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Última atualização: 08/02/2020

Prólogo

Hogwarts, 24 de junho de 1995.

A banda tocava animada, os alunos de Hogwarts ainda conversavam empolgados, esperando o desfecho da prova, sabiam que estava entre Cedrico Diggory e Harry Potter, agora era apenas uma questão de tempo para descobrirem quem venceria: Lufa-Lufa ou Grifinória.
estava em pé na arquibancada, ao lado dos colegas lufanos, aguardava ansiosa o retorno de Cedrico, independente de vencer ou não o torneio, precisava falar com ele. Sabia que se o loiro voltasse com a Taça Tribruxo as coisas seriam mais difíceis, pois todos os amigos de Casa se juntariam para comemorar com ele, mas não se importava. Sabia que ele ficaria feliz em ganhar e, acima de tudo, aquilo era o que mais queria: ver Cedrico Diggory feliz.
Os minutos foram passando, após o retorno de Vitor Krum, todos achavam que em menos de dez minutos tudo teria terminado, mas já fazia quase uma hora que os professores apareceram com o búlgaro e, mesmo assim, nada de Diggory ou Potter. Por fim, quando já estavam todos começando a reclamar da demora, um estampido foi ouvido e os dois garotos caíram juntos no meio do campo. As arquibancadas explodiram em festa, comemorando a vitória de Hogwarts, afinal os dois voltaram juntos, era um empate entre os dois Campeões. olhava para a direção do gramado na qual os colegas estavam, notando Potter abaixado sobre Cedrico, o qual não se mexia. Preocupou-se de imediato, imaginando que Diggory talvez estivesse machucado, logo viu Dumbledore aproximar-se deles, segundos depois o grito angustiado de Fleur Delacour sobreveio toda a bagunça. Aos poucos, todos ficaram em silêncio, olhando confusos para a cena.
Amos Diggory correu até o filho, e seu grito desesperado pode ser escutado por todos. Os cochichos assustados começaram a passar de boca em boca até, pouco depois, chegaram em :

Cedrico Diggory estava morto.

Londres, 25 de junho de 1995, 05h30 am.

Amos Diggory passou horas junto de sua esposa, sentindo a perda de seu único filho, seu menino. Cedrico era tão novo, tinha um futuro inteiro pela frente.
Parecia um pesadelo do qual não conseguia acordar.
Não poderia aceitar que nunca mais veria seu filho, não poderia estar com ele.
Cedrico não poderia estar morto, não aceitaria aquilo.
De que adiantava ser um bruxo se nenhuma magia poderia trazê-lo de volta?
O homem bateu na porta de carvalho, decidido a resolver a situação de alguma forma, não importava qual, mas não perderia seu garoto, não daquele jeito.
Ouviu passos vindos do lado de dentro da casa e, pouco depois, a porta foi aberta.
O anfitrião o encarou confuso por um instante, não esperava receber alguém tão cedo, menos ainda um bruxo. Notou os olhos inchados e vermelhos do velho amigo, mas antes mesmo que pudesse perguntar o que estava errado, ouviu o pedido desesperado de Diggory;
— Preciso da sua ajuda, por favor. Você é o único que pode me ajudar, Carlisle.


Capítulo 1

Ministério da Magia, 29 de julho de 1996.

Dumbledore sorriu cordialmente para Rufo Scrimgeour quando o Ministro abriu a porta de sua sala. Sentou-se na cadeira em frente à mesa do bruxo, aceitando de bom grado a caidinha oferecida pelo moreno.
— Ao que devo sua visita inesperada, Alvo? Resolveu aceitar minha proposta? — Perguntou genuinamente curioso e interessado, recostando-se em sua cadeira e juntando as pontas dos dedos.
— Não é nada sobre o Ministério ou sobre Lorde Voldemort, não nesse momento. — O mais velho devolveu o olhar, de forma calma, os óculos de meia lua deslizando alguns centímetros por seu longo nariz torto, até que o diretor o ajeitou — Preciso pedir um favor, pois não tenho o poder de realizá-lo, não sem sua ajuda.
Rufo remexeu-se, ainda um tanto curioso, acenando com a cabeça para que prosseguisse.
— Deve lembrar-se de Cedrico Diggory…
— O garoto que morreu no torneio, sim, me lembro. Uma perda lastimável…
— De fato, Cedrico era um estudante dedicado, uma grande perda… — Concordou com a voz baixa, parecendo triste ao lembrar-se do acontecido.
— O que ele tem a ver com seu pedido?
— Cedrico tinha muitos amigos em Hogwarts, muitos ainda sofrem com sua morte, foi um choque para todos… — Começou a explicar de forma branda, tentando exemplificar o problema que tinha em mãos — Um desses alunos, é a Srta. Jones, era muito próxima dele e ficou muitíssimo abalada com sua morte.
O Ministro apenas concordou com a cabeça, sem saber como poderia ajudar em um caso como aquele, mas nada disse, esperando que Dumbledore concluísse seu raciocínio.
— Veja bem, Ministro, — Alvo inclinou-se alguns centímetros, respirando fundo antes de continuar, Rufo notou o quão cansado ele parecia — o problema é que, no caso da Srta. Jones, essa tristeza vem atrapalhando seu bom desempenho. Era uma boa aluna com notas muito boas, neste último ano letivo soube pelos professores que sua participação em sala de aula estava cada vez menor e suas notas caíram absurdamente. Pomona, diretora da Lufa-Lufa, me entregou essa semana o resultado dos NOM’S de , as notas não poderiam ser piores, o que é uma surpresa visto o quão inteligente a menina é.
— E você quer que eu dê um jeito para que suas notas passem despercebidas em seu currículo? — Arriscou incerto, o cenho franzido.
Alvo negou com um aceno, sorrindo triste;
— Conversei com os pais dela, é Nascida-Trouxa — explicou, vendo-o concordar —, um casal muito simpático, estavam muito felizes e empolgados por terem uma bruxa na família, mas, é claro, eles também notaram o desânimo e a tristeza da filha, com isso, — suspirou, passando a língua pelos lábios finos antes de terminar — me pediram para não voltar a Hogwarts no próximo ano letivo. Acham que seria melhor para ela se a garota se afastasse de tudo o que possa lembrar-lhe de Cedrico Diggory, pelo menos por algum tempo até que se recupere.
Rufo o encarou por alguns instantes, antes de arquear a sobrancelha grossa;
— Se você quiser abrir essa exceção ou não, é uma decisão apenas sua. O Ministério não vai intervir em Hogwarts, não de novo.
Alvo sorriu calmo, acenando com a cabeça;
— Eu já dei minha permissão e, se ela quiser retornar no próximo ano, sua vaga será mantida.
— Então para que precisa de mim?
— Os pais dela querem viajar, acham que seria uma boa ideia começar do zero em outra cidade, eles querem ir para a América, Estados Unidos, para ser mais preciso.
Rufo passou a mão pelos cabelos, finalmente entendendo qual era o favor que o diretor precisava.
— Por quanto tempo?
— Não faço ideia, imagino que pelo menos um ano.
— Vou pedir para o Departamento de Cooperação Internacional entrar em contato com a MACUSA e explicar a situação, pedir para que fiquem de olho no uso de magia.
— Eu agradeço imensamente, Ministro! — Alvo sorriu educado, levantando-se e estendendo a mão para um cumprimento antes de retirar-se — Imagino que esteja muito ocupado e não tomarei mais seu tempo.
— Alvo — Scrimgeour chamou antes que o homem saísse —, espero que você pense mais uma vez sobre minha proposta, como pode ver, estou cooperando para que os alunos em Hogwarts não sejam atingidos com tudo o que estamos passando, conto com sua colaboração para que o Ministério tenha a mesma ajuda de sua parte.
Alvo Dumbledore sorriu para o moreno, saindo da sala sem dizer mais nenhuma palavra.

