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Finalizada em: 18/06/2020

Prólogo

não sabia explicar o que estava sentindo naquele momento deitado na cama de sua cobertura, enquanto encarava a mulher nua — coberta pelo lençol — dormindo bem ao seu lado. A sensação que tinha, era de que a qualquer momento iria acordar, que tudo o que tinha acontecido do momento em que pisou naquela cobertura para passar sua noite de ano novo, até agora, tinha sido apenas um sonho.
Deus, ele desejou que não, que nada disso acabasse.
Sorriu ao ver ela se mover na cama, desejando que não a tivesse acordado, mas ao mesmo tempo queria que tal feito se concretizasse. Tinham passado boa parte da noite e da madrugada conversando, e mesmo sabendo muitas cosias sobre ela, a vontade de saber ainda mais estava sempre presente. Ela era incrível, diferente de qualquer pessoa que já tinha conhecido, e o medo de ela acordar e repensar sobre o que tinha acontecido entre eles, o assombrava. Tinham trocado declarações na noite passada, mas era difícil saber se era só o efeito do sexo e do álcool falando.
Nunca acreditou em amor à primeira vista, mas ao olhar para o rosto da garota que dormia tranquilamente, jurou estar experimentando dele.
— Hm — escutou ela resmungar, e a viu abrir os olhos lentamente.
O sorriso de foi imediato e involuntário.
— Bom dia — disse de forma calma, fazendo com que sua voz saísse levemente rouca.
— Bom dia — ela respondeu abrindo um sorriso.
— Dormiu bem? — perguntou, achando-se até um pouco estranho, não sabia ao certo sobre o que falar.
— Sim — respondeu, e de repente deu um pulo sentando-se na cama ao mesmo tempo que se cobriu com o lençol.
observou aquilo um pouco confuso, e a primeira coisa que passou pela sua cabeça, foi de que ela tinha se arrependido de tudo que tinha acontecido entre eles, no momento que a viu levantar da cama e caminhar até sua bolsa e pegar o celular.
— Hm — resmungou quase que para si mesmo. — Aconteceu alguma coisa?
parou de digitar em seu aparelho e o encarou, um pouco confusa.
— Como? — perguntou intrigada.
— Eu sei que foi tudo bem rápido... — começou a dizer procurando as palavras certas. — Se você se arrependeu, eu pos...
caiu na gargalhada, antes que ele pudesse continuar.
— Qual a graça? — perguntou sentindo-se confuso.
— Desculpa, eu... — riu, fazendo sorrir pela milésima vez desde que estava na presença dela.
Já tinha se apaixonado por aquela risada, aquele sorriso.
— É estranho ver alguém como você preocupando com isso — respondeu com sinceridade, fazendo com que arqueasse uma das sobrancelhas, demonstrando que não tinha entendido o que ela queria dizer com aquilo. — Você é , acho que tem muitas mulheres aos seus pés.
riu fracamente e se levantou de onde estava, caminhando até , que encarava cada passo dele. Ele não sabia disso, mas ela era tão afetada por ele, quanto o contrário, de alguma forma, seus corações estavam compartilhando dos mesmos sentimentos ali, como se fossem capazes de se comunicar.
Ele sorriu ao se aproximar dela e levou uma das mãos até o rosto de .
— Achei que estivesse óbvio — disse com o rosto bem próximo ao dela.
— O que? — perguntou sem tirar os olhos do homem a sua frente.
— Nunca estive com ninguém como você — afirmou sorrindo, fixando os olhos nos lábios dela.
sorriu, antes de responder:
— Você não sabe nada sobre mim, — afirmou. — E seu lugar é outro, muito diferente do meu nesse mundo.
— Esse é meu lugar agora, se eu estiver com você — disse e colou aos lábios ao dela.
De alguma forma, estavam conectados de maneira inexplicável, para ambos.


Capítulo Único

HORAS ANTES.


O clima em Nova Iorque era de muito frio e a neve caia incessantemente do lado de fora, mas mesmo assim sorriu ao olhar através da janela, pois um pressentimento bom pairava em seu coração, trazendo para ele a sensação de que sua noite de ano novo esse ano seria diferente de tudo que ele já tinha vivido. Era a segunda vez que visitava o país e a cidade, mas era a primeira que iria passar a virada do ano nela, e longe de sua família.
Ele encarou a paisagem da cidade por mais algum tempo e decidiu que estava na hora de se arrumar, então seguiu em direção ao banheiro primeiro. Um banho quente era a melhor forma de se aquecer antes de sair por aquela cidade fria, ficou embaixo da água por pelo menos trinta minutos e saiu de lá indo até o pequeno guarda roupa que tinha no quarto de hotel.
escolheu usar um terno preto, com uma camisa da mesma cor e não demorou muito para que ele estivesse pronto e encarando seu reflexo no enorme espelho da cobertura. Passou a mão pelos cabelos na intenção de ajeitá-los e depois olhou seu relógio, estava marcando exatamente oito horas da noite, era a hora de sair e assim ele fez.


***


Do outro lado da cidade, tentava decidir qual roupa usaria. Seu melhor amigo a tinha convencido de passar uma data comemorativa entre amigos pela primeira vez em muito tempo, não foi algo fácil, mas depois de muita insistência ela acabou cedendo, passaria a noite de ano novo em um dos hotéis mais luxuosos de Nova Iorque.
Depois de alguns minutos, decidiu finalmente o que usaria e seguiu para o banho. Onde deixou que a água quente caísse sobre seu corpo dando a ela uma sensação de relaxamento, apesar de ser véspera de ano novo, ela tinha trabalhado até o último minuto, devido a um cliente em especial que precisou de seus serviços. Jogou para longe qualquer pensamento que envolvesse trabalho — um hábito muito presente —, e tentou imaginar como seria sua noite de ano novo.
Colocou a roupa que tinha escolhido, fez uma maquiagem leve, arrumou seu cabelo soltando-o de forma que cachos naturais caíram sobre suas costas e sorriu com a sua aparência. Pela primeira vez em muito tempo, estava realmente empolgada em sair para aproveitar com os amigos, ainda mais em uma das suas datas comemorativas preferidas.
terminou de se arrumar, no instante em que viu seu celular se ascender revelando a foto de seu melhor amigo na tela.
— Oi, Aaron — disse ao atender, enquanto procurava seu sapato.
— Aaron disse com uma voz calma, mas estranha para , e logo ela soube que tinha algo de errado.
Bufou frustrada, odiaria receber uma notícia ruim no dia de hoje.
— O que aconteceu, Aaron? — perguntou preocupada.
A nevasca aqui aumentou muito — O rapaz começou a dizer, fazendo quem a garota mordesse o lábio devido ao nervosismo. — Os voos foram cancelados.
— Não! — disse de forma resmungona e sentou-se na cama.
Aaron riu fracamente do outro lado da linha, devido a reação da amiga.
, eu sinto muito — falou demonstrando que realmente sentia. — Porém, você ainda pode ir.
— O que?
Por que não, ?
mordeu o lábio inferior — uma mania que tinha —, e ponderou a ideia.
— Você acha? — perguntou com sinceridade. — Eu não sei...
, você precisa se divertir. Está tudo pago, também falei para o motorista te buscar! — Aaron disse, deixando-a de boca aberta.
— Você pensou em tudo, né?
Claro, eu não ia estragar sua noite de ano novo — falou rindo. — Tem entrada extra paga, então você pode levar uma amiga. E tem o pessoal da faculdade, que já ia com a gente.
sorriu com as palavras dele.
— Você é o melhor, Aaron — falou enquanto sorria. — Nos vemos amanhã, então?
Com certeza! — Ele afirmou e ambos encerraram a ligação.
encarou o celular por alguns instantes e se deu por vencida, teria de ir nessa noite de ano novo, se recusava a passar mais uma vez em casa e sozinha, então enviou a mensagem para uma amiga, que também era colega de trabalho, e a convidou para ir com ela.
Terminou de colocar o sapato e viu que Aaron tinha enviado uma mensagem para ela dizendo que o motorista chegaria as nove horas para buscá-la, o que não demoraria muito, já que o relógio marcava dez para as nove. Então, terminou de fazer os últimos retoques de sua maquiagem e depois saiu de seu apartamento, seguindo para o saguão do prédio onde esperaria pelo motorista do amigo.


