Escrita por: Kah Schmidt | Betada por: Dafne M. (até o capítulo 05 betado por Marcela Spaolonzi)
Los Angeles, CA – East High School – 7:10 da manhã
O retorno às aulas após as férias de Julho marcavam mudanças no colégio. O local estava cada vez mais lindo e mais bem cuidado. O jardim do enorme colégio chamava a atenção de todas as pessoas que passavam ali perto. O prédio de três andares e bem pintado era a marca do local. A duas quadras dali tinha a East High University, que para os alunos que estavam cursando o terceiro ano, era tão desejado. Tudo porque era a melhor Universidade daquele local!
Naquele exato momento, o colégio já estava lotado. E muitas pessoas veteranas se surpreenderam ao ver rostos novos. Porém, isso animou muita gente, principalmente um grupo de meninos que estavam sentados em uns bancos próximos à entrada do colégio.
– East High, eu te amo. – null null disse assim que viu uma líder de torcida passar com o seu short minúsculo. A garota o olhou e piscou pra ele, fazendo-o dar um sorriso enorme. – Hoje tem!
– E quem disse que eu vou deixar? – a voz de null num tom meio feminino, fez com que null o encarasse. – Pode ir atrás dela. Eu sei que mais tarde você estará comigo! – ele completou, soltando um beijo no ar para o rapaz que o olhava incrédulo.
– Caras, vocês precisam parar com isso. Já está ficando feio! – null falou, fazendo com que os dois gargalhassem.
– Olha, eu concordo com o null. – foi a vez de null dizer. – Cada diz vocês estão mais gays! – ele completou, mas no fim, todos começaram a rir.
Os quatro eram os garotos mais populares daquela escola. Todos eles participavam do time de futebol da escola. null era goleiro, null era zagueiro, null era lateral esquerdo e null era atacante. Eles arrancam muitos suspiros das meninas, principalmente quando estão sem blusa. Nas horas vagas, eles se dedicam em tocar e cantar. E isso era mais uma qualidade que faziam as meninas caírem aos pés deles. Realmente, eles são muito bons no que fazem. E popularidade é com eles mesmos! Muitos desejavam ser como eles e tê-los como amigos.
Os meninos continuaram sentados conversando coisas aleatórias quando o sinal tocou. Infelizmente, por ter muito aluno, eles nunca conseguiam ficar juntos em uma sala só. Logo, ficou null e null em uma, enquanto null e null ficaram em outra. Com isso, eles se direcionaram as suas respectivas salas antes que os professores chegassem e eles não entrassem mais. Assim que entraram em sua sala, null e null arrancaram diversos sorrisos das meninas que já estavam ali. Eles sorriram e caminharam até a última fila, onde havia duas cadeiras vazias. Um minuto depois, o professor Ryan, de Química I e II, entrou na sala.
– Bom dia, queridos alunos. Que bom revê-los! – ele disse, bem simpático. Alguns alunos sorriram de volta, outros deram de ombros. – Sei que não é nada legal voltar às aulas com essa disciplina, porém eu vou fazer de tud…
– Com licença, professor. Nós podemos entrar? – uma moça acompanhada de outra perguntou.
– Senhoritas null e null. Claro que podem entrar! – o professor respondeu e as meninas entraram, agradecendo e se sentando nas primeiras cadeiras vazias que viram. – Bem, como eu ia dizendo, farei de tudo para que minhas aulas sejam boas para vocês. Haverá muitas práticas no laboratório. Mas eu peço que não façam nada que eu não pedir. Nem eu e creio que nem vocês querem que o colégio exploda. – ele disse, fazendo com que os alunos rissem. – Nesse momento eu gostaria de formar duplas, que ficarão juntas até o fim do ano. Por gentileza, quem eu for dizendo, procure o seu parceiro ou parceira. – ele completou e todos assentiram.
O homem começou a falar os nomes das duplas. As meninas que haviam chegado atrasadas torciam para que seus nomes fossem chamados ao mesmo tempo e assim serem uma dupla. Infelizmente, isso não ocorreu.
– null null e null null. – o professor disse e a garota encarou sua melhor amiga. Depois, virou o rosto para ir a procura do seu parceiro. – null e null null. – o homem falou e a menina fez o mesmo que sua amiga. As duas se levantaram e foram até o encontro de seus “parceiros”, já que estes não haviam feito nada, só encaravam as duas.
– Agora vocês vão ser populares por estarem fazendo dupla comigo e com o null. – null disse, fazendo null rir. null apenas bufou.
– Sinto informar, queridinho, mas nós já somos populares. – null disse, enquanto se sentava ao lado de null, que sorriu pra ela. null revirou os olhos e sentou-se ao lado de null, que sorriu para ela também.
– Sabe qual o meu medo com nós quatro juntos? – null perguntou para os demais e nullarqueou as sobrancelhas. – É muita beleza junta. As pessoas vão se distrair demais e provocarão algum acidente. – ele completou, fazendo os quatro rirem. – Eu sei que a gente não é muito amigo, mas é legal fazer par com você. – ele disse mais baixo, só para null.
– Antes você do que o null. – ela disse, fazendo null rir. Ele sabia muito bem que os dois se matariam se ficassem juntos.
– Eu escutei isso, null. E acredite: estou muito feliz por não ter ficado com você! – null disse, dando um sorrisinho para a garota, que já revirava os olhos.
– Todos prestem bastante atenção. – Ryan começou a falar. – Vou passar todo o programa para vocês. Desejo que essa experiência seja muito boa. Eu estou animado e ansioso pelos resultados! – ele completou e em seguida começou a passar a lista para os alunos.
Enquanto isso, em outra sala de aula, a professora Samantha, de Matemática I e II, explicava como seria daqui para o fim do ano. null e null prestavam atenção, pois adoravam essa matéria. No entanto, duas garotas que estavam atrás deles, começaram a perturbá-los.
– Dá pra parar? – null virou-se para pedir que a pessoa parasse de chutar a cadeira dele, mas bufou ao ver quem era. – Tinha que ser a null null! – ele disse, sério. A menina riu.
– Ops, desculpa, null. Eu não sabia que estava te incomodando. – ela disse, com um sorriso no rosto. – Pra ser sincera, eu nem sabia que você gostava de estudar. Pensava que você preferia Biologia, principalmente anatomia. – ela completou e null continuou sério.
– Eita, null, pegou pesado agora. – null null, sua melhor amiga, disse num tom sarcástico. – Nós não podemos duvidar da capacidade de alguém. Mesmo que esse alguém seja o null! – ela continuou, rindo baixinho com a amiga.
– Seria demais pedir para vocês calarem a boca? – null se meteu e null agradeceu por isso. As meninas olharam para ele e levantaram a mão, como se estivesse se rendendo e decidiram prestar atenção no que a professora falava.
– Alunos, eu gostaria de formar quartetos agora. – Samantha disse e os alunos ficaram esperando a mulher pegar a chamada para ver os nomes. Ao parar em alguns nomes, ela começou a rir sozinha. – Senhoritas null e null, se juntem com null e o null. – ela disse e os quatro arregalaram os olhos. – AGORA! – a mulher só faltou gritar, mas segurava o riso da cara que eles tinham feito. Isso seria no mínimo muito, mais muito interessante.
East High School – Cantina – 9:05
null, null, null e null entraram juntas no local, arrancando muitos olhares. Elas eram muito populares, principalmente por conta das festas que elas sempre realizavam para a escola e fora dela. Inclusive, nesse momento, elas distribuíam alguns folders sobre a noite na fogueira, que aconteceria na sexta-feira próxima. Após entregar os últimos, elas foram até Marta, que cuidava dos lanches e pegaram quatro sanduíches naturais com suco de laranja. Em seguida, foram se sentar.
– null, eu ainda não acredito que você e a null estão no mesmo grupo que o null e o null. – null disse, após dar um gole em seu suco. – Eu daria tudo pra ser uma mosca e ver vocês juntos. – ela completou, fazendo as meninas rirem, exceto null.
– Isso é uma catástrofe. Ninguém merece trabalhar com eles. – ela disse, fazendo bico.
– Acho que os professores combinaram, só pode! – null disse, fazendo null e null a olharem. – O Ryan inventou de fazer duplas. Eu fiquei com o null e a null com o null. – ela completou e as meninas pareceram surpresas. – Mas eu até que vou com a cara dele. E também não tenho nada contra o null. Só o superego dele!
– QUAL O SEU PROBLEMA? – null só faltou gritar. – Ir com a cara do null? É o fim dos tempos! – ela disse num tom engraçado, fazendo as meninas rirem. – O null se acha, mas, pelo menos, ele é muito inteligente e vai me ajudar com química. – ela completou.
– Faço minhas as suas palavras, null. – null disse e null deu um toque na mão dela. – Agora vamos comer, porque já vai tocar. – null disse e as meninas assentiram.
Cinco minutinhos depois o sinal tocou. null e null correram para a sua sala, pois virão que o professor de Literatura já estava entrando na sala. Já null e null foram tranquilas para a sala, pois tinham visto a professora de Biologia conversando com outro professor. Porém, assim que elas entraram, as duas só faltaram colocar para fora o que haviam acabado de comer ao ver que null e null estavam lá dentro, muito bem sentados e conversando com algumas garotas.
– Não acredito que vamos ter aula de Biologia com esses garotos. – null disse, nervosa. – Eu não vou aguentar as provocações do null. Não mesmo!
– Ei, relaxa. Ignora que eles estão aqui! – null pediu, sentando-se em seguida ao lado dela. Logo a professora Natanna adentrou na sala. Ela ajeitou seus óculos e colocou seus livros em cima da mesa, encostando-se nela em seguida.
– É muito bom revê-los. Mas, eu não vou começar com moleza. – ela disse, num tom autoritário e bastante conhecido pelos demais.
– Como foi suas férias, fessora? – um engraçadinho perguntou.
– Foram ótimas, obrigada! Quer saber por quê? – a professora perguntou e o menino fez que sim com a cabeça. – Porque eu estava longe de você com essas perguntas irritantes. – ao dizer aquilo, a sala toda começou a rir. Porém, eles se calaram após o olhar dela. – Voltando para o que interessa, eu gostaria de formar duplas e quartetos.
– Isso só pode ser brincadeira. – null disse baixinho e null baixou a cabeça para rir. Natanna começou a chamar o nome das pessoas. A maioria estava contente com suas equipes. Só faltavam ser chamados quatro nomes: null, null, null e null. E os quatro esperavam ansiosos.
– Vocês podem fazer um quarteto. – Natanna disse.
– NÃO! – null gritou e a mulher a encarou. – Não pode ser dupla, tipo eu e a null? – ela perguntou, mas com medo da resposta.
– Não, senhorita null, por alguns motivos. Primeiro, você e a null são as melhores alunas dessa sala. Segundo, eu quero um homem e uma mulher. Terceiro, pode ser o quarteto. Então, o que me dizem? – a mulher perguntou e tanto null encarou null, como null encarou null. – Estou esperando a decisão de vocês, mas não tenho o dia todo. – a mulher disse.
– Quarteto. – null disse, fazendo null e null olharem incrédulos para ela. – O que foi? Do jeito que eu não tenho sorte, eu prefiro trabalhar com vocês três a correr o risco de formar uma dupla com o null.
– Concordo com você, null. É melhor ser os quatro, do que a null. – null disse e null bufou, porém respirou fundo, após null pedir para ela ter calma.
– Muito bem. Agora que todos chegaram a um consenso, vamos ao que importa. – a professora disse e em seguida começou a fazer umas anotações na lousa. null e null anotaram tudo. Já null e null só observavam.
– O único benefício será esse: as duas farão tudo pra gente! – null disse, porém null se virou rapidamente e o encarou.
– É aí que você se engana, null. Não venham querer bancar os espertinhos comigo e com a null. Vocês podem se dar muito mal! – ela disse, fazendo null bufar.
Ao perceber a reação dele, ela deu um sorrisinho e virou-se de volta, encarando uma null sorridente.
Após duas aulas seguidas de Biologia, quando o sinal tocou foi um alívio! null e null não aguentavam mais escrever e elas estavam felizes porque não teriam mais nenhuma aula naquele dia. Então, elas saíram e ficaram esperando por null e null, que logo apareceram. As quatro iam embora juntas todos os dias, pois moravam no mesmo quarteirão. Além de serem melhores amigas, eram vizinhas. E para completar, hoje elas almoçariam na casa de null, pois a mãe dela, Joanna null, uma produtora de eventos muito conhecida em toda Los Angeles, estaria lá. Rapidamente um carro chegou para pegá-las. Era Miranda quem conduzia o veículo. Ela era como uma babá para null, que tinha um carinho muito especial por ela. Rapidamente as meninas chegaram à casa de dela e ao entrarem, foram recepcionadas por Joanna.
– Mamãe! – null disse, dando um abraço na mulher, que lhe beijava em seguida. – Eu trouxe as meninas, como a senhora pediu! – ela completou, enquanto colocava sua bolsa no canto.
– Oi, meninas. – a voz doce de Joanna fez com que null, null e null sorrissem para ela. – Pedi para a Miranda preparar aquela lasanha que vocês amam. Que tal comermos e depois vamos falar sobre a festa da fogueira? – ela completou e todas assentiram. Rapidamente, elas foram lavar as mãos e depois se sentaram à mesa, que já estava toda pronta. Miranda fez questão de servir as meninas e quando terminou ela se sentou com todas, a pedido de Joanna. As meninas comeram que repetiram e pareciam bem felizes. Então, após a sobremesa, elas foram para a sala de Joanna.
Após muitas ideias e dicas de Joanna, as meninas finalmente já tinham em mente tudo que aconteceria. As meninas agradeceram tanto a Jessica quanto a sua mãe pelo dia maravilhoso. Porém decidiram ir embora, pois passava das 19hs. Então, assim que as meninas foram embora, null resolveu subir para o seu quarto. Ela sentou-se no pequeno sofá e parou para analisar cada detalhe do seu quarto. Joanna havia escolhido a cor: verde! null não hesitou, pois essa era sua cor preferida. No entanto, ao caminhar até seu criado-mudo, ela sentiu uma tristeza repentina. null crescera sem pai. Joanna disse que ele havia morrido em um acidente de carro. Aquilo a perturbava. Não havia uma lembrança se quer do seu pai. E quando ela tocava nesse assunto com sua mãe, notava certo desconforto. Por isso, hoje em dia ela evita falar sobre isso com qualquer pessoa. Embora ela quisesse responder as perguntas que insistem em ficar martelando em sua cabeça. null resolveu tomar um banho para tentar relaxar. Logo, ela ligou seu notebook e deixou que uma das melhores coisas lhe acalmasse: músicas!
A duas quadras dali, encontrava-se um condomínio muito conhecido. Somente pessoas com uma boa condição financeira moravam ali. E isso incluía null, null, null e null. Eles cresceram juntos naquele local. Por isso a amizade de anos. Não existia coisa melhor do que eles serem vizinhos e passarem por todas as coisas juntos. Neste exato momento, todos estavam na casa de null, jogando videogame. Após o treino de futebol, null os chamou para ficar lá enquanto seus pais não chegavam. E claro que os meninos não hesitaram!
– E mais uma vez, eu ganho! – null disse. – Quando eu digo que NUNCA perco, eu falo sério! – ele completou, se gabando. Ele derrotara null em uma partida por 5x2. Antes que ele pudesse continuar a “se achar”, null entrou no quarto com uma bandeja cheia de sanduíches. null, que até então parecia dormir, foi o primeiro a pegar. null e null riram. null saiu e voltou para trazer algumas latinhas de refrigerante. – Sabe null? Aqui é a minha segunda casa.
– Realmente, null, você passa mais tempo aqui do que na sua casa. – null brincou. – Mas é bom! Nossos pais estão sempre tão ocupados e passam o dia fora. Só nos resta aproveitar. – ele completou, fazendo todos rirem.
– Mudando de assunto, que história é essa que você, null null, fez par com a null null? – null perguntou.
– Até o fim do ano, meu caro! – James disse, enquanto mordia seu sanduíche.
– Isso só pode ser castigo pelos meus pecados! – null disse. – Até o fim do ano fazendo trabalho com ela e com a null, ninguém merece! – ele completou, deitando na cama.
– Eu não tenho nada contra a null. – null disse, fazendo null arregalar os olhos. – Eu até acho ela uma gracinha. – ele completou.
– O QUE? A null null? Uma gracinha? – null perguntou. – Você só pode estar louco.
– Eu também não tenho nada contra ela. Para ser sincero, eu só gosto de implicar com ela e com as meninas. – null disse e null revirou os olhos.
– Implicar com ela e com as meninas é o máximo. Mas eu não gosto dela e nunca vou gostar! – null disse e os meninos ficaram calados. – Vamos mais uma partida? Quem será o próximo a perder para mim? – ele continuou e os outros jogaram almofadas neles.
– É melhor arrumarmos a bagunça que fizemos, porque meus pais já estão vindo. – null disse e os meninos assentiram, dando um jeito logo em seguida na sujeira que eles fizeram.
Los Angeles, CA – East High School – 11h55min da manhã.
Finalmente null, null, null e null teriam a primeira aula juntas: Educação Física! Nesse instante, elas estavam no vestiário feminino trocando-se, quando alguns risinhos inconvenientes foram escutados por todas elas. As meninas reviraram os olhos ao ver que eram Kimberly e Valentina, as líderes de torcida mais conhecidas de toda East High.
– Nossa, eu estava com saudades de vocês. – Kimberly disse, dando um beijinho no rosto de cada. – Finalmente cheguei das minhas férias. Paris é o lugar mais lindo que já conheci! – ela completou e as meninas deram um sorrisinho falso. Kimberly era o tipo de pessoa com quem não dava para passar uns dez minutos sem ter vontade de mandá-la se calar, devido ao tanto de besteiras que esta dizia. – Fiquei sabendo que o Tanner fará um jogo de futsal e handebol. Vocês gostam?
– Adoramos! – null disse, fingindo uma animação. – Acho melhor irmos para quadra, antes que o “Tanner” venha nos buscar aqui. – ela completou e todas caminharam juntas para a quadra. No entanto, apenas Kimberly e Valentina ficaram felizes ao ver que os meninos jogavam futsal. Sem blusa! As outras quatro deram alguns sorrisinhos para alguns rapazes que as olhavam. Rapidamente, dois deles se aproximaram delas. Era Greg e Henry.
– E aí, gatinhas? – Henry disse, piscando para elas. – Hoje é o grande dia da festa de vocês, certo? Então, vocês querem a nossa ajuda para alguma coisa?
– Sim, meu amor! – null começou. – Só que nós vamos contar mais tarde, porque o professor acabou de apitar. – ela completou e o rapaz assentiu.
Após isso, as meninas caminharam até a quadra. Todo o 2º ano estava por ali. Então, Tanner pediu que fossem para um lado, as meninas e para o outro, os meninos. Sendo assim, ele começou alguns alongamentos, para evitar que os alunos se machucassem quando ele começasse com algum tipo de esporte. Após isso, ele pediu que fossem formadas duplas. Homem e mulher. null, null, null e null ficaram paradas ao perceberem que só restava quatro meninos, certinho. Eles se aproximaram delas, com sorrisos nos rostos. Já elas, não pareciam tão felizes.
– E aí, damas? Quem vai fazer par com quem? – null perguntou, sorridente.
– null e null. null e null. null e null. Eu e null. – null apressou-se em falar e todos acabaram concordando. Em seguida, eles foram para o local que o professor indicava. null e null fazia tudo certinho. null fazia palhaçadas para null. null e null fingiam que faziam. null e null também. Finalmente, após isso, o professor pediu a atenção de todos. Ele pediu que as duplas não se desfizessem, pois ele ainda as usaria. Como Kimberly havia dito, Tanner disse que seria futsal e handebol.
– Senhores null e null, venham até cá. – o professor os chamou. – Vocês começarão jogando. Suas parceiras continuaram sendo as senhoritas null e null. Agora, venham pra cá também os senhores null e null, junto com as senhoritas null e null. – ele completou e quando todos estavam juntos, ele resolveu continuar. – Será quatro contra quatro. Não tem goleiro. Quem fizer dois gols primeiro, vencerá. Lembrando aos meninos que vocês jogarão com meninas. Então, todo cuidado é pouco. – após explicar como seria, o professor entregou coletes nas cores azul e verde. A equipe de null e null era a azul, enquanto a equipe de null e null era a verde. Rapidamente os oito estavam na quadra e o professor apitou, dando início ao jogo.
null havia começado e estava correndo devagar, esperando a null se aproximar para lhe entregar a bola. Antes de chegar até ela, null meteu-se no meio e correu com a bola, já avistando null e chutando para ele. Ao ver que null estava próxima do gol, ele jogou para ela, que passou por null e chutou a bola, marcando um gol. Equipe azul 1x0 Equipe Verde. Após o apito de Tanner, null começou a tocar a bola e passou para null, que correu com a bola e chutou para null. Ela correu até onde deveria fazer o gol, mas quando ia chutar, resolveu deixar para null, que estava atrás dele. Ele chutou e marcou gol. 1X1. null quem começou tocando a bola com null. Eles quiseram cansar null e null. null correu um pouco e passou a bola para null, que ao ver que null já se aproximava do lugar para marcar o gol, chutou a bola para ela. No entanto, null foi inventar de dar uma rasteira para tentar acertar a bola, porém ele acertou a canela de null, que caiu no chão, gemendo de dor.
– SEU FILHO DE UMA P… – a menina ia continuar, mas lembrou-se que tinha um professor ali perto. – QUAL O SEU PROBLEMA, HEIN? ESQUECEU QUE ESTAVA JOGANDO COM MULHERES, SEU RETARDADO? – null continuou, ainda caída no chão.
– Senhor null, vá para o chuveiro. – o professor pediu e o menino saiu bufando. – Senhorita null, ele não fez de propósito. Ele ia na bola, mas acabou lhe acertando.
– Ah, claro. E papai noel existe. – a menina ironizou, sem nem se importar com o homem.
– Pode se acalmar, moça, e sem piadinhas, está me ouvindo? Vou te levar até a enfermaria.
– Não precisa, professor. Eu vou sozinha. – null disse, levantando-se com a ajuda das amigas. null resolveu pegá-la no colo e a levou para a enfermaria. Ao chegar lá, a mulher que ficava responsável a atendeu rapidamente. O local que null acertou na menina estava inchado, mas foi só devido ao choque que houve. Logo, a gordinha enfermeira passou um gel, para aliviar a dor que a menina estava sentindo. Ela deitou-se em seguida, fechando os seus olhos e tentando relaxar. Mas a vontade de matar o garoto que fizera isso com ela era enorme, deixando-a inquieta.
– null? – a voz de null fez com que ela abrisse seus olhos. Ela nem se lembrara de que ele quem a tinha levado até lá. – Não vou falar isso porque sou amigo do null, mas realmente não foi porque ele quis. Ele jamais machucaria uma mulher dessa forma!
– Não vou discutir com vocês por isso, null. E obrigada por ter me trazido. Mas acho melhor ir para casa. – ela disse e o rapaz assentiu, ajudando-a a caminhar até o lado de fora, encontrando suas amigas paradas em frente ao colégio. null estava de carro, então ela deu carona para todas as meninas. null estava emburrada. Por isso, quando chegou a sua casa, apenas disse que as encontraria mais tarde, para irem juntas a festa da fogueira. As demais assentiram e saíram.
Los Angeles, CA – null’s House – QUARTO DE null
O relógio marcava 16hs e null acabara de sair do banho. Os cabelos estavam presos enquanto ela se maquiava. Ela optou em algo mais simples, mas não deixou de ser bem-feita. Em seguida, ela colocou o short jeans que escolhera para usar e um top branco de crochê. Para calçar, ela escolheu uma rasteirinha simples, já que ficaria parte do tempo descalça mesmo, já que a festa da fogueira seria na praia. Para finalizar, ela soltou seus longos cabelos pretos. Nas pontas havia cachos e ela deu uma melhorada, colocando uma tiara de flores. Ao se olhar no espelho e sentir-se satisfeita com o que via, ela pegou uma bolsa com algumas coisas, caso acontecesse algum incidente, e desceu. Assim que chegou a sala, surpreendeu-se ao ver as meninas por lá. Todas estavam lindas. Assim como null, as meninas usavam shorts e tops de crochês. Só mudava as cores, onde o de null era azul, o de null era rosa bebê e o de null era preto. Os cabelos estavam soltos e com a tiara de flores também. null sorriu e deu um beijo em sua mãe e em Miranda. A mãe da menina pediu que elas tivessem cuidado e que não exagerassem na bebida. As quatro não prometeram nada, mas disseram que se cuidaram. Logo depois, null deu partida em seu carro com as amigas.
Los Angeles, CA – Beach – 16h45min.
Quando chegaram ao seu destino, as meninas sorriram satisfeitas ao perceberem que a equipe que haviam contratado para a decoração tinha feito um excelente trabalho. Bem na entrada, havia uma recepcionista que segurava uma pasta com os nomes das pessoas. À medida que desse um “o.k.” em cada nome, ela os entregaria um cordão estilo havaiano, de flores. Logo depois as meninas viram as mesas de comidas e petiscos. Havia muito cachorro quente, chocolate e marshmallows para assar quando a fogueira fosse acesa. Também tinha milho embalado para estourar pipoca no fogo e amêndoas. Para completar, também tinha vários baldes cheios de doces. Na mesa de bebidas, tinha de tudo um pouco. Água, refrigerantes, sucos, bebidas alcoólicas, energéticos, além dos drinques feitos na hora, em um quiosque que as meninas fizeram questão de ter. Ao andarem mais um pouco, viram o espaço reservado para se ter algumas brincadeiras, caso as pessoas quisessem. Próximo de lá estava o DJ, que já tocava algumas músicas animadas. As quatro se olharam e começaram a rir.
– E que as pessoas cheguem, pois nós estamos prontas para arrasar! – null disse e em seguida elas foram pegar algo para beber lá no quiosque. O barman era uma gracinha e muito simpático. Seu nome era Pierre. Tinha 20 anos. As meninas ficaram encantadas por ele. Mas saíram até a entrada e ficaram lá, para receber algumas pessoas que já chegavam.
Por volta de 18hs, ao perceber que o local já estava lotado, null chamou as meninas e foi até o centro, encontrando Greg e Henry. Elas os chamaram para que eles pudessem ajudá-las na hora de acender a fogueira. Em seguida, null foi até o DJ e pediu que ele baixasse a música. Algumas pessoas murmuraram, mas ao verem null lá em cima com as outras, começaram a gritar.
– Quem está animado, levanta a mão? – null perguntou e todos fizeram isso. – Espero que estejam gostando da nossa festa. Mas, o momento tão esperado chegou. Finalmente acenderemos nossa fogueira e assim dar início pra valer a nossa festa. – ela completou.
– Já estou pegando fogo por você, gostosa. – a voz de algum engraçadinho fez a menina rir.
– Então acho melhor chamar os bombeiros, para apagar o seu fogo. – ela disse, fazendo todos rirem. – Greg e Henry, podem acender a nossa fogueira. Aproveitem, galera! – ela finalizou, descendo logo após e indo ver, assim como os outros, a fogueira acesa. Depois disso ela foi até o quiosque e sorriu para Pierre, que a encarou dos pés a cabeça dando um sorrisinho para ela.
– O que você me aconselha para beber? – a menina perguntou de um jeito sexy.
– Você poderia começar com os coquetéis de frutas sem álcool. Depois, eu posso fazer um com, pra você notar a diferença. – ele disse, piscando para ela, que concordou. – Vou fazer um de frutas vermelhas. – ele disse e null concordou, esperando. Assim que ficou pronto, a menina deu um gole e achou muito gostoso.
– Se assim é bom, imagine com álcool. – ela disse, bebendo mais um pouco. – Depois eu volto, Pierre. – ela completou, dando uma piscadinha para ele e saiu. No meio do caminho, ela encontrou null conversando com Greg. Ela sorriu e continuou andando. Porém, em um momento de distração, ela se chocou com alguém. A garota só não caiu porque se segurou na parede.
– null, que bom te ver. – null disse. Pelos olhos vermelhos, ele estava bêbado. – Cadê sua amiga, a senhorita null?
– Curtindo a festa com um gato maravilhoso. Agora, sai da minha frente. – ela disse, o empurrando. Ele riu e foi para o meio da pista de dança, pegando a primeira garota que viu. null foi até a mesa de bebidas e pegou uma cerveja. Quando estava saindo, escutou uma risada. Ela se arrependeu ao virar e dar de cara com null.
– Eu não sabia que bonecas bebiam. – ele disse, num tom divertido. – null, eu tenho que concordar com o que carinha que disse que estava pegando fogo por você, e quando ele te chamou de gostosa. As fardas da East High escondem a única coisa boa que você tem: seu corpo.
– E o seu crânio só esconde uma coisa: o vazio que tem na sua cabeça! – null o respondeu, saindo de perto dele. Não queria se estressar, muito menos com alguém como o null. Ele, por sua vez, não desistiria de perturbá-la. Porém, daria um tempinho para ela.
Enquanto isso, null e null estavam próxima a fogueira, esquentando marshmallows, quando null e null se aproximaram delas, segurando algumas salsichas para os seus cachorros-quentes. null, brincalhona como sempre, resolveu mexer com null.
– Hum, salsicha hein? – ela disse, fazendo os dois a olharem. – Tanta coisa pra comer e vocês escolhem isso? Eu estou decepcionada! Pensava que vocês gostavam de outra coisa.
– E desde quando o que você come diz o que você gosta? Poupe-me, null! Larga de ser otária. – null disse, rude. A menina levantou-se rapidamente e saiu em passos largos. null olhou séria para ele e saiu atrás da amiga. null o olhou estranho também.
– Você pegou pesado com ela, cara! – null disse e null olhou para trás. Arrependeu-se de falar daquela forma. Mas null tinha o dom de irritá-lo, ele só não queria ficar por baixo do que ela acabara de falar. – Se eu fosse você, me desculparia. – após ouvir isso, o rapaz levantou-se e foi atrás da menina. Ele andou, andou, andou e finalmente a encontrou. null estava olhando para o mar. null colocou as mãos nos bolsos da bermuda que usava e devagar foi se aproximando da garota. Ela sentiu que alguém estava perto e ao se virar, cruzou os braços.
– O que você quer, null? – ela perguntou, ríspida.
– Vim pedir desculpas pela forma que falei com você. – ele disse, meio sem jeito. – Eu não quis ser grosso. Quem me conhece sabe que eu detesto agir assim. Mas você me irrita e acaba com a minha paciência. – ao completar aquilo, a menina riu dele.
– Essa é a minha intenção. Mas eu faço isso por pirraça. Gosto de te perturbar. – ela disse, sorridente. null não deixou de sorrir também. – Vamos voltar para a festa? Estou com sede. – ela completou e o rapaz assentiu. Ambos passaram por null e null, que olharam sem entender nada. Mas esperariam null explicar depois!
– null, não vira agora, mas tem um gatinho olhando pra você, próximo ao quiosque. – null disse e após uns segundos, a menina virou-se para ver. O rapaz era muito lindo. – Vai até lá. Oferece uma bebida, dá uns beijinhos. – a amiga continuou e null concordou, indo até lá. Já null decidiu ir até a mesa de comidas para pegar um cachorro-quente. Quando ela ia fazer isso, alguém toma a sua frente e pega o último que tinha na mesa, dando uma mordida enorme.
– Opa, boneca. Você ia pegar? Nem percebi. – null disse de boca cheia e a menina revirou os olhos. – Você me deixou magoado, viu? Eu não merecia ter ouvido o que você falou. – ele completou e ela resolveu ignorá-lo. Porém, ele foi atrás. – Já disse que gostei da sua roupa? – ele continuou falando, enquanto ela andava, andava e andava. De repente, ele a puxou. Seus rostos ficaram muito próximos um do outro.
– Me larga, null. – null pediu, porém ele a segurava com força.
– Algum problema aqui? – a voz de Henry fez null sentir um frio na barriga. Ele e null não se davam bem de jeito nenhum e isso poderia ser ruim. – Você pode soltá-la agora.
– Claro! Agora ela vai fazer uma dança provocante, te deixar louco e vocês vão parar na sua cama. Típico da null null! – null disse e sentiu seu rosto arder logo em seguida. Ele levara um tapa da menina, que estava segurando as lágrimas.
– Quem você pensa que eu sou, null? Não sou que nem essas prostitutas que você procura nas esquinas e paga pra levar para sua casa. – ela disse e null riu alto. – Me respeite! – ela continuou e antes que pudesse dizer algo, Henry o empurrou.
– É melhor você sair de perto dela ou eu não respondo pelos meus atos. – null riu e resolveu fazer o que ele havia dito. Porém, antes de sair, ele encarou os dois à sua frente.
– Sabe, Henry? Apesar de você ser um tremendo otário, eu tenho pena de você. A null irá te usar, assim como ela faz com todos, mas ainda vai sair como a “santinha do pau oco”. – após dizer isso, ele saiu de perto. As pessoas ao redor se dispersaram quando a discussão acabou.
null, sem acreditar no que ouvira de null, saiu correndo até o banheiro mais próximo. Lá, ela deixou que as lágrimas que estava prendendo, escorressem livremente. Nunca fora humilhada dessa forma e não se conformava pelo fato de null abrir a boca para falar aquilo dela. Quem ele pensava que era? Ele não tinha direito algum de tratá-la daquela forma. E nem adiantava colocar a culpa na bebida. null havia sido um tremendo idiota. De repente ela ouviu a porta se abrindo e viu suas amigas ali.
– Hey, null. O Henry nos contou o que aconteceu. – null começou.
– Não liga pro null. Ele é um idiota e estava bêbado. – null falou, mas a menina não aceitou.
– Ele não fez isso porque estava bêbado. Ele foi seguro com as palavras dele, como se me conhecesse. Mas não! Ele não sabe da minha vida. – null começou. – Eu sei que meu passado me condena, mas eu não sou uma vagabunda. E ele me tratou dessa forma. Foi uma falta de respeito total comigo. – ela completou, já chorando.
– É melhor irmos embora. Já, já as pessoas farão o mesmo que nós. – null disse e null concordou. – Esquece o idiota do null. Nós sabemos quem você é. Nem precisamos dizer o quanto te admiramos. – ela completou, arrancando um sorriso de null, que deu um abraço em todas.
– Obrigada por sempre estarem ao meu lado. – ela disse, enquanto saíam do banheiro. Em seguida, elas pegaram suas coisas, falando com a equipe que organizara tudo e agradecendo pelo que fizeram. Elas ainda viram que algumas pessoas estavam ao redor da fogueira, tocando e cantando. null ficou tentada a ir, mas ao ver null com uma ruiva em seu colo e seus amigos ao lado, decidiu ir para casa mesmo. As meninas também acharam melhor assim!
Los Angeles, CA – null’s House – 00:05
Assim que null entrou em casa, viu que sua mãe assistia a um filme na companhia de Miranda. Ela foi até as duas e depositou um beijo no rosto de cada uma. Em seguida, ela subiu para o seu quarto. Após um banho relaxante, ela se deitou. Infelizmente, a voz de null ficara em sua cabeça. Ela acabou chorando, pois não conseguia esquecer tamanha humilhação. De repente, ela escuta um barulho de porta se abrindo e percebe que é sua mãe.
– Está tudo bem, filha? Você chegou mais cedo do que eu esperava. – a voz de Joanna fez com que a menina se sentasse em sua cama. – E, para minha alegria, não está bêbada. Muito bem!
– Eu não fico bêbada, mamãe. Só tomei um coquetel, sem álcool, e uma cerveja. – null disse.
– E por que você chegou tão pra baixo? Por que estava chorando? – a mulher perguntou. A menina respirou fundo e encarou a sua mãe.
- Um idiota mexeu comigo.
– Esse “idiota” tem nome ou foi um cara qualquer? – Joanna perguntou.
– null null. – null disse. – Ele disse que eu faria uma dança provocante para o Henry, o deixaria louco e depois pararia na cama dele. Quem ele pensa que eu sou? Não sou as vadias que ele pega por aí. Eu sei que no passado eu ficava com um monte de caras, mas eu nunca fui pra cama com nenhum deles. Eu acho que isso deve ser com um cara especial. – ela disse, chorando. A mãe da garota se aproximou e pediu que ela se deitasse.
– Filha, eu sei do seu valor. Sei que você não é uma qualquer. Então prove isso para ele. Mostre que você não é do jeito que ele pensa. – Joanna disse, mas a menina murmurou. – Tente não pensar nisso, tudo bem? Você tem a consciência limpa de que não é do jeito que ele pensa e eu também sei disso. Então, não se preocupe com esse rapaz. Deixe-o de lado, o ignore. – ao escutar isso da mãe, a menina sorriu e se sentiu melhor. De hoje em diante, ela faria exatamente o que a mãe dissera. null e nada era a mesma coisa para ela. Logo, por que se importar com as besteiras que ele diz?
Depois de um tempo escutando as histórias de sua mãe, null adormeceu em seus braços. Joanna se sentia muito bem por ter momentos assim com a filha. Seu trabalho tomava muito do seu tempo e muitas vezes tivera que ficar distante da garota. Mas, para a sua alegria, ela tinha uma filha que lhe entendera completamente. E que, um dia, desejava ser que nem ela.
Los Angeles, CA – East High School – 8h10min da manhã.
Após a festa da fogueira e um final de semana repleto de morgação, null estava atenta a tudo que o professor de Química dizia. Seu parceiro, null, sorria ao ver o jeito da menina. Mas ela tentou não se importar. Já era a segunda aula do dia e a terceira seria no laboratório, para eles fazem algumas práticas. Quando terminou as explicações, Ryan passou uma lista de exercícios sobre o que acabara de explicar. Esse era individual, mas na hora da prática seria com suas respectivas duplas. null analisou o papel e um sorriso brotou em seu rosto. Logo, ela começou a fazer.
– Ei, é individual, mas nós podemos nos ajudar. – null disse e a menina o olhou.
– Eu sei, null. Mas eu queria tentar fazer sozinha. – null disse e bem na hora o professor passava por ele. Um sorriso apareceu ao ouvir aquilo. A ideia de fazer essas duplas era para colocar pessoas que tinham dificuldade na matéria com alguém que sabia. No entanto, ao ver o esforço da garota, ele notou que seu trabalho estava sendo bem executado. Quando acabou, a menina entregou para o homem e pediu para ir ao banheiro. Ele permitiu e ela saiu. null aproveitou para se virar e falar com null e null, que ainda terminavam a lista.
– E aí, null? Ele é um bom professor? – null disse, apontando para o amigo.
– Não é o melhor, mas dá pro gasto. – a menina respondeu e se levantou para entregar a sua atividade e a de null. Mas logo ela voltou, sentando-se novamente. – Para onde a null foi?
– Banheiro. – null disse. – Ela quis fazer a lista sozinha. Espero que ela não se prejudique.
– Ela está querendo ser a bichona. – null disse e recebeu um tapa de null. – Foi mal aí.
