Capitolo centoveintesette
- Fica tranquila, ! A gente cuida dela! – Giulia disse.
- Eu não pretendo voltar tarde, eu pego ela...
- , vai se divertir! – Giulia disse, me fazendo rir fracamente. – Há quantos anos você não vai a uma balada?
- Muitos e muitos anos. – Suspirei.
- Eu a deixo prontinha para você pegá-la amanhã... Quando você acordar da ressaca! – Ri fracamente.
- Eu não vou beber! – Suspirei.
- Mas tenta se divertir, a gente cuida dela. Kawan vai adorar dormir com a prima. – Puxei a respiração fortemente.
- Vai, ! – David disse. – Relaxa!
- É, CHEFA! VAMOS! VAI SER LEGAL! – Manu gritou do carro, me fazendo rir fracamente.
- Você sabe domá-lo, !
- Eu sabia! – Suspirei e David me abraçou de lado, dando um beijo em minha cabeça.
- Chega de domar, . Vocês são parceiros há anos, as coisas precisam ser assim. – Ele disse e suspirei, assentindo com a cabeça. – Agora vai! Se diverte.
- Eu te ligo amanhã! – Falei, sentindo Giulia me abraçar.
- Divirta-se! Ela vai ser bem cuidada! – Treze disse e inclinei sobre o bebê-conforto na mão de Treze, onde Sienna dormia e deu um beijo em sua cabeça.
- Boa noite, minha boneca! – Fiz um sinal da cruz em seu peito. – Dorme bem. – Suspirei, me afastando. – Obrigada, gente!
- Que isso! – Giulia abanou a mão e dei alguns passos para trás antes de me virar e entrar no carro. Acenei mais uma vez enquanto colocava o cinto e liguei o carro.
- Ciao, ciao!
- Ciao, mana! – Giulia disse e sorri, guiando o carro pela sua de Giulia.
- Vamos, chefa! Vai ser legal! Paulo já mandou mensagem três vezes perguntando cadê a gente! – Ele disse.
- Estamos indo! – Falei, apertando o volante.
- Relaxa, chefa. Sienna está escondida aqui com a Giulia, você pode relaxar um pouco. – Manu disse.
- Eu sei, mas como eu vou encarar o Gigi? – Perguntei, suspirando. – Eu escondi a filha dele, Manu! Apesar de ele também estar escondendo algo de mim, ele tem todos os motivos de gritar comigo. E sei lá o que mais ele vai fazer... – Engoli em seco.
- Sabe o que vocês dois precisam? – Ela perguntou.
- Colocar as cartas na mesa? – Virei rapidamente para ela.
- Também, mas terapia ajudaria mais! – Ri fracamente.
- Muita psicóloga deve estar louca já depois de todos esses anos. – Suspirei.
- Tenta esquecer disso um pouco, . Se divirta, relaxa. E se ele se aproximar de você e perguntar sobre isso, fala. Chega de mentiras...
- Sim, eu sei. Chega! – Suspirei. – Mas encarar o homem que sabe me ler é difícil demais. – Pressionei os lábios.
- Vai ficar tudo bem. Gigi fica solto, solto com uma garrafa de vinho, a gente vira uma nele e está tudo certo. – Ela disse, dando de ombros, me fazendo rir fracamente.
- Fico muito feliz em estar aqui, Manu! – Ela sorriu.
- É bom estar de volta e acompanhar de camarote os momentos do casal Seruigi! – Ela falou.
- Que?
- É, não ficou legal! – Ela pensou. – Gianrena? Não, parece gangrena. – Ela abanou a mão. – Eu vou pensar.
Ri fracamente e voltei a focar no trânsito. A festa seria no OCR, clássica locação de todas as nossas festas em todos esses anos, inclusive onde foi a do Gigi no ano passado. A diferença é que, há um ano, eu não consegui ficar mais do que 10 minutos e acabei exagerando na bebida. Algo que eu esperava nunca mais fazer na minha vida. Seja por câncer ou por dor no coração. Eu sou mãe agora, minha filha precisa de mim.
Estacionamos no OCR e Manu saiu apressada do mesmo. Ela tinha trocado de roupa e colocado uma calça preta e uma blusa com manga ciganinha branca, mas um Adidas nos pés. Eu acabei trocando a tradicional saia e blusa pelo vestido que os gêmeos me deram de dia das mães e os mesmos saltos de sempre.
- E vamos começar a festa! – Manu disse empolgada, subindo as escadas e ri fracamente.
- Ah, festeira! – Neguei com a cabeça, fechando o carro à distância e guardei a chave dentro da bolsa de ombro que eu usava.
Subi rapidamente ao lado de Manu e fui guiada até a entrada da festa. Diferente da do Gigi, onde o OCR estava inteira ocupado, a festa de Barza era bem mais intimista. Coisa de 1/6 do prédio era usado. A luz estava baixa, com tons meio arroxeados e, na entrada, tinha diversas fotos de Barza durante toda sua carreira.
- Ah, como ele era fofinho! – Manu falou divertida e sorri, vendo as fotos da Copa do Mundo de 2006, Olimpíadas 2004, Palermo, Rondinella, Ascoli, Pistoiese, Chievo, Wolfsburg e Juve. – Ah, eu! – Manu apontou para uma foto dos dois abraçados lado a lado em algum treino de jogo e nenhum dos parecia prestar atenção no que falavam. – Você! – Ela indicou outra foto e vi a primeira foto que eu e ele tiramos.
- Contratação dele aqui! – Indiquei, tocando a foto. – Ah, Barzaglione! – Suspirei, me afastando do mural.
Passei pelo fundo e ri ao ver a festa literalmente montada. A festa tinha mesas e cadeiras que formavam um círculo em volta da festa de dança e, lá na frente, um palco com um DJ tocando. Só que parecia que ninguém estava nas mesas, talvez os mais velhos. Entrei pelo local com Manu em meu encalço e procurei os conhecidos com o olhar, seguindo pelo lado direito.
- A Ada ali! – Manu indicou e seguiu até lá. – ADA! – Ela falou, chamando a atenção da namorada de Barza.
- Ei, chegaram! – Ela disse, abraçando Manu.
- Fiquei presa no estádio, depois fui me trocar, parei para deixar a Sienna. – Falei e abracei-a.
- Ah, entendo! Beh, tem comes e bebes ali na mesa... – Ela indicou a mesa larga nas laterais. – E o pessoal está na pista de dança! – Ela indicou, me fazendo rir fracamente e observei onde ela apontou, rindo ao encontrar Barza, Paulo e outros amigos de Barza ali, me fazendo rir fracamente.
- E você? O que está fazendo aqui? – Tirei a bolsa do ombro.
- Ah, estou com meus pais e os pais de Barza. – Ela indicou e virei o rosto. Eu já conhecia os pais de longe, agora os pais dela pareciam ter saído de um desenho animado, o pai era alto e magro e sua mãe era baixinha e tinha cabelos azuis e amarelos
- Adorei seu cabelo! – Manu falou para a senhora. – Eu tinha também quando mais nova, mas aí saiu! – Ri fracamente.
- Os pais de Barza, Ana e Saverio. – Sorri, esticando a mão para cumprimentá-los. – E meus pais, Nora e Diego. – Indiquei. – Mãe, essa é , ela é presidente da Juventus e, beh, minha chefe! – Ri fracamente.
- Tudo bem? – Cumprimentei-os.
- Tudo bem! Que prazer te conhecer! – Sua mãe disse e sorri.
- O prazer é meu! – Falei.
- MANU! – Virei para o grito, vendo Paulo chamando-a e ri fracamente.
- PAULO-O-O! – Ela gritou no mesmo tom, desviando das mesas para chegar até ele.
- Eu tenho que perguntar, eles têm alguma coisa? – Ada perguntou e ri fracamente.
- Uma boa amizade! – Falei, rindo fracamente. – Nada mais!
- Eles são ótimos! – Ela disse rindo.
- Sim! – Sorri. – Você não vai dançar?
- Ah, não, vou deixar Barza aproveitar com os amigos dele. – Ri ao ver Barza cantando exageradamente com os amigos.
- Ele está bêbado, não? – Virei para ela.
- Com toda certeza! – Ela disse, me fazendo rir. – E ele misturou já, a começar pelo champanhe no estádio...
- Beh, só te digo que essas festas tiram toda a dignidade, viu?! – Ela riu fracamente.
- Eu dormi a tarde toda hoje, estou preparada. Agora ele... – Ela negou com a cabeça.
- Nervosismo? – Perguntei.
- Ele parecia uma bateria hoje, não terminou nada do que começou, tanto que estava todo perdido pela homenagem! – Ri fracamente, negando com a cabeça.
- Ah, Barzaglione! – Neguei com a cabeça. – Vai fazer falta. – Suspirei.
- Ele deve ficar mais um pouco. – Ada disse e virei para ela.
- Mesmo? Vai me ouvir? – Ri fracamente.
- Ele não sabe ao certo o que fazer, mas ele quer ficar perto dos filhos. – Ela disse e assenti com a cabeça.
- Sim, ele está certinho! – Falei, abanando a cabeça. – Precisa aproveitar.
- Dos três... – Ela disse, virando o olhar para mim e franzi a testa, virando para ela.
- Espera! Três?
- Xi, fala baixo! – Ela disse, pegando meu braço e me virando novamente.
- Você está...?
- Sim! – Ela disse, rindo fracamente. – Eu descobri na semana passada. – Ela suspirou.
- E ele sabe? – Perguntei.
- Ainda não! Eu ia contar hoje depois do jogo, mas as coisas se distraíram, devo contar amanhã. – Ela suspirou. – Estou de seis semanas.
- Nossa! – Virei para ela. – Cedo!
- É, comparado com alguém. – Rimos juntas.
- E você está feliz? – Perguntei.
- Nunca achei que fosse estar, mas estou. – Ela virou para mim sorrindo. – E acho que, apesar de tudo, ele vai gostar. – Ela deu de ombros.
- Ele vai adorar, Ada! – Dei um beijo em sua cabeça, apertando-a fortemente. – Eu vejo quando ele pega a Sienna, ele pensa. – Ela riu fracamente.
- Me deseje sorte! – Ela disse e ri fracamente.
- Toda do mundo! Ainda mais que você me ajudou tanto na minha! – Rimos juntas. – Eu vou dar uma volta, ok?! Quer alguma coisa?
- Quero nada, não! – Ela abanou a mão. – Vai lá, presidente! – Sorri, dando alguns passos pelo salão.
Tirando os jogadores e alguns jogadores antigos, como Pogba, eu não conhecia nada a outra parte de amigos do Barza, mas parece que ambas as turmas estavam se ajeitando bem. Passei pelo pessoal, cumprimentando algumas esposas, namoradas, outras velhas conhecidas e sabia que estava na hora de conversar com Gigi quando me aproximei da turminha Leo e Chiello, me fazendo suspirar.
Vamos, . Você é forte! Vamos lá!
- Ciao, ragazzi! – Entrei ao lado de Chiello e Leo.
- Ei, chefa! – Chiello me abraçou de lado, me fazendo rir fracamente e senti um beijo em sua bochecha.
- Você demorou! – Leo disse, me cumprimentando rapidamente.
- Desculpa, a festa acabou para vocês, mas fiquei lá mais um tempo, depois fui me trocar... – Falei, cumprimentando-o e segui para Virginia.
- É, mas eu saí de lá junto contigo e você demorou! – Ela disse, me fazendo rir fracamente e virei para o lado.
- Da próxima vez eu passo nota fiscal, pode ser? – Brinquei, vendo-os sorrirem e fui para Gigi. – Ei, Gigi. – Apoiei a mão em seu ombro.
- Ei! – Ele sorriu, colando os lábios em minha bochecha e retribuí. – Tudo bem?
- Sim, você? – Ele assentiu com a cabeça e abaixei a mão, me afastando uns passos até ficar ao seu lado.
- Então, vocês querem dançar? – Leo perguntou, tentando quebrar o gelo.
- Eu preciso sentar. – Virginia disse, se afastando alguns passos e se sentou em uma cadeira próxima, me fazendo rir fracamente.
- Não sei como você está aguentando em pé esse tempo inteiro. – Neguei com a cabeça. – Você está de sete já, não? – Virei para ela.
- Sim, mas se eu não me esqueço, você estava trabalhando quando sua a bolsa estourou.
- Meu trabalho é sentado, Virginia, não andando mais do que dinheiro! – Ela riu fracamente.
- Eu já falei para ela, mas não me ouve! – Leo disse.
- Eu já falei no RH, não volto das férias! – Ela disse. – Está tudo bem! – Ela abanou as mãos e rimos juntos.
- Eu não tenho moral para falar, então prometo ficar quieta. – Deu de ombros, ouvindo-os rirem fracamente.
- Vocês querem algo para beber? – Gigi perguntou.
- Eu estou bem! – Leo e Chiello falaram.
- ? – Ele se virou para mim
- O que pegar para você! – Falei e ele assentiu com a cabeça, seguindo em direção ao bar.
- Você quer privacidade com ele ou prefere que a gente fique? – Chiello perguntou e suspirei, virando para trás.
- Acho que eu já fugi o suficiente no jogo hoje, ragazzi... – Suspirei.
- Te damos privacidade. – Carol disse e assenti com a cabeça, soltando a respiração devagar pela boca.
- Grazie. – Falei e eles se entreolharam, assentindo com a cabeça.
- Dois uísques puros, por favor. – Pedi para o garçom no balcão, vendo-o assentir com a cabeça antes de pegar as garrafas.
Virei o rosto para trás, vendo conversando com o pessoal e puxei a respiração fortemente. Eu não fazia a mínima ideia como falar com ela, o que perguntar, eu só queria ouvir da boca dela. Só queria fazer parte da vida de Sienna, e dela também.
- Aqui! – O garçom disse e disse, pegando os dois copos.
Virei novamente e vi que o pessoal havia dissipado e estava um pouco mais para o lado, vendo a felicidade extrema de Barza que agora também tinha Leo no seu grupo de bêbados. Suspirei, andando de volta até e toquei se braço, vendo-a se virar e estendi o copo para ela.
- Grazie. – Ela pegou-o, dando um curto sorriso.
- Eu sou o primeiro a não deixar você beber uísque, mas acho que hoje pede. – Falei, dando um pequeno gole e ela riu fracamente.
- É, acho que sim. – Ela disse, bebendo também.
- Dia longo hoje? – Perguntei e ela riu fracamente.
- Bastante. – Ela suspirou. – Parece que esses dias são... – Neguei com a cabeça. – Infindáveis. – Rimos juntos. – Mas foi bom. – Assenti com a cabeça. – Foi um dia bonito para o Barza, isso que importa.
- Sim, só uma pena ele sair. – Ela assentiu com a cabeça, mantendo o copo perto da boca.
- Sim... – Ela suspirou, dando outro gole. – Nova temporada vai ser cheia de surpresas... O que o Barza vai...
- MANU! – Me assustei com o grito dele e virei o rosto para a pista de dança, mas acabei encontrando-o ao lado do DJ. – ESPECIAL PARA VOCÊ!
- Ah, o que ele vai fazer? – sussurrou e ri fracamente, ouvindo a música agitada parar e mudar para uma música lenta. – Ah, essa música! – riu fracamente.
- MANU! – Paulo gritou. – MANU! – Ele gritou, puxando-a pelo braço, me fazendo encontrá-la na multidão. – NOSSA MÚSICA!
- Que música é essa? – Perguntei.
- Corazón Partió. – disse, rindo fracamente. – Supercoppa 2015. Na China. – Observei Paulo fazer uma dramática reverência e Manu pegou sua mão, começando a dançar junto dele, gargalhando alto.
- Eu me lembro disso. – Falei, reconhecendo a música. – Nós dançamos. – Comentei.
- Sim... – Ela assentiu com a cabeça.
- VAI, MANU! – Paulo gritava, dançando igualmente desengonçado e Manu tinha seu rebolado tradicional.
- Continua péssimo! – disse rindo.
- Horrível! – Ri com ela.
- Foi bom eles se reencontrarem. – Comentei.
- Sim! Pelo jeito a Manu estava precisando de uma mexida na vida dela, e aqui em Turim ela tem o Paulo. – Ela comentou.
- Sim! – Sorri. – Quem diria... – Desviei o rosto de um pouco, vendo Fede ao seu lado, observando a gracinha dos dois.
- Ei, Fede! – Falei e desviou o olhar.
- Ei! – Ele disse, me cumprimentando e o abraçou de lado.
- Não sabia que estava aqui! – disse.
- Estou só... – Ele indicou os dois palhaços. – Vendo.
- É, acho que vai ser o máximo de diversão que você vai ter. – Comentei, ouvindo-o rir fracamente.
- Eu não sabia que ela e o Paulo...
- Não tem nada aí, Fede. – falou mais rápido do que eu e Fede olhou surpreso.
- Não parece. – Ele disse, suspirando forte. – Eles são... Próximos.
- Acho que está com ciúmes, meu amigo! – Falei e ele riu fracamente.
- É, acho que eu sou um tonto com um amor platônico em uma mulher que eu nem conheço há três anos e meio. – Ele disse e ri fracamente.
- Eles são só amigos, Fede. – sorriu. – E nenhuma parte de mim está mentindo sobre isso.
- Só amigos?
- Só! – Falamos juntos e firmes.
- É que ela não deixa eu me aproximar e... É difícil... – riu fracamente.
- Com a Manu você vai ter que lutar um pouco mais. – Ela falou e sorri.
- Mas, se ajudar de algo, a Manu também ficou interessada por certo loiro que ela caiu. – Comentei, ouvindo rir.
- Mesmo? – Ele olhou surpreso.
- Sim! – Falei firme. – Lembra que trocamos blusas naquele dia?
- Sim... – Ele disse.
- Está com ela! – Indiquei-a e ele olhou surpreso e sorridente.
- Mesmo? – Ri fracamente.
- A Manu é uma garota diferente, Fede, se você gosta dela e quer conhecê-la melhor, talvez tenha que ir no tempo dela. – disse e ele assentiu com a cabeça.
- Ela vai ficar aqui para a próxima temporada? – Ele perguntou. – Eu tenho compromissos com a Nazionale.
- Vai sim, não se preocupe. – Ela sorriu e assenti com a cabeça.
- VAI, PAULO! AGORA! – Manu gritou e ambos se afastaram, fazendo alguns passos separados quando a música acelerou, me fazendo rir fracamente.
- Ai, esses dois. – revirou os olhos.
- Sabe o que essa música me lembra? – Virei para ela, pegando o copo de sua mão.
- O quê? – Ela me olhou confusa e deixei os dois copos em uma mesa.
- Dança comigo. – Pedi e ela riu fracamente.
- Gigi, você sabe que essa música vai acabar e vai voltar outra agitada! – Falei.
- Então dança comigo antes que acabe. – Falei, esticando a mão e ela riu fracamente, aceitando e puxei-a alguns passos, até se afastar um pouco das mesas.
Deixei sua mão em meu ombro e apoiei minhas mãos em sua cintura, sentindo-a apoiar a outra mão em meu ombro e cruzar em minha nuca. Apertei-a com mais firmeza, trazendo-a para perto de mim e ela ergueu os olhos para mim, tentando entender e só neguei com a cabeça, ouvindo-a suspirar e movimentei nosso corpo devagar, totalmente fora do ritmo da música.
Ela me puxou mais para si, encurtando os braços e apoiou a cabeça em meu seu braço. Suspirei, ouvindo outra música começar e era Vita Spericolata de Vasco Rossi. Barza deveria estar muito bêbado para ficar cantando Vita Spericolata agora. Tudo bem, eu fiquei bêbado na minha festa também, mas por outros motivos.
- Eu senti sua falta... – Falei baixo, sentindo o cheiro de seu perfume.
- É isso que vai dizer? – Ela perguntou, rindo fracamente.
- Você está cheirosa! – Ela suspirou, movimentando a cabeça.
- Obrigada. – Ela disse baixo. – Mas eu sei que você não quer falar sobre meu perfume. – Suspirei. – Pode falar, pode soltar os cães em mim, eu mereço! – Ergui meu rosto, vendo-a fazer o mesmo e encontrei seus olhos .
- Eu não vou fazer isso contigo, . – Falei baixo. – Eu só quero entender. – Pressionei meus lábios.
- Eu não sei como começar... – Ela falou baixo, suspirando.
- Começa me confirmando, por favor... – Suspirei. – Eu preciso ouvir. Eu preciso ter certeza. – Pressionei meus lábios e ela acariciou minha nuca. – Por favor, me fala. A Sienna é... Minha filha? – Perguntei devagar, sentindo minha respiração acelerada.
- Sim, Gigi. – Ela soltou a respiração forte. – Sienna é sua filha. – Afrouxei minhas mãos dela, me afastando e soltei a respiração para cima com força. – Gigi, por favor...
- Me dá dois segundos! – Falei, sentindo a respiração sair apressada.
- Vamos lá fora, vamos... – Ela disse e peguei um dos copos na mesa, virando o restante da dose em um gole só. – Em um lugar mais privado e...
- Ok! – Falei, assentindo com a cabeça. – Ok! – Confirmei, vendo-a seguir em frente e fui atrás dela. Passamos pelas mesas e saímos pela parte de “fora” do OCR. Fora da decoração do salão que estávamos, passando ela, era só o restante do espaço vazio, com poucas luzes. – Como eu fui burro? – Perguntei obviamente. – Como eu...
- Não foi culpa sua! – Ela disse, suspirando, se aproximando da parede e encostando nela. – Eu fiz o plano perfeito com Angela.
- Mas eu deveria suspeitar, . A gente transou! – Virei em volta logo após as palavras saírem. – Eu já acompanhei três gravidezes, você estava enorme, você... – Apontei para sua barriga de volta ao normal e suspirei. – Como eu caí nessa, ? – Ela suspirou.
- Porque eu quis. – Ela deu de ombros.
- Eu sei que você estava chateada comigo, mas... – Levei a mão no rosto. – Um filho, ! – Soltei a respiração forte, sentindo uma lágrima deslizar pela bochecha. – Uma filha! – Me aproximei dela. – Uma filha nossa! – Segurei seu rosto com as mãos, vendo-a com os lábios pressionados. – O que a gente sempre quis. – Ela engoliu em seco e vi as lágrimas em seus olhos também.
- Eu pensei nisso! Eu pensei sobre tudo... Tudo nesses meses! – Ela negou com a cabeça. – Eu só não podia... – Ela soltou a respiração fortemente. – Era muita coisa para lidar junto... – Ela suspirou, apertando meus braços. – Eu estava brava contigo. – Ela negou com a cabeça. – Eu estava com raiva por tudo o que você fez! – Ela pressionou os lábios e subi as mãos para seu rosto, secando as lágrimas. – Você foi embora, Gigi! – Ela suspirou. – Você pegou nossa história... Nossa história incrivelmente estranha e bagunça, mas ainda sim a nossa história, e jogou no lixo...
- Não, ...
- Xi! Deixa eu falar! – Ela pediu, soltando a respiração forte. – E então o Agnelli foi tirado da presidência e alguém achou legal me colocar. – Ela soltou a respiração forte, intercalando suas falas afinadas. – Aí o Beppe também saiu, ficamos em três para cuidar de cinco posições. E aí eu descobri da gravidez... – Ela suspirou forte. – Eu já estava de quatro meses quando eu descobri, Gigi... – Sua voz afinou e puxei-a para um abraço, sentindo-a apertar as mãos forte em minhas costas. – Eu estava um caco!
- Respira, amore... – Falei baixo.
- Eu estava perdida, com raiva, irritada, eu não sabia o que fazer... – Ela falava próximo ao meu ouvido. – Eu estava machucada, Gigi. Eu ainda estou! – Ela engoliu a saliva, soltando o ar com força. – E quando eu fui te ver no jogo em Paris, você foi tão perfeito... – Ela falou baixo e passei uma mão em meus olhos, sentindo as lágrimas descerem. – Ela não parava de se mexer enquanto você falava, foi perfeito, eu percebi que tinha errado! Mas já era tarde! – Ela fungou, soltando a respiração pela boca. – E aí eu tive medo. Medo de você vir exigindo seu lugar e fazer isso virar uma bola maior do que já é.
- Está tudo bem. – Soltei a respiração devagar, suspirando.
- Eu quase coloquei seu sobrenome no nome dela, mas eu tinha medo de alguém descobrir e... – Ela suspirou.
- Nós vamos colocar, . – Suspirei.
- Eu queria te contar de outra forma. Com mais calma, sem precisar esconder, sem precisar te afastar dela, eu...
- Eu quero que saiba que eu nunca te confrontaria em público, nunca te confrontaria no time, perto dos seus superiores, eu nunca iria atrás dela sem o seu consentimento, . – Ela soltou a respiração forte. – Isso é importante, para nós dois... – Nos afastei, segurando seu rosto com as duas mãos. – É o nosso sonho e ela é linda. – Ela deu um sorriso, assentindo com a cabeça. – Eu quero fazer as coisas certo, . – Sequei suas lágrimas com o polegar. – Quero fazer parte da vida dela, vê-la crescer, quero contar para meus pais, para os meus filhos... – Ri sozinho. – O Lou vai ficar muito feliz por saber disso! – Rimos juntos. – Eu só peço isso, . Eu perdi momentos importantes dos meus três filhos, não me deixe perder mais um...
- Nunca! – Ela disse apressada, segurando minhas mãos. – Eu nunca quis te afastar disso, eu... Ok, no começo sim, mas agora... – Ela suspirou. – Eu não aguento mais problemas, Gigi. – Ela disse, negando com a cabeça. – Eu fiz nos meus termos até agora, agora serão nos seus. Se quiser contar para sua família, para imprensa, para quem for, a decisão é sua. – Assenti com a cabeça.
- A gente vai precisar fazer tudo isso, porque eu não vou ficar longe dela, e nem de você. – Ela suspirou.
- Nós dois somos outro problema, Gigi. – Assenti com a cabeça.
- Eu sei, e eu vou voltar e corrigir cada um deles. – Soltei a respiração fortemente. – Mas acabou que aconteceu um no meio do caminho que não era planejado. – Ela riu fracamente. – Eu só quero conhecê-la, recuperar o tempo perdido e... – Suspirei. – Qualquer coisa. – Falei firme.
- Você pode esperar mais uma semana? – Ela pediu, apertando minhas mãos. – Só mais uma semana? – Engoli em seco. – Eu sei que é horrível eu te pedir isso, mas eu sou a presidente da Juventus... – Sorri.
- E isso é demais. – Rimos juntos.
- Claro, vai ser fácil explicar isso, “Sienna é filha da presidente da Juventus com o goleiro legendário”. – Ela disse e ri fracamente.
- Sienna Buffon.
- e fica quieto! – Ela disse e ri fracamente.
- Eu não ligo mais sobre o que a imprensa vai achar, , realmente não. – Neguei com a cabeça. – Por mais que eu esteja louco de vontade de conhecê-la, eu posso esperar mais uma semana. – Assenti com a cabeça. – Eu tenho um evento e um último jogo em Paris na próxima semana e encerro também.
- Você vem para Partita Del Cuore, não? – Ela perguntou.
- Sim! – Assenti com a cabeça.
- Ok, no fim do mês, então. – Assenti com a cabeça. – Eu tenho um evento amanhã em Milão, hoje, na verdade, com Allegri. Um com as meninas no museu no dia 23, última reunião do conselho da temporada no dia 24, último treino aberto dos meninos e coletiva do Allegri dia 25, jogo dia 26, Partita del Cuore dia 27... – Ela suspirou. – Depois eu estou livre por uns 20 dias.
- Eu cansei só de ouvir. – Falei e ela riu fracamente.
- Ah, tem a entrega do troféu pelo Chiello e a entrega da blusa do Barza dia 28.
- Chiello comentou. – Falei. – Ele quer que eu vá também.
- Depois disso? – Ela suspirou e confirmei com a cabeça. – Eu prometo que não estou atrasando, você pode perguntar para Angela, eu só...
- Eu sei! – Apoiei as mãos em seus ombros. – Eu não duvido de você, . E entendo como isso é importante para você. Tudo, na verdade. – Ela assentiu com a cabeça. – Eu espero mais alguns dias. – Ela suspirou. – Não precisa ficar fazendo manobras com um bebê-conforto, eu não vou te colocar contra a parede. – Ela riu fracamente.
- Acho que eu mal aproveitei o jogo pensando nisso. – Ela disse e passei a mão em seu rosto, secando as últimas lágrimas.
- Eu não quero ficar atrás de você ou na frente, . Eu quero ficar ao seu lado. – Suspirei. – Durante anos você seguiu o meu caminho, agora eu vou seguir o seu! O que você quiser, eu vou seguir. Sobre tudo... – Ela assentiu com a cabeça. – Inclusive a gente. Porque eu não voltei só por Sienna, eu voltei por você também. – Ela suspirou e apoiou a mão em meu peito.
- Uma coisa de cada vez. – Ela disse e assenti com a cabeça.
- Nos seus termos. – Falei e ela confirmou com a cabeça.
- Obrigada por não me matar. – Ela disse e ri fracamente.
- Não faria isso com o amor da minha vida. – Falei e ela ergueu o olhar para mim. – Isso não mudou. – Suspirei e ela pressionou os lábios, rindo fracamente. – Só aumentou, na verdade. Um ano longe de você foi demais.
- E o senhor ainda vai me explicar o motivo disso. – Ela disse e suspirei.
- Uma coisa de cada vez, né?! – Falei e ela revirou os olhos.
- Eu vou no banheiro lavar meu rosto, deve ter destruído minha maquiagem! – Ela disse, passando as mãos próximo aos olhos.
- Acho melhor eu ir também. Meu rosto está colando. – Disse e ela riu fracamente, seguindo um pouco à minha frente e sorri. Alcancei-a e apoiei minha mão em suas costas e sabia que meu sonho estava cada vez mais perto.
- Já falei como você está feio hoje? – Ela comentou e ri fracamente.
- Vai começar! – Falei e ela riu fracamente.
- Minha ‘gotosa! Quem é minha ‘gotosa? Quem é o amor da minha vida? – Manu falou fofa, fazendo caretas em minha frente.
- Manu! Modos, por favor! – Indiquei a torcida atrás de mim.
- Desculpa! Mas ela tá linda de canguru, vendo o treino da Juve! – Ela continuou com a voz infantil e ri fracamente e Sienna mexia as pernas no canguru enquanto eu segurava suas mãozinhas para cima, sentindo-a apertar meus dedos.
- A Manu é boba, né, mozinho? – Falei baixo, dando um beijo em sua cabeça.
- Sienna! – Dybala gritou de dentro do campo. – Olha! – Ele deu umas cabeçadas na bola, me fazendo rir.
- Para de graça! – Fede o empurrou. – Vai fazer a menina enjoar! – Ri fracamente, vendo Manu andar até Allegri e apertar os dedos nas laterais de seu corpo.
- AH, CAZZO! – Ele disse, empurrando-a e ri fracamente, andando pela lateral do campo.
- Eu vou sentir falta disso. – Falei e Manu o abraçou fortemente.
- Eu também, ! – Ele disse. – Ainda mais que agora temos uma mascotinha de responsabilidade aqui. – Ele disse, se abaixando um pouco e passando a mão nos cabelos com a tiarinha e o laço preto em sua cabeça. – Não é, lindinha? – Ri fracamente.
- Nada vai ser como isso, Max. – Suspirei, abaixando as mãos de Sienna, sentindo-a voltar a mexer as perninhas, me fazendo rir.
- Você também não achou que seria assim comigo aqui. – Ele disse e vi Sienna tombar a cabeça para trás.
- Não, mas ninguém é como você! – Ele riu fracamente e me abraçou de lado.
- Vou sentir sua falta, ! – Ele disse e suspirei. – Te desejo tudo de bom na sua vida. Você, Sienna, talvez Gigi. – Suspirei.
- Vamos desacelerar. – Disse, suspirando. – Tem muita coisa para acontecer. A começar com ele conhecendo essa boneca aqui. – Ele sorriu.
- Vai dar tudo certo. É o que vocês sempre quiseram, não? – Ri fracamente.
- É, mas não nessas circunstân...
- CHUTA ESSA BOLA DIREITO! – Me assustei com Manu. – Se eu for aí e...
- Emanuelle! – Allegri disse, colocando as mãos na cintura.
- Você está conversando aí, estou dando jeito no seu time! – Ela disse, me fazendo gargalhar.
- Vem fazer melhor, então! – Leo disse, apontando para bola.
- Eu já joguei na defesa, senhor Leonardo, olha que eu faço melhor, hein?! – Ela disse, me fazendo rir.
- É, ao menos ela aqui compensa um pouco. – Disse, rindo fracamente.
- Vem! Agora vem! – Leo colocou a bola embaixo do braço e veio em direção ao canto do campo. – Vem cá! Vem! – Ela se afastou, me fazendo rir.
- DAI, MANU! – Pinso gritou do gol e ri fracamente. Essa menina agregava todo mundo.
- Ah, você não vai parar essa várzea, não? – Perguntei.
- É, eu estou com fome! – Virei para o lado, vendo Mario
- Ei! Olha quem está aqui! – Sorri, vendo o curativo em seu nariz. – Como foi a cirurgia?
- Tudo bem! – Ele disse e sua voz saía estranha.
- Está fanho? – Perguntei e ele revirou os olhos. – Você não precisava vir, 10 dias de licença, vai emendar as férias. – Max disse.
- É, mas eu vim almoçar com vocês! – Ele disse, me fazendo rir fracamente. – E ver essa bochechuda aqui! – Ele disse baixo. – Está quase dormindo. – Ele fez um carinho em sua cabeça.
- É, eu queria amamentá-la antes de ela dormir, mas pelo jeito não vai dar. – Falei, rindo fracamente.
- Que horas são? – Max perguntou e ergui o pulso.
- 12:34. – Falei.
- Ok, hora do almoço! – Ele disse, me fazendo rir.
- DAI, RAGAZZI! – Ele gritou. – VAMOS ENCERRAR! – Ele disse, apitando e sabia que era a última vez.
- Parabéns, Max! – O aplaudi, ouvindo o pessoal fazer o mesmo e logo os torcedores convidados fizeram o mesmo, gritando por ele.
- Já fizemos esse dramalhão todo, chega! – Ele disse, me fazendo rir fracamente. – Cumprimentem a torcida e vamos! – Ele disse.
Vi os jogadores se aproximarem das arquibancadas, cumprimentando-os e dei alguns acenos também. Vi algumas pessoas mandarem coração e apontar para Sienna e ri fracamente. Quando os jogadores os aplaudiram, Manu ainda conseguiu fazer uma “Ola”, tropeçando em Sami quando acabou, me fazendo rir fracamente.
- Vai cair! – Sami a ajudou a se levantar, me fazendo sorrir.
- Como está minha princesa? – Barza se aproximou e ri fracamente.
- Tirou um cochilou. Ficou entediada das gracinhas do Paulo!
- EI! – Ele reclamou e Fede gargalhou ao seu lado, me fazendo rir com a risada estridente dele.
- Ok, vamos lá! – Max disse.
- Eu vou dar um pulo no vestiário, tenho grama até na testa. – Chiello disse.
- Ah, como se fosse alguma novidade. – Pinso disse, me fazendo rir fracamente.
- Encontra a gente lá! – Falei e ele, além de outros, deram meia volta e foram em outra direção.
- Eu tomo banho depois. – Barza disse. – Preciso aproveitar com essa fofinha aqui! – Ele disse.
- Não some, tá?! – Falei e ele riu fracamente.
- Pode deixar! Preciso voltar a treinar. – Sorri.
- Então, vocês conversaram? – Perguntei animada, empurrando-o com o ombro.
- Você sabe? – Ele disse envergonhado e sorri, passando o braço pelos seus ombros.
- Sei sim, parabéns! – Ele me abraçou pela cintura, rindo abobado. – Como está se sentindo?
- Não achei que eu fosse me sentir tão feliz. – Ele disse, me fazendo rir fracamente. – É loucura, ! Eu estou velho. – Ri fracamente
- Alô, o pai dela tem 41! – Falei, ouvindo-o rir fracamente.
- Eu sei, mas ele passou por isso faz pouco tempo, para mim já faz oito anos, . – Rimos juntos.
- Sienna pode não ser sua afilhada, mas é sua sobrinha de coração. – Falei. – Você pode e deve visitar ela e treinar o quanto você quiser. – Disse.
- Treinar por quê? – Manu perguntou, pulando nas costas dele e ri fracamente, vendo-o segurar.
- Você faz escândalos para tudo, né?! – Levei a mão acima da cabeça de Sienna quando saí da sombra, atravessando o CT.
- Quase sempre! – Ela disse, pulando no chão novamente e andando ao seu lado.
- Seja discreta, por favor. – Ele pediu.
- Ok, fala logo! – Ela disse.
- Ada está grávida! – Manu soltou um gritinho, levando as mãos à boca quando outros olharam.
- Mesmo, mesmo? – Ela perguntou empolgada.
- Sim! – Ele disse rindo.
- Ah! – Ela o abraçou fortemente, dando pulinhos de alegria, me fazendo sorrir. – Ah, vem outro mini Barza. Que lindinho! – Ela suspirou. – Ah, mais bebês! – Ela suspirou. – Muitos e muitos babies. – Rimos juntos.
- A gente logo mais vai ter que abrir uma creche e uma clínica geriátrica junto, está ficando complicado. – Brinquei.
- Há, há, há, engraçadinha! – Barza disse e neguei com a cabeça, seguindo até a entrada do hotel, sentindo minha visão cegar um pouco com a mudança de iluminação.
- PAPAI! – Travei o passo ao ver um garoto loirinho sair correndo de trás do balcão e senti alguém esbarrar em minhas costas. Fiquei surpreso ao vê-lo abraçar Mario que o pegou no colo.
- Ah, meu amor!
- MARIO?! – Minha voz saiu alta junta de outros.
- Me desculpe! Me desculpe! Me desculpe! – Eleonora apareceu ao nosso lado. – Ele saiu correndo e...
- Está tudo bem, Leni. – Mario disse baixo e desviei o olhar dele para Leni e o menino umas 200 vezes.
- Ok, deu dor de cabeça. – Falei, suspirando e andei mais à frente.
- Eu estou sem palavras. – Fede disse.
- Posso zoar? – Paulo perguntou.
- NÃO! – Eu e Manu falamos juntas.
- Ah, parem de ser intrometidos, seus chatos! – Mario disse. – Esse é o Ben! Ben, dá oi para o pessoal! – Ele disse.
- Oi, pessoal! – O loirinho disse fofo.
- Qual sua idade, fofinho? – Manu perguntou no seu tom fofo.
- Quase três! – Ele disse e suspirei.
- E ele é seu filho? – Perguntei com cuidado.
- Sim! – Ben disse antes, dando um largo sorriso.
- Ok, ok! E você chamou a Eleanora de Leni? – Barza perguntou.
- Sim! – Ele disse e suspirei.
- Ok, algum dos dois comece a falar agora. E eu estou exigindo isso como presidente. – Falei firme.
- Leni e eu estamos juntos. – Mario disse, dando de ombros.
- Vem com a mamãe! – Eleonora pediu, pegando o menino.
- Desde quando? – Perguntei firme.
- Há quase dois. – Mario disse.
- VOCÊS ESTÃO... – Meu tom de voz aumentou, mas lembrei de Sienna. – Vocês estão namorando há dois anos embaixo do nariz de todo mundo? – Perguntei mais baixo.
- Sim! – Eles falaram juntos.
- Cazzo! – Me aproximei de uma mesa. – Eu preciso sentar. – Puxei uma cadeira, me sentando.
- Me desculpe, a babá não pode ir hoje. – Leni disse baixo para Mario.
- Não explique para ele, explica para mim! – Pedi firme. – Eu quero saber tudo isso.
- Ah, mas é fofoqueira demais, né?! – Mario disse. – Sua vida é uma revista, . A minha mão!
- Mas ela trabalha no time! – Falei firme. – Ao menos um geral, vai! Você tem um filho, Mario. – Falei o final mais baixo.
- Mais ou menos. – Eleonora se aproximou e franzi a testa.
- Mario? – Virei para ele que bufou alto. – Mario Mandzukic, desembucha! – Pedi.
- Ela começou a trabalhar no time em 2016, eu gostei dela, a gente começou a conversar. Ela estava grávida de um acontecimento de uma noite só e a gente se envolveu! – Ele deu de ombros. – Simples assim e embaixo dos seus olhos. – Ele deu um sorriso de lado.
- E o Ben não é seu filho? – Perguntei baixo.
- É sim! – Ele disse firme. – Eu convivo com esse garoto desde que ele tinha sete meses, ele é meu filho. – Ele disse firme. – E o genitor dele é um bosta.
- E você nunca falou nada, Eleonora? – Virei para ela que deu de ombros.
- Ele é a pessoa pública aqui, senhora. – Ela disse rindo fracamente. – A decisão foi dele.
- Ah, seu filho da mãe! – Dei um tapinha em sua cabeça.
- Ai, oh! – Ele reclamou, me fazendo rir.
- Achei que fôssemos amigos!
- Uma coisa não tem nada a ver com a outra! – Ele disse, se explicando.
- Vocês vão me contar isso com mais detalhes, principalmente você, dona Eleonora. – Ela riu fracamente. – Mas eu fico feliz por isso, Mario. Sério! – Sorri. – Sempre pensei se você tinha uma família. E você tem! – Ele assentiu com a cabeça. – Um filho, uma namorada...
- Noiva. – Ele disse sorrindo.
- Mario se ajoelhou? – Perguntei para Eleonora que assentiu com a cabeça.
- ISSO É MELHOR QUE O PLANEJADO! – Manu gritou animada, me fazendo rir.
- Dai, Mario! Fica escondendo as coisas? A gente descobre! – Mira disse, nos fazendo rir.
- Você que lute, Mario, porque eu vou te zoar para sempre agora! – Manu disse e ele revirou os olhos. – E você também, Leni!
- Ainda bem que tem férias depois de amanhã! – Mario disse, me fazendo rir.
- Ok, podemos comer? – Sami perguntou.
- Você sabia, não sabia? – Virei para ele.
- O problema não é meu! – Ele disse, seguindo para o restaurante, me fazendo rir.
- Parabéns, Mario! Estou feliz de verdade por você! – Ele assentiu com a cabeça. – Agora entendi seu jeito com a Sienna. – Ele riu fracamente.
- Eu tenho o meu em casa. – Assenti com a cabeça.
- Ele é lindo, de verdade. – Sorri, vendo o pequeno usando o balcão como pista de corrida.
- É a minha cara, pode dizer! – Mario disse e ri fracamente.
- Pai é quem cria, sempre soube disso. – Ele assentiu com a cabeça.
- Beh, eu vou almoçar, não é porque vocês sabem que agora precisam me provocar sempre! – Ele disse.
- Ah não, só compensando o que vocês fazem comigo! – Me levantei rindo. – Vou trocar a Sienna e logo volto.
- Vai lá! – Ele disse rindo e me afastei, indo até a bolsa de Sienna que estava no sofá. – Viu o que você fez? Viu o que você fez? – Ouvi Mario brincando com a criança e sorri. Mario pai babão, essa é boa!
- Ei, parece que alguém não dormiu! – Ri fracamente ao ver Angela e segui em sua direção, me abaixando para dar dois rápidos beijos nela.
- Eu vou conhecer minha filha, Angela! Eu estou uma pilha de nervos! – Ela sorriu.
- Vai dar tudo certo, Gigi! – Ela deu um tapinha em minhas costas e me aproximei da entrada.
- Dai, Gigione! – Leo me cumprimentou e dei um rápido abraço nele e depois outro em Chiello.
- Dai, ragazzi! – Falei.
- Parece que não dormiu! – Chiello disse e ri fracamente.
- É, um pouco! Depois do jogo eu fui para casa e fiquei pensando em hoje! – Cocei a nuca e eles riram.
- Vai dar certo, Gigi! Relaxa! – Chiello disse. – Ela se dá bem com todo mundo. – Ri fracamente.
- Fiquei sabendo, mas é muito maior do que isso... – Senti dois tapinhas em minhas costas.
- Vai dar tudo certo. – Ele disse.
- Agora vamos? – Angela disse. – Barza já está lá dentro.
- Ele está sozinho? – Perguntei.
- Não, , Manu e a namorada dele estão aqui. – Ela disse.
- Ah, ótimo! – Sorri. – Já falo com a .
- Vamos almoçar juntos, não esquece! – Chiello disse.
- É claro que não! Vocês vão ficar três horas me ouvindo falar dela! – Falei, ouvindo-os rirem.
- Ah, confesso que senti falta! – Leo deu dois tapinhas em meu ombro e sorri.
- Espero parar de reclamar sobre isso e falar como passei um dia ótimo com ela.
- Ah, eu amo vocês dois! – Angela disse, me abraçando e rimos juntos. – Parece que finalmente estou vendo a luz no fim do túnel. – Ri fracamente.
- Todo mundo! – Chiello disse. – Vamos, depois a gente fala disso!
- É, ele está dando entrevista agora! – Angela disse e passamos pela área interna do museu.
Dei uma rápida olhada do mesmo, vendo se algo havia mudado, mas parecia tudo parecido de sempre. Passei pelos corredores com os dois, vendo Angela acenar para gente parar e ficamos escondido atrás de uma das exposições.
- Como foi seu último jogo? – Ouvi a pergunta.
- Ah, foi um dia emocionante, estou muito feliz. Foi uma grande honra!
- Ele está aqui atrás! – Angela comentou
- Parece um robô falando! – Leo disse, me fazendo rir.
- Barza nunca levou jeito para isso! – Disse, ouvindo-os rirem.
- Xi! – Chiello pediu, me fazendo levar a mão à boca para abafar a risada.
- A camisa da Juve coloca uma grande responsabilidade nas costas do jogador.
- Ei! Ei! – Angela sussurrou. – Vocês dão a volta e...
- Aplaude? O que fazemos? – Perguntei.
- Sei lá, só entra! – Ela disse. – Espera!
- A BBBC é histórica para a Juventus e para o futebol. – Saímos da pilastra, vendo-o de costas para nós, com a equipe de filmagem, do museu e , Manu e Adalina com eles. – O que você pode dizer disso? Quem era o mais forte dos quatro? – O repórter perguntou e Barza gargalhou alto.
- Ah, eu não sei, eu... – Começamos a aplaudi-lo saindo de trás das pilastras.
- Bravo, Barzaglione! – Chiello gritou. – Era você o mais forte! – Rimos juntos, vendo Barza se desmontar ao nos ver.
- E ele me fez uma pergunta horrível. Se eu respondesse e falasse que era eu... – Leo o cumprimentou e me aproximei rindo.
- Ele te fez uma pergunta muito fácil! – Falei rindo.
- Deveria ter respondido você? – Ele brincou e abracei-o forte, dando um beijo em sua bochecha, ouvindo-o gargalhar.
- Agora faz sentido! Encontrei eles bem-vestidos enquanto vinha para cá! – Barza disse e nos colocamos ao seu lado.
- E você deve ter pensado que a gente nunca se veste assim! – Chiello disse nos fazendo rir.
- E tem também o Gigione! – Barza disse, me fazendo rir.
- Estou indo nas aposentadorias de todo mundo, vou enterrar todos vocês! – Falei, ouvindo suas gargalhadas, além de outros da produção.
- Vocês todos têm suas camisas aqui no estádio, eu sou o último. – Ele disse.
- Não merecido! – Falei, ouvindo o pessoal rir e virei para a produção, vendo rindo.
- Eu não cheguei em 300, mas... – Abracei Chiello.
- Cortesia da nossa presidente! – Leo disse e riu fracamente.
- Ragazzi, vou colocar vocês em dificuldade... – O repórter disse. – Diga ao Andrea uma coisa que nunca disseram antes.
- Não sei se ele sabe disse, mas ele sempre foi minha força. – Falei. – Por isso consegui durar tanto e performar muito bem! Saber que tivemos um jogador e um homem como Andrea sempre foi uma das minhas forças! – Falei.
- Giorgio?
- Eu te amo, Barzaglione! É simples! – Barza riu com o abraço de Chiello, me fazendo sorrir.
- A coisa que me surpreendeu sobre Andrea e eu nunca o disse, é que eu o observava nos treinos e pensava que “não é possível que ele é um defensor que nunca desliza”. – Sorri. – Ele sempre chega antes na bola e faz uma tirada limpa! Eu o observava e, graças a ele, eu pude melhorar essa parte. Nesses anos, ele foi um grande exemplo, ele e o resto do BBC. – Sorri, assentindo com Leo.
- Alguém quer contar alguma anedota de Barza? – O repórter perguntou.
- Antes do jogo, cinco minutos antes, ele estralava todos os dedos. – Leo disse, nos fazendo rir.
- 30 minutos de silêncio total e você o ouvia! – Chiello disse rindo.
- Por anos, eu e Gigi rangíamos os dentes antes do jogo. – Ele disse. – Ficou até hoje! – Ele disse, me fazendo rir. – Apesar de tudo, eu ainda parei de jogar antes dele... – Gargalhei.
- Relaxa, eu vou me aposentar antes dele também, não se preocupe! – Chiello disse e passei a mão no rosto, negando com a cabeça.
- Eu vou tentar! – Leo disse e gargalhei.
- Barza, o que eles representam para você? – O repórter perguntou.
- Diferente deles, eu cheguei em um nível alto muito tarde. – Ele disse. – E em menos tempo, porque entrei em um time grande tarde, e eles entraram quando eram mais jovens, então eles já jogaram juntos, venceram, jogaram com a nazionale, eles me inspiraram a me tornar o que eu me tornei. – Sorri, vendo abraçar Adalina que parecia emotiva. – Eu fiz muito menos do que eles, mas eu era muito mais forte do que eles. – Rimos juntos.
- Teve algum momento nesses anos que vocês pensaram “graças a Deus o Andrea nos salvou”? – Ele perguntou.
- Eu me lembro de um em Itália x Inglaterra em um Mondiale... – Chiello disse e pensei, negando com a cabeça.
- Não lembro. – Suspirei.
- Onde ele só podia fazer um gol contra, mas ele conseguiu tirar a bola. – Chiello disse.
- Muitas vezes! – Leo disse. – Quando eu saía e o atacante se aproximava, era Barza que cobria e se esticava para tirar. – Rimos juntos.
- Gigi, quem era o melhor cabeceador dos três? – O repórter perguntou.
- Beh, de cabeça...
- Barza nunca acertou um gol de cabeça! – Chiello disse rindo.
- Eu nunca fiz um gol de cabeça! – Barza disse rindo.
- Não tem o que dizer! – Falei rindo.
- Barza era o mais forte de cabeça dentro, nisso ele é com toda certeza o mais forte de todos. – Chiello disse.
- Grazie! – O repórter disse.
- Obrigado a vocês! – Barza disse.
- Três gols com o Chievo há 15 anos! – Chiello brincou, nos fazendo rir e abracei Barza, ouvindo-o rir.
- Por que não tiramos algumas fotos de vocês agora? – Angela sugeriu.
- Claro! – O fotógrafo da Juve se aproximou e os abraçamos lado a lado para sorrir para as câmeras.
- Aqui com a blusa! – O curador do museu a estendeu e nós quatro a abrimos, voltando a sorrir para os fotógrafos.
- Pronto para entregá-la de vez, Barza? – perguntou.
- Nenhum pouco! – Ele disse e ela riu fracamente.
- Vamos lá! – O curador disse e dei dois tapinhas em suas costas.
- A gente vai almoçar juntos, não?! – Barza perguntou.
- Vamos! – Chiello disse.
- Relaxa, a gente vai estar por aqui! – Leo disse e nos afastamos, vendo Barza assinando sua blusa.
- Ciao, ragazze! – Falei, vendo sorrir.
- Ei, Gigi! – Abracei-a de lado, sentindo-a colocar a mão em minha nuca e deu um beijo em sua bochecha, sorrindo.
- Ciao, Gigi! – Manu falou animada e me abraçou pelos ombros.
- Ciao, Manu! – Falei, vendo-a franzir as bochechas.
- Gigi, essa é Adalina, namorada do Barza. – nos apresentou.
- É um prazer te conhecer! – Sorri, cumprimentando-a rapidamente.
- O prazer é meu! Bom finalmente colocar um rosto nas histórias! – Ela disse e ri fracamente.
- Um rosto?
- A Ada não sabia nada de futebol... – disse. – Antes de vir para cá... – Rimos juntos.
- Isso é novidade! – Falei e ela riu fracamente.
- Eu aprendi bastante com o tempo! – Ela disse e sorri.
- Você vai ficar mais um pouco? – Manu perguntou para .
- Eu não sei... – Ela respondeu, me olhando. – Que horas você quer ir lá em casa?
- Os meninos querem sair para almoçar. – Comentei, indicando-os. – Você tem algum compromisso mais tarde?
- Eu já volto! – Manu disse alto e saiu saltitante pelo museu.
- É, melhor a gente se afastar um pouco também. – disse e assenti com a cabeça, seguindo ao seu lado pelo museu, me afastando do pessoal do time e andando entre as exposições. – Ela está com Giovanna. Eu vou para casa depois daqui. Consegui umas férias. – Sorri.
- Eu posso ir no fim de tarde, que tal? – Perguntei. – Umas quatro ou cinco? – Ela assentiu com a cabeça.
- Eu a deixo prontinha para você. – Ri fracamente, assentindo com a cabeça.
- Você vai ficar comigo? – Perguntei. – Com ela?
- É claro! – Ela sorriu. – É um momento especial, não?
- É, ouvi falar que sim. – Rimos juntos.
- Sabe o que a gente fazer? – Virei para o lado, vendo Manu se aproximar. – Já que o BBBC vai almoçar juntos, as namoradas do BBBC também podem! – Manu disse animada e revirou os olhos.
- E onde você entra nessa história? – Perguntei.
- Mascote número um do BBBC, dá licença? – Ela disse e rimos juntos.
- Não se esqueça que o Bernardeschi também começa com B. – cochichou para mim e Manu revirou os olhos.
- Vai ficar longo a lista, BBBBC. – Falei, vendo rir fracamente.
- Não, Barza vai sair, vai continuar igual! – Ela disse.
- Há, muito engraçadinho vocês dois! – Manu revirou os olhos. – Falando sério agora, podemos ligar para Carol e para Virginia. – se virou para mim e assenti com a cabeça.
- Vai, a gente se encontra depois. – Falei e ri fracamente.
- Ok, pode ser! – disse. – Eu te mando mensagem quando chegar em casa.
- Tudo bem. – Sorri, assentindo com a cabeça. – Estou disponível para você hoje. Beh, hoje e a vida inteira. – Ela revirou os olhos, se afastando.
- Dai, Gigi! Está fervendo! – Manu disse enquanto se afastava e estiquei a mão, batendo na de Manu.
- Eu vou conseguir, Manu. Você vai viver para ver isso. – Falei para mesma, rindo fracamente.
- O dia que isso acontecer, os mortos vão vir à Terra, vai ter terremotos e tsunamis... – Ela disse dramática e revirei os olhos. – O quê? A gente precisa se preparar pelo pior, né?! – Ela deu de ombros e empurrei-a pelo ombro, seguindo em direção à , ouvindo Manu gargalhar atrás de mim.
Capitolo centoveintotto
Lei
28 de maio de 2019
- Ok, agora eu preciso ir embora, meninas! – Estiquei a mão para cima. – Hora de encarar a realidade.
- Já vai mesmo? – Carol perguntou.
- Sim, ele vai lá em casa. Eu preciso pegar a Sienna na minha mãe ainda, amamentar, dar banho nela...
- Relaxa, vai dar tudo certo, . – Adalina disse.
- Por favor, chega dessa papagaiada toda, né?! – Manu disse antes de sugar o restante do seu refrigerante, me fazendo rir fracamente.
- Eu apoio! – Carol disse e neguei com a cabeça, pegando minha bolsa e tirei a carteira da mesma.
- Vocês não têm ideia de quanto eu quero isso! – Suspirei. – Acordar e não pensar que eu preciso contar algo para alguém ou que eu tenho pendências... Quero só quero ser feliz.
- E vocês dois? Vão finalmente ficar juntos? – Carol perguntou e suspirei.
- Acho que isso vai ser um pouco mais difícil. – Comentei.
- Ah, só falta essa agora! – Manu disse, me fazendo rir e abri a carteira, tirando o cartão da mesma e estendi para o garçom para ele se aproximou.
- Passa tudo, por favor.
- Ah não! A gente vai dividir! – Carol disse agitada.
- Nem pensem! – Falei, assentindo com a cabeça para o garçom que riu. – Eu as convidei.
- Na verdade, fui eu. – Manu disse.
- Ah, você paga, então. – Brinquei, ouvindo-a rir.
- Eu não tenho renda mais, mas ainda tenho aquela porcentagem de ações da Juve. – Ela disse, me fazendo rir.
- Verdade! – Sorri.
- O que falta para essa história de vocês se resolverem, ? – Adalina perguntou e suspirei.
- Depois que resolvermos com a Sienna, ele vai ter que me falar porque saiu! – Disse, suspirando. – Quais os motivos de ele ter feito isso e o que mudou.
- Não tem nada relacionado com o time? – Manu perguntou.
- Não, eu cuido das contratações ainda. A gente tinha preparado outro contrato para ele, seja como jogador ou treinador. É algo diferente. – Neguei com a cabeça. – Tem algo a mais aí e eu não vou deixar isso para trás.
- Vemos que a é bem insistente para isso. – Virginia disse, me fazendo rir fracamente.
- Nós dois sempre tivemos pequenos problemas para resolver, sempre os deixamos para lá, desde 2006. Vamos falar com o RH depois do Mondiale, terminamos antes. Pensa bem antes de dar o próximo passo, acontecia algo antes. Deixa eu resolver as coisas com o Barza antes de ficarmos juntos, ele não esperou. Então, acho que se realmente for acontecer de ficarmos juntos, para mim vai ter que ser a limpo. – Suspirei. – Sem segredos, sem problemas, sem esconder nada. Porque eu não aguento mais isso. – Elas assentiram com a cabeça.
- É, mas vamos resolver um problema de cada vez. – Manu disse e vi o garçom devolver meu cartão com a nota.
- Grazie! – Sorri, guardando tudo na carteira. – É, eu preciso ir. – Guardei a carteira na bolsa. – Você quer ficar, Manu?
- A gente pode te levar depois. - Carol disse.
- Não, não. Eu não vou perder esse momento por nada. – Rimos juntas e me levantei.
- Beh, se não se importam, então... – Disse, ouvindo-as rirem.
- Vai resolver sua vida, . – Carol disse e elas se levantaram juntas.
- Você e a Gini eu sei que vejo na volta das férias, mas não some, Adalina. Quero acompanhar sua gestação. – Ela riu fracamente e passei rapidamente por cada uma, dando um beijo nelas.
- Não se preocupe, Andrea vai fazer o curso lá em Florença e disse que uma certa presidente lhe ofereceu um emprego. – Rimos juntas.
- Vai ser ótimo ter vocês por perto. – Sorri.
- A gente se vê! E se precisar de uma noite das garotas para relaxar depois de hoje, só ligar! – Carol disse. – Só você pode beber, mas a Olivia logo nasce. – Rimos juntas.
- Obrigada, gente! Até mais! – Acenei para elas.
- Até! – Elas disseram e acenei, seguindo com Manu para fora do restaurante.
- Foi divertido! – Ela disse e sorri.
- Foi sim. – Ri fracamente. – De pensar que eu tinha problemas com algumas esposas por causa da Maddalena e da Alena.
- É, mas aí a gente as chutou para escanteio e estamos criando o novo e melhorado grupo das esposas do BBBC. – Ela disse, me fazendo rir fracamente.
- E você? Vai entrar nessa leva? – Perguntei e ela tombou a cabeça para trás. – O quê? Você que disse que veio para Turim para dar uma mudada na sua vida, talvez um namorado esteja incluído.
- Ah, é complicado, ok?! – Ela disse bufando e tirei a chave do carro da bolsa. – Ele é lindo demais para mim, gostoso demais para mim, é uma situação de bomba atômica! – Ela disse, me fazendo rir fracamente.
- Mas ele está interessado, Manu. E daí se ele é tudo isso? Te mostrar uma foto do Gigi em 2006 para você ver. As coisas melhoraram um pouco com o dinheiro. – Destravei o carro, seguindo até o lado do motorista.
- Eu não sou como você, . Eu não sou autossuficiente que não tremo na base quando um cara gato chega em mim. Eu sou ruim nesse departamento, me processe! – Rimos juntas quando entrei no carro e ela fez o mesmo.
- Não estou falando para prometer amor eterno, você já me explicou e eu entendo, mas você precisa se abrir, Manu! Ao menos deixá-lo te conhecer melhor. – Falei, ligando o carro. – Ele não vai tentar te beijar à força, se o Fede fosse esse tipo de cara, te garanto que nem no time ele estava mais. – Ela suspirou.
- Eu sei, ele é fofo, ele parece interessado quando eu falo e tudo mais, mas ele acabou de ter uma filha, tem uma ex-namorado na jogada, eu não quero que meu primeiro paquera já me machuque. – Ela suspirou.
- E como você pode ter certeza de que ele vai te machucar?
- É só olhar para ele que você vê que ele é o tipo bad boy dos filmes. Lindo demais e que vai quebrar seu coração logo depois de ele tirar sua virgindade. – Gargalhei alto.
- Ah, Manu! O Fede não é assim, não é porque ele é bonito que ele é um idiota. Existem vários, eu sei, mas o Fede não é assim. – Ela suspirou. – Fala com ele.
- O quê? Assumir que eu nunca transei e nunca beijei? Ah, vai ser lindo! – Ela disse rindo.
- Ao menos assim ele entenderia seu lado. – Dei de ombros. – Já falei, não tem nenhum problema isso.
- Eu tenho 24 anos, . Isso é um mico gigantesco. – Ela disse e ri fracamente.
- Se você tentar, talvez perca antes de chegar nos 25. – Ela riu sarcasticamente.
- É, mas a questão da filha... É complicado.
- Por que diz isso? – Perguntei.
- Porque quer dizer que ele já está em outra fase na vida dela. Eu não penso nisso agora. Nem filhos, nem casamento, nem nada! – Ela disse rapidamente. – Não quero nem pensar nisso antes dos 30, pelo menos. – Rimos juntas.
- Para começar, foi um acidente, ele pode te explicar melhor. Segundo que estamos indo um pouco rápido demais. Volta! Só estou falando para você se abrir. Deixar ele se aproximar. – Falei e ela suspirou.
- A gente pensa nisso depois das férias, tenho quase dois meses para pensar. – Ela disse e ri fracamente.
- Tudo bem, mas tem jogo da Nazionale aqui em Turim no dia 11. – Falei.
- Ah, para, ! Já não basta minha mãe me pressionando por isso. – Gargalhei alto.
- Não estou te pressionando, amore. Só estou dizendo que você disse que veio à Turim para dar uma guinada na sua vida. Achei que o lado pessoal estivesse envolvido. – Falei.
- Está, mas não achei que ele fosse estar interessado ainda. Não achei que fosse tão rápido. São três anos e meio! – Ela disse.
- Vocês possuem uma ligação desde aquele dia, Manu. Só resta você dizer se está disponível realmente para essa guinada ou não. – Disse, olhando-a de lado.
- É, eu vou pensar. – Ela suspirou. – Agora vamos voltar a falar de você e do Gigi.
- Pimenta no olho dos outros é refresco, né?! – Falei, ouvindo-a rir fracamente.
- Ah, é que você e o Gigi já têm uma história há 18 anos, ! Isso é loucura. – Ela disse.
- Mas a gente precisou começar de uma forma. – Virei rapidamente para ela. – Nós não nos conhecíamos antes, não teve nada disso. – Suspirei.
- Acho que eu nunca perguntei isso. Como começou? – Ela perguntou.
- Nos conhecemos em julho de 2001. Dia da contratação dele. – Falei. – A gente se olhou, ele pareceu completamente interessado, mas eu era literalmente a única mulher na sala. – Ela riu fracamente. – Trocamos algumas palavras, ele soltou uns flertes baratos e ficou por aí. Nos encontramos de novo na festa de Natal e em outros momentos esporádicos, mas não passou disso, apesar do claro interesse dele. – Falei, sorrindo sozinha. – Na festa de Natal de 2002, a gente se encontrou de novo, acabamos conversando, eu acabei falando da minha família e a gente se beijou. – Virei para ela.
- E aí?
- Beh, aí eu lembrei que eu sou uma mulher e estava tentando uma efetivação em uma empresa majoritariamente masculino, então o parei. – Suspirei. – Aí começou nosso lenga-lenga.
- Eu entendo o que aconteceu quando eu entrei no time, você namorava o Barza, aí ele ainda gostava de você, ficou com a Ilaria e desandou pela gravidez dela. Eu não entendo o que aconteceu antes disso. – Ela disse.
- Beh, depois do nosso beijo, nós não ficamos juntos, ele começou a namorar outra menina, mas algo que eu não consigo te explicar é nossa relação. A gente se conectou de uma forma muito forte, sabe? Então a gente sempre era puxado pelo outro. Mesmo namorando ele vinha atrás de mim, ele ficava com ciúmes, até que eu já tinha o emprego, tudo parecia estável, decidi dar uma chance para ele. – Falei. – Mas ele estava tratando uma depressão que eu não percebi.
- Gigi teve depressão? – Ela perguntou.
- Sim, teve. E eu notava que ele estava estranho, mas ele também estava lesionado e nos afastamos. Até que ele voltou, eu fui atrás dele, o segui pelas ruas de Turim... – Ela riu alto. – E conversei com ele, ele me contou tudo e a gente ficou juntos. Eu me sentia pronta e ele também, então aconteceu naturalmente. – Suspirei. – Não era minha primeira vez e nem a dele, mas mesmo já tendo feito antes, é diferente com uma pessoa nova. Você está deixando todas suas intimidades de lado por uma pessoa nova.
- Mas não é estranho? – Ela perguntou.
- Você pode ficar surpresa pelo tamanho do pênis ou o abdome definido... – Ela riu fracamente. – Mas quando vocês possuem uma sincronia como eu e Gigi tínhamos desde aquela época, acontece natural. – Dei de ombros.
- E dói? – Ela perguntou e suspirei.
- Você conhece seu corpo? – Perguntei. – Falando de forma íntima mesmo.
- Você está me perguntando se eu me toco...
- Sim! – Falei firme. – Acho que tenho intimidade para isso.
- Sim, sim! Temos e eu não tenho vergonha de falar isso. Eu me toco!
- E você já tentou brinquedos sexuais? De penetração ou...?
- Sim, já! – Ela disse. – Não eram exatamente brinquedos sexuais, eram mais finos, mas...
- E doeu? – Perguntei.
- Nã-ão... – Ela falou pensando. – É relaxante...
- É quase a mesma sensação. – Falei. – Um de verdade talvez seja mais grosso, incomode no começo, mas o corpo se acostuma. – Ela assentiu com a cabeça. – Você conhecer seu corpo e saber o que esperar já é algo muito bom.
- Eu preciso relaxar de alguma forma, né?! – Rimos juntos.
- Eu nesse um ano! – Ela riu fracamente.
- Ok! Ok! Eu vou pensar sobre isso, mas continua! Vocês tiveram uma primeira vez e...
- E foi perfeito! Como já era esperado. Aí tivemos um relacionamento gostoso que durou seis, sete meses.
- Só? – Ela perguntou.
- Sim, aí veio a famosa manipulação de resultados da Juve, eu estava trabalhando igual doida para descobrir o erro e ele envolvido.
- De verdade? – Ela perguntou.
- De verdade. Gigi sempre gostou de apostar, jogos de azar, pôquer... – Suspirei. – Aí eu estava esgotada, me senti traída e pedi um tempo. Não ficou claro se era um tempo ou um término, hoje não sei te dizer o que eu falei também, mas ele achou que tinha acabado e acabou encontrando a Alena no Mondiale na Alemanha e eu o peguei bêbado com ela no colo dele comemorando.
- Ai! – Ela disse.
- Sim. – Ri fracamente. – Eu não me senti no direito de fazer uma cena, porque eu não sei se estávamos juntos ainda. – Suspirei. – Aí terminamos, foi meu primeiro erro, porque eu escondi isso.
- Vocês não conversaram? – Ela perguntou.
- Não. – Suspirei. – Foi minha segunda negligência em nosso relacionamento. A primeira foi não ter dado valor a ele pelo meu emprego...
- Ah, mas era seu emprego, mas...
- É, mas a gente se apaixonou no primeiro oi, Manu! Só que a gente não sabia e magoou os dois. – Suspirei e ela assentiu com a cabeça. – Enfim, aí a vida seguiu, ele começou a namorar a Alena, eu namorei um outro cara por três anos. Uma vez o ouvi dizer para uns colegas que ele queria terminar com a Alena e voltar comigo, mas a Alena estava grávida.
- Eita! – Ela disse e suspirei.
- É, e na época eu entendia. 2007, as pessoas não eram tão independentes quanto hoje, sabe? – Suspirei. – Aí a gente se separou para valer. Ele seguiu com um relacionamento com a Alena e estava certo em fazê-lo na época.
- E como as coisas seguiram? – Ela perguntou.
- Eu contratei o Barza. – Falei, rindo fracamente.
- Não entendi! – Ela disse.
- O Barza é campeão do mundo também.
- Sim, eu sei! – Ela disse.
- E ele me viu no vestiário, e me reconheceu anos depois.
- Oh!
- Falou para o Gigi que se lembrava de mim, ele veio igual um monstro em cima de mim e a gente conversou, mas ele estava de casamento marcado. Acho que essa foi minha terceira negligência... – Suspirei.
- Por quê? – Ela perguntou.
- Ele basicamente me pediu para falar para ele terminar com a Alena, mas eu não me sentia nesse direito. E ele não terminou com ela. – Suspirei. – Gigi parece ser imponente e tudo mais, mas ele nunca priorizou a felicidade dele, sabe? Ele pensava na Alena, depois nos filhos, e eu entendo, talvez fizesse o mesmo se estivesse na pele dele, mas como eu estava do outro lado, era mais difícil.
- Sim, entendo. – Ela suspirou. – E depois?
- Ele se casou com ela e eles viveram felizes para sempre por mais um ano. – Falei, rindo fracamente. – Aí veio a vitória do primeiro scudetto, a gente transou no vestiário em Trieste.
- O quê? – Ela disse alto, me fazendo rir.
- É! – Sorri. – E ficou tudo meio estranho. Ele achou que fosse algo de um momento só, eu percebi que meus sentimentos voltaram e tivemos uma temporada seguinte muito difícil. – Suspirei. – Inclusive, nós fomos para Siena em 2013 e tivemos um momento gostoso, mas sem nada físico, sabe?
- Siena? É daí que vem o nome da Sienna?
- É. – Sorri, rindo fracamente. – Foi um fim de semana estranho, a gente queria se beijar, mas eu tinha consciência que ele tinha Alena, mas foi um vislumbre do que tivemos e do que poderíamos ter de novo. – Suspirei.
- E aí você começou a namorar o Barza?
- Beh, eu fiquei na expectativa que ele terminasse com Alena para gente ficar juntos, porque era óbvio nossa atração, sempre foi. Então, ele não terminou com ela, a temporada acabou, começou de novo, Barza tinha dado um tempo com a Maddalena, ele estava chateado, eu estava chateada, temos a mesma idade, acabou acontecendo natural, mas até hoje não sei dele, mas foi um completo erro. – Neguei com a cabeça.
- E aí o resto eu já conheço.
- Sim! – Assenti com a cabeça, embicando em frente à casa de Giovanna. – E aí eu dei um basta com todas as letras logo após a Champions de 2017 e ele me enganou um ano me deixando achar que ele se aposentadoria e aí ele saiu. – Suspirei.
- Mas você acha que tem algo a mais. – Ela disse e puxei o freio de mão, tirando a chave da ignição.
- Acho! – Falei firme. – Ele está me escondendo algo, Manu. Eu sei isso! – Falei firme. – Ele começa a rir quando eu entro nesse assunto. Ele sabe esconder, mas ele é péssimo em mentir. – Neguei com a cabeça. – E ele está muito convicto que vai voltar para Juve ano que vem, ou seja, alguém daqui de dentro sabe e não sou eu.
- Mas ele vai voltar, não? – Ela disse. – Digo, você não vai barrar ele, vai? – Ela perguntou.
- Não, eu não, mas ele é jogador que saiu por conta própria e quer voltar, caso não tenha algo mais, ele vai para o conselho e é votação. – Falei, suspirando. – Não depende de mim.
- Se isso for verdade, então ele tem muita convicção. – Ela disse.
- É... – Suspirei. – Mas se ele quiser minha ajuda, ele vai ter que me falar.
- Uma coisa de cada vez, . – Ela disse.
- Sim! E eu vou pegar minha filha e ir para casa, não quero atrasar isso nem mais um dia. – Falei, suspirando e empurrei a porta do carro com pressa.
