Sete anos se passaram e muita coisa mudou. Aqueles jovens se tornaram adultos e com eles, grandes responsabilidades vieram. Durante o dia eles assumem uma personalidade, mas durante a noite eles são pessoas diferentes. Está pronto para se aventurar junto com eles? Eu espero que sim. Mas não esqueça: nem tudo é o que realmente parece ser!
Janeiro, dia 2. Um dia após a Confraternização Universal, o local estava cheio de pratinhos, copos e outras coisas indicavam que a festa do dia anterior fora grande. Para aproveitar que seria um dia de festa, os demais resolveram fazer uma despedida para null, que daqui dois dias voltaria para Los Angeles. Nesse momento, ela terminava de guardar suas coisas em uma enorme caixa.
De repente, ela parou para analisar o local. null entrara ali como estagiária quando ainda cursava o 5º semestre de Jornalismo. Com o tempo, ela se tornou uma das melhores redatoras daquele local, ficando assim conhecida em toda Nova York pelos seus textos bem redigidos e trazendo sempre o que os leitores queriam ver. Aquele local lhe deixaria muita saudade.
– Cadê a redatora mais linda e mais eficiente daqui? – uma voz masculina assustou a mulher, que estava totalmente perdida em seus pensamentos.
– A mais linda eu não sei, mas a eficiente está aqui. – ela respondeu, num tom divertido. – Ah, Ian! Eu vou sentir falta disso tudo, sabia?
– E eu sentirei de você. – o homem disse, se sentando e tocando na mão de null.
Os olhos azuis de Ian, que eram sempre tão alegres e contagiantes, não estavam desse jeito como costumava ser no dia a dia e isso deixava a mulher mal, pois ela sabia que era por sua causa. Os dois se conheceram na faculdade e cursaram Jornalismo juntos. Devido isso, eles engataram em um relacionamento sério. Mas, quando null disse que voltaria para Los Angeles, ela resolveu acabar o namoro – contra a vontade dele.
– Que tal aproveitarmos? Tenho essa noite e amanhã o dia inteiro. – ela propôs e o homem concordou, dando um sorriso sincero para a mulher a sua frente.
**
Los Angeles, CA – CONDOMÍNIO – 18h30min.
Apesar de ser o segundo dia do ano, Charlie convocou uma reunião em sua casa com sua equipe especial. Ele chamara sete de seus integrantes que acompanhava desde 2009. Quando estes chegaram, foram recepcionados pelo próprio Charlie, que cruzou os braços.
– Pelo visto a festa para os homens foi boa, né? – ele perguntou sério. – A cara de ressaca de vocês não nega isso! – ele completou.
– Ah, qual é Charlie? – disse null. – Nem no dia do ano novo a gente pode comemorar?
– Poder, pode. Mas e se eu tivesse chamado vocês aqui a trabalho?
– Nós faríamos do mesmo jeito. – foi à vez de null responder. Charlie riu irônico.
– Claro que fariam. Mas eu teria que estar presente!
– A gente faria melhor que eles, sem dúvida. – null disse, arrancando um sorriso sincero do mais velho.
– Eu não tenho dúvidas disso, null .
– Ninguém tem. – null falou e o seu namorado lhe deu um beliscão. – Ai, amor!
– Você e as meninas estão se achando demais. – null falou.
– Nós não nos achamos, null . Nós somos! – null falou e null riu do jeito que a namorada falou. – O null mesmo assume isso!
– Por favor, ). Não me coloque no fogo cruzado. – null falou e a menina riu.
– Vamos entrar para eu explicar o motivo de tê-los chamado aqui? – Charlie perguntou e todos assentiram, caminhando até a enorme casa do homem. Quando todos entraram e se sentaram em seus lugares, o homem pediu que a empregada trouxesse café para eles. – Tenho notícias!
– Pode começar! – null disse.
– Espero que sejam férias. – null falou e todos assentiram.
– Sinto muito, null. Mas não é isso! – Charlie disse, colocando seus óculos de grau e pegando algumas pastas, entregando uma para cada. – Vejam o que tem aí e me digam o que acham! – o homem pediu e todos fizeram isso. Alguns minutos depois a empregada de Charlie chegou com os cafés e alguns biscoitos, fazendo com que todos agradecessem.
– Adorei a parte dos novos equipamentos. – null disse, após ler o que tinha em seu papel.
– Você leu tudo, null? – perguntou null e a mulher fez que não. – Então, faça isso. E Charlie, antes de dizer o que eu acho, você pode me dizer a sua opinião?
– Quero ouvir a de vocês primeiro. – o homem mais velho falou, dando um gole em seu café.
– Eu acho isso tudo uma loucura. – null falou aparentemente nervoso. – Como assim um dos seus melhores agentes poderia trair a sua equipe? E a troco de que ele faria isso?
– E se ele traiu a equipe, por que ele morreu? – null questionou.
– Vocês não entenderam ainda? – null perguntou.
– Ele não morreu! – null disse.
– O QUÊ? – null perguntou, engasgando-se em seguida com os biscoitos que comia.
– Ele forjou a morte dele para que ninguém descobrisse isso. Mas, não foi isso que aconteceu. – null quem falou e tanto null como null concordaram com ele.
– Muito bem, rapazes. – Charlie disse. – Agora, precisamos saber o porquê de ele ter feito isso. E sinceramente? Não vai ser uma coisa muito fácil, porque se ele estiver vivo mesmo, não fazemos à mínima ideia de onde ele possa estar. Isso tudo já tem 23 anos!
– Vamos resolver isso, Charlie. – null disse e o homem sorriu pra ela.
– Eu sei que vamos. Então, por conta disso, tenho uma novidade. – o homem falou e todos o olharam. – Daqui a dois dias, teremos um novo membro em nossa equipe!
– É homem? – null perguntou, fazendo os outros, exceto null, rirem.
– Você só pensa nisso, null? – null perguntou e ela o olhou.
– Se eu pensar, isso é problema meu e não seu. – ela respondeu ríspida e voltando o olhar para Charlie, que se segurava para não rir. – Sim, é homem ou mulher?
– Isso vocês só saberão no dia.
– Por quê? – null perguntou.
– A pessoa quem pediu. – Charlie disse e os outros ficaram sem entender, mas não perguntaram outras coisas. – Bem, era isso! Amanhã à noite eu quero a null e o null nas instalações dos equipamentos, null e null pesquisarão algumas notícias pra mim e irão atrás de algumas informações por fora. null, null e null me ajudarão a separar alguns arquivos.
– Certo. Mas, o que o novo membro fará? – perguntou null.
– Isso vocês só saberão dia 4, aqui em casa, às 17h30. Então, não se atrasem. – Charlie disse.
– Tudo bem. Podemos ir agora? Adoraria dormir mais um pouco! – null perguntou e o homem assentiu. Em seguida, todos foram embora para as suas respectivas casas.
XXX
Los Angeles, CA – CONDOMÍNIO.
Charlie estava do lado de fora da sua casa com os outros conversando, sentados em uns bancos que havia ali. O homem mais velho explicava pra eles algumas coisas acerca da nova missão e do nome que pensara para colocar no prédio em que se reuniam para falar sobre essas coisas.
– CASE? – null perguntou.
– Centro de Agentes Secretos Especiais. – null disse. – Ideia do Charlie!
– E você concordou, porque é tão idiota quanto o nome. – null provocou.
– Então por que você não escolhe um nome melhor, bebê?
– Não me chama de bebê, null.
– Por favor, não comecem de novo. – null pediu. – Já não bastou o Charlie e eu aguentando vocês à noite toda? – ele completou.
– O nome tá ótimo, nós somos ótimos e vamos fazer um trabalho ótimo. – null disse.
– Não entendi a repetição, null. – null disse e o amigo ignorou. – E aí, Charlie? Esse novo membro chega hoje ou não?
– 17h29min. Acho que já, já. – o mais velho disse, fazendo todos assentirem.
De repente uma moto novíssima parou em frente ao condomínio e todos que estavam ali sentados viraram. Os homens se olharam e imaginaram que era um homem. Porém, eles foram surpreendidos quando viram uma silhueta de mulher. Botas, calças jeans e uma blusa branca, com uma jaqueta preta por cima. Quando ela tirou o capacete, deixando amostra seus longos cabelos pretos que estavam meio ondulados, a certeza se concretizou. Charlie foi até o portão e falou com o porteiro, que permitiu a entrada da mulher. Assim que ela se aproximou com o homem mais velho, as mulheres arregalaram os olhos. Os homens fizeram o mesmo.
– Então, eu apresento a mais nova integrante da equipe, null null. – Charlie disse e imediatamente null, null e null correram para dar um abraço nela.
null e null sorriam ao ver que null voltara. null estava rindo da cara de null, que demonstrava um misto de emoções. Na verdade, ele não acreditava que depois de sete anos veria null novamente. E que, apesar do tempo, ela aparentava ser a mesma pessoa. “Mais incorporada e bonita”, ele pensou rapidamente e depois tentou voltar a si.
– Acho que vou querer um abraço dela também. E você, null? – null provocou e ele o encarou sério, prestes a lhe dar um murro. – Opa, não tá mais aqui quem falou!
– Por favor, vamos entrar. – Charlie disse e as mulheres foram na frente. O mais velho aproximou-se de null. – Você está bem? Notei você pálido, de repente. – ele brincou e os outros riram.
– Muito engraçadinho você. – null disse irônico. – Eu estou bem, obrigado! – ele completou mais irônico do que havia sido antes. Quando eles entraram na casa de Charlie, se sentaram na sala.
– Moças, eu sei que vocês estão com saudades e que querem conversar com a null, mas deixem-na respirar um pouco, tudo bem? – null disse e null sorriu pra ele.
– Eu também estou morrendo de saudades. – null disse e as amigas sorriram.
– Seja bem-vinda de volta. – null falou e ela agradeceu sorridente.
– Bem, me deixem falar algumas coisas. – Charlie começou. – Primeiramente, me deixem falar sobre a null, que com certeza, vocês devem ter muitas perguntas. Ela é formada em Jornalismo e ficou conhecida em Nova York pelos seus excelentes textos. No entanto, essa é a sua identidade do dia. Se bem que o que ela escolheu fazer, se encaixa na sua outra atividade, que é na parte da investigação. Então, ela é uma jornalista investigativa. Assim como vocês, ela aprendeu a lutar para se defender e ela atira muito bem. Mirou, acertou. – null escutava tudo com muita atenção. Surpreendeu-se com ela, mas queria ver na prática. – Sobre seus companheiros, vou falar um pouco deles também.
– Ela ainda não sabe o que somos? – null perguntou.
– Não, null. Ele não quis me contar. – null disse sorridente e o homem assentiu.
– Bem, o null é dono de um restaurante durante o dia e a noite trabalha como analista de sistemas. null é a chefe de cozinha do null e durante a noite trabalha com os equipamentos que utilizamos. null escolheu a moda, porque ela disse que queria ser uma policial que se veste bem. null é professor de atuação durante o dia e é um excelente decifrador de códigos. null é modelo e na equipe é detetive, além de ser nossa “relações-públicas”. null é fotógrafo e durante a noite é detetive também e aprendeu diversas línguas para ajudar sua namorada. – null olhava para cada um que Charlie ia apresentando. Então, olhou para null, que estava de cabeça baixa. – Por fim, mas não menos importante tem o null. Durante o dia optou em ser um preparador físico, mas a noite ele trabalha como policial, junto a null. – ela assentiu e ele levantou sua cabeça, encarando-a.
– Ótima equipe. – null disse sorridente. – Estou feliz por fazer parte dela!
– Nós também estamos. – null disse.
– Por que ela está na equipe mesmo? – null perguntou do nada. – Eu escutei todas as características dela e até achei bom, mas qual o critério que você usou para escolhê-la, Charlie? – ele continuou e o homem se virou para respondê-lo.
– Lembra-se da viagem que ganharam para Londres e que me conheceram lá? – ele perguntou e null assentiu. – null também estava inclusa nisso. Porém, eu tinha outros planos pra ela.
– Como assim, Charlie? – perguntou null.
– Posso responder? – null pediu e o homem assentiu. – Minha mãe era uma agente secreta e ela morreu naquele acidente de avião porque estava indo atrás do meu pai. – ela disse de uma vez só e todos pareceram surpresos. – Charlie e Miranda, que também era uma agente, acharam melhor eu ir morar em outro canto, porque seria perigoso ficar aqui, sabendo de quem eu era filha.
– Então, eu a mandei para Nova York com a Miranda. Quando não estava treinando vocês, estava com a null, que me deu muito trabalho. – o homem disse, fazendo todos rirem. – Mas olhem? Milagres acontecem e ela até que se tornou boa no que faz!
– Quero ver na prática. – null disse, levantando-se em seguida. – Estou indo pra CASE. Não tenho mais nada a fazer aqui! – ele completou e se retirou dali.
null o acompanhou com um olhar e depois baixou a cabeça, dando um sorriso fraco. Diante dessa atitude sabia que o homem, que estava muito diferente por sinal, não havia gostado nem um pouco do retorno dela. No entanto, ela não deixaria isso incomodá-la. Não voltara por sua causa. E ele, querendo ou não, teria que suportá-la.
– Bem, são quase 18hs. Podem tentar colocar o papo em dia com a null, mas às 19hs eu quero todos vocês lá na CASE. Até você, null. – Charlie disse e todos, inclusive null, assentiram.
– E eu pensando que ia dormir. – ela disse, fazendo todos rirem. – Enfim, conte-me as novidades!
~*~*~
Los Angeles, CA – CASE – 19h30min.
null havia conhecido todo o local e adorara. Nesse instante, ela estava mexendo em seu celular, quando distraidamente esbarrou em alguém.
– Me desculpa. Eu não vi você. – ela disse sorrindo, mas logo parou ao ver que era null.
– Você deveria usar óculos então. – ele disse grosso e andando. null, nada satisfeita, acabou indo atrás dele.
– Algum problema, null? – ela perguntou, mas ele continuou andando. – Percebi que você ficou incomodado com a minha presença.
– Ah, você percebeu foi? – ele perguntou finalmente se virando pra ela. – Pois bem, você acertou. Agora, por que está me seguindo mesmo?
– Quanta sinceridade, null. – null disse sorrindo. – Sinto te informar, mas vamos trabalhar juntos agora. Então, você vai ter que me suportar.
– Você usou a palavra certa: suportar. E eu só farei isso por causa do trabalho. Mas, fora daqui, você não vai passar de uma desconhecida pra mim. – ele disse, entrando no banheiro masculino.
null não acreditava no que acabara de escutar do homem. Por que ele estava agindo assim? O que ela fez pra ele agir daquela forma com ela? Infelizmente ela não sabia, mas respirou fundo e resolveu voltar para onde estava antes. Quando chegou lá, encontrou null e null mexendo em algumas câmeras. null sentou-se em um pequeno sofá e ficou olhando para os dois. Sua cara não estava uma das melhores e eles perceberam isso.
– Charlie estava te procurando. – null disse, encarando-a. – O que você estava fazendo?
– Andando pelo prédio. – null disse. – Onde ele está?
– Na sala dele. – null disse e ela se levantou. – Está tudo bem com você? – ele perguntou.
– Estou sim, só um pouco de cansaço da viagem. – ela disse e se retirou em seguida.
Os dois acabaram se convencendo e voltaram para as suas atividades. null caminhou pelo enorme corredor que dava acesso à sala de Charlie e respirou aliviada quando chegou até a porta. Após duas batidinhas e a voz dele dizendo que podia entrar, ela fez isso.
– Te vi com o null . – Charlie disse e apontou para as câmeras de sua sala. – Pela sua cara, vocês não conversaram sobre algo bom. Certo?
– Eu te disse que seria estranho trabalhar com ele. Mas eu não entendo! Afinal, sou eu quem tem motivos para tratá-lo mal e não ele. – null disse e o homem ficou a olhando. – Mas, como ele mesmo disse, só vamos trabalhar aqui. Lá fora, seremos dois desconhecidos.
– Ah, claro! Então, vamos supor algo.
– O que Charlie?
– Se lhe acontecer alguma coisa ruim, fora daqui, o null não te ajudará? – ele perguntou e null deu de ombros. – Desculpa null, mas eu não vou permitir isso. Vocês terão que aprender a conviver aqui dentro e fora daqui. Os riscos são bem maiores quando não estamos aqui dentro. – ele completou e ela suspirou. Sabia que o que tinha escutado era verdade. De repente os dois ouvem algumas batidas na porta, e após Charlie dizer que podia entrar, tanto ele quanto null deram de cara com null e null.
– Oi, null . Charlie já te contou a novidade? – null perguntou para a amiga.
– Que novidade?
– Sua sala será a mesma que a minha e a do null.
– O QUÊ? – null e null perguntaram juntos.
– Isso mesmo que a null disse. Vocês dividirão a mesma sala. – Charlie disse e ela ficou de olhos arregalados. – null e null, vão mostrar a sala pra ela. – ele completou e os três levantaram-se logo em seguida.
null foi o caminho todo calada. null estava atrás dela e null ao seu lado, falando uma coisa qualquer. Um frio percorreu pelas costas de null quando entrou na sala que dividiria com os dois que já estavam dentro do local, totalmente à vontade. Ela caminhou e percebeu que havia duas mesas grandes e uma cadeira em cada uma delas. Em cima de uma das mesas, ela viu uma foto de null com ela e as meninas, quando ainda estavam no colégio. O local era bastante organizado. Tinha uma estante pequena e um armário onde se guardavam alguns arquivos. null sentou-se na cadeira correspondente a sua mesa e ligou seu notebook.
– null, o Charlie já mandou providenciar outra mesa pra você. – null disse, enquanto se sentava em sua cadeira. – Gostou da sala?
– Aham. – null isso e ajeitou-se em um puff próximo a mesa da amiga. – Charlie disse que vocês receberam uma nova missão e que eu faria parte dela.
– Sim e essa missão é bem sinistra, por sinal. Dá pra entender como uma pessoa, que se dizia amiga da outra, traiu a confiança não só do seu melhor amigo, como de toda a equipe da qual fazia parte? – null perguntou. – Eu mataria se alguém fizesse isso comigo!
– Eu ainda não li acerca do assunto, mas concordo com você. Bem sinistro! – null disse.
– Se vai fazer parte da equipe, deveria ler o que o chefe manda. – null disse sem tirar os olhos da tela do seu notebook.
– Eu ainda não recebi null. – null respondeu, encarando-o. – null, eu adorei a sala, mas acho que está precisando de uma dedetização, porque tem alguns bichos que estão incomodando. – a mulher completou, se levantando. – Vou embora porque estou cansada da viagem. Amanhã ainda tenho que ir à redação onde o null trabalha para deixar meu currículo. Boa noite! – quando terminou de falar, ela se retirou da sala. null levantou-se e ficou de frente para null.
– Sério que vocês vão ficar de intriguinhas um com o outro? – ela perguntou e o homem só a olhou. – Olha, null, vocês não estão mais no ensino Médio. Isso aqui não é o colégio. Aqui é outra história. Então, se quisermos ter sucesso nessa missão, vamos ter que passar por cima de muitas coisas. E quando eu falo nisso, me refiro a você e a null. – ela continuou.
– Ótimas palavras. Agora, se deve ser desse jeito, por que você não aplica na sua vida também? Afinal, eu aguento você e o null há sete anos brigando como cão e gato. – null disse, se levantando e ficando de frente para ela. – null, eu fiquei muito feliz que com o tempo a gente se tornou muito amigo e eu não quero brigar com você. Agora, não venha me dizer o que eu devo fazer ou não em relação à null. Mas também não se preocupe, eu sei separar o profissional do pessoal. – ele completou, se levantando, dando um beijo na testa da mulher à sua frente e em seguida se retirou.
Depois da pequena troca de insultos, null foi para a sua casa onde morou anos atrás. Nunca tivera coragem de vendê-la para ninguém, pois aquele local lhe trazia muitas lembranças. Por conta disso, quando completou 18 anos de idade. Pedira a Miranda que tomasse conta do local e a mulher mais velha fez isso. Na noite anterior, após sair do prédio, null matou um pouco da saudade de Miranda, conversando acerca dos últimos anos que passara sozinha em Nova York sem a presença dela e logo depois resolveu dormir. Ficou feliz quando entrou no seu quarto e percebeu que tudo continuara do jeito que ela havia deixado. No entanto, faria algumas mudanças agora, pois os detalhes de “menina” não faziam mais sentido para a mulher que ela havia se tornado.
No dia seguinte, ela se levantou antes das seis da manhã. Ficou deitada olhando ao redor, sem acreditar que estava de volta a Los Angeles. Depois lhe veio à cabeça seu reencontro com as amigas e com os amigos. Lembrou-se da frieza de null e continuava sem entender o porquê de ele a ter tratado mal. Foi pensando nele que resolveu se levantar para tomar um banho. E assim que ficou pronta, desceu ao encontro do maravilhoso cheiro de café que sentira.
– Bom dia, null! – Miranda falou, enquanto colocava as coisas sob a mesa. – Eu acho que você está com fome. Ontem você não comeu nada quando chegou aqui!
– Antes de vir pra casa, passei em uma lanchonete. – null falou, se sentando. – Mas estou com fome sim e louca pra tomar seu cafezinho. – ela completou, fazendo a mulher sorrir. – Vamos merendar juntas. Depois irei até a redação onde o null trabalha como fotógrafo e deixarei meu currículo lá.
– E você vai para o prédio hoje? – Miranda perguntou.
– Sim, mas só depois do almoço. – null disse e em seguida pegou um pão de queijo. – O local é incrível e a equipe que Charlie montou também.
– Ele teve trabalho para montá-la, viu? Todos ficaram assustados no começo, mas depois começaram a gostar da ideia. E olha só o que conseguimos. – Miranda disse e null assentiu. – Mais tarde aparecerei por lá também. Como agente eu não sirvo mais, só que como auxiliar do Charlie, eu sou ótima. – as duas riram e voltaram a comer.
~**~
Los Angeles, CA – 11h55 – CAFETERIA.
null e null estavam de frente para o prédio quando viram null e null chegando. Ela os chamou e imediatamente os dois atravessaram, se sentando na mesma mesa que o casal.
– Vocês não deveriam estar no restaurante agora? – null perguntou.
– Hoje é segunda, null . Não abrimos! – null disse.
– Quando eu vou ter o prazer de provar da comida da minha amiga? – null perguntou.
– Já almoçou? – null perguntou e null fez que não com a cabeça. – Então, vou preparar algo pra gente agora. Vamos lá para o prédio! – ela completou e todos assentiram, levantando-se e caminhando até lá.
Assim que subiram, null e null foram diretos para a cozinha. null foi até a sala que ele dividia com null e null . Já null, caminhou até a sua, pedindo mentalmente que null não estivesse lá. Quando entrou no local, sorriu ao ver apenas null mexendo em seu celular.
– Trabalha não, fia? – perguntou null .
– Estou trabalhando, null . – null disse e null se sentou ao seu lado.
– O que Nick Jonas está fazendo na sua proteção de tela?
– Estamos namorando. Não sabia? – null brincou e null riu. – Ah, ele é um gato. A ) tem amizade com ele e um dia o vi de longe em uma festa que ela me convidou. Mas não consegui falar com ele. – ela completou, suspirando em seguida.
– Posso conseguir uma entrevista com ele. – null disse e a mulher ao seu lado a olhou com um sorriso enorme. – Daí você me acompanha. Que tal?
– Isso vai ser demais. – null disse totalmente animada. De repente null entrou na sala. – Ei, você não vai acreditar. A null vai descolar uma entrevista com o Nick e eu vou acompanhar ela. – ela completou e o homem caminhou até a sua mesa, se sentando em seguida.
– Nem quando você tinha dezessete anos você era assim, null . – null disse e null olhou para ele de forma estranha. “Desde quando ele chama a null pelo apelido?”, ela pensou. – Passei pela cozinha e a null pediu para te chamar pra almoçarmos com eles. – ele completou, enquanto ligava seu notebook e tirava algumas coisas de seu bolso.
– Tudo bem. Mas, como foi sua manhã? – null perguntou.
– Fui até a academia e tive que aguentar algumas coroas me cantando. – null disse, fazendo-a rir. null revirou os olhos. – Uma até me chamou pra sair. Dá pra acreditar?
– Quem manda ser o “gostosão da academia”? – null perguntou e null a encarou. – Mas, e nós? Vamos fazer alguma coisa hoje? Precisamos dar início a nossa missão.
– Charlie quer uma reunião conosco após o almoço. – null disse, olhando para o seu notebook. – Provavelmente ele descobriu algo, daí bolaremos um plano.
– Ainda bem que temos uma pessoa a mais agora. – null disse, olhando pra null . – Vou até a cozinha perguntar pra null se ela está precisando de ajuda. Pode ligar o meu notebook se quiser fazer alguma coisa, null . Volto já!
– O null está lá com ela, null . Pode ficar aqui. – null disse e null balançou a cabeça negativamente. “Com certeza ele não quer ficar sozinho comigo”, passou por sua cabeça.
– Oh null, eu não mordo, viu? Mas se está tão incomodado com a minha presença, eu saio. – null disse e se levantou, saindo rapidamente. null fez cara feia pra ele.
– Você nem pra disfarçar que não a queria aqui, né? – ela falou, deixando-o caladinho. – Vou até a sala do Charlie. – ela completou e saiu em seguida. null fechou seu notebook e ficou olhando para a sala. “Não deveria ter falado aquilo”, ele pensou e se levantou, saindo dali.
~**~
Los Angeles, CA – Cozinha, CASE – 13h25min.
Todos estavam terminando de comer as lasanhas que null havia preparado. Até Charlie estava no meio e comeu umas três vezes, fazendo os outros rirem. Os demais comeram duas.
– Querida null, se você cozinhasse todos os dias aqui, estaríamos obesos. – Charlie disse, arrancando um sorriso de cada. – Agora, preciso dizer algo. Assim que der 14hs, quero vocês na minha sala, o.k.? Teremos uma pequena reunião. – ele completou e se levantou, saindo em seguida.
Os demais foram para uma sala pra descansar um pouco. null e null sentaram-se em um sofá, colocando os pés em cima de uma mesinha. null ficou com null no chão, null e null ficaram em alguns puffs próximo do sofá onde null e null se sentou.
– Alguém tem ideia do que o Charlie quer falar com a gente? – perguntou null .
– Sobre a nova missão. – respondeu null .
– Mas o que exatamente? – null falou.
– Ele disse que só falará quando todos estiverem presentes. – null disse e os demais assentiram.
– E aí, null? Pronta para a sua primeira missão com a gente? – null perguntou e todos os olhares se direcionaram a ela.
– Estou sim. – ela disse sorridente.
Passados 35 minutos, eles decidiram ir até a sala de Charlie. Durante o caminho eles foram conversando sobre algumas das coisas que já fizeram, e null animou-se. Charlie dizia que Joanna era muito parecida com ela. Sempre estava a fim de fazer e resolver algo. Disposição e coragem não lhe faltavam. Sendo assim, null não queria fazer feio. Queria ser tão boa quanto a sua mãe, de acordo com que Charlie e Miranda lhes diziam. Quando eles entraram na sala do homem, ele pediu que estes se sentassem e assim eles fizeram.
– Vamos direto ao assunto. Acerca da nossa missão, eu achei algumas pessoas que podem nos ajudar na investigação. Porém, eles são metidos com coisas erradas. Sendo assim, amanhã vocês irão para uma casa de festas e colocarei o null a frente disso. Ele vai criar um plano para vocês, definindo funções de acordo com o que fazem de melhor. – Charlie falou e todos assentiram. – Vou deixar vocês as sós para conversarem sobre isso. – ele completou e se retirou em seguida. null levantou-se e foi até a cadeira de Charlie, sentando-se nela.
– Você só vai ficar a frente do plano. Não precisa fingir que é o Charlie! – null disse, fazendo todos rirem da cara que null fez.
– Vamos ao que interessa! – null disse e ficou olhando pra cada um. – Bem, a null e eu iremos disfarçados. null e null terão acesso a todas as câmeras, pois eu irei até o local amanhã, pedindo permissão para isso. Qualquer movimento estranho, vocês dois nos contarão. null e null fingirão que são estrangeiros e se aproximarão dos suspeitos, puxando assunto acerca de qualquer coisa. null ficará na cola da null, que será nossa isca.
– ISCA? – null disse um pouco alto.
– Isso mesmo. I-S-C-A! – null soletrou e ela ficou o olhando. – Você chamará a atenção do “chefão”, arrancará algumas informações dele e quando tivermos o que precisamos, eu e a null entraremos em ação. Você está pronta pra isso, null? – ele perguntou sério.
– Essa é a minha função? – ela perguntou. – Então, eu só preciso dançar loucamente com o tal “chefão”, deixá-lo louco, levá-lo pra cama, fingir que tô gostando para arrancar algumas informações e depois de conseguir isso, você entrará em ação com a null? – ela continuou e ele ficou surpreso com o que escutara. – Ótimo! Eu sei fazer isso bem, pois aprendi com você, null . Mais alguma coisa? – ao escutar aquilo, null ficou sério.
Ele se lembrou do que disse pra ela alguns anos atrás, na festa da fogueira. Ficou com um nó na garganta. Ouvir aquilo dela foi demais pra ele. Já que não deu resposta nenhuma, a mulher que ainda o encarava se retirou da sala. Os demais, percebendo o clima que ficara, acharam melhor dar fim a reunião.
XXX
Los Angeles, CA – Casa de festas – 22h30min.
null e null já estavam em seus postos. Ambos estavam sentados no bar observando todo o local que começava a encher. null e null estavam na sala de câmeras e avisaram quando os suspeitos chegaram. Era apenas três homens, o que deixou null despreocupado. De repente, null e null entraram no local, mas ficaram na pista de dança. null apareceu logo depois no bar, e tanto null quando null estranhou porque ele estava sozinho.
– Cadê a null? – ela perguntou.
– Do lado de fora. Não quer entrar de jeito nenhum. – null falou, bebendo um pouco de água.
– Como assim ela não quer entrar? – null perguntou.
Mas, antes que null respondesse, ele saiu. null foi atrás dele. Os dois caminharam até o carro da mulhe, que estava lá dentro. null bateu no vidro, assustando-a.
– O que foi? – ela perguntou, assim que baixou o vidro.
– Por que não entrou ainda? Só está faltando você lá. – null disse grosso. A mulher suspirou e levantou o vidro. – Mas que raios ela está fazendo? – ele perguntou, mas viu a porta se abrir.
Seus olhos percorreram todo o corpo de null, que usava um vestido vermelho curto e bem colado. Nos pés tinham um scarpin bege e seus cabelos estavam soltos. A maquiagem não estava exagerada, porém chamava bastante atenção. null prestou atenção na parte de trás do vestido que era aberta, deixando as costas de null amostra.
– Acho que alguém tá precisando de um babador. – null disse rindo.
– O quê? – null perguntou.
– Você arrasou no look. Agora entra sozinha, porque se eles virem você entrando conosco, podem desconfiar de algo. – null disse e a null assentiu. – Estaremos de olho em você! – ela completou e em seguida caminharam até a entrada do local.
null e null voltaram para o bar, encontrando null bebendo. A mulher revirou os olhos, mas resolveu ignorá-lo. Já null não tirava os olhos de null, que estava na pista de dança. Do nada, o olhar dos dois se cruzou rapidamente e ele apontou para o seu ouvido para que ela entendesse que ele diria alguma coisa.
– Se estiver me ouvindo, mexe nos cabelos. – null pediu e observou a menina fazendo o que ele pedira. – Ótimo, agora presta atenção. Discretamente vire para a sua direita e veja onde a null está com null . – null assim o fez e olhou para onde os amigos estavam. – Você vai até lá e chama o homem de blusa preta para dançar. Agora, não aceite nada que ele lhe oferecer. Não sabemos o que eles estão bebendo. – ele completou e null foi até o local.
Após uma rápida apresentação, chamou o homem para dançar e ele sem pensar duas vezes, saiu com ela. null parou para analisá-lo. Ele deveria ter uns 29/30 anos. Bem apresentável, mas o cheiro forte de bebida e cigarro estava deixando-a tonta.
– Age naturalmente. Agora, não precisa levá-lo para a cama pra tentar arrancar informações. – do nada null ouviu null na escuta e sorriu. Ela parou de fazer isso quando sentiu o homem ao seu lado segurar a sua cintura forte e começar a mexer de um lado pro outro.
– Eu já disse meu nome, mas e o seu? – null perguntou e o homem sorriu.
– Jean. – ele disse e ela sorriu. – Por que me chamou pra dançar?
– Porque gostei de você. – null disse e sentiu o homem a apertar mais. – Uau! Você tem força. Com o que trabalha?
– Quer mesmo saber? – ele perguntou e ela assentiu. – Pra isso acontecer, precisamos ir para um lugar mais reservado, se é que me entende. – o homem disse piscando e null estremeceu ao ouvir aquilo.
– Por que não pode ser aqui mesmo?
– Porque tem muita gente. – ele disse. – Mas como eu gostei de você também, te contarei. Agora será o nosso segredinho.
– Sou ótima com segredos. – ela disse, o encarando e foi surpreendida com um beijo.
– Faço parte de uma máfia e sou traficante de pessoas. – Jean disse próximo ao ouvido de null . – Principalmente mulheres. – ao escutar aquilo, ela o encarou. – Mas não farei nada com você. Só se você não me der algo que eu quero! – ele completou e passou a mão na bunda da mulher.
– Leva ele para o banheiro masculino. – null ouviu a voz de null pelo pequeno aparelho em seu ouvido. – null e null já pegaram os outros dois. Falta só esse! – ela completou e a mulher assentiu.
– Que tal irmos para o banheiro? – null disse num tom provocativo deixando o homem a sua frente animado. – Masculino, é claro! – ela completou e em seguida os dois caminharam até lá.
Jean foi o caminho todo segurando na cintura da mulher, que estava começando a se incomodar, pois ele a apertava demais. Quando chegaram lá, ele começou a distribuir beijos nela e a passar sua mão em todo o seu corpo. Então, ele iria levantar o vestido dela, quando null apareceu e apontou uma arma na cabeça dele.
– Solta ela e põe as mãos para trás. – null disse num tom autoritário e o homem fez o que ele mandara. – Você está preso em flagrante e terá muita coisa para explicar! – ele completou e saiu com o homem, colocando-o no carro com os outros.
Charlie já estava no local e pediu que o policial os levasse para o prédio. Em seguida, chamou toda a sua equipe e quando todos estavam juntos, na sala de câmeras dentro da casa de festas, ele se sentou em uma cadeira e sorriu.
– Ótimo trabalho. Parabéns null pelo plano e aos demais pela execução. Agora, precisaremos interrogar estes homens e ver no que eles podem ser úteis na nossa investigação. – Charlie disse e todos assentiram. – null e null, vocês estarão à frente de elaborar as perguntas, mas eu vou querer que o null fale com eles na presença do null para que ele possa analisar algo que venha a passar despercebido. null e null, eu só preciso que analisem as câmeras das salas onde eles ficarão presos e depois estarão liberados. null e null, já podem ir pra casa, porque eu vou precisar de vocês amanhã bem cedinho. – ele completou e depois eles foram para o prédio.
~**~<
CASE – Banheiro – 23h55min.
Assim que chegou ao prédio, null foi diretamente para o banheiro, pois queria tomar um banho e tirar o cheiro que o homem deixara nela. Quando saiu do chuveiro, foi até o espelho, usando apenas as partes íntimas e viu que parte da sua cintura estava vermelha. No mesmo instante, null entrou no local e a garota ficou paralisada o encarando.
– Que marcas são essas? – ele perguntou, olhando para null, que piscou os olhos e colocou a toalha.
– O que você tá fazendo aqui? – null perguntou séria, mas estava morta de vergonha.
– Eu quem deveria fazer essa pergunta. – null disse e apontou para a placa mostrando que ela estava no banheiro masculino. – Você só precisava entrar no banheiro masculino da casa de festas. Não aqui! – null completou e começou a rir.
– Isso não tem graça. – ela disse emburrada. – Você poderia se virar para eu poder me vestir, pelo menos?
– Só se você disser o que são aquelas marcas vermelhas. – null disse.
– Foi aquele Jean. Ele ficou apertando minha cintura e acabou machucando. – null disse e null ficou de costas. Ela aproveitou e colocou uma blusa com um short até o joelho. – Pode virar! – ela disse e null voltou a olhá-la.
– Mas está doendo? – ele perguntou.
– Doeu mais na hora em que ele ficou apertando. Incomoda um pouco, mas tá tranquilo. – null disse, enquanto pegava uma escova em sua bolsa para pentear seus cabelos.
– Você fez um bom trabalho. – null disse, encostando-se na porta e cruzando os braços. null o encarou e voltou a pentear os seus cabelos. – A null está te esperando na nossa sala!
– Já estou indo. – ela disse, guardando a escova e colocando um pouco de perfume. – Você vai interrogar aqueles homens hoje? – ela perguntou, enquanto se aproximava dele.
– Não sei. Por quê?
– Porque se fosse possível, eu queria participar e gravar um áudio. – null disse e null arqueou uma sobrancelha. – Repetindo, só se for possível!
– Não depende só de mim, null . Fale com o Charlie.
– E se ele permitir, você me deixa ir? – ela perguntou, parando em sua frente.
– Por mim não tem problema. – ele disse, dando de ombros.
– Ótimo, null! Vou até à sala fazer as perguntas com a null . – null disse e saiu.
null ficou a observando de longe e depois entrou completamente no banheiro, indo até a torneira e jogando um pouco de água em seu rosto. Não saia da sua mente o jeito que null estava vestida. Ele também reconhecia que ela tinha sido esperta, fazendo o seu melhor. Respirou fundo e tentou não pensar nela. Porém, o cheiro que a mulher deixara era quase que impossível de fazê-lo esquecer que ela estava ali segundos atrás.
Após pedir diversas vezes para participar do interrogatório e Charlie não deixar, null acabou indo para a sua sala. Depois que terminou de preparar as perguntas com null, ela acabou adormecendo no pequeno sofá que tinha na sala delas. null e null entraram no local fazendo barulho, assustando null, que caiu no chão. Os dois começaram a rir quando viram a mulher no chão.
– Seus idiotas! – ela gritou com eles, enquanto se levantava.
– Você estava dormindo, null? – null perguntou.
– Não, estava treinando pra morrer. – null disse e null fechou a cara, já null continuou rindo. – Vocês são dois babacas!
– E por que você estava dormindo aqui? – foi à vez de null perguntar.
– Porque é isso que eu faço quando estou cansada. Onde encosto, durmo. – null respondeu, prendendo o cabelo em um coque. – E vocês? Passaram a noite aqui?
– Sim. – null disse, se sentando no sofá. – Os caras que prendemos ontem não abriram a boca pra nada. E o pior é que eles deixaram bem claro que sabem de alguma coisa. – ele completou.
– E se tivesse uma mulher por perto? – null jogou um verde.
– Nem adianta, null. Charlie proibiu a sua entrada lá. – null disse e ela bufou.
– Então eu me proíbo de ser usada como isca nos planos de vocês. – null disse e saiu da sala.
Ela desceu e ficou na entrada observando a chuva que caía. De repente, percebeu que tinha um homem estranho do outro lado olhando para o prédio. Imediatamente pegou seu celular e discou o número de null, porém ela não atendeu. Pensou em ligar para null, mas não tinha o número dele. Sendo assim, vendo que o homem continuava observando o lugar, ela subiu novamente e foi para a sua sala, encontrando null e null dividindo o sofá em que ela estava dormindo. null caminhou até a janela e viu que o homem continuava olhando para o local.
– O que foi, null? – perguntou null.
– Tem um cara muito estranho do lado de fora olhando pra cá. – quando ela disse isso, tanto null como null se levantaram e foram até a janela onde ela estava.
– Não dá pra ver o rosto dele direito. – null disse.
– Não é estranho ele ficar parado olhando pra cá? – null perguntou e os dois assentiram. – O Charlie está aqui? – ela completou.
– Vou até lá ver quem é ele. – null disse e quando ia saindo, sentiu alguém segurar sua mão.
– Você não acha perigoso ir sozinho? – null perguntou, ainda segurando a mão dele.
– Eu sou policial, null. – null disse, tirando a mão dela da sua.
Em seguida, ele saiu da sala. null puxou null e os dois foram atrás. Quando chegaram à entrada do prédio, null começou a atravessar quando um carro em alta velocidade se aproximou. null, percebendo, correu e empurrou null, fazendo com que os dois caíssem. Ele arregalou os olhos quando percebeu que null estava com o braço direito sangrando. null se aproximou dos dois e os ajudou a se levantar. Depois olhou para o lado e percebeu que o homem que estava observando o prédio havia sumido.
– Ei, você tá bem? – null perguntou pra null.
– Você se machucou toda por minha causa. – ele disse, pegando no braço da menina, que gemeu.
– Vamos subir para fazer um curativo na null. – null disse e os três subiram indo diretamente para a enfermaria.
null pegou o kit de primeiros socorros e o abriu, tirando alguns materiais que precisaria para fazer o curativo. Ele pediu que null se levantasse para limpar o seu braço. Assim ela o fez e voltou a se sentar. Após enxugar, ele enfaixou o braço da menina e colocou esparadrapo. De repente, passou um flashback na cabeça de null. Ela se lembrou do dia em que null se cortara na casa dele e que a mesma havia feito o curativo nele. Agora a situação era inversa. Ela ficou o olhando fazer tudo e quando ele a olhou, ela desviou o olhar, percebendo que null estava falando ao celular. Provavelmente seria com Charlie.
– Desde quando você sabe fazer curativo? – perguntou null.
– Desde o dia em que eu me cortei lá em casa e você fez em mim. – null disse e ela ficou surpresa com a resposta. – A equipe nos ajudou em muitas coisas! – ele completou ao perceber que tinha falado demais. null apenas assentiu.
– Charlie está a caminho e pediu que ficássemos aqui até ele chegar. – null disse e os dois concordaram. – Vou até a sala das câmeras para ver se pegaram alguma imagem.
– Vou com você. – disse null. null foi à frente, deixando null sozinha com null. Ele tocou na mão da garota, que parou para encará-lo. – Graças a você eu não fui atropelado. Então, obrigado. – ele disse e null apenas assentiu. Em seguida, ele saiu de lá.
~**~
Los Angeles, CA – CAFETERIA – 8h19min.
Charlie tomava seu conhecido cappuccino enquanto null lhe contava o que aconteceu, na presença de null e null. O homem mais velho parou para analisar toda a situação, tentando entender o porquê de isso ter acontecido.
– Não consigo entender porque alguém queria atropelar o null. – Charlie disse.
– Eu acho que tudo isso foi esquematizado! – null começou a falar. – Não necessariamente eles quisessem atropelar o null, e sim, algum de nós.
– E eu acho que aquele homem que estava de olho no prédio hoje tem a ver com isso. – null completou. – Depois que quase atropelaram o null, o homem simplesmente sumiu.
– Faz sentido. – null disse. – Agora, vamos tentar arrancar alguma coisa dos homens que prendemos ontem, porque quem quis me atropelar ou qualquer um de nós, pode ter alguma ligação com esses homens. – ele continuou e Charlie assentiu.
– null, o null falou contigo? – Charlie perguntou e ela fez que não com a cabeça. – Ele pediu que você fosse até a redação, porque o dono de lá quer falar com você. – ele completou e a mulher ficou surpresa.
– Nunca que eu vou conseguir esse emprego. Olha o meu estado? Ninguém vai me querer! – ela disse, fazendo Charlie rir.
– É pra você estar lá 9h30min. Então, é melhor ir logo. – Charlie disse e ela se levantou rapidamente, indo até o seu carro e dando partida logo em seguida. Já os três homens terminaram de tomar suas bebidas e foram para o prédio logo depois.
~**~
Los Angeles, CA – Redação – 9h25min.
null apenas se trocou em casa, colocando um casaco bege de manga longa por cima da camiseta preta para esconder o curativo que null havia feito em seu braço. Ligou para null pedindo que esta fosse com ela, porque incomodava um pouco enquanto ela dirigia por conta do seu machucado. Sendo assim, as duas rapidamente chegaram ao destino de null e null subiu com ela para esperá-la.
– Senhorita null? – uma moça ruiva e alta chamou por ela. – O Sr. Henry gostaria de falar com você. – ela se levantou e caminhou seguiu a mulher até uma porta. – Pode entrar que ele está a sua espera. – a mulher disse e null agradeceu, entrando em seguida. Quando ela viu o homem a sua frente, não pôde deixar de sorrir. Era o Henry, seu amigo do colégio.
– Quando vi o seu nome, custei a acreditar. – ele disse, se levantando.
null não deixou de analisá-lo. O homem, que agora estava a sua frente, usava uma calça jeans com sapato social e uma blusa azul-marinho de botões. Ele sorriu e abriu os braços, para abraçá-la. Ela não deixou de fazer isso e abriu um enorme sorriso quando o soltou.
– Que ótimo revê-lo! – null disse e ele fez um sinal para que ela se sentasse. – Fico feliz ao ver que seguimos a mesma carreira. – ela completou e ele sorriu.
– Meu pai era dono de tudo isso aqui, daí ele passou pra mim. – Henry disse. – Então, no que posso ajudá-la? Dei uma olhada em seu currículo e o achei muito interessante.
– Bem, meu negócio é escrever. Sei fazer isso muito bem.
– Tão bem que foi considerada a melhor redatora de Nova York. – Henry disse e null sorriu sem jeito. – Não posso perder a oportunidade de transformá-la na melhor redatora de Los Angeles. Então, você aceita vir trabalhar conosco?
– Claro que sim! – null disse animada.
– Ótimo! Está ocupada agora? – ele perguntou e ela fez que não. – Você poderia fazer uma entrevista com um cantor e fazer um texto para uma revista TEEN?
– Claro. Quem seria esse cantor? – null perguntou.
– Nick Jonas. – ele disse e a mulher que estava a sua frente, começou a rir. – Algum problema?
– Nenhum. – null disse. – Ele já está por aqui?
– Sim, em uma sala escondida por conta das fãs. – Henry disse.
– Teria algum problema se a null, que estudou conosco, me acompanhasse nessa entrevista?
– Se ela não for atrapalhar, não tem problema nenhum. – Henry a respondeu, sorridente. – Vamos até lá?
Após assentir, os dois se levantaram e saíram da sala. null chamou null, que não entendeu nada. No entanto, quando eles entraram em uma sala e viram um rapaz sentado mexendo em seu celular, o coração de null acelerou. Ela olhou para null que sussurrou um “fica calma” e em seguida elas caminharam até ele.
– Cheguei. – Henry disse, cumprimentando o rapaz. – Gostaria de te apresentar a null null, que fará a entrevista com você, e a null null. – ele completou e o rapaz sorriu, dando um aperto de mão em cada uma.
– Sou Nick, e é um prazer conhecê-las. – ele respondeu, olhando para null. Ela percebeu e deu uma olhada em si, agradecendo por ter saído bem-vestida de casa, usando uma saia preta não tão curta, uma blusa social com uma gravata feminina e um blazer justinho.
– Vou deixar você à vontade com as duas. – Henry disse sorridente.
– Já me sinto muito à vontade. – Nick disse, fazendo null sorrir. Em seguida Henry saiu e null se sentou com null ao seu lado.
– Podemos começar? – null pediu e ele assentiu.
Depois de trinta minutos de muita conversa e risadas, null finalizou a entrevista com ele. Enquanto ela organizava suas ideias em um caderno, Nick aproveitou para conversar com null.
– Vocês são amigas há muito tempo? – ele perguntou.
– Desde que tínhamos uns dez anos. Daí a gente se separou quando tínhamos dezesseis, porque ela foi morar em Nova York, só que agora ela voltou. – null disse e ele sorriu. – Sei que já disse isso, mas foi um prazer te conhecer.
– Eu te digo o mesmo. – ele disse, sorrindo. – Posso te pedir uma coisa?
– Claro.
– Você poderia me dar o número do seu celular? – ao ouvir isso, ela estremeceu. – Se não quiser, não tem problema. Mas eu ficaria muito feliz se você pudesse!
– É claro eu posso. – ela disse e pegou um cartão dentro de sua bolsa. – Aqui está!
– Você é muito linda e se veste muito bem, sabia? – do nada, ele disse, deixando-a vermelha. – Com certeza você deve ser a melhor designer de moda daqui. – ele completou, sorrindo. Depois pegou um pedaço de papel e anotou algo nele, entregando para null. – Aqui está o meu número. Mas ele é exclusivo pra você, tudo bem? – ele disse e ela assentiu.
– Não se preocupe.
– Estou viajando esses dias, mas assim que chegar te dou uma ligada para nos encontrarmos em algum lugar. Pode ser? – Nick perguntou e ela concordou. Sendo assim, ele foi até ela e deu um beijo em seu rosto. – Tchau, null! – depois de cumprimentar null, ele se retirou. null foi toda eufórica para perto da amiga.
– null, eu te amo demais. Não tenho palavras para agradecer o seu convite para eu dirigir pra você. Se quiser mais vezes, eu faço o.k.? – a menina dizia, animada demais, fazendo null rir.
– Ótimo! Pois então, vamos para o prédio e durante o caminho você me diz o que conversou com Nick-lindo-Jonas. – ela disse e as duas saíram da sala.
Antes de descer, null passou na sala de Henry, que agradeceu a entrevista. Após ouvir dele que já poderia trabalhar lá a partir do dia seguinte, ela e null foram embora.
~**~
CASE – 11h45min – Cozinha.
null ainda conversava com null sobre Nick quando null e null entraram no local. As duas não cessaram as conversas por causa disso. Pelo contrário, elas continuaram a falar e a sorrirem. null bebia água, quando viu a blusa de null suja de sangue. Ele cutucou null, apontando para o braço da mulher, de forma que ela não percebesse. Só que não por muito tempo.
– Oh, null, sua blusa tá suja de sangue. – null disse, fazendo a menina olhar assustada e perceber realmente que estava suja.
– Vou até a enfermaria trocar o curativo. – ela disse e saiu em seguida.
Caminhou apressadamente até o local e quando chegou lá, pegou o mesmo kit de socorros que null utilizara mais cedo. Ela tirou a blusa que usava e agradeceu por está com uma camiseta por baixa. Sendo assim, ela retirou tudo do seu braço e o lavou. Porém, na hora de fazer o curativo, ela não conseguia direito, por ser no braço direito, que ela usava pra fazer tudo.
– Precisa de ajuda? – de repente a voz de null assustou null. – Eu não quis te assustar!
– Sem problemas e eu aceito sim sua ajuda. – ela disse e ele se aproximou dela, pegando as gazes, enfaixando o braço dela e em seguida prendendo com o esparadrapo. – Se eu fosse você, lavava logo essa blusa suja de sangue. Já perdi muita blusa por causa disso! – ele disse, enquanto terminava de ajeitar e ela o encarou.
– Você já correu muito perigo?
– Eu sou policial. null e eu já passamos por muitas situações de risco. – null disse, guardando as coisas no kit e colocando em cima do armário em seguida.
– É estranho ver você chamando a null pelo apelido. – null disse, enquanto molhava a sua blusa. – Mais estranho ainda ver que vocês se tornaram grandes amigos!
– Pra você ver como são as coisas. – null disse, se sentando na cadeira. – Mas, pra ser sincero, eu nunca tive nenhum problema com ela. Ela é a dor de cabeça do null! – ao escutar aquilo, null não deixou de rir.
– Eles continuam se atacando? – ela perguntou e ele assentiu. – Oh, meu Deus. Eles devem ter colocado fogo lá na cozinha! – ela completou ao se lembrar dos dois.
– Não se preocupe. O null veio comigo até aqui, porque ele ia pra sala do Charlie. – null disse e ela respirou aliviada. – Ah, falando em Charlie, null e eu o convencemos a deixar você participar do novo interrogatório. Mas, você tem que ser forte, porque se eles não quiserem dizer, partiremos para algo mais radical. – null disse e ela arregalou os olhos.
– Tortura? – null perguntou e ele assentiu. – Tipo, choque elétrico? – mais uma vez ele concordou. – Tudo bem. Eu aguento! – ela disse, o surpreendendo.
– Fica lá pela sala que na hora certa eu te chamo. – null disse, se levantando.
null assentiu e os dois saíram juntos. Porém, ela foi para a sala que dividia com ele e null, enquanto null foi até a sala de null. Ao chegar lá, viu a amiga no telefone pedindo o almoço, tanto para ela quanto pra null, que caminhou até onde ela estava e sentou no banquinho.
~**~
Los Angeles, CA – SALA ESPECIAL – 14h35min.
null estava concluindo sua matéria sobre Nick, quando null e null a chamaram na sala. Os três caminharam até um local desconhecido por ela e muito escuro. Um calafrio percorreu todo o corpo de null, porém ela não queria demonstrar isso para os homens. Finalmente, quando eles chegaram ao local, puderam ver null mexendo em algumas pequenas televisões, que mostravam imagens do local onde os três que foram presos estavam.
– Pronta pra diversão, null? – null perguntou e ela o ignorou. – Acompanha daqui de fora que o null gravará do jeito que você queria. – ele completou e null assentiu.
Em seguida, null e null entraram no local onde Jean estava. Ele se sentou de frente para null, que ficara em pé, enquanto null estava sentando também. O homem tinha um olhar frio, o que fez null estremecer só ao ver.
– Pronto para nos contar algumas coisas? – null perguntou. – Se você colaborar, garanto que não será doloroso. Caso contrário, você sabe o que vai acontecer.
– Fiquei sabendo que um carro quase ia pegando você hoje, mas aquela gostosa de ontem te salvou. – Jean disse e null ficou sério. – Não acredito que caí na dela. Mas quer saber? Eu adoraria ter terminado o que nós começamos. – quando terminou de dizer isso, null acertou um soco em sua cara. – O que foi que eu fiz? Só por que falei da tal de null?
– Não é dela que queremos falar. – null disse nervoso.
– É aí que você se engana, caro null. – Jean disse, limpando sua boca que sangrava com a blusa que estava usando. – Cadê ela? Acho que se eu tenho que falar algo, ela deveria estar aqui para ouvir. – ele completou e null arqueou uma sobrancelha, olhando para null.
– null, entra aqui. – null disse e null o olhou sério. null, assim que escutou seu sobrenome, fez o que null pedira, mas não se aproximou de onde eles estavam.
– null null. A gostosa que me enganou direitinho. – Jean disse.
– Se você a chamar de gostosa mais uma vez, você levará outro soco. – null disse.
– Desculpa mexer com a sua mulher. – ele disse, provocando-o. – Agora vamos ao que interessa. Eu sou traficante de pessoas. Fui influenciado pelo meu pai. Só que diferente dele, que só pegava meninas virgens para obrigá-las a fazer sexo com homens velhos e ricos, eu pegava todo tipo de pessoa. Só que daí, ele teve a excelente ideia de pegar o cara que roubou a mulher dos sonhos dele, que não era a minha mãe. Uma mulher branca, cabelos pretos e lisos. Muito gostosa. E sabe null? Você é muito parecida com ela. – Jean fez uma pausa e olhou para null, que parecia confusa. – Há 23 anos, ele sequestrou este homem.
– null, tira a null daqui. – null pediu assim que começou a entender os fatos.
– null null. Sabe quem era esse homem que meu pai sequestrou? Joseph Francis.
– Quem é esse homem? – null perguntou.
– Tira a null daqui, null! – null pediu mais uma vez e o homem veio até ela, puxando-a pela mão.
– O homem era o seu pai. – Jean disse e o coração dela acelerou. – A mulher que meu pai desejava era a sua mãe. Mas depois que ele soube do casamento deles, armou para o seu pai, que foi sequestrado. Sua mãe caiu na mesma armadilha. A diferença é que ela era totalmente inocente e acabou morrendo naquele acidente de avião. Já seu pai se envolveu com coisas erradas quando você estava prestes a nascer. Ele traiu a equipe dele por dinheiro e reconhecimento. Ele traiu o seu melhor amigo, Charlie Carter.
– QUE ABSURDO É ESSE? EU NEM CONHEÇO ESSE HOMEM QUE VOCÊ TÁ FALANDO. – null gritou, ficando de frente para o tal homem.
– Sua família é tão suja quanto a minha. E, sinto informar, mas após a morte do meu pai, sabe quem assumiu o trabalho sujo? Seu querido pai. Ele não está morto, null. Ele está vivo e pode ter certeza que foi ele quem mandou alguém atropelar um de vocês daqui. Não duvido nada que esse alguém, em especial, fosse você. – Jean disse e null saiu dali correndo.
Ela passou que nem um furacão por todos que ali estavam. Parou quando as lágrimas invadiram seu rosto e caiu sentada, encostando-se na parede. Como assim seu pai havia feito isso? Trair a equipe, trair Charlie por mais dinheiro e reconhecimento? Não, isso não podia ser verdade. E como assim ele estava vivo? Por culpa dele, sua mãe estava morta e isso não era justo, nem ficaria assim.
Diante das informações que null ouvira daquele homem, ela decidiu ir atrás de resolver esse assunto. Não entendia o porquê de Charlie ter dado essa missão para a equipe dele sem ao menos dizer que o homem que eles buscavam “prender”, era o seu próprio pai. Mas agora faria o possível e o impossível para resolver essa situação o mais rápido que pudesse, pois queria aproveitar a raiva que estava sentindo e o nojo por esse homem, a quem ela deveria chamar de pai.
Dois dias haviam se passado. Nesse momento, null estava trabalhando em uma nova matéria a pedido de Henry. Só que de vez em quando, ela abria sua pasta particular no notebook. Nela continha algumas – poucas – informações sobre quem era esse tal de Joseph Francis, de como ele conheceu a sua mãe, como fora sua vida quando ele ainda estava no colégio. Aquilo não era suficiente e estava passando da hora de null fazer o que teve vontade de fazer no mesmo dia em que fora obrigada a ouvir tantos absurdos. Logo, ao dar uma olhada em seu relógio e ver que já estava chegando a hora do almoço, ela desligou seu note, guardou em uma mochila e ajeitou a mesa de sua sala. Observou com cuidado se estava esquecendo algo, mas ao ver que estava com tudo em mãos, saiu e trancou sua porta.
Ela passou pela sala de Henry, porém ele não estava nela. Então falou com Colbie, a mulher ruiva que havia atendido ela há dois dias e pediu que esta avisasse para o chefe que null não voltaria mais hoje, mas que tinha terminado tudo que ele pedira e deixado em sua mesa. Depois disso, ela desceu, indo até o estacionamento, entrando em seu carro após guardar todas as suas coisas e assim, dando partida em direção ao restaurante de null e null.
~**~
CASE – 13h15min – Cozinha.
Charlie terminava de almoçar na companhia de null e null quando null entrou no local. Ele jogou o restante da sua quentinha no lixo e foi até a geladeira, pegando um copo de suco. Os três continuam a conversar, quando null entrou no local, eufórica.
– A null acabou de chegar aqui. – após dizer isso, Charlie e null saíram de lá.
Eles andavam apressadamente pelos corredores do prédio. Durante o caminho, os dois ficaram em silêncio. Quando se aproximaram da sala, antes que pudessem entrar, viram null sair do local e ficar olhando para eles. Ela cruzou os braços e null cutucou Charlie.
– Você apareceu. Onde estava? – o mais velho perguntou.
– Trabalhando na redação. – ela disse ríspida. – Agora, eu voltei e gostaria de conversar com você. Pode ser? – null perguntou e ele assentiu.
– Vamos até a minha sala. – Charlie disse e saiu andando. Quando null ia saindo, sentiu a mão de null tocar a dela, fazendo-a o olhar.
– Você está bem? – ele perguntou, tirando os seus óculos e pendurando em sua blusa.
– Vou ficar quando responderem as minhas perguntas. – null disse. – Depois volto pra cá e ajudo você e a null. – ela completou e se retirou em seguida. null ficou a olhando e preocupado com o que ela poderia ouvir de Charlie, foi atrás. Assim que ela ia fechando a porta, sentiu alguém segurar. Ao ver null, arqueou uma sobrancelha.
– Se incomoda se eu ficar aqui? – null perguntou e ela fez que não com a cabeça, indo para perto de onde Charlie estava. Ele fez o mesmo, mas sentou-se atrás dela.
– Depois do que escutei daquele homem, fiquei com o juízo perturbado, Charlie. Por que eu nunca soube quem era o meu pai? E por que você não me confirmou que ele está vivo? – null foi direta.