****


O percurso de até o Manhattan Tower havia sido rápido, apesar da nevasca que caia incessantemente do lado de fora. A primeira coisa que reparou ao chegar no lugar era que ele realmente fazia jus aos boatos, tudo era muito sofisticado e luxuoso, dando um ar ainda mais acolhedor para o lugar. Outra coisa que também o deixou aliviado, foi que a privacidade realmente era garantida, nada de repórteres ou jornalistas por lá, o lugar realmente garantia a privacidade dos famosos ali dentro.
Ele andou através do local enquanto passava os olhos pelo ambiente, apesar de ser uma cobertura em um prédio luxuoso o espaço era bem amplo, com um bar que dava a volta no lugar, uma enorme varanda com visão para a cidade — que seria usada mais tarde para ver os fogos —, puff, cadeiras e também uma pista de dança consideravelmente grande. Além de um palco, onde ele acreditava que teria algum show mais tarde.
Depois de tomar nota do lugar que estava, caminhou em direção ao bar e pediu uma dose de Whisky, os amigos que tinha marcado de encontrar ainda não tinham chegado, então ele usou aquele tempo para beber sozinho e dar uma olhada nas pessoas que já começavam a chegar. E não demorou muito, para que seus olhos parassem em uma mulher que tinha acabado de atravessar a enorme porta de entrada, e seus olhos parassem nela, reparando em cada detalhe da mulher que usava um vestido branco que ia até a altura dos joelhos, mas bem justo ao corpo.
não conseguia tirar os olhos dela, estava vidrado e a sensação de que tinha, era de que nunca tinha pertencido a terra, até olhá-la, como se tivesse acabado de cair. Precisava conhecê-la melhor, sabia disso, só precisava achar um jeito.

