveriam dormir e que ele queria parar por ali. Ela queria muito que os dois conseguissem evoluir pelo menos até as preliminares… os dois não precisavam transar ainda, mas se pelo menos mais do que beijos os dois pudessem trocar…
- Eu entendi! - ela sussurrou contra o ouvido dele.
retirou a perna sobre os quadris dele e então engoliu seco ainda com vontade de tocá-lo mais um pouco.
- Eu só… - ele pausou, procurando as palavras.
- Não precisa explicar nada! Só isso já foi gostoso o suficiente! E quanto mais tempo demora, mais curiosa eu fico e com mais vontade eu fico também. - ela confessou.
O coração de Hoseok acelerou com a última sentença e ele abriu a boca, sem saber direito o que falar. o impediu, colocando o dedo indicador em seus lábios.
- Shhh! Não fala nada! Vamos descansar! Depois, em outro momento a gente volta a falar disso!
E ela se virou para o outro lado, deixando Hoseok atônito. Ele precisava fazer alguma coisa com toda aquela insegurança.

Já de pé os dois trocaram de roupa e então foram em direção ao centro da cidade para conhecer o lugar. Tomaram um café preto em uma das tantas padarias dispostas por lá e então começaram a andar pelo centro. passou o braço em volta de um dos braços de Hoseok, que sorriu com o gesto. Os dois entraram em praticamente todas as lojas que viram pela frente, mas tinha um objetivo desde que soube que eles iriam para lá: as famosas lingeries da cidade.
- Você sabia que Nova Friburgo é especialista em moda íntima e que as melhores do país costumam vir daqui?
- Eu vi algo relacionado a isso quando fiz minhas pesquisas!
Os dois se olharam.
- Tá vendo aquele corredor ali? - ela apontou com o dedo - Lá está cheio de loja de lingerie, e eu preciso renovar as minhas! Você se importa de irmos em algumas?
Ele enrubesceu levemente e lhe beijou a bochecha: gracioso demais!
- Não! Vamos lá!
Adentraram uma das lojas e Hoseok passeou os olhos pelas lingeries nos manequins e também nos cabides. O lugar era bem grande e possuía uma infinidade de modelos de roupa íntima. Quando Hoseok deu por si, já estava lá na frente com uma cestinha em mãos.
Ele sorriu e então foi até ela.
- Tantas opções! O paraíso!
- Gosta de comprar essas coisas? Seus olhos estão brilhando!
- Eu gosto de lingeries! Desperta meu lado feminino! Eu tenho um monte, mas estão ficando velhas, então vou aproveitar para substituir algumas!
segurava um conjunto cinza nas mãos e Hoseok olhou dela para o conjunto. Ele não era um conjunto sensual, era uma lingerie básica, provavelmente para ser usada no dia a dia. Hoseok não entendia muito bem se existia mesmo essa diferença.
- E você costuma diferenciar?
- Diferenciar o quê? As lingeries?
- Isso! - ele ficou vermelho e riu.
- As que eu uso para sexo e as que não? É essa a pergunta que você quer fazer?
Ele enrubesceu ainda mais.
- É! - ele coçou a nuca.
- Nem sempre! Depende!
- Depende do quê? - ele se interessou.
colocou o conjunto dentro da cesta.
- De um conjunto de fatores! - ela voltou a andar - Depende do meu humor! Depende se eu tenho certeza que vou fazer! Depende se eu apenas acho que vai rolar! Depende se eu quero que role… depende da pessoa que vai ver!
Ela olhou para Hoseok. Ele ficou com a boca seca outra vez.
- Eu compro as que me agradam! Então eu só faço essa separação depois. Levando em conta todos esses fatores aí! Por que a pergunta?
parou de andar e Hoseok acabou se esbarrando nela, já que a cabeça dele estava em outro lugar e ele não a viu parando.
- Me desculpe! - ele pediu enquanto ela ria - Foi só uma curiosidade! É que dizem que vocês costumam separar!
- E quais outras curiosidades você tem? - as mãos dela agora seguravam um conjunto de lingerie vermelha de renda.
Hoseok passeou os olhos pelo tecido e depois por ela, imaginando o quão bonita ela ficaria vestida apenas com aquilo… umedeceu os lábios de novo.
- Mais nenhuma! - ele sussurrou depois de raspar a garganta.
- Ah! - ela olhou para a lingerie nas próprias mãos - Eu adorei essa, mas não me serve! Vou procurar meu número!
Hoseok quis dizer que tinha curiosidade em saber como ela ficaria vestida com aquilo e mais nada, exatamente como ele pensou. Quando ela entregou a cesta a ele e pediu que ele segurasse enquanto ela procurava pelo seu número, ele encheu o peito de coragem.
- Na verdade eu tenho mais uma curiosidade sim! - engoliu seco e fechou os olhos - Saber como você ficaria vestida numa dessas!
parou de procurar a lingerie quando ouviu a voz dele. Ela ergueu o corpo e encarou Hoseok com os olhos fechados e o rosto vermelho.
- Você pode descobrir quando quiser!
Ele sentia o coração acelerar e quando abriu os olhos, ela ainda o encarava.
- Se tiver meu número! - ela riu para quebrar o gelo e ele mudar a expressão de constrangido.
Funcionou porque ele gargalhou e relaxou o corpo. Ela continuou procurando e acabou não achando. Fez um bico e Hoseok acariciou sua bochecha.
- Não fica assim, ! Olha quantas opções você tem!
- Mas você tinha gostado dessa, não tinha?
- Você tem que gostar, ! E eu tenho certeza que você vai ficar linda em qualquer uma delas!
Ele alargou o sorriso.
- Então vamos continuar andando!
Os dois andaram mais pela loja e Hoseok não conseguia deixar de pensar ou imaginar como ela ficaria a cada lingerie que ela escolhia. O telefone de Hoseok tocou dentro do bolso, e então ele se afastou de para atender. Ela aproveitou que ele saiu e então escolheu uma meia ⅞ e uma cinta liga. Ela queria fazer uma surpresinha para ele…

Os dois pagaram e então resolveram voltar para o hotel, para tomarem um banho e então jantar.
Adentraram o quarto às gargalhadas e o abraçou pela cintura enquanto encostava a bochecha na altura das costas de Hoseok. Assim que chegaram perto da cama ela o soltou e se jogou sobre a cama, fechando os olhos.
- Vou tomar um banho e então a gente decide onde vai jantar, pode ser? - Hoseok perguntou já caminhando para o cômodo do banheiro.
- Pode ser, Hobi! - ela sorriu ainda de olhos fechados.
Hoseok sorriu de volta, mesmo que ela não pudesse ver, ele adorava o sorriso dela! Ele entrou no banheiro fechando a porta logo em seguida. Tomou um banho rápido e se trocou no banheiro mesmo. Assim que Hoseok saiu do banho, estava escorada na cabeceira da cama segurando o celular na altura do rosto enquanto gargalhava alto. A voz de Namjoon invadiu os ouvidos dele e seu semblante mudou na hora.
- Você já vai tomar banho, ? - ele a cutucou com as pontas dos dedos.
- Daqui a pouquinho, Hobi! – e ela voltou a conversar com Namjoon.
Hoseok bufou baixo, se levantando da cama e caminhando em direção à grande sacada do quarto do hotel. Olhou a vista a sua volta enquanto sentia o vento bater em sua face, bagunçando levemente seus cabelos. Hoseok ouviu a gargalhada dela e dele se misturarem e invadirem seus ouvidos outra vez. Fechou os olhos com força. Ele estava fazendo de propósito, era claro!
Hoseok pensou em como, mesmo estando com ele, ainda sim gostava de passar tempo com ele mesmo que por ligação! Os olhos dela brilhavam enquanto ela falava com ele, mas eles brilhavam quando ela estava com Hoseok também! Mas ela ficava diferente perto de Namjoon. Os pensamentos de Hoseok foram além: ele era o dono do corpo dela enquanto os dois apenas trocavam carícias, beijos e confidências profundas. Hoseok sentiu o peito ao arder ao constatar que de fato a conexão mental que ele e tinham não era nada comparada com a conexão carnal que ela e Namjoon tinham. Balançou a cabeça em negativa e sentiu os olhos marejarem. Virou-se de frente ao quarto, ainda com o corpo escorado nas grades e ela sorria para a tela. Ela parecia morrer por ele!
Assim que ela desligou a ligação, ainda sorrindo, caminhou em direção a Hoseok e encostou as mãos em sua cintura. Os dois se encararam. Hoseok sabia que ela não falaria nada, e ele também achou melhor não tocar no assunto. Hoseok preferia ignorar a existência de Namjoon em alguns momentos e aquele seria um desses momentos.
- Você já está pronto, Hobi? - ele assentiu que sim - Então vou me arrumar! Vai pesquisar onde a gente pode jantar, que tal?
Hoseok assentiu, calado, mais uma vez enquanto via ela ficar na ponta dos pés e depositar um selinho rápido em seus lábios. Os dois se encararam outra vez. Ela sabia que Hoseok estava magoado naquele momento, o conhecia como a palma da mão dela, e o pior, o tinha também.
- O que foi? Eu conheço esse olhar!
- Garota linda, de cabelo curto, rejeitada pela autoridade e não consegue resistir a um cara que ela sabe que vai ser um problema. É sua autobiografia, , pelo menos até aqui, pelo que posso ver!
revirou os olhos e então soltou a cintura de Hoseok. Ele não conseguiu segurar o comentário!
- Você acha que o Namjoon é problema?
"Pelo menos para mim é!" ele pensou abaixando a cabeça.
- Não sei! Parece! - deu de ombros - Na verdade, não! Na verdade, ele parece a solução dos seus problemas!
- Eu vou pedir que ele não ligue mais, tá bom? Não é justo! Esse é um momento nosso! Nossa viagem! Relaxa, tá bom?
- Não estou abalado! - abriu a mala e tirou uma blusa de mangas longas de lá - Só fico pensando!
- Me fala mais sobre isso quando eu sair do banho!
- Não precisa! - Hoseok balançou a cabeça enquanto voltava para dentro do quarto.
Ela terminou de colocar as roupas que usaria sobre a cama e então lançou mais um olhar na direção de Hoseok.
- Qual foi nosso combinado, Hoseok?
Ele respirou fundo, se jogando no pequeno sofá que havia no quarto.
- Que sempre que eu estivesse com algo entalado na garganta ou me incomodando, nós conversariamos!
- E que se isso machucasse você, seríamos só amigos! Então conversaremos assim que chegarmos ao restaurante!
E ela adentrou o banheiro. Hoseok voltou para a sacada do quarto enquanto bagunçava seus cabelos pretos. Ele não podia perdê-la. Quem além dela? Não! Ele não podia demonstrar que estava tão abalado por uma simples ligação.
Assim que ela gritou que já estava pronta, Hoseok fechou a janela que dava para a sacada e pegou a carteira sobre a mesa de cabeceira e deu uma olhada nela. A blusa preta de gola alta colada no corpo, a calça jeans skinny, as botas e os brincos exagerados de sempre. Ele não conseguiu evitar e acabou sorrindo.
- Você me desmonta com esse sorriso toda vez! Por quê? - ela riu.
Hoseok abaixou a cabeça enquanto ficava vermelho.
- Para! É só que você está muito bonita! Como sempre!
Foi a vez de ficar vermelha.
- Já sabe onde vamos jantar?
- Pensei de ser no Elo Crescente! É um restaurante que existe desde 1990 dedicado a uma gastronomia em estilo original, sabe? Ele é em um casarão da década de quarenta com um jardim e tal! O que acha?
- Perfeito! - ela sorriu e bateu palmas, fazendo Hoseok rir.
Ela ajeitou a bolsa no ombro enquanto Hosek caminhava em direção a porta, a abrindo. Ele deu espaço para que passeasse e então o homem apagou as luzes e fechou a porta. Guardou o cartão no bolso e então ela grudou a mão na dele. Hoje era a primeira noite dos dois na cidade, e durante os passeios à luz do dia, durante a tarde Hoseok não tinha tido coragem de pegar na mão dela, por medo de uma rejeição por parte dela então quando grudou a mão na sua, seu coração deu um salto.
Já dentro do carro, ela olhou para Hoseok enquanto ele dirigia.
- E então? Você acha que o Namjoon é a solução dos meus problemas?
Hoseok soltou um riso nasalado.
- Parece que sim! - ele mordeu o lábio.
- Por que, Hobi? O que aí dentro do seu coração te faz achar isso?
- Porque vocês já transaram e a gente não!
- O que uma coisa tem a ver com a outra?
- Isso me passa a sensação de que a nossa conexão é menor! Com o Namjoon foi mais fácil de rolar, ele é um homem confiante, aceitou logo de cara a situação entre a gente, então talvez sim, ele seja a solução dos seus problemas!
- E quais seriam os meus problemas? Sexo? Porque da forma que você falou, parece que eu sou ninfomaníaca e que você não serve para mim porque a gente não transou!
- Não quis dizer isso! Que o seu problema é sexo! Só quis dizer que ele parece atender mais às suas expectativas em relação a um homem do que eu! - Hoseok se defendeu.
- Por causa de sexo? – ele a viu erguer as sobrancelhas.
- Também!
- Não tem nada a ver, Hobi! Nossa conexão é tão intensa quanto! Se fosse assim, por que eu estaria com você ainda? Eu disse que esperaria você estar preparado e que não estava com você só para isso, se lembra?
Sim, ele se lembrava! Mas era inseguro demais para achar que de fato isso não abalaria o que eles tinham.
- Eu sei, ! Mas mesmo assim isso tudo abala a minha confiança!
suspirou pesadamente e Hoseok fechou os olhos brevemente.
- Mas isso não tem nada a ver com você! É uma coisa que eu tenho que resolver comigo mesmo!
- E como eu posso te ajudar com isso?
Foi a vez de Hoseok suspirar, só que mais baixo um pouco enquanto observava o GPS os guiando.
- Se você for manter mesmo isso com o Namjoon, enquanto estivermos só nós dois eu não quero ver nenhum sinal do Namjoon! Não quero saber dele! Entende? - balançou a cabeça, assentindo que sim - Quando estivermos só nós dois, você tem que manter sua mente em mim! Da mesma forma que eu mantenho a minha em você quando estamos juntos! Só isso!
- Não quero te fazer mal, Hobi! De forma nenhuma!
- Quando se gosta de uma pessoa, fazemos o que é melhor para ela. Mesmo que seja o pior para nós!
- Mas não é isso que eu quero, caramba! - ela passou as mãos pelo rosto.
- , a gente já conversou sobre isso! E está tudo bem! Eu entendo que você está confusa, que gosta de nós dois e está tudo bem! Ok? Vamos aproveitar a nossa viagem? Que tal?
- Tá bom! - depositou a mão sobre a perna direita de Hoseok - Tá bom! Vamos focar na viagem! Me desculpe!
Assim que os dois chegaram ao restaurante Hoseok viu os olhos dela brilharem e seu coração se derreteu dentro do peito. Sorriu sem mostrar os dentes e ela voltou a dar a mão para ele. Hoseok entrelaçou os dedos nos dela e então eles caminharam juntos até a entrada do local. O jantar correu perfeitamente bem, os dois riram, comeram e conversaram a noite toda.
Quando o jantar acabou, e Hoseok saíram para passear pela cidade, e as mãos estavam outra vez entrelaçadas. A sensação de sair com por aí de mãos dadas era indescritível! O coração dele pulava dentro do peito num mix de sentimentos: ansiedade, paixão, alegria…
Na volta para o hotel, acariciava os cabelos negros dele enquanto mantinha os olhos fechados. O sorriso nos lábios dela, fez ele sorrir também.
Assim que chegaram no hotel, pegou o pijama sobre o sofá e então foi direto para o banheiro. Antes ela retirou as coisas de dentro da bolsa e depositou o celular sobre a mesinha de cabeceira ao lado de Hoseok. O celular dela vibrou algumas vezes e os olhos dele automaticamente pularam para a tela dela. Lá estava o nome dele escrito com um emoji de coração ao lado. Umedeceu os lábios sentindo a boca secar pelo simples ato de ler o nome de Namjoon ali. Será que ele sabia mesmo que estava com ele? Era óbvio que sim. Hoseok fechou os olhos com raiva. Ele tinha certeza que Namjoon estava fazendo de propósito, para o provocar. Namjoon já havia percebido desde o começo as fraquezas de Hoseok.
saiu do banheiro já vestida com seu pijama e os dois se olharam.
- Tem mensagens do Namjoon para você! Pode responder se quiser! - deu de ombros, se levantando da cama.
segurou seus ombros o impedindo de entrar no banheiro.
- Você reparou que é você quem está colocando o Namjoon entre a gente? Pelo menos agora?
Hoseok engoliu seco. Segurou a cintura de com força.
- Desculpe! É que eu fico com raiva dele não deixar você em paz! Só isso!
- Eu vou pedir a ele que pare! Prometo! Vai se trocar para a gente deitar!
Hoseok assentiu para ela com a cabeça e então foi se trocar no banheiro. Depois de deitar na cama com as luzes já apagadas e a TV ligada, Hoseok fechou os olhos e sentiu acariciar seu rosto enquanto a respiração dela batia em sua bochecha.
- Gosto tanto de você, Hobi! - ela sussurrou no ouvido dele.
- Eu também, ! - ele se ajeitou na cama, se virando.
Ficou com o rosto colado ao dela e abriu os olhos, encarando os dela. A mão de ainda acariciava seu rosto. Ele não sabia se deveria beijá-la ou não…
- Pode me beijar, Hoseok! Eu quero!
Hoseok fechou os olhos roçando vagarosamente os lábios nos dela e então ele a beijou. envolveu os braços em volta do pescoço dele e lhe acariciou os cabelos enquanto ele subia e descia as mãos pelas costas dela. As línguas se encontraram e o corpo todo dele se arrepiou. O corpo de colou mais ao dele, enquanto as mãos dele desceram para sua cintura, e ele a apertou em si, sentindo uma das pernas dela envolverem a cintura, perto do quadril dele outra vez, aumentando o contato dos corpos. A boca de soltou a de Hoseok e então ela a desceu para a pele exposta do pescoço dele e depositou alguns beijos molhados por lá, voltando a fazer o corpo do homem se arrepiar. Apertou a cintura dela outra vez e então as testas se encostaram.
- Gosto muito do que a gente tem, ! Gosto muito de você!
- Eu também, Hobi! Relaxa! Eu estou aqui com você agora! - as mãos dela voltaram a lhe acariciar o rosto.
E Hoseok fechou os olhos, soltando o ar preso em seus pulmões.
Hoseok abriu os olhos ainda um tanto quanto sonolento e ainda dormia. E sorriu enquanto aproximava o corpo do dela, a abraçando numa espécie de “conchinha” e ela se ajeitou ainda mais ao corpo de Hoseok. O homem alargou o sorriso.

- Bom dia, ! - sussurrou contra o ouvido dela.
, ainda de olhos fechados, sorriu de volta para ele e Hoseok se atreveu a depositar um beijo em seu pescoço.
- Bom dia, Hobi! - a voz de sono dela ecoou.
- Vamos levantar? - depositou mais um beijo em seu pescoço.
- Não! Tá tão bom aqui! - ela acariciou o braço de Hoseok envolto em sua cintura.
Ele gargalhou, fazendo-a abrir os olhos. Hoseok sentiu o bumbum dela se esfregar levemente em seu membro e fechou os olhos com força.
- Desculpa! Foi sem querer, só fui me ajeitar! - os dois gargalharam - Não que eu não queira…
- ! - o homem suspirou quando ela forçou o bumbum contra seu membro outra vez.
- Tá bom, agora foi de propósito, desculpa! Eu não vou fazer mais!
Hoseok enterrou o rosto na curva de seu pescoço e ouviu a risada gostosa dela. Depois a soltou e ele se levantou.
Alguns minutos depois os dois estavam tomando café da manhã no hotel, e iriam para um passeio na Praça do Suspiro.
Depois que os dois passearam pela praça, foram à capela de Santo Antônio e depois eles almoçaram. Tudo isso de mãos dadas, trocando beijos e carícias. Ele sentia que estava no céu!
Ao voltarem a tardezinha para o hotel, os dois dormiram um pouco até que anoitecesse, e então quando eles acordaram foram juntos pesquisar onde jantariam. Depois de alguns minutos analisando as opções decidiram por um restaurante de comida italiana e então foram se arrumar. Ela tomou banho primeiro enquanto Hoseok mexia no celular. Assim que saiu do banho só de toalha, Hoseok engoliu seco enquanto passeava os olhos pelo corpo dela.
- Vai tomar banho, Hobi, para eu me arrumar aqui! Aqui é mais confortável! - ela riu.
Hoseok adentrou o banheiro com a roupa já em mãos. Tomou seu banho com calma, pois percebeu que queria um tempo para se arrumar melhor. E então ele se arrumou dentro do banheiro mesmo. Colocou a jaqueta jeans e então saiu do banheiro terminando de ajeitar os cabelos e então a vislumbrou terminando de colocar o par de brincos. Automaticamente Hoseok entreabriu a boca quando seus olhos passearam por ela outra vez. O vestido longo e preto que ela usava realçava ainda mais a cor da pele dela e o corpo. mirou Hoseok pelo reflexo do grande espelho do quarto e então se virou frente a ele. Hoseok ainda tinha a boca entreaberta tamanha beleza dela naquele vestido. Ele não conseguiu dizer uma palavra sequer. gargalhou.
- O que foi, Hoseok? - ela colocou as mãos na cintura.
- Você!
- Eu o quê?
- Tá perfeita nesse vestido! - Hoseok abaixou a cabeça, sentindo as bochechas ficarem vermelhas.
- Ah, Hobi! - ela caminhou na direção de Hoseok e ergueu seu rosto - Você é incrível!
Selou rapidamente os lábios nos dele.
- Vamos então? Estou ansiosa para conhecer esse restaurante.
De mãos dadas os dois caminharam e ele ainda não conseguia raciocinar direito, tão bonita se encontrava. Respirou fundo vislumbrando o bumbum de balançar enquanto ela andava rebolando em sua frente, guiando-o em direção aos elevadores. Hoseok precisava controlar seu corpo, não podia ficar duro ali enquanto desciam para o estacionamento. Dentro do carro ela voltou a acariciar a nuca e cabelos dele enquanto ele dirigia. Jogaram conversa fora sobre o quanto o clima de Nova Friburgo era gostoso.
Dentro do restaurante os dois jantaram à luz de velas num lugar onde era reservado apenas para casais, já que chegaram de mãos dadas. A massa do lugar era impecável, assim como o clima romântico que o lugar os proporcionava. Eles acabaram por tomar quase uma garrafa de vinho sozinhos. Depois do jantar eles aproveitaram para andar pela cidade, tomaram um sorvete, se sentaram observando os outros turistas e conversando sobre suas impressões.
Já de volta ao hotel, Hoseok se sentou na beirada da cama tirando a jaqueta jeans que usava. A cabeça estava um pouco zonza pelo vinho então ele coçou os olhos. Quando os abriu, estava alinhada entre meio a suas pernas.
- Sabe, Hoseok? Se fosse do meu jeito, eu te desmontaria! Se fosse do meu jeito, eu te viraria do avesso! - ele arregalou os olhos com as palavras dela - Estou com medo do que posso dizer, porque eu estou no meu limite! E um pouco alterada pelo vinho!
Hoseok com a boca seca, a encarou e depositou as mãos em seus ombros, os apertando.
- Se fosse do meu jeito, eu tomaria o controle! E se fosse do meu jeito, eu te levaria até o fim! Se meu corpo tivesse voz, eu iria me abrir e te mostrar toda a renda vermelha por baixo desse vestido!
- ! - umedeceu os lábios.
- Tem só uma coisa que nos resta fazer, Hobi!
Lentamente ela começou a subir o vestido preto pelo corpo e os olhos de Hoseok acompanharam até que a peça estivesse jogada no chão do quarto, perto dos pés dele. Aí os olhos de Hoseok subiram e desceram pelo corpo dela dentro da lingerie de renda vermelha - uma parecida com a que ele tinha gostado na loja mais cedo - e ele sentiu o seu membro começar a ganhar vida. A respiração acelerou, assim como os seus batimentos cardíacos. Ela era linda! Ainda mais linda do que ele podia imaginar.
- Você pode me tocar devagar! - ela segurou as duas mãos dele passando as mesmas pela cintura e coxas dela - Se meu corpo tivesse voz, eu não negaria! Tocar, fazer amor, te provar! Se meu corpo pudesse dizer a verdade, Hoseok, eu faria exatamente o que eu quisesse…
Hoseok parou as mãos na cintura fina dela enquanto sentia o pênis pulsar dentro do jeans com as palavras dela.
- Então faça! Faz o que você quer! - ele se rendeu.
Em poucos segundos a boca de já estava grudada nele e ela sentada em seu colo com as pernas entrelaçadas uma de cada lado do corpo de Hoseok. As mãos grandes de Hoseok lhe apertaram a cintura com força enquanto as línguas dançavam uma com a outra. sentia o membro dele duro como pedra embaixo de si e então ela sorriu entre o beijo feliz por conseguir causar esse efeito no homem. Quando os lábios se separaram, ela encostou a testa na dele.
- Se eu começar, não vou querer parar, Hoseok… Você precisa estar certo que vai me deixar levar isso até o final!
As mãos dele ainda lhe apertavam a cintura com força.
- Eu quero, ! Nunca quis tanto quanto agora, vendo você vestida assim! E para mim, eu sei que se vestiu assim para mim! - assentiu freneticamente com a cabeça que sim para ele - Eu só preciso que você me guie! Que você me mostre!
- Eu vou! Desejo muito você, Hoseok! Você nem imagina o quanto! Confia em mim?
Hoseok disse que sim para ela com a cabeça e então se levantou. Os olhos de Hoseok, agora com as pupilas dilatadas de desejo, voltaram a passear pelo corpo dela. O membro pulsou outra vez de desejo e ele fechou os olhos com força. passou uma das mãos pelo rosto bonito dele e então pediu que ele se levantasse, Hoseok a obedeceu.
Já com as costas escoradas na cabeceira da cama, ele observou com os joelhos sobre a mesma, entremeio suas pernas. Ela não conseguia tirar os olhos do corpo dela. Eles passeavam entre os seios cobertos pelo sutiã vermelho de renda que os deixavam ainda mais atraentes, depois ele descia os olhos para a cintura fina dela coberta com o tecido que era unido pela cinta liga, tampando um pedaço da barriga dela… depois ele passeava os olhos pela intimidade de coberta pelo pequeno tecido da calcinha vermelha fina…
A meia e a cinta liga eram o que estavam enlouquecendo Hoseok. Ele queria que ela tirasse aquilo tudo, mas ao mesmo tempo era gostoso demais ficar olhando para ela vestida apenas com aquilo. deixou que ele apenas passasse os olhos pelo corpo dela, então provocativamente ela passou as mãos sobre os próprios seios, e os apertou com força, Hoseok engoliu seco e apertou os lençóis da cama nas mãos. Depois desceu as mãos pela barriga, lentamente e os olhos de Hoseok acompanhavam-na. Ela pousou a mão em cima da intimidade sobre o tecido vermelho e Hoseok agarrou os lençóis com um pouco mais de força, esfregou o dedo indicador em si mesma, com um pouco de força sobre o tecido da calcinha e mordeu o lábio enquanto encarava Hoseok. Ele fechou os olhos, mas os abriu logo em seguida para acompanhar as mãos dela deslizaram sobre as próprias coxas…
- Você quer me tocar? - Hoseok assentiu que sim para ela.
ergueu os braços deixando o acesso a seu corpo livre para que Hoseok pudesse tocá-la. As mãos dele se desprenderam dos lençóis e então ele as levou até os seios de , um leve toque, como se ele estivesse com medo.
- Quer tirar isso aqui? - ela apontou para as mãos dele, mas quis indicar o sutiã.
- Quero! - ele retirou as mãos dos seios dela.
segurou as mãos do amigo, levando-as para as suas costas, mais precisamente guiando-o até o fecho da peça. Hoseok o abriu e então retirou a peça.
Seus olhos desceram até os seios agora livres de qualquer tecido de … ele suspirou alto e então levou as duas mãos até lá outra vez. soltou um gemido baixo quando as grandes mãos dele lhe apertaram os seios. Hoseok arfou quando ouviu gemer sob seu toque, então ele olhou para ela.
- Eles são lindos! Lindos, ! - Hoseok olhava para os seios da garota em suas mãos.
sorriu enquanto fechava os olhos, ela acariciava os cabelos dele. Hoseok levou os lábios até eles, e antes de prosseguir ele hesitou:
- Você pode, Hoseok! Eu inclusive quero muito! - o incentivo que ele precisava saiu dos lábios dela.
Hoseok passou a língua levemente sobre um dos mamilos já intumescidos dela e estremeceu o corpo com o contato. Ele voltou a passar a língua por lá deixando que o gosto salgado do mamilo de invadisse sua língua. O corpo de Hoseok também tremia, e ele nunca ficou tão excitado como se encontrava agora, em toda vida. Quando a boca dele engoliu o seio direito de ela arqueou as costas querendo ainda mais contato e então agarrou os cabelos dele com as duas mãos. Hoseok a apoiava com uma das mãos nas costas. Quando ele voltou a passar a língua pelo mamilo dela, sentiu o corpo arrepiar outra vez. Voltou a tomar o seio inteiro dela nos lábios e gemeu fazendo o membro dele vibrar dentro da calça. gemia baixinho enquanto ele seguia para o outro seio dela, fazendo a mesma coisa. Hoseok sentia o corpo todo queimar.
Depois de algum tempo dando atenção aos seios da garota, que gemia com a língua dele batendo em seu mamilo a todo instante. Os gemidos de incentivaram Hoseok a passar a língua por lá mais vezes, depois ele subiu a boca para o pescoço dela, deixando alguns beijos por lá. segurou o rosto dele entre as mãos e então eles se beijaram. A boca e língua de ditavam o ritmo do beijo e Hoseok apenas se entregava para que ela guiasse. Quando o beijo terminou, Hoseok passeou os olhos pelo corpo dela outra vez, mal acreditando que finalmente aquilo estava acontecendo e que tinha ali, parecendo tão excitada de estar com ele… Hoseok tocou os mamilos rosados dela com as pontas dos dedos outra vez, os apertando bem devagar entre seus dedos.
deixou que ele assim o fizesse enquanto fechava os olhos e sentia o toque delicado dos dedos dele. Ela aproveitou que ele ainda estava a admirando então se desfez da parte que cobria um pedaço de sua barriga, deixando que a peça ficasse pendurada pelas pernas dela, ainda presa a cinta liga.
- Eu não vi você comprando isso! - Hoseok segurou a peça nas mãos.
- Eu aproveitei que você foi falar ao telefone! Queria te surpreender com alguma peça bonita! Queria estar bonita o suficiente para você querer…
- Se a sua intenção era me enlouquecer comprando isso! Deu certo!
sorriu satisfeita e então pediu:
- Tira o resto! Ou você me quer assim por mais um tempo?
Hoseok deu uma última olhada nela ainda vestida com parte da lingerie e então ele retirou apenas a peça que estava presa a cinta liga deixando a calcinha e a meia ⅞ … ele ainda queria vê-la com aquelas peças, mesmo que só por mais alguns minutos. Hoseok nunca havia visto tão sexy quanto naquele momento.
- Entendi! E eu posso? - segurou a barra da blusa branca de mangas longas que ele usava.
Ele fez que sim enquanto levantava os braços dando permissão para que ela retirasse a peça. Com a peça sendo jogada ao chão, foi a vez de admirar o corpo dele. Hoseok fechou os olhos enquanto sentia um pouco de vergonha. sabia que ele e Namjoon tinham as proporções corporais muito diferentes umas das outras. Hoseok era mais magro, mas tinha o corpo tão bonito quanto o de Namjoon, a diferença em nada atrapalhava e muito menos diminuiu o desejo que ela nutria por Hoseok. sabia que ele provavelmente estava se comparando com Namjoon em sua mente.
- Você é lindo, Hobi! Precisa descobrir isso! Não precisa ter vergonha do seu corpo! Especialmente comigo!
- Você ainda quer? - ele apertou a cintura dela.
- Quero mais que tudo, Hoseok! Não precisa ter medo!
Os dois voltaram a se beijar e percorreu as costas dele com carícias antes de arranhá-lo. Hoseok mordeu o lábio dela em resposta. O contato dos seios dela com a pele agora desnuda de Hoseok fez o homem querer gemer, tão gostosa a sensação.
A pele dos dois se arrepiava conforme eles iam se descobrindo e levou uma das mãos até o membro dele… Hoseok voltou a arfar entremeio o beijo, surpreso. deixou a mão por lá, mas não a moveu. Com os lábios colados ao dele, ela perguntou:
- Posso tentar dar prazer para você?
Hoseok apertou os lábios sentindo o membro implorar pelo toque dela depois do pedido de .
- ! - ele apertou a mão dela sobre seu membro.
fechou os olhos enquanto sentia o membro dele endurecer ainda mais sob seu toque. subiu a mão para o fecho da calça de Hoseok e a desabotoou com pressa. Abrindo os olhos ela abaixou o jeans preto que ele usava e observou o volume formado na cueca da mesma cor. mordeu o lábio involuntariamente ao constatar que assim como Namjoon, ele parecia ser grande… deslizou a mão sobre o pênis dele vagarosamente e Hoseok mordeu os próprios lábios enquanto sentia o membro formigar de desejo pelo toque da mão dela. levou os lábios e o nariz até o pescoço cheiroso de Hoseok. Primeiramente ela aspirou o cheiro que tanto amava para dentro do nariz e sorriu, satisfeita, a mão dela subiu e então adentrou a cueca preta que ele usava… a respiração de Hoseok ficou ofegante, de antecipação e ansiedade por sentir o toque de em sua pele.
Quando os dedos dela se encostaram na base de seu pênis, puxando-a para fora da roupa íntima, Hoseok mordeu o lábio com mais intensidade. O quente das mãos dela fez seu corpo tremer de prazer e Hoseok voltou a agarrar os lençóis.
- Tão bonito! - ela sussurrou mais para si mesma do que para Hoseok ao encarar o membro dele em sua mão - Meu Deus, Hoseok!
passou a ponta dos dedos pelo membro molhado de pré-gozo dele. Hoseok entreabriu os lábios com a sensação gostosa provocada pelo toque de .
- Tudo isso por minha causa? - ela lambuzou a cabeça do membro de Hoseok com seu próprio líquido.
As ondas de prazer subiram pelo corpo de Hoseok, invadindo-o com força enquanto o dedo dela massageava sua glande. A respiração dele ficava cada vez mais e mais ofegante. apertou o membro dele na mão e então um gemido baixo escapou da garganta de Hoseok. sorriu satisfeita com o gemido, mesmo que fraco, arrancado.
- Você gosta como? Me mostra… - ela sussurrou contra o ouvido direito dele.
Mais arrepios percorreram o corpo de Hoseok com a voz dela soando tão sensual em seus ouvidos. Ele segurou a mão dela com firmeza e encarou os olhos de . Foi a vez dela se surpreender com a firmeza em que a mão dele segurou a sua e com a luxúria que invadiu as pupilas dele. estava mais que satisfeita em vê-lo finalmente se entregar para ela…
A mão dele guiou a dela no início dos movimentos, mas rapidamente ele a soltou e deixou que prosseguisse sozinha. A cabeça dele tombou para trás com força e ele agarrou os lençóis outra vez enquanto lentamente a mão dela subia e descia em seu membro. Hoseok nunca havia sentido nada parecido na vida, nem quando ele mesmo se tocava.
- Hum! - ele umedeceu os lábios - Ah, !
mordeu o lóbulo da orelha dele e intensificou os movimentos. beijou a mandíbula de Hoseok e então os lábios dela foram descendo, lhe beijaram o pescoço - as mãos dela ainda trabalhavam em movimentos precisos em seu membro - depois lhe beijou o abdome e a barriga. Hoseok respirava ofegante, a barriga dele subia e descia desordenadamente, os gemidos que saiam da boca dele, eram discretos, quase inaudíveis. Hoseok não conseguia raciocinar direito enquanto ondas e mais ondas de prazer incendiavam seu corpo. A boca de voltou a se encostar em um dos ouvidos dele:
- Não tá bom? - outro arrepio percorreu a espinha dele -
Hoseok apenas conseguiu assentir para ela com os olhos semicerrados.
- Geme mais alto! Eu quero muito ouvir! Hum?
Hoseok voltou a assentir para ela e então os dois se beijaram. Os movimentos da mão dela ficaram mais lentos, assim como o beijo dos dois, que além de lento estava molhado e diferente de todos os outros já trocados por eles. Quando o beijo parou, voltou a beijar o pescoço cheiroso - já começando a ficar suado - dele, depois desceu os beijos pela barriga dele e então cessou os movimentos com a mão. Os olhos dele permaneciam fechados, a respiração ofegante dele ecoava pelo quarto…
passou vagarosamente a língua pela glande do pênis ereto e completamente duro de Hoseok, e ele grunhiu algo incompreensível pelos ouvidos de .
- Tão gostoso, o seu gosto! - ela o lambeu outra vez bem devagar.
- ! - ele levou as mãos até os cabelos dela.
Os lábios rosados da garota circundaram a cabeça do membro de Hoseok enquanto a língua dela, trabalhava por lá também em movimentos circulares. Finalmente um gemido mais alto ecoou pelas paredes do quarto e então abocanhou todo o membro dele de uma vez. Hoseok arqueou as costas fazendo seu membro ir ainda mais fundo na garganta de que cravou as unhas nas coxas dele. Os lábios rosados da garota circundaram a cabeça do membro de Hoseok enquanto a língua dela, trabalhava por lá também em movimentos circulares. Finalmente um gemido mais alto ecoou pelas paredes do quarto e então abocanhou todo o membro dele de uma vez. Hoseok arqueou as costas fazendo seu membro ir ainda mais fundo na garganta de , que cravou as unhas nas coxas dele.
A cabeça dela começou a se movimentar bem lentamente e Hoseok gemia, um gemido manhoso, e então o nome dela saiu dos lábios dele, como se quisesse dizer a ela que estava entregue e que ela podia fazer o que quisesse. Cravou as unhas mais fundo na carne das coxas dele e Hoseok puxou os cabelos dela em seus dedos.
- Eu não vou aguentar muito tempo, ! Não com a sua boca aí, trabalhando tão bem em mim! Ah, por favor!
Ele implorou que ela parasse, mas não o obedeceu. Não era ele que dava as ordens ali… Ela queria que ele gozasse, e não pararia enquanto não conseguisse. deixou os lábios apenas roçarem pela cabeça rosada do pênis dele enquanto voltava a masturbá-lo.
- Eu não vou parar, Hoseok! Não enquanto você não gozar para mim!
Ele gemeu com as palavras dela e então abriu os olhos vislumbrando o bumbum de empinado e ele logo levou as mãos até os mesmos: tão bonitos… Apertou-os com força.
- Você é tão gostosa, ! - ele cravou as unhas nela.
gemeu com a ardência subindo pela pele de seu bumbum, ouvi-lo chamá-la de gostosa fez o corpo inteiro dela entrar em combustão…
- Repete? - ela pediu com a respiração ofegante.
passou outra vez a língua pela glande do pênis dele, provocando-o.
- Gostosa! - ele repetiu, cravando as unhas ainda mais fundo no bumbum dela.
voltou a abocanhar o membro dele, mas bem devagar. Hoseok voltou a gemer, e então sussurrou o nome dela, duas… três vezes.
Não demorou muito e Hoseok lhe deu o que ela tanto queria: o primeiro orgasmo. sentiu o jato quente do gozo dele lhe invadir a boca e a garganta. E como uma boa garota, ela engoliu até a última gota. Hoseok, assustado com a intensidade do orgasmo, tinha os olhos fechados e as unhas ainda cravadas no bumbum de . Conforme ele voltava a si, grudou a testa na dele.
- Eu não consegui avisar você! Me desculpe… você não precisava…
- Uma delícia! - ela o interrompeu. - Seu líquido quente escorrendo na minha garganta! Uma delícia! Eu não podia desperdiçar nenhuma gota, e não o fiz! Você é delicioso, Hoseok…
- ! - ele rosnou o nome dela enquanto grudava os lábios nos da garota.
Hoseok percorreu as mãos pelas coxas dela sentindo o quente de sua pele se impregnar em suas digitais. Ele mal podia acreditar que aquilo estava acontecendo de verdade, e estava sendo infinitamente melhor do que ele poderia ter idealizado algum dia… O gosto de morango da boca dela parecia estar ainda mais intenso. As unhas de voltaram a arranhar as costas quentes de Hoseok, só que mais devagar, mais uma provocação.
levou as mãos dele até a cinta liga e Hoseok entendeu: ele desprendeu o clipe e então desceu as meias ⅞ dela enquanto sentia o membro pulsar outra vez de vontade. mesmo retirou a última peça de roupa que a cobria e Hoseok a encarou nos olhos. Ele não sabia como agir dali para frente, então as bochechas esquentaram com força. sabia muito bem que ele estava se sentindo perdido, segurou o rosto dele entre as mãos.
- Eu trouxe uma coisa para ajudar você… comigo!
Quando ela desceu da cama Hoseok passeou os olhos mais uma vez por todo o corpo dela, agora completamente nu. Ele levou a mão ao próprio membro, enquanto passeava os olhos pelos seios, barriga, coxas e intimidade de . Ela era tão bonita que o corpo dele doía de desejo.
Quando ela voltou para a cama, segurava algo em mãos. Ela se ajeitou ao lado dele na cama e Hoseok olhou para ela. gesticulou para ele se ajeitar entremeio as pernas dela, e Hoseok mais uma vez a obedeceu. entregou o vibrador para ele, que segurou o objeto nas mãos e o observou.
- Você sabe o que é isso? - ela sorriu enquanto ele tentava ligar o objeto.
- Sei! Esse é diferente dos que eu já vi! - riu quando ele fez um bico.
- Deixa eu ligar para você! - ela pegou o aparelho das mãos dele.
Molhou o mesmo com uma boa quantidade de lubrificante e então o ligou. Hoseok arregalou levemente os olhos quando o vibrador começou a fazer um pouco de barulho. sorria com toda a inexperiência dele, era incrível como aquilo deixava ele ainda mais gracioso do que já o achava.
Ela abriu um pouco mais as pernas, e Hoseok direcionou o olhar para lá. Umedeceu os lábios, sentindo a boca salivar de desejo.
- Quer tocar? - ela levou o dedo indicador até a intimidade abrindo os lábios dela.
Hoseok arfou enquanto levava a mão de encontro à dela. encarava as expressões do rosto dele, que franziu a testa quando a tocou. Ela estava úmida e sensível, então fechou as pernas automaticamente quando o dedo dele tomou o lugar do dela. Hoseok retirou o dedo de lá, e os dois se encararam.
- Desculpe! - ele pediu inocentemente.
- Você não me machucou! Eu só estou com tanto desejo, que fico sensível aos seus toques! É normal! Pode me tocar! - ela segurou a mão dele, levando-a de volta à sua intimidade.
Hoseok deixou que ela guiasse seu dedo até o ponto mais inchado de sua intimidade e então Hoseok desceu o dedo por ela, constando que de fato ela estava encharcada. O suspiro pesado que soltou enquanto escorava a cabeça na cabeceira da cama fez Hoseok sorrir. Ele subiu o dedo para o clitóris dela, apertando-o com a ponta do dedo indicador. Hoseok não sabia se aquilo era bom, mas viu morder o lábio em resposta, então aumentou a pressão sobre o lugar.
- Hobi! - ela encostou o vibrador na mão dele.
Hoseok pegou o objeto com a mão que estava livre e então passou o mesmo pelo lugar em que seu dedo estava antes, o gemido que saiu da boca de fez ele alargar o sorriso, a garota tinha os olhos fechados, com força e assim como ele, ela agarrou os lençóis já completamente bagunçados da cama.
Hoseok subiu e desceu o aparelho pela intimidade de que gemeu enquanto sentia os músculos das coxas tremerem levemente com o prazer causado pelos movimentos do vibrador sobre o clitóris inchado. Começando a perder a pouca racionalidade que lhe restava, ela pegou a mão livre de Hoseok, e levou outra vez até a própria intimidade.
- Eu quero, esse dedo aqui - ela pegou o dedo indicador dele -, dentro de mim!
Hoseok voltou a subir e descer o aparelho pelo clitóris dela, e depois deixou o mesmo repousado por lá enquanto prestava atenção às ordens dela. Ele assentiu enquanto sentia o membro querer voltar à vida… ele se enchia de tesão quando ela ditava as regras.
posicionou o dedo dele em sua entrada e então foi a vez de Hoseok suspirar alto, ela estava tão molhada… ele fechou os olhos e então deslizou o dedo para dentro dela. gemeu alto e então mordeu o próprio lábio inferior, tão inebriante a sensação do dedo longo e fino dele entrando em sua intimidade.
- Hummm, Hoseok… - ela gemeu outra vez quando ele movimentou o dedo dentro dela e o vibrador juntos.
Ela mordeu os lábios com tanta força que achou que eles sangrariam. levou as mãos aos seios e então os apertou. O gemido sôfrego que saiu dos lábios dela quando Hoseok aumentou a velocidade do vibrador com ele ainda sobre a intimidade dela, fez ele despertar com força.
Ele quis fechar os olhos enquanto sentia o membro começar a endurecer de novo, mas não o fez, queria ver todas as expressões de prazer que o rosto e corpo dela fariam. O vibrador foi deixado de lado por alguns instantes, para que o cérebro de focasse somente no dedo de Hoseok se movimentando dentro dela, agora ele queria vê-la se desmanchando de prazer apenas sob os estímulos dele…
O dedo fino e longo de Hoseok entrava e saía vagarosamente de dentro dela, como uma tortura. sentia o corpo todo estremecer de prazer. Ela apertou os mamilos entre os dedos e então Hoseok inclinou o corpo substituindo uma das mãos dela por sua boca e língua. gemeu alto e então levou a mão até a mão dele. Ela apertou o braço dele com força enquanto voltava a gemer. A língua quente dele misturada com o ritmo lento dos movimentos do dedo dele lá embaixo, fez o famoso nó na boca do estômago começar a se formar.
- Eu vou gozar, Hobi! - ela avisou no ouvido dele.
Hoseok rapidamente tirou o dedo de dentro dela e voltou a procurar o vibrador pela cama, tateando a mesma, sem tirar a boca do seio de . Ele achou o objeto que procurava e então encostou-o outra vez na intimidade dela. mordeu o lábio outra vez com força. O nó se intensificava na boca de seu estômago e então Hoseok a beijou nos lábios com intensidade enquanto pressionava o vibrador no clítoris dela. gemeu baixo entremeio o beijo enquanto gozava. Um dos melhores orgasmos da vida dela…
levou uma das mãos dele até a intimidade ainda mais molhada depois do orgasmo, e Hoseok sorriu satisfeito. Ele havia conseguido! Depois ela levou os dedos dele até seus lábios e então os sugou provando do próprio sabor. Hoseok achou que teria seu segundo orgasmo ali mesmo, de tão excitado ele se sentiu vendo a cena, e com o quente dos lábios e língua dela em seus dedos.
- Agora eu quero sentir você dentro de mim, Hobi! Inteiro! - ela segurou o membro dele nas mãos.
Hoseok fechou os olhos e então forçou o quadril nas mãos dela e gemeu com o contato, com a mão dela subindo e descendo. Ele já sentia o membro ficar cada vez mais duro, e lambuzou outra vez o vibrador com lubrificante e depois o levou até o membro de Hoseok, já ficando duro outra vez. Passou o vibrador por toda a extensão do pênis do amigo, que deixou um gemido escapar dos lábios. Depois passou o objeto pela cabeça rosada do membro dele enquanto apertava a base com a mão livre.
- Tão lindo você sentindo prazer! Precisava se ver! - ele gemeu um pouco mais alto quando ela aumentou a velocidade do vibrador.
A testa franzida, a boca entreaberta enquanto ele gemia e apertava a cintura dela… Uma das visões mais bonitas que ela já teve de um homem.
Ele tinha a cabeça escorada na cabeceira da cama enquanto ela segurava a base do pênis dele com uma das mãos e lambuzava o mesmo com lubrificante com a outra mão. Depois ela vestiu o membro dele com a camisinha que ela tinha levado na mala. Hoseok balançou a cabeça enquanto ria.
- Você tinha tudo isso planejado? - ele segurou o rosto dela entre as mãos.
sentiu as bochechas esquentarem e Hoseok beijou a ponta do nariz dela.
- Muito perspicaz você! E gostosa! - ele sussurrou no ouvido dela.
colou a boca na dele, e os dois se beijaram. Como ela já havia tido um orgasmo intenso minutos antes, ela sabia que por mais excitada que estivesse, a lubrificação seria um pouco mais difícil agora, e ela não queria ter dificuldades para receber Hoseok. Então, aproveitou o lubrificante e usou em si mesma antes de posicionar a entrada no membro dele. Hoseok tinha os olhos fechados. O coração dele batia descompassado.
- Você não precisa se preocupar com nada! Eu vou fazer todo o trabalho, foque em sentir prazer, tudo bem?
Ele assentiu que sim para ela. pressionou o quadril com força para baixo, o membro dele começando a entrar dentro dela. gemeu e então entrelaçou os braços em volta do pescoço dele. As mãos de Hoseok lhe apertaram a cintura e ele gemeu junto com ela. A intimidade dela estava molhada devido ao lubrificante, e mesmo assim ela parecia apertada demais para recebê-lo e aquilo aumentava o prazer de Hoseok.
- Ah, ! Eu não quero machucar você, mas puta que pariu!
Ele xingou quando movimentou um pouco mais o quadril para baixo forçando ainda mais a entrada dele dentro dela. sorriu gostando de vê-lo perder a linha por causa dela. Quando o quadril dela desceu por completo, os dois voltaram a gemer juntos e a intimidade de ardia um pouco. A sensação de estar dentro dela, tão apertada e quente, fez Hoseok soltar mais um gemido enquanto as mãos dele saiam da cintura dela e desciam para seu bumbum.
Ele os apertou e pediu um minuto até ela se acostumar com ele. Hoseok enrubesceu as bochechas e gargalhou.
- Você é grande, sabia? - ele ficou ainda mais vermelho e escondeu o rosto na curva do pescoço dela.
Ele deixou que ditasse o ritmo dos movimentos do próprio quadril e não controlou os gemidos. Hoseok sentia cada canto dela, sentia as paredes de apertarem seu membro com força, e aí ele gemia mais ainda. escorou uma das mãos na cabeceira marrom da cama e apoiou os joelhos no colchão, a outra mão ela embrenhou nos cabelos de Hoseok. Os movimentos ganharam um ritmo mais intenso e frenético e Hoseok já não fazia mais questão de controlar os gemidos, tamanho prazer sentia dentro dela. também já não se continha mais.
Ela deixou que ele viesse primeiro, bem forte e sorriu satisfeita com os rosnados que saíram da boca dele. Ela veio um pouco depois e Hoseok achou-a ainda mais linda enquanto o orgasmo a atingia.
Os dois tomaram um banho juntos, e ele ficaram um tempo apenas abraçados embaixo do chuveiro e Hoseok se perguntou o que seria dos dois dali para frente.
Já deitamos na cama, ela subiu o peito dele. Hoseok fechou os olhos, respirou fundo.
- Hobi! - o chamou.
- Não pense em nada! Não diga nem uma palavra, apenas sorria para mim!
Ela ergueu o rosto e assim o fez. Hoseok acariciou a bochecha dela com o polegar.
- Ainda não consigo acreditar em tudo isso, parece que foi um sonho! - fechou os olhos - Não tente desaparecer!
- Não vou! Estou bem aqui e não vou a lugar algum.
- Isso é real?
- O quê?
- Você! - ele continuou acariciando a bochecha dela - Você é tão linda que tenho medo!
- Medo do que, Hobi?
- Você vai ficar ao meu lado? Você promete? Se eu soltar sua mão, você vai voar para longe e partir? Eu estou com medo, com medo disso!
- Hobi! - ela se sentou na cama, de frente para ele.
Ele também se sentou.
- Você vai parar o tempo? Quando esse momento passar, vamos ficar como se nada tivesse acontecido? Vou perder você? Estou com medo…Como um vento que me acaricia gentilmente, como poeira que suavemente flutua no ar. Você está lá, mas por alguma razão, eu não posso chegar até você! Você é como um sonho, é uma borboleta para mim.
segurou o rosto dele entre as mãos.
- Nada vai mudar entre a gente! Isso só fortaleceu o que a gente tem! Pelo menos para mim! Não vou deixar você depois disso! Ainda me tem!
Ele suspirou, parecendo aliviado. Os dois se beijaram.



