Baby, Don't Stop

Finalizada em: 08/03/2020

Capítulo Único

O relógio marcava dez da manhã de sábado e gritos ecoavam pelo pequeno apartamento onde eu morava, em Seul. Levantei de mal gosto e rumei para o banheiro do meu quarto, disposta a dar um jeito no rosto e no cabelo antes de sair do cômodo, ainda ouvindo gritos graves ecoando. Eu não sabia de onde vinham, mas sabia quem eram os responsáveis. Meu irmão mais novo e seu amigo de infância que lhe acompanhou até a faculdade. Respirei fundo, juntando todo meu autocontrole, e saí do quarto, dando de cara com meu querido irmão e seu amigo esparramados no meu sofá limpinho, gritando enquanto jogavam video game.
- , eu já falei para você não colocar os pés no meu sofá! – gritei por cima das vozes deles, jogando meu autocontrole no ralo. , o amigo do meu irmão, pulou no lugar e logo depois abriu um sorriso lindo. Ok, ele não precisava saber que eu achava o sorriso dele lindo.
- Noona! – ele se levantou e veio na minha direção, me abraçando pela cintura. – Acordou de mau-humor? Posso fazer você relaxar. – ele sorriu sugestivo.
- , não vai fazer nada a respeito disso? – perguntei, tentando olhar para meu irmão por cima do ombro de , mantendo minhas mãos em seu peito, com o intuito de afastá-lo de mim.
- O que você quer que eu faça, noona? – me perguntou rindo. Cínico. – Você já deveria estar acostumada às investidas dele.
- Olha, . Eu sinceramente já cogitei mandar você de volta para a mamãe e o papai. – rebati irritada.
O fato era que e eu éramos meio irmãos. Minha mãe tinha partido quando eu era muito pequena e eu mal conseguia lembrar dela. Meu pai casou novamente e a nova esposa, a mãe de , me adotou como sua filha.
morava comigo desde que tinha entrado para a faculdade. Eu tinha vindo para Seul primeiro, assim que entrei na Universidade para o curso de Direito. Nossa família é toda de advogados e papai estava orgulhoso demais por eu estar seguindo seus passos. Então ele me deu uma forcinha e eu comprei esse apartamento com as economias que eu tinha, por ajudá-lo no seu escritório em nossa cidade. Quando também entrou para o curso de Direito, papai e mamãe resolveram mandá-lo para morar comigo, por meu AP ser mais perto do campus. E , bom... Ele morava sozinho em seu apartamento, mas estava constantemente aqui. O porteiro do meu prédio chegou a achar que ele era namorado de um dos irmãos , pela quantidade de vezes que o via entrando e saindo do prédio.
Ele e eram amigos desde muito pequenos, mas eu não lembro ao certo quando isso aconteceu. Quando me dei conta, já tinha uma criança de bochechas grandes e com um biquinho adorável nos lábios correndo pela casa. Ele era uma criança fofa comparada ao ser magricela que era . cresceu e continuou sendo a coisa mais fofa do mundo. Ele era visivelmente mais alto e robusto que , o que era ótimo, porque protegia meu querido irmão dos valentões.
No ensino médio, eles dois quase não desgrudaram. Mas eu já não estava em casa. Só os via quando ia passar os finais de semana lá. E, bom, não era mais a criança fofa de bochechas enormes que eu via quando criança. Ele cresceu mais que o normal. Seu corpo definiu e ganhou uma bela forma. E o sorriso... Ah, era uma atração à parte. E agora, talvez por passar tempo demais entre advogados, tinha escolhido cursar Direito. Então seriam mais quatro anos e sabe-se lá quanto tempo tendo que desviar de suas investidas que se tornaram mais frequentes desde que ele e vieram para Seul.
- Noona, você não faria isso, faria? – pausou o jogo e veio em minha direção.
- Teste e verá, . – respondi quando me virou no abraço, me colocando de frente para , que caminhava em nossa direção, e colou minhas costas em seu peito. E que peito...
- Eu vou morar com o . – ele rebateu.
- Você vai morar com o . – repeti irônica. – Ele passa mais tempo aqui que na própria casa, . – cruzei os braços sobre o peito.
- Assim você faz parecer que eu não sou bem-vindo, . – praticamente soprou no meu ouvido. Meu corpo arrepiou por inteiro e eu fechei os olhos, procurando concentração. O corpo de colado ao meu, somado à sua voz grave, fez minha temperatura aumentar.
- Eu não disse isso. – respondi com um fio de voz, tentando pensar com clareza.
- Se vocês vão transar, pelo menos procurem um quarto. – quase gritou.
- ! – gritei e me soltei de . – Veja como fala, mocinho. Sou sua irmã mais velha. – ralhei e fui para a cozinha, deixando na sala dois homens feitos rindo como crianças. – Eu vou ver como anda a reforma do escritório e não quero nada fora do lugar quando voltar. – gritei da cozinha enquanto fazia um café. Eu não funcionaria sem ele.
- Já pensou sobre a minha proposta? – sentou em um dos bancos do balcão da cozinha e roubou a torrada que eu levava à boca.
- Essa torrada era minha, seu idiota. – reclamei. – E não tem proposta. Não tenho como manter um funcionário ainda.
Eu estava abrindo meu próprio escritório de advocacia. Mas era provisório. Até se formar e eu me tornar promotora de Justiça. E queria fazer uma espécie de estágio no escritório, então estava se oferecendo para ser meu assistente e secretário. Admito que seria um ótimo atrativo para clientes mulheres ter , seus olhos bonitos e sua boca que pede um beijo na recepção do escritório. Mas também admito que seria difícil resistir se ele resolvesse investir com suas cantadas.