– null, a gente só suspeitava que ele estivesse vivo. Fomos pegos de surpresa após o que aquele homem disse. Você sabe que se eu soubesse de algo concreto, você seria a primeira pessoa, a saber, disso. – Charlie disse e null bufou.
– Tem certeza, Charlie? Então por que eu não fui à primeira a saber que estávamos investigando sobre ele? Porque você me disse que era outra pessoa. – ela disse. – Eu tô cansada de viver ao redor de pessoas que só mentem pra mim. Você acha que foi fácil descobrir que minha mãe era uma agente e que morreu tentando encontrar meu pai? Será que você não entende que se hoje ela está morta, a culpa é toda desse tal de Joseph Francis? – ela continuou, enquanto algumas lágrimas se formavam em seu rosto.
– Tudo que sua mãe fez foi para te proteger, null. E ninguém aqui mentiu pra você. Mais uma vez eu digo: estamos tão surpresos quanto você. Mas você quer escutar o que eu tenho pra te dizer? Eu não acredito em tudo que esse tal de Jean falou. Mas vou atrás de tudo pra deixar isso claro, porque assim como você, eu também preciso de respostas. Então, não se preocupe, porque nós vamos conseguir descobrir tudo, nem que seja a última coisa que eu faça. – Charlie falou e levantou-se para ir até onde null estava. Ele a levantou e lhe deu um abraço. – Eu só quero o seu bem. Assim como os outros aqui. Sei que é um risco que enfrentamos todos os dias, mas eu não me perdoaria se perdesse algum de vocês. Por isso que eu os treinei e faço questão de tê-los sempre por perto. – ele completou, fazendo ela o olhar. – Vocês são a minha família!
– Tudo bem, Charlie. Mas eu te peço, por favor, não esconde nada de mim. Mais do que nunca, eu quero participar dessa missão, ativamente. – null disse e sorriu. – Vou ver algumas coisas com o null e a null, mas queria informá-lo sobre uma festa que terá hoje lá na Redação, onde trabalho com um cantor que fiz uma entrevista. Estarei presente, mas depois volto pra cá. – ela completou e Charlie assentiu.
Em seguida, ela e null foram para a sala deles. No caminho, ele lhe contou o que todos tinham feito esses dias e quando chegaram à sala, encontrou null toda sorridente. Os dois se encararam e pararam de frente para a mesa dela.
– Viu um passarinho verde? – null perguntou. – Qual o motivo da alegria?
– Nick acabou de mandar uma mensagem me chamando para a festa que terá no local onde a null trabalha. – null disse, parando para respirar. – Eu preciso ver uma roupa, porque pelo que ele falou, a festa é muito fina.
– Isso não é problema pra você, designer de moda. – null disse. – Eu ainda tenho que ir pegar meu vestido. – ela completou e se sentou ao lado de null. – Agora, por que raios o Henry tinha que inventar essa festa em plena quinta-feira?
– Henry? – null perguntou, com a sobrancelha arqueada.
– Sim, Henry. Aquele que estudou com a gente. Você se lembra null? – null disse e o rapaz a sua frente encarou as duas.
– Você tá trabalhando com o Henry? – ele perguntou para null.
– Ele é o dono do local onde trabalho. – ela respondeu, sem dar muita importância.
– null, você poderia ir chamar a null pra mim? – null pediu e a menina assentiu, saindo da sala. – null, se eu não te conhecesse bem, eu diria que você mudou o semblante quando ouviu da null que ela trabalha com o Henry. Algum problema?
– Enlouqueceu? Não tem nada a ver. – null disse, se sentando em sua cadeira.
– Ah, tá. Então, eu posso dar meus dois convites para a null e pro null, porque você não faz questão de ir, não é mesmo? – null o provocou.
– O que eu faria numa festa como essa? – null perguntou. – Pode dar pra eles!
– O problema é que eles não podem ir. – null continuou. – Olha, se você disser que quer ir, eu faço um sacrifício e dou o outro convite para o null, pra ele te acompanhar. – ela completou.
– Por que você tá insistindo nisso, null? – null perguntou.
– O Henry estará lá, sabia? Com certeza a null estará toda linda e ele se jogará pra cima dela.
– E eu com isso?
– Merda, null! Dá pra me ajudar? – null pediu. – Eu não a quero com ele. Quero-a com você! – quando ela disse isso, null arregalou os olhos.
– E quem disse que eu a quero? – ele perguntou, rindo em seguida.
– Eu não disse isso. Eu disse que a quero com você, não que você a quer. – null confundiu a cabeça do homem a sua frente.
– Tudo bem, null null. Eu estarei lá. Com o null. – null disse e ela sorriu, satisfeita. null entrou no local e disse que não tinha encontrado null. null assentiu e olhou para null, rindo. Ele revirou os olhos e ligou o seu notebook em seguida.
~**~
Los Angeles, CA – Redação – 19h55min.
null havia acabado de chegar ao local e arrancou alguns sorrisos masculinos. Assim que saíra do prédio, foi até um salão de beleza para fazer um penteado. Depois, passou para pegar seu vestido e foi se arrumar em casa. Agora, ela estava esbanjando simpatia por onde passava e sendo elogiada pela escolha do seu vestido longo azul-marinho, com uma abertura da coxa esquerda até embaixo. Sendo assim, ela caminhou até a sua sala para pegar o equipamento que usaria para o local, já que ficaria a frente da apresentação da revista, que estava divulgando a matéria exclusiva feita por ela sobre Nick.
Quando desceu novamente, sorriu ao ver null usando um lindo vestido rosa tomara que caia, segurando uma bolsa pequena, de salto, e os cabelos lisos com alguns cachos nas pontas. Mas ela parou de sorrir quando viu dois homens a acompanhando. O primeiro, de cabelos pretos com um topete, usando terno com calça social e uma gravata grande. O segundo, de cabelos loiros levemente penteados, usando apenas um blazer por cima da blusa cinza e calça social. A barba por fazer e os olhos verdes brilhantes, mas totalmente perdidos.
– O que raios eles estão fazendo aqui? – null disse baixinho e saiu ao encontro deles.
Quando ela se aproximou, percebeu que tanto o olhar de null quanto o de null percorreu por todo o seu corpo. Isso a deixou envergonhada, porém ela não queria demonstrar. Logo, sorriu.
– Que gata, hein? – ela disse para null, que a cumprimentou com um abraço. – Boa noite! – ela falou, sorrindo para os dois homens a sua frente. null balançou a cabeça, já null foi até ela, lhe dando um beijo no rosto.
– Não tem problema mesmo o null e eu estarmos aqui? – ele perguntou, enquanto olhava ao redor, observando as pessoas que chegavam ali.
– Não tem problema, mas estou surpresa com vocês aqui. – null disse.
– Eu chamei o null, que chamou o null. – null falou. – Cadê o meu amor? Ele já chegou. null? – ela perguntou, fazendo os dois homens olharem e null rir.
– Ele está chegando. Vamos entrar! – null falou e os três assentiram.
null e ela iam na frente, conversando sobre alguma coisa, enquanto null e null estavam atrás. Os dois se sentiam estranhos naquele local, pois esse evento não tinha nada a ver com eles. No entanto, quando começaram a ver algumas mulheres muito bonitas passando entre os dois, começaram a ficar animadinhos. Principalmente null.
– Olha, fiquem à vontade. Podem beber e comer o que quiser. Agora eu preciso ir, porque tem alguém enchendo o meu saco aqui pelo rádio. Depois eu volto. – null disse e saiu em seguida.
– null, quem é o seu amor? – null perguntou e ela olhou pra ele.
– Por que quer saber? – ela perguntou e ele deu de ombros. – Nick!
– O carinha que é cantor e ela não para de falar dele. – null se meteu.
– Não acredito! null null apaixonada por um cantor? – null disse, rindo.
– Antes apaixonada por ele do que por você. – null disse e ele parou de rir.
– Ah tá, e o que ele tem que eu não tenho? – null perguntou, enquanto se aproximava da mulher e ficava de frente pra ela, encarando-a nos olhos.
– Bem, ele tem tudo que você não chega aos pés de ter. Agora me dá licença, que eu vou atrás dele. – null disse, dando um sorrisinho e saindo em seguida. null, que observava a cena, começou a rir da cara do amigo.
– Vamos beber alguma coisa? – ele perguntou e null assentiu, colocando as mãos nos bolsos e andando com null até a mesa onde estavam as bebidas e comidas.
~**~
Após uma breve coletiva dada à imprensa, Nick foi até o local da festa, onde cumprimentou diversas pessoas. No entanto, um sorriso formou-se quando ele viu quem queria: null! Ela estava parada próximo de onde a banda tocava uma música qualquer, quando ele se aproximou dela. A mulher não deixou de sorrir quando o mesmo depositou um beijo estalado em sua bochecha.
– Ei, Nick. – ela disse ainda sorridente. – Acabou a coletiva?
– Acabou sim e agora sou todo seu. – ele disse sorrindo pra ela. – A null me disse que tem um espaço mais reservado para mim. Vamos até lá? – ele perguntou e imediatamente ela aceitou.
Nick pegou na mão da moça e os dois caminharam até uma sala, que estava bem decorada e cheia de coisas para o astro. Ele passou e viu alguns presentes, o que deduziu ser de algumas fãs que estiveram presentes lá. Depois disso, ele encheu dois copos com uma bebida, ficando com um e entregando o outro para null, que se sentou e ele fez o mesmo.
– Me fizeram uma pergunta interessante na coletiva. – Nick começou a falar e null ficou de frente para ele. – Quiseram saber como estava o meu coração!
– Você não respondeu que estava batendo, né? – ela perguntou, divertida.
– Eu disse que estava batendo, sim. Mas por alguém em especial. – ao ouvir aquilo do rapaz, ela deu um gole em sua bebida. – null, você acredita em paixão à primeira vista?
– Acredito. – ela disse ficando vermelha. – Mas por que está perguntando isso?
– Porque eu acho que me apaixonei por você a partir do momento em que coloquei meus olhos em ti. – ele disse e soltou o copo que segurava, passando uma de suas mãos pelo rosto dela.
Em seguida, ele se aproximou mais um pouco e depositou um selinho carinhoso nela, que sorriu sem jeito. Ele fez o mesmo, mas sem querer esperar mais e desejando por isso, juntou seus lábios ao dela, tendo um beijo calmo no início, mas que pegou velocidade com o tempo.
– O que quer aqui, null? – a voz de null assustou null, que ainda estava próxima de Nick. Ele, por sua vez, parou e ficou olhando para os dois.
– Só preciso pegar… – null começou, mas ao ver os dois, parou. – É, desculpa. Eu não sabia que já estava por aqui, Nick.
– Sem problemas, null. – o homem disse e null ainda olhava para os dois. De repente, ele saiu dali, sem dar satisfação nenhuma para null, que não entendeu nada.
– Depois eu venho aqui. – null disse e se retirou. null estava vermelha e Nick, percebendo, a puxou pela mão, sorrindo.
– Posso te deixar em casa? Ainda vou viajar de madrugada. – ele disse e ela assentiu.
Logo os dois saíram da sala e foram rapidamente até o carro do homem por causa das fãs. Enquanto isso, null terminava de beber seu coquetel, quando seu celular tocou.
– Cadê você, null?
– No prédio. – disse null.
– Como assim você tá no prédio? Você não tá mais na Redação?
– Não, null. Eu vim embora e só quando cheguei aqui me lembrei que você tinha vindo comigo. Foi mal aí!
– E agora, como eu vou pro prédio? De táxi? – perguntou null, ficando nervoso.
– Cara, pega um táxi que quando chegar aqui eu pago. – null disse. – Até já, já!
null nem deu tempo de null responder, o que o deixou mais bravo ainda. Ele olhou ao redor e viu que muita gente já tinha ido embora. Daí decidiu fazer o mesmo. Mas, quando estava caminhando para sair do local, viu null passar esbanjando alegria. “Será que ela tá de carro?”, pensou null. Sendo assim, ele foi até onde ela estava.
– null? – ele a chamou, colocando as mãos nos bolsos.
– Diga. – ela disse, enquanto tirava os equipamentos que estava usando.
– Você vai demorar a sair daqui? – ele perguntou.
– Não. Por quê?
– Porque eu queria saber se tinha como você me dar uma carona. – null pediu sem jeito e null parou o que estava fazendo para olhá-lo.
– Por que está me pedindo isso?
– Porque o null foi embora e me esqueceu aqui. – ele disse, fazendo-a rir. – Se não puder, não tem problema, eu pego um táxi!
– Não, pode ir comigo. – ela disse, rapidamente. – Mas com uma condição.
– Que condição?
– Você dirigir, porque eu estou exausta. – ela respondeu e ele assentiu. – Pode me esperar lá fora que daqui alguns minutinhos eu chego lá! – null completou e ele fez o que ela pedira.
Após cinco minutos, null apareceu do lado de fora, encontrando null sentado em um banco, mexendo em seu celular. Ela parou um pouco para analisá-lo e percebeu o quão atraente ele havia se tornado. Sem dúvidas, ele arrancava os suspiros de muitas mulheres. Quando sentiu o peso das coisas que trazia, resolveu caminhar até onde ele estava. null, assim que a viu se aproximando, guardou seu celular no bolso e pegou as coisas que ela trazia. Os dois caminharam até o carro da mulher, que ao destravar, colocou as coisas no banco detrás, assim como null. Em seguida, ela se sentou no banco do passageiro e null se sentou no banco do motorista, pegando a chave da mão da mulher.
– Gostei do carro. – null disse, se referindo a Mercedes da mulher. – Com ou sem emoção?
– Com emoção e sem multas, por favor. – ela disse num tom divertido, ligando o som e deixando uma música animada. null assentiu e deu partida logo depois.
~**~
CASE – 23h25min.
Assim que estacionaram, null e null entraram no prédio, subindo pelo elevador. Ao chegarem ao terceiro andar, eles estavam caminhando até a sua sala, quando viram null conversando com null, sentada em um sofá. null parou e sorriu para eles.
– Como estão as coisas por aqui? – ela perguntou, enquanto tirava o seu salto.
– Tranquilas. – null respondeu.
– Exceto o null, né? – null disse, fazendo null e null o olhar.
– O que tem o null? – null perguntou. – Eu vou matar ele!
– Ele entrou todo nervosinho na nossa sala e quando perguntamos o que ele tinha, ele só faltou nos engolir. – null falou. – Aconteceu alguma coisa nesse evento?
– Ele sumiu depois que… – null ia falando, mas quando se tocou, arregalou os olhos.
– Depois que o quê, null? – null perguntou.
– Depois que eu pedi ajuda pra ele. – null disse, se levantando em seguida. – Eu vou até a sala de vocês. – ela completou e saiu depois. Caminhou pouco e logo chegou aonde queria, entrando na sala e vendo null sentado em sua mesa. – Podemos conversar? – null pediu.
– Não tenho nada pra conversar. – ele disse, pegando seu celular.
– null, eu me toquei agora. Depois que você viu a null beijando Nick, você mudou. Saiu de lá e ainda deixou o null. – null disse e ele continuou mexendo no celular. – EU NÃO ACREDITO! – ela gritou, assustando o homem a sua frente.
– No que você não acredita? – null perguntou.
– Você gosta da null. – null disse e ele arregalou os olhos. – Você saiu todo nervosinho de lá depois que a viu com ele.
– Você tá louca? Eu não gosto da null! – null disse se levantando.
– Então por que você foi embora? – null perguntou. – Me dê uma boa razão!
– Eu vim embora porque não estava mais aguentando aquele lugar. Maldita hora em que eu concordei de ir com o null. – ele disse, mas não convenceu null, que quando ia dizer algo, foi interrompida pelo barulho de porta abrindo, mostrando null.
– Oh, null, você não me convenceu e nem me engana. – null disse, saindo em seguida.
– Do que ela está falando? – null perguntou.
– Eu sei lá. Ela é tão doida quanto a null. – null disse, dando de ombros.
– Sei. Agora, me dá um bom motivo para não quebrar a sua cara. – null falou sério.
– Você veio de carro com a null. – null disse, prendendo o riso.
– Eu pedi um bom motivo. – null disse.
– E isso é o que, null? Você pensa que eu não vi o jeito que a olhou quando a viu lá naquele evento? – null falou, deixando o rapaz mais sério ainda.
– E como você sabe que eu vim com ela?
– Eu vi quando vocês chegaram. – null disse. – E aí, rolou algum beijinho?
– Claro que não, null. Tá louco? – null disse, se sentando no sofá.
– Que pena! Tenho certeza que a noite teria acabado melhor pra você. – null provocou e null pegou uma almofada, acertando a cara dele.
– Vou me trocar e depois vamos trabalhar. – null disse, enquanto se levantava. – E nunca mais me deixe sozinho em cantos assim, nem fale asneiras em relação a null. Entendido?
– Sim, senhor. – null respondeu e tornou a se sentar perto de sua mesa.
null saiu da sala e foi até o seu armário, pegando uma roupa mais à vontade e indo se trocar no banheiro. Enquanto se trocava, começou a rir das besteiras que null havia falado. “Até parece”, ele pensou alto. Depois de pronto, foi até a sala de Charlie para saber das últimas novidades!
null havia chamado todos os seus amigos para almoçarem em seu restaurante hoje. No entanto, quando estes chegaram, estranharam o fato de que só tinham eles ali. null, que preparava a comida, não fazia ideia do que estava prestes a acontecer.
– Meu filho, me diga uma coisa. – null começou, enquanto se sentava ao lado de null. – Você não quer mais ganhar dinheiro, é? Por que abriu o restaurante só pra gente?
– Em breve você e todos que aqui estão saberão. – null disse, enquanto colocava os pratos em cima da mesa, além dos talheres. – Estão com fome? – ele perguntou e todos assentiram.
Sendo assim, ele foi até a cozinha, onde null terminava de arrumar os pratos que null pedira que ela fizesse. Ele depositou um beijo na namorada, que sorriu e continuou a ajeitar as coisas que fazia, mas agora, com a ajuda dele.
– Tem quantas pessoas lá fora? – a mulher perguntou.
– 8 pessoas. – null disse e ela assentiu. – Só que eu quero que você faça dois a mais, porque provavelmente chegará mais gente. – ele completou.
– Amor, essas pessoas são muito importantes, né? Porque você fechou o restaurante só para recebê-los. – ela disse e null sorriu.
– São muito importantes mesmo, principalmente os dois que estão faltando. – ele disse e pediu que dois de seus funcionários que ali estavam levassem os pratos até onde os outros estavam.
Em seguida, null saiu da cozinha e tirou seus acessórios de chefe, além de ajeitar-se para cumprimentar as pessoas que estavam ali no restaurante. null fez o mesmo e logo depois, foi até onde a mulher estava pegando em sua mão e caminhando até a mesa onde os convidados estavam. Quando null viu quem era, olhou sem entender para null. Nesse momento, todos que estavam sentados, direcionaram o olhar para o casal que estava em pé.
– O que vocês estão fazendo aqui? – ela perguntou para os demais.
– Seu namorado chamou a gente pra comer aqui. – null falou.
– Na verdade, não foi só pra isso. – null disse, fazendo todos olhar pra ele. – Pra ser sincero, eu já queria ter feito isso. Mas aconteceram algumas coisas que me impediram! – ele completou e se virou para a namorada. – null, há sete anos eu descobri o quão apaixonado eu era por você. Não sai da minha cabeça o nosso primeiro beijo, do dia em que eu te pedi em namoro e você chorou feito um bebê, dizendo sim logo depois. Da nossa viagem para Londres, das habilidades que descobrimos juntos e de todos os momentos que nós passamos. – null fez uma pausa e tirou uma caixinha de seu bolso, abrindo e mostrando duas alianças. – Por isso, eu queria saber, na frente dos nossos melhores amigos, se você aceita se casar comigo. – quando ele terminou de falar, ajoelhou-se e ficou esperando a resposta da mulher, que estava emocionada.
– Mais é claro que sim! – foram as únicas palavras que ela conseguiu dizer.
null sorriu e levantou-se, colocando a aliança na mão dela, que fez o mesmo com ele. Os amigos dos dois começaram a aplaudir. null e null choravam, assim como null, que agora dava um beijo em null. null, null, null e Charlie sorriam com a cena. null e Miranda observavam tudo sorridentes. Depois, todos foram cumprimentar o casal, que agora, estavam noivos.
~**~
Los Angeles, CA – CASE – 14h15min.
Após o pedido de casamento de null para null e do almoço incrível, todos resolveram ir para o prédio adiantar alguns trabalhos. O casal de noivos foi para sua sala, onde instalariam alguns equipamentos novos e testariam. null foi para a sala de Charlie com Miranda, null e null. null e null foram para a sua, na companhia de null, que se deitou no sofá que havia ali, fazendo a única mulher dali bufar.
– null, não pense que pode ficar à vontade na nossa sala só porque é amigo do null. – null disse, fazendo o homem a encarar.
– Fica quietinha aí que é melhor! – null disse, tirando os seus sapatos.
– Não me mande fica quieta. – ela disse ficando nervosa. – Quem você pensa que é?
– null null, prazer. – ele a provocou, com um sorrisinho no rosto. – Por que não vai procurar aquele cantorzinho de merda e me deixa em paz? Ou você só tá com ele por causa da fama?
– Não o chame de merda, porque a única merda que tem aqui é você. – null disse.
– Ah, claro! – null se levantou. – E você acha mesmo que ele quer algo sério com você? Por favor, null, eu pensei que você fosse menos idiota. Mas pelo visto, eu me enganei! – ele completou e se aproximou dela. – Cuidado, viu? Talvez ele faça o mesmo que você fez comigo há sete anos!
– Como você pode abrir a boca pra dizer isso? Ele não me quer pra isso!
– Realmente, não quer. Ele vai fazer tudo e depois vai te largar. E sabe o que “a única merda” aqui vai fazer quando isso acontecer? Rir da sua cara. – null disse e saiu batendo a porta.
null, muito nervosa, foi até a sua mesa e pegou um jarro que tinha em cima, jogando contra a parede. null estava perplexo diante de tudo que escutara. Mas não se meteria! Sabia que se falasse algo pra null, null ficaria com raiva dele e vice-versa. Sendo assim, ele saiu da sala, sem dizer nada antes que sobrasse pra ele, deixando a mulher com mais raiva ainda.
O homem caminhou foi muito, parou na cozinha para beber água e em seguida foi para a sala de Charlie, encontrando parte da equipe lá. Ele se sentou próximo a null, que via algumas coisas na internet junto a null. null conversava com Miranda e Charlie, quando foi até onde eles estavam.
– Cadê a null? – ela perguntou.
– Na sala. – null disse sem olhar pra ela.
– Vou até lá. – null disse, mas null pegou no braço dela.
– Se eu fosse você, não faria isso. Acabou de ter a maior discussão entre ela e o null, e bem, ela não está muito amigável. – ele disse e todos o encararam. – Acho melhor ela ficar sozinha, pra esfriar a cabeça. E você, deveria ficar aqui, porque se não vai sobrar pra ti.
– null nervosa é a treva. – null disse, rindo em seguida. No entanto, parou de fazer isso quando sentiu um embrulho no estômago. – null, pega um pouco de água pra mim, por favor.
– O que você tem? – ele perguntou preocupado. null olhou para a amiga e percebendo que ela estava pálida, foi pegar a água que ela pedira.
– Acho que a comida não me fez bem. – ela disse, enquanto respirava fundo.
– Você quer algum remédio? – null perguntou e null voltou, dando a água pra ela.
Quando terminou de beber e ia responder a null, ela levantou depressa e foi até o banheiro que tinha na sala de Charlie. Ele e Miranda ficaram olhando, enquanto null ia até a porta do banheiro e batia, esperando que a mulher dissesse algo. Mas isso não aconteceu. null levantou-se e foi até onde null estava. Bateu à porta mais algumas vezes, mas não obteve nenhuma resposta. Até que, uns cinco minutos, a porta se abriu, mas foi null quem entrou.
– Ei, você tá bem? – ela perguntou assim que viu null sentada no vaso sanitário.
– Eu estou me sentindo enjoada. – ela disse e null abriu a boca em um “O”, mas não disse nada. A mulher percebendo a reação da amiga, arregalou os olhos. – Será que eu tô… – ela não conseguiu completar, porque null entrou no local.
– O que você tem null? Quer que eu te leve no médico? Você tá pálida! – o homem dizia nervoso e null não deixou de sorrir ao ver a preocupação dele.
– Tem uma médica aqui hoje, porque ela veio medir minha pressão. – disse Charlie, quando se aproximou da porta de seu banheiro. – Ela está lá na enfermaria. Leve ela lá, null. – ele completou e as duas assentiram, levantando-se.
– Vou com vocês. – null disse.v
– Não, fica aqui. – null pediu. – Tenho certeza que não é nada demais! – ela acrescentou e saiu rapidamente com null, sem dar chances de ele responder algo. Charlie, Miranda e null ficaram rindo da cara que null fez.
– Eu sou namorado dela, não a null. – ele disse, fazendo os três rirem mais ainda.
Enquanto isso, null e null logo chegaram à enfermaria e a médica que estava lá avaliou a menina. null a deixou sozinha, por uns instantes e quando voltou, viu que a mulher tinha feito um exame de sangue na amiga, com a ajuda da enfermeira que ficava lá no prédio durante o dia. Ela chamou null e lhe entregou uma sacolinha da farmácia.
– Faz isso porque eu não tô a fim de esperar duas horas pelo exame de sangue. – ao ouvir aquilo de null, null estremeceu. Porém, ela foi até o banheiro. Alguns minutinhos depois, a mulher apareceu fazendo com que null desse um pulo da cadeira. Ela caminhou até onde null estava e percebeu que a mesma estava chorando. Sendo assim, null apenas pegou das mãos de null o teste de gravidez e sorriu ao ver que tinha dado positivo.
– EU VOU SER TITIA. – null deu um grito e abraçou a amiga. – Fica tranquila amiga, esse bebê vai ser muito amado por vocês e pela gente. Você vai ser mamãe! – ela completou e se assustou quando escutou um barulho de copo caindo ao chão. null estava ali.
– Você vai ser o quê? – ele perguntou, olhando para null, que já estava com os olhos vermelhos. Ela se aproximou dele e baixou a cabeça.
– Desculpa null. Eu devo ter me esquecido de tomar a pílula. E-eu não s-sei o que…
– Ei, desculpa pelo quê? – null perguntou. – Eu vou ser pai null. Você não poderia ter me dado notícia melhor. – ele completou e lhe deu um abraço apertado.
null se aproximou de null, que estava sorridente. Ela fez o mesmo que ele e ficou encarando o casal a frente deles. Tudo estava caminhando bem em relação aos seus amigos. null e null se casariam. null e null seriam pais. Só faltava null, null e null arranjarem algo, já que null estava toda feliz com o Nick.
XXX
Los Angeles, CA – CASE – 21h15min.
Janeiro, dia 31. null estava em sua sala na companhia de null. As duas investigavam alguma coisa acerca de seu pai, porém não acharam nada que pudessem ter ideia de onde encontrá-lo. Por conta disso, null resolveu ir até a sua casa, pois precisava relaxar um pouco longe de tudo isso. null assentiu, mas continuou no local.
Antes de sair do prédio, null passou na sala de Charlie, mas ele não estava lá. Então, foi até null, null e null, dizendo que iria a sua casa, mas voltaria logo. Também foi falar com null e null na sala de câmeras e eles brincaram, dizendo que ela ia atrás de homem. Depois disso, ela saiu e rapidamente entrou em seu carro. Olhou ao redor e sentiu como se estivesse sendo observada. Mas acabou deixando isso de lado quando ligou o seu carro e deu partida em seguida.
null percebeu alguns pingos d’água cair sob seu carro e ela estranhou, pois passara o dia fazendo sol e agora choveria. Por conta disso, diminuiu a velocidade e foi curtindo uma música qualquer. Olhou ao redor e viu o condomínio onde null e null ainda moravam de acordo com o que null e null lhe disseram. Veio a sua cabeça o dia em que ela e null foram fazer um trabalho de biologia lá. Depois que passou dali, acelerou mais um pouco ao perceber que a chuva estava diminuindo. No entanto, fora surpreendida por duas pessoas paradas no meio da rua. Uma delas segurava uma arma.
– DESCE DO CARRO! – uma voz masculina gritou deixando null sem saber o que fazer. – NÃO ESCUTOU? DESCE AGORA DAÍ! – o homem insistiu e null resolveu fazer o que o homem mandara.
Assim que saiu do carro, fora atingida em sua cabeça pela arma que o homem segurava, o que a deixou tonta. O mesmo homem entrou e começou a vasculhar as coisas dela. A outra pessoa se aproximou de null, que estava caída no chão. Sem pensar duas vezes, ela pegou uma faca e enfiou na barriga de null, que gemeu baixinho. Depois disso, o homem que já estava no carro pediu que a outra pessoa entrasse e quando isso aconteceu, ele deu partida.
null ficara no chão, sentindo muita dor. Olhou ao seu redor e nenhum carro passava ali. Por conta disso, levantou-se com um pouco de dificuldade e começou a andar. Pra completar de vez a sua desgraça, começou a chover novamente. A mulher continuou a andar, mesmo sentindo dor. Sua cabeça doía muito devido a pancada que levara em sua cabeça. Mas, lembrou-se que havia passado em frente ao condomínio dos meninos. “Preciso de ajuda”, ela pensou. E como estava muito longe de sua casa, continuou a andar, chegando próximo ao tal condomínio. Quando apareceu na entrada, assustou o porteiro, já que o seu estado não era um dos melhores. O local onde levara a facada não parava de sangrar nem de doer, deixando-a mais fraca. Além de estar toda molhada.
– Moça, o que aconteceu? – o senhor da portaria perguntou.
– C-chama o null. – ela pediu, caindo em seguida no chão.
– null null? – o homem perguntou nervoso. null só concordou com a cabeça.
Sendo assim, o senhor interfonou para a casa dele. Uma, duas, três vezes e nada. Ele puxou null e a colocou dentro da sua cabine. Pegou o telefone e interfonou mais uma vez. Após a quarta chamada, percebeu que alguém havia atendido.
– Senhor null?
– Sim, sou eu. Desculpa a demora, estava no banho.
– Por favor, venha até a portaria agora.
– Algum problema? – null perguntou.
– Sim, senhor. Mas eu nem sei como explicar. Só venha até aqui!
– Já estou indo! – ele disse, desligando em seguida.
Dois minutos depois ele chegou até a cabine do porteiro e ficou assustado quando viu null quase desmaiada ali. Ele entrou rapidamente e a pegou no colo, colocando-a em seu carro.
– Você sabe o que houve, Robbie? – null perguntou.
– Não, senhor. Ela só chegou aqui, já nesse estado e me pediu que o chamasse.
– Tudo bem. Eu vou levá-la ao hospital. – null disse e o homem assentiu.
Em seguida saiu em seu carro rapidamente, sem se importar com a chuva. Só queria chegar logo ao hospital, pois não queria que nada de mal acontecesse com null.
~**~
Los Angeles, CA – HOSPITAL – 22h30min.
null estava sentado à espera de notícias sobre null na companhia de Charlie, null, null e null. null chegara logo depois com null e null, fazendo um monte de perguntas para atendente do local. Porém, ela não tinha nenhuma informação ainda. Até que apareceu um médico e Charlie levantou-se, para falar com ele.
– O senhor é responsável pela senhorita null? – o homem perguntou e ele assentiu. – Bem, ela levou uma facada e perdeu um pouco de sangue. A sorte dela é que não foi um corte tão profundo. – ele completou. – No entanto, eu aconselho que ela passe essa noite em observação. Nesse momento ela está dormindo. E amanhã, após alguns exames, eu verei se ela pode ou não ir para casa!
– Tudo bem. – Charlie disse. – Preciso assinar algum papel? – ele perguntou.
– Sim. Por favor, me acompanhe. – o médico disse e Charlie assentiu indo atrás do homem.
null continuava sentado, mas escutou atentamente ao que o médico dissera. Mas ele ainda não conseguia entender como isso tinha acontecido. null, percebendo o homem pensativo, foi até ele, assim como null e null.
– Como você a encontrou? – ela perguntou, enquanto se sentava ao lado dele.
– Ela apareceu lá onde moro. Mas eu não faço ideia de como isso aconteceu!
– Ela disse que ia pra casa. – null falou. – Como ela foi parar no seu condomínio?
– É caminho das nossas casas. – null disse. – Sempre que vamos juntas, passamos pelo condomínio do null. – ela completou.
– Mas não dá pra saber o que de fato aconteceu. Por que ela estava desse jeito? – null disse.
– Isso nós só vamos saber quando ela acordar. – null disse, assim que se aproximou dos demais com null e null.
– Acho bom revezarmos aqui. Não podemos deixá-la sozinha. – null disse.
– null e eu ficamos aqui. – disse null. – Teremos que apurar os fatos assim que ela acordar e ir atrás de quem quer que tenha feito isso com ela.
– Então vamos voltar ao prédio. – disse null e null assentiu. – Esse lugar me deixa com calafrios! – ela completou.
– É melhor você ir mesmo. Não é bom pro bebê! – disse null. – null e eu vamos pra ver se encontramos algo suspeito. – ela completou.
– E eu vou ajudar vocês! – null disse. – Qualquer coisa é só ligar pra gente. – ele completou para null, batendo no ombro do amigo. Em seguida, ele foi embora com os demais.
~**~
NO DIA SEGUINTE…
Eram 6h19min da manhã quando null abriu os olhos com um pouco de dificuldade. Ela ficou assustada quando não reconheceu o lugar que estava, mas depois de ver alguns aparelhos, ela deduziu ser um hospital. A mulher tentou levantar a cabeça para ver se enxergava alguém, porém ela sentira um forte incômodo, desistindo de fazer isso. Sendo assim, ela olhou pro lado e deu um breve sorriso ao ver null sentada em um sofá. Porém, ela não estava sozinha. null fazia companhia a ela. De repente, um flashback passou pela sua cabeça. Lembrou-se que estava indo para casa, quando fora surpreendida por duas pessoas. Uma lhe acertou uma arma na sua cabeça e a outra lhe deu uma facada. Rapidamente, ela levou a mão na barriga e viu que estava enfaixado. Respirou fundo e voltou a olhar para a amiga e para null. Ao fazer isso, viu que null a olhava. Ele se levantou e foi para perto dela.
– Como está? – ele perguntou em um tom preocupado.
– Com um pouco de dor. – null respondeu baixinho. – Passaram a noite aqui?
– Sim. – ele disse, passando a mão nos olhos. – null e eu precisamos saber o que aconteceu. – quando ele completou, sentiu alguém se aproximar dele.
– Como se sente? – era null.
– Mais ou menos. – null disse e sorriu pra ela. – Tava me lembrando agora de tudo que aconteceu. Eu estava indo pra casa e fui surpreendida por duas pessoas. O homem que me mandou descer do carro bateu na minha cabeça com uma arma e a outra pessoa me deu uma facada. Depois, eles saíram no meu carro e eu fiquei na rua.
– Então foi um assalto? – null perguntou e null assentiu.
– Mas se foi só um assalto, por que eles não pegaram apenas o carro? – null indagou. – Eles não tinham a intenção só de roubar. Eles fizeram algo contra ela. – ele completou.
– O que isso quer dizer? – null perguntou.
– Que quem fez isso com você, sabia quem você era e tinha a intenção de te machucar. – null respondeu deixando null nervosa.
– Agora nós precisamos saber quem está por trás disso. – null disse e null assentiu.
Fevereiro, dia 1°. Mesmo sendo um domingo, todos – exceto null – estavam reunidos no prédio para tentar descobrir acerca do assalto ao carro dela. null estava na sala com null e null vendo as últimas imagens da noite anterior, achando em uma delas que um carro passara o dia no local, como se estivesse observando ali e que este saiu logo após que null foi embora. Levando em conta isso, os três foram até a sala de Charlie, que estava conversando com null e null. Eles disseram o que tinham achado e mostraram as imagens para os três homens, que observavam cada detalhe. De repente, null entra pálida na sala na companhia de null.
– O que foi null? Você está passando mal? – null perguntou.
– null e eu descobrimos algumas coisas. – ela disse, enquanto se sentava. – De acordo com algumas pessoas com quem conversamos o pai da null não está morto mesmo. Há 23 anos ele viajou para o México por conta de uma missão. Isso é verídico, Charlie? – ela perguntou e o homem assentiu, atento a cada coisa que ela falava. – Então, ele conseguiu chegar lá, mas foi sequestrado. Ao que tudo indica pelo pai daquele tal de Jean, como ele dissera pro null, pro null e pra null, no dia do interrogatório. – null continuou, até null pedir para continuar.
– Para não ser morto, o Joseph se aliou a eles, fazendo algo contra você e sua equipe. – ele começou a falar e Charlie respirou pesadamente.
– O que ele fez? – perguntou null.
– Ao que tudo indica, ele deu a conta do nosso banco para essas pessoas a quem ele se juntou e eles nos roubaram. – Charlie disse. – O pior é que eu não tive coragem de dizer isso pra Joanna. Ela mal acreditou quando eu disse que ele estava vivo, imagine se dissesse isso.
– Como você pôde fazer isso, Charlie? – perguntou null. – Se esse tal de Joseph fez tudo isso, a mãe da null deveria saber. Não ir atrás dele em uma missão que acabou resultando em sua morte.
– Sabe qual o problema, null? Apesar de escutar tudo isso, eu ainda não acredito que o Joseph tenha sido capaz de fazer tal ato. – Charlie disse, levantando-se. – Eu só vou acreditar se um dia ficar cara a cara com ele e o mesmo me confirmar tudo isso.
– Ao que tudo indica e de acordo com a foto que você nos mostrou, eu acho que isso está perto de acontecer. – null falou de cabeça baixa, mas todos os olhares se direcionaram a ela. – O homem que quase atropelou o null foi o Joseph. – após dizer isso, ela entregou uns envelopes para Charlie. – Aí estão às fotos que conseguimos de outra câmera.
– Não acredito. – Charlie disse, se sentando novamente. – Por que ele está fazendo essas coisas?
– Sinto informar, Charlie, mas ele também está envolvido no assalto da null. – null falou e se aproximou do homem mais velho. – O carro que passara o dia aqui ontem e só saiu quando ela foi embora, pertencia a ele. Só não sabemos se foi ele quem participou do assalto. – diante de tantas informações, todos ficaram sem reação. E a pior parte: não sabiam como contar a null!
~**~
Los Angeles, CA – Casa da família null – 8h17min.
Fevereiro, dia 2. Após ter passado o domingo todo fazendo exames, null finalmente havia recebido alta e se sentia aliviada por finalmente estar em casa. A parte ruim de tudo isso é que ela teria que ficar em repouso, no mínimo, uma semana para que o local em que levara a facada cicatrizasse mais rápido. Já havia até ligado para Henry, explicando o que acontecera com ela. Ele, muito preocupado, disse que ela ficasse o tempo que precisasse em casa. Também ligou para suas amigas para saber como estavam as coisas no prédio, porém nenhuma delas atendeu.
Nesse momento ela estava deitada assistindo a um programa qualquer quando escutou a campainha de sua casa tocar. Ela ia se levantar, quando Miranda gritou dizendo que abriria. Ela voltou a se deitar e alguns minutinhos depois, ela escutou passos na escada. Depois, alguém bateu a porta e ela sorriu ao ver três rostos conhecidos.
– Lembraram de mim? – null perguntou, ficando sentada.
– Ninguém te esqueceu. – null falou, enquanto se aproximava e lhe dava um beijo.
– Como você está? – null perguntou.
– Bem, mas chateada. – null disse.
– Por quê? – null perguntou.
– Porque eu tenho que ficar em repouso, mas eu detesto ficar parada. – ela falou, fazendo uma careta. – Mas e aí? Como estão as coisas no prédio? Alguma novidade?
– Nenhuma ainda. – null falou. – Mas estamos atrás e vamos achar quem fez isso com você.
– Tudo bem. – null disse, enquanto tentava achar uma posição confortável na cama. – E os meninos, onde estão? Por que eles não vieram com vocês?
– Quem em especial você queria que tivesse vindo, null? – null perguntou.
– Ninguém. – ela disse, dando língua pra amiga.
– Bem, meu namorado tiraria algumas fotos do amado da null, o noivo da null estava indo para o prédio e o null foi para a academia onde o null trabalha. – null quem respondeu. – Tem alguma coisa pra comer? Estou faminta! – ela completou, fazendo null e null arregalarem os olhos. – O que foi?
– Você acabou de comer bolinhos, null. – null disse.
– Eu sei que está grávida, mas acho melhor não exagerar nas comidas. – null falou, fazendo as meninas rirem.
– Miranda? – null chamou a mulher, que logo apareceu. – Você poderia trazer alguma coisa para essas moças comerem? – ela pediu e a mulher assentiu, se retirando em seguida.
– Como foi sua vida amorosa em Nova York, null? – null perguntou.
– Tive um namorado lá. Ele se chama Ian. – null disse. – Fizemos Jornalismo juntos, daí começamos um relacionamento. Mas, quando decidi voltar para Los Angeles, achei melhor terminarmos, porque namorar a distância não dá certo pra mim.
– Que pena. – null disse. – Tem fotos dele? – ela perguntou e null assentiu, pegando seu celular e mostrando uma foto dos dois juntos. – Uau! Ele é um gato. – ela disse e depois mostrou para null e null, que concordaram com null.
– Que bom que você não ficou na seca esses anos! – null disse, fazendo null rir.
– O Ian é incrível. Como namorado então nem se fala. – null disse. – Ele fez parte de um dos melhores momentos da minha vida. – ela completou, sorrindo.
– Então, se ele viesse morar aqui, você continuaria com ele? – perguntou null.
– Acho que sim. – null disse, mas não muito convincente.
– “Acho que sim”? – null a questionou. – O que te empataria de namorá-lo, com ele estando aqui? – ela perguntou e cruzou os braços.
– Ah, eu não sei meninas. Eu não sou adivinha pra saber se daria certo ou não. Por isso disse que achava que sim. – null disse e as meninas ficaram a encarando. – Por que estão me olhando?
– Será que certo alguém anda mexendo com você? – null perguntou. – Loiro e de olhos verdes? Alto, forte e que de barba é um charme. – ela continuou. – null null!
– Se você acha isso, por que não fica com ele? – null perguntou. – E não, ele não está mexendo comigo. De onde tirou isso? – ela perguntou nervosa.
– Eu não fico com o null, porque ele é meu amigo e também porque estou com o Nick. – null disse. – E coisinha, eu só comentei. Por que ficou toda nervosinha?
– Vai ver porque isso a incomoda, null. – null disse rindo.
– Não fiquei nervosa tudo bem? Agora, vamos falar de algo que preste, antes que eu expulse vocês da minha casa. – null disse e as meninas continuaram rindo. Quando ia falar algo, Miranda apareceu com alguns quitutes, deixando as meninas ocupadas. Resolveu ignorar o que escutara de null e null. “De onde já se viu? O null, mexendo comigo? Até parece.”, ela riu ao pensar nisso.
XXX
Dois dias se passaram. Já era dia 4 de fevereiro, aniversário de null. Pela manhã ela fora acordada por Miranda, que preparou um café da manhã maravilhoso. Isso fez com que ela chorasse muito, pois se lembrou que sua mãe quem tinha costume de fazer essas coisas, principalmente acordá-la pulando em sua cama. As duas comeram as maravilhas que a mulher mais velha havia preparado e ficaram conversando. Nem null acreditava que já estava fazendo 23 anos.
Durante a tarde ela entrou em suas redes sociais, vendo as mensagens que as pessoas lhe mandaram. Agradeceu de um por um e depois pegou seu celular, esperançosa de ver a ligação de uma das suas amigas ou até mesmo de Charlie, porém isso não aconteceu. Sendo assim, ela acabou se deitando e ficou assistindo televisão, até sentir sua vista pesar e adormecer ali mesmo.
Acordou-se atordoada, principalmente quando viu que já era 19hs. Olhou em seu celular e para sua tristeza, não tinha nenhuma ligação. “Não acredito que as meninas se esqueceram do meu aniversário”, pensou null, enquanto se levantava e caminhava até o seu banheiro. Despiu-se e em seguida entrou em sua banheira. Sentiu algumas lágrimas rolarem pelo seu rosto, mas logo parou de chorar. Suas amigas deveriam estar ocupadas, por isso ainda não tinham ligado ou aparecido. Depois de uns quinze minutos, ela saiu do banheiro e foi até o seu closet, escolhendo um vestidinho simples e o colocando. Penteou seus cabelos e colocou uma rasteirinha, descendo em seguida. Chegando a sala, encontrou suas amigas sentadas conversando com Miranda.
– Ei, null. – as três disseram juntas enquanto ela se aproximava e se sentava também.
– Tem comida? – null perguntou. – Acho que vou engordar muito nessa gravidez!
– Vou pegar um pedaço de bolo que fiz hoje. – Miranda disse e se retirou.
– BOLO? – gritou null. – Eu queria alguém que fizesse bolo pra mim, assim do nada!
– É verdade. – null disse. – Não precisamos comer bolo só quando é o aniversário de alguém né? – ela completou e null engoliu a seco. Suas amigas tinham se esquecido do seu aniversário e isso estava bem claro. – null, como está sua barriga?
– Melhor. – ela disse sorrindo fraquinho.
Quando ia completar, Miranda chegou com os pedaços de bolos e refrigerantes. As três amigas de null comeram e null ainda repetiu. null apenas encarava, sentindo uma enorme vontade de chorar novamente. Mas controlou-se. Ligou a televisão para se distrair e de repente escutou seu celular tocar. Número privado. Ela se levantou e atendeu.
– Alô? – ela disse séria.
– null? É o null! – a voz masculina respondeu. – null está na sua casa?
– Está sim. Quer falar com ela? – perguntou sem alegria.
– Não, na verdade queria falar com você. – ele disse deixando-a confusa. – Sei que você está em recuperação, mas eu fui até o hospital em que você foi atendida e o médico me disse que você poderia sair se estivesse acompanhada de alguém. Então, eu posso ir te buscar na sua casa?
– Mas o que eu vou dizer pra elas?
– Não se preocupe. Charlie já, já vai ligar pra uma delas pedindo que elas voltem para o prédio. Daqui a dez minutos passo aí.
– Tudo bem. – null disse, desligando em seguida.
Ela caminhou de volta para a sala e viu as meninas se levantando.
– Charlie ligou pra null pedindo para irmos lá. – null disse e null assentiu.
– Até mais amiga e se cuidam viu? – null falou, dando um abraço nela, assim como null e null. – E por favor, volte logo para o prédio. Sentimos sua falta!
– Espero poder fazer isso o mais rápido possível. – disse null.
As meninas assentiram e em seguida saíram. Já null foi até o seu quarto e resolveu trocar de roupa. Estava fazendo frio, então, ela acabou colocando uma calça jeans, uma blusinha preta com uma jaqueta por cima. Colocou outra rasteirinha e deixou seus cabelos soltos mesmo, já que estes ainda estavam molhados. Desceu e não encontrou Miranda em canto nenhum. Estranhou, mas até achou melhor, porque se ela soubesse que null sairia, ela falaria muitas coisas. Logo ela escutou um barulho de buzina e viu pela janela que era null, saindo em seguida e entrando no carro do homem, que lhe deu um beijo no rosto e deu partida rapidamente. Durante o caminho, ele perguntou como ela estava e como ela se sentia. null fora direta em suas respostas e se calou durante o restante do caminho, observando as ruas, que para uma quarta-feira, até que estavam movimentadas.
Los Angeles, CA – RESTAURANTE – 20h15min.
Enquanto isso, null e null terminavam de encher alguns balões, enquanto Miranda terminava de organizar a mesa, que tinha um bolo enorme, com diversos docinhos e salgadinhos. Charlie estava sentado conversando com null, que diferente dos demais, não parecia muito animado. Em seguida null, null e null chegaram, entregando alguns acessórios para os demais que ali estavam e colocando chapeuzinhos em suas cabeças. Depois, Miranda pegou algumas lembrancinhas e colocou em cima de outra mesa. Era uma caixinha personalizada, com uma montagem de null, desde quando era um bebê até agora. Charlie se levantou com null para ver e ele sorriu, pegando uma lembrancinha.
– Era linda desde bebê. – Charlie disse e o rapaz o olhou. – Já viu a mulher que ela se tornou null? – ele perguntou para o homem a sua frente.
– Impossível não ver, Charlie. – null disse, pegando a lembrancinha da mão de null, que lhe lançou um olhar estranho. – Ela já era bem bonita no Ensino Médio, só que agora está um mulherão. – ele completou e Charlie riu.
– Investe nela, null. – o mais velho falou.
– Não! – null falou, fazendo os dois o olharem.
– Por que não, null? – Charlie perguntou sério, mas se segurando pra não rir.
– Ah, quer saber? Faz o que quiser. – null respondeu, voltando a se sentar onde estava.
Charlie e null deram as costas pra ele, rindo bastante. De repente null se aproximou deles e pediu silêncio, apontando para a janela, mostrando que null e null tinham chegado. Sendo assim, null apagou todas as luzes para que ela não desconfiasse de nada. Do lado de fora, null não entendia o que estava fazendo ali. null estava ao seu lado sorrindo.
– O que estamos fazendo aqui? – ela perguntou, mas ele não disse nada.
Ele pegou em sua mão e quando os dois entraram, algumas luzes foram acesas, mostrando a ela uma festa surpresa. O local estava todo decorado, deixando null sem palavras. Os demais cantavam parabéns, fazendo-a sorrir. “Eles me enganaram direitinho”, ela pensou enquanto se aproximava da mesa cheia de comidas e um bolo maravilhoso. Não deixou de rir ao ver a bonequinha de biscuit em cima dele, vestida de preto, usando óculos escuros e com um chapéu escrito “agente secreta”. Quando eles pararam de cantar, todos – exceto null – foram abraçá-la.
– Eu nem tenho palavras pra agradecer. – null dizia, na medida em que recebia os abraços.
– Você achou que a gente tinha esquecido né? – perguntou null e ela assentiu.
– Essa era a ideia. – Charlie disse, se aproximando e lhe entregando um presente. – Parabéns, pequena null. Que pra falar verdade, de pequena não tem mais nada. – ela sorriu ao ouvir isso.
– Obrigada, Charlie. – ela disse e assustou-se com o abraço inesperado de null.
– Parabéns, null. – ele disse, depositando um beijo em sua bochecha, fazendo-a rir. Ele entregou o seu presente e passou por null, que se aproximava dela.
– Feliz aniversário, null. – ele disse, entregando uma caixa para null e lhe dando um aperto de mão. Ela sorriu agradecida e em seguida, todos foram comer.
~**~
null estava perto da mesa de lembrancinhas e sorriu ao ver a montagem com sua foto. Foi caminhando até olhar o mural que tinham colocado algumas fotos com ela. Em uma delas, ela estava com sua mãe. Era bebê e sua mãe estava sorridente. Logo uma lágrima brotou em seus olhos. null, que estava sentado em uma mesa sozinho, observando a mulher de longe, resolveu levantar-se e ir até ela. Após colocar as mãos nos bolsos, caminhou até onde ela estava. null sentiu sua presença e limpou as lágrimas.
– Não precisa fazer isso. – null disse, fazendo-a o olhar. – Às vezes acontecem coisas terríveis com pessoas incríveis. E isso machuca. – ele continuou. – Perdi meu pai há cinco anos de uma forma horrível. Senti meu mundo desmoronar e entendi o que você sentiu quando perdeu a sua mãe. Mas, eu tento me lembrar dos momentos bons que passei com ele. E tenho dado mais valor a tudo, por mais simples que isso venha a ser.
– Eu sinto muito. – null disse e null assentiu. – E sua mãe, como está?
– Ela sente muita falta dele. Mas se mostra forte na minha frente. – null disse, tirando as mãos dos bolsos. – Ela está morando com os meus avôs, que já estão com uma idade avançada lá no local onde foi o casamento do Kenneth. – ele completou e null não quis demonstrar nada ao escutar aquilo.
Então, ela sorriu e por impulso, abraçou null. O homem ficou sem reação ao sentir a mulher o abraçando. Fechou os olhos brevemente assim que sentiu o cheiro dela e só assim retribuiu ao abraço. Ele se separou dela e enfiou as mãos nos bolsos novamente.
– Poderíamos combinar de ir visitar a sua mãe. Eu adoraria. – ela disse, quebrando o silêncio constrangedor que ficara. null ficou surpreso ao ouvir aquilo. – Posso falar com o Charlie para ele dar uma folguinha pra vocês. – ela completou, sorrindo.
– Gostei da ideia. – ele disse meio nervoso. – Eu vou beber alguma coisa. – ele completou e assim que ela assentiu, ele se retirou.
null, por sua vez, foi até a mesa onde todos estavam. O assunto era a gravidez de null e ela sorriu quando null disse que todo dia acordava de madrugada para fazer algo pra ela comer. null disse que não terá problema quando estiver grávida, já que tanto ela como null cozinham muito bem. null comentou de como estavam às coisas com o Nick e null viu null fazer uma careta. Sendo assim, ela se levantou e o chamou para ajudá-la a separar os seus presentes. Enquanto ele empilhava tudo, null parou de frente pra ele e cruzou os braços.
– Vai ficar só olhando? – ele perguntou, fazendo-a rir. – Tudo bem! Você é a aniversariante e não pode pegar no pesado. – ele completou e ela se sentou.
– Que careta foi aquela que você fez quando a null falou do Nick?
– Eu não fiz careta nenhuma. – ele disse sério.
– E eu sou a Britney Spears. – null disse e ele riu. – Qual é null! Vai mentir pra mim até quando? – ela continuou e o homem se sentou de frente pra ela.
– Tudo bem null. Eu vou te contar tudo, mas não aqui. – ele disse e ela assentiu.
– Você poderia me deixar em casa e lá conversamos sobre isso, que tal? – ela perguntou.
– Tudo bem. Quer ir agora ou você espera?
– Vamos agora, porque eu estou muito curiosa. – null disse, se levantando. – Vou até o pessoal e dizer que quero ir embora, por causa dos remédios.
Ela completou e se retirou, indo até a mesa onde o pessoal estava, dizendo que já iria embora, pois null lhe daria uma carona. Os demais assentiram, mas antes separaram algumas coisas para ela levar pra casa. Enquanto faziam isso, null foi até null e o chamou em um canto.
– Algum problema eu ir deixar a null em casa? – null perguntou.
– Problema não, mas é estranho. – null disse.
– Eu vou conversar com ela sobre a null. – null disse e null arqueou uma sobrancelha. – Se quiser, pode vir também. É bom que seja dois coelhos com uma cajadada só! – ele completou, deixando null sem entender. null se aproximou dos dois e null a encarou.
– Vamos?
– Sim, mas queria saber se o null pode ir conosco? O que eu tenho pra falar pode ser para os dois. – null disse e ela fez que sim com a cabeça. Sendo assim, os três saíram do local e após despedir-se dos demais, deram partida. null fora sozinho, já null levava null e Miranda com ele.
ALGUM TEMPO DEPOIS…
Os quatro chegaram a casa dela, mas Miranda pediu licença, indo para o seu quarto. Já null e null ficaram na sala, com null. Ela fez alguns pratinhos com bolo e salgadinhos, caso eles sentissem fome.
– Vamos pra sala de jogos? – null propôs e os dois assentiram, levantando-se e pegando as coisas, indo em seguida para o local que ela dissera. Eles se sentaram no chão mesmo, já null ficou sentada em uma cadeira de balanço. – Bem, acho que pode falar null.
– Espero que isso não saia daqui. – ele pediu olhando para os dois, que se entreolharam e assentiram. – Sete anos atrás, quando a null se aproximou de mim, eu não achei ruim. No dia do meu aniversário, quando a gente se beijou, eu senti algo estranho. Por um momento esqueci que só queria ficar com ela pra mostrar que isso era possível. Mas não nego que fiquei com ódio do que ela fez.
– E como ficou. – null se meteu.
– O problema é que não parei de pensar se as coisas tivessem ido além de alguns beijos. Eu desejei ter a null. Eu queria, de fato, ficar com ela. – null disse e respirou fundo. – Mesmo diante do que ela fez comigo, eu me senti preso a ela. Quando viajamos para Londres, vivíamos nos atacando e o null tá de prova. Mas quando eu me deitava para dormir, era nela que eu pensava. Era ela quem eu desejava. Só que a null nunca me deu abertura pra ela.
– E por que você não tenta contar isso a ela? – null perguntou.
– Porque ela é sempre grossa comigo. E pra não ficar por baixo, eu sou do mesmo jeito. – null disse, pegando um salgadinho e colocando na boca. – Mas querem saber a verdade? Eu sou louco por aquela mulher. Apesar de irritante e sempre querer ser a dona da razão, eu realmente gosto dela. E não estou suportando ela falar desse Nick 24 horas por dia. – ele completou, baixando a cabeça. – A verdade é que eu me apaixonei por ela e não consigo mais esconder isso. Pelo menos, não de vocês!
Los Angeles, CA – Casa da família null – 07h21min.
null terminava de tomar seu café da manhã acompanhada de null, que dormira noite anterior na casa dela. Hoje era sexta e todos iriam para o sítio da família de null. Charlie e Miranda quase não deixaram null ir, mas depois de ir ao médico e ouvir as suas recomendações, eles acabaram se convencendo e liberando-a. No entanto, eles teriam que voltar no domingo a tarde, porque o prédio não poderia ficar só com os dois lá.
– Ainda não entendi por que o null não deixou o Nick ir conosco. – null disse, enquanto pegava sua mala no quarto de null. – Só porque ele estava de folga e ficaria comigo.
– Vai ser legal só a gente lá, null. – null disse terminando de ajeitar seus cabelos.
– Seria legal se no lugar do null fosse o Nick.
– Ah, pelo amor, só tem esse cara na sua boca agora? – perguntou null, entrando no local.
– Eu estou começando a enjoar. – null disse, se sentando na cama de null.
– Qual o problema dele? – null perguntou, cruzando os braços.
– Não é o problema dele, null. E, sim, você! – null disse séria. – É ótimo te ver feliz, mas amiga, por favor, dá um tempo do Nick. Parece que sua vida gira ao redor dele agora. – ela completou.
– Nossa! Não esperava por essa. – ela disse, fazendo bico. null riu com null e null.
– Vamos nos divertir muito lá e você vai ver que não precisa do seu lindo cantor pra isso. – null disse indo abraçar a amiga. – Agora, cadê os meninos hein? Ainda vamos decidir quem vai com quem.
– Isso já está decidido, null. – null disse. – Em um carro vou eu, null, null e null. No outro vai você, null, null e null. – ela completou e null arregalou os olhos.
– O QUÊ? Eu não vou com o null. – ela disse.
– Deixa de ser fresca null. – null disse, mexendo em seu celular. – Vamos descer que os meninos já estão lá embaixo nos esperando. – ela completou e null contou de um a dez, pegando sua mala e saindo.
null pegou a de null e em seguida elas desceram. Despediram-se de Miranda e saíram, encontrando os quatro rapazes encostados nos carros. Enquanto colocava suas coisas no porta-malas do carro de null, null parou para observá-lo. Diferente dos dias em que o via no prédio, ele estava usando uma bermuda, blusa e chinelas. Depois ela olhou para null. A única diferença dele para null é que este usava uma camiseta e óculos escuros. Ela sorriu quando percebeu que seus olhares se cruzaram. Ele fez o mesmo. Observou a mulher assim que saíra de casa. Ela usava um short até o joelho e uma blusinha branca. Seus cabelos estavam presos em um coque, deixando alguns fios soltos. Logo, ela se aproximou dele.
– Vocês vão revezar na hora de dirigir? – ela perguntou e ele assentiu. – Se quiser, posso também.
– Não precisa se preocupar com isso. – null disse. – Agora vamos logo pra tentar chegar logo. – ele completou e ela assentiu, sentando no banco de trás, encontrando null calada escutando música. Após null entrar e se sentar no banco do passageiro, null deu partida.
~**~
Los Angeles, CA – Sítio da família null – 9h15min.
Não foi nem duas horas de viagem, como null dissera e eles já estavam tirando as malas do carro em frente à enorme casa. null sorriu ao lembrar-se do local, até virar seu rosto e ver algo que lhe incomodou um pouco. A tal casa de árvore onde ela tivera sua primeira com null. Ela sentiu algo ruim, mas não queria transparecer isso para ninguém. Muito menos para null.
De repente, ela sentiu algo passar por ela e sorriu quando viu um Golden Retriever. Ele parou ao seu lado e ficou sentado. null abaixou-se e fez carinho no animal.