Nonagésimo Primeiro Capítulo - As It Was

Jungkook arregalou levemente os olhos quando viu o nome de Taehyung brilhando na tela de seu celular. Ele raramente ligava para Jungkook, os dois conversavam mais por mensagem, então ele se preocupou. Havia acontecido alguma coisa com ? Ou com ele?
- Hyung? - JK franziu a testa.
- Ei! - V sorriu do outro lado da linha mesmo sabendo que Jungkook não veria - Tudo bem?
-Tudo bem! E por aí? - Jungkook colocou a mochila nas costas.
Pronto para ir para casa, sem horas extras hoje. Ele ouviu uma porta bater do outro lado.
-Tudo bem! Não aconteceu nada, pode ficar tranquilo!
- Ah! Você me assustou! - os dois riram.
Jungkook fechou a porta de sua sala atrás de si e caminhou rumo ao elevador.
- Eu queria te pedir um favor! - Taehyung coçou a nuca.
- Sim! Se tiver ao meu alcance!
- Hoje a sai às vinte horas, e eu vou precisar do carro nesse horário! Tenho uma festa da empresa que vai até tarde! Será que você poderia buscá-la para mim? Confio muito em você para isso! Ela disse que viria de metrô, que estava cedo ou que pediria uma carona para , mas eu conheço a ela não vai ter coragem! Então eu precisava que fosse você! Não quero ela andando sozinha à noite!
- Claro, V! Eu busco! Fez bem em me pedir, também não gosto de saber que ela pode andar por aí sozinha, ainda mais a noite! Fica tranquilo que às vinte em ponto eu estou lá na porta do hospital! Aproveite sua festa, se divirta, sei que você precisa se distrair e tirar essa tristeza do coração!
V sorriu genuinamente com o comentário do mais novo. Os dois terminaram de se despedir e então Jungkook foi para casa, malhou um pouco na academia do condomínio e depois subiu para se banhar e então buscar .
Será que V havia comentado com ela depois que desligaram a chamada, que ele iria buscá-la? Será que ele devia mandar uma mensagem para ela avisando que iria e que era um pedido de V? Ou deveria fazer como nos velhos tempos e aparecer de surpresa e esperar ela aparecer com os olhos arregalados e brilhantes por vê-lo lá? Resolveu perguntar por mensagem para V se ele havia avisado a irmã e ele respondeu que sim. Jungkook respirou, aliviado. Terminou de calçar seu tênis, colocou suas pulseiras de sempre e então pegou a carteira e a chave do carro.

Estacionou o carro na porta do hospital, literalmente, deu sorte de achar uma vaga tão boa! Respirou fundo algumas vezes e repetiu para si mesmo: “Somos só amigos a partir de agora! Somos só amigos a partir de agora.” Precisava entender que isso no momento era o melhor para os dois e que era assim que queria. E que ser só amigos ainda era melhor do que não ter contato com ela nunca mais, era melhor do que os dois ficarem num clima chato.
Ele desceu do carro quando ela apontou na recepção e parou para conversar com as recepcionistas. Passou a língua pelos lábios, os umedecendo um pouco. ajeitou a franja atrás da orelha quando olhou para ele parado em frente a recepção. O coração dela deu um salto, eles não se viam desde o acampamento, e já era uma sexta-feira, ou seja, não se viam há quase uma semana. Os cabelos dele estavam ainda maiores e sorriu automaticamente ao ver o quão confortável ele parecia estar com os moletons largos.
- Oi! - ele também sorriu para ela.
- Oi! - devolveu.
Jungkook se inclinou e então depositou um beijo na bochecha dela, na verdade no cantinho da boca. Era difícil para ele não beijar os lábios dela, mas os dois eram só amigos e ele precisava agir como tal agora.
fechou os olhos e desejou muito que o beijo tivesse sido em seus lábios… mas não podiam! Não mais! Já estava sendo arriscado demais mantê-lo por perto como amigo, não podia se deixar levar pela saudade que sentia do beijo dele.
- Não precisava ter se incomodado! Eu ia de metrô! - ela olhou por cima dos ombros de JK.
Ele olhou para a mesma direção que ela, tentando achar o que ela procurava, voltou a colocar a franja atrás da orelha.
- O que foi?
- Nada! Vamos? - ela terminou de sair da recepção, apressada.
- Parece que está com medo de ser vista comigo?
- Ah, para com isso! Claro que não!
levou a mão até a maçaneta da porta do passageiro, a abrindo.
- Ficou estranha de repente! - ele observava desamarrar o cabelo.
Deu partida no carro enquanto ela retocava o brilho labial.
- Você está paranoico, Jungkook! Eu estou normal! Vamos?
- Você que está paranoica! Olhando para os lados toda hora… o que tem acontecido?
- Meu Deus! Nada! Eu só estava olhando para a rua! Eu, hein?
Jungkook gargalhou e então eles saíram.
- E os seus pais? Você falou com eles depois daquele dia no acampamento? Ficou tudo bem?
Jungkook passou o dedo polegar pelo nariz, apertando-o num “tique” que ele tinha desde pequeno, e achava a coisa mais adorável do mundo!
- Meu pai não está com novinha nenhuma! Coisa da cabeça da minha mãe! Ele só não a ama mais e acha que o melhor é eles se separarem! Ele dormiu lá em casa esses dias, e nós conversamos bastante sobre isso! Ele está cansado de manter um casamento de fachada, são anos que eles sustentam essa mentira! E ele está se sentindo sufocado, como se tudo o que ele viveu até hoje não tivesse valido nada, como se a vida dele fosse uma mentira e ele fosse uma farsa. Eu fiquei mal de ver meu pai pensar tudo isso! Me coloquei no lugar dele e imaginei o quanto deve ser difícil se sentir desse jeito…
Os dois se olharam e assentiu para ele. Realmente, deveria ser desesperador.
- Minha mãe não quer assinar o divórcio de jeito nenhum, mas meu pai está decidido. Fiquei de conversar com a minha mãe semana que vem, vou tentar ajudar meu pai.
- Que barra a do seu pai! Deve ser horrível se sentir assim…
- Mas foi gostoso ter um tempinho com o meu pai! Eu fiquei nostálgico! Fazia muito tempo que eu não passava um tempo com ele, foi como se eu tivesse voltado no tempo…
viu os olhos dele brilharem.
- Vocês ainda podem se aproximar de novo! Recuperar o tempo perdido, nunca é tarde!
- A gente podia jantar! - ele mudou de assunto de repente.
- Nós dois? - ela perguntou o óbvio mesmo sabendo da resposta.
- É, ué! - ele gargalhou, fazendo sorrir - Você já tem algum compromisso?
- Não! Eu estou cansada! Estava planejando só dormir! Não estou com fome!
Jungkook olhou para ela enquanto eles paravam no sinal. Ela havia emagrecido bastante e Jungkook se preocupou.
- Você sabe que precisa comer, não sabe, ? Melhor que ninguém você sabe disso!
- Eu sei! Eu só disse que não estou com fome!
- Sei! Há quantos dias você não tem uma refeição decente? Lá no acampamento você beliscava as refeições! Eu reparei!
olhou para a paisagem, fugindo dos olhos pretos de Jungkook. Ela não comia direito havia um bom tempo… não conseguia. O celular vibrou dentro da bolsa, era um número novo e desconhecido. Ela pegou o celular dentro da bolsa e o encarou. O sinal abriu, e continuava encarando o celular vibrando nas mãos. Jungkook voltou a dirigir, mas percebeu que algo havia acontecido. não atendeu, mas sabia que era o stalker… os olhos dela marejaram um pouco e então ela olhou para trás bem rápido. O coração acelerado, a boca seca. E se ele estivesse atrás deles? balançou a cabeça, tentando acalmar os pensamentos: ele estava preso…
- O que foi ? O que está acontecendo? Você pode se abrir comigo! O stalker voltou? É isso, não é?
Ele parou o carro quando o movimento diminuiu, o celular ainda vibrava nas mãos de , que tinha os olhos cheios de água. Ele nunca a deixaria em paz. Quando ela decidiu desligar a ligação o celular foi arrancado de suas mãos por Jungkook que atendeu o telefone.
- Alô! - a respiração de Jungkook acelerou.
- Ora, ora! O grande herói voltou!
A respiração de Jungkook ficou um pouco mais ofegante.
- O que você quer, cara? Deixa a gente em paz!
apertou os olhos com força.
- Deixar vocês em paz? Acho que não, meu caro…
tomou o telefone de Jungkook e então desligou a ligação. As mãos dela tremiam.
- Você entendeu agora, Jeon?
- A polícia está sabendo disso, ? O seu advogado? - ela assentiu para ele - E o seu irmão? Ele teria me contado ou dado algum sinal disso!
Jungkook balançou a cabeça em negativa. O telefone dela voltou a vibrar e então ela desligou o celular. As mãos tremiam…
- Eu não contei nada para ninguém! Além da polícia e do meu advogado, ninguém mais sabe!
- E eles não tomaram nenhuma providência? Há quanto tempo isso tem acontecido, há quanto tempo ele voltou a te ligar?
- Desde o dia que terminamos tudo!
- Já tem tempo! E o que eles têm feito?
- O possível, Jungkook! Tem dias que ele some, para de ligar e não dá nenhum sinal de vida, aí eu acho que finalmente acabou e ele volta! E ele ameaça vocês! Você e o V!
- Por que você não me falou, ? - Jungkook fechou os olhos com força.
- Para quê, Jungkook? Para te trazer preocupação? Para te fazer sofrer ainda mais? Eu tinha que proteger você, aliás, eu tenho que proteger você! Eu não deveria estar dentro desse carro!
abriu a porta do veículo e então se retirou para fora dele, caminhando sem saber direito para onde iria.
- ! - ele gritou enquanto contornava o carro e ia atrás dela - Entra nesse carro agora!
parou de andar, e então bufou alto, passando as mãos pelo rosto.
- Eu não posso colocar sua vida em perigo! Você não tem nada a ver com essa história, não tem que pagar por isso! Entende?
- Entendo! Mas não concordo! Essa decisão não pode ser só sua!
- Jungkook! - ela encheu os olhos de água.
- Eu não tenho medo dele, ! E ele está preso!
- Mas e se ele tiver alguém aqui fora, vigiando a gente e pronto para atacar?
Jungkook a puxou para um abraço, nos primeiros segundos ela resistiu, mas depois se entregou ao abraço dele, o abraçando pela cintura com força.
- Eu não posso deixar que nada aconteça a você ou ao V!
- E eu não posso deixar nada acontecer com você! E não vou! Eu sei me cuidar, e vou cuidar de você também!
- Você tem que se afastar de mim! Se acontecer alguma coisa, eu vou me culpar pelo resto da vida!
- A mesma coisa eu! Não vou me afastar de você! Me deixe cuidar de você, !
Ela apertou o corpo dele no seu e então ergueu o rosto, encarando Jungkook.
- Jungkook… - ele limpou uma das lágrimas que desciam do rosto de .
- Eu entendo você não querer que estejamos mais juntos, como um casal! Entendo, mas me afastar completamente de você? Por favor, não faça isso!
- Você me promete que se as coisas piorarem não vai pensar duas vezes e vai se afastar? Você precisa me prometer, Jungkook!
- Eu prometo! - ele ergueu o dedo mindinho na direção dela - E eu acho que nós deveríamos pedir ajuda ao Namjoon… ele parece ser muito bom no que faz!
- Envolver mais uma pessoa nessa bagunça toda? E se ele se machucar também!
- , ele faz isso há anos, ele não é qualquer advogado! Eu vou conversar com ele, você querendo ou não! Agora vamos para o carro, vou comprar comida para a gente, a gente janta na sua casa. Você vai ficar mais tranquila assim, não é?
- Não precisa se preocupar, eu realmente não estou com fome, JK! - os dois caminhavam de volta para o carro dele.
Jungkook bufou baixinho e então os dois estavam de volta ao carro.
- Vou avisar seu irmão que já estou com você e que estamos indo para sua casa!
- Não conta nada para ele, Jungkook, ele já tá passando por uma barra com esse negócio dele e da , e eu não quero ele pilhado!
- Tá bom! Não vou contar! Prometo!

Os dois foram em silêncio até pararem num drive-thru e então Jungkook comprou hambúrguer e batatas fritas para eles levarem para a casa dela. Ainda em silêncio, eles finalmente chegaram. olhou atentamente para rua de casa, não havia nada suspeito, as mãos dela ainda tremiam então ela se embananou tentando abrir o portão social da casa, Jungkook segurou a mão dela e olhou para ele.
- Calma! Eu estou aqui com você! Segura os lanches que eu vou abrir a casa!
entregou a chave para ele e então eles trocaram de função. Jungkook abriu o portão e deixou que ela entrasse. A luz da garagem estava acesa e então ela perguntou quando Jungkook fechou o portão:
- Quer colocar seu carro aqui?
- Não precisa! Relaxa, tá tudo bem!
JK destrancou a porta da casa e pediu que esperasse na garagem para ele dar um geral na casa, para que ela ficasse mais tranquila.
- Tudo bem aqui dentro! Inclusive lá em cima! Vem! - ele ergueu a mão para ela, a ajudando com os lanches.
Eles depositaram os lanches sobre o balcão da cozinha e então Jungkook perguntou se podia usar o banheiro. Os dois subiram juntos e enquanto JK usava o banheiro, ela entrou no quarto e separou um pijama, precisava e queria muito um banho quente. Jungkook apareceu por lá quando saiu do banheiro, e a observou fazendo um coque no cabelo e se livrando dos óculos de grau.
- Nunca tinha visto você de óculos! Fica ainda mais bonita…
Ela se virou na direção dele e então ficou vermelha. Ele não cansava de dificultar as coisas para ela…
- Pode comer! Eu vou tomar um banho! Como trabalho em hospital eu gosto de sempre tomar um banho antes de qualquer coisa!
- Eu espero você lá embaixo! Pode tomar banho tranquilamente! Eu vou ficar aqui até você dormir, não vou te deixar sozinha… não precisa ter medo! Estou aqui!
Ele saiu e então o coração dela doeu. Jamais se perdoaria se algo acontecesse a Jungkook…
Já de pijamas ela desceu as escadas e encontrou Jungkook sentado no sofá da sala vidrado na TV, passava um filme de ação desses antigos e sorriu abertamente quando se juntou a ele no sofá.
Ele entregou a batata frita dela e depois o sanduíche, juntos eles comeram enquanto assistiam o filme na TV, comentando sobre ele hora ou outra. ria dos olhos saltados dele com as cenas de ação.
- Você é muito precioso, Jungkook! Eu não quero que nada de ruim aconteça com você nunca!
Ela se levantou quando Jungkook fez menção de encostar a testa na dela. Recolheu o lixo e as coisas sujas da sala e foi para a cozinha. Depois de lavar as louças, voltou para a sala e os dois terminaram de assistir ao filme juntos. Quando acabou, fechou os olhos jogando a cabeça para trás e a encostando no encosto do grande sofá.
- Estica as pernas! - Jungkook pediu gentilmente.
abriu os olhos e ele batia nas próprias coxas, como se pedisse que ela depositasse os pés lá. Ela não negou, colocou os pés sobre as coxas de Jungkook e então ele os massageou. voltou a fechar os olhos e relaxou os músculos do corpo, sentindo a mente esvaziar.
Quando Jungkook deu por si, ela dormia toda de mal jeito no sofá. Ele sorriu ao vê-la dormindo, se levantou e ajeitou a garota melhor no sofá e a observou dormindo calmamente. Ele era tão linda! Jungkook acariciou o rosto dela com uma das mãos, ele fechou os olhos com força. Precisava ser forte! Tinha que cuidar dela, tinham que ser melhores amigos um do outro dali em diante.
Apagou as luzes da sala, mas deixou a TV ligada. Quando ele levou a mão até a maçaneta, ele voltou a olhar para ela, deitada no sofá e dormindo profundamente. Mordeu o lábio com força. Não conseguiria ir embora e deixar sozinha, ele se conhecia o suficiente para saber que não conseguiria dormir se a deixasse lá sozinha!
Trancou a porta e tirou a chave depositando-a sobre o balcão, e então voltou para sala. Se aninhou ao lado dela no sofá, acariciou seu rosto até pegar no sono também.

Taehyung adentrou a sala, iluminada apenas pela TV e então sorriu quando viu os dois abraçados dormindo no sofá. Ele agradeceu ao universo por Jungkook existir e por ele cuidar tão bem de sua irmã. Balançou a cabeça em negativa enquanto pensava no porquê a irmã não podia simplesmente ficar com ele. Se ele soubesse! Taehyung desligou a TV, subiu as escadas devagar e então pegou o edredom que estava dobrado sobre a cama da irmã. Desceu vagarosamente para o andar debaixo outra vez e então jogou o edredom sobre os dois. Resolveu que não os acordaria, pois ele sabia que corria o risco de Jungkook resolver ir embora, e estava tarde! Observou os dois por mais alguns segundos e então subiu para seu quarto.

Abriu os olhos com dificuldade já que a claridade invadiu a sala com muita intensidade, se sentou rapidamente e girou os olhos pelo lugar se dando conta que estava na sala de sua casa, coçou a cabeça e então os olhos dela pousaram em Jungkook todo torto no sofá. Sorriu involuntariamente ao ver ele lá… ele não havia a deixado sozinha! sabia que ele não precisava ter ficado com ela até amanhecer, ele não tinha obrigação nenhuma. Mas lá estava ele, todo torto no sofá de sua casa, dormindo tranquilamente. Tudo isso para não a deixar sozinha.
O coração batia rápido dentro do peito de e ela passou a mão pelo rosto dele, pensando no quanto gostava do rapaz. Será que não valia a pena correr o risco? Será que ela não conseguia enfrentar aquele medo e aquela angústia para ficar com Jungkook? Fechou os olhos e então ouviu a voz da mãe ecoar em seus ouvidos: “Você sabe o que fazer, não sabe?” o sonho que tivera no dia em que terminou com Jungkook voltou com força na mente dela.

- Mas e o Jungkook? Ele não vai ficar?
Os três voltaram a atenção para ela, e mantinha os olhos grudados em Jungkook.
- Ele vem com a gente, filha! - o pai respondeu.
- Como assim? - ela quase gritou.
- ! - a mãe a repreendeu - Você sabe! Ele precisa vir com a gente, ele não pode ficar com você, filha! Nós vamos levá-lo!”

Abriu os olhos enquanto respirava com força. Não! Não podia! Os pais tinham razão! Ela não podia fazer aquilo com ele, não podia correr o risco de perder Jungkook, não podia correr o risco de alguma coisa acontecer com ele por culpa dela. Continuou acariciando o rosto dele enquanto sentia os olhos marejarem com força. Abrir mão do que sentia por ele estava sendo o maior sacrifício que ela já fizera até o momento na vida. Sim, o stalker estava preso, mas ainda sim, ela tinha medo. E se de fato ele tivesse cúmplices fora da prisão? E se ele conseguisse um dia fugir? Um dia ele iria para o regime semi-aberto e certamente encontraria os dois! Ela sabia que o medo que sentia de algo acontecer a Jungkook, a Taehyung e até a ela mesma poderia ser completamente irracional, mas não podia arriscar… limpou as lágrimas teimosas que desceram por sua bochecha antes que elas caíssem e pudessem acordar Jungkook. Precisava enxergá-lo agora como um amigo, era o melhor, mesmo que ela estivesse dilacerada por dentro por ter que fazê-lo.
Se levantou, deixou que ele dormisse mais um pouco e então subiu. Depois de lavar o rosto e fazer sua higiene, ela passou pelo quarto do irmão e a cama dele já estava arrumada. Quando chegou à cozinha, ele e Jungkook conversavam enquanto preparavam o café. Ela se juntou aos dois e depositou um beijo na bochecha do irmão.
- Aproveitou a festa? Se divertiu? Não minta!
- Eu me diverti! Cheguei estava de madrugada já, acho que eram cinco da manhã ou mais! Você me conhece, sabe que se eu não estivesse à vontade, ou se eu não tivesse me divertido eu teria ficado até este horário?
- É! Isso é verdade! Sei que teria voltado para casa em quarenta minutos se tivesse se sentido mal de estar lá. Fico feliz que tenha se divertido, você é novo demais para ficar trancado em casa!
- Concordo com sua irmã! Você precisa se divertir!
- Eu agradeço aos dois! - ele apertou a ponta do nariz da irmã - Eu me diverti!
Eles tomaram o café da manhã juntos e então Jungkook se despediu de V com um rápido abraço, ele agradeceu à Jungkook por tudo e ele sorriu para V.
foi com ele até fora da casa, quando ele estava caminhando em direção à porta do motorista, ela o chamou. Os olhos grandes dele brilharam de antecipação e quis chorar.
- Obrigada! Por ter me buscado, por não contar ao V, por ter dormido aqui! Por ser meu amigo!
Os dois ficaram em silêncio, apenas se encarando e ela abriu a boca, mas a fechou logo em seguida.
- Quer me falar mais alguma coisa, ? - ele se aproximou mais dela no portão da casa.
- Não! Só te agradecer mesmo! - ela respirou fundo.
Fechou os olhos e então depositou um beijo rápido e estralado na bochecha dele. Encarou os olhos tristes de filhote que ele fez, e então pediu:
- Me avise quando chegar em casa, Jungkook! - ele assentiu para ela.
esperou que ele entrasse no carro e desse partida. Fechou o portão da casa atrás de si e escorou nele enquanto fechava os olhos. Como dizia a música que ela cantou para ele no karaokê do acampamento há dias: Anjos como ele não podiam voar para o inferno com ela.


Nonagésimo Segundo Capítulo - Flashlight

O sorriso surgiu nos lábios de assim que ela pousou os olhos em Suga dentro do carro esperando por ela. Abriu a porta e o adentrou e então sentiu as mãos dele lhe tocarem o rosto, lhe segurando.
- Boa noite! - ela sussurrou antes de os lábios de Suga se encostarem aos seus.
Os dois se beijaram e as mãos de pousaram no peito dele deixando a língua de Yoongi adentrar em sua boca. Depois a mão de subiu para o rosto dele e ela aprofundou o beijo um pouco mais. Os dois finalizaram com diversos selinhos e então riram um para o outro.
Desde o acampamento os dois estavam se vendo todos os dias, já tinha uma semana que haviam finalmente se acertado e hoje havia retornado ao restaurante do senhor Yang para o trabalho. Ela ajeitou o cinto no corpo e Yoongi deu partida no carro. Ela desfez do coque e deixou os longos cabelos caírem pelos ombros. Yoongi sorriu, admirando-a.
- Você é a mulher mais linda do mundo, sabia? - ela abaixou a cabeça, ficando sem graça. - Não seja modesta, você sabe que é!
- Você é mentiroso, isso sim! - ela levou a mão até uma das coxas dele.
Os olhos de Suga passaram rapidamente por lá.
- Você que é modesta demais! Eu tenho ao meu lado a mulher mais linda do mundo sim! Sem discussões!
- Tá bom! Tá bom! - ela ergueu as mãos, rendida, enquanto gargalhava.
Olhou para Suga enquanto ele dirigia e se perguntou: será que aquele sentimento gostoso que estava sentindo por ele duraria? Será que a felicidade que estavam sentindo seria também duradoura? E se algo desse errado e ela o perdesse de novo? Balançou a cabeça afastando os pensamentos negativos, ela havia aprendido justamente com ele a viver um dia de cada vez.
- Como foi voltar a trabalhar? - os dois se encararam rapidamente.
- Foi bom! Eu estava com saudade do senhor Yang! Até das meninas!
- Você sabe que não precisava voltar, não sabe? Eu tenho condições de cuidar de você!
- Eu não preciso que você cuide de mim, Yoongi! Especialmente financeiramente… Eu gosto de trabalhar e preciso! Você não tem mais responsabilidades comigo.
- Não precisa se ofender com a minha proposta!
- Não me ofendi! Só estou dizendo que quero trabalhar! Gosto disso para não me sentir uma completa inútil!
- Tudo bem! Você tem todo o direito de trabalhar! Seus pais não falaram nada sobre isso? Especialmente seu pai…
- Ele também não queria! Mas eu já estou morando lá, não é? Então não quero depender deles de jeito nenhum! De ninguém na verdade.
- Tá certa! Tá certa! Você é incrível, , e pode o que quiser!
Ela voltou a ficar sem graça e então alguns minutos depois eles chegaram à casa dos pais dela.
- Seus pais já dormiram?
- Acho que ainda não! Entra!
- Mas e se eles já estiverem dormindo?
- A gente aproveita para ter um tempinho para gente! - puxou Yoongi pelo colarinho da blusa e então colou os lábios nos dele.
Ela destrancou a porta da casa e então deu de cara com os pais na sala, com a TV ligada e a luz da sala apagada. Assim que os dois entraram na sala os pais dela se assustaram, arregalaram os olhos e então se levantaram para acender as luzes da casa.
- Meu filho! Que saudade! - os olhos de Susana brilharam - O que aconteceu?
e Suga se olharam, os pais dela ainda não sabiam que eles estavam juntos - de novo - bom, na verdade eles não sabiam que agora de fato os dois estavam juntos!
- Nada, dona Susana! Está tarde, não é? Eu peço desculpas, insistiu que eu entrasse! E que bom que vocês estão acordados!
Os pais de se entreolharam e então Isaque deu algumas batidinhas no ombro de Yoongi.
- Pode falar, meu filho! O que aconteceu? Quer falar conosco a sós? aprontou alguma coisa com você?
- Pai? - ela ergueu a sobrancelha - Até parece que o Yoongi é o filho de vocês e não eu!
Os três riram e cruzou os braços abaixo dos seios. Suga umedeceu os lábios, começando a ficar nervoso. Ele pigarrou e então colocou o cabelo atrás da orelha.
- Eu e estamos juntos outra vez! Eu não sei se ela comentou, pela reação de vocês quando eu cheguei acho que não! - ele riu, nervoso - Então eu queria fazer as coisas da forma certa dessa vez!
olhou para ele enquanto fazia um coque nos cabelos outra vez. O que ele queria dizer com fazer as coisas certas?
- Eu queria pedir a mão da em namoro!
arregalou os olhos e então olhou para os pais. Uma coisa que definitivamente ela não estava esperando. Um pedido de namoro?
- Quando nós começamos a namorar, eu não pedi a vocês, as coisas aconteceram muito rápido! Mas agora quero fazer tudo certinho, então… - ele encarou e voltou a encarar os sogros - Eu quero pedir a autorização de vocês dois para a gente namorar! Sei que são uma família tradicional, então…
Ele voltou a umedecer os lábios. A sogra abriu um enorme sorriso e então o abraçou.
Pego de surpresa pela reação de Susana, ele sorriu sem mostrar os dentes enquanto correspondia - com menos intensidade um pouco - ao abraço da então agora oficialmente sogra. Se aceitasse o pedido, claro.
O coração da garota parecia querer explodir dentro dos tecidos da roupa que usava enquanto ela observava a mãe e Suga abraçados. Um namoro? Será que os dois estavam preparados o suficiente para dar aquele passo? Ela respirava descompassadamente enquanto a mãe agora a abraçava com força. Suga observava o rosto de começar a ficar levemente pálido. E se ela não aceitasse? E se ele tivesse se precipitado ao pedir a mão dela aos pais sem ao menos ter conversado com ela sobre o namoro? Yoongi pensou em como metia os pés pelas mãos às vezes por justamente não saber lidar com os próprios sentimentos e com os sentimentos alheios.
Isaque observava o casal, os olhos dele pulavam de para Yoongi, então ele cruzou os braços abaixo do peito.
- Por mim vocês dois já podiam se casar! Já quase tiveram um bebê e até moraram juntos! Não precisa de mais namoro!
- Calma, pai! Não é assim que funcionam mais as coisas! - argumentou - Eu e o Yoongi ainda temos um caminho juntos para percorrer antes de casar!
Yoongi sorriu mostrando a gengiva, então ela pensava em se casar com ele? Mesmo que a longo prazo?
- Para nós tudo bem o namoro! Fazemos muito gosto de vocês dois juntos e não é segredo!
Isaque e Yoongi trocaram um longo aperto de mãos.
- E você aceita o meu pedido? - ele encarou dentro dos olhos castanhos dela.
Ela engoliu seco, mas os olhos de Yoongi, brilhando em antecipação e ansiedade amoleceram o coração dela.
- Aceito, Yoongi!
Os dois se abraçaram com força e pôde sentir o quão rápido o coração dele batia dentro do peito. O dela não estava muito diferente.

Quando os pais dela se despediram, indo dormir, os dois aproveitaram para correr para o quarto de . Suga se jogou na cama dela enquanto fechava os olhos e tentava acalmar o coração. observava o rosto bonito e delicado dele.
- Acha que estamos preparados?
- Para quê? - ele ainda mantinha os olhos fechados.
- Para um namoro, Suga!
- E por que nós não estaríamos? Nós dois íamos ter um filho, ! A gente até já morou junto, e tudo isso sem de fato sermos namorado um do outro!
Ela mordeu o lábio, receosa e então se jogou na cama ao lado dele.
- E se der tudo errado?
- E se der certo?
Yoongi se virou, ficando com o nariz colado no dela.
- E se você voltasse a morar comigo? Hum?
- Não! - ela segurou o rosto dele entre as mãos - Calma! Não vamos atropelar as coisas! Você mesmo disse que quer fazer certo…
- Aquele apartamento fica vazio sem você! Penso em você o tempo todo, !
- Eu também penso em você o tempo todo, Yoongi, também sinto falta de ver você todos os dias, mas as coisas mudaram entre nós! Não tem mais o Hyuk infelizmente, agora somos só nós dois!
- Justamente! Somos só nós dois e precisamos um do outro, você era minha companhia…
- Eu ainda sou! Mas acho que está cedo para a gente morar junto agora que não tem mais o Hyuk! Vamos dar um passo de cada vez, Yoongi!
Ele suspirou alto, desistindo de argumentar com ela.
- Mas eu posso te buscar? No trabalho? Nos dias que você trabalha à noite?
- Pode! - encostou a testa na dele.
- E aos finais de semana você pode dormir comigo…
Ela sorriu, achando gracioso a forma que ele barganhava com ela sobre o tempo dos dois.
- Tá bom! - ela gargalhou alto.
Suga encostou os lábios nos dela e fechou os olhos, sentindo o coração palpitar.
- Eu amo você!
Ela também o amava e sabia disso. Mas será que já estava na hora de proferir em voz alta? Por que ela estava ficando tão covarde?
- Já faz um tempo que fiquei sem palavras… Preciso não ficar estática e parar de gaguejar! Nunca conheci um amor que não doesse, sentindo o calor e a queimação…Por que eu estou com medo da felicidade?
- Não sei! Você não precisa ter medo de mim! Não precisa ter medo do nosso futuro! Vou dar o meu melhor por nós dois!
- Não gosto do amor como ordem, como busca. Ele precisa chegar até você, como um gato faminto na porta…
- E eu não estou faminto o suficiente para você? - ele apertou a cintura de com força.
- Está! Claro que está, Suga… eu só estou dizendo que tenho medo! Mas sei que não preciso mais ter medo.
- Sei que pareço infeliz e mal-humorado, mas é só escudo. Minha felicidade é sempre pequena demais para espalhar por aí. E eu tenho me esforçado, ! Estou totalmente fora da minha zona de conforto, tão vulnerável! Eu me escondo atrás dessa muralha que eu mesmo construí, para ninguém me ver, para ninguém conseguir me ferir e muitas vezes sou interpretado como indiferente e sem coração. Mas eu tenho um coração, e ele bate rápido demais quando está com você!
Suga levou a mão de até seu peito.
- Eu sei! E aprecio muito a forma que você tem lutado contra si mesmo por minha causa, aliás, por nossa causa, para estarmos juntos! - ele umedeceu os lábios - Acho que justamente porque nós dois estamos travando batalhas internas por essa relação, é que a gente precisa ir devagar!
- É tão contraditória a forma que o meu cérebro funciona. Eu quero muito que você me veja e me reconheça por quem eu sou, que entenda que meus medos e traumas vieram de um passado difícil e que eu estou trabalhando para melhorar. Ao mesmo tempo, não quero que você saiba das minhas vulnerabilidades para não me achar problemático, difícil, não-amável ou pior, usar minhas dores contra mim. Como se abrir sem se abrir demais?
Foi a vez de suspirar alto. Ela o entendia e sabia que ele certamente estava travando a maior das batalhas dentro de si mesmo.
- Eu jamais vou pressionar você para expor todo seu passado difícil para mim! Jamais vou condicionar você ao seu passado, Yoongi! Não usaria nenhum de seus traumas contra você… tudo tem seu tempo! Eu acho importante que você se sinta confortável comigo o suficiente para expor tudo o que aconteceu aí dentro de você que te levaram a ser quem você é e como você é hoje! Eu sou sua parceira, e quero que me enxergue sempre assim. Foi justamente por isso que nós não iniciamos um relacionamento durante o período da minha gravidez… eu não sabia que a Charlotte tinha tanto significado afetivo para você a ponto de ela ser sua única referência de família. E sabe por quê? Porque você nunca me contou o que rolou quando seus pais eram vivos! Mas eu entendo que é um assunto delicado e que no tempo certo ele virá à tona. Bom, hoje eu entendo.
- Charlotte foi a minha única referência de família durante anos e eu não quero cometer com você os mesmos erros que cometi com ela. Porque com você é tudo diferente! É tudo incrivelmente mais forte e intenso… eu não me preparei para isso. Mas eu quero me preparar, quero conseguir com você!
Ele voltou a apertar a cintura de com força e então os dois deram início a um beijo lento e carinhoso. adorava a textura dos lábios pequenos nos seus, a boca dela sempre engolia a dele num primeiro momento quando eles se beijavam, mas rapidamente Suga retomava o controle e dominava o ritmo do beijo. As mãos dele adentraram a blusa preta que ela usava e então ele as subiu pelas costas dela. sentiu a pele arrepiar conforme as mãos dele percorriam suas costas por baixo da blusa e ela se atreveu a puxar o corpo dele para cima do seu.
- A gente não pode! Seus pais ainda não devem ter pegado no sono completamente, ! Por mais que eu queira muito!
Suga mordeu o lábio inferior dela e apertou os olhos.
- Mas a gente não precisa transar, a gente pode só se curtir um pouquinho! Por favor!
Yoongi fechou os olhos e sorriu enquanto deslizava as mãos pela lateral do corpo de , ela também fechou os olhos e os dois voltaram a se beijar. Yoongi voltou a enfiar as mãos debaixo da blusa que ela usava e envolveu as pernas na cintura dele, aumentando o contato dos corpos um do outro.
Com um movimento rápido e certeiro ele inverteu as posições deixando ficar com o corpo por cima do seu. Ela subiu as mãos de Yoongi até seus seios cobertos pelo sutiã e então arfou quando ele os apertou em suas grandes mãos.
Passou as mãos pelos braços de Suga e então deixou que as mãos dele lhe adentrassem o sutiã e lhe tocassem os seios diretamente na pele. Ele os apertou outra vez enquanto ela mordia o próprio lábio para se silenciar. Yoongi deixou que um sorriso de canto brotasse enquanto ele admirava a mulher à sua frente. Gostava de ver as reações que os toques dele causavam no corpo dela.
- Também quero… - ela se atreveu a arquear um pouco mais as costas.
Levou uma das mãos até o membro de Suga, que já estava duro àquela altura do campeonato e então ela o massageou sobre o tecido fazendo ele fechar os olhos sentindo o corpo acender ainda mais de desejo. A mão dela pressionou o local com força e ele quis gemer, mas conseguiu conter o gemido na garganta. sorriu, gostando das reações dele enquanto a mão dela o apertava com força e vontade.
- Eu quero fazer uma coisa! - ela retirou a mão do membro de Suga.
Saiu de cima do corpo dele e então ficou em pé. Suga a encarou enquanto se sentava na cama dela e então ela pediu que ele se levantasse. Suga assim o fez com o coração quase saltando pela garganta em antecipação. O que ela queria aprontar?
levou as duas mãos até o cós da calça de moletom que ele usava e então encarando os olhos pequenos dele, ela a desceu o suficiente para que ela deslizasse pelas pernas dele, agora as mãos dela lhe seguravam o elástico da cueca.
- ! - ele repreendeu, - Não faz isso! Eu não sei se vou aguentar e não é certo!
- Não finja que você não quer, Suga! Só um pouquinho!
- Desde quando você é safada assim?
Ele segurou as mãos dela enquanto ela ria, jogando a cabeça para trás. Yoongi subiu as mãos dela para seu peito e então se abaixou o suficiente para conseguir trazer sua calça de volta, vestindo-a de novo. observou o agora oficialmente namorado se sentar outra vez na cama enquanto ele segurava as mãos dela.
- Ah, Yoongi! Como você é chato! Careta!
- Não somos mais adolescentes, ! Somos adultos, nós até íamos ter um filho!
Ela cruzou os braços abaixo dos seios e então voltou a se jogar na cama, dessa vez embaixo do edredom, e Suga a acompanhou.
- Vai ficar emburradinha? Ah, não! - ele gargalhou baixo enquanto a abraçava numa conchinha.
- Não achei que você fosse tão careta assim! - ela revirou os olhos e Yoongi riu outra vez.
- Se você morasse comigo, isso não aconteceria! Está vendo?
- Ah, que jogo sujo! - foi a vez de gargalhar. - Foi um ótimo argumento, mas não vai dar certo, bebê!
Os dois riram juntos e então Yoongi aspirou o cheiro bom do pescoço dela enquanto ela fechava os olhos. Os dois permaneceram assim, colados e trocando confidências e carícias até que Suga resolveu ir embora, já começava a ficar tarde.

Quando ele chegou em casa e acendeu as luzes dela, os olhos dele bateram no piano e ele pensou no beijo gostoso que deram antes de ele vir embora. Sorriu, sentindo o coração aquecer. Pediu ao universo que dali para frente, nada mais pudesse separar os dois, se jogou no sofá e então fechou os olhos voltando a pensar em : é, ele estava muito apaixonado!


Nonagésimo Terceiro Capítulo - Fine

Bufou alto e então fechou os olhos, o computador tinha que estragar logo agora? Logo hoje? Era o último dia do prazo que ela tinha para entregar o projeto, faltava pouca coisa e ela precisava terminar! Havia um único responsável pelo service desk de plantão para atender quase todo mundo do escritório que assim como ela, havia deixado para a última hora os projetos.
tomou a última xícara de café disponível, e então colocou a água para ferver para fazer mais, estava ficando cada dia mais viciada na bebida. Enquanto a água fervia ela voltou para a sala, procurou no YouTube pelo celular um tutorial de como ela poderia tentar resolver o problema sozinha, já que havia visto a mensagem do rapaz do service desk que ela era quase a última da fila.
-Todos os computadores resolveram estragar hoje também? - ela bufou enquanto dava play no vídeo.
Assistiu alguns segundos e então voltou para a cozinha para terminar de passar o café. Depois voltou para o vídeo… Tentou e não conseguiu. Procurou por outros e fez a mesma coisa, mas nem abrir o notebook ela conseguia.
Passou as mãos pelo rosto e pelos cabelos e então os amarrou, tirando-os da face, mas não conseguia entender nada que o moço do vídeo falava e consequentemente o computador continuava desligado. “Por que você não pede ajuda para o V?” Era o que dizia a mensagem de . Não! Não podia fazer isso! Os dois nem conversavam mais direito… e ela prometeu não ficar no pé dele mais, ela havia entendido que os dois precisavam separar as vidas. Relembrar com tanta intensidade aquilo fez o coração dela doer e os olhos marejaram.
Respirou fundo e tentou abrir o notebook com as ferramentas que ela tinha no apartamento, mas nem aquilo ela estava conseguindo. Olhou no relógio e eram dezenove e meia de um domingo… ela tinha até a meia noite!
- Mas que droga! - jogou a chave de fenda sobre a mesa.
Pegou o celular nas mãos e então se deu por vencida: precisava da ajuda de Taehyung! Respirou fundo e então digitou:

V

Oi, V! Tudo bem? Essa mensagem não é para falar de nós dois ou para falar de mim, relaxa! Eu inclusive procurei outras alternativas antes de digitar e enviar essa mensagem! Mas estou com um problema no meu notebook, ele morreu e não liga por nada! O service desk do meu trabalho está com outros mil problemas na fila para resolver e eu tenho um projeto enorme para entregar até a meia noite de hoje! Será que você poderia me ajudar?



Fechou os olhos com força enquanto o coração acelerava. Ele era a última e única esperança dela outra vez! Bebeu mais uma xícara de café então pôs-se a andar de um lado para o outro dentro da pequena cozinha do apartamento. Ninguém sabia, mas ela andava sendo muito forte! Sentia falta dos pais, sentia falta de , sentia falta de V… o trabalho ia muito bem, obrigado, mas o restante estava aos frangalhos. E todos os dias ela fingia um sorriso, fingia uma gargalhada, fingia que gostava dos colegas de trabalho… e assim ela ia levando. Ela tinha esperanças de que de fato em algum momento conseguisse ficar bem!
O celular apitou na bancada, e ela pulou de susto. Vislumbrou o nome de Taehyung na tela… pegou o celular nas mãos e então leu a resposta dele:

V

Oi, V! Tudo bem? Essa mensagem não é para falar de nós dois ou para falar de mim, relaxa! Eu inclusive procurei outras alternativas antes de digitar e enviar essa mensagem! Mas estou com um problema no meu notebook, ele morreu e não liga por nada! O service desk do meu trabalho está com outros mil problemas na fila para resolver e eu tenho um projeto enorme para entregar até a meia noite de hoje! Será que você poderia me ajudar?

Olá! Boa noite, ! Tudo bem, e com você? Eu vou só pegar algumas coisas aqui que eu possa precisar… se importa de me enviar seu endereço ou localização novamente para eu me lembrar?



Aquilo era um sim então? Os dois não se viam desde todo o caos do acampamento e ela não sabia nem como faria para encará-lo de novo! Fechou os olhos com força outra vez. O coração? Parecia querer rasgar a regata que ela usava. Enviou a localização para ele e em seguida um “Muito obrigada!”
Se sentou à mesa outra vez enquanto encarava o computador sobre ela e pensava em como agiria quando V chegasse, pensou em como seria a interação entre eles depois de tudo, pensou em como o corpo dela reagiria…
Tomou mais café e então pensou em preparar um lanche para os dois… estaria se precipitando? Aquilo daria a entender que ela estava tentando alguma coisa? Queria tirar essa impressão de V a todo custo!
Quando ela se jogou no sofá outra vez o interfone do apartamento tocou e ela foi atender. Era o porteiro perguntando se podia liberar a entrada de Taehyung. obviamente autorizou e então ficou parada na cozinha por minutos, encarando o chão, pensando em como seria o encontro dos dois quando ele batesse a porta do apartamento dela. Não demorou muito para que isso acontecesse, duas batidas puderam ser ouvidas por ela.
Os dois se encararam quando a porta branca do apartamento foi aberta. O coração de saltando no peito fez ela querer se jogar nos braços do moreno, que estava ainda mais bonito! Ela deu passagem para que V entrasse no apartamento e ele assim o fez, depois de proferir um baixo “com licença”. A cabeça dela rodou por alguns segundos ao pensar em como eles pareciam dois conhecidos apenas, se tratando com tanta formalidade… o peito dela doeu mais uma vez, machucado.
- Fica à vontade! O computador está aqui na mesa. - ela caminhou na frente após fechar a porta e Taehyung a acompanhou.
Ele observou o corpo dela se movendo e então respirou fundo. Olhar para ainda doía. Ele pensou que deveria ter dito não, indicado algum amigo para ajudá-la, mas ele simplesmente não sabia falar não para ela!
- O que foi que aconteceu?
- Eu estava trabalhando normalmente, de repente ele desligou e não ligou mais! E eu não consegui abri-lo para retirar a bateria e colocar de novo! Eu assisti alguns tutoriais, mas não consegui entender nada!
Ele soltou uma risada nasalada ao constatar que de fato o problema parecia muito simples, mas que para quem não tinha conhecimento ou jeito com as ferramentas e etc, parecia o fim do mundo. Taehyung se sentou à mesa e então retirou algumas coisas da mochila, sentiu as mãos começarem a tremer. Por que aquilo estava sendo tão estranho?
- Vou mexer aqui! Pode se sentar, se quiser! Talvez demore, ou talvez não! Se quiser fazer alguma outra coisa, ir para sala, enfim… vou tentar ser rápido, já que você tem prazo!
- Tudo bem! Qualquer coisa você pode me chamar, se precisar! - engoliu seco e então foi para a sala.
Se sentou no sofá e mandou uma mensagem para :


Tive que aceitar sua sugestão! Tentei de tudo e não consegui! Chamei o V! E para a minha surpresa, ele veio!



A amiga respondeu quase que instantaneamente:


Tive que aceitar sua sugestão! Tentei de tudo e não consegui! Chamei o V! E para a minha surpresa, ele veio!

E aí? Como está o clima?



olhou para V sentado à mesa mexendo nas peças do notebook, concentrado. Ela quis chorar. Se fosse em outra época, os dois estariam rindo e conversando sobre diversos assuntos… sentia falta daquilo!


Tive que aceitar sua sugestão! Tentei de tudo e não consegui! Chamei o V! E para a minha surpresa, ele veio!

E aí? Como está o clima?

Parecemos dois desconhecidos! É como se, sei lá, ele fosse um profissional da área que eu paguei para vir aqui consertar o notebook e pronto! A gente não consegue mais falar um com o outro sem esse clima chato! E isso me machuca!



