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Última atualização: 01/09/2020

Capítulo Único

Era uma tarde ensolarada em Hogwarts. treinava — incansavelmente — para o teste do time de quadribol, desde que se entendia por gente sonhava em ser a artilheira de sua casa, assim como seu pai. Montada em sua Firebolt, corria em direção aos aros com a goles em seu braço e assim que se aproximou, a arremessou e vibrou quando a mesma atravessou o aro, assim marcando 10 pontos naquele seu jogo imaginário. A êxtase que preenchia seu corpo quando jogava quadribol era surreal, a garota podia sentir cada uma de suas veias pulsando de felicidade e animação e, por isso, saiu disparada sobrevoando o campo e fazendo piruetas no ar para comemorar enquanto um sorriso moldava sua face. A animação era tanta que a garota não percebeu estar indo em direção a uma das torres de arquibancada e quando abriu os olhos, já era tarde demais. Devido ao choque a garota acabou se desequilibrando e caindo de sua vassoura, seu corpo estava em queda livre em direção ao chão e o desespero tomava conta de si. Tentou alcançar a varinha em suas vestes mas não conseguiu encontrá-las, então, fez a única coisa que conseguia pensar naquele momento: fechar os olhos com força e pedir a Merlin que a queda não doesse tanto e que alguém a achasse e a levasse imediatamente para Madame Pomfrey. E então, quando esperava se esbofetear no chão, sentiu uma mão forte segurando sua cintura e abriu os olhos rapidamente. Era Olívio Wood, capitão do time da Grifinória. A sonserina soltou o ar que estava prendendo assim que o garoto a ajudou a montar em sua vassoura, então abraçou sua cintura e o observou pousar sobre o campo verde.

- Você já pode soltar agora. — disse ele.

A garota corou. Haviam chegado ao chão há alguns segundos e só então percebeu que ainda abraçava a cintura de Wood como crianças trouxas abraçavam seu ursinho de pelúcia favorito.

- Desculpe, eu ainda estou um pouco abalada pela quase queda. — sorriu tímida.
- Não se desculpe, eu achei fofo. — estendeu a mão ajudando a mesma a sair da vassoura — me admiro ter ficado assustada, você estava incrível lá em cima.
- Eu acho que você também ficaria um pouco receoso se quase tivesse dado de cara com o chão — riu — mas obrigada por me “salvar”, certamente não tinha que fazer isso.
- Está brincando? Agora tenho alguém da Sonserina me devendo uma. Isso é privilégio pra poucos. — riu balançando a cabeça. — Mas e então, qual é o seu nome?
- E eu aqui pensando que vocês grifinórios deveriam ser os bonzinhos. — sorriu de canto — me chamo . Snowy Owl. — estendeu a mão.
- Espera. Filha de Andrew Snowy Owl? — perguntou admirado e a garota apenas assentiu — Seu pai era um grande jogador. Mesmo sendo de outra casa, me inspiro muito nele, suas técnicas eram incríveis. Sinto muito pela sua perda.
- Muito obrigada. — a garota sorriu triste — ele era realmente incrível. Sinto que herdei todo seu amor por quadribol, me sinto realmente próxima dele quando estou jogando.
- Consigo ver o talento dele em você. E sabe… As pessoas que nos amam nunca nos deixam de verdade — sussurrou olhando a garota — e sempre poderá encontrá-los… — e então colocou a mão sobre o peito da mesma — aqui.

A garota nada dissera. Ambos se encararam de maneira profunda e silenciosa pelo que pareceram diversos minutos. Pareciam — inacreditavelmente — sentirem certo conforto e familiaridade em seus olhares. Podiam sentir seus corpos sendo puxados um para o outro, como imãs destinados a estarem juntos. O garoto então desceu seu olhar para os lábios carnudos e rosados da garota e assim repetiu a mesma, seus lábios cada vez mais próximos…

- Ei, Wood! — gritou alguém.

O par se assustou, saltando imediatamente para longe um do outro. Voltaram seus olhares para a entrada do campo e puderam observar o atual time da Grifinória entrando com — o que a garota assumiu ser — os novatos que iriam fazer o teste para o time da casa.

- Acho melhor ir, capitão. — disse a garota com um sorriso de canto enquanto tentava controlar a respiração ofegante.
- Nos vemos por aí, Snowy. — sorriu e então deu as costas, porém, logo se virou para a garota novamente — até que você não é tão mal para uma Sonserina.

riu enquanto observava o garoto lhe dar as costas novamente, dessa vez indo em direção à seus colegas de casa. A mesma ponderou se deveria permanecer por ali e assistir o teste de seus rivais, porém, decidiu que era melhor seguir para a sala comunal, afinal, havia passado horas treinando e de repente se sentia cansada. A garota então se deu por vencida e seguiu caminho de volta para as masmorras.

