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Última atualização: 22/12/2020

Capítulo 1

“We're getting closer but the night is nearly over,
Gonna lose the moon
I dare you to move”
(Dare you to move, McFly)



Há doze anos, a vida de havia mudado. Grávida aos 22 anos, ela abdicou de viver para si assim que acabara a faculdade. Seu plano de se tornar uma advogada tributária havia sido postergado. Primeiro, ela seria uma mãe. lembra como foi pegar em seu colo pela primeira vez, como foi amamentá-lo pela primeira vez, e naquele dia, ele já era um menino crescido de 12 anos, cheio de opiniões. Quando ela saiu de Bolton, condado de Manchester, ela deixou para trás muitas coisas, especialmente seu passado. Há doze anos não pisava em sua cidade natal, seus pais sempre vinham para a grande cidade para vê-los, e entendiam seu motivo. Naquele dia, completava 12 anos.
— Ei, podemos ir? — apareceu na sala de assim que chegara no prédio da Heyward Enterprises.
— Claro. Estava só te esperando. — ela sorriu. — Meu menino está crescendo.
— Mãe... Vamos começar com isso de novo? — o menino perguntou, revirando os olhos.
— Sim, coração, nós vamos. — ela deu risada e bagunçou os fios loiros do primogênito. Graças ao bom Deus, se parecia completamente com . Em aparência e personalidade.
O caminho até o restaurante favorito dos dois foi animado e ambos conversavam sobre o presente que ganhara da mãe mais cedo. Uma Les Paul Ephiphone Special vermelha.
— Ela é irada, mãe. — ele dizia, animado. — Ela tem chave em três posições!
Como quem não entendia nada do que ela falava, apenas concordava. Essa era a única característica que tinha em comum com seu pai, ambos eram apaixonados por música. Depois de James, ela jurou a si mesma que jamais se envolveria com músicos de novo. E essa era uma promessa que seguia à risca.
— Queria que o vovô e a vovó pudessem ter vindo. — ele falou e fez um bico. — A feira foi mais cedo esse ano. A gente podia ir para lá quando você entrar de férias, né, mãe?
— A gente pode ver isso, . — fugiu do assunto. — Agora vamos, temos um aniversário de 12 anos para comemorar.
— Soube que hoje uma banda vai tocar. Espero que o guitarrista seja bom! — ele disse, arrancando risadas da mãe.



Danny havia marcado com os meninos às oito. Todavia, o ensaio das crianças havia demorado mais do que esperava, então ele chegou quase nove.
— Desculpa pelo atraso, caras. — ele cumprimentou Dougie, Harry e Tom.
— Tudo bem, sabemos que você tem grandes chances de ganhar.
— É claro que eu tenho.
— O ego maior que o corpo? Tem mesmo! — Dougie implicou e recebeu o dedo do meio de Danny.
— Essa banda é péssima. — Harry fez careta.
— O guitarrista está fazendo com que eu duvide das minhas habilidades na guitarra. — Tom comentou baixo e Danny riu.
! — os quatro ouviram uma mulher chamar um garotinho loiro que correu para o palco. — Volta aqui!
O menino parecia ignorar os pedidos da mãe e falou algo com a banda e o homem que estava com a guitarra a entregou para ele. Sem cerimônias, o loirinho se ajeitou e posicionou o microfone na sua altura.
— Oi, meu nome é . — ele cumprimentou a todos. — Vou tocar a música favorita da minha mãe, Hey Jude. Eu não sei cantar muito bem, então se vocês puderem cantar seria legal. Essa é para você, mãe. Te amo.
A mulher deu risadinhas e voltou a se sentar em sua mesa. Quando os acordes começaram, as pessoas no restaurante começaram a cantar baixinho, deixando a guitarra falar mais alto.
— Ele é demais. — Danny disse, espantado.
— Estou saindo da banda, minha vaga é dele. — Tom anunciou, brincalhão.
Os garotos observavam aquela criança com grande atenção, assim como sua mãe.
— A mãe dele é bem bonita também. — Dougie desviou o olhar do palco para a mulher. Dougie tinha mesmo razão.
— O garoto toca demais! — Danny comentou baixinho e encarou seus amigos.
— Não nos olhe com essa cara, Daniel. — Harry pediu.
— Eu vou lá. — ele anunciou.
— Danny... — os três disseram em uníssono, e antes que pudessem falar algo, Danny já se dirigia ao palco. Assim que a mulher viu que um homem se aproximava de seu filho, rapidamente ela se levantou e apressou o passo.
— Uh, temos uma mamãe ursa. — Dougie brincou e Harry jogou o guardanapo em seu rosto.
— Ela está certa, panaca. Um homem estranho está se aproximando do filho dela.
— Ainda bem que você cria galinhas, Dougie. — Tom suspirou.