– Oi amiguinho. – ela disse e null vendo a cena, aproximou-se.
– Bruce. – ele disse e null levantou-se. – E aí amigão? Dando muito trabalho? – ele completou, fazendo um carinho no cachorro, que ficou em pé, apoiando-se em null.
– Ele não dá trabalho. – de repente a voz de Kathy fez null se virar e sorrir. – Olá minha querida! – ela disse, dando um abraço na moça. – Fiquei muito feliz quando o null me disse que você viria aqui. – ela completou, dando um abraço no filho.
– Tudo bem, mãe? – null perguntou e a mulher assentiu. – Vamos entrar? Estou com fome!
– Quando é que você não está com fome, filho? – Kathy perguntou fazendo null sorrir. – Seus amigos já estão na cozinha comendo as coisas que sua avó e eu preparamos. – ela completou, enquanto caminhava com os dois até a cozinha.
Após apresentar null para sua mãe, Kathy pediu que ela se sentasse, servindo-a em seguida. A mulher estava muito feliz com a visita de seu filho e ficou mais ainda ao ver que null o acompanhara. As vozes altas e risadas dos amigos de null fizeram com que ela se lembrasse de anos atrás, quando eles se reuniam em sua casa para lancharem. “Bons tempos”, ela pensou.
– E aí, vozinha? Como anda a força? – null perguntou para a senhora que estava ao seu lado.
– Oh, meu filho. Já não tenho muita força como essas lindas moças que estão aqui. – a mulher disse, depositando um beijo no neto.
– Quer saber de uma coisa, vó null? – null começou e ela assentiu. – A senhora é mais forte do que essas quatro juntas. E fora que é a mais linda também! – ele completou e a mulher foi até ele, lhe dando um beijo no topo da cabeça, enquanto os demais riam.
– Acho melhor você tomar cuidado, rapaz. – de repente um senhor de idade entra e abraça a vó de null. – Essa mulher é minha e eu não vou deixar qualquer um a chamar de linda. – ele completou, mas logo riu junto com os demais. – Gostaria de pedir licença, mas está na hora do nosso passeio. Até mais! – ele disse e após cumprimentar a todos, saiu com sua esposa e com Kathy, que sempre os acompanhava.
Quando terminaram de comer, todos foram até a sala principal e pegaram suas malas. Os meninos foram na frente, pois sabiam onde eles ficariam. Já com as meninas, null as acompanhou até os seus quartos. No primeiro ficaria null e null. No segundo ficaria null e null. Mas para surpresa de null, ela ficaria no mesmo quarto que ficara sete anos atrás. Ela olhou todo o quarto e notou que a única diferença que tinha era que havia três camas de solteiro em vez de uma cama de casal. Logo ela escolheu a sua, se sentando e colocando sua mala ao lado. Ela suspirou pesadamente e null, percebendo, resolveu se sentar ao seu lado.
– Algo está te incomodando, né? – a mulher perguntou, olhando para null, que a encarou.
– Lembranças. – ela disse, dando um sorriso fraco. – Não sei se foi uma boa ideia vir pra cá. Estou me sentindo estranha e totalmente desconfortável. – ela completou.
– null, em vez de tentar escapar de certas lembranças, o melhor é mergulhar nelas e voltar à tona com menos desespero e mais sabedoria. – null disse, fazendo null parar pra pensar.
De repente, null e null entraram no quarto e puxam as duas para o lado de fora. Quando estavam chegando à sala, deram de cara com uma mulher. Branca e loira. Ela estava de costas, mas dava para perceber que ela usava um vestido com uma jaqueta por cima e botas, além de ser bem alta. As quatro se entreolharam e caminharam para perto da moça, que se virou, dando um sorriso.
– Quem são vocês? – ela perguntou sorridente ainda.
– Sou null. E estas são null, null e null. – ela disse, apontando respectivamente para as meninas. – E você, quem é? – ela perguntou, cruzando os braços.
– Lauren. – a voz de null ecoou pela sala. Ele foi até onde a mulher estava e lhe deu um abraço apertado. – Não sabia que você vinha por aqui esses dias!
– Eu avisei para sua mãe. – ela disse, sem desgrudar de null. – Oi, meninos. – ela completou ao ver null, null e null se aproximarem.
– Já conheceu as meninas? – null perguntou e ela assentiu. – Gente, essa é a Lauren…
– Namorada dele. – ela o interrompeu e null a encarou. – Brincadeirinha, mas bem que eu queria, sabe. – ela disse divertida.
– Como eu ia dizendo, ela é Lauren null. Minha prima. – null disse.
– Já vi que estou sobrando aqui né? – ela disse e ninguém entendeu. – Quatro casais.
– Não, não Lauren. – null disse. – Aqui só tem dois casais. null com null. null com null. null está solteiro e o traste do null também. – ela completou, recebendo um olhar furioso de null.
– E qual o seu status de relacionamento, null? – null perguntou sério.
– Não é da sua conta. – ela respondeu sendo grossa. null lançou um olhar para null como se pedisse pra ele parar. E assim ele fez! – E você, Lauren? Namora?
– Não, pois diante de tantos relacionamentos frustrados que já tive, desisti disso de namorar. Mas não me arrependo de ter pegado meu primo. – ela disse sorrindo para null, que riu. null baixou a cabeça ao ouvir aquilo. – E você, null? Qual o seu status de relacionamento, que nem falou meu querido null?
– Solteira. – null disse sorrindo fraquinho. Lauren sorriu de volta.
– Bem, diante de tantas visitas, onde eu vou dormir? – ela perguntou.
– Vai dormir aqui? – null perguntou, recebendo um olhar reprovador de null.
– Só até amanhã, null. Vim hoje porque tenho uma festinha pra ir. – Lauren disse e null se animou com isso. – Afinal, se vocês quiserem ir, fiquem à vontade.
– Sério? – null perguntou com os olhos brilhando. – É claro que nós vamos, né?
– Por mim, tudo bem. – null disse e null assentiu. null e null também concordaram.
– E vocês três? – Lauren perguntou, apontando para null, null e null. – Priminho, eu vou adorar ir para uma festa com você. – ela completou, piscando pra ele.
– Eu vou também. – null disse decidida. null encarou a mulher e sorriu.
– Eu também vou. – ele disse, piscando pra ela.
– Se todos vão, eu vou. – null disse. – E Lauren, você pode dormir no mesmo quarto que a null e a null estão, porque lá tem três camas. – ele completou e ela assentiu, pegando sua mala e indo em seguida até lá. As meninas resolveram sair um pouco, mas quando null estava prestes a sair, null a puxou pela mão. – Você tem certeza que quer ir pra essa festa? Você está se recuperando do assalto ainda. – ele disse e parecia preocupado.
– Não precisa se preocupar comigo, null. – null disse fria. – Aproveita pra se divertir com a Lauren. Você está precisando disso! – ela completou e saiu em seguida. null ficou sem entender, mas não fez nada. Porém escutou uma risada atrás de si e viu sua prima.
– Acho que alguém ficou com ciúmes de você, priminho. – ela disse.
– Ela, com ciúmes? – null disse, rindo. – Ela não sente nada por mim.
– Não foi bem isso que pareceu. Você deveria ver a cara que ela fez quando eu falei aquelas coisas. – Lauren disse e null deu ombros. – Então, essa a null null? Bem que você disse que ela era bonita. – ela continuou. Ele respirou fundo e a encarou.
– Infelizmente, eu fiz algo que ela nunca vai me perdoar. – ele disse saindo com ela.
– Toda segunda chance tem um primeiro passo, null. Se eu puder fazer algo para ajudar, pode contar comigo. – Lauren disse piscando para o homem, que não se animou muito com isso.
~**~
Los Angeles, CA – Sítio da família null – QUARTO DAS MENINAS.
null já estava arrumada e havia escolhido um short cintura alta com uma blusa brilhosa, calçando um salto preto alto e deixando seus cabelos soltos. Nesse momento, ela estava terminando de maquiar null, que também já estava arrumada, usando uma saia de couro preta com uma blusa solta e uma jaqueta de couro preta, além de estar calçando uma bota curta com salto e ter feito cachos nas pontas de seus cabelos. Quando elas acabaram, foram até o quarto onde as outras estavam. Ao entrar lá, viram null vestindo um short brilhante com uma blusa branca transparente, calçando um salto não tão alto e deixando seus cabelos lisos soltos. null e null pararam para olhar Lauren, que usava um vestido amarelo curtinho com decote em V. Os cabelos estavam presos e a maquiagem bem forte. O salto a deixava mais alta do que já era.
– Gostei do look. – null disse e a mulher sorriu.
– Você, como designer de moda, deveria dar umas dicas para a null. – Lauren disse e null fechou a cara. – Não querendo falar mal dela, mas tipo, quem vai pra uma festa que nem uma freira? – ela completou e as meninas não deixaram de rir.
– Minha roupa não estava tão mal, Lauren. – a voz de null fez com que todas olhassem para o banheiro, onde ela estava encostada na porta. – Não estou gostando dessa roupa aqui! – ela completou, se referindo a uma saia cintura alta branca com uma blusinha curtinha florida. No cabelo ela havia feito uma trança de lado, deixando o resto solto. – Ainda bem que essa saia esconde a cicatriz… – ela ia continuar, quando se lembrou de Lauren.
– Da sua cirurgia, né null? – null disse e ela assentiu.
– Você está linda, null. – null disse, sorrindo para a amiga. – E não reclame dessa roupa, pois fui eu quem lhe deu. – ela completou, fazendo as demais rirem.
– Que horas começa a tal festa, Lauren? – null perguntou.
– 21hs. E já são 20h50. Então, acho melhor irmos logo. – ela respondeu e todas assentiram.
Após pegarem suas bolsas, elas caminharam até a sala e encontraram os avôs de null com sua mãe. Lauren cumprimentou os três, dando um beijo em cada. As outras meninas sorriram para eles, que fizeram o mesmo e disseram que os meninos estavam do lado de fora esperando por elas. Sendo assim, elas se despediram deles e caminharam até lá, encontrando-os perto de seus carros. null e null não deixaram de sorrir ao verem null e null, que estavam impecavelmente lindos. Enquanto null usava uma blusa xadrez de mangas longas com calça jeans, null estava com uma camiseta preta por baixo de outra blusa e calça jeans. null caminhou até null, dando um sorriso para o rapaz, que usava uma blusa branca com um casaco azul por cima e calças jeans. Olhou para o lado e viu null, usando uma camisa preta valorizando seus braços definidos e uma calça jeans clara. Ela baixou a cabeça quando este a encarou.
– Quem vai com quem? – perguntou Lauren.
– Eu irei com os casais. – null disse, indo para o carro de null.
– null e Lauren, vocês virão comigo e com o null. – null disse e null assentiu, mesmo sendo contra sua vontade. – null quem vai dirigir!
– E eu vou ao seu lado, priminho. – Lauren disse, se sentando no banco do passageiro. null ainda olhou pra null, mas esta não fez nada, a não ser entrar no banco detrás na companhia de null. Sendo assim, ele entrou também e deu partida em seguida, sendo seguido pelo carro de null, que estava com null, null, null e null.
FESTA – 21h10min.
Em questão de dez minutos eles chegaram ao local onde seria a festa, fazendo os meninos se arrependerem de ter vindo de carro, já que era bem próximo de onde eles estavam. No entanto, para as meninas foi bom, já que elas estavam usando salto. Com isso, eles caminharam até a entrada do local e Lauren disse quem era eles para entraram. As luzes fortes e coloridas chamaram a atenção de todos. Um pouco da fumaça que soltavam fez null sentir um enjôo, mas nada que a prejudicasse. Sendo assim, eles foram atrás de um local para se sentar. Mas estava meio difícil, porque o local estava lotado e eles tinham que passar pelas pessoas até chegaram ao outro lado, onde havia um espaço para estes se sentarem.
Quando eles finalmente conseguiram chegar lá, ficaram aliviados. null e null já seguravam algumas garrafas de água, assim como null e null. null e Lauren haviam pegado uma bebida colorida, porém muito forte. null e null pegaram duas cervejas, enquanto null pegou apenas um suco, já que não poderia ingerir bebida alcoólica.
– Alguém vai dançar agora? – Lauren perguntou e null levantou a mão. – Então vamos lá. A pista está lotada e cheia de homens bonitos. Tchauzinho! – ela completou, puxando a outra pela mão.
null ficou observando todo o percurso que as duas fizeram e quando elas chegaram até a pista de dança, ele olhou para null, que observava todo o local. Viu null dando um gole em sua bebida e em seguida puxando assunto com null e null. null e null trocavam alguns carinhos, fazendo com que ele revirasse os olhos. null parou para olhar null e sentiu que ele estava desconfortável com alguma coisa.
– Algum problema? – ela perguntou no ouvido do rapaz.
– Não sei dizer o que está me incomodando. Não sei é o barulho, as luzes fortes, essa fumaça ou a null dançando com a Lauren. – ele disse, fazendo null olhar para a pista de dança e vendo a amiga totalmente animada. – Acho que não foi uma boa ideia vir para essa festa!
– Eu penso o mesmo. – null disse e ficou séria.
Ela nem percebeu quando Lauren apareceu do nada e puxou null pela mão. null a encarou e sentiu que ela estava incomodada com isso. Sendo assim, ele pegou em sua mão também e levantou-se com ela. null não entendeu nada, mas resolveu “aproveitar” com null. Os dois caminharam até a pista de dança e ele começou a se mexer, todo desengonçado, fazendo-a rir. Ele fez o mesmo quando ela também começou a dançar. Mas a diferença dela pra ele é que não poderia “se mexer” muito devido a sua cicatriz.
– null está olhando pra nós dois. – null disse no ouvido dela.
– E qual o problema disso? – null disse e null riu. – Por que ele não se preocupa com a pessoa com quem ele está dançando?
– Primeiro, ele não está dançando. Segundo, se fosse pra ele está fazendo isso, não seria com a Lauren. – null disse, fazendo null o encarar. – Posso te fazer uma pergunta?
– Pode.
– Você não sente nada pelo null? – quando escutou isso do homem, null riu nervosa. – Às vezes eu percebo certa troca de olhares de vocês, que é bem estranha, posso dizer.
– Não sinto, null. – null disse séria. – Vou me sentar, porque tô sentindo um incômodo no lugar em que levei a facada. – ela completou e ele assentiu.
Após caminhar um pouco, null voltou a se sentar no local onde estava. No entanto, ninguém estava ali. “Na certa os outros foram dançar”, ela pensou. De repente uma dor fez com que ela fizesse careta. Sentiu uma mão tocar o seu ombro e se surpreendeu quando viu que era o null.
– Você está bem? – ele perguntou, após se sentar ao lado dela.
– Na verdade, não muito. – ela disse, fazendo outra careta. – O local onde levei a facada tá doendo um pouco. – ela completou e null pareceu preocupado.
– Você quer ir pra casa? – ele perguntou.
– Não. Eu não quero estragar a noite dos outros. – ela disse, mesmo sentindo dor.
– Fica aqui, que eu já volto. – ele disse e null apenas assentiu.
Assim que ele se retirou, ela pediu uma garrafinha de água ao homem que estava no bar e agradeceu assim que recebeu. Bebeu um pouco e respirou fundo, pedindo que aquela dor passasse. Viu Lauren se sentar ao seu lado e ficou a olhando. Os olhos estavam vermelhos e na mão direita ela segurava uma bebida. Após ingerir o restante, levantou-se novamente e foi até a pista. null acompanhou os seus passos e no mesmo instante viu null com null vindo até onde ela estava.
– Vou levar a null pra casa e você leva as meninas depois. – ele dizia para null. – Já avisei ao null e ao null que iria embora e eles me disseram que já, já irão também. – ele completou.
– Não desvie o caminho. – null disse no ouvido de null que o fuzilou com o olhar. – Ah, lembrei que vocês irão de táxi. – ele disse, prendendo o riso. Em seguida, caminhou até onde ela estava. – Se cuida e toma algo pra passar essa dor. O null vai te levar pra casa!
– Não precisa fazer isso. – null disse, mas null não ligou.
– Não vou te deixar aqui com dor. – ele disse, entregando as chaves do carro para null.
– E a Lauren? – ela perguntou séria. – Você não pode deixá-la sozinha!
– null tomará de conta dela e da null, que por sinal, está muito bêbada. – null falou.
null não disse mais nada e apenas se levantou, dando um beijo em null e saindo em seguida com null. Os dois pegaram um táxi e foram para a casa. Já null foi atrás das duas “crianças” que null deixara para ele cuidar. Ele arregalou os olhos quando viu null subir em cima de uma mesa, segurando uma garrafa de bebida e dançando sensualmente. null olhou para os lados atrás de null e null, mas não os encontrou. Sendo assim, caminhou até onde a menina estava.
– null, desce daí. – null gritou e ela o olhou, rindo.
– Ei null, sobe aqui também. – ela disse, provocando-o.
– Eu não vou pedir de novo.
– E se eu não descer, o que você vai fazer? – null perguntou e null respirou fundo.
– Vou te tirar daí a força.
Após dizer isso, ele pegou a mulher pelas pernas e a colocou em seu ombro. null ficou o batendo, mas em nenhum momento ele a soltou. Quando viu Lauren rindo, ele a puxou com mão que estava livre e caminhou para o lado de fora. Em seguida colocou null no chão e ela estava com uma expressão de raiva. null não se importou e pegou na mão dela e na de Lauren novamente, levando-as até o carro e colocando-as lá dentro. Depois, ele passou uma mensagem para null dizendo que estava indo embora com as duas e entrou no carro, dando partida rapidamente.
O caminho fora um tormento para null, pois as duas bêbadas decidiram cantar músicas melosas para fazer raiva a ele. Embora tenha pedido para elas se calarem, isso não aconteceu. Logo, ele agradeceu quando adentrou na casa da família de null.
Los Angeles, CA – Sítio da família null – 23hs.
Assim que estacionou, null abriu a porta para as duas saírem. Lauren foi cambaleando até a entrada da casa e rindo bastante. null estava a caminho, quando parou na frente de null, que se assustou com a forma que ela o olhava.
– Quem você pensa que é? – a voz bêbada dela fazia null querer rir.
– Quando você estiver lúcida, a gente discute. Porque desse jeito, não dá. – após ouvir isso dele, ela entrou no local furiosa. null se sentou nas escadas da entrada e ficou pensativo. null apareceu e se sentou ao lado dele. Ambos ficaram em silêncio. Até null, null, null e null chegarem e ficarem com eles.
– Que festinha mais chata. – null disse, enquanto se sentava com null.
– Sou mais as que vocês faziam. – null disse, levando um beliscão de null.
– Meu amor, nossas festas nem deveriam ser comparadas com aquela. Antes a gente tivesse ficado em casa assistindo filme. – null disse e todos concordaram.
– E a null melhorou? – null perguntou, olhando pra null.
– Ela tomou um chá e o remédio. – null disse. – Agora ela está deitada!
– Ainda bem. – null disse.
– Eu vou até o meu quarto ver o estado da null. – null disse. – Vem comigo, null?
Ela completou e a amiga assentiu, entrando com ela e deixando os meninos do lado de fora, conversando. Um bom tempo depois, elas voltaram eufóricas.
– A null não está em canto nenhum da casa. – null disse nervosa.
– Como assim? Eu vi na hora em que ela entrou. – null disse, se levantando.
– Só que ela não está lá dentro. – null disse deixando todos preocupados.
Os homens resolveram ir atrás dela e pediram às meninas que se ela aparecesse, ligassem para eles avisando. Os quatro se dispersaram para ver se encontravam mais rápido. Cada um foi em um lugar diferente, porém não a achou. null começou a ficar nervoso. Onde null poderia estar? De repente, imaginou que ela poderia ter voltado até o local da festa. Logo, ele tirou a chave do carro de seu bolso e saiu disparado nele. Durante o caminho, viu uma garota com as descrições de null. Ao se aproximar, teve certeza que era ela. Sendo assim, ele saiu do carro e foi até ela. Ao tocar em seu ombro, a mulher olhou para ele assustada.
– Qual o seu problema, null? – null perguntou sério. – Você está bêbada e fica andando sozinha por aqui? Enlouqueceu? – ele continuou.
– Até parece que você se importa! – ela disse, dando de ombros.
– Eu me importo! E é por isso que vou te levar de volta. – null disse, puxando-a.
null fez bico, mas não disse nada. Entrou no carro e ficou em silêncio. Quando null fez o mesmo, ela o encarou, mas logo virou seu rosto. Ao sentir o carro se movimentar, resolveu ligar o som. Mas diferente do que fizera minutos atrás, agora ela ficou em silêncio. null agradeceu mentalmente por isso.
Quando os dois chegaram a casa, os meninos se aproximaram do carro que null estava. Um alívio surgiu quando eles perceberam que null estava com ele. Ela, por sua vez, passou bufando por eles e entrou sem dizer nada. Foi para o quarto e encontrou null com null. Elas não conseguiram dizer nada, pois a menina se trancara no banheiro. Tirou suas roupas com dificuldade e ligou o chuveiro, deixando a água quente percorrer todo o seu corpo. Após alguns minutos assim, ela saiu do banheiro e foi até sua mala, pegando uma roupa de dormir, se deitando em seguida. null foi para o quarto dela e null só se trocou e foi dormir também.
~**~
Quando percebeu que null havia dormido, null levantou-se e foi até a cozinha, pegando um copo de água. Sua cabeça doía e ela queria um remédio, mas não sabia onde tinha. Sendo assim, ela saiu da casa e começou a andar pelo local. De repente, parou em frente à casinha de árvore e teve curiosidade de saber como era lá dentro. A porta estava aberta e ela entrou. Ela arregalou os olhos quando viu null deitado, encarando o teto. Ela recuou, para não ser vista por ele, mas bateu à porta, fazendo-a se fechar e com o barulho, null tomou um susto, levantando-se.
– Não, não, não! – null começou a gritar e null não entendeu. – Nós estamos presos aqui agora! – ele completou, fazendo a mulher arregalar os olhos.
null tentou de toda forma possível abrir aquela porta. Não aguentava mais null gritando no seu ouvido que não queria ficar presa com um traste que nem ele, dando-se conta de que ela era insuportável quando estava bêbada. Só que depois de inúmeras tentativas e não conseguir nada, ele acabou desistindo e se sentou no chão, suado e exausto.
– Isso tudo é culpa sua, null. – null disse, mas com a voz calma. – Eu estava tranquilo aqui, quase dormindo. Daí você aparece do nada e ainda faz isso. – ele completou, de cabeça baixa.
– Se eu soubesse que estava aqui, não teria entrado. – ela disse, se levantando. – Por que não liga para um dos meninos e pede para abrir aqui?
– Deixei meu celular dentro do carro. – ao dizer isso, null bufou. – Vai se deitar, que eu me viro aqui. – ele completou, virando-se de costas e deitando no chão.
null ainda ia dizer algo, mas desistiu ao sentir sua cabeça doer. Sendo assim, ela caminhou e agradeceu por ter uma cama naquela simples casinha da árvore. O problema era que não tinha lençol ou cobertor e ela estava com uma roupa de dormir um pouco curta. Após encarar o teto algum tempo, ela sentiu sua vista escurecer e logo adormeceu. null já havia dormido!
Por volta de duas da madrugada, null acordou sentindo uma dor em suas costas, devido ao chão duro. Ele se sentou um pouco e escutou um barulho estranho. Levantou-se rapidamente e caminhou até onde null estava deitada. Quando viu o rosto da menina, percebeu que ela estava trincando os dentes. Só então se deu conta de que estava chovendo, deduzindo que a menina estava com frio. Por conta disso, ele tirou o casaco que usava e colocou na mulher. Fez um carinho em seus cabelos e depois voltou para onde estava dormindo. null abriu os olhos e percebeu algo sob seu corpo. Ao ver o casaco, virou-se e viu null deitado no chão. Deu um longo suspiro e tentou voltar a dormir.
~**~
CASA PRINCIPAL – 8h28min.
null acabara de acordar. Porém, quando se virou para ver null, assustou-se ao encontrar a cama vazia. Logo, ela se levantou e foi até o banheiro, vendo se ela estava lá. Nada. Escovou os dentes e amarrou os cabelos, saindo do quarto. Foi até o quarto em que as amigas estavam, porém ela também não estava lá. Foi nos restantes dos cômodos da casa, porém não a encontrou. Com isso, começou a ficar preocupada e resolveu ir até o quarto das meninas, entrando devagar para não acordar Lauren e cutucou null, que se mexeu e a encarou.
– O que foi, null? – ela perguntou.
– A null não está em canto nenhum. De novo. – ela disse, fazendo null se levantar cuidadosamente para não acordar null, pois não queria deixá-la preocupada. Após sair do banheiro, as duas foram até a sala principal e se sentaram lá.
– Como assim a null não está em canto nenhum e de novo? – null perguntou.
– Ontem, depois que o null a trouxe, ela sumiu. Os meninos foram atrás dela e null a achou perto de onde havia sido a festa. Depois ela entrou, tomou banho e foi dormir. Quando eu dormi, acho que ela se levantou e foi pra algum lugar. – null disse apreensiva.
– Onde será que ela se enfiou? – null perguntou.
– Ela quem? – a voz sonolenta de null perguntou.
– A null sumiu de novo. – null disse e ele arregalou os olhos.
Em seguida, null se retirou. Foi até o quarto que estava dividindo com null, vendo-o dormir ainda. Caminhou mais um pouco e foi até o quarto onde null e null estava. Ao entrar, viu null terminando de se arrumar e a cama de null vazia.
– Cadê o null? – null perguntou.
– Ele não tá pela casa? Aqui ele não está! – null disse e null estranhou.
– Ótimo, agora nós temos duas pessoas sumidas. – ele disse, fazendo null o olhar sem entender nada. – null e null não estão pela casa! – ele completou, se sentando na cama do amigo.
– Ontem o null me disse que iria até a casa de árvore, pensar um pouco. Será que ele não está lá? – ele indagou e null se levantou imediatamente.
null vestiu uma blusa e os dois saíram para a sala. Ao chegarem lá, disseram às meninas o que null havia lhe informado, deixando-as sem entender. No entanto, eles decidiram ir até o local só para ver se um dos dois estava por lá.
Enquanto isso, na casa de árvore.
null já estava acordado há um tempo e lendo um livro qualquer que achara ali. No entanto, decidiu se levantar e tentar abrir a porta novamente. Mas foi em vão! Sendo assim, ele caminhou até onde null estava e a viu se levantar da cama no mesmo instante. Seus olhos se cruzaram e ela se lembrou que estava com o casaco do rapaz, tirando-o e indo até ele, devolvendo e passando por ele, sem dizer nada. null a olhou incrédulo.
– Eu acho que merecia ouvir pelo menos um obrigado. – ele disse, cruzando os braços.
– Vai ficar querendo. – ela disse, ajeitando seus cabelos.
– Você é uma egoísta, null. Definitivamente, eu estou cansado disso.
– Oh, null, eu não pedi pra você fazer nada por mim. – ela disse, o encarando.
– Mas a gente não deve fazer as coisas só quando alguém pede. Será que você não poderia ser mais humana? Dói dizer obrigado? Se não fosse por mim, você não tinha dormido direito. – null disse e null bufou. – Duvido se fosse o Nick...
– Não abre a boca pra falar dele. – ela pediu.
– Por que não? Ah, me lembrei! Ele é maravilhoso, tudo de bom e blá, blá, blá. – null disse num tom de deboche. – Quer saber, null? Você não vale à pena!
– Quem você pensa que é pra dizer um absurdo desses? – ela perguntou brava.
Mas antes que null pudesse responder, ambos escutaram um barulho na porta e esta se abriu, mostrando null e null. null não pensou duas vezes antes de sair do local. null sentou na cama com muita raiva, fazendo com que null e null fossem até onde ela estava.
– O que houve aqui? – null perguntou.
– Eu tive a pior noite da minha vida por ficar presa com aquele traste. – null disse, se levantando e saindo em seguida dali.
null decidiu ir atrás da amiga, enquanto null foi atrás de null. null ficou no local tentando entender o que acabara de ver e ouvir de null. null também estava ali. Mas por um momento se esqueceu de null e null, lembrando-se dela e de null. Da vez que ficaram ali. Da sua primeira vez, do que null havia preparado pra ela, de como ele havia sido cuidadoso. “Mas foi tudo mentira”, ela pensou e resolveu ignorar esses sentimentos. Olhou para null e se aproximou de onde ele estava com os braços cruzados.
– O que você acha que aconteceu? – null perguntou e ela deu ombros. – Vou atrás dele para descobrir! – ele completou, se levantando. Porém, null segurou sua mão.
– Deixa que eu falo com ele. – ela disse calma. – Ah, desculpa não ter agradecido ontem por ter me trazido até aqui. – ela disse, soltando a mão dele.
– Não tem o que agradecer. – ele disse, enquanto eles saíam dali. – Vamos até a casa para merendar que depois você fala com o null, enquanto eu vou tentar falar com a null. – ele completou e null assentiu. Logo, os dois saíram em direção à casa principal.
~**~
Los Angeles, CA – Sítio da família null – 16h16min.
Após do último acontecimento, o pessoal foi merendar. null nem deu as caras na cozinha, fazendo a mãe de null encher todos de perguntas e brigar com Lauren por elas terem bebido tanto. Quando terminaram de comer, null foi até o quarto, mas encontrou a menina dormindo. Ela decidiu ir pra sala e ficou conversando com null, null, null, null e null. null estava no quarto dormindo também. null ainda tentou conversar com ele, porém, não conseguiu.
Na hora do almoço o clima estava tenso! Todos se sentaram para comer, mas não trocaram uma palavra se quer, pois tanto null como null estavam sérios. Quando estes acabaram de comer e lavaram os seus pratos, eles voltaram para os seus determinados quartos e dormiram novamente. Por volta de 15h30, null tomou um banho e vestiu uma jardineira verde-claro com uma blusinha branca por baixo. Depois, foi até o quarto de null e o encontrou mexendo em seu celular. null estava lhe fazendo companhia.
– null? – ela o chamou. – Será que você poderia ir comigo em um lugar? – ela perguntou e ele assentiu, levantando-se e indo até ela. Em seguida, os dois saíram.
O caminho fora em silêncio. null observava a tranquilidade daquele local e a beleza também. Por uns minutos olhou para null, que parecia distraído. Resolveu não dizer nada. Mas quando chegou ao seu destino, parou a frente dele, que não entendeu nada. null se sentou na grama, abaixo de uma árvore e depois, acabou se deitando. null apenas se sentou.
– Você quer me contar o que houve? – null disse, com os olhos fechados, apenas sentindo o vento e grama fazer cócegas em suas costas. – Acho bom começar logo!
– Eu estava na casa de árvore, pensando na null. De repente, ela apareceu lá e deixou a porta fechar. Por dentro não podemos abrir, só por fora. Então, tivemos que dormir lá. – null disse.
– E o que aconteceu que ela saiu tão chateada?
– Durante a noite, eu me levantei e vi que ela estava se tremendo, fazendo um barulho entre os dentes. Daí, eu tirei meu casaco e coloquei em cima dela, voltando a dormir. De manhã, ela o tirou e nem se quer agradeceu por isso. – null disse aparentemente chateado. – Daí nós começamos a discutir. – ele completou, se deitando ao lado dela. – null, eu não sei mais o que fazer. Eu gosto da null, mas ela não dá uma brecha para me aproximar e sempre é grossa comigo. Mesmo eu tendo uma atitude boa, ela não deu à mínima. – ao terminar de falar, ela o encarou.
– null, me deixa te contar uma coisa. – null começou e ele a encarou. – A null é a pessoa mais forte que eu conheço. Em relação a tudo. Mas eu acho que ela guarda uma mágoa de você devido ao que você tentou fazer sete anos atrás. E às vezes eu me pergunto como ela teria reagido caso você tivesse conseguido fazer o que queria.
– null, eu mudei. O problema é que ela não me deixa mostrar isso. – null disse, encarando a árvore. – Eu não seria aquele null pra sempre. E eu acredito que eu não me perdoaria se tivesse a machucado querendo usá-la para aparecer. Mas olha só o que aconteceu comigo? Mesmo diante do que ela me fez, eu não sinto raiva dela. E eu acho que é isso que o amor faz. Ele muda a gente. Os erros ficam pra trás, porque tudo que queremos é construir algo mais pela frente. A partir do momento em que eu entendi isso, eu só queria uma coisa: ter a null ao meu lado! – ao escutar aquilo de null, null parou para pensar.
Foi inevitável não pensar em null e no que ele lhe fizera. Durante esses sete anos, tudo que ela quis foi esquecer o que havia acontecido. Às vezes chorava de raiva por não conseguir ter raiva de null. Na verdade, se lembrara dos momentos agradáveis que tivera com ele. Mesmo que fosse tudo fingimento da parte dele, da parte dela não foi. Ela realmente se apaixonou por ele, por isso que se sentia mal. Não teve um dia que se esquecera dele durante o tempo em que esteve longe. Enquanto estava em Nova York, não deixava de pensar como seria o reencontro deles. Tinha interesse em saber como ele estava, se havia mudado muito e quando ela o reencontrou, surpreendeu-se ao ver o homem que ele se tornara. null deu um longo suspiro e virou-se para null, dando um sorriso pra ele.
– Estava pensando no null? – ele perguntou e ela assentiu. – Olha null, eu não fui o único quem mudou. Na verdade, foi através do exemplo de null que eu quis mudar. E olha só onde estamos hoje. – ele disse sério. – Ele passou sete anos dizendo pra mim, pro null e pro null que queria ter feito tudo diferente. Que se pudesse voltar no tempo e apagar um erro do passado, seria o que ele fez com você. – ao escutar isso de null, null respirou fundo.
– Não vamos falar disso. Preciso pensar em algo em relação à null!
– Não precisa se preocupar com isso, null. – null disse se sentando encostado na árvore. – Ela está feliz com aquele cara. E eu não sou ninguém perto dele!
– Deixe de besteira, homem. Vai desistir fácil assim? – null disse, fazendo-o rir. – Vai dar certo, é só esperar. – ela completou e quando ele ia responder, null apareceu perto deles.
– Finalmente encontrei vocês. – ele disse, fazendo null se levantar. – Precisamos voltar para a cidade, pois o Charlie está precisando de nós. – ele disse e null se levantou, ajudando null.
– Mas o combinado não era ficarmos aqui até amanhã? – ela perguntou.
– Era, mas aconteceu algo e precisamos ir agora! – ele disse sério.
– O que foi? – null perguntou.
– O carro da null foi encontrado. – foi às últimas palavras de null antes dos três saírem dali para pegarem suas coisas na casa.
XXX
Los Angeles, CA – CASE – 20hs.
Todos foram diretamente para o prédio e caminharam direto até a sala de Charlie, que estava conversando com Miranda. null se aproximou dos dois, que a encararam. O homem fez um sinal para ela se sentar e assim ela o fez.
– null, você conhece algum Ian? – Miranda perguntou.
– Sim. Por quê? – null perguntou também.
– De onde você o conhece? – Charlie indagou.
– Cursamos Jornalismo juntos e trabalhávamos na mesma redação. – null disse.
– Pode nos descrever ele? – Miranda pediu.
– Ele deve ter 1,80 de altura. É branco, têm olhos azuis, cabelos pretos. Mas por que estão perguntando sobre ele? – null perguntou, ficando nervosa.
– Encontramos isso no seu carro. – Charlie disse, estendendo sua mão com um papel.
null o pegou e abriu em seguida. Era um bilhete. Quando ela acabou de ler, levou a mão à boca. null, que estava próxima dela, o pegou e leu em voz alta.
“Querida null, como vai? Espero que a facada não tenha causado um estrago tão grande em você. Na verdade, nem fiz algo para deixá-la tão mal. Acho que meu parceiro e eu não temos motivo de pedir desculpas pelo assalto ao seu carro, né? Afinal, estamos devolvendo ele pra você. Sabe por quê? Encontramos algo, quer dizer, alguém que tem um valor mais alto pra você. Ou não, afinal, você o deixou em Nova York para voltar a Los Angeles, e ser uma ridícula agente secreta. Que coisa mais feia. Agora, esse rapaz de olhos azuis, branco e de cabelos negros vai sofrer as consequências. E adivinha? Tudo por causa dos seus pais. Ah, null! Não se preocupe. Antes de darmos um fim nele, vamos dar um jeito de você se despedir dele. Passar bem!”.
null estava em estado de choque. null e null se entreolharam e após perguntarem onde estava o carro de null, desceram para tentar encontrar alguma coisa. null se aproximou da mulher, que deixava algumas lágrimas caírem. null pegou um copo com água e deu pra ela. null e null davam uma olhada nas câmeras para ver se achavam alguma coisa, já que deixaram o carro de null na frente do prédio.
– Como eles conseguiram pegá-lo? – null perguntou e Charlie deu de ombros.
– Estamos tentando descobrir. – Miranda disse e null levantou-se, descendo em seguida.
Quando saiu do prédio, caminhou até onde null e null estava analisando o seu carro. Ela adentrou nele e o encarou, tentando ver se encontrava alguma coisa. Em seguida pegou o seu celular. No mesmo instante ele começou a tocar e o nome que apareceu na tela fez a mulher se assustar. Era Ian ligando pra ela. Ou seriam as pessoas que o pegaram?
– Alô? – ela disse apreensiva. – É o Ian?
– J-null. – a voz do homem saiu fraca. – Me desculpa por isso. Eu não sabia de nada!
– Ian, como você veio parar em Los Angeles?
– Eu recebi um e-mail seu pedindo que eu viesse porque queria meu trabalho na redação onde você está. – ele dizia com um pouco de dificuldade. – Mas quando eu desci no endereço que você me mandou, alguém bateu na minha cabeça, me fazendo desmaiar e…
– E o quê?
– E agora ele está todo machucado. – uma voz tenebrosa fez null estremecer. – O rosto está cheio de cortes, assim como os pulsos dele. Na barriga, assim como a sua, tem um corte profundo. Olha null, eu acho que ele não vai aguentar muito tempo. – uma risada fez com que null quase deixasse o celular cair.
– Solta ele, por favor. Ele não tem nada a ver com isso.
– Pior que ele tem, null! Ele está aqui por sua causa. Porque ele teve algo com você. Então, enquanto a gente não acabar com você, decidimos acabar primeiro com as pessoas que você ama. – a voz disse e null ficou em silêncio. – Pensando bem, não vou deixá-lo morrer. É frustrante vê-lo agonizando aqui, sabia?
– Me mandem o endereço de onde vocês estão. – ela pediu.
– Mandamos sim. – a voz masculina disse. – Parceiro, pode atirar nele. Acaba logo com a vida desse otário. – ao terminar de dizer isso, um disparo foi escutado por null.
– NÃO! – ela gritou, começando a chorar.
– Vou desligar null. Já, já você receberá o endereço do local onde encontrará seu ex-namorado morto. Adeus! – após escutar isso, desligaram o telefone.
null colocou a mão em cima do volante e chorou mais ainda. Não aceitava isso. Não se conformava com o fato de terem matado Ian. Ela se sentia culpada por causa disso. Fizera de tudo para ele nunca descobrir o que ela faria em Los Angeles e agora, ele estava morto? Isso não era justo. null tocou nela, que a encarou. Ela puxou null e a abraçou. null só observava a cena, mas decidiu levá-las para dentro do prédio. Quando estavam subindo, o celular de null tocou e ela o entregou para null, que abriu e viu o endereço do local.
– Vamos pegar algumas coisas, pois não sabemos o que nos aguarda lá. – null disse.
– Eu vou com vocês. – null disse mesmo baixinho.
– Eu não acho uma boa ideia, mas não podemos impedir você. – null disse e em seguida eles foram até a sala de Charlie, avisando o que havia acontecido. Após pegarem o que precisavam, desceram e entraram na van da equipe, dando partida em direção ao tal local.
~**~
Uma hora e meia havia se passado. null estava parada analisando o local onde Ian tinha sido morto. O corpo já tinha sido retirado dali. No entanto, ela ainda chegou a vê-lo. Seu coração parecia estar aos pedaços. A imagem de um Ian totalmente brincalhão, amoroso, amigo, companheiro tentava se fazer presente nela. Porém, a maldade feita com ele acabava com a mulher. Nunca quisera envolvê-lo nisso, por isso voltou para Los Angeles. Mas quem quer que esteja na cola dela não desistiria em fazer mal as pessoas que ela amava, até que um dia a vítima fosse ela. null sentou-se no chão e apoiou suas mãos nas pernas, escondendo seu rosto. Ela sentia frio, pois ainda usava a jardineira que escolhera lá no sítio. Sua cabeça doía assim como todo o seu corpo. Definitivamente havia sido muita coisa em um dia só para ela suportar. Após ver Ian morto, ela ligou para os familiares e doeu nela escutar a mãe dele chorando. Doeu mais ainda escutar da mulher que eles viajariam até Los Angeles para enterrá-lo lá mesmo. Depois disso, null tratou dessa questão. Enterraria Ian em Los Angeles mesmo e nem queria imaginar como seria essa despedida.
– null? – a voz de Miranda fez com que ela levantasse o rosto. – Vamos pra casa? Você deve estar exausta! – a mulher mais velha completou. – Amanhã o dia vai ser longo!
– Eu sei. – ela disse, com a voz fraca.
Miranda estava em seu carro e levara null para casa. Durante o caminho as duas não trocaram uma palavra se quer. E quando elas chegaram lá, null subiu imediatamente ao seu quarto. Miranda fez isso em seguida, mas ao escutar o choro abafado da mulher, decidiu respeitá-la. Ela precisava sentir esse luto, mas sozinha!
O domingo estava frio. Não chovia, ainda, mas as nuvens carregadas indicavam a qualquer momento que isso aconteceria. Após o velório, todos caminharam até o cemitério. null estava sem reação alguma. Não tivera forças nem para cumprimentar os pais de Ian, que pareciam não acreditar que o filho havia morrido. A irmã mais nova do rapaz também estava no local, totalmente inconsolável. A equipe de Charlie estava toda lá. Eles sabiam que null precisaria desse apoio e era exatamente isso que eles estavam tentando fazer.
Quando o pai de Ian terminou de falar, o caixão foi colocado no buraco. Foi então que null se aproximou e jogou uma rosa, sussurrando um “Adeus”. Depois, cumprimentou os pais e a irmã dele, mas sem dizer nada. Eles saíram logo em seguida, pois não aguentavam mais ficar ali. null ficou parada, olhando para o local onde o homem havia sido enterrado. Seu semblante era sério, sua garganta estava seca, mas ela sabia que a qualquer momento desabaria no choro.
– Acho que você deveria ir pra casa. – a voz de null tirou null de seus pensamentos. Ela se virou e o viu de braços cruzados. – Se você quiser…
– Eu não quero nada. Só preciso ficar sozinha. – ela disse totalmente séria.
– Mas eu não vou deixá-la sozinha. Pediram que eu te levasse pra casa. – ele disse.
– Só que eu não quero null . Por favor, me deixa em paz? Eu só preciso disso!
– Vou te esperar no carro. – ele disse, dando as costas para null , que respirou fundo.
null caminhou um pouco e ficou próximo a uma árvore, observando a mulher de longe. Ele sentiu-se mal por ela e entendia a sua dor. Perdera o pai por conta da escolha que fez. Mesmo sendo muito novo na época, ele já tinha aprendido muitas coisas na polícia e ajudou na prisão de alguns bandidos. Um deles resolveu se vingar de null , assassinando o seu pai. Durante muito tempo se culpou e até não pegar quem fizera isso com seu pai, ele não sossegou. Talvez fosse isso que estivesse acontecendo com null . Ela se sentia culpada pela morte de Ian, já que quem fizera isso com ele foi alguém que está envolvido com todas essas coisas que eles vêm tentando descobrir.
O homem continuou a observar null e percebeu que ela estava se aproximando dele. Só que mais atrás, ele viu que um homem estava próximo em outra árvore. Quando a mulher chegou perto dele, ele a puxou pela mão e ambos entraram em seu carro. null resmungou, pois ele havia a puxado com certa força. Mas quando ela ia dizer algo, null colocou um dedo em sua boca e usou a outra mão para apontar para o tal lugar onde vira o homem. A mulher tentou ver quem era, porém ele estava muito distante.
– Vamos embora daqui. – null disse.
– Por quê? – null perguntou nervosa. – Deveríamos ver quem é...
– Eu sei o que é melhor, null . – null disse, dando partida em seguida. Ele ainda se aproximou de onde o homem estava antes, porém ele havia sumido, como num passe de mágica.
Durante o caminho até a casa de null , null focou apenas na direção. Já a mulher, que estava ao seu lado, não se conformava em ter perdido aquela “pessoa” de vista. Se alguém a observava é por algum motivo. E se este ser não tinha feito nada contra ela, é porque poderia ser útil em alguma coisa. Mas null achou melhor eles saírem dali, sem fazer nada. “Idiota”, ela pensou. Finalmente ela chegou até a sua casa e desceu rapidamente, sem nem agradecer. null desceu também e foi atrás dela, puxando-a pelo braço quando a alcançou.
– O que você quer, null ? Você não tinha que me deixar em casa? Você já fez isso. Agora pode ir embora. Ou você está esperando que eu te chame para tomar um cafezinho? – null perguntou irônica. null apertou o braço dela com força. – Ai! Está me machucando.
– Qual o seu problema, null ? Eu te faço um favor e é assim que você me trata?
– Eu não pedi pra você fazer merda nenhuma pra mim. – ela disse ríspida. – Por que não vai atrás de quem fez isso com o Ian em vez de vir me deixar em casa, por que o Charlie mandou? Eu já sou bem crescidinha e não preciso de babá.
– Eu não fiz isso porque o Charlie mandou, e sim porque eu quis. – null disse sério fazendo null engolir em seco. – Eu sinto muito pela sua perda. Mas ficar agindo como uma mal agradecida com as pessoas que estão se preocupando com você não vai trazer o Ian de volta. Então é bom você parar pra pensar que a gente só quer o seu bem. – quando acabou de dizer isso, null a soltou e lhe deu as costas, entrando em seu carro. Já ela entrou em sua casa e ao ver Miranda, a única coisa que fez foi correr até ela e lhe dar um abraço.
– null . – Miranda disse, enquanto passava a mão pelos cabelos de null .
– Oh, Miranda, por que dói tanto? Eu não queria mais ter que passar por essa dor. O Ian não merecia isso. – null dizia, chorando bastante. – Isso tudo é culpa minha! – ela completou e Miranda a pegou pela mão, fazendo com que ela se sentasse no sofá.
– Isso não é culpa sua, nem nossa, null . É de alguém que está querendo acabar conosco. No entanto, nós acabaremos com eles primeiro. – a forma que Miranda disse fez null sorrir. – Vá descansar um pouco, o.k? – ela pediu e null assentiu, lhe dando um beijo e indo até o seu quarto.
Miranda ia para o seu quarto, quando decidiu parar em outra porta. Quando adentrou no lugar, viu um monte de equipamentos e se lembrou rapidamente quando passava horas e horas ali com Joanna. Sendo assim, ela foi até uma pequena televisão e viu algo piscando sem parar. Tinha uma bolinha vermelha e estava acima de um local, com o nome México. Miranda levou às mãos a boca e fechou os olhos, lembrando da conversa que tivera com Joanna antes da mesma viajar.
– Isso não pode estar acontecendo! – ela disse baixinho, já tirando o celular de seu bolso. – Atende Charlie! – ela dizia, porém nada. Tentou mais uma vez, mas ele não atendeu. Sendo assim, Miranda resolveu ligar para null , que na segunda chamada, atendeu.
– Oi, Miranda. Algum problema com a null ? – ela perguntou nervosa.
– Não, minha querida. Ela já está em casa e foi se deitar. – Miranda disse. – Na verdade, eu queria saber se você está no prédio ou sabe onde o Charlie possa estar.
– Ele está a minha frente. Era você quem estava ligando?
– Era sim. Posso falar com ele? – Miranda pediu.
– Claro que sim. – null disse e em seguida entregou a Charlie.
– Será que você é insistente? – ele perguntou, num tom brincalhão.
– Não demonstre nada com o que vou lhe dizer. – Miranda disse apreensiva. – Você se lembra da sala que eu, Joanna e Joseph nos reuníamos? – ela perguntou e escutou um “uhum” do outro lado da linha. – Então, eu estou aqui nesse exato momento e tem uma bolinha piscando em cima de um local. Sabe onde é, Charlie? México.
– Isso é sério? – ele perguntou, já ficando apreensivo.
– Charlie, eu não sei se é certo o que vou dizer, mas isso é um sinal de que a Joanna pode estar…
– Venha até o prédio mais tarde. Vou pedir para uma das meninas fazer companhia a null , já que a noite eles estarão liberados. – Charlie disse. – Nos falamos à noite! – ele completou.
Em seguida, Miranda desligou o celular. Ela deu mais uma olhada e uma pintada de esperança apareceu dentro de si. Em seguida ela se retirou da sala e subiu, até o quarto de null . Ela viu pela porta que null dormia, então desceu e foi até a cozinha preparar o café. Se suas suspeitas se confirmassem, muita coisa mudaria, sem sombra de dúvidas.
~**~
Los Angeles, CA – Casa da família null – 19h25min.
null havia acabado de tomar um banho e procurava alguma coisa para vestir. Depois de bagunçar o seu closet todo atrás de uma roupa, resolveu colocar um short jeans cintura alta com uma camisetinha amarela e um casaquinho branco por cima. Depois de pronta, ela desceu e foi até a cozinha atrás de algo para comer, pois passara o dia sem fazer isso. Estranhou porque não viu Miranda em canto nenhum. Ela a chamou e foi quando chegou à sala que encontrou um bilhete da mulher em cima da mesa de jantar.
“Pequena null , o Charlie liberou vocês, mas daí sobrou pra mim. Então tive que ir pro prédio. Tem uma lasanha no forno que fiz especialmente para você e para as meninas, que disseram que ficariam com você. Até mais tarde, Miranda.”.
– Essa Miranda não existe. – null disse rindo, referindo-se a lasanha.
Quando estava prestes a ir até a cozinha, a campainha de sua casa tocou. null caminhou até a porta e abriu, se surpreendendo quando viu um par de olhos verdes a encarando. Era null . Mas o que ele estava fazendo ali? A mulher analisou o homem que usava uma blusa xadrez azul com uma camiseta branca por baixo e uma bermuda preta. Ele também não deixou de olhar para null com aquela roupa. Os cabelos estavam soltos e o perfume era muito cheiroso. “O que eu tô pensando?”, passou pela cabeça dele.
– Eu não esperava você aqui. – null disse, cruzando os braços.
– Será que eu poderia entrar? Gostaria de conversar com você! – null disse e ela assentiu, dando passagem para o homem. – Você pode guardar isso no congelador? – ele pediu, entregando uma sacola para null , que abriu e viu um pote de sorvete.
– Por que trouxe isso, null ? – null perguntou enquanto ia à geladeira. – Vai me convidar para te acompanhar em outro casamento é? – ela perguntou, ao voltar e null riu sem jeito.
– Você ainda se lembra disso, é? – ele perguntou e ela assentiu. – Bem, não vou te convidar para nenhum casamento. E sobre o sorvete, as meninas quem pediram para trazer. – ele completou.
– E cadê elas? – null perguntou, se sentando no sofá.
– null disse que ia ver aquele tal de Nick. null foi até o restaurante com o null e a null ia à casa do null pra pegar alguma coisa. – null disse se sentando do outro lado do sofá. – O null disse que se desse, aparecia por aqui. – ele completou e ela assentiu. De repente um silêncio se instalou no local e quando null começou a se incomodar, resolveu quebrá-lo.
– Você tá com fome? – ela perguntou e null a olhou, assentindo. – Miranda deixou uma lasanha pra mim e para as meninas. Posso te dar um pedacinho e comer também, porque estou com muita fome. – ela completou e ele sorriu. – Vou colocar pra esquentar.
– Vou com você! – null disse e os dois se levantaram.
Assim que null adentrou no local, foi até o forno e o acendeu. Depois se aproximou de null , que estava sentado e fez o mesmo, cruzando as pernas. O homem não deixou de perceber o movimento e encarou as pernas descobertas da mulher, coçando a cabeça em seguida ao ver que ela tinha percebido. null ignorou o que null fizera e apoiou as mãos sob a mesa.
– O que quer falar comigo? – ela perguntou, o encarando.
– Bem, eu não sei se devo falar. – ele disse, fazendo null arquear a sobrancelha. – Acho melhor fazer isso quando estiverem todos juntos. – ele completou.
– Então você veio aqui pra nada? – null perguntou e ele ficou a olhando.
– Não exatamente. – ele disse e riu. – Vou ficar aqui até as meninas chegarem!
– Ah, tá certo. – null disse, se levantando e indo tirar a lasanha do forno, colocando em cima da mesa. Depois ela pegou dois pratos, dois garfos e duas facas. – Pega o suco dentro da geladeira, por favor? – ela pediu a null , que se levantou e pegou a jarra com o líquido dentro. Aproveitou também para pegar dois copos. – Obrigada! – ela agradeceu e os dois se sentaram.
null cortou a lasanha e colocou no prato de null , que agradeceu. Em seguida ela colocou em seu prato também e quando colocou um pouco em sua boca, fechou os olhos e um sorriso brotou em rosto. null não deixou de sorrir com ela.
– Isso é comida de verdade! – ela disse, pegando mais um pouco. – Depois do assalto, tive que maneirar na alimentação. – ela completou, fazendo uma careta só de lembrar isso e null riu.
– Imagino que isso tenha sido muito difícil por causa da comida da Miranda, certo? – ele perguntou e ela assentiu, rindo. – Isso aqui tá muito bom!
– Acho que não vou deixar pras meninas. – null disse de boca cheia. – Ops, desculpa!
– Sem problemas. A casa é sua! – null disse e ela pegou um guardanapo para limpar a boca.
Após mais dois pedaços de lasanha, null e null lavaram os seus pratos e guardaram o restante para as meninas, porque se não elas a matariam. De repente o celular de null tocou, mas estava em seu quarto. Logo ela subiu a escada e pegou o aparelho. Número privado.
– Alô? – null disse e nada. – Oi? Não sei quem é, mas posso escutá-lo.
– Quem fala? – uma voz masculina desconhecida por null a chamou atenção.
– null . E você?
– Então esse é seu número mesmo? – o homem começou a rir. – Meus informantes conseguiram!
– Desculpa, mas quem está falando? – null perguntou nervosa. Ela se virou ao perceber que null entrara em seu quarto. – Pela última vez, quem está falando? – depois de ouvir isso, null tomou o celular dela.
– Dá pra dizer quem está falando. – null disse firme.
– Pela voz, você deve ser o null . Sinto informar, mas não será agora que vocês saberão quem eu sou. Tchau. – o homem disse, ainda rindo, e desligou
null olhou o celular de null , ficando nervoso ao ver que o número estava no confidencial. Se o aparelho fosse seu, teria jogado contra a parede. A mulher o encarava sem saber o que fazer ou dizer. Então, quando ele se aproximou, ela ficou séria.
– Algo me diz que esse homem era o Joseph. – ao escutar isso dela, null respirou fundo. null percebendo, continuou. – Era isso que queria me falar, né? – depois de perguntar e ver null concordando, ela encostou-se à mesinha do seu quarto, baixando a cabeça.
– Desculpa! Eu até queria contar, mas achei que não seria a pessoa certa pra fazer isso.
– Por que diz isso? – null perguntou.
– Eu não sei. – ele disse e ela deixou uma lágrima cair.
null foi rapidamente até onde ela estava e a puxou, sentando-se na cama com ela. O choro da menina foi ficando mais intenso, à medida que os soluços já deixavam o rapaz preocupado. null deitou-se, colocando as mãos no rosto. null , sem pensar, abraçou-a rapidamente.
Acalme-se comigo, me cubra, me abrace.
Deite-se comigo e me segure em seus braços.
null puxou a mulher para mais perto do seu corpo, fazendo um carinho em seus cabelos.
O seu coração contra meu peito, seus lábios pressionados em meu pescoço.
Eu estou me apaixonando por seus olhos, mas eles não me conhecem ainda.
Com um sentimento que vou esquecer, estou apaixonado agora.
null foi se acalmando com o carinho feito por null . Ela finalmente levantou o seu olhar e se encontrou com o de null . Ambos ficaram se encarando, até que ele se aproximou e a beijou.
Então me beije como você quer ser amada, você quer ser amada,
você quer ser amada.
Este sentimento é como se apaixonar, apaixonar-se, nós estamos nos apaixonando.
Ainda deitada com null , null passou uma de suas mãos pelos cabelos do homem, bagunçando-os. Os dois deixaram de se beijar quando o fôlego faltou. No entanto, null parou e ficou observando null .
Acalme-se comigo e eu vou ser sua segurança, você vai ser minha garota.
Eu fui feito para manter seu corpo quente,
mas sinto frio quando o vento sopra então me abrace.
Depois de encará-la, null a puxou contra seu corpo e a beijou novamente. Dessa vez, foi algo mais forte, a ponto de despertar sensações diferentes no homem. null , percebendo, ficou de joelhos em cima da cama, puxando null sem parar o beijo. Depois de um selinho, ela encarou o homem e seus olhos foram parar na blusa xadrez dele. Ela mordeu o lábio inferior e começou a tirá-lo, deixando apenas a camiseta branca que ele usava por baixo. Sem perder mais tempo, ela a tirou também, deixando amostra o abdômen do rapaz. null sentiu um calafrio quando a mulher passou sua mão pelo corpo dele. null se levantou e o homem fez o mesmo, indo com ela para perto da mesinha. null a virou, deixando-a de costas pra ele e tirando o casaco que ela usava. Ele beijou as costas da mulher e tirou também a camiseta dela, deixando-a apenas com o short e seu sutiã preto. null se virou para encará-lo e resolveu tirar a bermuda dele, deixando-o com a sua cueca boxer azul. null tirou o short dela e passou a mão na sua cicatriz, que o encarou.
– Ainda dói? – o homem perguntou.
– Não agora! – ela disse e selou seus lábios no de null .
Em seguida, ele tirou o sutiã da mulher, fazendo um carinho em seus seios. null sentou-se na mesinha e null ficou nervoso com a posição que ela ficara de frente pra ele. Em seguida, a mulher tirou de uma das gavetas uma camisinha. null , sem aguentar mais, tirou sua cueca e a calcinha da mulher.
Sim, eu venho sentindo tudo.
De ódio ao amor, do amor a luxúria,
do desejo a verdade, acho que é assim que te conhecerei…
Ele mesmo colocou a camisinha e em seguida aproximou-se da intimidade da mulher, penetrando-a com calma. null soltou um gemido baixo, mas isso mudou depois que null aumentou um pouco a velocidade. Ambos chegaram ao ápice juntos e estavam ofegantes. null ainda pegou a mulher no colo e a levou para cama, dando-lhe um beijo calmo. Em seguida, foi até suas coisas e começou a se vestir, deixando-a sem entender nada.
– Acho melhor ir embora antes que as meninas cheguem. – ele disse, enquanto colocava a blusa xadrez por cima da azul. – Pode tomar o sorvete pensando em mim! – ele disse, dando um sorriso galanteador e null ficou séria.
– Então a gente transa e você vai embora assim? – ela perguntou, enquanto colocava suas roupas íntimas. – Você não muda, né null ? Isso foi um erro!
– Um erro eu sei que não foi. Você gostou! – null a provocou, piscando em seguida.
Ele saiu do quarto e null foi atrás, ainda colocando sua roupa. Os dois desceram e null foi diretamente para a porta. Porém, antes de sair, encarou a mulher à sua frente.
– Tchau, null . – ele disse, rindo. – Obrigado pela noite! – ele completou, fechando a porta em seguida. null , por sua vez, continuou estática no seu canto. “O que foi que eu fiz?”, ela pensou.
null havia acabado de chegar da Redação e estava atrás de uma das meninas para almoçar com elas. Porém, depois de ligar para as três, descobriu que elas ainda não estavam no prédio. Por conta disso, ela foi até um restaurante próximo ao local onde estava e colocou sua comida em uma quentinha, pois comeria na cozinha do prédio. Quando ela voltou e subiu, deu de cara com null .
– Como você está? – ele perguntou, enquanto lhe dava um abraço.
– Bem, na medida do possível. – ela respondeu, sorrindo fraquinho. – Já almoçou?
– Estou indo comprar agora.
– Acho que essa comida é o suficiente para gente. – null disse, mostrando para null , que assentiu.
– Tudo bem. Vamos para a cozinha? – ele perguntou e ela assentiu.