- Mas eu não estou pedindo um salário, . – ele sorriu para mim, os olhos ficando pequenos no rosto de traços fortes. – A não ser que você queira me pagar de outra forma. – ele prendeu o lábio inferior entre os dentes e soltou devagar, sorrindo safado.
- , para com isso. – pedi quase desesperada.
- Mas eu não estou fazendo nada. – ele rebateu ainda sorrindo.
- Só... para. – agitei as mãos na frente do rosto tentando apagar da minha cabeça todas as imagens pervertidas que surgiram envolvendo e eu.
- Pensa com carinho, noona. Por favor, sim? – ele segurou minhas mãos e depositou um selar leve ali, os lábios cheios fazendo um barulho estalado quando deixaram minha pele.
- Some da minha frente, . Não quero conversa com você e suas propostas indecentes. – ordenei com uma cara de desprezo. Ele deu a volta no balcão e se aproximou perigosamente.
- Você não sabe o tesão que me dá quando você fala assim comigo, toda brava. – ele sussurrou no meu ouvido e se aproximou da geladeira, tirando de lá uma garrafa de suco e voltando para a sala, onde já lhe esperava impaciente. Respirei fundo pela quinquagésima vez desde que acordei e terminei meu café com um pouco de paz. Rumei para o quarto e troquei de roupa, colocando peças leves, afinal, eu só iria conferir a obra.
- Estou saindo. Volto em uma hora. Se vocês puderem fazer alguma coisa útil, comecem a preparar o almoço. Logo estarei de volta. – despejei as informações, peguei as chaves do carro e saí em direção à garagem. Guiei o carro pelas ruas de Seul até o escritório que não ficava muito longe de casa. Um meio caminho entre o campus e o apartamento. Conversei com os pedreiros e o decorador que estava lá, explicando alguns últimos detalhes de como eu queria tudo.
- Já arrumou uma secretária para essa linda recepção? – ele me perguntou sorrindo.
- Ela vai ficar vazia até que eu consiga encaixar um pagamento na minha folha de despesas. – respondi sincera.
- Traga seu irmão e o obrigue a fazer algo de útil. – ele sugeriu rindo.
- já vai me ajudar com outras coisas no seu tempo livre. – respondi. Pretendia manter meu irmão o máximo possível ao meu lado, para que ele aprendesse comigo, assim como eu tinha aprendido com papai.
- Então traga para cá também. A cor dos olhos dele combina perfeitamente com as cores da decoração que você escolheu. – ele sugeriu e sorriu ladino.
- Taeil, eu te chamei para você me ajudar, não para ficar dizendo que os olhos do combinam com o lugar. – rebati com uma sobrancelha erguida. Taeil era meu amigo desde a faculdade. Apesar de cursos diferentes, sempre nos esbarrávamos nos intervalos ou em alguma festa. Logo, ele conhecia a dupla implacável, e .
- Pare de rejeitar o garoto, ! – Taeil praticamente gritou. – não é mais o bebê fofo das fotos que você me mostrou. Agora ele é um homem feito. E que homem... – ele praticamente suspirou.
- Taeil, eu achei que você era hétero. – lhe encarei de olhos arregalados.
- E sou. Mas não sou cego. – ele respondeu rindo. – Já viu os braços do ? Se eu gostasse, eu pagaria para me perder naqueles braços. – ele concluiu pensativo.
- Ok. Você está me assustando. – comentei baixinho e me dirigi à saída.
- Eu só estou tentando fazer você enxergar o que está perdendo. – Taeil gritou atrás de mim enquanto tentava me acompanhar.
- A única coisa que eu estou perdendo é a paciência, Taeil. Com ele e com você. – respondi de costas enquanto dava a volta e entrava no carro.
- Pense com carinho sobre deixar na recepção. – ele apoiou na janela do carro enquanto eu baixava o vidro. – Vai ser bom para ele e você precisa de uma secretária. Nesse caso, um secretário.
- Já pensei sobre. E a resposta ainda é não. – liguei o carro. – Jura que vai terminar o mais rápido possível? – perguntei.
- Se você jurar que vai pensar sobre colocar aqui... – ele respondeu e eu lhe lancei um olhar reprovador. – Ok. Tudo fica pronto em uma semana. Não se preocupe.
- Você é o melhor. – elogiei e fechei o vidro do carro a tempo de ouvir Taeil dizer um “Você que é”. Arranquei com o veículo e resolvi que passaria no mercado antes de ir para casa. Conhecendo aqueles dois, eles não teriam feito nada ainda. Subi para o apartamento de elevador, as sacolas não me permitiram ir de escada, e abri a porta bem na hora em que , com o tronco agora desnudo, se levantava do sofá e puxava uma almofada com a intenção de acertar meu irmão no rosto. Ele me olhou de olhos arregalados e depois sorriu malicioso, largando a almofada e vindo na minha direção.
- Precisa de ajuda, ? – ele perguntou já pegando as sacolas da minha mão e me dando um beijo no rosto, perigosamente perto do canto da boca. Soltou todas as sacolas no balcão da cozinha e voltou até mim. – Quer uma massagem? – suas mãos quentes apertaram meus braços e eu suspirei.
- Quero almoçar. – respondi e fui para a cozinha, me soltando de . – E espero que vocês tenham feito alguma coisa útil.