Forks, 28 de agosto de 1996.

desceu do carro junto de seus pais, carregando a gaiola de sua coruja parda, olhando para o sobrado que morariam pelos próximos meses.
Respirou fundo e olhou ao redor, notando a quantidade de verde que tinha envolta da casa, assim como em boa parte da pequena cidade. Não era aquilo que tinha imaginado quando seus pais disseram que estariam se mudando para os Estados Unidos, de todas as cidades que poderiam ir, jamais pensou que terminariam em uma na qual a população era de, aproximadamente, 4 mil pessoas. A diferença com Bolton era enorme, não existiam prédios, shoppings ou mesmo cinema naquele lugar, e apenas uma escola. Como seus pais resolveram sair de um local com quase 200 mil habitantes para Forks ela talvez nunca entendesse, mas sabia que, de alguma forma, acharam que seria o melhor para ela, e por isso era grata por todo o apoio.
Sorriu pequeno na direção dos dois, que a esperavam próximos a entrada da casa, e seguiu com sua coruja até eles. Pelo menos a casa não era tão diferente da que tinham em Bolton, pensou por um momento, olhando ao redor.
Ao passar pela porta viu a sala de estar, pouco menor do que a da Inglaterra, porém espaçosa, talvez pela falta de móveis, não saberia dizer. No andar debaixo ainda tinha a cozinha que era separada da sala de jantar por uma bancada americana e também um banheiro. Faltavam muitos móveis, tendo apenas o básico até o momento, sua mãe estava encarregada de comprar o que faltava durante os próximos dias e deveria ajudá-la a decorar. No outro andar estavam os três quartos, sendo uma suíte na qual seus pais estavam e mais dois quartos de tamanho mediano, um deles serviria como escritório para sua mãe já que ela trabalhava de casa, mas pode escolher anteriormente qual dos dois preferia, optando por um que a vista dava para a floresta atrás da casa, ao invés da rua, além de ser o mais próximo do banheiro.
Entrou no cômodo e deixou sua coruja sobre a cama, escutando-a piar entediada, estava há horas demais presa e queria esticar as asas. suspirou, aproximando-se da janela e olhando ao redor; deveria ter cuidado com a magia, mas ninguém havia dito nada sobre manter sua ave trancada. Abriu a gaiola e deixou que ela saísse por algum tempo, o pássaro era esperto e poderia encontrar seu caminho de volta, afinal, para quem fazia viagens de Hogwarts até Bolton, Forks não deveria ser um problema. Voltou a descer as escadas para ajudar os pais a descarregarem o carro, pegando suas coisas e subindo de volta para seu quarto, começando a organizar o que podia. No momento só tinha sua cama e um armário, então só mexeu na sua mala com roupas, cansando-se poucos minutos depois de começar a atividade. Odiava desfazer as malas e aquilo era, sem dúvidas, uma das coisas que mais sentiria falta de usar magia, agora precisaria fazer tudo ela mesma, sem qualquer auxílio de sua varinha, a qual estava guardada no fundo de uma mala.
Desceu após terminar de organizar seu quarto e aproveitar para tomar um banho quente, chegando na cozinha e vendo seu pai sair pela porta, indo atrás de algo para jantarem enquanto as duas terminavam de limpar o cômodo.
— Não vejo a hora de ter tudo organizado, — Olivia dizia, tirando o pó de um dos armários — mas vamos precisar comprar quase tudo, vamos demorar dias para escolher!
— Vamos demorar dias para encontrar um lugar, isso sim — respondeu de seu canto, passando a mão pela testa após ter passado pano no chão da cozinha — ou você viu alguma loja nesta cidade?
A mulher gargalhou, concordando;
— Sinceramente? Forks não era o primeiro lugar da nossa lista, — virou-se para explicar à filha o motivo da escolha — mas meu editor também achou que seria uma boa ideia uma cidade pequena, disse que pode me ajudar com o bloqueio em que estou.
concordou com um aceno, dando de ombros;
— Talvez você só devesse mudar o roteiro, assim suas ideias voltam…
— Eu também gostaria — confessou, sorrindo pequeno —, mas preciso de mais um livro antes de mudar o gênero, infelizmente não é tão fácil quanto gostaríamos.
— Se você diz…
Voltaram a ficar em silêncio por alguns minutos, terminando a limpeza da cozinha e, por fim sentando-se no chão da sala, olhando o espaço que tinham para decorar. Olivia apontava para os cantos, dizendo o que achava que combinaria, , vez ou outra, discordava, dando outras sugestões. No fim, sua mãe fez uma lista com tudo o que precisavam de essencial, o restante poderiam olhar com mais calma.
Minutos depois Daniel entrou pela porta, carregando uma caixa de pizza e uma garrafa de refrigerante. Comeram no chão da sala mesmo, já que não tinham cadeiras ou mesa, conversando sobre a mudança e tudo o que precisavam fazer nos próximos dias.
Aos poucos, sentia que aquele poderia ser o recomeço que precisava para esquecer-se do que tinha acontecido com Cedrico Diggory ou, ao menos, diminuir a dor que sentia com sua perda. De qualquer forma, sabia que seus pais estariam ao seu lado em todos os momentos e, naquele momento, ela não poderia pedir nada melhor.


Capítulo 2

Forks High School, 02 de setembro de 1996.

— Vai dar tudo certo, tenho certeza! — A mulher disse, confiante ao ver a filha respirar fundo antes de descer do carro. fez uma careta, mas concordou com um aceno, despedindo-se com um meio sorriso.
Ajeitou a alça da mochila no ombro e olhou ao redor, muitos alunos andavam pelo local, vários chegando nos próprios carros ou no ônibus da escola. Respirou fundo mais uma vez e começou a andar em direção ao prédio de tijolos vermelhos, sem olhar para ninguém em particular, embora visse alguns olhares em sua direção.
Em uma cidade daquele tamanho não deveria ser uma surpresa que ela estivesse se destacando por ser a nova aluna, mas aquilo não facilitava as coisas.
Pediu ajuda para um rapaz ruivo, perguntando o caminho para a secretaria da escola, e então seguiu o caminho indicado para buscar seus horários.
As primeiras aulas do dia não tiveram nenhuma surpresa, fora o fato de precisar se apresentar em todas;
“Meu nome é e me mudei para cá com meus pais.
Eu morava em Bolton, uma cidade próxima a Manchester.
Estudei por alguns anos em um internato na Inglaterra.
Sim, Forks é bem diferente, mas ainda não tive tempo de ver muitas coisas.
Sim, estou gostando daqui.”

