Fanfic finalizada

Prólogo

O cheiro no quarto era de álcool, incenso e morte anunciada. O som da máquina de oxigênio se misturava ao leve sussurro das folhas ao vento. Don Fabio Cassano não era mais o titã que um dia assustou juízes e ministros, estava magro, pálido, com as mãos trêmulas e os olhos afundados. Mesmo assim, quando olhou para Vincenzo, sua voz ainda tinha peso.

— É você agora… — disse ele, com esforço. — Cuide da família, do nome, e dela. — Vincenzo apertou sua mão.

 — Eu vou cuidar de tudo, senhor.

 — Deixe de formalidades, moleque. — O velho tentou rir, tossindo logo em seguida. — Cuide da   como se fosse sua alma. — Vincenzo olhou para , que segurava um terço entre os dedos e mantinha os olhos marejados, mas firmes.

— Ela é. — respondeu ele.

Don Fabio fechou os olhos pela última vez naquela noite. Não houve tiros, nem sangue. Apenas silêncio. No funeral, a família Cassano estava em luto. A máfia italiana parou por 24 horas, por respeito. Mas o respeito não dura para sempre. E o luto não poupa ninguém.


Capítulo 1 – Vendetta

1 mês depois…
acordou pela manhã na cama imensa da mansão dos Cassano, seu quarto, que agora era o dobro do tamanho do anterior, recebia iluminação direta do sol pela manhã, e Vincenzo sempre abria as cortinas ao levantar.

— Bom dia. — Murmurou ela, sem resposta, olhou ao redor com a visão turva e não enxergou Vincenzo. Levantou-se e vestiu um robe de seda, procurando-o pela casa. Foi direto ao escritório, agora o escritório do Don, não mais do Consigliere. Abriu a porta devagar e encontrou Vincenzo no celular, a testa franzida e o olhar de raiva. Sentou-se e aguardou que ele terminasse a ligação.

— Bom dia, meu amor. — Ele sorriu ao desligar. — Desculpe, estava resolvendo algo.

— Qual é o problema? — perguntou diretamente, se ajeitando na cadeira para escutar o que teria que fazer.

— Os Eduardo… — Vincenzo bufou. — Mataram 2 dos nossos.

— De novo?! — passou as mãos nos cabelos. — O que vai fazer?

— Eles esperam uma reação. — O som do isqueiro de Vincenzo abrindo e fechando soou no ambiente, sabia que ele estava pensativo.

— Claro que esperam, mas não acho que seja inteligente reagir com vingança. — Disse ela, Vincenzo inclinou sua cabeça.

— O que você sugere, Consigliere? — Perguntou ele, um sorrisinho orgulhoso nos lábios.

— O que eles querem? — Indagou , enquanto amarrava o cabelo. O isqueiro abrindo e fechando era Vincenzo pensativo, mas o cabelo preso, era determinada.

— Dinheiro.

— Mas já demos dinheiro e eles não pararam. Vincenzo, isso é mais do que só dinheiro, é declaração de guerra. — Vincenzo não queria admitir, mas ela estava certa.

— Então, é isso? Sugere que comecemos uma guerra? — Perguntou ele e negou com a cabeça.

— Não, no momento devemos evitar perdas e não podemos virar os monstros que eles querem que sejamos. — Ela fez uma careta. — Deixe-me resolver… — Vincenzo negou em silêncio.

— Não, não posso te colocar em risco. Já perdi meu pai, não posso perder você também. — Seu tom era firme, sabia que era difícil convencê-lo.

— E eu?Eu posso te perder? — Vincenzo engoliu seco ao escutar a pergunta de . — Me deixe lutar com você.

— Lutar sim. Mas morrer, não. — Vincenzo se levanta e vai até ela. — Eu vou te escutar, se eu decidir que é muito arriscado, faremos do meu jeito. Tudo bem? — Ele colocou as mãos em seus ombros e ela assentiu.

— Uma negociação cara a cara. Seus termos, impondo que não vai mais permanecer em silêncio. Um aviso, uma ameaça, tanto faz como eles quiserem entender. Mas, pessoalmente.

— Mandarei alguns homens com você, mas vocês se encontrarão em um local onde eu possa monitorar. — Disse ele, virando a cadeira de frente para si, assentiu e ele beijou sua testa. — Qualquer movimento suspeito, vou correndo até você.

— Eu sei, você sempre vai. — Ela acariciou seu rosto e ele selou seus lábios.

— Vamos tomar café. — Vincenzo ofereceu sua mão para ela, que aceitou e o acompanhou até a cozinha.

Após o café da manhã, Vincenzo marcou o encontro com os Eduardo em um galpão antigo da família Cassano. foi até lá com dois de seus homens, postura firma, sem medo. Entrou no galpão, os passos ecoando no espaço vazio. Os olhos dos irmãos Eduardo se fixaram nela,  misturando curiosidade e desafio.

