Finalizada em: 15/02/2019
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Prólogo


Abri os olhos aos poucos, percebendo a claridade no quarto, e suspirei. Girei o corpo para o lado e vi que já estava sozinha na cama. Me sentei e encontrei no outro cômodo, olhando alguns papéis em minha mesa, ainda de pijamas. Fui até o cabideiro e peguei um robe branco e o vesti, fazendo um laço no mesmo, e me abaixei rapidamente para acariciar Molly, a dálmata filhote que estava esticada na caminha ao lado da minha.
Atravessei o quarto, seguindo para o outro cômodo e ele ergueu os olhos, sorrindo para mim, abaixando os papéis um pouco. Segui para a parte de trás da mesa e apoiei minhas mãos em seus ombros, debruçando meu corpo por um momento e colando meus lábios nos dele levemente.
— Bom dia, minha rainha! — ri fracamente como todos os dias.
— Bom dia, ! — suspirei. — Que horas são?
— Quase oito... — arregalei os olhos.
— Você deveria ter me acordado! — reclamei.
— Não consegui, amor. Você estava dormindo tão calmamente e o dia ontem foi tão cheio. — ele falou com aquele sorriso sereno no rosto e eu suspirei.
— E hoje será novamente, eu tenho uma reunião com a primeira-ministra da Alemanha, eles querem estreitar laços comerciais. — revirei os olhos.
— Vá sem pedras na mão, ouça o que eles têm a dizer. Somos o menor país aqui, estreitar relações comerciais com os países aqui perto será a melhor coisa a se fazer.
— Ah, como eu gostava quando você era meu primeiro-ministro. A gente tem tanta sintonia. — me sentei na cadeira em frente a , que riu.
— Por isso mesmo que eu deixei meu posto de primeiro-ministro para Odette, temos muita sintonia, principalmente entre quatro paredes. — gargalhei fracamente e ele sorriu.
— Estou feliz por você ser meu fiel conselheiro, mas você merece mais, estudou tanto para isso... — ele deu um pequeno sorriso, segurando minha mão por cima da mesa.
— Eu já estou muito feliz por ser o namorado da rainha de Pollemani. — revirei os olhos.
— Te falta entusiasmo, ! — ele sorriu.
— Ah não, acredite, eu tenho muitos planos para nós dois. — ele se levantou. — Afinal, já estamos com 37 anos, precisamos evoluir. — revirei os olhos.
— Você é um tolo! — ele negou com a cabeça.
— Ah, não, com um ano a menos o príncipe William já tem três filhos.
— Mas o príncipe William nasceu como monarca, eu descobri que sou uma há sete anos. — ele ponderou com a cabeça.
— Você tem razão! — ele falou.
— Além de que eu já sou rainha do meu país há sete anos, ele está bem longe que chegar ao trono. — dei de ombros e riu.
— Mas ele já tem herdeiros. — suspirei. — Mas ok, não é uma competição, se fosse, ele estava com problemas! — sorri, sentindo-o colar os lábios nos meus rapidamente.
— Odeio pensar nessa questão de herdeiros, sei que existem tratamentos e muitas opções, mas pensar que eu tenho que ter um filho, pelo menos, em até cinco ou seis anos, me assusta. — Ele passou os braços na minha cintura.
— Como eu disse, eu tenho planos para nós dois. — sorri, acariciando seus cabelos. — Mas é tão difícil quando se namora a rainha, ela está sempre ocupada. — ri fracamente.
— Você é um tolo. Eu não sou uma rainha entre quatro paredes...
— Bom dia, vossa majestade, vossa alteza! — virei o rosto para a porta do quarto, vendo Charlotte entrar com alguns empregados. — Trouxe o café da manhã para vocês. — dei um pequeno sorriso.
— Sim, você é rainha entre quatro paredes, cem por cento do tempo, 24 horas por dia, sete dias da semana, 365...
— Eu entendi, ! Obrigada! — falei, acariciando seu rosto e dando um rápido beijo em sua bochecha. — Bom dia, pessoal! — falei para Charlotte e os empregados que organizavam a mesa com meu café da manhã. — O que o chef Antonio preparou para mim?
— O mesmo de sempre. — Charlotte falou e eu sorri, vendo puxar a cadeira para mim e eu me sentei, ajeitando o robe.
— Você quer me passar as informações do dia? — perguntei para Charlotte e se sentou em minha frente.
— Acho que pode esperar, vossa majestade. — assenti com a cabeça e puxei a cobertura de meu prato, perdendo a respiração por alguns segundos.
Meu prato estava vazio, obviamente, a comida do chef Antônio era boa, mas não para me tirar o fôlego. No lugar onde deveria estar meus ovos mexidos e minhas torradas habituais, estava uma pequena almofada com um anel em cima. Ele era de ouro rosado, possuía uma pedra rosada no meio e outros pequenos diamantes incrustados em volta dele inteiro. Eu reconhecia aquele anel de outros momentos. Era o anel de minha mãe, o mesmo que meu pai havia lhe dado para pedi-la em casamento.
— O que é isso? — ergui o rosto para .
— Eu disse que tinha planos para nós, vossa majestade. — ele se levantou. — E como eu sei que você não pode tirar 10 minutos do seu dia para ser só , eu preciso me virar com as alternativas. — dei um pequeno sorriso e ele pegou o anel do prato, se ajoelhando em minha frente. — , estamos juntos há somente dois anos, mas sinto que lhe conheço há muito mais tempo. Você se tornou uma rainha exemplar, reconhecida e amada no mundo todo e eu fico incrivelmente feliz pelas oportunidades que você tem me dado, inclusive a oportunidade de ser seu namorado. — sorri. — Eu sei que, fazendo esse pedido, tudo irá mudar: para você, para mim e para o futuro de nosso país. — assenti com a cabeça. — Mas eu não consigo me ver de outra forma sem você ao meu lado. — engoli em seco. — Sei que eu não terei o título de rei para governar ao seu lado, mas eu estarei lá, como seu fiel conselheiro, até o fim de nossas vidas. — abri um largo sorriso. — Por isso, vossa majestade, eu gostaria de saber se eu sou digno em pedir sua mão em casamento!
— Sim, Lorde de Steinau, e futuro príncipe consorte, sim, você é digno de propor vossa majestade em matrimônio. — abri um largo sorriso.
— Então, vossa majestade Amélia Green Turner Carlisle, você me daria a honra de se casar comigo? — ri fracamente, sentindo meus olhos cheios de lágrimas.
— Sim, Lorde de Steinau, eu aceito me casar contigo! — falei e ele segurou minha mão, deslizando o anel delicadamente pelo dedo, dando um beijo em cima do mesmo quando o fez.
— Eu te amo! — ele falou, se levantando, e eu fiz o mesmo, passando meus braços pelos seus ombros, colando nossos lábios delicadamente e ouvindo os aplausos dos outros empregados.
— Eu te amo. — repeti quando nos afastamos e ele sorriu. — Para sempre. — sorri. — E esse anel, não poderia ter escolha melhor. — ele assentiu com a cabeça.
— Sabia que o reconheceria. — encarei o anel em meu dedo. — Seu avô deu para sua avó quando a propôs em casamento, ela deu para seu pai quando pediu sua mãe em casamento e agora, eu consegui recuperar das joias da coroa e lhe entrego. Quem sabe não nos dê um pouco de sorte? — ele comentou e eu sorri, abraçando-o fortemente.
— Eu não preciso de sorte quando te tenho ao meu lado. — falei baixo em seu ouvido. — E vocês me enganaram! — virei para Charlotte, que estava emocionada, entre choros e risadas.
— Me desculpe, vossa majestade, mas foi ideia de vossa alteza, somos românticos. — Charlotte falou e eu sorri, abraçando-a rapidamente.
— Eu adorei, obrigada! — sorri. — Mas diga ao chef Antonio que eu gostaria do meu café da manhã agora! — falei e eles riram.
— Vamos pegar a bandeja certa, vossa majestade! — uma de minhas empregadas falou sorrindo e eu virei para novamente, não conseguindo tirar o sorriso de meu rosto.


