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Ato Dois:
Here We Go Again - 2006 a 2007


Capítulo 8

- She lives in a shadow of a lonely girl, voices so quiet, you don't hear a word, always talking but she can't be heard. – Deslizei meus dedos pelas notas do piano. - You can see it there if you catch her eye, I know she's brave but it's trapped inside. Scared to talk but she don't know why. – Respirei rapidamente. - Wish I knew back then what I know now, wish I could somehow go back in time and maybe listen to my own advice. – Senti minha voz ficar mais fina em alguns momentos e a engrossei no refrão. - I'd tell her to speak up, tell her to shout out, talk a bit louder, be a bit prouder. Tell her, she's beautiful, wonderful, everything she doesn't see. You gotta speak up, you gotta shout out and know that right here, right now, you can be beautiful, wonderful, anything you wanna be. Little me. – Ouvi minha voz morrer e tirei os dedos do piano, olhando para David e Mike que estavam debruçados no mesmo. – E aí? – Perguntei olhando para eles.
- Isso tá incrível, . – David falou, suspirando.
- Tem certeza que você mesma que escreveu? – Mike perguntou e eu revirei os olhos. – É brincadeira! Para quem não escrevia nada, isso está demais. – Ri fraco.
- De onde veio a inspiração?
- De mim. – Falei suspirando. – Essas férias eu estava em Relva pensando em como eu nasci e cresci naquela cidade e comecei a notar que eu não pertencia mais aquilo. Tudo era diferente, mas não era a cidade nem as pessoas, era eu. – Suspirei.
- Está muito boa, . – David falou e se sentou em volta do sofá de casa novamente. – E o ritmo está bem pertinente. – Afirmei com a cabeça. – Talvez ao invés do piano, a gente use um ritmo mais lento.
- Sim! – Concordei. – Uma mixagem de leve. Nada exagerado.
- O que mais você tem aqui? – David começou a fuçar nos papéis. – The Time of Our Lives.
- Ah, isso é algo que eu comecei ontem à noite. – Me levantei do banco do piano no meio da sala e andei com Mike até a mesa novamente. – Mas só pensei nisso.
- Let's have the time of our lives, like there’s no one else around. Just throw your hands up high even when they try to take us down. – David leu as palavras. – Foca nisso, está bem legal. Representa muito nossa atual situação. – Ele riu e eu afirmei com a cabeça. – O que mais?
- Tem aquela que eu falei para vocês, que queria ajuda, é sobre amor, mas eu não sinto isso, então empaquei. – Me levantei novamente, seguindo para o piano.
- Mas e o ? – Mike falou e eu virei o rosto para ele, com a testa franzida. – A gente sabe que você tem um tombo por ele. – Soltei uma gargalhada alta.
- Eu vou matar o ! – David riu, piscando para mim. – Não, gente! Não é amor... É um cara bonito sendo legal comigo, isso é... Sei lá. – Balancei a cabeça. – Atração, queda... Qualquer besteira, nunca vai dar certo. Ele me olha como uma criança, tem uma namorada gostosa na cama dele. – Dei de ombros. – Nem se preocupem! – Eles riram.
- Enfim, toque. – David falou, pegando o papel com meus rabiscos na mão.
- Isso começou em algo no piano, mas ficou legal no piano, entende? – Peguei uma das partituras desenhadas em minhas letras e coloquei no apoio. – Mas tem pouca coisa, precisa adicionar uma guitarra, uma bateria, talvez um instrumento de sopro. – Dei de ombros.
- Se você não tocar, não poderemos te ajudar. – Ri fraco.
- Lá vai. – Falei e comecei a movimentar meus dedos pelo piano em notas contínuas. - If time were still, the sun would never, never find us. We could light up. – Mantive os dedos firmes nas notas repetidas. - The sky tonight I could see the world through your eyes leave it all behind. – Parei os dedos por um momento e continuei pouco antes de voltar a cantar. - If it's you and me forever, if it's you and me right now that'd be alright. Be alright. – Parei os dedos, abaixando as mãos.
- É isso? – David perguntou.
- É isso. – Suspirei, virando o corpo para eles.
- Dá muito para manter algo assim, sei lá, parece algo meio sonhador, como se fosse um voo, um sonho... – Mike falou, movimentando as mãos.
- You gotta fly with me now. – David falou.
- Isso! – Mike virou para ele. – Algo assim. Perseguir sonhos, estrelas.
- Isso está parecendo coisa de Peter Pan. – Falei e Mike bateu as mãos me assustando.
- Anote isso! – Ele falou. – Não podemos esquecer. O que mais?
- Que eu tenho é isso. – Dei de ombros.
- Isso está muito bom, a gente só vai precisar agilizar as coisas, entramos em estúdio em uns cinco meses, e só temos três partes de músicas. – David coçou a cabeça. – Bem, mais ou menos. Estivemos trabalhando também nas férias.
- Então, vamos compartilhar isso. – Movimentei as mãos e ele pegou seu celular.
- Uma delas chama Spotlight, algo mais dançante, com uma letra mais despreocupada. – Ele apertou o celular e uma batida dançante começou a sair dos alto-falantes do seu celular. – O ritmo é repetido, mas pensei em afinar um pouco sua voz com efeitos musicais, nada exagerado, mas que desse a impressão de ser disco, algo assim. – Ele pausou a música.
- Tem a letra? – Mike perguntou.
- Não tá comigo, mas o refrão é algo tipo when you feel like I've been everybody stompin'. You and your friend everybody jump in, look at us now everybody shout out. Oh! No matter what's on the outside, get it with your inside. Open your eyes, duties of the spotlight don't be from them, everybody stompin', oh! – David cantou as palavras rapidamente.
- Se eu puder dançar isso no palco, eu vou dançar isso no palco. – Falei e eles riram. – Termina de trabalhar nisso e me manda por e-mail, por favor.
- E a outra? – Mike perguntou.
- Essa eu não comecei a trabalhar no ritmo ainda, mas pensei em algo meio que mostre que você não precisa de ninguém, sabe? Sei lá, tava de bobeira, observando nossos vídeos do YouTube. – Ri fraco.
- I don't need no music when I wanna sing a song. I don't need miss popular to know what's right or wrong. I'm busy burnin' the track, not holding anything back. I'm just being me, watch me do me. – Li as palavras aos poucos, parando um pouco para pensar no ritmo da música. – Nada vem à minha cabeça agora, mas vai dar certo. – Devolvi a folha para ele.
- Estamos com diversas ideias, mas nada completo. – Mike falou.
- Precisamos focar nisso antes da reunião com a Jessica. – David falou.
- Temos alguns meses para isso, só a gente realmente focar nisso. – Falei, dando de ombros. – E você, Mike, nada para acrescentar? Você é sempre o primeiro a dar boas ideias.
- Até estou trabalhando em uma, na verdade. – Ele se sentou no sofá e pegou meu violão ao lado e apoiou no seu colo. – Mas está bem no começo. – Ele respirou fundo antes de começar a tocar o violão. - There's always gonna be another mountain. I'm always gonna want to make it move. Always gonna be an uphill battle, sometimes I'm going to have to lose. Ain't about how fast I get there, ain't about what's waiting on the other side. It's the climb.
- É sobre mim, não?! – Perguntei, suspirando e ele afirmou com a cabeça.
- Você é minha musa, . – Ele falou e eu ri fraco.
- Deixa Lacey ouvir isso. – David brincou.
- Não é nesse sentido. – Ele balançou a cabeça. – Essa situação de vir do nada para o topo, é algo incrível. – Afirmei com a cabeça.
- Quem sabe você escreva uma música sobre vocês? – Perguntei e ele afirmou com a cabeça, suspirando.
- Realmente espero que isso aconteça! – Ele riu.
- Ok, gente! Então foca nisso, semana que vem a gente leva as novidades no David. Vamos focar no que a gente tem, não em coisas novas. – Eles afirmaram com a cabeça.
- Combinado! – Mike falou.
- Vou conversar com o pessoal, se eles tiverem alguma ideia, dar liberdade para eles escreveram algo. – Balancei a cabeça. – Vai que...! – Eles riram.
- Vai dar certo, esse álbum vai ser cem por cento escrito pela gente. – David falou.
- Só espero que a gravadora tope. – Falei e eles riram.
- Tudo pode acontecer. – Mike brincou.

Olhei para o retrovisor e virei o volante para o lado contrário para entrar na vaga certinho e conferi nos dois espelhos como ele estava antes de tirar a marcha e puxar o freio de mão, olhando para o instrutor do lado de fora.
- Muito bom! Pode sair. – Ele falou e eu pisei na embreagem e no freio antes de colocar na ré e abaixar o freio de mão.
Saí da vaga rapidamente e dei a volta, parando do outro lado, vendo o instrutor entrar no carro e colocar o cinto de segurança. E eu respirei fundo. Era agora ou nunca.
- Pode ir em frente. – Ele falou e eu coloquei em primeira, seguindo com o carro devagar em frente.
Parei na primeira avenida e segui em frente, dirigindo sempre abaixo dos 30 por hora e no máximo na terceira marcha. Ele mandou eu virar para a direita, foi o que eu fiz, fazendo uma pequena rampa em todas as esquinas onde o pare estava indicado para mim. Ele mandou virar a direita novamente. Eu o fiz, olhando em volta antes de seguir em frente. Desci a avenida devagar e ele mandou eu virar a esquerda, abri a curva e virei, subindo a rampa novamente, e mandou virar a esquerda e achei estranho. O exame já tinha acabado?
- Pronto! – Ele falou e eu coloquei o carro em primeira, puxei o freio de mão e desliguei o mesmo. – Parabéns! – Ele falou sorrindo e esticou a mão para mim.
- Eu passei? – Perguntei feliz.
- Sim, você passou! – Ele falou e assinou um papel antes dele me entregar. – Você pode retirar sua carteira no departamento de trânsito Los Angeles em 10 dias úteis. – Ele falou e eu sorri.
- Obrigada! – Falei alegre, pegando o papel em sua mão. E saí do carro, fechando a porta do mesmo e olhei em volta antes de atravessar a rua saltitante, vendo Juan e Malcon me olhando. – Eu passei, eu passei, eu passei! – Falei para eles que riram.
- Vou perder meu posto? – Juan perguntou e eu o abracei de lado.
- Nunca! – Falei. – Você sempre vai ser meu motorista, mas agora você não precisa esperar até as cinco da manhã durante os compromissos. – Ele riu.
- É, isso vai ser muito bom! – Ele brincou.
- E agora que você é oficialmente uma motorista de Los Angeles, o que você vai fazer? – Malcon perguntou, com a câmera apontada em minha direção.
- Quero comprar um Porsche! – Falei feliz, rindo. – Será que eu tenho dinheiro para comprar um Porsche? – Perguntei, coçando o queixo.
- Você quer um Porsche? – Malcon perguntou.
- Eu sempre sonhei com esse carro, quem sabe agora eu posso? – Dei de ombros, andando em direção à BMW 2006 que Juan dirigia.
- Jessica vai adorar essa ideia. – Malcon cochichou.
- Eu sei, mas eu faço o que quiser com meu dinheiro. – Falei e ele riu.
- Isso é verdade. – Ele suspirou.

- We're all in this together, once we know that we are, we're all stars, and we see that. – Cantarolei no carro e Jack revirou os olhos.
- Por favor, pare! – Ele falou, passando a mão na cabeça e eu ri.
- Ah, qual é! Foi legal! – Falei.
- Foi! – Ele disse. – Mas depois de 20 vezes isso cansa. – Ele falou e eu ri.
- Nem acredito que a Disney me chamou para algo superexclusivo como isso. – Movimentei uma das mãos, a colocando novamente no volante.
- Você está na mira deles, quem sabe não te chamam para algo? – Jack comentou e eu ri.
- Quem dera fosse fácil assim. – Falei rindo e ele sorriu. – Mas eu gostei, o filme é legal, a história é fofa, e eu adorei conhecer a Sharpay. Ela é legal! Todos são, na verdade.
- Eu já a vi em algum lugar. – Ele falou ao meu lado.
- Zack e Cody, aquela série que a gente vê da Disney Channel?!
- Ah, é verdade! Ela é a vendedora de doces! – Ele riu fraco. – Nunca ia imaginar.
- Pois é! Mal vejo a hora do filme estrear na Disney Channel e eu assistir novamente! Quero DVD, CD, tudo que eu tiver direito! – Falei rindo.
- Você deveria ter sido convidada para fazer High School Musical.
- Já falei que não sou atriz, Jack. – Ele riu fraco e pude jurar que ele revirou os olhos.
- Mas você atua nos videoclipes, , é quase a mesma coisa.
- Claro! Um vídeo de três minutos, com diversas cenas ou um filme de duas horas com cenas dramáticas? – Virei para ele rapidamente. – Igualzinho, não?!
- Pode não ser igual, mas tem seus encantos! – Ele balançou a cabeça e eu acenei para o porteiro, antes de entrar no condomínio, dirigindo em direção ao meu prédio.
- Chega disso! – Falei e ele riu.
- E o tal do Zac é gatinho, né?!
- Mais ou menos! – Falei rindo e ele riu.
- Você é tonta! – Jack me empurrou de leve e eu entrei na garagem do meu prédio, estacionando o Porsche na garagem.
- Não achei ele bonito, isso é crime? – Falei rindo e ele negou com a cabeça.
- Não! Mas é porque você é cega! – Puxei o freio de mão e revirei os olhos.
- Ok, Jack, já entendi! – Puxei minha bolsa no banco de trás e saí do carro, fechando o mesmo.
- Quais os próximos compromissos?
- O meu é dormir! – Ele riu. – Depois eu penso. E você, pensando em alguma música?
- Até tem algo, mas também não tenho. – Ele deu de ombros. – Mas quero ver se termino isso, pode não ficar bom, mas quero ver se sou capaz de escrever uma música.
- Se eu sou, imagina alguém que estuda música desde cedo. – Ele riu fraco.
- Obrigada, ! – Ele me abraçou de lado e entramos no elevador. – Sabe o que eu estou surpreso?
- O quê? – Perguntei.
- Jessica ainda não veio nos cobrar de nada.
- Temos uma reunião marcada, acho que até lá, ela só vai mandar e-mails esporádicos de eventos ou compromissos para aparecer.
- Mas tem o Grammy antes disso! – Jack me lembrou.
- Grammy, gente! Nós estamos indicados ao Grammy, você consegue acreditar nisso?
- Eu pensei nisso por duas semanas inteiras, agora isso é algo real. Então, vamos com tudo. Podemos não ganhar, mas, com certeza, vamos arrasar cantando. – Ri fraco.
- Por favor! – Falei e ele sorriu.

- Onde você está agora? – Louis perguntou do outro lado da linha.
- Estou aqui no prédio do Mack, ele falou que tinha algumas ideias para me mostrar, parece que ele e Jack estavam produzindo alguma coisa. – Equilibrei a bolsa no braço e com o celular no ombro, procurei uma das chaves dos apartamentos.
- E eu tenho que te mostrar uma que eu e ele estávamos produzindo, além de outras pessoas. – Louis riu do outro lado da linha.
- Ah, qual é! Vai ser rápido aqui. – Achei a chave com a ponta verde e coloquei na maçaneta. – Mack provavelmente vai reclamar que eu o acordei e sei lá mais o quê.
- Isso você está certa! – Ele riu e eu coloquei a chave na maçaneta, a destravando.
- Quer apostar? – Perguntei e ele riu.
- Pior que não, apostamos na mesma coisa. – Abri a porta do estúdio de Mack, andando pelo meio do mesmo.
- Oh, meu Deus! – Falei, ouvindo meu BlackBerry bater no chão com força.
- ! – Mack gritou, se cobrindo com o lençol, e quando eu notei eu estava gargalhando. – Fala sério!
- Espera, espera! – Me abaixei e peguei meu telefone de novo.
- , você está aqui? Tá tudo bem?
- Oi, estou aqui! – Falei, balançando a cabeça negativamente.
- O que foi? – Louis perguntou e eu pisquei para a mulher na cama de Mack.
- Você sabia que Mackenzie e Delilah são um casal de novo?
- O quê? – Louis gritou no meu ouvido e eu desliguei o celular, guardando no bolso.
- Que bonito, não?! – Coloquei as mãos na cintura. – É um tal de fala mal aqui, fala mal dali, mas, na verdade, vocês estão dormindo juntos. Legal, não?!
- Ah, , nem vem! – Mackenzie falou, colocando uma bermuda e eu soltei uma risada.
- Bem, não vou tolerar ninguém vindo chorar para mim depois que vocês terminarem... De novo!
- Só foi uma noite, ! – Delilah falou, se escondendo embaixo das cobertas.
- Uhum, sei! – Suspirei. – Eu vim ver a música que você e Jack estavam escrevendo.
- Ah, está aqui! – Ele se aproximou da mesa perto da cozinha e juntou alguns papéis. – A letra está pronta, eu passei para Mike e ele estava tentando trabalhar em algum ritmo. – Ele me entregou. – Se quiserem mudar alguma coisa, fica à vontade. – Afirmei com a cabeça, pegando os papéis xerocados com o escrito Start All Over no topo.
- Ok, e Louis falou que tem outra que vocês escreveram.
- É, aquela tá pronta também, tem algumas anotações, acho legal você dar uma olhada também! – Ele falou jogando os cabelos para trás.
- Ok, boa tarde para vocês! – Virei o corpo para trás, segurando os papéis. – Tchau, Delilah! Manda um beijo para Melanie! – Gritei puxando a porta e tirei minha chave antes que Mack a roubasse de volta.
Entrei no elevador e apertei o botão do térreo ajeitando as folhas em minhas mãos e comecei a ler as letras feias de Mack. I have to wonder if this wave's too big to ride. Commit or not commit is such a crazy time. It's sooner than I thought but you called me out. I lost control and there's no doubt, I'm gonna start all over. Out of the fire and into the fire again. You make me want to forget and start all over. Here I come straight out of my mind or worse, another chance to get burned and start all over. I'm gonna start all over.
Como Mike já havia me dito, Mack e Delilah viviam em uma eterna montanha russa, terminavam e voltavam, e todos os retornos envolviam Melanie, a pequena deles. Mas eu realmente não sabia se era assim mesmo. Ele sempre a xingava por não ser presente, por não entender os gostos dele, já ela, era a mesma coisa, mas sobre o relaxo e irresponsabilidade de Mack. Mas ao ler essas primeiras frases, eu podia ter certeza que essa história era sobre eles, apesar de ter sido co-escrita por Jack. Ele era meio quieto quanto a relacionamentos, mas quem sabe não estava com o coração ocupado também?
Isso me deu uma ideia para uma música nova e eu realmente ignorei o pedido de Louis para passar no apartamento dele e fui direto para o meu, antes que eu me esquecesse.

- Vai, , me ajude aqui! – Johnny falou, puxando a cadeira do seu lado.
- Nem vem! – Virei meu corpo novamente. – Já tive muita dificuldade para entregar minha parte. – Deslizei os pés no chão, mexendo a pequena bola em minhas mãos.
- A gente precisa entregar isso hoje à noite. – Johnny reclamou, batendo as mãos no teclado do computador.
- Sinto muito, meu amor! – Me sentei ao seu lado. – Fiz 50 por cento desse trabalho, abre o Google, procura alguns sinônimos, precisamos de três parágrafos! – Girei a cadeira, olhando para os outros alunos na sala. – Carl! – Gritei para meu segurança que estava parado na porta.
- Só fazendo meu trabalho. – Ele respondeu e eu revirei os olhos.
- Sai da porta! – Falei. – Ninguém vai me atacar.
- Uhum, sei! – Ele falou e se afastou da porta.
- Sinônimos, sinônimos... – Johnny abaixou a cabeça, batendo-a contra a mesa um pouco.
- Cheguei! – Rachel apareceu na sala. – Desculpe, o ônibus não passou.
- Ofereci para te pegar! – Falei e ela deu a língua.
- Ah tá que você vai aparecer com seu Porsche lá nas favelas de Los Angeles. – Revirei os olhos.
- Que mania de falar do meu carro. – Suspirei.
- Ainda não entendo como você me compra um Porsche antes dos 20.
- Agradecendo todos os dias pelos lucros do primeiro CD. – Ela riu.
- Trouxe a conclusão? – Johnny perguntou.
- Não, mas eu consegui dar a última revisada no trabalho. Está no seu e-mail. – Ela se sentou ao meu lado e suspirou.
- Ah, que droga! – Ele reclamou.
- Só sobrou isso para você fazer e você não fez? – Rachel praticamente gritou para ele e eu me assustei.
- Eu estive ocupado! – Ele reclamou.
- Aposto que menos que a . – Ela respondeu e eu ri fraco.
- Na verdade, eu estou de férias faz...
- Xi! – Rachel abanou a mão para mim e eu ri.
- Bem, eu estou com fome! – Me levantei da cadeira, jogando a bola para Johnny. – Vou para praça de alimentação, volto em uma hora e espero que o trabalho esteja pronto. – Puxei minha mochila.
- Eu vou contigo! – Rachel se levantou.
- Ei! – Johnny gritou.
- Nós fizemos nossa parte, faça a sua! – Falei para ele. – Até mais! – Andei até a porta.
- Vamos, Carl! – Rachel chamou meu segurança e até eu estranhei, rindo.
- Sim, senhora. – Ele respondeu e eu ri.

- Então, finalmente veremos algo para o novo CD? – Jessica empurrou a porta da sala de música e eu ri, me apoiando no pedestal, vendo Brandon e Henry entrando atrás dela.
- Além disso, você vai ver algo exclusivo de Stone e sua banda. – Falei com um sorriso no rosto e ela franziu os lábios, afirmando com a cabeça.
- Eu estou surpresa. – Ela falou, se sentando em uma das poltronas.
- Eu estou com medo! – Brandon falou e eu ri.
- Ah, qual é! – Balancei as mãos. – Um pouco de confiança, vai, senhor produtor! – Ele afirmou com a cabeça e se sentou do lado de Jessica.
- Podem começar! – Jessica falou após Henry se sentar e eu me aproximei do pedestal.
- Essa é The Time Of Our Lives, escrita por mim e produzida por David e Louis. – Falei e Jessica afirmou com a cabeça, com um pequeno sorriso no rosto e dei o sinal para Louis.
Ele começou a tocar a bateria em um ritmo só, tu, tu. Tu, tu, tu. Tu, tu. Tu, tu, tu. E David entrou no teclado, com um som mais mixado, totalmente diferente do piano simples, junto de Mike e Mack, em notas baixas.
- Seems like we're holding on forever, I gotta let it go.– Me aproximei do microfone. - Time's up you pushed me to surrender, tonight. – Ouvi Jack e Emily cantar as palavras soltas comigo. - Who knows what happens now whatever, wherever the wind blows. And I'm there as long as we’re together, alright. Let's have the time of our lives. – Gritei, forçando minha garganta.
- Like there’s no one else around. Just throw your hands up high, even when they try to take us down. – Minha voz se sobressaia com facilidade, mas no fundo Jack e Emily me acompanhavam. –We’ll have the time of our lives. Till the lights burn out. Let's laugh until we cry. Life is only what you make it now, let's have the time of our lives.
Respirei um pouco, ouvindo as notas de David se sobressaírem, antes de eu começar a próxima estrofe sozinha.
- Dreamers don't care if it's right, I think I'm really into you. Restless let's leave it all behind, and tonight. Crazy when you cross my mind, oh the trouble we could get into. So what let's just give this a try, alright. Let's have the time of our lives. – Forcei a voz novamente.
- Like there’s no one else around. Just throw your hands up high, even when they try to take us down. Let's have the time of our lives. Till the lights burn out. Let's laugh until we cry. Life is only what you make it now, let's have the time of our lives. – Jack e Emily quase sumiram nessa parte e eu suspirei.
- Lookin back what are we waitin for? Take the chance, now's all we got for sure. – Cantei com a voz mais baixa, fechando os olhos, ouvindo o ritmo me contagiar e suspirei. Ouvindo as mixagens que David havia feito, antes de tudo ficar quieto. - Let's have the time of our lives. Like there’s no one else around. Just throw your hands up high, even when they try to take us down. We'll have the time of our lives. Till the lights burn out. Let's laugh until we cry. Life is only what you make it now. – Notei forçar a voz mais em alguns momentos e me senti feliz por saber que eu poderia forçar cada vez mais que minha voz respeitaria o comando. - Let's have the time of our lives. – Finalizei a música, ouvindo o baixo e o teclado por um tempo, até sumirem também.
- Uau! – Jessica se levantou batendo palmas. – Eu estou muito orgulhosa de vocês. Isso está ótimo! – Ela sorria, parecia real.
- Obrigada! – Falei afirmando com a cabeça. – Acho que eu estou começando a enxergar o significado de uma boa música
- E fico feliz que você esteja aprimorando seus dotes de autora. – Afirmei com a cabeça rindo.
- Você acha que essa música vale para o próximo CD? – Mike perguntou.
- O que acham, produtores? – Jessica virou para os homens atrás de si e eu parei de respirar por alguns segundos.
- Se vale para o próximo CD? Gente, essa música já está no próximo CD. – Brandon falou rindo e esticou a mão para mim, o qual eu bati na mesma. – Está muito boa! A letra, a mixagem, o ritmo. Vocês fizeram um ótimo trabalho, galera.
- Obrigada! – Agradeci feliz.
- Mal vejo a hora de ver no que mais vocês estão trabalhando. – Henry falou e eu ri fraco.
- Tem algumas coisas. – Suspirei e ele piscou para mim.
- Muito bom! Continuem assim! – Jessica falou. – Aproveitem o tempo livre, está sendo produtivo. – Ela piscou para mim e eu sorri.

- Oi, garota! – Olhei para porta do meu quarto, vendo Mack parado na mesma.
- Ei, e aí? – Me sentei na beira da cama, largando o violão na mesma.
- Tudo certo. – Ele falou se aproximando. - Me chamou?
- Sim, chamei! Eu queria te mostrar uma música. – Peguei os papéis amassados em cima da cama.
- Por que eu? – Ele se sentou na beirada da mesma, virando o corpo para mim.
- Porque é sobre você! – Fiz uma careta e ele franziu a testa. – Sobre você e Delilah, na verdade. – Ele fez uma careta.
- Por que você não escreve uma música sobre a sua vida? – Achei a letra e entreguei para Mack.
- Já conversamos que os poucos momentos de empolgação na minha vida não são interessantes para uma música. – Puxei o violão de cima da cama e ele riu.
- Tem ritmo? – Ele perguntou e eu apoiei o violão no colo.
- Mais uma melodia, na verdade. Que, provavelmente, David vai mexer. – Ele riu fraco. – Vai, segue aí! – Apontei para o papel e movimentei os dedos no violão.
- Ok! – Ele disse. – Here We Go Again.
- Um, dois, três, quatro... – Comecei a dedilhar os dedos no violão devagar. - I throw all of your stuff away. Then I clear you out of my head. I tear you out of my heart and ignore all your messages. – Passei os lábios um no outro, respirando. - I tell everyone we are through, cause I'm so much better without you, but it's just another pretty lie cause I break down everytime you come around. Oh, oh. – Agilizei os dedos no violão. - So how did you get here under my skin?– Vi um sorriso se formar nos lábios de Mack. - Swore that I'd never let you back in. Should have known better than trying to let you go. Cause here we go, go, go again.– Olhei para os meus dedos. - Hard as I try I know I can't quit. Something about you is so addictive.– Desacelerei os movimentos. - We're falling together you'd think that by now I know cause here we go, go, go again. – Respirei, parando os dedos, quando vi Mack gargalhar.
- Eu vou te matar! – Ele falou com um sorriso no rosto.
- Por quê? – Perguntei e ele balançou a cabeça. – Fui fiel demais?
- Um pouco! – Ele riu. – Principalmente a parte de tentar esquecer e voltar tudo de novo. – Ele passou a mão na testa. – Eu e Lilah... – Ele respirou fundo. – É algo complexo.
- Você não precisa explicar para mim, Mack! – Ele afirmou com a cabeça.
- Você é a chefe e minha amiga. – Ri fraco, balançando a cabeça. – Eu preciso te falar. – Ele respirou fundo. – As coisas foram acontecendo, a gente se conheceu, beijou, transou, a gente brigou bastante quando ela engravidou, como se a culpa tivesse sido só dela. – Ele balançou a cabeça. – E, desde então, a gente vive assim. Fica junto, briga e separa. Eu não queria ser assim. As vezes dói demais. Mas eu a amo e a odeio.
- Vai ser complicado te defender. – Suspirei. – A gente falar mal dela e depois falar bem. – Ele gargalhou.
- Isso é! – Ele suspirou, bagunçando os cabelos. – Só queria sair dessa montanha-russa.
- Infelizmente, eu não posso fazer nada para te ajudar nessa, amigo. – Bati a mão em suas costas. – Comece tentando terminar a música. – Entreguei o papel para ele. – Tornar algo mais pessoal.
- Oh não, não quero ter co-produção nisso. – Dei de ombros.
- Pensa num ritmo, então.
- Talvez algo mais agitado. – Ele falou e eu afirmei com a cabeça.
- Fala com Mike, uma afinada de guitarra ficaria bem aqui. – Entreguei o papel da melodia e ele afirmou com a cabeça. – E qualquer coisa que você precise relacionada ao seu coração, me avise. Quem sabe eu não escreva mais músicas com isso?
- Você precisa começar a sair e conhecer pessoas. – Ele se levantou rindo.
- Você não ouviu La, La, Land? Eu realmente não preciso disso. – Ele revirou os olhos.
- Ah, antes que eu me esqueça. Eu, Louis, Emily e David temos algo para te entregar. – Ele tirou um papel amassado do bolso e me entregou. – Queremos saber se você gosta.
- Here’s To Never Growing Up? – Perguntei e ele afirmou com a cabeça. - Singing Radiohead at the top of our lungs. With the boom box blaring as we're falling in love. I got a bottle of whatever but let's get in this truck. Singing, here's to never growing up. – Li a primeira estrofe rapidamente. – Parece bom! – Ri fraco. – Vou analisar melhor. – Coloquei o papel junto com os meus. – Alguém pensou num ritmo?
- Está com Louis! – Ele deu de ombros. – Eu sou sempre o último a receber os ritmos, você sabe. – Ri fraco.
- Você precisa começar a trabalhar lado a lado com Louis, vocês são o ritmo. – Ele riu, afirmando com a cabeça.
- Até tentei passar aqui do lado, mas Agatha está na cidade, então, já viu.
- Quase todo mundo está namorando, pelo amor. – Falei e ele riu. – Vou me juntar aos meus amigos e deixar vocês sozinhos também.
- Até parece que consegue. – Mack gritou e eu lhe mostrei a língua.
- Consigo, tá? Vocês que estão vindo atrás de mim. – Ele abriu a boca como se fosse falar e a fechou logo em seguida.
- Ok, vai! Tenha uma boa noite, . – Afirmei com a cabeça.
- Até mais! – Gritei, vendo-o sair do meu quarto.

- Respira fundo, vocês já fizeram isso antes! – Jessica nos falou dentro da limusine e eu afirmei com a cabeça.
- Mas é o Grammy! – Alguém gritou para ela e eu fechei os olhos, respirando fundo.
- Então se comportem, porque é o Grammy. – Ela respondeu e eu abri os olhos, suspirando. – Tudo certo? – Ela estava olhando para mim e eu afirmei com a cabeça. – Andem, parem para fotos, sorriam. tire algumas fotos sozinha, o mesmo esquema de sempre! – Ela falou e concordei. – Arrasem! Encontro vocês nos bastidores. – Respirei fundo e ajeitei meu longuete tomara-que-caia vermelho com bordados em pedras pretas da H&M.
A porta da limusine se abriu e eu desci do carro encarando o tapete verde e os tapumes marrom com o logo branco em minha frente, com diversas pessoas andando para lá e para cá e respirei fundo. Ajeitei a barra do meu vestido e conferi se minha sandália de tiras pretas não estava machucando, é óbvio que estavam.
- Pronta? – Mike perguntou ao meu lado e eu respirei fundo.
- Claro! – Respirei fundo, joguei os fios do cabelo solto para o lado e segurei em Mike, começando a caminhar pelo tapete.
Lá eu pude ver grandes nomes da música e meus atuais concorrentes nessa disputa. Beyoncé, Linkin Park, Slipknot, Maroon 5, o que fez Jack surtar um pouco, Kelly Clarkson que eu já tinha conhecido em outras premiações, Christina Aguilera, Foo Fighters, Black Eyed Peas, e a que me fez surtar, Queen Latifah. Eram muitos rostos conhecidos, mas que eu precisei meu controlar. Não podia dar uma de fã na maior premiação da música.
Logo paramos juntos, na nossa pose já clássica e tiramos diversas fotos. Eu na frente, Mike e Mack ou meu lado, depois Jack e Emily, e Louis e David. Eu ouvia o pessoal chamando meu nome, então eu tentava virar o rosto para o lado que eu era chamada. Virei o corpo, abrindo um sorriso, fechando, tentando manter o rosto mais sereno, tudo que eu já estava acostumada.
Nos separamos um pouco para cada um tirar fotos individuais e eu fiquei cega por um momento. Já estava acostumada, só minhas lentes que não se acostumavam muito com isso, que fazia com que me cegasse por alguns segundos. Quando eu cansei de sorrir para o pessoal eu segui em frente, vendo Jessica me chamar e eu dei uma rápida corrida até ela.
- Entrevista do E! Cinco segundos. – Ela falou e eu afirmei com a cabeça, suspirando e logo ela me empurrou para as escadas acima e Ryan Seacrest estendeu sua mão e eu sorri.
- Oi! – Ele falou sorrindo e eu retribuí. – Stone está aqui conosco. Como você está?
- Muito bem e você? – Perguntei sorrindo.
- Muito bem com você aqui. – Ri fraco.
- Obrigada!
- Então, , você está concorrendo há quatro categorias do Grammy está noite, melhor álbum, melhor álbum pop, melhor canção e melhor clipe. Como você está se sentindo?
- É algo surreal! – Soltei uma risada fraca. – Eu realmente não esperava essa receptividade toda logo no primeiro CD, muito menos concorrer a esse prêmio maravilhoso.
- Você merece! – Sorri, acenando com a cabeça.
- Obrigada! É extraordinário. Só de concorrer é uma honra, tem tantos nomes junto do meu que só isso me dá uma alegria fora do comum.
- Isso é bom! E você vai cantar também?
- Sim, vamos! Primeira vez no palco do Grammy, espero vir com tudo. – Ele sorriu.
- Estou torcendo por você. – Ele sorriu. – E quais os planos de vocês depois da premiação?
- Trabalhar! – Sorri. – Estamos focados em escrever e produzir novas músicas, aproveitar o sucesso do primeiro CD e emendar o segundo.
- Nossa! Mal posso esperar! – Ele sorriu. – Te desejo boa sorte, e te ver mais vezes.
- Obrigada! – Sorri e ele me beijou rapidamente na bochecha o que eu retribuí e saí do pequeno estande, tendo Jessica lá embaixo me ajudando a descer.
- Foi tudo bem?
- Foi sim! – Afirmei com a cabeça.
- Vamos entrar, então! Vocês precisam se sentar antes da premiação começar. – Afirmei com a cabeça e virei o rosto, vendo meus membros de banda espalhados por aí.
- Vai demorar um pouquinho! – Falei e ela riu.
- Resolvo em dois segundos. – Ela piscou para mim e eu ri, vendo-a se aproximar deles.

- E os indicados para Melhor Álbum Pop são... – A apresentadora no palco, que eu realmente não sabia o nome falou e David segurou minha mão em cima do apoio do braço. – Kelly Clarkson, Breakaway. Paul McCartney, Chaos and Creation in the Backyard. – Respirei fundo. – Gwen Stefani, Love. Angel. Music. Baby. Stone, Make a Wish. – Fechei os olhos. – Maroon 5, Songs About Jane. – Dei um sorriso para o câmera em minha frente e tentei relaxar o corpo. – E o vencedor é... – Olhei para David ao meu lado e ele sorriu, somente acenando com a cabeça e eu sabia que poderia tentar novamente com o novo álbum e com os próximos. Era tudo uma questão de aprendizado e melhora. – Make a Wish, Stone. – Arregalei meus olhos, sentindo meu coração bater muito rápido e senti alguém me chacoalhar e eu tive que pensar mil vezes antes de me levantar.
Quando eu me levantei, minha banda inteira estava em cima de mim e eu só consegui abraçar um deles e eu nem lembro quem foi, pois meus olhos estavam embaçados por causa das lágrimas. Eu me separei deles por um momento e segui em direção ao palco, finalmente ouvindo o pessoal que me aplaudia.
Subi no palco com minha banda atrás de mim e abracei os dois apresentadores que, infelizmente, eu não os conhecia, mas foram eles que colocaram em minhas mãos o meu primeiro gramofone do Grammy, fazendo com que um grande sorriso com choro aparecesse em meu rosto e eu fiquei em cima do pedestal.
- Oh meu Deus! – Falei rindo, segurando meu prêmio com força em minhas mãos. – Eu não esperava por isso. – Suspirei, passando uma das mãos nos olhos. – Eu só quero agradecer à todas as pessoas que participaram da produção desse CD, à minha gravadora, a Patrick e Brent, à minha empresária Jessica, meus companheiros de banda que sempre me aconselharam e me ensinaram muito nesses últimos anos. – Suspirei. – É uma honra competir com lendas da música, Paul McCartney, é simplesmente o melhor dia da minha vida. Obrigada! – Ergui o prêmio e saí do palco com minha banda ao meu redor.
- Ah! – Jessica estava nos bastidores com as mãos abertas e ela me abraçou rapidamente, me tirando do chão por um momento. – Meus parabéns, eu estou tão feliz por você! – Ela falava em meu ouvido e eu ri fraco, apertando-a contra meus braços.
- Eu não consigo acreditar, isso é... Isso. Oh, meu Deus! Olha isso. – Estiquei o gramofone para ela que riu.
- Hoje temos o que comemorar! – Mack me abraçou forte, mexendo meu corpo e eu ri. – Mesmo que seja menor de idade, vamos virar umas doses de tequila.
- Ah...
- Nem vem, Jessica! – Mack esticou o dedo para ela. – Nem vem!
- Estão anunciando os indicados do prêmio de melhor clipe. – Emily falou.
- Ah, eu nem ligo! Já fiz meu dia hoje! – Abracei o prêmio novamente, suspirando.
- Vamos ver! – Jessica falou e eu fiquei próxima a saída do palco, vendo os apresentadores no palco.
- Lose Control, Missy Elliot, Ciara e Fatman Scoop; Show Me Love, Stone; Feel Good Ind, Gorilaz; Feels Just Like It Should, Jamiroquai. E o vencedor é... – Eles leram, mas eu estava totalmente despreocupada, o álbum do ano era meu! – Show Me Love, Stone. – E, pelo visto, o clipe do ano também era meu!
Virei para meus membros de banda e todos estavam com os olhos arregalados, visivelmente surpresos, e eu deveria estar da mesma maneira, pois eu não conseguia fechar meus olhos. Entreguei meu prêmio anterior para Jessica e entrei no palco novamente, dessa vez comemorando de verdade, eu juro que dei um pulo assim que entrei no mesmo, ouvindo algumas risadas.
- Volte aqui, ! – O apresentador falou e eu sorri, abraçando-o rapidamente e ele me entregou meu segundo gramofone.
- Posso repetir meu discurso de dois minutos atrás? – Perguntei, vendo a plateia rir. – Deus! – Falei rindo, passando a mão na testa. – Obrigada! Obrigada a quem vota. Eu quero agradecer imensamente para meus membros da banda que tiveram essa ideia de fazer um clipe mais respeitoso, grandioso, mostrando o potencial da nossa banda e o que a gente veio fazer aqui. Agradecer também ao nosso diretor Benny que teve a ideia do espaço, da história. Foi um grande trabalho em grupo e é bom ver que realmente valeu a pena. – Suspirei. – Obrigada por nos aceitarem, e espero que nos aguentem por muito tempo. – Sorri, agarrando o prêmio e saindo do palco, pulando nos braços de Mike assim que cheguei aos bastidores.
- Agora vão ser duas doses de tequila, Jessica! – Mack falou e eu ergui o prêmio rindo.

- E agora, a vencedora de dois Grammys dessa noite, vamos receber Stone. – Ouvi meu nome ser falado e imediatamente as luzes foram acesas, enquanto meu quarteto de cordas começava aquela música que eu já estava cansada de cantar, mas que sempre me fazia abrir um largo sorriso no rosto.
- You should've known I love you, though I'll never say it too much. Maybe you didn't get me, maybe I'll never know what I done. – Mike começou, e eu pude ouvir as pessoas gritando por ele ou por nós, me fazendo sorrir.
Eu tentei fazer daquela a melhor apresentação de Show Me Love, eu sabia que essa era estava chegando ao fim e que chegaria outras músicas que poderiam marcar minha carreira para sempre, assim como essa música fez. Mas eu sabia, ali, naquele palco, com dois Grammys nas mãos, que Show Me Love sempre seria um amor especial, aqui e no mundo.
- Now I'm lost in the distance, you're looking me like a stranger. – As pessoas começaram a gritar quando chegou minha parte, fazendo com que as lágrimas voltassem a aparecer em meus olhos. - Cause how it looks right now to me, that nothing can save us. – Abri meus braços feliz, antes de cantar com minha banda.
- I could've shown America all the bright lights in the universe. Could have reached, the highest heights, a different place, a different life. Remember that night underneath the stars, for a minute I thought the world was ours. All you had to do was show me love.
Saí do palco feliz. Eu havia colocado um vestido longo preto, para imitar o videoclipe de Show Me Love e decidi voltar à premiação assim mesmo. Eu ainda teria que encarar fotos da imprensa ainda, com meus prêmios, mas eu achei que aquilo seria tudo. Até eu conseguir mais dois prêmios naquela noite, álbum do ano e música do ano por Show Me Love.
Eu quase desmaiei quando o último prêmio da noite, de álbum do ano foi anunciado, era algo incrível ganhar de álbum pop, mas de álbum do ano? Eu realmente não esperava isso. E sobre Show Me Love ser melhor música? Essa eu tenho que me gabar um pouco, a música era extraordinária. Foi muito bem pensada, muito bem trabalhada. Então foi algo que realmente me orgulhou.
Algo que eu posso dizer dessa noite era que minhas expectativas seriam as maiores possíveis. Em todas as ocasiões. Se no primeiro álbum eu havia conseguido reconhecimento mundial, prêmios em todas as premiações que eu pude concorrer, agora eu tentaria fazer sempre o melhor. E espero que eu consiga fazer o mesmo feito daqui um ano com minhas músicas e minhas melodias.
Eu queria enfiar o pé na porta? Bom! Agora eu precisaria arrebentar todas as estruturas.

Eles colocaram os quatro prêmios em minha mão e se afastaram, e eu, realmente, não conseguia me mexer, era muito medo de alguma coisa cair, e destruir uma das melhores lembranças da minha vida. A gravadora já guardara os prêmios do ano passado, mas agora eu teria que arranjar algum espaço para ficar olhando para aquelas quatro belezuras assim que eu acordasse. Era uma felicidade muito grande.
Eu virei o rosto de um lado para o outro, sorrindo para os câmeras de cá e para os câmeras de lá, mas ficar naquela posição, abraçando os prêmios, não era muito confortável. Então logo eu pedi para as pessoas tirassem aquilo de minha mão e foquei nas perguntas dos jornalistas em minha frente.
- Qual é a sua sensação em ganhar quatro Grammys com seu álbum de estreia? – Soltei uma risada fraca antes de responder.
- É algo de outro mundo, eu nunca imaginei isso. Fiquei muito feliz em, ao menos, ser cotada para isso. É a maior premiação da música, é algo que importa e eu estou pulando de alegria. É muito bom.
- O que você tem em mente para esse ano?
- Outro álbum que me dê vários prêmios. – Eles riram. – Não exatamente isso, mas eu pretendo lançar um álbum com muita visibilidade, que as pessoas possam ouvir, se ver nas músicas e, com certeza, mostrar quem eu sou.
- No primeiro álbum só teve uma música escrita pela sua banda, a qual você nem fez parte, como vai ser a produção desse novo álbum?
- Inicialmente nós abandonamos os escritores de músicas dessa vez, estamos tentando escrever coisas baseadas em nossa vida, nossas experiências e, com a ajuda dos nossos produtores, pretendemos trazer músicas que possa nos representar ainda mais.
- Você disse a palavra ‘nós’, quem são esse nós?
- Eu e minha banda. Nós sete estamos com o foco de escrever músicas baseada em nossas vidas para o novo CD.
- E por que a banda toda e não só você? O que isso traz para você?
- Hum, primeiro porque eu sempre fui muito clara sobre ser leiga na produção de músicas, e algumas pessoas já trabalharam em música, tem mais conhecimentos que eu, sabem como montar um ritmo perfeito. Segundo que minha vida pessoal é um pouco entediada. – Eles riram. – Então é preciso que a gente divida as histórias para sair algo emocionante. Terceiro que eles são minha família. – Sorri. – Nós ficamos cada vez mais próximos, é algo incrível e estranho ao mesmo tempo. – Suspirei. – E quarto, apesar que uma lista costuma chegar até ao terceiro, é que os fãs têm dado uma resposta muito boa, não só à mim, mas também aos meus membros de banda. A maioria do pessoal tem um favorito na banda, e isso ficou muito claro durante nossa turnê ano passado.
- Então, qual o foco agora?
- Trabalhar! – Falei suspirando. – Porque foi assim que chegamos aqui essa noite e é assim que vamos continuar nesse posto.
- Obrigada, , vamos chamar o próximo vencedor. – Desci do palco, encontrando Jessica no pé da escada.
- Muito bom! – Ela falou. – Te achei focada demais.
- Espero que isso seja bom! – Falei rindo.
- Vai ser! – Ela afirmou com a cabeça.
- E aí, tequila? – Mack perguntou e eu gargalhei.
- Eu vou ter que aceitar, Jessica. – Falei para ela. – Qual é, a idade no Brasil é 18, eu já experimentei coisas aos 15. – Dei de ombros e ela revirou os olhos.
- Ok, mas dentro de casa, não queremos fotos caso alguma coisa dê errado. – Ela falou e eu ri, piscando para ela.

- Ei, você está bem? – Perguntei para Virgínia quando ela saiu com uma cara meio enjoada do banheiro.
- Eu tenho três bebês dentro de mim, eles estão quase no sexto mês, e os enjoos simplesmente não param. – Ela se sentou no sofá de sua casa e encostou a cabeça no ombro de David.
- Mas você está muito bonita, Gini. – Ela sorriu, afirmando com a cabeça.
- Obrigada! – Estiquei a mão e acariciei sua barriga. – Só espero que essas veias feias voltem para o lugar quando eles nascerem.
- Já falaram como vai ser o parto?
- Cesárea, é o único jeito. – David falou. – Para garantir a saúde deles e de Virginia. – Ele suspirou e eu assenti com a cabeça.
- E quando eles nascerem, qual o plano? – Senti os bebês se mexerem e ri fraco.
- Precisamos de um lugar maior, isso é óbvio. – Ela suspirou. – Esse apartamento é grande, mas não tão grande para três bebês, três crianças e depois três adolescentes.
- Uma coisa de cada vez. – Falei e eles riram.
- Você me conhece, eu tenho meus casos, minha firma, é complicado cuidar de um bebê, imagine três.
- Pensasse nisso na hora da parte boa. – Brinquei e ela riu. – Mas não se preocupe tem a mim que gosto muito de bebês, Mack que já é pai, Jack tem a Gemma que tem seus 11 anos. – Balancei a cabeça. – Vai dar tudo certo.
- Espero! – Ela passou a mão na barriga. – Pelo menos eles estão bem. – Suspirei.
- Já descobriram o sexo? – Perguntei.
- Já, nós não te falamos? – Virgínia perguntou.
- Eu tenho estado tão focada nas músicas e na faculdade, que eu realmente não tenho tido tempo. – Suspirei. – Tenho dado pouca atenção a vocês.
- Não se preocupe, criança. Todos temos nossas responsabilidades. – Virgínia segurou minha mão.
- E aí, o que são?
- Temos certezas que tem duas meninas aí dentro, o terceiro está escondido. – Soltei uma risada fraca.
- Ah, que demais! – Bati palmas, feliz. – Duas meninas de pele morena, olhos puxados e cabelos escuros. Metade japonês, metade mexicano. – Brinquei. – Elas vão ser lindas! – Fiz uma careta, fingindo tristeza.
- Obrigada, ! – Afirmei com a cabeça.
- Mas e aí, quais são as apostas do terceiro?
- Todo mundo está achando que é menino. Para dar aquela balanceada. – David brincou e eu ri.
- O que você acha?
- Eu acho que é menino, eu estou alimentando a aposta para esse lado. – O japonês brincou e eu ri.
- E nomes? Alguma ideia? – Perguntei.
- Pensamos em Grace e Natalie. – Ela falou suspirando.
- Grace, eu gosto desse nome. – Suspirei. – E do terceiro?
- Maggie para menina e Gustav para menino.
- Vou pedir opinião de vocês quando for minha vez. – Eles riram.
- Um passo de cada vez, . Vamos chegar aos 20 com essa consciência perfeita sua. – Ela falou e eu afirmei com a cabeça.
- Sim, por favor. – Sorri, suspirando, jogando as mãos para o alto. – É engraçado como as nossas prioridades vão mudando conforme a banda vai tocando. Antigamente eu só queria ir bem na faculdade, agora eu já mudei de foco. – Suspirei. – Ser a maior cantora de todos os tempos... – Balancei a cabeça rindo. – Eu estou completamente louca.
- Não está! – Virgínia segurou minha mão. – Você ganhou quatro Grammys, concorreu há quatro Grammys, você é a artista do ano.
- Na verdade, foi o John Legend. – Brinquei.
- Ele foi artista revelação. Você já ganhou isso ano passado. – David falou e eu sorri, afirmando com a cabeça. – Não dá para ser isso sempre.
- Não, não dá! – Falei e ele sorriu, piscando para mim. – Mas posso tentar ser a melhor sempre.
- Nisso eu posso te ajudar. – Ele falou e eu ri fraco.

- Quem vem lá? – Brinquei, quando vi a porta do meu apartamento sendo aberta, vendo uma cabeleira loira entrar. – Meu querido francês.
- Que ânimo! – Louis brincou, fechando a porta de casa.
- Eu estou vendo Toy Story, você pode imaginar meu ânimo. – Brinquei e ele riu.
- Você tem alguns minutos? – Ele perguntou.
- O que parece? – Estiquei a tigela de cereal e o controle na mão e ele riu.
- Você podia estar estudando música, ouvindo e sei lá mais o quê. – Ele brincou. – Mas depois do Toy Story, eu acho que não.
- Diga! – Falei, batendo no sofá ao meu lado.
- Eu tenho uma música para o novo CD. – Ele falou me entregando a pasta que estava em sua mão.
- Sério? – Perguntei, abaixando os pés da mesa de centro.
- Sim! – Abri a pasta com cuidado e encontrei a letra bonita de Louis lá dentro, em um papel passado a limpo. – Isso que é organização.
- Nem eu estava entendendo, eu passei a limpo. – Ele coçou a nuca e suspirou.
- Love is Easy? – Perguntei lendo o título da matéria e o francês
- É! Eu escrevi sobre Agatha... Bem, eu e Agatha. – Ele mordeu o lábio inferior e ficou vermelho.
- Oh, Louis! – Tirei o papel da pasta. – Tem um ritmo pensado?
- Mais ou menos. – Ele deu de ombros. – Escuta aqui. – Ele começou a estalar os dedos em um ritmo contínuo. - Today I'm laughing the clouds away, I hear what the flowers say. Drinking every drop of rain. And I see places that I have been, in ways that I've never seen. My side of the grass is green. – A voz do Louis era simples e fina ao mesmo tempo, um diferente tipo de fino, diferente de Jack. - Oh I can't believe that it's so simple, it feels so natural to me. If this is love then love is easy, it's the easiest thing to do. If this is love, then love completes me cause it feels like I've been missing you. A simple equation with no complications to leave you confused. If this is love, love, love, oh it's the easiest thing to do. – Eu tinha um sorriso largo no rosto que não sumiu quando ele parou de cantar. – Tem mais, mas...
- Está lindo demais, Louis! – Pisquei para ele rindo. – É tão legal te ver feliz, nem parece aquele garoto tocando Good Charlotte quando eu te conheci. – Ele riu. – Você é um clichê ambulante. – Brinquei.
- Um francês apaixonado, eu sei, eu sei! – Ele riu, balançando a cabeça. – Mas sobre a música, o que você acha?
- Eu não entendo muito, mas a letra está bonita, simples, bem fofa. – Ele revirou os olhos. – Acho que um violão, algo bem sutil no ritmo, vai ficar demais. – Suspirei. – E talvez, com vocês cantando. Mike, Jack... Não sei. Eu gostei! – Afirmei com a cabeça e ele sorriu. – Você precisa parar de se esconder um pouco e aparecer mais.
- Quem sabe isso seja só um começo? – Ele perguntou e eu ri.
- Posso ficar com o papel?
- Claro! – Ele se levantou.
- Vou ver se trabalho algo no violão. – Ele afirmou com a cabeça e eu sorri. – Parabéns, Louis!
- Obrigada, garota! – Ele piscou para mim.
- E sobre a outra? Here’s to Never Growing Up? – Olhei para ele.
- Se daqui a pouco você ouvir algumas batidas de bateria é porque o isolamento não funcionou. – Ri fraco, vendo-o sair.

- Acorda, Bela Adormecida. – Virei o corpo na cama, dando de cara com Jessica entrando em meu quarto.
- Nossa, olha quem apareceu! – Falei, coçando os olhos e bocejei em seguida, me sentando na cama. – Qual o prazer da sua visita?
- Dramática! – Ela falou e me jogou um papel, que caiu entre minhas pernas.
- O que é isso? – Peguei o envelope e abri o mesmo, pegando os ingressos que estavam ali dentro. – O que é isso? – Perguntei.
- mandou para você, é o filme novo dele, mas ficou perdido em meio a todas as correspondências e só vi hoje.
- Mas é hoje! – Li a data, passando a mão no rosto. – Ah, meu Deus!
- Eu vi o trailer, parece ser bem fraco, é ele e a namorada dele, mas você pode fazer um esforço para um amigo, é o que fazemos. – Ela deu de ombros e se sentou na beirada da cama.
- Mas hoje eu não posso! – Joguei os ingressos da première na cama novamente.
- Por que não?! – Ela perguntou.
- Eu tenho um monte de coisa atrasada da faculdade, Johnny vai passar aqui para me emprestar algumas coisas. Eu tirei o dia para fazer isso. – Baguncei meus cabelos. – É o fim do semestre, eu preciso focar nisso.
- Bem, espera passar hoje à noite, depois manda mensagem para ele se desculpando pela ausência. – Ela suspirou.
- Vai ter que ser. E amanhã tenho aquela sessão de fotos ainda.
- Atrasou para semana que vem. Eles ligaram. – Revirei os olhos.
- Ok, estava toda pronta para demorar três horas no banho, lavar o cabelo, esfoliar o rosto...
- Pode deixar para semana que vem. – Ri fraco e bocejei novamente. – Acho que alguém precisa de mais um tempo de sono.
- Precisava, até alguém ligar a luz na minha cara e começar a entrar como se isso fosse a casa da mãe Joana.
- Foi dormir tarde ontem?
- Fui! Depois da faculdade, Mike e David vieram aqui e a gente adiantou algumas coisas. – Dei de ombros. – Temos algumas demos prontas.
- Que bom, reunião está chegando! – Ela falou e eu afirmei com a cabeça.
- Já sei! Vocês me lembram disso todo dia. – Ela riu fraco.
- Não custa nada. – Ela deu de ombros.

Me olhei no espelho do elevador e meu cabelo estava todo armado. O cabeleireiro da revista Seventeen exagerou um pouco no laquê, mas as fotos ficaram maravilhosas. Esse cabelo armado, junto com as roupas coloridas da sessão, ficaram demais! Mas agora eu só queria ver como eu tiraria isso do meu cabelo.
A porta do elevador se abriu e eu saí do mesmo, pegando as chaves dentro da minha mochila e parei em frente a porta, errando duas vezes antes de colocar a chave na maçaneta e abrir a mesma. Um barulho de porta abrindo me distraiu e eu virei para trás, vendo Emily e Amir sair do seu apartamento.
- Ei, te achei! – Emily falou e eu franzi o rosto.
- Me procurando?
- Sim! Onde você estava? – Ela se aproximou de mim.
- Sessão de fotos da Seventeen, acordei com o sol hoje. – Bocejei novamente.
- Ah, foi hoje? – Afirmei com a cabeça.
- Acredita que o cara achou que eu tinha 22 anos? – Perguntei e ele riu.
- É, só três a mais. – Amir falou e eu ri.
- Eu precisava te mostrar algo, tem um minuto?
- Claro, entra aqui! – Abri a porta do meu apartamento e ela e Amir vieram atrás de mim. Joguei minha mochila no canto da porta e me sentei no sofá, indicando para eles sentarem comigo. - É música?
- É sim! – Ela ficou envergonhada e eu ri fraco. – Não sei se está boa, mas tem significado. – Ela deu de ombros.
- Qual o significado?
- Amizade! – Ela deu de ombros. – Pareço uma menina de 12 anos escrevendo bilhetinhos para os amigos. – Eu e Amir rimos com ela.
- Eu gosto de receber bilhetinhos até hoje. – Ela sorriu. – Mas, pelo menos, você escreveu algo. – Pisquei para ela.
- David me ajudou na melodia, ele achou que eu deveria mostrar para você. – Ela separou alguns papéis nas mãos. – Consegue tocar isso? – Peguei a partitura em minhas mãos e andei até meu piano ao lado do sofá e abri o mesmo, apoiando as partituras no local e me sentei no banco em frente.
- Você canta? – Perguntei e ela afirmou com a cabeça, colocando a folha da letra ao lado da partitura e se levantou ao meu lado. Li a partitura rapidamente e suspirei, colocando os dedos em cima das notas e começando a tocá-las devagar, descobrindo aos poucos. Eu toquei as mesmas notas duas vezes antes de Emily começar a cantar.
- Sometimes you think you'll be fine by yourself cause a dream is a wish you make all alone. – Ela começou no ritmo da música, me fazendo sorrir com as palavras. -It's easy to feel like you don't need help, but It's harder to walk on your own. – Ela respirou fundo. - You'll change inside, when you realize. – Sua voz ficou mais forte. - The world comes to life and everything's right. From beginning to end when you have a friend by your side. That helps you to find, the beauty of all. When you'll open your heart and believe in the gift of a friend. The gift of a friend. – Ela respirou fundo e eu parei os dedos com um sorriso no rosto. – Canta. – Ela indicou a próxima estrofe e eu voltei a tocar as notas devagar.
- Someone who knows when you're lost and you're scared, there through the highs and the lows.– Eu lia as palavras mais devagar, tentando entrar no ritmo. - Someone to count on, someone who cares beside you wherever you go. You'll change inside, when you realize. – Agilizei a última palavra.
- The world comes to life and everything's right. From beginning to end when you have a friend by your side. – Emily voltou a cantar comigo. - That helps you to find, the beauty of all. When you'll open your heart and believe in the gift of a friend.
- And when the hope crashes down shattering to the ground. You, you'll feel all alone. – Quando notei Emily havia parado e sorria para mim. - When you don't know which way to go and there's no signs leading you on. You're not alone. – Suspirei, vendo que a melodia ficava mais lenta. - The world comes to life and everything's right. From beginning to end when you have a friend by your side. – Meus dedos se agilizaram conforme a música se agitava. - That helps you to find, the beauty of all. When you'll open your heart and believe in, when you believe in, when you believe in the gift of a friend. – Continuei a melodia por dois tempos, após cantar e senti meus dedos relaxarem.
- Você está chorando. – Amir falou e eu ri fraco, passando a mão em minha bochecha e eu suspirei.
- É bonita demais, Emily. – Balancei a cabeça. – E David é um gênio. – Ela riu.
- Obrigada! – Ela cruzou os braços em cima do corpo.
- Espero que todas essas letras possam ser aprovadas para o álbum. – Falei, juntando os papéis e entregando para ela.
- Eu falei com David, ele está realmente confiante sobre as músicas. Você ouviu o remix que ele fez para Watch Me?
- Tenho uns quinhentos e-mails para ver, a cada atualização eles vão me enviando, mas eu gostei da letra. Vou ficar parecendo metida, mas é por uma boa causa.
- I don't need no one to tell me how to feel the beat. – Ela começou e eu ri.
- I don't need no beat to tell me how to, move my feet.
- Just go and do what you do, cause there's nothin' to prove. I'm just being me, watch me, do me. – Cantamos juntas, rindo em seguida.
- Estou assistindo tudo de camarote! – Amir falou e eu joguei a caneta em sua direção.

- Ok, eu acho que acabei de colocar outro foco na minha vida. – Falei para Mack que virava um gole de cerveja.
- Diga! – Ele falou.
- Fazer parte da lista de cem mulheres do ano pela revista Maxim. – Ele riu.
- Até pode ser, mas vamos completar 21 anos antes, depois se tornar um sex symbol, pode ser? – Revirei os olhos.
- Ok, até pode ser, isso me dá um tempo para dar uma melhorada aqui e ali. – Foi a vez dele revirar os olhos.
- Não quis dizer isso. A Maxim é uma revista masculina, você precisa ter, pelo menos, 21 anos para ser cogitado.
- Você lê muito? – Perguntei e ele gargalhou, bebendo sua cerveja.
- Mas é, você vai estar nessa lista muito em breve.
- Eu tenho que concordar com ele. – Virei para o lado, revirando os olhos.
- ! – Falei, vendo seguindo em nossa direção.
- Para ir à première do meu filme você não pode, mas para curtir uma noitada você pode?
- Que foi, está com ciúmes? – Perguntei e ele riu, dando um rápido beijo em minha bochecha.
- Talvez, é que a palavra faculdade não faz parte do meu vocabulário. – Soltei uma risada fraca. – E aí, Mack? – Eles se cumprimentaram rapidamente.
- Falta pouco mais de um ano, depois estarei livre para fazer... Bem, qualquer coisa! – Dei de ombros e eles riram.
- E aí, como estão as coisas? Vi você ganhando vários Grammys, meus parabéns! – Assenti com a cabeça.
- Obrigada! – Abri um sorriso, suspirando. – Foi muito bom. – Ele riu.
- Deve ter sido mesmo. – Ele balançou os ombros. – E aí, preparando várias músicas? – Olhei para o lado e Mack havia sumido, me fazendo balançar a cabeça.
- Ironicamente sim, ganhei Grammys com letras dos outros, pretendo ganhar com as minhas agora.
- É sério?
- O quê? – Ele perguntou.
- Você já está trabalhando de novo?
- Já! – Soltei uma risada. – Eu tirei as minhas férias para escrever, produzir, melhorar no violão e no piano, além de adiantar algumas coisas da faculdade. – Dei de ombros. – E por aí vai.
- Deus! – Ele riu, bagunçando os cabelos arrepiados. – E eu acho que faço muita coisa.
- Eu sempre falo que estou ocupada, mas sempre arranjo um jeito de fazer mais coisas.
- Menos ir na...
- Première do seu filme, já sei. – Revirei os olhos e ele riu.
- Mas até que foi bom. – Ele deu de ombros, colocando as mãos no bolso.
- Por quê?
- O filme é uma merda! – Ele falou e eu arregalei os olhos. – Arrecadou pouco mais de 12 mil dólares no fim de semana de estreia, quando você percebe a história é meio maçante...
- Está tudo bem? – Franzi a testa. – Você não é esse tipo depressivo. – Balancei as mãos em sua direção.
- Eu e Jessica terminamos, ela já está com outro... – Ele balançou a cabeça.
- Sinto muito. – Falei tocando seu ombro.
- Está tudo bem. – Ele afirmou com a cabeça e sorriu. – É por isso que eu vim aqui. – Ele deu de ombros.
- Que filho da mãe! – Abri os lábios, surpresa.
- Para me distrair, calma! – Soltei uma risada fraca.
- Bem, se você precisar de algo, só mandar mensagem, mas eu aconselho você não ver esse seu filme novo, e nem Cellular, que também é com ela, não?!
- Pois é! – Ele riu. - E você?
- O quê? – Franzi os olhos.
- Namorando alguém?
- Oh claro, várias pessoas! – Revirei os olhos o fazendo rir.
- No duro?
- Claro que não, seu tonto. – Dei um tapa em seus ombros. – Enquanto meu coração não palpitar forte por alguém, eu prefiro ficar sozinha. – Ele riu.
- É um jeito de ver as coisas.
- Claro! Fora de um relacionamento você já, naturalmente, está fora de encrenca. – Ele riu.
- Eu deveria ter pensado nisso! – Ele coçou o queixo, me fazendo rir.
- Ah, mas durou seu relacionamento.
- Quase cinco anos. – Arregalei os olhos, respirando fundo.
- Bem, se você quiser companhia para comer pizza, que não seja seu irmão, tem eu, uma banda com mais seis pessoas... – Ele riu.
- Obrigado, mas vamos falar de coisa boa. – Ele estendeu o copo.
- Claro! – Soltei uma risada e estiquei meu copo, batendo-o contra o dele.