Consigliere — o irmão mais velho falou, um sorriso cínico se formando nos lábios — Não esperávamos que você viesse pessoalmente.

— Vim para deixar claro que esta não é uma visita amigável — respondeu , sua voz calma mas carregada de autoridade. — Vocês mataram dois dos nossos. Acham mesmo que podemos simplesmente ignorar? — O irmão mais novo deu um passo à frente, os olhos brilhando com raiva contida.

— E o que vocês querem? Que devolvemos o dinheiro? 

— Não — cruzou os braços — Não queremos dinheiro. Queremos respeito. E que parem de agir como crianças brigando por território. Isso é guerra declarada, e vocês não têm como ganhar. — O irmão mais velho riu, amedrontar não era sua intenção, mas a provocação era clara.

— Vocês que estão fracos. Acham que um pouco de diálogo vai resolver o que a gente faz com o sangue?

— Eu não estou aqui para ameaças — se aproximou, mantendo o olhar firme — Estou aqui para propor uma trégua, um acordo que beneficie ambas as partes. Vocês têm que entender que continuar nesse caminho só leva à destruição total. — Os dois se entreolharam, desconfiados, mas a postura segura de fazia uma diferença visível.

— E qual seria esse acordo? — perguntou o irmão mais novo.

— Vocês respeitam nosso território, param as mortes, e em troca, receberão uma compensação justa — respondeu — Nada de mais. E, para garantir que isso funcione, haverá fiscalização mútua. Qualquer violação, a negociação acaba. O irmão mais velho estreitou os olhos, avaliando a proposta.

— E se a gente não aceitar? — Perguntou ele.

— Aí, vocês saberão que optaram pela guerra, e estaremos prontos. — Um silêncio pesado pairou no ar, e sabia que aquela era a hora de mostrar força e equilíbrio. — Penso que aceitar é o melhor para todos. Não sou inimiga da família Eduardo, mas não permitirei que destruam a minha. Os irmãos finalmente assentiram, ainda cautelosos, mas a mensagem estava clara.

— Que assim seja. Mas aviso: qualquer passo em falso, vocês pagarão caro. — Disse o mais velho.

— Pode deixar. Estamos atentos. — deu um último olhar determinado e se retirou, acompanhada por seus homens. Vincenzo, que observava tudo pelas câmeras, ligou para ela assim que ela saiu do local.

  entrou no carro e atendeu a ligação, colocando o cinto de segurança.

— Oi, amor. — Disse ao atender.

— Você foi perfeita, vamos esperar para ver como irão lidar com o acordo. Mas você foi incrível. — Vincenzo estava sorrindo do outro lado da linha.

— Obrigada, amor. Vamos torcer para que eles mantenham sua palavra e a gente não perca mais ninguém. — sorriu.

— Onde está? Vamos almoçar juntos. — Vincenzo sugeriu.

— Estou à caminho, vou passar pelo túnel agora. — Respondeu ela, espiando pela janela.

— Tá bom, amor. Ah, marquei para visitarmos o salão do casamento hoje de tarde… — O carro freou com força e derrubou o celular, sendo segurada pelo cinto.

— Consigliere, não saia do carro. — Disse um dos seus homens, descendo com o motorista do carro. espiou pela janela e começou a escutar a troca de tiros, tirou o cinto de segurança e alcançou o celular.

— Amor, o que está acontecendo??? — A voz de Vincenzo estava mais alta que o normal.

— Nós… — Ela viu um de seus homens ser baleado na cabeça. — Merda! — Pegou a arma na bolsa, enquanto Vincenzo chamava seu nome do outro lado da linha. — Fomos pegos em uma emboscada, Vincenzo, no túnel. — Antes que ela pudesse abrir a porta do carro para descer, sentiu algo encostando em sua cabeça.

— Se você se mexer, estouro seus miolos, Consigliere. levantou as mãos. — A arma. — Ela entregou a arma, sem se virar. O homem pegou seu celular. — Vincenzo?

— Quem é? — Vincenzo respondeu com frieza, enquanto saía de casa para ir até lá.

— Olá, Don Cassano. — Disse o homem sarcasticamente. — Vai aprender a resolver seus problemas sozinho.

— Se tocar um dedo nela, eu juro que te mato. — Vincenzo entrou em seu carro e deu partida, pisando fundo no acelerador.

— Pode correr, Don Cassano, ser el capo pode trazer certas consequências. Vai chegar tarde, do mesmo jeito. — A última coisa que Vincenzo escutou foram sons de tiro e a ligação caiu. Ele acelerou o mais rápido que pôde, quando chegou próximo ao túnel, os carros de polícia estavam cercando o local. Ele estacionou atrás dos carros de polícia e correu em direção ao túnel, ignorando as intervenções dos policiais.

— 2 mortos. — Ele escutou um policial falando.

— Tinham 3 pessoas no carro! Uma mulher, no banco de trás. — Disse ele, ofegante.