sorriu enquanto olhava encantada o ambiente que tinha acabado de adentrar. Nem notou o olhar do rapaz no bar sobre ela, estava concentrada demais em tomar notas do lugar que iria passar sua virada, passou os olhos por todo lugar, observou o bar — onde se encontrava —, mas não prestou muita atenção nele, passou os olhos pela pista de dança que já tinham algumas pessoas, nos puffs e o que mais chamou sua tenção, foi a varanda que tinha uma vista linda de Nova Iorque.
Sentiu-se satisfeita, por ter seguido a orientação de Aaron e vindo mesmo sem ele, teria perdido uma grande noite.
— Vamos beber algo? — Lisa, sua amiga, e colega de trabalho perguntou.
se virou para ela, desviando a atenção do ambiente.
— Claro — concordou acompanhando a amiga, que já seguia em direção a uma parte do bar.
Observou o bar com mais precisão, o balcão era todo de um mármore escuro, com assentos brancos a sua volta, tudo muito sofisticado.
— Esse lugar é lindo — comentou enquanto sentava-se em um dos bancos, e viu Lisa fazer a mesma coisa.
— E você querendo ficar em casa — riu ao escutar as palavras da amiga.
— Ainda bem que Aaron me convenceu — comentou rindo.
O que as senhoritas vão querer? — Um barman que estava do lado de dentro do bar perguntou para elas ao se aproximar.
— Eu quero um vinho rose — respondeu. — Lisa?
— Quero um Dry Martini — respondeu de forma simpática.
É para já! — O homem respondeu, antes de se retirar.
pensou que além do lugar ser lindo, também tinha um excelente atendimento. As duas ficaram ali até que as bebidas chegassem e depois seguiram em direção a pista de dança, estava tocando uma música animada e logo as duas começaram dançar ao ritmo do som que tocava até que bem alto. Os olhos dela ainda rodavam o ambiente, tinham muitas pessoas famosas ali e era estranho estar em um lugar como aquele, mas tentou se desvencilhar daqueles pensamentos.
Não demorou muito, para que seus olhos parassem no bar, onde o cara moreno — que ela tentou lembrar quem era — estava e percebeu que os olhos dele se encontravam fixados nela, praticamente comendo-a só com aquele olhar. Sorriu para ele e ergueu a taça em sua direção, dando a entender que tinha notado ser observada, e recebeu dele um sorriso sem graça, enquanto ele levou o copo com bebida até os lábios.
sorriu com o gesto dele e desviou o olhar, voltando a dançar com a amiga que estava muito animada. Não costumava ter atitudes “ousadas” como a que tinha acabado de ter, mas ele era bonito — muito gostoso na verdade — e sua atitude foi quase involuntária, mas também quis mostrar que tinha notado os olhos dele sobre ela.
Quando as duas cansaram de dançar, voltaram para onde estavam antes no bar e pediram mais uma bebida para cada, as mesmas de antes. O ambiente já estava bem mais cheio e pessoas dançavam, andavam e conversavam em todo canto do lugar, trazendo uma alegria para o lugar.
Era a primeira vez em muito tempo que iria passar o ano novo longe de sua mãe e com amigos e queria aproveitar ao máximo. Um mês antes, tudo estava preparado para que ela fosse passar a virada de ano em Nova Iorque, no Manhattan Tower, junto com seu melhor amigo.
Estava se sentindo um peixe fora d'água, naquele lugar com tantas pessoas famosas. Em partes estava acostumada, afinal na empresa que trabalhava já tinha pegado muitos processos de famosos, mas ao mesmo era estranho ficar ali em uma comemoração e não a trabalho, como costumava acontecer.
— Você pode me dizer o que tem aí nessa sua bebida? — Lisa perguntou.
— O que? — olhou confusa.
, está te encarando já tem algum tempo, desde que chegamos aqui no bar — a garota disse enquanto tinha os olhos fixados do outro lado do salão.
estreitou os olhos.
— Ah não, !
— Não faço ideia, de quem você está falando! — disse com sinceridade.
Ela já tinha escutado falar, só não se lembrava. Era ocupada demais para se preocupar com famosos do momento. Desviou o olhar para o bar do outro lado e viu que era o mesmo cara para quem ela acenou quando estava na pista de dança.
— Fala sério, ! — Lisa disse indignada. — Ai meu, Deus!
— O que foi?
— Ele está vindo para cá.
— O que?
— Boa sorte, amiga! — Lisa disse e saiu andando.
queria matar a amiga, mas já era tarde.
O rapaz de terno preto e com uma beleza peculiar já tinha se aproximado do bar, onde ela estava apenas observando a festa.
— Eu pensei em algumas coisas que poderia dizer, até chegar aqui — começou a falar enquanto segurava seu copo em uma mão e a outra estava no bolso. — Mas, me fugiu tudo que tinha pensado.
riu fracamente.
— Eu sei, isso foi horrível, principalmente para mim.
olhou confusa, mas não disse nada.
— Bom, acho que não preciso me apresentar — ele disse e sorriu para ela. — Mas, eu adoraria que se apresentasse, seu nome é...
! — ela disse prontamente. — Acabei de descobrir seu nome também, , certo?
Ele olhou confuso para ela.
— É , certo? — Perguntou de novo e ele afirmou com a cabeça, ainda se sentindo confuso. — Eu não me atualizo muito, sobre famosos.
riu fracamente, estava realmente achando graça.
— Se me deixar pagar uma bebida para você, posso dizer tudo que quiser saber.
— Quem disse que quero saber algo? — rebateu de forma brincalhona.
— Bom — começou a dizer e se aproximou dela. — Eu quero saber sobre você, se quiser me contar, é claro.
o encarou e seu olhar foi sustentado pelo dele, enquanto pensava no que responder.
— Desculpa, eu...
— Claro, posso contar o que quiser saber! — disse e sorriu gentilmente para ele. — Quem sabe até a meia noite, você descobre todos meus segredos.
riu fracamente e assentiu.
Ele sugeriu que eles fossem para um lugar mais calmo e os dois seguiram para um espaço com dois puffs que tinha na varanda da cobertura. Ali estava bem vazio, tinham apenas dois casas que conversavam entre si, então ela e teriam toda a privacidade que queriam para se conhecerem melhor.
o olhava a todo momento, tentando repassar em sua mente a qual banda ele pertencia, mas nada veio em sua cabeça naquele momento. Apenas sentou-se em um dos puffs vendo se sentar em outro e esperou que ele iniciasse o assunto entre eles, ao mesmo tempo que ambos tomavam suas bebidas.
— Então, você sempre passa o ano novo aqui? — perguntou quebrando o silêncio entre eles.
— Não — ela disse e levou a taça de vinho até os lábios, bebericando um pouco. — É a primeira vez, e você?
sorriu com a resposta, e a coincidência de estarem os dois ali pela primeira vez.
— Não — respondeu sorrindo. — É a primeira vez, também.
— Primeira vez em Nova Iorque, também? — perguntou enquanto o encarava.
Ela tomava nota de cada traço dele e sentia-se até um pouco intimidade pelo seu olhar, mas de um jeito bom.
— Não, segunda vez — sorriu em resposta. — E você?
— Sou daqui — afirmou sorrindo. — Imagino que você seja britânico, considerando o sotaque.
sorriu com a observação dela, significava que estava reparando nele, tanto quanto ele vinha reparando nela.
— Acertou em cheio — disse sorrindo e levando sua bebida até os lábios.
sorriu para ele e colocou sua taça ao lado do puff, acomodando-se melhor ali.
— Está gostando da cidade? — perguntou curiosa.
Não era só ele que queria saber as coisas ali.
— Muito! — afirmou de forma sugestiva enquanto a olhava.
— Por que escolheu passar o ano novo aqui? — fez mais uma pergunta, é como se ela simplesmente não tivesse controle. — Desculpa, estou fazendo muitas perguntas.
riu e abanou a mão, demonstrando que não se importava. Levou seu copo aos lábios sem tirar os olhos dela, dando um longo gole para que o líquido acabasse e deixou o copo ao lado do puff — exatamente como ela havia feito — voltando a encará-la, para responder à pergunta.
— Não sei, eu queria algo diferente — começou a dizer, pensando sobre a resposta. — Estou cansado da mesma coisa de sempre.
— Sei como é — afirmou com sinceridade.
De fato, estava cansada da mesma vida de sempre.
— E você, , por que veio passar o ano novo aqui? — perguntou curioso. — Se eu não estiver me intrometendo demais.
riu fracamente.
— Imagina, eu te bombardeei de perguntas — concluiu. — Eu ia vir com um amigo, ele gosta da privacidade que o lugar oferece. Porém, ele está no Canadá e começou uma nevasca...o resto você já sabe.
afirmou com a cabeça, queria ouvir mais.
— Bom, então ele me convenceu a vir — explicou enquanto desviava o olhar para as enormes janelas de vidro que rodeavam a varanda, e apreciou a vista por alguns instantes, sendo seguida pelo olhar de . — Ainda bem que ele me convenceu.
— Só posso concordar — afirmou enquanto olhava fixamente para a garota a sua frente.
Agradeceu ao amigo dela, mesmos sem saber quem ele era. Graças a ele, foi possível conhecê-la.
— Eu adoro essa música — disse de forma repentina, voltando a olhá-lo e se levantou, esticando a mão para ele.
ficou encarando a mulher a sua frente, completamente vidrado pela beleza dela.
— Vem, vamos dançar — disse puxando-o pela mão e pegando-o de surpresa.
, eu não sei dançar...
se virou para ele e sorriu.
— Eu te ensino — afirmou puxando-o para dentro da cobertura.
Os dois caminharam com ela segurando a mão dele, até a pista de dança. A música que tocava era lenta e mostrou a que ele deveria apoiar as mãos na lateral do corpo dela e seguir seu ritmo conforme a música. Era a primeira vez que ele estava fazendo aquilo em público, nunca gostou de dançar, mas não tinha coragem de dizer não.
Seu sorriso enquanto dançava com ele era contagiante.
Naquele pequeno momento, ali com tão perto dele, teve a sensação de que seria capaz de fazer qualquer coisa por ela, ser qualquer cosia e ir a qualquer lugar que ela fosse, não importava onde, ele estaria lá.
Nunca tinha se sentido assim, de forma tão rápida.
sentia-se exatamente da mesma forma enquanto encarava ao dançarem juntos. Ela envolveu o pescoço dele com os braços sustentando o olhar dele sobre ela, era um cara intrigante para ela, fazendo-a sentir uma necessidade inexplicável de conhecê-lo cada vez mais.

