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Duas Irmãs e os Winchesters






Última atualização: 17/04/2017

Capítulo 01: Encontro por acaso.


POV :


Era mais um dia chato quando meu despertador toca exatamente às 06:00h, logo sinto um ser que eu não sei viver sem pular em meu colo, começando a me lamber e isso fez com que eu sorrisse.

- Oi, meu bebezinho.

Sim, eu falo com meu cachorro, mas também, né? Quem nunca? Levanto da cama, vou ao banheiro e começo a fazer meus passos para ficar bonita. O que eu não me achava. Até porque eu nunca tive sorte no amor. Tomo meu banho rapidamente, seco meu cabelo demorando uns 5 minutos para pentear. Abro meu guarda-roupa achando meu look do dia, sim, vai ser esse. Era uma blusa azul com decote V e de manga curta, coloco minha calça jeans escura e estou pronta. Como acordei atrasada, não deu tempo de tomar café da manhã, dou um beijo em Buster (é um lhasa apso), e saio do meu apartamento. Chego correndo na minha faculdade e logo percebo uma multidão na entrada e todo mundo parecia desesperado com algo, me aproximo do centro da entrada e logo sinto , minha melhor amiga, me abraçar desesperada chorando, retribui seu abraço com força.

- , o que houve?
- Vamos para casa, por favor? – Assim que ela diz isso, a solto do abraço.
- Não sem antes você me explicar o que está acontecendo.
- É o meu namorado. – Ela fez uma pausa. – É o . – Ela diz chorando entre os soluços.
- O que aconteceu com ele?
- Ele morreu, .
- Ele o quê? – Pergunto gritando assustada.
- Isso que você ouviu. – Ela disse soluçando. – Foi horrível, .

A abraço de novo, não dizendo nada.

- Desculpe interromper, mas você é ?

Um homem gigante pergunta, tinha cabelos morenos e grandes, olhos verdes e estava usando um terno. Ele deu um sorriso de canto olhando fixamente para .

- Sim. – Ela disse enxugando o nariz, se soltando de meu abraço.
- Eu sinto muito pelo o que aconteceu ao seu namorado, mas eu preciso fazer umas perguntas. – Ele mostra seu distintivo de F.B.I. – São de rotina.
- Tudo bem.
- Podemos conversar em um lugar mais tranquilo? – Ele guarda o distintivo.

O levamos até a sala de aula, assim que os dois entram, eu tranco a porta, apenas fico encostada no batente da mesma observando os dois no meio da sala.
fica sentada na cadeira de um lado da mesa e o agente Smith na sua frente, de costas para mim.

- Então... – ele ia falar, mas ela interrompeu.
- Então, estávamos na cantina há pouco tempo hoje cedo, me beijou dizendo que ia ao banheiro, eu notei que ele não voltava, tinha passado uma meia hora do ocorrido. Logo vi uma movimentação no banheiro masculino então fui até lá. – Ela começa a chorar de volta.

Smith entrega um lenço de papel para ela, que o aceita começando a enxugar as lágrimas. Ele ficou apenas observando , sem falar nada. A mesma respira fundo.

- Eu o encontrei com a cabeça dentro de uma privada, e quando eu fui tirá-lo de lá, seu rosto estava totalmente parecendo...

Ela não conseguia explicar.

- Parecendo que tinha borbulhado a cabeça em uma água quente. – Os interrompi e apenas acenou com a cabeça.

Smith virou para mim, me olhando confuso.

- Ele tinha inimigos?
- Que eu saiba, não. Todos os adoravam. – responde.
- Tem certeza?
- Absoluta.
- Bom, era só isso, obrigado pelo tempo de vocês. Assim que eu souber de mais alguma informação, eu aviso.
- Obrigada, Agente.

Eles se despedem e Smith apenas sorri pra mim saindo da sala. Caminho até minha amiga e a abraço.

Acordo no dia seguinte com Buster me lambendo como de costume, apenas levanto e faço a mesma rotina de ontem, só que hoje os professores não darão aula por causa do acontecido. Então terei o dia livre para fazer nada, porque não estava na maior animação, dou um beijo em Buster, então saio do apartamento para tomar um café em uma lanchonete aqui perto. Entro lá, sento numa mesa perto da janela e logo a garçonete aparece.

- O que a senhorita deseja?
- Waffles com muita calda de chocolate e um café. Obrigada.

A garçonete apenas riu anotando o pedindo, a olhei confusa.

- O quê?
- É que é engraçado. – Ela respondeu.
- O que é engraçado?
- O rapaz loiro daquela mesa pediu a mesma coisa que você.

Ela apontou a caneta para o rapaz, mas ele estava de costas, ele se moveu para o lado e reconheci quem estava a sua frente, era o Agente Smith, mas o que ele estava fazendo aqui? Olho para o lado, a garçonete já tinha saído, levanto da mesa e resolvo ir cumprimentar o tal agente Smith. A mesa deles também ficava na parede, então eles estavam sentados nos lados da mesa, me apoiei na ponta da mesa encarando o Smith.

- Oi, Agente Smith, que coincidência. – Digo calma.
- Oi. – Ele responde tímido engolindo a seco. - O que está fazendo aqui?
- Aparentemente tomando um café, já que não tenho aula na faculdade hoje, por causa do ocorrido. E quem é o seu colega? – Olho para o rapaz loiro.

Que por sinal era um gatinho, loiro de olhos verdes, cabelo estilo militar. Ele não parava de me olhar.

- Eu sou o De... – Smith interrompe o amigo que falava gaguejando.
- Ele é o Matt. Agente Matt.

Olho Smith que olhava meio irritado para o tal Matt. Por que não acredito nessa história?

- Tudo bem. Bom, eu vou voltar para a minha... – O Matt me interrompe.
- Espera, não quer se sentar conosco?

O Moreno apenas olha carrancudo para Matt que olha para ele confuso.

- O quê? Só fui educado. – Ele me olha. – Isso se você estiver sozinha, claro.

Olho para minha mesa e volto a olhá-lo. Não sei por que, eu queria sentar perto deles.

- Tudo bem, eu aceito.

Sento ao lado do loiro que ainda continua me olhando.

- Perdeu alguma coisa? – Respondo arqueando a sobrancelha o olhando.
- Desculpe.
- Aqui, senhores, e o seu, moça.

A garçonete nos interrompeu colocando os pratos na mesa, logo se afastando.

- Vejo que pensamos iguais.

Matt diz malicioso olhando para o prato e depois para mim. Olho Smith e apenas coloco algum dinheiro na mesa, saindo dali.

Capítulo 02: Podemos te ajudar.


POV DEAN:

A garota saiu daqui nervosa, franzi minha sobrancelha olhando Sam.

- Levando um fora tão cedo, Dean? Está se superando.
- Cala boca. – Digo e Sam apenas ri.

Fico um tempo pensando naquela garota, enquanto ia morder meu waffles, olho para o dela e resolvo sair dali.

- Dean, aonde vai? – Sam pergunta não entendendo minha reação.

Alias, nem eu mesmo estou entendendo. Quando sai da lanchonete, a procuro parado na porta, olho para todos os lados, mas nada.

- Onde ela se meteu? - Disse baixinho para mim mesmo enquanto voltava a sentar à mesa. Porque eu estava com essa sensação de que devia pedir desculpas a ela?
- Gostou mesmo da garota, Dean.
- Você, cala boca.
- Gostou dela ou está irritado porque ela não é daquelas que cai fácil em suas cantadas? – Ele dizia rindo.
- Já mandei calar a boca.
- Tudo bem, senhor esquentado, vamos focar no caso agora.
- O que descobriu? – Pergunto tentando me concentrar.
- Aparentemente o cara foi afogado em uma privada. – Começo a rir e Sam me olha carrancudo, então paro.
- Desculpe, continue.
- Então quando sua namorada, amiga da menina que estava aqui, foi o levantar, ele estava parecendo que tinha colocado a cabeça em água quente.
- O cara tinha inimigos?
- Pelo o que elas me falaram, não.
- Sei. Bom, vamos para a faculdade. – Disse colocando algum dinheiro na mesa, me levantando em seguida.
- Agora?
- Não, amanhã. – Respondo sínico.
- Dean, está de dia. – Sam entra no Impala e eu logo em seguida.
- E? – Dou a partida.

Ele apenas fica quieto. Ligo o rádio e estava tocando AC/DC. Assim que chegamos à faculdade, mostramos nossa carteira falsa de F.B.I. e eles nos deixaram passar. Enquanto caminhávamos até o banheiro, olhei para Sam dizendo rindo:

- Viu? Foi difícil? – Ele apenas revira o olho.

Estávamos quase entrando no banheiro quando uma figura conhecida nos falou:

- Agentes?

Me viro para olhá-la e era a mesma garota da lanchonete.

- Oi, o que está fazendo aqui, sendo que não tem aula? – Pergunto.
- Vim ver se descubro alguma coisa, já que vocês demoram muito em seu trabalho e minha amiga está desesperada.
- Olha... – começo a falar, mas sou cortado por Sam.
- Essas coisas levam tempo, tente acalmar sua amiga e enquanto isso, nós fazemos nosso trabalho.

Ela ficou quieta e apenas me encarou com raiva.

- Vou tentar fazer ela se acalmar, afinal, era como meu irmão. – A olho desconfiado. - Obrigada, Smith.
- De nada. Aliás, como é seu nome?
- .

Então esse era seu nome.

- Lhe daremos mais informações assim que soubermos de algo. – Finalmente digo.

Ela apenas me olha sorrindo de canto e se afasta, e eu apenas fico a admirando se distanciar.

- Dean? – Sam me puxa pelo braço.
- O quê? – O olho.
- Vamos, temos algo importante para fazer.

Entramos no banheiro procurando se achávamos alguma coisa.

- Encontrou alguma coisa? – Pergunto cansativo.
- Sim. – Me viro para Sam olhando o objeto em suas mãos.
- Bruxas? – Falo irritado. – Qual é!

Mais tarde no hotel, ficamos procurando, fazendo nossas pesquisas e eu já estava ficando irritado com aquilo.

- Bruxas. Por que tem que ser Bruxas?
- Aonde vai? – Sam pergunta ao me vê pegando a chave do carro.
- Dar uma volta.

Vou a um bar perto do hotel e da faculdade onde tinha ocorrido o acidente, tomo apenas uma cerveja e resolvo sair do bar, assim que ia abrir a porta do meu carro, ouço uma menina gritando.

- ALGUÉM ME AJUDA. – Reconheço essa voz.
- ? – Olho na direção da voz e era ela mesma.

Assim que me nota, corre atrás de mim me abraçando com força.

- Por favor, me ajuda. – Ela grita desesperada chorando.

Olho na minha frente e tinha várias facas no ar, mas não tinha ninguém as controlando.

- O que está acontecendo aqui? – Pergunto ainda olhando para as facas, mas protegendo .
- Eu não sei.

As facas vieram para cima da gente, mas dei um passo para trás, empurrando junto.

- Entra no carro.
- O quê?
- Agora.

Ordenei e ela foi correndo até o outro lado, entrando no carro, as facas tentaram a seguir, mas eu fiquei as impedindo e por algum motivo elas não avançaram em mim querendo apenas , assim que entrou, abro correndo a porta do motorista, a fechando, em seguida dando partida no carro o mais rápido que posso.

- Por que essas facas te atacariam? – Pergunta Sam já dentro do hotel.
- Eu não sei. – Ela responde chorando sentada na ponta da cama.
- Ah, você não sabe? - Pergunto encostado no batente da porta a olhando.
- Olha, eu não sei. – Ela responde me olhando.
- , para de enrolação e nos conta o que está acontecendo, nós podemos te ajudar.
- Podem mesmo? – Ela se levanta. – Olha, eu nem sei quem vocês são.
- Somos os caras que salvaram a sua vida. – Respondo grosso.
- Mas que até agora não resolveram a causa da morte do namorado da minha melhor amiga. – Ela praticamente grita irritada me olhando.
- Se te contássemos, você não iria acreditar. – Sam responde atrás dela.

Nisso, alguém bate na porta, mas quando abro, eram aquelas mesmas facas.

- Ai, não.

Olho para trás e vejo se escondendo atrás de Sam.
As facas passaram por mim indo na direção de Sam, passou por ele, tentavam chegar em , mas Sam não deixou.

- O saquinho. – Sam olha para mim.
- Saquinho? Que Saquinho? - pergunta assustada, me olhando.

Apenas vou até minha mochila onde estava o bendito saquinho e quando eu ia abrir, as facas vieram em minha direção, na hora, parei o que estava fazendo, peguei rapidamente o saquinho e taquei fogo, mas não adiantou nada.

- E agora? – Pergunto me encostando à parede com as facas se aproximando.
- Onde é a sua casa? – Pergunta Sam para .

Ela passou o endereço para Sam, nos deixando sozinhos aqui com essas facas doidas.

- Espero que ele seja rápido. – Disse assustado com as facas cada vez se aproximando mais de mim.
- EI! – gritou e as facas se viraram contra ela.

Ficamos distraindo aquelas facas durante um bom tempo, até que elas simplesmente caem ao chão e logo meu celular vibra.

- Deu certo? – Sam pergunta na outra linha.
- Deu.
- Já estou a caminho.
- Ok.

Desligo o telefone, me aproximo de , colocando uma mão no seu ombro.

- Você está bem?
- Não.

Ela me abraça apertado chorando. Sento ela na cama, caminho até a geladeira pegando uma cerveja, a entregando. Observo ela tomar um gole enorme enquanto alguns pensamentos vinham a minha cabeça. Ela era linda, esses cabelos loiros realçam com seus olhos verdes, sua pele parecia macia como uma folha de algodão, o que está acontecendo, que efeito essa garota deu em mim?

- Matt? – Ela me chama pelo meu nome falso.
- Sim?
- Você está bem?
- Claro que estou. – Falo desconversando.
- Cheguei pessoas. – Disse Sam ao entrar no quarto.
- Bem, obrigada por me salvarem.
- Espera, não quer saber o que matou seu amigo e quase matou você também? – Sam pergunta.
- Não, o importante é que estou viva, e isso vou ficar eternamente grata a vocês.

Ela se aproxima me abraçando, aquilo de algum jeito, mexeu comigo.

- Obrigada, Matt, e desculpa por hoje mais cedo na lanchonete.
- Sem problemas. – Pisco para ela. – Eu te deixo em casa.

Peguei as chaves do carro enquanto ela se despedia de Sam. No trajeto até sua casa foi em silêncio, o que me deixava incomodado, paro em frente sua residência e a olho, ela faz o mesmo comigo.

- Obrigada mais uma vez.
- De nada, quando precisar, estamos à sua disposição. – Ela apenas ri de canto e me olha confusa.
- Quando vou ver vocês de novo?
- Esperamos que não tão cedo. – Digo, mas logo me arrependo pelo seu olhar.
- Eu espero vê-lo em breve.

Ela apenas saiu do carro, e espere, é impressão minha ou ela estava flertando comigo? Dirijo até o hotel de volta encucado com aquilo que acabei de ouvir.

Capítulo 03: Uma garota cheia de mistérios!


POV SAM:


Já faz 4 meses que se passaram desde a caçada em Ohio, das bruxas, eu estava preocupado com Dean, ele estava diferente, meio agressivo e sim, sei porque ele estar assim. Por conta de o nosso pai ter morrido algumas semanas atrás em um acidente de carro, achamos que o demônio está envolvido nisso. Dean estava ficando isolado e isso estava me deixando com raiva, não suportava ver meu irmão desse jeito.

- Dean! – O chamo mais ele não me ouve. – DEAN!
- O QUÊ?

Ele me olha com aquele olhar mortal que eu conheço muito bem. Estávamos na casa do Bobby há uma semana já, e Dean só ficava no quarto e isso não é seu normal.

- Arranjei um caso para nós.
- Ótimo, vai você. – Ele diz virando de lado na cama e colocando o travesseiro em cima da cabeça.
- Qual é, cara, quer parar de drama? Você acha que o papai queria que reagíssemos assim?

No que eu falo isso, ele se levanta com raiva da cama e se aproxima de mim, fazendo eu me encostar à parede.

- Agora você está querendo dar uma de bom filho? Quando ele era vivo, você nem ligava para ele, Sam. Quer caçar? Caça sozinho, eu não estou a fim. Pelo menos eu sou um bom filho e respeito sua morte.

