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Última atualização: 20/08/2025

Capítulo 1

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"Amor sempre foi uma palavra forte para mim, algo que eu sabia que talvez nunca fosse encontrar. Meu histórico de relacionamentos fracassados deixava isso bem claro. Eu já tinha até me conformado com a ideia de nunca ser amada da mesma forma que eu amava, até que eu o conheci… E ele chegou como um furacão, revirou toda a minha vida e me fez questionar tudo o que um dia acreditei. Quando menos esperava, eu o amava — e, felizmente, ele também me amava.
Essa é a história que não só mudou a minha vida e minhas convicções, mas que, acima de tudo, me fez a mulher mais feliz do mundo… Enquanto durou."

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Abril de 2020.

Os olhos vermelhos e inchados indicavam que ela havia chorado, talvez a noite toda. Vê-la daquele jeito quebrava o coração dele em mil pedaços, mas isso não o faria mudar de ideia. Ele sabia que poderia se arrepender de deixá-la, mas, naquele momento, sentia que era a coisa certa a fazer. Melhor ir embora enquanto ainda a amava, do que partir quando já não sentisse mais nada.
– Você tem certeza? – A voz dela saiu frágil, quase inaudível.
Ele tinha certeza? Claro que não, mas nada no mundo o faria voltar atrás naquele instante.
– Eu sinto muito.
Seus olhos se encheram de lágrimas ao vê-la desabar na sua frente, tomada por uma dor que ele havia causado. A relação que ela jurara que duraria para sempre estava sendo destruída diante dos seus olhos.
… – Ele tentou se aproximar, mas ela levantou a mão num gesto silencioso, pedindo que ele ficasse onde estava. – Me desculpa.
– Você já pode ir. – Ela falou entre soluços, sentando-se na ponta da cama, afundando o rosto nas mãos.
Ele não conseguiu se mover, continuou ali, observando-a, o peito apertado de culpa. Eu sou o motivo do sofrimento dela, pensou, sentindo o peso da culpa esmagá-lo.
– Eu sinto muito, – a voz dele falhou. Lágrimas escorreram por seu rosto, e ele precisou se segurar para não correr até ela, abraçá-la e dizer que havia mudado de ideia. – Eu...
– Tudo bem, Harry. – ela disse, com a voz abafada pelas mãos que ainda cobriam o rosto. – Só vai embora, por favor.
– Eu espero que um dia você me perdoe.

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Setembro de 2022.

Harry revirava a mala com pressa, jogando roupas para todos os lados em busca de um item específico. O quarto de hotel, antes impecável, agora parecia um caos, com camisas e calças espalhadas pelo chão. O desespero estava estampado em seu rosto, e suas mãos tremiam progressivamente enquanto verificava cada compartimento.
— O que você está procurando? — Sylvie Mason, sua assessora e melhor amiga, perguntou, encostada na porta, com uma sobrancelha arqueada. Ela estava acostumada com os momentos de tensão de Harry, mas algo parecia mais intenso do que o normal.
— Um livro. — Ele mal olhou para ela, a voz carregando um tom de urgência.
Aquele livro? — Sylvie arqueou ambas as sobrancelhas, sabendo exatamente de que ele estava falando. Ela nunca entendeu a obsessão de Harry por aquele livro em particular. — Se é tão importante, posso ir até uma livraria e comprar outro pra você.
Harry parou por um momento e olhou para ela, claramente irritado. Seu peito subia e descia rápido, não só pela ansiedade de não encontrar o que procurava, mas pelas palavras de Sylvie.
— Você não entende. — Sua voz soava tensa, quase exasperada. — Não é sobre a história. Não é um livro.
Sylvie estreitou os olhos, sentindo a frustração dele. Ela sempre teve curiosidade sobre o que aquele livro representava, mas sabia que tinha algo a ver com . Afinal, era ela quem o havia escrito. Mas nunca ousou perguntar diretamente, respeitando os limites de Harry.
— Então o que é? — ela arriscou, tentando ser mais cuidadosa dessa vez. — O que aquele livro significa pra você?
Harry suspirou, soltando o ar de forma pesada. Seus ombros relaxaram por um segundo, como se finalmente tivesse decidido falar. Ele sabia que Sylvie merecia uma explicação, afinal, sempre esteve ao seu lado, até nos momentos mais difíceis.
— Foi a última coisa que ela me deu. — Sua voz agora estava mais baixa, quase um sussurro. — autografou pra mim, antes de tudo... antes de acabarmos. É a última lembrança física que tenho dela, do que a gente foi.
Sylvie olhou com um misto de surpresa e compreensão. O livro, que ela pensou ser apenas um objeto qualquer, era, na verdade, um pedaço do passado de Harry, algo que ele segurava como uma angústia.
— Harry... — Sylvie começou, mas não sabia exatamente o que dizer.
— Eu sei, parece loucura. — Ele passou as mãos pelos cabelos, agora mais calmo. — Mas é a única coisa que ainda me conecta a ela, de verdade. Não posso perder isso. Sylvie deu um passo em sua direção, uma expressão suave.
— Não é loucura. — Sua voz era firme, mas gentil. — Se isso significa tanto pra você, então vamos encontrar esse livro.
Harry soltou um suspiro, aliviado por ter finalmente compartilhado o que guardava para si há tanto tempo. Sylvie sempre esteve ali, e agora, mais do que nunca, ele sentiu que poderia confiar nela.
— Obrigado. — Ele disse, com um sorriso cansado, mas genuíno.

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Janeiro de 2015.

estava sentada numa cadeira de couro, com as mãos entrelaçadas no colo, tentando esconder o nervosismo que crescia dentro dela. A sala de reuniões da gravadora era ampla, com janelas de vidro do chão ao teto que ofereciam uma vista da cidade. Ela olhava para fora, como se aquilo pudesse distraí-la do fato de que, em poucos minutos, conheceria a maior boyband do mundo.
O projeto que a trouxe até ali era algo além dos seus sonhos mais loucos: ela, uma jovem escritora brasileira de fanfics, contratada para escrever um livro oficial sobre a banda One Direction. Ainda parecia surreal.
A porta se abriu, e a agente da banda, acompanhada de um homem alto e vestido de terno, entrou na sala. Mas mal teve tempo de registrar os dois antes de ouvir vozes e risadas vindas do corredor. Seu coração disparou, e ela instintivamente ajeitou o cabelo. Eles estavam chegando.
Um a um, os membros da One Direction começaram a entrar. Primeiro, Louis, seguido por Liam e Niall, todos sorrindo e cumprimentando as pessoas na sala. Logo atrás deles, Zayn entrou, um pouco mais reservado, mas lançando um leve sorriso em sua direção.
E então, ele entrou.
Harry Styles. O nome parecia carregar um peso diferente para ela, não porque ele era o membro mais popular da banda, mas pela aura que ele trazia consigo. Seus olhos esverdeados varreram a sala até pararem nela, e, por um breve segundo, achou que o tempo tivesse desacelerado. Ele sorriu de lado, com um ar despreocupado, e se sentou ao lado de Louis, o último lugar vazio na mesa.
— Então você é a famosa escritora de fanfics? — Perguntou Louis, lançando um sorriso divertido. Ele não estava sendo maldoso, apenas curioso, mas a pergunta fez corar.
— É... Acho que sim. — Ela riu nervosa, tentando aliviar a tensão que sentia. — Nunca pensei que acabaria escrevendo um livro sobre vocês.
— Bem, aqui estamos — disse Liam, simpático. — Estamos empolgados com isso.
assentiu, grata pela recepção amigável, mas não pôde evitar lançar um olhar furtivo para Harry, que a observava em silêncio. Ele não parecia tão à vontade quanto os outros, mas também não estava fechado. Havia algo em seu olhar... curiosidade, talvez?
— Então, vamos ao que interessa, certo? — a agente da banda começou, batendo de leve uma pasta sobre a mesa. — Este livro será diferente de qualquer outra biografia. Queremos algo que capture a essência da banda, mas também traga uma narrativa envolvente. Algo que as fãs adorariam ler. , você pode contar mais sobre suas ideias?
pigarreou e tentou afastar o nervosismo. Já havia preparado uma apresentação mentalmente, mas com cinco pares de olhos — e especialmente os de Harry — focados nela, parecia mais difícil do que esperava.
— Bom, a ideia é criar uma ficção que tenha um toque pessoal de cada um de vocês — começou, falando devagar, tentando controlar sua respiração. — Eu quero que o livro seja algo autêntico, que mostre como são de verdade, mas que também crie uma história com a qual as fãs possam se identificar. Não só uma história de fama, mas de amizade, desafios, crescimento... E talvez um pouco de romance.
— Romance? — Niall levantou as sobrancelhas, claramente interessado. — E quem vai se apaixonar?
A sala explodiu em risadas, menos Harry, que manteve o olhar fixo nela, esperando uma resposta.
— Nada clichê, eu prometo — respondeu com um sorriso. — A ideia é mostrar um lado mais vulnerável, mais humano. Eu já tenho algumas ideias, mas vou precisar passar mais tempo com vocês, entender melhor como são nos bastidores. O livro tem que ser verdadeiro, ou então não vai funcionar.
— Faz sentido — Liam assentiu, parecendo pensativo. — Queremos algo que realmente nos represente.
relaxou um pouco ao perceber que eles estavam a bordo da ideia. Sua confiança começou a crescer, e ela sorriu mais abertamente.
Mas Harry continuava em silêncio.
— E o que você acha, Harry? — A agente virou-se para ele, percebendo que ele ainda não tinha falado nada.
Todos na sala o olharam, e sentiu uma pressão crescente no peito. Ela também queria saber o que ele pensava. O silêncio dele até então a deixava inquieta.
Harry se mexeu na cadeira, cruzando os braços e finalmente falando:
— Acho que precisamos confiar na visão dela — disse, seus olhos verdes agora diretamente sobre os dela. — Ela tem um jeito diferente de ver as coisas. Talvez seja isso que precisamos. Algo... novo.
Havia uma profundidade na voz dele, algo que fez o estômago de dar um nó. Ela não sabia se ele estava sendo sincero ou apenas cortês, mas o olhar dele transmitia mais do que ele estava dizendo.
— Obrigada. — murmurou, sem saber exatamente como responder à intensidade daquele olhar.
O resto da reunião foi mais técnica, discutindo prazos e como acompanharia a banda na turnê para coletar material para o livro. Mas, durante todo o tempo, ela sentiu a presença de Harry, mesmo quando ele não dizia nada. Quando a reunião terminou, os outros rapazes se levantaram, conversando entre si e se preparando para sair.
— Você fez um bom trabalho hoje. — disse Zayn, acenando com a cabeça para ela ao sair. Niall e Liam sorriram e se despediram calorosamente, mas Harry foi o último a sair da sala. Quando passou por , parou por um segundo, inclinando a cabeça levemente.
— Nos vemos por aí, escritora. — ele disse, com um sorriso enigmático, antes de sair pela porta.
soltou o ar que nem percebeu que estava prendendo. Seu coração ainda batia acelerado, e ela sabia, naquele momento, que esse trabalho seria muito mais complicado — e intenso — do que esperava.
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"Eu me lembro do jeito que ele me olhou naquele dia, como se estivesse enxergando algo além das minhas palavras. Harry tinha essa estranha habilidade de fazer com que o silêncio entre nós dissesse mais do que qualquer conversa."
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Capítulo 2

Setembro de 2022.

Harry estava inquieto, tentando esconder a ansiedade enquanto se sentava em frente a Olívia no restaurante do hotel. A busca frenética pelo livro ainda ecoava em sua mente, mas ele precisava se concentrar. Olívia parecia indiferente ao seu estado mental, percorrendo o cardápio com a serenidade de quem tinha controle de tudo.
— Onde você estava? — Olívia perguntou, sem levantar os olhos do menu. — Você demorou.
— Conversando com Sylvie sobre os shows em Austin — respondeu Harry, a voz mais calma do que ele realmente se sentia. Era uma meia-verdade; ele havia conversado com Sylvie, mas a maior parte do tempo tinha sido gasto vasculhando o quarto à procura do livro.
— A viagem é amanhã de madrugada. Está tudo bem para você? — Olívia deu de ombros, acenando para o garçom como se a conversa fosse uma mera formalidade.
— Tudo certo — Harry concordou.
— A que horas é o voo? — perguntou Olívia, ainda focada no cardápio.
— Três da manhã — respondeu ele, sem muita convicção. Sua mente estava distante, ocupada com outro nome: . Aquele livro que ele não conseguiu encontrar era a última peça tangível de um passado que ainda o prendia.
— Três da manhã é cedo, mas acho que conseguimos descansar depois do show — Olívia comentou de forma casual, como se estivesse falando sobre algo trivial.
Harry concordou de novo, distraído. A luta interna entre seu presente estável com Olívia e o passado tumultuado com o sufocava. Ele se perguntava se algum dia seria capaz de realmente deixar tudo para trás. Olívia estava ali, à sua frente, mas o nome de continuava a ecoar em sua mente.
— Harry, você me ouviu? — Olívia perguntou, notando que ele estava distante, perdido em pensamentos.
— Desculpa, o que foi? — Ele piscou, tentando se forçar a voltar ao presente.
— Eu disse que às três da manhã é cedo. Está tudo bem? Você parece distante.
— Está tudo bem, só cansado com a agenda — respondeu ele, com um sorriso forçado, tentando suavizar a tensão.
Olívia o olhou por um momento, como se estivesse avaliando suas palavras, antes de soltar um suspiro. Sem dizer nada, abaixou o menu e tirou um objeto da bolsa. Era o livro.
— Acho que está procurando isto — disse Olívia, entregando o livro para ele.
Harry ficou surpreso, sua mente em branco por um instante. Ele pegou o livro com cuidado, como se fosse algo sagrado.
— Onde você encontrou? — perguntou ele, olhando-a com olhos atentos.
Olívia manteve a calma, como sempre, mas havia algo diferente em seu tom quando falou.
— Eu peguei. Sabia o quanto esse livro significava para você e queria entender o porquê. — Ela fez uma pausa, buscando as palavras certas. — Eu li algumas partes. Sei que foi quem te deu, e entendo que esse é o último vínculo que você tem com ela.
Harry respirou fundo, o livro pesando em suas mãos. Ele não estava bravo, mas o fato de Olívia tê-lo pego sem avisar o incomodava. Ele sabia que não era sobre ciúmes ou desconfiança, mas uma tentativa dela de compreender algo que talvez fosse impossível de explicar.
— Não é só um livro — começou Harry, tentando expressar o que sentia. — É a última lembrança que tenho dela... antes de tudo terminar.
Olívia o observou em silêncio, percebendo o quanto aquilo ainda o afetava. Ela havia entendido mais do que gostaria.
— Não queria que isso ficasse entre nós — disse Olívia, em um tom mais baixo. — Só queria saber o que te prende tanto ao passado.
Harry abaixou os olhos para o livro em suas mãos. Por mais que tentasse, ele ainda não conseguia se libertar completamente de . E Olívia sabia disso.

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Fevereiro de 2015.

A luz suave da cidade entrava pelas cortinas semiabertas do quarto de hotel. estava sentada na beira da cama, observando suas roupas espalhadas pelo chão. O silêncio entre eles era quase sufocante, interrompido apenas pelo som suave da respiração de Harry, que ainda estava deitado, com os lençóis bagunçados ao redor da cintura. O corpo dele, suado e satisfeito, irradiava uma confiança que ela conhecia bem demais. riu internamente ao perceber que ele achava ter conquistado algo.
Harry virou o rosto na direção dela, um sorriso preguiçoso estampado no rosto. — O que foi? — perguntou, com a voz rouca, deslizando a mão pelo cabelo desarrumado. — Está tão quieta. Pensei que tivesse gostado.
Ela desviou o olhar por um segundo, controlando o sorriso que ameaçava surgir.
— Gostei — respondeu, seca. — Mas não é como se isso mudasse alguma coisa, Harry. — Ela começou a se vestir, cada peça de roupa colocada metodicamente, como se já soubesse que aquele seria apenas mais um capítulo que ela deixaria para trás.
Harry sentou-se na cama, o lençol escorregando um pouco mais, revelando o torso nu. Ele a observava com uma mistura de diversão e confusão.
— O que você quer dizer com isso? A gente tem algo aqui, . E você sabe disso.
Ela se virou para encará-lo, o olhar firme, como se quisesse deixar claro que ele não tinha o controle da situação.
— Você acha que, só porque conseguiu me levar para a cama, isso significa alguma coisa? Não se engane, Harry. — Suas palavras foram afiadas como uma lâmina. — Isso aqui, o que quer que tenha sido, termina agora.
A expressão de Harry mudou; a arrogância foi substituída por uma centelha de frustração. Ele se levantou rapidamente, cruzando o quarto em dois passos longos e parando à frente dela.
— Você está fugindo porque tem medo — disse, encarando-a nos olhos, a mão segurando o braço dela com firmeza, mas sem machucá-la.
ergueu uma sobrancelha, desafiadora. — Medo? Não me faça rir, Harry. Eu só sei exatamente quem você é e, mais importante, quem eu sou.
— Então por que agir assim? — perguntou ele, a voz mais baixa, quase vulnerável, como se quisesse entender a barreira que ela erguia entre eles. — Por que não podemos simplesmente admitir que existe algo a mais aqui?
Ela soltou uma risada curta e fria. — Porque você não me conhece — respondeu, encarando-o com o mesmo fogo que ele tinha nos olhos. — Você acha que eu sou como as outras garotas. Que vou me derreter só porque passamos uma noite juntos. Mas eu não sou assim, Styles. Nunca fui.
O silêncio entre os dois voltou, mas dessa vez estava carregado de emoções mal resolvidas. Harry soltou o braço dela, parecendo incerto, talvez pela primeira vez desde que se conheceram. Ele deu um passo para trás, como se o espaço entre eles fosse uma barreira invisível que não soubesse mais como cruzar.
lançou um último olhar para ele enquanto terminava de abotoar a camisa.
— É exatamente isso.
Sem dizer mais uma palavra, ela virou as costas e saiu, deixando Harry ali, sozinho no quarto, com a sensação incômoda de que algo havia mudado.

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"Eu senti o calor do seu olhar quando fechei a porta. Ele acreditava que tinha me conquistado, mas eu sabia que era apenas o começo. Ele ainda não fazia ideia de que eu não era alguém que ele poderia controlar, por mais que tentasse. Aquilo era um jogo que ele estava destinado a perder desde o momento em que pensou que poderia ganhar."
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Setembro de 2022.

O jantar havia seguido um rumo mais casual, com Olívia comentando detalhes da agenda da turnê enquanto Harry se limitava a responder com monossílabos. A mente dele estava a quilômetros de distância, vagando em um turbilhão de lembranças que se recusavam a ser silenciadas. O livro de parecia a última peça de um quebra-cabeça que ele não conseguia montar. Cada palavra escrita por ela o transportava para momentos que ele havia tentado, sem sucesso, deixar para trás.
Após o jantar, eles retornaram ao quarto. Olívia, completamente absorta no celular, mal notou quando Harry se sentou à mesa. Ele pegou algumas anotações da turnê e tentou se concentrar no trabalho, mas era inútil. O peso no peito só aumentava, uma sensação de que algo importante estava prestes a acontecer.
De repente, o telefone vibrou, arrancando-o de seus pensamentos. Era uma mensagem de Louis:
"Você está aí?"
Harry franziu a testa, intrigado. Não era comum Louis mandar mensagens sem motivo, ainda mais com aquele tom urgente.
"Sim, o que houve?"
Alguns segundos depois, o telefone tocou. Ele atendeu imediatamente.
Harry... — a voz de Louis estava séria, carregada de uma tensão palpável. — Tem uma coisa que precisamos te contar.
Harry ajeitou-se na cadeira, um desconforto imediato tomando conta de si. Algo no tom de Louis indicava que a conversa não seria trivial.
— Estou ouvindo — respondeu ele, tentando soar calmo, mas com o coração batendo mais rápido.
Precisa ser pessoalmente — continuou Louis, soltando um suspiro pesado. — Podemos conversar quando você chegar a Austin? É importante.
Harry sentiu o estômago revirar. A última vez que Louis havia falado algo assim, notícias difíceis seguiram.
— O que aconteceu? — perguntou ele, sua voz mais grave, a inquietação crescendo.
Houve uma pausa do outro lado da linha.
Queria te fazer uma pergunta — Louis disse finalmente, o tom mudando para algo mais delicado. — A ainda é importante para você?
Harry ficou em silêncio por alguns segundos, chocado pela pergunta repentina. Ele não via há um ano. A última coisa que soubera dela era que seu relacionamento com Dylan O'Brien tinha terminado, e esse era o principal motivo para que não quisesse sequer olhar na cara de Harry.
— Que tipo de pergunta é essa, Louis? — ele perguntou, confuso. Por que estaria sendo trazida à tona agora?
Só preciso de um sim ou não — insistiu Louis, a tensão em sua voz aumentando.
Harry respirou fundo, sentindo o peso da verdade que tentava evitar. Ele sabia a resposta, mesmo que não quisesse admitir.
— Você sabe que sim, — respondeu finalmente, a frustração evidente. — Mas por que isso importa agora? Não estamos juntos há quase dois anos.
Te mandei um endereço por mensagem — Louis respondeu rapidamente. — Quando você chegar a Austin, venha até aqui.
— Louis, isso é uma boa ideia? — Harry hesitou, os fantasmas do passado voltando a assombrá-lo. — A me...
É importante — Louis o cortou, com firmeza. — A gente vai te esperar.
— A gente quem? — Harry perguntou, agora ainda mais curioso.
Quando você chegar, vai descobrir — respondeu Louis, encerrando a ligação sem dar espaço para mais perguntas.
Harry ficou segurando o telefone por alguns segundos, encarando a tela em silêncio. Algo estava se formando no horizonte, algo que ele sabia que não poderia evitar.
Olívia olhou para ele por cima do celular, finalmente percebendo a inquietação. — Tudo bem?
Harry guardou o telefone no bolso e tentou forçar um sorriso. — Sim. Só trabalho.
Mas por dentro, ele sabia que não era só isso. Algo sobre aquela conversa dizia que a noite seria longa, e que Austin traria mais do que ele esperava enfrentar.

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Março de 2015.