– Você deveria medir suas palavras. Você não a conhece para falar assim dela. – null disse e sorriu ao ver que a menina voltara. Rapidamente, null se sentou ao lado de null e virou-se. – Hey, null, a gente precisa se reunir com aqueles dois sem futuro da aula de Biologia para fazermos as maquetes. – a menina disse e null assentiu.
– Pode marcar e só me avisa quando vai ser. – ela falou, virando-se em seguida.
– Senhorita null? – o professor a chamou e ela levantou-se para ir até ele. – Eu vi seu esforço e gostaria de lhe parabenizar. Das dez questões, você só errou uma. – ele completou, entregando o papel para a menina, que abriu um sorriso enorme. – Continue assim e você se tornará uma das melhores alunas da sala. – ao ouvir aquilo, ela agradeceu e foi até sua cadeira, mostrando o papel para null e null, que ficaram felizes por ela. Logo depois o professor entregou a dos outros. null, null e null tinham acertado todas. Mas null ainda estava feliz. Ela estava superando algo que não fazia tão bem e isso já era uma grande vitória.
Los Angeles, CA – East High School – 10h10min.
null e null comiam saladas de frutas, enquanto null e null devoravam sanduíches. Quando elas terminaram, ficaram jogando conversa fora. Do nada, null e null se sentaram com elas. null não bufou, nem revirou os olhos. null e null estavam sem entender. Já null olhava séria para eles.
– Posso saber por qual motivo vocês estão aqui? – a menina perguntou, com os braços cruzados.
– Oh, null, pede aqui para sua amiga se acalmar. – null pediu.
– Eu posso ouvir, sabia? – null perguntou. – E só pra te deixar informado, eu não estou nervosa, ainda. Mas ficarei, se vocês não disserem o que querem. Acabei de comer e não quero ter uma indigestão por culpa de vocês. – ela completou e viu null revirar os olhos.
– null, só viemos aqui para saber quando nos reuniremos para fazer o trabalho de biologia. Não precisa ficar nervosa. – null pediu.
– Será a nossa próxima aula. Eu e a null vamos tirar algumas dúvidas com a professora, daí no fim da aula marcamos com vocês. – null disse.
– É isso mesmo, null? – null perguntou, fazendo null o olhar.
– Sim. – a única palavra que saiu de sua boca foi essa.
– Tudo bem, então. Nos vemos já, já. – null falou, levantando-se em seguida com null.
– Infelizmente. – null disse, mas ele nem olhou. – É melhor irmos também – ela completou e todas assentiram. Logo, ela e null foram para a sua sala e as outras foram para a delas.
Los Angeles, CA – East High School – 11h45
– Alunos, pela milésima vez, o trabalho das maquetes será para a semana que vem. Quem não trouxer, ficará com zero. E nem adianta vir chorando para cima de mim, que eu não vou ajudar. – a professora de biologia falava e os alunos assentiam. – Agora, me deixem falar algo que me mandaram. Os alunos que tiverem o melhor rendimento até o final do ano, vão participar de uma seleção para um grande prêmio, que vocês só saberão depois. Então, eu sugiro que vocês se esforcem – ela completou, sentando-se em seguida. – Os quartetos e duplas podem se reunir agora para conversarem sobre seus trabalhos. – ao dizer isso, ela foi fazer a chamada. null e null apenas viraram para trás, onde estavam null e null.
– Então, aonde faremos o trabalho? – null perguntou.
– O que será esse prêmio? – null perguntou, fingindo não ter escutado o que null falara. – Agora eu fiquei curiosa. Você tem ideia do que seja, null? – ela continuou e a menina deu de ombros.
– O meu amigo fez uma pergunta. – null se meteu e null o olhou.
– Escolham o lugar. – ela disse e voltou a falar sobre o tal prêmio. null e null entreolharam-se e, após um sorriso, eles decidiram onde seria.
– Será no condomínio onde moramos. – null falou. null arregalou os olhos.
– De jeito nenhum. – ela disse.
– Você disse pra gente escolher e foi o que fizemos. – null falou, sorrindo. – O que você acha, null? – ele continuou e ela o encarou. Mas não o respondeu. – O gato comeu sua língua?
– Não, null. Eu só não quero falar com você. Não parece óbvio? – null disse, ríspida. – E sobre o lugar, tanto faz. Contanto que a gente faça! – ela completou e null a encarou, séria.
– Então será no nosso condomínio mesmo. – null disse, anotando o endereço em um papel e jogando na cadeira de null. – Vamos fazer hoje, às 17hs, após o nosso treino de futebol – ele completou, mas o seu tom autoritário fez null querer lhe bater.
– Tudo bem, null. Agora, você e o null comprarão os materiais. Eu e a null gastaremos gasolina para chegar nesse fim de mundo. Então, isso é o mínimo que vocês podem fazer. – null disse e antes que eles dissessem algo, o sinal tocou e a garota puxou a amiga, saindo com ela em direção aos seus armários. Enquanto elas guardavam seus materiais, null encarou a sua amiga. – Qual o seu problema? “E sobre o lugar, tanto faz. Contanto que a gente faça.”. Sério, null? Não era pra você ter dito isso! – ela completou e a menina riu com a encenação. – Não tem graça!
Los Angeles, CA – Condomínio – SALA DE JOGOS.
Eram 16h35min. null e null haviam chegado às 15h30 por causa do treino. Após um banho e comerem algo, os dois foram para a sala, onde fariam o trabalho com as meninas. A irmã de null havia comprado o material que ele pedira e deixado dentro de uma sacola perto da sinuca. Quando pegou tudo, ele e null foram para uma mesa grande e colocaram tudo em cima dela. Enquanto não dava o horário que eles combinaram, os dois ficaram jogando conversa fora.
– Hey, null, hoje a null disse que não queria falar comigo. A gente não conversa, eu sei, mas por que ela disse isso? – null perguntou do nada. null o encarou.
– O que você queria, depois do que falou pra ela, null? – ele respondeu e o menino o olhou. – Você não se lembra do que disse pra ela? – ele perguntou e null fez que não com a cabeça. – Cara, você disse que ela faria uma dança provocante pro Henry, o deixaria louco e depois eles parariam na cama dele.
– E desde quando eu menti? Não me lembrava, mas não me arrependo de ter dito isso. – null disse e null deu um tapa no ombro dele.
– Você é retardado ou se faz? A null é virgem, cara! – ao ouvir isso de null, o garoto engasgou-se com o bombom que chupava. – Por que você acha que ela sempre dispensava os caras depois de dar uns beijinhos? Porque ela não tinha coragem de ir pra cama com qualquer um.
– null null, virgem? – null perguntou, ainda surpreso. – Cara, se não fosse ela, isso seria até excitante. Mas eu não sabia disso, nem tinha parado para pensar em algo assim. Só que o que você disse faz sentido – ele completou.
– O próprio Henry comentou comigo que até tentou uma vez, mas ela fingiu passar mal. Após isso, ele teve certeza que ela ainda é pura. – null gargalhou ao ouvir o amigo.
– Isso é interessante – o rapaz disse, fazendo null o olhar sem entender.
– Por quê? – null perguntou.
– Você gosta de apostas, null? – ele perguntou e o outro fez que sim com a cabeça. – Que tal apostar comigo que eu posso pegar a null e fazê-la perder a sua virgindade, comigo?
– VOCÊ E A ? Cara, isso é difícil até de se imaginar. Vocês não se suportam. – null disse, rindo. null riu com ele. – Mas eu tô dentro dessa aposta! – ele completou. – Tem ideia de como fazer isso?
– Além do meu charme? – null disse e null riu. – Ainda não sei, mas pensarei com bastante carinho – ele completou e o amigo assentiu. – Agora, isso será só entre eu e você. null e null ficam de fora. Eles jamais aceitariam isso! – ele continuou e null concordou.
– Conheço duas garotas que adorariam fazer essa aposta conosco. – ele disse e null o olhou. – A Kim e a Valentina. Elas não suportam a null, mas fingem gostar dela. Elas podem nos ajudar.
– Ótima ideia, null. Elas serão bem úteis. – null disse, sorridente. Até ser interrompido pelo celular de null, que tocara. Era sua mãe, avisando que as meninas haviam chegado. Logo, os dois foram até a entrada para recepcioná-las. Ao avistar as duas, null e null sorriram. – Acho que eu posso começar hoje. Que tal um pedido de desculpas para a null?
Eram 19h30 quando null, null, null e null terminaram de fazer as maquetes. As meninas se estressaram diversas vezes com os dois, que confundiram DNA com RNA. null explicou mais de mil vezes para null que as estruturas do DNA eram compostas por duas cadeias e a do RNA por apenas uma. null discutira com null, pois ele teimava dizendo que as bases púricas do DNA e RNA eram diferentes. As duas ainda tiveram que explicar a função de cada uma, pois no dia da entrega desse trabalho, eles teriam que dar uma explicação rápida. Então, quando elas perceberam que eles finalmente haviam entendido, decidiram ir embora. Porém, null teve uma ideia antes que elas saíssem.
– Que tal a gente pedir uma pizza? Desde as cinco estamos aqui, sem comer. Eu presumo que vocês estejam com fome. – ele disse e null concordou com ele.
– A gente come em casa. Passar bem! – null disse, dando as costas. Mas null a puxou.
– Eu gostei da ideia da pizza – a menina disse e null a encarou, séria. – Pode pedir. Uma de portuguesa pra mim e pra null – ela completou e o garoto pegou o seu celular. Logo ele fez o pedido e, depois de responder algumas perguntas, desligou.
– Vamos para a minha casa. Não podemos comer aqui. – null disse e null se segurou para não rir. null respirou fundo, até ser puxada por null.
null, null e null andavam na frente. null vinha atrás, pensativa. Nunca imaginara estar no lugar onde null morava. Mas tinha que assumir: o lugar era incrível! Sempre vira na televisão acerca deste local e ficava imaginando como seria. E, nesse momento ela estava ali, analisando todo o lugar. A garota não deixou de sorrir ao ver algumas crianças brincando em um parquinho. Duas delas deram tchau para null, que retribuiu com um sorriso. De repente ela viu sua amiga e os rapazes parando em frente a uma casa. E que casa!
– Lar, doce lar. – null disse, fazendo null sorrir. null continuara séria. – Aqui ao lado é a casa do null e essas duas da frente são do null e do null. – ele completou, enquanto abria a porta de casa. Assim que null e null entraram no lugar, elas ficaram paradas. null deitou-se no sofá, como se fosse de casa. null foi até a cozinha e voltou trazendo alguns pratos.
– null, aonde fica o banheiro? – null perguntou.
– No final do corredor, à direita – ele a respondeu e a menina sorriu, indo até o local. null olhou para null, que mexia em seu celular. – Você poderia me ajudar com os copos, garfos e facas? Esse folgado aí só serve para comer – ao escutar aquilo, null o encarou e resolveu ir até onde ele pedira.
Ao chegar na cozinha, null indicara onde estavam as coisas e ela pegou tudo com cuidado. Inclusive os copos, pois eram de vidro. Aproveitando que estava sozinho com null ali, null resolvera colocar seu plano em ação. Enquanto eles faziam o trabalho, ele pensara que seria bom conquistar a garota, descobrindo coisas que ela gostava de fazer. Então, lembrou-se que a menina dissera uma vez em sala de aula que tinha vontade de tentar medicina. Sendo assim, ele deixou um copo cair “acidentalmente” e, ao pegar do chão, cortou-se.
– Droga – null murmurou. – Eu me cortei! – ele completou e rapidamente null estava próxima a ele. Seu rosto trazia um pouco de preocupação.
– Aqui tem uma caixa de primeiros socorros? – ela perguntou e ele assentiu com a cabeça.
– Tem um aqui em cima do armário. – null disse e a menina foi até lá, pegando-o. Em seguida, ela foi até null e pegou sua mão, lavando o local que sangrava. Depois, eles se sentaram e a garota pegou algumas coisas. Rapidamente, a menina fez um curativo na mão do rapaz. – Nossa! Como você sabe fazer isso?
– Prestei atenção nas aulas de primeiros socorros e, até ano passado, queria fazer medicina. – ela disse, um pouco sem jeito.
– Você não quer mais fazer medicina? – ele perguntou.
– Não mais! Pretendo fazer… – ela dizia, quando null e null entraram na cozinha discutindo. – Ei, o que houve?
– O QUE HOUVE? VOCÊ QUER MESMO SABER O QUE HOUVE? – null gritava. – A pizza chegou. Daí sabe o que esse infeliz fez? Pegou dois pedaços da nossa e engoliu.
– Pizza foi feita para comer. Eu fui feito para comer. Mas, espera, eu não sou gordo. – null dizia, de boca cheia.
– Hey, null, deixa de neura. – null pediu. – Agora vamos comer, tudo bem?
– É, null. E outra, você e a null podem pegar dois pedaços da nossa pizza – null disse e todos olharam para ele, com os olhos arregalados. – O que foi? – ele perguntou.
– Você chamou a null pelo nome. – null disse. null o olhava incrédula. – Ei, cara, o que foi isso na sua mão? – ele perguntou, assim que se deu conta do curativo do garoto.
– Cortei minha mão após quebrar um copo e a null fez isso pra mim. – null disse.
– DE NOVO! – null gritou. – Você a chamou pelo nome, de novo – ao escutar isso, ele começou a rir. null não estava entendendo nada.
– Verdade. E eu acho que, a partir de hoje, é assim que eu vou te chamar – ele disse e piscou para a garota, que continuava o olhando. Ela balançou a cabeça, tentando ignorar o que escutara e caminhou até a sala de jantar. – Garotas, me desculpem a deselegância, mas eu vou comer com a mão, porque está difícil cortar aqui – null disse e as meninas pareceram não se importar. null comeu três pedaços da pizza de portuguesa e pegou um pedaço da dos meninos. null comera apenas dois e um pouco de refrigerante.
– Posso ir ao banheiro? – null perguntou e null assentiu.
– Não vai mais comer? Ainda tem pizza da gente. – ele ofereceu.
– Eu não posso, porque é de camarão e eu sou alérgica. Mas, valeu. – ela disse e levantou em seguida, indo até o banheiro.
Isso fora uma desculpa para ela tentar entender o que estava acontecendo ali. Ela estava na casa daquele com quem nunca se deu bem. Eles fizeram o trabalho, embora tenham estressado ela e null. Em seguida, pediram pizza para eles. Então, ocorre o pequeno acidente com null, ela o ajuda e, para completar de vez, ele a chama por seu nome. “Mas que merda é essa?”, null pensou. Após lavar as suas mãos, a garota saiu do banheiro. Ao pegar o seu celular, viu três ligações. Uma de sua mãe, uma de null e outra de null. Logo, ela foi até onde os outros estavam. Porém não os encontrou. Então, ela foi até a cozinha e encontrou null.
– Cadê aqueles dois? – null perguntou e o rapaz virou-se para olhá-la.
– null está vendo minha coleção de CDs dos Beatles e eu pedi pro null jogar o lixo fora – ele respondeu e a menina assentiu. – É, eu queria te dizer uma coisa. Mas não sei como!
– Tenta – a menina o incentivou.
– É porque e-eu queria te p-pedir desculpas pelo que fiz na festa da fogueira – null disse, meio sem jeito e null arregalou os olhos.
– null null me pedindo desculpas? Olha, acho que a pizza não te fez bem! – a garota disse e ele riu.
– Mas é sério, null! Eu falei mais do que devia. Então, eu espero ser desculpado por você – null disse e a menina o olhou.
– Tudo bem. Eu te desculpo. Agora, acho melhor eu ir, pois até minha mãe já ligou. Obrigada pela hospitalidade e pela pizza, e toma cuidado com essa mão.
– null null preocupada comigo? – null brincou e ela sorriu. – Hey, você ia me dizer o que pretende fazer, já que não quer mais medicina. – ele lembrou, enquanto caminhavam até a sala onde null estava.
– Jornalismo. Mas na área investigativa – null o respondeu e ele assentiu. – null, vamos embora? Mamãe, null e null ligaram pra mim – ela completou após chegar a tal sala em que a menina se encontrara e estava totalmente fascinada.
– null, esse lugar é incrível – null disse. – Mas, preciso ir com a minha amiga. Até amanhã – ela completou e null assentiu.
– Eu levo vocês até lá fora – ele disse e as meninas assentiram.
No caminho, eles encontraram null, que só se despediu de null. null deu língua para ele. null falou com as duas e ainda chamou tanto uma como a outra pelos seus nomes. Assim que as meninas deram partida, null começou a rir com null.
– Cara, você é um ótimo ator. – null dizia, enquanto os dois caminhavam de volta para as suas casas. – Esse corte na mão foi de propósito, né?
– Como você adivinhou, null? – null disse, rindo. – Acho que a null acreditou no meu pedido de desculpas. Que otária! – ele completou, ainda rindo.
Quando eles chegaram perto de suas casas, viram null e null conversando. Logo, eles caminharam até lá e resolveram ficar um pouco jogando conversa fora. null, de vez em quando, ria ao se lembrar do que acontecera durante a tarde e a noite. Enganar a null e ter o que ele queria estava parecendo ser mais fácil do que ele imaginara.
Los Angeles, CA – East High School – 13hs da tarde.
Após uma hora de aula, sem nenhum intervalo e sem direito a beber água, o professor Tanner liberou todos os alunos do 2º ano. Porém, como estava fazendo muito calor naquele dia, algumas meninas resolveram pedir ao professor para ficarem na piscina. No começo, ele hesitou. Mas depois, acabou concordando. Motivos? Os biquínis que elas usavam!
– Olha o jeito que esse professor tá olhando pra Kimberly – disse null. Suas amigas não disfarçaram e encararam o homem, que, para os seus quarenta e poucos anos, até que era bem bonito. No entanto, todas quatro arregalaram os olhos assim que viram alguns meninos se aproximando. Dentre eles, o quarteto fantástico: null, null, null e null.
– Professor Tanner? – null chamou o homem, que caminhou até ela. – Quem permitiu a entrada dos meninos aqui? – ela completou.
– Senhorita null, direitos iguais. Se vocês podem, eles também podem – o homem disse, dando as costas, e deixando uma null transtornada. Sua cara piorou quando viu que null estava próximo dela, na companhia de null.
– E aí, meninas? Não entrarão na piscina? – ele disse, sentando-se entre null e null.
– Por que o interesse, null? – null perguntou.
– Não falei com você, null! – ele retrucou e ela o encarou. – Você não entra porque não quer mostrar suas gordurinhas, né? Ou é por que não quer estragar a chapinha? – ele a provocou.
null deu um sorrisinho irônico e levantou-se. Rapidamente, tirou a regata que usara na aula de educação física, deixando amostra um biquíni azul-marinho. Em seguida, ela tirou o short devagar, e acompanhou o olhar de null, que nem piscava. Após isso, ela caminhou até o garoto, que seguiu os seus movimentos. Ao parar de frente para ele, levantou a cabeça dele com sua mão, fazendo com que ele a encarasse. A menina deu uma voltinha devagar e, após ficar de frente para o rapaz novamente, sorriu.
– Cadê a gordura aqui, bebê? – ela perguntou e ele nada disse. – Ah, meu cabelo é natural. E entende uma coisa, null: você pode ter ficado com várias meninas, mas nenhuma delas chegaria aos meus pés. – ela completou e se abaixou, deixando seu rosto próximo ao do rapaz. – E sabe o que é melhor? Você nunca terá o prazer de me ter! – após dizer isso, ela pulou na piscina. null parecia estático com a provocação da garota. As amigas dela gargalhavam alto, junto a null.
– Do que estão rindo? – a voz de null fez null piscar algumas vezes.
– A null fez o null ficar babando e caladinho – null provocou o amigo e null o olhou sem entender.
– Deixa de mentira, cara. Eu não estava babando por ninguém! Muito menos pela null.
– Deixa de mentira, você. Nós vimos que você ficou olhando para ela. Principalmente para a sua bunda – null provocou e o garoto a olhou sério. – Que foi? Cara feia pra mim é fome!
– null, vem aqui! – null disse furioso e puxando o menino pelo braço. Após se distanciar das risadas de null, null e null, ele parou de andar. – Que tal mudarmos nossa aposta?
– Como assim?
– Você não me paga nada se “pegar a null” e eu “pegar a null”. – null disse e null parou para analisar o que o amigo havia acabado de dizer. – Mas você tem que fazer o serviço completo. Com a null, eu quero só poder dizer “já peguei”. – ele completou.
– O que ela disse que te fez ter essa “ideia maravilhosa”? – null perguntou.
– Disse que eu nunca a teria. Mas eu posso, sim, sou null null e pego quem eu quiser. Até que seja ela. – null disse e null pareceu concordar.
– Fechado! – null disse, dando um aperto de mão. – Mas, cá entre nós, a null é gostosa – ele completou e null o olhou furioso. – Desculpa, não tá mais aqui quem falou!
– Acho bom! – null disse e olhou para piscina. null conversava com Henry. – Essa garota vai ser minha. E ela vai se arrepender do que disse! – ele completou e null só riu.
Logo depois, os dois caminharam até onde estavam Kimberly e Valentina. null deu um cheiro nas duas, enquanto null deu um selinho em Valentina. Os quatro se “divertiam” muito. Em todos os sentidos. E essa semana, os dois contaram para as duas meninas acerca do plano em relação a null. Como já era esperado, elas concordaram na hora. Não poderia ter coisa melhor do que fazer null null passar por uma “bela humilhação” na frente de toda a East High.
– null, acho melhor você e o null saírem daqui – Kimberly disse, apontando para o lado. null acabara de aparecer e estava indo para onde suas amigas estavam. – Mais tarde nos vemos! – ela completou e os dois saíram de lá antes que null os visse com elas.
**
null e null resolveram voltar para onde null e null estavam, pois certamente null ficaria ali com elas. No entanto, ela parara no meio do caminho e conversava com uma garota de outra turma. null virou-se discretamente e parou para analisar a menina. Ela estava com seus cabelos presos em um rabo de cavalo, usava uma blusinha frouxa e estava com o short da educação física. “Belas pernas”, ele pensou. Rapidamente, os olhares dos dois se cruzaram. A menina despediu-se da outra, com quem conversava, e caminhou até onde ele e os outros estavam. Ela cumprimentou os meninos e se sentou ao lado de suas amigas.
– Não vai para piscina, null? – null perguntou, enquanto tirava sua blusa.
– Não, porque minha mãe está vindo me buscar – ela disse.
– É hoje que ela viaja para Londres, né? – null perguntou e null assentiu. – Que horas podemos ir para a sua casa?
– Bem, eu vou almoçar com ela no shopping e depois ela vai direto para o aeroporto. Eu vou comprar algumas coisas pra gente. Então, quando estiver em casa, ligo pra vocês – a menina disse.
– Combinado, então. Agora, eu vou tomar banho, porque estou morrendo de calor – disse null e null a acompanhou. null pediu licença aos meninos e foi com elas até onde null estava. Após falar com a amiga, ela voltou para onde estava sentada e sentou-se para ajeitar suas coisas na mochila. Apenas null estava lá e ele aproveitou para se sentar ao seu lado.
– Já tem que ir mesmo? – ele perguntou, enquanto ela fechava a mochila.
– Infelizmente, sim. Mal vi minha mãe essa semana e ela viajará hoje, voltando só segunda-feira. Então, eu preciso ficar com ela – null disse e o menino assentiu. – Tchau! – ela completou, se levantando em seguida. null fez o mesmo e segurou o seu braço.
– Posso te acompanhar? – ele perguntou.
– Sim – ela respondeu, meio sem jeito. null sorriu e pegou a mochila da mão da menina. – Não precisa levar pra mim – ela disse, mas o rapaz ignorou. Ela suspirou, mas acabou aceitando. Sua bolsa estava muito pesada. Durante o caminho até a entrada do colégio, null contara para null o que null havia feito com null e ela ria muito. Ambos se sentaram em um banco ao perceberem que a mãe dela não havia chegado ainda.
– Você e as meninas ficarão sozinhas em casa? – null perguntou.
– Não. Ficaremos com a Miranda, governanta da minha casa – null disse. – Ela trabalha para a minha mãe desde que eu era bebê, e é como se fosse da família.
– Lá em casa também tem uma governanta que trabalha para os meus pais desde que eu tinha um ano – null disse, sorrindo. – Lembro-me que a chamava de mamãe e minha mãe mesmo ficava uma fera – null riu com o que o ouviu.
– Seus pais só tem você? – ela perguntou.
– Que nada! Eu tenho um irmão que vai se casar agora, no final de setembro – null disse e a menina pareceu surpresa. Nunca havia passado pela sua cabeça que ele teria um irmão. – O bom é que ele vai sair lá de casa, aí sim, será como se fosse só eu! – ele completou rindo e null fez o mesmo. – E você? Tem irmãos?
– Infelizmente, não! – ela disse, dando um sorriso fraco. – Só sou eu, minha mãe e a Miranda.
– E seu pai? – null perguntou.
– Ele faleceu em um acidente de carro – ela disse após um longo suspiro.
– Eu sinto muito! – null disse. Ela o encarou e sorriu fraquinho. De repente, a buzina de um carro fez com que os dois se levantassem. O rapaz ainda segurava a bolsa da menina e caminhou com ela até o carro. – Se quiser alguém para conversar, pode me procurar! – ele disse e depositou um beijo no rosto da menina, que corou rapidamente. O rapaz lhe entregou sua mochila e em seguida entrou no colégio. null entrou no carro e encarou sua mãe, que tinha um sorriso largo.
– Posso saber quem é este belo rapaz? – perguntou Joanna.
– null null.
Los Angeles, CA – Shopping – Praça de alimentação.
null arrependeu-se de não ter tomado um banho e ter se trocado. As pessoas a encaravam por ela estar com a roupa de educação física. Então, para tentar dar uma melhorada, ela soltou seus cabelos. Joanna sorria ao ver o jeito da filha. Ela sentia muita falta de null. E, embora escutasse da filha que tudo estava bem, ela sabia que falhava no quesito “participação ativa”. Seu trabalho ocupara boa parte do seu tempo e isso a deixava mais fora de casa. Sendo assim, enquanto a comida que elas pediram não chegava, ela resolveu conversar com a menina.
– Então, aquele lindo rapaz é o tal de null? – Joanna disse, fazendo a menina olhá-la.
– Lindo rapaz, mamãe? Você acha? – null respondeu com outra pergunta.
– Ah, eu achei! E ele faz bem o seu tipo – ao ouvir isso da mãe, a garota deu um gole em sua água. – Mas não era ele que “você não suportava”?
– Antes de responder isso, ele não faz o meu tipo, tudo bem? – a menina começou. – Bem, eu não o suportava mesmo. Mas, desde o dia em que fomos fazer o trabalho na casa dele, algo mudou.
– Como assim, meu amor?
– Quando ele se cortou, eu fiquei preocupada. Dei um jeito e fiz um curativo. Ele me agradeceu e deixou de me chamar de “null”. Ele passou a me chamar de null. Dá pra entender isso? – a menina dizia de um jeito que a mãe a achava engraçada. – Então, no dia da entrega do trabalho, ele e o null se garantiram na apresentação. Depois disso, nós começamos a conversar com mais frequência. Ele deixou de me “atormentar”, o que é até estranho. Mas é legal, também! A gente não perde mais tempo agredindo um ao outro. – ela completou, dando um sorriso.
– E aquele beijo no rosto? Foi de um amigo ou tinha algo a mais?
– Mãe! – null disse, ficando vermelha. – Acho que ele fez isso porque eu tinha acabado de contar uma história triste. Não tem nada entre mim e ele. Nem mesmo amizade. – ela completou.
A mulher ia falar algo, mas, na mesma hora, o seu pedido e o de null acabara de chegar. A menina agradeceu mentalmente. Ela conhecia sua mãe e sabia que ela insistiria em algo que não existia. Pelo jeito que falara de null, ela realmente havia gostado dele, mesmo sem conhecê-lo. Mas algo que escutara de sua mãe estava a incomodando. Será mesmo que null era “o seu tipo”? Não, não tinha nada a ver. Nunca sentira nada por ele, nem mesmo quando eles nem se agrediam ainda. E, embora isso tenha parado, ela continuava a pensar que nada poderia acontecer. Eles só estavam se suportando, afinal, estudavam juntos e se viam quase todos os dias. Nada mais que isso!
**
Los Angeles, CA – null’s House – 15h45min.
Após despedir-se de sua mãe no aeroporto, null voltou para casa. No meio do caminho, parara em uma padaria e comprara muitos doces. Ela sabia que suas amigas amavam! Depois de ter cumprimentado Miranda e guardado as coisas que tinha comprado, a menina subiu até o seu quarto. Despiu-se de suas fardas e entrou imediatamente no banheiro. Ao ligar o chuveiro e deixar a água quente escorrer pelo seu corpo, ela fechou os olhos. Veio a sua cabeça a imagem dela e de null conversando naquele banco do colégio. Do sorriso do garoto. Do jeito que falara “eu sinto muito” após ouvir a história de seu pai e o beijo que recebeu em seu rosto. Era a primeira vez, dentro de anos, que os dois haviam tido um gesto de carinho um pelo outro. Só de pensar nisso, seu coração estava acelerado. Não entendia porque estava se sentindo daquele jeito. Nunca sequer imaginou que um dia conversaria com ele sem que fosse brigando. Não sabia se essa aproximação repentina era algo bom ou ruim. Só não queria se arrepender por isso estar acontecendo!
Quando saiu do banho, colocou uma toalha em seus cabelos e envolveu outra em seu corpo. Foi até o seu closet e escolheu um short jeans curtinho e uma regatinha azul. Quando se vestiu, penteou seus cabelos e os deixou soltos. Desceu em seguida e foi até a cozinha, encontrando Miranda lendo uma revista. null sorriu e deu um beijo em seu rosto, indo em seguida para a sala principal. Ela ligou a televisão e deixou em um canal que estava passando Um amor para recordar. De repente, a campainha toca e ela se levanta, pensando que era uma de suas amigas. Mas ela arregalou os olhos ao se deparar com a imagem do rapaz a sua frente. null estava ali, de frente pra ela. O rapaz usava uma bermuda jeans, uma blusa vermelha e estava de sapatos. Os cabelos estavam molhados e bagunçados, como de costume. Os olhos verdes estavam brilhantes. Pra completar, o garoto tinha um sorriso sem jeito no rosto e estava muito cheiroso.
– Nossa, como você é mal educada! – null disse, ainda sorrindo. – Não fala nada. Não me convida para entrar. E olha que eu trouxe sorvete pra você! – ele completou, apontando para a sacola. null piscou os olhos algumas vezes.
– É, desculpa. Eu pensei que era alguma das meninas. – null disse, sorrindo. – Por favor, entra – ela completou e o rapaz assentiu.
Ele reparou em cada detalhe da casa, que, por sinal, além de ser grande, era muito bonita. Em seguida, seu olhar foi para a menina ao seu lado. Os cabelos estavam molhados, deixando-a muito bonita. Mesmo sem maquiagem, ela tinha um rosto limpinho. A roupa que usara fez com que o garoto desse um sorriso. Apesar de simples, ela estava linda. “Foco, null null!”, ele pensou.
– Você pode pegar duas colheres? – o rapaz pediu e ela assentiu, indo até a cozinha e voltando rapidamente. Em seguida, ela se aproximou dele, entregando as colheres. Mas ele ficou só com uma e deixou a outra com ela. – Vamos tomar sorvete? Trouxe o seu predileto!
– Napolitano? – null perguntou e ele assentiu. – E como você sabia disso?
– Te ouvi falando para a null – ele disse e ela sorriu. – É, me desculpa vir aqui sem avisar. Mas eu não tinha seu telefone, então resolvi aparecer – null disse, pegando uma colherada de sorvete e colocando na boca. null fez o mesmo, se sujando um pouco. – Opa, vejo que alguém aqui é pior que um bebê comendo – null disse e em seguida pegou um guardanapo, passando no rosto de null. A garota sorriu sem jeito.
– Obrigada – ela agradeceu, pegando um pouco da parte de chocolate. – Eu posso saber o motivo da sua visita? – ela perguntou e o rapaz a olhou, coçando a nuca. “Isso foi bem sexy”, null pensou, mas logo se desfez desse pensamento.
– Eu queria te ver – null disse e ela ficou envergonhada. Como assim, ele queria vê-la? – E, também, gostaria de te fazer um convite! – ele completou, ao perceber que ela estava vermelha.
– Que convite?
– Você se lembra que hoje eu falei que meu irmão mais velho vai se casar? – null disse e a menina assentiu. – Então, eu preciso de uma acompanhante. Daí eu queria saber se você não gostaria de me acompanhar. – ele completou e null parou para analisar a situação.
– Por que eu? – ela perguntou, mas logo se arrependeu. null sorriu.
– Você vai me achar um idiota – ele começou e ela arqueou a sobrancelha. – Estava com meus pais vendo umas fotos e minha mãe viu uma foto da comissão organizadora dos bailes lá do colégio. Logo, você estava junto a null, null e null.
– Tudo bem. Mas o que isso tem a ver? – null perguntou.
– Minha mãe trabalha no ramo da moda e ficou apaixonada pelo seu vestido. Disse que você era linda, que sabia se vestir bem e entre outras coisas – a menina ficou vermelha ao ouvir isso. – Ela perguntou se eu te conhecia e eu disse que sim. Perguntou se éramos amigos e eu disse que estávamos começando a nos dar bem. Então, ela disse que você seria uma ótima acompanhante para mim. Por isso eu vim aqui, para saber se você aceitaria ir comigo – ele completou e ficou olhando para a menina a sua frente. Ela ainda estava vermelha.
– Depois desses elogios da sua mãe, eu acharia até uma desfeita não ir – ela disse, sorrindo sem jeito. null sorriu também. – Pode contar com a minha presença – ela completou.
– Será uma honra tê-la como minha acompanhante – null disse. – Agora, como você aceitou esse convite, eu tenho mais um. Que eu só faria caso você aceitasse – null ficou o olhando. – Você toparia jantar algum dia lá em casa, para conhecer a minha mãe? Ela pediu isso, caso você fosse ao casamento comigo – ele continuou.
– Claro! É só combinar e marcar o dia – ela disse, sorridente. – Será um prazer conhecê-la!
– Vocês se darão muito bem. – null disse, pegando mais um pouco do sorvete que dividia com a menina. Quando os dois acabaram, eles foram até a cozinha e lá encontraram Miranda.
– null, essa é a Miranda – null disse e o rapaz foi até a mulher, pegando em sua mão e dando um beijo nela. Miranda deu um sorriso para o rapaz.
– Então você é a pessoa paciente que cuida dessa garota desde que ela nasceu? – null brincou, recebendo um tapa de null. – AI! Eu estou brincando. É um prazer te conhecer! – ele completou.
– Faço minhas as suas palavras, null. Vocês gostariam de alguma coisa para comer?
– Acabamos de tomar sorvete, querida Miranda – null disse. – A não ser que ele queira algo.
– Estou bem, obrigado! – null disse, sorrindo. – Na verdade, tenho que ir embora. Irei ver o terno do casamento com o meu irmão – ele completou e null sorriu. – Qualquer dia eu apareço com mais calma para conversarmos melhor, Miranda!
– Eu o aguardo, meu querido! – ela respondeu, sorridente.
Em seguida, null e null foram até a sala. O rapaz pegou as chaves do seu carro em cima da mesa e caminhou até a porta, com null ao seu lado. Ela abriu a porta e sorriu para o rapaz. Ele, por sua vez, aproximou-se dela e deu um beijo no canto de sua boca. O perfume do rapaz deixou a garota um pouco tonta. Que cheiro bom era aquele?
– Até mais, null! – null disse, piscando e caminhando até o seu carro. Antes de dar partida, ele deu tchau para a menina, que fez o mesmo. Ela ficou um tempo na porta pensativa, mas logo voltou ao seu estado normal ao ver três pessoas paradas de frente para ela. null, null e null a encaravam de um jeito engraçado.
– O QUE O ESTAVA FAZENDO NA SUA CASA, E QUE BEIJO FOI AQUELE? – null perguntou, enquanto entrava na casa da amiga. null sentou-se no sofá e as três também.
– Que beijo? Não teve beijo! – ela disse, nervosa.
– Aquilo não era um abraço – null provocou.
– Nem um aperto de mão – null continuou.
– Tudo bem, era pra ter sido um beijo no rosto, mas pegou no canto da minha boca. Satisfeitas?
– Agora, sim! – null disse, sorrindo. – Mas você não me respondeu. O que ele estava fazendo aqui?
– Ele veio me chamar para ir ao casamento do irmão dele com ele, porque a sua mãe viu uma foto em que eu estava e gostou de mim – null disse e as meninas a olharam. – Eu aceitei! Não é todo dia que você recebe um elogio de Kathy null – ela completou.
– O.k. Agora, me diz uma coisa. Você está indo por ela ou pelo null? – null perguntou.
– Ah, sei lá. Só sei que aceitei e ponto final. Não tenho mais nada pra falar! – null disse. As meninas riram.
– Estão sentindo isso? – null perguntou e ninguém entendeu. – Sinto cheiro de romance no ar – ela completou. null e null caíram na gargalhada. null só faltou a fuzilar com os olhos.
– Também senti isso, querida null – do nada a voz de Miranda faz com que todas a encarassem.
– Eu não mereço isso. Até você, Miranda? – null perguntou. – Não tem nada de romance. Vocês estão ficando loucas! – ela completou.
– Vamos fingir que acreditamos! – null disse. null mostrou o dedo do meio para ela, fazendo as outras rirem muito.
**
Los Angeles, CA – null’s House – 19h19min.
– Você fez o que? – null perguntou, em meio a risadas.
– Chamei a null para o casamento do Kenneth – null disse, enquanto mexia em seu celular. – Por que você não para de rir?
– Por que isso é engraçado? – null respondeu com outra pergunta.
– Cara, faz parte do plano! E eu não tenho culpa se minha mãe ficou obcecada pela garota. Quem manda ela se vestir bem e ser bonita?
– Ser o que, null? – null perguntou, parando de rir.
– Vai me dizer que você não a acha bonita? – null perguntou e ele deu de ombros. – Ah, você só tem olhos para a null. Tinha me esquecido!
– Vai tomar no…
– RAPAZES? O jantar está servido – a voz da mãe de null fez com que null não continuasse. Mas null ria muito dele.
Logo, os dois desceram até a sala de jantar e lá encontraram não só a mãe de null, mas seu pai e seu irmão mais velho. Após dar um beijo em sua mãe e cumprimentar tanto seu pai como seu irmão, null sentou-se e null fez o mesmo. Enquanto se serviam, null olhou para a mãe e sorriu. Ela não entendeu e ele resolveu explicar.
– Mãe, hoje eu fui na casa da null – null começou.
– E aí, filho? O que ela disse? – a mulher perguntou, empolgada.
– Ela aceitou ir ao casamento comigo e disse que poderia marcar o dia do jantar que ela viria também – null disse e null segurou-se para não rir.
– Ótimo, filho! Tente marcar para amanhã com ela, porque eu vou viajar com o seu pai no domingo e só voltaremos semana que vem.