Ele vira de costas colocando a mão no queixo.

- E você acha que eu não respeito? Dean, eu... – ele me interrompe.
- Sam, me deixa sozinho.

Apenas saio do quarto, eu não estava mais reconhecendo o meu irmão, o que será que estava acontecendo com ele? Assim que desço a escada, vejo Bobby na porta atendendo alguém, me aproximo e vejo quem ele estava abraçando, uma garota que ao soltar Bobby, me nota ali parado olhando para a mesma.

- Você deve ser Sam Winchester. – Ela diz com aquele sorriso estendendo a mão.
- Sim, sou eu. – Faço uma pausa a cumprimentando. – E você é... – Ela me interrompe.
- Sou . .
- Amiga do Bobby? – Pergunto olhando Bobby.
- Sim, na verdade Bobby é como meu pai. Não é, Bobby?
- É sim, ela cresceu praticamente aqui, assim como vocês.
- Como não sabíamos sobre ela? – Pergunto desconfiado.
- Preferi não comentar, para não colocar essa danada em nossa vida de caçador, mas não deu outra, ela conseguiu descobrir escondido, não é, mocinha?

Ela abraça Bobby sorridente e diz:

- Eu sempre descubro as coisas.

Fico observando ela ali, toda sorridente, como ela consegue sorrir ainda no meio de tanta confusão dessa vida que levamos?

- Bom, Bobby, vou indo em uma caçada, até mais.
- Seu irmão vai junto?
- Não. Ele só sabe ficar naquele quarto.
- Então leva a , ela é uma excelente caçadora e vai te ajudar muito.
- Isso mesmo, vamos, Winchester? – Ela diz brincalhona segurando minha mão e me puxando para o carro.

Durante o caminho até a casa da vítima, olho ao meu lado, ela está distraída com seu fone de ouvido, ela tinha algum mistério no ar e eu podia sentir isso, como uma garota se torna caçadora? Por que ela quis seguir com essa vida e não ter uma faculdade, uma casa, uma família de verdade? São tantas perguntas, mas que não posso ter as respostas agora, eu mal a conheço.

- Chegamos.

Tirei seu fone delicadamente de seu ouvido, atraindo a atenção dela para mim. Ela lança um sorriso e diz:

- Mas já? Não ia demorar bastante até Colorado.
- Não muito, aliás, você estava toda distraída com esse seu fone ai.
- Sammyzinho com ciúmes? De um fone de ouvido? – Ela dava gargalhada.
- Não estou com ciúmes.
- Finjo que acredito.
- Eu nem te conheço, garota, como vou ter ciúmes de você? E, aliás, por que teria?
- Calma aí, oh, estressado, eu estava brincando com você só. – Ela sai do Impala.

Saio do Impala caminhando em direção à casa da vítima junto com , batemos na porta e a pessoa atende.

- Pois não? – A moça pergunta
- Olha, estamos aqui para saber sobre... – ela me interrompe.
- Não estou boa para responder perguntas agora. Voltem outro dia. – Ela fecha a porta na nossa cara.
- Maravilha.

Eu digo enquanto estava voltando para o carro.

- Calma, Sam, por que você não vai ver o corpo no necrotério e eu vejo se consigo alguma coisa aqui com ela?
- Boa sorte pra você. – Respondo mal humorado.
- Sam, é sério.
- Olha, você não é o Dean pra me dizer o que tenho que fazer ou não, garota.
- Ótimo, eu não sou seu irmão, mas você quer deixar que a vida de mais pessoas inocentes morram por causa da raiva? – Ela responde irritada.
- Desculpe, hoje o dia não está nos melhores. – Respiro fundo, enquanto colocava a mão no meu ombro.
- Faz isso que eu falei enquanto eu resolvo aqui, vai por mim, eu consigo fazer as pessoas fazerem o que eu quero, sou bem insistente. – Ela ri e eu ergo minha cabeça para olhá-la.
- Deu para perceber. – Ela gargalha e me da um beijo na bochecha.
- Vem me buscar mais tarde.

Ela caminha até a porta da casa, enquanto entro no Impala e dou a partida.
Enquanto ia ao necrotério, mil coisas se passavam a minha cabeça. Essa garota me deixava cada vez mais curioso sobre ela. Por que, às vezes, ela era tão grossa e às vezes tão amorosa? Uma garota cheia de mistérios e não vai demorar muito para eu os desvendá-los.

Capítulo 04: Vou te proteger!


POV :

Bobby já tinha me falado dos Winchester antes, mas ele não tinha me falado que Sam Winchester era tão alto, o que para mim, em um homem, me atrai. Além daqueles olhos verdes que me hipnotizaram assim que eu os encontrei. Droga, isso realmente está acontecendo? Não, , você não pode se apaixonar, não mesmo. Bato na porta da casa da vítima e se ela não atender, juro que arrebento essa porta.

- Já mandei voltar outro dia.

Ela diz assim que abre e quase ia fechando a porta, mas a interrompo colocando uma mão na mesma.

- A senhora vai me ouvir, você querendo ou não, e negando só mostra que a senhora tem parte no crime.

Ela me olha pensativa, fecha a porta, enquanto ouço as fechaduras sendo aberta, em seguida a porta.

- Entra.

Ela dá espaço para eu entrar, me viro de frente para ela que estava fechando a porta. A mulher que estava de costas cruza os braços em torno do corpo esfregando os mesmo em lentidão.

- O que quer saber?
- Primeiro, qual seu nome?
- Ana. Ana Turner.
- Então, Ana, eu sou a agente Clarke. – Mostro minha carteira de F.B.I. – Estou aqui para ajudar a encontrar uma solução ao caso do Jack.
- Sim, mas o que quer saber? Eu só quero acabar com isso logo. – Ela diz chorando enquanto guardo minha carteira.
- Jack era seu filho, não era? – Ana apenas acena com a cabeça. – Poderia me contar mais sobre ele? – Ana sorri meio triste de canto.
- Jack era um menino tão especial. – Ela diz enquanto se senta no sofá.
- Especial, especial como? – Também me sento no sofá à sua frente.
- Todos os adoravam, ele era um menino muito inteligente, só tirava notas boas no colégio, era sorridente.
- Não teria motivos de alguém querer se vingar do Jack? – Ela me olha confusa.
- Não. Ele sempre foi um menino muito amável.
- Não teria, por exemplo, um vizinho ou apenas conhecido, com uma certa inveja do Jack ou algo assim?
- Olha, moça, já disse que ninguém faria mal ao meu filho. Quer saber, cai fora da minha casa.
- Só quero... – Ela me interrompe.
- AGORA! – Ela grita apontando para a porta irritada.
- Estou saindo.

Saio da casa, apenas pego meu celular ligando para Sam.

- Sam, pode vir me buscar?
- Dentro de 20 minutos estou ai.

- Então, o que descobriu? – Pergunto mordendo minhas batatas que tinha pedido junto com o hambúrguer.
- Bem, os legistas acham que foi um ataque animal. – Ele vira o notebook para eu olhar a foto.
- Ui. – Tremo um pouco a cabeça.
- Sim, é nojento. – Sam diz.

Na foto, Jack aparece no meio do mato e seu pescoço estava todo ensanguentado, aproximo mais a foto e pude perceber uma mordida na lateral de seu pescoço.

- Sam, já viu essa mordida?
- Já. – Ele dá de ombros.
- Algum palpite?
- Sim, mas antes me fale o que descobriu com aquela mulher.
- Jack era filho dela, segundo a mãe, ele é o filho mais perfeito do mundo.
- Nenhum inimigo?
- Não. – Mordo mais um pedaço do meu hambúrguer.
- Rum. – Ele diz pensativo.
- O quê?
- Nada. – Ele faz uma pausa. – Bem, meu palpite, pela mordida, é um lobisomem.
- Lobisomem?
- Sim.
- Que legal, nunca cacei um antes. – Digo batendo palmas animada.
- Você está bem garota?
- Sim, por quê? – O olho pensativa.
- Nada, deixa pra lá. – Ele guarda o notebook. – Vamos, temos que ser rápidos, hoje é a última lua cheia, se não pegarmos ele hoje... – o interrompo.
- É, eu sei.

Deixo algum dinheiro na mesa saindo da lanchonete.

Durante o caminho eu estava meio perdida nos meus pensamentos, vendo algumas mensagens que chegaram no meu celular.

- Para quem estava animada para caçar um lobisomem, você anda muito pra baixo, está tudo bem? – Ele pergunta chamando minha atenção.
- Estou, Sam. – Respondo guardando o meu celular, o olhando.
- Tem certeza?
- São alguns problemas familiares, nada demais.
- Nada demais? Eles são sua família.
- Eu não os reconheço mais como minha família, Sam, na verdade tem vezes que eu acho que estou sozinha nesse mundo. – Olho a janela vendo as árvores se mexerem.
- Não mais.

Ele segura minha mão, fazendo um agrado e eu o olho sorrindo de canto, me esforçando para não deixar uma lágrima cair, mas é impossível. Ele percebeu isso, enxugou minhas lágrimas e apenas voltou a prestar atenção na estrada. Bobby já tinha me falado dos Winchesters antes, mas não detalhadamente, ele só disse que Dean era um pegador, mas que sempre fazia tudo pela família, e que Sam era o mais inteligente dos irmãos, não que Dean não fosse, mas Bobby não tinha me falado que Sam além de ser inteligente, era alto, apaixonante e além de tudo: uma ótima pessoa para desabafar.

Tinha acabado de sair do banho, quando Sam grita:

- , temos que ir, agora!
- O que foi? – Pergunto jogando a toalha na minha cama.
- Tenho mais uma pista sobre o caso.
- Onde?
- Na escola do garoto.
- Sam, está quase de noite, a escola deve estar fechada, você acha que deixarão a gente entrar?
- Vamos entrar escondidos. – Ele dá de ombro, pegando sua arma. – Vamos.

Ele praticamente me puxa para o carro, chegando à escola, armamos um plano para entrar no colégio. Entraríamos pelo fundo e íamos nos separar, eu iria para o andar de cima e ele ficaria em baixo. A escola estava totalmente escura.

- Lembre-se, viemos procurar pistas.
- O que mais eu ia fazer numa escola à noite?
- Não sei.

Apenas reviro os olhos.

- TEM ALGUÉM AI? – Um segurança pergunta se aproximando da gente.
- Droga. – Digo baixo, me escondendo atrás dos armários escolares.

Sam faz a mesma coisa que eu, mas no outro lado do corredor, ficando de frente para mim.

- Vai lá pra cima. – Sam gesticula com a boca sem emitir som.
- O quê? Você pirou? – Faço a mesma coisa que ele.
- Corre, rápido, agora.

Olhei para o guarda e ele estava de costas, então subi correndo o máximo possível, tropecei em algo na escada, mas não vi o que era.

- Quem está ai? – O guarda pergunta, mas não ouvi mais nada, pois já estava lá em cima.

Ouço uns barulhos de um papel vindo de uma sala, caminho até lá e vejo a janela aberta, com uma menina na sala mexendo na mesa do professor de cabeça baixa.

- Ei, menina. – Me aproximo lentamente dela. – O que faz aqui?

Coloco sua mão em meu ombro, e ela me olha meio que chorando.

- Vim buscar meu diário, o professor deixou aqui trancado no colégio e disse que não iria devolver até meus pais buscarem.
- Você sabe que é errado ficar na escola de noite, não é?
- Sim, mas não me importo com isso.
- Você não tem medo? – Pergunto.
- Por que teria?

Nesse momento ela apenas mostra seus dentes de lobisomem, logo aponto minha arma, porém a menina consegue tirar a arma da minha mão, jogando no outro lado da sala.

- Ah, qual é!

Nisso, ela me derruba no chão, ficando em cima de mim.

- Por que está fazendo isso?
- Eu quero vingança.
- Contra quem?
- Isso não importa.
- Então por que matou Jack Turner?
- Porque ele era um idiota, ele se fazia de apaixonado por mim, mas eu o vi beijando outra garota, ai quando descobri meus poderes, não pensei duas vezes em vingança.
- E o que faz na escola à noite?
- Eu vim com meu bando. Viemos matar a traidora, armamos um plano para ela que caiu feito um patinho. Mas você tinha que atrapalhar tudo.
- Que pena, não é?

Dou um golpe, faço-a ficar deitada no chão, mas ela por ser mais forte, me empurra para longe, me fazendo bater a cabeça, coloco a mão na mesma e sinto um líquido, sim, era sangue, comecei a ficar tonta, minha vista embaçada, mas logo ouço Sam me chamar e um tiro.

- Calma, , vai ficar tudo bem, vou te proteger, vamos embora daqui.
- Sam, tem mais dois lobisomens aqui.
- Vai ficar tudo bem, só descansa, mas não fecha os olhos.


Acordo sonolenta na casa do Bobby, deitada no sofá. Sento devagar, gemi um pouco de dor.

- A bela adormecida acordou.

Olho para a escada.

- Quem é você?
- Eu sou alguém.
- Então prazer, alguém, eu sou .

Me aproximo da pessoa, esticando a mão para um cumprimento, mas a pessoa apenas olha minha mão e sai caminhando até a porta.

- Eu sei quem você é.

Ele ia abrir a porta, mas ligo tudo rapidamente e digo:

- É claro, você deve ser o arrogante e mesquinho: Dean Winchester. – Digo irônica.

Ele vira para mim bravo e apenas diz:

- Arrogante até aceito, mas mesquinho?
- É o que você está sendo agora.
- Olha, garota, eu não estou em um bom dia.

Ia abrir a boca para falar alguma coisa, mas Sam aparece na sala dizendo:

- Galera, chega. Dean vai para um bar ou fazer outra coisa e da um tempo para a garota.

Dean olhou para o irmão e apenas saiu. Sam me olha sorrindo e eu digo:

- Ele é sempre assim?
- Vai se acostumando. – Ele me analisa dos pés a cabeça. – Como você está?
- Bem melhor, eu acho. A não ser uma dor de cabeça. – Pego a cerveja que ele estava me entregando.
- Também, você bateu feio na parede, não deveria saltar tão alto na próxima vez. – Ele brinca e eu sorri.
- Idiota.

Sentamos um do lado do outro no sofá, bebo minha cerveja e o olho.

- Obrigada, Sam, de verdade.
- De nada. Você é uma menina muito legal para morrer tão jovem.
- Só você para me fazer rir nesses últimos tempos.

O olho e apenas ficamos nos encarando, alerta de razão voltando, não se apaixona, , tudo bem que ele faz seu tipo, mas não se apaixona.

- Você está bem? – Ele me pergunta depois de um tempo de silêncio.
- Sim, eu só estava pensando em como você é bem melhor do que o Bobby me contou.

, sua doida, isso é hora de dar cantada? Espere, eu dei uma cantada? Ah, céus.

Capítulo 05: Quanto tempo!


POV DEAN:

Eu estava muito put* com tudo que estava acontecendo em minha volta, por que essa vida tem que ser tão horrível assim? Por que eu simplesmente não posso conhecer alguém, me apaixonar por essa e viver com ela o resto da minha vida? Por que todo mundo que se aproxima de mim tem que morrer? Eu estou cansado, não aguento mais carregar esse peso nas minhas costas sozinho, eu não tenho com quem desabafar isso e nem posso, Sam vai ficar muito irritado quando descobrir e pode ter certeza que eu o entendo, mas não posso contar e isso me deixa agoniado, não gosto de mentir para Sam. Neste momento estou em um bar, tomando acho que minha 4º garrafa de cerveja, até que sinto alguém colocar uma mão no meu ombro direito, olho para o lado e encontro um cara moreno careca.

- Quem é você? – Pergunto de imediato.
- Eu sou o Gordon, e você deve ser Dean Winchester.
- Como me conhece?
- Eu encontrei seu pai uma vez. Um grande cara.
- Sabe muito de nós.
- Notícias, garoto.

Fico o encarando confuso enquanto ele pede uma cerveja.

- Por que está aqui?
- Pelo mesmo motivo que você.
- O quê? Raiva?
- Não. Por um caso.
- Que caso?
- Não sabe, então? Tem um ninho de vampiros em Ohio.
- Então, por que veio até esse bar e não está acabando com eles?
- Porque eu preciso da sua ajuda. – Franzi a sobrancelha.
- Olha, eu... – ele me interrompe.
- Eu sei que você está passando por um momento difícil pelo seu pai, mas o melhor jeito não é descontando nesses monstros?