Capítulo Único


Observei os quadros nas paredes e respirei fundo. Apertei minhas mãos nos braços do trono e me levantei, sentindo meus chinelos deslizarem pelo chão, e me aproximei do quadro de meus pais. Dei um pequeno sorriso olhando para a pintura de ambos ao lado da minha e pensei se eles ficariam felizes por mim. Eu não me lembro de meu pai, mas até meus 18 anos minha mãe sempre me apoiou em minhas decisões, mas eu nunca tive um namorado para ela aprovar, então penso se ela aceitaria como meu esposo.
Creio que sim, era uma pessoa maravilhosa e é o único motivo de eu estar aqui sentada nesse trono hoje. Foi por sua confiança em mim e forte inspiração que permitiu que eu fizesse perfeitamente esses sete anos de reinado. Dois com ele ao meu lado em todas as situações, inicialmente como meu primeiro-ministro e agora somente como meu fiel conselheiro e amante.
Era até engraçado pensar nisso, em todas as minhas situações observando a família real, nunca soube de uma rainha jovem como eu, namorando e vivendo a vida pessoal dessa forma, somente príncipes que casavam e, quando eram coroados, já tinham seus parceiros ao seu lado.
— Majestade? — virei o rosto, encontrando Charlotte me esperando. — Acordou cedo.
— Difícil dormir no dia do seu casamento. — ela sorriu, assentindo com a cabeça.
— Repensando sua decisão? — me virei para ela, colocando a mão no bolso do robe.
— Não, só pensando se meus pais aprovariam . — ela sorriu.
— Com toda certeza, . Creio que é o melhor homem. — ela se aproximou de mim. — Ele é um verdadeiro parceiro, te apoia e te aconselha em todas as decisões. Vocês são aqueles casais ideias. Como os jovens chamam?
— Shippáveis? — falei e ela riu, confirmando.
— Sim, exatamente. Você está sendo mais aclamada do que príncipe Harry e Meghan Markle. — Ri fracamente.
— Eu não quero ser aclamada, Charlotte, eu quero ser feliz, acordar todas as manhãs sabendo que eu fiz a decisão correta.
— Alguma vez você já duvidou? Tanto da sua vida como monarca, como da sua vida com ? — suspirei.
— Nunca. — virei para o quadro novamente. — Pois em todas as vezes que eu pensei em duvidar, ele estava lá para me fazer tirar essa ideia louca da minha cabeça.
— Exatamente, vossa majestade. Podemos ir? Temos muitas coisas para fazer. — suspirei.
— Vamos sim! — falei, dando o braço para ela e seguindo pelos corredores do palácio. — Sabe me informar onde está meu noivo?
— Sei sim, mas não o farei. É tradição que os noivos não se vejam no dia do casamento.
— Ah, que ótimo, pelo que eu me lembre, ontem à noite ele estava na minha cama quando eu dormi. — rimos juntos, seguindo novamente para meus aposentos.
— Exatamente, e ele teve que sair antes que vossa majestade acordasse. — ela empurrou a porta do meu quarto e vi várias pessoas lá para me preparar para o meu casamento. Todos fizeram uma rápida reverência para mim, mas eu conhecia todos os rostos, eram pessoas da casa já.
— Por onde eu começo? — perguntei.
— Tem uma surpresa para você no closet que adoraria sair de lá. — Joana falou e eu franzi a testa. Atravessei meu quarto, empurrando as portas duplas do meu closet, acendendo as luzes.
— Surpresa! — ouvi um coro e levei a mão à boca quando encontrei Lavínia, Andrew e Jonathan ali dentro.
— Ah, gente! — levei as mãos à boca. — Vocês estão aqui!
— Nós não poderíamos perder esse dia tão importante para você! — Lavínia falou, abrindo os braços para mim, e eu a apertei também, apoiando meu rosto em seu ombro e Andrew e Johnny entraram no abraço.
— Eu amo vocês, muito obrigada! — me separei de Lavínia, abraçando Andrew e Johnny em seguida.
— Bem, nós não perderíamos o casamento de uma rainha, não é mesmo? — Johnny brincou e gargalhamos juntos.
— Além de que sabemos como você deve estar pensando na sua família hoje. — Lavínia segurou minha mão. — Somos sua família desde que você tinha 16 anos, somos um quarteto que sempre se apoiou e sempre esteve junto, não poderíamos te deixar sozinha nesse dia tão importante. — sorri, apertando-a pelos ombros.
— Obrigada, significa muito para mim! — falei.
— Mas e aí, quem é o noivo? — Andrew falou, beliscando uma bolacha que estava na mesa arrumada em meu quarto.
— É o , seu idiota! — Johnny deu um tapa em sua cabeça. — Aquele bonitão, com pinta de bom moço que a gente conheceu na coroação! A gente te falou! — eles riram.
— Ah, aquele? — Lavínia e Johnny reviraram os olhos. — É, ele tem cara de ser bom moço mesmo, bem principezinho mesmo. — ri fracamente e o puxei pelo braço, aproximando minha boca de seu ouvido.
— Posso te dizer que ele não tem nada de principezinho entre quatro paredes. — cochichei e ele arregalou os olhos, e eu assenti com a cabeça.
— Vai, ! — ele disse e eu sorri.
— Bom, acho melhor começar, temos somente quatro horas até a cerimônia. — Charlotte falou e eu sorri.
— Vamos lá, gente! Me deixem bonita para o ! — brinquei e eles riram.
— Venha cá, vossa majestade! — o cabeleireiro oficial disse e eu me aproximei dele, me sentando à penteadeira.