– Eu vou tentar, mãe – null disse e a mulher assentiu. Em seguida, eles comeram!
**
Após o jantar, null foi embora, pois ainda sairia com Valentina hoje. Já null, ligou para Kimberly inventando uma desculpa qualquer, pois queria ficar em casa. Depois, ele pegou o seu celular e pensou no que dizer para null. Mas lembrou-se de que não tinha o número dela. Então, o jeito seria ir a sua casa novamente. Logo, ele pegou suas chaves e, após falar para sua mãe aonde iria, ele foi até a garagem, tirando o seu carro e dando partida em seguida. O que será que null pensaria ao dar de cara com ele mais uma vez? Ele não fazia ideia. Mas faria isso!
Los Angeles, CA – Schmidt’s House – 21h15min.
null estava com seu carro estacionado de frente para a casa de null. Quando tivera que ir a casa dela mais cedo, não ficara tão nervoso quanto estava agora. Por que isso estava acontecendo? Isso não era para acontecer! O combinado era “humilhar” a garota que mais o incomoda e não ter pena. Sendo assim, o rapaz saiu do carro e caminhou até a porta da menina. Respirou fundo e tocou a campainha logo em seguida. Quando a porta se abriu, sorriu ao ver Miranda.
– Boa noite, Miranda – ele disse, de forma bastante educada.
– Boa noite, null! – a mulher respondeu, tão educada quanto ele fora com ela. – Por favor, entre. Vou chamar a null! – ela continuou e o rapaz assentiu, entrando e ficando em pé próximo ao local onde ambos haviam tomado sorvete hoje mais cedo. De repente, ao olhar para frente, viu três rostos conhecidos o encarando.
– Oi, meninas – null disse para null, null e null.
– Duas vezes no mesmo dia? – null disse e o menino ficou sem entender. Logo ela se aproximou dele e fez com que este se sentasse. – Eu posso saber o que tanto quer com a null?
– Desculpa, mas eu não estou entendendo – null disse e null se aproximou.
– Não se faça de desentendido, null! – ela disse, o encarando séria.
– Isso tudo é muito estranho. Pelo menos pra mim! – null falou.
– Tudo bem, meninas. Não vou mais esconder de vocês – null disse e as três meninas pararam bem a sua frente. – Eu estou a fim da null!
– O QUÊ? – as três gritaram juntas.
– Shiiiiiiiiiu! – pediu null. – Ela não sabe ainda.
– Isso é sério? – perguntou null. – Você, null null, a fim da null? Definitivamente, agora eu posso morrer, pois já vi o impossível acontecer. – ela brincou. null sorriu.
– Na verdade, eu sempre gostei dela. Mas demonstrava de outra forma! – o menino disse.
– Vocês quase se matavam. null já saiu esfumaçando do colégio por sua causa, e tenho certeza que você também já ficou com muita raiva dela. – null disse.
– Eu não pedi pra acontecer, null. Mas o que eu posso fazer? Ela é linda, sabe conversar, gosta de esportes, não é tão fresca. – ao terminar de falar isso, o garoto riu.
– Olha aqui, null, se você fizer mal a nossa amiga, você se arrependerá amargamente, viu? Então, conselho de uma melhor amiga dela: não a decepcione, pois você a perderá para sempre. – null disse e null assentiu.
– Meninas, o que acham desse conjunto? – null perguntou, parando no meio da escada ao perceber que as meninas não estavam sozinhas. Ela usava um sutiã preto de renda com uma calcinha da mesma cor. Ao perceber que era null, ela ficou vermelha.
– UAU! Eu gostei. – null disse, num tom em que a menina não identificou.
– Eu não sabia que você estava aqui. – null disse, ainda vermelha. – Volto já!
Após dizer isso, ela saiu rapidamente em direção ao seu quarto. Quando chegou lá, sentou-se na cama, ainda vermelha. “Mas que raios o null está fazendo aqui?”, ela disse só para ela. E por que ninguém havia avisado a ela ainda? Por causa disso, ele acabou de vê-la só de calcinha e sutiã. Não era a mesma coisa de ele vê-la com biquíni. Até porque ela não usava algo “tão provocante”. null respirou fundo e trocou-se, colocando uma batinha com um short jeans. Ajeitou-se no espelho e em seguida saiu do quarto, dando de cara com null.
– Que susto! – a menina disse, levando a mão para perto do peito.
– Desculpa, null! – o rapaz pediu. – A Miranda pediu que eu subisse quando eu disse que queria falar só com você – ele completou e olhou lá pra baixo, vendo as meninas sentadas no sofá.
– Tudo bem. Mas eu posso saber por que está aqui? – a menina perguntou.
– É porque eu precisava te falar algo. Juro que pensei em ligar, mas quando peguei meu celular, me lembrei que não tenho o seu número – null fez uma pausa e null o encarou. Ao fazer isso, percebeu que o rapaz estava de bermuda xadrez e uma blusa preta. Os cabelos, como sempre, bagunçados, os olhos verdes brilhantes e o cheiro maravilhoso de seu perfume. – Então, é porque eu falei para a minha mãe que você tinha aceitado ir jantar conosco. Daí ela pediu para saber se tinha como ser amanhã, porque ela viajará com o meu pai no domingo e só voltará semana que vem – null continuou e null parou para analisar a situação.
– Por mim, não tem problema nenhum – ela disse e o rapaz sorriu.
– Tem certeza? Eu confesso que achei meio em cima demais!
– Não, sem problemas. Temos que pensar nos seus pais – null disse, sorrindo.
– Tudo bem, então – ele disse, colocando as mãos nos bolsos. – Eu tenho que ir!
– Você não quer ficar mais um pouco? Pedimos pizza. E terá uma de camarão – null disse, sorrindo sem jeito e null sorriu pra ela.
– Se não for incomodar! – ele disse e null o puxou pelo braço, descendo com ele até onde as meninas estavam, se sentando perto delas e conversando enquanto a pizza não chegava.
**
Já era quase 23hs quando null decidiu ir embora. Após comer pizza e uma sobremesa maravilhosa de Miranda, ele ainda ficou conversando com as meninas. Quando null se distraía, uma das outras meninas chegava próximo a null e dizia que dariam algumas dicas para ele do que fazer com a menina. E aquilo seria ótimo! Ele descobriria as coisas mais rápido do que imaginara e seria até mais fácil “conquistar” a garota. null e null saíram e os dois ficaram parados em frente a casa dela.
– Foi muito bom ficar aqui hoje – null disse.
– Foi mesmo – null disse animada. – Agora, eu poderia te pedir algo? – ela completou e ele assentiu – Tinha como você esquecer que me viu... Daquele jeito? – ao perguntar isso, null a encarou, segurando-se para não rir. De repente ele caminhou um pouco e ficou próximo ao ouvido da garota.
– Vai ser difícil, null – ele quase sussurrou e aquilo fez com que null se arrepiasse. – Eu acho até que vou ter belos sonhos hoje! – após isso, null deu um tapinha no ombro dele. Ela estava vermelha de vergonha. – Ei, princesa, não precisa ficar com vergonha. Agora, eu não tenho culpa de você estar tão sexy com aquele “conjunto”.
– null null, se eu sonhar que você disse isso para alguém, eu te mato – a menina disse séria, mas começou a rir com a cara de assustado que o menino fez. – Ah, aqui está o meu número! – ela tirou um papel do bolso do seu short e o entregou.
– Isso tudo é para eu não vir mais aqui? – ele perguntou, meio desapontado.
– Não, seu besta! É só para facilitar. E, caso você queira vir aqui, me liga antes, daí eu não terei mais riscos de descer a escada e dar de cara com você – null disse e piscou.
– Tudo bem, então. Até amanhã, null – null disse e deu um beijo no rosto dela, saindo em seguida até o seu carro e dando partida logo depois.
null ficou um tempo parada analisando tudo que ocorrera naquela noite. As coisas estavam acontecendo de uma maneira que ela não imaginava de jeito nenhum. Mas algo que estava a deixando preocupada, ela estava gostando de tudo isso, mas tinha medo de se arrepender totalmente. Em seguida, a menina entrou em casa e foi direto para perto das suas amigas, sem contar nada do que acontecera lá fora.
Londres – HOTEL – 6h15min da manhã.
Joanna levantara mais cedo do que imaginava. Não havia comido desde que chegara a Inglaterra. Nem se quer ligou para sua filha, pois estava resolvendo assuntos que, até então, ela havia dito que não faria mais. Porém, como nem tudo é como a gente quer, ela teve que voltar com esses trabalhos. Charlie, seu grande amigo e antigo “chefe”, a chamara porque sabia que o assunto a interessaria. Sendo assim, ela não pensou duas vezes antes de topar essa viagem. A mulher terminava de se arrumar quando ligaram para o quarto em que estava, avisando que seu amigo havia chegado. Ela pediu que ele subisse, já que conversariam ali mesmo. Rapidamente, batidas na porta foram ouvidas pela mulher, que ao abrir, sorriu e abraçou o homem.
– Só você mesmo, para me fazer vir até Londres – ela disse, enquanto o homem, de cabelos grisalhos, no auge de seus cinquenta anos, se sentava em uma cadeira.
– Eu sabia que você viria – a voz firme do homem fez Joanna sorrir. – Agora, não sei como você reagirá em relação a isso. E, mais do que nunca, eu preciso dos seus serviços.
– Como assim? Charlie, eu tenho uma filha de dezesseis anos agora. Eu não posso voltar a trabalhar com essas coisas. Seria um risco para ela – Joanna disse.
– Querida Joanna, você e a Miranda são as melhores agentes secretas que eu tinha. Eu entendo que a Miranda já esteja com certa idade. Mas você ainda está no auge dos quarenta. Continua forte. Eu preciso de você – Charlie disse.
– Precisa de mim para o quê? Eu já perdi meu esposo nisso, Charlie! Vou me arriscar e arriscar a minha filha se eu voltar a fazer qualquer coisa.
– O Joseph não está morto! – Charlie disse de uma vez e Joanna arregalou os olhos. – Eu entendi perfeitamente seu lado quando disse que teria uma filha e que queria se dedicar a ela. Só que mesmo depois do nascimento da pequena null, você continuou a trabalhar. Não para mim. Sozinha.
– Como você sabe disso? – a mulher perguntou, nervosa.
– Você queria saber quem matara o Joseph. Fez diversas pesquisas, mas nunca encontrou o autor “do crime”. Isso aconteceu por quê? Porque ele não está morto. Ele está sumido! – Charlie disse. – Depois que a filha de vocês nasceu, ele foi convocado para uma missão. Ele não te contou porque sabia que você jamais concordaria. Infelizmente, perdemos todo o contato com ele. Mas, de uns tempos pra cá, estamos recebendo algumas cartas. Algumas delas dizem que ele está vivo.
– Charlie, faz dezesseis anos que ele está sumido? – Joanna perguntou e o homem assentiu. – Você acredita mesmo que ele esteja vivo? Mais ainda, sabendo que ele estava em uma missão? Seja lá quem está mandando essas cartas, deve está querendo atrair a nossa atenção.
– Mas Joanna…
– Nada de “mas Joanna”. Quando eu disse que não faria mais isso, eu não estava mentindo. Desculpa, Charlie, mas eu não posso fazer o que você quer! – a mulher disse. O homem ao seu lado tirou um envelope da pasta que trazia junto a ele e entregou para a mulher.
– Eu te respeito. Mas, antes de tomar sua decisão final, leia e veja o que tem nesse envelope. Eu garanto que você vai ficar muito intrigada com tudo que tem aí. E acredite, Joanna, eu faria qualquer coisa para trazer meu melhor amigo de volta. Meu melhor amigo, que é casado com a minha grande e antiga amiga – o homem disse e, após dar um beijo na testa da mulher, se retirou.
Joanna analisou o envelope em cima de sua cama. Sua curiosidade estava grande. Mas temia encontrar algo que a deixasse sem chão! No entanto, sem pensar duas vezes, a mulher abriu e começou a ler as cartas que Charlie havia dito. Algumas lágrimas rolavam diante das coisas que ela lia. De repente, ela parou e viu que tinha duas fotos. Uma a fez tremer. Ela segurava null em seus braços quando a menina ainda tinha um ano de vida. A segunda era de seu esposo. Ele estava diferente. Mas isso não foi o pior. Quando ela viu a data, chorou mais ainda. 12 de julho de 2008. Com isso a mulher se deu conta de que seu esposo estava mesmo vivo. Mas, aonde?
Los Angeles, CA – null’s House – 19h30min.
null acabara de receber uma mensagem de null, dizendo que ele já estava indo buscá-la. Com isso, a menina olhou-se mais uma vez no espelho para ver se estava tudo certo. Com a ajuda das amigas, ela escolhera usar uma saia com uma blusa preta abaixo de um blazer também perto. Seus cabelos estavam soltos e totalmente lisos. Nos pés ela usava uma sandália de salto. Para completar o look, ela segurava uma bolsa pequena.
– Decente, elegante e linda – null disse e as outras concordaram. null apenas sorriu.
– Obrigada pela ajuda! – ela disse e as amigas sorriram. – Vamos descer? Já, já o null chega.
Ao completar de falar, null e as meninas foram até a sala. Miranda, que assistia algo na televisão, sorriu ao vê-la daquele jeito. Ela se sentou ao seu lado junto as outras. De repente uma buzina faz com que a menina se levante num pulo. Após se despedir das demais, ela saiu. Quando caminhou até o carro de null, parou para olhá-lo. Ele usava uma blusa social, calça jeans e sapato social. Seus cabelos estavam arrumadinhos e o seu perfume dava para sentir de longe. null não deixou de fazer o mesmo. Após olhar para null dos pés a cabeça e sentir seu perfume, ele deu um sorriso e abriu a porta para a garota, dando a volta e entrando no carro. Lá dentro, ele deu um beijo no rosto dela, que sorriu. Em seguida, deu partida em direção ao restaurante.
Los Angeles, CA – RESTAURANTE – 20h15 min.
Quando entraram no local e foram até o local reservado, indicado pelo garçom, null ficou surpresa ao ver seis cadeiras. Ela tinha certeza da presença dos pais do rapaz ao seu lado. Mas quem seriam os outros dois? null afastou a cadeira para que a menina se sentasse. Ela sorriu, como forma de agradecimento.
– Eles chegaram! – null disse, fazendo null olhar para dois casais que estavam se aproximando. Logo ela sabia quem era Kathy e Kent null. Quando estes se aproximaram, a mulher, que estava muito sorridente, foi até o filho, lhe dando um beijo. Em seguida, caminhou até onde null estava.
– Boa noite, querida – Kathy disse, dando dois beijinhos na garota. – Que linda você!
– Obrigada, sra. null – null disse, sorrindo. – Boa noite, sr. null – ela completou quando o pai de null aproximou-se para cumprimentá-la.
– null, este é o Kenneth e sua noiva, Pamela. – null apresentou o irmão e a cunhada para null, que em seguida os cumprimentou também. – Podemos nos sentar agora e pedir – ele completou e todos concordaram.
Kenneth e Pamela se sentaram próximo a null e null, que ficaram próximos a Kathy e Kent. Assim que terminaram de fazer os pedidos, o assunto na mesa foi sobre o casamento do irmão de null. Sua mãe explicara para null como estava organizando tudo com Pamela e a menina ficou maravilhada com as ideias que ambas tiveram. No meio da conversa, ela descobriu que Kathy conhece a sua mãe, pois esta já lhe promoveu uns eventos muito importantes, além de ter dado algumas dicas acerca de casamento. Quando os pedidos chegaram à mesa, eles deram um tempo nas conversas. null preocupou-se em não fazer feio na frente de uma das mulheres mais importantes da sociedade. Assim que terminaram de comer o prato principal, Kathy chamou null para ir ao banheiro com ela. Lá dentro, ela falou algumas coisas do seu trabalho, que se null não fosse fascinada por Jornalismo investigativo, faria Moda, sem dúvidas. Quando elas voltaram, as sobremesas tinham chegado. Os olhos de null brilharam ao ver o que tinham escolhido: uma bola de sorvete de creme com brownie e cobertura de chocolate por cima. null percebeu e sorriu.
– Algumas fontes me disseram que essa é a sua sobremesa predileta – null disse próximo ao ouvido de null, que sorriu. Kathy, percebendo os dois, chamou o esposo mais perto dela.
– Eles formam um casal bonito, não acha? – a mulher perguntou e o pai do menino assentiu.
Depois que todos terminaram, Kent chamou o garçom que tinha atendido a eles, pedindo a conta. Enquanto o homem não vinha trazendo isso, Kathy chamou outro rapaz e pediu que ele tirasse uma foto. Ela e Kent ficaram entre null e Kenneth, que tinham aos seus lados Pamela e null. Quando eles saíram, todos se despediram e null agradeceu o convite. A mãe de null pediu desculpa por não poder ficar mais tempo, mas explicou que era devido a sua viagem e de seu esposo ser pela madrugada. Assim que eles saíram, null e null caminharam até o carro dele. Quando eles entraram, ele a encarou antes de dar partida.
– Você está com pressa? – ele perguntou.
– Bem, são 22h30 da noite – a garota disse após olhar para o seu relógio. – As meninas já devem estar deixando a Miranda louca. Mas, por que a pergunta? – antes de responder, null riu.
– Gostaria de te levar em um lugar, que é perto da sua casa, por sinal. Prometo não demorar!
– Então vamos! – null disse, sorridente. null assentiu, dando partida logo em seguida.
Como havia dito, o local para onde null estava indo com null era perto de sua casa. E era o lugar favorito da menina: um parque, cheio de árvores, bancos e brinquedos para crianças. A menina olhou para null e sorriu. Muitas coisas começaram a passar pela sua cabeça. Como ele poderia acertar tanto? Não que isso fosse um encontro, mas ele estava fazendo coisas que a menina gostava. O restaurante que escolhera para o jantar era o que mais ia com sua mãe e com Miranda. A comida era uma das melhores, a sobremesa fora a que mais gostava. Agora, eles estavam no lugar em que a menina mais gostava de ficar. Lá ela sentia uma paz incrível.
– Deixa só eu pegar uma coisa – null disse, quando os dois desciam do carro. null olhou e surpreendeu-se quando o rapaz tirou um violão do banco de trás. “Isso estava aí o tempo todo?”, a menina pensou. – Podemos ir agora! – ele completou, carregando seu violão e ao lado de null.
Ambos andavam conversando sobre algo qualquer. Também observavam as luzes naquele local. Depois de um tempo, eles decidiram se sentar. null ficou de frente para o rapaz.
– Vai tocar para mim, null? – ela perguntou, com um sorriso tímido.
– Eu tinha pensado em tocar para aquela loira, que está vindo ali – ele disse, fazendo a menina olhar para o lado e dar de cara com uma mulher gorda e descabelada. Ela não pôde deixar de rir. – Gosta de Bon Jovi? – null perguntou e a menina fez que sim com a cabeça. Sendo assim, null começou a dedilhar algumas notas no violão. A menina o encarava. Logo, ele começou a cantar.
null deduziu que a música era “Always”. Ela passou a prestar atenção na forma em que o menino cantava. Nunca vira null daquela maneira. Ele parecia gostar do que estava fazendo. E, para completar, ele tinha uma voz linda. Algo que ela já sabia, pois estava cansada de ouvi-lo cantar e tocar no colégio quando tinham algumas apresentações. Mas naquele momento era diferente. Era só ela e ele. Era uma música romântica e do Bon Jovi.
E eu, te amarei, querida, sempre.
E estarei do seu lado por toda a eternidade, sempre.
Eu estarei lá até as estrelas deixarem de brilhar.
Até os céus explodirem e as palavras não rimarem.
Sei que quando eu morrer, você estará no meu pensamento.
E eu te amarei sempre.
null acompanhou o menino. Quando ele acabou de tocar e cantar, colocou o violão de lado. A menina continuou olhando para ele. Agora, ele fazia o mesmo. null pegara uma mecha do cabelo da garota e colocou atrás da orelha dela. Um frio percorreu todo o corpo da menina com o toque do rapaz nela. De repente, ele se aproximou mais dela, a ponto de encostar o seu nariz no dela. Ambos se encaravam ainda.
– Acho que vou te beijar – null disse e a menina sorriu.
– Se você continuar próximo desse jeito, eu também acho que isso vai acontecer – após ouvir o que a menina dissera, ele não pensou duas vezes antes de encostar os seus lábios nos dela.
null levou seus braços ao pescoço de null, que envolvia os seus na cintura da garota. Ela sentia seu corpo todo se arrepiar e isso nunca acontecera antes. Nunca imaginara um dia beijar null null. Mas a sensação era maravilhosa! Quando começou a faltar o fôlego, null deu um selinho na menina e tocou o rosto da mesma, com cuidado. Ela abriu os olhos e encarou o rapaz, que sorria para ela.
– Por que a gente perdeu tanto tempo brigando, se poderíamos estar nos beijando? – null perguntou, fazendo a menina rir. – Acho melhor te deixar em casa. As meninas e a Miranda devem estar preocupadas – ele completou e a menina assentiu.
Sendo assim, os dois levantaram-se e caminharam devagar até o carro. null guardou seu violão e após dar a volta, entrando no carro, ele deu partida. Durante o caminho, null o olhou e sorriu ao perceber o cuidado que o garoto tinha na direção. Sorriu mais ainda ao se lembrar do beijo dos dois. A pergunta de null ecoou em sua cabeça. Realmente, não entendia como eles perderam tanto tempo quando, na verdade, eles poderiam aproveitar momentos assim.
A menina, ao perceber que entrara na rua de sua casa, deixou de encarar o rapaz. Ela pegou seu celular e viu algumas mensagens das meninas. Ao ver null sorrindo, null parou o carro de frente a sua casa. Ela virou-se para o olhar.
– Obrigada pela noite de hoje – null disse e ele sorriu.
– Eu tenho mais motivos para agradecer do que você – null disse e a menina ficou o olhando. – Posso te perguntar algo e te contar uma coisa? – ele falou e a menina assentiu. – Por que você apareceu do nada usando aquele conjunto? – null corou ao ouvir aquilo. null se aproximou dela e lhe deu um selinho. – Não fica com vergonha!
– Difícil, né? – ela disse e o menino riu. – Bem, eu estava mostrando a nova coleção de uma marca de lingerie que a minha mãe promoverá de uma amiga dela para as meninas, pois eu preciso escolher dez delas para fazer umas fotos para sair na revista.
– Que revista? – null perguntou e null arqueou uma sobrancelha.
– Da loja que venderá essa marca – null disse e o rapaz assentiu. – O.k. Mudando de assunto. O que você queria me contar?
– Ah, sim! – null começou e bagunçou um pouco seus cabelos. – É que ontem, quando eu fui a sua casa a noite para falar do jantar, eu fui interrogado pelas suas amigas – null arregalou os olhos ao ouvir aquilo. – Daí eu falei algo para elas.
– O que? Elas não me contaram nada!
– Eu disse que estava a fim de você – null disse e null ficou surpresa ao ouvir aquilo. – Confessei que sempre gostei de você. Desculpa por isso, mas eu não queria esconder mais. A cada dia estamos mais próximos e hoje foi tudo ótimo. Minha família gostou de você e isso é tão raro.
– Eu estou surpresa, porque eu pensava que você me odiava – null disse.
– Claro que não! Eu só gostava de perturbar. Mas odiar, não! Eu nem tenho motivos para isso – null disse e puxou a menina para perto de si.
Ele fez um carinho em seus cabelos e em seguida fez com que ela o olhasse. Após um sorriso, ele não mediu esforços em beijá-la mais uma vez. A menina, em momento nenhum, fugiu também. Depois de tudo que ouvira, ela queria isso tanto quanto ele. Minutos depois eles desceram e ele a deixou em frente a porta de casa. Despediu-se com um selinho rápido e foi embora depois.
Los Angeles, CA – Casa da família null – 6h20min.
null acordara após levar uma mãozada de null. Por conta disso, ela saiu do quarto em silêncio, foi até a cozinha e voltou para o local segurando duas panelas. Do nada, ela começa a batucar, fazendo com que as três meninas se levantassem assustadas.
– Porra, null! – null gritou, fazendo a menina gargalhar.
– Precisava acordar a gente desse jeito? – null perguntou.
– Olha quem fala. Acordei com a sua mão na minha cara! – null disse irônica. – E outra, eu só fiz isso, caso vocês queiram comer antes de ir pra aula. Se não quiserem, fiquem aí. Agora eu vou tomar meu banho. – null completou, rindo.
– Isso tudo é pra ver o null? – null perguntou e a menina deixou de rir. Já as meninas gargalhavam alto, a ponto de chamar a atenção de Miranda, que passava perto.
– Quanto bom humor a essa hora da manhã. – a mulher disse, entrando no quarto.
– Quer saber do que estamos rindo? – null perguntou e a mulher assentiu. – A null está “apressando” a gente porque quer ver o null. – quando a menina terminou de falar, até Miranda riu.
– Eu só não digo algo em respeito a Miranda. – null disse, entrando em seu banheiro.
Só que lá dentro a menina começou a rir. Parte do que a amiga tinha falado era verdade. Ela queria muito ver o null. Principalmente depois do que aconteceu entre eles dois. No sábado, após contar para as meninas sobre o que null fizera e dissera, ela recebeu uma mensagem do rapaz que dizia o quanto tudo tinha sido maravilhoso. Ela respondeu, dizendo o mesmo. Desde então, eles não se falaram mais. Por isso, null queria muito revê-lo, mas também estava receosa do que poderia acontecer. E se null a ignorasse, ou voltasse a “perturbá-la”?
**
Los Angeles, CA – Colégio East High – 8h45min.
A professora de matemática pediu que os quartetos se reunissem para resolverem uma lista de exercícios. null e null foram se sentar com null e null. Quando os quatro estavam juntos, a professora lhes entregou a atividade. Eram oito questões abertas. Com isso, null dividiu de forma que cada um ficasse com duas questões.
– Eu não sei fazer essas, null. – null disse.
– Eu te ajudo. – de repente null falou, fazendo a menina sorrir e agradecer.
null ficou observando o jeito que a amiga ficava quando estava ao lado do menino e estava começando a pensar que talvez ela gostasse dele. Então, se ela descobrisse isso, se juntaria com null e null para dar uma “forcinha”.
– E aí, null? Quer ajuda? – null perguntou, fazendo a menina sair de seus pensamentos. Com isso, ela decidiu aceitar a ajuda do rapaz para terminar logo.
**
Colégio East High – Pátio principal – 10h10min.
null e null estavam sentadas esperando por null e null. De repente, elas se aproximam, mas não estavam sozinhas. null, null e null estavam com elas.
– E aí, meninas? – null cumprimentou null e null com um beijo no rosto, fazendo as duas sorrirem pra ele.
– Ei, null, cadê o null? – null perguntou, fazendo a menina ficar vermelha. – Ops, eu quis dizer null. – ele completou, dando uma piscadinha para ela, que bufou.
– Ele deve está chegando. – null começou. – Quando eu passei na casa de vocês e seus pais disseram que vocês já tinham saído, eu fui até a casa dele. Só que aí ele disse que não viria mais cedo porque a Jane estava passando mal e ele era o único na casa que podia ajudá-la.
– Quem é Jane no jogo do bicho? – null perguntou.
– É a governanta da casa do null. – null respondeu e a menina assentiu.
Após conversarem mais um tempo, o sinal tocou. null e null foram para a sala na companhia de null e null. Já null foi entre null e null, que não paravam de se agredir verbalmente. Quando os três entraram na sala, viram null sentado em seu lugar. O coração de null acelerou quando o seu olhar se encontrou com o de null, que deu um sorriso de lado. Ela caminhou até sua cadeira, que estava à frente da cadeira do menino. Ao se sentar, ela se virou.
– Está tudo bem? O null nos contou o que houve! – null disse.
– Agora está, obrigado por perguntar. – null disse e ela assentiu. Quando ia dizer mais uma coisa, a professora entrou na sala, fazendo com que null se virasse.
– Bom dia, turma. – a mulher disse sorridente e deixando os alunos surpresos. – Sabe o que eu tenho para vocês hoje? Teste surpresa! Valendo de 0 a 05. Então, podem continuar nas filas. – ela completou e muitos alunos começaram a resmungar. – Assim que acabarem, eu já corrigirei e devolvo. Esse teste é o complemento da nota das apresentações dos trabalhos das maquetes. Então, além da nota desse teste, vocês saberão quanto tiraram nas apresentações. Boa sorte! – ela completou e em seguida distribuiu os papéis.
Quando null leu as questões, percebeu que tinha a ver com as explicações dos trabalhos que foram apresentados. “Acho que o null e o null acertarão, pois eles prestaram atenção nas apresentações.”, a garota pensou, dando um sorriso. Logo, ela respondeu as cinco questões e ao acabar, entregou para a professora, que corrigiu e lhe devolveu. 05 do teste + 05 da apresentação. Ela ficara com 10. Ao voltar em sua cadeira para pegar suas coisas, null levantou-se.
– Me espera lá fora. – ele pediu e a menina assentiu, saindo em seguida.
Como ainda estava em horário de aula, a menina foi para o pátio e passou uma mensagem para null dizendo onde estaria. Alguns minutinhos depois, a amiga apareceu na companhia de null e null. Os três se sentaram ao lado da menina.
– null, você não vai acreditar. – null começou e a menina a olhou. – Tanto o null quanto o null tiraram 10. Graças à gente! – ela completou, fazendo null rir.
– Não exatamente, null. – null começou. – Vocês estão na nossa equipe e temos que fazer trabalhos com vocês, tudo bem. Mas nós quem apresentamos sozinhos. E nós quem fizemos o teste, sozinhos. Então, foi graças a nós mesmos. – ele completou.
– Mas quem passou horas explicando a diferença entre DNA e RNA? – null perguntou.
– É, null. Ela tem razão. Parte disso nós devemos a elas. – null disse e null deu de ombros. – Eu estou morrendo de fome porque não consegui comer nada. Vamos a algum lugar?
– Não vai dá, cara. Eu irei à biblioteca pegar um livro pra aula de literatura. – null disse.
– Não estou com fome. – null disse. – Mas se a null for, eu acompanho vocês.
– E aí, Sc
hmidt? Vamos? – null perguntou e a menina o olhou, depois encarou null.
– Pode ser. – ela falou, se levantando. null despediu-se deles e entrou de volta para o colégio.
Já null saiu com null e null em direção a uma lanchonete que ficava bem na esquina do colégio. Quando os três entraram, eles foram até o balcão olhar o cardápio. null escolheu uma vitamina com um salgado. null e null pediram duas águas. Em seguida eles foram se sentar. Mas assim que a água de null chegou, ela saiu para cumprimentar o carinha que conhecera e ficara na festa da fogueira. null ficou sozinho com null.
– Quem é o cara com a null? – null perguntou, dando um gole em sua vitamina.
– Não me lembro do nome dele, mas sei que os dois ficaram. – null disse, fazendo-o rir. – Como está a Jane?
– Bem. Ela teve uma queda de pressão e eu estava sozinho com ela. Então, não poderia vir até ela melhorar. Fora que eu esperei o médico chegar, atendê-la e me dizer o que eu poderia fazer. – null disse e a menina assentiu. – Tenho certeza que se você estivesse lá, saberia o que fazer! – ele completou, fazendo-a rir.
– Talvez. – ela disse e ele sorriu.
– Sua mãe chegou de viagem? – null perguntou e ela fez que não com a cabeça. – Quando eu a conhecerei? – ele fez mais uma pergunta, deixando-a surpresa.
– Podemos combinar. – ela disse e seu celular tocou. – Falando nela. Dá-me licença? – ela pediu e ele assentiu. Em seguida, ela se distanciou um pouco. null voltou a comer e nem percebeu quando Ashley apareceu, se sentando ao seu lado.
– E aí, amorzinho? Percebi que seu plano está dando certo. – ela disse, sorrindo.
– Aqui não, Ashley. A amiga dela está bem ali. – null disse.
null ainda estava no telefone quando se virou e viu Ashley com null. “O que ela quer com ele?”, ela pensou. Mas voltou a prestar atenção no que a mãe dela dizia.
– Me encontra mais tarde lá em casa. Estou com saudades. – Ashley disse.
– Tentarei ir. – ele disse. – Agora, sai daqui antes que a null volte.
– Cuidado pra não levar isso a sério. – Ashley falou.
– Levar o que a sério? – null perguntou, fazendo a loira virar-se. – Cadê a null?
– Foi atender o celular. – null disse. – Enquanto a Ashley, ela já estava indo embora.
– Ah, claro! Eu te perdi pra null, né? – ela disse e null a encarou. – Agora, me diz. O que ela tem que eu não tenho? – a garota perguntou e começava a fazer a maior cena. null não sabia mais se aquilo era de verdade ou fazia parte do plano.
– Posso responder? – null pediu, mas null fez que não com a cabeça.
– Não quero arrumar nenhuma briga aqui, Ashley. – ele disse calmo.
– Você já arrumou quando começou a falar com a null. – a menina insistiu.
– O que tem meu nome? – null perguntou e Ashley virou-se para olhá-la.
– Tomou o null de mim. – a loira disse e null arqueou uma sobrancelha.
– Pode parar. – null disse, se levantando. – Eu não sou nenhuma mercadoria, prêmio ou sei lá o que você estiver pensando. Agora, quer mesmo saber o que a null tem que você não tem? Cabeça! Ela não fala direto sobre a mesma coisa, não se acha e nem é fresca. Talvez seja por isso que eu esteja com ela. – ele completou, fazendo null o encarar surpresa. null ria da loira, que estava com ódio e saiu sem dizer mais nada.
– null, você ganhou o meu respeito. – null disse, dando um aperto de mão no menino. null estava perplexa com aquela cena. – Olha amiga, depois dessa, você vai ser odiada pela loira oxigenada. Mas acabou de ganhar um carinha! – ela completou e a menina ficou vermelha de vergonha. Todos em volta olhavam para os três. E muitos dos que ali estavam eram do colégio.
– Podemos ir embora? Todo mundo tá olhando pra gente. – null disse, envergonhada e tanto null quanto null riram, mas concordaram. O rapaz deixou o dinheiro em cima da mesa e saiu em seguida com as duas meninas.
– Eu vou atrás da null e da null para irmos embora. – null disse e null assentiu.
Ela e null sentaram-se no banco em frente ao colégio. A menina ficou de cabeça baixa. Ela tentava discernir o que acabara de acontecer. O que null quis dizer com “talvez seja por isso que eu esteja com ela?”. E eles estavam juntos? Foi legal o que aconteceu entre eles dois. Mas ela não sabia que ele poderia ver as coisas dessa maneira.
– Te dou um brownie pelos seus pensamentos. – null disse e a menina o encarou.
– Por que você fez aquilo na lanchonete? Por que disse aquilo na frente da Ashley?
– Eu não sabia que deveria esconder meus sentimentos. – null disse e null ficou sem o que falar. – Desculpa se você não gostou. – ele completou e se levantou. null sentiu-se mal ao vê-lo andando e foi atrás dele. Quando se aproximou dele, tocou em sua mão.
– Não é que eu não tenha gostado, se é que me entende. – ela começou a falar. – Eu só fiquei surpresa, null. Semanas atrás a gente brigava feito cão e gato. Agora você falou isso na frente da garota com quem você tinha um rolinho. Minha melhor amiga viu também. Eu não esperava por isso.
– Desculpa se eu estou indo rápido demais. Mas eu cansei de esconder o que sinto! – null falou e a menina suspirou ao notar que ele voltou a andar.
– null. – a menina gritou e ele se virou para olhá-la.
Ela foi até ele e colocou seus braços no pescoço do rapaz, dando-lhe um beijo. Rapidamente, ele envolveu sua cintura e continuou a beijá-la. Quando lhes faltou fôlego, eles só deixaram as testas próximas. Um sorriso apareceu no rosto de ambos.
– Eu também não quero mais esconder o que sinto por você. – null começou a falar e null continuou a olhando. – Acho que nossas brigas eram uma forma de nos manter perto um do outro. Percebi que até mesmo quando não estava por perto, eu sentia sua falta. Sentia falta das provocações e dos sorrisos irônicos. Agora, que as coisas estão acontecendo dessa forma, não há o que reclamar. Mas não quero arrumar briga com a Ashley por sua causa! – ele riu.
– Ela não seria louca de mexer com você. E não se preocupe, ela não vai arrumar briga nenhuma.
– Assim espero, null null. – null disse e ele lhe deu mais um beijo.
Algumas risadas fizeram com que os dois se separassem. Como era de se esperar, null ficou envergonhada ao ver suas amigas e os amigos de null.
– Me belisca, porque eu acho que estou sonhando. – null disse e null fez o que ele pedira. – Ai, menina! Não precisava beliscar. Eu sei que não é sonho! – todos riram, mas voltaram a prestar atenção no casal a sua frente.
– Se alguém me contasse, eu não acreditaria. – null disse.
– Mas é verdade. Querem ver mais? – null disse, puxando null para um abraço. – Agora, sem brincadeirinhas bestas, o.k.? Se eu souber que estavam tirando onda com ela, vai se ver comigo.
– Eu não sou louco de fazer isso. – null disse.
– Gente, vocês não vão acreditar no que o null fez. – null gritou e começou a contar a história para todos. As meninas riram bastante e dariam tudo para ter visto. Depois de uns dez minutos conversando, elas decidiram voltar para casa e os meninos iriam para as suas.
null foi embora com null, pois não havia vindo de carro.
– Seu plano está indo muito bem. – null disse e null assentiu. – Acho que tô começando a ficar com pena da null. Você está a iludindo!
– Eu poderia ser ator. Estou fazendo um ótimo trabalho! – null disse, rindo.
– E eu preciso começar a agir, pois não quero te pagar caso não consiga pegar a null. Você poderia me dar algumas dicas. – null disse e null concordou.
~**~
Los Angeles, CA – Casa da família null – 19h30min.
As meninas estavam se divertindo com Joanna, que contava o que vira esses dias que passara em Londres. Claro que ela não contou acerca do que descobrira. Mas ainda faria isso com Miranda! De repente, quando ficou apenas Joanna e null, ela encarou a filha e percebeu que ela estava diferente. Sorrindo por tudo, olhos brilhando. Ela sabia bem quando isso acontecia.
– Posso saber por que você está tão feliz? – a mulher perguntou, pegando a menina desprevenida.
– Aconteceram algumas coisas. – a menina disse, já ficando vermelha. – null e eu ficamos. Eu conheci os pais deles e o irmão que vai se casar. Hoje ele deu o maior fora na menina que ele tinha um rolinho. E deixou claro na frente dos amigos deles e das minhas que tá a fim de mim.
– Não acredito. – Joanna disse, rindo. – E quando a senhorita ia contar isso?
– Quando a gente não estivesse por perto, porque ela fica vermelha. – null apareceu com as meninas do nada, fazendo Joanna rir mais ainda.
– Tia, diz aí. Ela está ou não apaixonada pelo null? – null perguntou.