Bloqueou o celular e voltou a encarar V concentrado mexendo no notebook. Agoniada, ela se levantou e foi até a cozinha, cruzou os braços e o encarou.
- O que foi? - ele subiu o olhar para .
- Tá precisando de alguma coisa?
“De você” ele pensou enquanto voltava a encarar o notebook. Não podia e não queria precisar de , não queria e não podia sentir falta e nem vontade dela…
- Não! - se limitou a responder - Já vou montar de novo! Sua bateria que estragou! Eu tenho outra novinha aqui! Eu imaginei que pudesse ser bateria, então trouxe uma!
- Já? - ela deixou escapulir e então levou a mão até a boca.
V quis rir e assim o fez.
- Foi automático, desculpe!
- Tudo bem…
Os dois voltaram a se encarar. desviou o olhar para o chão e então ele voltou a montar o notebook, ligando-o logo em seguida. mordeu o lábio, nervosa.
- Testa, por favor! - V se levantou da cadeira e então os dois passaram um pelo outro.
As peles mesmo que vestidas se esbarraram e nenhum dos dois estava preparado para aquilo. V sentiu o coração palpitar e idem, a boca secou e ela a umedeceu com a ponta da língua enquanto se sentava.
O computador parecia estar em perfeito estado, ela testou tudo que precisava para terminar o projeto. Não queria de jeito nenhum que ele fosse embora…
- Tudo certinho! - os dois se olharam.
- Você demora muito aí? Para acabar?
fez que não para ele com a cabeça.
- Não muito! Por quê?
- Vou esperar você acabar, para me certificar que não vai mais desligar ou dar algum outro problema! Ai se acontecer, eu já estou aqui para ajudar!
- Obrigada! - ela sorriu sem mostrar os dentes para ele.
Ele era incrível! voltou a se amaldiçoar por ter pisado na bola de forma tão grotesca com um homem tão bom como ele! V assentiu para ela, sentindo o coração derreter com o brilho nos olhos dela. Ele umedeceu os lábios e pegou o notebook dentro da mochila e então se sentou ao lado dela, ela aproveitaria para adiantar algumas coisas da pós graduação que havia começado, ele faria aquilo em casa, então porque não aproveitar que ficaria com para fazer o mesmo?
mantinha os olhos no projeto, mas não conseguia, hora ou outra pousava os olhos nele concentrado em algo na tela, e sentia vontade de puxar assunto, muita vontade… mas não sabia como fazê-lo de forma nenhuma! Por que os dois tinham que perder a conexão daquela forma tão dolorosa? Voltou a atenção para o projeto, o notebook seguia firme e forte após a troca da bateria e ela levaria no máximo mais trinta minutos para acabar o projeto. Observou Taehyung mais uma vez e então ele também olhou para ela, pegando-a no flagra. As bochechas de ficaram rosadas e ela voltou a olhar o projeto. Resolveu revisar o desenho todo, nos mínimos detalhes: precisava estar perfeito, ela não queria ouvir nenhuma crítica dos diretores da empresa, já que esse projeto seria levado direto a eles. Era a chance de ela ficar ainda mais perto da promoção…
Taehyung bocejou e então ela voltou a olhar para ele, com os olhos pequenos encarando a tela do computador enquanto franzia a testa parecendo confuso. achou ele a coisa mais fofa do mundo naquele momento e então sorriu. Por sorte ele não viu, ou fingiu não ver…
Quando ela acabou, revisou o projeto minuciosamente mais duas vezes. Ok, ela não precisava ter feito aquilo mais duas vezes, ela sabia que o projeto estava muito bom e da forma que ela havia idealizado por meses, mas não queria que ele fosse embora! Ela não sabia quando conseguiria vê-lo outra vez, não sabia quando poderia ficar olhando para o rosto bonito dele por tanto tempo…
- Vou pedir um lanche para a gente! - ela se espreguiçou na cadeira. - Eu já acabei aqui!
- Então, eu vou embora!
Ele viu o brilho dos olhos dela diminuírem. Taehyung odiava vê-la triste, mesmo que os dois não tivessem mais nada, mesmo que ela tivesse acabado com o coração e com os sentimentos dele!
- Quanto eu te devo pela bateria?
- Nada! - ele se levantou fechando o notebook - E não insista em me pagar!
- Então aceita pelo menos o lanche!
Quando V encarou os olhos dela, eles pareciam marejados. E não tinha jeito: ele não sabia dizer não para ela!
- Tá bom! Tá bom!
observou a língua dele pousar sobre o lábio inferior e o corpo arrepiou involuntariamente. Ela também se levantou, bloqueando a tela do notebook. Pegou o celular e então perguntou o que ele gostaria que fosse a refeição, o que ele respondeu que poderia ser o que ela quisesse e quis morrer com a apatia dele!
- Posso ir ao banheiro?
- Claro! É no final do corredor.
Quando ele saiu, ela foi para a sala, ligou a TV e se sentou no sofá. Enquanto ela terminava de pedir o jantar, Taehyung voltou. Se sentou ao lado dela no sofá, mas com uma distância saudável entre os corpos. entendia. Quando ela terminou de pedir, o celular dele tocou.
- Jin hyung! - V sorriu assim que ouviu a voz do melhor amigo - Eu estou na !
Silêncio por alguns segundos.
- Só vim ajudá-la com o notebook que estragou! Estou indo embora daqui a pouco! Ela engoliu seco e encarou as próprias mãos, fingindo não estar prestando atenção e especialmente fingindo que a última frase não havia feito o peito dela se queimar de dor.
- Claro! Pode deixar! Amanhã eu te ajudo com isso! Não vai inventar de fazer sozinho! Eu prometi que ia te ajudar então não inventa!
pode ouvir um pouco da voz de Jin ecoar, já que ele falava alto, e quando ele riu ela quase riu junto. Taehyung gargalhou com ele e olhou para a TV. Não sabia nem o que passava lá, só conseguia sentir o coração palpitar e palpitar.
Os dois conversaram por mais um tempo e então desligaram.
- Era o Jin! - ele balançou a cabeça - Eu falei o nome dele quando atendi! É óbvio que você sabia que era ele!
- E ele fala alto, eu saberia mesmo que você não tivesse dito o nome dele!
Os dois gargalharam e V concordou com . O coração dela aqueceu quando eles finalmente conseguiram dar uma risada genuína juntos outra vez.
- Como ele tem passado?
- Bem! Ele está ocupado preparando os últimos detalhes para a inauguração da galeria dele! Eu inclusive vou ajudá-lo com algumas coisas amanhã!
- Ah, ele tinha dito mesmo, lá no acampamento que estava super ansioso e que estava ficando perto da inauguração! E ele e a ?
- Ah! - Taehyung sorriu. - Eles estão bem! Não estão mais em pé de guerra como antes, acho que eles têm tudo para se acertar logo!
balançou a cabeça positivamente. Ficou feliz pelos dois!
- E sua irmã? E o JK?
- Minha irmã está na correria de sempre! Trabalhando feito louca, mas ela sempre dá conta do recado e ainda cuida de mim! Jungkook e eu estamos bem próximos também! E ele e a resolveram ser amigos, tem corrido muito bem!
- Bom! Muito bom!
- E a e o Suga? Tem notícias deles?
- Falo com ela todos os dias!
- Aliás, por que ela não tá aqui?
- Ela voltou a morar com os pais quando perdeu o bebê e acabou ficando por lá! Tem se reaproximado deles, estou bem feliz que ela está conseguindo! E o Suga pediu oficialmente a mão dela em namoro para eles!
sorriu e Taehyung a acompanhou, sem deixar de olhar para os lábios dela…
- Que legal! Eu sempre soube que aquele namoro falso dos dois tinha sentimento! Qualquer pessoa perceberia!
concordou com a cabeça.
- Os dois fazem um casal tão bonito! E o Suga gosta dela de verdade…
- É perceptível!
E o assunto acabou. Mas agora eles já não pareciam mais dois estranhos… Os dois assistiram ao que passava na TV e V mexia no celular hora ou outra, o que fez se perguntar se ele já tinha outra pessoa, se já estava conhecendo outra mulher… tentou afastar os pensamentos, afinal de contas ela infelizmente não tinha nada a ver com isso caso estivesse acontecendo. Mas o coração dela dizia que não, que ele não estava conhecendo ninguém, que ele ainda não havia se curado para o fazê-lo, e o mais importante algo dentro de dizia também que ele ainda não havia a esquecido… não por completo.
- Já está chegando, eu vou descer para pegar!
- Deixa que eu vou! Não é bom você descer lá sozinha essas horas!
Taehyung se levantou e depositou o celular sobre o sofá e fez o mesmo num impulso.
- Vamos juntos então! Para um ajudar o outro a trazer.
- Tá bom!
Os dois desceram as escadas em silêncio, porém lado a lado e hora ou outra o ombro dele esbarrava-se no dela. A fricção mesmo que por segundos da pele de um no outro, era o suficiente para que ambos se olhassem rapidamente, como se um quisesse analisar a expressão do outro. optou por pedir uma pizza e um refrigerante, Taehyung carregava a pizza e o refrigerante. Na volta, ela foi na frente e V atrás, ele olhava para o chão enquanto equilibrava a pizza nas mãos.
Ele depositou a pizza sobre a pia enquanto ficava na ponta dos pés para alcançar os copos no armário embutido da cozinha. Taehyung retirou a tampa da embalagem da pizza e o cheiro gostoso invadiu seu nariz, e ele fechou os olhos. observou o perfil bonito dele enquanto ensaboava os copos. Foi quando o corpo dos dois se chocou um com o outro enquanto ele levava as mãos - e o corpo - para alcançar os pratos no escorredor e se virava para pegar o pano de prato que estava pendurado mais para o lado dele.
A ponta do nariz de ambos roçou uma na outra e os dois estavam colados… o coração de queria sair pela boca enquanto o de Taehyung batia tão rápido que ele temeu que ela pudesse ouvir o barulho. Os dois se encaravam dentro dos olhos um do outro e as respirações ficaram descompassadas juntas. Taehyung sentiu a boca salivar de vontade de beijar os lábios miúdos dela, e quis mais ainda que o beijo acontecesse. Ambos sentiam falta do corpo um do outro, do beijo um do outro, do carinho um do outro…
- Desculpa! - eles disseram juntos.
Os olhos de desceram para os lábios de Taehyung, a respiração batia nas bochechas dela que viu Taehyung fechar os olhos.
- Eu só queria pegar o pano de prato!
- E eu os pratos!
Taehyung abriu os olhos ainda encarando com o corpo colado ao dele. Ela pigarrou e como num estalar de dedos, os dois saíram do transe em que se encontravam, ela deu a volta e então alcançou o pano que tanto queria e Taehyung alcançou os pratos sobre o escorredor. O coração dele agora começava a se acalmar, e o dela ainda batia rápido.
Já sentados na sala, trocou para o canal onde as lutas de MMA passavam, ela adorava assistir lutas, desde pequenininha. Taehyung sabia, eles já tinham conversado sobre aquilo, e ele achava incrível. Os dois comeram enquanto assistiam à luta e Taehyung e ela logo engataram uma conversa sobre os lutadores em questão e Taehyung prestava atenção, fascinado, em explicar sobre os dois. Quando eles acabaram de comer, lavaram e secaram as louças juntos e então Taehyung foi juntar suas coisas. sabia que não tinha mais nenhum argumento plausível para que ele passasse mais tempo no apartamento, então já o esperava na porta. Com a mochila nas costas ele caminhou até ela.
- Obrigada! Você salvou o meu projeto!
- Espero que dê certo, sua apresentação desse projeto. Mas sei que vai dar, você é uma arquiteta incrível!
sorriu outra vez sem mostrar os dentes para ele.
- Bom! Até mais! - ele assentiu para ela.
assentiu de volta e então abriu a porta para que ele saísse. Quando ele estava caminhando para as escadas, se virou repentinamente e ela ainda estava na porta do apartamento, observando-o. Taehyung pensou em voltar e beijá-la, como estava com vontade de fazer desde que chegara… mas só acenou para ela enquanto lhe dava um sorriso. acenou de volta, sorrindo também.
Quando fechou a porta do apartamento ela se escorou nela enquanto fechava os olhos. Como quis beijá-lo quando o corpo dos dois colidiu um no outro por acidente na cozinha, como ela quis afundar o nariz na curva cheirosa do pescoço dele! Como ela quis dizer a Taehyung que sentia falta dele como se lhe faltasse uma perna ou um braço, como quis dizer que ele era parte essencial dela! Mas aquilo tudo certamente não importava mais para ele. Então, por que diabos o destino fazia de tudo para que os dois se encontrassem, para que precisassem um do outro?
Taehyung escorou a cabeça no encosto do carro e suspirou alto. O que teria acontecido se de fato os dois tivessem se beijado? Os músculos das coxas dele doíam, tão tenso ele estava com a reação do próprio corpo ao contato que tivera com o corpo de . E nada tinha de fato acontecido! Ela ainda controlava todo o corpo e mente dele e aquilo deixou Taehyung frustrado. Por que por mais que ele se esforçasse como um condenado, ele não conseguia tirar de dentro de seu peito? E sincronizados, ele se fez a mesma pergunta que ela: por que diabos o destino fazia de tudo para que os dois se encontrassem, para que precisassem um do outro?



Nonagésimo Quarto Capítulo - Let me love you

Flashback volta do acampamento:

“Ela sentiu o pé doer com força quando fora colocada dentro do carro de Jin por ele e por V. Os dois homens pediram desculpas pelo mal jeito e ela balançou a cabeça para eles, sabendo que a culpa não era de nenhum dos dois. Fechou os olhos enquanto o pé latejava e então Jin entrou no carro se sentando no banco do motorista. Ele ajeitou o cinto e olhou para .
- Doendo muito? Perdão! Nós dois tentamos colocar você da melhor forma possível, mas acabamos nos enrolando!
- Não é culpa de vocês, relaxa, Seokjin!
- Acho que você pode me chamar só de Jin, não?
olhou de volta para ele e então ergueu uma sobrancelha.
- Não gosta que te chamem pelo nome?
Ele gargalhou e deu partida no carro quando viu o da frente sair.
- Não tenho nada contra o meu nome! Mas não precisamos mais dessas formalidades, eu acho! - Seokjin deu de ombros.
escorou a cabeça no encosto do banco confortável da camionete dele e então fechou os olhos.
- Tudo bem então, Jin!
Ele abriu um sorriso tranquilo enquanto começava a dirigir pela estrada de volta para o Rio. Os dois acabaram descobrindo que gostavam de muitas músicas em comum conforme a playlist ia rodando no carro de Jin, e ele ficou feliz com isso.
Quando finalmente eles chegaram na porta da casa de , ela se livrou do cinto de segurança e então encarou Jin, já que ele precisaria retirá-la do carro e ajudá-la a entrar em casa.
- Vou ligar para o meu pai te ajudar! - ele segurou a mão dela, impedindo-a de mexer no celular.
- Espera! Eu preciso conversar com você, .
Ela arregalou levemente os olhos com o tom de seriedade na voz dele.
- O quê? O que eu fiz?
Jin sorriu enquanto balançava a cabeça em negativa. Sempre na defensiva…
- Nada! Eu só queria te dizer que ouvi tudo o que você falou naquela noite em que achou que eu estava dormindo!
Os olhos de se arregalaram ainda mais e ela abaixou a cabeça, sentindo o corpo ficar quente, especialmente as bochechas. Com ele dormindo parecia infinitamente mais fácil falar tudo o que ela sentia.
- Certo! - ela ergueu o rosto outra vez esperando o tapa das palavras dele dali para frente.
A mãe de que havia ouvido o barulho do carro de Jin estacionando, ficou preocupada e resolveu ir atrás dos dois, mas quando abriu a porta e os viu conversando dentro do carro, sorriu. Ficou atrás dela, fechando-a o suficiente para que eles não a vissem e resolveu observar os dois.
- Depois de ouvir aquilo tudo, eu… - ele pausou, fechou os olhos - Mudou muita coisa aqui dentro de mim!
Jin levou uma das mãos até o peito. acompanhou e então olhou para o rosto vermelho dele.
- Mudou muito do que eu achava! Eu sinto como se começasse a entender melhor as coisas agora! Mas preciso de um tempo para processar essa mudança toda!
Ele abriu os olhos então encarando os de , ainda arregalados e marejados.
- Então eu queria te perguntar, se você esperaria por mim? - ele voltou a fechar os olhos com força.
Teve muito medo da resposta de . E se ela dissesse que não? E se ela dissesse que o que ele estava pedindo era egoísta e completamente impossível? Engoliu seco e acompanhou o pomo de Adão dele subir e descer.
- Como assim, esperar por você? Seja mais específico quanto ao que você quer dizer com esse esperar… Jin.
Ainda de olhos fechados ele respondeu:
- Não deixar ninguém entrar no seu coração e tomar o meu lugar enquanto eu ajeito as coisas dentro de mim!
Ela sorriu com a inocência das palavras dele e então lhe tocou o braço. Jin abriu os olhos e encarou a mão dela.
- Eu já espero por você desde o dia que voltei para o Rio, Jin! Vou continuar esperando…
O coração dele acelerou com força quando ouviu as palavras dela e então ele lhe segurou o rosto com uma das mãos, aproximando o rosto do dela.
fechou os olhos sentindo a ponta do nariz de Jin acariciar o seu e então eles se beijaram. As línguas se tocaram fazendo o corpo de ambos se arrepiarem com o quente da boca um do outro.
Seokjin aprofundou o beijo e então a mão dele desceu para a cintura de , e ele apertou o lugar. embrenhou uma das mãos nos cabelos dele e os acariciou, mal acreditando que aquilo estava acontecendo. O gosto dos lábios dele sendo provados por ela outra vez… o beijo foi ganhando intensidade e Jin apertou a cintura dela com mais força enquanto sentia morder o lábio inferior dele, puxando-o. Depois os dois voltaram a se beijar e o beijo foi ficando mais lento. Até que eles selaram os lábios um do outro e se encararam.
A mãe de sorriu satisfeita observando os dois por detrás da fresta e então a fechou logo em seguida. Não queria que eles percebessem que ela havia visto os dois conversando, muito menos que percebesse que havia presenciado o beijo.”


A semana havia passado com os dois trocando mensagens, todos os dias, em uma delas Jin havia se explicado um pouco mais sobre o pedido que havia feito: ele queria conhecer melhor, já que ele só conhecia a Olivia e elas não eram a mesma pessoa para ele. Então Jin queria conhecer a e ter certeza que também gostava dela!
entendeu, e prometeu que faria ele se apaixonar por ela, e esquecer que um dia ela foi a Olívia para ele. Eles não se viram até sexta, já que Jin estava ocupado, organizando a inauguração da galeria.
- ! - a mãe chamou a atenção dela, que mexia no computador.
- Oi, mãe!
- Vai trabalhar até muito tarde hoje?
- Não, já estou finalizando! Sei do jantar, não me esqueci!
sorriu e a mãe sorriu de volta.
- Tá empolgada para ver o Jin hoje, filha?
franziu a testa.
- Ué! Estou normal, mãe! O que tem de diferente esse jantar dos outros que já tivemos com a família dele?
Eliana colocou as mãos na cintura.
- Você e ele não se aproximaram mais nesse acampamento?
- Um pouco! Mas nada demais, mãe ! Não começa, você e o pai, hein?
Ela não queria dar esperanças aos pais de que algo pudesse finalmente crescer entre ela e Jin, caso desse errado ela não queria os pais chateados!
- Ah! Nada demais… Sei!
A mãe encarou que ainda tinha a testa franzida. Mal sabia que a mãe já havia até contado do beijo dos dois para Eui e para Willian, e que Eui já devia ter contato para Si-Woo.
- Então está bom! Vou esperar você acabar para te ajudar a tomar banho!
- Eu agradeço, mãe! - as duas sorriram uma para a outra.

já estava sentada à mesa, tendo em vista que ela não conseguia ficar se locomovendo muito pela casa com o pé ainda em recuperação. O pai estava sentado à mesa também enquanto a mãe dela verificava se o jantar realmente estava à altura dos convidados. Foi quando a campainha tocou anunciando a chegada dos vizinhos e o coração de saltou dentro do peito de antecipação. Estava louca para ver Seokjin, mas tinha que se conter o máximo o possível já que os dois haviam combinado de não demonstrarem nada, para é claro, não darem esperanças aos pais.
Ouviu as vozes dos pais de Seokjin invadirem a casa, o pai, assim como ele falava alto e gesticulava muito. começou a reparar nos dois enquanto eles caminhavam rumo a sala de jantar da casa, e pela primeira vez ela reparou no quanto os dois eram parecidos fisicamente…
Si-Woo sorriu sem mostrar os dentes na direção de então ergueu a mão para ela, que sorriu de volta, apertando a mão do mais velho.
Logo em seguida ela e Jin trocaram olhares, e ele ficou com as bochechas vermelhas. abaixou o olhar, sentindo vontade de rir de nervoso e achando Seokjin gracioso com as bochechas vermelhas. Os dois abaixaram as cabeças se cumprimentando em silêncio e então Eun abraçou com força, e a morena a correspondeu. Depois Eui depositou um beijo casto na cabeça dela e quando Eun se sentou a seu lado, ela virou o rosto na direção da adolescente, sussurrando para que só ela pudesse ouvir:
- E o Samuel? Cadê?
tinha dado a ideia de Eun chamar o namoradinho para o jantar, já que assim os pais não teriam coragem de expulsá-lo já que a casa era de , e também não fariam nenhum “barraco” com o garoto na frente dos pais de ! E seria uma ótima oportunidade para que eles pudessem conhecer melhor o garoto e quem sabe mudar um pouco de ideia!
- Não vem! - ela respondeu com os olhos cheios de água.
- E por quê? - os pais agora conversavam entre si e Jin mexia no celular.
- Não tem coragem de enfrentar os meus pais! Ficou morrendo de medo da reação deles! Nós não temos estado muito bem nesses últimos dias!
Eun apertou a mão de debaixo da mesa. apertou de volta.
- Depois do jantar nós conversamos melhor sobre isso, tá bom? - Eun assentiu para ela.
Jin aproveitou que agora todos prestavam atenção e então pigarreou:
- Eu quero muito que vocês compareçam à inauguração da minha galeria! Está ficando tudo pronto, inclusive o convite! Que está aqui!
Jin se levantou indo até a pasta que havia trazido consigo deixada na sala e retirou o grande papel preto de lá. Escrito na parte da frente do convite estava escrito: Willian, Eliana e .
O convite foi entregue nas mãos de Willian que sorriu, orgulhoso do quem sabe então “futuro genro”. Ele passeou os olhos pelo convite depois de abri-lo e então o repassou para a esposa.
- Vai ser um grande dia, Seokjin! Tenho certeza! Você deve estar nervoso, meu filho! Jin riu enquanto assentiu para ele.
- Sim! Uma correria danada, mas tem tanta coisa preparada! Está ficando tudo tão bonito, Willian!
- Ah, nós estamos tão ansiosos para ver! - Eliana sorriu para ele.
observava os detalhes bem feitos do convite enquanto o peito queria explodir de orgulho dele.
Si-Woo puxou um assunto qualquer, deixando claro que não queria mais falar da inauguração da galeria do filho e Seokjin engoliu seco, o olhar dele encontrou o de , que tentou acalmá-lo com os olhos. Ele sorriu sem mostrar os dentes para ela. O jantar começou a ser servido e então os pais de Seokjin elogiaram a escolha do cardápio e Susana agradeceu. Um assunto de negócios foi iniciado pelos homens mais velhos da mesa, enquanto Eliana, Eui e Eun conversavam sobre cosméticos e e Seokjin comiam calados, trocando olhares a todo momento. Seokjin queria poder arrancá-la de lá e levá-la para um lugar qualquer onde pudessem ficar só os dois… o coração dele palpitava a cada olhar trocado por eles.
Quando o jantar acabou, Eun questionou se teria como conhecer o andar de cima da casa, e o quarto de ! Mas a mulher sabia que a garota queria conversar sobre ela e Samuel! Jin ouviu a irmã questionando.
- O banheiro é lá em cima também?
- Pior que é viu? - os três riram.
- Eu te levo! Ai a Eun aproveita para conhecer o seu quarto e eu para ir ao banheiro!
Elas concordaram com ele e então Jin assim o fez, carregou em suas costas, que começou a gargalhar numa crise de riso terrível, e Jin sorria enquanto o som gostoso da risada dela ecoava pelas escadas.
Deixou as duas no quarto de e então fechou a porta, no fundo, no fundo ele sabia que elas queriam fofocar alguma coisa. Jin achava incrível como as duas se davam bem…
Ele se esqueceu de perguntar qual das portas era o banheiro, mas não ia atrapalhar a conversa das duas para perguntar, então acharia o cômodo sozinho. Havia mais três portas apenas, ele passou os olhos por elas e então entrou na porta do meio.
Os olhos dele se arregalaram quando ele avistou a cama perfeitamente arrumada com o lençol azul claro, a cadeira alinhada à mesa com um computador, uma estante organizada, com diversos livros, e muitas fotos espalhadas.
Provavelmente aquele quarto era de Mario… era ele nas fotos. Tinham fotos dele sozinho, dele com uma moça que Jin desconhecia… ele andou pelo quarto, viu mais fotos: dele com , da família toda junta…
Com os olhos marejados ele passou a mão delicadamente pelo colchão e então ele viu o closet, com todas as roupas do rapaz. Ele andou até lá e então o cheiro bom de amaciante invadiu suas narinas. Era como se ele ainda estivesse ali, parecia que o tempo não havia passado dentro daquele quarto. Seokjin entendeu ainda mais toda a dor que ainda deveria sentir com a memória do irmão ainda tão viva!
Ele se retirou do quarto fechando a porta atrás de si, sentindo o coração parecer partido e então encarou as outras portas. Resolveu que perguntaria para , e então quando ele ia bater na porta, ouviu o choro da irmã enquanto tentava acalmá-la.
- Respira! - passava as mãos nas costas de Eun.
Depois de conseguir acalmá-la um pouco ela resolveu começar a falar:
- Ele diz estar cansado de ter que levar o relacionamento às escondidas, mas não tem coragem de enfrentar meus pais, ! Então não sei o que fazer!
- E ele joga toda a responsabilidade em cima de você?
- Não exatamente! Ele fala que não vamos conseguir nunca! E isso me desanima, me joga lá no chão!
Jin torceu os lábios sentindo raiva do até então cunhado.
- Não sei! Mas estou magoada e confusa! Se ele não tem coragem de enfrentar meus pais para ficar comigo, talvez ele não seja o cara certo para mim, não acha?
umedeceu os lábios:
- Sabe, Eun, eu costumava fechar a porta do meu quarto enquanto minha mãe gritava na cozinha, aí eu aumentava o volume da música, ficava chapada e tentava não ouvir cada pequena briga, porque nenhum dos dois, nem meu pai, nem minha mãe estavam certos sobre o meu namoro!
Eun estreitou os olhos tentando entender, enquanto Jin grudava o ouvido na porta tentando entender também.
- Eu jurei que nunca seria como eles! Mas eu era apenas uma criança naquela época, eu costumava me perguntar o porquê, o porquê de eles não poderem ser felizes. Eu costumava fechar meus olhos e orar para ter uma família diferente, onde estivesse tudo bem, uma que me pertencesse de verdade!
Eun abaixou a cabeça.
- Eu penso a mesma coisa!
- Então! Quanto mais velha fico, mais vejo que meus pais não são heróis, eles são como eu! Não fazem por maldade, só querem nos poupar de passar por determinadas situações! Eles têm maturidade o suficiente para enxergar coisas que a nossa pouca idade pode não permitir naquele momento! E amar é difícil, nem sempre funciona… E há momentos em que você apenas tenta o seu melhor para não se machucar, Eun! Eu costumava ficar brava, mas agora eu sei, às vezes é melhor deixar alguém ir… Só não tinha caído a ficha ainda!
Ela assentiu com força para enquanto voltava a abraçá-la.
- Você sempre sabe o que e como falar, ! Você é incrível!
Jin sorriu enquanto encostava a cabeça na porta concordando com a irmã. Ela era incrível demais para ser real! Ele sentiu que precisava urgentemente ir ao banheiro e então resolveu tentar achar o cômodo sozinho. E conseguiu!
Bateu na porta do quarto e então ouviu um “entra” e assim o fez. Os olhos dele bateram direto em Eun, com os olhos marejados e levemente vermelhos, assim como a ponta do nariz dela. Ela fungou e desviou o olhar do irmão.
- Está tudo bem? - ele suspirou.
- Está sim! Está sim! - passou as mãos pelas costas dela - Vai lá no meu banheiro lavar o rosto!
piscou para Eun, que se levantou e foi para a suíte de . Seokjin passou os olhos pelo quarto rapidamente e então olhou para , que olhava para ele de volta. Ele se aproximou dela e então levou uma das mãos até o bolso esquerdo. Retirou um bombom de lá e ergueu na direção dela.
- Lembrei que você tinha adorado esse bombom lá em Natal, acabei achando quando rodava a cidade para resolver as coisas da galeria e comprei para você!
pegou o bombom nas mãos e então, sem mostrar os dentes, ela sorriu. Voltou a encarar Seokjin. Como era bom poder conviver com ele em paz!

- Ela comentou alguma coisa com você? - Eui perguntou enquanto eles se sentavam no sofá.
- Nadinha! E eu continuo fingindo que não sei de nada para ver até onde ela vai!
As duas riram.
- Seokjin também não disse nada! - o pai dele balançou a cabeça - Mas eu estou esperançoso!
- Eu também! Reparei eles trocando alguns olhares durante o jantar!
Willian serviu o licor no copo de Si-Woo, que complementou:
- Ele a ajudou a subir as escadas e eu acho que estão começando a criar vínculos!

Enquanto os mais velhos debatiam sobre o relacionamento de e Seokjin, os dois e Eun conversavam no quarto de , sentados na cama dela.
Seokjin observava com certa admiração nos olhos enquanto pensava no quanto aquilo tudo parecia certo… será que ele estava se apaixonando por , enfim?


Nonagésimo Quinto Capítulo - Doce

Se sentou no sofá enquanto deixava um suspiro cansado sair de seus lábios, havia pedido uma licença de mais uma semana para o chefe, já que estava com o emocional um tanto quanto abalado por causa do aniversário e da frequente saudade que andava sentindo dos pais adotivos. andava sentindo como se estivesse carregando o mundo nas costas, estava sentindo como se estivesse perdendo a própria identidade, era como se ela não se reconhecesse mais ao olhar no espelho. Se sentia uma farsa ambulante… ela não sabia quem era de verdade, não sabia suas raízes, suas origens… E foi com esse pensamento que ela passou a mão pela grande caixa preta aveludada que os pais guardavam há anos com todas as informações que eles achavam necessárias sobre os pais biológicos dela.
Retirou a tampa bem devagar, com medo do que seus olhos poderiam encontrar por lá e então a primeira coisa que avistou fora um urso de pelúcia bege, já bem desgastado e velho, porém com um cheiro doce, como se fosse algum perfume feminino bem adocicado. Ele retirou a pelúcia de lá e então passou os dedos pelo rosto do bichinho enquanto os animais se aninhavam perto dela na sala. Depositou a pelúcia ao seu lado, um dos cachorros cheirou o bicho e então ela encontrou cartas, escritas a próprio punho. reconheceu como sendo a letra do pai adotivo.
As mãos dela tremiam de nervoso e então ela abriu a primeira carta, onde se lia a cidade do Rio de Janeiro, e a data: não muito perto dos pais falecerem. matinha os olhos absortos em cada palavra que continha na primeira carta. Ali o pai adotivo narrava sobre o período de faculdade, que havia sido onde ele conhecera a mãe de e também os pais biológicos dela: Alan e Olga. Olga era colega de curso dos pais de e já namorava Alan, que era quatro anos mais velho que ela e era vereador na cidade do Rio. Alan tinha o interesse de montar uma empresa bélica, e contava com a ajuda e com a formação de Olga para que eles pudessem dar esse passo juntos.
Os olhos de marejaram pesadamente e ela levou a mão ao peito, que pareceu arder ao ler o nome dos verdadeiros pais. Ali na carta, o pai descrevia com uma riqueza de detalhes absurda como havia sido desde o primeiro contato dos quatro até eles se formarem. Pelo que o pai biológico falava, a amizade que os quatro haviam construído durante o período era inabalável e extremamente forte, o pai chegava a inclusive comentar que eles participavam dos eventos familiares um do outro, e que os consideravam muito! A carta acabou com os detalhes da formatura.
deixou algumas lágrimas escorrerem pelo rosto, e então as limpou enquanto pegava mais uma das cartas, ainda escrita pelo pai. Essa carta descrevia para a relação dos pais adotivos e biológicos após a faculdade, onde o contato fora mantido, e seguia firme e forte. não conseguia entender ainda como os pais haviam conseguido adotá-la e nem por quê. Será que os pais biológicos não estavam se sentindo preparados para tê-la e os pais adotivos por serem muito amigos, acabaram ficando com ela? E porque depois que ela nasceu, eles não continuaram a amizade? Os pais biológicos estavam mortos? Ela fechou os olhos, tentando reorganizar os pensamentos, e voltou a focar na leitura da segunda carta.
O pai agora contava sobre a ideia que os quatro tiveram de abrir a empresa que havia herdado, mas havia vendido suas ações, pois não era nada interessada no ramo de negócio dos pais. Alan sabia muito bem que os pais de Matheus - pai adotivo de - eram milionários e de uma família importante da sociedade da época, então ele propôs a sociedade. tinha pavor de armas e inclusive precisava se livrar das armas que o pai adotivo colecionava.
No decorrer da carta a empresa fora fundada e os quatro eram os principais sócios, o começo da empresa fora difícil, mesmo com o apoio dos avós de e com toda a influência de Alan no meio político. Mas o pai contava que a amizade só se fortalecia com o tempo, mesmo com as primeiras dificuldades enfrentadas pelo quarteto. E então ela leu sobre a primeira ascensão da empresa, sobre a felicidade que ambos sentiram com as primeiras grandes conquistas… depois as coisas começaram a engrenar ainda mais e o quarteto se realizava profissionalmente a cada ano.
Ainda tremendo - talvez até mais do que antes - ela chegou a terceira carta escrita pelo pai. Lá eles contaram sobre mais dificuldades que a empresa passou, e sobre como foi o casamento dos pais biológicos de . Os olhos dela voltaram a marejar com força ao ler sobre como o casamento havia sido esperado e planejado por Alan e Olga, os detalhes descritos pelo pai fizeram viajar e ter a sensação que estava lá! Ela fechou os olhos e então limpou as lágrimas teimosas e voltou a ler.
Agora o pai narrava sobre a descoberta da gravidez por Olga. Ali ela voltou a chorar copiosamente: o pai contava que a gravidez não havia sido planejada e que havia sido um descuido, pois ela não sabia ainda como funcionavam as pílulas contraceptivas que havia se esquecido de tomar durante a lua de mel. O pai adotivo detalhou ainda que era perceptível a tristeza de Alan e Olga com a gravidez indesejada e repentina. Mas ainda sim, Olga resolveu que levaria a gravidez em diante e entregaria para a adoção, já que os dois não tinham o sonho de ser pais, nem agora, nem em um futuro distante.
O pai de fez questão de destacar que naquele estágio da vida de Olga e Alan, o que mais importava era o dinheiro! Eles estavam ficando cada dia mais obcecados com ganhar dinheiro, viajar, curtir e levar vantagem. Nesse ponto o pai explicava que os ideais começaram a divergir e as primeiras brigas vieram à tona. Mas logo eles se resolviam e ficava tudo bem, o tempo ia passando de acordo com o pai as coisas iam caminhando. Até que a mãe adotiva de descobriu que não podia ter filhos e Matheus revelou que esse sempre fora o maior sonho dos dois. sentiu o peito arder outra vez com a forma em que o pai descrevia a dor deles ao descobrirem a incapacidade de Marta - mãe adotiva de - de não gerar filhos. O pai descreveu como Olga fora carinhosa com Marta quando ela descobriu e foi aí que veio a ideia: porque os dois não ficavam com ? O pai descreveu que Marta não conseguia entender como Olga não conseguia nutrir nem sequer um vestígio de sentimento pelo bebê que carregava dentro de si. se permitiu não julgar Olga em momento algum, ela também não planejava ser mãe tão cedo e entendia o fato dos pais biológicos não a quererem. Quanto a isso, não sentia raiva dos dois! Ela entendia, apesar de doer saber que havia sido tão rejeitada quando ainda não havia nem nascido, ela entendia.
A carta seguiu descrevendo como estava sendo o combinado jurídico e legal para que os pais adotivos de pudessem realmente adotá-la quando ela nascesse, e a carta terminou no sexto mês de gestação de Olga, onde o pai começou a descrever os rombos que estavam sendo descobertos nos cofres da empresa. Nesse meio tempo, o pai biológico de começou a ser investigado por corrupção pela Polícia Federal, assim como seu pai adotivo por corrupção passiva, já que eram sócios. resolveu beber um pouco de água, a boca já estava seca e ela parecia um pouco tonta. Haviam algumas mensagens no celular, de Hoseok, de , de … mas ela precisava terminar aquilo antes! Depois de beber sua água ela pegou a quarta carta.
O pai descrevia como eles começaram a desconfiar dos sócios e como as brigas só aumentavam. Os olhos dela voltaram a marejar pesadamente quando ela chegou no trecho onde os pais confirmavam que estavam sendo traídos pelos pais biológicos dela, que estavam usando a empresa para fins corruptos, além de estarem deixando um rombo nos cofres dela. A dor que o pai descreveu ter sentido era quase palpável. E então ele pulou para a parte onde os pais de tentaram fugir do país, e o desespero de Marta ao pensar que não chegaria a ver o rosto de … ela sorriu em meio às lágrimas pelo amor que a mãe adotiva já sentia por ela. Até que enfim eles são presos…Fica provado na investigação que os pais adotivos de nada tinham a ver com os atos criminosos dos sócios, mas o pai detalhou o inferno vivido por eles nesse período.
respirou fundo algumas vezes, limpou o rosto e então voltou: o pai detalhou a investigação, as visitas que faziam aos agora ex-sócios na cadeia, a luta para manter a empresa de pé, as ameaças de não entregarem para eles… as batalhas judiciais travadas e o julgamento. nasceu no hospital da prisão e dias depois foi entregue aos pais adotivos. Ela fechou os olhos e se entregou ainda mais ao choro. Depois de já mais calma, ela terminou a carta que agora somente falava de toda a alegria que havia trazido aos pais com a vida dela! Ela pensou no quanto os amava e na falta que eles ainda faziam para ela.
Dentro da caixa, havia alguns artigos de jornais da época anunciando a prisão de Alan e Olga e fotos, muitas fotos de quando o quarteto ainda mantinha relações. Fotos da faculdade, das festas, das reuniões, das comemorações em família, de Natais, viradas de ano… se pegou avaliando as fotos e observando os pais biológicos e ela se assustou ao constatar o quão parecida com Olga ela era! Passou o dedo indicador pelo rosto da mãe biológica e então fez o mesmo com os pais adotivos. Uma das últimas fotos era de Olga com , ainda recém nascida nos braços. O rosto da mãe adotiva não tinha nenhuma expressão: ela não demonstrava ódio, raiva, tristeza, felicidade, dor… nada! Mas reparou que ela segurava o bichinho que estava na caixa em uma das mãos. guardou as fotos e as cartas de volta na caixa e a tampa. Observou a pelúcia lá ao seu lado e então a pegou entre as mãos outra vez. Cheirou o bichinho e se perguntou: aquele cheiro seria de Olga?
Ela guardou a caixa no mesmo lugar de sempre e então, respondeu a , e Hoseok. Em seguida ela ligou para Namjoon… para o que ela pretendia, só ele conseguiria ajudar!
A voz grave e rouca dele soou do outro lado da linha e imediatamente marejou os olhos.
- Tá muito ocupado, Joonie?

Ele percebeu que havia algo errado no tom de voz dela e então ele saiu do escritório, fechou a porta atrás de si e caminhou para o final do corredor.
- Não! Pode falar! Aconteceu alguma coisa? Para você me ligar a essa hora da manhã com voz de choro… O que aconteceu, meu bem?
- Joonie! - ela suspirou pesadamente - Você consegue passar aqui no seu horário de almoço? Eu preciso de uma ajuda, que só você pode me dar!
- Não está no trabalho? Se estiver eu busco você para gente almoçar junto!
- Não estou! Eu pedi uma licença para tratar da mente! E aí acabei descobrindo um monte de coisas sobre meus pais biológicos…
- Mexeu no dossiê deixado pelos seus pais, ?
- Sim! - agora chorava livremente.
O peito de Namjoon ardeu com ela chorando.
- Eu estou indo para aí! Aguenta as pontas, vinte minutos e eu estou aí!
- Não! Não quero te atrapalhar!
- Você não vai me atrapalhar! Eu estou indo!
E ele desligou! voltou a se sentar no sofá enquanto abraçava as próprias pernas e escondia o rosto. Tudo dentro dela estava uma bagunça e os sentimentos pareciam estar misturados e a cada momento um deles falava mais alto na cabeça de . Exatos vinte minutos depois, Namjoon bateu na porta dela.
Assim que a abriu, ela se jogou nos grandes braços dele e logo o paletó cinza de Namjoon estava molhado com as doces lágrimas de . Ele deslizava as mãos pelas costas dela, enquanto mantinha o semblante sério. Odiava ver as pessoas chorarem, especialmente as que eram queridas para ele.
- Calma! Eu estou aqui! Respira! - ele segurou o rosto de entre as mãos - Respira!
fez o que ele pediu, respirou fundo algumas vezes e limpou as lágrimas, finalmente ficando mais calma. Os dois caminharam para a sala e então foi em direção a cozinha. O schnauzer logo começou a latir, enquanto os outros bichinhos pulavam e se aproximavam de Namjoon. Ele criou coragem e conseguiu pegar o schnauzer no colo, tentando acalmá-lo. bebia alguns copos de água enquanto percebia o cachorro começar a se acalmar nos braços de Namjoon.
- Você vai sujar seu terno! O Merlin tá imundo e vai soltar pelo!
- Vai camuflar aqui no meu terno, é da mesma cor do pelo dele! Qualquer coisa eu passo em casa e troco de terno! Agora que ele se acalmou, não vou perder a oportunidade de conquistá-lo! Agora me conta!
respirou fundo.
- Espera aqui! Vou pegar a caixa e deixar você ver com seus próprios olhos! Está com tempo?
- Tenho a manhã toda! - assentiu para ele antes de sumir pelo corredor.
Agora, já sentado no sofá, o schnauzer apenas estava deitado ao lado de Namjoon, com um olhar ainda desconfiado para o advogado, que agora não vestia mais o paletó. retornou com a caixa preta aveludada em mãos e o bichinho de pelúcia sobre ela. Sentou-se ao lado de Namjoon e então entregou a caixa para ele.
- É esse o dossiê dos seus pais? - ele ajeitou a caixa no próprio colo.
assentiu para ele enquanto mexia no bichinho de pelúcia e o olhar de Namjoon a acompanhava.
- E o que é esse ursinho?
- Não sei direito! Ele estava na caixa, bem quando abri ele foi a primeira coisa que encontrei. Aí depois ele estava numa foto, da minha mãe biológica comigo bem nos meus primeiros dias de nascida…E tem um cheiro, que mesmo guardado durante anos, não sumiu!
levou o bichinho de pelúcia até as narinas de Namjoon, que aspirou o cheiro para dentro dos pulmões. Os dois se encararam quando ele finalizou.
- É o cheiro da sua mãe?
- Adotiva não! Mas biológica, talvez! - deu de ombros.
- Me explica o que deu nessa cabecinha para você abrir isso aqui? Você estava preparada?
voltou a sentir os olhos marejados.
- Não sei se estava preparada! Mas eu precisava fazer isso! Eu não sabia quem era de verdade, Joonie! Minhas raízes, a origem da minha história, eu precisava entender tudo! Minha cabeça não estava me dando sossego esses últimos dias com isso! Desde aquele dia que fomos no cemitério! Eu venho tendo pesadelos horríveis com isso, sentindo uma saudade absurda dos meus pais, sei lá!
- Entendi! E o que tem aqui dentro além do ursinho? Fotos?
Namjoon abriu a caixa encarando os papéis e as fotos, bagunçados lá dentro.
- Tem cartas, escritas pelo meu pai adotivo numa espécie de linha do tempo, contando como eles conheceram meus pais biológicos, como montaram uma empresa juntos, e enfim. Lê, por favor!
- Tá bom! Vou ler! Qual a ordem das cartas?
se ajeitou no sofá, depositando a pelúcia em seu colo e então pegou as cartas em suas mãos, organizando-as na ordem certa para que Namjoon pudesse ler. O semblante dele estava sério. Não concordava com a atitude - da agora - loira. Ele até quis elogiar o novo cabelo e dizer que combinava demais com ela, mas não era o momento. Não achava que deveria ter mexido naquilo… mas agora ele queria entender e ajudar da forma que pudesse.
Os olhos dele passeavam atentos pelas linhas da primeira carta, e ele não esboçava nenhuma reação ao lê-las. pensou que ali, ele era o advogado Kim Namjoon, pois deveria desconfiar que ela precisaria da ajuda dele como advogado.
- Seus pais eram os donos da FAM? - os dois se encararam.
- Sim! Tanto os biológicos quanto os adotivos!
- Você herdou as ações?
- E as vendi! Não quero mexer com arma! - ela balançou a cabeça negativamente.
- Herdou as ações integrais? Já que ambos os donos tinham ligação com você?
- Herdei cinquenta por cento das ações já que existiam outros acionistas quando meus pais faleceram! Não sei o que foi feito da parte dos meus pais biológicos, provavelmente elas foram vendidas quando eles foram presos!
- Tá! Então seu pai biológico estava metido nos escândalos de corrupção da época, em que foram presos vários políticos?
- Sim! Continua lendo que você vai entender! Vou preparar um almoço para a gente!
Namjoon continuou lendo a primeira carta e então assim que acabou ele se levantou e encarou na cozinha,
- Vou até o carro pegar meus cadernos! Vou fazer algumas anotações, se importa? Você quer minha ajuda legal, não quer? Como advogado, certo?
- Certo! E como amigo também! Mas vou pagar pelos seus honorários!
- Não! Não vai me pagar nada! Vou te ajudar como amigo! Não precisamos envolver dinheiro nesse assunto, eu me recuso! Eu já venho…
vasculhou a geladeira e então retirou a carne e alguns legumes e verduras de lá de dentro, o gato já se encontrava sobre ela miando para , que se lembrou que os potinhos de comidas dos bichinhos estavam vazios. Então ela se abaixou e abriu o armário que ficava embaixo da pia e pegou o pacote de ração dos gatos. Quando ela caminhava para a varanda, Namjoon voltava para dentro da casa. Ela observou o quanto ele ficava bonito de social e sorriu. Namjoon, mesmo sem entender, sorriu de volta para ela.
- Precisa de ajuda com esse saco?
- Não! Obrigada! Pode continuar lendo aí e fazendo suas anotações!
Namjoon assim o fez, caminhou até a mesa e se sentou lá com as cartas depositadas sobre a mesa. Anotou todas as informações que achou de extrema importância sobre a primeira carta e então passou para a segunda, depois para a terceira, e enfim para a quarta. Fez o mesmo processo com todas as cartas: todas as anotações importantes registradas no caderno.
O cheiro bom da comida de já invadia a casa e então Namjoon observou o schnauzer resmungando em rosnados perto dele. O homem abaixou a mão, um pouco receoso e então acariciou a cabeça pequena do bichinho que ainda resmungava, mas recebia o carinho de bom grado.
- Acabei as cartas! Tem mais alguma coisa importante lá na caixa?
- Tem algumas fotos! Se você estiver curioso para saber como eram os meus pais! - deu de ombros ainda virada para o fogão.
Namjoon parou com os carinhos em Merlin e então se levantou, caminhando de volta para a sala. Pegou as fotos em suas mãos e começou a observá-las.
- Você é a cara da sua mãe biológica!
se virou, encarando a figura de Namjoon em pé, vendo as fotografias.
- Sim! Nós somos bizarramente, muito iguais! Especialmente quando eu estava morena!
- Sim! A propósito… - ele pausou e olhou para ela - Você ficou linda loira!
sentiu as bochechas esquentarem e sorriu sem mostrar os dentes para ele.
- Bom! Eu sinto muito! Por tudo! Sinto, de verdade!
- Eu também sinto! - voltou a olhar para a cozinha - O almoço está pronto, vamos comer?
Namjoon a ajudou a arrumar a mesa para o almoço e então os dois se serviram.
- E então? Você quer que eu descubra o quê?
- Consegue descobrir quantos anos eles pegaram de cadeia?
- Claro! Mas pela minha experiência e intuição, eles devem ter pegado entre cinco e nove anos! Sua mãe menos, porque não tinha um cargo político… Hoje os dois devem estar soltos!
- Acha que consegue informações do paradeiro dos dois?
- Do paradeiro atual? - ele suspirou pesadamente antes de levar o garfo à boca.
- Sim! - fez o mesmo.
Depois que Namjoon mastigou, ele fez que sim com a cabeça para ela.
- Quer conhecê-los? Tem certeza disso? E se isso terminar de quebrar você por dentro? E se os dois não quiserem ver você…
- Vamos lá! - ela mordeu o lábio antes de prosseguir - Eu quero conhecê-los, e bom, por enquanto tenho sim certeza! Se eles não quiserem me receber, tudo bem! Vai me quebrar por dentro, mas eu me recupero! Sou uma mulher forte! Acho que você sabe disso, você até me disse isso uma vez! Sabia que você todo preocupadinho com os meus sentimentos é a coisa mais fofa do mundo?
Namjoon sentiu as bochechas enrubescerem e então levou o garfo outra vez à boca.
- Eu gosto de você, ! Não gosto de ver as pessoas por quem eu tenho apreço sofrendo! - foi a vez dele dar de ombros tentando não parecer muito “emocionado” - Bom, eu concordo! Você é uma mulher forte! Então, se você tem certeza, eu vou providenciar para você! Quantos dias você tem de licença?
- Uma semana!
- Certo! Se eles estiverem vivos e morando em outra cidade, vamos precisar de uns três dias para que você os conheça dependendo da cidade, e de como você quer ir para lá!
- Você vai comigo, né? - ela deu mais uma garfada.
- Claro! Vou com você! Vou te acompanhar em todo o processo, sou seu advogado agora!
sorriu, achando-o ainda mais lindo!
- Bom, eu vou parar o que estava fazendo e vou dar prioridade para você! - as bochechas dele voltaram a ficar vermelhas - Eu estava começando a estudar o caso da ! Sobre o stalker que vem perseguindo-a, sabe dessa história?
- Sei! Mas ele não está preso?
- Sim! Mas continua ligando para ela e a ameaçando e a prisão não tem feito nada a respeito do caso e nem o advogado, então vou assumir daqui para frente. Mas claro que minha prioridade agora é você!
- Que bom que você vai ajuda-la! A é muito legal! Não merece ficar passando por esses perrengues! Bom, eu agradeço! De verdade!
- Hoje mesmo quando eu voltar, vou procurar o processo dos seus pais e tudo o mais! Vou tentar conseguir todas as informações ainda hoje, tá bom? Mas pode ser que não consiga hoje…
- Tudo bem! Eu confio em você, sei que você é muito competente! Quando der certo, deu!
- Fica com o coração tranquilo! O que estiver ao meu alcance, vai ser feito!
Assim que os dois acabaram com a louça, Namjoon recolheu seu caderno e guardou as cartas e fotos de volta na caixa aveludada e a entregou para .
- Vou direto lá para o fórum, e então a noite eu te dou notícias do que eu consegui! Pode ser? Já falei com alguns contatos que vão me ajudar, estão me esperando!
balançou a cabeça para ele e então Namjoon recolheu o paletó e se aproximou dela. abriu os braços para ele e então os dois se abraçaram. Namjoon apertou o corpo delicado dela com força no seu e afundou o nariz na curva do pescoço dele.
- Muito obrigada! De verdade, Namjoon!
- Não precisa me agradecer meu bem! Eu te dou notícias! Agora… - eles se separaram - Nada de reler essas cartas para ficar prolongando o sofrimento aí dentro! E nem de ficar analisando as fotos e se martirizando por ser tão parecida com a sua mãe! Porque eu conheço você o suficiente para saber que isso já está acontecendo. Me promete?
- Aí, que difícil, Namjoon! - ela torceu o lábio - Eu vou tentar dormir um pouco, que tal?
- Isso! Dorme que aí o tempo passa e quando você acordar quem sabe eu já não tenho alguma notícia para te dar?
- Tá bom! - ela selou os lábios dele enquanto segurava seu rosto.
Namjoon apertou a cintura dela, correspondendo ao selinho e então o acompanhou até a porta.