— Obrigado, Victor, está maravilhoso! — falei para o cabeleireiro, observando o delicado penteado que ele tinha feito em meus cabelos.
— O que acha, Lav? — virei para minha amiga, que tinha lágrimas nos olhos. — Ah, Lav!
— Isso tudo é tão surreal, amiga! — ela falou, se levantando da poltrona. — Você vai se casar! — ri fracamente.
— Isso é o mais surreal? Eu sou rainha de um país! — rimos juntas.
— Acredite, eu me acostumei até com isso! Mas você vai se casar, minha amiga. E com o cara que você era prometida.
— Para você ver como são as coisas. — suspirei. — Quando eu ouvi minha avó falar que eu tinha um noivo me esperando, eu surtei. — neguei com a cabeça. — Bem, eu já estava surtando muito antes disso. Acabou que eu me apaixonei por ele.
— Imagino que sua avó sabia muito mais do que você! — ri fracamente.
— Provavelmente! — Victor me deu a mão e eu levantei, seguindo para outra cadeira perto das maquiagens. — Eu não sei, eu fiquei sete meses com aquele homem na minha cola até o dia da minha coroação me ensinando tudo o que eu poderia aprender e, quando ele foi estudar, eu senti muita falta dele. — ela abriu um largo sorriso.
— É bom ver você feliz assim, minha amiga. Mesmo comandando um país, você ainda achou um espaço para o amor.
— Bem, começou com um beijo, depois com uns amassos na sala do trono, quando eu vi tínhamos dormido juntos. — ela riu fracamente. — Foi difícil explicar isso para Charlotte quando ela apareceu no meu quarto.
— Ah, a rainha! — Andrew deu um largo sorriso. — Se pegando escondida no castelo com o primeiro-ministro, que escândalo!
— Nunca foi divulgado! As informações certas foram que “a rainha e o primeiro-ministro se conhecem melhor em viagem para...” — coloquei a cabeça para funcionar. — Romênia, acho. — eles riram.
— Cara, isso é fantástico! A rainha, cara! Se pegando com um cara, mano! — Johnny gargalhou. — Ele é seu primo, não é?!
— Terceiro grau, mas é sim! — sorri, negando com a cabeça. — Mas sabe o que é mais estranho disso tudo? — virei para ele.
— O quê? — Johnny perguntou com a boca cheia de doces.
— Rainhas não se casam, elas ascendem ao trono casadas! — suspirei, sentindo o maquiador começar a preparar minha pele.
— Também, elas se tornam rainhas com 100 anos, você tinha 30 quando subiu ao trono. — Andrew comentou.
— A Rainha Elizabeth tinha 26 anos quando se tornou rainha. — expliquei.
— A Rainha Elizabeth nasceu há dois mil anos! — Lavínia falou e todos gargalhamos, incluindo meus empregados.
— Fica quieta, ela vai estar aqui hoje!
— Sério? — abri os olhos, encontrando Lavínia próxima a mim.
— Sério! Ela e outras 400 pessoas incluindo governantes, presidentes, realeza, embaixadores e sei lá mais quem, a lista está com Charlotte. Além dos convidados habituais, obviamente.
— Meu Deus! — Lavínia falou surpresa. — Quantas pessoas terão nesse casamento?
— Cerca de 700. — suspirei. — Isso na igreja, na recepção terão mais umas duas mil.
— Bom, se eu não pegar ninguém hoje, assino meu atestado de perdedor! — Andrew falou e ri fracamente.
— Só toma cuidado com quem você vai pegar, garanta que não seja nenhuma realeza ou filha de algum chefe de estado para não ter problemas depois. — falei calmamente, encarando Andrew, que tinha um sorriso no rosto.
— Imagina só, “Pollemani quebra acordo com país X, pois melhor amigo da rainha pegou e não ligou”. — Lavínia falou gargalhando.
— Seus amigos são ótimos, vossa majestade! — Jane falou e eu sorri.
— Poderiam ser mais discretos! — comentei com ela, que sorriu. — Mas Lav tem razão, Andrew, você costuma não ligar. — pisquei para ele que sorriu.
— Eu não costumo pegar, imagina ligar! — ri fracamente, negando com a cabeça.
— Vossa majestade! — ouvi a voz de Charlotte e abri o olho. — Precisamos decidir mais uma coisa. — ela falou e eu olhei para o maquiador.
— Me dá dois segundos, por favor? — pedi para Al, que assentiu com a cabeça, se afastando. — Diga!
— Você ainda não me informou com quem vai entrar. — ela falou baixo e eu suspirei.
— Eu não sei, Char! — passei a mão na testa. — Eu não tenho pais, eu não tenho avós, acho injusto ter que escolher um dos meus amigos para entrar comigo ou algum irmão de . — suspirei.
— Eu tenho uma sugestão. — ela disse, segurando minha mão.
— Qual?
— Lionel. — ela sorriu.
— Ah, meu Deus! — suspirei. — É uma ideia muito boa!
— Ele e eu somos as duas pessoas, além de , que mais fizemos parte da sua vida nesses anos todos. — sorri.
— Sim, vocês foram, Char! — segurei suas mãos. — E sei que você estará ao meu lado.
— Sempre, vossa majestade. — a abracei fortemente.
— O que acha da minha escolha? — perguntei.
? — rimos juntas. — Eu o conheço desde que nasceu. Ele teve sua fase rebelde em sua época de piloto de caça na força aérea de Pollemani, mas ele se tornou um homem incrível. Vocês dois já são uma dupla incrível, mas serão muito mais. — ela segurou meu rosto. — Você se tornou uma grande governante...
— Por causa de . — suspirei.
— Exato! Vocês são uma dupla perfeita e serão muito mais. Você não poderia ter feito escolha melhor. — sorri.
— Obrigada, Charlotte! E pode falar para Lionel que quero que ele me entregue a .
— Será um prazer, vossa majestade! — ouvi a voz de Lionel e me aproximei do mesmo, sentindo-o me segurar pela mão, e eu o abracei fortemente.
— Muito obrigada, por tudo mesmo! — ele sorriu e acariciou meu rosto.
— Estamos contigo para sempre, . — Lionel falou e eu sorri.
— Vamos continuar, então? Que essa rainha precisa ficar mais bonita ainda. — Lavínia falou e sorri, voltando ao meu lugar.

Olhei meu corpo no espelho, respirando fundo. Eu ainda estava só de robe, com o pijama por baixo, mas a maquiagem já estava feita e meus cabelos muito bem arrumados pelos meus dois grandes empregados. Olhei para eles, que sorriram.
— Você está incrível, vossa majestade! — Charlotte falou e eu suspirei.
— Está linda, amiga! — Lavínia falou fingindo que limpava as lágrimas e eu ri fracamente.
— Obrigada, gente! Por todos que estão trabalhando junto comigo e na organização. Quero que eles saibam do quão grata eu estou, Charlotte. Por favor. — ela assentiu com a cabeça.
— Pode deixar, vossa majestade. A informação será repassada. — sorri.
— Quanto tempo temos, Charlotte? — perguntei e ela olhou rapidamente em seu relógio.
— Cerca de uma hora ainda. — ela disse.
— Será que vocês poderiam me dar um tempo antes de eu me enfiar naquele espartilho?
— Claro, vossa majestade. — Charlotte olhou para os outros empregados e para meus amigos, que também já estavam vestidos, e eles começaram a sair de meus aposentos.
— Avise quando quiser que a gente volte! — Johnny falou e eu sorri, assentindo com a cabeça.
Suspirei quando as portas se fecharam e eu me vi sozinha novamente. Bom, em partes, tinha certeza que tinha um segurança em cada lado da minha porta e outros nas sacadas, mas me permiti sentar um pouco no sofá, pensando em tudo o que estaria prestes a acontecer.
Eu iria me casar em cerca de uma hora! Isso era loucura!
Ri sozinha, pensando nisso, e voltei alguns anos em meus pensamentos. Acho que eu nunca tinha sonhado em me casar, nem quando eu era pequena lá em Londres, mas quando conheci , parece que as coisas simplesmente tornaram seu rumo. E cada dia que passa, meu amor por ele só cresce e eu tenho mais planos para nossa vida.
Mas era difícil pensar nisso sendo rainha de um país, eu tinha muitos compromissos e em muitos dias, eu só encontrava ele na parte da noite, isso quando ele não entrava escondido para que Lionel ou Charlotte não viessem dar uma de pais e falar que uma rainha não deveria ter seu namorado em seus aposentos antes do casamento. Vemos como isso deu muito certo. Depois de três ou quatro vezes, até a própria segurança ajudava com que ele entrasse em meu quarto sem que ninguém o visse.
— Com licença, majestade! — virei o rosto para a sacada, me assustando ao ver entrando pela mesma.
— Oh meu Deus, ! — me levantei rapidamente, vendo que ele estava cansado. — Você escalou de novo?
— Fazia tempo que eu não fazia isso. — ele falou com a respiração falha e eu ri, negando com a cabeça.
— Você não tem mais idade para isso, Lorde de Steinau! — falei e percebi que ele estava com a calça de seu uniforme militar e com uma regata por cima.
— Você está linda! — ele falou, se aproximando de mim e segurando minhas mãos.
— Eu não estou pronta e você não deveria estar aqui! — passei a mão em sua nuca, notando-a suada.
— Eu queria te ver mais uma vez sozinha, antes de todo aquele espetáculo que vai acontecer. — rimos juntos.
— Você sabe que, se dependesse de mim...
— Sim, fugiríamos para Londres e nos casaríamos com nossos amigos mais íntimos. — ele passou as mãos em minha cintura. — Mas você é a rainha, e não é forma de dizer! — sorri, abraçando-o fortemente.
— Sim, e mesmo você não levando o título, você sempre será o meu rei! — acariciei seu rosto levemente, sentindo-o dar um beijo em minha mão.
— Tem certeza que você quer fazer isso? — ele me perguntou e eu franzi a testa.
— O que quer dizer com isso, ?
— Eu não quero que você se case comigo por se sentir obrigada!
— Mas é claro que não, meu amor. Não fale besteiras! — colei nossos lábios rapidamente. — Eu te amo e eu te amarei para sempre. Gostaria, sim, de ter algo mais simples, mas meu posto não me permite. — suspirei. — Então, fingirei que só têm nós dois naquela igreja.
— Difícil, mas acho uma boa ideia! — ele comentou, me apertando fortemente. — Eu te amo mais que tudo, vossa majestade. Você é a pessoa mais importante da minha vida e eu lutarei todos os dias das nossas vidas para te fazer feliz, ok?!
— Não precisa lutar como se estivéssemos em uma guerra, só me faça sorrir mesmo quando tudo estiver difícil. — colei nossos lábios rapidamente e ele sorriu.
— Pode deixar, vossa majestade! — rimos juntos e eu o apertei fortemente em meus braços, suspirando contra seu ouvido.
— Eu te amo, eu te amo, eu te amo. — sussurrei.
— Mal vejo a hora de te ver de noiva, sabia? — ele cochichou e eu sorri.
— Em breve. — nos afastei devagar. — Aguarde mais alguns minutos. — ele assentiu com a cabeça.
— Vossa majestade, vossa alteza! — Barry, segurança que ficava em uma das sacadas, entrou no quarto.
— Sim? — falei.
— Seus irmãos estão te chamando, vossa alteza. — bateu a mão na cabeça e saímos juntos pela sacada.
— Vem logo, cara! Nos descobriram! — Dejan, irmão mais velho de , falou, olhando para todas as direções, enquanto Adam, irmão mais novo, corria pelos jardins com quatro seguranças atrás dele.
— Eu te vejo na igreja, ok?! — deu um rápido beijo em meus lábios novamente e se debruçou na sacada novamente.
— Eu serei a mulher de branco! — pisquei e ele riu fracamente, apoiando as mãos na sacada, já com os pés para fora.
— Vem, cara! — Dejan falou desesperado novamente e pulou da sacada, caindo dois andares para baixo, nos jardins do palácio, e saiu correndo com Dejan, enquanto James era pego pelos seguranças.
— Só ele, vossa majestade! — me debrucei na sacada, vendo e seu irmão correndo para dentro.
— Uma certeza que eu tenho é que eu nunca ficarei entediada, Quincey. — rimos juntos. — E só você para permitir isso. — dei um leve toque em seus ombros.
— Permitir? Eu dei a escada a eles! — percebi a escada apoiada na parede com trepadeiras e neguei com a cabeça.
— Obrigada. Foi muito bom vê-lo, se por acaso eu tinha alguma dúvida sobre meu casamento, elas sumiram! — abracei o mesmo rapidamente, voltando para dentro. — Se puder informar para meus empregados que eles podem entrar, eu tomarei uma ducha rápida.
— Sim, majestade! — ele sorriu e eu assenti, indo para o banheiro.