Os alunos, embora curiosos com a mudança para Forks, eram até bem simpáticos e prestativos, ajudando-a a encontrar o caminho para as aulas. Os professores também não eram ruins, mas, é claro, as aulas agora pareciam extremamente entediantes e sentiu falta de Hogwarts e de seus amigos.
Sentia falta do seu Salão Comunal e dos treinos de Quadribol. Até diria que sentia falta das aulas de Poções, mas então pensou que a saudades ainda não era tão grande.
Distraiu-se por alguns minutos da aula de história, pensando em como estariam as coisas na Escola agora que o Ministério assumia o retorno do Lorde das Trevas, porém, num instante depois decidiu que não pensaria mais em nada daquilo, pelo menos não por um tempo; Lembrar-se de Hogwarts e de tudo o que tinha lá também a fazia lembrar do que perdeu e não queria ficar triste de novo.
Sabia que seus pais estavam tentando de tudo para animá-la, e não queria desapontá-los.
Respirou fundo e tornou a olhar para o professor, tentando prestar atenção no que ele falava, mas descobriu que as aulas do Prof. Smith não eram assim tão diferentes das aulas de História da Magia do Prof. Binns, e logo se viu desenhando em seu caderno, garantindo a si mesma que leria aquele capítulo quando chegasse em casa.

Quando o sinal tocou, levantou-se junto com os outros colegas, acenando para um ou outro que olhava sorrindo em sua direção. Deixou suas coisas no armário, precisando de alguns instantes para conseguir abrí-lo, e depois seguiu para o refeitório.
Olhou em dúvida para as mesas cheias, sem saber se deveria simplesmente sentar-se com algum grupinho ou, talvez, sair para comer sozinha, até ver duas mãos acenando em sua direção, reconhecendo da aula de geografia uma das garotas que estava na mesa.
Andou até o pequeno grupo e sorriu em agradecimento, sentando-se ao lado da garota que havia acenado.
— Ei, novata! — A brincou, estendendo a mão — Eu sou Jéssica Stanley!
— E eu sou Angela Weber, muito prazer!
, igualmente — sorriu pequeno, cumprimentando-a com um aperto de mão.
— Então você morava na Inglaterra, é? — Jéssica questionou curiosa, olhando-a ansiosa — Como veio parar em Forks?
tomou um gole de seu suco antes de responder, pensando com calma do que diria;
— Bem, meus pais queriam mudar os ares e, hm, minhas notas não estavam as melhores na escola, então, para resumir, acabamos em Forks.
— Mas por quê Forks? — Jéssica insistiu — Quer dizer, vocês poderiam ir para outra cidade maior, não?
— Sim, sim, — concordou olhando de canto para a , notando que não talvez não tivesse sido a melhor das ideias sentar-se ali, pois Jéssica não parecia o tipo de pessoa que aceitava meias respostas — minha mãe é escritora e está tendo um problema com seu novo livro, como se passa em um lugar pequeno, o editor disse que seria uma boa ideia viver em uma cidade como a do livro, então, bem, aqui estamos.
— Nossa, sua mãe é escritora, que legal! — Angela sorriu — Algum livro que a gente já tenha lido?
The Sun Might Return e True Happiness…
— Acho que não conheço esses — disse sem graça, quase como se pedisse desculpas, abanou a mão, mostrando que estava tudo bem —, vou ver se encontro na livraria de Port Angeles na próxima vez que for à cidade!
— Não precisa — riu, agradecida por mudarem de assunto —, talvez não seja o tipo de leitura que você goste e…
— Como era no internato? — Jéssica tornou a perguntar, sem importar-se em interromper a conversa. — Era muito rígido?
— Bem, tinham várias regras, mas era bem legal, sim…
— E por quê suas notas baixaram?
— Jéssica! — Angela ralhou, acertando-lhe um tapa no braço pela indiscrição.
— Eu… Hm… Tive alguns problemas no último ano e acabei deixando de prestar atenção nas aulas, com isso minhas notas caíram… — Deu de ombros, virando-se para o lado para fugir do assunto, já pensando se seria o suficiente dizer que estava indo ao banheiro.
Notou então um grupo de alunos entrando no refeitório; todos tinham a pele extremamente branca e, embora não se parecessem muito fisicamente, os olhos eram todos no mesmo tom de dourado. Percebeu pelas risadas das duas garotas que deveria estar olhando há tempo demais aqueles quatro alunos, mas não conseguia evitar, eram todos lindos.
— Esses são os Cullen — Jéssica disse baixo, segurando a risada —, a de cabelos curtos é Alice, o que está com ela é Jasper. O moreno musculoso é o Emmett e a com ele é a Rosalie.
— Como podem todos serem tão bonitos? — perguntou sem conseguir se conter, olhando um tanto surpresa para as duas colegas, que riram ao concordar.
— Eles foram todos adotados pelo médico da cidade, o Dr. Carlisle, que, sinceramente, também é maravilhoso! — Jéssica continuou, atraindo mais uma vez a atenção da garota. — Mas eles estão todos juntos, juntos. Como casais! — Explicou ao ver a expressão confusa de , a qual pareceu surpresa por um instante. — Parece errado, não é?
— Mas eles não são irmãos de verdade — Angela contrapôs.
— É, mas moram todos juntos como irmãos, não é? De qualquer forma, não me importaria de ser adotada pelo Dr. Cullen, vai que ele me junta com o Edward? — Riu, negando com um aceno.
olhou para os outros quatro, em uma mesa mais ao fundo, conversando entre si, antes de voltar o olhar para Jéssica;
— Quem é Edward?
A esticou-se alguns centímetros, passando os olhos pelo local atrás do quinto Cullen, logo apontando com a cabeça para a entrada do refeitório, por onde ele vinha;
Aquele é Edward Cullen, como pode ver, o mais bonito de todos! — Apontou com a cabeça — Mas nem adianta ter esperanças, eles são todos muito fechados, aparentemente nenhuma garota de Forks é boa o bastante para ele! — Completou, mordaz.
virou-se na direção do último Cullen, o qual andava para próximo dos irmãos, não conseguiu dar uma boa olhada, pois ele estava de lado, com a cabeça meio baixa. Frustrou-se por um instante, voltando a virar para as colegas;
— Parece que não vai ser agora que eu vou descobrir se ele é tudo isso que você diz mesmo, — riu baixinho — ele está olhando para o outro lado!
— Acredite, você vai ter outras oportunidades — Angela sorriu —, ele está no nosso ano, você deve ter alguma aula com ele e…
— Vê se agora você consegue! — Jéssica cortou novamente, apontando com a cabeça ao ver que Edward havia sentado na cadeira que dava de frente para a mesa delas.
não conseguiu conter a curiosidade, virando-se no mesmo segundo para olhá-lo, mantendo o sorriso no rosto, principalmente por ter gostado de Jéssica ter mudado sua atenção para fofocas sobre os Cullen, ao invés de continuar o interrogatório sobre sua vida.
Foi quando seus olhos encontraram o do garoto que sentiu como se tivesse em uma partida de Quadribol e acabasse de levar um balaço no estômago.
Piscou repentinamente, sentindo o ar faltar em seus pulmões e a boca se abrir em total surpresa. Não poderia ser verdade, aquilo não era possível.
Não! Não! Não!” Gritava em sua mente, a respiração falha. “Pare de olhar! Você está louca!
Virou-se rapidamente para frente, encarando a bandeja com a comida intocada, sentia as mãos tremerem e o coração bater acelerado.
— O que foi? Você está bem? — Angela questionou preocupada.
— Parece que viu um fantasma! — Jéssica também perguntou, curiosa. — O que foi?
— Eu… Eu… — Balbuciou, fechando os olhos por um instante — Banheiro!
Disse, levantando-se apressada e quase correndo pelo refeitório em direção a saída, sem olhar para ninguém, esbarrou em um garoto ao passar pela porta, mas nem mesmo virou-se para se desculpar, precisava sair dali o mais rápido possível.
Fechou-se no banheiro, abrindo a torneira e juntando o máximo de água possível em suas mãos, antes de jogar no rosto.
Repetiu o gesto inúmeras vezes e então encarou seu reflexo no espelho; estava pálida, a expressão de pânico ainda presente em seus olhos.
Respirou fundo de olhos fechados, tentando acalmar-se, mas o coração continuava batendo acelerado, as mãos tremiam.
— Você está louca! — Disse para si mesma ao voltar a encarar seu reflexo — Está alucinando! É claro que não é ele. Cedrico está morto. Se controle!
Respirou fundo mais algumas vezes, jogando água em seu rosto uma última vez antes de secá-lo com a toalha de papel que tinha por ali.
Abriu e fechou os olhos, forçando um sorriso em seus lábios antes de virar-se para sair.
— O que aconteceu? — Foi a primeira coisa que ouviu ao passar pela porta, dando de cara com Angela e Jéssica do lado de fora.
— Eu só — pigarreou —, não sei, acho que minha pressão baixou um pouco. Mas já estou bem! — Sorriu pequeno.
Jéssica riu, negando com um aceno;
— Tudo bem que Edward é bonito mesmo, mas baixar a pressão?