O hotel fervilhava de movimento, com a equipe correndo de um lado para o outro, ajustando os últimos detalhes da turnê. No camarim, porém, o clima era mais leve. Os meninos estavam jogados pelos sofás, brincando como de costume, e tentava absorver o máximo daqueles últimos momentos com eles.
Depois da reunião com os empresários, a sensação de alívio ainda pairava sobre ela. A conversa sobre seu retorno ao Brasil havia sido menos tensa do que ela imaginava, mas isso não significava que estava livre de outras discussões difíceis.
— Então é sério que você vai embora? — Louis perguntou, com um tom que mesclava curiosidade e incredulidade. Ele brincava com uma almofada no sofá, tentando disfarçar a preocupação.
, encostada na parede, cruzou os braços e soltou um suspiro. — Sim, Louis. Preciso ir para casa. Já estou aqui há três meses, e, honestamente, já tenho material suficiente para o livro.
Liam, que estava próximo dela, franziu a testa. — Eu entendo você sentir falta de casa, mas... vai voltar depois da pausa, certo?
— Talvez sim, talvez não — respondeu com um sorriso pequeno. Queria aliviar o peso da situação, mas sabia que sua resposta era mais evasiva do que eles gostariam. — Depende de como as coisas vão fluir para mim lá.
Niall, sempre o mais espontâneo, levantou-se e a puxou para um abraço. — Vamos sentir sua falta, baixinha, — disse ele, apertando-a com carinho.
Ela riu, dando um leve soco no ombro dele. — Vocês ainda vão me ver por mais duas semanas. E nem sou tão pequena assim!
— Perto de mim, é — Niall respondeu, sorrindo de forma brincalhona.
Liam, mais reservado, também a abraçou brevemente. — Vai ser estranho sem você aqui, mas eu entendo. Só não esquece da gente, ok?
— Nunca — respondeu , sentindo uma pontada de culpa. Ela sabia que eles eram mais do que apenas colegas de viagem; eram amigos que haviam se tornado família.
Louis, sempre o provocador do grupo, não perdeu a oportunidade de brincar. — Agora o Styles vai ficar todo deprimido, — comentou ele, apontando para Harry, que estava sentado num canto, aparentemente distraído com o celular. — Quer apostar quanto que ele vai implorar para você não ir?
O comentário arrancou risadas dos outros, mas apenas forçou um sorriso. Sabia que a conversa com Harry seria a mais difícil. Ele vinha se afastando desde a saída de Zayn, e algo no comportamento dele a deixava inquieta.
— Preciso de um tempo sozinha, pessoal — disse ela, saindo do camarim com um aceno breve.
Ela caminhou pelos corredores do hotel, buscando um lugar mais tranquilo. Encontrou um canto isolado e sentou-se, tentando organizar os pensamentos. Mas antes que pudesse realmente se perder neles, ouviu passos atrás de si.
! — A voz de Harry soou firme, mas havia algo de vulnerável ali.
Ela se virou lentamente, encontrando-o a poucos passos de distância. Seus olhos, tão expressivos como sempre, estavam cheios de uma mistura de frustração e preocupação.
— Estou pensando, Harry. Preciso de um tempo sozinha — disse ela, tentando manter a calma.
— Pensar? — Ele cruzou os braços, sua postura defensiva. — Você está mesmo pensando em voltar para o Brasil? Por quê? Depois de tudo o que você construiu aqui, você vai simplesmente... abandonar?
— Eu não estou abandonando nada! — respondeu , a raiva começando a subir. — Só quero... — Ela parou, respirando fundo para conter as emoções. — Preciso de espaço. Não é sobre vocês, nem sobre a banda. É sobre mim.
Harry deu um passo à frente, sua intensidade quase sufocante. — E você não acha que devia falar com a gente antes? Nós somos uma equipe, . Você faz parte disso, e agora vai simplesmente desaparecer?
Ela riu sem humor, cruzando os braços. — Uma equipe? Harry, desde quando minha presença aqui é vista como algo mais do que marketing para os empresários? Eu sou só mais uma peça desse jogo para eles. E estou cansada.
As palavras dela o atingiram, mas ele não estava disposto a desistir. — E o que vai fazer no Brasil? Ficar longe de nós... de mim?
— Talvez seja exatamente o que eu precise. Ficar longe de você.
Aquelas palavras o desestabilizaram. Harry abriu a boca para protestar, mas nada saiu. o olhou uma última vez, e a dor no rosto dele quase a fez recuar.
Mas ela precisava ir. Não apenas para o Brasil, mas para longe daquele ciclo que já não fazia sentido.
Sem dizer mais nada, virou-se e foi embora. A sensação era agridoce, um misto de alívio e saudade antecipada. Ela sabia que estava machucando Harry, mas às vezes, escolhas difíceis eram necessárias.

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E enquanto me afastava de Harry, uma verdade ressoou em minha mente com uma clareza devastadora: Harry não era motivo suficiente para eu ficar. Ele era uma pessoa incrível, mas ainda não havia nada ali que me fizesse acreditar que o amor que tanto esperavam de mim pudesse ser real. Eu precisava de mais do que um afeto morno, precisava de algo verdadeiro e profundo. A decisão de voltar ao Brasil não era uma fuga, mas um passo em direção ao que realmente queria. Não podia me prender a uma incerteza que ainda não havia se transformado em certeza.
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Capítulo 3

Setembro de 2022.

– Até que enfim! Pensei que você não ia aparecer! – Louis exclamou assim que abriu a porta e viu Harry parado. O semblante do mais novo era sério e preocupado. – Entra!
Louis deu espaço para que Harry entrasse, e ele se surpreendeu ao encontrar Liam e Niall sentados no sofá da pequena sala da suíte do hotel.
– O que vocês estão fazendo aqui? – Harry questionou, claramente confuso com a presença dos ex-companheiros de banda. – Cadê o Zayn? Tá no banheiro?
– Somos só nós mesmo – Louis respondeu, um tanto desconfortável, mas tentando manter a calma. Ele sabia que tudo aquilo era pela felicidade de .
– Que loucura, não é? Nós quatro estamos no mesmo lugar depois de tanto tempo – Niall tentou aliviar a tensão, sorrindo de lado.
Harry entrou devagar, ainda desconfiado. – Eu tenho shows aqui essa semana – ele respondeu, ignorando o clima estranho, mas claramente curioso. Ele olhou ao redor. – E vocês? O que estão fazendo aqui?
– Fomos convidados para um casamento – Liam começou a explicar, tentando abordar o assunto com cuidado. Ele não sabia como Harry reagiria à informação. – É amanhã.
– Casamento? – Harry franziu a testa, confuso. – De quem?
Louis e Niall trocaram olhares desconfortáveis, mas antes que eles pudessem responder, Harry sentiu um peso no peito. Uma sensação de desconforto tomou conta dele, como se já soubesse a resposta, mas não estivesse pronto para ouvi-la. Louis disse de uma vez, tentando ser o mais direto possível:
vai se casar amanhã.
Harry sentiu o impacto daquelas palavras como se tivesse levado um soco. Amanhã? Ele piscou várias vezes, processando o que acabou de ouvir.
– Ela vai se casar com o Dylan O'Brien – Niall completou, com um olhar pesaroso.
O nome de Dylan era tão distante para Harry que não importava. Ele era apenas um detalhe insignificante comparado ao fato principal: . Casando. Amanhã.
O silêncio entre eles se tornou sufocante, e Harry sentiu uma pressão esmagadora no peito. Ele não esperava por isso. Durante todo aquele tempo, ele tentou enterrar seus sentimentos, convencendo-se de que tinha seguido em frente. Mas agora, com a notícia do casamento, tudo veio à tona.
– Como assim, casamento? – a voz de Harry saiu quase inaudível, o choque estampado em seu rosto. Suas mãos estavam frias e trêmulas. – Eles não tinham terminado?
– Eles voltaram – Niall respondeu, com uma voz suave. Ele, Liam e Louis já sabiam há algum tempo que e Dylan haviam reatado.
– Por que vocês não me contaram antes? – a voz dele estava baixa, mas cheia de ressentimento.
Louis suspirou. – Ela pediu para que a gente não contasse.
– Ela não queria que eu soubesse? – a voz de Harry tremia. Todos ali sabiam o que aquilo significava para ele.
– Isso não importa agora – Liam tentou manter o foco na questão principal. – A pergunta é: você vai deixar a mulher da sua vida se casar com outro?
Harry ficou em silêncio, processando tudo. Durante aqueles segundos, flashes do passado vieram à sua mente: rindo enquanto ele fazia caretas durante uma turnê; ela segurando a mão dele em um momento difícil; a vez em que ela cochichou: "Você é meu lar" quando estavam juntos na varanda de Los Angeles.
– O que você quer que eu faça, Liam? – Ele finalmente disse, a voz embargada. – Se a vai casar com o Dylan, é porque ela o ama.
– Harry... – Louis começou com hesitação. – A pergunta é se você ainda ama a .
– Vocês acham que eu ainda amo? – Harry disse, a voz compartilhando dúvida e dor.
Liam se inclinou para frente, colocando uma mão no ombro de Harry. – Só você pode responder isso. Mas, se ainda tiver algo aí... você precisa fazer alguma coisa antes que seja tarde demais.
Harry parou no meio da sala, seu olhar perdido enquanto tentava processar o que estava ouvindo.
– E se eu disser que sim? O que isso muda agora? – ele finalmente respondeu, a voz embargada, como se estivesse admitindo algo que tentava negar há muito tempo.
– Muda tudo, cara – Niall disse, sua voz mais firme do que antes. – A gente está aqui porque você precisa fazer alguma coisa antes que seja tarde demais.
Harry sentiu o peso da situação, os sentimentos que havia suprimido durante tanto tempo voltando com força total. estava prestes a mudar sua vida para sempre, e ele sabia que, se não agisse agora, iria se arrepender para o resto de sua vida.
Ele olhou para os amigos, o coração acelerado, sabendo que sua próxima decisão poderia alterar o rumo de tudo.
– Que horas é o casamento? – Harry perguntou finalmente, a voz quase trêmula.
– Cinco da tarde – Niall respondeu.
Harry assentiu, ainda processando tudo. – Amanhã, vocês terão a resposta. Se a chegar à igreja, é porque eu não fiz nada. Se ela não chegar... – Ele fez uma pausa, suspirando profundamente. – Então, talvez eu tenha conseguido corrigir o maior erro da minha vida.
O silêncio tomou conta da sala. Louis, Niall e Liam não precisaram dizer mais nada. Eles sabiam que Harry tinha tomado sua decisão. Assim que ele saiu do quarto, a tensão no ar parecia insuportável.
Niall quebrou o silêncio com um sussurro quase inaudível: – Se tem alguém que pode fazer ela mudar de ideia... é ele.
Harry sabia que a manhã seguinte seria crucial, não apenas para o futuro de , mas para o dele também.

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Abril de 2015.

O avião para Dubai estava marcado para a manhã seguinte, mas a mente de estava a quilômetros de distância, em Cape Town, onde Harry e o restante da banda estavam. Apesar da distância, as palavras dele ecoavam na cabeça dela desde a última mensagem trocada.
O celular vibrou na mesa de cabeceira, iluminando o quarto na penumbra. Era Harry. Sempre era ele.
Harry: "Você mudou de ideia?"
: "Não, Harry, eu não mudei."
Harry: "Se eu te der um motivo, você ficaria?"
hesitou, sentindo o peso daquelas palavras. Uma parte dela sempre esperou por esse momento, mas o medo do passado e das mágoas criadas entre eles a impedia de responder sem reservas. Mesmo assim, algo em seu coração a fez digitar:
: "Depende... Se você for convincente."
Harry: "Eu vou ser."
O ar ao redor dela parecia mais pesado. Cada mensagem de Harry carregava um peso que ela não conseguia ignorar. O coração dela disparava enquanto esperava por algo mais, mas ele não respondeu.

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Na noite seguinte, em Dubai, já no quarto de Harry, que estava sentado na beira da cama, enquanto tentava se ocupar arrumando a bagunça de roupas deixada por ele. Era um esforço inútil para afastar os próprios pensamentos. Cada peça de roupa jogada no chão parecia um lembrete do turbilhão de sentimentos que carregavam.< br> Quando terminou, ela cruzou os braços e o encarou. O silêncio entre eles era ensurdecedor, carregado de coisas não ditas. sabia que ele queria dizer algo. Ela se aproximou, sentou-se no colo dele e deitou a cabeça no ombro dele.
Ele a envolveu com os braços, como se quisesse congelar aquele momento, torná-lo eterno.
— Eu ainda estou esperando pelo que você tem a me dizer — ela sussurrou, a voz suave, mas carregada de expectativa.
Harry apertou a cintura dela, como se o toque pudesse ajudá-lo a encontrar as palavras certas. Ele suspirou profundamente, a respiração quente tocando o pescoço dela.
— Não é óbvio, ? — Sua voz estava rouca, carregada de emoção. — Pensei que você fosse mais inteligente.
Ela ergueu o rosto, olhando diretamente para ele, frustrada com a ambiguidade. Precisava que ele fosse claro, direto.
— Eu quero que você diga — respondeu, firme.
Ele afastou levemente o corpo dela, segurando-a pelos ombros. O olhar de Harry mergulhou no dela, cheio de incertezas e medo de rejeição.
— Quem me garante que, se eu disser, você vai ficar? — a voz dele saiu quase em um sussurro.
O coração de disparou. Era como se ele estivesse transferindo para ela o peso de decidir o destino de ambos. Ela podia sentir a sinceridade no olhar dele, a luta interna de quem estava tentando se proteger, mas também se abrir.
ergueu a mão, tocando o rosto dele suavemente, e deixou que suas ações falassem por ela. Inclinou-se e tocou os lábios dele com os seus, um beijo leve e hesitante, como se pedisse permissão para continuar. Quando ele retribuiu, tudo mudou.
O beijo rapidamente ganhou intensidade, uma mistura de saudade, desejo e sentimentos reprimidos por meses. Era como se aquele momento fosse o único que importava, como se tudo ao redor tivesse desaparecido.
As mãos de Harry desceram pelas costas dela, trazendo-a ainda mais para perto, enquanto ela se entregava completamente. A paixão que compartilhavam preenchia o espaço entre eles, cada toque e cada suspiro carregando o peso do que sentiam um pelo outro.
Mas, no fundo, sabia que aquele momento não resolveria tudo. Havia algo que ainda não fora dito, algo que ambos temiam enfrentar. Quando ele finalmente dissesse as palavras, o mundo mudaria para sempre.
E, mesmo assim, naquele instante, nada mais importava.
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"Eu podia sentir a tensão no ar, mas era como se estivéssemos sempre presos nesse ciclo de proximidade e distância. Eu queria que ele dissesse. Queria ouvir as palavras que justificassem o porquê de tudo, o porquê de não conseguir deixá-lo, mesmo quando o mundo gritava para que eu seguisse em frente. Mas Harry... Harry sempre me segurava sem falar. Ele achava que só a presença dele bastava. E talvez, naquela noite, tivesse bastado. Mas, no fundo, eu sabia que não poderia viver só de silêncios."
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Setembro de 2022.

Após sair do quarto, Harry caminhou sem rumo pelo corredor do hotel. As palavras de Louis, Liam e Niall ecoavam em sua mente, misturando-se à batida acelerada de seu coração. O nome de agora carregava um peso diferente, uma urgência sufocante que ele nunca havia sentido tão intensamente. "Amanhã" ele pensou, tentando acalmar a tempestade dentro de si. "Será que já é tarde demais?"
Ele se odiava por não ter agido antes, por ter permitido que tudo chegasse a esse ponto. , sua , ia se casar com outro homem. Dylan. Um homem que, ele sabia, a amava profundamente. Dylan era tudo o que ele não tinha sido nos últimos anos: presente, estável, a escolha "certa". Mas o que acontecia com o amor quando a escolha certa não era a que seu coração gritava? Será que fazia diferença?
Com o telefone nas mãos, Harry lutava contra o desejo de ligar para ela. A vontade de ouvir sua voz, de pedir uma chance, era esmagadora. Mas ele sabia que não podia, não agora. Ela não sabia que ele estava ciente do casamento, e talvez esse fosse o único trunfo que ele tinha. Ele precisava pensar, precisava de um plano.
O corredor parecia interminável enquanto ele vagava sem direção. "Será que ela ainda me ama?" O pensamento vinha com força, mas a ideia de que tudo o que viveram poderia ser apenas uma memória distante para ela era dolorosa demais para suportar.
Chegando ao elevador, Harry apertou o botão, sentindo as mãos trêmulas. Quando as portas se abriram, ele entrou, encarando o próprio reflexo no espelho da cabine. Seu semblante estava abatido, os olhos fundos de quem mal dormia. O peso do passado e o medo do futuro pareciam esmagá-lo.
"Estou sendo egoísta?" Ele perguntou, passando a mão pelo rosto. "Interferir na vida dela, quando ela parece ter seguido em frente?"
Mas, ao mesmo tempo, havia algo dentro dele, algo que não o deixava desistir. Ele precisava lutar por ela. Era agora ou nunca.
No térreo, ele atravessou o lobby sem notar as pessoas ao redor, como se estivesse em uma bolha, isolado do mundo. Quando a brisa de setembro o atingiu ao sair do hotel, ela trouxe um momento de clareza. Harry inspirou profundamente, deixando o ar fresco aliviar parte da tensão que apertava seu peito.
As ruas vibrantes de Austin estavam cheias de vida. Pessoas riam, conversavam, caminhavam apressadas, mas para Harry, o tempo parecia se arrastar. Ele andou sem direção, cada passo guiado apenas pelos pensamentos que martelavam sua mente.
Eventualmente, encontrou um banco em uma praça pouco iluminada. Sentou-se, olhando para o céu. As estrelas pareciam zombar de sua confusão, tão distantes e inatingíveis quanto parecia estar. "Será que ela quer isso? Será que ela está feliz? Será que ela ainda sente algo por mim?"
Enquanto as horas se passavam lentamente, ele tomou uma decisão. Não podia esperar pelo destino, não podia ser passivo diante de algo tão grande. Amanhã, ele iria procurá-la. não sabia que ele estava ali, que sabia do casamento, e talvez isso fosse sua única vantagem.
Era arriscado, talvez até desesperado. Mas Harry sabia que não podia viver com a dúvida, com o "e se". Amanhã, antes que o relógio marcasse cinco horas, ele faria o que fosse preciso para encontrar . O que viria depois disso, ele ainda não sabia. Mas precisava de uma chance. Uma última chance de lutar pelo amor que ele nunca conseguiu deixar para trás.

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Abril de 2015.

Era meados de abril, e os meninos tinham tirado alguns dias de folga para fugir do caos habitual. Resolveram passar uns dias em uma chácara no interior de Londres, longe de tudo e de todos. Para , aquela viagem seria decisiva. Ela sabia que havia muito o que conversar com Harry, e que os dois precisariam resolver o que seria do relacionamento dali em diante.
O final da tarde trazia uma chuva fina que caía do lado de fora, tornando o ambiente ainda mais acolhedor. Com uma xícara de chocolate quente entre as mãos, observava pela varanda os rapazes brincando na chuva, rindo e correndo como crianças. A cena trouxe um sorriso ao rosto dela. Momentos como aquele a faziam sentir uma gratidão imensa por tê-los em sua vida.
Aceitar vir para Londres foi a melhor decisão que já tinha tomado. Disso ela tinha certeza.
— Sempre com a cabeça nas nuvens, não é, ? — a voz rouca de Harry soou atrás dela, surpreendendo-a.
Antes que pudesse responder, sentiu os braços dele a envolverem por trás. Ele estava completamente molhado, e o choque do contato fez com que ela soltasse uma risada.
— Você está encharcado, e eu morrendo de frio! — ela disse, tentando escapar do abraço, mas sem muita convicção.
Ele a soltou, mas não sem antes deixar um beijo leve nas costas dela, o gesto tão natural quanto respirar.
— Então por que está aqui fora? — ele perguntou, inclinando a cabeça para observá-la.
— Só pensando... — ela respondeu, antes de hesitar. — Quer conversar agora?
O semblante dele mudou. A leveza de segundos atrás foi substituída por uma seriedade que parecia pesar no ar entre eles.
— Estamos adiando essa conversa há dias — reclamou, mas ele deu de ombros, já entrando no quarto.
— Não sei se é o momento...
— Se você não queria falar nada, por que me trouxe? — ela perguntou, seguindo-o. A frustração em sua voz era evidente. — Você prometeu que conversaríamos, Harry!
Ele parou de repente, ainda de costas para ela.
— Porque... — Ele respirou fundo, como se a próxima frase fosse uma barreira difícil de atravessar. — Porque quando eu disser em voz alta, tudo vai mudar.
cruzou os braços, a irritação misturando-se com preocupação. Ela sabia que algo o incomodava, mas não entendia por que ele insistia em guardar aquilo para si.
— Harry? — sua voz saiu mais baixa do que pretendia.
Quando ele finalmente virou, encontrou o olhar dela. Os olhos escuros de o encaravam, questionando, desafiando-o a falar.
— Fala logo — ela pediu, quase em um sussurro.
Harry baixou a cabeça por um momento, como se buscasse coragem. Quando ergueu os olhos novamente, sua expressão estava nua, vulnerável.
— Eu te amo.
As palavras saíram roucas, quase inaudíveis, mas ela ouviu com clareza. E, naquele momento, tudo realmente mudou.
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"A gente ainda nem namorava, mas aquela foi a primeira vez que ele disse que me amava."
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Capítulo 4

Fevereiro de 2020.

A livraria estava lotada, repleta de uma energia vibrante que refletia a ansiedade e o entusiasmo de . O livro que ela havia escrito nos últimos cinco anos finalmente estava nas mãos de leitores, jornalistas e fãs. O título, Entre Palcos e Corações, reluzia sob as luzes, estampado em uma capa delicada com tons lilases e dourados.
estava nervosa, mas também orgulhosa. Sentada à mesa decorada com flores, seus dedos brincavam com a caneta enquanto Harry, ao seu lado, a observava atentamente. Ele segurava um exemplar do livro, virando as páginas como se fosse a coisa mais preciosa que já tocara.
— Você está pronta? — ele perguntou, com a voz baixa e um sorriso tranquilizador.
— Ainda parece um sonho. — respondeu, tentando controlar o tremor em suas mãos. — E se não gostarem? E se...
— Eles vão amar. — Harry interrompeu, colocando a mão sobre a dela. — E mesmo que não amem, eu amo. Isso é o suficiente.
Ele abriu o livro, parando na dedicatória, como se quisesse ler mais uma vez as palavras que já sabia de cor:

"Para você, que transformou minha vida em uma canção. Que me ensinou o amor verdadeiro e me mostrou que os finais felizes existem, mesmo quando há desafios no caminho. Este livro é um pedaço da nossa história, das memórias que compartilhamos, das promessas que fizemos. Ele é para você, Harry. Obrigada por ser meu amor, meu porto seguro e a melhor história que já vivi."

A emoção era visível no rosto dele. Mesmo no meio de tantas pessoas, ele parecia perdido naquelas palavras. O livro não era apenas uma história fictícia; era sobre eles, sobre o amor que compartilharam e que, mesmo nos momentos mais difíceis, nunca deixou de existir.
De repente, as portas da livraria se abriram novamente. O som de gritos e aplausos tomou o ambiente de surpresa. Liam, Niall, Louis e Zayn entraram juntos, arrancando ainda mais entusiasmo do público, como se uma reunião oficial da banda estivesse acontecendo.
— Não acredito que você conseguiu fazer todo mundo vir. — disse para Harry, claramente surpresa e emocionada.
— Eu te disse que eles não perderiam isso por nada. — Ele respondeu, com um sorriso tranquilo.
— Bem, bem, bem, se não é a escritora do momento! — Zayn disse, aproximando-se de com um sorriso. — E você ainda duvidava que o personagem inspirado em mim seria o favorito.
riu, abraçando-o.
— Zayn, eu tive que suavizar você. Do contrário, o público acharia que você era inatingível.
Louis apareceu atrás dele, com um sorriso travesso.
— E você fez um trabalho maravilhoso comigo, admito. Sou o herói cômico, o alívio de todas as cenas dramáticas. Não tem como não amar.
Niall se aproximou com um exemplar do livro em mãos, folheando rapidamente.
— Mas eu ainda não entendi por que meu personagem é o último a entrar na história. Quero reescrita!
— Ah, Niall, — respondeu, rindo. — Deixei o melhor para o final, não foi isso que você sempre quis ouvir?
Enquanto os outros riam, Liam se juntou ao grupo e olhou para Harry.
— Então, o que você achou de ser uma inspiração literária? — Ele perguntou, pegando um dos exemplares.
— Vamos dizer que a realidade às vezes é mais fácil de lidar do que a ficção. — Harry respondeu, com um sorriso contido.
Liam balançou a cabeça e puxou uma cadeira para se sentar.
— Ainda estou tentando superar o fato de que meu personagem é sentimental demais.
— Mas não diga que não é realista! — provocou, arrancando gargalhadas do grupo.
Liam aproximou-se dela e a abraçou enquanto sussurrava:
— Você transformou nossas vidas em algo especial mais uma vez. Isso não é apenas sobre nós, é sobre você. E nós estamos orgulhosos.
O sorriso dela tremeu por um segundo, tomada pela emoção.