Fico um tempo pensativo até que concordo com a cabeça, volto à casa de Bobby depois de explicar que vou a uma caçada com Gordon, o que recebo em troca é:

- VOCÊ O QUÊ? – Bobby, Sam e dizem ao mesmo tempo.
- Ah, mas não vai mesmo, Dean! – Dizia Sam.
- Olha, eu sou o irmão mais velho, ok? Eu só vim trazer a notícia que estou saindo, mas se soubesse que reagiriam assim, nem teria vindo.

Me viro para a porta, eu ia abrir, mas alguém entra na minha frente.

- Eu não vou deixar você fazer essa burrada, Dean Winchester! – diz.
- Escuta aqui, garota, quem é você para me dizer o que fazer?

Ela apenas me puxa para os fundos da casa, indo até o ferro velho.

- Você pirou, Dean? Ir a uma caça, com um cara que diz que conhece seu pai e te acha do nada em um bar? Não acha isso suspeito?
- Não. Olha, , você é legal, mas não se meta nessa história.
- Eu me meto, sim, eu não vou deixar você ir sozinho com esse Gordon nessa caçada.
- Tenta me impedir. Eu não vou avisar de novo.

Avanço até a entrada da cozinha, mas fica em minha frente.

- .
- Dean Winchester. Eu não vou deixar você sair até você desistir dessa ideia maluca.

Apenas a afasto de meu caminho, e caminho até meu carro. Onde Gordon me esperava, apenas entro no Impala e coloco uma música, não estava a fim de conversar. Demorou algumas horas a viajem, mas finalmente chegamos, alugamos quarto num hotel e fomos trabalhar, não trocamos nenhuma palavra até o caminho do necrotério.

- Aqui está o cara.

O legista diz enquanto abre a gaveta com o cara morto.

- Como o encontraram? – Pergunto.
- Em um beco com o pescoço todo ensanguentado.
- Tudo bem, poderia nos deixar dar uma olhada? – Olho para o legista que me olha assustado.

Assim que ele sai, sinto Gordon me olhar curioso, mas presto atenção no corpo, logo noto que de fato estávamos tratando de um vampiro, pois acho a presa dentro da mordida, a pego guardando em um saquinho plástico e então encerramos a pesquisa por hoje. Estávamos no hotel, Gordon fazendo pesquisa e eu tomando cerveja, calado em uma mesa no canto.

- Dean? – O olho quando me chama.
- Você está bem?
- É.
- Olha, garoto, se quiser alguém para desabafar.
- Não me leve a mal, Gordon, mas eu não quero falar sobre isso.
- Isso o quê?
- Deixa pra lá. Descobriu mais alguma coisa?
- Tem um cara no bar aqui perto que pode nos dar informações.
- Como sabe?
- Contatos.

Pegamos nossa jaqueta e fomos até o bar, chegando lá, avistamos o cara que achamos suspeito e não deu outra, era um vampiro e nos entregou seu ninho, então eu o mato sem ressentimento, precisava descontar minha raiva em algum lugar.

- Vamos.
- Vamos amanhã de dia, eles vão estar dormindo. – Apenas concordo com a cabeça.

No dia seguinte, acordamos cedo, estamos em uma lanchonete, então olho meu celular enquanto meu pedido não vem, tinha umas 2 mensagens de Sam, mas não a abro, guardo de novo no bolso.

- Agente Matt? – Olho para meu lado esquerdo e Gordon faz o mesmo.
- Matt?
- Esse é seu nome, não? – A moça diz.
- Desculpe, moça, nos conhecemos?
- Poxa, já se esqueceu de mim? – A olho confuso. – Sou , lembra?
- Claro, . Quanto tempo. Não aprontou mais nada, não foi? – Brinco com ela enquanto ela ri.
- Não.
- Quer sentar? Fique à vontade.

Me afasto mais para o canto da parede, a dando espaço, e ela senta ao meu lado, coloco um braço meu atrás dela, pegando minha batata frita e comendo.

- Então, o que faz aqui, agente? – A olho. – Apenas de passagem? Cadê o Smith? – Ela olha para Gordon depois volta a olhar para mim.
- Ele está em outro trabalho, não pode vir.
- Quem é seu parceiro? – olho para Gordon.
- Agente Wilson.
- Prazer. – Ela diz e ele não a responde. – Vejo que ele não é de falar muito.

Apenas ri a olhando enquanto ela rouba meu hambúrguer.

- Ei. – Ela apenas ri.
- Está muito bom. – Sorri de canto.
- O que está fazendo aqui essa hora? Não devia estar na faculdade?
- Não, hoje não tem aula.
- Sei.

Ficamos nos encarando durante um bom tempo, até que noto que ela ficou sem jeito.

- Bom, tenho que ir, até mais, agentes.

Ela me da um beijo na bochecha saindo da lanchonete. Olho Gordon e ele está quieto demais.

- Algum problema, Gordon?
- Não, nenhum.

Terminamos de comer nosso lanche, então fomos ao local do ninho dos vampiros, esperamos alguns saírem até que entramos, nos separamos e eu fui para o local das vitimas, soltei todas que fizeram o que eu mandei. Quando ia para o salão principal do celeiro, ouço Gordon dizer:

- Solto a garota.
- Pra que, em?
- Para seu próprio bem.
- Não caio nessa.

Ele ia morder a menina quando eu disse atrás:

- Solta a garota, AGORA.

O vampiro olha para mim, se virando junto com a garota. Quando a reconheço fico apavorado.

- ?

Ela não me responde, apenas fica chorando assustada.

- Solta esse facão, garoto, ou sua amiga morre.

Me aproximo a passos longos quando ele me avisa de novo.

- Solta esse facão. – Ele abre os dentes.

Ia morder , quando aviso Gordon.

- AGORA!

Ele afasta do vampiro e fica a segurando enquanto eu termino de matar aquele monstro.

Feito o serviço, levamos para casa, enquanto Gordon esperava no carro, eu estava dentro da casa de com ela.

- Você vai ficar bem?
- Podemos apostar que sim, assim como da outra vez. – Ela termina sorrindo.

Aquele sorriso me deixou hipnotizado de alguma forma.

- Matt?
- Oi?
- O que está acontecendo? Por que o Smith não veio?
- Estamos meio que numa situação complicada, então... – ela me interrompe.
- Quer conversar?

Antes de eu a responder, ela me puxa para o sofá e fica me olhando com curiosidade.

- Prometo que o que você me dizer aqui, morre aqui. Eu só não gosto de ver amigo meu triste. – Sorri de canto.
- Amigo? Já me considera assim? Nos encontramos duas vezes.
- Estranho, não? Mas parece que já o conheço há muito tempo.

Rimos juntos, então eu disse:

- É que meu pai faleceu recentemente, e o Smith é o meu irmão. – Conto meia verdade. – Então, aconteceram umas coisas que eu não posso contar ao meu irmão, então, eu tenho que me fazer de durão e eu não tenho com quem desabafar e isso está me matando, eu não gosto de mentir para ele, entende?
- Primeiro, sinto muito pelo seu pai. Sei o quanto é difícil passar por uma situação assim, pode apostar, quando eu era muito pequena, eu perdi alguém especial para mim e até hoje não consigo esquecer essa pessoa. E quanto ao seu irmão, por que não tenta conversar com ele? Quem saiba você contando o que aconteceu, vocês não voltam a se falar?
- Não é tão simples.
- Claro que é, confia em mim, você vai ver.

Ficamos nos encarando durante um tempo, olho sua boca e ela faz o mesmo com a minha, não sei o que estava acontecendo, mas estávamos nos aproximando até que estávamos próximos um do outro, coloco minha mão no rosto dela olhando fixamente para sua boca, tentando me controlar.

- Matt. – Ela me alerta. – Não.

A beijo mesmo assim, mesmo contra minha vontade, o que estava acontecendo? se afasta de mim, me empurrando para longe, se levantando do sofá.

- Vai embora.
- O quê? , me desculpe, eu... – Digo me levantando enquanto ela me interrompe.
- Vai EMBORA. – Ela fez uma pausa. – POR FAVOR. - Ela grita.

Saio de sua casa, pensando na merda que tinha feito.

Capítulo 06: Desabafos!


POV :

Eu e Sam estávamos na sala procurando algo sobre o demônio que matou a mãe dos meninos, mas até agora temos um monte de nada. Do nada vejo Sam se encolhendo na cadeira com a mão na cabeça e isso me preocupa.

- Sam, Sam, você está bem?

Ele não me responde, apenas geme mais de dor, se desequilibra caindo da cadeira, ele se encosta à parede e eu me aproximo para mais perto.

- SAM! – O chamo colocando minhas mãos em seu ombro.
- O que está acontecendo aqui? – Dean diz entrando em casa, se aproximando do irmão.
- Se você estivesse em casa, e não caçando qualquer caçador, saberia, não é?
- Garota, não estou com paciência pra você hoje.
- E NEM EU COM VOCÊ. – Começo a gritar e ele me olha irritado.
- Sam, o que aconteceu?

Dean olha para o irmão preocupado, me deixando falar sozinha.

- Escuta aqui, Winchester, se acha que... – ele me interrompe.
- CALA BOCA, .
- Dean, eu tive, eu não sei. – Sam diz enquanto Dean o ajuda a se sentar no sofá.
- Você teve o quê? – Dean senta à mesa de centro da sala, analisando Sam.

Apenas fico observando os dois na divisa da sala com a cozinha.

- Parecia uma visão, não sei.
- Uma visão?
- Sim.
- O que você viu?
- Uma mulher saindo de uma loja contente com suas compras, depois ela simplesmente para no meio da rua, olha na direção dos carros e um carro a atropela.
- Assim, do nada? – Dean o questiona.
- Algum presságio demoníaco, Sam? – Pergunto e os dois olhos para mim.
- Não sei.
- Vamos investigar. – Eu disse indo pegar a mala até que sinto alguém segurar meu braço.
- Você não vai, não. – Diz Dean.
- Eu sou uma caçadora, Dean Winchester.
- Pode até ser, mas eu não quero ficar me preocupando com você.
- Eu não sou criança para vocês me tratarem assim. Eu vou e ponto final.

Saio de casa indo até o Impala, dentro de algumas horas, estávamos em Ohio.

- Não acredito que era nesse lugar de novo, poderia ter me avisado, Sam.
- Aconteceu alguma coisa na caçada com o Gordon?
- Não. – O olho confusa.

Procuramos nosso hotel, e sim, fiquei no mesmo quarto que os meninos. Estava saindo do banheiro quando Dean pergunta:

- Por que tanta demora lá dentro?
- Pra ficar bonita, meu bem.
- Você sabe que... – o interrompo.
- Dean, se for pra vir com mais uma de suas gracinhas, é melhor ficar quieto.
- Credo, então tá.

Ele diz arrumando a mala de armas dele.

- Cadê o Sam? – Pergunto.
- Foi comprar algum lanche.
- Você deixou ele ir sozinho?
- Ele sabe se virar.
- Dean, mas... – Ele me interrompe.
- Por que tanta preocupação, garota? – Sinto minhas bochechas ficarem vermelhas, logo ele faz uma cara de quem vai tirar sarro. – Você está gostando do Sam?
- Você é bem direto, né, Winchester?
- É um dom.
- Idiota.
- Mas e ai, está ou não?
- Não. – Gaguejo ao falar.
- Claro que está.
- Dean.
- Pode confessar.

Eu ia falar alguma coisa, mas Sam chega na hora.
- Dean, seu hambúrguer e sua torta.

Sam joga uma sacola para Dean, o mesmo me olha e pisca.

- Vou comer lá fora.

Minha vontade de matar o Dean era muita. Sam observa com certa curiosidade Dean sair do quarto e me olha sorrindo.

- O que eu perdi?
- Seu irmão sendo um chato.

Ele apenas ri guardando as coisas na geladeira.

- Juro que não entendo essa implicância de vocês dois. – Ele se vira para mim.
- Nem eu mesmo entendo.

Ficamos nos encarando um tempo até que eu pergunto:

- Você está bem, Sam?
- Estou. – Ele ri de canto.
- Mesmo? Se quiser desabafar, estou bem aqui.

Coloco minha mão em seu ombro e no mesmo instante ele me abraça, escondendo o rosto em meu ombro. Franzi a sobrancelha.

- Sam? – O mesmo se solta de meu abraço e me encara com carinha de cachorro pidão.
- Eu não sei o que está havendo, , eu não sei o que essas visões querem me dizer e isso está me deixando nos nervos.
- Calma, Sam, nós vamos encontrar a solução. Vamos naquela loja e descobrir mais sobre a mulher?

Ele apenas acenou com a cabeça. Assim que saímos do quarto, Dean estava terminando de comer sua torta e estava com a boca toda lambuzada.

- Quer um babador? – Pergunto irônica.

Dean me olha, então coloca a mão na boca vendo que estava suja, me lançando um olhar mortal que me fez rir.

- Aonde vão? - Ele pega um guardanapo limpando sua boca.
- Na loja onde a menina saiu.
- Vou com vocês.

Dean deixa a torta de lado e enquanto Sam ia para o carro, eu o paro.

- Dean, o que houve com o Gordon para você não querer vir para Ohio?
- Na verdade, não é bem o Gordon, é uma outra pessoa.
- Uma mulher? – Ele respira fundo e não diz nada. – O que houve?
- Nada demais. Agora vamos?

Fomos até o local, mostramos nossas carteiras e a dona da loja nos deixou ver a câmera de segurança, e nos passou a nota fiscal da compra da garota. Quando íamos ver as filmagens, ouvimos o barulho de uma porta a ser aberta. Era uma menina loira de olhos verdes e cabelos cacheados nas pontas entrando na loja, assim que nos vê, abre aquele sorriso, mas quando olha Dean, seu sorriso desaparece, olho para ele que se mantêm sério, mas olhando fixamente para a garota. Será que era ela que tinha mexido com o coração do Dean?

- Vamos ver as filmagens? – Dean pergunta olhando para mim, engolindo a seco.

Quando nos viramos para o computador, a menina nos chama.

- Agentes, vocês aqui de novo?
- E como sempre você nos encontrando, não? – Dean responde grosso para a menina.
- Desculpa se isso te incomoda. Vejo que já conversou com o Smith para estarem trabalhando junto.

Dean ia responder, mas ficou calado quando Sam se mete no meio.

- Conversar comigo sobre o que, ?

? Será que era ela?

- Vejo que não conversou.
- Do que vocês estão falando? – Sam pergunta incomodado olhando para Dean que desvia o assunto.
- Nos vemos outra hora, , estamos no meio de um trabalho.
- Desculpe se incomodei vocês, e por sinal, temos que conversar, não é mesmo? – Ela cruza os braços saindo dali.
- Vejo que alguém estava tendo uma DR, Dean? – Sam zomba do irmão que o olha irritado.
- Cala boca e vamos para o trabalho?

Olhamos a câmera de segurança, que por sinal mostrava a menina conversando com um rapaz e logo em seguida entregando algum objeto para ele, mas apenas sai sorridente da loja.

- Esse rapaz apareceu nas suas visões? – Dean pergunta.
- Não.
- Então vamos procurá-lo, saber mais sobre esse cara. – Eu disse.
- Tinha até me esquecido que você estava aqui. – Diz Dean e eu só mostro a língua para o mesmo que ri.

- Ótimo, você e o Sam vão, que eu tenho umas coisas para resolver.
- Que coisas? – Sou curiosa.
- Assuntos particulares, se é que me entende.

Na hora entendi o que ele quis dizer.

Eu e Sam ficamos umas duas horas procurando o cara, até que finalmente o achamos, ele estava meio tenso com tudo aquilo, mas logo quando Sam contou também que tinha poderes, e que a mãe dele morreu do mesmo jeito que a do cara, ele foi ficando assustado. Sam teve outra visão e o cara jurou que não usava seus poderes para não matar ninguém, não caímos nessa história.



- Sam, precisamos conversar. – Disse Dean entrando um tanto nervoso no quarto.
- Não agora, Dean, estamos em um caso.
- É sério, cara.
- Sobre o quê?
- Sobre mim. – A mesma garota da loja entra no quarto e eu olho Dean confuso.
- , o que faz aqui?
- Seu irmão me contou tudo sobre vocês.
- Você o que, Dean?
- Olha, ela me pressionou.
- É verdade o que ele me contou? Que vocês caçam monstros?
- Você mesma viu. – Sam deu de ombros.

encarou Dean com raiva e apenas saiu do apartamento.