Ao andar para a última aula do dia, já se sentia mais calma. Havia passado o quarto e quinto período todo pensando que estava doida, é claro que havia se confundido.
Edward talvez lembrasse um pouco Cedrico, mas não tanto quanto ela imaginou.
Tinha certeza que havia sido coisa de sua cabeça e, agora, sua preocupação era que a achassem louca.
— Grande primeiro dia! — Sussurrou para si mesma antes de entrar na aula de biologia.
Mais uma vez precisou se apresentar, dessa vez, porém, apenas para o professor, que teve o bom senso de imaginar que os outros colegas já a tinham visto pela escola.
— Muito bem, , — o professor Molina sorriu, levantando-se de sua cadeira e olhando ao redor — pode se sentar ali — apontou para o canto —, junto de Edward.
fechou os olhos por um instante, sentindo o corpo todo tremer antes de virar-se na direção de Cullen, o qual, ela notou, olhava com certa curiosidade em sua direção.
Provavelmente está pensando que você é louca. E nem deve ser o único.

Andou até seu lugar com a cabeça baixa, tentando manter a calma e, principalmente, evitar o contato direto com seus olhos.
É só não olhar pra ele e vai ficar tudo bem, são só alguns minutos.

O professor começou a explicar o conteúdo do dia e tentou manter seu foco totalmente nas imagens do livro a sua frente, ignorando as mãos trêmulas e o coração acelerado, vez ou outra olhando para o relógio preso à parede, contando os minutos para a aula acabar.
Edward manteve-se em silêncio ao seu lado, embora mantivesse um olhar levemente intrigado em sua direção, sem entender qual poderia ser o problema dela com ele.
Havia reparado mais cedo o desespero em seus olhos, ficando extremamente curioso com o nervosismo dela. E, é claro, não foi o único que reparou; Emmett até mesmo perguntou se ele tinha feito algo para a garota, mas ele nem mesmo a conhecia.
Por um instante sentiu o medo que, de alguma forma, ela soubesse o que ele era, mas aquilo era impossível. Deveria ter alguma outra explicação, qualquer que fosse.
E Edward descobriria, de uma forma ou de outra.
Quando o sinal para encerrar as aulas finalmente tocou, foi uma das primeiras a se levantar, saindo apressada da sala, sem importar-se com o que pensariam, só precisava ficar longe dele.
Andou até o estacionamento da escola, sentindo as gotas geladas de chuva caírem, mas não se importava com a chuva: Poderia ter um furacão em Forks naquele momento e, ainda assim, iria correndo, se necessário, para longe daquele lugar.
Respirou fundo ao ver o carro de sua mãe dobrando a esquina, não demorando a entrar no mesmo quando ela parou em sua frente, ao tempo que os outros alunos começavam a sair.
— Está tudo bem, querida? Como foi o primeiro dia?
mordeu o lábio inferior, olhando pela janela.
Não poderia dizer em voz alta que tinha um garoto em sua sala que era idêntico a Cedrico Diggory, seus pais achariam que ela estava louca. Ela mesma começava a achar aquilo.
Havia saído de Hogwarts para esquecer-se de Diggory e, mesmo naquele fim de mundo que era Forks, ela não só pensava nele como agora o via andando por sua escola.
— Foi tudo bem, só estou com um pouco de dor de cabeça, não é nada demais. — Virou-se para a mulher, forçando um sorriso em seu rosto — Conseguiu comprar os móveis?
— Comprei um sofá incrível! — Contou sorridente, antes de voltar a dirigir, olhando para a filha — Você e seu pai vão adorar, principalmente com a televisão enorme!
— Papai vai ficar feliz se a tv a cabo passar o campeonato inglês, isso sim — Brincou, escutando a risada da mulher quando a mesma deu partida no carro.
respirou fundo, olhando pela janela do carro os alunos espalhados pelo estacionamento, até seus olhos caírem sobre um Volvo prata, no qual Edward Cullen estava encostado, olhando em sua direção.