***


Dias se passaram desde que a Sonserina e o Grifinório tiveram seu breve momento no campo de quadribol. A garota havia — merecidamente — conseguido a vaga como artilheira do time de sua casa e se dedicou incansavelmente em cada uma de suas partidas, o que, de certa forma, contribuiu para que a Sonserina fosse a campeã daquele ano. Era uma sexta-feira ensolarada e festiva para os sonserinos, então decidiram que seria uma boa ideia comemorar a vitória no Três Vassouras. A garota que havia chegado depois por demorar um tempo maior se arrumando, foi aplaudida pelos colegas de casa no momento em que adentrou o local, eles gritavam coisas como “Nossa campeã” ou “Isso aí, ” e ela apenas sorria e acenava satisfeita. Adrian Pucey, também artilheiro da Sonserina, chegou perto da garota e a ofereceu um copo de cerveja amanteigada, essa aceitou e bebeu o mesmo em questão de segundos, levantando a caneca para seus colegas e gritando comemorando. Logo todos dispersaram a atenção dela e voltaram a conversar animadamente uns entre os outros. A garota correu os olhos pelo local, parando os mesmos no grifinório, que a observava com um olhar divertido. E então caminhou até ele.

- Veio comemorar a vitória da Sonserina, Wood? — disse puxando uma cadeira e sentando a frente dele — afinal, você contribuiu para ela, não é? Se tivesse agarrado o arremesso que eu fiz, estaríamos empatados. — sorriu.

- É difícil se concentrar em defender quando a garota que você gosta é a artilheira do time adversário. — soltou com um sorriso de canto.

A garota pode sentir seu interior queimando com a confissão do garoto. Haviam trocado olhares curiosos durante as últimas semanas mas sempre pareciam estar rodeados por pessoas demais para que pudessem ter qualquer tipo de proximidade. A sonserina nada disse a respeito da confissão, apenas ergueu sua caneca e brindou com o grifinório enquanto um sorriso encantador tomava forma em seu rosto. Permaneceram ali por horas, conversando e rindo como se fossem amigos de anos, a conexão entre eles era inegável. Muitas cervejas amanteigadas depois e com a leve sensação de embriaguez tomando conta do seu corpo, um surto de coragem se apossou da garota.

- O que acha de sairmos daqui? — sorriu com um olhar sugestivo.
- Pensei que não fosse perguntar nunca. — devolveu o sorriso.

O garoto então levantou e segurou a garota pela mão, puxando a mesma. Seguiram seu caminho de volta para o castelo de maneira animada. Seus corpos pareciam estar em pura êxtase. Não sabiam dizer, no entanto, se era pela quantidade do líquido doce que haviam bebido ou se era pela fatal atração que sentiam um pelo outro. Aposto no segundo. Pensou. Olívio corria pelos corredores enquanto ainda puxava pela mão, ele riam descontroladamente. Tamanha era sua animação.

- Para onde está me levando? — questionou a garota de forma divertida.
- Se acalme, estamos quase lá.

Subiram mais um lance de escadas e a garota pode reconhecer o quinto andar. Sabia exatamente para onde estavam indo agora, sua suspeita foi confirmada ao adentrarem o grande espaço dourado. O banheiro dos monitores. Ela sorriu em excitação enquanto Olívio trancava a porta atrás de si.

- Então é aqui que você traz as garotas, capitão?
- Acredite ou não, você é a primeira pessoa que trago aqui. Considero esse meu lugar de paz e descanso.
- Um banheiro? — riu.
- Ei, não julgue o banheiro até você experimentá-lo. — brincou de maneira maliciosa.
- Não sabia que você era assim.
- Há muitas coisas que você não sabe sobre mim, Snowy. — sussurrou o garoto quebrando a distância entre eles.

Wood ficou frente a frente com a garota. Seus corpos separados por uma questão de centímetros, que poderia ser facilmente resolvido com qualquer passo em falso de algum deles. Seus olhos desceram lentamente até encontrar os lábios dela, sentindo seu peito estremecer quando ela fez o mesmo. Sem mais delongas e sentindo sua cabeça gritar por aquele momento, a garota tomou partida, quebrando o que restava da distância entre eles e tomando os lábios dele nos seus. Seus corpos queimavam como fogo, de repente todo o tecido que vestia parecia sufocá-los, colocou suas mãos na barra do suéter de Olívio, quebrando o beijo ao puxar o mesmo para cima, a fim de tirá-lo.