Lui
28 de maio de 2019
- Mas não é possível que vocês nunca tiveram nada! – Falei. – Ela está no time há uns cinco anos, eu acho. – Ouvi o celular dar um toque e desbloqueei o mesmo, vendo uma mensagem de .
“Ela está pronta para você”. – Sorri com a mensagem, bloqueando o celular de novo.
- A gente nunca teve nada antes disso! Eu estava com a Martina, gente! Mas aconteceu! – Leo falou rindo.
- Isso é demais, sério! – Ri fracamente.
- Cara, só eu não transei no vestiário? – Chiello disse, nos fazendo rir.
- Está perdendo tempo, cara! – Barza disse.
- Beh, ragazzi. Eu estou indo! – Falei, me espreguiçando. – mandou mensagem.
- A hora chegou, hein?! – Barza disse e suspirei, coçando a nuca.
- Ela tem dois meses, mas eu estou desesperado. – Falei, rindo fracamente.
- Vai dar certo, Gigi. É o começo do fim. De você e a finalmente viverem como uma família feliz. – Chiello disse.
- Espero que esteja certo. É só o que eu quero. – Suspirei, tirando a carteira do bolso.
- Deixa com a gente, cara! Vai lá! – Barza disse. – Vai para suas meninas. – Ri fracamente.
- Uma menina, gente! – Falei animado e eles riram.
- Dai, Gigione! – Eles riram e cumprimentei-os um por um.
- A gente se vê na próxima temporada? – Leo perguntou.
- Espero! Preciso voltar! – Falei, rindo fracamente. – Mas isso eu resolvo logo mais! – Falei. – Vou conhecer minha princesinha.
- Vai lá, Gigi! – Cumprimentei Barza.
- A gente se vê em breve! – Ele assentiu com a cabeça e depois cumprimentei Leo e Chiello. – Ciao, ragazzi!
- Ciao, Gigi. In bocca al lupo! – Chiello disse e acenei com a mão antes de sair apressado do restaurante.
Segui correndo para fora do restaurante em Vinovo. Minhas mãos suavam no volante e eu sentia que conheceria uma filha de uns 12 anos que pudesse me julgar e falar que eu não estive lá para ela durante todos esses anos. É besteira, eu sei, principalmente por não ter sido escolha minha, mas isso é importante. Aquela menina lindas das fotos se tornaria real, nas minhas mãos.
Do restaurante até a casa de foi uns 10 minutos, mas pareceu muito mais. A expectativa crescia em meu peito e eu sentia que explodiria a qualquer momento. Soltei um suspiro quando estacionei o carro e soltei a respiração algumas vezes. Dei uma rápida olhada no retrovisor, jogando o cabelo para trás. Era , tinha que estar bem.
Empurrei a porta do carro, ajeitando a camisa social que eu usava e tirei o paletó, deixando-o dentro do carro. Fechei o mesmo e travei-o, ouvindo o alarme e passei pelo portão na frente da casa e parei em frente à porta. Soltei a respiração devagar e apertei a campainha, sentindo minha mão tremer levemente. Não demorou muito para que a porta abrisse e sorri ao ver de shorts e uma camiseta regata.
- Ei! – Sorri e ela fez o mesmo.
- Ela está esperando por você! – Ela disse, me fazendo rir fracamente.
- Você está me deixando mais nervoso do que estou. – Ela deu espaço para eu entrar.
- Eu estou uma pilha de nervos, Gigi. – Ela segurou minha mão e senti a sua gelada. – Você não está diferente.
- Nenhum pouco. – Suspirei. – Tirando de arrepios, acho que nunca tremi na minha vida, . – Ela riu fracamente.
- Vamos lá? – Ela indicou e suspirei.
- Ela está acordada? – Perguntei.
- Mais ou menos! – Ela ponderou com a cabeça. – Eu a amamentei tem uns 40 minutos, Manu brinca que ela entra em coma de leite após amamentar, então ela está entre lá e entre cá. – Ri fracamente.
- Vocês tiveram algum problema com isso? – Perguntei, seguindo atrás dela pelas escadas. – Amamentação e tal...
- Nada, Gigi. – Ela suspirou. – Barza diz que é a gestação perfeita. – Ela virou de frente rapidamente e sorri.
- Mais que merecido. – Ela sorriu. – Preciso dizer como você está bonita. – Falei. – Seu corpo está...
- Não precisa ser simpático! Eu engordei muito na gravidez. – Ela disse rindo.
- Mas você continua incrível. Seus seios...
- Gigi! – Ela me empurrou, me fazendo rir fracamente.
- Ei, Gigi! – Vi Manu sair da primeira porta com uma roupa similar à de .
- Tudo bem? – perguntou.
- Sim! Agora ela despertou. – Ela indicou a porta.
- Você pode ir. – disse e Manu saiu da frente da porta. – Ela está no berço que você deu. – Ela pressionou os lábios.
- Ok, eu... – Suspirei, assentindo com a cabeça. – Você vem comigo? – Virei para ela.
- Eu estarei logo atrás de você. – disse e assenti com a cabeça.
Suspirei, entrando no quarto e sorri ao ver a decoração de nuvens e tons pastéis. Ao lado da porta tinha uma cama, na parede da esquerda o berço e uma poltrona. Na parede da frente, da janela, tinha o berço que eu havia dado pendurado na parede. Do lado direito o trocador e uma cômoda.
Senti a mão de em minhas costas e virei o rosto para ela, vendo-a assentir com a cabeça e andei mais alguns passos, vendo o bebê gordinho se formar diante de meus olhos. Prendi a respiração por alguns segundos, vendo as perninhas gordinhas chutando a proteção acolchoada em volta do berço e a outra mão apertava uma zebrinha de pelúcia. Os cabelos levemente dourados como de estavam bagunçados em sua cabeça e o corpo tinha um body rosinha com meias brancas.
Seu olhar distraído subiu para mim e soltei a respiração forte ao ver os olhos azuis contra a luz e suspirei. Depois de três filhos, alguém finalmente pegou meus olhos e tinha que vir da minha única menina. Ela abriu um sorriso ao me ver e soltei a respiração fortemente, sentindo as lágrimas deslizarem de meus olhos.
- Ciao, amore. – Falei baixo, apoiando uma mão no berço e a outra foi para seu rosto, acariciando sua bochecha com as costas do indicador. – Eu sou seu pai! – Falei baixo, suspirando.
Ela soltou a pelúcia e se interessou pela minha mão, apertando-a levemente, me fazendo sorrir. Ela se mexeu no berço, levando minha mão para a boca e tirei devagar, acariciando sua barriga, vendo-a se espreguiçar com o feito e sorri. Ela tinha tanta coisa de nela, inclusive a forma de esfregar o rostinho que era como olhar para um espelho.
- Pega ela. – sussurrou e suspirei.
- Ela vai estranhar, não? – Perguntei.
- Fala com ela, ela vai te reconhecer. – Ela disse baixo e suspirei.
Levei minhas mãos para dentro do berço, segurando Sienna devagar e a ouvir gemer de leve quando a ergui e apoiei sua cabeça. Apoiei-a em meu peito, colocando meu braço embaixo de seu bumbum.
- Ciao, amore! – Falei baixo, sentindo-a fechar as mãos em minha blusa. – Como você está? Estou atrapalhando seu descanso, né?! – Falei baixo em um tom mais infantil. – Queria te conhecer e você é a coisinha mais lindinha do mundo. – Ela olhava para cima, movimentando os olhinhos e puxava um pouco da blusa com as mãozinhas. – Eu sou seu pai. Sei que não estive aqui antes, mas espero que você entenda no futuro. – Dei um beijo em sua cabeça, ouvindo seu gemido em seguida. – Você não tem noção como é importante. Como eu e a mamãe te desejamos, conversamos sobre ter você, aí você veio do nada. – Suspirei. – Eu te amo, minha bambolina. Eu te amo demais! – Apoiei minha cabeça na sua, fechando os olhos.
- Eu vou deixar vocês dois sozinhos. – disse e olhei-a, vendo-a limpar seus olhos.
- Vem cá! – Falei, passando o braço livre em seus ombros e puxei-a para um abraço e ela passou um braço pelas minhas costas e outro foi para as costas de Sienna.
- Amore. – Ela encostou seu nariz no de Sienna e ela gemeu, dando um sorrisinho. – Esse é o papai! – Ela disse baixo. – Você tem uma família estranha e complicada, mas nós te amamos demais. – Sorri, acariciando os cabelos de .
- Até você crescer, prometo que eu e a mamãe não seremos complicados. – Falei, sentindo me beliscar, me fazendo rir.
- Eu não disse nós, quis dizer que ela tem irmãos. – Ela falou e sorri. – Seus meninos.
- Sim! Você tem três irmãos. – Falei sussurrando, vendo dar beijinhos na ponta do nariz de Sienna.
- Já contou para eles? – perguntou, erguendo o olhar para mim.
- Não, nem para minha mãe. – Ela riu fracamente.
- Já estou vendo o escândalo que Guendalina e Veronica vão fazer. – Rimos juntas.
- Eu não ligo. – Suspirei. – Sério, , eu não ligo. – Virei para ela. – Não ligo nem para imprensa, só quero ser feliz. – Ela assentiu com a cabeça. – Muito nos foi negado e adiado durante esses anos, chega! Agora somos eu e você! – Falei firme. – Sobre Sienna e sobre nós dois. – Ela assentiu com a cabeça. – E no seu tempo.
- Não quero que esconda da sua família. – Ela disse, se afastando um pouco e apoiando o corpo na cômoda. – Agora sobre a imprensa... – Ela suspirou. – Eu não sei, honestamente. Não quero esconder também, mas...
- Não é fácil, eu sei! – Falei, suspirando. – Mas vamos uma coisa de cada vez, que tal? Quero aproveitar cada momento hoje com ela, com você...
- Não pense que somos um casal, Gianluigi. – Ela disse, me fazendo rir fracamente. – Temos muito o que resolver ainda.
- Eu sei, mas é um começo! – Suspirei e ela ponderou com a cabeça.
- Sim! Um começo. – Sorri. – Eu vou tomar banho, ok?
- Ok. – Falei, sorrindo e ela revirou os olhos antes de sair pela porta do quarto, me fazendo rir fracamente. – Eu vou reconquistar a mamãe, amore. – Falei baixo. – Devagar, mas vou.
- Vai ser difícil, sabe. – Virei o rosto, vendo Manu na porta. – Ela quer saber por que você saiu. – Suspirei. – E ela não vai descansar até saber.
- Eu sei. – Suspirei. – Mas eu sei que isso vai ser um divisor de águas entre o sim e o não. – Me sentei na cama, encostando na parede.
- Então, por que você não conta? – Ela perguntou baixo e ajeitei Sienna em meu peito.
- Porque precisamos de muito mais, Manu. – Ela suspirou.
- Achei que vocês quisessem que fosse fácil. – Ela disse, espiando para fora.
- Eu quero, mas a precisa ser cortejada, paparicada. Eu quero reconquistá-la do jeito certo, não com uma carta na manga. – Ela assentiu com a cabeça. – Acho que eu nunca fiz isso. – Ri fracamente. – Quando namoramos em 2006, a gente começou atropelado e nos escondíamos dentro de casa por causa do time. – Neguei com a cabeça. – Depois quando voltamos de novo, a gente se escondia em quartos de hotel. – Suspirei.
- Mas vocês vão ter que se esconder até isso se ajeitar. – Ela falou.
- Talvez... – Virei para ela. – Ou podemos agir como um começo de relacionamento. – Pisquei para ela e ela pressionou os lábios, confirmando com a cabeça.
- Esperto, Gianluigi! – Ela disse, me fazendo rir fracamente.
- Um relacionamento que existe há 18 anos, mas acho que a imprensa não precisa saber todos os detalhes.
- Ah, com toda certeza não! – Manu disse, me fazendo rir. – Nem sei como vocês vão anunciar para imprensa isso, mas desejo boa sorte! – Ela sorriu, me fazendo rir fracamente.
- Uma coisa de cada vez, Manu.
- Ah, ouvi demais isso! – Ela abanou a mão e ri fracamente. – Vou deixar vocês sozinhos um pouco.
- Vai lá! – Falei e ela acenou antes de sair.
Suspirei, abaixando o rosto e percebi que Sienna havia dormido em meu peito. Sorri, acariciando seu corpinho e apoiei minha cabeça na almofada, me sentindo completamente em paz. Nessa casa, com essas pessoas, era difícil não sentir.
Lei
28 de maio de 2019
- Ah, eu quero um pedaço disso! – Manu falou quando tirei a assadeira do forno com o pão italiano na mesma.
- Olha o cheiro! – Falei, rindo fracamente e fechei o forno antes de tirar as luvas.
- Eu preciso de manteiga agora! – Manu se levantou apressada e joguei as duas luvas na bancada da cozinha. – Sabe, você diz que não sabe cozinhar, mas tem talento melhor do que fazer pão? – Ela perguntou, fechando a geladeira, me fazendo rir fracamente. – Olha isso! Eu não preciso de mais nada de janta. – Ri fracamente, pegando a faca na gaveta e estiquei a ela.
- Fazer pães acabou me distraindo na gravidez. – Suspirei, me sentando em uma cadeira da mesa de jantar. – Pães e massas, na verdade. Alguma coisa deu certo.
- O que deu certo? – Ergui o rosto para porta, vendo Gigi com Sienna em seu colo.
- Ei! Demorou para descer! – Falei.
- Confesso que acabei dormindo com ela! – Rimos juntos. – Que pão lindo! – Sorri. – E cheiroso.
- Quer um pedaço? – Ofereci.
- A gente estava falando que a tem o dom do pão. Olha isso! – Manu tirou uma fatia longa de pão e cortou um pedaço com a mão, colocando puro na boca. – Tá ‘rente! – Ela reclamou, abrindo a boca nos fazendo rir.
- Ela está dormindo? – Perguntei sobre Sienna.
- Sim! – Ele disse.
- Deixa eu pegar o carrinho, assim você descansa os braços um pouco. – Falei, me levantando e segui para a sala de televisão, pegando o carrinho de Sienna e empurrei-o até a cozinha novamente.
- Isso não é um carrinho, é um transformer. – Manu disse e revirei os olhos.
- Tonta! – Dei um tapinha em sua cabeça, ouvindo-a rir e ajeitei o mesmo para deixa-lo deitado e sem a cobertura.
- Ela não está errada. – Ele disse e ri fracamente.
- Vem com a mamãe! – Peguei Sienna devagar do colo de Gigi, vendo-o me ajudar e ela gemeu, passando a mão no narizinho. Deitei-a devagar no carrinho e a vi se mexer de leve, se acostumando com a nova superfície. – Agora ela dorme até umas nove horas. – Chequei o relógio.
- Ela é perfeita. – Ele comentou e sorri. – Gosto de te ouvir falar isso. – Ele disse e empurrei o carrinho para mais perto da mesa.
- O quê? – Perguntei.
- “Mamãe”. – Sorri. – Especialmente comigo sendo o papai.
- A vida trabalha de formas estranhas, Gigi. – Suspirei, esticando um prato para ele.
- Ou de formas certas. – Ele disse, me fazendo ponderar com a cabeça. – Um filho sempre foi seu maior sonho, . E meu maior sonho se tornou te dar esse filho. – Dei de ombros. – Ela está aqui.
- Ela está aqui. – Sorri, olhando para a boquinha de Sienna entreaberta afundada no colchão do carrinho. – Eu tenho que perguntar: a gente usou camisinha? – Perguntei, vendo Manu arregalar os olhos.
- Eu não preciso ouvir isso! – Ela disse, me fazendo rir.
- Para de graça, Manu! Não é nada! – Falei, ouvindo-a rir.
- Sim, a gente usou, mas acho que estourou. – Ele disse suspirando. – Notei que minha... – Olhei para Manu. – Performance... Havia sido um pouco abaixa quando eu tirei, mas achei que fosse nervosismo, tristeza, sei lá. – Ri fracamente. – Eu sei como sou contigo.
- Eu não preciso ouvir isso e a Sienna também não! – Rimos juntos.
- Camisinha velha talvez? – Perguntei.
- Talvez. – Ele disse rindo. – Eu não transava desde Cardiff. – Ele disse me fazendo gargalhar alto.
- Que história maravilhosa! Nossa filha existe provavelmente por uma camisinha vencida! – Falei, ouvindo-o rir comigo e até Manu entrou na risada.
- É uma boa história para contar para os netos. – Manu disse antes de lamber os dedos, me fazendo sorrir.
- Talvez. – Gigi disse sorrindo. – Me dá um pedaço desse pão, o cheiro está delicioso. – Ele disse e cortei uma fatia para ele, estendendo um prato para si e fiz o mesmo para mim. – Eu tenho uma pergunta para fazer. – Ele disse e ergui o rosto.
- Sem segredos, Gigi. – Falei, passando uma cobertura generosa de manteiga na fatia de pão antes de passar a faca e a manteiga para ele.
- Por que Sienna? – Ele perguntou.
- Não tem ideia? – Retruquei. – Um momento nosso... Sem estresse, sem intrigas...
- A cidade de Siena. – Ele disse e assenti com a cabeça. – Aquela vez que minha mãe sofreu o acidente.
- Exato. – Sorri. – Quando eu descobri, eu queria que tivesse uma ligação com nós dois, mesmo te escondendo. Eu nunca soube que nome dar para meus filhos, apesar do sonho, mas pareceu certa essa ligação...
- É perfeito, ! – Ele disse. – Segundo nome?
- Sem segundo nome! – Neguei com a cabeça. – Louis Thomas, David Lee e Leopoldo Mattia já são suficiente para os meninos sofrerem bullying para sempre, não acha? – Brinquei, vendo-o rir fracamente Manu me acompanhou.
- Não são feios...
- Estranhos é a palavra certa. – Manu disse e ele empurrou sua cabeça enquanto ela mordia o segundo pedaço de pão.
- Eu vou pedir para o meu advogado entrar com pedido para mudar o nome da certidão da Sienna. – Falei. – Depois entrar para o passaporte dela, provavelmente a pré-temporada vai ser na Ásia e eu não sei se aguento ficar duas semanas longe dela de uma vez só. – Ele sorriu.
- Eu tenho que ir para Paris finalizar as coisas com o PSG. – Ele disse, mordendo o pão e suspirei.
- Vai sair mesmo? – Perguntei.
- Sim, já anunciei. – Ele disse. – Eu quero voltar, . – Assenti com a cabeça.
- A gente fala isso depois, pode ser? – Pedi. – Minha equipe vai finalizar algumas coisas essa semana, vão tirar umas férias, depois voltamos a conversar. – Ele confirmou com a cabeça. – Tem a Copa América também, isso pode mudar algumas coisas.
- E você? – Ele perguntou. – O que você vai fazer?
- Sobre... – Franzi a testa.
- A presidência, suas férias.
- A presidência vamos voltar a falar disso em agosto, eles me deram um ano. E eu não faço a mínima ideia do que fazer nas férias. – Suspirei.
- Eu combinei com Alena e Ilaria de levar os meninos para Forte. – Assenti com a cabeça. – Vou aproveitar e contar para minha família.
- Vai ser bom. – Falei.
- Você pode ir junto, relaxar uns dias. – Ele disse.
- Ah, não sei, Gigi. – Suspirei. – A imprensa fica em cima de você nas férias, nós dois juntos vai causar muita fofoca logo cedo.
- Eu gostaria da fofoca. – Ele disse, me fazendo rir fracamente.
- Eu sei que você quer apresentar a Sienna para sua família, mas...
- Pensa, ok?! A gente pode dar um jeito, não seria a primeira vez que você passa as férias no meu hotel. E você está precisando relaxar depois de tudo, fazer uma massagem, tomar um sol. – Suspirei.
- Eu prometo que vou pensar. – Falei e ele assentiu com a cabeça.
- E você, Manu? – Ele virou para ela. – O que vai fazer?
- Eu não tenho a mínima ideia. – Ela disse, me fazendo rir fracamente. – Talvez eu viaje aqui pela região, Paris, Barcelona... – Ela ponderou com a cabeça.
- Se quiser ir para Forte, convite está estendido a você. – Gigi disse.
- Grazie! – Ela disse sorrindo. – Vou pensar com carinho! Acho que nunca fui para Forte. – Ri fracamente.
- Então você não conhece a Itália ainda. – Gigi disse, me fazendo rir.
- Talvez não! – Ela deu de ombros e ouvi o chorinho estridente de Sienna.
- Ah, amore! – Passei a mão no guardanapo e virei para o carrinho, vendo os lábios de Sienna entreabertos. – Está tudo bem, mamãe está aqui. – Peguei-a no colo, apoiando-a em meu peito. – Está tudo bem, amore. – Me levantei, andando pela cozinha, movimentando-a devagar.
- O que ela quer? – Gigi perguntou, se levantando também.
- Está cedo para ela comer de novo, mas ela é esfomeada. – Falei, ouvindo-o rir fracamente. – Pode ser a fralda, mas parece que não... – Passei a mão em seu bumbum. – Ou ela teve um pesadelo. – Dei um beijo em sua cabeça e Gigi se aproximou.
- Esses olhinhos lindos aqui. – Ele disse, acariciando as bochechas de Sienna. – As bochechas... – Sorri.
- Ela me lembra um pouco o Lou. – Falei, erguendo o rosto para ele.
- Ela me lembra você. – Ele disse. – Aquela foto sua que tinha na sua cabeceira. – Sorri. – Tirando os olhos.
- Os olhos são seus. – Falei e ele deu um beijo em minha bochecha.
- A genética trabalhou bem, . – Ele disse e sorri. – Né, meu amor? – Ele falou fofo com Sienna. – Você tem os cabelos da mamãe, o nariz da mamãe, a boca da mamãe. – Ri fracamente, ouvindo o choro de Sienna se tornar soluços enquanto Gigi brincava com ela atrás de mim. – Você é a mamãe, mas você tem as minhas bochechas e meus olhos. – Virei o rosto para ele.
- Suas bochechas? – Falei, ouvindo-o rir.
- Beh, você já viu minhas fotos de criança... – Sorri, ouvindo a cadeira se afastar e vi Manu tentando sair de fininho da cozinha com uma fatia de pão na mão. A terceira ou quarta.
- Ma...
- Deixa! – Ele disse. – Vamos ficar só nós três. – Suspirei, sentindo sua mão em minha cintura. – Nossa família estranha. – Ri fracamente.
- Não estamos velhos para isso? – Virei para ele.
- Estamos velhos para realizar nossos sonhos? – Ergui meus olhos para os dele.
- Quando ela tiver 18...
- Não! – Ele disse rindo e o acompanhei. – Também não esculacha. – Sorri. – Ao menos eu sou atleta e tenho bastante pique para brincar com ela.
- Acho que eu não gostaria que fosse diferente. – Sienna tentou se mexer em meu colo para olhar para Gigi. – Nem outro pai e nem em outro momento.
- Eu gostaria que fosse nós dois sempre. – Ele disse.
- Talvez... – Dei de ombros. – Mas talvez não tivéssemos seus meninos. – Ergui a mão para seu rosto. – E eu não me vejo sem eles, nunca. – Ele fechou as mãos com o toque, apoiando sua mão na minha.
- Acho que finalmente vou poder dar uma família para eles, principalmente para o Lou e o Dado. – Ri fracamente.
- Devagar, Gigi. – Abaixei a mão, voltando as duas para Sienna. – Ainda temos muita coisa para resolver. – Ele assentiu com a cabeça, deixando um curto beijo em minha testa.
- Sim, mas agora só depende de nós dois, amore. E eu não vou a lugar nenhum. – Assenti com a cabeça.
- Ok. – Ele sorriu, acariciando a bochecha de Sienna. – Ela parou.
- Sim. – Sorri, vendo-a se aconchegar em meu peito. – Deve ter sido só um pesadelo. – Falei baixo. – Você quer se trocar ou tomar um banho?
- Eu vou para minha casa mais tarde, não quero abusar. Você vai para o time amanhã?
- Sim! – Falei, assentindo com a cabeça. – Talvez de manhã.
- Eu posso voltar quando você estiver aqui. – Ele disse.
- Você pode vê-la sempre que quiser, Gigi. Se eu não estiver aqui, Martha vai estar, Manu vai estar agora também. – Ele assentiu com a cabeça. – Posso deixá-la contigo também durante essa semana.
- Eu prefiro vir aqui. – Ele disse. – Posso te ver. – Ri fracamente. – Também preciso organizar algumas coisas de bebê lá em casa, acho que eu não tenho mais nada do Leo.
- Sem pressa, Gigi. A gente vai se ajeitando aos poucos. – Ele confirmou com a cabeça. – O que importa é que está tudo certo agora. Eu espero, pelo menos. – Falei.
- Está tudo certo, . – Ele disse sorrindo. – Eu entendo que estava brava comigo e estava tentando se vingar. – Ri fracamente. – Sua mãe é vingativa, amore. Mas eu ainda a amo demais! – Revirei os olhos.
- Você é um idiota, sabia? – Disse e ele riu fracamente.
- Fui um idiota por muitos anos, . Não mais! – Ele negou com a cabeça. – Não vou perder mais um minuto sem você. E agora eu tenho duas ajudantes de peso. – Ele piscou e revirei os olhos.
- Eu estou ferrada! – Falei e ele riu fracamente.
- Talvez! – Ele deu de ombros. – Você poderia facilitar meu trabalho, mas é você, então não tenho confiança nisso. – Ri fracamente.
- Uma coisa de cada vez, Gigi. – Falei, andando pela cozinha. – Quer trocar a fralda dela?
- Obrigado, é um lindo convite! – Rimos juntos e ele seguiu logo atrás de mim.
Lui
Cinco de junho de 2019
Tranquei a porta de casa, guardando a chave dentro do bolso e segui pela calçada, subindo a ladeira. Acenei para alguns vizinhos enquanto segui pela rua até chegar na casa de . Passei pelo portão e toquei a campainha, não demorou mais do que 10 segundos para a porta ser aberta, revelando Martha.
- Ciao, senhor Buffon.
- Ciao, Martha! Como está? – Ela deu espaço para eu entrar e limpei os pés no capacho.
- Tudo bem e com o senhor?
- Estaria melhor se parasse de me chamar de senhor. – Falei, ouvindo-a rir fracamente.
- Entra na fila! – Manu apareceu segurando Sienna e a zebrinha dela.
- Ciao, Manu! – Abracei-a de lado, dando um beijo em sua cabeça. – Ciao, amore! – Falei para Sienna, vendo-a abrir um sorriso desdentado ao me ver. – Como vocês estão? – Manu me entregou-a e segurei-a, erguendo-a para cima. – Minha linda! – Ajeitei em meu braço e Manu limpou a baba se sua boca.
- Eu vi seu post no Insta, finalizou tudo com o PSG mesmo? – Ela disse.
- Sim, estou livre de novo, Manu! – Ela riu fracamente. – No sentido completo da palavra.
- Agora sim! – Ela esticou a mão para mim e bati na sua. – Agora voltar para onde você nunca deveria ter saído?
- É óbvio. – Ri fracamente. – Preciso falar com o Pavel, mas eu vou no fim de semana para Forte, lá eu resolvo tudo.
- Vai dar certo. – Ela sorriu.
- Cadê mamãe? – Virei para Sienna que parecia interessada na corrente que sua mãe havia me dado.
- Lá em cima com o Ignazio. – Franzi a testa.
- Oi? – Virei para ela.
- É, o Ignazio, engenheiro! – Ela abanou com a mão.
- Ok, isso pode não ser algo bom para mim. Segure ela, por favor. – Falei, entregando Sienna para Manu e segui a passos rápidos para o segundo andar, pulando dois ou três degraus de uma vez só, ouvindo a voz de .
- Me incomoda um pouco a disposição dos quartos, sabe? – Ela disse. – O da Sienna fica muito longe de mim, queria que ficasse mais perto, sabe?
- Sim, entendo. Mas se for para uma das duas pontas a distância vai continuar sendo a mesma. – Ele disse. – Só se você quiser sair do seu quarto e a gente te coloca em um dos cantos.
- Vai tornar a reforma muito demorada, não quero muita coisa. – Ela disse e me viu ali. – Ah, Gigi, oi!
- Oi. – Falei, segurando-a pela cintura e dando um beijo em sua bochecha.
- Se lembra do Ignazio? Meu primo? – Ela indicou e assenti para ele, apertando sua mão fortemente.
- Tudo bem? – Ele disse e assenti com a cabeça.
- O que estão falando?
- Eu quero dar uma alterada na localização dos quartos para os seus meninos. – Ela disse. – O da Sienna era enorme, eu fiz virar dois, quero fazer o mesmo com o outro.
- Você não precisa fazer isso, .
- Mas eu quero! – Ela disse firme. – Eu quero que eles tenham o espacinho deles quando vierem visitar a Sienna. E espaço é o que não falta. Vai ser bom encher essa casa finalmente.
- Tudo o que você sempre quis, não é, prima? – Ignazio disse e ambos riram.
- Sim, já está incrível ver os brinquedos de Sienna pela casa, com mais crianças vai ser ótimo. – Eles sorriram juntos e sentia que Ignazio sabia de Sienna. – Eu só não sei como remodelar. – Suspirei.
- A gente pode deixar Sienna no primeiro quarto aqui. – Ignazio disse.
- Eu tenho medo por causa da escada, ela é nova agora, mas já estou pensando no futuro. – Ela disse.
- Que tal na sala da bagunça, então? – Ele disse. – A gente pode trazer seu escritório e a sala da bagunça para cá. O escritório aqui na parede, a sala mais para o meio, e deixamos o lado de lá para os dois quartos.
- A gente acabou de mexer na parede. – Ela disse rindo.
- Mas não precisamos mexer. Deixamos esse interno aqui para você e fazemos a sala em um L. – Ele disse e ponderou com a cabeça.
- É uma boa ideia. – Ela disse e Ignazio andou com ela logo atrás dele para o fim do corredor em L na casa de .
- Aqui nós fazemos a ideia de lá. Um corredor, dois quartos do lado direito e dois do esquerdo. – Ele disse. – Se quiser, podemos até manter a porta para o seu quarto. – Ele disse, fazendo rir.
- A ideia é boa, mas tem uma coisa que me incomoda nisso tudo, Nazio, é a falta de luz solar nesse quarto aqui. – Ela bateu na parede do escritório. – Você já me falou da janela para dentro e aproveitar a luz do mezanino, mas eu não gosto. – Eles riram juntos.
- Para quem vai ser esse quarto? Que idade? – Ele perguntou, olhando para nós dois.
- Beh, provavelmente um garoto de 11 anos. – Ela disse. – Ou nove.
- Se for um de 11, a gente pode usar uma claraboia. – Ele disse. – Um teto solar.
- Será? – perguntou surpresa.
- Beh, é um pré-adolescente, eles gostam de coisas diferentes. A gente pode colocar uma claraboia mais para o canto e uma escada com um espacinho para ele sentar e ver o céu mais de perto.
- Mas a claraboia não vai ser abrir, né?! – Ela disse e ri fracamente.
- Não 180 graus. – Ele disse. – Ela abre cerca de 45 graus para entrada de ar, mas ele não vai conseguir sentar no telhado por ela. – Ele disse, me fazendo rir. – É como uma janela, mas com muito mais cuidado. – Ela assentiu com a cabeça.
- E sobre entrada de luz e tudo mais? Por exemplo, de noite? Ele consegue fechar? – Ela perguntou.
- Sim, consegue. A gente coloca uma portinha para fechar. É quase a janela que você tem no seu quarto. Só que ao invés da cobertura de luz ser para fora, ela vai ser para dentro. E o vidro para fora.
- E é perigoso? Um pássaro entrar e... – Ele riu fracamente.
- Pode acontecer, mas como a claraboia fica na altura do forro e não no telhado, é difícil eles entrarem aqui embaixo. – riu fracamente.
- O que acha, Gigi? – Ela se virou para mim.
- Eu não sei muito o que você está decidindo, mas uma claraboia parece ser bem legal. – Falei rindo.
- Você acha que o Lou vai gostar? – Ela perguntou.
- O Lou gostar de coisa errada? Imagina! – Ela sorriu e se virou para Ignazio.
- Pode fazer, Nazio! E você sabe que eu tenho pressa. – Ela disse.
- Já vou tirar as medidas, então. – Ele disse.
- Fica à vontade. Estarei lá embaixo. – Ela disse, se virando e fui logo atrás dela.
- Você não precisava fazer isso, . – Falei.
- Mas eu quero, Gigi! Eu quero seus meninos aqui, quero eles convivendo com a Sienna, quero tudo. – Ela disse. – Nada mais justo do que eles terem um lugar só para eles.
- Mas e a Manu? Você tem ela para pensar também, .
- Ah, mas eu pensei! – Ela me chamou com a mão e desci as escadas logo atrás dela. – Vem cá!
- Vai expulsar ela daqui? – Ela riu fracamente e atravessamos a sala onde Martha varria.
- É claro que não! – Ela disse, me empurrando pelos ombros e atravessamos a cozinha. – A Manu veio para Turim buscando um pouco mais de independência, ela quer liberdade, ela quer sair a hora que quiser, chegar a hora que quiser... – Ela falava. – Então... – Ela puxou a porta que dava para fora. – Achei o lugar especial para ela. – Vi a área da piscina de com diversas coisas jogadas no gramado e outras caixas apoiadas na mesa da área de lazer.
- Como está aí, Manu? – perguntou e a cabeça de Manu apareceu na porta da casa da piscina.
- Tudo bem, só falta tirar os quadros que você tem na parede, mas para isso eu preciso de escada, prego e depois massa. – Ela disse. – Mas as blusas eu quero ficar!
- A casa da piscina? – Perguntei surpreso.
- Sim! – disse sorrindo e andamos até o local. – Manu estava vendo uma série onde o garoto mora na casa da piscina e a ideia é ótima. – Subimos os dois degraus, entrando no local. – Ele é grande, confortável e ela pode ter privacidade aqui.
Olhei o local e ele realmente era incrível. Tinha dois níveis, o de baixo era um grande espaço quadrado onde tinha uma cama de casal e duas poltronas. Beirando a porta tinha uma escada com cinco degraus que dava para uma pequena cozinha com geladeira, armários e micro-ondas, uma bancada com duas banquetas, uma porta que dava para ver algumas prateleiras ali e outra para um banheiro. A única parte “chata” é que metade do local era envidraçado, mas as cortinas deveriam dar mais privacidade.
- É incrível! – Falei.
- É demais! – Manu disse feliz. – Eu vou comprar uma TV para colocar ali, mas vou deixar as blusas. – Ela indicou o local em frente à cama e afastei o corpo para ver. Tinha três camisas ali, uma rosa, uma verde e uma preta. Uma com o nome de Del Piero e as outras duas com o meu nome, uma identifiquei ser a minha última da temporada passada.
- De quando é aquela? – Perguntei, indicando a última.
- Meu câncer. – disse. – Você me deu uma blusa, lembra?
- Lembro, tinha uma florzinha...
- Ainda tem! – Ela sorriu. – Tenho todas, na verdade. Eu guardava aqui, mas vou ter que arranjar um lugar lá no closet mesmo, mas é só preguiça de arrumar. – Ela suspirou.
- E você vai morar aqui? – Virei para Manu.
- Sim! – Ela disse animada. – É ótimo! – Rimos juntas. – O nascer do sol bate certinho aqui. – Ela indicou a entrada. – E a pode conversar comigo do quarto, porque a janela dela dá certinha aqui. – Ela indicou e me abaixei para olhar o local.
- É perfeito mesmo. – Falei, rindo fracamente. – Mas você ainda não...
- Cala a boca, Gigi. – Ela disse, empurrando o carrinho de Sienna para frente e para trás. – A casa é minha, eu faço o que eu quiser.
- Uh! Essa doeu! – Manu disse, me fazendo rir fracamente.
- Grazie. – Falei e ela assentiu com a cabeça. – Eu vou contar para os meninos no fim de semana.
- Vai ser bom ter isso aberto no geral. – Ela suspirou. – Minha família, a sua, o time... Beh, eu preciso abrir para o conselho, mas eu decido depois, não é relevante. – Rimos juntos.
- Ainda dá tempo de ir comigo, eu vou no sábado. – Falei. – Com reforma vai ficar complicado aqui.
- É melhor não, Gigi. Muito cedo. – Ela disse. – Vamos devagar.
- Tudo bem. – Falei, assentindo com a cabeça.
- Eu tenho outros compromissos também com o novo técnico. – Ela revirou os olhos.
- Quando ele chega?
- Dia 19. – Ela disse.
- São duas semanas até lá, se você quiser, eu devo ficar duas semanas com os três... – Ela assentiu com a cabeça.
- Eu vou pensar, prometo. – Assenti com a cabeça.
- ? – Ela se afastou e foi para porta. – Ignazio está indo embora.
- Eu já volto! – disse e assenti com a cabeça, vendo-a sair do novo quarto de Manu.
- Eu vou tentar convencê-la. – Manu disse. – Já sabe como vai contar para seus filhos? – Ela perguntou.
- Tenho nem ideia. – Falei, ouvindo-a rir fracamente. – Mas eu vou conquistar a , Manu.
- Vai dar certo, Gigi. Só ter paciência. – Assenti com a cabeça.
- Oficialmente, ela me esperou de 2012 até 2018, eu posso fazer o mesmo. – Ela assentiu com a cabeça.
- Vou torcer por vocês. – Sorri, abraçando-a pelos ombros.
- E você? Quer ir para Forte?
- Tudo depende dela. – Assenti com a cabeça.
- Só quero saber como contar para minha família. – Rimos juntos.
- Arrancando como um band-aid! – Ela disse, me fazendo rir e soltei a respiração fortemente. Não seria tão fácil assim.
28 de maio de 2019
- Ok, agora eu preciso ir embora, meninas! – Estiquei a mão para cima. – Hora de encarar a realidade.
- Já vai mesmo? – Carol perguntou.
- Sim, ele vai lá em casa. Eu preciso pegar a Sienna na minha mãe ainda, amamentar, dar banho nela...
- Relaxa, vai dar tudo certo, . – Adalina disse.
- Por favor, chega dessa papagaiada toda, né?! – Manu disse antes de sugar o restante do seu refrigerante, me fazendo rir fracamente.
- Eu apoio! – Carol disse e neguei com a cabeça, pegando minha bolsa e tirei a carteira da mesma.
- Vocês não têm ideia de quanto eu quero isso! – Suspirei. – Acordar e não pensar que eu preciso contar algo para alguém ou que eu tenho pendências... Quero só quero ser feliz.
- E vocês dois? Vão finalmente ficar juntos? – Carol perguntou e suspirei.
- Acho que isso vai ser um pouco mais difícil. – Comentei.
- Ah, só falta essa agora! – Manu disse, me fazendo rir e abri a carteira, tirando o cartão da mesma e estendi para o garçom para ele se aproximou.
- Passa tudo, por favor.
- Ah não! A gente vai dividir! – Carol disse agitada.
- Nem pensem! – Falei, assentindo com a cabeça para o garçom que riu. – Eu as convidei.
- Na verdade, fui eu. – Manu disse.
- Ah, você paga, então. – Brinquei, ouvindo-a rir.
- Eu não tenho renda mais, mas ainda tenho aquela porcentagem de ações da Juve. – Ela disse, me fazendo rir.
- Verdade! – Sorri.
- O que falta para essa história de vocês se resolverem, ? – Adalina perguntou e suspirei.
- Depois que resolvermos com a Sienna, ele vai ter que me falar porque saiu! – Disse, suspirando. – Quais os motivos de ele ter feito isso e o que mudou.
- Não tem nada relacionado com o time? – Manu perguntou.
- Não, eu cuido das contratações ainda. A gente tinha preparado outro contrato para ele, seja como jogador ou treinador. É algo diferente. – Neguei com a cabeça. – Tem algo a mais aí e eu não vou deixar isso para trás.
- Vemos que a é bem insistente para isso. – Virginia disse, me fazendo rir fracamente.
- Nós dois sempre tivemos pequenos problemas para resolver, sempre os deixamos para lá, desde 2006. Vamos falar com o RH depois do Mondiale, terminamos antes. Pensa bem antes de dar o próximo passo, acontecia algo antes. Deixa eu resolver as coisas com o Barza antes de ficarmos juntos, ele não esperou. Então, acho que se realmente for acontecer de ficarmos juntos, para mim vai ter que ser a limpo. – Suspirei. – Sem segredos, sem problemas, sem esconder nada. Porque eu não aguento mais isso. – Elas assentiram com a cabeça.
- É, mas vamos resolver um problema de cada vez. – Manu disse e vi o garçom devolver meu cartão com a nota.
- Grazie! – Sorri, guardando tudo na carteira. – É, eu preciso ir. – Guardei a carteira na bolsa. – Você quer ficar, Manu?
- A gente pode te levar depois. - Carol disse.
- Não, não. Eu não vou perder esse momento por nada. – Rimos juntas e me levantei.
- Beh, se não se importam, então... – Disse, ouvindo-as rirem.
- Vai resolver sua vida, . – Carol disse e elas se levantaram juntas.
- Você e a Gini eu sei que vejo na volta das férias, mas não some, Adalina. Quero acompanhar sua gestação. – Ela riu fracamente e passei rapidamente por cada uma, dando um beijo nelas.
- Não se preocupe, Andrea vai fazer o curso lá em Florença e disse que uma certa presidente lhe ofereceu um emprego. – Rimos juntas.
- Vai ser ótimo ter vocês por perto. – Sorri.
- A gente se vê! E se precisar de uma noite das garotas para relaxar depois de hoje, só ligar! – Carol disse. – Só você pode beber, mas a Olivia logo nasce. – Rimos juntas.
- Obrigada, gente! Até mais! – Acenei para elas.
- Até! – Elas disseram e acenei, seguindo com Manu para fora do restaurante.
- Foi divertido! – Ela disse e sorri.
- Foi sim. – Ri fracamente. – De pensar que eu tinha problemas com algumas esposas por causa da Maddalena e da Alena.
- É, mas aí a gente as chutou para escanteio e estamos criando o novo e melhorado grupo das esposas do BBBC. – Ela disse, me fazendo rir fracamente.
- E você? Vai entrar nessa leva? – Perguntei e ela tombou a cabeça para trás. – O quê? Você que disse que veio para Turim para dar uma mudada na sua vida, talvez um namorado esteja incluído.
- Ah, é complicado, ok?! – Ela disse bufando e tirei a chave do carro da bolsa. – Ele é lindo demais para mim, gostoso demais para mim, é uma situação de bomba atômica! – Ela disse, me fazendo rir fracamente.
- Mas ele está interessado, Manu. E daí se ele é tudo isso? Te mostrar uma foto do Gigi em 2006 para você ver. As coisas melhoraram um pouco com o dinheiro. – Destravei o carro, seguindo até o lado do motorista.
- Eu não sou como você, . Eu não sou autossuficiente que não tremo na base quando um cara gato chega em mim. Eu sou ruim nesse departamento, me processe! – Rimos juntas quando entrei no carro e ela fez o mesmo.
- Não estou falando para prometer amor eterno, você já me explicou e eu entendo, mas você precisa se abrir, Manu! Ao menos deixá-lo te conhecer melhor. – Falei, ligando o carro. – Ele não vai tentar te beijar à força, se o Fede fosse esse tipo de cara, te garanto que nem no time ele estava mais. – Ela suspirou.
- Eu sei, ele é fofo, ele parece interessado quando eu falo e tudo mais, mas ele acabou de ter uma filha, tem uma ex-namorado na jogada, eu não quero que meu primeiro paquera já me machuque. – Ela suspirou.
- E como você pode ter certeza de que ele vai te machucar?
- É só olhar para ele que você vê que ele é o tipo bad boy dos filmes. Lindo demais e que vai quebrar seu coração logo depois de ele tirar sua virgindade. – Gargalhei alto.
- Ah, Manu! O Fede não é assim, não é porque ele é bonito que ele é um idiota. Existem vários, eu sei, mas o Fede não é assim. – Ela suspirou. – Fala com ele.
- O quê? Assumir que eu nunca transei e nunca beijei? Ah, vai ser lindo! – Ela disse rindo.
- Ao menos assim ele entenderia seu lado. – Dei de ombros. – Já falei, não tem nenhum problema isso.
- Eu tenho 24 anos, . Isso é um mico gigantesco. – Ela disse e ri fracamente.
- Se você tentar, talvez perca antes de chegar nos 25. – Ela riu sarcasticamente.
- É, mas a questão da filha... É complicado.
- Por que diz isso? – Perguntei.
- Porque quer dizer que ele já está em outra fase na vida dela. Eu não penso nisso agora. Nem filhos, nem casamento, nem nada! – Ela disse rapidamente. – Não quero nem pensar nisso antes dos 30, pelo menos. – Rimos juntas.
- Para começar, foi um acidente, ele pode te explicar melhor. Segundo que estamos indo um pouco rápido demais. Volta! Só estou falando para você se abrir. Deixar ele se aproximar. – Falei e ela suspirou.
- A gente pensa nisso depois das férias, tenho quase dois meses para pensar. – Ela disse e ri fracamente.
- Tudo bem, mas tem jogo da Nazionale aqui em Turim no dia 11. – Falei.
- Ah, para, ! Já não basta minha mãe me pressionando por isso. – Gargalhei alto.
- Não estou te pressionando, amore. Só estou dizendo que você disse que veio à Turim para dar uma guinada na sua vida. Achei que o lado pessoal estivesse envolvido. – Falei.
- Está, mas não achei que ele fosse estar interessado ainda. Não achei que fosse tão rápido. São três anos e meio! – Ela disse.
- Vocês possuem uma ligação desde aquele dia, Manu. Só resta você dizer se está disponível realmente para essa guinada ou não. – Disse, olhando-a de lado.
- É, eu vou pensar. – Ela suspirou. – Agora vamos voltar a falar de você e do Gigi.
- Pimenta no olho dos outros é refresco, né?! – Falei, ouvindo-a rir fracamente.
- Ah, é que você e o Gigi já têm uma história há 18 anos, ! Isso é loucura. – Ela disse.
- Mas a gente precisou começar de uma forma. – Virei rapidamente para ela. – Nós não nos conhecíamos antes, não teve nada disso. – Suspirei.
- Acho que eu nunca perguntei isso. Como começou? – Ela perguntou.
- Nos conhecemos em julho de 2001. Dia da contratação dele. – Falei. – A gente se olhou, ele pareceu completamente interessado, mas eu era literalmente a única mulher na sala. – Ela riu fracamente. – Trocamos algumas palavras, ele soltou uns flertes baratos e ficou por aí. Nos encontramos de novo na festa de Natal e em outros momentos esporádicos, mas não passou disso, apesar do claro interesse dele. – Falei, sorrindo sozinha. – Na festa de Natal de 2002, a gente se encontrou de novo, acabamos conversando, eu acabei falando da minha família e a gente se beijou. – Virei para ela.
- E aí?
- Beh, aí eu lembrei que eu sou uma mulher e estava tentando uma efetivação em uma empresa majoritariamente masculino, então o parei. – Suspirei. – Aí começou nosso lenga-lenga.
- Eu entendo o que aconteceu quando eu entrei no time, você namorava o Barza, aí ele ainda gostava de você, ficou com a Ilaria e desandou pela gravidez dela. Eu não entendo o que aconteceu antes disso. – Ela disse.
- Beh, depois do nosso beijo, nós não ficamos juntos, ele começou a namorar outra menina, mas algo que eu não consigo te explicar é nossa relação. A gente se conectou de uma forma muito forte, sabe? Então a gente sempre era puxado pelo outro. Mesmo namorando ele vinha atrás de mim, ele ficava com ciúmes, até que eu já tinha o emprego, tudo parecia estável, decidi dar uma chance para ele. – Falei. – Mas ele estava tratando uma depressão que eu não percebi.
- Gigi teve depressão? – Ela perguntou.
- Sim, teve. E eu notava que ele estava estranho, mas ele também estava lesionado e nos afastamos. Até que ele voltou, eu fui atrás dele, o segui pelas ruas de Turim... – Ela riu alto. – E conversei com ele, ele me contou tudo e a gente ficou juntos. Eu me sentia pronta e ele também, então aconteceu naturalmente. – Suspirei. – Não era minha primeira vez e nem a dele, mas mesmo já tendo feito antes, é diferente com uma pessoa nova. Você está deixando todas suas intimidades de lado por uma pessoa nova.
- Mas não é estranho? – Ela perguntou.
- Você pode ficar surpresa pelo tamanho do pênis ou o abdome definido... – Ela riu fracamente. – Mas quando vocês possuem uma sincronia como eu e Gigi tínhamos desde aquela época, acontece natural. – Dei de ombros.
- E dói? – Ela perguntou e suspirei.
- Você conhece seu corpo? – Perguntei. – Falando de forma íntima mesmo.
- Você está me perguntando se eu me toco...
- Sim! – Falei firme. – Acho que tenho intimidade para isso.
- Sim, sim! Temos e eu não tenho vergonha de falar isso. Eu me toco!
- E você já tentou brinquedos sexuais? De penetração ou...?
- Sim, já! – Ela disse. – Não eram exatamente brinquedos sexuais, eram mais finos, mas...
- E doeu? – Perguntei.
- Nã-ão... – Ela falou pensando. – É relaxante...
- É quase a mesma sensação. – Falei. – Um de verdade talvez seja mais grosso, incomode no começo, mas o corpo se acostuma. – Ela assentiu com a cabeça. – Você conhecer seu corpo e saber o que esperar já é algo muito bom.
- Eu preciso relaxar de alguma forma, né?! – Rimos juntos.
- Eu nesse um ano! – Ela riu fracamente.
- Ok! Ok! Eu vou pensar sobre isso, mas continua! Vocês tiveram uma primeira vez e...
- E foi perfeito! Como já era esperado. Aí tivemos um relacionamento gostoso que durou seis, sete meses.
- Só? – Ela perguntou.
- Sim, aí veio a famosa manipulação de resultados da Juve, eu estava trabalhando igual doida para descobrir o erro e ele envolvido.
- De verdade? – Ela perguntou.
- De verdade. Gigi sempre gostou de apostar, jogos de azar, pôquer... – Suspirei. – Aí eu estava esgotada, me senti traída e pedi um tempo. Não ficou claro se era um tempo ou um término, hoje não sei te dizer o que eu falei também, mas ele achou que tinha acabado e acabou encontrando a Alena no Mondiale na Alemanha e eu o peguei bêbado com ela no colo dele comemorando.
- Ai! – Ela disse.
- Sim. – Ri fracamente. – Eu não me senti no direito de fazer uma cena, porque eu não sei se estávamos juntos ainda. – Suspirei. – Aí terminamos, foi meu primeiro erro, porque eu escondi isso.
- Vocês não conversaram? – Ela perguntou.
- Não. – Suspirei. – Foi minha segunda negligência em nosso relacionamento. A primeira foi não ter dado valor a ele pelo meu emprego...
- Ah, mas era seu emprego, mas...
- É, mas a gente se apaixonou no primeiro oi, Manu! Só que a gente não sabia e magoou os dois. – Suspirei e ela assentiu com a cabeça. – Enfim, aí a vida seguiu, ele começou a namorar a Alena, eu namorei um outro cara por três anos. Uma vez o ouvi dizer para uns colegas que ele queria terminar com a Alena e voltar comigo, mas a Alena estava grávida.
- Eita! – Ela disse e suspirei.
- É, e na época eu entendia. 2007, as pessoas não eram tão independentes quanto hoje, sabe? – Suspirei. – Aí a gente se separou para valer. Ele seguiu com um relacionamento com a Alena e estava certo em fazê-lo na época.
- E como as coisas seguiram? – Ela perguntou.
- Eu contratei o Barza. – Falei, rindo fracamente.
- Não entendi! – Ela disse.
- O Barza é campeão do mundo também.
- Sim, eu sei! – Ela disse.
- E ele me viu no vestiário, e me reconheceu anos depois.
- Oh!
- Falou para o Gigi que se lembrava de mim, ele veio igual um monstro em cima de mim e a gente conversou, mas ele estava de casamento marcado. Acho que essa foi minha terceira negligência... – Suspirei.
- Por quê? – Ela perguntou.
- Ele basicamente me pediu para falar para ele terminar com a Alena, mas eu não me sentia nesse direito. E ele não terminou com ela. – Suspirei. – Gigi parece ser imponente e tudo mais, mas ele nunca priorizou a felicidade dele, sabe? Ele pensava na Alena, depois nos filhos, e eu entendo, talvez fizesse o mesmo se estivesse na pele dele, mas como eu estava do outro lado, era mais difícil.
- Sim, entendo. – Ela suspirou. – E depois?
- Ele se casou com ela e eles viveram felizes para sempre por mais um ano. – Falei, rindo fracamente. – Aí veio a vitória do primeiro scudetto, a gente transou no vestiário em Trieste.
- O quê? – Ela disse alto, me fazendo rir.
- É! – Sorri. – E ficou tudo meio estranho. Ele achou que fosse algo de um momento só, eu percebi que meus sentimentos voltaram e tivemos uma temporada seguinte muito difícil. – Suspirei. – Inclusive, nós fomos para Siena em 2013 e tivemos um momento gostoso, mas sem nada físico, sabe?
- Siena? É daí que vem o nome da Sienna?
- É. – Sorri, rindo fracamente. – Foi um fim de semana estranho, a gente queria se beijar, mas eu tinha consciência que ele tinha Alena, mas foi um vislumbre do que tivemos e do que poderíamos ter de novo. – Suspirei.
- E aí você começou a namorar o Barza?
- Beh, eu fiquei na expectativa que ele terminasse com Alena para gente ficar juntos, porque era óbvio nossa atração, sempre foi. Então, ele não terminou com ela, a temporada acabou, começou de novo, Barza tinha dado um tempo com a Maddalena, ele estava chateado, eu estava chateada, temos a mesma idade, acabou acontecendo natural, mas até hoje não sei dele, mas foi um completo erro. – Neguei com a cabeça.
- E aí o resto eu já conheço.
- Sim! – Assenti com a cabeça, embicando em frente à casa de Giovanna. – E aí eu dei um basta com todas as letras logo após a Champions de 2017 e ele me enganou um ano me deixando achar que ele se aposentadoria e aí ele saiu. – Suspirei.
- Mas você acha que tem algo a mais. – Ela disse e puxei o freio de mão, tirando a chave da ignição.
- Acho! – Falei firme. – Ele está me escondendo algo, Manu. Eu sei isso! – Falei firme. – Ele começa a rir quando eu entro nesse assunto. Ele sabe esconder, mas ele é péssimo em mentir. – Neguei com a cabeça. – E ele está muito convicto que vai voltar para Juve ano que vem, ou seja, alguém daqui de dentro sabe e não sou eu.
- Mas ele vai voltar, não? – Ela disse. – Digo, você não vai barrar ele, vai? – Ela perguntou.
- Não, eu não, mas ele é jogador que saiu por conta própria e quer voltar, caso não tenha algo mais, ele vai para o conselho e é votação. – Falei, suspirando. – Não depende de mim.
- Se isso for verdade, então ele tem muita convicção. – Ela disse.
- É... – Suspirei. – Mas se ele quiser minha ajuda, ele vai ter que me falar.
- Uma coisa de cada vez, . – Ela disse.
- Sim! E eu vou pegar minha filha e ir para casa, não quero atrasar isso nem mais um dia. – Falei, suspirando e empurrei a porta do carro com pressa.
Lui
28 de maio de 2019
- Mas não é possível que vocês nunca tiveram nada! – Falei. – Ela está no time há uns cinco anos, eu acho. – Ouvi o celular dar um toque e desbloqueei o mesmo, vendo uma mensagem de .
“Ela está pronta para você”. – Sorri com a mensagem, bloqueando o celular de novo.
- A gente nunca teve nada antes disso! Eu estava com a Martina, gente! Mas aconteceu! – Leo falou rindo.
- Isso é demais, sério! – Ri fracamente.
- Cara, só eu não transei no vestiário? – Chiello disse, nos fazendo rir.
- Está perdendo tempo, cara! – Barza disse.
- Beh, ragazzi. Eu estou indo! – Falei, me espreguiçando. – mandou mensagem.
- A hora chegou, hein?! – Barza disse e suspirei, coçando a nuca.
- Ela tem dois meses, mas eu estou desesperado. – Falei, rindo fracamente.
- Vai dar certo, Gigi. É o começo do fim. De você e a finalmente viverem como uma família feliz. – Chiello disse.
- Espero que esteja certo. É só o que eu quero. – Suspirei, tirando a carteira do bolso.
- Deixa com a gente, cara! Vai lá! – Barza disse. – Vai para suas meninas. – Ri fracamente.
- Uma menina, gente! – Falei animado e eles riram.
- Dai, Gigione! – Eles riram e cumprimentei-os um por um.
- A gente se vê na próxima temporada? – Leo perguntou.
- Espero! Preciso voltar! – Falei, rindo fracamente. – Mas isso eu resolvo logo mais! – Falei. – Vou conhecer minha princesinha.
- Vai lá, Gigi! – Cumprimentei Barza.
- A gente se vê em breve! – Ele assentiu com a cabeça e depois cumprimentei Leo e Chiello. – Ciao, ragazzi!
- Ciao, Gigi. In bocca al lupo! – Chiello disse e acenei com a mão antes de sair apressado do restaurante.
Segui correndo para fora do restaurante em Vinovo. Minhas mãos suavam no volante e eu sentia que conheceria uma filha de uns 12 anos que pudesse me julgar e falar que eu não estive lá para ela durante todos esses anos. É besteira, eu sei, principalmente por não ter sido escolha minha, mas isso é importante. Aquela menina lindas das fotos se tornaria real, nas minhas mãos.
Do restaurante até a casa de foi uns 10 minutos, mas pareceu muito mais. A expectativa crescia em meu peito e eu sentia que explodiria a qualquer momento. Soltei um suspiro quando estacionei o carro e soltei a respiração algumas vezes. Dei uma rápida olhada no retrovisor, jogando o cabelo para trás. Era , tinha que estar bem.
Empurrei a porta do carro, ajeitando a camisa social que eu usava e tirei o paletó, deixando-o dentro do carro. Fechei o mesmo e travei-o, ouvindo o alarme e passei pelo portão na frente da casa e parei em frente à porta. Soltei a respiração devagar e apertei a campainha, sentindo minha mão tremer levemente. Não demorou muito para que a porta abrisse e sorri ao ver de shorts e uma camiseta regata.
- Ei! – Sorri e ela fez o mesmo.
- Ela está esperando por você! – Ela disse, me fazendo rir fracamente.
- Você está me deixando mais nervoso do que estou. – Ela deu espaço para eu entrar.
- Eu estou uma pilha de nervos, Gigi. – Ela segurou minha mão e senti a sua gelada. – Você não está diferente.
- Nenhum pouco. – Suspirei. – Tirando de arrepios, acho que nunca tremi na minha vida, . – Ela riu fracamente.
- Vamos lá? – Ela indicou e suspirei.
- Ela está acordada? – Perguntei.
- Mais ou menos! – Ela ponderou com a cabeça. – Eu a amamentei tem uns 40 minutos, Manu brinca que ela entra em coma de leite após amamentar, então ela está entre lá e entre cá. – Ri fracamente.
- Vocês tiveram algum problema com isso? – Perguntei, seguindo atrás dela pelas escadas. – Amamentação e tal...
- Nada, Gigi. – Ela suspirou. – Barza diz que é a gestação perfeita. – Ela virou de frente rapidamente e sorri.
- Mais que merecido. – Ela sorriu. – Preciso dizer como você está bonita. – Falei. – Seu corpo está...
- Não precisa ser simpático! Eu engordei muito na gravidez. – Ela disse rindo.
- Mas você continua incrível. Seus seios...
- Gigi! – Ela me empurrou, me fazendo rir fracamente.
- Ei, Gigi! – Vi Manu sair da primeira porta com uma roupa similar à de .
- Tudo bem? – perguntou.
- Sim! Agora ela despertou. – Ela indicou a porta.
- Você pode ir. – disse e Manu saiu da frente da porta. – Ela está no berço que você deu. – Ela pressionou os lábios.
- Ok, eu... – Suspirei, assentindo com a cabeça. – Você vem comigo? – Virei para ela.
- Eu estarei logo atrás de você. – disse e assenti com a cabeça.
Suspirei, entrando no quarto e sorri ao ver a decoração de nuvens e tons pastéis. Ao lado da porta tinha uma cama, na parede da esquerda o berço e uma poltrona. Na parede da frente, da janela, tinha o berço que eu havia dado pendurado na parede. Do lado direito o trocador e uma cômoda.
Senti a mão de em minhas costas e virei o rosto para ela, vendo-a assentir com a cabeça e andei mais alguns passos, vendo o bebê gordinho se formar diante de meus olhos. Prendi a respiração por alguns segundos, vendo as perninhas gordinhas chutando a proteção acolchoada em volta do berço e a outra mão apertava uma zebrinha de pelúcia. Os cabelos levemente dourados como de estavam bagunçados em sua cabeça e o corpo tinha um body rosinha com meias brancas.
Seu olhar distraído subiu para mim e soltei a respiração forte ao ver os olhos azuis contra a luz e suspirei. Depois de três filhos, alguém finalmente pegou meus olhos e tinha que vir da minha única menina. Ela abriu um sorriso ao me ver e soltei a respiração fortemente, sentindo as lágrimas deslizarem de meus olhos.
- Ciao, amore. – Falei baixo, apoiando uma mão no berço e a outra foi para seu rosto, acariciando sua bochecha com as costas do indicador. – Eu sou seu pai! – Falei baixo, suspirando.
Ela soltou a pelúcia e se interessou pela minha mão, apertando-a levemente, me fazendo sorrir. Ela se mexeu no berço, levando minha mão para a boca e tirei devagar, acariciando sua barriga, vendo-a se espreguiçar com o feito e sorri. Ela tinha tanta coisa de nela, inclusive a forma de esfregar o rostinho que era como olhar para um espelho.
- Pega ela. – sussurrou e suspirei.
- Ela vai estranhar, não? – Perguntei.
- Fala com ela, ela vai te reconhecer. – Ela disse baixo e suspirei.
Levei minhas mãos para dentro do berço, segurando Sienna devagar e a ouvir gemer de leve quando a ergui e apoiei sua cabeça. Apoiei-a em meu peito, colocando meu braço embaixo de seu bumbum.
- Ciao, amore! – Falei baixo, sentindo-a fechar as mãos em minha blusa. – Como você está? Estou atrapalhando seu descanso, né?! – Falei baixo em um tom mais infantil. – Queria te conhecer e você é a coisinha mais lindinha do mundo. – Ela olhava para cima, movimentando os olhinhos e puxava um pouco da blusa com as mãozinhas. – Eu sou seu pai. Sei que não estive aqui antes, mas espero que você entenda no futuro. – Dei um beijo em sua cabeça, ouvindo seu gemido em seguida. – Você não tem noção como é importante. Como eu e a mamãe te desejamos, conversamos sobre ter você, aí você veio do nada. – Suspirei. – Eu te amo, minha bambolina. Eu te amo demais! – Apoiei minha cabeça na sua, fechando os olhos.
- Eu vou deixar vocês dois sozinhos. – disse e olhei-a, vendo-a limpar seus olhos.
- Vem cá! – Falei, passando o braço livre em seus ombros e puxei-a para um abraço e ela passou um braço pelas minhas costas e outro foi para as costas de Sienna.
- Amore. – Ela encostou seu nariz no de Sienna e ela gemeu, dando um sorrisinho. – Esse é o papai! – Ela disse baixo. – Você tem uma família estranha e complicada, mas nós te amamos demais. – Sorri, acariciando os cabelos de .
- Até você crescer, prometo que eu e a mamãe não seremos complicados. – Falei, sentindo me beliscar, me fazendo rir.
- Eu não disse nós, quis dizer que ela tem irmãos. – Ela falou e sorri. – Seus meninos.
- Sim! Você tem três irmãos. – Falei sussurrando, vendo dar beijinhos na ponta do nariz de Sienna.
- Já contou para eles? – perguntou, erguendo o olhar para mim.
- Não, nem para minha mãe. – Ela riu fracamente.
- Já estou vendo o escândalo que Guendalina e Veronica vão fazer. – Rimos juntas.
- Eu não ligo. – Suspirei. – Sério, , eu não ligo. – Virei para ela. – Não ligo nem para imprensa, só quero ser feliz. – Ela assentiu com a cabeça. – Muito nos foi negado e adiado durante esses anos, chega! Agora somos eu e você! – Falei firme. – Sobre Sienna e sobre nós dois. – Ela assentiu com a cabeça. – E no seu tempo.
- Não quero que esconda da sua família. – Ela disse, se afastando um pouco e apoiando o corpo na cômoda. – Agora sobre a imprensa... – Ela suspirou. – Eu não sei, honestamente. Não quero esconder também, mas...
- Não é fácil, eu sei! – Falei, suspirando. – Mas vamos uma coisa de cada vez, que tal? Quero aproveitar cada momento hoje com ela, com você...
- Não pense que somos um casal, Gianluigi. – Ela disse, me fazendo rir fracamente. – Temos muito o que resolver ainda.
- Eu sei, mas é um começo! – Suspirei e ela ponderou com a cabeça.
- Sim! Um começo. – Sorri. – Eu vou tomar banho, ok?
- Ok. – Falei, sorrindo e ela revirou os olhos antes de sair pela porta do quarto, me fazendo rir fracamente. – Eu vou reconquistar a mamãe, amore. – Falei baixo. – Devagar, mas vou.
- Vai ser difícil, sabe. – Virei o rosto, vendo Manu na porta. – Ela quer saber por que você saiu. – Suspirei. – E ela não vai descansar até saber.
- Eu sei. – Suspirei. – Mas eu sei que isso vai ser um divisor de águas entre o sim e o não. – Me sentei na cama, encostando na parede.
- Então, por que você não conta? – Ela perguntou baixo e ajeitei Sienna em meu peito.
- Porque precisamos de muito mais, Manu. – Ela suspirou.
- Achei que vocês quisessem que fosse fácil. – Ela disse, espiando para fora.
- Eu quero, mas a precisa ser cortejada, paparicada. Eu quero reconquistá-la do jeito certo, não com uma carta na manga. – Ela assentiu com a cabeça. – Acho que eu nunca fiz isso. – Ri fracamente. – Quando namoramos em 2006, a gente começou atropelado e nos escondíamos dentro de casa por causa do time. – Neguei com a cabeça. – Depois quando voltamos de novo, a gente se escondia em quartos de hotel. – Suspirei.
- Mas vocês vão ter que se esconder até isso se ajeitar. – Ela falou.
- Talvez... – Virei para ela. – Ou podemos agir como um começo de relacionamento. – Pisquei para ela e ela pressionou os lábios, confirmando com a cabeça.
- Esperto, Gianluigi! – Ela disse, me fazendo rir fracamente.
- Um relacionamento que existe há 18 anos, mas acho que a imprensa não precisa saber todos os detalhes.
- Ah, com toda certeza não! – Manu disse, me fazendo rir. – Nem sei como vocês vão anunciar para imprensa isso, mas desejo boa sorte! – Ela sorriu, me fazendo rir fracamente.
- Uma coisa de cada vez, Manu.
- Ah, ouvi demais isso! – Ela abanou a mão e ri fracamente. – Vou deixar vocês sozinhos um pouco.
- Vai lá! – Falei e ela acenou antes de sair.
Suspirei, abaixando o rosto e percebi que Sienna havia dormido em meu peito. Sorri, acariciando seu corpinho e apoiei minha cabeça na almofada, me sentindo completamente em paz. Nessa casa, com essas pessoas, era difícil não sentir.
Lei
28 de maio de 2019
- Ah, eu quero um pedaço disso! – Manu falou quando tirei a assadeira do forno com o pão italiano na mesma.
- Olha o cheiro! – Falei, rindo fracamente e fechei o forno antes de tirar as luvas.
- Eu preciso de manteiga agora! – Manu se levantou apressada e joguei as duas luvas na bancada da cozinha. – Sabe, você diz que não sabe cozinhar, mas tem talento melhor do que fazer pão? – Ela perguntou, fechando a geladeira, me fazendo rir fracamente. – Olha isso! Eu não preciso de mais nada de janta. – Ri fracamente, pegando a faca na gaveta e estiquei a ela.
- Fazer pães acabou me distraindo na gravidez. – Suspirei, me sentando em uma cadeira da mesa de jantar. – Pães e massas, na verdade. Alguma coisa deu certo.
- O que deu certo? – Ergui o rosto para porta, vendo Gigi com Sienna em seu colo.
- Ei! Demorou para descer! – Falei.
- Confesso que acabei dormindo com ela! – Rimos juntos. – Que pão lindo! – Sorri. – E cheiroso.
- Quer um pedaço? – Ofereci.
- A gente estava falando que a tem o dom do pão. Olha isso! – Manu tirou uma fatia longa de pão e cortou um pedaço com a mão, colocando puro na boca. – Tá ‘rente! – Ela reclamou, abrindo a boca nos fazendo rir.
- Ela está dormindo? – Perguntei sobre Sienna.
- Sim! – Ele disse.
- Deixa eu pegar o carrinho, assim você descansa os braços um pouco. – Falei, me levantando e segui para a sala de televisão, pegando o carrinho de Sienna e empurrei-o até a cozinha novamente.
- Isso não é um carrinho, é um transformer. – Manu disse e revirei os olhos.
- Tonta! – Dei um tapinha em sua cabeça, ouvindo-a rir e ajeitei o mesmo para deixa-lo deitado e sem a cobertura.
- Ela não está errada. – Ele disse e ri fracamente.
- Vem com a mamãe! – Peguei Sienna devagar do colo de Gigi, vendo-o me ajudar e ela gemeu, passando a mão no narizinho. Deitei-a devagar no carrinho e a vi se mexer de leve, se acostumando com a nova superfície. – Agora ela dorme até umas nove horas. – Chequei o relógio.
- Ela é perfeita. – Ele comentou e sorri. – Gosto de te ouvir falar isso. – Ele disse e empurrei o carrinho para mais perto da mesa.
- O quê? – Perguntei.
- “Mamãe”. – Sorri. – Especialmente comigo sendo o papai.
- A vida trabalha de formas estranhas, Gigi. – Suspirei, esticando um prato para ele.
- Ou de formas certas. – Ele disse, me fazendo ponderar com a cabeça. – Um filho sempre foi seu maior sonho, . E meu maior sonho se tornou te dar esse filho. – Dei de ombros. – Ela está aqui.
- Ela está aqui. – Sorri, olhando para a boquinha de Sienna entreaberta afundada no colchão do carrinho. – Eu tenho que perguntar: a gente usou camisinha? – Perguntei, vendo Manu arregalar os olhos.
- Eu não preciso ouvir isso! – Ela disse, me fazendo rir.
- Para de graça, Manu! Não é nada! – Falei, ouvindo-a rir.
- Sim, a gente usou, mas acho que estourou. – Ele disse suspirando. – Notei que minha... – Olhei para Manu. – Performance... Havia sido um pouco abaixa quando eu tirei, mas achei que fosse nervosismo, tristeza, sei lá. – Ri fracamente. – Eu sei como sou contigo.
- Eu não preciso ouvir isso e a Sienna também não! – Rimos juntos.
- Camisinha velha talvez? – Perguntei.
- Talvez. – Ele disse rindo. – Eu não transava desde Cardiff. – Ele disse me fazendo gargalhar alto.
- Que história maravilhosa! Nossa filha existe provavelmente por uma camisinha vencida! – Falei, ouvindo-o rir comigo e até Manu entrou na risada.
- É uma boa história para contar para os netos. – Manu disse antes de lamber os dedos, me fazendo sorrir.
- Talvez. – Gigi disse sorrindo. – Me dá um pedaço desse pão, o cheiro está delicioso. – Ele disse e cortei uma fatia para ele, estendendo um prato para si e fiz o mesmo para mim. – Eu tenho uma pergunta para fazer. – Ele disse e ergui o rosto.
- Sem segredos, Gigi. – Falei, passando uma cobertura generosa de manteiga na fatia de pão antes de passar a faca e a manteiga para ele.
- Por que Sienna? – Ele perguntou.
- Não tem ideia? – Retruquei. – Um momento nosso... Sem estresse, sem intrigas...
- A cidade de Siena. – Ele disse e assenti com a cabeça. – Aquela vez que minha mãe sofreu o acidente.
- Exato. – Sorri. – Quando eu descobri, eu queria que tivesse uma ligação com nós dois, mesmo te escondendo. Eu nunca soube que nome dar para meus filhos, apesar do sonho, mas pareceu certa essa ligação...
- É perfeito, ! – Ele disse. – Segundo nome?
- Sem segundo nome! – Neguei com a cabeça. – Louis Thomas, David Lee e Leopoldo Mattia já são suficiente para os meninos sofrerem bullying para sempre, não acha? – Brinquei, vendo-o rir fracamente Manu me acompanhou.
- Não são feios...
- Estranhos é a palavra certa. – Manu disse e ele empurrou sua cabeça enquanto ela mordia o segundo pedaço de pão.