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A fila para autógrafos parecia interminável. sorria para cada fã, assinava com carinho e tirava fotos, mas a cada pausa, seus olhos procuravam Harry. Ele estava lá, mais afastado, conversando com os outros meninos e segurando seu exemplar do livro com uma delicadeza que fazia seu coração apertar.
Quando finalmente a sessão de autógrafos terminou, Harry se aproximou, segurando o livro como se fosse um tesouro.
— Eu também posso pedir um autógrafo? — Ele perguntou, com um sorriso brincalhão, mas os olhos carregados de emoção.
riu baixinho, pegando o livro das mãos dele.
— Já não tem o suficiente? Você está na capa, nas páginas...
— E ainda quero mais. — Ele respondeu, inclinando-se para observá-la enquanto ela pegava a caneta.
Ela abriu na página de rosto e, por um momento, hesitou. Então, com a caligrafia elegante, começou a escrever algo especial, algo só para ele:

"Harry,
Você é a razão de cada linha e o coração por trás de cada palavra. Este livro é nosso – uma história que nunca deixará de existir, mesmo que o mundo mude ao nosso redor. Obrigada por ser o meu tudo. Eu te amo, sempre.
"

Quando terminou, entregou o livro de volta, sentindo um leve tremor nas mãos. Harry leu a mensagem em silêncio, seus olhos brilhando com uma intensidade que a fez desviar o olhar por um momento.
— Você sempre soube como me deixar sem palavras. — Ele disse, com um sorriso emocionado.
— E você sempre foi minha maior inspiração. — respondeu, sua voz quase um sussurro.
Harry tocou de leve a capa do livro, seus dedos passando pelas letras douradas como se aquilo fosse uma extensão dela.
— Vou guardar isso para sempre.

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Mais tarde, Niall ergueu uma taça, improvisando um brinde:
— À ! A escritora mais talentosa que conhecemos.
Louis, já com o braço ao redor dela, sorriu amplamente.
— Agora só falta fazer um filme. Você vai dirigir também, Harry?
Harry riu, mas seus olhos permaneceram fixos em . Enquanto os outros conversavam animadamente, ele murmurou para si mesmo:
— Eu faria qualquer coisa por ela.
Mesmo no meio da comemoração, sentia o peso da emoção nos olhares e gestos de Harry. Aquela noite era um marco. Entre risadas e conversas, um vínculo invisível os mantinha conectados, enquanto o mundo ao redor celebrava o talento dela e a história que, de alguma forma, sempre seria deles.

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Setembro de 2022.

No dia seguinte, a atmosfera no quarto de hotel parecia carregada. Harry sabia que aquele momento definiria tudo. Após uma noite em claro, sua mente girava em torno de uma única pessoa: . A revelação do casamento havia acendido um alarme dentro dele, algo que ele não podia mais ignorar.
Sentado de frente para Olivia, ele tentava encontrar as palavras certas. Ela, por sua vez, o observava com atenção, percebendo que algo estava profundamente errado.
— O que está acontecendo, Harry? — Olivia quebrou o silêncio, sua voz calma, mas firme.
Harry respirou fundo, passando a mão pelos cabelos em um gesto de nervosismo.
vai se casar amanhã.
A frase saiu de uma só vez, direta, e o impacto da notícia foi imediato. Olivia franziu a testa, surpresa, mas não pela existência de — ela sempre soubera do passado entre eles — e sim pela maneira como Harry parecia tão abalado.
— Você... acabou de descobrir? — Olivia perguntou, sua voz cautelosa.
— Ontem — ele admitiu, sem desviar o olhar dela. — Louis, Niall e Liam me contaram. Eles acham que eu deveria fazer algo, que ainda a amo.
O silêncio que se seguiu foi pesado. Olivia sabia que esse momento poderia chegar. Ela sempre percebeu que, apesar do esforço de Harry, havia algo em seu coração que nunca foi completamente dela.
— E você? — ela perguntou, sua voz mais suave, mas ainda carregada de vulnerabilidade. — Você acha que ainda a ama?
Harry fechou os olhos por um instante, reunindo a coragem que precisava para ser honesto.
— Eu não acho... Eu sei.
A admissão pairou no ar como uma verdade absoluta. Olivia desviou o olhar por um momento, sentindo uma pontada de dor.
— E o que você pretende fazer? — ela perguntou, mesmo já imaginando a resposta.
— Eu preciso falar com ela — Harry disse, sua voz firme, mas tingida de incerteza. — Não posso seguir em frente sem saber. Não posso ficar com você enquanto meu coração está em outro lugar.
Olivia assentiu lentamente, processando o que ele dizia. Apesar da dor que sentia, ela não ficou surpresa.
— E se ela não te quiser de volta? — Olivia questionou, olhando-o nos olhos. — Ela vai se casar, Harry. Isso significa alguma coisa.
Harry segurou o olhar dela, as palavras ecoando em sua mente. Ele sabia que era uma possibilidade real, talvez até a mais provável.
— Então eu vou ter que aceitar isso — ele respondeu, com sinceridade. — Mas se eu não lutar por ela agora, vou me arrepender para o resto da vida. E se eu não ficar com a ... não vou ficar com ninguém.
Olivia respirou fundo, suas emoções oscilando entre tristeza e compreensão.
— Você é corajoso, Harry — ela disse, sua voz carregada de uma ternura que ele sabia que não merecia naquele momento. — Mas saiba que, ao ir atrás dela, você está deixando algo para trás. Algo que poderia ter sido incrível.
Harry engoliu em seco, sentindo o peso das palavras dela. Ele sabia que Olívia era especial, mas seu coração não lhe dava escolha.
Quando Olívia levantou e pegou suas coisas, ela parou ao lado dele, deixando um beijo suave em sua bochecha.
— Espero que você consiga o que está procurando — ela disse, com a firmeza que sempre a definirá. — E, se não conseguir, espero que encontre paz, de qualquer forma.
Harry a observou sair, sentindo um vazio no peito. Ele sabia que não havia como voltar atrás agora. A próxima parada era , e o relógio estava correndo.

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Abril de 2015.

O pôr do sol tingia o céu com tons de laranja e rosa, enquanto a brisa leve balançava as árvores ao redor da chácara. O cenário parecia saído de um sonho, mas para Harry, aquele momento era mais real e mais importante do que qualquer outra coisa. Ele respirou fundo, tentando acalmar os nervos que pareciam dançar dentro dele.
Nos últimos dias, ele havia tentado esconder sua ansiedade, mas a falta de resposta de após sua confissão de amor o deixava inquieto. Ele sabia que ela precisava de tempo, mas também sabia que não aguentaria mais esperar sem fazer algo. Felizmente, ele não estava sozinho.
Liam, Louis e Niall, sempre prontos para ajudar, montaram um plano. Eles queriam tornar aquele momento inesquecível, não só para Harry, mas também para , que tinha se tornado parte essencial da vida deles.
Enquanto Louis foi buscar , Liam e Niall ajustavam os últimos detalhes. Perto do lago, cordões de luzes pendiam das árvores, flores silvestres decoravam o espaço e uma pequena mesa com duas cadeiras esperava por eles.
Harry olhou ao redor e sentiu seu coração aquecer. Era simples, mas perfeito.
– Tudo pronto, irmão? – Niall perguntou, enquanto dava um tapinha encorajador nas costas de Harry.
– Acho que sim – Harry respondeu com um sorriso nervoso. – Vocês têm certeza de que isso não é muita coisa?
Liam riu. – Cara, se fosse menos do que isso, não seria você.
– E ela merece – Niall completou.
Quando ouviram os sons de passos se aproximando, Harry virou-se na direção do caminho e viu , ao lado de Louis, aproximando-se com uma expressão de curiosidade no rosto.
– O que é tudo isso? – perguntou, olhando para o cenário ao redor.
Louis deu um sorriso travesso e saiu de cena, deixando os dois sozinhos.
Harry caminhou até ela, os olhos verdes brilhando sob a luz suave.
– É sobre nós – ele disse, segurando suas mãos.
piscou, confusa, mas esperou enquanto ele tomava fôlego para continuar.
– Tem algo que preciso dizer – ele começou, a voz baixa, mas firme. – E quero que saiba que, desde o dia em que te disse que te amava, eu esperei que você tivesse tempo para sentir o que precisava sentir. Eu não esperava uma resposta imediata, mas a cada dia que passa, eu percebo que não posso mais fingir que estou bem sem saber. Esses últimos dias aqui, eu percebi que não posso mais adiar isso. Você é a pessoa mais importante da minha vida, . E, desde que te conheci, eu soube que você seria alguém que mudaria tudo para mim.
Ele respirou fundo, se aproximando de e pegando suas mãos. O contato fez o coração dele acelerar, mas também o acalmou de alguma forma.
– A verdade é que eu não consigo me imaginar sem você na minha vida – ele continuou. – Você é a primeira pessoa em quem penso quando acordo e a última antes de dormir. Esses últimos dias aqui... Eu percebi que não quero que isso acabe, que a gente acabe. Eu te amo, e não quero que isso seja só uma fase. Quero que seja o começo de algo maior. Então, eu só tenho uma pergunta para te fazer, e não precisa responder rápido.
Ele fez uma pausa, as palavras presas na garganta. apertou suas mãos, encorajando-o a continuar.
– Quer namorar comigo?
Antes que ela pudesse responder, Louis, Liam e Niall apareceram ao fundo com placas feitas à mão que diziam "Diga sim!" em letras enormes, enquanto Niall agitava uma bandeira improvisada.
riu, as lágrimas já escorrendo pelo rosto.
– Vocês são impossíveis! – ela exclamou, olhando para os rapazes antes de voltar sua atenção para Harry.
Ele estava de joelhos agora, um sorriso tímido mas cheio de esperança no rosto.
– E então? – ele perguntou, segurando a respiração. – , quer namorar comigo? Não só agora, mas por um bom tempo... talvez para sempre? – Ele perguntou, a emoção transbordando nos olhos verdes, enquanto sua voz tremia de leve.
Por alguns segundos, ficou em silêncio, absorvendo toda a situação. Ela demorou o suficiente para deixar Harry ainda mais ansioso. E então, finalmente, com um sorriso que começou tímido, mas logo iluminou seu rosto, ela deu sua resposta.
– Sim, Harry. Eu quero namorar com você.
Os amigos comemoraram atrás deles, mas Harry mal ouviu. Ele se levantou rapidamente e a puxou para um abraço forte, sentindo o alívio e a felicidade inundarem seu peito. Ao longe, os outros três comemoraram com gritos e aplausos, Louis fingindo tocar uma trombeta imaginária.
– Finalmente! – Liam gritou brincando, enquanto Niall fazia uma dancinha exagerada.
riu, com o rosto enterrado no peito de Harry, enquanto ele beijava o topo de sua cabeça.
– Eu te amo, Harry – ela sussurrou baixinho, fazendo com que ele se afastasse um pouco, apenas para olhá-la nos olhos.
– Eu também te amo, .
Naquele momento, nada mais importava. Era apenas o começo de algo que prometia ser para sempre.
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"Eu lembro do olhar em seus olhos, daquele verde que sempre parecia mudar de cor conforme a luz do dia, agora fixos em mim, esperando, temendo, desejando. E foi naquele instante que percebi que não importava quanto tempo eu precisasse para processar tudo o que estava acontecendo entre nós. A verdade era que já fazia um bom tempo que eu o amava. Só que nunca tinha sido corajosa o suficiente para admitir isso, até ele ajoelhar diante de mim e me mostrar que o amor pode ser simples, mas também pode ser tudo.
Quando disse 'sim', não foi só ao pedido de namoro. Foi a ele. Foi a nós dois. Foi ao futuro que, a partir daquele momento, eu não conseguia mais imaginar sem ele."

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Setembro de 2022.

A luz dourada do pôr do sol atravessava a janela da suíte do hotel, banhando a sala de estar em um brilho suave e nostálgico. estava sentada no sofá, os pés descalços tocando o carpete macio, enquanto seus olhos percorriam o horizonte. O vestido de noiva, pendurado com cuidado em um canto, parecia observá-la silenciosamente, um lembrete do compromisso que assumiria no dia seguinte.
Liam estava ao seu lado, em uma postura relaxada, mas com o olhar atento que sempre a fazia sentir que ele podia ver além das palavras. Ele tinha sido uma presença constante em sua vida, um amigo e confidente, e naquela noite, ele parecia tão preocupado quanto ela tentava não aparentar estar.
– Nervosa? – ele perguntou, com um tom calmo, quase casual, mas que carregava uma profundidade implícita.
deixou escapar uma risada leve, cruzando os braços como se quisesse se proteger.
– Um pouco – admitiu. – Acho que seria estranho se não estivesse.
Ela desviou os olhos da janela, olhando para Liam com um sorriso que não chegava aos olhos.
– Mas não é o casamento em si – continuou. – É o que vem depois. A vida. As expectativas.
Liam assentiu devagar, mas não respondeu imediatamente. Ele parecia estar ponderando, escolhendo cuidadosamente as palavras antes de falar.
– começou, virando-se levemente para ela –, você tem certeza de que está pronta para isso? Para deixar tudo para trás... inclusive o Harry?
A menção do nome dele fez algo dentro dela estremecer. Era como um som familiar que ela havia aprendido a evitar, mas que ainda tinha o poder de desarmá-la. respirou fundo, recompondo-se, e ajeitou o cabelo antes de encará-lo.
– Harry ficou onde deveria ficar, Liam – respondeu, com a voz firme, mas o leve tremor em suas mãos traía a segurança que tentava transmitir. – No passado.
– Tem certeza? – Liam insistiu, os olhos fixos nela. – Porque você pode dizer isso, mas eu conheço você. E sei que, mesmo amando o Dylan, o Harry não foi só mais um.
desviou o olhar por um momento, como se precisasse processar o que ele estava dizendo. O peso das palavras de Liam a atingiu em cheio.
– Eu amei o Harry – ela admitiu, sua voz mais suave agora, quase um sussurro. – Claro que amei. Ele foi... tudo para mim por muito tempo. Mas as coisas mudaram. Eu mudei.
Liam inclinou-se um pouco mais para frente, seus cotovelos apoiados nos joelhos, e continuou observando-a.
– Então você conseguiu esquecer? Apagar tudo que sentiu por ele?
Ela balançou a cabeça lentamente.
– Não é sobre esquecer – explicou. – É sobre aceitar que algumas coisas não são para sempre. O Harry foi uma parte enorme da minha vida, mas o Dylan... o Dylan é o meu agora. E amanhã, ele será o meu sempre.
Liam ficou em silêncio por alguns segundos, tentando medir o quanto acreditava na convicção de . Ele sabia que ela era decidida, mas também sabia que as feridas de Harry ainda estavam lá, invisíveis, mas presentes.
– Eu só quero que você tenha certeza – disse, finalmente. – Porque casar com alguém enquanto ainda pensa em outra pessoa...
– Liam – o interrompeu, com um tom firme, mas não rude. – Eu escolhi o Dylan porque ele é a pessoa que me faz feliz hoje. Não é uma decisão por causa de medo ou culpa. É amor.
Liam suspirou, levantando as mãos em um gesto de rendição.
– Tudo bem, . Só queria me certificar.
Ela sorriu levemente, tocando o braço dele com um gesto afetuoso.
– Eu sei. E agradeço por se importar. Mas está tudo bem, eu prometo.
Mas quando Liam saiu, deixando-a sozinha novamente, olhou para o vestido de noiva pendurado no canto. E, por um breve instante, o reflexo de Harry em sua memória a fez questionar se tudo estava realmente onde deveria estar.
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Capítulo 5

Agosto de 2016.

Los Angeles estava radiante, com o sol refletindo nas palmeiras que balançavam suavemente ao vento. Era uma daquelas tardes que pareciam saídas de um filme, perfeitas para o início de algo novo. e Harry pararam em frente ao prédio do apartamento, o ar carregado de emoção e expectativa. Aquele não era apenas um lugar para morar; era o primeiro lar que construíram juntos. Um sentimento de euforia e nervosismo misturava-se àquela mudança. A decisão de morarem juntos era um grande passo no relacionamento, algo que ambos sabiam que fortaleceria ainda mais a conexão entre eles.
– Pronta? – Harry perguntou, virando-se para ela com um sorriso que misturava nervosismo e felicidade. As chaves pendiam entre seus dedos.
olhou para ele, os olhos brilhando de entusiasmo.
– Mais do que pronta – respondeu, rindo enquanto pegava uma das caixas no banco de trás do carro.
Eles subiram até o apartamento, carregando caixas, risos e um misto de ansiedade e excitação. Assim que a porta foi aberta, a luz do sol invadiu o espaço vazio, iluminando as paredes brancas e os móveis que ainda precisavam ser organizados. parou na entrada, absorvendo cada detalhe. O espaço era perfeito: grande o suficiente para que tivessem privacidade, mas aconchegante o bastante para que pudessem construir lembranças a dois.
– Parece tão maior agora do que quando vimos pela primeira vez – comentou, colocando a caixa no chão da sala.
Harry, ainda segurando uma caixa, olhou em volta, os olhos percorrendo o espaço com um brilho de orgulho.
– Ou talvez seja porque agora sabemos que é nosso – disse, deixando a caixa ao lado da dela e aproximando-se.
– Eu nem acredito que isso está acontecendo – comentou, enquanto colocava uma das caixas no chão da sala. Ela olhou em volta, absorvendo cada detalhe daquele momento. – Parece um sonho.
Harry sorriu, caminhando até ela e puxando-a para seus braços, envolvendo-a num abraço apertado, como se quisesse marcar aquele momento na memória.. Ele encostou o queixo em seu ombro e sussurrou:
– É real, amor. E vamos construir algo incrível aqui.
fechou os olhos, absorvendo o conforto que Harry sempre lhe transmitia. No fundo, havia uma pequena pontada de medo, mas ela sabia que estava exatamente onde deveria estar.
– Você tem certeza disso? – ela perguntou, a voz um pouco mais baixa, num tom íntimo. – Sabe que morar juntos pode mudar muita coisa.
Harry afastou-se levemente, apenas o suficiente para olhar nos olhos dela. Sua expressão era séria, mas cheia de carinho.
– Eu tenho certeza de nós – ele disse suavemente, deslizando uma mão até o rosto de , acariciando sua bochecha. – Sei que as coisas vão mudar, mas essa é a mudança que eu quero. Eu quero acordar ao seu lado todos os dias. Quero construir uma vida com você, .
Ela o encarou por um momento, absorvendo cada palavra. O peso daquela declaração era algo que ela sentia profundamente. O olhar de suavizou-se. Ela sabia que aquele momento não era só sobre dividir um espaço físico, mas sobre compartilhar suas vidas, seus sonhos, e até suas vulnerabilidades. O silêncio entre eles não era desconfortável; era preenchido pela intensidade do que sentiam um pelo outro.
– Você fala bonito, Styles – ela brincou, mordendo o lábio para esconder o sorriso. – Mas espero que esteja preparado para me ver reclamando do quanto você espalha suas coisas pela casa.
Harry soltou uma risada baixa, puxando-a ainda mais perto.
– E você, está preparada para as minhas playlists infinitas de músicas antigas enquanto cozinhamos?
– Se eu puder escolher algumas músicas de vez em quando, acho que sim – respondeu, rindo, a cabeça inclinada para trás. Ele aproveitou o momento e beijou sua testa.
– Fechado – ele disse, apertando-a mais contra si, em um abraço caloroso.
Horas depois, com as caixas ainda parcialmente desempacotadas e a noite caindo suavemente sobre Los Angeles, eles se encontraram sentados no chão da sala, comendo pizza diretamente da caixa. se encostou ao peito de Harry, sentindo-se totalmente em paz, enquanto ele passava os dedos pelo cabelo dela.
– Você acha que isso vai durar? – ela perguntou de repente, sem levantar a cabeça. Sua voz estava suave, quase como se tivesse medo de quebrar a magia do momento.
Harry olhou para ela com um sorriso confiante.
– Eu sei que vai. Você é minha pessoa, . Isso... nós... isso aqui é só o começo.
Ela olhou para ele, e naquele instante, não precisou de mais palavras. O sentimento de segurança que ele transmitia, a forma como ele a olhava – como se ela fosse a única coisa que importasse no mundo – era o suficiente para que ela soubesse que aquele passo de morar juntos era mais do que certo.
– Eu te amo, Harry.
Harry parou por um segundo, olhando diretamente nos olhos dela, antes de inclinar-se e beijá-la suavemente.
– Eu também te amo, . E vou te lembrar disso todos os dias – ele murmurou contra os lábios dela, selando aquela promessa com mais um beijo.
Naquele apartamento, sob as luzes suaves de Los Angeles e as promessas sussurradas no meio da noite, o futuro deles começava a se moldar.

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Junho de 2020.