— Com licença. — A legista se aproximou e começou a analisar o banco de trás do carro, havia muito sangue, um celular, uma bolsa e uma roupa rasgada. — Com certeza tinha. — A legista se agachou ao lado do banco traseiro do carro, examinando os vestígios com cuidado meticuloso. A luz do local iluminava os detalhes que a maioria não conseguiria notar. Ela retirou um pequeno espelho para observar melhor o interior do veículo e, com um gesto firme, pegou a bolsa caída no chão. — Senhor Cassano — começou a legista, a voz profissional, porém carregada de uma gravidade palpável —, a cena deixa claro que houve uma emboscada brutal. A quantidade de sangue no banco traseiro e no chão indica ferimentos graves e imediatos. Ela mostrou a ele um fragmento de tecido rasgado, encharcado de sangue, e depois deslizou um aparelho para mostrar as marcas de impacto. — As perfurações nas paredes do carro e na estrutura do banco traseiro confirmam que o projétil atingiu em cheio a ocupante desse assento. Não há sinais de que tenha havido tentativa de fuga ou reação. É praticamente impossível que alguém tivesse sobrevivido a isso. — Vincenzo apertou o maxilar, o punho fechando-se ao lado do corpo. Ela continuou, puxando um pequeno aparelho com análise de temperatura. — A temperatura corporal, estimada pelo sangue coagulado, indica que ela não resistiu por mais de minutos após os disparos. Nenhum sinal de socorro foi prestado no local, o que torna o quadro ainda mais sombrio.

Ela olhou para ele, com um misto de pesar e profissionalismo.

— Sinto muito, Senhor Cassano, mas infelizmente, com base nas evidências e no padrão dos ferimentos, posso afirmar com alta certeza que ela morreu aqui, naquele carro. — A mão de Vincenzo ficou trêmula e ele sentiu uma fisgada em seu peito, seu estômago embrulhou.

— Pode analisar se o sangue é realmente dela? Temos… Temos histórico médico, dá para fazer isso?

A legista respirou fundo, mantendo a compostura, e respondeu com calma:
— Sim, Senhor Cassano. Podemos realizar um exame de DNA para confirmar com precisão se o sangue pertence a . Já recolhi amostras e podemos compará-las com o material genético dela, desde que tenhamos acesso ao histórico médico ou uma amostra de referência. Ela fez uma pausa, olhando para Vincenzo com seriedade:

— Esses exames levam algumas horas para serem concluídos, mas a confirmação não deve demorar. No entanto, pelo volume e padrão do sangue no local, não há dúvidas práticas de que ela foi atingida ali. O exame apenas oficializa o que a cena já indica. Vincenzo apertou o punho, o olhar fixo no sangue espalhado no banco.

— Quero essa confirmação o mais rápido possível. — Disse ele, os olhos tomados por uma expressão obscura, nem ele sabia o que estava sentindo naquele momento.

— Farei o possível, Senhor Cassano. Vou acompanhar pessoalmente o processo para agilizar.

As próximas horas foram intensas, Vincenzo não saiu da delegacia até que tivesse o resultado do exame de DNA. Enquanto esperava, traçou todo um plano de vingança. Jamais deixaria aquilo passar em branco, se o sangue não fosse dela, moveria o mundo para encontrá-la. Mas se fosse, moveria o mundo para vingá-la e se despedir adequadamente. Naquele momento, ele usava toda sua frieza para tentar controlar a fisgada em seu peito, mas seu estômago estava embrulhado demais, sentia que iria vomitar à qualquer momento. Fechou os olhos, o sorriso dela veio instantâneamente.

“A neve em Milão era fraca, mas era o suficiente para que o cabelo de ficasse repleto de pequenos flocos brancos. Seus olhos brilhavam, como estrelas, Vincenzo tinha certeza de que ela era a mulher mais linda do mundo. Naquele momento, quando a neve caía sobre os dois, naquele jantar familiar em uma sexta-feira qualquer, Vincenzo se ajoelhou para alguém pela primeira vez na vida, não para um inimigo, e sim para a mulher que ele amava. Abriu uma caixinha com um anel brilhante, no momento em que ela se virou para ele, ele podia jurar que ela era um anjo.

— Você aceita ser a senhora Cassano? — Perguntou ele, seu coração inchado de emoção. Os olhos de brilharam mais ainda, mas agora, de emoção.

— Claro que sim. — Respondeu ela, com um sorriso nos lábios. Vincenzo se levantou e colocou o anel em seu dedo, beijando sua mão.

— Você vai ser para sempre minha. — Sussurrou em seu ouvido, puxando-a pela cintura.

— Para sempre sua.”