Depois ela se esforçou para conseguir dormir e finalmente conseguiu. Quando ela acordou a noite, havia algumas mensagens de Namjoon, e ela resolveu ligar para ele. Durante a ligação Namjoon contou a ela que já havia conseguido basicamente todas as informações cruciais referentes aos pais biológicos dela: além do que eles imaginavam, Alan havia pegado dezesseis anos e oito meses de prisão por corrupção ativa, lavagem de dinheiro e associação criminosa, já Olga havia pegado nove anos e dois meses por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Os dois já haviam cumprido suas penas, em presídios separados e hoje estavam em liberdade.
O coração de bateu forte e rápido durante toda a conversa.

“Eu consegui o endereço de onde eles moram hoje! Estão vivos e ainda são casados!”
Namjoon pausou por alguns segundos esperando a reação de , mas ele só conseguia ouvir a respiração dela.
“Eles estão em São Paulo, na capital mesmo! E eu já consegui um encontro entre vocês! Eles aceitaram te ver, !"
O esboço de um sorriso surgiu nos lábios de e então ela fechou os olhos.
“Você tá falando sério, Joonie?"
“Eu não brincaria com uma coisa dessas, ! Já está combinado, e nossas passagens já estão compradas e o hotel reservado! Partimos na sexta de manhã e voltamos no domingo à noite! Tudo bem para você?”

engoliu seco, sentindo de repente as mãos formigarem. Ela estava preparada para encarar todos os demônios que aquilo podia despertar dentro dela? Abriu os olhos, encarando a caixa aveludada em cima da cama. Sim, ela estava! Queria que Namjoon estivesse lá para que ela pudesse abraçá-lo.
?” - ele chamou.
“Obrigada, Joonie! De verdade! Não sei nem como te agradecer!”
“Já está me agradecendo! E bom, se isso era o que você tanto queria, eu fico imensamente realizado de te ajudar, então ótimo! Vou te mandar as informações da viagem por e-mail, ok?”


Os dois se despediram e foi para o banho. Agradeceu à Namjoon mentalmente outra vez.
No dia seguinte ela acabou acordando tarde e então foi cuidar do jardim da casa, que estava meio desleixado, depois almoçou e saiu com os cachorros para passear. Manteve contato com Namjoon, com Jimin, com Hoseok e com as amigas, contando para elas a novidade - inclusive para as novas amigas, , e - que prestaram total apoio à amiga na decisão de encarar os pais biológicos.
Quando a quinta-feira chegou, Hoseok ligou para ela ao anoitecer e ela sorriu com o número e a foto dele aparecendo no visor do celular.

“Oi, Hobi!” - ela ia aproveitar para contar para ele.
“Está tão quietinha hoje! O que foi? Fiquei preocupado e resolvi ligar! Ah e também para te fazer um convite para sábado!”
suspirou pesadamente, já que não poderia ir.
“Sábado eu não vou poder! Nem sexta, nem domingo! Vou viajar com o Namjoon!”
Foi a vez de Hoseok suspirar de volta para ela. O moreno fechou os olhos com força. Não era possível!
“Meu Deus, como o Namjoon gosta de aparecer! Ele te chamou para viajar só porque nós dois fizemos isso! Caramba, ele tá sendo bem infantil!”
Hoseok fechou a geladeira com força e fechou os olhos.
“Não foi ele quem me chamou!”
“Foi você que planejou uma viagem com ele? Tão pouco tempo depois da nossa?”
“Calma, Hoseok! Que ataque repentino de ciúmes é esse? Deixa eu falar! Não é uma viagem romântica! Ele vai como meu advogado inclusive!”
“Que? O que aconteceu? Não entendi…”
“Se você parar com esse ciúme ridículo eu vou explicar!”
“Eu não estou com ciúmes, !”
- Hoseok bufou - “Eu só achei sacanagem, só isso!”
“Eu abri o dossiê que meus pais deixaram!”

Hoseok arregalou levemente os olhos.
“Sobre seus pais biológicos?”
“É! E eu descobri que eles eram os melhores amigos dos meus pais, desde a faculdade, descobri que eles eram sócios na empresa, descobri que meu pai biológico era corrupto e usava a empresa para lavagem de dinheiro além de roubar os meus pais adotivos! Descobri que eles nunca me quiseram, que minha mãe adotiva não podia ter filhos e que veio daí a ideia de eles me adotarem!”

Ela cuspiu as informações na conversa, falava rápido e tinha os olhos marejados. Hoseok mantinha os olhos arregalados, surpreso com a chuva de informações. não deu tempo para ele:
“Eu pedi ajuda ao Namjoon, como advogado para ler as cartas, anotar tudo e descobrir o paradeiro deles, porque eu não aguentava mais esse passado obscuro me travando, agarrando a minha perna de noite e me puxando para baixo! Eu precisava saber essas coisas, eu preciso ficar cara a cara com os dois para acabar com essa dor dentro de mim, Hoseok! E o Namjoon descobriu as informações necessárias e ele mesmo comprou as passagens e reservou o hotel! Ele também é meu amigo, como você! Mas está indo comigo como um representante legal, já que foi através do trabalho dele como advogado que nós descobrimos todas as informações! A viagem não tem intuito nenhum, além de eu conhecer meus pais!”
Hoseok respirou fundo e umedeceu os lábios com a ponta da língua. Ele não podia imaginar que na verdade o Namjoon e ela só iam viajar para que ela pudesse enfim acabar com todos os fantasmas do passado! Ele não sabia o que dizer depois do papelão que havia prestado.
“Entendeu? Ou vai dar mais um ataque de ciúmes?”
“Eu entendi, ! Me desculpe! Foi só minha autodefesa! Eu sinto muito que os seus pais não tenham ficado com você! Sinto muito que você tenha descoberto tantas coisas ruins deles! Lamento muito, de verdade!”
limpou as lágrimas que desciam por suas bochechas.
“Não precisa ficar no modo defensivo todas as vezes que eu falar do Namjoon, e me atacar!”
“Desculpe!”
- foi o que ele conseguiu dizer - “Se eu puder ajudar de alguma forma, é só me falar! Eu sei como você deve estar se sentindo, também passei por uma rejeição fraternal!”
“Sei que você como ninguém deve me entender! Agradeço! Você é muito importante para mim!
“E você para mim! Bom, você deve estar arrumando sua mala e suas coisas para viajar… então vou deixar você cuidar disso! Que horas vocês vão? Cedo?”
“Isso! Bem cedinho…”
“E para onde? Onde eles moram?
“São Paulo!”
“Capital?”
“Uhum! Me deseje sorte!
“Boa sorte, ! Que corra tudo bem entre vocês! E quando chegar, me avise!”


concordou em avisar e então eles desligaram. A cabeça dela agora latejava: além de tudo ela ainda precisava dar um jeito no que sentia pelos dois! Mas, um passo de cada vez.
Os dois se encontraram no aeroporto e o abraçou com tanta força que Namjoon achou que ela fosse quebrá-lo. Ali, com ela dentro do abraço dele, Namjoon freou os pensamentos: precisava pelo menos por enquanto manter-se profissional! Afinal de contas ele iria representá-la como advogado quando o momento do encontro chegasse, o amigo que arrumou tudo não sabia que ele tinha nenhum vínculo emocional com . “Vínculo emocional?” ele pensou enquanto balançava a cabeça. Os dois eram amigos que transavam, e ele repetiu essa sentença na cabeça algumas vezes, inclusive quando eles entraram no avião.
Já no hotel, Namjoon entregou o cartão magnético do quarto de para ela, que olhou confusa para ele.
- Acho que você precisa ficar sozinha! Então peguei quartos separados, tudo bem?
não entendeu a lógica dele, mas assentiu que sim enquanto segurava o cartão perto do peito. Namjoon reparou no quão pequena e frágil ela parecia ali diante dele e ele desviou o olhar dela. sempre se mostrou tão forte que ele se assustou ao ver aquela imagem.
- Tá bom!
- Eu bato aqui quando for a hora de a gente ir, ok?
- Ok! Mais uma vez, obrigada!
- Descansa um pouco! Vai ser depois do almoço! Eu bato aqui lá pelas onze e meia para a gente sair para almoçar em algum lugar e aí nós vamos! Você precisa estar preparada, porque a gente não sabe como eles vão te receber, mesmo topando o encontro!
- Tá bom! Tem razão!
Ela acenou para ele quando entrou em seu quarto e ele acenou de volta antes dela fechar a porta.
Namjoon deu duas batidinhas na porta e então gritou de dentro do quarto que só estava terminando de calçar o sapato. Assim que ela abriu a porta, quase caiu para trás ao ver Namjoon trajado com a camisa social branca, a calça preta mais justa um pouco nas pernas, - mas sem deixar de ser social - os óculos de grau perfeitamente ajustado no rosto e a pasta. Ele conseguia ficar ainda mais atraente “vestido de advogado”.
- Pegou tudo?
ainda meio embasbacada com a beleza dele, assentiu.
- Pode ser que faça frio! O tempo aqui muda toda hora! Não é melhor você pegar um agasalho?
Ele passeou os olhos pelos ombros expostos pela blusa fina de alcinha que ela usava.
- Ah! Vou pegar então, espera só um segundo!
voltou para dentro do quarto e ele a observou se agachar perto da mala, procurando pela blusa. O peito dele tamborilava, e ele tentava se acalmar a todo custo. Por que estava tão nervoso assim perto dela?
Já no restaurante os dois conversaram sobre a cidade, ela disse que havia gostado do que tinha visto dela por enquanto, que lá era muito diferente do Rio etc. Namjoon resolveu entrar num assunto que podia ser delicado.
- Você tem interesse num exame de DNA?
- Por quê? - ela virou um pouco a cabeça, curiosa pela pergunta.
- Porque seus pais têm bens! Bens que eles construíram depois que saíram da cadeia! Eles tem uma vida boa, ! E você é a herdeira direta deles! Se a gente fizer um DNA, fica comprovado isso e quando eles se forem, você herda!
- Eu não sei se quero!
Ela remexeu a comida no prato, não havia dado uma garfada sequer desde que o prato chegara.
- É um direito seu! E eu acho justo, por todos os danos mentais que isso tudo te causou e pode vir ainda a te causar depois desse encontro! Eu estou disposto a entrar com o processo para você!
- Eu posso pensar? E te responder quando a gente voltar?
- Claro! Claro! Mas eu não vou desistir fácil, caso você diga que não. E modéstia parte sou bom nos meus argumentos… não sou advogado à toa!
sorriu enquanto levava o copo de refrigerante aos lábios.
- Você não vai comer?
- Eu não estou com muita fome!
- Tem que se alimentar! Vamos ficar três dias aqui!
- Vou tentar! - ela finalmente levou um pouco de comida até a boca.

Já dentro do carro alugado por Namjoon, um carro elegante até demais para o gosto de , a caminho do endereço dos pais biológicos, ela encarava a cidade passando diante de seus olhos enquanto a cabeça borbulhava de sentimentos e os olhos marejavam. Namjoon também estava nervoso e encarava o volante e os semáforos. Ele sentia que aquele encontro não seria tão amigável e que os pais poderiam ser hostis com .
Quando eles desceram do carro, vislumbrou a imponente casa a sua frente com os portões de grade azul, um carro grafite na garagem, uma rede e um jardim. Os olhos dela voltaram a marejar com força e então Namjoon encontrou-se com o amigo que havia o ajudado a contactar os pais de . Por coincidência ele era sobrinho dos pais de e consequentemente primo dela. Mas Namjoon não sabia se aquela informação deveria ser passada para ela. Mas com os dois ali, encarando um ao outro como ele explicaria quem era o amigo?
Eles se cumprimentaram e o homem olhou para logo em seguida.
- , esse é o Diogo! Meu contato que providenciou esse encontro! Nós nos formamos juntos, somos colegas de profissão e fomos muito próximos na época da faculdade e hoje ele atua aqui! E, bom…
Namjoon umedeceu os lábios.
- Por uma grande coincidência do destino, somos primos, !
- Como assim? - franziu a testa.
- Namjoon me pediu ajuda com o caso, e no meio das informações que ele me passou, coincidentemente nós descobrimos que somos primos! A Olga e o Alan são meus tios! Na verdade, sua mãe é irmã da minha mãe! E eu e o Namjoon só descobrimos isso quando ele me passou as informações!
passou as mãos pelas têmporas, começando a ficar atônita com a informação.
- Uau! Você não me contou isso!
Ela olhou para Namjoon, e riu, nervosa.
- Achei melhor vocês se conhecerem primeiro! - ele mentiu.
- Eu que cuido dos seus pais! Assim, meio a força digamos! Porque eles não tiveram mais filhos e eu já preciso te adiantar que eles não são dos mais dóceis, ok? Nem comigo!
- Ah! Tudo bem! Eu não vou demorar muito! Não estou aqui para tentar criar vínculo com eles, sei que é tarde demais para isso! Só quero olhar para os dois e completar a última peça faltante desse quebra cabeça interno aqui dentro de mim!
- Certo! Eu tenho a chave da casa, vamos?
- Não é melhor você entrar, avisar que estamos aqui e aí nós entramos?
- Você acha melhor assim? - Diogo perguntou para Namjoon, mas olhava para -
- Acho!
Quando Diogo abriu o portão e sumiu das vistas dele, passou as mãos pelo rosto, tentando se acalmar.
- Me desculpe por não ter contado! Eu não soube como te dar essa notícia!
- Tudo bem! Isso é o menor dos meus problemas e preocupações agora!
Os dois se olharam e sorriu sem mostrar os dentes.
- Você é forte, ! E sabe disso! Use a sua força!
balançou a cabeça positivamente para ele.
- Sei que você está sendo profissional, que está aqui como meu advogado, e tem agido assim desde que pisamos no avião, mas posso te pedir uma coisa?
- Claro! - Namjoon ajeitou o óculos.
- Depois que nós dois sairmos daqui, você pode voltar a ser apenas o meu amigo? Eu vou precisar!
Namjoon sentiu o coração partir em vários pedacinhos com o pedido. Ele não podia negar!
- Posso! Prometo! - ele tocou a mão dela rapidamente.
O “primo” apareceu, indicando que eles já podiam entrar. sentiu as pernas vacilarem momentaneamente enquanto entrava pelo portão e então ela soltou o ar preso nos pulmões. Namjoon seguia atrás dela.
A sala da casa era muito bem decorada, com vários vasos, esculturas e quadros. O sofá parecia confortável e ocupava quase toda a extensão da sala, a TV… ela seguiu os passos do primo até chegarem na parte dos fundos da casa.
vislumbrou a mãe sentada numa cadeira de balanço, vestida elegantemente e com uma maquiagem leve no rosto. olhou bem nos olhos da mulher e se viu no futuro, como se encarasse um espelho…
Ela parou em pé, encarando a mãe e então desviou o olhar para o homem sentado ao lado dela. Os dois tinham as mãos dadas, o homem tinha os cabelos longos, não havia nenhuma barba ou bigode como havia imaginado… mas ele usava óculos de grau e uma camisa social de cor clara. não conseguiu sentir nada por ele… nada.
Engoliu seco e então o primo pigarrou.
- Tia! Tio! Essa é a ! E esse é o Namjoon, meu amigo e advogado da !
Os três ficaram se encarando durante segundos a fio.
- Você é realmente muito parecida comigo, !
A mais velha passeou os olhos por ela, acabou repetindo o gesto da mãe e passeou os olhos por si mesma.
- Eu me lembro de pensar no quão delicada você era quando nasceu! Não me enganei!
- O que você veio fazer aqui atrás de nós?
O pai cortou. engoliu seco, parecendo a mulher mais covarde do mundo. Ela simplesmente não sabia o que dizer. Namjoon encarava e então foi a vez dele pigarrear, como se quisesse tirar do transe que ela se encontrava.
- Eu precisava ver vocês! Para conseguir seguir minha vida finalmente!
- E por algum acaso Matheus e Marta chegaram a te contar toda a história antes de falecerem?
- Como vocês sabem que eles faleceram? - mirou o primo e depois mirou Namjoon.
- Nós até fomos ao enterro… só que provavelmente você não soube que éramos nós! Estava muito abalada e não deveria nos conhecer ou nos reconhecer!
arregalou bem os olhos. É claro que ela não lembraria, aquele dia havia sido um dos piores de sua vida, ela mal se lembrava das amigas lá!
- Tínhamos amigos em comum, amigos não! Conhecidos, que nos avisaram! - o pai respondeu - Nós amávamos os seus pais! Mesmo depois de toda essa história que tivemos, mesmo que tenhamos deixado muitas cicatrizes… eles eram nossos melhores amigos!
- Nós queríamos nos despedir, só isso! Não precisa se ofender!
- É!
- Não me ofendi! - ela umedeceu os lábios - Vocês tinham esse direito! Por que vocês nunca me procuraram? Mesmo depois da morte deles…
Ela viu os pais se encararem.
- Não tínhamos nenhum motivo, ! Que vínculo nós poderíamos ter? Depois de você já ser uma mulher feita, adulta, criada, com a vida pronta!
- Não sei o que o Matheus e a Marta te falaram, mas nós nunca quisemos filhos! Tanto que não temos! E bom, a gente não quis te procurar! É simples! Não tínhamos por que criar vínculo! Nada contra você em específico, querida!
O pai complementou as falas de Olga. sabia que eles tinham razão nos argumentos, tinham razão em não querer procurá-la. Mas aquela sensação tão explícita de rejeição fez ela se sentir mal. A única coisa que ela conseguiu fazer foi balançar a cabeça para eles.
- Você trouxe um advogado porque pretende entrar com algum processo? Digo, você tem direito a uma herança…
- Não! Não foi esse o intuito em específico.
- Só vim me assegurar de como seria o encontro! - Namjoon respondeu, seco - Mas sobre um possível processo, eu estou convencendo a minha cliente a entrar! Espero que vocês não dificultem o processo, caso ele aconteça!
encarou os pais que fuzilavam Namjoon com o olhar. E então achou melhor encerrar o tal encontro por ali. Ela já havia visto e ouvido o suficiente.
- Bom! Eu já vou indo então! Obrigada por terem me recebido esses minutos!
Ela se virou, já pronta para andar de volta para dentro da casa.
- Espera um minutinho, ! - ela ouviu a voz da mãe - Eu quero te entregar umas coisas!
- E o que seriam? - Namjoon perguntou.
- Coisas pessoais que dizem respeito somente a ela, senhor advogado! Não estou infringindo nenhuma lei, e com todo o respeito, se o doutor puder aguardar aqui! viu Namjoon travar o maxilar, o típico sinal de que ele estava insatisfeito ou com muita raiva.
- Tranquilo, Namjoon! Não deve demorar muito, eu também não quero demorar mais aqui!
Ela viu a mãe se levantar da cadeira e soltar a mão de Alan e então ela passou por , que a seguiu.
- Eu odeio advogados! Ele é só seu advogado mesmo?
- Por que essa pergunta? - seguia a mais velha pelo corredor escuro da casa.
- Ele pareceu muito protetor. O olhar dele… ele é um homem bonito, se for seu namorado você tem bom gosto!
- Ele não é meu namorado!
- Você parece ser namoradeira! - a mãe riu.
franziu a testa, a mulher parecia ser completamente alheia às coisas, e ela parecia agir como se ainda fosse uma mulher jovem…
- Eu não sou! Bom, o que são as coisas que você quer me entregar?
- Eu tenho aqui algumas cartas que sua mãe e seu pai, nos enviaram enquanto estávamos presos! Elas só falam de você praticamente, acho que você deve ficar com elas! Para saber que os dois eram pessoas muito boas, e amavam você incondicionalmente! Junto às cartas tem fotos suas também! Eles pararam de nos mandar cartas quando você fez dezesseis anos! E tem também umas roupas suas, de quando você era bebezinha, recém-nascida mesmo! Caso você queira ter filhos, ou tenha, pode usar com eles ou mostrar como lembrança! Não sei como funcionam essas coisas! Mas parece que as mães gostam disso, né?
Olga deu de ombros enquanto abria uma gaveta e pegava uma caixa, idêntica a caixa do dossiê deixado pelos pais adotivos.
- Eu não tenho filhos… - encarou a caixa.
- Tá bom! Faça o que quiser então! Toma!
, em estado quase automático, pegou a caixa das mãos de Olga.
- Posso fazer uma última pergunta?
- Diz! - a mãe colocou as mãos na cintura.
- Tem um bichinho numa caixa igual a essa, deixada pelos meus pais… e ele tem um perfume doce, que não era o da minha mãe, e esse bichinho aparece numa foto nossa…
- Um urso de pelúcia?
- Isso!
- As guardas da cadeia me deram, para entreter você até você e eu sairmos do hospital! Você chorava muito e eu não tinha paciência!
- Ah! - engoliu o choro.
- O cheiro é meu! Elas colocaram porque diziam que o cheiro da mãe acalmaria você! Já que eu não pegava muito você, além de pegar para amamentar…
sentiu o peito e a garganta arderem. Ela não falou mais nada, apenas saiu do quarto. Namjoon a aguardava na sala, ao lado do amigo e do pai. Eles estavam em silêncio, e o maxilar de Namjoon continuava travado.
Ela assentiu para ele então olhou para o pai. Que desviou o olhar. O primo acompanhou e Namjoon até o portão. Ela não falou mais nada, não olhou para trás, só queria ir embora dali o mais rápido o possível.
Já perto do carro de Namjoon o tal primo tocou o braço dela.
- Eu sinto muito!
- Tudo bem! - ela engoliu seco.
- Será que eu posso pegar o seu contato? O Namjoon não quis me passar…
Diogo olhou para Namjoon que travou ainda mais o maxilar.
- Desculpa, Diogo, mas tem necessidade? Acho que a minha cliente só vai sofrer ainda mais com qualquer tipo de vínculo com você ou com os seus tios!
- Claro que tem, Namjoon! E se eu quiser manter contato? E se eu quiser conhecer a melhor? Ela é minha prima!

O homem parecia estar ofendido.
- A decisão é sua, ! Diogo, eu agradeço mais uma vez pela ajuda prestada! Se você precisar de qualquer coisa, é só me falar!
- Eu agradeço também! Até breve!
Namjoon destravou o carro e então entrou nele. analisou o primo, ele parecia estar sendo sincero.
- Toma o meu cartão, ! Se você quiser contato, pode me chamar! E eu sinto muito mais uma vez!
- Tudo bem! Obrigada pela ajuda! - Diogo depositou o cartão no bolso da frente da calça jeans de .
Quando ela entrou no carro, os olhos de Namjoon pousaram na caixa no colo dela.
- Quer ir direto para o hotel?
- Quero, por favor!
Namjoon a obedeceu, e eles ficaram em silêncio. O advogado sabia que ela precisava daquele silêncio. Quando os dois entraram no elevador, Namjoon resolveu perguntar:
- Sua mãe disse o que tinha nessa caixa?
- Disse! São cartas que os meus pais enviaram para ela na prisão, falando sobre mim e sobre meu crescimento. Ela disse que tem fotos minhas também, até os dezesseis anos! E algumas roupas minhas de recém nascida!
Quando eles chegaram até o andar que estavam hospedados, suspirou pesadamente.
- Você acredita que ela disse que o ursinho de pelúcia que estava na caixa deixada pelos meus pais foi um presente das guardas da penitenciária para me acalmar, porque eu chorava demais e ela não tinha paciência! E que ela só me pegava para amamentar…
Namjoon viu os olhos grandes de marejarem pesadamente. Ele não sabia quais palavras usar para confortar a amiga, então a abraçou com força.
- Eu não queria julgá-los! Porque eu entendo não querer ter filhos, mas sei lá! Tá doendo, sabe? É um sentimento ruim, que nunca senti antes!
- Eu sei! Eu imagino o quanto isso tudo está te machucando! Por isso eu não achei certo você ter remexido nisso tudo! Era um assunto que tinha que ter ficado guardado dentro daquela caixa!
Os dois se separaram e então Namjoon limpou as lágrimas que desciam pelas bochechas rosadas dela. apertou a caixa perto do peito enquanto sentia o quente dos dedos de Namjoon passarem por suas bochechas.
- Eu vou entrar! Vou ver as cartas que meus pais escreveram, depois vou tomar um banho!
- Você quer jantar aqui no hotel mesmo, ou quer sair?
- Tanto faz! - deu de ombros enquanto procurava pelo cartão magnético dentro da bolsa com uma das mãos - Mas que droga, onde foi que eu botei o cartão?
Ela bufou e Namjoon segurou o pulso fino dela.
- Vem para o meu quarto, para você procurar com mais calma! - Namjoon mostrou o cartão magnético para ela.
Os dois entraram e depositou a caixa preta aveludada sobre a grande cama de casal do quarto e então começou a vasculhar a bolsa em busca do próprio cartão. Namjoon acariciou os cabelos dela, enquanto a observava.
- Está aqui! Obrigada! Por tudo! Você tem sido incrível!
- Fica aqui um pouco! Lê essas cartas aqui, não quero deixar você sozinha para fazer isso!
- Tem certeza? - ela se virou de frente para ele.
- Tenho! Eu prometi que quando a visita acabasse, eu não seria mais o advogado, lembra?
balançou positivamente a cabeça enquanto Namjoon ainda enrolava os cabelos curtos dela entre os dedos. Os dois encostaram as testas e Namjoon respirou fundo.
- Eu os odiei! Odiei a maneira que olharam para você, de cima para baixo, como se você fosse um animal exótico! Odiei a forma que eles trataram você… Como se você não fosse ninguém!
engoliu seco e então fechou os olhos. Namjoon selou demoradamente os lábios dela e então os dois voltaram a se abraçar.
Ela se ajeitou na cama dele enquanto ele tomava banho e então ela abriu a caixa. Segurou as fotos nas mãos e então sorriu ao se ver bebê e criança outra vez. Aquelas fotos provavelmente haviam sido tiradas unicamente com o intuito de serem enviadas para os pais biológicos dela, já que ela nunca havia visto aquelas fotos antes. Depois de organizar as fotos sobre a cama de Namjoon, ela passou para as cartas. Ela terminava de ler a primeira, já com as lágrimas correndo livremente pelo rosto quando Namjoon saiu do banho, já vestido.
Ele observou concentrada lendo o papel, com as lágrimas descendo pelo rosto. O coração dele apertou. Se ajeitou ao lado dela na cama e então ele se pôs a observar as fotos dela, dispostas pela cama. Ele sorriu, genuinamente ao ver bebê e então pegou uma das fotos nas mãos.
- Você sempre foi bonita! Desde bebezinha! Ah! Olha isso! - ele levou a foto até ela.

sorriu para ele, limpando o rosto. Ela estava demasiadamente grata ao homem ao seu lado então, o abraçou outra vez, pegando-o de surpresa.
- Você tem certeza de que quer ler todas essas cartas? Não quer dormir um pouco? Descansar a cabeça desse assunto algumas horas?
passou as mãos pelo rosto, sentindo as têmporas doerem.
- Acho que vou aceitar sua sugestão e dormir um pouco!
- Dorme! Eu acordo você depois para comer alguma coisa! Precisa comer, você não almoçou nada!
- Não sinto fome! - deu de ombros enquanto juntava as fotos.
Antes de guardar de volta na caixa, ela observou os três bodys minúsculos dentro da caixa, havia dois sapatinhos de crochê lá dentro também. Ela passou as mãos sobre eles.
- Tão pequenininhos! Isso cabia em você?
- Acho que sim! Eu era bem miudinha! - os dois se olharam.
- Você vai guardar?
- As roupinhas? - Namjoon assentiu - Acho que sim! Às vezes as meninas resolvem ter filhos um dia! Posso dar para elas!
Os dois riram e então fechou a caixa e se levantou.
- Aonde você vai? - ele pareceu se desesperar e riu outra vez.
- Vou por a caixa ali! Calma! Você quer que eu fique aqui?
- Quero! Debaixo dos meus olhos! Para você não me enganar e se acabar de chorar lendo essas cartas!
- Me vigiando? - ela ergueu uma sobrancelha enquanto voltava para a cama dele.
- Você está me obrigando, mocinha! - Namjoon cobriu os dois quando ela se deitou.
Namjoon dedilhou o rosto delicado de enquanto ela pegava no sono. O coração dele começou a acelerar e ele fechou os olhos com força: não queria se apaixonar por ela! Precisava fugir daquele sentimento, aquilo não era para ele!
Ele se sentou na cama, se livrando do edredom logo em seguida e ainda meio sonolento ele pegou o celular na mesinha que estava ao lado da cama e olhou as horas. Eram quase sete da noite, os dois haviam apagado. Voltou a se deitar ao lado de na cama e então encostou o nariz no dela.
- Ei! - ele chamou enquanto acariciava o rosto dela - São quase sete!
abriu lentamente seus olhos e então encarou o rosto inchado de tanto dormir de Namjoon. Ela sorriu abertamente: ele era lindo!
- Vou levantar! Vou tomar um banho e terminar as minhas cartas!
- Ah, não! Não! - ele protestou se levantando junto com ela - A gente vai sair! - Sair? - ela mudou o semblante para desanimado ao extremo ao invés de só desanimado.
- Sair! São Paulo é incrível, ! Você precisa conhecer a noite paulistana, tem tudo a ver com você!
gargalhou enquanto se abaixava para pegar o tênis.
- Um advogado nato!
- Tem um restaurante que quero muito que você conheça! Ele me lembra o restaurante que jantamos no encontro armado pela ! Eu não vou deixar você ficar presa num quarto de hotel chorando por causa de dois velhos que não ligam para você!
voltou a gargalhar.
- Vai tomar um banho e se arrumar, oito horas eu estou batendo lá para a gente sair! De lá tem outro lugar que quero levar você! Vai ser incrível, eu prometo!
sorriu para ele, que selou os lábios dela outra vez.

O jantar foi super divertido e agradeceu mentalmente por Namjoon ter insistido tanto para que eles saíssem. O restaurante era ainda mais incrível do que Namjoon tinha feito ela imaginar. Namjoon parecia estar mais leve, mais tranquilo e aquilo fez a cabeça de dar mais um nó.
Depois os dois foram para uma espécie de mirante, onde poderiam apreciar a vista. A cabeça de estava escorada no peito de Namjoon enquanto os dois vislumbravam o céu de São Paulo deitados no banco do carro, com o teto solar aberto. Namjoon estranhamente se sentia em paz, com as coisas eram assim. Ela fazia com que a mente congestionada e o peito carregado do advogado se esvaziassem instantaneamente assim que eles se encontravam. Aquilo o assustava, não importava quantas vezes acontecesse, Namjoon sempre se assustava com o quão em paz ele conseguia ficar na presença dela.
Ele sabia da conexão incrível que tinha com Hoseok, mas ainda assim o advogado a sentia completamente dele quando os dois estávamos juntos. Só que com Namjoon parecia ser diferente, as coisas eram mais carnais… Enquanto que com Hoseok e , as coisas pareciam envolver sentimentos um pouco mais profundos e ele fingia - muito bem, diga-se de passagem na opinião dele - que isso não o abalava, ou que ele não sentia uma espécie de inveja, ou ciúmes de Hoseok. Namjoon havia jurado para ela e para si mesmo que não queria mexer no que os dois tinham, assim que soube que ela também saia com Hoseok. E para ser bem sincero, no começo Namjoon não se abalou de saber que ela estava confusa entre os dois, afinal de contas o que ele e tem nunca foi um compromisso, e ele estava satisfeito.
Namjoon se atreveu a desviar o olhar do céu para ela, que mantinha uma das mãos em seu peito, que agora, subia e descia com a respiração um pouco mais descompassada. Em alguns segundos o olhar de cruzou com o dele, e ela sorriu. Ele segurou seu rosto aproximando suas bocas e então a beijou. O gosto das cervejas que eles haviam tomado invadiu a língua de Namjoon, enquanto ele sentia o corpo todo reagir com um simples beijo.

Os dois adentraram o quarto dela e Namjoon se jogou na cama exausto e ainda com o zumbido do som da boate que eles foram depois do mirante ecoando em seus ouvidos, então ele viu caminhando rumo ao banheiro. Quando Namjoon adentrou o cômodo, ela já se banhava de olhos fechados e cantava baixinho uma canção qualquer. Os pequenos olhos de Namjoon passearam pelo corpo nu de , e ele pensou em como conseguia a achar ainda mais atraente e bonita a cada vez que a via nua. encarou os olhos de dragão de Namjoon e então o homem se aproximou do box.
- Não vai entrar? Vai ficar só olhando? - o sorriso que surgiu nos lábios de acendeu Namjoon.
Ele jogou a camisa no chão do banheiro mesmo e rapidamente, também já nu, se juntou a ela no chuveiro. Os braços de o envolveram no pescoço e ele a abraçou pela cintura. Namjoon fechou os olhos quando sentiu a água quente do chuveiro atingir sua cabeça, cabelos e rosto. afundou a cabeça em seu peito. Aqueles momentos entre eles, eram raros, normalmente os dois já estariam se beijando e se provocando. O advogado resolveu deixa-la ali, e se permitiu aproveitar o momento. Mas quando os narizes se encostaram, Namjoon explodiu: beijou com força.
Ele deixou que suas mãos descessem pela lateral do corpo de , que agora ficava na ponta dos pés para colar ainda mais o corpo no dele. Namjoon a segurou firmemente pelo bumbum e pode senti-la rir vagarosamente entre o beijo, e ele fez o mesmo. Desceu os lábios pelo pescoço molhado de enquanto sentia seu membro endurecer debaixo da água quente. As unhas dela deixavam deliciosos arranhões por toda a extensão da nuca de Namjoon, enquanto ela suspirava baixinho, próximo ao seu ouvido.
Namjoon mordeu o lóbulo de sua orelha, enquanto continuava descendo as unhas por suas costas. Voltou a colar a boca dela na sua enquanto segurava sua nuca com precisão.
- A gente podia terminar isso num lugar mais confortável, não? - ouviu ela sussurrar contra um de seus ouvidos.
Logo as pernas dela já estavam envolvidas nos quadris de Namjoon e ele caminhava com ela de volta para o quarto. Namjoon sentia que o corpo dele parecia querer pegar fogo todas as vezes em que peles nuas dos dois se encostam uma na outra.
Com o corpo sobre o dela, as bocas se encontraram outra vez e ele sentiu as mãos delicadas dela apertarem sua cintura e as línguas disputavam o comando.
- Por que todas as vezes que eu toco você, parece sempre a primeira?
sorriu com os olhos fechados e os lábios vermelhos, e então Namjoon voltou a deixar beijos molhados por seu pescoço.
- Por que todas as vezes que eu toco você, parece sempre a primeira?
sorriu com os olhos fechados e os lábios vermelhos, e então Namjoon voltou a deixar beijos molhados por seu pescoço.
Namjoon foi descendo com os lábios até que alcançou um de seus seios, já intumescido e então o envolveu com a língua quente. Ouviu soltar um gemido que logo foi abafado por ela mesma, mordendo o próprio lábio enquanto arqueava as costas. Ele deixou que sua boca e língua trabalhassem por lá enquanto se deliciava com os gemidos que saíam da boca de . O homem vislumbrou as mãos dela agarradas ao lençol da cama e então ele deixou que seus lábios abocanhassem agora o seio direito de . Os gemidos dela ficaram mais audíveis e fizeram o membro de Namjoon pulsar. Ele sentiu as mãos dela suavemente subirem para seu rosto para colar os lábios dos dois novamente.
As pernas dela abraçaram a cintura de Namjoon e ele entendia os sinais que o corpo dela dava ao dele, ele sabia o que queria… e queria tanto quanto ela. Apertou com força uma das coxas de , e então eles soltaram os lábios.
- Preciso de você, Joonie, eu já aguentei a noite toda! Quero você dentro de mim! - as mãos dela puxaram seus cabelos pretos com força.
Namjoon apertou os olhos com a intensidade do puxão, mas não conseguiu deixar de sorrir. Ele se desvencilhou das pernas de e então foi até o banheiro para pegar o preservativo dentro da carteira. Quando voltou com ele, o arrancou com pressa das mãos de Namjoon abrindo o pacote com os dentes, fazendo o homem olhá-la com ainda mais desejo.
Rapidamente já vestia o membro de Namjoon enquanto mantinha os olhos dentro dos dele. Se beijaram outra vez, com ainda mais urgência um do outro, e Namjoon se sentou na cama, trazendo-a consigo. Os lábios não se desgrudaram nem enquanto ela se sentava sobre o colo dele. Com o membro já posicionado em sua entrada, ele a ouviu gemer outra vez enquanto entrava dentro dela, bem devagar.
Com os olhos fechados, Namjoon sentia a intimidade dela, molhada, o engolindo aos poucos. Deixou que um gemido rouco e sôfrego saísse dos seus lábios, Namjoon sabia que ela gostava quando ele os soltava. As mãos dela se apoiaram em seus ombros, e gradativamente aumentava o ritmo dos quadris, fazendo-o enlouquecer aos poucos.
- Eu nunca me senti assim com ninguém, ! - encostou os lábios aos dela enquanto confessava.

Ela apenas gemeu em resposta enquanto aumentava as investidas em cima de Namjoon, fazendo o advogado apertar ainda mais os olhos. As mãos dele, que antes estavam em suas costas, desceram para a cintura fina e delicada de . Apertou com força o lugar enquanto ela mordia o lóbulo de sua orelha. Os quadris dela agora se moviam lentamente, como se ela quisesse torturar Namjoon e ele sentia que não aguentaria e poderia gozar a qualquer momento. Com o rosto dela ainda próximo de seu ouvido, ele a ouvia gemer.
- O que a gente tem é muito especial para mim! - segurou o rosto dela entre as mãos forçando-a encará-lo.
Os olhos dela se fecharam e encostou a testa na de Namjoon, logo os lábios já estavam colados enquanto ela voltava a rebolar gradativamente mais rápido, fazendo Namjoon perder a sanidade.
- Joonie! - ela gemeu enquanto afundava o rosto na curva do pescoço do homem - Eu estou quase!
Namjoon segurou seus quadris com força, passando a ajudá-la com os movimentos, sabendo que logo ele também chegaria lá. Quando sentiu as paredes úmidas dela lhe apertarem, dando indício de que ela estava chegando, ele confessou:
- Eu não vou deixar ninguém separar a gente!
E juntos, os dois chegaram, não sem antes colar os lábios um no outro outra vez.
Deitada no peito do advogado, e já prontos para dormir, ele sentiu as mãos dela lhe acariciarem o rosto.
- O que a gente tem é muito especial para mim também, Namjoon!
Namjoon engoliu seco, se lembrando das coisas que havia confessado enquanto eles transavam. Quando olhou para ela, já dormia. Ele sussurrou para que só ele pudesse ouvir:
- Nunca acredite no que eu te juro quando você está em cima de mim…

Namjoon se encontrava andando sem rumo pelas ruas de São Paulo próximas ao hotel em que eles estavam hospedados, não havia acordado , pois ele precisava de um tempo para si mesmo. Ainda que quinze minutos sozinho! Ele havia sonhado com um casamento: o dele e de e aquilo havia feito Namjoon perder o sono. Durante a madrugada a cabeça ficava repassando as cenas dos dois e ele se ouvia falando as coisas que havia dito no auge da luxúria.
Se pegou pensando até que ponto aquelas frases ditas por ele eram de fato pelo êxtase do tesão que ela o fazia sentir e até que ponto elas realmente significavam aquilo que foi dito. Ele se distraiu com as pessoas andando de bicicleta pela Avenida Brasil, e subitamente quis que estivesse a seu lado, para que pudessem andar juntos. Abriu a conversa dos dois no Whatsapp e então ligou para ela. Enquanto ela não atendia, sussurrou para que só ele pudesse ouvir mais uma vez:
- Hoje eu acordei lembrando do que o amor já fez comigo... Eu não posso ser seu, !
Ela atendeu: “Onde você tá Joonie? Acabei de tomar meu café, procurei por você rapidamente aqui pelo hotel e me disseram que você tinha saído! Quer ficar sozinho? Eu espero por você no quarto se quiser meu bem!”
O quanto Namjoon amava quando ela o chamava de “meu bem”...
- Me encontra aqui na Brasil! Estou pertinho do hotel, não tem erro! Quero te ver, agora, ! Vem para cá! Não demora!
“Eu não posso ser seu, eu não posso ser seu, eu não posso ser seu.” repetiu na própria mente enquanto tentava se controlar.
Juntos, os dois andaram de bicicleta pela ciclovia da Brasil, com ela na garupa, já que não sabia andar de bicicleta. Depois pararam para almoçar em um restaurante típico de comida coreana. Enquanto ela olhava o cardápio, Namjoon se pegava pensando em como os dois riam juntos um do outro, e em como de fato em alguns momentos ela parecia o conhecer de outras vidas… Droga! Aquilo tudo assustava Namjoon! E ainda assim ele queria estar com ela o tempo todo quase…

- Que foi? - perguntou, tirando Namjoon de seus devaneios.
- Você é linda! - se contentou em responder.
As bochechas dela ficaram levemente coradas, e ele sorriu.
- O que você me recomenda?
- Que tal de entrada a gente pedir o pastel de guioza?
Ela avaliou o cardápio outra vez, e voltou a olhar para Namjoon.
- Pode ser! Parece uma delícia! E de prato principal? Ah, eu quero beber soju!
A empolgação dela fez Namjoon rir e sentir o coração palpitar dentro da blusa de frio. Como ela era realmente linda! A mais linda que seus olhos já havia visto…
- Tenho certeza de que você vai amar o Bibimbap! - os olhos dela vasculharam o cardápio de novo.
- Você realmente me conhece, Joonie! - ela sorriu.
Namjoon se atreveu a erguer a mão e acariciar a bochecha da loira com o polegar. O coração dava piruetas dentro do peito, e Namjoon não entendia aquelas reações direito.
Fizeram seus pedidos, conversaram sobre os planos para finalmente Namjoon se tornar promotor de justiça, e ele pode ver os olhos de brilharem quando disse que ele certamente conseguiria porque era um advogado brilhante. Assim que os dois comeram ela alegou que agora sentia ainda mais vontade de conhecer os países da Ásia, e ele sorriu, contente.
Depois voltaram a pé para o hotel, então entrelaçou a mão na dele e eles caminharam assim. Namjoon nunca havia caminhado de mãos dadas com alguém antes, e seu corpo havia gostado daquilo: a mão pequena dela entrelaçada na sua enquanto ela tagarelava sem parar. Por que ela estava despertando todos aqueles sentimentos nele? Assim que adentraram o elevador, o beijou com força: e ele só sabia pensar: “Eu não posso ser seu, eu não posso ser seu, eu não posso ser seu!”
Quando os lábios se desgrudaram com a porta do elevador sendo aberta no andar deles, ainda de mão dadas os dois caminharam até a porta do quarto de . Namjoon a envolveu pela cintura, grudando a testa na dela. Ainda estava assustado com os sentimentos que ela vinha despertando nele…
- Eu não sei se existe reencarnação, mas se existir, eu não tenho dúvidas de que em todas as minhas outras vidas eu encontrarei você, Namjoon!
Ele fechou meus olhos enquanto sentia os lábios dos dois se chocarem outra vez.
Namjoon quis dizer para ela, que mesmo não acreditando muito nisso de reencarnação, ela o fazia acreditar que sim: que a conhecia de outras vidas, assim como ele havia pensado mais cedo no restaurante também. Droga, ! Ele pensou...
Quando os lábios se separaram, Namjoon voltou a repetir mentalmente: “Eu não posso ser seu, eu não posso ser seu, eu não posso ser seu.”


Nonagésimo Sexto Capítulo - Get over U

vislumbrou a sala com as luzes apagadas e então pegou a chave dela dentro da grande bolsa e com uma certa pressa ela a abriu. Mas claro, Jimin não estava lá no meio da escuridão da sala esperando por ela. Os dois haviam discutido no sábado e não haviam se falado mais durante o domingo. havia achado melhor assim, para ele esfriar a cabeça um pouco.
Ajeitou as coisas sobre sua mesa, ligou seu notebook e o ar-condicionado da sala já que o dia estava bem quente e então, um pouco impaciente ela começou a tratar algumas demandas. Recebeu uma mensagem de , avisando que havia tirado uma pequena licença de mais uma semana, para se tratar mentalmente. Se preocupou com a amiga e se deixou à disposição dela caso ela precisasse de algo.
Conforme o tempo foi passando, nada de Jimin chegar e ela se preocupou. Mandou uma mensagem para perguntando se a amiga sabia de alguma coisa sobre o colega de trabalho e a amiga disse que não! Ela sentiu o coração bater inquieto, então mandou uma mensagem para ele:
Jimin

Bom dia! Tá tudo bem? Você não apareceu na empresa ainda… estou preocupada!



Bloqueou o celular e então resolveu tentar acalmar o coração e trabalhar até que ele aparecesse ou respondesse a mensagem. Mais alguns minutos passaram, e ela, ainda inquieta, resolveu mandar outra mensagem… depois ela resolveu ligar para ele. Duas vezes e nada. Ele não atendeu. umedeceu os lábios, ajeitou a saia lápis no corpo e saiu da sala.
Deu duas batidinhas na porta da sala do chefe, que pediu que ela entrasse.
- Bom dia! - eles disseram em uníssono - Eu queria saber se você tem alguma notícia do Jimin! Já são quase dez e meia e ele não apareceu!
- Ué! - o chefe ajeitou o paletó - Eu achei que ele tivesse te falado!
estreitou os olhos, se preocupou um pouco mais… o que tinha acontecido?
- Ele me pediu para trabalhar de casa essa semana, devido a uns problemas pessoais! Ele parecia bem abatido, eu permiti! Espero que não se importe!
- Não! - ela respondeu enquanto assentia para o chefe.
Respirou fundo e então perguntou se o chefe queria aproveitar que ela estava ali para passar alguma demanda para ela, e ele disse que não. O chefe acabou por explicar também a ausência de , mas garantiu que os dois voltariam na próxima segunda.
Enquanto ela caminhava de volta para sua sala topou com Chloe saindo da sala de .
- Bom dia, ! - a voz estridente e irritante de Chloe ecoou pelo corredor.
- Bom dia! - respondeu, já encostando a mão na maçaneta de sua sala.
- Hoje estamos só nós duas…
fechou os olhos com força.
- Sim!
- Que horas podemos almoçar? Eu estou indo tomar um café, você quer ir?
- Eu estou sem fome, Chloe! Obrigada! - ela adentrou sua sala e antes que pudesse fechar a porta respondeu a Chloe - Sobre o almoço, quando você quiser!
deu de ombros e Chloe sorriu para ela.
Se jogou com força em sua cadeira e então olhou para o lado. A mesa dele vazia… se preocupou ainda mais com ele depois de saber que ele não estava bem. Provavelmente algum problema com a mãe e o padrasto. Ela só não estava entendendo porque ele não havia avisado para ela!