se sentou no sofá enquanto ria de , que estava muito envergonhado das vezes que pisou no pé dela, mas ela parecia realmente não se importar com isso e ter se divertido muito com o jeito desengonçado dele se tratando da dança.
— Bom, já sei mais uma coisa sobre você — concluiu sorrindo para ele, que também estava sentado no lado oposto do sofá.
Agora eles estavam em um lugar mais afastado da festa, onde não era possível serem vistos.
— O que?
Ele a encarava.
— Que não é um bom dançarino — concluiu rindo.
gargalhou com a resposta dela, concordando com um aceno de cabeça.
— Um dos meus companheiros de banda, que também é meu melhor amigo, tentou me ensinar — ele disse rindo. — Não adiantou muito.
riu achando graça.
— Desculpa — ela disse encarando-o e levou as mãos até o rosto, cobrindo-os por vergonha. — Eu não lembro o nome da sua banda...
— afirmou rindo. — Você trabalha com o que? Porque parece ocupada demais, para se inteirar dessas coisas.
— Sou advogada, no ramo de direito publicitário — explicou, fazendo-o arquear uma das sobrancelhas. — Eu sei, é chocante eu não saber sobre as bandas do momento.
Ele riu fracamente afirmando com um aceno de cabeça.
— É incomum — riu fracamente. — Contudo, te achei única desde que coloquei os olhos em você, não estava esperando nada de comum.
sorriu enquanto o encarava, era a primeira vez que sentia uma conexão como essa em toda sua vida. Tinha apenas duas horas que ela e haviam começado a conversar e ela queria saber cada vez mais sobre ele, e desejava que ele também quisesse saber tudo isso sobre ela.
— Você também — afirmou sorrindo.
— Eu não sei o que está acontecendo aqui, disse de forma retórica. — Porém, seja lá o que for, eu estou feliz por ter vindo para tão longe passar meu ano novo.
sorriu com as palavras dele, e encarou por alguns instantes antes de responder:
— Algumas conexões são inexplicáveis — ela sorriu para ele e apoiou um dos braços na lateral do sofá, tombando a cabeça sobre a mão e olhando-o de lado.
— É, acho que sim — disse sorrindo. — Já se sentiu assim alguma vez, ?
— Pode me chamar de , — respondeu, arrancando um sorriso dele. — E não, nunca senti. Nunca tive um relacionamento de verdade.
Ele arqueou uma das sobrancelhas, achando aquilo completamente impossível.
— Eu tive alguns — ele respondeu com sinceridade, enquanto o encarava com curiosidade. — Contudo, nunca me senti assim.
Um silêncio pairou entre eles e saiu de onde estava e se levantou, sentando-se mais próximo de . O ambiente em que eles estavam era iluminado por uma luz arroxeada, que deixava o ambiente com um clima calmo, acolhedor e que tornava aquele momento entre eles ainda mais atrativo.
sorriu com a aproximação dele e sentiu o coração disparar por um instante, ao mesmo tempo que um arrepio percorreu sua espinha. a encarava, e ela sustentou o olhar dele, sem nem perceber a fração de segundos que os levou a se aproximarem ainda mais, ficando com o rosto bem próximo um do outro.
Ela deu um pulo, assim que ouviu vozes gritando: Feliz Ano Novo!
se afastou dela sorrindo, tentando recuperar o ar. Aquele tinha sido o ponto alto de sua noite com , quase tinham se beijado, algo que ele vinha sentindo vontade de fazer desde que tinha tomado coragem para falar com ela quando a viu parada naquele bar com a amiga.
— Acho que perdemos a contagem regressiva — disse, demonstrando que não se importava muito de isso ter acontecido.
— É, acho que sim — afirmou, rindo fracamente.
— Você já esteve no Central Park nessa época? — Ela perguntou mudando o assunto entre eles, ao mesmo tempo que se levantou do sofá onde estava sentada.
olhou para ela um pouco confuso.
— Vem — disse estendendo a mão para ele. — Vou te levar em um lugar.
Ele sorriu e segurou a mão dela uma segunda vez naquela noite, acompanhando-a. Os dois já estavam caminhando para a saída do lugar, quando um dos amigos de que o estava acompanhando para a comemoração de ano novo segurou no braço dele, fazendo com que ele se virasse na hora para olhar quem era.
Nesse momento, lembrou de Lisa e dos amigos da faculdade que nem tinha encontrado durante a noite, tinha se perdido completamente no tempo que passou com , esquecendo-se completamente deles.
— Cara, parece que o outro cantor que ia fazer o show dessa noite não pode vir — ele disse encarando e .
Ele olhou para o amigo um pouco confuso, só queria sair de lá logo com a garota que mal conhecia.
— Estávamos pensando se você não poderia fazer um showzinho particular para nós — O rapaz sugeriu empolgado.
olhou para e depois se voltou para o amigo.
— Josh, eu estou de saída...
— Eu adoraria ver você cantar, disse empolgada, fazendo-o sorrir sem graça.
— Viu, parece que estamos todos de acordo — Josh concluiu empolgado.
— Tudo bem, eu já vou, mas só uma música — ele disse, dando a entender que queria ficar a sós com e Josh saiu em seguida.
se virou para , que sorriu para ele.
— Você tem certeza? — ele perguntou preocupado.
riu fracamente.
— Claro — afirmou rindo. — Não é sempre que se tem a oportunidade de ter um show privado de .
gargalhou com a resposta.
— Engraçadinha — afirmou rindo.
Os dois voltaram para a área da pista de dança, onde mais a frente tinha um palco e se despediu dela, indo até lá. Ali já estava tudo montado, pronto para que ele apenas sentasse e entretece todos ali presentes com sua música e voz, estava nervoso, só tinha cantado sozinho uma vez e havia sito há muito tempo. Sempre cantava com sua banda.
acompanhava cada movimento de com o olhar, estava mesmo ansiosa para vê-lo cantar, tinha escutado as músicas da banda dele poucas vezes, então ia ser interessante ouvi-lo cantar tão de perto. Ela sorria para ele, e quase morreu de susto quando sentiu uma mão tocar seu braço, era Lisa.
— Você sumiu, — Lisa disse encarando-a.
desviou o olhar do rapaz no palco e olhou para a amiga.
— Desculpa, o me chamou para tomar uma bebida...
— Eu não acredito, você é muito sortuda mesmo — Lisa comentou olhando para o rapaz no palco.
— Nós só ficamos conversando — disse e voltou a olhar . — Me perdi tanto no tempo, que nem vi onde está o pessoal da faculdade.
— Todo mundo perguntou de você, estávamos no karaokê que tem na outra área da cobertura — Lisa respondeu , ela também conhecia o pessoal da faculdade dela, já tinha ido em alguns encontros que a garota a tinha chamado.
— O que você disse? — ela perguntou preocupada, voltando a olhar a amiga.
— Que você tinha conhecido um cara — disse com olhar sugestivo. — Não mencionei o nome dele, fica tranquila.
— Certo — afirmou para encerrar o assunto, e voltou seu olhar para o palco.
se sentou no banco que tinha de frente para o microfone e seus olhos pararam em , ela o encarava com um sorriso no rosto e fez um aceno de cabeça como se quisesse encorajá-lo, e retribuiu o gesto. Não tinham mais do que 100 pessoas ali, mesmo assim sentia-se estranhamente nervoso de ter que cantar sozinho, contudo, não queria deixar o pessoal na mão, cantaria ao menos uma música.
Bateu no microfone para ver se estava funcionando e ao concluir que sim, se preparou para começar a falar.
— Boa noite, pessoal — disse de forma empolgada, olhando agora para as pessoas paradas de frente para o palco. — Sei que não era o show planejado para essa noite...
Palmas reverberaram pelo lugar, arrancando um sorriso do cantor.
— Certo — riu fracamente e voltou a olhar para . — Eu escrevi essa música há alguns dias, e só consegui finalizar ela pouco antes de vir para cá.
Todos o encaravam, mas para ele, era como se só ela estivesse presente ali. Sentindo que estava fazendo um show particular, totalmente para ela.
— Bom, eu gostei muito da letra, e agora entendo por que ela surgiu — disse e sorriu. — Agora tenho alguém especial para dedicá-la.
prendeu o ar com as palavras de , algo que ele percebeu, sorrindo para ela.


Sugiro colocar “If I Got You” do para tocar.



O ritmo da música era suave, mas ao mesmo tempo envolvente e logo começou a cantar o primeiro refrão.

Think I'm from space
My soul fell down
I found the earth, not leaving now
I know your face, think you fell too
And ain't no place no, if I got you/
Acho que eu sou do espaço
Minha alma caiu
Eu encontrei a terra, não sairei agora
Eu conheço seu rosto, acho que você caiu também
E não há lugar, se eu tenho você

se concentrou na letra da música e sorriu com cada frase cantada por ele. Também apreciou a voz dele, que era suave e um pouco rouca também, tornando-a ainda melhor de ser ouvida. Sorriu mais uma vez, ao ouvir começar a segunda parte da música, sustentando o olhar dele que estava sobre ela.

Anywhere, anywhere
Anywhere you go
Anywhere you go
Round the universe
I'll be there, I'll be there
Wherever you go
Wherever you go, babe/

Em qualquer lugar, em qualquer lugar
Em qualquer lugar que você vá
Em qualquer lugar que você vá
Rodear o universo
Eu estarei lá, estarei lá
Onde quer que você vá
Onde quer que você vá, sim


sorri para ele era como se só tivessem os dois ali. Pensando que quando saiu do seu apartamento mais cedo, nunca imaginou que poderia esbarrar com alguém como , estava certa de que aproveitaria sua virada de ano e voltaria para sua vida, como sempre acontecia. Ele se sentia da mesma forma, enquanto cantava o refrão da música, ainda com o olhar sobre ela.