Capítulo 3

Edward estava deitado em sua cama, encarando o teto branco de seu quarto, os pensamentos agitados; Não conseguia entender o motivo daquela garota ter ficado tão nervosa ao encará-lo. Estava acostumado com os alunos virando-se para olhá-lo na escola, especialmente as garotas, ou mesmo cochichando sobre ele e sua família, mas nunca ninguém pareceu tão assustado ao vê-lo, geralmente pareciam felizes:
Achava aquilo um tanto bobo, contudo sabia o motivo dele e sua família parecerem tão atrativos, e era justamente por aquilo que jamais esperaria uma reação tão contrária. E, o pior de tudo, em sua opinião, era não conseguir entender o motivo.
Frustrou-se durante a aula de biologia ao perceber que ela não pensava na razão para querer evitá-lo, apenas que não deveria encará-lo e que Edward provavelmente a achava louca.
Bem, ela não estava de toda errada.
E, de fato, não era o único que tinha achado aquilo estranho, vários colegas estavam comentando sobre a reação dela no refeitório. Tentou até mesmo escutar o que Jéssica e Angela comentavam sobre a novata, mas as duas também não sabiam o motivo. E, se Jéssica Stanley não sabia de uma fofoca, ninguém mais saberia.
Ouviu uma batida na porta antes de Alice entrar em seu quarto, olhando-o divertida com os braços cruzados;
— Está preocupado.
Edward negou com um aceno;
— Estou frustrado. — Corrigiu, suspirando antes de olhá-la. — O que quer?
— Resolvi te ajudar — disse ao andar até sua cama, sentando-se ao seu lado —, Jasper também concordou.
— Como? — Arqueou a sobrancelha, levemente curioso.
Se ele não conseguia ouvir o que tinha de errado, não imaginava como os dois poderiam se sair melhor. A menos que Alice conseguisse ver qual era o problema. Mas achava que Jasper seria o que menos poderia ajudá-lo, o loiro apenas sentiria o que Edward já sabia: desespero, nervosismo e qualquer outro sentimento relativo.
— Te ensinando a se aproximar sem assustá-la! — Deu de ombros, sorrindo como se fosse a ideia mais brilhante que alguém poderia ter.
Edward riu nasalado, negando com um aceno ao sentar-se;
— Talvez não tenha reparado, mas ela saiu correndo quando me viu. A garota não quer olhar pra mim, como acha que eu poderia me aproximar?
— Ela não me parece o tipo de pessoa que seria mal educada, se você conversar com ela tenho certeza de que não vai sair correndo, mas se você continuar apenas a encarando de longe, desconfiado, é claro que só vai assustá-la mais ainda.
— Mas o ponto é justamente esse — resmungou, olhando para o lado —, como é que eu posso assustá-la sem nem ter feito nada? Acha que ela pode saber alguma coisa sobre nós? — Arriscou, olhando-a de canto.
Alice negou com um único aceno, não parecendo nenhum pouco preocupada com aquilo.
— Se fosse esse o caso, ela teria corrido quando nos viu, mas só ficou nervosa quando olhou pra você, então é pessoal. De qualquer forma, — deu uma risadinha, fazendo o mais novo franzir o cenho — tenho certeza que vocês ainda serão muito próximos. Eu já vi.
Edward travou a mandíbula, levantando-se da cama, encarando a floresta e a chuva pela janela.
— O que foi que você viu?
— Vocês dois conversando e rindo, nada demais — deu de ombros, mas ele notou em seu tom de voz que a mulher estava hesitante — Apenas se aproxime como se fosse um amigo, mas não pergunte muito, ela não é o tipo de pessoa que gosta de ser interrogada.
— Sei que não — concordou com um aceno, olhando-a sobre o ombro —, ela pareceu desesperada quando o professor de biologia começou a perguntar sobre sua vida na Inglaterra.
— Pois bem, você já tem uma vantagem sobre ela, não é? — Piscou, vendo-o concordar a contragosto. — Agora vamos, hora do jantar.


colocava algumas coisas em seu quarto, decorando e deixando-o mais do seu gosto pensando que, talvez assim, pudesse se sentir mais próxima de si mesma e de tudo o que a lembrava de coisas boas.
Pintou uma das paredes de preto, deixando todas as outras com a cor branca, e nessa mesma parede pendurou algumas fotos (apenas as tiradas com câmeras normais, para não correr nenhum risco de expor seu mundo), algumas junto com seus pais e com alguns colegas de Hogwarts. Pendurou também uma flâmula da Lufa-Lufa, afinal, uma bandeira com um texugo no meio não queria dizer muita coisa para os Trouxas.
Colou alguns pôsteres de sua banda e filmes favoritos e, por último pensou se deveria ou não colocar uma foto que tinha com o time de Quadribol, mas optou por deixar dentro de uma caixa em seu guarda-roupa, junto com várias outras fotos que tinha de seus anos em Hogwarts. Passou algum tempo olhando para aquelas imagens, principalmente a que tinha com Cedrico, da noite em que ele tinha sido escolhido Campeão do Torneio Tribruxo e fizeram uma festa no Salão Comunal. Os dois estavam abraçados, olhando sorridentes para a câmera, lembrava-se de como seu coração batia acelerado naquele dia, porque foi Diggory quem se aproximou dela para a foto, passando o braço por sua cintura.
Parecia que tinha sido ontem, lembrava de ter sentido o rosto esquentar e até mesmo ter escutado alguma piada sobre isso, mas, para sua sorte, achavam que ela apenas tinha bebido muita cerveja amanteigada.
Fechou os olhos por um momento, segurando a vontade de chorar ao lembrar-se de Cedrico. Deixou a foto junto com as outras e as guardou, virando-se para pegar sua mochila, talvez fosse bom para ela estudar e ignorar o restante dos problemas.

Ouviu um barulho no lado de fora da casa, levantando-se da cama e olhando pela janela. Encarou a floresta por alguns instantes, mas não viu nem ouviu mais nada, imaginando que talvez fosse apenas um gato ou algum outro bicho. Considerou se deveria fechar a janela para evitar que, fosse o que fosse, entrasse em seu quarto, mas sua coruja havia saído para caçar. Suspirou deixando a mesma entreaberta e voltando para sua cama. Já passava das onze horas, seus pais estavam dormindo e estava tudo quieto, mas ela não conseguia. Sua cabeça estava sempre agitada demais para aquilo.
Suspirou, virando-se para o lado e alcançando um frasco de remédio, tirando uma pílula de Zolpidem de dentro, engoliu-a e então esperou que o sono viesse. Pouco depois franziu o cenho, considerando se era ou não uma boa ideia continuar tomando aquele remédio, afinal, um dos sintomas era alucinações.
E se tivesse alucinado na escola? Aquilo explicaria tudo.
Fechou os olhos por um instante, respirando fundo antes de levantar-se mais uma vez, pegando o frasco de remédios e andando até o banheiro, logo jogando os comprimidos que restavam na privada e dando descarga pouco depois. Mordeu o lábio inferior, sem saber se havia, de fato, tomado a melhor decisão ao fazer aquilo, mas não poderia arriscar-se, estava em Forks para esquecer-se, não relembrar por meio de alucinações.
Voltou para seu quarto, cobrindo-se assim que deitou na cama, virando-se do lado e esperando o sono vir, sabendo que não deveria demorar mais do que alguns minutos.