- Desacelera um pouco, Juan! – Falei com meu motorista, já que Jessica meio que liberou meu carro só para fins sociais.
- O quê? – Ele perguntou.
- Só espera! – Falei e olhei para a entrada do apartamento onde Jack estava com um cara.
O cara olhava para todos os lados, menos para trás. Eles trocaram um beijo rápido, com direito a carinho na nuca, beijo no pescoço e se afastaram com a mesma intensidade do beijo. O cara desconhecido entrou no carro em frente ao prédio e saiu, fazendo com que Juan tomasse o espaço rapidamente, me fazendo abrir a porta correndo para pegar Jack.
- Ei! – Gritei, vendo-o virar o rosto, antes de entrar no elevador. – Espera aí! – Falei e ele suspirou.
- Oi! – Ele falou, coçando a nuca.
- É, eu vi! – Falei e ele franziu o rosto. – Tchau, Juan, obrigada! Vou ficar aqui hoje.
- De nada, senhorita. – Ele agradeceu e entrou no carro e eu entrei no elevador acompanhando Jack.
- Quem é o cara? – Perguntei.
- Ninguém.
- Legal, eu também tenho o costume de beijar caras que eu não conheço. – Apertei o botão do último andar e o elevador se fechou.
- É só um cara...
- Nome, idade, de onde veio? O que você está escondendo, Jack?
- Eu não estou. – Ele suspirou.
- Não é o que par...
- Ele está! – Ele suspirou e balançou a cabeça. – A gente está se conhecendo e ele tem todo esse segredo de não conhecer a família, os amigos, ninguém.
- Isso é furada, Jack! – Falei. – Eu não sei o que você sente por esse cara, mas isso é muita furada. O problema pode ser nem contigo, pode ser o cara que não se aceita. – Ele suspirou, balançando a cabeça.
- Eu não sei, mas é complicado quando a gente gosta da pessoa. – Afirmei com a cabeça.
- Eu sei, mas talvez seja melhor se magoar agora do que mais para frente. – Ele afirmou com a cabeça.
- É, talvez. – Saí do elevador, seguindo até a porta de casa.
- Eu tenho algo para você! – Ele falou e entrou em seu apartamento rapidamente e voltou com um papel na mão.
- Você escreveu músicas?
- Só uma, mas é! – Ele deu de ombros. – Acho que combina um pouco comigo. – Ele riu. – Mas ei, ajudei o Mack em Start All Over.
- Justo, acho que agora entendo o porquê você o ajudou! Coração tá ocupado.
- Um pouco. – Ele riu e me entregou o papel.
- Go? – Perguntei e ele deu de ombros.
- Não sou muito bom com títulos. – Soltei uma risada fraca, descendo para o refrão.
- Gotta go. The night's a child. Better know we're going wild. Time to show what we can do you don't know, know the truth. Gotta go. – Li as palavras e ele sorriu.
- Pensou em um ritmo?
- Na verdade, não. – Ele deu de ombros. – Mas a gente pode pensar, se você gostar.
- Eu vou ler com calma, e te mando mensagem daqui a pouco. – Ele afirmou com a cabeça. – Mas parece uma festa para mim.
- É a intenção. – Ele deu de ombros e eu ri.
- A gente vai ter quase todas as músicas do álbum prontas, vai ser só entrar em estúdio. – Ele riu.
- Eu espero, não quero ficar mais um mês morgando naquele estúdio. Foi torturante.
- Se eles aprovarem as músicas que temos, já é meio caminho andado. Só ajeitar os ritmos e gravar.
- Vamos torcer, então! – Pisquei para ele e entrei em meu apartamento.

- Está com medo de amanhã? – David perguntou e eu suspirei.
- Não sei! – Fui honesta. – Eu não sei se eles falarão sobre o CD, se eles vão analisar as músicas que temos... Eu realmente não sei. – Suspirei.
- Acho que você tem que ficar calma, eu sou produtor de música e sei o que vende. – Ele sorriu. – A gente só precisa ajustar alguns ritmos, mudar algumas palavras. Vai dar certo. – Afirmei com a cabeça. – Você gostou de todas as músicas?
- Gostei! – Suspirei. – Elas nos representam, sabe? Todas as músicas que vocês me mostraram remete a alguém da banda, uma pessoa, um acontecimento, uma brincadeira. São coisas que para os fãs pode não ficar claro, mas que para gente fica. – Suspirei. – É tudo que eu mais quero, algo pessoal, algo nosso. – Ele sorriu.
- E você vai ter. – David sorriu, segurando minha mão. – Você já pensou no nome do CD?
- Na verdade, já! – Suspirei. – Fiquei analisando algumas coisas e decidi que vou optar por Here We Go Again.
- Por causa da música? – Ri fraco.
- Também! – Falei. – Make a Wish remete ao primeiro álbum. Make one wish, digamos assim. Here We Go Again remete ao segundo. É besteira, mas achei que dá para fazer essa semelhança.
- É uma semelhança bem sutil, mas se a gente ver, já é algo bom. – Afirmei com a cabeça e ele suspirou. – Eu tenho uma última música para te mostrar. – Ele puxou um papel do bolso e me entregou.
- O que é isso?
- Vamos chamar de Suddenly 2.0. – Franzi a testa e abri o papel.
- Sem título. – Li.
- Ainda não consegui pensar no refrão, contudo, sem título. – Soltei uma risada e comecei a ler o papel.
- I remember dreaming about the things I do right now. Like I climbed on to a cloud scared to look back down. I remember when I was all alone nobody round to hold me down. But now you're here with me tonight look at what you found. I was lonely for some time now it's only you and I. – Terminei de ler as palavras que David havia escrito e suspirei. – I won’t leave without your love tonight. – Continuei a música.
- O quê? – Ele perguntou.
- Não sei, surgiu na minha cabeça. – Falei e ele correu pegar uma caneta.
- Repete!
- I won’t leave without your love tonight. – Falei e ele escreveu embaixo da letra.
- Tem tempo? – Ele perguntou e eu afirmei com a cabeça. – Me ajuda a terminar?
- Acho que posso fazer um esforço. – Brinquei e ele se sentou no chão de casa.

- Oi, pessoal! – Patrick Wilson falou na ponta da mesa.
- Oi, Patrick! – Falamos em coro.
- Hoje é o primeiro dia oficial da produção do segundo álbum de vocês. – Ele falou. – Queremos agilizar o lançamento do próximo álbum para aproveitar o sucesso do primeiro. – Afirmei com a cabeça. – Como vai funcionar? – Ele falou. – Vocês terão quatro meses para me entregar esse álbum, quero tudo pronto para ele ser lançado em novembro.
- Quatro meses? A maioria das músicas estão prontas. – Falei, erguendo os ombros.
- Eu ouvi, senhorita . Mas como vocês escreveram essas músicas e também criaram as melodias, isso vai ter que ser passado pela minha mão, pela dos produtores, e da empresária de vocês, antes de ser oficialmente gravado. – Afirmei com a cabeça, suspirando. – Combinado?
- Combinado!
- E esses quatro meses envolvem tudo! Desde a foto que será usada para a capa do CD, até as músicas prontas. – Afirmei com a cabeça. – Como a receptividade do primeiro álbum foi boa eu vou dar para vocês...
- Patrick. – Jessica o cortou. – Libera para eles.
- Ok! – Ele suspirou. – Vocês não terão máximo de músicas, mas usem essa liberada com boas ideias.
- Ok! – Falei em seguida, batendo as mãos na de Emily que sorria.
- Só quero dar uma dica para vocês: nos surpreendam, façam algo maior que no primeiro álbum. Vocês ganharam diversos prêmios, dupliquem, tripliquem! – Ele sorriu. – E eu não digo por mim, digo por vocês. Coisas assim nos inspiram, e é bom demais. – Ele olhou para mim e eu sorri, suspirando. – Bom trabalho! – O chefe de Virgin falou e se retirou da sala.
- Essa foi a grande reunião que vocês estão me informando há quatro meses? – Perguntei e olhei para Jessica.
- É o começo dela! – Ela falou e se levantou do seu lugar. – Brent vai falar do financeiro. Eu vou falar sobre o que vocês já sabem, Brandon vai falar da produção, Malcon vai falar da concepção para o segundo CD, espero que ninguém esteja com pressa. – Ela se levantou e eu joguei a cabeça para trás, ouvindo diversas reações entediadas do pessoal.– Brent, é com você!



Capítulo 9

- Vai começar! – David falou e eu ergui os pés, vendo Jack se jogar no chão de um lado e Louis do outro.
- Por favor, não se matem! – Emily falou. – Amigos!
- Tá! – Eles falaram juntos e eu suspirei, olhando para a tela.
Final da Copa de Futebol da Alemanha, Itália contra França, 90 minutos de jogo corrido, 30 minutos de prorrogação e isso seria decidido nos pênaltis. Sério? Eu tinha Louis surtando de um lado de Jack do outro. Eu vou ser honesta, estava torcendo para a Itália.
Buffon, goleiro da Itália e Barthez, goleiro da França se cumprimentaram e cada um seguiu para um canto, começando pela Itália bater o pênalti. Pirlo, jogador italiano se aproximou da bola e Jack ficou roendo unhas em meus pés.
- Gol! – Jack gritou e eu me assustei, rindo.
- Gol! – Louis gritou novamente e eu respirei fundo.
- Gol! – Jack gritou novamente e eu e os meninos nos entreolhamos, preocupados se isso daria em briga daqui a pouco. – Isolou! – Jack gritou novamente, quando o jogador francês errou e eu coloquei a unha na boca, vendo meu francês ficar nervoso. – Gol! – Jack se levantou empolgado novamente e eu respirei fundo
- Por que isso não se resolveu em campo? – Mike falou baixo e eu ri.
- Xí! – Louis falou e eu suspirei. – Gol! – Ele gritou em seguida, animado. – Vai, França!
- Gol! – Jack colocou sua garganta para funcionar, fazendo com que eu arregalasse os olhos.
- Gol! – Louis gritou em seguida e eu suspirei, puxando meus pés para cima do sofá.
- Se ele acertar é da Itália. – Mack falou.
- Ele vai acertar. – Jack falou.
- Não vai. – Louis falou.
- Gol! – Jack gritou pulando pela sala de sala. – É tetra!

Tinha alguma coisa tocando. E eu não conseguia identificar o que era, mas estava me incomodando. Virei o corpo para o lado e suspirei, puxando a coberta mais para cima, mas senti uma claridade em meu rosto, que tentei ignorar, provavelmente era Jessica mandando mensagem que eu teria que comparecer ao estúdio amanhã cedo... O que eu já sabia.
Quando meu celular tocou novamente eu estiquei a mão, tateando a mesa de cabeceira e puxei o mesmo, abrindo os olhos devagar, sentindo a claridade me cegar um pouco, mas me acostumei com ela, vendo o nome de David na tela do mesmo e apertei o verde para atender.
- Alô? – Falei com a voz de sono e logo acordei de vez, ouvindo-o gritar do outro lado do telefone.
- ? Que bom que atendeu! Giny está tendo o bebê, ou os bebês, eu estou indo para o hospital agora, por favor, nos encontrem lá. Ok?!
- David, o quê? – Me sentei na cama, sentindo o cabelo cair em meu rosto.
- Virgínia, bebês, hospital, agora! Combinado? – Ele falou novamente e eu respirei fundo.
- Ok, combinado! – Falei rápido, jogando as cobertas para o lado e correndo para meu closet à procura de uma roupa mais apropriada para vestir.
Eu não sabia muito o que pensar, minha mente estava dormindo ainda, mas algo que eu tinha certeza era que os bebês não estavam nem perto da hora de nascer. O médico havia dito que eles poderiam começar a querer nascer no fim de julho, nem em julho estávamos ainda. Isso era cerca de cinco semanas em tempo de gestação. Com certeza não seria uma noite fácil.
Abri a porta de casa com força, assustando Ariella que estava de plantão no corredor e só balancei a cabeça, esmurrando as portas de Louis, Jack e Emily e rezando para que eles atendessem.
- O que está acontecendo? – Ariella perguntou, correndo atrás de mim.
- Virgínia está tendo os bebês, a gente precisa ir para o hospital. Acorda o pessoal e mandem se arrumar. – Falei e a deixei sozinha e voltei correndo para meu apartamento e coloquei a escova de dente na boca e fui para meu quarto, pegando meus tênis e colocando-os rapidamente.
- Ei, que porra está acontecendo? – Louis, muito mais acordado do que eu, apareceu no meu quarto.
- David ligou, os bebês da Virgínia estão vindo mais cedo.
- Mas já? – Ele gritou e eu assenti com a cabeça. – Oh, meu Deus! – Ele saiu correndo para o lado contrário.
Puxei minha bolsa do gancho ao lado da minha cama e a cruzei em volta do corpo, procurando a chave do meu carro e voltei para a sala, desligando todas as luzes pelo meio do caminho. Quando voltei para o hall dos apartamentos, todas as portas estavam abertas, mas somente Jack estava pronto na porta do apartamento.
- O que você acha disso? – Ele perguntou, se aproximando de mim.
- Eu estou com muito medo. – Fui sincera, soltando a respiração forte.
- Fica, Amir, você tem que trabalhar cedo, eu te ligo. – Emily saiu do apartamento, falando com seu namorado e puxou a porta. – Ei!
- Ei! – Abri um sorriso para ela.
- Estou pronto! – Louis falou puxando a porta devagar.
- Agatha está aí? – Perguntei.
- Está sim! Ela vai quando amanhecer. – Assenti com a cabeça.
- Fala para Amir ir com ela. – Emily falou e Louis afirmou com a cabeça.
- Vamos! – Falei, apertando a mão no elevador, vendo-o se abrir logo instantaneamente.
Entramos nós quatro e minha segurança no elevador, descendo para o subsolo do condomínio, e nos ajeitamos em meu Porsche e, nesse momento, eu realmente achei que estava em um filme do Velozes e Furiosos e devo ter levado algumas multas por excesso de velocidade.
Mas eu tive que parar pouco antes de entrar no estacionamento do hospital, pois tinha muitas pessoas acumuladas na porta que viraram para mim quase imediatamente quando identificaram meu carro. Carl já estava lá quando chegamos, então ele e Ariella nos escoltaram até a entrada do hospital, mas eu parei na porta antes, tentando controlar um pouco os paparazzis e jornalistas que estavam ali dentro.
- Ei, ei, ei! – Chamei os jornalistas um pouco, para que eles ficassem quietos. – Ei! – Chamei novamente. – Eu agradeço muito que vocês venham aqui, que vocês estejam aqui...
- O que está acontecendo, ? – Alguém me perguntou. Soltei um suspiro e revirei os olhos, me apoiando em Carl, antes de subir na grade de cima do hospital para tentar falar.
- É o seguinte, eu vou dizer somente uma vez, então espero que ouçam! – Falei, vendo-os silenciarem rapidamente. – David, meu pianista e DJ, e sua esposa Virgínia deram entrada no hospital, já que ela entrou em trabalho de parto cedo. Como sabem, ela está grávida de trigêmeos, e não chegou nem aos sete meses de gravidez. Então, espero que nos respeitem nesse momento, porque nós realmente não sabemos como vai ser, é uma gravidez de risco. – Falei e desci novamente, respirando fundo. – Eu, pessoalmente, prometo que venho avisar de novidades. – Falei, acenando com a cabeça. – Obrigada! – As perguntas começaram a serem feitas, mas passei por Carl e Ariella e entrei no hospital.

- Dave! – O avistei na sala de espera do hospital e corri abraçá-lo, sentindo-o me apertar forte contra seu corpo. – Como está? – Perguntei, segurando seu rosto em minhas mãos e notei seu rosto vermelho. – Por que você não está lá dentro?
- Eles a levaram para cirurgia, sedaram-na... Eu realmente não queria estar lá para ver ainda mais se... – Ele passou a mão no rosto e respirou fundo.
- Ei, olha para mim. – Ele fez o que eu pedi. – Vai ficar tudo bem. Os quatro. – Ele afirmou com a cabeça, respirando fundo. – Tudo vai ficar bem.
- É muito cedo... – Ele balançou a cabeça e eu senti meus olhos se encherem de lágrimas, mas optei por abraçá-lo novamente, esperando que isso fosse suficiente por alguns minutos.
Assim que eu o soltei, eu me virei para o pessoal que estava na sala de espera, Mack e Mike já estavam lá, junto de Lacey e Delilah. Notei uma senhora bonita com a pele morena, e duas mulheres mais novas, provavelmente mãe e irmãs e Virgínia e, ao lado delas, a senhora Hiroshi, mãe de David, com seus cabelos vermelhos quase roxos com sua paz inabalada, ela estava aqui para ajudar na gravidez.
Aquele local estava muito silencioso, era quase quatro da madrugada, então só tinha nós no hospital e alguns médicos e enfermeiros que passavam esporadicamente, dando certa esperança para nós, mas não, não era a hora. Juan, Carl e Ariella estavam parados lado a lado nos segurando e bebendo copos de café.
Eu copiei os mesmos, peguei um café expresso para mim e mandei mensagem para Rachel e Johnny avisando que não iria à aula no dia seguinte, era fim de semestre, então pedi para que eles pegassem minhas notas e expliquei o motivo da ausência, graças a Deus nenhum dos dois estavam acordados para surtar na hora.
David andava de um lado para o outro na sala de espera, aquele hospital nunca me pareceu tão pequeno com a quantidade de pessoas que estavam jogadas pelos cantos. Mike havia trazido seu violão e tocava algo bem lento para gente... Desculpe, Mike, mas ninguém estava realmente prestando atenção, mas a intenção era boa.
Delilah e Lacey agiam como mulheres que eram, elas ficavam próximas dos familiares de Virgínia e David, mas eu realmente não conseguia me fazer de sociável no momento. Eram quatro pessoas naquela sala, com uma gestação de menos de sete meses, sabe lá quais seriam as consequências se eles conseguissem sair dessa.
Oh, meu Deus, eu realmente não podia pensar nisso. Eles eram só bebês.
Eu acabei me sentando em um canto qualquer no chão e brincando com o jogo da cobrinha no meu celular, o tempo parecia não passar, nem um pouco. Eram quatro, quatro e dois, quatro e cinco, quatro e sete. E eu achando que estava esperando há horas naquele chão frio do hospital.
- Senhor Sakawa? – Me levantei correndo quando vi um homem de branco, todo aparatado com roupa de cirurgia, se aproximar de nós.
- Sim, sou eu! – David falou e eu me coloquei a seu lado rapidamente, junto da mãe de Virgínia e David. – Como estão meus filhos? E minha esposa?
- Calma, calma! Estão todos bem! – Ele sorriu, fazendo com que as lágrimas saíssem de meus olhos sem vergonha. – Não tivemos nenhuma complicação no parto, sua esposa está sedada ainda, estamos esperando passar o efeito da anestesia, ela será levada para o quarto dentro de algumas horas. – Ele sorriu.
- E os bebês? – Perguntei.
- Eles nasceram muito bem para uma gravidez de trigêmeos. – Ele sorriu. – São três meninas. – Soltei uma risada.
- Eu sabia! – Gritei e David me abraçou de lado.
- Nasceram com dois, dois quilos e 100 e dois quilos 450. – Ele sorriu e eu suspirei. – Para quem estava no começo da 32ª semana é algo muito bom, nem esperávamos por tudo isso.
- Elas ficarão bem? – A mãe de Virgínia perguntou.
- Terão que ficar na encubadora por um tempo. – Ele falou. – Ficarão com oxigênio nos primeiros dias, para ajudar no completo desenvolvimento dos órgãos, vão usar sonda para se alimentar, mas está tudo muito bem. – Soltei um suspiro alto.
- Graças a Deus. – Suspirei, fazendo um sinal da cruz rapidamente.
- Você pode vê-las, senhor Sakawa! – O médico falou e eu abracei David rapidamente, soltando um suspiro, e o vi seguindo o médico rapidamente.
- Grace, Natalie e Maggie. – Falei, suspirando. – Três meninas.
- Ah, que maravilha! – Hiroshi falou, com as mãos uma sobre as outras. – Três netas.
- Três netas! – A mãe de Virgínia falou e eu ri, suspirando.

- Senhorita Stone? – Ergui meu rosto, olhando para uma das enfermeiras do hospital, após Hiroshi e Sandra, a mãe de Virgínia, entrarem. – Senhor Sakawa está te chamando para a UTI. – Arregalei meus olhos quase instantaneamente e suspirei, me levantando do chão.
Eu acenei para meus membros de banda e todos eles mandaram eu tirar fotos pelo celular, mas eu só ri, provavelmente isso não seria possível. Eu segui a enfermeira por diversos corredores do hospital, até passar por portas duplas que se lia “Unidade de Tratamento Intensivo”.
Lá dentro eu fiquei totalmente equipada, prendi o cabelo, coloquei máscaras, a roupa especial do hospital e tive que me livrar dos meus óculos que estava no rosto naquela noite, além de colocar luvas nas mãos. A mesma enfermeira me indicou uma porta que logo foi aberta quando cheguei perto.
Eu entrei na mesma e realmente não sabia como agir, o local tinha diversas encubadoras, a maioria delas com bebês dentro, de diversos tamanhos e diversos dias, me fazendo sentir uma dor no coração... Eram apenas bebês. David estava no canto do quarto, observando três encubadoras muito atencioso.
- Ei! – Falei e ele se virou sorrindo. – Bobão! – Ele riu fraco. – Como elas estão?
- Elas estão bem! – Ele suspirou. – Grace, Natalie e Maggie. – Ele apontou para as três encubadoras, com uma etiqueta com o nome em cada uma delas e eu suspirei, me aproximando da mesma.
A pele delas era morena igual de Virgínia que contrastava muito bem com as meias, luvas, gorro e fralda branca, que eram gigantes para elas. Cada uma tinha um pequeno tubo colocado por cima da boca e do nariz, provavelmente o oxigênio, e elas estavam deitadas em cima de um pequeno colchão, dentro da encubadora. Não pude notar se os olhos delas eram puxados igual os de Dave, ou verde iguais os de Virgínia, pois eles estavam cobertos com uma venda, para proteger da luz. Além disso, um pequeno tubinho estava colocado dentro do nariz, provavelmente a sonda de alimentação.
- Elas são tão pequenas. – Suspirei e passei os braços pela barriga de David.
- São. – Ele suspirou. – Mas o pior já passou e elas vão sair dessa. – Ele virou para mim feliz.
- Vão sim! – Suspirei. – E Virgínia, alguma notícia dela?
- Ela foi transferida para o quarto, mas está dormindo ainda.
- Me avise quando ela sair, quero vê-la. – Ele afirmou com a cabeça.
- Falando em Virgínia, queria ser o primeiro a te convidar. – Ele perguntou e eu franzi a testa.
- A que? – Perguntei.
- A ser madrinha de uma das meninas. – Minha boca foi parar no chão de surpresa.
- Mesmo? – Perguntei e ele assentiu com a cabeça, me fazendo dar pulos de alegria e abraçá-lo com força. – Oh, meu Deus.
- Sim, mesmo! – Ele suspirou. – Virgínia tem suas irmãs, eu sou filho único, e você é o mais perto disso.
- Ah, Dave! – O abracei novamente e ele sorriu. – E quem vai ser minha para eu estragar? – Brinquei e ele riu.
- Você disse que gostava do nome Grace, então...
- Ah! – Fiz uma cara fofa e me aproximei da encubadora de Grace, que identifiquei pela etiqueta. – Eu vou cuidar dela.
- Eu sei! – Ele sorriu. – Você vai cuidar de todas. – Suspirei e o senti me abraçar novamente, me fazendo suspirar.

- Agora que David está de volta, posso oficializar o processo de produção de Here We Go Again. – Brandon foi o mais dramático possível, mas conseguiu tirar alguns aplausos da galera que estava em volta.
- Isso foi exagerado, mas ele falou o que tinha que falar. – Jessica se levantou rindo. – Agora vamos falar sério! – Ela puxou a já conhecida lousa. – Todas as 14 músicas que vocês nos apresentaram foram aprovadas e estão oficialmente no CD novo. – Mack gritou ao meu lado e eu me assustei, começando a aplaudir e rir ao mesmo tempo.
- Então a gente vai gravar esse CD rapidinho! – Mike falou e eu afirmei com a cabeça.
- Sim, vão! – Ela falou, se sentando novamente. – A maioria das músicas vocês já trouxeram prontas, e têm algumas que precisam dar uma ajustada no ritmo, tempo, essas coisas.
- Ah, mas mesmo assim. – Dei de ombros.
- O que eu quero dizer é que a gente não vai correr com o lançamento desse CD, a intenção é lançar só em novembro. – Jessica falou juntando alguns papéis em suas mãos.
- Ah, então está fácil demais! – Louis jogou o corpo para trás na poltrona suspirando.
- Viu?! É isso que acontece quando vocês escrevem e produzem as próprias músicas, é tudo mais fácil! – Ela piscou e eu sorri.
- Ok, agora vai! – Henry se ajeitou na poltrona. – Eu e estivemos conversando e ela já tem algumas coisas prontas. – Ele apontou para mim.
- A palavra é sua, ! – Brandon falou e eu peguei os papéis em minhas mãos, ajeitando.
- Ok, eu tive bastante tempo para pensar nesses últimos meses e além da possibilidade de poder lançar coisas escritas por mim e por nós, eu pensei em manter algumas coisas e trazer outras. – Ajeitei os papéis em minhas mãos.
- Por exemplo...? – Jessica perguntou.
- David trabalhou em diversas mixagens nesses últimos tempos, e eu quero tentar incorporar isso o máximo possível nas músicas, tentar trazer um toque mais dançante nas músicas, algo mais pessoal. – Passei a folha. – Apesar desse ponto, eu quero manter as músicas o mais simples possível, um microfone e um violão? Acho que têm algumas letras que podemos manter isso, Mike me mostrou o tal do ukelele e podemos abusar nisso. – Mike piscou para mim. – O que mais...? – Falei para mim mesma mudando as páginas. – Quero trazer meu quarteto de cordas de volta, eu estive elaborando melhor Fly With Me, The Climb e isso tudo cabe minhas meninas e podem dar um toque especial ao CD. – Jessica somente afirmou com a cabeça. – Aquele arrepio gostoso quando ouve uma música boa? É isso que eu quero causar. – Suspirei, colocando meu cabelo atrás da orelha. – Instrumentos de sopro! – Falei, olhando para eles. – Eu não pensei em nada específico, mas estava ouvindo algumas músicas esses dias com saxofone, trompete e quero ver se conseguimos colocar isso em uma música. – Suspirei. – Se a gente conseguir.
- A gente consegue. – Brandon piscou para mim.
- Ah que bom, só vamos precisar contratar mais alguém. – Fiz uma careta e Jessica riu.
- Relaxa, isso está fácil, não é, Henry? – Virei para ele.
- Se você me quiser na sua banda, , eu sei tocar tudo isso, flauta, clarinete... O que você precisar! – Ele sorriu para mim e eu estiquei o braço, segurando a mão dele, feliz.
- Vai ser um prazer, Henry! – Sorri.
- Obrigada, senhorita! – O mais velho sorriu.
- Outro comentário? – Jessica perguntou.
- Sim! – Falei rapidamente. – Todos escrevemos músicas nesse CD, então quero ver se a gente consegue usar um pouco mais as vozes, uma interação maior no palco e tudo mais.
- Ok, há dois minutos estávamos sem muito trabalho, mas isso mudou. – Jessica suspirou. – Mas temos quatro meses para isso, conseguimos, ok?!
- Ok! – Falamos juntos.
- Nós temos atualização de vendas do CD e do DVD de Make a Wish, está tudo indo muito bem, as vendas deram uma caída agora, mas isso é normal, a febre baixou. – Jessica me entregou um papel. – Bom trabalho.
- Obrigada! – Sorri, suspirando.
- Bem, acho que vocês podem ir para o estúdio. – Ela se levantou. – Ah, outra coisa. – Ela parou. – Como vai demorar para lançar o álbum e vocês vão sumir um pouco, quero que vocês lancem um videoclipe antes, ok?! Para avisar que vocês estão chegando de novo. Pode ser? – Afirmei com a cabeça.
- Pode sim, já até fiz a lista de singles para esse CD. - Jessica arregalou os olhos.
- Sério? – Afirmei com a cabeça. – Qual é? – Ela perguntou.
- Você disse um tempo atrás que provavelmente teríamos mais um videoclipe nesse álbum, nem que fosse compactação de vídeos nossos, então eu selecionei cinco músicas, e já estão divididas em ordem de prioridade.
- Gente, você tem que parar de trabalhar um pouco! – Henry brincou e eu ri.
- É viciante. – Suspirei. – Ok, a lista é Watch Me, imaginei algo bem dançante, bem de rua, parar com aquela história que eu não danço. – Eles riram. – Depois Little Me, talvez com a gente em segundo plano dessa vez, tipo Show Me Love, focar na história de superação, essas coisas. The Time Of Our Lives, imaginei em um vídeo tour? – Jessica franziu a testa. – Mostrar a cidade de Los Angeles, ou a cidade que estivermos, talvez fazer um acordo com o prefeito da cidade, mostrar as partes bonitas daqui e tal. – Ela afirmou com a cabeça. – Depois Fly With Me, que eu não pensei ainda e Gift Of a Friend, que obviamente, queria cenas de nós sete. – Dei de ombros.
- , por acaso você gostaria de um emprego de empresária? Algo assim? – Jessica brincou e eu neguei com a cabeça. – Está tudo muito bem organizado, garota. Você está crescendo e eu estou feliz em acompanhar isso.
- Obrigada! – Suspirei.
- Ok, acho que vamos trabalhar, alguém tem algum palpite? – Jessica perguntou.
- Acho que eu só quero falar que estou feliz também com essa mudança da . – David falou e eu sorri. – Nem parece a mesma pessoa que eu conheci, surpresa com tudo. – Senti minhas bochechas queimarem.
- Obrigada! – Sorri.
- Então, para o subsolo, os sete. Vão! – Ela se levantou e ouvi as cadeiras se arrastarem no chão.

- Eu não acredito que vocês me convenceram a fazer isso. – Falei, enquanto era empurrada por Louis para fora da van, vendo imediatamente a câmera próximo de meu rosto. – Oi! – Falei, acenando.
- Ah, qual é! Vai ser legal! – Mack falou suspirando e eu olhei para Jack ao meu lado que só ergueu as mãos e eu ri.
- Claro! Tirando o fato que eu nunca fiz uma tatuagem antes! – Dei de ombros e ele riu.
Mack foi o primeiro a entrar no estúdio do Miami Ink, fazia um tempo que a gente queria fazer tatuagens juntos, aí juntou ao fato da gente assistir esse reality show e Jessica achou que seria uma boa divulgação para gente, e tudo mais, então eu, Mack, Mike, David e Jack viemos para Miami gravar nossa participação desse programa e ainda fazer nossas tatuagens. Louis não quis fazer porque ele tem medo de agulhas e já Emily, pela sua doença, ela fica longe de agulhas.
- É um prazer ter vocês aqui! – Notei as pessoas se cumprimentando e encostei a porta, me aproximando do pessoal.
- É realmente você! – O careca, Ami James, sorriu para gente e eu estendi a mão, cumprimentando.
- É um prazer estar aqui! – Falei sorrindo, ignorando as câmeras, da mesma forma que eu fazia com Malcon.
- O prazer é nosso, vocês são incríveis! – Falei e ele sorriu.
- Eu juntei à equipe inteira para vocês, Jake Garver, meu sócio, Darren Brass, Jake Nuñez, Kat Von D e, nosso aprendiz, Yoji Harada. – Acenei para eles rapidamente que trabalhavam em suas mesas.
- Isso é demais! – Falei rindo.
- Vamos começar os trabalhos, então? – Ami falou.
- Claro! – Mack falou animado. – Eu quero avacalhar e tatuar um rosto.
- Rosto? – Perguntei.
- Você vem comigo, então! – Kat falou do fundo, se aproximando do grupo.
- , é sua primeira tatuagem, certo? – Ami perguntou para mim e eu afirmei com a cabeça. – Se importa se eu te tatuar?
- Não esperaria de forma diferente! – Falei e ele me chamou para a mesa de desenhos e eu o segui. – Mas eu posso te decepcionar um pouco. – Falei me sentando.
- Por quê? – Ele pegou os papéis vegetais e apoiou na mesa de vidro.
- Eu não pensei em nada muito chique. – Notei a câmera nos filmando e era totalmente diferente de Malcon, ele não filmava de tão perto.
- Mas aposto que tem um significado.
- Sim! – Suspirei. – Acho que foi o motivo principal de eu vir aqui.
- Diga-me. – Ele falou e eu suspirei.
- Eu pensei em escrever Thank You For The Music na lateral da costela, pouco abaixo do sutiã. – Passei o dedo em onde estava falando. – Em preto mesmo, uma letra cursiva, mais grossa. Algo marcante, como o motivo de eu fazer isso.
- Qual é o motivo? – Ele me perguntou enquanto começava a passar o lápis bem fino pelo papel.
- Essa música me deu a oportunidade da vida. – Suspirei.
Ami terminou de desenhar rapidamente, e a pessoa da produção me falou para deixar a história para quando eu estivesse tatuando. Ele fez uma letra muito bonita, muito mais bonita do que de David ou Louis e eu aprovei o desenho. Eu deixei minha bolsa no canto e tirei a blusa, me deitando de lado na maca, enquanto via Ami preparando as agulhas e tinta preta.
David estava na outra maca fazendo o desenho de três chupetas no peito, o que eu achei bem fofo para falar a verdade. Mike estava fazendo algo relacionado à Lacey, a letra de alguma música que ele tinha escrito quando começaram a namorar, algo assim. Jack estava fazendo o desenho de uma foto dele, Gemma e Branca, quando eram mais novos. O que estava ficando maravilhoso. E Mack... Ah, Mack! Acredite se quiser, ele estava fazendo o meu rosto em sua coxa.
Ami subiu um pouco a faixa do meu sutiã e colocou o desenho na mesma, fazendo com que o molde do desenho ficasse na lateral do meu corpo em um forte azul e eu tentava manter a respiração calma, eu nunca tinha feito isso na vida, e realmente não sabia como seria. Nunca tive problemas com agulhas, nem nada do tipo, afinal, ter bronquite, me fazia ter que tomar soro na veia periodicamente, mas realmente não era a mesma coisa!
- Vou começar! – Ami falou e eu suspirei, respirando fundo. – Vou fazer uma linha, você me diga se doer.
- Ok!
- Vai, ! – Mack gritou e eu ri.
- Por que você está fazendo o meu rosto, Mack?
- Porque você nos escolheu! – Ele gritou e eu ri. – E, convenhamos, eu sou o único com coragem para isso!
- Jesus! – Suspirei e senti a agulha passar em meu corpo e o contraí imediatamente.
- Oh! – Falei, respirando fundo. – Dói! – Falei rindo.
- Dá para aguentar? – Ele perguntou.
- Vai ter que dar! – Falei e respirei fundo, soltando o ar diversas vezes, sentindo a respiração faltar em algumas passadas.
- Então, por que você escolheu isso?
- Eu cantei essa música no show de talentos da minha escola no ensino médio. – Fiz uma careta, sentindo a agulha passar em meus ossos. – Eu amo ABBA, adoro as músicas, as letras, os álbuns. Digo que nasci na época errada. – Ele riu. – E aí eu escolhi essa música por ser minha favorita de todas. – Suspirei. – E ela foi muito bem para mim. Minha empresária largou todos os planos e problemas dela para vir atrás de mim, e eu entrei num barco que poderia virar um tremendo Titanic. – Balancei a cabeça. – E eu tenho dado muita sorte desde então.
- Quais seus próximos planos? – Ele perguntou.
- Continuar fazendo o que eu faço de melhor. – Suspirei. – Escrever músicas, lançar álbuns e por aí vai.
- Espero por isso! – Soltei uma risada e suspirei.
Fechei meus olhos enquanto ele terminava de fazer a tatuagem, acho que eu havia escolhido o lugar mais doído para fazer, eu deveria ter escolhido braço, perna, barriga, as partes mais gordinhas do corpo, mas escolhi a que tinha mais osso à mostra.
- Pronto! – Ele falou e ele limpou o local diversas vezes. – Pode ver no espelho.
Me levantei na maca, já tendo perdido o pudor em estar sem camiseta ali perto do pessoal, mas fui para perto do espelho, olhando a letra cursiva escura embaixo do meu sutiã, bem na lateral do corpo.
- Está demais! – Falei rindo. – Está ótima!
- Fico feliz que tenha gostado.

- Vamos começar, então? – Ouvi Brandon pelo fone de ouvido.
- Vamos! – Falei.
- Vamos tentar gravar de uma vez só, ok?! Se você se confundir, a gente para e começa de novo. Combinado?
- Combinado! – Falei, acenando com ele na cabeça e respirei fundo.
- Valendo! – Ele falou e comecei a ouvir o ritmo pronto e mixado que David tinha feito para Spotlight, junto de Mike. E depois entrava a batida de Louis.
- I can tell by the way you feel, somethin' ain't goin your way. – Comecei a cantar no ritmo da música, lendo as palavras no papel em minha frente. - Jeans too tight and your hair ain't right, we all get some of those days. Oh, throw that mirror away. – Ouvi a voz de Emily na segunda voz. -Oh, you know it's gonna be okay. – Respirei fundo. - Take it down, shake it out, on the floor, you'll get over it. Let it drop, make it stop, oh! – Ouvia a voz mixada de Emily e Jack, já gravadas, ao fundo, fazendo meu corpo arrepiar. - When you feel like I've been, everybody stompin'. You and your friend everybody jump in. Look at us now everybody shout out, oh, oh, oh!
- In the spotlight! – A segunda voz repetiu.
- No matter what's on the outside, get it with your inside. Open your eyes, duties of the spotlight. Don't be from them, everybody stompin', oh, oh, oh! Oh, oh, oh!
- In the spotlight!
- Oh, oh, oh!
- In the spotlight.
- Oh, oh, oh!
- In the spotlight.
- Oh, oh, oh!
- In the spotlight. – Dei uma grande respirada longe do microfone, antes de começar o próximo refrão.
- Gettin' up, oh, worn my face, wish I could press delete. We all got something we don't like even Angelina Jolie. Oh, oh, oh, throw that mirror away.
- One more time.
- Oh, ok, oh, don't be goin' M.I.A. Take it down, shake it out, on the floor, you'll get over it. Let it drop, make it stop, oh, oh, oh! – Parei de dançar na cabine, puxando o ar. - When you feel like I've been, everybody stompin'. You and your friend, everybody jump in. Look at us now everybody shout out, oh, oh, oh! No matter what's on the outside, get it with your inside. Open your eyes, duties of the spotlight. Don't be from them, everybody stompin', oh, oh, oh! – Respirei fundo, ouvindo a segunda voz e soltei o ar devagar pelo nariz, longe do microfone.
- In the spotlight.
- I can tell by the way you talk the talk, that somethin' ain't goin' your way. 'Cause your jeans too tight and your hair ain't right. Well, we all get some of those days. Just take another deep breath, try to hit your reset, you know that I can relate. Put your hands in the air, now let me hear you shout out, we'll get out of my way. – Respirei fundo. - Take it down, shake it out, on the floor you'll get over it. Let it drop, make it stop, oh, oh, oh! – A música deu uma parada brusca, e eu fiz a contagem. - When you feel like I've been, everybody stompin'. – A segunda voz seguia a minha como se estivesse sincronizado. - You and your friend, everybody jump in. – Quando na verdade já estava gravado há dias. - Look at us now, everybody shout out, oh, oh, oh!
Eu terminei o final da música em menos de um minuto, mas eu sentia que tinha algo de errado, minha voz não combinava com aquela música, ela ficava fina demais. Pendurei o fone de ouvido no microfone e destravei a porta da cabine, seguindo em direção à mesa de som, onde David, Mike, Brandon e Henry estavam.
- Ficou muito bom! – David esticou a mão e eu bati na dele.
- Achei minha voz fina demais, quase desafinada.
- Você não desafinou. – Brandon falou. – A voz está fina, mas vai combinar com a mixagem da música, nos ‘oh, oh, oh’, a gente vai dar uma mixada na sua voz.
- Vocês pensaram nisso tudo enquanto estava lá dentro?
- É, tipo isso! – Mike riu e eu me sentei em uma cadeira livre.
- Eu vou falar com Jessica, perguntar se dá para postar isso no YouTube de vocês, uma prévia do CD novo, algo assim. – Malcon falou, se aproximando com a câmera. – Está muito bom, e você estava dançando na cabine. – Ele comentou e eu ri.
- Ah, Malcon! – Revirei os olhos.
- Até mais! – Ele falou e saiu pela porta.
- Bem, provavelmente vamos regravar Spotlight, então vamos seguir para uma mais lenta, para você respirar? – Henry perguntou.
- Claro! O que tem pronto ai?
- Podemos ir para Love Is Easy. – Ponderei um pouco.
- Não sei. – Suspirei. – Acho que o certo seria fazer um dueto com Mike, talvez até Louis e Mack junto na música, é algo com mais significado para o francês.
- Ok, vamos passar então. – Brandon falou. – Vamos para The Climb, então. – Me levantei da poltrona e peguei uma garrafa d’água.
- Minhas meninas já vieram gravar a parte delas?
- Ainda não, elas vêm amanhã. Mas dá para gravar sua parte sem a delas.
- Ok! – Suspirei, entrando na cabine novamente.

- But it's just another pretty lie 'cause I break down everytime you come around. Oh, oh.– Ouvi minha voz sair pelos speakers e ergui o corpo para acompanhar o Louis, sem camisa, acelerar as batucadas na bateria. - So how did you get here under my skin, swore that I'd never, let you back in.– Abri um sorriso com essa música e olhei para Mack que mostrou o dedo do meio para mim. - Should have known better, than trying to let you go, 'cause here we go, go, go again. Hard as I try I know I can't quit, something about you, is so addictive. We're falling together, you'd think that by now, I know cause here we go, go, go again.
- Ei! – Falei e ele riu. – Não é porque você e a Delilah brigaram de novo que a culpa é minha!
- Ela está certa, a música está muito boa! – Mike riu, desviando os dedos da sua guitarra e eu balancei a cabeça.
- Alguém estava inspirada! – David falou e eu ri, jogando o corpo na poltrona de novo.
- , Mike! – Virei o rosto dando de cara com Brent na porta do estúdio. – Podemos conversar?
- Claro! – Mike falou, largando sua guitarra e eu me levantei da poltrona, procurando meu chinelo pelo chão do estúdio e segui Mike e Brent para fora do estúdio, travando a porta quando eu saí.
- O que foi? – Perguntei.
- Vamos lá para cima, falar com Jessica. – Ele falou e eu e Mike nos entreolhamos um pouco com medo e entramos no elevador, vendo Brent apertar o botão do segundo andar.
- Aconteceu alguma coisa? – Mike perguntou.
- Não se preocupe, não é xingo! – Ele se virou para gente. – Porque se fosse, seria com a banda inteira, não com os dois mais responsáveis. – Ele brincou e eu ri.
- Menos mal! – Falei, vendo as portas se abrirem novamente.
Olhei para a assistente da vez e suspirei, acenando para ela, eles mudavam de assistente a cada semana, então era um pouco complicado acompanhar tudo isso. Mas eu tentava fazer a simpática, a pessoa normalmente arregalava os olhos surpresa e eu seguia com a vida. Andei em direção à sala de Brent e vi Robb conversando com a nova menina. Katy Hudson, que seria Katy Perry agora, por problemas de sobrenome, igual aconteceu comigo. Ela era um pouco pálida demais, cabelos bem escuros e um tanto tímida, mas acenei para ambos, vendo aquela mesma cara de surpresa e segui em frente. Eu fiz a mesma cara quando conheci o Lenny Kravitz, então está aprovado.
Entrei na sala de Brent e vi Jessica lá dentro, eu às vezes não acreditava que eles tinham sido casados e hoje eram grandes amigos... Apesar de que eu achava que tinha outra coisa acontecendo por aí.
- E aí, como estão as gravações? – Jessica perguntou.
- Muito bem, bem animadas, por sinal! Estamos fazendo isso picado, mas se colocarmos em dias corridos, vamos gravar esse álbum em menos de 30 dias. – Falei e ele sorriu. - Com o tempo pretendo gravar em menos. – Falei e ela piscou para mim, sorrindo.
- Estava ouvindo a gravação de Here We Go Again, está demais.
- Você usa uma babá eletrônica para nos ouvir, não sei por que não nos chamou da mesma forma. – Falei e sentei na cadeira ao seu lado.
- Brent precisa se exercitar. – O mais velho olhou para gente e revirou os olhos.
- Enfim... – Ele balançou a cabeça e se sentou na cadeira.
- Qual o motivo do chamado? – Mike perguntou.
- Temos algumas ofertas de contrato para vocês dois. – Ele falou e estendeu uma pasta para cada um. – Mike foi convidado para ser o garoto propaganda da Fender...
- Uou! – Ele falou animado, abrindo sua pasta animadamente.
- E , garota propaganda da coleção de natação da FILA. – Ele terminou de falar.
- Natação? – Perguntei.
- Sim, Malcon tem postado diversos vídeos de vocês se exercitando e tal, e o pessoal tem gostado. Não é só um fingimento, você realmente faz isso. – Abri a pasta, vendo as fotos dos modelos de roupas.
- Esse contrato funciona como? Uma coleção?
- Sim, ambos os contratos são para uma coleção só, a divulgação pode durar até um ano, e aí depois tanto eles, como nós, pensamos se vocês devem continuar ou não.
- Deus, isso é demais! – Falei rindo. – E as roupas são lindas demais. – Suspirei.- O que vocês acham que a gente deve fazer?
- Aceitar, é claro! – Jessica falou com a maior simplicidade.
- Mesmo?
- Isso dá mais dinheiro, gente, e não para gravadora, para vocês! Como optou por dividir todo o lucro de shows, CDs, DVDs e qualquer coisa relacionada à empresa em sete, a grana pode ser grande, mas dividida fica menos. – Brent falou.
- Estamos analisando outras opções, mas essas duas são as que a gente realmente acha que deve fazer. – Jessica concluiu e eu respirei fundo.
- Eu aceito de olhos fechados. – Mike falou. – Onde eu assino?
- Em lugar nenhum, você vai ler com calma, ver as cláusulas, ligar para o Jeffrey e depois voltar para gente conversar.
- Quem é Jeffrey? – Ele perguntou.
- Meu advogado. – Falei e ele acenou com a cabeça, confirmando.
- Ok!
- Você também, ! – Brent falou.
- Me deixe perguntar, quais são as outras opções que vocês estão analisando?
- Tem uma empresa de bateria para Louis, mas não é conhecida, uma balada querendo David, tem até pedido do presidente do país querendo Emily para uma propaganda de conhecimento sobre o HIV/AIDS. – Jessica falou e eu arregalei os olhos. – Exato! Não sabemos o que fazer.
- Espero que vocês analisem isso muito bem antes de falar com ela, não é porque ela lida muito bem com isso que ela pode querer expor para o mundo. – Falei e Jessica ponderou com a cabeça.
- É, eu vou ver. Mas vocês analisem isso e depois me falem, ok?!
- Ok! – Suspirei, me levantando.
- Tem o valor do contrato, do recebimento e tudo mais, além dos roteiros para propagandas, onde vai ser veiculado e afins.
- É bom eu saber de tudo isso antes de deixar meu bumbum à mostra para quem quiser ver. – Brent gargalhou.
- Relaxa! – Ele falou e eu sorri.
- Voltem para o estúdio, vão! – Jessica falou e eu peguei o dossiê da FILA e segui Mike para fora.
- Eu estou superdentro. – Mike falou quando saímos da sala. – Tem guitarras aqui que foram leiloadas por mais de três milhões de dólares, você tem noção do que é isso?
- Tenho noção que você provavelmente não vai tirar foto com uma dessas, mas ok! – Falei e ele empurrou meu corpo, andando em direção ao elevador novamente.

- Ok, ok! – Me levantei, fazendo todo o pessoal começar a silenciar. – Primeiro eu tenho que agradecer imensamente por Mike e Mack comemorarem o aniversário deles em um bar o qual eu posso entrar. – O pessoal riu e eu ergui meu corpo de refrigerante em frente a eles. – Mas eu tenho que dizer que nesse aniversário de 21 anos, maioridade oficial, eu os desejo muito mais do que vocês já têm, muito mais do que vocês já são, muito mais do que vocês podem querer e sonhar. – Sorri para eles. – Vocês dois, primeiro se tornaram membros da minha banda, depois se tornaram amigos e depois minha família e eu tenho que agradecê-los muito por isso. – Suspirei. – Vocês são gêmeos idênticos, mas com diferenças gritantes na aparência, personalidade, responsabilidade, e eu os amo por isso. – Mordi meu lábio inferior. – Vocês são meus irmãos, e eu cuido dos meus irmãos. Então, tudo de bom para vocês, que vocês sejam sempre muito felizes, e que eu possa estar perto para ver vocês comemorarem! – Ergui o copo. – A Michael e Mackenzie Derrick. – Falei e o pessoal repetiu, erguendo seus copos de bebidas.
- A Mike e Mack. – Eles repetiram e todos viramos o copo de bebida.
- Obrigado a todos por terem vindo, isso é muito importante para nós. – Mike falou, se levantando. – A família sempre foi uma parte importante da nossa vida, e ter nossos pais conosco, nossos amores, filha e nossa nova família é algo muito bom. Realmente não podemos exigir nada mais nessa vida, porque tudo está realizado. Obrigado! – Ele repetiu e eu sorri. – Nós tivemos uma vida simples em Wisconsin, e ela deu uma virada total, mas foi por algo bom e melhor. – Ele suspirou. – E somos muito gratos a isso.
- Tão gratos que um deles tatuou o rosto da responsável na pele. – Jack provocou e eu ri, me sentando em um dos pufes.
- Deve ser por isso que ele terminou com a namorada... De novo. – Louis completou e eu gargalhei.
- Desculpa, Mack, mas eu não te vejo dessa maneira! – Brinquei e ele gargalhou, me abraçando de lado.
- Vamos cortar o bolo? – Amy, mãe deles, perguntou, quando o bolo foi colocado em cima da mesa pelo garçom, fazendo o pessoal comemorar.
As velas foram assopradas, o bolo foi cortado e servido, e eu me encostei perto de David. O bom entre eu e ele, era que apesar da diferença de idade, éramos bem próximos. Além do fato de nenhum dos dois realmente gostar de sair muito à noite, mas era algo legal em fazer de vez em quando, ainda mais quando não tinha fãs ou paparazzis a postos. Por mais que isso tudo fosse muito legal e necessário no trabalho, tinha vezes que precisávamos de um tempo longe de tudo para sermos nós mesmos sem precisar provar nada para ninguém.
- Aqui, querida! – Amy me estendeu um prato e eu sorri, pegando e colocando pedaços na boca.
- Como estão os bebês? – Perguntei para David, encostando o corpo no sofá.
- Natalie e Maggie já começaram a pegar no peito, largaram a sonda, mas Grace está mais difícil. – Suspirei.
- Ela é a menorzinha, mas já, já eles vão estar em casa, com vocês. – Ele afirmou com a cabeça, suspirando.
- Mal vejo a hora. Elas estão crescendo e tudo mais, não correm risco de vida, mas quando eu as vejo naquele bercinho da UTI...
- Pelo menos elas saíram da encubadora, já! – Falei, comendo mais um pedaço de bolo.
- Já? – Ele me olhou.
- Ok, foram quase dois meses, mas, mesmo assim, elas estão bem! Melhor prevenir. – Ele ponderou com a cabeça.
- Sim, mais um pouco elas já vão para casa. Vamos mimar elas e vê-las crescer felizes e saudáveis e esquecer desse pequeno fato no começo da vida delas. – Ele afirmou com a cabeça sorrindo e suspirou. - E como está o resto?
- Tudo bem. A faculdade voltou, último ano, e o resto você sabe, corrida com o álbum, agenda cheia... Nada de novo. – Ele riu.
- Não reclama que em breve tem turnê e essa vai ser boa! – Ele riu.
- Vai ser boa para deixar Virgínia enlouquecendo com três crianças em casa. – Ele riu.
- Faz parte do trabalho. – Ele suspirou. – Já sabe para onde vamos?
- Provavelmente América do Sul e Europa, depende da recepção do CD, se não vai se um ou outro.
- Você tem preocupações sobre a recepção? – Ele perguntou e eu dei de ombros.
- Não estamos fazendo shows, temos postado prévias no YouTube que estão dando boas visualizações, estamos sendo convidados para programas, propagandas... Para mim está tudo bem, Brent nem Patrick vieram reclamar, então... – Ele riu e deu de ombros.
- Parece que está tudo bem! – Ele falou e eu ri.

Franzi a testa quando ouvi a campainha tocar e desliguei o fogo antes de ir atender, estava na hora da janta e eu realmente estava matando por uma comida brasileira. Arroz, feijão, bife e batata frita. Meu pai havia criado o péssimo, e ótimo hábito, em me mandar algumas das guloseimas brasileiras, para eu aproveitar aqui. Eles tinham até algumas comidas boas, mas eu ainda não conseguia me acostumar, e as caixas vieram muito a calhar.
Contei o tempo no relógio para o feijão ficar pronto e segui em direção à porta, arrastando minhas meias no chão que havia sido limpo agora à tarde, Jessica havia contratado uma pessoa para limpar nossas casas. Como éramos em sete, ela ia um dia na casa de cada um, não era como se precisássemos de muito mais que isso, talvez David, quando os bebês chegassem, mas ainda faltava alguns dias para isso.
- ? – Dei de cara com o loiro, pouco mais baixo que eu na porta e corri abraçá-lo, fazia muito tempo.
- Surpresa? – Ele perguntou e eu ri.
- Muito surpresa! O que você está fazendo aqui? – O soltei e dei espaço para ele entrar em meu apartamento.
- Vim visitar o , a gente estava falando de você, e ele disse que veio te visitar, pedi o endereço e espero que não esteja tarde! – Ele riu e colocou a mochila dele no sofá. – Bela casa.
- Claro que não está tarde, estou fazendo janta ainda. – Ele riu. – Vamos aqui na cozinha. – Falei e ele me seguiu para a minha pequena cozinha e apontei para a cadeira e ele se sentou. – Tenho até medo de perguntar por que eu virei assunto contigo e com .
- Ah, o de sempre! – Ele deu de ombros e eu revirei os olhos, ligando o fogo novamente, voltando a refogar meus temperos para o arroz.
- Vocês têm que parar de encher o saco com isso, . – Virei o rosto para ele e ele deu de ombros.
- Não, não foi nesse sentido! Apesar de eu ainda achar que vocês deveriam ficar juntos, mas ele e a Jessica terminaram, ele está um pouco volátil e, bem, o é assim.
- Volátil? – Perguntei, colocando arroz dentro da panela e voltando a mexer.
- Ah, já se envolveu em algumas coisas erradas, não vou mentir que eu também, mas ele está sempre querendo voltar. – deu de ombros e eu fechei a panela do arroz, após ver a água começar ferver novamente.
- Você vai ter que ser mais específico que isso, , desculpe!
- Drogas! – Ele falou claro e eu franzi os lábios.
- Ah, fala sério! – Me sentei no balcão e conferi o relógio, desligando o fogo do feijão, ouvindo a panela de pressão chiar.
- Não dá para culpá-lo, , ele é novo nessa Hollywood, e o povo tem algumas coisas boas.
- Eu também sou nova nessa Hollywood e estou pouco me lixando para isso. – Falei para ele e ele suspirou, coçando a testa. – Ele é fraco, a verdade é essa! E você não se meta com essa merda.
- Vai dar uma de mãe agora?
- Não, , mas caso você não saiba, a imprensa está observando tudo! – Cruzei os braços. – Cada movimento, cada passo, eles só querem uma coisinha para nos destruir. – Suspirei.
- Ninguém quer te destruir, . – Ele riu fraco.
- Espera eu dar um deslize. – Falei e pisquei para ele.
- Duvido muito. – Ele disse e eu balancei a cabeça, suspirando.
- Mas eu estou despreocupada, viu?! – Cocei a nuca. – Enquanto eu continuar produzindo minhas músicas, fazendo meus shows e vivendo minha vida, creio que ninguém vai me encher.
- O povo te adora. – Ele riu. – Falando nisso, comecei a ouvir burbinhos de CD novo, é verdade? – Ri fraco, escondendo o rosto com as mãos. – Ei!
- É verdade, sim! – Suspirei. – Estamos gravando já, a intenção é lançar em novembro. Bem, nós vamos conseguir! – Falei e ele riu. – Tá quase tudo pronto.
- E o que tem de novidade? – Ele perguntou e eu fingi fechar os lábios novamente.
- Além de todas as músicas terem sido escritas e produzidas pela banda? – Perguntei e ele franziu os lábios, confirmando com a cabeça.
- Vocês conseguiram? – Ele perguntou, com os olhos arregalados.
- Sim! – Ele riu. – Bem, foram quase quatro meses sem fazer nada, eu tive que me ocupar.
- Além da faculdade?
- É! Começo de semestre é sempre mais devagar, então tirei esse tempo para ficar em casa e escrever, Henry me deu um piano, então tudo começou aí.
- E comprou um Porsche, pelo visto. – Revirei os olhos.
- Por que todo mundo reclama de eu ter comprado um Porsche?
- Não é reclamar, é só fino demais. – Dei de ombros, balançando a cabeça.
- Sempre foi um sonho, fiz as contas e eu pude comprar, apesar da Porsche ter feito maior negócio da vida deles. – Dei de ombros.
- Como assim?
- Eu vou trocar o carro a cada ano, então a cada lançamento de modelo, eu troco. Entrego o antigo, dou mais uma pequena porcentagem e pego outro. – Dei de ombros.
- Isso que dá ser Stone. – Soltei uma gargalhada.
- É promoção para eles quando eu sou fotografada dirigindo um carro deles, então ninguém tem o que reclamar! – Falei e ele riu.
- Você tem razão!
- E aí, quer jantar? Descongelo outro bife rapidinho. – Falei e ele afirmou com a cabeça.
- Eu topo! – Ele falou e eu desci da mesa, abrindo o freezer.
- Vai estar aqui amanhã? – Virei para ele.
- Provavelmente, por quê? – Ele perguntou.
- Temos o primeiro ensaio oficial da banda, talvez eu consiga te colocar lá dentro. – Dei de ombros.
- Oh, meu Deus, sim, sim, sim! – Ele falou diversas vezes e eu ri, balançando a cabeça. – Mas como assim oficial?
- Como a produção do álbum está, praticamente, toda em nossas mãos, decidimos convidar familiares para ver o porquê não ligamos, nem mandamos mensagem. – Ele riu fraco.
- Com certeza que eu estou dentro. – Pisquei para ele, sorrindo.

- Bom dia a todos! – Falei no microfone, tirando o casaco e jogando em frente ao palco, para meu pai. – Nós somos a The Fucking Stone, que, obviamente, todos vocês já ouviram falar da gente, e inventamos esse ensaio para mostrar para vocês o que vem por aí. – Vi o rosto das pessoas sorriram. – A gente escreveu esse álbum inteiro, o produzimos com a colaboração de Brandon Barrett e Henry George – Apontei para os dois ao fundo. – Mas tudo teve nossa mão, as letras, os ritmos, a mixagem, mudança de palavras, adequações e tudo mais. – Sorri. – E isso é muito importante para mim e achamos que, como vocês são importantes para nós, decidimos compartilhar isso com vocês!
- Yeah! – Mack gritou no microfone ao meu lado e nossos familiares riram.
- Acho que mais uma vez é importante agradecer à Jessica por todo apoio. E para Gemma e Branca que vieram da Itália, meu pai e minha avó que vieram do Brasil, Maurice e Joan que vieram da França, Agatha que veio de Orlando, Hiroshi que veio do Japão, Virgínia que saiu de perto dos seus bebês para estar aqui. – O pessoal riu. – À Amy e Nathan que vieram de Wisconsin, Lacey, Delilah que apesar de tudo... – Ela riu. - E a Amir, família da nossa Emily. Todos vocês por ser nossa família. – Cada um agradeceu com a cabeça de forma educada e eu sorri. – A primeira música é Go! escrita por Jack. – O pessoal aplaudiu e David e Mike automaticamente começaram a tocar juntos e o Japonês intercalou o piano com a picape de DJ, e pude ver o pessoal, principalmente a irmã de Jack, Gemma, balançar a cabeça animada.
- The night starts to show. Get dressed, time to go. Catch up with the girls. It's time stop! – Movimentei a cabeça forte, com os poucos passos de dança que havíamos treinado com Will, e David mudou o ritmo quase em um tango. - Gotta get my high hills on pass some lipstick play my song. This is taking us too long, go! – O ritmo voltou ao normal e voltou à roda.
- Gotta go, go, go, the night's a child. – Voltei a cantar com Emily e Jack de segunda voz, bem baixo ao fundo, e pular no palco, vendo Mike e Mack ao meu lado. - Better know, know, know, we're going wild. – Movimentei as mãos. - Time to show, show, show, what we can do. You don't know, know, know, know, know the truth. Gotta go oh, gotta go oh!
- Go, go, go, go, go, go!
- Music playing loud. Dancing always proud. Boy's stare hypnotized. Romance, stop! – O ritmo que imitava tango voltou novamente, fazendo com que eu movimentasse os pés para o lado, Mike e Mack me acompanhando. - They come close and we say no. Without us it's just a blow. This is our own private show, go!
- Gotta go, go, go, the night's a child. – Voltei a pular com o pessoal, no ritmo da música. – Better know, know, know, we're going wild. Time to show, show, show, what we can do. You don't know, know, know, know, know the truth...
Em um dos pulos eu senti meu pé esquerdo virar de forma tão errada que eu me vi caindo em câmera lenta. Mas eu caí de forma supererrada e meus joelhos bateram com força no chão, e eu fui para um lado e ouvi o som do microfone chiar do outro. Juro que eu pude ouvir um estralo.
Em poucos minutos eu já estava colocada no carro de Jessica e íamos para o hospital novamente, graças a Deus Brandon conseguiu controlar a situação e não tive a companhia de diversas pessoas perguntando se eu estava bem.
Eu sentia mais dor no joelho do que no pé, para ser bem honesta, eu realmente não conseguia mexer porque a dor era horrível. Assim que entramos no hospital, Jack me colocou em uma maca e prontamente eu fui atendida, era por situações assim que eu entendia a cobrança na parte de saúde, no dinheiro que saía mensalmente na minha conta, o plano deveria ser muito bom.
Fui colocada de um lado para o outro para fazer raio-x aqui, raio-x ali, vira, se ajeita, reclama de dor, por que não me deram algo para dor ainda? Quando finalmente essa mexeção de lado com o meu joelho parou eu notei que meu joelho parecia um pão. Ele já não era pequeno, mas agora estava bastante inchado, mas não parecia ter quebrado.
- Olá, senhorita Stone. – A médica entrou no quarto que me colocaram, com meu raio-x na mão.
- , por favor! – Falei e ela sorriu. – Quais as novidades?
- Você deu uma torção feia no seu joelho direito. – Ela colocou o raio-x no aparelho e ligou a luz, claramente pude ver algo de errado com meus ossos.
- E o que nós vamos fazer? – Perguntei, franzindo a testa.
- Engessar. – Ela falou com um sorriso no rosto e eu franzi a testa. – Joelhos são complicados, vamos engessar e em um mês a gente vê o que deu. – Preferi não discutir, mas não gostei daquela resposta.
- Ok, e o tornozelo?
- Ironicamente, nada! – Ela falou, trocando os raios-x.
- Ok, façam o que tem que fazer. – Suspirei, balançando a cabeça. – Isso vai atrasar o cronograma? – Virei para Jessica e meu pai.
- Talvez. – Minha empresária foi honesta. – Vamos só ter que arranjar um jeito de te colocar sentada dentro da cabine de som e você vai ensaiar sentada. – Ela deu de ombros e eu rolei os olhos.
- Como eu caí na música rápida mais lenta do mundo? – Perguntei e meu pai gargalhou.
- Você é um gênio, querida e nem sempre em coisas boas. – Meu pai falou e eu mostrei a língua para ele, rindo em seguida.

- Olha quem chegou! – Hiroshi entrou primeiro, e Virgínia veio atrás, depois David e suas irmãs. O casal com as trigêmeas de quase três meses nos braços.
- Oh! – Foi o coro que o pessoal fez e eu sorri, vendo o pessoal se aproximar, mas eu estava presa com meu gesso da coxa ao tornozelo.
- Elas estão lindas! – O pessoal falava e eu tentava virar de todos os jeitos para enxergar.
- ! – David apareceu por entre as pessoas com uma das meninas no colo e se aproximou de mim, junto de Louis e Emily.
- Grace? – Perguntei e ele afirmou com a cabeça, me entregando o embrulho verde e eu a segurei em meus braços, vendo-a mexer os olhos pretos, levemente puxados, para todas as direções.
- Oi! – Falei, fazendo careta para o bebê em meu colo. – Eu sou sua madrinha! – Falei e ela riu em seguida. – Oh, meu amor! – Dei um beijo em sua testa. – Como você está? – Suspirei, obviamente não esperando uma resposta.
- Elas são lindas demais! – Jessica estava parada ao meu lado com Brent.
- E, finalmente, estão em casa. – Emily falou, acariciando os cabelos escuros de Grace.
- Como vamos diferenciá-las? – Mack perguntou, se voltando para o sofá da casa de Virgínia e David.
- Tem um macete! – Virgínia falou, se aproximando. – Elas nasceram de três placentas diferentes, então naturalmente elas terão diferenças gritantes quando crescerem.
- Já ajuda! – Jack falou rindo.
- Mas vamos lá, Grace tem os cabelos lisos e olhos pretos, levemente puxados. – Virgínia falou. – Maggie tem os olhos verdes e cabelo liso. – Ela mexeu nos cabelos do bebê em seu colo. – E Natalie tem pouca descendência de David, os olhos não são puxados, são pretos e o cabelo é mais encaracolado.
- Resumindo, Grace é o David, Natalie é você, e Maggie é a mistura dos dois. – Jessica falou.
- É, acho que assim fica mais fácil! – David deu de ombros e eu ri. – Mas Natalie tem uma pinta grande no começo das costas. – Ele falou. - Quando elas crescerem vai ser mais fácil.
- Achamos outros jeitos de a diferenciarem. – Louis comentou e eu gargalhei, ouvindo o bebê tossir em meus braços.
- Ei, vamos parar? – Brinquei com ela, dando um beijo em sua barriga, fazendo-a rir. – Quando vai ser o batizado?
- Queremos fazer o mais rápido possível. – Virgínia falou. – Agora que elas estão em casa.
- Vai ser legal! – Falei rindo.
- O quê?
- Temos três bebês, gente! – Suspirei. – Sei que são de vocês, mas vão ser nossas crias também. – Sorri e eles afirmaram com a cabeça.
- Temos três mascotes! – Mack falou e os pais dos bebês viraram bravos para ele.
- Está chamando meus bebês de animais? – Virgínia falou e eu arregalei os olhos, tentando segurar a risada.
- Não, Giny, que isso! – Ele falou, erguendo os braços e saindo de perto da mais velha.