I don't care, I don't care
Wherever you've been
'Cause now you're with me
Floatin' through the night
Feels like we're dancin'
Is this the feelin'
The feelin' of fallin' in love?
'Cause I know that we've met before, babe/

Eu não me importo,
eu não me importo
Onde quer que você tenha estado
Porque agora você está comigo
Flutuando pela noite
Parece que estamos dançando
É este o sentimento?
O sentimento de estar apaixonado?
Porque eu sei que nos conhecemos antes, querida


O refrão que tinha acabado de cantar, fez com que o coração de disparasse, se perguntando se era possível sentir algo como o que estava sentindo naquele momento de forma tão rápida. E nem precisou de muito, para que ela soubesse que ele compartilhava da mesma sensação, enquanto cantava e o viu fechar os olhos, ao cantar a última frase da música.
Todos aplaudiram o cantor, que agradeceu e logo desceu do palco indo na direção dela, que permanecia parada no mesmo lugar que ficou durante todo o show.
— Eu espero que tenha gostado do show — disse sorrindo para ela.
sorriu, tinha gostado muito e agradeceu por Lisa não estar mais ao lado dela.
— Eu gostei de tudo, da música...sua voz — respondeu sorrindo.
— Que bom que gostou — não sabia ao certo o que dizer, nunca tinha dedicado uma música para alguém. — Agora podemos ir.
assentiu sorrindo para ele, e os dois caminharam em direção a saída.


O prédio estava deserto, só tinham os dois caminhando por entre os corredores indo em direção ao elevador. O clima estava calmo, mas ao mesmo tempo tinha uma tensão no ar entre eles, nenhum dos dois teve coragem de dizer nada desde que havia cantado aquela música no “show” que tinha feito.
Os pensamentos de estavam entre detalhes que ela vinha tomando sobre o homem ao seu lado, mas também na música que ele havia cantado. Enquanto não conseguia deixar de olhar para ela, admirando sua beleza, tentando ao máximo conter sua atração pela garota. Contudo, era difícil fazer isso olhando para sua boca rosada, olhos penetrantes e aquele vestido colado que delimitava perfeitamente as curvas do corpo dela.
Ele queria ir devagar, mas foi pego em um impulso, assim que as portas se abriram e os dois entraram no elevador. Precisava beijá-la.
— Foda-se — ele disse e levou os lábios ao dela, empurrando-a contra a parede.
foi pega de surpresa por , mas não se demorou em levar uma das mãos até a nuca do rapaz e puxá-lo para si, dando passagem para que pudessem aprofundar o beijo. As mãos de apertavam a lateral do corpo de , enquanto o beijo era aprofundado pelos dois.
Ela passou as unhas pela nuca de , fazendo com que ele se arrepiasse e apertasse seu corpo ainda mais contra o dela. Ele percorreu uma das mãos através da lateral do corpo dela, até chegar com as mãos na altura de seu pescoço e entrelaçou os dedos nos cabelos de , que se arrepiou com o gesto.
Quase deram um salto, assim que escutaram o elevador apitar, informando que tinha chegado ao andar, e ele interrompeu o beijo entre eles dando uma mordida no lábio inferior de , e depois selando os lábios ao dela, que sorriu com o gesto.
O andar estava vazio, e por isso os dois não precisaram disfarçar nada do que estavam sentindo. se encontrava ofegante e com um turbilhão de sentimentos percorrendo seus pensamentos, enquanto sorria de ponta a ponta pensando sobre o que tinha acontecido, mas logo um medo lhe ocorreu, ao pensar que poderia ter passado dos limites. Afinal, tinham acabado de se conhecer.
, desculpa... — Começou a dizer, e segurou o braço dela devagar, antes que saísse noite a fora.
Ela riu fracamente e o encarou.
— Sério que está me pedindo desculpas? — Ela o olhou com uma das sobrancelhas arqueadas.
— Eu praticamente te agarrei, do nada... — riu fracamente, nunca tinha se sentindo tão fora do lugar depois de beijar alguém.
— Digamos que eu te agarrei também — ela disse e mordeu o lábio, fazendo com que ele sentisse um arrepio lhe percorrer a espinha. — Ainda quer dar uma volta?
— Com certeza — afirmou e os dois logo seguiram para fora do edifício.


Estava frio e nevando, como já era de se esperar, porém tudo parecia ainda mais bonito em Nova Iorque do que nos dias comuns. Os prédios ainda tinham enfeites da época do natal e possuía uma quantidade considerável de pessoas andando pelas ruas, fazendo com que os dois não se sentisse completos estranhos caminhando pelas ruas em pleno ano novo.
Já passava da uma hora da manhã, mas nenhum dos dois se importou muito. Conversaram sobre algumas coisas durante o caminho, não tinha ficado nenhum clima estranho entre eles após o beijo que aconteceu no elevador, muito pelo contrário, logo segurou a mão de e os dois caminharam de mãos dadas até o Central Park.
O lugar estava todo iluminado, parecia até uma espaçonave de tanta iluminação e encarou tudo aquilo boquiaberto, ela tinha razão quando disse enquanto eles andavam até lá que era um dos lugares mais bonitos para se visitar na cidade em meio a virada de ano. Guardaria o que estava vendo ali por um bom tempo, não só pelo lugar, mas pela companhia também.
— Você sempre vem aqui na virada do ano? — perguntou enquanto caminhavam.
— Sim — respondeu enquanto sorria, amava demais a cidade. — Eu amo muito este lugar.
— Nunca saiu daqui? — perguntou curioso.
— Já sim — afirmou. — Contudo, Nova Iorque continua sendo meu lugar preferido no mundo.
sorriu com a resposta.
— Não julgo, o lugar é incrível — comentou olhando em volta. — Porém, você deveria dar uma chance para Londres.
— Quem sabe um dia, você pode me mostrar — ela disse e sorriu para ele.
Ele desejava mesmo que isso acontecesse, no que dependesse dele, passaria a fazer parte de sua vida.