— Senhor Cassano. — A voz do delegado soou, afastando seus pensamentos. — Saiu o resultado do exame de DNA, de acordo com os registros médicos, o sangue encontrado no carro é compatível com Mancini… — Naquele momento, foi como se Vincenzo tivesse sido acertado com força, em diversas partes de seu corpo. Ele mantinha o olhar fixo no delegado, mas não escutava uma palavra sequer, apenas enxergou o anel de noivado que ele havia dado para ela, em um saco plástico, sujo de sangue. O que fez com que ele recuperasse sua consciência. — O anel foi encontrado próximo ao local do crime, segundo o relatório da legista, o corpo foi arrastado até onde acreditamos que havia outro carro. Sentimos muito e faremos o possível para trazer o corpo da Senhora Mancini de volta… — Vincenzo saiu da delegacia, com o anel dentro do plástico em sua mão, ignorando completamente o que o delegado estava falando. Pegou o celular e ligou para Luca.

— Sim, senhor? — Disse Luca, do outro lado da linha.

— Avise a todos. — A voz de Vincenzo estava carregada com uma frieza, pouco conhecida, mas perigosa.

— Avisar o que, senhor? — Luca sabia exatamente o que aquele tom de voz significava.

— Vendetta. — Ele disse em um fio de voz, mas foi o suficiente para gelar o sangue de qualquer um que o conhecesse.

O luto dele não teria lágrimas. Teria pólvora.

72 horas após a confirmação da morte de Mancini

Milão, madrugada.
O som das badaladas das 3h ecoava pelas ruas silenciosas enquanto o primeiro corpo era encontrado, amarrado à grade do portão do restaurante favorito dos Eduardo. A garganta cortada, a língua arrancada e colocada dentro da própria mão, como uma mensagem clara:

Pelo silêncio que nos custou
– C

Vincenzo Cassano não atacava com pressa. Atacava com método. E ele tinha tempo.

Na sala subterrânea da mansão, apenas os mais próximos estavam presentes: Luca, Don Matteo (aliado da família Cassano na Sicília), e Francesca, a especialista em vigilância e chantagens. Vincenzo estava de pé, diante da lareira, o fogo refletindo em seus olhos.

— Nenhum tiro será desperdiçado. Nenhum sangue será derramado sem propósito. — Ele se virou lentamente. — Cada homem da família Eduardo será desmontado, de dentro pra fora. Família, fortuna, fé. Vamos tomar tudo. Francesca invadiu os sistemas bancários ligados às lavagens dos Eduardo. Contas em paraísos fiscais foram congeladas, investimentos sabotados, e acordos com empresários locais revelados à polícia. Em 48 horas, metade da fortuna deles havia evaporado. O banco suíço de confiança deles recebeu um alerta de denúncia anônima sobre movimentações ilegais. O sigilo caiu.

Don Matteo articulou com juízes e políticos influentes. Em troca de velhos favores, antigos aliados dos Eduardo foram indiciados. Um dos primos dos Eduardo, vereador de Milão, foi preso por corrupção ao amanhecer, e sua amante foi encontrada morta no mesmo dia, com uma rosa negra entre os dedos.

Vincenzo não queria guerra aberta. Queria destruição seletiva. Cada executor escolhido pessoalmente por ele. Cada nome riscado com um motivo.

O irmão mais novo dos Eduardo, o mesmo que riu da proposta de trégua, foi encontrado carbonizado no carro da família, exatamente como foi levada. No bolso, um bilhete manuscrito:

"Acha que eu não saberia correr atrás do que me pertence?"
– C

O último a morrer foi o executor da emboscada, capturado vivo, amarrado em um galpão. Antes de morrer, foi forçado a escutar a gravação da última ligação de Vincenzo com , repetida por horas. Depois, seus olhos foram arrancados. O corpo foi deixado nu, de joelhos, em frente à mansão dos Eduardo, com uma bandeja de prata nos braços. Sobre ela, o anel de noivado de — limpo, reluzente.

No peito, talhado com faca:
"Por ela."

Milão caiu em silêncio. Ninguém ousava dizer o nome Cassano em vão.

Os Eduardo desapareceram do mapa. Alguns diziam que fugiram. Outros que foram enterrados vivos em um vinhedo da Toscana. Mas todos sabiam de uma coisa:

A Consigliere tinha morrido.

 O Diabo, agora, andava sozinho.

Três dias após a Vendetta. Local desconhecido.