— O que acha, majestade? — a estilista falou quando finalizou de abotoar os botões das costas e eu me virei, surpreendendo a todos que estavam em meus aposentos.
— Você está linda, ! — Lavínia falou e eu sorri.
Ellie me deu a mão, ajudando-me a descer do pequeno palco, e eu segui até o espelho, abrindo um largo sorriso ao ver meu reflexo naquele vestido maravilhoso que a jovem Ellie Weddburgh tinha feito. Ele era simples e exuberante ao mesmo tempo, me identificava em jeitos que eu não poderia dizer. Além da cauda que se abria maravilhosamente atrás de mim.
— Está maravilhoso, Ellie, muito obrigada! — segurei a mão da estilista, que abriu um largo sorriso.
— Foi um prazer, majestade. Obrigada pela confiança! — suspirei, olhando para meus amigos, que tinham largos sorrisos no rosto.
Lavínia estava com um vestido cor de rosa simples e Andrew e Jonathan com fraques escuros e a gravata combinando com o vestido de Lavínia. Os funcionários estavam com roupas mais tradicionais, eles ainda trabalharíam na cerimônia, mas fiz questão que todos fossem e pudessem aproveitar o momento pelo menos durante o sim.
— A coroa chegou, majestade! — Charlotte falou, abaixando o ponto de seu microfone.
— Pode entrar. — ela falou e Lionel e Esteban seguiram para as portas de meus aposentos e abriram as mesmas.
O general Wells entrou em frente, em seguida sete soldados atrás dele. O do meio segurava uma almofada com a coroa que eu diria meu sim. Suspirei, observando a mesma e encarei-a por alguns segundos.
— Majestade! — os soldados e o general fizeram uma reverência e eu dei um pequeno sorriso.
— Obrigada, senhores! — Lionel falou e se aproximou do mesmo.
— Queria que pudesse usar a tiara que sua mãe usou quando se casou com seu pai, mas você é uma rainha, precisa de algo à altura! — Charlotte disse. — Então, combinamos as pedras de sua tiara com sua coroa de eventos para fazer algo digno de uma rainha. — Assenti com a cabeça, me aproximei da mesma, observando os rubis e diamantes brilhando na mesma, e suspirei.
Peguei a coroa em minhas mãos, tentando estudar o peso dela, pesada, mas definitivamente mais leve do que a coroa tradicional. Eu teria que usá-la durante toda a cerimônia, trocando por uma tiara mais simples na hora da recepção. Me olhei no espelho, colocando a coroa em minha cabeça, abrindo um pequeno sorriso com o resultado.
— Como estou? — virei meu corpo, apoiando as mãos na cintura e todos os funcionários, amigos, soldados e presentes me reverenciaram, me fazendo respirar fundo.
— Linda, vossa majestade! — Andrew foi o primeiro a falar. — Parece uma princesa! — ele brincou e rimos juntos.
— Está maravilhosa. — Charlotte falou e eu respirei fundo.
— Você está pronta, majestade? — Lionel me perguntou e eu me encarei no espelho novamente.
— Sim, me levem para eu me casar com o amor da minha vida! — suspirei e meus amigos gritaram animados, fazendo com que todos os empregados começassem a aplaudir animadamente.
Respirei fundo, me olhando no espelho novamente, e suspirei. Era agora, Carlisle, hora de se casar com o amor da sua vida. Aquela pessoa que está comigo desde o primeiro dia, lutando para que eu fizesse um reinado quase perfeito. Aquele que acordava comigo todas as manhãs com um sorriso no rosto e fazia questão de eu não perder esse sorriso ao longo do dia, nem que o dia tivesse sido péssimo.
Era , ele hoje e sempre seria o homem da vida, meu príncipe, meu companheiro, meu braço direito, meu marido. era o escolhido. Quem diria que um possível casamento arranjado, uma confusão tão boba, resultaria em uma grande história de amor. Eu era apaixonada por e não tinha ninguém no mundo que poderia ser mais do que ele. Ele era meu tudo. Ele era o único motivo de eu ser uma rainha hoje, de eu ser uma rainha que daria orgulho a meus pais e meus avós, era . Tudo era .
Falei em inúmeras situações que ele deveria ser o rei, não eu. Ele sabia tudo desse país, era uma enciclopédia ambulante de Pollemani, mas, por causa dele, eu consegui absorver todas essas informações e estar aqui hoje, no meu lugar de direito e poder tê-lo ao meu lado, era o melhor presente da minha vida. era o meu melhor presente, minha melhor decisão, meu melhor futuro. Com ele, meu coração tem asas, com ele a minha vida é tão divina.
— Podemos ir. — falei, suspirando. Charlotte me deu a mão e Lavínia segurou meu outro braço, me fazendo respirar fundo.
Saí de meus aposentos do castelo e vi o resto do cortejo do lado de fora montado para mim. As pessoas se reverenciaram a mim e eu suspirei, olhando para Charlotte, que assentiu com a cabeça.
Seguimos pelos corredores em grupo, com toda a equipe que estava em meu quarto, além dos soldados do lado de fora, em direção à entrada principal do castelo. Lá teria um carro fechado esperando para me levar para a catedral de São Camilo, igreja principal de Pollemani. São Camilo foi o primeiro rei do país, após eles se separarem da Alemanha, por isso nossas diferenças comerciais até hoje.
As portas do castelo se abriram e eu observei uma das organizadoras ao lado, segurando meu buquê de flores. Diferente do vestido exuberante, eu escolhi um buquê mais simples com flores de pêssego, fruta símbolo do nosso país, e alguns ramos de murtas, flor tradicional da realeza, que simbolizava o amor. Agradeci com a cabeça para a moça e segurei o pequeno buquê em minhas mãos, respirando fundo.
— Tudo certo, majestade? — Charlotte perguntou e eu assenti com a cabeça.
— Vamos lá, me levem ao ! — abri um largo sorriso e elas retribuíram.
Os soldados formaram um cortejo à minha volta e começamos a descer as longas escadarias da entrada principal do palácio. Alguns fotógrafos estavam à espreita nos portões fechados do castelo, mas o foco principal agora não era meu vestido e sim a minha segurança. General Mason, chefe do exército Pollemânico, estava em frente ao Rolls Royce que me levaria à igreja.
Entrei no carro preto, me ajeitando no centro do banco do passageiro e segurei meu buquê novamente. Lionel, Quincey e Charlotte entraram em minha frente lado a lado, ajudando a ajeitar a barra do vestido.
— A águia está seguindo para a catedral. — Lionel falou e suspirei.
— Pronta, minha rainha? — Charlotte perguntou e eu sorri.
— Sim, só nervosismo! — falei e eles assentiram com a cabeça.
— Ainda bem que isso não é prioridade sua, vossa majestade! — Quincey falou e eu sorri, assentindo com a cabeça.
— Só gostaria que eu tivesse algum parente meu para me acompanhar hoje. — eles deram meios sorrisos.
— Estaremos contigo, vossa majestade. Somos sua família para sempre! — Lionel falou e eu sorri, estendendo minha mão para ele. — Está gelada! — ele comentou e eu ri.
— É o nervosismo. — suspirei. — Vai passar.
— Vai passar quando você o ver! — Charlotte falou e eu suspirei, abrindo um largo sorriso.
— Sim, ele e outras 700 pessoas. — comentei e eles riram.
— Não, , só , o seu . — ela falou e eu assenti com a cabeça. — Ele é o motivo de tudo isso, faça valer à pena.
— Eu vou! — sorri, virando meu rosto para a janela.
As pessoas lotavam o caminho entre o palácio e a catedral. O caminho não era longo, então eles ocupavam todos os espaços possíveis e gritavam quando o carro real passava por entre as ruas e os cavalos escoltando na frente e atrás. Acenei rapidamente para as pessoas, sentindo minha mão tremer de nervosismo e as descansei em meu colo, esperando chegar à catedral.