– Vocês podem parar? – null pediu, colocando as mãos no rosto.
– Mais é claro que ela está! Até eu ficaria apaixonada por aquele gatinho. – Joanna disse.
– MÃE! – a menina gritou e todas ali riam muito. – Mudando de assunto, por favor!
– Que vestido você vai usar no casamento do irmão dele? – null perguntou e a menina jogou a cabeça pra trás. – Ah, me lembrei. Sabia tia que ela comprou um lindo vestido azul-marinho e que o casamento será no sítio dos pais do null?
– Eu sabia onde seria porque a Kathy me disse. – Joanna disse. – Agora que vestido é esse que você comprou? – ela completou. null a encarou.
– O casamento será ao ar livre, mas o vestido terá que ser longo, pois eu vou acompanhar o null, que é um dos padrinhos. Eu não tinha vestido longo para festas, então eu comprei. – null disse. – Agora podemos mudar de assunto?
– Só mais uma coisa. – Joanna começou e null revirou os olhos. – O sítio deles não é perto daqui. Então, o que você fará?
– Bem, o null disse que nós iríamos na sexta-feira à noite, porque no sábado de manhã ficará muito em cima. Daí a gente volta no domingo à tarde. – null disse e encarou a mãe. A mulher ficou a encarando de volta.
– Tudo bem, então. Vou deixar você ir porque eu gosto da Kathy e fui com a cara do null sem nem conhecê-lo direito. Mas diga para o null que será preciso ele vir aqui para pedir minha permissão. – null gargalhou, mas a mulher estava séria.
– A senhora tá brincando, né? – ela perguntou, deixando de rir.
– Claro que não! Peça para ele vir aqui quinta-feira à noite, que eu o receberei com o maior carinho. No entanto, ele precisará me explicar isso tudo direitinho. Estamos combinados? – ela perguntou e a menina não disse mais nada. Apenas assentiu. As amigas riam muito dela!
**
Los Angeles, CA – Colégio East High – 12h15min.
null estava indo até o seu carro com null quando avistou null e Valentina de longe. As duas decidiram ir até onde eles estavam, pois null queria “aprontar” com os dois. No entanto, ao escutar o seu nome, ela se escondeu atrás de um ônibus, puxando a amiga.
– Então quer dizer que você vai fingir que está gostando da null? – a voz de Valentina fez null arregalar os olhos. – Isso quer dizer que você vai ter que beijá-la na minha frente?
– Calma! Eu tenho que fazer o negócio direito. E vai ser só pra aumentar a minha reputação. Eu não sinto nada por ela. – null disse e voltou a beijar a garota.
null segurou-se para não explodir. Mas ela esperou os dois entrarem no carro e sair para começar a gritar, falar. Qualquer coisa. Quando isso aconteceu, ela saiu de trás do ônibus com null, que estava com medo da amiga.
– QUEM ESSE FILHO DE UMA MULHER PODEROSA PENSA QUE É? – A menina começou a gritar. – Ah, mas isso não vai ficar assim.
– O que você vai fazer null null? – null perguntou assustada. A menina riu.
– O null não perde por esperar. Ele quer me pegar? O.k. Mas ele vai se arrepender por isso! Ninguém brinca comigo, muito menos ele. – a menina disse e null ficou preocupada. null era uma ótima pessoa, mas quando pisavam no calo dela, deveriam sair de perto. – Ah, isso ficará só entre nós duas, tudo bem?
– Com quiser! – null disse e as duas caminharam até o carro de null.
**
Los Angeles, CA – Casa da família null – 19h45min.
Quinta-feira à noite. null estava em seu quarto e ficara inquieta após receber uma mensagem de null, onde ele avisava que já estava a caminho. Maldita hora em que a mãe resolvera “inventar” aquele jantar para falar com null. Pra completar de vez, a menina se olhou no espelho e não ficou satisfeita com a calça jeans que usava. Sendo assim, optou em uma usar um vestido. Ela amava e poderia ser simples e arrumado, ao mesmo tempo.
Diante das opções, escolheu um vestido de renda verde-claro. Em seguida, soltou seus cabelos que estavam cacheados nas pontas. Não se maquiou. Apenas passou lápis e gloss. Calçou uma rasteirinha simples e ao ver o resultado, desceu, encontrando sua mãe e Miranda arrumando a mesa da sala de jantar.
– Meus amores, por que tudo isso? – null perguntou ao notar tudo bem arrumado.
– Preciso fazer com o que null queira voltar aqui mais vezes. – Joanna disse. – E você está linda! – ela completou, fazendo a menina sorrir. Mas ela ficou séria novamente.
– Por favor, não me façam passar vergonha, tudo bem? Nada de fotos quando eu era bebê, nada de “segredinhos”, nenhum tipo de pergunta na qual venham deixar o garoto sem jeito. Estamos entendidas?
– Você é muito medrosa, null! – Miranda disse e Joanna riu.
De repente a campainha tocou e antes que null fosse até a porta, Joanna se meteu em sua frente. A menina revirou os olhos, mas ficou atrás da porta. Quando sua mãe abriu a porta, a menina abriu a boca incrédula com o que via. null segurava duas cestas cheias de doces dentro.
– Boa noite, Sra. null. – ele disse muito educado.
– Boa noite, meu querido. – Joanna disse. – Pode entrar! – ela completou.
– Minha mãe pediu que eu lhes entregasse isso. – o rapaz disse e entregou a primeira cesta para Joanna e a segunda para Miranda. null olhou para ele com uma cara de “eu não ganho nada?”.
– Querido, alguém ficou chateada porque não ganhou presentinho. – Joanna disse e null riu.
– Quem disse que ela não tem presente? – ele disse e a menina sorriu. – Está dentro do carro. Mas depois eu pego. – ele completou e ela assentiu.
– Então, vamos comer e depois conversaremos. Muito! – Joanna disse e null assentiu.
null e Joanna conversavam bastante. Ele falou para ela sobre sua coleção de CDs dos Beatles e ela disse que um dia precisaria ver. null estava sorrindo a toa ao vê-los daquela forma. Nunca levara um menino para “jantar” com a sua mãe. E o primeiro tinha que ser logo o null? Isso só poderia ser obra do destino. E que destino!
Quando terminaram, Joanna quis mostrar a casa toda para o rapaz, que adorou a sala de jogos. null só os acompanhava. Parecia até que era a mãe dela que estava interessada em null. De repente, quando eles estavam voltando para a sala, null pegou em sua mão e só com aquele toque ela estremeceu. Ao aproveitar que a mãe da menina estava mais a frente, ele a virou e lhe deu um selinho. A menina sorriu e voltou a andar com ele.
Eles estavam sentados no sofá quando null começou a explicar como faria em relação ao casamento. Ele só confirmara o que null já havia dito. Mas Joanna queria ouvir isso dele. Não que não confiasse na filha, mas queria que ele fosse até ela e pedisse isso. Afinal, null era a pessoa mais importante em sua vida e queria poder confiar na pessoa que estaria com ela.
~**~
As horas passaram depressa. Quando null se dera conta, já passava das 23hs da noite. Sendo assim, ele se despediu de Joanna e Miranda, que subiram em seguida, para deixar null com null um pouco sozinhos.
– Então, o que achou? – null perguntou e null sorriu.
– Achei o máximo. Sua mãe é incrível! – null disse e null sorriu. – Agora, posso falar algumas coisas só pra você? – ele perguntou e a menina assentiu, ficando de frente para ele no sofá. – Primeiro, gostaria de dizer o quanto você está linda. Segundo, queria que soubesse que eu amei a sala de jogos. Terceiro, eu gostei muito da sua mãe e da Miranda. Quarto, eu quero muito poder te dar um beijo de verdade. – ao escutar a quarta coisa, null não pensou duas vezes antes de se aproximar dele e beijá-lo. Ela queria muito aquilo também. – Infelizmente, eu preciso ir embora agora, porque amanhã temos aula. – null disse ainda próximo a null.
Ela suspirou e se levantou, pegando na mão dele. Os dois caminharam até a porta e quando null abriu, null foi até seu carro, que estava estacionado perto da garagem da casa dela. Em seguida, ele voltou trazendo uma cesta e entregando para null, que sorriu ao ver que tinha um ursinho e chocolates ao redor.
– Sua mãe quem mandou também? – ela perguntou sorridente.
– Não. Esse fui eu quem escolheu! – null disse e ela continuou sorrindo. – Pode chamar o ursinho de Kends, para você se lembrar de mim.
– Que fofinho! Eu amei. – null disse e lhe deu um selinho demorado. – Boa noite, null. E mais uma vez, obrigada por ter vindo.
– Eu que agradeço. – ele disse, dando-lhe um último beijo. – Até amanhã, princesa.
Em seguida, null entrou em seu carro e deu partida depois. null entrou e se sentou no sofá toda boba com o presente que recebera dele. Definitivamente não lhe restava mais dúvidas: ela estava apaixonada por null!
Los Angeles, CA – Casa da família null – 17h55min
null estava sentada na sala assistindo televisão quando seu celular tocou, mostrando-lhe que era uma mensagem de null.
“Acabei de sair de casa com meus queridos vizinhos. Você tem certeza que não tem problema deles irem com a gente? PS: se tiver problema, vai ser tarde demais. Beijo.”.
null riu quando terminou de ler e foi direta na sua resposta, afirmando que não teria problema nenhum. Em seguida, ela subiu até o seu quarto e pegou suas coisas. Tomou um cuidado danado com o vestido para não amassar. Mas não saberia como faria dentro do carro, já que teriam mais três pessoas. Ah, a garota riu só de imaginar que passará quase duas horas no carro com os quatro. Quando ela desceu de novo, encontrou sua mãe e Miranda sentadas na sala conversando.
– null já está vindo, filha? – Joanna perguntou e a menina assentiu, sentando-se entre ela e Miranda. – E vocês não vão sozinhos?
– Não, mãe. Vamos com mais três amigos, que por sinal, estudam comigo. – null disse. – Vai ser bem divertido, eu acho. – ela falou, rindo.
– Só que seria mais romântico se fosse só vocês dois. – Joanna disse e null a olhou.
– Eu fico imaginando se eu começar a namorar o null. Vai ser muita babação por ele, viu? – a menina disse, fazendo as duas mulheres rirem.
– Então você pensa em namorá-lo, null? – Miranda perguntou e a menina revirou os olhos. – Isso seria incrível! – ela completou e null começou a rir.
Depois de uns dez minutinhos, null buzinou. Quando a menina saiu na companhia da sua mãe, o rapaz fez questão de ir cumprimentá-la, assim como seus amigos. Em seguida ele pegou as coisas de null e colocou no porta-malas. Assim como a garota, ele teve o maior cuidado com o vestido dela. Depois de se despedirem de Joanna, null deu partida. null estava na frente com ele e seus amigos estavam atrás.
– Qualquer coisa, é só ignorar que eles estão aqui. – null disse.
– Deixa de ser otário, null. Só porque está na frente da null pensa que pode falar essas coisas? – null disse, fazendo a menina se virar para vê-los. – Lembre-se que quando você estiver cansado, nós dirigiremos também. – ele completou.
– Desculpa meus “queridos amigos”. – null disse sarcástico.
– Se vocês quiserem, posso dirigir também. – null falou, mas null não concordou.
– De jeito nenhum. Tem quatro homens pra fazer isso. Você ficará quietinha, só observando os lugares por onde passaremos. – null disse e ela assentiu.
~*~*~
Los Angeles, CA – Sítio da família null – 19h30.
Para alegria de todos, a viagem não durou nem uma hora e meia. Quando desceu do carro, null ficou admirada com o tamanho do local, que já estava com boa parte da decoração do dia seguinte. O frio era gostoso e a menina respirara aliviada por usar um casaco por cima de sua blusa. Ela estava tão atenta aos detalhes do local, que nem se dera conta quando null se aproximou dela. De repente, ele a abraçou por trás e depositou um beijo em seu rosto.
– E aí? O que achou? – ele perguntou e fez com que ela se virasse para ele.
– Incrível. – a menina disse, empolgada.
– É porque você não viu lá dentro. – a voz de null fez com que a menina encarasse o rapaz que estava próximo a ela e a null. – Vamos entrar?
– Liga não, null. Ele age como se estivesse na casa dele. – null disse, fazendo a menina rir.
– Ele não é o único! – null falou, indo em direção a entrada.
Quando entrou, null ficou maravilhada com a grandeza e beleza do lugar. Ao andar um pouco, prestou atenção em alguns porta-retratos e achou uma foto de null quando era mais novo. Um sorriso apareceu em seu rosto. Em seguida ela caminhou até a enorme sala de estar e encontrou Kenneth com Pamela. Ela os cumprimentou e depois foi ver onde dormiria. null estava ao seu lado e carregava sua mala. Ela só segurava o seu vestido.
– Chegamos! – o rapaz disse após entrar em um quarto enorme e com uma decoração linda.
– Eu vou ficar nesse quarto? Sozinha? – ela perguntou, mas arrependeu-se ao ver a cara de safado que null fez. Ele se aproximou e a beijou depois.
– Se você quiser, posso te fazer uma visitinha de madrugada. Ou então, você pode ir até o meu quarto, que por coincidência, é ao lado do seu. – ele disse, abraçando-a.
– Você está tentando me seduzir, null? – a garota perguntou.
– Por quê? Você é seduzível? – null perguntou e ela fez que não com a cabeça, fazendo-o sorrir. – Bem, se precisar de alguma coisa é só me chamar. Já, já nós comeremos. – ele completou e ela assentiu.
Antes de sair, ele deu mais um beijo nela. A garota sentou-se na cama e ficou analisando o local. Olhou para cada detalhe e lembrou-se de sua mãe com suas manias de decoração. Falando nisso, era bom ligar para ela e depois para as amigas, se não quando ela voltasse, morreria.
**
Los Angeles, CA – Casa da família null – 14hs.
null estava em sua casa assistindo a um filme com null. Do nada, seu celular tocou e ela só faltou jogá-lo contra a parede ao ver que null lhe enviara uma foto de null sem blusa. A menina respirou e contou até 1000, fazendo null a encarar sem entender ainda.
– A null pensa o quê? Que mandar fotos daquele infeliz exibindo o corpo dele vai me fazer ter menos raiva? Sinto informar, null, mas não adianta comigo! – null disse. – Mais do que nunca eu vou fazer aquele idiota se arrepender de ter pensado em mexer comigo. O feitiço vai virar contra o feiticeiro.
– Você ainda não me disse o que fará. – null falou.
– Simples, amiga. Farei com que o null pense que eu estou caidinha aos seus pés. Vou provocar de um jeito que ele tenha essa certeza. E no dia do aniversário dele, na tal festa que ele fará, ele irá se arrepender de ter mexido comigo. Você estará lá. Então, você verá com seus próprios olhos. – null disse num tom maléfico, deixando null com mais medo ainda.
– E por que você não contou para as outras? – null perguntou.
– Pra null, eu não falei porque ela tiraria satisfação com o null que falaria com o null e saberia que eu descobri o planinho de merda dele. – null disse e a menina assentiu. – Pra null, eu não falei porque eu quero a surpreender e mostrar que eu tenho planos tão bons quanto os dela.
– Tudo bem então. – null disse. – Quero só ver o que vai acontecer.
– Você verá toda a diversão, null. – null disse, voltando a prestar atenção na televisão.
XXX
Los Angeles, CA – Sítio da família null – 16h15min.
A cerimônia começaria em quinze minutos. No entanto, no local onde ocorreria toda a festa, já reunia muitos convidados, dentre esses, familiares, amigos e colegas de trabalhos. Ninguém passava sem antes parar para ver o grande mural que foi feito com fotos do casal, desde o início do namoro até o noivado. As amigas da noiva, que eram suas damas, já estavam em seus devidos lugares. O vestido de todas era longo e na cor verde, a pedido de Pamela. Do lado oposto tinha os amigos de Kenneth, que usavam ternos e gravatas borboletas verdes também.
Dentro da casa, null esperava ansioso por null. Ele já estava arrumado há tempos, mas resolvera esperar sua acompanhante. Logo, quando a porta se abriu, ele sorriu ao vê-la. A garota usava um longo vestido azul-marinho. Uma parte dos cabelos estava presa e a parte que estava solta tinha alguns cachos definidos. A maquiagem muito bem-feita, mas graças uma das maquiadoras que Kathy contratara.
– Preciso dizer alguma coisa? – null falou, ao pegar na mão da garota, que sorriu.
– Acho que nem eu preciso! – ela completou e ambos caminharam até o lado de fora. Kathy e Kent estavam a sua espera.
~*~*~
Uma música lenta começara a tocar quando os pais de Kenneth entraram. Em seguida foi a vez da mãe de Pamela, que entrou com o seu irmão. Após um tempo, as damas da noiva fizeram uma fila do lado esquerdo e os amigos do noivo fizeram a fila do lado direito. Minutos depois, os padrinhos e madrinhas começaram a entrar. Eram seis casais e o último era null, que entrara com null. Quando os dois chegaram ao seu lugar, sorriram quando viram duas garotinhas com vestidos de princesas entrando e jogando pétalas de rosas no chão. Logo atrás vinha Pamela acompanhada de seu pai. Todos se levantaram para recebê-la. A mulher estava completamente linda e parecia uma princesa. Kenneth estava bastante emocionado, assim como muitos que ali se faziam presentes. Quando Pamela chegou perto de Kenneth, ele cumprimentou o pai dela e em seguida, virou-se para ficar de frente ao pregador da cerimônia.
[…]
Após o sim de ambas as partes, as pessoas foram cumprimentar o casal que estava bem sorridente. null retirou-se com null, null e null porque a sua mãe pedira que eles cantassem algumas músicas. Dentre elas, a trilha sonora que marcara o início de todo o relacionamento de Kenneth e Pamela. As pessoas estavam gostando muito da banda e muitas se renderam e começaram a dançar. null observava com um sorriso no rosto os meninos cantando. Mas também não deixava de prestar atenção nas amigas de Pamela que estavam derretidas pelos quatro rapazes que se apresentavam.
“Bando de velhas” pensou null.
Kathy aproximou-se da garota que estava sozinha sentada em um banco. A mulher estava muito elegante com seu vestido amarelo e cabelos presos. Ela sorriu para null, que retribuiu.
– Estava louca para vir falar com você. – a mulher disse, sentando-se ao lado da garota. – Querida, eu amei o seu vestido e um amigo meu do ramo da Moda me perguntou quem eras.
– Sério? – a menina perguntou surpresa.
– Sim! Mas não é sobre isso que quero falar. – Kathy disse e a menina continuou prestando atenção. – Estava te observando de longe e percebi certo incômodo seu. Tem a ver com aquelas mulheres enlouquecidas perto dos meninos, certo?
– Acho que sim, Kathy. Mas eu não deveria me sentir assim. null e eu não temos nada sério. Então, eu não posso exigir nada dele, muito menos fazer com que essas meninas saiam de perto dele. – null disse e a mãe do garoto sorriu.
– Olha, minha flor, eu acho que você e o null têm algo sim. Só não foi oficializado! – a mulher começou a falar. – Meu filho está mudado desde que passara esses tempos com você. Não há outro nome a não ser o seu lá em casa. Então, não se preocupe. Ele não tem olhos pra mais ninguém nessa festa a não ser você. – ela completou, piscando para null. – Vou falar com algumas pessoas. Já, já o null vem até você! – após isso, a mulher se retirou, deixando a menina sozinha novamente. Mas agora, ela estava pensativa.
O que ouvira de Kathy foi o suficiente para que ela ficasse tranquila em relação àquelas meninas que estavam quase se jogando em cima de null. Também respirava aliviada ao saber que essas pessoas não dormiriam ali hoje. Ou seja, nada de surpresinhas no quarto do null.
“Mas o que é isso que estou pensando?”.
De repente, null percebeu um silêncio. A banda havia parado de tocar, mas null falava que a noiva jogaria o buquê agora e que ela estava convocando todas as mulheres solteiras no centro do local. Rapidamente, muitas mulheres estavam lá. Inclusive null. No entanto, após algumas brincadeirinhas da noiva, ela jogou e quem pegou fora uma amiga da mesma. As outras ficariam furiosas, já null começou a rir e caminhou até onde null estava com os meninos. Quando ele a viu, sorriu e desceu do palco, indo falar com ela.
– Já comeu? – ele perguntou e ela fez que sim. – Você pode fazer companhia a mim e aos meninos enquanto comemos? Já, já as pessoas começarão a ir embora. – ele disse e ela assentiu.
~*~*~
Por volta de 20h30, não havia mais nenhum convidado no local. Kenneth e Pamela já haviam saído para um hotel onde passariam a noite e no dia seguinte viajariam para aproveitarem a lua de mel. Naquele momento, null e null estavam em uma casinha da árvore que seu pai mandara construir quando ele e Kenneth ainda eram pequenos. Lá eles estavam organizando uma surpresa para null. Ou seja, ali terminaria o plano de null.
– É hoje que você pega a null. – null disse, enquanto colocava algumas velas espalhadas.
– E algo me diz que eu conseguirei! – null disse, rindo. – Vamos ver se ela é difícil mesmo.
– Acho que do jeito que ela está caidinha por você, tem tudo pra dar certo. – null falou. – Agora, aproveita. Apesar de ser uma aposta, a garota é bonita. – ele completou.
– Claro, eu vou me aproveitar de tudo! – null disse. – Agora é melhor voltarmos. Ainda quero tomar um banho. – ele completou e null assentiu. Em seguida os dois saíram sem que fossem vistos por alguém.
**
Eram 21h15 quando null apareceu na sala principal vestindo uma bermuda jeans, chinelas e uma blusa de mangas compridas. null estava próxima a lareira com null e null. Quando viu o rapaz, respirou fundo para não desmaiar com o perfume maravilhoso que este usava. Lembrou-se dele usando aquele terno, deixando-o lindo. Mas ele era mais lindo daquele jeito, usando roupas simples. null também parara para observar a garota sentada no chão. Ela usava um casaco por cima de sua regata branca e um short não tão grande. Os cabelos estavam soltos e molhados. E o cheiro doce estava deixando-o animado. Mas ele guardaria isso pra mais tarde!
– Cadê o null? – null perguntou.
– Tomando banho. – null disse. – Inclusive, eu acho que você e o null poderiam fazer o mesmo. Vocês ainda estão com a roupa do casamento. – ele completou.
– Tudo bem, null. Já entendemos que você quer ficar sozinho com a ela. – null disse, apontando para null e se levantou, puxando null. – Boa noite! – ele completou.
null aproveitou para se aproximar de null e dar um beijo em seu rosto, ficando de frente para ela. A menina tinha um sorriso.
– Finalmente a sós. – null disse, pegando na mão da menina. – Mas antes de qualquer coisa, me diga o que achou da festa, da banda tocando.
– A festa foi linda e eu agradeço por ter me chamado para vir com você. Sobre a banda, eu amei vê-los tocando mais uma vez. Mesmo com aquelas mulheres enxeridas por perto. – null disse, mas se arrependeu com esse final, principalmente com o sorriso que null deu.
– Isso é ciúmes, null? – null perguntou com uma sobrancelha arqueada. null fez que não com a cabeça. – Vou fingir que acredito. – ele completou. – Ei, que tal eu te mostrar o meu lugar favorito aqui?
– Não é o seu quarto? – a garota perguntou.
– Seria caso você ficasse comigo lá. – ele disse, fazendo a menina corar. – Mas não! É a casa da árvore. Vamos lá? – ele perguntou e ela assentiu.
Os dois saíram da casa e caminharam um pouco até chegar ao local. Fazia muito frio e os dois sentiram isso. Logo, quando eles chegaram a tal casinha, null respirou aliviada. Mas quando viu parte da decoração, ficou nervosa. No lugar havia velas aromatizadas e acesas. No caminho havia pétalas no chão. Mais a frente tinha uma cama e ao lado um espaço arrumado como se eles fossem jantar ali. A menina se virou e viu null parado na porta, com as mãos dentro dos bolsos da bermuda. Ele tinha um sorriso maroto, já null tinha um misto de emoções.
– O lugar é incrível. – disse null, tentando não transparecer o nervosismo.
– Lembrei-me de você quando passei mais cedo por aqui e pensei “por que não trazê-la aqui?”. Achei bem a sua cara. – null disse e a menina sorriu, se sentando em um banco. null se aproximou dela, segurando duas taças com algo dentro, que ela deduziu ser champagne.
– Obrigada. – ela agradeceu, brindando com o rapaz. – Posso te contar duas coisas?
– O que quiser. – null disse e ela o olhou.
– Fiquei enciumada com aquela loira olhando pra você e soltando beijos. – null disse e null pareceu surpreso. Ela realmente tinha ficado com ciúmes. – Segundo, quando eu vi seu irmão dançando com a esposa dele, tive vontade de dançar também, mas com você. – após dizer isso, a menina sorriu sem jeito.
null levantou-se e foi até um som, ligando-o. Depois disso, puxou a menina para uma dança. Ela sorriu, colocando sua taça em cima de uma mesinha a sua frente e caminhou com null até um local onde eles pudessem se locomover melhor. O rapaz colocou uma mão na cintura da menina e a outra segurou uma das mãos dela. Os dois ficaram se encarando. null tentava não se perder naquele olhar de null, que era tão convidativo para ela. Eles ficaram mexendo de um lado para o outro, conforme a melodia da música. De repente, null fez com que null girasse e quando ela voltou, os dois se beijaram. Ele voltou a segurar a cintura da menina, sem desgrudar do beijo. null começara a sentir o beijo ficar mais veloz e isso a fez sentir algo mais forte. Não era parecido com os beijos que ambos estavam acostumados a dar um no outro. Esse tinha um sentimento novo. Estava despertando nela algo a mais. Certo desejo. Com isso, null começou a passar suas mãos nas costas de null por debaixo da sua blusa. Ao sentir isso da menina, null tirou as mãos da cintura dela e pousou nos ombros dela. Com cuidado, ele foi tirando seu casaco e em nenhum momento a menina hesitou.
null parou o beijo e encarou null. Seus olhos estavam brilhando e aquilo lhe dava certa confiança. E aquilo nunca acontecera antes! Nem mesmo o que tivera com o menino que ela jurava gostar muito. De alguma forma, null mexia com ela e lhe convidava a fazer algo que sabia bem o que era, mas que nunca tinha feito. Seu medo era de ela travar e null a achar uma idiota. No entanto, ela queria muito. E que se fosse para algo acontecer, poderia ser com ele. O rapaz tentou decifrar o que a menina pensava. Ela parecia gostar, mas ele sabia que se algo acontecesse seria a sua primeira vez. Então ele resolveu arriscar. Se conseguisse tirar a blusa dela sem ela dizer nada, poderia continuar. Caso contrário, ele saberia que ela não iria querer e não seria naquele dia que ele conseguiria finalizar seu plano. Sem mais demoras, ele começou a tirar a regata que a menina usava. E para sua surpresa, ela não falou, nem fez nada.
Apenas sorriu e voltou a beijá-lo.
A menina resolveu tirar a blusa dele também, exibindo seu belo abdômen. Enquanto beijava null, passava suas mãos nele, deixando-o arrepiado. Ele gostara do carinho recebido e com isso caminhou até a cama, se sentando e colocando-a em cima dele. Os beijos começaram a ficar mais intensos e certa animação já era visível e notada por null, que riu sem jeito. Com isso, ela tirou seu short e deixou amostra seu lingerie. Era branca e de renda. null ficou paralisado olhando para ela, até que a puxou novamente e começou a passar por suas costas, tentando abrir o sutiã da menina. Logo, ele conseguiu e começou a fazer um carinho na garota, que gemeu baixinho.
“Estou conseguindo”, null pensou.
Então ele se levantou e tirou sua bermuda. null o acompanhou e sorriu maliciosa. Isso a deixava surpresa, afinal, seria sua primeira vez e ela estava sorrindo disso. O rapaz estava prestes a explodir de tão excitado e com isso resolveu tirar a única parte que faltava de null. A garota fez o mesmo e por incrível que pareça não ficou vermelha com o que vira. null a puxou, fazendo-a se deitar na cama. Ele passou suas mãos pela garota, que se contorceu na cama. Ele parou para olhá-la e depositou um beijo em sua testa. Depois, pegou uma camisinha e colocou em seu membro. Em seguida, começou com cuidado. A garota sentiu certo desconforto quando sentiu que havia sido penetrada, mas null foi com calma e a dor fora trocada por um prazer até então desconhecido pela mesma.
~**~
null usava apenas sua roupa íntima com a blusa de null por cima. Ela estava sem acreditar no que acabara de acontecer. Nunca imaginara que sua primeira vez seria com alguém que ela vivia brigando. Mas estava muito feliz. Havia sido tudo incrível e ela se sentia muito bem. Não poderia esconder a dor que sentira no começo, mas depois isso passou. null fora bastante cuidadoso com ela e isso a surpreendeu mais ainda. De repente, ele entrou no local, trazendo umas sacolas nas mãos. null levantou-se e ficou encarando o rapaz, que foi até ela e lhe deu um beijo.
– Vamos comer? – ele perguntou e ela assentiu.
– Estou morrendo de fome. – null disse. – É normal? – ela perguntou e o rapaz a encarou. “Droga! Ele não sabia que era a minha primeira vez.”, ela pensou.
– Sentir fome depois de fazer sexo? – null perguntou e a menina assentiu. – É sim!
– Eu não te disse algo. – null começou e ele a encarou. – Desculpa não ter avisado antes, mas estava tão bom que eu me deixei ser guiada por você.
– Foi a sua primeira vez. – null disse e ela assentiu nervosa.
– Deu pra perceber, né? – ela disse, querendo um buraco para se esconder. – Eu sinto muito se tiver feito algo errado, mas…
– Shiiiiiiiiiu! – null pediu. – Foi maravilhoso! – ele completou e ela o encarou surpresa. – Obrigado por ter me deixado ser o seu primeiro. – ao escutar aquilo do garoto, ela depositou um selinho nele. Em seguida, os dois foram comer o que ele havia pegado na casa.
null tinha um sorriso vitorioso. Havia conseguido o que pensava ser impossível. Agora era só dar prosseguimento ao plano e finalizá-lo com chave de ouro!
null estava contente. Gostara do que ouviu de null e ficou bem feliz por ter tido esse momento com ele. Definitivamente havia sido um dos melhores momentos que ela já tivera!
Los Angeles, CA – Colégio East High – Laboratório de Informática.
Era terça-feira e o professor de Literatura havia faltado, deixando a turma do 2° sem aula. Com isso, a diretora os liberou para ficarem no laboratório de informática para eles não atrapalharem as demais aulas. null, null, null e null estavam um ao lado do outro. De repente, viram null entrando com null e null. Os três se aproximaram dos outros.
– Ué, cadê a null? – null perguntou.
– Verdade! Faz dois dias que eu não a vejo. – null completou.
– Ela não veio ontem porque foi ao médico. – null falou.
– Mas e hoje? – perguntou null.
– Ela acordou passando mal. – null disse e null a encarou.
– O que ela tem? – ele perguntou baixinho, mas o suficiente para que os outros começassem a fazer hora com a cara dele. null foi o primeiro a começar com as brincadeirinhas.
– A tia Joanna me disse que ela estava com febre e provocando. – ela disse e null ficou preocupado. – Não se preocupe, porque não é nada disso que você está pensando. Ela comeu algo que tinha camarão, só que ela não sabia. Teve que tomar injeção e tudo, mas hoje de manhã acordou com febre e colocando tudo pra fora. – ela completou e null respirou, aliviado.
– Poderíamos visitá-la mais tarde. O que acham? – null sugeriu, olhando para null, que só faltou fuzilá-lo com o olhar.
– Acho uma boa ideia, null. – null disse, sorrindo para ele, que ficou sem entender. – Se você quiser, posso ir te buscar porque estarei perto do seu condomínio hoje. – ela completou.
– Você está falando comigo mesmo? – null perguntou e ela assentiu. – Tudo bem. Eu aceito sua carona e volto com um dos caras. – ele disse e ela concordou. Os outros – exceto null – ficaram sem entender nada. Nem mesmo null estava entendendo!
XXX
Los Angeles, CA – Casa da família null – 16h30min.
null estava deitada em sua cama, recuperando-se do mal estar que sentira mais cedo. Maldita hora em que decidira comprar aquele salgado e comer algo que tinha camarão. Mas isso não era o pior! Fazia dois dias que ela não via null e aquilo começava a incomodá-la. A última vez que o vira foi domingo, quando ele e os meninos vieram deixá-la em casa. Ontem ela havia conversado um pouco com ele ao telefone e pensava que o veria hoje. Mas, infelizmente, não foi possível.
De repente seu celular tocou e ao abrir a mensagem de null, se assustou. Como assim os meninos iriam visitá-la? E por que ela só contara isso agora? Ainda mais cedo elas estiveram juntas, pois ela havia ido deixar o material da aula e não tinha contado nada. Rapidamente a menina correu para o banheiro e tomou um banho. Minutos depois saiu e abriu seu closet para escolher uma roupa. Ela acabou colocando um macacão jeans com uma blusa pólo por baixo. Deixou seus cabelos soltos, pois estes estavam molhados. Depois desceu e foi até a cozinha pedir para Miranda preparar um lanche, pois uns amigos iriam visitá-la.
Mais um tempo depois, a campainha tocou e null atendeu, sorrindo ao ver null, null e null. Mas esse último trazia um buquê de flores, deixando a menina contente. Ao olhar para frente, viu null e null se aproximando. As duas lhe deram um abraço e entraram em seguida, assim como os meninos.
– Obrigada pela visita. – null disse, quando todos se sentaram. – Agora, cadê a null?
– Foi buscar o null. – null disse e a menina arregalou os olhos.
– Escutei o meu nome? – de repente, null apareceu com null. – E aí, null? Está melhor? – ele perguntou e a menina fez que sim com a cabeça.
– Ei, null, podemos ir pra tal sala de jogos que tem aqui? – null pediu. – O null nos contou que é o máximo! – ele completou animado, fazendo a menina rir e assentir.
Logo todos estavam na sala. null e null brincavam na sinuca. null e null brincavam com um jogo qualquer. null e null disputava uma luta numa máquina gigante que tinha ali. Já null estava sentada em umas almofadas e null estava ao seu lado.
– Fiquei preocupado com você. – ele disse, enquanto fazia um carinho nela.
– Estou melhor agora, null. Principalmente com vocês aqui. – ela disse, sorrindo.
Do nada, Miranda apareceu com uma bandeja cheia de comidas e chamou a atenção de todos. Eles se sentaram no chão mesmo para degustarem o que ela havia trazido. null fora a única que não quis comer, porque ainda se sentia enjoada. Mas isso não impediu null de tentar fazer com que ela bebesse pelo menos um pouco do suco de laranja.
Depois de uma tarde incrível ao lado de seus amigos, null sentiu-se muito melhor. Eles ainda chegaram a ver sua mãe e ficaram conversando um tempo com ela. Porém, decidiram ir embora antes do jantar, pois seus pais os esperavam. null até queria que eles ficassem, mas respeitou a decisão deles de ficarem com os pais. Então, despediu-se deles e agradeceu mais uma vez.
XXX
Los Angeles, CA – Colégio East High – 11h50min.
Já era sexta-feira, para alegria de todos os alunos. Agora, além de ser aula de educação física, mais tarde teria o aniversário de null. Com a aproximação de null, ela se ofereceu para organizar a sua festa. O rapaz não hesitou, pois reconhecia que ela e as meninas se garantiam nisso. Porém, ele não imaginava que por trás dessa grande ajuda, teria algo que acabaria com a sua noite.
A aula de Educação Física começaria somente às 12h30, pois o professor estava resolvendo um problema da aula anterior. As meninas aproveitaram para irem se trocar, já que ainda não havia feito isso. No entanto, quando estavam prestes a entrar no vestiário feminino, foram barradas por duas garotas: Valentina e Ashley.
– Vocês poderiam sair da frente? – null pediu, mas sem paciência.
– E por que faríamos isso? – Valentina perguntou. – Gostaria de falar com você e com a null.
– Comigo? – null perguntou, ficando ao lado de null.
– Você deu em cima do null e agora está com ele. Pra completar, ele ainda humilhou minha melhor amiga na frente de todos. – Valentina começou. – Enquanto a você, queridinha. Eu fiquei sabendo que você anda “pra lá e pra cá” com o null. – ela completou, encarando null.
– Antes de continuar, eu posso perguntar algo? – null pediu e ela assentiu. – Por que você está falando pela Ashley? Se ela está incomodada com algo, que ela mesma venha resolver comigo. Não sou mulher de recadinhos. – ela completou e algumas vaias foram escutadas.
null, null, null e null que passavam por ali, resolveram ir até lá e tentar entender o que estava acontecendo. Eles se assustaram ao verem Valentina e Ashley contra null e null.
– Minha vontade é de dar na sua cara depois da humilhação que eu passei por sua causa. – Ashley disse.
– Tenta. – null a provocou. – Eu não vou me incomodar se acertar um tapa na sua cara também. – ao ouvir aquilo, Ashley partiu pra cima de null. Mas antes que ela fizesse algo, null a segurou e null segurou null.
– Podem parar com essa baixaria! – null disse alto, fazendo as meninas o encararem.
– Antes de parar, eu posso dizer algo? – null pediu e null assentiu. null só observava. – Você é o que do null, queridinha? – ela perguntou para Valentina, usando a mesma palavra que agora, usara com ela. – Ah, nada, né? Só mais uma vadia que ele leva pra cama quando não tem outra pessoa melhor. – ao falar aquilo, Valentina foi pra cima dela. Mas null foi mais rápido e a segurou. – Solta ela. Deixa-a vir me bater. Eu posso levar uns tapas, só que mais tarde, na festa do “seu null”, que por sinal, eu quem estou organizando, não será eu quem aparecerá com a cara toda roxa. – após escutar isso, Valentina soltou-se de null e saiu esbarrando sem nem olhar para a garota a sua frente. Ashley foi atrás dela. Já null e null gargalhavam alto, entrando em seguida no vestiário com null e null. null e null saíram rindo também. Já null e null foram atrás das outras garotas, encontrando-as próximas a piscina.
– O que estava passando na cabeça de vocês? – null perguntou.
– Eu não aguento mais você desfilando com aquela garota. – Ashley disse. – Você já não fez o que pretendia? Então, o que está esperando pra acabar logo com isso?
– O null ficar com a null. E ao que tudo indica, isso pode acontecer hoje. – null disse.
– Ah, claro! E eu tenho que aturá-la com você também? – Valentina perguntou.
– Não se preocupe que isso acabará logo. De preferência, hoje. – null disse e a menina deu de ombros. – Vamos pra aula e, por favor, sem provocações, o.k.? – ele pediu e as duas assentiram.
~*~*~
Los Angeles, CA – Casa da família null – 19h50min.
null deixara tudo organizado, como prometera a null. Quando saíram do colégio, ela ficou na casa dele para ver se estava tudo certo. Porém, quando deu 17hs, ela decidiu ir embora, pois ainda teria que se arrumar. Nesse momento, null terminava de se arrumar. Ele havia colocado uma calça jeans escura com sapatos. A blusa que escolhera era branca de botões. Logo, ele deixou parte de cima aberta, deixando amostra seu peitoral.