acordou com a pele gelada e um gosto metálico na boca. Ela piscou lentamente, sentindo o latejar no fundo da cabeça e a pressão dos punhos amarrados. Estava deitada sobre um colchão sujo, em uma sala com paredes de pedra, sem janelas, apenas uma luz pendurada no teto. Ela tentou falar, mas os lábios estavam secos. Alguém se aproximou. Passos pesados. Uma silhueta conhecida, mas distorcida pela dor.
— Finalmente acordou, Consigliere. — disse um dos Eduardo restantes, acendendo um cigarro com calma, como se estivessem em um café em Nápoles.
ergueu o olhar, tentando manter o controle.
— Isso… tudo isso… foi você? — Ele sorriu, tirando o paletó com tranquilidade.
— A emboscada, o sangue falso misturado ao seu no banco do carro, o anel deixado de propósito… e claro, o corpo que usamos para despistar o exame forense. — Ele riu — Era tudo parte do plano. Vincenzo não sabe lidar com perda. Só com raiva. — cerrou os dentes, o coração disparado.
— Vocês sabiam que ele reagiria com fúria…
— E reagiu. — O Eduardo assentiu. — Três dias. Isso foi o que ele precisou para assassinar políticos, empresários, nossos aliados. Três dias. E nós gravamos cada segundo.
Ele jogou sobre a cama uma pasta. Fotos. Vídeos. Gravações. Uma montagem perfeita.
— E agora? — perguntou , a voz baixa, mas afiada como vidro.

 — Agora… Vincenzo Cassano é um criminoso internacional com provas incontestáveis. — Ele sorriu. — Preso por assassinato, conspiração e terrorismo urbano. Você morreu, . E ele virou um monstro por você. Exatamente como previmos. — abaixou a cabeça. Estava viva, mas o preço disso era o colapso do homem que amava. A raiva tomava forma no fundo de seu estômago.
— Eu quero vê-lo. — disse, firme.
— Claro que não. — o Eduardo se inclinou. — Você é nossa garantia. Nosso trunfo final. Quando ele estiver totalmente destruído... talvez a gente permita que se reencontrem. Só para ele ver o quanto perdeu.


Enquanto isso…

Milão

Vincenzo, algemado, é levado pela polícia internacional. A prisão foi transmitida ao vivo por redes italianas. O Don que aterrorizou o submundo, agora de cabeça erguida, calado, com o rosto pálido de alguém que já não tinha nada a perder. Na cela, sozinho, ele segurava o anel. O único objeto que a polícia permitiu que ele ficasse. Ele ainda acreditava que havia morrido. Mas algo dentro dele… Algo Cassano… Sussurrava que a guerra ainda não tinha acabado.

5 dias de cativeiro…

O sangue de fervia a cada notícia que ela escutava sobre Vincenzo, ela sabia que sairia dali e iria destruir qualquer um que se metesse no caminho dela, iria arrancar ele da prisão nem que fosse a última coisa que faria. Escutava os Eduardo rindo e debochando da prisão de Vincenzo, festejando como se fosse um feriado internacional. Ao anoitecer, ela era mantida apenas com um guarda, enquanto os outros dormiam. Mas, dessa vez, era alguém diferente. Quando ele saiu, ela se arrastou até a parede. As mãos ainda estavam amarradas, mas seus dedos sentiam o rasgo que fizera no colchão na noite anterior. Ali dentro, ela havia escondido um pedaço de arame que arrancou discretamente da mola do estrado. Com paciência e sangue nos dedos, começou a abrir o nó.

Dia 7 no cativeiro…

agora tinha liberdade de movimentos, mas fingia ainda estar contida. Passou a observar os turnos dos guardas, os horários das trocas, a frequência das refeições. Descobriu que havia apenas dois homens armados fixos, um responsável por vigiá-la diretamente e outro que fazia a ronda no andar de cima. Um deles, Marco, era mais vulnerável. Jovem, ambicioso, e claramente impressionado com ela. Ela passou a falar com ele nos poucos minutos em que ele ficava na porta.

— Qual seu nome?

 — Marco.

 — Você não parece um assassino, Marco.

 — Não sou. Só... obedeço ordens.

 — Nem todas as ordens devem ser obedecidas.

Sementes. Nada mais do que sementes. Mas uma mente fraca, no lugar certo, pode ser o estopim de um império em ruínas.

Dia 10 no cativeiro…

rasgou um pedaço de pano da própria roupa, e com o próprio sangue, escreveu uma mensagem. Marco se aproximou, os olhos arregalados de surpresa.

— Preciso que entregue isso diretamente ao Luca, na mansão Cassano. — Marco hesitou, mas pegou o tecido e se retirou. adormeceu, mas acordou mais tarde, ao escutar a porta se abrindo.

— Eu entreguei. Luca sabe, ele perguntou onde e quando. — Disse Marco, entrando no cativeiro.

— Ainda não, preciso que traga para mim um celular de algum deles. — Disse ela, Marco hesitou. — Marco, olhe para mim, eles perderam tudo. Precisaram jogar sujo, mas estão morrendo de medo, à partir do momento que eu sair daqui, ou o Vincenzo sair da cadeia, não vai sobrar nenhum deles. Eles não tem nada, eu tenho um império. — Marco engoliu seco, mas assentiu. — Me traga o celular e volte pela manhã, te darei as instruções para transmitir à Luca. Você está comigo agora, Marco.