- Quais as novidades, minha querida? – Meu pai apareceu na tela do computador e eu suspirei.
- Você já está sabendo do meu gesso...
- Sei! – Ele falou rindo. – Eu estava lá e vi o vídeo, você caiu de uma forma muito ridícula. – Ele gargalhou e eu franzi a testa.
- Obrigada, pai! – Suspirei e ele mexeu os ombros.
- Nem adianta ficar brava, fique brava com Mack que colocou o vídeo no YouTube. – Ele riu. – Ou a irmã de Jack por ter filmado. – Soltei uma risada fraca.
- Bem, pelo menos eu fui capa de várias revistas. – Dei de ombros e ele sorriu.
- Como se já não fosse muito, não é?! – Ele perguntou e eu dei um sorriso fraco, balançando a cabeça em seguida. – Eu vejo tudo o que acontece, Jessica me manda um relatório semanal todo domingo, vejo as matérias, revistas, vídeos, tudo. É muito bom te ver crescendo, filha.
- Eu tenho que dizer que é bom demais fazer sessões de fotos, falar com revistas, ir a entrevistas, falar com os fãs e tudo mais, mas a melhor coisa ainda é estar em cima do palco. – Balancei a cabeça, jogando as costas na cama. – Parece que eu entro em outro mundo.
- Não se esqueça de que eu vi o show. – Ele falou e eu suspirei. – E vi o DVD também, eles pegaram todos os momentos importantes, todos os choros, as risadas, os closes em você...
- Para, pai! – Falei e ele riu.
- Mas é verdade, querida. Você fica muito bem na tela. – Afirmei com a cabeça.
- Obrigada. – Falei e ele sorriu.
- Olavo, uma ajuda, por favor? – Ouvi uma voz externa e ele virou o rosto para o lado, me deixando ver a mulher com cabelos escuros atrás dele.
- Um segundo. – Meu pai falou.
- É a Aline? – Perguntei.
- É sim! – Ele falou, suspirando.
- O que ela está fazendo aí? Não tinha se mudado para o Paraná por causa de um fazendeiro ou algo assim? – Ele coçou a testa, e abaixou o rosto. – Pai...?
- É complicado, querida! – Ele falou e eu ri fraco, balançando a cabeça.
- Não seja uma Jessica da vida. Apesar de que está sendo bom para ela. – Falei.
- Como assim?
- Ah, eu já te contei que a Jessica foi casada com o Brent do financeiro, eles se separaram quando ela começou a ter problemas alcoólicos porque ela achava que ele pressionava muito ela?
- E aí? – Ele se interessou.
- E aí que, pelo que eu entendi, ele estava só ajudando. – Abri um sorriso de lado. – Sei lá, eles estão sempre juntos de novo, se ele for à âncora dela, que isso seja algo bom. – Suspirei.
- Sempre querendo a felicidade das pessoas.
- Qual é, pai, eu sou feliz, tenho direito de querer os outros felizes também. – Suspirei. – Afinal, gente feliz não enche o saco. – Ele gargalhou.
- Você não mudou nada! – Ele falou rindo.
- Eu agradeço por isso! – Abri um largo sorriso e ele riu.
- Mesmo? – Ele perguntou.
- Eu posso ser infantil, mandona ou de mau humor de vez em quando, mas é bom quando eu encontro fãs na rua, ou quando vou a alguma entrevista, as pessoas ficarem surpresas por eu ser assim. Por eu não exigir mil coisas, ou ser aquelas chatas.
- Mas você comprou um Porsche...
- Ah que mania! – Ele gargalhou. – Sempre foi um sonho e você sabe disso, além do mais, eu não tenho mais muito com o que gastar, né?! Não se esquece que caixão não tem gaveta.
- Está certa, filha, está certa. Ninguém pode negar que você está enriquecendo trabalhando.
- Espero que não! – Ele sorriu. – Falando nisso, está precisando de ajuda? Posso te enviar um pouco de dinheiro.
- Ah, querida, por favor, sempre ganhei o suficiente para nos sustentar, manter o restaurante, meus funcionários, pagar sua faculdade, nossa casa e tudo mais...
- Ok, ok! – Dei de ombros. – Não custava perguntar.
- Olavo! – Ouvi a voz de Aline novamente e a vi perto de meu pai. – Oi, .
- Oi, Aline! – Falei, sorrindo para ela.
- Como está? Bem, deve estar muito bem. – Ela riu.
- Estou bem, sim!
- Parabéns pela carreira, viu?! Fiquei muito feliz por você! – Ela sorriu sinceramente.
- Obrigada! É bom ter você de volta. – Falei e ela sorriu, saindo da tela.
- Eu tenho que ir. – Ele falou.
- Ok, só se cuida, promete?
- Você promete?
- Bem, eu lido com fãs e produtores malucos o dia inteiro...
- Ok, só se cuida, então! – Ele riu e eu mandei um beijo. – Boa noite, meu anjo.
- Boa noite, pai! – Sorri e logo vi a chamada ser encerrada.

- Vai, , vamos arrasar! – Brandon falou no meu ponto e eu afirmei com um barulho na boca. – Mack, Mike, meninas? – Eles afirmaram também, me fazendo ouvir no ponto. – David? – Todos confirmaram.
- Você realmente acha que isso vai dar certo? – Ouvi a voz de David.
- A gente vai testar se esse ritmo fica legal, depois gravamos separado. – Ouvi a voz de Jessica no ponto. – Fica mais fácil de ajustar, pessoal!
- Como se fosse uma música com violino e piano fosse ficar ruim. – Mack falou baixo e eu ri.
- Até em cabines separadas vocês enchem o saco. – Jessica falou.
- Nem sei por que você está aqui, mas... – Louis começou e eu ri.
- David, começando em três, dois, um... – Brandon falou e todos silenciaram. David começou o ritmo no piano sozinho, me fazendo contar mentalmente, antes de começar a cantar.
- I can almost see it, that dream I'm dreaming but there's a voice inside my head saying, you'll never reach it. – Respirei rápido. - Every step I'm taking, every move I make feels lost with no direction. My faith is shaken. – Fechei os olhos, me arrepiando. - But I, gotta keep trying, gotta keep my head held high. – Suspirei, ouvindo somente David me acompanhando no ritmo. - There's always gonna be another mountain, I'm always gonna want to make it move. Always gonna be an uphill battle, sometimes I'm going to have to lose. Ain't about how fast I get there, ain't about what's waiting on the other side. – Alonguei a frase. - It's the climb. – Minha orquestra e o resto da minha banda entrou enriquecendo o ritmo. - The struggles I'm facing. The chances I'm taking. Sometimes might knock me down, but no, I'm not breaking. I may not know it but these are the moment that I'm gonna remember most and just gotta keep going. – Segurei no microfone, ouvindo minha voz mais alta. - And I, I got to be strong, just keep pushing on. – Pude ouvir com mais clareza os violinos e violocelo. - Cause there's always gonna be another mountain. I'm always gonna want to make it move, always gonna be an uphill battle. Sometimes you're going to have to lose. Ain't about how fast I get there, ain't about what's waiting on the other side. It's the climb. – Mike começou a tocar seu solo de guitarra, fazendo meu corpo inteiro arrepiar, e um largo sorriso aparecer em meu rosto. - There's always gonna be another mountain, I'm always gonna want to make it move. – Meu quarteto de cordas entrou novamente, tocando com mais força. - Always gonna be an uphill battle. – A banda voltou novamente. - Sometimes I'm going to have to lose. Ain't about how fast I get there, ain't about what's waiting on the other side. It's the climb. – Respirei. – Yeah, yeah! Keep on moving, keep climbing, keep the faith, baby. It's all about, it's all about the climb, keep the faith, keep your faith. Oh, oh, oh, oh, oh! – Respirei fundo antes de terminar.
Um silêncio se instalou entre todas as cabines e eu até me surpreendi, ninguém falava nada e eu fiquei realmente assustada por causa disso. Não se ouvia nem a respiração do pessoal. Até que eu consegui ouvir alguém... Batendo palmas? Virei o rosto para a mesa de som e pude ver Jack aplaudindo e eu ri fraco.
- De quem está de fora, isso está incrível! – Ele falou e eu pude vê-lo se debruçar sobre a mesa de som para falar no microfone. – É o que o Mack falou, não tem como dar errado. – Ri fraco.
- Como saiu? – Perguntei para Brandon.
- Ninguém errou. – Ele falou. – Vamos fazer de novo, porque sempre fazemos de novo, mas por enquanto está muito bom. – Assenti com a cabeça.
- Que bom! – Suspirei. – Faremos outra em quanto isso?
- Acho que podemos fazer Gift Of a Friend, depois Fly With Me, já aproveitar o piano, e as meninas.
- Beleza! Quando quiserem! – Bati as mãos, respirando fundo e dei uma estralada nos ossos, ouvindo Brandon mexer na mesa de som, fazendo alguns sons arrepiantes pelo fone de ouvido.
- Henry, Jack, Emily, para a cabine. – Ouvi Brandon dizer e suspirei.
- Todos troquem as letras. – Troquei os papéis, procurando pelas letras de Gift of a Friend. – Todos prontos? – Deu uma rápida bocejada.
- Sim! – Falei.
- Está tudo bem aí, ?
- Está sim, eu e meu amigo gesso estamos bem, obrigada! – Falei e ouvi sua risada pelo fone.
- Quando estiver pronto, Henry! – Brandon falou.
- Tudo pronto! – Ele falou e eu bocejei novamente, coçando os olhos.
Todos concordaram ao microfone, cada um de sua cabine e pouco tempo depois, Henry começou a tocar a flauta. Foi o instrumento que optamos para essa música, já que era algo mais delicado e mais tocante. A letra era bonita e precisávamos de algo que tocasse os sentimentos das pessoas. Junto de Mike, que agora estava no violão.
- Sometimes you think you'll be fine by yourself 'cause a dream is a wish that you make all alone. It's easy to feel like you don't need help, but It's harder to walk on your own. You'll change inside, when you realize. – Coloquei a mão no fone, tentando excluir o som externo e fechei os olhos. - The world comes to life and everything's right. From beginning to end when you have a friend by your side. That helps you to find the beauty of all, when you'll open your heart and believe in the gift of a friend. The gift of a friend. – Falei, abrindo os olhos novamente. - Someone who knows when you're lost and you're scared, there through the highs and the lows. – Pronunciava todas as palavras. - Someone to count on, someone who cares beside you wherever you go.
- You'll change inside, when you realize. – Jack e Emily entraram comigo.
- The world comes to life and everything's right. From beginning to end when you have a friend by your side. That helps you to find the beauty of all, when you'll open your heart and believe in the gift of a friend. The gift of a friend. – Finalizei sozinha. - And when the hope crashes down shattering to the ground, you, you'll feel all alone. When you don't know which way to go and there's no signs leading you on. – Suspirei. -You're not alone. – Reduzi a voz e o tom.
-The world comes to life and everything's right. From beginning to end when you have a friend by your side. – Jack e Emily entraram comigo.
- That helps you to find the beauty of all, when you'll open your heart and believe in, when you believe in, when you believe in the gift of a friend. – Finalizei abaixando a voz devagar, ouvindo Henry finalizar com a flauta também e tudo ficar em silêncio.
- Muito bom, gente! – Ouvi Brandon no fone. – Mas como a gente sempre faz...
- Faremos de novo! – Falei o que ele falou e eu ri.
- Não sei por que a gente não pensou em gravar as músicas junto, fica tão mais fácil. – Ouvi a voz de Emily.
- Porque a gente recebeu esse equipamento agora, e ele exclui com mais facilidade os sons externos, a gente não precisa ficar excluindo um por um.
- Mas não é esse o ponto de estar em uma cabine? – Perguntei.
- É, mas sua respiração conta com o som externo, ou as bufadas que vocês dão sem querer no microfone. – Soltei uma risada fraca.
- Ok, obrigada, Virgin, por nos providenciar isso. – Jack brincou ao microfone.
- Sem mais gracinhas, vamos para Fly With Me? – Jessica perguntou. – Depois pago comida mexicana para todo mundo.
- Pode mandar bala! – Mack brincou e eu ri.
- Como estão suas mãos, Mike? – Perguntei.
- Não estão sangrando ainda. – Ele falou e eu ri.
- Vamos sangrá-las, então.
- Henry pode sair da cabine, Gina, Annie, Patricia e Mônica fiquem aí só mais um pouquinho, ok?!
- Sem problemas! – Ouvi a voz de Gina e ri fraco.
- Vamos para a melhor música do álbum! – Brandon falou ao microfone.
- Viu?! – Falei rindo.
- É a Show Me Love desse álbum.
- Jesus! – Falei e o pessoal riu.

- Isso foi incrível! – Ouvi Jay Leno ao meu lado e virei o rosto para ele. – Mas como aconteceu?
- Em um momento eu estava muito feliz pulando, cantando e no momento seguinte eu estava no chão, chorando de dor. – Falei dando de ombros.
- E agora está com isso nas pernas? – Ele apontou para o meu gesso.
- Para você ver! – Soltei uma risada. – Aparentemente gesso não fica muito bem com algumas roupas, mas a gente vai dando um jeito. – Ele riu.
- Mas e sobre esse projeto de música que ouvimos rapidamente antes da sua queda? – Ele perguntou olhando para mim e eu soltei uma risada, fazendo mistério.
- Essa música estará presente no CD novo, que lança...
- Rufem os tambores! – Jay falou, e sua banda de palco fez rapidamente, antes de parar.
- Quatro de novembro! – Jay abriu a boca surpreso.
- Pouco mais de um mês.
- Sim, um pouco mais, estamos finalizando as músicas, com diversos planos e estamos muito felizes com isso.
- Tem um boato que vocês escreveram todas as músicas dos álbuns? – Ele perguntou.
- Sim, foi! – Falei contente. – Após o fim da turnê Make a Wish...
- Que foi um incrível sucesso!
- Obrigada. – Sorri para Jay. - Depois da turnê, nós tiramos umas férias, e eu falei para o pessoal esboçar algumas coisas que viessem à cabeça, e começou a aparecer coisas realmente interessantes nisso, e começamos a trabalhar com isso.
- E veremos todas no novo álbum? – Ele perguntou.
- Sim, com certeza! Temos letras escritas por todos os sete, além de algumas novidades nos ritmos, estamos muito empolgados para que vocês vejam tudo isso.
- E tudo isso no dia 4 de novembro? – Afirmei com a cabeça.
- Exatamente!
- Eu tenho que dizer que quando você veio aqui pela primeira vez, foi algo realmente ‘oh, meu Deus, onde ela está se metendo?’ e agora eu só vejo, , , , todo dia, em pôsteres, revistas, CDs, capas de jornal, é só você! Meus parabéns! – Ele sorriu. – Você e sua banda, merecem esse sucesso. Vocês são legais, simpáticos, vivem atualizando os fãs de todos os passos, postam vídeos a todo o tempo, dão atenção para imprensa, parece que saíram de um livro. – Soltei uma risada fraca.
- A imprensa e os fãs estão permitindo que a gente viva esse sonho, então fazemos tudo o possível para retribuir esse favor. – Sorri e ele assentiu com a cabeça.
- O real motivo de você vir aqui foi seu pequeno acidente, além de ser nova garota propaganda da FILA, tudo isso é incrível para nós, mas agora fiquei curioso sobre esse álbum, eu preciso de mais.
- Pior que eu não posso revelar mais, porque eu realmente não tenho mais o que revelar. Estamos tão focados na gravação das músicas e em nossas vidas pessoais, que não fizemos a sessão de fotos, não decidimos nome de álbum, está tudo confuso ainda.
- Falando sobre vida pessoal, as meninas de David saíram do hospital. – Ele falou olhando para mim.
- Sim! Finalmente elas vieram para casa. – Suspirei.
- Foi algo longo, certo?
- Foi, elas ficaram quase três meses na incubadora, para os órgãos terminarem o desenvolvimento, além de começarem a mamar, e tudo mais. Foram três meses bem tensos.
- São três meninas, certo? – Ele perguntou.
- Sim, são! Grace, Natalie e Maggie. – Abri um largo sorriso.
- Temos uma foto delas, não? – Ele falou e uma foto das três nos bercinhos na casa de David apareceu, eu tinha tirado.
- Lindas! – Falei com um sorriso largo no rosto.
- Deve ser muito bom ter crianças nessa turma. – Ele falou.
- Bem, nós temos Melanie, a filha de Mack, ela tem cinco anos. E temos Gemma, a irmã de Jack que tem 12.
- É verdade! – Jay falou. – Mas deve ser uma sensação muito boa.
- Sim, é muito bom. David e Virgínia me escolheram como madrinha de Grace e eu fico paparicando-as a todo momento, principalmente Grace. – Ele gargalhou.
- Além disso, vocês participaram do programa Miami Ink, certo? Eu vi o programa, mas como foi isso? – Afirmei com a cabeça.
- Ah, foi ótimo, eu assisto a esse programa e aí nós fomos convidados para fazer parte e aí a banda inteira animou, todo mundo queria fazer tatuagem, menos Louis e Emily...
- Emily por causa da doença... – Respirei fundo.
- Sim, Emily por motivos óbvios, e Louis porque morre de medo de agulha. – Ele riu. – Aí fomos lá, eu tive o prazer de ser tatuada por Ami James, apesar de ter sido algo pequeno, foi ótimo, eles são verdadeiros artistas.
- Temos foto da tatuagem...? – Minha foto de lado, somente de sutiã apareceu na tela e eu ri fraco, vendo o pessoal gritar. – Thank You For The Music?
- Sim. – Sorri.
- Acho que nem preciso perguntar o motivo.
- Não vai importar quantos anos passem, essa música sempre vai ter um significado especial para mim. – Sorri.
- Isso é muito bom, , e muito bom tê-la aqui conosco. Espero que você volte quando lançar seu álbum.
- Com certeza! – Falei animada.
- Stone, pessoal! Voltamos depois do intervalo. – Ele falou e o pessoal aplaudiu.

- Vamos lá então, ? – Ergui o rosto para meu ortopedista, que tinha uma pequena serra na mão.
- Ei, ei! – Empurrei o corpo para trás. – Onde você vai colocar isso?
- Vou cortar o gesso! – Ele falou e eu arregalei os olhos. – Não machuca, olha. – Ele ligou a serrinha e tocou a mão, não causando nada. – Pode fazer cócegas, mas fique parada.
- Como se ela sentisse cócegas. – Mike falou, olhando para a revista em suas mãos.
- Ele fala de um jeito que parece que eu sou insensível. – Falei e meu médico riu. – Obrigada por me acompanhar, Mike.
- De nada! – Ele falou simplesmente e o ortopedista ligou a máquina, começando a passar de cima a baixo em meu gesso, fazendo com que a lâmina tocasse em minha pele.
- Você vai querer guardar de recordação?
- Sério, Harry? – Perguntei para ele. – Onde eu vou guardar um gesso desse tamanho?
- No mesmo lugar que você guarda uma prancha de surfe? – Ele voltou essa pergunta e Mike riu desdenhando.
- Tá convivendo demais com seu irmão, hein?! – Virei para ele e ele sorriu para mim.
- Desculpa, é que essa foi boa! – Soltei uma risada e dei de ombros.
- Obrigada, mas não! – Falei para o médico.
- Ok. – Ele riu e colocou para o lado, voltando a ficar ao meu lado e começar a mexer meus joelhos para lá e para cá, dobrando. – Está ouvindo isso? – Prestei atenção e ouvi uns estalos.
- Sim, é meu joelho? – Perguntei.
- Sim, é! – Ele falou suspirando. – A não ser que você queira fazer uma cirurgia para corrigir isso, você terá esses estalos pelo resto da vida. – Suspirei.
- Mas o que é isso?
- São seus ossos se desgastando. – Ele falou e eu franzi a testa. – Cirurgia está fora de cogitação?
- Eu vou conseguir andar, fazer meus shows, dançar e tal?
- Sim, isso não vai alterar em nada. – Harry falou.
- Então, por que eu vou fazer uma cirurgia sendo que assim está bom? – Mike riu novamente.
- Ela te pegou, Harry.
- Porque você vai poder fazer tudo isso, mas você vai sentir dores, nada insuportável, mas você vai cansar mais rápido, talvez para um show isso não altere em nada, mas para uma turnê... – Ele suspirou.
- Que tal eu te informar sobre isso? – Virei para ele que afirmou com a cabeça.
- Pode ser! A gente vai avaliando como as coisas vão ficando, mas te aconselho a relaxar nos joelhos na ginástica e começar uma fisioterapia, pilates... Tá tudo muito recente ainda, vamos tentar arrumar antes que piore.
- Ok! – Falei.
- Sente-se! – Falei e fiz o que ele pediu. – Estica e dobra. – Ele falou e apertava meu joelho quando eu fazia isso.
- Dói? – Ele perguntou.
- Não! – Falei e ele suspirou.
- E aí, como está? – Jessica perguntou, entrando no quarto do hospital.
- Está indo! – Falei.
- O que você diz, Harry? – Ela perguntou, suspirando.
- Fisioterapia, com certeza. – Ele falou para Jessica. – Estou preocupado com as apresentações, shows, ela precisa estar 100 por cento. – Suspirei.
- Ouviu, não é, ? Natação, academia e agora fisioterapia. – Ela falou me olhando e eu afirmei com a cabeça.
- Ah, qual é, vai dar certo! – Mike brincou.
- Eu só tenho mais a faculdade, vida pessoal e tudo que a música envolve. – Falei.
- Viu?! É fácil! – Jessica brincou e eu ri.
- E tente não tomar analgésicos, não vamos viciar. – Harry falou.
- Mas eu não sinto dor. – Falei.
- Agora, não é?! – Ele brincou e eu revirei os olhos.

- Vamos relaxar, pessoal! – Malcon falou, tentando organizar eu, a banda e os dançarinos de apoio no meio daquele beco em que estávamos gravando. – Vamos focar! – Ele gritou no megafone e eu me desviei de Jack, vendo-o gargalhar. – Vamos voltar do segundo refrão, até o final, ok?!
- Ok! – O pessoal falou e eu acenei com a mão, sendo a primeira daquela formação de triângulo que havíamos feito.
- Vamos tentar fazer dessa a última vez! – Ele continuava falando no megafone, e eu ergui o rosto para ele, que estava em cima de um guindaste, e as luzes me cegaram e eu foquei nas câmeras novamente, ajeitando meu rabo de cavalo, onde metade daquilo era aplique. – Depois vocês podem ir para casa, descansar e teremos um maravilhoso clipe novo para ser lançado uma semana antes do álbum.
- É! – Mack gritou e eu ri.
- Não custa nada, então eu vou repetir! – Malcon continuava falando. – Sei que é difícil fazer essa coreografia complicada, mas tentem continuar mexendo os lábios enquanto a música toca. – Revirei os olhos.
- Vamos, Malcon! – Gritei e olhei para cima novamente. – São quase cinco da manhã, o sol vai começar a nascer e eu tenho que estar na faculdade às oito. – Falei e o ouvi rir no megafone.
- Atenção! – Malcon gritou e eu encarei o câmera em minha frente e respirei fundo, sentindo a maquiagem colorida pesar em meu rosto. – Playback! – A música começou a tocar um pouco antes do ponto. – Ação! – Ele falou e eu sorri, esperando que minha banda e os trinta dançarinos fizessem o mesmo.
- I'm just being me, watch me, do me. Watch me, do me. – Ouvi a música e comecei a acompanhar a letra, enquanto andava em frente, junto com o pessoal.
- I don't need no music when I wanna sing a song. – Eu movimentava o corpo conforme o ritmo da música, vendo na visão periférica minha banda fazer o mesmo. - I don't need miss popular to know what's right or wrong. I'm busy burnin' the track, not holding anything back, I'm just being me, watch me, do me, me, me. – Balancei a cabeça, sorrindo. - Light up the floor, play me one more, let me hear that. – Comecei a movimentar os braços para os lados, e seguir a coreografia montada por Will e eu podia sentir que todos estavam sincronizados conosco. - Click clack on the high, high, heat of this vibrate, hear the room rock. Light up the floor, just like before, let me hear that. Please stop from the boombox, makin' us stop, feel the room rock. – Movimentei os quadris e as mãos, andando para frente e voltando para trás. - I'm doing what I wanna do and I won't stop until I can't move. I'm just being me, watch me, do me. Watch me, do me. – O ritmo da música ficava mais lento e os movimentos também. - I'm ready, I'm, I'm ready to go. Let, let it, let, let, let it explode. I'm ready, I'm, I'm ready to go, to go, to go. – Senti uma sombra em meu rosto, indicando que a ginasta havia dado um mortal em meio ao grupo de dançarinos e voltamos a dançar todos sincronizados. - Light up the floor, play me one more, let me hear that. Click clack on the high, high, heat of this vibrate, hear the room rock. Light up the floor, just like before, let me hear that. Please stop from the boombox, makin' us stop, stop. – Ergui a mão, e todos ficaram parados por um segundo, antes de voltar a coreografia. - I'm doing what I wanna do, and I won't stop until I can't move. I'm just being me, watch me, do me. – Movimentei os quadris, dançando com Jack perto de mim. - Watch me, do me, watch me, watch me. – Quando a música silenciou, todos ficamos parados por dois segundos, antes de começar a dar risada e dispersar, como estava planejado no roteiro do vídeo.
- Corta! Conseguimos! – Malcon gritou e aí que o pessoal começou a comemorar, Mack me abraçou de costas pela cintura e me girou rindo. – Foi muito bom, galera! Obrigado! – Ele falou.
- Me dá um microfone! – Falei para um dos organizadores perto e me entregaram e eu virei de frente para minha banda e dançarinos. – Obrigada, pessoal! – Falei no microfone e o pessoal gritou animado. – Foi muito importante ter vocês no meu videoclipe, tenho certeza que ficará incrível. – Falei. – Obrigada por tudo! – Falei e o pessoal começou a aplaudir.

- Feel the way that I do to watching the grey skies bloom, and make dirty streets look new. – Ouvi a voz de Jack sair pelas caixas de som.
- And the birds sing. – Mack, Mike e Louis o acompanharam. - Twe-e-e. Tweedily, dee, dee, dee.
- And now I know exactly what they mean. Oh can't believe that it's so simple, it feels so natural to me. – Ele finalizou seu trecho.
- If this is love then love is easy, it's the easiest thing to do. – Mike continuou com sua voz mais grossa.
- If this is love then love completes me, cause it feels like I've been missing you. A simple equation with no complications to leave you confused. If this is love, love, love. Oh it's the easiest thing to do. – Os quatro cantaram juntos, me fazendo balançar a cabeça de um lado para o outro.
- Consegui, . – Henry falou e eu girei a poltrona, me levantando da mesma e segui em direção ao quadro, onde tinha listado as 14 músicas do álbum novo, além de diversos quadros para cada coisa que íamos terminando.
Assinalei Love is Easy, vendo o quadro completo e suspirei feliz, era muito bom ter aquilo inteiro terminado e, ainda mais, todas as músicas terem nossa própria autoria e boa parte dos ritmos. Além do mais, eu, David e Mike, ajudamos em grande parte da produção das músicas e teríamos o nome em outro lugar especial no CD, seria demais!
- Finalizamos, Jessica, pode vir! – Brandon falou para Jessica ao telefone e eu sorri.
Joguei o marcador de volta no quadro e me joguei ao lado de Emily no sofá que estava atenta ao jogo no seu celular. Ela encostou a cabeça em meus ombros e eu encostei a minha na dela, vendo David sair da poltrona e se sentar ao meu lado e os quatro meninos saírem da cabine e começar a se jogar pelos cantos em volta da mesa.
- Chegamos! – Virei o rosto para a porta do estúdio, vendo Jessica entrando no mesmo com Malcon e eles se colocaram em volta da roda que tínhamos montado.
- Ei! – Falei, bocejando e cocei o rosto, a gente perdia a noção do tempo quando estávamos trancados há alguns andares abaixo do solo.
- Então, vamos resolver isso, que precisamos mandar esse álbum para produção o mais rápido possível. – Jessica falou e puxou uma cadeira para perto, se sentando.
- Mas o que falta resolver ainda? – Perguntei.
- O nome do álbum e a sessão de fotos. – Revirei os olhos.
- O nome do álbum não ia ser Here We Go Again? – Louis perguntou.
- Exatamente! – Falei.
- Vai ser esse mesmo? – Jessica perguntou.
- Sim! – Falamos juntos.
- É um nome muito bom, dá a entender que ‘ei, estamos aqui de novo’, além do que a falou que o ‘de novo’, remete ao segundo CD, é bem legal. – Emily falou e eu sorri, piscando para ela.
- Ok! Eu apoio. Então, só temos que decidir a sessão de fotos.
- Brent ou Patrick não vão encher o saco?
- Não! – Jessica falou. – Eles estão bem calmos com isso tudo, está tendo receptividade, então é algo bom. – Ela deu de ombros.
- Ok, sobre a sessão de fotos, então. – Falei.
- Isso é comigo. – Malcon falou.
- Pensou em alguma coisa?
- Na verdade, sim! – Ele falou suspirando. – No primeiro CD nós te mostramos como a menina nova, linda, muito maquiada, com roupas maravilhosas e tal. – Assenti com a cabeça. – Queremos te mostrar como você agora.
- Como assim?
- Eu estava vendo você se exercitar, o convite da FILA, além de como você se veste em casa e acho que podíamos juntar tudo isso. – Ele falou. – Pensei em você de moletom, rabo de cavalo alto, em uma quadra, no campo, um pouco de suor. – Cocei a cabeça suspirando.
- Você sabe que eu confio em você, Malcon. – Falei.
- Não é a toa que estou dirigindo seus videoclipes há um tempo. – Ele sorriu e eu afirmei com a cabeça.
- Se você acha que vai ficar bonito, eu topo. – Suspirei.
- Vou arranjar algumas bolas, algo para você brincar. – Afirmei com a cabeça. – Joga futebol? – Ele perguntou.
- Basquete ou vôlei. – Falei e ele afirmou com a cabeça.
- Ok, vou arranjar uma locação e a gente faz essas fotos, ver o horário melhor. – Malcon falou, coçando a testa.
- Beleza, só não pode ser amanhã, tenho sessão de fotos da FILA. – Falei e ele acenou com a cabeça.
- Então é isso, gente! O CD está incrível, tenho certeza que as fotos ficarão lindas também, parabéns para vocês! – Jessica falou e começamos a aplaudir cansados, mas felizes.

- Stone aqui! – Falei para o câmera da FILA que andava em minha frente, enquanto eu caminhava para a piscina. – Eu sou a nova garota propagada para FILA.
- O que te fez aceitar isso? – A mulher que estava na minha frente perguntou, enquanto andava de costas.
- É uma marca muito boa, eu realmente uso os produtos que ela oferece, então eu conheço a qualidade, acho que foi isso que me motivou. É bom representar uma marca que você realmente usa. – Dei de ombros rindo.
- E você é realmente uma esportista?
- Eu não sei se eu realmente sou uma esportista, mas eu nado bastante! Acho que meu trabalho me permite isso, nadar ajudar bastante na respiração e no fôlego e é tudo isso que eu preciso para aguentar um show no palco. – Passei a mão nos cabelos ondulados pelo cabeleireiro.
- Isso começou com sua carreira ou é algo mais antigo?
- Eu nadei bastante quando criança, mas seriamente começou agora, e está fazendo muito bem para mim.
- Podemos continuar depois? – Um dos japoneses, ou coreanos, que conduzia a campanha, tocou na mulher que me fazia a pergunta e tanto ela quanto o câmera se afastaram um pouco. – Tudo certo, senhorita? – Ele perguntou.
- Tudo certo! – Assenti com a cabeça.
- O pessoal da fotografia já mandou para gente, você quer dar uma olhada? – Ele perguntou.
- Claro! – Falei e me aproximei do pessoal que estava com diversos computadores nas mãos e subi mais a calça da roupa, ficar só de maiô, enquanto todos estavam de roupas quase sociais, era realmente estranho.
- Está demais! – Falei vendo as fotos com a roupa que eu estava no momento.
Apesar de ter várias roupas, a principal era o maiô vermelho com um zíper azul que subia no meio dos seios, e calças de moletom cinza, com um laço azul na cintura, que apertava ou soltava a roupa. As roupas eram mais simples, os cabelos para lá, para cá, de frente, de lado, de costas, mas ainda tinha as fotos para serem feitas na água.
- Aqui na piscina, a gente quer que você faça o seguinte, nade os quatro estilos, nós iremos filmar e tirar foto desses momentos, depois faremos algumas imagens de você saltando. Pode ser?
- Claro, sem problemas! Quer começar pelo salto? – Perguntei e ele olhou para os outros organizadores que concordaram com a cabeça.
- Vamos lá, então! – Ele falou e eu tirei os tênis da FILA e a calça do moletom e entreguei para o assistente que prontamente pegou e subi em uma base, estralando todas as partes do corpo, incluindo o joelho, antes de respirar fundo, encarando a água cristalina.
- Quando quiser! – Falei.
- Nessas propagandas, normalmente damos um tom sexy, então permaneça com o rosto sério, os olhos levemente franzidos, ok? – Um dos produtores falou e eu afirmei com a cabeça.
- Beleza! – Suspirei.
- Três, dois, um... Ação! – O diretor do comercial falou e eu abri um sorriso, prensando os lábios, antes de abaixar o corpo, ficar na posição de mergulho e deixei meu corpo voar.

- Eu juro que eu jogo a bola na cabeça dela, se ela acertar outra cesta. – Ouvi a voz de David e eu gargalhei, jogando a bola novamente na tabela e fazendo cesta. – Que droga! – Ele falou e eu ri.
- Muito bom, ! – Malcon falou, tirando os olhos da câmera por um momento. – Vamos fazer algumas sem a bola, agora? – Assenti com a cabeça e joguei a bola em direção à minha banda, que esperava as fotos individuais terminar, para tirar de todos nós. – Vamos usar a grade como plano de fundo, se senta na murada agora e...
- Tenta ser sexy! – Louis gritou e eu soltei uma gargalhada, mostrando o dedo para eles.
- Pior que é! – Malcon falou e eu ri, sentando na pequena murada que tinha em frente à grade que cercava à quadra e dobrei as pernas. – Mas deixa que eu faço o resto. – Ri fraco, acenando com a cabeça.
Arregacei um pouco as mangas do moletom e comecei a fazer caras e bocas para as lentes de Malcon. Pelo tom mais esportista da situação, Robb havia optado por um conjunto de moletom e top azul escuro. O top era simples, em um azul mais escuro e o moletom era com capuz e tanto ele como a calça, tinha as palavras Adidas escrita. Eles haviam oferecido um contrato para mim, e devido ao contrato da FILA, oferecemos que eles dessem as roupas para algum evento mais informal e Robb acabou escolhendo para a sessão de fotos do CD, que veio muito a calhar.
Virei o rosto para o lado, passando a mão no cabelo quando ouvi minha banda falar algumas coisas, e vi Jessica no celular, só para dar uma variada. Passei a mão no brinco em formato de seta que haviam colocado em mim e virei o rosto novamente para Malcon, sorrindo e ele acenou com a mão e eu suspirei.
- Beleza, , agora senta no chão, como se você tivesse cansada. – Fiz o que ele mandou e ele se aproximou de mim, ficando bem próximo e eu olhei para cima, com um sorriso simples no rosto. Abracei meus ombros, suspirando e virei o rosto para outro lado novamente.
Com o tempo e com as diversas sessões de fotos que eu havia feito, eu havia começado a pegar as ideias das fotos espontâneas. Ou melhor, elas não eram espontâneas, a gente só fazia com que fosse. As risadas normalmente viam de piadas que alguém contava no estúdio, mas aquele olhar perdido, o rosto virado para outro lado? Tudo montagem.
- Beleza, , vamos levantar um pouco, fazer algumas na parede, algo bem Britney Spears. – Malcon brincou e eu ri, acenando com a cabeça. – Depois fazemos com o pessoal. – Assenti com a cabeça.

- Então ficou essa para a frente e essa para trás? – Malcon me mostrou as duas fotos da sessão de fotos que eu havia escolhido e eu afirmei com a cabeça.
- Sim, com certeza, estão demais! – Falei sorrindo.
- Que cor você quer a borda? Azul? – Ele perguntou, se referindo ao CD anterior, que tinha uma borda dourada.
- Acho que rosa, o meu batom é rosa, não?! – Perguntei.
- Sim, é!
- Usa nesse tom, acho que vai ficar bonito e quebrar esse tom sério!
- É, acho que vai ficar bom também! – Ele falou, fechando as coisas. – E foto da banda inteira no meio do encarte?
- Isso, aquela foto que parece que estamos brigando ficou muito boa! – Falei rindo.
- Tirando a parte que Emily está morrendo de dar risada.
- Ah, faz parte! – Ri, balançando a cabeça e bebi mais um gole do meu refrigerante.
- Vai começar, ! – Alguém me chamou e eu desviei do carrinho das trigêmeas e me aproximei da TV, me colocando no braço do sofá, na gravadora.
- Olá, pessoal! – Vi nós sete aparecer na tela e falar juntos.
- Eu sou Jack Bolzan.
- David Sakawa.
- Mike Derrick.
- Emily Lizarde.
- Mack Derrick.
- Louis Saint-Claire.
- Stone. E esse é nosso primeiro single, Watch Me, exclusivo para MTV, do inédito álbum, Here We Go Again, que lança dia quatro de novembro nos Estados Unidos e no mundo todo. – Falei e pisquei para tela. – Aproveitem!
Assim que a tela apagou, o clipe começou, meus pés apareceram na tela, andando por uma rua escura e logo o resto da banda foi aparecendo, apareceu minha mão e eu abria uma porta, entrando em uma festa movimentada, onde só podiam ser vistas algumas luzes neon.
- Vamos festejar. – Mack falou e a música começava fazendo com que o resto da banda se dispersasse e eu ficasse sozinha, com a câmera focada em meu rosto.
- I don't need no one to tell me how to feel the beat, I don't need no beat to tell me how to move my feet. Just go and do what you do, cuz' there's nothin' to prove. I'm just being me, watch me, do me. – Eu começava cantando, enquanto eu andava pelo meio da festa, tentando passar, e cenas dos meus membros de banda passavam em flashes. - I don't need no magazine to tell me who to be. I don't need to pose for p-p-paparazzi.– Eu começava a me mexer. - Just keep the camera flashin, to try to catch this action. I'm just being me, watch me, do me, me, me, me. – No refrão a cena mudava, para todas as pessoas da festa dançando totalmente sincronizadas, fora da coreografia ainda.
Com a passagem do clipe, as coisas iam mudando, não tinha nada surtado no clipe, afinal, nem era nossa intenção, eu era menor de 21 anos ainda, então a gente tentou fazer disso uma festa controlada, com dançarinos e tudo mais.
No momento do clipe que as pessoas notavam que era a gente na festa, a festa começava a se perder um pouco de controle e a gente acabava indo para fora, tendo que lidar com uma competição de dança, onde nós e o grupo da festa começávamos a nos encarar com passos de danças. Eles começavam e quando a gente fazia nossos passos, eles gostavam e chegava a gravação de dias atrás, com todos fazendo a mesma coreografia.
Mais para o fim do clipe, os flashes de nós sendo pintados com tinta neon era passado. Além de pós coloridos sendo jogados para todos os lados, resultando na luz negra focando nessas cores e mostrando pouco da gente e bastante dos nossos movimentos.
Pouco antes do clipe acabar, como sempre, eu notei que estava chorando, aquilo era orgulho. Orgulho de que eu realmente podia fazer algo, e com essa banda, eu tinha certeza que eu podia, era algo simplesmente extraordinário e eu tinha uma felicidade tremenda quando isso acontecia e eu suspirei quando o clipe acabou, conosco indo embora com os pés sujos, e a banda e as famílias que puderam vir, nos aplaudiram fortemente, me fazendo desmoronar.
- Discurso, discurso! – O pessoal começou a gritar e eu ri, já estava acostumada aquilo. Me levantei do sofá e entreguei meu copo a David e me coloquei em frente à TV, o qual a apresentadora da MTV falava sobre quão incrível o clipe era.
- Obrigada, obrigada! – Falei para o pessoal, enquanto eles ficavam quietos. – Eu sei que todos que estão aqui hoje são nossos familiares, ou pessoas da gravadora, e que todos vocês gostam do nosso sucesso, e realmente ficam felizes com tudo, mas é sempre bom agradecer ao apoio incrível que vocês tem nos dado nos últimos três anos. – Suspirei. – Mas eu tenho que dizer que, apesar do nosso primeiro álbum ter nos trazido prêmios incríveis, que eu nunca pensei em ganhar agora, esse álbum, Here We Go Again, representa muito mais para nós. – Vi Mike concordando com a cabeça. – Esse álbum tem 14 músicas, uma só a mais que Make a Wish, mas todas as músicas foram escritas e produzidas por nós, são nossas vidas, nossos sentimentos, colocados nessas músicas. – Sorri. – Só não me pergunte qual sentimento David tinha para escrever Watch Me. – O pessoal riu. – Mas obrigada! Espero que vocês gostem e continuem nos apoiando por todos esses anos. – Sorri e começaram aplaudir.
- O vídeo já está no YouTube, . – Jessica gritou e eu sorri, piscando para ela.



Capítulo 10

- Só respire, ok?! – Jessica falava para mim e eu sorri.
- Eu já fiz isso antes. – Falei, enquanto ela arrumava a gola do meu casaco pesado.
- Eu sei. – Ela sorriu. – Mas dessa vez quando falarem nos jornais que a Times Square estava lotada, ela realmente estava. – Suspirei rindo.
- Obrigada! – Falei.
- Pelo quê? – Ela sorriu, me segurando pelos ombros.
- Por tudo! Sem você nada disso teria sido possível. – Sorri.
- Ainda bem que você disse sim. – Ela sorriu e deu um beijo em minha testa. – Sabia que eu te vejo como filha às vezes? – Soltei uma risada.
- Não sei se porque a figura materna para mim sempre foi distante, mas você é minha amiga, Jessica. – Ela piscou. – Sempre apoiando, sempre presente.
- Eu faço meu melhor. – Respirei fundo. – Vai lá e arrasa, ok?! – Assenti com a cabeça e virei o corpo para o segurança em minha frente.
Segui em frente por baixo do palco e me abaixei um pouco, para me arrastar por meio da passarela que foi colocada em frente ao meu palco, no meio da Times Square. O segurança tocou no ouvido e eu afirmei que o ponto estava lá e ele me entregou o microfone e eu o ajeitei em minha mão, vendo se a luva não afetaria minha empunhadura. O segurança olhou para mim fazendo sinal de positivo e eu concordei com a cabeça, ouvindo-o falar no microfone.
Me coloquei no local indicado de joelhos e comecei a sentir meu joelho começar a doer e tentei ignorar, logo eu levantaria. Soltei um suspiro esperando a confirmação de todas as pessoas da banda e o homem fez positivo novamente, estava na hora de começar.
- E agora, apresentando músicas do seu álbum Here We Go Again, Stone! – Ouvi a voz em um tom gravado e suspirei, respirando fundo e contando mentalmente até 10 e conferi se o microfone estava realmente ligado. Quando o tempo terminou Mike começou o rife da guitarra, fazendo com que as pessoas começassem a gritar e o elevador que eu estava embaixo começar a subir.
- I throw all of your stuff away, then I clear you out of my head, I tear you out of my heart, and ignore all your messages. – O elevador subia e eu ia me levantando, começando a ver as pessoas amontoadas e com frio na Times Square, da ponta da passarela. - I tell everyone we are through cause I'm so much better without you, but it's just another pretty lie 'cause I break down, everytime you come around. Oh, Oh! – Vi fogos subirem por trás do palco e Louis arrasar na bateria, fazendo com que eu enlouquecesse.
- So how did you get here under my skin? Swore that I'd never let you back in. Should have known better, than trying to let you go, 'cause here we go, go, go again. – A banda inteira cantou junto o refrão e pulei na ponta do palco, vendo o pessoal pular junto.
- Hard as I try I know I can't quit. Something about you is so addictive. We're falling together, you'd think that by now, I know, cause here we go, go, go again. – Cantei a última parte sozinha, virando as costas e começando a andar pela passarela em direção à minha banda animada no palco. - You never know what you want, and you never say what you mean, but I start to go insane, everytime that you look at me. – Andava devagar até o palco, acenando para os fãs colados na grade. - You only hear half of what I say, and you're always showing up too late. – Me apoiei em Mike de um lado e em Mack do outro.- And I know that I should say goodbye but it's no use, can't be with or without you. Oh, oh! – Joguei meus cabelos para frente e virei para a plateia novamente.
- How did you get here under my skin? Swore that I'd never let you back in. Should have known better, than trying to let you go, 'cause here we go, go, go again. – Cantamos juntos. - Hard as I try I know I can't quit. Something about you is so addictive. We're falling together, you'd think that by now, I know, cause here we go, go, go again. – Joguei meus cabelos para trás, segurando o pedestal.
- And again, and again, and again. – Suspirei olhando para frente, vendo todos os neons da Times Square ligados e nem sinal de fim de pessoas que vieram para nosso lançamento. - I threw all of your stuff away, and I cleared you out of my head, and I tore you out of my heart. – Aumentei a voz. - Oh, oh. Oh, oh, so...
- How did you get here under my skin? – Emily e Jack me acompanhavam na segunda voz. - Swore that I'd never let you back in. Should have known better, than trying to let you go, 'cause here we go, go, go again. Hard as I try I know I can't quit. Something about you is so addictive. We're falling together, you'd think that by now, I know, cause here we go, go, go again. – Puxei o ar. - Here we go again, here we go again! Should have known better than trying to let you go, 'cause here we go, go, go again. – Suspirei, apoiando no pedestal novamente. - Again, again. Again, and again and again and again. And again, and again, and again, and again. And again, and again, and again, and again. – Abri um sorriso quando a música terminou e vi o pessoal gritando, me fazendo suspirar.
O pessoal ficou gritando por um tempo, eu virei para trás, olhando para Mike e ele deu de ombros, com o mesmo sorriso bobo que o meu e eu ri, balançando a cabeça, virei o rosto para trás, vendo a capa do meu CD novo de plano de fundo e só senti orgulho, novamente.
- E aí, Nova York? – Gritei e o pessoal respondeu. – Estão se divertindo? – Eles gritaram novamente. – Temos outra música para vocês hoje, vamos lá? – Eles gritaram e eu ri, acenando para Louis.
Ele rapidamente começou a tocar com David nos teclados, fazendo a mixagem por trás e poucos segundos depois, Mike entrou com a guitarra, andando pela passarela e eu segurei o pedestal do microfone, encaixando-o no mesmo.
- I have to wonder if this wave's too big to ride. Commit or not commit is such a crazy time. It's sooner than I thought but you called me out. I lost control and there's no doubt, I'm gonna start all over. – Antes do refrão vi os dançarinos contratados surgirem no palco, fazendo com que todos dançássemos e cantássemos no refrão.
- Out of the fire and into the fire again, you make me want to forget, and start all over. Here I come straight out of my mind or worse, another chance to get burned, and start all over. I'm gonna start all over. – Mack se aproximou de mim e eu passei o braço pelos ombros dele, fazendo alguns passos sincronizados. - Fantastic and romantic, all a big surprise. You've got the warning hazard station pushed aside. It's sooner than I want, but you caught my heart. I guess I'm ready now to start, I'm gonna start all over...

- Ah, é um prazer incrível para nós da gravadora estarmos aqui, com a e a banda, para esse lançamento de outro incrível álbum. – Patrick falava na coletiva de imprensa e eu sorri, abraçando-o de lado.
- , que esse álbum tem diferente do anterior? – Um jornalista me perguntou.
- Histórias. – Falei suspirando. – Toda música desse álbum foi escrita porque foi baseada em alguma coisa, ou em alguém da banda. É mil vezes mais pessoal.
- Como assim, pessoal? – Ele perguntou novamente.
- Esse último ano tem sido uma experiência completamente nova para mim e para todos meus membros de banda, então tivemos muito o que escrever, além da vida pessoal de algumas pessoas terem dado aquela mudada, sobre quem eu me tornei pela banda, as conquistas, prêmios, tudo isso fez parte da nossa vida, e tudo isso vocês poderão ouvir nas músicas. – Sorri.
- Mas algumas de suas músicas são mais animadas, mais mixagem.
- Isso é culpa de David! – Falei, apontando para ele que riu. – Ele é um incrível DJ, produtor e escritor de músicas, e a gente simplesmente gostou e achou que caberia ao álbum. Por exemplo, 22, foi escrita por ele, pelo simples fato de que um jornalista confundiu que eu tivesse 22 anos e não 20. – Falei e o pessoal riu. – Mas agora eu tenho 21, deixa quieto. – Falei e eles riram.
- Vocês lançaram um álbum a menos de um ano, isso foi feito para aproveitar o sucesso do primeiro?
- Você acha? – Perguntei e ele riu. – Ser iniciante é péssimo, mas eu tive uma sorte incrível, as pessoas me ouviram e me permitiram fazer o que eu estou fazendo hoje, então sim, nós realmente aproveitamos, mas também como forma de agradecimento a eles. – Sorri. – Tanto os fãs como a imprensa têm nos deixando cheios de trabalho. – Eles riram. – E isso é bom! E a gente pretende manter vocês ocupados por muitos anos. – Sorri.
- Você disse que todas as músicas foram escritas por vocês, por todos vocês? Incluindo você?
- Com certeza! – Sorri. – Parece que juntar emoções em uma letra não é tão difícil, o mais difícil é você juntar isso a um ritmo totalmente original. – Eles riram. – Mas sim, eu e os seis escrevemos todas as músicas. – Suspirei e peguei o álbum, abrindo-o e tirando o encarte. – Vocês ainda não receberam isso, mas, por exemplo, eu escrevi as três primeiras músicas, Mike a quarta, David a quinta, Louis a sexta, Emily a sétima, Jack a oitava... Nossa, parece que foi combinado. – O pessoal riu. – Mack me ajudou na terceira e na décima primeira e décima segunda... E por aí vai. – Abaixei o encarte novamente.
- Qual é o próximo passo? – Um jornalista me perguntou e eu suspirei, pensando um pouco.
- Eu realmente não tenho um próximo passo. Se for para agora, vamos entrar em turnê, pretendemos fazer shows em nossos países de origem e continuar com a divulgação do álbum, mas a longo prazo... – Suspirei. – Continuar fazendo o melhor com o que podemos para agradar ao público e a vocês. – Sorri.
- Pronto. – Jessica cochichou em meu ouvido.
- Sem mais perguntas? – Me levantei da cadeira e peguei o microfone. – Bom, agora que vocês fizeram perguntas para todos nós, vamos para a festa de lançamento e vocês estão todos convidados a entrar. – Falei e ouvi vários gritos comemorando, me fazendo rir.

- Isso é incrível! – Kimmel falou, olhando para nós sete divididos no seu sofá e cadeiras. – É muito bom ter todos aqui presentes, é simplesmente incrível.
- Obrigada! – Sorri.
- E aí, como estão as coisas? O álbum lançou tem duas semanas e vocês já estão batendo todos os recordes do primeiro CD.
- Está tudo muito bem. – Louis falou sorrindo para mim e eu ri. – Estamos muito felizes.
- Bem, até eu estaria feliz com tudo isso. – Jimmy Kimmel falou. – Vocês surgiram do nada e estão simplesmente arrasando.
- É uma honra, para falar a verdade, é tudo muito bom, está acontecendo tudo conforme os planos. – Suspirei sorrindo.
- E a relação de vocês sete, vocês são amigos só na frente das câmeras ou por trás também? – Kimmel perguntou e eu gargalhei.
- Isso é tudo fachada. – Mack brincou e eu gargalhei.
- Não! – Mike falou. – Nós somos muito amigos mesmo. pessoalmente, fez a seleção de todos nós e foi algo incrível, parece que ela conseguiu trazer pessoas muito diferentes. – Ele sorriu. – Apesar do fato de termos características bem diferentes, algumas idades diferentes...
- Obrigado! – David falou e eu ri.
- Nós nos tornamos muito próximos.
- E temos duas garotas e cinco meninos, como é isso? Ninguém pegou ninguém, ou algo assim? – Kimmel perguntou e eu não segurei a gargalhada.
- Teve uma vez... – Jack brincou e eu continuei a rir.
- Não tem isso, somos irmãos, isso que você está vendo é uma família... – Ele sorriu. – Uma família com diversas nacionalidades e etnias, mas ainda sim, uma família. – Ele afirmou com a cabeça rindo. - Além de que David, Louis, Mike e Emily estão namorando, Mack e Jack estão em uma eterna montanha-russa. – Mack deu um tapa em minha cabeça e eu ri, vendo-o de cara feia.
- E você? – Ele olhou para mim.
- Eu estou solteira! – Falei sorrindo e os fãs da plateia gritaram.
- Ninguém no seu coração?
- Oh não! – Falei rindo. – Já tenho muitas coisas para me preocupar, um homem agora é tudo o que eu menos preciso. – Ele riu afirmando com a cabeça.
- Mas como funciona isso de família? Tem alguma privacidade?
- Com certeza não! – Louis falou.
- Nós moramos todos no mesmo condomínio, eu, Jack, Louis e Emily dividimos o mesmo andar do prédio, então tem dias que eu chego e tem algum deles me esperando, se aproveitando do meu cereal e tudo mais. – Falei e Kimmel riu. – Mas a gente está acostumado.
- Além do fato de que já nos vimos todos sem roupa, não dá mais para ter privacidade depois dessa. – Emily falou, franzindo os lábios e Kimmel estourou em dar risada.
- Como isso funciona?
- Bem, alguns shows são menores que outros, é um camarim para sete pessoas, tem horário para cumprir... – Jack falou ponderando com a cabeça. – Acontece.
- Isso é incrível! É uma família mesmo. – Kimmel afirmou.
- Com toda certeza.
- Bem, agora, antes de vocês cantarem o seu novo sucesso, Watch Me... – O público gritou. – Nós temos uma notícia bem quente para falar para vocês, que talvez vocês não saibam. – Kimmel falou e eu franzi a testa surpresa.
- Oh, meu Deus! – Mack falou animado.
- A lista do Grammy acabou de sair. – Arregalei os olhos, respirando fundo. – E, apesar de terem lançado o álbum a pouco tempo, vocês estão concorrendo!
- O quê? – Gritei, vendo Louis e Jack levantarem do sofá, comemorando.
- Vocês estão concorrendo há três categorias esse ano. – Abri um sorriso enorme. – Álbum do Ano, Música do Ano por Wath Me e Melhor Videoclipe por Watch Me.
- Oh, meu Deus! – Gritei animada, fazendo uma dancinha engraçada e abraçando Emily ao meu lado.
- Isso é incrível! – Kimmel falou, aplaudindo. – Meus parabéns!
- Obrigada! – Sorri.
- Desejo muita sorte para vocês, porque esse álbum está demais. – Sorri. – Nós vamos para o intervalo e na volta tem Stone cantando Watch Me, não saia daí.

- Como sempre, você não respeita as escolhas de singles. – Jessica falou baixo, e eu ri.
- Desculpa, mas eu, você e qualquer um, enjoa de cantar sempre a mesma música. – Falei e ela revirou os olhos.
- Ainda bem que Patrick já sabe como você é, caso venha brigar comigo. – Ela deu de ombros. – Até mais. – Ela falou e eu afirmei com a cabeça.
- E agora, cantando músicas do seu álbum Here We Go Again, Stone. – Ouvi a voz de Ellen DeGeneres falar para o público e a luz do pequeno palco se iluminou e Little Me começou a ser tocada.
- She lives in a shadow of a lonely girl. – Segurava o microfone no pedestal, sentindo os cabelos caindo no rosto. -Voices so quiet, you don't hear a word. Always talking but she can't be heard. You can see it there if you catch her eye. I know she's brave but it's trapped inside. Scared to talk but she don't know why. – Olhei para o câmera, cantando com Emily.
- Wish I knew back then what I know now. Wish I could somehow go back in time, and maybe listen to my own advice. – Minha voz se sobressaía sobre a dela e respirei fundo.
- I'd tell her to speak up, tell her to shout out, talk a bit louder, be a bit prouder. Tell her, she's beautiful, wonderful everything she doesn't see. – Jack se juntou a nós. - You gotta speak up, you gotta shout out, and know that right here, right now, you can be beautiful, wonderful, anything you wanna be.
- Little me. – Finalizei sozinha. - Yeah, you gotta lotta time to act your age. You can't write a book from a single page. Hands on a clock only turn one way. – Movimentei as mãos em forma de relógio. - Run too fast and you'll risk it all. Can't be afraid to take a fall. Felt so big but she look so small.
- Wish I knew back then what I know now. Wish I could somehow go back in time, and maybe listen to my own advice. – Emily e Jack cantaram comigo.
- I'd tell her to speak up, tell her to shout out. Talk a bit louder, be a bit prouder. Tell her she's beautiful, wonderful everything she doesn't see. – Emily arrasava na segunda voz. - You gotta speak up, you gotta shout out, and know that right here, right now, you can be beautiful, wonderful, anything you wanna be.
- Oh, little me!
- Oh, oh, oh, little me. – Jack e Emily cantavam a intersecção.
- Tell you one thing I would say to her... – Cantei alto, ouvindo o pessoal gritar.
- I'd tell her to speak up, tell her to shout out. Talk a bit louder, be a bit prouder. Tell her she's beautiful, wonderful everything she doesn't see. – Emily e Jack cantavam juntos. - You gotta speak up, you gotta shout out, and know that right here, right now, you can be beautiful, wonderful, anything you wanna be.
- Beautiful, wonderful... – Eu fazia a segunda voz alto. – You got to, you got to shout... – Ergui o microfone, respirando fundo. – Be...
- I'd tell her to speak up, tell her to shout out. Talk a bit louder, be a bit prouder. Tell her she's beautiful, wonderful everything she doesn't see. – Voltei junto com meus backing vocals. - You gotta speak up, you gotta shout out, and know that right here, right now, you can be beautiful, wonderful, anything you wanna be. – Todos começando a aplaudir no ritmo da música. - I'd tell her to speak up, tell her to shout out. Talk a bit louder, be a bit prouder. Tell her she's beautiful, wonderful everything she doesn't see. You gotta speak up, you gotta shout out, and know that right here, right now, you can be beautiful, wonderful, anything you wanna be.
- Oh, little me! – Finalizei, ouvindo o pessoal aplaudir e gritar, virei o rosto para Emily e Jack e pisquei para eles, rindo.
- Uau, que música! – Ellen veio para nosso palco sorrindo. – Isso foi incrível! – Ela falou. – Essa música é demais!
- Obrigada! – Falei sorrindo.
- É uma música poderosa e muito boa para as pessoas que tem medo de ser quem são. – Ela falou e eu afirmei com a cabeça.
- Sim, exatamente, como eu fiz em Live Like There’s No Tomorrow, não intencional, mas fazer com que as pessoas tenham coragem de ser elas mesmas. – Sorri.
- Isso é incrível. Obrigada por isso. – Acenei com a cabeça.
- Stone, pessoal. Amanhã voltamos com outro The Ellen Show. – Ela gritou e eu mandei um beijo para o câmera, sorrindo.

- Ok, a gente sabe que vocês são como família, que tem aquele contato especial, mas como é a divisão de fãs? – O apresentador do programa de rádio falava comigo e David, dentro do estúdio.
- Como assim? – David perguntou.
- As fãs estão começando a preferir um ou outro, ou é a e depois o resto? – O apresentador perguntou.
- Bem, normalmente assim, é a e depois cada um tem seu preferido. – David falou e eu gargalhei, segurando o fone de ouvido firme, para não sair voando.
- Qual é! – Falei, batendo nele.
- É sério? – O apresentador perguntou.
- É sério! – O japonês afirmou. - Pior que é sério, todos amam a , por que... Bem, é impossível você não amar essa mulher e depois eles dividem em cada um. – David falou e eu gargalhava.
- E quem é o membro da banda que tem mais fãs?
- Os gêmeos. – Eu e David falamos juntos.
- Mesmo? Por quê?
- Eu não sei exatamente porque, mas assim, eles são os opostos, Mike é mais quieto, Mack é mais agitado, então acho que isso divide metade de nossas fãs, alguém que goste de uma pessoa mais amorosa e outra mais... Louca? – David falava e eu ria, afirmando com a cabeça. – O que você acha, ?
- Ah, eu acho que é algo assim mesmo, não sei. Mas também temos um grupo especial para cada um, recebemos cartas, e-mails e presentes de fãs a todo momento e cada um ganha a sua caixa, os seus recados. É assim que fazemos. – O apresentador afirmou com a cabeça.
- Vamos falar do CD novo, qual foi a inspiração para vocês comporem as músicas?
- Nós mesmos. – Falei, soltando o ar pela boca. – Nossas vidas deram aquela virada básica e a gente viu que tudo isso resultava em músicas, músicas muito boas, por sinal. Então foi um longo período, até o começo de escrever as músicas, até o lançamento foram nove meses, então foi um processo bem longo. Ficamos conversando entre nós sobre as letras, quando pensávamos em algum ritmo a gente já tentava fazê-lo funcionar, e aí eram conversas e conversas, até conseguirmos as 14 músicas que estão no álbum.
- E sobre a turnê? Vão fazer?
- Com certeza! – Falei sorrindo. – A gente teve uma receptividade muito boa mundialmente, as vendas dos nossos CDs só crescem lá fora, além do DVD da turnê, então queremos sair daqui nessa turnê, América do Sul, Central, Europa, vamos expandir.
- E do CD, qual é a música preferida de vocês? – Franzi os lábios.
- Oh, meu Deus, e agora? – Cocei a cabeça rindo.
- Eu sei a minha. – David levantou a mão e eu ri.
- É a mesma que eu estou pensando? – Perguntei olhando para ele.
- Se for a mesma que todo mundo ama, é. – Ele falou rindo e notei que o apresentador passava os olhos por nós, não entendendo nada.
- Bem, nós temos um amor especial por Fly With Me, é uma música com a letra simples, mas a gente optou por um ritmo que deixou ela maravilhosa. É a Show Me Love desse CD. – Sorri, suspirando.
- Pode dar uma palinha para nós?
- Claro! – Falei, sorrindo para David que já preparou as mãos para batucar na mesa.

Eu olhei para o fotógrafo e respirei fundo, pulando novamente na cama elástica e fazendo outra pose engraçada, sorrindo para o mesmo. Ergui os pés para o lado e outra foto. E assim por diante, até que aquilo começou a cansar. Minha respiração estava bem acelerada e meu joelho já estava começando a reclamar.
- Podemos dar um tempo? – Perguntei à fotógrafa da Teen People, parando de pular.
- Claro! – Ela sorriu. – Já consegui, pode descansar um pouco. Vamos fazer com Emily agora. – Sorri para ela e desci da cama elástica, sentindo meu corpo bambear um pouco, mas logo senti uma mão segurando meus ombros.
- E aí, gostando de pular? – Mack perguntou, jogando o corpo sobre o meu e eu revirei os olhos, seguindo em direção à estilista da revista, que começou a me ajudar a tirar as roupas.
- Ei, eu estava olhando as fotos de vocês e estão ficando superlegais. – Entreguei o casaco a ela e me sentei no sofá, erguendo os pés para o mesmo, agradecendo pelo aquecedor estar bem quente naquele dia.
- Zonza? – Jack me perguntou e eu ri.
- Um pouco. – Ele riu. – Mas faz parte, vai ficar demais essa edição.
- Quem acha que a foto de todos pulando não vai dar certo? - Ergui a mão junto de Jack, David e Louis que estavam por perto.
- E aí, galera? – Mike apareceu com Jessica pela porta do estúdio da revista e eu acenei para os dois.
- Veio dar uma olhada na gente, Jessica? – Perguntei.
- Não, tenho o David que faz isso já para mim. – Ela falou e eu ri.
- Ele não nos trairia. – Jack brincou.
- Mas... – David continuou e eu gargalhei.
- Mas falando sério agora. – Jessica se sentou em uma cadeira livre. – Conseguimos locação em um estúdio de dança para amanhã.
- Para gravar Little Me? – Perguntei.
- Sim! – Ela falou. – Conversei com Patrick e Brent e eles acharam boa a ideia de usar os espelhos como a antiga personagem e a nova personagem. – Assenti com a cabeça.
- Sim, vai ficar muito legal esse clipe. – Mike falou animado.
- Você não quer ser a personagem principal? – Franzi a testa.
- Eu não sou muito de atuar, Jessica. – Dei de ombros. – Muito menos de dançar balé. – Ela riu. – Vamos fazer com os atores contratados, vai ficar mais bonito. – Ela assentiu com a cabeça.
- Beleza, amanhã às seis da manhã no endereço que eu deixei na casa de vocês. – Ela se levantou.
- Mas já são nove, até isso acabar e a gente chegar em casa vai ser meia-noite. – Louis reclamou, fazendo uma careta e eu ri.
- Trabalho duro, gente! – Jessica falou tentando animar o pessoal e eu ri. – Eu sei, gente, mas o Natal já está chegando, vocês terão duas semanas inteiras de folga, aguenta mais um pouco. – Assenti com a cabeça e ouvi alguns suspiros vindo dos meninos. – Além do mais, a gente tem que fazer isso se quisermos lançar isso entre o Natal e ano novo. – Ela falou e eu afirmei com a cabeça. – Vocês estarão de folga, mas o Malcon vai estar editando tudo isso. – Ri fraco.
- Vamos fazer algumas com todo mundo agora? - A fotógrafa se virou para nós e nos levantamos, nos colocando em frente ao pano branco.