As horas estavam se arrastando, e nada de Jimin dar notícias para ela ou retornar suas ligações. Quando deu meio-dia em ponto, Chloe apareceu na porta e deu um sorriso amarelo para a colega. As duas saíram do prédio e atravessaram a rua, almoçariam no restaurante que havia em frente ao prédio mesmo.
Depois de se servirem elas se sentaram uma frente a outra e então Chloe gargalhou alto enquanto lia algo no celular. A cabeça de deu uma leve pontada com a risada chata da garota.
- Ah, o Jimin é muito divertido, não é?
- Hã? - franziu o cenho.
Do nada aquilo?
- É! Ele me disse aqui que está com alguns problemas pessoais e vai voltar só semana que vem. Agora estamos no maior papo, e ele me diverte muito! E bom, eu também estou tentando diverti-lo, já que ele está com problemas.
As palavras de Chloe ficaram ecoando pela mente de por segundos a fio. Ela piscou os olhos várias vezes, e depois encarou Chloe que sorria enquanto digitava freneticamente. Então o problema era ela? Ou o quê? Por que ele havia avisado até para a Chloe que nem tão próxima dele era? sabia que estava ficando vermelha de raiva então pediu licença a Chloe para ir ao banheiro, tentar se acalmar.
Depois de se encarar alguns instantes no espelho do banheiro, ela fez um rabo de cavalo no alto da cabeça e voltou. Chloe ainda ria para o celular e ela quis outra vez, furar a jugular da loira com o garfo. Elas terminaram de almoçar e continuava se questionando porque Jimin não podia simplesmente respondê-la…

Durante a semana as coisas não melhoraram, ele não a atendia e muito menos respondia as mensagens que ela mandava. Os dois haviam se falado pelo chat da empresa, sobre o trabalho e sobre demandas que precisavam ser feitas em conjunto, mas até por lá ele a ignorava quando ela perguntava como ele estava ou que estava acontecendo. A angústia que vinha sentindo, era quase palpável. Quando ela se deitou para dormir no domingo, respirou pesadamente. Finalmente a semana havia acabado e na segunda ela poderia tirar aquele aperto do peito e falar com ele pessoalmente e de verdade.

Ela chegou primeiro na empresa mais uma vez e então como sempre ajeitou suas coisas sobre a mesa, quando notebook estava ligando a porta se abriu. O coração dela deu um salto assim que pousou os olhos nele. A camisa social branca mais larga e de seda, aberta, mostrando parte do peito dele. o observou caminhar até sua própria mesa e somente os passos dele eram ouvidos na sala. Os cabelos agora estavam mais para o lado do ruivo, grandes e bagunçados. quis tocá-los e então umedeceu os lábios.
- Bom dia! - a voz dela se fez audível na sala assim que ele se sentou.
- Bom dia! - ele respondeu seco e baixo.
A garganta de secou e então ela respirou fundo. Esperou mais alguns minutos até que ele já estivesse com tudo ajeitado.
- O que aconteceu com você?
Ele não respondeu, apenas continuou encarando o notebook e mexendo nele. bufou alto e então se levantou, caminhando até a mesa de Jimin.
- Eu fiquei preocupada! Aliás, eu ainda estou preocupada com você, Jimin! - ela bateu as mãos pela lateral do corpo.
- Você pode, por favor, falar comigo somente o que for profissional?
arregalou os olhos com força e ficou lá, parada, o encarando, que não a olhou de volta, continuou encarando a tela do notebook.
- Tudo bem! - ela conseguiu proferir depois de engolir seco - Como você preferir!
Voltou a sentar em sua cadeira e então involuntariamente ela marejou os olhos com a frieza do colega de trabalho. O que estava afinal acontecendo de tão grave com ele? O coração dela agora batia devagar, murcho dentro do peito. Havia ficado preocupada com ele de verdade durante a semana toda. Ela só queria saber o que havia acontecido e como podia ajudá-lo.

deu as famosas duas batidinhas na porta e então entrou na sala dos amigos. Ela parecia tão abatida quanto Jimin, e se levantou para abraçar a amiga, viu Jimin se levantar também, mas diferente dela, ele apenas passou pelas duas, saindo da sala.
- A Chloe já chegou? - olhou para ele assim que a soltou.
- Já! Você está bem?
Jimin assentiu que sim para ela com cabeça e então saiu na direção da sala de . sentiu o peito arder de raiva enquanto Jimin procurava por Chloe.
- O que deu nele? Mal falou comigo… Está esquisito!
- Não faço a menor ideia! Ele mal falou comigo também! Mas da Chloe ele tem ficado cada vez mais próximo. Enquanto você esteve fora, ele trocou mensagens com ela todos os dias!
- Que esquisito! Ele é tão doce… parece tão amargo agora.
olhou para baixo, o que a amiga havia dito tinha doído nela.
- Vamos tomar um café? Assim você me conta melhor sobre a viagem e tudo mais!
- E o Jimin?
- Deixa o Jimin para lá! Amanhã ele melhora esse mau humor e volta com o rabinho entre as pernas!
e passaram pela sala dela e viram os dois conversando e rindo como se fossem amigos há anos. O coração de pareceu rachar ao meio. também não ficou muito contente, mas Jimin já era um homem feito e sabia muito bem o que estava fazendo.
ouviu a amiga, mas infelizmente não com a atenção que talvez ela merecesse já que a cabeça dela estava em Jimin. Por que ele estava agindo daquela maneira? O que havia acontecido de tão grave? O problema realmente era ela e a discussão que eles haviam tido depois da noite em que transaram? Precisava descobrir.

Quando chegou o final do expediente, os dois acabaram não conseguindo sair e ficaram duas horas a mais. O dia havia sido terrível, os dois num completo silêncio, ele havia almoçado com Chloe e tomado o café da tarde com ela também e aquilo estava tirando do sério. Quando ela já estava pronta para ir, encarou Jimin também já pronto.
- Você me dá uma carona?
- Não estou indo para casa! Peça um carro de aplicativo!
Jimin ajeitou a mochila nas costas e então passou por ela, que o impediu de chegar até a porta, segurando-o pela cintura com uma das mãos. O olhar de Jimin desceu para a mão dela, parada lá. O coração dele batia rápido e o dela também. encarou os olhos dele, que pareciam ocos, sem vida alguma. Era por causa dela?
- Nós não vamos mesmo conversar sobre o que aconteceu na sua casa?
- Eu já deixei claro os meus sentimentos sobre isso! Já disse tudo o que eu tinha para falar! Agora se me der licença eu quero ir embora o mais rápido possível!
- Jimin! - ela se atreveu a ficar frente a ele - Não seja imaturo!
- Eu não tenho mais nada para falar com você! E acredito que você também não! Você não é uma mulher decidida? Forte? Inabalável? Por que quer falar sobre o que aconteceu? Você não pode ficar vulnerável assim na minha frente!
fechou os olhos com força. As palavras dele cortando como navalhas afiadas. Ela teve certeza, o problema pessoal era ela!
- Me desculpe por não poder ser o que você tanto idealiza numa mulher!
- Nós já estivemos aqui antes, ! Nesse mesmo lugar, tendo essa mesma discussão! De todas as garotas que já me envolvi, você foi a pior de todas! E eu não conseguia ver os seus defeitos escondidos pelo seu charme!
Jimin passou rapidamente o polegar pela bochecha dela. Os olhos dela se abriram com o mísero toque deixado por ele. Quis abraçá-lo e implorar para que ele lhe entendesse e não questionasse mais os motivos dela! Ela queria se abrir, mas não conseguia, especialmente com ele daquele jeito. Tão frio…
- E você não consegue ver todas as cicatrizes que o seu amor me causou! Eu estou me libertando, ! Você me escondeu e agora eu não consigo me encontrar! Estou cortando todos os nossos laços, dizendo adeus! Saiba que eu vou superar você! Você não é a mulher que eu conheci… você pegou o melhor de mim e me deixou sem nada de bom!
As primeiras lágrimas quentes desceram pelas bochechas rosadas dela que lhe apertaram a cintura nas mãos. Jimin se livrou delas e se afastou de . O coração dela se desfazia em pedacinhos e ela sabia o quanto aquilo podia doer, não estava nem um pouco preparada para a partida dele, não sabia o que fazer para não sentir aquilo!
- Algumas coisas levam tempo e outras o tempo leva, ! Agora vai e encontre outra mente para manchar do mesmo jeito que você fez com a minha!
Quando ele deixou ela sozinha na sala, engoliu seco e se sentou no pequeno sofá de couro que havia por lá escorando a cabeça no encosto enquanto pensava em como faria para não deixar aquela dor destruir seu peito. Mas estava sendo difícil e ela se culpou por ter destruído Jimin. Tapou os olhos com as mãos e então deixou que o choro corresse livre.
- Eu te odeio, Park Jimin!
Ligou para , as mãos dela tremiam um pouco. A amiga atendeu, assustada:
- ! - a voz dela estava embargada.
- O que aconteceu? - já se punha de pé no quarto.
- Preciso conversar! Com você e com a ! Desculpa o horário, amiga, é que não dá mais para guardar tudo isso só para mim!
- Vou ligar para a para avisar que a gente vai para lá e já estou indo ai te pegar! Me espera aí dentro que quando eu estiver chegando te aviso e você sai, tá bom?
nem trocou de roupa, apenas pegou a carteira, guardou o celular no bolso e pegou as chaves de casa e do carro. Aquilo não era normal, não era de precisar conversar do nada e ela quase nunca havia chorado ou demonstrado qualquer sinal de fraqueza ou tristeza perto das amigas, muito pelo contrário ela era a fortaleza das amigas, por isso se preocupou tanto. Avisou e então foi pegar .
As duas foram em silêncio até o condomínio de , que já havia liberado a entrada das amigas. chorou o caminho todo e só se preocupou mais. Quando chegaram a casa da amiga, tinha o rosto inchado e franziu o cenho. Os pais da amiga estavam no fundo, jogando algum jogo de baralho como faziam todas as noites.
- E aí? - se sentou no meio das amigas - O que tá acontecendo?
Ela respirou fundo, voltando a marejar os olhos com força. Não sabia como contar às amigas sem se sentir uma covarde! E se as amigas também não a perdoassem por ter escondido Jimin delas esse tempo todo?
- Eu não sei por onde começar a contar isso!
colocou uma das mãos sobre a mão dela, já imaginando o que seria. Mas ela não falaria nada, não ia deixar que a amiga soubesse que ela havia flagrado ela e Jimin no acampamento. A amiga parecia realmente ferida com alguma coisa e aquilo poderia machucar ela ainda mais e fazê-la se sentir ainda pior. quase não se abria, então ela iria apenas escutar.
- Comece da maneira que achar melhor!
- Só comece! Você está me preocupando! - a apressou.
- Calma, ! Dá um tempo para ela!
- Não! Já passou tempo demais e foi exatamente isso que tirou ele de mim!
olhou para , que retribuiu o olhar.
- Ele quem?
- O Jimin!
apertou a mão dela. Sabia que a amiga falaria dele! Já o semblante de era de total surpresa e espanto.
- Espera! Como assim? - se levantou.
- Eu e ele estávamos juntos! E já tinha um bom tempo! Mas era tudo escondido! E fui eu quem quis assim! Ele topou no começo, mas depois ele ficou magoado, sentido e quis assumir tudo! Mas eu não, eu não podia! E vocês sabem o porquê! Me conhecem desde a infância, eu… - ela pausou para chorar.
agora andava de um lado para o outro enquanto enrolava a camiseta larga de rock que usava no corpo.
- E ele terminou tudo?
- Sim! No final de semana que a e o Hoseok viajaram, ele me tratou a semana toda como uma princesa! Não que algum momento ele tenha me tratado mal, jamais! Mas um pouco mais nessa semana, e bom… nós transamos! Depois de muitas tentativas frustradas! Ele foi um anjo comigo em relação ao meu trauma!
pausou outra vez, se rendendo ao choro.
- E eu finalmente consegui! Com ele! Foi maravilhoso! Eu nem sei como explicar!
- ! - agora era que tinha os olhos marejados - Amiga! Por que você não contou pelo menos para a gente? Eu não estou te julgando, e não faria isso se soubesse que estavam juntos! E muito menos a !
assentiu, concordando com a amiga.
- Eu odiava o Jimin! E isso era explícito para todo mundo! Eu nunca tinha me apaixonado por alguém como me apaixonei por ele! Eu nunca tive um envolvimento tão forte assim com outro homem! Eu não podia permitir que isso acontecesse e dizer em voz alta, assumi-lo para vocês ou para quem quer que fosse tornaria tudo ainda mais real! E eu não queria, caramba!
As amigas ficaram em silêncio. estava tentando digerir a informação e apenas passava as mãos pelas costas de .
- O que aconteceu de fato para ele ter colocado um ponto final em tudo?
- Eu ainda não me sentia preparada para assumir nada com ele! O fato de já ter me entregado e feito sexo com ele já era muito! Já foi muito para o meu corpo e para a minha mente, eu ainda precisava de mais tempo! E ele explodiu, achou que depois que finalmente eu conseguisse transar com ele, a gente ia se assumir! Mas eu não consegui! Eu não consigo! Eu quero tirar esse sentimento ridículo de dentro de mim! Quero acabar com essa dor que estou sentindo! Isso não é para mim!
- Calma, ! - se ajoelhou entremeio as pernas dela - Não fala assim! Você tem muitos traumas, sua vida nunca foi fácil! Você sempre foi fechada para todo e qualquer tipo de conexão mais forte que surgia na sua vida, justamente por causa de todos os traumas! Eu e a sabemos de todas as marcas que a vida deixou em você, e nós entendemos o porquê de você não aceitar esse sentimento! Mas agora, amiga…
olhou para .
- Olha até onde as coisas chegaram! Você pode estar perdendo um homem incrível, e a chance de viver um amor incrível por traumas não cicatrizados e por coisas não tratadas aí dentro de você!
- Você precisa de terapia, ! - foi direta.
- Não! Não preciso de terapia e não quero! Quero consertar as coisas com ele!
- E como você acha que vai conseguir isso? Vai assumi-lo?
ficou em silêncio encarando o rosto de .
- Se você não se sente preparada para assumir que o ama, que quer ele do seu lado na sua vida… você não consegue assumir nada com ele para ninguém, nem para você mesma!
- Eu só o quero de volta! - ela jogou as costas para trás.
e voltaram a se encarar. As amigas sabiam que ela estava sofrendo e não só por ter perdido Jimin…
- Vocês precisam de um tempo! Se lembra que me disse isso lá na casa da quando aconteceu meu reencontro com o Jin? - fez que sim para ela - Então! Hoje a gente está próximo de novo, mas eu dei tempo ao tempo!
- E no seu caso, junto com o tempo, tem que vir a terapia! Para você se preparar para recebê-lo dentro do seu coração!
encarou as amigas enquanto tentava limpar as lágrimas.
- Vou te levar para dormir comigo! Não vou te deixar sozinha, e a está com o pé quebrado e a gente não pode dormir aqui! Amanhã, eu vou marcar uma sessão com a minha terapeuta para você, a gente sai mais cedo do trabalho e depois nós três nos encontramos para você falar o que achou da primeira sessão! Uma sessão experimental… você sabe que eu não seria nada se não fizesse acompanhamento psicológico desde novinha por causa da adoção etc.! E eu não vou aceitar um não como resposta, você vai nem seja arrastada!
Ela não tinha forças para discutir com as amigas naquele momento, além de saber que elas queriam o bem dela somente.
Já na casa de , ela preparou uma comida para a amiga, que aceitou de bom grado, depois foi tomar um banho. No banho ela deixou que o choro viesse com força novamente enquanto pensava nele. Se amaldiçoou por não conseguir amar ninguém e então quando ela e já estavam se ajeitando na cama dela, observou a amiga.
- Me desculpa!
- Pelo quê? Está maluquinha?
riu fraco.
- Acabei estragando a amizade de vocês dois por causa da minha imaturidade!
- Claro que não! E se eu tivesse que escolher um lado, seria o seu! Mesmo gostando demais dele!
acariciou os cabelos longos dela que marejou os olhos outra vez.
- Ele também vai se encontrar! Tenho certeza! Olha, … já marquei amanhã às dezessete, ok?
- Ah, ! - cobriu o rosto.
- Ah, digo eu! Você vai, pronto! Depois ainda vai me agradecer! E boa noite para você também!
apagou as luzes, mas deixou o grande abajur ligado para ela.

Jimin estacionou o carro de qualquer jeito mesmo e parou no primeiro quiosque aberto que encontrou pela orla. Pagou por uma garrafa de vodka e então saiu para caminhar. O vento gelado da noite cortava o rosto delicado de Jimin que caminhava sem rumo pela praia escura. Observou o mar violento e se identificou com ele. As ondas batiam com força, igual os pedaços quebrados de seu coração. Ele limpou as duas únicas lágrimas do rosto e repetiu para si mesmo que nunca mais derramaria nenhuma lágrima por ela. Tomou longos goles da bebida que descia rasgando tudo.
Agora era a vez de chorar, e ele fazia questão de ser o motivo.



Nonagésimo Sétimo Capítulo - Adore You

Os olhinhos de Hobi brilharam quando avistaram descendo do carro. Os cabelos antes curtos e pretos dela, agora estavam longos e loiros. Ainda mais linda aos olhos de Hoseok. E ele mal podia acreditar que ela estava ali.
segurou o bolo nas mãos enquanto caminhava até o portão da casa dele. Hoseok já aguardava por ela com o portão baixo e de grades já aberto. A casa tinha dois andares e era pintada de um rosa salmão que adorou.
- Que bom que você veio! - ele abriu os braços e a envolveu num abraço.
- Eu não podia mais recusar seus convites de conhecer sua casa e seu pai! E bom, acabei de deixar a na minha terapeuta, e descobri que é muito perto daqui!
depositou um beijo estralado na bochecha de Hoseok.
- Ué! O que aconteceu?
- Ah! Uma longa história…
Os dois entraram na casa, com Hoseok na frente então ele levou até os fundos da casa onde uma mesa repleta de quitutes e doces estava posta e havia um balanço por lá, e o pai de Hoseok - bom ela deduziu que seria ele - estava sentado lá se balançando e não evitou sorrir ao ver a cena, era fofo!
O pai e Hoseok eram iguais! Que nem ela e a mãe biológica… afastou os pensamentos da mente e então junto a Hoseok ela foi de encontro ao mais velho.
- Pai! - Hoseok sentiu as bochechas ficarem vermelhas - Essa é a !
- Sua namoradinha, filho? - o pai de Hoseok sorriu.
As bochechas de Hoseok ficaram ainda mais vermelhas e as de também.
- Minha amiga, pai! Minha amiga…
- Ah! - o pai de Hoseok se levantou, apoiando-se na bengala - Muito prazer, minha querida! Hoseok fala muito de você!
- Bem, eu espero! - riu e então o pai de Hoseok depositou um beijo casto na cabeça de , que fechou os olhos.
Sentiu falta do pai adotivo e então marejou os olhos por instantes.
- Sim! Muito bem, querida! Eu vejo vocês falando por vídeo, dos livros etc.! Você tem bom gosto para a leitura! Quando vocês acabam, eu leio todos!
Quando ele sorriu, conseguiu enxergar Hoseok nele e então sorriu de volta enquanto apertava a mão do mais velho.
Os três se sentaram à mesa e começaram a comer e a conversar e descobriu que assim como tinha muitos gostos em comum com Hoseok, tinha também com o pai dele, já que o gosto dos dois também era parecido, além da aparência. Depois o pai disse que os dois podiam ficar sozinhos, que provavelmente queriam conversar e que ele queria se deitar, pois estava com um pouco de dor. Hoseok e o ajudaram a se deitar na cama e viu Hoseok dar um beijo na testa do pai antes deles saírem. Achou fofo e então sorriu para ele quando os dois saíram do quarto.
Os dois caminharam pelo corredor e então entraram no quarto dele. passou os olhos pelo local que não era muito grande, mas era extremamente limpo e organizado. Não tinham muitas decorações por lá então ela viu a porta fechando. Encarou Hoseok e então ele se livrou da touca preta e ajeitou os cabelos, aproveitou para acariciá-los e Hoseok fechou os olhos.
sentiu a textura macia dos cabelos dele em suas mãos e então os dois roçaram os narizes e depois os lábios, dando início a um beijo calmo e lento. As línguas não brigavam uma com a outra, apenas se enroscavam ou dançavam. Os braços de envolveram o pescoço de Hoseok, que passeou as mãos pelas costas dela e se atreveu a embrenhá-las pelos cabelos agora longos dele, e os puxou de leve. sorriu entre o beijo e os dois terminaram o beijo com selinhos.
- Como foi a viagem? - ele a abraçou pela cintura - Você está bem?
suspirou pesadamente e então escorou a cabeça no peito dele.
- Foi ruim! Assim, São Paulo é linda, Hobi! Você ia adorar! Mas no geral, foi horrível!
- Vem! Deita aqui!
Os dois se ajeitaram na cama com deitada no peito dele, ela agora mexia no cordão desamarrado da calça dele.
- O Namjoon conseguiu arrumar o encontro com os seus pais, foi isso?
- Foi! E bom, ele agora quer que eu entre com um processo contra eles! Ele me explicou o nome, bom a nomenclatura… mas eu não sei! Na verdade, dois processos! E um deles é para comprovar que sou filha deles mesmo, para ter direito a herança!
- E eles têm uma herança para deixar?
- Tem sim! Mas não sei se quero! Namjoon já está com tudo pronto, só esperando meu ok! Ele diz que é o justo, por todo trauma que me causaram…
- E eu concordo com ele!
subiu o rosto, encarando Hoseok com os olhos levemente arregalados.
- O quê? - ele riu.
- Você, concordando com o Namjoon?
- Ele me parece ser um bom advogado! E bom, ele tem razão sim! Você tem direito, e seria bom para eles verem que você não é um objeto. Como eles te trataram?
- Ah! Foi de uma forma muito seca! E eu descobri que o advogado que ajudou o Namjoon com as informações, é meu primo!
- O quê? - Hoseok apertou o corpo dela no dele - Seu primo de sangue?
- Sim! A mãe dele é irmã da minha mãe! E é ele que cuida dos meus pais agora na velhice! Ele me deu o cartão dele, disse que quer me conhecer…
- Ah, não sei, não! Não acho uma boa ideia!
- Namjoon também não! Vocês estão combinando essas coisas?
Hoseok gargalhou e apertou em si mesmo mais um pouco.
- E como foi? Me conta!
- Bom, eu trouxe o dossiê para deixar aqui com você. Para você ler as cartas e ver as fotos! Trouxe também uma caixa que minha mãe biológica me deu com mais cartas, fotos e roupas. Eu sou muito parecida com a minha mãe… tipo você com o seu pai! Quando eu olhei para ela, lá na casa, era como se eu estivesse me vendo no futuro.
- Olhando em um espelho?
Os dois se encararam e assentiu para ele, que sorriu.
- Sempre me sinto assim, olhando para o meu pai. Nós somos idênticos mesmo! E como são os nomes deles?
- Olga e Alan! A minha mãe parece meio perdida, sabe? Ela age como se ainda fosse uma mulher novinha, como se o tempo não tivesse passado para ela!
- Por que você diz isso? O que te fez chegar nessa conclusão?
Hoseok agora acariciava os cabelos dela.
- Pela forma que ela estava maquiada, vestida, pelas coisas que ela me perguntou… sei lá!
sentiu o corpo arrepiar ao lembrar da mãe.
- A forma que eles me olharam dos pés à cabeça quando eu cheguei, como se eu tivesse alguma doença contagiosa, ou como se eu fosse uma alienígena! E bom, eu sei que não tinha como eles me olharem com amor, com afeição, admiração ou qualquer um desses sentimentos sinônimos a isso! Mas, me machucou! Eu não queria criar vínculos, sei que eles nunca me amaram! Mas encarar isso, ter essa certeza…
pausou e respirou pesadamente enquanto se lembrava. Hoseok beijou a cabeça dela. Sabia exatamente o que era aquele sentimento.
- Sei como você está se sentindo! Queria arrancar essa dor dai de dentro!
apertou a cintura dele e depositou um beijo no pescoço dele.
- Eu não consegui sentir nada pelo meu pai! Ele é tão estranho!
- Ele foi ainda mais seco que sua mãe?
- Sim! Ele é bem direto, sabe? Um tanto quanto arrogante…
- Parece alguém que eu conheço!
subiu outra vez o olhar para ele e então os dois riram, ela depositou um tapinha no ombro dele.
- Hoseok!
- O quê? Ah, continua vai! Conta mais!
- A minha mãe disse que eu realmente era muito parecida com ela, e eles ficaram bem apreensivos com a possibilidade de um processo, ou de eu querer uma herança!
- Viu só? Você tem que entrar com esse processo!
- E eles vieram ao enterro dos meus pais! Eles ficaram sabendo por conhecidos e me viram…
- Que safados! - voltou a gargalhar.
- Quando eu estava para vir embora, a minha mãe quis me entregar a tal caixa que te falei, no caminho ela disse que o Namjoon não parecia ser só meu advogado e que eu tinha bom gosto para homens, olha só a audácia!
- Mas ela não mentiu… sobre ele não ser só seu advogado.
E nem sobre ela ter bom gosto para homens, Namjoon realmente era um homem bonito, pensou Hoseok se lembrando do sorriso e das covinhas do advogado. Tratou de afastar os pensamentos e voltou a focar em .
- Ele é meu amigo, Hoseok! Que nem você!
- Sim! Que nem eu! - Hoseok fez algumas cócegas na cintura dela.
- E ela disse que eu tenho cara de namoradeira!
O tom de voz de demonstrava o quanto ela estava indignada e Hoseok gargalhou alto.
- Seu pai está dormindo, Hoseok! - ela voltou a bater nele, o repreendendo.
- Ah, é verdade! E o que tinha na caixa? Mais cartas? Aliás, como assim cartas?
explicou para ele sobre o dossiê dos pais, sobre o bichinho de pelúcia, sobre o que a mãe tinha dito do bichinho e Hoseok voltou a beijar a cabeça dela nesse momento. Depois ela contou da caixa que a mãe biológica a entregou.
- Eu não sei se conseguiria passar por tudo isso!
voltou a olhar para ele.
- Como você reagiria se um dia sua mãe voltasse?
A boca de Hoseok ficou seca. Ele piscou os olhos várias vezes, tentando imaginar a situação.
- Sem chances! Ela não tem por que voltar!
- Será que não? E se ela sentir sua falta? Ou do seu pai?
- Vinte e seis anos depois? - Hoseok riu.
- Sim! Eu cheguei à conclusão de que tudo nessa vida é possível, sabia?
- Ah! Nesse caso eu te garanto que é impossível!
- Tá! Mas hipoteticamente falando: como você acha que reagiria?
Hoseok fechou os olhos tentando imaginar a situação, mas ele não conseguia… ele mal sabia direito como era o rosto da mãe, ele não se lembrava e não olhava as fotos dela que o pai ainda tinha guardado. Ele só conseguia sentir raiva quando pensava na mãe.
- Eu não sei! Não consigo sentir nada por ela além de raiva! Ela acabou comigo!
se ajeitou na cama agora ficando em frente a ele. Acariciou o rosto delicado dele com a ponta dos dedos.
- Você a receberia? Falaria com ela?
- Não sei, ! - ele balançou a cabeça em negativa - Eu não sei como seria minha reação, e nem como eu a trataria! Acho que ela me destruiria de novo…
colou a testa na dele.
- É horrível! Eu sei como se sente!
Os dois selaram os lábios e então deu um pulo na cama, se levantando.
- Tenho que buscar a !
- Nossa! É mesmo! Ela está bem?
- Não muito! Ela tá com alguns fantasmas do passado perturbando então eu estou a levando na minha terapeuta para ela resolver isso!
- Entendi! Espero que fique tudo bem!
- Vai ficar!
Os dois saíram do quarto e Hoseok deu uma última olhada no pai, que ainda dormia. Já fora da casa, ele e se abraçaram outra vez.
- Você tem notícias do Jimin? Ele está muito estranho desde que voltamos do acampamento! Está seco, mal fala comigo…
mordeu o lábio. Provavelmente Hoseok, assim como ela e , não sabia sobre e ele. Jimin ainda não havia contado pelo visto. Ela não contaria… aquilo deveria ser dito por Jimin e não por ela.
- Ele também está estranho comigo no trabalho! A gente não tem se falado e eu não sei o que pode estar acontecendo! Acho que você deveria insistir!
- Em descobrir o que está acontecendo?
- Sim! Ele pode estar precisando de apoio!
- Claro! Vou continuar insistindo! Quando eu descobrir te conto!
Os dois se beijaram mais uma vez, com ficando na ponta dos pés para embrenhar as mãos nos cabelos macios de Hoseok, que lhe segurava a cintura delicadamente.
- Obrigada pelo convite!
- Obrigado por ter vindo!
- Deixa um beijo no seu pai para mim! Eu adorei conhecer ele! Ah… - ela pausou - Estava pensando aqui!
- No quê? - ele riu enquanto ela fazia algumas cócegas nele.
- Que tal você dormir lá em casa esse final de semana! A gente podia fazer uma noite de fondues!
- De sábado para domingo? Claro! Eu vou adorar! Só nós dois?
Ele ergueu uma sobrancelha, fazendo rir.
- Você ainda tem medo de mim?
- Eu nunca tive medo de você! Como você pode falar isso!
Os dois gargalharam alto.
- Só nós dois! Mais ninguém!
- Combinado!
Os dois selaram os lábios outra vez e então caminhou até o carro. Os dois acenaram um para o outro quando ela entrou no veículo.
Quando Hoseok voltou para casa, ele subiu para tomar um banho e encontrou com o pai saindo do quarto.
- Melhorou um pouco, pai?
- Está melhorando, filho! Ué, cadê sua amiga?
- Ela acabou de ir embora! Tinha que buscar a amiga no médico!
- Bonita ela! - o pai sorriu - E combina muito com você! Gostei dela! Me deu atenção!
O sorriso do pai se alargou e Hoseok o acompanhou.
- Eu gosto muito dela!
- Eu percebi! Ficou ainda mais nítido que você está apaixonado! Ela também parece estar apaixonada! Por que não pede ela em namoro? Tem tanto tempo que vocês dois estão nesse enrosco!
O coração de Hoseok acelerou. Como ele explicaria para o pai que tinha outro homem disputando o coração de com ele? E o pior, como explicar ao pai que ele só não fazia isso, porque tinha medo que escolhesse o outro?
- Eu acho que ainda não estou pronto!
- Para um namoro?
- Sim!
- Já disse que não quero te ver sofrendo por amor, não é?
- Sim, o senhor já disse! Eu não estou sofrendo, ela me faz muito bem!
- Então tá bom! Traga ela mais vezes aqui! Fiquei feliz com a presença dela!
- Tá bom!
Hoseok ajudou o pai com as escadas e depois voltou para tomar seu banho. Antes de ligar o chuveiro a voz do pai ecoou em sua mente: “Já disse que não quero te ver sofrendo por amor, não é?”
Ele entrou debaixo da água, não o faria sofrer, faria?



Nonagésimo Oitavo Capítulo - I need you now

Assim que tomou o último gole de cerveja, sentiu a cabeça rodar. Ela já não sabia mais quantos copos havia tomado, mas sabia que eram muitos e o casal da mesa do lado estava a perturbando: ela não conseguia não olhar para eles, especialmente porque os dois riam alto.
ficava pensando a todo momento em como gostaria que ela e Jungkook estivessem igual aos dois: rindo à toa, trocando beijos, confissões, carícias. Ela se amaldiçoou por ter se apaixonado por ele justamente quando não podia! Amaldiçoou o stalker por ter surgido logo quando ela havia conseguido se apaixonar…
Até tentou se divertir com os colegas de trabalho, tentou distrair a mente e não ficar reparando no casal, mas era impossível! Quando o relógio bateu uma da manhã em ponto, a colega perguntou se ela estava em condições de dirigir já que havia bebido bastante. mentiu que sim, mas nem ela sabia se estava mesmo em condições de dirigir….
Quando deu por si, ela já dirigia e fazia o caminho oposto ao de casa, e parecia estar perto da casa de Jungkook. O coração dela batia rápido dentro do peito e de repente ela estava parada lá, na porta do condomínio dele.
A bebida dava uma coragem que desconhecia quando estava sóbria. Pegou a bolsa no banco do passageiro e desceu, meio cambaleando do carro. O prédio dele não tinha porteiro, era só interfonar para o apartamento dele. Mas qual era mesmo o apartamento de Jungkook?

Ele procurava uma série interessante para assistir num canal de stream, mas nada parecia interessante o suficiente, estava entediado. Sentia falta de passar as noites com … balançou a cabeça para não pensar mais nela. Pegou o celular e resolveu baixar o aplicativo que havia conhecido outra vez, quem sabe conversar com alguma desconhecida ou desconhecido lhe tirasse do tédio (e lhe impedia de ficar chamando por em pensamento)?
Quando ele clicou para baixar o aplicativo o interfone tocou, lhe assustando. Ele não estava esperando ninguém, quem seria uma hora daquelas de um sábado à noite? O pai?
Levantou e então atendeu o interfone, cessando o barulho chato que ele fazia.
- JK! - ele se assustou ao ouvir a voz de do outro lado.
- ? - ele perguntou.
- Sim, JK!
- Mas que porra é essa? O que você está fazendo aqui? - ele arregalou os olhos de jabuticaba com força.
- São uma e quinze da manhã, estou meio bêbada e eu preciso de você agora! Eu disse que eu não interfonaria, mas perdi todo o controle e eu preciso de você agora, e eu não sei como seguir em frente sem você... Eu só preciso de você agora!
A voz dela soou mais enrolada do que de costume e ele soube também que ela estava prestes a chorar.
- Vou liberar o portão para você subir e se acalmar, ok? Estou abrindo, sobe!
Ele o fez e então colocou o interfone no lugar. Franziu a testa, preocupado com o estado mental da morena. Pegou a chave do apartamento em cima do balcão e então abriu a porta, resolveu que esperaria por ela na porta do apartamento. Alguns minutos depois ela cambaleou, no fim do corredor, se segurando na parede.
Jungkook correu até ela, a ajudando. Assim que colocou os olhos nele e sentiu suas mãos em sua cintura, ela desabou a chorar. Jungkook a abraçou, subindo uma das mãos para a nuca dela, afundando o rosto da morena em seu peito.
- Por Deus, ! São uma e vinte da manhã! Você tinha que estar em casa!
- Jungkook… - ela ergueu o rosto, ficando a centímetros do dele - Me leva para sua casa!
- Tá bom! Vem!
Os dois foram abraçados até o apartamento dele, Jungkook abriu a porta e então deixou que ela entrasse primeiro. enxugava as lágrimas e quando Jungkook fechou a porta, voltou a se jogar nos braços dele.
- O que aconteceu? - ele acariciava os cabelos dela - Você bebeu?
- Bebi, Jungkook! Bebi!
- Você estava sozinha? Olha o perigo, !
Ele segurou o rosto dela entre as mãos, as lágrimas desciam livremente pelo rosto de .
- Eu não estava sozinha! Estava com o pessoal do trabalho! Eu não aguento mais! Não aguento mais ter que estar sempre rodeada de pessoas, não aguento mais ter que abdicar das coisas, das pessoas, não aguento mais essa sensação de medo constante, as ligações dele… não aguento mais!
Ela se afastou de Jungkook enquanto tapava o rosto com as mãos, desesperada.
- Ei! - Jungkook se aproximou dela.
Abraçou outra vez o corpo pequeno dela e beijou o topo de sua cabeça.
- Esse pesadelo uma hora vai acabar! Eu prometo!
- Tá! Mas e até lá?
se virou ficando frente a ele e os dois se encararam em silêncio.
- Acho que uma parte de mim se perdeu em você.
- … - ele limpou as lágrimas dela - Calma!
- Você ainda pensa em mim?
- Por que essa pergunta? - Jungkook fechou os olhos com força.
- Porque eu só penso em você!
Foi a vez de segurar o rosto dele entre as mãos.
- , você precisa maneirar na bebida! Você perde um pouquinho o controle da língua quando bebe! Não é a primeira vez…
- Perco mesmo! - ela riu, bêbada e então encostou a testa na dele - Eu tinha medo de te contar que eu tinha medo de que você fosse embora…
Jungkook riu com ela se enrolando com as palavras.
- A gente não pode se beijar! Nós somos amigos agora, se lembra?
- Mas você quer? - segurou a cintura dele.
- , não começa! - ela roçou os lábios nos dele numa provocação gostosa.
- Por quê? Eu quero…
- É que eu estou com medo do meu último fio arrebentar.
- E se arrebentar? - ela ainda roçava os lábios nos dele.
- Se arrebentar eu tenho medo, medo de não conseguir desgrudar meus lábios dos seus nunca mais!
Jungkook engoliu seco enquanto fechava os olhos e sentia os lábios de pressionarem os seus. Ele cedeu e deixou que ela o beijasse e quando as línguas se encontraram e ele sentiu o gosto forte de cerveja da boca dela em sua língua, o corpo inteiro dele arrepiou e ele embrenhou as mãos nos cabelos castanhos de , aprofundando o beijo. As mãos dela apertaram a cintura de Jungkook com força e ela colou o corpo no dele durante o beijo. Logo os dois estavam no sofá, com no colo dele e ela colocou as mãos debaixo da blusa larga e cinza que ele usava, arranhando sua pele.
Jungkook segurou o rosto de , e com certa dificuldade e resistência separou os lábios dos dois.
- A gente não pode! A gente não pode fazer isso! E você está bêbada!
- Foda-se, Jungkook! Eu quero você!
Voltou a colar os lábios nos dele, dando início a outro beijo, dessa vez mais urgente. Jungkook gostava tanto do beijo dela… era como uma droga, e ele era um adicto em completa abstinência, tendo livre acesso ao que causava o vício.
Os lábios dele desceram para o pescoço dela enquanto ele enrolava seus longos cabelos nas mãos. Distribuiu beijos por toda a extensão do pescoço livre de , que fechou os olhos e pressionou o quadril no membro de Jungkook, que deixou uma mordida no lábio dela antes de voltar a beijá-la com força. O gosto da cerveja fez ele se lembrar de forma racional que ela estava bêbada, e que aquilo poderia terminar de destruir os dois.
- Chega! Vamos parar! A gente tem que parar!
O celular de tocou dentro da bolsa.
- Vai atender! - Jungkook apertou a cintura dela enquanto engoliu seco.
- Eu não quero parar! Eu quero você, Jungkook, e você também me quer! Só uma noite…
Jungkook fechou os olhos e respirou fundo, ele precisava ser forte, não podia ceder aos desejos de uma bêbada e nem aos próprios.
- Vai atender ao seu telefone! Pode ser o seu irmão! Você avisou a ele que estava na rua?
assentiu enquanto se levantava e saia do colo e dos braços de Jungkook. E ele tinha razão, era o irmão. Trocando um pouco as palavras, ela atendeu.
- Oi, Taehyung-V! - ela fechou os olhos.
A cabeça agora rodava e ela queria vomitar.
- Onde você está? São quase duas da manhã!
- Estou na casa do Jung… - ela embaralhou-se - do JK!
Jungkook riu dela e então se levantou.
- Ah! Menos mal! Você consegue vir para casa? Eu te busco aí!
- Não! Eu vou sozinha! Chega de gente me protegendo o tempo todo!
fez um bico no final da frase. Jungkook soltou mais um risinho. Depois ele pegou o telefone da mão dela.
- Deixa ela dormir aqui, hyung! É melhor! Prometo que vou cuidar dela e ela dormirá no quarto de hóspedes!
deu a língua para ele, que segurou o riso.
- Eu até prefiro mesmo que ela durma aí! quando bebe demais fica impossível!
- É, eu sei disso! - os dois trocaram um olhar e voltou a colocar a língua pra ele - Ela está segura aqui comigo! Pode dormir, hyung!
- Qualquer coisa me liga que eu a busco! A propósito, como ela foi parar aí?
- Boa pergunta, V! Mas está tudo bem! Vou colocá-la para dormir agora!
se aproximou de Jungkook, subiu as mãos pelo abdômen definido dele de uma forma provocativa e então quando a ligação foi finalizada, ela encostou os lábios nos de Jungkook outra vez.
- Eu não quero dormir!
- Ainda! É porque você não tomou um banho quentinho! Vem! Vamos tomar um banho para tirar esse álcool de você!
Os dois foram de mãos dadas até o banheiro.
- Pode tomar o seu banho, quando você sair eu vou deixar uma roupa já pronta para você no meu quarto! Cuidado para não cair e se machucar! Qualquer coisa me grita…
- Espera! - ela gritou antes que ele pudesse fechar a porta - Eu não sei se consigo sozinha! Minha cabeça tá zonza e eu quero vomitar!
Ele voltou para dentro do banheiro e então segurou a mão dela. Com a outra mão ela se apoiou no ombro dele enquanto se desfazia do coturno preto que usava, com dificuldade.
- Senta lá no vaso que eu vou tirar isso para você!
Jungkook a ajudou a se sentar no vaso e então ele retirou os sapatos dela, logo em seguida e ele se encararam. Ela mesma começou a descer a meia calça preta que ela usava, trazendo junto a calcinha da mesma cor que a meia. Jungkook engoliu seco, ajudando-a no meio do caminho. Ele viu que a pele dela se arrepiou quando a ponta dos dedos dele tocaram suas coxas. Assim que Jungkook terminou de tirar o tecido dos pés dela, a boca dele salivou, antes de os olhos dele se encontrarem com os dela, eles passearam pelas pernas abertas de lá, sentada. A intimidade dela lá, exposta para ele… Jungkook não conseguiu e deixou os olhos passearem por lá. Era como se dissesse que ele podia fazer o que quisesse com ela, e agora o corpo dele começava a querer reagir também.
Já com ela de pé, se livrou da saia quadriculada que usava. Jungkook manteve os olhos no rosto dela, mas sabia que ele queria sim descer os olhos, só era respeitoso demais… ela se livrou da blusa preta e a jogou pelo chão do banheiro e logo em seguida ela fez o mesmo com o sutiã. Jungkook continuava olhando para o rosto dela, mesmo que quisesse muito descer o olhar, mesmo que quisesse tocá-la. Não podia. Só que ele sentia o corpo traindo-o.
- Pronto? - fez que não para ele com a cabeça e acabou ficando um pouco mais zonza.
A bebida ainda fazia efeito no cérebro dela e no corpo também. Ela sentia como se as veias dela pegassem fogo, de tanta vontade de tocar e ser tocada por Jungkook outra vez.
- Você entra comigo? E me ajuda?
- ! - ele implorou com a voz já meio rouca - Eu fico aqui no banheiro e aí eu te ajudo se você for cair ou se passar mal! Hum?
concordou com ele e então a ajudou a entrar no box, segurando sua mão. Jungkook se manteve atento a ela durante o banho, forçando sua mente e olhos a apenas olharem para o rosto dela e quando ele olhava para o corpo de era apenas para se certificar que ela não ia levar um tombo.
Depois ele ajudou a mulher com a toalha, e a guiou até seu quarto. Deixou que ela se trocasse. Quando ela abriu a porta com os cabelos ainda molhados, Jungkook entrou no quarto.
- Senta aí na cadeira, vou secar seu cabelo! Se você dormir com ele molhado desse jeito pode pegar uma constipação.
, ainda meio bêbada, fez o que ele pediu e fechou os olhos. Jungkook já com o secador nas mãos, observou o rosto dela limpo da maquiagem… os olhos dele desceram pelos lábios rosados dela, mesmo que sem batom ou qualquer coisa cobrindo-os. Ele a achava tão linda… Ligou o secador e então pôs-se a secar os longos cabelos dela. sentia o coração diminuir aos poucos dentro do peito, com todo o cuidado que Jungkook tinha com ela. Depois de Taehyung, só ele!
Com os cabelos já menos úmidos, ela se levantou da cadeira e encarou Jungkook que voltava de sua suíte. Ele passeou os olhos por ela vestida com as roupas dele - que já ficavam largas para ele - ainda maiores nela. Jungkook sorriu e sorriu de volta para ele, mas sem mostrar os dentes.
Quando os dois já estavam deitados na cama de Jungkook, ele passou o polegar pela bochecha dela.
- Dizem que cigarros podem matar, dizem para ficar longe de comprimidos, que muito licor te deixa doente… - a voz já sonolenta de ecoou - Mas ninguém me avisou sobre você!
Jungkook encostou a testa na dela.
- Fica quietinha para você dormir! - os olhos dele marejaram.
- Eles dizem que as drogas vão derreter a nossa mente, já ouvi essa conversa um milhão de vezes! Eu sempre segui os sinais de alerta, mas não havia nenhum deles na sua frente, ninguém me avisou sobre você!
Jungkook fechou os olhos e foi a vez de passar as mãos trêmulas, pelo rosto dele.
- Você ainda vai me mandar para o pronto-socorro com as coisas que você faz ao meu coração, JK! E lá eles poderiam me dar todos os pontos… - ela desceu uma das mãos para a mão dele.
Jungkook sorriu pela menção dela de como eles haviam de fato se conhecido: no pronto-socorro com ele precisando de pontos na mão…
- Tem uma parte de mim faltando! E é você!
Ele sabia que só estava dizendo aquilo tudo, por causa da quantidade de bebida que havia tomado. Não que aquilo tudo não fosse verdade, ele sabia que era! Mas ela não assumiria aquilo tudo com tanta facilidade estando sóbria… Jungkook entendia que o melhor agora, para ambos, era serem só amigos. Pelo menos até o problema do stalker ser resolvido de uma vez por todas. E Deus, como aquilo tudo doía dentro dele.
- Na noite passada, acho que sonhei com você! Acordei sentindo como se uma tonelada estivesse sobre as minhas costas! Eu juro por Deus que meu coração está machucado, e eu não sei o que devo fazer!
A voz dela agora estava além de sonolenta, embargada pelo choro preso na garganta. Jungkook deixou que uma lágrima teimosa descesse de seu rosto, porque ele também não sabia o que fazer…
- E meu coração se parte todas as vezes que você mantém distância de mim! Tenho dores de cabeça e esse é apenas um dos sintomas… eu sou um caso raro, Jungkook, e ninguém sabe o que fazer, porque ninguém pode me consertar além de você!
- Eu amo você! Espero que saiba disso! Mas…
levou os lábios até os de Jungkook, o impedindo de falar e então os selou demoradamente.
- Não! Não precisa falar nada! Vamos dormir! Amanhã é outro dia!
- Amanhã é outro dia! - ele repetiu para ela - Boa noite!
- Obrigada por ficar comigo e cuidar de mim!
Jungkook beijou a testa dela.
- Esse pesadelo vai acabar, eu prometo! Prometo!
E os dois se aninharam debaixo dos cobertores. É, mais uma vez: amanhã seria outro dia.



Nonagésimo Nono Capítulo - Love Maze

- O que mais você acha que nós precisamos comprar?
- Velas! Muitas velas!
- Mas tem que tomar cuidado com as velas, Yoongi! Você mora num apartamento!
- Mas precisamos ter velas! O ritual não é o mesmo sem as velas!
- Está certo! Vamos guardar essas compras lá no carro e a gente volta aqui para o shopping para achar as velas!
- Tá bom!
E assim e Suga guardaram as compras no porta-malas do carro dele e de mãos dadas eles voltaram para o shopping em busca das velas. Hoje era o aniversário de morte da mãe dele, e conforme a cultura coreana, ele queria fazer o ritual de aniversário exatamente da forma que a cultura de seu país natal exigia.
não entendeu muito bem quando ele explicou meio por alto sobre o tal ritual, mas o apoiou e disse que sim, participaria com ele. Então ele a buscou na casa dos pais e os dois foram ao shopping para comprar as comidas, frutas e tudo o mais que fosse necessário.