Em seguida os dois foram até o local que o homem havia dito. null pegou dois pratos com os talheres, enquanto null pegava dois copos e um suco dentro da geladeira. Depois, ela se sentou com ele e quando colocou o líquido dentro dos copos, lembrou-se da noite passada. Lembrou-se de null . Passou pela sua cabeça tudo que ocorrera entre eles dois. Ela jamais imaginava que acabaria na cama com ele, de novo. “Como eu sou estúpida!”, pensou null . De repente, null e null entraram na cozinha e se sentaram ao lado de null e null .
– E aí, pessoas? – disse null . – null , você já viu o null hoje?
– Não, por quê? – ele perguntou e null ficou olhando.
– Uma conhecida minha, que frequenta a academia onde o null trabalha, me disse que ele tirou a barba. – após ouvir isso, null engasgou-se com a comida.
– Será que isso é verdade? – null se meteu. – Só vou acreditar quando eu o ver!
– null garanhão. – null disse, rindo.
– Alguém pode me explicar o que está acontecendo? – null pediu.
– Bem, o null tem um “ritual” estranho. – null começou. – Sempre que ele leva uma mulher para cama, ele tira a barba no dia seguinte. – quando terminou de ouvir isso, null cuspiu o suco que tomava. – Sem noção, né? – null falou, rindo com null e null .
– Eu não acredito nisso! – null disse nervosa.
– Estou contando os minutos para vê-lo. – null disse animada. – null saiu da seca!
– Como assim? – de repente, null entrou na sala. – Que história é essa que o null saiu da seca? – ela perguntou, se sentando perto de null .
– Me disseram que ele tirou a barba. – null começou.
– MENTIRA?! – null gritou e null fez uma careta.
– Vou terminar de comer em outro lugar. – null falou e se retirou, pegando suas coisas.
– Nossa! Como ele é. – null disse, revirando os olhos. – Mas enfim, eu não acredito que finalmente o null saiu da seca. Agora, com quem será que ele fez sexo?
– Com licença, mas eu ainda estou comendo. – null disse, fazendo as mulheres rirem. – Se quiserem continuar essa conversa, eu serei obrigada a me retirar. – ela completou.
– Desculpa null , mas essa notícia foi inesperada. – null falou.
– Quer que eu faça um texto e publique na internet? “null null , o garanhão da mulherada, tira barba após sair da seca.”. – ao escutar isso de null , as três riram muito. – Ah, eu perdi até a fome depois disso. – ela disse, se levantando e indo até a pia, jogar a comida no lixo e lavar o prato.
– Vou para a minha sala, pois quero estar lá quando o null chegar. – null disse. – Estou precisando de você, null . Quando acabar, vai pra lá. – ela completou, saindo em seguida.
null e null ficaram mais um tempo na cozinha, até serem chamadas por null e null . null , que enxugava o seu prato, ficou pensando na conversa das meninas sobre null . “Esse homem é idiota ou se faz?”, ela disse baixinho. Após beber um copo d'água, ela respirou calmamente e foi para a sua sala, que para sua tristeza, dividia com null . Quando ela chegou lá, agradeceu mentalmente por null estar sozinha. Logo, ela foi até sua bolsa pegar sua escova e creme dental, indo ao banheiro escovar os dentes. Assim que terminou, ela se sentou ao lado de null .
– O que você quer de mim? – null perguntou, mas antes que a amiga pudesse responder, elas viram a porta se abrir, fazendo com que null estremecesse ao ver null .
Ele realmente estava sem barba e com um sorriso de orelha a orelha. Pra completar, o homem estava com uma roupa diferente. Camiseta, suada por sinal, bermuda e sapatos. null ficou o encarando, enquanto ele fazia o mesmo. null levantou-se e se aproximou dele.
– Então é verdade, caro null . – ela disse, batendo no ombro do rapaz.
– O que é verdade? – ele perguntou, mas sua ironia era perceptível.
– Vai me dizer que você tirou a barba pra lavar? – null foi mais irônica ainda.
– Não consigo enganar ninguém, não é, null ? – ele disse e ela assentiu.
– E aí? Que horas foi isso? Ontem ou hoje? – null perguntou. null estava nervosa.
– Ontem. – ele disse, rindo.
– Eita, gostosão. – null brincou. – E a mulher, se apaixonou?
– Ainda não sei null . – null disse e olhou para null que estava séria.
– Ainda? Então você pretende ficar com ela mais vezes? – null perguntou.
– Também não sei. – null disse, coçando a cabeça. – Vou tomar um banho agora!
– O.k., vai lá. – null disse.
– Até mais, null . – null disse, num tom provocativo. Ela apenas o encarou. Em seguida, ele se retirou com sua mochila. null respirou fundo, diversas vezes e começou a mexer em seu celular. null se sentou ao seu lado e começou a dizer o que queria dela. Porém, seu pensamento estava longe. Quer dizer, nem tão longe assim.
~**~
Los Angeles, CA – Casa da família null – SALA SECRETA.
Charlie aproveitou que null estava no prédio para ir até a casa dela, olhar o que Miranda havia lhe contado. Nesse momento, ele estava analisando todo o local e confirmou o que a mulher havia lhe dito. A bolinha vermelha piscando em cima do México o deixou nervoso. Parecia loucura, mas e se fosse verdade? E se a mãe de null estivesse viva?
– Precisamos fazer algo. – Charlie disse, se sentando no pequeno sofá ali dentro.
– Mas não podemos fazer isso sozinho. Muito menos esconder da null . – Miranda disse, se sentando ao lado do homem. – Não quero mais fazer nada pelas costas dela.
– Eu só temo fazê-la ficar com esperança e no fim descobrir que não era nada disso que estávamos imaginando. – Charlie disse sério. – Vou conversar com o null e a null , pedindo que eles venham até aqui. Farei algumas pesquisas e então, falamos com a null . Tudo bem? – ele perguntou e a mulher ao seu lado assentiu.
~**~
Los Angeles, CA – CASE – 16h16min.
null estava concentrada fazendo uma matéria acerca da morte de Ian. Suspirava diversas vezes e tentava controlar a emoção. null estava ao lado de null analisando algumas coisas que pudessem ajudá-los em relação a esse assassinato. De repente, null entraou na sala.
– E aí, garanhão? – ele disse fazendo todos olhar pra ele. null riu, null se segurou para não fazer o mesmo, enquanto null revirou os olhos.
– Eu vou até a sala do Charlie para mostrá-lo o que vimos null . – null disse e saiu em seguida. null se levantou e ia atrás da amiga.
– null , me conta tudo sobre quem você pegou. – null falou e null resolveu ficar para ver o que o homem falaria sobre ela.
– Isso, null . Eu adoraria saber já que o assunto do dia é esse mesmo. – ela disse irônica, sentando-se no sofá e cruzando as pernas. – Comentei mais cedo que faria uma matéria sobre isso!
– Boa ideia, null . – null disse, dando a volta e encostando-se na mesa, cruzando os braços. – Eu acho que nem tenho muito que falar null . Mas, ela era branquinha, tinha os cabelos longos e era menor que eu, claro. – ao dizer isso, null o fuzilou com o olhar. – Ah, null ! Coloca na sua matéria que ela estava usando um short jeans de cintura alta, valorizando suas coxas e deixando-a extremamente…
– Gostosa? – null o interrompeu.
– Bem, eu ia dizer sexy, mas essa palavra serve também. – null disse e null revirou os olhos. – Acho que vai ter BIS! – ao escutar isso dele, null arregalou os olhos.
– Eita! O negócio foi bom, então. – null disse, rindo. – Isso é raro de acontecer, null !
Ela ia falar algo, quando null entrou na sala com null e null .
– Charlie não estava na sala dele. – null disse, indo até a sua mesa.
– Ei, null . – null a chamou. – Quem te deu aquele short jeans cintura alta que você tava usando ontem? Foi eu ou a null ? – quando ela terminou de dizer isso, null arregalou os olhos, percebendo que null se segurava para não rir, enquanto null ficou vermelha.
– Foi a null . – null disse sem jeito e null até abriu a boca algumas vezes, porém null o lançou um olhar mortal, fazendo-o desistir de dizer algo.
– Eu disse pra você, null . – null falou. – Estamos indo lá na Cafeteria agora. Vocês gostariam que eu trouxesse alguma coisa? – ela perguntou.
– Três copos de café, bem quente, por favor. – null pediu e ela assentiu, saindo com as outras duas. null começou a rir da cara de abestado que null estava.
– Não me diga o que eu tô pensando. – ele disse, encarando os dois.
– E o que você tá pensando? – null perguntou, ainda rindo.
– A tal mulher era a null ? – ele perguntou e null riu mais ainda.
– , SE VOCÊ CONTAR ISSO PARA ALGUÉM, EU NÃO ME INCOMODO DE ACERTAR UM MURRO NA SUA CARA. – null disse em voz alta e muito séria, mas null começou a rir disso. – Por favor, não seja idiota que nem o null !
– Eu não parecia idiota ontem, null . – null a provocou.
– EU NÃO ACREDITO! – null disse, enquanto ria. – Quer dizer que rolou um flashback?
– E que flashback, não é null ? – null continuou provocando-a e ela se levantou nervosa.
– Foi um erro, isso sim! E, null , pode parar com essa história de BIS. – ela disse já parada de frente pro homem, que deu um sorriso de canto e se aproximou, encostando a boca no ouvido dela.
– Isso é o que veremos! – depois de dizer isso, null foi até onde null estava, que ria ao ver que null se arrepiara com o contato dos dois. Depois de se recuperar, ela voltou até sua mesa e voltou a digitar o texto que estava fazendo antes daquele assunto todo.
~**~
CASE – 20h29min.
Após passar a tarde fora na casa de null , Charlie voltou ao prédio e chamou as meninas – exceto null – e os meninos para contar umas coisas que descobrira segundo algumas informações que lhe foram passadas. A primeira foi que uma das pessoas que participou do assalto ao carro da null era uma mulher e fora ela quem dera a facada em null . A segunda notícia era que o homem que ligara para ela a noite anterior, era Joseph, pai dela. A terceira e última, mas que deixou todos – exceto null , pois passara a tarde vendo isso com Charlie – sem reação alguma foi que, talvez, a mãe de null estivesse viva.
– Isso tudo é loucura! – null disse, batendo a mão na mesa. – Ela enterrou a mãe dela.
– Ao que tudo indica, não era o corpo de Joanna que estava ali. – Charlie disse.
– Como assim? – null perguntou.
– No dia do enterro, ninguém deixou que o caixão fosse aberto, com a desculpa de que o acidente de avião havia feito um estrago com o corpo da Joanna. – Charlie explicou. – Na casa da null , tem uma sala cheia de equipamentos. Em umas das televisões, tinha algo piscando e isso fez a Miranda pensar que era a Joanna, porque ela usava um microchip. Pra completar, o local estava indicando que essa pessoa estava no México, justamente para o local onde ela estava indo, atrás do Joseph. – ele completou e todos ficaram perplexos com essas informações. – Infelizmente, quando eu estava com o null vendo como descobrir mais alguma coisa, a luz parou de piscar.
– E o que isso quer dizer? – null perguntou.
– Sinto muito, null , mas eu não sei. E nem quero deduzir algo. – Charlie disse.
– E por que a null não está nessa reunião conosco? – perguntou null .
– Porque não queremos lhe dar uma esperança e no fim fazê-la sofrer. – null quem disse.
– Já entrei em contato com uns amigos que moram no México e que fossem atrás de descobrir algo. Quando eu tiver algo melhor, comunico a vocês. Agora, precisamos ir atrás das pessoas envolvidas na morte do Ian e no assalto ao carro da null . – Charlie disse e todos assentiram.
De repente alguém bateu na porta e null entrou, se assustando ao ver todos na sala.
– Reunião? – ela perguntou.
– Ia te ligar agora mesmo. – null mentiu.
– Alguma notícia? – null perguntou, enquanto se sentava perto de null .
– Descobri que uma das pessoas que te assaltou é uma mulher. Ou seja, a pessoa quem lhe deu a facada. – Charlie disse e ela ficou perplexa com isso. – Vamos tentar descobrir quem fez isso!
– Sinistro. – ela disse séria. – Charlie, eu vim aqui porque queria saber se posso ir até a redação, pois recebi uma ligação do Henry pedindo que eu fosse até lá fazer uma entrevista com algum famoso. – ela completou e o homem assentiu. – Assim que eu terminar, retorno pra cá. – ela disse, se levantando e saindo em seguida. Os demais resolveram ir para as suas salas, pois analisariam melhor o que Charlie havia informado para eles.
~**~
Los Angeles, CA – REDAÇÃO – 21h19min.
Assim que chegou, null foi diretamente até a sala de Henry, como ele havia pedido. No entanto, ela estranhou o fato de estar tudo escuro e não ter ninguém por ali. Foi preciso ela tirar o seu celular e colocar a luz dele para iluminar o seu caminho. null começou a achar tudo muito estranho e apressou os passos. Porém, quando esta chegou à sala de Henry, não desejou ver o que estava bem a sua frente. O corpo do homem estava estirado no chão. Quando ela se aproximou, o viu todo ensanguentado com um corte na garganta. Os olhos estavam abertos, porém ele estava morto, dando uma sensação de pavor na mulher que estava ali.
null pegou seu celular e discou o número de Charlie.
– Diga, null ! – a voz do outro lado da linha foi escutada por ela.
– Preciso que você e os demais venham até a redação. – null disse depressa.
– Por quê? – Charlie perguntou.
– O Henry tá morto! – foram as únicas coisas que ela conseguiu dizer, antes de começar a chorar desesperadamente.
– Já estamos indo! – o homem disse, desligando em seguida.
null continuou perto do corpo de Henry e passou a mão pelos seus olhos, fechando-os. Depois passou a mão pelo rosto do homem, sentindo-se mal. Ela fechou os seus olhos e se lembrou de Henry nos tempos de colégio. Não entendia por qual motivo alguém tinha o matado. Mas logo pensou que talvez fosse por ele ser uma pessoa próxima dele. Depois disso, ela se levantou. Observou a sala do homem e percebeu que seu notebook estava ligado. O que a chamou atenção foi o fato de estar aberto em uma página da internet que falava sobre o acidente que sua mãe sofrera. Ela se sentou e começou a ler. Já havia visto aquela matéria, mas por que Henry estava fazendo isso também? Qual era o interesse dele naquele assunto?
A mulher pensou, pensou, mas não descobriu nada! Não entendia o que estava acontecendo. De repente, ela escutou um barulho de passos se aproximando e levantou-se, indo até a porta e dando de cara com null e null . Os dois passaram por ela e foram até o corpo do homem, sem vida. null falou alguma coisa pelo seu rádio e minutos depois uma equipe da perícia entrou no local. Após analisá-lo, cobriram-no e levaram o corpo para o andar de baixo. null olhou pela janela que uma multidão começava a se formar do lado de fora da Redação, ficando nervosa com isso. null , que a observava, se aproximou dela.
– Vamos sair daqui. – ele disse, fazendo-a o olhar.
– Não quero passar por esse povo. – ela disse, voltando a olhar pela janela.
– Você não vai passar por eles, porque vamos sair por outro canto. – null disse, fazendo-a se virar para ele novamente. – Vem comigo! – ele estendeu a sua mão para ela, que segurou a dele.
Depois de passarem por algumas pessoas, inclusive pela equipe de Charlie, null saiu e caminhou até o seu carro. null ainda estava com ela e quando esta ia entrar em seu carro, ele tomou as chaves da mão dela, fazendo-a o encarar séria.
– O que foi, null ?
– Eu vou dirigir pra você. – ele disse, fazendo com que ela entrasse no banco do passageiro. Depois ele deu a volta e entrou no banco do motorista. – Vou te deixar em casa!
– E como você vai pra casa depois? – ela perguntou, sem o olhar.
– Peço para o Charlie passar lá e me pegar. – null disse, já dando partida.
– Você pode ficar lá em casa até a Miranda chegar, se quiser. – null disse sem pensar e só depois percebeu o que acabara de falar. – Digo, já é bem tarde…
– Não precisa se explicar. – null disse. – Mas você quer que eu fique? – ele perguntou, sem tirar as mãos do volante ou encarar null .
– A única certeza que eu tenho é que não quero ficar sozinha hoje. Não depois do que eu fui obrigada a ver. – null disse, olhando para a janela do carro. null apenas assentiu.
~**~
Los Angeles, CA – Casa da família null – 22h50min.
Quando chegou a sua casa, null pediu licença a null , pois queria tomar um banho. Enquanto isso, ele ficou na sala, conversando com Charlie pelo telefone. O homem mais velho pediu que ele ficasse com null , pois Miranda o ajudaria em algumas coisas. null só pediu que alguém levasse alguma roupa pra ele e Charlie disse que mandaria por null . Assim que ele desligou, null desceu as escadas. Quando ela se aproximou, null se ajeitou no sofá e parou para encarar a mulher a sua frente. Ela usava uma legue preta e uma blusinha com a frase “I Love NY”. Em seguida, ela se sentou ao seu lado e suspirou.
– Mais uma pessoa que morreu. – null disse de cabeça baixa. – Eu não aguento mais ir para enterro. Não quando é um atrás do outro. – ela completou, encostando a cabeça no sofá.
– Você não precisa ir. – null disse, de forma calma.
– Mas eu tenho que ir! – ela disse, o olhando. – Ele não era só meu chefe, null . Ele era meu amigo! – ela completou e null concordou.
– Eu não entendo. Por que mataram o Henry? – o homem perguntou.
– Eu não sei, mas eu vi algo estranho hoje. – null começou. – Depois de vê-lo morto, eu percebi que o notebook dele estava ligado. Daí, quando eu me aproximei, percebi que estava em uma página na internet que falava sobre o acidente que minha mãe morreu. Por que ele estava vendo isso? – ela perguntou e null arqueou a sobrancelha.
– Será que o Henry sabia de alguma coisa? – ele perguntou e ela deu de ombros. – A cada dia é uma coisa nova. – null disse e foi à vez dele de encostar-se no sofá, jogando a cabeça para trás.
– Se eu, como jornalista investigativa, me sinto estressada, imagine você e a null .
– Apesar de tudo, eu gosto do que faço. – null disse, virando-se para null . Ela fez o mesmo e os dois ficaram com o rosto bem próximo. Porém, quando ele quis beijá-la, a campainha tocou.
– Deve ser a Miranda. – null disse, se levantando para abrir a porta. Mas assustou-se ao abrir e ver null . – Você aqui? – ela perguntou e ele sorriu.
– Só vim deixar essas coisas para o null . – ele disse e entregou uma bolsa nas mãos dela, que estranhou. – Charlie pediu que vocês estivessem amanhã no prédio, bem cedinho. Tchau! – ele falou e após dar um beijo no rosto de null , saiu. Ela, por sua vez, caminhou até onde null estava.
– Você vai mesmo ficar aqui? – ela perguntou, lhe entregando a bolsa.
– Miranda vai ficar lá no prédio ajudando ao Charlie. – ele disse, se levantando. – Que tal você pedir uma pizza e me dizer onde eu posso tomar um banho? – ele perguntou e ela assentiu.
Assim que null entrou no banheiro para tomar banho, null pegou seu telefone e ligou para uma pizzaria, pedindo metade portuguesa e metade camarão. Em seguida, ela ligou a televisão. Seu desejo era esquecer os últimos acontecimentos, mas a imagem de Henry morto bem à sua frente não saia da sua cabeça. E ela sabia que o dia seguinte seria bem pior!
~**~
EM ALGUM LUGAR, NÃO IDENTIFICADO…
A mulher de cabelos negros estava sendo acompanhada por três homens. Ao olhar para trás, viu que eles estavam rindo depois de terem lido uma piada em uma revistinha qualquer. Ela olhou em seu relógio e viu que passava de meia-noite. Infelizmente a estação de trem onde ela estava não se encontrava lotado, o que facilitaria muito o plano que tinha em mente. Logo, ela chegou ao local onde seu trem sairia e respirou fundo, entrando nele. Encontrou um vagão vazio e ficou lá na companhia dos três homens, que nem pareciam se incomodar com a sua presença. Sendo assim, ela se levantou, chamando a atenção deles.
– Para onde você pensa que vai? – o homem mais alto falou.
– Preciso ir ao banheiro. – ela disse e ele assentiu, saindo com ela.
Ambos caminharam até o local indicado e a mulher analisou o local. Ao ver uma portinha no final de onde estava, não mediu forças ao acertar o homem ao seu lado, dando-lhe um soco no rosto também. Em seguida, ela correu até lá e ao abrir a porta, não pensou duas vezes, se jogando. Com certeza ela se machucou, no entanto, a vontade de fugir daqueles homens e voltar para sua casa era maior. E seria isso que ela faria, a partir de agora!
Los Angeles, CA – Casa da família null – 13h30min.
Dois dias se passaram depois dos últimos acontecimentos. Nesse momento, null terminava de lavar a louça do que almoçara e aproveitou para deixar tudo organizado para que quando Miranda chegasse não tivesse trabalho. Em seguida, ela subiu até o seu quarto e foi diretamente ao banheiro para escovar os dentes. Quando ela saiu do banheiro, colocou uma saia branca e uma blusinha estampada, com uma rasteirinha, já que passaria o restante do dia no prédio. Depois de pegar sua bolsa e algumas pastas, ela desceu e pegou a chave do carro, que estava em cima da mesinha da sala. A campainha tocou no mesmo instante em que ela se encaminhava até a porta, porém, quando ela abriu a porta, deixou as coisas que segurava em suas mãos caírem no chão ao ver a mulher que estava a sua frente.
– V-VOCÊ? – ela gaguejou, mas falou um pouco alto.
– Oi, filha. – era Joanna, sua mãe.
null piscou os olhos algumas vezes e até pensou que estava sonhando. Mas não! Sua mãe, quem ela jurava estar morta há sete anos, estava bem na sua frente. Porém, o estado da mulher não era um dos melhores, já que ela estava toda suja e muito machucada. Só que isso não foi problema para impedir null de puxá-la para um abraço.
– Mãe, eu não acredito que a senhora está viva! – ela disse, permitindo que algumas lágrimas escorressem pelo seu rosto.
– Você não sabe o quanto eu sonhei com isso. – Joanna disse, desfazendo-se do abraço e chorando também. – Mas eu não posso ficar aqui, filha. Eu preciso me esconder! – ela completou.
– Vamos para o prédio. – null disse e mesmo sem saber onde era sua mãe assentiu.
~**~
Durante o caminho até o prédio, Joanna falou para null que havia sido sequestrada no dia em que viajaria para o México e que as pessoas que a pegaram, usaram-na para fazer algo. Por conta disso, ela havia fugido e andou durante dias para chegar até a casa delas. Ela também pediu desculpas para null, que pediu que ela parasse, pois estava nítido no rosto dela o quanto ela estava cansada. Sendo assim, logo elas chegaram ao seu destino.
Los Angeles, CA – CASE – 14h09min.
Antes de entrar, null checou todo o local para ver se não tinha nenhum suspeito. Depois disso, ela entrou no estacionamento do prédio e ao sair do carro, deu a volta e ajudou sua mãe que estava bem fraca. Depois as duas subiram e null a levou diretamente para o banheiro feminino, pedindo que a mulher tomasse um banho que ela ia pegar uma roupa que coubesse nela. A mulher assentiu e null saiu dali, indo até o seu armário e pegando uma roupa sua, jurando que caberia em sua mãe.
Depois de deixar em cima de um banco, null avisou a sua mãe e saiu para ir até a cozinha preparar algo para sua mãe comer. No entanto, ela se assustou quando viu null e null almoçando na companhia de null e null.
– Oi, null. – disse null. – Viu fantasma? Você tá pálida!
– Quase isso. – ela disse, rindo nervosa e indo até o armário.
– Você já almoçou? – perguntou null.
– Já. – ela disse, pegando um pacote de pão e indo até a geladeira, tirando de dentro dela queijo, presunto, tomate, alface e carne de hambúrguer.
– O que você vai fazer? – perguntou null.
– Sanduíches, mas não são pra mim. – ela disse, começando a cortar o pão. – O Charlie está aqui?
– Está sim. – null quem respondeu.
– Ótimo! – null disse, sem olhar pra eles. – Será que vocês poderiam ir até a sala dele?
– Por quê? – null perguntou, arqueando uma sobrancelha.
– Preciso mostrar algo pra vocês. Os outros estão com ele? – ela perguntou e escutou um “aham” de null. – Já, já eu subirei e vocês entenderão. – ela completou e os demais assentiram, levantando e colocando os pratos na pia. Em seguida eles – exceto null – saíram.
– Aconteceu alguma coisa? – ele perguntou, percebendo que ela tremia um pouco.
– Na verdade, aconteceu sim. Mas você só vai saber lá em cima! – ela disse. – Por favor, sobe e não me faz nenhuma pergunta. Não agora! – ela completou e o homem assentiu se retirando do local.
Quando terminou os sanduíches, null subiu até o banheiro, dando de cara com a sua mãe, já vestida com a roupa que ela levara e com uma aparência muito melhor. Ela não pôde deixar de sorrir e correu para abraçá-la novamente. As duas ficaram bem emocionadas, mas se recomporam logo. Em seguida, null pegou na mão de Joanna e as duas foram até a sala de Charlie.
– É agora, mãe! – ela disse quando estavam em frente à sala dele.
– Estou pronta, filha! – a mulher respondeu, mas estava bem nervosa.
null entrou na sala e viu que todos estavam lá. Logo todos os olhares se direcionaram a ela, que suspirou fundo. Ela olhou para a mãe e fez um sinal com a mão, pedindo que sua mãe entrasse. Quando a mulher fez isso, as pessoas que estavam olhando para null, olharam a mulher. E a expressão deles não foi diferente da de null quando a viu também.
– Oh meu Deus! – null disse, levando a mão a boca.
– Então você está mesmo viva? – Charlie perguntou e null o encarou, sem entender.
– Como assim, Charlie? – ela perguntou. – Vocês já suspeitavam?
– Vamos te explicar, null! – null disse.
– Explicar o quê? – null perguntou já se alterando. – Vocês já suspeitavam disso?
– Sim. – null quem disse, deixando-a séria.
– E por que eu não fiz parte disso? – null perguntou, mas antes que alguém respondesse, ela continuou. – Incrível como as pessoas são. Sempre estão agindo pelas minhas costas. Agora, eu não esperava isso de vocês! – ela completou, fechando a cara.
– A gente não queria que você ficasse esperançosa e sofresse caso o resultado não fosse positivo. Nós só pensamos em você! – null disse, mas null revirou os olhos.
– Vocês pensam que eu tenho quantos anos? – ela perguntou. – Merda, eu já tenho 23 anos. E outra, o assunto era a minha mãe. Vocês não tinham o direito de esconder isso de mim!
– Filha, se acalma! – Joanna pediu.
– NÃO DÁ, MÃE! – null gritou. – EU ESTOU CANSADA DAS PESSOAS MENTINDO PRA MIM. CHEGA! – ela disse, abrindo a porta.
– Pra onde você vai? – null perguntou.
– Pra qualquer lugar longe de vocês. Mas não se preocupe, tenho certeza que minha mãe tem muita coisa pra falar e vocês nem se lembrarão de mim. – ela disse, batendo a porta com força.
Os demais se encararam e null até pensou em ir atrás de null, mas null pediu que ela ficasse na sala, pois os dois, como policiais, precisariam fazer algumas perguntas para a mãe dela. Sendo assim, depois de todos a cumprimentarem, ela se sentou próxima a Charlie.
– Como minha filha disse, eu tenho muita coisa pra falar. – ela falou, dando uma mordida em um dos sanduíches que null fizera pra ela. – Primeiramente, queria dizer que não estava no avião que caiu porque eu fui sequestrada antes de chegar ao aeroporto. Três homens me pegaram e vendaram os meus olhos. Viajamos de carro durante um dia até chegar ao México.
– Então você estava mesmo lá? – Charlie perguntou e ela assentiu.
– Fiquei presa durante dias só na base de pão e água. Logo, um dos homens que havia me pegado disse que eu poderia ser bastante útil para algo. – Joanna fez uma pausa e respirou fundo, limpando uma lágrima que escapara. – Usaram-me como prostituta para pagar uma das dívidas que o maldito do Joseph fez. – ao dizer esse nome, sua expressão ficou séria. – Foram sete anos fazendo programas e eu não faço ideia se a merda dessa dívida foi paga. Só que daí, os homens que me mandavam fazer essas coisas, receberam uma ordem para voltarmos a Los Angeles. Então, há dois dias eu escapei deles e não pensei duas vezes antes de bater à porta lá de casa, embora eu não possa ficar lá de jeito nenhum. – ela disse e os demais a olhavam.
– Você tem ideia de onde o Joseph esteja? – null perguntou.
– Tenho quase certeza de que ele está por aqui. – ela respondeu.
– Precisamos encontrá-lo, Joanna. – disse Charlie. – Houve dois assassinatos, um atrás do outro, além do assalto a null. – ele disse. – Acho bom você ficar aqui no prédio, já que está fugindo. Enquanto isso, a null ficará na casa de vocês mesmo!
– VOCÊ ENLOUQUECEU? – null perguntou, quase gritando. – É PERIGOSO!
– Ele tem razão, null. – null disse calmo. – Se a null sair de lá, as pessoas que estão envolvidas nisso vão saber que algo aconteceu. Logo, isso poderá ser mais perigoso ainda. – ele completou, mas embora soubesse que fazia sentido o que o amigo dissera null não gostou.
– Eu fico na casa da null com ela e com a Miranda. – null disse.
– É uma boa ideia, null. Mas ainda precisamos montar um esquema de segurança na casa delas, até mesmo para tentar pegar as pessoas envolvidas nisso tudo. – Charlie disse. – Eu quero que a null e o null me acompanhem, enquanto a null, acompanhada de null e do null façam uns contatos para mim. null e null coletem algumas informações com a Joanna, mas não a cansem muito. – ele completou e saiu em seguida com os demais, deixando apenas os três últimos que mencionara dentro da sala. null e null se aproximaram de Joanna, que sorriu para eles e voltou a comer o seu sanduíche.
– Como vocês mudaram. – ela disse, após acabar de comer. – O que gostariam de saber de mim?
– Primeiro, seria bom você descrever para nós os homens que a pegaram. – null disse.
– Vocês podem me dar papel e lápis? – Joanna perguntou.
– Para o quê? – null indagou.
– Pra eu fazer um desenho de cada um deles. – ela disse sorrindo. Sendo assim, null levantou-se e pegou o que ela pedira, voltando e entregando. – Sei que a interrogada sou eu, mas eu poderia fazer algumas perguntas também? – Joanna perguntou, enquanto começava a desenhar.
– Pois não! – null disse, sentando-se mais à vontade ao seu lado.
– Como a null ficou esses sete anos acreditando que eu havia morrido? – ela perguntou.
– Na verdade, não sabemos responder isso. – null começou. – No final do ano, a null foi morar em Nova York. E ela só voltou esse ano! – ao escutar aquilo, Joanna ficou sem entender.
– O Charlie me disse que a treinou durante esse tempo todo em Nova York e que foi ideia dele fazer com que ela morasse lá, pois seria melhor para a segurança dela. – null disse e Joanna assentiu. – Daí, no começo do ano ela voltou, para completar a nossa equipe.
– Formada em Jornalismo? – Joanna perguntou.
– Sim, mas ela é uma jornalista investigativa. – null disse.
– E que história foi essa de assalto? – a mulher perguntou, sem tirar os olhos do papel.
– Ela estava indo pra casa quando foi abordada por duas pessoas. Uma delas era mulher e esta deu uma facada na null. – null disse e Joanna o encarou. – Um tempo depois o carro dela apareceu daí veio à primeira morte, que foi um ex-namorado dela. Depois, mataram o Henry, que estudou conosco. – ao ouvir aquilo, Joanna tentou discernir tudo.
– E vocês acham que o Joseph está envolvido nisso tudo? – ela perguntou.
– Ele ligou pra null no domingo, mas sem se identificar. – null disse. – Por isso, assim como você, acreditamos que ele realmente esteja em Los Angeles. – ela completou.
Minutos depois Joanna terminou os desenhos e entregou para null, que analisou os papéis, mas infelizmente não reconheceu nenhum dos homens, assim como null. Eles conversaram mais um pouco, até que a mulher demonstrou um cansaço. Sendo assim, null a levou até uma sala, onde ela ficaria. Ao chegarem lá, ela se sentou em um sofá e o homem se aproximou dela.
– Quer alguma coisa? – ele perguntou e ela sorriu.
– Vai atrás da null pra mim? – ela pediu e null coçou a cabeça.
– Eu não faço ideia de onde ela esteja. – ele disse, sem jeito.
– Mas eu sim! – ela disse sorridente. – Vá até o parque e você a encontrará. – ela disse e null riu sem jeito, mas fez o que ela pedira.
Antes de sair, ele passou por sua sala e viu null toda animada conversando ao telefone. Ela sussurrou um “É o Nick!”, fazendo-o revirar os olhos. Depois de pegar seu celular, null desligou e foi toda animada lhe dar um abraço, deixando-o sem entender.
– Adivinha quem vai ter um jantar romântico hoje? – ela disse. – EU!
– Bonito né, dona null? – null disse. – Não vou me meter nisso, mas um bom jantar pra você. – ele completou e começou a andar, para sair da sala.
– Pra onde você vai?
– Resolver algo. Mas já, já volto! – ele disse e fechou a porta, deixando-a sozinha.
null passou pela sala das câmeras e avisou ao Charlie o que faria. Depois, ele desceu e foi até o estacionamento. Estranhou ao ver o carro de null perto ao dele. “Ela foi a pé até o parque?”, ele se perguntou. Rapidamente, entrou em seu carro e deu partida, a caminho do tal local.
~**~
Los Angeles, CA – PARQUE – 15h30min.
null acabara de chegar lá e logo estacionou seu carro. Em seguida, ele desceu e começou a andar pelo local. Ao redor havia muitas crianças brincando com os seus pais e null gostou do que vira. Lembrou-se de seus sobrinhos, Kevin e Karen. O menino tinha cinco anos e a menina três. O irmão dele sempre aparecia quando dava para que null pudesse vê-los. Era uma alegria só quando a família se reunia. De repente, null ver alguém que chama sua atenção. Os cabelos pretos bagunçados por causa do vento e o olhar distante. Era null. Sendo assim, ele se aproximou dela e quando chegou, sentou-se ao lado dela, que o encarou e voltou a olhar pro nada.
– Se eu tivesse apostado com sua mãe, ela teria ganhado. – null disse num tom divertido.
– Ela me conhece bem. – null disse, sem o olhar. – Mas o que você faz aqui?
– Sua mãe me pediu para vir atrás de ti. – ele disse. – Mas antes, eu queria saber como você está.
– Estou me sentindo dividida, se quer saber. Parte de mim está chateada e a outra está feliz porque minha mãe tá viva. – null disse, encarando-o. – Às vezes eu acho que não me encaixo nessa equipe. Talvez vocês devessem ir atrás de alguém que fosse mais útil do que eu!
– Por que diz isso, null?
– Você ainda pergunta por quê? Poxa, desde que eu cheguei coisas ruins aconteceram. Logo, eu sou um problema. E o que vocês precisam é de solução! – ela respondeu séria.
– Isso não é verdade. – ele disse, fazendo-a revirar os olhos. – null, deixa disso! Você faz parte da equipe, sendo tão importante quanto os outros. Você pensa que não, mas é um diferencial ter você com a gente. – ele disse, pegando no rosto dela, fazendo-a o olhar.
– Em quê?
– Em tudo! Desde que você chegou, todos se animaram. – ele disse e ela balançou a cabeça negativamente. – null e null vão casar. null se abriu pra gente. null e null vão ser pais. null está feliz com aquele cara. Sua mãe voltou. E eu… – ele parou um pouco. – Bem, eu estou feliz por você ter voltado. – ele disse e ela sorriu.
– É bom saber disso, null. – ela disse e ele olhou pra ela estranhando. – Por favor, não faça essa cara só porque eu te chamei pelo nome. Chega disso! Não estamos mais no colegial. Somos adultos, né? – ela completou e null assentiu.
– Tudo bem, senhorita. Agora, vamos para o prédio? Acho que sua mãe precisa de você ao lado dela. – ele disse e null assentiu, se levantando com ele e indo até o seu carro, entrando no banco do passageiro, enquanto null entrou e deu partida em seguida.
XXX
Los Angeles, CA – PRÉDIO – 19h45min.
null estava conversando com sua mãe e com Miranda na sala onde ela ficaria quando null apareceu no local toda arrumada, usando uma calça preta com uma blusa transparente da mesma cor e um salto não tão alto. Seus cabelos estavam lisos e ela segurava uma bolsa azul pra combinar com a roupa que escolhera. Ela se aproximou das três mulheres e se sentou perto delas.
– Fiu, fiu. Que gata! – null disse, fazendo-a sorrir. – Isso tudo é para o jantar com o Nick?
– Claro! Preciso estar linda para ele. – null disse sorridente. – Mas e aí? Vim saber como você está. Não quero que fique chateada comigo nem com ninguém aqui.
– Tô bem, null. E não se preocupe, eu não estou chateada.
– Como você está bem? – ela perguntou.
– Ela ficou mais tranquila depois que conversou com o null. – Miranda disse e null olhou pra ela.
– Que história é essa, null null? O que eu perdi? – null perguntou, cruzando os braços. – Como você pode ter ficado tranquila depois de conversar com o null?
– Você não perdeu nada. – null disse, se levantando. – A gente só conversou e pronto!
– E vocês são amigos agora, né filha? – Joanna se meteu.
– AMIGOS? – null gritou.
– Sim, null! Ela parou de chamá-lo de null, sabia? – Joanna disse.
– Mãe, por favor. – null pediu. – null, é o seguinte: eu aprendi que o que passou, deve ser deixado pra trás. Eu sofri muito com o null e você sabe disso. Mas eu não vou ficar sem falar com ele por algo que aconteceu sete anos atrás. Não quero ser vista como alguém que não supera o seu passado. Entendeu? – null completou e null começou a rir.
– Ah, claro! Então, ainda tem alguma chance de vocês ficarem juntos? – ela perguntou.
– Eu não disse isso. – null ressaltou. – Mas eu preciso contar algo. – ela continuou, ficando vermelha. Só que quando ela ia falar alguém bateu à porta. Era null.
– null, tem uma limusine em frente ao prédio. – ela disse.
– Deve ser ele. – null disse, animada. – null, depois eu quero saber viu? Tchau!
~**~
Los Angeles, CA – RESTAURANTE – 20h20min.
null ficou encantada com o local que Nick a levara. Além de ser chique, tinha um ambiente tranquilo e isso era tudo que ela estava precisando. Pra completar sua alegria, o local estava vazio. Logo, ela imaginou que isso havia sido coisa do Nick e ela o entendia perfeitamente bem, afinal, seria estranho um ídolo ficar em um espaço repleto de pessoas pedindo por autógrafos e querendo tirar fotos com ele enquanto ele estava em um jantar romântico.
– Gostou do local, null? – Nick perguntou, enquanto puxava a cadeira para ela.
– Adorei. – ela disse sorridente.
Um garçom se aproximou deles, lhes entregando os cardápios. null sorriu em forma de agradecimento.
– Por favor, null. Peça o que você quiser. – Nick disse e ela assentiu.
Após uma breve olhada, os dois decidiram pedir a mesma coisa. null olhava para tudo com um belo sorriso no rosto, chamando a atenção de Nick. Logo, enquanto a comida não ficava pronta, ele se levantou e estendeu sua mão para ela, que ficou sem entender.
– Poderia me dar a honra de uma dança? – ele perguntou e ela sorriu, levantando-se.
Os dois foram ao centro e começaram a dançar a música lenta que tocava. O homem segurou na cintura da moça, que havia colocou a dela sob o ombro dele. Os dois ficaram se encarando, até ele lhe roubar um beijo todo carinhoso. Ela retribuiu da mesma forma, encerrando com um selinho.
Depois de um tempo, o garçom que havia atendido aos dois chegou com os pratos escolhidos e eles foram se sentar para comer. Quando null colocou a comida na boca, sentiu-se no céu, de tão gostosa que era. De repente, seu celular vibrou. Era null ligando, porém ela não atendeu. Uma, duas, três, cinco ligações de null, todas rejeitadas por null. “Ela pode esperar eu acabar aqui, né?”, ela pensou. De repente, ela recebeu uma mensagem dela pedindo que ela atendesse ao celular imediatamente.
– Nick, você poderia me dar licença? – null pediu e ele assentiu. – Desculpe-me por isso!
– Sem problemas. – ele disse sorridente. – Deve ser importante! – ela assentiu e levantou-se, ficando um pouco afastada da mesa. Discou o número de null, que atendeu na primeira chamada.
– Me dá um bom motivo para não te esculhambar. – null disse nervosa. – O que foi hein? Você está atrapalhando o melhor jantar que eu já tive!
– Sinto muito por isso, null. Mas se eu liguei, o assunto é sério. – null disse.
– E o que foi? Sua voz está estranha!
– Eu não sei como te dizer isso. – null disse muito nervosa. – Aconteceu algo com…
– Merda, null! Fala logo.
– Pegaram o null, null. – null disse de uma vez.
– Como assim “pegaram o null"? – null perguntou.
– Ele foi sequestrado, null. – de repente a voz de null do outro lado da linha fez null ficar sem reação alguma. – Acabamos de receber uma ligação nos avisando isso! Precisamos de você aqui. – ele completou.
– Eu já estou indo. – ela disse, desligando em seguida.
null caminhou até a mesa pálida e pegou sua bolsa. Nick se levantou e foi até ela.
– Algum problema? – ele perguntou preocupado.
– Eu preciso que você me leve embora. – ela disse séria.
– Claro, mas o que houve? – ele perguntou, enquanto colocava um dinheiro em cima da mesa.
– Um colega meu de trabalho foi sequestrado.
Após ouvir isso de null, Nick saiu imediatamente com ela. Ele não sabia o que dizer muito menos o que fazer. A mulher a sua frente parecia não acreditar nisso e tinha um semblante indecifrável. No entanto, ele não conseguia entender o que se passava dentro da cabeça dela. Só lhe restou deixá-la no prédio e embora ele quisesse ficar com ela, a mulher recusou. Sendo assim, após vê-la entrando no local, ele se retirou e esperaria ela o procurar para dizer algo.
null estava em sua sala escutando a ligação sobre o sequestro de null pela décima vez. Ela tentava pensar em algo para fazer, mas não conseguia! Sua cabeça estava doendo e suas mãos tremiam. De repente, o seu celular tocou. Ela olhou pro aparelho e viu que estava no confidencial. Logo, ela atendeu.
– Quem fala? – ela perguntou.
– null? – uma voz feminina fez null arquear a sobrancelha.
– Sim, sou eu! Quem é? – ela perguntou novamente.
– Como está, minha querida? – a mesma voz perguntou num tom irônico. – Fiquei sabendo que o null foi sequestrado. Como você se sente em relação a isso?
– Pela última vez, quem está falando? E como você sabe disso?
– Bem, sinto muito, mas não vou dizer quem sou. No entanto, vou te responder como sei disso.
– Faça isso logo, pois não tenho todo tempo do mundo!
– Bem, eu sei disso porque eu estou com o null. – quando a mulher disse isso, null só faltou cair pra trás. – Mas, já que não tem tempo, não vou incomodá-la.
– NÃO! – null gritou. – COMO ASSIM VOCÊ ESTÁ COM ELE?
– Ele estava triste quando eu o peguei. Daí, do mesmo jeito que fiz com sua amiga, null, eu acertei uma facada nele e agora ele está sangrando muito. – a voz diabólica da mulher fez null se arrepiar toda. – Ah, meu parceiro também fez alguns cortes nos pulsos dele. Então, querida null, eu acho que ele não tem muito tempo de vida.
– POR QUE VOCÊS ESTÃO FAZENDO ISSO COM ELE? – null perguntou.
– Porque nós vamos acabar com todos vocês. E hoje será o null! – ela disse. – No entanto, não há mais o que fazer sabe? Só esperá-lo morrer! – ela completou. – Acho que você poderia vir se despedir dele, não acha? Ele não para de dizer seu nome!
– Por favor, não façam nada com ele. – null pediu. – Eu faço o que vocês quiserem!
– Até ficar no lugar dele? – a mulher perguntou.
– Sim! – null disse fraquinho.
– N-não f-faça isso. – a voz fraca de null fez null começar a chorar.
– null? – null disse baixinho. – Por favor, aguenta firme. Você vai sair… – ela estava dizendo quando percebeu que haviam desligado o telefone.
A mulher se desesperou e correu até a sala de Charlie, encontrando-o com os demais. Ela começou a chorar, chega soluçava. null se aproximou dela, enquanto null lhe entregou um copo de água com açúcar, sentando-a no sofá.
– E-eles vão m-matar o null. – ela disse. – Nós precisamos salvá-lo, por favor!
– null, se acalma e nos conta o que aconteceu. – null pediu.
– Uma mulher me ligou e disse que estava com ele. Eu o escutei, null. A voz dele estava fraca. Eu não posso ficar sem fazer nada! – ela disse, se descontrolando.
– Não sabemos onde encontrá-lo, null. Precisamos esperar eles fazerem contato de novo.
– TÁ LOUCO? QUANDO ELES LIGAREM VAI SER PRA DIZER QUE O LOGAN ESTÁ MORTO. GENTE, ELE TÁ SAGRANDO E COM UM MONTE DE CORTE. – null gritou.
– null, se acalma, por favor! – Joanna pediu. – Querida, o null vai ficar bem.
De repente o celular de todos começou a tocar. null chorou mais ainda ao ver que era uma foto de null, muito machucado. Charlie parou para analisar e reconheceu o local onde ele estava.
– Peguem suas armas, coletes e vamos resgatar o null. – ele disse, deixando todos sem entender. – Eu sei onde ele está. Mas precisamos ter cuidado! – ele completou e os demais fizeram o que ele mandara.
null foi uma das primeiras a pegar suas coisas. Mas antes, trocou-se, para poder colocar o colete a prova de balas. null, null e null fizeram o mesmo e caminharam até onde a amiga estava indo em seguida até o estacionamento. Charlie entrou no banco do motorista e quando viu que todos estavam dentro, deu partida.
~**~
Não muito distante do prédio, havia um balcão abandonado. null estava lá, com as mãos amarradas, machucando os cortes que haviam feito nele. Seus pés também estavam presos, dificultando-o de fazer qualquer coisa. A vista de null começou a ficar embaçada. Até quando ele aguentaria isso, ele não sabia. Mas algo dentro dele ainda o deixava forte. Alguém fazia com que ele lutasse por sua vida, que não se entregasse para o pior, que parecia estar tão perto. O homem fechou os olhos por um tempo e lembranças invadiram sua cabeça. O sorriso dela foi à primeira coisa que lhe apareceu. Depois vieram imagens de quando eles estavam no colegial. De quando ela fingiu estar interessada nele até a vergonha que o fizera passar no dia do seu aniversário.
– Nossa, ele já morreu? – a voz de um homem fez null abrir os olhos. – Ah, não!
– Mas tá perto, né? – a mulher perguntou, se aproximando dele. – Não acredito que um dia gostei de você. – ela completou e null não entendeu nada.
– Como assim? – ele perguntou, tentando se ajeitar na cadeira.
– Bem, como você tá quase morrendo, posso mostrar meu rosto. – a mulher falou, tirando a máscara que usava. null arregalou os olhos.
– Por que você está fazendo tudo isso? – ele perguntou.
– Estou sendo bem paga por isso. – ela falou, rindo. – Adeus, null! – ela completou e em seguida saiu com os dois homens que a acompanhavam. O homem ficara em estado de choque depois de ver quem estava por trás de tudo isso. De repente, seus olhos começaram a se fechar, até que ele se sentiu fraco e desmaiou.
~**~
Do lado de fora, a equipe de Charlie estava pensando em uma forma de entrar. null avaliou o local e viu uma portinha pequena, achando que seria interessante entrar por lá. Charlie assentiu. Ele olhou para null que viera o caminho todo em silêncio e em quão distante ela estava. Percebendo isso, ele resolveu dar uma chance para ela. No entanto, null lhe faria companhia.
– null? – ele a chamou, fazendo-a o olhar. – Quero que você e a null sejam as primeiras a entrar.
– Claro! – ela disse e levantou-se, saindo da van.
– null, toma cuidado! – null disse e ela assentiu. – Vamos estar atrás de vocês!
– Ela tá comigo, null. – null disse, dando um sorriso fraco.
Em seguida, as duas caminharam até a portinha que estava aberta. null entrou logo e depois foi à vez de null. As duas passaram por um corredor enorme e falaram pelo rádio, recebendo as orientações de Charlie, pois ele conhecia o local. De repente, null parou ao lado de null que esperava a resposta de Charlie. Ela desligou o seu rádio e o da amiga.
– O que você tá fazendo? – null perguntou baixinho.
– Preciso te contar uma coisa. – ela disse nervosa.
– O quê?
– null e eu ficamos juntos. – ao ouvir aquilo de null, null a encarou.
– Por isso vocês estão “próximos”, né? – ela disse, ligando o rádio novamente.
– null e null, cadê vocês? – a voz de Charlie ecoou.
– Aqui. – null respondeu. – A null estava ocupada me falando que ficou com o null. Vocês sabiam? – ela falou alto, fazendo todos – exceto null – rirem.
– Não sabia, mas gostaria de saber depois. Agora, as duas, entrem na porta direita, que vai dar acesso ao balcão. Cuidado, pois ainda não dá pra saber se tem alguém por aí. – Charlie disse e as duas assentiram.
– Não precisava ter feito isso, null. – null disse, enquanto entrava na porta.
– E perder a diversão? Desculpa null, mas eu precisava. – null falou e ela suspirou. – Quando tudo isso acabar, vou querer saber mais. – ela completou.
Em seguida as duas caminharam mais um pouco e como Charlie lhes disse, elas chegaram ao tal balcão. null analisou o local pra perceber se tinha mais alguém ali. Após fazer tudo com cuidado, ela viu algo que fez seu coração acelerar. null estava bem no centro, sentado e amarrado em uma cadeira. A mulher não pensou duas vezes antes de correr e ir até ele. As lágrimas rolaram quando ela percebeu que ele estava desmaiado, no entanto, ele ainda tinha pulsação. Sendo assim, null se aproximou e o desamarrou. Ela também pediu ajuda e em questão de minutos null apareceu com null. Os dois pegaram null, saindo rapidamente dali. null e null foram atrás deles. Assim que entraram na van, Charlie deu partida.
~**~
Los Angeles, CA – HOSPITAL – 00h37min.
null andava de um lado para o outro. A qualquer momento ela faria um buraco ali. null foi atrás de informações, porém ninguém lhe disse nada. Sendo assim, ela se aproximou da amiga e a puxou pelo braço, fazendo com que ela se sentasse um pouco.
– Bebe essa água. – null pediu e null pegou o copo, ingerindo de uma vez.
– Por favor, me distrai, faz qualquer coisa. Eu não aguento ficar aqui sem receber notícias.
– null e eu transamos na minha casa. – null começou e null a encarou.
– Quando foi isso? – ela perguntou, sorrindo um pouco.
– No domingo, no dia em que vocês dormiram lá em casa. – null falou. – Antes de vocês chegarem, ele apareceu lá em casa, com um pote de sorvete. Aquele que a gente comeu. Eu, muito educada, perguntei se ele estava com fome, daí nós fomos comer a lasanha que a Miranda havia feito que vocês comeram também...
– Por favor, null! Vai direto ao ponto. – null a interrompeu.
– Bem, depois da “suposta ligação do Joseph”, eu fiquei mal e o null veio todo cuidadoso pro meu lado. A gente se deixou levar e rolou. – null disse nervosa, enquanto null riu.
– Agora eu entendo o lance de que “o que passou, passou”. – ela brincou e null riu envergonhada. – Só isso pra me animar, null! Eu fico feliz por vocês.
– Se você tivesse o visto conversando sobre isso com o null. – null disse, mas logo se arrependeu. – Ah, desculpa!
– Não, tudo bem. – null falou. – Eu gostaria de ter escutado!
– O null disse pro null que ia ter BIS. Dá pra acreditar?
– Dá sim, null. – null falou rindo. – Agora, se rolar BIS, eu espero ser a primeira a saber!
null revirou os olhos, mas deu um abraço na amiga. Ficou feliz porque a fez sorrir. Mas logo ela mudou quando viu um doutor se aproximar delas.
– Vocês estão com o senhor null? – ele perguntou e as duas assentiram.
– Ele está bem? – perguntou null.
– Não muito. – ele disse, deixando-as nervosas. – Eu preciso de sangue O+, que é o tipo sanguíneo dele. No entanto, não temos aqui.
– É o meu tipo de sangue. Onde preciso ir para doar? – null perguntou.
– Sério? – o homem perguntou contente. – Por favor, me acompanhe. – ele pediu e ela assentiu.
null foi até onde os outros estavam, mas só encontrou null e Charlie. Ela se sentou entre eles e lhes contou acerca do que o médico dissera e que null doaria sangue para o null.
– Vocês poderiam ficar aqui? – Charlie perguntou. – Mas é claro que podem! – ele disse rindo.
– Não entendi. – null falou. – Por que está rindo e por que disse isso?
– Porque eu fiquei sabendo que vocês andaram fazendo coisinhas. – o homem mais velho disse, rindo bastante. null olhou para null, que baixou a cabeça. – null, não fique com vergonha! Agora eu entendi porque você tirou a barba, null. Os outros me contaram. – Charlie continuou, se levantando em seguida e saindo.
– Como o Charlie ficou sabendo disso? – null perguntou, cruzando os braços.
– Foi culpa minha. – null disse sem jeito. – Eu contei pra null e ela contou pra todo mundo. – ela completou e null ficou a olhando.
– E por que você contou para null?
– Porque eu queria tentar diminuir a tensão que ela estava sentindo, null. Desculpa, tá?
– Calma null. Não precisa se desculpar. – null disse sorrindo. – Agora, você vai ter que arcar com as brincadeirinhas dos outros. – ele disse, se levantando e piscando pra ela.
– Pra onde você vai? – ela perguntou nervosa.
– Pegar um café. Você quer? – null perguntou, dando um sorriso maroto.
– Quero, mas pode deixar que eu mesma pego. – ela disse, se levantando e passando por ele.
– null, não se preocupe. – null disse e ela se virou para olhá-lo, pois não havia o entendido. – Não vou pegar nenhuma enfermeira se eu posso fazer isso com você! – quando escutou isso dele, ela bufou e apressou os passos. O homem a seguiu, rindo muito.
~**~
Los Angeles, CA – HOSPITAL – Quarto 220.
06h13min da manhã.
null abriu os olhos e estranhou estar em um canto totalmente branco. Após analisar os fios que estavam em seu corpo, ligados a um tipo de aparelho, o fizeram deduzir de que ele estava em um hospital. De repente, ele viu um homem usando um jaleco branco se aproximando.
– Bom dia, senhor null. – ele disse sorridente. – Como você se sente?
– Bem, eu acho! Mas, como eu vim parar aqui?
– Seus amigos o trouxeram. Inclusive, é por causa de uma amiga sua que você tá bem.
– Que amiga? – perguntou null.
– Aquela. – o homem, que analisava os batimentos de null, apontou para um sofá pequeno onde null dormia. Quando ele a viu, seu coração acelerou. – Nossa! Essa amiga deve mexer com você. – o doutor disse, rindo.
– O que ela fez por mim? – null perguntou, tentando se ajeitar para vê-la melhor.
– Uma doação de sangue pra você. – quando o homem respondeu, null ficou encarando a mulher que dormia tranquilamente. – Assim como ela mexe com você, você também mexe com ela rapaz.
– Por que diz isso?
– Porque após ela fazer a doação, ela veio pra cá e não saiu mais. – quando o médico terminou de falar isso, null deu um sorriso fraquinho. – Vou pedir para enfermeira trazer algo para você comer! – ele disse e se retirou em seguida.
null abriu os olhos e após se espreguiçar, caminhou até onde null estava. Ela ajeitou seus cabelos e deu um sorriso sem graça para o homem a sua frente, que também sorria.
– Como você se sente? – ela perguntou, cruzando os braços.
– Bem, graças a você. – ele disse, tocando na mão dela.
– Imagina. – ela disse, apertando de leve a mão dele. – Fico feliz por ter te ajudado!
– Eu estou feliz por você ter ficado aqui. – ele disse e null ficou sem jeito. – Eu preciso contar algo pra você e pro…
– ! – de repente null entra no quarto com null. – Assim que o médico nos contou que você havia acordado, fizemos questão de vir aqui.
– Que susto você nos deu, null! – null brincou.
– Sinto muito por isso. – null disse. – Mas fico feliz por vê-los!
– Nós também. – null disse. – Minha amiga null e eu interrompemos algo?
– Amiga? – null disse rindo. – Sei!
– Já está sabendo deles, null? – null perguntou e ela assentiu. – Danadinhos!
– Vamos mudar de assunto? – null pediu.
– Por que, amorzinho? – null a provocou. – Eu vi o quão brava você ficou com aquela enfermeira que estava me dando o maior mole. – ele completou, abraçando-a.
– Eita! Já está assim? – null perguntou rindo.
– É mentira dele. – null disse, soltando-se dele.
– Depois vocês se decidem. Agora, eu preciso falar algo sério. – null disse, prendendo a atenção dos três. – Vocês não vão acreditar quem me pegou!
XXX
Los Angeles, CA – CASE – 08h15min.
Charlie estava em sua sala pensando acerca dos últimos acontecimentos e sentiu-se mal por tudo. Infelizmente, eles não haviam conseguido fazer nada para controlar isso. Por pouco eles não perderam null. Por conta disso, ele achou que deveriam mudar todo o plano que eles estavam seguindo. Seria preciso que eles começassem a agir mais ainda e resolver logo esses problemas. De repente, Joanna entrou em sua sala e sentou-se ao lado dele.
– O que te incomoda, Char? – a mulher o chamou pelo apelido, fazendo-o sorrir.
– Estou frustrado, Joanna. – ele disse, passando a mão em seus cabelos. – Preciso mudar as nossas táticas e fazer a coisa acontecer pra valer. Não dá mais pra ficar assim. Não posso deixar minha equipe correndo risco. – ele completou.
– Em que posso ser útil? – ela perguntou. – Quero trabalhar com vocês! – ela completou animada e quando Charlie ia dizer algo, null entrou na sala com null.
– Por que as moças não bateram? – Charlie perguntou.
– Porque o que temos pra falar é urgente. – null disse e o homem a encarou.
– Descobrimos quem era a mulher que estava com null. – null disse. – Que é a mesma mulher que me esfaqueou. – ela completou, ficando nervosa.
– Quem é? – Joanna perguntou.
– Ninguém mais, ninguém menos que Valentina Pardo. – null disse. – Ela é uma ex-peguete do null. Segundo ele, ela está fazendo tudo isso porque está sendo muito bem paga. Agora, por quem? – null indagou.
– Por qual motivo ela revelou quem era para o null? – Charlie perguntou.
– Na certa porque ela pensava que ele morreria. – null respondeu. – Precisamos prendê-la, Charlie. O mais rápido possível!
– Concordo com você, null. Mas onde ela está? – ele perguntou.
– Isso nós vamos descobrir juntos. – Joanna disse. – Filha, ligue pra null e pro null pedindo que eles subam, por favor. – ela completou e null discou o número.
– Certo, mas como vamos fazer isso? – null perguntou.
– null, nós temos uma ótima relações-públicas aqui dentro. – Joanna disse, piscando para ela. – Descobrir o contato dessa tal de Valentina vai ser uma coisa muito fácil. No entanto, eu vou precisar do null. – ela completou.
– Mas ele ainda está no hospital. – null disse, desligando o telefone.
– Não tem problema, filha. – Joanna disse sorridente. – Falando nisso, como ele está?
– Bem. – null disse. – Talvez ele saia de lá amanhã! – ela completou sorridente.
– Ótimo! – Joanna disse. – Com certeza ele vai precisar ficar de molho alguns dias. Então, seria uma boa trazê-lo para cá. – ela completou e todos assentiram. – Daí a gente coloca o nosso plano em ação.
– Que plano? – null perguntou.
– Isso você só saberá quando todos estiverem presentes. – ela disse e null assentiu.
– Tudo bem então. Agora, a null e eu vamos tomar banho.
– Isso é desculpa pra você fugir do assunto “null”? – Charlie perguntou.