- Eu fiz arroz. Já é um começo. – disse do sofá.
- Vocês são dois inúteis. – reclamei sozinha. Senti mãos na minha cintura e um corpo quente ser colado ao meu.
- Você sabe que eu não sou habilidoso na cozinha. Mas se quiser testar as outras habilidades... – sussurrou no meu ouvido.
- Ok, . Larga. – a voz de se fez ouvir e senti se afastar de mim. – Eu geralmente não me meto nesse casinho de vocês. Mas a noona precisa fazer o almoço e eu estou com fome.
- Ah, para isso você me defende, né, seu palhaço? Tenho cara de sua empregada, ? – perguntei alto. estremeceu ao seu lado. – Que foi, ?
- Nada. – ele respondeu de olhos fechados. – Só pensamentos impróprios. Como anda a reforma do nosso escritório? – ele perguntou enquanto sentava em um dos bancos e me observava zanzar pela cozinha, tentando fazer o almoço.
- Meu escritório, . – corrigi.
- Nosso escritório. – gritou da sala.
- Ok. Nosso escritório. Meu e do . – corrigi de novo.
- , quando você vai me dar uma força? – perguntou se virando para .
- Ela é a dona. Mesmo que eu quisesse, não poderia colocar você lá. Não sou dono ainda. – explicou e deu de ombros.
- E você, ? Andou pensando no meu caso? – arqueou as sobrancelhas de um jeito engraçado.
- Tenho considerado algumas coisas. – respondi inconsciente.
- E vai me dar um emprego? Pense bem, eu estudo à noite. Eu poderia ficar o dia todo com você e ajudar em absolutamente tudo que você precisasse. Desde pegar um café a... – sorriu.
- Chega, garoto. Não preciso dos seus favores. Muito menos esses que você está pensando. – respirei fundo. Eu realmente estava considerando manter no escritório. A culpa era de Taeil. Ok que colaborou dizendo que não queria um salário. Mas a maior parte da culpa era de Taeil. – Se você ficar quietinho até eu terminar o almoço, eu respondo se vou te dar um emprego ou não. – olhei séria para a tempo de lhe ver fazer um gesto que indicava que ficaria calado. E realmente ficou. Caladinho, sentado no banco e me olhando... apaixonado? Não. Devia ser coisa da minha cabeça.
Terminei o almoço e nós três sentamos para comer no balcão da cozinha mesmo. O tamanho do apartamento não me permitia o luxo de uma mesa. Sentei atrás do balcão, de frente para e e passei a observar suas carinhas de satisfação enquanto comiam. Eu amava cozinhar e amava as reações deles. fazia umas caretas engraçadas e , seu semblante era quase pornográfico a cada mastigada. Enquanto os observava, percebi que algo não estava certo.
- , onde estão seus óculos? – perguntei curiosa.
- Troquei pelas lentes. – ele respondeu de boca cheia.
- Que pena. Eu gostava deles. – falei baixinho.
- Noona, não dê esperanças a ele. – riu. - Não estou dando esperanças a ninguém. Só estou fazendo um comentário. – rebati. me olhava atento, como se procurasse verdade nas minhas palavras. – Vamos falar do escritório. E depois a louça é de vocês. – avisei.
- Já estamos entendidos sobre meus horários, não é? – perguntou.
- Sim, porque eu não entendi como o seu horário e o do conseguiram divergir tanto nesse semestre. – disse sem emoção. tinha aulas pela manhã, uma à tarde e duas à noite. tinha todas as cadeiras à noite. E eles estavam no mesmo semestre.
- Foi o sistema, já disse. – bufou.
- Admita que colocou mais cadeiras para ficar perto daquela garota estrangeira, . – acusou.
- Que garota, ? – perguntei com o mesmo tom que papai usava para perguntar sobre meus namorados. coçou a cabeça, sem graça.
- Ninguém. – ele tentou despistar.
- Será que eu vou ter que pagar o para te vigiar e me dizer se eu vou ter uma cunhada ou não? – perguntei fingindo irritação.
- Aceito todo tipo de pagamento. Inclusive beijos. – se pronunciou. Lhe olhei com os olhos semicerrados e balancei a cabeça em negativa. Esse não tinha jeito mesmo.
- E você e o ? Hein, ? Será que eu vou ter que vigiar vocês para não ter o como cunhado? – ele perguntou no mesmo tom.
- e eu não temos nada. – respondi firme.
- Ainda. – se meteu.
- Se continuar com essas suas cantandinhas, não vai ter estágio para você, . – alertei. Ele arregalou os olhos e sua respiração ficou pesada.
- Então você... noona, você vai me dar o emprego? – ele perguntou sorrindo.
- Agradeça ao Taeil depois. Ele me fez mudar de ideia. – respondi.
Sim, eu sei que ia ser difícil, mas eu precisava tentar. Não podia ficar sem uma secretária. Precisava de ajuda quando não estivesse lá. E era eficiente e esforçado.
- , eu poderia te dar um beijo agora. – se levantou e veio em minha direção.
- Mas não vai. Ou vai perder o emprego antes de começar. – repreendi. Não adiantou. me tirou do banco e rodou na cozinha comigo nos braços. Novamente, beijou o canto da minha boca e me colocou sentada de novo. – Controle suas reações, . Não pode fazer isso sempre que ficar feliz. E nada de cantar as clientes.
- Eu só tenho olhos para você. – ele piscou para mim. – Quando começo?
- Taeil termina a reforma em uma semana. E vocês começam na terça. Vou usar a segunda para os últimos retoques. – expliquei. – Agora, louça. Os dois. Estou cansada.
Fui para a sala e sentei confortavelmente no sofá, ouvindo e discutirem baixinho. Às vezes é bom ser a mais velha.