- Espera, espera! – Jessica falou, erguendo o copo dela com água. – Vamos fazer essa coisa direito.
- Discurso, discurso! – Mack continuava gritando aleatoriamente.
- Ah, qual é! – Jack falou. – Vai, Jessica, algo profundo para essas pessoas que você conhece a tão pouco tempo.
- Ok, ok! – Jessica respirou fundo. – Eu acho que a principal coisa que eu tenho para dizer é o quão orgulhosa eu estou por vocês. – Ela sorriu, encarando nós sete e mais alguns convidados íntimos espalhados pelo meu apartamento. – Eu estou vendo vocês se transformarem e se tornarem profissionais diante dos meus olhos. – Ela sorriu, suspirando. – E acho que essa é a maior felicidade de todo empresário. Treinar as pessoas e ver que elas estão se tornando responsáveis me faz pensar que em alguns anos vocês talvez não precisem de mim.
- Ah que isso...
- Não, não. – Jessica se adiantou. – Isso não é algo ruim. É algo bom. – Ela sorriu. – Eu estou ficando velha, gente. Se vocês continuarem nessa autonomia, daqui alguns anos seremos bons amigos.
- Nem vem, Jessica. Você sempre será o oitavo membro da The Fucking Stone. – Sorri e ela afirmou com a cabeça.
- Obrigada por isso. Mas eu estou incrivelmente orgulhosa de vocês e dessa capacidade que vocês têm em melhorar as coisas, além de tornar tudo mais bonito e feliz. – Ela suspirou. – Então, obrigada por esse 2006, ele foi incrível, só pelo fato de eu poder trabalhar com vocês, ter tido surpresas incríveis com as músicas e as ideias, tivemos as trigêmeas, dois de vocês chegaram à maioridade, me deixando mais relaxada. – Nós rimos. – E esse álbum, como da primeira vez, um sucesso. – Ela sorriu. – Como nós só nos veremos ano que vem, eu desejo a vocês tudo de bom, que vocês aproveitem bastante as festas e o fim de ano e estejam preparados, porque vamos rodar o mundo ano que vem. – Ela ergueu o copo de água. – Aqui vamos nós de novo! – Ela falou e todos erguemos os copos.
- Aqui vamos nós de novo! – Repetimos e cada um bebeu um gole do seu refrigerante, ou da bebida alcoólica.
- Eu preciso ir ao banheiro! – Mack gritou, correndo, deixando seu copo com Jack e sumiu em direção ao meu quarto, me fazendo rir.
- Obrigada por vir. – Falei para o pessoal, sorrindo.
- , seu Skype tá apitando ali! – Mack colocou a cabeça para fora do quarto e bateu a porta do banheiro.
- Já volto! – Falei, colocando meu copo na mesa de doces e corri até meu quarto, vendo o rosto de meu pai no computador em cima da cama e apertei o botão, me jogando na mesma. – Oi, pai!
- Oi, querida, estou atrapalhando? Demorou para atender. – Ele falou e eu suspirei rindo.
- Uma pequena comemoração do CD novo. – Sorri.
- Ah, querida, eu sinto de não estar aí. – Ele suspirou.
- Ah pai, que isso. Quando aceitei esse contrato eu já sabia que nem sempre poderíamos estar juntos. – Falei e ele sorriu, acenando com a cabeça. – Você recebeu o álbum?
- Recebi sim, filha! Que coisa mais maravilhosa, hein?! – Ele falou e eu sorri. – Está no repetir no restaurante eternamente. – Soltei uma risada fraca. – E as músicas que você escreveu estão muito boas.
- Obrigada, pai.
- Então, eu gostaria de falar contigo sobre o Natal. – Ele falou e eu apoiei a cabeça no braço e coloquei o corpo para baixo.
- Diga! – Falei.
- O quão brava você ficaria se eu não fosse passar o Natal contigo, como combinado? – Franzi a testa, ponderando com a cabeça.
- Depende do por que. – Falei e ele riu.
- Tem uma mulher...
- Por favor, diga que não é a Aline. – O cortei rapidamente.
- Não, prometo que não é! – Ele riu e eu assenti com a cabeça. – Ela nem é daqui. – Ele coçou a cabeça. – Nos conhecemos no restaurante, enfim... – Soltei uma risada com a falta de jeito dele. – Achamos uma promoção boa de uma viagem de quatro dias em um cruzeiro, que começa no dia 24, vai até a Bahia.
- Ah, pai! – Falei feliz. – Você nunca fez isso antes.
- É. – Ele riu fraco. – Ela tem um filho de uns oito anos, e a gente não quer apressar as coisas, então Natal em família não é uma ideia, além do mais, o garoto vai passar o ano novo com o pai.
- Ah, que bom, pai! Espero que dê tudo certo. Vão na viagem sim, pode deixar que eu pago, viu?!
- Ah, , que isso.
- Ué, assim vocês podem ficar uns dias mais, quem sabe conhecer Salvador, depois voltar de avião...
- Só você mesmo! – Soltei uma risada.
- Só querendo fazer meu pai feliz.
- Eu sei, querida, eu sei! – Pisquei para ele. – Você ficará bem no Natal?
- Gente é o que não falta para eu comemorar. – Falei e ele riu.
- Ei, excluída! – Virei o rosto, dando de cara com Jack na porta. – O que foi?
- Conversando com meu pai. – Apontei para tela e ele ficou atrás de mim.
- Oi, senhor . – Jack falou feliz.
- Oi, Jack! – Soltei uma risada. – Vai aproveitar sua festa, querida, nos falamos melhor amanhã.
- Ok, pai! Amo você!
- Amo você também! – Ele falou sorrindo e eu abaixei a tela do computador.

Desliguei o chuveiro e puxei a toalha, começando a passar em meu corpo com certa rapidez, esse ano o inverno em Los Angeles estava se superando, estava começando a achar que era lenda. Me enrolei na toalha e andei até meu closet, pegando meu pijama de manga e calças compridas que estava pendurado em um dos pinos na parede. Voltei para o banheiro, passando a toalha rapidamente nos fios mais curtos e mais escuros, ainda estranhando-os. Robb tinha feio uma maluquice no meu cabelo antes da sessão de fotos do primeiro CD, deixado preto e cortado até os ombros.
Pendurei a toalha novamente e passei o pente rapidamente nos meus cabelos, a parte boa de cabelos mais curtos era essa. Peguei a escova de dente e coloquei na minha boca, escovando-os rapidamente, só para sentir o frescor. Peguei o aparelho móvel em uma das caixinhas e os escovei também rapidamente, antes de colocar na boca.
Arrastei os pés de volta para cama e fechei meu notebook, colocando na mesa de cabeceira e me joguei no macio, sentindo minhas costas doer, e puxei a coberta, procurando o celular em meio a ela, me assustando ao ver que tinha cinco mensagens não lidas. Abri rapidamente, encontrando mensagens de .
E aí, garota de sucesso? Não pude ir ao lançamento do seu CD, mas estou acompanhando tudo. Meus parabéns! Afinal, obrigado pelo CD, adorei a surpresa”.
Ei, aproveitando, o que você vai fazer nesse natal?
Ocupada até na antevéspera de Natal?
Você continua com esse número, né?
Alô?
Soltei umas risadas com as mensagens, mas a que mais me interessou foi sobre o Natal. Todo mundo ia voltar para casa no natal, menos David, mas ele já teria muitas pessoas para receber, além de cuidar de três bebês e mais um pouco. Até havia sido convidada por eles, mas minha opção ainda era Jessica, mas acredite, eu queria férias de Patrick e Brent.
Dei uma olhada no horário e notei que eu que estava indo dormir mais cedo, mas Boston estava há algumas horas à frente. Cocei a cabeça e olhei que a última mensagem de não fazia muito tempo e disquei seu telefone, ouvindo-o chamar.
- Ei, morreu? – Foi a primeira coisa que falou quando atendeu.
- Olá, , como você está, eu estou bem e você? – Falei ironicamente e ele riu.
- Eu também estaria com essa atenção toda em mim. – Ele falou e eu ri, jogando minha cabeça para trás. – Mas estou bem.
- Fico feliz em ouvir isso. – Ele riu. – E aí, qual o motivo desse desespero todo atrás de mim?
- Apesar de você ter me esquecido um pouco nos últimos meses...
- Ei, eu mandei tudo o que foi saindo para você, incluindo o novo CD antes de todo mundo. – Falei brava.
- Como eu ia dizendo... – Ri fraco. – Apesar disso tudo, eu ainda tenho um convite para te fazer.
- Envolve sombra e água fresca? – Perguntei e ele riu.
- Não, mas envolve muita comida e temperaturas abaixo de zero. – Ele falou e eu revirei os olhos, rindo.
- O que você tem em mente? – Perguntei.
- O que você vai fazer amanhã à noite?
- Estou pensando se é melhor eu cear com a família de David a qual metade fala japonês e a outra metade espanhol, ou ficar com Jessica e meus chefes. – Falei suspirando.
- E seu pai, não vem?
- Não, ele está com uma namorada nova em um cruzeiro. – Ele riu.
- Oh, então tá difícil escolher, hein?! – Ele perguntou e eu ri.
- Você não tem ideia. – Falei e o ouvi gargalhar.
- Ainda bem que o chegou! – Ele falou animado. – Por que você não vem passar o natal e ano novo aqui em Boston? A gente sempre faz uma superfesta, vem amigos, família, alguns conhecidos.
- Ah, , isso é sério?
- Claro que é! Ainda mais que seu pai não estará aqui. – Suspirei, coçando a cabeça.
- Ah, eu não posso, que isso, vai estar sua família inteira... Não vou colocar mais uma para atrapalhar.
- Até parece que você atrapalha. – Ele riu. – Capaz dos meus parentes te atrapalharem, mas faz parte.
- Por quê? – Perguntei, franzindo a testa.
- Qual é, a família inteira ama você. – Balancei a cabeça, sorrindo.
- Ok, então, eu vou! Vai ser bom sair de Los Angeles um pouco.
- Beleza! – Ele falou animado. – Traga bastante roupa de frio. – Soltei uma risada.
- Pode deixar. – Suspirei. - Eu vou ver se tem algum voo vazio tão em cima da hora e te aviso.
- Beleza, aí eu te pego no aeroporto.
- Não se preocupe com isso. – Falei firme. – Me passa o endereço que eu sei muito bem pegar um táxi!
- Combinado! A gente troca presentes lá pelas oito, depois já emenda da ceia.
- Farei questão de chegar depois da troca de presentes. – Falei e ele riu.
- Dá nada não! – Ri fraco.
- Mas eu vou sim, , vai ser legal, obrigada pelo convite.
- Imagina! Te espero amanhã.

- Obrigada! – Falei para o taxista, entregando o dinheiro a ele após ele tirar minha mala. – Feliz Natal.
- Para você também, senhora Stone. – Ele falou e eu sorri, começando a puxar minha mala de rodinhas, olhando para a casa amarela com floreira na janela e diversos carros parados na frente e suspirei, andando pelo caminho de pedra até a porta.
O barulho lá dentro era bem alto, podia-se notar que tinha diversas pessoas dentro da casa. Fiquei um pouco apreensiva, mas toquei a campainha, estava acostumada com públicos maiores e eu realmente não queria ficar sozinha no Natal, era uma época boa, e eu tinha tanto para agradecer.
- Ah, ela chegou! – Ouvi um grito antes que a porta fosse aberta e dei de cara com a senhora , com um avental amarrado na cintura e os cabelos levemente arrumados. – Querida! – Ela me abraçou rapidamente e eu tentei retribuir na mesma animação.
- Senhora ! – Falei sorrindo, aliviada com essa recepção.
- Me chame de Lisa, por favor. – Ela falou. – Entre, por favor. – Ela indicou e eu puxei a mala.
- Deixa que eu levo, tire seu casaco e fique à vontade. – Ela falou e eu imediatamente larguei, soltando uma risada fraca.
- ! – apareceu entre as diversas pessoas na sala e veio correndo me abraçar e logo pude notar os cochichos começarem. – Você veio!
- Você realmente achou que eu ia passar meu Natal sozinha? – Falei próximo a seu ouvido, e ele riu.
- Achei que ia escolher ficar com os mexicanos e japoneses.
- Sem aulas de línguas agora. – Ele me soltou, apoiando os braços em meus ombros.
- Pessoal, essa é Stone... – falou para seus familiares. – E , esse é o pessoal. Você conhece Carly, Shanna e , e o resto você aprende. – acenou para mim com uma garota ao seu lado e eu sorri, acenando.
- Vem! – me chamou, me levando em direção a seus irmãos, pessoal tudo da mesma idade.
A casa da família era bem grande. Aqui embaixo tinha uma sala com cozinha americana, que tinha, com folga, espaço para todo mundo. Enquanto eu seguia pelas pessoas, eu via algumas pessoas me encarando e tentava ser simpática sorrindo para elas e acenando. Apesar de eu estar na minha folga, meu nome, nem meu rosto tiravam folga.
- E aí, garota número um da billboard? – me cumprimentou assim e eu o abracei rapidamente, seguindo para sua irmã mais velha Carly e sua irmã mais nova Shanna e depois eu cumprimentei as três garotas que eu não conhecia.
- , essas são nossas primas Kate, Andrea e a melhor amiga do , Tara. – Carly falou e eu sorri para elas.
- É um prazer! – Falei.
- Acredite, o prazer é nosso! – Kate falou e eu ri.
- Obrigada! – Sorri.
- E aí, como está o sucesso? – perguntou.
- Você ouviu o CD? – Perguntei, olhando nos seus olhos azuis.
- Sim, ouvi!
- Então, você sabe como está o sucesso. – Falei e pisquei para ele, brincando, ouvindo o pessoal dar risada.
- Ai, essa doeu! – Carly brincou e eu ri.
- Ouvi falar que vocês vão lançar um clipe amanhã na hora do almoço?
- Vamos, vamos liberar nosso segundo single já! – Falei abrindo um sorriso. – Coitado, Malcon teve que fazer uma alteração essa manhã ainda.
- Quem é Malcon? – perguntou.
- O diretor dos clipes, editor, fotógrafo pessoal nosso...
- Nossa! – falou. – Não dava para contratar outra pessoa?
- Até dava, mas eu gosto muito do trabalho dele, claro que a gente contrata cinegrafistas e tudo mais, mas temos um amor especial para ele. – Afirmei com a cabeça sorrindo.
- Crianças, vamos rezar e comer? – Lisa falou e todos nos viramos para ela.

- O que está acontecendo com ele? – Indiquei com a cabeça que não largava o celular.
- Ah, aquele lá? Nem perca seu tempo. – Tara, a melhor amiga dele falou.
- O que está acontecendo? – Perguntei.
- Garota nova. – Shanna falou, e eu continuei a comer.
- Mas ele e a Jessica não terminaram no começo do ano? – Perguntei.
- Pois é! – falou. – E já está querendo amarrar o burro dele em outra, de novo.
- Seria tão ruim assim? – Perguntei.
- Não seria se fosse você. – Revirei os olhos.
- Ah, , que inferno! – Falei rindo.
- O quê? – Carly e Tara perguntaram junto.
- tem uma queda pelo .
- Tinha. – Falei. – Logo no começo, quando eu o conheci.
- Mas tinha.
- Você sabe como seu irmão é bonito? Como vocês são bonitos?
- Honestamente, acho que até eu teria uma queda por ele se eu não fosse melhor amiga dele há anos. – Tara falou, colocando mais comida na boca e eu ri.
- Viu?! - Virei para .
- Ok, está perdoada. – falou, abanando as mãos.
- Mas e aí, ? Quais os planos para 2007? – Carly me perguntou e eu dei um longo suspiro, ponderando com a cabeça.
- Trabalho, trabalho e mais trabalho. – Falei rindo e cocei a cabeça. – Vai ser isso!
- Mas, menina, não existe a palavra férias no seu vocabulário? – Soltei uma risada.
- Até existe, mas a gente vai entrar em turnê, temos mais três videoclipes para lançar, tirando o de amanhã, e aí podemos descansar.
- Quando tem show em Boston? – Kate perguntou.
- Dessa vez sem show em Boston. – Vi diversas pessoas ao redor da mesa fazendo bico. – Vamos para Europa e América do Sul... Bem, ainda é um se, estamos vendo orçamento e tudo mais. – Dei de ombros.
- Ah, mas que bom que vocês vão expandir, quer dizer que estão crescendo. – Tara falou.
- Sim, isso é muito bom, a receptividade internacional está muito boa. – Afirmei com a cabeça, suspirando.
- Quanto tempo de turnê? – Shanna perguntou.
- Depende de quantos países for, cidades e tudo mais. – Dei de ombros. – Chuto uns quatro meses, pelo menos. Isso se eles não quiserem emendar em outro continente. – Eles riram. – Mas, por favor, vamos falar de vocês, eu já ouço falarem de mim demais.
- Desculpa se sua vida é mais interessante que a nossa. – comentou e eu coloquei os talheres para o lado, me sentindo estufada da ceia de natal.
- A do também é interessante, certo, ? – O vi se aproximar da mesa. – Chega de falar com sei lá quem. – Ele deu uma risada sem graça.
- Mas o que estão falando de mim? – Ele perguntou e o pessoal riu.
- Sua vida também é interessante! – Falei e ele afirmou com a cabeça. – Você tem filme para lançar esse ano, certo? – Perguntei.
- Dois, na verdade. Um em junho e outro em agosto. – Ele falou, se sentando em um banco ao meu lado.
- Convide seus amigos. – Ergui o copo de refrigerante e ele riu.
- Para quê? Você não vai!
- Ei, ei, ei! – Parei ele, batendo as mãos na mesa. – Eu não fui porque eu tinha meus próprios compromissos. Cuidado com a boca! – Falei e o pessoal deu risada.
- Ok, ok! – Ele ergueu as mãos e eu ri, vendo-o balançar a cabeça, mantendo os olhos em mim por um tempo.
- Então, quem quer jogar Uno? – Kate perguntou, fazendo com que todos empurrassem as cadeiras.

- , deixa isso aqui, por favor! – Lisa falava, tentando me tirar de frente da pia.
- Por favor, digo eu, Lisa, eu cheguei atrasada, não trouxe presente, vocês fizeram tudo... Então, por favor, me deixe, pelo menos, lavar a louça. – Desliguei a torneira, chacoalhando as mãos. – Vai dormir, você deve estar muito cansada.
- Tem certeza? – Ela me olhava com aquela cara de cachorro sem dono.
- Eu vou ajudá-la, mãe. – falou, terminando de guardar o último pote na geladeira. – Vai dormir, você trabalhou o dia inteiro!
- Prometem que não vão quebrar nada? – Ela perguntou para nós.
- Somos duas pessoas que moram sozinhas e que não vivem no meio do lixo, pelo menos eu não. – Falei.
- Ei! – falou, me fazendo rir. – Eu sou limpinho, ok?! – Ele falou rindo.
- Ok, queridos! Boa noite! – Lisa deu um beijo rápido em nós. – Não durmam tanto para ver o clipe da amanhã, hein?!
- Com certeza! – Falei rindo e ela piscou para mim.
- Ah, querida, coloquei suas coisas no quarto das meninas, só entrar lá, se preocupa não.
- Obrigada, Lisa. – Falei sorrindo.
- Tchau, crianças. – Ela falou, acenando e a acompanhei com o olhar, notando a sala vazia, todos os convidados já tinha ido embora e metade do pessoal dormia.
- Boa noite! – Falei rapidamente.
- Você lava e eu seco ou você seca e eu lavo? – me perguntou, ficando ao meu lado.
- Eu lavo, você seca! – Falei, ligando a torneira novamente, começando a lavar os diversos pratos empilhados.
Eu e ficamos em silêncio por um tempo, a gente se conhecia, mas não era como se tivesse tanto papo para colocar em dia. Eu tinha mais papo com , ele era como meu melhor amigo fora da banda, acho que meu melhor amigo atualmente. A gente ficava dias e meses sem se falar, mas eu sabia que podia contar com ele para qualquer coisa, e a família dele era simplesmente maravilhosa.
O movimento ficou automático, eu terminava de lavar e passava para ele, normalmente ele empurrava meu ombro, eu dava risada, e continuava isso com toda a louça. Até que eu comecei a focar os olhos na janela a minha frente, tinha algumas coisas caindo do céu, mas não era chuva, nem queimada, eu, com certeza, não estava no Brasil. Até que eu me toquei o que era, fechando a torneira rapidamente.
- Tá nevando! – Eu falei um pouco mais alto que o necessário e saí correndo para a porta de correr da sala da casa da família e fui lá fora, apertando meus braços sob o casaco.
Os flocos de neve caíam devagar e aos poucos, fazendo com que eles colassem nos meus cabelos, me fazendo abrir um largo sorriso no rosto. Aquilo era maravilhoso. Ouvi vir atrás de mim, com uma cara confusa, mas eu só consegui gargalhar demais, totalmente sem motivo.
- O que está acontecendo? – perguntou.
- Está nevando! – Repeti feliz, dando uma volta em torno do meu corpo, observando os flocos caírem. Parecia Edward Mãos de Tesoura, mas era real.
- Você nunca viu neve? – Ele perguntou, se colocando ao meu lado.
- Nunca! – Falei rindo. – Isso é maravilhoso.
- Você está nos Estados Unidos há quanto tempo?
- Três anos, mas ano passado não nevou, lembra? – Virei o rosto para ele.
- Não lembro! – Ele falou e eu ri.
- Eu fiz show aqui quase no Natal e não estava nevando. – Falei rindo, sentindo os flocos de neve caírem em minha mão e ri.
- Está caindo devagar, mas quem sabe amanhã dê para brincar um pouco? – Ele falou, passando o braço pelo meu ombro.
- Natal com neve, que coisa mais sensacional! – Falei, passando o braço pela sua cintura, ouvindo-o rir.
- Você está parecendo uma criança. – falou, me fazendo rir.
- De certo modo, eu sou uma criança. – Olhei para ele sorrindo, vendo-o virar o rosto, abobado.

Meu despertador tocou 10 minutos antes do meio-dia, no dia de Natal. Eu estava no quarto de Carly e Shanna, em um colchão colocado no meio do mesmo. Ergui o rosto, coçando a cabeça e me vi sozinha. Gente, só eu acordava tarde no dia de natal? Aproveitei que estava sozinha no quarto e me troquei, colocando uma calça de moletom e blusa quente, calçando os tênis para manter os pés aquecidos.
Ergui o colchão, encostando-o na parede e dobrei minhas roupas de cama, colocando no canto da escrivaninha do quarto. Saí do banheiro, com minha bolsa de higiene pessoal e entrei no banheiro ao lado, ouvindo o pessoal conversando lá embaixo. Dei uma rápida ajeitada em meu rosto, para não ficar com aquela cara de assustada e prendi meu cabelo em um rabo de cavalo alto. Escovei rapidamente os dentes e já saí do quarto, colocando minha bolsinha na mala e colocando o celular no bolso do casaco, em poucos minutos ele apitaria.
Conferi o horário e sabia que já estava na hora e não costumava ter muitos atrasos nos lançamentos, ainda mais que isso era tudo feito com contrato de exclusividade e tudo mais. Desci os degraus da casa da família , vendo Lisa ser a primeira a abrir um largo sorriso para mim, estendendo os braços.
- Feliz Natal, querida! – Ela falou contra meu ouvido.
- Feliz Natal, Lisa. – Repeti, sorrindo.
- Que você tenha sempre muito sucesso na sua vida.
- Obrigada! – Abri um sorriso.
- Oi, , Feliz Natal. – falou rapidamente. – Qual é o canal?
- MTV. – Falei rindo. – Feliz Natal. – Falei, balançando a cabeça para o pessoal, acenando para Carly, Shanna e que estavam no sofá, alguns deles ainda de pijama.
Lisa se sentou na outra poltrona e eu me coloquei em pé atrás do sofá, junto de , olhando em direção a televisão, enquanto zapeava os canais rapidamente, e eu olhei no relógio da parede, um minuto.
- Achei! – Ele falou, apertando com força o controle remoto.
- E agora, vamos para mais um lançamento de sucesso? – A apresentadora falou e eu abri um largo sorriso, suspirando. Mais um sucesso. – Hoje temos lançamento de Stone, e esse clipe está maravilhoso. – Ela falou sorrindo. – Eu poderia ficar falando desse clipe o dia inteiro, mas acho melhor liberar antes. Confira! – A tela imediatamente ficou escura e eu apareci, com Jack e Louis no set do clipe, de gorros de Papai Noel.
- Oi, eu sou Stone, Jack e Louis e esse é nosso novo videoclipe Little Me, caso você se identifique com a música, lembre-se que você não é o único e que a música possa te inspirar e se libertar. – Abri um sorriso, dando uma piscadela.
- Feliz Natal! – Falamos juntos, acenando.
O clipe de Little Me começava similar ao de Watch Me, pés. Pés em preto e branco caminhando pela rua. Achamos que fazer outro clipe em preto e branco seria uma boa ideia. A introdução da música se seguia logo depois, fazendo com que minha voz fosse ouvida logo em seguida.
- She lives in a shadow of a lonely girl. Voices so quiet, you don't hear a word. Always talking but she can't be heard.
A menina andava pelas ruas com o capuz colocado na cabeça, mas com a cabeça baixa, enquanto diversas pessoas andavam à sua volta. Ela, junto das outras pessoas, entravam em um salão, cada uma indo para um lado, mas a diferença, era que ela era a única sozinha.
Elas entravam em um banheiro, cada um seguindo para seu armário, tirando as roupas, revelando os collants e saias de balé, cada uma se ajeitando em um canto para colocar sua sapatilha e fazer o coque no cabelo. Em alguns momentos, cenas minhas cantando apareciam, gravamos em uma caixa, onde vinha uma luz somente de cima e a câmera gravada de cima também, dando a impressão de sufoco.
- I'd tell her to speak up, tell her to shout out. Talk a bit louder, be a bit prouder. Tell her, she's beautiful, wonderful, everything she doesn't see.
Ela se encarava no espelho enquanto fazia o coque, mas logo se distraía, sendo chamada atenção por uma pessoa mais velha, fazendo com que todos os armários fossem fechados e trancados rapidamente e as pontas de bailarina correram para a grande sala com barras e espelhos nas laterais.
- Yeah, you gotta lotta time to act your age, you can't write a book from a single page. Hands on a clock only turn one way.
Elas começavam a fazer os movimentos de plié, jeté, fondu, entre outros, todas sincronizadas. O rosto das outras pessoas era desfocado, e só da nossa atriz principal focado, mas o rosto era sério, sem demonstrar um sorriso. Intercalando imagens minhas escorregando o corpo pela caixa.
- You gotta speak up, you gotta shout out, and know that right here, right now, you can be beautiful, wonderful, anything you wanna be, oh, oh, little me.
O ritmo começava a ficar mais devagar, fazendo com que a aula de dança no videoclipe acabasse e nossa personagem ficar um tempo se encarando no espelho, enquanto todas as outras meninas saíam da sala. Ela encostou as duas mãos no espelho, e seu reflexo a encarava de volta. Aparecia meu rosto sincronizado com o dela rapidamente.
- Tell you one thing I would say to her.
Após essa cena, a atriz empurrava com as duas mãos o espelho, fazendo uma rotina de dança mais complexa, algo surpreendente, que quando gravamos o clipe, meu corpo simplesmente arrepiava vendo a atriz e, obviamente dançarina de balé, arrasar em cima da ponta, fazendo que meu corpo inteiro arrepiasse mais uma vez.
- I’d tell her to speak up, tell her to shout out. Talk a bit louder, be a bit prouder, tell her she’s beautiful, wonderful, everything she doesn't see.
Nesse momento a câmera desfocava da dançarina por um momento e se afastava um pouco, mostrando a porta da sala de músicas, com três meninas espremidas na mesma, olhando para o pequeno milagre que rodopiava em meio ao salão.
Na primeira palma que tem nessa música, as atrizes da porta começavam a aplaudir a pequena eu, fazendo-a se assustar, e parar de rodopiar, fazendo com que a imagem começasse a ficar colorida aos poucos, mostrando o rosa da saia, o preto do collant e todo resto.
- You gotta speak up, you gotta shout out, and know that right here, right now, you can be beautiful, wonderful, anything you wanna be, oh, oh, little me.
A música acabava e o som externo da cena aparecia, as meninas se aproximaram da personagem principal, começando a fazer mil perguntas sobre ela, abraçando-a e começando a puxá-la para fora, me fazendo abrir um sorriso gigantesco. Ironicamente, não foi só no clipe que rolaram palmas, mas o pessoal à minha volta aplaudia também, me fazendo ficar imediatamente vermelha. Sentindo me abraçar de lado.
- Parabéns! – falou contra meu ouvido, me fazendo sorrir e logo comecei a ouvir os toques de mensagem no meu celular.

- Tem certeza que você não quer emendar até o ano novo? – Lisa falava abraçada a mim.
- Tenho sim, Lisa, obrigada. Mas acho melhor eu voltar para Los Angeles. – Sorri para ela, estalando um beijo em sua bochecha.
- Mas você tem com quem passar o ano novo? – Ela perguntou séria.
- Tenho sim, Jack vai voltar da Itália, Emily também deve estar voltando de viagem, está tudo certo. – Falei sorrindo e ela me abraçou novamente, fazendo com que eu soltasse uma risada.
- Volte, ok?! – Ela falou acariciando meu rosto e eu acenei com a cabeça.
- Pode deixar! – Me virei para , que me abraçou fortemente.
- Por favor, não me largue! – falou cochichando, me fazendo rir.
- Venha para Los Angeles. – Falei para ele. – Vou entrar em turnê em breve, mas depois estou de férias, fique um pouco lá.
- Ok, pode deixar! – falou, afirmando com a cabeça.
- Te vejo na turnê? – perguntou me abraçando rapidamente e eu ri com a cabeça.
- Se você quiser ir para Europa ou para América do Sul... – Dei de ombros.
- Estarei na Europa no meio do ano...
- Acho que já terei ido embora. – Suspirei, estralando um beijo em sua bochecha. – Mas te vejo nas suas premières, eu prometo que farei de tudo para ir.
- Combinado!
- Além disso, tem formatura minha em 2007, vamos fazer uma festança na formatura da UCLA. – Falei animada e o pessoal deu risada.
- Nossa, quanto tempo não vou à uma formatura. – riu e eu abracei Carly.
- Obrigada por tudo! – Falei para a loira e ela sorriu. – Foi divertido.
- Foi mesmo! – Shanna foi a última que eu abracei.
- Desculpa pelos roncos de vez em quando. – Falei e elas riram.
- Que isso, pelo menos assim a gente vê que você é real. – Carly brincou e eu ri.
- Em carne e osso. – Falei rindo e dei de ombros. – Obrigada, gente, foi ótimo. Bom ano novo para todo mundo. – Acenei rapidamente, puxando minha mala pelo caminho até a rua.
- Tchau, ! – Eles gritaram e eu acenei novamente, entregando minha mala para o taxista, olhando novamente para a família lado a lado e sorri, antes de entrar no táxi e finalizar minha estadia em Boston.

- Olá, pessoas maravilhosas, como foram as festas de fim de ano? – Jessica perguntou entrando na sala de reuniões com uma animação incrível. Eu só revirei os olhos, algumas pessoas bocejaram e Mack caiu na mesa, acordando assustado. – Nossa!
- Pelo jeito, para alguém foi ótimo! – Falei vendo Brent entrar logo atrás dela.
- Mas você é abusada, hein?! – Brent falou rindo e eu abri um largo sorriso.
- Ao contrário de você, minha querida, nós trabalhamos nas nossas festas de fim de ano. – Jessica falou, puxando uma cadeira e eu ri.
- Alguém tinha, não é?! – Jack brincou, me fazendo rir e ele levou um tapa na cabeça de Jessica. – Ai que violência.
- Enfim, vamos para o que interessa! – Brent jogou uma pasta no meio da mesa, fazendo com que todos se assustassem novamente.
- Temos dois assuntos importantes para vocês! Um bom e outro melhor ainda. – Jessica se encostou à mesa.
- Vamos para a boa, então! – Falei, ajeitando meu corpo, apoiando os braços na cadeira.
- Faz quase seis meses que a gente estava pesquisando sobre os países possíveis para fazer a turnê. Nessas pesquisas a gente analisa venda de CDs e popularidade, e temos que dizer que a popularidade de vocês está muito boa! – Jessica falou, cruzando os braços. – E com isso, a gente conseguiu montar uma turnê bem completa para vocês. – Ela sorriu.
- Vamos ao que interessa! – Brent abriu sua pasta. – 18 países na Europa, sete países na América Central e nove países da América do Sul. – Ele falou, fazendo com que eu batesse as mãos na mesa, comemorando. – Ah, França, Itália e Brasil inclusos. – Ele falou animado, me fazendo rir.
- 34 shows? – Louis perguntou, com um largo sorriso no rosto.
- Não, 34 países, alguns lugares terão dois, três ou quatro shows. – Abri um sorriso.
- Deixa eu adivinhar, Brasil?
- Brasil! – Ele sorriu para mim, me fazendo rir. – A gente queria marcar até mais, mas não vamos dar o passo maior do que a perna.
- Está ótimo! – David falou rindo.
- Quantos shows ao todo?
- Na América Central: México terão dois, na Cidade do México e em Guadalajara. Guatemala, Honduras, Costa Rica, Panamá, Jamaica e República Dominicana um show só, normalmente nas capitais. – Brent lia em sua pasta. - Rússia, Finlândia, Suécia, Noruega, Ucrânia, Polônia, Hungria, Romênia, Bulgária, Grécia, Alemanha, Suíça, Portugal e Irlanda terão um show só, normalmente nas capitais também. Itália, França, Espanha e Inglaterra terão dois. Na Itália vai ter show em Turim e em Marselha na França...
- Eba! – Jack e Louis gritaram quase juntos, me fazendo rir.
- Na Espanha vai ser em Barcelona e Madrid e na Inglaterra serão dois em Londres. – Bati as mãos na mesa, comemorando. Brent continuou falar. - Colômbia, Equador, Peru, Bolívia, Paraguai e Uruguai terão só um, nas capitais. Chile e Argentina terão dois shows. No Chile em Santiago e Conceição. E na Argentina Buenos Aires e Córdoba. – Assenti com a cabeça.
- Vamos falar do que mais importa. – Falei, vendo o pessoal dar risada.
- Vamos começar a turnê em São Paulo capital, vamos para Curitiba no Paraná. – Eu ria do sotaque engraçado de Brent para falar as coisas. – Belo Horizonte em Minas Gerais e vamos acabar o show no Rio de Janeiro. – Ele sorriu para mim, me fazendo suspirar. – Vamos começar a abrir as vendas e a intenção é lotar o Maracanã.
- O quê? – Dei um grito alto demais.
- Você acha que aguenta? – Jessica perguntou para mim e eu ri.
- Eu aguento, mas vocês acham que lota? Não quero fazer show vazio lá.
- , confia no seu taco. – Brent sorriu para mim, me fazendo suspirar.
- Ok, se acalma. – Respirei fundo.
- Desculpa, não conseguimos marcar show em Relva, apesar que seu pai ofereceu o restaurante... – Brent brincou e eu gargalhei, balançando a cabeça.
- Está perdoado.
- Todos de acordo? – Jessica perguntou.
- Com certeza! – Mack foi o primeiro a falar.
- E agora, tem notícia muito boa. – Ele falou, suspirando, dando espaço para a Jessica.
- Vocês foram convidados para o Oscar. – Se eu achei que eu tinha gritado alto, ficou bem mais alto, porque o resto da banda gritou junto. – Tem mais. – Jessica falou. – Eles querem que vocês cantem no Oscar. – Meus olhos arquearam totalmente, me fazendo jogar a cabeça para trás.
- Mas espera, normalmente só pessoas indicadas cantam no Oscar. – Mike falou, me fazendo franzir a testa.
- Verdade! – Concordei com ele.
- É, mas faz 10 anos que o filme Titanic foi lançado, eles querem fazer uma homenagem ao elenco e a todos que participaram, e convidaram vocês. – Meu corpo se arrepiava cada vez mais conforme ela falava, e quando eu vi, eu estava quase no chão.
- Oh, meu Deus, eu vou enfartar. – Falei, sentindo minha respiração falhar aos poucos.
- Eles querem que você cante My Heart Will You Go On. – Eu não falei nada, acho que depois dessa eu tinha travado totalmente, algumas lágrimas até caíam dos meus olhos.
- Oh, meu Deus. – Emily falou ao meu lado.
- E eles escolheram a ? – David perguntou.
- Sim, e a voz dela vai ficar perfeita para essa música, além de que vocês poderão provar que não é só pop. – Jessica sorriu. – Vocês são muito mais que isso.
- Sim, sim, sim! – Falei, repetitivamente, destravando rapidamente.
- O Oscar é no fim de fevereiro, com isso a gente teria que adiar a turnê, mas se isso não for problema para vocês... – Cortei Brent.
- Problema? Que problema? – Falei, e eles riram. – Essa homenagem vai ser para Céline Dion também?
- Sim, vai englobar todo o pessoal que fez parte, todos estão convidados. – Suspirei, soltando o ar pela boca, colocando a mão na testa.
- Acho que eu vou passar mal. – Falei, colocando a mão na barriga, sentindo-a borbulhar.
- Então, assim que passar o Oscar, entramos em turnê. Vamos usar o avião da Virgin, ficar nos melhores hotéis, e por aí vai. Dessa vez vai ter mais conforto, gente, sem dormir em ônibus de turnê lotado. – Sorri para Jessica.
- Vai ser ótimo! – Sorri.
- Ok, por hoje é só! – Brent falou. – A gente vai só realocar as datas para começar em março, falar com as empresas e tal, e depois entregamos as informações para vocês. E aí, começar a setlist.
- tinha me dito que vocês gostariam de fazer uma turnê com 20 músicas, é verdade? – Jessica falou, encostando os cotovelos na mesa.
- Sim, o que você acha?
- Acho uma boa ideia, vocês só têm que ver certinho se aguentam. – Jessica balançou a cabeça.
- Acho que eles aguentam sim, Jessica. – David falou. – Eu fico parado, mas a , Mike, Mack, são os mais novos da banda, eles chegam de frente e aguentam, eu confio. – Sorri para David.
- Bem, façam como achar melhor. – Jessica falou, batendo as mãos na mesa.

- Toc, toc? – Desviei o olhar do papel em minha mão e vi Mike empurrando a porta do meu apartamento. – Ei!
- Oi, Mike! – Falei, abaixando os pés do sofá e sentando direito.
- E aí, como vai a setlist? – Ele perguntou e eu suspirei.
- Vai bem, na verdade. – Estendi o papel para ele, que se sentou ao meu lado. – Só estou com medo.
- Do quê? – Ele perguntou.
- Você acha que a gente aguenta um show de 20 músicas? – Ele soltou uma gargalhada irônica, antes de virar para mim.
- , isso é a coisa mais óbvia do mundo. – Ele virou o rosto, segurando meus ombros. – Na turnê passada a gente ensaiava cinco, seis horas direto, parava por dez minutos para tomar água e ir ao banheiro e voltava. Você queria perfeição e, pelo DVD, a gente conseguiu. – Ele balançou a cabeça. – 20 músicas dá, em média, duas horas de show, a gente aguenta. Me diz, o que é diferente um ensaio de um show? Menos piadas? Menos brigas? Mais zoação? – Ele riu e eu o acompanhei. – O show só é um momento mais quieto, mais sentimental. – Ele balançou a cabeça. – E, com a nossa empolgação, 20 é pouco.
- Você acha?
- Quem sabe daqui alguns anos fazemos shows com 30 músicas? Nem sei se isso existe! – Ele falou rindo.
- Não sei se existe, mas se foi difícil juntar dois álbuns em 20 músicas, imagina quanto tivermos três, quatro álbuns... – Balancei a cabeça.
- O que você fez aqui? – Ele abriu o papel.
- Bem, como a turnê é do Here We Go Again, eu o coloquei inteiro, de cabo a rabo. – Falei, apontando para as músicas escritas em caneta azul. – E eu coloquei seis músicas do primeiro CD. – Apontei para ele. - Aí fiz essa ordem, vê se está bom. – Ele olhou para o papel.
- Abre com Here We Go Again, muito bom, anima o povo. Here's to Never Growing Up, vai para o primeiro CD em Freak the Freak Out. Volta para o segundo com Star All Over, Spotlight, 22, Little Me, Gift of a Friend, Love Is Easy. Volta para o primeiro em Suddenly, segundo em The Climb, primeiro em Live Like There's No Tomorrow e Me and My Girls, depois Go!, volta para Ready Or Not, Hands In the Air e Watch Me. Notei que tem um momento lento aqui, gostei. – Ele riu. – E esse encore aqui? – Ele perguntou.
- Então, eu estava pensando em replicar o que fizemos na primeira turnê, pensei em Show Me Love, óbvio, depois Fly With me, e acabar com Time Of Our Lives. – Apontei para o papel.
- Eu gostei! – Ele sorriu para mim. – Eu realmente gostei. Vai ser demais!
- Obrigada! – Suspirei, jogando o corpo no sofá.
- Agora só ensaiar e ensaiar e ensaiar...
- E ensaiar. – Comecei a falar com ele rindo.
- E tem o Oscar. – Soltei um suspiro alto.
- Estou morrendo de medo. – Balancei a cabeça. – Aquela premiação é a maior das maiores.
- , você passou do Grammy, o Oscar não vai ser nada.
- Mas eu vou cantar My Heart Will You Go On com o elenco de Titanic assistindo, e a própria Céline Dion, você tem noção? – Ele riu.
- Eu tenho, e você merece tudo isso. – Balancei a cabeça, suspirando. – Vai dar tudo certo.
- Tomara! – Ri fraco.

Tudo estava escuro, e eu sentia meu corpo tremer. O vestido roxo escolhido por Robb, de algum estilista, para eu usar no evento de hoje flutuava em meu corpo. Segurei firme o microfone em minha mão e ouvi as pessoas aplaudindo a diva Meryl Streep que foi chamada para falar sobre o filme.
- 10 anos já se passaram desde um dos maiores espetáculos cinematográficos já lançado. Titanic, o barco infundável, que trouxe para nós o amor de Rose, uma milionária que pensava em algo mais, e Jack, o pobre que deu sorte de estar no navio. Falar que 10 anos se passaram e que esse filme ainda é um clássico do romance é pouco, mas em breve, serão 20, 30, 50 anos e as pessoas continuarão falando sobre ele. – Meryl falava na ponta do palco. – Com Leonardo DiCaprio, Kate Winslet, Billy Zane, Gloria Stuart, Kathy Bathes, Bill Paxton, Victor Graber, Frances Fischer e muitos outros, além da excepcional canção vencedora do Oscar de Céline Dion, e a incrível equipe de produção, esse filme sempre vai ser um marco para todas as gerações. – Sentia meu corpo arrepiando e não era frio. – E agora, fazendo um tributo a Titanic, com vocês, Stone. – Ela falou e a luz em cima dela se apagou, fazendo que meu corpo se arrepiasse cada vez mais.
O violino junto da flauta lateral tocados pelo meu quarteto de cordas e por Henry começou, fazendo com que meu corpo se arrepiasse com esse ritmo tão conhecido por nós. E a luz acima de mim começava a acender, deixando que o foco fosse somente eu e silhueta da banda na parte de trás.
- Every night in my dreams, I see you, I feel you. – Fechei os olhos, pois já sentia meus olhos marejados. -That is how I know you go on. – Respirei devagar. - Far across the distance and spaces between us. You have come to show you go on. – Senti as lágrimas começarem a deslizar pelas minhas bochechas. - Near, far, wherever you are. I believe that the heart does go on. Once more you open the door, and you're here in my heart, and my heart will go on and on. – Abri os olhos, quando o pessoal começou a aplaudir e Louis começou a fazer parte da música. - Love can touch us one time, and last for a lifetime, and never let go till we're one. – Jack e Emily me acompanharam na segunda voz. - Love was when I loved you. One true time I hold to. In my life we'll always go on. – Engoli a saliva, respirando fundo. - Near, far, wherever you are. I believe that the heart does go on. Once more you open the door, and you're here in my heart, and my heart will go on and on.
Eu fiquei em silêncio, ouvindo o clássico ritmo dessa música tocar atrás de mim, me fazendo notar o elenco inteiro do filme na primeira fileira e a própria Céline Dion com um sorriso no rosto, fazendo com que meus olhos marejassem cada vez mais, me fazendo arrepiar, tentando me conter, bem na parte mais forte da música, ouvindo Louis forçar na bateria.
- You're here, there's nothing I fear and I know that my heart will go on. – Não consegui impedir e as lágrimas começaram a rolar pelas minhas bochechas. - We'll stay forever this way. You are safe in my heart, and my heart will go on and on. – Minhas mãos começaram a subir, com a força que eu cantava, me fazendo respirar fundo em seguida, abrindo um largo sorriso quando a música finalizou e o público ficou em pé para aplaudir, fazendo meu coração querer sair da boca de emoção.
As luzes do palco se apagaram e eu corri para fora do mesmo, tentando conter a respiração, uma, duas, três vezes, ficando feliz por ter ido para a propaganda, fazendo com que eu respirasse. Só notei que Jessica estava em minha frente quando um copo de água apareceu em minha mão.
- Meus parabéns, querida, foi demais. – Ela passou as mãos no rosto, limpando suas lágrimas também. – Foi emocionante. – Ela afirmou com a cabeça, sorrindo.
- Eu preciso respirar, eu não estou aguentando. – Falei e virei o copo de água para dentro da boca, respirando fundo. – Eu nunca fiz nada assim na vida, eles... Eu... Oh, meu Deus, a música ainda é linda, e eu estava emocionada em estar no palco... – Comecei a falar rapidamente. – Céline estava sorrindo, várias pessoas estavam chorando também... Eu, eu...
- ! – Jessica falou e eu respirei fundo, tentando me acalmar.
- Eu estou bem, eu estou bem...
- Não, visita para você! – Ela falou e eu virei o corpo para trás, sentindo meus cabelos coçarem minha nuca e impedi que minha boca fosse até o chão com Kate Winslet, Leonardo DiCaprio e a própria Céline Dion olhando para mim.
- Oh, meu Deus! – Eu repeti, fazendo-os rir, me levantando.
- Isso foi incrível! – Céline foi a primeira a vir falar e eu ri, sentindo a mais baixa me abraçar fortemente, fazendo algumas lágrimas caírem dos meus olhos. – Eu conheço você, eu tenho escutado seus lançamentos e tenho te achado incrível, você é algo de diferente que esse mundo tem a nos oferecer. – Senti meu corpo arrepiar e as lágrimas continuaram a cair de meus olhos. - E obrigada, por fazer jus à essa música, foi... Eu não sei descrever, foi maravilhoso. – Ela sorriu, e eu assenti com a cabeça.
- Obrigada! – Falei com a voz meio embargada.
- Eu não poderia deixar de te cumprimentar. – Kate veio em seguida, um pouco menos séria, me abraçando rapidamente. – Parabéns! – Ela me apertou forte. – Eu adoro suas músicas. – Ela cochichou em meu ouvido, me fazendo rir.
- Eu tenho que assumir que isso foi demais. – Jack Dawson em pessoa me abraçou e eu até suspirei de felicidade, rindo em seguida.
- Obrigada! Nossa, eu não esperava por essa. Obrigada mesmo, vocês são incríveis, os três. E eu fico feliz de fazer parte, nem que mínima, desse Titanic. – Eles riram.
- Bom trabalho! – Céline falou sorrindo, piscando para mim.



Capítulo 11

- Oi, . – Malcon apareceu com a câmera na frente do rosto.
- O-oi! – Falei, sentindo meu queixo bater de frio.
- Me diga onde estamos. – Malcon falou e eu ri fraco, querendo matá-lo.
- Estamos em Mo-Moscou, na Rússia. – Respirei fundo. – Primeiro ponto de parada da nossa turnê Here We Go-o Again. – Soltei o ar pela boca, vendo a fumaça sair. – E está mu-muito frio. – Respirei fundo.
- Ah, nem está tão frio assim. – Jessica falou em minha frente e eu ri, revirando os olhos.
- Es-estamos na Praça Vermelha, na fre-ente da Catedral de São Basílio. – Apontei para a linda construção colorida ao meu lado. – De-depois vamos para o Teatro Bolshoi, pois queremos algumas dançarinas pa-para o show de hoje. – Soltei o ar forte e esfreguei uma mão na outra.
- E como está a energia para o show de hoje? – Malcon perguntou e Jack me abraçou de lado, também com frio.
- Alta. – Suspirei. – Mas muito fria. – Ele riu. – Vamos fazer nosso primeiro show na Rússia, esgotado, mas o espaço é aberto e eu não sei como lidar com esse frio. – Fiz um joinha com as mãos. – Mas vamos lá, pelos russos que devem estar congelando tanto quanto eu. – Suspirei, colocando as mãos dentro do bolso do casaco pesado novamente. – Chega! – Falei para Malcon e ele abaixou a câmera, me fazendo rir.
- É lindo, maravilhoso, mas eu quero ar quente. – Mack falou, tremendo as pernas.
- É, vamos! – Acenei para trás.
- Ah, meu Deus, como vocês são fracos, tem que se acostumar. – Jessica falou, indicando para meus seguranças. – Não quero ver ninguém desanimado por causa do frio.
- Combinado, me descongele antes de entrar no palco. – Suspirei, andando com o pessoal da banda de volta para a van e sentando no primeiro banco.
- Como você quer que a gente faça isso? – David perguntou, com cachecol até no rosto.
- Uma banheira de água bem quente, que tal? – Perguntei e eles riram.
- Pior que é uma ótima ideia. – Mike falou. – Pena que nos bastidores do show não tem.
- Ah, gente, relaxem, pulem bastante que aquece. – Jessica falou, me fazendo rir e relaxar com o ar quente que chegava a mim.
- Espero que você esteja certa! – Sussurrei.
- Espero que até chegar na Itália já esteja melhor. – Jack falou.
- E na França. – Louis completou.
- Gente, é só aqui na Rússia que a temperatura caiu um pouco, daqui a pouco melhora.
- Um pouco? – Perguntei, vendo Jessica fechar a cara.

- Benvenutti a Here We Go Again giro! (Bem-vindos à turnê Here We Go Again!) – Falei em italiano, ouvindo o pessoal gritar. - E 'un piacere essere qui. E 'stato sempre un sogno di venire in Italia. (É um prazer estar aqui, sempre foi um sonho vir para a Itália.) – Eles gritaram novamente e virei para Jack. – Falei certo?
- Falou! – Ele se aproximou de mim e eu o abracei de lado.
- Eu tenho uma pessoa magnífica para apresentar para vocês. – Jack me abraçou de lado e o pessoal continuou gritando. – Vocês sabem que nosso Jack aqui, é italiano? – O pessoal gritou. – Giovani Bolzan. – Sorri para ele que riu, totalmente encabulado.
- Ciao, Italia! (Oi, Itália) – Jack gritou com forte sotaque italiano, me fazendo rir. – Va bene? (Estão bem?) – Ele gritou novamente, me fazendo rir. – Godersi Il tour? (Gostando da turnê?) – Ele falou, me confundindo e o pessoal gritou de felicidade.
- A próxima música foi escrita por Jack, que é uma pessoa muito querida para todos nós da banda. – Me aproximei do pedestal, prendendo o microfone. – Vocês vão nos ajudar a cantar? – Perguntei, vendo Jack se colocar ao meu lado. – Vamos chamar Emily também para fazer parte disso. – Acenei para a negra magra que se aproximava de nós com o microfone na mão.
- Vocês sabem que a primeira vez que cantamos essa música oficialmente, aqui caiu e torceu o joelho? – Mack falou no microfone, me fazendo revirar os olhos e o povo gritou. – Pois é! – Ele riu.
- Então, cuidado na hora de pular, hein?! – Mike continuou a brincadeira e eu revirei os olhos.
- Vamos lá? – Falei rindo um pouco, e Mike começou a tocar com David no piano, fazendo a mixagem começar logo em seguida, junto de Louis.
- The night starts to show. Get dressed, time to go. Catch up with the girls. It's time to stop. – Segurei firme o microfone. - Gotta get my high heels on. Pass some lipstick, play my song. This is taking us too long, go!
- Gotta go, go, go, the night's a child. – Nós cinco da frente começamos a cantar e pular juntos. - Better know, know, know, we're going wild. Time to show, show, show, what we can do. You don't know, know, know, know, know, the truth. Gotta go, oh! Gotta go, oh!

- Você mora em um vinhedo? – Eu gritei, tirando os óculos de sol do rosto, olhando para as plantações de uva um pouco à frente da grande construção antiga.
- Você é rico? – Emily perguntou tão surpresa quanto eu.
- Mas que mer... – Mack foi interrompido.
- Que surpresa maravilhosa! – Virei o rosto, vendo Branca sair pela porta, com certa dificuldade, me fazendo sorrir e correr para abraçar a senhora com a careca à mostra.
- Branca, você está maravilhosa! – Falei, abraçando-a levemente, com medo de machucá-la.
- Ah, , sempre um amor! – Ela falou, fazendo carinho em meu rosto. – Obrigada mesmo assim. – Soltei uma risada fraca, beijando sua bochecha.
- Jack disse que você não está muito bem. – Falei e ela deu de ombros.
- Você sabe, não é?! Câncer. – Ela falou e eu afirmei com a cabeça, suspirando. – Vem e vai. – Ela riu fraco e abri espaço para Jack abraçar a mãe.
- ! – A não tão pequena Gemma veio correndo de dentro da construção, de pijama, me abraçando forte e eu a apertei.
- Já está de pé? – Acariciei seu rosto e ela riu.
- Daqui a pouco começa o Grammy, precisamos ver se vocês vão ganhar. – Soltei uma risada fraca, notando que estávamos há oito horas de Los Angeles.
- Você preparou tudo para nós, irmãzinha? – Jack perguntou, abraçando a mais nova e eu sorri, eu amava aquela família.
- Bem, enquanto vocês conversam me permitem que eu entre e vá preparando o computador caso eles ganhem? – Jessica perguntou, caso a gente ganhasse, ficaríamos online pelo Skype.
- Claro, claro! – Branca falou. – Gemma, per favore. – Ela indicou a porta e Gemma chamou Jessica para dentro da casa. – Vamos entrar, capisce? – Soltei uma risada, afirmando com a cabeça. – Como disseram que viriam cedo, eu preparei bastante coisa para vocês tomarem café. – Ela começou a chamar todos para dentro e eu a abracei de lado, acompanhando-a.
- Você não precisava, sabia? – Falei e ela riu.
- Eu posso estar doente, debilitada, mas receber vocês aqui em Turim é a melhor coisa que podia acontecer. – Ela falou e eu ri, entrando na grande construção, seguindo para a direita, aonde Jack ia, entrando numa longa sala de TV com diversos pratos com pães, queijos, salgados, patês e algumas coisas doces, me fazendo soltar um suspiro.
- Isso está maravilhoso, Branca! – Ela riu fraco, estalando um beijo em minha bochecha e olhei para a TV, onde a premiação já começara.
- Queijo! – Emily falou, salivando, me fazendo rir.
- Podem comer, fiquem à vontade! – Branca falou, se sentando em uma poltrona alta, digna de uma matrona italiana, e eu sorri, suspirando.
Jack olhou para mim, percebendo o olhar de afeto que eu dava para mãe dele, e ele entendeu. Essa mulher seria uma grande perda. Ele me abraçou rapidamente e eu estalei um beijo em sua bochecha, acenando com a cabeça.
- Está tudo pronto! – Jessica falou. – Depois sentem aqui para gente organizar todos na tela. – Ela falou e eu afirmei com a cabeça.
Como estávamos concorrendo só para os prêmios mais importantes, que eram passados no final da premiação, nós tiramos esse tempo para comer um pouco. O show em Roma tinha sido bem agitado, havíamos dormido logo após ele acabar e depois pegamos avião cedo para Turim, só para ver o Grammy aqui junto de Branca e Gemma, então estávamos cansados.
- Vamos ver!
- E agora, o vencedor pelo melhor videoclipe do ano. – Shakira abriu o envelope na tela, sorrindo para o pessoal. - Bruce Springsteen, Wings for Wheels: The Making of Born to Run. – Ela gritou e enquanto o pessoal ficava triste, eu comemorava.
- Gente, é o chefe! – Falei rindo. – É o Bruce! – Ri fraco. – Se é para perder para alguém, é para ele.
- está certa, gente! – Branca falou. – Ele é demais! – Soltei uma risada, piscando para ela.
- Bem, enquanto isso eu vou comer. – Louis se levantou com o prato na mão, em direção aos queijos.
Foi uma felicidade ganhar de música do ano por Watch Me. Deixamos Mary J. Blige, Jame Blunt, Gnarls Barkley e Corine Bailey Rae para trás, e eu ouvi as músicas desses concorrentes durante um bom tempo esse ano, antes de Watch Me sair. Aparecemos na tela rapidamente, mais comemorando do que falando algo propriamente dito.
Mas faltava ainda o prêmio mais importante da noite, de álbum do ano. Será que seríamos capazes o suficiente para bater Gnarls Barkley, John Mayer, Red Hot Chili Pepers e Justin Timberlake? Será que nosso álbum estava à altura?
- E o vencedor de melhor álbum do ano é... – Christina Aguilera abriu o envelope e senti Jack apertar forte minhas pernas, me deixando nervosa. – Stone, Here We Go Again! – Foi um grito quando isso foi revelado, fazendo com que o pessoal da banda se jogasse cada um para um lado, me deixando somente com um sorriso gigante no rosto, agora eram seis Grammys para a carreira. – , estão aí? – Olhei para a TV, notando que meu rosto aparecia no fundo e ri.
- Oh, meu Deus, oi. pessoal! – Acenei novamente, rindo, vendo meus membros de banda se colocarem na tela novamente. – Obrigada por esse prêmio. – Falei sorrindo. – É uma pena não estar aí para receber, mas estamos em turnê. Obrigada! É uma coisa maravilhosa receber esse prêmio em nossa carreira, esse álbum tinha sido lançado há poucas semanas quando foram anunciados os indicados e ficamos muito felizes com as indicações e mais ainda com esse outro gramofone. Obrigada mesmo. – Sorri. – Parabéns a todos os nossos competidores da noite, incluindo ao chefe, Bruce, que ganhou de melhor videoclipe, mas com razão. – Vi Bruce rindo na tela da TV. – Obrigada a todos, e até a próxima! – Pisquei, acenando para a tela, vendo o clipe de Watch Me começar a passar na tela.
- E com isso, terminando o Grammy 2007, até a próxima pessoal. – O apresentador falou, e os créditos começaram a subir, com o clipe de Watch Me ao fundo.
- Parabéns! – Louis me abraçou forte quando eu me levantei e eu saí abraçando todos, até chegar em Jessica, que só tinha um sorriso no rosto.
- Eu vou agradecer a você de novo, porque nunca é o suficiente. – Falei e ela riu.
- Você não precisa, mas eu que agradeço. – Ela falou rindo. – É bom ser taxada de bêbada, ser mandada embora, ser pedida para voltar e ainda você ter todas essas conquistas. – Ela falou e sorriu em seguida.
- É muito bom! – Falei rindo.

- Eu estou em Paris! – Chacoalhei os ombros de Emily, vendo-a rir da minha felicidade. Nós estávamos, literalmente, aos pés da torre, só tinha uma avenida que passava em minha frente. – Isso é lindo demais! – Corri tirar o meu celular do bolso para tirar algumas fotos da Torre Eiffel.
- Fico feliz que esteja gostando, ! – Louis falou e eu virei o rosto, rindo.
- Seria só interessante um namorado, certo? – Jack cochichou em meu ouvido e eu dei risada.
- Melhor estar sozinha do que com aquele cara que você chama de namorado. – Falei e ele riu.
- Não vamos falar sobre Anthony agora. – Jack falou.
- Nem hoje, nem nunca, faz tempo que vocês estão de rolo e nada de nos apresentar para gente. – Falei.
- Você disse que entendia.
- Entendo, mas não aceito. – Falei, olhando para ele. – Se ele não quer se expor, você não deveria negar sua felicidade a ele. – Falei e ele franziu a testa.
- Agatha! – Virei o rosto, dando de cara com Agatha, namorada de Louis que saía da van, junto de Joan e Maurice, os pais dele.
O loiro e a morena se abraçaram e se beijaram fortemente, me fazendo rir, parecia literalmente um filme de romance. O que eu fico imaginando que para Agatha, sempre fosse, afinal, Louis sempre era um dos mais delicados da banda, apesar do seu amor por rock.
- ! – A mais baixa veio me abraçar logo depois que soltou Louis e eu a abracei com força.
- Como você está?
- Bem, muito bem! – Ela se afastou, olhando para torre. – Nossa, isso é incrível! – Ela falou, colocando as mãos no rosto.
- Olá, . – A mãe de Louis acenou e eu a cumprimentei com a mão e fiz o mesmo com Maurice em seguida, eles não eram tão abertos quanto a mãe de Jack.
- Como vão? – Dei meu melhor sorriso rindo. – Malcon! – Virei o corpo, vendo meu fotógrafo e cinegrafista um pouco longe. – Podemos tirar algumas fotos da banda aqui? Será que você consegue pegar a torre?
- Você acha? – Ele perguntou e eu ri, sentindo alguém cutucar meus ombros.
- Oi! – Virei dando de cara com Louis.
- Pode me fazer um favor? – Ele perguntou.
- Se for algo que eu não precise sair daqui, pode. – Falei e ele riu, e o resto da banda se aproximou de nós.
- Não, não! – Ele riu. – Podem cantar Love is Easy? – Ele perguntou e eu franzi a testa.
- Podemos, mas agora?
- Eu prometo que tem um propósito. – Ele falou e eu olhei para Mike, tão confuso quanto eu e dei de ombros. – Vamos lá.
- Um, dois, três, quatro... – David fez a contagem, estalando os dedos.
- Singing Radiohead at the top of our lungs. – Louis começou a bater na bateria. - With the boom box blaring as we're falling in love. I got a bottle of whatever but let's get in this truck. Singing... – Ergui o microfone.
- Here's to never growing up. – O público cantou alto.
- Call up all of our friends, go hard this weekend. For no damn reason, I don't think we'll ever change. – Comecei a andar de volta para o palco, passando pela longa passarela. - Meet you at the spot, half past ten o'clock. We don't ever stop, and we're never gonna change. – Virei o corpo para o público, vendo Mike e Mack se aproximarem de mim. - Say, won't you say forever stay. If you stay forever, hey. We can stay forever young. – Encaixei o microfone, mexendo as mãos para o povo cantar junto.
- Singing Radiohead at the top of our lungs. With the boom box blaring as we're falling in love. I got a bottle of whatever but let's get in this truck. Singing here's to never growing up. – Comecei a pular junto de Mack. - We'll be running down the street yelling 'kiss my ass'. I'm like 'yeah whatever, we're still living like that'. When the sun's going down, we'll be raising our cups. Singing, here's to never growing up. Oh woah, oh woah, here's to never growing up. Oh woah, oh woah, here's to never growing up.
- We live like rock stars, dance on every bar, this is who we are. I don't think we'll ever change. They say just grow up, but they don't know us. We don't give a fuck, and we're never gonna change. – Voltei a cantar sozinha. - Say, won't you say forever stay. If you stay forever, hey. We can stay forever young.
- Singing Radiohead at the top of our lungs. With the boom box blaring as we're falling in love. I got a bottle of whatever but let's get in this truck. Singing here's to never growing up. – O pessoal voltou a cantar comigo, enquanto eu fazia a dança mais estranha no palco. - We'll be running down the street yelling 'kiss my ass'. I'm like 'yeah whatever, we're still living like that'. When the sun's going down, we'll be raising our cups. Singing, here's to never growing up. – Parecia que estava marchando. - Oh woah, oh woah, here's to never growing up. Oh woah, oh woah, here's to never growing up.
- Say, won't you say forever stay. If you stay forever, hey. We can stay forever young. Oh! – Emily e Jack começaram a cantar no meu lugar.
- Singing Radiohead at the top of our lungs. With the boom box blaring as we're falling in love. I got a bottle of whatever but let's get in this truck. Singing here's to never growing up. We'll be running down the street yelling 'kiss my ass'. I'm like 'yeah whatever, we're still living like that'. When the sun's going down, we'll be raising our cups. Singing, here's to never growing up. Oh woah, oh woah, here's to never growing up. Oh woah, oh woah, here's to never growing up.

- ! – Virei o rosto para o grito e acenei para o grupo de meninas que ria quando eu virei para elas.
- ! – Virei o rosto para Jessica novamente. – Vamos gravar isso? – Olhei para a London Eye ao meu lado e respirei fundo.
- Você acha que isso vai dar certo? – Perguntei.
- Bem, a ideia de fazer um videoclipe tipo um vídeo de turismo foi sua, ainda bem que o primeiro ministro da Inglaterra topou e você tem acesso total à cidade. – Jessica deu de ombros.
- Qual a ideia? – Me virei para Malcon.
- Bem, vamos colocar cada um de vocês em uma cabine, junto de um cinegrafista e vocês vão cantar, dançar, tocar e o que mais vocês conseguirem fazer em uma dessas cabines. – Ele falou e eu ri. – E depois que acabar aqui, vamos para outros pontos turísticos. - Afirmei com a cabeça.
- Beleza! – Louis falou acenando com o dedo.
- Como demora 30 minutos para dar a volta completa, gravem quantas vezes vocês conseguirem, ok?! Para não ter que voltar aqui. – Assenti com a cabeça, vendo os outros cinegrafistas contratados afirmar com a cabeça também. – E quero ótimas cenas lá do topo, combinado? Temos um helicóptero no ar que vai filmar de fora, então olhem para o horizonte também. Vai ficar legal! – Assenti com a cabeça.
- Vamos se arrumar, então! – Ouvi Robb atrás de mim e fui em sua direção.
Tirei meu casaco e entreguei a ele, fazendo com que o vestido curto, colete e botas baixas me fizessem ficar com frio. Ele deu uma rápida chacoalhada nos meus cabelos pretos com cachos nas pontas e conferiu a maquiagem em meus lábios, retocando-os e assentiu com a cabeça.
- , comigo! – Malcon falou e eu o segui, para a primeira cabine da London Eye, sorrindo para a atendente do lugar, vendo-a fechar a cabine.
Era minha primeira vez ali, então eu estava um pouco empolgada, apesar de estar levemente receosa, devido à altura, eu já tinha ido ao Pão de Açúcar, que era bem mais alto que aquilo e na Torre Eiffel alguns dias antes, mas mesmo assim. Dei uma andada pelo espaço, vendo que tinha espaço de sobra e Malcon começou a ajeitar o tripé em um dos cantos da cabine, do outro lado do banco.
- Se solte, ok, ?! – Ele olhou para mim e eu afirmei com a cabeça. – Finja que tem 50 mil pessoas gritando seu nome. – Ri fraco, sentindo a cabine começar a andar um pouco e logo parar, me fazendo franzir a testa. – Tem que colocar todo mundo, incluindo a bateria de Louis, daqui a pouco a gente volta a andar realmente.
- Ok! – Falei, acenando com a cabeça.
Nessa hora eu peguei alguns segundos para reconhecer o espaço, apesar de ser pequeno, eu teria que tentar não me assustar quando olhasse para àquela altura e não acabasse com a gravação, mas conforme aquilo foi subindo, ficou mais fácil relaxar.
- Vamos lá?! – Malcon perguntou e eu assenti com a cabeça. – Se solta, ok?! Joga o cabelo, dança, só não pule, por favor. – Ele falou, olhando estranho para baixo.
- Medo de altura, Malcon?
- Um pouco. – Ele falou, me fazendo rir. – Vou soltar a música. – Ele disse. – Um, dois, três, quatro... – Ele falou, e o ritmo começou a sair do iPod de Malcon, me fazendo fechar os olhos, sentindo a música.
- Seems like we're holding on forever, I gotta let it go. – Comecei movimentando a cabeça ao ritmo da música, cantando. - Time's up you pushed me to surrender, tonight. – Pisquei, mordendo os lábios. - Who knows what happens now whatever, wherever the wind blows. And I'm there as long as we're together, alright. – Chacoalhei os cabelos, começando a dançar. - Let's have the time of our lives! Like there’s no one else around, just throw your hands up high, even when they try to take us down. – Eu forçava minha garganta, mesmo dublando, para parecer real. - Let's have the time of our lives, till the lights burn out. Let's laugh until we cry, life is only what you make it now. Let's have the time of our lives! – Movimentei os braços, me aproximando da câmera e voltando, encarando o horizonte da Londres ensolarada. - Dreamers don't care if it's right, I think I’m really into you. – Movimentei as mãos. - Restless let's leave it all behind, and tonight. Crazy when you cross my mind, oh the trouble we could get into. – Joguei os cabelos, separando as pernas, me soltando mais. - So what let's just give this a try, alright. Let's have the time of our lives! Like there’s no one else around, just throw your hands up high, even when they try to take us down. Let's have the time of our lives, till the lights burn out. Let's laugh until we cry, life is only what you make it now. Let's have the time of our lives! – Me aproximei mais da câmera, sentindo os cabelos caírem no rosto, focando em meus olhos. - Lookin back what are we waitin for? – Cantei mais devagar. - Take the chance, now's all we got for sure! – Fechei os olhos, virando de costas, andando no pouco espaço, encarando o horizonte um pouco, até me virar novamente. - Let's have the time of our lives! – Voltei a dançar, movimentando os quadris. - Like there’s no one else around, just throw your hands up high, even when they try to take us down.– Movimentei as mãos. - Let's have the time of our lives, till the lights burn out. Let's laugh until we cry, life is only what you make it now. Let's have the time of our lives! – Sorri para a câmera quando a música terminou, me fazendo rir, esperando a música acabar.
- Perfeito, , ficou incrível! – Malcon falou sorrindo. – Se não fosse a altura, até eu teria vontade de dançar. – Soltei uma risada. – Vamos de novo? Daqui umas 10 vezes a gente chega no Big Ben. – Respirei fundo, jogando os cabelos para trás, rindo.
- Vamos! – Falei rindo.