***


Estava muito frio para que os dois ficassem andando pelo Central Park, então sugeriu que fossem para o hotel onde ele estava hospedado, já que lá os dois poderiam ficar mais à vontade e ter muito mais privacidade. O caminho até lá foi tranquilo e logo os dois já estavam atravessando a porta da cobertura, sendo abraçados pelo ambiente quente.
passou os olhos pelo ambiente e observou um pouco a cobertura. Ela era bem grande, com uma cama enorme logo que você entrava, uma varanda gigantesca — quase tão grande quanto a que ficaram conversando mais cedo — e a vista que ele tinha ali era muito privilegiada, fazendo com ela sorrisse ao olhar.
pediu licença dizendo que ela poderia ficar à vontade e seguiu para a pequena cozinha que tinha ali, enquanto ela caminhou até a varanda. Não estava frio, pois era toda fechada por um vidro, impedindo que o vento entrasse, algo que agradeceu mentalmente, já tinha passado frio demais no Central Park.
— Eu vi que você estava tomando vinho rose lá na festa — A voz rouca de invadiu o ambiente, fazendo com que ela se virasse.
Agora ele tinha tirado o terno preto e encontrava-se apenas com a camisa preta. estava segurando duas taças em uma mão e na outra, carregava uma garrafa de
vinho rose que parecia estar bem gelado, do jeito que gostava.
— Deixa que eu te ajudo — ela disse pegando as taças da mão de , que sorriu em agradecimento.
Ela caminhou até um sofá que tinha ali e sentou-se, e ele fez o mesmo, mas inclinou-se para colocar a garrafa em cima da mesa e poder abri-la
— Está com fome? — perguntou, enquanto abria a garrafa.
— Não, estou bem — afirmou o encarando.
— Se quiser alguma coisa, é só falar — disse e terminou de abrir a garrafa.
Ele pegou as taças da mão de e colocou sobre a mesa para encher as duas com vinho para os dois. Ela apenas observava o homem diante dela, não importava o quanto olhasse para ele, a atração e o misto de sentimentos eram simplesmente inevitáveis.
— Aqui — disse estendendo a taça de vinho na direção de .
Ela pegou, mas colocou de volta na mesa, abaixando-se para desabotoar suas sandálias de salto que estavam esmagando seus pés.
— Desculpa, estão me matando...
riu fracamente.
— Pode ficar à vontade, .
Era a primeira vez que ele tinha usado o apelido dela, o que arrancou um sorriso de . Ela terminou de tirar as sandálias e levantou-se para pegar a taça, e dessa vez, sentou-se com as pernas apoiadas no sofá, ficando sobre elas.
— Então, gostou do Central Park? — ela perguntou enquanto levava a taça até os lábios e bebericou um pouco.
— Muito — disse com os olhos fixados nela. — Obrigado por ter me mostrado um lugar que você gosta tanto.
— Obrigada você, por ter ido comigo — agradeceu e deu mais um gole em seu vinho.
já tinha tomado quase a taça toda e se levantou para encher mais um pouco da taça, aproveitando para se sentar um pouco mais perto de dessa vez.
— Por que decidiu ser cantor? — Ela perguntou, pegando-o de surpresa.
— Hm — resmungou, pensando um pouco. — Muitas razões. Uma delas, foi porque eu sempre gostei e cantar, fazia isso praticamente o dia todo em casa.
o encarava, estava mesmo interessada em saber mais sobre ele.
— Sua mãe devia adorar — comentou rindo.
— Às vezes ela me mandava calar a boca — gargalhou com a resposta de .
A conversa entre os dois parecia sempre fluir, apesar de já terem falado sobre muitas coisas ao longo do tempo que estavam passando juntos. Ele contou mais um pouco para ela sobre como a carreira começou, falou também sobre a banda e ela escutava tudo atentamente, e ficava cada vez mais admirada com o homem a sua frente.
contou um pouco sobre sua vida nos Estados Unidos, contou a que tinha acabado de se formar na faculdade de direito, tudo que sonhava em relação a isso e logo os dois estavam falando de planos futuros que queriam, como casamentos, filhos, carreira, viagens...de tudo.
Vez ou outra o silêncio pairava entre eles e os olhares se cruzavam, já estavam na metade da segunda garrafa e as risadas de ambos reverberava pelo ambiente enquanto lhes contava alguns micos que já tinha pagado em rede nacional, como cair em algum show ou até mesmo errar a letra da própria música.
Estavam se divertindo, de uma forma que nunca tinha acontecido antes, com nenhum dos dois.
— Tenho me perguntado ao longa da noite, se você é real — disse apoiando sua mão sobre a dela.
sorriu com o gesto e o encarou, processando as palavras do rapaz.
— Sou bem real — disse e levou as mãos até o rosto dele, em um gesto involuntário.


Sugiro colocar “Heaven” da Julia Michaels para tocar.