Edward aguardou sentado no telhado até não ouvir mais nenhum barulho vindo do quarto da garota. Ficou quase cinquenta minutos parado na mesma posição, olhando a copa das árvores na floresta mais à frente, sentindo a brisa da noite bater em seu rosto, mexendo em seus cabelos curtos, antes de levantar-se. Pendurou-se no batente da janela, abrindo com cuidado o vidro, o suficiente para que pudesse entrar.
Viu a garota adormecida em sua cama, parecendo relaxada, e então tomou cuidado para não pisar em nada quando pendurou-se pela janela, segurando-se com facilidade para não cair ou fazer qualquer barulho.
Virou-se olhando ao redor, retirando uma pequena lanterna de seu bolso para examinar melhor o quarto; Emmett havia dito que a melhor forma de se aproximar de alguém era saber seus gostos, para ver o que poderiam ter em comum e assim puxar assunto, mas, Edward pensou, talvez o moreno não tivesse dizendo para ele invadir o quarto da garota durante à noite. Contudo, ele estava entediado e as horas não passavam rápido o suficiente.
Viu os livros e cadernos sobre a mesa de canto, em frente à janela, junto com um abajur. Ao lado, um poleiro e uma gaiola, o que ele estranhou ao notar que não havia nenhum pássaro, talvez o bicho estivesse morto ou ela tivesse a intenção de comprar um. Tinha uma estante com alguns livros ao lado, aproximou-se passando os olhos por eles para ver se tinha algum título conhecido, mas nada ali chamou realmente sua atenção, porém notou que a maioria deles eram biografias ou livros de suspense. Aparentemente, era fã de Stephen King, Agatha Christie e James Patterson. Talvez Edward devesse ler algum deles para puxar assunto, pensou ao olhar novamente alguns títulos.
Parou de frente com uma parede com fotos, vendo o que deveriam ser seus pais e algumas fotos na Inglaterra, até parar em algumas em que ela estava com amigos. Usava uma capa preta com detalhes em amarelo e um símbolo que ele não reconhecia, mas acreditou ser do internato em que a garota estudava, ela parecia feliz nas fotos. Em uma delas, estava com mais dois amigos de frente para um lago grande, que parecia congelado. Imaginou que o lugar deveria ser grande e bonito, e, então, pensou o que teria levado aquela família a morar em Forks.
Por que seus pais a tirariam de um internato para colocá-la em uma escola americana sem qualquer atrativo? Um internato daqueles não deveria ser barato, além da educação provavelmente ser uma das melhores. Não fazia muito sentido para ele uma mudança dessas.
Notou uma pequena bandeira presa a parede, também com as cores amarelo e preto, com o desenho de um texugo no meio;
Hufflepuff. — Leu em voz baixa, achando a palavra estranha e, ao mesmo tempo, engraçada.
Viu também alguns pôsteres colados: da banda Rolling Stones e dos filmes Jurassic Park e Tubarão. No canto tinha ainda um pequeno adesivo de um time de futebol de Bolton. Edward virou-se por sobre o ombro ao ouvir uma pequena movimentação, mas a garota só estava mudando de posição, virando-se para o outro lado.
Ouviu um bater de asas e uma coruja entrou voando pela janela.
O rapaz parou por um momento, olhando curioso para o animal, imaginando se a ave havia entrado por engano, mas pouco depois, a coruja parda ajeitou-se no poleiro, encarando-o com os olhos grandes e brilhantes. Edward não se mexeu, achando estranho alguém ter uma coruja de estimação, mas não teve tempo para pensar direito sobre o assunto, pois, ao reparar que o rapaz não era conhecido, a ave começou a piar; um som alto e estridente preencheu o quarto e, pouco depois, a garota se remexeu na cama. Cullen só teve tempo de abrir a porta de seu quarto e descer rapidamente as escadas, não conseguiria sair pela janela com a coruja bloqueando sua passagem.
Edward ouviu passos e uma porta ser aberta, logo pode escutar uma voz masculina perguntar o que estava acontecendo;
— Não sei, talvez tenha se assustado com alguma coisa… — Ouviu responder em voz baixa. Continuou parado próximo as escadas, esperando que voltassem a dormir para sair sem qualquer problema. Demorou alguns minutos para a coruja se acalmar e, mais alguns para os pais de voltarem para cama.
Edward ouviu passos pelo corredor e andou apressado até o canto da sala, agachando-se atrás do sofá para garantir que, mesmo se acendesse as luzes, não o veria.
A garota desceu as escadas em silêncio, mas Edward ouvia o quão agitada ela estava.
— Ótimo, agora nunca mais vou dormir — resmungou baixo, andando até a cozinha e pegando um copo com água. O rapaz esperava que a garota voltasse logo para seu quarto, assim poderia sair, já sabia que tinha sido uma péssima ideia ir até lá. Talvez se fosse rápido o suficiente ela nem mesmo o veria saindo, mas não queria arriscar-se sem ser necessário. E não era como se ele tivesse muitas atividades para depois que saísse; esperaria amanhecer para poder ir para a escola e aquilo era tudo.
Para seu completo desagrado, não pareceu muito interessada em voltar a dormir, andando até a sala e deitando-se no sofá, ligando a televisão pouco depois. Edward suspirou, fechando os olhos por um instante ao sentar-se no chão, encostando-se na parte de trás do sofá e esperando. Ouvia os barulhos vindos do aparelho, mesmo que em um volume baixo, e, vez ou outra, resmungava sobre a programação, até parar em um filme qualquer que estava passando.
Quase uma hora depois, o rapaz notou que ela não estava mais se mexendo e sua respiração estava baixa o suficiente para ele acreditar que ela, finalmente, havia adormecido. Mexeu-se o mais silenciosamente que pôde, levantando-se o suficiente para confirmar que a garota tinha dormido, toda torta, no sofá.
Pensou por um instante no que estava prestes a fazer, era arriscado e ela poderia acordar, vê-lo ali a qualquer momento. Suspirou mais uma vez antes de aproximar-se, nem mesmo entendia o que estava fazendo, mas desligou o aparelho e pegou-a no colo, sem qualquer dificuldade. Andou lentamente em direção a seu quarto, deitando-a na cama pouco depois, quando estava pronto para sair, abriu os olhos por alguns segundos e ele parou no mesmo lugar, sem saber o que fazer e torcendo para que a inglesa voltasse a dormir, com sorte pensaria que era apenas um sonho.
— Cedrico… — Sussurrou sonolenta, virando-se para o outro lado, voltando a fechar os olhos.
Edward a encarou, o cenho franzido. Por fim, deu as costas, olhando com certa raiva para a coruja adormecida ao canto, antes de escalar a janela, pulando para fora da casa segundos depois.