***

Taeil me entregou o escritório pronto no sábado seguinte, como havia prometido. Usamos o domingo para limpar e começar a organizar tudo em seus devidos lugares. Na segunda, os meninos foram para suas aulas e eu fiquei sozinha. Liguei para papai e conversei com ele sobre os clientes futuros. A maioria era indicação de alguns dos amigos que papai tinha em Seul. Fiquei no escritório até à noite e resolvi ir para casa, tomar um banho e esperar chegar para pedirmos comida. Sim, eu estava com preguiça. Talvez cansada também me definia.
- Eu espero que você esteja acordada porque eu gastei meu dinheiro suado comprando isso. – entrou gritando, segurando uma sacola, e, obviamente, acompanhado por .
- E eu espero que seja comida, porque eu estou morrendo de fome. – rebati largada no sofá.
- Não cozinhou para nós, ? – perguntou desapontado.
- Não sou empregada de vocês. Também saí cedo e cheguei agora a pouco. Você não deveria estar no seu apartamento, ? Você começa amanhã cedo. – questionei com uma sobrancelha erguida.
- Eu vou ficar bem, não se preocupe. – ele sorriu.
- Parem com essa briga de casal. Eu trouxe vinho para comemorar a inauguração do nosso escritório. – ralhou e ergueu a sacola que trazia em mãos. – Enquanto o casal discutia, pedi uma massa no delivery mais próximo. Chega em quinze minutos. Por sua conta, noona. – ele largou a sacola no balcão e sumiu no seu quarto.
- Garoto folgado. – reclamei baixinho.
- Cansada? – perguntou enquanto sentava no sofá e colocava meus pés em seu colo. – Quer uma massagem? – ele perguntou de novo, já apertando meus pés cansados com suas mãos enormes. Não consegui conter o gemido de satisfação que escapou da minha garganta. riu uma risadinha gostosa e continuou a apertar meus pés com força medida. Se eu soubesse que ele era tão bom naquilo, teria aceitado todas as vezes que ele me ofereceu uma massagem. Senti as mãos de subirem por minhas pernas e tentei relaxar.
- ... – chamei em tom de aviso quando senti meus pés serem colocados de volta no sofá e prensar minhas pernas com seus joelhos um de cada lado do meu corpo.
- Relaxa, . É só uma massagem. – ele respondeu divertido. Senti suas mãos em minhas coxas, perigosamente perto de uma área proibida. Mas a pressão que ele exercia era tão boa, que o deixei continuar. Suas mãos deslizaram para as minhas, que estavam repousadas ao lado do meu corpo, e subiram por meus braços, chegando aos meus ombros em seguida. Prendi a respiração quando senti o peso do corpo de sobre o meu e seus lábios em meu pescoço, beijando a área com calma.
- , por favor. – pedi de olhos fechados.
- Você não sabe o quanto eu te queria entregue para mim. – ele sussurrou e mordeu meu pescoço sem força, suas mãos ainda apertando meus ombros.
- Mas será possível que eu não posso tirar os olhos de vocês um minuto sequer? – chegou gritando e me assustando. Empurrei para longe de mim e sentei no sofá, o corpo mole por conta do carinho recente. – Não estão ouvindo a campainha tocar? A comida chegou. – abriu a porta rindo. Ele não conseguia nem se irritar porque achava engraçado demais todas as investidas do amigo. Encarei sentado no sofá com uma almofada sobre o colo. Não podia ser. Olhei para a almofada e ele acompanhou meu olhar, depois olhou para mim com as bochechas rosadas de vergonha. Não era possível que ele tivesse ficado excitado com tão pouco.
- , pode trazer para a sala? – perguntei alto para meu irmão que andava de um lado para o outro na cozinha. “Tira”, ordenei para sem fazer nenhum som. Ele balançou a cabeça em negativa e eu lhe lancei um olhar que dizia que eu não estava pedindo, estava ordenando. respirou fundo e tirou a almofada, me dando a perfeita visão do princípio de ereção que ele escondia sobre a calça jeans. O volume ali era incontestável e minha boca secou de repente.
- Por que estão se encarando? – apareceu com a comida e os pratos.
- Não é nada. Vou lavar as mãos. – respondeu, se levantou do sofá, desconfortável, e caminhou em direção ao banheiro.
- Você tá bem, noona? Tá pálida. – me perguntou.
- É fome. Vamos, se apresse. – pedi rindo.
- Onde estão as taças? – ele perguntou enquanto voltava à cozinha.
- Na porta de cima, próximo à pia. – respondi gritando. voltou... mais calmo e se sentou a uma distância segura de mim.
- Pronto. Vamos comer. – sentou no chão, próximo à mesa de centro e eu lhe acompanhei. Ele despejou o vinho nas taças e nos entregou, erguendo a sua em seguida. – Ao nosso sucesso.
- Ao nosso sucesso! – e eu repetimos e tocamos nossas taças, brindando. “Ao meu autocontrole, porque eu vou precisar”, pedi mentalmente. Já estava considerando que esse estágio não ia ser uma boa ideia.