- Eu vou pedir para o meu advogado entrar com pedido para mudar o nome da certidão da Sienna. – Falei. – Depois entrar para o passaporte dela, provavelmente a pré-temporada vai ser na Ásia e eu não sei se aguento ficar duas semanas longe dela de uma vez só. – Ele sorriu.
- Eu tenho que ir para Paris finalizar as coisas com o PSG. – Ele disse, mordendo o pão e suspirei.
- Vai sair mesmo? – Perguntei.
- Sim, já anunciei. – Ele disse. – Eu quero voltar, . – Assenti com a cabeça.
- A gente fala isso depois, pode ser? – Pedi. – Minha equipe vai finalizar algumas coisas essa semana, vão tirar umas férias, depois voltamos a conversar. – Ele confirmou com a cabeça. – Tem a Copa América também, isso pode mudar algumas coisas.
- E você? – Ele perguntou. – O que você vai fazer?
- Sobre... – Franzi a testa.
- A presidência, suas férias.
- A presidência vamos voltar a falar disso em agosto, eles me deram um ano. E eu não faço a mínima ideia do que fazer nas férias. – Suspirei.
- Eu combinei com Alena e Ilaria de levar os meninos para Forte. – Assenti com a cabeça. – Vou aproveitar e contar para minha família.
- Vai ser bom. – Falei.
- Você pode ir junto, relaxar uns dias. – Ele disse.
- Ah, não sei, Gigi. – Suspirei. – A imprensa fica em cima de você nas férias, nós dois juntos vai causar muita fofoca logo cedo.
- Eu gostaria da fofoca. – Ele disse, me fazendo rir fracamente.
- Eu sei que você quer apresentar a Sienna para sua família, mas...
- Pensa, ok?! A gente pode dar um jeito, não seria a primeira vez que você passa as férias no meu hotel. E você está precisando relaxar depois de tudo, fazer uma massagem, tomar um sol. – Suspirei.
- Eu prometo que vou pensar. – Falei e ele assentiu com a cabeça.
- E você, Manu? – Ele virou para ela. – O que vai fazer?
- Eu não tenho a mínima ideia. – Ela disse, me fazendo rir fracamente. – Talvez eu viaje aqui pela região, Paris, Barcelona... – Ela ponderou com a cabeça.
- Se quiser ir para Forte, convite está estendido a você. – Gigi disse.
- Grazie! – Ela disse sorrindo. – Vou pensar com carinho! Acho que nunca fui para Forte. – Ri fracamente.
- Então você não conhece a Itália ainda. – Gigi disse, me fazendo rir.
- Talvez não! – Ela deu de ombros e ouvi o chorinho estridente de Sienna.
- Ah, amore! – Passei a mão no guardanapo e virei para o carrinho, vendo os lábios de Sienna entreabertos. – Está tudo bem, mamãe está aqui. – Peguei-a no colo, apoiando-a em meu peito. – Está tudo bem, amore. – Me levantei, andando pela cozinha, movimentando-a devagar.
- O que ela quer? – Gigi perguntou, se levantando também.
- Está cedo para ela comer de novo, mas ela é esfomeada. – Falei, ouvindo-o rir fracamente. – Pode ser a fralda, mas parece que não... – Passei a mão em seu bumbum. – Ou ela teve um pesadelo. – Dei um beijo em sua cabeça e Gigi se aproximou.
- Esses olhinhos lindos aqui. – Ele disse, acariciando as bochechas de Sienna. – As bochechas... – Sorri.
- Ela me lembra um pouco o Lou. – Falei, erguendo o rosto para ele.
- Ela me lembra você. – Ele disse. – Aquela foto sua que tinha na sua cabeceira. – Sorri. – Tirando os olhos.
- Os olhos são seus. – Falei e ele deu um beijo em minha bochecha.
- A genética trabalhou bem, . – Ele disse e sorri. – Né, meu amor? – Ele falou fofo com Sienna. – Você tem os cabelos da mamãe, o nariz da mamãe, a boca da mamãe. – Ri fracamente, ouvindo o choro de Sienna se tornar soluços enquanto Gigi brincava com ela atrás de mim. – Você é a mamãe, mas você tem as minhas bochechas e meus olhos. – Virei o rosto para ele.
- Suas bochechas? – Falei, ouvindo-o rir.
- Beh, você já viu minhas fotos de criança... – Sorri, ouvindo a cadeira se afastar e vi Manu tentando sair de fininho da cozinha com uma fatia de pão na mão. A terceira ou quarta.
- Ma...
- Deixa! – Ele disse. – Vamos ficar só nós três. – Suspirei, sentindo sua mão em minha cintura. – Nossa família estranha. – Ri fracamente.
- Não estamos velhos para isso? – Virei para ele.
- Estamos velhos para realizar nossos sonhos? – Ergui meus olhos para os dele.
- Quando ela tiver 18...
- Não! – Ele disse rindo e o acompanhei. – Também não esculacha. – Sorri. – Ao menos eu sou atleta e tenho bastante pique para brincar com ela.
- Acho que eu não gostaria que fosse diferente. – Sienna tentou se mexer em meu colo para olhar para Gigi. – Nem outro pai e nem em outro momento.
- Eu gostaria que fosse nós dois sempre. – Ele disse.
- Talvez... – Dei de ombros. – Mas talvez não tivéssemos seus meninos. – Ergui a mão para seu rosto. – E eu não me vejo sem eles, nunca. – Ele fechou as mãos com o toque, apoiando sua mão na minha.
- Acho que finalmente vou poder dar uma família para eles, principalmente para o Lou e o Dado. – Ri fracamente.
- Devagar, Gigi. – Abaixei a mão, voltando as duas para Sienna. – Ainda temos muita coisa para resolver. – Ele assentiu com a cabeça, deixando um curto beijo em minha testa.
- Sim, mas agora só depende de nós dois, amore. E eu não vou a lugar nenhum. – Assenti com a cabeça.
- Ok. – Ele sorriu, acariciando a bochecha de Sienna. – Ela parou.
- Sim. – Sorri, vendo-a se aconchegar em meu peito. – Deve ter sido só um pesadelo. – Falei baixo. – Você quer se trocar ou tomar um banho?
- Eu vou para minha casa mais tarde, não quero abusar. Você vai para o time amanhã?
- Sim! – Falei, assentindo com a cabeça. – Talvez de manhã.
- Eu posso voltar quando você estiver aqui. – Ele disse.
- Você pode vê-la sempre que quiser, Gigi. Se eu não estiver aqui, Martha vai estar, Manu vai estar agora também. – Ele assentiu com a cabeça. – Posso deixá-la contigo também durante essa semana.
- Eu prefiro vir aqui. – Ele disse. – Posso te ver. – Ri fracamente. – Também preciso organizar algumas coisas de bebê lá em casa, acho que eu não tenho mais nada do Leo.
- Sem pressa, Gigi. A gente vai se ajeitando aos poucos. – Ele confirmou com a cabeça. – O que importa é que está tudo certo agora. Eu espero, pelo menos. – Falei.
- Está tudo certo, . – Ele disse sorrindo. – Eu entendo que estava brava comigo e estava tentando se vingar. – Ri fracamente. – Sua mãe é vingativa, amore. Mas eu ainda a amo demais! – Revirei os olhos.
- Você é um idiota, sabia? – Disse e ele riu fracamente.
- Fui um idiota por muitos anos, . Não mais! – Ele negou com a cabeça. – Não vou perder mais um minuto sem você. E agora eu tenho duas ajudantes de peso. – Ele piscou e revirei os olhos.
- Eu estou ferrada! – Falei e ele riu fracamente.
- Talvez! – Ele deu de ombros. – Você poderia facilitar meu trabalho, mas é você, então não tenho confiança nisso. – Ri fracamente.
- Uma coisa de cada vez, Gigi. – Falei, andando pela cozinha. – Quer trocar a fralda dela?
- Obrigado, é um lindo convite! – Rimos juntos e ele seguiu logo atrás de mim.
Lui
Cinco de junho de 2019
Tranquei a porta de casa, guardando a chave dentro do bolso e segui pela calçada, subindo a ladeira. Acenei para alguns vizinhos enquanto segui pela rua até chegar na casa de . Passei pelo portão e toquei a campainha, não demorou mais do que 10 segundos para a porta ser aberta, revelando Martha.
- Ciao, senhor Buffon.
- Ciao, Martha! Como está? – Ela deu espaço para eu entrar e limpei os pés no capacho.
- Tudo bem e com o senhor?
- Estaria melhor se parasse de me chamar de senhor. – Falei, ouvindo-a rir fracamente.
- Entra na fila! – Manu apareceu segurando Sienna e a zebrinha dela.
- Ciao, Manu! – Abracei-a de lado, dando um beijo em sua cabeça. – Ciao, amore! – Falei para Sienna, vendo-a abrir um sorriso desdentado ao me ver. – Como vocês estão? – Manu me entregou-a e segurei-a, erguendo-a para cima. – Minha linda! – Ajeitei em meu braço e Manu limpou a baba se sua boca.
- Eu vi seu post no Insta, finalizou tudo com o PSG mesmo? – Ela disse.
- Sim, estou livre de novo, Manu! – Ela riu fracamente. – No sentido completo da palavra.
- Agora sim! – Ela esticou a mão para mim e bati na sua. – Agora voltar para onde você nunca deveria ter saído?
- É óbvio. – Ri fracamente. – Preciso falar com o Pavel, mas eu vou no fim de semana para Forte, lá eu resolvo tudo.
- Vai dar certo. – Ela sorriu.
- Cadê mamãe? – Virei para Sienna que parecia interessada na corrente que sua mãe havia me dado.
- Lá em cima com o Ignazio. – Franzi a testa.
- Oi? – Virei para ela.
- É, o Ignazio, engenheiro! – Ela abanou com a mão.
- Ok, isso pode não ser algo bom para mim. Segure ela, por favor. – Falei, entregando Sienna para Manu e segui a passos rápidos para o segundo andar, pulando dois ou três degraus de uma vez só, ouvindo a voz de .
- Me incomoda um pouco a disposição dos quartos, sabe? – Ela disse. – O da Sienna fica muito longe de mim, queria que ficasse mais perto, sabe?
- Sim, entendo. Mas se for para uma das duas pontas a distância vai continuar sendo a mesma. – Ele disse. – Só se você quiser sair do seu quarto e a gente te coloca em um dos cantos.
- Vai tornar a reforma muito demorada, não quero muita coisa. – Ela disse e me viu ali. – Ah, Gigi, oi!
- Oi. – Falei, segurando-a pela cintura e dando um beijo em sua bochecha.
- Se lembra do Ignazio? Meu primo? – Ela indicou e assenti para ele, apertando sua mão fortemente.
- Tudo bem? – Ele disse e assenti com a cabeça.
- O que estão falando?
- Eu quero dar uma alterada na localização dos quartos para os seus meninos. – Ela disse. – O da Sienna era enorme, eu fiz virar dois, quero fazer o mesmo com o outro.
- Você não precisa fazer isso, .
- Mas eu quero! – Ela disse firme. – Eu quero que eles tenham o espacinho deles quando vierem visitar a Sienna. E espaço é o que não falta. Vai ser bom encher essa casa finalmente.
- Tudo o que você sempre quis, não é, prima? – Ignazio disse e ambos riram.
- Sim, já está incrível ver os brinquedos de Sienna pela casa, com mais crianças vai ser ótimo. – Eles sorriram juntos e sentia que Ignazio sabia de Sienna. – Eu só não sei como remodelar. – Suspirei.
- A gente pode deixar Sienna no primeiro quarto aqui. – Ignazio disse.
- Eu tenho medo por causa da escada, ela é nova agora, mas já estou pensando no futuro. – Ela disse.
- Que tal na sala da bagunça, então? – Ele disse. – A gente pode trazer seu escritório e a sala da bagunça para cá. O escritório aqui na parede, a sala mais para o meio, e deixamos o lado de lá para os dois quartos.
- A gente acabou de mexer na parede. – Ela disse rindo.
- Mas não precisamos mexer. Deixamos esse interno aqui para você e fazemos a sala em um L. – Ele disse e ponderou com a cabeça.
- É uma boa ideia. – Ela disse e Ignazio andou com ela logo atrás dele para o fim do corredor em L na casa de .
- Aqui nós fazemos a ideia de lá. Um corredor, dois quartos do lado direito e dois do esquerdo. – Ele disse. – Se quiser, podemos até manter a porta para o seu quarto. – Ele disse, fazendo rir.
- A ideia é boa, mas tem uma coisa que me incomoda nisso tudo, Nazio, é a falta de luz solar nesse quarto aqui. – Ela bateu na parede do escritório. – Você já me falou da janela para dentro e aproveitar a luz do mezanino, mas eu não gosto. – Eles riram juntos.
- Para quem vai ser esse quarto? Que idade? – Ele perguntou, olhando para nós dois.
- Beh, provavelmente um garoto de 11 anos. – Ela disse. – Ou nove.
- Se for um de 11, a gente pode usar uma claraboia. – Ele disse. – Um teto solar.
- Será? – perguntou surpresa.
- Beh, é um pré-adolescente, eles gostam de coisas diferentes. A gente pode colocar uma claraboia mais para o canto e uma escada com um espacinho para ele sentar e ver o céu mais de perto.
- Mas a claraboia não vai ser abrir, né?! – Ela disse e ri fracamente.
- Não 180 graus. – Ele disse. – Ela abre cerca de 45 graus para entrada de ar, mas ele não vai conseguir sentar no telhado por ela. – Ele disse, me fazendo rir. – É como uma janela, mas com muito mais cuidado. – Ela assentiu com a cabeça.
- E sobre entrada de luz e tudo mais? Por exemplo, de noite? Ele consegue fechar? – Ela perguntou.
- Sim, consegue. A gente coloca uma portinha para fechar. É quase a janela que você tem no seu quarto. Só que ao invés da cobertura de luz ser para fora, ela vai ser para dentro. E o vidro para fora.
- E é perigoso? Um pássaro entrar e... – Ele riu fracamente.
- Pode acontecer, mas como a claraboia fica na altura do forro e não no telhado, é difícil eles entrarem aqui embaixo. – riu fracamente.
- O que acha, Gigi? – Ela se virou para mim.
- Eu não sei muito o que você está decidindo, mas uma claraboia parece ser bem legal. – Falei rindo.
- Você acha que o Lou vai gostar? – Ela perguntou.
- O Lou gostar de coisa errada? Imagina! – Ela sorriu e se virou para Ignazio.
- Pode fazer, Nazio! E você sabe que eu tenho pressa. – Ela disse.
- Já vou tirar as medidas, então. – Ele disse.
- Fica à vontade. Estarei lá embaixo. – Ela disse, se virando e fui logo atrás dela.
- Você não precisava fazer isso, . – Falei.
- Mas eu quero, Gigi! Eu quero seus meninos aqui, quero eles convivendo com a Sienna, quero tudo. – Ela disse. – Nada mais justo do que eles terem um lugar só para eles.
- Mas e a Manu? Você tem ela para pensar também, .
- Ah, mas eu pensei! – Ela me chamou com a mão e desci as escadas logo atrás dela. – Vem cá!
- Vai expulsar ela daqui? – Ela riu fracamente e atravessamos a sala onde Martha varria.
- É claro que não! – Ela disse, me empurrando pelos ombros e atravessamos a cozinha. – A Manu veio para Turim buscando um pouco mais de independência, ela quer liberdade, ela quer sair a hora que quiser, chegar a hora que quiser... – Ela falava. – Então... – Ela puxou a porta que dava para fora. – Achei o lugar especial para ela. – Vi a área da piscina de com diversas coisas jogadas no gramado e outras caixas apoiadas na mesa da área de lazer.
- Como está aí, Manu? – perguntou e a cabeça de Manu apareceu na porta da casa da piscina.
- Tudo bem, só falta tirar os quadros que você tem na parede, mas para isso eu preciso de escada, prego e depois massa. – Ela disse. – Mas as blusas eu quero ficar!
- A casa da piscina? – Perguntei surpreso.
- Sim! – disse sorrindo e andamos até o local. – Manu estava vendo uma série onde o garoto mora na casa da piscina e a ideia é ótima. – Subimos os dois degraus, entrando no local. – Ele é grande, confortável e ela pode ter privacidade aqui.
Olhei o local e ele realmente era incrível. Tinha dois níveis, o de baixo era um grande espaço quadrado onde tinha uma cama de casal e duas poltronas. Beirando a porta tinha uma escada com cinco degraus que dava para uma pequena cozinha com geladeira, armários e micro-ondas, uma bancada com duas banquetas, uma porta que dava para ver algumas prateleiras ali e outra para um banheiro. A única parte “chata” é que metade do local era envidraçado, mas as cortinas deveriam dar mais privacidade.
- É incrível! – Falei.
- É demais! – Manu disse feliz. – Eu vou comprar uma TV para colocar ali, mas vou deixar as blusas. – Ela indicou o local em frente à cama e afastei o corpo para ver. Tinha três camisas ali, uma rosa, uma verde e uma preta. Uma com o nome de Del Piero e as outras duas com o meu nome, uma identifiquei ser a minha última da temporada passada.
- De quando é aquela? – Perguntei, indicando a última.
- Meu câncer. – disse. – Você me deu uma blusa, lembra?
- Lembro, tinha uma florzinha...
- Ainda tem! – Ela sorriu. – Tenho todas, na verdade. Eu guardava aqui, mas vou ter que arranjar um lugar lá no closet mesmo, mas é só preguiça de arrumar. – Ela suspirou.
- E você vai morar aqui? – Virei para Manu.
- Sim! – Ela disse animada. – É ótimo! – Rimos juntas. – O nascer do sol bate certinho aqui. – Ela indicou a entrada. – E a pode conversar comigo do quarto, porque a janela dela dá certinha aqui. – Ela indicou e me abaixei para olhar o local.
- É perfeito mesmo. – Falei, rindo fracamente. – Mas você ainda não...
- Cala a boca, Gigi. – Ela disse, empurrando o carrinho de Sienna para frente e para trás. – A casa é minha, eu faço o que eu quiser.
- Uh! Essa doeu! – Manu disse, me fazendo rir fracamente.
- Grazie. – Falei e ela assentiu com a cabeça. – Eu vou contar para os meninos no fim de semana.
- Vai ser bom ter isso aberto no geral. – Ela suspirou. – Minha família, a sua, o time... Beh, eu preciso abrir para o conselho, mas eu decido depois, não é relevante. – Rimos juntos.
- Ainda dá tempo de ir comigo, eu vou no sábado. – Falei. – Com reforma vai ficar complicado aqui.
- É melhor não, Gigi. Muito cedo. – Ela disse. – Vamos devagar.
- Tudo bem. – Falei, assentindo com a cabeça.
- Eu tenho outros compromissos também com o novo técnico. – Ela revirou os olhos.
- Quando ele chega?
- Dia 19. – Ela disse.
- São duas semanas até lá, se você quiser, eu devo ficar duas semanas com os três... – Ela assentiu com a cabeça.
- Eu vou pensar, prometo. – Assenti com a cabeça.
- ? – Ela se afastou e foi para porta. – Ignazio está indo embora.
- Eu já volto! – disse e assenti com a cabeça, vendo-a sair do novo quarto de Manu.
- Eu vou tentar convencê-la. – Manu disse. – Já sabe como vai contar para seus filhos? – Ela perguntou.
- Tenho nem ideia. – Falei, ouvindo-a rir fracamente. – Mas eu vou conquistar a , Manu.
- Vai dar certo, Gigi. Só ter paciência. – Assenti com a cabeça.
- Oficialmente, ela me esperou de 2012 até 2018, eu posso fazer o mesmo. – Ela assentiu com a cabeça.
- Vou torcer por vocês. – Sorri, abraçando-a pelos ombros.
- E você? Quer ir para Forte?
- Tudo depende dela. – Assenti com a cabeça.
- Só quero saber como contar para minha família. – Rimos juntos.
- Arrancando como um band-aid! – Ela disse, me fazendo rir e soltei a respiração fortemente. Não seria tão fácil assim.
Capitolo centoveintenove
Estate 2019
Lei
Oito de junho de 2019
- Io canto, il mio amore per te, questa notte diventa poesia… – Cantava baixinho, acariciando o a bochecha de Sienna enquanto ela amamentava. – La mia voce sarà una lacrima di nostalgia… Non ti chiederò mai, perché da me sei andata via… – Sentia a mãozinha dela entre meus seios, apertando levemente. – Per me è giusto, tutto quello che fai… - Dei um beijinho em sua cabeça. – Io ti amo e gridarlo vorrei… – Cantei baixo, suspirando. – Ma la voce dell'anima canta piano lo sai… - Ria quando minha voz baixa desafinava. – Io ti amo e gridarlo vorrei… Ma stasera non posso nemmeno parlare, perché piangerei... – Falei baixo, ouvindo uma batida e ergui o rosto, vendo Manu sair meio zumbi da casa da piscina. – Bom dia.
- Bom dia! – Ela falou, incomodada com a claridade e seguiu em direção ao coberto da área de lazer e deu um beijo em minha cabeça.
- Acordou cedo. – Falei e ela deu um beijo na cabeça de Sienna.
- Essa bateção está me incomodando. – Ela disse e ri fracamente.
- Por isso que eu estou aqui fora. Eles começaram a quebrar as paredes lá em cima. – Ela bufou.
- Acho que eu vou dar uma saída hoje! – Ela disse e ri fracamente.
- Podemos ver algo para abafar o som. – Falei e ela suspirou, pegando o bule de café e enchendo uma xícara livre ainda.
- Está tudo bem, é só a reforma. – Ela suspirou. – 20 dias, né?!
- Sim! – Falei, ouvindo-a rir fracamente.
- Eu espero! – Ela abanou a mão. – Eu tiro uma soneca mais tarde. – Ri fracamente e senti que Sienna havia parado de sugar.
- Acabou, meu amor? – Passei as mãos em seus cabelos que estavam mais compridinhos.
- Ela dormiu a noite toda? – Ela perguntou.
- Não, eu acordei por volta das duas para amamentar, está virando comum. – Ela riu fracamente. – Quando a temporada começar, vai voltar a dar certo, não dormia antes disso na temporada passada.
- Vai dar certo, você vai ver. – Assenti com a cabeça e ouvi a campainha tocar.
- Ah, deve ser o Gigi.
- Eu vou! Chego mais rápido! – Manu disse e se levantou apressada, correndo por dentro de casa.
- Papai chegou, amore! – Falei baixo, apoiando-a em meu peito e ajeitei o seio dentro do sutiã novamente e a camiseta regata.
Senti as mãozinhas de Sienna apertarem meu ombro e dei alguns tapinhas de leve em suas costas, esperando que ela arrotasse. Peguei a xícara de café, dando mais um gole na mesma e vi Gigi e Manu passarem pela porta. Gigi já estava no estilo praieiro de bermuda, camiseta e óculos de sol no rosto.
- Bom dia! – Ele disse e sorri.
- Bom dia, Gigi! – Ele veio em minha direção e estiquei o braço esquerdo, vendo-o se inclinar para me abraçar e passei o braço em suas costas. Ele deu um beijo em minha bochecha antes de se levantar novamente.
- Como você está? – Ele perguntou sorrindo.
- Tudo bem e contigo? Senta! – Falei, vendo-o se sentar. – Toma um café, ela acabou de mamar.
- Não posso ficar, combinei com os meninos as nove e eu já estou atrasado. – Ele disse rindo e ouvi o arrotinho de Sienna.
- Opa! – Manu brincou e vi Sienna se esconder em meu pescoço, me fazendo rir.
- Ah, safada! – Falei, fazendo carinho em sua barriga. – Olha o papai ali! Quer ir com o papai? – Perguntei, dando um beijo em sua cabeça e afastei-a devagar de meu peito e Gigi esticou as mãos para ela.
- Vem cá, amore! – Ele disse baixo, segurando-a em seu colo e ela apoiou a cabeça em seu ombro, apertando a camisa que ele usava com as mãozinhas. – Dormiu bem? – Ele olhou para mim.
- Sim! – Assenti com a cabeça.
- Não! – Manu disse emburrada, me fazendo rir fracamente.
- Vi que Ignazio já está aí! – Ele disse.
- Sim, começaram a quebrar lá em cima, devo sair para dar uma volta mais tarde ou ir na Gio, hoje vai ficar complicado aqui. – Suspirei, mordendo mais um pedaço do pão.
- O convite ainda está de pé, . Ainda dá tempo. – Ele disse, virando o rosto para mim.
- Eu sei, mas é melhor não. – Falei, rindo fracamente. – Acho que ainda não superei o esporro da Gio e do Fabrizio, não estou pronta para outra. – Ele sorriu.
- Vai ser difícil. – Ele suspirou. – Quero ver se conto hoje ao menos para meus pais. Amanhã conto para os meninos.
- Qual você acha que vai ser a reação deles? – Perguntei, vendo-o ajeitar Sienna em seu colo que tentava escalar.
- Acho que vai ser um misto de xingo com um pouco de “ah, é da ”. – Ri fracamente. – Vou voltar a ter 12 anos de novo quando chutava bola na janela de casa. – Sorri.
- Eu estarei a uma ligação de distância, se preferir.
- Eu sei. – Ele assentiu com a cabeça.
- Podemos fazer uma ligação com a Sienna, quando você quiser...
- É! É! Vai ser bom. – Peguei a toalhinha de Sienna, passando em sua boca. – E eu volto assim que os meninos forem embora.
- Eu estarei por aqui. Talvez vá ao jogo da Itália, não sei, sem planos mesmo. – Ele assentiu com a cabeça, virando Sienna de frente e apoiou-a em seu peito.
- Eu vou sentir saudades. – Sorri, vendo-o dar um beijo nos cabelos de Sienna.
- Ela também. – Falei e ele riu fracamente.
- Você não?
- Beh... – Manu riu fracamente e um toque de celular nos distraiu.
- Ah, é meu. – Ele se levantou. – É Alena! – Ele deslizou o aparelho, colocando-o na orelha. – Ciao! – Ele disse e estiquei as mãos para pegar Sienna. – Eu sei! Eu sei! Eu vim ver a Sienna antes de ir! Não! Não fala para eles ainda, são quatro horas até lá, eles não vão me deixar em paz! – Ri com eles. – Ok, me dá 15 minutos, estou saindo. Ok! Ciao! – Ele disse, desligando o telefone. – Eu realmente preciso ir.
- Vai lá! – Falei. – Boa sorte.
- Grazie. – Ele sorriu, dando um beijo em minha testa. – E o convite ainda está de pé, se quiser aparecer lá.
- Eu sei! – Sorri e ele pegou Sienna em meu colo.
- E você, mia bambolina! – Ele ergueu-a. – Papai vai sentir sua falta. – Sorri, vendo-a aconchegá-la em seu peito. – Não cresce até eu voltar. – Ri fracamente.
- Nem fala! – Suspirei e ele deu um beijo em sua bochecha, fazendo-a apertar seu nariz.
- Ai! – Ri fracamente.
- Ela gosta de apertar as coisas, não é, papai? – Falei em tom infantil, pegando-a novamente. – Ela gosta! – Dei um beijo em sua bochecha, apertando-a em meu corpo e ele riu fracamente.
- Não quer ir, Manu? – Perguntei.
- Eu vou ficar por aqui! – Ela abanou a mão e sorri.
- Se cuidem, então. Eu preciso pegar meus meninos.
- Eu te acompanho até a porta. – Falei, ajeitando Sienna em meus braços e segui com ele para dentro de casa novamente.
- Não sei como aguenta esse barulho. – Ele disse, me fazendo rir fracamente.
- Eles estão cortando as paredes, acho que o pior vai ser só hoje. – Falei. – Beh, e depois o teto. – Ele riu fracamente.
- Você inventa mais do que eu, ! – Ele disse.
- Ah, quando eu vim para essa casa, eu nunca imaginava que quando eu tivesse um filho, eu ganharia mais três de uma vez só. – Ele riu fracamente.
- Você se sente dessa forma? – Ele perguntou.
- Como assim? – Ele abriu a porta.
- Com meus meninos.
- Beh, Gigi, você vai vir sempre aqui, seus meninos também, posso quase me considerar madrasta deles, não?
- Beh, quero que seja minha namorada ainda, então, sim. – Ri fracamente.
- Uma coisa de cada vez, Gigi. – Disse, saindo para fora do portão, vendo seu carro parado na porta.
- Eu tenho pressa, ! Muita pressa! – Revirei os olhos.
- Faz uma boa viagem, ok?! Me liga se precisar. – Ele assentiu com a cabeça.
- Pode deixar. À noite, quando eles pararem. – Ri fracamente.
- Eu estarei por aqui. – Ele sorriu, se aproximando de mim. – Se cuida.
- Você também. – Ele acariciou meu rosto e deu um beijo em minha bochecha. – E você também, amore! – Ele disse baixo para Sienna, acariciando sua bochecha e deu um beijo em sua cabeça, fazendo um gemido baixo sair de sua boca. – Minha lindinha. – Ele ergueu o olhar para mim. – Minha linda. – Ri fracamente.
- Vai logo, você ainda precisa ir para Milão ainda pegar o Leo! – Ele riu fracamente quando empurrei-o.
- Até mais, amori.
- Ciao! – Falei, rindo fracamente e ele deu a volta no carro, entrando no mesmo. Ouvi o barulho do motor e ele abaixou o vidro do meu lado na calçada.
- Ciao! – Ele acenou e movimentei a mãozinha de Sienna.
- Ciao! – Sorri e ele saiu com o carro, me fazendo suspirar.
Dei a volta para dentro, fechando o portão e depois a porta da casa, trancando-a. Atravessei a sala novamente, ouvindo as batidas vindas lá de cima e saí apressada, puxando a porta em seguida, ouvindo Sienna resmungar.
- ‘Ponto, amore! Está tudo bem! – Falei, ajeitando-a em meu colo e dei um beijo em sua bochecha. – Está tudo bem. – Falei.
- Você deveria ir, sabe. – Manu disse.
- Oi?
- Para Forte! Com Gigi! – Ela disse e me sentei, ajeitando Sienna em meu colo.
- Eu sei, mas eu tenho medo. As coisas estão recentes ainda, tem muita coisa envolvida, principalmente a imprensa de nos ver. – Suspirei. – E ele está arranjando motivos para me conquistar, alguns dias em Forte seria um prato cheio para ele. – Ela riu fracamente.
- Eu sei, mas pensa do lado óbvio: está uma barulheira aqui, a Sienna está incomodada, você precisa relaxar, além de que vocês já arrancam o curativo de uma vez só, contam para a família dele e para os filhos. – Suspirei. – Se por acaso a imprensa ver, eu vejo como uma vantagem. Já reduz uma dor de cabeça. – Ela deu de ombros. – Ou também, pode ser dois amigos passando as férias juntas.
- Eu não sei... – Suspirei, ouvindo as batidas. – É tentador com esse barulho.
- E a Sienna não merece esse barulho, né, meu amor? – Manu fez careta, aproximando o rosto de Sienna, fazendo-a segurar. – Além de que ela pode conhecer o mar. Imagina ela em um biquininho fofo? – Ela continuou, me fazendo rir. – Vai, mamãe, eu quero nadar.
- Sua tonta! – Falei e Sienna segurou seu nariz.
- Ai! Ai! Ai! – Manu reclamou, se afastando. – Malvada! – Ela disse e ri fracamente. – A gente precisa dar umas coisas para ela apertar.
- Ah, tem meu peito, não se preocupe! – Rimos juntas.
- Eu iria se fosse você. – Manu disse.
- E você não iria? – Perguntei.
- Acho que é algo que vocês precisam fazer sozinhos. – Ela disse. – Eu devo ir no jogo da Itália, depois aproveitar essa casa inteira para mim. – Ri fracamente. – E fico de olho nos pedreiros para você.
- Não se importaria em ficar sozinha? – Perguntei.
- Depois de morar três anos colada no meu pai, eu gostaria de um tempo sozinha. – Ri fracamente.
- Ok, mas eu não tenho nada de piscina ou praia para um bebê de dois meses e meio. – Falei, fazendo uma careta.
- Compras? – Ela sorriu e ri fracamente.
- Eu vou trocá-la! – Falei, me levantando rapidamente, ouvindo Sienna resmungar. – Vamos, amore! Vamos para praia!
Lui
Oito de junho de 2019
- Ok! Ok! Chega! – Falei rindo, estacionando o carro. – Chegamos!
- ISSO! – Eles falaram animados e Lou correu tirar o cinto de segurança.
- Xixi! Xixi! – Leo disse.
- Vai devagar! – Gritei, vendo Dado descer correndo do carro e ajudando Leo a fazer o mesmo. – Eu e nada é a mesma coisa. – Sussurrei sozinho, puxando o freio de mão e saí do carro, vendo Enzo se bagunçar com meus filhos ao sair do hotel.
- Boa tarde, senhor Buffon. – Ele disse.
- Ei, Enzo, tudo bem? – Falei, dando a volta no carro e ele me cumprimentou em um rápido abraço.
- Como foi a viagem? – Ele perguntou e abri o porta-malas.
- Três crianças gritando na minha orelha, brigando pelo som e eu precisando parar a cada uma hora e meia para eles fazerem xixi e comer, o que acha? – Ele riu fracamente.
- Parece que o senhor já está cansado. – Rimos juntos.
- Mais ou menos isso! – Suspirei, puxando as malas do carro e ele me ajudou. – Preciso de um banho e relaxar, mas vou ver minha família antes.
- Deixa que eu tiro as malas e estaciono o carro. – Ele disse.
- Grazie. A chave está no contato! – Falei.
- Pode deixar! – Ele disse e peguei as duas malas que já haviam sido tiradas e segui para dentro do hotel, sentindo a iluminação mudar e tirei os óculos escuros.
- Boa tarde, ragazzi! – Falei, vendo Pia na recepção.
- Boa tarde, senhor Buffon. Fez boa viagem? – Ela perguntou.
- Sim, graças a Deus! – Sorri. – E você? Como está?
- Tudo bem! – Ela assentiu com a cabeça. – Seu quarto já está pronto para vocês quatro.
- Ótimo! Eu devo descansar logo mais, está muito quente hoje.
- Nem fala! – Ela disse e rimos juntos.
- FILHO! – Virei o rosto, vendo minha mãe.
- Ciao, mamá! – Falei, andando em sua direção e abracei-a fortemente.
- Como você está, meu filho? Fez boa viagem? – Ela perguntou, dando um beijo em minha bochecha.
- Sim, tudo bem. A estrada estava um pouco movimentada, mas nada fora do comum. – Disse.
- Falei para vir no meio da semana! – Ela disse.
- Eu estava ocupado, mãe. – Dei um beijo em sua bochecha.
- Ocupado com o quê? Já foi atrás da ? – Ri fracamente.
- Algo assim. Cadê papai e as meninas? – Perguntei.
- Eles estão vindo, já os chamei.
- Ótimo! Preciso falar com vocês. – Sorri.
- Ah, quando começa assim, já sei que é bomba! – Ela revirou os olhos.
- Dessa vez é, mãe, mas uma ótima! – Sorri, dando um beijo em sua cabeça.
- MANINHO! – Vi Veronica aparecer pelo lobby e abracei-a fortemente. – Que saudades de você!
- Também estava! Seis meses é muito tempo! – Falei, ouvindo-a rir fracamente.
- Você está bonito! Feliz. – Ri fracamente. – O que aconteceu? – Ri fracamente.
- Ele disse que tem uma bomba boa para nos contar. – Minha mãe disse.
- Você e ?
- Ainda não! – Falei, rindo fracamente. – Mas tem a ver com ela mesmo. – Sorri.
- Ah, Gigi! – Guendy apareceu e me abraçou apertado.
- Que recepção ótima! – Ela riu fracamente.
- Estava com saudades, mano! – Sorri.
- Também estava! – Suspirei. – Como estão as coisas aqui?
- Tudo bem, sem grandes novidades. Casa cheia! – Ela disse.
- Ah, que ótimo! – Sorri.
- E as crianças, onde estão?
- Todas na piscina, nesse calor, não tem outro lugar para ficar. – Guendy disse.
- Sim, você está certa. – Sorri. – Eu vou precisar descansar um pouco, a viagem me deixou meio dolorido! – Estiquei o corpo.
- Não sem antes falar o que está aprontando! – Minha mãe disse.
- Ah, precisa ser meu mais novo a aprontar, não é mesmo? – Meu pai apareceu, secando as mãos na bermuda e ri fracamente.
- Pai! – Abracei-o fortemente. – Bom ver o senhor!
- Você também, filho! Como está? – Ele perguntou e assenti com a cabeça.
- Tudo bem, pai! – Sorri, dando um tapinha em seu peito.
- Então, vai voltar para a Itália agora?
- Sim, já estou planejando tudo. – Ri fracamente.
- Vai se aposentar? – Ele perguntou.
- Não, ainda não estou pronto para isso, pai! – Minha mãe sorriu. – Mas já estou vendo os trâmites para voltar à Juve.
- vai te aceitar, hum? – Ri fracamente.
- Algumas coisas acabaram acontecendo e ela agradece por isso. – Ri fracamente.
- Finalmente veremos o casamento dos seus sonhos? – Ele brincou e revirei os olhos.
- Beh, depende dela ainda, mas eu vou atrás da minha felicidade agora, pai! – Ele assentiu com a cabeça.
- Depois de 41 anos, acho justo. – Ri fracamente.
- Mas o que quer nos contar? – Minha mãe perguntou.
- Hum, podemos ir a um lugar mais privado? Só nós cinco? – Indiquei minha família. – Na verdade, seria bom se Marco e Stefano tivessem juntos também.
- Marco não chegou ainda e Stefano está segurando as pontas no bar para gente. – Veronica disse.
- Beh, depois vocês repassam a informação, então, por favor, e sejam discretos, meus filhos não sabem ainda. – Suspirei.
- Ok, agora estou preocupada! – Minha mãe disse.
- Pia, podemos usar o escritório? – Perguntei.
- Claro! – Ela disse, abrindo a porta para nós.
- Vamos lá! – Indiquei, vendo minha mãe e meu pai se entreolharem e seguirem em frente.
- O que você aprontou agora, maninho? – Guendy perguntou, me abraçando pelos ombros.
- Beh... – Suspirei.
- Você não engravidou ninguém mais, engravidou? – Ela perguntou e engoli em seco.
- É melhor você sentar! – Suspirei e ela arregalou os olhos.
- Gigi...
- Por favor! – Suspirei, empurrando-a levemente para dentro e fechei a porta logo em seguida.
- Gigi, o que você fez?
- Espera, Guendy! – Pedi, vendo meus pais se acomodarem nas poltronas do escritório e elas se apoiarem na mesa. – Eu preciso dizer isso com as minhas palavras. Do meu jeito. – Suspirei.
- Ok, desembucha! – Ela disse e suspirei, pensei alguns segundos em como falar exatamente isso.
- Vocês se lembram quando eu falei que estava grávida? – Perguntei, mordendo o lábio inferior.
- Sim! – Eles disseram juntos e desanimados.
- Ela disse para mim e para o mundo que havia feito uma fertilização in vitro... – Suspirei. – Mas não é verdade. – Tentei estudar a reação de todos, especialmente de minha mãe. – A Sienna é minha filha. – Falei, vendo a reação deles surpresa nos olhos e o silêncio se formar no escritório. – Vocês podem falar alguma coisa. – Pedi, suspirando.
- Co-como isso aconteceu? – Veronica perguntou. – Quando?
- Junho de 2019. – Suspirei. – Eu fui me despedir dela antes de Paris e aconteceu. – Pressionei os lábios.
- E ela não te contou?
- Não. – Falei, rindo fracamente. – Eu não a julgo, ela estava no escuro, pai. Isso ainda não foi resolvido, por sinal, mas é. – Ri fracamente. – A Sienna é minha filha. Por isso que demorei, estava com elas até agora.
- Eu estou em choque! – Guendy disse. – Assim, é loucura, mas também é... – Ela sacudiu a cabeça. – Vocês sempre quiseram isso, não?
- É! – Falei, rindo fracamente, sentindo meus olhos úmidos. – Sem menos esperar, aconteceu. – Sorri. – E ela é linda, vocês precisam ser! – Ri fracamente. – Uma garotinha! Minha princesinha.
- Ah, maninho! – Veronica me abraçou, afundando o rosto nos meus ombros. – Parabéns! Eu sei como você sempre quis isso. – Suspirei, fechando os olhos.
- Que vocês finalmente se resolvam! – Guendy disse e Veronica abriu espaço para ela me abraçar. – Que vocês possam usar essa oportunidade perfeita para se resolverem! – Ri fracamente.
- Espero que sim, mas uma coisa de cada vez. Eu quero fazer tudo certo com ela. Ainda mais com Sienna agora. – Suspirei.
- Quando você descobriu? – Veronica perguntou.
- No nascimento dela. – Suspirei. – Eu fiz as contas de quanto tempo ela estava e quando nasceu que ficou óbvio. – Neguei com a cabeça. – Mas isso não importa agora, eu tive minha cota de segredos com ela também, então, preciso me resolver.
- Você ainda não contou para ela? – Guendy perguntou.
- Ainda não. – Suspirei. – E pretendo tentar conquistá-la antes de ela saber tudo. Não quero ganhá-la dessa forma.
- Vai dar certo! – Elas disseram e virei o rosto para meus pais que estavam estranhamente calados.
- Mãe? Pai? – Perguntei, suspirando e vi minha mãe passar as mãos nos olhos. – Ah, mãe! – Me aproximei dela, ajoelhando aos seus pés. – O que foi agora? Eu sou uma bagunça, eu sei, mas é o que eu sempre quis. – Ela acariciou meu rosto, suspirando.
- Eu sei, querido! – Ela fungou. – E eu nunca entendi. – Ela negou com a cabeça. – Você e ela poderiam estar felizes há tantos anos e...
- Está tudo bem, mãe. – Suspirei. – Ainda somos jovens. – Ela riu fracamente.
- Eu só quero que você seja feliz! – Ela disse, apertando meu rosto e sorri, abraçando-a pela cintura e sua cabeça apoiou na minha.
- Eu sempre fiquei receoso por causa dos meus filhos ou de magoar as mães deles, mas agora eu vou atrás da minha felicidade. – Suspirei e elas assentiram com a cabeça.
- Vai sim! – Ela sorriu. – E eu tenho uma netinha! – Ela disse animada, colocando as mãos na boca e ri fracamente.
- Sim, mãe! Ela faz três meses dia 20 e é... – Suspirei. – Linda! – Suspirei.
- Quando vamos conhecê-la? – Ela perguntou.
- Precisamos marcar um dia. Eu a chamei para vir, mas ela achou melhor não, por causa da imprensa e tudo mais. – Eles assentiram com a cabeça.
- Sim, sim, é compreensível. – Minha mãe disse.
- E eu preciso falar com os meninos. Vou falar amanhã. – Suspirei.
- Já sabe como vai fazer isso? – Guendy perguntou.
- Pensei em dar uma volta de barco com eles, deixá-los bem distraídos e contar. – Eles riram.
- Vai ser uma boa! – Ri fracamente e ergui o rosto para meu pai.
- Pai? O senhor não disse nada até agora. – Falei. – O que acha?
- Eu não preciso achar nada, filho, não mais. – Ele disse e assenti com a cabeça. – Você já tem 41 anos, viveu nas expectativas de outras pessoas por muito tempo, agora você precisa ser feliz, filho. Que se danem os outros. – Sorri, sentindo-o dar um tapinha em minhas costas. – E fico feliz por saber que eu tenho mais uma netinha. – Ri fracamente.
- Ela é linda! – Ri fracamente. – Parece a , mas tem meus olhos. – Eles sorriram. – Ela é gordinha, gosta de apertar. – Eles sorriram. – Ah, eu tenho fotos e vídeos aqui. – Puxei o celular do bolso, abrindo a galeria.
- EU QUERO VER! – Guendy e Veronica vieram rapidamente.
- A avó antes! – Minha mãe disse e vi uma foto minha e de Sienna que Manu havia tirado ontem e estendi para ela.
- Só ir para o lado, só deve ter isso aqui. – Falei, rindo fracamente.
- Ah, meu Deus! – Minha mãe disse. – Olha essas bochechas!
- Iguais do Lou. – Falei, sorrindo.
- Ah, filho! – Ela suspirou. – Ela é a cara da .
- Ainda bem! – Veronica disse, me fazendo rir fracamente.
- Olha a boquinha! – Guendy disse e sorri. – Agora entendo o tamanho do seu amor e da , maninho. – Ri fracamente. – Ela é linda demais! – Assenti com a cabeça.
- Demorou só 18 anos para gente perceber, mas ainda temos tempo. – Suspirei.
- Corra atrás dela, filho. – Meu pai disso.
- É meu plano, pai. – Assenti com a cabeça. – E eu só vou focar nisso agora... Depois que eu contar para meus filhos, é claro.
- Sabe como eles vão reagir? – Guendy perguntou e suspirei.
- Eu não sei o Leo, porque é tudo muito novo para ele, ele ainda não entende por que eu e a Ilaria não nos vemos mais, mas acho que Lou e Dado vão ficar felizes com isso. Eles ficaram animados demais com o nascimento da Sienna.
- Eles sempre gostaram dela... – Assenti com a cabeça.
- Sim. – Suspirei. – E ela também, acredita que ela já está fazendo reformas na casa dela para dar um quarto para cada um dos três? – Falei.
- Sério? – Virei para Guendy assentindo com a cabeça.
- Sério! – Suspirei. – Mesmo sem ser, ela sempre foi uma madrasta muito melhor do que a Ilaria. – Pressionei os lábios. – Ela gosta deles, ela se preocupa, eu só fui idiota o suficiente para não ter visto antes.
- Ao menos você ainda tem tempo para isso, filho. – Minha mãe disse.
- E eu não vou perder nenhum minuto. Agora depende dela. – Suspirei. – E eu vou deixar aberto para ela.
- Vai dar certo, filho. De formas erradas, deu certo até agora. – Meu pai disse. – Agora é se dedicar e fazer dar certo para sempre. – Assenti com a cabeça.
- Eu vou! – Suspirei. – Só peço para vocês não falarem nada para as crianças ainda, eu preciso descansar antes de encarar os meninos. – Eles confirmaram.
- Pode contar conosco, daqui não sai. – Meu pai disse.
- E sobre a parte famosa de vocês dois? Ela é presidente do time agora. – Guendy disse.
- Ainda não pensamos nessa parte, talvez eu deixe a imprensa descobrir por si só ou contar quando ficarmos juntos, assim encaro tudo de uma vez só. – Falei. – Mas não é uma decisão só minha, e eu não estou me importando, o que eu não preciso é mais preocupação nas costas. Só quero ser feliz.
- Eu apoio isso. – Guendy disse. – O foco são vocês. Vocês três. – Sorri, assentindo com a cabeça. – Você está velho também, quem vai se importar? – Ri fracamente.
- Valeu, Guendy, valeu! – Rimos juntos.
- Ai, eu quero ver mais fotos, tem? – Minha mãe perguntou.
- Tem algumas no Instagram dela, inclusive dela grávida. – Falei.
- Opa! – Veronica disse, tirando o celular do bolso, me fazendo rir fracamente.
- Vou deixar as senhoras em paz! – Falei rindo, vendo-as sorrirem.
Lei
Nove de junho de 2019
- Chegamos, amore! – Falei ao estacionar o carro em frente ao Hotel Stella della Versilia e virei o rosto para trás, vendo Sienna dormindo na cadeirinha. – Será que o papai já contou? – Suspirei, sacudindo a cabeça.
Empurrei a porta do carro, pegando minha bolsa e atravessei-a no corpo antes de sair. Dei a volta no carro e abri a porta do passageiro, vendo Sienna ali e sorri, acariciando suas bochechas devagar.
- Boa tarde, senhora. – Virei o rosto para a jovem que saía da porta.
- Boa tarde, eu sou , amiga do Gigi. – Falei, franzindo a testa.
- Ah, sim! Eu me lembro da senhora. Eu sou Pia! – Ela disse.
- Eu lembro de você também. – Cumprimentei-a rapidamente.
- Não sei se o Gigi avisou que eu estava vindo, ele não respondeu minhas mensagens hoje de manhã. – Falei.
- O Gigi saiu para andar de barco com os filhos, a senhora gostaria de esperar lá dentro? – Ela perguntou.
- Sim, por favor! Ele acabou me convidando para vir e...
- Beh, não sei se temos quartos vagos, mas sempre damos um jeito. – Ela disse e ri fracamente.
- Eu só não quero atrapalhar. – Suspirei. – Eu posso encontrar outro lugar.
- Ah, não, não! O senhor Buffon dá um jeito, te garanto. – Ri fracamente. – A senhora tem malas?
- Sim, algumas... – Falei, apertando a chave e abrindo o porta-malas.
- Pode entrando, eu descarrego para a senhora.
- Grazie. – Sorri e desprendi o bebê-conforto de Sienna do carro e tirei-a, segurando-a pela alça antes de fechar a porta e vi Pia tirar a minha mala e as duas mochilas de Sienna. – Deixa eu te ajudar! – Estiquei a mão, pegando a bolsa do bebê e coloquei no ombro.
- Pode ir, eu levo para dentro. – Ela disse e assenti com a cabeça.
Andei alguns passos para dentro do portão e respirei fundo. Vir até aqui parecia uma ótima ideia na teoria, mas saber que eu teria que encarar várias perguntas e respostas era levemente assustador. O pior de tudo não era sua família, eram seus filhos. Será que ele já havia contado? Decidi vir ontem, mas acabei ficando na rua o dia inteiro que meu celular acabou a bateria, hoje mandei mensagem para Gigi antes de sair e não tive nenhuma resposta também, nem quando parei na metade do caminho para trocar Sienna e amamentá-la. Ao menos ela fica bem em viagens de carro.
- Ciao! Ciao! – Falei, entrando no lobby.
- Ciao! – O recepcionista falou. – Senhora , certa? Amiga do senhor Gigi?
- Exatamente. – Falei, rindo fracamente, apoiando o bebê-conforto de Sienna no balcão. – A Pia disse que ele está com os filhos dele, mas por acaso alguém da família Buffon está?
- Sim! Sim! Eles estão lá fora, eu vou chamá-los. – Ele disse. – Com licença.
- Claro! – Sorri, vendo-o seguir pelo interior do hotel e virei o rosto para Sienna, vendo seus olhos fechados e a boquinha entreaberta. Levei a mão para sua testa, checando se ela não estava suando com esse verão intenso. – Mamãe coloca uma roupinha fresquinha assim que possível. – Beijei suas pernas gordinhas, ajeitando a sandalinha em seus pés.
- ? – Virei o rosto com pressa, vendo a mãe de Gigi entrando no lobby.
- Dona Maria. – Falei, suspirando. – Desculpa vir sem avisar, eu tentei falar com Gigi, mas ele não me... – Seus braços me apertaram antes de eu terminar a frase e suspirei, apertando suas costas. – Hum, isso é bom. – Ela riu fracamente.
- Gigi nos contou, querida. E eu não poderia estar mais feliz por vocês dois. – Suspirei.
- Mesmo? – Perguntei confusa, suspirando.
- Só quem acompanhou vocês dois de perto sabe o quanto vocês passaram, agora vocês conseguem focar em vocês dois e na filha de vocês. – Ela disse, afastando o rosto e assenti com a cabeça.
- Tem algumas coisas para resolver ainda, mas... – Suspirei. – É! Uma coisa de cada vez. – Ela assentiu com a cabeça.
- Só digo que estou feliz por finalmente ter uma neta dele! – Ri fracamente. – Posso?
- É claro, vovó! – Brinquei e ela riu fracamente. – Ela dormiu na viagem, acabei amamentando-a perto de Gênova. – Disse, vendo-a se aproximar.
- Oi, minha lindinha! – Ela sussurrou, apoiando as mãos dos lados do bebê-conforto. – Eu sou sua vovó. – Sorri, suspirando. – Ela é linda, .
- Grazie. – Ri fracamente.
- Ela é sua cara. – Sorri.
- Ela tem os olhos do seu filho. – Apoiei a mão em seu ombro.
- Eu vi algumas fotos que ele mostrou. – Ela suspirou. – Eu sei que as coisas entre vocês ainda não estão perfeitas, mas eu estou feliz por vocês estarem se resolvendo.
- Ainda temos algumas coisas para resolver, mas acho que chega de problemas, né?! – Suspirei.
- Acho sim! – Ela disse firme. – Vocês se amam, não tem mais nada para se preocupar. Só a felicidade de vocês. – Sorri.
- ! – Virei o rosto, vendo as duas irmãs de Gigi e sorri.
- Ciao, ragazze!
- Ah, meu Deus! – Elas vieram apressadas em minha direção e meu corpo foi levemente para trás quando ambas me abraçaram fortemente.
- Calma, gente! – Ri fracamente. – Nem parece que eu escondi uma gravidez dele.
- Ah, vamos falar sobre isso depois, mas por enquanto estamos só muito felizes por vocês. – Veronica disse, me fazendo rir fracamente.
- Posso ver? – Guendy perguntou.
- Claro! – Falei, rindo fracamente e Guendy se afastou, enquanto Veronica me abraçou de lado.
- Como você está? – Ela perguntou.
- Eu estou bem. – Suspirei.
- Gigi disse que você não vinha. – Ela perguntou e suspirei.
- Eu não vinha, mas acho que chega de segredos. Eu quero poder deitar minha cabeça no travesseiro e não ter que pensar no que eu vou esconder para quem... – Suspirei.
- Faz bem, querida! – Maria disse e sorri, vendo Guendy babando em Sienna. – Vocês merecem ser felizes desde 2001 e agora ninguém vai impedi-los, nem vocês! – Ri fracamente.
- Beh, vamos devagar ainda, né?! – Ri fracamente. – Eu e Gigi somos outra questão um pouco mais complexa.
- Mas você veio até aqui, então é um começo. – Assenti com a cabeça.
- Onde ele está, falando nisso? – Perguntei, vendo Veronica passar as mãos nos olhos.
- Ele saiu para contar para os meninos. Saíram de manhã, devem estar aqui até umas duas ou três horas. – Assenti com a cabeça.
- Não vai ser fácil. – Falei, suspirando.
- Talvez não, mas ao menos os mais velhos entendem mais agora. – Assenti com a cabeça. – Vai ficar tudo bem.
- Espero que sim. – Sorri, sentindo-a apertar meu ombro.
- E só para você saber, somos sua família também, . – Sorri. – Vai ficar tudo bem. – Ri fracamente.
- Espero que esteja certa. – Suspirei.
- Me disseram que temos uma visita especial aqui! – Virei o rosto, vendo seu Adriano entrar no lobby.
- Acho que quiseram dizer minha filha. – Falei e ele riu fracamente.
- Minha neta! – Sorri, rindo fracamente e ele veio em minha direção, segurando minhas mãos.
- É, algo assim. – Ele sorriu.
- As circunstâncias não eram a esperada e Gigi ama dar um susto na gente, mas dessa vez nós concordamos que é uma ótima notícia. – Sorri.
- Fico feliz por pensarem assim, honestamente. Achei que vocês fossem fazer diversas perguntas e me criticar e...
- Criticar não, mas ainda temos as perguntas. – Maria disse, me fazendo rir fracamente. – Mas vamos conversar em um ambiente mais calmo e sem estresse? – Ri fracamente.
- Talvez seja bom. – Sorri.
- Você está com fome? – Veronica perguntou. – O almoço foi servido há pouco tempo.
- Sim, estou. – Falei, rindo fracamente. – Eu comi só uma bolachinha para não ficar tão fraca depois da amamentação.
- Vamos lá, então! – Maria disse, segurando minha mão.
- A Sienna...
- Eu levo essa bolinha gostosa aqui! – Ri fracamente, vendo Guendy pegar o bebê-conforto.
- Deixa eu facilitar seus ombros também. – Seu Adriano pegou a bolsa de Sienna e sorri.
- Grazie.
- Pia, coloque as malas de no apartamento do Gigi, depois vemos como vai ficar. – Maria disse.
- Vocês sabem que não estamos juntos, né?! – Falei, franzindo a testa.
- Sim, sabemos, ele nos disse. Mas também disse que vai fazer de tudo para te conquistar agora... – Ri fracamente.
- É claro! – Neguei com a cabeça.
- O que mudou agora, querida? – Ela perguntou e suspirei, seguindo com os quatro pelo restaurante.
- Acho que depois de tudo o que nós passamos, para isso dar certo, precisamos colocar todas as cartas na mesa e ainda faltam algumas. – Ela assentiu com a cabeça.
- Beh, não posso discordar, mas vocês vão chegar lá, principalmente com essa lindinha aqui agora para aproximar vocês. – Suspirei.
- Esse é meu medo, honestamente. – Falei baixo quando ela abriu a porta do restaurante, abafando minha voz.
- Fique à vontade. – Maria disse e vi que no restaurante só tinha mais uma mesa com uma família de quatro e outra lá fora com um casal.
Vi Guendy sentar no sofá com Sienna no bebê-conforto e suspirei, seguindo em direção ao buffet e peguei um prato. Me servi um pouco de pasta com molho pesto e um pouco de folhas verdes. Segui até uma mesa onde Maria Stella estava e me sentei.
- Quer beber alguma coisa, ? – Veronica perguntou.
- Pode ser um suco de laranja, por favor. – Falei.
- É para já! – Ela disse e sorri.
- Ela é calminha assim sempre, ? – Guendy perguntou.
- Quase sempre. – Ponderei com a cabeça. – Mas ela amamentou tem umas duas horas e a Manu diz que ela fica em coma quando mama. – Elas riram.
- E você teve algum problema com isso ou...
- Nenhum. – Falei, rindo fracamente. – Está tudo certo, inclusive com ela. Ela teve umas cólicas no começo, mas parou logo.
- Ah, que ótimo. – Elas sorriram.
- Você disse Manu? Quem é? – Maria perguntou.
- Ah, não sei se vão se lembrar de uma assistente que eu tive de 2014 a 2016 que tinha cabelo azul?
- Ah, sim, lembro, lembro! Os meninos a adoravam pelo cabelo. – Ri fracamente.
- Então, ela voltou em abril e está lá em casa. – Ri fracamente.
- Ah, isso é ótimo! – Guendy disse.
- Sim, é ótimo! Ela me ajuda demais e ela tem bastante jeito com crianças, me lembra quando eu era mais nova. – Elas sorriram e comecei a comer devagar, espiando Sienna de canto de olho.
- Foi bom você ter vindo, vai dar para vocês dois relaxarem, aproveitarem com ela... – Sorri.
- Sim, posso ficar até dia 18, depois preciso voltar para o time. – Suspirei.
- Verdade! Presidente! – Veronica disse, me fazendo rir. – Parabéns.
- Grazie! – Sorri. – Gigi saiu do time, mas acabei me mantendo bastante ocupada. – Falei, rindo fracamente.
- Com toda certeza. Mas parabéns, isso é um marco para as mulheres. – Sorri.
- Grazie! No começo foi difícil com tudo o que estava acontecendo após a saída do Gigi, mas acabou que deu certo. – Sorri.
- Gigi sempre falou de como você é inteligente e incrível, não duvido que tenha continuado a ser. – Ri fracamente.
- Gigi é um tonto. – Neguei com a cabeça.
- Ele mentiu, por acaso?
- Não, mas Gigi sempre me viu melhor do que eu me vi. – Suspirei.
- E você fez o mesmo, tenho certeza. – Pensei, soltando a respiração fortemente.
- É, mais do que eu deveria, mas sim. – Assenti com a cabeça e ela sorriu.
- Fez sim, querida. Qualquer outra pessoa já teria desistido. – Suspirei.
- É, a senhora está certa. – Mordi meu lábio inferior.
- Deixe-a comer, mamãe. Daqui a pouco esfria. – Veronica disse, me fazendo rir fracamente.
- Esfria ou a Sienna acorda, tenho certeza. – Disse e elas riram.
- Aproveita, mamãe. Tem duas tias babonas e uma avó. – Sorri.
- Ela causa isso por onde passa. – Sorri, colocando um pouco de macarrão e colocando-o na boca.
Lui
Nove de junho de 2019
- UAU! ISSO FOI RADICAL! – Lou disse animado, enquanto nadava de volta para o barco. – Você viu?!
- Vi! Filmei e vou mandar para sua mãe! – Falei, vendo o auxiliar do barco ajudá-lo a voltar para dentro.
- Eu quero ver! – Ele disse animado, me fazendo rir.
- Quer ir, Leo? – Virei para ele.
- Não, tenho medo! – Ele disse, sentado no canto e ri fracamente.
- A gente brinca no tobogã da piscina, que tal? – Dei um beijo em seus cabelos.
- Ok! – Ele disse, me fazendo sorrir.
- Meu lindo! Cadê o Dado agora? – Falei, virando o rosto para o barco, vendo Dado em uma das laterais, subindo depois de pular o trampolim. – Tudo bem aí? – Perguntei.
- SIM! FOI DEMAIS! – Ele disse, me fazendo rir.
- Quer pular aqui onde o Lou foi? – Segurei sua mão, puxando-o para dentro do barco
- Ah, acho que agora não! – Ele suspirou. – ‘Tô cansado. – Sua voz estava pesada e passei a mão em seus cabelos.
- Eu ‘tô com fome! – Lou veio atrás de mim, abraçando Leo.
- Eu também! – Leo disse.
- Eu quero água! – Dado disse, suspirando.
- Vamos lá dentro almoçar, então? O barco logo volta! – Falei.
- Vamos! – Eles falaram animados.
- Vem! – Segurei Dado pelos ombros e segui pelo barco e que estávamos e peguei uma toalha para Lou e outra para Dado. – Se sequem um pouco. – Disse e Lou sacudiu os cabelos, sacudindo água para os lados. – Não em mim! – Disse e ele riu fracamente. – Vem, Leo! – Segurei sua mão e fui para dentro do largo restaurante na balsa que estávamos.
- Olá, Gigi, vão almoçar com a gente? – O recepcionista perguntou.
- Sim, por favor. Para quatro! – Falei.
- Claro, vamos lá! – Ele disse.
- Se puder ser em um lugar mais quieto...
- Claro! – Ele disse, assentindo com a cabeça e fomos logo atrás dele. Dado e Leo vieram com as toalhas enroladas na cintura, além dos coletes salva-vidas igual o meu. – O que acha?
- Está ótimo! – Sorri, vendo-o puxar uma cadeira e Lou se sentou.
- Vem, Leo. – Ajudei-o a subir na cadeira e ele ajeitou o colete.
- Vocês querem algo para beber?
- Coca! – Lou e Dado falaram juntos.
- Posso, pai? – Leo perguntou.
- Pode sim! – Sorri, dando um beijo em sua cabeça. – Vou acompanhá-los hoje, quatro Coca-Cola e eu quero uma tábua de muçarela de búfala e prosciutto.
- Certinho! Logo trago para vocês. – Ele disse e peguei o cardápio, dando uma olhada no mesmo.
- O que vocês vão querer? Peixe? Lagosta? – Perguntei.
- Eu aceito um scialatielli ai frutti di mare, mas só com camarão e afins, sem marisco. – Lou disse.
- Ok, eu vou contigo, e vocês? – Virei para os dois. – Peixe?
- Não! – Eles falaram juntos e ri fracamente, Lou era mais parecido comigo, Dado e Leo são mais frescos.
- Eu quero culurgiones. – Dado disse. – Quer comer comigo, Leo?
- É de queijo? – Ele perguntou.
- Sim! – Dado falou.
- Ok! – Leo disse sorrindo.
- Ok, vamos lá! – Falei e vi o mesmo recepcionista voltar com as bebidas e a tábua.
- Aqui está! – Ele entregou as garrafas e os copos, e depois colocou a tábua no centro da mesa com pane carasau. – Já sabem o que vão comer?
- Sim, quero dois scialatielli ai frutti di mare, mas um sem mariscos... – Ele assentiu com a cabeça. – E uma porção de culurgiones, quantos vêm em uma porção?
- Vem 10.
- É o suficiente para vocês? – Perguntei para Dado.
- Eles são do tamanho da palma da mão. – Ele disse.
- Sim! – Dado disse rindo.
- Perfeito! – Falei e ele assentiu com a cabeça.
- Logo volto. – Ele disse e sorri, vendo-o se retirar.
Abri minha garrafa, me servindo e fiz o mesmo com Leo, vendo os meninos fazerem o mesmo. Observei-os olharem a vista do mar de dentro do restaurante e suspirei. O restaurante estava enchendo, havíamos demorado para chegar aqui nessa praia afastada na Versília e deixei os meninos brincarem bastante nas atrações que tinha no banco para pular nesse mar quase transparente, mas agora já estávamos voltando e eu ainda não abri a boca. Vamos lá, né?!
- Hum, meninos... – Suspirei. – Eu preciso falar com vocês... – Engoli em seco, vendo os três olharem para mim.
- Ah, sabia, é bomba, né?! – Lou disse. – É óbvio que tem um motivo para você trazer a gente nesse passeio superlegal.
- Ei! Eu faço passeios superlegais com vocês. – Baguncei seus cabelos, vendo-o rir fracamente.
- Eu sei, mas você está quieto desde que a gente entrou! – Ele disse e suspirei.
- Eu preciso contar um negócio para os três. E eu gostaria muito se vocês me compreendessem.
- O que foi, pai? – Abracei Leo de lado, suspirei.
- Você talvez não entenda muito, Leo, mas você entende que eu e a sua mãe não estamos mais juntos, não é? – Virei para ele.
- Sim! – Ele disse.
- Eu e sua mãe somos bons amigos, mas nós não formamos um bom casal, sabe? – Ele disse. – Por isso nos separamos e deixamos ser felizes com outras pessoas... – Virei para Lou e Dado.
- Eu sei. – Ele assentiu com a cabeça.
- E o papai é apaixonado em uma mulher a vida inteira. Antes de qualquer um de vocês dois nascerem. – Ele assentiu com a cabeça e vi Lou sorrir. – Nós acabamos não dando certo no passado, mas agora nós crescemos, amadurecemos e estamos querendo a mesma coisa.
- Você e estão juntos? – Lou perguntou animado.
- Ainda não, filho, mas o que eu tenho para falar tem a ver com ela. – Olhei para eles um por um.
- Ela vai ser legal comigo? – Leo perguntou e sorri.
- Vai! – Sorri. – Ela te ama, amore. E você já a conhece, você dormiu no colinho dela em 2017. Ela trabalha com o papai há anos. – Ela assentiu com a cabeça.
- Ela é a pessoa mais legal que você vai conhecer na sua vida, Leo! – Dado disse animado, me fazendo rir fracamente.
- Ela gosta muito do papai, amor, então ela gosta muito de vocês também. – Suspirei. – E... Com isso... Vocês vão ter uma nova irmãzinha.
- Verdade! – Lou falou animado. – A Sienna! – Ele disse e suspirei.
- A Sienna... – Suspirei. – Ela é minha filha, gente! – Engoli em seco.
- Como assim? – Lou e Dado perguntaram juntos.
- De verdade! – Falei, suspirando. – Eu sou o pai biológico da Sienna.
- Você está de zoeira! – Lou disse rápido.
- Não! – Ri fracamente. – Eu e a temos uma filha juntos. Uma irmãzinha para vocês! Eu sei que isso deve ser complicado para vocês, mas...
- PAI! ISSO É DEMAIS! – Lou disse alto, me assustando. – Ok, isso é estranho e eu tenho várias perguntas biológicas sobre isso.
- Não inventa! – Falei.
- MAS É A , PAI!
- Você pode falar mais baixo. Ainda não anunciamos para ninguém. – Disse.
- Ok... – Ele se sentou novamente. – Isso é...
- Isso é legal, pai! – Dado disse rindo. – Nós temos uma irmãzinha!
- Vocês têm. – Suspirei. – Deve ser confuso para vocês depois de tudo, ainda é um pouco para mim, mas vocês têm uma irmã! – Ri fracamente. – Mais uma irmã. – Virei para Leo que me olhava surpreso. – É difícil para você, não é, pequeno? – Abracei-o para perto.
- Ela vai ser como os meninos são para mim?
- Sim, amore. – Falei baixo. – Sua irmãzinha. Pequenininha.
- Ela vai ficar longe de mim? – Suspirei.
- Ela vai morar com a sim, mas você vai vê-la sempre. Sempre que você ver o papai, você vai vê-la. – Falei, vendo meus mais velhos com os lábios pressionados.
- É pouco... – Suspirei.
- Eu sei, amore. Mas eu vou fazer questão de mudar isso assim que eu voltar para Itália. Eu quero mais tempo com vocês e agora, com a Sienna, sua irmãzinha, vocês têm direito de vê-las mais também. – Eles assentiram com a cabeça. – Para mim é algo normal, pois papai sempre quis ter uma família com a , sempre foi o sonho nosso, mas a vida acabou acontecendo de formas diferentes. – Suspirei. – Mas mesmo dessa forma, ela me deu vocês três. – Pressionei os lábios. – Quatro agora... – Eles riram fracamente. – E eu não gostaria que fosse diferente de nenhuma forma, pois eu talvez não tivesse vocês. – Eles confirmaram com a cabeça. – Eu ainda não sei como vamos fazer isso dar certo, mas eu quero que vocês se sintam confortáveis com tudo. Vocês três... Então, se tiver alguma coisa que vocês não estão gostando ou não estão felizes, me falem, por favor. – Apoiei a mão no ombro de Leo. – É importante para mim que isso dê certo.
- Você pode contar com a gente, pai! – Dado disse, indicando ele e Lou. – E a gente vai ajudar o Leo a ficar bem também, né?! – Ele sorriu.
- Se você ‘tá bem, eu ‘tô bem! – Leo disse e assenti com a cabeça.
- Mas fala com o pai, ok? Qualquer coisa! – Suspirei e ele assentiu com a cabeça. – Eu não sei ainda como as coisas vão ficar, mas elas logo se ajeitam, eu prometo.
- Quando vamos conhecê-la, pai? – Dado perguntou.
- Provavelmente depois das férias. – Falei. – Assim que possível. – Eles assentiram com a cabeça e suspirei.
- Posso atrapalhar? – O recepcionista voltou com os pratos.
- Opa! Claro! – Falei e ele colocou os pratos na mesa.
- Bom apetite! – Ele disse e assenti com a cabeça.
- Comam, meninos, logo a gente chega em casa! – Falei, suspirando. Ergui o celular, dando uma olhada e vi que ainda estava sem sinal.
Comi sem nenhuma interrupção dos meninos e eu me sentia estranho. Eu estava aliviado por contar isso para eles, a felicidade do Lou e de Dado já era esperada, mas me perguntava o que se passava na cabeça de Leo. Ele só tem três anos e meio, é pedir muito para uma criança dessa idade. Já foi difícil explicar para ele minha separação de Ilaria, agora isso? Esperava que com o dia a dia ele se acostumasse com isso.
Demoramos quase mais duas horas até voltar para o litoral. O barco parou no píer e desci com meus meninos, feliz por finalmente tirar aquele salva-vidas. Meu corpo ainda estava com o ritmo do barco e eu precisava descansar um pouco. Tomar um banho e relaxar dentro do ar-condicionado um pouco, mas tinha uma leve ideia de que os meninos gostariam de ir para a piscina ou para o campo agora. Ainda bem que eu tinha um hotel inteiro para ficar de olhos neles.
- Oi, tia! – Dado falou quando voltei pela praia ao nosso clube.
- Ei, gostaram do passeio? – Guendy perguntou.
- Sim! Foi legal! – Ele disse animado e sorri.
- É, mas todos sabemos os motivos que ele fez isso, né?! – Lou disse.
- Ah, bocudo! – Falei, ouvindo-o rir.
- Ele contou, é?! – Ela disse e assenti com a cabeça.
- É! A gente tem uma irmãzinha agora! – Lou disse sorrindo.
- É sim! E ela é uma linda! – Guendy disse, me fazendo rir fracamente, e seu olhar subiu para mim novamente. – Tem uma surpresa para vocês lá no restaurante. – Franzi a testa. – Uma surpresa linda, fofa e gorda. E a mãe dela... – Arregalei os olhos.
- está aqui?
- ? – Lou gritou e os dois correram apressados para dentro do hotel.
- Agora o hotel vai ficar sujo de areia e a culpa é toda sua! – Falei para Guendy que deu de ombros.
- Sua filha é linda, Gigi, fica quieto e vai aproveitar! – Ri fracamente. – Vai logo.
- Vem, Leo! – Estendi a mão para ele, andando lado a lado até a entrada do hotel.
Segui apressado pelo local, sendo Leo ao meu lado e fui seguindo as risadas e os gritos animados. Passei pelo deck externo, segui pela área de lazer até chegar na área da piscina onde o restaurante tinha uma parte externa e já vi meus meninos pendurados em .
- A gente sentiu sua falta! – Lou disse e vi me olhar de longe.
- Eu também senti, meus amores! – Ela suspirou.
- Então agora a gente tem uma irmãzinha? – Dado perguntou.
