Última atualização: 23 de agosto de 2025

Prólogo


Era meu primeiro dia no trabalho, e apesar de saber que seria algo tranquilo, me sentia um pouco ansiosa. Nesse momento eu estava conhecendo a UBS Arena por dentro — onde se encontrava o rinque do New York Islanders — e seria apresentada aos jogadores, tudo de maneira bem informal, já que a festa de boas vindas — para mim e os novos contratados, seria apenas no final de semana. Eu já havia saído para comemorar com algumas amigas três dias antes, não sabia como seria a festa dada por eles, mas não estava muito animada.
Desde que comecei a trabalhar na área, tive que lidar com diversas piadinhasmisóginas por ser mulher, ainda era muito difícil mulheres serem respeitadas em um ambiente como aquele, e com a posição que eu assumia agora, sabia que ia ser ainda mais difícil. Mas tudo bem, eu não era o tipo de pessoa que abaixava a cabeça.
Amanda, a mulher que ficou responsável pelo meu tour na UBS Arena era agradável e respondia a todas as minhas dúvidas prontamente. A estrutura do lugar era ótima e eu acreditava que faria um ótimo trabalho como treinadora do NYI, eu sabia do potencial que tinha e só precisava dessa chance para mostrar. Quando estávamos chegando ao rinque, Amanda me contou que era social mídia do time há cerca de três anos, e que a maioria dos jogadores eram tranquilos. Ela não sabia muito sobre os novos contratos para o time, mas disse que cada vez que entravam novos, eles costumavam ter o mesmo perfil dos outros jogadores da casa.
Quando chegamos lá, ficamos algum tempo observando como eles estavam trocando lances com alguns pucks — ou discos, como as pessoas têm o costume de chamar — da arquibancada. O som estava ligado, deixando o clima parecido com um dia de jogo. Eles pareciam animados e o clima lá embaixo bastante amigável, mas eu já sabia que aquilo não era bem assim, nos meus anos como assistente dos técnicos, pude presenciar a rivalidade entre jogadores que eu nunca imaginava.
Depois de alguns minutos observando, um deles me chamou a atenção, parecia familiar. Não familiar do tipo "eu conheço aquele jogador", era mais como alguém que eu conhecia, mas não me lembrava de onde. Amanda parecia ter acompanhado meu olhar.
, ou como a gente chama ele, é um dos novos jogadores — falou, respondendo a uma pergunta que eu só tinha feito a mim mesma. — Ele jogava na WHL, no Seattle Thunderbirds. Apesar das lesões recorrentes, é um dos bons.
Concordei com a cabeça, ainda sem me lembrar de onde o conhecia, o nome era desconhecido para mim. Talvez se ele chegasse mais perto...
— Vem — escutei a voz de Amanda, que já descia para o final da arquibancada.
Observei ela abaixar o som, atraindo a atenção dos jogadores. Fui até onde ela estava, ficando próxima ao vidro. Observei os rapazes se aproximando dali, e em menos de 1 minuto, já estavam todos amontoados na nossa frente. Procurei o rosto familiar novamente, ele estava na espécie de segunda fileira que haviam formado, aqueles cabelos escuros... de onde é que eu conhecia ele? Tentei forçar a memória, mas não tive sucesso. Quando ele virou na nossa direção depois de Amanda soltar um "rapazes" em uma voz bastante alta, pude lembrar perfeitamente de onde o conhecia. A social media continuava falando , mas eu já não conseguia escutar mais nada.
Ao passo que eu entrava em choque e permanecia de boca aberta, bagunçava os cabelos despretensiosamente e me dava o sorriso mais descarado da Terra.
Senti meu corpo gelar, parecia que cada gota do meu sangue estava abandonando minhas veias, acho que também não estava respirando direito. Escutei aplausos, mas não sabia o motivo, a última coisa que escutei foi a palavra "técnica", vindo de Amanda.
Desmaiei logo depois nos degraus da arquibancada.
Eu havia dormido com três noites atrás.



Continua...



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