fechou os olhos e observou, enquanto levava a taça até os lábios — mas sem tirar a outra mão de seu rosto — e depois se inclinou colocando a taça sobre o braço do sofá, de modo que acabou ficando mais perto dele, fazendo com que seus olhares se fixassem assim que ele voltou a abrir os olhos.
sentiu a respiração quente dele e agora foi a vez dela de tomar a iniciativa, se inclinando ainda mais e colando os lábios ao dele. não se demorou e deixou a taça de lado, para depois levar uma das mãos até a nuca dela, que se arrepiou com o gesto, pedindo passagem para o beijo e intensificando-o assim que ele o fez.
levou a outra mão até a cintura de e depois desceu para a bunda dela, puxando-a ainda mais para perto dele. Ela levou as mãos até a nuca de e o empurrou para que ficasse apoiado no sofá, passando uma das pernas por cima dele e encaixando-se em seu colo.
Ele interrompeu o beijo entre eles dando selinhos na mulher em seu colo e abriu os olhos para encará-la. Podendo ver que se encontrava com os lábios vermelhos, pupilas levemente dilatadas e bochechas rosadas, fazendo com que sorrisse admirado com a beleza dela.
Depois disso, voltou a beijá-la. Dessa vez, levou uma das mãos até as coxas de e apertou com força, arrancando um leve gemido dela, que mordeu o lábio inferior dele em resposta. Ela levou uma das mãos até a camisa se e começou a desabotoar — com um pouco de dificuldade — enquanto permanecia com os lábios grudados ao dele.
Assim que terminou de abrir tudo, interrompeu o beijo entre eles e puxou a camisa de para trás, que a ajudou a tirá-la, vendo-a jogar sua peça de roupa no chão. Sorriu para ela e levou os lábios até o pescoço da mulher ao mesmo tempo que levou as mãos até o zíper enorme que tinha na parte da frente do vestido dela e o desceu de uma só ver\z, expondo os seios ainda cobertos pelo sutiã e o corpo dela.
Admirou por alguns instantes e depois a ajudou a tirar a peça de roupa, que foi jogada no chão assim como a camisa dele. Voltou seus lábios para o pescoço dela e já conseguia sentir seu pau pulsando dentro da calça, estava ardendo em tesão e a cada toque de sentia como se fosse explodir em prazer.
Ele levou as mãos até as coxas dela apertando-as com força e desceu os beijos por toda a extensão do pescoço dela, parando nos seios, ao mesmo tempo que levou as mãos até as costas dela e depois de algumas tentativas, conseguiu abrir o sutiã que ela vestia e passou por entre os braços dela, deixando os seios de completamente a mostra para ele.
Não se demorou em abocanhar os seios dela, enquanto sentiu as mãos da mulher em seus cabelos. Começou chupando todo o peito dela e depois se concentrou no bico do seio, passando a língua de leve e dando leves chupões, o que arrancou gemidos abafados de que já rebolava em seu colo, sentindo a intimidade dela sobre seu pau, mesmo por cima da calça.
Parou de chupar os seios de e levou as mãos de volta a bunda dela, pegando-a no colo e virando-se para deitá-la no sofá, ficando por cima. Começou dando beijos na barriga de , que observava tudo tomando nota de cada gesto de , estava ardendo em tesão assim como ele.
Estremeceu ao sentir os lábios dele tocarem o pé de sua barriga e sentiu os dedos dele subirem através da parte de dentro de sua coxa, soltando a respiração que nem tinha notado estar segurando. Acompanhou cada passo do homem diante dela, enquanto ele puxava sua calcinha, tirando-a completamente de seu corpo e jogando no chão da sacada.
sorriu com a visão de uma completamente nua e entregue a ele e voltou a depositar beijos no pé da barriga dela. Subiu os dedos mais uma vez por dentro da coxa dela e os levou até a intimidade da mulher, penetrando-a lentamente com um dedo e a viu arfar, soltando um gemido contido. Ele começou fazendo movimentos lentos, ao mesmo tempo que descia os beijos até chegar ao clitóris dela.
Começou passando a ponta da língua e a penetrou com dois dedos, ao mesmo tempo que fez isso e dessa vez a escutou soltar um gemido alto.
Permaneceu fazendo movimentos circulares ao mesmo tempo que chupava o clitóris dela, passando vez ou outra apenas a ponta da língua vendo se contorcer com o gesto. E não demorou muito, para que ele sentisse as pernas tela tremerem e seus dedos encharcados, pelo orgasmo que tinha acabado de tomar todo o corpo da mulher diante dele.
Se levantou ficando por cima dela mais uma vez e a viu sorrir para ele, retribuiu o sorriso e esperou que ela se recuperasse do que tinha acontecido. O que não demorou muito, pois em seguida o segurou pelos ombros e indicou que ele se sentasse no sofá, e assim ele fez, seria capaz de fazer qualquer coisa que ela pedisse para ele, até mesmo sem pensar.
sorriu ao encarar e sentou-se no colo dele, que não tirava os olhos dela nem por um segundo. Ela levou os lábios até o pescoço dele, e começou a dar leves reboladas no colo dele ao mesmo tempo que depositava beijos e chupões por toda a extensão. Sentiu ele levar as duas mãos até a coxa dela, mas parou e fez sinal indicando que ele não poderia tocá-la, recebendo um olhar de surpresa, mas também de puro tesão.
Riu com a expressão dele e intensificou as reboladas em seu colo, sentindo seu pau latejar por baixo da calça. admirava tudo e tentava controlar a vontade de tocar cada parte daquele corpo em cima dele, quase soltou um grito sôfrego quando a viu sair do seu corpo de repente, sentindo um enorme vazio.
se abaixou e levou as mãos até a calça de , mas parou ao sentir ele tocar seus lábios com a ponta dos dedos e depois acariciar seu rosto.
— Sem toque, lembra? — perguntou encarando-o com uma expressão safada.
riu fracamente e afastou a mão.
— Não faz isso comigo, — pediu baixo.
Ela riu e piscou para ele.
voltou a se concentrar nas calças de , abriu o botão e depois desceu o zíper, levando as mãos em seguida até a barra da cintura e ele se levantou para ajudá-la quando a viu puxar a peça de uma só vez, arrancando não só ela, mas também sua cueca e fez com que seu pau pulasse para fora.
Ela sorriu com o que via e levou uma das mãos até o pau duro de , fazendo com que o homem sentado diante dela arfasse com o toque. passou a mão por toda a extensão e começou a masturbar lentamente, ao mesmo tempo que concentrou seu olhar nele, queria acompanhar cada sensação que ele deixasse transparecer.
O masturbou por um tempo, revezando entre masturbadas lentas e rápidas. Ela levou os lábios até o pau dele sem aviso e começou passando a língua na região da glande, enquanto ainda o masturbava levemente, fazendo com que respirasse pesadamente e levasse as mãos até o cabelo dela.
sorriu com a reação dele e enfiou o pau de em sua boca de uma só vez, dando chupadas por toda a extensão e depois voltando a região da glande, para então passar a língua por todo seu pau até chegar em suas bolas. Onde deu uma atenção, chupando-as e masturbando de forma rápida, e a essa altura, ele já estava revirando os olhos e segurando cada vez mais forte os cabelos dela.
Ele estremeceu, quando sentiu ela voltar a colocar seu pau na boca e chupá-lo por completo, fazendo com que ele sentisse cada parte daquela boca maravilhosa engoli-lo com voracidade.
... — disse com a voz trêmula. — Se você continuar, eu vou gozar.
Ela deu mais uma chupada e parou, levantando o olhar para encará-lo.
— Você é muito gostosa — ele disse observando-a se levantar e ela sorriu para ele.
se levantou de onde estava e caminhou rápido até dentro do apartamento para pegar uma camisinha, enquanto a vestia, escutou uma música reverberar através dos alto falantes do quarto. Ele vestiu a camisinha e quando viu, a mulher dona de seus mais loucos pensamentos desde que tinha colocado os olhos nele, estava apoiada na cama de quatro, ajustando a música, através do controle que ficava acima da cabeceira da cama.
Ele mordeu os lábios observando a cena e aquela bunda empinada bem diante dele e caminhou até onde ela estava. riu, quando ele tocou a bunda de e ela tomou um susto, mas permaneceu na mesma posição, virando o rosto para encará-lo de forma sugestiva. Seu pau já estava completamente duro de novo e pronto para ela, mas primeiro a penetrou com dois dedos, o que fez com que arfasse e soltasse um gemido sôfrego ao sentir ser invadida por ele.
movimentou os dedos por algum tempo dentro dela, até senti-la bem molhada. Retirou os dedos de dentro dela com delicadeza e segurou seu pau, subindo na cama para se encaixar bem atrás dela, ao mesmo tempo que admirava a mulher diante dele, a penetrou lentamente, e ambos soltaram gemidos de prazer.
mordeu os lábios, ao sentir o pau de invadi-la lentamente. Ele se posicionou melhor atrás dela e começou a investir nas estocadas, a visão da bunda dela enquanto seu pau entrava e saia era enlouquecedora, ainda mais quando ela começou a rebolar em seu pau.
Ele entrava e saia de dentro dela, intercalando entre estocadas rápidas e lentas. Ele levou uma das mãos até os cabelos de e o segurou, aproximando-se o seu corpo ainda mais dela e aumentando as estocadas, seu pau estava muito duro, mas ele não queria gozar ainda, queria vê-la em cima dele, por isso, diminuiu as estocadas e saiu de dentro dela lentamente.
se sentou na cama e ela não se demorou em subir em cima dele, encaixando seu pau lentamente em sua intimidade. desceu devagar deixando que o pau dele a invadisse de forma lenta, para que pudesse sentir cada resquício dele dentro dela.
Estavam ardendo em tesão.
Ela levou os braços até o pescoço de e colou os lábios dele ao mesmo tempo que iniciou as reboladas em seu pau. Ficaram se beijando por um tempo, até que ele parou e começou a percorrer beijos por toda a extensão do pescoço dela, chegando aos seios, onde começou a chupá-los pela segunda vez naquela noite.
intensificava as reboladas, ao mesmo tempo que ele intensificava as chupadas em seu peito, sentindo o pau dele estremecer dentro dela, sabia que ele estava quase lá e ela também já estava sentindo seu orgasmo vir pela segunda vez naquela noite.
parou de chupar os seios de e fixou o olhar nela, assim que sentiu que estava quase lá, levando as mãos até a bunda dela, apertando e movendo-se levemente embaixo dela. Sentiu ela estremecer em seu colo logo em seguida e soube que tinha atingido o clímax mais uma vez, fazendo com que logo em seguida ele gozasse também, sentindo todo o seu corpo estremecer.
Estava extasiado, já tinha transado com muitas mulheres, mas nada se comparava ao que sentia naquele momento ao ver em seu colo. Depositou um beijo nos lábios dela e a viu sair de cima dele depois de algum tempo e ir até o banheiro, ele aproveitou que tinha outro banheiro e caminhou até lá para tirar a camisinha e descartá-la, aproveitando também para esvaziar a bexiga.
Quando voltou para o quarto, ela já estava deitada em sua cama, mas ainda sem roupa.
— Acho que precisamos de um banho — disse deitando-se ao lado dela, e virando-se para olhá-la.
sorriu para ele, ponderando a ideia e apoio a cabeça em uma das mãos.
— Acho melhor eu ir... — ela disse, pegando-o de surpresa.
Não era aquilo que esperava ouvir, queria que ela ficasse, não só por uma noite.
— Eu gostaria que ficasse, mas se quiser ir, posso te levar — disse e encarou o teto. Deveria estar se sentindo cansado, mas se encontrava em pura agitação.
sorriu com a resposta dele.
— Acho que podemos tomar um banho, então. — Ela concluiu, arrancando dele um sorriso que logo a puxou, pegando-a no colo.
caminhou com em direção ao banheiro em seu colo e a manteve assim até entrarem no box, para só depois colocá-la no chão do banheiro e ligar o chuveiro. Logo uma água quente começou a cair e nenhum dos dois conseguia parar de se encarar, uma tensão pairava entre eles, mas não era ruim, era muito boa na verdade. Ambos estavam tomados ainda pelos sentimentos de tudo que tinha acontecido em uma noite.
— Quem diria, que eu iria acabar na cama de , em uma véspera de ano novo — disse brincalhona.
riu fracamente e a prensou contra a parede, apoiando um dos ali e ficando bem próximo dela.
— Ah, disse baixo, fazendo com que sua voz saísse rouca. — Quem dera fosse só na minha cama, porque em uma noite, você conseguiu acabar no meu coração também.
Ela estava surpresa com as palavras dele, mas sorriu.
...
“É este o sentimento? O sentimento de estar apaixonado? Porque eu sei que nos conhecemos antes, querida...” — Ele tinha acabado de recitar uma parte da música que havia cantado mais cedo.
sorriu e levou as mãos até a cintura de , puxando-o para si.
— Eu não sei, mas adoraria descobrir — disse e o beijou.