***


Acordei cedo demais na terça. Fiz minha higiene, tomei um café reforçado e fui acordar para que ele fosse para a aula. Hoje era meu primeiro dia no escritório, mas tinha aula pela manhã e me ajudaria apenas à tarde. já tinha mandado uma mensagem de bom-dia. Aparentemente, também estava ansioso.
Vesti meu melhor conjunto, uma saia secretária preta que ficava um pouco acima do joelho, uma camisa rosé e o terninho também preto. Calcei o scarpin preto e saí para a cozinha.
- Wow, você tá bonita. – comentou. Estava usando uma calça social preta e uma camisa branca com os botões abertos, o terno repousando no sofá.
- Eu sou bonita. – respondi. – E, pelo amor de Deus, não suje esse terno. Chegue apresentável hoje.
- Eu sempre chego. – ele deu de ombros.
- Não use gravata. Você fica mais bonito sem ela. Não se atrase e boa aula. – beijei seu rosto, peguei minha bolsa e saí. – Vá de táxi, eu pago. E fale com a garota estrangeira. – gritei antes de fechar a porta.
Peguei o carro e dirigi até o escritório, o coração martelando no peito por conta do nervosismo. Estacionei o carro na vaga destinada a mim e entrei. Me vi sozinha no lugar, nem sombra de . Abri as janelas, liguei as luzes necessárias, o computador que agora seria de e fui para a minha sala, uma hora ele chegaria. Eu só espero que seja antes da primeira cliente.
Eu sou advogada familiar desde antes de abrir o escritório. A maioria dos meus clientes são mulheres que querem se livrar de seus maridos traidores ou agressores e arrancar deles um bom dinheiro. pretende atender à área trabalhista e não havia se decidido. Apenas tinha a certeza de que não queria atender à área criminal.
Tirei meu terno e o coloquei no encosto da minha cadeira. Abri mais um botão da camisa que já começava a me sufocar e liguei meu notebook. Meu celular vibrou sobre a mesa e eu direcionei meu olhar para ele. Mensagem de .

“Noona, pode abrir para mim? :(”

Me dirigi à porta murmurando um “finalmente” e abri rápido. A visão que eu tive quase me fez cair para trás. estava parado na porta vestindo uma calça preta, justa demais para o seu bem, e uma camisa social vinho, a mochila da faculdade pendendo nos ombros e uma corrente dourada reluzindo em seu pescoço exposto pelos botões abertos. O cabelo estava arrumado de uma forma bonita e ele estava de óculos, a armação transparente que eu achava linda. Maldita hora que eu falei que gostava dos óculos.
Droga, . Você não pode ser tão bonito.
- Não vai me deixar entrar? – perguntou divertido.
- Ah, claro. – acordei do transe e dei espaço para que ele passasse. Seu perfume amadeirado invadiu minhas narinas e eu me senti momentaneamente tonta. Recuperei o juízo e fechei a porta, lhe acompanhando.
- Esse computador não estava aqui no domingo. – ele comentou enquanto guardava a bolsa num armário que Taeil havia instalado próximo à mesa.
- Não. Eu comprei e instalei ontem. – expliquei. Peguei a agenda que estava sobre a mesa e lhe entreguei. – Essa é minha agenda. Já que se ofereceu para ser meu secretário também, vai ter que tomar conta dela e me ajudar com meus compromissos. Você sabe, eu sou uma pessoa muito ocupada.
- Sei sim, . – sorriu de uma forma fofa.
- Todas as sextas vamos repassar os compromissos da semana seguinte. – continuei explicando. – O ramal para a minha sala é o 1. A primeira cliente é a senhora Kim. Ela chega em alguns minutos. Se precisar de mais alguma coisa, sabe onde me achar. – entrei na sala rapidamente. A visão do rosto bonito de usando óculos estava tentadora demais para mim. Seu olhar que insistia em cair no meu decote estava me desconcertando.
Me joguei na cadeira e fiquei esperando que a senhora Kim chegasse. Resolvi testar os ramais. Apertei o botão que dava direto na mesa de .
- boy? – chamei risonha.
- Você me assustou. E não me chame assim. Eu posso não responder por mim. – ele disse baixinho.
- Pode trazer um café para mim? – pedi manhosa. – A senhora Kim não chega e eu estou ficando nervosa.
- O que eu não faço por você? – ele perguntou e desligou. Alguns segundos depois, deu dois toques na porta. – Posso entrar?
- Pode. – respondi enquanto tentava me concentrar. Ele entrou na sala e seu perfume se espalhou pelo local. Ótimo, eu sentiria o cheiro dele o dia todo agora.
- Seu café. Puro e sem açúcar. – ele colocou o copinho sobre minha mesa e se sentou na cadeira à minha frente. – Está muito nervosa?
- Você nem imagina o quanto. Sou nova na região. As pessoas não costumam confiar em nós. – respondi.
- Deveriam. Você é a melhor. – ele apertou minha mão em cima da mesa e fez um carinho gostoso no dorso. Eu disse gostoso?
Balancei a cabeça e fiquei olhando o sorriso confiante e reconfortante de para mim. Tentei ver nele o mesmo sorriso infantil de quando ele apareceu lá em casa pela primeira vez, com as bochechas grandes e um capuz moldando o rosto redondinho. E não consegui. Aquele tinha sido apagado, dando lugar a um homem de sorriso lindo, mãos quentes e ótimo massagista.
A campainha tocou e ele se sobressaltou.
- Deve ser a senhora Kim. Seja simpático. – ordenei e puxei a mão do domínio da sua. se levantou, arrumou a roupa e saiu da sala. Segundos depois, ouvi a voz animada da senhora Kim e meu ramal tocou.
- É a senhora Kim. Posso mandá-la entrar? perguntou.
- Sim, claro. – respondi mordendo o lábio e levantei para receber a mulher que entrava animada.
- Senhorita . – ela caminhou em minha direção e me abraçou. – Belo secretário a senhorita tem. – e me sorriu maliciosa.
- Secretário e assistente. Ele estuda com meu irmão. – esclareci.
- Oh, assistente e chefe. Que bela história seria. – ela deu uma risadinha safada enquanto se sentava. – Mas lembre-se, senhorita : homens bonitos dão muito trabalho.
- Sim, senhora Kim. Homens bonitos dão muito trabalho. – concordei, constatando um fato.