— Sim, senhora. — Marco se levantou e saiu do local, mais tarde, jogou pela portinhola um celular desbloqueado. se arrastou até lá, fingindo estar amarrada, caso não conseguisse evitar algum ponto cego câmeras. Pegou o celular e se manteve colada na porta, sabia que as câmeras não alcançavam aquele local. Abriu o celular e realizou um backup, que demorou por volta de 10 minutos, escutou barulhos e rapidamente enviou por e-mail todo o backup do celular, com todas as informações necessárias para Luca contra-atacar. Bateu com o celular várias vezes no chão, de modo que não emitisse muito barulho, o celular se estraçalhou e parou de funcionar, ela se arrastou até a lixeira e jogou o celular lá dentro, misturando o lixo, voltou para perto da porta e fingiu que estava espiando pela fresta, até que a porta se abriu.

— O que foi, Consigliere? — Perguntou um dos homens do local.

— Preciso fazer xixi. — Eles sempre a buscavam 3 vezes ao dia para ir ao banheiro, ele a puxou pelo braço, e a guiou até o banheiro.

Dia 11 no cativeiro…

Marco apareceu pela manhã, como combinado.

— Escuta, você vai cortar a energia assim que eles me levarem para o banheiro, após o jantar. Transmita a mensagem para Luca estar aqui no horário combinado, o resto é comigo. E mais uma coisa, preciso de uma arma. Não precisa ser de fogo, até um pedaço de vidro serve, preciso de alguma coisa para derrubar o guarda no banheiro. — Marco assentiu.

— Quando eu trouxer seu almoço, vou deixar uma faca de refeição no lixo.

— Certo, agora vai, preciso que Luca esteja aqui no horário combinado. — Marco assentiu e se retirou, fingindo ter trocado o lençol do colchão dela.

20:00

guardou dentro da roupa a faca de refeição que Marco deixou no lixo, 5 minutos após o jantar, lá estava o responsável por levá-la ao banheiro. Ele a segurou pelo braço e a guiou, como de costume. As luzes se apagaram assim que eles entraram no banheiro, rapidamente se livrou das amarras, que já estavam soltas há alguns dias. Cravou a faca de refeição no pescoço do homem, o sangue jorrando e seu corpo caindo no chão lentamente, mostravam que ela conseguiu acertar na carótida. Revistou o corpo do homem e conseguiu uma arma de fogo, agora era o momento de destruir cada um deles, por dentro.

As luzes se acenderam, o responsável por tudo foi até o cativeiro dela, e não a encontrou.

— Ela fugiu?! — Disse um dos homens, mas ele sabia que não. Alessandro Eduardo, ele arquitetou tudo desde o começo, e tinha que acontecer com ela presa. Vincenzo era perigoso sem ela, mas com ela, seria impossível.

— Ela está aqui… — Ele olhou ao redor. — …e está ganhando.

— Senhor? — Um dos subordinados perguntou, confuso.

— Se ela tivesse fugido… — O homem bufou. — …saberíamos. Ela quer nos destruir. Encontrem-na! — Os capangas saíram do quarto, deixando Alessandro sozinho.  A porta atrás dele se fechou e ele escutou o barulho de arma destravando.

— Il Serpente. — Disse ela, mencionando o apelido do homem, pela tatuagem de serpente em seu pescoço.

— Consigliere. — Respondeu ele, fazendo menção a pegar a arma. 
— Eu não faria isso se fosse você, seus homens lá fora já estão cercados. Achou mesmo inteligente sacrificar tantos só para prender o Vincenzo? Falta algo em você que ele tem de sobra. — se aproximou e encostou a arma na cabeça dele. — Lealdade.
— O que você quer, Consigliere? — Perguntou ele, em uma tentativa de negociar.

— Não… — Ela riu. — O tempo de negociação acabou, eu ofereci uma trégua, disse que se não cumprissem iriam declarar guerra. E você sabia, essa guerra já estava ganha desde o começo, nós estávamos dando uma chance à vocês. — Ela apertou o gatilho, mas não saiu nada, o que fez o homem arrepiar. Barulhos de tiros foram escutados do lado de fora. — Sacrificar os próprios irmãos… — Ela apertou o gatilho novamente, sem bala. — Baixo… até mesmo para vocês. — Apertou novamente e ele se ajoelhou.

— Por favor, Consigliere, tenha piedade. Nós retiramos as acusações contra o Vincenzo, por favor. — Implorou ele.
— Não. Eu mesma cuido disso. — Ela apertou o gatilho, dessa vez, a arma estava carregada. A porta se abriu e era Luca.

— Consigliere! — Exclamou, aliviado.

— Luca! — correu até ele e o abraçou. — Mais alguém sabe que estou viva?

— Só a família, Consigliere. — Os dois saíram juntos do local.

— Mantenha assim, vou ser o trunfo do Vincenzo amanhã no julgamento. Vamos.

Julgamento de Vincenzo.