– O que eu perdi? – Joanna perguntou, cruzando as pernas.
– Não precisa fingir, mãe. – null disse. – Enquanto a você, querido Charlie, vá fazer uma visitinha ao null que é melhor. – ela completou, se retirando em seguida, mas ainda ouvindo as risadas altas de sua mãe e do seu chefe.
89
Uma semana havia se passado desde o sequestro de null. Durante esses dias, as coisas se acalmaram mais e para alegria de Charlie, não houve mais nenhuma morte. No entanto, após descobrir quem havia lhe dado a facada, null criou um espírito de vingança e queria pegar Valentina de qualquer jeito. Nesse momento, ela terminava de tomar um banho, pois tivera um dia estressante na redação, que estava uma zona desde a morte de Henry. Ela saiu enrolada na toalha e foi até o seu closet em busca de algo para vestir. Depois de analisar, acabou escolhendo uma calça jeans, uma blusinha rosa e um blazer branco por cima com um saltinho. O ruim de trabalhar em “duas coisas” era que ela sempre tinha que se arrumar mais para a sua primeira opção. Agora, se fosse só pelo trabalho de agente, ela se vestiria mais à vontade. Depois de se olhar mais um pouco no espelho, pegar uma bolsa grande com tudo que precisaria e colocar seus óculos, null desceu e saiu.
Quando ela estava entrando em seu carro estranhou um homem de frente para a casa dela. No entanto, por estar desarmada, resolveu acelerar e ir para o prédio.
~**~
Los Angeles, CA – CASE – 13h37min.
null estava em um quarto especial se recuperando e nesse momento havia acabado de almoçar acompanhado de null. O segundo saiu para escovar os dentes e null apareceu se aproximando do homem que estava na cama e abriu um largo sorriso ao vê-la.
– Gostou do almoço? – ela perguntou, enquanto se sentava.
– Muito. Nem preciso dizer a diferença da comida de hospital pra essa né? – ele falou e null riu. – Como estão as coisas por aqui? O Charlie disse que queria me poupar, mas eu não aguento mais ficar sem fazer nada. – null completou, se sentando na cama.
– Está tudo calmo por aqui. No entanto, a Joanna está preparando algo para pegar a Valentina.
– Sério? E o que é? – ele perguntou.
– Ainda não sabemos, porque ela disse que só contará quando toda a equipe estiver presente.
– Entendi. – null disse e quando ia completar, o celular de null tocou. Porém, ela não atendeu. – Pode atender se quiser.
– Depois eu retorno. – ela disse, desligando o celular e o olhando. – Eu preciso fazer algumas coisas agora. Mais tarde eu volto para ver como você está. – ela disse, se levantando.
Para surpresa de null, ela se aproximou e depositou um beijo em sua bochecha. Depois de sorrir, ela se retirou. O homem passou a mão pelo rosto e começou a rir. “Que poder é esse que essa mulher tem sobre mim?”, ele se perguntou baixinho e voltou a se deitar.
null caminhou pelos corredores e quando chegou a sua sala, ligou seu celular. O mesmo apitou umas duas vezes indicando que alguém havia ligado pra ela. Ao ver o nome de Nick, ela suspirou e discou o seu número. Na terceira chamada, ele atendeu.
– null? Até que fim você retornou! – ele dizia num tom preocupado.
– Desculpa só poder retornar agora. Estava bem ocupada! – ela disse, enquanto se sentava.
– Deu pra perceber. – ele começou a rir. – Seu colega foi encontrado?
– Sim.
– E como ele está?
– Está se recuperando. – null disse. – Desculpe-me por tudo, viu?
– Não se preocupe. Estou em Londres, mas quando aparecer por aí, te aviso.
– Tudo bem. Vou aguardar! – null falou sem muita empolgação.
– Preciso desligar agora, amor. Beijos! – após dizer isso, ele desligou.
null respirou fundo e colocou o seu celular em cima da mesa, cruzando os braços. null entrou na sala e foi até onde a amiga, se sentando ao seu lado. Após receber um sorrisinho nada sincero, ela resolveu entender o que estava acontecendo.
– O que te incomoda, null?
– Nick acabou de me ligar. – ela disse. – Não sei o que aconteceu, mas aquela magia toda que eu sentia por ele parece que foi embora. – ela completou.
– O QUÊ? – null gritou, dando um susto nela. – Ops, desculpa. É porque você me pegou desprevenida. Como assim aquilo tudo foi embora?
– AH, sei lá. Não faço mais questão de sair ou ficar com ele. – ela disse.
– Finalmente meu desejo estar se realizando. – null brincou, fazendo-a rir. – Mas null, cá entre nós, alguma coisa aconteceu pra você se desencantar assim dele?
– Não aconteceu nada. – null disse ficando séria.
– Tudo bem. Mas, se quiser conversar sobre isso, estarei aqui. – null disse e ela assentiu.
A mulher se levantou e foi até sua mesa, ligando seu computador. Ela tirou um short de sua bolsa e foi até o banheiro que havia na sala delas, tirando a calça que usava antes e colocando a peça de roupa que trouxera. Ela fez um rabo de cavalo e saiu logo depois. Mas, para sua surpresa, null havia acabado de chegar à sala. null parou para analisá-lo. O homem usava uma calça jeans, uma blusa branca e um casaco preto por cima. Quando o homem viu que ela o encarava, deu um sorriso maroto. Ela, por sua vez, continuou séria.
– null, eu estava com o Charlie agora e ele me disse que queria falar com você. – null disse, enquanto se sentava. – Eu acho que é urgente! – ele completou.
– null, se você quiser ficar sozinho com a null, basta dizer. Não precisa mentir. – a mulher disse, fazendo o homem rir.
– Oi, eu ainda estou aqui. – null disse, fazendo os dois olharem pra ela. – null, por que você acha que o null quer ficar sozinho comigo? – ela perguntou, cruzando os braços.
– Na verdade, eu falei por falar. Mas vou fazer isso, daí depois você me diz. – null falou e se levantou rapidamente, saindo em seguida.
null ficou paralisada uns dois minutos, enquanto null a encarava. Sentindo-se incomodada com o homem a olhando, ela decidiu ir até a sua mesa e se sentou, voltando sua atenção para o computador ligado a sua frente. Já null se levantou e foi até a mesa dela, ficando atrás dela. Rapidamente ele foi se aproximando e passou suas mãos por cima de null, clicando em uma página qualquer. Depois ele encostou sua cabeça no ombro da mulher, aproximando sua boca do ouvido dela.
– Estou ansioso para saber quando será o nosso BIS. – ele sussurrou no ouvido da mulher e sorriu ao perceber que ela se arrepiara. – Afinal, gostei muito do seu short jeans. Embora eu prefira ver outra coisa. – ele completou, mordendo o lóbulo da orelha dela.
null levantou-se rapidamente, ficando de frente para o homem. Ele levou sua mão direita até o cabelo da mulher, soltando-o e sorrindo pra ela. Em seguida, ele a puxou para mais perto do seu corpo e lhe deu um selinho, que acabou se transformando em um beijo caloroso. null envolveu seus braços pelo pescoço de null e ele a levantou, fazendo-a cruzar suas pernas na cintura dele. O homem caminhou com ela pela sala e a colocou no sofá, caindo por cima dela. Ela tirou o blazer que ainda usava e voltou a beijar null. Ele, por sua vez, começou a passar suas mãos por debaixo da blusa que ela usava e quando chegou ao seio dela, à mulher soltou um gemido baixo. Em um movimento brusco, null inverteu as posições e agora ela quem estava por cima de null. Em seguida ela tirou o casaco do homem, deixando-o apenas com a blusa que usava por baixo. Para provocá-lo, ela passou suas unhas pelo abdômen dele, que sorriu malicioso. null mordeu o lábio inferior e passou a mão pelos cabelos. null aproveitou para tirar a blusa que ele usava e puxou null para mais um beijo. Quando ele ia tirar a blusa dela, alguém entrou na sala.
– Olha quem saiu… – era null, que se arrependeu amargamente de ter entrado ali. null pulou e tentou se recompor. null não ficou intimidado em momento nenhum, mas olhou furioso para o amigo. – Eu sinto muito por isso!
– O que raios você está fazendo aqui? – null perguntou, enquanto vestia sua blusa.
– Eu pedi ao Charlie para sair um pouco daquele quarto e ele deixou. – null disse. – Desculpa me meter, mas já me metendo. Se vocês pretendiam fazer sexo, por que não trancaram a porta? – ele falou e null olhou furiosa pra ele.
– Você acha mesmo que a gente ia se preocupar com isso? – null perguntou e o olhar furioso de null foi parar nele. – Não fica assim, null! Teremos outras oportunidades. – após ouvir aquilo, a mulher colocou o seu blazer e se retirou da sala. null começou a rir.
– Você não vai atrás dela? – null perguntou.
– Não, null. Na verdade, eu tenho uma ideia. – ele disse, fazendo null arquear uma sobrancelha. – O que você acha de um jantar de casais lá em casa, hoje?
~**~
Depois de ser pega em uma situação constrangedora por null, null caminhou até a sala de Charlie, dando duas batidinhas e entrando após ouvir do mesmo que ela poderia fazer isso. A mulher caminhou até onde sua mãe estava e se sentou ao seu lado, inquieta. No entanto, isso aumentou quando um par de olhos verdes adentrou no local e olhou para ela, dando um sorrisinho.
– Acho que agora eu entendo sua inquietação! – Joanna disse próximo ao ouvido de null.
– Podemos conversar, Charlie? – null perguntou e o homem mais velho assentiu.
null entrou na sala e caminhou até onde null estava. Ele olhou pra null e começou a rir
– Qual é a piada? – perguntou Charlie.
– Eu até te contaria se uma das pessoas envolvidas não me matasse. – null falou, ainda rindo. null ficou encarando ele e null com uma expressão séria.
– Bem, aproveitando que o null está aqui, eu gostaria de saber se posso fazer um jantar lá em casa hoje. – null começou.
– Eu vou participar? – Charlie perguntou.
– Sinto muito, Charlie. Mas não! Será apenas eu, o null e duas mulheres. – quando null disse isso, null encarou mais séria que antes.
– Por mim, tudo bem. – Charlie falou. – Mas vou querer você aqui amanhã bem cedo!
– Sem problemas, Charlie. – null disse. – Estou feliz por finalmente sair daqui.
Ele completou e o homem mais velho riu. null, incomodada com a situação, se levantou e saiu dali. null não deixou de ir atrás dela. Quando a mesma percebeu que ele estava atrás dela, rapidamente ela entrou no elevador. Porém, uma mão impediu que a porta se fechasse.
– Fugindo de mim, null? – perguntou null, aproximando seu rosto do dela.
– Por que eu fugiria de você? Não sou nenhuma bandida! – ela disse nervosa com a aproximação de seus rostos.
– Espero que você não fuja do jantar que prepararei pra você e para null. – ao escutar isso de null, null finalmente o encarou, com uma sobrancelha arqueada. – O que foi? Você pensava que eu estava falando de quem?
– A null sabe desse “jantar”? – null o respondeu com outra pergunta.
– Não, mas vamos dizer isso agora. – ele disse, assim que a porta do elevador se abriu, puxando-a pela mão e levando-a até a sala deles, que quando entraram, viram null sentada olhando para o nada. – null, você gostaria de jantar lá em casa hoje comigo, com a nulle com o null? – null perguntou com um sorriso.
– Que horas, null? – null perguntou, fazendo null arregalar os olhos. “Como assim ela vai aceitar?”, pensou null.
– 20hs. – null disse e ela pensou um pouco.
– Tudo bem. – ela disse e null ficou encarando a amiga. – Vou atrás de um café antes que vocês me mandem sair daqui para fazer “coisinhas”.
– O QUÊ? – null gritou, fazendo a amiga e null rirem.
– O que foi? As notícias correm rápidas por aqui! – null disse, saindo sem dizer mais nada. null foi até null e cruzou os braços.
– Eu não falei nada, eu juro! – ele disse sério. null respirou fundo. –Vou poder contar com a sua presença mais tarde? – ele perguntou.
– Me dê um bom motivo para ir, null. – null pediu.
– Eu estarei lá. – ele disse todo sorridente. null revirou os olhos. – Falando sério, será uma boa oportunidade para juntar a null e o null. O que acha? – ele perguntou. – Depois, a gente só comemora! – ele completou já se aproximando dela e pegando em sua cintura. null resolveu fazer parte disso e deu um sorriso pra ele.
– Tudo bem, null. Se a gente conseguir que esses dois “fiquem juntos”, você vai ter o seu BIS. Agora só se eles ficarem. Ficou claro?
– Com certeza! – null disse.
XXX
Los Angeles, CA – Casa da família null – 19h55min.
null estava andando de um lado para o outro, o que deixou null incomodado. De repente, o barulho da campainha o fez ficar nervoso. Deveria ser null e null.
– Cara, se acalma! – null disse, levantando-se do sofá e abrindo a porta.
Quando ele fez isso, seu queixo só faltou cair quando ele direcionou seu olhar para null, que usava um vestido roxo, bem colado ao seu corpo, com uma rasteirinha e havia deixado os cabelos soltos. null se aproximou e encarou null, que usava um vestido solto com um cintinho na cintura e um casaco jeans curtinho com uma sandália gladiadora. A mulher não deixou de fazer o mesmo. Ela analisou o homem a sua frente, que usava uma calça jeans, blusa branca e um casaco por cima, marcando seus braços definidos.
– Boa noite, rapazes! – null disse, dando um abraço em null e se aproximando de null, para dar dois beijinhos nele, no entanto, o seu segundo pegou no canto da boca do homem. Ela riu e piscou para ele. null deu um abraço em null e cumprimentou null com um aperto de mão.
– É-é. Fiquem à vontade. – null disse desnorteado após o que null fez. – Vocês querem beber algo? – ele perguntou, enquanto via as mulheres se sentado. null observou null cruzar as pernas e balançou a cabeça negativamente.
– Acho melhor comermos logo! – null sugeriu.
– Concordo! – null falou, fazendo-o sorrir.
– Então, vamos até a sala de jantar. – null disse e as mulheres se levantaram, acompanhando ele e null. Quando elas entraram no local, ficaram impressionadas com a mesa arrumada.
null afastou a cadeira para que null pudesse se sentar. E ela o agradeceu por isso! null, por sua vez, afastou sua própria cadeira, sem dar oportunidade de null fazer o mesmo para ela. O homem percebendo que ela já estava sentada, foi até a cozinha para pegar o prato principal. Quando ele voltou, null e null sentiram um cheiro bem gostoso.
– Fiz algo bem simples, porque o null ainda não pode comer coisas pesadas. E seria uma falta de respeito comermos e ele não. – null disse e as mulheres assentiram. – Vou servi-las! – ele completou e caminhou até null, colocando a comida no prato dela, que agradeceu.
Em seguida ele serviu null e null, que também agradeceram. Por fim, colocou em seu prato e se deliciou do prato que ele mesmo havia preparado.
– Isso está muito bom, null! – null disse. – Você já pode casar! – ao ouvir aquilo do amigo, que começou a rir com null, null engasgou-se.
– Casar é algo que ele não quer null. – disse null. – Quer dizer, ele me dizia que não, mas agora eu não sei mais. – ela completou, olhando para null, que começou a rir.
– Tenho certeza que sua futura esposa vai adorar ver você cozinhando pra ela. – null disse, num tom provocativo. – Ela se responsabilizará apenas pela sobremesa! – depois de ouvir isso da mulher, null bebeu um gole do vinho a sua frente. – Espero que ela use bastante calda de chocolate! – null completou e null a olhava sem reconhecê-la. null se segurava para não rir da cara que null estava.
– null, você está bem? – null perguntou ao perceber que ele estava vermelho.
– Eu estou ótimo! – ele respondeu, mas não convenceu ninguém. – Vou pegar a sobremesa!
– Quer ajuda, null? – null se ofereceu.
– Por que não? – ele disse e os dois se levantaram indo até a cozinha.
null, que ficou sozinho com a null, resolveu conversar sobre os dois.
– Foi impressão minha ou a null estava provocando o null? – ele perguntou.
– Eu tive essa mesma impressão! – null disse e começou a rir com null.
Enquanto isso, na cozinha, null se aproximou da bancada e cruzou os braços enquanto null tirava uma travessa com brownie de dentro do fogão. Em seguida, ele tirou um sorvete de dentro do congelador. Foi então que null se aproximou dele, sem que o mesmo percebesse.
– Tem calda de chocolate? – ela perguntou próximo ao ouvido do homem, a ponto de arrepiá-lo.
– Está dentro do micro-ondas. – ele falou, virando-se para a mulher, que caminhou até o aparelho e ao ver que a calda estava lá, colocou para esquentar.
– A sobremesa será brownie com sorvete e calda de chocolate? – ela perguntou e null assentiu. – Ah, que pena! Eu pensava que a gente ia usar para outra sobremesa.
– Você tá bem, null? – null perguntou, passando as mãos pelos cabelos.
– Eu? Estou ótima! – ela disse e no mesmo instante o micro-ondas apitou. null retirou a calda de dentro e começou a andar, deixando null pra trás.
Logo os dois voltaram para a mesa e colocaram em cima da mesa. null foi a primeira a se servir e quando deu a primeira colherada, olhou para null e riu. “Meu Deus, o que eu estou fazendo? Essa não sou eu.”, ela pensou. null colocou pra null e para ele, chamando todos para irem até a varanda da casa de null. Os quatro se levantaram e foram pra lá. null sentou em um puff e null sentou em uma cadeira ao seu lado. null e null se sentaram em uma cadeira de balanço.
– Eu vou derrubar isso em cima de você se continuar balançando. – null disse para null.
– Seria um desperdício, não acha? – ele perguntou.
– Só se não pudesse aproveitar. – null disse e null a olhou sem a entender.
null, de onde estava, cutucou null que quando a olhou, viu ela se levantando e chamando-o, sem que null e null percebessem. Os dois ficaram na sala, de onde podiam ver tudo. Já null, quando terminou de comer, encarou null.
– Como você se sente sabendo que uma mulher que um dia você ficou estava prestes a te deixar morrer? – ela perguntou, fazendo null parar de comer sua sobremesa.
– Minha preocupação naquele dia não era a de morrer sabendo que a Valentina fazia parte daquilo tudo. – ele disse, baixando a cabeça.
– E no que você estava pensando? O que te deixou forte?
– Eu estava pensando na mulher que tem ocupado parte de mim durante alguns anos. Eu busquei ser forte me lembrando do sorriso dela e das coisas que já tínhamos passado. – ele disse ainda de cabeça baixa. null, em um ato involuntário, levantou-a e fez ele a encarar.
– Em quem você estava pensando?
– Em você.
Após escutar isso de null, null sorriu sem jeito. E sem pensar duas vezes ela selou os seus lábios nos de null, ainda gelados por causa do sorvete. A mulher aprofundou o beijo à medida que percebeu que ele se entregava e desejava tanto por aquilo. null finalizou com um selinho ao perceber que o fôlego começava a faltar. null ainda estava com as mãos no rosto do homem.
– Eu fico feliz ao saber que você buscou forças ao se lembrar de mim. – ela começou a falar meio nervosa. – Você não tem ideia do quanto eu tive medo de te perder. Quem eu perturbaria se…
– Eu sempre estarei aqui para você me perturbar! – null a interrompeu e deu mais um beijo nela. Só que eles foram obrigados a se separarem ao ouvir algumas risadinhas de null e null.
– Ah, finalmente vocês se acertaram. – null disse ao se aproximar deles. – Se alguém me contasse, eu não acreditaria.
– Pois se alguém chegasse e me falasse sobre você e o null, eu acreditaria na hora. – null falou sorridente. – Inclusive, null você poderia me passar algumas informações sobre o seu sequestro? Não aqui, é claro! – ela falou, se levantando. null fez o mesmo, passando por null e null. – Quando eu for embora, buzino. – a mulher disse saindo em seguida com null.
null se sentou no sofá, ligando a televisão e deixando em um jogo de futebol americano. null ficou o olhando, até decidir se aproximar dele e ficar bem a sua frente.
– Acho que alguém vai ter um BIS. – ela o provocou, abaixando-se e encostando seu rosto no dele. – Vou pegar algo. Pode me encontrar no seu quarto? – ela perguntou e o homem só assentiu.
null foi até a cozinha e pegou um pouco de calda de chocolate, subindo em seguida. Ela entrou no quarto de null e o encontrou sentado em sua cama. Quando ele a viu, logo se levantou e foi até a mulher, estranhando o fato de ela estar segurando calda de chocolate. A mulher riu e abriu o frasco, colocando um pouco de chocolate na boca de null, beijando-o depois. Ela deu um sorriso assim que finalizou o beijo.
– Olha aí duas coisas que combinam: você e calda de chocolate. – null disse. – Ambos são gostosos. Por isso, vai ser prazeroso ter um BIS com você. – ela completou, mordendo seu lábio inferior, fazendo null sorrir malicioso.
– Não será um prazer, querida. Eu vou te dar um prazer.
Depois de dizer isso, null pegou a mulher a sua frente e a colocou em cima da mesa, beijando-a ferozmente. Ele queria a fazer repetir a dose quantas vezes fossem necessárias.
~**~
null estava deitado usando apenas sua cueca boxer preta com um lençol branco por cima. Seus olhos estavam fechados. null o encarou e resolveu se levantar. Porém, quando a mesma fez isso, sentiu uma mão segurá-la.
– Pra onde a senhorita pensa que vai? – ele perguntou, ainda com os olhos fechados.
– Para minha casa, pois já são mais de 00h30. – ela disse, enrolando-se com outro lençol.
– Dorme aqui. – o homem pediu baixo, mas o suficiente para null parar e encará-lo. – Daqui algumas horas, você e eu teremos que ir pra CASE. Descansa, que assim que amanhecer, eu te levo em casa para você se trocar. – ele falou e null ainda o olhava.
– Tudo bem. – ela falou, deitando-se novamente e observando o teto.
– Boa menina. – null disse brincalhão. – Eu posso te perguntar algo? – ele disse, levantando-se um pouco e chamando a atenção da mulher, que agora o encarava e assentiu positivamente. – O que deu em você hoje?
– Desculpa, mas não entendi a sua pergunta. – ela disse, encarando-o ainda.
– null, você estava muito provocante hoje. Cheguei até a ficar com vergonha. – ele disse, fazendo-a gargalhar.
– Só resolvi entrar no seu joguinho de provocação. – null disse, roubando um selinho do homem que a olhava com um sorriso. – Eu posso te dizer algo?
– Claro. – ele disse.
– Vê se não tira a barba dessa vez. – ela falou, fazendo-o rir muito. – Até porque, eu acho que você fica mais sexy desse jeito. – ao ouvir aquilo, o homem lhe deu um beijo demorado, deitando-se e puxando-a para perto de si.
– Boa noite, null.
– Boa noite, null.
Los Angeles, CA – Casa da família null – 06h13min.
Um feixe de luz batia bem no rosto de null que fez uma careta e abriu os olhos com pouco de dificuldade. Quando fez isso por completo, ela se sentou na enorme cama que dormira e sem que percebesse, deixou um sorriso escapar de seu rosto. Ela olhou ao redor e nenhum sinal do responsável por aquele sorriso tão radiante naquela manhã. Logo, ela voltou a se deitar e fechou seus olhos, lembrando-se de tudo que acontecera noite anterior.
FLASHBACK ON.
Após sair da casa de null, null e null encaminharam-se até a casa do homem. A mulher, assim que adentrou no local, não pôde deixar de reparar nas mudanças daquele local e também de quando esteve ali no dia do aniversário de null. Um sorriso não deixou de brotar em seu rosto ao se lembrar da forma que expôs o homem. E ele percebeu isso!
– Pra você está sorrindo assim, deve está se lembrando do que me fez aqui, nessa sala. – ele disse e ela assentiu. null se aproximou dela e a puxou pela mão, indo para a sala de estar e se sentando em um sofá-cama. – Gostou das mudanças?
– Esses tons claros não combinam com você. – null disse, ficando de frente pra ele.
– Por que acha isso? – ele perguntou curioso.
– Você foi sempre tão agitado. Logo, suas coisas deveriam ser mais coloridas.
– Aqui é meu espaço. E acredite ou não, é o único local onde me sinto em paz comigo mesmo. Por isso escolhi cores neutras. – null explicou e null pareceu acreditar. – Após um dia agitado no prédio, tudo que eu desejo é vir pra cá. Moro aqui desde que era criança. Tenho lembranças incríveis e maravilhosas. Principalmente dos tempos em que minha irmã e meus pais moravam comigo. – ele disse com um sorriso encantador. – Lembro-me como se fosse ontem quando meu pai me disse que passaria a casa para o meu nome. Poxa, foi o melhor presente que eu ganhei. Logo, não quero me desfazer desse local. Sempre será aqui que eu encontrarei meu ponto de paz.
– Isso é o máximo, null. – null disse, fazendo-o sorrir.
– Você quer beber alguma coisa? Exceto álcool, porque eu não posso. – ele disse risonho.
– O que você tem pra me oferecer? – ela perguntou animada.
– Suco e água. O que prefere?
– Um copo de água serve. – null disse e ele se levantou, indo até a cozinha. Porém, logo ele voltou com dois copos d'água, entregando um para a mulher e segurando o outro.
– Quer ver o restante da casa? – null perguntou e null assentiu.
Eles se levantaram e ele foi mostrando cômodo por cômodo. Quando eles subiram, foram até o quarto do homem, que se jogou em sua cama e ficou abraçando seu travesseiro. null riu e se aproximou, sentando-se no mesmo local que o homem estava.
– Já viu caso de amor mais lindo que esse? – perguntou null. – Eu não sou nada quando não durmo aqui. – ele completou, fazendo null rir mais ainda.
– Eu te entendo. Minha cama é minha melhor amiga. – ela disse, se aproximando e se deitando ao lado de null, encarando-o. O homem fez um carinho na cabeça da mulher e depositou um beijo estalado em sua bochecha.
null sorriu com o ato cuidadoso de null e o puxou para um beijo rápido. Após fazer isso, ela se sentou e ele fez o mesmo. A mulher amarrou seus cabelos em um coque e olhou para o homem, que observava todos os movimentos dela.
– Sei que é tarde demais pra dizer isso, mas me desculpa. – null começou a falar. – Desculpa ter te feito passar por aquela humilhação toda. Mas você meio que mereceu, né? – ela falou sorrindo sem jeito e de cabeça baixa. null levantou o rosto da mulher, fazendo-a o olhar.
– null, nós erramos. Principalmente eu. Mas foram graças a um monte de intrigas, xingamentos e outras coisas que eu descobri algo que mudou minha vida. – ele disse. – Eu descobri que te amo! – ao ouvir aquilo de null, a mulher o encarou surpresa. – Isso aí! Você conquistou o meu coração e isso já tem mais de anos. – quando escutou isso, ela não deixou de sorrir.
– Será que esse ódio todo no fundo era amor? – ela perguntou, surpreendendo-se com suas próprias palavras.
– Sinceramente? Eu espero que sim! – null disse e a beijou em seguida.
null envolveu seus braços pelo pescoço do homem e retribuiu o beijo a altura. Eles pararam quando faltou o fôlego e se olharam sorridentes. Ela, em um ato involuntário, passou sua mão pelas costas do homem, percebendo que ele se arrepiara com tal gesto. Sendo assim, ela tirou o casaco que este usava por cima da blusa branca. null observou com atenção o que ela fazia. Após mais um beijo, o homem tirou o casaco jeans que ela usava, recebendo um sorriso cúmplice. À medida que os carinhos iam aumentando, ambos diminuíam suas peças de roupa. null, quando viu a mulher a sua frente seminua, pareceu não acreditar no que estavas prestes a acontecer. null se aproximou dele e pediu que eles continuassem. Em questão de segundos, não havia mais nenhuma roupa que os impedisse de se entregar para aquele momento.
FLASHBACK OFF.
null abriu os olhos e sentiu um cheiro gostoso vindo lá de baixo. Sendo assim, ela se levantou da cama e colocou uma blusa de null, que ficou grande nela, porém a deixou super à vontade. Em seguida, ela desceu e foi seguindo o cheiro, até chegar à cozinha e encontrar null, apenas de bermuda preparando bacon com ovos. null se aproximou dele e depositou um beijo carinhoso em suas costas.
– Que cheiro maravilhoso! – ela disse, fazendo-o se virar pra ela. – Bom dia, chef!
– Bom dia. – ele disse sorridente. – Você estragou a surpresa.
– Que surpresa? – ela perguntou curiosa.
– Eu ia levar nosso café da manhã até o quarto, te acordar e te dar uma rosa. – ao ouvir isso de null, ela soltou um “awn”. – Porém, você veio até aqui.
– Ah, que amor! – ela disse, lhe dando um beijo. – Onde você estava esse tempo todo?
– Bem pertinho de você. – ele disse, abraçando-a. – Adorei minha blusa em você.
– Eu também. Agora, eu quero saber se você sabe cozinhar mesmo. Vamos comer?
– Com certeza, senhorita. – ele disse, colocando as coisas em cima da bancada.
null pegou um pouco de ovo e bacon, levando-a a boca e fechando os olhos.
– Isso tá muito bom, null. – ela disse, fazendo-o sorrir.
– É pra você. – ao ouvir isso, ela sorriu sem jeito.
– null? – ela o chamou e quando ele a olhou, ela continuou. – Obrigada por tudo!
null apenas sorriu e os dois voltaram a comer.
~**~
Los Angeles, CA – Casa da família null– 6h50min.
null e null haviam acabado de chegar à frente da casa dela, que pediu que o homem descesse para esperá-la se arrumar rapidamente, já que a mesma tinha tomado banho na casa de null. Ambos entraram juntos, porém se assustaram quando encontraram Joanna lá.
– O que a senhora está fazendo aqui? – perguntou null.
Infelizmente, antes que a mulher pudesse responder um homem alto, trajando roupas finas e de óculos escuros apareceu na sala e ficou de frente pra null. Ele tirou os seus óculos e a encarou. Para null, ele era desconhecido. Porém, null o reconheceu e sacou sua arma, apontando para o homem, fazendo com que null e Joanna arregalassem os olhos.
– O que você tá fazendo? – null perguntou aflita.
– Você vai deixar esse policial atirar no seu próprio pai?
A voz grossa e rouca do homem fez com que o coração de null acelerasse e ela encarasse o homem. Joseph Francis estava bem a sua frente. Também conhecido como seu pai.
– VOCÊ ESTÁ PRESO. – null gritou e o homem riu.
– Preso por quê? – ele perguntou descaradamente. – O que te faz pensar que pode chegar aqui e dizer que eu estou preso?
– Sou policial, como o mesmo disse minutos atrás. Logo, eu posso prendê-lo sim.
– E por que? O que eu fiz pra você me prender?
– Está envolvido em diversas mortes e no sequestro da sua própria filha. – null disse firme.
– Cadê suas provas, null null? – ao ouvir aquilo, null engoliu a seco. – As equipes do Charlie já foram melhores. Inclusive, mal vejo a hora de reencontrá-lo. – o homem dizia num tom de deboche. – Querida null, como você está crescida.
– Não me chame de querida, muito menos de null. – a mulher pediu, sentindo um turbilhão de coisas. – O que te faz pensar que pode chegar aqui, assim, do nada?
– Passei 23 anos longe de você e da minha amada esposa. – ele disse. – É triste ver que vocês pensam que eu estou por trás das coisas ruins que andaram acontecendo.
– Vai me dizer que não estava? – a voz de null era firme, mas ela não saberia até quando aguentaria. Por dentro ela não estava nada bem, muito menos segura.
– Não. – ele disse sério. – Faça um favor, filha. Vá se trocar e vamos até o prédio. Temos muitas coisas para conversar. Como uma verdadeira família.
– Vá para o inferno você e essa sua história de família. Passei anos pensando que minha mãe estava morta e sem um pai. Não me venha com esse papo, porque eu não vou cair nisso. – null disse, subindo apressadamente as escadas. Joanna olhou para null, que passou pelo homem e subiu atrás de null. Joseph ficou olhando para sua esposa.
– Ela é igual a você. – ele disse rindo. – Vamos você e eu na frente. Depois ela vai com esse policial. – o homem completou, puxando Joanna e saindo com ela, entrando em um carro preto estacionado de frente para a casa dela.
Enquanto isso, null estava em seu quarto, sentada em sua cama. null adentrou no local e se sentou ao lado dela. Ela não deixou de sentir que alguém tinha se aproximado, porém não olhou para ver quem era. Até sentir uma mão tocar seu ombro e se virar, vendo null.
– Eu não sei o que dizer em relação a isso, mas não permita que ele a deixe mal. – ele disse.
– Quando as coisas estão dando certo, sempre acontece algo para estragar. Merda, o que foi que eu fiz pra merecer isso, null? Eu tive uma noite maravilhosa, daí quando eu chego à minha casa, dou de cara com ele? – ela perguntou, sentindo seus olhos arderem.
– Você não tá sozinha nessa. Agora, se troca e vamos pra CASE. Querendo ou não, precisamos ouvir o que ele tem pra dizer. – null disse e null assentiu, se levantando e indo até o seu closet, pegando a primeira roupa que viu e indo até o banheiro.
~**~
Los Angeles, CA – CASE – 07h45min.
null fora o caminho inteiro até o prédio calada, o que deixou null sem saber o que fazer. Logo, quando eles chegaram ao seu destino, ela suspirou pesadamente e desceu do carro do homem, que fez o mesmo, andando ao lado dela.
Os dois foram pelo elevador e pararam no andar da sala de Charlie. Durante o caminho, eles encontraram nullcom null e nullcom null.
– Alguém sabe o que o Charlie quer? – null perguntou.
– Nossas vidas estão prestes a virar de cabeça pra baixo. – null disse, deixando-os confusos.
– Do que você está falando, null? – perguntou null.
– Joseph Francis. – foi null quem respondeu, batendo na porta de Charlie, entrando em seguida com os demais, que ficaram estáticos ao ver o homem que null mencionara.
– Finalmente você chegou. – Joseph disse, olhando para sua filha. – Embora eu saiba que ainda estão faltando duas pessoas. – ele completou, levantando-se e indo até onde Joanna estava, ficando ao lado da mulher, que estava tão séria quanto a sua filha.
– Alguém sabe da null e do null? – Charlie perguntou.
– Escutei meu nome. – null entrou na sala no mesmo instante, acompanhada de null. Ela estava sorridente, porém, quando viu Joseph ao lado de Joanna, sacou uma arma da sua bolsa. – O que esse homem está fazendo aqui?
– Mais uma que vai querer me prender? – Joseph disse rindo. – Abaixa a arma, querida!
– Não me chama de querida. Você está preso. – null disse firme.
– null, guarda essa arma. – null pediu.
– Se eu fosse você escutaria o conselho do seu namorado. – Joseph disse.
– Alguém pode me explicar o que está acontecendo aqui? – null disse alto.
– Se vocês se acalmarem, eu contarei tudo. – Joseph disse.
null ainda segurava a arma, até null abaixá-la, fazendo a mulher guardá-la.
– Está esperando o que? Pode começar Joseph. – Charlie falou.
– Primeiramente, gostaria de dizer, uma só vez que não tenho nada a ver com as coisas que estão acontecendo. Muito menos com o sequestro da null. Que pai faria isso com a própria filha? – o homem disse, olhando para null, que virou o rosto. – Eu vou provar pra vocês que estou falando a verdade. Só preciso de uns 20 minutinhos. – ele completou.
– Pra que isso? – null perguntou.
– Gostaria de continuar antes de responder a sua pergunta. – Joseph falou. – Eu estou por aqui há muito tempo, sim! Anos atrás, quando saí para a missão, eu fui sequestrado. Ameaçaram-me de morte. Mas eu não traí a minha equipe! Não fui eu quem deu informações daqui, Charlie. Você precisa acreditar em mim. Eu daria a minha vida por cada um de vocês e você, assim como a Joanna e a Miranda sabem muito bem disso. – o homem disparou a falar.
– Como você explica isso, então? – Charlie perguntou.
– Foi o meu melhor amigo. – Joseph disse. – Pai do rapaz que vocês prenderam.
– O que era apaixonado pela Joanna? – Charlie perguntou e o homem assentiu.
– Nem tudo que esse homem disse é verdade. – Joseph falou. – Se quiserem, podem me levar até eles. – ele completou.
– Então quem está envolvido na morte do Ian e do Henry? – null perguntou. – Devo mencionar o meu assalto e o sequestro do null também? Ou você não faz ideia de quem tenha feito isso? – ela perguntou, cruzando os braços e encarando Joseph.
– Sei sim. – o homem a respondeu. Quando ele ia completar, seu celular tocou, fazendo com que ele se retirasse uns minutinhos. null aproveitou para se aproximar de sua mãe.
– Eu não sei vocês, mas eu não acreditei em nada que esse homem disse. – ela falou. – E você, mamãe?
– Está tudo muito confuso filha, mas…
– Não precisa continuar. – null pediu, se afastando dela novamente.
– null, vamos esperar o que esse homem tem para dizer ainda e daí tomamos alguma decisão. Não podemos fazer nada a não ser esperar. – null disse, tentando acalmar a amiga.
null foi se sentar, fechando os olhos por alguns segundos. Até que escutou o barulho da porta. Ela deu um pulo da cadeira ao ver que Joseph estava acompanhado com duas pessoas. Uma delas, null conhecia. E muito bem!
– Esse é o agente Finn. – Joseph falou. – E essa é uma das culpadas, Valentina.
– O Sr. Francis me chamou para ir atrás dos envolvidos nessas mortes todas, assim como o sequestro de null null e assalto ao carro de null null. – Finn disse, fazendo com que todos o olhassem.
– No meu sequestro havia dois homens. Onde eles estão? – null perguntou.
– Morreram. – Finn disse. – Durante uma perseguição feita por mim e pela minha equipe, o carro dos homens capotou e explodiu em seguida. Já essa moça não teve muita sorte. – ele completou, segurando Valentina pela mão. – Temos um grande problema resolvido!
null caminhou até o homem e se aproximou de Valentina, que a encarava séria. Por impulso, a mulher deu um tapa que fez a outra virar o rosto.
– JESSICA! – null gritou, puxando a amiga.
– Essa mulher merece uma surra e eu não me incomodo de fazer isso. – null disse nervosa.
– null, se controle! – Charlie pediu. – null e null, levem essa mulher para a sala especial. Depois nós conversamos com ela! – ele completou e null pegou a mulher, saindo com ela e null. – Agente Finn, nós agradecemos pelo que fez.
– Não tem de que. – o homem respondeu. – Se precisar, é só chamar.
– Obrigado! – Charlie falou e o homem se retirou.
– Então, mais alguma dúvida acerca disso tudo? – Joseph perguntou, se sentando.
– Ainda tenho muitas dúvidas, mas não vai ser pra você que perguntarei. – null disse se retirando da sala.
– Vocês estão liberados. – Charlie disse para os demais, que se retiraram também.
– Eu acho que você tem um grande trabalho pela frente, Joseph. – Joanna disse para o homem.
– Eu percebi. Nossa filha tem o seu mesmo gênio. – ele disse rindo e acomodando-se melhor na cadeira que escolhera se sentar. – Tudo que eu quero é nossa família junta. E manter essa equipe unida, Charlie! – ele completou, fazendo todos olhar pra ele. Os três que estavam ali pareceram acreditar no que ele havia falado.
~**~
Los Angeles, CA – CASE – Sala especial.
Eram 12h17. null, assim que saíra da sala de Charlie, caminhou um pouco pelo prédio, tentando discernir os últimos acontecimentos. Depois de se acalmar mais um pouco, ela foi até a sala onde a equipe mantinha presos os suspeitos de tudo que ocorria. Ela passou perto de onde os homens que ela ajudara a prender estavam. Um deles até soltou piadinha com ela, no entanto, sua vontade era de se resolver com certa mulher, cujo nome era Valentina.
– Você não deveria estar aqui sem autorização. – null disse.
– E você não deveria ter dito isso pra mim. – null o respondeu, sem olhá-lo.
– null, eu estou falando sério! Você não vai entrar nessa sala. – ele falou, pegando na mão da mulher, que o encarou séria.
– Você não vai me dizer o que fazer. Agora, me dá a merda dessa autorização, pois eu tenho que falar com essa mulher. – null disse nervosa, fazendo o homem revirar os olhos, mas entregar um cartão eletrônico pra ela, que saiu de perto dele, sem dizer nada.
null passou o cartão, entrando assim que a porta se abriu. Ela viu null sentada de frente para Valentina, que por algum motivo, estava rindo, o que deixou null mais furiosa!
– O que você está fazendo aqui, null? – null perguntou.
– Veio me bater de novo, null? – Valentina a provocou.
– Vou fazer coisa muito pior se você continuar me provocando. – null disse, se sentando ao lado de null. – Que tal só responder o que eu quero saber?
– Estou ansiosa por isso. – Valentina disse ironicamente.
– Primeira pergunta: por que você está fazendo tudo isso? – null perguntou.
– Dinheiro. Muito dinheiro! – Valentina respondeu.
– Certo. E por que o assalto ao meu carro, além da facada que VOCÊ me deu?
– Novamente, por dinheiro. Recebi uma boa grana por esse assalto, que foi só pra te dar um susto mesmo. Em relação à facada, foi por diversão. – Valentina disse rindo.
– Eu fui parar num hospital por sua causa. – null disse.
– Se eu pudesse, teria te mandado pro cemitério. – Valentina falou com desdém. – Mas, tinha ordens de não matá-la. AINDA!
– Pra quem você estava trabalhando? – null se meteu ao ver que null explodiria a qualquer minuto.
– Nunca o conheci. Mas sei que é um homem! – Valentina disse. – Nosso contato sempre foi por telefone. Ele mandava, a gente fazia e depois o dinheiro caía na nossa conta. – ela completou.
– E o sequestro do null? – null continuou com as perguntas.
– Nessa “missão”, nós fracassamos. – Valentina disse. – Recebemos a ordem para matá-lo. No entanto, eu quis me divertir com vocês, machucando o null e o deixar morrer aos poucos. Por sorte, vocês o encontraram antes de ele bater as botas. – ela completou, fazendo null a olhar séria.
– Valeu à pena tudo isso? – null perguntou, se levantando. – Olha só, você está presa. Todo o dinheiro que você ganhou para fazer essas coisas, não vai adiantar de nada. Além do que, eu acho muito difícil algum advogado querer tirar você daqui. – ela completou. Valentina riu.
– Ah, null null. Como você é tola! – a mulher disse. – Você acha mesmo que tudo isso acabou só porque eu fui presa? Lamento informar, mas isso agora que chegou à metade. Eu não sou a única que quer todos vocês mortos. Acredite! Quem me deu ordens para fazer tudo isso, ainda vai aprontar e muito com vocês. Até não sobrar nenhum pra contar história. Então, acredite, é mais fácil eu sair daqui do que você sobreviver a isso tudo. – a mulher completou, sentindo seu rosto arder novamente. null lhe acertara mais um tapa. – Você vai se arrepender disso, null! Acredite no que eu digo: sua hora vai chegar. – ela completou, fazendo null lhe dar as costas e sair da sala.
A mulher passou por null, que estava acompanhando tudo do lado de fora.
Ele, percebendo o estado que a mulher ficara, resolveu ir atrás dela.
– Belo tapa. – ele disse, assim que entrou no elevador com ela. – Atrevida demais essa Valentina, não achou? – ele continuou, mas null não disse nada. – Ei, fala comigo!
– Falar o que, null? – ela disse nervosa.
– UOU! Voltou a me chamar pelo sobrenome. Tá com raiva de mim? – ele perguntou.
– Estou com raiva de tudo. Por favor, não enche a minha paciência. – null disse.
– Que paciência? – ele a provocou. – Acho que você está precisando de férias.
– Ah, claro! Vou para o Caribe. Quer ir comigo e repetir o que fizemos ontem? – ela ironizou. – Você não escutou o que aquela mulherzinha disse? Isso não acabou, null! E quer saber mais? Eu não acredito nesse homem que apareceu. Eu não acredito no que ele disse. Não acredito que ele não tenha nada a ver com isso tudo. – null disse tudo de uma vez. – Quem está pensando que esse homem resolveu todos os nossos problemas, eu tenho uma coisa pra dizer: não resolveu!
– Você é sempre tão desconfiada assim? – null perguntou, arqueando uma sobrancelha.
– Sou, null! Principalmente quando eu não vou com a cara de alguém.
Depois de ouvir isso, null resolveu se calar.
Talvez null estivesse certa por agir assim. Ou talvez fosse só coisa da sua cabeça!
O mês de Abril estava acabando e isso era uma alegria para todos que estiveram bem ativos nos últimos acontecimentos. null andava meio afastada de tudo e de todos, principalmente depois que tentou falar com Charlie acerca de Joseph e este a repreendeu, dizendo que ela deveria dar uma chance para o seu pai. Sendo assim, ela resolveu dar “prioridade” a sua profissão de Jornalista.
A irmã de Henry, dois anos mais velha que ele, quem havia tomado o seu posto. Quando a mesma se encontrou com null, ficou feliz pela conversa que tivera e do apoio que a mulher prometera. null, por sua vez, resolveu dar um pulinho na CASE. Estava sentindo falta das conversas de null. Queria ver como null estava e a sua barriguinha, que já deveria estar bem grandinha. Queria poder se deliciar das maravilhas que null preparava. Mas ela também queria reencontrar o homem que tem tirado o seu sono: null! Ela sentia falta das provocações do homem, assim como sentia falta de estar com ele. No entanto, ela precisava desse tempo. Precisava colocar as ideias no lugar. Sua mãe era a única com quem ela falava, mas só por telefone, pois desde que o seu pai fora morar na casa que delas, null acabou alugando um apartamento pequeno.
~**~
Los Angeles, CA – CASE – 15h34min.
null estava em sua sala sozinho, quando viu a porta se abrir. O homem se levantou rapidamente da cadeira ao ver que era null. A mulher, a sua frente, estava séria. Mas para ele, ela estava incrivelmente linda usando um short preto folgadinho, uma blusa jeans e uma rasteirinha. Os cabelos estavam presos em um coque. Ela se aproximou dele, que cruzou os braços.
– Ora, ora! Quem é vivo sempre aparece. – null brincou. – Quanta honra te receber aqui!
– Sem gracinhas, null. – null pediu. – Onde estão os demais?
– null, eu preciso… – null entrou no local falando, mas ao ver null, logo parou e correu até onde a mulher estava abraçando-a. – Que bom te ver null! Por onde andou?
– Por aí. – null respondeu, dando um sorrisinho pra ela.
– Já arrumou as suas malas? – null perguntou, vendo a amiga arquear a sobrancelha.
– Como assim? – null perguntou, se sentando em sua cadeira.
– Amanhã vamos para Cancún. Não sabia? – null quem a respondeu. – Ah, com certeza não está. Afinal, você achou melhor se “distanciar” de todos aqui! – ele completou sarcasticamente.
– null, por favor! – null pediu já se aproximando novamente de onde null estava.
– E por que vocês vão para Cancún? – null perguntou.
– Porque o Charlie nos deu férias, null! Tudo aqui se acalmou. Resolvemos todos os problemas e ele achou justo dar esse presentinho pra gente. – null falou. – Vamos ficar na casa de praia de um amigo do Charlie e você irá conosco!
– Não concordo com essa viagem. Pra ser sincera, acho que não resolvemos todos os problemas. Pelo contrário, eles estão apenas começando. – null disse.
– Como você é otimista, null! – null usou seu sarcasmo novamente.
– null, todo mundo vai! Você não pode deixar de ir. Por favor. – null pediu, com direito a beicinho e tudo. – O que será do quarteto fantástico se faltar uma integrante?
– Não será quarteto, e sim, um trio. – null respondeu, recebendo o olhar furioso de null.
– Tudo bem, null! Eu vou. – null disse dando um abraço na amiga. – Charlie está aqui? – ela perguntou e null assentiu. – Então eu vou lá falar com ele! – ela completou, levantando-se e passando por null, que só ficou a olhando.
– Estava com tantas saudades dela, né? – null perguntou. – Pode comemorar null! Ela viajará conosco e você desfrutará de momentos incríveis com ela. Não tenha dúvidas!
– Até parece! – null disse, voltando até sua mesa e pegando as chaves de seu carro. – Vou até a minha casa, ajeitar minha mala e falar com o meu irmão. Eu te disse que ele vai também? – ele perguntou e null assentiu. – Vocês conhecerão os meus sobrinhos! – ele falou empolgado.
– Eles conhecerão a titia deles. – null falou.
– Você não é tia deles, null. – null disse, colocando os óculos escuros.
– E quem eu disse que eu estou falando de mim? Estava falando da null. – depois de escutar a resposta de null e engolir em seco, o homem saiu sem dizer nada.
CASE – Sala do Charlie – 15h57min.
Antes de ir até a sala de Charlie, null foi até a sala de null, que estava lá com nulle null. Após um tempinho conversando, ela saiu em direção ao seu destino. Bateu apenas uma vez e ao escutar a voz firme de Charlie, ela adentrou no local, fazendo com que ele, nulle null arregalassem os olhos quando viram a mulher ali.
– Quem é vivo sempre aparece. – Charlie disse, fazendo-a revirar os olhos.
– É a segunda vez que escuto isso hoje. – ela respondeu sem muita alegria. – Fiquei sabendo que vão para Cancún! – ela completou cruzando os braços.
– Enviei a sua passagem pra sua casa. Não recebeu? – Charlie perguntou. – AH, você não recebeu porque não está morando lá! – ele foi irônico, fazendo null respirar fundo.
– De sarcástico e irônico, já basta o null. Eu vim aqui para saber como estavam às coisas e pelo jeito está tudo as mil maravilhas, tanto que vocês viajarão. – null falou de forma séria. – Pena que eu não concorde com tudo isso. Mas minha opinião não serve de nada né?
– null, não é bem assim. – null falou.
– Tudo bem, null. Eu estou bem. – null disse. – Só vim dar um oi. – ela disse, indo até a porta. Porém, antes de sair ela se virou para os três. – Nos vemos no aeroporto amanhã! – depois de dizer isso, ela saiu do prédio e foi até seu carro, dando partida rapidamente.
Durante o caminho, decidira ir até a sua casa antiga. Queria ver sua mãe e Miranda. Só não queria ver o Joseph!
~**~
Los Angeles, CA – Casa da família null– 16h21min.
null respirou fundo, finalmente descendo de seu carro e indo até a entrada da casa. Ela tinha as chaves de lá, mas resolveu apertar a campainha, dando um sorriso ao ver Miranda.
– null. – a mulher disse sorridente e puxando-a para um abraço. – Joanna, veja quem veio nos visitar. – ela completou, chamando a atenção da mãe de null, que ao vê-la, correu para abraçá-la.
– Oi, mamãe. Oi, Miranda. – null disse. – Posso entrar? – ela pediu, fazendo sua mãe a encarar.
– Essa casa é sua, filha. Claro que pode entrar! – Joanna disse e null assentiu meio receosa com medo de encontrar Joseph. – Ele não está aqui. – ao ouvir aquilo, a mulher respirou aliviada, indo se sentar no sofá com as duas mulheres.
– Fui ao prédio hoje e fiquei sabendo que eles vão viajar pra Cancún. Daí o Charlie disse que deixou minha passagem aqui, por isso vim buscar e ver vocês. – null disse.
– Está aqui mes… – Joanna estava falando quando alguém entrou no local.
– De quem é aquele carro do lado de fora? – Joseph perguntou, mas ao ver null, deu um sorriso. – Olha quem resolveu aparecer. Tudo bem filhinha? – ele perguntou, se aproximando delas. null, por sua vez, levantou-se imediatamente e se afastou.
– Estava, até você chegar. – null disse.
– Olha aqui, null null, já chega! – o homem falou alto, assustando a Joanna e Miranda. – Eu sou o seu pai, você gostando ou não. Então eu exijo que você me respeite. Se quiser voltar a entrar na minha casa, será de acordo com as minhas regras. Você está agindo como se fosse uma adolescente rebelde. Mas deixa eu te falar uma coisa: eu não tenho paciência para esses dramas de adolescentes. Então, cresça e deixe de ser assim. Se for preciso eu dou uma surra em você. Aquelas que eu não pude dar quando você era mais nova.
– AH É, JOSEPH? POR QUE NÃO EXPERIMENTA FAZER ISSO? – null o desafiou, aproximando-se dele. O homem levantou sua mão contra ela. – ENCOSTA UM DEDO EM MIM E EU TE DENUNCIO. – após escutar isso dela, o homem baixou sua mão. – Eu já vou mãe. Depois converso com você. Tchau, Miranda! – ela disse, pegando suas coisas e saindo dali.
A mulher caminhou até o seu carro, entrando e batendo a porta com força. Só que antes de sair, viu sua mãe correndo até o carro. Ela abaixou o vidro e ficou olhando pra mulher.
– Aqui está sua passagem, filha. – a mulher disse, estendendo um envelope e entregando pra null, que o pegou. – Desculpa por aquilo e uma boa viagem.
– Não se preocupe e obrigada. – ela falou. – Depois te passo o endereço do meu apartamento pra gente tomar um café. Agora me deixa ir, pois preciso arrumar minha mala. – null disse, dando um beijo na mão de sua mãe. – Amo você.
~**~
Los Angeles, CA – AEROPORTO – 6h24min.
Sexta-feira. Todos – exceto null – aguardavam ansiosos pela chamada do vôo deles. null, null e null tentavam falar com null, mas o celular dela estava desligado. null se aproximou das três, muito sorridente, deixando-as sem entender nada.
– Por que está sorrindo desse jeito, null? – null perguntou séria. O homem, por sua vez, a abraçou por trás, depositando um beijo carinhoso em seu rosto.
– Porque eu achei que vocês ficariam assim também após saberem que nesse exato momento, a null está fazendo o check-in. – quando ele disse isso, a mulher se virou pra ele.
– Você tá falando sério? – quem perguntou foi null. O homem assentiu.
– Ah, null! Obrigada por nos avisar. – null disse, puxando null e null pela mão. Mas, antes de elas irem até lá, null soltou-se da amiga e foi até null, dando-lhe um beijo.
– Obrigada. – ela disse, piscando e saindo em seguida com as meninas.
null, depois de sorrir pra ela, voltou para onde os meninos estavam. Ele riu ao ver que nullmantinha uma luta contra o sono, assim como null. Já null, parecia ansioso, o que fez null se aproximar dele e se sentar ao seu lado.
– Ela já chegou cara. – o homem disse, chamando a atenção de null.
– Do que você está falando? – ele perguntou, tirando os seus óculos.
– Sua garota chegou. – null disse, fazendo-o arregalar os olhos. – Essa viagem promete!
– Por que diz isso, null? – null perguntou.
No entanto, quando o amigo abriu a boca pra responder, os dois escutaram algumas risadinhas conhecidos. O coração de null acelerou ao ver null. Mas ele tentou se controlar!
– Vamos para o avião, pois nosso vôo acabou de ser chamado. – null disse, indo até seu noivo, que deu um pulo assustado. Ela não deixou de rir com isso.
Em questão de minutos, todos já estavam devidamente acomodados em seus lugares no avião. null ao lado de null, nullao lado de null, null ao lado de null e null ao lado de null, que escolhera a poltrona da janela, deixando-o irritado. A mulher, por sua vez, resolveu ignorar, embora sua vontade fosse outra.
XXX
Cancún, MEX – Casa de praia – 10h52min.
Após mais de três horas de viagem, finalmente todos chegaram ao seu destino: CANCÚN!
As meninas estavam impressionadas com o tamanho da casa onde ficariam, assim como estavam encantadas com a paisagem ao redor da mesma. As águas cristalinas e tão limpas transpareciam certa calmaria, não só para elas, como para os meninos também.
nulle null foram falar com o caseiro, acertando como ficariam as coisas. O homem, muito simpático, passou as informações necessárias para os dois, que agradeceram e voltaram com as chaves em mãos. Quando nullabriu a porta e todos entraram, eles ficaram paralisados diante da imensidão que estavam bem à frente deles.
– UAU! – as meninas disseram em uníssono.
– Esse amigo do Charlie deve ser bilionário. – null disse, se sentando em um enorme sofá branco bem no centro da sala.
– O caseiro disse que poderíamos ficar bem à vontade. – null disse. – Ele também disse que mais tarde virão deixar os carros que nulle eu alugamos. – ela completou.
– Acho uma boa a gente ir descansar. – null disse e todos assentiram. – Como será a divisão dos quartos? – ela perguntou.
– O homem disse que tem uns dez quartos aqui. No entanto, só há quatro quartos de casais e seis de solteiros. – nullfalou e todos assentiram. – Eu quero um de casal!
– Eu também. – disse null, piscando para a null.
– Se a null quiser, também ficamos em um de casal. – null disse, deixando null vermelha. Mas ela acabou assentindo, o que fez todos rir.
– Só restou um quarto de casal, então… – null dizia maliciosa e olhava para null.
– Vamos deixar esse outro quarto de casal pro Kenneth e pra Pamela. – null interrompeu null. null o encarou, mas logo desviou o olhar.
– Onde ficam os quartos de solteiro? – null perguntou.
– No terceiro andar. – null disse.
null agradeceu e pegou sua mala, assim como sua bolsa de colo e subiu as escadas, entrando no primeiro quarto de solteiro que vira. A mulher foi até a janela e ficou maravilhada com a vista que tinha dali, ficando feliz pela sua escolha de quarto. Depois ela resolveu tomar um banho e ir descansar.
~**~
null acordou por volta de 16h30 e ficou observando o local onde estava. O quarto que escolhera permitia que ele tivesse uma vista muito bonita. E ele estava admirado com o local. No entanto, ao sentir fome, ele decidiu descer e foi até a cozinha. Agradeceu mentalmente pelo local está cheio de comidas. "essa null me mata de orgulho", ele pensou ao saber que a mulher deveria ter pedido que o caseiro comprasse algo pra eles. Logo, ele pegou um pedaço de bolo e um copo de suco.
Ao terminar de comer, ele foi até a sala. Um sorriso brotou em seus lábios ao ver algumas pessoas.
– Tio Kends. – duas crianças disseram juntas e correram até ele, abraçando-o.
– Kevin, como você cresceu. – null disse para o sobrinho, que sorriu. – Que roupa mais linda, Karen. Foi você quem escolheu? – ele perguntou para a sobrinha, que concordou com a cabeça. – O titio tá muito feliz de ver vocês!
– Nós também tio Kends. – Kevin respondeu. – Vamos jogar bola amanhã? – ele perguntou e null fez que sim com a cabeça. Em seguida, ele se levantou para dar um abraço em seu irmão e sua cunhada.
– Como foi à viagem de vocês? – null perguntou.
– Foi bem tranquila. – Pam quem respondeu.
– Cadê todo mundo? – Kenneth perguntou, enquanto colocava as malas dentro da casa.
– Estão dormindo. – null disse sorridente e olhou para Karen, que estava observando tudo. – Gostou daqui pequena?
– Gostei titio. Mas o senhor tá nessa casa glande sozinho?
– Não, minha linda. Tem uns amigos do titio também! – após dizer isso, algumas pessoas desceram e se aproximaram de onde os outros estavam.
– Boa noite! – o irmão de null disse, cumprimentando null, null, null e fazendo a mesma coisa com null, null e null.
– Meninas, esse é o Kenneth e essa é a Pamela, esposa dele. – null os apresentou. – E esses pequenos são o Kevin e a Karen, meus sobrinhos. – ele completou e os dois foram falar com as meninas. Karen ficou perto de null.
– Você tá glávida? – ela perguntou e null assentiu, sorrindo. – Posso pegar na sua barriguinha?
A garotinha pediu e nulldeixou, recebendo um carinho em sua barriga e sorrindo.
– É menino ou menina? – Kevin perguntou, após se aproximar.
– Eu ainda não sei. – null disse. – O que você acha que é?
– Um menino, claro! – ele disse, fazendo todos rirem.
– Estou com você, parceirinho. – nulldisse, dando um toque na mão dele.
– Alguém viu a null? – nullindagou. Kenneth encarou null que ficou sério. – Bem, vou até o quarto onde ela está. – depois de dizer isso, a mulher subiu.
Depois de duas batidinhas na porta, ela entrou, rolando os olhos ao ver que a amiga estava deitada. nullse aproximou e começou a sacudi-la.
– ACORDA PREGUIÇOSA! – a mulher dizia.
– Não estou dormindo, null. Estou com muita cólica! – null disse, se sentando em seguida na cama. null ficou preocupada ao notar que ela estava pálida.