- , espera.

Eu e Sam nos olhamos, então seguimos os dois.

- Olha, não queríamos mentir para você, ok?
- Conte outra.
- , deixa de ser criança, ok?
- Eu sendo criança, Matt ou Dean, seja lá qual seu nome for, eu estava começando a confiar em vocês.
- Gente, vamos entrar, daqui a pouco o pessoal vai...

Sam começa a falar, mas logo sente uma dor de cabeça, uma visão. Eu, Dean e nos aproximamos dele. Sam nos contou que viu uma garota pular de uma ponte e tinha outro rapaz com ela, a controlando.

- Espera, Sam, você me disse que Andy tinha um irmão gêmeo certo? – Ele apenas acena com a cabeça.
- E Andy disse que não está matando ninguém, e se seu irmão gêmeo também tem os poderes e o usa para o mal.

Todos me olharam e Dean logo olha para Sam.

- Onde vai ser o ocorrido?

Sam nos diz a tempo de armamos um plano e foi com a gente, mas ficou no Impala. O irmão gêmeo de Andy quase fez Dean se matar, mas não conseguiu, pois Andy atirou em seu irmão. Sam, Dean, e eu estávamos conversando no local onde os policiais estavam, Andy se aproxima dizendo que a garota mal olhava para ele e que não usou seus poderes antigos nunca com ela.

- Ela está bem abalada mesmo. – Dizia Sam.
- Não, ela está com medo de mim, por ter feito isso, ter controlado a mente dela e ter mentido para ela sobre meus poderes.

Olho de relance para que encarava Dean com uma certa angústia, mas logo disfarçou. Não sei se eles tinham um caso ou o que, mas aquilo estava estranho.

Estávamos todos no hotel, inclusive .

- Dean, o que estava falando sobre você ter que conversar comigo?

Sam pergunta sentado na cama, enquanto Dean estava arrumando suas malas.

- Eu não sei.
- Você sabe sim, Dean. Sobre ter que ser durão sempre e não ter com quem desabafar. – diz encarando Dean na divisa do banheiro com o quarto.

Dean a olha furioso e Sam, com curiosidade.
- Pode ir contando tudo, Dean.

Dean não respondeu, apenas abaixou a cabeça.

- Isso tem a ver com o papai?
- Não. – Ele responde de imediato.
- Dean, o que o papai te contou antes de morrer?
- Sam.
- FALA LOGO.
- Ele disse que eu tinha que te salvar, cuidar de você.
- Ele diz isso sempre.
- Dessa vez foi diferente. Ele disse que eu tinha que te proteger e que se eu não conseguisse... – Sam o interrompe.
- Me, me proteger do quê?
- Eu não sei. Eu juro. Mas se eu não pudesse, eu tinha... – foi interrompido de novo por Sam.
- Tinha que o que, Dean? – Ele já estava irritado.
- Tinha que te matar Sam. – Coloco minha mão na boca. – Ele disse que tinha que te matar.

Capítulo 07: Discussões!


POV :

Se eu soubesse que segredo era o que Dean escondia, eu nunca iria ter aberto minha boca. Me desencosto da divisa do banheiro e caminho até os dois.

- Dean, me desculpe. – Ele não olhou para mim e nem me respondeu.
- Está tudo bem, . – Sam disse me fazendo olhar para ele. – Pelo menos você deu um empurrão para ele me contar o que escondia.
- Sam, eu – Dean começa a falar, mas faz uma pausa. – Eu ia te contar.
- Ia? Conta outra. Como pôde me esconder isso, Dean?
- Era o papai, ele me implorou.
- Assume suas responsabilidades sozinho, Dean.

Dean ia abrir a boca, mas me meti no meio, sei que não devia.
- Garotos, se acalmem, ambos estão nervosos, mas não vamos fazer nenhuma besteira.

Os dois me olham furiosos e temo que se Dean estivesse com uma arma carregada, ele atiraria em mim agora mesmo. Dou dois passos para trás e ergo minha mão em rendição. Os dois se olham e eu olho , amiga deles que até agora se mantinha em silêncio.

- Sam, me ouça, - Dean o olhou com cara de cachorrinho abandonado. – Eu acho melhor darmos um tempo.
- Um tempo no quê? Na caça?
- Sim, eu acho que aí poderíamos... – Sam o interrompe.
- O quê? Garantir que eu não vire um monstro?
- Sam.
- Quer saber? Quer saber mesmo? – Ele diz pegando suas malas. – Eu vou embora e não ouse vir atrás de mim, Dean.

Sam coloca a alça da mala no ombro, e ia em direção a porta, mas Dean o impediu ficando em sua frente.
- Qual é cara.
- Sam, vamos pensar melhor. – Dizia . – Não precisa ser assim.
- Sim, precisa, estou indo embora agora mesmo.

Ele passa por Dean que olha para o chão cabisbaixo, Sam atravessa a porta e vai atrás dele. Dean coloca a mão no apoio da cama e a outra em sua cintura mordendo os lábios tentando se acalmar, tomo coragem para olhá-lo e fico um tempo o olhando sem dizer nada, até que ele me olha.

- Dean, eu... – começo a falar, mas sou interrompida.
- Você o quê? Você sente muito, ? – Ele se aproxima de mim e avanço para trás.
- Dean, eu não queria causar nenhuma briga entre vocês.
- Não é o que parece.
- Me perdoa. – Sinto lágrimas descerem.
- Desde que eu cheguei à Ohio hoje, você só quer descontar sua raiva em mim por ter te beijado.
- É sério que você pensa assim? Dean, eu só queria que você e seu irmão se entendessem. – Praticamente grito. – Outra, eu nem conheço vocês, nem sei o que estou fazendo aqui.

Começo a correr para a porta, mas ele segura meu braço fortemente me encostando à parede.

- Você acha que vai ser fácil sair daqui, depois do que fez?
- Do que eu fiz? Agora vai querer jogar a culpa em mim? – Me descontrolo soltando a mão dele do meu braço. – VOCÊ ESCONDE AS COISAS DO SEU IRMÃO E EU SOU A CULPADA?

Dean respira fundo e eu faço o mesmo.

- Olha... – o interrompo.
- Pra mim já chega. Terminamos nossa conversa por aqui.

Ia sair do quarto, mas Dean corre mais rápido que eu e fecha a porta, a trancando. Não deu tempo deu reagir.

- Dean, o que vai...

Não termino de falar e ele me beija, colocando sua mão em minha cintura e por alguma razão, eu não queria sair dali, tento me debater contra ele, mas quanto mais ele me beijava, eu ficava mole. O que Dean Winchester fez comigo? Por que eu estava me cedendo a ele?
Sinto meu corpo ficar mole, não resisto, coloco minhas mãos em sua nuca fazendo carinho e o beijo com mais vontade. O beijo ia ficando cada vez mais veloz, com mais necessidade, Dean me leva até a cama sem desgrudar um segundo de meu corpo. Ele senta na cama me fazendo sentar em seu colo, coloco minhas pernas entre suas costas, me fazendo ficar ainda mais colada ao seu corpo, Dean me fazia sentir um monte de emoções nesse momento, começo a tirar sua jaqueta, a jogando para longe, paro de beijá-lo, o que pareceu uma eternidade para ele, pois depois de dois segundos, ele me beija de novo até que tiro sua camiseta observando seu peitoral que assim que coloquei os olhos, me levou à loucura, mil pensamentos passam pela minha cabeça nesse momento. Nossos olhares se encontram novamente e ficaram se olhando durante um bom tempo até que coloco minhas mãos em seu rosto o beijando novamente. Caímos na cama e eu em seu colo, Dean começa a me despir e eu sinto arrepios a cada toque seu, assim que estávamos livres das roupas, nos deitamos em sua cama com ele ficando em cima de mim, mas sem parar de nos beijar, até que ele interrompe.

- Garota, o que você fez comigo?
- Te faço a mesma pergunta, Dean Winchester. – Ele apenas ri voltando a me beijar.

Acaricio sua nuca bem devagar, começo a descer minhas mãos até suas costas, a arranhando e fazendo-o gemer se encolhendo ao meu corpo e se penetrando em mim. Começou com movimentos leves, mas ao longo do tempo foi se tornando uma necessidade, o que me fazia esquecer de tudo, e que aquele momento eu era apenas dele. Droga, eu me apaixonei? Chegamos ao nosso limite de prazer depois de algumas horas sentindo o calor do corpo um do outro, nesse momento, Dean estava dormindo, acho que o cansei, cinco minutos assim que paramos ele já estava dormindo, me viro para o lado o observo ali seu olhar tão tranquilo que nem parece o cara raivoso que estava presente nele algumas horas atrás, me aproximo de seu peito, deitando minha cabeça sobre ele, logo sinto seus braços sobre mim, me abraçando e fazendo carinho, o olho e ele estava sorrindo.

- Pensei que estivesse dormindo.
- Estava tentando. – Rimos juntos.
- Dean, me desculpe por hoje mais cedo.
- , não vamos falar disso, ok? Você não teve culpa. – Ele beija o topo da minha cabeça, me abraçando com mais força.
- Mas, Dean, se eu não tivesse te forçado a falar, vocês não estariam brigados. – Sinto meus olhos ficarem com lágrimas.
- Esquece isso. Logo ele volta para casa.

O olho sorrindo enquanto ele me beija, fazendo mais carinho, estava adorando ali ficar coladinha a Dean Winchester, confesso que de todos os homens que conheci, Dean era o único que conseguia me fazer ter um monte de emoções ao mesmo tempo.

- Está tão pensativa. O que se passa por essa cabecinha?
- Muitas coisas.
- Quer me contar?

Ele pergunta preocupado, se sentando na cama e encostando-se a cabeceira na mesma. Me puxa para seu colo, fazendo eu deitar de costas para ele, me abraçando pela cintura com apenas os lençóis nos cobrindo.

- Eu estava pensando em como foi bom te conhecer.
- Sério? – Ele me olha confuso e eu o olho sorrindo.
- Sim. Você chegou em um momento em que eu não estava passando por uma fase boa e confesso que todas as vezes que nos afastávamos, eu sentia sua falta. – Ele riu fazendo carinho em mim. – Parece loucura, não é? Mal acabamos de nos conhecer.
- Eu não acho loucura.
- Não? – Ele faz negativo com a cabeça. – Eu também pensava em você enquanto estava longe, pensava assim: “como aquela garota conseguiu dar um fora num cara bonitão como eu“.

Apenas ri falando:

- Nem um pouco convencido, não?
- Sou mesmo e você adora.

Dean me lança um beijo.

- Pode apostar que sim.

Nem preciso comentar aonde isso foi parar não é? Acordo de barriga para baixo e com um braço por cima de mim, Dean ainda estava ali. Olho o relógio e já era outro dia. Levanto da cama com cuidado, pensando em tudo que aconteceu ontem à noite, será que já estou preparada para um novo relacionamento? Tomo um banho vestindo apenas minha camiseta regata branca com um emoji de sorrindo como estampa e um shorts Jeans curto, saio do banheiro e Dean ainda estava dormindo, me aproximo com cuidado da cama dando um sorriso de canto, apoio minha mão na cama e outra em suas costas, lançando um beijo calmo em seus lábios, no mesmo momento, ele pisca os olhos acordando, dando um sorriso ao me reconhecer.

- Bom dia. – Ele diz com voz de sono.
- Bom.

Dean senta na cama esfregando os olhos, o abraço pelas costas ele me olha sorrindo.

- Vou ir tomar um banho.

Dean foi ao banheiro, enquanto estava lá dentro seu celular tocou, não sabia se devia atender.

- , atende pra mim?
- Tudo bem.

Pego seu celular e o atendo.

- Oi, quem é? – Pergunto envergonhada.
- Sou eu, Sam.
- Sam?
- , eu preciso muito falar com o Dean.
- Ele está no banho.
- Quem é ? – Dean pergunta saindo do banheiro secando os cabelos, ele já estava vestido.
- Sam.
- Deixa eu falar com ele.

Passo o telefone a ele e pela sua expressão, não é nada bom, ele desliga o telefone xingando todo mundo.

- Merda, merda, merda.
- O que houve? – pergunto enquanto o vejo jogar a toalha na mochila, arrumando as coisas rapidamente.
- É a . – O olho confusa. – Ela sumiu.

Capítulo 08: Descobertas!


POV DEAN:

Guardava minhas coisas rapidamente, se Bobby descobrisse que sumiu, eu e Sam já tínhamos uma vaga reservada no inferno.

- ? – Dizia pensativa, me fazendo parar de fazer o que estava fazendo e a olhando.
- Sim, por quê? Conhece ela?
- Não, eu conheço uma pessoa com o mesmo nome.
- É? Quem?
- Ninguém, deixa pra lá.

ficou triste de repente, me aproximo dela dizendo:

- Tudo bem?
- Sim, claro. – Ela sorri de canto.

Ficamos nos encarando durante uns 5 minutos até que eu a beijo profundo, assim que a solto, dou um sorriso de canto e ela me olha confusa.

- Por que do beijo inesperado? – me pergunta.
- Porque eu quero ficar marcado em você.

Assim que digo isso, ela me da um selinho demorado.

- Como assim ficar marcado em mim?
- Eu, eu vou embora, .
- Eu sei.
- Mas eu vou embora pra sempre, talvez eu não volte nunca mais.
- Então quer dizer que eu fui um caso de uma noite sua, você me usa e depois joga fora?
- ...

Seus olhos começaram a se encher de lágrimas, droga não queria ter a iludido.

- Não, Dean, não precisa arranjar desculpas. Só vai embora. – Ela se vira de costas.
- Não precisa ser assim.
- Não? Então você quer que seja como? EU TÔ CANSADA, cansada de confiar em alguém que não presta e sempre me dou mal.

sai correndo do quarto, penso em ir atrás dela, mas é melhor assim. Fico pensando alguns segundos e vou atrás dela, por sorte, ela ainda estava saindo do estacionamento do hotel.

- , espera. – Segurei seu braço assim que me aproximei.
- Me larga.
- Vamos conversar.
- Você já devia ter ido, sua amiga está em perigo.
- Eu só quero me desculpar, eu preciso ir mesmo, é para sua segurança.
- Minha segurança? – começou a esbravejar.
- Sim, olha, , comigo você não vai ter um futuro, só ia se decepcionar cada vez mais, outra, você está na sua faculdade, com sua casa, realmente quer perder tudo isso?
- Dean.
- Você se apaixona muito fácil.
- Não, não é que eu me apaixono muito fácil, e quem disse que estou apaixonada por você? – Arquei a sobrancelha sem falar nada, apenas rindo do jeito tímido dela. - Só parece que eu conheço vocês há muito tempo e quer saber? Eu vou com você achar a .
- Não vai, não.
- Eu vou, eu não sei porque, mas algo me diz para ir atrás dela.
- , você mal a conhece.
- Assim como vocês, mas eu vou. – Ela diz cruzando os braços e me olhando em desafio.
- Teimosa.
- Perdedor. – Ela me mostra a língua, mas logo sorri. - Então eu vou, não é?
- Já que se eu disser não você me mata. – Fiz sinal com as mãos para ela me seguir.
- Só preciso passar em casa para pegar minhas malas.

Depois de passarmos na casa de , estava esperando ela no batente da porta enquanto ela se despedia de seu cachorro.

- Buster, a mamãe vai sair e já volta.

O cachorrinho parecia seguir ela, colocou as patinhas em volta do pé de , pedindo carinho choramingando.

- Posso levar ele? – Ela me olha com a mesma carinha de cachorro pidão do Sam.
- Se ele vomitar no meu carro, é você que vai limpar.

Apenas saio dali indo para meu carro, o que essa garota fez comigo para eu deixar a fazer as vontades dela?

- Ele não vai vomitar, ele adora uma viajem de carro. Não é, meu bebê?

dizia para o cachorro enquanto entrava no carro no lugar de Sam. Ela me olha assim que começo a movimentar o Impala sentido a Lafayette Indiana.

- Quanto tempo de viajem?
- 2 horas e meia.

bufou ao meu lado colocando um fone de ouvido, olhando a janela, fechando seus olhos, agradando Buster e começo a rir sozinho. Passados duas horas estava no hotel que Sam me passou, e vejo uma cena engraçada, com Buster em seu colo dormindo como se fosse um bebê e ela também estava dormindo, resolvo provocar apertando a buzina.