- Tem sim! – disse e me aproximei.
- Você veio! – Falei e ela sorriu.
- Sienna enjoou do barulho. – Ela disse e ri fracamente, abraçando-a de lado e dando um beijo em sua cabeça.
- Eu estou cheio de areia.
- Não se preocupe. – Ela sorriu, se afastando devagar. – E eu achei que seria bom resolver isso o mais rápido possível. – Assenti com a cabeça.
- Ela é li-i-i-i-inda! – Dado disse e sorri, vendo ambos olharem para o bebê conforto de Sienna.
- Cuidado. – Minha mãe disse e ela sorriu para mim. – Parabéns, filho. – Sorri.
- Oi, lindinha! – Dado disse e vi que Sienna estava acordada, olhando tudo com os olhos azuis arregalados.
- É ela, pai? – Leo perguntou e me abaixei, ficando na sua altura.
- É, amore. – Abracei-o pelas costas. – Essa é a , o amor da vida o papai. – negou com a cabeça. – E essa é a Sienna, sua irmãzinha. – Falei, levando-o até Sienna e Lou abriu espaço e abraçou o mais novo.
- Olha, Leo! Ela é lindinha! – Lou disse. – Fala oi para ela.
- Oi! – Leo disse e sorri, abraçando pela cintura. – Eu sou seu irmãozinho.
- E eu sou o irmão do meio! – Dado falou animado.
- E eu o mais velho! – Lou disse. – A gente vai cuidar de você. – virou o rosto para mim.
- Deu tudo certo? – Ela perguntou baixo e ponderei com a cabeça.
- Por enquanto sim. – Suspirei e ela assentiu com a cabeça.
- Eu não aguento mais problemas, Gigi. – Ela disse.
- Nem eu! – Tirei um fio de seu rosto e joguei-o para trás. – Vamos fazer isso dar certo, ok?! – Ela confirmou com a cabeça.
- Minha linda! Minha gostosa! Minha gorducha! Minha bochechuda! – Lou falou como criança e sorri, virando o rosto para o lado.
- Ela está sorrindo para você! – Minha mãe disse e vi o sorriso aberto de Sienna, me fazendo suspirar.
- Irmãzinha mais linda que alguém pode ter. – Ele continuou, se aproximando dela e deu um beijo em sua cabeça. – Minha linda. – Sienna colocou as mãozinhas no rosto dele.
- Cuidado que ela vai aper...
- Ai, sua sapeca! – Lou riu quando ela apertou seu rosto e sorriu.
- Falei tarde. – Ela disse e ri fracamente.
- Ela tem suas bochechas, Lou! – disse.
- Minha irmã de bochecha! – Ele disse fofo e suspirou. – Eu vou cuidar de você sempre.
- Deixa eu ver! – Leo disse.
- Vem cá! – Lou disse, erguendo-o e ri fracamente.
- Oi! – Leo disse fofo.
- Vai dar certo. – Sussurrei no ouvido de e ela se virou para mim.
- Eu já falei que você criou seus meninos muito bem, lembra? – Assenti com a cabeça. – Continua fazendo isso muito bem. – Sorri.
- Ei, ! – Viramos o rosto para Lou. – Acho que alguém está precisando ser trocada. – Ri fracamente.
- Eu preciso dar um banho nela, ela suou um pouco na viagem e essa fralda não é trocada há umas quatro horas. – Suspirei.
- Não se acomodou ainda? – Perguntei.
- Beh, você disse para eu vir, mas vocês estão lotados. – Ela disse, me fazendo rir fracamente. – O que é ótimo, mas...
- Não, a gente dá um jeito. – Ele suspirou. – Tem duas camas de casal e uma de solteiro no meu apartamento, você pode ficar em uma de solteiro e o Leo dorme comigo. Temos berço reserva. – Falei.
- Não acho que é uma boa ideia, Gigi. – Ela disse.
- Eu prometo que não tenho interesse nenhum nisso, tanto que ofereci a cama de solteiro, besteirenta. – Ela riu fracamente, me empurrando pelo ombro.
- Eu não disse sobre isso, Gigi. A Sienna é uma recém-nascida, ela acorda pelo menos uma vez na noite, seus meninos vão começar a odiar a irmãzinha logo no primeiro dia. – Ri fracamente.
- Ok, eu não pensei nisso.
- Viu?! E pensando besteira de mim. – Ela disse e sorri. – Sério, Gigi, eu posso encontrar outro hotel, eu passo o dia aqui e durmo em outro lugar.
- De jeito nenhum! – Falei rapidamente.
- Gigi, por favor...
- , por favor, eu te convidei, deixa eu checar como está o calendário de agendamentos e a gente vê o que faz. – Falei.
- Pia já viu, a saída mais próxima é em três dias. – Ela disse e suspirei.
- Eu tenho uma ideia... – Virei, vendo minha mãe. – Mas não sei se vão gostar disso. – Ela riu fracamente.
- O quê? – Perguntei.
- Vocês dois podem ficar no meu quarto e do seu pai com a Sienna, e nós dormimos com os meninos. – Ela disse.
- Mas aí eles vão te enlouquecer, mãe! – Falei.
- Leo dorme cedo, filho. E os outros dois vão para o quarto realmente para dormir... – Ela disse.
- Eu não vou aceitar tirar a senhora do seu quarto, dona Maria. Sinto muito. – disse.
- Ah, , por favor. Os quartos são quase iguais, mas o nosso é menor e tem espaço só para uma cama de casal. Vai ser só para dormir também, por favor. Você veio até aqui, não quero que vá embora só por isso. – Ela suspirou.
- Vai, ! – Falei baixo para ela. – Fica com a gente.
- Você está adorando essa ideia, não é?! – Ela disse, me fazendo rir fracamente.
- Beh, não seria a primeira vez que eu dormiria contigo. – Falei baixo e ela me empurrou pelo ombro.
- Discreto, Gianluigi! Muito discreto! – Ri fracamente.
- Não menti, ou não estaríamos aqui. – Dei de ombros, vendo-a sorrir.
- Ok! Ok! Eu aceito, mas...
- Sem “mas”, me deixa ter esse gostinho por um momento. – Ela riu fracamente.
- Beh, vamos organizar as coisas, então. Assim você pode dar banho na Sienna, trocá-la... – confirmou. – Enzo, por favor, pegue o berço que tem dos quartos e leve para o meu quarto, por favor.
- Sim, senhora! – Ele disse, se afastando.
- Vem, , vou te dar um espaço para você cuidar de Sienna. – Minha mãe disse.
- Vem, eu te ajudo! – Falei.
- Meninos, posso pegar ela rapidinho? Eu logo trago ela de volta. – Ela disse.
- Podemos ir com você? – Dado perguntou.
- Ela precisa descansar, meninos, assim ela pode brincar mais com vocês! – Falei. – Sienna é um bebê, ela não tem o mesmo pique de vocês. – riu fracamente.
- Tudo bem, mas não demora! – Leo disse e sorri, dando um beijo na cabeça do mais novo.
- Por que vocês não brincam um pouco na piscina? Papai logo aparece para ficar com vocês e ajudar no banho, pode ser? – Falei.
- Tudo bem, pai! – Eles disseram um tanto desanimados e ri fracamente, dando um beijo em Dado e outro em Lou.
- Amo vocês! – Falei. – Muito mesmo.
- A gente também! – Eles disseram juntos e vi pegar o bebê-conforto de Sienna, ouvindo-a resmungar.
- Vamos sua sapeca, preciso te trocar. – disse e peguei a mochila de Sienna, colocando-a no ombro. – Minha bolsa, Gigi.
- Já peguei! – Minha mãe disse.
- Obedeçam suas tias enquanto eu estiver lá dentro, ok?! – Falei firme. – E eu vou trazer a boia para colocar no Leo. – Falei para Veronica.
- Relaxa, senhor Von Trapp! – Ela disse e revirei os olhos.
- Engraçadinha! – Falei e elas riram comigo. – Eu já volto! – Disse, seguindo logo atrás de .
- Te comparando com a família Von Trapp, sério? – disse e ri fracamente.
- Para você ver. – Ri fracamente.
- Beh, eles tinham sete filhos, faltam só três. – Ela deu de ombros e ri fracamente.
- Aceita o desafio para fazer os últimos três? – Ouvi minha mãe gargalhar alto.
- Ai, Gianluigi, cala a boca! – Ela disse, me fazendo rir.
- Ah, , só você para aguentar mesmo. – Minha mãe disse.
- Para senhora ver, dona Maria. Só eu mesmo! – Ela disse, me dando uma cotovelada e ri fracamente, seguindo com elas.
- Io canto, il mio amore per te, questa notte diventa poesia… – Cantava baixinho, acariciando o a bochecha de Sienna enquanto ela amamentava. – La mia voce sarà una lacrima di nostalgia… Non ti chiederò mai, perché da me sei andata via… – Sentia a mãozinha dela entre meus seios, apertando levemente. – Per me è giusto, tutto quello che fai… - Dei um beijinho em sua cabeça. – Io ti amo e gridarlo vorrei… – Cantei baixo, suspirando. – Ma la voce dell'anima canta piano lo sai… - Ria quando minha voz baixa desafinava. – Io ti amo e gridarlo vorrei… Ma stasera non posso nemmeno parlare, perché piangerei... – Falei baixo, ouvindo uma batida e ergui o rosto, vendo Manu sair meio zumbi da casa da piscina. – Bom dia.
- Bom dia! – Ela falou, incomodada com a claridade e seguiu em direção ao coberto da área de lazer e deu um beijo em minha cabeça.
- Acordou cedo. – Falei e ela deu um beijo na cabeça de Sienna.
- Essa bateção está me incomodando. – Ela disse e ri fracamente.
- Por isso que eu estou aqui fora. Eles começaram a quebrar as paredes lá em cima. – Ela bufou.
- Acho que eu vou dar uma saída hoje! – Ela disse e ri fracamente.
- Podemos ver algo para abafar o som. – Falei e ela suspirou, pegando o bule de café e enchendo uma xícara livre ainda.
- Está tudo bem, é só a reforma. – Ela suspirou. – 20 dias, né?!
- Sim! – Falei, ouvindo-a rir fracamente.
- Eu espero! – Ela abanou a mão. – Eu tiro uma soneca mais tarde. – Ri fracamente e senti que Sienna havia parado de sugar.
- Acabou, meu amor? – Passei as mãos em seus cabelos que estavam mais compridinhos.
- Ela dormiu a noite toda? – Ela perguntou.
- Não, eu acordei por volta das duas para amamentar, está virando comum. – Ela riu fracamente. – Quando a temporada começar, vai voltar a dar certo, não dormia antes disso na temporada passada.
- Vai dar certo, você vai ver. – Assenti com a cabeça e ouvi a campainha tocar.
- Ah, deve ser o Gigi.
- Eu vou! Chego mais rápido! – Manu disse e se levantou apressada, correndo por dentro de casa.
- Papai chegou, amore! – Falei baixo, apoiando-a em meu peito e ajeitei o seio dentro do sutiã novamente e a camiseta regata.
Senti as mãozinhas de Sienna apertarem meu ombro e dei alguns tapinhas de leve em suas costas, esperando que ela arrotasse. Peguei a xícara de café, dando mais um gole na mesma e vi Gigi e Manu passarem pela porta. Gigi já estava no estilo praieiro de bermuda, camiseta e óculos de sol no rosto.
- Bom dia! – Ele disse e sorri.
- Bom dia, Gigi! – Ele veio em minha direção e estiquei o braço esquerdo, vendo-o se inclinar para me abraçar e passei o braço em suas costas. Ele deu um beijo em minha bochecha antes de se levantar novamente.
- Como você está? – Ele perguntou sorrindo.
- Tudo bem e contigo? Senta! – Falei, vendo-o se sentar. – Toma um café, ela acabou de mamar.
- Não posso ficar, combinei com os meninos as nove e eu já estou atrasado. – Ele disse rindo e ouvi o arrotinho de Sienna.
- Opa! – Manu brincou e vi Sienna se esconder em meu pescoço, me fazendo rir.
- Ah, safada! – Falei, fazendo carinho em sua barriga. – Olha o papai ali! Quer ir com o papai? – Perguntei, dando um beijo em sua cabeça e afastei-a devagar de meu peito e Gigi esticou as mãos para ela.
- Vem cá, amore! – Ele disse baixo, segurando-a em seu colo e ela apoiou a cabeça em seu ombro, apertando a camisa que ele usava com as mãozinhas. – Dormiu bem? – Ele olhou para mim.
- Sim! – Assenti com a cabeça.
- Não! – Manu disse emburrada, me fazendo rir fracamente.
- Vi que Ignazio já está aí! – Ele disse.
- Sim, começaram a quebrar lá em cima, devo sair para dar uma volta mais tarde ou ir na Gio, hoje vai ficar complicado aqui. – Suspirei, mordendo mais um pedaço do pão.
- O convite ainda está de pé, . Ainda dá tempo. – Ele disse, virando o rosto para mim.
- Eu sei, mas é melhor não. – Falei, rindo fracamente. – Acho que ainda não superei o esporro da Gio e do Fabrizio, não estou pronta para outra. – Ele sorriu.
- Vai ser difícil. – Ele suspirou. – Quero ver se conto hoje ao menos para meus pais. Amanhã conto para os meninos.
- Qual você acha que vai ser a reação deles? – Perguntei, vendo-o ajeitar Sienna em seu colo que tentava escalar.
- Acho que vai ser um misto de xingo com um pouco de “ah, é da ”. – Ri fracamente. – Vou voltar a ter 12 anos de novo quando chutava bola na janela de casa. – Sorri.
- Eu estarei a uma ligação de distância, se preferir.
- Eu sei. – Ele assentiu com a cabeça.
- Podemos fazer uma ligação com a Sienna, quando você quiser...
- É! É! Vai ser bom. – Peguei a toalhinha de Sienna, passando em sua boca. – E eu volto assim que os meninos forem embora.
- Eu estarei por aqui. Talvez vá ao jogo da Itália, não sei, sem planos mesmo. – Ele assentiu com a cabeça, virando Sienna de frente e apoiou-a em seu peito.
- Eu vou sentir saudades. – Sorri, vendo-o dar um beijo nos cabelos de Sienna.
- Ela também. – Falei e ele riu fracamente.
- Você não?
- Beh... – Manu riu fracamente e um toque de celular nos distraiu.
- Ah, é meu. – Ele se levantou. – É Alena! – Ele deslizou o aparelho, colocando-o na orelha. – Ciao! – Ele disse e estiquei as mãos para pegar Sienna. – Eu sei! Eu sei! Eu vim ver a Sienna antes de ir! Não! Não fala para eles ainda, são quatro horas até lá, eles não vão me deixar em paz! – Ri com eles. – Ok, me dá 15 minutos, estou saindo. Ok! Ciao! – Ele disse, desligando o telefone. – Eu realmente preciso ir.
- Vai lá! – Falei. – Boa sorte.
- Grazie. – Ele sorriu, dando um beijo em minha testa. – E o convite ainda está de pé, se quiser aparecer lá.
- Eu sei! – Sorri e ele pegou Sienna em meu colo.
- E você, mia bambolina! – Ele ergueu-a. – Papai vai sentir sua falta. – Sorri, vendo-a aconchegá-la em seu peito. – Não cresce até eu voltar. – Ri fracamente.
- Nem fala! – Suspirei e ele deu um beijo em sua bochecha, fazendo-a apertar seu nariz.
- Ai! – Ri fracamente.
- Ela gosta de apertar as coisas, não é, papai? – Falei em tom infantil, pegando-a novamente. – Ela gosta! – Dei um beijo em sua bochecha, apertando-a em meu corpo e ele riu fracamente.
- Não quer ir, Manu? – Perguntei.
- Eu vou ficar por aqui! – Ela abanou a mão e sorri.
- Se cuidem, então. Eu preciso pegar meus meninos.
- Eu te acompanho até a porta. – Falei, ajeitando Sienna em meus braços e segui com ele para dentro de casa novamente.
- Não sei como aguenta esse barulho. – Ele disse, me fazendo rir fracamente.
- Eles estão cortando as paredes, acho que o pior vai ser só hoje. – Falei. – Beh, e depois o teto. – Ele riu fracamente.
- Você inventa mais do que eu, ! – Ele disse.
- Ah, quando eu vim para essa casa, eu nunca imaginava que quando eu tivesse um filho, eu ganharia mais três de uma vez só. – Ele riu fracamente.
- Você se sente dessa forma? – Ele perguntou.
- Como assim? – Ele abriu a porta.
- Com meus meninos.
- Beh, Gigi, você vai vir sempre aqui, seus meninos também, posso quase me considerar madrasta deles, não?
- Beh, quero que seja minha namorada ainda, então, sim. – Ri fracamente.
- Uma coisa de cada vez, Gigi. – Disse, saindo para fora do portão, vendo seu carro parado na porta.
- Eu tenho pressa, ! Muita pressa! – Revirei os olhos.
- Faz uma boa viagem, ok?! Me liga se precisar. – Ele assentiu com a cabeça.
- Pode deixar. À noite, quando eles pararem. – Ri fracamente.
- Eu estarei por aqui. – Ele sorriu, se aproximando de mim. – Se cuida.
- Você também. – Ele acariciou meu rosto e deu um beijo em minha bochecha. – E você também, amore! – Ele disse baixo para Sienna, acariciando sua bochecha e deu um beijo em sua cabeça, fazendo um gemido baixo sair de sua boca. – Minha lindinha. – Ele ergueu o olhar para mim. – Minha linda. – Ri fracamente.
- Vai logo, você ainda precisa ir para Milão ainda pegar o Leo! – Ele riu fracamente quando empurrei-o.
- Até mais, amori.
- Ciao! – Falei, rindo fracamente e ele deu a volta no carro, entrando no mesmo. Ouvi o barulho do motor e ele abaixou o vidro do meu lado na calçada.
- Ciao! – Ele acenou e movimentei a mãozinha de Sienna.
- Ciao! – Sorri e ele saiu com o carro, me fazendo suspirar.
Dei a volta para dentro, fechando o portão e depois a porta da casa, trancando-a. Atravessei a sala novamente, ouvindo as batidas vindas lá de cima e saí apressada, puxando a porta em seguida, ouvindo Sienna resmungar.
- ‘Ponto, amore! Está tudo bem! – Falei, ajeitando-a em meu colo e dei um beijo em sua bochecha. – Está tudo bem. – Falei.
- Você deveria ir, sabe. – Manu disse.
- Oi?
- Para Forte! Com Gigi! – Ela disse e me sentei, ajeitando Sienna em meu colo.
- Eu sei, mas eu tenho medo. As coisas estão recentes ainda, tem muita coisa envolvida, principalmente a imprensa de nos ver. – Suspirei. – E ele está arranjando motivos para me conquistar, alguns dias em Forte seria um prato cheio para ele. – Ela riu fracamente.
- Eu sei, mas pensa do lado óbvio: está uma barulheira aqui, a Sienna está incomodada, você precisa relaxar, além de que vocês já arrancam o curativo de uma vez só, contam para a família dele e para os filhos. – Suspirei. – Se por acaso a imprensa ver, eu vejo como uma vantagem. Já reduz uma dor de cabeça. – Ela deu de ombros. – Ou também, pode ser dois amigos passando as férias juntas.
- Eu não sei... – Suspirei, ouvindo as batidas. – É tentador com esse barulho.
- E a Sienna não merece esse barulho, né, meu amor? – Manu fez careta, aproximando o rosto de Sienna, fazendo-a segurar. – Além de que ela pode conhecer o mar. Imagina ela em um biquininho fofo? – Ela continuou, me fazendo rir. – Vai, mamãe, eu quero nadar.
- Sua tonta! – Falei e Sienna segurou seu nariz.
- Ai! Ai! Ai! – Manu reclamou, se afastando. – Malvada! – Ela disse e ri fracamente. – A gente precisa dar umas coisas para ela apertar.
- Ah, tem meu peito, não se preocupe! – Rimos juntas.
- Eu iria se fosse você. – Manu disse.
- E você não iria? – Perguntei.
- Acho que é algo que vocês precisam fazer sozinhos. – Ela disse. – Eu devo ir no jogo da Itália, depois aproveitar essa casa inteira para mim. – Ri fracamente. – E fico de olho nos pedreiros para você.
- Não se importaria em ficar sozinha? – Perguntei.
- Depois de morar três anos colada no meu pai, eu gostaria de um tempo sozinha. – Ri fracamente.
- Ok, mas eu não tenho nada de piscina ou praia para um bebê de dois meses e meio. – Falei, fazendo uma careta.
- Compras? – Ela sorriu e ri fracamente.
- Eu vou trocá-la! – Falei, me levantando rapidamente, ouvindo Sienna resmungar. – Vamos, amore! Vamos para praia!
- Ok! Ok! Chega! – Falei rindo, estacionando o carro. – Chegamos!
- ISSO! – Eles falaram animados e Lou correu tirar o cinto de segurança.
- Xixi! Xixi! – Leo disse.
- Vai devagar! – Gritei, vendo Dado descer correndo do carro e ajudando Leo a fazer o mesmo. – Eu e nada é a mesma coisa. – Sussurrei sozinho, puxando o freio de mão e saí do carro, vendo Enzo se bagunçar com meus filhos ao sair do hotel.
- Boa tarde, senhor Buffon. – Ele disse.
- Ei, Enzo, tudo bem? – Falei, dando a volta no carro e ele me cumprimentou em um rápido abraço.
- Como foi a viagem? – Ele perguntou e abri o porta-malas.
- Três crianças gritando na minha orelha, brigando pelo som e eu precisando parar a cada uma hora e meia para eles fazerem xixi e comer, o que acha? – Ele riu fracamente.
- Parece que o senhor já está cansado. – Rimos juntos.
- Mais ou menos isso! – Suspirei, puxando as malas do carro e ele me ajudou. – Preciso de um banho e relaxar, mas vou ver minha família antes.
- Deixa que eu tiro as malas e estaciono o carro. – Ele disse.
- Grazie. A chave está no contato! – Falei.
- Pode deixar! – Ele disse e peguei as duas malas que já haviam sido tiradas e segui para dentro do hotel, sentindo a iluminação mudar e tirei os óculos escuros.
- Boa tarde, ragazzi! – Falei, vendo Pia na recepção.
- Boa tarde, senhor Buffon. Fez boa viagem? – Ela perguntou.
- Sim, graças a Deus! – Sorri. – E você? Como está?
- Tudo bem! – Ela assentiu com a cabeça. – Seu quarto já está pronto para vocês quatro.
- Ótimo! Eu devo descansar logo mais, está muito quente hoje.
- Nem fala! – Ela disse e rimos juntos.
- FILHO! – Virei o rosto, vendo minha mãe.
- Ciao, mamá! – Falei, andando em sua direção e abracei-a fortemente.
- Como você está, meu filho? Fez boa viagem? – Ela perguntou, dando um beijo em minha bochecha.
- Sim, tudo bem. A estrada estava um pouco movimentada, mas nada fora do comum. – Disse.
- Falei para vir no meio da semana! – Ela disse.
- Eu estava ocupado, mãe. – Dei um beijo em sua bochecha.
- Ocupado com o quê? Já foi atrás da ? – Ri fracamente.
- Algo assim. Cadê papai e as meninas? – Perguntei.
- Eles estão vindo, já os chamei.
- Ótimo! Preciso falar com vocês. – Sorri.
- Ah, quando começa assim, já sei que é bomba! – Ela revirou os olhos.
- Dessa vez é, mãe, mas uma ótima! – Sorri, dando um beijo em sua cabeça.
- MANINHO! – Vi Veronica aparecer pelo lobby e abracei-a fortemente. – Que saudades de você!
- Também estava! Seis meses é muito tempo! – Falei, ouvindo-a rir fracamente.
- Você está bonito! Feliz. – Ri fracamente. – O que aconteceu? – Ri fracamente.
- Ele disse que tem uma bomba boa para nos contar. – Minha mãe disse.
- Você e ?
- Ainda não! – Falei, rindo fracamente. – Mas tem a ver com ela mesmo. – Sorri.
- Ah, Gigi! – Guendy apareceu e me abraçou apertado.
- Que recepção ótima! – Ela riu fracamente.
- Estava com saudades, mano! – Sorri.
- Também estava! – Suspirei. – Como estão as coisas aqui?
- Tudo bem, sem grandes novidades. Casa cheia! – Ela disse.
- Ah, que ótimo! – Sorri.
- E as crianças, onde estão?
- Todas na piscina, nesse calor, não tem outro lugar para ficar. – Guendy disse.
- Sim, você está certa. – Sorri. – Eu vou precisar descansar um pouco, a viagem me deixou meio dolorido! – Estiquei o corpo.
- Não sem antes falar o que está aprontando! – Minha mãe disse.
- Ah, precisa ser meu mais novo a aprontar, não é mesmo? – Meu pai apareceu, secando as mãos na bermuda e ri fracamente.
- Pai! – Abracei-o fortemente. – Bom ver o senhor!
- Você também, filho! Como está? – Ele perguntou e assenti com a cabeça.
- Tudo bem, pai! – Sorri, dando um tapinha em seu peito.
- Então, vai voltar para a Itália agora?
- Sim, já estou planejando tudo. – Ri fracamente.
- Vai se aposentar? – Ele perguntou.
- Não, ainda não estou pronto para isso, pai! – Minha mãe sorriu. – Mas já estou vendo os trâmites para voltar à Juve.
- vai te aceitar, hum? – Ri fracamente.
- Algumas coisas acabaram acontecendo e ela agradece por isso. – Ri fracamente.
- Finalmente veremos o casamento dos seus sonhos? – Ele brincou e revirei os olhos.
- Beh, depende dela ainda, mas eu vou atrás da minha felicidade agora, pai! – Ele assentiu com a cabeça.
- Depois de 41 anos, acho justo. – Ri fracamente.
- Mas o que quer nos contar? – Minha mãe perguntou.
- Hum, podemos ir a um lugar mais privado? Só nós cinco? – Indiquei minha família. – Na verdade, seria bom se Marco e Stefano tivessem juntos também.
- Marco não chegou ainda e Stefano está segurando as pontas no bar para gente. – Veronica disse.
- Beh, depois vocês repassam a informação, então, por favor, e sejam discretos, meus filhos não sabem ainda. – Suspirei.
- Ok, agora estou preocupada! – Minha mãe disse.
- Pia, podemos usar o escritório? – Perguntei.
- Claro! – Ela disse, abrindo a porta para nós.
- Vamos lá! – Indiquei, vendo minha mãe e meu pai se entreolharem e seguirem em frente.
- O que você aprontou agora, maninho? – Guendy perguntou, me abraçando pelos ombros.
- Beh... – Suspirei.
- Você não engravidou ninguém mais, engravidou? – Ela perguntou e engoli em seco.
- É melhor você sentar! – Suspirei e ela arregalou os olhos.
- Gigi...
- Por favor! – Suspirei, empurrando-a levemente para dentro e fechei a porta logo em seguida.
- Gigi, o que você fez?
- Espera, Guendy! – Pedi, vendo meus pais se acomodarem nas poltronas do escritório e elas se apoiarem na mesa. – Eu preciso dizer isso com as minhas palavras. Do meu jeito. – Suspirei.
- Ok, desembucha! – Ela disse e suspirei, pensei alguns segundos em como falar exatamente isso.
- Vocês se lembram quando eu falei que estava grávida? – Perguntei, mordendo o lábio inferior.
- Sim! – Eles disseram juntos e desanimados.
- Ela disse para mim e para o mundo que havia feito uma fertilização in vitro... – Suspirei. – Mas não é verdade. – Tentei estudar a reação de todos, especialmente de minha mãe. – A Sienna é minha filha. – Falei, vendo a reação deles surpresa nos olhos e o silêncio se formar no escritório. – Vocês podem falar alguma coisa. – Pedi, suspirando.
- Co-como isso aconteceu? – Veronica perguntou. – Quando?
- Junho de 2019. – Suspirei. – Eu fui me despedir dela antes de Paris e aconteceu. – Pressionei os lábios.
- E ela não te contou?
- Não. – Falei, rindo fracamente. – Eu não a julgo, ela estava no escuro, pai. Isso ainda não foi resolvido, por sinal, mas é. – Ri fracamente. – A Sienna é minha filha. Por isso que demorei, estava com elas até agora.
- Eu estou em choque! – Guendy disse. – Assim, é loucura, mas também é... – Ela sacudiu a cabeça. – Vocês sempre quiseram isso, não?
- É! – Falei, rindo fracamente, sentindo meus olhos úmidos. – Sem menos esperar, aconteceu. – Sorri. – E ela é linda, vocês precisam ser! – Ri fracamente. – Uma garotinha! Minha princesinha.
- Ah, maninho! – Veronica me abraçou, afundando o rosto nos meus ombros. – Parabéns! Eu sei como você sempre quis isso. – Suspirei, fechando os olhos.
- Que vocês finalmente se resolvam! – Guendy disse e Veronica abriu espaço para ela me abraçar. – Que vocês possam usar essa oportunidade perfeita para se resolverem! – Ri fracamente.
- Espero que sim, mas uma coisa de cada vez. Eu quero fazer tudo certo com ela. Ainda mais com Sienna agora. – Suspirei.
- Quando você descobriu? – Veronica perguntou.
- No nascimento dela. – Suspirei. – Eu fiz as contas de quanto tempo ela estava e quando nasceu que ficou óbvio. – Neguei com a cabeça. – Mas isso não importa agora, eu tive minha cota de segredos com ela também, então, preciso me resolver.
- Você ainda não contou para ela? – Guendy perguntou.
- Ainda não. – Suspirei. – E pretendo tentar conquistá-la antes de ela saber tudo. Não quero ganhá-la dessa forma.
- Vai dar certo! – Elas disseram e virei o rosto para meus pais que estavam estranhamente calados.
- Mãe? Pai? – Perguntei, suspirando e vi minha mãe passar as mãos nos olhos. – Ah, mãe! – Me aproximei dela, ajoelhando aos seus pés. – O que foi agora? Eu sou uma bagunça, eu sei, mas é o que eu sempre quis. – Ela acariciou meu rosto, suspirando.
- Eu sei, querido! – Ela fungou. – E eu nunca entendi. – Ela negou com a cabeça. – Você e ela poderiam estar felizes há tantos anos e...
- Está tudo bem, mãe. – Suspirei. – Ainda somos jovens. – Ela riu fracamente.
- Eu só quero que você seja feliz! – Ela disse, apertando meu rosto e sorri, abraçando-a pela cintura e sua cabeça apoiou na minha.
- Eu sempre fiquei receoso por causa dos meus filhos ou de magoar as mães deles, mas agora eu vou atrás da minha felicidade. – Suspirei e elas assentiram com a cabeça.
- Vai sim! – Ela sorriu. – E eu tenho uma netinha! – Ela disse animada, colocando as mãos na boca e ri fracamente.
- Sim, mãe! Ela faz três meses dia 20 e é... – Suspirei. – Linda! – Suspirei.
- Quando vamos conhecê-la? – Ela perguntou.
- Precisamos marcar um dia. Eu a chamei para vir, mas ela achou melhor não, por causa da imprensa e tudo mais. – Eles assentiram com a cabeça.
- Sim, sim, é compreensível. – Minha mãe disse.
- E eu preciso falar com os meninos. Vou falar amanhã. – Suspirei.
- Já sabe como vai fazer isso? – Guendy perguntou.
- Pensei em dar uma volta de barco com eles, deixá-los bem distraídos e contar. – Eles riram.
- Vai ser uma boa! – Ri fracamente e ergui o rosto para meu pai.
- Pai? O senhor não disse nada até agora. – Falei. – O que acha?
- Eu não preciso achar nada, filho, não mais. – Ele disse e assenti com a cabeça. – Você já tem 41 anos, viveu nas expectativas de outras pessoas por muito tempo, agora você precisa ser feliz, filho. Que se danem os outros. – Sorri, sentindo-o dar um tapinha em minhas costas. – E fico feliz por saber que eu tenho mais uma netinha. – Ri fracamente.
- Ela é linda! – Ri fracamente. – Parece a , mas tem meus olhos. – Eles sorriram. – Ela é gordinha, gosta de apertar. – Eles sorriram. – Ah, eu tenho fotos e vídeos aqui. – Puxei o celular do bolso, abrindo a galeria.
- EU QUERO VER! – Guendy e Veronica vieram rapidamente.
- A avó antes! – Minha mãe disse e vi uma foto minha e de Sienna que Manu havia tirado ontem e estendi para ela.
- Só ir para o lado, só deve ter isso aqui. – Falei, rindo fracamente.
- Ah, meu Deus! – Minha mãe disse. – Olha essas bochechas!
- Iguais do Lou. – Falei, sorrindo.
- Ah, filho! – Ela suspirou. – Ela é a cara da .
- Ainda bem! – Veronica disse, me fazendo rir fracamente.
- Olha a boquinha! – Guendy disse e sorri. – Agora entendo o tamanho do seu amor e da , maninho. – Ri fracamente. – Ela é linda demais! – Assenti com a cabeça.
- Demorou só 18 anos para gente perceber, mas ainda temos tempo. – Suspirei.
- Corra atrás dela, filho. – Meu pai disso.
- É meu plano, pai. – Assenti com a cabeça. – E eu só vou focar nisso agora... Depois que eu contar para meus filhos, é claro.
- Sabe como eles vão reagir? – Guendy perguntou e suspirei.
- Eu não sei o Leo, porque é tudo muito novo para ele, ele ainda não entende por que eu e a Ilaria não nos vemos mais, mas acho que Lou e Dado vão ficar felizes com isso. Eles ficaram animados demais com o nascimento da Sienna.
- Eles sempre gostaram dela... – Assenti com a cabeça.
- Sim. – Suspirei. – E ela também, acredita que ela já está fazendo reformas na casa dela para dar um quarto para cada um dos três? – Falei.
- Sério? – Virei para Guendy assentindo com a cabeça.
- Sério! – Suspirei. – Mesmo sem ser, ela sempre foi uma madrasta muito melhor do que a Ilaria. – Pressionei os lábios. – Ela gosta deles, ela se preocupa, eu só fui idiota o suficiente para não ter visto antes.
- Ao menos você ainda tem tempo para isso, filho. – Minha mãe disse.
- E eu não vou perder nenhum minuto. Agora depende dela. – Suspirei. – E eu vou deixar aberto para ela.
- Vai dar certo, filho. De formas erradas, deu certo até agora. – Meu pai disse. – Agora é se dedicar e fazer dar certo para sempre. – Assenti com a cabeça.
- Eu vou! – Suspirei. – Só peço para vocês não falarem nada para as crianças ainda, eu preciso descansar antes de encarar os meninos. – Eles confirmaram.
- Pode contar conosco, daqui não sai. – Meu pai disse.
- E sobre a parte famosa de vocês dois? Ela é presidente do time agora. – Guendy disse.
- Ainda não pensamos nessa parte, talvez eu deixe a imprensa descobrir por si só ou contar quando ficarmos juntos, assim encaro tudo de uma vez só. – Falei. – Mas não é uma decisão só minha, e eu não estou me importando, o que eu não preciso é mais preocupação nas costas. Só quero ser feliz.
- Eu apoio isso. – Guendy disse. – O foco são vocês. Vocês três. – Sorri, assentindo com a cabeça. – Você está velho também, quem vai se importar? – Ri fracamente.
- Valeu, Guendy, valeu! – Rimos juntos.
- Ai, eu quero ver mais fotos, tem? – Minha mãe perguntou.
- Tem algumas no Instagram dela, inclusive dela grávida. – Falei.
- Opa! – Veronica disse, tirando o celular do bolso, me fazendo rir fracamente.
- Vou deixar as senhoras em paz! – Falei rindo, vendo-as sorrirem.
- Chegamos, amore! – Falei ao estacionar o carro em frente ao Hotel Stella della Versilia e virei o rosto para trás, vendo Sienna dormindo na cadeirinha. – Será que o papai já contou? – Suspirei, sacudindo a cabeça.
Empurrei a porta do carro, pegando minha bolsa e atravessei-a no corpo antes de sair. Dei a volta no carro e abri a porta do passageiro, vendo Sienna ali e sorri, acariciando suas bochechas devagar.
- Boa tarde, senhora. – Virei o rosto para a jovem que saía da porta.
- Boa tarde, eu sou , amiga do Gigi. – Falei, franzindo a testa.
- Ah, sim! Eu me lembro da senhora. Eu sou Pia! – Ela disse.
- Eu lembro de você também. – Cumprimentei-a rapidamente.
- Não sei se o Gigi avisou que eu estava vindo, ele não respondeu minhas mensagens hoje de manhã. – Falei.
- O Gigi saiu para andar de barco com os filhos, a senhora gostaria de esperar lá dentro? – Ela perguntou.
- Sim, por favor! Ele acabou me convidando para vir e...
- Beh, não sei se temos quartos vagos, mas sempre damos um jeito. – Ela disse e ri fracamente.
- Eu só não quero atrapalhar. – Suspirei. – Eu posso encontrar outro lugar.
- Ah, não, não! O senhor Buffon dá um jeito, te garanto. – Ri fracamente. – A senhora tem malas?
- Sim, algumas... – Falei, apertando a chave e abrindo o porta-malas.
- Pode entrando, eu descarrego para a senhora.
- Grazie. – Sorri e desprendi o bebê-conforto de Sienna do carro e tirei-a, segurando-a pela alça antes de fechar a porta e vi Pia tirar a minha mala e as duas mochilas de Sienna. – Deixa eu te ajudar! – Estiquei a mão, pegando a bolsa do bebê e coloquei no ombro.
- Pode ir, eu levo para dentro. – Ela disse e assenti com a cabeça.
Andei alguns passos para dentro do portão e respirei fundo. Vir até aqui parecia uma ótima ideia na teoria, mas saber que eu teria que encarar várias perguntas e respostas era levemente assustador. O pior de tudo não era sua família, eram seus filhos. Será que ele já havia contado? Decidi vir ontem, mas acabei ficando na rua o dia inteiro que meu celular acabou a bateria, hoje mandei mensagem para Gigi antes de sair e não tive nenhuma resposta também, nem quando parei na metade do caminho para trocar Sienna e amamentá-la. Ao menos ela fica bem em viagens de carro.
- Ciao! Ciao! – Falei, entrando no lobby.
- Ciao! – O recepcionista falou. – Senhora , certa? Amiga do senhor Gigi?
- Exatamente. – Falei, rindo fracamente, apoiando o bebê-conforto de Sienna no balcão. – A Pia disse que ele está com os filhos dele, mas por acaso alguém da família Buffon está?
- Sim! Sim! Eles estão lá fora, eu vou chamá-los. – Ele disse. – Com licença.
- Claro! – Sorri, vendo-o seguir pelo interior do hotel e virei o rosto para Sienna, vendo seus olhos fechados e a boquinha entreaberta. Levei a mão para sua testa, checando se ela não estava suando com esse verão intenso. – Mamãe coloca uma roupinha fresquinha assim que possível. – Beijei suas pernas gordinhas, ajeitando a sandalinha em seus pés.
- ? – Virei o rosto com pressa, vendo a mãe de Gigi entrando no lobby.
- Dona Maria. – Falei, suspirando. – Desculpa vir sem avisar, eu tentei falar com Gigi, mas ele não me... – Seus braços me apertaram antes de eu terminar a frase e suspirei, apertando suas costas. – Hum, isso é bom. – Ela riu fracamente.
- Gigi nos contou, querida. E eu não poderia estar mais feliz por vocês dois. – Suspirei.
- Mesmo? – Perguntei confusa, suspirando.
- Só quem acompanhou vocês dois de perto sabe o quanto vocês passaram, agora vocês conseguem focar em vocês dois e na filha de vocês. – Ela disse, afastando o rosto e assenti com a cabeça.
- Tem algumas coisas para resolver ainda, mas... – Suspirei. – É! Uma coisa de cada vez. – Ela assentiu com a cabeça.
- Só digo que estou feliz por finalmente ter uma neta dele! – Ri fracamente. – Posso?
- É claro, vovó! – Brinquei e ela riu fracamente. – Ela dormiu na viagem, acabei amamentando-a perto de Gênova. – Disse, vendo-a se aproximar.
- Oi, minha lindinha! – Ela sussurrou, apoiando as mãos dos lados do bebê-conforto. – Eu sou sua vovó. – Sorri, suspirando. – Ela é linda, .
- Grazie. – Ri fracamente.
- Ela é sua cara. – Sorri.
- Ela tem os olhos do seu filho. – Apoiei a mão em seu ombro.
- Eu vi algumas fotos que ele mostrou. – Ela suspirou. – Eu sei que as coisas entre vocês ainda não estão perfeitas, mas eu estou feliz por vocês estarem se resolvendo.
- Ainda temos algumas coisas para resolver, mas acho que chega de problemas, né?! – Suspirei.
- Acho sim! – Ela disse firme. – Vocês se amam, não tem mais nada para se preocupar. Só a felicidade de vocês. – Sorri.
- ! – Virei o rosto, vendo as duas irmãs de Gigi e sorri.
- Ciao, ragazze!
- Ah, meu Deus! – Elas vieram apressadas em minha direção e meu corpo foi levemente para trás quando ambas me abraçaram fortemente.
- Calma, gente! – Ri fracamente. – Nem parece que eu escondi uma gravidez dele.
- Ah, vamos falar sobre isso depois, mas por enquanto estamos só muito felizes por vocês. – Veronica disse, me fazendo rir fracamente.
- Posso ver? – Guendy perguntou.
- Claro! – Falei, rindo fracamente e Guendy se afastou, enquanto Veronica me abraçou de lado.
- Como você está? – Ela perguntou.
- Eu estou bem. – Suspirei.
- Gigi disse que você não vinha. – Ela perguntou e suspirei.
- Eu não vinha, mas acho que chega de segredos. Eu quero poder deitar minha cabeça no travesseiro e não ter que pensar no que eu vou esconder para quem... – Suspirei.
- Faz bem, querida! – Maria disse e sorri, vendo Guendy babando em Sienna. – Vocês merecem ser felizes desde 2001 e agora ninguém vai impedi-los, nem vocês! – Ri fracamente.
- Beh, vamos devagar ainda, né?! – Ri fracamente. – Eu e Gigi somos outra questão um pouco mais complexa.
- Mas você veio até aqui, então é um começo. – Assenti com a cabeça.
- Onde ele está, falando nisso? – Perguntei, vendo Veronica passar as mãos nos olhos.
- Ele saiu para contar para os meninos. Saíram de manhã, devem estar aqui até umas duas ou três horas. – Assenti com a cabeça.
- Não vai ser fácil. – Falei, suspirando.
- Talvez não, mas ao menos os mais velhos entendem mais agora. – Assenti com a cabeça. – Vai ficar tudo bem.
- Espero que sim. – Sorri, sentindo-a apertar meu ombro.
- E só para você saber, somos sua família também, . – Sorri. – Vai ficar tudo bem. – Ri fracamente.
- Espero que esteja certa. – Suspirei.
- Me disseram que temos uma visita especial aqui! – Virei o rosto, vendo seu Adriano entrar no lobby.
- Acho que quiseram dizer minha filha. – Falei e ele riu fracamente.
- Minha neta! – Sorri, rindo fracamente e ele veio em minha direção, segurando minhas mãos.
- É, algo assim. – Ele sorriu.
- As circunstâncias não eram a esperada e Gigi ama dar um susto na gente, mas dessa vez nós concordamos que é uma ótima notícia. – Sorri.
- Fico feliz por pensarem assim, honestamente. Achei que vocês fossem fazer diversas perguntas e me criticar e...
- Criticar não, mas ainda temos as perguntas. – Maria disse, me fazendo rir fracamente. – Mas vamos conversar em um ambiente mais calmo e sem estresse? – Ri fracamente.
- Talvez seja bom. – Sorri.
- Você está com fome? – Veronica perguntou. – O almoço foi servido há pouco tempo.
- Sim, estou. – Falei, rindo fracamente. – Eu comi só uma bolachinha para não ficar tão fraca depois da amamentação.
- Vamos lá, então! – Maria disse, segurando minha mão.
- A Sienna...
- Eu levo essa bolinha gostosa aqui! – Ri fracamente, vendo Guendy pegar o bebê-conforto.
- Deixa eu facilitar seus ombros também. – Seu Adriano pegou a bolsa de Sienna e sorri.
- Grazie.
- Pia, coloque as malas de no apartamento do Gigi, depois vemos como vai ficar. – Maria disse.
- Vocês sabem que não estamos juntos, né?! – Falei, franzindo a testa.
- Sim, sabemos, ele nos disse. Mas também disse que vai fazer de tudo para te conquistar agora... – Ri fracamente.
- É claro! – Neguei com a cabeça.
- O que mudou agora, querida? – Ela perguntou e suspirei, seguindo com os quatro pelo restaurante.
- Acho que depois de tudo o que nós passamos, para isso dar certo, precisamos colocar todas as cartas na mesa e ainda faltam algumas. – Ela assentiu com a cabeça.
- Beh, não posso discordar, mas vocês vão chegar lá, principalmente com essa lindinha aqui agora para aproximar vocês. – Suspirei.
- Esse é meu medo, honestamente. – Falei baixo quando ela abriu a porta do restaurante, abafando minha voz.
- Fique à vontade. – Maria disse e vi que no restaurante só tinha mais uma mesa com uma família de quatro e outra lá fora com um casal.
Vi Guendy sentar no sofá com Sienna no bebê-conforto e suspirei, seguindo em direção ao buffet e peguei um prato. Me servi um pouco de pasta com molho pesto e um pouco de folhas verdes. Segui até uma mesa onde Maria Stella estava e me sentei.
- Quer beber alguma coisa, ? – Veronica perguntou.
- Pode ser um suco de laranja, por favor. – Falei.
- É para já! – Ela disse e sorri.
- Ela é calminha assim sempre, ? – Guendy perguntou.
- Quase sempre. – Ponderei com a cabeça. – Mas ela amamentou tem umas duas horas e a Manu diz que ela fica em coma quando mama. – Elas riram.
- E você teve algum problema com isso ou...
- Nenhum. – Falei, rindo fracamente. – Está tudo certo, inclusive com ela. Ela teve umas cólicas no começo, mas parou logo.
- Ah, que ótimo. – Elas sorriram.
- Você disse Manu? Quem é? – Maria perguntou.
- Ah, não sei se vão se lembrar de uma assistente que eu tive de 2014 a 2016 que tinha cabelo azul?
- Ah, sim, lembro, lembro! Os meninos a adoravam pelo cabelo. – Ri fracamente.
- Então, ela voltou em abril e está lá em casa. – Ri fracamente.
- Ah, isso é ótimo! – Guendy disse.
- Sim, é ótimo! Ela me ajuda demais e ela tem bastante jeito com crianças, me lembra quando eu era mais nova. – Elas sorriram e comecei a comer devagar, espiando Sienna de canto de olho.
- Foi bom você ter vindo, vai dar para vocês dois relaxarem, aproveitarem com ela... – Sorri.
- Sim, posso ficar até dia 18, depois preciso voltar para o time. – Suspirei.
- Verdade! Presidente! – Veronica disse, me fazendo rir. – Parabéns.
- Grazie! – Sorri. – Gigi saiu do time, mas acabei me mantendo bastante ocupada. – Falei, rindo fracamente.
- Com toda certeza. Mas parabéns, isso é um marco para as mulheres. – Sorri.
- Grazie! No começo foi difícil com tudo o que estava acontecendo após a saída do Gigi, mas acabou que deu certo. – Sorri.
- Gigi sempre falou de como você é inteligente e incrível, não duvido que tenha continuado a ser. – Ri fracamente.
- Gigi é um tonto. – Neguei com a cabeça.
- Ele mentiu, por acaso?
- Não, mas Gigi sempre me viu melhor do que eu me vi. – Suspirei.
- E você fez o mesmo, tenho certeza. – Pensei, soltando a respiração fortemente.
- É, mais do que eu deveria, mas sim. – Assenti com a cabeça e ela sorriu.
- Fez sim, querida. Qualquer outra pessoa já teria desistido. – Suspirei.
- É, a senhora está certa. – Mordi meu lábio inferior.
- Deixe-a comer, mamãe. Daqui a pouco esfria. – Veronica disse, me fazendo rir fracamente.
- Esfria ou a Sienna acorda, tenho certeza. – Disse e elas riram.
- Aproveita, mamãe. Tem duas tias babonas e uma avó. – Sorri.
- Ela causa isso por onde passa. – Sorri, colocando um pouco de macarrão e colocando-o na boca.
- UAU! ISSO FOI RADICAL! – Lou disse animado, enquanto nadava de volta para o barco. – Você viu?!
- Vi! Filmei e vou mandar para sua mãe! – Falei, vendo o auxiliar do barco ajudá-lo a voltar para dentro.
- Eu quero ver! – Ele disse animado, me fazendo rir.
- Quer ir, Leo? – Virei para ele.
- Não, tenho medo! – Ele disse, sentado no canto e ri fracamente.
- A gente brinca no tobogã da piscina, que tal? – Dei um beijo em seus cabelos.
- Ok! – Ele disse, me fazendo sorrir.
- Meu lindo! Cadê o Dado agora? – Falei, virando o rosto para o barco, vendo Dado em uma das laterais, subindo depois de pular o trampolim. – Tudo bem aí? – Perguntei.
- SIM! FOI DEMAIS! – Ele disse, me fazendo rir.
- Quer pular aqui onde o Lou foi? – Segurei sua mão, puxando-o para dentro do barco
- Ah, acho que agora não! – Ele suspirou. – ‘Tô cansado. – Sua voz estava pesada e passei a mão em seus cabelos.
- Eu ‘tô com fome! – Lou veio atrás de mim, abraçando Leo.
- Eu também! – Leo disse.
- Eu quero água! – Dado disse, suspirando.
- Vamos lá dentro almoçar, então? O barco logo volta! – Falei.
- Vamos! – Eles falaram animados.
- Vem! – Segurei Dado pelos ombros e segui pelo barco e que estávamos e peguei uma toalha para Lou e outra para Dado. – Se sequem um pouco. – Disse e Lou sacudiu os cabelos, sacudindo água para os lados. – Não em mim! – Disse e ele riu fracamente. – Vem, Leo! – Segurei sua mão e fui para dentro do largo restaurante na balsa que estávamos.
- Olá, Gigi, vão almoçar com a gente? – O recepcionista perguntou.
- Sim, por favor. Para quatro! – Falei.
- Claro, vamos lá! – Ele disse.
- Se puder ser em um lugar mais quieto...
- Claro! – Ele disse, assentindo com a cabeça e fomos logo atrás dele. Dado e Leo vieram com as toalhas enroladas na cintura, além dos coletes salva-vidas igual o meu. – O que acha?
- Está ótimo! – Sorri, vendo-o puxar uma cadeira e Lou se sentou.
- Vem, Leo. – Ajudei-o a subir na cadeira e ele ajeitou o colete.
- Vocês querem algo para beber?
- Coca! – Lou e Dado falaram juntos.
- Posso, pai? – Leo perguntou.
- Pode sim! – Sorri, dando um beijo em sua cabeça. – Vou acompanhá-los hoje, quatro Coca-Cola e eu quero uma tábua de muçarela de búfala e prosciutto.
- Certinho! Logo trago para vocês. – Ele disse e peguei o cardápio, dando uma olhada no mesmo.
- O que vocês vão querer? Peixe? Lagosta? – Perguntei.
- Eu aceito um scialatielli ai frutti di mare, mas só com camarão e afins, sem marisco. – Lou disse.
- Ok, eu vou contigo, e vocês? – Virei para os dois. – Peixe?
- Não! – Eles falaram juntos e ri fracamente, Lou era mais parecido comigo, Dado e Leo são mais frescos.
- Eu quero culurgiones. – Dado disse. – Quer comer comigo, Leo?
- É de queijo? – Ele perguntou.
- Sim! – Dado falou.
- Ok! – Leo disse sorrindo.
- Ok, vamos lá! – Falei e vi o mesmo recepcionista voltar com as bebidas e a tábua.
- Aqui está! – Ele entregou as garrafas e os copos, e depois colocou a tábua no centro da mesa com pane carasau. – Já sabem o que vão comer?
- Sim, quero dois scialatielli ai frutti di mare, mas um sem mariscos... – Ele assentiu com a cabeça. – E uma porção de culurgiones, quantos vêm em uma porção?
- Vem 10.
- É o suficiente para vocês? – Perguntei para Dado.
- Eles são do tamanho da palma da mão. – Ele disse.
- Sim! – Dado disse rindo.
- Perfeito! – Falei e ele assentiu com a cabeça.
- Logo volto. – Ele disse e sorri, vendo-o se retirar.
Abri minha garrafa, me servindo e fiz o mesmo com Leo, vendo os meninos fazerem o mesmo. Observei-os olharem a vista do mar de dentro do restaurante e suspirei. O restaurante estava enchendo, havíamos demorado para chegar aqui nessa praia afastada na Versília e deixei os meninos brincarem bastante nas atrações que tinha no banco para pular nesse mar quase transparente, mas agora já estávamos voltando e eu ainda não abri a boca. Vamos lá, né?!
- Hum, meninos... – Suspirei. – Eu preciso falar com vocês... – Engoli em seco, vendo os três olharem para mim.
- Ah, sabia, é bomba, né?! – Lou disse. – É óbvio que tem um motivo para você trazer a gente nesse passeio superlegal.
- Ei! Eu faço passeios superlegais com vocês. – Baguncei seus cabelos, vendo-o rir fracamente.
- Eu sei, mas você está quieto desde que a gente entrou! – Ele disse e suspirei.
- Eu preciso contar um negócio para os três. E eu gostaria muito se vocês me compreendessem.
- O que foi, pai? – Abracei Leo de lado, suspirei.
- Você talvez não entenda muito, Leo, mas você entende que eu e a sua mãe não estamos mais juntos, não é? – Virei para ele.
- Sim! – Ele disse.
- Eu e sua mãe somos bons amigos, mas nós não formamos um bom casal, sabe? – Ele disse. – Por isso nos separamos e deixamos ser felizes com outras pessoas... – Virei para Lou e Dado.
- Eu sei. – Ele assentiu com a cabeça.
- E o papai é apaixonado em uma mulher a vida inteira. Antes de qualquer um de vocês dois nascerem. – Ele assentiu com a cabeça e vi Lou sorrir. – Nós acabamos não dando certo no passado, mas agora nós crescemos, amadurecemos e estamos querendo a mesma coisa.
- Você e estão juntos? – Lou perguntou animado.
- Ainda não, filho, mas o que eu tenho para falar tem a ver com ela. – Olhei para eles um por um.
- Ela vai ser legal comigo? – Leo perguntou e sorri.
- Vai! – Sorri. – Ela te ama, amore. E você já a conhece, você dormiu no colinho dela em 2017. Ela trabalha com o papai há anos. – Ela assentiu com a cabeça.
- Ela é a pessoa mais legal que você vai conhecer na sua vida, Leo! – Dado disse animado, me fazendo rir fracamente.
- Ela gosta muito do papai, amor, então ela gosta muito de vocês também. – Suspirei. – E... Com isso... Vocês vão ter uma nova irmãzinha.
- Verdade! – Lou falou animado. – A Sienna! – Ele disse e suspirei.
- A Sienna... – Suspirei. – Ela é minha filha, gente! – Engoli em seco.
- Como assim? – Lou e Dado perguntaram juntos.
- De verdade! – Falei, suspirando. – Eu sou o pai biológico da Sienna.
- Você está de zoeira! – Lou disse rápido.
- Não! – Ri fracamente. – Eu e a temos uma filha juntos. Uma irmãzinha para vocês! Eu sei que isso deve ser complicado para vocês, mas...
- PAI! ISSO É DEMAIS! – Lou disse alto, me assustando. – Ok, isso é estranho e eu tenho várias perguntas biológicas sobre isso.
- Não inventa! – Falei.
- MAS É A , PAI!
- Você pode falar mais baixo. Ainda não anunciamos para ninguém. – Disse.
- Ok... – Ele se sentou novamente. – Isso é...
- Isso é legal, pai! – Dado disse rindo. – Nós temos uma irmãzinha!
- Vocês têm. – Suspirei. – Deve ser confuso para vocês depois de tudo, ainda é um pouco para mim, mas vocês têm uma irmã! – Ri fracamente. – Mais uma irmã. – Virei para Leo que me olhava surpreso. – É difícil para você, não é, pequeno? – Abracei-o para perto.
- Ela vai ser como os meninos são para mim?
- Sim, amore. – Falei baixo. – Sua irmãzinha. Pequenininha.
- Ela vai ficar longe de mim? – Suspirei.
- Ela vai morar com a sim, mas você vai vê-la sempre. Sempre que você ver o papai, você vai vê-la. – Falei, vendo meus mais velhos com os lábios pressionados.
- É pouco... – Suspirei.
- Eu sei, amore. Mas eu vou fazer questão de mudar isso assim que eu voltar para Itália. Eu quero mais tempo com vocês e agora, com a Sienna, sua irmãzinha, vocês têm direito de vê-las mais também. – Eles assentiram com a cabeça. – Para mim é algo normal, pois papai sempre quis ter uma família com a , sempre foi o sonho nosso, mas a vida acabou acontecendo de formas diferentes. – Suspirei. – Mas mesmo dessa forma, ela me deu vocês três. – Pressionei os lábios. – Quatro agora... – Eles riram fracamente. – E eu não gostaria que fosse diferente de nenhuma forma, pois eu talvez não tivesse vocês. – Eles confirmaram com a cabeça. – Eu ainda não sei como vamos fazer isso dar certo, mas eu quero que vocês se sintam confortáveis com tudo. Vocês três... Então, se tiver alguma coisa que vocês não estão gostando ou não estão felizes, me falem, por favor. – Apoiei a mão no ombro de Leo. – É importante para mim que isso dê certo.
- Você pode contar com a gente, pai! – Dado disse, indicando ele e Lou. – E a gente vai ajudar o Leo a ficar bem também, né?! – Ele sorriu.
- Se você ‘tá bem, eu ‘tô bem! – Leo disse e assenti com a cabeça.
- Mas fala com o pai, ok? Qualquer coisa! – Suspirei e ele assentiu com a cabeça. – Eu não sei ainda como as coisas vão ficar, mas elas logo se ajeitam, eu prometo.
- Quando vamos conhecê-la, pai? – Dado perguntou.
- Provavelmente depois das férias. – Falei. – Assim que possível. – Eles assentiram com a cabeça e suspirei.
- Posso atrapalhar? – O recepcionista voltou com os pratos.
- Opa! Claro! – Falei e ele colocou os pratos na mesa.
- Bom apetite! – Ele disse e assenti com a cabeça.
- Comam, meninos, logo a gente chega em casa! – Falei, suspirando. Ergui o celular, dando uma olhada e vi que ainda estava sem sinal.
Comi sem nenhuma interrupção dos meninos e eu me sentia estranho. Eu estava aliviado por contar isso para eles, a felicidade do Lou e de Dado já era esperada, mas me perguntava o que se passava na cabeça de Leo. Ele só tem três anos e meio, é pedir muito para uma criança dessa idade. Já foi difícil explicar para ele minha separação de Ilaria, agora isso? Esperava que com o dia a dia ele se acostumasse com isso.
Demoramos quase mais duas horas até voltar para o litoral. O barco parou no píer e desci com meus meninos, feliz por finalmente tirar aquele salva-vidas. Meu corpo ainda estava com o ritmo do barco e eu precisava descansar um pouco. Tomar um banho e relaxar dentro do ar-condicionado um pouco, mas tinha uma leve ideia de que os meninos gostariam de ir para a piscina ou para o campo agora. Ainda bem que eu tinha um hotel inteiro para ficar de olhos neles.
- Oi, tia! – Dado falou quando voltei pela praia ao nosso clube.
- Ei, gostaram do passeio? – Guendy perguntou.
- Sim! Foi legal! – Ele disse animado e sorri.
- É, mas todos sabemos os motivos que ele fez isso, né?! – Lou disse.
- Ah, bocudo! – Falei, ouvindo-o rir.
- Ele contou, é?! – Ela disse e assenti com a cabeça.
- É! A gente tem uma irmãzinha agora! – Lou disse sorrindo.
- É sim! E ela é uma linda! – Guendy disse, me fazendo rir fracamente, e seu olhar subiu para mim novamente. – Tem uma surpresa para vocês lá no restaurante. – Franzi a testa. – Uma surpresa linda, fofa e gorda. E a mãe dela... – Arregalei os olhos.
- está aqui?
- ? – Lou gritou e os dois correram apressados para dentro do hotel.
- Agora o hotel vai ficar sujo de areia e a culpa é toda sua! – Falei para Guendy que deu de ombros.
- Sua filha é linda, Gigi, fica quieto e vai aproveitar! – Ri fracamente. – Vai logo.
- Vem, Leo! – Estendi a mão para ele, andando lado a lado até a entrada do hotel.
Segui apressado pelo local, sendo Leo ao meu lado e fui seguindo as risadas e os gritos animados. Passei pelo deck externo, segui pela área de lazer até chegar na área da piscina onde o restaurante tinha uma parte externa e já vi meus meninos pendurados em .
- A gente sentiu sua falta! – Lou disse e vi me olhar de longe.
- Eu também senti, meus amores! – Ela suspirou.
- Então agora a gente tem uma irmãzinha? – Dado perguntou.
- Tem sim! – disse e me aproximei.
- Você veio! – Falei e ela sorriu.
- Sienna enjoou do barulho. – Ela disse e ri fracamente, abraçando-a de lado e dando um beijo em sua cabeça.
- Eu estou cheio de areia.
- Não se preocupe. – Ela sorriu, se afastando devagar. – E eu achei que seria bom resolver isso o mais rápido possível. – Assenti com a cabeça.
- Ela é li-i-i-i-inda! – Dado disse e sorri, vendo ambos olharem para o bebê conforto de Sienna.
- Cuidado. – Minha mãe disse e ela sorriu para mim. – Parabéns, filho. – Sorri.
- Oi, lindinha! – Dado disse e vi que Sienna estava acordada, olhando tudo com os olhos azuis arregalados.
- É ela, pai? – Leo perguntou e me abaixei, ficando na sua altura.
- É, amore. – Abracei-o pelas costas. – Essa é a , o amor da vida o papai. – negou com a cabeça. – E essa é a Sienna, sua irmãzinha. – Falei, levando-o até Sienna e Lou abriu espaço e abraçou o mais novo.
- Olha, Leo! Ela é lindinha! – Lou disse. – Fala oi para ela.
- Oi! – Leo disse e sorri, abraçando pela cintura. – Eu sou seu irmãozinho.
- E eu sou o irmão do meio! – Dado falou animado.
- E eu o mais velho! – Lou disse. – A gente vai cuidar de você. – virou o rosto para mim.
- Deu tudo certo? – Ela perguntou baixo e ponderei com a cabeça.
- Por enquanto sim. – Suspirei e ela assentiu com a cabeça.
- Eu não aguento mais problemas, Gigi. – Ela disse.
- Nem eu! – Tirei um fio de seu rosto e joguei-o para trás. – Vamos fazer isso dar certo, ok?! – Ela confirmou com a cabeça.
- Minha linda! Minha gostosa! Minha gorducha! Minha bochechuda! – Lou falou como criança e sorri, virando o rosto para o lado.
- Ela está sorrindo para você! – Minha mãe disse e vi o sorriso aberto de Sienna, me fazendo suspirar.
- Irmãzinha mais linda que alguém pode ter. – Ele continuou, se aproximando dela e deu um beijo em sua cabeça. – Minha linda. – Sienna colocou as mãozinhas no rosto dele.
- Cuidado que ela vai aper...
- Ai, sua sapeca! – Lou riu quando ela apertou seu rosto e sorriu.
- Falei tarde. – Ela disse e ri fracamente.
- Ela tem suas bochechas, Lou! – disse.
- Minha irmã de bochecha! – Ele disse fofo e suspirou. – Eu vou cuidar de você sempre.
- Deixa eu ver! – Leo disse.
- Vem cá! – Lou disse, erguendo-o e ri fracamente.
- Oi! – Leo disse fofo.
- Vai dar certo. – Sussurrei no ouvido de e ela se virou para mim.
- Eu já falei que você criou seus meninos muito bem, lembra? – Assenti com a cabeça. – Continua fazendo isso muito bem. – Sorri.
- Ei, ! – Viramos o rosto para Lou. – Acho que alguém está precisando ser trocada. – Ri fracamente.
- Eu preciso dar um banho nela, ela suou um pouco na viagem e essa fralda não é trocada há umas quatro horas. – Suspirei.
- Não se acomodou ainda? – Perguntei.
- Beh, você disse para eu vir, mas vocês estão lotados. – Ela disse, me fazendo rir fracamente. – O que é ótimo, mas...
- Não, a gente dá um jeito. – Ele suspirou. – Tem duas camas de casal e uma de solteiro no meu apartamento, você pode ficar em uma de solteiro e o Leo dorme comigo. Temos berço reserva. – Falei.
- Não acho que é uma boa ideia, Gigi. – Ela disse.
- Eu prometo que não tenho interesse nenhum nisso, tanto que ofereci a cama de solteiro, besteirenta. – Ela riu fracamente, me empurrando pelo ombro.
- Eu não disse sobre isso, Gigi. A Sienna é uma recém-nascida, ela acorda pelo menos uma vez na noite, seus meninos vão começar a odiar a irmãzinha logo no primeiro dia. – Ri fracamente.
- Ok, eu não pensei nisso.
- Viu?! E pensando besteira de mim. – Ela disse e sorri. – Sério, Gigi, eu posso encontrar outro hotel, eu passo o dia aqui e durmo em outro lugar.
- De jeito nenhum! – Falei rapidamente.
- Gigi, por favor...
- , por favor, eu te convidei, deixa eu checar como está o calendário de agendamentos e a gente vê o que faz. – Falei.
- Pia já viu, a saída mais próxima é em três dias. – Ela disse e suspirei.
- Eu tenho uma ideia... – Virei, vendo minha mãe. – Mas não sei se vão gostar disso. – Ela riu fracamente.
- O quê? – Perguntei.
- Vocês dois podem ficar no meu quarto e do seu pai com a Sienna, e nós dormimos com os meninos. – Ela disse.
- Mas aí eles vão te enlouquecer, mãe! – Falei.
- Leo dorme cedo, filho. E os outros dois vão para o quarto realmente para dormir... – Ela disse.
- Eu não vou aceitar tirar a senhora do seu quarto, dona Maria. Sinto muito. – disse.
- Ah, , por favor. Os quartos são quase iguais, mas o nosso é menor e tem espaço só para uma cama de casal. Vai ser só para dormir também, por favor. Você veio até aqui, não quero que vá embora só por isso. – Ela suspirou.
- Vai, ! – Falei baixo para ela. – Fica com a gente.
- Você está adorando essa ideia, não é?! – Ela disse, me fazendo rir fracamente.
- Beh, não seria a primeira vez que eu dormiria contigo. – Falei baixo e ela me empurrou pelo ombro.
- Discreto, Gianluigi! Muito discreto! – Ri fracamente.
- Não menti, ou não estaríamos aqui. – Dei de ombros, vendo-a sorrir.
- Ok! Ok! Eu aceito, mas...
- Sem “mas”, me deixa ter esse gostinho por um momento. – Ela riu fracamente.
- Beh, vamos organizar as coisas, então. Assim você pode dar banho na Sienna, trocá-la... – confirmou. – Enzo, por favor, pegue o berço que tem dos quartos e leve para o meu quarto, por favor.
- Sim, senhora! – Ele disse, se afastando.
- Vem, , vou te dar um espaço para você cuidar de Sienna. – Minha mãe disse.
- Vem, eu te ajudo! – Falei.
- Meninos, posso pegar ela rapidinho? Eu logo trago ela de volta. – Ela disse.
- Podemos ir com você? – Dado perguntou.
- Ela precisa descansar, meninos, assim ela pode brincar mais com vocês! – Falei. – Sienna é um bebê, ela não tem o mesmo pique de vocês. – riu fracamente.
- Tudo bem, mas não demora! – Leo disse e sorri, dando um beijo na cabeça do mais novo.
- Por que vocês não brincam um pouco na piscina? Papai logo aparece para ficar com vocês e ajudar no banho, pode ser? – Falei.
- Tudo bem, pai! – Eles disseram um tanto desanimados e ri fracamente, dando um beijo em Dado e outro em Lou.
- Amo vocês! – Falei. – Muito mesmo.
- A gente também! – Eles disseram juntos e vi pegar o bebê-conforto de Sienna, ouvindo-a resmungar.
- Vamos sua sapeca, preciso te trocar. – disse e peguei a mochila de Sienna, colocando-a no ombro. – Minha bolsa, Gigi.
- Já peguei! – Minha mãe disse.
- Obedeçam suas tias enquanto eu estiver lá dentro, ok?! – Falei firme. – E eu vou trazer a boia para colocar no Leo. – Falei para Veronica.
- Relaxa, senhor Von Trapp! – Ela disse e revirei os olhos.
- Engraçadinha! – Falei e elas riram comigo. – Eu já volto! – Disse, seguindo logo atrás de .
- Te comparando com a família Von Trapp, sério? – disse e ri fracamente.
- Para você ver. – Ri fracamente.
- Beh, eles tinham sete filhos, faltam só três. – Ela deu de ombros e ri fracamente.
- Aceita o desafio para fazer os últimos três? – Ouvi minha mãe gargalhar alto.
- Ai, Gianluigi, cala a boca! – Ela disse, me fazendo rir.
- Ah, , só você para aguentar mesmo. – Minha mãe disse.
- Para senhora ver, dona Maria. Só eu mesmo! – Ela disse, me dando uma cotovelada e ri fracamente, seguindo com elas.
Capitolo centotreinta
Passei a mão nos cabelos de Sienna devagar, sentindo-a apertar os bracinhos em meu corpo enquanto a água do chuveiro caía sobre nós. Dei um beijo em sua cabeça, ouvindo-a resmungar e era hora de sair daqui.
- Vamos, minha linda! – Ajeitei-a mais para cima e desliguei o chuveiro com uma mão. – Vamos colocar uma roupa fresquinha e tirar uma soneca. – Ergui-a para cima, dando um beijo em suas bochechas, sentindo-a apoiar as mãos em meu rosto. – Minha linda! – Sorri.
Abaixei-a antes de sair do box, peguei a toalha de Sienna e enrolei na mesma. Deitei-a no trocador improvisado na bancada e fiquei de olho nela enquanto puxava a toalha para me secar. Ela sorriu quando se cobriu com a toalha, mordendo a ponta da mesma e esfreguei a toalha nas costas, me secando devagar enquanto a observava.
- Minha linda! – Enrolei a toalha em meu corpo, prendendo-a e aproximei meu rosto do de Sienna. – Amor da vida da mamãe! – Assoprei sua barriga. – Vamos colocar uma fralda? – Tirei a toalha de sua boca. – Mamãe te dá a chupeta. – Dei um beijo em sua bochecha antes de pegá-la novamente e abrir a porta, vendo Gigi do lado de fora, ajeitando sua mala. – Fiz uma bagunça enorme, não? – Disse, vendo-o me observar de cima a baixo e levei Sienna até a cama de casal no meio do quarto.
- Até a próxima vez que você vier, a gente já ajeitou isso, não se preocupe. – Ele disse.
- Fica de olho nela, por favor?
- Ela é minha filha também, , não precisa pedir sempre. – Ri fracamente, pegando a troca de roupa que havia deixado no canto da cama e assenti com a cabeça.
Entrei de volta no banheiro, terminando de me secar e prendi a toalha nos cabelos. Passei desodorante e perfume antes de colocar a calcinha de algodão cor da pele e o sutiã de amamentação molinho. Vesti uma regata branca por cima e shorts jeans antes de colocar o chinelo. Soltei os cabelos, passando as mãos neles e demorei alguns minutos penteando-os.
Tirei os fios do pente, jogando-o no lixo e liguei o secador para dar uma rápida secada nos fios, ao terminar, guardei tudo no lugar e fechei minha necessaire, deixando-a na lateral. Pendurei a toalha e ajeitei as coisas de Sienna, deixando-a no canto da pia antes de sair do banheiro.
- Quem é a minha linda? Quem é a minha gorducha? – Ouvi Gigi falando com Sienna e sorri. – Quem é? Quem é? Mia bambolina! – Ele assoprou a barriga de Sienna e ouvi uma risada, me fazendo arregalar os olhos.
- Ela riu! – Falei animada, me aproximando deles, vendo que Sienna já estava de fralda e deitada em cima da coberta.
- É! Ela está rindo aqui! – Ele disse.
- Ela nunca tinha rido, Gigi! – Sentei na beirada da cama. – Não é, minha linda? – Acariciei suas perninhas.
- Hum, então, eu acompanhei a primeira risada dela? – Ele disse.