A Catedral de São Camilo ficava em uma rotatória turística de Polle, era um ótimo ponto para tirar fotos. Na primavera, como era o caso, ela ficava cheia de flores de diversas espécies e as pessoas podiam subir no mirante para tirar uma foto em 360 graus.
Hoje em especial, as pessoas tomavam todas as calçadas para tentar encontrar um espacinho para poder ver quem entrava e saía pelos cinco lances da escadaria, além dos telões montados em lugares estratégicos da praça.
Assim que eu cheguei à catedral, as pessoas gritaram por mim. Charlotte, Lionel e Quincey desceram antes e Lionel me estendeu a mão para eu descer. Ergui levemente a barra do vestido e saí do Rolls Royce, ouvindo os gritos do pessoal ficarem cada vez mais altos. Sorri para meus súditos e convidados e acenei levemente, sentindo meu corpo arrepiar. Tinha coisas boas e ruins em ser rainha, essa era uma das boas, afinal, eu era uma rainha com 98 por cento de aprovação durante todos esses anos de governo.
— Pronta, majestade? — Charlotte perguntou me entregando o buquê e eu assenti com a cabeça.
— Vamos lá! — respirando fundo diversas vezes.
já entrou com sua mãe, os padrinhos estão entrando agora, as crianças devem entrar em alguns minutos e Lavínia está te esperando. — ela falou e eu assenti com a cabeça.
— Não me deixe cair, ok, Lionel? — dei o braço direito a ele, segurando o buquê em minha mão esquerda, e ele abriu um largo sorriso, me dando um delicado beijo em minha bochecha.
— Nunca, minha majestade! — sorri, assentindo com a cabeça.
— Vamos lá! — falei, firmando meu braço em seus braços, ainda ouvindo os gritos das pessoas, e comecei a subir os degraus devagar com Charlotte segurando a cauda do meu vestido.
Assim que cheguei no topo da catedral, virei para trás por alguns segundos, dando mais um rápido aceno para a multidão que aguardava do lado de fora e entrei. As portas se fecharam atrás de mim e me vi somente com Lionel e Charlotte na parte interna da igreja. A catedral era redonda, então ela tinha várias entradas para a nave principal e a entrada da igreja não era a principal.
Charlotte soltou a barra do meu vestido e seguiu na frente, eu fui logo em seguida com Lionel, mantendo a cabeça reta com a coroa nela. Eram anos de prática, mas aquilo ainda fazia meu pescoço doer e nem era a principal, aquela grande com veludo e muito mais joias do que isso. Cheguei próximo ao corredor e sorri ao ver Lavínia e...
— Senhor ? — abri um sorriso ao ver o pai de e ele retribuiu.
— Como você está magnífica, vossa majestade. — ele falou fazendo uma reverência e eu balancei a cabeça.
— Sabe que não precisa disso comigo, sogrinho! — falei e ele sorriu, estendendo as mãos para mim.
— Protocolos, protocolos e mais protocolos! — ele falou, beijando minha mão e sorrindo. — Você vai casar com meu filho, mas você ainda é a minha rainha. Isso é prioridade. — ri fracamente.
— É muito bom vê-lo. Maggie já entrou? — perguntei, me referindo à mãe de .
— Sim, eu aproveitei a oportunidade para vir te dar um abraço. — ele falou, me apertando rapidamente entre os braços. — Você sabe que eu conhecia seus pais, seus avós e sei que eles estariam muito orgulhosos de você, querida. — sorri. — E não digo por você se casar com meu filho, não, não. Eu conheço o menino que eu criei e o homem que ele se tornou, mas eles ficariam orgulhosos por tudo o que você conseguiu conquistar nesses anos. Por todos os medos e superações que você conseguiu passar.
— Obrigada, Hugh, suas palavras são muito importantes para mim. — segurei firme sua mão.
— Que seu matrimônio seja longínquo, da mesma forma que o seu reinado. Que possa ser um amante, conselheiro, seu melhor amigo e seu maior apoiador por todos os dias das suas vidas. — sorri.
— Obrigada, Hugh! Muito obrigada mesmo! — ele beijou minha mão novamente, depositou um beijo em minha testa.
— Sei que vocês não queriam um casamento grandioso assim, mas temos muitos chefes de estado aqui, todos vieram acompanhar o matrimônio da maior e mais jovem rainha que o mundo já viu, ou ver se ela é tão bonita pessoalmente mesmo. — rimos juntos e balancei a cabeça.
— Obrigada! — sorri e ele assentiu com a cabeça.
— Vai lá, querida. E boa sorte.
— Vou precisar. — falei e ele se afastou.
— Bom, agora somos nós duas, minha amiga! — Lavínia se aproximou e eu passei o braço livre em seu pescoço, apertando-a contra meu corpo. — Está tudo bem! — ela falou, rindo fracamente.
— Eu estou muito nervosa. — suspirei.
— Já falei, é só você e , não tem mais ninguém aqui. — assenti com a cabeça, soltando-a devagar. — Vai dar tudo certo.
— Obrigada por fazer isso por mim, Lav. Eu te amo! — ela sorriu.
— Eu sou sua melhor amiga, sua irmã, é uma honra fazer isso. — senti meu rosto encher de lágrimas. — Eu também te amo, minha amiga, e você está um arraso! — rimos juntas e olhamos para Charlotte.
— Quando vossa majestade quiser. — ela falou e eu virei para Lionel.
— Eu estou pronto! — ele falou e eu ri.
— Vamos lá, então! — falei, sentindo Lavínia segurar a cauda longa do meu vestido, e me coloquei em frente à porta.
— Águia entrando em dez, nove...
Charlotte falou e eu respirei fundo, pensando no que aconteceria ali em diante. Eu estava nervosa por toda cerimônia, todo compromisso governamental que eu cumpriria dali para frente, mas não estava preocupada com ser o noivo. Ele era a melhor opção. É ele que faz minha vida ser tão incrível e divina. É ele que me torna radiante em qualquer momento, que me deixa feliz quando estou para baixo e me faz querer continuar quando tenho vontade de jogar a coroa para longe, o que já aconteceu literalmente várias vezes entre quatro paredes.
Com ele e com seu toque, seu beijo, seu abraço, sinto que sou um anjo, que meu coração tem asas e que eu posso voar até tocar todas as estrelas do céu. Nunca pensei em me casar, mas, se esse milagre acontecesse um dia, só poderia ser com . Ele era a tampa da minha panela, minha metade da laranja, meu companheiro para a vida inteira. Sei em seu sorriso, sua mão e seus lábios que isso é amor. Com , isso é amor.