- QUE DROGA, DEAN! – Apenas consigo rir.

Entramos no quarto e Sam se aproximou nervoso, quando viu e Buster, olhou para mim confuso.

- O que ela faz aqui?
- Não me pergunte. Ela só está aqui e vai continuar até acharmos .

Sam revirou os olhos então eu perguntei:

- Por que está em Indiana?
- me disse que mora aqui.
- O quê?

diz assustada fazendo eu e Sam a olhar confusos.

- Algum problema? – Pergunto curioso.

- Nada. O que houve para ela sumir, Sam? – Ela muda de assunto.
- Ela me disse que ia ao mercado comprar algo para comermos, mas até agora não voltou.
- Porque ficaram em um hotel, sendo que ela mora aqui? – Pergunto.
- Porque eu insisti.
- Sam, não é assim que você vai conquistar a garota.
- E quem disse que eu quero conquistar ela?
- Você quando está com ela fica tímido e ela também.
- Tá, Dean, vamos focar em achar ela?

Logo meu celular toca, então mostro o celular pra Sam.

- Oi, , onde você está? – Pergunto no tédio enquanto deixava em alto falante.
- Rua Monroe, 5637. Por que não vem até aqui?
- Estamos a caminho.

Desligo meu celular e Sam ligou para a polícia, com certeza está na mira de uma arma.

- Você fica, .

Digo apontando para ela, enquanto Sam saia pela porta e eu pegava algumas armas.

- De jeito nenhum.
- Olha, é perigoso e você vai deixar o Buster sozinho nesse quarto de hotel? – Usei o cachorro como desculpa e ela fez bico abraçando Buster, me fazendo rir.
- Prometem voltar?
- Claro. – Pisco pra ela e fomos atrás de .

- Tem certeza que esse é o lugar? – Pergunto.

Chegamos ao anoitecer em uma casa abandonada, com telhas caindo e tudo mais, Sam ia se aproximando na frente quando o puxo para trás.

- Calma, vai que seja lá quem for que a sequestrou esteja com uma armadilha. – Ele me olha confuso. - Vamos fazer assim, eu entro pela frente e você por trás, beleza?
- Fechado.
- Tome cuidado. – O aviso.
- Você também.

Esperei Sam ir para a parte de casa, me abaixei para olhar nas frestas da madeira como estava a situação lá dentro e estava sozinha, abri a porta da frente com calma e assim que ela me viu, começou a ficar desesperada.

- Calma, vai ficar tudo bem. – Tiro o pano de sua boca assim que aproximo dela.
- Dean, isso é uma armadilha.
- Eu sei.
- Mas é uma armadilha para o SAM! – Ela falou em um tom alto o nome do Sam.
- O quê?
- Gordon. Acho que esse é o nome dele, está atrás de Sam, me usou como isca, pois sabia que vocês viriam atrás. – Ela diz enquanto termino de soltá-la.
- Você tem cert... – sou interrompido por uma explosão atrás da casa.
- SAAAAAAAAM! – Grito desesperado indo atrás dele, mas me puxa.
- Dean, não faz isso.
- ELE É MEU IRM... – de novo sou interrompido por um barulho de explosão.

Não sei decifrar o que sinto nesse momento, cadê o Sam? Corri para o local da explosão e vejo apenas um sapato queimado, procuro Sam por todos os cantos com os olhos e logo na porta ele me aparece sorrindo, que alivio, me aproximo de Sam colocando uma mão em seu ombro logo ouvimos barulhos de tapas e socos e a voz de Gordon.

- Filho da mãe.

Eu e Sam fomos às pressas até a outra sala, vendo dando um show pra cima de Gordon, a olho espantado.

- Nunca mais tente me sequestrar de novo, entendeu, seu velho idiota? E nem se atreva a encostar um dedo no Sammy.

Gordon não a responde e olho Sam sorrindo.

- Vamos rapazes?

diz arrumando seu cabelo para trás ao se levantar e nos olhando.

- Como quiser, senhorita . – Zombo dela que me olha sorrindo.

Saímos da casa e quando estávamos indo até o carro, Sam pergunta:

- Você está bem, ?

Já está a chamando pelo apelido? Depois diz que não está a fim.

- Est...

Ela ia responder se não fosse Gordon atirando na gente, corremos até nos esconder atrás de uma pedra e eu tive que tampar a boca de para ela ficar mais calma. Logo em questão de segundos a polícia chegou o prendendo. Olho sorrindo para Sam vitorioso e ele fez o mesmo.

- Até que enfim chegaram!

disse tremendo as pernas sentada na cama com Buster ao seu lado, assim que chegamos no quarto do hotel.

- Estava preocupada é? – Coloco minha jaqueta no cabideiro. – Eu disse que íamos voltar.
- Mas estava demorando.
- Também sentimos sua falta, . – Sam respondeu enquanto eu tomava um gole de cerveja.
- Ai que cachorrinho mais fofo.

se aproximou de Buster e foi fazendo agrado, o mesmo respondeu a lambendo e eu ri da situação.

- Como ele se chama? – Perguntou para .
- Buster.
- Acho lindo esse nome, sempre quis ter um cachorro Buster, mas meu pai não deixa nem ter cachorro.
- Mora com seu pai, ? – Pergunto.
- Não, apenas vou visitar ele, sai de casa quando comecei a caçar.
- Espera. – chama atenção de todos que estavam no quarto. - , é você?
- Sim. – A mesma responde não entendendo nada.
- Não, você é a ? A estressadinha? – Ela riu meio que chorando, a olhei preocupado.
- Odeio que me chamem assim. – A outra fez bico.
- Tá legal, o que está acontecendo aqui? - Pergunto confuso.
- Não acredito, é você mesma! – Algumas lágrimas caíram no rosto de .

Capítulo 09: Reencontro!


POV SAM:

Eu e Dean nos entreolhamos e Dean me disse:

- Sam, vamos lá fora? Acho que as duas precisam conversar.
- Não, fiquem. – pediu enquanto eu abria a porta.

Fechei a porta, e olhei Sam.

- Como sabia que eu detestava que me chamassem assim?
- Porque só tinha uma pessoa que eu conheço que queria um cachorro chamado Buster e foi por esse mesmo motivo que eu dei o nome de meu cachorro de Buster, e também só tem uma pessoa que eu conheço que odeie ser chamada de estressadinha. E essa menina é minha irmã gêmea mais nova chamada .

estava visivelmente emocionada com lágrimas nos olhos. estava assustada, também com lágrima nos olhos, e eu e Dean nos olhamos totalmente perdidos.

- Vocês são irmãs gêmeas? – Pergunta Dean.
- Dean, vamos lá fora.

Puxo Dean pelo braço, ele ficava apenas encarando . Saio lá fora com Dean logo atrás de mim e ele estava curioso.

- Como elas podem ser irmãs gêmeas, cara?
- Já ouviu falar em gêmeos não idênticos?
- Sim, mas, uma não é nada a ver com a outra. Quero dizer, como elas não sabiam que eram irmãs até minutos atrás?
- Parece que está muito interessado na história delas, não é?
- E você não? Cara, não pode ser coincidência as duas se encontrarem com a gente.

Não respondo Dean, mas uma coisa ele tinha totalmente a razão, uma não tinha nada a ver com a outra, parecia Rebelde, mas por dentro era muito emotiva, já era o contrário da irmã. Agora uma dúvida que me surge na cabeça: por que elas foram separadas quando eram pequenas e tiveram caminhos diferentes? Estava perdido com meus pensamentos e só ouço Dean dizer:

- Bobby, não podemos resolver esse caso agora, estamos no meio de um. – Ele inventa uma desculpa.

Provavelmente Bobby o xingou na outra linha, pois ele afastou o celular e logo disse:

- Tudo bem, se acalme e...

Colocamos nossa atenção na porta em nossa frente que se abriu do quarto, estava chorando e parecia nervosa com os passos, passa por mim então olho Dean que diz:

- Bobby, tenho que ir. – Ele desliga o telefone me olhando. – Conversa com ela e eu vou ver o que falou.

Dean entrou no quarto e eu fui em direção a que se apoiou no carro que pegamos para chegar até aqui.
Ouço ela chorando ofegante com a cabeça apoiada nas mãos dizendo:

- Não acredito que isso está acontecendo.
- Ei.

Falei calmamente caminhando ao seu lado, mas assim que estava atrás dela, sinto ela me abraçar se encolhendo em meu peito.

- Sam, me leva pra longe, por favor.
- Onde quer que eu te leve? – Perguntei agradando seus cabelos.
- Pra minha casa.

olha pra mim com os olhos totalmente cheios de lágrimas, enxugo as lágrimas que caíram em seu rosto. Depois de alguns minutos estávamos em sua casa e estava sentada em seu sofá, volto da cozinha com um copo de água com açúcar a entregando que bebe tudo em um gole só.
Sento na poltrona a sua frente a observando.

- Quer conversar? – Ela apenas balança a cabeça negativamente, mas logo me olha enxugando seu rosto.
- Eu não acredito que encontrei minha irmã gêmea, Sam! Justo a pessoa que eu menos queria encontrar no momento.
- Por quê?

Ela não me responde, começando a chorar novamente, sento ao seu lado passando um braço pelas suas costas, me olha sorrindo de canto.

- Sam, obrigada, obrigada por me estar dando apoio. Eu, eu preciso muito de você agora.
- Estou aqui para o que precisar. – Coloco uma mecha de seu cabelo atrás de sua orelha.

Ficamos nos olhamos uns 3 minutos até que ela olha para o chão dizendo:

- Aconteceram muitas coisas no nosso passado, e isso me fez mal.
- O que aconteceu?
- Nossa mãe, ela morreu quando tínhamos 1 ano de idade, Sam.

Não sabia o que dizer, a entendo perfeitamente bem, ela também não conseguia dizer nada, se levantou e apenas foi para seu quarto, a segui entrando logo atrás fechando a porta. Sento ao lado enquanto ela estava deitada.

- , eu estou aqui para o que for preciso. Eu te entendo perfeitamente bem, eu também não conheço minha mãe, e às vezes acho que se eu não tivesse nascido, ela ainda estaria viva, ela morreu quando eu tinha 6 meses.
- Não, Sam, não fala isso. - Senta ao meu lado. - Sua mãe não morreu por sua culpa.
- E nem a sua por sua culpa e de sua irmã.

Ela ficou triste de novo, então a abraço, ficamos assim por um bom tempo sem dizer nada. De repente algum sentimento tomou conta de mim e queria ter todas as dores de para mim, não queria a fazer sofrer, quero a proteger de tudo e todos. Nos afastamos e ela me olha com lágrimas escorrendo naquele rosto que não merecia ter tanta dor. Seco suas lágrimas delicadamente, observando cada detalhe de seu lindo rosto, até que meu olhar encontra sua boca e o dela com a minha, nós dois tomamos a iniciativa e nos beijamos, seu beijo era perfeito, assim como ela, leve, doce e que me fazia ir às loucuras, começamos com um beijo devagar, sabíamos que isso ia caminhar para algo a mais, lentamente deitamos na cama, ela estava nervosa, chorando ainda por conta do ocorrido, e eu com cada vez mais necessidade de acalmá-la na melhor maneira possível. passa a mão por minhas costas tirando minha blusa e jaqueta como se tivesse desesperada para esquecer seus problemas, depois que fez isso, foi para a parte de baixo tirando minha calça e cueca, me deixando completamente nu.

- Tem certeza disso? – Pergunto a ela que apenas acena com a cabeça.

Termino de tirar suas roupas e finalmente nos beijamos com necessidade, meu corpo ia se aproximando cada vez mais no dela, passo minha mão sobre sua coxa a fazendo gemer, sua pele era lisa como um algodão, o que parecia fazer que estava nas nuvens, fui erguendo meus braços para cima sentindo todos os contornos de seu corpo enquanto ela fazia carinho na minha nuca, mas colocando as unhas fortemente, o que acho que deve ter me machucado um pouco, mas eu não ligo, se for pra fazer a mulher que está aqui na minha frente feliz, eu tomo todas as suas dores, todas as suas angustia, só queria fazê-la feliz. Chego a colocar minhas mãos em seu peito, começando a apertar, ela gemeu um pouco, o que me deixou com um sorriso no rosto, solto de seu beijo e começo a dar leves mordidas em torno de seu pescoço para sentir o gosto de sua pele até que fico entre seus peitos e começo a lamber lentamente, seu gosto era muito bom.

- Sam. – Ela apenas me chamou de um jeito maliciosamente que me deixou louco.

Começamos então com movimento leves até estarmos nos encontrando dentro do corpo do outro sentindo uma sintonia agradável de ambos os lados. A faço deitar em cima de mim a puxando pela cintura, fazendo assim estarmos cada vez mais conectados e, droga, isso era tão bom. me beijava lentamente no pescoço até começando a dar leves mordidas enquanto eu arranhava suas costas na tentativa de fazer carinho, mas a tensão era tão grande que foi algo mais.
Chegamos ao nosso limite e acabamos dormindo pesado. Acordo no meio da noite com tremendo em meu peito.

- ? – A chamo assustado, mas ela não me ouve. – ? - Aumento o tom de voz, fazendo ela sentar na cama de susto.
- Está tudo bem?
- Sim, foi só um pesadelo, quer conversar?
- Não, só quero ficar sentindo, Sam Winchester. – Sorri malicioso e lá vamos nós de novo.

Capítulo 10: Um tempo sozinha!


POV :

Acordo ainda meio sonolenta por causa da briga de ontem com minha irmã e depois minha briga com o Dean, mas já nos entendemos, tanto que estou deitada em cima de seu peito, o olho e ele está dormindo, dou um beijo de leve em seu peito me encolhendo, então sinto Dean me abraçar mais forte, mas com os olhos fechados.
Saio da cama, depois de alguns minutos dando ração para Buster, tomo meu banho, após isso, me arrumo, na verdade, coloco a camiseta de Dean de ontem, era uma camisa preta simples. Sento à mesa tomando uma cerveja, meu passado que eu queria esconder voltou para mim, por mais que eu tente esquecer, por mais que eu tente me afastar, ele sempre volta de algum jeito ou de outro. Sei que não teve culpa de nada e quem é o maior culpado nessa história é meu pai.

- Bom dia.

Diz Dean beijando minha cabeça e roubando minha cerveja para tomar um gole.

- Não está nada bom. – Suspiro fundo.
- Ainda sobre ontem?

Dean pergunta sentando ao meu lado, apenas aceno com a cabeça positivamente.

- , você sabe que se precisar desabafar, eu estou aqui.
- Você não entenderia, Dean.
- Por que não?
- Porque isso é coisa minha, eu não quero falar com ninguém, eu quero esquecer tudo isso, tudo bem pra você? – Falo com rispidez.
- , calma, eu só quero te ajudar.
- Me ajudar? Então me faça voltar na época em que MINHA MÃE AINDA ERA VIVA PARA EU FAZER AS COISAS CERTAS, DEAN.

Levanto estressada da mesa me virando de costas para ele.

- Olha, eu sei que você está magoada, mas não desconte seus problemas em quem quer te ajudar.
- Eu só não vou ter problema quando aquele ser humano estiver morto, Dean.

Desabafo com ele, começando a chorar. Sinto seus braços envolverem meu pescoço e Dean me beijando no mesmo.

- Calma, vai ficar tudo bem. Eu estou aqui.

Me solto de seu abraço com raiva, eu só queria acabar de uma vez com essa história para seguir com minha vida, assim que abro a porta, dou de cara com Sam e que me olhava com raiva, dou de ombros passando por eles.

- , aonde vai? – Sam pergunta.

Ouço Dean, Sam e vindo atrás de mim, mas apenas corri mais rápido até que levo um susto em ver Dean na minha frente.

- QUER ME MATAR, WINCHESTER. – Grito ofegante.
- Não, mas eu não vou deixar você ir embora.
- Eu só quero ficar sozinha, da para respeitar isso?
- , precisamos conversar. – Diz .
- Não tenho nada para conversar com você. Eu não te conheço.
- É claro que me conhece. , por favor.

Dean praticamente me arrasta em um abraço até o quarto, chegando lá, e eu sentamos na mesinha de canto uma de frente da outra, estou sem coragem de olhar para ela até que sinto uma mão agradando meu braço e era Dean pegando uma cadeira e sentando ao meu lado.