- É, você riu para o papai? – Aproximei dela, dando um beijo em sua bochecha, vendo seu sorriso. – Amor da minha vida. – Ela segurou meu cabelo com as mãozinhas. – Ai! Ai! – Falei, rindo fracamente quando ela puxou e tirei meu cabelo de suas mãos. – Malvada! – Disse, dando um beijo em sua barriga, ouvindo-a resmungar.
- Sapeca! – Gigi disse, fazendo cócegas em sua barriga e ela riu, virando o corpo para o lado, me fazendo sorrir. – Sua linda! – Suspirei.
- Quem diria, não? – Virei para ele.
- Você, eu e um bebê? – Ele disse e assenti com a cabeça.
- Honestamente, em todas as nossas conversas, eu sempre confirmei contigo, mas internamente eu achava que nunca ia acontecer. – Suspirei, vendo Sienna se arrastando na coberta. – Volta aqui! – Puxei-a de volta pelo pé, ouvindo Gigi rir fracamente.
- Eu sempre acreditei, ! – Ele acariciou a barriga dela. – Acho que foi isso que me deu forças para continuar. – Ele virou o rosto para mim. – Só gostaria que fosse diferente.
- No quê? – Perguntei.
- O dia em que Sienna foi concebida. – Ele disse e ri fracamente. – Podia ter sido mais romântico, diferente...
- Sempre é romântico conosco, Gigi. Talvez tivesse menos lágrimas. – Ele riu fracamente.
- Viu?! Podia ter sido melhor. – Sorri, negando com a cabeça.
- Eu... – Suspirei. – Eu quero limpar as coisas entre nós... Eu ainda acredito em nós, de verdade. – Suspirei.
- Sim, eu também, amore! – Ele disse.
- Então, nessa situação, acho que eu tenho direito em querer saber o que aconteceu entre você e a Ilaria, Gigi. Tudo é confuso para mim e...
- Não aconteceu nada, . – Ele disse. – Eu só caí na real. – Ele deu de ombros. – Eu te amo, sempre te amei, não dá para eu ficar vivendo pelos outros. Eu já tenho 41 anos, até quando eu tinha que viver assim? – Assenti com a cabeça.
- E isso tem alguma relação com a sua saída? – Perguntei, desviando o olhar para Sienna que tentava virar de novo e ergui o rosto para Gigi de novo.
- Eu achava que precisávamos de um tempo de tudo. – Ele desviou o olhar para mim e puxou Sienna para mais perto. Suspirei fundo, inclinando meu corpo para a bolsa de Sienna e peguei a chupeta dela.
- Nós não precisávamos de tempo nenhum, Gigi. – Falei, colocando a chupeta em sua boca, vendo-a arregalar os olhos. – Precisávamos de cuidado, preocupação.
- É por isso que eu estou aqui, . – Ele ergueu o rosto de novo e suspirei. – Para cuidar de tudo, cuidar de você, cuidar de Sienna, cuidar de mim, meus meninos... – Neguei com a cabeça.
- Você poderia ter feito isso um ano atrás, mas não fez! – Disse, me levantando. – E gostaria de entender por quê. – Falei, seguindo até a mala de Sienna e procurei pela zebrinha dela.
- Você não desiste, né?! – Ele disse e voltei para perto dele, colocando o bichinho de pelúcia perto de Sienna, vendo-a abraçar, me fazendo sorrir.
- Eu sei quando algo está errado, Gigi, e tem algo de errado aqui. – Virei para ele, me sentando na cama novamente.
- Está tudo bem, . – Ele disse, levando a mão até meu rosto, acariciando-o devagar. – Pensa na gente.
- Eu penso. – Disse, segurando sua mão e abaixando-a devagar. – Por isso eu não posso fazer isso com pendências, Gigi. Incertezas...
- Não tem nada, . Confia em mim. – Ele disse e suspirei.
- Temos problemas de confiança também, isso não é bom! – Falei, vendo-o sorrir e ele aproximou o rosto do meu, me fazendo morder o lábio inferior, mas ele pressionou os lábios na minha testa.
- A gente vai consertar isso também. – Assenti com a cabeça, ouvindo um resmungo de Sienna e virei o rosto para ela, vendo que ela havia cuspido a chupeta e mordia a orelha de sua zebrinha.
- É, a vida é irônica mesmo. – Suspirei, pegando sua chupeta e apoiei-a na mesa de cabeceira.
- É nossa, . É louquinha mesmo. – Ri fracamente.
- Minha linda. – Suspirei, acariciando sua barriga. – Será que eu acho um suquinho de laranja ou maracujá natural há essa hora? – Virei para ele.
- Sim! Vou pedir para trazer para você.
- Para ela, na verdade. Está quente demais, vai refrescar um pouco.
- Vou pedir para Pia trazer. – Ele disse, se aproximando do telefone.
- Coisa de 50 milímetros. – Falei, pegando a mamadeirinha de uns dos bolsos internos da bolsa e sacudindo em sua direção.
- É para já! – Ele disse, pegando o telefone. – Pia?
Virei o rosto para Sienna, vendo seus olhos azuis me olharem curiosos. Aproximei meu rosto do dela, dando um beijo em sua bochecha antes de deitar ao seu lado. Apoiei minha cabeça no travesseiro e inclinei minhas pernas para frente, formando uma concha em volta do corpo de Sienna.
- Ela já vai trazer. – Ele disse e assenti com a cabeça.
- Se você quiser tomar banho ou ficar com seus meninos... Não sei. – Ri fracamente.
- Eu fico com Sienna, você quer dormir, ! Dá para ver isso nos seus olhos. – Suspirei.
- Dirigir 300 quilômetros sozinha com um bebê não é fácil! – Disse e ele se sentou na beirada da cama.
- Você deveria ter vindo comigo. – Ele disse e vi Sienna se mexendo na cama, rolando enquanto segurava a zebrinha.
- Eu sei, mas eu realmente não vinha. – Suspirei. – Mas a Manu me convenceu. – Ele sorriu. – Talvez ela quisesse ficar sozinha um pouco também. – Rimos juntos.
- Ver o Fede?
- Ela disse que vai no jogo na terça, mas não acho que ela vai atrás dele. – Disse, ouvindo-o rir. – Manu tem alguns receios pessoais e eu até entendo, mas ela vai se soltar... – Ele assentiu com a cabeça.
- Ela me disse que veio para relaxar, né?! – Ele disse.
- Sim, nós conversamos, depois que ela foi embora, o pai dela ficou muito superprotetor, ela conseguiu emprego em uma agência de seguros e começou a trabalhar como fotógrafa de eventos... – Suspirei. – Acho que ela surtou, sabe? Ela tem 24 anos já, sem formação, sem foco na vida... Turim vai fazer bem para ela.
- Ah, com toda certeza. Ainda mais com você dando passe livre para ela. – Ri fracamente.
- Acredita que ela quis pagar aluguel da casa da piscina? – Ele franziu a testa.
- Sério?! – Assenti com a cabeça.
- Sim! Ela quer ter responsabilidades de adulto. – Suspirei. – Ela vai pagar 200 euros por mês, vai tudo para poupança da Sienna.
- Sempre organizada, não é, ? – Ri fracamente.
- Beh, dinheiro realmente não é problema para mim, Gigi, mas é bom a gente se preparar para o pior. – Ele assentiu com a cabeça e ouvi a porta bater.
- Agora com a presidência, imagino que ganhe mais do que eu! – Ele disse, seguindo até a porta.
- Não mais do que você ganhava no PSG, mas o suficiente para eu realmente não me preocupar com dinheiro pelo resto da minha vida. – Segurei Sienna, erguendo-a em meu colo e a ouvi resmungar, me fazendo sorrir. – Minha linda! – Beijei sua bochecha. – Minha gorda! – Ela sorriu, fazendo um sonzinho ao movimentar a boca. – Ah, meu amor. – Abaixei-a novamente, colocando-a ao meu lado novamente.
- Aqui, ! – Gigi disse. – Tem os dois. – Ele me mostrou as duas jarras.
- Não precisava de tanto. – Falei, rindo fracamente e peguei a mamadeirinha, te entregando. – Coloca maracujá, por favor. – Falei.
Desviei o rosto dele, trazendo a zebrinha de Sienna para perto e ela sorriu desdentada para a mesma antes de abraçá-la forte, me fazendo sorrir. Acariciei seus cabelos arrepiados e suspirei. Precisava checar se Gigi limpou o nariz e as orelhas dela.
- Aqui! – Gigi estendeu a mamadeira e sorri. – Vou colocar no frigobar.
- Grazie. – Sorri, checando se estava travado e inclinei a mamadeira para ela. – Quer um suquinho? – Ela tentou pegar. – Não, mamãe dá! – Falei, abaixando suas mãozinhas. – E bebe devagar. – Coloquei o bico da mamadeira em sua boca, vendo-a arregalar os olhos e começar a sugar. – Devagar! – Falei, rindo fracamente e vi a sombra de Gigi.
- Gulosa, hein?! – Ele disse e ri fracamente.
- Esfomeada demais. – Sorri, vendo a mamadeira esvaziar rapidamente. – Ah, amore! – Vi o líquido sumir da mamadeira, me fazendo rir. – Acabou! – Falei, tirando a mamadeira de sua boca, ouvindo-a resmungar e soltar gritinhos. – Não, não vou te dar mais agora, não! Você vai vomitar! – Falei, me virando para deixar a mamadeira na mesa de cabeceira, ouvindo seu resmungo. – Não! – Disse firme, dando um beijo em sua testa. – Agora tenta tirar uma soneca, meu amor.
- Acho que vou tomar banho, então, ! – Gigi disse.
- Claro! Vai lá! – Falei.
- Eu vou ver os meninos, dar banho no Leo.
- Claro! Vai lá! Ela logo dorme e eu devo tirar uma soneca também. – Disse e ele assentiu com a cabeça.
- Eu volto quando...
- Relaxa, Gigi. Eu coloco uma almofada em volta dela, vai ficar tudo bem. – Disse e ele riu fracamente.
- Ok, eu logo volto! – Ele disse.
- Está tudo bem! – Falei firme e ele riu fracamente, dando um beijo em minha cabeça.
- Logo volto! – Ele disse firme, se debruçando sobre mim e deu um beijo na barriga de Sienna. – Amori! – Ri fracamente, ouvindo a mais nova rir com Gigi. – Linda!
- Vai logo, Gigi! – Empurrei-o pelo ombro, ouvindo-o gargalhar e o vi seguir para fora do quarto, fechando-o logo em seguida. – É, amore. Esse é seu pai! – Voltei a olhar para Sienna. – Seu pai! – Inclinei meu corpo para frente, puxando a almofada larga de Sienna e ajeitei em volta dela, deixando-a próxima de mim. – Dorme um pouco, amore. Mamãe está aqui! – Dei um beijo em sua cabeça, vendo-a brincar mais um pouco com sua zebrinha.
- Tenha um bom dia. – Sorri, apoiando os braços no balcão, vendo o cliente seguir pela área do bar no clube e se sentar em uma mesa junto de sua família
- Ei, Gigi! – Virei o rosto, vendo Guido se aproximar.
- Ei, Guido! – O cumprimentei rapidamente.
- Sua irmã pediu para eu vir te resgatar. – Ri fracamente. – Serviram o almoço!
- Já almoçou? – Perguntei.
- Já sim! – Ele disse, pegando o avental embaixo do balcão.
- Beleza, qualquer coisa chama. – Falei e ele confirmou com a cabeça.
Suspirei, abaixando os óculos de sol enquanto eu segui para dentro do hotel, vendo a mudança de iluminação me cegar por alguns minutos. Entrei nas dependências da área de lazer do hotel, vendo algumas pessoas na piscina, outras andando pela área externa do restaurante.
- Ei, maninho! – Vi Guendy.
- Ei! – Sorri, tirando os óculos e colocando-o na gola da camiseta.
- Não te vi cedinho. – Apoiei os braços no balcão.
- Ah, eu demorei para sair do quarto hoje. – Suspirei.
- Como foi a noite? – Ri fracamente.
- Ela estava cansada, a gente ficou brincando com a Sienna um pouco, ela mamou e dormiu. dormiu logo atrás. Com um travesseiro entre a gente. – Ela riu fracamente.
- Você vai chegar lá! – Ela deu um toquinho em meu braço.
- Só de dividir uma cama com ela, poder observá-la dormindo, já é um ótimo começo. – Ela sorriu.
- Cadê ela, falando nisso? – Ela perguntou.
- Dormindo, eu trouxe a Sienna quando saí e minha mãe estava de olho no Lou com ela. – Disse, suspirando. – Tenho que ir atrás deles, falando nisso.
- Restaurante. – Ela disse e assenti com a cabeça.
- Vou lá! – Dei dois toques no balcão, seguindo pelo corredor, andando em direção ao restaurante.
- Gigi! – Virei o corpo, vendo vindo correndo.
- Bom dia, princesa! – Falei e ela riu fracamente.
- Você não deveria ter deixado eu dormir tanto. – Ela se aproximou, passando as mãos nos cabelos.
- Ainda bem que eu deixei, você precisava descansar. – Ela suspirou.
- Grazie. – Sorri, abraçando-a de lado de dei um beijo em sua têmpora. – Onde está Sienna?
- Com Lou! – Falei, vendo-a franzir a testa.
- Mesmo?
- Sim! – Falei, rindo fracamente. – Ele está incrivelmente feliz.
- Isso deve ser uma bagunça na cabeça deles, Gigi. Especialmente no Lou. – Ela negou com a cabeça e levei a mão em seu rosto.
- Eu sei, , mas... – Suspirei, rindo fracamente. – Eu não sei, honestamente. Para mim parece tão certo que eu nem consigo ver problema nisso tudo...
- A gente viveu isso, Gigi... – Ela segurou meus braços. – Mas eles... Eu lembro quando foi com o Leo, agora uma nova irmãzinha? – Sorri, acariciando seu rosto.
- Eu pedi para eles falarem comigo se eles estiverem se sentindo mal com alguma coisa, , mas eles são crianças, talvez na cabeça deles funcione de forma diferente. – Ela suspirou.
- Ou só está recente ainda. – Ela disse.
- Devagar, ! Devagar! – Ela suspirou.
- Eu quero minha filha.
- Vem! – Estiquei a mão para ela e ela segurou, me fazendo sorrir. Segui com ela até o restaurante e ela soltou nossas mãos quando entramos no local. Algumas pessoas já estavam nas mesas.
- Ah, meus amorzinhos! – disse, seguindo em direção ao sofá onde Lou estava com Sienna em seu colo.
- Oi, filho. – Minha mãe disse e sorri, segurando sua mão e dei um beijo nela.
- Oi, pai! – Leo disse da mesa e acenei para ele, vendo Dado ao seu lado.
- Ah, o que foi, meu amor? – se sentou ao lado de Lou e virei para eles, me sentando do outro lado dele.
- Eu ‘tô feliz, . – Ele disse e abraçou-o de lado, dando um beijo em sua cabeça.
- Meu amor. – Ela suspirou. – Você está mesmo? – Ela perguntou.
- Sim! – Lou disse e ele passou uma mão nos olhos, secando as lágrimas. – Porque eu tenho uma irmãzinha nova e ela é filha sua e do papai. – sorriu e retribuí. – Isso faz você minha mãe, de uma forma ou de outra.
- Ah, meu lindinho. – Ela tocou a cabecinha de Sienna que parecia dormir no colo do irmão mais velho. – Você sempre foi como um filho para mim. – Ela disse. – Vocês dois. – Ela suspirou. – Agora o Leo também é...
- Mas agora é de verdade, . E a Sienna é a junção disso tudo. – Ela assentiu com a cabeça, dando um beijo em sua nuca. – Só falta você e meu pai se ajeitarem. – Eu e rimos juntos.
- Uma coisa de cada vez, amor. – Ela disse baixo. – Mas saiba que eu sempre vou estar aqui por vocês. Sempre e para sempre.
- Eu sei. – Ele sorriu, apoiando a cabeça no ombro de e ela o apertou mais forte. – Mamãe sempre teve um pouco de inveja da nossa relação contigo. – Ri fracamente. Não tinha como negar.
- Agora vai mudar um pouco... – disse baixo, apertando os lábios na cabeça dele.
- Por quê? – Ele virou os olhos apressado para ela.
- Porque agora você vai viver lá em casa. – Ela disse baixo. – Não vai ser mais aquela bagunça de quando eu te via 3, 4 vezes por ano, viu? – Ela fez cócegas em sua barriga, fazendo-o rir e Sienna gemer em seu colo.
- Opa! – Ele disse baixo. – Desculpa, maninha. – Ele deu um beijo em sua cabeça. – Eu vou cuidar dela, . Ela é minha maninha, meu amorzinho. Pode confiar. – suspirou, os olhos cheios de lágrimas.
- Nunca que eu duvidaria de você, meu amor. – Ela puxou a respiração fortemente. – Já almoçou?
- Já! – Ele disse, dando um beijinho na cabeça de Sienna.
- Eu vou almoçar, então e deixar vocês a sós, qualquer coisa me chama.
- Tudo bem. – Ele sorriu e deu outro beijo em sua cabeça antes de se levantar.
- Qualquer coisa me chama, ok?! – Repeti para Lou.
- Tudo bem! – Ele disse e beijei sua cabeça antes de me levantar e vi minha mãe assentir com a cabeça. Segui em direção a mesa onde Dado e Leo estavam.
- Tudo bem por aqui? – Perguntei, dando um beijo na cabeça de cada um.
- Tudo bem, pai! – Leo disse.
- Come direitinho. – Falei. – Já venho. – Disse antes de seguir para o buffet. Peguei um prato e me coloquei ao lado de .
- Você viu aquilo? – Ela perguntou e indicou Lou.
- Sim. – Sorri e ela riu fracamente.
- Não sei como você preparou eles, mas obrigada. – Ela suspirou.
- Eu não fiz nada, . – Neguei com a cabeça. – Você fez, desde o começo. Eles te amam e estão felizes por isso. – Dei de ombros e suspirei. – Vai dar certo.
- Espero que sim. – Ela assentiu com a cabeça.
- Eles só não gostaram quando eu falei que você não me aceitou de volta. – Sussurrei próximo ao seu ouvido, ouvindo-a rir fracamente.
- Eu nunca te tive para ter que te aceitar de volta, Gigi. – Ela deu de ombros, andando pelo buffet.
- Você sempre teve meu coração, . – Ela virou o rosto para mim. – Eu só achava que você já tinha devolvido, mas ainda está com você. – Ela riu fracamente. – Agora eu gostaria de ter o seu. – Ela soltou um longo suspiro.
- Você tem meu coração, Gigi. – Ela disse baixo. – Só precisa cuidar melhor dele. – Ela virou de costas para mim, começando a se servir. Me aproximei novamente e apoiei o queixo em seu ombro.
- Com minha vida. – Falei, dando um beijo em seu pescoço, fazendo-a movimentar rindo.
- Sai daqui! – Ela disse, me fazendo sorrir.
- Eu vou te conquistar, . Me espere! – Falei e ela riu fracamente, revirando os olhos.
- Cala a boca e come, Gianluigi! – Ela disse, me fazendo sorrir.
- Ei! Ei! – Desviei o olhar da revista e vi Gigi na beirada da piscina. – Vem para piscina.
- Eu estou bem! – Falei, vendo Sienna se mexer entre minhas pernas.
- Vem! – Ele disse firme. – E traz a Sienna. – Suspirei.
- Eu estou bem. – Falei rindo e ele jogou um pouco de água em meus pés. – Para! – Contraí as pernas.
- Vem logo! – Ele disse e suspirei, olhando para Sienna que estava relaxada demais em minhas pernas com o chapéu em sua cabeça.
- O corpo... – Suspirei. – É não é a mesma, Gigi.
- Você continua linda! Para! – Ele disse e suspirei.
- Vem, ! Traz a Nena! – Dado disse, apoiando os braços na beirada da piscina.
- Vem brincar com a gente um pouco. – Suspirei.
- Você tem boias? – Gigi perguntou.
- Sim, eu sei, mas...
- Então vem! – Ele disse firme e suspirei, fechando a revista e colocando na espreguiçadeira ao meu lado.
- Gigi, você...
- Vai, ! Divirta-se um pouco! Tem bastante gente para ajudar com a Sienna. – Dona Maria disse, me fazendo suspirar.
- Vai lá se trocar! – Gigi disse e suspirei. – Vai! – Ele jogou água e mim novamente, fazendo Sienna gemer com a água. – Vai!
- Ok! Ok! – Falei firme, segurando Sienna e virei as pernas para o lado. – Logo volto! – Disse ao me levantar.
- Eu te espero! – Ele piscou e revirei os olhos.
Peguei a bolsa de Sienna, calcei os chinelos e segui até o quarto dos pais de Gigi. Entrei no mesmo e suspirei, colocando Sienna na cama. Dei a zebrinha para Sienna, deixando-a se distrair enquanto seguia até minha mala. Peguei um biquini completamente preto, com o sutiã quase imitando um top e a calcinha mais larga nas laterais.
Stagione 2019/2020
- Bom dia, minha ‘gotosa! – Manu falou fofa, dando um beijo na cabeça de Sienna que mamava. – Bom dia, ! – Ela deu um beijo em minha cabeça. – Bom dia, Martha!
- Bom dia, meu amor! Não te vi ontem! – Falei e ela se sentou na mesa, pegando uma xícara e colocando em sua frente.
- Eu saí, quando cheguei, você já estava dormindo. Não quis te acordar.
- Saiu com o Paulo? – Perguntei.
- Não, ele está na Copa América com a Argentina...
- Ah, verdade! – Suspirei, abaixando o olhar para Sienna.
- Eu reencontrei uma menina do curso de italiano que eu fiz quando vim pela primeira vez, ela fazia francês, a gente foi jantar.
- Ah, que bom! E como foram suas semanas? Se divertiu? – Acariciei os cabelos de Sienna.
- Sim, foi legal! – Ela deu de ombros. – Fazia tempos que eu não ficava sozinha. – Sorri.
- Que bom, querida. E então, mais planos? - Ela suspirou, jogando o corpo para trás.
- Eu não sei ainda. Queria ir para Disney em Paris, mas só tem ingresso para o começo do mês que vem.
- E qual o problema? – Perguntei.
- Ah, a Juve vai voltar logo. Não sei se vai precisar de mim com a Nena. – Ela disse, se servindo de café.
- Só dia 10, amore. Nessas próximas semanas só vou fazer contratações e finalizações de contrato. – Ela ponderou com a cabeça.
- E quando começa a pré-temporada?
- Acho que o primeiro jogo é dia 21, mas você pode ir comigo, se quiser, porque eu vou levar Sienna. Não vou conseguir ficar uma semana, 10 dias, sem ela. – Ela sorriu.
- Onde vai ser? – Ela perguntou antes de morder um pedaço de pão.
- Singapura, China e Coreia do Sul.
- Uh, gostei! – Ela disse animada, me fazendo sorrir. – Mas não tem problema eu ir?
- Você vai como minha babá, eu cuido disso. – Falei e ela sorriu.
- Não vou reclamar! – Ela disse, me fazendo rir.
- Mas vai dormir junto de um bebê de três meses. – Falei firme.
- Ah, não me importo de dormir com essa gorducha! – Sorri quando sua voz afinou. – E como foi lá em Forte?
- Foi bom! – Sorri. – Foi... Diferente. – Suspirei.
- Como assim? – Ela perguntou.
- Ah, depois que passou o drama de contar para a família dele e os meninos, o Gigi estava diferente.
- Diferente como?
- Você sabe que a gente sempre se escondeu em hotéis e Vinovo...
- Sim, eu sei. – Ela disse.
- Beh, dessa vez ele não estava preocupado. – Suspirei. – Como se isso fosse algo normal, sabe? Como se fôssemos uma família de verdade.
- Ele quer que vocês sejam uma família de verdade. – Ela disse.
- Eu sei, mas eu ainda tenho medo, Manu. – Suspirei. – Parece um pouco mascarado para mim, sabe? – Neguei com a cabeça. – Deixa para lá.
- Por quê? O que te incomoda, ? Entendo que ainda queira saber os motivos da saída dele, mas além disso, o que falta? – Puxei a respiração fortemente, erguendo o olhar para ela.
- Talvez pareça ridículo eu falar isso, baseado em todo histórico, mas eu tenho medo de ser traída. – Suspirei forte, abaixando o olhar para Sienna novamente.
- Por que você acha isso ridículo? – Engoli em seco.
- Porque eu o ajudei a trair sua ex-namorada e sua ex-esposa. Sei que eu estava errada, mas ele tinha um compromisso com elas. Por que seria diferente agora? – Suspirei.
- Porque é você. – Ergui meu olhar para ela. – Não foi simplesmente trair outras pessoas, . Ele foi atrás de você.
- E o que me garante que ele não vai atrás de outras? Da Ilaria? – Neguei com a cabeça e ela suspirou, abaixando a xícara.
- Ele mesmo. – Ela disse fracamente.
- Como? – Ela deu de ombros.
- Naquelas vezes, ele não foi atrás de outras mulheres, . Ele foi atrás de você. Porque ele queria você! Você faz ele se sentir bem. – Ela suspirou. – Eu sou a primeira pessoa a não aceitar traições e achar que o cara vai fazer comigo também, mas vocês não são um casal normal. – Ela negou com a cabeça. – Vocês precisam um do outro e só. – Ela deu de ombros. – Ele ia atrás de você porque precisava de você. Ou você realmente acha que ele tinha mais alguém além de você?
- Quando ele tinha a Alena, ele também me tinha e foi atrás da Ilaria...
- Nã-não! – Ela negou com a cabeça. – Você o largou, se esqueceu? Quando eu te conheci, você namorava Barza, nunca nem sabia de você e Gigi. E você se manteve fiel ao Barza, afastou o Gigi em todas as oportunidades. Ele enlouqueceu.
- Ele ainda foi atrás de outra mulher. – Disse firme e ela suspirou, dando um gole em seu café.
- Ele foi, mas porque ele também era imaturo naquela época. – Ela disse. – Você também era, . Vocês fugiam do outro como se fossem gato e rato. Vocês fugiram dos seus problemas, ao invés de sentar e conversar, vocês queriam se machucar. Acho que isso acabou, não? – Ela disse. – Vocês dois mudaram, vocês dois querem calmaria, querem uma vida calma, fofa, amorosa. E eu tenho certeza de que vai demorar o tempo que for, mas ele vai te mostrar que mudou. E acho que Paris tem algo a ver com isso. – Vi que Sienna havia terminado e subi a blusa e o sutiã.
- Você sabe de algo? – Ergui o olhar para ela.
- Sobre Paris? Não tenho ideia! – Ela suspirou. – Vai ver ele precisava de um tempo para pensar também...
- Ele não abandonaria a carreira inteira da Juve, a chance de retaliação dos torcedores, por causa de um tempo para pensar. – Falei e ela deu de ombros.
- Por que não pergunta para ele?
- Eu já perguntei! Todos os dias eu perguntei.
- Não sobre isso, sobre seu receio de ele te trair e tal...
- Eu tive a chance de falar sobre isso, mas eu não queria estragar o momento. Ele fez um jantar para mim, luz de velas... – Ela abriu um largo sorriso.
- Ownt, que fofo! – Ela apertou as mãos uma na outra e levou perto do rosto, me fazendo rir fracamente. – Ok, voltando...
- Estava fofo demais. – Suspirei. – Perfeito demais, sabe? Me senti em um filme, que voltando para casa ia sumir.
- Beh, aposto que Gigi vai passar bastante tempo aqui. – Ela deu de ombros. – Analisa. – Assenti com a cabeça.
- É, eu vou. Você vai ficar em casa hoje? – Perguntei.
- Vai sair? – Ela perguntou.
- Sim, vou recepcionar nosso novo treinador. – Revirei os olhos. – Ai, vai ser um desastre.
- Por que escolheu o Sarri? Achei que não gostasse de Nápoles e de nada que venha de lá.
- Eu não o escolhi, eu nunca o escolheria se tivesse a oportunidade. Foi o Pavel e o conselho, mas eu preciso sorrir, me apresentar e fingir que é uma escolha perfeita. – Falei sarcasticamente.
- Vai dar certo! – Ela falou e assenti com a cabeça. – Bem, eu tenho Copa América e Copa do Mundo Feminina para ver, mas o primeiro jogo é só as nove da noite. – Ela suspirou.
- O Ignazio vem para instalar os móveis. – Falei.
- Eu fico de olho. Fico com a Sienna lá no quarto.
- É para ser só uma reunião e uma volta pelo CT, a apresentação para imprensa vai ser amanhã. – Falei, suspirando.
- Relaxa, ! – Ela disse.
- Beh, além disso, eu preciso falar com o pessoal da contabilidade e decidir sobre algumas contratações...
- Quem vem e quem vai? – Ela perguntou e suspirei.
- Cáceres e Spina vão sair. Pjaca vai voltar o empréstimo e deve ficar conosco. O galês Aaron Ramsey vai fechar e eu preciso ver sobre um nome que o Gigi me falou, e aposto que o Sarri vai querer o Higuaín de volta, mas eu vou descobrir logo mais. – Me levantei, dando um beijo em Sienna. – Cuida do meu amor.
- Pode deixar, mamãe! – Manu disse e dei mais alguns beijinhos na bochecha de Sienna que estava em seu pequeno coma e entreguei-a para Manu.
- Mamãe te ama. – Falei baixo. – Espero voltar para o almoço.
- Qualquer coisa a gente te encontra em algum lugar. – Manu disse.
- Combinado, me avisa se o Ignazio precisar de algo. – Falei.
- Pode deixar! – Ela acenou e movimentou a mãozinha de Sienna em minha direção.
- Se cuidem, as três! – Falei firme.
- Pode deixar! – A voz das mais velhas ecoaram quando passei pela porta dos fundos.
Sorri ao sair do carro e ver os torcedores acumulados na frente do J-Medical e acenei para eles. Angela saiu do outro lado do carro e me estendeu um marcador permanente antes de seguir até a porta e segui para as grades de contenção da torcida.
- Gigi! Gigi!
- Gigi! Você voltou para casa! – Sorri, me aproximando das pessoas que se juntavam para tirar fotos ou ter suas camisas da Juve assinadas.
- Grazie! Grazie! – Acenei para eles e para os fotógrafos que estavam ali.
Angela me chamou para dentro e acenei para mais algumas pessoas antes de entrar pelo corredor interno do J-Medical, acenando e sorrindo para repórteres e fotógrafos ali, antes de entrar pela área coberta. Tirei os óculos escuros e vi Angela movimentar a mão para eu parar e sorri para o fotógrafo oficial da Juve.
- Você está livre! – Angela disse e sorri.
- Agora eu assumo, Angela. – Vi aparecer pela lateral e sorri.
- Ei, você está aqui! – Falei e ela apoiou a mão em meu braço antes de dar um beijo em minha bochecha.
- E você fez a barba. – Ela disse, levando a mão ao meu queixo.
- Você gosta? – Perguntei e ela riu fracamente.
- Tentando parecer mais novo? – Rimos juntos.
- Sabe como é, a gente precisa ao menos fingir que tem a mesma idade que os companheiros de time. – Ela negou com a cabeça, se virando de costas para mim.
- Essas calças não ajudaram! – Ela disse, me fazendo rir.
- Não esperava te ver aqui. – Corri para alcançá-la.
- Beh, estou fugindo de todas as reuniões possíveis com o Sarri, e eu tinha a opção de vir aqui ou ficar lá no CT...
- Obviamente você veio me receber! – Falei e ela riu fracamente.
- É, foi isso. – Ela suspirou.
- Como está Sienna? – Perguntei.
- Ela está bem, com saudades de você! – Ela sorriu.
- Mesmo? – Perguntei.
- Beh, eu não sei quanto um bebê de três meses e meio sente falta de alguém, mas faz duas semanas. Ela ficou mal-acostumada. – Rimos juntos e entrei na porta que Angela indicou.
- Eu vou para lá assim que terminarmos aqui. – Falei.
- Não! Depois que terminamos aqui, você vai para Milão com a Manu. – Ela disse e franzi a testa.
- Quê? Por quê? – Perguntei apressado.
- Inauguração da loja-conceito da Juve. Você, Manu, Fabio e Cherubini.
- Quem? – Perguntei, vendo a roupa que eu deveria vestir separada ali.
- Federico Cherubini, ele acabou entrando como um novo Beppe no fim da temporada. Nada oficial ainda, mas ele tem ajudado o Fabio a reduzir um pouco de serviço. – Ela disse, apoiando o corpo na cômoda encostada na parede.
- Você vai ficar olhando? – Perguntei.
- Acho que depois daquela sunga verde limão, você realmente não tem nada mais a esconder de mim, Gigi. – Ela disse, me fazendo rir.
- Direitos iguais, então! – Falei e ela revirou os olhos, se virando de costas e encarando a parede e ri fracamente, começando a desabotoar os botões da camisa social branca. – Você vai conosco?
- Não! Minha babá vai contigo, preciso ficar com a Sienna. – Ela disse. – Falando nisso, quando seus meninos vêm? Os quartos estão prontos, quero saber se eles têm alguma preferência para decoração. – Tirei a blusa, colocando-a na maca.
- Eles vão ficar com a Alena na praia o restante das férias, devem voltar só em agosto agora. – Ela fez um barulho com a boca.
- Ok, eu espero. – Ela disse.
- Você pode decorar da forma que quiser, . No momento em que você liberar, eles vão colar pôsteres na parede mesmo... – Ela riu alto. – Eles gostam de cores convencionais, preto, branco, azul, verde. – Dei de ombros. – Lou e Dado gostam de coisas militares, camuflagem e afins, Leo é mais Peppa Pig e A Patrulha Canina ainda. – Rimos juntos e tirei a calça.
- Ok, eu decoro do meu jeito. Falta só roupas de cama e uma cor aqui e ali. – Ela disse e coloquei a calça de moletom da Juve.
- Vai ficar ótimo. – Falei. – Gostou da reforma?
- Sim, especialmente pela Sienna. Agora ela pode até começar a dormir no quarto dela. – Rimos juntos.
- Vai desapegar fácil assim? – Coloquei a camiseta de exames.
- É claro que não, mas uma hora eu vou precisar tirar o berço dela do meu quarto. – Ri fracamente.
- Você pode se virar. – Falei e ela o fez, olhando para mim de cima a baixo.
- Já avisando, se por um acaso realmente ficarmos juntos, é melhor parar de raspar esse peito.
- “Por um acaso”? – Falei e ela riu fracamente.
- Eu não reclamei em Forte, reclamei? – Ela disse, andando em minha frente e segui logo atrás dela.
- Não me lembro.
- Não, não reclamei! – Ela disse, me fazendo rir fracamente.
- É para os exames. – Falei rapidamente.
- Não sabia que a médica ficava analisando seu peito, mas vou acreditar. – Rimos juntos.
- Como passou esses últimos dias? – Perguntei.
- Ah, nada demais... – Dei de ombros. – O trabalho recomeçou pela contabilidade, então fiquei me dividindo, como sempre. Oi, doutora Stefania!
- Ciao, ciao! – Ela cumprimentou e esticou a mão para mim.
- Bom te ter de volta, Gigi.
- Grazie! – Sorri. – Bom revê-la. – Ela assentiu com a cabeça.
- Deita na maca, por favor.
- Posso ficar? – perguntou.
- É claro! – Stefania disse e se sentou em uma cadeira ali perto e me deitei na maca.
- Sabe, Chiello e Tek falaram comigo. – Falei.
- É?
- É, eles queriam me oferecer a braçadeira e a camisa número um de novo...
- Que você obviamente negou. – Ela disse.
- Eu não sou tão mal, ! – Disse e ela riu fracamente.
- Ao menos isso mostra sua importância e o respeito que eles têm com você ainda.
- Sim! – Suspirei. – Mas eu quero realmente começar de novo. Algo do zero, sabe? Como se eu fosse um novo jogador..
- De certa forma, sim. – Ela disse e a médica aproximou o aparelho de ecocardiograma para perto. – E qual vai escolher? – Ela perguntou.
- O quê?
- Número da camiseta. – Ela disse.
- Beh, eu tenho uma ideia, mas não sei se vai aceitar. – Falei.
- Vira de lado, por favor. – A médica pediu e eu o fiz, podendo ver .
- O quê? – Ela perguntou.
- O número 77. – Falei.
- Seu número do Parma? – Ela perguntou e sorri.
- É. – Suspirei. – Quando comecei a jogar com o time principal, eu era o 12, mas é um número dado, igual vocês dão uma camiseta para os jogadores da base quando jogam conosco...
- Não é o número deles, é um número que a gente dá para os jogos.
- Exato. – Ele disse. – Depois disso, e antes de eu pegar a número um oficialmente, eu escolhi a 77, depois de alguns problemas...
- Eu sei das histórias, Gigi. – Ela deu um pequeno sorriso.
- Então... Será que é possível? – Perguntei e ela ponderou com a cabeça.
- Beh, não costumamos deixar escolher números acima de 37, 38... – Ela ponderou com a cabeça. – Acima disso fica para a Primavera... – Ela suspirou. – Mas talvez possamos fazer uma exceção para uma lenda juventina. – Ri fracamente.
- Você está enchendo muito a minha bola, . – Ela riu gostoso.
- Beh, entre o sim e o não, vou estar bem empolgada com os jogos da Coppa Italia. – Sorri.
- Ponto alto da temporada, você vai ver! – Rimos juntos.
- Apesar de tudo, eu gosto de te ver jogar, Gigi. – Ela suspirou. – Se para isso eu precisar ver jogos da Coppa Italia, contra o SPAL ou o Brescia, eu estarei lá.
- Que presidente ótima, não? – Stefania disse e rimos juntas.
- Beh, eu sou mais da época dele do que do Tek, sou tão saudosista quanto. – Rimos juntos.
- Só espero estar bem para fazer tudo isso.
- Seu coração está ótimo. – A médica disse. – O mesmo coração de 35 anos atrás. – Sorri.
- Gigi está tentando parar no tempo, se ele conseguir, não me esconda. – Rimos juntos.
- Pode deixar, divido minha poção da juventude contigo, mas ela não tira rugas. – Nós três rimos.
- Está tudo bem, eu gosto delas. – Ela disse sorrindo e sabia que estava se referindo a mim e retribuí o sorriso.
- Vamos para esteira, Gigi? – A médica perguntou e me levantei da maca.
- Vamos lá! – Falei e se levantou junto.
- Enquanto você faz aquilo, eu vou ligar para o Gianni, tudo bem?
- Claro, vai lá! – Falei. – Vou jogar com ele? – Perguntei.
- Isso que eu vou ver. O Sarri não é muito adepto a usar a Primavera como o Allegri era, tivemos algumas sondagens, sugeri de ele ser emprestado por um ano ou voltar para a sub-23, ele ficou de ver com a Gio e o Fabrizio e me dar uma resposta.
- O que você quer? – Perguntei.
- Ele é um jovem com uma carreira brilhante à frente, mas eu faço decisões sobre sua carreira desde seus 13, 14 anos, é hora de ele escolher o que quer. – Assenti com a cabeça. – Com licença.
- Vai lá! – Eu e a médica falamos juntos.
- Buongiorno. – Acenei para Pasquale e entrei em Continassa.
- Buongiorno. – Manu gritou ao meu lado e sorri.
- Você voltou bem empolgada da Disney, sabe? Nem parece aquela mulher receosa quando chegou aqui. – Ela riu fracamente.
- Os amigos dele estavam juntos, não teve chance de ficarmos sozinhos, sabe? – Ri fracamente, dando a volta pelo CT. – Mas é... Foi legal.
- Ele é um cara legal, não é?! – Virei para ela que puxou a respiração fortemente e soltou devagar.
- É! Ele é um cara legal, mas calma! – Ela disse.
- Não falei nada! – Disse, ouvindo-a rir e vi minha vaga vazia e Gigi apoiado em seu carro enquanto Chiello, Leo e Mario o rodeavam. – Ai, o que foi agora? – Suspirei, entrando na minha vaga e puxando o freio de mão. Desliguei o carro e saí rapidamente do mesmo. – Ei! O que está acontecendo?
- Falei que ela ia surtar! – Mario disse. – Só viemos ver seu pinguinho de gente. – Ele disse e fui em sua direção, recebendo um abraço apertado.
- Pinguinho de gente que está vacinada e de brinquinhos. – Gigi disse e desviei de Mario, abraçando Gigi.
- Como ela foi? Ela chorou? Ela está bem?
- Calma, ! – Ele disse firme, apertando meus braços. – Respira! – Ele falou e puxei a respiração fortemente, soltando em seguida. – Isso! – Sorri e ele deu um beijo em minha testa. – Ela chorou um pouco para furar as orelhas, mas ficou calminhas nas vacinas.
- Obrigada por fazer isso. Na vacina de primeiro mês eu chorei com ela. – Ele riu fracamente e sorri para Chiello e Leo, vendo Manu abraçar Mario. – Oi, gente! – Abracei um por um.
- E aí, chefa! – Chiello disse.
- Meu BBC está de volta? – Brinquei e eles riram.
- Falta o Barza, né?! – Leo disse e suspirei.
- É, e a gente vai sentir essa falta, mas ele vai fazer o curso e volta para gente assim que possível. – Eles sorriram. – Como ela está? – Perguntei e eles se afastaram para eu chegar no bebê-conforto no banco de trás de Gigi e vi os olhos azuis de Sienna levemente avermelhados, além das perninhas com curativos coloridos e as orelhas com um pontinho de luz. – Oi, mozinho! – Falei baixo, me sentando na beirada do banco e dei um beijo em sua cabeça, ouvindo-a resmungar. – Você está linda.
- Ela está bem! – Gigi disse e virei para ele.
- Grazie! – Suspirei.
- Nossa filha. Nossa filha! – Ele frisou e suspirei.
- Eu sei! – Dei um curto sorriso. – É só força do hábito. – Soltei o bebê-conforto do banco e o empunhei. – Manu, você está com a...
- Sim! – Ela disse, erguendo a bolsa e sorri.
- Vamos trocar. – Falei e ela riu fracamente.
- Não, espera! Isso é pesado! – Ela disse, vindo em minha direção e soltou o cinto de Sienna, pegando-a no colo devagar. – Olha como eu tô linda de brinquinho, mamãe! – Ela falou baixo, apoiando Sienna em seu peito.
- Você vai cansar o braço. – Falei.
- Você tem um carrinho na sua sala. – Ela disse.
- Lá no escritório, a pé é longe! – Falei e ela suspirou.
- Eu levo! – Mario disse, pegando o bebê conforto de minha mão.
- Grazie. – Ri fracamente, atravessando a bolsa ao redor do corpo.
- Encontro da velha-guarda aqui? – Vi Pjanic sair do carro.
- Mira! – Gigi disse rindo.
- Dai, Gigione! – Ele sorriu e ambos se encontraram no meio do estacionamento, se abraçando.
- Onde coloco isso? – Mario perguntou.
- Pode colocar aqui na entrada, eu já vou entrar. – Falei e ele confirmou com a cabeça. – Como foram as férias? Você, Eleonora, Ben?
- Você poderia, por favor, não ficar falando disso? – Ele perguntou e ri fracamente.
- Ah, Mario, você é muito chato! Você está feliz, o que custa?
- Minha privacidade. – Ele disse. – E não estou pronto a abrir mão dela. – Ponderei com a cabeça, vendo-o segurar a porta para eu entrar.
- É, baseado na minha vida, faz sentido.
- Mas eu adoro sua vida! – Ele disse, me fazendo rir.
- Dois pesos e duas medidas, é?! – Empurrei-o pelo ombro, ouvindo-o gargalhar.
- Chefa! – Vi Pinso, Tek e Perin e sorri, me aproximando deles.
- Ciao, ragazzi! – Falei, dando um beijo em cada um deles.
- Como estão?
- Estamos bem! – Tek disse. – Cadê sua pequena?
- Com a Manu! – Falei rindo.
- Ciao, ragazzi! – Sua voz soou atrás de mim e assenti com a cabeça, virando para outro lado e vi Sarri com seu auxiliar técnico.
- Sarri! – Me aproximei dele, esticando a mão.
- ! – Ele a apertou. – Esse é Giovanni, meu colaborador técnico.
- Prazer em conhecê-lo. – Ele disse e sorri, apertando sua mão também.
- E o restante da sua equipe?
- Conhecendo o espaço. – Ele disse e assenti com a cabeça. – Um bebê?
- Minha bebê! – Falei, virando para trás e vi Manu movimentar a mãozinha de Sienna em aceno para Tek que fazia caretas para ela. – Vai ficar ao redor bastante. Ser mãe e presidente tem certas vantagens. – Sorri e eles pareceram entender o recado.
- ! – Vi Filippi sair de uma das salas.
- Ah, Claudio! – Sorri e ele veio em minha direção, me dando um forte abraço.
- Parece que está mais relaxada do que antes das férias?
- Tudo está resolvido. – Sorri. – Beh, quase tudo. – Ele sorriu.
- Bom, ouvir isso! – Ele disse. – E cadê ele?
- Beh, Gigi está... Por aí. Agora a Nena...
- Ah, minha princesa! – Ele disse, desviando de mim, me fazendo rir.
- Chefa! – Sorri ao ver Higuain.
- Ah, Pipita! – Fui até ele, abraçando-o fortemente e vi Pavel sair logo atrás. – Como está?
- Tudo bem e contigo? – Ele sorriu. – Cadê sua pequena? Quero conhecê-la. – Ri fracamente.
- Com os marmanjos ali! – Falei e ele riu fracamente, dando um beijo em minha bochecha, antes de seguir pelo pessoal.
- Dai, Gigione! – Ouvi Claudio falar e me virei para Pavel.
- Como estão as coisas por aqui? – Perguntei.
- Prontos para voltar aos treinos. – Ele disse.
- Ótimo! – Sorri, vendo Fede sair da outra sala com Ruga.
- Chefa! – Fede disse e sorri.
- Ei, meninos! – Ri fracamente, recebendo um abraço apertado de cada um deles. – Que bom vê-los.
- Você também! – Fede disse sorrindo. – Você está bonita! – Ele franziu a testa e ri fracamente.
- Eu estou feliz, Fede. Só isso. – Disse e ele sorriu.
- E a Manu? – Ele fez uma careta.
- Onde você acha? – Virei o rosto novamente, vendo que Sienna agora estava no colo de Pinso. – Cuidado com a minha filha!
- Está tudo bem, eu estou aqui! – Manu disse.
- É, e sua moral é baixa desde que eu te conheci! – Leo disse e ela o empurrou forte.
- Ok, vamos controlar aqui! Eu a trouxe porque eu precisei, vocês precisam ir treinar! – Falei firme, vendo Gigi conversando com Adrien Rabiot, jogador que trouxemos a pedido dele, e Merih Demiral, turco que veio do Sassuolo.
- É, eu gostaria de uma rápida reunião com o grupo antes de começar. – Ouvi a voz de Sarri.
- Vocês ouviram o técnico. – Falei. – Muitos precisam se trocar ainda! Vai! – Falei, batendo as mãos e a primeira coisa que vi foi Pinso devolver Sienna para Manu.
- Grazie! – Ela disse com um sorriso nervoso no rosto, provavelmente por Fede estar na roda.
- DAI! – Falei mais alto e vi o pessoal passar por mim, andando pelo corredor.
- A gente se vê mais tarde? – Gigi perguntou baixo.
- Claro! Te mando mensagem quando for para casa. – Falei e ele assentiu com a cabeça, dando um beijo em minha bochecha. – Bem-vindo de volta, espero que goste de Continassa.
- Já adorei! – Ele disse e rimos juntos antes de ele seguir em frente.
- Bem-vindo, Sarri! – Falei para ele que me olhava confuso. – O que precisar, minha porta está aberta.
- Pode deixar! Obrigado! – Ele disse e trocamos outro rápido aperto de mão antes de irmos por caminhos diferentes.
- E eu? Faço o quê? – Manu perguntou.
- Você pode ficar comigo ou pode pegar sua câmera e tirar umas fotos. Eu ainda vou arranjar um espaço para você, só preciso pensar no que... – Suspirei.
- Relaxa, chefa! Com entrada liberada, eu posso ficar até dando voltas aqui! – Ela disse e ri fracamente.
- Eu sei, mas você merece ganhar seu dinheirinho. Suas ações te dão uma ótima ajuda, mas os ganhos são de três em três meses.
- Te garanto que eu não consigo gastar um trimestre de ganhos em um ano, quiçá em três meses. – Ela disse.
- Você é bem-organizada, me esqueço disso.
- Ah, te achei! – Virei para a porta, vendo Angela entrando.
- Ei! – Falei, sorrindo.
- Ei! – Ela respondeu rindo. – Vamos precisar falar sobre você e Gigi?
- De novo? Ainda não estamos juntos, mas estamos em uma relação calma pela Sienna. – Falei, andando ao seu lado e Manu veio atrás.
- Eu sei, mas saiu algumas fotos suas nas férias, nada comprometedor, mas você e o Gigi passando as férias juntos com ele sendo super amoroso com a Sienna gerou várias perguntas. – Ela disse e suspirei.
- Ele quer falar com a imprensa, abrir tudo, mas ele obviamente quer ficar comigo antes disso.
- E como estamos nisso? – Ela perguntou, dando um sorrisinho forçado.
- Estamos indo devagar. – Falei, movimentando as mãos. – Vai rolar, mas ainda falta um pouco. Tente deixá-lo longe da imprensa e de coletivas, assim como eu, até a gente resolver isso.
- Vocês precisam me dar um prazo, não dá para manter o Gigi longe da imprensa sempre. – Ela disse e suspirei.
- Eu não sei, honestamente. Deixa eles falarem o que querem. – Abanei a mão. – Gigi está certo, não devo perder meu sono por causa deles.
- É, mas você ainda é presidente da Juventus e...
- Eu sei! Eu sei! – Suspirei. – Mas antes de tudo eu sou uma mulher. E basta para mim. – Ela assentiu com a cabeça. – Consegue abafar isso para mim?
- Falei que vocês eram amigos e passaram as férias juntos, só isso.
- E foi o que aconteceu. – Disse. – A relação dele com Sienna vai ser resolvida por ele. – Virei para Manu. – Vamos para o escritório?
- Só liderar o caminho! – Ela disse e Angela suspirou.
- Você vai me deixar com mais cabelos brancos, ! E eu não gosto disso. – Ela disse, me fazendo rir.
- Entra na fila! – Falei e ela sorriu.
- Então, Gigione! Como estão as coisas? – Tek perguntou quando apoiei meu prato na mesa.
- Ah, cara. Estão indo... – Falei, dando de ombros.
- Ele quer dizer da , não se faça de tonto! – Filippi disse, me fazendo rir fracamente. – Vocês nem estão se matando.
- Ah, a princípio as coisas estão indo bem...
- Bem demais, parece. Vocês estão sorrindo um para o outro, se abraçando, nem estão se matando. – Tek disse, me fazendo rir fracamente.
- É, a gente se ajeitou. – Ponderei com a cabeça.
- Como é isso? – Ele perguntou.
- Beh, estamos tentando criar a Sienna juntos. E é uma delícia poder sair daqui, ir à casa dela, ficar com elas... – Dei de ombros. – Não tenho o que reclamar.
- E vocês dois? Já se resolveram? – Filippi perguntou.
- Ainda não, estou tentando me aproximar devagar. – Ponderei com a cabeça. – Ela ainda tem suas desconfianças...
- Com razão, não acha? – Filippi disse e suspirei.
- Sim, não posso tirar a razão dela, mas eu só quero ela... – Suspirei. – Só quero ficar com ela, viver com ela e...
- Já falou com ela?
- Várias vezes, mas ela ainda não confia em mim. – Suspirei.
- Não vai adiantar você falar para ela. – Ouvi outra voz e vi Fede se sentando no espaço vazio. – Você precisa mostrar para ela. – Ele disse e assenti com a cabeça.
- É o que eu pretendo. – Suspirei. – Eu estava desesperado para ficar com ela, mas agora eu estou perto dela, então vou no tempo dela. – Dei de ombros. – Passar as noites com ela e com Sienna é o suficiente, por agora. – Filippi assentiu com a cabeça.
- Ela te esperou por tantos anos...
- Agora eu vou esperá-la. – Sorri. – Mas só de saber que ela ainda sente algo por mim, mesmo com desconfiança, me dá esperanças. – Eles sorriram.
- Vai dar certo, Gigi. – Fede disso e sorri. – Você poderia encher minha bola com a Manu e... – Ri fracamente.
- Não acho que o problema seja encher sua bola, Fede. – Falei.
- Então, qual é? Ela não me dá abertura. – Ele disse frustrado, me fazendo rir.
- Fala com ela! – Falei, ouvindo o restante da mesa rir.
- Eu tento, mas... – Ele bufou.
- Ah, o amor juvenil. – Filippi disse, negando com a cabeça.
- A Manu é uma mini , Fede. Ela andava atrás da como anda agora, então algo deve ter passado ali. – Ele riu fracamente. – Se você está realmente interessado, vá devagar. Mostre que você está interessado, mostre que você quer ficar com ela de um jeito romântico, mas não pressione. Talvez não seja algo tão óbvio e talvez ela não esteja confortável o suficiente para dividir contigo ainda... – Ele assentiu com a cabeça.
- Grazie, Gigi. – Ele disse e assenti com a cabeça.
- Sou péssimo para relacionamentos, mas ao menos tenho experiência o suficiente para dar conselhos. – Dei de ombros.
- Ciao, ragazzi! – Virei o rosto, vendo entrando no restaurante.
- Ciao, chefa! – Os meninos falaram e me levantei, indo em sua direção.
- Ei, ! – Falei e ela sorriu, me abraçando pelos ombros e apertei-a fortemente pela cintura.
- Sabe com quem eu estava agora? – Ela perguntou, afastando o rosto de meu ombro e senti sua respiração próxima da minha.
- Quem?
- Mauro! – Ela disse sorrindo.
- Camo? – Ela assentiu com a cabeça.
- Sim, fechamos parceria com a Konami, ele foi meu “garoto propaganda”. – Ela fez aspas com os dedos, me fazendo rir fracamente.
- Faz tempo que não o vejo. – Falei.
- Ele está de comentarista da DAZN, capaz de você encontrá-lo por aí. – Ela disse, abaixando os braços e passou a mão na minha camisa da Juventus. – Bom te ver com esse escudo de novo. – Sorri.
- Bom te ver andando pelo CT. – Falei e ela riu fracamente, abrindo um sorriso. – Cadê Manu?
- Está em casa, acabou dormindo demais, chega daqui a pouco para almoçar com a gente.
- A gente deve ficar livre umas três horas, se quiser fazer algo... – Ela assentiu com a cabeça.
- Claro! – Sorri. – Você, eu, Sienna...
- Manu? – Rimos juntos.
- Quem sabe? – Ela deu de ombros e sorri. – Eu tenho uma reunião mais tarde com o De Ligt, talvez acabe junto.
- É domingo... – Falei e ela deu de ombros.
- E você está aqui treinando. – Ela disse, me fazendo rir fracamente.
- Justo!
- Quando os meninos voltam? – Ela perguntou.
- Começo de agosto, só depois da pré-temporada. – Falei e ela suspirou.
- Talvez a gente possa passar o Ferragosto com eles? – Ela perguntou sugestivamente.
- “A gente”? – Perguntei e ela riu fracamente.
- É, acho que você está incluso. – Sorri e dei um beijo em sua cabeça.
- Ok, eu cheguei! – Virei o rosto para porta, vendo Manu equilibrar a bolsa de Sienna, o carrinho e ela que parecia bem folgada em seus braços.
- Ah, mia bambolina! – Falei, me aproximando com e peguei minha pequena no colo. – Ciao, amore! – Ela resmungou e estalei um beijo em suas bochechas e ajeitou a chupeta em sua boca.
- Desculpa o atraso. – Manu ajeitou os cabeços. – Eu dormi bastante e ela não chorou quando acordou. – Ela disse. – Acordei em um pulo e ela estava bem ocupada mordendo a zebrinha dela.
- Não queria acordar a titia Manu? – falou fofa e lhe entreguei-a, vendo-a dar um beijo em Sienna antes de apoiá-la em seu peito.
- Eu dei a última mamadeira que estava em casa, tá? – Manu disse.
- Está ótimo, eu tiro mais leite à noite. – disse, ajeitando o lacinho na cabeça de Sienna.
- É estranho eu achar isso incrivelmente sexy? – Falei baixo, apoiando minha boca em sua cabeça e ela riu fracamente.
- É um pouco estranho, sim. – disse antes de sorrir.
- Posso comer? – Manu perguntou.
- Claro! – Ela disse.
- Eu também vou terminar. Você vai? – Perguntei.
- Claro, vou pegar um prato. – Ela disse.
- Quer me dar ela? – Perguntei e ela acariciou a bochecha de Sienna antes de segurá-la por baixo dos bracinhos e me entregá-la.
- Vem com o papai! – Falei, dando um beijo em sua bochecha e segui de volta para a mesa. – Ciao, ragazzi. Damas à mesa!
- Oi, linda! – Fede disse, fazendo careta para ela, me fazendo sorrir.
- Conhece o titio Fede? – Indiquei-o. – Ouvi que tem uma também, Fede.
- Sim, tenho! Ela tem só um mês e meio. – Ele disse, fazendo gracinhas para Sienna.
- Você a vê bastante? – Perguntei e vi Sienna esticar as mãozinhas para Fede. – Ah lá! Quer ir contigo.
- Vem cá! – Ele disse, segurando-a por baixo dos braços e a levou para seu peito. – Oi, lindinha! – Ele disse, erguendo-a no ar e dando um beijo em sua barriga, fazendo-a gemer gostoso com isso.
- Cuidado que ela gosta de apertar nariz! – Falei e ele a abaixou.
- Eu deixo ela apertar. – Ele disse fofo. – Meu nariz é bom de apertar, né?! – Sorri, vendo Manu observá-lo do buffet. – Eu a vejo uma vez por semana. – Ele disse. – Minha filha...
- Sim. – Falei.
- Eu e a mãe dela não estamos juntos e ela mora em Milão, e como ela é pequena, fica difícil trazê-la para Turim e ficar vários dias com ela.
- Você vai fazer dar certo. – Falei e ele assentiu com a cabeça.
- Sim, eu e Veronica conversamos muito durante a gravidez, nós entendemos que temos uma filha juntos, mas vidas pessoais e profissionais separadas, a gente está fazendo dar certo. – Ele disse e assenti com a cabeça. – Eu vou ficar com ela amanhã e terça para viagem no dia 19.
- Vai dar certo.
- Posso sentar? – Manu apareceu ao nosso lado.
- Cl-claro! – Fede disse rapidamente e ri fracamente.
- Berna! – Angela apareceu ao seu lado. – Ainda comendo?
- Desculpa! Eu acabei me distraindo com ela! – Ele disse, apoiando o queixo na cabeça de Sienna. – Ela é fofa, não é?
- Uma graça, mas precisamos gravar ainda! – Ela disse.
- O que vão gravar? – Manu perguntou rapidamente.
- O novo hotel dos jogadores. – Angela explicou.
- Ah sim! Preciso subir lá depois. – Manu disse.
- E eu preciso falar com a equipe do hotel. Alguém de RP está aqui? – apareceu, colocando seu prato ao meu lado.
- Não, Virginia está de licença-maternidade e o Cesare está de folga. – Ela suspirou.
- Eu falo com o gerente depois. – Ela se sentou ao meu lado. – Sabe quem escolheram?
- A Leni! – A voz de Mario soou mais alta da outra mesa.
- Mesmo? – falou surpresa.
- Sim! – Ele disse e ela riu fracamente.
- Que bom! – sorriu. – Ela está aqui hoje?
- Sim! – Ele disse.
- Ótimo, falo com ela depois que comer.
- Vamos, Fede? – Angela perguntou.
- Não quer esperar a Manu? Assim ela vai com a gente. – Angela jogou a cabeça dramaticamente para trás.
- Ah, eu odeio vocês! – Ela disse se afastando e Fede e Manu trocaram um sorriso sem graça.
- Que amor! – Falei e me deu um cutucão com o ombro. – Quem é Leni, afinal? – Virei para .
- Se lembra da Eleonora, recepcionista do hotel de vocês lá em Vinovo? – Ela disse baixo. – A ruiva?
- Sim! A grávida?
- Isso! – Ela falou e assenti com a cabeça. – Nós descobrimos no fim da temporada passada que ela é noiva do Marione e eles estão juntos desde o começo de 2017. – Abri os lábios surpreso.
- Você está brincando!
- Xi! – Ela pediu. – A gente descobriu por acaso e ele não gosta de falar isso, mas é! – Ri fracamente.
- Isso é demais! – Falei e ela sorriu, assentindo com a cabeça.
- Quer saber mais? – Ela perguntou.
- Beh, já me surpreendi de a Virginia estar com Leo, nada mais me surpreende. – Rimos juntos.
- O Mario se auto titulou pai do filho dela e o garoto o chama até de pai. – Sorri.
- Isso é demais! – Falei. – O Mario sempre foi tão fechado.
- Por isso que você não ouviu de mim. – Ela disse e ri fracamente.
- Pode deixar! – Sorri, voltando a olhar para minha comida.
- Você pode colocar a zebrinha, ela gosta mais do que a chupeta! – Manu falava para Fede enquanto colocava minha filha no carrinho e virei para que deu um sorriso discreto e retribuí.
- , O GIGI CHEGOU! – Ouvi o grito de e fechei o batom apressada, saindo do banheiro.
Puxei a porta do mesmo, peguei minha mala, a mochila de Sienna e minha bolsa e segui para fora do quarto. Andei apressada pelo corredor, descendo as escadas apressada e vi Manu largada no sofá da sala de estar, enquanto mexia no celular.
- Oh, calma! – Ela disse e larguei a mala no chão antes de seguir para a porta.
- Bom dia, mamãe! – Gigi disse com Sienna no colo.
- Ah, meu amor! – Peguei-a no colo, apertando-a fortemente contra meu peito, ouvindo-a gemer de ler. – Você nunca mais vai fazer isso! – Falei firme para Gigi.
- O quê?! – Ele disse rindo.
- Pegar ela e ir para sua casa.
- Mas foi você quem sugeriu. – Ele disse e neguei com a cabeça.
- Eu sei, mas foi uma ideia estúpida! Nunca mais isso vai acontecer. – Falei apressada, dando diversos beijinhos na cabeça de Sienna.
- Ei, o que aconteceu? Foi só uma noite! – Ele disse.
- Eu sei, mas a Manu saiu, a Martha foi embora e eu fiquei sozinha! – Falei firme. – Sabe há quanto tempo que eu não fico sozinha? – Falei apressadamente, ouvindo-o rir.
- Sentiu minha falta, ? – Ele disse e virei o rosto rapidamente para ele, vendo seus olhos azuis arregalados para mim e suspirei, soltando a respiração devagar.
- Senti, ok?! – Ele sorriu e me abraçou, deixando Sienna no meio de nós e deixou um beijo em minha cabeça.
- Não se preocupe, temos uma semaninha inteira juntos! – Ele disse e ri fracamente. – Prontas para ir?
- Sim. – Suspirei.
- Ciao, Gigi! – Manu disse.
- Ei, amore! – Ele disse e Manu saiu com sua mochila. – Vamos? – Ele olhou para mim e assenti com a cabeça.
- Vamos lá. Pegou as coisas dela?
- Sim, você vai levar o carrinho? – Ele perguntou.
- Sim, ela precisa dormir em algum lugar. – Disse e Manu veio em minha direção.
- Deixa que eu a coloco no carro. – Manu a pegou no colo e entreguei-a devagar.
- Espero que ela fique calminha no voo. – Falei, vendo Gigi pegar minha mala e a de Sienna.
- Eu dei mamadeira para ela faz uns 30 minutos. – Ele disse e dei espaço para ele sair. – Ela está no coma ainda. – Ri fracamente, pegando o carrinho desmontado em cima do tapete e saí de casa, andando até seu carro.
- Eu estou com chazinho, suco de maracujá, tudo para deixá-la mais calminha possível, se for preciso. – Falei, entregando o carrinho e ele o colocou no porta-malas.
- Vai ficar tudo bem, amore. A gente divide se algo acontecer. – Suspirei.
- Você vai como jogador do time, Gigi. – Falei, apoiando no carro. – Não quero você focado em outra coisa.
- Ela é minha filha, e...
- Eu sei! – Falei firme, segurando seu braço. – Mas não vamos abusar da nossa situação. – Falei e ele suspirou, assentindo com a cabeça. – Quando for para você ficar com o time, você vai ficar com o time.
- Eu sei, mas no voo, não só eu, como todo mundo, vai ficar babando por ela, você sabe disso. – Ri fracamente.
- Eu sei, mas são 14 horas de voo com uma criança de quase quatro meses. – Falei e me afastei do carro para ele fechar o porta-malas.
- E nós vamos comemorar essa data junto com ela. – Ele disse, seguindo pelo carro e abriu a porta. – Agora vamos! – Assenti com a cabeça e entrei no carro, vendo-o fechar o carro antes de dar a volta no mesmo.
- Tudo certo aí? – Virei para Manu.
- Tudo certinho. – Ela disse, inclinada no banco em direção à Sienna. – Prontas para viajar, mamãe! – Sorri e virei o rosto para frente novamente.
- Vamos, então! – Gigi disse antes de ligar o carro.
Seguimos em direção à Continassa em silêncio. As músicas de Gigi era bem menos animadas do que Manu, mas eram mais tradicionais, assim como o dono da playlist. O ônibus já estava lá e Gigi estacionou em sua vaga. Saí do carro antes dele, e abri a porta ao nosso lado.
- Buongiorno, ragazzi! – O pessoal falou e acenei com a mão.
- Bom dia! – Sorri e abri a porta do meu lado e vi Sienna com os olhinhos meio fechados e sorri, dando um beijinho em sua cabeça antes de tirar o bebê-conforto do carro. – Vamos viajar um pouco, meu amor? – Falei baixo e vi Gigi tirando as coisas da mala do carro.
- Veio de mudança, ? – Leo disse e revirei os olhos.
- Engraçadinho! – Disse e Manu esticou minha bolsa e eu coloquei no ombro.
- Pode deixar! – Ela disse e ela e Gigi foram para o porta-malas, enquanto me aproximei do pessoal.
- Ciao, ragazzi! – Falei.
- Ciao, amore mio! – Fede falou fofo para Sienna.
- Vocês precisam ser mais discretos, ou vou começar a achar que é para mim. – Eles riram.
- E com isso o Gigi pode querer matar cada um de vocês! – Ronaldo disse.
- Viu?! Até ele já entrou na brincadeira. – Falei, ouvindo-os rirem. – Mas se o Quagliarella está bem vivo hoje, te garanto que o Gigi é inofensivo!
- Quagliarella? Sampdoria? – Sami perguntou.
- A Juve em 2012 era bem diferente de hoje. – Falei, piscando para eles.
- Você falando sobre o Quagliarella, qual é, , você namorou Barza e nós somos amigos ainda! – Ouvi a voz de Gigi atrás de mim e ri fracamente.
- É, realmente! Ainda não sei como. – Disse e eles riram.
- Você namorando Barza é realmente a melhor notícia para mim! – Pipita disse.
- 2014, se não fosse esse ao meu lado, talvez tivéssemos dado certo. – Dei de ombros.
- Se não fosse por esse ao seu lado, Sienna não estaria aqui. – Ele deu um beijo em minha têmpora e ri fracamente.
- Vamos para o ônibus, que tal? – Pavel disse e ri fracamente.
- Melhor. – Disse cumprimentando meu vice-presidente e segui para o ônibus. – Buongiorno! – Cumprimentei os motoristas. – Cabe um carrinho aí?
- É claro! – Eles disseram e acenei antes de entrar no ônibus.
- Ciao, ragazzi! – Falei.
- Ciao, chefa! – Mattia, Ruga e Mira falaram juntos e me sentei na primeira poltrona.
Logo todos os jogadores entramos e não demorou mais do que dez minutos para estarmos no aeroporto. Saí primeiro com Sienna e o pessoal seguiu logo atrás, formando aquela longa fila de jogadores. Eu só queria fugir da imprensa. Assim, Sienna é minha filha e eu tenho capacidade de fazer as duas coisas ao mesmo tempo, mas sabe como são os homens, sempre achando um motivo para nos desmerecer e, apesar de não ligar, isso enche o saco.
Passei pela imigração junto de Sienna, rindo sozinha ao ver minha menina com quase quatro meses com seu primeiro carimbo internacional, quando eu ganhei o meu com 17 ou 18 anos em alguma viagem para os alpes suíços com Giulia e a família dela. Ao menos minha filha teria tudo o que eu não tive e muito mais.
- Ela está dormindo ainda? – Vi Mario andando ao meu lado.
- Sim, ainda, espero que fique assim por boa parte da viagem. – Suspirei.
- Vai sim, ela é boazinha, se não for, tem bastante gente para te ajudar. – Ri fracamente.
- Posso perguntar como você está indo? – Virei para ele. – Vocês...
- Está tudo bem. – Ele disse com um sorriso nos lábios. – Ela foi promovida, então está feliz, Ben vai começar a escolinha agora em agosto e devemos nos casar no fim do ano ou começo do ano que vem, vamos ver... – Sorri.
- Que bom, Marione! Sério! – Ele assentiu com a cabeça. – E pensam em ter um filho de vocês? – Ele suspirou.
- Você trata os filhos do Gigi como se não fossem seus filhos? – Ele perguntou e ponderei com a cabeça.
- É um bom ponto. – Falei e ele assentiu com a cabeça.
- O Ben é meu filho e nada no mundo tira, mas se ela quiser mais um... Tentar a sorte para uma menina, quem sabe? – Sorri.
- É, eu vejo como você é babão com a Sienna. – Ele riu fracamente.
- Nunca achei que fosse gostar tanto dessa vida de família feliz. – Sorri.
- Eu sempre quis uma família depois que meus pais faleceram, não consegui do jeito certo, mas estou feliz.
- E tem jeito certo? – Ele perguntou e suspirei.
- 2x0, Mario! – Ele riu fracamente.
Seguimos em silêncio em direção ao avião e, no longo corredor do aeroporto, a voz dos meninos começou a ficar mais alta e virei para trás rapidamente para ver a bagunça do pessoal, inclusive Gigi que vinha com Rabiot e Manu que parecia muito interessada em seu celular enquanto andava ao lado de Fede e Leo.
Eu não era boa de paquera antes de Luigi, na verdade, acho que continuo não sendo, conquistar Gigi foi uma sequência de fatores, mas Manu precisava de umas aulas urgentemente!
Quando entramos na aeronave, suspirei ao ver a primeira classe inteira reservada para nós. Hoje seria um voo realmente gostoso. Apesar que 14 horas dentro de um avião era realmente para destruir, mas vamos lá.
- ! – Virei para trás, vendo Gigi. – Onde vai sentar?
- Pensei em ir lá atrás, pegar um lugar só para Nena e...
- Senta aqui na frente. – Ele disse. – Eu sento no meio. Se ela chorar, a gente atrapalha só a gente, não o restante do avião. – Suspirei.
- Ok. – Sorri e ele indicou a primeira poltrona.
Deixei o bebê-conforto de Sienna na poltrona do corredor, prendendo-o no cinto e coloquei minha bolsa no bagageiro e Gigi colocou sua mochila e a bolsa de Sienna lado e trocamos um rápido sorriso. Ele se sentou com Leo na poltrona do lado e virei para trás, vendo Manu e o tão discreto Fede se sentando ali. Deve ser algum mal de Carrara.
Abri a bolsa de Sienna e tirei os protetores de ouvido e a manta dela. Me sentei e abri a manta em cima dela, ajeitando-a nas dobrinhas de seu corpo para deixá-la bem acomodada, e tirei os protetores de ouvido da caixinha, colocando delicadamente em suas orelhas, ouvindo-a gemer enquanto eu a incomodava um pouco.
- Está tudo bem, está tudo bem. – Falei baixo, me sentindo estúpida segundos depois, já que a intenção era ela não ouvir nada.
- Tudo certo aqui? – Gigi perguntou, parando ao meu lado.
- O que acha? – Falei, indicando Sienna e ele riu fracamente.
- Está ótimo. – Ele sorriu e me levantei de novo, procurando a chupeta de Sienna em um dos bolsos internos e me sentei novamente, colocando levemente em seus lábios e logo ela sugou. – Espero que isso seja o suficiente para ela dormir um pouco.
- Bom dia, senhores. – Virei para o lado, vendo a comissária. – A senhora precisa de alguma coisa para você ou sua bebê? – Ela perguntou.
- Não, está tudo certo, eu acho. – Suspirei. – Ela está ajeitada certinho?
- A prendeu no cinto?
- Sim! – Falei.
- Então está tudo bem. – Ela assentiu com a cabeça. – Se precisar esquentar leite ou alguma coisa, só me pedir.
- Ah, perfeito! Obrigada! – Sorri, vendo-a sair.
- A vantagem de primeira classe. – Gigi disse, dando um beijo em minha cabeça. – Estou aqui do lado, ok?!
