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Fanfic finalizada: 03/12/2018

Capítulo único

tinha chegado havia poucos meses na cidade, ela conseguiu um bom emprego em uma editora e estava se acostumando com o local e com as pessoas ao redor, tinha uma vizinha incrível que logo ficou sua amiga, o nome era , ela trabalhava para um jornal da cidade, então as duas tinham muito o que conversar sobre os empregos e vários outros assuntos em comum, incluindo que ambas queriam muito ser escritoras. E um dia seriam, elas tinham muita certeza disso.
O prédio onde trabalhava estava passando por algumas reformas, estava sempre encontrando alguém da obra quando precisava visitar outras salas ou em seus horários de almoço e saída.
Um dia estava trabalhando até tarde e ficou por último para fechar o escritório. Já era umas 10 da noite quando ela percebeu que tinha que sair antes que fechassem a portaria principal. Terminou de organizar umas coisas, deu uma checada para ver se as luzes estavam apagadas e, quando estava saindo da última sala, deu um grito de susto, tinha um cara lá parado na entrada da empresa.
- Ai meu Deus, quer me matar do coração? – ela questionou afetada.
- Desculpa, desculpa, eu só estava checando o serviço desse andar e vi luzes acesas, só vim ver o que era.
- E quem é você? O responsável da obra ou o que? Isso são horas?
- Isso, na verdade eu sou o engenheiro, meu nome é . Devo fazer a mesma pergunta, isso são horas? Nunca tem ninguém no prédio tão tarde assim.
- Nossa, então tá, eu precisei trabalhar até mais tarde para finalizar uns assuntos, estava de saída por causa do horário do prédio. Eu sou a , trabalho aqui, como pode ver, mas não assuste mais as pessoas assim – sua respiração voltara ao normal e ela achou a situação até engraçada. Além do fato de que o Sr. Engenheiro não era nada feio.
- Vamos então? Eu terminei também, te acompanho até lá embaixo.
- Ah claro, você que seria uma ameaça e agora eu preciso de proteção – ela soltou uma risada sem graça e eles foram para o elevador.
- Não foi o que eu disse, mas se você quiser eu espero aqui até você descer para o estacionamento escuro sozinha – ele provocou.
- Bom, você até que tem certa razão – ela respondeu a contragosto.
- Podemos? - Ele colocou o braço para manter a porta do elevador aberta enquanto ela entrava.
Eles mantiveram um silêncio quase constrangedor enquanto o elevador começou a descer, até que lá pelo quinto andar, a máquina deu um solavanco forte e as luzes se apagaram antes de o elevador parar completamente. soltou um gritinho e, meio que por instinto, se agarrou em .
- Que merda – ele deixou escapar entre os lábios, segurando a menina nos braços – ótima hora para faltar energia.
- Meu Deus, vamos ficar presos aqui até amanhã? – ela choramingou, se recompondo um pouco e se soltando dele devagar.
Os dois pegaram seus celulares e, obviamente, estavam sem sinal por estarem dentro de um elevador. começou a entrar em pânico e estava tentando manter a calma para não piorar a situação.
Ele tentou forçar a porta para ver se ela abria, mas claro que eles tiveram a sorte de o elevador parar em um trecho de parede. Ele desligou o celular para poupar bateria enquanto utilizava a claridade do dela para o ambiente ficar menos assustador. Eles sentaram e tentaram conversar para tentar descobrir como sair de lá, não tinha nenhuma opção plausível, a não ser que o vigia noturno fizesse a ronda como deveria, mas aí eles teriam que ficar gritando muito alto, mesmo com a mínima possibilidade de ele ir verificar o andar onde eles estavam.
Por volta das 2 da manhã os dois estavam muito cansados, com fome e com vontade de ir ao banheiro, resolveram tentar dormir para o tempo passar mais rápido, sem posição decente para dormir pelo espaço reduzido no chão, eles meio que se encaixaram.
- Que fique muito claro que estamos assim porque não tem nenhum outro espaço sobrando e pelo jeito só sairemos daqui de manhã. – Ela disse com a voz firme, mas agradecendo muito não estar sozinha naquele elevador.
- Com certeza você não ia querer que eu te abraçasse pra dormir, nem pensei nisso – ele riu e ajeitou a cabeça na mochila para tentar dormir.
- Claro que não – ela falou baixinho e olhou pra ele por cima do ombro na fraca claridade do celular.
Ele abriu os olhos e encarou-a por algum tempo, logo depois eles estavam dormindo profundamente.