- , eu só quero saber o porquê. – Diz .
- Por que do quê?
- Porque você nunca mais voltou para casa.

Fecho minha mão tentando me acalmar, Dean segura firme na minha mão tentando me tranquilizar, olho para ele dando um sorriso de canto.

- Porque eu não queria vê-lo, , você sabe disso.
- Mas você sabia que tinha mais alguém naquela casa e você deixou esse alguém para trás.
- Não eu não te deixei para trás, você sabe muito bem disso.
- VOCÊ DEIXOU, SIM. – grita se levantando.

Faço o mesmo e logo Dean coloca um braço na minha frente, me pedindo calma.

- VOCÊ DISSE QUE VOLTARIA PARA ME BUSCAR, QUE NUNCA NOS SEPARARIAMOS, MAS NUNCA MAIS VOLTOU. SE QUERIA DESCARTAR O PAPAI, TUDO BEM, MAS POR QUE ME DESCARTOU?
- – estava começando a cair ás lágrimas, mas não queria que isso acontecesse.
- Garotas, vamos manter a calma. – Pedia Sam calmo.
- Sam, não se meta. – Dean disse ainda me segurando, olhando feio para Sam.
- Eu já sei o que você queria, você queria ser a única e só foi embora porque papai preferia a mim do que você.

Não tinha mais forças pra dizer nada, abaixei minha cabeça, apenas queria um buraco embaixo de mim agora mesmo.

- , não fala assim com sua irmã, ela não teve culpa. - Dean me defende.
- Não teve culpa? Não venha defender ela, Winchester.
- Sim, eu defendo sua irmã, apesar do que ela fez, ela teve uma boa razão para isso.
- Assim como as que você teve quando escondeu aquilo do papai para mim?

Todos olhamos Sam indignado.

- É, nós somos irmãos mais velhos, sabemos o que fazemos para manter nossos irmãos seguros. – Dean rebateu.
- Mesmo que isso os machuque? – e Sam falaram ao mesmo tempo, saindo juntos do quarto.

Assim que ambos saem, olho Dean que faz o mesmo e se abraça comigo chorando.

- Calma, , não fique assim, os dois são cabeça dura.

Me solto de Dean, secando minhas lágrimas, respiro fundo e o olho seriamente.

- Dean, me perdoa.
- Pelo o quê?
- Pelo o que vou fazer agora.

Começo a arrumar minhas malas chorando novamente.

- Você vai embora? Você vai me deixar?
- Dean, eu simplesmente não posso, eu não estou preparada para um novo relacionamento e não estou pronta para conviver com minha irmã.
- , me escuta, parece doido o que vou te dizer, nos conhecemos há 4 meses em um momento em que eu e Sam estávamos em uma fase ruim. E quando eu esbarrei no seu olhar, aquela raiva e angustia que sentia, aquele vazio, simplesmente sumiu. Não me faça ter esse vazio de volta, por favor, é só o que eu te peço.

Fico pensando alguns segundos até que eu o respondo finalmente.

- Dean, mal nos conhecemos, não posso, simplesmente não posso confiar em alguém que...
- Eu já te provei que pode confiar em mim, quantas vezes já não te salvei?
- Então está comigo só porque me salvou?
- ... – o interrompo.
- Tchau, Dean Winchester, até outro encontro do destino, só peço para não me procurar agora, preciso de um tempo sozinha e pensar no que fazer da vida.

Capítulo 11: Um Sam Diferente!


POV DEAN:

Já fazia praticamente 6 meses que , Sam e sumiram da minha vida, Sam, não sei porque, , porque brigou com a irmã e bem, , não consigo entender o que se passa naquela cabeça. Sim, estou caçando sozinho há longos 6 meses. Estava a caminho de RoadHouse beber alguma e tentar achar um caso. Entro no bar e logo todos me notam, me aproximando do balcão, Jo passa por mim toda irritada saindo a passos largos para fora do bar, me viro confuso para olhá-la, em seguida olho Ellen que estava irritada limpando alguns copos, resolvo seguir Jo.

- Tudo bem Jo?

Pergunto a segurando pelo braço, fazendo-a parar no meio do caminho.

- ME SOLTA, WINCHESTER, ISSO NÃO É PROBLEMA SEU.
- Tudo bem, desculpa. – Levanto as mãos em rendição. – A gente se vê...

Ia me afastando, mas Jo fica na minha frente impedindo meu caminho.

- Cadê o Sam?
- Não sei.
- Como assim não sabe?
- A gente não se fala há 6 meses, Jo.
- Está caçando sozinho, então?
- Jo, eu tenho que ir.
- Nada disso.

Ela me puxa para dentro do bar, chegamos lá, Ellen já não estava no balcão, sento na cadeira enquanto Jo abre uma cerveja pra mim.

- Obrigado.

Tomo um gole da cerveja enquanto observo-a cruzando os braços se apoiando na mesa e me olhando com curiosidade.

- Você vai me contar, ou vou ser obrigada a descobrir por outros métodos?
- Que outros métodos? – Arqueio a sobrancelha.
- Posso perguntar a Ash e... – a interrompo.
- Tudo bem, eu conto. – Respiro fundo fechando os olhos abrindo logo em seguida. – Depois que o papai morreu e daquele caso dos palhaços, Sam e eu encontramos uma garota chamada em uma caçada, nós ficamos meio que juntos depois de longos 4 meses sem se ver, mas a garota que estava caçando com a gente, , é sua irmã gêmea, as duas meio que brigaram por motivos familiares a garota acabou terminando comigo, se afastando, Sam e foram embora também, então aqui estou eu, lutando nessa merda de vida sozinho.
- Nossa, é muita coisa. – Jo fala em um tom meio triste, mas quando a olho, ela disfarça. – Mas você não está mais sozinho.
- O quê?
- Eu tenho uma caçada para nós e eu vou, você querendo ou não.
- Jo, sua mãe vai me matar.
- Não vai, não. Vem.

Ela passa para o outro lado do balcão me puxando pelo braço, mas não me mexo.

- Dean, vamos.
- Você tem certeza do que está fazendo, Jo?

Ela revira os olhos e eu faço o mesmo pegando minha jaqueta a seguindo até meu querido Impala. No meio da viajem eu estava em silêncio pensando em como estariam Sam, e até a .

- O que houve, Dean? O gato comeu sua língua?
- Me conte mais sobre o caso. – Engoli a seco tendo que cortar Jo para não falar sobre o outro assunto.

Jo ia abrir a boca para falar, mas meu celular toca, número desconhecido.

- Alô?
- Dean, graças a Deus! Sou eu, .
- Olha só quem resolveu me procurar depois de 6 meses. – Respondo sínico.
- Dean, é sério, eu preciso da sua ajuda. – Ela diz chorando e ofegante.
- O que houve, ?
- É o Sam, ele sumiu.
- ELE O QUÊ? ONDE VOCÊ ESTÁ?
- Indiana, na minha casa.

passou o endereço e dei meia volta.

- Dean, o que houve?
- É o Sam, ele sumiu.

Fui o mais rápido que posso até Indiana, chegando em uma casa não tão grande e nem pequena, corro o mais depressa até a varanda com Jo ao meu lado, só notei a presença dela agora, minha preocupação era em achar o Sam. Subimos os pequenos degraus, então bato na porta de madeira da casa, logo abre nos deixando entrar, assim que entro, olho para trás de , vendo , meu coração dispara, mas no mesmo tempo tenho raiva.

- Como ele sumiu? – Jo pergunta enquanto sentávamos no sofá da sala e e na nossa frente.
- Estávamos conversando ontem aqui na sala, e eu fomos para a cozinha e quando voltamos, ele já não estava mais.
- Simplesmente sumiu? Do nada? Tem certeza que ele não foi a alguma cidade próxima ajudar alguém? – Pergunto.
- Tenho.

Olho no dedo de e algo me chamou minha atenção, mas resolvi ficar calado.

- Tudo bem, vou chamar o Bobby, ver se conseguimos achar alguma coisa.

Não demorou muito para Bobby chegar até a casa de , então fizemos Jo ligar para Ash, para pesquisar mais algumas coisas sobre o sumiço de Sam.

- Qual é, tem que ter algum presságio demoníaco por essa região.

Coloco minha mão na cabeça para tentar me acalmar, fecho os olhos enquanto ouço Bobby dizer:

- Estou te dizendo, tudo está muito quieto, rapaz. Não tem nada.

Me controlo o máximo até que começa a me chamar, mas Jo faz isso mais rápido, me empurrando para a cozinha da casa. Chegando à cozinha, olho para sala, vendo que desvia o olhar, então olho para a Jo quando a mesma puxa meu queixo.

- Escuta aqui, Dean, se quiser achar seu irmão, tem que se acalmar.
- Mas, Jo, o Sam... pode acontecer algo.
- Nós vamos salvar ele, ok? Nós estamos em 6, contando com o Ash, podemos resolver.

Abaixo a cabeça respirando fundo.

- Eu sei que está com medo, e eu te entendo, mas deixar a raiva te consumir não vai ajudar em nada.

- Obrigado, Jo. Por tudo.

Abraço ela fortemente e sinto ela me abraçar da mesma forma, depois de alguns segundos, olho para a sala e estava me olhando.

- Então, Ash já avisou se encontrou algo? – Pergunto para Jo olhando em seus olhos.
- Não, até agora nada.
- Droga.
- Calma, nós vamos...

O celular da Jo começa a vibrar e ela atende, durante a ligação suas expressões são de total surpresa, assim que ela desliga, me arrasta para a sala.

- Ok, Ash ligou dizendo que tem informações, vamos para o Roadhouse.
- Jo, não temos tempo para isso. – Diz estressada.
- Então arranje um tempo, , ou, se não quiser, não precisa vir com a gente, só vai atrapalhar.
- Ou. Calma. – Digo surpreso.
- Dean, ela é inexperiente nisso, só vai atrapalhar.
- Sam é meu amigo. – começa a levantar com raiva. – Posso ser novata, mas vou fazer de tudo para trazer ele seguro para casa.
- Garotas, isso não é hora para luta de MMA, Sam está em perigo e se não agirmos rápido, tenho medo do que pode acontecer. – Diz Bobby seriamente.

Fomos para o Roadhouse no meu Impala, mas quando chegamos lá, o local estava completamente incendiado.

- Ai meu Deus.

Jo diz me abraçando em seguida chorando, abraço ela com toda força, estava tentando se acalmar dentro do Impala, ela estava muito quieta, o mesmo, mas estressada e Bobby era o único que parecia estar calmo com toda a situação. Bobby deu uma volta pelo local, achou Ash no meio dos mortos, mas não achou Ellen.

- Alguma pista de minha mãe? – Jo pergunta.
- Infelizmente não, querida. – Diz Bobby.

Sinto Jo me abraçar mais forte ainda, faço o mesmo.

- Droga, nenhuma pista do que o Ash queria nos dizer. – Começa . – Nem se essa tal de Ellen está viva. – Olho para ela confuso.
- Como vamos achar o Sam? – Jo e perguntam ao mesmo tempo.
- Vamos achá-lo. – Eu e Bobby falamos juntos.

Logo senti uma dor terrível na cabeça, me solto de Jo me encostando ao Impala. Ouço os três me chamando, mas não consigo responder, pois a dor só aumenta, me curvo no impala com a tentativa de diminuir a dor, mas sem sucesso, e Jo ficam no meu lado tentando me segurar. Quando a dor vai embora, olho para frente e olho Bobby.

- O que foi isso? – Ele pergunta me analisando.
- Eu não sei. – Respondo colocando a mão na minha testa.
- Dor de cabeça? – pergunta fazendo eu olhar para ela.
- Pode ser.
- Tem muitas dores como essa? – Foi a vez de Jo.
- Ou foi uma visão? Como o Sam tem? – Bobby pergunta, olhamos os três incrédulos para ele.
- O quê? Não sou vidente!
- Eu só perguntei.

Assim que Bobby diz isso, a dor volta mais forte e dessa vez pude ver um sino grande e Sam. Não podia ser.

Capítulo 12: Sam sumiu? – Parte 2!


POV :

Sai do carro para ver o que estava acontecendo com o Dean, assim que me aproximei, perguntei:

- Dean, você está bem?

O mesmo só responde com um aceno de cabeça.

- Eu juro que vi alguma coisa.
- Então foi uma visão.

diz calma, segurando Dean pelas costas juntamente segurando seu braço, achei fofa essa cena.

- Sim, não sei como, mas foi. – Ele fez uma pausa. – Foi tão divertido como levar um chute no saco.
- Dean, isso não é hora para brincadeiras. – Alerta Jo.
- O que você viu?

Bobby perguntou sério enquanto eu só observava a situação.

- Eu vi um sino.
- Que tipo de sino? – Pergunto curiosa.
- Um sino grande – ele faz sinal. – Com alguma coisa gravada nele. Eu não sei.

Ele responde fechando os olhos tentando se acalmar.

- Tinha uma árvore, um carvalho? – Pergunta Bobby.
- Sim. Exato. E não é só o sino que eu vi, também apareceu o Sam. – Ele me olha tenso.
- Eu sei onde fica. Vamos.

Bobby disse e todos nós entramos no Impala.

- Você está bem, ? – Pergunta Dean.
- Não.
- Vamos achá-lo, ok? Eu te prometo.

Apenas sorri de canto e olhei que estava ao meu lado esquerdo quase deixei cair uma lágrima, e apesar de eu estar me acostumando com ela ainda, apenas me abraçou sem dizer nada. Chegamos a tal cidade em que Sam estava e parecia uma cidade fantasma, de tal abandonada que estava, já estava de noite, todo mundo gritou pelo Sam e eu estava tremendo atrás de todo mundo de nervoso, senti uma mão segurar a minha, olho para cima e era Dean.

- Vamos achá-lo.

Ele me abraça e eu caminho abraçada com ele.

- DEAN, POV :. – Ouvimos Sam chamar na outra rua.

Corremos muito até vermos Sam que sorriu ao nos ver.

- SAM, CUIDADO.

Grita Dean ao ver um homem o esfaquear por trás, fiquei totalmente assustada. Dean correu até Sam enquanto , Bobby e Jo foram atrás do homem, eu fiquei apenas paralisada vendo Dean tentando fazer Sam ter alguma reação. Corro até os dois, Dean estava abraçado, chorando com Sam.

- Ah, não, Dean, ele está...

Não consigo terminar de dizer, apenas abraço os dois, Sam e eu tínhamos ficado mais próximos nesses 6 meses que passamos juntos, Sam me pediu em namoro e eu aceitei, parece loucura, nos conhecemos há pouco tempo, mas mesmo assim pareceu amor à primeira vista e agora, agora ele estava morto. Sam foi o único que deixou minha vida feliz depois de muito tempo, eu não posso e nem quero viver minha vida sem ele.

- Dean, me desculpe. Isso é tudo culpa minha.

Disse ao me levantar, precisava me acalmar de algum jeito, precisava me manter firme por Dean, ele ficou sem o irmão durante seis meses e quando reencontra, o irmão acaba morrendo.

- Acharam ele? – Pergunto com raiva.
- Não, o desgraçado conseguiu escapar no meio da mata. – Bobby diz. – Dean, vamos, garoto, precisamos ficar em um lugar seguro.

Dean não se moveu, estava apenas abraçado com o irmão, olho para os três em minha frente me abaixando de novo, afasto Dean e o seguro em um abraço. O mesmo se encolheu em meu ombro chorando.

- Eu tentei tanto proteger ele, .
- Calma. – Agrado seu cabelo. – Vai ficar tudo bem.

Bobby e levaram Sam para dentro da casa mais próxima que se encontrava. Jo seguiu logo atrás. Eu e Dean ficamos lá fora ainda um abraçado com o outro sem dizer nada, até que eu o afasto. Seco suas lágrimas fazendo um carinho no seu rosto o fazendo olhar para mim.

- Nós estamos juntos nessa, Dean, eu nunca vou te abandonar ou te deixar sozinho de novo, entendeu bem? – Dean apenas acena com cabeça cabisbaixa, entrando na casa.

No dia seguinte, acordo na cama com me chamando ao meu lado, sento na mesma e vejo o que aconteceu ontem não era um pesadelo.