Já no caminho para casa, observava Suga dirigindo calado, ela sabia que ele estava triste. Passou as mãos pelos cabelos negros dele e então o sentiu relaxar um pouco. Já no apartamento dele, os dois se encararam.
- Você quer que eu faça a decoração?
- Sim! Que aí eu vou cozinhar e preparar os pratos! Você se importa?
- Não! Eu só não sei direito como a sua mãe gostaria que fosse a decoração!
coçou a cabeça. Suga sorriu enquanto se aproximava dela, puxando-a pela cintura para colar o corpo dos dois.
- Minha mãe era uma mulher simples! Muito simples! Uma decoração qualquer já a deixaria feliz, e emocionada…
balançou a cabeça para ele enquanto envolvia os braços em volta do pescoço de Suga.
- E onde você quer que eu monte esse santuário? Você tem que pegar as fotos dela para mim, ou me dizer onde estão! Não tem que ter fotos dela?
Suga assentiu para ela que sim e então de mãos dadas os dois caminharam para o quarto de Suga. Ele abriu o guarda-roupa e retirou de dentro dele, lá bem ao fundo, uma caixa plástica pequena.
Ele entregou para , que pegou a caixa com as duas mãos enquanto Suga se sentava sobre a grande cama de casal do quarto. o acompanhou logo em seguida.
- Eu não tenho muitas fotos dela, nem muitas fotos da infância! Não tínhamos muito dinheiro, as fotos que tem aí eu me lembro de terem sido tiradas por um dos patrões ricos da minha mãe, que gostava muito da gente!
assentia para ele, prestando atenção em todas as palavras que saíam de sua boca. Suga umedeceu os lábios e entrelaçou uma mão na outra.
- Eu não tive uma infância fácil, muito menos uma adolescência! Eu saí de casa aos dezesseis, sem ter para onde ir e com pouquíssimo dinheiro, dinheiro esse que minha mãe me deu escondido do meu pai.
- Por que você nunca fala dele?
- Porque eu nunca o amei e nunca fui amado por ele! O meu pai era um doente! - Suga balançou a cabeça em negativa. - Ele era alcoólatra e mantinha minha mãe presa num relacionamento completamente abusivo! Ela sustentava a casa sozinha, trabalhava o dia todo praticamente e quando chegava em casa, apanhava muito!
- Tudo na sua frente?
- A maioria das vezes sim! - Suga voltou a engolir seco. - E eu fui crescendo com uma sensação de impotência muito grande, eu não tinha afeto dentro de casa, a minha noção de família era totalmente distorcida! Eu cresci sem acreditar no amor até conhecer a Charlotte, e depois você!
Os dois se encararam.
- Mas como eu disse para você, o meu senso desses sentimentos me fez errar muito no primeiro relacionamento! Eu nunca soube como demonstrar o que sentia e ainda não sei direito! Porque eu nunca recebi demonstrações claras de afeto durante muitos anos!
- O seu pai batia em você também? - colocou uma das mãos sobre a dele.
- Muito pouco! O problema dele era mais com a minha mãe! Eu amava a minha mãe!
viu os olhos dele marejarem pesadamente.
- E eu vi todo o sofrimento dela de muito perto sem poder fazer nada! E o meu pai sempre me dizia que homem não chorava, não sofria, que homens não podiam demonstrar fraquezas e todo aquele papo de masculinidade tóxica e frágil, então eu tenho muita dificuldade para chorar, para sentir de uma forma geral… porque sempre que meu corpo quer demonstrar alguma fraqueza, eu me lembro das palavras dele, me lembro da minha mãe!
Ele respirou fundo, como se estivesse engolindo o choro.
- Você sabe que não precisa mais segurar suas emoções comigo por perto, não é? Eu sei que é um processo difícil de ser quebrado, que é algo programado no seu cérebro por anos, mas eu sou sua companheira! Não vou julgar você por demonstrar suas emoções, isso não é uma fraqueza, é inclusive necessário para todos nós!
Suga apenas assentiu para ela.
- Eu sei! E te agradeço por isso! Mas eu realmente não sei se consigo ainda! - subiu a mão para o rosto bonito dele - Eu sinto muita falta da minha mãe e é como se eu me culpasse todos os dias por nunca ter tirado ela de lá! E eu me culpo por ter crescido assim, me culpo por tudo!
- Eu queria que adiantasse alguma coisa eu te dizer que não é sua culpa! Mas sei que por enquanto não vai adiantar, não é?
Suga voltou a assentir positivamente para ela.
- Eu não quero mais sentir isso! E não quero mais deixar todos esses fantasmas atrapalharem a gente!
- Você estar disposto a isso, já é um grande passo, Yoongi! - acariciou o rosto dele.
- Eu achei que você fosse me deixar!
- Depois de você me contar tudo isso?
- Sim! - ele segurou a mão dela, retirando-a de seu rosto.
Apertou a mão delicada de na sua com força.
- Não é fácil se relacionar com alguém com um passado como o meu!
- Você não tem culpa de nada do que aconteceu no seu passado, Suga! O seu pai é o único culpado por tudo o que aconteceu e por todas as cicatrizes deixadas no seu peito! E eu estaria sendo injusta se deixasse você por causa disso! Não agora que sei o porquê de você ser do jeito que é!
Os dois se abraçaram logo que depositou a caixa com as fotos sobre a cama dele. Suga fechou os olhos com força e inalou o cheiro bom que vinha dos cabelos castanhos dela. O peito dele subia e descia e passava as mãos pelas costas dele, tentando acalmar seu coração. Ela entendia agora todos os porquês, todas as atitudes ou falta delas… o peito dele era um peito machucado.
- Eu estarei ao seu lado, se eu não puder encontrar a cura, vou consertar você com meu amor! Não importa o que você sabe, ou o que os seus traumas te dizem, vou consertar você com meu amor! E se você disser que está bem eu vou curá-lo mesmo assim! Prometo que serei a cura…
A ponta do nariz de Suga tocou a ponta do nariz dela e então os dois se beijaram bem devagar, com as línguas se encostando uma na outra. agora segurava o rosto dele entre as mãos enquanto Suga a apertava com delicadeza na cintura. O beijo continuava lento enquanto ela acariciava seu rosto. Quando os lábios se separaram, Suga grudou a testa na dela.
- Não quero perder você! - voltou a lhe apertar a cintura.
- Não pensa em nada disso agora! Não vai me perder! - os dois assentiram um para o outro enquanto voltavam a se beijar.

observou as fotos que haviam dentro da caixa enquanto Suga saia do quarto. Ele não se parecia em nada com a mãe, e sim com o pai. O que fez pensar que isso certamente só fazia os fantasmas na mente dele o perturbarem ainda mais a cada vez que ele se olhava no espelho. encheu os olhos de água ao pensar em toda dor que ele deveria sentir ao se comparar com o pai por ser parecido com ele.
Ela levou as poucas fotos que encontrou para a sala, em três fotos ela estava com Suga e havia apenas uma da mãe dele sozinho. Montou uma espécie de altar improvisado na sala do apartamento dele enquanto ele preparava o almoço. Assim que ficou pronto ela começou a acender as velas, fazendo um caminho com elas, que passava por basicamente todo o apartamento dele.
- Tem que tomar cuidado com essas velas! - ela observou o caminho formado pelas velas com as duas mãos na cintura.
- Pode deixar! Vou tomar cuidado! Estou quase acabando aqui, me ajuda a montar a mesa com as frutas?
- Claro!
Os dois montaram a mesa e então Suga foi até a sala e viu o altar improvisado que havia montado. O coração dele acelerou dentro do peito de saudades da mãe.
- Do que ela morreu? Você sabe?
- De causas naturais! - ele deu de ombros. - Era o que estava na certidão de óbito quando eu a peguei! Eu só soube da morte dela porque uma das vizinhas me ligou quando aconteceu! O meu pai ficou um dia inteiro com o corpo dela em casa, sem se dar conta que ela havia morrido! - Suga balançou a cabeça em negativa, cerrou os punhos com raiva. - Ele nunca serviu para nada além de nos causar sofrimento!
- Desculpe! Eu não devia ter perguntado isso! - passou as mãos pelas costas dele.
- Não tem problema! - ele olhou para ela. - Hoje são quatro anos sem ela! Apesar de não ter convivido com ela da mesma forma dos dezesseis para frente eu sinto falta!
- Eu sei que sim!
Os dois se sentaram perto da mesa de centro onde estava o tal altar e então Suga respirou fundo.
- O que a gente faz agora? - olhou para ele. - Você faz isso todos os anos para ela?
- Faço! - ele olhou para de volta. - Mas esse ano eu tenho você!
- E a Charlotte? Ela não participava?
- Ela não sabia de nada! Eu nunca contei para ela! Ela só sabia que minha mãe tinha morrido e que eu não tinha nenhum contato com o meu pai! Nada do que você sabe, ela soube!
arregalou os olhos com a informação e então olhou para as fotos da mãe de Yoongi. Ela não fazia ideia do quão longe Yoongi havia a permitido entrar… apertou uma das pernas dele.
- Obrigada por confiar em mim dessa maneira!
- Eu já disse que amo você! Amo você!
encostou a testa na dele, tinha medo de se precipitar ao dizer que o amava de volta…
- E eu sei que você também me ama! Mas eu espero você se sentir pronta o suficiente para dizer em voz alta!
sentiu as bochechas esquentarem e então Suga lhe beijou a ponta do nariz.
- Eu não sou um homem de muita fé, não sou de fazer orações, mas se você quiser fazer! - ele voltou a olhar para o altar. - Eu costumo ficar alguns minutos em silêncio, então se quiser fazer alguma oração nesse período!
assim o fez enquanto Suga apenas olhava para as fotos da mãe em silêncio. Depois Suga começou a conversar com a mãe, como se estivesse há anos sem vê-la. Ele contou para ela como havia conhecido , contou de quando ela reapareceu para contar sobre a gravidez, contou para ela sobre como os dois resolveram ter o bebe, sobre quando descobriram sobre a complicação da gravidez, sobre o período que moraram juntos, sobre Hyuk, sobre a perda do filho… Nesse momento encheu os olhos de lágrimas outra vez. Suga conversava com a mãe como se ela estivesse lá, fazendo uma visita depois de muito tempo sem contato. Aquilo fazia o peito de Suga arder, mas ao mesmo tempo o confortava por dentro.
Ele segurou uma das mãos de e a apresentou para mãe, a enchendo de elogios. Aquilo era algo novo para e ela não sabia como agir, então apenas encarou Suga.
- Não precisa falar nada! Tá bom? - ele sorriu sem mostrar os dentes para a namorada. - Não é sua cultura, é normal que você ache estranho e não precisa participar ativamente. Só de você estar aqui já é o suficiente.
Depois Suga contou para a mãe sobre os amigos novos, sobre o acampamento e sobre ter se reaproximado de Hoseok. Falou sobre o trabalho e sobre os planos de ampliar a clínica com os sócios. Em momento algum ele tocou no nome do pai e em momento algum ele falou sobre o passado ou sobre qualquer assunto que pudesse trazer dor.
Depois de conversar com a mãe, os dois se levantaram - ela com a ajuda dele - foram almoçar. Suga explicou que os pratos do almoço eram os preferidos da mãe e perguntou se comia todos eles depois de explicar os ingredientes contidos, e não se opôs a nenhum dos pratos. Suga montou um prato para a mãe e então depositou lá sobre a mesa, junto ao altar. sorriu, achando a cena incrivelmente bonita. Depois os dois almoçaram em silêncio, apenas sentindo a vibe do momento.
Os dois lavaram as louças juntos depois de comerem algumas frutas - e Suga levar alguns pedaços para o altar é claro -, Suga observou as velas e o aroma que elas exalavam. Olhou para que agora passava as mãos pelas teclas do piano.
- Há quanto tempo você não pratica?
- Desde que saí daqui! - os dois se olharam.
- Ainda se lembra do que aprendeu?
- Sim! - ela sorriu.
- Vamos praticar então!
Os dois se sentaram no banco de madeira escura que havia no piano e Suga pediu que lhe mostrasse o que se lembrava e ela delicadamente o fez, morrendo de medo de errar na frente do namorado. Suga acompanhou os dedos delicados e finos de dedilhando as notas no piano e depois observou o rosto concentrado dela. Ele sorriu, deixando a gengiva aparecer, satisfeito em perceber que de fato não havia se esquecido. Ele se juntou a ela nas notas e juntos eles tocaram a primeira música que Suga havia ensinado para ela. Depois os dois praticaram mais um pouquinho, ele aproveitou para ensinar novas coisas a ela, que parecia encantada. Suga se lembrou que todas as vezes que eles iam praticar, ela fazia aquela mesma carinha de encanto, e sorriu por gostar de ver a namorada se apaixonando pela mesma coisa que ele.
O celular de vibrou sobre o balcão e ela terminava de enxugar as mãos quando viu que era uma mensagem de . Hoje não trabalharia, havia ganhado uma folga, mas amanhã ela entraria no turno do almoço e teria a noite livre. Pelo horário, percebeu que a amiga já tinha o resultado do processo seletivo e provavelmente já sabia se havia conseguido o cargo novo ou não… Antes de ler a mensagem, fechou os olhos e pediu que a resposta fosse positiva! A amiga precisava de pelo menos uma notícia boa na vida, já que andava bem cabisbaixa.
- A conseguiu! - sorria para a tela do celular.
- A promoção no trabalho?
- Aham!
e Suga se abraçaram, comemorando pela amiga.
- Eu não tinha dúvidas que ela ia conseguir! O projeto que ela fez ficou incrível! Inclusive, o que virou dela e do V? Eles nunca mais se viram depois daquele dia do notebook dela?
- Não! Nunca mais se viram e nem se falaram! A diz que está bem, que entende que o melhor é realmente os dois se afastarem, mas eu sei que ela ainda tá destruída por tudo que aconteceu, por ter perdido a amizade e o amor dele!
balançou a cabeça em negativa.
- E se a gente tentasse ajudar? - Suga deu de ombros - Porque eu acho que ele ainda gosta dela!
- Eu também acho! Mas sei lá, ele está bem machucado ainda!
- Mas a gente pode tentar!
- E como a gente vai dar uma de cupidos? Tem alguma ideia?
Os dois se encararam por alguns segundos.

- A gente pode fazer algo parecido com o que ela fez pro Seokjin e para a no acampamento! Um jantar aqui em casa amanhã, mas um não pode saber do outro até eles chegarem aqui!
- Pode dar muito errado!
- Para de ser pessimista, ! Poxa! É cinquenta por cento de chance de dar errado e cinquenta por cento de chance de dar certo! Para ela a gente dá a desculpa de que é para comemorar a promoção! E na verdade a gente pode mesmo comemorar!
- E para ele?
- Eu invento qualquer coisa! O importante é os dois virem! E a gente pode inventar desculpas para deixar os dois sozinhos!
gargalhou com a ideia de Suga e especialmente com a empolgação do namorado. Concordou com a ideia dele e ficou responsável por chamar e ele por chamar V.

Depois de terminarem com as louças, os dois desfizeram o altar e Suga ficou um tempo observando a foto da mãe. se perguntou o que se passava pela cabeça dele enquanto ele observava a mãe.
- Espero que não esteja se culpando! Você sabe que ela não gostaria disso! Hoje não é o dia para se comunicar com ela, para agradá-la, para dizer coisas boas? Nada de pensamentos ruins, Yoongi!
- Você falou que nem ela agora!
Os dois se encararam e Suga gargalhou, fazendo o acompanhar.
Depois, os dois apagaram as velas, as recolheu do chão e as jogou fora. Os dois passaram o resto do dia agarrados no quarto de Suga, vendo TV. Quando começou a anoitecer ele falou para ela que a levaria para casa para que ela pudesse descansar, já que trabalharia no outro dia!
- Eu não estou cansada! - ela fez um bico nos lábios e Suga o apertou - Eu não posso ficar aqui?
- Dormir aqui, você diz? - viu os olhos dele brilharem.
- É! Você tinha dito que eu dormiria aqui todos os finais de semana!
Suga riu com a forma em que ela falava, parecendo uma criança que estava sendo contrariada pelos pais.
- Eu só achei que talvez você preferisse dormir em casa por ter que trabalhar amanhã cedo! Mas você pode dormir aqui todos os dias se quiser… essa casa é sua também!
Ele depositou um beijo demorado na testa dela. terminou de se ajeitar na cama dele e Suga passeou os olhos pelo rosto limpo dela.
- Segura a minha mão… - ele pediu e assim o fez, desviando o olhar para ele - Não solta nunca!
Ela riu para ele, pensando que agora ele parecia uma criança.
- Não vou soltar!
- Nós estamos tomando conta um do outro. Eu sempre penso, mesmo que a eternidade seja difícil eu quero fazer isso, vamos ser para sempre!
voltou a gargalhar e então grudou os lábios nos dele.



Centésimo Capítulo - Who are you

Ela ajeitou as últimas coisas dentro de uma caixa e então a segurou com certa dificuldade.
Por sorte o novo parceiro de trabalho passava por lá e então a ajudou com a caixa. Os dois foram conversando até a nova sala de . Agora ela tinha uma sala e uma equipe. Uma equipe pequena de 3 auxiliares, mas era uma equipe. havia sonhado com aquele cargo desde que começara a trabalhar no escritório, e batalhou por ele com unhas e dentes.
Ela estava feliz por ter conseguido a promoção, mas ainda assim era como se algo faltasse dentro dela e a felicidade não fosse plena… o novo colega, ou melhor subordinado, colocou a grande caixa sobre a mesa de e então eles sorriram um para o outro.
- Seja bem-vinda a sua nova sala, ! Bom, se você precisar de mim para qualquer coisa, já sabe onde me encontrar!
O moreno piscou para ela antes de fechar a porta e deixar sozinha. Ela observou a decoração minimalista do lugar pintado de cinza e então passou a mão pela própria mesa. O coração dela palpitava em ansiedade.
Ajeitou suas coisas por lá e então o chefe a chamou até sua sala, lá dentro os dois conversaram bastante sobre a nova função de no escritório, o chefe disse para ela que a achava completamente capaz de assumir o cargo, questionou se ela precisaria de um treinamento antes de começar de fato na função e muito segura de si informou ao chefe que não precisaria, que daria conta do recado.
Depois que ela voltou para sua nova sala, foi conferir os e-mails antigos e novos. Ela ainda precisava repassar algumas coisas que ficaram pendentes de sua antiga função para a pessoa que ficaria em seu lugar, e então assim o fez.

Resolveu recusar a carona dos colegas de trabalho e ir andando até o metrô, no caminho ela passou pela praça do “atropelamento”, onde conheceu V… os olhos marejaram e ela apertou o passo para não sofrer ainda mais com as memórias indesejadas. Pegou o metrô no sufoco, estava lotado como sempre e quando ela chegou em casa, sentiu falta de . Checou o celular e viu que a amiga havia mandado mensagem informando que dormiria na casa do namorado.
sorriu achando bonitinho demais a amiga e Suga e ficou em paz. A amiga e ela já não moravam mais juntas, mas vivia avisando as coisas para , como se as duas ainda vivessem juntas.
Depois ela resolveu ligar para os pais para contar da promoção e ficou falando com eles até tarde da noite. Tomou um banho e comeu um lanche qualquer e foi dormir com o coração mais tranquilo depois de conversar com eles.
Acordou um pouco sonolenta e depois de escovar os dentes, ela foi preparar o café: simplesmente não funcionava de manhã sem pelo menos dois copos de café. Depois de comer e tomar seu bendito café ela foi trabalhar um pouco. A empresa não havia pedido, e ela não precisava, apenas queria adiantar algumas coisas da nova função.
Quando estava se aproximando do almoço, ligou para ela para a parabenizar de forma mais calorosa e as duas conversaram um pouco sobre a promoção antes de fazer o convite:

“Amiga, o Suga vai organizar um jantar lá na casa dele para a gente comemorar sua promoção! E ele mandou te falar que não aceita um não como resposta tá bom?”

sorriu com o gesto dos amigos, sorriu de forma genuína. Ela não vinha saindo muito de casa desde que voltaram do acampamento, estava tentando ajeitar as coisas dentro de si mesma, estava tentando se reconectar e encontrar um novo caminho então estava mais caseira e mais focada na carreira. Mas aceitaria o convite dos amigos.

Enquanto isso, Suga convidava Taehyung para o jantar, a desculpa que ele deu para o convite? Que o jantar era para eles aprofundarem a amizade, que Suga gostava muito dele e estava aprendendo a demonstrar seus sentimentos agora com , que apreciava a companhia dele e então porque não jantarem juntos para estreitar os laços? V ficou extremamente honrado e feliz com o convite de Suga, já que ele sabia que o homem era um tanto quanto fechado e tinha certa dificuldade de se abrir para o novo. Ele confirmou a presença e ainda saiu para comprar uma garrafa de vinho para levar ao jantar.
Perto do horário ele mandou uma mensagem para a irmã que estava em um plantão avisando que iria jantar na casa de Suga e pediu que ela desse notícias, já que faria uma dobra e não voltaria para casa. Pegou o vinho na geladeira, fechou toda a casa e então saiu.
Quando Taehyung chegou no condomínio do amigo, ligou para ele para avisar que já estava lá. também havia acabado de chegar dentro do apartamento quando V ligou.
- Meu outro convidado da noite chegou também! Vou descer lá para buscá-lo, fiquem à vontade ai, meninas! Eu já venho!
Suga selou demoradamente os lábios de e saiu do apartamento deixando as duas amigas sozinhas. O coração de , ansioso, acelerou dentro do peito com medo da reação dos amigos: tanto de quanto a de Taehyung. E se o moreno se recusasse a permanecer no jantar? Aquilo certamente despedaçaria ainda mais o coração já machucado da melhor amiga.
Suga e V se cumprimentaram com um aperto de mãos e V tinha um sorriso brilhante nos lábios. Suga esperava que aquele sorriso continuasse nos lábios do amigo quando ele subisse para o apartamento dele e encontrasse lá. O que Suga infelizmente no fundo, sabia que não aconteceria. Mas esperava que V entendesse que ele e estavam tentando ajudar os dois a se resolverem.
- Obrigado pelo convite! - V disse enquanto os dois entravam no elevador.
- Imagina! Eu só espero que você não se importe de termos outros convidados conosco!
Será que Suga havia convidado mais algum dos meninos? Ou ele falava de ? Coçou a cabeça, sentindo-se ansioso de repente.
- Claro que não! Estamos falando da ?
- Também! - o elevador se abriu e Suga deixou que V saísse primeiro.
Os dois caminharam lado a lado até chegar à porta de madeira escura do apartamento de Suga.
- Por favor, não fique com raiva da ! - ele colocou a mão na maçaneta gelada - A ideia foi totalmente minha, ela só concordou! Então se tiver que ficar com raiva de alguém, que seja de mim! Mas espero que você não fique…
V franziu o cenho e não conseguiu entender direito o que o amigo falava ou aonde queria chegar. Por que ele ficaria com raiva de ou dele? Suga abriu a porta do apartamento e uma música bem baixa tocava e então Suga entrou na frente, dando espaço para que V entrasse logo depois.
Assim que ele adentrou a casa, o coração de acelerou com força dentro do peito, ela sentiu a boca secar e a garganta fechar. Ela entendeu que provavelmente os dois amigos haviam usado a promoção dela como desculpa para armar aquele jantar, quando na verdade era uma tentativa de acertar as coisas entre ela e V. Assim como ela, o moreno não deveria saber da presença dela no apartamento de Suga. Quando os olhos de V pousaram nela, temeu a reação dele.
V passou a língua pelos lábios, os umedecendo bastante com sua saliva. Ele deveria ter imaginado que era de que Suga falava. Era uma armação parecida com a que havia feito para Jin e no acampamento. Ele não ficou com raiva de Suga e , ele sabia que os dois haviam agido com a melhor das intenções. E estava radiante, vestida com uma blusa de alcinha azul turquesa de cetim e a calça flare preta, deixando-a ainda mais alta do que ela era.
- Boa noite, senhoritas! - ele balançou a cabeça na direção de e .
acabou abaixando a cabeça e encarando o chão, um pouco incapaz de conseguir cumprimentá-lo de volta. Definitivamente ela não esperava ver Taehyung ali. A última vez que eles se viram havia sido tão seca que ela preferiu dizer a si mesma que não o veria mais, que seria praticamente impossível vê-lo outra vez depois da última. Então o coração anestesiou um pouco, e vê-lo ali parado no meio da sala do apartamento de Suga, trajado todo de preto com os cabelos grandinhos fez ela querer gritar.
- Bom, vocês dois já são velhos conhecidos então não precisamos dessa cerimônia toda! Vamos jantar! Eu mesmo preparei a comida com a ajuda da ! V, acho que minha comida não é tão gostosa como dizem que a sua é, espero não decepcionar você com o menu!
Taehyung gargalhou enquanto caminhava em direção a mesa junto a Suga, que pegou o vinho das mãos dele e guardou na geladeira. Ele cumprimentou com um beijo rápido na bochecha e então encarou que sorriu sem mostrar os dentes na direção do moreno, que retribuiu. Suga tinha razão: os dois eram velhos conhecidos e não precisavam de qualquer cerimônia.
- Fiquem à vontade! Podem se servir, vocês são visita! - sorriu enquanto entregava um prato para .
Os dois se serviram e Taehyung não pode deixar de dizer que o cheiro da comida estava incrível. Com os quatro sentados à mesa, o jantar começou.
- Mas conta aí, , está feliz com a promoção?
Então ela havia conseguido? Pensou Taehyung. Ele sabia!
- Estou muito! - ela bebericou um pouco do vinho que já estava sobre a mesa - Eu achei que não fosse conseguir.
- Ah, amiga! Não seja modesta! Você se dedica àquele trabalho com sangue, suor e lágrimas!
V balançou a cabeça concordando em silêncio com . Ele sabia que dava a vida pela profissão e pelo escritório, e principalmente: ele sabia que ela amava o que fazia!
- Sim! Mas só isso não era suficiente!
- Então o quê? Você tinha que vender sua alma também?
Os amigos riram, inclusive Taehyung.
- O Suga tem um certo ódio pelo capitalismo!
Eles voltaram a rir e foi a vez de V bebericar do vinho.
- Eu precisava mostrar que além de dar o sangue pela empresa, era capaz de assumir o cargo, precisava mostrar que eu entendia do assunto estando tanto tempo como assistente e que eu estava madura e preparada o suficiente!
- E foi através daquele projeto? - Taehyung se atreveu a perguntar enquanto subia os olhos diretamente para .
- Sim! Mais uma vez obrigada por ter ido consertar meu notebook, se não fosse por isso eu provavelmente não teria entregado o projeto e a promoção poderia ter ido para outra pessoa.
Taehyung balançou a cabeça para de forma positiva enquanto comia mais um pouco do jantar preparado por Suga. Ficou feliz de ter feito parte de algo tão importante para ela, mesmo que indiretamente. Não deveria… mas não conseguia não sentir o peito ficar quente com o sucesso dela.
- Então antes você era assistente, certo? - assentiu para Suga - Agora você é o quê?
Todos voltaram a rir e Suga sentiu as bochechas esquentarem.
- Isso! Eu era assistente de projetista quando entrei e fiquei dois anos e pouco nessa função. Como assistente eu ficava responsável por auxiliar no desenvolvimento dos projetos, mas eu não atuava de forma muito direta, então ficava responsável só por verificar com os clientes quais eram as necessidades dele, detalhava os materiais para o projetista, viabilidade, custo e benefício, enfim, eu levantava as informações cruciais, o que claro, precisa ser muito bem-feito e é um trabalho super importante! Mas eu sempre gostei dos desenhos, de fazer os desenhos do projeto, sempre gostei dessa parte… Eu me formei para trabalhar com isso!
Taehyung mexia na comida involuntariamente enquanto ouvia falar sobre a profissão, ele reparou em como ela falava com propriedade sobre o assunto a achou a mulher mais sexy do mundo enquanto ela o fazia. O olhar dele passeou pelos lábios dela enquanto ela agora contava sobre a função que assumiria.
- Agora eu sou uma projetista de fato! Vou ficar responsável pelos desenhos dos projetos, aliás, não só dos projetos, não é? Fico responsável por desenhos de itens em geral, como ferramentas, equipamentos e uma série de outros materiais que são necessários para o desenvolvimento de produtos específicos etc. Eu já amava o que eu fazia, mas agora é diferente! Agora eu estou realmente onde eu sempre quis! Trabalhando com o que eu mais amo de verdade! Com o que eu me apaixonei!
Os olhos de brilharam de excitação e Taehyung sorriu abertamente enquanto ela também sorria e tinha uma das mãos apertadas por . O coração dele batia rápido dentro do peito, era como se a conquista dela preenchesse algum vazio no peito dele também. Estava genuinamente feliz de vê-la chegar exatamente aonde queria. Ele se lembrava de nunca ter duvidado que ela conseguiria! era uma profissional incrível e ele se sentiu orgulhoso dela, mesmo que os dois já não fizessem parte da vida um do outro diretamente. Quando a taça dela ficou vazia e foi encher, ela disse para a amiga que não precisava, que já estava satisfeita com duas taças.
- Estou te desconhecendo! - Suga e ela riram.
- Ainda estou meio traumatizada! Minha última experiência com bebida não foi muito agradável! - os olhares dela e de V cruzaram - Estou maneirando na bebida alcoólica. Bom estou maneirando em muita coisa!
- Uma nova mulher? - de novo ela e Suga gargalharam - Você faz bem! Mudanças sempre são necessárias, sejam elas externas ou internas.
- Os erros existem para que nós possamos aprender com eles, não é?
Voltou a trocar olhares com Taehyung, que rapidamente abaixou a cabeça.
O jantar seguiu com eles conversando sobre vários assuntos aleatórios e aí quando todos acabaram, Suga informou que ele e não tiveram tempo de preparar a sobremesa, mas que os ingredientes estavam todos na geladeira. deu a ideia de então as duas - ela e - prepararem um brigadeiro mesmo só para todos matarem a vontade do doce.
Assim que as duas partiram para a cozinha, Suga e V se sentaram no sofá da sala e V cantarolava a música que tocava na TV. Suga voltou com mais uma taça de vinho bem cheia e entregou para o amigo, que agradeceu com um grande sorriso.
e riam exageradamente de algo na cozinha, e hora ou outra também cantava e até mexia o corpo no ritmo da música. Taehyung não conseguia tirar os olhos dela.
- Você ainda gosta dela? - Suga e ele se olharam - Na verdade eu tenho certeza que gosta! Dá para ver pela forma que você olhou para ela durante o jantar enquanto ela falava sobre a profissão, além do sentimento amoroso, você a admira!
Taehyung abaixou a cabeça, constrangido. Era tão perceptível daquela forma? Ou Suga era um bom observador? De qualquer forma, ele tinha razão nos apontamentos.
- Posso te dar um conselho?
Taehyung fez que sim com a cabeça para o mais velho enquanto tomava um longo gole do líquido vermelho.
- Por que não tenta de novo? Por que vocês simplesmente não recomeçam?
- Porque eu tenho medo!
- Do que exatamente?
- De me machucar de novo! De deixá-la entrar e me quebrar de novo! E se ela ainda amar o ex? Ela sabe essa história de cabeça para baixo, com os mesmos personagens, cenários e aquele amor não correspondido. Mas por que diabos ela continua lendo esse livro?
- Mas ela já não deixou claro que estava apaixonada por você? Ou que estava se apaixonando pelo menos… Acho que ela já virou essa página, V!
- Preciso de uma certeza e no momento ainda não tenho! Estou recolhendo os pedaços ainda, hyung! - Taehyung levou uma das mãos ao próprio peito.
Suga entendeu que ele fazia uma alusão ao coração partido. Balançou a cabeça para V, entendendo o receio do amigo.
- Acho que você está certo em ter receio! Eu entendo… coração partido dói muito! Mas aposto que ficar longe dela dói também!
Taehyung balançou a taça e o líquido dentro dela, dando um longo gole em seguida. Suga não deixava de ter razão, ficar sem ela doía também. E muito…

Depois que eles comeram a sobremesa caminhou até a sacada do apartamento, não sem antes ter insistido com o casal de amigos que ela lavava as louças já que eles haviam cozinhado, Taehyung agora voltava do banheiro e encontrou e Suga na cozinha, os dois dançavam com os corpos colados enquanto brincavam e selavam os lábios. Ele riu achando os dois fofos e então vislumbrou na sacada, de costas para ele com os cabelos ao vento. Umedeceu os lábios e então foi até onde a garota estava.
Em silêncio ele encostou o ombro no dela, sem querer. olhou para ele rapidamente, depois voltou a olhar a bela vista da cidade que os dois tinham por lá.
- Parabéns pela promoção! Eu sabia que você conseguiria, !
- Obrigada! - sorriu para o vento.
- Você também não sabia?
- Que você viria?
- É! - V colocou as mãos sobre o parapeito da sacada.
- Não sabia! Eu juro!
- Eu acredito!
- Se você soubesse que eu viria, teria dito não?
Taehyung ficou em silêncio.
- Eu fui uma mentirosa, eu cedi ao fogo. Eu deveria ter enfrentado… Pelo menos estou sendo honesta! - deu de ombros - Me sinto um fracasso, pois eu sei que falhei com você! Eu deveria ter te tratado melhor, você não quer uma mentirosa!
Taehyung respirou fundo e então encarou o perfil de e ficou frente a ela, com as mãos nos bolsos da calça. sentia muita saudade dele!
- Não te desejo mal algum. Só espero que você não destrua os sentimentos de mais ninguém. Ainda estou juntando os cacos do estrago que você causou dentro de mim.
- E eu sei, eu sei, e eu sei que você poderia ter arrumado outra garota que te desse tudo, mas, V, naquela época eu não poderia te dar. E eu sei que você tem tudo… Mas eu não tenho nada sem você aqui!
Se virou de frente ao moreno e observou o cabelo volumoso dele voar com o vento soprando o rosto dos dois e quis muito tocá-lo.
- Você estava em mim, mas, não comigo, !
V retirou uma das mãos do bolso e levou até o rosto dela, segurando-o com firmeza. Não deveria fazê-lo, mas queria muito.
- Você não pode me perdoar? Pelo menos temporariamente... eu sei que isso é minha culpa, deveria ter sido mais cuidadosa.
V encarou os olhos brilhantes de , ainda segurando o rosto dela em uma das mãos.
- Estou segurando uma ponta da corda sem saber se você está do outro lado segurando a outra ponta. Não sei se ela está perdida entre as dimensões do espaço. Eu sei que preciso soltar a corda, . Eu sei que eu preciso te deixar ir. Mas eu nunca consigo. É que eu nunca sei se você pode me ouvir do outro lado.
Soltou a mão e o rosto dela, a deixando cair sobre o parapeito e então marejou os olhos pesadamente. Precisava ir embora, ou cairia em tentação e acabaria fazendo alguma besteira, tamanha saudade que sentia dela.
- Eu não mereço, sei que não mereço, V… Mas fique comigo por um minuto, juro que farei valer a pena!
Ela segurou o braço dele, fazendo com que V ficasse parado e depois voltasse a encostar o corpo no parapeito da grande sacada do apartamento de Suga. se colocou frente a ele enquanto descia a mão pelo braço coberto pelo tecido da blusa preta de mangas longas que ele usava. A mão de tocou a mão de Taehyung e então os dois entrelaçaram os dedos.
- Então, uma última vez eu preciso ser aquela que você leva para casa… Mais uma vez! Prometo que depois dessa, vou te deixar partir! Eu só me importo em acordar com você em meus braços, uma última vez! Me deixe ser aquela que você leva para casa…
E ele caiu em tentação, a besteira que ele tinha tanto medo de fazer, estava sendo feita e era tarde demais para Taehyung voltar atrás: juntou os lábios nos de com urgência e saudade, como se aquele fosse o primeiro beijo dos dois. As mãos permaneciam entrelaçadas, mas a mão que estava desocupada Taehyung levou até a cintura de , grudando o corpo magro dela ao seu. O coração de V batia apressadamente dentro do peito e os lábios dele formigavam de desejo mesmo já estando em contato com os dela. A língua de pediu passagem enquanto ela embrenhou uma das mãos nos cabelos de V, como quis fazer mais cedo. V cedeu passagem para que a língua dos dois se encontrasse uma com a outra, e o beijo acabou ficando mais intenso e molhado. A saudade que um sentia do outro era quase palpável e V continuava colando o corpo dos dois um no outro, até que gemeu baixo entre o beijo, sôfrega e V sentiu o corpo reagir e acender com força.
se atreveu a puxar os cabelos de V com certa força, demonstrando que realmente sentia falta dele, e que o desejava de verdade. Quando os lábios se separaram, ainda de olhos fechados e um pouco ofegante ele perguntou:
- Uma última vez e você me deixa ir?
, ainda um pouco fora de si, com o corpo queimando de saudades e de desejo, assentiu firmemente para ele com a cabeça enquanto entrelaçava os braços em volta do pescoço do mais alto. O pino da granada já havia sido retirado, ele deixaria que ela explodisse. Os lábios de Taehyung roçaram levemente nos de enquanto ele apertava os olhos fechados e encostava a testa na dele.
- Vou levar você para casa!
Quando os dois saíram da sacada e Suga ainda dançavam juntinhos na cozinha enquanto riam, com as testas encostadas uma na outra, imersos num momento só deles. sorriu ao ver a amiga toda feliz com Suga, torceu muito para que aquilo acontecesse.
- Amigos! - ela chamou enquanto olhava rapidamente para Taehyung.
As mãos de Taehyung já estavam nos bolsos da calça social preta outra vez, e ele mordeu o lábio. e Suga viraram o rosto na direção dos dois.
- Vocês querem jogar UNO?
De mãos dadas os dois saíram da cozinha e caminharam na direção de e V, que voltaram a se olhar rapidamente.
- Na verdade, nós já estamos indo! Eu vou deixar a em casa, ainda tenho algumas coisas para fazer… se não se importam!
- Imagina! Inclusive eu espero que possamos repetir mais noites assim, foi muito agradável ter vocês dois aqui!
Suga sorriu sem mostrar os dentes, e então ele e Taehyung trocaram um aperto firme de mãos, depois ele abraçou delicadamente e então foi a vez de as amigas se abraçarem e trocar alguns tapinhas nas costas com Suga.
Dentro do elevador, os dois levaram as mãos juntos até o botão do térreo e então se olharam rapidamente. Haviam voltado a ficar estranhos um com o outro e soube que V desistiria, ela mesma estava quase desistindo com medo de aquilo tudo ser um erro e acabar de afastar ainda mais os dois. Ainda dentro do elevador ela tirou o celular da bolsa, pronta para chamar um carro de aplicativo. O vento gelado do final de ano tocou a bochecha dos dois, fazendo encolher os ombros de frio.
- Eu tenho uma blusa de frio no carro! Te entrego, vem!
- Não! Eu estou pedindo um carro de aplicativo aqui!
- Por quê? - ele segurou o cotovelo dela.
- É melhor para nós dois! Eu não quero ser um erro para você outra vez!
Taehyung concordou com ela e então umedeceu os lábios.
- Eu levo você, ! Não precisa ser assim! Pelo menos deixar você em casa uma última vez eu posso!
- Você tem certeza? - ela colocou uma mecha de cabelo atrás da orelha.
- Tenho! Cancela essa corrida aí! - ele balançou a cabeça para .
Já dentro do carro, ele esticou o braço alcançando a blusa bege de frio que estava no banco de trás e entregou para ela, que vestiu sentindo o cheiro bom do perfume de Taehyung ao fazê-lo. Taehyung ligou o ar quente do carro e então deu partida.
fechou os olhos enquanto sentia o carro começar a esquentar, o coração dela não havia desacelerado desde o beijo trocado entre os dois. Involuntariamente ela levou uma das mãos aos lábios.
- Eu não me arrependi do beijo. Mas concordo que é melhor a gente… - ela o interrompeu.
- Sim! Eu sei! Não precisa afirmar, ainda dói!
- Sim! Dói… - V apertou o volante nas mãos.
- Dizem que eu ando bem melhor depois do que aconteceu no acampamento. Todo mundo consegue enxergar o quanto eu melhorei... Engraçado ver eles pensando que eu te superei.
Ele continuou dirigindo em silêncio, as mãos continuavam firmes no volante. Nenhuma mudança na expressão de Taehyung fez suspirar.
- Mesmo entendendo que o problema nunca foi você... Se não tivesse ido, eu não ia me resolver, estava confortável, não é? - ela deu de ombros enquanto voltava a colocar uma mecha de cabelo atrás da orelha - E ninguém aprende assim.
Os dois pararam em um semáforo e então V olhou para ela. O semblante de estava sério e ela não olhou de volta para ele, continuou:
- Aprendi! Mas cadê você para me aplaudir? - aí sim ela encarou os olhos brilhantes de V - Se todo mundo viu, por que você não está vendo? Todo esse esforço que eu estou fazendo? Para fazer você se sentir orgulhoso, para fazer você se apaixonar de novo... Para fazer você se apaixonar por mim de novo! Todo mundo vê, todo mundo, menos você!
Taehyung respirou fundo e os olhos dele marejaram, não tanto quanto os de , mas marejaram! E então antes que ele pudesse dizer qualquer coisa, o semáforo abriu e voltou a interrompê-lo.
- Está tudo bem! Não precisa me falar nada! Eu já falei demais e vou acabar piorando as coisas como sempre faço! Eu já entendi, e estou me trabalhando cada dia mais para seguir a vida sem você! Vai dar certo, para nós dois!
- Sabe de uma coisa? - ele respirou pesadamente - Eu preciso de um tempo, ! Digo, preciso colocar minha cabeça no lugar, para pensar no que fazer com a gente! No que fazer com toda essa mistura de sentimentos que eu tenho em relação a você, só isso! Eu fiz o impossível para manter você inteira. Eu só não esperava, que nesse processo, você me deixaria completamente devastado. Talvez algum dia eu consiga olhar para você com amor, e só com amor, sem mágoa! Acho que isso pode acontecer, mas preciso trabalhar a minha mente e meu coração.
assentiu para Taehyung enquanto desviava o olhar do rosto dele.
- Eu já estou te dando um tempo. Desculpe se hoje eu forcei alguma coisa.
- Não forçou nada! Como eu disse, eu quis aquele beijo! Mas você também sumiu de mim depois que consertei seu computador, então… sei lá!
Taehyung bagunçou rapidamente os cabelos antes de voltar com as mãos para o volante.
- Eu não sumi e nem me afastei, só parei de correr atrás de você já que você não queria mais estar ao meu lado, não queria mais segurar a minha mão, meu amor, minha amizade. Só estou respeitando o espaço que você mesmo colocou entre nós, Taehyung.
Ele fechou os olhos rapidamente, ela tinha razão! Então quando eles chegaram ao prédio dela, não fez o convite para Taehyung subir e ele não falou nada sobre isso também. Eles sabiam que era o melhor. Precisavam de mais um tempo… mesmo que a decisão de Taehyung um dia fosse se afastar para sempre, o deixaria decidir o que era melhor. Ela sabia que em algum momento ficaria bem também.
- Boa noite! - ela abriu a porta do carro, mas Taehyung a segurou.
- Você vai ficar bem essa noite?
- Por que a pergunta?
- Porque não gosto de te ver sofrendo! Droga! - ele bateu a mão livre no volante do carro - Vou entrar!
- Taehyung! Não precisa!
- Precisa! Vou esperar pelo menos você pegar no sono! - ele se desfez do cinto e então saiu do carro.
respirou fundo antes de sair também. Os dois subiram as escadas com ela na frente e ele atrás. Entraram no apartamento de e então ela acendeu as luzes da sala, tirou a blusa dele que vestia, a dobrou, depositando-a sobre o sofá logo em seguida.
- Eu vou tomar um banho e aí arrumo a cama para a gente dormir!
Durante o banho ela se permitiu derramar algumas lágrimas e a cabeça dela não desligava. se perguntava, se era certo deixar que ele ficasse… apesar de querer com todas as forças.
Quando ela saiu do banheiro, já estava vestida com seu pijama. A cama já estava arrumada e Taehyung esperava por ela de pé, ele esfregava as mãos umas nas outras, de frio.
- Acho que podemos pegar mais um edredom, não é? Está muito frio!
sorriu, achando-o a coisa mais doce e fofa do mundo. Taehyung sorriu de volta para ela e caminhou até o grande guarda-roupas embutido do quarto, abriu o móvel e na ponta dos pés ela retirou mais um cobertor de lá.
- Edredom não tem mais! Só no quarto que era da ! Mas tem esse cobertor aqui, serve?
- Sim! Me dá! - ele esticou os braços e entregou o cobertor para ele, que estendeu sobre o edredom já posto na cama -
Ele se deitou primeiro e então o observou enquanto ele fechava os olhos. Ela fechou os dela também e sentiu o estômago vibrar. Aquilo seria bom para os dois? Apagou as luzes e se deitou ao lado dele na cama de casal do quarto. Respirou fundo, deixando o pulmão se esvaziar de todo o ar, como se aquilo de alguma forma fosse deixá-la mais tranquila.
Quando ela sentiu uma das mãos de Taehyung lhe apertar a cintura, pressionou os lábios um no outro. Os músculos enrijeceram, havia ficado tensa.
- Não quer que eu toque você? - a espinha e o restante do corpo de se arrepiaram com a voz grave de Taehyung ecoando em seu ouvido.
Perto demais… aquilo era tortura!
- Só não quero acordar com você dizendo que foi um erro me tocar!
- Não vou! Preciso disso essa noite! Por favor…não fuja de mim!
relaxou os músculos, se permitindo relaxar nos braços dele. V se aninhou na mais velha enquanto inalava o cheiro dos cabelos pretos de .
- V! - ela chamou, temendo que ele já tivesse dormido - Não vou correr atrás de você, e muito menos correr de você. Estou aqui, no mesmo lugar, você sabe o caminho. E que você sinta vontade de precisar de mim!
Em resposta, ele agarrou-se ainda mais ao corpo magro de .


Centésimo Primeiro Capítulo - Little bit more

Assim que desceu do carro, Seokjin botou os olhos na casa de e viu o então chefe dela, aquele que havia conhecido no restaurante e também que havia a levado no bar no dia em que ela havia quebrado o pé parado lá na porta.
Ele botou as mãos na cintura e encarou o homem - que não o havia visto - e pensou no que ele estaria fazendo ali. Seokjin sabia que hoje estaria trabalhando de casa, então que diabos o chefe dela estaria fazendo lá? Assim que a porta da casa fora aberta, Seokjin resolveu entrar na casa dos pais.
Foi recebido pela mãe que lhe beijou rapidamente a bochecha. Ele tomou café da manhã com os pais e então quando eles acabaram e voltaram para a sala, Eun e ele trocaram um olhar.
- Vou subir para pegar as minhas coisas! - Jin piscou para ela.
- Que coisas? - a mãe gritou, mas Eun já havia subido.
- Bom! Hoje é a inauguração da minha galeria! A noite… e os meus amigos também organizaram uma festa de comemoração!
Os olhos de Jin brilharam ao mencionar os amigos recém feitos.
- Eu vim deixar o convite para vocês dois! Sei que isso não é importante para nenhum de vocês, que na verdade isso é completamente insignificante… - ele marejou levemente os olhos - Mas é importante para mim! É a minha maior realização até o momento, e eu ficaria contente se vocês dois pudessem me prestigiar, mesmo que por cinco minutos!
Os pais olharam um para o outro e então Si-Woo pigarreou. A mãe reparou na mão do filho, estendida na direção deles com o convite e então ela o pegou. Mas não abriu, não leu nem o que estava escrito no envelope. Jin fechou os olhos com força sentindo o peito arder de dor, por mais que ele já soubesse do descaso dos pais, por mais que já imaginasse que eles não fossem, tudo isso já acontecia há tanto tempo, ele já deveria estar acostumado e aquilo não deveria machucar mais. O problema é que machucava, todas as vezes quebrava o coração dele.
- E o que a Eun tem a ver com isso?
- Ela quer ir comigo, pai! Me pediu para ir porque quer estar comigo, quer conhecer a galeria! Eu gostaria muito que vocês dois permitissem que ela fosse comigo!
- Mas e a tal festa? Os seus amigos são todos adultos e eu tenho certeza que essa festa não é um ambiente adequado para a sua irmã.
O pai continuava em silêncio e encarava o relógio no pulso. Seokjin bagunçou os próprios cabelos.
- Eu a trago para casa assim que a inauguração acabar, vocês podem ficar tranquilos quanto a isso!
Eun descia as escadas e então quando alcançou o primeiro andar da casa ela se pôs ao lado do irmão com a mochila nas costas e encarou aos pais.
- Por que você não nos pediu para acompanhar seu irmão com antecedência Eun?! - a mãe repreendeu.
Seokjin voltou a fechar os olhos com força. Quanto estresse num dia que deveria ser apenas de alegria.
- Justamente porque ele é meu irmão! Eu não deveria pedir permissão a vocês para fazer nada com ele! - Eun revirou os olhos, também impaciente.
Si-Woo se levantou do sofá e então pegou sua pasta sobre o sofá, ao lado de Eui.
- Eu estou indo para o trabalho, um trabalho de verdade! - ele olhou para Seokjin que apenas abaixou a cabeça - Traga a sua irmã para casa assim que acabar lá!
- Sim, senhor! - Seokjin bateu continência para o pai, mesmo sabendo que ele detestava quando ele o fazia.
Se despediu da esposa e de Eun, passou reto por Seokjin, fazendo os olhos dele marejarem outra vez.
- Vamos, Eun? Daqui ainda tenho que passar no pessoal responsável pelo buffet da inauguração! Preciso acertar uns últimos detalhes.
A irmã assentiu para ele e então acenou para mãe antes de começar a caminhar em direção à porta. Seokjin e Eui se encararam por alguns segundos, e ele esperou ouvir alguma palavra de apoio da mãe, mas ela apenas lhe beijou a bochecha.
- Não traga a Eun muito tarde, querido!
- Tá bom mãe! - umedeceu os lábios e depositou um beijo na testa da mãe.
Eun já esperava pelo irmão dentro da camionete dele.
- Obrigado, criança! - ele sorriu para ela assim que entrou no carro.
- Você é minha família e eu sou sua família, loser!
Os dois fizeram um high-five antes de gargalharem.