- Fica de olho nela? Eu vou tentar dormir, se ela acordar de noite, eu fico de plantão para tentar acalmar a fera. – Ele riu fracamente.
- Ela nem é fera assim. – Ele disse e sorri.
- Ei, eu estou aqui também! Vim para isso! – Manu disse, se debruçando no encosto de minha poltrona. – E eu sou oito ou 80 para voos. Ou eu durmo, ou fico acordada o voo inteiro.
- E eu sou um ótimo aprendiz. – Fede disse, me fazendo rir fracamente.
- Grazie, ragazzi! Mas descansem também! O fuso-horário é um desastre! – Eles riram, se desapoiando quase sincronizadamente e me sentei em meu espaço, colocando o cinto, me preparando para 14 horas de voo com um bebê. Era como um test-drive. Um test-drive bem longo, por sinal.
- Perdemos! – Falei e ela riu fracamente.
- Eu sei, por um gol bem tonto agora no final, mas você mesmo só levou um gol, por falha da defesa, o que não seria surpresa. – Ela se desencostou da parede e rimos juntos.
- Beh, agradeço o apoio sempre! – Passei o braço em seu ombro e segui em direção ao vestiário com ela.
- Mas como foi? – Senti sua mão em minha cintura por alguns segundos, até que a porta afunilou e deixei-a ir na frente.
- O que exatamente? – Ela virou de frente para mim, dando alguns passos de costas.
- Usar esse uniforme! – Ri fracamente.
- Eu me sinto pelado. – Ela franziu a testa confusa. – Faz parte da minha pele já, . – Ela assentiu com a cabeça.
- Bom mesmo! O uniforme do PSG é estiloso, mas esse é mais bonito. – Ela piscou para mim e ri fracamente.
Nosso primeiro jogo sobre o comando de Maurizio Sarri no campeonato internacional não saiu exatamente como o planejado. Perdemos de 3x2 do Tottenham, deixando eles nos passarem após uma vantagem de 2x1. Eu joguei o primeiro tempo inteiro e acabei levando um gol, um ridículo gol. Eu fiz a defesa, mas eles pegaram a sobra. Com gols de Higuaín e Ronaldo, ficamos na frente, mas eles nos igualaram e ultrapassaram. Ao menos era para isso que servia esse dito campeonato, para treinar.
Apesar do resultado do jogo, havia sido incrível colocar o uniforme da Juve novamente. Existia pressão, existia cobrança, mas existia muito mais. Eu me sinto em casa, como calçar um sapato velho ou comer aquela comida de vó que só ela sabe fazer. Muita coisa havia mudado desde que saí daqui, vários jogadores e amigos saíram, outros vieram, mas era bom estar de volta. Principalmente dividir tudo isso com e minha filha.
O restante dos jogadores entrou no vestiário, cumprimentando nossa presidente e cada um foi para seu lado. Adorava falar isso: presidente, nossa presidente. Era como chiclete na boca. Ela podia não gostar, mas sempre foi boa em comunicação, além do pulso firme e da competência. Ela está no lugar certo.
Depois de tomar banho e nos arrumar, nos despedimos do estádio nacional de Kallang e voltamos para o hotel. A viagem para Nanjing seria só amanhã, então tínhamos a noite para relaxar ainda. E dormir mais cedo parecia uma ótima opção, não antes de jantar.
- Gigi! – me chamou quando desci do ônibus.
- Ei! – Falei, andando ao seu lado para dentro do hotel.
- Você vai jantar? – Ela perguntou.
- Sim, preciso! – Falei rindo fracamente e ela sorriu.
- Pode jantar comigo? – Ela perguntou fofa e franziu os olhos em expectativa.
- Claro! – Sorri.
- Eu preciso amamentar a Sienna e não quero demorar para dormir. – Ela disse e assenti com a cabeça.
- Claro! – Falei e vi Manu alguns passos à frente com Sienna em seu colo.
- Ela só está um pouco elétrica demais. – disse e rimos fracamente.
- Ela se empolgou no jogo? – Perguntei, segurando nas alças da bolsa.
- Ela dormiu o jogo inteiro. – Ela disse rindo. – Acordou no finzinho e quer compensar toda a energia. – Ri fracamente.
- Eu brinco com ela um pouco! – Falei e ela riu fracamente.
- Preciso trocá-la também. – Ela disse.
- Eu faço isso. – Falei, seguindo direto para o restaurante com ela.
- Pode deixar, acho que eu vou dar um banhinho fresquinho nela antes de dormir, está bem quente. E tomar outro também! – Ela suspirou e deixei minha mochila no sofá antes de segui-la novamente. – Oh, amore mio, vem com a mamá! – Ela disse fofa, segurando Sienna e deu um beijo em sua cabeça enquanto nossa pequena resmungava, como se tentasse conversar.
- Minha linda! – Falei, me aproximando dela e suas mãozinhas foram para meu rosto, me forçando a fechá-los. – Cadê o meu amor? Cadê? – Falei rindo e ela apertou de leve, me fazendo rir quando ela deu uns gritinhos. – Vem com o pai! – Falei, segurando-a e soltou-a devagar.
- Eu vou pegar algo para comer, quer que eu faça um prato para você? – Ela perguntou.
- Claro, você sabe o que eu gosto. – Falei e ela riu fracamente.
- Quase nada! – Ela disse e ri fracamente, ouvindo Sienna gritar.
- Ok, estou aqui! Minha atenção é toda sua! – Falei para Sienna, erguendo-a e dei um beijo em sua barriga.
- Finalmente uma que exige sua atenção, hein?! – Mario disse e ri fracamente, cutucando-o com o cotovelo.
- A outra não exige com todas as palavras, mas gosta. – Falei e ele riu fracamente. – Decidiu jantar também?
- Sim, estou com fome! – Ele disse, rindo fracamente.
- Oi, linda! – Cristiano falou e ela o olhou curiosa. – Ela tem seus olhos, Gigi.
- Tem! – Falei, rindo fracamente. – A única dos meus quatro filhos. – Falei e ele riu fracamente.
- Ela é especial... – Ponderei com a cabeça.
- Pode-se dizer que sim. – Ri fracamente. – Quer ir com o titio Cristiano? – Perguntei e ela virou o rosto para o outro lado, esticando os bracinhos.
- Não, ela quer vir com o titio Mario mesmo! – Mario disse, segurando-a e rindo fracamente. – Não é, minha fofa? – Ele disse, dando um beijo em sua bochecha e ela começou seus resmungos, me fazendo rir fracamente.
- É, não foi dessa vez! – Cristiano disse e rimos juntos.
- Vem comer, gente! – disse um pouco mais alto, colocando dois pratos na mesa. – Você também, Mario! Deixa que eu a seguro. – Ela esticou as mãos.
- Tem certeza? Eu posso esperar! – Ele disse.
- Ela precisa mamar também, já faço os dois ao mesmo tempo. – Ela disse e rimos juntos.
- Multitarefas. – Falei, vendo-a pegar Sienna e ri fracamente.
- Ela está animada, preciso queimar essa energia dela. – se sentou na mesa e a ajeitou em seu colo. – Não é, amore? – Ela deu um beijo na cabeça de Sienna, ajeitando-a em sua coxa.
- Eu já estou acabando e queimo isso facinho. – Manu disse e rimos juntos.
- Você também precisa de um intervalo. – disse e me sentei ao lado da mais velha, vendo o prato com massa e carne para mim.
- Eu estou aqui para isso! – Ela disse e rimos juntos. – Não é, minha fofa? – Ela disse com a voz infantil e Sienna deu uma risada gostosa, batendo a mão na mesa, fazendo as poucas pessoas presentes rirem com ela.
- Linda-a-a! – Manu continuou e riu fracamente.
- Você tem uma criança empolgante, ! – Sarri falou e sorriu, desviando o olhar para Sienna que gostou do barulho da sua mão na mesa.
- Puxou o pai. – Falei, vendo-o rir fracamente.
- Hiperativo igual! – disse e trocamos um sorriso cúmplice.
- Eu não sei se eu deveria perguntar, mas...
- 18 anos de história, mister! – Chiello disse antes. – É muita coisa para entender! – Rimos juntos.
- Obrigado pela explicação rápida, Chiello! – disse sarcástica, nos fazendo rir. – É complicado, Sarri. – Ela suspirou. – São realmente 18 anos de história, vários erros pelo meio do caminho, mas por enquanto Sienna é nossa única ligação.
- Ainda! – Falei firme. – Eu vou conquistá-la de volta, mister. Ou não me chamo Gianluigi Buffon.
- E esse Buffon é bem persistente, sabe? – Ela disse e rimos juntos.
- Você quer que eu pare? – Virei para ela que fez o mesmo. – Já falei que faço o que você mandar. – Ela riu fracamente.
- Não, ou perderia minha diversão. – Ela disse e rimos juntos.
- Ótimo! – Sorri e ergui o olhar para Sarri. – Mas somos profissionais.
- Caham! – Manu forçou a garganta e a risada de Sienna nos fez perder a seriedade.
- Nós tentamos ser profissionais! – Corrigi e negou com a cabeça.
- Durante todos esses anos, nenhuma vez atrapalhamos ou expusemos o time. – Ela disse. – Só nos tornamos motivo de chacota. – Ela deu um curto sorriso.
- Talvez já tenha passado da hora de não ser mais. – Sarri disse, me fazendo rir.
- É o que eu mais quero, mister! Mas ela é difícil. – Ela me empurrou de leve, me fazendo rir.
- Ah, Gigi, cala a boca e come! – Ela disse e ri fracamente.
- Ouviu a mamãe, amore? Fica quieta e come! – Dei um beijo em sua cabeça e ela riu, voltando a bater na mesa.
Capitolo centotreintadue
- Bom jogo! – Sussurrei para Gigi que assentiu com a cabeça, dando um beijo em minha cabeça.
- Andiamo, ragazzi! – Sarri gritou e segui pelo vestiário.
- In bocca al lupo, ragazzi! – Gritei, dando rápidos acenos antes de seguir para fora do vestiário, encontrando Manu com Sienna e Conte, agora técnico da Internazionale, brincando com ela. – Se divertindo, Conte? – Ele ergueu o olhar para mim.
- )! – Ele disse sorridente. – Que menina linda! – Ele disse e segui até o mesmo, abraçando-o fortemente.
- É minha, né?! – Falei, rindo fracamente.
- Sua e... – Ele disse e soltei um longo suspiro.
- Eu contei. – Manu disse e assenti com a cabeça.
- É complicado... – Falei e ele segurou meu rosto.
- É incrível, ). Mesmo. – Assenti com a cabeça. – Me convidem para o casamento!
- Ah, seu tonto! – Rimos juntos. – Ainda não, mas quem sabe?
- Ela já fala “quem sabe”, Conte. – Manu disse animada e ri fracamente.
- Ok, agora vamos! Bom jogo, Conte. – Falei.
- Você também, presida! – Ele disse, me fazendo rir fracamente e trocamos um rápido abraço. – Ciao, lindona! – Ele disse, mas Sienna parecia estar em outra realidade.
Manu mexeu sua mãozinha como se fosse Sienna e seguiu ao meu lado em direção ao elevador que dava para os andares superiores. Ficamos em silêncio durante a subida do mesmo, até a porta se abrir novamente.
- Não sabia que conhecia Conte. – Falei, virando para Manu. – Você foi embora antes.
- O conheci em algum treino da seleção italiana em Turim. – Ela disse. – Mas ele que veio em minha direção. Sua filha é famosa. – Ri fracamente.
- É difícil escondê-la. – Suspirei. – Os conhecidos que me viram grávida, agora querem conhecer meu milagre.
- Fiz mal em contar para ele? – Ela perguntou e suspirei.
- Não, apesar de tudo, Conte é um amigo. Um grande amigo. – Neguei com a cabeça. – Te garanto que ele estará no meu casamento, quando tudo isso acabar. – Ela sorriu.
- Você já planeja casamento, por que não esquece essa história toda e taca um beijão nele? – Rimos juntas.
- Se acalme, Emanuelle! Tem muto o que acontecer ainda. – Falei e ela riu fracamente. – Deixa eu segurá-la, por favor! – Pedi.
- Vai com a mamãe! – Ela disse fraca e dei um beijinho na bochecha gorducha de Sienna antes de apoiá-la em meu peito. Suas mãozinhas me apertaram e ela apoiou a cabeça em meu ombro.
- Ah, minha linda. – Suspirei, acariciando seus cabelinhos ).
- Ciao, ragazzi! – Manu disse e vi Pavel, Fabio, além de Treze e Davids.
- Ei, gente! – Falei.
- Ah, deixa eu ver minha sobrinha linda! – David disse e ri fracamente, me sentando ao seu lado.
- Ela está meio manhosa hoje! – Falei e ele acariciou o rostinho de Sienna que suspirou.
- Fuso-horário? – Ele perguntou e vi Davids curioso.
- Eu não sei, já faz quase uma semana. – Ponderei com a cabeça, acariciando seu corpinho. – Vai ver é só uma manha, fiquei pouco com ela hoje. – Dei um beijo em sua cabeça.
-Também, não saiu da academia para ver o Gigi. – Manu disse.
- Vou te contar quem mais estava lá na academia vendo um certo alguém! – Virei para ela que deu um sorriso sarcástico, deslizando o corpo na cadeira para se esconder na fileira de trás. – Logo ela dorme. – Dei tapinhas de leve em suas costas, ninando-a devagar.
- Ela está cada dia mais linda. – Treze disse e sorri. – Espero que ela puxe você, honestamente. -Davids gargalhou ao seu lado.
- Nossa! Detonou agora! – Rimos juntos. – Mas não mentiu. – Neguei com a cabeça.
- Ai, isso porque são amigos! – Falei.
- Se não fôssemos, não falaríamos, te garanto! – Pavel falou, me fazendo rir fracamente.
- Ok, agora fiquem quieto, vai começar! – Falei, ouvindo-os rirem.
O jogo contra a Internazionale começou com Tek no gol, diferente do contra o Tottenham. Eles abriram o placar aos 10 minutos após um gol contra de De Ligt, nosso mais novo contratado. O que foi uma pena, porque ele estava fazendo tiradas incríveis. No segundo tempo, Sarri tirou Tek e colocou Gigi, além de outras substituições. Aos 68, Ronaldo conseguiu empatar. O restante se manteve igual até o final, o que queria dizer que teria uma cobrança de pênaltis.
Depois de uma temporada inteira, depois de ele passar dos 40 anos, Gigi participaria de uma cobrança de pênaltis e eu estava nervosa com isso. Nunca duvidei dele ou do seu potencial, mas ficar lendo jornais e revistas que só sabiam criticar sua idade por não se aposentar, me dava vontade de bater em todos, mas esperava que ele pudesse comprovar isso em campo. Agora.
- Dai, Gigi. Dai! – Falei baixo, me levantando, ninando Sienna que havia finalmente adormecido no final do primeiro tempo.
Gigi começaria defendendo e Ranocchia foi primeiro a bater. Suspirei ouvindo o apito e sorri quando Gigi fez a defesa para o lado direito, fazendo o estádio comemorar. É assim que faz! Sienna gemeu em meu colo e chequei o protetor de ouvido em seu ouvido enquanto Cancelo batia e fazia o seu. 0x1.
Puscas foi o segundo da Inter e marcou, chutando alto, me fazendo suspirar. Ronaldo veio em seguida e fez no cantinho do lado esquerdo. 2x1. Longo da Inter veio e Gigi defendeu mais uma, me fazendo dar um pulinho, segurando Sienna firme. O pessoal ao meu lado se certificava do grito de gol e eu só ficava empolgava, querendo que minha menina estivesse acordada para ver isso. 2x1. Emre veio e bateu levinho do lado direito. 3x1.
Caso João Mário errasse, nos já fechávamos, mas a magia de Gigi não aconteceu dessa vez, aumentando para 3x2. A cria de Gigi, Rabiot, veio e, infelizmente, isolou a bola, nos fazendo manter o placar. Barella veio para bater e Gigi até caiu do mesmo lado, mas a bola foi mais rápida do que ele, me deixando incrivelmente irritada e bati o pé forte no chão. 3x3. Para manter tudo igual, Fede veio e igualou o erro de Rabiot, mas chegou a bater na trave superior.
Acabando as cinco cobranças, agora era uma a uma. Se alguém fizer ou defender, poderia finalizar tudo. Valero se aproximou e chutou, a bola foi em cima de Gigi e ele não pulou para nenhum lado, fazendo a mão ir na mão dele. TRÊS PÊNALTIS! GIGI DEFENDEU TRÊS PÊNALTIS! É LOUCURA! Ainda bem que eu só grito em pensamentos.
Sobrou só para Demiral fazer um lindo chute, fechando as cobranças. Os meninos foram para cima de Demiral para comemorar e depois foram direto para Gigi que havia conseguido um feito incrível! Três pênaltis! Isso é loucura!
- Você viu isso? – Manu falou empolgada próximo ao meu ouvido e sorri.
- Vi! – Falei rindo. – Ele ainda arrasa! – Ri sozinha. – Não é, minha linda? Papai ainda arrasa! – Falei baixo, dando um beijinho em sua cabeça.
- Vamos lá! – Pavel disse.
- Nos vemos depois! – Falei para Treze e Davids.
- Vai lá! A gente se encontra no hotel! – Treze disse.
- Combinado! – Sorri, sentindo-o segurar minha mão por alguns segundos antes de seguir com Pavel e Fabio.
- O Gigi arrasou, cara! Nem parece que tem a idade! – Manu disse e ri fracamente.
- É por ter a idade, e a experiência, que ele faz isso. – Suspirei. – Ele foi incrível. – Ri fracamente.
- Com uma energia dessa, imagino onde mais ele é bom! – Ela disse e empurrei-a pelo ombro, ouvindo-a gargalhar.
- Ah, cala a boca! – Rimos juntas. – Para uma menina que nunca fez, você fala muita besteira.
- A prática é ruim, mas a teoria... – Sorri. – Uma pena só Fede ter errado.
- Esses campeonatos não contam muita coisa. – Ponderei com a cabeça. – Tanto que você viu a comemoração. Mais pelos feitos do Gigi do que pela vitória. – Dei de ombros. – Serve pelo treino.
- Ao menos isso. – Ela disse e o elevador se abriu de novo.
- Segura ela, por favor. – Pedi, entregando Sienna delicadamente para Manu.
- Vem com a titia legal, amore! – Manu disse e minha filha a agarrou igual fez comigo antes.
Andei pelo túnel, vendo os jogadores da Inter chegando e Asamoah é o único que eu realmente conheço. Trocamos um rápido abraço antes de ele seguir para o vestiário. Logo meus jogadores começaram a entrar e dei rápidos abraços no pessoal que foi banco, antes de chegar em Gigi que vinha com Ronaldo e largos sorrisos no rosto.
- )! – Ele sorriu e rimos juntos. Ele acabou com a distância em poucos passos e passei meus braços pelos seus ombros, sentindo-o me apertar firme pela cintura e me erguer no ar.
- Você foi incrível! – Falei rindo e ele me colocou no chão novamente. – Três, Gigi! Uau! – Segurei sua nuca e ele riu fracamente. – Alguém estava inspirado hoje.
- Beh, tenho motivos de sobra para isso. – Ele disse e colei meus lábios em sua bochecha, vendo-o sorrir. – Esse é um deles!
- Tonto! – Rimos juntos. – Mas você foi incrível! – Ele sorriu. – Vou ficar no aguardo das manchetes de amanhã.
- Se eu me preocupasse com isso, eu teria parado em 2018. – Ele disse e sorri.
- Agora que passou a marca dos 40, acho que não temos mais limites, né?! – Disse e ele riu fracamente.
- Contigo, eu vou até os 80. – Rimos juntos.
- Vamos começar sobrevivendo até os 42, o que acha? – Ele sorriu, acariciando minha cintura e dei um beijo mais delicado em minha bochecha.
- Combinado! – Rimos juntos.
- Eu vou tomar banho para gente ir embora. – Ele disse.
- Combinado! – Rimos juntos.
- Jantamos juntos? – Ele perguntou.
- Acho que hoje não, vou cuidar da Nena antes, ela está bem sonolenta. – Ele assentiu com a cabeça.
- A gente se encontra no seu quarto para eu te ajudar. – Assenti com a cabeça.
- Sem problemas! – Sorri e ele acenou, seguindo para dentro do vestiário com o restante do pessoal. Ri fracamente e me aproximei de Manu novamente que parecia estar no mesmo lugar do que antes.
- Hum, ... – Ela disse.
- Fala, amore! – Disse, vendo-a observar Sienna.
- Acho que a Nena está com frio. – Ela disse e olhei para Sienna já com o body de frio, além dos tênis, apesar do tempo mais quente aqui em Nanjing.
- Mas ela está tão encapuzada. – Falei, pegando-a de seu colo, vendo-a apertar as mãozinhas na roupa de Manu antes de vir para meu colo. – Amore... – Falei baixo, colocando-a em meu peito, sentindo-a me apertar e levei a mão de leve em seu rostinho, sentindo-a um pouco quente. Subi a mão para sua cabeça e estava da mesma forma.
- Está tudo bem?
- Não acho que ela está manhosa, Manu, acho que ela está com febre. – Virei para ela.
- O que eu faço? – Ela perguntou rapidamente.
- Manda mensagem para o Gigi, pede para ele avisar o time, e vamos pegar um táxi agora, no hotel alguém vai poder me ajudar melhor, porque eu não sei o que fazer. – Suspirei forte, andando apressada pelos corredores.
- Ei, Gigi! – Parei ao descer do ônibus. – Precisa de algo? – Fede perguntou.
- Não! Eu aviso se precisar! Grazie! – Falei, acenando com a mão e entrei apressado no hotel, dando rápidos e desinteressados acenos aos fãs.
Apertei o celular em minha mão, checando se tinha alguma novidade de ) além de “Sienna está com febre”, mais nada. Será que era por isso que ela estava manhosa o dia inteiro? Ela estava tão quietinha, tão calminha, ela não é uma criança que dá muito problema, por isso nem estranhamos. Beh, eu muito menos focado nos treinos e no jogo de hoje. Parece que pegar três pênaltis não importavam mais com isso.
Assim que as portas se abriram no andar em que eu e ) estamos hospedados, pude ouvir o choro alto de Sienna ecoando pelo local. Andei apressado pelo corredor e bati algumas vezes na porta, mandando a mesma mensagem para o celular de ), mas Manu abriu a porta antes de enviar.
- Ah, você chegou! – Ela disse rapidamente. – Por favor, faz alguma coisa, ela está desesperada, ela... – Apertei as mãos nos ombros de Manu quando ela desembestou a falar alto, tentando competir com o choro de Sienna.
- Respira fundo! Vai jantar! Deixa que eu cuido daqui! – Falei. – Qualquer coisa fala com o Leo, estou dividindo quarto com ele.
- Ok! – Ela disse e saiu pela porta, me fazendo suspirar.
Deixei minha mochila cair no sofá da pequena sala que antecedia o quarto de ) e vi o largo quarto se abrir com a cama de casal e o sofá-cama de Manu. ) andava de um lado para o outro, tentando ninar Sienna e ambas tinham os olhos cheios de lágrimas.
- Gigi! – ) disse em um longo suspiro quando me viu e desamarrei o casaco do time da cintura antes de me aproximar. – Eu não sei o que fazer, ela não para, eu não sei o que dar, eu não... – Abracei-a pela cintura, dando um beijo em sua cabeça.
- Xi... – Sussurrei, passando o polegar embaixo de seu olho esquerdo, secando as lágrimas ali. – Se acalma!
- Como eu vou me acalmar? Eu não percebi que ela está mal! – Peguei Sienna em meu colo, deitando-a levemente, vendo seu beicinho se formar quando ela pegava fôlego parar chorar. – Eu sou uma mãe horrível!
- Calma, calma! – A vi se jogar no sofá perto, levando as mãos no rosto e apertando-os de leve, jogando os cabelos para trás com força. – Você não é uma péssima mãe, amore. É só mãe de primeira viagem, respira fundo! – Falei, voltando o olhar para Sienna. – E você, minha linda, o que está acontecendo? – Dei um beijinho em sua cabeça, levando a mão na dobra de seu pescoço, sentindo seu corpo morno.
- Ela está com 38,6. – ) disse. – Ela não comeu antes do jogo e achava que era sono, mas agora ela continua rejeitando a mamadeira. – Ela falou suspirando.
- Ligou para pediatra dela? – Perguntei.
- A Manu mandou mensagem, mas ela ainda não respondeu. – Ela suspirou, passando a mão na cabeça.
- Ok, vamos fazer o seguinte, eu ligo para ela, e você vai entrar com ela no banho. – Falei, seguindo com Sienna até a cama. – Vamos tirar essa roupa quente dela.
- Mas não posso dar banho gelado nela. – ) veio rapidamente em minha direção.
- Gelado não, mas morno. – Falei. – Lembro dos meninos, às vezes não é nada, o tempo está quente, pode ser isso, ou reação de vacina, ou os dentes nascendo...
- Mas pode ser algo, Gigi! – Ela disse firme.
- Não surta antes de chegar nos 39,6. – Virei para ela rapidamente, colocando Sienna na cama.
- E o que acontece quando chegar em 39,6? – Ela perguntou e suspirei, contendo a resposta para mim.
- Vamos, minha linda. – Falei, abrindo o body da Juventus que Sienna usava, vendo seus lábios abertos pelo choro e tirei seus bracinhos e pernas do body. Ouvi o barulho do chuveiro e tirei a fralda de Sienna, vendo que nem suja estava. – Ajuda a gente, amore. – Dei um beijinho em sua barriga e enrolei-a na toalha antes de erguê-la no colo. – Vamos! Vamos! – Falei, entrando no banheiro e vi ) controlando a água.
- Eu não sei fazer isso, Gigi. – Ela disse. – Ela vai chorar mais e eu vou chorar com ela. – Ela disse rapidamente e puxei-a para um abraço com uma mão, dando um beijo em sua cabeça.
- Vai ficar tudo bem. – Falei. – Vai molhando ela devagar, quando ela se acostumar, aí coloca ela de corpo inteiro. – Ela suspirou forte. – Eu confio em você, amore.
- Só você! – Ela disse e ri fracamente, acariciando seu rosto.
- Onde está seu celular?
- Na bolsa, eu acho. – Ela disse, pegando Sienna de meu colo.
- Eu vou ligar para médica. Já volto! – Falei e ela assentiu com a cabeça.
Segui até a porta, olhando ) colocando a mão na água e saí antes de ela começar a molhar Sienna. Procurei a bolsa de ) com os olhos e encontrei-a jogada na mesa da antessala. Abri a mesma e tirei o celular, colocando sua senha 0111 e procurando pela pediatra de Sienna, quando encontrei o número de Marilena, disquei rapidamente.
O choro de Sienna ficou mais alto e senti um aperto no peito. Apesar da minha vida conturbada como pai, marido e namorado, ver meus filhos doentes sempre foi difícil. Leo foi o pior, Ilaria teve complicações no parto e ele teve uma febre com cinco dias. Eu fiquei desesperado.
- Alô?
- Alô? Doutora Marilena? – Respondi apressado.
- Sim, é ela!
- Oi, aqui é Gigi Buffon, eu sou pai de Sienna , filha da ).
- Ah, sim! Oi, tudo bem? – Ela perguntou.
- Desculpa incomodar a senhora, mas estamos aqui na China e a Sienna está com febre de 38,6, a ) está desesperada, e quero saber o que fazer! – Falei rapidamente, me afastando da porta do banheiro onde o choro de Sienna era mais forte.
- Há quanto tempo ela está assim? – Ela perguntou.
- ) notou tem cerca de duas horas, mas a Sienna está mole desde cedo. Umas três horas aqui. É quase meia-noite. – Chequei o relógio.
- Ela conseguiu comer? – Ela perguntou.
- Não, ela já pulou duas mamadas. – Falei. – Ela estava só com frio e amuada, mas agora ela não para de chorar. – Suspirei.
- Vocês deram algo de diferente para ela além do leite? – Ela perguntou.
- Não, só leite, água, chazinho e suco natural. – Falei.
- Foi picada por algum bichinho?
- Não notei nada no seu corpo. – Falei. – E tem uns dias da vacina dela já.
- Olha, Gigi, aparentemente não é nada. – Ela falou. – Pode ser um efeito tardio da vacina, pode ser o corpo criando anticorpos, pode ser dente nascendo...
- Foi o que eu pensei.
- Mas pode ser a água também. – Ela disse, suspirando. – Ela está acostumada com água daqui da Itália, então a água daí pode ter mais sódio, ser mais ácida, pode ser algo assim, uma pequena virose...
- Sem vômito e sem diarreia, por sinal a fralda dela estava vazia, não sei se ) tinha trocado, mas...
- Ok, então vamos fazer o seguinte. Tira a roupa dela e dá um banho morno...
- ) está dando agora. – Falei.
- Perfeito! Depois vocês vão dar um antitérmico para ela. Não sei o que vão conseguir aí, mas acetominofeno, dipirona, ibuprofeno. Vocês dão uma dose agora e analisem se ela melhorou. Caso não, dê mais uma vez, depois outra. Uma dica boa é analisar pelo apetite dela. – Ela falou e assenti com a cabeça.
- Tudo bem! – Falei.
- Além do remédio, vocês vão deixá-la peladinha, sem cobertas, sem nada, e vão molhar as extremidades dela com água gelada. Pode ser uma toalhinha úmida na testa, nas axilas, na nuca...
- E o choro, doutora? Não era para ela estar mais calma? – Suspirei.
- É a forma de comunicação dela, caso ela não pare, ou a febre aumentar, ou ela não conseguir comer, ou surgir manchinhas, o choro mudar para um gemido de dor, vocês me ligam. – Assenti com a cabeça.
- Ok, grazie! – Suspirei.
- Eu vou fazer a receita e logo mando para o WhatsApp da ). – Ela disse.
- Ok, muito obrigado, doutora! – Falei.
- Só me mantenha informada, por favor. – Ela pediu e assenti com a cabeça antes de desligar.
Franzi a testa quando percebi o silêncio e deixei o celular na cama antes de seguir de volta para o banheiro. Suspirei ao ver ) dentro do box com Sienna, sem seu tradicional vestido, somente com a roupa íntima e Sienna apoiada em seu peito. Sorri, entrando no banheiro e me aproximei devagar, vendo ) se virar para mim.
- Achei que pele com pele podia ajudar. – Ela disse e assenti com a cabeça, vendo Sienna segurando forte a pele de ). – O que a doutora disse? – Ela perguntou soltando a respiração forte.
- Ela falou que pode ser até a diferença da água. – Falei, me sentando na beirada da banheira. – Ela passou um antitérmico, falou para gente analisar conforme o apetite dela volta. Deixar ela sem roupa e molhar a testa, nuca e axilas com água gelada para ver se acelera. – Ela assentiu com a cabeça.
- Eu tenho ibuprofeno na minha bolsa de remédios. – Ela disse e confirmei com a cabeça.
- Quer trocar? – Perguntei e ela suspirou. – Vamos, . Você precisa descansar.
- Eu estou bem. – Ela disse, suspirando. – Você que precisa depois do jogo. – Ela deu um sorriso e retribuí. – Foi demais, Gigi. – Ri fracamente.
- Ainda sirvo para alguma coisa. – Ela negou com a cabeça.
- Serve para muito mais. – Assenti com a cabeça em um sorriso. – Vai comer, Gigi. Aposto que não jantou.
- Eu vou comer quando você comer. – Falei e ela suspirou.
- Cadê a Manu? – Ela perguntou.
- Falei para ela ir comer, ela não precisa ficar aqui.
- Ela me ajudou tanto. – Ela riu fracamente e sorri.
- Ela é um anjo. – ) assentiu com a cabeça.
- Eu vou tirar ela da água, pega a toalha dela, por favor? – Peguei a toalha que estava ao meu lado, vendo ) desligar o chuveiro e enrolou Sienna na mesma.
- Aqui, me dá ela! – Estiquei as mãos e Sienna me entregou. – Eu te espero lá fora. – Falei e ela assentiu com a cabeça antes de puxar a toalha de banho e se enrolar na mesma, dando um curto sorriso para mim.
Sienna dormia calmamente em meu colo enquanto Gigi ficava ao meu lado como um gavião, só esperando. Assim como eu. Fazia duas horas que demos o remédio, mas não havia tido nenhuma mudança relevante ainda. Ao menos ela havia parado de chorar e conseguiu dormir um pouco. Mas no termômetro nada havia mudado.
Tombei a cabeça para o ombro de Gigi, sentindo-o dar um beijo em meus cabelos e suspirei, sentindo o olho pesar. Ouvi barulho de porta e ergui o rosto para a outra sala, vendo Manu entrando na mesma e atravessar o quarto, além de Fede logo atrás dela segurando dois pratos.
- Oi, gente! – Ela disse.
- Oi, amore! – Falei e ela se aproximou de Sienna.
- Como ela está? – Ela perguntou, acariciando a cabeça de Nena, dando um beijinho nela.
- Medicada. – Gigi disse e ela assentiu com a cabeça.
- Ela vai ficar bem. Ainda mais com esses pais corujas que ela tem. – Sorri, acariciando o rostinho de Sienna. – A gente pensou que estivessem com fome. – Ela disse e Fede deixou os dois pratos na mesa de centro.
- Não sabíamos o que gostavam, então cobrimos o básico. – Ele disse.
- Grazie, amori! – Falei e Manu deu um beijo em minha cabeça. – Você está com sono? Quer dormir?
- Não se preocupe. Eu e o Fede estamos conversando no lobby. – Ela disse ficando envergonhada e só assenti com a cabeça.
- Se quiser ficar lá no meu quarto, o cartão chave está na minha bolsa. – Gigi disse.
- Eu faço o Leo engolir um sapato no primeiro ronco dele. – Ela disse, nos fazendo rir fracamente. – Eu vou ficar bem. Me avisem se precisar de algo, está bem?
- Está bem, meu amor. – Falei e ela me deu outro rápido beijo. – Obrigada, viu?
- Não há de quê! – Ela disse sorrindo e deu a volta no corpo. Fede deu um rápido aceno de mão e ambos seguiram para fora do quarto. Eu e Gigi os acompanhamos com o olhar até a porta fechar novamente.
- O que está acontecendo? – Gigi perguntou rapidamente e rimos juntos.
- Eu não sei, mas acho que Fede conseguiu subir um degrau essa noite. – Falei rindo e Gigi se levantou da cama. – Acho que os homens de Carrara têm algo em comum. – Ele se virou para mim, caminhando até a mesa de centro.
- Se apaixonar por mulheres incríveis? – Ele perguntou e ri fracamente.
- Não, serem persistentes! – Falei e ele riu.
- Beh, ao menos confiamos nas nossas conquistas. – Ele tirou as tampas dos pratos.
- O que temos aí? – Perguntei.
- Nhoque com molho marinara e um bolinho.
- Devem ser dumpling. – Suspirei. – Acho que aceito um agora. – Ri fracamente e peguei o garfo antes de levar o prato em sua direção.
- Do que é? – Ele perguntou.
- Normalmente é de carne de porco com algum legume. – Falei e ele espetou o bolo com o garfo, passando-o levemente no molho no fundo do prato e aproximou de minha boca, soltei uma mão de Sienna e apoiei-a embaixo para não pingar nela, antes de dar uma mordida no mesmo. – Hum, está bom demais. – Ele sorriu, se sentando na beirada da cama. – Mas pode ser a fome também. – Rimos juntos e mastiguei-o devagar.
- Quer mais? – Ele perguntou e ri fracamente antes de abrir a boca novamente.
- Você não precisa me alimentar. – Falei, escondendo a boca com a mão e ele sorriu..
- Sim, eu preciso. – Ele abaixou o prato em seu colo. – Quero cuidar de você para sempre, ). – Abaixei os olhos para Sienna por alguns segundos antes de erguer para ele novamente.
- Eu sei. – Suspirei e ele ergueu o bolinho novamente, me fazendo mordê-lo mais uma vez. – Mas você não precisa.
- Podemos ficar aqui para sempre e eu vou sempre confirmar que preciso. – Ele abaixou o olhar rapidamente antes de voltar para mim.
- Você sempre foi fofo assim. – Falei. – Menos quando ficava irritado. – Ele riu fracamente.
- Tenho algumas péssimas lembranças. – Ele negou com a cabeça. – Mas chega! Só quero ser feliz.
- Eu também. – Suspirei. – Inclusive, em situações como essa aqui, sem ela dodói, só essa calmaria aqui, me faz pensar até em sair do time para dedicar a isso.
- Mesmo? – Ele perguntou surpreso e entreabri a boca para comer o restante do bolinho.
- Aqui eu não tenho problemas nenhum. – Sorri. – Até com você aqui, apesar das nossas diferenças, parece que não tem problema nenhum.
- Não tem problema nenhum, . – Ele deixou o prato na mesa de cabeceira. – Só muita bagagem. – Sorri.
- Ao menos dividimos uma. – Ela indicou Sienna e dei um beijinho em sua cabeça, sorrindo com a careta que se formou em seu rosto.
- A mais importante. – Ele disse, voltando a focar em meu rosto.
- Não deixe os meninos ouvirem isso. – Rimos juntos.
- Até eles sabem que tem uma nova princesa no pedaço. – Falei. – Especialmente os mais velhos, Leo talvez tenha um pouco de ciúme ainda.
- Ele é novinho ainda. A gente precisa agregar ele com a gente. Tentar fazer isso ser o mais normal possível. – Suspirei, acariciando a bochecha de Sienna. – O que não sei como vai ser possível explicar para eles que cada um possui três irmãos de outras duas mães. – Ele riu fracamente.
- Eu sou um idiota, não sou? – Ergui o rosto para ele, franzindo a testa.
- Sobre o quê agora?
- Isso! – Ele suspirou forte. – Quatro filhos, três mulheres... – Sorri, negando com a cabeça e acariciei seu rosto devagar com o polegar.
- Talvez as coisas não tenham acontecido como você planejou, Gigi, mas eu realmente não tenho o que falar sobre isso. – Sorri. – Ela é perfeita! – Ri fracamente. – De todos os presentes no mundo, ela é a melhor.
- Puxou a mãe. – Ele sussurrou e notei que ele se aproximava de mim. – Vai ser uma linda menina, cheia de amor...
- Mimada com tanto paparico. – Falei no mesmo tom.
- É, isso não vai ter como fugir. – Ele acariciou minha nuca devagar. – Eu te amo, . Como eu nunca amei ninguém.
- Eu sei. – Soltei um forte suspiro. – Eu acredito em você. – Fechei os olhos quando meu corpo deu uma pulsada mais forte.
Ele roçou nossos lábios de leve e pressionou nossos lábios quando minha respiração cortou por alguns segundos. Minha mão deslizou pela sua nuca, não querendo manter a distância, mas não consegui entreabrir os lábios para ele aprofundar o beijo. Muita coisa passava na minha cabeça, era como se eu estivesse travada. Soltei um forte suspiro, virando o rosto para Sienna e seus lábios tocaram em minha bochecha com a pressão. Um forte suspiro escapou de seus lábios, decepcionado.
- Fica comigo, . – Ele pediu em um sussurro. – Deixa eu te fazer feliz... – Engoli em seco.
- Eu não posso... – Minha voz saiu baixa, tentando conter as lágrimas que incomodavam meus olhos. – Eu não consigo. – Ela negou com a cabeça.
- O que te impede, ? Não temos nenhuma pendência. Somos só você e eu agora. – Suspirei e passei a mão rapidamente no rosto, tentando expulsar as lágrimas que se formavam rapidamente.
- Como posso confiar em você? – Falei baixo, mexendo na mãozinha de Sienna. – A Sienna só está aqui por um erro, Gigi. Por um erro que nós cometemos...
- A Sienna não é erro nenhum, . – Ele disse baixo. – Ela é nosso sonho.
- Mas também é um erro! – Neguei com a cabeça. – Eu não consigo lidar com uma traição, Gigi. – Ele suspirou forte. – Talvez seja ridículo eu falar isso, porque te ajudei a trair a Alena e depois a Ilaria, mas eu não posso ter isso para mim. – Puxei a respiração fortemente, passando a mão no rosto. – Eu simplesmente não consigo acreditar que sou única na sua vida. – Engoli em seco. – Você é o homem da minha vida, meu maior sonho, mas não consigo confiar que tudo mudou em um ano como se fosse um passe de mágica. Tudo doeu demais.
Mordi meu lábio inferior, respirando fundo. Eu não podia jogar isso nas costas dele. Simplesmente não podia, mas também não conseguia fingir que estava tudo bem no meu coração. Não podia e nem queria ficar com ele com essa desconfiança no peito. Não é certo para mim e nem para ele.
- Tudo bem, ! Eu entendo. – Ele disse baixo e não consegui erguer o rosto. – Eu sei que eu exigi mais de você do que deveria. Sei que quebrei várias vezes seu coração, normalmente sem completa intenção, mas... – Ele pigarreou quando a voz falhou. – Nossa vida seguiu um curso totalmente diferente do que eu esperava. Quando eu digo que queria que você fosse mãe dos meus filhos, não é mentira! Imagina se nossa vida tivesse seguido o curso desde 2005?
- Muita coisa seria diferente, talvez nem estivéssemos mais juntos. – Falei baixo.
- Talvez... Mas provavelmente também não teríamos escondido coisas do outro, mentido, nos magoado e pisando mais ainda para confirmar e afastar o outro. – Suspirei. – Nós fomos negligentes, ). Sem jogar nada na cara um do outro, mas isso prova com você ter escondido a Sienna de mim... – Passei a mão no rosto. – E não só você, se colocarmos em uma balança, estamos quase empatados, mas eu não tinha noção de quanto isso ia te magoar e te destruir... – Puxei a respiração fortemente, sentindo o nariz entupido. – Infelizmente eu não posso voltar no tempo, porque eu voltaria, com toda certeza, a começar em vir te visitar após a tentativa de suicídio do Pessotto.
- Não me lembra disso... – Pedi baixo.
- Me desculpe. – Ele suspirou. – Talvez voltaria antes ainda, quando te conheci. Quando eu deveria ter lutado para ficar contigo, ido no RH e foda-se o resto. – Dei um curto sorriso. – Mas eu não posso voltar, também não sei como te provar que eu mudei, Paris foi minha reabilitação, eu deixei todos os meus erros lá e sabia que só queria você. Eu sempre só quis você. – Suspirei. – Eu entendo seu receio, entendo mesmo, mas eu realmente não tenho mais nada para fazer, ). Você pode me rejeitar pelo tempo que for, mas eu vou lutar por você. Lutar para conquistar sua confiança de volta. – Engoli em seco. – E o seu amor, se for preciso...
- Você não precisa lutar por isso... – Respirei fundo. – Eu te amo desde... Sempre! – Ri fracamente. – Eu sempre vou te amar, eu só... – Neguei com a cabeça. – É uma trava. Não quero ficar contigo e desconfiar de tudo. – Suspirei forte.
- Eu coloquei essa trava aí, então vou tirar. Leve o tempo que for. – Ergui os olhos para ele surpresa. – É só você, ! Só você! – Engoli em seco.
- Me desculpe. – Pedi baixo e ele negou com a cabeça.
- Você não precisa pedir desculpa por um erro meu. – Ele disse.
- Eu não deveria ter falado isso, eu só não consigo mais fingir. – Falei baixo e ele suspirou, assentindo com a cabeça.
- Está tudo bem. – Ele se levantou. – Deixa eu ficar com a Sienna um pouco. Come e descansa.
- Mas você precisa dormir também. – Falei, vendo-o limpar as mãos na calça.
- Está tudo bem, descansa umas horinhas. – Ele disse, pegando Sienna devagar de meus braços e seguiu em direção ao sofá-cama de Manu, me fazendo derrubar os ombros em um suspiro.
- Ah, que gostoso! – Falei sorrindo, vendo Sienna beber o leite rapidamente. – Vai devagar, amore, ou vai engasgar. – Ri fracamente, dando um beijo na cabeça de Sienna, vendo o líquido esvaziar rapidamente da mamadeira. – Ainda bem que não era nada. – Suspirei, erguendo o olhar para cama e vi ) dormindo levemente torta na mesma.
Suspirei, lembrando de nossa conversa no começo da noite e repassei minhas palavras diversas vezes na cabeça. Eu não quero conquistá-la de novo no grito, eu quero ser seu parceiro, estar ao seu lado e mostrar que podemos sim pegar todas as mágoas que fizemos com nós mesmos e ser feliz. Não seria um trabalho fácil. Também não tinha a mínima ideia de como fazer isso.
Quantas vezes pedi para ela esperar? Quantas vezes não falei que ela é única na minha vida e aparecia em algum evento com outra? Eu sei que errei e muito, mas nunca pensei que isso fosse trazer efeitos complexos para o futuro. Ela precisava confiar em mim, mas como poderia mostrar para ela que era só ela esse tempo todo simplesmente estando ao seu lado?
Ficar ao seu lado seria o primeiro passo, em todos os momentos possíveis, compartilhar com ela tudo, inclusive as viagens para pegar e deixar Leo ou as visitas esporádicas de Ilaria com o mesmo motivo, depois precisava pensar e analisar em todo o resto.
- Acabou, minha linda! – Falei, vendo a mamadeira vazia e tirei-a de sua boca, colocando-a na mesa do meu lado. – Você é gulosa, comeu tudo. – Ri fracamente, vendo um beicinho se formar em seus lábios como se ela me entendesse. – Nã-não, você comeu demais e muito rápido, tem que esperar um pouco. – A ergui em meu colo, colocando-a em meu ombro e dei alguns tapinhas de leve em suas costas.
Seu arroto saiu natural e abaixei-a novamente, colocando-a em minhas pernas erguidas no sofá e ri de seu beicinho formado ainda. Fiz leves cócegas em sua barriga, ouvindo-a rir e sorri. Dei um beijo em sua barriga, sentindo sua mão em meu rosto e sua risada ecoou no quarto novamente.
- Minha linda! – Falei, dando mais um beijo e ouvi sua risada novamente. – Amor da minha vida.
Ouvi o barulho do colchão e ergui o olhar para a cama novamente, vendo ) erguer o corpo e coçar o rosto antes de jogar seus cabelos longos para trás. Sorri, acompanhando ) com o olhar, achando-a a mulher mais incrível do mundo pelo short curto e camisa comprida e suspirei.
- Olha quem está ali, amore! – Ergui Sienna, virando-a para sua mãe. – Sua mamãe! – Falei, ouvindo a risada de Sienna e vi o sorrio nos lábios de .
- Ela está bem? – Ela perguntou, vindo para perto de mim e abaixei os pés do sofá para dar espaço para ela se sentar.
- Sim, está! – Sorri, ajeitando Sienna em minha perna. – Ela tomou a mamadeira inteira. – Sacudi a mamadeira vazia. – E ameaçou de chorar quando acabou. – ) sorriu.
- Ah, graças a Deus. Você mediu a febre?
- Assim que ela acordou, 36,3. – Falei e ela suspirou.
- Graças a Deus! – Sorri.
- Quer ir com a mamãe? – Indiquei ) e nossa pequena esticou as mãos em direção à sua mãe. – Ciao, mamá! – Falei, aproximando Sienna e afastei-a quando chegou perto. – Ciao, mamá! – A risada de Sienna ecoou pelo quarto e ) sorriu. – Ciao, mamá! – Fiz pela terceira vez, mas não afastei-a agora.
- Ah, meu amor! – ) a pegou no colo, dando um beijo em sua cabeça e apertou-a próximo do peito. – Não assusta mais a mamãe assim. – Ela suspirou.
- Só queria atenção, mamãe. – Falei com a voz mais fina e ) riu fracamente, passando a mão pelo corpinho de Sienna, checando a temperatura. – Ela está bem, ). Vai ver foi só algo da água mesmo, a gente está acostumado, então nem percebe.
- Mesmo assim, nunca pensei que precisasse me preocupar em trazer água para viagens. – Suspirei.
- A gente logo volta para casa. – Falei. – Depois só jogos da Champions...
- Ah, mas eu só a trouxe por ser vários dias, na Champions costuma ser menos de 48 horas, talvez eu aguente ficar longe dela. – Rimos juntos.
- Talvez... – Falei e ela riu fracamente.
- Preciso esperar a temporada começar antes. – Ela suspirou. – Não quer dormir?
- Está tudo bem. – Falei.
- Vai, Gigi, vocês têm aquele evento da Adidas amanhã, além do treino. – Ela disse, ajeitando Sienna em seu peito. – E você deve estar cansado do jogo de hoje.
- Está tudo bem. – Falei. – São quase quatro, a gente deve treinar só na parte da tarde, eu descanso um pouco depois.
- Manu não voltou ainda?
- Não, ou ela ainda está com Fede, ou ela dormiu lá no quarto do Leo. – Falei. – Ou com Fede também, vai saber. – Rimos juntos.
- Com quem Fede está? – Ela perguntou.
- Mattia? Ruga? Tenho nem ideia. – Rimos juntos e ela se ajeitou no sofá, encostando no braço, ficando exatamente de frente para mim. Sienna deu uma risada, mexendo os braços e ) sorriu, dando um beijo em sua cabeça.
- Minha linda. – Ela suspirou, ajeitando Sienna em seus braços, dando vários beijinhos em sua cabeça antes de erguer o rosto para mim. – Você comeu?
- Sim, comi o nhoque. – Falei e ela assentiu com a cabeça. – Aproveitei que ela dormiu também.
- Ela chorou quando acordou?
- Não muito, já deixei a mamadeira preparada. – Falei e ela assentiu com a cabeça. – Tem mais uma ainda.
- Eu vou ter que tirar mais para a viagem de volta. – Ela suspirou. – Faço isso amanhã, mas mamãe está aqui se precisar de alguma coisa. – Ela sussurrou e ri fracamente. – Cheia demais, por sinal, já que ela pulou algumas mamadas. – Ri fracamente, deslizando o olhar para seus seios que sobressaíam o decote da camiseta.
- Logo ela vai querer comer mais. – Falei.
- Vamos dar um tempo, tentar aguentar até de manhã. – Ela disse, suspirando.
- É, é melhor. – Suspirei, me levantando do sofá.
- Aonde vai? – Ela perguntou.
- Só esticar as pernas. – Falei e ela mordeu o lábio inferior.
- Precisamos conversar... – Ela disse suspirando e me sentei no sofá novamente, erguendo uma perna para cima.
- O quê? – Perguntei e ela suspirou.
- Me desculpe! – Ela disse, ajeitando Sienna em seu colo, virando-a para mim. – Eu não deveria ter dito aquilo para você.
- Você não disse nada de errado, . – Falei.
- De errado, não, mas não era certo também. – Ela ergueu um pouco para frente, deixando Sienna entre suas pernas e a apoiou com um braço. – Eu não tenho direito de jogar minhas inseguranças em você. Nenhuma delas.
- Está tudo bem... – Neguei com a cabeça.
- Não, Gigi, não está bem. – Ela suspirou. – Como você mesmo disse: nós dois erramos. E talvez eu tenha feito o maior erro de todos ao te esconder a Sienna. – Ela suspirou. – Estamos empatados em complicações, mágoas e vingança... – Ela soltou a respiração forte, se distraindo com Sienna que começou a bater em seus pés. – Isso foi ruim para nós dois.
- Eu sei. – Suspirei. – Mas meu amor por você fala mais alto. – Umedeci os lábios com a língua.
- É por isso que você saiu? Para se reabilitar? – Suspirei.
- Não foi o propósito principal, mas acabou servindo. – Ponderei com a cabeça. – Ficar um ano longe de você foi difícil. – Neguei com a cabeça. – Mesmo na nossa relação estranha, eu te via sempre por Vinovo, mas em Paris... – Ri fracamente. – Tinha um velho e gordo como nosso diretor de contabilidade. – Ela abriu um largo sorriso. – Me fazia sentir sua falta sempre. – Retribuí seu sorriso. – Nunca achei que perder Champions ou eventos fossem te trazer de volta para mim...
- Você me fez ir para Nápoles, Gigi. – Ela falou. – Isso já prova o quanto eu te amo e o quanto senti sua falta. – Assenti com a cabeça.
- Eu adoro quando você fala isso. – Rimos juntos.
- Nós mentimos um para o outro por anos. Essas palavras deveriam ter saído lá em 2005, no máximo. – Ri fracamente.
- Concordo. – Assenti com a cabeça. – Mas ainda é bom ouvir. Posso estar velho, mas minha audição é perfeita. – Rimos juntos.
- Bom! – Ela assentiu com a cabeça. – Mas ao menos envelhecemos bem...
- Eu envelheci, você ficou mais gostosa. – Rimos juntos.
- Gigi! – Ela me cutucou com o pé e Sienna gargalhou gostoso, nos fazendo rir. – Ai, minha linda! – ) a apertou, dando um beijo em sua cabeça.
- Vai crescer e bater no pai igual a mãe logo mais. – ) riu fracamente.
- Está tudo bem, ela é hiperativa igual você. – Sorri.
- Combinação perfeita. – Trocamos um rápido sorriso.
- Mas, voltando ao assunto, me desculpe, Gigi. – Ela disse, terminando o sorriso em um suspiro. – Eu amo você. Eu quero ficar contigo até eu ficar velhinha, mas eu preciso passar por isso antes... – Ela suspirou. – É algo meu, que eu falo com a minha psicóloga, mas... Só o tempo vai dizer.
- Eu vou estar aqui, ). – Falei, suspirando. – Eu já passei pelo meu processo de cura, já aloprei minha psicóloga também, então eu sei o que é isso. E vou te esperar, o tempo que precisar. – Falei, dando um curto sorriso e ela assentiu com a cabeça. – Porque eu quero ficar velhinho contigo também. Mais, né?! – Rimos juntos.
- É, mais... – Ela fez uma careta e sorri, me levantando novamente.
- Vem! – Estendi minha mão para ela.
- Onde? – Ela perguntou, segurando Sienna em seus braços e se levantou.
- Dormir! – Falei e ela riu fracamente.
- Eu tenho que escovar os dentes. – Ela disse e segurei Sienna.
- Vai lá, a gente te espera, não é, amore? – Dei um beijo em suas bochechas gordas.
- Você a trocou? – Ela perguntou.
- Sim, logo que ela acordou, mas só tinha xixi. – Falei, andando até a cama e puxei a coberta, colocando Sienna no meio da cama, vendo-a tombar para trás, me fazendo rir fracamente. – Minha bunduda! – ) riu.
- Quem sabe com o leite não ajuda? Senão vou precisar dar alguma coisa para soltar. – Ela disse, entrando no banheiro e ajeitei Sienna no meio dos travesseiros.
- A gente analisa melhor amanhã. – Puxei minha bolsa no canto da cama e peguei uma bermuda, jogando-a na mesma.
Tirei a blusa e a calça de moletom da Juve que eu ainda usava e coloquei a bermuda de tactel. Renovei o desodorante e dei umas espirradas de perfume em meu corpo, ouvindo Sienna espirrar com o cheiro, me fazendo sorrir. Guardei tudo na bolsa novamente e me sentei na cama, vendo ) encostar a porta.
- Vamos dormir, minha fofa? – Fiz cócegas na barriga de Sienna, vendo-a sorrir. – Mamãe precisa dormir, papai precisa dormir, você precisa dormir. – Ajeitei a almofada larga de Sienna em volta dela, deixando-a dentro do pequeno U no centro da cama. – Amanhã vamos para Seul! – Ri fracamente. – Ela tem quatro meses e já está indo para o quarto país dela. – Falei mais alto e vi a porta se abrir e ) sair da mesma.
- Não pensa muito, senão você fica triste! – Ri fracamente, vendo-a seguir até sua mala e pegou uma troca de roupa.
- Acho que nem meus outros meninos viajaram tanto assim. – Falei, vendo-a voltar para o banheiro, encostando a porta novamente.
- Vemos que a questão sempre foi a mãe, não o pai. – Ela disse, me fazendo rir e inclinei meu corpo para a mesa de cabeceira de ) e peguei a zebrinha de Sienna, entregando para ela.
- É como eu disse: tudo seria diferente se você fosse mãe do Lou. – Falei, vendo-a sair novamente com um pijama de camiseta regata e short acima de suas coxas.
- Lou não me amaria tanto se eu fosse mãe dele, te garanto. – Ela disse.
- Você foi se trocar no banheiro? – Falei.
- É claro! – Ela disse. – As coisas mudaram com a gravidez.
- Tudo bem, o que eu acho que ficaram melhores, mas você tomou banho com a Sienna e eu vi. Não faz sentido. – Disse, ouvindo-a rir e ela deu a volta na cama, se sentando do outro lado.
- Nada faz sentido. – Ela pegou o celular. – Só vou mandar mensagem para Manu, se ela quiser dormir na cama dela. – Ela disse, digitando rapidamente a mensagem. – E colocar o despertador. Às 10?
- É, vamos dormir pouco, mas não seria a primeira vez. – Falei e ela riu fracamente.
- Ela vai nos acordar antes disso. – Ela apoiou o celular na mesa de cabeceira e ligou o abajur, antes de virar o corpo para dentro. – Não é, amore? – Ela inclinou o corpo para frente e estalou um beijo na bochecha de Sienna.
- Aposto que sim! – Falei rindo e deixei um beijo do outro lado, ouvindo Sienna rir.
- Boa noite, Gigi. – Ela disse e sorri.
- Mereço um beijo também? – Falei e ela riu fracamente, ponderando com a cabeça e inclinou o corpo até o meu.
Sabia que ela me daria um beijo na bochecha, como em Nena, mas virei meu rosto para ela quando ela se aproximou, colando meus lábios nos seus. Ergui seu queixo, acariciando-a devagar e nos afastamos com a risada de Sienna. Sua mãe me olhou e negou com a cabeça, se afastando devagar.
- Dou a mão e já pega o braço inteiro. Típico! – Ela disse, se ajeitando na cama e puxou a coberta para cima de si e de Sienna.
- Beh, um beijo é um beijo. – Falei, virando meu corpo para o meio também, vendo-a acariciar a barriga de Sienna que ainda mexia os bracinhos e as pernas, batendo na almofada que a rodeava.
- Você não mudou nada, né?! – Ela disse e ri fracamente.
- Não, nisso não! – Sorri e ela revirou os olhos.
- Ai, desliga a luz! – Ela falou e inclinei meu corpo para trás, apertando o botão, deixando somente a luz do abajur de ) iluminar o quarto. – Agora canta. Para Nena!
- Cantar o quê? – Perguntei e ela suspirou.
- Eu canto Il Volo para ela, ela parece gostar. – Ela falou e sorri.
- Você também. – Falei e ela assentiu com a cabeça. – Ok, vamos lá! – ) riu fracamente. - Chiudo gli occhi e penso a lei, il profumo dolce della pelle sua, è una voce dentro che mi sta portando, dove nasce il sole… – ) riu fracamente e nossa filha pareceu gostar da cantoria ou se surpreender, porque não tirou mais os olhos de mim. – Sole sono le parole, ma se vanno scritte tutto può cambiare, senza più timore te lo voglio urlare questo grande amore... – Ergui o olhar para ). – Amore, solo amore, è quello che sento...
- Não é para me cantar, Gigi, é para cantar para sua filha dormir. – Ela disse e ri fracamente.
- Eu posso fazer os dois. – Sorri e ela negou com a cabeça, fechando os olhos. – Dimmi perché quando penso, penso solo a te. Dimmi perché quando vedo, vedo solo te. Dimmi perché quando credo, credo solo in te. Grande amore...
Capitolo centotreintatre
Desliguei o chuveiro e puxei a toalha do box. Passei-a no rosto e tirei o excesso de água do cabelo antes de abrir o mesmo e sair no tapetinho. Sequei meu corpo, apoiando as pernas na parte alta da banheira para secar as pernas e prendi a toalha nos cabelos. Fui até a pia e sequei as orelhas, passei desodorante e depois um body splash para refrescar um pouco.
Voltei para perto da banheira e peguei o creme, passando pelo meu corpo, principalmente nas pernas. Voltei para o quarto, atravessando para o closet e peguei uma calcinha e o sutiã molinho de amamentação, além de um vestidinho solto. Levei tudo para o quarto e deixei na cama, colocando a calcinha primeiro.
- Oi, !
- AH! – Virei o corpo com pressa, levando as mãos aos seios.
- Opa! Desculpe! – Gigi disse, rindo.
- Você não sabe bater? – Perguntei, virando de costas para ele e colocando o sutiã apressadamente.
- A porta estava escancarada. – Ele disse rindo.
- Você se virou? – Perguntei firme, virando o rosto e ele estava de frente para porta. – Ah, cazzo! – Tirei a toalha dos cabelos antes de colocar o vestido.
- , eu já vi tudo o que está aí embaixo! – Ele disse rindo e virei de frente para ele.
- Não é a mesma coisa, ok?! – Bati a toalha em suas costas e ele se virou rindo.
- Não, é muito melhor! – Ele disse, deixando sua mochila na poltrona e revirei os olhos, antes de voltar para o banheiro. – Como foi seu dia? – Ele perguntou e pendurei a toalha antes de voltar para a pia.
- Ah, foi normal, ainda está calmo. – Falei, pegando o pente e passando devagar em meus cabelos. – Eu passei na igreja.
- Ah é?! E aí? – Ele perguntou, se apoiando no batente da porta.
- Dia 20. – Falei.
- Daqui duas semanas? – Ele perguntou.
- Sim! – Falei, suspirando. – Está perto, mas pensei que com a bagunça da pré-temporada, as pessoas não vão perceber. – Dei de ombros.
- Não estou reclamando. – Ele disse. – É só perto mesmo. – Ele riu fracamente.
- Dá para preparar algo legal, não dá? – Perguntei.
- Sim, claro! – Ele assentiu com a cabeça freneticamente.
- Chama sua família! – Falei, tirando os fios de cabelo do pente e jogando no lixo antes de guardar de volta na gaveta. – Os meninos também.
- Claro, chamo sim! – Ele sorriu.
- Estava pensando que podíamos fazer uma festa também. – Falei, me aproximando da porta. – Aqui em casa mesmo, algo logo após a cerimônia, chamamos nossas famílias, os jogadores e aproveitamos um pouco aqui.
- Eu topo o que você topar, amore! – Ele sorriu e deixou um beijo em minha testa.
- Estou pensando desde o ano passado, na verdade. Fazer algo tipo Villar Perosa, já que eu sou presidente, mas não sou dona de uma cidade. – Ele riu fracamente e saí do banheiro com ele. – Dá para juntar tudo.
- O que você quiser, amore! Podemos ver um buffet para deixar todo mundo confortável, uma decoração. – Assenti com a cabeça.
- Serão os cinco meses da Nena também... – Ele riu.
- Muita coisa para comemorar! – Sorri.
- E você? Como foram as coisas hoje? – Coloquei os chinelos e segui em direção à porta que dava para o quarto de Sienna.
- Ah, tudo certo. – Ele suspirou. – Eu tenho gravação de uma propaganda da Head and Shoulders em Milão no fim de semana, tem problema?
- Claro que não, Gigi! – Ri fracamente. – Pessoalmente adoro essas propagandas! – Falei, vendo Sienna acordada no berço que Gigi havia dado e brincando com a sua zebrinha. – Oi, minha linda! – Falei fofa e ela movimentou as mãos e pernas e deu um sorriso desdentado para mim.
- Ah é? – Ele disse rindo e deu de ombros.
- Eu devo ficar aqui em Turim mesmo, descansado.
- Você vai em algum outro jogo de pré-temporada? – Ele perguntou, vindo em minha direção. – Ciao, amore. – Ele falou fofo e Sienna gargalhou, me fazendo sorrir.
- Acho que não. – Suspirei. – Beh, temos um em Continassa daqui dois dias que eu vou, não vou para Estocolmo, temos Villar Perosa e depois temos outro em Trieste contra a Triestina, acho que eu não...
- Ah, você vai! – Ele falou rapidamente, virando o rosto para mim.
- Quê? Ah, Gigi! Não! – Ri fracamente. – Se vocês não ganharem de lavada, a antiga vai aflorar. – Ele riu fracamente.
- Ah, , qual é... – Ele me abraçou pela cintura. – Trieste! A gente tem uma história lá! – Ele se aproximou de mim. – Vai ser bom para matar saudades... – Revirei os olhos. – Só você, eu...
- E vários jogadores! – Falei e ele riu fracamente.
- Beh, da outra vez também tinha. – Ele aproximou o rosto do meu e levei a mão até seu rosto, virando-o e ele riu fracamente.
- Da outra vez tinha até o Alex, faz um tempinho, amore. – Falei.
- É, mas ainda estamos aqui! – Ele disse e peguei Sienna do berço.
- Eu vou pensar no seu caso, ok?! – Falei e ele riu fracamente.
- E se eu pedir com jeitinho? – Ele disse e revirei os olhos, voltando minha atenção à minha filha.
- Vem aqui, minha linda! – Ela resmungou quando sua zebrinha caiu e Gigi a pegou, entregando para ela novamente, fazendo-a rir de felicidade. – Fala oi para o papai.
- Minha bochechuda! – Gigi deu um beijo em sua bochecha, fazendo-a rir. – Papai te ama! – Sorri.
- Como entrou? Acho que não ouvi a campainha. – Perguntei.
- A Martha estava saindo! – Ele disse e assenti com a cabeça.
- Quer comer algo? – Perguntei, virando para ele.
- Até quero, mas estou voltando a comer mais direito, logo a temporada volta...
- Tudo o que você quiser tem aqui. – Falei. – Você pode fazer sua comida, Gigi. Eu não ligo. Principalmente se você for viver aqui. – Estiquei Sienna para ele e ele a pegou no colo.
- Você quer que eu fique aqui? – Ele perguntou e revirei os olhos, seguindo para fora do quarto.
- Você passou em casa, por acaso? Quantas vezes você não dormiu no sofá desde que a gente voltou? – Andei pelo corredor.
- Ok, entendi. – Ele disse rindo. – Mas quero ajudar nas despesas. – Desci as escadas devagar.
- Você vai ajudar nas despesas da casa se e quando você morar aqui, o que não vai ser agora! – Falei firme. – Por enquanto, só a Sienna.
- Só você, minha linda! – Ele disse e senti um cheio gostoso no ar.
- Ei, Manu! O que está fazendo? – Falei para Manu, entrando na cozinha.
- Assando tomates para fazer molho! – Ela disse. – Achei que pudéssemos fazer pizza para janta. – Virei para Gigi que riu fracamente.
- Talvez você tenha dificuldades em comer certo por causa dela, não por mim. – Falei e Gigi riu fracamente.
- Foi difícil ficar em forma na época dos doces da Manu. – Ele disse.
- Eu que o diga! Mas preciso voltar, a academia não me vê desde que eu descobri a gravidez. – Falei rindo.
- Eu te ajudo e você me ajuda, que tal? – Ele perguntou e assentimos com a cabeça.
- Vai, uma pizza margherita não vai matar. – Manu disse e rimos juntos.
- Não, Manu, não vai! – Disse e puxei uma cadeira, me sentando. – Preciso tirar leite mais tarde.
- Eu não me importo. – Gigi disse.
- Eu sei, mas não quero fazer isso agora. – Rimos juntos.
- Falando em festas, pizzas e tudo mais, o que vai fazer no Ferragosto? – Gigi me perguntou e suspirei.
- Eu não sei, honestamente. Você mencionou algo com seus meninos. – Falei.
- É minha vez de passar o feriado com os meninos dos dois lados, podemos passar juntos. – Ele disse e assenti com a cabeça.
- Por mim pode fechar. – Sorri. – Eles podem passar mais tempo com a Sienna, com a gente...
- E eu vou conseguir de eles virem no batizado e na festa. – Ele disse e assenti com a cabeça.
- Sim! Vai ser ótimo! – Sorri.
- Então vai ter a festa? – Manu perguntou animada, apoiando as mãos na mesa.
- Sim, vai, precisamos só planejar outros detalhes. – Falei, suspirando. – Convidados, comida, alugar mesas...
- Que tal o buffet da Juve? Eles cuidam do estádio e dos hotéis. – Manu disse.
- Mas tão em cima da hora será? – Gigi perguntou.
- Beh, não custa perguntar, é da família da Eleonora, do Mario. – Falei.
- Mesmo? – Ele perguntou surpreso.
- Sim! Tanto que ela conseguiu o emprego pela ligação com a família dela. – Manu disse.
- Como você sabe dessas coisas? – Perguntei, vendo Sienna batendo as mãos na mesa.
- Eu converso com as pessoas. – Ela disse calmamente. – Ela entrou nos meus últimos seus meses. – Ela disse. – Vivia correndo para cima e para baixo por causa de você! – Ri fracamente.
- Beh, eu vou no jogo depois de amanhã e já passo no hotel para falar com ela. – Suspirei. – Depois é só fazer a lista de convidados.
- Você vai liberar familiares? – Gigi perguntou.
- Ah, vamos. Os meninos, namoradas ou esposas, além dos filhos, fazer algo gostoso. – Sorri.
- Oba, festa de criança! – Manu disse animada. – Vou fazer brigadeiro. – Ri fracamente.
- Veja o que precisa comprar que eu compro para você! – Falei e ela assentiu com a cabeça. – Chamamos nossas famílias e curtimos um sábado gostoso. – Ele sorriu.
- Vai ser gostoso. O batizado é que horas?
- 10 horas. Dá tempo de voltar, se arrumar e preparar para o pessoal chegar. – Falei e ele assentiu com a cabeça.
- Sim, vai ser ótimo! – Ele disse, abaixando o rosto para Sienna de novo que se apoiava na mesa. – Olha ela tentando se levantar! – Ele disse e ri fracamente.
- Ela é metida demais! – Falei e ele segurou as pernas de Sienna. – Não pode! – Falei e ela gargalhou, se sentando de novo.
- Ao menos alguém vai te desobedecer. – Manu disse e Gigi gargalhou, me fazendo negar com a cabeça.
- Então, vamos começar com Wojciech...
- Pode chamar de Tek! – O mesmo falou quando Sarri se confundiu com seu nome, nos fazendo rir.
- Tek! Ótimo! – Ele disse, confirmando com a cabeça. – Bonucci, De Sciglio, Rabiot, Ramsay, Can, Pjanic, Pellegrini e Bernardeschi, Ronaldo e Higuaín. – Ele foi apontando para o quarto e assentimos com a cabeça.
Me desviei para o lado quando vi entrando no auditório de forma silenciosa e se encostou na parede logo que entrou. Pisquei para ela, vendo-a sorrir e indicar a cabeça para eu prestar atenção no que Sarri falava sobre o amistoso que aconteceria dali alguns minutos. Na verdade, entrava como amistoso, mas sempre consideramos um jogo treino, só para fazer testes de posicionamento e escalação.
- O que ela está fazendo aqui? – Paulo sussurro ao meu lado.
- Ela veio dar bronca em você! – Falei, e ele virou assustado para mim.
- Mas eu acabei de chegar! – Ri fracamente.
- Relaxa, é coisa boa! – Disse, virando para frente novamente.
- Eu quero treinar todas as possibilidades, então vamos fazer um rodízio completo nesse jogo. Gigi e Carlo também podem já se alongar para fazermos a troca com Wojci...
- Tek! – Ele e outros falaram juntos.
- Isso! – Ele disse. – Senhora , você quer falar comigo ou com eles?
- Com eles, por favor. – Ela disse. – Pode me dar uns cinco minutos antes do jogo?
- Claro! Claro! – Ele disse. – Os esperamos no vestiário. – Sarri disse, desligando o projetor e pegou suas anotações.
- Oi, chefa! – Paulo disse animado.
- Oi, amore! Não te vi ainda! – disse e Paulo se levantou apressado, abraçando-a fortemente. – Bem-vindo de volta!
- Grazie! – Ele sorriu. – Como está minha lindinha?
- Está ótima! – disse e os assistentes foram saindo da sala. – Claudio! – o chamou, e ele se virou. – Você fica!
- Ok, agora fiquei curioso. – Tek disse e Claudio fechou a porta quando o último passou.
- Ciao, ragazzi! – Ela disse, se apoiando na mesa e acompanhei as pernas dela cruzarem em frente ao corpo.
- Ciao, chefa! – O pessoal disse animado.
- Primeiro de tudo, quero dar as boas-vindas para Paulo, Alex, Douglas, Juan e Rodrigo. E parabenizar o Alex pela Copa América. – Ela disse, apoiando as mãos na mesa e o pessoal gritou e batucamos nas carteiras, vendo-a rir fracamente.
- DAI, ALEX! – Pinso gritou, nos fazendo rir.
- Grazie, chefa. Grazie, ragazzi! – Ele disse e o aplaudimos mais contido.
- Hum, agora, a segunda coisa, eu espero que vocês tenham muita discrição, pois é um convite meu e de Gigi... – Ela apontou para mim e me levantei, acenando para o pessoal. – Ridículo!
- Uh! – O pessoal falou e abracei-a pela cintura, dando um beijo em sua cabeça. – Dai, Gigi!