A cidade de Los Angeles parecia respirar tranquilidade naquela noite, como se a metrópole soubesse que precisava de uma pausa. Dois meses haviam se passado desde o término com Harry, mas a dor ainda era uma constante em sua vida. Mesmo cercada por compromissos e projetos, havia um vazio que a acompanhava, silencioso e pesado. Quando sua amiga Daisy a convidou para um jantar descontraído, decidiu ir. Não por animação, mas pela necessidade de sentir algo diferente.
Chegando à casa de Daisy, foi recebida por risadas e música ao fundo. A atmosfera era leve, com o cheiro de comida caseira perfumando o ambiente. Era o tipo de refúgio que precisava, uma bolha de normalidade em meio ao caos emocional.
Enquanto conversava com alguns amigos, uma nova voz atraiu sua atenção. Ao virar-se, seus olhos encontraram os de Dylan O'Brien. Ele estava rindo de algo que alguém tinha dito, mas logo seus olhares se cruzaram, e ele ofereceu um sorriso gentil, com aquela mistura de carisma e acessibilidade que fazia parte de sua personalidade pública. sentiu um leve formigamento ao ser apresentada a ele.
– Dylan, essa é a – Daisy fez as apresentações com um brilho nos olhos, como se tivesse antecipado aquele momento. – Aposto que vocês já ouviram falar um do outro.
riu, estendendo a mão para cumprimentá-lo.
– Bom, como eu não conheceria o famoso Stiles? Sou fã de Teen Wolf, admito – disse com um sorriso tímido, mas sincero.
Dylan apertou sua mão com delicadeza.
– E como eu não conheceria ? – Ele brincou, seu tom carregado de simpatia. – Um prazer finalmente conhecer a mulher por trás de tantas histórias.
A conversa entre eles fluiu com uma facilidade que surpreendeu . Dylan era natural, despretensioso, e não havia a tensão que ela esperava ao encontrar outra celebridade. Ele fazia perguntas sinceras, mas respeitava seus limites, e, em troca, se sentia à vontade para abrir um pouco mais de si.
– Então, você também está fugindo de toda essa loucura de Hollywood por um tempo? – Dylan disse, inclinando-se levemente para perto dela enquanto eles se afastavam do grupo para pegar algo para beber. A pergunta era simples, mas o tom revelou uma compreensão que estava além da superfície.
concordou, suspirando um pouco.
– Algo assim – respondeu , sorrindo de lado. – É bom desacelerar às vezes. Parece que, nos últimos meses, eu estive apenas... tentando respirar. – Ela deu de ombros, brincando com o copo nas mãos. – Acho que todos nós precisamos de um intervalo. Apesar de que os holofotes sobre mim se devem ao meu relacionamento com outras pessoas, então as coisas estão bem mais calmas ultimamente.
Dylan se aproximou, olhando diretamente para ela, como se estivesse completamente presente naquele momento.
– Eu entendo. Às vezes, parece que estamos sempre correndo, e ninguém nos diz que tudo bem parar, sabe? – ele disse, e por um instante, os dois ficaram em silêncio, observando o movimento ao redor. – Ouvi falar algo sobre você e as pessoas que te levaram aos holofotes. Que bom que as coisas finalmente se acalmaram pra você.
sorriu ao sentir uma sensação estranha, mas reconfortante, crescer dentro dela. Estar ao lado de Dylan não é um esforço intencional. Não havia pressão, nem expectativas não ditas. Era tão... bom. Simples. E talvez fosse exatamente isso que ela precisava naquele momento.
Eles continuaram uma conversa sobre coisas mais leves – filmes, séries, viagens –, mas o conforto era palpável. Dylan fez perguntas sinceras, interessado nas respostas dela, mas nunca invadindo sua privacidade. , que sempre foi cautelosa ao abrir-se após o término com Harry, lembra que estava se soltando aos poucos com Dylan. Ele a fez rir, e por um breve momento, ela se viu libertando-se do que vinha carregando por tanto tempo.
Depois de algum tempo, Dylan sugeriu que eles fossem para o terraço, onde a brisa da noite era mais fresca, e o som da cidade ao longe parecia engraçado à mente.
– Você parece tranquila aqui – Dylan comentou, apoiado na grade do terraço, observando as luzes da cidade. – Quero dizer, não te conheço há tanto tempo, mas... parece que você precisava de uma noite como essa.
olhou para ele, surpresa com o quanto ele parecia perceber suas nuances, mesmo com um pouco de tempo juntos.
– Eu precisava mesmo – admiti ela, cruzando os braços levemente, sentindo o vento. – Foram meses difíceis, então essa noite está me fazendo lembrar que eu posso ser alguém sem estar em um relacionamento, você está me fazendo lembrar que eu existia antes de namorar por tantos anos.
Dylan transmitiu, os olhos brilhando com compreensão.
– Entendo bem. Às vezes, a gente precisa de alguém para nos lembrar de fazer isso – ele disse suavemente, e a maneira como ele falou fez com que sentisse uma conexão quase instantânea. Ele não estava ali para preenchê-la de expectativas ou pressão; ele estava ali como alguém que entendia o momento pelo que ela estava passando.
Ao longo da noite, descobriu que, embora estivesse lidando com os fantasmas do passado, ali, ao lado de Dylan, ela conseguiu ver pequenos passos para a frente. Não era algo solicitado, mas algo que parecia natural, como se aquele encontro tivesse surgido na hora certa, com a pessoa certa.
Dylan era fácil de conversar, e mais do que isso, ele era fácil de estar ao lado. O riso vem naturalmente, e a leveza entre eles não é necessária de esforço. A conexão estava ali, e por mais que soubesse que ainda carregava muito dentro de si, naquela noite foi a primeira vez em meses que ela sentiu que o futuro poderia trazer algo novo.

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Agosto de 2016.

Nos primeiros dias, eles passavam horas decorando o apartamento, rindo das diferenças de estilo. Harry preferia algo mais minimalista, enquanto adorava encher o lugar de plantas e quadros.
– Você vai transformar esse lugar numa floresta? – Harry provocou um dia, enquanto via organizando mais um vaso de planta na sala. – Vai ser uma floresta estilosa! – ela retrucou, fazendo uma pose dramática e rindo em seguida.
Havia algo extremamente reconfortante nesses momentos triviais. O jeito como Harry vinha por trás e a abraçava quando ela estava distraída, o som de risadas que ecoavam pelo apartamento quando eles se implicavam de forma carinhosa. Parecia que, juntos, eles eram invencíveis, como se nada pudesse abalar o que sentiam um pelo outro.
Uma noite, depois de uma longa semana de compromissos, eles decidiram fazer algo simples: uma noite de pizza e filmes no sofá. , usando uma camiseta larga de Harry, acomodou-se debaixo das cobertas enquanto ele estava na cozinha, tentando abrir um pote de sorvete que parecia ter uma tampa resistente demais.
– Preciso de músculos para isso. Parece que soldaram essa tampa aqui! – exclamou Harry, franzindo a testa, enquanto observava, segurando o riso. – Deixa que eu faço, Styles – provocou ela, levantando-se e tirando o pote de suas mãos. Mas, ao tentar abrir, percebeu que a tampa realmente não cedia. – Ok, talvez não seja tão fácil assim – admitiu, rindo ao perceber que ambos haviam sido vencidos por um simples pote de sorvete.
Harry a levou de volta para o sofá e se deitou ao lado dela.
– Acho que podemos sobreviver sem sorvete por uma noite – ele sussurrou, enlaçando os braços ao redor dela.
deitou a cabeça no peito dele, sentindo o calor do corpo de Harry e o ritmo tranquilo de sua respiração.
– Acho que sim – murmurou ela, sentindo-se em paz.
O silêncio entre eles era confortável, mas cheio de significados. Eles não precisavam de palavras grandiosas; a conexão entre eles era palpável, estava nos pequenos gestos. No jeito como Harry a olhava, nos sorrisos que surgiam sem motivo aparente, na maneira como ele passava os dedos suavemente pelo cabelo dela.
Naquela noite, enquanto o filme seguia quase esquecido na tela, Harry a surpreendeu:
– Sabe, nunca pensei que morar com alguém pudesse ser assim tão... leve.
lançou um olhar gentil para ele, surpresa pela sinceridade inesperada.
– Leve?
– Sim. Com você, tudo parece mais fácil, mais certo. Eu já vivi tantas coisas, mas acho que nunca me senti tão à vontade assim – confessou ele, a voz suave, mas cheia de verdade.
Ela sorriu, o coração aquecido pelas palavras dele.
– Eu sinto o mesmo, Harry. A gente se completa de uma forma que nem sempre consigo explicar... mas sei que é real.
Era isso que fazia tudo valer a pena. As longas horas de trabalho, as turnês, os compromissos, as pressões externas... quando estavam juntos, nada disso importava. A vida podia ser simples, como uma noite preguiçosa no sofá, apenas os dois, com o mundo inteiro lá fora.
Eles se beijaram suavemente, e, naquele instante, ambos descobriram que aquele apartamento não era apenas um lugar. Era um refúgio, o símbolo de algo maior: um relacionamento construído em amor, amizade e, acima de tudo, companheirismo.
Naquele espaço, e Harry eram apenas duas pessoas apaixonadas, vivendo e criando memórias que durariam para sempre.

Capítulo 6

Maio de 2017.

O apartamento era o reflexo do relacionamento de e Harry: moldado por dois anos juntos e quase um ano de convivência compartilhada. Cada canto carregava uma história, desde o sofá onde passavam horas conversando até a cozinha onde ele insistia em preparar o café — mesmo que, de vez em quando, queimasse a torrada.
Naquela manhã, como tantas outras, acordou primeiro. Sentiu o braço de Harry repousando sobre sua cintura, os cachos bagunçados espalhados pelo travesseiro ao lado. Com cuidado, virou-se para observar seu rosto adormecido e sereno. Passou os dedos levemente pelo braço dele, provocando um movimento preguiçoso.
Harry sorriu, ainda de olhos fechados.
– Bom dia, amor... – sua voz saiu rouca, carregada de sonolência.
– Bom dia, dorminhoco – respondeu , inclinando-se para beijar a bochecha dele, enquanto um sorriso se formava em seus lábios. Aqueles momentos matinais sempre a enchiam de paz.
– Você sempre acorda primeiro. Essa é uma competição que eu claramente nunca vou ganhar – ele brincou, abrindo os olhos devagar. O verde brilhante encontrou a luz suave que invadia o quarto pela janela.
riu e se levantou. – Talvez seja porque você gosta demais de dormir. Agora fica aí, que hoje eu faço o café. Cansei de comer torrada queimada – disse ela, piscando para ele antes de sair do quarto.
– Ei, minhas torradas não são tão ruins assim – Harry protestou com um sorriso travesso. – É um talento oculto. Você só não aprecia a complexidade dos sabores.
– Ah, claro. Torrada queimada é uma arte incompreendida – retrucou , já a caminho da cozinha.
Logo ele a seguiu, e como sempre, começaram o dia com o ritual do café da manhã. Enquanto coava o café, Harry se aproximou por trás, envolvendo-a pela cintura.
– Sabe o que é engraçado? – perguntou ele, apoiando o queixo no ombro dela.
– O quê? – ela respondeu, inclinando a cabeça levemente para ouvi-lo.
– Como a gente sempre faz as mesmas coisas, mas de um jeito diferente todos os dias – ele disse suavemente. – Até a torrada queimada tem seu charme.
sorriu, virando-se para encará-lo ainda nos braços dele. – É porque colocamos algo novo em cada dia. Mesmo que seja só uma risada... ou uma torrada – respondeu, os olhos encontrando os dele.
Eles ficaram assim, em silêncio, aproveitando a simplicidade daquele momento, algo que sempre valorizava.
Mais tarde, após o café e algumas brincadeiras, estavam no sofá, cada um com um livro nas mãos. Desta vez, Harry lia em voz alta para ela — um hábito que adorava.
De repente, ele fechou o livro e a olhou. – Você acha que vai ser assim para sempre? – perguntou, sua voz carregada de curiosidade e sinceridade.
– Assim como? – ela questionou, intrigada. – Dividindo tudo... o apartamento, os dias, as risadas. Você se vê assim, com a gente, para sempre?
parou por um instante, surpresa pela profundidade da pergunta. Mas a resposta veio fácil. – Eu não sei como vai ser o futuro, Harry, mas sei que não quero estar em outro lugar. Não agora.
O sorriso dele era tranquilo e cheio de significados. Ele a puxou para mais perto. – Também não quero estar em outro lugar.
Era esse o tipo de conexão que tinham. Muitas vezes, as palavras eram desnecessárias; os gestos bastavam. Como na noite em que Harry a surpreendeu, levando-a ao pequeno jardim que ela tanto cuidava. Sentados no chão, ele apontou para o céu estrelado e, sem desviar os olhos, murmurou:
– Sabe, é tão estranho pensar que, há alguns anos, éramos completos estranhos. E agora...
apertou a mão dele e completou: – Agora somos tudo, Harry.
O silêncio entre eles era cheio de significados. Nos pequenos momentos havia intensidade. Era uma intimidade construída na simplicidade do dia a dia: no café da manhã compartilhado, nas brincadeiras e nas palavras que não precisavam ser ditas. Um relacionamento que era, ao mesmo tempo, leve e profundo, intenso e acolhedor.

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Outubro de 2020.

A noite clara de outubro trazia o ar fresco e o perfume inconfundível das folhas secas espalhadas pelas ruas. sentia o coração bater mais rápido enquanto caminhava ao lado de Dylan pelas calçadas tranquilas da cidade. O som ritmado de seus passos ecoava suavemente, mas havia algo no ar – uma expectativa diferente, quase palpável.
Dylan parecia nervoso, algo incomum para alguém sempre tão calmo e controlado. notou os pequenos sinais: a maneira como ele segurava sua mão com mais firmeza, o brilho intenso em seus olhos castanhos refletindo as luzes amarelas dos postes.
— Você está quieto hoje... — ela comentou, com um sorriso suave e provocativo, tentando aliviar o clima que parecia tenso.
— Só... pensando em algumas coisas — respondeu ele, lançando-lhe um olhar intenso, carregado de emoção.
Eles pararam em frente à praça onde tantas memórias haviam sido criadas. As folhas caíam lentamente das árvores, dançando com a brisa outonal. O lugar tinha uma magia especial: suas luzes suaves e o banco onde sempre se sentavam para conversar até tarde da noite. Era o lugar deles.
Dylan respirou fundo e tirou algo do bolso. — Eu tenho algo que preciso te dizer, .
Um arrepio percorreu a espinha dela, mas ela manteve a calma, aguardando o que viria.
— Desde o momento em que te conheci, algo em mim mudou. — Ele começou devagar, como se cada palavra carregasse o peso de tudo o que sentia. — Você me fez ver o mundo de uma maneira diferente... mais vibrante, mais completa.
Dylan deu um passo à frente, agora segurando as duas mãos dela nas suas.
— Eu não sou o melhor em dizer o que sinto, mas você merece saber: eu não consigo mais imaginar minha vida sem você.
O coração de disparou. As palavras dele eram tão sinceras que pareciam preencher todos os espaços ao redor. Ela abriu a boca para falar, mas ele levantou a mão, interrompendo-a com um sorriso tímido.
— Espere, deixa eu terminar. — Ele respirou fundo, os olhos nunca saindo dos dela. — Eu sei que a vida é imprevisível e que já passamos por tantas coisas. Mas, hoje, quero que você saiba uma coisa com toda a clareza. Eu te escolho. Todos os dias, de novo e de novo.
Então, com um movimento lento e cuidadoso, Dylan abaixou-se e tirou uma pequena caixa do bolso.
, você quer namorar comigo?
A pergunta pairou no ar, carregada de significado. sentiu os olhos marejarem enquanto o mundo ao redor parecia parar. Ela riu nervosa, o coração transbordando de alegria, surpresa e alívio.
— Claro que eu quero, Dylan. — Sua risada escapou, e ela o puxou para cima, envolvendo-o em um abraço apertado. — Eu... eu estava esperando por esse momento. Acho que sempre esperei, mesmo sem saber.
O sorriso de Dylan era de puro alívio e felicidade. Ele a segurou em seus braços como se fosse a coisa mais preciosa do mundo e sussurrou em seu ouvido: — Eu prometo que vou te fazer feliz.
— Você já faz — respondeu ela, com o rosto encostado no peito dele, sentindo a batida reconfortante de seu coração.
Eles permaneceram abraçados, ouvindo o silêncio acolhedor da praça. Sob as luzes suaves, a conexão entre eles parecia florescer ainda mais forte. Naquele instante, tudo fazia sentido: os momentos compartilhados, as conversas, as risadas, os sonhos.
Era o começo de algo novo. Um relacionamento marcado pela certeza de que, dali em diante, as alegrias e os desafios seriam divididos. O futuro, incerto como sempre, parecia agora mais brilhante – porque eles o enfrentariam juntos.

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Outubro de 2018.

O apartamento que sempre fora um refúgio para e Harry parecia agora um campo de batalha silencioso. Não havia gritos, mas o peso das palavras ditas — e não ditas — estava presente em cada canto. Era final de tarde, e o céu nublado do outono parecia refletir o humor dos dois.
estava na cozinha, tentando distrair a mente com o barulho das xícaras e do café sendo coado. Mas mesmo o aroma familiar não conseguia acalmar a tempestade que fervilhava dentro dela. Harry estava no sofá, os braços cruzados e o semblante fechado. O silêncio entre eles era quase ensurdecedor.
— Você vai mesmo ficar assim, sem dizer nada? — finalmente quebrou o silêncio, sua voz carregada de frustração.
Harry levantou os olhos para ela, mas não disse nada de imediato. Ele tinha esse jeito de se calar quando estava irritado, o que apenas fazia se sentir ainda mais sozinha na briga.
— Não é só minha culpa, . — Ele disse finalmente, sua voz baixa, mas firme. — Você sempre age como se tudo fosse responsabilidade minha.
Ela largou a xícara sobre o balcão com um pouco mais de força do que pretendia e cruzou os braços. — Não é sobre culpar, Harry. É sobre você que nunca está realmente aqui. Você está no apartamento, mas está distante. Como se... como se eu fosse apenas parte da mobília.
Harry se levantou do sofá, os olhos brilhando com uma mistura de raiva e mágoa. — Isso não é justo! Você sabe o quanto eu estou me esforçando! Entre o trabalho, as viagens, e tentar manter isso aqui funcionando... Você acha que é fácil?
deu uma risada curta, sem humor. — Esforçando? Aonde? Porque não vejo nada disso, Harry. Eu sinto que sou a única tentando nos manter de pé. E sabe o que é pior? Eu estou exausta.
As palavras dela pareceram atingir Harry como um golpe. Ele passou as mãos pelos cabelos bagunçados, tentando se acalmar. — Exausta? Você acha que só você está cansada? Eu também estou, ! Mas eu nunca quis desistir.
Ela olhou para ele, a dor evidente em seus olhos. — Eu não quero desistir, Harry. Mas eu também não quero viver como estamos vivendo agora. Nós nos tornamos dois estranhos que dividem o mesmo teto.
Harry respirou fundo, tentando encontrar as palavras certas, mas tudo que conseguiu foi: — Eu te amo. Não é o suficiente?
balançou a cabeça, os olhos marejados.
— Amar não é suficiente se não colocamos isso em prática. O amor sozinho não resolve tudo, Harry. Ele precisa de cuidado, de esforço, de conexão... E nós não temos mais isso.
A confissão pairou no ar, pesada e dolorosa. Harry desviou o olhar, encarando o chão como se procurasse respostas ali.
— Eu não sei como chegamos aqui. — Ele murmurou, quase para si mesmo.
deu um passo em sua direção, mas parou, insegura. — Nem eu. E isso me assusta.
Ele finalmente a olhou novamente, e por um momento, o Harry que ela conhecia parecia estar ali. Vulnerável, com medo de perdê-la. — Então o que fazemos?
Ela engoliu em seco, sentindo o peso da pergunta. — Eu não sei, Harry. Mas precisamos tentar encontrar um jeito, ou... ou aceitar que talvez já tenhamos perdido.
Harry assentiu lentamente, o rosto marcado por uma tristeza que parecia envelhecê-lo. — Certo. Vamos tentar, então.
Mas nenhum deles sabia como. E embora tivessem decidido tentar, aquele dia marcou algo entre eles. A briga deixou feridas profundas, e a tentativa de repará-las parecia cada vez mais frágil.

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Dezembro de 2018.

As luzes de Natal piscavam na janela, lançando reflexos coloridos que contrastavam dolorosamente com o ambiente pesado dentro do lugar. estava parada diante da árvore, olhando para as luzes, mas sem realmente vê-las. O aperto em seu peito era familiar, uma sensação que vinha crescendo há semanas, talvez meses. Ela sabia que a conversa que evitava finalmente precisava acontecer.
No sofá, Harry estava sentado com os cotovelos apoiados nos joelhos, os olhos fixos em algum ponto no chão. Ele não a olhava, mas o silêncio entre eles dizia tudo. Era um silêncio pesado, cheio de palavras não ditas, de sentimentos não compartilhados, de um vazio que ambos sentiam, mas que nenhum deles sabia como preencher.
respirou fundo, sentindo o peso do momento. Ela finalmente quebrou o silêncio: — Harry... — Sua voz saiu suave, quase hesitante. — Eu não sei mais o que estamos fazendo aqui.
Ele ergueu os olhos lentamente, e o olhar dela encontrou os mesmos olhos verdes que tantas vezes a haviam feito sorrir. Mas, naquela noite, eles estavam diferentes. Cheios de tristeza, compreensão e um toque de medo. Ele sabia. Sempre soube.
— Eu também não. — A voz dele saiu baixa, quase um sussurro. Ele fez uma pausa antes de continuar. — Mas isso não significa que eu queira que acabe.
As palavras de Harry eram como um golpe no coração de , porque ela também não queria. Ainda havia tanto amor entre eles, mas ela sabia que isso não era mais suficiente. Algo tinha se perdido ao longo do caminho — aquela conexão fácil, aquela faísca que antes fazia tudo parecer simples e natural.
— Eu ainda te amo, Harry. — A confissão escapou antes que ela pudesse se conter, carregada de dor e sinceridade. — Mas... sinto que estamos apenas tentando segurar algo que já não existe mais. E isso está nos machucando.
Harry fechou os olhos por um momento, como se precisasse de forças para enfrentar a realidade daquelas palavras. Quando os abriu novamente, o peso em seu olhar era quase insuportável para ela.
— Eu também te amo, . — Ele inclinou-se para frente, apoiando os cotovelos nos joelhos e unindo as mãos em um gesto de frustração contida. — Eu só... não sei como chegamos aqui. Não sei em que momento começamos a nos perder.
sentou-se ao lado dele, mas manteve uma distância segura. Sabia que, se o tocasse, poderia vacilar. E isso só tornaria as coisas ainda mais difíceis.
— Eu pensei nisso por muito tempo, Harry. — Sua voz falhou levemente, e ela precisou engolir o nó na garganta para continuar. — Nós éramos tão bons juntos. Mas a verdade é que... algo mudou. Eu não sei exatamente quando ou como, mas mudou. E eu acho que nós dois sabemos disso, mesmo que não queiramos admitir.
Harry passou as mãos pelo rosto, como se tentasse afastar a dor. O silêncio que se seguiu era opressor, até que ele finalmente quebrou, com a voz embargada: — Então é isso? Você está terminando?
A palavra "terminando" pesava como uma rocha no ar entre eles. sentiu as lágrimas brotarem, mas tentou manter a compostura. Não queria que ele pensasse que essa decisão havia sido fácil, porque não tinha sido.
— Sim... — Ela mal conseguiu dizer, a voz saindo quase em um sussurro. — Eu acho que é a coisa certa a fazer. Não porque não te ame, mas porquê... nós dois merecemos mais do que isso.
Ele respirou fundo, como se tentasse absorver o impacto de suas palavras. Quando finalmente falou, sua voz estava baixa e rouca: — Eu nunca vou deixar de te amar, .
— E eu nunca vou deixar de te amar, Harry. — Ela respondeu, deixando as lágrimas escorrerem livremente agora. — Mas às vezes, amar não é o suficiente.
Eles permaneceram sentados lado a lado, o silêncio preenchido apenas pelo piscar das luzes de Natal na janela. Nenhum deles queria se levantar, porque sabiam que, ao fazê-lo, seria o ponto final.
Harry virou-se para ela uma última vez, o rosto marcado pela dor. — Eu vou sentir sua falta. Todos os dias.
segurou o rosto dele com delicadeza, permitindo-se um último gesto de carinho. — Eu também vou sentir a sua. Mais do que você imagina.
E assim, entre lágrimas e palavras de amor que não conseguiam mais sustentar o que tinham, eles se despediram. Não era um fim cheio de raiva ou ressentimento, mas um adeus que doía porque ainda havia amor, mesmo que já não houvesse um "nós".
Enquanto o Natal se aproximava, e Harry seguiram caminhos diferentes, sabendo que, por mais que doesse, essa era a única escolha que poderiam fazer.

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Junho de 2021.