Os olhos de reviraram assim que puseram os olhos no chefe. Ele tinha o mesmo sorriso sacana nos lábios de sempre e embrulhou o estômago quando ele lhe tocou o rosto e lhe beijou a bochecha, como se fosse um amigo íntimo.
Os olhos dele passearam pelos cômodos visíveis da casa de e ela e a mãe trocaram um olhar carregado de incômodo. se apoiava na bengala e no outro pé. Já estava conseguindo andar sem muita dificuldade graças a bengala e já conseguia apoiar o pé no chão, não por muito tempo, mas conseguia. Estava sendo cada dia mais fácil. Havia surgido um mega problema, um dia antes da estreia de um dos games desenvolvidos por , e ela infelizmente não estava conseguindo resolver sozinha, então o chefe resolveu que iria ajudá-la, pessoalmente.
E agora lá estava ele andando pela casa como se ela estivesse à venda e ele fosse um potencial comprador. pigarrou chamando a atenção dele.
- Vamos lá para fora? O meu material de trabalho está todo lá para que a gente tenha mais espaço para trabalhar. Pode me acompanhar, Bruno!
sentia os olhos dele passeando por seu corpo enquanto as costas queimavam. Odiava Bruno com todas as forças…
- Você já está bem melhor do pé, né? Já pode voltar para a empresa, sinto falta do seu rostinho bonito por lá!
respirou fundo, aquele era o assédio de número mil que ela sofria, provavelmente. Se sentaram em suas cadeiras e ele colou a cadeira na dela. fechou os olhos, incomodada. Ele não se tocava!
- Eu vou voltar quando o meu médico me liberar para voltar, Bruno! Já conversei isso inclusive com o diretor!
- Eu bem acho mesmo que você trabalha por um mero hobbie, não porque gosta ou precisa! Olha só para a sua casa! É uma baita mansão! Incrível! Seus pais fazem o que mesmo?
revirou os olhos com força e soltou um suspiro, quem sabe ele percebesse.
- Você faz alguma ideia do que pode ser o problema? - ela cortou o assunto.
- Lembro que você uma vez comentou lá que eles eram empresários, não é? Não quis trabalhar com o seu pai?
- Não! Não me identifiquei com o ramo de negócios que ele atua e nunca quis ser dependente dos meus pais, então resolvi escolher meu próprio caminho.
- Você é diferente mesmo das mulheres com as quais já convivi…
voltou a revirar os olhos.
Bruno passeou os olhos pelo rosto de e então voltou a olhar para a casa. Ele pensou que de fato os pais de deveriam ser muito ricos. O quão vantajoso seria tê-la por perto? Ou até quem sabe como namorada? O quão incrível seria exibir uma mulher como ela a tiracolo? Bonita, ainda jovem, rica e de personalidade forte… claro que a personalidade dela teria que ser moldada por ele, já que a única parte desinteressante para Bruno era essa: a personalidade forte e o gênio dela. Os amigos poderiam interpretar mal… E Bruno preferia as mulheres mais submissas, mas de acordo com ele isso era fácil de resolver. Precisava primeiro conquistar ! Ele sorriu de canto enquanto voltava a falar sobre o trabalho.
- Pode prestar atenção no que eu estou falando, por favor? - pediu, impaciente.
O chefe então se recompôs da maneira que pode e então colou ainda mais a cadeira na dela e então olhou para a tela do computador. não sabia o que fazer para conseguir consertar aquele erro, e esperava que o chefe a ajudasse a encontrar a solução o mais rápido o possível.

Eun prestava atenção no irmão que conversava com uma senhora e um homem de meia idade, acertando o horário exato em que eles estariam presentes para arrumar todo o buffet e eles conferiram o cardápio. Depois os dois foram enfim para o prédio onde a galeria de Jin ficaria. Quando chegaram ao andar, Eun abriu levemente a boca ao perceber que a galeria do irmão ocupava o terceiro andar inteiro.
- Loser! - ela franziu a testa - Uau!
Jin sorriu para a irmã enquanto a abraçava pelos ombros.
- Que foi, criança?
- Eu não acredito que sua galeria é desse tamanho! Uau! Que incrível!
Os dois se desviavam dos trabalhadores que passavam pelo local, carregando as grandes obras, cobertas por panos brancos e os olhos da mais nova brilhavam. As obras que já estavam dispostas pelo lugar ainda estavam cobertas com os tais panos brancos, e mesmo assim Eun olhava admirada para elas.
- É sim, criança! Trabalhei muito duro para conseguir!
Jin voltou a sorrir e a irmã sorriu de volta para ele. Os dois se encontraram com Serena e com V, que já estavam lá para ajudar Seokjin com o que ainda fosse preciso.
Seokjin cumprimentou Serena com um rápido beijo na testa e então abraçou desajeitadamente o amigo. Os dois riram.
- Isso aqui está monstruoso de tão bonito, amigo! De verdade!
Seokjin viu o sorriso quadrado do amigo se abrir e então ele marejou os olhos. V era como um irmão para ele, tinha tanto carinho pelo amigo! E vê-lo ali, o apoiando e ajudando com tudo só fazia esse carinho aumentar.
- Verdade, amigo! Estou muito ansioso… tenho medo de sair alguma coisa errada!
- Não vai dar nada errado! - disse V depois de bagunçar os cabelos de Eun e ter os seus cabelos bagunçados por ela - Seu irmão é doido!
Eun concordou com V enquanto balançava a cabeça.
- É justamente para isso que eu e o V estamos aqui, Seokjin! Para te ajudar a garantir que nada vai dar errado! Precisa confiar mais em si mesmo, querido! Suas exposições sempre ficam lotadas, tudo sempre dá certo, por que agora seria diferente?
- Relaxa, homem! Temos trabalhado tão duro! Confie nisso! Deixe as coisas fluírem, agora a gente só precisa terminar de organizar umas coisinhas, tá tudo pronto, só se divertir, você merece!
Taehyung apoiou uma das mãos no ombro largo de Seokjin, que respirou fundo tentando relaxar um pouco.
Os quatro se dividiram em duplas, Serena e Seokjin e V e Eun. Em duplas e com o direcionamento de Jin e Serena os três passaram o restante do dia e da tarde ajeitando os últimos detalhes, até que finalmente anoiteceu e eles receberam os responsáveis pelo buffet e a recepcionista que Jin contratara exclusivamente para a galeria chegara com eles, já devidamente uniformizada e pronta. Então os quatro se despediram, prontos para se arrumarem e voltar já para o evento.

Quando a irmã apareceu na sala com a saia lápis preta e a camisa de seda branca, os dois se encararam e então riram da coincidência. Jin também trajava preto e branco: a calça era social e preta, mas não muito larga no corpo magro dele e então na parte de cima ele usava um blazer preto com alguns pingentes de cor prata em um dos bolsos, antes da camisa branca, por baixo do blazer e sobre ela, ele usava uma faixa da mesma cor, longa fazendo-o parecer ainda mais alto do que ele já era. A irmã encostou no tecido da faixa, curiosa.
- É cetim? - a irmã acariciava a faixa.
- Cetim! Foi a eomma que me deu, quando eu me formei! Escondido do appa! Segunda vez que uso essa faixa…
- Para momentos especiais? - Eun subiu o olhar para ele.
- Sim! Só uso em momentos muito significativos! Queria que ela me visse usando…
Eun viu os olhos do irmão se encherem de água.
- Não chora, Jin! - ela subiu as mãos para o rosto do irmão - Hoje é dia de felicidade, você tem que ter bons pensamentos! Eu tenho certeza de que a eomma vai estar lá de coração! E eu vou fazer questão de contar para ela que você estava usando a faixa que ela deu e que estava lindo!
Seokjin beijou a testa da irmã com carinho depois que ela limpou as lágrimas teimosas dele. Agradeceu a ela mais uma vez por estar com ele.
- Você era só uma criança até esses dias, Eun! - ele comentou quando os dois chegaram ao estacionamento.
- O tempo passa rápido, não é? - Eun gargalhou.
- Estou mesmo velho! - Jin balançou a cabeça - E você e o Samuel? Você passou meu convite a ele?
Eun fez que sim para ele enquanto virava a cabeça na direção de Seokjin.
- Sim! É a última chance de ele aparecer para enfrentar nossos pais! Porque eu ainda acho que eles podem aparecer, não é? Eu conheço a eomma, ela está morrendo por dentro para ver sua galeria! Tenho esperanças de ela conseguir convencer o appa, nem que seja alguns minutinhos!
Seokjin também tinha essa esperança, bem no fundinho do peito, ele e a irmã esperavam pelos pais.
- E se ele não for?
- Vou terminar o namoro!
- Que radical, Eun!
- Claro que não! Jin, ele precisa criar coragem para enfrentar as coisas comigo! Não me deixar sozinha enfrentando tudo e lutando sozinha!
Seokjin riu e balançou a cabeça em negativa. A irmã tinha a personalidade parecida com a de , ele pensou. Será que ela já estava se arrumando para ir? Ele se culpou um pouco por não ter tido muito tempo para ela hoje… estava ansioso para vê-la.
Estacionou a caminhonete no estacionamento restrito para quem tinha alguma sala do prédio e então ele e Eun subiram para o andar da galeria. Serena já esperava por ele junto à recepcionista.
- Eu não me atrasei, não é? - ele e Serena beijaram a bochecha um do outro - Já chegou alguém?
Serena riu do nervosismo do jovem, e Eun revirou os olhos.
- Você está adiantado, Seokjin! Só estamos nós quatro aqui! Eu e a Yanna já nos desfizemos dos panos que cobriam as obras, está tudo pronto! Fique calmo! Daqui a pouco a imprensa deve chegar!
- E a música? - ele adentrou a grande galeria e Serena o seguiu, rindo.
- Está programada para começar já, já! - Serena tocou o ombro dele - Aprecie a sua galeria, Jin! Aprecie sua nova exposição! Olha como tudo está lindo!
Seokjin deu um giro em volta do próprio corpo, finalmente pousando os olhos por suas próprias peças. Primeiro as fotografias, incluindo algumas que ele havia tirado no acampamento: da bela vista que a propriedade de proporcionava, intercaladas com as fotografias da paisagem estavam algumas fotos individuais dos amigos que ele havia tirado enquanto eles estavam distraídos. Tinha pelo menos uma foto de cada um dos amigos e amigas, havia fotos de todos eles reunidos para brincarem, jogarem etc. Jin sorriu abertamente enquanto caminhava pelas fotos expostas em molduras douradas. Ele havia pedido permissão aos amigos, é claro! E nenhuma daquelas peças estava à venda, elas eram a parte da exposição que ficaria a mostra por tempo indeterminado até que ele programasse a próxima exposição, que pelas negociações não seria dele. Ele achou que seria incrível ter as fotos daqueles momentos tão especiais para todos eles bem na primeira ala da galeria, para que aquelas lembranças fossem a primeira coisa que todos vissem quando entrassem.
Depois ele passou pela parte onde os quadros com suas pinturas estavam, e chegou até o salão onde as esculturas estavam expostas. Tudo estava exatamente da forma que ele havia pensado e planejado durante anos. Quando ele chegou ao salão principal, Eun o abraçou com força.
- É tudo tão lindo, irmão! Estou orgulhosa de você! appa e eomma também estariam se vissem de perto o quanto o seu trabalho é incrível!
Antes que Seokjin pudesse responder, Serena apareceu perguntando se ele já estava preparado para receber os primeiros representantes da imprensa que haviam chegado e ele disse que sim, enquanto raspava a garganta. Eun piscou para ele e então o deixou sozinho.
Seokjin, mesmo acostumado com aquele protocolo todo, por já ter feito tantas exposições, se sentia especialmente nervoso naquela noite. Afinal de contas, era a realização de um sonho, aquele espaço era dele! Aquela exposição falava tanto sobre ele! Sobre as dores dele, sobre suas realizações, sobre suas dificuldades, sobre suas glórias… e foi exatamente o que ele disse para a imprensa, que chegava uma atrás da outra.
Quando ele finalizou uma das entrevistas, Serena avisou a ele que por enquanto não havia mais representantes da imprensa, e sim convidados pessoais e profissionais de Seokjin. Ele fazia questão de cumprimentar os convidados um por um e saber o que estavam achando. Foi aí que os olhos dele bateram e Suga e de mãos dadas, observando as esculturas enquanto , um pouco mais afastada deles, tirava foto de uma delas. Ele sorriu, sentiu o coração ficar quente. Foi até eles.
- Que bom ver vocês aqui! - ele passou as mãos delicadamente pelas costas de .
A mais nova sorriu para ele, virando-se para encará-lo, e o namorado fez o mesmo.
- Ah! Obrigada pelo convite, Jin! Está incrível! Eu não fazia ideia do quão talentoso você é!
- Faço das palavras da as minhas, Jin! - ele e Suga trocaram um aperto de mãos - Sou particularmente apaixonado por esculturas! Estão todas à venda?
- Sim, amigo! Mas, escolha uma! Um presente!
- Não! - Suga balançou a cabeça em negativa para Seokjin - Não vamos misturar as coisas! É seu trabalho, vou pagar pela peça que eu escolher!
Seokjin estreitou os olhos na direção dele e antes que pudesse argumentar com o amigo ele sentiu alguém lhe acariciar as costas e então ele e sorriam um para o outro.
- Fiquei feliz pelo convite! E uau!
Os dois riram e então Seokjin devolveu a carícia que ela havia feito em suas costas.
- Que bom que veio! Vocês gostaram da exposição das fotos do acampamento? Estou louco para saber o que a vai achar!
- Particularmente para mim é a melhor parte da exposição! - comentou.
- Fiquei super emotiva vendo as fotos!
- Você é muito bom, hyung!
Seokjin, emocionado, sorriu para os amigos.
- Fiquem à vontade, eu preciso receber mais gente! Mas, por favor, sintam-se em casa! Daqui a pouco eles começam a servir as bebidas e comidas, e eu volto para falar com vocês!
- Fica tranquilo! A gente sabe que você precisa dar atenção a outras pessoas! - o tranquilizou.
Seokjin recebia agora outros artistas, e então passeava com eles pela enorme galeria, que estava repleta de suas artes. Os colegas, é claro, o elogiavam e elogiavam a grande aquisição, depois recebeu alguns amigos da família, que obviamente perguntaram por Si-Woo e Eui, e Seokjin dizia apenas que os dois já haviam o parabenizado e que não gostavam desses eventos, mas no fundo, a cada vez que ele pensava nos pais, o peito dele doía.
e V cumprimentaram alguns conhecidos assim que chegaram ao local e bateu os olhos na primeira ala da galeria e então sorriu. Cutucou o irmão, discretamente, já que ele era uma borboletinha social e adorava conversar com todo mundo! Ele olhou para a irmã.
- O que foi? - ele sussurrou.
- Olha aquilo ali! - ela apontou para a direção das fotos com a cabeça.
Os olhos de V pousaram no mesmo lugar que os olhos da irmã e então o coração dele aqueceu dentro da camisa social branca. caminhou em direção a ala e então V se despediu dos conhecidos e seguiu a irmã com as mãos nos bolsos da calça marrom.
Os dois passearam pela ala da galeria onde as fotos do acampamento estavam expostas e parou na frente de um dos quadros com uma foto de Jungkook rindo e distraído. Ela deu um sorriso de canto e então levou a mão até ela, fazendo uma rápida carícia no rosto dele. V encarava uma foto dele ao lado de Jimin e então, seus olhos passearam por todas as telas, ele deteve os olhos um pouco mais em uma das fotos: a de . Ela estaria lá?
Depois e V deram os braços e então encontraram-se com Seokjin. Taehyung e ele se abraçaram demoradamente.
-Está incrível, hyung! Parabéns! Eu estou muito orgulhoso de você, Jin!
Seokjin sorriu enquanto os dois se soltavam.
- Você me ajudou tanto, Taehyung! Obrigado!
Taehyung sorriu, abaixando a cabeça e Jin riu. Depois ele e se abraçaram também e claro: ela fez questão de parabenizar o amigo e expressar sua felicidade também.
Depois de conversarem mais um pouco, o amigo precisou receber mais convidados, mas antes ele avisou para os dois amigos que , Suga e já haviam chegado. O coração de V deu uma pirueta dentro do peito e notou que o irmão ficou levemente vermelho.
Os dois caminharam mais um pouco pela galeria, apreciando o trabalho do amigo, cumprimentando mais alguns conhecidos e então viu os amigos. Acenou para eles, que acenaram de volta para ela.
, que tinha os lábios secos agora, levou a taça de champanhe aos lábios, tomando um pouco do líquido para tentar abater o nervosismo. Foi aí que os olhos dos dois se encontraram. cochichou algo no ouvido do irmão e ele concordou com ela com a cabeça. Em segundos, os dois caminhavam em direção à , e Suga.
Os amigos se cumprimentaram e V se pôs ao lado de , enquanto e conversavam e Suga atendia uma ligação.
O coração dos dois batia rápido dentro do peito, mas nenhum deles se atreveu a conversar ou a olhar muito um para o outro.
Seokjin agora estava na porta da galeria falando com alguns representantes da imprensa que já estavam indo embora quando e chegaram. Ele sorriu para as duas garotas, que claro, sorriram de volta para ele. Foi automático: ele viu as duas e pensou em . Certamente ela viria com os pais…
Assim que ele se despediu da imprensa, foi em direção às duas. Eles trocaram rápidos beijos nas bochechas e então foi a primeira a se pronunciar:
- Uau, aqui é enorme, Seokjin!
- Verdade! - Ludmila passeou os olhos pelo local e sorriu com as fotos do acampamento expostas.
- Sim! O andar inteiro é meu! E eu já tenho mais uma exposição agendada assim que a minha acabar! Inclusive, … - ele pausou enquanto dava passagem para que as meninas terminassem de entrar na galeria - Eu estou ansioso para você ver a parte da exposição sobre o acampamento!
sorriu para ele e então Seokjin levou as duas até a primeira ala da galeria onde as fotos estavam. A loira marejou os olhos instantaneamente assim que pousou os olhos pelas fotos da casa, pelas fotos da paisagem, e dos amigos. também ficou levemente emocionada com as fotos, e então os olhos dela passearam pela foto de Jimin exposta lá, ao lado da de J-Hope. Ela caminhou até lá, involuntariamente e quase acariciou o rosto dele sobre a tela, tamanha saudades ela sentia da pele dele… e ela trocaram um olhar e então a abraçou pela cintura.
- Quem sabe ele não vem!
- Do que adianta ele vir? Ele não fala comigo, !
suspirou e a amiga fechou os olhos rapidamente para engolir o choro. Passearam pelo restante da ala, impressionadas com o talento do amigo para a fotografia. Seokjin acompanhou as duas e então quando elas saíram da ala, entraram na parte onde ficavam os quadros. Seokjin perguntou:
- Gostou das fotos, ? Eu tentei ser o mais sútil possível com as fotos que selecionei! Quis muito passar os sentimentos que tive na casa, com vocês… quis muito que as pessoas que nunca estiveram lá, pudessem sentir o que eu senti lá!
- Tenho certeza de que conseguiu! Meus pais certamente achariam as fotos incríveis, Seokjin, obrigada!
- Depois preciso do seu endereço, eu emoldurei algumas para você, de presente! Não estão na exposição, eu fiz para você!
Os olhos de marejaram ainda mais e ela segurou a mão dele, com força. Agradeceu a ele mais uma vez.
- Você já vendeu a casa? - ele umedeceu os lábios, tinha uma proposta para fazer a ela.
- Ainda não consegui vender!
- Eu gostaria de comprá-la! - arregalou levemente os olhos - Podemos conversar melhor sobre isso em um outro momento? Namjoon está te ajudando com isso, não está?
Seokjin havia se apegado à casa e aos momentos incríveis que vivera lá com os novos amigos, e afinal de contas, a casa e o acampamento haviam sido decisivos para que hoje, ele e estivessem bem. Então queria sim comprar a propriedade.
- Claro! Podemos combinar a conversa para quando você quiser! Vou ficar muito feliz de vendê-la para você, Seokjin! - os dois sorriram um para o outro.
- Os outros já estão aqui? - interrompeu sutilmente a conversa.
Na verdade ela queria descobrir se Jimin já havia chegado… claro que queria ver os amigos, mas o coração dela precisava saber de Jimin.
- , Suga, , e V já estão aqui! Vocês tem notícias da ? - Seokjin coçou a nuca enquanto ficava vermelho.
As amigas se entreolharam e então sorriram, achando bonitinho ele ficar sem jeito.
- Ela só nos mandou uma mensagem alegando que estava com problemas no jogo que estreia amanhã, depois disso ela sumiu! Mas você chamou os pais dela também, não foi?
Seokjin assentiu para as meninas, e então tranquilizou o amigo, dizendo que já ela e os pais estariam lá. Depois as duas se juntaram ao restante dos amigos.
Seokjin apresentou a irmã para eles, e logo ela já estava lá conversando com e V, já que tinha mais intimidade com os dois, e então foi receber mais convidados. O buffet já havia sido liberado e ele sentia o coração bater forte dentro do peito, ainda sentindo a ansiedade tomar conta do corpo apesar de estar tudo saindo conforme ele havia planejado. A galeria começava a ficar lotada, então ele sorriu depois de respirar fundo e receber mais gente.
Hoseok sorriu para a recepcionista enquanto entregava o convite para ela, que sorriu de volta e então deu sinal para que ele pudesse entrar. Os olhos nervosos de Hoseok procuravam por algum conforto, algum rosto conhecido, então ele encontrou Seokjin e voltou a sorrir quando o moreno veio em sua direção com os braços abertos.
- J-Hope! - ele abraçou o mais novo que soltou uma de suas gargalhadas enquanto retribuía o abraço - Que bom que você veio! Cadê o Jimin? Vocês estão sempre juntos, achei que fossem chegar juntos hoje também!
Hoseok engoliu seco, havia dias que não falava com o amigo. Ele não respondia, não atendia as ligações, nunca estava em casa quando Hoseok ia até lá e o moreno temia que os dois se afastassem de novo, além de estar preocupado com o amigo. Ele já não falava mais com e … e elas também não sabiam explicar o que estava acontecendo.
- Acho que ele não vem, Seokjin! Faz dias que não nos falamos, e nem com as meninas ele tem falado! Acho que aconteceu alguma coisa com ele, mas não sei o quê!
- E você está preocupado e triste, não é? Você é um homem muito transparente, J-Hope! Suas emoções sempre aparecem no seu semblante! Sabia disso?
Hoseok arregalou os olhos enquanto franzia a testa e depois, soltou mais uma de suas risadas escandalosas.
- Eu gostaria que ele viesse… mas se algo estiver acontecendo com ele, eu entendo! E se vocês precisarem de ajuda com ele, só me falar!
Hoseok achava incrível como Seokjin era um homem gentil e sempre prestativo. Provavelmente por isso ele era artista. Hoseok balançou a cabeça para ele.
- Vem ver a galeria! Vem ver a parte do acampamento! Tem uma foto incrível sua!
- Minha? - ele apontou para si mesmo enquanto sentia o coração acelerar.
A foto de Hoseok era uma das maiores na exposição, pois de acordo com Seokjin, era a mais bonita, por justamente Hoseok ser tão expressivo. A foto dele para Seokjin expressava intensamente o que aqueles dias haviam representado: alegria.
Ele sabia que Hoseok era tímido e extremamente reservado, então havia dito para Hoseok que ele estava nas fotos em grupo, mas não havia detalhado que haviam fotos individuais de cada um dos amigos, pois sabia que Hoseok corria o risco de se sentir incomodado e talvez nem aparecer na inauguração ou não querer a foto exposta lá e Seokjin fazia questão que a foto de Hoseok fosse um dos carros chefes da ala.
- Sim! Tenho fotos individuais de cada um de vocês expostas!
- E quando você tirou isso? - Hoseok umedeceu os lábios enquanto caminhava entre as pessoas com Seokjin que cumprimentava todos.
- Em momentos de distração de vocês! A sua foto é o meu carro chefe da parte de fotos da exposição.
Hoseok voltou a arregalar os olhos e então quando eles chegaram até a ala, Hoseok passeou os olhos por todo o lugar primeiro e então Seokjin assentiu positivamente para ele. Começou a caminhar pela exposição, o sorriso de Hoseok ia brotando no rosto enquanto ele caminhava pela exposição, os dedos dele tocavam levemente as telas e a cada foto ele ia buscando o momento na memória e o sorriso aumentava.
A ala estava cheia de gente e Hoseok então chegou as fotos individuais dos amigos, o sorriso ainda no rosto. Até que ele passeou um pouco mais e encontrou a foto de Namjoon… Hoseok engoliu seco, mas acabou parando na frente dela, como havia feito com a dos outros amigos. Passeou os olhos pelo rosto de Namjoon e depois encarou os olhos de dragão dele… umedeceu os lábios que ficaram levemente secos e então passeou os olhos pela foto de . O sorriso dele aumentou…
E então a próxima foto era a dele… ele sorria para algo, ou para alguém e os olhos dele brilhavam. Algumas pessoas observavam a foto e olhavam para ele, sorrindo. Hoseok sentiu as bochechas esquentarem com força. As pessoas então elogiavam a foto diretamente para ele e depois para Seokjin que agora estava ao lado dele.
- Viu só? - Seokjin o cutucou com o cotovelo.
Hoseok voltou a olhar para sua própria foto. Ficou feliz com o resultado dela e então olhou para Seokjin.
- Você é talentoso, eu consegui ficar bonito!
- Ah, J-Hope! - Seokjin riu, fazendo Hoseok rir também - Não seja tão modesto!
- Não seja modesto você, Seokjin! É lindo! - ele passou a mão pela foto de .
Seokjin olhou para ele com os olhos semicerrados e então os dois riram alto outra vez. Mais alguns convidados haviam chegado e Seokjin deixou que Hoseok percorresse a galeria sozinho para receber mais gente. Ele assim o fez, fotografando algumas peças no caminho e aí ouviu vozes bem conhecidas chamarem por ele, deu um giro em volta do próprio corpo e encontrou os amigos acenando e chamando por ele. sentiu o coração acelerar dentro do peito, será que Jimin estava com ele? Ela entreabriu a boca em antecipação e então viu Hoseok caminhar sozinho em direção a eles. Ela ainda tinha esperanças que ele apareceria por lá.
Cumprimentou os amigos e depois abraçou com força depois de olhá-la dos pés à cabeça, ela estava linda. O coração dele ainda batia rápido dentro do peito.
- O que achou das fotos?
- Do acampamento? - ele pegou uma taça de champanhe.
assentiu para ele, segurando a taça que ele havia pegado e levando até os próprios lábios, dando um gole do líquido fazendo Hoseok rir.
- Ficaram lindas! A sua especialmente!
- A sua! - ela sorriu para Hoseok - Quando você vai se ver da forma que eu vejo?
Hoseok ficou vermelho e levou a taça aos lábios.
- Vocês tem notícias do Jimin? - ele perguntou e atraiu a atenção de .
As duas amigas se olharam e então abaixou a cabeça.
- Nós achamos que ele viria com você!
- Ele ainda está ignorando vocês duas? - fez que sim - Ele também não falou mais comigo! Só aquele dia que me disse que precisava de um tempo sozinho… eu estou preocupado!
- Eu também, Hobi! Ele parece outra pessoa!
sentiu o coração apertar dentro do peito e os olhos marejaram, ela pediu licença aos amigos para procurar o banheiro do lugar e se retirou ou acabaria chorando ali mesmo.
Os amigos conversavam sobre diversos assuntos e Seokjin agora estava junto a eles, com uma taça de champanhe na mão, até que eles todos avistaram Jungkook sorrindo e acenando para eles. o observou com o sorriso de coelho no rosto, acenando loucamente para os amigos e o coração tranquilizou ao saber que ele estava lá. Havia recebido uma ligação do stalker um pouco antes de ficar pronta para a inauguração e então estava tensa desde que saíra de casa com o irmão. Ver Jungkook ali, sorrindo, tão ternamente e tão feliz fez ela ficar mais calma.
Caminhava ainda acenando e sorrindo para os amigos e então acabou esbarrando-se em que voltava do banheiro. Ele a segurou pela cintura impedindo que ela caísse e então arregalou os olhos. Os dois se encararam e ela pediu desculpas.
- Desculpa, menino coelho! Eu não vi você!
A voz dela soou baixa e Jungkook reparou que os olhos dela pareciam um pouco vermelhos.
- Mas a culpa foi minha, ! - ele soltou um riso nasalado - Está tudo bem?
fez que sim com a cabeça para ele.
- Tem certeza? Você parece ter chorado…
engoliu seco.
- É uma alergia! Meu olho está que coça, acredita? - ela passou levemente o dedo por um dos olhos coçando-o.
- Ah! - Jungkook a soltou - Entendi!
Os dois caminharam juntos até os amigos e Seokjin abraçou Jungkook enquanto eles se cumprimentavam. Depois, Jungkook olhou para outra vez enquanto ela observava alguns quadros. Ela parecia terrivelmente triste… Cumprimentou Suga e , depois abraçou . Foi apresentado à irmã de Jin e então ele e se olharam. Profundamente e achou a coisa mais graciosa do mundo, ele todo despojado no evento. Os dois trocaram beijos nas bochechas e ele e V se cumprimentaram logo em seguida. Depois ele cumprimentou e Hoseok.
- Eu não sabia que precisava vir tão chique assim! Porque não me falou? - ele cochichou no ouvido de .
Ela sentiu os pelos do braço eriçarem, mas acabou rindo da pergunta.
- Ué! É um evento de arte, Jungkook! - beliscou a cintura dele.
- Você está linda! - eles se encararam novamente.
- Você também! Mesmo de bermuda! - eles gargalharam juntos - Está lindo!
Seokjin agora andava pela galeria com mais alguns representantes da imprensa, todo orgulhoso. Foi quando Namjoon adentrou o espaço, arregaçando um pouco as mangas da camisa azul escura que usava, ele viu Seokjin de longe com a imprensa e observou o quão grande o lugar era e estava bem cheio. Andou com as mãos nos bolsos e sorriu largamente encarando as fotos do acampamento. Seokjin havia comentado com ele sobre querer deixar uma ala da exposição só para as fotos que ele havia tirado. Ele até havia compartilhado com Namjoon algumas das escolhas. Mas vê-las ali, expostas em molduras e em tamanhos variados fez Namjoon sorrir genuinamente com o trabalho.
Se espremeu entre as pessoas e então bateu os olhos nas últimas fotos: a dele, a de no meio e para fechar a exposição ao lado da de , a foto de Hoseok. Ele quase pode ouvir a gargalhada escandalosa do mais velho ecoando em seus ouvidos ao ver a foto e então sorriu, depois balançou a cabeça. Aquilo precisava acabar, não precisava? sempre no meio dos dois…
Terminou de caminhar pela exposição decidido a levar um quadro para decorar sua casa e então avistou e Suga, que estavam abraçados e com as testas coladas, os dois conversavam. Depois ele viu , e uma menina que parecia mais nova do que todos eles, conversando. Jungkook conversava com V e com . Ele sorriu ao ver a amiga, ficou feliz de vê-la lá, já que mais cedo quando os dois haviam se visto, ela havia dito não ter certeza se conseguiria ir. E claro, e Hoseok gargalhavam juntos. Aquilo precisava acabar, não precisava?
Ele caminhou vagarosamente até eles e então cumprimentou e Suga, depois as garotas - descobrira que a menina mais nova era irmã de Jin - , se deteve um tempo mais com , abraçando a menor com força. Depois encarou e Hoseok.
Namjoon colocou uma das mãos na cintura de , o coração dele palpitou dentro do peito, como nunca antes quando ela virou o rosto para ele e sorriu. Ele beijou demoradamente o rosto dela e então os dois se encararam por alguns instantes. Depois ele ergueu uma das mãos na direção de Hoseok, que apertou a mão de Namjoon firmemente. Os dois se encararam também, nos olhos. Ele parecia estar ficando cada vez mais confiante, enquanto Namjoon ficava cada vez mais inseguro. Aquilo precisava acabar, não precisava?
Logo e Hoseok já estavam emendando um assunto no outro, e Namjoon não conseguia tirar os olhos dos dois. O maxilar travou. Os dois eram tão conectados… Namjoon queria aquilo também. encarou o amigo e se lembrou da conversa que haviam tido de manhã.
Se aproximou de Namjoon e então segurou o braço do amigo, e o afastou um pouco de onde os amigos estavam.
- Você está bem? - ela perguntou, ajeitando o coque na cabeça.
- Estou bem sim, pequena! Só pensativo! E você? O Jimin não chegou?
suspirou profundamente, balançou a cabeça em negativa.
- Eu acho que ele nem vem! Não sei o que eu faço, Joonie!
- Calma! Hum? Se ele precisa de um tempo, dê a ele! Querendo ou não ainda está recente… eu tenho certeza de que ele vai colocar a cabeça no lugar! E você continua na terapia?
fez que sim com a cabeça para ele. Namjoon fez um leve carinho nas costas dela.
- As coisas vão se ajustar, ! Confie no tempo!

Seokjin cumprimentou Namjoon que elogiou o amigo pelas obras e então, assim como Suga, ele disse a Jin que gostaria de comprar um quadro, e os dois caminharam até a ala onde eles ficavam. Quando Namjoon escolheu a peça, Seokjin chamou Serena para que ela pudesse colocar a etiqueta de vendido, foi aí que os amigos repararam que a maioria dos quadros estavam vendidos.

sentiu os olhos marejarem ao olhar no relógio e ver que a inauguração já havia começado há um bom tempo, os pais inclusive não haviam ido porque estavam esperando por ela. Mas o problema ainda não havia sido resolvido, e eles precisavam esperar. Se sentiu mal por não conseguir comparecer a um momento tão importante para Seokjin. Ela havia esperado aquele momento junto com ele, estava ansiosa pelo momento, queria muito ver as obras, o espaço, queria poder abraçá-lo com força e dizer o quão orgulhosa dele estava. Mas não conseguiria… fechou os olhos com força enquanto o chefe puxava um assunto qualquer.
A mãe e o pai apareceram, já prontos para irem. Chamaram pela filha, que virou o rosto na direção deles. Os olhos dela marejaram com mais intensidade.
- Filha, nós já vamos…
- Você não consegue ir mesmo?
balançou a cabeça em negativa enquanto engolia o choro.
- Agora não consigo! Vocês podem, por favor, explicar para ele o que aconteceu? E podem pedir desculpas e dizer que ainda hoje eu vou ligar para ele?
- Ele quem? - o chefe se intrometeu.
O pai de revirou os olhos. Que homem inconveniente!
- Um amigo da família! Claro, querida! Nós vamos explicar para ele, ele vai entender!
não tinha tanta certeza assim…

Quando Willian e Eliana entraram na galeria Seokjin sorriu, mas logo o sorriso se desfez quando ele não viu . Se encontrou com os dois e então os abraçou rapidamente.
- Que alegria ter vocês dois aqui! - ele tentou sorrir, mas estava nervoso.
Willian e Eliana olharam um para o outro, sem jeito. Eles sabiam que Seokjin estava de fato feliz com a presença deles, mas imaginavam que ele provavelmente estava se perguntando onde estava…
- Nós estávamos ansiosos, querido! O lugar é enorme, e está lotado! Seus pais deveriam ter orgulho de você!
Seokjin abaixou rapidamente a cabeça, sentindo os olhos marejarem com as palavras de Eliana.
- Você deve estar se perguntando sobre a … bom, não sei se você sabe, meu filho, mas amanhã estreia um jogo que ela estava desenvolvendo.
- Sim! Ela havia comentado comigo por alto! - ele diminuiu a história.
Ele sabia sim, e com muitos detalhes. Mas era melhor que os pais não tivessem muitas esperanças então ele preferiu dizer que sabia “por alto”.
- O jogo deu um problema hoje de manhã, e ela não estava conseguindo resolver, até que o chefe dela teve que ir lá para casa para eles tentarem! E infelizmente, os dois estão esperando a resposta do servidor para ver se conseguiram corrigir o erro! Então ela está lá, presa! Ela pediu desculpas para você! Ela queria muito vir! Estava empolgada…
- E disse que vai te ligar depois! - Eliana complementou.
Seokjin balançou a cabeça. Ele sabia que de fato estava empolgada, quase tanto quanto ele. O coração dele doeu, mas ele entendia que ela não estava lá por motivos de força maior. Claro que ele queria ao seu lado naquele momento, um momento importante como aquele… mas ele entendia. Teriam muito tempo para que ela visitasse a galeria.
- Eu entendo! Quando ela me ligar vou tranquilizá-la! Foi um imprevisto e essas coisas infelizmente acontecem! Mas fico imensamente feliz de ter vocês dois aqui! Venham, faço questão de mostrar a galeria para vocês!
Os pais de se juntaram a e , e logo que foi dando a hora de o evento acabar, eles levaram a Eun com eles, a pedido de Jin, já que haveria uma after party, ele não perderia muito tempo em organizar o restante das coisas para fechar a galeria e organizar as peças que seriam entregues na segunda feira no endereço dos compradores, daí ainda teria que levar Eun em casa e depois ir para a festa, e os pais de concordaram!
Logo os amigos se despediram de Jin, já prontos para ir para o after. iria com Namjoon, Hoseok estava de moto, e Suga levariam , resolveu ir com Jungkook e V iria sozinho mesmo. O after party seria no segundo andar de um bar famoso do Rio, os amigos havia reservado lá para que eles pudessem comemorar.

bufou alto e então massageou as têmporas, não aguentava mais. Bruno conversava sem parar e quando ela perguntava sobre a resposta a respeito do servidor ele pedia para aguardar que ainda não havia chegado. Até que finalmente ele pediu para ir ao banheiro, dos fundos, e agradeceu pelo silêncio. O celular dele vibrou sobre a mesa com uma mensagem do pessoal de T.I. acabou por ler a mensagem que dizia que ele precisava de uma resposta tendo em vista que o servidor já havia voltado há mais de uma hora. sentiu o pescoço esquentar de ódio. Então quer dizer que o servidor já havia voltado e ele estava mentindo para ela? Assim que ele saiu do banheiro se pôs de pé.
- O pessoal do T.I mandou mensagem! - esperou que ele lesse -
Bruno coçou a nuca e então começou a gargalhar. O ódio de subiu por suas veias e ela ficou ainda mais vermelha com as risadas de Bruno ecoando por seus ouvidos.
- Eu esqueci de avisar, acredita? É que sua companhia é muito boa e eu acabei me distraindo! - ele coçou a cabeça.
- Pois você deveria ter me avisado, ou me colocado em cópia dos e-mails! Afinal de contas, eu também sou responsável pelo projeto! - a cabeça de latejou – Podemos, por favor, fazer o teste? Eu ainda tenho um compromisso com uma pessoa muito importante e vou tentar ir!
Bruno, enciumado, assentiu para ela e então os dois se sentaram outra vez, e ele respondeu a mensagem do T.I informando que faria os testes e aí avisaria a eles.
balançava uma das pernas, nervosa. Queria resolver logo aquilo e correr para a exposição para ver se ainda conseguia encontrar Jin lá e prestigiá-lo, mesmo que por cinco minutos. Os dois se olharam quando finalmente o jogo começou a rodar, e então torceu para que o jogo rodasse do começo ao fim sem nenhum erro. Precisava ver Seokjin antes que a exposição acabasse.
E como se o universo ouvisse suas preces, assim foi feito. O problema foi finalmente resolvido e eles rodaram o jogo por duas vezes para se certificarem que de fato, tudo estava resolvido.
- Você precisa de uma carona até o seu compromisso? - Bruno perguntou enquanto caminhava devagar com até a porta da casa.
- Não preciso, eu pego um carro de aplicativo! Obrigada e boa noite, Bruno! - ela abriu a porta para o chefe.
- Me desculpe por ter te atrasado! Eu posso saber quem é a tal pessoa importante?
- Tchau, Bruno! - o chefe atravessou a porta e então a fechou, não dando mais tempo para ele.
Ela subiu as escadas se apoiando no corrimão e então tomou um banho e se arrumou, o mais rápido que pode, já que o pé ainda não estava cem por cento. Engoliu seco quando o entrou dentro do carro, olhou no celular e percebeu que faltavam cerca de vinte minutos para o evento encerrar oficialmente. Fechou os olhos com força tentando acalmar o coração e tranquilizar a mente: daria tempo, ela profetizou.

Seokjin estava sozinho encarando os quadros que estavam expostos, logo ele e Serena teriam que empacotar e separar os vendidos, ele suspirou pesaroso. Pensou em
Serena estava dispensando a recepcionista quando a porta do elevador se abriu revelando . Ela parecia um tanto quanto desesperada, ajeitou a muleta em um dos braços e então da forma mais apressada que pôde ela caminhou até as duas mulheres e entregou o convite.
- Sinto muito, mas a exposição encerrou faz alguns minutos, moça!
mordeu o lábio e Serena observou o rosto dela, buscando na memória de onde se lembrava dela. Click: o quadro com o rosto dela pintado na última exposição de Seokjin… ela tirando uma foto da mulher com o quadro e depois ela fugindo… se lembrou da reação de Seokjin quando soube que ela havia aparecido na exposição e ele correndo atrás dela.
- Não! Entra, moça! Pode entrar! - a recepcionista olhou confusa para Serena - Eu vou falar com o Seokjin para te receber! Pode ir, querida, eu mesma fecho aqui, obrigada!
Ainda meio sem entender a recepcionista pegou o convite de , e o guardou junto aos outros e então foi embora. Serena pediu que aguardasse, e então saiu. passeou rapidamente os olhos pelo lugar, e se deu finalmente conta do tamanho da galeria. O peito dela queimou de orgulho.
- Jin! Jin! - ele ouviu a voz de Serena então se virou - Você precisa ver quem está aqui! Vem comigo!
Serena ergueu a mão na direção do mais novo que automaticamente a segurou. Ele confiava tanto em Serena que não a questionou, não teve curiosidade, medo, nada… só foi com ela. Caminharam de mãos dadas e então ele vislumbrou lá, parada, segurando sua muleta e vestida de azul. Ele sorriu, sentindo o peito aliviar de uma forma inexplicável. estava lá… ele não estava imaginando, muito menos sonhando, era ela lá, de carne e osso!
Soltou a mão de Serena e então caminhou até que esperou a chegada dele. Seokjin segurou o rosto dela entre as mãos e então encostou a testa na dela. fechou os olhos e então sorriu.
- Me desculpa! O idiota do meu chefe precisou me ajudar com um bug que apareceu do nada no jogo que eu estava desenvolvendo, e eu não consegui sozinha! Ele me enrolou tanto que eu não consegui sair com os meus pais para vir… - ele riu fazendo ela parar de falar.
- Eu entendo! Não precisa me explicar, você está aqui agora e é isso que importa! É isso que importa!
Ainda sorrindo ela sentiu os lábios de Seokjin pressionarem os seus com delicadeza, e então eles se beijaram. Os lábios sentindo falta um do outro, se mexiam lentamente como se quisessem aproveitar o tempo que tinham. Logo as línguas já dançavam uma com a outra, e o beijo foi tomando intensidade. afundou uma das mãos nos cabelos de Seokjin e ele aproveitou para colar o corpo de ao seu enquanto aproveitava o gosto bom de menta que vinha da língua quente dela. Era engraçado como a cada vez que se beijavam o corpo dos dois descobria uma sensação diferente. Jin sentia os pelos da nuca se arrepiarem toda vez que a língua dos dois enroscava uma na outra, e sentia a mesma coisa.
Quando os dois - relutantes - afastaram os lábios um do outro, Seokjin soltou o rosto dela. Os dois se olharam e pode ver os olhos de Jin brilhando.
- Você consegue andar? Para eu te mostrar tudo?
- Consigo! Devagar, mas consigo! E eu quero ver tudo, Jin!
Ele sorriu para ela e então passou o braço no dele. Devagar, os dois começaram a caminhar. sentiu os olhos marejarem com as fotos do acampamento, e então Jin explicou para ela o que quis passar com cada uma das fotos, depois eles passaram pelos quadros, ficou ainda mais orgulhosa dele! E por fim passearam pelas esculturas. Serena estava bem lá, e sorriu para os dois. Ela não havia entendido muito bem a relação dos dois, e se retirou assim que o beijo dera início, mas ela sentia que a garota fazia bem ao artista.
- Você vai para a festa? Eu preciso ajeitar aqui as peças que foram vendidas, e aí, eu vou! Posso pedir um carro para você, se não quiser me esperar!
- Deixa que eu cuido das coisas aqui, Jin!
- Não! - ele segurou os ombros de Serena - Não é justo!
- A noite é sua, querido! Seus amigos estão te esperando para comemorar, e você merece comemorar, só nós dois sabemos o quanto você trabalhou por isso aqui! Deixa que eu me viro, vai comemorar com a sua namorada e seus amigos!
Seokjin a abraçou, com força. Gostava tanto de Serena. quis abraçá-la também. Serena estava sendo como uma mãe, e na verdade era assim que Seokjin se sentia com ela também. Aquilo fez ficar ainda mais raivosa com relação aos pais de Seokjin. Eles deveriam estar ali…
Os dois chegaram devagar ao elevador e então Seokjin a abraçou pela cintura. Como ele quis fazer aquilo! Agora, eles se encontrariam com os amigos e Seokjin se sentia finalmente completo. deitou a cabeça no ombro dele e fechou os olhos quando o elevador começou a descer. Aquilo podia durar para sempre. Seokjin deitou a cabeça sobre a dela e pensou: toda vez que ele achava que havia perdido seu caminho, ele se apaixonava por ela um pouco mais.




Centésimo Segundo Capítulo - That way

Na manhã do dia da inauguração da galeria de Jin:

se sentou ao lado do amigo no banco enquanto eles observavam Dona Yuna se exercitando ao sol. Aos sábados ela tinha uma rotina de exercícios ao ar livre para ajudar com a musculatura. Dona Yuna não andava muito bem, o coração dela andava um pouco fraco, e com isso ela começava a apresentar uma leve falta de ar e um pouco de água nos pulmões. Namjoon andava com medo e preocupado, e não só com a mãe.
Ele e se encararam.
- Falaram mais alguma coisa?
Namjoon fez que não para ela.
- Mas devem conversar comigo depois, antes de eu ir embora.
- Ela já viu você? - olhou para Yuna se exercitando.
- Ainda não! - Namjoon suspirou fazendo o peito subir e descer - Tanta coisa na cabeça desde que voltei de São Paulo com a !
- Muito trabalho?
- Não só isso! Mas me fala… você disse que queria conversar comigo! O que aconteceu?
respirou fundo. Ela mexia nos próprios dedos e Namjoon olhou para as mãos dela, acompanhando os movimentos. A amiga parecia extremamente triste e abatida e ele se preocupou.
- Eu não deveria mais ter dificuldades para falar sobre isso, mas não sei de fato como começar… porque somos amigos e eu deveria ter feito tudo diferente, deveria ter te contado! Na verdade, deveria ter contado para todo mundo!
- O quê? Se você ainda não se sente confortável o suficiente, respeite a si mesma, !
Ela voltou a respirar fundo e então Namjoon tocou a mão pequena dela.
- Eu estou fazendo terapia, acredita? - Namjoon riu da forma que a amiga havia falado - É sério!
Ele cessou a risada.
- Eu ri da forma que você falou! E também porque você é durona demais, é difícil acreditar de fato. Você sempre se achou muito autossuficiente, que nem eu! Já reparou no quanto nós somos parecidos, ?
Foi a vez da amiga gargalhar e concordar com ele.
- Eu me apaixonei, Joonie! E eu nunca quis, o amor não é para mim, eu não sei lidar com tudo que esse sentimento ridículo traz!
- Você sempre se achou superior a esse sentimento, e tudo que ele representa, e todo o combo de sentimentos que vem junto com ele… eu sei como é porque é exatamente o que eu sinto. É uma fraqueza! - eles disseram juntos.
- Sim! Mas acabou acontecendo, e eu não quis assumir esse sentimento, nem para mim, nem para ele, nem para os outros… e aí acabei perdendo o grande amor da minha vida e não sei o que fazer, totalmente perdida, vazia e cheia ao mesmo tempo. E é uma dor que eu nunca senti antes! Uma dor que eu tanto evitei…
Namjoon suspirou alto e apertou a mão delicada de na sua.
- Mas com a terapia eu percebi que eu não deveria ter evitado, que isso só piora as coisas. Eu acumulei tanta coisa dentro de mim, com medo de me sentir vulnerável, com medo de ser fraca, com medo de sentimentos que são normais para qualquer ser humano, e eu não sou “especial” - ela fez aspas com os dedos - “escolhida pelos deuses”, eu sou um ser humano como outro qualquer, então sim, vou sentir todos esses sentimentos, querendo ou não. E bom, agora eu perdi um homem incrível, porque eu simplesmente fugi de sentimentos banais e normais para todo e qualquer ser humano… e bom, todos os meus gatilhos precisam ser superados agora para que eu possa sentir tudo isso sem me sentir fraca.
Os dois se olharam em silêncio. Namjoon encheu os olhos de água, e também.
- E esse cara é o Jimin? - olhou para baixo e apertou a mão de Namjoon na sua.
Todo mundo percebia? Ou por Namjoon ser advogado ele tinha um lado analítico mais aguçado? Ah, isso não importava mais! Mesmo que não estivessem mais juntos, ela agora o assumiria.
- É! É o Jimin! Como você soube?
- Eu tenho feeling de advogado! - Namjoon deu de ombros - Sou advogado investigativo, , esqueceu? É quase automático que eu investigue as coisas, que eu junte as peças, que eu procure evidências, eu nem vejo que estou fazendo.
- Vocês não estão mais juntos?
- Não! Eu não quis assumir nosso relacionamento depois que transamos, e aí ele explodiu, porque bom… já fazia meses que estávamos escondidos e ele queria muito assumir. Enfim… - os olhos de marejaram pesadamente.
- Entendi… e você acha que não tem volta? Ele parou de falar com você?
- Sim! Nós só conversamos sobre o trabalho e no escritório, nem com a e o Hoseok ele conversa mais.
- Nem com o Hoseok? - Namjoon franziu o cenho - Caramba!
- É! Eu entendo todo o mal que fiz para ele… entendo em partes toda essa super reação que ele está tendo.
- Tempo ao tempo, ! As pessoas são mais lembrança do que presença…
- Posso te perguntar uma coisa, Joonie? - ela olhou para o advogado.
- Pode! - ele soltou a mão dela e então passou o braço em volta dos ombros dela.
se ajeitou por lá, encaixando a cabeça no peito dele.
- O que você sente pela ? É realmente só tesão? Porque no acampamento não foi isso que pareceu, Joonie…
Namjoon engoliu seco com a pergunta e então ele repassou toda a viagem para São Paulo em sua cabeça…
- Sinceramente? - fez que sim para ele - Ela tem a alma fresca, tudo com ela é fácil, leve e inusitado, não preciso usar a frase “desculpa, é que eu sou muito imaturo” a cada cinco bobagens que digo, pelo contrário, ela ri dos meus gracejos ao invés de me censurar… Eu estou completamente apaixonado por ela! Mas não sei lidar com isso… e não sei se quero aprender, não quero sentir isso!
- Foi assim que eu perdi o Jimin! E no seu caso, ela tem outra opção… ela tem o Hoseok que é exatamente o oposto de você e já deixou muito claro para ela que está apaixonado… Se você não quiser perder a , precisava fazer alguma coisa, ou vai acabar como eu!
Yuna se sentou na cadeira de rodas e Namjoon assistiu a enfermeira caminhar com a mãe até onde eles estavam. tinha razão, ele precisava fazer alguma coisa, não gostava de perder, e perder estava fora de cogitação.
- A senhora está bonita hoje! - sorriu para ela.
Yuna sorriu de volta para e então pousou os olhos em Namjoon, que também sorria.
- Obrigada, querida! Esse moço que sempre me visita, - ela balançou a cabeça na direção de Namjoon - ele é seu namorado?
Namjoon abaixou a cabeça, fechou os olhos e sentiu o peito doer pelo amigo.
- Por que, dona Yuna?
- Porque se eu fosse mãe dele, eu ficaria muito feliz de saber que tenho um filho tão presente! Mas meu filho morreu… nasceu e morreu! E eu não tive a oportunidade de segurá-lo nos meus braços, de ouvir o chorinho dele, de amamentar… ele foi tirado de mim! E aí me prenderam aqui… eu só queria meu filho!
As lágrimas começaram a descer pelas bochechas de Yuna e se ajoelhou perto dela, segurando as mãos dela.
Namjoon, ainda de cabeça baixa, deixou que as lágrimas escorressem por seu rosto também. Mais uma vez ele sairia de lá com o peito dilacerado.