EPÍLOGO


Já tinha se passado três meses desde a noite que conheceu , e desde então, eles se encontravam sempre que ele tinha uma folga das turnês. Ainda não tinham falado sobre namoro, mas tanto ela, quanto ele, não ficavam com mais ninguém e começavam e terminavam o dia falando um com o outro. Não demorou muito, para que ela percebesse que estava completamente apaixonada por ele, e vice-versa.
Contudo, o que vinha acontecendo entre eles era secreto e ela deixou claro para ele que não queria uma exposição na mídia agora. Tinha acabado de se formar, começar no emprego dos seus sonhos e tudo que não precisava, era de ter seu nome em todos os tabloides, primeiro tinha que ter certeza de que seja lá o que estivesse tendo com , era real.
E pensando em tudo isso, encarou a enorme janela de sua sala e sorriu com a paisagem. O sol já estava se pondo em Nova Iorque e logo seu expediente acabaria, dando fim assim, a sua ansiedade de encontrá-lo, fazia muito tempo que não se sentia assim quando marcavam alguma coisa, mas dessa vez era diferente, sabia que ele estava aprontando algo.
Desligou o computador e saiu de sua sala em seguida, se despediu de Heather e depois seguiu para o elevador. Cada músculo do seu corpo estava sendo afetado pela ansiedade que vinha consumindo seu corpo desde a noite de ontem, quando disse para ela que hoje teria uma surpresa e que era para ela encontrá-lo no mesmo lugar que se conheceram.

***

Do outro lado da cidade, só conseguia pensar em e divagar em lembranças com ela dos últimos três meses. Estava pronto para a decisão que iria tomar e não tinha a intenção de desistir dela nem por um minuto e teve a certeza de que ela era a mulher da sua vida quando a viu entrar pela porta do mesmo lugar que se encontrava agora esperando por ela.
Passou as mãos pelos cabelos tentando conter o nervosismo e observou toda a decoração eu tinha contratado. Estava tudo muito bonito, mas sem exageros, sabia que não gostava disso e a ideia era agradá-la, então planejou tudo de forma que achou que combinaria com ela.
Sorriu, ao se virar e ver que se encontrava parada bem ao lado da mesa onde jantariam. Ela estava usando o mesmo vestido da noite que se conheceram e ele sorriu com isso, parecia uma louca coincidência, mas ao mesmo tempo sabia ser uma louca conexão que eles possuíam — algo que ele adorava.
Se aproximou da mulher e depositou um beijo nos lábios dela, que levou as mãos com delicadeza até a sua nuca, fazendo um carinho ali e retribuindo o beijo.
— Senti saudades — ela disse, fazendo-o sorrir.
Era bom saber que compartilhavam do mesmo sentimento.
— Eu também — disse sorrindo, enquanto apoiava uma das mãos na cintura dela. — Você não imagina o enquanto.
passou o olhar por todo o corpo de , que riu e deu um tapinha nele.
— Você é terrível — ela disse, beijando os lábios dele mais uma vez.
— Só quando estou com você.
sorriu com a resposta e desviou o olhar para observar ao seu redor, para depois voltar a olhar para ele.
— Você fez tudo isso? — perguntou boquiaberta.
O lugar tinha uma mesa de jantar toda decorada e o chão estava coberto por rosas vermelhas, simplesmente lindo.
— Mandei fazer — respondeu rindo.
— Está lindo, — ela disse e sorriu para ele.
Os dois ficaram ali por um tempo trocando caricias e depois seguiram em direção a mesa, onde cada um se sentou de um lado.
encarou o rapaz moreno de barba por recém fazer colocar o champagne em sua taça gentilmente. Sentia-se enérgica enquanto ele aparentava estar profundamente calmo — ao menos era o que parecia — e com o controle da situação.
Nunca se sentira intimidada pela figura do famoso , o que sempre a intimidava era o fato de conhecer tão bem um lado tão pessoal dele, o rapaz tranquilo e sonhador que ele era por trás das câmeras, calmo, amigo e namorado…
O último pensamento sobre ele lhe casou arrepios.
Eram namorados?
Talvez.
… — O nome dele saiu através dos lábios dela tão sutilmente que até pareceu vir de seus pensamentos.
Ele colocou a garrafa de champagne de volta a mesa e a encarou com um sorriso no rosto.
, eu queria esperar o jantar… — disse e se levantou.
Ela engoliu em seco, adoraria dizer que não tinha ideia do que estava por vir. Mas, sabia muito bem qual seria o próximo passo.
Eles estavam conectados demais para continuar adiando.
aproximou-se da cadeira em que ela estava sentada do outro lado da mesa e ajoelhou-se bem ao lado dela.
, você quer namorar comigo? — Ela disse e soltou uma gargalhada.
— Caro que sim — ele disse sorrindo e se levantou, pegando-a pela mão, para que ela levantasse também.
o abraçou e sorriu, ficando assim por um tempo até voltar a olhar para ele.
— Tem certeza de que esse é o lugar que quer estar? — Ela perguntou com sinceridade, e ele a abraçou, levando os lábios até os ouvidos dela.
Ela não sabia até quando ele aguentaria esse relacionamento as escondidas.
Acho que sou do espaço, minha alma caiu. Eu encontrei a terra, não sairei agora Eu conheço seu rosto, acho que você caiu também. E é o meu lugar agora se eu tenho você. Se eu tenho você.” — cantou a música do primeiro dia que se viram no ouvido de , fazendo-a sorrir de ponta a ponta.
Ela se afastou e levou os lábios até os dele, iniciando um beijo entre eles.


Fim.



Nota da autora: Oi lovers, tudo bem?
Eu espero de coração que todas vocês tenham gostado desse spin off de Oblivium. Também espero que quem é nova por aqui, tenha gostado. Eu escrevi com muito carinho, afinal esse casal é TUDO hahahahahah <3

NÃO ESQUEÇAM, de deixar aquele comentário, viu? Eu adoro saber o que vocês acharam. E entrem no grupo do whats e do face, lá podemos interagir melhor.

Kisses,Vane.





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Qualquer erro nessa fanfic ou reclamações, somente no e-mail.


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