Em uma tarde tranquila, Dylan e estavam sentados no sofá de seu apartamento, com as mãos entrelaçadas, conversando sobre o futuro. O sol entrava suavemente pela janela, iluminando os sorrisos deles. Havia uma calma entre os dois, uma familiaridade que se misturava com a empolgação de imaginar os próximos passos juntos.
— Eu estava pensando… e se fizermos aquela viagem para a Nova Zelândia ainda este ano? — sugeriu Dylan, olhando para com aquele brilho nos olhos que ela tanto amava.
Ela sorriu, sentindo o calor do momento. — Seria incrível, sempre quisemos fazer isso. Mas também… a gente tem falado sobre aquela casa, lembra?
Ele apertou levemente a mão dela, reforçando a ideia. — Sim, aquela casa com um quintal enorme, onde a gente poderia ter um jardim e, quem sabe, dois cachorros?
— Ou três — ela respondeu, rindo e inclinando-se para mais perto dele. — E uma cozinha com aquelas janelas enormes, onde a luz entra de manhã enquanto a gente toma café.
A conexão entre eles parecia palpável, quase como se os sonhos que estavam construindo já fossem reais. Cada palavra trocada era um tijolo a mais na fundação de algo que sentiam ser para sempre.
— Você acha que a gente está indo rápido demais? — perguntou de repente, sua voz suave, mas curiosa.
Dylan virou-se para ela, com o olhar calmo e apaixonado. — Rápido? Acho que estamos no ritmo certo. Eu nunca tive tanta certeza em nada na minha vida quanto eu tenho com você.
Ela sorriu, sentindo o coração apertar com a intensidade do que ele havia dito. Era como se cada vez que Dylan falava, ele reafirmasse o que ela já sabia no fundo do coração.
— Eu também sinto isso — disse , a voz firme e verdadeira. — Com você, tudo parece fazer sentido. A gente tem nossos momentos, nossos desafios, mas… a conexão que a gente tem, Dylan… é diferente de tudo.
Ele a puxou para mais perto, envolvendo-a em um abraço caloroso. — É porque é real, . E vai durar.
Nesse instante, enquanto estavam abraçados, sentiu que os planos que faziam para o futuro não eram apenas sonhos soltos no ar. Eram promessas de uma vida compartilhada, de um amor que crescia com o tempo e se fortalecia a cada momento.
— Então, casa ou Nova Zelândia primeiro? — ele perguntou, com um sorriso divertido.
Ela riu, olhando para ele com os olhos brilhando. — Talvez a gente consiga fazer os dois.
E, naquele momento, no aconchego do abraço dele, ela soube que, não importa o que viesse pela frente, estavam prontos para enfrentar tudo juntos.

Capítulo 7

Fevereiro de 2019.

Era uma noite fria. As luzes da cidade refletiam nas poças de chuva enquanto , sentada no sofá, folheava distraidamente um livro. Fazia dois meses desde que ela e Harry haviam terminado. Dois meses de um vazio silencioso. O apartamento, que antes vibrava com risadas, conversas e a presença dele, agora parecia sufocante. O tempo que passaram juntos havia deixado marcas profundas, e o silêncio amplificava a ausência.
A campainha tocou, e se levantou com um pressentimento. Quando abriu a porta, lá estava ele: Harry. Molhado pela chuva, o semblante tenso, os olhos verdes brilhando de emoção. Por um momento, ele não disse nada, apenas a olhou, como se as palavras fossem insuficientes para expressar o que sentia.
— Oi, ... — Sua voz estava embargada.
Ela respirou fundo, afastando-se para que ele entrasse. A presença dele no apartamento parecia avassaladora. O cheiro familiar, a maneira como ele olhava ao redor, como se nada tivesse mudado. Mas havia mudado. Muito.
— O que você quer, Harry? — perguntou, tentando manter a voz firme.
— Eu... — Ele começou, hesitando. Passou a mão pelo cabelo molhado, buscando as palavras. — Eu não aguento mais, . Esses dois meses... — Ele parou, a voz tremendo. — Eu pensei que talvez eu pudesse seguir em frente, mas... você é tudo o que eu penso. Todos os dias, todas as noites. Eu sei que estraguei tudo.
permaneceu em silêncio, ouvindo cada palavra. Ele parecia quebrado, mas ela também estava. As feridas do término ainda eram recentes.
— Eu não posso mais fingir que estou bem sem você. Eu... eu quero tentar de novo. Quero consertar o que quebramos — disse ele, com a voz repleta de emoção.
— Harry, não foi só você que errou — murmurou , sua voz baixa e quase quebrada. — Eu também fiz coisas que nos afastaram. Nós dois falhamos.
Ele se aproximou, seus olhos fixos nos dela.
— Mas eu quero consertar isso. Quero nós dois de volta, . Quero nosso futuro, nossas risadas, nossas manhãs preguiçosas. Eu sinto sua falta em tudo, até nas brigas... porque com você, eu sou eu de verdade.
As lágrimas escorreram pelo rosto dela. O sentimento ainda estava ali, enterrado, mas pulsante.
— Harry... — começou, tentando lutar contra as emoções. — E se nos machucarmos de novo? E se não conseguirmos?
Ele balançou a cabeça, com tristeza e uma teimosia apaixonada.
— Eu não vou te perder de novo. Não desta vez. Eu sei que não vai ser fácil, mas nada nunca foi fácil para nós, certo? — Ele deu um meio sorriso, tentando fazê-la lembrar de todas as vezes que superaram dificuldades.
sentiu seu coração se apertar. Eles sempre tiveram uma conexão inegável, um elo que parecia sobreviver a tudo. E agora, vendo Harry ali, tão vulnerável e tão disposto a recomeçar, era impossível negar que o amor ainda existia.
Ela suspirou profundamente, limpando as lágrimas.
— Eu te amo, Harry... mas temos que fazer diferente desta vez.
Ele assentiu rapidamente, pegando as mãos dela.
— Nós faremos. Vamos passar por isso juntos. Por favor, me dá outra chance.
Com lágrimas nos olhos, ela se aproximou dele, sentindo o calor familiar de seus braços quando ele a envolveu em um abraço apertado. Eles ficaram assim por um longo tempo, como se o mundo lá fora não existisse mais. Apenas os dois, finalmente juntos de novo.

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Novembro de 2021.

Era uma tarde ensolarada quando decidiu que precisava encerrar seu relacionamento com Dylan. Eles estavam juntos há pouco mais de um ano, e tudo parecia estar se movendo em um ritmo acelerado — ou, pelo menos, era isso que ela diria a ele.
Sentados no sofá do apartamento que ela uma vez compartilhara com Harry, respirou fundo, sabendo que a conversa que viria a seguir seria uma das mais difíceis que já tivera. Dylan a olhava, seus olhos cheios de amor, mas também de uma preocupação que ele não conseguia esconder.
— Eu sinto que... — começou, sua voz trêmula, buscando as palavras certas. — Que as coisas entre nós estão indo rápido demais, Dylan. E... eu não sei se estou pronta para tudo isso.
Dylan franziu a testa, seu sorriso desaparecendo aos poucos.
— O que você quer dizer? Achei que estávamos bem, . Estamos construindo algo incrível juntos, não estamos?
Ela desviou o olhar, sentindo o peso de sua mentira. Claro que eles estavam bem. Claro que ela o amava. Mas havia algo mais, algo que ela não podia compartilhar. Algo que a fazia sentir como se estivesse presa entre o desejo de seguir em frente e a incapacidade de lidar com o que aquilo realmente significava.
— Eu... estou com medo de me machucar — ela finalmente disse, forçando-se a manter a voz firme. — Tenho medo de nos magoarmos se continuarmos tão rápido. Você não sente isso também?
Dylan balançou a cabeça lentamente, a confusão e a dor visíveis em seu rosto.
— Não, , eu não sinto. Nunca pensei que você sentiria isso. Achei que estávamos na mesma página. Por que você não me disse antes?
Ela mordeu o lábio, sentindo as lágrimas começarem a se formar, mas não podia ceder. Não agora. Havia um motivo maior, algo que ela não poderia revelar.
— Eu sinto muito... — sua voz era um sussurro. — Mas acho que é o melhor para nós dois. Se eu não estou pronta, não seria justo com você.
Dylan suspirou, passando as mãos pelos cabelos em frustração, lutando para encontrar as palavras certas.
, eu te amo. Eu faria qualquer coisa por você, e, se precisarmos ir devagar, eu vou esperar. Só... não termine assim. Nós podemos resolver isso, eu sei que podemos.
Ela queria acreditar nele. Queria que fosse tão simples. Mas não era. O verdadeiro motivo, aquele que ela não conseguia dizer, estava enraizado em algo muito mais profundo, algo que ela nunca poderia admitir a ele.
— Eu te amo também, Dylan... — ela começou, a voz embargada, antes de se levantar lentamente. — Mas isso é o que eu preciso agora. Me perdoa.
Ele ficou sentado ali, em silêncio, observando enquanto ela se afastava, sabendo que algo estava quebrado, mesmo que ela não quisesse admitir.

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Abril de 2022.

O sol queimava com intensidade sobre o deserto da Califórnia, onde o Coachella reunia milhares de pessoas em meio à música, arte e uma energia contagiante. estava ali com alguns amigos, o rosto iluminado por um sorriso despreocupado. Depois de meses focada em sua carreira e em si mesma, ela sentiu que aquela era uma pausa necessária, uma oportunidade de se reconectar com o que realmente gostava.
Caminhando entre os palcos, absorvendo o ambiente ao seu redor, não esperava que seus olhos encontrassem alguém familiar: Dylan. Ele estava a poucos metros, conversando com amigos, o mesmo sorriso caloroso que ela conhecia tão bem iluminando seu rosto. O coração de deu um salto. Fazia meses desde o rompimento e, desde então, ela evitava redes sociais, fotos ou qualquer coisa que pudesse trazê-lo de volta à sua mente. Mas ali estava ele, no meio da multidão, como se o destino tivesse planejado aquele reencontro.
Dylan também a viu. Seus olhos se arregalaram por um breve instante antes de suavizar em um sorriso que misturava surpresa e curiosidade. Ele foi o primeiro a se mover, caminhando em sua direção com passos hesitantes, enquanto tentava preparar o que diria. Cada passo dele trazia de volta memórias de um tempo que ela pensava ter deixado para trás.
! — Dylan a saudou com um tom caloroso. — Que surpresa ver você aqui.
Ela sorriu, um pouco nervosa, tentando esconder o turbilhão de emoções que a atingia.
— É, o mundo é pequeno, né? Como você está?
Dylan assentiu, os olhos fixos nela, como se tentasse decifrar seus pensamentos.
— Estou bem. E você? Como estão as coisas?
deu de ombros, mantendo uma voz casual.
— Estou bem também. Trabalhando bastante, tentando aproveitar um pouco de paz agora. E você?
— O mesmo, muito trabalho, mas é bom tirar um tempo, né?
Os primeiros minutos da conversa foram carregados de uma leve tensão, como se ambos estivessem testando o terreno. Aos poucos, porém, a naturalidade entre eles voltou, como se o tempo separados não tivesse apagado completamente o que compartilhavam.
Mais tarde, enquanto vagava pelos palcos, notou o nome de Harry Styles brilhando no enorme telão do palco principal. Seu coração deu outra guinada. Harry. Claro. Ele estava ali também. O encontro parecia quase cósmico. Fazia meses desde a última vez que conversaram, desde que ela fechou o capítulo com ele pela segunda vez. Agora, ele estava prestes a se apresentar, e ela não sabia se estava preparada para aquilo.
Dylan, que estava por perto, percebeu a mudança em sua expressão e tocou levemente o braço dela.
— Você está bem?
forçou um sorriso.
— Sim, está tudo bem. Só... muita coisa para assimilar hoje, acho.
Ele a olhou por um instante mais longo, como se quisesse dizer algo, mas decidiu se conter.
— Se você quiser conversar, sabe onde me encontrar.
Eles se despediram com uma promessa vaga de "nos vemos por aí", mas algo entre eles parecia ter mudado. O reencontro reabriu uma porta que pensava ter fechado para sempre.
Enquanto as luzes do palco maior se acendiam e o show de Harry começava, sentia que estava em um ponto de virada. O passado, que ela pensou ter deixado para trás, agora se misturava ao presente, criando um entrelaçamento de diferentes versões de sua vida que ela não sabia como desvendar.

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Maio de 2022.

estava sentada em uma pequena cafeteria em Los Angeles, brincando distraidamente com a xícara de café em suas mãos. A euforia do Coachella ainda pulsava dentro dela, mas algo mais profundo e familiar a inquietava. No último mês, Dylan havia reaparecido em sua vida de forma inesperada. O festival fora o ponto culminante de um reencontro, mas o que sentia agora parecia transcender aquele momento. Era como se o tempo separado nunca tivesse apagado o que existia entre eles.
A porta do café se abriu, e Dylan entrou. Seus olhos a encontraram imediatamente, e ele sorriu. Era aquele sorriso que conhecia tão bem, o mesmo que sempre conseguia atravessar suas defesas. Ele caminhou até ela, sentando-se à sua frente com um suspiro, como se estivesse reunindo coragem para o que diria a seguir.
— Sinto sua falta, . — Ele começou direto, sem rodeios. — Mais do que eu achei que fosse possível.
As palavras dele a atingiram como uma onda. sentiu um nó se formar em sua garganta. Ela sabia o que estava por vir, e isso a deixava nervosa.
— Dylan... — Ela começou, mas ele levantou a mão, pedindo silêncio.
— Por favor, me deixe falar. — Ele inclinou-se ligeiramente para frente, os olhos fixos nos dela. — Sei que muita coisa aconteceu entre nós, mas nesses últimos meses eu percebi uma coisa: por mais que tenha tentado seguir em frente, ninguém nunca chegou perto do que eu senti — do que eu sinto — por você. — Ele abaixou os olhos, buscando as palavras certas. — Não quero mais ficar longe. Quero tentar de novo. Quero nós dois de volta.
O coração de bateu mais rápido. As palavras dele a deixavam dividida. Parte dela queria ceder imediatamente, mas outra parte ainda estava protegida pelas cicatrizes do passado.
— Dylan, eu... — Ela começou hesitante, a voz falhando. — Eu também senti sua falta. Senti falta de nós dois... das conversas, das risadas. — Um pequeno sorriso escapou ao lembrar dos momentos bons. — Mas as coisas mudaram tanto.
Ele segurou suas mãos, o olhar intenso, mas gentil.
— Eu sei que mudou. — A voz dele era um sussurro carregado de sinceridade. — Não estou pedindo para voltar ao que éramos. Estou pedindo para tentarmos ser o que podemos ser agora, depois de tudo o que aprendemos. Sem pressão, sem expectativas... só nós dois, .
Ela segurou o olhar dele, sentindo a sinceridade em cada palavra. Havia algo em Dylan que a tocava profundamente, algo que nunca mudará, apesar de tudo.
— Podemos manter isso em segredo? — A pergunta saiu antes que ela pudesse pensar duas vezes. — Eu não quero mais aquela pressão, a opinião de todos sobre nós. Quero algo só nosso desta vez.
O sorriso dele foi instantâneo, aliviado.
— Claro, . Do jeito que você quiser. Só nós dois, sem ninguém para atrapalhar.
sorriu de volta, sentindo-se surpreendentemente leve.
— Então... sim. Vamos tentar de novo.
Dylan inclinou-se, segurando o rosto dela com delicadeza, e a beijou. Era um beijo cheio de promessas e esperança, o começo de algo novo, mas profundamente enraizado no que eles já tinham vivido.
A partir daquele momento, e Dylan decidiram que o relacionamento seria apenas deles. Mantiveram tudo reservado, longe das redes sociais e das aparições públicas. Apenas os amigos mais próximos sabiam. Desta vez, eles estavam prontos para recomeçar sob seus próprios termos, sem pressões, apenas entregues ao que sentiam um pelo outro.

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Junho de 2022.

O sol começava a se pôr, tingindo o céu de tons dourados e alaranjados, enquanto as ondas suaves do Pacífico lambiam a areia da praia de Malibu. e Dylan haviam passado o dia juntos, longe de tudo e de todos, saboreando a paz que apenas o oceano parecia trazer. Caminharam descalços pela areia, mãos entrelaçadas, rindo de lembranças antigas e compartilhando sonhos para o futuro.
Agora, estavam sentados em uma pequena área preparada por Dylan — uma manta macia estendida no chão, velas que tremulavam suavemente com a brisa marítima e uma garrafa de vinho aberta ao lado. A luz suave do entardecer parecia tornar ainda mais radiante, e Dylan não conseguia desviar os olhos dela. Ele sentia o coração batendo acelerado, cheio de nervosismo e esperança pelo que estava prestes a fazer.
estava encostada em seu peito, brincando com a areia entre os dedos, sentindo-se segura e tranquila, como se o mundo inteiro tivesse parado só para eles. Mas havia algo diferente em Dylan — uma inquietação sutil que ela notou, embora não tivesse questionado até ele finalmente respirar fundo e falar:
... tem algo que eu quero te perguntar. Algo em que eu venho pensando muito ultimamente.
levantou o olhar, ajeitando-se para encará-lo. Havia uma intensidade no olhar dele que fez o coração dela apertar.
— O que foi, Dylan? — Ela perguntou, com um pequeno sorriso nos lábios, tentando aliviar a tensão que sentia no ar.
Ele se afastou levemente, ajoelhando-se à frente dela. O gesto fez prender a respiração, enquanto observava cada movimento dele. Quando Dylan enfiou a mão no bolso e tirou uma pequena caixa azul, seus olhos se arregalaram. Seu coração disparou, e a respiração ficou presa na garganta.
Dylan abriu a caixinha, revelando um anel simples, mas deslumbrante, com uma pedra que refletia as cores do pôr do sol.
... — Ele começou, a voz trêmula de emoção, mas repleta de sinceridade. — Desde que você voltou para a minha vida, tudo pareceu se encaixar novamente. Eu percebi que nada no mundo poderia me deixar mais feliz do que ter você ao meu lado. E, nesses últimos meses, ficou claro para mim que não quero passar mais nenhum dia sem saber que você é minha parceira, para sempre.
Ele fez uma pausa, os olhos nunca deixando os dela, como se estivesse tentando transmitir tudo o que sentia. já sentia as lágrimas se formando, seu coração tão cheio que parecia prestes a transbordar.
— Eu sei que nossa história não é perfeita. Sei que enfrentamos desafios e momentos difíceis. Mas o que eu também sei, com toda a certeza que existe em mim, é que quero enfrentar tudo isso com você. Quero estar ao seu lado nos momentos bons e ruins. Quero que você seja a pessoa que eu amo, que eu protejo e que eu chamo de minha esposa. — A voz dele quebrou ligeiramente de emoção. — , você aceita casar comigo?
O mundo ao redor pareceu congelar para . Tudo se encaixava — o som do mar, o calor das palavras de Dylan, o brilho da pedra no anel, a sinceridade em seus olhos. Era como se a vida estivesse dando a eles uma segunda chance, e tudo naquele momento parecia certo.
Com os olhos marejados e um sorriso que irradiava felicidade, assentiu vigorosamente, mal conseguindo encontrar a voz:
— Sim, Dylan. É claro que sim! — Ela respondeu com a voz embargada, deixando escapar um pequeno riso entre lágrimas.
Dylan suspirou, visivelmente aliviado, e deslizou o anel em seu dedo com cuidado e carinho. Ele a puxou para um abraço apertado, como se quisesse protegê-la do mundo inteiro, e o segurou com a mesma intensidade.
Enquanto o som das ondas preenchia o silêncio, eles permaneceram ali, envoltos um no outro, deixando o momento se prolongar. Quando seus lábios finalmente se encontraram, o beijo foi cheio de promessas, amor e uma felicidade genuína.
Era o começo de uma nova jornada, uma vida juntos construída com amor, respeito e a certeza de que, desta vez, seria diferente. O céu dourado de Malibu parecia abençoá-los, testemunhando o início de algo ainda maior do que eles haviam imaginado.

Capítulo 8

Julho de 2022.

O novo apartamento de estava decorado com uma mistura acolhedora de simplicidade e estilo. As grandes janelas deixavam a luz natural entrar, e o cheiro de café fresco preenchia o ar. Ela estava animada, mas nervosa para compartilhar as grandes novidades com os meninos. Eles estavam sentados no sofá, rindo e trocando histórias dos últimos meses. os observava, sorrindo, sentindo o calor da amizade — algo que nunca havia mudado.
Liam foi o primeiro a perceber que ela parecia ter algo a dizer.
— Ok, , você está muito quieta. O que está rolando? — disse ele, arqueando uma sobrancelha com um sorriso curioso. — Parece que tem algo importante para contar.
— Eu... estou noiva!
O silêncio durou apenas alguns segundos, mas logo foi quebrado pelo grito surpreso de Niall.
— O QUE?! — Ele praticamente gritou, quase derrubando sua xícara de café. — Noiva? De verdade?
Liam parecia estar tentando processar as informações.
— Espera aí, noiva... tipo, vocês vão se casar mesmo? Quando? Como assim tão rápido?
respirou fundo e sorriu.
— Sim, de verdade. E o casamento vai ser em setembro.
Liam arregalou os olhos, ainda incrédulo.
— Setembro?! Isso vai acontecer muito rápido! Sério, eu pensei que você ia contar que tinha adotado um cachorro ou algo assim, não que fosse virar esposa!
Louis, sempre o mais engraçadinho, disse:
— Já sei! Tá grávida, não é? — Ele brincou, rindo e dando uma leve tapa no ombro de Zayn, que estava ao lado dele.
Niall gargalhou, balançando a cabeça.
— Claro! Só assim para explicar porque quer casar tão rápido!
Zayn, mais contido, deu um meio sorriso, mas não conseguiu resistir ao clima.
— É, tem que ter algo aí. Ninguém vai do Coachella pro altar em cinco meses, !
revirou os olhos, mas com um sorriso. Ela já esperava esse tipo de comentário.
— Vocês são idiotas! — disse, rindo. — Não, eu não estou grávida!
— Ah! — Louis interrompeu, fingindo um ar de decepção. — A gente já estava imaginando um mini-Dylan correndo por aí!
Todos riram mais alto, e Zayn cruzou os braços, inclinando-se para frente, com os olhos curiosos, mas um sorriso divertido.
— E você está pronta para isso? Quero dizer, depois de tudo o que passou... tem certeza de que é isso mesmo que você quer?
deu um suspiro, mas o sorriso em seu rosto só cresceu.
— Eu nunca tive tanta certeza de algo na minha vida, Zayn. O Dylan e eu estamos prontos. A gente se reconectou de um jeito que nunca imaginou, e tudo fez sentido. Não é por pressão, nem por obrigações. É tão... certo.
Liam deu uma tapinha nas costas de Louis e provocou.
— O que você acha, Louis? Parece que nossos planos de irmos todos ao Coachella de novo como um bando de solteiros foram destruídos...
— Ah, que inferno — Louis resmungou, rindo. — Mas ok, vou engolir meu orgulho e admitir que estou feliz por você. Sério, .
Niall, ainda surpreso, abraçou de lado.
— Então, setembro. Isso é daqui a pouco! Você já sabe o que vai vestir, onde vai ser, essas coisas?
riu da animação de Niall.
— Tenho algumas ideias, mas tudo está acontecendo tão rápido que ainda estamos resolvendo os detalhes. Vai ser algo mais íntimo, você sabe? Quero vocês lá, é claro.
Zayn sorriu de canto, balançando a cabeça.
— Você sabe que estamos com você em qualquer coisa, . No dia que você precisar, estaremos todos prontos. Mesmo que isso signifique ver o Louis de terno de novo.
Louis fingiu ofensa.
— Ei! Eu fico incrível de terno, Zayn. Vai por mim.
Todos riram, e sentiu seu coração aquecido. Por mais que sua vida tivesse mudado, essas amizades continuavam intactas. Eles estavam com ela em cada passo do caminho, e agora não seria diferente.

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Setembro de 2022.