***

As duas primeiras semanas passaram voando. estava se mostrando um bom estagiário. Até suas cantadas tinham diminuído. Sempre almoçávamos juntos, no escritório ou em algum restaurante próximo. estava conosco sempre que possível, devido às suas aulas. usava o horário do almoço para estudar e eu, bom, eu lia livros ou relia processos ganhos no passado, para ver o que tinha dado certo e repetir.
Os clientes estavam aumentando aos poucos, graças às indicações dos primeiros que apareceram aqui, e estava cada vez mais complicado encaixá-los na agenda, em meio às audiências. Graças aos céus eu tinha , que estava se mostrando mais organizado que nunca e agora recebia uma ajuda de custo, devido aos nossos ganhos.
Era sexta-feira e eu já estava exausta. Estava cogitando a ideia de sair para algum lugar e tomar um drink. Mas lembrei que não tinha amigas, tudo culpa da alma workaholic que dominava meu ser. Eu tinha me arrumado para isso. Vestido preto, justo e de mangas curtas, com um comprimento que ia até o meio das coxas, e uma sandália de salto fino que me deixava alta. Um detalhe no meu vestido chamava a atenção: um zíper dourado que começava na altura dos seios e ia até o final do vestido, me permitindo criar um pequeno decote nele. E sim, facilitava a retirada em casos de emergência. Sexo casual nunca matou ninguém, não é mesmo? Apesar de que eu já não fazia isso há muito, muito tempo.
Estava na minha sala tentando decidir se colocaria meus planos em prática ou não quando entrou de repente e se jogou na cadeira à minha frente.
- Não aguento mais. – ele anunciou.
- Mas você só trabalhou metade do dia. – respondi rindo. – Não tem aula hoje?
- Segunda chamada para quem não fez a prova da semana passada. – respondeu entrando na sala. Vestia um jeans preto e uma camisa de tecido fino e mangas compridas dobradas até os cotovelos, as veias do braço saltadas e à mostra. Não estávamos no tribunal, então ele não era obrigado a usar roupa social o tempo inteiro, e, céus, era sexta, ele devia ter outros planos.
- E onde vai todo bonito assim? – perguntei ao meu irmão.
- Sair. – ele respondeu simplista e eu lhe olhei com os olhos semicerrados.
- Com a garota estrangeira. Nosso tem um encontro, . – lhe entregou.
- E você não ia me contar isso, ? – fingi irritação.
- Não. – ele respondeu sério. – Você é um maldito tagarela, .
- Ei, não ataque o menino. – repreendi. e me olharam. , curioso. , com um sorriso de canto.
- Vocês passam tanto tempo juntos que eu já estou achando que perdi algo na história. Ainda mais com você defendendo ele assim, noona. – sorriu. Engoli em seco.
- Não perdeu nada. continua sendo o de sempre. Agora vá embora. Eu tenho uma agenda para revisar. – expulsei .
- Você tá na minha cadeira, cara. Vaza daqui que a garota deve tá te esperando. – lhe deu um tapinha no ombro.
- Vai ficar bem aqui? – me perguntou com uma pitada de preocupação na voz.
- Absoluta. Só vou revisar os compromissos e vou para casa. – lhe tranquilizei. – Precisa de alguma coisa?
- Não. Tenho dinheiro suficiente. – ele riu. Sim, às vezes eu agia como uma mãe preocupada.
- Então a porta é bem ali. Passe um perfume e bom encontro. – indiquei a porta com a cabeça.
- Estou sendo expulso do meu futuro escritório pela minha irmã que quer beijar o secretário sem que eu veja. Que situação a minha. – ele disse enquanto dava a volta na mesa. – Te amo. Não espere por mim. – beijou meu rosto e saiu depressa, sem me dar a chance de rebater. sentou onde antes estava e me encarou, os olhos caindo sobre o decote discreto do vestido.
- Algum problema, ? – perguntei. Ele mordeu o lábio inferior e soltou devagar, os olhos ainda encarando meu decote. – Ei, meu rosto está aqui em cima. – me curvei sobre a mesa e levantei seu rosto, segurando seu queixo.
- Você está maravilhosa com esse vestido. – ele comentou rouco.
- Maravilhosa era a palavra que você queria usar? – me apoiei sobre os cotovelos na mesa e lhe encarei.
- Eu estava pensando em gostosa. Mas temo pelo meu estágio. Então, resolvi usar outra. – ele respondeu.
- Sábia decisão. – endireitei a postura. – Vamos terminar essa agenda. É sexta e você deve estar louco para sair.
- Na verdade, eu não tenho planos. – ele respondeu rápido. – Quer dizer, até tenho, mas eles envolvem você nua nessa mesa. Então vamos deixar para lá.
Senti a fisgada em meu ventre devido às suas palavras e apertei as coxas tentando aliviar a sensação.
Quer saber? Dane-se tudo.
me queria. Eu, bom, também queria sentir aquelas mãos quentes no meu corpo e queria saber do que elas eram capazes. já deixou de ser um bebê, então é hora de jogar tudo para o alto.