As portas se abriram e eu prendi a respiração por alguns segundos, observando todos se colocarem de pés com a minha presença. Firmei o braço no de Lionel e a mão no pequeno buquê, tentando esconder um pouco do meu nervosismo, se isso fosse possível. A nave da igreja era muito longa e espaçosa, então eu não consegui ver meu noivo lá na frente logo de cara, também não consegui simplesmente ignorar todos os 700 convidados que estavam lá.
O coral começou a cantar com a minha presença ali e comecei a dar curtos passos em direção ao altar. Conforme eu passava, as pessoas me reverenciavam conforme o protocolo. Não consegui reconhecer todos os convidados, principalmente pois não conhecia alguns. Alguns dos meus artistas favoritos haviam conseguido comparecer, principalmente artistas ingleses, já que eu vivi a cultura durante 30 anos da minha existência.
Brian May, Roger Taylor, Paul McCartney, Ringo Starr, Elton John, Chris Martin, Adele, Sam Smith, Ed Sheeran, James Corden, Graham Norton, David e Victoria Beckham, George e Amal Clooney, Benedict Cumbebatch, Julie Andrews, Judi Dench, Idris Elba, Daniel Craig, Mick Jagger, Phil Collins, Robbie Williams, Colin Firth, Jude Law, Little Mix, Harry Styles, Emma Thompson, Tom Hiddleston, JK Rowling e alguns atores da saga, além de diversos outros artistas do mundo estavam nas fileiras do fundo.
Um pouco mais à frente estavam os chefes de estado, presidentes, primeiros-ministros e embaixadores de diversos países, dando prioridade a países que tem algum tipo de acordo conosco, obviamente priorizando Reino Unido, União Europeia e outros, já que os primeiros sempre nos ajudaram no fortalecimento, inclusive na recuperação do nosso governo há 22 anos.
Mais à frente tinha o que sobrou da monarquia nos dias de hoje, reis, rainhas, príncipes e princesas que me deixaram muito feliz em comparecer a este dia. Éramos poucos países monárquicos que existiam no século 21, e precisávamos nos manter unidos. Então, além da Rainha Elizabeth, seu filho Príncipe Charles e os netos Príncipe William e Harry, com seus respectivos marido e esposas, ainda tínhamos a realeza da Jordânia, Marrocos, Mônaco, Liechtenstein, Noruega, Suécia, Holanda, Espanha, Dinamarca, Luxemburgo, Bélgica, Lesoto e Camboja. As monarquias onde os governantes são sultões ou imperadores tiveram seus convites enviados, mas não compareceram, como era de se esperar.
Quando estava no meio da igreja, pude ver . Meu sorriso nervoso se transformou em um espontâneo. Ele estava virado de costas para mim e de frente para o altar, mas seu irmão cochichou algo em seu ouvido que o fez ficar tentado a virar, já que ele mexeu o pescoço duas vezes, sendo contido. Ele usava o uniforme militar da força aérea de Pollemani, preto com as insígnias vermelhas e brancas, de quando ele fez parte dos seus 16 aos 22 anos, quando decidiu se dedicar a carreira política. Mas era tradição ao casar com membros da realeza que eles usassem uniformes militares, já que todos fazia um pouco de trabalho militar antes de seguir com suas atribuições, incluindo as mulheres que cresciam aqui. Eu mesma passei por treinamentos quando me tornei rainha.
No altar, além dos bispos e arcebispos de Pollemani, estava Odette, representando o parlamento junto de outros parlamentares. Do meu lado tinha Andrew, Johnny e Lavínia tomaria esse lado também, agora do lado de , tinha Dejan e Adam, seus irmãos, além de Lívia, sua irmã de somente oito anos que entrou com os pajens e daminhas.
Lionel me colocou aos pés do altar e deu um rápido beijo em minha testa, assentindo para mim. Sorri e Lavínia veio ao meu lado, segurando minha mão e me dando um rápido beijo na mesma, e eu lhe entreguei o buquê, fazendo-a sorrir.
— Você está linda! — vi seus lábios e sorri.
Fiquei de frente para o altar novamente e respirei fundo, subindo os dois degraus que me separavam de e ele finalmente olhou para o lado, fazendo com que minhas bochechas esquentassem imediatamente. Ele estava abobado, com um largo sorriso no rosto e seus olhos brilhavam.
— Meu Deus, eu te amo. — ele falou, me fazendo abrir um largo sorriso. — Você está incrível.
— Você também! — estendi a mão para ele e sorrimos, olhando para o bispo.
— Estamos reunidos para o casamento de vossa majestade Amélia Green Turner Carlisle, rainha de Pollemani, e Stevens Alfred , lorde de Steinau e antigo primeiro-ministro de Pollemani. — nos entreolhamos, entrelaçando os dedos e sorrimos. — O casamento de um monarca, nesse caso, do maior posto da realeza Pollemânica, representa muito para o futuro do país, mas nesse caso, da forma que conheço nossa rainha, representa o começo de uma era. Um casamento que deveria ser arranjado, se ambos tivessem crescido juntos, mas que o destino acabou unindo, mesmo anos separados. — virei para , abrindo um sorriso e ele retribuiu.