- Cadê o Dean? – Sim, minha preocupação era com ele.
- Está na sala ao lado, sozinho e sem comer desde ontem, não deixa ninguém se aproximar ou falar com ele, estou ficando preocupada, .
- Da um desconto a ele, o irmão morreu, eu sei bem o que é isso.
- Eu não morri. – diz.
- Mas sumiu por 10 anos e não é o momento de falarmos sobre isso. Bobby trouxe mais algumas informações sobre o tal cara que esfaqueou o Sam?
- Descobrimos que ele está nos padrões assim como Sam, Andy e todos os outros que tinham alguma coisa supernatural dentro de si. – Falava Jo ao entrar no quarto.
- Ok, eu vou ver como o Dean está.

Levanto da cama e no mesmo momento Jo diz:

- Leva esse balde com frango. Já desisti de fazê-lo comer.

Pego o balde e caminho até o quarto onde Dean estava. Sam estava deitando na cama, totalmente pálido com os olhos fechados, Dean tinha a cabeça apoiada nos braços sentado na cadeira ao lado da cama, fico encostada no batente da porta em silêncio, apenas observando enquanto ele conversava com o irmão.

- Sabe, quando você era criança, começou a perguntar por que a gente se mudava tanto, por que a gente não tinha mãe, eu implorei que parasse com as perguntas, pois só queria que fosse criança mais um pouquinho. – Dean falava com a voz rouca de tanto chorar. - O papai pediu para eu te proteger, cuidar de você, eu só tinha uma missão e eu falhei, Sammy. – Aquilo partiu meu coração. – Minha única missão era cuidar do meu irmãozinho pentelho e eu não consegui, eu acho que é isso que eu faço, eu sempre desaponto as pessoas de quem mais amo.

Nesse momento coloco o balde no criado mudo abraçando Dean por trás sem dizer nada. Depois de um tempo abraçada com ele, me ajoelho ao seu lado enquanto ele seca as lágrimas.

- Dean, seu irmão não iria querer que você pensasse assim.
- , me deixa sozinho.
- Não, eu também perdi alguém, eu também perdi o Sam, meu namorado. – Ele me olha confuso.
- É, seu irmão e eu estávamos namorando. – Dei uma risadinha de canto, o que fez sorrir um pouco.

Tiro seu cabelo do olho e ficamos nos encarando.

- e Jo me disseram que você não comeu nada desde ontem.
- Eu não tenho forças para mais nada, , só quero meu irmão de volta.
- E fraco, sem comer, não vai ajudar em nada, Dean. – Ele apenas olha para o chão. – Vou estar na sala ao lado se precisar de mim.

Dou um beijo em seu cabelo saindo dali.

- Então? – Bobby pergunta e apenas nego com a cabeça. – , Jo, preciso da ajuda de vocês para continuar na caçada. Vamos?

me olha pedindo permissão para ir, apenas aceno que sim, ela podia. Vou com os três até fora da casa, observando eles saírem, quando entro, vejo Dean pegando sua jaqueta no cabideiro.

- Dean, aonde vai?

Ele não me responde, apenas passa por mim, seguro seu braço, mas o mesmo me empurra para trás.

- Não me impeça, , não quero te machucar, é melhor você ficar aqui com o Sam, me desculpe.

Dean apenas sai da porta sem dizer mais nada, então ouço o barulho do Impala se distanciar, o que ele vai fazer? Minha vontade era de segui-lo, mas estava sem meu carro, droga!

Capítulo 13: Sam está vivo?


POV :

Eu queria estar com Dean, o abraçando e consolando, afinal senti sua falta nesses meses e também por Sam, mas Bobby me fez vir aqui ajudar nas caçadas e me ajudar a treinar para ser caçadora.

- Toma aqui, .

Jo me entrega uma cerveja e senta na cadeira a minha frente.

- Seus pensamentos estão longe, Sam ou Dean?
- Nos dois. Eu sinto que tudo isso aconteceu por minha culpa, Jo.
- Isso não é sua culpa, , não fique se culpando. Vem cá, como conheceu os meninos?
- Quando o namorado da minha melhor amiga morreu, conheci Sam, no dia seguinte, conheci Dean em uma lanchonete, e você?
- Coloquei um rifle atrás de Dean no meu bar. – Gargalhamos as duas.
- Não pude deixar de notar que você sente algo por ele não é? – Pergunto.
- Posso confessar? Sim, sinto, mas ele não me olha da mesma forma, então nem insisto.
- É chato isso, não é?

Jo acena com a cabeça e ia falar algo, quando alguém bate na porta, Bobby estava passando por ali e atende, percebi que seu olhar era de surpresa.

- Oi, Bobby.

Sam fala?
Corro ao lado de Bobby para ter certeza do que eu ouvi, olho espantada quando vejo Sam no meio de e Dean. Olho minha irmã, ela está tranquila e feliz, Dean está com uma cara assustada e com medo, aí tem coisa.

- Obrigado por cuidar de mim, gente. - Sam diz entrando na casa, mas nossos olhares eram em Dean e , o meu especialmente para Dean.

- Sam está melhor, então voltamos à ativa.

entra em casa, abraçando Sam que sorri com o ato, Dean ia entrar logo em seguida, mas eu não deixo, o empurro lá para fora, fecho a porta e o levo pela orelha até o ferro velho, quando estávamos em uma distância razoável da casa, onde Sam não poderia ouvir, eu o solto.

- Caramba, , por que fazer isso? – Ele coça a orelha que estava vermelha.
- Você tem que me responder esse pergunta, não é, Dean?

Dean me olha assustado engolindo a seco encarando o chão.

- Você fez alguma coisa, não é?
- , ele é meu irmão. Eu tinha que salvá-lo.
- ENTÃO VOCÊ FEZ ALGUMA COISA!

Grito e logo em seguida começo a bater em Dean que tenta se desviar dos tapas, até que consegue segurar minhas mãos.

- Calma.
- CALMA? O QUE VOCÊ FEZ, DEAN?
- , fala baixo.
- NÃO VOU FALAR AT – Dean tampa minha boca com sua mão e olha dentro dos meus olhos.
- Eu troquei de lugar com Sam.

Ele me solta e eu estava assustada.

- Como assim?
- Eu troquei a minha alma pela a do Sam, , fiz um pacto.
- VOCÊ O QUÊ?

Começo a bater nele com mais força e dessa vez ele não tinha como escapar, tanto que se abaixou.

- , quer parar? – Ele diz se desviando dos tapas, mas eu consigo bater nele.
- , para.

aparece me afastando de Dean, ele se levanta me olhando assustado enquanto tento me soltar de .

- Obrigado, .
- O que disse para ela?

Ele não a responde, provavelmente não tinha dito a ela. Consigo me soltar de e vou até a rede da varanda da casa, me deitando lá, começando a chorar baixinho. Vejo Dean e passando por mim e Dean me olha de relance, fico um tempo pensando no que fazer para tirar Dean dessa, eu não posso e nem quero ver minha família morrer de novo, ouço um barulho vindo das árvores na frente da casa, levo um susto ao ver uma mulher.

- Dean, Sam, Bobby.

Todos aparecem na sala com a mulher, que era mãe da Jo, ela mencionou que tinha um cofre secreto e os demônios não a acharam, ela nos mostrou um mapa que Dean pegou dizendo:

- Wyoming? O que significa?

Nos entreolhamos e todos foram procurar algo, Jo chamou Dean pra conversar no quarto, me aproximei e pude ouvir sua conversa.

“Não acredito que você fez um pacto com demônios, Dean. Como se sentiu quando seu pai vendeu a alma dele por você? Como acha que Sam vai se sentir?”

Nesse momento saio dali e procuro algo com pacto de demônios nos livros de Bobby e saio correndo de casa quando acho o que eu queria, eu não vou deixar isso acontecer. Fui até uma encruzilhada próxima, coloquei minha caixinha com minha foto na terra e enterrei, esperei alguns minutos até que uma voz masculina fala atrás de mim:

- Ora, ora, olha quem está aqui, .
- Como me conhece? – Pergunto me virando para o demônio.
- Bem, eu conheci seu pai, querida, há 10 longos anos atrás.
- O que quer dizer com isso?
- Isso não vem ao caso, você veio fazer um acordo, não veio?
- Como sabe do meu pai?
- Por que está tão interessada?
- RESPONDA A PERGUNTA.
- Bem, querida, seu pai me procurou há 10 anos atrás e fez um trato, sim. Ele queria acabar com a família dele, mas não tinha coragem, então me pediu para fazer o serviço.
- Então minha mãe, morreu... – Ele me interrompe.
- Sim, foi culpa do seu querido papai, isso foi um empurrão para ele afastar você dá vida da sua irmã.
- Por que ele ia fazer isso? – Pergunto chorando.
- Eu acho que já sabe a resposta, querida, só não quer a encontrar. Mas falamos de você agora, você veio me procurar porque quer salvar seu querido Dean Winchester, não é?
- Eu não quero que ninguém da minha família morra mais.
- Sua família? Você os conhece há 10 meses e já considera ele da família?
- Algum problema com isso?
- Não, nenhum, então o que fazer?
- Liberte Dean do trato e deixe Sam vivo.
- O que ganho em troca?
- Minha alma. Só precisa deixar Dean e Sam vivos, por favor.
- Por que está fazendo isso, garota?
- Porque eles são minha família e porque não quero que minha irmã sofra.
- Ela vai sofrer de qualquer jeito e você sabe, , só não quer lembrar o motivo.
- Dá pra fazer logo esse trato ou vou ter que te matar?

Capítulo 14: A verdade!


POV SAM:

Notei que todos estavam me olhando como se tivessem visto um zumbi, mas deixei passar essa, estava muito cansado e muito confuso de tudo que aconteceu, desço da escada de Bobby e noto alguns livros caídos no chão, o pego para guardar até que vejo sobre o que se tratava. Cães do inferno, porque alguém iria querer chegar nisso agora? Dou de ombro guardando o livro em seu lugar, assim que coloco, ouço Dean falar ao descer a escada:

- Você está bem, Sam? – Ele parecia preocupado.
- Sim, ainda está doendo, mas logo passa.
- Dean, o que aconteceu?
- O quê?
- Após eu ser esfaqueado?
- Eu já disse. Bobby, , Jo e eu, cuidamos de você. Por que perguntou de novo?
- Eu não sei, tem algo estranho nessa história, porque se o demônio queria apenas um vivo, por que Jake e eu estamos vivos?
- Ele te falou isso?
- É, apareceu em um sonho.
- Falou mais alguma coisa?
- Não, só isso, mais nada, mas eu ainda não entendo como duas pessoas escaparam dessa.
- Eles acharam que você tinha morrido. – Jo aparece falando, olhando para Dean. – Mas o demônio foi atrás de Jake. O que será que vai acontecer com ele?

Ia responder Jo, mas a porta da sala se abre e entra uma assustada. Dean, eu e Jo nos entreolhamos voltando a olhar que deu de ombros.

- O que foi?
- Está tudo bem, ? – Dean pergunta estranhando.
- Está, agora eu não posso fazer minha corrida matinal?
- Você fazendo corrida? Conta outra. Onde foi? – Dean insiste.
- Ao mercado, ok?
- Cadê as compras?
- Essa torta serve pra você?

joga a torta na direção de Dean, saindo de perto da gente.

- O que deu nela?

Dean pergunta me olhando, apenas dou de ombros.

- Seja o que for pelo menos ela não esqueceu a torta.

Dean dá um sorriso gigante no rosto, indo para a cozinha.

- Jo, só eu que sinto que tem algo estranho por aí?
- Eu não sei, Sam.
- Eu não acredito.

Bobby entra na sala chamando a atenção de todo mundo.

- Achou alguma coisa? – Perguntei.
- Bem mais que isso. - Bobby joga um mapa na mesa. - Cada X marca uma igreja abandonada. – Ele aponta para o mapa. – Todas do século XVIII, todas elas construídas por Samuel Colt.
- Samuel Colt? – pergunta se aproximando de nós.
- O matador de demônios, o armeiro Samuel Colt? – Dean continua com as perguntas.
- Sim e tem mais, ele também construiu uma estrada de ferro.
- Interligando as igrejas. – Diz de braços cruzados, pensativas. – Esperto.
- O que foi, ? – pergunta.
- Isso forma o seguinte desenho.

pega uma caneta da mão de Dean e começa a desenhar um pentagrama.

- Não pode ser o que penso que é. – Diz Dean e eu continuo.
- Uma armadilha pro diabo. Uma imensa armadilha pro diabo.
- Brilhante, demônios não cruzam caminhos de ferro.
- Nunca ouvi falar em coisa tão sólida. – Ellen diz.
- Ninguém ouviu. – Bobby diz.
- Mas depois de todos esses anos, não teve nenhuma falha? – pergunta e olhamos para ela confusos. – Ainda funciona?
- Com certeza. – Eu digo.
- Como sabe? – Pergunta meu irmão.
- Nas profecias que o Bobby encontrou eles não podem entrar, só estão em volta.
- O que será que tem dentro? – pergunta.
- Isso que eu tenho procurado, e não tem nada exceto um cemitério de vaqueiros bem aqui. – Dean aponta para o centro do desenho.
- E qual a importância de um cemitério, o que o colt tentava proteger? – pergunto.
- A não ser que... – diz. – Se o colt não tentasse impedir que algo entrasse, mas sim que saísse de lá. – ela termina.
- É o que estava pensando, . – diz Dean.
- Que reconfortante. – Diz Bobby.
- Tem razão. – Diz Jo.
- Bobby, eles conseguiriam entrar? – Continua Dean.
- É uma coisa tão sólida, praticamente precisa de uma bomba para destruí-la. Um demônio não poderia entrar de jeito nenhum.
- Não, mas sei quem poderia. – Continuo enquanto Dean me olha.

Mais tarde estávamos no cemitério, cada um escondido atrás de uma lápide e eu atrás de uma árvore, Jake passa por mim e pela lapide que Dean estava escondido, se aproximando do portal quando apareço atrás dele falando:

- E aí, Jake?

, , Ellen e Dean aparecem ao meu lado enquanto o mesmo nos olha surpreso.

- Você está morto, eu te matei.
- Pois é, da próxima vez termine o serviço.
- Eu terminei. A facada atravessou a sua medula.

Olho Dean confuso, o mesmo me olha, mas logo abaixa o olhar.

- Não pode estar vivo. Não pode. – Diz Jake.
- Calma. – Diz . – Fique onde está. – Ela termina.
- E se eu não ficar?
- Espere pra ver. – Digo com raiva.
- Ficou valente de repente? Vai fazer o quê? Me matar?
- É uma ideia.

Jake apenas sorriu.

- Está rindo do quê? – Dean pergunta.
- Oh, menina. – Jake olha para . – Me faz um favor? Coloque a arma na sua cabeça.

o obedece. Jake nos fez abaixar a arma, menos , olho Dean que corre até ela soltando a arma de sua cabeça, então atiro no Jake, mas era tarde demais, ele já tinha colocado a arma naquele portal. Quando ele estava morto, todos se aproximam me olhando diferente, Dean apenas me analisando. Olhamos o portal enquanto se abrimos.

- Ah, não. – Diz .
- O que é isso? – diz abraçada com Dean.
- O inferno.

Ele responde a abraçando com mais força, retiro a arma do portão.

- Se protejam AGORA.

Dean grita e começamos a correr, cai no meio do caminho, então a ajudo a levantar, a levanto para trás da lapide. De repente aparecera um monte de fumaça negra pelo ar indo para todas as direções.

- O QUE ACONTECEU? – Dean grita.
- É O PORTAL DO INFERNO.

Bobby grita se aproximando com Jo.

- UMA DAS ENTRADAS PARA O INFERNO. – Ellen continua.
- Sam, estou com medo. – diz abraçada comigo.
- Vai ficar tudo bem.

Abraço ela assustado, afinal, tudo acabaria bem mesmo?

- VAMOS, TEMOS QUE FECHAR O PORTAL.

Ellen grita indo para o portal.

Fomos todos ajudar, tentávamos fazer todo tipo de força, mas era praticamente impossível, quando me viro para trás, vejo Dean sendo atirado contra uma lápide com a mão na cabeça.

- DEAN!

Corro até ele, mas Azazel me empurra contra uma árvore, me prendendo ali mesmo, droga, não consigo escutar o que ele fala com Dean, mas logo aparece atrás deles com a Colt, sem saber o que fazer, ela tenta destravar a arma, o que chama atenção de Azazel que vira para ela a jogando em uma lapide próxima onde eu estava.