A luz suave do entardecer filtrava-se pelas janelas do quarto de hotel, criando um ambiente acolhedor e íntimo. O clima estava tenso, mas também cheio de expectativa. estava sentada no sofá, mexendo nervosamente em suas mãos, enquanto Dylan a observava com um sorriso calmo, embora seus olhos revelassem a profundidade do que estavam prestes a vivenciar.
— Eu não consigo acreditar que estamos aqui, prestes a nos casar — disse, quebrando o silêncio. Sua voz estava um pouco trêmula.
Dylan se aproximou e sentou-se ao lado dela, pegando sua mão.
— Eu também. Parece que foi ontem que nos reencontramos no Coachella. Olha como tudo mudou desde então. — Ele sorriu, lembrando-se do momento em que tudo começou a se desenrolar novamente entre eles.
— Eu sei... — respondeu, pensativa. — Passamos por tantas coisas. Momentos bons e ruins. Às vezes, ainda parece surreal.
— Você é uma pessoa incrível, . E agora, em breve, você será O'Brien — Dylan enfatizou, sua voz cheia de carinho.
Ela riu levemente, mas logo ficou séria novamente.
— Às vezes, fico pensando se estou fazendo a escolha certa. É tudo tão rápido. Será que estou pronta para isso?
Dylan inclinou-se mais perto, olhando nos olhos dela.
— Olha, eu entendo suas inseguranças. Mas, por tudo que vivemos, eu quero que saiba que estou aqui para te apoiar. Nós dois sabemos que o amor é complicado. Mas também é lindo. O que temos é especial, e eu quero passar minha vida ao seu lado.
sentiu um nó na garganta, tocando o rosto de Dylan com ternura.
— Eu amo você, Dylan. E eu sei que isso é real. Mas... você não acha que temos que ser cuidadosos? O que aconteceu no passado, tudo que enfrentamos antes, ainda pesa um pouco.
Dylan assentiu, reconhecendo a verdade nas palavras dela.
— Com certeza. Ninguém pode esquecer o que aconteceu. Mas cada um desses momentos nos trouxe até aqui. Eu quero ser seu apoio, seu parceiro, e construir algo novo, juntos. Vamos aprender e crescer, um passo de cada vez.
— Você tem razão. E eu quero isso. Quero essa vida ao seu lado — respondeu, a voz firme, embora cheia de emoção.
— Então vamos fazer isso. Vou te fazer feliz, prometo. E vamos lembrar que, independentemente do que acontecer, estamos juntos nessa.
sorriu, finalmente sentindo um pouco de alívio em seu coração.
— Eu realmente espero que você cumpra essa promessa, O'Brien.
Ele sorriu de volta, segurando suas mãos com força.
— Eu vou. E amanhã, quando estivermos na frente de todos, quero que você saiba que estarei com você, de coração e alma.
respirou fundo, sentindo o amor e a determinação entre eles.
— Estou pronta para isso, Dylan. Para ser O'Brien. Vamos enfrentar o que vier juntos.
Dylan a puxou para perto, envolvendo-a em um abraço apertado. Ali, no silêncio confortável, eles sabiam que, independentemente das incertezas, estavam prontos para dar o próximo passo.

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O clima estava leve e divertido no quarto do hotel onde , Dylan, Liam, Louis e Niall se reuniram para a noite antes do casamento. O ambiente estava cheio de risadas e lembranças, enquanto eles se preparavam para um dia tão importante.
— Eu não consigo acreditar que amanhã é o grande dia! — exclamou, mal conseguindo conter a empolgação.
— E que você vai se tornar a Sra. O’Brien! — Niall brincou, fazendo uma expressão exagerada. — Isso é como... o fim de uma era.
— É o começo de outra, seu drama queen — Louis rebateu, revirando os olhos. — Mas, sim, vou sentir falta de roubar suas batatas fritas sem Dylan me ameaçando.
Dylan fingiu ofensa, jogando uma almofada nele.
— Primeiro, eu nunca ameacei ninguém. Segundo, você roubava batatas fritas da , não minhas.
— Detalhes — Louis respondeu, arrancando risadas do grupo. — Finalmente, Dylan vai ter que aprender a cozinhar!
— Ei! — Dylan protestou com um sorriso. — Eu sou um ótimo cozinheiro!
— Desde quando fazer miojo conta? — Louis alfinetou, fazendo todos rirem.
Justo nesse momento, Zayn entrou pela porta, com um sorriso largo e uma garrafa de champanhe na mão.
— Olá, pessoal! O que eu perdi? — ele perguntou, olhando para todos com um ar de curiosidade.
— Nada demais, só uma discussão acalorada sobre as habilidades culinárias do Dylan — respondeu, piscando para Zayn.
— Ah, então tudo está normal. Não poderia ser diferente! — Zayn riu, jogando a garrafa de champanhe para Dylan. — Você vai precisar disso amanhã, meu amigo.
Dylan pegou a garrafa com destreza.
— Com certeza! A única coisa que vou cozinhar amanhã é o meu nervosismo.
— Fica tranquilo, cara! Ninguém vai reparar se você queimar o jantar de núpcias — Liam brincou, dando um tapinha nas costas de Dylan.
— Isso não é uma boa ideia — interveio, rindo. — A última coisa que queremos é que ele se atrapalhe com um fogão. Não quero ser a noiva que teve que pedir comida para o casamento!
Zayn olhou para , seus olhos brilhando de carinho.
— Olha só, a verdadeira razão pela qual estamos todos aqui — ele disse, gesticulando para ela. — Você é o elo que mantém essa loucura unida.
— Verdade! Sem você, , seríamos apenas um bando de caras perdidos — Niall concordou, fazendo uma expressão dramática. — O que seria de nós sem suas dicas de moda e sua habilidade de manter nossos egos em cheque?
riu, apreciando o carinho dos amigos.
— Ah, eu só estou aqui para garantir que vocês não saiam por aí parecendo desastrados! — ela brincou, piscando.
— E por isso nós te amamos! — Louis declarou, levantando um brinde. — A , a verdadeira heroína dessa história!
Todos levantaram suas taças de champanhe em um brinde.
— À ! — eles gritaram em uníssono, fazendo-a corar.
— E ao Dylan, que se junta a nós no rolê de loucuras! — Zayn acrescentou, fazendo todos rirem novamente.
— Que comece a festa! — anunciou, enquanto eles brindavam e começaram a falar sobre os bons momentos que passaram juntos, repletos de risadas e histórias que pareciam nunca ter fim.
Naquela noite, entre risadas e lembranças, ficou claro que, apesar dos caminhos diferentes que cada um havia tomado, a amizade e o carinho que compartilhavam eram inquebráveis. era, sem dúvida, o elo que os mantinha juntos.

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Harry sentou na beira da cama, encarando o celular com os dedos inquietos. O silêncio do quarto só fazia amplificar o barulho em sua mente. O que deveria ser uma manhã comum havia se tornado um turbilhão de emoções e decisões. Após uma longa conversa com Olivia, ele finalmente havia feito o que vinha adiando há meses: terminou o relacionamento. Mas, ao invés de alívio, sentia um vazio que só tinha um nome.
.
O casamento dela seria às cinco da tarde, e ele tinha pouco tempo para tomar uma decisão. Ele sabia que não poderia deixar isso passar. Enquanto o tempo corria, Harry sentia que estava perdendo algo que nunca deveria ter deixado ir.
Respirando fundo, ele desbloqueou o celular e ligou para Liam.
– Cara – começou, a voz trêmula –, terminei com Olivia. Vou procurar a . Eu sei que é loucura, mas preciso tentar... antes que seja tarde demais.
Do outro lado da linha, Liam demorou um segundo para responder, mas quando o fez, sua voz estava cheia de apoio.
É isso aí, Harry! Vai atrás dela e diz o que sente. Você nunca vai se perdoar se não fizer isso.
Harry hesitou, passando a mão pelos cabelos bagunçados.
– Vou tentar... mas acho que ela me odeia, Liam.
Liam franziu a testa, mesmo que Harry não pudesse ver.
Odeia? O que você fez pra ela te odiar tanto?
A pergunta pairou no ar, pesada como chumbo. Harry ficou imóvel, os dedos apertando o celular com força. O passado entre ele e era uma ferida que nunca cicatrizou completamente, e reviver tudo aquilo era a última coisa que queria fazer agora.
Ele finalmente respondeu, com a voz baixa:
– Não importa agora... só preciso falar com ela.
Liam, percebendo a resistência, suspirou, mas não insistiu.
Ok. Mas escuta, Hazz. Seja sincero com ela. Totalmente. É a única forma de você ter uma chance de verdade.
Harry assentiu, mesmo que Liam não pudesse vê-lo.
– Obrigado, Liam.
Depois de desligar, Harry ficou parado por alguns segundos, olhando para o chão. A imagem de – o sorriso dela, o jeito que ela jogava o cabelo cacheado para trás, a risada que iluminava qualquer ambiente – dominava sua mente.
Olhou para o relógio. Ainda tinha algumas horas antes do casamento. Era tempo suficiente para uma última tentativa.
Levantou-se, pegou a jaqueta e respirou fundo, como se estivesse prestes a entrar em um palco. Na verdade, estava prestes a enfrentar um público muito mais intimidante: o coração de , e todas as barreiras que ele sabia que ela havia construído contra ele.
Essa seria sua última chance. E ele sabia que, se não tentasse agora, passaria o resto da vida se perguntando "e se".

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Novembro de 2021.

empurrou a porta do apartamento em Los Angeles, hesitando por um instante antes de entrar. O lugar ainda tinha o mesmo cheiro de lavanda e madeira, um lembrete cruel de momentos que ela queria, mas não conseguia, esquecer. Cada detalhe parecia carregar memórias – o sofá onde eles assistiam filmes tarde da noite, o balcão da cozinha onde ele preparava café enquanto cantava distraído. Agora, todas aquelas lembranças vinham acompanhadas de uma dor que ela não sabia se estava pronta para encarar.
Harry estava na sala, sentado no sofá, as mãos entrelaçadas, parecendo tão desconfortável quanto ela. Seus olhos levantaram assim que a porta se fechou atrás dela, e ele forçou um sorriso tímido.
— Oi, . – A voz dele era suave, mas havia um peso nas palavras.
tentou manter a compostura, mas a tensão no ar era quase tangível. Ela deu alguns passos para dentro, mantendo uma distância segura.
— Oi, Harry. – Sua voz era calma, mas seu coração disparava. – Acho que precisamos decidir o que fazer com o apartamento.
Harry assentiu, levantando-se lentamente. Ele enfiou as mãos nos bolsos, seu gesto característico quando estava nervoso.
— Sim, acho que sim. – Ele fez uma pausa, olhando ao redor. – Mas... isso não é fácil. Esse lugar tem tanta história nossa.
desviou o olhar, tentando ignorar a pontada de nostalgia. Ela cruzou os braços, como se estivesse se protegendo das palavras que sabia que viriam.
— Eu acho que o melhor seria vender. Não faz sentido continuar com ele... não para mim. – Ela tentou manter a firmeza na voz.
Harry abaixou a cabeça, respirando fundo antes de encará-la novamente. Seus olhos estavam cheios de emoção, mas ele lutava para manter o tom neutro.
— Eu não quero vender. – A resposta saiu mais firme do que ele pretendia. – Esse lugar... é como se fosse uma parte de nós. Eu acho que você deveria ficar com ele.
piscou, surpresa pela sugestão.
— Eu? – Ela franziu a testa, confusa. – Harry, por que eu ficaria com esse apartamento? Nós não estamos mais juntos. Você está com a Olivia, e eu...
— Com o Dylan. – Ele completou, interrompendo-a. – Eu sei. – Ele deu um passo à frente, sua voz se tornando mais suave. – Mas e se... nós não tivéssemos seguido em frente? E se ainda houvesse algo entre nós?
O ar parecia sair do ambiente, deixando apenas o silêncio pesado entre eles. sentiu as palavras dele baterem diretamente em seu peito. Ela cruzou os braços com mais força, tentando manter a racionalidade.
— Harry, isso não é justo. Nós tomamos nossas decisões. Não podemos voltar no tempo.
Ele riu sem humor, balançando a cabeça.
— Eu sei. Mas, , e se ainda for você? E se tudo isso... – Ele fez um gesto amplo, apontando para o apartamento. – E se ainda significar algo para nós?
Ela sentiu os olhos se encherem de lágrimas, mas não podia ceder. Não agora.
— Não faz sentido, Harry. Você está com ela, e eu... estou com ele. Nós fizemos nossas escolhas. – Ela repetiu, mas sua voz já não soava tão firme.
Harry deu mais um passo, aproximando-se, e sua voz abaixou para quase um sussurro.
— Eu sempre te amei, . Nada disso mudou. – Ele pausou, procurando os olhos dela. – E se você disser que sente o mesmo, eu... eu termino com a Olivia hoje.
engoliu em seco. As palavras dele eram tudo o que ela havia desejado ouvir, mas o medo e a culpa a seguravam. Ela olhou para ele, os olhos cheios de lágrimas.
— Eu ainda te amo, Harry. Sempre amei.
Os dois ficaram em silêncio, absorvendo a confissão. Harry deu mais um passo, e agora estavam tão próximos que ela podia sentir sua respiração. Ele tocou levemente a mão dela, como se pedisse permissão para quebrar as barreiras que ainda restavam.
— Então, por favor... não vamos deixar isso acabar aqui. – Ele sussurrou. – Eu vou terminar com a Olivia. Não faz mais sentido continuar com ela quando tudo o que eu quero é você.
, pela primeira vez em muito tempo, deixou seu coração falar mais alto.
— Eu vou terminar com o Dylan. – Sua voz era suave, mas determinada.
Os dois se encararam por um momento que parecia infinito, ambos sentindo o peso e a promessa da decisão. No meio das memórias do apartamento, entre o passado e o futuro, escolheram dar outra chance ao que nunca realmente havia acabado.

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O vento frio cortava a cidade, mas mal sentia a temperatura. Seu peito estava acelerado, a expectativa pesando em cada passo enquanto entrava no pequeno café onde Harry havia marcado o encontro. Ela passou os olhos pelo ambiente e o encontrou sentado em uma mesa no canto, as mãos entrelaçadas sobre a mesa, os ombros tensos.
Ele levantou o olhar quando ela se aproximou, e algo na expressão dele fez o estômago de afundar.
— Oi — ela disse, tentando manter a voz firme enquanto se sentava à sua frente.
Harry hesitou por um momento, os olhos evitando os dela. O café ao redor parecia distante, abafado pelo silêncio pesado entre eles. esperava que ele sorrisse, que dissesse que sentiu falta dela, que falasse sobre o que fariam agora que estavam juntos novamente. Mas ele não fez nada disso.
— Eu mudei de ideia. Não vou terminar com a Olivia.
O tempo pareceu desacelerar. piscou, o coração parando por um segundo antes de recomeçar a bater forte, agora de um jeito diferente.
— O quê? — a pergunta saiu em um sussurro.
Harry suspirou, passando a mão pelo cabelo, um gesto que ela conhecia bem. Um gesto que, naquele momento, significava que ele sabia que estava machucando ela.
— Eu achei que queria isso... Mas não posso simplesmente abandonar tudo com a Olivia.
As palavras acertaram como um soco. O café quente em sua frente esfriou num instante. O queixo dela enrijeceu, os dedos apertaram o tecido da calça, mas sua voz saiu mais fria do que queria.
— Então por que me pediu para voltar?
Harry não respondeu de imediato. Ele olhou para o lado, como se buscasse uma resposta que amenizasse a situação. Mas não havia nada que pudesse mudar o que ele tinha acabado de dizer.
— Eu... Eu achei que fosse diferente. Mas agora que as coisas se acalmaram, percebi que não posso fazer isso com ela.
sentiu o estômago revirar. Uma risada incrédula escapou, sem humor algum.
— Você não pode fazer isso com ela. Mas pode fazer comigo?
Harry fechou os olhos por um instante, como se doesse ouvi-la dizer aquilo.
— Me desculpa, .
Ela encarou ele por alguns segundos, esperando que ele dissesse mais alguma coisa, que tentasse consertar o que tinha acabado de quebrar. Mas tudo que encontrou foi silêncio.
respirou fundo, sentindo uma onda de frustração, raiva e decepção se misturar em seu peito.
— Eu terminei com o Dylan por você.
A confissão saiu sem filtro, carregada de dor e indignação. Harry ergueu o olhar, parecendo engolir em seco, mas não disse nada.
— Eu joguei fora um relacionamento inteiro porque você disse que queria voltar. E agora, simplesmente mudou de ideia?
Ele desviou o olhar, incapaz de encará-la.
— Eu não queria que fosse assim...
riu, balançando a cabeça.
— Mas foi. Quer saber? Esquece — Ela pegou a bolsa e se levantou, o orgulho impedindo que ele a visse desmoronar ali.
Harry abriu a boca para falar algo, mas ela já estava indo embora. Quando saiu do café e o ar gelado atingiu seu rosto, percebeu que não era só o frio que fazia seu corpo tremer.
Enquanto caminhava pelas ruas, um aperto no coração a lembrava do quanto havia se machucado por amor. Agora, estava mais determinada do que nunca a seguir em frente, mesmo que isso significasse deixar para trás alguém que um dia foi tudo para ela.

✎ ♪ ♡ ♪ ✎

Setembro de 2022.

olhava para o espelho no quarto do hotel, ajustando o véu enquanto o vestido branco pendurado ao lado parecia mais uma sentença do que uma promessa. Seus pensamentos estavam tão distantes que as palavras de Dayse, sua melhor amiga e dama de honra, eram apenas um murmúrio ao fundo.
? Está tudo bem? – perguntou Dayse, preocupada ao notar o olhar perdido da amiga.
hesitou antes de responder, mas foi salva pela batida na porta. Ela olhou para Dayse, confusa, enquanto a amiga ia atender. Segundos depois, a expressão de choque de Dayse deixou claro que algo inesperado estava prestes a acontecer.
– Harry? – disse Dayse, incrédula. – O que você está fazendo aqui?
O nome fez congelar. Seu coração disparou enquanto ela se virava para encarar a porta. Harry estava ali, nervoso, mas determinado. Ele passou a mão pelo cabelo, um gesto que ela conhecia bem, antes de falar.
– Eu preciso falar com ela. – A voz dele era baixa, quase suplicante. – Por favor, Dayse, só alguns minutos.
Dayse olhou para , buscando orientação. fechou os olhos por um momento, respirou fundo e assentiu lentamente. Não queria, mas sabia que precisava enfrentar aquilo.
Assim que Dayse saiu, o silêncio no quarto ficou pesado. Harry deu um passo para dentro, mas permaneceu imóvel, os braços cruzados em uma barreira invisível.
– O que você quer, Harry? – A voz dela era firme, mas cheia de emoção reprimida.
Harry hesitou, tentando organizar os pensamentos. Finalmente, ele falou.
– Eu não podia deixar você casar sem... sem te dizer o que sinto. – Ele respirou fundo. – Eu te amo, . Sempre amei.
soltou uma risada amarga, balançando a cabeça.
– Você tem coragem de vir aqui, no dia do meu casamento, para dizer isso? Depois de tudo o que você fez?
Harry engoliu seco, a vergonha evidente.
– Eu sei que errei. Sei que te magoei. Mas eu... – Ele parou, procurando as palavras certas. – Eu estava perdido, com medo. Não soube lidar com o que sentia, e acabei te machucando.
Os olhos de brilharam de raiva e dor.
– Com medo? Você mentiu para mim, Harry! Me fez acreditar que ficaríamos juntos, que era eu quem você queria – Sua voz falhou, e ela não conseguiu finalizar.
Harry deu mais um passo, mas a intensidade no olhar dela o fez parar.
– Não foi assim. Eu estava confuso, mas nunca parei de te amar. Eu só... – Ele suspirou, derrotado. – Eu fui um covarde.
fechou os olhos, lutando contra as lágrimas.
– Eu larguei o Dylan por você. Por causa das suas promessas. E você me deixou sozinha, quebrada, enquanto continuava sua vida com ela. – A voz dela tremia, carregada de emoção.
Harry parecia incapaz de responder, mas finalmente sussurrou:
– Eu sinto muito. Mais do que consigo dizer. Eu estava errado, e nada vai apagar isso. Mas eu precisava estar aqui hoje. Não podia te perder sem lutar.
O silêncio entre eles era cortante. sentiu uma lágrima escorrer, mas rapidamente a enxugou.
– Você não podia esperar até amanhã? Deixar eu ter ao menos o meu dia?
Harry balançou a cabeça, a urgência em sua voz evidente.
– Eu não podia. Porque eu te amo, . E se você ainda sentir algo por mim, quero consertar as coisas. Quero ser o homem que você merece.
olhou para ele, o coração em pedaços. Ela o amava, mas o medo e a dor eram grandes demais para ignorar.
Harry deu mais um passo, agora perto o suficiente para segurar as mãos dela.
– Eu sei que estou pedindo muito. Mas só me dá uma chance. Não se case hoje. Me deixa provar que eu mudei.
– Harry... – ela começou, virando-se para encará-lo. – Não é justo. Não é justo comigo, com o Dylan, e nem mesmo com você. Eu passei o último ano tentando reconstruir a minha vida depois de tudo o que aconteceu. Eu finalmente achei que estava pronta para seguir em frente.
o encarou, lágrimas escorrendo livremente agora. O dilema era insuportável. Ela queria gritar, fugir, desaparecer. Mas o relógio estava correndo, e ela sabia que o momento de decidir estava chegando.
Ele assentiu, mas havia um brilho de desespero em seus olhos.
– Eu entendo, . Mas não é justo também com a gente. Não é justo com o que a gente teve. Você pode mesmo dizer que não sente nada por mim? Que pode me esquecer tão facilmente?
– Eu nunca te esqueci, Harry. Mas amar você... é complicado. Você me destruiu quando decidiu ficar com a Olivia. Você me deixou sozinha, enquanto eu ainda acreditava em nós. Eu tive que me levantar dos pedaços que você deixou para trás.
– E eu me odeio por isso, – Harry interrompeu, a voz embargada. – Mas eu estou aqui, . Estou aqui porque não consigo aceitar que acabou. Não consigo aceitar que você esteja prestes a começar outra vida, sabendo que ainda ama alguém que não é o Dylan.
puxou as mãos, desviando o olhar.
– Eu não sei o que fazer. – Ela se virou para o espelho, encarando seu reflexo. – Tudo isso deveria ser simples. Eu deveria me casar com o Dylan. Ele é bom, ele me ama, ele nunca me machucou...
Harry a interrompeu, a voz firme.
– Mas ele não é eu. E você sabe disso.
Finalmente, com a voz quase inaudível, ela murmurou:
– Sai daqui, Harry. Eu preciso de tempo... para pensar.
Harry hesitou, mas acatou, andando lentamente até a porta. Antes de sair, virou-se para ela.
– Eu te amo, . Seja qual for sua decisão, nunca se esqueça disso.
A porta se fechou, e desabou na cadeira, as lágrimas finalmente tomando conta. O vestido ao lado dela parecia mais pesado do que nunca, e ela sabia que, naquele momento, seu destino estava em suas mãos.

Capítulo 9

Setembro de 2022.