Levantei e caminhei até a mesa que Taeil tinha colocado ali, junto com uma garrafa de uísque e dois copos. “Passa um ar adulto”, ele disse.
- E o que você faria comigo nua na mesa? – perguntei enquanto servia uma dose de uísque para mim.
- Noona, vamos revisar a agenda, ok? – disse e respirou fundo.
- Por que, boy? – perguntei sorrindo. – Você começou e agora não quer me contar o resto dos seus planos. – caminhei até ele e tirei a agenda de sua mão, a colocando na mesa. Coloquei uma perna de cada lado de seu corpo, sentando em seu colo, meus seios na altura do seu rosto, e enterrei meus dedos em seus cabelos macios. – Vamos conversar, .
- , você bebeu antes de entrarmos na sala? – ele perguntou de olhos fechados. Eu não sabia se ele estava apreciando o carinho ou evitando olhar para os meus seios tão perto.
- Não. Estou bebendo agora e estou no meu mais perfeito juízo. – respondi e terminei de entornar o uísque, o líquido queimando minha garganta. permanecia de olhos fechados e com as mãos longe. Encostei ao máximo meu corpo no seu. – Abra os olhos, . Toque. Não era isso que você queria? – sussurrei em seu ouvido.
- , isso não é certo. – ele rebateu ainda olhos fechados.
- Vamos, boy. Pare de resistir. – sussurrei de novo. estremeceu abaixo de mim, os músculos da coxas ficando tensos de repente.
- Noona, não me faça cometer uma loucura. – ele pediu.
- Eu adoraria te ver perdendo o controle. – mordi o lóbulo de sua orelha, finalmente conseguindo alguma reação dele. levou as mãos até minha bunda e apertou a carne com força, me fazendo gemer arrastado e me beijando com agressividade. Quando o ar nos faltou, usou toda a sua força para sustentar meu corpo e levantou da cadeira onde estávamos sentados. Empurrou todos os objetos da mesa e me colocou sentada nela. – Vai me mostrar seus planos para hoje? – perguntei, incapaz de manter a boca fechada. Vi seus dedos se aproximando do zíper do vestido e lentamente o baixando até o fim. Eu mesma tratei de livrar meus braços, ficando apenas de calcinha, sutiã e saltos, completamente a sua disposição.
- Mais gostosa do que eu podia imaginar. – ele sussurrou com a voz rouca. Suas mãos foram diretamente para o fecho do meu sutiã e senti meu seios livres da peça. mal me deixou processar o que acontecia. Apertou um seio com a mão e aproximou a boca do outro. – Cabem na minha mão. Perfeitos. – e sugou meu mamilo com vontade. Joguei a cabeça para trás e gemi com vontade. Felizmente não tínhamos vizinhos no andar, ou alguém poderia chegar para atrapalhar a brincadeira.
brincou com meus seios tanto quanto quis. Quando satisfeito, desceu uma série de mordidas pela minha barriga, me fazendo esfregar uma coxa na outra em antecipação pelos seus próximos passos. Se afastou por tempo suficiente para tirar a blusa, me dando uma visão perfeita de seu tronco definido, e voltou a se aproximar, delicadamente separando minhas pernas.
- Noona, você gosta muito dessa calcinha? – perguntou com as mãos em um lado da peça.
- Um pouco. – me atrevi a responder.
- Não parece o suficiente. – ele rebateu e rasgou as tirinhas que prendiam um lado. Vendo que eu não reclamei, ele rasgou o outro e baixou a peça, revelando minha intimidade para si. – Você está molhada, noona. Será que o gosto é tão bom quanto o da sua boca? – ele perguntou sensual e eu quase me desfiz ali, com suas palavras.
- , por favor. – resmunguei.
- O que, ? Pede pra mim. – ele ordenou apertando minhas coxas nuas. Enlacei as pernas em sua cintura, meus saltos na altura de seu quadril, e puxei seu corpo em direção ao meu. Levei uma mão aos seus cabelos, puxando seus fios com força, e a outra ao seu membro coberto pela calça.
- Me chupa. Quero sentir sua boca gostosa em mim. – ordenei.
- Ah, . Seu pedido é uma ordem. – ele sorriu ladino. Vi se livrar da minha prisão e se ajoelhar na minha frente. Ele ergueu os olhos e me encarou antes de colocar a língua para fora e lamber minha intimidade. – Deliciosa.
O atrevido teve a audácia de sussurrar. Ele sugou meu clitóris com força e eu gemi alto mais uma vez. Apoiei minhas pernas em seus ombros e deixei que fizesse seu trabalho. Ele começou a pressionar a língua em minha entrada com uma precisão quase absurda e a estimular meu ponto de prazer com os dedos.
- ... – chamei em tom de aviso, o corpo inteiro tremendo com a aproximação do orgasmo.