– Nossa null, você parece mal! – null disse. – Vou pegar uma compressa quente pra você colocar em cima da barriga, tudo bem? – ela completou e null assentiu, voltando a se deitar assim que null saiu dali. No entanto, ela ver a porta se abrindo e fica surpresa ao ver uma garotinha entrar no quarto. Ela se aproximou de null, que ficou a olhando.
– Oi, moça. – a pequena disse.
– Oi, princesinha. – null foi simpática. – Qual o seu nome?
– Sou a Karen. – ela disse sorridente.
– Oi, Karen. Eu me chamo null, mas pode me chamar de null. – null falou, fechando os olhos ao sentir que sua dor aumentara. Algumas lágrimas rolaram pelo seu rosto.
– Por que você tá cholando? – Karen perguntou se aproximando da cama de null. Ela subiu e passou sua mãozinha no rosto dela, para limpar as lágrimas. – Não chola!
– Eu tô com dor, mas já vai passar. – null disse tentando não chorar mais.
– Onde tá dodói? – a pequena perguntou e null apontou pra barriga. Então, null fora surpreendida por Karen. A garotinha se aproximou da barriga de null e deu um beijo. – Vai salar agora. – a mulher não deixou de sorrir com a atitude tão linda da criança.
– Depois desse beijo, vai sarar sim. Obrigada, princesinha! – ela disse e Karen se aproximou, dando um beijo no rosto de null.
– Ah, então você está aqui? – de repente null entra no quarto de null com Kenneth, fazendo Karen sorrir e sair correndo para abraçá-lo. – Nunca mais saia de perto da gente sem dizer para onde vai pequena. Você me assustou! – ele completou.
– Desculpa, tio Kends. Mas eu vim salar à tia null! – a garotinha disse, fazendo null e null estranharem o jeito que ela chamou a mulher. – Ela tava com dor na barriga, mas depois do meu beijinho, vai passar! – ela completou e o homem assentiu.
– Oi, null. – Kenneth disse e null levantou-se, indo até ele e o cumprimentando. – É um prazer revê-la. – ele disse sorrindo.
– Eu digo o mesmo. – ela disse. – Sua filha é uma linda! – ela completou, dando um beijinho no rosto da pequena, que sorriu com isso.
– Obrigado. Mas agora, essa mocinha precisa tomar um banho. Não é meu anjo? – Kenneth perguntou, pegando Karen em seus braços, que concordou com o que ele disse.
– Nos vemos lá embaixo!
– Tchau tia null, tchau tio null. – Karen disse, saindo em seguida com o seu pai. null voltou para a sua cama, mas em vez de se deitar, ficou sentada. null ficou parado na porta, de braços cruzados.
– Você está bem? – ele perguntou, fazendo-a o olhar.
– Só estou com cólica, mas já vai passar. – null disse e ele assentiu. – Se me der licença, vou tomar um banho. Já, já eu desço. – ela completou e o homem concordou, retirando-se do quarto dela.
~**~
Um tempo depois, null desceu e foi até a sala, onde todos estavam. Assim que a viu, null e null fizeram fiu, fiu porque a mulher estava usando um vestidinho florido que marcava suas curvas. De repente, ela percebeu que tinha um garotinho entre eles, que ao vê-la, se levantou e foi até onde ela havia parado.
– Você é a null? – Kevin perguntou e ela assentiu. – Eu sou Kevin, filho do Kenneth e da Pamela, sobrinho do tio null e irmão mais velho da Karen. – ele completou, fazendo-a rir.
– Oi, Kevin. – null disse, dando um beijo no rosto dele. – É um prazer te conhecer! – ela completou, se sentando no sofá. O garoto passou a mão dele em sua bochecha e quando se aproximou de null, começou a rir.
– O que foi garotão? – ele perguntou.
– Eu não vou mais lavar meu rosto. – ele disse, fazendo nullrir. – Ela tem namorado?
– Quem tem namorado? – nullse meteu.
– A null. Ela tem namorado tio Kends? – o garoto perguntou de novo, fazendo nullrir mais ainda, o que acabou chamando a atenção de todos na sala. null coçou a cabeça, nervoso.
– Responde null. – nulldisse.
– Kevin, ela não tem namorado. – nullfalou e o garotinho sorriu.
– Se ela me esperar, eu posso ser o seu namorado. – após dizer isso, nullgargalhou mais ainda e nullacabou se deixando levar pelo que escutara do sobrinho.
– Você vai perder a nullpro seu sobrinho. – nulldisse, fazendo nullrevirar os olhos. – Ei, Kevin, eu te dou o maior apoio. Tem “certas pessoas” que não dão valor ao que tem! – ele completou e nullse levantou, indo até a cozinha.
~*~*~
PISCINA – 01h30min
Depois de assistirem alguns filmes e finalmente terem feito Kevin e Karen dormir, todos foram para o lado de fora, jogar conversa fora. Logo, nullpegou seu celular, colocando algumas músicas para tocar. Como eram músicas animadas, ela chamou os demais pra dançar. Os homens hesitaram, enquanto as mulheres foram se divertir ao som de BO$$, do Fifth Harmony.
De onde estavam os homens observavam o jeito que as mulheres dançavam. Pamela dançava olhando para o esposo, que não parava de rir pra ela. nulltinha todo um cuidado por causa da gravidez e nulldançava de um jeito bem engraçado. nullnão deixou de observar null. A mulher estava sorridente e fazia alguns passos bem interessantes com null. De repente, o homem começou a rir, chamando a atenção de seu irmão e dos seus amigos.
– Do que está rindo? – nullperguntou.
– Da null. – nullnão disse o real motivo.
– Fala logo do que estava rindo. E deixa de mentira, que você não tira os olhos da null. – Kenneth disse, fazendo os demais rirem.
– É meio difícil deixar de olhar pra null, né null? – nullprovocou.
– Juro que não entendi. – nulldisse.
– Até eu entendi. – nullfalou, chamando a atenção de null. – Vai me dizer que você não reparou no vestido que ela tá usando?
– E ainda mais fazendo esses passinhos sensuais. – nullcompletou.
– Acho que vocês estão doidos pra apanhar. – nulldisse sério.
– Isso é ciúme irmão? – Kenneth continuou a provocá-lo.
– Querem saber o motivo de eu estar rindo? – ele perguntou e todos assentiram. – Eu percebi que agi como um idiota com a nullquando éramos mais novos, só pra humilhá-la. Eu a fiz se apaixonar por mim, mas tudo não passava de uma mentira. Daí, o destino brinca com a gente. – ele pausou um pouco e respirou fundo antes de continuar. – Ela voltou mais linda do que nunca, nós ficamos juntos algumas vezes e eu acabei de me dar conta que estou completamente e estupidamente apaixonado por ela.
Todos acordaram cedo e animados para aproveitar o lindo dia que estava fazendo. Nesse momento, eles estavam terminando de se arrumar.
Após escovar os dentes, null se sentou na cama e pegou sua mala para escolher um biquíni. Depois de um tempinho, ela acabou colocando um biquíni tomara que caia azul e um short amarelo. Ela também decidiu passar logo o protetor para quando chegar na praia, ir direto mergulhar. De repente, ela escutou uma batidinha em sua porta e disse que podia entrar. A mulher se assustou ao ver null parado em sua porta. Ela parou pra observar o homem a sua frente que usava uma bermuda tactel com uma camiseta vermelha, além de óculos escuros e sapatos. Ele não deixou de observar a mulher também e deu um sorriso sem jeito ao perceber que ela o encarava.
– Eu tava passando e decidi parar pra saber se você estava pronta. – ele inventou uma desculpa.
– Só ia passar protetor. – ela disse, começando a espalhar pelo seu corpo. – Pode passar nas minhas costas? – ela pediu ao homem, que assentiu e se aproximou. – Cadê a Karen e o Kevin?
– Já estão lá embaixo. – null disse sem deixar de passar o protetor na mulher. – Sua dor passou? – ele puxou assunto para afastar os “pensamentos” de sua cabeça em relação à null.
– Sim. – ela respondeu e quando percebeu que o homem havia acabado, se virou. – Quer que eu passe protetor em ti? – ela perguntou e o homem concordou, tirando sua camiseta.
Ele se virou e a mulher colocou o creme em suas mãos, passando em seguida nele. null se arrepiou com o toque da mulher nele e sem pensar duas vezes, ficou de frente pra ela novamente, puxando-a pela cintura e selando seus lábios nos dela. null sentiu um calafrio percorrer todo o seu corpo quando o homem alisou suas costas nuas. Ambos se soltaram quando o ar começou a faltar.
– Acho melhor a gente descer. – null disse e null assentiu, pegando sua bolsa e colocando seus óculos. Mas antes que eles saíssem do quarto, o homem ainda lhe deu um selinho demorado, o que a fez sorrir.
~*~*~
null havia acabado de correr pela praia, quando voltou para onde os outros estavam, retirou sua camiseta suada e se sentou, bebendo água. null, que estava sentada em uma cadeira, ficou encarando o homem a sua frente. Lembrou-se do beijo que os dois deram mais cedo e baixou a cabeça rindo só em pensar na hipótese de esse beijo ter proporcionado outro momento para eles. Logo, ela decidiu tomar banho no mar e ao ver Kevin e Karen brincando, pensou em levá-los.
– Pam e Kenneth. – null os chamou. – Posso levar a Karen e o Kevin pra tomar banho comigo?
– Claro! – os dois disseram juntos e ela sorriu. Então, após tirar seu short, ela chamou os dois, que prontamente pararam o que estavam fazendo e foram tomar banho com null.
null observou a mulher andando com os seus sobrinhos até o mar e não deixou de sorrir. De repente, null apareceu com null e os dois estavam bastante animados.
– Hoje vai ter uma banda bem legal em um restaurante aqui pertinho. O que vocês acham de irmos? – null perguntou.
– É uma ótima ideia. – null respondeu e os demais assentiram.
– Que show! – null gritou empolgada. – Vamos aproveitar a noite em Cancún com uma boa música e uma excelente comida. – ela completou e os outros riram com a animação dela. Então, ela olhou pra null, que estava distraído. Ao perceber que ele estava olhando pra null com seus sobrinhos, ela resolveu provocá-lo. – Estar apaixonado pode ser muito engraçado. A gente perde a noção. Estar apaixonado às vezes fica perigoso, mas quem vai controlar a emoção? – a mulher cantarolou, fazendo o homem a encarar.
– Tá apaixonada, null? – ele brincou, mas se tocou, encarando null. – Você contou pra ela? – ao perguntar isso, todos começaram a rir. – Ah, não! Todos vocês sabem?
– O null tá apaixonado! O null tá apaixonado. – null e null brincavam juntas.
– E eles se beijaram hoje! – null disse, fazendo o homem arregalar os olhos. – Que foi? Eu vi na hora em que passei, pois a porta estava aberta.
– Sempre deixando a porta aberta. – null fez hora. null bufou.
– Acho que alguém tá bravo. – Kenneth disse e todos, menos null, riram.
– Quer saber? Vou correr mais um pouco! – null disse e saiu. Os demais continuaram rindo.
~*~*~
Depois de saírem da praia, null sugeriu que todos ficassem na piscina. Os homens tiveram a ideia de fazer um churrasco, enquanto as mulheres ficaram deitadas nas espreguiçadeiras. Kevin e Karen estavam brincando na piscina. null havia falado pra null sobre o que eles fariam à noite e ela gostou muito.
– Vamos pra piscina? – null pediu. – Não aguento mais ficar parada! – depois de dizer isso e fazer as outras rirem, elas pra lá.
Pamela resolveu brincar com os seus filhos, enquanto as outras ficaram conversando. De repente, null ficou encarando null, que ao perceber, ficou sem entender.
– Por que está me olhando assim? – ela perguntou e acabou chamando a atenção de null e null.
– Um passarinho verde me contou que você e uma pessoa aculá se beijaram. – null disse e todos os olhares foram direcionados pra null.
– Que passarinho fofoqueiro! – ela brincou. – Mas é verdade!
– Já tá desse jeito é? – null começou. – Beijinho no quarto…
– Mais tarde não serão só beijinhos. – null completou, deixando null envergonhada. – Mas amiga, esse beijo foi do nada?
– Aconteceu. – null disse. – Eu estava passando protetor nas costas do null, dai ele se virou do nada, me segurou pela cintura e então nos beijamos.
– E foi bom? – null indagou.
– Claro que foi! – null respondeu sem pensar. – Q-quero d-dizer…
– Foi bom mesmo! Ela começou a gaguejar. – null frescou.
– A null tá apaixonada! A null tá apaixonada. – null começou, fazendo null colocar as mãos em sua boca.
– O que tá acontecendo aqui? – de repente null perguntou e rapidamente os outros homens ficaram ao seu lado.
– NADA! – null gritou, fazendo os homens estranharem. – Vocês precisam de ajuda? – ela se ofereceu, saindo da piscina e colocando o seu short. Ela só queria fugir dessa situação!
**
Cancún, MEX – Casa de praia – 19h30min
null fora o primeiro a ficar pronto. O homem usava uma blusa gola pólo na cor azul-marinho, uma bermuda jeans e um sapatênis. Depois de passar seu perfume, ele desceu e arqueou a sobrancelha quando viu Kenneth, Pamela, Kevin e Karen deitados no sofá assistindo televisão. Pra completar, eles estavam com roupas de dormir.
– Por que ainda não estão prontos? – null perguntou. – Já, já sairemos!
– Não vamos mais. – Kenneth disse.
– Como assim? Por que não vão mais? – null indagou.
– O Kevin está com febre. – Pamela disse e null se aproximou do sobrinho, colocando sua mão sob a testa do garotinho. – Pensávamos que tinha sido por causa da praia e da piscina. Mas medimos sua temperatura e deu 40°. – ela completou, passando a mão nos cabelos do filho.
– Eu fico com eles. – null disse. – Vocês vão sair com os outros.
– Não, null. – Kenneth disse. – Você precisa aproveitar isso aqui e não é justo você deixar de sair.
– Deixa de besteira, cara. – null disse. – Não é justo vocês ficarem aqui também. Sei que é a saúde do filho de vocês. Mas eu posso cuidar dele. Né, Kevin? – ele perguntou e o menino concordou. – Vocês merecem se divertir.
– Tem certeza, null? – Pamela perguntou.
– Absoluta. – null disse. – Agora subam e vão se arrumar. – ele completou e os dois agradeceram, subindo em seguida.
Enquanto isso, no quarto em que null estava...
– Não é justo você ficar enquanto nós vamos nos divertir. – null dizia para null, que estava deitada. A mulher passara mal depois de ter comido um arroz que tinha camarão e continuava enjoada.
– Nós não vamos mais! – null disse.
– Vamos ficar com você! – null completou.
– Na na ni na não! – null disse, se sentando na cama. – O que não é justo é vocês deixarem de aproveitar e se divertir por minha causa. Então, vocês vão sim e ponto final. – ela completou e escutou umas batidinhas na porta. – Pode entrar! – depois de dizer isso, null e null entraram no lugar.
– O que houve com você, null? – null perguntou.
– Não estou me sentindo bem e vou ficar aqui. – ela disse, deixando-o triste.
– Você não é a única que vai ficar. – null disse, fazendo todas olhar pra ele. – O Kevin tá com febre e o null se ofereceu pra cuidar dele e da Karen, enquanto o Kenneth e a Pamela saem com a gente.
– Pois então o null vai cuidar dos dois e da null. – null disse, rindo para null e null. – Vamos descer! – ela completou, pegando null pela mão.
Todos desceram e foram até a sala, onde null estava. O homem reparou em todas as mulheres, que estavam arrumadas. Exceto null. Logo, null se aproximou dele.
– Você vai cuidar do Kevin, da Karen e da null. – ela disse, fazendo-o olhar para todos, pois não havia entendido. – Ela não está se sentindo bem e preferiu ficar em casa.
– Então se junte a nós! – null disse para null, que sorriu sem jeito, mas se aproximou do sofá, se sentando perto de Kevin e Karen, que assistiam desenho animado.
– null, qualquer coisa, pode ligar que a gente vem correndo. – Pamela disse e o homem assentiu.
Em seguida, ele se despediu de todos, assim como null, que apenas deu um tchauzinho de onde estava. null disse pra ela que ia se trocar, enquanto a mesma ficou com os sobrinhos do homem. Só que minutos depois, o homem voltou, usando uma blusa de manga comprida e uma calça moletom. Ele se aproximou de onde os três estavam, e se sentou no sofá.
– Tio Kends? – Karen o chamou. – Eu quelo o meu leitinho pla dormir. – ela completou e o homem se levantou.
– Já vou fazer pequena. E você Kevin? Quer comer alguma coisa? – ele perguntou.
– Quero leite com biscoito. – o garoto disse e null assentiu. Ele olhou pra null, esperando que ela dissesse algo.
– Você quer alguma coisa? – ele perguntou.
– Não, mas obrigada! – null disse e o homem assentiu, indo para a cozinha preparar o lanche de seus sobrinhos, enquanto a mulher ficou com os dois.
~*~*~
null dera o leite para Karen em seu colo e começou a contar algumas historinhas para a pequena. Por conta disso, a garotinha acabou adormecendo em seus braços. null, ao perceber que não só a sobrinha, mas seu sobrinho estava dormindo, decidiu colocá-los em suas camas.
– Você consegue levá-la? – ele perguntou baixinho para null, que assentiu e se levantou.
O homem fez o mesmo, pegando Kevin em seus braços e subindo com ele até o quarto em que seu irmão e sua cunhada estavam. null estava bem atrás dele, entrando em seguida e colocando Karen no colchão onde a pequena estava dormindo. A mulher ainda pegou o ursinho da garotinha e o colocou perto dela. null colocara Kevin deitado também e em seguida, ele caminhou até a porta com null, apagando as luzes e deixando apenas um abajur aceso para Karen.
Os dois desceram novamente e voltaram para o sofá. null ligou a televisão e colocou em um filme qualquer. null, por sua vez, ficou encarando o homem. Apesar de não estar se sentindo bem, ela agradeceu por isso. A mulher tivera um momento que sempre imaginou: crianças e alguém dividindo esse momento com ela. Seu sonho era ser mãe de um casal e ter uma pessoa que a amasse e respeitasse. Ela sorriu ao pensar que null poderia ser o homem com quem ela compartilharia de momentos assim. O homem, percebendo que a mulher sorria, passou a encará-la.
– Por que está sorrindo? – ele perguntou, chamando a atenção dela.
– Estava pensando em umas coisas. – ela disse, vendo-o arquear as sobrancelhas. – Sabe, null? Eu acho que se um dia você for pai, você se dará muito bem. – ela disse sorridente.
– E por que acha isso? – ele indagou.
– Porque hoje eu vi o seu cuidado para com os seus sobrinhos. – ela começou a dizer. – Você preparou o leite da Karen, deu o lanche que o Kevin pediu, assistiu desenho com eles, mediu a temperatura do Kevin pra ver se a febre tinha baixado e depois que eles dormiram ainda os colocou em seus quartos. Ou seja, você agiu como um pai. E fez tudo que um pai faria. – ela completou.
– Eu os amo e o que estiver ao meu alcance, eu farei sem pensar duas vezes. – null disse, fazendo-a sorrir mais. – Eu também percebi algo em você!
– Em mim? – null perguntou.
– Em você. – null disse se aproximando da mulher. – Vi o seu carinho com os meus sobrinhos e fiquei admirado com você contando histórias pra Karen, fazendo-a dormir.
– Eu adorei fazer isso. – ela disse, fazendo null olhá-la com um ar curioso. – Eu estava sorrindo minutos atrás porque eu tive um momento no qual eu desejo ter mais pela frente. Ter uma família. – depois de ouvir isso de null, null sorriu.
– Eu preciso te contar algo. – ele começou, atraindo mais ainda a atenção da mulher a sua frente. – Eu sonho em ser pai um dia. Em construir uma família. Em ter um filho pra que eu possa brincar de bola com ele e uma filha pra que eu possa colocar o terror em cima dos caras que pensarem em namorá-la. – quando escutou isso, null gargalhou. – Mas sabe o que mais? Se for pra viver isso um dia, eu só tenho vontade se for com você.
– COMO? – null perguntou com os olhos arregalados.
– Há 07 anos eu me envolvi com uma garota por causa de uma aposta idiota. Eu a fiz se apaixonar por mim e se entregar pra mim. Eu fui o seu primeiro homem, mas agi como um verdadeiro moleque. – null dizia e null o olhava. – Eu a humilhei na frente de todos que estudavam no nosso colégio. E me vangloriei por isso. Senti-me o cara por ter transado com ela algumas vezes e tê-la feito ser motivo de piada no colégio. No entanto, veio o primeiro baque. – o homem pausou e baixou a cabeça. – Ela recebera uma notícia horrível e eu fiquei angustiado. Desejei no mesmo instante vê-la e dar o meu apoio. Mas isso não faria sentido pra ninguém!
– Não precisa falar sobre isso... – null disse ao perceber que null não estava bem.
– Mas eu preciso falar! – ele disse, encarando-a. – null, durante sete anos eu me sinto culpado por tudo que te fiz. E isso acaba comigo! Só que eu vi o quanto o destino pode brincar com a gente. – ele disse, pegando nas mãos da mulher. – Você voltou. Muito mais linda do que já era, mas com o mesmo coração. Com o mesmo cuidado com as suas amigas. E até mesmo comigo! E foi aí que eu percebi que, não adianta o que a gente faça para não sentir algo, a gente acaba sentindo. Percebi que a maior covardia de alguém está em esconder aquilo que se sente. Então, eu não quero mais ser covarde e esconder o que sinto, embora isso sempre estivesse bem nítido aos olhos dos outros, exceto pra pessoa que realmente importa. – null olhava nos olhos de null. – Eu estou completamente apaixonado por você.
Depois de abrir seu coração para a mulher a sua frente, null se aproximou calmamente, beijando-a. Seus corações batiam descompassado, como se fosse a primeira vez que estivessem fazendo isso. As mãos do homem seguravam o rosto da mulher. Eles finalizaram com um selinho e ficaram com as testas coladas, encarando-se.
– Eu quero recomeçar com você, null. Sem mentiras. Sem enganações. – o homem disse. – Você me dá uma segunda chance? – ele indagou, sem tirar os olhos da mulher.
– A sua segunda chance começou a partir do momento em que eu voltei para Los Angeles. – null disse, fazendo-o sorrir. – E, sinto te informar, mas eu já sou apaixonada por você há 07 anos. – ao escutar isso da mulher, o homem riu e mais uma vez selou os seus lábios nos dela.
Após passarem o dia se divertindo na casa e na praia, além de terem recebido uma ligação de Charlie, descobrindo que o homem chegaria no dia seguinte para comemorar seu aniversário com os demais, todos foram convidados por um vizinho para participarem de um LUAU hoje à noite. Logo, nesse momento, todos estavam se arrumando. Kenneth e Pamela recusaram o convite, pois não gostavam mais de festas assim e por preferirem ter uma noite em família.
null estava terminando de se maquiar, quando uma null animada entrou em seu quarto.
– UAU! Que gata. – null falou, fazendo null dar uma voltinha e mostrar uma blusinha azul de alcinha com uma saia curtinha florida. Seus cabelos estavam lisos e nos pés ela usava uma rasteirinha branca.
– Obrigada, null. – a amiga falou. – Você já sabe o que vai vestir?
– Minhas opções estão em cima da cama. – null disse e null foi até la, analisando tudo.
– Essas roupas são suas? Sério? – null brincou fazendo a amiga rir. – Eu adorei essa daqui e tenho certeza que o null vai amar. – ela completou, entregando o look pra null, que analisou e aprovou.
De repente, as duas escutaram umas batidinhas na porta e null se levantou, dando passagem para null e null. Ambas já estavam arrumadas também. null usava um macacão florido e justinho ao seu corpo. Em seu longo cabelo, ela fizera uma trança transversal e nos pés usava uma rasteirinha dourada. Já null tinha optado em um vestidinho soltinho e florido. Seus cabelos loiros estavam soltos e ondulados. Para calçar, ela escolheu uma gladiadora.
– Agora só falta a null. – null disse e a mulher decidiu se vestir.
Rapidamente ela colocou um cropped florido com um short jeans curtinho, valorizando suas pernas grossas. A mesma soltou seus cabelos, que tinha alguns cachos nas pontas. Para calçar, ela colocou uma rasteirinha fechada. Por fim, ela passou um batom vermelho e quando suas amigas aprovaram, as quatro desceram.
Chegando ao andar debaixo, as mulheres encontraram os homens bebendo e conversando com Kenneth. Elas perceberam que todos estavam arrumados e muito bonitos. null havia escolhido uma blusa branca com uma bermuda azul e sapato. null escolhera uma camisa gola pólo vermelha com uma bermuda branca e chinelos. Diferente dos demais, null optou em uma camiseta verde com uma bermuda preta e sapatênis. Já null usava uma blusa de botões na cor preta com uma bermuda jeans clara. null encarou o homem e não deixou de reparar que ele havia deixado dois botões da sua blusa aberta, deixando amostra um pouco do seu peitoral.
– Começou a me provocar foi cedo, né null? – ela disse assim que o homem se aproximou.
– Tá falando disso aqui? – ele perguntou, apontando para sua blusa e ela assentiu. – Sinto informar, mas isso não é nem o começo do que pode acontecer entre nós dois. – ele completou, próximo ao ouvido da mulher, que se arrepiou só com esse contato.
– Cuidado, null, pois você não é o único que sabe provocar aqui. – ela disse, tomando o copo da mão do homem e ingerindo de uma vez o uísque que o homem estava bebendo.
– Vamos dar mais um tempinho aqui. – null sugeriu e os demais assentiram.
~*~*~
Cancun, MEX – LUAU – 21h25min.
Assim que chegaram ao local onde estava sendo realizado o luau, todos ficaram bastante admirados. Primeiramente, eles foram recepcionados por uma simpática mulher que, para os homens dava um colar havaiano, enquanto para as mulheres ela dava um colar de flores. Depois, eles gostaram da decoração, onde havia muitas velas espalhadas, flores e algumas luzes penduradas, deixando o local iluminado. Nas mesas tinha muitas comidas e bebidas, além de um quiosque onde um barman preparava alguns coquetéis.
Para surpresa das mulheres, havia uma fogueira bem no centro, o que deixou o local mais bacana. Muitas pessoas já se divertiam e dançavam ao som de uma música animada, tocada por um DJ.
– Esse lugar ficou incrível. – null disse bastante animada. – Vamos curtir! – ela completou, puxando null para dançar. null e null foram com eles. Já null e null foram atrás de beber algo, enquanto null e null foram para a mesa de comidas.
~*~*~
O luau estava bombando. null e null só saíram da pista de dança para comer e beber alguma coisa. null e null dançaram um pouco, mas logo se sentaram por conta da gravidez da mulher. null e null decidiram aproveitar as massagens que estavam sendo oferecidas em algumas tendas montadas próximas a casa do homem que organizou esse luau. Já null e null estavam sentados próximo ao mar, tomando seus coquetéis. Ambos estavam bem animadinhos devido à quantidade de bebida alcoólica que haviam ingerido. De repente o homem se levantou e estendeu sua mão para a mulher, levantando-a em seguida.
– Quero dançar com você. – ele disse dando um beijo no pescoço dela, que prontamente o puxou.
Em questão de segundos os dois já estavam no centro da pista, dançando ao som de Timber - Pitbull & Ke$ha. null resolveu provocar o homem, fazendo alguns passos bem sensuais. null fez por onde ela dançar mais ainda pra ele, pois estava gostando. A mulher se aproximou, colocando seus braços ao redor do homem, que a envolveu pela cintura.
– Gosto do jeito que você dança. – ele disse próximo ao ouvido da mulher, mordendo em seguida.
– Acho que não é só da minha dança que você gosta. – ela disse, fazendo-o a encarar. – Aqui tá quente ou é impressão minha?
– Está quente mesmo e a tendência é ficar mais. – null falou, fazendo a mulher gargalhar.
– Eu vou pegar alguma coisa pra beber. Você quer?
– Vou com você, amorzinho. – ele disse, segurando-a pela cintura e indo até ao quiosque, pedindo duas bebidas. Enquanto não ficava pronto, ele puxou null e a beijou. – O que você acha de irmos para casa? – ele perguntou sem desgrudar sua boca da mulher.
– Acho uma ótima ideia, mas só depois dessas bebidas. – null disse e o homem assentiu.
~*~*~
Cancún, MEX – Casa de praia – 23h16min.
Quando chegaram ao local, null e null tiveram cuidado em não fazer muito barulho. Mas ambos estavam bêbados e sem querer batiam em alguns lugares. Além das risadas, que embora fossem baixas, chamariam a atenção de Kenneth e Pamela.
– Assim nós vamos acordar o pessoal. – null disse sorridente e null a puxou. – Para onde vamos?
– Pro meu quarto. – foi a única coisa que ele disse, puxando mais ainda a mulher que se controlava para não rir alto.
Quando eles finalmente chegaram lá, null pegou seu celular e colocou uma música para tocar. null riu maliciosa, caminhando até o homem e o empurrando na cama. Depois de fazer isso, ela começou a dançar de acordo com a melodia da música, deixando o homem a sua frente totalmente vidrado nela. A medida que dançava, a mulher começou a dar indícios de que tiraria sua roupa. Mas não facilmente! Ela foi até null e o puxou pela blusa, dando-lhe um beijo e passando suas mãos pelo seu peitoral. null começou a desabotoar a blusa do homem, finalmente tirando. Ela sorriu e tirou o seu cropped, revelando um sutiã de renda preto. Pra completar, ela colocou a blusa do homem nela e voltou a dançar. Depois disso, ela resolveu tirar seu short jeans e null quase foi a loucura ao ver a calcinha da mulher, que continuou dançando, agora, de frente pra ele. O homem a segurou pela cintura, distribuindo beijos em sua barriga, fazendo-a rir. Depois, ele se levantou e tirou sua bermuda, revelando uma cueca boxer. Já era visível pra ambos a excitação do homem, que quando ia beijar a mulher, foi empurrado mais uma vez. null começou a tirar seu sutiã e jogou em cima do homem. Suas mãos seguravam seus seios, o que deixou o homem louco. Logo, ela se abaixou e passou suas unhas pelo peitoral do homem, chegando a sua cueca e retirando. Ela alisava o homem, que soltava alguns gemidos baixos. Em um momento de distração, o homem segurou a mulher, ficando por cima dela e retirando sua calcinha. A mulher riu maliciosa, olhando para o homem.
– Você venceu no quesito provocação. – ele disse, tirando um sorriso satisfeito de null. – Tanto que nós não precisamos mais enrolar para chegar no nosso objetivo! – ele completou, penetrando a mulher em seguida e desfrutando de um momento extremamente prazeroso e quente.
No dia seguinte...
07h05min. null acordara com o sol em sua cara, arrependendo-se por não ter fechado a janela. Quando ele se levantou para ir fechar, percebeu que não estava sozinho. null estava em sua cama, apenas com um lençol a cobrindo. O homem riu, mas logo deixou de fazer isso ao sentir sua cabeça doendo. Sendo assim, ele foi até o banheiro e depois de ter feito sua higiene, colocou uma bermuda e desceu, indo para a cozinha e colocando uma água pra ferver, pois ele faria café.
– A noite foi boa, né? – de repente Kenneth entra no local e se senta perto do irmão.
– Foi ótima, embora eu não me lembre de muita coisa. Só sei que acordei com uma linda mulher na minha cama hoje. Então... – null brincou, fazendo Kenneth rir.
– Você está apaixonado mesmo, irmão.
– Essa mulher mexe muito comigo. – null disse. – Ela é incrível!
– Eu fico muito feliz ao saber disso e ver que vocês também estão. – Kenneth falou, se levantando e pegando algumas coisas na geladeira. – Você deveria levar o café na cama dela.
– Ficamos no meu quarto. – null falou, fazendo o irmão rir. – É uma boa ideia! – ele completou e enquanto o café não ficava pronto, ele pegou algumas coisas, colocando em uma bandeja. Kenneth fez questão de o ajudar.
**
Depois do café ter ficado pronto e ter pegado um remédio pra dor de cabeça, null subiu e foi até o seu quarto. Ao se aproximar, ele percebeu que null não estava mais na cama. Mas logo ela saiu do banheiro, vestida com a blusa que o homem usara noite passada.
– Café da manhã na cama? – ela perguntou com uma sobrancelha arqueada. – Que romântico! – ela completou, se aproximando do homem e depositando um beijo carinhoso em seu rosto.
– Vamos comer? Estou faminto! – ele perguntou e a mulher assentiu, sentando-se com ele na cama e degustando do que o homem havia levado.
[...]
Todos estavam se divertindo na piscina, quando viram duas pessoas chegando. O primeiro fora reconhecido facilmente. Mas o outro, demorou um pouco.
– Quem é o cara com o Charlie? – quem perguntou foi Kenneth. Quando os homens se aproximaram, os demais reconheceram o outro homem acompanhado de Charlie.
– É o agente Finn. – null quem disse, já ficando de pé e sorrindo para os homens. – Bom dia! – ela disse sorridente, cumprimentando o mais velho com um abraço e o outro apenas com um aperto de mão. – Como foi a viagem?
– Bem tranquila. – Charlie respondeu, tirando os seus óculos. – Trouxe o agente Finn para aproveitar uns dias aqui. – ele completou e os demais sorriram. De repente, todos começaram a cantar parabéns para Charlie, que agradeceu e foi guardar suas coisas logo em seguida para aproveitar a belíssima manhã que fazia.
~*~*~
Cancun, MEX – Casa de praia – 19h45min.
As mulheres estavam se arrumando no quarto de null para irem comemorar o aniversário de Charlie, que reservara um espaço próximo a casa de praia para eles se divertirem. null estava se maquiando, quando null se aproximou dela.
– Você percebeu o jeito que o Finn te olhou? – a mulher perguntou e a outra fez que não com a cabeça. – Ele só faltava te comer com os olhos!
– Eu também percebi. – null disse, sem deixar de ajeitar seus cabelos.
– Eu acho que até o null percebeu, porque ele estava com uma cara de poucos amigos. – null falou. – Mas cá entre nós: esse agente Finn é um pedaço de mau caminho!
– Concordo. – null e null disseram juntas. – E você null? O que acha dele? – null perguntou.
– Ele é muito bonito. Faz meu estilo. – null disse rindo, fazendo suas amigas rirem também. Mas, o que ela não sabia é que, atrás da porta do seu quarto, null escutava tudo.
[...]
Cancun, MEX – Restaurante – 20h30min.
Os demais ficaram impressionados com a decoração e surpresos ao verem que tinham alguns amigos de Charlie, que nesse momento, o cumprimentava. O homem mais velho havia conseguido fechar o restaurante só pra ele e os seus amigos. Sendo assim, todos resolveram aproveitar.
– Esse Charlie é uma graça. – null disse pra null, que bebia uma cerveja perto do bar. – Você quer dançar?
– Não. – null fora seco em sua resposta.
– Aconteceu alguma coisa? Você está sério! – null disse, enquanto dava um gole em sua água.
– Não aconteceu nada. – ele respondeu sem olhar pra mulher, que sabia que tinha algo de errado.
– Se você não me contar o que está acontecendo, eu não vou poder te ajudar. – null disse, ficando de frente pra ele.
– Por que você não vai chamar o Finn pra dançar e me deixa em paz? Afinal, ele faz o seu estilo. – o homem disse, saindo em seguida. Nada satisfeita, null foi atrás dele.
– Você estava escutando a minha conversa com as meninas atrás da porta null? – null perguntou nervosa.
– Claro que não, null! – ele disse tão nervoso quanto ela. – Eu estava passando bem na hora que a null perguntou e escutei a sua resposta. – ele completou, fazendo a mulher a sua frente bufar.
– Então você escutou atrás da porta! – ela disse. – Eu esperava mais de você!
– Em relação ao quê?
– Pensava que você confiasse no seu taco. Afinal, você não é o garanhão! – null disse, vendo-o bufar. – Mas pelo visto, me enganei.
– Por que não procura o Finn? Talvez ele seja melhor que eu! – null disse, deixando a mulher com raiva.
– Talvez eu o procure mesmo. – ela disse, fazendo-o a olhar. – Se quiser agir como um idiota, faça isso sozinho! – depois de dizer isso, ela entrou no restaurante e foi direto ao bar, pedindo uísque. Ela estava com raiva e descontaria isso na bebida.
~*~*~
Após cinco copos de uísque e duas cervejas, null já estava toda animadinha. Charlie chamou todos para cantar os parabéns e ela fez isso de onde estava. Aproveitando que todos estavam distraídos, ela saiu e começou a andar pelo mar. A mulher ria sozinha e cumprimentava algumas pessoas que passavam por ela. De repente, alguém se aproximou e ela parou.
– Acho que alguém bebeu demais. – era Finn. – Você deveria voltar pro restaurante, pois o Charlie estava partindo o bolo.
– Não quero voltar. – ela disse. – O null tá lá e eu não quero ficar perto dele!
– Por que tá dizendo isso, null?
– Porque ele é um idiota. – ela disse, se sentando na areia. O homem fez o mesmo.
– Não diga isso dele. – Finn disse, fazendo-a o encarar.
– Seus olhos são muito bonitos. Mas lembra os olhos do null!
– E você é muito bonita, menos quando está bêbada. – ele disse, fazendo-a se levantar.
– Pode me levar pra casa? Eu tô enjoada. – null pediu e o homem assentiu.
Minutos depois...
Os dois chegaram a casa e Finn levou null para o quarto dela. A mulher se sentou na cama e ficou encarando Finn. Lembrou-se da conversa que tivera com suas amigas mais cedo sobre o homem e percebeu o quanto ele era charmoso. Ela se levantou e foi até ele, ficando perto demais.
– Você é um pedaço de mau caminho, homem! – null disse, passando suas mãos pelo pescoço do rapaz. – null e eu brigamos por sua causa.
– Por minha causa?– ele indagou.
– Ele me escutou dizendo que você fazia meu estilo. – null disse e o rapaz a encarou. – Eu tô a fim de te beijar! – ela falou e antes que o homem pudesse dizer algo, ela já estava com os seus lábios nos dele.
Em nenhum momento o homem recuou. Pelo contrário! Ele sentira uma atração pela mulher desde a primeira vez que a viu. Mas sempre achou que ela tivesse algo com null, por isso nunca fez nada! No entanto, agora ela estava ali, beijando-o.
– Isso foi muito bom, mas eu acho melhor ir para o meu quarto. – ele disse e a mulher fez bico.
– Você quem sabe. – null disse. – Mas antes de ir, você poderia me ajudar a trocar de roupa? – ela pediu e o homem coçou a nuca, mas não viu mal nenhum em ajudá-la.
A mulher estava tirando seu vestido e ao deixar amostra sua lingerie verde, aproximou-se de Finn. O homem tinha em mãos um baby doll e o entregou para null. Só que ele foi surpreendido pela mulher com mais um beijo. E pra completar, ela ainda o puxou para a sua cama.
[...]
Cancun, MEX – Restaurante – 00h30min.
null estava sentado com null e null, quando olhou pro lado e estranhou não ver null dançando com null e null. Ele se levantou e foi até null e null, perguntando pela mulher e escutando um "não a vimos desde os parabéns". Em seguida, ele foi até Charlie e escutou do homem mais velho que não sabia onde ela estava. Os demais acabaram ficando nervosos e decidiram ir atrás da mulher.
– Ela não deve ter ido longe. – null disse, tentando acalmar null.
– Ela estava com raiva de mim. – ele disse, chamando a atenção de todos. – Nós tivemos uma discussão. Ela voltou pra dentro do restaurante, e depois não a vi mais.
– Ela tinha bebido. – null disse e isso aumentou o nervosismo de null.
– Vamos procurá-la em casa. Talvez ela tenha achado melhor ir dormir. – null disse e todos concordaram, indo para a casa onde estavam hospedados.
UM TEMPO DEPOIS...
Eles finalmente chegaram a casa e entraram sem fazer zuada, para não acordar Kenneth, Pamela e as crianças. null procurou por baixo, enquanto null subiu com null. A mulher bateu na porta do quarto da amiga e entrou em seguida com null. Os dois se arrependeram quando fizeram isso, saindo de lá. Foi então que null apareceu, olhando para os dois.
– Ela tá no quarto ou não? – ele perguntou.
– Tá sim. – null disse. – Mas ela está dormindo, então vamos deixá-la em paz! – ela completou nervosa, fazendo null arquear a sobrancelha.
– Algum problema, null? – ele indagou e a mulher fez que não com a cabeça.
Nada satisfeito com a forma em que a mulher estava, ele a tirou do meio e entrou no quarto de null. No entanto, ele se arrependeu de ter feito isso, pois a mulher estava abraçada com outro homem. E era ninguém mais ninguém menos que Finn.
– Ela realmente o procurou. – null disse, ainda olhando para os dois a sua frente.
A mulher estava apenas com suas roupas íntimas, enquanto o homem usava apenas sua cueca. De repente, null abriu os olhos e ficou assustada com o que viu. Pior: ficou sem reação ao ver null a encarando com uma cara de desgosto.
– null, eu... – ela dizia já sentindo sua voz falhar.
– Não fala nada, null! Eu tô com nojo de você. – o homem disse e se retirou. null se levantou e ia atrás, mas fora impedida por null.
– Agora não, null. – ele disse, saindo em seguida. null se aproximou da amiga, lhe dando um roupão.
– Eu preciso falar com ele, null.
– Agora não, null. – a mulher disse, abraçando a amiga, que permitia que algumas lágrimas caíssem.
– O que foi que eu fiz?
~*~*~
null não dormira mais depois do que ocorreu. Finn, quando acordou, assustou-se por estar no quarto da mulher. A mesma disse tudo que havia acontecido e o homem se desculpou milhares de vezes. Depois ele se retirou e a deixou sozinha. null estava se sentindo a pior pessoa do mundo. Sua cabeça doía. Seu corpo também. Ela se arrependera amargamente de ter bebido para descontar a raiva que estava sentindo de null e o que a fez parar na cama com Finn.
Ela estava deitada, quando viu a porta se abrindo. Seu coração acelerou ao ver null. Mas também sentiu que ele estava partido, principalmente diante da cara que o homem estava.
– Por favor, me escuta. – a mulher pediu.
– Quem vai me escutar é você. – o homem disse, deixando-a quieta. – Eu errei em ter ouvido a sua conversa com as meninas. Errei em ter te tratado mal só porque eu senti ciúmes de você. Mas o que você fez não justifica! – o homem falou, cruzando os braços e encarando a mulher a sua frente, que deixava algumas lágrimas rolarem pelo seu rosto. – Você não é digna do meu sentimento. Você simplesmente jogou tudo no lixo, null. E quer saber mais? Vou usar umas palavras que você usou comigo, sete anos atrás. – o homem respirou fundo e voltou a encará-lá. – Estou olhando pra você por outro ponto de vista. Eu não sei por que diabos me apaixonei por você. Nunca desejaria para alguém se sentir do jeito que me sinto. – depois de dizer isso, null saiu do quarto, deixando null totalmente desolada.
Era 29 de maio, uma sexta-feira. null havia passado a manhã na redação, trabalhando muito e ajudando a irmã de Henry com alguns eventos que ela promoveria na semana seguinte. Agora, ela estava em seu apê, deitada em seu enorme sofá, devorando uma barra de chocolate e assistindo a um filme de comédia que passava na TV. De repente, seu celular tocou e ela sorriu ao ver quem era.
– Oi, null! – null disse alegre.
– null! Tudo bem?
– Tudo sim e você? E o bebê? – ela perguntou empolgada.
– Estou bem e o bebê também. Liguei justamente para falar sobre ele ou ela. – null começou, rindo em seguida. – Mês que vem farei o chá de fraldas e direi qual o sexo do bebê. Então, queria saber se você pode ajudar na organização, junto a null e a null.
– Claro que posso. Com muito prazer! – null disse animada. – Esse fim de semana a gente poderia se reunir para conversarmos sobre isso. O que acha?
– Por mim, tudo bem. Vou falar com as meninas e a gente combina o local, tudo bem? – ela perguntou e null assentiu. – Então, eu te ligo em breve. Beijo, beijo!
Em seguida, null desligou e null voltou a prestar atenção no filme.
Depois de uma hora, o filme acabou e a mulher decidiu ir até para o prédio, pois não fazia isso há algumas semanas, devido os últimos acontecimentos. No entanto, ela sabia que não deveria confundir seus problemas pessoais com o seu trabalho.
~*~*~
Los Angeles, CA – CASE – 15h30min.
null suspirou pesadamente assim que chegou a frente do prédio. Mas ela buscou forças e adentrou no local. Seu desejo era de ir primeiramente à sala que dividia com null e null. No entanto, só de pensar na hipótese de o homem estar por lá, ela achou melhor ir até a sala de null.
Quando chegou lá, bateu a porta e entrou após ouvir a voz do homem mais velho, que ao vê-la, se levantou e foi até ela, abraçando-a. Na sala também estavam null, null, null e null. Todos sorriram ao ver null.
– Que bom ver você. – null disse.
– É ótimo revê-los. – null disse, se sentando em um sofá. – Como estão as coisas por aqui?
– Bem tranquilas. – null quem respondeu.
– E na redação? Como estão as coisas? – null perguntou.
– Está uma correria só por causa dos eventos que ocorrerão no mês de Junho. Daí eu tenho ajudado a irmã do Henry na organização. – null disse. – Cadê o null e a null?
– Eles saíram para ver novos equipamentos pra CASE. – null respondeu.
– E como está o seu coração? – null perguntou e a mulher o encarou, demonstrando certo incômodo. – Desculpa!
– Tudo bem, null! – ela disse. – Eu vim aqui pra matar a saudade. – null falou.
– Também estávamos com saudades. – null disse. – Amanha dá pra você ir lá pra casa do null pra gente organizar o Chá de Baby?
– Com certeza. – null disse animada. – Tenho algumas id…
– Charlie, você não vai acreditar no que a null fez. – null fora interrompida por null, que quando percebeu que a mulher estava na sala, desfez o sorriso que tinha no rosto.
– Oi, null! – null disse, indo até a mulher e abraçando. null fez o mesmo. – E Charlie, eu não fiz nada demais. O null que é exagerado.
– E o que você fez? – Charlie indagou.
– Ela "só" gritou com a atendente da loja. – null respondeu. – A moça ficou toda sem jeito por causa da Sra. Estressadinha.
– Eu repeti milhares de vezes o que nós queríamos e a "moça" não sabia de nada. – null defendeu-se. – Tô mentindo, null? – ela perguntou para o homem, que estava sério.
– Foi. – ele disse, colocando os seus óculos escuros. – Eu tô indo pra casa porque não tenho mais nada pra fazer aqui. – ele disse, fazendo com que null se levantasse.
– Pode ficar, null. Eu já estou indo embora! – a mulher disse, saindo da sala após dar um tchau para os demais.
null desceu pelo elevador, mas quando chegou ao primeiro andar, encontrou-se com sua mãe.
– Minha filha! – Joanna disse.
– Oi, mamãe! – null respondeu. – Está tudo bem?
– Comigo sim, mas pela sua carinha, você não está bem. – Joanna disse e a mulher a sua frente suspirou.
– Acabei de ver o null. E ele estava todo feliz, mas quando me viu, mudou completamente. – null disse. De repente, uma tontura quase a fez cair. Mas sua mãe a segurou.
– O que você tem filha?
– Foi só uma tontura. Mas já está passando! – null disse.
– Filha, você está pálida. – Joanna falou. – Vamos ao médico!
– Não precisa, mãe.
– Precisa sim e nem adianta discutir. – depois de dizer isso, Joanna caminhou com a mulher até o carro dela, dando partida logo em seguida.
~*~*~
Los Angeles, CA – Hospital – 16h16min.
Rapidamente Joanna chegou ao local, com null em seu encalço. Durante o caminho, ela fizera uma ligação para uma doutora, chamada Meredith. Ela disse para null que ela era a médica da família. Logo as duas estavam dentro da sala da mulher, que devia ter uns 40 a 45 anos de idade.
– Olá, Joanna. – ela disse com um sorriso. – Quem é essa moça adorável?
– Sou a null, filha dela. – ela respondeu, apertando a mão da doutora.
– Eu a trouxe aqui porque ela não anda se sentindo bem. – Joanna disse.
– O que anda sentindo? – a mulher perguntou.
– Muitas tonturas e quando como muito, fico enjoada. – null disse tranquila.
– Embora esteja muito claro pra mim o que você tem, gostaria de fazer alguns exames.
Após a doutora dizer isso, ela assinou alguns papéis, direcionando-a até a coleta de sangue. A mulher ficou aguardando ser chamada, enquanto Joanna ficou conversando com a doutora da família, que lhe contava o que null tinha, mas queria esperar pelos exames médicos, pois só estes comprovariam o que a mulher já tinha em mente.
MENOS DE UMA HORA DEPOIS…
null voltou para a sala da doutora, que estava sozinha. A mulher tinha um sorriso enorme no rosto, o que deixou null sem entender o motivo de tamanha alegria.
– Pelo meu rosto, você pode ver que eu tenho algo muito bom para lhe contar. – Dra. Meredith disse, fazendo null encará-la com uma sobrancelha arqueada. – Parabéns, null. Você será mãe!
E o mundo desabou em cima da null!
Não acreditava no que acabara de ouvir daquela mulher. Não acreditava que estava grávida.
– A senhora tem certeza? – null indagou.
– Absoluta, querida! – Meredith disse. – Aqui está o seu exame com o seu nome, o horário que o fez e o resultado, que é positivo. – a mulher disse, mostrando o papel para null. – Se quiser podemos fazer um ultrassom agora mesmo e eu te mostro, embora seja muito pequeno ainda. – ela completou, mas null não quis e saiu dali sem dizer nada.
Ela desceu e se sentou em um banco que havia de frente para o hospital, já em lágrimas. Joanna atravessou a rua, preocupada e se sentou ao lado dela, pegando em suas mãos. A mulher não conseguia dizer nada, muito menos olhar para sua mãe.
– Eu estou grávida, mamãe. – null disse com a cabeça baixa.
– A Dra. Meredith falou pra mim. – Joanna disse.
– Sabe o que é pior? – ela falou, finalmente olhando para sua mãe. – Eu não sei se o pai é o null ou o Finn. – ao acabar de dizer isso, ela voltou a chorar.
XXX
Los Angeles, CA – Casa da família null – 16h20min.
Era 06 de junho, sábado e o dia em que seria realizado o chá de fraldas do bebê de null.
O local já estava todo arrumado e pronto para receber os convidados, tanto de null quanto de null. Ela estava maravilhada com tudo e não parava de agradecer as suas amigas, que ajudaram a deixar tudo do jeito que ela tinha imaginado. Mas agora ela se arrumaria para receber as pessoas que viriam, acompanhada de null, que já tomava banho.
null, null e null estavam em um quarto da casa se arrumando também.
– Gente, o null e eu marcamos a data do nosso casamento. – null disse, chamando a atenção das duas, que deixaram de se maquiar, para olhá-la. – Dia 09 de Janeiro.
– Eu pensava que vocês marcariam esse ano ainda. – null disse.
– Eu marcaria antes se não fosse a null. – null começou a falar. – O bebê dela vai nascer em setembro, então ela não estará mais com aquele barrigão e poderá usar o vestido que quiser.
Após a explicação de null, null ficou séria.
Pelas suas contas, em janeiro ela estaria com nove meses. Ou seja, no casamento de sua amiga, ela estaria com uma barriga enorme, prestes a ter seu bebê. Percebendo a inquietação de null, null e null ficaram a olhando.
– Algum problema, null? – null perguntou e ela fez que não com a cabeça, levantando-se e indo até o guarda-roupa “emprestado” por null, pegando o vestido branco que escolhera usar.
– Todas vão usar vestido? – null perguntou, mostrando o seu, na cor amarela.
– Sim. – null respondeu, pegando o seu, na cor azul marinha. – A null também irá, mas é longo, por causa da barriga, o que vai deixá-la mais linda ainda! – ela completou sorridente.
Quando null vestiu o seu, ficou se olhando no espelho e se imaginou quando estivesse com a barriga grande, sorrindo sozinha. Depois saiu de seus pensamentos e olhou para null e null, que estavam lindas. Em seguida, elas foram até o quarto de null, batendo na porta e entrando em seguida, após a permissão de null.
– Meu namorado é o mais gato, né? – null brincou, referindo-se a null, que usava uma calça jeans, sapatos sociais e uma blusa social preta. – Que… – ela ia falar mais alguma coisa, quando desistiu. null a olhou sem entender, mas depois de dar um beijo em seu rosto, saiu do quarto. null fechou a porta do quarto e respirou fundo. – Eu ia dizendo o sexo do bebê!
– Não deixaríamos você fazer isso. – null disse. – Agora vai se vestir.
Ela ordenou e null foi até o seu closet, pegando seu lindo vestido longo, com alguns detalhes nas cores pretas e vermelhas. Quando ela o colocou, olhou-se no espelho e passou a mão pela sua barriga de seis meses e sorriu para as suas amigas, que sorriram de volta. Em seguida as quatro desceram em direção ao jardim da casa de null, que em breve seria também de null e do filhinho ou filhinha que ela estava esperando.
~**~
Casa da família null – Jardim – 18h15min.
A festa já havia começado há mais de uma hora e nesse momento estavam sendo realizadas algumas brincadeiras com null e null, como tirar uma fralda suja, limpar o bebê e colocar uma fraldinha limpa. null quem estava responsável por isso, junto de null e null, que fazia muita hora com null.
null decidiu pegar a caixa surpresa, que tinha a informação sobre o sexo do bebê do casal, levando para o centro da sala. Ela deu as costas um instante e quando voltou sua atenção, viu null próximo à caixa, querendo abrir.
– Não faça isso. – null disse, fazendo-o olhar.
– E se eu quiser? – ele a desafiou. – Eu sou um dos melhores amigos do null!
– E daí? Só quem sabe sou eu e as meninas. – ela disse se aproximando da caixa e se sentando em cima dela. – Você não vai ver nada. Nem que eu tenha que ficar aqui a noite toda! – ela completou, cruzando os braços. O homem, por sua vez, revirou os olhos e se retirou de lá. null respirou fundo e se levantou. Mas decidiu ficar lá mesmo, caso alguém quisesse fazer a mesma coisa que null.
Depois de muitas brincadeiras, de terem colocado um monte de coisas engraçadas em null e null, os dois decidiram ir até a sala, onde a enorme caixa estava posta e sob a segurança de null, que não desgrudou os olhos um minuto se quer. null cochichou algo no ouvido de null, que sorriu e assentiu positivamente.
– É um prazer receber todos vocês aqui. – null disse. – Mas agora, eis chegada a hora em que todos vocês estavam esperando. – ela completou, vendo algumas pessoas sorrirem. – Primeiramente, dentro das caixas que minha amiga null está segurando, há alguns colares nas cores azuis e rosas. Então, eu quero que, quem achar que é menino, pegue a cor azul e que quem achar que é menina, pegue a cor rosa. – depois de dizer isso e esperar que todos pegassem os cordões, null se posicionou em frente à caixa, ficando de frente para null e null. – No três eu abro a caixa. Por favor, vamos contar juntos. – ela pediu. – UM… DOIS… TRÊS!
Depois de dizer o último número, null abriu a caixa, sorrindo com a quantidade de balões – na cor AZUL – que saiu de dentro da caixa, deixando o null todo abobalhado ao confirmar suas suspeitas de que seria um MENINO. null estava em lágrimas e foi abraçada pelo namorado, que também não escondia o quão emocionado ele estava.
– Bem, quem escolheu o cordão azul, serão os primeiros a degustarem das delícias do Buffet, que foi montado do lado de fora. Os demais esperarão um pouco mais, no entanto não se preocupe, porque todos comerão. – null disse alegre. – Além de que, vocês ainda saberão qual será o nome do bebê. – ao completar, as pessoas foram para o lado de fora, ficando na sala apenas as meninas, todas indo abraçar null, que ainda estava de frente para a caixa e os balões espalhados ao redor da casa.
– Isso tudo parece um sonho. – null começou a falar, chamando a atenção de suas três amigas, que estavam sorridentes. – Eu estou grávida de um menino e o pai é o null. Eu não poderia estar ou me sentir mais feliz. – ela completou, emocionada. null, depois de escutar isso, começou a chorar. – O que foi null? – ela perguntou, segurando a mão de null.
– Eu preciso contar algo pra vocês. – ela disse, chorando mais ainda.
– Contar o que? – null perguntou num tom preocupado.
– Eu estou grávida. – ao dizer aquilo, as três arregalaram os olhos.
– VOCÊ O QUE? – null gritou.
– Isso mesmo que você escutou. – null disse. – Eu tô grávida.
– Como isso aconteceu? – null perguntou.
– Você quer mesmo que ela explique como isso aconteceu? – de repente uma voz masculina assustou as quatro mulheres. Um desespero bateu em null quando ela viu o rosto de decepção do dono da voz. – Eu suponho que tenha sido em Cancún. Ou será que depois daquele dia você e o Finn se encontraram novamente? – null dizia de uma forma irônica, enquanto null o encarava.
– E-eu não tive outro momento com o Finn. – ela disse, tentando controlar as lágrimas. – Pra ser sincera, eu nem sei se ele é o pai.
– CLARO QUE É ELE. – null disse alterado. – A GENTE SEMPRE SE PREVENIU! JÁ VOCÊ E O AGENTE FINN NÃO TIVERAM ESSE CUIDADO. – ele continuou a gritar.
– JÁ CHEGA! – null gritou, indo até onde null estava. – Sai daqui agora e nos deixa sozinhas. – ela completou e o homem não pensou duas vezes antes de fazer isso mesmo. null, por sua vez, sentou-se no chão, abraçando suas próprias pernas e chorando descontroladamente.
– null, não fica assim. – null pediu, passando a mão na amiga. – Ele está…
– Magoado? – null se meteu. – Ele deve estar me odiando agora! – ela completou, sendo amparada pelas três amigas.
– Dê um tempo pra isso. – null pediu. – Enxuga essas lágrimas, retoca a maquiagem e vamos lá pra fora, pois nós ainda precisamos anunciar o nome do bebê. – ela completou e após respirar fundo, null levantou-se e foi até o banheiro, limpando seu rosto. null foi ao quarto e pegou a maquiagem, passando na amiga, que ficara em silêncio o tempo todo.
Depois que ficou pronta, as quatro foram para o jardim, perto da mesa da decoração. null estava segurando cinco plaquinhas e chamou os meninos, que se aproximaram rapidamente. Quando null foi para o lado de null, null baixou a cabeça, pois ele ficara de frente pra ela. O mesmo tinha uma cara séria e com o desejo de ir embora. No entanto, a consideração que tinha por null e null era maior que qualquer coisa.
– Sei quem nem todos comeram ainda, mas eu estou tão ansiosa, que vou adiantar logo isso e dizer qual será o nome do meu filho e do null. – null disse, puxando o namorado para perto de si. – null tem a primeira letra do nome. Amor pode virar quando quiser! – ela disse e o homem fez um suspense, virando a plaquinha em seguida com a letra “D”.
– D de… – null perguntou e algumas pessoas arriscavam dizer o nome, mas não acertaram.
– O null tem a segunda letra. – null disse. – Pode virar! – ela completou e o homem, depois de algumas brincadeirinhas, virou sua plaquinha mostrando a letra “Y”.
– Nós temos D e Y. Quais as sugestões de vocês? – null perguntou e ninguém respondeu.
– Eu estou com a terceira letra que é… – null disse logo deixando amostra a letra “L”. – Está ficando fácil, mas vamos para a próxima placa. null, que tal nos mostrar ela? – após dizer isso, o homem foi para o seu lado e mostrou a letra “A”. – Ainda não acabou, gente. null, por favor, nos mostre a quinta e última letra.
Depois de ouvir isso de null, o homem mostrou a plaquinha com a letra “N”.
Agora sim o nome estava completo e as meninas colocaram as plaquinhas presas na parede, formando o nome DYLAN. Os convidados adoraram a escolha e quem já havia comido, começava a se aproximar do casal para tirar fotos com o casal, que estavam bastante alegres. null, null e null estavam felizes. A última, nem tanto, devido ao que acontecera entre ela e null. Ela sentiu seu coração acelerar quando ele se aproximou dela, acompanhado de null e null.
– E aí, null? O seu bebê já tem nome? – null foi sarcástico, fazendo seus dois amigos arregalarem os olhos. – Ah, ainda não dá pra saber o que é, né? – ele completou, fazendo null sair de perto deles e entrar na casa.