“Será que a null irá se render a isso?”, ele pensou, enquanto colocava seu
perfume.
Depois de ajeitar seu cabelo, desceu e ficou satisfeito com o trabalho de null. Analisou todo o local e ficou paralisado ao ver um espaço “improvisado”. Ele ficou impressionado quando encontrou uma cama e alguns brinquedinhos ali.
– Gostou? – de repente, a voz de null fez com que o rapaz se virasse para vê-la. E quando ele fez isso, sentiu um calor percorrer o seu corpo.
A garota usava um vestido preto que valorizava as curvas do seu corpo. Seus cabelos estavam soltos e totalmente lisos. Nos pés ela usava um scarpin, deixando-a quase da altura do garoto. A maquiagem realçava sua beleza, mas o melhor era o batom vermelho nos lábios carnudos da garota, que eram um tanto convidativos para null.
– Estou impressionado. – ele disse, se aproximando dela. – E você está maravilhosa! – ele completou, fazendo a garota dar uma voltinha.
– Achou mesmo? – ela perguntou. – Estava pensando em você enquanto me arrumava. – ela disse próximo ao ouvido do rapaz e sorriu ao perceber que ele se arrepiou.
– Bom saber disso. – ele disse, passando a mão pelos cabelos. – Vou lá pra frente receber os convidados, como você pediu.
– Tudo bem. Mas, quando eu quiser dançar, posso te puxar para fazer isso comigo? – null perguntou e sorriu para ele.
– Na hora! – ele respondeu e piscou pra ela, saindo em seguida. A garota gargalhou e foi atrás de beber algo.
Não era nem 21hs ainda, mas o local estava lotado. Para alegria de null, não havia ninguém nas casas dos seus amigos, porque, com certeza, eles reclamariam do barulho. No entanto, ele aproveitou isso para usar, não só o espaço da sua casa, mas o lado de fora também. null, null e null estavam do lado de fora quando viram três meninas se aproximarem.
– NOSSA! – null disse ao reparar que era null, null e null. – Elas vieram pra arrasar as outras garotas. Só pode! – ele completou e os meninos riram.
Mas concordaram. null estava usando uma saia cintura na cor Pink e uma blusinha preta. O salto não era tão alto e seus cabelos estavam presos em um coque. null usava um vestido verde que marcava o seu corpo, salto alto e deixara seus cabelos soltos. Já null optara em uma calça colada branca, uma blusa preta transparente e saltinho. Ela prendera seus cabelos, deixando apenas o franjão solto.
– Boa noite garotos. – null disse, cumprimentando a todos. null e null fizeram o mesmo, mas pararam um pouco para analisá-los.
null usava uma blusa xadrez, uma calça jeans clara e sapa tênis. null usava uma blusa social azul com uma calça escura e sapatos. null escolhera uma blusa preta com uma jaqueta por cima, calça jeans e tênis. Todos estavam totalmente lindos!
– Cadê a nossa querida amiga? – null perguntou.
– Eu a vi próximo as bebidas. – null disse. – Quer ir até lá? Estava mesmo indo buscar algo para beber. – ele completou e a menina assentiu, saindo com ele. null e null se encararam, mas não disseram nada.
– Vamos entrar também para ver como ficou a decoração da null. – null disse para a amiga, que assentiu. null e null foram com elas.
Ao entrarem, as meninas cumprimentaram null, que por algum milagre, não estava bêbado. Em seguida, elas ficaram observando e avistaram null próxima ao DJ, que tocava uma música animada. Com um pouco de dificuldade, devido ao tanto de pessoas que estava no centro, elas finalmente chegaram até onde a menina estava. null perguntou o que elas estavam achando e elas fizeram um sinal de positivo. null puxou null, que passava com null.
– VAMOS DANÇAR. – ela gritou e as meninas concordaram, indo para o centro da pista de dança. null foi até onde null e null estava sentado. null chegou logo depois.
Os quatro ficaram observando as meninas dançarem animadas com uma música qualquer de Britney. null e null não tiravam os olhos de null e null. null e null riam dos amigos. Mas quando voltaram a prestar atenção na pista de dança, perceberam dois garotos se aproximando de null e null. Rapidamente eles se levantaram e foram até onde elas estavam. null percebendo que null estava se aproximando, saiu de perto do garoto e foi ao encontro dele.
– Que tal aquela dança, agora? – null disse no ouvido do garoto.
Ele olhou para null, que já estava com null e assentiu. Sendo assim, ela pegou na mão do rapaz e começou a dançar com ele. A música era animada e null aproveitou isso para começar o seu plano. Ela começou rebolando, enquanto null segurava sua cintura. Ela ficou de costas para ele, sem mudar o movimento. De repente sentiu null mais perto do seu corpo e ela sorriu ao sentir a respiração do rapaz em seu pescoço. Do nada, ela sentiu uma mordida em sua orelha, fazendo-a virar. Ao fazer isso, ela se aproximou do ouvido do garoto e retribuiu a mordida.
– Que tal continuarmos isso em outro lugar? – null sugeriu. null não hesitou.
Ele a puxou pela mão e caminhou com ela até o local que ela havia improvisado. Ao fechar a porta, null começou a distribuir beijos no pescoço do rapaz e desabotoar sua blusa. Quando conseguiu se livrar da blusa dele, deu uma mordidinha no lábio inferior do garoto e em seguida o surpreendeu com um beijo feroz. null apertava a garota e descia sua mão até a bunda dela.
– Sabe null, eu não deveria ter dito nunca. – null começou, em meio aos beijos. – Olha só onde estamos? Se soubesse que você beijava tão bem, já teria feito isso antes.
– Eu concordo com você. – null disse, beijando-a com mais intensidade.
– Se quiser, posso te dar um presentinho maravilhoso. – null provocou e começou a abaixar o zíper do seu vestido, deixando amostra seu sutiã preto. Em seguida, ela o empurrou na cama e foi para cima dele, beijando-o. Depois ela tirou os sapatos dele e em seguida sua calça, o deixando apenas de cueca. Ela voltou a beijá-lo e sem que ele percebesse, pegou uma algema, prendendo uma de suas mãos.
– Opa! Gostei disso. – null disse e a menina riu maliciosa.
Depois o vendou e tornou a beijar sua boca. Passou suas mãos pelo seu abdômen, provocando algumas “contrações” nele. null aproveitou para subir seu vestido e riu baixinho.
– Eu já volto, amorzinho. – null disse.
– Não demora. – null disse e ela saiu do local.
A menina estava rindo muito e de repente, apertou um botão, fazendo o local improvisado “despencar”. Nesse momento, ela chamou a atenção de todos e algumas pessoas começavam a rir ao verem a situação em que null se encontrava. null voltou até onde ele estava e tirou a sua venda, fazendo-o arregalar os olhos ao perceber que todos estavam o olhando.
– Surpresa! – null disse e pediu para o DJ abaixar o som. – Boa noite gente. Esse é o meu presente para o null. Mas eu acredito que vocês não estejam entendendo, então eu vou explicar. – ela começou e null olhava assustada. null e null estavam sem reação. – Dias atrás eu escutei esse carinha conversando com a vadia da Valentina dizendo que “me pegaria” para aumentar a reputação dele. Mas olhem só? Quem o pegou fui eu e agora, null null, você será motivo de zoação de toda a East High. – null disse, olhando para o garoto que tinha um olhar matador em direção a ela. – Espero que tenha aprendido que comigo ninguém se mete. – ela disse, soltando beijinho pra ele que tentou se levantar, mas estava preso. – Ah, Valentina! Por que você não continua o trabalho que comecei? Afinal, ele já está acostumado a fazer isso com você. – após isso, null saiu dali rindo a toa. null, null e null foram atrás dela. Já null, null e null foram dar um jeito de ajudarem null.
~*~*~
Do lado de fora null se sentou em um banco. Ainda ria do que fizera. E não se arrependeu nem um pouco. Logo ela percebeu que suas amigas se aproximavam.
– Sem sermões, por favor. – null pediu, assim que elas se sentaram ao seu lado.
– null, você ficou louca! – null dizia. – Eu não tinha ideia do que você faria, mas me surpreendi. – ela completou, fazendo null e null a olharem.
– Como é a história? – as duas perguntaram juntas.
– A null estava comigo quando eu escutei a conversa do null com a Valentina. – null disse. – E antes que pergunte, eu não falei porque não queria que a null fosse tirar satisfação com o null e queria saber o que a null acharia depois que visse que eu tive uma ideia incrível.
– Você não podia ter escondido isso da gente. – null disse. – Mas se o null fez isso, o null deveria saber. – ela completou e null arregalou os olhos.
– Acho que não. Na hora só estava o null e a Valentina.
– Mas o null é melhor amigo dele. – null disse, mudando o seu humor. – Eu vou tirar essa dúvida agora. – ela completou, se levantando e saindo em direção a festa.
– Foi por isso que eu não falei pra ela. – null disse, suspirando. – Mas eu não quero que ela brigue com o null. – ela completou.
– Eu vou atrás dela. – null disse. – Depois vamos embora que essa festa já deu por hoje!
Quarto do null – 21h55min.
– EU VOU MATAR AQUELA GAROTA. – null gritava.
– Calma, cara! – null pediu, mas levou um empurrão do amigo nervosinho. – Mais que merda, null! Eu só estou querendo ajudar.
– Então não me pede pra ficar calmo. – null disse.
– Quer saber? Eu acho é pouco o que a null fez contigo. – null disse, saindo do quarto em seguida batendo a porta com força.
– Agora ele apoia ela? – null perguntou.
– Não quero brigar com você, mas eu concordo com o null. – null disse e viu null bufar.
– Por que não vai atrás dele e daquela garota então? – null disse e null respirou fundo, se levantando e saindo em seguida. – Vai me dizer que eu estou errado também? Ah, não! Você fez essa aposta comigo.
– Eu tô contigo. Afinal, fiz coisa muito pior. – null disse, deitando-se em sua cama. – Agora eu fiquei com medo. Se a null fez isso com você, acho que a null vai me matar.
– Vai amarelar? – null perguntou.
– Claro que não! Até porque, diferente de você, eu quem vou fazer algo. Não ela. – ele disse, fazendo o amigo rir pela primeira vez. – Mas eu vou atrás da null antes de ela ir embora.
– Vai lá e aproveita para expulsar esse povo daqui. – null disse e null assentiu.
Quando ele estava descendo as escadas, encontrou null. Antes que ela pudesse dizer algo, o rapaz caminhou até a mesa do DJ e pediu que ele parasse de tocar as músicas, mandando o pessoal ir embora. Após algumas vaias, o pessoal começou a sair. null voltou para onde null estava.
– Cadê a null? – ele perguntou.
– Lá fora, mas não é sobre ela que eu quero falar. – null disse séria. – Você sabia dessa aposta, null? – ela perguntou de forma direta.
– Não, null! Ele não sabia. – de repente a voz de null fez a garota se virar. – Isso era coisa minha e da Valentina, porque nós queríamos humilhá-la.
– E valeu a pena essa aposta? – null perguntou. – Olha, null, se não tivesse sido você, teria sido a minha amiga e uma hora dessas, ela poderia estar muito mal. Será que não passa pela sua cabeça que no fim, sempre uma pessoa vai sofrer? Não que você se importe. Mas até acontecer outra coisa que supere isso, você será motivo de piadinhas. – ela completou e null a olhou.
– Eu vou sobreviver. Acredito que outra coisa aparecerá rapidinho. – ele disse com um sorriso irônico no rosto e null estremeceu. – Agora, eu preferia que fosse ela. Antes ela do que eu. – ele completou. – null, por favor, vá deixar sua namoradinha em casa. Eu vou fechar a casa.
– Não precisa. Eu vou com as meninas. – null disse. – Enquanto a você, null? Eu lamento por ser assim. Mas estou até começando a achar que foi pouco o que a null fez pra você. – em seguida ela saiu.
null ignorou. Já null foi atrás dela. A menina andava rápido, mesmo estando de salto. null vinha atrás dela e a chamava, porém ela não queria olhá-lo. Só que ele correu e parou na frente dela.
– Eu não tive culpa do que aconteceu. Então eu não mereço ser tratado assim por você!
– null, eu só quero ir embora. – null disse.
– Tudo bem. Mas será que eu posso ir te deixar? – ele perguntou.
– Não precisa! Eu vim no carro da minha mãe com as meninas. A gente se fala depois. – null disse e lhe deu as costas.
null resolveu ir para sua casa. Tudo o que ocorrera nessa festa havia deixado-o sem cabeça. Principalmente a maneira que null estava falando com ele agora! No entanto, isso foi um incentivo para ele terminar o seu plano. Estava chegando a hora de fazer toda a East High conhecer a null null, em todos os aspectos!
Los Angeles, CA – Colégio East High – 14h30min.
Uma semana se passara desde os últimos acontecimentos. null continuava a ser motivo de piada no colégio, mas ele sabia que isso acabaria em breve, afinal, ele estava ajudando null a terminar de organizar o que faltava em seu plano. Mas hoje, por ser uma sexta-feira e eles terem uma viagem pelo colégio, os dois dariam um tempo nisso. Nesse momento eles estavam terminando de colocar suas malas dentro do ônibus quando deram de cara com null. A menina não falou nada com eles. Apenas colocou suas coisas dentro do ônibus e deu as costas. Mas alguém segurou o seu pulso. Ela se virou e viu que tinha sido null. Desde o dia em que saíra da casa de null, não falara com null de jeito nenhum.
– Até quando você vai fugir de mim? – ele perguntou e null, percebendo que estava sobrando, saiu dali. – O que foi que eu fiz com você?
– Não estou fugindo de você. – null disse num tom baixo. – Mas quem é você pra dizer que eu estou fugindo? Você não fez questão de falar comigo uma vez se quer essa semana.
– Porque você não me permitiu fazer isso, null. – null disse num tom desapontado, mas era tudo encenação. – Te liguei muito durante o final de semana e não obtive retorno nenhum. Tentei falar com você sim, mas você fingia não me conhecer ou sumia do nada. – ele completou e a menina suspirou. Infelizmente ele dizia a verdade. – Se você está com raiva de mim por algo que o meu melhor amigo fez, eu acho que não devemos ficar juntos. Agora, eu pensava que você era diferente!
– E que tipo de relação nós temos, null? – null perguntou e o menino engoliu a seco. – Eu acho que só estávamos ficando. Ou estou errada?
– Porque eu fiquei com medo de te pedir em namoro e você dizer não. – null disse e dessa vez foi à garota que engoliu a seco. Ele se aproximou dela, tocando em seu rosto. – Poxa, null! Nós tivemos um momento que eu não consigo tirar da minha cabeça. Estava tudo indo tão bem com a gente. Meus pais te adoram e eu adoro sua mãe. Daí você vai querer jogar tudo fora por algo que o null fez com a null? – ele perguntou e não teve resposta. – Se você quiser fazer isso, eu só lamento. – ele completou e saiu dali, deixando-a sozinha e pensativa.
Ela saiu de seus pensamentos quando a professora de Biologia pediu que ela entrasse no ônibus. Após a chamada dos alunos, o veículo deu partida. null estava ao lado de null, que escutava música. Ela resolveu fazer o mesmo e fechou os olhos, deixando que a melodia que escutava a acalmasse. E assim foi o caminho todo até o hotel onde eles ficariam!
Los Angeles, CA – HOTEL – 15h45min.
Depois das orientações dadas pelos professores, os alunos finalmente puderam se encaminhar aos seus quartos. Como era uma atividade extracurricular, os professores não viram problemas em colocar os grupinhos que eram acostumados a ficarem. Sendo assim, null, null, null e null ficaram juntas. No entanto, null não estava tão animada quanto às outras.
– Por que você e o null não fazem as pazes logo? – null perguntou. – Eu estou começando a me sentir culpada por isso, sabia? – ela completou, se sentando ao lado da menina.
– Não precisa se sentir culpada. Eu que estou sendo uma estúpida com ele. – null disse.
– O que vocês conversaram hoje? – null perguntou, se aproximando.
– Ele disse que se eu estava com raiva por algo que o amigo dele fez, era melhor não ficarmos juntos. Então eu o questionei sobre o que tínhamos, dizendo que a gente só ficava. Daí, ele disse algo que acabou comigo. – null disse e suspirou. – Ele disse que não tinha me pedido em namoro por pensar que eu diria não. Falou que nós tivemos um momento que ele não tirava da cabeça dele, disse que os pais dele me adorava e ele adorava a minha mãe. Pra terminar, ele falou que se eu queria jogar tudo fora por algo que o null fez contra a null, ele lamentava. Depois saiu de perto de mim. – ele completou e deu mais um suspiro.
– E é isso mesmo que você quer fazer? – null perguntou. – Sabe, vou te contar algo que falei para as meninas. Se o null pretendia fazer algo contra a null, seria contra ela. Sei que vocês são amigas, mas isso não deve envolver você o null, que também é amigo dele. – ela completou.
– Eu concordo com a null. – null falou. – Meu problema foi com o null e eu não quero que você tome minhas dores deixando de lado o null. Ele não teve nada a ver com isso.
– Eu sou uma idiota mesmo. – null lamentou. – Coloquei tudo a perder.
– Claro que não! – null disse. – Mais tarde, após o jantar, chame o null para conversar e façam as pazes. Vocês são fofos juntos! – ela completou, fazendo null sorrir.
– Vou tentar. Mas não sei se ele conversará comigo! – ela disse indo tomar um banho em seguida. As outras três foram atrás do que vestir para mais tarde.
~*~*~
Los Angeles, CA – RESTAURANTE DO HOTEL – 19h40min.
Todos os alunos estavam sentados à espera do jantar ser servido. Um tempinho depois, as pessoas do hotel começaram a colocar as comidas em cima das mesas e quando terminaram, os alunos se serviram. null não estava com muita fome, mas tinha colocado um pouco após suas amigas dizerem que ligariam para sua mãe se ela não comesse. No entanto, ao virar para o lado, viu algo que a deixou chateada. null conversava com uma ruiva que fazia o terceiro ano. Os dois estavam sorrindo bastante e aquilo mexeu demais com null. De repente, o rapaz se virou e percebeu a garota o olhando, ficando sério. Ele queria mesmo deixá-la com ciúmes, mas estranhou o fato de o olhar dela ser triste e não de raiva ou ciúmes.
null remexeu no prato e colocou umas três colheradas na boca. Depois disso, ela só bebeu um pouco do suco a sua frente. Em seguida, levantou-se e foi até a cozinha reservada para os alunos lavarem os seus pratos. Quando terminou de fazer isso, alguém esbarrou nela, fazendo-a derrubar o prato no chão e quebrando. Era Ashley, que estava acompanhada de Valentina.
– Ops, foi sem querer. – a garota disse num tom de deboche. – Agora você vai ter que pagar.
– Não, Ash! – Valentina se meteu. – Ela vai pedir pro null pagar. – ela completou.
– Eu não sou que nem vocês, que cobravam dos dois quando eles queriam algo a mais que beijinhos e abraços. – null disse e Ashley partiu pra cima dela.
– Posso saber o que houve aqui? – a voz de null, que estava com null ao seu lado, fez as meninas olharem pra ele. Em seguida, a professora de Biologia apareceu.
– Quem quebrou esse prato? – ela perguntou nervosa.
– Foi a null. – Ashley disse. – Ela estava distraída pensando no null e olha o que aconteceu. – ela provocou, dando um sorrisinho de lado.
– Não se preocupe, professora. Já estou indo até o meu quarto pegar o dinheiro para pagar pelo que quebrei. – null disse. – Ash, cuidado pra não quebrar nada, porque o null não vai se dispor a pagar por isso. – ela disse antes de sair, deixando a menina fumaçando.
O rapaz, sem entender, foi atrás dela, deixando seu prato com null, que acabou indo contar para as meninas o que havia acontecido. null estava chegando ao seu quarto quando sentiu que alguém estava atrás dela. Ao se virar e ver null, ela bufou. O garoto se aproximou dela, que tentava abrir a porta do seu quarto. Ele tomou a chave de sua mão e abriu pra ela, mas não a deixou entrar.
– Posso saber o que aconteceu ali na cozinha? – ele perguntou, cruzando os braços. – E por que falou aquilo pra Ashley?
– Ela esbarrou em mim sem querer, sabe? – null começou irônica. – Meu prato caiu no chão e quebrou. Ela disse que eu teria que pagar, mas a Valentina se meteu dizendo que você poderia fazer isso. Daí eu disse que não era igual a elas que cobravam quando vocês queriam “se divertir” à noite, se é que me entende. – ela completou, dando um sorrisinho falso.
– Eu sou visto assim por você? Como alguém que paga a pessoa pra ficar comigo a noite? – null disse e null ficou o olhando. – Então, quanto eu preciso te pagar pra ficar comigo? – ele a provocou, fazendo-a entrar no quarto.
– Eu não quero o seu dinheiro. – ela disse e null riu, puxando-a pela cintura e fechando a porta do quarto. – null, você não deveria estar aqui! – ela disse e o rapaz ficou a encarando. – Por que não vai atrás da ruiva com quem estava conversando na hora do jantar? – ela disse, mas num tom triste. O rapaz sabia que não era ciúme.
– Porque eu quero você. – ele disse, dando um beijo na garota, que retribuiu. null começou a passar a mão pelo corpo da garota, que alisava as costas dele. De repente, alguém bateu à porta.
– null, abre essa porta! – null gritava do lado de fora. null arregalou os olhos e null riu, abrindo a porta em seguida. – Ah, desculpa! Eu não queria atrapalhar.
– Você não atrapalhou nada, null. – null disse sem jeito e caminhou até suas coisas, pegando um dinheiro e passando por null, que sorria maroto. – Vou lá embaixo pagar pelo prato que quebrei. – ela disse num tom irônico, saindo em seguida.
– Vocês fizeram as pazes? – null perguntou para o rapaz.
– A gente se beijou e acho que teríamos continuado se você não tivesse atrapalhado. – null disse, deixando a menina vermelha. – Mas acho que foi um começo! – ele completou e a menina sorriu. – Só que acho bom isso ficar só entre a gente, se não ela me mata.
– Pode deixar null. – null disse e em seguida entrou no quarto. null foi para o seu.
XXX
O dia fora intenso e de muita diversão. Os professores responsáveis pelo passeio do colégio levaram os alunos para uma casa de praia em Malibu, deixando todos muito animados. Alguns ficaram pela casa, aproveitando as duas piscinas que tinham no local. Outros foram para a praia. null se estressara com null, pois ela havia falado sobre null e null se pegando no quarto delas para null e null, que gargalhavam. Com isso, ela resolveu dar um volta na praia, mas se arrependeu ao ver que null estava lá. O pior não foi isso. Quando ele percebeu que a menina havia aparecido, ele se levantou e foi atrás dela. Eles andaram para um lugar bem longe de todos e null começou a provocá-la distribuindo beijos pelo seu pescoço. Quando estavam se empolgando, umas risadas conhecidas de null fizeram a menina dar um pulo assustada. Suas amigas apareceram do nada e começaram a tirar brincadeiras. null ficou roxa de vergonha, já null ria junto com as meninas.
Quando os professores chamaram os alunos para voltarem ao hotel, eles explicaram que a noite teria uma festa em um Resort próximo ao hotel em que estavam e que eles poderiam ir, mas não poderiam beber nem fazer outras coisas. Todos se animaram, mas resolveram descansar um pouco antes da tal festa, que começaria às 19hs da noite.
~*~*~
Los Angeles, CA – HOTEL – 18h20.
null e null estavam no banho, enquanto null e null estava arrumando seus cabelos. Do nada, null percebeu que a amiga estava distante e resolveu sondar o que estava passando na cabecinha dela.
– No que está pensando, null? – null perguntou. A menina suspirou.
– Em alguém que eu não deveria. – ela disse e a amiga arqueou uma sobrancelha. – Não faça essa cara, pois você sabe de tudo. – ela completou.
– Eu não sei de nada. Mas tenho minhas suspeitas sobre em quem você está pensando!
– É no null mesmo. – ela assumiu. – Mas não quero falar sobre ele. Pra que fazer isso?
– Por que você não se aproxima dele? – null perguntou.
– Fiz isso uma vez e ele me pediu ajuda para ficar com uma garota da nossa turma. – null disse, suspirando. – Ele não olharia pra mim!
– Xô, baixa estima, amiga. Você é linda. Então, mostra praquele nanico o que ele tá perdendo.
– Como, null? – a menina perguntou.
– Você confia em mim e nas meninas, né?– null perguntou e a amiga assentiu. – Então deixa com a gente. Agora vem aqui que eu vou fazer sua maquiagem. – ela completou e a menina concordou. Quando null e null saíram do banheiro, null as chamou e explicou sobre null. As meninas toparam na hora fazer a menina chamar a atenção do null.
Enquanto isso, no quarto dos meninos.
– Nós não podemos beber nem fazer outras coisas. Mas, podemos tentar? – null perguntou.
– SEMPRE! – null e null disseram juntos, rindo com null.
– E você, null? – null perguntou. – Vai tentar?
– Toda hora. – ele disse, prestando atenção no seu celular. null acabara de receber uma mensagem de null pedindo ajuda para saber com quem das suas amigas ele ficaria. Ele não perguntou por que, mas resolveu fazer isso. – Agora, só entre a gente, me digam uma coisa.
– O que, null? – null perguntou.
– Quem das amigas da null, vocês ficariam? – null perguntou e null o olhou sério.
– null. – null disse, sem pensar.
– Já fiquei com a null, mesmo sendo uma armação. E ficaria com a null.
– A null não vale. – null disse.
– Não é só porque você tá ficando com ela que eu deixaria de ficar com ela. – null rebateu.
– null. – null falou e null parou para olhá-lo.
– Boa escolha, cara. – null disse pra ver se ele falava mais alguma coisa.
– Depois que me aproximei dela, percebi o quão bonita ela é. – null completou e aquilo fez null sorrir, pegando seu celular e dizendo para null que ele ficaria com null. A menina respondeu um “ótimo” e pediu que eles esperassem para irem juntos.
– Então, investe na gatinha, cara! – null falou e null apoiou.
– Se ela não te deixar só de cueca, preso com uma algema na cama, vai valer a pena. – null disse e os três gargalharam muito. – Vou me arrumar que é melhor! – ele completou e os meninos assentiram indo fazer o mesmo.
~*~*~
Quando as meninas ficaram prontas, elas desceram e ficaram no saguão do hotel, na companhia de outros alunos. Alguns hóspedes que passavam pelas quatro garotas soltavam algumas cantadas. As meninas riam com isso. Mas fazer o quê? Estavam lindas!
null escolhera uma saia jeans num tom surrado, uma blusinha folgadinha e manga longa, mas transparente, com um salto Anabela. null usava um short jeans com taxas, uma blusa de renda preta meio folgada com um scarpin mais delicado na cor azul. null havia optado em uma saia branca curtinha com um cintinho marrom, uma blusinha de alça fina azul com detalhes brancos e um salto, não tão alto. Para completar o quarteto fantástico, null usava um short saia estampado, uma blusa de seda e salto alto com tiras. Seus longos cabelos tinham alguns cachos definidos e sua maquiagem realçava mais ainda sua beleza.
– null, quem é aquele gatinho que tá se aproximando? – null apontou para null, que vinha na companhia dos amigos. O coração da menina acelerou ao perceber o quão lindo ele estava. O rapaz usava uma bermuda jeans e uma camiseta preta.
– E aí, meninas? – null disse, dando um abraço em todas. Mas na hora em que foi fazer isso com null, ficou um pouco desnorteado com o perfume da garota.
– Estão dividindo os alunos em grupos de oito para as vans nos levarem até o resort. Querem ir conosco? – null perguntou e os meninos concordaram.
Logo, eles saíram e caminharam até a van que os aguardava. null fora com null ao seu lado, null com null, null com null e null com null. Até ali, as meninas estavam achando tudo tranquilo. Pediram para null ficar calma e conversar normalmente com null. null, antes de descer, conversou com null também. Disse que ele chegasse na garota, mas sem se precipitar. O rapaz concordou e ficou de fazer isso mesmo. Não queria mais perder tempo!
~*~*~
RESORT – 20h30min.
O local onde os alunos se encontravam não havia nenhum tipo de bebida alcoólica, pois o colégio quem havia organizado esse momento de diversão para eles. No entanto, os professores responsáveis pela turma ainda fizeram questão de oferecer alguns coquetéis e umas comidas maravilhosas, deixando os alunos muito satisfeitos.
null estava sentada próxima a piscina com suas amigas, observando de longe um rapaz que estava de frente para ela com seu grupo de amigos. null a observava também e quando seus olhos se encontraram, ele sentiu algo forte. null, que percebia, resolveu fazer algo.
– Vamos nos sentar com as meninas. – ele disse, fazendo todos olharem.
– Ficou louco? – null só faltou gritar. – Estou bem aqui, obrigado.
– Finge que a null não está lá, tudo bem? – null disse. – null, chama sua garota para dançar, conversar. Faça o que você faz de melhor! – ele completou e o amigo assentiu, dando mais um gole em seu coquetel de maracujá.
Em seguida, os quatro rapazes se levantaram e foram até a rodinha das garotas. Quando null percebeu que null estava com os meninos, levantou-se e foi até a pista de dança improvisada no local, porque não suportava ficar ao lado dele. O rapaz agradeceu mentalmente por isso. null e null sentaram-se perto de null e null que sorriram para os dois. null nem chegou a se sentar, pois queria sair dali, só que com null.
– null, vamos dar uma volta? – o rapaz pediu e a moça assentiu, levantando-se e indo até o seu encontro.
null parecia nervosa enquanto andava pelo gigante Resort na companhia de null. Lembrou-se da vez em que ele foi até ela lhe pedir desculpas por ter sido tão grosso, lá na festa da fogueira. O sorriso estampado na cara do sorriso havia feito seu coração derreter. Não que ela o achasse feio, até porque null era um dos garotos mais desejados da East High. Mas sim, porque viu a sinceridade naquele sorriso que a fez o ver com outros olhos. Já null parecia perdido olhando para a menina. Os seus cabelos se bagunçavam devido ao vento, mas ela não deixava de ser linda. A roupa que usava lhe dava um ar sensual e ao mesmo tempo delicado.
“Como assim?”, null pensou e começou a sorrir sozinho. A garota percebeu e parou para olhá-lo.
– Do que está sorrindo? – ela perguntou.
– Pensei em algo, mas não sei como isso é possível. – null disse, mas a menina ficou sem entender. – Passou pela minha cabeça o quanto sensual e delicada você estava ao mesmo tempo.
– Nossa! Como você é direto. – a menina disse, ficando vermelha em seguida.
– Não precisa ter vergonha. – null pediu, passando uma mão no rosto da garota, que se arrepiou com o toque.
Ela levantou o rosto para encarar o rapaz a sua frente e direcionou o seu olhar para a boca do rapaz. null percebeu e a puxou para mais perto de seu corpo. Com uma mão ele segurava a cintura da garota e com a outra, levou até os cabelos dela, passando-a por debaixo deles. null fechou os olhos e ficou mais arrepiada ainda. null sorriu e foi se aproximando dela, lhe dando um selinho. A menina abriu os olhos e sorriu. Mas sem pensar duas vezes, resolveu beijá-lo. Dessa vez com certa intensidade e com todo o desejo que estava guardando para si. O rapaz correspondeu à altura e cada vez segurava com mais força a garota pela cintura. Os dois só pararam quando o fôlego lhes faltou. null passou seus braços pelo pescoço do rapaz e sorriu para ele, lhe dando mais um selinho.
– Posso te contar algo? – null começou e a menina assentiu. – Eu gosto de você. Mesmo com suas brincadeiras, mesmo você querendo me tirar do sério. – ao ouvir isso, a menina ficou corada. – E o que você tem a me dizer?
– Que eu também gosto de você, mas nunca falei porque depois que nos aproximamos, eu me tornei um “cupido” pra você. – null disse e o menino riu.
– O problema é que nunca consegui deixar claro que queria o tal “cupido”, não as outras. – após ouvir isso de null, a menina não mediu esforços em beijá-lo mais uma vez. Esse foi diferente do primeiro. Ambos puderam sentir algo mais forte e especial. null agradecia mentalmente por ter a ajuda de suas amigas para isso. null agradecia pela conversa que tivera com os meninos antes de descer para vir a tal festa. Talvez isso fosse o início de um romance!
XXX
Los Angeles, CA – HOTEL – Piscina.
Eram 14hs da tarde e após um almoço delicioso, os alunos descansaram um pouco e depois foram para piscina aproveitar as últimas horinhas que ficariam ali. null e null estavam deitadas em uma espreguiçadeira, enquanto null e null estavam tomando banho de piscina. De repente, null se aproximou de onde as meninas estavam deitadas, na companhia de null. Ambos se sentam em cadeiras ao lado delas. null parou e observou null. A garota usava apenas um biquíni vermelho e seu cabelo estava preso. Ele chamou a atenção de null, que começou a rir quando percebeu o amigo babando.
– Vamos pegá-las e jogá-las na piscina? – null falou baixinho e amigo assentiu.
Então, cada um pegou uma das meninas e pularam na piscina. As duas meninas ficaram muito bravas, principalmente quando perceberam quem havia feito isso.
– Qual o seu problema, null? Está aprendendo a ser idiota que nem o null, é? – null disse, ríspida, deixando o rapaz sério. null e null começariam uma discussão também, mas eles pararam para observar a garota saindo nervosa da piscina.
– Se eu fosse você, iria atrás dela. – null disse e o menino assentiu.
null estava bufando de raiva e andava até a entrada do hotel. Mas quando ela ia entrando, sentiu uma mão a segurando. Ao se virar, viu que era null.
– Eu não quero falar com você. – a menina disse.
– Mas você está falando comigo. – null a provocou.
– Idiota!
– Desculpa pela brincadeira, null. Eu não sabia que você era assim. – null disse.
– Assim como?
– Toda grossa, a ponto de me comparar com o null. Tudo bem que ele é meu amigo, mas eu nunca fiz, nem faço nada do que ele faz. – null disse e a menina o encarou. – Poxa, das meninas você é a que eu mais gosto, daí você fala aquilo na frente de todo mundo.
– A que você mais gosta? – ela perguntou.
– Sim, null! Eu gosto de você. Não deu pra perceber ainda? – null disse e se virou para sair dali. Mas sentiu um toque delicado da menina em seu braço. Quando ele se virou para encará-la, notou o quão perto ela estava dele.
– Talvez seja pelo fato de eu gostar de você também que eu não tenha gostado da brincadeira que fez. – a menina disse e o rapaz a olhava. – Se eu ou a null não soubéssemos nadar?
– Eu não te deixaria afogar, muito menos o null. – null disse, tocando em seu rosto. – Me desculpa null. Eu não quis te deixar brava! – ele completou e a menina assentiu.
– Só vou te desculpar se você me desculpar primeiro. Chega a ser uma ofensa te comparar ao null. – ao ouvir aquilo da menina, ele riu. – Eu sei que ele é seu amigo, mas é a verdade.
– Você não está mentindo. – ele disse a fazendo sorrir. – Vem cá, me dá um abraço.
A garota assentiu e deu um abraço forte nele. Ele a levantou, pois ela era um pouco menor que ele. De repente, os olhares se encontraram antes que ele a soltasse e um beijo inesperado da parte da garota, deixou o rapaz feliz. Um beijo nada intenso, mas carinhoso. Foi algo maravilhoso para a menina, que durante certo tempo imaginava como seria beijar null. Para ele não foi diferente. Sempre gostara de null, porém tinha medo de se envolver demais e ela achar que seria só mais uma em sua vida. Mas não! Assim como ele sentia algo, ela também sentia e estava deixando bem claro a cada novo beijo dado por ela.
Los Angeles, CA – Casa da família null – 13h30min.
null havia acabado de almoçar com as suas amigas e foi para a sala de jogos, descansar um pouco, pois às 14h30 elas voltariam ao colégio devido aos treinos de vôlei que finalmente retornariam. null estava muito calada e as meninas, que perceberam, decidiram saber o que estava acontecendo com ela.
– Algum problema, null? – perguntou null.
– Problema nenhum. – a menina respondeu, sem olhá-la.
– Tem certeza? – null disse.
– Por que eu estaria com algum problema? Só estou com sono. – a garota respondeu.
– E qual é a parte que nós não acreditamos nisso que você não entendeu ainda? – null falou.
– Vocês são chatas, sabiam? – null disse. – Só porque estão namorando, ficaram assim.
– Ninguém tá namorando aqui. – null disse séria.
– Ainda não. Mas em breve as três estarão e eu vou ser esquecida. – null disse e as meninas começaram a rir. – O que foi? Eu estou mentindo?
– Você está carente, null. – null brincou. – Precisamos arranjar um carinha pra você!
– E quem disse que eu quero? Nada de dor de cabeça pra mim por causa de homem. Eu quero é aproveitar. – a garota disse e as três meninas ficaram a encarando.
– Já pensou se você se desse bem com o null? Poderíamos ter quatro casais agora. – null falou e a menina arregalou os olhos.
– Você bebeu? – null perguntou. – Eu e o null? Nunca no universo!
– Ah, vocês formariam um casal top. As inimigas morreriam de inveja. – null disse.
– Eu não mereço isso. Não mereço alguém como ele na minha vida.
– Você acha que o null vai ser assim pra sempre? – null perguntou.
– Eu não acho, eu tenho certeza. – a menina respondeu ríspida. – Por favor, vamos mudar de assunto, porque isso está me dando indigestão. – ela completou e as outras assentiram, falando sobre o fim de semana que passaram no hotel. As meninas também tiraram o sério da null falando do que quase elas presenciaram quando a pegaram no flagra com null. Depois de uma meia hora conversando, elas foram se trocar. null assustou-se ao descer e encontrar sua mãe sentada no sofá, totalmente pálida.
– Mãe? Tudo bem? – a menina perguntou e se sentou ao lado da mulher.
– Ah, tô sim filha. É só um mal estar. – Joanna a respondeu e a menina assentiu.
– Estou indo para o treino de vôlei, mas assim que acabar, eu volto pra casa. – null falou e a mulher assentiu, lhe dando um beijo. Assim que a menina saiu, Miranda apareceu na sala e se sentou ao lado de Joanna.
– O que houve? O Charlie lhe contou mais alguma coisa? – Miranda perguntou.v
– O Joseph ligou pra ele. – a mulher disse, tremendo. – Meu esposo está vivo, mas não sabemos aonde. Eu preciso encontrá-lo. – ela completou.
– E o que você pretende fazer?
– Ir atrás dele. – a mulher disse sem pensar. – Mas preciso bolar algo com o Charlie e inventar uma desculpa para a null. – ela completou e a mulher ao seu lado concordou.