- Ah, fiquem quieto! – disse. – E se afasta! – Ela me empurrou pelo peito, me fazendo rir. – Enfim, é um convite para as pessoas nessa sala, ou seja, vocês e Claudio, que é um grande amigo meu e do Gigi desde que entrou. – Ela sorriu. – Não vamos convidar o restante da equipe técnica pela falta de proximidade, mas os jogadores novos são bem-vindos! – Eles riram e o pessoal continuou aplaudindo.
- Deixa ela falar! – Pedi, ouvindo as risadas.
- Beh, a Sienna vai ser batizada no dia 20 agora e, infelizmente não podemos chamar todo mundo para a cerimônia, principalmente porque a imprensa ainda não sabe de Gigi, então queremos fazer algo mais discreto... – O pessoal assentiu com a cabeça. – Mas vocês estão convidados para um almoço lá em casa, a partir do meio-dia, para gente comemorar isso, os cinco meses dela, além de fazer o meu próprio Villar Perosa, porque é o que eu tenho! – Eles riram. – É uma casa, não uma cidade, mas vai ser algo legal. – Ela sorriu.
- O convite é estendido para suas esposas, namorados e filhos. – Falei.
- Ah, quem for levar filho pequeno, levem boia e se responsabilizem pelo seu filho, minha babá é só da minha filha! – Ela disse, nos fazendo rir.
- E a Manu é dos filhos do Gigi? – Paulo perguntou e fiz uma careta.
- Ela me mata! – Falei, ouvindo as risadas.
- E o que a gente leva? – Fede perguntou. – Além do presente, é claro! – Sorri.
- Roupa de banho. Tem piscina, campo de futebol e um espaço bom o suficiente para correr! – Ela disse. – Talvez possamos criar nosso próprio jogo de Villar Perosa. – Falei e eles sorriram.
- Leva chuteira? – Leo perguntou.
- Não mesmo! É uma festa, gente! – disse, apoiando a mão em meu ombro. – Vamos relaxar um pouco, sim?
- Vocês viram que ela me abraçou, né?! – riu, me empurrando e o pessoal riu junto.
- Se puderem confirmar presença até o fim da semana para gente ter uma noção de quantos convidados, agradeço! – disse.
- Pode confirmar a minha e da Oriana! – Dybala disse, se levantando.
- A minha também, sozinho! – Fede disse e ri fracamente.
- Ok, me mandem mensagem, mais fácil! – disse e o pessoal se levantou das poltronas.
- Agradeço pelo convite. – Claudio disse e o abraçou.
- Beh, você é como um... – pensou. – Você é muito novo para ser nosso pai. – Ele riu fracamente. – Mas você sempre nos apoiou, cuidou da gente na gravidez... Se eu pudesse, chamaria muita gente para ser os padrinhos de Sienna, mas a igreja não deixou. – Ele riu fracamente.
- É, Claudio! Você é tipo um irmão mais velho para gente. – Falei e ele sorriu. – Vamos adorar te receber lá em casa. Você, sua esposa...
- Agradeço muito! – Ele sorriu. – E eu vou sim, pode confirmar minha presença. – o abraçou, dando um beijo em sua bochecha.
- Vai ser ótimo! – sorriu e o cumprimentei antes de ele sair da sala.
- Ciao, chefa! – Alex se aproximou.
- Ah, o homem do momento! – o abraçou fortemente. – Parabéns pela vitória! Eu não vi muito, confesso, mas você merece!
- Eu merecia também! – Dybala disse e rimos juntos.
- Se formos nessa, tem mais eu e o Rodrigo para reclamarmos esse prêmio. – Juan disse e o abraçou, seguindo de Rodrigo.
- Agradeço, chefa! É meu primeiro prêmio internacional, estou feliz! – Alex sorriu.
- O primeiro de vários, você vai ver. – sorriu e Alex se afastou junto com o restante dos sul-americanos.
- Então, conseguiu resolver mais alguma coisa? – Perguntei, levando minha mão para sua cintura.
- Falei com a Eleonora, o pai dela estava lá na área do hotel e ele disse que vai ser um prazer. – Ela riu fracamente. – Fiz as contas, serão 26 pessoas para o batizado, se ninguém aparecer de surpresa na igreja. E, se for todo mundo, mais umas 60 a 80 pessoas pensando nos jogadores. – Ela disse.
- Não é bastante gente? – Perguntei, ouvindo-a rir fracamente.
- Beh, vai ser em uma terça-feira, suas irmãs já falaram que vão vir só para o batizado, aposto que nem todos os jogadores vão levar esposa e filhos, capaz de ficar só o pessoal conhecido mesmo. – Ela deu de ombros.
- Beh, talvez eu precise contratar um segurança. – Ela riu fracamente.
- A gente já mora em um lugar bem escondido, Gigi. Relaxa. – Assenti com a cabeça.
- Conseguiu falar com o Barza? – Perguntei.
- Falei com a Ada, ela está aqui ainda. Barza está em Florença fazendo o curso de treinadores, acaba hoje, eles iam para Sardenha, mas vão tentar vir, nem se for só para passar o dia conosco.
- É, vai ser bom! – Sorri e ela me deu um beijo na bochecha.
- Gigi, vamos! – Virei para trás, vendo Pinso na porta.
- Já vou! – Falei e riu.
- É melhor você ir, não é mais o Allegri para gente abusar dos nossos cargos. – disse.
- Beh, estou com a presidente. – Dei de ombros e ela riu fracamente.
- Vem, eu te acompanho! – Ela disse e seguimos para fora da sala. Desliguei a luz quando saí.
- Vai assistir ao jogo? – Perguntei.
- Beh, eu tenho que render a Manu e finalizar o contrato do Danilo. – Ela disse.
- Já são mais de 18:30, . Relaxa um pouco. – Ela riu fracamente.
- Se você soubesse o quanto eu estou relaxando. – Ela suspirou.
- Fala para Manu trazer a Sienna, a gente fica por aqui e sai para jantar depois. – Ri fracamente.
- Acho que prefiro te esperar em casa. – Ela disse sorrindo e retribuí.
- Adoro quando fala isso. – Disse e ela empurrou meu rosto para o lado, me fazendo rir. – Não faz isso comigo! Deixa eu sonhar! – Ela sorriu.
- Só deixo porque isso é bom para mim também! – Ela sorriu e passei a mão em seu ombro, puxando-a para mim.
- Vem, assiste o primeiro tempo pelo menos. – Falei e ela riu.
- Sua filha precisa da mãe! – Falei.
- Relaxa, o máximo que vai acontecer é chegar lá em casa e a Manu ter pintado o cabelo da nossa filha de azul, mas sai! – Ela riu fracamente, negando com a cabeça.
- Ela é louca, mas nem tanto! – Ela disse.
- Eu sei, só te enchendo o saco. – Dei um beijo em sua cabeça. – Vem, aposto que deve ter um trono mais que especial para a presidente! – Falei e ela riu fracamente.
- Sabe, apesar de todos os problemas, eu senti muito sua falta! – Ela disse rindo. – Parecia que sempre faltava alguma coisa. Alguém para conversar, comentar as coisas, um lugar no vestiário. – Sorri.
- Você ainda tinha mais 23 jogadores para te distrair, e eu que não tinha ninguém? – Falei.
- Ah, você deve ter se aproximado de alguém! – Ela disse.
- Ninguém de um metro e oitenta, longas pernas, cabelos sensacionais e o perfume sensacional! – Sorri para ela, vendo-a negar com a cabeça. – Mas o Thiago é gente fina! – Ela riu fracamente. – Ele, Marquinhos, Kylian, Neymar, Adri...
- Só encrenca! – Ela disse e ri fracamente.
- Você não tem noção como eu queria você em todo momento para me distrair. – Virei para ela. – Até a festa do Neymar foi um saco sem você. – Ela sorriu.
- Bom que se sente assim, porque foi um saco sem você também. – Ela disse, me fazendo sorrir.
- Chegamos, amore! – Virei para trás, vendo Sienna dormindo em sua cadeirinha e ri fracamente.
Observei Gigi e outros jogadores já se aproximarem do carro assim que estacionei e tirei o cinto de segurança. Empurrei a porta, ouvindo as portas se abrirem e dei a volta no carro, encontrando Manu já conversando com Fede, além de Gigi e Pjanic.
- Ei! Chegou! – Gigi disse.
- Demorei? – Perguntei, dando um rápido beijo em sua bochecha.
- Não, está tudo bem. – Ele disse e indicou com a cabeça e virei para o jardim, vendo Andrea Agnelli, John e Lapo Elkann ali. – Eles já sabem?
- Andrea sim, agora os outros... – Suspirei, desviando o rosto para Mira. – Ciao, amore!
- Ciao, chefa! – Ele disse, me dando um rápido abraço. – Como ela está grande! – Ele disse e ri fracamente.
- É! Ela logo faz cinco meses! – Falei fofa, vendo Manu abrir a porta e pegar Sienna.
- Primeiro Villar Perosa dela! – Gigi disse, acariciando de leve a barriga dele que dormia calmamente.
- Eu não sei se deveria trazê-la, mas não ia deixar a Manu em casa e nem nos meus pais. – Falei e Gigi negou com a cabeça.
- Relaxa, a gente dá um jeito na hora do jogo. – Ele disse.
- Eu trouxe o canguru dela, para deixar ela no peito. – Estiquei o corpo para pegar a bolsa de Sienna e coloquei-a no ombro. – Vim preparada.
- Vem comer alguma coisa! – Gigi disse, indicando com a mão e segurei seu ombro.
- Espera! – Suspirei. – Eu preciso falar com John e Lapo! Especialmente o John. – Fiz uma careta.
- Ele sempre foi apaixonadinho por você! – Gigi me provocou e ri fracamente.
- Vai ficar decepcionado quando descobrir que eu sou apaixonada por homens de uniforme e não de terno. – Pisquei e ele riu fracamente. – Apesar que você de terno...
- Vai, me provoca mesmo! Eu viro uma gelatina aqui mesmo e você vai ter que explicar o motivo! – Ele sussurrou em meu ouvido e ri fracamente.
- Eu já volto! Me deseje sorte! – Falei e ele deu um rápido aceno com a cabeça. – Manu! – Chamei-a, vendo Paulo fazendo caretas na frente de minha filha. – Posso roubar ela um pouco?
- Fala aí, chefe! A mascote não podia faltar, né?! – Paulo disse, me fazendo rir fracamente.
- Claro que não! – Ajeitei o chapeuzinho na cabeça de Sienna antes de pegá-la do colo de Manu, ouvindo-a resmungar um pouco. – Pronto, amore! Pode dormir. – Falei, sentindo-a apertar meu ombro e prender a mão no final do rabo de cavalo que havia feito. – Não puxa, amore! – Falei baixo e respirei fundo antes de seguir para Pavel e Fabio, que estavam com Andrea, Lapo e John. – Ciao, Signori!
- Ciao, ! – Pavel falou e se aproximou para dar dois rápidos cumprimentos. – Oi, minha lindinha!
- Ela está dormindo! – Andrea disse e rimos juntos. – Bom te ver, !
- Muito bom te ver também. – Sorri. – Então, essa é a princesinha da Juve? – Rimos juntos.
- Beh, Manu sempre foi bem expansiva, né?! – Dei de ombros.
- Ela é linda! – Ele disse e sorri, assenti com a cabeça.
- Grazie! Fabio! – O cumprimentei.
- Fala, chefa! – Ele disse e rimos juntos.
- Não começa! – Eles riram.
- ! – John disse com seu largo sorriso no rosto e me aproximei dele, dando dois rápidos beijos. – Então, essa é a famosa Sienna? – Ele perguntou e ri fracamente.
- Sim, é mia bambolina! – Falei e ele acariciou sua cabeça.
- Linda como a mãe! – Dei um sorriso e virei para Lapo.
- Ignore meu irmão! – Ele disse, e abracei-o de lado. – Como está?
- Muito bem e contigo? Faz tempo que não te vejo! – Ele ponderou com a cabeça.
- Beh, todos nós, né?! – Ele riu fracamente.
- Como estão as coisas? – Virei para eles.
- Nós vencemos no tribunal, mas sabe como é! – Andrea disse. – Recurso em cima de recurso.
- Temos uma reunião importante no final do mês, vocês vão, certo? – Perguntei.
- Sim, com toda certeza! – Andrea disse e assenti com a cabeça.
- Cherubini não veio? – Perguntei.
- Ele está lá dentro! – Pavel disse. – Precisamos organizar isso também.
- Sim, urgentemente. – Falei e ele assentiu com a cabeça. – Conseguimos aguentar a temporada passada bem, mas uma ajuda cairia muito bem! – Eles assentiram com a cabeça.
- Sim, vamos organizar. – Pavel disse.
- Sim, deixar de forma que eu consiga aproveitar mais meu tempo com a minha lindinha! – Dei um beijo na cabeça dela, ajeitando-a em meu ombro.
- Como estão as coisas? Conseguindo lidar bem sozinha? – John perguntou e suspirei.
- Beh, a Manu, que trabalhou conosco há três anos voltou, então está me ajudando muito, e o pai dela também ajuda muito. – Franzi os lábios, vendo Pavel fingir uma tosse ao segurar a risada.
- Pai? Eu achava que ela fosse fertilização in vitro. – Lapo disse.
- É, então... – Fiz uma careta. – Eu precisei inventar uma desculpa para a imprensa não ficar em cima da gente, principalmente com a presidência. – Dei um sorriso sem graça.
- E... Quem é o pai dela? – John perguntou e Andrea riu.
- Deixa que eu te ajudo nessa, ! – Ele disse. – É o Gigi!
- Scusa? – John pareceu travar e eu ri fracamente. – Nosso Gigi?
- É sim! – Fiz uma careta. – Nós temos um histórico desde meu primeiro dia aqui e... Beh! As coisas aconteceram naturalmente. – Ponderei com a cabeça.
- Naturalmente até demais! – Pavel disse e ri fracamente.
- E como vocês... Espera! Como isso funcionou? – John perguntou.
- Beh, são muitos detalhes para explicar, mas estamos aqui e a imprensa não sabe ainda. Vão saber, mas no tempo certo. – Pressionei os lábios em um sorriso.
- E vocês estão... Juntos? – Ele perguntou.
- ? – Virei para o lado, vendo Claudio. – Me dá um minuto, por favor?
- Claro! – Assenti com a cabeça e virei para John novamente. – E sobre sua resposta: não, não estamos juntos. – Falei, ponderando com a cabeça. – Ainda! – Sorri e dei a volta, seguindo para perto de Claudio uns cinco metros para frente. – Ei, o que está acontecendo?
- Achei que precisasse de um resgate. – Ele disse e ri fracamente.
- Já falei que te amo? – Disse e ele acariciou a cabeça de Sienna.
- Não, mas agradeço! Também amo vocês! – Ele disse, me fazendo rir. – E o John vai falar com o Gigi! – Virei o rosto e vi John seguindo em direção a Gigi.
- Ok, agora a gente foge! – Disse, fazendo-o rir. Tek e Pinso se afastaram e levei a mão até o rosto.
- Ei, Tek! – Chamei-o, vendo-o se aproximar.
- Fala, chefa! – Ele disse, me abraçando pela cintura e deixando um beijo em minha cabeça.
- O que foi aquilo? – Perguntei.
- Beh, o John chegou bem “ei, Gigi, posso falar contigo?”, então a gente deu no pé! – Ri fracamente.
- Eu contei que ele é o pai da Nena. – Ele gargalhou.
- Ah, lá vem bomba! Gigi não vai mais ser jogador da Juve! – Ele disse e neguei com a cabeça.
- Ele não poder para fazer isso, mas acho que isso ficou claro que ele gosta de você! – Pavel se aproximou e rimos juntos.
- Beh, além do fato de ele ser casado e ter vários filhos...
- É, vemos como isso te impediu. – Pavel falou sarcástico e ri fracamente.
- Ele é feio e chato! – Falei baixo a última parte e eles riram.
- Beh, você sempre gostou de um moreno, né?! – Claudio disse e ri fracamente.
- Não, quem eu quero enganar? Meu tipo sempre foi o Gigi. – Dei de ombros, vendo Gigi e John se afastarem e Gigi fazer uma careta ao andar em nossa direção.
- Ah, agora eu quero ver! – Falei rindo e ele revirou os olhos antes de parar em minha frente.
- Ele é apaixonado por você! – Ele disse e ri fracamente.
- Entra na fila, Gigi! – Disse e ele revirou os olhos.
- Se eu te perder por ele...
- Ah, Gigi! Me respeita! – O pessoal em volta riu. – O que ele disse? – Perguntei.
- Primeiro eu levei lição de moral por esconder isso por tantos anos... – Assenti com a cabeça. – Depois ele pediu para eu ficar longe de você! – Ri fracamente.
- Acredite, se fosse fácil... – Dei de ombros e ele sorriu.
- Você não desistiu de mim ainda, desistiu? – Ele perguntou e revirei os olhos.
- Além de lidar com um ciumento, preciso lidar com dois. – Neguei com a cabeça.
- ... – Vi John. – Vamos começar? – Ele perguntou, sorrindo para mim.
- Claro! Claro! – Falei. – Quem vai ficar com ela?
- Eu fico! – Ouvi três vozes diferentes.
- Minha filha, meu colo! – Gigi disse, pegando Sienna e ri fracamente. – Boa sorte.
- Grazie! – Sorri, me afastando devagar.
- Mas você não desistiu, né?! – Ele disse e neguei com a cabeça, me aproximando de John, além de Pavel, Fabio e Cherubini.
- Posso começar? – John perguntou.
- Claro! É seu lar! – Falei e ele assentiu com a cabeça.
John fez o clássico discurso sobre essa ser a nossa verdadeira casa, que jogamos aqui há mais de 60 anos para manter a história escrita, que somos o único time da Europa a ser mantido por uma família ainda, entre outras coisas. O pessoal se distraiu rapidamente e até Sienna começou a ficar impaciente, fazendo Manu pegá-la e fugir para dentro.
- Agora, ! – John disse e assenti com a cabeça, dando um passo para frente.
- Beh, ragazzi. Villar Perosa é uma tradição de anos na Juventus que precisa ser respeitada. Aqui vocês ficam perto dos torcedores mais antigos, mas o principal, da minha parte, é se divertir. Aproveitar a atmosfera que esse lugar dá e, mais importante para os novos, se encontrarem, encontrarem sua motivação. – Falei.
“Esse ano não é diferente dos demais, mas além de meia dúzia de jogadores novos, temos uma nova equipe técnica, e isso não acontecia há cinco anos, então, apesar de sermos estranhos, vamos aproveitar esse momento para nos aproximar, criar um laço de confiança que vai ser necessário para as nossas conquistas!”
- Mas vamos nos divertir antes de entrarmos nesse outro departamento, certo? – Falei e alguns riram. – Aproveitem o café da manhã e fino alla fine! – Falei e eles me aplaudiram.
- Vamos nos divertir! – Pavel falou e assenti com a cabeça.
Quando finalmente fomos para o campo e os meninos levaram os troféus da temporada passada para a torcida, eu me senti bem! Na verdade, eu me sentia muito bem e mais relaxada em ser presidente desse time. A torcida organizada veio em minha luta e as pessoas realmente me ovacionavam quando eu passava. Agora com Sienna, as coisas ficavam melhores ainda, era realmente a princesinha da Juve.
- Ela está se divertindo? – Gigi se aproximou do banco de reservas.
- Ela gosta de bagunça! – Falei, ouvindo-o rir e ele deu um beijo na cabeça de Sienna que se pendurava no canguru.
- Vai ficar aqui com ela?
- Não, vou para sombra, acho que já renovei bastante o meu bronzeado! – Ele riu fracamente. – Você também!
- Beh, no banco de reservas ele sai logo. – Ele disse.
- Ouvi que vai começar. – Falei.
- É, os primeiros 25 minutos. – Ele deu de ombros.
- Não é como se fosse algo novo. – Rimos juntos.
- Andiamo, Gigi! – Mario disse.
- Vai lá! Vou deixar Sienna ser paparicada por mais algumas pessoas. – Ele sorriu
- Ela merece e você também! – Ele disse e sorrimos juntos.
O jogo acabou se seguindo igual sempre, ganhamos de 3x1, com dois gols de Paulino, um de Juan, além do contra de Demiral. Aos 51 minutos, um minuto após o gol de Cuadrado, teve a famosa invasão de campo, o que eu agradeci muito pelos torcedores estarem mais interessados nos jogadores do que no administrativo, então pude chegar sem problemas no vestiários, e ainda com a risada de Sienna ecoando pelo local.
- Ok, vamos desacelerar aqui! – Pedi, girando o botão do volume, ouvindo os raps de Lou e Dado abaixaram.
- Ah, pai! – Eles reclamaram.
- Não, não! A gente está chegando, quero que me escutem! – Falei firme. – Não é porque estamos indo na casa da que vocês vão atazanar, ok?! Quero todo mundo comportado!
- Pode deixar, pai! – Eles disseram.
- Mas a gente vai brincar, não vai? – Leo perguntou.
- Claro, amore! Só estou pedindo para vocês se comportarem. – Falei. – Pedir licença, falar obrigado, toda educação que eu e suas mães os demos. A ama vocês, mas quero que tenham respeito com ela e com a casa dela. Entendido?
- Sim, pai! – Eles falaram juntos.
- Ótimo! – Suspirei, desviando o rosto do espelho para seguir pela rua.
Lou aumentou o som ao meu lado e suspirei, ouvindo-o batucar a mão no apoio de braço. Guiei o carro pelas ruas de Vinovo, seguindo no mesmo caminho de ir para minha casa e estacionei o carro na rua.
- Chegamos! Não se esqueçam do que eu falei! – Pedi, vendo os mais velhos abrirem a porta e fiz o mesmo, descendo do carro.
Lou abriu a porta para Leo e segui até o porta-malas do carro para pegar as mochilas de todos nós. Alena e Ilaria ajeitaram tudo bonitinho para o dia de hoje. Na verdade, Alena e a babá de Leo, pois Ilaria não quer de jeito nenhum que nosso filho tenha contato com , ela não fala, mas fica óbvio nas diversas chances de boicotar isso.
- ! – Lou disse quando apareceu no portão e ela o abraçou fortemente.
- Ai, não me conformo quanto você cresceu! – Ela disse, dando um beijo em sua cabeça. – Como vocês estão?
- Estamos bem! – Eles disseram e deu um beijo na bochecha de Dado enquanto eu tirava as mochilas do carro.
- Oi, Leo! Tudo bem? Lembra de mim?
- Lembro! – Ele disse e ela se abaixou para deixar um beijo em sua cabeça.
- Ei, vamos me ajudar? – Perguntei, vendo os três virem em minha direção rapidamente.
- Achei que chegaria mais cedo! – Ela disse e os meninos pegaram suas bolsas, colocando nas costas.
- A gente combinou no almoço, não? – Falei, ouvindo a porta bater.
- Podia ter chego mais cedo. – Ela deu de ombros.
- Cadê a Nena? – Lou perguntou.
- Ela está lá nos fundos com a Manu, podem ir e, Leo, cuidado com a piscina! – disse.
- Vem, Leo! – Dado deu a mão para ele e os três saíram correndo para dentro.
- O que eu acabai de... – Falei, revirando os olhos e riu fracamente. – Eles não me ouvem! – Falei, me aproximando dela que riu fracamente.
- Está tudo bem, agora você tem quatro filhos para te ignorar! – Neguei com a cabeça, dando um beijo em sua bochecha.
- Engraçadinha, .
- Cinco, se contarmos Manu! – Ri fracamente, ela apoiou a mão em meu ombro.
- Você é um amor, ! – Ela riu fracamente, se virando de costas.
- É por isso que você é apaixonado por mim! – Ela disse e ri fracamente, indo logo atrás dela.
- E você está se divertindo com isso! Me torturando, me deixando sofrer! – Ela riu fracamente.
- Ai, Gigi! Depois de Villar Perosa, confesso que adorei! – Ela andou um pouco à minha frente.
- Ah, você adorou! Eu odiei ser confrontado pelo dono do time que eu trabalho e, pior, com 41 anos! – Ela gargalhou.
- Ah, Gigi!
- Não, isso não acontecia desde... Nunca aconteceu comigo! – Falei, vendo-a segurar a porta dos fundos para mim.
- Nunca teve um irmão mais velho falando “fique longe da minha namorada”? – Franzi a testa.
- Eu nunca namorei alguém tempo o suficiente para isso! – Falei, saindo logo atrás dela e ela se virou para mim.
- Mesmo? – Ela perguntou.
- Beh, a primeira foi você. – Ponderei com a cabeça. – Beh, na nossa bagunça...
- Vincenza? – Ela perguntou.
- Não deu tempo! – Falei.
- Namoradinhas em Parma? – Arqueei uma sobrancelha.
- Por quê? Ciúmes? – Ela revirou os olhos antes de se virar novamente.
- É só uma pergunta honesta, Gigi. Acho que depois de mais de 25 anos, não preciso me preocupar, não é?! – Ela disse, dando a volta na piscina.
- Beh, se formos olhar que nós dois estamos demorando mais de 18 anos para nos resolver, pode acontecer... – Ela virou o rosto para mim.
- Não me provoca, Gianluigi! – Ela disse séria.
- Eu também posso fazer esse jogo, ! – Pisquei para ela que revirou os olhos antes de seguir andando. – Ciao, Manu! – Falei para ela.
- Ciao, Gigi! – Ela disse, vindo em minha direção com uma faca na mão.
- Melhor você abaixar isso! – Falei.
- Opa, desculpa! – Ela escondeu a faca nas costas e ficou na ponta dos pés para me dar um beijo na bochecha.
- O que está fazendo? – Perguntei.
- Eu estou fazendo um churrasco. – Ela disse e vi meus meninos em volta do carrinho de Sienna.
- E você sabe fazer? – Perguntei, entrando na parte coberta e deixei a mochila na primeira mesa.
- Ei! – Ela reclamou, voltando para a frente da churrasqueira de e me aproximei, ficando atrás de Leo.
- Como ela está aqui? – Vi os olhos azuis de Sienna encarando os três, agora quatro, curiosos em cima dela enquanto ela mordia a orelha de sua zebrinha. – Oi, minha linda! – Falei, fazendo cócegas em sua barriga, ouvindo-a rir.
- Ela riu para você! – Dado disse.
- Ela gosta do papai, não é, meu amor? – Repeti o movimento, vendo suas mãozinhas e pernas mexerem e acariciei suas bochechas gorduchas, sentindo-a segurar minha mão.
- Olha o pão de alho! – Manu disse com a boca cheia, colocando uma travessa na bancada.
- Pega antes que esfrie, meninos! – disse, estendendo para eles e cada um pegou um pedaço.
- Uh, isso é gostoso! – Leo falou, colocando na boca.
- Churras abrasileirado é assim mesmo! – Manu disse e ri fracamente.
- Meninos, quero levar vocês três em um lugar! – disse.
- Onde? – Lou perguntou rapidamente.
- Vem comigo, os três! – Ela pediu. – Manu, olha a Sienna rapidinho.
- Claro! Vou dar uma carninha bem sangrando para ela! – Manu falou de forma fofa e ri fracamente. – Sou nem louca, ela me mata! – Ela disse para mim e ponderei com a cabeça.
- Vem! – disse, esticando a mão e Leo a pegou, me fazendo sorrir.
- Onde vamos? – Leo perguntou, andando um pouco atrás dos dois e fui atrás de todos.
- Eu quero mostrar uma coisa para vocês! – disse e seguimos pela sua casa. – Podem subir! – Ela disse, colocando Leo em sua frente e os três subiram em sua frente. – Como vocês vão passar bastante tempo aqui em casa, eu queria que vocês tivessem um espacinho. Para vocês se sentirem confortáveis, quando vierem aqui em casa. – disse.
- Um quarto? – Dado perguntou.
- Sim, um quarto! – disse e atravessamos o corredor até o quarto dela e viramos à direita. – Eu quero que vocês venham aqui em casa, quero que venham me ver, mesmo se o pai de vocês não vier! – Ela disse, parando na entrada do corredor que dá para os quartos. – Na esquerda temos o quarto do Lou e da Nena, e do direito do Leo e do Dado. Podem ir! – Ela falou e eles foram apressados abrir as portas dos quartos.
- UAU! Isso é demais! – Ouvi as portas e me aproximei de , abraçando-a pela cintura e dando um beijo em sua bochecha.
- OLHA ISSO, DADO!
- Acho que eles gostaram! – Falei e senti sua mão em cima da minha. – Grazie.
- Pelo quê? – Ela virou o rosto para mim e suspirei.
- Por querer que isso dê certo. – Ela sorriu, apoiando a cabeça em meu ombro.
- Há 13 anos ou mais, éramos só eu e você... – Ela suspirou. – A gente só dependia de nós... Agora tem muito mais gente para avaliar e eu posso fazer isso. – Ela virou o rosto para mim, dando um beijo em meu queixo. – Eu quero que eles sintam que aqui também é a casa deles. Que eles possam vir, bagunçar e se divertir. – Assenti com a cabeça.
- Eu sei! E eu te amo por isso e muito mais! – Ela riu fracamente. – Você sempre se preocupou comigo e com meus filhos...
- E vou continuar fazendo isso pelo resto da minha vida. – Ela virou o rosto para mim e assenti com a cabeça.
- , isso é para gente mesmo? – Dado perguntou e ela se afastou de mim.
- É sim! – Ela disse sorrindo. – Eu decorei o básico, mas vocês podem decorar como quiserem depois. Seu pai também comprou algumas roupas, mas vocês podem trazer mais e deixar aqui. Também podem vir sempre que quiserem, mesmo se o pai de vocês não tiver aqui. – Sorri.
- Eu amei! – Lou disse. – Eu tenho uma janela para o teto!
- O QUÊ? – Dado disse, saindo correndo para o quarto de Lou e ri fracamente.
- Eu adorei, ! – Leo disse e se abaixou para abraçá-lo.
- Que bom, lindo! – disse, dando um beijo em sua cabeça.
- , por que eu não posso ter uma janela no teto? – Dado perguntou e ri fracamente.
- Porque você só tem nove anos. – Falei firme.
- A gente vai conversar sobre essa janela ainda, Lou! – disse. – Ela não foi feita para você deitar no telhado, ela abre pouco e o foco dela é entrar iluminação e ar. Não fazer rapel na parede de casa. – Ele riu fracamente.
- A gente confiou em você para isso, Lou! Vai ter que usar com sabedoria! – Falei, indicando-o com o dedo.
- Pode deixar, pai! – Ele revirou os olhos e ri fracamente.
- Como se diz? – Falei.
- Grazie, ! - Lou disse. – Eu amei, demais!
- Eu também! O meu tem até os bichinhos da Patrulha Canina! – Leo disse animado e sorri.
- O meu Funko do Stars Wars. – Dado disse.
- O meu tem coisa de Free Fire! – Lou disse e ri fracamente.
- Ô, FAMÍLIA! – Ouvi um grito e atravessou o corredor, indo até a janela. – VEM COMER!
- Estamos descendo! – Ela respondeu antes de se virar. – Vamos comer, gente? Depois a gente volta para cá! – disse e assenti com a cabeça, passando o braço em seu ombro e dei um beijo em sua cabeça.
- Minha linda! – Falei e ela riu fracamente.
Capitolo centotreintaquattro
- Olha a bola! – Manu jogou a bola para Lou antes de pular novamente para piscina.
- Me dá! – Dado disse.
- Vem pegar! – Lou disse, fazendo os meninos de Gigi nadarem apressados pela piscina e ri fracamente, virando para Sienna que estava bem confortável em sua boia.
- Como ela está? – Gigi andou pela beirada da piscina, se sentando na borda e colocando os pés para dentro.
- Ela está quase dormindo. – Falei, acariciando as bochechas gordas de Sienna, sentindo os respingos de água dos meninos e de Manu que brincava com eles.
- Vem pega-a-a-ar! – Manu brincou, me fazendo sorrir.
- Água? – Gigi ofereceu e me aproximei mais dele, vendo-o segurar a cobertura da boia de Sienna e peguei o copo de sua mão, dando um longo gole na mesma.
- É bom vê-los se divertindo assim, sem preocupações. – Virei o rosto para a bagunça que respingava em nós e senti as mãos de Gigi em meus ombros, me trazendo até ele.
- A gente pode ficar assim sempre. – Ele disse, inclinando o corpo para mim e ri fracamente.
- No meu tempo, Gigi... – Ele me abraçou pelos ombros e levei uma mão até seu braço, acariciando-o devagar e ele se ajeitou, me deixando entre suas pernas.
- Eu sou hiperativo, ! Não sei esperar. – Ri fracamente, apoiando os braços em suas coxas.
- Vai precisar. – Ergui o rosto para ele. – Eu fui paciente por bastante tempo. – Ele deu um beijo em minha testa, me fazendo rir fracamente.
- Eu sei, mas só de estar assim com vocês, está perfeito. – Ele me apertou mais forte, apoiando a cabeça na minha e suspirei, fechando os olhos por alguns segundos.
- Pai! – Abri os olhos, vendo Leo nadando em nossa direção com as boias.
- Fala, amore! – Gigi se desencostou de mim e voltei a olhar para Sienna que parecia dormir.
- Está fr-r-io! – Ele disse e Gigi deslizou o corpo para dentro da piscina, colando o corpo no meu por alguns segundos e se aproximou de Leo.
- Quer sair? – Ouvi Gigi.
- Eu tô com fome! – Lou disse e ri fracamente.
- Olha, não vou negar que eu também estou! – Manu disse, jogando a bola para fora da piscina e rimos juntos.
- Eu poderia falar que são meus esfomeados, mas a Manu entra nessa. – Gigi disse, me fazendo rir.
- Dragão número um se apresentando. – Ela disse erguendo a mão e Lou riu ao seu lado.
- Por que a gente não sai? A Sienna parece que está dormindo aqui também. – Movimentei-a devagar para perto de mim.
- Podemos ver um filme, o que acha? – Gigi perguntou.
- Star Wars? – Dado falou rápido e virei para Gigi.
- Um filme que todos possam ver, filhão! – Ele disse, me fazendo rir fracamente.
- Eu deixo os meninos escolherem. – Falei, dando de ombros. – Eu só quero estender esse dia gostoso. – Ele sorriu, assentindo com a cabeça.
- Sobrou carne, posso esquentar para vocês. – Manu disse, se impulsionando e sentando na beirada da piscina. – Ai, está frio mesmo! – Rimos juntos.
- Tem pipoca em casa, a gente pode estourar, ficamos na sala, depois todo mundo toma banho e podemos pedir uma pizza. – Dei de ombros.
- Eu aceito! – Lou falou rápido.
- Eu só quero sair, ‘tá muito frio! – Leo disse e sorri.
- Então vamos, mas todo mundo precisa tomar banho! – Falei.
- Eu aceito! – Manu disse, se levantando da beirada e me fazendo rir fracamente.
- Então vamos sair, tomar uma ducha, se secar antes de entrar na casa da ? – Gigi disse.
- Mas a gente não vai tomar banho? – Dado perguntou.
- Mas você não vai entrar molhando a casa inteira. – Gigi disse, me fazendo rir.
- Eu tenho dois banheiros lá em cima, além do meu, aqui embaixo eu tenho o da academia e os dois aqui de fora que também têm chuveiro. – Falei. – Lou e Dado se viram bem sozinhos, certo?
- Pô, , a gente não é mais criancinha! – Lou disse.
- Oh, desculpa, amore, eu ainda lembro do meu bebê, ok?! – Falei e ele abriu um sorriso, me fazendo rir. – Eu cuido de Leo e você de Sienna. – Indiquei Gigi que arregalou os olhos.
- Tem certeza? – Ele perguntou e franzi a testa.
- É, por quê?
- Não, nada... – Ele abanou a mão e ponderei com a cabeça, virando para Leo em seu colo.
- Tudo bem eu dar banho em você, lindinho? – Perguntei para Leo.
- Uhum. – Leo disse assentindo com a cabeça.
- Ótimo! Nós vamos no meu banheiro. – Virei para Gigi. – Você cuida da Sienna?
- Claro, mas eu espero você livrar o seu para usar a banheira. – Confirmei com a cabeça.
- Então, vamos... – Falei, dando dois toques e vi os mais velhos se debruçarem na beirada da piscina e saírem.
Gigi fez o mesmo e puxou Leo com ele. Era inevitável não encarar Gigi de sunga, as cores não eram das melhores, mas me dava certeza de que ele estava melhor com o tempo. Mordi meu lábio inferior quando ele virou o rosto para mim e desviei o rosto para Sienna.
- Vamos, amore! – Falei baixo, soltando Sienna da boia e a ergui, ouvindo-a resmungar e seu choro ficar em evidência. – Não, amore! Está tudo bem. – Falei, dando um beijo nela e Manu deu sua toalha para Gigi. – Mamãe aqui, amore! – Sorri, esticando para Gigi que pegou-a, enrolando-a na toalha.
- Vem com o pai, mia bambolina! – Gigi a ajeitou em seu colo, dando beijos em sua bochecha. – Papai aqui, amore!
- Olha para mim, Nena! – Lou se aproximou.
- Olha seu irmãozão, Nena! – Gigi falou com a voz fofa e segui até a escadinha da piscina, saindo da mesma, sentindo meu corpo pesar demais.
Ajeitei a calcinha do biquini, depois o top e andei até as mesas no coberto, pegando minha toalha. Passei-as pela minha barriga e depois pelas pernas antes de subir para meus cabelos. Pressionei bastante, enrolando a ponta do cabelo e fazendo um coque desajeitado que caiu segundos depois. Coloquei a toalha nas costas, esfregando-a em meu corpo e desci a toalha para minha cintura, enrolando-a pouco acima do meu umbigo.
- Ok, quem precisa de ajuda? – Ergui o olhar, vendo Gigi me encarando enquanto Lou brincava com Nena que havia cessado seu chorinho e pisquei para ele.
- , me ajuda? – Leo disse segurando a toalha e me aproximei dele, me abaixando.
- Vamos esquentar? – Falei, colocando a toalha em suas costas e enrolando-a na altura de seus ombros antes de abraçá-lo fortemente. – Esquenta, esquenta! – Apertei-o fortemente, ouvindo-o rir e o ergui em meu colo. – Eu vou subir com o Leo, a gente se encontra lá depois?
- Claro! Eu logo vou, só me secar um pouco. – Ele disse.
- Eu vou dar uma geral e tomar banho. – Manu disse.
- Eu faço isso...
- Você está com bastante serviço, , relaxa. Só vou guardar a comida, colocar os pratos e copos na pia e as grelhas de molho. Depois vou tomar banho e descansar um pouco também. Não vou fazer nada disso hoje. – Assenti com a cabeça.
- Quer ficar com a gente? – Perguntei.
- Acho que não. – Ela disse envergonhada e sorri, sabendo que ela tinha planos melhores.
- Estaremos por aqui, se quiser! – Ela assentiu com a cabeça.
- Pode deixar! – Ela sorriu, voltando ao seu serviço.
- Vamos, Leo? – Perguntei para ele que assentiu com a cabeça. – Tem xampu, condicionador, sabonete e toalha em todos os banheiros, ok? – Falei para os meninos.
- Pode subir, , eu coordeno aqui embaixo. – Gigi disse e assenti com a cabeça.
- Ok, eu vou que esse meninão já está pesado. – Dei um beijo na bochecha de Leo que riu. – Você quer banheira ou chuveiro? – Perguntei, empurrando a porta de casa com meu corpo e seguindo para dentro, tomando cuidado para não escorregar no piso liso.
- Chuveiro! – Ele disse animado.
- Então, vamos lá. – Segui em direção às escadas, subindo devagar. – Se importa de eu tomar banho contigo?
- Não! – Ele disse e sorri. Achava incrível como ele era um fofo apesar de sua mãe. Ao menos ela não fazia minha caveira para ele. Ou Gigi não deixava, né?!
Honestamente não queria saber! Nada disso fazia parte da minha vida agora e, se por acaso eu não vê-la nunca mais na minha vida, vai ser a melhor coisa de todas. Como ganhar na loteria sem jogar. Tudo bem que Gigi é ligado a ela para sempre por Leo, e Leo é um amor tentando achar seu espaço entre a antiga vida de Gigi e a nova, então queria guardá-lo em um potinho, como Manu dizia sempre.
- Vamos tirar essa sunga molhada? – Falei, colocando-o no chão e tirei a toalha de seu corpo, apoiando na pia. – Pode entrar.
Entrei em sua frente e abri as manoplas, ajeitando a temperatura da água. Ele tirou sua sunguinha, deixando na beirada da banheira. Ele veio para dentro do box e medi a temperatura com a mão antes de virar para ele.
- Vê se está gostosa! – Falei, vendo-o levar as mãozinhas devagar.
- ‘Tá! – Ele disse, entrando embaixo do chuveiro e sorri. – A-ah! – Ele disse rindo, me fazendo sorrir e tirei o biquini molhado também, pendurando-o no box.
- Dá sua mãozinha! Vou colocar um pouco de xampu e você coloca no meio da sua cabeça. – Falei, pegando o xampu infantil e ele esticou as duas mãozinhas.
- Assim? – Leo perguntou e coloquei um pouco na dele, e depois troquei para o meu, colocando um pouco na minha.
- Isso, agora você faz assim com os dedinhos e esfrega a cabeça. – Falei, levando as mãos até a cabeça e observei-o me copiar. – Isso, esfrega bastante! – Falei rindo, vendo-o fazer caretas enquanto acariciava a cabeça. – Cuidado com a unha para não se machucar!
- Quanta espuma! – Ele disse rindo e sorri.
- Bastante, né?! – Disse. – Pronto?
- Pronto! – Ele falou.
- Agora você vai fechar os olhos e entrar na água. – Falei, esfregando mais forte meus cabelos.
- Mas vai arder!
- Não vai! Esse xampu não arde e a espuma escorre rapidinho! Confia em mim? – Perguntei e ele não respondeu, só assentiu com a cabeça. – Pronto?
- Uhum! – Ele disse, segurando o nariz como quem vai mergulhar e entrou no chuveiro, me fazendo sorrir. Formei um coque com meus cabelos e levei minhas mãos na sua, esfregando os cabelos, vendo a espuma escorrer pelos cabelos pretos e lisos de Leo rapidamente.
- Pronto, pronto! – Falei e ele saiu do jato de água, me fazendo rir. – Tudo bem?
- É gostoso! – Ele disse rindo.
- É, não é?! – Falei, passando as mãos em seu rosto para tirar o excesso. – Agora, eu vou colocar só um pouquinho de condicionador, ok?! É para deixar o cabelo mais macio. – Falei, repetindo o movimento anterior. – Esse você não coloca no topo da cabeça, passa mais embaixo. Enquanto isso, eu vou tirar meu xampu. – Falei, entrando embaixo do chuveiro, passando a mão rapidamente nos cabelos para tirar o xampu da cabeça.
- Tá gostoso! – Leo disse rindo e sorri.
- Agora vamos para o sabonete? – Peguei a esponja e o sabonete, esfregando um pouco até começar a fazer bolhas. – Aqui, passa no seu corpo, na barriga... Nos cotovelos precisa ser mais firme que é uma área mais difícil. – Falei, entregando para ele e peguei a esponja mais dura, fazendo o mesmo movimento.
- Olha! Espuma! – Ele disse animado, vendo a espuma se formando conforme ele passava a esponja em seu corpo e deixei a esponja de lado para passar condicionador em meus cabelos. – ‘Cabou. – Ele disse fofo.
- A gente dá uma lavada na esponja... – Trouxe a mão dele para baixo da água. – Aperta, aperta! Até parar de sair a água branca. – Falei. – Agora você passa mais sabonete e continua esfregando, não esquece das pernas, dos joelhos e dos pés. – Disse, vendo-o esfregar o sabonete e comecei a fazer o mesmo em meu corpo, lavando bem as axilas, embaixo dos seios, a barriga...
- Como lavo os pés? – Ele perguntou.
- Dá a mão para mim. – Disse, esticando a mão. – Isso! Aí você tira um pé de cada vez do chão. – Falei, vendo-o se ajeitar e me afastei um pouco da água para deixa-lo vir para a água morna. – Muito bem! Você aprende muito rápido. – Ele riu fracamente. – Agora dá aqui para tia lavar suas costas. – Falei, vendo-o virar de costas para mim e esfreguei suas costas e pescoço.
- Faz cócegas! – Ele disse e rimos juntos.
- Só mais um pouquinho. – Falei, entregando a esponja ao finalizar. – Agora como lava a esponja?
- ‘Perta, ‘perta até parar de sair água branca. – Ele disse.
- Muito bem! – Deixei-o se distrair enquanto terminava de me ensaboar.
- ‘Ponto! – Ele disse animado.
- Muito bem! – Falei, lavando minha esponja e deixei-a de lado. – Agora vamos lavar o pipi? Quer que eu lave ou você lava? – Perguntei, tirando o condicionador e o sabonete de meu corpo.
- Pode lavar! – Ele disse envergonhado e sorri. Peguei o sabonete e esfreguei em minha mão antes de me abaixar de cócoras.
- Deixa eu te ensinar uma coisa, Leo. Essa parte aqui. Só pessoas de confiança podem tocar, tá? – Falei, lavando seu bumbum e seu pênis devagar.
- Como quem? – Ele perguntou abraçando o corpo.
- Mamãe, papai, eu, tia Manu. Vovôs e vovós! – Falava devagar. – E se outra pessoa tocar aí sem sua permissão, você precisa falar para gente, está bem?
- Por quê? – Ele perguntou e peguei o chuveirinho, começando a tirar todo o sabonete de seu corpo.
- Porque é uma área muito sensível do corpo, pode te machucar. – Falei calmamente. – Tudo bem? Posso contar contigo? – Ele assentiu com a cabeça.
- Pode! – Ele disse em voz baixa.
- Vem cá, vamos passar mais uma água. – Puxei-o comigo para baixo da água e passei as mãos em meus cabelos, tirando o excesso de condicionador e o vi brincando com as poças de água dentro do box. – Pronto! Está limpinho! – Falei, dando um beijo em sua cabeça. – Vamos lá! Sacode, sacode, sacode! – Falei, ouvindo Leo rir e sacudindo o corpo, me fazendo sorrir. – Agora um pulinho para fora! Isso! – Ele fez o que disse e peguei uma toalha seca, colocando em suas costas. – Isso, agora seca o rosto, o corpo... – Peguei a toalha e comecei a me secar, vendo-o me acompanhar devagar. – Agora uma perna... A outra. Muito bem! Sequinho?
- Sequinho! – Ele disse gargalhando.
- Então coloca a toalha nos ombros. – Coloquei a toalha em minha cabeça e peguei outra para enrolar meu corpo, prendendo-a na altura dos seios. – Vamos nos trocar, então! – Peguei-o no colo, ajeitando-a toalha em volta de seu corpo.
- Foi gostoso! – Ele disse rindo e segui para fora do quarto, vendo Gigi sentado na cama com Sienna em seu colo.
- Foi, não foi?! – Falei, colocando Leo ao lado de Gigi. – Agora vamos colocar uma roupa bem fresquinha? – Virei para Gigi. – O que foi?
- Nada, só estou... – Ele deu de ombros. – Feliz. – Sorri. – Peguei uma roupa para ele. – Ele indicou a cuequinha, o short e a camiseta de bichinho.
- O que acha, Leo? Gosta?
- Gosto! Amo dinossauro! – Ele disse e peguei sua toalha, esfregando em seus cabelos.
- Sabe se trocar sozinho? – Perguntei.
- Sei! – Ele disse.
- Ok, eu vou me trocar também, já volto. – Falei, seguindo até o closet e procurei por um short limpo e uma camiseta regata, vendo Gigi entrar logo atrás. – O que foi, Gigi? Parece que você viu um fantasma! – Falei, procurando por uma calcinha e um sutiã.
- Você ensinou o Leo a tomar banho, . – Ele se apoiou no batente da porta.
- Você viu? – Perguntei surpresa.
- Desculpa por isso, mas não consegui evitar. – Ele negou com a cabeça. – Você ensinou tudo para ele. Até educação sexual, não sei se alguma vez a Ilaria falou disso para ele.
- Não é de surpreender. – Neguei com a cabeça, apoiando minhas escolhas no banco no centro do closet. – Eu só dei banho nele, Gigi. Não é grande coisa.
- É sim! – Ele sorriu. – E ele te acompanhando foi a coisa mais fofa de todas. Ver vocês dois interagindo é tudo para mim. – Sorri, me aproximando dele.
- Ele é um Buffon, Gigi. – Suspirei. – Ele sempre vai ter meu amor e carinho. – Apoiei as mãos em seus braços cruzados e olhei em seus olhos. – Eu não tenho nada contra ele, e fico feliz por ele não ter nenhuma raiva contra mim...
- Ele não vai ter, . Nunca! Ilaria aprendeu a lição dela. – Ele disse e assenti com a cabeça, dando um beijo em sua bochecha.
- Se quiser usar o banheiro, está livre. Pode usar a banheira ou a banheirinha. – Ele assentiu com a cabeça.
- Sim, vou ver para o que aquela linda está no clima! – Ele disse.
- Eu vou terminar de me trocar e vou ver os outros. – Falei.
- Ok, te encontro lá na sala! - Ele disse e assenti com a cabeça, vendo-o sair do closet e puxar a porta, me fazendo sorrir.
- Imagina se a Nena for assim? – Leo disse, me fazendo rir e peguei mais um punhado de pipoca, colocando-o na boca.
- Ah, ela daria bastante trabalho para vocês três! – disse, se mexendo ao meu lado e encostou as costas em meu peito, se aconchegando em meu abraço e sorri.
- Seria legal se ela voasse! – Leo disse.
- Voar sim, pegar fogo não! – Dado disse, nos fazendo rir e vi o bebê de Os Incríveis 2 mostrando seus diversos poderes.
- Quer mais pipoca? – Ofereci para e ela virou o rosto para mim por alguns segundos, pegando algumas pipocas antes de colocar na boca.
Nós seis estamos aqui embaixo na sala de TV de . Dado em um canto do sofá, Lou quase no meio, Leo ao seu lado, com Sienna dormindo em seu colo e eu no outro lado do L. Não estava muito interessado no filme infantil da Disney, mas estava completamente aconchegada em mim e estávamos aqui em família, então não podia estar mais feliz.
Ergui o braço quando se ajeitou, colocando Sienna em meu colo e virou um pouco o corpo para mim, apoiando a mão em meu peito. Ela ergueu o olhar para mim e sorri, vendo-a retribuir e fazer suas bochechas enrugarem de vergonha. Apesar disso, ela abaixou o rosto, apoiando em meu peito e me abraçou pela cintura, segurando Sienna perto de nós.
Passei a mão nas costas de Sienna, esfregando-a devagar e dei um beijo em sua cabeça antes de voltar ao filme. Os meninos claramente estavam interessados, mas estava mais observando Sienna do que a televisão em si, apesar de soltar algumas risadas esporádicas com os meninos.
- ? – Virei o rosto para porta, vendo Manu arrumada e ergueu o rosto.
- Oi! – Ela falou rapidamente.
- Eu vou dar uma saída com o Paulo. Logo eu volto. – Ela disse.
- Tudo bem, amore, não precisa me dar satisfações. – disse e ambas riram, Manu apertando a alça da bolsa atravessada em seu corpo.
- Mesmo assim! – Ela deu de ombros.
- Vai lá, divirta-se! – disse. – Tem a chave para entrar?
- Sim, tenho do portão e a senha externa do alarme. – Ela disse e assentiu com a cabeça. – Até mais!
- Até, querida! – disse e eu dei um aceno antes de Manu seguir até a porta e sair pela mesma.
- Paulo, hum? – Perguntei baixo, sentindo se aconchegar em meu corpo novamente.
- Você acha que ela estaria saindo com o Fede? – Ela perguntou baixo.
- Ah, é suspeito. – Falei e ela riu fracamente, abafando a risada em meu peito.
- Ela mal consegue ficar no mesmo ambiente que ele. – disse.
- Beh, sozinha não, talvez com uma ajudinha? – Falei e ela riu fracamente. – Eu faria isso no lugar dela.
- Você não fez, ao menos não comigo. – Ela disse baixo e ri fracamente.
- Eu fiz isso quando eu tinha 14 anos, te conheci quase 10 anos depois, amore. Um pouco de confiança eu criei até lá! – Falei e ela riu fracamente.
- Não acho que conheci seus amigos de infância. – Ela disse.
- Beh, eu estou desde cedo no Parma, meus amigos de infância são os amigos do Parma. – Falei, acariciando seus cabelos. – Mas você conhece o Lilian e Fabio. – Falei.
- Falando em Lilian, vi que você o encontrou em Paris. – Ela disse baixo.
- Sim! - Falei. – Ele e o Nesta. – Senti sua mão em minha barriga.
- Como estão as coisas?
- Está tudo bem, ele e a Karine se separaram, os dois meninos dele estão jogando no profissional... – Suspirei. – É loucura pensar como o tempo passa.
- Nem fala! – Ela disse baixo. – Só ver os meninos, Gigi. – Ela suspirou. – Lou logo está da minha altura já. – Ri fracamente. – Logo ele vai para faculdade ou criar a carreira dele e...
- Estaremos juntos. – Virei o rosto para ela, vendo-a erguer. – Não apresse as coisas, amore. Não tire isso de mim. – Ela deu um curto sorriso. – Parece que 13 anos demoraram uma eternidade para passar, em compensação, esses três meses voaram.
- Independente disso, Gigi... Eu estarei aqui! – Ela disse e assenti com a cabeça, dando mais um beijo em sua cabeça.
- Eu sei! – Abracei-a mais apertado.
O restante do filme seguiu em silêncio, com exceção das nossas risadas com algumas piadas do filme. Perto do final, Sienna começou a chorar e se levantou para amamentá-la, deixando seu lado vazio. O choro de Sienna cessou logo e ela ficou ninando nossa filha entre a sala de estar e a de televisão até o filme acabar.
- Ah, eu gostei! – Leo falou animado e sorri.
- É, foi divertido! – Lou disse rindo.
- Vocês querem comer alguma coisa? – perguntou, dando leves tapinhas nas costas de Sienna.
- Sim! – Os três esfomeados falaram animados e riu fracamente.
- Vem, vou fazer alguma coisa para vocês. – Ela indicou com a cabeça e os três se levantaram apressados.
- Vou limpar aqui! – Falei e ela assentiu com a cabeça.
Me levantei do sofá, vendo se não tinha pipoca por ele inteiro ou papéis de bombons e juntei tudo em uma tigela de pipoca. Peguei as outras duas, empilhando-as e coloquei o pufe de volta nos cantos da sala antes de desligar a TV. Segui para fora da sala, desligando as luzes e fui até a cozinha.
- Tudo aqui. – Apoiei tudo na pia e joguei os papéis e restos de pipoca no lixo.
- Grazie. – disse e vi Lou ninando Sienna, me fazendo sorrir.
- O que está fazendo? – Perguntei.
- Bruschetta. Algo rápido, simples e não tão pesado depois do tanto que comemos. – Ela disse e assenti com a cabeça.
- Quer ajudar?
- Pega uma assadeira para mim, por favor. – Ela pediu e voltou a picar os tomates.
- Minha Neninha! Amor da minha vida. Quer brincar com o irmãozinho? – Lou cantava baixo, mexendo-a devagar.
Peguei a assadeira que pediu, untei com azeite e deixei-a do lado. Enquanto cortava fatias de seu pão caseiro e colocava bastante tomate, azeite, manjericão e parmeggiano em cima, eu aproveitei para lavar a louça do almoço e dar uma ajeitada na bagunça que havíamos feito na cozinha de .
Depois de terminar do lado de dentro, segui para arrumar as coisas do lado de fora. Lavei as grelhas, tirei o carvão da churrasqueira e levei todo o lixo para fora antes de voltar para dentro. Quando entrei na cozinha, os meninos já estavam comendo e estava apoiada na pia, comendo uma bruschetta.
- Demorou! – Ela disse.
- Arrumei tudo lá fora para você. – Falei, me sentando na ponta da mesa e ela suspirou.
- Você não precisava. – Ela disse.
- Sabia que você diria isso. – Disse e ela riu fracamente. – Mas te livrei de bagunça e livrei de dar serviço para Martha que não é dela!
- É verdade! – Ela disse e sorrimos. Peguei uma bruschetta e a mordi, suspirando.
- Hum, isso está bom! – Ela sorriu.
- Nem sou um desastre na cozinha, Gigi. – Ela disse, me fazendo rir fracamente.
- Nunca foi, . – Falei, intercalando em mastigar e comer outros pedaços.
- Já fui sim! – Ela assumiu, fazendo os meninos rirem. – Eu me virava muito bem logo que vim para Turim, depois com a coordenação, as coisas ficaram mais corridas... A gravidez ajudou e muito.
- De onde você é, ? – Lou perguntou.
- Eu sou de Palermo. – Ela disse.
- Legal! E você tem parentes lá ainda? – Ele perguntou e suspirou.
- Filho, não...
- Não, Gigi! – disse. – Eles precisam saber. – Ela disse e assenti com a cabeça. – Meus pais morreram quando eu era muito nova, meninos, e aí eu morei em um orfanato. Recentemente eu descobri que tenho padrinhos que moram em Palermo e uma tia, que é irmã do meu pai. – Ela disse calmamente. – Eu tinha avôs em Nápoles, de onde minha família é originalmente, mas eu perdi o contato com eles há muito tempo, inclusive minha avó materna já faleceu.
- Sinto muito, ! – Lou disse.
- Está tudo bem, amore. – Ela disse sorrindo. – Sabe por quê?
- Por quê? – Ele perguntou.
- Porque vocês são minha família agora. – Ela disse, fazendo-o sorrir. – Vocês são meus amorzinhos. – Sorri, vendo-a erguer o olhar para mim. – E isso é a maior felicidade do mundo para mim, ok?
- Você também é nossa família, . – sorriu. – Logo vai ser nossa madrasta.
- Uma madrasta legal! – Lou frisou e olhei sugestivamente para ele. – Você entendeu.
- Entendi, meu amor. – Ela disse rindo. – Só de eu ter um espacinho no coração de vocês eu já fico feliz.
- Você tem um espação! – Leo disse e sorri.
- Obrigada, meus amores. Quero que saibam que podem confiar em mim para o que for, está bem? Quero que vocês confiem em mim a ponto de se sentirem confortáveis de falar qualquer coisa comigo. – Ela disse. – Contar coisa boa, coisa ruim, pedir colo... Está bem? – Eles assentiram com a cabeça. – Eu amo vocês e estarei sempre por perto. Sempre!
- A gente sabe! – Lou disse e esticou a mão para ele, apertando-a fortemente e o chorinho de Sienna ficou evidente novamente.
- Alguém quer fazer parte da conversa. – se levantou, passando as mãos no pano de prato e se aproximou do carrinho, pegando Sienna no colo. – O que foi, amore? – Ela fez sua voz fofa, dando um beijo em sua bochecha gorda e Sienna apertou seu rosto.
- Acho que é a fralda dela. – Falei e Sienna a apoiou em seu peito, dando uma checada dentro de sua fralda.
- É isso mesmo! – Ela disse.
- Come com os meninos, eu troco! – Falei, pegando um guardanapo na mesa e limpei minha mão.
- Mesmo?
- Mesmo! – Falei, pegando Sienna e virando-a para mim. – Eu cuido dessa gostosa aqui e você cuida daqueles ali! – Ela riu fracamente.
- Ok. – Dei um beijo em sua cabeça. – Já volto.
- Está tudo bem. – Ela sorriu e segui pela casa com Sienna em meu colo.
Sorri ao ver Lou dormindo com a cara enfiada no travesseiro igual seu pai e puxei a coberta até suas costas. Acariciei seus cabelos lisos e me inclinei para dar um beijo em sua cabeça. Fui até a claraboia, vendo a forte iluminação da noite entrando no quarto e puxei a cobertura, fechando-a completamente.
Segui para fora de seu quarto, encostando a porta e atravessei o corredor, entrando no quarto de Dado. Ele dormia menos torto e ainda estava inteiramente coberto. Dei um beijo em sua cabeça, acariciando sua cabeça e segui para fora do quarto, também puxando a porta, deixando-a entreaberta.
Fui para o quarto de Leo, vendo-o iluminado pelo abajur que girava e deixava imagens de dinossauros iluminarem as paredes do quarto e puxei a coberta mais para cima, vendo-o abraçado em um dos diversos bichos de pelúcia que havia comprado. Sentei na beirada da cama e deu um beijo em sua cabeça, ajeitando os cabelos escorridos que vieram claramente de Ilaria.
Suspirei, percebendo o sorriso bobo em meus lábios e neguei com a cabeça, seguindo em direção ao último quarto, entrando pelo corredor e encontrei Gigi apoiado no berço de , desviando o olhar para mim.
- O que foi? – Ele perguntou.
- O quê? – Disse, me aproximando e vi Sienna dormindo em seu berço.
- Você está com um sorriso largo no rosto. – Ele disse e suspirei, rindo fracamente e apoiei o quadril no berço.
- Qual sempre foi meu maior sonho, Gigi? – Ele me olhou surpreso, afastando a mão do berço e ficou em minha frente.
- Ser mãe. – Ele disse.
- Exato! – Suspirei. – E quando eu me tornei mãe de uma, me tornei mãe de quatro. – Ele abriu um largo sorriso, apoiando as mãos em minha cintura. – Você não tem noção como eu estou feliz em ter que ir de quarto em quarto ver se as crianças estão dormindo e cobertas. – Apoiei minhas mãos em seus ombros
- É o que eu mais quero, : te ver feliz. – Sorri, apertando os braços e apertando-o fortemente. – Queria que tudo fosse diferente, mas sei o quão importante meus meninos são para você. – Ele me apertou pela cintura.
- Muito, muito, muito... – Falei baixo, suspirando. – Não sei se eles vão me considerar madrasta deles ou mãe, mas me deixa muito feliz te ver empolgada assim.
- Emotiva... – Falei, erguendo o rosto e ele riu fracamente.
- Também. – Ele deixou um beijo em minha testa. – Só quero ver lágrimas em seu rosto se forem de emoção agora. – Sorri, afrouxando os braços em seu corpo e descendo para seus braços. – Não quero nunca mais te ver chorando, especialmente por mim.
- Só depende de você. – Falei e ele assentiu com a cabeça.
- Não vai! – Ele disse firme, erguendo uma mão para minha nuca. – Só quero ver você feliz.
- Eu sou feliz, Gigi. Eu tenho quatro crianças na minha casa. – Apertei seus braços. – Quatro crianças que passaram o dia fazendo bagunça em casa. – Sorri. – Não tem como não estar feliz. – Suspirei antes de bocejar, cobrindo a boca com a mão.
- Mas está cansada também. – Ele disse.
- Também. – Rimos juntos.
- Vem, minha hora de te colocar na cama. – Falei, abaixando meu corpo devagar e a ergui, ouvindo-a rir.
- Para, Gigi! – Falei, apertando minhas mãos em seus braços.
- Xi, vai acordar o pessoal! – Ele disse, seguindo para a porta que dava para meu quarto.
- A Nena vai acordar lá pelas duas para mamar, não adianta eu dormir.
- Mas não são nem onze, , você tem três horas para tirar uma soneca, pelo menos. – Ele andou comigo pelo meu quarto e me abaixou novamente na cama. – Ou você dorme e eu dou uma mamadeira pronta para ela. – Ergui o olhar para ele, vendo-o entre minhas pernas e suspirei.
- Você apertou minha bunda. – Falei e ele riu fracamente.
- De tudo o que eu falei, você focou nisso? – Me levantei, rindo fracamente.
- Só fiz uma constatação. – Dei de ombros, apoiando as mãos em seu braço, subindo levemente a manga da camiseta. – Pegou bastante cor nas férias, hein?! – Falei sobre a diferença de tom de pele.
- Logo mais piora com o começo da temporada. – Ele disse e suspirei.
- Eu vou me trocar.
- Vai lá! – Ele disse e acariciei seu rosto sem barba e deixei um curto beijo em sua bochecha antes de desviar de seu corpo e ir em direção ao closet.
Tirei o short e a regata e coloquei a camisola. Normalmente durmo sem sutiã, mas devido a amamentação, acaba vazando um pouco durante a noite, especialmente se Sienna não acorda para mamar, porque acordo com os seios bem cheios. Voltei para o quarto e encontrei Gigi observando as fotos em minha cômoda.
Atravessei para o banheiro, encostando a porta e fiz minhas necessidades antes de escovar os dentes. Depois soltei o rabo de cavalo que fiz em meus cabelos quando ele secou e dei umas batidas para trás, suspirando com o cheiro de flores que vinha dele. Abri a porta novamente e voltei para o quarto, encontrando Gigi da mesma forma.
- Que tanto você olha aí? – Perguntei.
- Suas fotos. – Ele disse. – Você ficou cada dia mais linda, . – Ri fracamente, abraçando-o pela cintura e ele passou o braço em minhas costas. – É uma evolução perfeita demais. – Ele indicou a linha que dava para uma foto minha com meus pais, depois uma minha sozinha em Nápoles, minha com Giulia na faculdade, depois minha nos primeiros anos de Juve, a minha e dele no seu aniversário de 28 anos, depois seguia várias com alguns jogadores da Juve entre 2011, até as fotos da gravidez de Sienna e ela em meu braço.
- Você também ficou muito bem, Gigi. – Indiquei nossa foto de 2006, onde ele dava um beijo em minha bochecha. – Eu gostava dos seus cabelos cumpridos, mas prefiro hoje. – Virei para ele, deslizando minhas mãos pelo seu corpo devagar e me coloquei ao seu lado.
- O dinheiro nos ajudou muito, . – Ri fracamente, apoiando uma mão em sua barriga. – E um pouco de noção.
- Ah, isso você não teve até recentemente, vamos ser honestos. – Ri fracamente.
- Essa foto é em Nápoles? – Ele perguntou, apontando para uma das fotos. Era eu sozinha, apoiada na grade para o mar do Parco Virgiliano, com uma mão apoiada na minha bicicleta.
- É sim. – Suspirei. – Era meu cantinho feliz. – Ri fracamente.
- Onde é? – Ele perguntou.
- Parco Virgiliano. – Falei. – É relativamente perto do estádio do Napoli. – Falei. – Quando fui no seu jogo, fui aí antes. Era o lugar que eu usava para fugir de tudo. – Suspirei.
- Eu já fui aqui! – Ele disse. – Em uma das primeiras vezes que joguei em Nápoles.
- Eu ia bastante para fugir da realidade. Eu andava de bicicleta, lia um livro, estudava... Era um momento bom dentro de vários ruins. – Suspirei.
- Você ia sempre? – Ele perguntou.
- Uma vez por dia, raras exceções. – Suspirei. – Ficar dentro de casa não era uma escolha, e como eu não tinha dinheiro para fazer qualquer outra coisa, eu ia para aí.
- Talvez a gente tenha se encontrado. – Ele se virou para mim e ri fracamente.
- Hum, Gigi novinho? Com seus 18, 19 anos?
- O que acha? Daria mole para mim? – Rimos juntos.
- Levando em conta que eu sou quase quatro anos mais nova do que você, talvez não. – Ele riu fracamente. – Seria ilegal!
- Hum, uma novinha de 14, 15 anos, hein?! – Ele disse, me fazendo rir.
- Ah, Gigi, para! Seu filho mais velho tem quase 12! – Falei, me afastando e andei em direção à cama, puxando a coberta.
- Você era lindinha, amore! Talvez o Lou se interessaria por ti! – Revirei os olhos, me sentando na beirada da cama.
- Já falei que todos os Buffon gostam de mim, mas prefiro que seja da minha forma. – Falei e ele riu fracamente.
Fiz um sinal da cruz, fazendo rapidamente minhas orações e agradeci pelo dia de hoje que havia sido sensacional. Esperava que o batizado da Sienna seja incrível assim também. Finalizei com outro sinal da cruz e voltei a erguer o rosto para Gigi.
- E o que você vai fazer? – Perguntei.
- Eu vou lá na sala, ficar de olho quando a Manu voltar. – Ri fracamente.
- Dando uma de pai, Gigi? – Ele deu de ombros.
- Você mesma que disse que ela é como nossa quinta filha, então... – Sorri, apoiando as costas no travesseiro.
- Eu sei, mas não precisa ser completamente literal. – Rimos juntos.
- Eu sei, mas eu durmo fácil em qualquer lugar.
- Você pode... Ficar aqui comigo. – Mordi meu lábio inferior, dando de ombros.
- Você sabe que não precisa falar duas vezes, né?! – Rimos juntos.
- Ah, Gigi, não seria a primeira vez que isso acontece, além de que dormimos na mesma cama em Forte e nos abraçamos em qualquer oportunidade, que diferença faria? Você sabe se comportar, não? – Ele riu fracamente, se aproximando da cama.
- Com você é um pouco difícil, mas aprendi a conter meus instintos selvagens quando estou perto de você.
- Ai, você é ridículo. – Liguei o abajur do meu lado e ele riu fracamente.
- Eu sou um bobo por você, , não posso negar. – Ri fracamente.
- Então deita aqui e fica quieto. – Falei, puxando o lençol para cima de mim e deslizei meu corpo na cama, ajeitando a cabeça no travesseiro.
- Já volto! – Ele disse e assenti com a cabeça.
Ele sumiu para o quarto por alguns minutos e voltou com sua mochila. Ele sumiu no banheiro e ouvi o barulho da descarga, da pia e ele saiu com uma bermuda de tactel, diferente da jeans que ele usava antes. Ele deixou sua mochila na poltrona ao lado da porta e veio até a cama, subindo na mesma e engatinhando até ficar do meu lado.
- Por que a cama está encostada na parede? – Ele perguntou, se jogando ao meu lado e colocando as pernas embaixo do lençol.
- Quando a Nena nasceu. Mãe de primeira viagem, ela dormia comigo e eu morria de medo de ela rolar e cair, apesar daquela almofada longa que eu uso. Aí eu encostei a cama na parede e enchi de almofadas. – Ele riu fracamente. – Acabei me acostumando, e bate um pouco do sol da manhã, então esquenta a cama.
- É gostoso! – Ele disse e sorri.
- É sim. – Suspirei, virando meu corpo de frente para ele e passei o braço embaixo do travesseiro.
- Tudo bem mesmo eu ficar aqui? – Ele perguntou, ficando na mesma posição do que eu, com o rosto nivelado com o meu.
- Se perguntar mais uma vez, te mando para o sofá. – Falei séria e ele riu fracamente.
- Você continua brava, né?! – Ele levou uma mão para minha cintura e ri fracamente.
- Isso está no gene, querido. – Virei de costas para ele, ouvindo sua risada abafada. – Sua filha vai ser assim também.
- Pior, aposto! O que é bom, vai afastar namorados dela por quase 40 anos. – Rimos juntos e senti seu corpo se aproximar do meu.
- Ai, Gigi, fica quieto. Você tem 41 anos, seu pai tem quanto?
- Faz 72 esse ano. – Falei. – E antes que você diga, sim, ele se mete na minha vida amorosa até agora. – Ele me abraçou pela cintura, encaixando seu corpo no meu.
- Beh, mas sua vida, amore, a nossa vida... – Ele riu fracamente.
- É, é complicada, eu sei, mas mesmo assim. – Apoiei minha mão em cima da dele. – Da mesma forma que foi difícil pedir para você me esperar durante todos esses anos, era difícil falar para eles que eu tinha um plano de ficar contigo.
- Está ok, Gigi, deixa tudo isso no passado. – Mexi meu corpo, ajeitando meu corpo do seu, ouvindo seu suspiro. – Agora temos um ao outro, temos quatro crianças para cuidar...
- Cinco.
- Cinco crianças para cuidar, uma nova temporada, dores de cabeça... – Suspirei.
- Mas agora eu vou estar do seu lado, sempre e para sempre. – Sorri, sentindo-o dar um beijo na dobra do meu pescoço, me fazendo rir fracamente.
- Vamos cuidar um do outro, Gigi. – Falei baixo. – Sem depender de mais ninguém.
- Somos só nós dois, . Só nós dois agora. – Ele me apertou mais firme. – Não tem nada e nem ninguém que vai me afastar de você. Seja para um almoço ou para algo mais sério. – Sorri. – Confia em mim?
- Sim, Gigi, eu confio. – Suspirei. – Sempre confiei.
- Mas agora é diferente. – Falei.
- Eu sei. – Apertei sua mão. – A gente falou sobre esses momentos por anos, agora eles estão aqui e vamos aproveitar.
- Só falta uma coisa para tudo ficar perfeito...
- O quê? – Perguntei.
- Você me beijar. – Rimos juntos.
- Calma, apressadinho. Relaxa! – Ele riu, me fazendo sorrir.
- Já pensou sobre amanhã? – Ele perguntou.
- Você realmente quer que eu vá para Trieste?
- Ah, , foi um momento importante da nossa vida. A Sienna podia chamar Trieste que faria um sentido enorme! - Ri fracamente.
- Claro, seria ótimo para contar o motivo do nome daqui alguns anos. – Ele riu fracamente.