– Qual o seu problema, null? – null perguntou. – Ela não pediu pra isso acontecer, o.k.? Larga de ser idiota, porque sério, já está ficando chato. – ela completou, encarando null.
– Como assim a null está grávida? – null perguntou. – Não! Por favor, não me digam que ela está grávida do…
– Sim, do Finn. – null disse.
– Como é a história? – de repente Finn aparece acompanhado de Charlie. – A null esta grávida? E eu sou o pai?
– Isso mesmo agente Finn. Parabéns! – null falou sarcasticamente. Finn, por sua vez, entrou na casa e foi atrás de null. Ele a encontrou na cozinha bebendo água.
– É verdade que você está grávida? – o homem foi direto com sua pergunta.
– Sim, Finn e eu sinto muito por tudo isso. – null o respondeu.
– Sente muito? Por que? – o homem perguntou. – Essa foi a melhor coisa que me aconteceu hoje! Eu vou ser pai. – ele completou, deixando null surpresa. – Eu quero que você saiba que vou fazer de tudo por esse bebê e que você pode contar comigo para o que precisar! – ele disse, indo até a mulher e puxando-a para perto de si, dando-lhe um forte abraço.
– Obrigada, Finn! – foram as únicas palavras que null conseguiu dizer.
XXX
Los Angeles, CA – Apartamento da null – 16h29min
Duas semanas haviam se passado desde o chá de fraldas do filho de null e null. Exatamente o mesmo tempo em que null, mais uma vez, se isolara de tudo e de todos. A única pessoa com quem ela ainda falava era sua mãe, que quando soube da sua gravidez, ligou imediatamente para ela, dando-lhe os parabéns. Nesse momento, null estava preparando um sanduíche natural, quando a campainha tocou e ela foi atender, dando um sorriso ao ver que era sua mãe.
– Oi, mamãe. – ela disse, recebendo um abraço de Joanna, que tinha em mãos um monte de sacolas, deixando null curiosa. – O que é tudo isso?
– São coisinhas suas quando era bebê e algumas que eu mesmo fiz, para o meu futuro netinho ou netinha. – ela disse, com os olhos brilhando. – Você está se cuidando, filha? Os primeiros meses são os mais perigosos. – ela disse e null assentiu.
– Uma coisa eu posso garantir: esse bebê está sendo muito bem alimentado. – ao ouvir isso da filha, Joanna riu. – Mas não se preocupe, pois não estou comendo tantas besteiras. – ela completou.
– Você está fazendo o pré-natal direitinho? – a mulher mais velha perguntou e null assentiu.
– Como estão as coisas com a senhora? Com aquele homem?
– Vou ser sincera, filha. – Joanna começou. – Eu não conheço mais o Joseph. Ele não é o homem por quem eu me apaixonei. Ele parece outra pessoa, sabe? Fora que ele passa mais tempo fora do que dentro de casa. – ela completou, fazendo null suspirar.
– Sinto falta da nossa casa, mas só de pensar em ver aquele homem, já fico muito enjoada. – depois que ouviu isso de null, sua mãe não deixou de sorrir. – Deixa eu terminar de fazer meu sanduíche natural! – ela falou, indo até a cozinha.
– Tem pra mim também? – Joanna perguntou e null assentiu. – Filha, aqui tem ingredientes para fazer bolo? Deu uma vontade de comer aquele bolo de chocolate que só você sabe fazer. – Joanna soltou, fazendo null rir.
– Tudo bem, dona Joanna. Eu faço o bolo. Mas só se a senhora fizer aquele brigadeiro incrível e colocar por cima. – null sugeriu e sua mãe aceitou na hora.
~**~
Depois de uma tarde maravilhosa e muito doce, Joanna despediu-se da filha, falando milhões de vezes à mesma coisa sobre ela ter cuidado com a sua gravidez, que não fizesse esforços e que qualquer coisa era só ligar, que ela viria voando, se fosse possível. null agradeceu por tudo e foi tomar um banho. Cerca de meia hora depois, ela apareceu na sala, usando uma blusinha folgada branca e um short preto. Enquanto ela penteava seus cabelos, escutou alguém batendo na sua porta, estranhando e indo até lá, abrindo sem pensar e dando de cara com Joseph.
– O que você tá fazendo aqui? – ela perguntou brava. – Eu não acredito que a mamãe deu o meu endereço pra você. Vai embora! – ela disse, mas o homem segurou a porta, entrando no apartamento dela. – Eu vou chamar a polícia se você não for embora.
– Faz melhor, chama o Charlie. – a voz do homem era calma, bem diferente do tom arrogante que null era acostumada a escutar.
– Como assim chamar o Charlie? Por que você mesmo não faz isso? Ou melhor, por que você não vai até lá? – null disse ficando nervosa. – Olha eu não posso me irritar. Sai daqui!
– Por favor, me dá uma chance de mostrar que eu não sou “quem você tá pensando”. – o homem disse, deixando a mulher sem entender nada. – Dez minutos, que eu prometo transformar em horas! – ele disse e null acabou dando-se por vencida.
– Dez minutos. – ela disse, se sentando no sofá.
– Tudo começou com os meus pais. – o homem começou a falar, deixando null confusa.
– O que os seus pais têm a ver com isso? – ela perguntou.
– Tudo. Meu pai e minha mãe ficaram juntos e ela ficou grávida. De mim. – o homem falou, rindo. – Sabe qual o problema, null? Eu também tive um irmão. Gêmeo. – ao escutar aquilo, null arregalou os olhos. – Sei que você é inteligente e eu não preciso explicar nada, né?
– Por favor, não me diz que aquele homem que está na casa minha casa, com a minha mãe é…
– Meu irmão, Jasper. Eu sou o Joseph. Eu sou o seu pai. – quando o homem disse isso, null ficou estática. – A missão do México era uma armadilha. Meu irmão havia combinado com uns amigos dele de me pegar, me prender e fazer com que as pessoas acreditassem que eu havia feito todas essas coisas erradas. Mas não! Eu estive em um cativeiro durante 23 anos da minha vida, enquanto esse canalha que não merece ser chamado de tio e de irmão ficou se passando por mim. – ele continuou e null permanecia sem nenhuma reação. – Meu erro foi nunca ter falado da existência desse homem, null. Mas tenho como provar e preciso da sua mãe pra fazer isso.
– Por favor, eu preciso de água e discernir tudo que eu acabei de ouvir. – null disse, indo até a cozinha e pegando dois copos d'água. – Quer dizer que minha mãe está vivendo com o seu irmão e que ele é o ‘vilão’ nessa história toda? – ela perguntou assim que entregou o copo para o homem.
– Ele quem está por trás de todas essas coisas. De todas as mortes, do seu assalto, do sequestro do null. – Joseph dizia e null o escutava. – Ele era o mandante de tudo, quem pagava a Valentina e os outros dois que morreram no acidente de carro.
– Mas ele a prendeu. – null disse.
– Tudo armação! – o homem disse, se levantando. – Ele quis se passar pelo bom moço. Mas de bom, ele não tem nada. – ele continuou, olhando para null. – Por favor, acredita em mim!
– Eu não sei por qual motivo, mas eu confio em você. – ao escutar aquilo de null o homem sorriu. – Agora, se você é mesmo o meu pai, acho que mereço um abraço seu.
O homem não pensou duas vezes antes de fazer isso, abraçando-a e alisando o cabelo dela, deixando uma lágrima cair, mas era de felicidade.
– Vou precisar da sua ajuda, minha filha! – o homem disse.
– Pode contar comigo, pai! – ela respondeu, fazendo-o sorrir. – Que tal me falar mais sobre você comendo um maravilhoso bolo de chocolate? – ela indagou, recebendo um sim como resposta.
Era dia 21 de junho, um domingo. null ligara para Charlie, pedindo que o mesmo marcasse uma reunião com a equipe. Ela ressaltou só a equipe, ou seja, os quatro homens e as quatro mulheres. Além de, Joanna e Miranda, pois elas mereciam saber do que se tratava essa reunião. Sendo assim, o homem mais velho fez o que ela pedira, no entanto, como se fosse ele convocando todos para falar sobre algo.
As mulheres – exceto null – já haviam chegado e estavam conversando com Joanna e Miranda. Os homens bebiam e conversavam com Charlie.
– Que horas vai começar a reunião? – perguntou null.
– Quando a null chegar. – Charlie respondeu e null revirou os olhos.
– Ela não sabe cumprir horários? Pensava que a reunião era às 20hs. – o homem disse impaciente e enchendo o copo de uísque.
– Quando ela chegar você pergunta. – Charlie ironizou e os outros riram. Menos null!
De repente, um barulho na porta chamou a atenção de todos. Logo, uma null sorridente apareceu.
– Desculpem-me o atraso. – ela disse indo cumprimentar as meninas, que não deixaram de passar a mão pela sua barriga, que ainda nem aparecia. – Podemos começar a reunião!
– Estou curioso. – Charlie disse, fazendo com que todos o olhassem. – O que foi? Quem pediu pra marcar essa reunião foi a null, não eu! – ele se explicou, recebendo um olhar feio de null.
– Então essa palhaçada toda é coisa dela? – null indagou. – Eu vou embora! – ele falou, dando as costas. Só que null foi rápida e caminhou até a porta.
– Eu sei que você não está me suportando, mas se eu pedi pro Charlie chamar a todos, é porque o que tenho pra dizer é de interesse geral. Inclusive seu. – null foi firme com suas palavras, fazendo null bufar e voltar para a sala.
– Então, null, o que deseja falar de tão “interessante”? – ele perguntou.
– Bem, eu acho melhor vocês se sentarem, pois serão fortes emoções. – ela sugeriu, mas o homem a sua frente não fez o que ela pediu. – Mãe, eu sinto muito lhe informar, mas o homem que está lá em casa com a senhora e que todos aqui pensam ser o Joseph Francis, não é ele.
– Filha, você bebeu antes de vir pra cá? – Joanna perguntou e os homens riram.
– A senhora esqueceu que eu estou grávida? – null perguntou séria e de imediato null parou de rir, assim como os demais
– E que absurdo foi esse que você falou? – Charlie perguntou. – Se aquele não é o Joseph, quem é? – o homem voltou a rir, mas null continuou séria.
– Jasper Francis, irmão gêmeo do meu pai de verdade. – null disse e foi à vez de Joanna rir.
– Desculpa, mas isso é loucura! Seu pai não tem nenhum irmão gêmeo. – a mulher disse e null revirou os olhos. Sendo assim, ela saiu em direção à porta. – Ei, pra onde vai?
– Já volto. – ela disse, saindo de lá.
– Eu não acredito que a null nos tirou de casa em pleno domingo para falar essa coisa louca. – null disse, alisando sua barriga.
– Quer saber? Eu vou embora porque essa palhaçada já deu pra mim! – null disse nervoso. Porém, quando ia sair, foi surpreendido por null e um homem, a quem jurava ser o Joseph.
– Vai pra onde null? – null perguntou. – A reunião ainda não acabou!
– Não tenho tempo para as suas reconciliações familiares. – null disse grosso.
– Rapaz, eu sugiro que você não saia dessa casa. – Joseph disse e null arqueou a sobrancelha. Charlie levantou-se de imediato e foi até o homem, encarando-o. Joanna fez o mesmo.
– null, esse é o homem que resolveu todos os nossos problemas. – Charlie disse e ela revirou os olhos, além de balançar a cabeça negativamente.
– Joseph, o que você tá fazendo? – foi à vez de Joanna falar. – Filha, desde quando você começou a falar direito com ele? Eu não estava sabendo de nada!
– Gente, pelo amor de Deus. Esse é o Joseph Francis, de verdade. Esse sim é o meu pai. Mãe, esse é o homem com quem a senhora se casou. Charlie, esse é o homem com quem você trabalhou durante anos. – null falou, já ficando nervosa.
Joanna pegou seu celular, discando um número e o deixou chamar.
– Alô? – a voz do outro lado da linha fez Joanna estremecer. – Joanna? O que quer?
– Onde você está, Joseph? – ela perguntou nervosa.
– Acabei de chegar em casa. Onde você está?
A mulher desligou o telefone e foi correndo até o homem que estava a sua frente. Aquele sim era o seu esposo e não o homem com quem estava dividindo a mesma cama.
– Ainda posso provar que sou o “verdadeiro Joseph”. – o homem disse para Charlie e Joanna, levantando sua blusa pólo azul-marinho em seguida, deixando amostra uma cicatriz em sua barriga. O homem levara uma facada durante uma missão, ficando entre a vida e a morte, mas ele sobreviveu. Depois disso, Joanna o abraçou forte e selou os seus lábios nos deles. Charlie estava paralisado. – Não vai me abraçar também, grande Charlie? – o homem perguntou e o mais velho sorriu, indo até ele.
– Eu não sei o que dizer. – Joanna dizia, controlando o seu choro. – Você nunca me disse que tinha um irmão, ainda mais gêmeo. Quem é aquele homem com quem eu tenho convivido?
– O meu pior pesadelo. – Joseph disse, enquanto se aproximava dos demais, cumprimentando-os apenas com um sorriso. – Responderei todas as perguntas de vocês, mas antes preciso falar algumas coisas. – o homem começou, chamando a atenção de todos ali. – O homem que tem se passado por mim é extremamente perigoso. Ele está envolvido em todas as mortes que tiveram, foi ele quem assaltou a null junto a Valentina e ele foi o mandante do sequestro do null.
– É muita coisa. – null disse nervosa. – Mas e a Valentina? Foi o Joseph que não é o Joseph quem a prendeu. – ela completou um pouco confusa.
– Foi tudo armação! – null deduziu e null piscou pra ele.
– Isso aí, null. Foi apenas um disfarce, que como disse o meu verdadeiro pai, era pra pagar de bom moço. – ela disse.
– E onde o pai do seu filho entra nisso tudo, null? – null perguntou, fazendo null arquear uma sobrancelha.
– Finn. – ela disse baixinho. – Eu tinha me esquecido desse detalhe.
– Quem é esse? – perguntou Joseph.
– Ele se apresentou como Agente Finn. – null quem falou.
– Ele não tem nada a ver com isso. – Charlie disse. – Depois da prisão da Valentina, eu investiguei a ficha do Finn e ele é realmente um agente federal. Um dos melhores, por sinal. – ele completou.
– O Jasper, irmão do meu pai, deve ter pensado em tudo. – null disse.
– Menos mal, null! – null disse. – O pai do seu filho não é um bandido que nem o irmão do Joseph. – ele completou, fazendo-a revirar os olhos.
– Isso não vem ao caso, null. – null disse. – E sim, a prisão desse homem, que enganou todos que estão aqui. Menos eu! – ela completou sorridente.
– Precisamos prender esse homem imediatamente. – Joanna disse nervosa.
– Poderíamos fazer isso agora mesmo, mas ainda tem um problema. – Joseph começou a falar, coçando a nuca. – O Jasper se meteu com gente da pesada. Ele criou uma dívida no meu nome. Então, antes de fazermos qualquer coisa com ele, precisamos prender quem está com ele nessa. Inclusive os homens que te pegaram há sete anos.
– Vamos ao trabalho então. – null disse.
– Você é policial certo? – Joseph perguntou e ele assentiu.
– Eu também sou. – null disse toda sorridente.
– Ótimo! – Joseph disse. – Vocês e o null estarão comigo na hora de bolar o plano. null e null, segundo o que a null me disse, mexem com as instalações ou qualquer outra coisa que envolva tecnologia, certo? Então, eu preciso que vocês separem alguns aparelhos para conversarmos, como se fossem rádios e dois microchips: um para colocar no carro do Jasper e outro no aparelho de telefone dele.
– Pode deixar com a gente. – null disse e null sorriu.
– null, quero que você ajude a Joanna em relação alguns contatos. – Joseph disse e ele assentiu. – null e null, vocês ficarão quietinhas, pois estão grávidas.
– O QUE? – null gritou. – Eu não quero ficar de fora disso.
– Você não ficará por fora, no entanto, não vai participar ativamente disso tudo. – o homem disse, se aproximando dela. – Vocês serão úteis no prédio, passando algumas informações pra gente.
– Isso não é justo. – null disse emburrada.
– Vamos mostrar o quão podemos ser úteis. – null disse, fazendo-a rir.
– null, você pode começar ajudando a gente, fazendo sabe o que? Ligando para o agente Finn e pedindo para ele se juntar a nossa equipe, encontrando a gente lá na CASE, porque estamos indo pra lá agora. – Charlie disse e null assentiu, pegando o seu celular e se retirando para ligar pra ele. Minutinhos depois, ela volta.
– Ele está a caminho. – ela disse, fazendo Charlie sorrir.
– Ótimo! Agora, vamos ao trabalho. – o homem disse e começaram a sair, rumo ao prédio.
Los Angeles, CA – CASE – 21h20min.
Todos estavam na sala de Charlie, bolando um plano infalível, segundo as palavras de Joseph. null, null e null o ajudavam, dando algumas ideias. Finn já havia chegado e tinha se juntado a Charlie, que lhe passava algumas informações necessárias acerca do que fariam. Joanna, Miranda e null pesquisavam alguns nomes, dados por Joseph e tentavam descobrir algum contato. null e null estava apenas vendo o movimento de todos, já que elas foram “excluídas” do plano. No entanto, null entrou na sala extremamente ofegante, assustando a todos.
– O que foi null? Você está pálido! – null disse.
– Temos um problema. – ele começou a falar e em seguida, null entrou na sala, do mesmo jeito que null. – Estávamos dando uma olhada nos vídeos da segurança e todas as câmeras estavam desligadas. – ao ouvirem aquilo, todos ficaram nervosos.
– O pior não é isso. – null começou. – Valentina e os homens que prendemos fugiram.
– COMO É? – Charlie gritou.
– Não tenho dúvida nenhuma de que isso é coisa do Jasper. – Joseph disse. – Vamos ter que agir mais cedo do que eu esperava. – ele completou, chamando a atenção de todos. – null, null e null, peguem algumas armas e me encontrem no andar de baixo. null e null, entreguem o que eu pedi para a Joanna e Miranda, pois elas darão um jeito de colocar os microchips nas coisas do Jonas. Agente Finn e Charlie, venham conosco também. null, por favor, fica com a null e com a null, mas não deixem de ir à busca dos contatos. – depois de dizer isso, ele deu um beijo na esposa e na filha. Quando ia saindo, null o segurou pelo braço.
– O que vocês vão fazer? – ela perguntou aflita.
– Vamos atrás dos fugitivos. – Joseph disse.
– Por favor, toma cuidado! – ela pediu, sentindo seus olhos marejarem. – Eu fiquei muito tempo sem você e não quero mais que isso aconteça.
– Não se preocupe, meu amor! Voltarei o mais rápido que puder. – Joseph disse, piscando para ela, que sorriu. – Se cuida, tá bom? Você e a null não podem ficar nervosas.
Após dizer isso, ele saiu. Finn se aproximou de null, passando a mão em sua barriga.
– Cuida do nosso bebê. – ele disse, dando um beijo em sua bochecha e se retirando em seguida. A mulher ficou desconcertada quando null passou por ela com uma cara nada agradável. null se aproximou dela, segurando sua mão.
– Vamos ajudar ao null com essas coisas! – ela disse, fazendo null concordar. A noite seria muito longa para todos que estavam envolvidos nessa nova missão!
~**~
Los Angeles, CA – BALCÃO ABANDONADO – 21h39min.
null deu a ideia de ir até o local onde null havia ficado quando ele foi sequestrado. No entanto, não encontraram nada lá, deixando-o extremamente frustrado por não ter conseguido descobrir nada acerca do paradeiro dos prisioneiros que fugiram. De repente, o celular de null tocou, chamando a atenção de todos.
– Oi, Joanna. Alguma novidade? – null disse.
– Aproveitei que o Jonas estava no banho e coloquei o microchip no celular dele. Quando ele estiver dormindo, colocarei no carro. – a mulher disse do outro lado da linha.
– Ótimo. Agora, toma cuidado. Age naturalmente para que ele não venha a desconfiar de nada.
– Pode deixar, null. E vocês, descobriram algo?
– Infelizmente, não. Vamos voltar para o prédio agora. – ela disse frustrada. – Nos vemos assim que der. E qualquer coisa, não ouse em nos ligar.
Após ouvir um “ok” de Joanna, null desligou e contou o que a mulher havia falado. Joseph, então, pediu que todos entrassem na van e voltassem para o prédio. Todos assentiram, fazendo o que o homem mais velho mandara.
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Los Angeles, CA – Casa da família null – 7h30min.
Joanna já havia acordado há tempos e estava preparando o café, quando ouviu alguém descendo as escadas e encontrou Jonas, muito bem-arrumado e uma mala, não tão grande, em suas mãos.
– Vai viajar? – ela perguntou, enquanto o mesmo se sentava e pegava o jornal.
– Sim, minha querida. – ele disse. – Mas só serão dois dias.
Após ele completar, Joanna pegou uma xícara e o serviu com o café. Em seguida, colocou os pães que Miranda havia comprado e pegou algumas coisas na geladeira, colocando sob a mesa. O homem a sua frente bebericava o líquido e lia as notícias do jornal. Depois de comer dois pães pequenos, o homem despediu-se da mulher com um beijo na testa e saiu em seu carro. Joanna respirou fundo e contou para Miranda acerca dessa tal viagem dele, indo se arrumar em seguida para as duas poderem ir ao prédio ver como estavam as coisas por lá.
~**~
Los Angeles, CA – CASE – 8h09min.
Joseph passara a noite acordado e nesse momento, necessitava beber um copo de café bem forte para tentar se manter em pé por mais algumas horas. Ele recebera uma ligação de Joanna avisando sobre a viagem de Jasper e ficou feliz, pois não teria risco de eles se “esbarrarem” por ali. O melhor mesmo era poder ficar ao lado da sua mulher e da sua filha.
De repente, null entrou na sala de Charlie, chamando a atenção de todos que ali estavam.
– A null e eu preparamos um café da manhã pra vocês. – ela disse, fazendo todos sorrirem.
– Vocês não existem. – null disse, indo até a namorada e dando um beijo nela, além de alisar a barriga da mesma. – E onde está?
– Deixamos tudo pronto naquela sala vazia, que usamos para comer, porque a cozinha ficaria muito pequena para nós. – null disse e todos assentiram.
– Cadê o Finn? – null perguntou.
– Ele foi chamado para um trabalho e não podia deixar de ir. – Charlie disse e null assentiu.
– Então, vão comer. – ela disse e todos concordaram, indo para a tal sala que null dissera.
**
Nova York, EUA – HOTEL – 15h19min
– Aqui estão as chaves do seu apartamento, Sr. Francis. – a atendente disse, estendendo sua mão com o objeto e entregando ao homem a sua frente, que sorriu e em seguida subiu.
O homem pegou o elevador e apertou o botão do 7° andar. Assim que chegou lá, foi até o quarto 73, entrando e sorrindo com o tamanho do local. Rapidamente, ele sentiu algumas mãos nele, lembrando-se que não estava sozinho.
– Já disse o quanto amo Nova York? – Valentina disse. – Quais são as novidades, Jasper? Ou devo lhe chamar de Joseph? – ela perguntou.
– Jasper, por favor. Não aguento mais ser chamado pelo nome do meu irmão. – ele disse, tirando o seu paletó. – Nós temos apenas dois dias para pensar em algo, minha querida Valentina.
– Como assim? – a mulher perguntou, tirando a peruca preta e deixando amostra seus longos cabelos loiros. – O que eu perdi enquanto estive naquela prisão?
– Recebi uma carta anônima que dizia que a equipe do Charlie está armando contra mim. Então, vou fazer algo, mas preciso da sua ajuda. – ele disse, fazendo-a arquear uma sobrancelha.
– No que serei útil, chefinho? – ela perguntou se aproximando do homem e sentando em seu colo. – É só mandar, que eu obedeço! – ela fez uma voz sexy, beijando o homem em seguida.
– Eu gosto assim. – ele disse, passando a mão pela mulher. – Mas que tal a gente se divertir um pouco, antes de eu lhe falar meu plano? – ele perguntou malicioso e é claro que a mulher não deixou de concordar, já arrancando o seu minúsculo vestido e deixando amostra sua lingerie vermelha. O homem riu, puxando para um beijo, que terminaria com outra coisa.
XXX
DOIS DIAS DEPOIS…
Los Angeles, CA – CASE – 17h30min
Era dia 24 de junho. Quarta-feira. Nesse momento, null estava em sua sala conversando com null, quando null entrou feito um furacão, pegando a sua arma que estava na gaveta da sua mesa. null foi até ele, parando-o a sua frente.
– Ei, o que tá acontecendo? – ela perguntou, já pegando sua arma também.
– Charlie nos quer na sala dele, agora! – null disse, saindo sem dizer mais nada.
null e null fizeram isso rapidamente, entrando na sala, vendo todos ali.
– O que houve? – null perguntou.
– Recebemos uma ligação anônima acerca de um local onde os amigos de Jasper e os fugitivos estão. – Joseph disse. – Vamos até o local agora. – ele completou, deixando null nervosa.
– Quem vai? – ela perguntou.
– null, null, Agente Finn, Charlie e eu. – Joseph a respondeu.
– Por que eu não estou nessa? – perguntou null.
– Porque é muito perigoso e embora você seja policial, não queremos arriscar.
Charlie quem respondeu. null tentou argumentar, mas foi em vão. Os cinco homens saíram e quando ela quis fazer o mesmo, foi barrada por null, que trancou a porta da sala de Charlie, vendo-a bufar.
– O que nos resta é esperar e passar as informações para eles. – null disse, tentando acalmar a todos ali, inclusive as meninas.
~*~*~
Los Angeles, CA – CASE – 19h30min
null andava de um lado para o outro, pois não tinha mais informação alguma dos homens que haviam saído há duas horas. Alguma coisa aconteceu e o contato que eles estavam mantendo pelo rádio foi perdido. null e null fizeram de tudo, mas o problema não foi solucionado.
– Eu vou enlouquecer aqui dentro. – null disse.
De repente, algumas batidas foram escutadas na porta e quando elas escutaram a voz de Charlie, correram até a porta, acompanhadas de null, que a abriu.
– VOCÊS VOLTARAM. – null disse, abraçando null.
– E aí? Como foi? – null perguntou apreensiva.
– Foi um verdadeiro massacre. – Finn disse, sentando-se exausto e null foi até ele.
– Mas nós conseguimos! – Joseph disse, chamando a atenção das mulheres. – Prendemos os homens envolvidos. Alguns foram mortos devido à troca de tiro. Mas, nós conseguimos! – após ouvir isso, null foi até o seu pai, assim como Joanna e as duas o abraçaram.
– Prendemos o Jasper. – Charlie disse, fazendo Joanna e null o olharem. – Quando chegamos lá, vimos um corpo de mulher… – ele começou a falar.
– Valentina? – null perguntou e ele assentiu.
– Ela também está morta. – Joseph quem respondeu. Depois de ouvir isso, null teve que se sentar, pois ela se sentiu mal. – De acordo com a perícia, ela havia sido abusada sexualmente e teve alguns cortes próximos a garganta.
– Por favor, não continua. – null pediu e o homem se desculpou.
– Mas o bom é que esse inferno acabou e agora sim, tudo ficará bem. – após Charlie dizer isso, os sorrisos aliviados nos rostos de todos não deixaram de aparecer.
Era 14 de setembro, uma segunda-feira, que diferente do que se pode imaginar, estava bem animada. Hoje era o aniversário de null, e todos estavam reunidos na CASE comemorando essa data. No entanto, o bebê de null resolveu vir ao mundo. Logo, nesse exato momento, todos estavam em uma sala de espera, ansiosos para ver o rostinho de Dylan.
– Filha, onde está o Finn? – Joanna perguntou para null, que estava sentada bebendo água.
– Ele me disse que tinha que trabalhar. – ela respondeu, voltando a encher o seu copo. – Eu estou ficando nervosa. Demora tanto assim? – ela perguntou, no mesmo instante em que um null entrou na sala todo ofegante e com um sorriso de orelha a orelha.
– Meu filho nasceu. – ele disse, fazendo com que todos ali começassem a sorrir e ir até ele, para abraçá-lo. Quando null ia abraçá-lo, null se juntou a eles, ficando sem saber o que fazer. null, para quebrar a tensão, abraçou os dois, tendo cuidado com a barriga de null.
– Quando vamos poder vê-lo? – null perguntou.
– Em breve. – null disse. – Assim que possível, venho chamá-los.
Ele completou, se retirando em seguida e deixando os demais elétricos.
Por volta de 21hs da noite, o médico que fizera o parto de null disse que ela estava livre para receber visitas, assim como o pequeno Dylan. No entanto, não podia entrar de muita gente. Logo, foi decidido entrar de dois em dois. Adivinha quem ficou com a null? null!
– Por favor, entra. – o homem deu passagem a null, que agradeceu e entrou, vendo uma null radiante, segurando Dylan em seus braços, fazendo-a sorrir instantaneamente.
– Olha tia null e tio Kends, como eu sou lindo. – null falou, assim que os dois se aproximaram da cama e viram o pequeno.
– Posso pegá-lo? – null pediu e null assentiu, pedindo a ajuda de null, que pegou seu filho e logo colocou nos braços de null. – Oi, príncipe! – ela disse sorridente e não deixou de encarar null, que tinha um sorriso encantador.
– null, já imaginou se você tiver uma menina? – null indagou. – Ela será a namoradinha do meu Dylan. – ao escutar aquilo, os quatro, inclusive null, riram muito.
– Se for menina, eu ficarei muito feliz de tê-lo como meu genro. – null entrou na brincadeira.
– null, acho melhor os deixarmos descansarem. – null disse e a mulher assentiu, entregando Dylan para null, que sorriu agradecida. – Fiquem bem e null, qualquer coisa, é só ligar. – após dizer isso e dar um abraço no amigo, assim como null, os dois se retiraram.
Eles caminharam até a entrada do hospital e null encontrou null conversando com null.
– Vamos até a CASE organizar algumas coisas. Querem ir conosco? – null indagou.
– Claro! – null e null disseram juntos.
– Só tem um problema. – null disse, chamando a atenção dos dois. – Meu carro está com os novos equipamentos, além dos meus presentes.
– Eu a levo até lá. – null falou, fazendo null olhar surpresa pra ele. – Tudo bem pra você?
– Tudo. – foi à única coisa que ela conseguiu dizer.
– Então a gente se ver na CASE. – null disse, entrando no carro de null. null fizera o mesmo, mas no carro de null.
~*~*~
Los Angeles, CA – CASE – 21h48min
Depois de ficar o caminho todo em silêncio, null agradeceu mentalmente quando estacionou em frente ao prédio. A mesma, antes de descer, resolveu agradecer pela carona.
– Obrigada pela carona. – ela disse, sorrindo sem jeito.
– Desculpa o silêncio. – null disse, fazendo-a o olhar. – Eu não sabia o que falar.
– Poderia perguntar como eu estou. – ela disse rindo.
– Eu não preciso perguntar isso, pois já tenho a resposta. – null disse, encarando-a pela primeira vez. – Você está realizando o sonho de ser mãe, null. Dá pra ver no seu olhar o quanto isso te deixa feliz. – ele disse, batucando as mãos sob o volante.
– Pra ser sincera, não tá sendo do jeito que eu imaginava. – null disse de cabeça baixa. – Eu nem sei o sexo do bebê ainda, nem quero saber.
– Por que? – null perguntou. Ele não conseguia esconder sua curiosidade.
– Quero ser surpreendida. – ela falou, dando de ombros. – Minha mãe é a única que sabe, junto com a minha doutora. – ela completou e null assentiu. – Acho melhor descermos!
– Concordo. – ele a respondeu, saindo de seu carro assim como null. No entanto, uma enorme limousine chamou a atenção dos dois, que se encaram após verem um homem parado próximo ao carro. – Isso não vai prestar! – ele falou ao ver null chegando com null.
– É melhor a gente subir. – null sugeriu e o homem assentiu, entrando com ela no prédio.
Quando null desceu do carro, ficou surpresa ao ver um homem, encostado em um enorme carro. Quando este se virou e a encarou, veio em sua direção.
– N-NICK? – a mulher falou um pouco alto demais, chamando a atenção de null. – O que você está fazendo aqui, uma hora dessas? – ela perguntou nervosa.
– Liguei milhões de vezes para o seu celular, mas adivinha? Ou você não me atendia, ou ele estava desligado. Fui até a sua casa, mas não tinha ninguém, segundo uma senhora simpática me disse. Então me lembrei que havia te deixado uma vez aqui. – o homem disse de uma vez só, cruzando os braços. – Por que sumiu assim, null? Eu te fiz algo?
– V-você não me fez nada. Eu só estava…
– Ela estava ocupada demais, cara. – null se meteu.
– Desculpa, mas eu não falei com você. – Nick disse e null o encarou. – null, será que a gente poderia conversar em outro lugar?
– Pensava que você gostava de plateia, Nick. – null disse irônico.
– A única pessoa que me interessa aqui é a null. – ele disse, se aproximando de null.
– Por favor, parem vocês dois! – ela pediu, passando as mãos trêmulas pelos seus cabelos.
– Ela não pode falar com você agora, porque estamos bem ocupados. – null falou, puxando a mão de null, mas Nick ficou a sua frente!
– Qual o seu problema? Eu só vou sair daqui quando eu falar com ela. – Nick insistia e isso já estava irritando null, que se soltou de null.
– Você quer falar com ele? – null perguntou para null, que abriu a boca algumas vezes, mas não conseguiu dizer nada. – Quer saber, fica aí com esse cantorzinho. Eu vou subir!
– É o melhor que você pode fazer. – Nick disse e null, que já caminhava até a entrada do prédio, voltou e o segurou pela gola da blusa.
– Olha aqui, Nick! Eu posso não ser um astro que nem você, não ter milhões de fãs a minha volta e ter o dinheiro que você tem. Mas tá vendo essa mulher aqui, bem a sua frente? – ele apontou para null com a mão livre. – Eu a amo e não te culpo por você ser interessado por ela também. Mas nada, entende bem, NADA VAI ME FAZER DESISTIR DELA. – depois de falar isso, null entrou que nem um furacão. Nick encarou null um pouco confuso.
– Você tem algo com ele? – ele perguntou e ela só fez que sim com a cabeça.
– Nick, tem muito de mim que você não sabe. – ela começou a falar e se sentou na calçada. – Eu sou uma policial e naquele dia que te deixei, foi por causa do null, pois ele quem havia sido sequestrado. – ela dizia, vendo o homem a sua frente ficar bem surpreso. – Sinto muito, mas não posso me envolver com você. É melhor a gente parar de se ver. – ela pediu, vendo o homem concordar com a cabeça.
– O null é um homem de sorte por ter alguém como você, null. – Nick disse isso, se levantando e estendendo o braço para fazer o mesmo com ela. – Obrigado pela sinceridade e eu espero, de verdade, que possamos pelo menos trocar alguma ideia, se for possível, como amigos!
– Claro. – ela disse sorrindo. – Preciso subir agora!
– Tudo bem. Tchau, null. – ele disse, dando um beijo no rosto dela e saindo em seguida.
A mulher esperou o homem sair no carro para então entrar no prédio, indo diretamente até a sua sala, pegando a sua bolsa e foi em direção ao vestiário. Ao chegar lá, ela se sentou no banco que tinha e ficou pensando acerca do que null dissera para Nick. De repente, ela viu null entrando no local e se sentando ao seu lado.
– Quer conversar?
– Nick veio aqui e eu pensava que o null ia bater nele. – null falou.
– Eu o vi. – null disse e viu a amiga suspirar. – O que houve?
– null disse que me amava para o Nick e que nada o faria desistir de mim. – null disse e null suspirou. – Eu fui sincera com o Nick, contando o que eu era e que não podia me envolver com ele. – ela completou e null se virou, para encará-la.
– Você está triste por isso?
– Não, pois eu sei que foi o certo a ser feito. – ela respondeu null, sorrindo. – Mas eu preciso conversar com o null. – após dizer isso, ela se levantou e saiu com null em direção a sala de null.
Assim que elas entraram, null viu que ele não estava ali dentro. Sendo assim, ela saiu atrás dele. Foi até a sala de Charlie, onde haviam comemorado o aniversário dele mais cedo, mas não o encontrou lá. Foi até a sua sala, mas só viu null. Foi no banheiro, na cozinha, mas ele não estava em canto nenhum. Cansada de procurar, ela voltou para a sala de Charlie e se sentou ao lado de null.
– Vai ver ele saiu para espairecer um pouco. – a amiga disse, fazendo null concordar.
~*~*~
Los Angeles, CA – CASE – 08h15min
null decidira ficar no prédio esperando null aparecer, mas ele não havia dado mais sinal de vida depois do que acontecera. Nesse momento, ela estava deitada no sofá, quando viu a porta abrir e null aparecer.
– Bom dia, null. – ele disse ao ae aproximar dela. – Vamos tomar café?
– Não estou com fome. – ela respondeu, se sentando e amarrando seus cabelos em um coque desajeitado.
– Mas você vai comer mesmo assim. – ele disse, puxando-a pela mão e indo para a cozinha. Lá, eles encontraram null e null preparando ovos e bacon. De repente, null entrou no local.
– Que cheirinho bom. – a mulher disse. – Preparei a sala 12 pra gente comer lá, pois aqui é muito pequeno. – ela completou.
– Então vamos pra lá. – null disse, saindo com null e null. Quando null estava prestes a sair do local, null a puxou.
– Eu não estou me sentindo muito bem, mas não quero preocupar ninguém. – null disse.
– O que você tem, null? – null perguntou apreensiva.
– Por favor, vem comigo! – ela disse, sem dizer mais nada.
As duas subiram as escadas até a sacada do prédio, o que deixou null sem entender nada.
– O que vamos fazer na sacada, null? – ela perguntou.
– Preciso de ar fresco. – null respondeu, fazendo null suspirar.
A mulher arregalou os olhos quando parou e bem a sua frente, viu alguns balões em formato de corações. Pareciam que seus olhos iam pular fora e isso aumentou quando ela avistou, de longe, que null estava ali. O mesmo segurava algumas flores. null sorriu e encarou null.
– O que é tudo isso? – ela perguntou para a amiga.
– Não sou em quem vai dizer, null. – null disse, já descendo as escadas.
null, por sua vez, se aproximou devagar de onde null estava. Ele estava sério e não conseguia esconder o seu nervosismo, já que suas mãos tremiam e null tinha certeza que isso não tinha nada a ver com o frio que fazia naquele local. Ela cruzou os braços e ficou encarando o homem a sua frente, que agora tinha um sorriso sem jeito, mas encantador.
– Incrível o que o medo faz com as pessoas. – ele começou a falar baixinho, mas o suficiente para null escutar. – Ele mexe tanto com a gente, né? Mas eu não vou mais permitir que isso me impeça de fazer o que eu quero. Eu não vou permitir que o medo de tentar deixe com que eu viva o que quero.
– O que é tudo isso, null? – null perguntou nervosa.
– Depois de ontem, eu pensei muito em tudo. Pensei em como os últimos meses têm sido maravilhosos. Mas sabe por que? Porque eu estou vivendo cada dia deles com você ao meu lado. Mas não do jeito que eu realmente quero! – ele disse, deixando-a sem entender. – null null, sem mais delongas, eu gostaria de saber se você aceita ser minha namorada.
Depois de ouvir isso, null só faltou cair pra trás. null acabou com a distância entre os dois, entregando-lhe as flores. Um sorriso brotou em seu rosto, deixando-o menos tenso. No entanto, ela ainda não havia respondido a sua pergunta.
– null, eu não tenho palavras pra descrever como estou me sentindo. – ela começou a falar, até o encarar. – Mas para a sua pergunta, eu te digo, com toda a certeza, um SIM. – depois de ouvir isso, null sorriu e a pegou em seus braços, rodopiando-a. – Acho que você não é o único que está amando aqui. – ela disse, olhando nos olhos dele. – Eu também amo você.
Após escutar isso dela, null a beijou delicadamente. O homem estava completamente feliz e conseguia perceber que null não estava diferente dele. Logo, ele sorriu para ela, pegando em sua mão livre, já que a outra segurava as flores que ele lhe dera. Assim, de mãos dadas, os dois desceram e foram até onde os outros estavam, contando a novidade e deixando-os muito felizes.
Novembro, dia 02. Segunda-feira. Todos estavam reunidos no prédio conversando sobre os últimos acontecimentos, quando null e null disseram que iam pra casa. Após se despedirem, eles saíram do local.
– Acho melhor irmos também. – null disse para null, que assentiu, enquanto segurava Dylan em seus braços. – Até mais galerinha! – ele completou, dando tchau para todos.
– null, você pode ir lá a casa ver umas coisas do casamento comigo e com o null? – null perguntou para a mulher a sua frente, que assentiu. – null, você quer ir também?
– Por mim tudo bem. – ele disse, olhando para null e dando um sorriso para ela.
Os dois, desde o aniversário de null e nascimento do Dylan, têm mantido um relacionamento amigável. O homem decidira engolir o orgulho e passou a tratar a mulher melhor. Embora sentisse uma mágoa dela pelo que aconteceu em Cancun, ele sabia que tinha que ser maduro e lidar com isso de uma forma melhor. null, por sua vez, não entendia bem o que havia mudado em relação a null. Ela não escondia que estava feliz com a aproximação do homem, mas temia o que isso poderia lhe causar futuramente.
– Vamos lá! – null disse e os quatro saíram do prédio, rumo a casa do casal.
~*~*~
Los Angeles, CA – Casa da família null – 19h57min
null pediu que null abrisse a porta da sua casa e ao fazer isso, o homem assustou-se ao ver uma enorme faixa com o seu nome e com as palavras "Feliz aniversário". Além de que, null e null estavam próximos a enorme mesa com doces, salgados e um bolo, null e null estavam sentados no sofá, com Dylan dormindo e próximo à sala de estar, estava Charlie, Miranda, Joanna e Joseph.
– Parabéns pra você nessa data querida, muitas felicidades, muitos anos de vida. – todos cantaram, só que baixinho para não acordar Dylan. Depois, eles foram cumprimentar a null, que agradeceu bastante pela surpresa.
**
null estava comendo um pedaço de bolo, quando sentiu uma dor. Não sabia se era contração ou outra coisa. No entanto, respirou fundo e agradeceu mentalmente porque a dor passou. Ela estranhou sentir isso, pois sabia que não estava na hora do seu filho ou filha nascer. Porém, a dor que sentira minutos atrás, voltara com mais intensidade dessa vez. Ela baixou sua cabeça e ficou respirando. null, que a observava de longe, se aproximou dela, tocando em seu ombro.
– O que você tem? – ele perguntou preocupado e a mulher o encarou, levantando-se.
– Acho que meu bebê já quer nascer. – ao escutar isso, o homem arregalou os olhos e ficou nervoso. Isso aumentou quando ele olhou pro chão e viu que estava molhado.
– Eu tenho certeza, pois sua bolsa estourou nesse momento! – depois de dizer isso, null chamou a atenção dos demais, enquanto null sentia dores.
– VAMOS LEVÁ-LA PRO HOSPITAL. – null dizia afobada, diminuindo um pouco da tensão no local.
~**~
Los Angeles, CA – HOSPITAL – 20h37min
null já estava pronta para ter seu bebê. A mulher estava a caminho da sala de parto, quando tocou em sua mãe, que acompanharia tudo.
– Cadê o Finn? – ela perguntou.
– Ele ainda não chegou filha. – ao ouvir isso, a mulher suspirou pesadamente. – Mas ele já foi avisado!
– Chama o null. – null disse, fazendo sua mãe a olhar sem entender. – Eu preciso dele! – a mulher completou e Joanna acabou concordando, saindo e indo até onde todos estavam.
– Aconteceu alguma coisa? – Joseph indagou.
– Ela pediu que eu chamasse uma pessoa. – Joanna disse e encarou a todos, parando em null. – Ela pediu pra chamar você! – a mulher falou, deixando-o paralisado por uns minutinhos.
– Vai logo, null! – null disse nervosa e o homem finalmente teve uma reação, saindo com Joanna em direção da sala de parto.
Quando chegaram lá, já estava tudo pronto para o nascimento da filha ou filho de null. null, foi para o lado esquerdo da mulher, que quando o viu, sorriu fraquinho. Joanna decidiu ficar perto da médica que faria o parto da filha e tinha em mãos uma câmera para gravar tudo.
– É agora Srta. null. – a Dra. Meredith disse. – Faça força! – ela disse e null começou a forçar, fazendo algumas caretas por conta de doer. – CONTINUE ASSIM! – a mulher continuou e null forçava mais ainda.
– Vai null! Vai dar tudo certo. – null disse, pegando na mão da mulher e por incrível que pareça, ele a ajudou, pois a mulher buscou forças de onde nem sabia e em questão de segundos escutou o choro de bebê.
– Parabéns, null! – Meredith disse e após cortar o cordão umbilical e dar para as enfermeiras limparem, ela pegou o bebê em suas mãos e foi até null. – É uma linda menininha! – depois de ouvir isso, null só sorriu e acabou desmaiando.
Uma hora depois...
null estava em um quarto, se recuperando do parto. A mulher acordou e rapidamente viu alguém próximo a ela.
– Ainda bem que você acordou! – null disse, fazendo-a sorrir fraquinho. – Como você tá se sentindo?
– Nesse momento, estou bem. – ela disse, fazendo-o suspirar. – Na verdade, tem um problema.
– Que problema? – ele perguntou preocupado.
– Eu não pensei em um nome para minha filha. – ela disse e o homem arqueou sobrancelha.
– Eu gosto de Annie e de Sophie. Se um dia tiver uma filha, colocarei um desses dois. – null disse e a mulher ficou o olhando. Quando ela ia dizer algo, viu a porta se abrindo. Eram seus pais e seus amigos.
– Sua filha é muito linda, null. – null disse.
– Ela é pequenininha, que nem você. – null brincou, fazendo os demais rirem.
– E apressadinha né? – null disse. – Ela nasceu de 7 meses!
– Tomara que ela não puxe a tia null, que é muito apressadinha. – null disse, abraçando a noiva depois da brincadeira.
– Agora, a pergunta que não quer calar. – Joseph começou chamando a atenção de todos. – Qual é o nome da minha netinha?
– Ela vai se chamar Annie. – null disse e viu null a olhar surpreso. – Acho que você vai ter que ficar só com o Sophie agora. – ela brincou e viu o homem dar um belo sorriso.
XXX
Los Angeles, CA – BUFFET – 16hs
09 de janeiro. O dia tão esperado por null e null finalmente havia chegado. O dia em que eles escolheram ser uma só carne: o tão sonhado casamento!
O espaço que eles alugaram era enorme, com uma capacidade para 500 convidados. A decoração estava de acordo com os desejos e sonhos de null. Com certeza, ela se agradaria quando visse tudo ali. Bem na entrada, havia um banner com uma linda foto do casal e a data de hoje. Em uma mesa de vidro, havia alguns porta-retratos com fotos do ensaio que eles fizeram na praia. Além de algumas fotos dos seus pais, no dia do casamento deles. As mesas estavam com algumas palavras em cima, como amor, dedicação, sabedoria, felicidade e entre outras. null pedira que separassem duas mesas grandes, onde uma se sentaria a família dela e a outra família seria a de null.
O pequeno altar, montado em um espaço próprio para isso, estava todo enfeitado. As mesas de doces estavam cheias. Os detalhes que faziam parte da decoração eram simples e a maioria deles foi feito à mão, inclusive pela própria null. Havia também uma pista no centro, onde o casal dançaria a valsa e onde a noiva jogaria o buquê. Definitivamente, estava tudo lindo.
Em um espaço reservado na parte de cima, null estava se arrumando. Após passar o dia em um SPA com seus familiares mais próximos e suas melhores amigas, ela estava agora terminando de fazer a sua maquiagem. A cerimônia começaria às 17h30min e ela não queria que atrasasse mais de dez minutos.
– Acho melhor a gente ir se arrumar também. – null disse para null e null, que estavam ao lado de null, admiradas com ela. – Sei que nossa amiga está linda. Mas nós, como madrinhas, também precisamos ficar. – ela completou e as duas assentiram, levantando-se.
– Vou pegar o Dylan, pois preciso amamentá-lo antes de me vestir. – null disse e as meninas assentiram, entrando no quarto reservado para elas, vendo seus vestidos em alguns cabides. null usaria um azul-marinho, com uma abertura na perna direita. null escolheu um lindo vestido vermelho, onde a parte de cima tinha alguns detalhes transparentes. Já null optou em um vestido verde.
Assim que null se vestiu, ela foi ajudar null, que gostou do vestido em seu corpo. A amiga disse que ela estava linda. Enquanto se olhavam no espelho, null entrou no quarto segurando Dylan e acompanhada de null, que trazia o carrinho do pequeno. Ele elogiou as meninas, se retirando após dar um beijo em null e no seu filho. Ela, por sua vez, foi amamentá-lo e null decidiu ir até o quarto onde sua mãe estava pegando sua filha e voltando para o quarto onde estava antes.
Depois que Dylan dormiu, null o colocou no carrinho e começou a se arrumar, enquanto null ficava olhando o pequeno. Assim que todas ficaram prontas, elas escutaram alguém bater à porta e null foi imediatamente abrir, antes que acordassem Dylan e Annie. Ao abrir a porta, ela ficou estática ao ver null, já arrumado – terno, gravata, calça e sapato social – e com um sorriso no rosto.
– null pediu pra ver se vocês estão prontas, pois falta apenas meia hora. – ele disse, passando a mão em sua nuca, não deixando de olhar para null também.
– Já estamos indo null. – null respondeu se aproximando da porta. – Uau! Está lindo, viu? Só duvido que esteja mais lindo que o null. – ela completou, pedindo licença para passar com o carrinho de Dylan. null riu e se afastou, deixando que a mulher passasse acompanhada de null.
– Você não vem? – ele perguntou para null, que fez que sim com a cabeça. – Você está linda! – ao ouvir isso de null, a mulher se virou e sorriu sem jeito. – Ela está dormindo também? – null indagou.
– Sim. Eu acabei de amamentá-la e espero que ela continue dormindo até acabar a cerimônia. – ela disse, vendo-o sorrir.
– Cadê o Finn? – ele perguntou, enquanto se olhava no espelho. null ficou surpresa com a pergunta inesperada do homem.
– Ele me disse que já está chegando. – null respondeu, se aproximando dele. – Por que as perguntas?
– Cansei de fingir que não me importo com você. – após ouvir isso dele, null engoliu em seco.
– Podemos descer? – ela perguntou, fugindo do que acabara de ouvir.
null assentiu, oferecendo-se para levar Annie, o que fez null sorrir. Eles foram até o local onde aconteceria tudo e a mulher entregou sua filha para Joanna e Joseph. Em seguida, ela foi para perto de null e null.
~**~
17h30min. Assim como desejado pela noiva, a cerimônia deu-se início.
A cerimonialista agradecia a presença dos convidados e em seguida fez um breve histórico acerca do relacionamento de null e null. Algumas pessoas já choravam, outras riam das brincadeiras que eram faladas. Após terminar isso, null entrou no local, acompanhado de sua mãe. A mulher estava emocionada e assim que deixou o filho no altar, deu um beijo em seu rosto, sentando-se ao lado de seu esposo. Em seguida, começaram a entrar os padrinhos. O primeiro foi null com null. O segundo foi null com null. E por fim, null com null. Após entrarem algumas testemunhas, a pequena Karen posicionou-se no tapete vermelho. null estava atrás dela, acompanhada de seu pai e linda com o seu vestido branco, com direito a véu e grinalda. Quando começou a tocar a marcha nupcial, a pequena começou a jogar pétalas por onde andava e com null logo atrás. Quando terminou, a mesma foi até seus pais. O pai de null deu um beijo na testa da filha, indo se sentar ao lado da mãe dela. null estava tão emocionado, que suas mãos tremiam. null não estava diferente, mas o ajudou a levantar o véu, sorrindo amavelmente para ele.
[…]
Após as palavras do pastor, ele anunciou que seria o momento das alianças. As amigas de null logo se aproximaram do casal, segurando as alianças. Antes de colocá-las, os dois fariam seus votos. null seria o primeiro.
– Você apareceu e meu coração sorriu. Você se apresentou e a minha dor partiu. Deu luz ao meu caminho, não me deixou sozinho provocando em mim sintomas de amor. Era tão secreto no meu coração, a emoção pulsou mais forte que a razão. Foi quando dei por mim, estava me declarando, tentando descrever coisas do coração. null, quem diria que uma amiga viesse a se tornar o grande amor da minha vida. Eu sou eternamente grato por você e quero todos os dias de minha vida, construir uma vida ao seu lado. Prometo respeitá-la e amá-la. Estar contigo em todos os momentos. Sejam alegres ou tristes. Seja na saúde ou na doença. Eu sou seu, assim como você será minha. Amo você. – quando terminou de dizer todas essas palavras, ele colocou a aliança no dedo de null, beijando-o em seguida. Agora era a vez dela.
– Me sinto tão amada e isso faz bem ao coração da gente quando tem alguém pra dividir um grande amor, como a brisa da manhã assim você chegou. Você me abraçou quando eu chorei e me deu a chance de sorrir quando eu pensei que esse tal amor não era para mim. Então percebi que era só você, a razão de todo o meu viver, reconstruindo em mim a esperança de saber que posso ser feliz. null, o tempo foi passando e o que eu sentia se firmou em mim. Para o seu amor eu digo sim. – null pausou um pouco, quando a emoção tomou de conta dela. – Você é minha tempestade do bem, trazendo chuva ao meu deserto, me fazendo alguém. Amada simplesmente pelo que é. Ontem namorada, noiva, agora sua mulher. Prometo amá-lo e respeitá-lo. Estar para sempre ao seu lado. Estarei contigo na saúde e na doença, na alegria e na tristeza. Por todos os dias de minha vida. – null colocou a aliança no dedo de null, beijando em seguida.
– Eu os declaro, marido e mulher. – o Pr. disse sorridente. – Podem se beijar!
Depois de dizer isso, null aproximou-se de null, selando os seus lábios nos delas. O casal, agora marido e mulher, passaram pelo tapete, onde seus amigos e familiares jogaram arroz e soltavam bolinhas de sabão.
**
Após tirar milhares de fotos com null, null resolveu jogar o buquê, chamando todas as mulheres solteiras para a pista bem no centro do Buffet. null, que estava sentada, foi puxada por null e null.
– No três eu jogo. – null disse. – UM… DOIS… TRÊS!
Quando terminou, a mulher jogou o buquê, que caiu na mão de null. Algumas mulheres bateram palmas, outras saíram reclamando por não terem pegado. null correu até a amiga e a abraçou, assim como null e null.
– Você será a próxima a se casar. – null disse para null, que revirou os olhos.
– Amor, está na hora da valsa. – null disse, puxando a esposa. – Parabéns, null!
Depois dizer isso, as três se retiraram, deixando apenas o casal dançando na pista. De repente, muitas pessoas começaram a se aproximar. Os pais de null e null trocaram os seus pares, fazendo-os rir. null e null já estavam no meio também, assim como null e null. Logo, null, que estava sentado, se levanta e vai até a null, que ainda segurava o buquê.
– Você aceitaria dançar comigo? – o homem disse e a mulher encarou Finn, que segurava Annie e olhava para os dois.
– Pode ir. – ele disse e null acabou aceitando, saindo com null.
Os dois caminharam até a pista e o homem colocou sua mão na cintura da mulher, enquanto ela colocou a sua ao redor do pescoço de null, encarando-o com um sorriso envergonhado.
– Quer dizer que você será a próxima a se casar? – ele indagou. – O Kevin estava empolgado, dizendo que seria com ele. – ele completou, fazendo-a sorrir. – Pena que você tem namorado!
– Eu não tenho namorado. – ela disse, o surpreendendo. – Se você tá falando do Finn, nós não temos nada. Ele só é o pai da minha filha. – null disse.
– Ele tem sorte de ser o pai da sua filha. – null disse.
– null, o que você tem? – null perguntou meio incomodada. – Você tá diferente!
– Como disse lá em cima eu cansei de fingir que não me importo com você.
– Então você esqueceu-se de tudo que aconteceu? – null indagou.
– Eu tive uma parcela de culpa. – o homem falou, enquanto null o encarava.
– Eu sinto muito por tudo que houve. – ela falou, baixando a cabeça. – Eu tenho certeza de que se eu não estivesse bêbada, eu não teria ficado com ele.
– Mesmo ele fazendo o seu estilo? – null perguntou.
– Quando eu disse isso, foi em relação ao tipo de pessoa que me chama atenção. Mas isso não quer dizer que eu teria alguma coisa. – ela se explicou e o homem assentiu.
– Eu preciso te dizer algo. – null disse baixinho, fazendo a mulher arquear a sobrancelha. No entanto, antes que o homem pudesse continuar, Joanna apareceu.
– Desculpa a intromissão meus queridos, mas null, está na hora de amamentar a bebê. – a mulher disse, fazendo null assentir. – O Finn disse que te esperaria em cima! – ela completou, saindo de perto dos dois.
– Assim que terminar, eu volto e você me diz o que queria, tá bom? – após ouvir isso da mulher, null assentiu. Já null se retirou, indo diretamente até o quartinho onde se arrumou.
Ela estranhou ao chegar e não ver Finn no quarto. Logo, ela pegou o seu celular e discou o número do homem, que não atendeu. A mulher saiu do local e procurou o homem com sua filha em outros cantos, mas não o achou. De repente, o seu celular tocou. Era Finn.
– Onde você está? – ela perguntou.
– null, me perdoa. – o homem dizia do outro lado da linha. – Eu pensava que era o seu pai...
– Do que você tá falando? Cadê a minha filha?
– Ele nos pegou. – Finn disse.
– Ele quem, Finn? – null perguntou nervosa.
– Eu. – de repente Jasper começa a falar. – Mais uma vez eu me passei pelo seu pai e o agente Finn caiu feito um patinho. Agora, eu estou com ele e com a linda Annie.
– COMO É? – null alterou sua voz.
– É o seguinte. – Jasper começou a falar. – Se você não quiser que algo de ruim aconteça com a sua filha e com o agente Finn, eu sugiro que você vá para o galpão abandonado. SOZINHA!
– T-tudo bem. Só não faz nada com eles. – a mulher pediu e o homem desligou o celular em seguida.
~*~*~
Los Angeles, CA – Galpão abandonado – 20h03min
null chegou ao tal lugar e não deixou de sentir um calafrio percorrer todo o seu corpo. A mulher estava sozinha ali. Não tinha o apoio de nenhum dos seus amigos e isso a deixava mais nervosa do que antes. O seu desejo era de ter falado para todos que Jasper havia pegado sua filha e Finn. Mas ela não o fez, pois o homem fora bastante claro sobre o que faria se ela pedisse ajuda.
De repente ela escutou o choro de Annie. A mulher seguiu o barulho, chegando ao enorme espaço, que estava um pouco escuro. Ao pegar o seu celular e colocá-lo para iluminar o seu caminho, ela avistou Finn segurando sua filha. Um suspiro não deixou de escapar. No entanto, alguém a acertou na cabeça, fazendo-a desmaiar.
ENQUANTO ISSO…
Los Angeles, CA – Buffet – 20h30min
null e null já tinham deixado o local, pois viajariam ainda hoje. Os únicos que ainda estavam no local eram os familiares do casal e os seus amigos. De repente, null apareceu e ao se aproximar da mesa onde os pais de null estavam, assim como null com null e null com null, ele sentiu falta de alguém.
– Cadê a null? – ele perguntou e Joanna olhou ao redor.
– A última vez que a vi foi quando ela estava dançando com você e disse que estava na hora de amamentar a bebê. – Joanna disse e null foi até lá, não vendo ninguém. Ele voltou até a mesa e informou aos demais.
– Tem mais de horas que ela saiu para amamentar a Annie. – null disse. – Já são 20h32.
– null, você tá começando a me deixar nervosa. – null disse, levantando-se.
– Vamos procurá-la. – disse null.
Todos assentiram e começaram a ir a todos os lugares. As mulheres foram no banheiro, mas nada. As coisas dela ainda estavam lá, logo elas entenderam de que null não tinha ido embora. Os homens olharam ao redor do Buffet, mas não viram nada. Perguntaram aos convidados, mas ninguém sabia de nada também. null pegou o seu celular e ligou para o número dela, que deu desligado. Depois de não saberem mais onde procurar, eles voltaram para onde estavam. null voltou a ligar, mas ainda estava desligado.