– Ajudarei você no que for. Principalmente se precisar cuidar da null. – após ouvir isso de sua amiga, Joanna pareceu mais tranquila. Mas subiu para tomar um banho e pensar em algo para resolver esse assunto. Não seria fácil inventar algo sem que null fizesse diversas perguntas!
~*~*~
Los Angeles, CA – Colégio East High – 14h30min.
Devido ao retorno dos treinos de vôlei, os treinos de futsal seriam, agora, às terças e quintas. No entanto, ao saber que as meninas estariam lá, null chamou aos meninos para assistir ao treino delas, porque eles poderiam sair depois. null até hesitou no início, mas não deixaria de sair só porque null estaria lá. Ele não queria dar esse gostinho para ela.
As meninas chegaram ao ginásio e null sentiu nojo ao ver Ashley. Mas o pior não era isso. Era que ela estava com Valentina conversando com null e null. null percebendo que a amiga se incomodara com aquilo, pensou em fazer algo também. Olhou ao redor e percebeu que Henry estava do outro lado tocando a bola com Greg. Logo, ela puxou null e as duas caminharam até os meninos.
– Meninos! – null disse sorridente e dando um beijinho no rosto de cada. null apenas sorriu para eles. – Vão ajudar nos treinos, como faziam semestre passado?
– Claro! – Greg disse, animado. – Não perderíamos a oportunidade de ver vocês e as outras meninas jogando. – ele completou e null riu. De repente Henry se aproximou de null.
– Tudo bem com você? Faz tempo que não conversamos. – ele disse, dando um sorriso fraco.
– Estou bem e você? – null perguntou.
– Estou sentindo sua falta. – ao ouvir isso do menino ela engoliu a seco. – Desde que você começou a se relacionar com o null, você me deixou de lado.
– Desculpa por isso. – a menina disse, sem jeito. – Eu não quero que pense isso só porque eu tive algo com ele. – ela completou e ele a encarou.
– Eu só espero que você não se decepcione com ele. Eu vi o quão chateada você ficou quando ele falou mal de você. Então, eu não queria que isso se repetisse. – Henry disse e a menina ficou sem saber o que falar. – Eu vou pegar o material do treino! – ele disse e deu um beijo no rosto dela, que sorriu. null ainda conversava com Greg. Logo, null voltou para onde null e null estavam. Só que quando estava chegando próximo a elas, null apareceu e ficou a sua frente, com os braços cruzados.
– Posso saber o que tanto conversava com aquele otário? – ele perguntou sério.
– Ele é meu amigo. – ela disse tranquila.
– Amigo é? Sei! – ele disse e a menina o encarou.
– Sim, amigo que nem a Ashley é sua “amiga”.
– A Ashley não é minha amiga. Ela veio perguntar algo para o null e eu a cumprimentei por educação. – null disse.
– Você não me deve satisfações, null. – null disse totalmente séria e voltou a andar.
O rapaz até iria atrás da garota, porém o professor apitou alto, chamando a atenção de todas que ali se faziam presente. Ele, por sua vez, decidira ir se sentar onde seus amigos estavam.
**
Philip, o professor de vôlei, após explicar como seriam os treinos, pediu que fossem formadas três equipes, compostas de seis pessoas já que tinham dezoito meninas. Sendo assim, os times foram divididos por cores. As meninas faziam parte da equipe verde. Ashley era da equipe vermelha e Valentina havia ficado na equipe azul. O professor fez um sorteio com três bolinhas para saber quem jogaria primeiro. Para começar seria a equipe Verde X equipe Azul. Quem vencesse, jogaria contra a equipe Vermelha. Com isso, o homem deu início à partida. Henry e Greg ajudariam ao professor. Já null, null, null e null ficaram apenas na torcida.
A primeira partida quem ganhou foi o time verde, deixando Valentina uma fera. null ria muito da cara da garota, que prometia vingança. Em seguida, elas jogaram o segundo set contra o time vermelho e foi à vez de null rir muito, porque o time de Ashley havia perdido. Então, elas se sentaram para assistir a partida entre a equipe de Valentina e de Ashley jogarem.
null e null levaram quatro garrafas d'água para as meninas, que agradeceram sorridentes.
– Belas partidas. – null disse, fazendo null sorrir pra ele. – Agora, pelo que eu conheço da Ashley e da Valentina, elas vão querer uma revanche.
– Ótimo! Assim elas vão perder de novo. – null disse, fazendo as meninas rirem.
– Time verde, venha até aqui. – o professor chamou as meninas, que deram tchau para os meninos e foram até o homem. – Farei uma seleção de vôlei, mas só poderei escolher doze meninas. Então, no próximo treino, se esforcem, pois só ficaram as melhores. – ao escutarem isso, todas se empolgaram. Fazer parte da seleção do colégio era o máximo. – Bem, vocês estão liberadas. Quarta-feira eu espero vê-las dispostas. – ele completou, se retirando em seguida.
~*~*~
Após tomarem banho no colégio mesmo, null e null chamaram null e null para comer algo. null e null também iriam, assim como null e null. No entanto, esses quatro últimos não iriam como casais, diferente dos quatro primeiros. Durante o caminho, null abraçava null enquanto null dava alguns beijos em null. null e null iam à frente conversando sobre algo qualquer, enquanto null e null iam mais atrás.
– Por que você não fala para o null que estava com ciúme dele? – a menina perguntou para null, que nem a olhou. – Afinal, por que vocês não começam a namorar logo?
– Fala mais alto pra ele ouvir. – null disse irônica.
– Oh null, por que você e o null não começam a namorar logo? – a menina disse, fazendo todos os olhares se voltar para ela e null. – Ué, foi você quem pediu para eu falar mais alta.
– Você não percebeu a minha ironia, null null? – null disse e a menina riu.
null não deixou de sorrir com a brincadeira de null. null estava vermelha nesse momento e ele gostava de saber que era por sua causa. A cada dia as coisas estavam melhorando. Vê-la apaixonada por ele, mesmo sem que ela assumisse, era ótimo. null mal podia esperar para ver o que aconteceria em breve.
Após o que null dissera, ele resolveu ficar ao lado dela. A menina, percebendo que estava sobrando, caminhou mais a frente, indo sozinha. null quando percebeu que ele estava ao seu lado, ficou toda vermelha que nem um tomate. null não deixou de rir com isso.
– Já disse o quão linda você fica quando está com vergonha? – ele perguntou.
– Você diz isso porque sou eu. Queria ver se fosse com você. – ela o respondeu.
– Muito difícil alguém me deixar envergonhado. – null disse. – Mas, vamos ao que interessa. Por que não começamos a namorar logo? – ele perguntou e a menina arregalou os olhos. – Eu detestei ver você conversando com aquele mané, e tenho certeza que você não gostou nem um pouquinho de ter me visto com a Ashley.
– Quão modesto você é. – null zombou.
– Realista. – ele disse, com um sorriso no rosto. – Respondendo a pergunta da sua amiga, eu acho que não começamos a namorar ainda porque eu não te pedi. Então, o que você acha de mudar nossos status nas redes sociais para “namorando”?
– Sério null? Isso é um pedido de namoro? – null perguntou e ele riu. – Acho que é por esse motivo que não “estamos namorando”. – ela brincou, entrando na lanchonete com os demais. No entanto, null meteu-se em sua frente e ficou de joelhos. – Por favor, não faz isso!
– Você zombou do que eu falei então agora aguenta. – null falou. – ATENÇÃO SENHORES E SENHORAS. – ele gritou, fazendo todos olharem. – Gostaria que todos vocês fossem testemunhas do que vou fazer nesse exato momento. – ele continuou e null estava vermelha olhando pra ele. – null null, você aceita ser minha namorada? – null perguntou e escutou algumas garotas suspirando. null, null e null olhavam para ele sem acreditar.
null ainda olhava para o garoto e escutava uns “diz sim”, “se você não quiser, eu quero”. Ela não pode deixar de rir com isso e resolveu acabar com o suspense.
– Eu acho que seria muito idiota se dissesse não, então, null null, eu aceito te ter como namorado. – ao ouvir isso da garota, ele se levantou e lhe deu um beijo. Alguns aplausos foram escutados e em seguida eles foram se sentar perto dos amigos.
– Agora é oficial. null null está namorando null null. – null brincou.
– Graças a mim, é claro! – null disse e as meninas riram, exceto null, que lhe lançou um olhar mortal. – Nem adianta me olhar assim, null! Eu sei que você está muito feliz. – ao ouvir isso, a menina ficou sem jeito. null a abraçou.
– Deixe minha namorada em paz, null. – null pediu, mas sussurrou um “obrigado” para a menina, que piscou pra ele. – Vamos comer, por favor. Se eu estou com fome, imagina as meninas que estavam jogando. – ele completou e todos assentiram.
Após todos comerem, decidiram ir para as suas casas. null despediu-se de null com um selinho e disse que quando chegasse a sua casa, ligaria pra ele, principalmente quando ela disse que sua mãe não estava bem, por isso ela já iria pra casa. null deu um beijo demorado em null e null fez o mesmo com null. null provocou null, que ficou rindo da cara dela, mas que estava com vontade de dar na menina. Ele só não fazia isso, porque ela era mulher.
Los Angeles, CA – Casa da família null – 19hs.
Quando null chegou a sua casa, foi até o quarto de sua mãe e a encontrou descansando. Então, como não queria acordá-la, foi para o seu quarto e decidiu fazer alguns exercícios. Mas sua cabeça estava longe. Mas especificamente em um carinha de cabelos loiros, olhos verdes e alto. Isso mesmo! Ela não parava de pensar em null, seu namorado. Só que de repente ela se lembrou do que Henry lhe falara. Será mesmo que ela o tinha deixado de lado depois que começou a se envolver com null? E por que ele disse que esperava que null não a decepcionasse? Será mesmo que ele seria capaz de decepcioná-la?
De repente, o que era só alegria passou a se tornar grandes dúvidas. No entanto, quando ela viu sua mãe entrando em seu quarto, deu um sorriso.
– Oi, mamãe. Está melhor? – null perguntou, enquanto Joanna se sentava ao seu lado.
– Estou melhor. Mas me fale sobre o seu dia. – a mulher pediu e a menina sorriu pra ela. – Que sorriso lindo é esse? Aconteceu alguma coisa?
– Sim, mamãe. Você está pronta? – null perguntou e a mulher assentiu. – Eu estou namorando!
– Você está namorando o null?
– Eu nem disse que era ele. – null falou e a mulher ficou a olhando. – Mas é ele sim! Ele me pediu em namoro na frente de um monte de gente que estava lá na lanchonete onde fomos comer depois do treino. Dá pra acreditar?
– Ah, que lindo! – disse Joanna. – Deveríamos marcar um jantar em família. O que acha?
– Pode ser. – null disse, sorrindo. – Nem eu acredito ainda que isso esteja acontecendo. null e eu, namorando? É difícil de acreditar! – ela completou, fazendo sua mãe rir.
– Espero que vocês sejam felizes. – Joanna disse e se deitou com a filha, que ligou a televisão e deixou em um programa culinário, pois as duas amavam.
~*~*~
Los Angeles, CA – Casa da família null – SALA DE JANTAR.
– Quer dizer que você e a null estão namorando? – perguntou a mãe do garoto. – Finalmente!
– Nossa mãe. Quanta alegria. – null brincou, rindo.
– Isso só prova o quanto você está gostando dela. – Kent disse, fazendo o menino o olhar. – Você nunca nos contou sobre suas namoradas. É a primeira vez que faz isso!
– A null é diferente. – null disse e seus pais concordaram
Só que ele ficou preocupado com o que ouvira dos pais. Realmente, ele nunca havia levado uma namorada se quer a sua casa nem disse nada para eles. Mas esse lance com a null era tudo uma farsa, da parte dele. Não gostava dela e seu único propósito era humilhá-la na frente de todos do colégio. “Que meus pais não façam nada por conta disso”, pensou null.
XXX
Colégio East High – Quarta-feira, 16hs – Ginásio.
O professor Philip conversava com dois técnicos de vôlei acerca das meninas que estavam ali presentes. Eles ajudaram o homem a escolher as doze garotas que fariam parte da seleção do colégio. Então, quando já tinha os nomes em mãos, chamou todas no centro do ginásio.
– Quem eu for chamando, fica em pé. – o homem começou a falar.
null, null, null e null foi as primeiras a serem chamadas. Ashley e Valentina foram às outras duas, formando já uma equipe de seis. Para fechar nas doze garotas, o professor chamou o nome de seis meninas do 3º, que foram contentes para perto das demais.
– Meus parabéns a todas que foram selecionadas. Agora, vamos nos dedicar cada vez mais, pois teremos jogos nesse mês de outubro que serão muito importantes. – Philip disse e as meninas assentiram. – As que não foram selecionadas, podem continuar treinando com a gente. – ele disse e em seguida despediu-se.
Depois de se despedirem das demais, as meninas foram até a arquibancada, onde os meninos estavam sentados esperando por elas. null subiu e deu um selinho em null, que fez uma careta, porque ela tinha o melado, já que estava suada.
– Eca! – ele falou, limpando o rosto. A menina ficou o olhando séria. – Não podia tomar banho antes de fazer isso? Prefiro você arrumadinha e cheirosinha.
– É assim, null? Então, greve de beijo pra você. – null disse, descendo da arquibancada, fingindo estar brava. Os demais riram da cara que null fez.
– Eu estava brincando. – ele disse indo atrás dela, que nem se virou. – null, você vai ficar com raiva de mim por causa disso?
– Eu? Imagina! Só vou fazer greve de beijo. – null disse, dando um sorriso irônico.
Então null a olhou malicioso e a puxou para o vestiário masculino, beijando-a com desejo. Já não se importava mais se ela estava suada ou não. Só queria fazer aquilo. Beijá-la e se ela permitisse outras coisas. A menina em nenhum momento deixou de fazer nada, mesmo sabendo que estavam no colégio e que poderiam ser pegos. De repente, null a empurrou contra a parede, levantando sua perna e passando a mão pela sua coxa. A menina soltou um gemido abafado quando sentiu o garoto apertá-la.
– Me beijar você não queria, mas me atacar né? – null dizia, em meio aos beijos.
– Quem disse que eu não queria te beijar? Só estava brincando. – null falou, ainda segurando sua perna e pressionando-a contra a parede.
– null, nós vamos… – null falava, mas quando viu null e o amigo naquela situação, virou-se rapidamente. – Eu não queria atrapalhar!
– Todos dizem a mesma coisa. – null disse, se recompondo. – Vou tomar um banho.
– Acho que é uma boa ideia para “apagar esse fogo todo”. – null brincou, levando um tapa de null em seu braço. – E você, null, vamos esperar do lado de fora. – ele completou e o menino assentiu, indo para a arquibancada, se sentar com null e null.
Quando as meninas ficaram prontas, os meninos as levaram até uma sorveteria para comemorar a conquista delas. Depois disso, null se ofereceu para deixá-las em casa, já que morava na mesma rua. No entanto, quando ficou só ele e null no carro, ela o encarou.
– O que foi? – ele perguntou, desligando o rádio.
– Você quer entrar? – null perguntou.
– Ah, não quero te incomodar. – null disse, virando-se para ela.
– Não será incômodo nenhum e minha mãe vai amar te ver. – null disse, o convencendo.
Quando os dois entraram na casa, viram que não tinha nenhum sinal de alguém. null foi até os quartos, na cozinha, na sala e não encontrou ninguém. Então, quando estava voltando, viu um bilhete de sua mãe que dizia que ela e Miranda tinham ido ao shopping fazer algumas compras, sem saber que horas voltariam.
– Se você quiser, posso voltar outro dia. – null disse.
– Mas se você quiser, pode ficar aqui. – null disse, sem jeito e o menino acabou assentindo. – Você poderia me ajudar com uma coisa de química. Que tal? – ela perguntou e ele concordou.
Logo, os dois subiram até o quarto da garota, que se sentou em sua cama e pegou o livro de química. null fez o mesmo, ficando de frente para ela. Ele lhe explicou e ela ficou contente porque entendera o assunto com null explicando.
– Bem que o professor Ryan poderia mudar a nossa dupla, não acha? – o menino perguntou, sorrindo e null concordou. De repente, ela se levantou e pegou suas coisas, colocando em cima da sua mesinha. – Ué, já acabou? Não tem mais dúvidas?
– Não tenho. – ela disse e o encarou dos pés a cabeça.
null usava uma bermuda branca com uma blusa vermelha. Seus cabelos até que não estavam tão bagunçados, mas ele continuava lindo do mesmo jeito. Seus olhos verdes a encaravam, com um tom de dúvida. null encostou-se na mesinha e cruzou as pernas. O rapaz, que continuava sentado de um jeito bem à vontade, analisou a garota. Ela usava um vestido florido que valorizava as curvas do seu corpo. Os cabelos ainda estavam soltos e levemente molhados. No rosto não havia maquiagem alguma, mas isso não a deixava menos bonita. null lançou um olhar provocador para null, que arqueou uma sobrancelha.
– Você está tentando me seduzir, null? – ele perguntou, lembrando-se da vez em que ela fez essa mesma pergunta para ele, no sítio de seus pais.
– Por quê? Você é seduzível? – ela o respondeu, com um sorriso. null levantou e foi até onde a menina se encontrava, passando suas mãos pela cintura da menina.
– Claro que sou! Principalmente quando estou diante de você. – ele disse, começando a beijar seu pescoço.
– Então, o que você acha de acabarmos o que começamos lá no vestiário? – null ficou surpreso ao ouvir aquilo da garota, encarando-a sério. Ela tinha um sorriso malicioso no rosto.
– Só se for agora! – ele respondeu, acabando com o espaço que os deixava separados e unindo seus lábios de uma forma que começou devagar, mas depois aumentou.
null começou a tirar o vestido da garota, que já passava as mãos pelas suas costas. Ele ficou paralisado quando encarou as partes íntimas da garota. Tanto o sutiã quanto a calcinha eram pretos, dando-lhe um ar mais sensual. null tirou a blusa do rapaz e começou a dar beijos no peitoral dele, que fechava os olhos à medida que recebia esses carinhos. Depois ela caminhou com ele até sua cama e o deitou, tirando sua bermuda logo em seguida. null inverteu as posições e começou a fazer uma trilha de beijos pelo corpo da menina, a ponto de deixá-la arrepiada.
Em questão de minutos, ambos tiraram as únicas peças de roupas que lhes faltavam e se entregaram completamente. Dessa vez, null se sentiu bem melhor do que na primeira. Não havia mais dor e ela estava feliz por novamente estar com null. Já ele estava surpreso. Não imaginara em momento nenhum que a garota e ele teriam aquele momento. Mas não deixaria de fazer. Ele sempre disse que ela era uma mulher bonita, principalmente de corpo. A única diferença era que ele só estava se divertindo e isso seria melhor quando ele fizesse com que todos vissem como era a null null na cama. Algo desconhecido pelos inúmeros garotos que ela já havia ficado.
Los Angeles, CA – Colégio East High – 14h30min.
Era uma quinta-feira e em a trinta minutos começaria o treino de futsal no colégio. null fizera questão de chamar null para assistir, já que na terça ela não havia ido. A garota não deixou de chamar as suas amigas também, pois não queria ficar lá sozinha no meio de um monte de homem. Logo, lá estava ela e mais as três meninas na arquibancada esperando que o treino começasse. null estava tão distraída que nem percebera quando null se aproximou dela.
– Tão pensativa. – ele disse, dando-lhe um beijo na bochecha. – Tudo bem?
– Uhum. – ela o respondeu, sorrindo.
– Vou acreditar. – ele disse, fazendo-a o olhar. – Farei um gol pra você! – ele completou, lhe dando um selinho demorado e saindo em seguida. Ela sorriu e ao se virar viu suas amigas.
– Desembucha mocinha! – null começou.
– O que está te deixando tão pensativa, hein?– null perguntou.
– É que ontem, depois que vocês foram pra casa, eu chamei o null para ficar na minha casa pensando que minha mãe estava lá. Quando entramos, encontrei um bilhete dela dizendo que estava no shopping. Daí eu pedi ajuda dele com a atividade de química.
– E o seu parceiro não é o null? – interrompeu null.
– Sim, mas ele não estava comigo naquela hora! – null respondeu e a amiga assentiu. – Continuando. Nós subimos e ficamos no meu quarto. Ele me explicou e eu entendi. Levantei-me e coloquei as coisas em cima da minha mesinha, enquanto ele ficou sentado. Eu parei para observá-lo e percebi o quanto ele estava lindo. – a menina suspirou. – Enfim, nós ficamos juntos. Na minha casa. Na minha cama e foi tão bom quanto à primeira vez. – ela completou, ficando vermelha.
– Eita! – as três meninas disseram juntas. – Amiga cuidado pra não aparecer “crianças” com essas brincadeirinhas viu? – null a provocou.
– Nós nos prevenimos, null! – ela disse, dando um sorriso sem jeito.
De repente, seu coração acelerou quando Henry passou em sua frente. Seu rosto carregava certo incômodo. Na verdade, o menino estava decepcionado. Sempre fora cuidadoso com null e até queria namorá-la, mas a garota nunca quis nada sério com ele. Só uns beijinhos aqui, outros beijinhos ali. Quando as coisas começavam a esquentar, ela sempre dava uma desculpa. Mas agora o rapaz estava sem acreditar. A menina por quem ele fora apaixonado há anos havia perdido sua virgindade com aquele que até pouco tempo atrás se dizia inimigo dela. null o acompanhou com o olhar até o ginásio, ficando incomodada pelo que tinha acontecido.
– Só eu acho que ele escutou? – ela perguntou e as meninas assentiram. – Eu não queria que fosse assim. Ele não merecia isso! – ela completou se sentindo culpada por possivelmente ter partido o coração de alguém que durante tanto tempo foi tão bom pra ela.
Assim que o treino dos meninos terminou, eles foram tomar um banho porque null havia os chamado para irem para a sua casa. Por volta de 17hs todos saíram do colégio. null ainda chegou a ver Henry e teve vontade de ir conversar com ele, porém null estava por perto e ela desistira de fazer isso. Durante o caminho, ela estava muito calada e o rapaz que estava ao seu lado já tinha percebido. Então, como eles estavam indo a pé mesmo, null foi mais atrás com ela, com as mãos em sua cintura.
– Você pode me dizer o que aconteceu? Na hora do treino você parecia chateada com alguma coisa e quando eu dediquei o gol pra ti, só recebi um sorrisinho como agradecimento. – null disse e a menina o olhou rapidamente.
– Eu estava contando para as meninas o que aconteceu entre nós ontem, daí o Henry escutou. – a menina disse nervosa. null ficou a olhando. – Antes que pergunte, eu não sinto nada por ele. Mas eu sei que ele sente por mim e eu fico mal por isso.
– E como você acha que eu fico nessa situação, null? – null perguntou, cruzando os braços. – Se você não quer ficar mal por ele, é melhor a gente se separar. – ele completou e a garota ficou triste ao ouvir isso dele.
– Eu não disse que queria me separar de você, null. Poxa, você quer que eu me sinta pior? A gente começou a namorar segunda-feira. – null disse aparentemente chateada. – Tudo pra você é assim? Na nossa primeira briga, o melhor é a gente se separar? – ela perguntou.
– Eu só acho que você não se sente segura em relação a mim. – null disse, deixando-a mais chateada ainda. – null, ontem eu fiquei admirado com a sua iniciativa e quer saber? Eu gostei demais. Não porque a gente terminou de um jeito gostoso, mas porque eu vi que você estava querendo aquilo. Mas daí hoje você fica assim, toda cabisbaixa porque um carinha que era a fim de você ficou triste ou sei lá o que porque escutou sua conversa. – quando ela terminou de ouvir isso, deixou uma lágrima cair de seu rosto. E se odiou por aquilo, pois nunca quisera chorar na frente dele, que a olhava ainda sério.
– Se eu não me sentisse segura em relação a você, eu nem teria ficado contigo. Se eu não me sentisse segura, eu não teria transado com você e nem teria tomado a atitude que tive ontem. Mas null, se eu não deixei claro pra você, farei isso agora. Eu realmente estou gostando de você. Eu realmente gosto de te ter na minha vida. Você me traz sensações que eu não consigo explicar, apenas sentir. Você é o primeiro garoto que me pediu em namoro e eu aceitei. – null disse já deixando as lágrimas rolarem livremente.
null por um momento ficou atordoado com o que a menina dissera. Parte dele estava feliz ao saber que estava a enganando de um jeito que a fazia se sentir vulnerável em relação a ele. A outra parte queria sentir um pouco de culpa. Ele estava brincando com ela e isso seria pior mais na frente. null limpou seu rosto e decidiu ir para sua casa, dando uma desculpa para null de que não estava se sentindo bem. null não fizera nada. Precisava pensar em algo. E pediria a ajuda de null, que estava observando toda a “DR” do casal.
~*~*~
Los Angeles, CA – Casa da família null – 19h19min.
null estava mexendo no computador e null o ajudava a fazer um texto. Após o que ouvira hoje de null, ele decidiu, com a ajuda do amigo, acabar logo com isso. No dia do seu aniversário, faria uma festa e mostraria algumas coisinhas para todos os alunos da East High que ele convidaria. No entanto, null lhe dera uma ideia, que a princípio ele achou que não era interessante, mas depois que parou para pensar, achou que seria sim.
– Que horas seus pais chegam? – perguntou null.
– Eles estão viajando. – null disse e o amigo sorriu. – O que foi?
– Por que você não chama a null pra cá? Você prepara algo especial e dar um jeito de ela falar tudo aquilo novamente. – null sugeriu e o menino analisou.
– Eu acho que seria difícil ela vir aqui por vontade própria. – null dissera.
– E se inventássemos algo? – null falou e o menino ficou o encarando. – Primeiro, peça um jantar bem romântico. Vou te ajudar a preparar algo. – ele completou, fazendo null rir.
– Cara, se eu não te conhecesse bem, diria que você seria um ótimo namorado.
– Eu, namorar? Deus me livre! – ele disse, descendo. – Pede o jantar que eu volto já!
Depois de sair do quarto do menino, null foi até a sua casa e falou com sua mãe. Ela adorava decoração e tinha alguns acessórios bacanas. Sendo assim, ele pegou alguns com ela e caminhou até a casa de null. Ao chegar lá, o rapaz estava no telefone pedindo comida japonesa. Ao desligar, ele foi até o amigo e começou a espalhar as coisas pela casa, de modo que a deixasse com uma aparência melhor do que já tinha. Alguns minutos depois, um carro parou em frente a sua casa dele. Era o entregador do restaurante que ele havia ligado, já que null havia pedido uma barca cheia de sushi. “null gostava”, ele pensou. Após pagar, ele colocou a barca em cima de uma mesinha. null ficou satisfeito com o trabalho dos dois.
– Agora, é só ligar pra ela e inventar algo. – null disse e olhou para null, que pegou o celular e discou o número da garota. Na terceira chamada, ela atendeu.
– Oi null. – a voz da menina era de indiferença e ela o chamava pelo sobrenome.
– null, eu preciso da sua ajuda. – o menino disse como se estivesse passando mal. – Não tem ninguém em casa e eu acabei de me cortar feio. Por favor, vem aqui.
– Oh, meu Deus. Não tem ninguém aí? Nem os meninos?
– Não. Por favor, vem logo. Eu estou quase desmaiando. – null disse, se segurando para não rir. null estava vermelho de tanto rir da encenação do amigo.
– Já, já chego aí. – ela disse, desligando em seguida.
– Cara, você deveria ser ator, sabia? – null disse, rindo. – Vou pra casa. E, por favor, faz as coisas direitinho, tudo bem? – ele completou e o amigo assentiu.
Dez minutos depois interfonaram para a casa de null avisando que null havia chegado. Logo, ele deixou a porta meio aberta, indo para o centro da sala. Em questão de segundos a menina chegou e entrou na casa. Ela estava atordoada e após desligar o telefone, trocou-se e veio rapidamente no carro de sua mãe. Só que ela estranhou ao ver que a casa estava toda escura. Ao caminhar mais um pouco, agradeceu por algumas velas estarem acesas. “Velas?”, ela indagou.
– null? – a menina chamou pelo garoto, mas não obteve resposta.
Ela caminhou mais um pouco e chegou até a sala, encontrando a barca cheia de sushi em cima de uma mesinha e algumas almofadas no chão. Ao analisar o local, viu mais velas e admirou-se com a decoração. De repente, ao levantar o olhar, ela viu null. Ele usava uma blusa branca com uma bermuda preta. Os braços estavam cruzados e ele estava encostado na parede. null ficou paralisada, o admirando. null tinha um sorriso e parou para analisar a menina. Uma saia jeans curta, uma blusinha de seda na cor amarela. Os cabelos estavam presos em um rabo de cavalo e em sua mão ela segurava uma bolsa, com as chaves do carro. Do nada, ela andou até o outro lado e começou a dar tapas no menino, que ria.
– Você é louco ou se faz? Inventar uma história daquelas? Sabe a quantos quilômetros eu vim para chegar logo aqui? – null dizia nervosa, ainda batendo nele, que agora estava ficando com uma cara de dor. – Por que fez isso?
– Porque se eu tivesse dito a verdade, você não viria. – ele disse. – Dá pra parar de me bater? – ele pediu e a menina respirou fundo, lhe dando as costas. – Meu braço vai ficar roxo por sua causa! Alguém já te disse que você é forte? – ele completou e a menina continuou de costas pra ele. Com isso, ele resolveu começar a provocá-la. Ele se aproximou e encostou sua boca próximo ao ouvido da menina. – Você teria vindo se eu não tivesse inventado isso? – ao perguntar isso, ele viu a menina se arrepiar.
– Não, porque eu tinha mais o que fazer! – ela respondeu, sem o olhar ainda.
– Tipo? – ele perguntou, dando um beijo no pescoço dela.
– Eu estava estudando. – ela disse, com a voz falha. O efeito que ele lhe causava a deixava daquele jeito. – Eu vou para casa e voltarei a fazer isso! – a menina caminhou, mas null foi mais rápido e a abraçou por trás. – Por favor, me solta!
– Não quero te soltar. – null disse, colocando sua cabeça sob o ombro dela. – Queria você aqui comigo. Precisamos conversar! – ele completou e ela suspirou. – Mas antes, vamos comer. E nem adianta dizer que não quer, porque eu sei que você gosta de sushi. – ao ouvir isso, null se virou para ele e o encarou. Ela sorriu fraquinho e caminhou até as almofadas, se sentando em uma delas. null foi logo depois, servindo-a.
Durante o jantar, null fazia algumas gracinhas para null sorrir. Claro que ele conseguia! Ele mesmo reconhecia que já exercia certo poder em cima da garota. Quando ele ficou satisfeito, ele saiu de seu canto e foi para perto da menina, que ainda comia alguns sushis. Ela bebeu um pouco de refrigerante e se virou para encarar null.
– Vamos conversar! – ela disse, colocando o copo sob a mesa e limpando sua boca.
– Vou começar pedindo desculpas por ter mentido pra você vir até aqui. – null disse e a menina ficou o olhando. – Bem, depois queria dizer que me senti muito mal pelo que ouvi de você. Eu não sabia do que você sentia por mim e peço desculpas por isso também.
– Eu não te desculpo por isso, porque você não precisa se desculpar. – null disse.
– Mas tenho que assumir que fiquei muito feliz ao saber de tudo aquilo. Exceto que você estava chateada comigo. – null disse, tocando o rosto dela. – Queria ouvir isso com você feliz, sorrindo e me fazendo sorrir. – ele completou e a menina continuou a encará-lo.
– null null, eu estou apaixonada por você. Você me faz sentir coisas que eu não consigo explicar, apenas sentir. Claro que eu me sinto segura com você, se não eu não teria feito algumas coisinhas. – ela disse essa última parte num tom brincalhão. – Eu gosto de você. Gosto de nós dois. Gosto dos nossos momentos. E agradeço porque minha primeira vez foi com você, que me fez sentir totalmente à vontade. – ela completou e se aproximou dele, lhe dando um selinho.
O rapaz sorriu para ela. Mas esse sorriso tinha um duplo sentido. Ele estava fingindo estar feliz pelo que escutara. Mas não! Ele estava contente porque ela falara novamente o que ele queria “gravar”. Sendo assim, seu plano estava quase completo. Conseguira com a ajuda de null e estava ansioso pelo dia em que mostraria isso para todos.
– São mais de 20h30. Você quer fazer alguma coisa? – null perguntou para garota ao seu lado.
– Acho melhor eu ir embora. Seus pais podem chegar a qualquer hora. – ela disse. “Que ingênua”, pensou null, que começou a rir. – O que foi?
– Meus pais estão viajando. – ele disse e ela arqueou uma sobrancelha. – Que tal a gente ficar mais um tempo junto? – ele perguntou, com certa malícia no olhar. null riu.
– O que você quer de mim, null? – a garota perguntou.
– Você, na minha cama. De preferência, sem roupa. – ele disse totalmente malicioso.
– SAFADO! – a menina gritou. null riu e a puxou pela mão. – Para onde você está querendo me levar? – ela perguntou, já subindo as escadas.
– Bem-vinda ao meu quarto. – null disse, após abrir a porta. null ficou admirada ao ver o local organizado. Tudo em um cantinho reservado, deixando-a encantada. – Vamos assistir alguma coisa ou faremos outra coisa? – null perguntou se aproximando da menina e passando a mão pelas costas dela, que se arrepiou.
– Por que você gosta de me provocar? – a menina perguntou.
– Provocar? – ele perguntou, olhando-a dos pés a cabeça. – Você quem faz isso. Já se olhou no espelho hoje? – ele disse, deixando a menina vermelha. – Essa saia está lhe valorizando demais, embora eu prefira te ver sem ela. – ao dizer isso, ele recebeu um tapa da menina. – Ai, null! Para de me bater. – ele disse, fazendo bico e a menina deu um beijo onde havia batido.
– Eu prefiro você sem essa blusa. – ela disse, levantando a roupa do menino e deixando amostra seu corpo. Ela sorriu maliciosa, fazendo-o rir.
– Definitivamente, eu acabei com você. – ele disse e null ficou o olhando sem entender. – Você era tão quietinha. E vejamos a que ponto você chegou. – ao ouvir isso, a menina começou a rir.
null colou mais os seus corpos e a beijou ferozmente. Tirou a blusa da menina e deixou amostra um sutiã tomara que caia da mesma cor que a blusa. Ele passou a mão pela barriga dela e foi até o botão da saia da menina, baixando o zíper e tirando-a em seguida. null aproveitou para tirar a bermuda do menino também e encarou a boxer preta dele. null puxou a garota pela nuca e soltou os seus cabelos, dando leves puxões. Ele estava prestes a explodir por dentro. Parou para analisar o corpo da menina e a levantou, fazendo com que ela cruzasse suas pernas em sua cintura. null tirou o seu sutiã e começou a fazer carinhos nos seios da menina, que jogou a cabeça para trás. Em seguida, ele tirou a parte debaixo dela e a sua, indo até uma mesinha próxima a sua cama e pegando uma camisinha. null o ajudou a colocar e ele a colocou em cima de uma mesa, segurando-a pelos ombros e em seguida a penetrando. Os movimentos começaram fracos, mas com o tempo foi aumentando.
Quando null saiu dela, a menina se levantou e o empurrou até a cama. null ficou por cima e ouviu o rapaz gemer. Assim que ambos chegaram ao ápice, ela caiu deitada ao seu lado. Os dois estavam ofegantes e suados. null sentia suas pernas bambas, mas tinha um sorriso em seu rosto. null virou-se para a menina e a abraçou, fechando os seus olhos.
– Vou inventar mais vezes que me acidentei para termos momentos assim. – ele disse, fazendo a menina gargalhar. – Quer tomar um banho?
– Quero sim. – ela disse já quase se levantando. Mas antes null a puxou e lhe deu um beijo carinhoso. – Obrigada por isso, viu? Agora acho melhor tomar logo esse banho e ir para casa antes que fique muito tarde. – ela completou e o rapaz assentiu, dizendo que ela poderia ir tomar seu banho enquanto ele pegava a toalha para ela.
Alguns minutos depois a menina já estava arrumada e despedia-se de null com um selinho, indo até o seu carro e dando partida logo em seguida. O rapaz esperou o carro dobrar para entrar. Rapidamente deu de cara com null, que escutou tudo que havia acontecido entre os dois, se sentindo o máximo por ter ajudado o amigo.
– Vamos acabar logo com isso! – foi o que null disse ao entrar em casa.
O tão esperado dia para null finalmente chegara. 1° de novembro, um sábado, pois o aniversário dele mesmo era dia 2. No entanto, ele começaria no sábado às 22hs da noite, porque quando desse 00hs, ele começaria a colocar seu plano em ação. Sobre isso, já estava tudo certo. Havia vídeo e ele sabia bem o que falaria quando tudo começasse. null não tinha ideia do que aconteceria com ela.
Em relação à menina, ela estava em sua casa empacotando um presente bem bacana para null, com a certeza de que ele gostaria, pois o mesmo havia dito que queria muito aquilo. Com isso, ela estava ajeitando, com a ajuda das amigas, que embrulhavam um segundo presente da menina para ele. Assim que acabaram, ela foi tomar um banho e se arrumou, pegando o carro de sua mãe e indo até a casa dele lhe entregar logo, pois mais tarde não levaria nada.
Los Angeles, CA – Casa da família null – 14hs.
null estava bem na entrada de sua casa quando avistou null de longe segurando uma enorme caixa em suas mãos. Ele levantou-se rapidamente e caminhou de encontro a ela, que quando o viu, deu um sorriso de orelha a orelha.
– A que devo a honra de vê-la uma hora dessas por aqui? – null disse, enquanto dava um beijo nela. – Isso é um presente? – ele perguntou ao olhar para a caixa que a menina segurava com um pouco de dificuldade.
– Feliz aniversário, null. – a menina disse, lhe entregando o enorme presente.
null, assim como null, pegou o presente com as duas mãos devido ao seu tamanho e caminhou com ela até a sua casa. null cumprimentou as pessoas que organizavam a sua festa e foi com ele até o seu quarto, pois embaixo estava muito bagunçado. Quando entraram no local, null colocou o presente em cima da cama e o abriu com cuidado. null estava sentada, apenas observando o menino. Quando ele finalmente abriu a caixa, um sorriso brotou em seu rosto. Um violão que ele vira na loja estava diante dele e null quem tinha dado.
– E aí? Acertei, né? – null disse e ele se virou, indo até ela e se sentando ao seu lado.
– Claro que acertou. – ele disse, animado. – Poxa, eu não tenho palavras para agradecer. – ele completou e deu um beijo rápido nela, que sorriu satisfeita. Porém, ela pegou a bolsa que trazia em suas costas e abriu, tirando mais um presente e entregando para o menino. – Mais um presente? Eu não mereço tanto. – ele disse.
– Espero que goste. – ela disse. null imediatamente abriu e tirou de dentro uma espécie de dado, com algumas fotos dos dois. Ele olhou pra menina e sorriu.
– É claro que eu gostei. – ele disse, lhe dando um selinho demorado. – Você quer que eu vá te buscar mais tarde ou você virá com as meninas?