- Beh, pode ser quando ela fizer 18 anos... – Sorri.
- Que horas é o jogo mesmo? – Perguntei.
- 20:30, vamos sair as quatro. – Ele disse e suspirei.
- Ok, eu vou pensar, se a Manu não tiver nenhum compromisso e puder ficar com a Sienna, eu vou, mas você precisa prometer que não vai fazer piadinhas sobre isso.
- Ah, , isso é impossível! – Ele disse, me fazendo rir. – Além do mais, a Manu só tem compromissos com o Paulo e o Fede, e ambos vão estar conosco. – Ri fracamente.
- É, talvez esse seja o compromisso dela.
- Quando ela transar com o Fede no vestiário de Trieste, a gente deixa ela escolher, por enquanto, não! – Ri fracamente.
- Você é tonto! – Falei.
- Tonto não, vivo de memórias! – Neguei com a cabeça. – Se lembra desse dia?
- Lembro sim... De tudo! – Suspirei. – Da viagem, do pré-jogo, do jogo em si, da invasão de campo, da festa no vestiário e de como tudo acabou...
- Foi perfeito!
- Seria se você não tivesse a Alena na época, erramos, Gigi, a gente não pode negar.
- Não nego, mas é o que eu sempre te falei: estar contigo era quase como ter um passe livre, eu me sentia bem, só isso... – Sorri.
- E eu nunca resisti a você. – Ele riu fracamente.
- Agora temos um ao outro, . Ninguém mais vai nos atrapalhar, eu te prometo.
- Espero que esteja certo, Gigi. Porque eu cansei de lutar. – Fechei os olhos.
- Não precisa mais lutar, amore. Eu estou aqui. – Seus braços me apertaram mais e suspirei, deixando o sono me vencer.
- E então... – estava na frente da porta quando desci do ônibus.
- E então... – Falei rindo e ela negou com a cabeça. – Não sente o cheiro? – Perguntei, passando o braço em seus ombros e puxei-a para perto de mim.
- Perfume masculino? – Ela virou o rosto para mim, segurando minha mão e ri fracamente, seguindo com ela para dentro do estádio Nereo Rocco.
- De lembranças! – Falei, ouvindo-a suspirar e caminhamos entre as pessoas pelos corredores do estádio.
- Claro! Sete anos de lembranças. – Ela negou com a cabeça.
- Você está tirando sarro de mim, ! – Ela gargalhou, negando com a cabeça.
- Ah, desculpa, Gigi, mas eu só estou achando engraçado a sua empolgação por hoje.
- Eu estou adorando estar aqui, amore! Foi aqui que nossa montanha-russa recomeçou. – Ela tirou meu braço de seu ombro para entrar no vestiário à minha frente.
- Ah, e recomeçou mesmo! – Ela disse rindo e suspirei ao ver o vestiário diferente, não tinha mais o teto rebaixado, nem mais aquele tom avermelhado e agora tinha uma ventilação apropriada.
- Ah, mudou! – Falei e suspirou.
- Eles reformaram em 2018. – Ela disse e virei para ela.
- Você sabia...
- Sim, sabia... – Ela disse, dando uma olhada para cima. – É por isso que chamam de memórias, Gigi.
- O que estão falando? – Tek perguntou e ao seu lado, colocando minha mochila no meu espaço.
- Eu e Gigi temos memórias nesse lugar, lá em 2012.
- E QUE MEMÓRIAS, HEIN?! – Chiello gritou e ri fracamente.
- Ah, cala a boca, Chiello. – disse e ri fracamente.
- Tinha esperança de usar essas memórias para reconquistá-la, mas... – Falei baixo para Tek que riu fracamente.
- Ai, você é bobo. – Ela disse.
- Cara, se você conseguir usar aquelas memórias para reconquistá-la, vocês já estarão bem avançados. – Leo disse me fazendo rir.
- Ok, eu estou perdido. – Paulo disse.
- Você é o mais fofoqueiro de todos, nem vem! – disse, indicando-o e ri fracamente.
- Vamos só dizer que...
- Leo, não! – falou firme.
- O quê? Não vou dizer nada, só ia falar que fechamos o primeiro scudetto de oito nesse estádio! – Ele disse, dando de ombros.
- É isso? – Paulo perguntou.
- É, é isso! – disse firme.
- E o Gigi e a transaram naquele banheiro, MAS É SÓ ISSO!
- AI, LEONARDO! – aproximou do mesmo, dando dois tapas em seus braços.
- AI! AI! AI! – Ele reclamou e gargalhei.
- Vocês eram um perigo, hein?! – Fede disse com um sorriso pretensioso e neguei com a cabeça, puxando a blusa para cima.
- Éramos jovens! – Falei.
- Eu ainda sou... – disse, arqueando as sobrancelhas para mim e sorri, retribuindo o gesto.
- Ah é?! – Perguntei e ela deu de ombros.
- Você já passou dos 40, eu tenho dois anos e pouco para chegar lá ainda. – Ri fracamente.
- Não me dê ideias, ! O lugar mudou, mas parece que tem mais espaço agora. – Falei e ela riu fracamente.
- Isso que ela é presidente do time. – Pavel falou e se virou para porta.
- Beh, não é culpa minha se eu não tenho vida privada. – Ela disse. – E eu posto frequentemente no meu Instagram. – O pessoal riu junto.
- Está tudo bem, chefa! Ninguém te julga, aposto que não é a primeira e nem última pessoa que transa no vestiário de um estádio. – Chiello disse e meu olhar e o dele foram para Leo que arregalou os olhos.
- Eu estou quieto no meu canto! – O pessoal riu.
- Eu não sei disso. – disse baixo.
- Depois te conto melhor! – Falei e ela assentiu com a cabeça.
- Beh, eu vou deixar vocês se prepararem para o jogo, gente. Acho que o Sarri já ouviu besteira o suficiente para um dia só. – O técnico riu fracamente.
- Estou achando incrivelmente interessante, se quer saber! – Ele disse rindo. – Isso que eu só estou pegando pedaços.
- Eu estou aqui desde 2011, imagine quantos pedaços eu já não peguei. – Filippi disse e sorri.
- Em partes, você é nosso cupido, Claudio! – disse.
- Viu?! Imagina quantos pedaços eu já não peguei. – Ele repetiu, nos fazendo rir fracamente.
- Enfim, eu vou subir. – disse, se aproximando de mim. – Veja se não fale mais do que deve. – Ela sussurrou, se aproximando de mim.
- Eu tento, mas eles me provocam. – Falei no mesmo tom e ela riu fracamente.
- Controle-se, por favor. Minha vida já é uma enciclopédia aberta. – Sorri.
- Vou tentar. – Falei e ela apoiou a mão em meu ombro.
- E tente não fazer mais memórias com ninguém aqui, isso é para ser só nosso. – Alarguei meu sorriso e ela riu fracamente. – Ou nossa próxima filha não vai se chamar Trieste. – Rimos juntos.
- Pode deixar, amore. Só nosso. – Falei, olhando em seus olhos e adorava quando ela usa salto, compensa nossa altura.
- Bom jogo, ok?! – Ela disse e confirmei com a cabeça.
- Eu serei banco. – Falei e ela ponderou com a cabeça.
- Que droga! Vai ter mais tempo para ficar remoendo isso...
- Isso o qu... – Ela colou os lábios nos meus em um curto selinho antes de se afastar, me deixando com cara de bobo e os lábios entreabertos. – Você é má!
- Criando novas lembranças! – Ela disse se afastando e neguei com a cabeça.
- Você é má! – Repeti e ela dei de ombros, dando de costas.
- Bom jogo, ragazzi! – Ela falou mais alto, seguindo para fora do vestiário com Pavel e Fabio, demorou cerca de três segundos para o pessoal gargalhar.
- Vai, ri mesmo! – Falei, sentando em meu espaço. – Ela vai me enlouquecer!
- Não que seja alguma novidade. – Mario disse e suspirei.
- Isso é fodido demais! – Falei e eles riram.
- Ao menos vemos que vocês avançaram um passo. – Paulo disse e suspirei.
- É, um pequeno passo. – Falei, negando com a cabeça.
- Não querendo ser inconveniente, mas já sendo, sobre o que o Leo disse... – Fede disse.
- Sim, transamos nesse vestiário em 2012 logo que ganhamos o primeiro scudetto. – Falei entediado.
- Muita coisa mudou desde então, hein?! – Fede disse e ri fracamente.
- Cabelos brancos e rugas, mas ainda estamos aqui, não? – Dei de ombros e eles riram.
- Dai, Gigione! – Pinso gritou, me fazendo sorrir.
- Eu vou conquistar essa mulher, gente! Nem que seja a última coisa que eu faça. – Falei e eles sorriram.
- E quando isso acontecer, festa! – Leo disse animado, me fazendo rir.
- É, mas vamos voltar algumas coisas antes. – Falei.
- A começar pelo jogo. – Sarri disse.
- Exato! – Falei e o pessoal riu.
Ok, eu tinha mais esperanças ao vir para cá, que o local estivesse como da última vez, apesar de não ser nada romântico, mas realmente não pensava que fosse me torturar desse jeito! Pode não parecer nada, mas um selinho dessa mulher fazia grandes estragos. Eu sei, já passei muito por isso e eu derreto toda vez.
Ao menos são esses selinhos que me fazem manter a esperanças. Preciso trabalhar um pouco mais firme para agilizar esse processo. Talvez alguns encontros, principalmente longe desse pessoal. Precisa ser só eu e ela. Precisava planejar alguns desses depois do batizado.
Capitolo centotreintacinque
- Quem está de vestidão? Pronta para ser batizada? – Ouvi a voz de Manu falar em seu tom brincalhão e segui para dentro do quarto da mesma. – Quem está lindona com esse vestido? – Ouvi a risada de Sienna e o barulho de meus saltos fizeram Manu virar para trás. – Uau!
- O que acha? – Dei uma volta ao redor do corpo, mexendo em meu cabelo.
- Achei que você só tivesse roupas pretas e brancas no seu armário! – Ri fracamente, me aproximando do berço, vendo Sienna linda com o vestido branco rendado para o batizado, além da touca em sua cabeça.
- Achei que um rosa claro daria um tom mais alegre para a situação. – Acariciei a barriga de Sienna, ouvindo-a gemer e sorri.
- Você está linda, ! O que não é novidade! – Ri fracamente.
- Você também, amore! Ainda me assusto quando percebo que você não é mais aquela jovem de cabelos azuis. – Passei o braço em sua cintura, abraçando-a. – Você é uma linda mulher, Manu! – Passei a mão em seus cabelos pretos, jogando-o para o lado. – Você pode ter alguns problemas no departamento homens, mas você pode fazê-los comer na sua mão se quiser. – Ela sorriu.
- Grazie, chefa! – Ela disse.
- Onde estão minhas meninas? – Virei o rosto para a porta, vendo Gigi entrando na mesma de calça social azul escura, camisa social branca por dentro da calça e as mãos arregaçadas, além da gravata igualmente azul e os sapatos pretos. – Uau! Elas estão um arraso! – Ri fracamente.
- Você está lindo, Gigi. – Falei, vendo-o vir em minha direção e me abraçou pela cintura, dando um beijo em minha cabeça.
- Milagre te ver de rosa! – Ele disse.
- Eu disse! – Manu falou e rimos juntos.
- Ao menos você preenche a cota de usar branco ou preto. – Ele disse, cumprimentando-a e olhei para Sienna no berço. – E ela? Ah, como ela está fofa! – Ele disse e peguei Sienna no berço.
- Olha para mim, papá! – Falei com o tom infantil, apoiando-a em meu peito e suas mãozinhas foram para perto do meu pescoço. – Olha como eu estou linda. – Ajeitei a cauda do vestido dela e a sentei em meu braço.
- Está linda, mia bambolina! – Ele deu um beijo em sua bochecha, fazendo-a dar um gemido e uma mão foi para o rosto de Gigi.
- Cadê os meninos? – Perguntei.
- Foram com meus pais, Leo vem só mais tarde. – Bufei, revirando os olhos.
- Essa mulher me estressa! – Falei, negando com a cabeça. – Por que ela não deixou ele vir?
- Ela tem compromisso agora cedo. – Gigi disse.
- Ah, e faz muita diferença ela trazê-lo mais tarde? Ah, ela é um inferno! – Falei e ele deixou um beijo em minha cabeça.
- Está tudo bem, amore. Uma criança de três anos e meio em um batizado não é exatamente o mais indicado. – Ele disse.
- É uma celebração de 20 minutos, Gigi! – Falei.
- Que precisamos ir, por sinal! – Manu disse.
- É, não quero me atrasar e, quanto mais rápido for, menos atenção a gente chama. – Ele assentiu com a cabeça. – E sua família?
- Foram direto para a igreja, falei que ia pegar vocês. – Ele disse e assenti com a cabeça.
- Ótimo! – Sorri. – Pega a bolsa da Sienna, por favor. – Indiquei-a e segui para fora do quarto dela, pegando minha bolsa na cama e segui a passos largos pelo corredor, vendo Sienna olhar minha pulseira que dividia com Gigi.
- A gente precisa dar uma para ela. – Gigi disse atrás de mim e ouvi meus sapatos nos degraus. – Ele está ajudando a gente. – Ele passou a mão em seu peito e imaginei que sua correntinha está escondida embaixo da roupa.
- Você está muito bonito, Gigi! – Falei rindo e ele sorriu.
- Você também, meu amor! – Sorri, chegando ao térreo e vi Martha lá embaixo.
- Tem certeza de que não quer ir conosco, Martha? – Perguntei.
- Tenho sim, senhora. Eu fico cuidando do buffet e da organização. – Ela disse. – Assim vocês não precisam se preocupar. – Assenti com a cabeça.
- Olha como eu estou linda, titia Martha! – Gigi disse e Martha sorriu.
- Está uma linda! – Ela disse, acariciando a bochecha de Sienna.
- Nós logo estamos de volta. – Falei.
- Não se preocupe. – Ela disse, assentindo com a cabeça e virei meu corpo para a porta, vendo Gigi segurando-a.
- Vamos?
- Vamos sim! – Acenei mais uma vez para Martha antes de seguir para fora de casa, ouvindo Gigi fechar a porta logo atrás de mim.
Atravessei para fora do portão de casa e vi Manu do lado de fora, com a porta do passageiro aberta. Coloquei Sienna na cadeirinha do carro de Gigi, tendo um pouco de dificuldade em fechar o cinto com aquela quantidade de tecido da cauda. Ela mexeu na touquinha em sua cabeça e ri fracamente, abaixando suas mãos.
- Consegue evitar que ela tire? – Pedi para Manu que riu.
- Pode deixar, chefa! – Ela disse e ri fracamente, fechando a porta e fui para o banco do carona e entrei, puxando a porta. Apoiei a bolsa em meu colo e puxei o cinto de segurança.
- Vamos? – Gigi perguntou e assenti com a cabeça, vendo-o abaixar os óculos de sol e sorrir para mim.
Neguei com a cabeça e deixei-o guiar o carro em direção à igreja de San Giacomo, cerca de oito a 10 minutos de casa, aqui em Vinovo mesmo. Igreja que eu tentava frequentar semanalmente, apesar da vida corrida. Esperava que a falta de anúncio e os poucos convidados evitassem fotos inconvenientes nas redes sociais ou nas revistas amanhã.
Durante o caminho, ouvi Manu falando diversas vezes para Sienna não tirar a touquinha, ao menos estava distraindo-a de tirar os sapatos. Assim que chegamos, vi a família de Gigi e a minha interagindo. Realmente só faltava a atração principal da festa.
- Eles chegaram! – Ouvi Giulia falar e abri a porta assim que Gigi estacionou.
- Ciao, ragazzi.
- Ciao! – Ouvi o coro e abri a porta do carona, soltando Sienna e peguei-a em meu colo, ouvindo-a resmungar e vi Giulia se aproximar.
- Como está minha afilhada linda? – Giulia disse e virei Sienna para ela. – Minha lindona! – Ela disse, dando um beijo na testa de Sienna, limpando depois a marca de batom rosado.
- Oi... – Virei para Pietro e sorri ao vê-lo todo arrumado similar à Gigi, fazendo a roupa social esconder boa parte de suas tatuagens.
- Ah, como você está lindo! – Abracei-o de lado, vendo-o sorrir.
- Posso? – Ele indicou e esticou as mãos para Sienna. – Vem com o padrinho! – Ele disse fofo e Sienna foi facilmente para seu colo.
- ! – Sorri para os familiares de Gigi, cumprimentando suas irmãs, depois seus pais, deixando Lou e Dado por último.
- Ciao, ciao! – Acenei rapidamente para os sobrinhos de Gigi e voltei para minha família, abraçando Gio e Fabrizio rapidamente.
- Você está linda, filha! – Fabrizio disse e sorri, sentindo um beijo em minha cabeça.
- ! – Gianni falou animado e dei um beijo em seus cabelos platinados e passei a mão em sua gravata, achando meus gêmeos incrivelmente lindos.
- Vocês estão maravilhosos. – Falei e eles sorriram.
- Grazie! – Gianni disse sorrindo.
- Treze! – Abracei-o de lado e dei um beijo em Kawan que estava em seu lado.
- Neninha! – Ele disse animado e sorri.
- Meu amor! – Falei e ele sorriu, mostrando seus dentinhos brancos. – Vamos entrar, então? – Falei e todos assentiram com a cabeça.
Giulia e Pietro seguiram à frente e Gigi estendeu a mão para mim e sorri, segurando-a e andando com ele para dentro da igreja. A igreja não era tão grande, mas fiquei feliz por ela continuar vazia quando entramos. Pena que não podia fechar as portas. Uma ajudante que acendia as velas veio em nossa direção enquanto nossos familiares se ajeitavam nos bancos.
- Olá, tudo bem? – Ela sorriu e estendi a mão, apertando-a e Gigi fez o mesmo.
- É um prazer ter a realeza de Vinovo em nossa igreja. – Ri fracamente.
- Que isso. – Sorri.
- O padre é juventino, ele está incrivelmente feliz! – Sorri.
- Quem sabe ele não faça um casamento em breve? – Gigi deu um beijo em minha cabeça e revirei os olhos.
- Ele sabe que não somos um casal, Gigi. – Falei. – Precisei ser honesta ao menos com o Homem Lá de Cima. – Ele riu fracamente.
- Dá para sonhar, né?! – Revirei os olhos, ouvindo a mulher rir.
- E essa é a Sienna? – Ela sorriu, fazendo carinho na barriga de Sienna e sorri. – O padre logo estará aqui, podem ficar à vontade.
- Obrigada. – Sorri, vendo-a assentir com a cabeça e virei o rosto para trás, vendo Barza e Ada entrarem na igreja, Ada inclusive com uma barriga já relevante. – Com licença. – Falei e puxei Gigi pela mão.
- Olha quem veio! – Ele disse e o casal atravessou o corredor central da igreja, vindo em nossa direção.
- Esse Barzaglione todo no estilo homem aposentado! – Falei e ele riu fracamente antes de me abraçar.
- Ah, que saudade que eu estava! – Ele disse, me fazendo rir e apertei fortemente suas costas.
- Nem fala! É tão estranho não te ver lá. – Falei e trocamos de lado, abracei-a fortemente.
- Eu só preciso de mais umas férias, logo eu volto! – Barza disse e levei as mãos na barriga de Ada.
- Você está linda! – Falei e ela riu fracamente. – De quanto tempo você está?
- 18 semanas. – Ela disse rindo.
- Olha você! Com 18 semanas eu nem tinha barriga! – Falei e eles riram juntos.
- Querem saber a novidade? – Barza disse e Ada mordeu o lábio inferior.
- O quê? – Franzi a testa.
- São gêmeos! – Abri a boca surpresa.
- Mentira! – Falei animada, evitando um gritinho e abracei-a apertado.
- Sim! Minha mãe é gêmea, bem que dizem que pula uma geração...
- Tirei a sorte grande! – Barza disse e ri fracamente.
- E estava indeciso se queria um. – Falei.
- É um pai babão! – Ada disse. – Já temos o enxoval inteiro por causa dele. – Sorri.
- Ah, Barzaglione. – Abracei-o novamente.
- Já sabem os sexos?
- Ainda não, eles estão se escondendo! – Barza disse.
- Barza! Barza! Barza! – Manu falou animada, abraçando-o fortemente.
- Ah, minha princesa aqui! – Barza disse.
- A Ada vai ficar com ciúmes, Barza. – Manu disse e rimos juntos.
- Não se preocupe, sei que é inofensivo. – Ada sorriu.
- Então, ouvi gêmeos? – Manu falou animada.
- Sim! – Barza disse rindo.
- Ah, estou tão feliz por vocês! – Manu falou animada. – Eles vão ser lindos. – Manu suspirou, fazendo um pequeno bico.
- Hum, Manu... – Gigi disse.
- Oi? – Ela virou para ele.
- Seu convidado chegou. – Virei o rosto para a porta, vendo Fede entrando de fininho no local com uma roupa social igual à dos homens, mas sem gravata e com o paletó por cima.
- O que ele está fazendo aqui? – Manu perguntou surpresa.
- Aposto que veio te ver. – Gigi disse e empurrou-a levemente para ela andar pela igreja.
- Perdi alguma coisa? – Barza perguntou.
- Ainda não. – Falei e ele riu fracamente.
- Com licença... – Virei o rosto para trás, vendo o padre se aproximar.
- Padre Valter. – Falei, cumprimentando-o e ele sorriu.
- É sempre um prazer ter jogadores da Juventus na minha casa, agora ter jogadores e a presidente, é um grande feito. – Rimos juntos.
- O prazer é nosso, Padre. – Falei e ele sorriu.
- Todos já estão presentes? – Ele perguntou.
- Sim, convidamos somente nossos familiares. – Gigi disse.
- Nossa situação ainda é um segredo, e gostaríamos de manter nossa filha longe dessa bagunça até...
- Até ela me aceitar de volta. – Gigi disse e ri fracamente.
- Depois fala que não tem nada a ver com a provocação do pessoal. – Falei e ele deu de ombros.
- Não tenho culpa se sou apaixonado por você, meu amor. – Neguei com a cabeça.
- E cadê a Sienna, certo?
- Ela está aqui com os padrinhos. – Indiquei Giulia e Pietro que conversavam com as irmãs de Gigi. – Giulia. – Chamei-a, vendo-a se virar. – Padre Valter, essa é Giulia e Pietro Vitale, meus irmãos de criação, eles são os padrinhos de Sienna. – Senti a mão de Gigi na base da minha cintura. – Além de Veronica e Guendalina Buffon, irmãs de Gigi.
- É um prazer conhecê-los. – O padre cumprimentou cada um. – E essa linda é a Sienna! – Ele acariciou sua bochecha. – Ainda bem que ela puxou sua beleza, . – Ri fracamente. – Mas ela tem olhos poderosos como o pai.
- É o que a denuncia como filha dele. – Falei e eles riram.
- Beh, vamos começar? – Ele disse e assenti com a cabeça. – Quero os pais e os padrinhos em um semicírculo próximo ao altar. – Ele disse.
- Vamos lá. – Gigi disse e virei o rosto rapidamente, acenando para Ada e Barza e vi Manu e Fede se acomodarem no primeiro banco livre após os familiares e sorri.
- Vamos começar. – Ouvi Guendy sussurrar para seus pais e todos do lado de Gigi se ajeitaram também, deixando a família de Gigi nos bancos à esquerda do altar e a minha à direita.
Me aproximei com Gigi, Giulia e Pietro do altar e fizemos o semicírculo como o padre pediu. Gigi me abraçou pela cintura e suspirei. Giulia ajeitou Sienna em seu colo que parecia estar mais agitada. Pietro fazia gracinhas com ela, fazendo-a soltar alguns gemidos e resmungos, me fazendo sorrir.
- Aqui para vocês. – A moça que falou conosco antes entregou a vela para Pietro e o livro de acompanhamento para mim e Gigi. – Vamos começar.
- Como ela está? – Perguntei para Giulia.
- Agitada, como sempre! – Sorri, olhando rapidamente para trás, sorrindo para nossos poucos convidados.
- Irmãos e irmãs, estamos reunidos para celebrar a presença de Jesus entre nós. Na missa, recordamos a paixão, morte e ressurreição de nosso redentor. Na Eucaristia e na Palavra, nos encontramos com Ele, nossa paz e nossa vida. Hoje, temos também a alegria de acolher pais e padrinhos da criança que receberá o sacramento do batismo. Iniciemos nosso encontro com Jesus e com sua Igreja. – Ela disse e o padre se aproximou de nós novamente, um degrau acima.
- Bem-vindos, amigos. – Ele disse. – Iniciemos essa celebração em nome do Pai, Filho e Espírito Santo... – Ele disse e fiz o sinal da cruz no peito, sentindo Gigi afastar a mão de mim para fazer o mesmo. – Chegou o grande dia de celebrar o batismo de Sienna Buffon... – Gigi deu o braço para mim e apoiei a mão na dobra. – Com muita alegria recebemos cada um de vocês. Somos a Igreja, a família de Deus que receberá mais filhos neste dia. – Assenti com a cabeça, ouvindo os resmungos de Sienna. – Queridos pai e mãe, o que pedem à Igreja de Deus para seus filhos e filhas?
- O batismo. – Eu e Gigi respondemos juntos.
- Pelo Batismo, esta criança vai fazer parte da Igreja. Vocês querem ajudá-la a crescer na fé, observando os mandamentos e vivendo na comunidade dos seguidores de Jesus?
- Sim, queremos! – Eu e Gigi falamos.
- Padrinho e madrinha, vocês estão dispostos a colaborar com os pais em sua missão?
- Sim, estamos! – Giulia e Pietro falaram juntos.
- E todos vocês, queridos irmãos e irmãs aqui reunidos, querem ser uma comunidade de fé e amor para estas crianças?
- Sim, queremos! – O restante dos convidados respondeu e vi Manu à nossa volta, tirando fotos.
- Nosso sinal é a cruz de Cristo. Por isso vamos marcar esta criança com o sinal do Cristo Salvador. Assim, nós os acolhemos na comunidade cristã. – O padre fez o sinal da cruz na cabeça de Sienna, depois Giulia e Pietro repetiram a ação e, por último, eu e Gigi, fazendo-a rir quando virou para nós, me fazendo sorrir. – Vamos estender a mão para Sienna, e pedir por ela, que seu caminho em nossa igreja seja cheio de amor.
Suspirei, ficando em silêncio e fiz uma rápida reza. Sienna tinha tudo o que foi tirado de mim com somente oito anos, então pedir só para ela trilhar os caminhos certos já era o suficiente para mim. Ela precisa ser consciente de seus atos e fazer as escolhas que quiser, quando chegar a hora. Agora só quero que ela seja feliz.
- Deus da vida e do amor, vós enviastes vosso filho Jesus ao mundo para nos libertar do pecado e da morte. Afastai desta criança todo o mal e ajudai-as a combater o bom combate. Como templo vivo do Espírito Santo, manifestem as maravilhas do vosso amor. Por Cristo, nosso Senhor.
- Amém! – Falamos juntos.
A mulher voltou novamente e o padre abençoou em um tom mais baixo o óleo usado. Além de pedir para que Deus conceda força, sabedoria e virtudes divinas para que ela siga o Evangelho de Jesus e se torne generosas e alegres por terem renascido no batismo.
- Vamos nos aproximar da Pia Bastimal agora. – O padre disse e seguiu um pouco à direita do altar, onde está a pia e fomos com ele. – Meus irmãos e minhas irmãs, sabemos que Deus quis servir-se da água para dar sua vida aos que creem. Unamos nossos corações, suplicando ao Senhor que derrame sua graça sobre os seus escolhidos... – Ele fez uma breve pausa. – Ó Deus, pelos sinais visíveis dos sacramentos realizais maravilhas invisíveis. Ao longo da história da salvação Vós vos servistes da água para fazer-nos conhecer a graça do batismo. Já na origem do mundo Vosso Espírito pairava sobre as águas para que elas concebessem a fora de santificar.
"Nas águas do dilúvio, prefigurastes o nascimento da nova humanidade, de modo que a mesma água sepultasse os vícios e fizesse nascer a santidade. Concedestes aos filhos de Abraão atravessar o mar vermelho a pé enxuto para que, livres da escravidão, prefigurassem o povo nascido na água do batismo. Vosso filho, ao ser batizado nas águas do Jordão, foi ungido pelo Espírito Santo. Pendente da cruz, do seu coração aberto pela lança, fez correr sangue e água. Após sua ressurreição, ordenou aos apóstolos: ‘Ide, fazei todos os povos discípulos meus batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo’. Olhai agora, ó Pai, a vossa Igreja e fazei brotar para ela a água do batismo. Que o Espírito Santo dê por esta água a graça de Cristo, a fim de que homem e mulher, criados à vossa imagem, sejam lavados da antiga culpa pelo batismo e renasçam pela água e pelo Espírito Santo para uma vida nova."
- Nós vos pedimos, ó Pai, que por vosso Filho desça sobre esta água a força do Espírito Santo. - Ele tocou na água. – E todos os que, pelo batismo, forem sepultados na morte com Cristo, ressuscitem com ele para a vida. Por Cristo, nosso Senhor.
- Amém. – Falamos juntos.
- Caros pais e padrinhos, o amor de Deus vai infundir nesta criança uma vida nova, nascida da água pelo poder do Espírito Santo. Se vocês estão dispostos a educá-las na fé, renovem agora suas promessas batismais. Para viver na liberdade dos filhos de Deus, vocês renunciam ao pecado?
- Renuncio. – Giulia e Pietro disseram.
- Para viver como irmãos, vocês renunciam a tudo o que causa desunião?
- Renuncio.
- Para seguir Jesus Cristo, vocês renunciam ao demônio, autor e princípio do pecado?
- Renuncio.
- Vocês acreditam em Deus Pai todo-poderoso, criador do céu e da terra?
- Creio. – Eles continuaram.
- Vocês acreditam em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, que nasceu da Virgem Maria, padeceu e foi sepultado, ressuscitou dos mortos e subiu ao céu?
- Creio.
- Vocês acreditam no Espírito Santo, Senhor e fonte de vida?
- Creio.
- Vocês acreditam na santa Igreja católica, na comunhão dos santos, na remissão dos pecados, na ressurreição dos mortos e na vida eterna?
- Creio.
- Esta é a nossa fé, que da Igreja recebemos e sinceramente professamos, razão de nossa alegria em Cristo nosso Senhor.
- Amém. – Falamos juntos e sorri ao ver Sienna se aconchegando no colo de Giulia e ri fracamente.
- Caros pais, vocês querem que Sienna seja batizada na fé da Igreja que acabamos de professar?
- Sim! – Eu e Gigi falamos e o padre indicou para Giulia aproximar Sienna da Pia e tirei a touquinha da cabeça de Sienna antes de Giulia inclinar Sienna mais perto da Pia, fazendo nossa filha se assustar com o movimento.
- Então, Sienna, eu te batizo em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. – Ele disse, jogando um pouco de água na cabeça de Sienna, fazendo o choro dela ficar em evidência pela igreja e sorri, pressionando os lábios.
- Amém. – Falamos juntos e Gigi pressionou os lábios em minha cabeça.
- Pronto! Pronto! – Pietro disse, passando de leve a toalhinha na cabeça de Sienna e fez careta para ela, tentando parar o choro.
- Oh, meu amor. – Giulia a abraçou próximo ao seu peito e ela se aconchegou.
- Queridas crianças, pelo batismo, Deus Pai as libertou do pecado e vocês renasceram pela água e pelo Espírito Santo. Agora fazem parte do povo de Deus. Que Ele as consagre com o óleo Santo para que, inseridas em Cristo, sacerdote, profeta e rei, continuem o seu povo até a vida eterna.
- Amém! – Respondemos juntos.
- Quem é a minha linda que acabou de ser batizada? – Gianni brincava com Sienna no colo de e sorri para o padre.
- Obrigada, Padre. – Falei, cumprimentando-o.
- O prazer é meu, filho. – Sorri. – Nos vemos em breve.
- Espero que sim! – Sorri e ele assentiu com a cabeça. Dei uma olhada em volta e vi pedir licença para minha mãe e vir em minha direção, mordiscando o lábio inferior.
- Grazie. – Ela disse, segurando minhas mãos e franzi o rosto.
- Por quê? – Perguntei, dando um beijo em sua bochecha.
- Por ser um cara incrível, por entender meus motivos, por me fazer desistir de escondê-la e por estar aqui comigo hoje. – Sorri, soltando uma mão e abracei-a fortemente.
- Nós vamos ser uma família, ! – Acariciei sua nuca. – Uma família diferente do convencional, mas ainda sim uma família.
- Nunca fui muito tradicional, sabia? – Ela sorriu e me contive em colar nossos lábios ali.
- Scusi? – Virei o rosto, vendo Fede com Manu.
- Fede! – disse, soltando minha mão e se virando para ele, abraçando-o. – Você veio!
- Desculpa ser penetra na festa de vocês. – Ele disse e abracei-o quando o soltou.
- Relaxa, Sienna adorou que você veio! – Falei, olhando Manu atrás dele e ela pressionou os lábios, suas bochechas vermelhas com isso.
- Beh, eu não tinha muito o que fazer. – Rimos juntos.
- Fico feliz por ter visto. Te encontramos em casa depois?
- Sim, sim! Eu logo vou também. – Sorrimos.
- Até mais tarde! – disse e ele sorriu, se afastando de nós.
- Nós vamos dar uma passada em casa... – Giovanna se aproximou. – Vamos assim que possível.
- Claro! Preciso me trocar também! – disse, abraçando sua mãe e depois Fabrizio.
- Eu já estou com fome! – Dado disse.
- Filho! – O repreendi e rimos juntos.
- Desculpa! – Ele fez uma careta.
- Está tudo bem, Gigi! – disse, abraçando Dado. – Vocês estão muito lindos, sabia? – Ela estalou um beijo na bochecha dele e depois de Lou.
- A gente precisa ficar bonito para nossa irmãzinha.
- Ah, que amor! – Giovanna disse e rimos juntos.
- Meninos, essa é Giovanna, minha mãe, e esse é Fabrizio, meu pai. – se apresentou.
- De verdade? – Lou perguntou.
- Beh, é complicado. – disse. – Mas eles possuem o posto atual. – Sorri, vendo que Giovanna tinha um sorriso fofo nos lábios.
- Então, você é nossa vódrasta? Ou algo assim? – Dado disse.
- Hum, se ela é sua vódrasta, eu sou o quê? – disse.
- Nossa madrasta, é claro! – Lou deu de ombros. – Você pode estar dificultando as coisas para o papai, mas vocês vão ficar juntos. Só estamos adiantando algo óbvio. – ergueu o olhar para mim surpresa.
- Você ouviu isso?
- É claro! – Passei as mãos nos cabelos de Lou. – Os ensinei direitinho. – Ela abriu um largo sorriso.
- Deixa eu falar com eles. – Guendy se aproximou de nós. – Nós já vamos.
- Tem certeza de que não podem ficar? – perguntou. – Vocês não vão chegar em Forte antes das quatro da tarde.
- A gente sabe, mas precisamos, o Enzo e a Pia ficaram cuidando do hotel, precisamos rendê-los. – Ela disse, abraçando que suspirou.
- Mas a mãe e o pai vão ficar aqui. – Veronica disse, me abraçando. – Cuida deles.
- Pode deixar, eles vão ficar em casa...
- E tem espaço em casa! – falou rapidamente.
- Vocês já vão ter bastantes convidados. – Minha mãe disse.
- Beh, tem espaço no meu quarto. – Manu disse próxima e rimos juntos.
- Também! – Sorri e eu e trocamos de irmãs. – Me mantenha informado, ok?! Se pararem, qualquer coisa.
- Pode deixar, maninho. – Guendy disse. – A gente deve fazer uma ou duas paradas por causa das crianças, mas logo chegamos. – Cumprimentei Marco, abraçando-o e deu dois rápidos beijos em Stefano.
- Obrigada por terem vindo.
- Claro! Somos família agora. – Guendy disse.
- Você está guardando isso há quanto tempo? – Falei e rimos juntos.
- Beh, estou amando minha nova irmãzinha! – Guendy abraçou de lado. – A irmãzinha certa agora. – Ela e se olharam e sorri.
- Agora aguenta, hein, cunhado? – Stefano disse, dando dois tapas em meus ombros e ri fracamente.
- E cuida bem da minha sobrinha! – Guendy disse, sorrindo para Sienna que parecia curiosa no colo de Pietro.
- Nossa sobrinha! – Gianni disse e rimos juntos.
- Beh, três Buffon, quatro Vitale, já dá para fazer uma ótima festa. – Giulia disse e rimos juntos.
- Vamos programar assim que possível! – Veronica disse.
- E a gente? – Lou disse.
- Ei, essa festa não é para crianças. – abraçou-o pelos ombros, estalando um beijo em sua bochecha.
- Beh, foi um prazer, pena que foi muito rápido. – Guendy disse.
- Vamos, eu os acompanho até lá fora. – disse.
- Podemos ir todos. – Chequei o horário no relógio. – Logo o pessoal chega na sua cara, . – Falei.
- Sim, claro! – Olhei para Barza que ergueu o polegar.
- A gente vai dar uma passada em casa, logo chegamos lá! – Ele disse um pouco mais alto.
- Combinado! – Falei e mais alguns abraços e cumprimentos, todos seguimos para fora da igreja.
- A gente vai dar uma passada em casa também. – Giovanna disse.
- A gente combinou com o pessoal 12:30. – disse.
- Tem uma hora, mais ou menos. – Falei.
- Beleza, a gente chega antes da bagunça toda! – Giovanna disse.
- Ah, eu chegaria também! Acabamos convidando mais gente que a capacidade, mas tudo bem. – Falei e riu, dando um tapinha em meu ombro.
- Quer deixar ela comigo? – Pietro perguntou, abraçando Sienna e ri fracamente.
- Não, eu vou colocar uma roupinha dela, trocar a fralda... – disse, andando até Sienna e pegando-a no colo, dando um beijo em sua cabeça. – Vem com a mãe.
- Obrigada por terem vindo. – Acenei para minhas irmãs, cunhados e sobrinhos.
- Grazie, Gigi! A gente se vê o mais breve possível. – Guendy disse acenando e fiz o mesmo com .
Minhas irmãs deixaram beijos em Sienna antes de seguir para os dois carros. Acenamos com as mãos e os carros foram os primeiros a sair. Os pais de e Giulia também foram logo atrás e sobrou nós, meus pais, Barza, Ada e Fede.
- Beh, a gente se encontra logo! – Barza disse.
- Beleza, até mais tarde! – Falei e acenei com a cabeça, vendo-os irem até o carro.
- Vamos também! – disse.
- Te encontro em casa. – Manu disse para Fede e eu e nos afastamos, seguindo até o carro.
- Ela está dormindo? – Minha mãe perguntou para .
- Quase! – Ela disse rindo. – Ela vai precisar tirar uma soneca antes da bagunça.
- A gente coloca ela no carrinho. – Falei e confirmou com a cabeça.
- Eu vou pegar as coisas dos meninos em casa e logo chegamos. – Meu pai disse.
- Combinado! – Falei.
- A gente já chega lá! – Dado disse e sorri.
- Até mais! – Falei e entrei no carro. abriu a porta do passageiro para colocar Sienna na cadeirinha.
- Ela está começando a ficar incomodada com a roupa...
- Está quente demais para ficar com essa roupa. – Puxei a gravata. – Não sei como o Fede aguentou naquele paletó.
- Você aguentaria se fosse para ficar bonito para mim. – disse, entrando ao meu lado e sorri.
- É, você está certa. – Dei um beijo em sua bochecha, vendo-a sorrir. – E Manu? – Falei.
- Xi! – Ela disse baixo e olhei pelo espelho, vendo ambos conversando totalmente desajeitados e Manu deu um rápido aceno antes de entrar.
- Podemos ir? – Perguntei, vendo Manu envergonhada.
- Podemos. – Ela disse, afundando o corpo no banco e eu rimos juntos.
Seguimos de volta para a casa de e, logo na entrada da garagem, notamos como os organizadores da festa adiantaram. Tinha mesas montadas até pouco antes de caber o carro de . Sua garagem cabia três carros, além da parte interna ao lado da piscina que deveria caber mais uns seis ou oito, e tudo estava ocupado com mesas decoradas com toalhas rosa claro e dourado, além de um arranjo de mesa com flor e um balão que tinha escrito o nome de nossa filha.
- Ah, está lindo! – disse ao sair do carro e andou pelo local, atravessando o gramado.
- Cuida dela, Manu?
- Claro! – Ela disse e fui atrás de .
Saí do carro apressado e vi que dentro da parte coberta tinha uma mesa montada com as mesmas cores, um bolo de dois andares nos mesmos tons, além de alguns docinhos em forminhas que Manu mesmo havia feito ontem. Do lado coberto também, a mesa de frios já estava servida, coberta com plástico filme e os réchauds fechados. Alguns balões estavam fincados na grama e rodavam até a casa da piscina. Próximo ao campo de futebol, tinha coletes que havia feito da mesma cor para o possível jogo mais tarde.
- Está tudo lindo. – disse e Martha se aproximou.
- Os organizadores foram embora agora pouco, mas os garçons estão finalizando algumas coisas na cozinha.
- Perfeito, tudo ao seu tempo! – disse e Manu se aproximou.
- Olha, meu amor! É para você! – Manu apontou para o local e Sienna esticou as mãos para o balão. – Está tudo lindo.
- Está sim! – suspirou. – Beh, eu preciso colocar uma roupa mais confortável e tirar esses saltos. – Ela disse, esticando as mãos para Sienna. – Vem com a mamãe, amore! – Ela disse e Sienna mudou facilmente para o colo da mãe. – Eu vou nos trocar.
- Tudo bem, eu coordeno as coisas aqui. – Falei e ela sorriu antes de seguir para dentro com Sienna.
- Eu preciso trocar essa roupa também. Eu e branco não combina! – Manu disse e eu e Martha rimos.
- Você está linda, Manu! – Falei e ela sorriu.
- Obrigada, mas eu sou desastrada, o primeiro pedaço de carne suja isso. – Rimos juntas.
- Não esquece de passar bastante protetor solar, hoje o dia vai ser quente! – Martha disse e suspirei.
- recriando seu Villar Perosa, mas as chances de jogarmos só de sunga é grande! – Falei.
- A vista vai ser boa, pelo menos. – Manu disse e rimos juntos.
- A queimada nas costas e não conseguindo dormir, não. – Falei e ela riu fracamente.
- Imagina? Não dormir abraçadinho a ? – Ela me provocou e ouvi a campainha tocar.
- Quem será que é?
- O Fede disse que logo chegava.
- Então é para você! – Sorri e ela bufou antes de seguir para dentro de casa.
- Ela não mudou nada, né?! – Falei para Martha.
- Nenhum pouco. – Rimos juntos.
- GIGI, É PARA VOCÊ! – Ela gritou.
- Deve ser o Leo! – Falei, indicando com a mão e fui para dentro de casa. – Ciao, ciao! – Acenei para os trabalhadores que deram rápidos sorrisos e atravessei a sala.
- PAPAI! – Leo correu em minha direção com a mochila sacudindo em suas costas e abracei-o fortemente, erguendo-o em meu colo.
- Ah, meu amor! – Estalei um beijo em sua bochecha. – Que saudade de você!
- Também senti! – Ele disse, mexendo em minha gravata e abracei-o fortemente, vendo Manu na porta com Ilaria. – Vou pode ficar com você?
- Vai sim! Você vai ficar comigo até o fim de se... – Arregalei os olhos quando Manu deu um tapa no rosto de Ilaria.
- ESTÁ LOUCA?
- Espera aqui, Leo! – Coloquei-o no chão rapidamente e Fede apareceu em minha vista, segurando Manu pela barriga e ela lutava para atingir Ilaria com os braços e pernas.
- Você é uma puttana que não vale nada! – Manu dizia. – Que o Diabo te carregue! Na verdade, nem para o inferno você merece ir! Seu lugar é o limbo e...
- Gigi, você viu isso? – Ilaria reclamou.
- Sim... – Falei surpreso. – Manu!
- Ela impediu você e a de ficar juntos, ELA NÃO VALE NADA! ELA É UMA BRUXA... – Ela se forçou para frente de novo e Fede a puxou para trás. – ME SOLTA! ME SOLTA!
- Manu, o Leo! – Pedi, olhando para trás, vendo-o pegar um morango da mão de Martha que me olhava surpresa.
- Ok, pode soltar! – Manu disse e Fede a soltou, fazendo-a subir seu vestido tomara-que caia e ajeitar os cabelos.
- Você é louca! – Ilaria disse.
- E você apanhou da louca! – Manu disse. – Se você fizer qualquer coisa para atrapalhar meu casal, eu juro que isso vai ser só uma prévia do que eu vou fazer contigo. – Ela ameaçou Ilaria de novo e eu e Fede a seguramos pelos ombros. – Eu estou bem! Pode soltar! – Ela disse, virando de costas e saiu para dentro de casa.
- E você deixa o nosso filho com essa louca? – Ilaria reclamou, com a mão em seu rosto. – Está sangrando! – Ela disse, tirando a mão.
- Deve ter sido o anel. – Fede disse e arregalei os olhos para ele que deu de ombros.
- Ela sabe o que você fez, Ilaria! E eu não posso negar essa reação dela, porque tive muita vontade de fazer o mesmo. – Dei um curto sorriso. – Eu levo o Leo no domingo. – Falei e ela bufou.
- Eu nunca mais volto aqui! – Ela disse antes de seguir para fora e fechei a porta devagar, virando para Fede.
- O que eu perdi? – Perguntei.
- Eu não sei, eu estava chegando e só vi a Manu avançando para cima dela. – Ele riu fracamente. – Motivos ela tem, vai... – Suspirei.
- Sim, só não achei que ela fosse realmente bater em uma mulher quase 30 anos mais velha do que ela. – Falei. – Obrigado por segurá-la para mim, não sei o que mais ela faria.
- De nada, ainda bem que eu estava chegando... – Ele deu dois tapinhas em meus braços. – Mas devo admitir que foi legal! – Ele disse e suspirei.
- É, foi mesmo! – Virei para ele. – Você acha que aguenta isso? – Perguntei e ele deu de ombros.
- A gente sempre gosta das mais difíceis, Gigi. Deve ser algum mal de Carrara. – Rimos juntos e sorri.
- Talvez, Fede. Talvez. – Rimos juntos. – Eu vou lá em cima, a Manu deve estar lá na casinha do fundo.
- Tudo bem, eu espero por aqui. – Ele pegou uma caixa do sofá. – Eu trouxe para Sienna.
- Ah, grazie! – Sorri e Martha se aproximou.
- Eu cuido disso! – Ela disse, pegando a caixa da mão de Fede.
- Cadê a , papai? – Leo perguntou.
- Vem, vamos lá em cima. – Peguei-o no colo. – Fica à vontade, Fede.
- Grazie! – Ele disse e segui com Leo para o segundo andar.
- Então, a Martha te deu um morango?
- Sim, ela deu! – Ele falou com a boca avermelhada e dei um beijo em sua cabeça. – E a Manu me deu um beijo.
- Uh, a Manu te deu um beijo! – Falei rindo e segui em direção ao corredor. – Deixa sua mochila no quarto. – Falei e ele saiu correndo para o local, fazendo a mochila maior que seu corpo sacudir.
- Ei, Gigi! – Vi sair do quarto de Sienna pelo corredor.
- ! – Leo disse.
- Ah, meu amor! – se abaixou para abraçá-lo e dar um beijo em sua bochecha. – Que saudades de você!
- Também tava! – Ele disse e sorriu. se levantou segundos depois e Leo seguiu seu caminho até seu quarto.
- Eu ouvi gritos, está tudo bem? – perguntou, voltando a entrar no quarto de Sienna e a vi deitada de bruços em seu berço, abraçando sua zebrinha.
- Sim, sim, está sim. O Fede chegou antes, a Manu deu uma surtada. – riu fracamente.
- Acho que essa insistência e iniciativa é mal dos homens de Carrara.
- Beh, somos poucos, mas somos incríveis, vai. – Falei, vendo-a rir fracamente.
- Resistente igual ao mármore de Carrara. – Ela disse e ri fracamente.
- Beh, para você ver. – Dei de ombros, seguindo-a de volta ao seu quarto.
- Ah, meu amor. – Acariciei o rosto de Sienna, vendo-a se espreguiçar. – Dormiu bastante, hein?! – Inclinei meu corpo para o berço e segurei embaixo de suas axilas, erguendo-a no colo. – Minha linda! – Dei um beijo em sua bochecha, apoiando-a em meu peito. – O pessoal está te esperando lá embaixo. – Falei, abrindo a cortina do quarto dela, fazendo mais luz entrar e vi a bagunça lá embaixo. – Olha que festona! – Ela gemeu, escondendo o rosto em meu corpo e ri fracamente. – É o pessoal de sempre, amore! – Indiquei-a e vi Paulo e Manu acenarem para mim e retribuí.
- Ciao, Nena! – Deu para ouvir a voz de Paulo daqui de cima e ri fracamente.
- Vem, vamos nos trocar para ir na piscina com o pessoal. – Falei, levando-a para o trocador e deitei-a no mesmo.
- Precisa de ajuda? – Vi Gigi na porta.
- Não precisava, Gigi. – Ele entrou no quarto com os botões de sua camisa abertos e suspirei. – Só vou trocá-la.
- Pessoal quer ver a estrela da festa. – Ri fracamente, tirando a fralda de Sienna, vendo que ela havia feito cocô e dobrei-a novamente antes de jogá-la no lixo.
- Ela logo vai. Estava com uma preguiça... – Falei, pegando o lenço umedecido e passei em seu bumbum e sua vagina, repetindo o feito mais duas vezes.
- Fiquei levemente feliz por não ter vindo tanta gente. – Gigi disse, se apoiando na janela.
- Vieram todos os jogadores, não? – Falei e peguei a pomada, colocando uma quantidade razoável e passei no bumbum de Sienna.
- Sim, mas digo que não vieram muitas esposas, muitas crianças... – Ele disse, virando o corpo e apoiando na janela.
- Aposto que os meninos quiseram um pouco de folga. – Coloquei outra fralda em Sienna, vendo-a sugar os dedos e dei um beijo em sua cabeça.
- Beh, não é de culpar, a gente adora uma bagunça. – Gigi disse e rimos juntos.
- É, não tem como negar. – Falei, pegando o biquini de zebrinha de Sienna na gaveta e coloquei a calcinha, ajeitando-a bem junto da fralda.
- Eu estou chocado com o filho do Mario. – Gigi disse e ri fracamente.
- Ele é muito lindo! – Falei um pouco mais alto.
- Não se parece nada com ele, ainda bem. – Rimos juntos.
- Eleonora disse que é mais parecido com o pai biológico. – Falei, sentando Sienna no trocador e passei a parte de cima do biquini pela sua cabeça, ouvindo-a resmungar e passei devagar pelos seus bracinhos gordinhos. – Calma, sua resmungona! – Dei um beijo em sua cabeça, ouvindo Gigi rir.
- Ele está lá brincando com o Leo. – Gigi falou.
- Leo está de boias? – Peguei o chapéu preto e coloquei na cabeça de Sienna.
- Está! – Ele disse firme e abri uma das gavetas, pegando o protetor solar e apertei-o em minha mão, começando a passar no corpinho de Sienna. – Está tudo bem, . – Ele disse e suspirei.
- Eu tenho medo... – Ele se aproximou.
- Eu sei! – Ele me abraçou pela cintura, dando um beijo em meu ombro antes de apoiar o queixo. – Está tudo bem, , relaxa. – Vi Sienna resmungar enquanto fazia o creme branco sumir de sua pele.
- Eu estou relaxada, só estou nervosa!
- Você nunca está relaxada, amore! – Ele disse, me fazendo rir.
- Tem alguns momentos. – Virei o rosto para ele que sorriu, dando um beijo em minha bochecha.
- Melhor a gente descer antes que eu não te deixe mais sair daqui. – Sienna gemeu e ri fracamente.
- Sua filha não deixa. – Falei, passando o protetor no rosto de Sienna, vendo-a tentar desviar das minhas mãos. – O que o pessoal está fazendo lá embaixo? – Perguntei ao ouvir a música mudar.
- A Manu, o Paulo, o Pipita e o Panita estão dançando todas as músicas sul-americanas possíveis. – Gigi disse. – O Fede já veio me perguntar se eles realmente não têm nada. – Ri fracamente, passando a mão no short e peguei Sienna no colo.
- A Manu está claramente fugindo do Fede. – Falei. – Ela já ficou só de biquini?
- Ainda não, mas logo ela vai para piscina de roupa mesmo se não tirar. – Ele fez careta para Sienna. – Ciao, mia bambolina! – Ele bateu palmas na frente de Sienna e entreguei-a, vendo-a pegar. – Minha coisa mais do que gostosa! – Ri fracamente.
- Beh, vamos lá, aproveitar o sol para colocar a Sienna na piscina um pouco. – Falei.
- Você vai entrar? – Ele perguntou e dei de ombros.
- Por que não? – Falei e ele sorriu.
- Minhas lindas! – Gigi disse e dei um tapinha em seu braço antes de seguir para fora do quarto de Sienna. – Sou um homem apaixonado, . Você não vai tirar isso de mim. – Ele disse, me fazendo rir e parei no corredor, virando para ele.
- Não estou reclamando, Gigi. – Falei, colocando as mãos na cintura. – Só está tudo perfeito demais.
- E isso é um problema? – Ele perguntou e suspirei.
- Me faz pensar se algo não vai vir e bagunçar minha vida. – Ele sorriu, passando uma mão em meu ombro e me abraçou, me fazendo abraçá-lo pela cintura.
- Não vai, meu amor. – Ele deu um beijo em minha testa. – Não existem planos ou táticas. Só sou eu, completamente entregue a você. Esperando seu momento. – Ele disse, me fazendo suspirar e ergui o rosto para ele.
- E você vai me esperar? – Perguntei baixo.
- O tempo que você precisar. – Ele disse e assenti com a cabeça, dando um curto selinho em seus lábios e o vi sorrir.
- Eu te amo, tá? A questão não é essa... – Ele sorriu.
- Eu sei, minha linda. Nunca duvidei disso. – Sorri e me coloquei ao seu lado, dando a mão para seguirmos lado a lado pelo corredor. – E eu também te amo, caso eu nunca tenha deixado claro. – Ri fracamente.
- Acho que deixou algumas vezes. – Falei e ele sorriu.
Descemos os degraus e voltamos para os fundos. Além de todos os jogadores e de nossos familiares, ainda tínhamos Barza e Marchisio, que é meu vizinho de frente, minha família e os pais e filhos de Gigi, além de Claudio, Pavel e Angela do time. De familiares, realmente vieram menos pessoas que esperávamos.
Os únicos que vieram com suas esposas ou namoradas foram Chiello, que trouxe Carol, Leo que trouxe Virginia, Cristiano que trouxe Giorgina, Paulo que trouxe Oriana e Mario que trouxe Eleonora, além de Claudio que trouxe Celeste, sua esposa. De filhos, Tek trouxe Liam, Chiello trouxe Nina e a recém-nascida Olivia, Leo trouxe a recém-nascida Matilda e seus dois meninos do relacionamento com Martina, Mira trouxe Edin, Cristiano trouxe sua mini cópia e Mario trouxe Ben. Muito menos gente do que eu estava planejando.
- Olha quem chegou! – Falei, abrindo a porta da cozinha novamente e o pessoal olhou curioso para nós.
- Ah, Nena! – Paulo falou animado e Sienna escondeu o rosto no ombro de Gigi.
- Ah, até parece que é envergonhada assim. – Gigi disse e ri fracamente, atravessando a área da piscina, procurando rapidamente Leo, Dado, Lou e Kawan.
- Minha afilhada! – Gianni disse.
- Sua afilhada nada, minha! – Pietro disse, nos fazendo rir.
- Para de graça, gente! – Giulia disse, nos fazendo rir.
- Deixa ela comigo! – Barza se aproximou. – Eu preciso praticar. – Rimos juntos.
- Beh, criança para o outro braço é o que não falta! – Brinquei e Gigi entregou-a devagar.
- Vem com o titio. – Barza disse fofo, dando um beijo em sua bochecha.
- Você quer comer, filha? – Giovanna perguntou e chequei Barza, mas ele não estava mais sozinho, já que Manu, Paulo, Fede e Panita já estavam em cima dele.
- Acho que agora não, quero entrar um pouco com ela na piscina. – Falei.
- Um pouco de frios pelo menos, vai. – Ela disse e ri fracamente.
- Vai ser filha da dona Giovanna, é assim que funciona! – Giulia me provocou e ri fracamente, me sentando na cadeira livre junto das mulheres.
- Beh, já faz 20 anos, né?! – Rimos juntas. – Já me acostumei.
- Ainda bem! – Gio disse e sorri.
- Então, Barza está realmente todo apaixonado, hein?! – Falei para Ada que riu fracamente.
- Ah, demais! – Ela suspirou. – Nem parece o mesmo homem que estava receoso.
- Eu falei que quando acontecesse ele não ia nem perceber. – Ada passou a mão em sua barriga descoberta devido ao biquini.
- Não sabe nem o que o atingiu direito. – Roby, esposa de Marchisio disse, nos fazendo rir.
- Beh, preciso sair em defesa dele e falar que eu não sei o que me atingiu com o Leo. – Virginia disse com Matilda dormindo em seu colo. – Ser mãe era uma realidade muito distante para mim.
- Ser namorada do Leo era uma realidade muito distante para você, vai. – Falei e rimos juntas.
- Isso também. – Ela suspirou. – Até hoje não sei o que houve, eu entrei no time no fim de 2014, gente. – Ela disse. – Olha quantos anos a gente conviveu quase diariamente e nunca aconteceu nada?
- Beh, eu já me convenci que a vida funciona de formas estranhas e cansei de tentar achar motivos. – Falei e vi Giovanna me estender um prato.
- Aqui, come tudo.
- Grazie, mamá! – Falei e ela sorriu.
- Beh, de todas aqui, só eu e a Roby sabemos o que é um longo relacionamento. – Carol disse.
- Se contar que eu conheço há quase 20 anos, a gente ganha. – Gigi disse e ri fracamente.
- Vai ficar espiando a conversa das mulheres? – Ergui o rosto para ele.
- Beh, é mais interessante do que imagina. – Sorri.
- Fica de olho nos meninos com a Sienna, por favor. – Pedi.
- Pode deixar, mas a Manu está lá. – Ele disse, dando um beijo em minha bochecha antes de se afastar.
- Ok, agora fala! – Carol disse.
- O quê? – Perguntei, olhando para ela.
- Beh, vocês não estão tentando se matar. – Ela disse e ri fracamente.
- Está sendo muito bom, honestamente. – Suspirei.
- E o que falta para essa história acabar? – Roby perguntou e suspirei.
- Eu ainda tenho receio por umas situações que nos atrapalharam no passado, tanto que sinto muitas vezes que isso é um sonho e que eu vou acordar dele logo mais.
- Por que diz isso? – Ada perguntou.
- Porque é perfeito demais. – Suspirei. – Ele vive aqui em casa, ele sai do treino e vem para casa, ele dorme aqui, se ele tem algum compromisso ele me avisa, os meninos dele vêm com frequência e os dias são incríveis... – Suspirei. – Além de que ele me paparica muito e está sendo um paizão para Sienna...
- E você sente que isso pode ser alguma pegadinha? – Virginia perguntou.
- É, talvez... – Suspirei. – Sei lá, isso nunca aconteceu antes e...
- Ele não vai fazer igual antes, . – Giulia disse. – Ele sabe que precisa fazer diferente. – Suspirei.
- Mas não é algo forçado, sabe? Eu acho que ele realmente quer ficar aqui, ficar com a gente... – Suspirei.
- Ele sempre foi apaixonado por você, . Ele quer fazer isso dar certo. – Manu disse apoiada atrás de mim e suspirei. – E eu estou amando encontrar esses dois abraçados vendo filme na sala. – O pessoal riu fracamente.
- Isso porque eu te dei um novo quarto! – Falei e ela riu fracamente.
- Minha casa, gente! – Manu indicou a casa da piscina e rimos junto. – Mas é, para de caçar pelo em ovo e vai ser feliz.
- Já conversamos sobre isso. – Falei para ela.
- Eu sei, mas você também fica arranjando motivos. Acredite, homem não sabe ser muito paciente. Se ele não quisesse fazer isso, ele já teria desistido no primeiro mês. – Manu falou.
- Ela está certa! – Eleonora falou. – O Mario foi bem persistente. – Ri fracamente.
- E você fala isso para si mesma? Porque o seu queridinho está te cantando desde abril. – Falei para Manu.
- Beh, uma coisa não tem nada a ver com a outra. – Ela disse e rimos juntos antes de ela se afastar.
- Qual é a dela? – Carol perguntou.
- Ela e o Fede têm uma história desde 2016, ele não parou de pensar nela desde aquele dia, agora que ela voltou, ele quer tentar, mas ela nunca namorou e está receosa. – Falei rapidamente.
- Espera, não foi ela que caiu de boca nos pés dele? – Carol perguntou.
- Foi! – Eu e Virginia falamos juntas rindo.
- Essa história viralizou pela Juve inteira. – Ada disse.
- É, agora eu olho a Manu e não me conformo que é a mesma pessoa.
- ME SOLTA, PAULO! – Ouvi o grito e virei para trás, vendo Paulo segurando Manu pelos ombros. – PAULO-O-O-O!
- Ok, eu retiro o que disse. – Falei, vendo Paulo levá-la até a piscina e jogá-la na mesma, fazendo-a puxá-lo e cair juntos.
- Algumas coisas nunca mudam, mas ela está bonita. – Roby disse e sorri.
- Sim, está! Ela veio para se reencontrar, espero que consiga. – Suspirei, pegando um pedaço de queijo com a mão, e coloquei-o na boca.
- Bebê! – Liam falou no colo de Tek e Sienna olhou-o curioso.
- É a Sienna! – Tek disse e afundei Sienna até a cintura na piscina, vendo suas perninhas sacudirem rapidamente.
- Então, Sienna já arranjou um namorado antes do que eu? – Manu nadou até minha visão e olhei feio para ela. – O quê? – Ela disse rindo.
- Você só não tem namorado porque não quer! – Paulo gritou.
- Xi! – Manu disse, nos fazendo rir.
- Ah, você não vai ficar enciumado por isso, Gigi! – disse e revirei os olhos.
- Ela tem cinco meses! Qual é! – Reclamei, ouvindo Tek rir ao nosso lado.
- Beh, te garanto que em boas mãos ela vai estar. – deu um beijo em minha bochecha e suspirei.
- Ela continua tendo cinco meses! – Falei firme, fazendo o pessoal à nossa volta rir e ouvi o choro de Sienna.
- Viu? Ela concorda comigo! – Apertei-a em meu peito. – Não, papai, não quero namorado agora. – Ninei-a de um lado para o outro, tentando fazer o choro cessar.
- Mereço! – cochichou. – Ok, vocês não vão jogar? Está anoitecendo e a iluminação do campo não é muito boa! – Ela disse.
- É, vamos, vai! As crianças já estão dormindo aqui. – Leo gritou de fora da piscina.
- Quem mandou ter três filhos? – Mario gritou.
- Não fala isso! – Falei, ouvindo suas risadas.
- Espera! A gente precisa se secar! – Paulo foi o primeiro a sair da piscina e foi quase em debandada dos jogadores saírem da piscina, tirando Liam e Sienna, as outras crianças já estavam com as mães.
- Você quer comandar nisso, senhora presidente? – Virei pare ela que revirou os olhos.
- Não mesmo! – Ela saiu pela escadinha. – Me dá ela aqui, deve ser frio ou a fralda! – Me aproximei mais da beirada da piscina e estiquei Sienna para ela, vendo-a pegar. – Vem, amore!
- Ainda dá dois times completos? Um pessoal já foi. – Chiello perguntou.
- Se o Barza e o Marchisio entrarem, sim! – disse e Giovanna entregou uma toalha para ela embrulhar nossa filha.
- Ah, vai ser ótimo! – Claudio riu.
- Beh, só faz três meses para mim, está tudo bem. – Barza disse.
- Eu não posso me quebrar em uma festinha de criança, gente! – Marchisio disse, nos fazendo rir.
- Eu posso jogar no meio de campo. – Pinso disse, nos fazendo rir.
- Vai ser ótimo! – Impulsionei meu corpo para fora da piscina e fui até a pilha de toalhas que Martha havia colocado no canto.
- Eu jogo, vai! – Marchisio disse.
- Quer ser o juiz? – virou para Pinso, ninando Sienna.
- Só se essa lindinha me der um sorriso! – Ele falou para Sienna, fazendo cosquinha nela que escondia o rosto no pescoço de .
- É o titio Pinso, amore. – disse.
- Beh, dois times, então. Tek e Gigi são os goleiros e eles escolhem os times. – Fede disse.
- Coloquem meu BBBC juntos, po-o-o-o-or favor! – Manu falou dramática, nos fazendo rir.
- Não! Qual é! Você não tem dó da gente, Manu? – Ruga disse e rimos juntos.
- Podia ser time veteranos e novatos. – Paulo disse.
- E você entraria em que categoria, senhor eu entrei no time em 2015? – Manu virou para ele e Paulo mostrou-lhe a língua.
- Vamos mesclar, não quero ter que readmitir a terceira idade, vai! – disse, nos fazendo rir.
- Ok, vamos lá! – Falei.
- Junta em posições, é mais fácil. – Sami gritou.
- Temos números ímpares de meia e defesas. – disse ao meu lado, movimentando Sienna e me assustei quando as luzes do campo se acenderam.
- Isso é ruim? – Virei para ela que deu de ombros.
- Podia ter mais... – Ela deu de ombros e ri fracamente.
- Eu começo! – Falei e Tek concordou. – Vem, Barza, vamos fazer a terceira idade. – O pessoal gargalhou.
- Chiello! – Tek disse.
- Leo! – Falei.
- De Ligt! – Ele apontou para o holandês que entendia pouco ainda, mas parecia se virar no inglês.
- Desci! – Indiquei Mattia.
- Ruga! – Tek gritou.
- Alex! – Chamei o brasileiro.
- Merih! – Ele chamou o novato.
- E o Danilo vem comigo.
- AH, NEM VEM, VOCÊ TEM O BARZA, CARA! – Tek gritou, nos fazendo gargalhar.
- Ok, pode ficar, cada um com um brasileiro. – Danilo riu com a confusão de mãos e foi para Tek. – Eu escolho então. Mira!
- Marchisio! – Tek o chamou.
- Blaise.
- Sami
- Rodrigo vem para mim! – Falei, chamando-o.
- Cristiano! – Ele chamou-o e rimos juntos.
- Paulino! – Chamei-o.
- Fede! – Tek chamou-o desesperado.
- Marione! – Falei e o mesmo veio em minha direção.
- E eu vou ser o último! – Pipita disse, andando em minha direção, nos fazendo rir.
- Ok, está balançado, você tem um atacante a mais, a gente tem um defensor a mais.
- 10 minutos para fazer seu plano de jogo e colocar os coletes. – Pinso disse e estava achando incrivelmente engraçado isso, especialmente o fato que todo mundo estava de sunga ou bermudão e o corpo ainda úmido.
Os times acabaram ficando bem misturados. No meu ficou eu, Mattia, Leo, Barza, Alex, Mira, Blaise, Rodrigo, Paulo, Mario e Juan. Já no de Tek ficou ele, Chiello, De Ligt, Ruga, Merih, Danilo, Marchisio, Sami, Cristiano, Fede e Higuaín.
- Lembrando que é só para se divertir, não é para ninguém sair machucado daqui, principalmente porque não temos substituição. – disse, se aproximando do campo.
- Coloca as mulheres para jogo! – Mario disse.
- Ah, engraçadíssimo! – Eleonora disse, nos fazendo rir.
- A Manu jogava! – Leo disse.
- Mesmo? – Fede perguntou surpreso.
- É, mas faz anos! – Ela abanou a mão. – Não vou me meter nessa. Eu quero manter minhas pernas do jeito que estão! – Rimos juntos.
- Ok, vamos, gente! Um tempo de 45 minutos, porque temos que cortar o bolo ainda. – disse.
- Está ótimo! – Falei.
- E não prometo nada que não tenha invasão de campo das crianças! Só avisando. – disse e rimos juntos.
- Ok, nos seus lugares, galera! – Pinso disse, se colocando no centro do campo e batendo a bola no gramado e segui para meu lado do campo.
- Também não exagerem, temos primeiro jogo da temporada no fim de semana. – se sentou em uma espreguiçadeira na beirada do campo com Sienna em seu colo.
- Vamos lá! – Pinso apitou e Fede chutou a bola.
O jogo foi só piada! Não tinha um que não estivesse levemente alcoolizado ou molhado o suficiente para deslizar no gramado. Além de tudo, apesar do campo de ser novo e muito bem cuidado, ele estava muito seco pelo calor, então isso não ajudava no processo da bola, então os chutes começaram a se tornar a esmo demais.
Acho que nunca tínhamos jogado nessas escalações antes, ao menos não todo mundo jogando junto, principalmente um contra o outro, já que conhecemos as táticas um do outro, como o Fede quando começa a vir sozinho pelas laterais, quando Cristiano se aproximava demais da pequena área e coisas assim. Além de que Pinso não estava acostumado a ser juiz e queria jogar junto diversas vezes.
Enfim, no final, nossa pelada acabou em 4x3 para o meu time, com três gols de Mario e um de Paulo. Já o outro foram dois de Fede e um de Cristiano.
- Acabou! – Pinso gritou, apitando alto e Tek rolou a bola pelo campo.
- Ok, cansei! – Barza disse ao meu lado e rimos juntos.
- Só 45 minutos, cara.
- Não, virei aposentado, mantenho a forma, mas reduzi nos exercícios! – Rimos juntos e abracei-o pelos ombros.
- Vai fazer falta demais, Barza! Real! – Ele assentiu com a cabeça.
- Beh, agora você tem outro foco. – Assenti com a cabeça.
- Vamos comer bolo, nossa batizada e mesversariante já dormiu várias vezes no jogo. – disse e passei a toalha rapidamente no corpo, tentando tirar um pouco de grama das costas e coloquei a camisa aberta ao menos para cobrir o corpo.
- Ela está de sainha? – Manu fez careta para Sienna que se escondeu. – É, ela está cansada.
- Já passou da hora dela, isso que ela tirou uma sonequinha no começo da tarde. – disse.
- Depois daqui você já pode levar ela para dormir. – Falei.
- Preciso dar outro banho nela. – Ela disse.
- Beh, depois de fazer isso. – Rimos juntos.
- Vamos lá, gente! – Giulia chamou. – Mamãe e papai, aproximem-se! Irmãozinhos... – Segui até a área coberta, nos colocando atrás do bolo.
- A gente canta parabéns? – Paulo perguntou.
- Sei lá... – Manu disse rindo. – Mas acho que nunca é demais desejar coisas boas para alguém... – Ela deu de ombros.
- Entã-a-ao... – Paulo disse. – TANTI AUGURI DA TE... – Ri fracamente virando o rosto para Sienna que se escondia no ombro de , enquanto isso Giulia acendeu as velas.
- Olha o brilho, amore! – disse, apontando para as velas enquanto o pessoal cantava e Sienna pareceu curiosa para isso.
- TANTI AUGURI SIENNA, TANTI AUGURI DA TE! – Sorri, vendo Sienna olhando para a velha que se apagava aos poucos.
- A faca. – disse e peguei-a na mesa e apoiei a faca no bolo e eu e descemos a mesma juntos, ouvindo o pessoal gritar.
- Grazie! Grazie! – Falei, ouvindo os aplausos.
- Acho que eu tenho que aproveitar a oportunidade de agradecer a todos vocês! – disse e as vozes cessaram. – Vocês sabem a história, vocês sabem os problemas, e ainda sim vocês ficaram do nosso lado sem tomar partido. – Sorri, apoiando minha mão na base de suas costas. – Então, obrigada por tudo, pela festa, pelos presentes, pelas risadas, e vamos começar uma nova temporada com a mesma alegria que temos aqui! – A aplaudimos animados.
- Agora senta um pouco, pode deixar que eu sirvo! – Falei para ela.
- Não, você deixa eu e Giovanna cuidarmos disso, vai! – Minha mãe falou e franzi os lábios.
- Ok! – Rimos juntos e segui atrás de .
- Elas te expulsaram? – Ela perguntou.
- É claro! – Falei, ouvindo-a rir.
Continua...
Nota da autora: Oi, gente! Demorei para aparecer aqui de novo!
Bastantes capítulos para vocês, enquanto eu vou revisando o restante!
Espero que estejam gostando!
Beijos e boa leitura!
Outras Fanfics:
Em breve!
Bastantes capítulos para vocês, enquanto eu vou revisando o restante!
Espero que estejam gostando!
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