seguiu para as duas aulas de biologia já sentindo o nervosismo dominar-lhe, mas repetia a si mesma que não era nada demais, era apenas coisa da sua cabeça e estava sendo boba por ficar tão agitada.
Ao entrar na sala, alguns alunos já estavam por lá, dentre eles Edward Cullen, o qual abria seu livro, parecendo um tanto entediado.
Respirou fundo e caminhou até seu lugar, ao lado do rapaz, dando um sorriso mínimo quando ele olhou em sua direção, apenas para não parecer ainda mais mal-educada e doida do que no dia anterior. Sentou-se ao seu lado sem dizer nada, abrindo sua mochila e pegando seu material, tomando cuidado para não olhar em sua direção.
— Não consegui me apresentar ontem — ouviu a voz suave dele dizer —, você saiu rápido… — mordeu o lábio inferior, respirando fundo antes de virar-se para encará-lo — Sou Edward Cullen.
o encarou por alguns segundos, aproveitando para olhar bem suas feições. Seu rosto era idêntico ao de Cedrico e aquilo fez seu coração bater acelerado, porém haviam pequenas diferenças, sutis, mas que ela percebeu ao encará-lo; Os olhos dele não eram acinzentados, e sim de um tom dourado, sua pele era muito pálida e seus cabelos mais escuros. Seu rosto parecia quase moldado, sem qualquer imperfeição visível.
Não que Cedrico tivesse alguma marca, e mesmo se tivesse não se importaria, porque para ela Diggory era lindo de qualquer forma, mas Edward parecia estranhamente perfeito, no sentido literal da palavra.
— É agora que você me diz seu nome — ele soprou, rindo após alguns instantes, e então reparou que o encarava por tempo demais, sorrindo sem graça;
. — Respondeu em voz baixa, tornando a olhar para seu livro.
Edward concordou com um aceno, olhando-a de lado;
— Você é da Inglaterra, não?
— Sim, morava em Bolton, uma cidade próxima de Manchester… — Disse baixo, achando melhor não voltar a encará-lo, para evitar de parecer ainda mais estranha.
Edward abriu a boca para perguntar mais, mas o professor entrou na sala, e ele lembrou-se rapidamente que ela não parecia gostar de falar tanto sobre sua vida na Inglaterra, além, é claro, dele já saber de tudo o que ela tinha dito sobre o assunto.
Ficaram em silêncio, prestando atenção no Sr. Molina, vez ou outra Edward olhava na direção da que fazia um enorme esforço para concentrar-se na matéria e evitava olhá-lo de volta.
Ao final das duas aulas, recolheram suas coisas e caminharam para fora da sala, Edward logo atrás, ela reparou.
— Por que vocês mudaram para os Estados Unidos, ao invés de mudarem de cidade na Inglaterra? — Perguntou curioso, vendo-a suspirar antes de responder, dando de ombros.
— Meus pais quiseram vir pra cá, meu pai morou em Seattle por alguns anos…
— E Forks…? — Insistiu, ao seu lado, parando junto dela próximo ao armário, enquanto ela deixava seu material.
— Sinceramente, não faço ideia. Minha mãe quis vir pra uma cidade pequena, meu pai concordou, era fácil para ele arrumar emprego e aqui estamos.
O rapaz assentiu, pensativo;
— Com o que seu pai trabalha?
— Ele é contador, conseguiu emprego em Port Angeles.
Edward mais uma vez concordou, interessado;
— Você estudava em um internato, não? Por que não ficou lá?
ficou em silêncio, olhando para dentro do seu armário.
— Não precisa responder se você não quiser — apressou-se a dizer —, só fiquei curioso. — Sorriu pequeno em sua direção quando ela o encarou.
— Tive uns problemas na escola, foi parte do motivo de nos mudarmos.
— Você foi expulsa? — Perguntou surpreso, vendo-a rir baixo ao negar.
— Não, mas minhas notas caíram bastante… — Deu de ombros, voltando a andar com ele a seguindo. — E você? Jéssica disse que você e sua família se mudaram há pouco tempo pra cá…
Cullen a encarou por alguns instantes, sorrindo pequeno;
— Estavam falando sobre mim?
A garota ficou vermelha, negando rapidamente.
— Ela só estava me mostrando sobre a escola e falando de todo mundo — respondeu sem graça, escutando-o rir nasalado.
— Tudo bem, antes de você chegar o assunto era a minha família mesmo, agora parece que você pegou o posto de novata — piscou, vendo-a sorrir pequeno. — Meu pai é médico e conseguiu um cargo no hospital de Forks, acabamos todos vindo para não nos separarmos… — Deu de ombros.
— E vocês moravam aqui perto?
— No Canadá, acabamos nos mudando bastante devido ao trabalho do meu pai...
concordou andando até o refeitório, sendo seguida de perto por ele, ao passarem pelas portas, notou alguns olhares em sua direção e, então, percebeu que era devido seu acompanhante; Jéssica e Angela tinham dito que os Cullen não conversavam com ninguém, e, ao pensar nisso, achou estranho que Edward estivesse falando com ela.
— Vou conversar com meus irmãos, nos vemos depois — acenou educado, afastando-se. suspirou, pegando algo para comer antes de sentar-se à mesa com Angela e Jéssica, não demorando para ser bombardeada com perguntas sobre sua conversa com Edward Cullen. Garantiu que não era nada demais, assim como todo mundo, o rapaz só estava curioso na mudança para uma cidade pequena, e, após convencer Jéssica de que aquilo era tudo, começaram a conversar sobre outros assuntos.


O decorrer da semana não teve grandes novidades, fora o fato de precisar estudar um pouco mais para acompanhar a matéria, já que faziam alguns anos que não estudava nada daquilo. Sentava-se todos os dias com Jéssica e Angela, e, aos poucos, acostumava-se com o jeito curioso da . Conversou com mais alguns colegas durante algumas aulas e, vez ou outra, falou com Edward, notando que ele perguntava cada vez menos sobre como eram as coisas na Inglaterra e focava-se em perguntar se estava gostando de Forks e outras coisas que ela fazia em seu tempo livre.
Ainda achava estranho conversar com ele, mesmo que tentasse se convencer que Edward era uma pessoa completamente diferente, sempre que olhava em sua direção sentia o coração pesar e uma súbita vontade de chorar.
Obviamente aquilo não passou despercebido por Edward, e, embora estivesse curioso, o rapaz não perguntava nada sobre o assunto, preferindo seguir o conselho de Alice sobre aproximar-se primeiro antes de fazer perguntas pessoais.
rapidamente começou a se destacar nas aulas de Educação Física, afinal amava esportes em geral. Na aula de handebol marcou mais gols do que qualquer outra colega, sendo convidada para participar dos treinos do time, o que aceitou sem pensar duas vezes, seria bom se distrair com outras atividades.
No começo da terceira semana de aula, os alunos receberam trabalhos para fazerem com suas duplas, o que resultou em precisando encontrar Edward após as aulas.
A garota tentou adiar o máximo possível, pois, embora estivesse começando a acostumar-se com sua presença diária, não queria passar mais do que as horas necessárias ao seu lado. Porém, quanto mais adiasse, mais nervosa ficaria, resolvendo por terminar com tudo logo de uma vez e livrar-se daquele problema;
— Edward, você está livre na sexta-feira? — Perguntou ao encontrá-lo no término das aulas, acenando com a cabeça para seus irmãos que estavam juntos.
— Hm, sim… — Concordou, confuso por um instante.
— Podemos fazer o trabalho na minha casa depois das aulas, ok?
— Ah, sim. — Sorriu pequeno — Já estava achando que você queria que eu fizesse sozinho e colocasse seu nome! — Brincou, vendo-a rir sem graça.
— Certo, certo, aqui o meu endereço... — Entregou-lhe um pedaço de papel, despedindo-se com um aceno e caminhando apressada para o estacionamento, mas podendo ouvir a voz de Emmett enquanto saia;
— Por um momento achei que ela estava te chamando para um encontro!
— Ah, cala boca! — Edward respondeu, socando-lhe no ombro.