- ...Life is only what you make it now. Let's have the time of our lives! – Terminei de cantar, ouvindo o pessoal de Wembley gritar por nós, me fazendo suspirar e Louis logo emendou uma riffle de fim de show. – Obrigada, Londres, obrigada, Wembley, essa semana aqui foi um dos momentos mais especiais da minha vida, vocês têm sido muito bons para mim, obrigada! – Eu falava no microfone, me reunindo com a banda e nos juntamos, erguendo as mãos e abaixando, em agradecimento e aplaudimos ao público. – Obrigada! Vocês são demais! – Eu gritei, começando a correr pela passarela, vendo os papéis caírem em mim e no público. – Até a próxima, Londres! – Gritei novamente, sentindo a plataforma começar a descer e logo eu me ajoelhei, ficando embaixo da plataforma e as luzes do palco se apagaram.
- Está tudo bem? – O segurança lá embaixo perguntou e eu afirmei com a cabeça, caminhando abaixada por baixo da passarela, seguindo os seguranças também abaixados, coitado deles.
- Obrigada! – Falei, pegando uma toalha e uma garrafa de água para a pessoa que me entregou.
- Precisa de alguma coisa? – Ele perguntou e eu neguei com a cabeça, estralando os dedos.
- Talvez um banho? – Perguntei e ele riu.
- Talvez seja possível. – Ele falou e me indicou o caminho com a mão, fazendo que eu encontrasse David sendo o último a sair do palco.
- Parabéns! – Ele falou e eu afirmei com a cabeça, suspirando.
- Obrigada! Parabéns para você também! – Falei e ele riu, andando em minha frente.
Coloquei a toalha no pescoço, passando a ponta no rosto rapidamente e abri a garrafa de água, bebendo-a quase inteira em um gole só, respirando fundo e cocei o rosto, sentindo as lentes incomodarem um pouco e suspirei. Andei pelo corredor dos camarins, esbarrando em David quando ele parou de andar, me fazendo segurar a garrafa de água com mais força.
- Ei, o que foi? – Perguntei e ele deu espaço para mim, além dos outros, para que eu olhasse pela porta, arregalando os olhos exageradamente, que eu realmente não sabia o que fazer, eu não tinha tido essa aula, nem sabia que era possível.
- , tem algumas pessoas que gostariam de te conhecer. – Puxei rapidamente a blusa para baixo, agradecendo por não ter escolhido branco hoje, do contrário eu estaria com a roupa transparente. – A Rainha da Inglaterra, o Duque de Edimburgo, e os príncipes Charles, William e Harry. - Engoli em seco, além de diversos seguranças e parte da minha equipe, todos travados.
Eu realmente não sabia como agir, tipo... O que eles estavam fazendo ali? Nos bastidores do show? Isso era algo que uma Rainha fazia? Bem, ela podia fazer qualquer coisa e estava ali, usando um conjunto de casaco e saia azul-claro, o chapéu na cabeça e uma bolsa a tiracolo. Os outros quatro homens estavam de ternos escuros.
- É um prazer conhecê-la, senhorita. – A Rainha falou, me tirando dos meus devaneios e eu joguei a toalha pelo corredor, agradecendo por Jessica ter me ensinado como cumprimentava uma rainha.
- É um prazer conhecê-la. – Tentei manter a calma, quando eu queria surtar, minha voz já estava um pouco rouca do show, mas agora era nervosismo. – Se eu soubesse que Vossa Majestade viria, teria combinado o encontro noutro lugar, me preparado melhor. – Segurei sua mão rapidamente, abaixando a cabeça por um momento, em sinal de reverência, sentindo a mão da Rainha tocar em mim.
- Assim eu perderia o show, senhorita. – Respirei fundo.
- E Vossa Majestade gostou? – Senti obrigação em perguntar e coloquei as mãos para trás, em pose de respeito.
- Muito bom! – Ela falou e eu sorri, a Rainha tinha gostado do meu show!
- Isso me deixa muito feliz. – Sorri, seguindo para o duque, vendo o resto da banda se ajeitar lado a lado, imitando meus cumprimentos.
- Vossa Alteza! – O cumprimentei da mesma forma que eu fiz com a Rainha, recebendo um sorriso simpático dele e depois fui para o próximo sucessor, Charles. Fiquei um pouco encabulada em cumprimentar o príncipe William, por causa de Ready or Not, realmente não esperando pelo que ele disse.
- Obrigado pela sua menção a mim em sua música. – Eu até ergui os olhos para olhá-lo, mas eu senti meu rosto queimar fortemente, me fazendo rir, mas segui para a pessoa que eu tinha uma queda há bastante tempo, príncipe Harry. Aquele ruivo era lindinho demais, e não conseguia imaginar um relacionamento lá, afinal, ele era da realeza e eu estava toda suada depois de um show.
- Vossa Alteza! – O cumprimentei da mesma forma que eu cumprimentei a Rainha, apertando sua mão delicadamente e fiquei feliz só de tocar a mão do príncipe Harry por poucos segundos.
Eu endireitei meu corpo e, a poucos passos de costas, me coloquei ao lado de Jessica, vendo-a sorrir para mim, me fazendo rir fraco, eu estava desesperada, acho que eu iria chorar a qualquer momento, não sei como isso acontecia, mas foi, com certeza, um marco na minha vida.

- Vamos a la praia, oh, oh, oh, oh! – Mike andava em minha frente, dançando, imitando maracás nas mãos, me fazendo abaixar os óculos escuros e olhar de novo para ele, franzindo a testa.
- Do que você estava falando? – Virei o rosto para David novamente.
- Estava falando com Virgínia e pensando sobre fazer aniversário para as meninas ou não. – Ponderei com a cabeça.
- Bem, ainda tem um tempo. – Falei, ajeitando meu corpo na espreguiçadeira e ele riu. – Apesar delas não se lembrarem de nada, eu acho legal fazer alguma coisa. – Dei de ombros. – A gente sempre comemora, por qualquer coisa. – Ele suspirou.
- Eu não sei, fazer uma festa com a gente sempre implica em fazer algo gigante, você sabe. – Balancei a cabeça, suspirando.
- Você pode fazer lá em casa, é pequeno, mas deu certo da última vez, só nós mesmos, as namoradas, o de sempre.
- Ah...
- E elas ficaram quase três meses na incubadora, a gente tem qualquer motivo para comemorar. – Ele sorriu.
- Obrigada, ! – Ele riu.
- Bem, eu estou na Costa Rica e, até o show, eu não vou ficar parada. – Me levantei, me livrando dos meus shorts.
- Além do fato que temos um bom caminho para San José, até o show. – Mack falou escondido embaixo de um grande chapéu.
- E tem isso também! – Falei, apontando.
- Já que não temos muito tempo, eu vou contigo. – Emily falou, se levantando e tirando seu vestido, fazendo os meninos gritarem quando ela ficou só de maiô. Ela tinha um corpo lindo, mas sempre se escondia. - Parem! – Ela falou envergonhada.
- Eu vou acompanhar vocês! – Jack se levantou também.
- Mais alguém? – Virei para os outros.
- Não! – Louis falou com uma voz de sono embaixo do chapéu em sua cabeça.
- Só os melhores, então. – Jack passou os braços pelos meus ombros, seguindo para a água clara, sentindo a areia branquinha em meus pés, me fazendo suspirar.
- Não enrolem! – Jessica falou quando passamos por ela.
- Larga esse celular, você está no paraíso! – Gritei para ela. – Oi, Brent!
- Não é o Brent! – Ela gritou de volta.
- Oi, Brandon! – Falei e ela revirou os olhos, e eu acertei, relaxando quando senti meus pés tocarem as águas geladas.

Olhei para o Policial Federal em minha frente, conferindo os dados no meu passaporte cheio de carimbos e ajeitei a mochila nas costas e o boné no rosto, suspirando, tentando me lembrar de todos aqueles momentos que eu simplesmente amava e nunca me cansava de passar.
- Seja bem-vinda de volta, senhorita . – O policial falou e eu sorri.
- Obrigada! – Falei em português, ouvindo o sotaque forte e o vi carimbar meu passaporte, me entregando e peguei o documento, andando em direção à minha equipe.
- Todos aqui? – Jessica perguntou e eu afirmei com a cabeça, olhando em volta, notando uns 20 seguranças a nossa volta. – Ok, me informaram que o aeroporto está lotado, então todos juntos, seguranças nas laterais. – Franzi a testa. – , dependendo de como estiver, você não vai falar com os fãs, ok? Isso não é um pedido, é uma ordem! – Franzi os lábios, revirando os olhos, mas ok, eu sabia como os fãs brasileiros eram. – Vamos lá.
Começamos a andar pelo aeroporto de Guarulhos em São Paulo e eu estava realmente empolgada. As pessoas olhavam para gente, mas até eu olharia, era muita gente junto, banda, equipe e diversos seguranças nas laterais, já não basta estar cheio de malas, ainda tinha eles em volta da gente, isso não era ruim, ainda mais para fãs, mas era um pouco incômodo de vez em quando.
Eu comecei a ouvir os gritos antes das portas do embarque internacional se abrirem, me fazendo ficar nervosa, era a primeira vez que eu vinha para o Brasil com a banda, de forma anunciada, para shows, e eu estava incrivelmente empolgada, mas nervosa ao mesmo tempo. Eu era um deles, mas será que eles gostariam? Jessica ainda não havia me informado se o show no Maracanã havia sido exagero ou se estava lotado.
- Oh, meu Deus! – Foi o que eu falei quando as portas se abriram.
Pelo pouco que eu conseguia enxergar pelos espaços livres dos seguranças, aquilo estava tomado de pessoas, eu nunca havia visto um aeroporto tão cheio assim e só com isso, meus olhos já começaram a lacrimejar, fazendo com que a emoção tomasse meu corpo. As pessoas gritavam pelo meu nome, não nos deixava andar, impediam a passagem, e até de pessoas que não tinham nada a ver com isso. Aquilo estava exageradamente lotado, até as áreas comuns estava lotada. Isso era incrível.
- Me coloca nos ombros? – Cochichei para Louis e ele soltou uma risada afirmando com a cabeça e ele parou um pouco.
- O que vocês...?
Louis, o mais alto da banda, me colocou em seus ombros, fazendo com que minha mochila ficasse na mão de outro segurança e o pessoal começou a gritar mais alto e eu finalmente tive uma maior dimensão do que estava acontecendo, não tinha como passar.
Eram fãs, imprensa, câmeras profissionais, câmeras amadoras, mas todas viradas para mim, incluindo as pessoas que não paravam de gritar, fazendo com que meu rosto se enchesse de lágrimas mais e mais.
- Desce! – Senti alguém me puxar e desci dos ombros de Louis, vendo-o rir e voltamos a andar devagar, pelo aeroporto, abrindo espaço por entre os fãs.
Minha surpresa não foi lá dentro, foi lá fora. Quando finalmente saímos do aeroporto, as baias que tinham para embarque e desembarque de passageiro estavam lotados, a polícia tentava fazer o controle, abrindo para que os carros pudessem passar e as pessoas pudessem pegar seus voos, mas eu ainda estava abismada, aquilo era para mim. As pessoas gritavam, choravam, tentavam tirar alguma foto, mas não estava fácil para nenhuma das partes.
Os policiais começaram a ajudar nossa banda a entrar na van, e eu era a última como sempre, quando consegui entrar, me jogando em um dos assentos, a porta se fechou rapidamente, e pude ouvir e ver os fãs batendo na van, fazendo com que eu realmente me surpreendesse.
- Oh, meu Deus! – Jessica se virou do banco do motorista. – Eu não esperava por essa.
- Nunca veio ao Brasil com suas bandas?
- Já, mas acho que nunca com uma brasileira ou com uma banda tão esperada. – Ela falou suspirando. – Todos bem? Todos aqui?
- Uhum! – Falamos em coro.
- Como você está? – Mike me perguntou atrás de mim.
- Abismada! – Falei, suspirando. – Feliz, surpresa. – Engoli o choro. – Eu realmente não sei definir.
- Vai ser uma viagem cheia de surpresas para você. – Ele falou e eu afirmei com a cabeça, sorrindo.

- Vocês acharam que a gente ia esquecer de Show Me Love? – Falei em português para os fãs, ouvindo-os gritar no estádio do Morumbi lotado. – Não mesmo! – Falei suspirando, vendo a banda inteira a minha volta na passarela. – A próxima música é muito importante para nós. Eu gosto de chamá-la como Show Me Love parte dois. – Falei suspirando. – Por que essa definição? Porque essa música define o que somos como banda, além de ser um dos maiores desafios para nós, têm diversas vozes, diversos ritmos, diversos instrumentos, além de ser algo sobre nós, inteiramente sobre nós. – Sorri, acenando para os fãs colados na passarela. – Gostaria de agradecer a todos que vieram a esse show aqui essa noite, nós estamos felizes em fazer esse show, e por ter todos vocês aqui. – Suspirei. – Vocês são a principal parte da nossa banda, a parte pela qual nós escrevemos, melhoramos, fazemos o melhor que podemos sempre, é por vocês. E vocês estão convidados a participar – Eles gritaram e eu suspirei, voltando ao inglês. – Essa é Fly With Me. É com você, Dave – Falei vendo as luzes se apagarem novamente.
As luzes da frente do palco se acenderam, fazendo com que Dave fosse iluminado no piano ao meu lado novamente e Mike começava a tocar um dos melhores ritmos que já fizemos. Louis começou logo em seguida e meu quarteto de cordas começou a tocar no palco fixo, me fazendo abrir um sorriso.
- If time were still, the sun would never, never find us, we could light up. – Comecei sorrindo. - The sky tonight, I could see the world through your eyes, leave it all behind. – Acenei para os fãs.
- If it's you and me forever, if it's you and me right now, that'd be alright, be alright. – Nós sete começamos a cantar juntos, me arrepiando. - We're chase stars to loose our shadow. Peter Pan and Wendy turned out fine. So won't you fly with me? – Sorri, vendo os papéis picados começarem a cair.
- Oh yeah. Gonna fly with me now. – Movimentei o corpo, indo para a ponta do palco, lado a lado com Mike e Mack.
- Now the past is coming alive and given meaning, and a reason to give all I can, to believe once again. – Mike começou, fazendo os fãs gritarem.
- If it's you and me forever, if it's you and me right now, that'd be alright, be alright. We're chase stars to loose our shadow. Peter Pan and Wendy turned out fine. So won't you fly with me? – Cantamos juntos novamente, pulando alegremente no pequeno espaço que tínhamos.
- Maybe you were just afraid, knowing you were miles away, from the place where you needed to be, and that's right here with me. – Olhei fundo para os fãs, me fazendo suspirar.
- If it's you and me forever, if it's you and me right now, that'd be alright, be alright. – Mike cantou em seguida, sorrindo.
- We're chase stars to loose our shadow. Peter Pan and Wendy turned out fine. So won't you fly with me? – Ergui o microfone, jogando a cabeça para trás, ouvindo Mike começar seu solo de guitarra, fazendo meu corpo arrepiar.
- If it's you and me forever, if it's you and me right now, that'd be alright. – O ritmo parou por alguns segundos, fazendo todos parar e voltar rapidamente. - We're chase stars to loose our shadow. Peter Pan and Wendy turned out fine. – Jack se sobressaiu com sua voz mais fina. - So won't you fly, fly, fly with me? – Abaixei o microfone, vendo David terminar, parando todos juntos, vendo os fogos estourarem acima de nós e os fãs gritarem e aplaudirem, me fazendo abrir um largo sorriso.
Olhei para meus membros de banda, todos com um largo sorriso no rosto, aquela música tinha algo especial em nós, trazendo o melhor de nós em todo show, não importando o quão cansado possamos estar.
- Obrigada a todos, essa é a nossa segunda turnê, a primeira no Brasil e vocês podem ter certeza que tem muito mais. Obrigada a todos, espero que vocês tenham gostado. – Acenei para eles. – A próxima é The Time Of Our Lives. – Gritei vendo os fãs me acompanhar.

- Ai, ai, ai! – Harry mexia em meu joelho, fazendo com que ele doesse a cada movimento. – Para, Harry, para! – Falei e ele abaixou meus joelhos devagar, me fazendo suspirar.
- Você precisa parar um pouco, , tá inchado.
- Eu sei que está inchado, Harry! Tá inchado faz dois meses. Mas o que eu posso fazer? A turnê está acabando, deixa isso, quando voltarmos para Los Angeles eu prometo que faço tudo o que você pedir. – Ele revirou os olhos e olhou para minha empresária ao lado da cama.
- Não olhe para mim, se ela quiser perder esse joelho, que não venha reclamar com a gente depois. – Jessica falou suspirando.
- Faça o que eles estão dizendo, filha. – Meu pai falou e eu abaixei a calça, balançando com a cabeça.
- Deixa por agora, Harry, o pessoal quer turistar no Rio, e eu não vou ficar de fora. – Ele assentiu com a cabeça e se levantou.
- A gente volta a fazer isso mais tarde, então. Combinado? – Assenti com a cabeça.
- Pode ser, melhor! – Suspirei, me levantando.
- , você vai querer ver isso! – Jack se afastou da sacada correndo e eu mudei de direção
- O que foi? – Perguntei, me aproximando deles.
- Você vai querer ver isso. – Mike veio junto e me aproximei das portas duplas que davam para sacada do Copacabana Palace.
- Malcon, vai junto. – Ouvi Jessica falar e me aproximei das portas. – Carl, Ariella!
O grito lá fora estava bem alto, mas eu pensava que era do trânsito do Rio de Janeiro, mas não. Estávamos no segundo andar do prédio, nosso quarto dava para a sacada na frente do hotel e eu me assustei quando cheguei perto.
Assim que eu passei pelas portas, os gritos ficaram mais alto e eu não tive noção de onde eu estava. A Avenida Atlântica, em frente ao Copacabana Palace estava tomada de pessoas, na frente e nas laterais. Os policiais tentavam liberar ao menos uma das faixas, mas estavam com dificuldades. Quando me aproximei da beirada da sacada, eles começaram a gritar meu nome, me fazendo arrepiar.
Aquilo era muito para uma pessoa só, apesar de tudo, três anos de carreira, eu ainda ficava emotiva com coisas assim, com a importância que eu tinha para os fãs. Aquela turnê no Brasil ficaria marcada pelo resto da vida, estava tudo sendo perfeito, ainda mais que hoje eu completava 21 anos. Nada podia dar errado.
- Parabéns para você... – Os fãs começaram, me fazendo abrir um largo sorriso e virei para trás, vendo o resto da banda se aproximar nervosos, e os seguranças logo atrás. – Nesta data querida, muitas felicidades, muitos anos, de vida. Parabéns para você, nesta data querida, muitas felicidades, muitos anos de vida! – Os fãs cantavam em coro, fazendo com que lágrimas saíssem dos meus olhos. – Para nada? Tudo! – Eles gritavam em coro o parabéns brasileiro. – Então como é o que é? É pique, é pique, é pique, é pique, é pique. É hora, é hora, é hora, é hora, é hora. Rá, tim, bum! , , ... – Eles gritavam, fazendo com que eu suspirasse e passei as mãos nos olhos.
- Isso é demais! – Mike falou ao meu lado, me fazendo sorrir e me abraçou pelas costas. – Você deveria fazer algo para agradecer. - Virei para minha banda e pensei na única coisa que eu poderia fazer.
- Vamos cantar Here We Go Again, do refrão. – Falei e todos afirmaram com a cabeça. – E um, dois, três, quatro. – Gritei mais alto.
- So how did you get here under my skin?– Nós sete começamos devagar. - Swore that I'd never let you back in. Should have known better, than trying to let you go. – Os fãs se ligaram rapidamente, começando a cantar junto. - 'Cause here we go, go, go again.
- Hard as I try, I know I can't quit. Something about you is so addictive. We're falling together, you'd think that by now, I know, cause here we go, go, go again. – Eles cantaram sozinhos, fazendo que a voz de nós sete sumisse no meio da multidão. - You never know what you want and you never say what you mean, but I start to go insane, everytime that you look at me. You only hear half of what I say, and you're always showing up too late. - Voltei a cantar alto com eles.
- And I know that I should say goodbye but it's no use. Can't be with or without you, oh, oh. So how did you get here under my skin? Swore that I'd never let you back in. Should have known better, than trying to let you go 'cause here we go, go, go again...

- Você é de Relva no estado de São Paulo? – Luciano Huck perguntava para mim em português.
- Sim. – Afirmei.
- É uma cidadezinha pequena, certo?
- Sim. – Ri fraco. – Tem 30 mil habitantes.
- E como isso tudo aconteceu? – Ele mostrou os fãs na plateia e eles gritaram, me fazendo rir.
- As pessoas ainda não acreditam, mas a sorte, literalmente, bateu à minha porta. – Falei, mudando o microfone de mão.
- Você nem podia dizer não. – Ele falou rindo.
- Na verdade, eu cogitei negar. – Suspirei e ele arregalou os olhos. – Mas o não eu já tinha, quem sabe desse certo? Eu pesquisei muito sobre minha empresária, meus produtores, o local em si antes de aceitar, e graças a Deus tudo está indo muito bem. – Ele sorriu.
- Sim, muito bem. Você sabe como os brasileiros são, então logo que você apareceu, já criou um certo vício em Stone, Stone e quando eu vi estava cantando I’ve could have shown you America, all the bright ligths in the universe na academia. – Gargalhei quando ele cantou, abrindo um sorriso. – Vocês estão arrasando.
- Obrigada, obrigada! – Sorri, vendo minha banda nos seus instrumentos.
- E esse novo álbum? O que você trouxe de novo?
- Acho que o principal foco foram músicas autorais, o primeiro álbum foi todo escrito baseado em minha vida, mas não foi escrito por nós, com exceção de Pop Princess, que foi escrito pela minha banda, mas nesse álbum tem letras e melodias só nossas. – Falei e ele sorriu.
- Isso é muito bom, eu estou amando esse CD, é animado, divertido, todos estão gostando. É incrível. – Ele falou.
- Obrigada, obrigada! – As fãs gritaram novamente.
- E você veio cantar para nós...
- Com certeza! – Falei sorrindo.
- Vamos para o intervalo e já voltamos com Stone e depois vocês verão uma história de uma fã que ficou sete minutos com eles. – Ele falou olhando para câmera. – Isso sete minutos. Um minuto com cada integrante da banda. – Ele falou e eu afirmei com a cabeça.
- A gente volta já! – Falei e ele riu.
- Fique de olho! – Soltei uma gargalhada, ouvindo a vinheta do programa tocar.
- Obrigada por vir. – Ele falou se levantando e eu o acompanhei.
- Eu que agradeço! – Sorri. – Eu via esse programa desde que começou e agora estou aqui, é tudo meio surreal para mim ainda.
- As pessoas acham tudo sobre você, mas você ainda se surpreende com algumas coisas? – Ele perguntou e eu dei de ombros.
- O bom é que os fãs me conhecem, sabem como eu sou, e eu realmente tento ignorar o pessoal que gosta de reclamar. – Ele sorriu, me abraçando de lado.
- Continue assim que vamos continuar acompanhar daqui. – Assenti com a cabeça. – Que música você vai cantar quando voltarmos?
- The Time Of Our Lives. – Falei e ele assentiu com a cabeça, me dando alguns tapinhas nos ombros, sorrindo.

- Eu não aguento mais! – Senti a mão de Jack em mim e eu ri, continuando a subir as escadas, com os seguranças em volta de nós e os fãs em volta dos seguranças. – Quantos ainda faltam?
- Vocês que quiseram subir de escada, dei a opção de escada rolante para vocês! – Falei e virei para trás, vendo a cara de cansado da minha banda e diversos fãs subirem atrás da gente, e os seguranças tentar barrar o pessoal que subia correndo.
- Mas quanto falta? – Mack que perguntou agora e eu ri.
- Tá perto! – Falei, vendo que os membros de banda estavam piores que eu.
- Eu, realmente, não posso reclamar. Para subir na Torre os degraus são mais íngremes. – Louis falou e eu agradeci a ele com o olhar, vendo-o rir.
- Prometo que vale a pena. – Falei e os ouvi suspirar de novo.
- Espero que valha mesm... – Mike se cortou no meio do caminho quando o Cristo apareceu de braços abertos em nossa frente, fazendo meu corpo arrepiar, já tinha vindo para o Rio algumas vezes, e era sempre emocionante.
- Nossa! – Emily falou e eu suspirei.
Olhei para cima, enxergando até a cabeça do Cristo e fiquei muito feliz pelo céu estar aberto essa hora. Abaixei a cabeça por um momento, fazendo o sinal da cruz em meu peito, agradecendo por tudo que eu tinha recebido nos últimos anos. Todas as coisas que aconteciam era para chegar a um momento, e chegar a esse momento, era a coisa mais prazerosa do mundo.
- Obrigada! – Falei baixo, e ergui o rosto, notando que minha banda já estava toda espalhada pelo lugar e que os novos seguranças estavam loucos, cada um seguindo um deles, e pelo menos um cinco atrás de mim, incluindo Carl e Ariella.
- Sabe, garota, que eu tenho que te agradecer? – Ariella falou, me fazendo rir.
- Por quê?
- Por permitir que eu veja coisas assim. Pensei que como segurança, eu nunca conseguiria ver isso. – Fiquei no meio dos dois, abraçando-os e eles riram, subindo os últimos degraus comigo.
- Bem, se depender de mim, vocês vão ver muito mais. – Os puxei para a beirada do local, encontrando a vista do Rio de Janeiro.
- Nossa! – Carl falou sorrindo e eu ri fraco, vendo-os observarem a vista.
- Vamos tirar umas fotos? – Jessica, literalmente, surgiu ao meu lado, me assustando e eu afirmei com a cabeça. – Desce uns três degraus e sorria. – Ela virou para trás e eu desci os degraus, entregando minha mochila para Malcon que estava mais próximo.
Assim que eu virei de frente, os fãs e fotógrafos começaram a se reunir novamente, fazendo com que os seguranças trabalhassem com mais firmeza. Abaixei minha blusa regata, do merch da banda e sorri para o pessoal, abrindo os braços feliz, colocando a mão na cintura e todas as poses que eu podia fazer em uma escadaria.
Emily e os meninos se aproximaram logo, descendo alguns degraus, ou se colocando ao meu lado. Daquela vez não poderia ser feito o triângulo, nossa marca registrada, mas a gente ria e se cutucava do mesmo jeito.

- A próxima música, foi escrita por David, nosso DJ e pianista e também tem algumas músicas cantadas por ele. – Falei, ainda rindo ao encarar o Maracanã lotado. – Fala um pouco sobre tudo, incluindo sobre amizade. – Voltei pela passarela, arrastando o pedestal comigo, me vendo no telão do fundo do palco, com a blusa do Brasil. – Quando a gente começou, éramos sete deslocados, cada um com sua particularidade especial. – Ajeitei o pedestal na ponta do palco, encaixando o microfone no mesmo e jogando os cabelos para trás. – E hoje, nós criamos uma sintonia, nós nos entendemos, rimos, brincamos e até brigamos, mas é igual uma família, daqui a pouco está tudo bem. – Falei sorrindo. – E essa música representa um pouco disso. – Olhei para a plateia. – E quero que vocês cantem com a gente. – Falei em português, virando para trás rapidamente, acenando para David na picape.
- Vamos lá Rio! – Ele gritou no microfone, erguendo as mãos. - Yeah, yeah, yeah, yeah. Let me see your hands in the air. Yeah, yeah, yeah, yeah. – Mexi o corpo ao som do ritmo, começando a cantar.
- I remember dreaming bout the things I do right now. Like I climbed onto a cloud scared to look back down. – Movimentei os braços, vendo Mike e Mack me acompanhando. - I remember when I was all alone, nobody round, to hold me down. But now you're here with me tonight, look at what you found. – Tirei o microfone do pedestal, me colocando ao lado do mesmo. - I was lonely for some time, now it's only you and I. I won't leave without your love tonight, tonight. I'm danc...
- Dancing, to the sound. – O estádio do Maracanã inteiro começou a cantar, fazendo meu corpo arrepiar e parar automaticamente de cantar. - And my words in the crowd, too high to come down. – Virei o rosto para Mike, que estava tão surpreso quando eu, me fazendo rir. - So let me see your hands in the air, let me see your hands in the air, let me see your hands in the air.
- It's go hard or go home and it ain't no lookin back. My toughest enemy's is in the mirror would you look at that? – David começou a fazer o rap da sua plataforma, me fazendo olhar para ele. - I'm top five, dead or alive one of the best to rhyme, and if I ever take a seat I stood the test of times. – Os fãs não o acompanhavam, nem eu, na verdade, mas eles não abaixavam as mãos. - Every verse, every song, every feature I was on better know that I abused it. If I die before my time I'll still be living through my music. I cracked the industry open but still got this shit on lock, even on the highway up to heaven we still would be on top.
- I'm dancing to the sound, and my words in the crowd. – Comecei a cantar junto com os fãs, mas mal ouvindo minha voz. -Too high to come down, so let me see your hands in the air. Let me see your hands in the air, let me see your hands in the air. – Andei alguns passos para a passarela, vendo os fãs mexer as mãos em minha direção.
- Woah, Woah, Woah. Oh. Woah, Woah, Woah. Oh. Woah, Woah, Woah. Oh. Woah, Woah, Woah. Oh. Yeah, yeah, yeah, yeah, yeah, oh. Yeah, yeah, yeah, yeah, yeah, oh. – Jack e Emily me acompanharam e eu mexia os ombros de um lado para outro no som da música.
- I'm dancing to the sound, and my words in the crowd. – A mixagem ficou mais forte. - Too high to come down, so let me see your hands in the air. – Ergui as mãos, mexendo as mãos rapidamente. - Let me see your hands in the air, let me see your hands in the air. – Terminei a música, ouvindo os fãs gritarem, me fazendo abrir um largo sorriso e passar as mãos no rosto que tinha algumas lágrimas e senti Mike me abraçar de lado, me fazendo rir.
- Obrigado, Rio! – Mack falou em português, me fazendo rir mais ainda.

- Bem, eu não sei vocês, mas eu vou dormir durante um mês inteiro. – Louis falou próximo a porta de sua casa e eu ri, procurando minhas chaves.
- Até parece! – Jack falou rindo. – Temos dois videoclipes para gravar ainda, se a gente não for acordado com baldes de água, vai ser lucro. – Soltei uma risada.
- Olha quem chegou! – Amir, namorado de Emily, abriu a porta e eles se abraçaram fortemente, me fazendo abrir um sorriso e desviar o rosto quando se beijaram.
- O que você vai fazer agora, ? – Virei para Louis.
- Dormir? – Ele riu. – Mas provavelmente não muito, Malcon vai me trazer as fotos da turnê, e a gente vai ver a gravação do Maracanã, para ver se dá para usar inteiro no DVD.
- Acho que foi um dos melhores shows. – Jack falou rindo.
- Todo mundo estava falando disso nos jornais, estava muito bom, gente. – Amir comentou e eu sorri alegre.
- É que os shows no Brasil você ouve mais o povo cantando do que a gente, aí vamos ver se dá para ouvir bem nossa voz, se não a gente vai mesclar com outros países. – Falei, colocando minha mochila dentro de casa e voltando para o corredor.
- Qualquer coisa faz da França. – Louis falou sorrindo.
- É outra ideia, na verdade. Mesclar os shows no Brasil, Itália e França, mas vamos ver. – Falei, dando de ombros.
- Bem, eu tenho que dizer que acompanhei vários ensaios, gritos, brigas, quedas e risadas, então posso dizer que foi demais! – Amir comentou, com Emily ao seu lado.
- Prometo que você verá um show completo da próxima vez. – Ele esticou o braço para mim, apontando dos meus para seus olhos, me fazendo rir.
- Promessa é dívida, Stone. – Ri fraco e dei de ombros.
- Me cobre em alguns dias. – Falei e ele riu.
- Bom, galera, eu vou entrar no mundo dos sonhos. – Jack falou e eu acenei para ele.
- Boa noite! – Falei. – Louis, e você e Agatha? – Perguntei.
- O que tem? – Amir foi o primeiro a perguntar.
- Ah, você não sabe? Ele pediu para casar com ela, e não contou para ninguém. – Falei e Amir arregalou os olhos e começou a bater palmas.
- Meus parabéns, cara! – Ele falou e eu ri.
- Então, vocês pensam como fazer? – Me virei para Louis.
- A gente conversou sobre isso, mas nós dois queremos algo menor, nada muito extravagante. Só os familiares, amigos mais próximos, casamento no cartório, uma festa em um buffet simples, algo assim. Vamos ver... – Ele deu de ombros e eu o abracei de lado, rapidamente.
- Vai ser feliz, meu amigo. – Ele sorriu, assentindo com a cabeça. – Só confie na gente para essas coisas, ok?! Fiquei em choque em não saber das coisas.
- Você já lida com muita coisa. – Ele riu.
- Sempre tenho espaço para mais um. – Pisquei para ele e ele assentiu com a cabeça. – Bem, meus amores, até mais. – Acenei para eles e entrei no apartamento, fechando a porta atrás de mim e trancando-a, apesar de que não adiantaria muito, pois todos tinham a chave de casa.
Coloquei a outra mala no canto da porta e segui em direção ao quarto, arrancando a jaqueta, calças, blusa e sutiã e joguei tudo no cesto de roupa, e peguei a blusa maior e mais leve que tinha no closet e a vesti. Andei de volta até a cama, puxei o edredom e me joguei na mesma, puxando-a de volta e fechei os olhos.

- Você voltou!
- Quem é vivo sempre aparece! – Rachel e Johnny gritaram quase juntos quando eu entrei na sala de aula, e notei todo mundo me olhando.
- Pensamos que tinha morrido! – Rachel me abraçou fortemente e eu sorri, sentindo-a me apertar, me fazendo rir.
- Quase, mas não! – Ela arregalou os olhos.
- É brincadeira. – Falei e ela riu.
- Parabéns pela turnê! – Johnny me abraçou fortemente, me fazendo rir. – Eu adorei tudo, quero um show no Brasil.
- Eu fico fora e vocês ficam me bisbilhotando na internet? – Perguntei, me sentando em uma das carteiras e eles ao lado e na frente.
- Ah, sabe como é, a gente não resiste! – Rachel deu de ombros.
- Mas me fala, o que eu perdi? – Me ajeitei, abrindo o caderno.
- O fim de um semestre inteiro, né?! Você já sabe o que vai fazer com isso? – Ela virou o rosto para mim.
- Eu falei com os professores e com o diretor do curso, eu vou precisar fazer todas as provas pelas próximas duas semanas. – Dei de ombros. – Se eu quiser me formar no fim do ano.
- A gente vai te ajudar, não se preocupe! – Johnny falou. – Mas a maioria dos professores não dá muito mais coisa, são mais aulas práticas, análises e tudo mais, de provas teve uma ou duas. – Ele deu de ombros.
- Menos mal, fazer trabalhos é mais fácil. – Suspirei.
- Bem, eu preparei uma listinha para você de tudo que ia rolando e fui xerocando um a mais para você...
- Ah, então era por isso. – Johnny revirou os olhos.
- Você é um amor, sabia? – Abracei Rachel de lado e ela riu.
- A gente cuida de você, . – Ela sorriu.
- Bem, até onde eu sei, você decidiu estudar caso sua carreira não desse certo, e acho que isso não aconteceu. – Ri fraco para Johnny.
- Obrigada, mesmo! – Sorri. – Bem, é um novo semestre, hora de fazer TCC e se formar e festejar no fim do ano, beleza? – Estiquei a mão e eles colocaram as dele em cima da minha, concordando.
- Vamos lá. – Johnny falou.
- Bom dia, alunos! – A professora entrou na sala, fazendo com que Johnny virasse para frente. – Como foram as férias? Aproveitaram muito? Descansaram? Tiraram bastante fotos? – Ela falou se virando para a turma. – , que bom tê-la de volta. – Assenti com a cabeça, sorrindo. – Você com certeza aproveitou suas férias. – Soltei uma risada fraca, dando de ombros. – Depois falo contigo sobre o que você perdeu. – Ela sorriu. – Vamos lá, turma, disciplina antiga, módulo novo.

- Show me love...– Abri os olhos, vendo o triângulo formado. - I could've shown America all the bright lights in the universe. – Voltamos a cantar nós sete e eu olhei pela porta, vendo Malcon entrar pela mesma. - Could have reached, the highest heights, a different place, a different life. Remember that night underneath the stars, for a minute I thought the world was ours. – Vi David finalizar no piano, me deixando cantar sozinha. - All you had to do was show me love, all you had to do was show me love.
- Nunca fica velho! – Malcon comentou, se aproximando de nós.
- Sabe como é, né?! – Mack brincou, me fazendo rir.
- O que você quer, Malcon? – Perguntei, me jogando no sofá ao lado da sala de ensaio.
- Você jogou uma bomba na minha mão e eu estou tentando resolvê-la. – Ele se sentou ao meu lado.
- Lá vai... – Louis brincou.
- Você pensou em lançar um clipe de Fly With Me e Gift of a Friend, mas você me deu duas ideias muito parecidas. – Malcon falou e eu confirmei com a cabeça rindo. – Os dois com imagens de vocês, nada muito elaborado.
- Isso! – Falei e ele suspirou.
- Eu pensei no seguinte, como no clipe de Gift of a Friend vocês querem imagens de vocês sete, eu tenho diversas filmagens de vocês, diversas mesmos, ensaios, festas de aniversário, reuniões, gravações, enfim, eu...
- Não tira a câmera de gente. – Mike comentou e eu ri.
- É, tipo isso. – Ele concordou. – Então, pensei em usar essas imagens, talvez pegar cenas de vocês gravando a música para dar uma mesclada.
- Sim, era a ideia inicial. – Falei.
- E para Fly With Me, eu tive meio que a mesma ideia, mas relacionada à essa turnê. Vocês ensaiando as músicas nos palcos, passagem de som, visitando as cidades da turnê, caindo, roubando o carrinho dos seguranças e mais algumas coisas que eu captei. – Olhei o rosto de Mack se arregalar e soltei uma gargalhada.
- Não dá para esconder nada de você, não é?! – Emily falou.
- Eu sou onipresente. – Ele brincou.
- Eu acho que fica legal. – Falei, virando para minha banda, vendo Louis debruçado na bateria. – O que vocês acham?
- Daria até para gravar algo agora de vocês, colocar como se fosse o ensaio pré-turnê. – Malcon deu de ombros. – É a próxima música que vocês vão ensaiar, não?!
- Eu gostei. – David falou.
- A gente está fazendo meio aleatório, mas pode ser. – Falei, virando para Malcon.
- Vai ficar algo legal, especial para os fãs, eles vão gostar. – Jack falou e eu assenti com a cabeça.
- Então, podemos gravar algo agora? – Malcon perguntou.
- Claro! – Falei sorrindo.
- Deixa eu só dar um jeito no meu cabelo. – Emily falou rindo, começando a prender seus cabelos cacheados.
- Ah, Emily, eu gosto deles assim. – Falei e ela riu, negando com o dedo.
- Faz uns três dias que eu não lavo. – Ela falou e eu ri.
- Tá faltando xampu? Se for isso a gente dá um jeito. – Mack brincou e ela mostrou o dedo de meio.
- É trabalhoso lavar, pentear, secar, então eu tento ao máximo evitar isso. – Soltei uma risada fraca. – Pronto! – Ela sorriu.
- Preferia antes. – Falei e ela sorriu. – O meu está armado também. – Mostrei meus cabelos. – A gente tem que aceitar. – Ela riu.
- Aceito, aceito ele bem presinho. – Emily brincou e eu deixei o papo para lá.
- Para facilitar minha vida, vamos fazer o triângulo? – Malcon perguntou. – Sei que vocês gostam de treinar olhando para vocês, para ver se está certo e tal, mas para gravar uma vez só, fica melhor.
- Vamos lá, galera! – Bati duas palmas. – Se organizar.
- Essa palavra existe em nosso vocabulário? – David perguntou e eu ri.

Ajeitei minha blusa regata preta por dentro da minha saia xadrez e me olhei no espelho, torcendo os pés para ver se o All-Star não estava machucando. Passei as mãos nas laterais do cabelo, trazendo-os para frente e respirei fundo.
- Você viu quem está aí? – Mack me perguntou, se encostando a parede ao meu lado.
- Eu não sei nem se nós sete estamos aqui, imagina os outros. – Ele riu.
- . – Ele falou. – Apresentou um prêmio com a Jessica Alba.
- Ah é?! – Virei o rosto para a TV no camarim, vendo que não estava mais lá.
- Prontos? – Virei o rosto, dando de cara com Jessica na porta.
- Vamos lá! – Falei, começando a segui-la.
- Então vai ser The Time Of Our Lives e depois vão emendar para Fly With Me? Vai ser isso mesmo? – Jessica perguntou, enquanto andávamos pelos bastidores do Kids Choice Awards.
- Isso, vai ser o começo até o meio, depois do início, até o fim.
- Beleza! – Vi uma organizadora do evento aparecer. – Vá com ela, e arrasa. – Afirmei com a cabeça e segui a mulher loira em minha frente, vendo o resto da banda seguir com Jessica para outro lado.
- O microfone vai ligar assim que a música começar, ok?! E a cortina vai se abrir. – A organizadora me entregou o mesmo e eu afirmei com a cabeça. – Boa sorte! – Ela falou e eu respirei fundo.
Olhei para a cortina vermelha em minha frente e olhei para trás novamente, a entrada do teatro estava vazia, somente com alguns seguranças rondando por ali. Estralei o pescoço e segurei firme o microfone, sentindo minhas mãos suarem, eu nunca tinha feito aquilo antes, mas a ideia era extraordinária.
- E agora, cantando músicas do seu novo álbum Here We Go Again, vamos receber, Stone. – Ouvi o apresentador falar e o público gritar e eu respirei fundo, ouvindo o ritmo começar a tocar, fazendo a contagem em minha cabeça, vendo as cortinas do fundo se abrirem para mim.
- Seems like we're holding on forever, I gotta let it go.– Desci os poucos degraus, com o microfone próximo a boca. –Time’s up you pushed me to surrender, tonight. Who knows what happens now whatever, wherever the wind blows. – Os fãs demoraram para se tocar que só tinha seis pessoas no palco e que eu andava pelo meio dos corredores dos assentos. - And I'm there as long as we’re together, alright...– Comecei a ouvir gritos e pessoas querendo me tocar, mas dois seguranças estavam atrás de mim. Comecei a cantar junto com a banda que pulava no palco.
- Let's have the time of our lives! Like there's no one else around just throw your hands up high, even when they try to take us down. Let's have the time of our lives, till the lights burn out, let's laugh until we cry, life is only what you make it now. Let's have the time of our lives! – Virei o rosto para a câmera, sorrindo, e virei para outro corredor, andando devagar.
- Dreamers don't care if it's right, I think I'm really into you. Restless let's leave it all behind, and tonight, crazy when you cross my mind, oh the trouble we could get into. So what let's just give this a try, alright... – Continuei seguindo em direção ao palco, virando de vez em quando para a câmera que estava atrás de mim, me acompanhando e tocando as mãos dos fãs.
- Let's have the time of our lives! Like there's no one else around just throw your hands up high, even when they try to take us down. Let's have the time of our lives, till the lights burn out, let's laugh until we cry, life is only what you make it now. Let's have the time of our lives! – Finalizei a música como se fosse o fim, e as luzes se apagaram, me fazendo correr em direção as escadas do palco, a tempo de David começar a tocar o piano para a próxima música.
- If time were still the sun would never, never find us, we could light up. – Andei até o centro do palco, encaixando o microfone no pedestal, quase esbarrando no piano de calda em cima do palco. -The sky tonight, I could see the world through your eyes, leave it all behind. – As luzes aumentaram.
- If it's you and me forever, if it's you and me right now that'd be alright. – Mack começou a pular ao meu lado, cantando junto. - Be alright. We're chase stars to loose our shadow, Peter Pan and Wendy turned out fine. – Cantei a próxima parte sozinha.
- So won't you fly with me? Oh yeah, gonna fly with me now.
- Now the past is coming alive and given meaning, and a reason, is to give all I can, to believe once again. – Mike cantou sozinho, me fazendo sorrir para ele, as fãs sempre gritavam quando ele cantava.
- If it's you and me forever, if it's you and me right now that'd be alright. Be alright. We're chase stars to loose our shadow, Peter Pan and Wendy turned out fine. So won't you fly with me? – Cantamos juntos, vendo a energia do público com a gente.
- Maybe you were just afraid, knowing you were miles away, from the place where you needed to be, and that's right here with me. – Cantei mais devagar, olhando para o público, franzindo a testa ao avistar . - If it's you and me forever, if it's you and me right now that'd be alright. – David tocou as notas finais, e todos começamos a pular em seguida.
- We're chase stars to loose our shadow Peter Pan and Wendy turned out fine, so won't you fly with me? – Cantamos juntos, vendo Mike se colocar para frente, fazendo seu solo de guitarra.
- If it's you and me forever, if it's you and me right now that'd be alright... Be alright. – Cantei sozinha. - We're chase stars to loose our shadow, Peter Pan and Wendy turned out fine. So won't you fly, fly, fly with me? – Balancei os cabelos para frente, finalizando a música, ouvindo o público gritar e soltei uma risada, esperando as luzes se apagarem, mas isso não aconteceu.
- Stone, pessoal! – Justin Timberlake apareceu na ponta do palco. – Recebendo o prêmio de cantora favorita e de melhor canção por Fly With Me! – Ele falou e, como era de praxe, minha boca foi para o chão, me fazendo dar pulos de alegria, sentindo Mack me abraçar rapidamente.
Enquanto o público aplaudia e gritava, eu me aproximei de Justin Timberlake, abraçando-o rapidamente, ele era bonito e, aparentemente, simpático. Ele me entregou os dois balões da Nickelodeon e eu me coloquei em frente ao microfone, enquanto ele abraçava meus outros membros de banda.
- Meu Deus, minha lista está ficando longa! – Falei rindo. – Eu quero agradecer aos fãs que votaram, isso significa muito para nós. É uma satisfação enorme fazer o que a gente gosta, como a gente gosta. Obrigada! – Ergui os prêmios. – Quero agradecer também aos nossos familiares que estão espalhados pelo mundo, mas sempre torcendo é mandando lembranças para nós. À nossa equipe criativa, Jessica, Brandon, Henry, e todo pessoal da Virgin que sempre nos apoiaram e permitiram que nós fizéssemos o que gostamos. Obrigada! – Sorri.
Não deu tempo de eu me virar para sair do palco, quando uma gosma verde de slime saiu do chão, atingindo nós sete, fazendo os fãs gritarem e eu fazer uma careta, agradecendo por estar de lentes. Passei as mãos nos olhos, respirando fundo e olhei para o público novamente.
- Obrigada! – Falei novamente, vendo o pessoal rir.

- Sentiu saudades, ? – Debbie me perguntou quando eu subi na balança.
- Estaria mentindo se falar que sim. – Ela riu, conferindo meu peso.
- Você engordou três quilos.
- Ah, Debbie, você não queria que eu emagrecesse durante a turnê, não é?! – Falei, descendo da mesma e ela riu.
- Na verdade sim, você fez diversos shows, pulou bastante, podia ter, pelo menos, mantido o peso, não é?! – Coloquei minha camiseta de volta.
- Mas eu fui para lugares que eu nunca tinha ido na vida, que tem comidas deliciosas. – Virei para ela. – Eu fui para Itália, para o Brasil... – Ela franziu os lábios. – Feijoada, Debbie.
- Bem, você foi a que engordou menos, Louis vai ter que começar a tocar bateria correndo, porque não está fácil. – Soltei uma risada fraca.
- Viu?! Nada está tão ruim que não possa piorar. – Ela riu.
- Você vai voltar para natação, ok?! – Assenti com a cabeça.
- Ok, né?! – Suspirei.
- Treinos diários, de duas horas, pelo menos, incluindo correr um pouco na esteira por vinte minutos. – Assenti com a cabeça. – E uma dieta regrada, maneira nos carboidratos um pouco, come umas saladas, é chato, é! Mas a gente faz isso para reduzir o seu cansaço durante um show.
- Debbie, foram só três quilos. – Falei e ela franziu a testa.
- Eu sei, mas podem ser quatro, cinco, seis... E por aí vai. – Bufei alto. – Amanhã você começa.
- Ok! – Falei, me retirando da sala de vidro dela. – Quem é o próximo? – Gritei no centro do salão.
- Oculista, dentista, dermatologista e pilates. – Ela apontou para as diversas salas e eu fiz uma careta, achando que estava acabando.

- Ficou muito bom. – Bati nas costas de Malcon e ele agradeceu com o olhar. – Obrigada. – Senti meu celular vibrar e peguei, vendo o nome de meu pai na tela.
- Ei, fazendo chamadas internacionais, é?! – Perguntei e ele riu.
- Eu acabei de ver seu clipe novo. – Ele falou e eu sorri.
- Então, realmente lançou simultâneo aí? – Perguntei, me afastando um pouco da muvuca da gravadora.
- Lançou, filha, meus parabéns!
- Obrigada, pai! – Sorri, suspirando.
- Agora acabou? – Ele perguntou.
- Não, vai ser surpresa, mas vamos lançar mais um ainda. – Ele riu do outro lado da linha.
- Mas vocês não param, hein?! – Ele falou e eu ri.
- A gente gosta, pai, não é trabalho nenhum para gente. A gente ama fazer isso.
- Que bom, querida, fico feliz. – Ri fraco. – Bem, eu vou desligar, deixar você aproveitar sua festa, e te quero aqui no Natal, ok?! Para conhecer a Amélia. – Arregalei os olhos.
- Pode deixar, vou marcar na minha agenda. – Ele riu.
- Combinado, querida! Um beijão e sucesso. – Sorri e desliguei o telefone, virando o rosto, dando de cara com Johnny e Jack conversando.
- Fazendo amizades? – Perguntei para eles.
- Bem, você inclui seus amigos da faculdade aqui, então a gente mistura. – Johnny falou, colocando mais um salgado na boca e eu ri.
- É isso aí! – Falei rindo e me aproximei de Rachel que se entrosava com Lacey, Virgínia, Emily e Agatha.
- Ai, gente, que coisa mais linda, esse povo entrando para família. – Falei e Rachel riu.
- Para você ver, né?! – Ela brincou rindo e eu me sentei no sofá, respirando fundo.
- Cansada? – Virei o rosto, dando de cara com David.
- Nossa vida é um cansaço eterno, mas tudo vale a pena. – Falei e ele me abraçou de lado.
- Viu?! É assim que tem que pensar. – Ele brincou, dando um beijo em minha cabeça.
- Que coisa mais louca, não?! – Suspirei.
- O quê, exatamente? – Ele perguntou.
- A gente se tornou sucesso mundial em pouco tempo, e as pessoas continuam gostando da gente, nos ouvindo. – Balancei a cabeça.
- Esperava algo diferente?
- Eu esperava ainda estar procurando o sucesso. – Fui honesta e ele riu.
- Você já achou e está empilhando sucessos, prêmios, discos de platina, diamante, ouro. – Ele riu. – Além de convites. Nosso ano foi bom, não?! – Ele sorriu e eu afirmei com a cabeça.
- Ainda está sendo. – Ele riu.

- Qual é a sensação de ter essa receptividade toda? – Joguei o cabelo para trás, rindo.
- Bem, é extraordinário, as pessoas estão sendo muito boas para mim. – A repórter sorriu.
- E vai permanecer assim? – Ri fraco.
- Bem, eu espero, existem artistas novos todos os dias, mas estamos tentando nos moldar a isso e também trazer coisas novas. – Ela sorriu.
- Obrigada, . Divirta-se. – Acenei para eles, dando alguns passos e me colocando no meio do tapete vermelho.
Eu havia ousado no MTV Movie Awards, ou melhor, Robb tinha. Ele escolheu um vestido rosa pink para mim, bem chamativo, e colado ao corpo, com uma renda preta escondendo o decote, e saltos pretos para combinar. Meus cabelos estavam levemente cacheados, dando mais volume em tudo, eu estava me sentindo bem demais, precisaria mostrar que eu não era uma criança também, né?!
Acenei para os fotógrafos, colocando a mão na cintura, abrindo um largo sorriso para eles, e virei para um lado e para outro, sorrindo para o pessoal. Não que eu precisasse ir a essa premiação, mas depois de toda essa correria, era bom sair de casa para relaxar um pouco e, como não tínhamos muitos planos para começar a produção do próximo CD, eu precisaria aparecer e continuar.
Virei o rosto para o lado e abri um sorriso ao ver alguém conhecido me encarando. O moreno estava com os cabelos bem baixos, quase raspados e sorria para mim fazendo positivo com os dedos, me fazendo rir. Ele estava com um ator daquela primeira première que eu fui dele, um cara igualmente bonitinho, com um largo sorriso. Acenei para os fotógrafos com a mão que segurava a bolsa e me aproximei dos dois, vendo piscar para mim e a primeira coisa que fiz foi bater a mão em seu braço, vendo-o rir.
- Oi, . – Falei e ele sorriu, me abraçando rapidamente.
- Olá, Stone. – Ele abriu um largo sorriso e eu ri, beijando sua bochecha.
- Você sabe que meu sobrenome verdadeiro...
- Sim, não é esse, eu sei, mas é o que eu consigo pronunciar. – Ele falou e eu ri.
- Oi, tudo bem? – Acenei para outro.
- Stone, certo? – Ele falou com o forte sotaque britânico e eu ri.
- Sim, é! – Ele esticou a mão e eu o cumprimentei.
- Mas que prazer! Ioan. – Ele sorriu.
- O prazer é meu. – Sorri.
- Essa é sua namorada, ? – Ele perguntou e eu gargalhei um pouco alto demais.
- Oh não, só amiga dele, nos conhecemos na première, lembra? – Falei para ele. – Eu e você, e eu e ele.
- Ah, nossa, verdade! – Ele sorriu. – Você está diferente.
- É a idade chegando! – Brinquei e ele riu.
- Mas e aí, eu estava no Teen Choice Awards...
- Eu sei. – Sorri para ele. – Eu te vi na multidão.
- Mas você sabe arrasar mesmo, hein?! – Dei de ombros.
- É meu trabalho. – Ele riu, afirmando com a cabeça.
- E hoje? Veio cantar também? – Ele perguntou coçando a nuca.
- Não, não. Vim só assistir mesmo. – Falei e ele sorriu.
- Vamos apresentar o prêmio de diretor favorito. – Ele apontou para Ioan.
- Ah, que legal! – Falei. – Vamos ver sua performance no palco. – Ele riu, fazendo careta.
- Oh, deixa eu te avisar, em poucas semanas têm a première do meu filme, no Festival de Filmes de Los Angeles, queria que você fosse. – Ele falou.
- Claro, desculpa não ter ido naquele outro em Londres, estava no meio da turnê. – Joguei o cabelo para trás. – Ironicamente estive lá umas semanas antes.
- É as coincidências da vida. – Ele deu de ombros.
- Mas eu vou sim, me informe do dia que eu vou. – Falei e ele acenou com a cabeça. – Eu acabei de ver um ator brasileiro aqui e vou dar um oi, por que, né?! Brasileiros tem que ficar unidos. – Falei e ele riu, acenando com as mãos.
- Quem? – Ele falou e eu apontei adiante para o lindo Rodrigo Santoro que sorria para as fotos. – Ele é brasileiro?
- Surpreso? – Virei para ele que riu. – Vamos tirar uma foto. – Falei e rapidamente passou o braço pela minha cintura e Ioan veio do outro lado. Sorrimos para as fotos aqui e ali, e logo acenei para eles, vendo Rodrigo Santoro sorrir lindamente para mim.
- Outra brasileira? – Ele falou e eu ri.
- Você me conhece?
- Esse é um mundo cruel, precisamos manter nossas raízes. – Ele falou e eu sorri. – E o mundo te conhece, por favor. – Soltei uma risada fraca.
- Bem, Rodrigo Santoro me conhece, ganhei o dia. – Ele riu.
- Bem, Stone me conhece, acho que ganhei o meu também. – Ri fraco, balançando a cabeça

- Parece que alguém está um pouco entediada. – Louis falou, se sentando ao meu lado e me estendendo seu prato com salgadinhos, o que eu peguei um.
- Acho que a palavra certa é cansada. – Virei para ele que acenou com a cabeça. – Faculdade, trabalho, festas a cada semana e mais um pouco. – Ele riu, afirmando com a cabeça.
- Pois é, querida, faz parte. – Ele disse e eu ri, suspirando. – Mas pensa, você está se formando, a faculdade vai acabar, vamos ter uma festança de formatura no fim do ano. – Soltei uma risada fraca. – Tem seus lados positivos, vai?
- Isso você tem razão. – Bocejei, passando a mão nos olhos.
- Ei, vamos parar, tá me dando sonho. – Ele disse e eu ri.
- Eu fui naquela première do ontem e eu cheguei tarde, acordei cedo para faculdade, não tirei um cochilo, estou cansada.
- Jessica me contou e como foi?
- Foi legal, o filme é muito bom, bem cabeça para falar a verdade, mas muito bom. – Afirmei com a cabeça. – Ele estava bem orgulhoso de si.
- Ah, que bom, tem que se orgulhar do trabalho mesmo.
- A gente se orgulha o suficiente, não?! – Brinquei e ele riu, dando de ombros.
- Sim, bastante! – Ele riu, me esticando a mão e eu me levantei.
- Mas hoje é dia de comemoração! – Louis passou o braço pelos meus ombros, me puxando perto da mesa de salgados e eu me desviei das trigêmeas que engatinhavam pelo chão da casa de David e ele me entregou um pedaço da torta salgada que Lacey havia feito. – Coma, que daqui a pouco vamos colocar a Macarena. – Ele falou e eu arregalei os olhos. – Ah, qual é, vai ser legal. – Franzi a testa e vi Mack rindo ao meu lado.
- Queria ver esse homem de dois metros dançando Macarena. – Ele falou, me fazendo rir.
- Ah, eu topo! – Falei rindo, vendo Louis fechar a cara.
- Vai nessa! – Louis apontou o dedo na cara de Mack. – Tenho meus gingados.
- Ai, meu Deus, sem assustar as crianças! – Virgínia falou, passando da cozinha para sala com um bolo gigante na mão.
- Nossa, que delícia! – Falei, vendo-a rir.
- Bolo de floresta negra para comemorar o primeiro aniversário das trigêmeas, três anos de banda e o último clipe da banda, fechando o ciclo do Here We Go Again. – Ela colocou o bolo na mesa, fazendo com que todos os convidados se aproximassem, ou seja, nós sete, namorados, mãe e irmãs de Virgínia e o pessoal da gravadora, isso incluía Jessica e Brent.
- Acho um bom jeito de comemorar. – Falei rindo.
- Um ótimo jeito. – Virgínia se virou para mim e senti algo me puxar e olhei para Grace que subia em meus pés.
- Ei, menina! – Peguei-a no colo. Como eu sabia que era Grace? Não me pergunte.
- já está com uma. – Virgínia falou. – Vamos, faltam duas. – David apareceu com Natalie e Maggie nos braços, me fazendo rir, e uma foi para o colo de Virgínia.
- , você gostaria de dizer alguma coisa? – Virei para David.
- Eu? – Me assustei. – As filhas são suas.
- Sim, mas é uma festa geral. – Ele falou e eu ri.
- Bem, ultimamente eu só tenho agradecido. – Suspirei. – E acho que eu só tenho que agradecer, mesmo. As coisas vieram sem muitos pedidos, mas elas foram vindo, vindo e vindo e agora temos tudo o que queríamos. – Suspirei. – Bem, tudo que eu queria. – Suspirei. – Nossa família já começou grande, com sete pessoas, mais Jessica, Henry e Brandon, somamos 10. Brent ficou legal e entrou pro clã. – Ele riu e eu afirmei com a cabeça. – Com isso somos 11. Lacey, Delilah, Melanie, Virgínia. – Falei e Agatha ia falar, mas eu ergui o dedo. – 14. Agatha veio em seguida, 15. As trigêmeas, 18. – Suspirei. - Nossos pais, nossos irmãos, nossas famílias... – Comecei a contar nos dedos. – Estamos perto dos 30 agora. – Suspirei. – Se com três anos de banda, temos tudo isso? Imagina daqui alguns anos? – Suspirei, balançando a cabeça. – Nós seremos a maior família do mundo. – Sorri. – Então, obrigada por isso, por ser a melhor família que alguém poderia querer. Obrigada por tudo. – Suspirei. – Feliz aniversário para nós, para as meninas, e para o que mais vier. – Suspirei, dando um beijo estalado em Grace.
- Parabéns! – Eles falaram e todos começaram a aplaudir sorrindo.



Capítulo 12

- Você quer que eu traga o carro, ? Ou prefere me ligar quando acabar? – Fechei a porta do carro, ouvindo alguns gritos e virei o rosto rapidamente, vendo um cerco do lado da igreja, com alguns fãs debruçados na mesma e alguns seguranças em volta.
- Desculpe, Juan, o quê? – Virei o rosto para o mais baixo.
- Você quer que eu traga o carro ou quer que eu te pegue mais tarde? - Franzi a testa.
- Nada disso, você vai entrar com a gente. – Falei e ele ia abrir a boca. – Você é da família Stone, Juan, nem vem.
- Senhorita...
- Ah... – Ergui o dedo e ele riu.
- Obrigado! – Ele falou e eu estendi o braço para ele que segurou.
Subi os poucos degraus da igreja com Juan ao meu lado e assim que entramos na igreja, pude notar o pessoal ali. Não tinham muitas pessoas na pequena igreja em Marselha, França. Tenho que admitir que parte dessa turma era da família Stone mesmo. Todos haviam vindo, com exceção do meu pai e da mãe de David, os Bolzan vieram, os Derrick e Amir veio acompanhando Emily.
Logo que entrei na igreja, eu podia notar que era um típico casamento francês, bem, nunca tinha ido a um casamento francês, mas estava bem delicado. A igreja pequena tinha decorações em rosa claro, tapete branco, tulipas brancas, tudo bem delicado. Parecido com Agatha, para ser sincera. Ela costumava usar um pouco de preto e roupas escuras, para combinar com seus cabelos pretos, mas ela era um amor, ficava com vergonha de tudo, Louis não podia ter achado alguém mais fofa.
- de chapéu, isso é uma novidade. – Virei para frente, olhando para Malcon que tirou uma foto minha e eu ri, revirando os olhos, dando uma volta, mostrando meu vestido rosa claro, com chapéu da mesma cor.
- Estou tentando parecer fina. – Falei e ele riu. – E, até onde eu saiba, você não é o fotógrafo dessa festa. – Ele riu.
- Eu sei, mas só eu sei captar o seu sorriso. – Revirei os olhos.
- Vou contar para sua namorada, hein?! – Ele riu.
- Só eu sei captar o dela também. – Ele riu e eu vi Juan acenar e ir para outro lado.
- Bem, deixa eu ir lá, cumprimentar os pais de Louis. – Falei e ele acenou com a cabeça.
Andei pelas laterais da pequena igreja, cumprimentando algumas pessoas conhecidas, incluindo Jessica e Brent, que aparentemente estavam brigados, já que um estava em cada canto do banco, David, Mike, Mack, com a Melanie de seis anos me acenando rapidamente, olhei para Gemma e Branca no canto e acenei para as duas, vendo Jack em cima do altar, como padrinho de Louis.
- Com licença. – Toquei no braço de Maurice.
- ! – Ele e Joan sorriram.
- Meus parabéns, viu?! – Os abracei rapidamente. – Creio que seja uma felicidade incrível. – Falei.
- Ah, querida, obrigada! – Joan falou e eu sorri. – É uma emoção gigante. – Ela sorriu e eu assenti com a cabeça.
- Obrigado pelo carinho! – Maurice falou e eu dei um beijo em cada um, sorrindo.
- Aqueles ali são os pais de Agatha? – Apontei para o outro lado do corredor.
- Sim, são! – Joan falou e eu acenei, com a cabeça.
- Vou lá falar com eles. – Atravessei a frente do altar, acenando para Jack e Louis que franziram a testa ao me ver e eu ri, pedindo para esperarem com a mão. - Oi, vocês são os pais de Agatha? – Perguntei para a loira e o senhor de cabelo grisalho.
- Stone. – A mulher falou e riu. – Somos sim.
- Eu só vim desejar parabéns pela Agatha. Ela é amada por todos nós, estamos muito felizes em tê-la próximo de nós.
- Ah, querida, obrigada! – A mãe dela falou e eu sorri, dando um rápido abraço nela. – Ouvimos bastante de você, é bom finalmente conhecê-la. É um prazer. – A mãe dela sorriu.
- Ah, obrigada! – Sorri, fazendo carinho no braço dela. - É muito bom que a gente se conheça, então. – Eles riram. - Podem contar com a gente. – Sorri e eles assentiram com a cabeça e fui em direção ao altar novamente, me colocando entre Jack e Louis, como madrinha do noivo e dei um beijo estalado na bochecha de Louis que riu e abracei Jack de lado.
- Está pronto? – Cochichei para Louis.
- Eu não sei. – Ele riu.
- Se prepara, ela está vindo. – Jack falou e eu sorri, animada.