Namjoon adentrou o espaço, arregaçando um pouco as mangas da camisa azul escura que usava, ele viu Seokjin de longe com a imprensa e observou o quão grande o lugar era e estava bem cheio. Andou com as mãos nos bolsos e sorriu largamente encarando as fotos do acampamento. Seokjin havia comentado com ele sobre querer deixar uma ala da exposição só para as fotos que ele havia tirado. Ele até havia compartilhado com Namjoon algumas das escolhas. Mas vê-las ali, expostas em molduras e em tamanhos variados fez Namjoon sorrir genuinamente com o trabalho.
Se espremeu entre as pessoas e então bateu os olhos nas últimas fotos: a dele, a de no meio e para fechar a exposição ao lado da de , a foto de Hoseok. Ele quase pode ouvir a gargalhada escandalosa do mais velho ecoando em seus ouvidos ao ver a foto e então sorriu, depois balançou a cabeça. Aquilo precisava acabar, não precisava? sempre no meio dos dois…
Terminou de caminhar pela exposição decidido a levar um quadro para decorar sua casa e então avistou e Suga, que estavam abraçados e com as testas coladas, os dois conversavam. Depois ele viu , e uma menina que parecia mais nova do que todos eles, conversando. Jungkook conversava com V e com . Ele sorriu ao ver a amiga, ficou feliz de vê-la lá, já que mais cedo quando os dois haviam se visto, ela havia dito não ter certeza se conseguiria ir. E claro, e Hoseok gargalhavam juntos. Aquilo precisava acabar, não precisava?

Ele caminhou vagarosamente até eles e então cumprimentou e Suga, depois as garotas - descobrira que a menina mais nova era irmã de Jin - , se deteve um tempo mais com , abraçando a menor com força. Depois encarou e Hoseok.
Namjoon colocou uma das mãos na cintura de , o coração dele palpitou dentro do peito, como nunca antes quando ela virou o rosto para ele e sorriu. Ele beijou demoradamente o rosto dela e então os dois se encararam por alguns instantes. Depois ele ergueu uma das mãos na direção de Hoseok, que apertou a mão de Namjoon firmemente. Os dois se encararam também, nos olhos. Ele parecia estar ficando cada vez mais confiante, enquanto Namjoon ficava cada vez mais inseguro. Aquilo precisava acabar, não precisava?
< Logo e Hoseok já estavam emendando um assunto no outro, e Namjoon não conseguia tirar os olhos dos dois. O maxilar travou. Os dois eram tão conectados… Namjoon queria aquilo também. encarou o amigo e se lembrou da conversa que haviam tido de manhã.
Se aproximou de Namjoon e então segurou o braço do amigo, e o afastou um pouco de onde os amigos estavam.
- Você está bem? - ela perguntou, ajeitando o coque na cabeça.
- Estou bem sim, pequena! Só pensativo! E você? O Jimin não chegou?
suspirou profundamente, balançou a cabeça em negativa.
- Eu acho que ele nem vem! Não sei o que eu faço, Joonie!
- Calma! Hum? Se ele precisa de um tempo, dê a ele! Querendo ou não ainda está recente… eu tenho certeza de que ele vai colocar a cabeça no lugar! E você continua na terapia?
fez que sim com a cabeça para ele. Namjoon fez um leve carinho nas costas dela.
- As coisas vão se ajustar, ! Confie no tempo!
Seokjin cumprimentou Namjoon que elogiou o amigo pelas obras e então, assim como Suga, ele disse a Jin que gostaria de comprar um quadro, e os dois caminharam até a ala onde eles ficavam. Quando Namjoon escolheu a peça, Seokjin chamou Serena para que ela pudesse colocar a etiqueta de vendido, foi aí que os amigos repararam que a maioria dos quadros estavam vendidos.

Assim que eles chegaram até o segundo andar do bar, que estava reservado para os amigos, ele se juntou à Suga, V, Jungkook e Hoseok que estavam escorados no parapeito do local. Ele observou o céu e depois olhou para Hoseok, que conversava animadamente com Suga. E então os olhos dele pularam para , sentada à mesa com as garotas e já bebendo algo. Ela estava radiante de tão bonita naquele vestido… O coração de Namjoon batia rápido dentro do peito, e ele quis beijá-la, com força e ali na frente de todos, inclusive de Hoseok.
Os minutos iam se passando e os garotos agora também bebiam enquanto conversavam sobre a galeria do amigo, Suga comentou que estava ansioso para que sua escultura chegasse logo e que até já sabia onde a colocaria dentro do apartamento e Namjoon compartilhou da ansiedade de Suga pelo recebimento de seu quadro.
- Vocês também repararam no quanto o Jin hyung ficou borocoxô porque a não foi? Aliás, o que será que aconteceu para ela não ter ido? Os dois não estavam bem lá no acampamento depois do jantar armado pela ?
- Ela certamente teve algum imprevisto! - Hoseok respondeu.
- Também acho! Eu falei com ela ontem e ela disse que estava tudo certo, que viria! - V balançou a cabeça e depois bebeu de sua cerveja.
- Também acho que ela não tinha motivos para não ir, os dois parece que estão se acertando! - Suga também balançou a cabeça para os amigos.
Foi aí que o amigo surgiu, terminando de subir as escadas e guiado pela recepcionista, porém ele parou no último degrau e ergueu uma das mãos. segurou a mão dele e então ele a ajudou a terminar de subir as escadas. Os amigos, boquiabertos não conseguiram ter outra reação a não ser comemorar aos gritos. V fora o primeiro a correr até os dois já que estava mais perto da escada, e os abraçou, fazendo os dois começarem a rir e o abraçarem de volta. Logo todos os amigos estavam reunidos perto dos dois, comemorando a chegada dele e a ida de .
- Amiga! Como assim? Por que você não foi a inauguração? - segurou pelos ombros delicadamente enquanto perguntava.
- Quem disse que eu não fui? Eu só cheguei atrasada e vocês não estavam mais lá!
Seokjin concordou com enquanto sorria para ela. Namjoon e observaram o sorriso do amigo.
- Tomara que eles terminem de se acertar logo! - Namjoon cochichou para a mais baixa.
- Eles vão! - sorriu sem mostrar os dentes - E você precisa pegar mais leve na bebida, está dirigindo!
Namjoon fez uma careta para ela, e os dois riram.
- Beber me ajuda a pensar!
- E no que está pensando? Ou melhor, no que você precisa de ajuda?
- Não quero perder a
- Só não meta os pés pelas mãos! Cuidado com a bebida. - beijou a bochecha dele.
Namjoon retribuiu o beijo na bochecha dela antes de ela sair em direção a e . Voltou a observar conversando com Seokjin e . Até que ela o chamou pelo dedo, ele sorriu, por finalmente se lembrar que ele estava lá. Caminhou até os amigos e então envolveu uma das mãos - a que estava livre - na cintura de , e aproximou o corpo dos dois.
- O Seokjin tá querendo comprar a casa do acampamento!
- Mesmo hyung? Quer comprar a casa ou as memórias que vem com ela? - ele brincou.
Os amigos e ele riram, e sentiu as bochechas esquentarem quando Seokjin olhou para ela.
- Como está sua agenda na semana que vem? comentou que você está ajudando nas negociações e cuidando da papelada… certo?
Ah então, havia o chamado ali apenas para que eles pudessem marcar uma reunião sobre a venda da casa? Ele engoliu seco brevemente e tomou mais um gole de seu drink escuro.
- Eu estarei disponível na quinta pela manhã, das nove ao meio-dia! Tudo bem para vocês?
- Ótimo para mim! - Seokjin respondeu e olhou para .
- Ao meio-dia eu posso, de manhã eu trabalho! Mas vocês podem se reunir pela manhã para acertarem os detalhes e ao meio-dia nós terminamos a negociação e eu assino os papéis! Pode ser?
- Claro! Namjoon?
- Claro! Claro! - Namjoon fez que sim com a cabeça - Ótimo!
observava conversando com e , mas a amiga parecia inquieta e infeliz. Balançou a cabeça em negativa e então caminhou até a mesa e pegou o celular dentro da bolsa. Procurou pelo contato de Jimin no Whatsapp e então digitou:

Jimin

Aonde você está? Por que não veio para a inauguração da galeria do Jin? Você não pode vir pelo menos para a festa, já que a inauguração acabou.



Havia perdido a paciência com o mais novo. Ele precisava voltar a si. Ela tinha esperanças de que ele a respondesse, já que havia sido um pouco mais agressiva. E funcionou. Ele respondeu com algumas fotos e um vídeo: a primeira era dele sozinho, uma selfie, num lugar à meia luz e com a língua para fora. Claramente bêbado. revirou os olhos, e então abriu a segunda foto, que estava desfocada como se ele estivesse gargalhando no momento em que a mesma fora tirada, as outras fotos eram do local. Uma boate. E o vídeo era dele e de Chloe nessa boate. Jimin tinha uma garrafa de vodka em uma das mãos e abraçava Chloe pelo pescoço enquanto depositava alguns beijos desajeitados na bochecha dela que ria. sentiu raiva do amigo. Ele estava sendo ridículo e infantil, aquilo já havia passado dos limites, ele não magoava só com aquilo tudo! Seokjin não tinha nada a ver com aquilo, ele podia simplesmente ter ido à inauguração e depois ido a tal boate com a Chloe.

Jimin

Aonde você está? Por que não veio para a inauguração da galeria do Jin? Você não pode vir pelo menos para a festa, já que a inauguração acabou.

Eu estou num lugar bem mais interessante!



voltou a revirar os olhos com força e então bloqueou o telefone. Ela quis xingá-lo e dizer que ele estava sendo um babaca, mas não adiantaria. Respirou fundo e então caminhou para onde a amiga estava.
Eles se juntaram depois para tirar algumas fotos e então voltaram a conversar. A noite passava agradavelmente, apesar de alguns chuviscos. Os amigos se divertiam juntos e a festa só serviu para comprovar a sintonia que eles tinham.
perdeu as contas de quantos drinks Namjoon havia tomado, ele já estava com as bochechas vermelhas e começava a ter dificuldades para falar e a ficar mais soltinho. Ele estava sentado em um dos bancos disponíveis pelo local, agora sozinho. E observava sem tirar os olhos dela. Hoseok se aproximou dela, com um drink em mãos, e eles começaram a conversar. Namjoon também queria atenção.
Se levantou dando um gole na bebida e depois de colocar o copo vazio sobre uma das mesas, Namjoon pegou uma das cervejas que havia dentro de um dos baldes com gelo sobre outra mesa. Cambaleou um pouco e foi amparado por V, agradeceu o mais novo. Assim que chegou perto dos dois ele ouviu:
- Quer terminar a noite comigo? - Hoseok sorriu para ela.-
Aquilo precisava acabar, não precisava? Eles já estavam transando? Pronto, ele perderia
Os olhos dele marejaram levemente e ele sentiu o peito arder como se estivesse em chamas. Ele não perdia! Namjoon não aceitava as derrotas de forma fácil, tinha aversão a derrota. Ele não perderia , especialmente para Hoseok. Não podia.

Namjoon raspou a garganta e chamou a atenção de todos para si. Os amigos pararam o que estavam fazendo e então olharam para ele:
- Que tal se todo mundo se juntasse aqui? Eu queria propor um brinde para o Seokjin! Afinal de contas ele merece! - ele começou a chamar todos com a mão enquanto dava um longo gole da cerveja.
Rapidamente os amigos se juntaram numa espécie de roda e então eles brindaram enquanto soltavam alguns gritos e falavam sobre o Jin. Quando todos os amigos terminaram de beber, Namjoon inflou.
- Eu sei que essa noite é para o Seokjin, e que estamos aqui para celebrar por ele! Mas eu preciso fazer isso! E acho que não existe momento melhor para isso, do que nós todos aqui reunidos, pois estamos desenvolvendo laços de amizade cada vez mais fortes, não é?
Os amigos concordaram, alguns estavam levemente alterados e outros ainda não, mas eles entraram na onda de Namjoon então gritaram para ele. Namjoon sorriu. Ergueu a mão na direção de , ficando na frente da loira e sentiu que o coração poderia explodir. Ele não podia perder , e bom, aquilo precisava acabar, não precisava?
-, você aceita namorar comigo?
Hoseok sentiu os batimentos cardíacos desacelerarem e ele achou que fosse desmaiar. O sorriso que ele antes tinha no rosto, foi sumindo devagar e ele ficou pálido. O semblante dele agora era um misto de surpresa, frustração, tristeza…
fechou os olhos com força, o que o amigo estava fazendo? olhou para e balbuciou para ela: “o que está acontecendo?” Todos os amigos pareceram muito surpresos com o pedido repentino e o silêncio reinava no segundo andar do restaurante.
O coração de parecia querer rasgar a pele. O que Namjoon achava que estava fazendo? sabia que aquilo tudo era apenas ego ferido, ele só queria atenção, ele só estava querendo aparecer provavelmente. Ou ele falava sério? A cabeça dela girou, e ela olhou a mão de Namjoon erguida para ela. Não, aquilo não podia e não iria ser resolvido ali.
- Vamos descer? Eu não me sinto confortável te dando uma resposta aqui! Levanta, Joonie!
A loira segurou a mão dele e apoiou a outra mão no ombro dele. Namjoon franziu o cenho e travou o maxilar. Ela não queria? E por que queria descer? Se sentiu humilhado, mas desceu com ela.
Hoseok estava escorado no parapeito do segundo andar. Os olhos ardiam de vontade de chorar, ele olhava a vista linda do Rio de Janeiro, mas a cabeça dele não estava lá. Ele balançou a cabeça em negativa algumas vezes, precisava fazer alguma coisa! Vislumbrou a silhueta de alguém se aproximando, mas não se moveu um centímetro.
- Ei! - a voz de invadiu seus ouvidos - Está tudo bem? Ah!
Ela pausou por alguns segundos.
- Eu sei! Essa pergunta foi ridícula! Você não está bem! E eu sei disso… Sinto muito!
passeou uma das mãos pelas costas dele numa tentativa falha de amenizar o que quer que fosse que ele estava sentindo.
- Eu não vou deixar o seu amigo tirar a de mim! Não vou ficar aqui parado lamentando! Vou lutar por ela!
Ele olhou para que apenas assentiu para ele.
- Faça o que seu coração pede!
Na porta do restaurante, finalmente soltou todo o ar preso em seus pulmões e massageou as têmporas.
- Pode me explicar?
- Eu acabei de pedir você em namoro e você quer que eu explique? - Namjoon se escorou na parede, fechando os olhos.
Ele estava muito tonto, e um tanto quanto bêbado.
- Do nada? No meio da noite do Seokjin? Você disse que achava que era o melhor momento? Quer mesmo tentar me convencer que isso foi planejado e pensado por semanas? Quer que eu acredite que não foi porque você está com seu ego ferido por sei lá o quê? Eu não entendo você, porra!
também fechou os olhos.
- Gosto do modo como emana alegria por onde passa, gosto do seu jeitinho faceiro de menina solta sempre sorridente, gosto do modo como me olha quando nos encontramos… Talvez você não tenha se dado conta, , mas eu não consigo controlar o riso quando o assunto é você, não consigo controlar a ansiedade quando você está por perto, minhas mãos suam e tremem, meu coração acelera tanto, mas tanto que tenho medo que uma hora ele decida pular pela boca, e minhas pernas parecem que são feitas de mingau. Talvez você não tenha se dado conta, mas eu gosto mesmo de você. Talvez você não tenha se dado conta, mas eu gosto muito de você, porra!
Ele devolveu, ainda de olhos fechados e escorado na parede.
- Você está bêbado! Só fez isso porque queria a minha atenção! De novo, Namjoon?
- ! - a cabeça dele latejou - O que você vê no Hoseok? Por Deus!
- Eu preciso mesmo te responder isso? E o que será que eu vejo em você? Já se perguntou isso, ao invés de ficar se perguntando o que eu vejo no Hoseok?
Ele abriu os olhos. Encarou .
- Eu sei que tenho defeitos! Defeitos tremendos… mas você deve sentir alguma coisa por mim além de tesão! Porque pelo que ouvi, você e o Hoseok devem ter transado! Ele estava chamando você para passar a noite com ele, e ele não faria isso se vocês dois não tivessem conseguido transar! Menti?
abriu os olhos também.
- Certo! É claro que sinto algo por você! E sinto pelo Hoseok também, e é isso a droga do problema!
Eles não viram quando Hoseok saiu do restaurante e se aproximou. estava de costas e Namjoon estava bêbado o suficiente para não perceber. Então Namjoon se mexeu, ficando frente a frente com . O suficiente para encostar na cintura dela com uma das mãos.
- Ele não vai te tocar como eu tocaria, ele não vai te amar como eu amaria! Ele não conhece seu corpo, ! Ele não faz direito, tenho certeza! Ele não vai te amar como eu amaria, caramba! Então para de me fazer perder tempo, pare de mexer com minha cabeça!
O sangue de Hoseok ferveu nas veias e então ele se aproximou mais, se aproximou o suficiente para conseguir empurrar Namjoon com toda a força que tinha.
- Ele sabe sobre você em todos os sentidos? Ele memorizou cada parte do seu rosto? Por dentro e por fora, , da cabeça aos pés? Hum? Ele sabe tudo que tem para saber? Sua tatuagem secreta? A forma como você muda de humor? As músicas que você canta quando está sozinha? Sua banda favorita? A forma que você dança? Ele sabe a forma que você se moveu quando estava por cima de mim? Ele sabe que eu te quero tanto como ele? E que hoje à noite você é minha, ? Ele sabe?
- Hoseok! - segurou os ombros dele.
- Ele nunca saberá a maneira como você mente quando olha para mim, então continue tentando, mas você sabe que eu vejo todas as pequenas coisas que fazem você ser quem você é! Então me diga, !
- Por que você está se metendo? - Namjoon ficou frente a frente com Hoseok.
Ele devolveu o empurrão e então voltou a ficar colado em Hoseok. O nariz dos dois já se encostava. As respirações se misturavam.
separou os dois, ficando no meio dos homens e então os afastando com os próprios braços. O coração dela saltava apressado dentro do peito e ela começou a tremer.
- E por que você não acabou com isso? Por que está sendo corajoso só agora? Se você é tão bom assim, Hoseok, porque não pediu a em namoro primeiro? Porque você tem medo! Você é medroso!
- Namjoon, por favor! - gritou.
- Ele pode ser um pecador, ou um cavalheiro... Ele pode ser o pregador, quando sua alma está condenada, ele pode ser o advogado em um banco das testemunhas. Ele pode ser um estranho, a quem você deu uma segunda olhada, ele pode ser um troféu de um caso de uma noite só... Mas eu não entendo! Porque ele nunca vai te amar do jeito que eu consigo, ! - ele pausou rapidamente para umedecer os lábios, a voz já estava falhando, mas Hoseok prosseguiu - Talvez ele seja o mantra, que mantém sua mente em transe, ou sei lá, ele pode ser o silêncio nesse caos, mas, novamente: ele nunca vai te amar do jeito que eu consigo!
- , só eu tive coragem! Você precisa levar isso em consideração! Nunca confessei abertamente o meu amor, mas, se é verdade que os olhos falam, até um idiota consegue perceber que eu estou perdidamente apaixonado.
- CHEGA! - ela gritou ainda mais alto enquanto sentia os olhos marejarem pesadamente.
- Exatamente! Chega! - Hoseok bateu as mãos na lateral das coxas - O que você respondeu ao Namjoon?
- Eu não respondi! Eu não posso responder! Eu gosto de vocês dois, caramba!
- Você está sendo egoísta! Desde o começo dessa porra toda! Você quer manter nós dois ligados a você independentemente do que aconteça, e isso destruiu nós dois! Olha até onde tudo isso chegou, ! Chega! Chega! Você não pode manter nós dois numa coleira como se nós fôssemos seus cachorrinhos de estimação! Decida!
deixou que duas lágrimas teimosas descessem por seu rosto. Aquilo havia magoado, não era verdade! Ela sabia que precisava se decidir, ela só não conseguia! E infelizmente os homens não entendiam!
- Tudo bem! Eu decidi! Talvez eu escolha ficar só, mas sã e salva comigo! É isso! Eu não sou egoísta? Então, eu me escolho! Me esqueçam! É melhor que cada um de nós siga seu caminho… por favor! Não me procurem mais! E eu prometo não machucar ou destruir mais vocês dois!
Ela deu as costas para os homens e ajeitou a bolsa nos ombros. As lágrimas desciam livremente por suas bochechas rosadas.
- espera! - Namjoon gritou - Você tem certeza do que está falando?
Ela se virou, mas já estava um tanto quanto longe.
- Pode apostar, a próxima vez que a gente se encontrar, se é que isso ainda vai acontecer, será um sinal de que você resolveu tudo e decidiu ficar só comigo para valer. Então, se você e eu nunca mais nos vermos, é porque… você sabe.
- Não quero me afastar para sempre, mas sei que preciso dar um tempo para as emoções aquietarem. Por favor, me deixem!
Quando ela se virou outra vez, dando as costas para os homens. Hoseok se virou, socando a parede com força, e acabou por machucar a mão, mas não se importou, a dor física não era nada comparada com a dor interna que ele sentia.
- Você pegou pesado, Hoseok! - Namjoon e ele se encararam - Não precisava ter chamado a de egoísta! Sei lá! Eu compreendo que você simplesmente cuspiu tudo que estava entalado dentro de você, mas agora…
- A gente perdeu a ! Entendeu? Foi isso que aconteceu aqui, agora, Namjoon! E a culpa é sua! - ele voltou a empurrar Namjoon.
O advogado segurou a cintura de Hoseok para se segurar já que estava tonto.
- Minha? Você que veio igual uma galinha choca lá de cima e disparou a falar como se fosse uma metralhadora! A culpa é sua! Ah, Hoseok, quer saber? Ficar jogando a culpa um no outro não adianta!
Hoseok se soltou de Namjoon e então bagunçou os cabelos, até então arrumados.
- Se acalma, Hoseok! - Namjoon voltou a se escorar na parede e fechar os olhos.
A cabeça dele rodava, e ele gargalhou, bêbado.
- A precisa desse tempo sozinha! Para acalmar as coisas dentro dela, deve estar uma tempestade dentro dela! Isso tudo, aqui, foi uma bagunça! Eu errei, você errou, ela errou! E é isso! Vamos dar tempo ao tempo, cara! Não se desespere à toa! Você já colocou tudo o que sentia para fora, e eu também! Deixa a … ela vai nos procurar! Isso é temporário, e ela vai nos comunicar a decisão dela. Se acalma!
Hoseok olhou para ele, e Namjoon abriu os olhos, encarando Hoseok de volta.
- Respira! Solta o ar preso dentro desses pulmões! Hum? - ele mesmo inspirou e expirou.
Hoseok fez o mesmo por alguns segundos. Namjoon podia ter razão.
- Eu vou embora! - ele procurou pelas chaves do carro dentro do bolso.
- Assim?
- Assim como? - ele voltou a se apoiar nos dois pés, sem as costas na parede, acabou se desequilibrando, e riu - Eu estou normal!
- Você está bêbado como um gambá! - Hoseok constatou - Não pode voltar sozinho! Não pode dirigir assim! Você é advogado, achei que seria um homem mais prudente.
Por mais irritado com Namjoon que ele estivesse, era melhor se certificar que ele chegaria bem em casa. Namjoon voltou a gargalhar.
- Você é muito certinho, não é? Caramba!
- Vou subir e chamar alguém para levar você, não saia daqui, não seja irresponsável!
Ele não deu tempo para que Namjoon respondesse ou argumentasse, e voltou para o restaurante.
- Alguém indo embora por agora? - ele questionou quando voltou para o segundo andar.
Os amigos, se aproximaram dele, fazendo ele se sentir sufocado e dar alguns passos para trás.
- É que o Namjoon está completamente bêbado e está querendo ir embora, mas sem condições! Alguém pode levá-lo?
Os amigos se entreolharam, sem entender nada! E ?
- Tá, mas cadê a ? Tá lá embaixo com ele? - perguntou.
- Ela já foi embora!
- Ei! E isso aí na sua mão? - perguntou, já preocupada.
- Não é nada demais! Está tudo bem! Eu só ralei… só preciso de alguém para levar o Namjoon porque eu também estou indo embora! Me desculpe, Jin! De verdade…
Seokjin assentiu positivamente para ele, já que entendia que certamente os três haviam se desentendido e feio! Aliás, os amigos todos perceberam…
- Eu levo! - V se prontificou enquanto procurava as chaves do carro dele e da irmã nos bolsos - Você volta sozinha?
- Claro! E levo a , já que ela tinha vindo com a ! - as duas trocaram olhares e sorrisos.

Hoseok e V desceram as escadas em silêncio, mas quando eles pisaram no térreo do restaurante V preocupado, perguntou:
- Não é melhor dar uma olhada nisso aí? e eu temos kit de primeiros socorros dentro do carro, ela pode dar uma olhada!
- Não precisa, V! Eu só quero ir embora! Obrigado…
Taehyung apertou um dos ombros dele, tentando confortar o mais velho.
Namjoon estava sentado na calçada, rodando o chaveiro das chaves do carro nos dedos.
- Vamos embora, doutor? - Namjoon virou o rosto na direção da voz de V.
- Vamos! Eu estou em perfeitas condições de ir embora! Mas o Hoseok acredita que não! - ele deu de ombros.
Namjoon tentou se levantar sozinho, mas falhou. Hoseok e V o ajudaram e então V passou um dos braços do advogado em volta de seu pescoço.
- Pode ir, Hoseok! Eu cuido dele agora!
- Ei, Hoseok! - Namjoon chamou.
Hoseok olhou para ele.
- Cuida da sua mão, e fica tranquilo… a resposta dela vai ser você! Não eu!
Hoseok engoliu seco e então se despediu de V com a cabeça. Caminhou rapidamente em direção à sua moto. Os olhos marejaram, e o peito num misto de sentimentos.
V e Namjoon ficaram em silêncio. V sabia que não era o momento de perguntar nada. Namjoon olhava para Taehyung com as mãos nos bolsos.
- Precisa de ajuda para abrir a casa?
- Não! - Namjoon sentiu a cabeça doer - Me desculpe pelo inconveniente, V! Eu agradeço por ter me trazido e até colocado o carro na garagem! Vou esperar seu carro de aplicativo chegar!
- Não precisa, hyung! Você deve estar cansado, parece que não foi uma noite fácil! Vai dormir um pouco!
Namjoon bateu levemente nas costas de Taehyung e voltou a agradecer o mais novo.
Ele fechou os olhos quando a água quente atingiu suas costas e então entrou com o corpo todo embaixo do chuveiro. Ele havia metido os pés pelas mãos, outra vez! Não sabia lidar com aquele sentimento! Os pais nunca o ensinaram sobre o amor… ele evitou passar por aquele sentimento durante a vida toda. E agora lá estava ele, com o peito machucado e sem saber o que fazer. Agiu sem pensar, mas por medo de perder a única mulher que havia se apaixonado, e corria o risco de exatamente o que ele mais temia, acontecer.
Jogou os cabelos para trás, permitindo que eles se molhassem. Se fizesse uma escolha definitiva, o que seria dele? Como ele cuidaria de um coração partido?

O telefone de tocava sem parar, quando não era ligando, era . Mas ela não tinha condições de atender, não conseguia falar. Ela só sabia chorar, abraçada aos bichinhos, que apenas lambiam suas lágrimas ou se aconchegaram a ela como se entendessem. Ela sabia que aquele momento chegaria, e mesmo assim não havia se preparado para ele. sentia o coração partido em dois, exatamente em dois. Já estava decidida: queria ficar sozinha para não machucar ninguém. Mas precisava reorganizar as ideias, e se acostumar a voltar a ser sozinha. Por que diabos tinha que ter se apaixonado pelos dois?

Hoseok abriu silenciosamente a porta da casa e para piorar as coisas, o pai ainda estava acordado e vendo TV. Os dois se encararam, e depois os olhos do pai foram direto para a mão machucada dele.
- Que isso na sua mão?
- Nada não pai! Está tudo bem! To cansado, vou dormir tá bom? Boa noite, te amo.
Subiu as escadas de dois em dois degraus para se livrar de mais questionamentos do pai. Depois bateu com força a porta do próprio quarto e encarou a mão machucada. Aquela noite seria longa.



Centésimo Terceiro Capítulo - Midnight Sun

Se jogou no sofá do apartamento e desfez o coque deixando os cabelos caírem pelos ombros. Pegou o celular e então abriu o Instagram dando de cara com um stories recém postado de Jimin. O coração de acelerou. Ela deveria ignorar, sabia que corria um grande risco de sofrer se visualizasse aquela postagem, mas quando se deu conta já havia clicado no círculo vermelho.
Era uma foto dele recém-saído do banho, com a toalha enrolada na cintura e os cabelos molhados. fechou os olhos com força enquanto pressionava a tela com um dos dedos para que o stories ficasse pausado. A mente dela vagou para o dia em que eles se beijaram no quarto dele, com ele recém-saído do banho… abriu os olhos e encarou a foto mais uma vez. O corpo dela reagiu com saudades dele.
Deixou que o stories sumisse e saiu do aplicativo. Correu para o Whatsapp e procurou pela conversa dele, a abriu e respirou fundo algumas vezes e então clicou no ícone do telefone, ligando para ele. Ela sabia que ele não atenderia, mas precisava tentar.
Quando ela estava quase desligando, ouviu a voz dele do outro lado. Os olhos dela se encheram de água e então ela fechou os olhos deixando que as lágrimas descessem.
- Eu bebi bastante com o pessoal essa noite… Desculpe! - ela não sabia direito o que falar.
Esperava que ele respondesse algo do outro lado. Jimin suspirou pesadamente.
- Já está tarde! Se apresse, e vá para casa…
- Você está em casa? - abriu os olhos.
As lágrimas ainda desciam pelas bochechas dela.
- Estou… - ele respondeu simplesmente.
- Você não bebeu hoje? - ela passou uma das mãos pelos nariz.
- Eu bebi… - Jimin umedeceu os lábios.
- Então nenhum de nós dois vai se lembrar dessa conversa! Eu sinto sua falta! - ela voltou a fechar os olhos enquanto as lágrimas caíam - Posso ir para ai?
Jimin voltou a suspirar pesadamente do outro lado.
- Não! - ai as lágrimas de se intensificaram, ela pressionou um lábio sobre o outro.
- Eu posso comprar o seu vinho preferido no meio do caminho! Espere por mim! Vou pedir um carro!
Jimin bagunçou os cabelos e fechou os olhos. Ele ficou alguns segundos em silêncio, apenas sentindo o próprio coração bater.
- Mas nós terminamos, ! Nós… - ele pausou - Terminamos!
sentiu o coração partir em mil pedacinhos outra vez e então apertou os olhos, chorando com força.
- Então... você não precisa mais me ligar quando chegar em casa.
Ela colocou a ligação no viva voz e então tapou os olhos com as mãos, se entregando ainda mais ao choro, e em silêncio.
- Eu hoje não quero mais nada, só você para me abraçar, Jimin!
limpou as lágrimas com as palmas das mãos e então olhou o celular sobre a própria perna. Jimin suspirou alto, mais uma vez.
- Estou te esperando!
E então ele desligou o telefone, fechando os olhos com força.
sentia as mãos tremerem de ansiedade. Na verdade o corpo todo dela tremia, ela respirou fundo enquanto apertava a garrafa de vinho na mão. Com a outra mão, ela tocou a campainha do apartamento de Jimin. Aquilo era estranho, ela estava acostumada a entrar lá com ele abrindo a porta para os dois… e ela já esteve lá tantas vezes! Balançou a cabeça afastando os pensamentos, não queria chorar.
Jimin fechou a geladeira e ouviu a campainha soar pelo apartamento. Jimin umedeceu os lábios e passou os cabelos para trás. O coração dele parecia querer sair para fora do peito, a sensação que ele tinha era a de que a pele seria rasgada pelo órgão de tão rápido e forte ele batia.
Abriu a porta e os dois se encararam nos olhos. abriu a boca, mas não conseguiu formular nenhuma frase, e também nem se quisesse ela conseguiria, Jimin não deu tempo para ela raciocinar, colou as duas mãos em sua cintura fina a trazendo para si, e então colou os lábios nos dela com urgência.
cedeu rapidamente deixando que a língua quente de Jimin invadisse sua boca, e então envolveu os braços em volta de seu pescoço. O corpo dela se moldou ao dele, como sempre acontecia, e então eles entraram no apartamento, com os corpos ainda colados e os lábios grudados.
depositou desajeitadamente a garrafa de vinho sobre a mesa e então, ainda grudados, eles caminharam até o quarto de Jimin. O beijo ganhou intensidade e passou as unhas por toda a extensão das costas desnudas de Jimin, ela sabia que ele gostava da sensação…
O corpo de sentia falta dele absurdamente, então ela se deixou levar pela saudade e por todas as sensações que o toque das mãos e boca dele causavam. Conforme as unhas dela subiam e desciam pelas costas de Jimin, ele sentia o corpo arrepiar, uma das mãos dele subiu, desfazendo o coque que ela havia refeito para encontrá-lo e então ele a embrenhou por seus cabelos castanhos. Como ele sentiu falta de fazer aquilo, de sentir o macio dos cabelos dela entre seus dedos… suspirou entre o beijo, começando a sentir o ar faltar já que eles não haviam desgrudado os lábios desde que se viram.
Jimin aproveitou para puxar os fios que estavam envolvidos em seus dedos com força, e aí os lábios se separaram, já que ela acabou sendo forçada a jogar a cabeça para trás com a pressão da mão dele. mordeu o lábio inferior para não gemer, e Jimin desceu os lábios para o pescoço exposto dela, ele depositou algumas mordidas por lá e depois passou a língua molhada pelo lugar antes de começar a depositar beijos também molhados por toda extensão.
voltou a apertar os dentes sobre o lábio inferior, e então intensificou os arranhões pelas costas dele, que começavam a levantar alguns vergões vermelhos. A língua dele passeou pelo maxilar bem feito de e então ele alcançou a orelha dela, mordeu o lóbulo e encostou a testa na dela. Os dois se encararam profundamente e então voltaram a se beijar com urgência, como se dependessem daquele beijo para viver.
Foi a vez de embrenhar as mãos nos cabelos de Jimin e então os puxar com força, enquanto ele apertava a cintura fina dela. Em segundos ele já estava com as mãos nos botões da blusa que ela usava, na parte de trás. Um a um os botões foram se abrindo e então a blusa dela escorregou entre os dois, caindo ao chão.
Ela não usava nada cobrindo os seios além da blusa, voltou a puxar os cabelos de Jimin quando sentiu o hálito quente dele em seu mamilo esquerdo. Apertou os olhos com força quando a língua dele passou por lá, o corpo dela inteiro arrepiou com a sensação gostosa da língua dele se movimentando sobre seu mamilo, um gemido fraco escapou dos lábios de quando a boca dele engoliu seu seio esquerdo inteiro.
A língua dele brincava em volta de seu mamilo e pressionou o rosto dele ainda mais em seu seio, com ânsia de aumentar o contato da boca dele por lá. Jimin sugou com força o local e então passou os lábios para o seio direito da mais baixa, e repetiu os movimentos com a boca e língua, com ainda mais intensidade. Um gemido mais alto saiu dos lábios de . Jimin voltou a depositar beijos molhados no pescoço dela e então eles voltaram a se beijar, dessa vez com mais calma e paixão. Uma das mãos de Jimin segurava o pescoço de , mas ele não aumentava a pressão com muita força, apenas apertava uma hora ou outra e sentia a intimidade pulsar com força a cada vez que ele apertava levemente seu pescoço. As mãos dela desceram pelas costas de Jimin e chegaram até o cós de sua calça de moletom, mas ela ficou insegura, sem saber se abaixava o tecido ou não… Jimin percebeu.
Ele levou as duas mãos até as mãos dela, e juntos eles abaixaram a calça cinza dele e rapidamente Jimin se livrou da peça, jogando-a com os pés para o canto. cravou as unhas na cintura fina de Jimin enquanto mordiscava o lábio superior dele com força. Jimin fechou os olhos sentindo o lábio e a cintura arderem. Ele segurou a cintura dela também e a empurrou para a cama, caiu nela, sentada e então encarou os olhos de Jimin que pareciam queimar, tão brilhantes.
Ficou entre as pernas dela e continuou encarando-o. Jimin segurou o queixo dela elevando ainda mais seu olhar até ele. Ela levou uma das mãos até o membro já duro de Jimin e o pressionou ainda coberto pela boxer preta que ele usava. Jimin apertou os olhos sentindo o membro endurecer ainda mais com o toque dela.
levou as duas mãos até o cós da boxer, e já corajosa o suficiente ela desceu o tecido pelas pernas de Jimin que manteve os olhos fechados até se livrar por completo do tecido. Ela lhe acariciou os testículos - se lembrava muito bem que ele quase havia enlouquecido da outra vez- e observou as reações que apareciam pelo rosto dele conforme ela ia intensificando as carícias.
Os olhos se apertaram com mais força e ele mordeu o próprio lábio para não gemer enquanto ela lhe tocava. levou a outra mão até o membro ereto dele e então lentamente ela começou a masturbá-lo. Mesmo sem saber se estava fazendo direito, ela só queria que ele sentisse prazer…
Jimin tombou a cabeça para trás enquanto ela mexia a mão para cima e para baixo e lhe acariciava nos testículos com a outra, o corpo inteiro dele arrepiava conforme ela mexia as mãos nele.
- Se você não gostar, pode me parar! Ou me ajudar…
Ela levou a língua até a cabeça do pênis de Jimin e deixou uma lambida lenta por lá, fazendo com que ele abrisse os olhos e os levasse até ela. Antes que ele pudesse respirar, ela engoliu a cabeça do membro dele e passou a língua outra vez por lá. Jimin deixou os gemidos presos escaparem da garganta e incentivou a continuar com o que estava fazendo, os lábios dela vagarosamente desceram mais e mais e ela prendeu a respiração. Jimin gemeu outra vez enquanto enrolava os cabelos castanhos de em suas mãos, e então ele ditou os movimentos da cabeça dela em seu membro, enquanto ela apertava os olhos com força. O gosto dele era adocicado e sentia a intimidade vibrar de desejo enquanto ela passava a língua pelas veias do membro dele.
Jimin sentia o membro pulsar a cada investida dos lábios de e aos poucos ele deixou que ela sozinha, guiasse os próprios movimentos com a boca e língua. O corpo dele havia ficado tenso, mas foi relaxando conforme ele sentia o prazer invadir seus poros, especialmente quando ela usava a língua. Com a boca sobre a cabeça do membro de Jimin ela abriu os olhos e olhou para ele: a cabeça tombada para trás, os olhos fechados, o pescoço exposto para ela…
As mãos dele ainda estavam em seus cabelos e quando voltou a engolir o membro dele quase todo de uma vez, Jimin segurou com força os cabelos dela em suas mãos e gemeu alto. Mais algumas investidas da boca dela e Jimin sentiu o estômago contrair de prazer, os gemidos cessaram enquanto ele subia o rosto dela devagar, ou gozaria. Os lábios dos dois se uniram mais uma vez, dando início a um beijo apressado. O corpo de Jimin ficou sobre o dela - não sem antes ele se livrar da saia de cintura alta que ela usava, levando a calcinha que ela usava junto - os dois ainda se beijavam quando sentiu o membro de Jimin lhe pressionar a entrada, numa clara provocação, fazendo-a soltar um gemido fraco entre o beijo.
Jimin cortou o beijo e antes de se levantar para pegar um preservativo na mesa de cabeceira ele passou o polegar pelo clitóris inchado de , o pressionando e arrancando um gemido gostoso dos lábios rosados da mais velha, que apertou os olhos quando ele o movimentou na intimidade inchada dela, invadindo-a sem aviso prévio. Jimin soltou um gemido quando a invadiu e sentiu o quão encharcada ela estava.
- Eu senti tanto sua falta! - ela voltou a gemer quando o dedo dele começou a entrar e sair de dentro dela -
Ele ficou em silêncio, apenas escutando os gemidos baixos que saiam dos lábios de . Ela não merecia saber mais dos sentimentos dele! Depois de torturá-la um pouco, quando ela mordeu o lábio com força o suficiente para fazê-los ficarem ainda mais rosados, Jimin parou. Buscou o preservativo sob o olhar atento de e vestiu o membro olhando dentro dos olhos de , que tinha a respiração descompassada, tamanha ansiedade de sentir Jimin outra vez.
fechou os olhos com força quando o membro de Jimin começou a invadi-la devagar, não controlou o gemido, deixaria que ele soubesse que ela estava sentindo prazer, e que ele era o responsável por cada gemido que sairia da boca dela dali em diante. Jimin gemeu junto com ela quando sentiu o membro afundar todo dentro dela e então mordeu seu queixo antes de começar a se movimentar bem devagar, continuando a torturar .
- Jimin! - ela gemeu quando o quadril dele investiu pesado no dela. - Ah!
envolveu as pernas na cintura dele, aumentando o contato entre os corpos que começavam a suar e Jimin sentiu as paredes de o apertarem com intensidade, ele gemeu alto aumentado o ritmo das investidas e a visão de começou a ficar turva tamanho prazer ela sentia com Jimin saindo e entrando dela num ritmo único que ela tinha certeza, era só dele.
Jimin encostou a testa na dela e voltou a diminuir o ritmo das estocadas, abriu os olhos e então encarou Jimin. Ela roçou o nariz no dele levemente e então deslizou as unhas pelas costas suadas dele, que apertou os olhos com o ardor das unhas dela. voltou a apertá-lo com força dentro dela e Jimin sentiu que não aguentaria por muito tempo. Enterrou o rosto na curva do pescoço cheiroso de , e lá estava ele: o perfume preferido de Jimin.
Como fogo em gasolina, o cheiro fez o corpo inteiro de Jimin reagir com força e ele voltou a movimentar-se com força e rapidez dentro dela, que gemia e arranhava com força e intensidade as costas dele. Quando ele aspirou o cheiro de com força para dentro das próprias narinas, gemeu, extasiado sentindo o orgasmo lhe atingir com intensidade.
As pernas dele tremiam conforme ele chegava ao aṕice, ainda dentro de e ela admirava os gemidos e palavras incompreensíveis que saiam dos lábios dele, colados agora em seu ouvido. Jimin inverteu a posição e agora era o corpo de que estava sobre o dele, com certa dificuldade ela ergueu o corpo, se sentando sobre Jimin. Com as mãos sobre a barriga do moreno, movimentou os quadris vagarosamente enquanto cravava as unhas na pele dele, enquanto gemia ela podia sentir os olhos de Jimin sobre ela. As mãos dele lhe ajudaram com o ritmo dos movimentos e então foi a vez da mais baixa ter seu orgasmo. A cabeça tombada para trás, as unhas arranhavam a pele da barriga de Jimin e ela ainda gemia. Jimin admirava o quão bonita ela ficava sentindo prazer…
passou a mão pela parede cinza do corredor que ligava os quartos ao banheiro e então colocou a mão sobre a maçaneta e tentou abrir a porta. Franziu o cenho ao perceber que estava trancada, enquanto ouvia o barulho do chuveiro lá dentro. O peito dela ardia: ele não a queria lá com ele. Os olhos marejaram e ela não sabe por quanto tempo ficou lá com a mão sobre a maçaneta, sentindo o peito arder, até que a porta se abriu, fazendo com que ela desse um passo para trás e cobrisse o corpo com os braços. Jimin e ela se olharam.
- Achei que fosse me esperar para o banho! - a voz dela quase não saiu.
Ele caminhou para o quarto, sem dizer nada. foi atrás dele, o coração começou a rachar de novo… Os olhos ainda cheios de água.
- Nós dois já matamos o que estava nos matando, você já fez tudo o que tinha para fazer aqui!
Jimin se abaixou recolhendo peça por peça das roupas de e então ergueu o bolo todo com as roupas na direção do rosto dela. Os olhos marejaram com ainda mais intensidade. Então era só aquilo que ele queria dela agora? Tudo bem, ela quis demais tudo aquilo, havia sido incrível! E ela até pensou que depois que os dois transassem de novo, Jimin voltaria para ela!
- Jimin… - ela sibilou, pegando as roupas.
- Pode ir embora, ! Vou pedir um carro para você! Espera na sala que já te falo…
fechou os olhos, engolindo o choro.
- Ninguém acredita na gente: nenhuma cartomante, nenhum pai-de-santo, nenhuma terapeuta, nenhum parente, nenhum amigo, nenhum e-mail, nenhuma mensagem de texto, nenhum rastro, nenhuma reza, nenhuma fofoca e, principalmente, ou infelizmente, nem você, Jimin!
- Tudo bem! Vou chamar daqui mesmo! Pode se vestir, por favor?
Jimin deu as costas para ela, pegou o celular sobre a cama e quis gritar de dor.
- A chegada e a partida são tão parecidas. Em qual direção estamos indo agora, Jimin?
Ele nada respondeu, continuou mexendo no celular. deixou duas lágrimas teimosas descerem por sua bochecha e então fez o que ele pediu: se vestiu.
Os dois ficaram em silêncio enquanto ele também se vestia e , cruzou os braços abaixo dos seios enquanto sentia as lágrimas voltarem a arder nos olhos. Os dois se encararam, e ela quis acariciar o rosto dele e implorar que ele esquecesse tudo e voltasse para ela. Mas não o fez, ela sabia a resposta dele. E o pior, ela temia a reação que Jimin poderia ter. Por que ela havia deixado a história dos dois chegar naquele ponto? Era como se ele escorresse entre os dedos dela…
- Já está chegando! Pode descer. Precisa de dinheiro?
fechou os olhos com força, um tapa teria doído menos. Dinheiro? O que ela havia feito com ele? No que Jimin havia se transformado? Se sentiu culpada por ter machucado tanto o mais novo! Ela balançou a cabeça em negativa para ele.
- Antes que eu vá… o que tá rolando entre você e a Chloe?
perguntou já fora do quarto. Ela sabia que provavelmente a resposta doeria, mas precisava e queria saber.
- Não é da sua conta, ! Você não me deve satisfações da sua vida e muito menos eu da minha! Boa noite!
assentiu mais uma vez.
Já dentro do carro, a caminho de casa ela se permitiu desabar. Estava aprendendo na terapia, que engolir o choro só faria mal. Precisava aprender a externar suas dores e fraquezas e Jimin estava a ajudando. Doía, doía como se alguém estivesse lhe cravando um punhal… E ela precisava fazer alguma coisa com aquela dor. No momento ela não sabia exatamente o que faria além de sentir e deixar que ela lhe inundasse no peito. Havia perdido Jimin para sempre? Ele nunca mais seria o mesmo? As perguntas rodam e rodam dentro dela e ela se deixava levar pela dor. O amava, e tinha certeza disso. Mas era tarde demais, não era?



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Continua...



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