– Eu virei com a null. – ela disse e ele assentiu. – Já vou. Até mais tarde! – ela completou, lhe dando mais um beijo e descendo em seguida. null ficou mais um tempo no quarto olhando os presentes que recebera da menina. “Ela gosta mesmo de mim”, ele pensou. Mas decidiu deixar isso de lado, descendo e voltando a ver as coisas da festa. A noite prometia e ele sabia bem disso.
~*~*~
Los Angeles, CA – Casa da família null – 21h20min.
null havia acabado de sair do banho, encontrando null já se maquiando. null ajeitava os cabelos e null terminava de se vestir. A menina caminhou até o seu closet e pegou a roupa que havia separado para usar no aniversário de null. De repente, um mal estar começou a tomar conta dela, fazendo-a se sentar. null que estava mais próxima, percebeu tudo.
– Tudo bem, null? – ela perguntou, fazendo null e null olharem para a menina.
– Vocês sabem quando pressentimos que algo vai acontecer? – null perguntou e elas assentiram. – Do nada eu senti um aperto no coração e não foi bom. – ela completou.
– Cruzes, amiga! – null disse. – Tem certeza que não é apenas um mal estar?
– Não sei. – null disse séria.
– Esquece isso. É o aniversário do seu namorado e nada vai acontecer. – null disse, tentando acalmá-la.
A garota assentiu, mas pegou seu celular e mandou uma mensagem para null para saber se estava tudo bem com ele. Rapidamente o celular vibrou e ela sorriu com a resposta dele, que dizia que estava tudo ótimo, só faltava ela estar com ele. Sendo assim, ela se levantou e foi se maquiar ao lado de null.
Por volta de 21h55 as meninas desceram já prontas. null havia escolhido uma saia florida com uma blusinha branca e salto. null usava um vestido azul de renda tomara que caia com uma sandália de salto na cor preta. null escolhera uma calça jeans clara com uma blusa rosa transparente e um salto fechado. null optou em um short de couro preto e curtinho com uma blusa branca, transparente. Sua sandália não era tão alta e ela segurava uma bolsa.
– Que meninas lindas! – a voz de Joanna fez com que todas elas sorrissem.
– Obrigada. – as quatro disseram juntas.
– Se ficar muito tarde para vocês virem pra casa, me ligue que eu vou buscá-las, tudo bem? – Joanna disse.
– Não precisa, mãe! – null disse. – A null e a null virão com o null e o null. Eu venho com a null. – ela completou e a mulher assentiu. – Agora, nós já vamos, porque estamos atrasadas.
– Tá certo. – a mulher disse enquanto recebia um beijo e um abraço da filha e das meninas. – Manda um abraço para o meu genro. – ela completou e null assentiu, saindo em seguida.
No mesmo instante null e null chegaram, pegando null e null. Já null e null entraram no carro da mãe da menina e deram partida em seguida, atrás dos meninos.
Los Angeles, CA – Casa da família null – 22h15min.
Apenas com quinze minutos que a festa tinha começado, a casa de null estava lotada. Ele cumprimentou aos convidados e foi até a mesa de bebidas, pegando um refrigerante. Não queria ficar bêbado até fazer o que tinha que ser feito. De repente, ele viu null entrando no local com null, null, null, null e null. Quando o avistou, null caminhou até ele, lhe dando um beijo na bochecha.
– Você se garantiu na festa. – a garota disse no ouvido do rapaz devido a música alta.
– Você ainda não viu nada, amor. – ele disse, sorrindo e lhe dando um beijo, puxando-a para a pista de dança.
null caminhou até a mesa de bebidas e pegou um copo de Martini. Quando ia saindo, sentiu alguém a segurando forte. Teve vontade de bater no cara a sua frente.
– Eu ia pegar essa bebida. – null disse sério.
– Que pena, bebê! Eu fui mais rápida. – ela disse, se saindo. Mas ele a puxou de novo, fazendo-a bufar. – Dá pra me largar, null? – ela pediu e o garoto a olhou sério.
– Eu quero esse Martini que está na sua mão. Não deu pra entender? – ele disse.
– Você quer mesmo? – ela perguntou e ele assentiu. – Então toma! – após dizer isso, ela jogou a bebida no garoto, que só não fez nada com ela, porque ela já estava do outro lado, rindo da cara dele. O rapaz saiu para ir a sua casa e trocar de roupa, pois não poderia ficar daquele jeito.
~*~*~
null e null estavam sentados conversando e riram muito com o que null fez com null. null e null estavam na pista de dança, trocando carinhos e dançando coladinhos. null e null também estavam lá, dançando. De repente, a sensação ruim voltou para a menina. Agora a menina estava tonta e o jogo de luzes mais a fumaça que estavam soltando não lhe ajudava em nada. Então, sem falar nada, saiu dali e se sentou com null e null.
– Você tá bem, null? – null perguntou, preocupado. – Você está pálida!
– Mais ou menos. – ela disse séria. – null, aquela sensação voltou.
– Amiga, deve ser só coisa da sua cabeça. – a menina disse, mas null não ficou satisfeita. Olhou para pista e viu null se aproximando. Enquanto ele não chegava, ela pegou seu celular e mandou uma mensagem para sua mãe, perguntando como ela e Miranda estava.
– Aconteceu alguma coisa? – null perguntou, se sentando ao lado dela.
– Foi só um mal estar. – a menina mentiu e seu celular vibrou. Ela suspirou quando leu a mensagem de sua mãe dizendo que ela e Miranda estavam bem, assistindo a filmes antigos. – Eu vou beber uma água. Você quer alguma coisa? – ela perguntou para o rapaz ao seu lado, que fez que não com a cabeça, mostrando o refrigerante que ele bebia.
Ela lhe deu um selinho e se levantou, indo até onde havia dito e pegando uma garrafinha d'água. Quando null estava voltando para o local onde null estava com null e null, sentiu alguém esbarrando nela e ao ver quem era, teve vontade de vomitar. Ashley estava ali, totalmente indecente, como sempre, usando um vestido estampado super curto. “Além de ridícula, é penetra”, null pensou, ao se lembrar que null disse que não a convidaria. No entanto, null decidiu ignorar e voltou a andar, se sentando logo em seguida. null, null e null também estavam lá.
– Vi que você esbarrou na Ashley. – null disse e a menina deu um gole em sua água. – Eu disse que não a convidaria, mas toda a East High viria. Até o Henry. – ele completou, fazendo null o olhar surpresa.
– A festa é sua. – ela disse, sem demonstrar ciúmes.
– E a festa não vai deixar de ser boa por causa disso. – null disse sorrindo. null assentiu.
~**~
Depois de um bom tempo conversando, null e null se levantaram para ir dançar. null e null foram comer alguma coisa com null. Já null decidiu ficar sentada mais um pouco com null, quando null se aproximou dos dois com uma latinha de refrigerante na mão.
– Não vai beber, null? – null perguntou.
– Eu estou fazendo isso agora. – ele disse e a menina revirou os olhos. – Bebida alcoólica, não. Se for isso que quer saber. Sua amiga me deu um banho ainda pouco.
– A null fez isso? – ela perguntou e após ver o menino assentindo, ela caiu na gargalhada.
– Isso, null! Vai rindo. É melhor do que chorar. – null disse com um sorriso maldoso. A menina não entendeu nada, mas continuou rindo. – null, já vai dar meia-noite.
– Faltam dez minutos ainda, null. – o amigo o respondeu.
– E já está tudo certo para os parabéns? – null perguntou e null assentiu positivamente. – Beleza! Vou ver se o data show está o.k. – null completou, se levantando em seguida.
– Data show? – null perguntou.
– Sim, o null fez um vídeo e vai querer mostrar pra todo mundo. – null disse e a menina sorriu. – Apesar de ele ser um idiota, ele é um bom amigo! – ele completou e null assentiu.
**
Assim que deu 00hs, null foi a primeira a dar parabéns para null. Ele agradeceu e os dois se levantaram, indo até a mesa onde tinha um bolo. Todos se aproximaram e começaram a cantar os parabéns. De repente, quando a música parou e null assoprou as velas, tudo ficou escuro. Uma luz se acendeu e todos puderam identificar que vinha de um projetor. null sorriu ao ver uma foto de null com null e imaginou que seria o tal vídeo que null havia preparado. Todas as atenções estavam voltadas para lá.
Após uma mensagem de parabéns que gerou muitas risadas, tudo ficou preto novamente. null subiu as escadas e uma luz refletiu onde ele estava. null havia ficado no mesmo canto com null, null, null, null e null. De repente, todos já olhavam pra ele, que segurava um microfone na mão direita.
– Gostaria de agradecer a todos que estão presentes. Obrigado null pelo vídeo incrível. – null disse. – Mas, ainda não acabou. Agora teremos a melhor parte da festa. Vocês estão preparados? – ele perguntou e ouviu alguns gritos. – No retorno das aulas, eu estava conversando com o null sobre a null, minha atual namorada e vocês não sabem o que eu descobri.
– Que você estava apaixonado por ela! – null gritou rindo.
– null, eu sinto lhe informar, mas não é isso. – null disse e null o olhou sem entender. – Vocês acreditariam se eu dissesse que a null é virgem? – ele perguntou e a menina arregalou os olhos. null e null olharam para ela, nervosos. – Bem, quando eu soube disso, através do meu amigo null, que soube disso pela boca de um dos caras com quem a null havia ficado, eu fiz uma aposta com ele. Mas que aposta? Disse para ele que ficaria com a null e ela ainda perderia a sua virgindade comigo. E isso aconteceu! – quando null terminou de dizer isso, null deu play em um vídeo.
null e null em um momento totalmente “íntimo”. Depois passou ela assumindo que era sua primeira vez para ele. null ria de onde estava. null derramava algumas lágrimas. Isso não podia acontecer. Ela olhou ao redor e viu as pessoas rindo dela. A sensação ruim que sentira o dia todo estava voltando.
“null null, eu estou apaixonada por você. Você me faz sentir coisas que eu não consigo explicar, apenas sentir. Claro que eu me sinto segura com você, se não eu não teria feito algumas coisinhas. Eu gosto de você. Gosto de nós dois. Gosto dos nossos momentos. E agradeço porque minha primeira vez foi com você, que me fez sentir totalmente à vontade.”
Outra parte do vídeo passou. null estava com a mão na boca, tentando controlar o seu choro. null havia armado tudo isso para conseguir levá-la pra cama? Isso não podia ser verdade!
– null null, você achou mesmo que eu gostava de você? – null perguntou, olhando para a menina. – Eu não seria tão estúpido a ponto de me relacionar com você. Mas vejamos o que aconteceu. Você só precisava se sentir amada, desejada “de verdade” para ceder. Ah, e ela sabe fazer isso muito bem. – ele completou, gargalhando em seguida. – Ah, também não fiquei com ela só uma vez. Foram três. E as duas últimas, ela estava totalmente soltinha. – quando null disse isso, null saiu de onde estava e foi até onde null estava, desligando tudo da tomada, fazendo com que tudo se apagasse.
null e null tentaram tirar null dali, com a ajuda de null e null, que empurravam as pessoas que falavam algumas coisas para a garota, que estava totalmente desconsolada. Quando eles conseguiram sair, null caminhou até sua casa, abrindo e dando passagem para as meninas. null pediu que null se sentasse no sofá e null foi até a cozinha, voltando com um copo de água e açúcar. null se sentou ao lado dela, abraçando-a de lado.
– null, eu não sei o que dizer. – ele disse.
– Vão me dizer que não sabiam disso? – null perguntou para null e null.
– Claro que não, null! – null falou sério. – Nós jamais faríamos algo assim. Principalmente com a null.
– Estamos tão surpresos quanto vocês. – null disse. null não dizia nada. Não tinha o que falar. Definitivamente, aquilo não poderia ser pior.
Enquanto isso, na casa de null, null estava de frente para ele e pra null.
– Qual o seu problema, null? – a menina perguntou.
– Que problema? – ele perguntou irônico. – Foi uma brincadeira, relaxa!
– Isso foi melhor do que o que você fez comigo. – null disse para a menina, que se aproximou dele e lhe deu um tapa. – VOCÊ ENLOUQUECEU? – a menina não o respondeu e foi até null, lhe dando um tapa também.
– Esses tapas foram pelo que vocês fizeram com a null. – ela disse, dando as costas e saindo dali.
Nada satisfeitos, null e null foram atrás dela, saindo da casa dele também. Eles viram no momento em que a garota entrou na casa de null, indo até lá. Quando eles entraram, viram que todos estavam ali. null levantou-se do sofá e foi até null, lhe dando um empurrão.
– Qual é o seu problema, null? – o rapaz perguntou.
– Calminho aí, null! – null pediu.
– Calminha? Como você tem a cara de pau de pedir isso? – null levantou-se, nervosa.
– null, controla a sua namoradinha aí, por favor. – null pediu. Em seguida ele caminhou e parou de frente a garota que o encarava. – null, eu não queria falar, mas você está horrível.
– Como você ousa abrir a boca pra falar isso pra ela? – null perguntou, o empurrando para que ele ficasse longe da sua amiga.
– Ele está doido pra levar outro tapa. – null disse, cruzando os braços.
– Eu ajudo! – null falou e null concordou.
– Já chega. – a voz de null fez com que todos a olhassem. – Vamos sair daqui.
– Você não vai sair daqui por causa desses dois, porque são eles que sairão. – null disse, fazendo null e null o encarar.
– Então você prefere a null? – null perguntou. – Desde quando você ficou tão besta assim, cara? Somos seus amigos desde pequenos!
– Bem, se eu sou besta, eu gostaria de saber desde quando vocês se tornaram tão idiotas, que só se sentem bem fazendo o mal para as pessoas. – null falou.
– Eita, eu preferia ir dormir sem essa. – null disse, fazendo null rir.
– Nossa! Como você e o null estão gays. – null disse. – A null vai superar isso rapidinho. Agora ela vai poder transar com quem ela quiser, sem inventar desculpas e sem sentir medo. – ao escutar isso, a menina se levantou e caminhou até ele, lhe dando um tapa, a ponto de ficar a marca de sua mão na cara dele. Nem a garota sabia de onde tinha criado tanta força.
– Retira o que você falou de mim. – a garota parou, deixando de chorar.
– Eu não! Depois que você perdeu sua virgindade, cada oportunidade que tivemos nós fizemos sexo. – null falou e a menina respirou fundo. – Você é boa na cama, null! Tenho certeza que o Henry vai adorar fazer isso com você.
– Como você consegue ser tão ridículo e baixo? – a menina perguntou. – Fingir gostar de mim para me levar pra cama? – ela perguntou prestes a bater no garoto de novo, que estava rindo. – Nossa null! O que mais você inventou?
– Passaríamos a noite toda na casa do null se eu contasse o que inventei. – null disse.
– Você é sujo, garoto. Estou com nojo de você. – null disse.
– Não era isso que você dizia quando estávamos…
– Não continua! – null falou e o menino gargalhou. – Vamos sair daqui, null!v
– null, sem ressentimentos. Se você quiser, podemos ser “inimigos coloridos”, afinal, você é muito gostosa e dá pro gasto. – null disse e a menina o encarou.
– Ressentimentos? Inimigos coloridos? – ela repetiu. – Eu prefiro morrer a me imaginar contigo. Nesse momento, a única coisa que sinto em relação a você é repulsa. Se eu pudesse, nunca mais olharia na sua cara. Mas graças a você, ainda terei que aguentar quase um mês de gozação. Só que não tem problema, null. Eu posso ser lembrada como a garota que perdeu a virgindade com aquele que fez uma aposta ridícula com o melhor amigo estúpido, mas isso vai passar.
– Acho difícil. – null se meteu e null fez o mesmo, dando um pisão no pé do garoto com o seu salto. – Ai sua…
– Olha o que vai falar senão eu acerto um chute em outro lugar. – null falou e ele engoliu a seco. – Vamos embora, null. E null, você não mexeu só com ela.
– Concordo null! Eu mexi com todos. Só que apenas cinco estão do lado dela. Toda a East High está comigo. – null disse, sorrindo.
– Vai se vangloriando, null. Mas toma cuidado. Quem estiver em pé, a qualquer momento pode cair. – null disse, puxando null em seguida.
null e null fizeram questão de ir com elas. null e null voltaram para a festa, que para eles, começaria agora. null, durante o caminho tentava não pensar nisso, mas era em vão. Aquilo seria apenas o começo do seu inferno pessoal e ela nem queria imaginar como seria quando fosse segunda-feira para o colégio.
Los Angeles, CA – Casa da família null – 06h23min.
O celular de null despertara bem pela quinta vez indicando que ela deveria acordar. Porém, a vontade de ficar em casa e nunca mais sair devido aos últimos acontecimentos, era maior. Infelizmente era semana de revisão, pois semana que vem já começariam as provas finais. Sendo assim, a garota se levantou contra a sua vontade e caminhou até o seu banheiro. Quando se olhou no espelho, não se reconheceu. O olhar demonstrava a tristeza que estava sentindo e de longe, qualquer pessoa veria suas olheiras. A menina suspirou pesadamente e depois entrou no banho deixando a água fria percorrer todo o seu corpo. Seu desejo era que o banho levasse embora tudo de ruim que lhe acontecera. Mas isso não seria possível! Hoje ela ficaria de frente com os amigos e conhecidos do colégio que viram toda a humilhação que null lhe aprontara.
Após passar muita maquiagem para tentar esconder seu estado deplorável, null pegou suas coisas e desceu, indo para a cozinha. Ao chegar lá, se deparou com a sua mãe, Miranda e suas melhores amigas.
– Bom dia, filha. – Joanna disse, dando um beijo na menina.
– Bom dia. – sua resposta quase não foi escutada por Miranda, que tirava o café
do fogão. Suas amigas lhe deram um sorriso e ela retribuiu com um sorrisinho de lado.
– Pegou as coisas para o jogo de vôlei, null? – null perguntou, animada. – Hoje será a nossa estreia como seleção do colégio! – ela completou.
– Peguei. – foi à única coisa que null respondeu.
As meninas perceberam que ela continuava sem querer conversar. Então ficaram o restante da merenda sem dizer nada. Quando acabaram, saíram no carro de null. null fora o caminho todo em silêncio, mas com um único pensamento: “Estou prestes a encarar meu pior pesadelo.”.
~**~
Los Angeles, CA – Colégio East High – 8h45min.
A primeira aula custou a passar. null passara a aula toda de cabeça baixa, sem se importar com o que professor de Química acharia. A segunda já tinha começado cerca de 40 minutos e ela só levantou a cabeça quando escutou Ryan a chamando, pedindo que ela se juntasse a null. A garota levantou-se e foi para perto do garoto, sem nada dizer.
– Por favor, respondam a essas questões e me entreguem no fim da aula. Está valendo um ponto na prova. – o homem disse e os alunos assentiram.
null abriu seu caderno com suas anotações, enquanto null dava uma olhada nas questões.
– Se você quiser, posso fazer. – null disse, com um sorriso para a menina.
– Gostaria de tentar. E se estiver errado, você corrige. – ela disse e ele assentiu.
Em seguida os dois responderam tudo e entregaram para o professor, que fez questão de corrigir logo, parabenizando os dois por terem acertado todas as questões. Quando null voltou para a sua cadeira, foi inevitável não encarar um par de olhos verdes. Aquilo a destruiu por dentro, principalmente ao ver o sorriso cínico que o garoto tinha no rosto. Rapidamente ela se sentou e baixou sua cabeça, torcendo para que o sinal tocasse logo.
Quando isso aconteceu, a menina saiu com null em seu encalço. Infelizmente ela escutara algumas piadinhas de mau gosto, a ponto de chamar a amiga para merendar em um lugar mais reservado, pois não aguentaria isso por muito tempo. Quando o sinal tocou indicando que elas deveriam voltar à sala, null sentiu um arrepio. Seria aula de Biologia. A aula em que ela e null formavam uma equipe com null e null. A menina adentrou na sala e caminhou até a última cadeira, no final da sala. null acabou fazendo o mesmo. Logo a sala lotou e null sentiu que alguém a observava.
Era aquele a quem ela não desejava ver.
– Se você não parar de olhar pra ela, eu vou arrancar essas duas bolas verdes e dar para algum animal comer. – null disse e null riu, virando-se em seguida.
A professora de Biologia entrou na sala, pegando sua pasta e já entregando a revisão para todos os alunos. Em seguida ela pediu que as duplas e os quartetos se formassem o que fez null estremecer. Mas, quando ela e a null estavam prestes a se juntar com null e null, a mulher que estava próxima a lousa, as chamou.
– Senhorita null, eu fiquei sabendo o que lhe aconteceu. – a mulher disse assim que a menina se aproximou com a amiga. – Por conta disso, eu estou deixando você e a senhorita null sozinhas. Não precisa mais fazer nada com os dois! – ao ouvir aquilo, null agradeceu a professora e voltou para o seu lugar de cabeça baixa. null, sem entender porque a menina não se sentou perto deles, levantou a mão, fazendo a professora o olhar.
– Professora, a senhora pediu que as duplas e quartetos se formassem, certo? – ele perguntou e a mulher assentiu. – Então por que a null e a null não fez isso comigo e com o null?
– Porque a maturidade delas vale por quatro. – a mulher disse ríspida, mas fazendo todos rirem. Inclusive null, que estava de cabeça baixa.
– É, mais uma delas é tão ‘imatura’ que fez de tudo para seduzir um cara só pra fazê-lo passar vergonha na frente de todo o colégio. – null provocou, olhando para null.
– Isso não se chama imaturidade, e sim, consequência da sua suposta ação. – a garota respondeu, dando um sorrisinho vitorioso quando o viu bufar.
– Se isso não parar agora, os dois irão para a diretoria. – a professora disse e imediatamente um silêncio se instalou na sala.
null e null resolveram as questões da revisão, pedindo para a professora dar uma olhada logo em seguida. Como não teria mais aula, as duas se retiraram da sala, indo até o vestiário. null se olhou no espelho e suspirou. Não estava nem um pouco satisfeita consigo mesmo e estava se odiando por estar se sentindo tão fragilizada. Decidiu entrar em uma cabine para se trocar. null fez o mesmo.
– Você e o null ficaram juntos depois do que ele fez com a null? – a voz de Valentina fez com que a menina, que colocava outra blusa ficasse atenta. null subiu no vaso sanitário e null fez um sinal com a mão para que ela ficasse calada.
– Claro, né? – Ashley respondeu. – E foi demais! Estava com saudade disso.
– Com certeza deve ter sido. – Valentina disse, fazendo a outra garota rir.
– No final, até que foi legar fazer parte dessa aposta. – Ashley disse e imediatamente null saiu da cabine, dando um susto na garota e na amiga. null saiu logo depois.
– Então quer dizer que vocês sabiam de tudo isso? – null perguntou, cruzando os braços. – Qual o problema de vocês, hein?
– Ora, ora se não é a garota do momento. – Ashley provocou. – Respondendo a sua pergunta, é claro que sabíamos. Sério que você achou que o null gostava de você, queridinha? Quão iludida você foi. – ela completou, dando as costas para null para passar lápis em seus olhos.
– Você vai sentir o peso da mão da garota do momento e iludida. – null disse, fazendo a menina encará-la e em seguida dando um tapa na sua cara. – Isso é pra você aprender a deixar de ser tão suja quanto o null e o null. Inclusive, faça muito bem proveito dele. Vocês se merecem! – a garota completou, pegando suas coisas e indo em direção a saída com null, que ria da cara da menina.
– Você me paga, null! – Ashley gritou, fazendo null olhá-la.
– Isso é o que eu quero ver! – a menina disse, largando suas coisas. – Vem me mostrar isso agora!
– Ah deixa, Ash. – Valentina pediu para a amiga.
– Não, Valentina! Deixa-a vir me mostrar do que é capaz. Eu estou pedindo. – null falou.
Sendo assim, Ashley andou em direção a null, empurrando-a para o lado de fora. A menina se desequilibrou, mas não caiu porque se segurou em um ferro. A garota loira partiu pra cima dela e as duas caíram no chão, onde saíram rolando. Ashley conseguiu ficar por cima de null, acertando-lhe um tapa e sorrindo, pensando que tinha acabado. Engano dela! null inverteu a posição e começou a bater no rosto da menina, que tentava se defender com as suas mãos. Valentina correu e ia acertar null, quando null a puxou pelos cabelos.
– Quietinha aí, senão vai sobrar pra você. – a garota disse, segurando a menina pelas mãos.
Então ela começou a gritar e alguns meninos que passavam ali perto escutaram, correndo até lá. null bufou ao ver que nesse “grupo de meninos”, null e null estavam no meio. Inclusive, eles quem foram separar as duas meninas que ainda estavam no chão, se estapeando. null puxou null, segurando-a pela cintura e null pegou Ashley.
– Mais que raios vocês pensam que estão fazendo? Brigar no colégio em tempo da diretora pegar vocês aqui? – null disse sério. null soltou-se dele.
– Nunca mais encosta em mim, senão será você quem vai apanhar no lugar dessa loira azeda que você namora. – null disse e null a olhou sem entender.
– Loira azeda? – Ashley gritou. – Me solta, null! Eu vou dar uns tapas nela.
– Chama a sua amiga e o null pra ajudar, senão você vai apanhar mais. – null disse sorridente. – Inclusive, acho bom você nunca mais mencionar o meu nome novamente. Da próxima, vez eu faço esse seu rostinho ficar cheio de marcas que maquiagem nenhuma esconderá. – ela completou, saindo dali com null, que gargalhava alto.
As duas caminharam até um restaurante próximo ao colégio para almoçar, já que teriam o jogo de vôlei por volta de 13h30/14hs. null estava com o rosto vermelho devido ao tapa que Ashley lhe acertou, mas com certeza, a menina estava bem pior. null não parava de rir e ela ainda mandou uma mensagem para null e null avisando sobre o que null havia feito. Em questão de minutos as duas que faltavam para completar o quarteto chegaram e pediram detalhes da tal briga que acontecera minutos atrás. Depois de rirem muito, elas fizeram seus pedidos.
~*~*~
As meninas ficaram jogando conversa fora por tanto tempo, que quando olharam para o relógio, já era 12h30. Por conta disso, elas voltaram para o colégio, pois null e null ainda se trocariam. null e null aproveitariam para escovar os dentes. Quando todas ficaram prontas, foram para quadra e viram uma rodinha de pessoas brincando de um, dois, três. null e null se entreolharam com sorrisos, deixando null e null sem entender.
– Que tal a gente se juntar aquele pessoal? – null sugeriu.
– Só se for agora! – null respondeu e null analisou quem estava lá. Um sorriso apareceu quando ela viu que null e null jogavam também.
– Quer saber? Também vou! – ela disse, fazendo suas amigas sorrirem.
– Eu é que não vou ficar aqui sozinha, né? – null disse e as meninas assentiram.
As quatro caminharam até o outro lado da quadra, se juntando as pessoas que brincavam. null e null estranharam, mas acharam que seria bom provocá-las.
– Vamos brincar também! – null disse, animada.
– Tem certeza? – null perguntou.
– Absoluta. – null respondeu.
– É porque não queremos machucar vocês. – null disse.
– Cuidado, null! Você quem pode sair machucado daqui. – null falou, sorrindo.
– Ai é, null? Então vamos lá! – ele disse.
Uma garota qualquer deu o primeiro toque, o segundo foi para null, que ajeitou para null e este tentou acertar null, porém ela segurou. Sendo assim, ela deu o primeiro toque, null ajeitou para null, que acertou bem no estômago de null, que caiu no chão, gemendo de dor. As meninas não se aguentaram e começaram a rir.
– null, sua filha de uma… – null falou, enquanto se levantava com um pouco de dificuldade e ia se sentar numa cadeira próxima a trave do gol.
– Mulher poderosa. Por isso, tal mãe, tal filha. – a menina o interrompeu, num tom debochado. – Levante daí, homem! Deixe de ser fresco. – ela o provocou. – Ops, você tá fora, né? Desculpa aí, bebê! – ela completou e saiu rebolando até a roda novamente.
null a amaldiçoou mentalmente, mas resolveu deixar quieto. null decidiu continuar a jogar naquela rodinha e tirar uma das meninas. Sem se importar se elas eram mulheres. Um nerd jogou a bola e outro levantou, fazendo null acertar o três nas pernas de null. Uma garota do time deu o primeiro toque, passando para null que levantou e quando null foi atacar, acertou um dos nerds, que se retirou. Ela pegou a bola, passando para null que levantou errado e null atacou, acertando null, que teve que sair. O menino riu para null, que fechou a cara. Sendo assim, uma garota qualquer deu o primeiro toque, o segundo null levantou e null atacou no terceiro, acertando bem na cara de null. Ela correu até ele.
– BINGO, null! – ela disse, rindo escandalosamente. – Sinto informar, mas você está fora.
– Que merda, null. Você só faltou quebrar meu nariz. – ele disse nervoso.
– Oh, Deus, eu te machuquei? – ela disse, num tom preocupado. – Você quer ajuda?
– Claro que quero! Você sabe o que fazer. – ele disse e a menina começou a rir.
– A enfermaria fica perto do refeitório. – ela disse, dando uma piscadinha e voltando a jogar. null bufou e andou até onde o amigo estava saindo com ele até a enfermaria.
XXX
Los Angeles, CA – Casa da família null – 19h25min.
null estava terminando de se arrumar para ir jantar. Estava se sentindo bem. Primeiro porque bateu em Ashley. Segundo porque acertou uma bolada em null e terceiro, porque o time de vôlei ganhou o seu primeiro jogo. Ela sabia que as coisas não ficariam bem por muito tempo, mas também prometera para ela mesma e para suas amigas que não ficaria com a cara fechada pelos cantos e sem falar com ninguém. Enfrentaria tudo isso e tentaria ficar de cabeça erguida. Ela sabia que não seria fácil, mas se alegrava ao se lembrar que tinham as melhores amigas do mundo. Sentia-se feliz porque null e null estavam dispostos a ajudá-la também. Então, que viessem as coisas ruins. Ela tentaria não se abalar com aquilo.
A garota desceu diretamente para a sala de jantar, encontrando sua mãe sentada, falando ao telefone. Ela lhe deu um beijo e se sentou ao seu lado. Uns dois minutinhos depois ela desligou o celular e encarou a filha, que se servia.
– Tudo bem, filha? – Joanna perguntou.
– Aham. – ela disse, sorrindo. – Ganhamos o jogo hoje!
– Que coisa boa, meu amor. – a mulher disse, empolgada. – E no colégio? Foi tudo bem?
– Me meti em uma briga hoje, mas não chegou à diretoria. – null disse e a mãe dela arregalou os olhos, assustada. – Ah, também acertei uma bolada na cara do null. Pena que não quebrou o nariz dele! – ela completou, num tom debochado.
– null! – Joanna a repreendeu. – Que história é essa de briga?
– Uma menina e eu. Rolamos no chão. Levei um tapa, mas ela apanhou mais. – a menina disse, sem se importar com as caras que a mulher ao seu lado fazia. – Enquanto ao null, estávamos brincando de um, dois, três. Daí, após a null ajeitar a bola pra mim, eu acertei na cara dele.
– E ele está bem? – Joanna perguntou.
– Como eu disse, pena que não quebrou o nariz. – null disse, se lamentando.
– Eu devo ficar preocupada ou feliz por te ver desse jeito? – Joanna perguntou para a menina, que fez uma careta. – Você parece bem, mas está assim depois de brigar no colégio e ter acertado uma bolada no seu ex namorado.
– Não me lembra que eu namorei aquilo, mãe. Por favor! – null pediu.
– Tudo bem filha, desculpa. Agora vamos falar sobre outra coisa. – Joanna disse e a menina assentiu.
– Sobre o que você quer falar, mãe?
– Tenho uma viagem de negócios essa semana. – Joanna começou a falar e null apenas a olhava. – Tem algum problema pra você?
– Pra onde a senhora vai?
– México. – ao ouvir o local para onde sua mãe iria, null arregalou os olhos. – Estou indo na quarta-feira agora e voltando na segunda-feira. – ela continuou.
– Adoraria ir com a senhora, mas essa semana não dá. E na próxima começam minhas provas.
– Eu sei filha. Mas não se preocupe que assim que você estiver de férias, nós vamos pra lá. – a mulher disse, fazendo a menina sorrir. Em seguida elas voltaram a comer!
~**~
Após o jantar, null e Joanna foram para a sala assistir televisão. Por volta de 22hs, a menina subiu dizendo que ia dormir. Despediu-se da mãe com um beijo e deu boa noite para Miranda. Joanna chamou a governanta para conversar com ela, pois estava precisando.
– Quer dizer que a null não reclamou o fato de você está indo viajar? – Miranda perguntou.
– Não. – Joanna disse, suspirando. – Mas estou preocupada com ela. Depois do que aconteceu entre ela e o null, sinto que ela está frágil. Não queria deixá-la. Mas parte de mim está dizendo que eu devo ir. Ainda mais depois de ter escutado a voz do Joseph.
– Mas você sabe que é arriscado, né?
– Sei sim, Miranda. Mas eu vou passar por isso e voltarei com o meu esposo. Com o pai da null. – Joanna disse e a mulher ao lado suspirou. – Cuida da nossa pequena. E, por favor, não deixe ela se meter em mais nenhuma briga.
– Desculpa, mas a menina com quem ela brigou mereceu. – Miranda disse, fazendo a mulher rir.
Eu concordo, mas nunca diria isso pra minha filha. Que tipo de mãe eu seria? – Joanna brincou, fazendo sua amiga sorrir. – Eu só não quero vê-la mal, porque ela não merece.
– Sabe Joanna? Eu acho que esse rapaz ainda vai se arrepender muito do que fez com a pequena null. Ele perdeu uma pessoa maravilhosa. – Miranda disse séria.
– Quem sabe um dia ele perceba isso. – Joanna falou. – Agora, preciso da sua ajuda. Charlie já me deu as passagens, mas não poderá ir. Pegarei um avião até o México e ao chegar lá, um carro me levará para um centro secreto. Ficarei escondida lá, atrás de pistas.
– Onde eu entro nisso? – Miranda perguntou.
– Eu não sei com que tipo de pessoa vou lidar, então carregarei sempre comigo aquele microchip, para que vocês saibam onde eu estou. Principalmente você, que terá acesso direto daqui de casa.
– Certo. Agora me diz uma coisa. As informações que o Charlie recebeu realmente era o do Joseph? – Miranda perguntou e Joanna assentiu. – Então por que ele ficou esse tempo sem fazer contato conosco? Principalmente com você?
– Miranda, você melhor do que ninguém sabe que eu adoraria responder a essa pergunta. Mas eu não faço à menor ideia. Por isso farei essa viagem. Preciso de respostas para esse assunto. – Joanna disse, mudando seu semblante.
Há anos não se envolvera em caso algum. Mas agora se tratava do seu esposo e ela não poderia mais se sentir angustiada sem saber o que de fato aconteceu com ele. Tinha certeza que o áudio que recebera de Charlie era de Joseph. Era o seu Joe, pai de null. Com isso, se meteria nisso para tentar resolver o assunto antes que isso a enlouquecesse.
Los Angeles, CA – Colégio East High – 14h45min.
Quarta-feira. O clima estava quente e naquele momento, no ginásio do colégio, estava tendo o segundo jogo da seleção feminina de vôlei. null e null jogaram o primeiro set, onde ganharam de 25x21. O segundo set havia começado há quinze minutos e as duas estavam sentadas no banco, pois o treinador havia colocado Valentina e Ashley. As duas vibravam a cada novo ponto e pediam que acabasse logo. Mas o placar ainda estava de 10x6.
– Se ganharmos esse set, iremos para a semifinal. – null disse.
– Vamos ganhar. Mesmo com aquelas duas, nós ganharemos. – null respondeu e em seguida comemorou mais um ponto para o seu time.
Depois de mais de dez minutos de jogo, o segundo set acabou, trazendo a vitória para o time do East High. As meninas vibravam muito, pois estavam na semifinal, que já ocorreria na sexta-feira próxima. Em seguida elas foram tomar banho para comemorarem em algum lugar. null e null ficaram cantando enquanto tiravam suas coisas das mochilas, enquanto null e null ficaram batucando em alguns tambores improvisados. Depois de altas risadas, elas entraram no chuveiro, ainda animadas.
Quando deu 16hs as meninas saíram do vestiário, arrumadas e cheirosas. Ao passarem por um grupo que só tinham meninos, alguns deles assobiaram. No entanto, quando um disse “tá mais gostosa, null” para null, ela voltou e ficou de frente para ele.
– O que você disse? – ela perguntou para o rapaz, que se levantou e riu.
– Que você tá mais gostosa. – o garoto falou com um sorriso malicioso. – Sabe, uma coisa eu tenho que assumir, o null fez um belo trabalho com você. Depois que vocês transaram, você está mais incorporada. – ele completou e null ficou sem palavras. Até escutar uma risadinha baixa, que reconheceria de longe o dono dela.
– Há males que vem para o bem, meu parceiro. – null disse, encostando-se na parede.
– Que bem, null? Eu só vi o mal. – outra voz fez com que null estremecesse. Henry aparecera, sabe-se lá de onde, e foi para perto da garota. – Eu não vou permitir que você faça mais nada contra a null. E se você tentar, não me incomodo de sair rolando no chão com você para brigarmos que nem ela fez com aquela coisinha que você fica, namora ou faz lá o quê.
– Você não cansa de se meter onde não é chamado, né? – null o provocou. – Você deveria se tocar, cara. Essa garota a quem você quer “proteger”, não quer nada com você.
– A garota que eu vou proteger é minha amiga. Não sou que nem você. Não tenho segundas intenções. – Henry disse e null riu alto.
– Não tem segundas intenções? Mas foi você quem disse pro null que ela era virgem. – quando null disse isso, null olhou para Henry, decepcionada. – Poxa, null! Provocar o rapaz, fazer o clima esquentar e fingir que tá passando mal para não chegar nos finalmente? Golpe sujo!
– Golpe sujo é o murro que eu vou acertar na sua cara. – a menina disse, mas sabia que não tinha forças para bater nele. – Enquanto a você, Henry, eu não acredito que fez isso. – ela completou, saindo dali. null ficou rindo, já Henry foi atrás da menina.
– null, para, por favor! – ele pediu quando finalmente se aproximou dela. As amigas da menina não entenderam nada. – Eu não fiz o que o null disse!
– Ah, não? E como eles ficaram sabendo? – null perguntou, cruzando os braços e olhando para o rapaz.
– Eu realmente falei para o null, mas não dando a entender que você era virgem. – Henry disse e a menina bufou. – Eu estava chateado com você e comentei com ele. Eu não tive a intenção de fazê-lo perceber isso, null. Desculpa!
– Quando eu penso que mais ninguém vai me decepcionar, isso acontece! E, sinceramente? Eu já estou me cansando. Estou me cansando de tudo e de todos. Inclusive de você, Henry. – null disse e voltou a andar. Suas amigas foram atrás, já Henry decidiu não fazer nada.