- Ei, moça. – Melanie se virou para mim. – Não conhece mais? – A pequena riu, mexendo seu vestido rosa e se aproximou de mim, o qual eu a ajudei a subir na cadeira. – Você está muito bonita, sabia? – Ela riu.
- Obrigada, tia . – A abracei de lado, puxando-a para o meu canto.
- Está gostando da festa? – Perguntei e ela olhou para mim feliz, confirmando com a cabeça. - Então, por que você não vai brincar? Tem alguns primos da Agatha, do Louis. – Apontei para umas crianças que corriam pelo quintal da casa de Louis.
- Eu tenho vergonha. – Ela falou. – Eles não sabem falar o que eu falo. – Soltei uma risada fraca.
- Então, por que a gente não dá um jeito nisso? – Me levantei da cadeira, esticando a mão para ela e ela segurou a minha, começando a deslizar seus sapatos de boneca pela grama baixa e eu a acompanhei, tentando me equilibrar nos saltos e me aproximei da mesa dos noivos, vendo Agatha e Louis a todos amores. – Menores presente! – Falei e eles se separaram rindo. – Oi, noivos!
- Oi, ! – Agatha falou feliz e eu sorri. – Gostando da festa?
- Está ótimo, Agatha, e você está muito bonita, viu?! – Falei e ela riu, abrindo um largo sorriso.
- Obrigada! – Ela sorriu, deixando as bochechas avermelharem rapidamente.
- Eu quero roubar seu marido um pouco. – Falei e ela riu, afirmando com a cabeça.
- No que posso te ajudar, ? – O mais alto se levantou, se aproximando de mim.
- Como eu faço para os pequenos brincarem com a minha pequena? – Apontei para Melanie, que parecia uma anã perto de nós.
- Problemas com o francês? – Acenei com a cabeça e ele se abaixou pegando Melanie no colo. – Você quer brincar? – Ele olhou para Melanie afirmando com a cabeça. - Vamos lá, eu cuido disso. – Louis falou para mim e eu assenti com a cabeça, vendo-o andar com Melanie perto do pessoal.
- Como está a felicidade, Agatha? – Me apoiei na cadeira em sua frente e ela riu, se levantando.
- Eu nunca imaginei isso, sabia? – Franzi a testa.
- Se casar? – Ela afirmou com a cabeça. – Por quê?
- Ah, eu sempre fui uma pessoa mais na minha, quieta, iPod na orelha, aí do nada eu conheci Louis, o santo bateu, e estou me casando de rosa. – Ela apontou para o vestido e eu ri.
- Vocês são compatíveis, Agatha. Apesar do gosto de rock dele, a animação quando está conosco ou nos shows, ele é um dos mais quietos, só não bate a Emily. – Ela riu. - Mas vocês são iguais, são calmos, vai dar tudo certo. – Ela afirmou com a cabeça.
- Obrigada, . – Abracei a mais baixa rapidamente, dando um beijo em sua cabeça e ela sorriu.
- Já falei isso, mas bem-vinda à família. – Ela sorriu, franzindo as bochechas.
- É um prazer! – Ela riu e eu acenei para ela, entrando rapidamente dentro de casa, encontrando Virgínia um pouco confusa com as trigêmeas.
- Ei, tá tudo certo aí? – Perguntei, pegando Natalie ou Maggie que tentava descer do sofá. – Ei, fujona.
- Eu preciso trocar Grace, mas as outras duas não colaboram.
- Deixa eu te ajudar. – Falei, me sentando no sofá. – Essa é a Maggie, não é?!
- É! – Virgínia falou.
- Natalie, vem cá! – A menina me olhou e veio correndo em minha direção. – Você tem dois minutos. – Ela riu.
- É mais que o suficiente.

- Eu vou jogar o buquê! – Agatha revelou e todo mundo começou a se levantar, incluindo os meninos, me fazendo rir, já que eles empurravam todos com a bunda, abrindo espaço.
- Ei! – Falei, empurrando Amir, Agatha subiu no palco, com seu buquê rosa e se virou de costas para nós.
- Eu vou jogar! – Agatha falou, e eu me coloquei bem no meio do pessoal Agatha era mais baixa, ela não jogaria tão longe. – E um, e dois, e três... – Ela jogou o buquê e eu não tive dificuldades nenhuma para pegar rapidamente, vendo o pessoal começar a rir e aplaudir.
- Vai casar, vai casar! – Ergui os braços, rindo, mostrando o buquê e tentei abaixar a alegria dos membros de banda.
- Quando eu encontrar um namorado, a gente conversa, beleza? – Falei e eles riram, se dispersando rapidamente.
- Sacanagem você, hein?! – Amir chegou perto de mim e eu ri.
- Você queria o buquê? – Perguntei.
- Ah, você sabe, né?! Não seria para mim! – Balancei a cabeça e ele riu.
- Emily foi uma das poucas mulheres que ficou sentada, você sabe, não?! – Ele riu e coçou a nuca.
- Crescemos juntos, , começamos a namorar pouco tempo depois, estamos na inércia já, indo conforme a música toca. – Dei de ombros, suspirando.
- Vocês têm que ajeitar isso. Animar, fazer coisas e surpreendê-la. – Balancei a cabeça e ele sorriu, eu juro esse homem tinha um sorriso maravilhoso.
- Eu sei! – Ele riu fraco. – Por isso eu queria o buquê. – Franzi a testa, puxando-o para o canto, perto da porta.
- O que você tem em mente? – Perguntei.
- Me empresta o buquê? – Ele perguntou e eu suspirei, entregando-o para ele.
- Vai lá, garotão. – Ele riu e se afastou de mim, me fazendo rir.
- O que foi isso? – Jack apareceu do meu lado.
- Eu não faço a mínima ideia. – Me virei de lado, tentando acompanhar o careca pelas pessoas. – Mas acho que Emily pode ter uma surpresa hoje.
- Oh, meu Deus. – Jack falou, quando vimos Amir subir no palco e puxar o microfone da banda que cantava, me fazendo rir.
- Oi, oi... – Ele se afastou do cantor que queria tirar o microfone dele e eu não conseguia segurar a risada. – Eu já te devolvo. – Ele falou e eu escondi o rosto, rindo. – Sei que poucos de vocês me entendem, mas a pessoa que eu quero falar, me entende. – Ele falou e eu balancei a cabeça.
- O que ele está fazendo? – Emily me assustou, apertando meu braço com força.
- Xi! Escuta! – Falei abraçando-a de lado.
- Eu estou aqui para falar com a pessoa da minha vida. – Ele se virou em nossa direção. – Emni Lizarde. – Ele sorriu para ela. – Alguns a conhecem como Emily, minha Emily. – Abri um sorriso. – Nos conhecemos há mais de 20 anos, namoramos há mais de 12 e, além disso, passamos por diversas dificuldades na nossa vida, mas estamos juntos, enfrentando juntos. – Ele sorriu. – E eu acho que a gente precisa mudar isso. – Ele respirou fundo, esticando o buquê.— Você quer casar comigo?
- Oh! – Falei, começando a rir e aplaudir, olhando para ela que estava travada ao meu lado.
- É muito casamento para minha cabeça. – Jack falou e eu abracei Emily, vendo Amir se aproximar de nós e se ajoelhar aos pés dela, abrindo uma caixinha, com uma pequena aliança dentro.
- Você aceita dar esse passo comigo? – O ouvi falar para ela e ela só conseguiu mexer com a cabeça confirmando, me fazendo aplaudir os dois, vendo Amir se levantar e beijá-la romanticamente.

- ... – Jack me segurou pelos ombros.
- Eu não aguento mais, eu vou embora! – Falei, procurando a saída daquele lugar.
- Vem! – O italiano passou na minha frente, me puxando pela mão e começamos a andar em meio aquele povo que se mexia e dançava, fazendo minha cabeça começar a doer, era tudo muito complicado. – Sai, sai! – Ele me empurrou e eu fui cegada por alguns segundos por causa da luz de fora, respirando fundo.
- Que coisa mais horrível! – Falei para ele, puxando meu vestido para baixo.
- Isso que é uma balada, meu amor. – Ele falou e eu franzi a testa.
- Nossa, não, não mesmo! – Balancei as mãos. – Se isso for uma balada, eu prefiro ficar em casa vendo filme. – Ele riu. – Era para eu relaxar, e aí todo mundo quer falar comigo, babar meu ovo e eu não posso nem dançar em paz? – Balancei os cabelos. – Não demorei duas horas para me maquiar para isso.
- É de pessoa para pessoa, tem gente que odeia baladas. – Ele riu.
- Acho que sou dessas. – Franzi a testa e senti alguém pisar em meu pé, antes que eu fosse empurrada para trás.
- Cuidado! – Falei, vendo um paparazzi se virar.
- Me desculpe! – Ele falou, me reconhecendo e começou a tirar fotos de mim, me fazendo revirar os olhos, mas sorrir discretamente.
- Você não está bem, cara. – Coloquei a mão na frente do flash rapidamente, para ver a confusão que acontecia ao seu lado, sentindo Jack me segurar com a mão.
- ... – Ele falou.
- Eu estou bem, cara, está tudo certo! – Arregalei os olhos quando reconheci sendo segurado por um amigo.
- Oh, merda! – Falei, me soltando de Jack e espalmei as mãos no peito de rapidamente, erguendo seu rosto. – Ei, ei! – Falei, tentando fazer com que ele olhasse em meus olhos.
- ... – Ele abriu um sorriso largo, me abraçando fortemente.
- ! – Tentei pará-lo. – Exagerou, foi?
- Ah, que isso. – Ele ria bobo e eu senti o cheiro forte de álcool no nariz.
- Você o conhece? – Um dos homens que estavam com perguntou.
- Conheço. – Suspirei. – Queria não conhecer agora.
- Pode me ajudar a tirar ele daqui? – Ele falou e eu assenti com a cabeça.
- Meu carro está virando a esquina. – Falei e ele acenou para mim e eu tirei a chave do bolso e entreguei a ele. – É um Porsche. – Ele acenou com a cabeça, vendo-o sair com e alguns paparazzi o seguiram.
Virei o corpo para os outros, vendo-os voltarem a tirar fotos minhas e eu sorri para eles rapidamente, acenando com a mão e chamei Jack, que também tentava dar uma distraída nos paparazzi. Ele se aproximou de mim e começamos a nos afastar calmamente da frente da balada, onde eu tinha me metido?
- O que foi ali? – Jack sussurrou para mim.
- Xi! – Falei, encontrando o amigo de encostado no meu Porsche branco e ele me entregou a chave. – Você vai com a gente, depois te trago. – Falei e ele entrou no carro e por um momento agradeci aos céus por ter levantado o capô.
estava falante no banco de trás, ele realmente não parava de falar, por um tempo eu me desliguei de tudo isso, ouvia o amigo dele me indicando o caminho da casa do . Eu só queria sumir, onde eu tinha me metido? Por que eu não tinha ficado quieta? Suspirei alto, vendo Jack olhar para mim e eu balancei a cabeça, notando que havia ficado em silêncio, descobrindo só quando paramos o carro na casa branca de dois andares dele, que ele havia dormido.
Jack e Andrew, o amigo de , ajudaram a levá-lo para o andar de cima e eu saí do quarto com Jack, quando Andrew começou a tirar os sapatos e a calça de . Dei uma rápida olhada no segundo andar, era só o quarto e um escritório. Olhei dentro do quarto novamente, vendo já deitado na cama, embaixo das cobertas.
- Pronto! – Andrew falou. – Vocês me dão uma carona de volta para balada? Preciso pegar meu carro.
- Você não vai ficar com ele? – Perguntei.
- Ele está bem, tá tudo certo.
- Jack, você o leva? Eu vou ficar aqui um pouco, para ver se ele acorda. – Falei, suspirando.
- Ele está bem. – Andrew falou.
- Eu sou mulher, não sou despreocupada. – Ele riu, acenando com a cabeça, pegando o celular. – Me diz seu telefone, para te ligar mais tarde.
Andrew e Jack saíram rapidamente pela casa, me deixando dentro da casa de sozinha, porque ele daquele jeito não poderia ser considerado um ser vivo. Me sentei em uma poltrona que tinha no canto e fiquei observando-o dormir. Mas ele não se mexia, me deixando preocupada. Cheguei perto dele, colocando a mão perto do nariz, notando que o ar saía, então ri sozinha, me sentando de novo.
Não foi muito tempo, quando eu comecei a ouvir o barulho de um celular tocando, imediatamente eu conferi o meu, mas não, não era Watch Me tocando, mas logo eu notei que era o celular de . Olhei em volta rapidamente e achei sua calça no chão e a peguei, achando o celular dele e encontrando o nome Minka no visor e franzi a testa, coloquei o celular em cima da mesa ao lado de sua cama e me assustei quando se mexeu, pegando o celular da minha mão. Ele olhou para o celular rapidamente e o desligou, me fazendo franzir a testa e suspirei, encarando que olhava para mim meio sonolento.
- ? – Ele perguntou e eu me ajoelhei ao seu lado da cama.
- Dorme, , você está em casa. – Falei, fazendo carinho em seus cabelos curtos e ele fechou os olhos novamente, dormindo quase instantaneamente.
Jack chegou logo em seguida, e eu me senti confortável em deixar sozinho, ele estava bem. Saí de lá, sem mencionar nada com Jack e mandei mensagem para , quando cheguei em casa, e ele disse que estava indo para Los Angeles na manhã seguinte mesmo e eu fiquei um pouco mais relaxada, pedi para me avisar caso algo mudasse.

- Você não devia ter feito isso, sabia? – Olhei para frente, vendo entrando em casa.
- Engraçado que ninguém se anuncia mais, não é?! – Revirei os olhos, sentindo minha cabeça pesar ainda e ele fechou a porta.
- Você está bem? – Ele perguntou.
- Sim, só dor de cabeça. – Suspirei. – E ele? – Perguntei.
- Está bem, com uma ressaca incontrolável, mas bem. – Ele riu. – Achava que você era uma miragem.
- Talvez. – Brinquei e ele riu. – Acho que foi sorte eu encontrá-lo lá. Ele estava tão mal, . – Suspirei.
- Ele estava chapado. – coçou a cabeça e se sentou na cadeira em minha frente e eu estiquei a tigela de omelete para ele. – Achei cocaína no armário dele.
- Por que ele não para com isso? – Soltei um suspiro alto.
- Você acha que é fácil?
- Foi fácil entrar, não?! – Rebati a pergunta dele e ele suspirou. - Se eu ouvir que você está se drogando, eu nunca mais olho na sua cara. – Olhei fixo nos olhos dele, falando sério.
- Você vai parar de falar com ? – Ele perguntou.
- Talvez. – Suspirei. – Mas se eu não conseguir, ele vai parar de falar comigo, porque vou infernizá-lo pelo resto da vida. – Ele riu fraco.
- Meio difícil, não?! – Ele falou e eu ri. – Já entrou na internet hoje?
- Eu acabei de acordar, quebrei uns ovos e estou tentando me alimentar. – Suspirei, abaixando o garfo.
- Saiu as fotos de ontem de vocês. – Revirei os olhos. – “O novo casal de Hollywood”. – Não pude me conter em rir.
- Ah, coitados. – Balancei a cabeça. – Mal sabem que ele está com alguém.
- Você sabe?
- Acho que ela ligou para ele ontem as quatro da manhã, se não foi a Lisa, suas irmãs, só pode ser ela. – Ele riu.
- Como você está com isso? – Dei de ombros.
- é meu amigo, , você tem que aprender a ver isso. – Ele abriu as mãos.
- Eu só estou dizendo que você tinha uma queda nele, ele falou que você estava gata no MTV Movie Awards. – Ele riu.
- O mundo falou que eu estava gata, , desculpe. – Ele riu fraco.
- Ele está mudando a forma que te olha, . – Balancei a cabeça.
- Bem, eu também. – Assenti com a cabeça. – Bêbado e drogado comigo não vai rolar. Pergunta para o Mack o quanto que ele ouve quando chega bêbado. – Ele suspirou. – Ele está bem?
- Está sim. – Assenti com a cabeça.
- Que bom! – Voltei a mexer nos pedaços de comida em meu prato. – Você estará livre para daqui... – Fiz as contas na cabeça. – Duas semanas?
- Sempre livre. – Ele riu.
- É a minha formatura. Quero que você vá. – Falei e ele sorriu.
- Oh, é claro que eu vou! – Ele se levantou correndo, me abraçando de lado e eu ri.
- Vai ter um jantar de gala depois, então, vá bem engravatado, hein?! – Ele riu.
- Pode deixar!

- I can tell by the way you talk the talk, that somethin' ain't goin' your way... – Eu fazia os movimentos sincronizados com os dançarinos. - 'Cause your jeans too tight and your hair ain't right, well we all get some of those days. – Movimentei os braços. - Just take another deep breath, try to hit your reset, you know that I can relate. – Remexi os quadris. - Put your hands in the air, Now let me hear you shout out. We'll get out of my way. – Aproximei da ponta do palco, abaixando o rosto. - Take it down, shake it out. On the floor, you'll get over it, let it drop, make it stop, oh, oh, oh. – O som parou por alguns segundos, antes que a coreografia ficasse sincronizada novamente, com Jack e Emily cantando comigo.
- When you feel like I've been, everybody stompin', you and your friend, everybody jump in. Look at us now, everybody shout out, oh, oh, oh, in the spotlight. – Virei o corpo para trás, atravessando o palco, ficando mais perto de Jack e Emily que dançavam comigo. - No matter what's on the outside, get it with your inside. Open your eyes, duties of the spotlight. Don't be from them, everybody stompin', oh, oh, oh. – Repeti o refrão. - When you feel like I've been, everybody stompin', you and your friend, everybody jump in. Look at us now, everybody shout out, oh, oh, oh, in the spotlight. No matter what's on the outside, get it with your inside. Open your eyes, duties of the spotlight. Don't be from them, everybody stompin', oh, oh, oh, in the spotlight. – Abaixei o microfone, deixando Jack e Emily finalizarem a música.
- Oh, oh, oh, in the spotlight. Oh, oh, oh, in the spotlight. Oh, oh, oh, in the spotlight. – Peguei a garrafa de água rapidamente, bebendo um gole longo, antes de pegar o microfone e voltar para o centro do palco.
- A próxima música, é uma música muito importante para nós e que representa muito o que esse especial do Good Morning America quer passar: amor, amizades, felicidades, proximidade com a família, tudo isso que nós temos. – Os fãs na Times Square gritavam me fazendo sorrir. – Essa música trata disso: amizade, amor, união. – Suspirei, colocando o microfone de volta no pedestal, quando os dançarinos saíram do palco. – E eu quero que vocês abracem seus pais, amigos, namorados, namoradas e todas as pessoas que vocês querem próximas a vocês no ano de 2008 e cantem conosco. – Eles gritaram e eu arrumei minha luva rapidamente, ouvindo Henry começar a tocar a flauta no ritmo da música, me fazendo sorrir.
- Feliz Natal, pessoal! – Mack falou ao microfone.
- Sometimes you think you'll be fine by yourself, 'cause a dream is a wish you make all alone. It's easy to feel like you don't need help, but It's harder to walk on your own. – Comecei a cantar suave sozinha, com as mãos no microfone. - You'll change inside, when you realize.
- The world comes to life, and everything's right. – A banda começou a cantar comigo. - From beginning to end when you have a friend by your side. That helps you to find the beauty of all when you'll open your heart and believe in...
- The gift of a friend. – Cantei o final sozinha, ouvindo a flauta suave de Henry novamente. - Someone who knows when you're lost and you're scared, there through the highs and the lows. Someone to count on, someone who cares, beside you wherever you go. You'll change inside, when you realize. – Respirei fundo, vendo Mike se aproximar de mim, mexendo a cabeça.
- The world comes to life, and everything's right. From beginning to end when you have a friend by your side. That helps you to find the beauty of all when you'll open your heart and believe in...
- The gift of a friend... – Alonguei a última nota. - And when the hope crashes down shattering to the ground. You, you'll feel all alone. – Olhei para os fãs, esticando o braço. -When you don't know which way to go and there's no signs leading you on, you're not alone. – Abaixei a voz na última frase. - The world comes to life, and everything's right. From beginning to end when you have a friend by your side. – O ritmo ficou mais rápido novamente. - That helps you to find the beauty of all when you'll open your heart and believe in, when you believe in... – Minhas notas ficaram mais altas. - When you believe in the gift of a friend. – Sorri para o público, vendo a música terminar. – Feliz Natal, pessoal! – Olhei para a câmera que sobrevoava a Times Square.
- Essa foi Stone, pessoal, vamos para um rápido intervalo e depois vamos falar com eles sobre as resoluções para o ano novo e novos projetos. – Ouvi a apresentadora falar no meu ponto e eu acenei para a câmera.

- E agora, a oradora da turma de Linguística da UCLA de 2007, . – Abri um sorriso quando o pessoal começou a aplaudir e gritar por mim e eu me levantei da minha cadeira, vendo Johnny em pé no lugar dele, gritando meu nome, me fazendo rir. Me coloquei na frente do púlpito, acenando para o cara ao lado e suspirei.
- Boa noite! – Falei olhando para a plateia sentada lá embaixo. – Hoje é um dia importante para todos os 57 alunos que estão recebendo o diploma de Linguística hoje, é o dia que estamos livres. – Suspirei. – Não livre no sentido de que a faculdade finalmente acabou, mas livres em poder fazer aquilo que foi adiado durante quatro anos para realmente aprender como se faz, antes de colocar a cabeça no mundo. – Sorri. – Durante esses quatro anos, meus vividos durante três e meio com essa turma, eu aprendi a ver o mundo de outra forma, as pessoas de outra forma e tenho que dizer que sim, foi por causa da faculdade. – Respirei. – É difícil você ter outra carreira e querer continuar os estudos, normalmente é uma surpresa para todos que ouvem você falar isso, mas você faz porque quer, porque pode, porque vai se tornar alguém melhor se isso acontecer, e foi por isso que eu decidi continuar meus estudos: para ser alguém melhor. E nós todos optamos por isso, estudar e tentar se tornar alguém melhor nesse mundo. – Suspirei. – Eu tenho que agradecer a essas 56 pessoas que me escolheram para ser a oradora, creio que o único voto que não foi em mim, foi o meu próprio. – O pessoal riu. – Mas significa muito para mim, já que em alguns momentos pensei em me manter na minha, não aparecer, olhar para os livros e fazer o que eu deveria fazer, mas é bom saber que eu pude ser quem eu sou dentro dessa faculdade e com meus amigos. – Abri um sorriso. – Espero que nós possamos nos encontrar nos caminhos da vida, porque o fim da faculdade, não é o fim da vida, é só um começo de outro capítulo. – Senti o choro subir na garganta. – Vocês estão prontos para ele? – Virei o rosto para a turma que me encarava de sorriso no rosto. – Eu tenho certeza que sim. – Suspirei. – Eu desejo muito sucesso para todos aqui, calma, felicidade, tudo o que seu coração for capaz de sonhar, que você seja capaz de conquistar. – Sorri. – Só não se esqueça de correr atrás dele, pessoas batendo na sua porta perguntando se você quer realizar seu sonho, acontecem poucas vezes. – Os meus colegas de turma deram risada e eu os acompanhei. – Eu vos apresento, a turma de Linguística da Universidade da Califórnia em Los Angeles. – Terminei meu discurso, vendo os pais e convidados aplaudirem e eu respirei fundo, tentando engolir o choro.
- A primeira formanda, senhorita . – A diretora do meu curso falou e eu andei em direção à mesa de professores, começando a cumprimentar um por um.
- Meus parabéns! – Os professores falavam, me abraçando forte. – Sucesso.
- Você vai seguir outros caminhos, mas a gente nunca vai te esquecer. – Meu paraninfo falou, colocando o capelo na minha cabeça e me entregando o diploma.
- Eu nunca vou esquecer tudo o que fizeram por mim, o tanto que me ajudaram. – O abracei forte e ele sorriu.
Virei a fita para o lado esquerdo, abraçando meus professores, mostrando o canudo e o fotógrafo tirou uma foto nossa, e eu segui em frente, tirando outra perto da bandeira da faculdade e da bandeira dos Estados Unidos.
- É! – Falei alto, vendo a fotógrafa dar risada e eu ergui o canudo, feliz.
- Vai, garota! – Ouvi Jack gritar lá de baixo e eu ri, acenando para eles, quando eu voltei para meu lugar.
Os outros 56 alunos foram pegar seu capelo e canudo, e eu fiquei me distraindo com o meu, meu nome estava escrito ali mesmo, eu tinha terminado. Eu tinha conseguido! Algumas coisas aqui, outras ali, fazer prova em outros horários, ficar noites sem dormir, conciliar duas coisas havia sido cansativo, mas eu havia terminado e o resultado estava em minhas mãos.
- E agora, os formandos de 2007, da faculdade de Linguística da UCLA. – O orador oficial falou e nós nos levantamos e eu tirei o capelo da cabeça, e joguei para cima, com um sorriso gigante no rosto. Era oficial.
Peguei meu capelo ainda no ar e senti alguém tocar meus ombros, me fazendo ver Johnny ao meu lado e eu o abracei forte, com a beca atrapalhando um pouco, mas ninguém se importava. Uma terceira pessoa se juntou ao abraço, e eu abracei Rachel com força, sentindo mais lágrimas caírem pelo meu rosto.
- Prometa que não vai sumir. – Rachel falou, olhando fixo em meus olhos. – Você é famosa, linda e rica, mas promete que não vai se esquecer da gente? – Soltei uma gargalhada, abraçando-a novamente.
- Nunca! – Falei, puxando o ar forte. – Eu ainda estarei aqui, e espero vê-los com frequência. – Eles afirmaram com a cabeça.
- A gente dá um jeito. – Johnny falou sorrindo. – A gente sempre deu, não é?! – Ri fraco.
- E mesmo que a gente não se veja, mensagens, e-mails, envio de CDs, a gente aceita tudo. – Soltei uma risada fraca.
- Pode deixar! – Eles riram e logo nos separamos, notando que éramos um dos poucos no palco ainda.
- A gente se vê na festa. – Rachel falou e eu afirmei com a cabeça.
- Parabéns, garota! – Mack me segurou no colo, me girando e eu ri, abraçando-o forte.
- Licença! – Meu pai falou abrindo espaço e eu o abracei forte, sentindo meus olhos lacrimejarem novamente. – Você é forte, querida, você aguenta. Eu sei que você não vai usar isso, mas meus parabéns, você quis, você lutou, você conseguiu, e aqui está o resultado. – Ele pegou o canudo da minha mão. – Você merece tudo isso e mais um pouco. – Assenti com a cabeça.
- Eu duvidei de você, sabia? – Jessica foi a próxima e eu ri fraco. – Não achei que seria uma boa ideia, mas foi. – Ela falou. – E você batalhou para passar por isso, foi dando seus jeitinhos, conversando com o pessoal, e fez provas em meio a turnê, levava livros... – Ela riu. – Quem faz isso? Mas você conseguiu e eu sei que você é capaz de tudo, porque você me mostrou isso. – Assenti com a cabeça. – Vai nessa. – Sorri. – Eu vou postar isso no Twitter.
- O quê? – Franzi a testa.
- É uma nova rede social que eu criei para você. – Ela falou, balançando a mão. – Depois falamos disso. – Franzi a testa, mas tinha uma lista de pessoas para me cumprimentar.
- Parabéns! – Emily veio em seguida.

- A que vamos brindar, então?! – Estendi meu copo com vinho branco.
- A você, é óbvio? – Meu pai falou e eu ri.
- A você que completou 21 anos, outro álbum de sucesso nas costas, tem sido a pessoa mais pé no chão que eu conheço, se formou na faculdade e tem tentando ficar o máximo fora de escândalos... – Jessica falava.
- O negócio com o irmão do foi exceção. – Falei e o pessoal riu.
- Mas a você, , por tudo isso e mais um pouco. – Jessica terminou e todos os presentes em volta da mesa bateram os copos, e tomar um gole.
- Obrigada por tudo, gente! É ótimo estar aqui com minha primeira família. – Apontei para meu pai, minha avó, Lara e Marina. – Minha segunda família, essas seis pessoas que aceitaram ficar comigo, trabalhar comigo, mesmo sem me conhecer. – David sorriu. – E a minha terceira família que são as pessoas que vieram de bônus. – Apontei para o resto da mesa, vendo a família dos meus membros de banda, , Rachel, Johnny e meus treinadores e estilistas da gravadora. – Eu amo vocês. – Falei um pouco mais alto, ouvindo alguém falar no palco.
- Vamos prestar atenção! – Gritaram no microfone e todo mundo se virou no palco para ver quem estava falando, uma menina da comissão da formatura. – Obrigada! – Ela riu. – Bem, como não podemos simplesmente fechar os olhos e fingir que não temos uma famosa entre nós... – Arregalei os olhos. – Eu gostaria de aproveitar o intervalo da banda e pedir para que a nossa colega de classe, a ganhadora de diversos Grammy, subisse aqui no palco e cantasse uma música para nós. – Minha boca foi para o chão, eu mal tinha contato com essa turma, ser escolhida oradora foi uma coisa tipo nada a ver e agora isso? Oh, meu Deus! Eu não estava muito afim, mas já que pediu com tanto carinho...
Fui empurrada por alguém e virei para o lado, puxando Mike junto, espero que ele tenha puxado o resto da banda, se não seria só a gente no palco. Segurei a ponta do meu vestido roxo e subi no palco, notando que as pessoas começavam a se acumular na frente dele, e eu abri um sorriso natural.
- Oi! – Falei no microfone. – Obrigada, Marissa, por isso. – Ela sorriu e saiu do palco. – Realmente é muito importante para nós. – Virei o rosto para o lado. – Isso, gente, se ajeita aí. – Falei e minha banda foi pegando os instrumentos. – Bom, faltam alguns instrumentos, então a gente vai improvisar com o que der. – Balancei a cabeça e virei o rosto para trás, afastando o microfone. – Here We Go Again ou The Time Of Our Lives? – Perguntei para eles.
- Here We Go Again, vamos agitar isso um pouco. – Acenei com a cabeça e ergui o pedestal, vendo que estava baixo.
- Essa é Here We Go Again. – Algumas pessoas gritaram de animação, Rachel e Johnny gritaram de brincadeira mesmo.
Mike começou o rife da música, fazendo com que ela já me tocasse, fazendo meu corpo começar a dançar no mesmo ritmo, e ali, eu tive uma constatação incrível, que eu provavelmente não teria em lugar nenhum.
Éramos menos de 60 pessoas se formando, se colocar que cada uma trouxe 10 pessoas, com exceção de mim, teríamos pouco mais de 600 pessoas ali, juntando pais, avôs, familiares. Mas ainda assim, mesmo com diferenças de idades, o pessoal se juntou comigo e cantou as 4 músicas ali, duas do primeiro CD e duas do segundo e depois que saímos do palco, rindo por ter sido nosso primeiro show de gala, algumas pessoas ainda vieram falar comigo.
Acho que foi ali que eu tive uma dimensão do que eu era. Não era dos prêmios, dos convites, dos estádios lotados, foi ali, no menor show da minha carreira que eu soube do meu potencial e onde eu sabia que eu ia querer mais e dar sempre mais, não importe pelo o que eu tivesse que lutar.

- Jack, é o seguinte... – Abri a porta do apartamento dele, procurando-o pelos cômodos. – Eu vou ao mercado e se você tiver mais alguma coisa para me pedir, você vá comigo, porque não vou trazer isso sozinha... – Parei na porta de seu quarto, vendo-o agachado próximo à cama, com o rosto escondido nos braços. – Ei, ei, o que foi? – Me joguei no chão, em sua frente, tentando abaixar os braços que ele lutava para não esconder. – Jack, olha para mim! – Falei firme, quase gritando e ele puxou o ar e ergueu o rosto para mim, me fazendo assustar.
Seus olhos estavam inchados de tanto chorar, seu rosto estava avermelhado e por um momento eu não soube se era do choro ou se era de raiva, pois seus olhos pareciam que iam saltar, suas mãos estavam fechadas em punhos e os nós já haviam ficado brancos de tanto apertar. Me coloquei ao seu lado rapidamente, passando o braço pelos seus ombros.
- O que foi?
- Eu não quero falar sobre isso. – Ele suspirou e eu senti o choro subir na garganta.
- Você precisa me contar, Jack, ou eu não poderei te ajudar. – Ele soltou um suspiro e virou o rosto para mim. Passou as mãos no rosto forte e encarou a frente, não podendo olhar para mim.
- Você lembra daquele cara que você me viu beijando outro dia? – Me afastei um pouco dele, franzindo a testa.
- O que ele fez? – Perguntei.
- Você estava certa, eu não deveria ter me envolvido. – Ele soltou um largo suspiro e virou o rosto para mim, soltando uma risada fraca. – Ele... – Ele passou a mão no nariz, respirando fundo. – A gente tinha oficializado um relacionamento, algo entre mim e ele, algo simples, nada de divulgar para todo mundo...
- Afinal, ele não assumia que era gay. – Falei curta e grossa e ele assentiu com a cabeça.
- Eu fui na casa dele, os pais dele não estavam, estava tudo indo muito bem, até que os pais dele chegaram, com uma menina que eu nunca tinha visto na vida. – Ele suspirou, balançando a cabeça. – Quando eles nos viram, ele começou a me xingar de todos os nomes possíveis, feios, desnecessários, tudo saía da boca dele. – Ele suspirou. – Até que ele me empurrou, caí alguns degraus. – Ele ergueu a manga do casaco, mostrando o ralado no braço. – Eu tentei me impor, mas a menina, que deve ser namorada dele, começou a perguntar o que estava acontecendo, o pai começou a gritar comigo e eu preferi ir embora. – Ele respirou fundo. – Eu estou me sentindo péssimo. – Ele balançou a cabeça.
- Apesar de tudo, você não deveria estar se sentindo mal. – Coloquei minhas mãos em seus cabelos escuros, acariciando sua cabeça. – Você não deve se rebaixar a ninguém. – Sorri. – Você é a melhor pessoa dessa banda, Jack. Você não importa se está calor ou frio, bom ou mal, feliz ou estressado, você sempre é a melhor pessoa do local. – Ele sorriu. – Você trata as pessoas da melhor maneira possível, sempre tem um sorriso no rosto, é lindo. – Ele riu. – Eu não vou permitir que você se rebaixe a ninguém. – Ele afirmou com a cabeça. – Sei que vai ser difícil, mas erga a cabeça e sorria, você é melhor que ele. – Ele riu fraco.
- Como você consegue? – Dei de ombros, abraçando-o fortemente.
- Jack? – Virei o rosto para porta do quarto e quando notei já estava em pé.
- Anthony? – Jack se levantou ao meu lado e eu me coloquei em frente a ele.
- Ah, ele é ele? – Jack afirmou com a cabeça e eu abri um largo sorriso.
- Vai embora! – Jack falou e eu respirei fundo.
- Vamos conversar. – Soltei um suspiro, revirando os olhos.
- Você fica aqui! – Empurrei Jack para trás um pouco. – E você sai.
- Eu quero falar com Jack. – Ele falou se aproximando e eu me coloquei na frente dele.
- Mas ele não quer falar contigo.
- Você não sabe disso. – Anthony era alto e forte, mas ele não era dois e eu não tinha medo de brigar com homem.
- Bem, ele falou “vai embora”, podia ser, mas eu juro que não fui eu. – Soltei uma risada irônica. – Vai embora! – Falei na boa. – Sério. Não vamos fazer mais caso do que já foi, ele esquece você, você se esquece dele, fica tudo certo. – Assenti com a cabeça.
- Eu gosto de você, Jack! – Ele falou.
- Acho que primeiro de tudo você precisa aprender a tratar alguém que você goste, esconder atrás de uma moita ou de um carro não vai adiantar nada. – Falei. – Sério, vai embora. Ou vou chamar meus seguranças. – Falei sério.
- Já estamos aqui, . – Vi Ariella entrar no quarto.
- Vai embora, Anthony, ou vai ser pior.
- Para quem? Para mim ou para você? – Ele falou visivelmente estressado.
- Faça o que quiser, mas o mundo já sabe da orientação sexual de Jack, o mundo pode não ligar pela sua, mas seus pais talvez queiram... – Abri um sorriso. – Sua namorada também.
Carl ia segurá-lo pelo braço, mas Anthony soltou rapidamente e saiu pisando duro pelo corredor e a porta se bateu com força me fazendo respirar fundo.
- Vou me certificar que ele saia daqui. – Carl falou, saindo logo em seguida e eu abracei Jack fortemente.
- Se por acaso ele aparecer aqui de novo, me chame! – Falei e ele afirmou com a cabeça. – Pode doer, pode, mas você tem gente para te confortar. – Ele assentiu com a cabeça.

- , o que está fazendo aqui? – Falei ao abrir a porta.
- Podemos conversar? – Dei licença na porta, sentindo meus pés descalços esfregarem pelo chão.
- Sobre o que você quer falar? – Encostei a porta, e cruzei os braços.
- Sobre aquela noite. – Revirei os olhos.
- Oh! – Andei até o sofá, me sentando na frente da TV novamente.
- Obrigado por cuidar de mim. – Ele falou, coçando a nuca. – Eu estava um pouco alterado aquela noite.
- Um pouco? – O cortei, colocando a mão no queixo. – Você estava chapado, . Drogado, bêbado. – Balancei a cabeça.
- Eu...
- E você sabe a pior parte? – Me levantei, me aproximando dele. – Você não precisa disso. Você tem uma família que te ama, uma carreira sólida, amigos... O que você está pensando?
- , por favor, me deixa falar.
- Não, eu não vou te deixar falar. – Me aproximei dele, apontando o dedo bem próximo em meu rosto. – Eu não vou dar tempo para você pensar em uma mentira. – Engoli em seco. – Eu posso ter só 21 anos, na sua cabeça isso é pouco, mas eu fiquei sozinha por boa parte da minha vida, aprendi a me virar conforme a música tocava, então eu sei o que eu estou falando. – Respirei fundo. – Eu gostava de você, . Gostava mesmo. – Suspirei, balançando a cabeça. – Mas enquanto você estiver envolvido com isso, eu gostaria que você não estivesse envolvido comigo. – Fui sincera, respirando fundo.
- Você não sabe o que está falando. – Ele falou, balançando a cabeça.
- Sei, , eu realmente sei. – Abri um largo sorriso. – Nós não somos melhores amigos, mas somos amigos, podemos confiar em nós mesmos...
- Mas não precisa ser assim.
- Não precisa, mas eu não quero me envolver, sair um rumor que eu estou namorando você? Esse é o menor dos meus problemas, mas podia ser coisa pior. – Balancei a cabeça, franzindo os lábios. – Então, você vai ter que escolher. – Respirei fundo.
- Escolher?
- Sim, escolher. Entre mim, seus amigos, sua família, sua carreira ou sei lá onde você está querendo se meter. Porque nesse lugar que você está entrando, talvez você não possa sair. – Fui honesta e ele respirou alto, bagunçando os cabelos. – É isso que você queria falar?
- Queria me desculpar também. – Ele falou.
- Está desculpado. – Falei. – Mas quando se pede desculpas, não se faz de novo. – Dei de ombros. – Pensa nisso. – Ele assentiu com a cabeça. – Você pode ir? Eu preciso arrumar malas.
- Claro! – Ele falou, soltando um suspiro alto e abriu a porta de casa. – Feliz Natal. – Ele falou e eu fechei a porta, encostando a testa na porta, respirando fundo. De repente meu peito havia começado a doer.

- Obrigada, ! – Acenei para os fãs sorrindo, vendo-as soltarem gritinhos, saindo de perto de mim e eu ri, ajeitando a mochila nas costas.
- Pode ficar mais calma, Ariella, está tudo certo. – Ela riu fraco. – Não vim anunciada. – Ela riu e eu balancei a cabeça, andando em direção à saída do aeroporto de São Paulo.
- Não custa nada ficar na retaguarda. – Ela falou e Carl riu.
- Vocês deveriam estar indo passar o Natal com suas famílias, não deveriam ter vindo comigo. – Bufei, suspirando.
- Bem, eu tenho que agradecer pelo meu salário, então não custa nada para mim. – Ela falou e eu ri.
- Bem, minhas filhas vão passar o Natal com a mãe, então prefiro aproveitar aqui no Brasil, tirar o paletó um pouco... – Soltei uma risada fraca e o abracei.
- Vamos para Relva, então! – Bati as mãos e eles me seguiram.
Pelo caminho até a locadora de carros, mais algumas pessoas me pararam. Elas soltavam um gritinho animado, corriam para o meu lado, me abraçavam, falavam o tanto que gostavam da minha música, comentavam que não acreditava que eu era realmente do Brasil, tiraram fotos e iam embora.
Eu aluguei um carro rapidamente, joguei o boné para trás e dirigi uma hora até Relva. Ariella e Carl eram boas companhias, mas eles eram meio quietos, então fiquei me atualizando dos últimos lançamentos do mundo da música, tentando esquecer as minhas um pouco. Era outro projeto concluído, agora era olhar para frente.
Estacionei em frente à construção baixa e amarela em casa e puxei o freio de mão, prensei a buzina com força e saí do carro, vendo Carl e Ariella olharem pela pequena rua com poucas casas no quarteirão.
- É aqui que eu nasci, gente, que eu cresci, que eu me tornei boa parte do que eu sou hoje. – Ariella abriu um largo sorriso e acenou com a cabeça.
- É um prazer estar aqui.
- ! – Abri um sorriso ao ver meu pai na porta e até soltei uma fraca risada.

- Fica calma! – Franzi a testa, com meu pai me abraçando pelos ombros.
- Pai, eu estou calma. – Falei. – Você que está surtando. – Toquei sua testa que suava e ele respirou fundo.
- É o calor. – Neguei com a cabeça.
- Não, não é! – Falei e ele balançou a cabeça, finalmente me levando para dentro de casa.
Imediatamente os vi sentados, foram duas pessoas, uma mais alta e outra mais baixa. A mulher era muito bonita, os cabelos castanhos estavam bem penteados, o vestido preto em seu corpo superdelicado e eu pude jurar que ela era bem parecida com meu pai, talvez em idade. E ao seu lado um menino parecido com ela, cabelos castanhos, pele clara, sardinhas no rosto e cabelo estilo tijelinha, eles eram fofos.
- , essas são Amélia, minha namorada e Matheus, seu filho de 12 anos. – Abri um largo sorriso, colocando minha mochila no chão, me aproximando deles.
- Oi, tudo bem? – Me aproximei da mulher, que ficava um pouco mais alta que eu no salto e a abracei forte, tentando levar conforto. – É um prazer, finalmente, conhecê-los. – Falei e ela sorriu, me encarando nos olhos.
- O prazer é nosso, querida, seu pai falou muito de você, e já vi muito sobre você também. – Ri fraco, bagunçando os cabelos.
- Ele falou muito de você também, e como vocês estão felizes. – Ela ficou levemente envergonhada e eu sorri, dando um rápido beijo em sua bochecha.
- Obrigada! – Ela sorriu para meu pai. – Estou muito feliz também.
- E você, pequeno? – Me sentei na poltrona e o mais novo rapidamente me abraçou, soltando uma risada em meu ouvido que me deu um sentimento de coisa boa, me fazendo rir.
- Eu tô bem! – Ele se soltou de mim e abriu um sorriso.
- O que você gosta de fazer? – Eu precisava me enturmar.
- Eu gosto de ouvir suas músicas. – Ele me fez rir.
- Qual sua favorita? – Ele colocou o dedo gordinho no queixo, pensando.
- Fly With Me! – Soltei uma risada fraca.
- Eu também gosto, sabia? Bastante! – Ele riu, olhando para baixo um pouco.
- O que mais você gosta?
- De várias coisas, gosto de quadrinhos, bonecos, carrinhos, além de você, é claro. – Ele falou e eu ri, bagunçando seus cabelos.
- E, o que você acha, de ser meu meio-irmão? - Apoiei meu queixo nas mãos.
- O que é isso? - Ele me imitou.
- Você vai ser meu irmão, mas do coração. – Ele abriu um sorriso.
- Eu posso? – Ele perguntou.
- Bem, nossos pais estão juntos, acho legal, você não?! – Ele soltou uma risada gostosa.
- Eu acho! – Ele sorriu e eu me levantei novamente.
- Ah, e antes que eu me esqueça. Carl e Ariella, meus seguranças, eles vieram comigo. – Revirei os olhos.
- Essa parte que eu não estou entendendo. – Meu pai falou e eu ri.
- Não tente entender, estou a umas 16 horas tentando entender e nada faz sentido.
- Bem, fiquem à vontade, vamos ter que dar um jeito nos quartos, mas a gente resolve rapidinho. – Meu pai falou, passando pela sala de estar. – E o banheiro está livre, caso vocês queiram se arrumar.
- , o que é segurança? – Matheus perguntou e eu me aproximei dele novamente.
- Eles cuidam de mim, para não deixar que fãs ou outras pessoas me machuquem. – Falei, fazendo cócegas em sua barriga, vendo-o rir e me levantei, abraçando-o de lado, sorrindo para Amélia que estava levemente emotiva.

- Você quer falar algo, ? – Meu pai falou, me entregando uma taça de vinho e eu me levantei.
- Você sabe que eu sempre tenho algo a falar! – Virei meu corpo de frente para ele, e ele riu. – Bem, esse Natal é bem diferente de todos os outros que tivemos nessa casa, e não digo nem pelo fato de passarmos separados ou outra coisa, mas eu digo pelas pessoas que estão aqui. – Suspirei. – Minha avó, Lara e sua família, Marina e sua família, meu pai. – Sorri para ele. – Era assim que a gente passa nossos natais há muito tempo. – Suspirei. – Mas esse ano, temos quatro pessoas a mais aqui. – Apontei para Andreia e Matheus e depois para Carl e Ariella. – Dois vieram por questão de segurança, mas são pessoas que eu estou perto há quase quatro anos e que eu confio muito. – Sorri. – E, apesar de vocês levarem alguns arranhões e bichinhos de pelúcia na cara por mim... – Lara gargalhou. – Vocês não são meus empregados, vocês são meus amigos, minha família e, apesar de preferir que vocês passem essa data com suas famílias, eu fico feliz em vocês estarem aqui comigo. – Eles assentiram com a cabeça. – E Amélia e Matheus, me perdoem se eu demorei um ano para conhecer vocês, mas se demorou um ano, quer dizer que vocês ainda estão juntos e que isso tem muita coisa para rolar ainda. – Amélia sorriu. – Então, eu gostaria de dar boas-vindas para vocês na família , atualmente ela tem sido um pouco turbulenta, mas com o tempo, quem sabe vocês se acostumem e se sintam cada vez mais confortáveis. – Suspirei. – E, aos outros presentes, obrigada! Mais um ano longe, mas mais um ano que eu consegui conciliar minhas duas vidas, sem afastar ninguém de longe de mim. Então, obrigada! – Sorri. – Feliz Natal e um ótimo 2008.
- Feliz Natal! – Eles repetiram e eu sorri.
- Eu tenho uma surpresa para você! – Meu pai falou após beber seu gole de vinho e saiu pela porta da garagem, indo lá fora e eu franzi a testa.
- Você vai adorar isso! – Marina falou e eu sorri.
- Fecha os olhos! – Meu pai gritou e eu fechei os olhos, sentindo alguém colocar as mãos em meus olhos. – Estica as mãos. – Fiz o que ele pediu e suspirei alto.
Eu senti algo macio ser colocado em minhas mãos e eu comecei a acariciar levemente, antes de sentir me lamber e abri os olhos rapidamente, assustada, vendo um Cocker Spaniel cor de mel, com as orelhas caídas em minhas mãos e eu trouxe para perto do peito, abraçando-o.
- Oh, pai! – Sorri e ele abriu um largo sorriso.
- Para você não ficar tanto sozinha. – Ri fraco, acariciando o pequeno cachorro em meu colo.
- Obrigada! Ele é lindo! – Ele riu.
- É ela, mas sim, não foi nada. – Ele beijou minha testa e eu aproximei meu novo cachorro do rosto, sentindo-o lamber meu rosto, me fazendo rir. – Feliz Natal, pessoal! – Meu pai falou e eu sorri.

Me olhei no pequeno espelho do corredor e arrumei a gola do meu casaco branco, puxando um pouco mais para cima e respirei fundo. Andei mais alguns passos à frente, encontrando David, Virgínia e Jack, e dei um rápido beijo em cada um, cumprimentando-os rapidamente. Entramos na pequena sala e abracei Emily e Amir rapidamente, apertando-os forte e cumprimentei, educadamente, o juiz que retribuiu com um aperto de mão.
- Bem, vamos começar! – Ele falou e eu assenti com a cabeça, ficando entre Jack e Virgínia. – Estamos aqui reunidos, em cerimônia pública no cartório de Los Angeles, quinta-feira, 27 de dezembro de 2007, às 14:30 da tarde, para reunir Amir Kaurón e Emni Lizarde, imigrantes botsuanos. – Abri um sorriso, notando no vestido simples que Emily usava. – Vocês dois estão conscientes sobre as leis e diretrizes de um casamento?
- Sim. – Ambos responderam, se olhando.
- Sabendo todas as diretrizes, vocês querem se unir em matrimônio? – O juiz perguntou.
- Sim. – Eles sorriram.
- Quais são as testemunhas presentes? – Ele se virou para nós.
- Giovanni Bolzan, italiano. – Ele entregou o passaporte.
- , brasileira. – Fiz o mesmo.
- Virgínia Benita Sakawa, mexicana. – Ela fez o mesmo.
- David Sakawa, japonês. – David fez o mesmo.
- Nossa! Só estrangeiros. – Ele falou e soltamos uma risada. Ele conferiu os documentos rapidamente, antes de devolvê-los a mesa.
- Vocês, testemunhas, estão cientes das mesmas diretrizes legais do casamento?
- Sim. – Respondemos em coro.
- Amir Kaurón, Emni Lizarde, pelo poder investido em mim pelo estado da Califórnia, eu vos declaro marido e mulher. – Ele falou, antes de assinar um papel e virar para os dois que fizeram o mesmo.
Eles sorriam entre si após as assinaturas e Amir tirou uma pequena caixinha do bolso, com duas alianças de ouro na mesma, Emily pegou uma e colocou em seu dedo, Amir fez o mesmo e colocou no dedo dela. Eles trocaram um rápido beijo e eu, junto das outras testemunhas, aplaudimos felizes, correndo abraçá-los em seguida.





Fim do Segundo Ato.



Ato Três:
Third Base – 2008 a 2009


Capítulo 13

- Você não vai fazer isso. – Mack falou, me olhando sério e eu revirei os olhos.
- Ah, por favor. – Me ajeitei na cadeira, olhando para Robb que me encarava nervoso. – Você pode fazer o favor de descolorir isso?
- Tem certeza que você quer fazer isso? – Robb perguntou e eu bufei.
- Eu disse que quando quisesse pintar meu cabelo, eu viria a você, agora eu quero, então, eu vim até você. – Ergui a cabeça para trás e ele afirmou com a cabeça, pegando o pote com o descolorante e eu joguei a cabeça para trás, começando a sentir o mesmo passar em meus cabelos.
- Com mechas roxas? – Mack perguntou.
- Sim! – Falei sorrindo.
- Você vai se transformar em outra pessoa. – O moreno me encarou por cima da revista que ele lia e eu ri fraco.
- Isso vai ser ruim? – Perguntei.
- Não, só que com certeza as pessoas vão olhar para você de outra forma. – Virei a cadeira para ele.
- Como assim? – Ele abaixou a revista e sorriu para mim.
- Você vai ficar parecendo uma mulher. – Franzi a testa.
- Licença? – Ele olhou para mim e gargalhou.
- Não, desculpe, foi mal! – Soltei uma risada fraca. – Você é uma jovem adulta, , vai parecer um mulherão mais rápido.
- Bem, eu estou precisando mudar minha cara um pouco, tentar atrair um pouco o público mais velho...
- Os homens. – Ergui o rosto, olhando para Robb. – O que foi?
- Estou vendo que o ano vai ser complicado. – Mack revirou os olhos e piscou para mim.
- Fica quieta, Stone! – Ele falou e eu suspirei.
- Olha que eu vou mandá-lo pintar seu cabelo também. – Ele arregalou os olhos e se afastou um pouco de mim.
- Não toque no meu cabelo. – Ele falou e eu ri.
- Não tem perigo, não quero encostar nesse cabelo gorduroso! – Robb falou e eu gargalhei alto, sentindo Mack me bater na perna.
Ficamos quietos pelo resto do processo. Na verdade, eu não tinha a mínima ideia do porquê Mack estava ali comigo, acho que era só tédio. Robb passou o produto em todas as partes do meu cabelo e deixou agir, isso durou uma hora ou mais. Como ele disse, meu cabelo era bastante escuro, então demorava um pouco mais para descolorir. Mas quando terminou, ficou demais.
Deu um contraste bem interessante na minha pele, aquilo estava ótimo. Claro que rolou algumas piadas besterentas de Mack, mas é claro que eu não esperava algo diferente dele. Depois disso, Robb passou uma tinta mais dourada no meu cabelo, puxando alguns fios com a touca e depois de pronto, ele fez uma mecha longa e cumprida em um roxo meio rosado, ficou diferente de tudo que eu já tinha feito no cabelo, mas ficou incrível.
- O que achou? – Robb perguntou e eu passei as mãos nos meus cabelos, agora loiros, soltando uma risada alta com o resultado.
- Está demais! – Joguei o cabelo para os lados, vendo as mechas roxas se mexerem também.
- Agora a gente tira você desse jeans, coloca umas roupas mais curtas, mais apertadas e você vai arrasar! – Mack sorriu para mim pelo espelho e eu revirei os olhos.
- Desde quando você entende de estilo? – Robb o cutucou.
- Não entendo nada disso não, mas entendo de mulher bonita. – Ele sorriu para mim. – E você vai ficar um arraso. – Suspirei e me olhei no espelho, apesar de tudo, ele tinha razão, calças jeans e camisetas podiam sumir um pouco e dar lugar a alguns vestidos, saias e shorts mais curtos, apesar de quase 22 anos, eu não me sentia mais uma criança, muita coisa mudou desde que eu comecei e eu podia muito bem dar uma nova cara a mim.
- É, parece ser uma boa. – Abri um sorriso de lado, mordendo meu lábio inferior em seguida.

- Eu nunca vou me acostumar com isso. – Jessica falou entrando na sala e eu pisquei para ela, soltando uma risada em seguida. – Enfim, vocês já tiveram quatro meses de folga, produziram algumas coisas bastante interessantes e acho que, pelas letras novas, vocês vão para um caminho diferente nesse?
- Você acha? – Mike apontou para mim e eu ri, balançando a cabeça.
- Ok, ok! – Jessica coçou a cabeça. – Vamos focar no que importa, então. Qual vai ser o ângulo que vocês darão nesse novo álbum?
- Eu e trabalhamos muito com essas letras diferentes, esses ritmos diferentes do que a gente já fez, e acho que, apesar de tudo, estamos perto de uma evolução musical. – David tomou as rédeas da situação. – se tornou uma grande escritora. – Sorri para ele. – Ela pode pegar qualquer assunto e escrever sobre qualquer assunto. – Ele deu de ombros. – Ela não tem uma vida pessoal para escrever sobre isso, mas ela escreve sobre qualquer coisa que está em sua cabeça.
- O negócio é que ela está se sentindo poderosa. – Mike entrou no assunto. – As letras estão mais poderosas, dá para usar isso bastante, ela está abusando um pouco mais dos passos de dança, por que não focar nisso?
- Dança? – Jessica perguntou e Mike deu de ombros.
- Por que não? – Ele continuou. – Acho que já provamos que podemos ser bem ecléticos e diversificados.
- Vocês vão dançar? Todos vocês? – Jessica perguntou e eu vi meus membros de banda se entreolharem.
- Vai ser divertido! – Jack falou, jogando os cabelos para trás e o resto do pessoal riu.
- Bem, nem todas as músicas precisam ser dançantes. – Mike falou. – tem umas 13, 14 músicas prontas...
- Na verdade, essas são as músicas revisadas e completas, ainda tenho alguns rabiscos em casa. – Nesse momento todo mundo se virou para mim.
- Quantas mais? – Franzi a testa, pensando.
- Devem dar umas 19, 20, algo assim.
- Que merda! – Louis falou antes de dar risada. – Todas nesse estilo?
- Bem, não é como se eu tivesse muito assunto para escrever. – Falei sincera e eles riram. – Mas devem ter umas três ou quatro com mais significado.
- Você conhece a palavra ‘férias’, certo? – Brandon virou para mim.
- Bem, eu fico entediada fácil. – Dei de ombros e Mack gargalhou ao meu lado.
- Queria eu ficar entediado fácil. – David falou.
- Acho que tendo três filhas, não é fácil! – Comentei e ele riu.
- Estamos mudando de foco. – Jessica falou. – Mas então é isso que vocês querem? Um álbum mais dançante?
- Sim! – Falei. – Mostrar que a gente é capaz de outras coisas.
- Parece que Dave vai trabalhar bastante dessa vez.
- Não tenho medo de trabalho.
- Bem, vão para casa, alinhem o que vocês já têm, amanhã cedo, todo mundo no estúdio, vamos agilizar isso. Terceiro álbum, turnê mundial, tem muita coisa para resolver.
- Espero que o Japão esteja incluído nisso. – David falou.
- Um passo de cada vez. – Jessica falou, me fazendo rir.

- Ok, então temos 19 músicas. – Mike falou, coçando a cabeça.
- Deus, eu não sei nem por onde começar. – Suspirei.
- Bem, vamos começar pelas músicas que a gente já tem os ritmos prontos, depois a gente foca nas músicas que faltam. – David suspirou e eu afirmei com a cabeça.
- Nossa, é muita coisa. – Olhei para o papel em minha frente. – A Jessica liberou tudo isso de músicas para o álbum?
- Ela não se opôs quando vocês falaram. – Brandon falou.
- Afinal, a gente tem dinheiro para comprar músicas a mais, esse é o de menos. – Falei suspirando.
- Ok, então vamos começar com você, ? – Mike falou, se virando para Brandon, Henry e David na mesa de som.
- Qual música? – Abaixei os pés da mesa de centro e me levantei.
- Eu não sei. – David riu e eu balancei os braços.
- Vamos pela lista. – Brandon se ajeitou na mesa de som. – Rumors, Masquerade e por aí vai. – Assenti com a cabeça, pegando as folhas da mão dele. – A batida está pronta, a gente só trabalha com a melodia depois.
- Vai lá, ! – Acenei para Jack e ele riu, e me coloquei dentro da cabine novamente, coloquei os papéis no suporte em minha frente e os organizei, deixando a letra de Rumors em cima e coloquei o fone de ouvido.
- Está me ouvindo, ? – Ouvi a voz de Brandon pelo fone.
- Sim! – Acenei com a cabeça.
- Fala no microfone.
- Blá, blá, blá, terceiro álbum, galera, vamos lá...
- Bom! – Brandon falou. - Você lembra do ritmo?
- Um pouco, mas quando começar, as coisas vão fluir.
- Ok, então vamos lá, . No três... – Confirmei com a boca. – Um, dois, três... – Brandon deu play, fazendo com que o ritmo mixado que David fez para Rumors começasse a sair pelo fone de ouvido.
- Saturday steppin' into the club the music makes me wanna tell the DJ turn it up. – Comecei falando todas as letras da música, tentando não atropelá-las. - I feel the energy all around and my body can't stop moving to the sound. But I can tell that you're watching me and you're probably gonna write what you didn't see. Well, I just need a little space to breathe. Can you please respect my privacy?
- Ok, ok! – Brandon falou, pausando a música. – Bom, muito bom, mas tenta não ficar roxa e sem respirar, ok?! – Ri fraco.
- Ok! – Passei a mão na boca.
- A segunda parte agora...
Eu não me sinto 100 por cento com as músicas escritas para esse CD, a maioria delas são letras vazias, sem significado e tudo mais, mas quando você não namora, quando seu coração só tem gratidão para compartilhar e você tem o desejo de escrever as coisas, você simplesmente escreve sobre as cores do vaso em casa, além do mais, David me ajudou bastante com isso, ele era o rapper, então ele realmente fazia músicas sem sentido funcionar, e era disso que esse álbum se trataria, coisas sem sentido. Sem contar outra música que Mike havia feito para mim, Party Girl. E uma bem mais viajada que Mack e Jack haviam escrito, Starstrukk, e eu aceitava tudo.
E a melhor parte era que não existia somente evolução musical, a gente notava que todos nós evoluíamos ao longo dos anos. Esse era o quinto ano juntos, se eu já falava que éramos uma família, agora mais do que nunca. Eu posso dizer com certeza que, se por algum motivo, alguém tiver que se afastar, todos apoiarão, porque eu não consigo pensar nessa banda com outra pessoa no lugar, simplesmente não parecerá certo.

- Você se sente confortável? – Malcon perguntou, ajeitando o banco para que eu me sentasse.
- Eu estou me sentindo bonita e feliz. Isso responde sua pergunta? – Me virei para ele, enquanto Robb insistia em arrumar meus cabelos.
- Talvez! – Malcon estralou um flash em meu rosto.
- Ei!
- Só testando! – Ele falou e eu ri, batendo na mão de Robb, vendo-o fazer uma careta e eu arrumei meus cabelos. - Bem, vamos fazer algumas sentadas depois a gente tira o banco, faz algumas em pé, trocamos de roupa e por aí vai. – Assenti com a cabeça.
- Como você quer que eu aja?
- Não vou dizer naturalmente, porque eu realmente não estou acostumado a isso. – Ele me fez rir. – Mas o ponto do álbum é ser sexy, algo mais sensual, danças e tudo mais. – Robb se retirou da área do estúdio. – Foca nisso. Brinque com a câmera. – Afirmei com a cabeça, abaixando o rosto e abrindo as pernas no banco e coloquei as mãos no meio. – Isso, , sorria para mim, pense que você está me seduzindo. – Franzi a testa, olhando para ele.
- Pensa que ele é o .
- Oh, Deus, vocês não cansam disso, é?! – Falei, suspirando, vendo Robb gargalhar e Malcon focar em tirar fotos. – Eu já disse que aquilo é mentira.
- A gente sabe, amorzinho, mas é bom zoar contigo. – Robb falou e eu revirei os olhos, jogando o cabelo um pouco para o lado, ficando mais séria para Malcon e fazendo todas as caras e bocas que eu podia na mesma posição.
- Então, para, eu e somos só amigos. – Virei o rosto no banco, me colocando de lado, esticando as pernas e sorri para Malcon, jogando os cabelos para o lado.
- Isso, garota!
- Ou só bons conhecidos. – Balancei a cabeça, colocando as mãos por entre os fios do meu cabelo, bagunçando-os.
- Bem, eu não o conheço, mas vocês realmente parecem só amigos nas fotos que saiam, mas aí aquele dia na boate...
- Robb, eu juro que eu vou te arrebentar se você continuar com isso.
- Oh, irritadinha! – Ele sorriu e eu franzi os lábios, rindo e me levantei do banco novamente, apoiando os braços. – Só estou dizendo, pode não dar certo agora, mas quem sabe no futuro?
- Só se for em um futuro bem, bem distante, quem sabe no pós-vida? – Brinquei e ele me mostrou a língua.
- Querem parar de falar? – Malcon abaixou suas lentes de mim e eu abri um sorriso sem graça. – A não ser que vocês queiram ficar aqui até às 10 da noite de novo.
- Não, eu ainda tenho que voltar para o estúdio. – Abri um sorriso.
- Então, fique quieta e faça todas aquelas ‘duck face’ para mim. – Ele fez referência à música do primeiro CD e eu afirmei com a cabeça.
- Tá, então, vamos lá! Se levanta! – Fiz o que ele mandou e uma de suas assistentes tirou o banco do caminho e eu comecei a dançar no mesmo, mexendo meus quadris para os lados, acompanhando a música de fundo. – Isso! – Malcon riu. – Você é o foco na lente, , vamos lá.
- Seria uma ótima história de amor, Malcon! – Brinquei com ele que riu.
- Pior que seria! – Ele riu fraco, esticando a mão, para que eu batesse na dele.
- A musa das lentes fotográficas. – Eu e Malcon nos olhamos, franzindo a testa e caímos na gargalhada.
- Ok, Robb, obrigada, você pode ir agora! – Joguei os cabelos para o lado, fazendo algumas das poses mais conhecidas.
Continuou assim por mais umas três horas, Malcon tirando fotos de todos os movimentos e respiradas que eu dava, e Robb me ajudava com as cinco, seis trocas de roupas que rolava e mudanças no penteado. Fotos em bancos, chão, escoradas na parede e tudo mais, eu estava realmente me sentindo sensual, diferente. Eu, com certeza, abusaria dessa nova fase, viria com tudo!
- Eu gostei dessa aqui. – Apontei para a miniatura, e Malcon aumentou a mesma, eu estava com os cabelos e corpo jogado para o lado, com um sorriso estranho no rosto, mas estava bem legal.
- Capa, certo? – Ele perguntou.
- Com certeza. – Ri fraco. – Talvez jogar o nome do álbum bem grande no meio da tela, você que edita, entende melhor.
- Beleza! – Ele fechou a tela. – Já tem o nome?
- Ainda não. – Fiz uma careta e ele riu. – E essa no banco. – Apontei para outra, que ele aumentou, sentada no banco, com os olhos focados na câmera, mas com um sorriso bem diferente do que eu estava acostumada. – Coloca no verso.
- Beleza, já adiantamos bastante! – Ele esticou a mão e eu bati na dele, abraçando-o de lado.
- Obrigada, Malcon! – Suspirei, tirando as botas de salto dos pés e entregando para Robb. – Agora eu vou me trocar e voltar para o estúdio.
- Até mais! – Ele acenou e eu ri, entrando correndo no banheiro do último andar do prédio.