Na sexta-feira à tarde, encarava o relógio preso na parede da cozinha, sentada na bancada, roendo a unha com o nervosismo. Ao mesmo tempo que torcia para Edward não aparecer, esperava que ele chegasse logo, pois quanto antes chegasse, mais rápido iria embora.
— Se precisar de algo estarei no escritório — Olivia disse ao pegar uma garrafinha de água e algumas frutas —, tenho que terminar esse roteiro logo para entregar, — suspirou, passando a mão pelos cabelos longos — não aguento mais toda essa pressão!
— Pelo menos seu livro está saindo, não é? — sorriu, tentando animá-la.
— Ah, sim, o tanto de cenas que eu já apaguei durante essas semanas… — Respirou fundo, negando com a cabeça. — Mas vai dar tudo certo! Se você e seu amigo sentirem fome, tem chocolates e salgadinhos no armário! — Apontou, vendo-a concordar com a cabeça. — E, por favor, não destruam a casa!
rolou os olhos ao ver a mulher subir as escadas, dando risadinhas.
Às quatro horas em ponto a campainha tocou, sentiu seu estômago afundar, mas respirou fundo e levantou-se para atender a porta, tentando parecer o mais amigável possível.
— Olá! — Sorriu pequeno, dando espaço para que ele entrasse na casa. Edward a cumprimentou com um aceno, esperando que ela mostrasse o caminho para segui-la. — Prefere aqui ou no meu quarto? Acho que aqui tem um pouco mais de espaço… — Apontou para a bancada, vendo-o concordar, sentando-se em uma das banquetas e pegando o material de sua mochila. — Quer alguma coisa para beber ou para comer?
— Não, tudo bem, — sorriu pequeno — acabei de comer.
concordou, sentando no lado contrário dele, assim os dois teriam espaço para suas anotações e livros.
Separaram a matéria que cada um faria, vez ou outra comentando algo sobre o que poderiam acrescentar ou cortar do trabalho. manteve-se concentrada em sua atividade, apenas falando ou olhando para Edward quando necessário e, no fundo, torcendo para que terminassem logo.
Cullen, por outro lado, sempre que podia parava para perguntar alguma coisa, ou fazer algum comentário que ela se obrigava a responder, mesmo que fossem de coisas pequenas. Volta e meia parava de escrever e a encarava por algum tempo, como se esperasse que ela fosse devolver o olhar, mas estava focada em continuar olhando para os livros, resumindo como podia e já preparando alguns cartões para apresentarem o trabalho em alguns dias.
Edward se deu por vencido e continuou sua parte em silêncio, ainda um tanto pensativo em como poderia descobrir o que tinha de errado com a garota e por quê parecia que ela o odiava. No fundo nem sabia o motivo de se interessar na resposta, mas seguia curioso da mesma forma.
Terminaram perto das sete horas, tendo conversado apenas o necessário durante as horas que passaram juntos. ofereceu comida e bebida mais duas vezes durante aquele tempo, mas Edward negou, agradecendo.
Por fim, quando já estava ajeitando suas coisas para ir embora, a encarou por algum tempo, decidindo se deveria ou não fazer a pergunta que rondava sua cabeça há semanas.
— O que foi? — A questionou ao notar que ele a encarava de forma quase invasiva.
— Eu tenho uma pergunta — disse por fim, passando a língua pelos lábios —, mas não sei se você vai me responder.
— Pergunte e eu te digo se respondo ou não!
Edward sorriu de canto, inclinando-se sobre a bancada de granito, cruzando os braços e encarando-a de perto;
— Por que você não gosta de mim?
abriu e fechou a boca, negando com um aceno.
— Não sei do que está falando — respondeu baixo, voltando a fechar seu livro, sem tornar a olhá-lo.
— Você mal me olha quando eu falo com você. Eu te fiz alguma coisa? — Perguntou com a voz baixa, atento a suas reações e, principalmente, pensamentos.
— Não, é claro que não.
— Então por que você saiu correndo quando me viu no primeiro dia?
— Eu não saí correndo por sua causa! — Respondeu ao encará-lo, logo desviando o olhar.
— Ah, não foi? E por que está sempre nervosa quando eu estou perto? — Insistiu, mantendo o sorriso brincalhão em seus lábios finos.
suspirou, negando com um aceno.
— Eu prefiro não falar sobre isso, mas não significa que eu te odeie ou algo do tipo.
— Bem, amor e ódio são bem próximos, se você não me odeia, age assim por que me ama?
A garota o encarou com a boca aberta, totalmente desacreditada com o que escutava. Edward riu, negando com um aceno;
— Estou só brincando, mas gostaria de saber o motivo de tanta hostilidade! Se eu fiz alguma coisa, sinto muito.
— Não, você não fez nada — respirou fundo, fechando os olhos por um instante. Qual a pior coisa que pode acontecer se você contar? Ele não vai te achar mais doida do que agora, pensou ao morder o lábio inferior, olhando-o por alguns instantes antes de começar a responder. — Você me lembra alguém que eu conheço, que eu conhecia.
Edward franziu o cenho, mantendo-se em silêncio enquanto esperava que ela explicasse melhor, quando notou que não o faria, insistiu mais uma vez:
— E qual o problema?
sorriu triste, sentindo os olhos marejarem;
— O maior motivo de eu e minha família termos vindo para Forks foi para que eu pudesse esquecer essa pessoa, pode imaginar como é difícil estudar com você?
— Sou assim tão parecido com ele? — Indagou surpreso, vendo-a concordar com um aceno.
— São poucas as diferenças, a maior delas são seus olhos, mas sempre que eu olho pra você penso nele.
Edward concordou com um aceno, ficando em silêncio por alguns segundos antes de continuar;
— Ele morreu? — Questionou baixinho, vendo-a concordar com um aceno, passando a mão pelos olhos — Eu sinto muito.
— Está tudo bem — disse baixo —, sinto muito ter dado a impressão que eu te odeio ou qualquer outra coisa.
— Não se preocupe com isso agora — falou, movendo-se pouco depois na banqueta, parecendo incapaz de controlar sua curiosidade —, o que aconteceu com ele?
deu de ombros, respirando fundo antes de responder;
— Lugar errado, hora errada.
Cullen a encarou, concordando devagar, embora continuasse curioso, aquilo não era bem uma resposta.
— Ele era seu namorado? — Perguntou por fim, vendo-a rir nasalado, o rosto corado.
— Cedrico Diggory? Nunca. — Ela sorriu triste ao falar do rapaz, olhando para o nada — Nós éramos bons amigos, ele era o cara mais legal da minha escola, todo mundo gostava dele. Ele era incrível, sabe? A melhor pessoa que eu já conheci.
— E você gostava dele, não é? — Disse, mais como uma afirmação do que como uma pergunta, o encarou pouco depois — Não estaria sofrendo desse jeito se não gostasse dele.
mordeu o lábio inferior, concordando com um aceno lento;
— Eu iria contar pra ele, — confessou baixinho, era a primeira vez que dizia aquilo para alguém — já tinha decidido que precisava contar para Cedrico que gostava dele, mesmo sabendo que não era recíproco, eu sabia que ele gostava de outra garota, mas queria que ele soubesse do mesmo jeito...
Edward ficou em silêncio quando ela terminou de falar, sem saber realmente o que dizer, mas notando o quão triste ela havia ficado e, por um momento, se sentiu mal por ter iniciado a conversa.
— Quando foi que ele…? — Deixou a pergunta em aberto, olhando-a de canto.
— Junho do ano passado, no final do ano letivo…
— Na sua escola? — Surpreendeu-se, hesitou antes de responder, apenas concordando com um aceno, sem completar a informação. — Eu realmente sinto muito.
— É… Eu também…
— Você prefere que eu não fale mais com você? Posso mudar meu horário, assim não teremos aulas juntos. — Ofereceu tendo a certeza de que ela aceitaria, mas para sua surpresa, o encarou com o olhar triste, negando com um aceno.
— Não, tudo bem. Eu vim para Forks para deixar tudo isso para trás. E vou te encontrar na escola do mesmo jeito, é melhor pelo menos saber os lugares do que ser de surpresa! — Sorriu pequeno, vendo-o concordar com a cabeça.
— Bem, o dia que quiser brigar comigo para fingir que era seu namorado…
— Ele não era meu namorado!
— … Fico à disposição! — Concluiu, rindo baixo. — Acho melhor eu ir agora — avisou, terminando de pegar suas coisas e se levantando —, te vejo segunda-feira!
— Até segunda, Edward.




Continua...



Nota da autora: Quanto tempo até Edward descobrir que ele é o Cedrico por quem a pp era/é apaixonadinha? E, mais ainda, QUANTO TEMPO ATÉ SABEREM QUE TEMOS UMA BRUXA E UM VAMPIRO (ou 5) NA MESMA ESCOLA?
Espero que continuem acompanhando e não esqueçam de comentar o que tão achando dessa interação dos dois! Beijão!



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