~**~
Los Angeles, CA – Lanchonete – 16h26min.
– null, tem certeza que prefere ficar aqui? Podemos ir lá pra minha casa. – null disse.
– Não precisa, null. Vamos comemorar e depois vamos pra casa. – null disse, dando um sorriso para a menina. – Esqueçam o que aconteceu lá no colégio. Pelo menos agora! – ela pediu.
– Então vamos pedir logo, porque eu tô morrendo de fome. – null falou.
– E quando é que você não está com fome? – null perguntou, fazendo as outras rirem.
– Quando eu estou dormindo. – null a respondeu, fazendo-a rir. – Oh, gracinha, vem aqui. – ela chamou o rapaz que estava anotando os pedidos da mesa ao lado.
– O que as senhoritas desejam? – ele perguntou com um sorriso encantador.
– Se eu pedir quatro X-burguer e quatro Milk-shakes, você vem de brinde? – null perguntou, fazendo o rapaz corar. null, null e null se seguravam para não rir.
– Quais os sabores dos milk-shakes? – ele perguntou, sorrindo.
– Dois de morango e dois de chocolate. – null falou, sorrindo pra ele.
– Quando eu trouxer os lanches, digo se vou de brinde, gatinha. – o rapaz disse olhando para null, que deu uma piscadela pra ele. Quando este se retirou, as meninas riram muito.
Quinze minutinhos, o mesmo rapaz que atendeu as meninas voltou trazendo os seus pedidos. No entanto, antes de sair, ele entregou um guardanapo para null com o seu número e escrito “esse é o meu brinde”. A menina sorriu pra ele e voltou a sua atenção para o lanche a sua frente. null e null apareceram do nada, sentando perto de null e null que dividiram o lanche com eles. null ria da situação e por um momento deixou-se pensar em null. Deu-se conta de que ela e as amigas estavam na mesma lanchonete que o rapaz lhe pedira em namoro, na frente de todos. Sua comida quis voltar quando ela pensou nisso, mas não aconteceu.
– Notícia urgente. – de repente a voz de uma apresentadora chama a atenção de todos que comiam naquele lugar. – Um avião que ia para o México acabou de cair. Não se sabe ainda a causa da queda, nem quantas vítimas esse acidente causou! – quando terminou de ouvir isso, null deixou seu copo cair no chão, chamando a atenção de todos.
Todos que estavam na mesa olharam para a garota que estava pálida e sem se mexer. Foi então que null lembrou-se da viagem da mãe de null para o México.
– Minha mãe. – foram as únicas palavras que a garota disse, antes de sair correndo daquele local.
null e null ficaram sem entender nada. Já as meninas deixaram o dinheiro em cima da mesa e correram até o carro de null. Os meninos não pensaram duas vezes, indo atrás delas também.
Los Angeles, CA – Casa da família null – SALA PRINCIPAL.
Miranda acabara de escutar o noticiário da televisão acerca do acidente quando null adentrou no local suada e totalmente ofegante. A menina caminhou até a mulher e respirou fundo.
– Por favor, não me diz que esse avião era o que a minha mãe estava. – a menina pediu, com um pouco de dificuldade, deixando Miranda sem saber o que falar.
– Avião é identificado após queda. – a voz da mulher na televisão fez null ir para ver. – Voo 864 com destino ao México cai, com 150 viajantes dentro. Não se sabe ainda o número de vítimas. – quando terminou de ouvir aquilo, null caiu no chão. Infelizmente a mulher acabara de afirmar que aquele era o mesmo voo em que sua mãe estava!
~**~
Após os diversos noticiários assistidos na companhia de suas amigas, null subiu até o seu quarto e se deitou em sua cama, chorando desesperadamente. Aquilo não poderia ser verdade. O avião em que sua mãe estava havia caído e as chances de alguém ter sobrevivido eram mínimas. A garota não queria aceitar que isso estava acontecendo. Já não bastava ter perdido seu pai em um acidente de carro, agora ela perderia sua mãe em um acidente de avião? “Não, não! Isso é mentira.”. A menina dizia para si mesmo, mas não adiantava. A dor que estava sentindo era imensa. O que seria dela agora se sua mãe realmente tiver morrido nesse acidente? null fechou os olhos e acabou adormecendo. Sua cabeça e seu corpo doíam muito.
null estava do lado de fora com null explicando para null e null o que havia acontecido, mas pediram que não falasse para ninguém. Havia uma esperança da mãe da garota estar viva e elas queriam acreditar nisso. null estava dentro da casa com Miranda, que estava inconsolável.
– Por que essas coisas acontecem, null? – a mulher disse, deixando uma lágrima cair. A garota não sabia o que falar. Também não entendia o porquê disso. Apenas ofereceu um abraço, pois sabia que poderia ajudar, mesmo que fosse pouco.
XXX
Los Angeles, CA – Colégio East High – 10h45min.
Sexta-feira. Dois dias se passaram desde o acidente de avião. null não saía de casa de jeito nenhum. Esperava alguma resposta acerca de sua mãe. Por isso, não foi ao colégio desde então. Nesse exato momento, null assistia a uma aula de Física. O professor havia acabado de entregar para os alunos a revisão para a prova e estranhou o fato de ter sobrado uma. Olhou em sua chamada e deu-se conta de quem faltava.
– Senhorita null, onde está à senhorita null? – o professor perguntou para a menina, que observava o tempo lá fora pela janela. Estava tudo fechado e a qualquer momento choveria.
– Ela não veio hoje, professor. – a menina disse calma.
– Poxa, a null ainda não superou o que aconteceu? – null disse e null o olhou com uma cara feia. – Que foi null? Dois dias que eu não a vejo por aqui. Deve ser por isso!
– Cala a merda da sua boca. – null gritou. – Desculpa professor. – ela disse ao perceber que o homem a encarava sério. – Ele não tem o direito de falar isso da null!
– Sabe null? Você deveria fazer direito. – null disse, rindo. – Está sempre defendendo sua amiguinha. Você seria uma ótima advogada! – ele completou. Antes de a menina responder, a diretora do colégio adentrou na sala.
– Com licença, Sr. Raymond. – a mulher pediu, educadamente.
– Pois não diretora. – o homem disse, levantando-se da cadeira. – Em que posso ajudá-la?
– Infelizmente, em nada. – a mulher disse séria. – Caros alunos, eu vim falar que uma colega de vocês acabou de descobrir que a mãe morreu. Então eu gostaria que vocês oferecessem seus apoios nesse momento difícil. – ao ouvir aquilo, null começou a chorar. Olhou ao redor e viu a chuva cair. – Senhorita null? Eu gostaria que você fosse até a casa da senhorita null. Ela está precisando de você. – ao ouvir aquilo, a menina se levantou e saiu com a mulher.
null estava com os olhos arregalados. null também, assim como quase todos os alunos daquela sala. O professor liberou aos alunos e null foi o primeiro a sair de lá, correndo até a outra sala. Quando chegou lá, a diretora estava presente com null falando sobre a morte da mãe de null. null e null se juntaram a null, chorando. null e null se levantaram também, pois queria ajudá-la nesse momento.
– Pra onde vocês vão? – null perguntou com a voz falha.
– As meninas vão até a casa da null. – null disse cabisbaixo.
– E nós vamos só deixá-las lá. – null falou.
– Eu vou com vocês. – null disse no mesmo instante em que null se aproximou deles.
– Claro que não! – null disse ríspida e limpando as lágrimas. – null, a null não precisa de um motivo para se sentir pior. Você poderia a respeitar nesse momento?
– A null tem razão, null. – null falou, pegando no ombro do amigo. – É melhor você ficar aqui. Não tem cabimento você ir até lá!
– Eu não vou desrespeitá-la. – null disse.
– Então se não quer fazer isso, fique aqui. – null disse e ele respirou fundo.
Em seguida as três meninas saíram com null e null para a casa de null. null sentou-se no chão e null ficou ao seu lado. Nunca imaginaram que se sentiriam assim. Mas eles eram humanos, antes de qualquer coisa. null conheceu a mulher. Lembrou-se das conversas agradáveis que tivera com ela e se sentiu a pior pessoa do mundo. Ele queria mexer com a filha dela, apenas. Mas tivera que fingir na frente da mulher também. null percebia o conflito existente dentro do amigo. Sabia que null era brincalhão e que ele tinha ficado feliz por ter conseguido humilhar null na frente de todo o colégio. Mas também sabia que ele tinha um coração batendo dentro de si e que nesse momento ele estava arrasado. null o entendia, pois ele estava se sentindo do mesmo jeito. Naquele momento, nada importava.
~**~
Los Angeles, CA – Casa da família null – 12h06min.
null estava olhando a chuva cair da janela de seu quarto quando viu um carro chegar. Um sorriso misturou-se com as lágrimas que ainda caiam quando ela viu null, null e null saindo do carro. Ela pegou um casaco e colocou sob o seu corpo, apertando-o com seus braços. Em seguida ela desceu e caminhou até a porta de entrada, abrindo e se deparando com as três a sua frente. Sem se importar que elas estivessem molhadas, a menina as puxou para um abraço e desabou ali com elas. As três não estavam diferentes. Miranda comoveu-se ao ver as meninas daquele jeito, mas agradeceu por elas estarem ali. Com certeza ela não daria conta sozinha.
– Desculpa a demora, null. Mas a chuva estava muito forte! – null disse e a menina assentiu.
– Obrigada por terem vindo. – ela disse, com a voz trêmula. – Essa chuva me lembra de algo que minha mãe me dizia.
– O que, amiga? – null perguntou.
– Ela disse que quando uma pessoa morria e chovia, era porque essa pessoa ia para o céu.
– É claro que ela está no céu, amiga. Agora ela vai brilhar lá, que nem uma estrela, enquanto você vai brilhar aqui, na terra. – null disse, sorrindo fraquinho.
– Meninas, vou pegar uma toalha para vocês e farei chocolate quente. – Miranda disse e as meninas assentiram. null se sentou em uma cadeira e ficou olhando para o porta-retratos a sua frente. Era ela e sua mãe, em um parque de diversões, quando a menina tinha apenas dois anos.
Miranda voltou rapidamente, entregando as toalhas para as meninas e indo para a cozinha fazer o chocolate quente, que não demorou muito para ficar pronto. null, null e null agradeceram a mulher, que voltou para a cozinha. null levantou-se e chamou as amigas para irem se sentar no sofá da sala. Ela respirou fundo e encarou as três a sua frente.
– Eu quem atendi ao telefone quando falaram sobre a minha mãe. – ela começou a falar. – Por um momento achei que era uma brincadeira de mau gosto, mas quem brincaria com algo assim? Infelizmente, aconteceu. Acharam o corpo da minha mãe em meio aos destroços do avião.
– Não precisa falar sobre isso, null. – null pediu.
– Tudo bem, null. Eu só queria explicar pra vocês e dizer que o enterro será amanhã, de tarde. Não conseguiria dizer isso sem antes falar como tinha acontecido.
– Estaremos ao seu lado, null. – null disse e a menina assentiu.
– Eu liguei para a diretora pedindo que ela avisasse a vocês. Precisava de alguém comigo. A Miranda está se fazendo de forte, mas está tão mal quanto eu. – null disse. – Ela falou na frente de todos da sala, não foi?
– Sim. – null disse baixinho. Lembrou-se de null querendo vir até a casa dela, mas não falaria. Não queria perturbar a amiga nesse momento.
– É bem arriscado alguns aparecerem no enterro amanhã. – null disse, olhando para o nada.
Não sabe por qual motivo, mas null apareceu em sua mente. Por um momento, desejou ter ele ali e receber um abraço seu, que tinha um dos abraços mais gostosos. Sentiu-se idiota por pensar isso. Ele jamais faria alguma coisa para fazê-la se sentir bem. Na verdade, ela sabia que não podia mais contar com alguém como ele, embora quisesse estar enganada em relação a isso!
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Los Angeles, CA – Casa da família null – QUARTO DO .
O rapaz estava deitado em sua cama pensando em null. Após sair do colégio, chegou a passar em frente à casa da menina, mas não parou. Com certeza, naquele momento, ela não queria vê-lo de jeito nenhum. Sendo assim foi para a sua casa. Tomou um banho e depois ficou em sua cama. Ali estava ele. Pensando naquela que jurou nunca mais sentir nada. De repente, alguém bateu a sua porta e ele disse um pode entrar, sentando-se na cama. Era Kathy.
– Algum problema, filho? Você nem quis almoçar. – ela disse, sentando perto dele.
– Aconteceu algo com a null, mãe. – ele disse, deixando a mulher nervosa.
– O que aconteceu, null?
– A mãe dela morreu em um acidente de avião. – null disse cabisbaixo. – E eu tô me sentindo péssimo. Mas não deveria!
– Como assim, filho? Você é namorado da null! Por que não está lá?
– Eu não estou mais namorando. Era tudo fingimento da minha parte. – null disse, sério e a mulher ficou sem entender. – Eu a usei. Fingi que gostava dela pra levá-la pra cama e mostrar isso para todos do colégio.
– Você fez o que, null? – a mulher perguntou.
– Isso mesmo, mãe. Eu nunca gostei da null. Só queria humilhá-la em frente ao colégio todo e fiz isso no dia do meu aniversário. – null disse, se levantando. – Mas eu estou me sentindo mal, porque não há nada que eu possa fazer para ajudá-la.
– Qual o seu problema, null? Enganar a garota dessa maneira? – Kathy disse ríspida. – Olha, isso pode ter sido engraçado e satisfatório pra você agora. Mas, e no futuro? Você vai se sentir bem quando lá na frente se lembrar do que fez com ela?
– Mãe, eu não preciso do seu sermão agora. – null disse.
– Ótimo, null! Vou sair daqui. Agora saiba que você me decepcionou muito! – a mulher disse saindo do seu quarto e descendo as escadas. null colocou as suas chinelas e foi atrás dela.
– Para onde a senhora vai? – ele perguntou ao ver a mulher pegando sua bolsa e as chaves de seu carro. – Ainda está chovendo muito!
– Até a casa da null. – ela disse, colocando os seus óculos.
– Ficou louca? Não tem nada pra senhora fazer lá!
– Não, null! Não estou louca. – a mulher disse. – Quem ela não quer ver é você. Afinal, foi você quem errou com ela. Não fui eu! – ela completou e saiu batendo a porta em seguida.
null se sentiu pior ao escutar aquilo da sua mãe. Saber que havia a magoado, estava acabando com ele. Só que ele não poderia fazer mais nada pra mudar isso.
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Los Angeles, CA – Casa da família null – QUARTO DE .
A garota subiu com as amigas para mostrar uma coisa para elas. null pegou um banquinho e foi até o seu closet, pegando o seu violão que estava lá em cima. Depois, ela foi até a sua cama e sentou-se. Após respirar fundo, ela começou a dedilhar o violão. As meninas não puderam deixar de sorrir. As quatro começaram a aprender a tocar violão quando ainda tinham 10 anos de idade, mas com o tempo, null deixou isso de lado.
– Gostaram? – null perguntou, enquanto ainda tocava.
– Claro que gostamos amiga! – null disse, dando um sorriso.
– Estava pensando em fazer uma homenagem a minha mãe amanhã. Ela adorava quando eu tocava. – a menina disse, dando um sorriso.
– Quer ajuda com alguma coisa? – null perguntou.
– Uma música. Preciso escolher uma música. – null disse.
– Vamos pensar. – null falou. De repente, Miranda bateu na porta e entrou.
– Tem uma pessoa querendo falar com você, null. – a mulher disse fazendo com que a menina olhasse sem entender. Mas ela desceu e quando chegou à sala de estar, assustou-se a se deparar com Kathy, que tinha um sorriso no rosto.
– Olá, null. – a mulher disse se aproximando da garota.
– Oi, Sra. null. – ela respondeu, sem jeito. – Eu estou surpresa com a sua visita!
– Eu fiquei sabendo do que aconteceu e quis vir aqui para falar com você. – a mulher disse, ainda sorrindo sem jeito. – Posso lhe dar um abraço?
– Claro! – null disse e aproximou-se, recebendo um carinhoso abraço dela. – Por favor, se sente aqui. – ela pediu ao se desfazer do gesto e as duas sentaram-se no sofá. – Não era assim que eu desejava que você viesse até a minha casa!
– Eu acredito que não. – Kathy disse, ficando de frente para a menina. – null, eu sinto muito por tudo isso. E também queria pedir desculpas pelo que o meu filho fez.
– Não se preocupe com isso. – null disse, tentando cortar o assunto.
– Sei que não tem condições, mas eu preciso falar. Em nenhum momento eu fingi algo por você. Gostei de ti desde a primeira vez que a vi ainda naquela foto. Quando nos conhecemos pessoalmente, isso só aumentou. – Kathy dizia e a menina não pôde deixar de sorrir.
– Obrigada por isso. – ela disse, sem jeito.
– null, se você precisar de alguma coisa, não tema em me procurar. Sempre estarei de braços abertos para recebê-la em minha casa e saiba que pode contar comigo para o que quiser. – Kathy disse, pegando nas mãos da menina. – Enquanto ao meu filho, eu espero que um dia ele perceba a besteira que fez contra você e se arrependa.
– Obrigada, Kathy. Sua visita me fez bem, de verdade. – null disse. – Enquanto ao seu filho, eu lamento pelo que nos aconteceu. Mas saiba que o meu carinho por você e pelo seu esposo não mudará. – ao ouvir aquilo, a mulher sorriu para ela.
– Nesse momento, você está precisando de alguma coisa?
– Não. – a menina respondeu, suspirando. – Miranda e eu já resolvemos as coisas para o enterro. Está tudo certo! – ela completou.
– Quando será?
– Amanhã, às 16hs. Mas antes terá o velório! – null disse e a mulher assentiu.
– Então eu vou deixá-la descansar. Mas amanhã nos vemos! – Kathy disse, se levantando em seguida. – Fique bem e qualquer coisa, pode me ligar.
– Obrigada, mais uma vez. – null disse, lhe dando um abraço.
– Força, querida. – a mulher disse, saindo em seguida.
null sorriu para ela e depois fechou a porta da casa, pensando nas coisas que ela havia lhe falado. Agradeceu mentalmente pela visita da mulher e ficou feliz por isso. Mas não pôde deixar de sentir um aperto em seu coração quando ouvira sobre null. Será que ele apareceria amanhã lá? Parte dela não queria vê-lo. Mas a outra fazia questão de que ele estivesse lá!
Los Angeles, CA – 15h35min.
null já não tinha mais forças para cumprimentar as pessoas que iam até ela. O velório fora pior do que ela imaginara. Mas sua dor era maior que isso. Ela queria poder ver o rosto de sua mãe pela última vez, portanto, isso não foi permitido. A vontade de chorar começara a partir do momento em que fora proibida de ver sua própria mãe. Mas ela se aguentou! Escutara com atenção a tudo o que o pastor falara, mas não podia deixar de observar o local que havia ficado lotado de colegas do seu colégio e amigos de trabalho de sua mãe.
Durante o caminho para o cemitério, null continuou a observar quem estava por ali. Reconheceu null e null, que estavam abraçados com null e null. Aquilo a fez sorrir por um instante. Quase chegando à entrada do local, seu olhar cruzou com um par de olhos verdes. Não acreditou no que viu, mas ele estava ali. Usando terno e gravata, encostado em uma árvore. A menina desviou o seu olhar e após caminhar mais um pouco, chegou ao local onde sua mãe seria enterrada. Por um instante, sentiu-se tonta. Mas tornou a respirar. null se aproximou dela e tocou em seu ombro, sorrindo pra ela. null retribuiu o gesto e parou de frente ao caixão de sua mãe. Após ouvir mais algumas palavras de amigos dela, viu Miranda se aproximar.
– Pequena null, é a sua vez de falar. – a mulher disse e a menina a encarou.
– Não sei se consigo. – ela disse trêmula. Mas sabia que não poderia deixar de prestar uma última homenagem a sua mãe. Ela merecia aquilo.
Sendo assim, a menina caminhou mais um pouco e ficou de frente para todas as pessoas que ali estavam. Respirou umas dez vezes antes de começar a falar. Olhou para o lado e viu Kathy com seu esposo. Olhou para o outro e viu null, null, null e null. null estava atrás dela com Miranda. De repente, ela viu null se aproximando mais, junto a null. A garota fechou os olhos e quando abriu, deu um sorriso fraco. Havia chegado a hora que tanto temia:
o adeus!
– Agradeço de coração as pessoas que aqui estão. Isso só me prova o quão amada minha mãe era. Também queria pedir perdão se a voz falhar, mas a missão que me é dada em falar dela não é fácil. Eu não perdi só a minha mãe. Perdi a minha melhor amiga. Perdi a pessoa que sempre me deu os melhores conselhos. Que passou noites ao meu lado quando eu estava doente. Que dormia comigo quando eu tinha pesadelos e começava a chorar. Simpática, bela e um amor de pessoa. Aos poucos foi construindo o seu caminho e se tornou uma mulher incrível. – null fez uma pausa, pois algumas lágrimas caiam de seu rosto. – Mãe, enquanto criança houve tempos em que eu não compreendia. Mas você me mantinha na linha. Eu não sabia o porquê você não aparecia às vezes aos domingos de manhã e eu sentia sua falta. Mas estou feliz que conversamos sobre isso. Feliz por ter entendido sua rotina, afinal, você era uma mulher de negócios e se eu tinha tudo, é porque você procurava ser o melhor a cada dia. Todo aquele problema de gente grande que as separações trazem você nunca me deixou saber, você nunca demonstrou porque você me amava e obviamente, ainda teria muito que dizer se você estivesse aqui comigo hoje cara a cara. – nesse momento, a garota não conseguiu controlar mais suas lágrimas. Respirou e tentou continuar. – Eu me lembro de quando você costumava embalar-me para dormir com o ursinho de pelúcia que me deu e que eu abraçava bem forte. Eu achava que você era tão forte, que passaria por qualquer adversidade. E agora, é tão difícil aceitar o fato de que você se foi para sempre. – mais uma pausa e a menina guardou em seu bolso o papel em que tinha escrito essas coisas para sua mãe. – Eu voltei a tocar violão e queria dizer adeus cantando pra você, mãe. Saiba que em meu coração, você sempre estará. – ao terminar de dizer aquilo, ela se virou para null, que segurava um violão. null o pegou e começou a dedilhar algumas notas. – Essa era a sua música favorita!
Mais um dia se passou e eu continuo sozinho.
Como pode ser? Você não está aqui comigo.
Você nem se despediu. Alguém me diga por quê.
Você teve que partir e deixar meu mundo tão frio?
null cantava
You are not alone – Michael Jackson. Sua mãe era muito fã do homem e vivia cantando essa música pelos cantos da casa.
Todo dia eu sento e me pergunto:
Como o amor foi escapar?
Alguma coisa sussurrou no meu ouvido e disse que você não está sozinho,
eu estou aqui com você.
Mesmo você estando distante, eu estou aqui para ficar.
A garota não conteve o choro ao lembrar-se da voz da mãe cantando essa parte. Tentou continuar, mas só conseguia tocar. De repente alguém se aproximou dela e continuou a cantar.
Você não está sozinho, eu estou aqui com você.
Apesar de estarmos separados, você está no meu coração,
você não está sozinho.
Outra noite passada eu pensei que eu ouvi você chorar
pedindo para voltar e prendê-la em meus braços.
Eu posso ouvir suas preces, suas cruzes eu carregarei.
Mas primeiro eu preciso da sua mão,
então a eternidade pode começar.
Oh, sussurre três palavras e eu virei correndo, voando.
E menina, você sabe que estarei lá. Eu estarei lá.
null havia continuado a música e null não acreditava naquilo. Algumas pessoas o acompanharam, tornando aquele momento mais bonito e triste ao mesmo tempo. Quando parou de tocar, a garota levantou-se imediatamente da cadeira e afastou-se dele. Não queria que o
“efeito null” voltasse a mexer com ela. Não depois do que ele fez!
Miranda pediu que desse prosseguimento ao enterro. Nessa hora, o corpo de Joanna estava sendo colocado dentro do túmulo. As pessoas começaram a jogar flores, de todas as cores e se retiravam em seguida. null fora a última a fazer tal gesto. Abaixou e colocou a rosa que segurava. Deu um breve sorriso, seguido de uma lágrima logo depois.
– Adeus, mamãe. – a garota disse e sentiu um toque em seu ombro. – Já estou indo, Miranda! – ela disse, se virando. Mas assustou-se quando se deparou com null.
– Acho que não sou a Miranda. – ele disse, sorrindo sem graça. A menina se levantou. – Eu não sabia que você tocava violão. Muito bem, por sinal.
– Há muitas coisas que você não sabe ao meu respeito. – ela disse, já de pé.
– null, eu não vim aqui para brigar. Queria dizer que sinto muito pela sua mãe.
– Tudo bem. – ela respondeu, lhe dando as costas.
– Também queria dizer que sinto muito pelo que fiz a você. Desculpas! – null disse e a garota voltou a olhá-lo.
null null estava ali, no enterro da sua mãe, lhe pedindo desculpas pelo que fez. null ficou o olhando, sem nada dizer. Cinco, dez, quinze minutos e os dois ainda se encaravam. Então, percebendo que a garota não diria nada, o rapaz deu as costas e saiu de lá. Havia sido um idiota pedindo desculpas para a garota que machucara. Não sabia onde estava com a cabeça quando decidira falar aquilo. Mas, apesar de não ter escutado nada de volta, foi à coisa mais sincera que ele disse para ela. Realmente null sentia muito pelo que fizera. Infelizmente, foi preciso acontecer algo como a morte de Joanna para ele se dar conta de que havia errado. E feio!
XXX
Los Angeles, CA – Colégio East High – 10hs.
Era sexta-feira. Último dia de provas ali. Nesse momento, null e null estavam na cantina comprando suco com null e null, enquanto null e null estavam sentadas em um banco. Desde o que acontecera com sua mãe, null resolveu parar um pouco e se dedicar a essas provas. Sua sorte era que sempre tinha por perto suas três melhores amigas. E agora, null e null também estavam mais próximos dela. Ela agradecia por eles se fazerem presente em sua vida e a ajudarem muito.
– Vocês estão prontas para o jogo da semifinal? – null perguntou, ao se aproximar e se sentar perto de null. – É hoje! – ele completou.
– Estou nervosa. – disse null.
– Estou tranquila. – null disse e todos a olharem. – O que foi? O time que vamos pegar não é um dos melhores, o.k.? Podemos e vamos ganhar deles.
– Eu só não quero que o treinador tire você e a null pra colocar aquelas coisas ridículas. – null disse, fazendo todos rirem.
– A única coisa boa daquelas duas é que elas jogam bem. – null disse e todos assentiram.
De repente, null e null apareceram do nada onde eles estavam. null desviou o olhar ao perceber que ele a encarava.
– Galera, já saiu o resultado das notas. – null disse.
– Ah, valeu null. – null falou. – Vamos lá ver? – ela perguntou e todos assentiram.
– null e null, vocês se lembram da aula em que a professora de Biologia disse que os melhores alunos ganhariam um prêmio? – null perguntou e as duas fizeram que sim com a cabeça. – Então, nós oito aqui fomos os melhores e ganhamos isso.
– E qual é o prêmio? – perguntou null.
– Uma viagem para Londres. – ele respondeu e todos se empolgaram. – Seria bom vocês pegarem os resultados e irem até a sala da diretora, que ela quer falar com vocês. – ele completou e os seis saíram para lá. null e null ficaram sentados no banco, aguardando-os.
Uns vinte minutos depois, os seis retornaram e estavam muito animados. null e null se sentaram de frente para os dois que ficaram esperando por eles, enquanto as meninas ficaram em pé.
– Precisamos trazer uma documentação, ainda hoje. – null falou.
– Poderíamos ir logo pra casa, porque ainda temos o jogo mais tarde. – null disse e as meninas concordaram.
– Vamos com vocês e de lá, iremos em casa também. – null falou e todos assentiram.
Quando se levantaram para irem até onde seus carros estavam, null foi um pouco mais atrás. Percebeu que null e null estavam perto deles. Sendo assim, ficou de frente para elas, que não entenderam muito bem o que ele estava fazendo.
– Algum problema, null? – perguntou null.
– Será que eu posso falar com a sua amiga? – ele pediu e a garota olhou para null, que assentiu com a cabeça. Quando ela saiu, null cruzou os braços. – Qual o seu problema?
– Desculpa, mas eu não entendi. – null disse.
– Eu vou até o enterro da sua mãe, te ajudo a cantar, peço desculpas e o que você faz? Nada. Fica calada e eu fico com cara de trouxa! – null disse, deixando a menina confusa.
– Eu não pedi pra você fazer nada pra mim. – null disse.
– Mas eu fiz mesmo assim, porque me preocupei com você. – null disse.
– Eu não quero nada de você, null. – null disse ríspida. – Sabe, tem uma música que eu adoraria cantar pra você. Diz assim.
Estou olhando pra você por um outro ponto de vista. Eu não sei por que diabos me apaixonei por você. Nunca desejaria para alguém se sentir do jeito que me sinto. – null ficou séria quando terminou de cantar. – Me faz um favor, null? Esquece que eu existo. Guarde suas desculpas, lamentações só pra você. Não me interessa! – quando acabou de falar aquilo, a menina foi até o carro de null, entrando em seguida. Já null, ficou parado um tempo discernindo as palavras que ela disse. Por um momento, desejou não ouvir nada daquilo.
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Los Angeles, CA – Casa da família null – SALA PRINCIPAL.
null tomou um susto quando entrou no lugar e viu um homem conversando com Miranda. Mas o pior não foi aquilo! Ela havia visto ele no enterro de sua mãe, porém, devido ao tanto de gente que estava no local, não conseguira cumprimentar e perguntar de onde eles se conheciam.
– Oi. – ela disse, se aproximando. – Quem é você?
– Charlie Carter. – o homem disse, com um sorriso no rosto. – Nossa você mudou!
– Você me conhece? – ela perguntou e o homem assentiu com a cabeça. – Trabalhou com a minha mãe? – a garota perguntou.
– Pequena null, sente-se, porque você precisa saber de algumas coisas. – Miranda pediu e a menina arqueou uma sobrancelha. Mas fez o que a mulher havia pedido.
– Respondendo a sua pergunta, eu trabalhava sim com a sua mãe. Mas com outra coisa! – o homem começou a falar e a menina ficou confusa. – null, sua mãe, além de trabalhar com eventos, trabalhava com outra coisa.
– Que outra coisa? – null perguntou.
– Ela era uma agente secreta. Assim como Miranda e seu pai.
– Meu pai? – null perguntou. – Agente secreta? Assim como a Miranda?
– Sim, querida! Antes de você nascer, a Joanna e eu nos conhecemos através do Charlie. Lá, ela também conheceu seu pai. – Miranda disse e a menina tentava entender tudo aquilo. – Quando sua mãe engravidou de você, ela se aposentou desse trabalho. No entanto, quando você nasceu, seu pai se envolveu em uma missão sem contar para a sua mãe.
– Então meu pai, que eu nem sei o nome, morreu por ser um agente e não em um acidente de carro? – null perguntou e a mulher assentiu.
– null, nós acreditamos que seu pai não está morto. E foi por conta disso, que sua mãe saiu para viajar. Não era a trabalho, e sim, ela queria reencontrar seu pai. Infelizmente, o avião em que ela estava caiu. Mas eu acho que essa queda não foi um acidente. E, sim, foi provocado por alguém. – Charlie disse e a menina começou a balançar a cabeça negativamente.
– E por que eu só fiquei sabendo disso agora? – null perguntou.
– Sua mãe quis preservar a sua identidade. Não queria que nenhum mal lhe acontecesse. – Miranda disse, mas a menina não aceitou.
– Olha só o que aconteceu com ela. De que adiantou fazer tudo isso?
– null, se acalme. – Charlie pediu e a menina respirou fundo. – Eu vim aqui para lhe contar a verdade e para lhe propor algo. – ele completou. – Miranda e eu ficaremos responsáveis por você a partir de hoje. Você se expôs demais e deixou claro que era filha da Joanna. Então, você não ficará segura aqui. Não enquanto for nova.
– O que você tá querendo dizer? – ela perguntou nervosa.
– Que eu quero prepará-la para ser uma agente secreta, que nem sua mãe e a Miranda. Mas tem algumas condições. – o homem disse e a menina o escutava atentamente. – Primeiro, você terá que sair de Los Angeles. Segundo, terá que fazer uma faculdade em Nova York, onde eu estarei te observando. Terceiro, você não poderá revelar que é uma agente secreta. Você precisará ter dois estilos de vida.
– É muita informação. – null disse e o homem não pôde deixar de sorrir. – Mas logo agora eu tenho que ir embora? Só porque eu havia ganhado uma viagem para Londres.
– E quem você acha que lançou essa ideia do prêmio? – Charlie perguntou.
– FOI VOCÊ? – a menina perguntou incrédula.
– Eu pedi uma lista dos melhores alunos da East High. Sabia que seu nome e o das suas amigas estariam nele. Só precisava de quatro nomes masculinos. – ele disse e null ficou o olhando. – Nessa viagem, irei prepará-los também. Formarei uma equipe para o futuro. Infelizmente, você ficará separada deles. Mas no futuro, você se juntará e fechará a equipe.
– Então null, o que você acha? – Miranda perguntou.
– Isso tudo é louco, mas eu tô dentro. – null disse.
– Ótimo null. – Charlie disse. – Só mais uma coisa. Você não poderá dizer nada para as suas amigas. Só dirá que não ficará mais em Los Angeles, porque uns parentes de sua mãe ficarão responsáveis por você. – ele disse e a menina ficou triste. – No começo será difícil, mas acredite null, mais na frente você verá que isso foi para o seu bem!
– Acredito em você, Charlie. – null disse. – Só preciso me preparar para dizer adeus para as minhas amigas também.
– Não diga adeus, querida. Diga um até logo! – Miranda disse e a menina assentiu. – Agora vá pegar suas coisas para o seu jogo, tudo bem? Já, já as meninas estarão aqui. – ela completou e a menina assentiu, despedindo-se de Charlie e subindo para o seu quarto. Havia escutado muita coisa e tinha um misto de sensações. Mas confiava em Miranda e agora, em Charlie também.
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Los Angeles, CA – Colégio East High – Ginásio.
O time das meninas comemorava mais uma vitória. Foi difícil, mas elas conseguiram ir para a final que seria na segunda-feira. Em seguida, elas foram para o vestiário tomar um banho para poder ir até a diretoria. null não queria acabar com a animação das amigas, mas isso estava perto de acontecer. Ela terminava de pentear seus cabelos, quando null passou por ela e fez fiu-fiu.
– Tá querendo arrasar o coração de quem, gata? – ela perguntou.
– Eu não quero arrasar o coração de ninguém. Mas você quer fazer isso com o null, né? – null brincou e a menina riu. – Ops, você já tem o coração dele!
– Com certeza. – null apareceu, passando um brilho em seguida. – Assim como a null laçou o coração do null! – ela completou.
– O que tem meu nome aí? – a menina disse, terminando de vestir sua blusa.
– Que você e a null conquistaram o null e o null. – null disse e viu um sorriso lindo formar-se no rosto da amiga. Ela ficou feliz ao vê-la daquele jeito. – null e eu queremos ser madrinhas do casamento de vocês!
– Nossa, que apressadinha você! – null disse. – Agora que começamos um relacionamento sério. Se isso acontecer um dia, ainda vai demorar muito.
– Concordo com a null. – null disse e as meninas sorriram. – Bem, vamos na direção e depois vamos pra casa da null. – ela continuou e todas assentiram.
null sentia um frio na barriga. Agradeceu durante o caminho que ninguém tocara no assunto da viagem. Chegando ao colégio, não deu tempo de fazer nada, a não ser se trocar para o jogo. Durante o banho, ficaram cantando e agora estava indo falar com a diretora. A menina suspirou fundo. Queria muito fazer essa viagem, mas isso não seria possível.
Ao chegarem lá, encontraram os meninos sentados e assinando uns papéis. Quando null e null viram null e null, sorriram para elas. null continuou sério e null estava quieto. null caminhou para perto da diretora e null foi atrás dela.
– Meninas, parabéns pela viagem. Espero que tenham trazido a documentação que pedi. – a mulher disse e as meninas, exceto null, assentiram.
– Eu preciso dizer algo. – a menina disse, chamando a atenção de todos. – Eu não vou poder ir com vocês para Londres. – ela disse de uma vez, olhando para o chão.
– COMO ASSIM? – null, null e null disseram juntas.
– Minha querida, é uma oportunidade única. – a diretora falou e a menina levantou a cabeça.
– Se dependesse de mim, eu iria, com certeza. Mas não posso!
– Por que não pode? – null perguntou.
– Porque eu vou ter que morar com os parentes mais próximos da minha mãe. – a menina disse triste. – Eu só tenho 16 anos e segundo a justiça, não posso “me virar sozinha”. – ela completou e sentiu que deixou todos tristes. – Sinto muito, mas não há nada que eu possa fazer! – a menina saiu, chateada por ter que inventar aquela história.
Foi para o lado de fora do colégio e se sentou no primeiro banco que viu. Parte dela queria chorar, mas a outra parte a acalmava lembrando-a o motivo de ter que partir. De repente sentiu alguém se sentar ao seu lado e quando viu quem era, levantou-se imediatamente.
– Então é assim? Você vai embora? – a voz de null deixou a menina atordoada.
– Sim, null! – ela disse séria. – Mas que diferença isso faz na sua vida?
– Mais do que você imagina. – null a respondeu, deixando-a sem entender. – Droga, null! Eu estou me sentindo à pior pessoa do mundo pelo que te fiz. Minha mãe mal fala comigo depois que descobriu isso. Eu te pedi desculpas, mas o que você fez? Tratou-me com a maior frieza. E hoje, mais cedo, usou até musiquinha, me deixando bem pior.
– Você acha que pode fazer o que quer comigo e que se pedir desculpas resolveria? Sinto muito informar, null. Mas não é bem assim! – null disse nervosa. – Quer saber? Eu vou embora e estou agradecendo porque não terei mais que olhar na sua cara.
– Não diz isso, null. – o rapaz pediu.
– Digo sim e se achar ruim, digo de novo.
– Se é assim, não tem porque eu me lamentar então. – null disse, colocando as mãos nos bolsos. – Vá com Deus e de preferência, não volte mais! – ele completou e saiu rápido até seu carro.
null não acompanhou nenhum movimento do rapaz. Sentia raiva de null. Do que ele fizera e da maneira que ele estava agindo, deixando-a confusa. Quem ele pensava que era? Aprontar tudo aquilo e pedir desculpas só porque algo de ruim aconteceu com ela? Não era bem assim que a banda toca!
Ela começaria uma nova vida. Longe das amigas, o que mais a deixava triste. Longe do lugar que crescera e tivera momentos incríveis. Mas também estava feliz porque aprenderia muitas coisas e se tornaria uma grande mulher, futuramente.
– Até logo, Los Angeles. – a menina disse, antes de entrar em seu carro e dar partida logo em seguida.
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