- Ei! – Fiquei surda por alguns segundos, virando o rosto para Jessica que parecia professora de ensino médio, batendo as mãos na mesa. – Se quiserem conversar, o bar fica do outro lado da rua.
- A gente podia comer mexicano depois daqui. – Mack falou e eu bati na sua mão.
- Minha barriga está roncando. – Falei e ele riu.
- Eu estou lidando com um bando de idiotas. – Jessica se sentou na poltrona e eu pisquei para ela.
- A gente te ama. – Cochichei para ela e eu balancei a cabeça. – Ei! – Coloquei minha voz de grave para funcionar, assustando a todos.
- Ok, também não precisa quebrar as janelas. – Jack abanou a mão e eu ri.
- A voz é sua, Jessica! – Ajeitei meu corpo na cadeira e ela agradeceu, se levantando de novo.
- Ok, precisamos decidir algumas coisas, que eu acho que já vai estar decidido, e, nesse tempo que vocês ficaram conversando, a gente já podia ter resolvido. – Ela se levantou, apoiando as mãos na cadeira.
- Diga! – Suspirei.
- Cinco singles e nome do álbum. – Abri um largo sorriso.
- Ah, você sabe que isso está pronto. – Ela revirou os olhos e eu ri.
- Manda bala, então, dona . – Joguei uma pasta para ela, vendo os papéis voarem. – Vamos ver. – Ela jogou os cabelos loiros para trás, olhando a lista que eu havia entregue. – Tá na ordem?
- Sim, sim! – Confirmei, arrumando os óculos em meu rosto.
- You Ain’t Seen Nothing Yet, Move, Crank It Up, Cool For The Summer e Untouched? – Afirmei com a cabeça.
- Ei, eu gostei! – Mike falou rindo e esticou a mão, me fazendo bater na mesma.
- Você já pensou em alguma ideia para os videoclipes? – Jessica perguntou.
- Na verdade já, basicamente seguir as letras das músicas. – Dei de ombros. – Odeio videoclipes que a música é ótima e o videoclipe não abusa em nada disso.
- Atores ou vocês se viram? - Brent perguntou, eu nem havia visto-o na sala.
- Atores em You Ain’t Seen Nothing Yet e Untouched, o resto a gente faz com a gente. Move pensei em uma competição de dança, vai ficar ótimo. Crank It Up uma balada totalmente solta mesmo, Cool For The Summer com capôs do carro abaixado, sol no rosto, óculos de sol, muita piscina e tudo mais.
- Por que Masquerade, Got Dynamite, Lolita e Starstrukk estão marcados com uma estrelinha? – Jessica ergueu o rosto para mim.
- Bem, com o canal do YouTube a gente pode fazer alguns vídeos caseiros mesmo, uma câmera na mão e uma ideia na cabeça.
- Vamos ver! – Ela riu e trocou a folha. – Third Base? É esse o nome que você quer para o álbum?
- Com certeza! – Mack falou rindo.
- O que isso ao menos significa? – Jessica perguntou.
- É menção à uma parte em You Ain’t Seen Nothing Yet, menção a baseball, que Mack está um pouquinho viciado, menção a namoro, preliminares sexuais e, claro, ao terceiro álbum.
- Todo mundo aprova?
- Sim! – Todo mundo falou.
- O nome eles já tinham pré-aprovado. – Sorri para ela.
- Bem, acho que é isso. Podem voltar para o estúdio. – Ela falou fechando a pasta e ouvi os barulhos das cadeiras serem arrastadas pelo chão.

Eu movimentava os dedos bem forte tanto no braço da guitarra, quanto no meio, enquanto Mack e Mike me acompanhavam em seus instrumentos. Pisei na caixinha, mudando o som, enquanto ouvia minha voz e de Emily sair do fone de ouvido e Mack parou de tocar o baixo e Mike também, me deixando fazer os últimos acordes com o teclado e eu parei, ouvindo meu quarteto de cordas finalizar a música e eu segurei as cordas da guitarra para acabar com o som.
- Ótimo! – Ouvi Brandon no fone de ouvido e tirei o mesmo, pendurando no pescoço.
- Ah ê, garota! – Mike bateu em meus ombros e eu me levantei, devolvendo a guitarra no pedestal. – Vai ter que repetir isso ao vivo. – Cocei o braço.
- Eu vou adorar fazer isso. – Ri fraco e olhei para meu braço. – Droga, sempre dá isso! – Cocei meu braço vermelho.
- Isso é irritação por movimento constante, eu tive muito disso no começo. – Ele falou, puxando meu braço e o encarando todo avermelhado, com riscos brancos por causa da coceira.
- E o que eu faço com isso?
- Mergulha na água gelada e não coça, porque pode se machucar. – Movimentei o braço, esfregando-o na blusa e segui para fora da cabine, em direção ao banheiro.
- Ok, deixa a descansar um pouco e a gente regrava separado. – Ouvi a voz de Brandon e mergulhei o braço embaixo da torneira, deixando a água cair no mesmo e logo puxei a toalha, embrulhando meu braço esquerdo no mesmo.
- Só queria entender porque a toca com a mão esquerda se ela escreve com a direita. – Louis comentou.
- Porque eu aprendi com o Mike e ele é canhoto. – Comentei e Mike piscou para o francês, me fazendo rir.
- Ah, isso explica. – Louis riu e eu balancei a cabeça.
- , vamos para a cabine gravar sua parte em Good Girls Go Bad? – Brandon perguntou e eu pendurei a toalha na cadeira.
- Mike já gravou a parte dele?
- Já!
- Ah, que orgulho desse povo. – Falei, abraçando-o pelo pescoço e ele riu.
- Estou orgulhoso de você que está fazendo solos de guitarra e tudo mais. – Ele sorriu e eu mandei um beijo para ele.

- Xi! – Falei, quando as portas do estúdio de gravação se abriram.
- Não vai caber todo mundo. – Amir falou e eu virei o rosto.
- Fica quieto. – Repeti e ele se calou.
Acenei para os meninos e Louis, que estava com as mãos vazias, abriu devagar as portas duplas acenei novamente para ele, vendo-o contar até três, erguendo um dedo de cada vez, e Mike acender as velas que representavam o número 30 em cima do bolo de chocolate.
- Parabéns para você! – Entramos no estúdio, assustando Emily, David, Brandon e Henry. – Parabéns, para você, parabéns para Emily, parabéns para você! – Ela se virou na cadeira, abrindo um largo sorriso quando entramos. – Faça um pedido, querida amiga! – Falei e ela olhou para mim por alguns segundos, antes de apagar as duas velas, fazendo o pessoal aplaudir e eu me afastei, colocando o bolo na mesa de centro, vendo o pessoal fazer o mesmo com os outros pratos de tortas salgadas.
- Ah, vem cá! – Abracei Emily forte, ouvindo um suspiro. – Você não tem noção o quanto de felicidade eu desejo na sua vida. – Falei suspirando. – Você é uma lutadora, corajosa, linda, feliz e nós somos muito sortudos em ter te conhecido. – Falei, olhando fundo em seus olhos. – Você é abençoada, minha amiga. – Ela sorriu, assentindo com a cabeça. – Amamos você!
- Obrigada, ! – Ela sorriu e eu me afastei, vendo Jack esmagá-la em um abraço.
- Aqui o que você pediu. – Jessica falou e me entregou um envelope.
- Foi difícil? – Perguntei.
- Não, talvez lá seja difícil. – Ela suspirou e eu assenti com a cabeça.
- Ela vai gostar e a gente vai apoiá-la. – Ela assentiu com a cabeça e eu suspirei.
- Discurso, discurso! – Mack começou a gritar e eu coloquei o envelope no bolso, entrando na onda.
- Ok, ok! – A aniversariante falou, esticando as mãos e a gente riu. – Todo ano que eu passo com vocês, é mais um ano que eu não faço um pedido de aniversário. – Ela suspirou. – Eu somente agradeço. – Senti meu corpo arrepiar. – Para quem viveu por mais de 25 anos sozinha, em casas com péssimas condições no meu país, depois em orfanatos lotados quando eu cresci e somente com Amir quando eu fiquei mais velha, ter essa celebração toda, é a maior felicidade da minha vida. – Ela sorriu. – Vocês falam que nós somos família e, caso alguém tenha dúvida, vocês realmente são minha família. – Ela suspirou. – Vocês são tudo para mim. Vocês me apoiam, não importe o que for, vocês me amam, não importa minha doença ou minha loucura, vocês me amam por eu ser quem eu sou. – Abri um sorriso. – E eu sou muito grata por isso. Completar 30 anos com todo esse pessoal à minha volta, é uma das maiores felicidades que alguém poderia ter na vida. – Ela juntou as mãos, agradecendo e eu sorri, repetindo o gesto. – Obrigada por tudo, gente. Vocês são os melhores. – O pessoal começou a aplaudir.
- E tem mais! – Falei, vendo o sorriso no rosto de todo mundo da banda se formar.
- O quê? – Ela perguntou e eu puxei o envelope do bolso, entregando a ela.
- Isso nem Amir sabe. – Suspirei.
- O que é? – Ele perguntou e a mais baixa abriu o envelope, começando a ler rapidamente o que se passava ali.
- Passagens para Botswana? – Afirmei com a cabeça com um sorriso.
- Sim. – Sorri. – Faz seis meses que estamos arrecadando doações para comprar remédios e produtos que ajudam no tratamento da AIDS e HIV. – Ela entreabriu os lábios. – Desde que eu te conheci, você é uma pessoa forte e lutadora e faz de tudo para que a gente não saiba quando você está ruim ou sofrendo. – Ela riu fraco. – E a gente gostaria de fazer isso para o pessoal do seu país. – Suspirei. – Botswana é o terceiro país com mais casos de AIDS do mundo. – Falei para todo mundo. – Já esteve em primeiro lugar. E a gente pode fazer algo para mudar isso. – Falei alto. – E a gente vai. – Suspirei. – Porque se a gente pode te ajudar, não importa como, nós queremos ajudar seus compatriotas. – Ela passou a mão no rosto, visivelmente emocionada. – Fizemos uma parceria com Médicos Sem Fonteiras e iremos passar duas semanas com eles, oferecendo tudo que a gente pode oferecer, remédios, seringas limpas, soro, carinho, amor e alegria. – Suspirei, sentindo meus lábios tremer. – A gente achou que esse presente fosse ter mais significado, para uma data com um enorme significado. – Ela assentiu com a cabeça e me abraçou forte, escondendo o rosto em meu pescoço.
- É o melhor presente de todos. – Ela sorriu para mim e senti Amir me abraçar em seguida, com um sorriso largo no rosto.
- Eu não acredito que vocês pensaram nisso. – Ele falou e eu sorri.
- Talvez tivesse mais significado. – Jack falou sorrindo e eu ri fraco.
- Quem quer bolo? – Mack gritou, tentando tirar a cara de choro de todos.

- Um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete e oito. – Ouvia a voz de Will em minha orelha enquanto eu repassava os passos de dança, sentindo o suor escorrer pelo meio dos meus seios. - Um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete e oito. – Ele repetiu e eu puxei o ar com força, movimentando o quadril um pouco, antes de dar alguns passos para frente, respirando para a parte mais importante da música.
- Who are we? What we run? The world. Who run this motha? – Abri os braços, pulando, ergui uma mão para cima e abaixei o outro, movimentando o quadril. - Who are we? What we run? The world. Who run this motha? – Repeti os movimentos, deixando minha voz sair forte sem microfone. - Who are we? What we run? The world. Who run this motha? – Repeti, sentindo o ar entrar com dificuldade em meu nariz, me fazendo soltar forte com a boca. - Who are we? What we run? We run the world. Who run the world? Girls. – Finalizei a música, deitando meu corpo no chão, respirando forte.
- Nem parece a mesma pessoa que eu conheci quando começou. – Will jogou a toalha em mim e eu ri, passando-a em minha testa que pingava suor.
- Está melhor? – Ele assentiu com a cabeça e estendeu a mão para mim, e eu levantei.
- Muito melhor. – Ele sorriu. – Você também, Emily!
- Valeu! – Ela soltou o ar forte e ergueu a mão, respirando fundo. – Deus, eu vou morrer nessa música.
- Vocês têm que colocar na cabeça que na hora do show vocês não vão dançar a música toda. – Will falou, ajudando Emily e a se levantar.
- Sim, a gente sabe, mas para animar a galera, tem que fazer bastante força. – Enrolei a toalha no pescoço, me encarando no espelho e soltei os cabelos, prendendo mais forte com o elástico.
- E a turnê desse CD vai ser bastante dançante, vai ser muito mais cansativo. – Will comentou, jogando uma garrafa de água em mim.
- Nem me diga, eu vou apanhar legal para fazer a setlist desse show. – Abri a garrafa rapidamente e bebi quase metade em um gole.
- Dá para aumentar um pouco de músicas. – Emily falou.
- Sim, dá, mas já fizemos show com 20 músicas na turnê anterior, se a gente for aumentar demais, vai chegar daqui alguns anos e teremos 100 músicas e teremos que tocar as 100 em shows. – Emily suspirou.
- Você tem razão. – Ela coçou a cabeça. – Mas você dá um jeito. – Ele esticou a mão e eu segurei na dela, respirando fundo.
- Aguentam mais uma? – Will perguntou e eu assenti com a cabeça, jogando a toalha no sofá do canto da sala de música.
- Vamos lá! – Emily esticou o corpo para cima, respirando fundo. – Eu vou precisar de um novo pulmão. – Ela brincou e eu ri, me colocando ao seu lado, vendo Will colocar dois pedestais em nossa frente.
- Hot! – Ele falou e eu assenti com a cabeça, espaçando as pernas um pouco, me encarando no espelho. – Solta essa voz, . – Suspirei, engolindo a saliva com força.
- Ok! Vou começar da primeira estrofe direto. – Falei, respirando fundo. – Cinco, seis, sete, oito. – Encarei Emily que assentiu com a cabeça. - I want to lock you up in my closet, where no one's around. I want to put your hand in my pocket, because you're allowed. I want to drive you into the corner, and kiss you without a sound. I want to stay this way forever, I'll say it loud. – Comecei a cantar no tom de voz natural, me movimentando em volta do pedestal do microfone, ouvindo Emily me acompanhar, mexendo o corpo de um lado para o outro de forma lenta e sensual. - Now you're in and you can't get out. You make me so hot, make me wanna drop. You're so ridiculous, I can barely stop. I can hardly breathe, you make me wanna scream. You're so fabulous, you're so good to me baby, baby. You're so good to me baby, baby. – Segurei o pedestal com as duas mãos, mexendo o quadril lentamente.
- E ela diz para gente não ficar roçando no pedestal. – Virei o rosto para a porta, vendo os meninos entrarem e segurei o pedestal rindo.
- Ah, mas eu faço porque é parte da dança, Mack. Você faz, porque você quer seduzir as meninas. – Pisquei para ele que riu sem graça.
- Cada um com suas qualidades. – Soltei uma gargalhada.
- Aô, desculpa aí! – Mike ergueu as mãos e eu ri.
- Bem, que bom que vocês chegaram, a gente pode começar a trabalhar com vocês no palco também.
- Eu não danço. – David se adiantou a dizer.
- Não, Sakawa, mas você tem vários raps nesse CD, vai precisar se movimentar de alguma maneira. - Will falou e David franziu os lábios.
- Eu posso esticar as mãos e animar o povo, tipo rapper mesmo. – Todo mundo o olhou por alguns segundos.
- De jeito nenhum. – Falei. – Um pouco de classe, por favor. – Suspirei.
- Vamos trocar essa dança no pedestal, então. – Louis falou e eu ri fraco.

- Tight jeans, double D's makin' me go. All the people on the street know. Iced-out, lit-up make the kids go. All the people on the street know. – Mack e Mike cantavam juntos na mesma cabine, enquanto David fazia os assovios em outra cabine.
- Cause I just set them up. Just set them up. Just set them up to knock them down. – Cantei, sentindo minha voz raspar devagar.
- Cause I just set them up. Just set them up. Just set them up to knock them down. – Mack entrou sozinho, e ouvi a mixagem já gravada de David no fone de ouvido.
- I think I should know, how, to make love to something innocent without leaving my fingerprints out, now. – Nós três cantamos juntos, e eu movimentava os ombros ao som da música. - L-O-V-E's just another word I never learned to pronounce. How, do I say I'm sorry cause the word is never gonna come out, now. – Movimentei a cabeça, lendo com clareza as palavras. -L-O-V-E's just another word I never learned to pronounce. – O ritmo ficou mais devagar, me fazendo respirar fundo.
- You know that type of shit just don't work on me .– Senti minha garganta forçar. - Whistling then trying to flirt with me. Don't take it personally, cause we were never in love. It doesn't really matter, who you say you are. – Ouvia os assovios em meus ouvidos. - Sing it out the windows, of your car. Find another girl across the bar. Cause L-O-V-E's not what this was. – Movimentei os ombros sorrindo.
- I think I should know, how, to make love to something innocent without leaving my fingerprints out, now. L-O-V-E's just another word I never learned to pronounce. How, do I say I'm sorry cause the word is never gonna come out, now. L-O-V-E's just another word I never learned to pronounce. – Cantamos juntos encerrando a música e eu senti vontade de rir.
- Isso, galera! – Brandon falou no fone. – Depois de 12 tentativas, conseguimos.
- Nem foi tudo isso, nem vem! – Falei no microfone e ele riu.
- Mas foi umas cinco. – Ele riu. – , cai fora daí, entra Jack e Louis na cabine da , vamos gravar Party Girl.
- Nhé, xi! – Falei, pendurando o fone no microfone e abri a porta. - She said she likes to dance all by herself cos she's a party girl. She don't care for nobody else, she's in her own world. I love this little party girl. – Saí da cabine, esbarrando o corpo em Louis que riu, balançando a cabeça. – Vocês precisam parar de escrever músicas sobre mim. – Ele deu de ombros e vi minha cachorrinha começar a latir. – Grape, xi! – Falei e a peguei no colo.
- Mas é tão legal! Até você gosta. - Ele comentou e eu balancei a cabeça.
- Pelo menos não tem a tal da glitter doll nessa música. – Louis riu.
- Eu ouvi isso. – Mike gritou e eu pisquei para ele, me aproximando do quadro e riscando a gravação de Starstrukk. – E você que deu o nome da sua cachorra de uva, não eu! – Ri fraco.
- Vai gravar, menino! – Falei e ele riu.
- Até mais. – Ele gritou e eu suspirei, olhando a lousa.
- Parece que estamos gravando mais rápido. – Comentei e virei para Brandon e David.
- E estamos! – Brandon falou. – Temos mais da metade do CD pronto, todos os ritmos feitos e gravados, Emily e Jack vem para cá, basicamente para ler revistas. – Virei o rosto para Emily que sorria, virando mais uma revista que eu era capa, me fazendo revirar os olhos.
- A gente precisa ficar por dentro sobre o que estão falando para gente. – Revirei os olhos, rindo.
- Mas é, . - Brandon se virou para mim. – Vocês pegaram no tranco, vocês trazem quase tudo pronto, é só alinhar e gravar. – Ele deu de ombros. – Em breve vocês nem precisarão de mim.
- Ah que isso, Brandon, a gente sempre precisa de você. Nem se for para botar a gente na linha. – Ele riu, assentindo com a cabeça.

- Olha que bonitinho que vocês estão hoje! – Abri os olhos, vendo Jessica entrar de lado na sala e eu ergui o corpo, coçando os olhos e respirei fundo, olhando para ela direito agora, respirando fundo.
- É o sono. – David falou e eu passei a mão nos olhos, apoiando o rosto nas mãos.
- Estou sabendo que vocês não foram para casa ainda. – Ela abriu um largo sorriso e eu tive vontade de mostrar o dedo do meio para ela.
- A gente quer terminar as gravações hoje, era quase quatro da manhã, então para que voltar para casa? – Falei, agradecendo Henry com a cabeça, quando ele colocou um copo de café na minha frente.
- Além dos ensaios de dança, que estão acabando comigo e com a . – Emily falou e eu assenti com a cabeça, afirmando.
- Pelo menos está fazendo efeito. – Jessica falou e eu a encarei por cima do copo de plástico, bebendo um longo gole do café quente.
- Então, para gente voltar a terminar as gravações, por que você não diz logo o que quer, e aí a gente volta e depois tira o dia para descansar? – Mack falou, abrindo um largo sorriso e Jessica revirou os olhos.
- Ok, vamos lá! – Ela falou, abrindo uma de suas pastas e tirando um longo papel do mesmo. – A Virgin decidiu mudar os padrões da festa de aniversário deles. – Assenti com a cabeça. – Vocês estão acostumados com o coquetel que tem com os diretores, empresários e imprensa, mas Brent e Patrick decidiram mudar as coisas um pouco e agora vocês poderão participar.
- Lá vem bomba! – Louis falou, me fazendo rir.
- Esse ano, e pelos próximos, será oferecido um jantar de gala para todas as pessoas que eu citei anteriormente, incluindo vocês. – Ela falou, entrando o papel para Jack que estava na ponta, até chegar em mim e eu peguei o resto e passei para o pessoal. – E como Patrick gosta muito de um motivo para comemorar, pensei em vocês lançarem o álbum de vocês nessa festa. – Franzi a testa.
- Mesmo? – Falei desanimada.
- Mesmo! – Ela sorriu.
- Deixa eu adivinhar, isso foi ideia do Patrick, não?! – Suspirei.
- Foi! – Ela sorriu. – Ele acha que uma festa de gala com um propósito vai ser bom para a divulgação do CD e da gravadora.
- Mas como isso vai ser feito? Se eu vou vir para uma festa, eu não vou falar com imprensa, eu não vou ficar respondendo perguntas, nem nada disso. Festa é para se divertir. – Falei, abrindo um sorriso de lado.
- Vai ser só para aparências a festa, vocês coloquem uma roupa bem bonita, abram um grande sorriso, deixe a imprensa tirar fotos e, no dia seguinte, a gente vai para Times Square, vocês cantam, dançam, o de praxe. – Respirei fundo, coçando a cabeça.
- Colocar um smoking e beber champanhe de graça nunca foi um motivo para negação. – Louis falou para mim e eu suspirei, assentindo com a cabeça.
- Ok! – Falei, suspirando. – Mas vai ser todo mundo aí?
- Sim, todo o elenco da Virgin, mas, atualmente, você tem sido a mais lucrativa, ironicamente, a favorita. – Ri fraco.
- Por que eu não me surpreendo? – Balancei a cabeça. – Ok, Jessica, fala para Patrick que faremos do jeito dele, mas é bom que isso não seja um boicote meu, espero encontrar Katy Perry, Mariah Carey, David Bowie, Lenny Kravitz, 30 Seconds to Mars e toda essa turma na festa.
- Pode deixar! – Ela afirmou com a cabeça.
- Agora podemos voltar às nossas responsabilidades?
- Sumam daqui! – Ela falou e eu suspirei, coçando os olhos.

- Tonight I'm gonna fix it up real nice, my Shirley Temple curls, I want you to mess it up. I'll put on a bow 'cause I want you to know, that you got your name on my heart, you're wicked bad and I like the way that you do it baby. – Cantei a frase com força, respirando rapidamente. - I like what you do to my hair, who knew that looking a mess could feel so good. I like what you do to my hair tousle it, tease it, run your fingers through it, oh how you do. – Ouvi as segundas vozes ao fundo. - Now go and mess it up, mess it up baby, mess it up, mess it up, mess it up. Do it till I can't get enough oh, oh. I like what you do to my hair, who knew that looking a mess could feel so good. – Ouvi a batida forte no fone de ouvido cada vez mais baixa, até a música acabar.
- Acho que conseguimos para consertar o erro, . – Brandon falou no meu ouvido e eu confirmei com a cabeça. – Deixa o Henry conferir aqui.
- Ok! – Falei, juntando meus cabelos e fazendo um alto rabo de cavalo e me olhei no espelho do lado, a raiz escura já estava começando a aparecer.
- De quem foi a brilhante ideia de fazer uma música sobre cabelo? – Vi Jack ao lado da cabine, me fazendo rir, e eu dei de ombros.
- Acho que eu comecei a esboçar alguma coisa, depois David entrou, aí você sabe, com o David, tudo pode acontecer. – Falei e ele riu.
- Rá, rá, rá! – Ouvi a voz de David pelo fone, me fazendo rir.
- , conseguimos! – Brandon falou e eu suspirei, amassando mais uma folha de papel e jogando no lixo.
- E agora? – Perguntei.
- Temos uma frase de Not Like That e outra em Can’t Be Tamed, podemos fazer?
- Claro! Quer começar por qual? – Respirei fundo.
- Vamos por Not Like That, é só aquela intersecção.
- Ok, dois segundos. – Repassei os papéis faltantes, procurando pela letra de Not Like That. – Pronto! – Falei.
- Eu vou soltar um pouquinho antes para você pegar, beleza? – O ouvi falar.
- Beleza! – Confirmei.
- E já! – Ele falou, e o som logo começou a sair no fone de ouvido.
- ...But I'm not, not, not that girl, and it's not, not, no it's not my world. – Ouvi a parte da música anterior e puxei o ar antes de cantar a parte necessária.
- So many girls be checkin' my style, checkin' my style, checkin' my style. So many girls be checkin' my style, but I don't even care, no. – Voltei a cantar, mantendo a voz ritmada. - What's good I'm weak no longer, in life it's making me stronger. What I like I'm a get that like a quick cat, no I won't quit that, you heard me. – Falava no ritmo mixado de David. - You'll find that I'm just like you and I do the same things you do. The type of chick that hits spots, in my flip-flops, listening to hip-hop, you feel me. – Cantei rapidamente, mexendo os cabelos, ouvindo a música parar logo em seguida.
- cantando rap, ah, gente, eu vivi para ver isso. – Henry falou no microfone e eu entortei a boca.
- Ei, é tudo culpa do David. – Falei e eles riram contra o microfone.
- Ok, garota. – Brandon falou e eu tossi forte contra o microfone. – Ei! – Ele falou.
- Só coçando a garganta. – Me expliquei e ele riu do outro lado do microfone.
- Ok, ok! – Ele riu. – Para acabar, as duas primeiras estrofes de Can’t Be Tamed, depois você pode vir para o ar-condicionado. – Ele falou e eu ri.
- Vou dar meu melhor, hein?! – Falei e ele riu. – Você vai até se surpreender.
- Isso, me surpreenda que eu pago pizza para todo mundo. – Ele falou e eu ri. – Atenção! – Ele falou e eu puxei o ar. – Soltei. – Ele falou e início de Can’t Be Tamed começou a ser tocado por poucos segundos, antes de eu apressar minha voz para cantar.
- For those who don't know me I can get a bit crazy. Have to get my way 24 hours a day, cuz I'm hot like that. Every guy everywhere just gives me mad attention, like I'm under inspection, I always get til 10, cause I'm built like that. – Respirei fundo. - I go through guys like money flyin' out the hands. They try to change me but they realize they can't. And every tomorrow is a day I never plan. If you gonna be my...
- Pode parar! – Brandon falou.
- Eu errei? – Perguntei.
- Não, a gente já conseguiu, na verdade. – Ele falou. – Vem riscar o quadro, vou pedir as pizzas. – Soltei uma risada, tirando o fone de ouvido e saí da cabine, ouvindo What About Us sair das caixas de som.
- Watcha doin' to my head? Na, na, na, na, na. Should be here with me instead! Na, na, na, na, na. What about those words you said? Na, na, na, na, na. What about us? What about us?
- Bom trabalho. – Ergui o rosto, vendo Jessica ao meu lado.
- Nossa, olha quem apareceu! – Falei e ela riu.
- Vim conferir o fim de mais um trabalho. – Ela falou e eu risquei as músicas do quadro, suspirando.
- E o que está achando?
- É algo totalmente diferente do que vocês fizeram. – Ela falou e eu sorri. – Pode ter muitas críticas.
- Bom, eu estou aqui para ser feliz, se as pessoas não gostarem, sinto muito. Está bem legal. – Dei de ombros e ela riu.

- Stone, aqui, por favor. – O fotógrafo falou e eu sorri, jogando os cabelos para frente e abri um largo sorriso, colocando as mãos na cintura, fazendo caras e bocas para os flashes que eram disparados em meu rosto, me fazendo sorrir, ficar séria, fazer bico e virar o corpo, mostrando todo meu vestido amarelo. – Desse lado, por favor. – Virei o rosto para outro lado e abri mais um sorriso, jogando os cabelos para trás e suspirei, virando o corpo para todos os lados.
- Bom! – Jessica falou ao meu lado, encostando em meus ombros e eu acenei para a imprensa, voltando a andar pelo tapete vermelho até que avistei a pessoa que eu estava procurando. - Você vai lá? – Jessica perguntou.
- Mas é claro! – Falei e ela riu, balançando a cabeça.
- Vai lá! Te encontro lá dentro. – Ela falou e eu afirmei com a cabeça.
Observei o moreno animado, falando com algumas pessoas e com aquele hábito comum de falar com as mãos e ri fraco, balançando a cabeça. Troquei a bolsa de mão e andei até o mesmo, tocando seus ombros levemente com a ponta dos dedos.
- Ei. – Falei e ele virou o rosto, me encarando.
- Oi... – Ele falou meio confuso e eu revirei os olhos. – ? – Seus olhos se arregalaram e eu soltei uma risada. – Oh, meu Deus, você está loira, está diferente. – Ele falou e eu dei uma voltinha, soltando uma risada.
- Estou bem? – Perguntei e ele assentiu com a cabeça.
- Você está maravilhosa! – Abri um sorriso, suspirando. – Como você ficou sabendo da estreia? – Ele perguntou.
- Bem, apesar de você não ter me convidado, eu tenho recebido mais convites do que tenho vontade de comparecer. – Falei e ele riu. - Mas aí eu vi que tinha você no elenco. – Ele assentiu com a cabeça.
- Desculpe, eu não sabia que você queria falar comigo. – Balancei a cabeça.
- Eu pensei muito sobre o que eu te disse, e eu não sei se sinto orgulho daquilo. – Falei e ele assentiu com a cabeça, me abraçando forte e eu suspirei contra seus ombros.
- Você deve. – Ele falou, estalando um beijo em minha bochecha e eu sorri, me separando dele. – Você me fez pensar.
- Pelo menos serviu para alguma coisa, então. – Suspirei e ele sorriu, dando um beijo em minha testa.
- E também me fez ver que eu nunca devo brigar contigo. – Soltei uma gargalhada. – Você é o bicho, mulher. – Ele falou e eu passei a mão no cabelo, fazendo charme.
- É um bom conselho para si mesmo. – Brinquei e ele riu.
- Mas mesmo assim, me desculpe por aquele dia. – Ele falou. – Eu não deveria estar daquele jeito, muito menos ter usado você.
- Está tudo bem! – Falei e ele sorriu, acenando com a cabeça.
- Ei, , foco! – Ouvi alguém chamá-lo e virei o rosto.
- Eu te encontro lá dentro. – Falei.
- Não, não, vem conhecer o pessoal! – Ele falou e eu ri, me virando para o pessoal em minha frente, reconhecendo muitos rostos.
- , esses são Keanu Reeves, Forest Whitaker, Hugh Laurie, Common e Naomie Harris. – Sorri para eles, acenando rapidamente. – E essa é Stone.
- Eu sei quem ela é! – Foi falado quase em coro e eu ri.
- Namorada? – Perguntaram e eu ri.
- Ele queria! – Brinquei e o pessoal deu risada. – Como estão?

- E esse look praia aí?! – Jack brincou e eu me endireitei, desapoiando do carro e ri fraco.
- Para você ver, junho, verão... – Ele riu. – Esse clipe foi ideia do Malcon. – Falei.
- Mas vai ficar legal, você aqui em cima, esse corpo jogado no carro, o casal atuando lá na praia. – Ele deu de ombros. – As imagens estão ficando legais.
- Pelo menos isso. – Ele riu e eu o cutuquei com o braço. - Então, eu fiquei sabendo que você está com namorado novo. – Ele riu fraco.
- Não sei se a palavra certa seria namorado. – Ele falou. – Só ficando.
- Ele é assumido gay, pelo menos? – Perguntei.
- Sim, esse é! – Ele riu fraco, me abraçando de lado.
- E o outro? Sumiu de vez? – Cruzei os braços em cima do peito.
- Vamos dizer que ele aparece de vez em quando, mas já criei anticorpos. – Ele riu.
- Mandei você mudar seu número de celular. – Virei o rosto para ele.
- Eu mudei, mas eu não me mudei de casa. – Revirei os olhos.
- Se eu o ver nas redondezas, eu juro que o encho de porrada. – Falei e ele rir.
- Estou bem protegido, obrigado! – Ele falou e eu sorri.
- , vamos continuar? – Malcon falou e Jack saiu de cena e o fotógrafo se aproximou.
- Qual a ideia? – Perguntei.
- O pessoal está arrumando a parte de trás do carro, vamos te colocar meio deitada lá e você vai cantar. – Ele falou. – Finja que você é uma amante do céu, das estrelas e faça o que faz de melhor. – Soltei uma risada fraca.
- Ok, vamos lá! – Bati as mãos uma na outra e segui em direção a parte de trás da caminhonete e algumas pessoas já estavam transformando aquilo em um lugar bem fofo e macio e logo saíram, para eu me colocar no lugar deles.
Eu sentei em uma das pontas e fui fazendo o que Malcon pedia. Estiquei as pernas, colocando uma em cima da outra e apoiei as mãos nas pernas e Robb veio em seguida dar uma retocada na minha maquiagem para tirar o brilho e arrumou meu cabelo embaixo do chapéu.
- Abra um pouco o plano. – Malcon falava para o câmera e fez sinal positivo para mim. – Vamos começar? – Malcon falou e eu assenti com a cabeça. – Okay, então, vamos lá! – Malcon falou e eu encarei a câmera em minha frente. – Ação! – Ele gritou. – Playback! – Ele falou e a música começou a tocar naquele pôr-do-sol maravilhoso em cima de um rochedo na praia de Malibu.
- First glance, you nearly meet my jaw drop. First dance and you were looking so hot. How tense I moved in for a lip-lock. Don't stop, baby. Don't stop, baby. – Movimentei os cabelos, jogando-os para frente e para trás. - First taste, like honey you were so yum. Can't wait for a second 'cause it's so fun. Third base and head it for a homerun. Don't stop, baby. Don't stop, baby. Now... – Respirei fundo, sorrindo para câmera. - Hold on tight to this roallercoster ride. And if you're lovin me, just give me one more kiss, 'Cause you ain't seen nothing yet. And just let go, if you don't, won't ever know. So if you're lovin' me, just give me one more kiss 'cause you ain't seen nothing yet.

- Você está muito diferente! – Soltei uma risada para fã em minha frente, assinando o papel que ela me entregara e eu sorri.
- Isso é uma coisa boa ou uma coisa ruim? – Perguntei e ela riu, ficando envergonhada.
- Acho que é uma coisa boa, mudanças são boas. – Soltei uma risada fraca e a abracei rapidamente, vendo-a sorrir.
- Mudanças boas estão a caminho, então. – Sorri e ela assentiu com a cabeça, rindo fraco.
- Obrigada! – Ela falou e se retirou rapidamente, com um sorriso no rosto.
- Agora temos fãs no nosso condomínio. – Falei e Mike riu ao meu lado.
- Isso a gente já tinha, eles que começaram e ter certeza onde a gente estava! – Ele falou e eu ri fraco, dando de ombros e chamando o elevador do prédio dele.
- Espero não ter que mudar daqui. – Soltei uma risada fraca, olhando para ele.
- Difícil, não?! Um dia a gente vai precisar sair daqui e digo sobre todo mundo casando. Louis, Emily e David já foi, David tem três meninas, imagina quando elas crescerem? Não vai ficar fácil. Quem sabe um dia que Delilah e Mack se acertarem não fique pequeno também? Você e Lacey pretendem se casar, eu também, só não me pergunte com quem. – Ele riu. – Jack...
- Eu entendi! – Mike falou e eu ri, vendo o elevador se abrir e eu ajudá-lo a tirar o presente dele do elevador.
- O que você está levando aqui? – Perguntei e ele suspirou, quando chegamos ao nosso andar.
- Uma piscina de bolinhas. – Ele falou e eu franzi a testa.
- E essa são...?
- As bolinhas, sim! – Ele falou e eu suspirei, parando de puxar o saco e respirei fundo, abrindo a porta da casa de Mack.
- Você é louco! – Falei, suspirando, entrando na zona do apartamento de Mack, onde uma música infantil podia ser ouvida e eu franzi a testa, vendo Mike rir.
- O que você comprou para ela? - Ele virou para mim.
- Uma Barbie Cinderela. – Falei e ele riu.
- O meu é mais original. – Ele falou.
- O meu faz menos bagunça. – Sorri e ele riu.
- Tia ! – Vi a morena de vestido amarelo correr em minha direção e eu a peguei no colo.
- Ah, não tenho mais idade para isso, Mel! – Falei e ela riu. – Feliz aniversário, meu anjo. – Entreguei o presente para ela.
- Obrigada, tia ! – Ela me abraçou forte e eu estalei um beijo em sua bochecha, colocando-a de volta no chão. – A Grape não veio?
- Hoje não, meu amor, mas depois você vai em casa brincar com ela, pode ser? – Falei e ela afirmou com a cabeça sorrindo.
- Pode sim! – Ela riu fraco. - Tio Mike! – Ela abraçou Mike e eu ri, me aproximando de Virgínia, Lacey, Agatha e Emily.
- Olá, suas lindas! – Falei, me encostando em Virgínia.
- Tia ! – Ouvi um coro me chamar e vi as trigêmeas se aproximar de mim, me fazendo rir e eu me agachei, deixando as três me abraçarem correndo.
- Tia vai ter um dia cheio hoje! – Lacey brincou e eu ri.
- Vem ajudar, para quando for o seu. – Brinquei e ela riu, negando com a cabeça.

- Que bela foto, não?! – Virei o rosto, vendo ao meu lado e eu ri fraco. – 55ª posição, hein?!
- O que você acha? – Bebi um gole do meu champanhe e ele riu.
- Podia estar melhor. – Soltei uma risada fraca.
- É meu primeiro ano, posso melhorar com o tempo. – Virei para ele sorrindo.
- De fato! – Ele sorriu, encostando a mão na lateral do meu corpo e dando um beijo em minha bochecha. – Mas você está muito bonita.
- Você só está dizendo isso porque eu fiquei loira. – Falei e ele riu.
- Ironicamente, eu prefiro morenas, você só está diferente, mais confiante, talvez. – Dei de ombros.
- Espera ouvir o álbum novo.
- Muito diferente? – Ele perguntou.
- Bastante! – Ri fraco. – Você vai achar bem diferente.
- Eu sempre gosto! – Ele falou e passou o braço pelos meus ombros.
- Você está tentando me cantar, ? – Virei o corpo para ele.
- Funcionaria se eu dissesse que sim? – Segurei sua mão e abaixei seu braço.
- Eu posso estar mais sexy, , mas eu não estou na sua. – Abri um sorriso de lado para ele e o mesmo suspirou.
- Mas você estava! – Ele falou e eu ri fraco, revirando os olhos.
- O tempo passa, não?! – Falei e ele riu fraco. – Acontece, . – Falei, batendo nos ombros dele.
- É, você está um arraso mesmo, . – Virei o corpo, olhando para minha banda que voltava a se aproximar.
- Foram descobrir quem são as outras pessoas? – Perguntei e eles riram.
- Ah, não custa nada, não é?! – Mack falou dando de ombros e eu ri fraco, revirando os olhos.
- Bem, , essa é minha banda, Louis, Mack, Mike, Jack, que você já conhece, Emily e David. – Mostrei os seus e Jack foi o primeiro a esticar a mão.
- E aí, tudo bem? – Ele falou e eles se cumprimentaram rapidamente.
- Bem, bem! – falou sorrindo.
- Seu namorado, ? – Revirei os olhos, vendo Mack abrir um largo sorriso.
- Por que as pessoas insistem? – Falei, vendo o pessoal rir.
- Você ia querer. – falou próximo a meu ouvido, me fazendo revirar os olhos.

- Patrick não está muito feliz, mas você levou Brent para o seu lado e você sabe como é, ele está tentando. – Jessica falou e eu suspirei.
- Mas na primeira reunião do CD já estava quase certo que a gente queria 19 músicas. Não sei o que ele veio encher o saco! – Falei, coçando a planta do pé.
- Agora já está feito, mas da próxima vez isso vai ser pedido em documento. – Assenti com a cabeça.
- É bom mesmo, porque esse é meu último CD obrigatório com a gravadora, se ele começar a ser chato demais, a gente vai entrar em briga e tem fila de espera de gravadoras querendo fechar contrato comigo. – Suspirei, abaixando os pés, respirando fundo. – Ele sabe disso, vocês sabem disso. Eu prometi pagar as músicas em excesso, como está em qualquer contrato de produção nova de CD, fala para ele não surtar. – Virei o rosto para o lado, vendo o pessoal atento à mesa de som.
- Quer falar isso para ele? – Ela falou.
- Posso falar, se você preferir. – Falei e ela revirou os olhos.
- Ok, melhor não. Mas tá decidido já.
- Ou seja, você só veio me estressar, falando que o Patrick começou a encher o saco pela quantidade de músicas no álbum, mas isso não vai mudar em nada. – Falei e ela assentiu com a cabeça. – Beleza! – Sorri.
- Conversamos depois. – Ela falou, se levantando e eu suspirei.
- Aumenta para eu ouvir, Brandon! – Falei e ele aumentou o som.
- All my manners out the door, when I hear foot on the floor. Jackal and Hyde I turn it to my other side. – Conferi os papéis procurando por Blame It On The Beat, acompanhando a letra. - Don't mean to make a scene but I'm at the mercy of the power of the beat. Now sit down and watch me dance, watch me dance, watch me dance. One, two, three, four. Blame it on the beat, don't blame it on me. When I act crazy, blame it on the beat. As soon as my body hits that rhythm, something starts happening to my system. Blame it on the beat, don't blame it on me. When I act crazy, blame it on the beat, blame it on the beat. Blame it on the beat.
- Problemas no paraíso? – David se sentou ao meu lado e eu abaixei as pernas.
- Patrick, Patrick, Patrick, nossa! Parece pedra no meu sapato. – Passei a mão na testa, respirando fundo. – Tudo está muito bem, até que aparece o Patrick. – Suspirei. – Parece que a gente rema, rema, e ele rema para o outro lado.
- É, ele sempre foi meio mala. – Suspirei, balançando a cabeça.
- Mas força, estamos acabando. – David bateu em meu ombro de leve e se levantou.
- Ok, agora treze, Lolita. – Brandon falou, dando play no som e eu suspirei.
- From the mouths of babes to power of men I'll make it all new again. Hold my hand, hold my hand cos I can't touch the ground the carrousel goes around, round, round. – Ouvia minha voz e de Emily intercalando nessa música, me fazendo suspirar. - The addiction, friction, it burns you alive so illegal, no evil is seen with these eyes. I won't tell if you want it, I will if you want, nothings is sacred, don't care if it's wrong. I'm your Lolita, La Femme Nikita. When we're together, you'll love me forever, you're my possession, I'm your obsession. Don't tell me never, I'll love you forever...

- Isso é legal! – Passei os braços nos ombros de Jack e de David, sorrindo para os fotógrafos em minha frente.
- “Legal”? Isso é demais! – Ouvi a voz de Mack. – Eu leio os quadrinhos do Homem de Ferro desde que eu me entendo por gente. – Ele virou o rosto para mim e eu ri. – E agora eles estão fazendo filme, tipo...
- Eu entendo o que ele fala, esses quadrinhos são demais! – David falou e eu abaixei o braço, vendo o pessoal dispersar.
- Vocês podem falar com o ator, se quiser. – Emily falou e viramos imediatamente para o lado, dois atores bastante conhecidos eram as estrelas do filme, Robert Downey Jr e Gwyneth Paltrow.
- Ele é o Homem de Ferro? – Mike perguntou e eu dei de ombros.
- E eu vou saber? – Falei e ele riu.
- Se for, ele é uma ótima escolha! – Mack comentou. – Ele é a cara do Tony Stark. – Ele riu e eu revirei os olhos.
- Não acredito que eu topei vir nessa première. – Arrumei o cabelo para trás, acenando para os fãs que estavam debruçados na grade.
- Não vou falar nada, você vai se apaixonar! – Mack falou e eu sorri.
- Espero que você esteja certo. – Comentei e sorri mais uma vez para o fotógrafo, voltando a andar.
- Que prazer! – Abri um sorriso quando Gwyneth falou, esticando os braços para mim. – Nossa, que demais!
- Ah, obrigada! – Falei, abraçando-a rapidamente. – Parabéns pelo filme! Vai ser ótimo!
- Ah, obrigada! – Ela falou e eu sorri, segurando suas mãos. - Você é fantástica. – Agradeci com a cabeça, rindo em seguida.
- Stone. – Virei o rosto, vendo Robert Downey Jr se aproximar de nós.
- Downey! – Falei e abracei o mais baixo rapidamente, sorrindo. – É um prazer conhecê-lo.
- Acredite, o prazer é nosso. – Fiquei levemente corada e soltei uma risada fraca.
- Ah, que isso! – Sorri para ele.
- Obrigado por virem. – Assenti com a cabeça.
- É um prazer, os meninos amam quadrinhos da Marvel, não poderíamos perder. – Ele sorriu.
- Espero que vocês gostem. – Um homem parecido com Brandon falou atrás de Downey.
- Nosso diretor, Jon. – Estiquei o braço para ele, cumprimentando-o.
- É um prazer! – Sorri.
- Você está na nossa mira, senhorita Stone. – Franzi a testa, encarando-o.
- Como assim?
- Esse é só o começo dos filmes de quadrinhos, se der certo, muitos mais virão. – Assenti com a cabeça.
- E qual minha relação disso? – Mantive minha feição confusa.
- Quem sabe você possa ser uma super-heroína nossa algum dia? – Soltei uma risada fraca.
- Oh não, eu não sou atriz. – Ele riu, assentindo com a cabeça.
- Quem sabe trilha sonora, então?! – Ri fraco.
- Bem, aí eu aceitaria, com certeza!
- Vamos manter contato. – Ele falou e eu sorri.
- Com certeza! – Sorri.
- Foi um prazer conhecê-los. – Downey falou e eu sorri. – Espero que possamos nos encontrar de novo.
- Com certeza iremos! – Sorri, vendo-os seguirem para outra direção.
- como super-heroína, hein?! – Mack brincou comigo e eu ri.
- Eu não sou atriz, gente. – Falei.
- Ok, mas a gente pode sonhar. – Mike falou. – Você daria certo como quem? – Ele começou a cogitar e eu revirei os olhos.
- Ah, me poupe! – Falei e os gêmeos riram, me fazendo revirar os olhos.

Passei a mão por baixo dos óculos escuros e respirei fundo, limpando as lágrimas que insistiam em cair e senti alguém me abraçar e virei para o lado, passando os braços nas costas de Jack, abraçando-o fortemente. Aquilo era muito mais do que sentimental, era tristeza pura. Era uma realidade doída.
Olhei para Emily que estava de joelhos em frente a cruz improvisada e puxei o ar novamente, lendo o nome Urbi Lizarde feito à mão e dei alguns passos para trás, vendo as diversas cruzes estendidas por toda grama seca no local e respirei fundo, escondendo o rosto com as mãos.
Amir estava algumas cruzes à frente, com a cabeça abaixada, olhando para outro espaço de terra, me fazendo suspirar. Todas aquelas cruzes improvisadas representava a morte de mais uma pessoa devido à AIDS e isso tinha que parar. A gente trouxe remédios e utensílios para algumas cidades pobres de Botswana, mas não era nem perto do suficiente. Ainda existem pessoas que morrem disso todos os dias, devido à falta de utensílios ou de informação e eu não sei dizer qual era a pior forma.
Emily se levantou com os joelhos sujos de terra e eu soltei Jack, vendo-a com os olhos inchados, abrir um pequeno, quase imperceptível, sorriso e abri meus braços para ela, vendo-a me apertar com força, respirando fundo, afundando o rosto em meu pescoço.
- Me desculpa, por não poder ajudar antes. – Falei e ela ergueu o rosto, passando a mão suja em suas bochechas e balançou a cabeça.
- Não diga isso! – Ela falou suspirando. – Você não tinha como saber, são diferentes realidades, diferentes situações. – Ela balançou a cabeça. – Mas obrigada por ajudar hoje, por fazer alguma coisa. – Sorri, passando o dedo em seu rosto, limpando-o e ela sorriu.
- Pretendo mandar utensílios e remédios todos os meses, mas a gente pode vir quando você quiser, também. – Ela assentiu com a cabeça. – Eu vou ter o prazer de vir sempre. Eles são ótimos. – Ela sorriu, assentindo com a cabeça e eu suspirei. – A gente precisa ver algumas situações assim para tentar se manter humilde. – Falei e ela me abraçou de lado, permitindo que eu passasse o braço pelos seus ombros.
- É importante. – Ela falou, suspirando.

Fiz um coração com a ponta do dedo na terra seca e as crianças que estavam em minha volta abriram um sorriso, me fazendo acompanhá-las. Em seguida, eu fiz uma estrela, uma flor e outros desenhos simples, vendo-as rirem e ergui o rosto, vendo Emily sair do hospital improvisado em cabanas e me levantei, batendo as mãos no bumbum e ela negou com a cabeça, me fazendo suspirar.
- Perdemos mais um. – Ela falou e eu suspirei, passando as mãos no rosto e eu balancei a cabeça. - Eu não sei como lidar com isso. – Ela falou, balançando a cabeça.
- Sabe sim! – Falei. – Junte os garotos. – Respirei fundo, chamando Jack com a mão e apontei para Mack e o italiano bateu a mão no outro, tirando a atenção das crianças por um tempo.
- O que foi? – Mack perguntou, quando chegou perto.
- Espera todo mundo chegar. – Falei e o pessoal começou a se aproximar devagar, todos estavam brincando com as crianças do local, as roupas marrons de terra, mas o sorriso gigantesco no rosto, era para situações como aquelas que a gente vivia, para emocionar e para tentar fazer com que a gente entendesse o que as pessoas estavam passando.
- E aí, o quê? – Mike perguntou, chegando com David e Louis.
- Vamos fazer um à capella. – Falei e eles assentiram com a cabeça.
- Show Me Love? – Louis perguntou.
- Não. - Suspirei. - Somwhere Only We Know, do Keane. – Emily abriu um pequeno sorriso e eu assenti com a cabeça. – Se espalhem.
- Qual sua ideia? – Emily perguntou e eu virei meu corpo, na grande clareira com barracas improvisadas de todos os lados.
- Tocar. – Suspirei e ela me deu as mãos.
- Vamos lá! – Ela falou e eu respirei fundo, deixando minha voz sair suave.
- I walked across an empty land. I knew the pathway like the back of my hand. I felt the earth beneath my feet. Sat by the river and it made me complete. – Os meninos começaram a fazer o ritmo com as vozes. - Oh simple thing, where have you gone? I'm getting old and I need something to rely on. So tell me when you're gonna let me in, I'm getting tired and I need somewhere to begin. – Forcei no fim da fala, vendo as pessoas prestarem atenção.
- I came across a fallen tree. I felt the branches of it looking at me. – Jack começou em seguida, abrindo um sorriso. - Is this the place we used to love? Is this the place that I've been dreaming of?
- Oh simple thing where have you gone? I'm getting old, and I need something to rely on. – Mike começou em seguida, me fazendo suspirar. - So tell me when you're gonna let me in, I'm getting tired and I need somewhere to begin. – Respirei fundo, para o refrão.
- And if you have a minute why don't we go talk about it somewhere only we know? – Senti as lágrimas começarem a cair dos meus olhos. - This could be the end of everything. So why don't we go, somewhere only we know? – Soltei o ar. - Somewhere only we know?
- And if you have a minute why don't we go talk about it somewhere only we know? – Começamos a cantar juntos. - This could be the end of everything. So why don't we go... So why don't we go... – Abri um sorriso. - If you have a minute why don't we go talk about it somewhere only we know?
- This could be the end of everything. So why don't we go... So why don't we go somewhere only we know? Somewhere only we know? Somewhere only we know? – Finalizei sozinha, respirando fundo, vendo idosos, adultos e crianças olhando para nós com sorriso e lágrimas no rosto, me fazendo sorrir.



Capítulo 14

- Como eu estou? – Virei para Robb, colocando as mãos na cintura.
- Muito bonita mesmo! – Ele falou, girando o dedo e eu virei, ficando de costas para ele e me olhando no espelho.
O vestido era estilo Marilyn Monroe, mas bege e longo. Os panos soltos até o chão, bem leves e o vestido era preso no pescoço, deixando um grande decote nos seios, todo bordado com pérolas. Meu cabelo estava alisado e preso na parte da franja com um prendedor de pérolas também. A Gucci estava realmente me paparicando, eles me queriam de garota propaganda, mas eu ainda não havia decidido, mas usava todos os vestidos que eles mandavam. Minha maquiagem estava forte, os olhos bem escuros, mas a boca em um rosa leve.
- Vamos lá, fazer um social, respirar fundo. – Ele colocou as mãos nos meus ombros nus e eu assenti com a cabeça, confirmando. – No fim da festa seu CD já vai ter batido recorde de vendas. – Ele falou e eu ri fraco, assentindo com a cabeça. – Aí amanhã a gente festeja do jeito que a gente gosta.
- Vai ter que ser. – Suspirei.
- E aí, como está? – Virei o rosto, dando de cara com Jack na porta e abri um sorriso.
- Nossa! Como você está bonito! – Falei para ele, ajeitando sua gravata borboleta e ele sorriu.
- Você também, minha amiga. – Ele sorriu e eu arrepiei quando ele tocou minhas costas nuas com as mãos geladas.
- Tem certeza que não vou passar frio? – Virei para Robb.
- Não tenho certeza, mas temos uma echarpe para você, qualquer coisa. – Ele esticou a peça de roupa branca com pelinhos e eu ri.
- Talvez não seja tão necessário! – Falei e ele riu.
- Vamos, pessoal? – Virei o rosto para Jessica e ela abriu um sorriso, suspirando quando me viu e eu retribuí. – Você está incrível, querida. – Ela falou e eu assenti com a cabeça.
- Vamos, então? – Jack esticou o braço para mim e eu segurei o mesmo, saindo do quarto do hotel, ouvindo os saltos baterem contra o chão de madeira.
Todo mundo estava lá, Emily com um vestido branco tão deslumbrante quanto o meu, acompanhada de Amir. David acompanhado de Virgínia. Louis de Agatha. Mike de Lacey. E Mack de Delilah. Todos com seus pares, e eu com Jack, éramos os únicos solteiros. Os homens estavam de smoking, cabelos penteados com bastante gel e os perfumes masculinos se misturavam pelo local.
- Eles vão tirar fotos de vocês na escadaria, parem, dão aquele sorriso simples, continuem descendo e aproveitem. – Ela falou. – Esses eventos acabam rápido, então se controlem. – Afirmei com a cabeça e revirei os olhos. – Sorriam! – Ela falou e andou um pouco mais rápido, sumindo no corredor.
Os casais foram indo em frente em ordem e quando chegou minha vez e de Jack eu pude ver a situação do salão lá embaixo. A maioria era composta por imprensa, alguns no pé da escada tirando fotos de quem passava por lá, alguns na entrada e outros espalhados pelo lugar, tirando fotos de Katy Perry, Lenny Kravitz e de sei lá mais quem. Poucos convidados estavam nos cantos pegando canapés que eram passados em bandejas e os garçons mantinham os copos cheios.
Olhei pelas paredes e vi os últimos lançamentos da gravadora, incluindo o CD One Of The Boys da Katy Perry, It Is Time for a Love Revolution do Lenny Kravitz e o meu Third Base em grandes banners, todos lançamentos de 2008.
Eu e Jack paramos poucos degraus antes do final e eu coloquei a mão livre na cintura, sorrindo para todos os lados para a imprensa convidada. Acho que na situação atual, Jack era meu par favorito, éramos sempre os solteiros da festa, mas ele era sempre um cavalheiro.
- Vamos lá! – Ele falou e eu firmei a mão em seu braço novamente, vendo a imprensa abrir espaço e passamos pelo meio deles, seguindo para a área destinada a nós.
- Oi, ! – Acenei para Katy de longe e andei mais um pouco, batendo nas mãos de Lenny, e encostei no bar, acenando para o barman que logo colocou uma taça de champanhe em minha frente.
- Vamos lá! – Falei e Jack esticou a taça dele, tocando na minha, me fazendo rir.

- Ah, vocês vieram! – Abri um largo sorriso, abraçando Matheus com força, vendo-o abrir um largo sorriso.
- Isso é demais, ! – Ele falou e eu estralei um beijo em sua cabeça, me afastando rapidamente do mesmo e abraçando meu pai que se separou de Amélia por um tempo.
- Como você está? – Meu pai perguntou, me fazendo sorrir.
- Muito bem! – Sorri. – Estão gostando da festa? – Me virei para Amélia e a abracei rapidamente, sentindo-a beijar minha bochecha.
- Isso é totalmente diferente do que eu já vi. – Amélia falou rindo. – E todo aquele pessoal gritando por você. – Abri um sorriso. – Meus parabéns, querida!
- Obrigada, fico feliz que vocês vieram e tudo mais. – Sorri, bagunçando os cabelos de Matheus. – Pegaram a sacola lá na porta?
- Peguei sim! – Matheus estendeu a sacola com meu logo. – O que tem aqui?
- CDs, blocos de anotação, celular patrocinado pela Samsung, e mais umas coisinhas. – Dei de ombros.
- Tem um celular aqui dentro? – Matheus abriu correndo e eu segurei sua mão.
- Que sua mãe vai decidir se você vai usar ou só quando crescer. – Falei séria e ele fez um bico.
- Ah, . – Ele gemeu e eu ri fraco.
- Ei, . – Virei o rosto para Jack. – e estão aqui, junto da mãe deles.
- Ah, eles vieram? – Perguntei e ele riu fraco.
- Parece que sim! – Ele sorriu. – E quem são esses? – Ele virou para mim.
- Ah, desculpa. – Fiquei confusa por alguns segundos em como fazer as apresentações. – Jack, esses são Amélia minha madrasta e Matheus, meu novo irmão. – Falei em inglês e virei em português. – Matheus e Amélia, esse é Jack, um dos membros da minha banda. – Eles sorriram e logo se cumprimentaram sorrindo.
- Ela está um espetáculo como sempre! – Virei meu rosto para o lado, dando de cara com , e Lisa se aproximando.
- Ah, vocês vieram! – Abracei com força, sentindo-o me tirar do chão por alguns segundos.
- Você foi na minha estreia, eu não podia perder a sua. – falou quando me separei do seu irmão e assenti com a cabeça.
- E aí, gostando? – Perguntei e me abraçou rapidamente, dando um beijo em minha bochecha.
- Já fui a algumas festas com o , mas parece que o mundo da música é totalmente diferente. – A senhora falou e eu a abracei rapidamente.
- Bem, tem um celular aqui dentro, então... – brincou e eu o abracei forte.
- Bem, fiquem à vontade, o bar está liberado, as comidas estão passando, daqui a pouco vamos para a coletiva de imprensa, depois vamos cantar e vocês podem ver dos telões. – Apontei para os lugares. – E divirtam-se, o próximo é só daqui uns dois anos. – Brinquei e eles riram.
- Querida, vamos pegar algo para beber. – Meu pai falou, tocando meu ombro e eu me virei.
- Pai, o senhor lembra dos , certo? – Apontei para os outros três. - Lisa, , , minha madrasta Amélia e seu filho Matheus. – Os apresentei sorrindo e notei que meu pai foi um tanto forte demais no aperto de mão do , me fazendo olhar e ele só deu de ombros. – Eu vou dar uma volta. Vamos, Jack? – Virei para o italiano que sorriu.
- Claro, claro! – Ele estendeu o braço para mim.
- Já mando o resto do pessoal aqui para vocês conhecerem! – Falei e Jack me puxou rapidamente para longe.
- Você disse para seu pai que não está com o ? – Ele cochichou para mim e eu ri.
- Sim, já, diversas vezes. – Ele riu.
- Seu pai não acredita em você. – Ele cochichou e eu ri.

- E agora, a pessoa por trás disso tudo. – Patrick falou e eu olhei para trás, vendo tentar se esconder atrás de uma cortina e ri. – Stone! – Ele falou alto e eu andei pelo canto dos jornalistas, subindo no palco e abraçando Patrick rapidamente e segui para meu lugar, me sentando no meio da mesa, entre Mack e Mike.
- Boa noite, pessoal! – Falei no microfone, puxando a cadeira para frente. – Aproveitando a festa? – Eles riram. – Todos nós já estamos acostumados, certo? Vocês fazem as perguntas para mim e depois para meus membros de banda, beleza? – A maioria acenou com a cabeça. – Acho que hoje em dia vocês nem precisa mais anunciar quem são, pois conheço a maioria. – Eles riram novamente. – Vamos começar.
- Primeira pergunta aqui. – Uma mulher estendeu a mão. – Podemos ver claramente pelo seu videoclipe novo, capa do álbum e cor dos cabelos, que tem alguma coisa diferente. O que é? – Soltei uma risada fraca.
- Acho que o que aconteceu foi que eu notei que depois de dois álbuns e quatro anos, as coisas estavam começando a entrar em certa inércia, e eu estou crescendo, me considero mais madura que muita gente mais velha que eu, e achei que algumas coisas precisavam mudar. – Afirmei com a cabeça. – Então, não é só o cabelo, não é só a capa do álbum, vocês irão notar que as letras das músicas estão mais soltas, menos analíticas e o som está diferente. – Sorri.
- E esse look novo, você está mais... – Ele parou para pensar um pouco. – Bem...
- Mais bonita? Mais gostosa? – O vi ficar envergonhado e eu soltei uma risada. – Sim, eu estou e estou genuinamente feliz com tudo isso. Eu me sinto mais bonita, eu me sinto mais gostosa e mais solta. – Ele assentiu com a cabeça.
- Obrigado! – Ele riu.
- Você disse que o som do álbum também está diferente, como?
- Sei que vocês não tiveram tempo de ouvir o álbum ainda, mas vocês viram o clipe de You Ain’t Seen Nothing Yet, as músicas são mais dançantes, poucas letras têm total relação com a nossa vida pessoal, nossa família. Nós aprendemos a escrever músicas, acho que foi isso. Aí misturamos muita dança, muita mixagem, também para mostrar que somos sempre mais do que a gente mostra. – Assenti com a cabeça.
- Além de You Ain’t See Nothing Yet, vocês já sabem quais serão os outros singles?
- Sei sim. – Respirei fundo. – Mas vocês não vão arrancar isso de mim antes da hora. – A maioria do pessoal riu. – Uma coisa de cada vez.
- E turnês, isso já foi decidido de alguma forma?
- De alguma forma sim. – Soltei uma risada fraca. – A gente vai fazer turnê mundial dessa vez, não me pergunte como, onde, mas vamos para Ásia, África, Oceania, voltar para Europa e Américas que foram bem receptivos conosco.
- Isso atrasaria a produção de um quarto álbum? – Soltei uma risada fraca.
- Calma, gente, calma! – Ergui as mãos. – Estamos no terceiro álbum ainda. Mas é, uma turnê mundial pode levar um ano, um ano e meio e, pelo andar da carruagem, a gente não conseguiria lançar um álbum novo em dois anos, mas temos bastantes músicas e bastantes projetos para o pessoal curtir até lá. – O jornalista assentiu com a cabeça.
- Esse é seu último álbum no contrato com a Virgin Records, vocês vão manter contrato, você tem recebido ofertas de outras gravadoras? – Ri fraco.
- Não vamos quebrar o coração de Patrick, por favor. – Falei rindo. – Eu recebo diversas ofertas de outras gravadoras e tudo mais, mas a Virgin Records tem sido muito boa comigo desde que eu comecei e eu realmente não tenho planos em largá-los agora, o próximo álbum com certeza será feito com eles também. – Assenti com a cabeça.
- Agora, mudando de assunto um pouco, se não se importar...
- Claro! – Assenti com a cabeça.
- Essa é uma curiosidade mais de fã do que de jornalista. – Confirmei com a cabeça. – Você está sendo linkada muitas vezes com ... – Abaixei o rosto rindo. – Em uma dessas vezes vocês foram vistos bem próximos em uma balada, então eu gostaria de ser a primeira a perguntar oficialmente, vocês estão juntos? – Não me contive e eu comecei a gargalhar, escondendo o rosto com as mãos.
- Gente, não! – Falei gritando no microfone, vendo algumas pessoas rirem. – Não, não, não! – Repeti. – Vocês precisam pensar que nós somos humanos e também temos amigos do sexo oposto. – Soltei uma risada, olhando para o fundo da sala, vendo a cabeça do por uma das portas. – Eu sou muito próxima da família dele, o irmão dele é um dos meus melhores amigos e a gente vive se esbarrando aqui em Los Angeles, de propósito ou não, mas é só, gente! – Ri novamente. – Somos só amigos. – Sorri, acenando com a cabeça. – Eu juro! – Cruzei os dedos.
- Agora para David, disse que vocês trabalharam muito com os novos ritmos, qual foi a maior dificuldade nesse novo álbum?

- Olá, Times Square! – Gritei com o microfone na mão, vendo os quarteirões da avenida mais famosa de Nova York gritar por mim. – Estão prontos para dançar? – Eles gritaram e eu virei o corpo, dando uma rápida acompanhada no palco, que ficava maior a cada show. – É com você, Mike! – Apontei para meu guitarrista com a mão que segurava o microfone.
Mike começou a tocar fortemente os primeiros acordes de Got Dynamite, fazendo com que os sons ecoassem claramente pelos alto-falantes espalhados pela Times Square, me fazendo abrir um largo sorriso quando as pessoas responderam afirmativamente com gritos.
- I can't take your hand and lead you to the water. I can't make you feel what you don't feel but you know you wanna. – Aproximei bem do começo do palco, mantendo as pontas dos pés para fora. - Find out how to crack me, log in try to hack me. – Eu movimentava as mãos com a força, a mesma que eu usava para cantar. - Underneath the surface there's so much you need to know. And you might feel like you're drowning, but that's what I need to let go. – Joguei a cabeça para trás, movimentando os cabelos.
- Tell me what you got to break down the walls, you just might need dynamite. – Podia ouvir pelo ponto as vozes de Emily e Jack mais baixas. - Tell me what you got to break down the walls, kick senseless my defenses. Tell me what you're gonna do, I need you to light the fuse. Tell me what you've got to break down the walls, you just might need dynamite. – Mexi o corpo, parando conforme a música.
- Got dynamite. Got dynamite? Got dynamite.
- I can't paint this picture, just so you can hang it. I can't wait for you to understand, if you just don't get it. – Andei pelo palco, vendo Mike e Mack me acompanharem. - Find out how to crack me, log in try to hack me. Underneath the surface there's so much you need to know. And you might feel like you're drowning, but that's what I need to let go. – Notei minha voz ficar mais alta com as notas, respirando fundo.
- Tell me what you got to break down the walls, you just might need dynamite. Tell me what you got to break down the walls, kick senseless my defenses. Tell me what you're gonna do, I need you to light the fuse. Tell me what you've got to break down the walls, you just might need dynamite. – Respirei fundo, antes de acompanhar a próxima parte mais lenta.
- When the walls come crashing down, I hope you're standing right in front of me. When my past lies all around 'cause all you to need to save me is to intervene... – Senti minha voz ficar mais fina e a engrossei em seguida. - And make the walls come crashing down. – Respirei fundo, pegando fôlego. - Got, got dynamite? – Gritei, ouvindo Mike voltando a tocar forte.
- Tell me what you got to break down the walls, you just might need dynamite. Tell me what you got to break down the walls, kick senseless my defenses. Tell me what you're gonna do, I need you to light the fuse. Tell me what you've got to break down the walls, you just might need dynamite. – Joguei os cabelos para frente, mexendo o corpo para os lados.
- Got dynamite. Got dynamite? Got dynamite. Got dynamite? Got dynamite. Got dynamite? Got dynamite. Got dynamite? – Acompanhei Emily e Jack até o fim da música, vendo que os sons da guitarra mudaram para o grito do pessoal, me fazendo abrir um largo sorriso.
- Vocês são demais, sabia? – Falei para o pessoal, me aproximando da borda do palco e puxei o pedestal para o meio do palco. – É por vocês que a gente sempre volta, porque vocês são mais que especiais. – Abri um sorriso, respirando fundo. – Eu quero agradecer a vocês por todo apoio nesses últimos anos e por compartilhar nossos trabalhos para todos. Isso tudo é por causa de vocês! Eu sou uma pessoa melhor por causa de vocês. – Abri um largo sorriso, vendo meu close nas TVs da Times Square. – Obrigada! – Suspirei. – Quero que vocês me acompanhem no meu primeiro single You Ain’t Seen Nothing Yet. – Sorri, ouvindo o povo gritar.
- Vamos pular, Nova York! – Mack gritou no microfone e comecei a movimentar o corpo com o ritmo da próxima dança.
- First glance, you nearly meet my jaw drop. – Subi em uma das caixas de som. - First dance, and you were looking so hot. How tense, I moved in for a lip-lock. Don't stop, baby. Don't stop, baby. – Movimentei os braços com o povo. - First taste, like honey uou were so yum. Can't wait for a second 'cause it's so fun. Third base and head it for a homerun. – Gritei no microfone rindo em seguida. - Don't stop, baby. Don't stop, baby. Now...
- Hold on tight to this roallercoster ride, and if you're lovin me, just give me one more kiss, 'cause you ain't seen nothing yet. – Os fãs pulavam e cantavam comigo, fazendo minha voz abafar no microfone. - And just let go, if you don't, won't ever know. So if you're lovin' me, just give me one more kiss... – Estiquei o microfone em direção ao público. – ‘Cause you ain't seen nothing yet.
- My place, you showed up with flowers. Your face, could stare at it for hours, can't wait to see your super powers. Don't stop, baby...