- , . Até que enfim nos conhecemos, não é?
- Vai pro inferno. – Ela cuspiu na cara dele.
- Sabe? – Ele limpava o cuspe. – Eu podia te matar agora, mas como você é muito importante para nós, vou te deixar viver, para se arrepender do que você fez. Então quando isso te acontecer, te vejo no inferno. – Ele pisca sorridente, vitorioso.

Olho para eles confuso. Dean se aproximava com a arma, mas Azazel percebe, prendendo ele novamente na mesma posição.

- Que mania de interromper, Dean.

Logo uma figura conhecida se aproxima e tira o demônio do corpo que estava começando uma luta, nessa luta, Dean pega a arma e o demônio volta para o corpo.

- É melhor não brincar com os brinquedos do papai, garoto.

Dean apenas aponta a arma sorrindo e atira no desgraçado que cai morto no chão. e eu nos soltamos, então Dean corre em encontro a ela.

- Você está bem, ?
- Sim.

Ela o abraça e me olha meio que chorando. Volto a minha atenção para o meu pai, agradecendo apenas com o olhar, Dean se levanta e faz o mesmo, logo então ele parte e vai embora. O portão é fechado novamente.

- Quantos acham que escaparam? – Bobby pergunta se aproximando junto com as meninas.
- Uns 200 ou mais.
- É, garotos, a guerra está só começando.

No Impala, arrumando as coisas no porta malas, estávamos eu, e Dean enquanto os outros limpavam a bagunça, Dean arrumava as coisas enquanto eu ficava observando que tinha um olhar distante.

- Meninos. – Ela chama nossa atenção, mas olhando para o chão.
- Sim? – Dean pergunta se aproximando.
- Eu amo muito vocês, e vocês sabem disso, não é?

diz chorando, abraçando eu e Dean ao mesmo tempo, não entendemos sua reação.

Capítulo 15: Vida normal?


POV DEAN:

Pelo visto não fui só eu a perceber que estava estranha. Sam e eu nos soltamos de seu abraço e por instinto, seco suas lágrimas fazendo carinho em seu rosto, enquanto a mesma me olha sorrindo de canto, começando a chorar novamente.

- , você está bem? – A abraço de volta, não gosto de vê-la chorando.
- Sim, eu estou contente Dean, só isso.

se solta do abraço me dando um sorriso enquanto limpava suas lágrimas. Olho Sam confuso que me retribui o mesmo olhar.

- Agora tem uma questão, vocês viram o jeito que Jake me viu, parecendo ter visto um fantasma. Ele disse que me matou. – Sammy diz.
- Mas ele se enganou. – Olho de relance e ela entendeu.
- Eu acho que não, Dean.

Volto o olhar para Sam sem dizer nada, apenas fico o olhando.

- O que houve? – Ele faz uma pausa. – Após eu ser esfaqueado?
- Eu já te contei isso.
- Não tudo. – Ele insiste em saber.

Olho e acredito que ela também não sabia o que falar. Demoro um pouco para respondê-lo.

- Sammy, acabamos de matar o demônio, será que não podemos comemorar?
- Eu morri?
- Qual é. – Me viro de costas pra ele baixando a cabeça.
- E vendeu sua alma por mim como o papai fez por você?
- QUE ISSO, NÃO! – Digo indignado o olhando de volta.
- Dean, me conta a verdade.

Coloco as mãos em minha boca baixando logo em seguida e não o respondendo, olho que me olha irritada com os braços cruzados, balançando a cabeça negativamente.
- Dean, me conta a verdade.
- Sammy. – Apenas digo isso.
- Quanto tempo você tem? – Ele me pergunta.
- Eu tenho 1 ano. Só 1 ano.

Sam abaixa a cabeça com lágrimas nos olhos, encaro novamente e ela estava nervosa, parecendo que queria contar algo.

- Quer saber? – diz. – Dane-se.
- O quê? – Sam e eu perguntamos confusos.
- Eu vou embora daqui.

passa por mim a passos longos, olho Sam e ele apenas mexe a cabeça para que eu vá atrás dela. já estava meio longe, mas consigo a alcançar segurando seu braço.

- , espera, o que houve? - Ela se solta virando para mim e estava chorando.
- Por que a vida tem que ser tão cruel, Dean? – diz entre soluços ofegantes. – Por que ela tem que me levar todos os que eu amo embora, pra longe de mim?

me abraça forte e logo sinto minha camisa ensopada com suas lágrimas, apenas a abraço sem a dizer nada, afinal, o que está acontecendo com minha garota?

- ? Posso te contar um segredo? – Afasto-a do abraço enxugando suas lágrimas enquanto a mesma apenas acena a cabeça como um sim. – Quando você foi embora, eu pensava em você todas as noites na esperança de um dia te reencontrar. Sabe, eu sempre fui um mulherengo, mas quando você chegou na minha vida, parece que a única mulher que tem um brilho que me chama atenção é você. – Ela me olha surpresa, mas logo da um sorriso sapeca.
- Uau, para eu transformar um mulherengo em um homem apaixonado, eu devo ser muito especial, não é? – Nós dois gargalhamos.
- Aí está a que eu queria ver.

Assim que digo isso, o silêncio tomou total posse do local, e meus olhos apenas encaravam aqueles olhos verdes cristalinos brilhantes que de alguma maneira me hipnotizavam querendo me fazer olhar para sempre para ele.

- Dean, está me deixando com vergonha. – passa a mão pela sua nuca deixando suas bochechas ainda mais linda, rosada.
- Posso resolver isso rapidinho.

Me aproximo de dando um beijo profundo, ela aceitou na hora, coloca suas mãos em torno do meu pescoço enquanto a abraço pela cintura. Seu beijo era calmo, tranquilo, suave, assim como ela, peço permissão com a língua em seus lábios para que me deixasse entrar, ela cedeu, o que era um beijo calmo, se tornou um beijo cheio de saudade. Paramos um pouco para recuperar as energias, encaro sorridente e ela o mesmo.

- Então isso quer dizer que estamos oficialmente juntos, Dean Winchester? – Ela diz maliciosa mordendo os lábios.
- Interprete como quiser, senhorita . Mas eu só dou uma alternativa. – A olho pensativo.
- E qual é?
- Que estamos juntos oficialmente.

pula em meu pescoço me beijando de novo, mas fomos interrompidos por Bobby.

- Aí estão vocês. – Nos viramos para Bobby. – Venham.

Bobby foi na frente, nós fomos mais atrás, olho que faz o mesmo comigo e segura minha mão, a olho sorrindo, mas volta a olhar para frente enquanto caminhamos de mão dadas.

- Ei, o que houve, ? Por que ficou triste?
- Porque eu acho que tenho que ter salvar pra variar. – Ela me olha rindo e eu faço o mesmo a abraçando em seguida.

Chegamos para perto do Impala onde estavam Bobby, , Ellen, Jo e Sam.

- Bom, aquele demônio pode estar morto, mas muito deles se passaram por aquele portal. – Ellen diz nos olhando.
- Quantos você calcula?
- É praticamente um exército. – Diz Sam abraçado com . – Ele liberou um exército. – Sam continua.

Bobby e Ellen se encaram, logo em seguida Bobby diz:

- Espero que estejam prontos.
- É, nós temos trabalho à fazer.

Coloco a colt no porta-malas do Impala, logo o fechando.

Não demorou muito e estávamos apenas eu, Bobby, Sam, e na casa do Bobby descansando um pouco, estou observando que neste momento está na varanda de casa deitada na rede enquanto chovia, ainda bem que a varanda era coberta, estava fazendo frio, pude notar que ela estava tremendo, pego um cobertor e saio até a varanda abrindo a rede com cuidado, nem notou minha presença, pois estava com fone de ouvido, entro na rede atrás dela e só assim ela vira de lado para mim assustada tirando o fone.

- Que susto, Dean.
- Te assustei foi? – Digo enquanto nos cubro.
- É, me assustou. – Ela fez beiço me fazendo a beijar, enquanto no ato eu abraçava ela pela cintura.

se arruma em meu peito então resolvo perguntar:

- Está tudo bem?
- Sim.
- Mesmo, mesmo? Não está me escondendo nada? – Insisto em saber de algo, que eu sei que ela escondia.
- Sim, Dean, eu só estava aqui pensando em umas coisas, só isso.
- Que coisas?

meio que senta deitada de lado na rede me encara dizendo:

- É que estamos sem nenhum trabalho para fazer, e eu estava pensando que devíamos aproveitar esse tempo só nós dois, o que acha?
- Mas estamos aproveitando . – Coloco uma mecha de cabelo que tinha caído atrás de sua orelha.
- Não, o que quero dizer: eu queria fazer você ter um pouco de vida normal, Dean. – Ela me olha engolindo o choro.
- Como assim?
- Quando foi a última vez que foi a um cinema? – A olho pensativo engolindo a seco e sem saber o que falar. – E quando foi a última vez que foi à praia?
- , onde quer chegar?
- Eu quero dizer que, enquanto eu ainda estiver aqui, eu vou tentar fazer o máximo para você aproveitar seu tempo livre enquanto não estiver caçando.
- Enquanto você ainda estiver aqui?

Repito a frase não entendendo o que ela quis dizer com isso. Ela está escondendo alguma coisa.

Capítulo 16: De volta ao passado.


POV :

- É, Dean. Até quando a gente ficar velhinho de bengala.

Coloco uma mão no seu rosto abrindo um sorriso e ele faz o mesmo me beijando.

- Você é incrível, sabia? – Dean diz calmo.
- Você acha? – Ele apenas acena com a cabeça. – Vamos ao cinema hoje?
- Eu não sei, pensei em ficar aqui, deitadinho com minha namorada. É pedir demais? – Ele faz uma voz de quem está com preguiça me abraçando e me levando para mais perto dele.
- Literalmente não.

O abraço de volta com força sorrindo e ele o mesmo. Fecho os olhos e começo a ficar pensativa com o fato de quem dentro de 8 meses, eu não estaria mais aqui. Eu tive que fazer isso, não iria suportar perder outra pessoa importante na minha vida. Mas o que o demônio queria não era apenas minha alma, e sim que eu começasse a descobrir quem realmente eu sou. O que eu não entendi muito bem. Sinto Dean fazendo carinho no meu cabelo e logo me dando um beijo no mesmo, então sorri em silêncio me ajeitando contra seu peito. Esse clima frio ainda ajudava com a chuva, estava tudo perfeito até que alguém abre a porta da casa.

- , precisamos conversar. – Diz séria.
- Agora não, . – Me encolho ainda mais no colo de Dean. – Está tão bom aqui. – Dean sorriu.
- É sério, é importante, eu resolveria sozinha, mas preciso da sua ajuda.

Levanto um pouco minha cabeça para olhar .

- O que é tão importante assim?
- Precisamos ir para Indiana.
- Eu não vou voltar lá. – Me deito de novo abraçando Dean.
- . – Dean me chama a atenção.
- Eu não vou e ponto final. – Me encolho no abraço de Dean colocando o cobertor em cima de mim.
- , vamos, por favor. – diz me balançando na rede e tirando o cobertor de cima de mim e Dean.
- Quanto tempo daqui até Lafayette? – Pergunto ainda deitada, mas me virando um pouco para cima para olhá-la.
- 10 horas e meia.
- Ah, não.

Me deito de novo no colo de Dean.

- Eu vou com você, .
- Jura? – O olho.
- Juro, vamos.

Passaram-se 10 e longas horas, saímos da casa do Bobby às 20 horas, chegamos apenas 06 horas da manhã na casa de , onde tinha deixado Buster com uma amiga de cuidando dele.

- Buster, e ai, amigão.

Ele pula no meu colo correndo me fazendo cair no chão, agrado sua cabecinha enquanto ele me lambia balançando o rabinho.

- Também senti sua falta.
- Ei, sua dona também é minha, viu. – Dean se abaixa no chão me dando um beijo.
- Com ciúmes de um cachorro, Dean?
- Os tempos estão difíceis, temos que cuidar de quem a gente ama. – Ele pisca pra mim.
- Awwwn. – Aperto sua bochecha. – Adoro quando o meu mulherengo fala assim.
- Chata. – Ele mostra a língua, então a mordo de leve o beijando.
- Oh, casal. – chama nossa atenção no último degrau. – Vão ficar deitados no chão ou vão dormir? Na hora do almoço vamos sair.

Dean e eu fomos para o quarto de visitas, chegando lá me jogo na cama com os braços abertos.

- Tudo que eu queria nesse momento, uma cama.
- Então não me quer é? Vai me trocar por uma cama? – Diz Dean subindo em cima de mim, me beijando no pescoço.
- Claro que não, mulherengo. – Me viro para cima para olhá-lo.
- Você eu não troco por nada. – Dean sorriu de canto.
- Melhor parar com isso. – O afasto.
- Por quê?
- Porque eu já sei onde vai parar e eu estou cansada. – Me viro de lado.
- Ah é, é?
- DEAN.
- Tudo bem, madame, como quiser.

Dean deita atrás de mim, me abraçando de conchinha colocando sua cabeça no meio do meu pescoço.

- Te amo.

Ele diz me dando um beijo e eu sorri com o que ele falou, mas não disse nada, apenas fechei os olhos tentando dormir. Algumas horas mais tarde, sou acordada por alguém me chamando no andar de baixo.

- Bom dia, flor do dia. – Dean diz enquanto eu bocejo.
- Bom dia. – Esfrego os olhos o abraçando deitando minha cabeça em seu peitoral.
- Dormiu bem?
- Com você, sempre durmo. – Ele apenas sorriu me agradando nas costas.
- Vem, gente, comida está pronta.
- Sam se deu bem, o cheiro está bom, .
- Obrigada, Dean.

Nos sentamos à mesa, Dean em meu lado e tinha feito lasanha, peguei um pedaço e quando reconheci olhei e disse:

- Vejo que aprendeu a fazer minha lasanha, não é?
- Depois que você foi embora eu tive que me virar, papai não trabalhava, então comecei a trabalhar e resolvi aprender a fazer a lasanha que eu estava com saudades, era uma maneira de te deixar perto de mim. – Apenas fico a olhando sorrindo de lado.
- Você trabalhava onde, ? – Dean diz passando a mão em minha perna me agradando, coloco minha mão sobre a sua retribuindo o agradado.
- Em um caixa de supermercado.
- Com quantos anos?
- 8 anos, mas trabalhei até os 14 anos que foi quando conheci Bobby, na verdade foi quando ele foi me buscar lá em casa, porque o papai não estava em condições de cuidar de mim.
- Estava indo para a escola pelo menos? – Pergunto preocupada.
- Não, tanto que quando Bobby me buscou, a primeira coisa que fez foi me colocar na escola, na mesma que vocês estudavam quando ficavam lá, Dean. Além da escola, ele me fazia ter aulas particulares para recuperar os anos anteriores.
- E por que nunca te vimos na escola?
- Eu via vocês, mas Bobby disse para eu não me aproximar, eu insistia em saber o porquê, mas ele nunca tinha me contado, até eu descobrir. – dá uma risada divertida no rosto.
- Entendi, ele estava certo, olha onde você foi se meter.
- Mas, Dean, essa vida nem é tão ruim assim, amo o que eu faço e sinceramente, não me vejo fazendo outra coisa.
- Não pretende ter uma vida normal com Sam? Faculdade, filhos? Sam sempre quis isso, pelo o que pude perceber você também.
- Eu não posso, Dean, eu tenho que terminar uma coisa antes.
- Que coisa? – pergunto curiosa.
- Nada. Vamos, então? – diz terminando de comer.
- Vamos. – Dean e eu respondemos juntos.

- Não, eu não vou entrar aí, .

Me afasto da casa que eu tinha reconhecido dando um passo para trás abraçada com Dean.

- , quem mora aqui? – Dean pergunta.
- Nosso pai. – respondeu cabisbaixa e eu me encolhi em Dean deixando uma lágrima cair.
- , por favor. – implora.
- Não, eu não quero, Dean, vamos embora.

Começo a empurrá-lo para o carro, mas ele me empurra para frente, em direção a casa.

- Eu vou estar junto com você, meu amor, não vou o deixar fazer nada contra você. - Dean coloca as mãos em meu rosto. – Eu prometo.

Continua...



Nota da autora: (17/04/2017) Sem nota.




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