– Onde será que ela se meteu? – Joanna perguntou aflita.
**
Los Angeles, CA – Galpão abandonado – 20h54min
null acordara, sentindo uma forte dor de cabeça. Ela ficou tensa quando percebeu que estava amarrada em uma cadeira, onde tentou se soltar, mas não conseguia. De repente, ela escutou uma risadinha e viu alguém se aproximando.
– Ora, ora se não é a null null. – a voz diabólica assustou a mulher, que forçou sua visão, para ter certeza se o que estava vendo era mesmo real.
– Valentina? – ela indagou, com a voz fraca. – Como é possível? Você não tinha…
– Morrido? – a mulher perguntou. – Não, queridinha! Eu estou muito viva, como pode perceber. Tudo aquilo não passou de uma armação. Armação essa que você e sua equipe patética caiu direitinho. – ela completou, voltando a rir e próxima de null. – Que tal a gente se divertir?
Após dizer isso, Valentina acertou um tapa no rosto de null, que virou o rosto devido à força que ela usara. A mulher começou a andar em círculos, até parar nas costas de null, puxando o cabelo dela com força, a ponto de fazê-la virar a cabeça pra trás.
– A vingança é algo extraordinário, null. – Valentina dizia. – Eu disse que você pagaria, não disse? Eu avisei, mas você quis manter essa pose ridícula de superioridade. E olha só onde estamos agora? Você está presa em uma cadeira apanhando de mim.
– Qual o seu problema? – null perguntou, já recebendo outro tapa.
– Opa, Valentina. – uma voz masculina fez null estremecer. – Não se deve bater numa pessoa que não pode se defender. Você enlouqueceu? – o homem continuou e quando este ficou de frente para null, ela ficou o encarando.
– Jasper. – ela disse, suspirando. – Você deveria ter morrido em vez de ser preso.
– O que é isso null? Ou eu deveria lhe chamar de ? – o homem perguntou, fazendo a mulher baixar a cabeça. – Você acha que é esperta, né? Sinto informar, eu sou mais. Tenho o dobro da sua idade e sou mais experiente. Você pensou mesmo que conseguiria me prender? É, você até que conseguiu. Mas vejamos só o que aconteceu. Agora é você quem está presa!
– Mas diferente de você, eu não matei ninguém. – null buscava forças para falar alto. – Você acha que as coisas vão ficar assim, titio? – ela foi irônica.
– Não, sobrinha! – Jasper disse, tirando uma arma do terno que usava e apontou para ela. – Eu já matei, mesmo. E não me incomodo de fazer isso com você também! – depois de escutar isso, null sentiu um calafrio, mas não quis demonstrar.
O homem olhou para a mesma e passou sua mão nela, que cuspiu o seu rosto.
– Você perdeu a noção do perigo. – Jasper disse, enquanto limpava o seu rosto com um paninho pequeno. – Eu posso atirar em você na hora em que eu quiser, sabia? – ele disse. – Você se esqueceu que eu estou com a sua filha?
– Não esqueci. Cadê ela? – null indagou.
– Antes de responder isso, gostaria de lhe contar outras coisas. – Jasper falou.
– Que podres você vai dizer agora? – null perguntou.
– Que tal começar dizendo que nem tudo é como você imagina? – ele perguntou. – Que você depositou confiança na pessoa errada?
– De quem você está falando? – null indagou. Mas antes que ela tivesse alguma resposta, ela escutou o barulho de alguns passos. Quando a pessoa saiu da escuridão, ela não deixou de sorrir ao ver Finn com sua filha. – Como vocês estão?
– Estamos bem. – Finn disse calmamente. – Mas eu sei que não sou importante pra você, e sim, a Annie.
– Por que está dizendo isso? – null perguntou. – Eu vim aqui por vocês dois!
– Ah, null! Você é mais idiota do que eu pensava. – Valentina disse revirando os olhos, deixando null confusa.
– Deixa eu contar uma história pra você. – Jasper começou chamando a atenção de null. – Quando eu apareci aqui, decidi me passar pelo meu irmão na tentativa de ficar em paz diante de tudo de errado que havia feito. Mas daí meu irmão fugiu do cativeiro onde ele estava, te achou e vocês fizeram de tudo para me prender. E vocês até conseguiram, mas por pouco tempo. – o homem dizia tranquilamente. – No entanto, vocês nunca fizeram ideia de que eu tinha uma pessoa infiltrada na equipe de merda do Charlie. Eu te dou um chocolate se você adivinhar quem é. – o homem falou e null encarou Finn. O homem que segurava sua filha tinha um sorriso debochado no rosto. – Eu sei que você nunca foi com a minha cara, assim como o idiota do null. Então, eu pensei em fazer algo pra desestruturar vocês.
– Posso continuar, chefe? – Finn perguntou e null suspirou. Ela não conseguia acreditar que ele estava por trás de tudo isso.
– Claro que sim! – Jasper o respondeu.
– Ao saber da viagem de vocês para Cancun, eu vi uma ótima oportunidade de fazer algo contra você e o null. Mas isso foi mais fácil do que eu imaginei! – Finn dizia e null estava vidrada nele. – Eu vi toda a sua briga com o null por minha causa. Ao perceber que você estava bebendo loucamente por estar com raiva dele, eu entrei em ação.
– O QUE VOCÊ FEZ? – null gritou.
– No momento dos parabéns para o Charlie, eu aproveitei que você estava distraída e coloquei algo em sua bebida. Depois de um tempo, você vai para a praia. Eu te encontro, nós conversamos e você me pediu para te levar pra casa. Quando chegamos lá, você me beijou e pediu que eu ficasse. Claro que eu não aceitei!
– Como você é danadinha, sobrinha! – Jasper disse para a mulher, que revirou os olhos.
– Mas daí você pediu que eu te ajudasse a colocar uma roupa de dormir e eu não vi mal nenhum. – Finn disse, colocando a pequena Annie em um carrinho. – Eu peguei um baby doll pra você e quando fui te entregar, você me beijou e nós fomos para a sua cama.
– Daí a gente transou e eu acordei com o null no quarto, acompanhado do null e da null. – null disse, mas ao ver a risada dos três, arregalou os olhos.
– Como você é burra! – Jasper disse sem parar de rir.
– Nós nunca ficamos juntos, null. Eu só te fiz acreditar que sim! – Finn disse e a mulher estava incrédula. – A gente deu uns beijos, mas o remedinho que eu coloquei na sua bebida fez efeito e você desmaiou. Então, eu aproveitei a situação e tirei minhas roupas, ficando apenas de cueca. De madrugada, fomos pegos pelo null e deu a entender de que tínhamos ficado juntos. – ele disse rindo, enquanto null tentava discernir tudo. – Ele ficou com ódio, com toda certeza. Só que aí aconteceu algo extraordinário, que acabou tornando o meu plano melhor ainda. Você engravidou. No entanto, a Annie não é minha filha.
– COMO É QUE É? – null gritou. – Solta minha filha!
– Ela é filha do null. Isso se você não tiver ficado com nenhum outro homem, é claro.
Depois de ouvir isso de Finn, null fez de tudo para se soltar e tirar sua filha das mãos daquele homem. De repente ela começou a respirar com dificuldade e quando menos esperou, acabou desmaiando.
– Acho melhor fazermos contato. – Finn disse.
– É hora da festa. – Jasper disse e tanto Finn como Valentina riram. O homem mais velho pegou o celular de null e discou o número de null.
– null? Onde você está? – o homem, do outro lado da linha indagou.
– Oi, null. – Jasper disse. – A null não pode atender no momento.
– CADÊ A ? – ele perguntou nervoso.
– Eu tenho muitas coisas para te contar. – Jasper disse.
– EU VOU TE MATAR. – de repente Joseph gritou, fazendo Jasper rir.
– Oi pra você também, Joseph. – Jasper disse rindo. – Quero falar com o null, não com você.
– MINHA VONTADE É A MESMA QUE A DO JOSEPH. – null disse.
– null, eu vou te dar duas opções. – Jasper começou a falar. – Mas antes, preciso te falar algo. Sabe a Annie? Filha da null, netinha do Joseph e da doce Joanna...
– O QUE TEM A ANNIE? – null perguntou gritando do outro lado da linha.
– Ela é sua filha! – Jasper disse, esperando a resposta do homem. – O que houve null? O gato comeu sua língua? – ele indagou rindo.
– SEU DESGRAÇADO... – null continuou gritando.
– Tudo não passou de uma armação minha e do agente Finn. – Jasper falou e percebeu que null estava começando a acordar.
– AQUELE FILHO DE UMA MÃE TÁ ENVOLVIDO NISSO TAMBÉM? EU VOU MATAR VOCÊS DOIS!
– Nós temos uma proposta pra você. – Finn quem falou. – Ou você escolhe a null ou a Annie.
– Eu não vou escolher nada, pois eu terei as duas! – null falou.
–Na na ni na não null. Ou uma ou outra! – Jasper quem falou.
– VOCÊS VÃO SE ARREPENDER DE TER NASCIDO.
– null, por favor... – de repente null começa a falar. – Escolhe a Annie. Cuida da nossa filha!
– EU VOU TE TIRAR DESSA, ... VOCÊS DUAS!
– Se você quiser uma das duas, eu aconselho você vir até o galpão o mais rápido possível, pois minhas mãos estão coçando e eu tô doidinho pra matar alguém hoje. – Jasper disse, desligando o celular em seguida. – Vamos esperar o seu herói chegar pra festinha começar pra valer!
~*~*~
Los Angeles, CA – CASE – 21h17min
null e os demais estavam no prédio pegando suas armas. Embora Jasper tenha dito para ir só ele, os outros não aceitaram e disseram que ajudariam a null.
– Ficaremos escondidos na esquina do galpão. – Charlie dizia para null, que estava uma pilha de nervos. – Vamos resgatar a null e sua filha. – ele completou, tocando no ombro do homem.
– É melhor irmos logo. – null disse e os demais assentiram.
~*~*~
Em questão de minutos, todos chegaram ao local. No entanto, o único que desceu foi null, que já estava indo em direção ao galpão. null pedira para o homem colocar uma escuta em seu ouvido, para os demais ficarem cientes de tudo que aconteceria do lado de dentro.
null finalmente entrou no lugar, indo em direção ao local onde estava iluminado.
– Chegou quem estava faltando! – Jasper disse. – Seja bem-vindo null!
– Cadê a null e a Annie? – null perguntou.
– Não vai nem perguntar como eu estou? – Jasper indagou ironicamente. – Já fez sua escolha?
– O QUE VOCÊ QUER SEU CRETINO? – null alterou-se, tirando uma arma e apontando para Jasper. – CADÊ A E A ANNIE?
– Você não deveria ter mostrado essa arma. – Jasper disse e um disparo foi escutado. null fora acertado em seu braço por Finn. Mas foi de raspão!
– .toUpperCase())! – null dá um grito ao vê-lo machucado e corre até ele. – Por favor, não desafia ao Jasper. Só tira a Annie daqui. Pega a nossa filha.
– Não vou te deixar com esse crápula. – null disse. – Não vou te perder dessa vez! – ao escutar isso do homem, a mulher selou os seus lábios nos de null.
– Eu te amo null. Perdão demorar pra dizer isso. – null disse, enquanto segurava o rosto do homem. – Tira nossa filha daqui, que eu vou ficar bem!
– Quanta baboseira! – de repente Valentina disse e apareceu com Annie em seus braços.
– Eu também amo você. – null disse, beijando-a mais uma vez. – Valentina, me entrega a Annie!
– Não é assim que as coisas funcionam. – Jasper disse. – A Valentina vai entregar essa bebê quando a null estiver comigo. – ele completou, fazendo null e null se olharem. A mulher sorriu para o homem e caminhou até onde Jasper estava. – Por favor, Valentina, entregue a Annie para o null. – o homem pediu e a mulher assentiu, indo até ele e entregando a criança para o homem. – Eu acho melhor você ir embora agora!
– Eu só queria pedir uma coisa. – null falou. – Deixa eu me despedir da minha filha, por favor! – ela completou e Jasper assentiu, segurando forte em seu braço e caminhando até onde null estava com Annie. – Princesa da mamãe, você será muito bem cuidada pelo seu pai. Ele vai ser seu protetor, vai te ensinar tudo o que precisa aprender, estará ao seu lado em todos os momentos e colocará pra correr todos os meninos que quiserem te namorar. – null não deixou de sorrir ao ouvir isso. – Você tem sorte de tê-lo como seu pai! – depois de dizer isso, null depositou um beijo na testa da pequena, que dormia tranquilamente. Ela olhou para null, com os olhos cheios d'água. – Amo você! – ela sussurrou, sendo puxada por Jasper.
– Vai embora, null! – o homem disse e null fez o que ele dissera, saindo rapidamente e indo até onde os outros estavam.
Quando ele chegou até a van e entrou, os outros ficaram felizes ao verem que ele estava com Annie.
– Tem 04 pessoas lá, com a null. null e null, eu preciso de vocês. Charlie e Joseph, vocês vêm comigo. – null disse, tirando sua blusa e amarrando no local onde ele recebera o tiro de raspão. – null e null, vocês vão pelos fundos para surpreender a Valentina e o Finn. Charlie, Joseph e eu vamos pela frente, mas eles dois ficarão escondidos e quando eu der o ok, eles surpreenderão o Jasper. – ele completou, escondendo sua arma. – Vamos salvar a null! – ele completou e em seguida saiu com os homens.
Charlie e Joseph foram pelos fundos e ficaram na parte inferior do galpão escondidos. Já null foi pela entrada normal. Jasper estava pegando algumas malas, quando pegou uma roupa e entregou para null.
– Vista isso! – ele mandou e a mulher pegou tudo, indo para trás de um balcão, trocando-se rapidamente. De repente, Jasper viu uma sombra e pegou sua arma. Ele riu ao ver null. – Eu te mandei ir embora. Por que ainda está aqui? – ele indagou, chamando a atenção de null, que olhou para frente e assustou-se ao ver null.
– Não fui claro ao dizer que salvaria tanto a Annie como a null? – null ironizou e viu Charlie e Joseph aparecerem, bem atrás de onde Valentina e Finn estavam. – Você não tem pra onde correr!
– Nem ele, nem esses dois. – Charlie disse, fazendo Jasper se virar e ver tanto ele como Joseph segurando a Valentina e a Finn.
– Coloca essa arma no chão Jasper. – null disse e o homem mais velho assentiu. – Levem esses dois daqui agora! – ele completou e Charlie foi levando Finn, enquanto Joseph segurava Valentina. – Coloque as mãos para trás! – null disse, enquanto se aproximava de Jasper.
– Como quiser, null. – Jasper disse, colocando as mãos para trás. No entanto, ele retirou uma arma que escondia em suas costas e apontou para null, atirando e acertando no seu ombro. – Não acabou ainda! – ele disse e aproveitou o homem caído no chão, pegando null e saindo com ela.
Os dois entraram em um carro e o homem deu partida rapidamente. Enquanto isso, null saiu correndo até a van e ao entrar, assustou a todos.
– Jasper levou a null! – ele disse e Charlie deu partida pra tentar alcançá-lo.
MAIS LÁ NA FRENTE...
– O que você vai ganhar com tudo isso hein? – null perguntou para o homem, que estava vidrado na direção.
– Muito dinheiro. – Jasper respondeu. – E sabe o que é melhor? Será as suas custas! – ele completou, rindo alto.
– Eu prefiro morrer a ver você ganhando dinheiro as minhas custas!
null disse e colocou suas mãos no volante, lutando contra Jasper, que acertou um tapa no rosto da mulher. No entanto, ele não conseguiu recuperar o controle e perdeu a direção, fazendo o carro capotar algumas vezes. Jasper não resistira e falecera ali mesmo. Já null, encontrava-se desacordada.
~*~*~
Los Angeles, CA – HOSPITAL – 23h29min
null fora resgatada e levada ao hospital em estado grave. A mulher ainda estava desacordada e com muitos machucados, por conta do acidente. null, Joseph, Joanna e Charlie já estavam no local. Os demais foram resolver a prisão de Finn e Valentina.
null estava sentado, quieto, quando um homem, a quem ele deduziu ser o médico se aproximou.
– Você está acompanhado da Srta. null? – quando o homem disse isso, chamou a atenção de Joseph, que resolveu falar.
– Eu sou o pai dela. Alguma coisa? – ele perguntou.
– A sua filha sofreu uma parada cardíaca e a perdemos por alguns minutos. Infelizmente, a situação dela não é boa. Durante o acidente ela deve ter batido a cabeça com muita força, causando um traumatismo craniano. E nesse momento, ela está em COMA INDUZIDO. Não há nada que possamos fazer. – depois de ouvir as palavras do médico, tanto Joseph como Joanna, ficaram desconsolados. Charlie ficou de cabeça baixa. Já null não conseguia expressar nada. Apenas sentir.
O movimento no hospital estava diferente do que nos outros dias. Chegando ao terceiro andar, onde null se encontrava, uma correria começou. Olhei para as pessoas correndo, sem entender o motivo daquilo. Sendo assim, comecei a segui-los, mas logo fui obrigado a parar quando vi o quarto onde eles entraram. Não, não era possível!
– Por que essas pessoas estão entrando no quarto da null? – perguntei para uma enfermeira que passava por mim.
– Infelizmente a Srta. null parou de respirar. Os médicos estão tentando reanimá-la.
Após ouvir as palavras daquela mulher, meu coração acelerou. Não podia ser verdade o que eu havia acabado de escutar. Caminhei para perto da porta, mas fui impedido de entrar por um homem alto. Fui até a janela, vendo os médicos em cima da null. Um deles tentava reanimá-la usando um desfibrilador. Nada aconteceu. O homem tentou mais uma vez, a uma potência maior. Infelizmente, não aconteceu nada. A linha, que antes indicavam os batimentos de null, agora estava reta. O médico tentou uma terceira vez, no entanto, a linha continuou do mesmo jeito. Eu o vi balançando a cabeça negativamente, indicando que não podia fazer mais nada. Sem pensar duas vezes, empurrei o homem que estava em frente à porta, entrando no local. Fui até o médico, eufórico e tomando o desfibrilador de suas mãos, tentando mais uma vez, sentindo o impacto daquilo e fazendo o corpo de null levantar.
– Vamos, null! Você não pode partir. – pedia, contendo as lágrimas que se formavam em meus olhos. – Temos uma filha pra criar. Ela precisa de você, assim como eu. Por favor, volta. Por ela. Pela sua família. Por mim. – disse, encarando-a.
– Sinto muito, Sr. null. Nós a perdemos! – o médico disse, tocando em meu ombro e tirando de minhas mãos o aparelho que eu segurava. – Hora do óbito às…
Eu não posso respirar sem você, eu não posso dormir sem você
ao meu lado, todas as noites.
Eu não posso comer sem você, eu não posso sonhar sem você
ao meu lado, todas as noites.
~**~
Los Angeles, CA – Casa da família null – 03h54min
Após o pesadelo que tivera, null não conseguiu mais dormir. O mesmo estava suado e com a respiração ofegante. Fora tudo tão real. Por conta disso, ele se levantou e foi até o banheiro, tirando a calça moletom que usava e ligando o chuveiro, ficando embaixo durante um bom tempo. Depois, ele saiu enrolado com uma toalha, pegando uma cueca e uma bermuda, vestindo-as rapidamente e descendo, indo até a cozinha para preparar um café.
Quando o líquido ficou pronto, ele caminhou até a sala e se sentou no sofá. De repente, alguém se aproximou dele, sentando-se ao seu lado.
– Não está conseguindo dormir? – perguntou Kenneth.
– Tive um pesadelo com a null. – foram as únicas palavras de null, que bebeu um pouco da sua bebida.
– Ela não teve nenhuma melhora? – o irmão perguntou.
– Ela continua na mesma. Respirando com a ajuda dos aparelhos. – null disse, colocando a xícara em cima da pequena mesinha de vidro a sua frente. – Isso já tem muito tempo, Kenneth. Já estamos em outubro e nada dela acordar desse maldito coma. Próximo mês nossa filha fará um aninho.
– E o que os médicos dizem acerca disso? – Kenneth perguntou, mas receoso.
– Eles só falaram duas coisas. – null começou, respirando fundo. – Ou esperamos ela acordar ou desligamos os aparelhos. – depois de dizer isso, o homem baixou a cabeça.
– E os pais dela? O que eles acham?
– A Joanna me contou uma vez que a null era contra desligar os aparelhos caso uma pessoa se encontre na situação em que ela está, pois ela acreditava que, a qualquer momento, a pessoa poderia acordar. Já o Joseph acha tudo muito complicado. Diz que não gosta de ver a filha dele “sofrendo”, querendo acabar logo com isso. Mas eu sou contra! Ninguém tem direito de fazer isso. Não com a null. – null disse e o irmão assentiu. – Eu não sei quando ela vai acordar, se é que um dia ela irá. Mas eu estou disposto a esperá-la.
– Estou contigo nessa, irmão. A null ainda tem muito o que viver, principalmente ao lado da filhinha de vocês. – Kenneth disse, tirando um sorriso sincero do irmão. – Que horas a mamãe vai chegar?
– Ela disse que estaria aqui umas 9hs. – null respondeu.
– Então vamos tentar descansar para recebê-la. – Kenneth sugeriu.
– Pode ir, que eu vou ficar mais um tempo aqui.
Após assentir, Kenneth subiu, enquanto null continuou sentado no sofá, pensando em tudo. Na filha dele e em null. Depois de um tempo, ele sentiu seus olhos pesarem e resolveu voltar para o seu quarto para dormir um pouco.
**
Los Angeles, CA – Casa da família null – 07h30min
Outubro, dia 02. Joanna encontrava-se na cozinha tomando um café que Miranda acabara de preparar. A mulher aparentava um certo cansaço e as olheiras indicavam que ela não tivera uma boa noite de sono. Miranda, percebendo que ela estava assim, sentou-se ao seu lado.
– O que houve, minha querida? – a mais velha perguntou.
– Estava colocando Annie pra dormir ontem e recebi uma ligação do doutor responsável pela situação da null, pedindo que Joseph e eu fôssemos lá hoje, porque ele precisa conversar conosco. – Joanna falou.
– O que você acha que ele quer falar? – Miranda perguntou.
– Não tenho certeza do que seja, mas sinto que não é coisa boa. – a mulher falou, dando um gole em sua bebida. – Hoje minha netinha está fazendo 11 meses. – ela disse dando um sorriso fraquinho. – E já tem 9 meses que minha filha está em coma.
Antes que Miranda pudesse dizer alguma coisa, Joseph apareceu na cozinha segurando Annie.
– Bom dia, princesinha da vovó. – Joanna disse, fazendo a bebê sorrir. – Miranda, você pode preparar o leite dela enquanto eu a banho? – a mulher perguntou e Miranda assentiu. – Vou subir com ela!
Depois de dizer isso e dar um beijo em seu esposo, Joanna subiu com sua neta. A mulher foi até o banheiro e após tirar a roupinha de dormir e a fralda de Sophia, ela colocou a pequena na banheira. Depois de lavá-la direitinho, ela retirou a bebê e a levou até o quarto de null. Lá ela colocou a pequena em cima da cama e foi até a cômoda, pegando uma roupinha. Joanna se sentou e ficou olhando para a netinha, sorrindo ao se lembrar de quando null era bebê. Annie era muito parecida com null. Até agora, a única coisa que puxara a null foram os lindos olhos verdes e o cabelinho loiro. Joanna se sentia muito feliz por ver sua neta linda e saudável, mesmo depois de tudo que lhe acontecera. Após o nascimento dela, ainda prematura e tendo que ficar na incubadora por conta disso, a pequena ganhou peso e hoje trazia muita alegria para todos.
– Cadê a sobrinha mais linda da tia null? – de repente null entrou no quarto, acompanhada de null. – Eu subi porque o Joseph deixou.
– Sem problemas. – Joanna disse. – E aí titia null? Aprova o meu look? – a mulher perguntou com voz de criança, colocando a bebê em pé para mostrar a roupinha que usava.
– Claro que aprovo. – null disse, pegando-a em seus braços. – null e eu viemos buscá-la, a pedido do null. Ele ia buscar a mãe dele e os seus avós.
– Tudo bem, null. Só vou dar o leite dela e depois vocês vão.
Após Joanna dizer isso, ela desceu em direção à cozinha para pegar a mamadeira. Enquanto ela não subia, null aproveitou para conversar com null.
– Você percebeu como a Joanna estava cansada? – ela perguntou e o homem a sua frente, que segurava Annie nos braços, concordou. – Com certeza está acontecendo alguma coisa.
– Deve tá sendo muito difícil pra ela, null. Apesar de estar alegre pela neta, ela está mal pela Jéssica. – null disse, fazendo a namorada concordar. De repente, Joanna entrou no quarto com a mamadeira em mãos, entregando para null e pedindo que ela desse para sua neta, pois ela arrumaria uma bolsa com algumas coisinhas para os dois levarem para null.
Depois de uns trinta minutos, null e null saíram com Annie em direção à casa de null. Joanna aproveitou para tomar um banho, pois em seguida sairia com Joseph em direção ao hospital para saber o que o Dr. Richard queria com eles.
~*~*~
Los Angeles, CA – HOSPITAL – 09h30min
Joseph estava sentado próximo à sala do doutor, enquanto Joanna havia ido ao banheiro. Percebendo que a esposa estava demorando a voltar, ele decidiu ir atrás dela. No caminho, ele viu a mulher em frente a janela do quarto onde null estava. O homem suspirou pesadamente e se aproximou dela, tocando em seu ombro.
– O doutor está nos esperando, minha querida. – o homem disse calmo. – Depois voltamos aqui.
Depois de dizer isso, a mulher concordou e saiu com ele. Após se identificarem para a recepcionista, ela disse que eles poderiam entrar, que o doutor os aguardava. Os dois agradeceram e encaminharam-se a porta, onde Joseph bateu e entrou após ouvir do homem que poderiam entrar.
– Bom dia. – o doutor disse. – Por favor, sentem-se e fiquem à vontade.
– Assumo que é bem difícil se sentir à vontade aqui. – Joanna disse.
– Eu entendo, Sra. null. – o homem falou. – Eu os chamei porque realmente preciso falar com vocês.
– O que deseja, Dr. Richard? – perguntou Joseph.
– Tenho acompanhado o caso da null desde que ela chegou aqui. No início, eu acreditava muito na recuperação dela. Depois de cinco meses, eu ainda tinha esperanças, mas de uns tempos para cá, eu analisei a situação dela e cheguei a uma conclusão. – o homem disse, olhando para o casal. – Diante desses nove meses em que a null se encontra em coma induzido, sem nenhum progresso, eu digo a vocês que não há mais nada que minha equipe e eu possamos fazer por ela. – ele completou, percebendo que Joanna estava se segurando para não chorar.
– Qual a sua conclusão? – Joseph perguntou.
– Que os aparelhos sejam desligados. – após ouvir isso do homem a sua frente, Joanna não deixou de derramar algumas lágrimas. – É melhor do que deixá-la desse jeito, sem esperança nenhuma.
– Tudo bem. – Joanna disse. – Precisamos fazer alguma coisa?
– Preciso da assinatura de vocês. – o homem disse, pegando uns papéis e mostrando aos dois, que leram e em seguida assinaram.
– Eu só gostaria de fazer um pedido. – Joanna começou, chamando a atenção dos dois homens. – A filhinha da null fará um aninho mês que vem. Então, eu queria poder trazê-la aqui para comemorar seu 1° aninho. Por favor, esse é meu último desejo em relação a minha filha.
– Tudo bem, Sra. null. Mas no final do dia, os aparelhos dela serão desligados.
Após ouvir isso do Dr. Richard e concordar, Joanna se levantou e saiu. Joseph despediu-se do homem e foi ao encontro da esposa, que caminhara até o quarto da filha, entrando e se sentando na cama onde ela estava deitada. Joanna pegou na mão da filha e começou a chorar descontroladamente.
– Filha, me perdoe. Eu não estou desistindo de você. Eu só não quero mais te ver assim. Saiba que eu vou cuidar muito bem da nossa pequena Annie. Saiba que vou falar de você todos os dias para ela. Da mulher que você foi. E mesmo que você não esteja mais aqui, ela vai sentir muito orgulho de você. Te amo demais, minha null. – após as palavras comoventes da esposa, Joseph a pegou e saiu com ela. Os dois decidiram dar a notícia somente a Charlie, pois sabia que ele não os julgaria por essa decisão.
**
Los Angeles, CA – Casa da família null – 19h45min
null estava na sala brincando com sua filha acompanhado de sua mãe e de seu irmão. De repente, seu celular tocou e ele deixou a pequena para poder atender.
– Oi Joanna. Tudo bem? – null perguntou.
– Olá, meu querido. Tudo e com você? Como está a Annie? – a mulher indagou.
– Estou bem e a Annie também. – ele disse, olhando para a pequena que brincava com a avó. – Você não vai acreditar no que aconteceu hoje. Eu estava mostrando umas fotos pra ela e quando ela viu uma foto da null ela disse “mama”.
– Isso é sério? – Joanna perguntou.
– Sério Joanna. Eu até gravei pra te mostrar. – null disse animado. – Deveríamos levá-la ao hospital. Sei que é uma ideia meio louca, mas seria bom a Annie conhecer a mãe, mesmo nas condições em que ela se encontra.
– Isso acontecerá mês que vem, no aniversário de um aninho dela. – Joanna começou. – Falei com o doutor de comemorarmos lá. E ele não viu problema nenhum!
– Que notícia boa. Vou pedir a ajuda das meninas para isso. – null disse. – Tá na hora de preparar a mamadeira dela para colocá-la para dormir. Amanhã aparecemos por aí. Abraço, Joanna.
Depois de receber um tchau da mulher, null caminhou até a sua filha, lhe dando um beijo e indo para a cozinha em seguida, colocando a água para esquentar. O homem ficara feliz com a notícia de comemorar o 1° aninho da sua filha no hospital, com a null. Mas essa alegria não duraria muito!
XXX
Los Angeles, CA – CASE – 19h30min
Novembro, dia 01. Charlie convocara uma reunião com todos os seus agentes para lhes informar acerca da decisão tomada por Joseph e Joanna em relação a null. Embora não os julgasse pela decisão tomada pelos dois, ele não achava justo que os demais só ficassem sabendo na hora em que os aparelhos fossem desligados.
Os primeiros a chegar foram null, null e Dylan, que já tinha um aninho e dois meses. Logo em seguida chegaram null, null, null e null. Por fim, null chegou, acompanhado de sua mãe, que segurava Annie nos braços.
– Dá até uma nostalgia ao entrar nessa sala. – null disse.
– É verdade. – null disse. – Seria melhor se a null estivesse aqui.
Ao falar aquilo, ele baixou a cabeça. Mas logo se recompôs.
– Kathy, você poderia ficar com a Annie e o Dylan lá fora? – Charlie pediu e a mulher assentiu, pegando os dois e saindo em seguida. – Os demais podem se sentar.
– Algum problema Charlie? – null perguntou.
– Não é um problema. Só quero manter vocês informado de algo. – o mais velho disse. Mas ele estava nervoso e ao encarar todos, sentiu um nó na garganta. – O Joseph e a Joanna me procuraram uns dias atrás para falar da situação da null. Como vocês sabem, ela ainda se encontra em coma induzido. – ele respirou fundo antes de dar continuidade. – O Dr. Richard, que é o responsável pela situação da null, entrou em contato com os dois e informou que não havia mais nada a ser feito, a não ser desligar os aparelhos.
– O QUÊ? – null gritou. – Mas eles não concordaram com isso né?
– null, como eu falei, não há mais nada a ser feito. Por isso o doutor falou isso para os dois, pois não queria que eles criassem esperanças em cima de algo que não vai acontecer. – Charlie disse.
– COMO ELE PODE TER TANTA CERTEZA DISSO? ELE É DEUS PRA DIZER O QUE VAI OU NÃO ACONTECER? – null indagou.
– Ele não é Deus, mas é um doutor. Ele lida com isso todos os dias. – Charlie disse.
– ELE NÃO TEM ESSE DIREITO DE DIZER O QUE DEVE SER FEITO. – null não parava de gritar. – ELE NÃO É NINGUÉM PRA DIZER SE A DEVE OU NÃO VIVER.
– Concordo que ele não é ninguém, mas o Joseph e a Joanna são. – Charlie disse, fazendo o homem o encarar sério.
– O que você quer dizer com isso? – null baixou o seu tom de voz, sentindo uma coisa ruim.
– Que os dois assinaram um termo permitindo que os aparelhos que têm mantido a null viva sejam desligados. Amanhã. – ao ouvir isso de Charlie, null voltou a se sentar.
– Isso não é verdade. – null disse. – Como eles dois fizeram isso? A própria null era contra. Daí eles vão fazer? É muito egoísmo da parte deles!
– Não é egoísmo, null. – Charlie disse. – Assim como nós, eles estão sofrendo também. Eles só não aguentam mais ver a filha deles respirando com a ajuda de aparelhos. Eles não acham justo vê-la sofrendo assim!
– Não é justo eles quererem tirar a vida dela. Isso sim! – null disse, se levantando e saindo da sala. null, null e null foram atrás dele.
– Pra onde você vai, null? – null perguntou.
– Vou até a casa da Joanna e do Joseph. Isso não vai ficar assim. – após dizer isso, o homem entrou rapidamente no elevador.
– Acho melhor irmos atrás dele, porque isso não vai dar certo. – null disse, fazendo os outros dois concordarem. Eles só falaram com as meninas, que também decidiram ir.
~*~*~
Los Angeles, CA – Casa da família null – 20h17min
Joanna estava assistindo televisão quando escutou fortes batidas na porta. Joseph, que estava na cozinha, foi até o local e ao abrir, ficou aliviado ao ver null.
– Que susto você nos deu! – Joanna disse.
– Vocês se assustaram? – null perguntou irônico. – Que engraçado, eu também fiquei assustado ao ouvir algo sobre vocês.
– O que você ouviu? – Joseph perguntou.
– Fiquei sabendo que vocês são os piores pais do mundo. – null cuspiu as palavras em cima dos dois. – Quem é o pai ou a mãe que desiste da própria filha só porque um doutor disse que não havia mais nada a ser feito?
– null, você está ofendendo a gente. – Joanna disse.
– E como você acha que eu me senti ao saber disso? – null perguntou. – Senti como se alguém tivesse me apunhalado pelas costas. Só não imaginava que seriam vocês!
– null, se acalme! – Joseph pediu.
– ME ACALMAR? COMO VOCÊ TEM CORAGEM DE ME PEDIR ISSO? – null gritou com o homem a sua frente. – VOCÊS TOMARAM UMA DECISÃO QUE NÃO CABIA SÓ A VOCÊS.
– Somos os pais dela, null. Isso só nós poderíamos decidir. – Joanna disse.
– É aí que vocês se enganam. – null disse. – Isso deveria ser conversado com todos. Não são só vocês que estão sofrendo. Não são só vocês que sentem a falta da null. Todos da CASE se preocupam. Todos sentem. Todos sofrem. E todos têm uma esperança de que ela vai voltar.
– Ela não vai voltar null. – Joseph disse.
– O que te dá tanta certeza? Um doutorzinho de merda? – null indagou. – Vocês já pararam pra pensar no que vai acontecer se os aparelhos da null forem desligados? Em como vai ser depois? Será que a culpa não vai se fazer presente na vida de vocês?
– Nada do que você disser vai mudar nossa opinião. – Joanna disse fria, deixando null perplexo ao ouvir aquilo.
– Vocês dois são egoístas. – null jogou na cara dele. Na mesma hora, os demais chegaram, entrando na casa de Joanna e Joseph. – Vocês estão desistindo da melhor pessoa que eu já conheci. Vocês estão desistindo de uma pessoa que jamais desistiria de vocês ou de qualquer pessoa que estar nessa sala agora. Estão desistindo da mulher que mudou a minha vida e que me fez descobrir o verdadeiro amor. – depois de dizer isso, o homem começou a chorar, baixando a cabeça. – Isso não é justo! Vocês não tinham esse direito.
Ao terminar de falar, null saiu até o seu carro e deu partida feito um louco. Enquanto isso, Joanna e Joseph estavam sem palavras. A mulher chorava, sentada no sofá, enquanto o homem mantinha a cabeça baixa. De repente, null se aproximou dos dois.
– Eu não sou ninguém para falar alguma coisa aqui, mas não posso me calar diante dessa situação. – ele começou, fazendo os dois a encararem. – A única vez que vi o null chorando daquele jeito foi quando ele perdeu o seu pai. Então, isso só prova o quanto ele ama a null e o quanto essa decisão de vocês vai machucá-lo.
– Sinto muito, null, mas não vamos voltar atrás da nossa decisão.
Depois de ouvir isso de Joseph, todo mundo se retirou do local.
**
Los Angeles, CA – HOSPITAL – 15h30min
Todos já estavam no local e aguardavam o momento em que pudesse entrar no quarto onde null ficara esses 09 meses. Depois do ocorrido em sua casa, na noite anterior, Joseph e Joanna só conversavam com Charlie e Miranda. Os demais não conseguiam esconder o quão magoado eles estavam por conta da decisão tomada pelo casal.
– Com licença! – de repente, o Dr. Richard apareceu. – Vocês podem ir para o quarto agora! – ele completou, fazendo com que todos o acompanhassem.
Chegando ao quarto, eles ficaram surpresos ao ver que estava tudo decorado. O local, antes todo branco e com pequenos imóveis, tinha agora muitos balões coloridos. Havia uma pequena mesa com alguns salgadinhos e um bolo. Também tinha uma faixa com a frase "Feliz aniversário Annie & null". O homem não deixou de reparar nesse detalhe. Hoje era o seu aniversário e o de sua filha. Embora estivesse alegre pela pequena Annie, que estava apaixonada pelas bolas coloridas, ele não estava completamente feliz. Um ano atrás, o dia do seu aniversário representou vida, com o nascimento de Annie. Agora, seu aniversário representaria morte. E seria a morte da pessoa que ele mais amou!
– Mesmo em meio às circunstâncias, eu não queria deixar de comemorar o dia em que minha netinha completa um aninho de vida. E sei que a null teria feito uma linda festa! – Joanna começou a falar. – Quero pedir perdão a todos que estão presente aqui. Embora vocês não concordem com a decisão tomada pelo meu marido e por mim, saibam que assinar aqueles papeis foi a coisa mais difícil a se fazer durante todas as nossas vidas.
– Tudo que a gente queria era a null conosco. – Joseph disse. – Eu passei anos longe da minha filha. Passei anos querendo conhecê-la. Querendo cuidar dela, sair pra conversar. E quando finalmente consegui, esses momentos duraram tão pouco. Quem de vocês acha que, um pai ou uma mãe, querem enterrar um filho ou uma filha? – ele indagou e ninguém disse nada. – Não tá certo. Não é justo. E dói tanto! – o homem falou, não conseguindo mais conter as lágrimas.
– Acho que, pelo fato de a null ser uma mulher incrível, imaginar a vida sem ela é extremamente doloroso. – null disse. – Sei que nós viemos aqui para comemorar o aniversário da Annie e do null. Mas isso mudou! Então, por que não falamos algo da null, como se fosse uma despedida? – ela sugeriu, vendo todos se entre olharem. – Ela merece isso!
– Concordo, null. – Charlie disse. – Vou me lembrar da null pela sua teimosia. Muitas vezes ela estava certa. – o homem completou sorridente.
– Vou me lembrar da pequena null pelo seu enorme coração. – Miranda falou.
– Lembrarei da null como minha melhor amiga, que não me fez desistir do que eu realmente queria. – null falou, encarando null, que estava emocionada.
– É até difícil dizer apenas uma coisa. – null começou. – A null era uma ótima ouvinte. Ela podia estar com todos os problemas, mas se alguém chegasse até ela e dissesse que precisava conversar, ela escutaria até o fim!
– Vou me lembrar da null por ela ser persistente. Nunca desistiu do que queria! – null falou.
– A null jamais será esquecida por ela ser tão altruísta. – null falou.
– Ela será lembrada pela sua humildade. – null disse, abraçando null e Dylan.
Agora, só faltava null falar. O homem segurava Annie em seus braços e não deixou de perceber que todos o olhavam.
– Vamos bater os parabéns. – ele disse sério, fazendo os demais suspirarem. null caminhou até a cama de null, ainda com Annie. – Olha a mamãe, filha! – ele disse e a pequena ficou olhando para a mulher.
– Mamãe. – ela disse, fazendo os demais sorrirem.
– Parabéns pra você, nessa data querida, muitas felicidades, muitos anos de vida. – todos cantaram juntos, batendo palmas e fazendo Annie sorrir. – Ra-ti-bum. Annie e null! – null se aproximou com o bolo e a pequena assoprou com a ajuda de null.
[...]
null’s POV
– Obrigada a todos por esse momento. – Joanna disse suspirando pesadamente. De repente, nós fomos surpreendidos pelo Dr. Richard.
– Não queria acabar com esse momento, mas em alguns minutos a equipe estará aqui para desligar os aparelhos e fazerem as últimas anotações. – o homem falou, causando um mal estar em todos nós.
Eu encarei o grande relógio na parede e vi que era 18h15. Daqui a exatos 15 minutos os aparelhos que deixavam null viva, estariam desligados. Um sentimento de impotência estava predominante em mim. Embora tivesse aberto o meu coração para Joanna e Joseph sobre o que null representava em minha vida, não fora o suficiente para eles desistirem dessa ideia. Meu coração estava acelerado e minhas mãos estavam tremendo. Logo, vi todos se levantando e saírem do quarto. Mas eu não conseguia ficar em pé! Estava me sentindo fraco por fora e arrasado por dentro.
– Temos que sair daqui. – Charlie se aproximou de mim e colocou sua mão sob o meu ombro.
– Eu não posso ir embora sem antes dizer para null o que ela representa pra mim, como vocês fizeram. – eu disse e Charlie assentiu. Levantei-me, mesmo me sentindo fraco e fui até a cama de null. Coloquei Annie sentadinha na cama, segurando sua mãozinha pequena e gordinha. Com a minha outra mão livre, eu passei pelo cabelo de null, tocando em seu rosto e em seguida pegando em sua mão. – Nunca pensei que você mexeria tanto comigo. Mas o efeito que você causa em mim é tão grande! E hoje, nesse dia que deveria ser festivo, eu tenho que me despedir de você. Eu tenho que dar adeus para a mulher que mudou a minha vida. E quer saber? Isso é tão difícil. – eu dizia, tentando controlar minha emoção. Mas sabia que, mais cedo ou mais tarde, as lágrimas escorreriam pelos meus olhos. – Tudo mudou desde que eu te conheci. Tenho em mente todos os momentos que juntos passamos. Das nossas brigas. Das nossas provocações. Dos nossos beijos e abraços. Das nossas conversas em família e conversas só nossas. Das nossas saídas com nossos amigos. Ah, null! Foram tantos momentos ao seu lado, que nada, nem o tempo me farão esquecer. – e como eu imaginava, as lágrimas começaram a escorrer. – Eu queria tanto ter uma vida com você e com a nossa filha. Queria tanto você como minha mulher. – ao dizer isso, apertei a mão de null e abaixei minha cabeça, deixando as lágrimas rolarem livremente. – Desculpa ter demorado tanto tempo para dizer que eu amo você. – quando terminei de dizer isso, vi o Dr. Richard entrando no quarto acompanhado de mais algumas pessoas. Encarei o relógio e percebi que só faltavam três minutos para as 18h30. – Eu jamais te esquecerei!
– Preciso que vocês se retirem. – o doutor disse e eu encarei null pela última vez. E ao fazer isso, senti meu coração disparar ao ver uma lágrima escorrer pelo rosto dela.
– null? – eu disse com a voz falha. – Você escutou o que eu disse?
– Pela última vez, é melhor vocês se retirarem. – o doutor falou mais uma vez.
– Ela deixou uma lágrima cair. – disse, fazendo o homem se aproximar. – null, por favor, se estiver me ouvindo, aperta minha mão. – eu pedi e não senti nada. Encarei Charlie, que estava tão surpreso quanto eu. – Por favor, meu amor. Aperta minha mão. – pedi e nada aconteceu. Suspirei pesadamente, prestes a soltar a mão de null. Até sentir um aperto fraquinho. – ELA APERTOU A MINHA MÃO. – eu disse eufórico. – Foi fraco, mas ela apertou. Ela está nos escutando. – ao falar isso, a equipe médica se aproximou.
Tirei Annie de cima da cama, segurando-a em meus braços. Vi o Dr. Richard segurar a mão de null e me encarar com os olhos arregalados.
– Ela acabou de apertar a minha mão também. – ao escutar aquilo do doutor, entreguei Annie para Charlie e voltei a ficar próximo da cama de null.
– Meu amor, se você estiver nos escutando, aperta a minha mão duas vezes. – eu pedi isso, esperando que ela fizesse algo. No entanto, o que aconteceu foi muito melhor do que eu havia pedido. A null simplesmente abriu os seus olhos. – Você voltou! – eu disse, deixando escapar um sorriso acompanhado de lágrimas.
– Eu voltei. – ela disse fraquinho, mas dando um sorriso que fez meu coração acelerar mais ainda. Eu não deixei de me aproximar e dar um beijo demorado em sua testa.
Em seguida, o Dr. Richard pediu licença, pois faria alguns exames em null. Eu assenti, mas não deixei de mostrar nossa Annie para null, que ao ver nossa filha, começou a chorar. Não posso deixar de dizer que foi uma das cenas mais emocionantes que já presenciei.
~*~*~
Depois de sair do quarto em que null estava, null desceu as escadas rapidamente, mesmo estando com Annie em seus braços. Seu desejo era encontrar um de seus amigos pelo hospital, ou até mesmo os pais de null. Um sorriso, misturado com lágrimas, apareceu quando ele viu Joanna e Joseph tomando um café. Os dois, quando se deram conta da presença de null, se levantaram e foram até onde eles estavam. null acabou os surpreendendo com um abraço.
– Os aparelhos já foram desligados? – Joanna indagou, com a voz falha e null não deixou de chorar. – Eu sinto muito, meu querido. Juro que não queríamos isso, mas não aguentávamos mais…
– Ela acordou! – null a interrompeu, fazendo a mulher arregalar seus olhos.
– Que brincadeira é essa? – Joseph perguntou para o homem a sua frente.
– Você acha que eu seria capaz de brincar com algo assim? – null o indagou. – null acordou! A filha de vocês acordou e isso é-é um m-milagre. – ele completou, sendo novamente tomado pela emoção e deixando que mais lágrimas rolassem livremente pelo seu rosto.
– C-como isso é-é possível? – Joanna perguntou.
– Isso só Deus sabe! – null disse, sorrindo um pouco. – O médico pediu que eu saísse do quarto para fazer alguns exames nela. – ele completou, mas foi em vão. Joanna e Joseph já se encaminhavam até o quarto onde null estava.
~*~*~
Após algumas horas fazendo muitos exames, finalmente o Dr. Richard permitiu a entrada dos pais de null ao quarto onde ela estava. A emoção deles, ao ver sua filha acordada e sorrindo foi indescritível. Tanto Joseph como Joanna pediram perdão para null, porque quase desligaram os aparelhos. Ela, por sua vez, pediu que não tocassem mais nesse assunto. Que agora, o que realmente importava era que ela estava ali, com eles. E se fosse possível, muito em breve estaria em sua casa. Pelo menos esse era o seu maior desejo.
XXX
Los Angeles, CA – CASE – 16h17min
Novembro, dia 09. Uma semana havia se passado. E hoje, null sairia finalmente daquele hospital onde passara longos e angustiantes 10 meses. Nesse momento, null e null estavam terminando de ajeitar uma mesa com alguns doces e chocolates na sala de Charlie. null e null estavam na cozinha com Miranda, terminando de fazer alguns sanduíches. null e null estavam terminando de decorar a sala, enquanto Dylan se divertia com os balões coloridos.
null, por sua vez, não conseguia controlar sua ansiedade. Ele andava de um lado para o outro, olhando pela janela de 10 em 10 minutos para ver se null já estava chegando. De repente, ele olhou para o lado e viu sua mãe com Annie. Ele sorriu e pegou a pequena em seus braços.
– Oi, meu amor! – ele disse beijando a bochecha gordinha de Annie, que sorriu pra ele.
– Papa lindo. – ela falou. – Cadê mama?
– Ela já deve estar chegando, minha linda. – null disse. – Você quer ver a mamãe e abraçá-la bem forte? – ele perguntou e ela balançou a cabecinha concordando, fazendo-o sorrir.
– Joanna acabou de me ligar dizendo que eles saíram do hospital. – null disse se aproximando de null, que respirou fundo. A mulher não deixou de sorrir. – Cuidado com o coração, null. Você não pode ter um infarto hoje! – ela brincou, fazendo o homem rir pela primeira vez.
– É fácil falar. – ele disse e ela riu mais ainda. null se aproximou e tocou em seu ombro.
– Em breve você estará com a sua garota! – ele disse e null só ficou mais nervoso. – E dessa vez, nada nem ninguém vai separar vocês. – null completou e null sorriu agradecido. Ele não sabia como seria daqui pra frente, mas guardou as palavras ditas pelo amigo. Não permitiria que nada nem ninguém o separasse de null!
~*~*~
30 minutinhos depois, o carro de Joseph chega até o prédio. Joanna desceu e em seguida, abriu a porta, ajudando null a sair do carro. A mulher não acreditava que estava à frente do prédio e não deixou de sorrir por isso. Depois que acordara do coma, seu único desejo era o de sair daquele hospital e passar mais tempo com sua família, seus amigos, com sua filha e com null.
Charlie chegou logo atrás e rapidamente desceu de seu carro, indo até onde null estava com os seus pais. Ele sorriu para os três e juntos, caminharam até a porta.
– É muito bom tê-la de volta. – Charlie disse para null e todos entraram no prédio, indo diretamente indo até o andar da sala de Charlie, que abriu a porta. Quando null entrou, abriu um enorme sorriso.
– Seja bem-vinda, null! – um coro foi escutado por ela, que agora tinha os olhos marejados.
Seu coração encheu-se mais ainda de alegria ao ver que na sala de Charlie, local onde ela tivera tantos momentos inesquecíveis, estava toda decorada. Havia um mural com muitas fotos dela e dos demais. Uma mesa repleta de doces, salgadinhos e até um bolo decorado. A mulher olhou para todos e um sorriso se alargou em seu rosto. No entanto, ao parar na sua pequena Annie, ela não conteve a emoção. A sua filhinha correu e null abaixou-se, dando um abraço apertado nela.
– Mama! – Annie disse e null chorou mais ainda.
– Oi, meu amorzinho! – ela disse com a voz falha. – Como você é linda! – ela completou, encarando a pequena e enchendo-a de beijos. – A mamãe nunca mais vai ficar longe de você, viu?
Após dizer isso, os demais se aproximaram. null, null e null foram as primeiras a lhe abraçarem. Todas estavam bastante emocionadas. Em seguida veio null, null e null. Dylan também se aproximou e null lhe deu um beijo na bochecha, dizendo que era sua titia null e que ele era muito lindo. O pequeno sorriu e deu um beijo no rosto dela também. Logo após, veio Kathy e Miranda, que estavam muito emocionadas. Por fim, mas não menos importante, null saiu de onde estava e se aproximou de null. Ele pensou que seu coração saltaria para fora a qualquer momento e até tentou controlar seu nervosismo, mas quando ficou cara a cara com null, viu que isso seria inútil. A mulher não estava diferente. Seu coração batia forte e suas mãos tremiam. Sem conseguir controlar a emoção que sentia, ela começou a chorar e agarrou o homem, passando suas mãos pelo pescoço dele e ficando de pontinha de pé. null se assustou com a atitude dela, mas logo se entregou ao abraço. Ele levou uma de suas mãos ao cabelo da mulher e não deixou de sorrir ao sentir o cheiro dos cabelos dela.
null pigarreou, fazendo os dois se olharem, mas antes de soltar null, null depositou um beijo na testa da mulher e sorriu para ela.
– Obrigado por ter voltado pra mim! – ele falou tão baixo, que por um tempo pensou que ela não tinha escutado.
– Obrigada por não ter desistido de mim! – ela o respondeu, surpreendendo-o.
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Los Angeles, CA – Casa do null – 19h19min
Depois de uma tarde de muitas conversas, além de ter matado a saudade de null, todos decidiram ir para o condomínio onde null e null morava, ficando na casa de null. null resolveu ligar o som, fazendo os demais rirem. No entanto, em poucos minutos, todos – exceto null, pois ainda precisava tomar alguns cuidados – estavam no meio da sala, dançando. null, por sua vez, sorria bobamente ao ver sua pequena Annie dançando animada com Dylan. Foi então que ela virou o seu rosto e sentiu seu coração acelerar de novo. Seu olhar cruzou com um par de olhos verdes e um sorriso tímido apareceu. null dançava abraçado com sua mãe, que ao perceber a troca de olhares dele com null, cochichou algo em seu ouvido. Então, depois de dar um beijo no rosto de sua mãe, ele saiu em direção a null. A sensação de nervosismo voltou. Mas ele respirou fundo e quando estava perto dela, a encarou.
– Oi. – ela disse.
– Oi. – ele disse.
– Quer dar uma volta comigo lá fora? – null perguntou e viu o homem a sua frente arquear uma sobrancelha. – Preciso de um pouco de ar! – ela completou.
– Claro! – null disse e ela se levantou, saindo da casa de null.
Logo os dois estavam caminhando pelo enorme condomínio. Então null teve uma ideia e parou a frente de null, que o olhava sem entender.
– Algum problema? – ela perguntou.
– Preciso te mostrar algo! – null disse e antes que ela pudesse responder, ele já havia pegado em sua mão e a conduzia até o seu carro, dando partida rapidamente.
null’s POV
Depois de entrar no carro com null e ele ter saído sem dizer mais nada, finalmente chegamos a um lugar. E sobre isso? Eu me lembrava bem desse lugar! null havia me trazido ao parque, o mesmo que me trouxera há oito anos. Lembrei-me vagamente desse dia, principalmente da música do Bon Jovi que ele cantou e logo depois demos nosso primeiro beijo. Suspirei e o encarei, vendo-o sair do carro e dar a volta, abrindo para que eu pudesse sair. Segurei em sua mão e ia soltá-la, mas null não deixou! Sabe por quê? Ele simplesmente entrelaçou sua mão com a minha. Olhei para as nossas mãos unidas e depois para ele, que olhava pra frente e começava a caminhar.
O vento batia em nós, bagunçando os nossos cabelos. Olhei mais uma vez para null e ele continuava a olhar para frente, como se estivesse pensando em alguma coisa. Não acreditava em como havia passado tanto tempo sem encarar os lindos olhos de null. Não acreditava em quanto tempo havia ficado sem sentir o seu toque, que trazia a mim sensações tão incríveis.
De repente, ele me puxou e nos sentamos em um banco. Exatamente no mesmo banco onde nos sentamos a primeira vez. Não pude deixar de sorrir ao lembrar-se dele segurando um violão e logo em seguida, cantando. Eu o olhei e finalmente ele olhou pra mim também. Engoli em seco ao ver que algumas lágrimas desciam de seus olhos. Nunca, em hipótese nenhuma, eu imaginei vê-lo chorar. Com a sua mão livre, ele passou pelo meu rosto, fazendo um carinho gostoso.
– Eu desejei tanto por esse momento! – null disse com a voz tão falha, que por um momento eu pensei que esse homem a minha frente não era aquele homem sério. – Só Deus sabe como eu tive medo de te perder, null! – ele completou.
– Posso te contar uma coisa? – perguntei com certo receio. Mas ao vê-lo assentir, eu respirei fundo e o encarei. – Não sei explicar bem o que aconteceu no dia em que acordei do coma, mas lembro-me da sua voz. – disse e null passou a me encarar, de uma forma curiosa. – Lembro-me de ouvir você pedindo desculpas por ter demorado tanto tempo para dizer que me amava. Mas não sei se era real, ou se estava sonhando ou delirando. – ao dizer isso, vi null arregalar os seus olhos. – O que foi?
– Eu realmente disse isso. E, logo depois, quando o Dr. Richard entrou pedindo que eu saísse do quarto, olhei pra você e uma lágrima havia escorrido pelo seu rosto. – ao escutar aquilo dele, meu coração voltou a acelerar.
– null… – comecei, sentindo minha voz falhar. – Eu voltei por sua causa! – falei e deixei as lágrimas rolarem pelo meu rosto. – Você me fez voltar. – completei e me aproximei dele, encostando minha testa da dele e roçando meu nariz no seu. – Acho que vou te beijar! – disse e vi um lindo sorriso formar no rosto dele.
– Se você continuar próxima desse jeito, eu também acho que isso vai acontecer. – null me respondeu e sem pensar duas vezes, selei meus lábios nos dele.
Como eu estava com saudade desse beijo! Como eu senti falta do null. Como ele conseguia causar tantas sensações em mim, que eu nem sabia explicar, apenas sentir!
– Não sabia desse seu lado romântico. – eu disse para null, que sorria sem jeito.
– Descobri muitas coisas depois que te conheci. E acredite, não me orgulho muito. – ao escutar isso, dei um tapa em seu braço. – AI! Pra quem precisa de “cuidados”, tô achando que você tá bem fortinha já. – gargalhei ao ouvir isso. – A verdade é que descobri muita coisa por sua causa e quero continuar fazendo isso. – ele falou e o encarei.
– Tem certeza? – indaguei. – Não me incomodo de ter um null null insuportável em minha vida. Afinal, já aguentei tantos anos. – completei e foi à vez de receber um tapinha dele (nada forte, é claro!).
– Não me incomodo de ter uma Sra. null na minha vida, mesmo ela sendo chata. – null disse e eu arqueei uma sobrancelha. O que ele quis dizer com Sra. null?
– Não entendi o Sra. null. – disse e ele tirou algo do seu bolso.
– Se você aceitar se casar comigo, você será a Sra. null. – ele disse e coloquei as mãos na boca. – Então, o que você me diz?
– Seria muito boba se dissesse outra coisa a não ser um SIM. – falei e mais uma vez o beijei.
– Sr. Insuportável e Sra. Chata. – ele disse enquanto colocava uma aliança em meu dedo. – Será que isso vai dar certo? – ele indagou e eu dei de ombros.
– Não vamos saber se não tentarmos. Mas o que eu sei é que, eu não tentaria isso, se não fosse com você. – depois de dizer isso, null me beijou mais uma vez.
Fim?
Nota da autora: Oi pessoinhas que lêem DI. Tudo bem, tudo bom?
Eu gostaria de falar algumas coisinhas.
1. gostaria de agradecer, de coração a minha beta (Daf linda <3) e a minha amiga Amanda (Mandy linda <3). Obrigada meninas, por não terem desistido de mim e terem me ajudado quando pensei em desistir de postar DI. O apoio de vocês foi de suma importância.
2. OBRIGADA A TODOS OS LEITORES. Obrigada a cada uma que se dedicou em ler minha história (primeira que postei aqui no site). Confesso que o resultado foi lindo demais e que eu não esperava tanto AMOR. Mas, sou grata por vocês, que ganharam um espaço no meu coração. DOUBLE IDENTITY foi um grande desafio pra mim. Mas eu amei escrevê-la. E é lindo demais ver que as pessoas se dedicaram para lerem a história (amava quando me procuravam no twitter pra saber quando eu ia postar).
3. Não sei se vocês estavam esperando por isso que vou "dizer" agora. Então, é com muita alegria que gostaria de compartilhar com vocês que DI terá uma nova temporada (vocês acharam que era o fim? HAHAHA). Confesso que foi surpresa até pra mim. Mas é porque um dia, numa bela noite, eu tive um sonho MUITO LEGAL. E também algumas amigas sugeriram que eu continuasse DI. Então, juntei uma coisa a outra e pensei: por que não? Mais um desafio pra mim!
Então, eu espero que vocês continuem me acompanhando. E quem quiser tirar alguma dúvida da primeira ou segunda temporada, podem me procurar no tt (@kjeessica_), no facebook (Karla Jéssica) ou mandem um e-mail (karlajessica42@gmail.com).
Conto com vocês e até a terceira temporada de DI. Beijo enorme pra todos! <3
Nota da autora: Que autora mais linda! O prazer é meu por betar essa história maravilhosa! Estarei aguardando ansiosamente mais uma temporada de DI <3
Qualquer erro nessa atualização são apenas meus, portanto para avisos e reclamações somente no e-mail.
Para saber quando essa linda fic vai atualizar, acompanhe aqui.
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