A cerimônia se seguiu com todos os protocolos reais e desenrolar de uma cerimônia matrimonial católica tradicional. Apesar de lembrarmos muito a monarquia britânica, nossa separação territorial veio da Alemanha e a principal religião na Alemanha até hoje é o catolicismo, o que fez que a religião regente de Pollemani também seja o catolicismo. Entre rezas de nossos padrinhos e madrinhas, cantos e bênçãos de nossos familiares e colegas na igreja, eu e trocávamos sorrisos cúmplices, acariciávamos nossas mãos e esperávamos ansiosamente pelo momento em que poderíamos ficar juntos.
Durante boa parte da cerimônia, nós ficamos sentados ao lado direito do altar, somente ouvindo todos os protocolos. Um dos mais importantes, é a liberação do parlamento para que eu me casasse. Normalmente é a rainha que permite que algum herdeiro se case, normalmente com um plebeu, mas nesse caso, eu era a rainha, então alguém abaixo de mim precisava dar essa ordem, no caso, foi Odette, atual primeira-ministra de Pollemani. Obviamente seu documento tinha opiniões pessoais inclusas. Éramos primas, mas em muitas situações eu a via como uma irmã mais nova.
E em sua permissão para que eu me casasse com , ela dizia que ele era uma escolha muito segura, então ninguém tinha problemas com ele, e por sorte, eu tinha me apaixonado por ele, que era tudo o que parlamento mais queria. Claro que sendo herdeira absoluta e agora rainha do país, o parlamento não poderia me forçar a um casamento arranjado, mas eles tinham suas opiniões em quem deveria me acompanhar pelo resto da vida. Quando tiramos nosso relacionamento das sombras, oito meses depois que ele voltou, eu consegui sentir o alívio do parlamento. Claro que isso não significava nada, mas já era um passo. E quando anunciamos nosso noivado, as coisas ficaram bem mais calmas.
— Vou pedir para que os noivos se levantem para a finalização. — o bispo falou e eu e nos levantamos, voltando aos nossos lugares iniciais, e Lavínia ajeitou minha cauda novamente no corredor central. — As alianças, por favor. — Lívia se aproximou de nós dois, abrindo um largo sorriso, e eu dei uma piscadela para ela, vendo suas bochechas avermelharem. — Derramai, Senhor, a vossa bênção sobre estas alianças que abençoamos em vosso nome, para que os esposos que as vão usar, guardando íntegra fidelidade um ao outro, permaneçam na vossa paz, obedeçam à vossa vontade e vivam sempre em mútua caridade. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo. — ele ergueu a almofada.
— Amém! — falamos juntos.
— Primeiro vossa majestade. — ele falou e eu peguei a aliança mais grossa, segurando a mão de . Em um casamento convencional, o marido fazia essa parte primeiro.
— Lorde Stevens Alfred , recebe esta aliança como sinal do meu amor e da minha fidelidade. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. — falei, deslizando a aliança em seu dedo, vendo-o sorrir.
— Vossa majestade Amélia Green Turner Carlisle, recebe esta aliança como sinal do meu amor e da minha fidelidade. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. — ele falou, fazendo o mesmo, e eu sorri, sentindo meus olhos se encherem de lágrimas.
— Pelo poder concedido a mim como chefe de igreja católica em Pollemani, eu os declaro, aos olhos do Senhor, esposa e marido. — ele disse e eu sorri, segurando firme as mãos de em minha frente. — Deus Pai vos conserve unidos no amor, para que habite em vós a paz de Cristo e permaneça sempre em vossa casa. Sede abençoados nos filhos, ajudados pelos amigos e vivei com todos em verdadeira paz. Sede testemunhas do amor de Deus no mundo, socorrendo os pobres e todos os que sofrem, para que eles vos recebam um dia, agradecidos, na eterna morada de Deus. E a vós todos aqui presentes, abençoe Deus todo poderoso, Pai, Filho e Espírito Santo.
— Amém! — falamos juntos.
O coral começou a cantar em seguida, além dos convidados que podiam acompanhar em seus programas. Eu e nos viramos para os convidados e Lavínia e Charlotte ajeitaram a cauda de meu vestido e eu peguei o buquê novamente, sorrindo.
— Pronta para passar o resto da sua vida comigo? — cochichou em meu ouvido e eu sorri.
— E você, está? — retribuí e ele abriu um largo sorriso.
— Toda a eternidade, se a vida permitir. — ele me deu o braço novamente e Charlotte fez um delicado aceno com a cabeça, permitindo que saíssemos.
Andamos à frente, com as pessoas me reverenciando com largos sorrisos no rosto e eu tentava retribuir com a mesma emoção, mas só queria que tudo aquilo acabasse e eu pudesse ficar sozinha com o máximo de tempo que eu conseguisse. O que eu sabia que hoje não aconteceria tão cedo, tínhamos uma recepção, com a primeira-ministra de anfitriã. O dia seria longo e eu já estava com dor nos pés.
Na segunda parte da nave, viramos à esquerda, para sair pela entrada principal, e general Mason estava lá com diversos soldados com as armas apresentadas. Eu e passamos por baixo do túnel formado, abrindo sorrisos e chegamos ao final da igreja, sentindo o sol de uma da tarde bater em nossas rostos.
— Deveríamos nos beijar? — perguntou no topo da escadaria, onde o público gritava por nós, e eu ri fracamente.
— Sim, deveríamos, imagino que você esteja louco para fazer isso. — cochichei, acariciando seu rosto com a mão livre.
— Bom, já faz quase três horas que eu não te beijo e isso é um recorde. — ele falou.
— Deveria ser mais, mas você desobedeceu as regras. — falei e ele sorriu.
— Bom, minha esposa é a rainha, imagino que ela não vá mandar me prender. — dei de ombros.
— Talvez. — falei e ele aproximou nossos lábios novamente, juntando-os por alguns segundos, fazendo os gritos ficarem mais altos e eu sorri, nos afastando devagar.
— Mas só? — ele cochichou e eu ri, dando um rápido selinho em seguida.
— Eu realmente não posso fazer o que quero agora. — trocamos sorrisos cúmplices e ele me deu a mão novamente.
— Temos a vida inteira juntos, não precisamos de pressa. — ele falou e eu sorri.
— Não precisamos, mas eu tenho. — falei e ele ergueu a mão, dando um beijo na mesma.
— Vamos, pombinhos? — Charlotte perguntou e eu me virei, vendo os pajens e daminhas, além dos padrinhos e madrinhas já à nossa volta.
— Para onde? — perguntei.
— Para o palácio. — ela falou e eu assenti com a cabeça, descendo a escadaria com , vendo a carruagem puxada por quatro cavalos parar em nossa frente.
— Igual um contos de fadas. — sussurrou antes do cocheiro me esticar a mão para subir e eu ri fracamente.
— Eu já vivo em um contos de fadas. — falei quando ele me sentou ao meu lado e eu apoiei minha mão em seu colo. — E não é pelo posto que eu tenho, é por causa de você! — ele sorriu. — Bom, meu posto é por causa de você também, então. — rimos juntos e ele acariciou meu rosto.
— Você está maravilhosa, não consigo parar de pensar nisso. — ele disse, me fazendo rir.
— Estou com torcicolo, se quer saber, essa coroa está muito pesada. — falei e ele riu, apertando minhas mãos.
— Você está incrível, minha rainha. Não vou parar de tecer elogios a você. — sorri, sentindo a carruagem começar a andar pelas ruas de Pollemani.
— Agora seja gentil, príncipe, e acene para meus súditos. — falei e ele riu.
— Posso só dizer uma coisa antes?
— Pode, mas o passeio é curto! — desviei os olhos rapidamente das pessoas, dando curtos acenos com a ponta dos dedos.
— Eu quero te prometer que eu te farei feliz todos os dias da minha vida, que você sempre vai poder contar comigo como seu braço direito e que sempre a coroa virá antes de nossos problemas pessoais. E antes de tudo, você virá sempre em primeiro lugar em minha vida, meus pensamentos e meus sonhos. — mordi meu lábio inferior, suspirando.
— Você é incrível, . Eu não poderia ter escolhido alguém melhor para embarcar nessa viagem comigo, mas aprenderemos a dividir essas posições. A coroa é o principal sempre, mas nossa vida como um casal, como uma família, como criar nossos filhos e tudo mais, será uma decisão nossa. E, como rainha, eu sempre aceitarei seus conselhos, afinal, você ainda é meu conselheiro real. — ele sorriu.
— Eu te amo, . — amava quando ele me chamava de rainha, mas mais ainda quando ele falava meu nome.
— Eu te amo, . — dei um curto beijo em sua bochecha.
Desviei o olhar de si e virei para os súditos que ocupavam as ruas de Pollemani, acenando para eles, que faziam o mesmo efusivamente. Observei a aliança em meu dedo e sorri, suspirando. Muito feliz pela minha escolha. seria um marido perfeito, incrível e, além de tudo, me ajudaria em meu trabalho eterno como rainha. Nos dias bons ele estaria lá, como também nos dias ruins. Ele era minha rocha, ele me completava. Com ele eu sei que o que temos é amor.
Isso é amor!