Acordaram assustados com um novo solavanco do elevador e as luzes se acenderam, e mais um susto quando viram que estavam bem apertados nos braços um do outro. Se soltaram meio sem graça e se levantaram enquanto o elevador terminava de descer, eles estavam com os corpos bem doloridos por terem dormido meio tortos.
Saíram do elevador sem dizer uma palavra ao zelador que aparentemente tinha consertado o problema, ela seguiu pelo estacionamento meio sem saber o que falar para , ele o mesmo. Simplesmente foram cada um para o seu carro.
Como uma feliz coincidência, os dois se atrasaram pela noite mal dormida e chegaram para trabalhar no mesmo horário, trocaram olhares nervosos e seguiram cada um para o seu rumo.

Por vários dias eles se esbarraram no prédio, percebeu que ele estava sempre passando por seu andar, parece que tinha dado algum problema no serviço e ele estava acompanhando mais de perto. Ela quase não conseguia evitar encará-lo, mas mal prestava atenção.
Uma tarde, passou por lá para entregar uns papéis para a amiga, que tinha esquecido em casa, e viu ela parada observando algo além do vidro da recepção, era , cutucou a amiga no braço.
- Ai menina, não me assusta assim – puxou a amiga para a sala de atendimento ao lado.
- O que é isso, senhorita? Paquerando os pedreiros agora? Vai desconcentrar os moços, gente...
- Não boba, aquele é o engenheiro que ficou trancado comigo no elevador, a gente se esbarrou várias vezes essa semana, já dei vários olhares, não sei mais o que fazer pra chamar atenção dele, ele mal olha pra mim – tinha pensado muito no acontecido e em depois, não conseguia parar de lembrar de como ele olhou pra ela antes de caírem no sono, ela não podia estar louca.
- Minha amiga está apaixonadinha, gente! – começou a dar pulinhos em volta da amiga.
- Para, sua besta, não tem nada de bom nisso, preciso pensar em outra coisa, senão vou pirar, não vou dar nenhuma olhadinha mais!
- Sei bem... – ela provocou , que já estava bem ansiosa com tudo.

deu uma segurada nas emoções focando no trabalho e se empenhando na escrita dos capítulos que começara a desenvolver com a amiga. Depois de alguns dias, mal reparava quando passava. Em compensação, ele começou a aparecer mais vezes e observá-la de longe.

Umas 3 semanas depois de ficarem presos no elevador, voltou a pensar no acontecido, aquele olhar de veio de novo à cabeça, ela resolveu ir dar uma volta na praia para esvaziar a mente e tentar organizar algumas ideias para o livro, além do que a lua estava maravilhosa, pegou seu caderno de anotações e foi.

teve a súbita ideia de ir dar uma volta na praia e observar um pouco o mar, enquanto lembrava de o olhando quase que diretamente por mais de uma semana depois do “encontro” no elevador e de como ela passou praticamente a ignorá-lo depois, ficou um pouco perdido.
Ele estava andando distraído pela areia quando a viu sentada olhando o mar, exatamente no rumo em que o luar iluminava a água. Ele se permitiu admirar a cena por algum tempo antes de se aproximar.
- Oi.
- Você. – ela suspirou quando o viu.
- Eu, e bem confuso com tudo.
- Como assim?
- Depois do elevador, você pareceu sei lá, interessada, e depois nada...
Ela olhou ele nos olhos de forma intensa, como ainda não tinha se permitido olhar, ele pegou a mão dela para levantá-la e não foram necessárias mais palavras. Aquele beijo falou muito mais do que os dois eram capazes de dizer. A conexão entre eles era tão forte que não era possível explicar. Simplesmente era para acontecer.

“If it’s meant to be, it’ll be, it’ll be.” – Meant to be – Bebe Rexha Feat. Florida Georgia Line





Fim



Nota da autora: Gente, essa ideia veio absolutamente do nada e eu fiquei super orgulhosa hahahah, gostaria muito de poder ter escrito mais, mas nosso desafio para esse especial era limitar as palavras rsrsrs então as cenas ficaram um pouco mais rápidas do que o normal, mas agora rolou uma ideia pra fazer algumas shorts tipo em série com uma co-autora maravilhosa que é a linda da Kadine (Kah-Fly). Aguardem as novidades <3 Obrigada pelo seu tempo, espero que tenham gostado tanto quanto eu gostei de escrever.





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