- Vem para mim, . – ele pediu. Cheguei ao meu ápice chamando por ele, que não parou seu trabalho até que meu corpo parasse de tremer. Subiu o rosto novamente e me abraçou, me beijando delicado, colando meu peito ao seu e me fazendo sentir meu gosto em sua boca. Uma de suas mãos abandonou meu corpo e eu abri os olhos para ver sua movimentação. Sua carteira estava sendo jogada no chão enquanto ele erguia uma camisinha. – Cuida disso para mim? – ele pediu.
Tomei o pacote de suas mãos e o prendi entre os dentes. Abri o botão de sua calça e baixei a peça junto da boxer vermelha que ele usava. Seu membro saltou para fora da peça, me fazendo morder o lábio inferior diante da visão. sem camisa, com as calças no meio das coxas, o membro duro e vertendo pré-gozo. Simplesmente delicioso.
Rasguei o pacote da camisinha e posicionei o látex em seu membro. O vesti, me aproveitando dele, e o posicionei em minha entrada. Antes que eu pudesse dizer alguma coisa, me penetrou forte e rápido, jogando a cabeça para trás e soltando um urro grave.
- Ah... , tão apertada. – ele resmungou.
- Você que é enorme, boy. – respondi entredentes. Aquele idiota tinha metido todo o comprimento em mim de uma só vez.
riu soprado e começou a se mexer, devagar e ritimado, o quadril ondulado em direção ao meu com uma calma que não lhe pertencia. Suas mãos inquietas não paravam de passear pelo meu corpo, tocando e apertando tudo o que podia. Seus ombros já estavam vermelhos devido às minha unhas que não paravam de lhe arranhar. Senti suas mãos na parte de trás das minhas coxas e me vi sendo puxada para frente, meu quadril quase na ponta da mesa. aumentou consideravelmente o ritmo das investidas e passou a sussurrar coisas desconexas no meu ouvido. A única palavra que eu entendia era o “noona” soprado que ele vez ou outra soltava.
- Vem... vem comigo. – ele pediu. Me abraçou pela cintura e começou a estocar freneticamente. Aproximou a boca do meu ouvido e gemeu manhoso, me levando à loucura.
- Oh, . Mais, . – pedi sussurrado.
- Goza comigo. – o pedido sujo e susssurrado foi suficiente para que eu me desfizesse pela segunda vez na noite, acompanhada de que gritava “noona” alto o suficiente para o quarteirão inteiro ouvir.
Ficamos abraçados até conseguirmos normalizar nossa respiração. saiu de mim e enrolou a camisinha, vestiu a calça e foi até o banheiro do lado de fora do escritório. E eu fiquei lá, nua, suada e sentada na minha mesa de trabalho, apenas observando sua movimentação.
- Acho que quebramos um copo. – ele comentou quando entrou na sala novamente. – E você precisa de um banho.
- Você quebrou um copo. – corrigi. – E graças a você, eu não tenho mais calcinha e não sei onde foi parar meu sutiã.
- Pelo menos está calçada. – ele se aproximou e segurou meu pé. Foi subindo a mão por minha perna e se aproximando. Se encaixou entre minhas pernas e flexionou a direita, colocando meu joelho na altura de sua cintura. – Você está linda assim, noona.
- Você não é de se jogar fora. – comentei debochada e ganhei uma mordida no pescoço, próxima à minha clavícula. – Você sabe que isso vai ficar marcado, não sabe?
- É para você lembrar de mim sempre que olhar no espelho. – ele confidenciou.
- Seus planos para hoje saíram como o esperado? – perguntei enquanto passava as mãos por seu peito ainda nu.
- Ainda tenho que concluir uma parte deles. – ele rebateu. Se afastou de mim e foi buscar meu sutiã largado no chão.
- É mesmo? E eu poderia saber do que se trata? – perguntei. Ele me entregou a peça e eu vesti sobre seu olhar atento. Desci da mesa, testando a estabilidade das pernas, e comecei a vestir meu vestido. me ajudou com o zíper e colocou as mãos na minha cintura assim que o fechou.
- Eles envolvem levar você para o meu apartamento para tomarmos um banho e eu te jogar na minha cama, nua e de saltos, para te ouvir sussurrar “Baby, don’t stop” mais algumas vezes. Topa? – ele arqueou as sobrancelhas e me olhou no fundo dos olhos.
- É um plano deveras interessante. – concordei. – Mas ainda temos uma agenda para revisar, baby.
- Ah não, noona. Esquece essa agenda. – ele reclamou.
- Ok. Revisamos na segunda. Mas na próxima sexta, a agenda primeiro. – adverti.
- E você já tem planos para a próxima sexta? – ele perguntou sorrindo.
- Sim. E eles envolvem nós dois gemendo. No seu quarto. – expliquei.
- São planos interessantes. – ele pegou a camisa e vestiu, me abraçando por trás e me mostrando que já estava pronto para mais uma rodada.
É, talvez dar uma chance a tenha sido uma ótima ideia.

Fim.



Nota da autora: Sem nota.


Essa fanfic é de total responsabilidade da autora. Eu não a escrevo e não a corrijo, apenas faço o script.
Qualquer erro no layoult ou no script dessa fanfic, somente no e-mail.


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