Epílogo


Saí do banheiro passando as mãos nos cabelos, ouvindo meus saltos baterem contra o piso de mármore. O quarto estava com as pessoas de sempre, Charlotte, Lionel, Quincey, Jane e Joana, além dos três irmãos de . Todos tinham somente um foco, o berço colocado no meio do quarto.
— Ela está fazendo algo de diferente? — perguntei, me aproximando de e Lívia, que estavam debruçados sobre o berço.
— Não! — falou, rindo fracamente e passando o braço em meus ombros. — Ela só está dormindo.
Observei a menina gorducha dormindo dentro do berço. Ela estava com uma roupa branca comemorativa e um mínimo laço estava preso em três ou quatro fios de cabelo. Passei a mão nos cabelos de Lívia, que estava debruçada no berço, e sorrimos cúmplices.
— Já escolheu o nome dela? — perguntou e eu assenti com a cabeça.
— Acho que sim. O que acha de Helen? — perguntei e ele abriu um largo sorriso no rosto.
— Como sua mãe? — assenti com a cabeça e ele me apertou mais pela cintura.
— Ela foi de incrível coragem durante todos esses anos e eu não sou brava com ela por ter me escondido Pollemani por toda minha vida, ela me salvou. — suspirei. — Se essa pequena tiver metade da coragem que minha mãe tinha, tenho certeza que ela será uma grande rainha no futuro. — sorrimos cúmplices.
— Se ela for metade do que você é, tenho certeza que ela será uma grande rainha! — ele me apertou e eu passei meus braços pelos seus ombros, abraçando-o fortemente.
— Helen Margareth Green Turner Carlisle. — falei em seu ouvido e ele sorriu. — Nome de nossas mães na herdeira do trono.
— É perfeito! — ele sorriu, colando os lábios nos meus levemente.
— Vossa majestade, vossa alteza. — viramos para Charlotte. — Estão nos esperando.
— Vamos lá! — falei para , que assentiu com a cabeça.
Me debrucei sobre o berço da minha primogênita e a segurei em meus braços, ouvindo o pacotinho resmungar alguma coisa, já que eu havia acordado ela. Ajeitei a mesma em meu colo, vendo separar os diversos panos da roupa comemorativa dela e deixou cair como uma cascata em meus braços.
Ela abriu os olhos, mostrando os olhos claros como os de e abriu a boca, fazendo um pequeno choro ecoar pelos meus aposentos, me fazendo rir fracamente. Dei um curto beijo em sua testa, sentindo suas mãos gorduchas tocarem meus cabelos preso por uma tiara mais discreta dessa vez.
Ela já tinha três semanas. Eu descobri que estava grávida alguns dias antes de completar um ano do meu casamento com e tive uma gestação e um parto completamente normais, fazendo com que eu não precisasse me ausentar de meu trabalho por muitos dias. Helen nasceu saudável e bem gordinha, mas era sempre aconselhável esperar pelo menos três semanas para que os bebês fossem anunciados ao público.
Eu achava isso bem tonto, para falar a verdade, ela nasceu bem, saudável, não tinha motivos para que a escondesse, mas eu não fazia as regras, então só segui as indicações do parlamento. Mas acabou se tornando algo bom, eu tinha que pensar bastante no nome dela, afinal, sendo primogênita, ela seria a futura rainha um dia, provavelmente quando eu fizesse 60 anos e passasse a coroa para ela, o que as rainhas podem fazer ao chegar nessa idade. Eu tinha que juntar nomes tradicionais de Pollemani e ainda queria colocar o sobrenome de .
Claro que a casa Carlisle seria sempre lembrada em Pollemani, mas não poderia ignorar o nome de , ele era o pai. Essa história de ele não ser rei também dava nos nervos em alguns momentos, já que o parlamento sempre me priorizava, mas éramos um casal, ele também era pai de Helen, tinha decisões que precisavam ser feitas juntos.
As pessoas do quarto nos reverenciaram e eu assenti com a cabeça para elas rapidamente, seguindo para fora do quarto com ao meu lado e Helen em meus braços. Andamos lado a lado pelos corredores do palácio, descendo alguns lances, até chegar na entrada principal do mesmo. Respirei fundo e saí pelas portas, vendo e ouvindo os súditos e imprensa que se aglomeravam nas escadas para ver a nova herdeira da coroa.
se colocou ao meu lado no topo da escada e acenou para a multidão. Eu o faria também se não tivesse um embrulho em meus braços. Descemos um lance de escada, com os seguranças todos a nossa volta e nos aproximando mais do pessoal, abrindo sorrisos e acenando para eles.
— Apresentando vossa nova alteza real, Helen Margareth Green Turner Carlisle, princesa de Pollemani, filha de vossa majestade real, a rainha Amélia Green Turner Carlisle e de seu marido, vossa alteza real, o príncipe Stevens Alfred . — meu representante falou, batendo o cetro duas vezes no chão.
Olhei para todos os lados, vendo a multidão acumulada na entrada do castelo e olhei para , percebendo que ele já me olhava. Ele se aproximou de mim, dando um curto beijo em minha testa e eu sorri, descendo o olhar para minha filha. Seus olhos estavam levemente fechados por causa da claridade, mas ela nos encarava surpresa.
— Olha o que fizemos! — suspirei e passou o braço novamente em minha cintura.
— Vindo de você, já era de se esperar que veríamos algo extraordinário! — ele falou e eu ri fracamente.
— Será que ela será uma boa governante? — perguntei e ele suspirou.
— Não pense nisso ainda, meu amor, tem muitos anos. — assenti com a cabeça. — Além do mais, ela será criada aqui em Pollemani, se você já está sendo uma incrível rainha, imagine ela. — sorri.
— É muita pressão em um bebê, não é? — comentei.
— Sim, é uma parte ruim da realeza, mas o que podemos fazer é colocá-la no caminho certo e esperar que faça boas escolhas. — ergui os olhos para ele, que sorriu.
— Sim, ela fará boas escolhas. — sorri. — Afinal, ela é uma Carlisle e uma . Duas metades de algo que está transformando Pollemani para sempre.
— E eu achei que era o espirituoso. — ele comentou, me fazendo rir.
— A gente acaba pegando um pouco depois de um tempo. — dei de ombros e ele riu, colando os lábios nos meus por alguns segundos, fazendo com que a multidão pollemânica gritasse cada vez mais alto.


Fim.



Nota da autora: Ah, como é bom poder voltar com uma pequena continuação de A Dream is a Wish Your Heart Makes! <3 Eu fiquei louca de vontade de escrever essa continuação quando vi o casamento do príncipe Harry, mas a música estava ocupada e eu só poderia escrever se fosse outra música da Cinderela. Pedi à organizadora que me avisasse caso liberassem, mas liberaram muito em cima para o enviar o ficstape para o site, mas quando ele entrou, peguei uma música remanescente e estou de volta!
Estou acostumada a fazer casamentos nas minhas histórias, de vários jeitos e diversas religiões, mas nunca um de realeza. E a parte mais difícil foi: como fazer o casamento de uma rainha? Não estou acostumada a ver casamentos de rainhas, ou elas chegam ao trono já casadas ou os reis que se casam com plebeias, então usei muito da minha imaginação e do que conhecemos. Ficou simplesinha, mas realmente espero que gostem!
Não se esqueçam de deixar seu comentáriozinho aqui embaixo e caso tenha gostado e queira mais histórias minhas, acompanhe pelo grupo do Facebook.
Beijos, beijos!

Qualquer erro nessa fanfic ou reclamações, somente no e-mail.


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