- Digam para gente, como funciona lidar com uma banda de sete pessoas? Tem uma distância de 17 anos entre o mais novo e o mais velho da banda, como vocês lidam com isso? – Leno perguntou e eu ri, entreolhando para meus membros de banda.
- Você não lida! – Fui honesta, vendo o pessoal concordar comigo.
- Como assim? – Ele perguntou e eu ri.
- Acho que a gente nunca pensou nisso, na verdade. – Falei, cruzando as pernas.
- As coisas foram acontecendo e a gente nunca analisou isso. – Louis falou, dando de ombros.
- Quando me chamou para fazer parte da banda, eu acho que eu nem pensei. – David falou. – Eu vi uma oportunidade de realmente mostrar as produções que eu fazia já na gravadora e ela veio tão simpática... – Comecei a rir, ouvindo a plateia me acompanhar.
- E como funciona? Vocês têm suas próprias famílias, ainda tem os trabalhos... Como é?
- Bem, a gente gosta de dizer que nós somos uma grande família. – Falei, suspirando. – Nós vivemos juntos, então a gente vê o que os outros passam, convivemos com suas famílias, dividimos os problemas, batizamos os filhos, puxamos a orelha quando precisa... – Soltei uma risada. – Somos a família Stone.
- Isso é magnífico, sabia?! Nós vemos diversos cantores, diversas bandas, mas a interação não é essa. – O apresentador falou. – Vocês se amam, moram perto, se cuidam, é incrível isso. – Ele sorriu.
- Obrigada! – Falamos juntos.
- E agora, vocês têm cinco casados e dois solteiros? – Ri fraco.
- Três, na verdade. – Mike falou rindo. – David, Louis e Emily já se algemaram. – Ri fraco. – Eu namoro, Mack é enrolado eternamente, mas tá lá também.
- Tá lá? – Jay perguntou e eu ri.
- Eu e a mãe da minha filha vivemos entre tapas e beijos. – Mack se explicou, erguendo as mãos e eu ri.
- Se tem beijos, tá valendo! – Jay brincou e eu ri. – Agora vocês vão cantar para gente?
- Sim, com certeza! – Falei sorrindo. – Estamos aqui para isso!
- O que vocês vão cantar hoje?
- Vamos cantar Masquerade! – Falei sorrindo.
- Então, vamos lá! – Jay falou e a gente se levantou, seguindo para os instrumentos montados em frente ao sofá e eu logo me aproximei do pedestal, tirando o microfone do mesmo.
- Um, dois, três, quatro... – Ouvi Mike falar e ele logo começou em sincronia com Mack, Louis e David, me fazendo balançar a cabeça com o ritmo, abrindo um sorriso e aproximei o microfone da boca.
- Hip shaker, dream maker, heartbreaker, earth quaker, I can be anything that you want me to. – Ergui o rosto, olhando para o público. - Coin spender, mind-bender, jet-setter, go-getter, change up my getup for anything you choose.
- I don't mind trying on someone else, I won't mind seeing just how it felt. I might like changing my disguise... – Jack e Emily me acompanharam lado a lado de mim e eu sorri, piscando para ele.
- To make you happy. – Cantei sorrindo, balançando a mão que segurava o pedestal e os cabelos. - Here's my formal invitation, you and me go masquerading. Lose ourselves in this charading, is this love we're imitating? – Abri um sorriso. - Do we want what we got? If not, I say "so what!", here's my formal invitation. – Balancei a cabeça.
- La, la, la, la...
- You can be my school teacher, mind reader, dream weaver, just be the one I can count on to play it out with me. – Soltei o pedestal, descendo o degrau e começando a andar em direção aos fãs que pulavam na plateia. - Hot waiter, cool skater, trailblazer, pulse raiser, naughty or nice, whatever you want to be. – Me aproximei deles que esticavam as mãos e eu segurava, sentindo-os me puxarem, me fazendo rir fraco.
- You wanna try on someone else? You might like seeing how it felt. Do you mind changing your disguise? – Jack e Emily me acompanharam na voz.
- To make me happy. – Comecei a pular, vendo o pessoal me copiar e eu tomei cuidado para não tropeçar nos saltos. - Here's my formal invitation, you and me go masquerading. Lose ourselves in this charading, is this love we're imitating? Do we want what we got? If not, I say "so what!" Here's my formal invitation...
- Let’s go, let’s go masquerading... – Emily cantou com a voz roca.
- We'll make it fun when it's over and done I still want you to see the real me. – Me afastei dos fãs um pouco, olhando para a câmera. - No more disguises, let true love decide if we should be... – Afastei o rosto da câmera e ergui a mão, cantando forte. – Together...
- Here's my formal invitation, you and me go masquerading. – Jack e Emily começaram antes de eu acompanhar. - Lose ourselves in this charading.
- Is this love we're imitating? – Forcei a voz, sorrindo, voltando para o palco. - Do we want what we got? If not, I say "so what!" Here's my formal invitation.
- Let’s go, let’s go masquerading...
- La, la, la, la, la, la, la... – Movimentei o corpo quando a música acabou e o público gritou.
- Stone, pessoal! CD Third Base nas lojas agora! – Jay Leno falou, se aproximando da gente e eu sorri, piscando para a câmera. – Já voltamos.

- Ah, é tão bom aqui, ! – Amélia falou e eu sorri, abraçando-a de lado.
- Eu estou começando a achar aqui pequeno, na verdade. – Suspirei, vendo Matheus rolar no chão com Grape em cima dele.
- Pretende mudar para algum lugar? – Meu pai perguntou.
- Pensei em ir para o prédio do David, são dois andares e três quartos, ou o de dois andares e dois quartos. Sei lá. – Dei de ombros rindo. – Vou esperar passar a divulgação do álbum, quero comprar uma casa para mim. – Balancei a cabeça.
- Não é sua? – Amélia perguntou e eu indiquei o sofá e ela se sentou no mesmo, apoiando o braço no sofá.
- Não, é da gravadora, na verdade. – Segui Amélia, pulei Matheus e Grape e me sentei ao seu lado. – Fui ficando, ficando e esqueci! – Dei de ombros e ela riu. – Mas já coloquei um piano aqui na sala, tem guitarra, microfones, as vezes a gente ensaia aqui... Não dá mais. – Ri fraco. – Mas vou esperar um pouco.
- Aqui. – Meu pai esticou o balde de pipoca para mim e eu peguei, esticando para Amélia e meu pai se sentou na poltrona. – Matheus, pipoca? – Meu meio-irmão se levantou do chão, vendo Grape pular em volta dele e eu ri, vendo a Cocker grande começar a se enrolar em minhas pernas.
- Você não fica sozinha aqui, ? – Matheus me perguntou e eu ri fraco.
- Não tem como ficar sozinha aqui, Matheus. – Ri fraco. – O pessoal mora tudo aqui perto, então a gente sempre está se encontrando, treinando, se juntando para comer. – Balancei a cabeça.
- E onde eles estão? – Matheus perguntou.
- Emily e Jack devem estar aqui na frente, se eles não saíram. – Ri fraco, bagunçando seus cabelos.
- Louis saiu daqui? – Meu pai perguntou e eu peguei um pouco mais de pipoca.
- Saiu, logo que casou com a Agatha, foi para o mesmo prédio de David, é o que eu falo, o foco é outro. - Abri um sorriso.
- Bem, isso é verdade! – Meu pai suspirou. – E quando seu foco vai ser outro? – Soltei uma risada fraca.
- Você sabe que eu não estou exatamente procurando por isso. – Abaixei Grape que tentava subir no sofá. – Não! – Falei para ela. – Quando vou para baladas com Jack os homens estão mais interessados em pedir foto comigo e tal, sei lá... Talvez eu tenha que achar no mesmo mundo que eu. – Dei de ombros.
- Ou não procurar, quando for para rolar, vai rolar. – Meu pai falou. – Alguém como o , talvez?
- Pai... – O repreendi.
- Não, não digo ele, mas alguém que entenda o que é viver desse lado. – Ri fraco.
- Quem sabe eu e Jack não nos casamos caso a gente não encontre ninguém? – Ele riu.
- Não teria muita relação física, gostei. – Ele falou e eu ri.
- Ah, pai, para, vai! – Ele soltou uma risada.
- Mas sem pressa, minha filha. – Ele sorriu. – Vai rolar.
- Vai sim! – Ri fraco.
- Oi, , posso entrar? – Jack abriu a porta, colocando a cabeça para dentro.
- Viu, Matheus? Não fico sozinha por muito tempo. – O mais novo riu, enchendo a boca de pipoca. – O que foi, Jack?
- A gente está pensando em repassar a coreografia do clipe de amanhã, pode ir? – Ele perguntou.
- Claro, posso sim, deixa eu só colocar um tênis. – Me levantei, sentindo Grape pular por entre minhas pernas. – Vocês ficam bem?
- Não se preocupe com a gente, filha. – Assenti com a cabeça sorrindo.

- Vamos gravar de novo, gente! Não quero ninguém tropeçando nos pés ou arranhando os joelhos de novo. – Malcon falava no megafone e eu ri, ajeitando o chapéu em minha cabeça e joguei os cabelos para trás. – Prontos?
- Vamos lá, galera! – Dei alguns passos para frente com toda minha banda e mais alguns dançarinos e eu olhei para frente, sentindo Robb passar um pano em meu rosto.
- Você está suando. – Ele comentou e eu ri.
- Tente fazer essa repetição 15 vezes seguidas. – Ele riu, acenando com a cabeça.
- É para ser a última vez. – Ele comentou, retocando meu batom e eu assenti para ele, vendo-o se afastar.
- Força, . Coloca esse vozeirão para fora! – Malcon falou no meu ouvido e eu balancei a cabeça, franzindo o rosto.
- Pensei que fosse playback. – Ele riu.
- Então força para as pessoas acreditarem que você está cantando forte, mas sem estar cantando. – Franzi a testa por alguns segundos, balançando a cabeça. – Você entendeu.
- Pouco. – Falei e ele riu.
- Então, vamos lá! Da segunda parte! – Malcon se afastou do local de gravação e eu respirei fundo, torcendo o pescoço. – Ação, playback! – A música começou um pouco antes e eu encarei as câmeras espalhados em volta da sala de espelhos que estávamos.
- Oh silly, why you afraid? Don't be a big baby, quit playing games, and put your arms around me, you know what to do, and we can take it down low. – Movimentei o corpo e a cabeça em frente as câmeras e forcei a voz para a próxima parte. - Whoa, you know that I've been waiting for you. – Forcei a imitação da voz, sentindo minha garganta tremer, enquanto fazíamos a coreografia sincronizada. - Don't leave me standing all by myself, cause I ain't looking at no one else, looking at no one else. – Chacoalhei a cabeça. - Hey, get your back off the wall, don't you get comfortable. Looking so hot I think that I might fall. – Esticava os braços e descia em volta do corpo, movimentando o quadril. - Feeling like it's my birthday, like Christmas day came early. Just what I want so when we move, you move. – Brinquei com a câmera, repetindo os movimentos em seguida. - Get your back off the wall, don't you get comfortable. Looking so hot I think that I might fall. Feeling like it's my birthday, like Christmas day came early. Just what I want so when we move, you move. – Senti meus cabelos mexerem com a velocidade dos movimentos e eu abri um sorriso.
- I know that you wanna, but you can't, cause you gotta stay cool in the corner, when the truth is that you wanna move. – Mexi o corpo, abrindo um sorriso para o câmera. - So move! – Mexi as mãos, mexendo os quadris de um lado para o outro. - I know that you wanna, but you can't, cause you gotta stay cool in the corner, when the truth is that you wanna move. So move. – Respirei fundo para a próxima parte. - Move it baby, whoa... – Senti minha garganta tremer com a força. - You know that I've been waiting for you... – Movimentei o rosto. - Don't leave me standing all by myself... – Passei a mão no pescoço. - Cause I ain't looking at no one else, looking at no one else, looking at no one else. – Todo mundo se aproximou de mim, mexendo os braços em direção a câmera.
- Hey! Hey! I'm ready, hey, so come and get me. – Todo mundo pulava e se mexia em sincronia, cantando, ou movimentando os lábios juntos. - Don't be scared show me what you do, don't you know a girl like a boy who move? – Emily e Jack estavam em volta de mim, remexendo o corpo no ritmo da música. - Hey! Hey! I'm ready, hey, so come and get me. Don't be scared show me what you do, don't you know a girl like a boy who move?
- Get your back off the wall, don't you get comfortable. Looking so hot, I think that I might fall. Feeling like it's my birthday, like Christmas day came early. Just what I want, so when we move, you move. – Fizemos a coreografia sincronizada mais uma vez e todos se aproximaram dos câmeras para o fim.
- I'm ready, hey. Boy come and get me, don't be scared show me what you do. Don't you know a girl like a boy who move? – Finalizamos a música, rindo em seguida, abraçando o pessoal em volta.
- Corta! – Malcon falou e em seguida começou a aplaudir. – Bom, galera, ótimo! – Ele falou e eu sorri, acenando os polegares para ele.

Olhei para o tempo na esteira e puxei o ar forte, dando grandes passadas, uma em frente da outra, sentindo o suor escorrer por entre meus seios e descer pela minha barriga descoberta e continuei correndo. Conferi em meu iPod que música estava para começar e passei ela, sendo uma minha e deixei na música de musical que eu gostava.
30 segundos. Olhei no contador da esteira e continuei correndo, respirando fundo e passei a mão no rosto, limpando o suor. 20 segundos. Respirei fundo, sentindo meu coração bater incrivelmente acelerado no meu peito e virei para o lado, vendo Mack e Louis na mesma situação que eu. 10 segundos. Coloquei as mãos nas laterais e senti meus pés ficarem fora do chão por alguns segundos e apertei com força o botão de emergência, vendo o número 10 rapidamente zerar e eu senti meu corpo balançar um pouco antes da esteira parar completamente e abaixei a cabeça no painel respirando fundo.
- Viva? – Ergui o rosto, sentindo minha cabeça pesar e tirei o fone do ouvido, vendo Jessica em minha frente.
- Ei! – Falei, suspirando e desci da esteira, sentindo minhas pernas tremerem um pouco, mas logo consegui me mexer. Peguei a garrafa de água e coloquei na boca, bebendo quase o conteúdo inteiro.
- Ei, podemos conversar? – Ela perguntou e eu passei a toalha no rosto.
- Eles podem ouvir? – Apontei para Louis e Mack que pareciam muito entretidos na conversa.
- É uma oferta que eu recebi para você. – Ela falou e eu assenti com a cabeça.
- Eu disse que aceito as ofertas da Gucci, da Tiffany & Co, e da Nestlé, não vou aceitar a Fila novamente, pelo menos não agora.
- É outra, na verdade. – Ela riu, apoiando um braço na esteira. – De uma revista.
- Sessão de fotos e entrevistas, já sei. Pode aceitar. – Suspirei.
- Se eu fosse você, perderia um minuto para ouvir isso. – Abaixei a toalha do rosto, franzindo a testa.
- O quê? – Suspirei.
- A revista Allure está fazendo uma matéria sobre maturidade, pessoas que parecem jovens, mas tem que lidar com muito mais coisas do que sua idade permite. – Assenti com a cabeça. – Depois daquela sua declaração que todos acham que você é uma criança, mas na verdade, é uma mulher, eles te chamaram para fazer parte disso. – Confirmei com a cabeça.
- Ok, e como seria isso? – Pendurei a toalha em meu ombro.
- Eles querem saber se você topa posar nua para eles. – Meus olhos se arregalaram totalmente. – É um nu artístico, nada sexual, provavelmente nem seus seios vão aparecer. – Suspirei.
- Eu gostaria de ver isso. – Virei o rosto, vendo Mack dar risada e eu mostrei o dedo para ele.
- Eu... Eu não sei o que dizer. – Suspirei.
- Isso é uma decisão sua. – Ela coçou a cabeça.
- O que você acha?
- Bem, a Allure sempre foi uma revista respeitosa, já teve outras situações que as pessoas tiraram a roupa para eles, mas isso nunca gerou polêmica. É um susto, primeiramente, pois a maioria das pessoas que aceitam, nunca foram vistas nuas antes, mas isso logo passa e fica a lembrança. – Ela deu de ombros.
- Eu nunca pensei nisso, na verdade. – Balancei a cabeça. – Eu não sei o que fazer. – Soltei uma risada fraca.
- Você pode pensar sobre isso e depois me falar.
- Ok, vou pensar! – Falei e ela assentiu com a cabeça, se retirando da sala de ginástica.
- Eu acho que você deveria aceitar. – Mack falou e eu olhei para ele, revirando os olhos.
- Claro que vocês querem me ver nua.
- Não, não desse jeito, ! – Mack falou rindo. – Você só tem 22 anos, as pessoas olham sua idade e veem uma criança, mas quando eles olham para você, eles veem uma mulher. – Ele esticou as mãos, movimentando-as para baixo e eu ri. – Você pintou seu cabelo, está mais encorpada. Você mudou, , e para melhor. – Balancei a cabeça. – Eu acho que seria algo bom.
- Louis? – Virei para o loiro e ele riu.
- Eu não sei. – Ele balançou a cabeça. – Eu já te vi nua e você tem um corpão. – Ele ficou envergonhado e eu ri.
- Oh, Deus! – Balancei o rosto, sentindo meu rosto esquentar.

- Fique de joelhos. – A fotógrafo falou e eu fiz o que ela pediu. – Fique ereta, isso. – Mexi o corpo, fazendo o que ela pedia. – Queremos mostrar sua tatuagem, tudo bem?
- Sim! – Assenti com a cabeça e respirei fundo.
- Coloque as mãos no colo e mantenha o corpo reto. – Ela falou novamente e eu fiz, suspirando.
- Deixa eu arrumar aqui. – A cabeleireira falou, soltando os rolinhos do meu cabelo e deixando o frizz cair sobre minhas costas.
- Você vai olhar levemente para o lado, mas sem entortar o pescoço. – Ri fraco, e a fotógrafa se afastou um pouco, soltando um flash para teste. – Isso. – Ela sorriu. – Eu sei que você deve estar nervosa, mas será só nessa posição, ok?! Cinco flashes e tudo terá terminado. – Assenti com a cabeça, passando os lábios secos uns nos outros.
- Um pouco. – Ri fraco.
- Você está confortável? – Assenti com a cabeça. – Tem certeza? – Ela perguntou novamente. – Não quer colocar maquiagem?
- Não, se vai ser foto nua, que seja por inteiro. – Ela abriu um sorriso de leve.
- Então, vamos lá? – Ela perguntou e eu respirei fundo, mexendo a cabeça.
- Vamos lá. – Falei, tentando parecer confiante.
- Por favor. – Ela me indicou para a cabeleireira que era a única outra pessoa no estúdio e a mesma tirou o robe branco que cobria meu corpo e eu ergui o mesmo rapidamente, para que ela pudesse puxá-lo e sentei novamente em cima das minhas pernas e coloquei as mãos no colo.
- Vai aparecer um pouco do seu bumbum e um pouco do seio por baixo dos braços, sem aparecer o mamilo. – Assenti com a cabeça e suspirei. – Não sorria. – Ela se afastou um pouco mais e eu me mantive ereta, o mais travada possível. – Erga um pouco mais o rosto, assim. – A obedeci.
Ela mexeu a câmera para os lados rapidamente e soltou exatamente cinco flashes em meu rosto, uma foto mais longe, outra mais perto, outras duas mudando o ângulo e a última quase de cima. Assim que ela assentiu com a cabeça, a cabeleireira voltou a colocar o robe em cima de mim e eu me levantei, fechando-o rapidamente.
- Venha ver! – Ela falou e eu me aproximei da tela do computador.
- Oh meu Deus! – Falei surpresa. – Está muito bonita.
Eu estava travada nas fotos, o rosto sério e limpo, as mãos delicadas em cima do colo, os seios volumosos aparecendo por baixo do braço, o bumbum também próximo aos pés e a tatuagem Thank You for The Music na lateral do corpo.
- Gostou? – Ela perguntou.
- Sim, está demais! Obrigada! – Sorri para ela.
- É meu dever! – Assenti rindo com a cabeça. – Você pode se trocar.
- Obrigada! – Falei, indo rapidamente para o camarim e fechei a porta, tirando o robe e colocando minha calcinha e meu vestido logo em seguida, puxando o zíper na lateral do corpo e respirei fundo, passando a mão no rosto e logo peguei minha bolsa e saí do camarim.
- É só isso? – Perguntei.
- Sim, só isso. – A fotógrafa falou. – Obrigada, vai ficar bem legal.
- Espero que sim! – Sorri.
- A gente não costuma fazer isso, mas nessas edições a gente manda a capa para sua aprovação, antes de liberar para a gráfica.
- Ah, sem problemas! Obrigada por isso. – Assenti com a cabeça.
- Foi um prazer! – Ela estendeu a mão e eu ignorei, beijando sua bochecha rapidamente e fiz o mesmo com a cabeleireira.
- Ironicamente, acho que foi uma das poucas sessões de foto que eu fiquei completamente confortável. – Falei e elas sorriram. – Até a próxima. – Acenei para elas, saindo pela porta do estúdio de fotos e chamei o elevador, vendo-o chegar rapidamente e eu apertei o térreo, me olhando no espelho e prendi os cabelos, fazendo um rabo de cavalo e balancei os mesmos após preso e o elevador se abriu novamente, acenando para a recepcionista da revista e andei em direção à porta.
- ? – Virei meu rosto, vendo o jornalista que tinha me entrevistado mais cedo.
- Oi! – Falei, me virando para ele.
- Como foi lá? – Ele perguntou, colocando as mãos no bolso.
- Foi muito bom! – Falei rindo. – Não estou acostumada, mas foi legal.
- Bom, bom! – Ele sorriu, coçando a cabeça.
- Você tem alguma dúvida?
- Não! – Ele riu fraco. – Mas gostaria de te perguntar algo.
- Claro, fique à vontade. –Ri fraco.
- Eu não costumo fazer isso, mas você é legal, simpática, valoriza os outros... – Ele balançou a cabeça. – Você quer sair comigo? Claro, depois que a revista sair.
Olhei para Anthony por um segundo e pensei rápido. Ele era bonito, a pele clara, os olhos e cabelos escuros, se vestia de forma social e havia sido gentil comigo durante toda a entrevista. Não muito diferente de todas as entrevistas, mas ninguém nunca me chamou para sair ou ultrapassou o profissional. Mas...
- Por que não? – Falei para ele, sorrindo. – Vai ser legal! – Assenti com a cabeça. – Você tem caneta ou celular? – Ele me entregou o celular dele e eu anotei rapidamente meu número pessoal e o entreguei para ele. – Me liga! – Falei e ele sorriu.
- Vou ligar! – Ele sorriu, acenando com a cabeça.
- Vou esperar! – Falei sorrindo e andei para fora do prédio.

- Eu não acredito que você fez isso. – falou olhando a capa da revista e eu ri, revirando os olhos.
- Por que não?
- Sei lá, você sempre foi meio fechada...
- Até parece! – Tomei a revista de sua mão, abrindo na matéria e o entreguei de volta.
- “De criança à mulher em pouco tempo”. – leu. – “Em entrevista exclusiva para a Allure, Stone conta como precisou amadurecer rápido no mundo da música”. – Ele assentiu com a cabeça. – Você definitivamente está diferente.
- Leia e fica quieto. – Ele riu.
- Não vou ler agora, vim para ficar contigo. – Ele fechou a revista e jogou na mesa de centro.
- Não! – Puxei a revista novamente, antes que Grape a pegasse. – Não deixe nada perto dela! – Falei e ele riu.
- Ela é tão terrível assim? – falou em voz fofa e acariciou os pelos cor de mel da minha cadela.
- Um pouco! – Ri fraco. – Ela não gosta de sapatos, o que eu agradeço, mas ama papéis e qualquer coisa que brilha. – Ela rondou a mesa de centro, antes de se deitar ao lado da TV. - E quais as novidades, meu amigo? – Perguntei e ele riu.
- Acho que não muito. Estou fazendo alguns bicos de ator aqui e ali, ajudando alguns amigos em umas festas e tal, tentar beijar um pouco. – Ri fraco.
- Você e Jack são muito parecidos. – Ele riu.
- Jack com certeza seria o dominador. – Escondi o rosto nas mãos, gargalhando.
- Por favor, não! Sem detalhes.
- Eu sou mais submisso, mas... – Revirei os olhos.
- Ó Deus, vamos mudar de assunto. – Ele riu.
- E você? Se for para falar de carreira de sucesso, vencedora de vários prêmios, disco de ouro, platina e diamante no mundo inteiro... Vai, algo novo! – Soltei uma risada fraca.
- Bem, eu tenho um encontro no fim de semana. – Falei e a boca de se arregalou drasticamente.
- Oh, meu Deus! Com quem? – Ele até se ajeitou melhor no sofá, e eu balancei a cabeça.
- Com o jornalista da Allure, Anthony. Ele é bonitinho. – Dei de ombros.
- Você acha que vai rolar?
- Sei lá, , é só um encontro por enquanto, pode acontecer muita coisa até lá. – Ele riu, afirmando com a cabeça.
- Verdade! – Ele riu. – Mas e meu irmão? Desistiu dele?
- Foda-se seu irmão, . – Ele riu. - Eu desisti do seu irmão tem um tempo já. – Ri fraco. – Eu fiquei afim dele, mas foi rápido, passou, somos amigos agora. Vocês que não desistem.
- Vocês quem?
- Você, meu pai, minha banda, Jessica. – Balancei a cabeça. – Deus! Passou!
- Ah, a gente só gosta de te encher o saco.
- Sim, notei! – Falei rindo. – Mas vamos parar, ele está com... Bem, alguém que eu esqueci o nome, e eu vou sair com o Anthony e ver o vai rolar. – Dei de ombros.
- Se cuida, então. – Soltei uma risada.
- Até parece que eu sou boba, posso parecer, mas nem tanto. – Ele riu, esticando a mão e eu a segurei, apertando-a.
- Depois me conta tudo.
- Pode deixar! – Ele riu e me abraçou de lado.

- Isso foi legal. – Virei o rosto para Anthony.
- Foi sim. – Ele sorriu, colocando as mãos no bolso. – Você é muito mais do que aparenta ser, sabia? Esses dois encontros foram ótimos. – Ri fraco.
- Isso é algo bom ou ruim? – Perguntei, ajeitando a bolsa no ombro.
- Depende do ponto de vista. – Ele esticou a mão, segurando a minha livre. – Mas agora eu entendo porque você tem milhões de fãs ao redor do mundo.
- Acho que eles se identificam comigo. Você provavelmente teve uma visão diferente minha, alta, loira, pomposa, metida. – Ele riu. – Mas eu só sou uma tonta.
- Não, você não é só uma tonta. – Ele se aproximou, colocando o cabelo para trás da minha orelha. – Você é ótima! – Abri um pequeno sorriso.
- Você também não é nada mal, Anthony. – Ele riu fraco.
- Você acha que a gente poderia fazer isso de novo? – Ele perguntou, se aproximando de mim e eu fiquei nervosa, respirando fundo.
- Você acha que aguenta minha agenda um pouco conturbada que provavelmente não lembrará de você por horas, as vezes dias ou meses?
- Bem, o último relacionamento que eu tive não foi muito duradouro, ficar algumas horas sem falar com alguém não vai mudar muita coisa. – Ele aproximou o rosto de mim, colocando a mão em meu rosto. – Eu posso lidar com isso.
- Então, faça o que você quer fazer desde que saiu do carro! – Ele riu, balançando o rosto.
- Ok! – Ele falou antes de fechar os olhos e encostar os lábios nos meus.
Não foi meu primeiro beijo, mas era o primeiro beijo em Los Angeles, e o primeiro em alguém que eu gostava. Gostava, não era nada demais, na verdade. Mas ele era um cara legal, sendo legal comigo, eu estava simplesmente me permitindo aproveitar isso, ao invés de esperar aparecer o príncipe encantado... Anthony poderia sê-lo, quem sabe um dia? É só um começo, dois encontros... Por que não?
- Essa foi boa! – Ele falou e eu ri.
- Pode ser boa de novo. – Falei abrindo um sorriso e ele colou os lábios nos meus novamente.

Balancei a cabeça e estralei o pescoço, pulando um pouco, estralando os pés em cima da bota com salto e suspirei. Apertei a mão no microfone e olhei para o túnel em minha frente e respirei fundo. Toda apresentação era única, e a cada uma, o nervosismo era maior, a pressão era maior. Engoli em seco e ouvi a estática em meu ponto.
- E agora, apresentando seu novo single, Stone. – Dei mais alguns pulos e respirei, começando a ouvir em seguida a música começar a ser tocada por Louis, Mack, Mike e David, pude ouvir as pessoas gritarem lá fora e eu sorri.
- Hey baby, tell me your name. I gotta fever for you, I just can't explain, but there's just one problem, I'm a bit old school. When it comes to lovin', I ain't chasing you. – Ouvi a voz de Emily sair pelo meu ponto, me fazendo dançar com o ritmo da música.
- Been waiting, I'm on a roll, you've got to let yourself go. – Jack a acompanhou, me fazendo começar a andar em direção às luzes na minha frente.
- Whoa, you know that I've been waiting for you. – Comecei a caminhar em direção ao palco, sentindo as luzes do VMA chegar a meu rosto. - Don't leave me standing all by myself, cause I ain't looking at no one else. – Encontrei Jack e Emily lado a lado no meio do tapete vermelho e voltamos a caminhar juntos.
- Hey, get your back off the wall. Don't you get comfortable, looking so hot, I think that I might fall. – Cantamos juntos, nos aproximando na frente do palco. - Feeling like it's my birthday, like Christmas day came early. Just what I want so when we move, you move. – Mexemos as mãos em direção as pessoas e aos fãs.
- Get your back off the wall. Don't you get comfortable, looking so hot, I think that I might fall. Feeling like it's my birthday, like Christmas day came early. Just what I want so when we move, you move. – Nós sete cantamos juntos, vendo o pessoal se empolgar junto.
- Oh silly, why you afraid, don't be a big baby, quit playing games. – Voltei a cantar sozinha, movimentando o corpo no ritmo da música. - And put your arms around me, you know what to do and we can take it down low. – Senti minha garganta forçar e começamos a dançar juntos, com os dançarinos que entraram no palco.
- Whoa, you know that I've been waiting for you. – Forcei a voz. - Don't leave me standing all by myself, cause I ain't looking at no one else. – Abri os braços vendo grandes estrelas como Britney Spears, Miley Cyrus, Christina Aguilera, Rihanna, Katy Perry e, muitas outras, dançar conosco.
- Hey, get your back off the wall. Don't you get comfortable, looking so hot, I think that I might fall. Feeling like it's my birthday, like Christmas day came early. Just what I want so when we move, you move. – Cantei sozinha, vendo minha voz sair grossa.
- Get your back off the wall. Don't you get comfortable, looking so hot, I think that I might fall. Feeling like it's my birthday, like Christmas day came early. Just what I want so when we move, you move. – Voltamos a cantar juntos, e era sempre engraçado ver Mack dançando enquanto tocava.
- I know that you wanna but you can't cause you gotta stay cool in the corner when the truth is that you wanna move. So move. – Voltei a cantar sozinha.
- I know that you wanna but you can't cause you gotta stay cool in the corner when the truth is that you wanna move. So move. – Cantamos forte o fim e eu dei um passo para frente, puxando bastante ar.
- Move it baby, whoa. – Fechei os olhos, sentindo a música no peito. - You know that I've been waiting for you... – Respirei fundo. - Don't leave me standing all by myself... – Respirei fundo novamente.
- Cause I ain't looking at no one else. Looking at no one else, looking at no one else. – O pessoal começou a pular a minha volta, e a plateia junto. - Hey! Hey! I'm ready, hey. So come and get me. Don't be scared, show me what you do, don't you know a girl like a boy who move? – Apesar de várias vozes cantando junto, tentava fazer com que a minha saísse mais alta. - Hey! Hey! I'm ready, hey. So come and get me. Don't be scared, show me what you do, don't you know a girl like a boy who move? – Respirei fundo. - Get your back off the wall. Don't you get comfortable, looking so hot, I think that I might fall. – Forcei minha voz fazendo-a sobressair. - Feeling like it's my birthday, like Christmas day came early. Just what I want so when we move, you move. – Ouvi o ritmo da música acabar e estiquei o braço para frente, firmando no microfone ainda. - I'm ready, hey. Boy come and get me. Don't be scared show me what you do, don't you know a girl like a boy who move? – Comecei a rir em seguida, como toda apresentação dessa música e passei a mão na testa, sentindo o suor e abri um sorriso, ouvindo e vendo o pessoal gritar por nós e aplaudir e eu só notei o largo sorriso em meu rosto, quando vi meu rosto nos telões espalhados pelo local.

- Que filme é esse que a gente vai ver? – Ele entregou o ingresso para a moça do cinema enquanto eu apertava sua outra mão.
- Chama O Tesouro Perdido. – Assenti para a moça do cinema que abriu a boca surpresa e eu ri, subindo os degraus com Anthony. – É com um amigo meu, ele me convidou para a première, mas foi no festival de Toronto, e não é como se eu tivesse muito livre. – Ele riu, indicando o espaço vazio e eu passei por entre as cadeiras e me sentei no espaço vago.
- Amigo? – Virei para Anthony que se sentava ao meu lado.
- Sim, amigo! Se você ainda não percebeu, eu tenho muitos amigos homens. – Ele riu fraco, balançando a cabeça e voltou a segurar minha mão novamente.
- E quem é esse?
- , ele fez...
- Ah sim, conheço, já tive o prazer em entrevistá-lo, foi legal! – Balancei a cabeça rindo.
- Sim e esse filme é um romance, já que não pude acompanhar de perto, por que não vir com meu namorado? – Ele abriu um sorriso lindo e tocou seus lábios com os meus rapidamente, me fazendo sorrir em seguida.
- Sim, é uma coisa boa! – Ele riu fraco. – E sobre o que se trata?
- Você não se diz jornalista? – Ele riu fraco.
- Vou mostrar meu diploma da faculdade de Columbia e depois você me fala. – Ri fraco, balançando a cabeça. – E é comum achar isso, mas jornalistas nem sempre sabem de tudo.
- Ah, é? – Ele riu.
- Mas, acredite, eu sei bastante coisa sobre você.
- Você sabe que não precisa ficar olhando meu Wikipédia e que você pode perguntar para mim. – Ele estralou um beijo em minha bochecha.
- Eu sei, mas é que você é tão livro aberto online e eu fico pesquisando seu nome no Google.
- Oh, Deus! – Ele riu. – Eu já fiz isso, tem muita coisa lá.
- Alguma mentira? – Ele me encarou com seus olhos escuros e eu ponderei com a cabeça.
- Bem, eu nunca me envolvi em escândalos, então... – Dei de ombros e ele riu.
- Agora você está comigo, você não vai se envolver em mais nada. – Soltei uma risada gostosa.
- Ah, coitado! – Ele riu. – Até parece que é fácil assim. – Suspirei. – Só pelo fato de eu viver, eu me envolvo nas coisas.
- Mas são coisas boas! – Ele riu. – Revistas, programas de TV, caridade... É outra coisa.
- Fala aí, galerinha! – Virei o rosto dando de cara com Mike e Lacey entrando na fileira da frente da nossa.
- O que vocês estão fazendo aqui? – Perguntei e ele riu, se sentando.
- Aparentemente, finalmente conhecendo seu namorado. – Mike abriu um sorriso. – E eu também recebi convites para o cinema, você não é exclusiva. – Soltei uma risada fraca.
- Anthony, esses são Mike e sua namorada Lacey. – Ele se levantou, estendendo a mão para Mike.
- É um prazer! – Ele falou sorrindo. – falou muito de você.
- Ela falou muito sobre você também. – Mike foi simpático e eles sorriram. – Nossa garota está feliz, é o que importa. – Senti meu rosto ficar vermelho e eu ri.
- Eu estou feliz também. – Ele sorriu e vi as luzes se apagarem.
- Vamos jantar depois? – Mike perguntou e eu assenti com a cabeça.
- Pode ser! – Soltei uma risada e os vi se sentar em minha frente.

- Ah! – Rachel gritou e eu a abracei fortemente, sentindo-a me tirar do chão por alguns momentos e eu ri.
- Você está uma gata! – Johnny falou, me abraçando em seguida e eu ri, estralando um beijo em sua bochecha.
- Entrem, gente! – Dei espaço para eles entrarem no meu apartamento e fechei a porta.
- E quem é esse raivoso aí? – Rachel perguntou, fazendo carinho em Grape e eu ri.
- É a Grape! – Falei, vendo-a rondar os pés de Johnny, me fazendo rir.
- Ela é uma fofa! – Rachel falou. – Mas e as novidades? – Ela perguntou e eu indiquei o sofá para eles. – Tirando o fato dessa loirice toda. – Balancei os cabelos e ela riu.
- Ah, acho que vocês já sabem de tudo! – Me sentei na poltrona, erguendo os pés.
- Bem, vamos ser honestos que realmente sabemos de tudo. – Johnny pegou minha capa da Allure entre as revistas da minha mesa de centro e colocou para mim e eu soltei uma risada.
- O que achou? - Perguntei
- Nunca te conheci tão bem! – Ele falou e eu ri, puxando a revista de sua mão e guardando na pilha novamente. – Eu pegava. – Ele brincou e eu franzi a testa.
- Ah, Johnny, pelo amor, não. – Rachel falou e eu gargalhei. – O que mais?
- Não sei, gente, vocês já mandaram longos e-mails sobre o álbum, querem shows, não sei, me falem de vocês.
- E seu namorado? – Ela falou e eu revirei os olhos.
- Por que você não perguntou de uma vez só? – Falei rindo, sentindo Grape subir em meu colo e se aconchegar no mesmo.
- Só vejo as fotos que sai. – Ela se prontificou e eu ri.
- Ela te tem no Google Alerta. – Johnny brincou.
- Capaz de ter mesmo. – Brinquei e ela riu.
- Mas quem é ele? Você está feliz?
- Ele é jornalista, ele que me entrevistou para a Allure...
- Que belo jeito de se conhecer. – Johnny foi irônico e eu revirei os olhos.
- Ele não tirou as fotos, só me entrevistou.
- Enfim... – Rachel nos cortou.
- Ele me chamou para sair, eu esperei a revista ser lançada, aceitei, e estamos juntos desde então.
- Ah, que bom, minha amiga. – Ela falou animada, colocando a mão em cima da minha perna e eu assenti com a cabeça. – Eu vi as fotos, ele é bonito. – Assenti com a cabeça sorrindo.
- Ele é simpático, carinhoso, me respeita. – Dei de ombros. – Está sendo bom para mim.
- Isso que importa! – Rachel falou animada.
- Enfim, vocês já sabem demais da minha vida, e a de vocês, o que está rolando de interessante? - Perguntei, sentindo Grape descer do meu colo.
- Ah... – Johnny franziu a testa.

- Última vez, , depois acabamos, beleza? – Estiquei meu corpo dando uma estralada nos braços e puxei o corpete para baixo, jogando os cabelos alisados para os lados.
- Ok, mas última, hein, Malcon? – Falei e ele riu, a maquiadora passou o pincel rapidamente em meu rosto e eu balancei o rosto, suspirando e ela saiu.
- Não está confortável? – Ele perguntou e eu ri.
- Até estou, mas está apertando meus seios. – Falei, apertando meus seios em cima do corpete e vi meu namorado rir por trás das câmeras.
- Ok, então, vamos lá, depois eu te libero, até o primeiro refrão, beleza? – Acenei com os polegares e encostei as costas na parede novamente, mantendo os pés levemente distantes e ajeitei o cabelo rapidamente, deixando-os cair ao lado dos olhos.
- Beleza! – Falei, suspirando.
- Ação! – Ele falou. – Playback! Vi Malcon contando até três com os dedos e soltando a música, fazendo Crank It Up começar tudo de novo.
- Th-th-th-this beat is hypnotic I wanna ride it like a chauffer. The sound of the sonics controlling me just like a robot. – Eu movimentava o corpo escorada na parede e jogava os cabelos para os lados no ritmo da música. - I go bionic, so D-D-DJ put it on. I’m losing logic and cruising deeper in the zone. – Movimentava os lábios delicadamente, tentando parecer o mais sexy possível.
- It's so cinematic, charismatic. – Eu ficava quieta nas partes de David.
- G-got me froze up. – Focava na câmera, sorrindo para ela.
- This psychopathic beat is something... – A parte de David novamente.
- I need a dose of...
- I'm systematic... – Dave novamente.
- Mo-moving every single bone. – Mexi as mãos para cima, dançando. - There's no mechanic, that can't understand what I'm on. – Abri um sorriso rápido. - Let's crank it up, crank it up, until the walls cave in. Just crank it up, crank it up, put the record on spin, cause I am ready to party, gonna get my girls and get naughty. Just crank it up, crank it up until the walls cave in, just crank it up. – Movimentei os quadris no ritmo da música até começar a segunda estrofe, mas Malcon rapidamente cortou a música.
- Ok, ok, chega! – Malcon falou e trouxeram um robe para mim, o qual eu vesti rapidamente e tirei os saltos. – Eu vou conferir aqui se precisa de mais alguma coisa, mas você pode trocar a roupa para o segundo figurino. – Amarrei o robe e saí de cena, andando em direção à Anthony.
- Você é bonita demais. – Ele falou e eu ri, dando um rápido beijo em seus lábios e segui para a mesa de comida, roubando um donut da mesa.
- E você é muito babão! – Falei e ele riu, roubando uma bolacha da mesa também.
- Eu vejo suas coisas, você lê minhas matérias, todo mundo sai ganhando. – Ele brincou e eu ri.
- Não é por nada não, Anthony, mas acho que o mundo ganha mais. – Virei para Louis que folheava as revistas e eu revirei os olhos.
- Vocês deveriam parar com essa fase de teste, faz dois meses já, eu não fiquei infernizando Agatha, Virgínia ou Amir.
- Tirando Amir, que já veio no pacote Emily, todos são mulheres e você é legal demais, nós temos que te cuidar para o tio Olavo. – Mike falou, como se fosse óbvio, e eu revirei os olhos.
- Ele está muito feliz por mim, ok?! – Falei e os dois, mais Mack riram.
- É porque ele não conhece o Anthony. – Louis falou e eu franzi a testa.
- Ei! – Anthony falou. – Eu sou legal, ok?!
- Eles só estão brincando contigo, cara! – David apareceu atrás de nós, batendo nas costas do meu namorado.
- Eu sei, estou na fase de teste ainda. – Anthony deu de ombros rindo.
- Bem, eu vou me trocar, tentem não matá-lo. – Falei, revirando os olhos.
- Não vão, estou aqui! – Emily apareceu também e eu pisquei o olho em direção aos meninos, vendo-os revirarem os olhos.

- Nossa, olha a garota do ano aqui! – Distraí o rosto das marcas de cereal e olhei para vindo com sua cestinha de compras.
- . – Falei, pegando meu cereal de sempre e voltei a andar lado a lado com ele. – O que faz aqui para esses lados? Cansou de Hollywood?
- Eu tenho amigos em Beverly Hills, posso ser um pobre cara com um Lexus, mas ando com o pessoal que anda de Porsche. – Revirei os olhos e ele riu. – Como você está?
- Estou bem, assisti seu novo filme, eu gostei muito. É demais! – Abri um sorriso honesto.
- Que bom que gostou! – Ele assentiu com a cabeça, sorrindo. – E eu vi seu corpo. – Revirei os olhos, jogando a cabeça para trás.
- Eu não sei se você sabe, mas tem revistas especializadas para homens se masturbarem, mas é só um comentário. – Dei de ombros, pegando mais alguns produtos, ouvindo-o gargalhar pelo mercado. – Além disso, você não tinha uma namorada? – Virei para ele e ele riu.
- Engraçadinha, que me mandou e você está muito bonita nela, parece outra pessoa. – Dei de ombros.
- Essa era a intenção, mostrar que eu sou muito mais capaz do que aparento. Ou muito mais madura. – Dei de ombros. – Sei lá, na época pareceu uma boa ideia.
- E é, a matéria está muito boa também! – Ele sorriu e eu encarei seus olhos azuis, era real.
- Que bom que você gostou, então. Mas se você precisar de outra revista, posso te indicar algumas, Mack vive tendo que esconder em casa porque a Melanie pode achar.
- Melanie? – perguntou.
- A filha dele! – Ele riu, balançando os ombros.
- Não é fácil! – brincou.
- Achei você! – Virei o rosto, dando de cara com Anthony trazendo algumas cervejas.
- , esse é meu namorado Anthony; Anthony esse é aquele amigo que eu falei, . – foi discreto, mas eu notei a encarada básica que ele deu em Anthony e precisei prender o riso na garganta.
- É um prazer! – estendeu o braço para Anthony e ambos se cumprimentaram.
- O prazer é meu, parabéns pelo novo filme. – Anthony falou sorrindo.
- Obrigado, obrigado! – sorriu.
- Preciso de pão para o lanche. – Falei.
- Eu pego! – Anthony falou. – Prazer! – Ele falou para antes de sair novamente.
- Namorado?! – Dei de ombros.
- A vida não para. – Falei sorrindo.
- Ele te faz feliz? – Ele perguntou.
- Faz sim! – Abri um sorriso.
- Ele é bom, então! – franziu os lábios e acenou com a cabeça. – Te vejo no Natal?
- Talvez não esse ano! – Falei, dando de ombros. – Mas eu passo lá para dar um abraço na sua família, eles são ótimos.
- Não sei se estarei lá, mas a gente se fala. – Ele falou e eu o abracei rapidamente.
- Com certeza! – Ele riu e eu acenei, antes de virar no outro corredor.

- Meus fãs, eu cheguei! – Falei, abrindo a porta do escritório de Patrick e vi Brent se matar de dar risada, mas o senhor ficar calado, e a pessoa no recinto também. – Desculpa, não faço shows em cemitério. – Jessica soltou uma risada atrás de mim e fechou a porta. – Qual o motivo do chamado?
- Temos uma pessoa para te apresentar. – Me aproximei da longa mesa de madeira, olhando a loira próxima a mesa.
- Oi! – Falei para a mulher, que deveria ter minha idade ou mais e a cumprimentei. – .
- Essa é Lucy! – Patrick falou e eu sorri para a mesma. – Ela vai ser sua nova assistente pessoal!
- Desculpe. – Falei para a mulher. – Mas eu não preciso de assistente pessoal. – Falei, franzindo a testa.
- Agora precisa! – Patrick falou rápido. – Jessica é sua empresária, assessora, produtora e tudo mais um pouco, queremos liberá-la de trabalhos que não são da alçada dela e usá-la para os outros artistas também. – Ele falou e eu revirei os olhos.
- Bem, eu vou concordar e vocês fiquem com suas coisas inventadas aí. – Dei de ombros. – É um prazer, Lucy, espero que você sinta confortável em trabalhar comigo, ou conversar, porque a maioria das coisas eu posso fazer sozinha. – Abri um sorriso e a mesma riu nervosa. – Mais alguma coisa?
- Ano que vem a gente começa a turnê, beleza? – Assenti com a cabeça.
- Beleza! – Sorri. – Então, vamos? Lucy, te vejo por aí?
- Ela já vai começar agora. – Assenti com a cabeça.
- Ok, vamos lá, vou te apresentar o resto do pessoal. – Apontei com a cabeça e acenei para ambos. – Até mais.
- Até mais! – Brent sorriu e eu pisquei para ele, vendo-o rir.
- Então, Lucy, aposto que você vai gostar bastante daqui, eu não gosto de muita gente trabalhando perto de mim, acho bobeira, mas espero que você faça parte da família, então! – Ela riu fraco.
- Vou tentar, senhorita! – Ela sorriu.
- E por favor, nós temos a mesma idade, você deve ser mais velha que eu, e Lucy, ok?! Nada de senhor ou senhora. – Soltei uma risada fraca, abanando os braços.
- Pode deixar! – Ela falou.
- E eu não sei o horário que eles combinaram contigo, ou algo assim, mas a gente fica pouco no estúdio, temos ensaiado no Mack ou no Mike, então você provavelmente vai ter que me caçar por lá. – Ela riu fraco.
- Sem problemas, eles me falaram das obrigações do emprego. – Assenti com a cabeça.
- Beleza! – Ela riu. – Estamos discutindo as datas da nova turnê, então acho que você pode sentar, ouvir, anotar se quiser, você que sabe.
- Ok, obrigada! – Ela falou e eu ri, puxando a porta da sala de reuniões.
- Japão, com certeza, quatro shows. – Ouvi a voz de Brandon falando.
- Yeah! – David falou animado e eu ri.
- Gente, essa é Lucy, nossa assistente pessoal ou minha. – Dei de ombros. – Enfim, Lucy, pessoal; pessoal, Lucy! – Ela sorriu.
- Oi. – Ela falou sorrindo e eu me sentei.
- Oi! – Eles acenaram de volta.
- Então, quatro shows no Japão? – Perguntei e Brandon afirmou com a cabeça.
- É! Além de uma agenda enorme, voltaremos para França, Itália, Brasil, shows nos Estados Unidos, vai ser algo mais complicado, mas tentaremos fazer mais rápido. – Henry falou.
- Manda bala, então! – Sorri e o mais velho riu.

- Take me down! – Senti minha voz sair forte, enquanto a água caía sobre meu corpo.
- Take me down into your paradise. – A música tocava no playback.
- Don't be scared! – Fiz a mesma força que eu fazia para cantar, mas para dublar, movimentando o corpo embaixo da cascata que me molhava.
- Cause I'm your body type, just something that we wanna try, cause you and I. – A música continuava.
- You and I, we're cool for the summer. – Movimentava os quadris em frente a câmera.
- Take me down. – A música continuava.
- We're cool for the summer. – Eu continuava acompanhando.
- Don't be scared. – A voz de Emily saía pelas caixas de som.
- Cause I'm your body type. Just something that we wanna try, cause you and I, we're cool for the summer. – Joguei os cabelos para os lados, espalhando água. - We're cool for the summer. – Abri um sorriso quando a música terminou,
- Corta! – Malcon gritou, e eu virei para o lado, pegando uma toalha que me estendiam e me aproximei dele, tremendo de frio, sentindo meus lábios tremer.
- E agora? – Perguntei, passando a toalha no rosto.
- Vamos gravar mais uma vez com todo mundo na piscina, como planejado mais cedo. – Ele falou e eu assenti com a cabeça. – Amanhã fazemos as cenas na praia e no carro.
- Ok! – Confirmei com a cabeça e entreguei a toalha para ele e entrei na piscina, sentindo a água quente esquentar meu corpo.
Enquanto o pessoal se preparava, eu tentava me esquentar, me apoiei em algumas boias que estavam jogadas lá e afundei o rosto, ajeitando os cabelos para trás. Era difícil gravar um vídeo que falava sobre o verão, no meio do inverno! Mas como estávamos no fim do ano e ele só seria lançado no fim de janeiro, a gente já queria adiantar por causa da turnê. Pelo menos aproveitamos um dia de sol e muito aquecedor para ajudar a superar isso, mas provavelmente eu ficaria doente.
- Eu vou soltar a música, começar a gravar. , cante e o resto do pessoal vai se jogando na água, brincando, a gente vai usar duas câmeras, uma do geral e outra focada na , sei que está frio, mas finjam que é o dia mais quente do ano. – Ele falou e eu ri, acenando com a cabeça.
- Beleza, e vamos logo com isso. – Falei e ele riu.
- Depois a gente abre a sauna para vocês. – Jessica falou e eu afirmei com a cabeça.
- , apoia o rosto na boia, e tenta manter os pés no chão. Pessoal, não pulem nela. – Ele falou para minha banda e pude ver Mack batendo o queixo e assentindo ao mesmo tempo.
- Vai logo! – Louis falou, e Malcon riu em seguida.
- Ação! – Ele gritou. – Playback! – Imediatamente o piano de Cool For The Summer começou a tocar, o piano começou a tocar antes da mixagem, me obrigando a cantar.
- Tell me what you want, what you like, It's okay. I'm a little curious too. Tell me if it's wrong, if it's right, I don't care. I can keep a secret, could you? – Eu movimentava os lábios de forma delicada e acompanhava a música, olhando para os lábios, tentando parecer um pouco sexy, enquanto uma câmera estava focada em mim. - Got my mind on your body and your body on my mind. Got a taste for the cherry I just need to take a bite. Don't tell your mother, kiss one another, die for each other. We're cool for the summer. – Sentia meu corpo mexer com a água quando minha banda pulava na água e jogava água para cima, mas eu tentava forçar os pés no chão. - Take me down into your paradise, don't be scared cause I'm your body type. Just something that we wanna try cuz' you and I we're cool for the summer. – No refrão minha voz era forçada, me permitindo me mexer mais, mas ainda assim, tentando movimentar o corpo o menos possível.

- Ah, que bom que você veio, querida! – Lisa falou, colocando uma xícara de chá fumegante em minha frente e eu tossi novamente, escondendo a boca com a mão.
- Que bom que você veio. – Carly apareceu e eu a abracei de lado, rapidamente, vendo-a se sentar na outra ponta da bancada, tossi novamente.
- Ei, o que está acontecendo? – perguntou, colocando um prato com alguns petiscos em minha frente.
- Minha bronquite atacou, parece que gravar um vídeo de verão no inverno, não é uma coisa boa. – Lisa riu fraco. - E vocês, como estão? – Perguntei, tomando um gole do chá.
- Eu tenho uma surpresa para você. – Carly falou, se levantando rapidamente e ela vasculhou algumas coisas.
- Você vai adorar isso! – falou rindo e eu sorri.
- Aqui! – Carly me estendeu um longo envelope branco com duas letras grandes em dourado.
- O que é isso? – Abri o envelope com cuidado, encontrando logo de cara os dizeres “você está convidado”. – Você vai casar? – Puxei o papel rapidamente. – Oh, meu Deus! – Levantei correndo, abraçando-a fortemente.
- Eu vou! – Ela falou sorrindo.
- Oh, meu Deus, Carly. – A apertei em meus braços. – Meus parabéns! Que você seja muito feliz. – Ela riu contra meu ouvido.
- E tem mais uma surpresa! – falou.
- Qual? – Afastei o rosto de Carly. – Não me diga que está grávida. – Ela riu.
- Não, não! – Ela afastou as mãos. – Eu sei que agora você é uma mulher com namorado, mas eu gostaria que você fosse madrinha. – Minha boca foi para o chão rapidamente, pena que a tosse tirou a graça, mas a apertei novamente contra meus braços. – Com o ! – Ela finalizou.
- Sim, sim, sim! – Repeti diversas vezes, sorrindo. – Eu supertopo, e vai ser bom ter como meu par. – Abracei meu amigo de lado, vendo-o rir.
- Eu ia colocar você com o , mas aí coloquei ele com a Tara e você com o .
- Para mim está ótimo, você é um amor. – Falei e ela riu. – Eu ficaria até ao lado de um espantalho, vai ser demais! A gente vai festejar bastante.
- É no começo do ano que vem, eu não tenho essa de vestidos iguais e tal, eu só vou mandar a cor, pode ser? – Ela falou.
- Claro! Sem problemas. – Sorri.
- E esse convite é só para você, se você não se importar. Queremos algo bem íntimo. – Ela falou.
- Ela não quis que a ajudasse. – Lisa falou.
- Mãe! – Carly falou.
- Não, gente! Que isso, vou passar o Natal na casa do namorado, ele pode ficar dois dias sem mim. – Elas riram.
- Não vai passar com o pai? – Lisa perguntou.
- Vamos passar o Natal em Montreal, a família dele é de lá, depois vamos passar o ano novo em casa, com meu pai, minha madrasta, minhas amigas e tudo mais. – Peguei um pouco de amendoim.
- Ah, vai ser legal! – Carly falou e eu afirmei com a cabeça.
- Sim, meu pai vai gostar dele, não estou preocupada. – Dei de ombros. – Mas seu casamento vai ser demais! – Ela riu.
- Adoro casamentos. – falou.
- Não quero ninguém bêbado! – Falei, vendo Lisa rir.

- Papai gostou de você, Matheus gostou de você, Lara gostou de você, o que é difícil ela gostar de alguém. – Comentei, com a cabeça apoiada no peito de Anthony.
- Você não tem noção o quão aliviado eu estou. – Ele fez um carinho em minhas costas e eu sorri.
- Meu pai é quem mais importa, na verdade, e os outros estão felizes só pelo fato de eu estar feliz. – Balancei a cabeça. – Mas isso é bom demais. Eu estou feliz. – Sorri e ele acariciou meus cabelos, aproximando os lábios dos meus e beijando-os.
- Feliz ano novo! – Ele falou e eu apoiei as mãos em seu corpo, sentando em seu colo, enquanto ele esticava o corpo, colocando as mãos em minha cintura.
- Feliz ano novo! – Falei e ele abriu um largo sorriso, respirando fundo. – Você sabe o que está preste a acontecer, não é?! – Coloquei as mãos em seu peito, abrindo devagar os botões de sua blusa social.
- Acho que sim. – Ele respondeu, com um largo sorriso no rosto.
- Eu quero que você saiba que você vai ser meu primeiro. – Falei e ele arregalou os olhos. – Não, não se preocupe! – Falei, mordendo meu lábio inferior. – Eu quero isso, eu estou feliz com isso. – Falei e ele abriu um largo sorriso, segurando na minha cintura e sentando sobre minha cama.
- Então, eu quero que você se lembre disso para sempre. – Ele falou, tirando meus cabelos do rosto. – Porque eu te amo. – Senti um arrepio passar pelo meu corpo, me fazendo ficar sem fala por alguns segundos, e eu respirei fundo, colocando os braços nos ombros de Anthony.
- Eu também te amo. – Respondi com a maior naturalidade do mundo e me senti feliz por isso, abrindo um largo sorriso em seguida.
Ele deslizou as mãos por baixo da blusa que eu usava e a puxou levemente para cima, fazendo com que meus cabelos espalhassem pelos ombros, me fazendo morder meus lábios por alguns segundos. Anthony fez um carinho em meu rosto e colou os lábios nos meus novamente.

- Ei, e aí? Como foi o fim de ano? – Jessica perguntou quando eu fechei a porta de sua casa em Beverly Hills.
- Foi muito bom! – Abri um largo sorriso, que deveria ter ficado meio mesclado com minha cara de sono após 12 horas de avião.
- Parece que Anthony está lhe fazendo muito bem. – Soltei uma risada fraca, passando a ponta do casaco no rosto e caminhei pelos largos corredores de sua casa.
- Está sim. – Sorri. – Eu estou feliz, Jessica. – Abaixei o rosto por um momento, notando que ela estava de camisola. – Parece que você também! – Cochichei e ela deu de ombros, virando de costas. – É Brent? – Cochichei novamente.
- O que você acha? – Ela virou o rosto para trás e eu ri, seguindo-a até seu escritório.
- Ele está aqui? – Perguntei e ela colocou o dedo sobre a boca pedindo silêncio. – Sempre soube que vocês iam voltar!
- Não vamos apressar as coisas, . – Ela falou me dando espaço e eu entrei em seu escritório. – Estamos saindo.
- Ah, mas isso eu suspeito desde o Natal do ano passado, vai dizer que não é nada certo?
- Não, não é! – Ela disse e eu entortei a boca.
- Ok, ok, a vida é sua, não vou me meter. – Puxei o moletom para cima e joguei na poltrona ao lado da que eu me joguei. – Mas, me diga, porque me chamou aqui dois dias depois do ano novo? E ainda mais na sua casa.
- Eu recebi uma proposta pouco antes do natal e, inicialmente eu descartei na hora porque não era algo que você toparia fazer, mas aí eu fui informada que você era a primeira opção e me contaram quem estava participando da produção. – Ela deu a volta na mesa de madeira e se sentou do outro lado.
- Que tipo de projeto? – Perguntei, apoiando os braços na mesa.
- Um filme. – Franzi a testa.
- Jessica, eu não sou atriz...
- Eu sei, eu sei! – Ela pegou uma grande pasta e jogou em cima da mesa, fazendo um baque alto. – Mas eu acho que você deveria considerar isso. – Ela indicou a pasta e eu franzi a testa. – É sério! – Seu rosto era sério e eu franzi a testa, puxando a pasta devagar em minha direção.
Puxei a pasta e senti que estava bem pesada e suspirei, eu não era atriz, eu não sabia atuar, e havia decidido que, para evitar julgamentos desnecessários, eu não os faria, e Jessica sabia disso. Mas se ela estava analisando isso para mim, era algo importante. Abri a pasta e o susto foi tão grande que eu empurrei a cadeira para trás imediatamente.
- Mamma Mia? – Eu gritei para ela que tinha um sorriso no rosto. – Estão me oferecendo um papel no filme Mamma Mia? – Repeti, respirando fundo.
- Sim, eles querem que você seja a Sophie Sheridan na adaptação do musical para o filme. – Meus lábios se escancaravam.
- Oh, meu Deus! – Me levantei, passando a mão na cabeça. – Como? Oh, meu Deus!
- Eles estão adaptando a peça para o cinema e, como você é conhecida por cantar ABBA, eles te querem. – Ela abriu um largo sorriso.
- Oh, meu Deus! – Virei o corpo, um pouco atordoada e respirei fundo, apoiando as mãos na poltrona. – Eles me querem para um dos papéis principais na adaptação do musical Mamma Mia para o cinema?
- Sim, foi a própria Phylllida Lloyd que te escolheu. – Ela sorriu.
- A diretora do musical desde 1999? – Ela assentiu com a cabeça.
- Que também vai ser diretora do filme. – Arregalei meus olhos novamente.
- A diretora da peça será diretora do filme? – Soltei um suspiro, me sentando novamente. – Oh, droga! – Jessica riu. – E ela me quer?
- Sim, você é a primeira opção dela.
- Mas eu não sou atriz. – Jessica abriu a boca. – E nem vem, as atuações nos meus videoclipes não contam.
- Para eles contam, e como é um musical, você vai se sair bem. – Suspirei, batendo as mãos na mesa.
- Mas como? Pelo menos um pouco de atuação eu vou precisar. – Falei e ela riu.
- Sim, mas eles falaram que você pode não saber atuar, vai ser um desafio, mas ela disse que o maior desafio será fazer com que atores cantem. – Mordi o lábio inferior.
- Eles não escolheram cantores? – Ela negou com a cabeça.
- Não, só você. – Ela suspirou e mexeu na pasta, pegando alguns papéis e me entregando. – Esses são os atores escolhidos.
O musical Mamma Mia era simples, a história de uma filha que nunca conheceu o pai, chama três ex-namorados da mãe, que podem ser seus pais, para seu casamento, só que quando ela os conhece, ela não sabe dizer quem é o seu pai. E eu já tinha assistido esse musical diversas vezes, tanto quando fui para Nova York, Londres e até no Brasil, apesar das músicas terem sido traduzidas, mas o principal, era que as músicas do musical eram do ABBA, e vocês sabem, eu amo ABBA.
Peguei o papel da sua mão e fui passando a escolha de atores para os papéis e só tinha grandes nomes: Meryl Streep, Colin Firth, Stellan Skarsgard, Pierce Brosnan, Julie Walters, além de alguns atores menos conhecidos.
- Oh, droga! – Falei, colocando as folhas na mesa novamente. – Você acha que eu dou conta?
- Eu acho, mas o principal é que eles acham. – Suspirei, balançando a cabeça.
- Que merda! – Suspirei. – Você acha que eu devo aceitar?
- Eu acho. – Ela sorriu. – Mamma Mia vai ser um sucesso só pelos atores que farão parte dele, mas não será um grande filme, os fãs de musicais ou dos atores irão amar, quem não liga muito, vai continuar não ligando. – Ela deu de ombros. – Se algum dia você quiser entrar no mundo do cinema, acho um bom jeito de começar. – Ela assentiu com a cabeça.
- Eu não sei...
- , por favor! Vai ser bom! – Ela segurou minha mão e eu suspirei, fechando os olhos por algum tempo.
- E se eu não der conta? Tem turnê chegando e...
- , eu não queria usar essa carta na manga, mas você não está me dando opção. – A encarei, franzindo a testa.
- Hum? – A encarei e ela suspirou, colocando os cotovelos na mesa.
- Benny Andersson e Björn Ulvaeus estão na produção do filme e na gravação das músicas. – Eu fiquei estática por um tempo.
- Benny e Björn? Originais do ABBA? – Ela assentiu com a cabeça. - Oh, meu Deus, eu... – Ela sorriu.
- Eu vou dizer que você aceita. E você verá isso como um novo desafio. – Suspirei, abrindo um sorriso de lado, acenando com a cabeça. - Você viu tudo que apareceu como desafio, por que não mais um? – Virei o rosto para a porta, vendo Brent só de samba canção, com os braços cruzados em cima do peito.
- Ok! – Assenti com a cabeça. – Vocês cuidam da parte de horário, e eu preciso de um professor de atuação para ontem.
- A gente dá um jeito! – Jessica falou.
- Bem, vou deixar os pombinhos em paz e vou encontrar meu namorado para comemorar, até mais! – Me levantei e eles riram.



Continua...



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