- Veja, acredito que não estamos numa posição muito justa aqui, . — disse Wood ofegante.

E com uma troca maliciosa de olhares, o garoto puxou o vestido da mesma, tirando-o. Wood pode sentir suas calças ficarem mais apertadas ao ver a delicada — porém sexy — lingerie vermelha de renda que a garota usava. Seu busto era simplesmente encantador. Tomado pela excitação e desejo, o garoto tomou novamente os lábios dela para si, pousando sua mão sobre a coxa esquerda da garota e a puxando para cima. Como quem entendesse o recado, deu um leve salto, entrelaçando suas pernas ao redor da cintura do mesmo. Podia sentir suas fortes mãos a apertando. Privilégios de ficar com um goleiro, ela diria. A garota estremeceu ao sentir a bancada gélida da pia entrar em contato com seu corpo. Wood quebrou o contato de suas bocas, o que fez ela arfar em descontentamento.

- Não pare. — sussurrou ofegante.

O Grifinório apenas a olhou divertidamente antes de afastar seus cabelos compridos para trás, depositando um rastro de beijos quentes em seu pescoço. pode sentir seu corpo inteiro se arrepiar, levou sua mão a nuca dele, enrolando seus fios de cabelo nos dedos, como se respondesse aos toques do garoto. Esse, então, passou a trilhar seus beijos ao colo dela, parando e beijando seus seios por cima da renda. Levantou seu olhar como se quem pedisse permissão, e ela simplesmente intensificou o aperto em sua nuca, concordando. As mãos dele subiram pelo corpo dela deixando uma trilha de calor até, finalmente, segurar seus seios. Tirou o sutiã e o arremessou para longe dali. Com o polegar e o indicador ele massageou seus mamilos, deixando-os enrijecidos. Soprou delicadamente os mesmos e então abocanhou o seio de maneira desesperadamente gostosa. Sua língua contornava seu mamilo e chupava o bico até estalar. arfou enquanto arqueava as costas e jogava a cabeça para trás, extasiada pela sensação. Sua mão massageava o outro seio da garota, brincando também, com o bico.

- Wood. — gemeu.

O garoto suspirou ao ouvir seu sobrenome. Sentia-se excitado como nunca e tinha a certeza de que não aguentaria esperar por muito tempo. A artilheira sentia que poderia desmaiar a qualquer momento. O prazer misturado com o perfume de Wood invadindo seus sentidos a levava a loucura, sentia que não tinha controle nenhum sobre seu corpo mais.

- Queria ser provada assim por você todos os dias desde que te vi pela primeira vez. — confessou ofegante.
- . — suspirou ao ouvir. — Não sei o que fez comigo naquele dia, mas eu adoro. Você me deixa louco. Te ver e não poder te fazer minha era minha maior penitência.

Trocaram um olhar profundo. Os olhos dele eram como duas chamas vivas de fogo e desejo, representando exatamente o que ambos sentiam naquele momento. Engataram em um beijo, suas línguas buscavam uma a outra com urgência, explorando toda a boca como se marcasse território. desceu a mão pelo abdômen de Olívio, traçando um carinho com a ponta dos dedos até chegar em sua calça. Acariciou o volume ali e deu um leve aperto, fazendo com que o garoto se arrepiasse e soltasse um gemido contra sua boca. abriu o zíper, não demorando muito a se livrar do restante das peças que a impediam de sentir o garoto.

- O que você faz comigo, garota? — arfou ele com os olhos brilhando de desejo.

Ela, no entanto, nada respondeu. Apenas fechou a mão agarrando seu membro que estava quente e pulsante aquela altura, fazendo com que o menino suspirasse em aprovação. Ela iniciou suas carícias com movimentos de vai e vem, pressionando seu membro entre os dedos, enquanto isso, sua outra mão acariciava as bolas dele. O garoto fechou imediatamente os olhos, pressionando-os com força ao sentir o prazer dominar o seu corpo. Suas mãos agora estavam depositadas na cintura de e apertavam a mesma com força, incentivando seus movimentos. A garota, parecendo gostar da forma com que ele reagia ao seu toque, intensificou os movimentos, sentindo o mesmo enrijecer as pernas e soltar um leve gemido de aprovação.

- . — suspirou — estou quase lá.

E então, como em uma brincadeira extremamente sem graça, a garota simplesmente parou. O que fez com que Olívio abrisse os olhos imediatamente e a olhasse com indignação. A garota apenas sorriu maliciosa e olhou ao redor como se procurasse algo.

- Accio camisinha.