O vestido branco que usava era impecável, um reflexo da perfeição que todos esperavam daquele dia. Mas, por dentro, sua mente estava a quilômetros de distância. Mesmo diante do espelho, observando a imagem quase irreal que refletia, sua mente vagava pela conversa que tivera com Harry. As palavras dele ainda ecoavam em sua mente, mas, agora, algo dentro dela finalmente parecia se estabilizar.
Ela havia escolhido Dylan.
Ele sempre esteve ao seu lado, a rocha em quem podia confiar. Mais do que isso, ela o amava. O sentimento por Harry ainda existia, mas Dylan a fazia sentir algo que Harry nunca conseguiu: completa, segura, e isso era tudo o que importava.
A porta do quarto se abriu, e Dayse entrou com um sorriso brilhante. Seu olhar era de puro orgulho enquanto ajeitava o véu de com um toque cuidadoso.
— Você está deslumbrante, . — A voz de Dayse estava cheia de emoção. — Ele vai chorar quando te ver, sem dúvida!
soltou uma risada nervosa, balançando a cabeça.
— Espero que ele não chore muito... senão você vai acabar desmoronando junto.
— Eu? — Dayse colocou uma mão no peito, fingindo indignação. — Ah, eu sou a fortaleza aqui!
Ela deu um passo para trás, examinando de cima a baixo antes de se abaixar para ajustar a barra do vestido.
— Vai ser o dia mais incrível da sua vida, confia em mim. E o Dylan... — um sorriso travesso surgiu em seus lábios. — Ele tá lá, esperando por você, mais nervoso do que eu já vi alguém na vida.
respirou fundo, tentando conter o tremor em suas mãos enquanto alisava o tecido do vestido.
— Fiz a escolha certa, não fiz? — perguntou, com uma leve hesitação na voz.
Dayse levantou-se e pegou as mãos de , apertando-as com firmeza.
— Sem dúvida, . Dylan é incrível, e ele vai te fazer a mulher mais feliz do mundo. Vocês têm algo especial, sabe? Dá pra ver no jeito que vocês se olham.
assentiu, sentindo-se confortada pelas palavras da amiga. Ela olhou novamente para o espelho, buscando a confiança que sabia que estava lá.

✎ ♪ ♡ ♪ ✎

O clima era de pura expectativa. Os bancos estavam lotados de amigos e familiares, e um burburinho suave preenchia o ar enquanto todos aguardavam ansiosamente. Próximo ao altar, Niall, Liam, Louis e Zayn trocavam olhares cúmplices e sorrisos animados.
— Ela vai ser a noiva mais linda que já vimos — disse Niall, com os olhos brilhando de entusiasmo.
Liam sorriu, sempre ponderado.
— Dylan vai desmoronar assim que vê-la entrar. Aposto todas as minhas fichas!
Louis, o eterno brincalhão, deu um leve empurrão no ombro de Liam.
— E se ele não chorar, eu faço ele chorar de qualquer maneira! Não perco uma oportunidade dessas.
Zayn, com seu jeito calmo e observador, manteve um sorriso discreto enquanto olhava para os amigos.
— Só garantam que estejam filmando. Esse momento vai ser ouro para Dylan assistir mais tarde.
Quando as portas da igreja se abriram ao som da marcha nupcial, todos se viraram ao mesmo tempo. Um suspiro coletivo encheu o ar quando apareceu na entrada, impecável em seu vestido branco.
No altar, Dylan parecia atordoado. Seus olhos brilhavam, e ele lutava para controlar a respiração. Os amigos trocaram olhares, sabendo que estavam presenciando um momento único.
— Sabia que ele ia chorar! — murmurou Niall, cutucando Louis com um sorriso vitorioso.
— Tá, você ganhou essa — Louis respondeu com um meio sorriso, fingindo derrota.
Quando finalmente chegou ao altar, Dylan segurou suas mãos com tanto cuidado que parecia temer que ela fosse desmoronar.
— Você está linda... — disse ele, com a voz trêmula. — Eu sou o homem mais sortudo do mundo.
sorriu, sentindo as lágrimas ameaçarem cair. Mas essas eram lágrimas de felicidade, pura e simples.
— E eu sou a mulher mais sortuda do mundo, Dylan. Obrigada por sempre acreditar em nós.
O celebrante começou a cerimônia, mas, para , o mundo parecia ter parado. Tudo o que ela via era Dylan. Tudo o que ela sentia era amor.
Quando chegou a hora dos votos, Dylan segurou as mãos dela com firmeza, seus olhos transbordando de emoção.
— começou ele, a voz embargada. — Desde o momento em que te conheci, soube que queria passar o resto da minha vida com você. Você é minha melhor amiga, minha parceira, e a mulher que mais admiro. Prometo te amar, te respeitar e te apoiar em todos os momentos. E juro que nunca, nunca vou te deixar para trás.
As lágrimas escorriam livremente pelo rosto de , e ela sorriu, iluminando o momento.
— Dylan — respondeu, sua voz suave, mas carregada de emoção. — Eu te escolho hoje e sempre. Prometo ser sua companheira, sua amiga, e te amar com todo o meu coração. Obrigada por ser a pessoa que sempre esteve ao meu lado. Eu te amo mais do que qualquer palavra pode expressar.
O celebrante, com um brilho nos olhos, declarou:
— Pode beijar a noiva.
Dylan a puxou com delicadeza, e o beijo foi terno, apaixonado, cheio de promessas para o futuro. O mundo ao redor deles desapareceu, deixando apenas os dois, imersos em sua felicidade.
Os aplausos encheram a igreja, e sentiu uma onda de amor e apoio dos presentes. Quando o beijo terminou, Dylan olhou nos olhos dela, um sorriso largo e radiante no rosto.
— Eu não acredito que estamos aqui... É real, não é? — ele murmurou, quase sem fôlego.
— É mais do que real. — riu, sentindo as lágrimas de felicidade se misturarem ao riso. — É o nosso sonho se tornando realidade.
E, naquele momento, ela soube que tinha feito a escolha certa.

✎ ♪ ♡ ♪ ✎

Na recepção, Niall, Liam, Louis e Zayn se aproximaram dos recém-casados, todos com sorrisos largos e olhares cheios de orgulho, prontos para comemorar. — Vocês foram incríveis! — exclamou Niall, levantando uma taça de champanhe. — Um brinde ao casal mais maravilhoso do mundo!
Louis fez uma pose dramática, como se estivesse atuando em um filme. — E que o amor de vocês seja tão épico quanto as melhores histórias que conhecemos!
Dylan olhou para , e ela pôde ver a felicidade estampada nos olhos dele. — Temos um bom elenco, não é? — ele comentou, piscando para os amigos.
Zayn deu um leve empurrão no ombro de Dylan, rindo. — Só não se esqueça de que a primeira dança é só o começo. Temos uma noite inteira de festa pela frente!
Enquanto a celebração ganhava ritmo, e Dylan começaram sua primeira dança como marido e mulher. Com a música suave ao fundo, ele a puxou para mais perto, sussurrando: — Você é tudo o que eu sempre sonhei, . Nunca vou parar de lutar por nós.
sorriu, sentindo o coração aquecer com as palavras dele. — E eu nunca vou deixar você para trás. Estamos juntos nessa, sempre.
De longe, os amigos observavam a cena com olhares cúmplices. Zayn não conseguiu conter uma piada. — Olhem para eles! Se isso não é um filme de conto de fadas, eu não sei o que é. — Seu sorriso de canto fez todos rirem.
Niall assentiu, admirando o casal. — Se eu fosse eles, também iria querer congelar esse momento. É tudo tão perfeito!
Louis, como sempre, quebrou o tom romântico com uma careta exagerada. — Sim, sim, mas quem vai fazer o discurso para dar aquela pitada de caos? — perguntou, piscando.
Liam riu, levantando a mão. — Deixa comigo. Vou fazer todo mundo chorar e depois contar como eu e o Niall demos uma surra no Dylan no último jogo de futebol.
— Ei! — Niall exclamou, ofendido, levantando as mãos. — O que acontece no campo de futebol fica no campo de futebol!
Zayn se inclinou para entrar na brincadeira. — Acho que devíamos fazer uma competição: o melhor discurso ganha um prêmio!
Os amigos começaram a debater suas ideias, rindo e planejando como tornar a noite ainda mais animada.
Logo, Dylan foi arrastado para um canto da pista pelos amigos, que o cercaram com sorrisos travessos. — Ok, antes de qualquer coisa, parabéns, cara — começou Louis, dando um leve soco no braço de Dylan. — Mas agora vem a prova de fogo.
— Prova de fogo? — Dylan riu, arqueando as sobrancelhas. — Achei que casar já fosse o grande teste!
— Não, não, não! — Niall sacudiu a cabeça, divertido. — Agora você precisa provar que ainda sabe dançar depois de virar um homem casado.
Zayn cruzou os braços, com um sorriso desafiador. — Eles só querem ver se você vai se envergonhar.
Liam riu, completando: — Mas sem pressão, tá? Só lembre que vai te zoar se você errar.
Dylan balançou a cabeça, rindo, enquanto olhava para o grupo. — Tudo bem, caras. Vocês acham que casar me tirou o ritmo? Vou provar que ainda sei como me divertir!
E assim, como se tivessem ensaiado, os cinco começaram uma dança improvisada, misturando passos desajeitados com movimentos exagerados. Louis liderava a “coreografia” com poses dramáticas, Niall tentava acompanhar enquanto ria tanto que mal conseguia se mexer, e Zayn e Liam mantinham um ritmo mais discreto, mas igualmente engraçado.
Dylan estava no centro de tudo, rindo até perder o fôlego enquanto seus amigos faziam de tudo para garantir que ele aproveitasse cada segundo daquele dia.
— Aí está! — Zayn disse, ofegante após alguns minutos. — Se você pode sobreviver a isso, o casamento vai ser moleza.
— Sobrevivi a vocês! — Dylan respondeu, limpando as lágrimas de riso do rosto.
Louis deu um passo à frente, piscando. — Bem, depois dessa exibição de talento, só posso dizer uma coisa: definitivamente fez a escolha certa.
Todos riram, e Dylan sentiu o coração se aquecer. Sabia que aqueles amigos eram muito mais do que apenas companheiros de momentos descontraídos — eram uma verdadeira família.
Enquanto a festa prosseguia, teve a chance de dançar individualmente com cada um dos meninos. O primeiro foi Zayn. Ele a conduziu até o centro da pista, onde a música mais suave preenchia o ambiente.
— Você está incrível — disse ele, em um tom baixo, mas cheio de sinceridade. Seus olhos, normalmente tão reservados, estavam repletos de admiração. — E eu só queria te dizer que... estou muito feliz por você. Sei que essa caminhada foi longa, mas você merece isso.
parou por um instante, surpresa e tocada pelas palavras. Zayn, mesmo sendo o mais discreto do grupo, sempre sabia o momento certo de se abrir. — Obrigada, Zayn. — Sua voz quase falhou, mas ela manteve o tom firme. — Eu também estou feliz por estar aqui... com você e todos os outros. Não sei o que seria de mim sem vocês.
Zayn deu aquele sorriso de canto que era tão característico dele, balançando levemente a cabeça. — Ah, você seria incrível de qualquer jeito. Mas fico feliz por ter podido fazer parte disso. — Ele apertou levemente a mão dela. — Eu estarei sempre aqui, . Você sabe disso.
sorriu, sentindo uma onda de gratidão enquanto ele a girava suavemente na pista.
Logo em seguida, foi a vez de Liam. Antes de começarem a dançar, ele a puxou para um abraço apertado, transmitindo todo o carinho que sentia. — Você sabe... nós todos ficamos preocupados por um tempo. Sobre tudo que você tinha passado com Harry... mas ver você e Dylan agora? Isso faz sentido. Você merece essa felicidade.
As palavras de Liam, sempre ponderadas e cheias de empatia, tocaram profundamente. Ela sentiu as lágrimas ameaçarem cair, mas respirou fundo, mantendo a compostura. — Obrigada, Liam. Vocês sempre me apoiaram... e eu não posso dizer o quanto isso significa pra mim.
Ele sorriu, dando um leve aperto em sua mão antes de girá-la com leveza.
Niall foi o próximo a puxá-la para a pista, com seu jeito descontraído que sempre iluminava qualquer ambiente. Ele segurou sua mão, começando a dançar com um sorriso travesso no rosto. — Eu só queria te dizer uma coisa. — Ele fez uma pausa dramática. — Esse casamento? Vai ser lembrado como o mais épico que já vi.
soltou uma risada, já esperando a leveza que Niall trazia para qualquer situação. — Isso é porque eu estou casando ou porque você está animado com a festa? — ela provocou, erguendo uma sobrancelha.
Niall deu de ombros, com uma risada calorosa. — Um pouco dos dois, pra ser honesto. Mas sério, . Ver você feliz... isso é tudo o que a gente sempre quis pra você.
Ela o abraçou apertado, sentindo o calor genuíno do carinho dele. — Eu sou muito sortuda por ter vocês na minha vida.
Por último, Louis apareceu, já com o típico sorriso maroto que não escondia sua intenção de provocar. Ele segurou a mão de e começou a girá-la com exagero, arrancando risadas dela. — Ei, ei, ei! Ouvi dizer que tem uma competição de discursos rolando... e só pra te avisar, , eu já tô pronto pra ganhar.
arqueou uma sobrancelha, divertida. — Ah, é? Então eu vou esperar algo bem épico vindo de você.
Louis riu, dando um tapinha no ombro dela enquanto a conduzia em um ritmo mais leve. — Pode apostar. Mas antes disso... só quero que você saiba que, seja qual for o futuro, você tem uma equipe aqui que nunca vai te deixar cair. Você sabe disso, né?
parou por um instante, olhando nos olhos dele, tocada pela sinceridade. — Eu sei, Louis. Obrigada por sempre me fazer rir... e por sempre estar por perto.
Quando finalizaram a dança, Louis deu um beijo rápido na bochecha dela e a conduziu de volta para Dylan. O sorriso dele era puro orgulho ao ver retornar para os braços do homem que a fazia tão feliz.
No fundo, sabia que fez a escolha certa, e com Dylan ao seu lado, o futuro parecia promissor e cheio de felicidade.
Com risadas e brincadeiras, a festa se desenrolou em uma celebração do amor, amizade e novos começos, e se sentiu completamente realizada.

Capítulo 10 - Final Alternativo

Setembro de 2022.

A igreja estava decorada com flores brancas, e o cheiro doce no ar parecia sufocar . No quarto do hotel, a poucos passos de se casar com Dylan, seu coração estava em tumulto. Ele era o homem que esteve ao seu lado nos momentos mais difíceis, mas agora, seu peito batia descompassado com a lembrança da conversa que teve com Harry.
As palavras dele ecoavam em sua mente como uma melodia persistente: "Eu te amo, . Sempre amei" O olhar dele, o amor ainda tão vivo, a faziam tremer.
Enquanto Dayse ajustava o véu, distraída, estava mergulhada em seus pensamentos. Ela tentava se convencer de que estava fazendo o certo, mas a coragem de enfrentar a realidade parecia fugir dela.
, você está bem? — perguntou Dayse, notando o rosto pálido da amiga.
respirou fundo, sentindo o ar pre so em seus pulmões. O turbilhão dentro dela parecia maior do que qualquer coisa que já sentira. — E se... eu estiver cometendo um erro? — murmurou, com a voz fraca, mas carregada de dúvida.
Dayse parou, surpresa pela confissão. — Do que você está falando? Você ama o Dylan. Por que isso seria um erro?
Os olhos de buscaram o reflexo no espelho, onde uma noiva impecável a encarava de volta. Mas por trás da maquiagem e do vestido deslumbrante, ela via alguém quebrado, alguém que não podia seguir em frente sem enfrentar seus verdadeiros sentimentos. — Eu achava que sabia o que queria... — começou, a voz quase falhando. — Mas Harry apareceu e... ele ainda me ama. E eu... eu também ainda o amo.
Dayse ficou em silêncio, tentando processar as palavras. O choque estava claro em sua expressão, mas ela não sabia o que dizer.
— Você vai cancelar o casamento? — perguntou ela, finalmente.
se levantou, sentindo a respiração curta. A gravidade da situação era esmagadora, mas, ao mesmo tempo, havia uma clareza emergindo no meio do caos. — Eu não posso me casar com Dylan. Não posso continuar fingindo. Harry é a única pessoa com quem eu realmente me casaria. Sempre foi ele.
O choque nos olhos de Dayse deu lugar à preocupação. — Tem certeza, ? Dylan te ama. Ele te deu tudo. Você está prestes a deixar tudo isso para trás por uma chance com Harry. Você está disposta a correr esse risco?
engoliu em seco, mas sua voz saiu mais firme desta vez. — Sim. Eu preciso ser honesta comigo mesma... e com Dylan.
Dayse, percebendo que não havia como dissuadi-la, deu um pequeno aceno e a abraçou rapidamente. — Seja corajosa, . Eu estarei aqui para você, o que quer que aconteça.
desceu com o coração pesado, suas mãos tremendo ao segurar a saia do vestido. Dylan estava no salão, ajeitando a gravata no espelho. Quando a viu, o sorriso dele, tão genuíno, desfez-se rapidamente ao notar a expressão no rosto dela.
, o que houve? — perguntou ele, preocupado.
Ela sentiu um nó na garganta, mas sabia que não podia hesitar. Respirando fundo, encontrou a força para ser honesta. — Dylan... eu não posso continuar com esse casamento.
Ele ficou em silêncio, a surpresa se transformando em dor visível. — Por quê? O que está acontecendo?
As lágrimas começaram a escorrer pelo rosto de . — Eu não posso me casar com você quando meu coração pertence a outra pessoa.
Os olhos de Dylan se estreitaram levemente, a compreensão surgindo em sua expressão. — Você está falando de Harry, não é?
Ela assentiu, incapaz de falar, enquanto ele desviava o olhar, tentando processar o golpe. Após um momento que pareceu durar uma eternidade, Dylan suspirou profundamente.
— Eu sabia... Acho que sempre soube. — Ele deu uma risada amarga, balançando a cabeça. — Eu só... eu queria ser suficiente para você.
sentiu o coração se partir ao ouvir as palavras dele. Aproximou-se e segurou a mão dele com carinho, seus olhos buscando os dele. — Dylan, você é mais do que suficiente. Você é incrível. Mas você merece alguém que te ame do jeito que você merece. E essa pessoa... não sou eu.
Ele assentiu lentamente, os olhos marejados, mas sem deixar as lágrimas caírem. — Eu só queria que você fosse feliz. — Ele sorriu, mesmo que fosse um sorriso amargo. — Se é isso que você quer... vá atrás dele, .
o abraçou, apertando-o com força enquanto sentia a dor no peito aumentar. — Obrigada por tudo, Dylan. Você é uma das melhores pessoas que eu já conheci.
Quando ela se afastou, ele sorriu novamente, mais sincero desta vez, embora ainda com tristeza nos olhos. — Vá. Faça valer a pena.
E assim, se afastou, sentindo o peso de sua escolha, mas com a certeza de que estava sendo fiel ao que sentia. Ela sabia que havia um longo caminho pela frente, mas, pela primeira vez em muito tempo, ela estava seguindo seu coração.

✎ ♪ ♡ ♪ ✎

saiu apressada, o coração disparado e as mãos tremendo de nervosismo e antecipação. Sabia que estava prestes a mudar sua vida para sempre, mas também sabia que não podia continuar vivendo uma mentira. Ela correu até o lugar onde sabia que encontraria Harry. Quando o viu, esperando do lado de fora do hotel, sua respiração falhou. Ele estava ansioso, andando de um lado para o outro, claramente incerto sobre o que viria a seguir.
Ao perceber sua presença, os olhos de Harry se iluminaram. Ele deu alguns passos hesitantes em direção a ela, como se temesse que fosse uma miragem. — Você veio — disse ele, a voz carregada de surpresa e alívio.
parou diante dele, tentando conter a onda de emoção que ameaçava transbordar. — Eu vim porque... — começou, a voz trêmula. — Eu não posso me casar com Dylan. Não quando ainda amo você.
Os olhos de Harry se encheram de esperança, mas ele permaneceu cauteloso, como se tivesse medo de acreditar que aquilo era real. — , eu... eu nunca parei de te amar. Você sabe disso. Mas... tem certeza? Eu não quero que você se arrependa. — Sua voz saiu baixa, carregada de vulnerabilidade.
deu um passo à frente, segurando o rosto dele com as mãos, sentindo o calor da pele dele sob seus dedos. — Harry... você é a única pessoa com quem eu me casaria. Sempre foi você. Mesmo quando tentei seguir em frente, no fundo eu sabia... que era você o tempo todo.
As palavras dela o atingiram como um bálsamo. Harry fechou os olhos por um momento, absorvendo a verdade por trás de cada sílaba. Então, ele levou as mãos dela até seus lábios, beijando-as suavemente, como se estivesse selando uma promessa. — Eu não vou decepcionar você desta vez — disse ele, a voz embargada. — Eu vou fazer tudo certo, . Eu juro por nós dois.
Um sorriso se formou no rosto dela, iluminando-o com a felicidade que finalmente se permitiu sentir. Quando seus lábios se encontraram, foi como se todas as dúvidas e medos se dissipassem. Naquele instante, soube, com a mais absoluta certeza: era ele. Sempre foi ele.