O tribunal estava lotado. Câmeras transmitiam ao vivo para os principais canais da Itália. O nome Cassano estampava jornais há semanas, e todos queriam assistir à queda final do homem que personificava o submundo da máfia milanesa. Vincenzo permanecia sentado, algemado, o rosto pálido e o olhar distante. Parecia um homem derrotado. Ao seu lado, o defensor público revisava papéis às pressas, designado naquela manhã depois que o réu recusou os advogados oferecidos pela família.

— O réu ainda se recusa a nomear um advogado? — questionou a juíza, o tom impaciente.

— Sim, meritíssima. — respondeu o defensor, pigarreando. — O senhor Cassano declarou que não deseja defesa. Disse que não há mais por quem lutar. — Um murmúrio percorreu a sala de audiência. Vincenzo não reagiu. Manteve os olhos no chão, imóvel, como se já tivesse aceitado seu destino. Até que, em um segundo, tudo mudou. A porta do fundo se abriu com força, fazendo todos se virarem. Os saltos firmes ecoaram no chão. O som de passos decididos. A mulher que surgiu era inconfundível, mesmo depois de dias desaparecida: cabelos presos, olhos determinados, um terno escuro impecável, e pendurado ao pescoço, o crachá da Ordem dos Advogados da Itália.

— Objeção, meritíssima. — declarou Mancini, avançando com segurança até o centro da sala. — Dra. Mancini, advogada criminalista. A partir deste momento, assumo a defesa do réu Vincenzo Cassano. — A juíza arregalou os olhos, assim como metade da corte. O murmúrio virou um burburinho escandalizado. O promotor se levantou num salto.

— Isso é uma afronta! Essa mulher foi dada como morta há mais de uma semana!

— E ainda assim, aqui estou. — respondeu , entregando à juíza um documento de nomeação de defesa assinado pelo próprio Vincenzo. — Ele recusou qualquer defensor porque acreditava que eu estava morta. Não era falta de opções, era falta de esperança. — Vincenzo finalmente ergueu os olhos. Por um segundo, o mundo pareceu parar. O olhar dele encontrou o dela. Ele respirou fundo, como se tivesse emergido de um naufrágio. A juíza conferiu os papéis, leu em silêncio, e assentiu, ainda visivelmente abalada.

— Está autorizada. Pode prosseguir, Dra. Mancini. — caminhou até a bancada da defesa e conectou um pendrive ao projetor do tribunal. As luzes se apagaram parcialmente e o telão se acendeu.

— Meritíssima, senhores jurados, promotores e cidadãos aqui presentes. As acusações contra Vincenzo Cassano são fundamentadas em uma mentira. Um teatro elaborado para provocar o homem e levá-lo à destruição pública. Tudo começou com a minha falsa morte. — Ela apertou um botão. O telão exibiu uma gravação de áudio, com data e hora confirmadas digitalmente. A voz era de um dos irmãos Eduardo:

— “Ele vai cair direitinho. Quando matar aquele último, vamos expor tudo.”
 
 Em seguida, apresentou laudos forenses que indicavam que o sangue encontrado no carro não era exclusivamente dela. Havia mistura com sangue bovino, e o corpo usado para encobrir o sequestro possuía altura, peso e estrutura óssea incompatíveis com os dados médicos de . Um perito judicial independente confirmava tudo por vídeo. Ela então revelou as gravações das câmeras de segurança originais, não as fornecidas pela promotoria, mas os arquivos brutos que haviam sido editados. Nelas, Vincenzo aparecia sozinho, em locais distintos dos assassinatos que lhe foram atribuídos. O GPS do celular dele, registros de antenas telefônicas e câmeras de trânsito confirmavam: ele não esteve presente em pelo menos dois dos três assassinatos mais graves.
— Vincenzo Cassano não cometeu esses crimes. Foi provocado. Manipulado. Envenenado por uma mentira calculada. — O promotor tentou se manifestar, mas continuou com firmeza: — E quanto ao único homem que ele matou com as próprias mãos, existe aqui um vídeo gravado por mim mesma, em cativeiro, com o celular de um dos sequestradores. O homem confessa que participou da emboscada, que me manteve refém, e que planejou cada passo para destruir Vincenzo emocionalmente. — Ela respirou fundo. Seus olhos estavam marejados, mas sua voz não tremia. — Vincenzo matou esse homem em legítima defesa, no exato momento em que tentava descobrir onde eu estava. E mesmo esse ato foi manipulado para parecer execução. — Naquele instante, Marco entrou no tribunal, acompanhado de dois agentes federais. Ele jurou perante o juiz. Confirmou cada palavra de . Disse que testemunhou o cativeiro, ajudou na fuga, e entregou às autoridades todos os dados que ela salvou do celular dos Eduardo: conversas, vídeos, planos.
— Eles queriam fazer parecer que Vincenzo perdeu o controle. Mas o que ele perdeu foi a mulher que ama. E, ainda assim, ele agiu com mais honra do que qualquer um deles. — voltou-se para o júri. — Vincenzo não é um santo. Mas também não é um assassino sem propósito. Ele é um homem que sofreu uma perda insuportável e reagiu da única forma que conhecia. Só que agora… sabemos que tudo foi forjado. E eu estou viva. — Ela se virou para a juíza. — Peço a imediata liberação do réu, com base nas provas apresentadas, nos testemunhos coletados sob juramento, e nas falhas processuais gritantes da acusação. Vincenzo Cassano é inocente das acusações formais. E eu posso provar cada linha que disse aqui. — O silêncio se abateu sobre o tribunal. A juíza recolheu os documentos, assistiu às gravações mais uma vez, e respirou fundo.