E então o pacote veio voando ao seu encontro. Eles se olharam e o que restou da embriaguez compilado com o ato inusitado da garota foi o suficiente para que — por um momento — caíssem em gargalhadas. Com a ajuda de Wood, a garota desceu da pia e entrelaçou sua mão com a dele, puxando-o em direção ao banco na janela, onde empurrou o garoto para que sentasse. Pegou a embalagem e rasgou-a com a boca, logo em seguida colocando a mesma sobre o membro dele. Trocaram um olhar sugestivo e logo o garoto tomou os lábios dela para o seu em um beijo feroz e então, novamente, seus corpos queimavam de desejo. Wood puxou a garota pela cintura, encaixando seus corpos em um só, fazendo com que ambos gemessem pelo contato de suas intimidades. Seus corpos se movimentavam em perfeita sincronia, como se já fizessem aquilo há muito tempo. A química entre eles era natural. apertava a nunca de Olívio enquanto mexia os quadris, rebolando em seu colo, o mesmo apertava sua cintura a fim de ajudá-la com os movimentos, vez ou outra fechavam os olhos e pendiam a cabeça para trás, deixando o prazer tomar conta de todo o seu corpo mas, na maior parte do tempo, seus olhares eram cravados um no outro, refletindo luxúria, prazer e milhares de outros sentimentos que naquele momento pareciam indecifráveis.

- Quero… tentar… uma coisa… com você. — disse Wood entre gemidos. — levanta.

A sonserina obedeceu, ainda não haviam atingido o clímax, porém, suas pernas estavam completamente bambas. Wood virou a mesma de frente para janela, ficando atrás dela. Delicadamente, colocou a mão em suas costas, fazendo com que a garota se curvasse em direção ao estofado do banco. Puderam ver seus reflexos através do vidro da janela. Suas bochechas estavam rosadas e partículas de suor escorriam pelas suas faces e corpo, fazendo com que seus cabelos ficassem grudados em seu rosto. Olívio passou lentamente a mão sobre as costas nuas de , trilhando o caminho até sua bunda, onde lhe depositou um tapa forte, seguido de um beijo. A garota arfou. Não podendo se controlar mais, Wood encaixou sua intimidade na garota e a penetrou lentamente, observando a expressão se preencher de prazer através do reflexo na janela.

- Isso é tortura. — arfou a garota.
- O que? — se fez de desentendido, entrando e saindo lentamente de novo.
- Wood! — exclamou.
- Eu quero ouvir você pedir. — disse apertando sua cintura.
- Eu quero… você. — gemeu — me faça sua. — suplicou.

E então, com um sorriso sapeca brincando em seus lábios, Wood penetrou-a fortemente, retomando total velocidade e intensidade em seus movimentos. Mais uma vez, seus corpos eram um só e seus gemidos eram completamente sincronizados. Wood observava toda a cena através do reflexo da janela, se sentia extremamente estimulado a ver as expressões de aprovação que vinha de sua parceira, que mordia os lábios e arqueava as costas em cada investida sua. E então, com seus corpos mais ardentes que brasa, atingiram o clímax juntos. Ofegantes, o garoto separou seu corpo da menina, que sentia suas pernas tremerem como nunca. Pegou a mesma no colo e a levou para a grande banheira de espumas do local, onde se sentou e encaixou a garota em seu colo, ficaram longos minutos ali em silêncio, se recuperando da onda de prazer que havia invadido os mesmos pouco tempo antes. Wood tinha uma de suas mãos repousadas na cintura da garota e a outra afagava seus cabelos enquanto ele lhe beijava os ombros delicadamente.

- Eu disse para não julgar o banheiro antes de experimentá-lo. — a garota sorriu ao ouvir Olívio.
- Você estava certo. É mesmo um lugar de paz e descanso. — ironizou brincando e arrancando uma gargalhada dele.
- Esperei tanto por esse momento. — confessou — penso nisso desde que vi você treinando no campo de quadribol.
- Pensei que vocês grifinórios eram os bonzinhos. — a garota repetiu a frase que dissera a ele no primeiro dia em que se viram.
-
Soube que seria minha quando te segurei no colo pela primeira vez, só… parecia certo, sabe?
- Entendo perfeitamente ou já esqueceu a maneira com a qual eu me agarrei a você aquele dia? — sorriu tímida ao se lembrar — me senti surpreendentemente segura.

O garoto sorriu, segurou o rosto da mais nova com as mãos e lhe depositou um beijo carinhoso em seus lábios.

- Até que você não é tão má pra uma sonserina.





Fim.



Nota da autora: Sem nota.





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