✎ ♪ ♡ ♪ ✎

Meses depois, o casamento de Harry e finalmente aconteceu.
O céu estava límpido, com uma brisa suave que trazia o aroma do mar. A cerimônia, realizada à beira-mar, era simples, mas cheia de significado. Uma passarela de flores brancas e verdes levava até o altar, onde amigos e familiares estavam reunidos. O som das ondas ao fundo misturava-se à melodia suave de violinos, criando um cenário mágico.
caminhava pelo corredor, segurando um buquê de flores brancas. O sorriso em seu rosto era sereno, e seus olhos brilhavam de felicidade. O vestido, elegante e delicado, parecia feito sob medida para aquele momento. Seu coração estava em paz, sem dúvidas ou medos.
No altar, Harry a aguardava. Ele estava visivelmente emocionado, tentando conter as lágrimas. Quando se aproximou, seus olhos se encontraram, e o mundo ao redor pareceu desaparecer.
Quando chegou a hora dos votos, Harry segurou as mãos de com cuidado, como se ela fosse o maior tesouro do mundo. Sua voz saiu firme, mas cheia de emoção. — , desde o momento em que te conheci, eu soube que você era diferente. Você iluminou minha vida de um jeito que ninguém mais conseguiu. Mesmo quando nos afastamos, meu coração sempre foi seu. Hoje, prometo te amar, te respeitar e ser o homem que você merece. Prometo nunca desistir de nós, porque você é meu lar, minha razão, meu tudo.
As palavras dele fizeram sorrir entre lágrimas. Ela respirou fundo antes de responder, sua voz carregada de amor. — Harry, você sempre foi a minha pessoa, mesmo quando tentei negar isso a mim mesma. Sempre soube que meu coração pertencia a você. Hoje, prometo te escolher, em qualquer circunstância, em qualquer vida, mil vezes. Prometo ser sua parceira, sua amiga, seu porto seguro. Nunca mais vou te deixar, porque você é o amor da minha vida.
Quando os votos terminaram, os olhos de ambos brilhavam de alegria e gratidão. O celebrante sorriu e anunciou com entusiasmo: — Eu os declaro marido e mulher!
Harry puxou para um beijo suave, mas cheio de intensidade, sob aplausos e lágrimas de alegria dos convidados. O céu parecia mais azul, o som das ondas mais harmonioso, como se a própria natureza celebrasse aquele momento.
Durante a recepção, os discursos começaram, e Niall foi o primeiro a se levantar. Ele pegou o microfone com um sorriso nervoso, que mal conseguia esconder a emoção transbordando de seu rosto. Ao olhar para Harry e — dois de seus melhores amigos, agora finalmente casados —, sua voz hesitou por um instante.
— Eu... nem sei bem como começar — ele admitiu, soltando uma risadinha nervosa enquanto passava a mão pelo rosto, limpando as lágrimas que teimavam em surgir. — Vocês dois... — Ele balançou a cabeça, tentando encontrar as palavras certas. — Desde o início, sempre foi diferente com vocês.
Niall respirou fundo antes de continuar, suas palavras carregadas de sinceridade. — Eu vi o Harry mudar desde o momento em que conheceu a . De um cara que estava sempre meio perdido, procurando algo que nem ele sabia o que era... para alguém que encontrou tudo no olhar dela.
A voz dele começou a falhar um pouco, mas ele não parou. — , você... você não transformou só a vida do Harry. Você transformou a nossa. Você trouxe luz, trouxe risadas e trouxe tanto amor. Eu nunca vou esquecer as vezes em que você me fez rir quando eu mais precisava, as vezes em que você esteve lá por nós, mesmo quando não precisava estar. Você sempre foi essa amiga incrível, essa pessoa que entrou nas nossas vidas e, sem perceber, mudou tudo para melhor.
Ele fez uma pausa, olhando diretamente para Harry, que agora apertava as mãos de como se precisasse se ancorar naquela conexão. — E Harry... eu te vi nos seus piores dias. Vi quando você tentou seguir em frente, mas não conseguiu. Vi a dor nos seus olhos toda vez que o nome dela era mencionado, mesmo que fosse de passagem. Mas, sabe o que mais eu vi? Eu vi a esperança. Mesmo nos seus piores momentos, eu sabia. Eu sabia que, no fundo, ainda era a . Sempre foi ela.
Niall agora estava mais confiante, embora sua voz ainda carregasse a emoção do momento. — Vocês dois são a prova de que o amor verdadeiro resiste. Resiste ao tempo, à distância, aos erros e a tudo o que a vida joga no caminho. Vocês são a prova de que, quando é pra ser, o destino encontra um jeito.
Ele ergueu o copo com um sorriso trêmulo, mas cheio de sinceridade. — Ao Harry e à , por nos lembrarem que o amor vale a pena. Mesmo quando é difícil, mesmo quando parece impossível. Obrigado por mostrarem a todos nós que, no fim, o amor sempre encontra o seu caminho. Eu não poderia estar mais feliz por ver vocês finalmente onde sempre deveriam estar. Juntos.
A sala foi tomada por um silêncio carregado de emoção antes de explodir em aplausos calorosos. Niall limpou as lágrimas enquanto devolvia o microfone, e Harry e o olharam com gratidão e amor profundos.
Harry levantou-se, cruzando a pequena distância para abraçar o amigo com força. — Obrigado, Niall. Por tudo.
também se aproximou, envolvendo Niall em um abraço apertado. — Você é parte disso, Niall. Sempre foi.
O momento foi seguido por mais aplausos e algumas risadas, enquanto Niall voltava ao seu lugar, claramente emocionado, mas orgulhoso. Era um dia para celebrar o amor, e todos ali sabiam que estavam presenciando algo raro e genuíno.
Louis se levantou, ajeitando o terno de maneira exagerada, como se fosse um apresentador de programa de auditório. O gesto arrancou risadas dos convidados, exatamente como ele queria. Com aquele sorriso característico de quem sempre tem uma piada pronta, ele caminhou até o microfone, lançando um olhar brincalhão para Harry, que já parecia antecipar o que estava por vir.
— Bom, acho que ninguém aqui está surpreso por me ver aqui em cima — começou ele, inclinando levemente a cabeça, como se fosse revelar um segredo. — Vamos ser honestos, eu sou praticamente o porta-voz desse grupo. Mas o que é realmente surpreendente é que esse momento finalmente chegou.
Louis fez uma pausa dramática, colocando a mão no queixo como se estivesse pensando. — Porque, sinceramente, teve uma época em que eu achei que esse casamento ia acontecer só no próximo século. Harry é meio enrolado, vocês sabem, né? — Ele piscou para a plateia, que explodiu em risadas, enquanto Harry balançava a cabeça, já rindo e cobrindo o rosto com as mãos.
— Mas aqui estamos! — Louis disse, gesticulando de forma grandiosa para o casal. Ele então virou-se para , suavizando o tom e adotando uma expressão mais sincera. — E, , vou admitir... Mesmo sendo o mais cético de todos nós, eu sabia desde o começo que você era a pessoa certa pra ele.
O salão silenciou, e as palavras de Louis ficaram mais carregadas de emoção. — Você não só trouxe o melhor do Harry à tona — e eu vi esse melhor tantas vezes, mesmo que ele negue —, mas também trouxe luz para todos nós. Você se tornou mais do que a namorada dele. Você se tornou nossa amiga. Nossa família.
Louis olhou ao redor, como se buscasse as lembranças que estava prestes a compartilhar. — Quantas noites a gente riu juntos? Quantas vezes você escutou as nossas histórias repetidas e, mesmo assim, fingiu que era a primeira vez? Quantas vezes você esteve lá, mesmo quando não precisava estar?
Ele fez uma pausa, respirando fundo, enquanto o clima na sala mudava para algo mais íntimo. — Harry... eu já te vi em tantas versões de você mesmo. Nos seus melhores momentos e nos piores. Mas eu nunca, nunca vi você tão feliz quanto você está agora.
Um sorriso apareceu no rosto de Louis, desta vez mais emocionado do que brincalhão. — Vocês dois me ensinaram algo que, honestamente, eu nunca achei que fosse entender: que o tempo certo para amar sempre chega. Mesmo quando parece que está demorando demais, mesmo quando o caminho é complicado. Vocês são a prova de que, quando duas pessoas estão destinadas a ficar juntas, elas sempre encontram o caminho de volta.
Louis virou-se para Harry, seus olhos brilhando com um afeto sincero. — Cara, você é um homem de sorte. E nós também somos sortudos por termos a em nossas vidas. Então, obrigado, , por fazer o nosso amigo não apenas mais feliz, mas também melhor.
Ele ergueu o copo, recuperando o tom brincalhão de sempre. — Aos dois! Que vocês continuem sendo essa prova viva de que o amor verdadeiro existe. E, Harry, só um aviso: não vacile. Não existe uma número dois por aí. Se você estragar isso, vai ter que ouvir de mim pro resto da vida!
O salão explodiu em risadas e aplausos, com Harry e rindo juntos. Apesar das brincadeiras, o discurso de Louis havia tocado fundo, e a emoção era evidente em cada olhar. Louis voltou ao seu lugar com um sorriso satisfeito, ciente de que, mais uma vez, havia feito o que fazia de melhor: trazer alegria e deixar sua marca com sinceridade e humor.
Zayn se levantou lentamente, e o salão caiu em silêncio quando ele caminhou até o microfone. Ele nunca foi o tipo de pessoa que gostava de falar em público, especialmente em momentos emocionais, mas aquele dia parecia diferente. Algo dentro dele, uma força silenciosa, o impulsionava a se expressar. Ele olhou para e Harry, respirou fundo e começou, sua voz carregada de uma sinceridade rara, quase incomum para ele.
— Eu nunca fui o tipo de cara que acredita muito em destino — disse, com um leve sorriso, olhando para o casal. — Mas, vendo vocês dois hoje, depois de tudo que passaram, tenho que admitir... talvez exista algo maior que nos guia. Eu vi você, , desde o início, e, mesmo nos momentos mais difíceis, você sempre foi a luz. Uma amiga verdadeira. Você trouxe algo que nem sabíamos que precisávamos, algo que nos transformou.
Zayn fez uma pausa, a voz suavizando enquanto seus olhos encontravam os de Harry.
— E Harry... — Ele respirou fundo, sentindo o peso das palavras que queria dizer. Sua voz, que normalmente era calma e controlada, começou a vacilar. — Eu nunca vi você tão completo quanto está com ela. Você tem sorte, cara. Sorte de ter encontrado alguém que te entende de um jeito que só ela pode.
Zayn olhou para o copo, a garganta apertando um pouco antes de continuar.
— Sempre achei que você, , talvez tivesse se sacrificado demais. Pensei que você já tivesse sofrido o suficiente por ele. Eu vi de perto a dor que vocês dois enfrentaram, e, honestamente, até pensei que fosse melhor você seguir em frente... — Ele engoliu seco, a emoção quase o engolindo. — Mas hoje, olhando para vocês dois, vejo que estava errado. Vocês têm algo que ninguém mais pode entender... um amor que, mesmo com o tempo e a distância, nunca realmente desapareceu.
Zayn parou, um sorriso discreto surgindo no rosto enquanto as lágrimas ameaçavam cair.
— E é por isso que estou aqui, para dizer que vocês me fizeram acreditar. Acreditar que o amor, mesmo quando machuca, mesmo quando parece impossível... ainda vale a pena.
Ele fez outra pausa e olhou para , sua voz agora suave, quase como um sussurro.
, você sempre foi mais do que a namorada do Harry. Você foi nossa amiga, nossa confidente, e nos momentos mais sombrios, você trouxe luz. E eu sei que, hoje, mais do que nunca, você está onde deveria estar.
Zayn fez um gesto de leve reverência, antes de concluir com um sorriso pequeno, mas genuíno.
— Só tenho uma coisa a dizer a vocês dois: obrigado. Obrigado por nos mostrarem que, no fim de tudo, o amor é o que realmente importa.
Zayn levantou o copo, os olhos marejados, mas com a gratidão transbordando.
— Ao amor de vocês, que sobreviveu a tudo. Que vocês sejam felizes, sempre.
O salão ficou em um silêncio profundo após as palavras de Zayn, como se o tempo tivesse parado por um instante. Logo, o silêncio se quebrou com uma onda de aplausos, e os olhos de Harry e se encontraram, carregados de significado e emoção. Eles estavam profundamente tocados pelas palavras de Zayn, que, com sua sinceridade e vulnerabilidade, havia dado ainda mais peso ao momento.
Liam se aproximou com um sorriso suave, mas aqueles que o conheciam bem logo notaram o brilho de emoção em seus olhos. Ele caminhou até o microfone, respirou fundo e, com a voz trêmula, mas cheia de carinho, começou.
— Bom... acho que todos aqui sabem o quanto a história de vocês dois é especial, mas hoje eu quero compartilhar algo que essa história me ensinou — começou, olhando com afeto para e Harry. — Eu vi de perto a jornada de vocês, desde o começo. Lembro de quando eram só amigos, quando o Harry ainda não tinha coragem de admitir o que sentia, e de quando, finalmente, vocês perceberam o que tinham. Mesmo depois de tudo o que aconteceu, eu sabia, de alguma forma, que o destino iria reunir vocês de novo.
Liam fez uma pausa, engolindo em seco, as memórias dos momentos difíceis que o casal enfrentou o deixando com a garganta apertada.
— Eu acredito que algumas pessoas estão destinadas a se encontrar, mesmo quando o caminho até esse encontro é cheio de obstáculos. E vocês dois são a prova disso. Enfrentaram distância, dificuldades, erros... mas, no fim das contas, o amor de vocês foi mais forte. Ele sobreviveu a tudo. E isso é raro — disse ele, a voz agora mais baixa, carregada de emoção. — Ver vocês aqui hoje, juntos, depois de tudo o que passaram, me faz acreditar, mais do que nunca, que o amor verdadeiro é resiliente. Ele resiste ao tempo, às feridas, e se fortalece com cada batalha.
Ele virou-se diretamente para , seus olhos preenchidos de carinho genuíno.
, você não foi apenas importante na vida do Harry. Você foi importante para todos nós. Lembro de tantas vezes em que você esteve lá para cada um de nós, nos momentos bons e nos ruins. Você se tornou mais do que uma amiga. Você se tornou parte da nossa família. E ver você hoje, ao lado do Harry, sabendo que vocês finalmente encontraram o caminho de volta um para o outro... — Liam fez uma pausa, a voz embargada, o nó na garganta apertando. — Isso me enche de felicidade.
Ele respirou fundo, olhando para o casal com um sorriso caloroso.
— Harry, eu te vi nos momentos mais difíceis. Vi o quanto você sofreu. E ver você agora, com ela ao seu lado, me faz acreditar que tudo valeu a pena. Que o amor de vocês é maior que qualquer obstáculo. E eu sei que o futuro de vocês será brilhante, cheio de amor, risos e felicidade.
Liam levantou o copo, a emoção transbordando de suas palavras.
— Ao amor que sobrevive a tudo, ao amor que nos ensina a nunca desistir. e Harry, que a vida de vocês seja tão forte e resiliente quanto o amor que construíram. Eu não tenho dúvidas de que vocês foram feitos um para o outro, e estou imensamente feliz de estar aqui, comemorando esse momento com vocês.
O salão explodiu em aplausos, mas o olhar profundo e emocionado entre e Harry disse mais do que palavras poderiam expressar. A força do amor deles, reconhecida por Liam, era evidente, e todos ali, tocados por suas palavras, sabiam que o que eles tinham era algo raro e verdadeiro.
Harry se levantou com a leveza de quem já havia superado suas inseguranças, mas o nervosismo ainda estava evidente. Segurava o microfone com uma mão trêmula, como se estivesse prestes a dizer algo que mudaria tudo. Ele respirou fundo, olhando diretamente para , que estava radiante em seu vestido branco. O sorriso dela, aquele sorriso de quem sempre o apoiou, lhe dava coragem suficiente para começar.
— Eu nem sei bem por onde começar — disse Harry, seu tom suave e tímido arrancando risos leves da plateia. — Quando penso na nossa história, , é como se minha vida tivesse sido dividida em duas partes: antes de você e depois de você.
Ele fez uma pausa, os olhos já marejados, sem conseguir desviar o olhar de . Ela estava ali, diante dele, a mulher que transformara sua vida de uma forma que ele jamais poderia ter imaginado.
— Desde o momento em que eu te conheci, algo dentro de mim mudou. Eu sabia, no fundo, que tinha encontrado alguém diferente, alguém que iria transformar meu mundo de uma maneira que eu não poderia prever. E foi exatamente isso que você fez. Você trouxe luz, risos, amor... E, mais importante ainda, você trouxe sentido para tudo. — Ele sorriu, uma expressão carinhosa no rosto enquanto olhava para ela. — E, meu Deus, como eu precisava de sentido.
O olhar de Harry passou por todos ao redor, mas seus olhos voltaram para , como se buscassem mais palavras para descrever o que sentia, mas elas vinham com a mesma intensidade de sempre.
— Nestes anos juntos, passamos por tantas coisas. Eu lembro de cada olhar, cada sorriso, cada momento em que pensei: "Como eu sou sortudo por ter essa mulher ao meu lado." E sim, eu sei que nem sempre foi fácil. Tivemos altos e baixos, como qualquer relação, mas, no fim das contas, cada desafio só me mostrou o quanto eu quero enfrentar tudo ao seu lado, não importa o que aconteça.
A emoção tomou conta da sua voz enquanto ele segurava a mão de , entrelaçando seus dedos, como se fosse a única coisa que ele pudesse fazer para transmitir a intensidade do que estava sentindo.
— Eu aprendi tanto com você. Você me ensinou o que é o amor verdadeiro, o que significa estar lá para alguém, nos bons e nos maus momentos. Você me mostrou que o amor não precisa ser perfeito para ser lindo. E, mais do que isso, você me fez ver o melhor de mim, mesmo quando eu não conseguia enxergar isso sozinho. Eu nunca vou conseguir te agradecer o suficiente por tudo isso.
Harry respirou fundo, tentando manter as lágrimas sob controle, mas o amor que ele sentia por estava tão profundo que ele não conseguia mais esconder a emoção.
, você é o meu lar. Você sempre foi. Mesmo quando estávamos separados, eu sabia que, em algum lugar, você era a única pessoa que poderia me fazer sentir completo. E hoje, olhando para você, eu sei que todo o tempo que passei tentando entender o que era a vida... só fazia sentido quando eu estava com você. Eu nunca vou querer mais ninguém ao meu lado.
Agora com um sorriso radiante, seus olhos brilhando com a felicidade de ter a mulher que amava ao seu lado, ele concluiu.
— Prometo que, daqui para frente, eu serei o homem que você merece. Vou cuidar de você, te amar e nunca deixar de ser grato por tudo o que a gente construiu. Você é, e sempre será, o amor da minha vida. E sinceramente, eu escolheria viver tudo de novo, só para te encontrar mais uma vez. Porque não importa quantas vezes o universo tente nos separar... você sempre foi, e sempre será, o meu destino.
Com um gesto carinhoso, Harry segurou o rosto de com delicadeza, seus olhos fixos nos dela, carregados de uma emoção que não podia mais ser contida. Com um sorriso emocionado, ele finalizou:
, eu te amo com tudo o que sou. E hoje, mais do que nunca, eu sei que este é só o começo da nossa verdadeira história.
O ambiente inteiro explodiu em aplausos e suspiros emocionados enquanto Harry se inclinava para beijar , selando suas promessas com aquele beijo, que fez todos ao redor sentirem a intensidade e a beleza daquele momento. Era como se o tempo tivesse parado, como se o amor deles fosse a única coisa que importava naquele instante.
se levantou lentamente, seu corpo tremendo de nervosismo, e ao pegar o microfone, sentiu uma onda de emoções misturadas. Ela olhou para Harry, que a observava com um sorriso suave, os olhos cheios de amor e orgulho, e, naquele instante, todas as palavras pareciam escapar de sua mente. Respirou fundo, tentando organizar o turbilhão de sentimentos que a invadiam.
— Eu... estou tão nervosa! — começou com uma risada nervosa, que arrancou risos suaves da plateia, aliviando um pouco a tensão. — Harry, você sempre foi tão bom com as palavras, e agora eu preciso encontrar as minhas. Mas acho que a nossa história já diz muito.
Ela fez uma pausa, sentindo as lágrimas se acumularem em seus olhos enquanto observava Harry. Cada momento que haviam vivido juntos parecia dançar em sua mente, como uma sequência interminável de lembranças que formavam a base do amor que compartilhavam.
— Quando nos conhecemos, eu não fazia ideia de que minha vida mudaria para sempre. Eu achava que sabia o que era amor, o que era companheirismo... mas você... você me mostrou algo que eu nunca tinha experimentado antes. Você me fez entender o que é ser verdadeiramente amada e como isso pode transformar a gente.
respirou fundo novamente, tentando controlar a emoção que ameaçava transbordar.
— Nestes anos que estivemos juntos — disse ela, a voz começando a tremer —, eu aprendi que o amor não é uma linha reta. Tivemos nossos altos e baixos, momentos difíceis... e houve um tempo em que eu pensei que talvez não nos encontrássemos de novo. Mas o que sempre me manteve forte foi o sentimento de que, de alguma forma, você sempre foi a minha pessoa. Mesmo quando a vida tentou nos separar, eu sabia, lá no fundo, que era você. Sempre foi você.
Ela olhou para Harry, seus olhos fixos nele com tanta intensidade que parecia que o tempo havia parado para os dois. O silêncio do salão parecia preenchê-los, como se o mundo inteiro tivesse desaparecido, deixando-os no centro de uma conexão única e profunda.
— Harry, você me mostrou o que significa ser vulnerável, o que significa confiar totalmente em alguém. Com você, eu sou eu mesma, sem máscaras, sem medo. Você viu cada parte de mim — as boas e as ruins — e me amou por inteiro. E isso é algo que eu nunca vou conseguir expressar em palavras, o quanto isso significa para mim.
As lágrimas finalmente escorreram pelo seu rosto, mas sorriu, limpando-as com a mão, um sorriso cheio de gratidão e amor.
— Você é o homem com quem eu quero passar cada dia do resto da minha vida. Quero envelhecer ao seu lado, rir ao seu lado, chorar ao seu lado. Quero estar lá em cada vitória e em cada fracasso, porque é assim que o amor é. E o nosso... o nosso amor já sobreviveu a tantas tempestades, que eu sei que é forte o suficiente para enfrentar tudo o que vier.
Ela respirou fundo, a emoção transbordando enquanto segurava a mão de Harry com firmeza, como se quisesse dar a ele a certeza de que estava falando do fundo do seu coração.
— Hoje, eu prometo a você, Harry, que estarei ao seu lado sempre, te amando com todo o meu coração, assim como você sempre fez por mim. Eu prometo que, não importa o que o futuro nos traga, nós vamos enfrentá-lo juntos. E eu prometo, de todo o coração, que eu te escolheria mil vezes, em qualquer vida.
Com lágrimas brilhando de felicidade, sorriu através delas.
— Eu te amo, Harry. E hoje, de verdade, sinto que estou exatamente onde deveria estar: ao seu lado, para sempre.
Com essas palavras, ela abaixou o microfone, e antes que alguém pudesse aplaudir, Harry a puxou para um beijo apaixonado. O beijo foi suave, mas carregado de todo o amor e a promessa que estavam fazendo um ao outro, selando aquele momento como o início de um novo capítulo em suas vidas. O salão inteiro explodiu em aplausos, mas para e Harry, o mundo ao redor desapareceu. Eles estavam no lugar certo, juntos, prontos para começar uma nova vida como marido e mulher.
O som dos aplausos ainda ecoava no salão, mas, para Harry e , o mundo ao redor parecia ter desaparecido. Eles estavam ali, no centro de tudo, e, ao mesmo tempo, em um lugar só deles, onde o tempo havia parado. Harry olhou para , com os olhos brilhando de emoção e um sorriso sincero. Ele segurou sua mão com força, como se temesse que, se soltasse, o momento escapasse.
— Eu sempre soube que era você. Só faltava você saber disso também. — A voz de Harry era suave, quase um sussurro, mas cheia de significado.
, com o coração batendo acelerado, olhou para ele, sentindo uma onda de felicidade tão intensa que mal conseguia processar. Os olhos dela estavam cheios de lágrimas, mas eram lágrimas de alegria, de realização. Ela apertou a mão dele com a mesma força, como se quisesse garantir que nunca se separariam.
— E agora eu sei. Você sempre foi o único. — Ela sorriu, sua voz falhando ligeiramente, mas isso só fazia suas palavras serem mais sinceras, mais profundas.
Foi como se o tempo tivesse desacelerado para eles, como se aquele momento fosse único, um reflexo perfeito de tudo o que haviam vivido. Eles não precisavam de mais palavras, pois tudo estava dito. A confiança, o amor, a jornada que haviam enfrentado juntos, tudo estava ali, naquele olhar trocado.
A música suave começou a tocar ao fundo, os primeiros acordes preenchendo o espaço com uma melodia suave e envolvente. Era a canção da primeira dança deles como marido e mulher. As luzes do salão pareciam brilhar um pouco mais intensamente, como se o universo tivesse se alinhado, confirmando que aquele era o momento que todos estavam esperando. e Harry, sorrindo um para o outro, se dirigiram para a pista de dança, ainda de mãos dadas, com os corações leves e cheios de esperança.
Enquanto se moviam lentamente, abraçados, o mundo ao redor desapareceu novamente. Estavam ali, apenas eles dois, o som da música, os olhos um no outro, e um futuro pela frente. Um futuro onde não haveria mais segredos, nem incertezas. Apenas amor. O amor que os uniu desde o início e que, agora, os guiaria por todas as suas próximas etapas. A dança foi suave, lenta, e no ritmo de seus corações batendo como um só, enquanto ao redor, seus amigos e familiares assistiam, sorrindo e aplaudindo, certos de que a história deles tinha acabado de começar.




FIM!!



Nota da autora: Sem nota.





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