— Diante das novas provas apresentadas, da confirmação de manipulação forense, de ausência de laudo oficial do corpo da suposta vítima, da falsa imputação de provas, e da omissão do Estado, esta corte declara Vincenzo Cassano inocente das acusações de assassinato, conspiração e terrorismo urbano. A prisão preventiva está revogada. O réu está livre.

O som das algemas sendo retiradas ecoou na sala como o estalo de um trovão. Vincenzo se levantou lentamente, ainda sem acreditar. caminhou até ele e estendeu a mão. Ele a segurou, e naquele instante, o mundo pareceu voltar a respirar.

— Você voltou — ele sussurrou.

— Sempre estive aqui. Só precisava de tempo para virar o jogo. — sorriu.Ele a puxou para um abraço apertado, o rosto escondido em seu pescoço, como quem finalmente encontra abrigo depois de atravessar o inferno.

Do lado de fora, os jornalistas se preparavam para noticiar o escândalo que mudaria tudo. Mas lá dentro, naquele tribunal, só havia uma certeza: O império Cassano tinha caído por três dias. Agora, voltava ao topo e com a Consigliere ao comando. E o mundo inteiro estava prestes a se lembrar do porquê deveriam temer os dois.


Epílogo

Catedral de Milão:
O vestido branco de   cobria parte do corredor central da Catedral Duomo, o local estava lotado de convidados, família, aliados, amigos, todos estavam presentes. À princípio, a ideia de um casamento luxuoso não agradava aos dois, mas depois de tudo que passaram, queriam que o mundo visse o quanto estavam mais fortes. Vivos. Imparáveis.
  entrou na igreja acompanhada de sua mãe. O murmúrio cessou. As portas se fecharam atrás delas e o órgão preencheu o espaço com uma melodia suave, antiga, quase sagrada. Vincenzo, no altar, não conseguia conter as lágrimas. Ele, o Don temido por tantos, o homem que havia conhecido o luto mais cruel, agora tremia ao vê-la caminhando em sua direção, viva, linda, e prestes a se tornar sua esposa. De sua esposa. Ela sorriu ao vê-lo, e ele sorriu de volta, com o olhar de alguém que teve tudo arrancado, e teve a sorte de recuperar o que mais importava. Quando   chegou ao altar, Vincenzo segurou sua mão com firmeza, como quem jura que nunca mais vai soltar.

— Achei que você não choraria — sussurrou ela, com um meio sorriso.

— Você morreu. E voltou. Me dá licença de chorar o quanto quiser. — Ele sorriu de volta.

O padre iniciou a cerimônia. As palavras eram bonitas, mas para eles, nada parecia mais sagrado do que a troca de olhares entre cada frase. Quando foi a vez dos votos, Vincenzo segurou as mãos dela e falou:

— Jurei vingança quando achei que tinha te perdido. Hoje, eu juro fidelidade agora que te reencontrei. Você é minha luz na escuridão, . Minha Consigliere, minha guerreira, minha mulher. Por você, eu viveria de novo todos os infernos. Mas hoje… quero viver o paraíso ao seu lado. — , com os olhos marejados, respirou fundo.

— Achei que o mundo tivesse acabado quando me tiraram de você. Mas mesmo presa, mesmo apagada da história, eu sabia que voltaria. Porque você não é só meu lar. Você é minha origem, minha força. E agora, meu futuro. Vincenzo, eu sou, e sempre serei, sua. — O padre não conseguiu esconder o sorriso emocionado.

— Pelo poder a mim concedido, eu os declaro marido e mulher. Pode beijar a noiva.

O beijo foi longo, intenso, com o peso de todas as promessas não ditas e o alívio de todas as dores superadas. Quando se viraram para os convidados, aplausos tomaram a catedral. A máfia italiana nunca aplaudiu tanto. Na saída, pétalas de rosas brancas caíam dos céus — um gesto simbólico do novo aliado na prefeitura. A praça em frente à catedral estava fechada exclusivamente para eles. E ali, no alto das escadas da Duomo, com Milão inteira diante deles,   e Vincenzo Cassano entenderam que não eram mais lenda.

Eles eram história.


Fim!



Nota da autora: Oi meus amores, espero muito que tenham gostado dessa fic! Não esqueçam de deixar um comentário se gostaram da fic porque isso me incentiva a continuar escrevendo para vcs <3



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