A performance acabara e a banda ruim voltou ao seu posto. Assim que terminou, desceu do palco e logo percebeu que um homem sorridente se aproximava.
— Ei! Você é o Danny. — ele rapidamente o reconheceu. Danny sorriu.
— Fala, garotão. Você arrasou na guitarra. — ele se abaixou até ficar na altura da criança. — Você faz alguma aula?
— Não, aprendi sozinho! — ele deu de ombros. — Mas minha mãe me incentivou também, não é, mãe?
O olhar de Danny desviou do garoto para a mãe. Ele sorriu e ajeitou a postura. A mulher deu um breve sorriso para ele e ele estendeu a mão para cumprimentá-la.
— Daniel Jones. — sorriu.
Heyward, prazer.
— Seu filho toca demais!
— Obrigada, ele se esforça muito. Inclusive, estou considerando colocar ele em alguma aula.
Sem muito pensar, Danny despejou sua ideia na mulher.
— Eu posso ensiná-lo. — disse, firme.
— Meu Deus! Melhor. Aniversário. De. Todos. — disse e Danny riu.
— Você é... — ela tentou se lembrar.
— Mãe! O Danny do The Voice. — disse rápido e fez uma careta, como se sua mãe tivesse envergonhando ele na frente de Danny.
— Danny do McFly. — ela disse assim que se lembrou de grande parte de sua adolescência, tinha uma vizinha um pouco mais nova que era doida pelos caras.
— Culpado. — ele deu risada.
— Bom, Danny do McFly e do The Voice, muito obrigada pela proposta, mas você deve estar muito ocupado, pelo que sei, logo logo a reta final do programa chega. — ela disse, séria. — Vamos, .
— Mãe! O cara é uma lenda na guitarra. Você viu ele em Hey Jude naquele dia. — a criança disse e foi censurada pela mãe.
— Eu não estou ocupado, Srta. Heyward. — Danny sorriu sutilmente. — Caso contrário, não teria oferecido dar aulas para o seu filho. Pense e qualquer coisa, me liga. - Danny entregou seu cartão à mulher e bagunçou o cabelo de .
— Continue assim, carinha. — ele sorriu. — Você vai longe.
— Obrigado, Danny! E diga oi para o Tom por mim. Ele toca muito. — olhou diretamente para Fletcher.
— Se sua mãe deixar, por que você não vem até a nossa mesa e conhece ele?
— Mãe... — disse e a encarou com aqueles olhos que sempre ganhavam a batalha. — É meu aniversário, por favor!
— Vou pagar a conta, . — ela deu um sorrisinho. — Depois vou lá buscá-lo.
— Caraca, você é a melhor mãe do mundo! — ele abraçou a mulher pela cintura e os dois adultos deram risada.
Danny puxou para sua mesa e enquanto estava na fila para pagar a conta, observava o quão radiante o filho estava. Céus, aquela quase foi a banda de sua adolescência. O menino falava pelos cotovelos e ela riu. Certamente havia puxado aquilo da mãe. Ainda assim, podia ver que Danny havia conquistado o coração de seu filho. Se sentiu tola por não ter reconhecido Danny de primeira, pois, além de ouvi-lo quase todo dia quando era mais nova, o via todo sábado na TV por causa de . A fila andou e ela rapidamente foi até a mesa da banda.
— Boa noite! — ela cumprimentou os outros homens. — Vamos, ?
— Oi! Sou o Tom. — o homem de óculos a cumprimentou. O outro moreno do grupo, que ela não lembrava o nome, sorriu e deu um aceno leve.
— Mãe, o Tom disse que vai ajudar o Danny a me dar aulas também! Que irado. — o menininho disse, encantado.
— Oi. Eu sou o Dougie, o baixista. — um homem loiro sussurrou pra ela. — Eles realmente deram match. Você está ferrada.
— Sou o Harry. — o moreno sorriu. — Peço desculpas prévias pelo que ouvirá do Poynter.
Sim, realmente estava ferrada. O jeito que olhou para Danny era como se ele tivesse ido à Lua e voltado. Definitivamente, Danny Jones não sairia de suas conversas com por um longo período.
— Você tem razão, Dougie, o baixista. — disse, séria.

Capítulo 2

Atenção: esse capítulo contém referências ao The Voice Kids UK. Os participantes os quais citarei são todos fictícios. Não condizem com a realidade do programa ou de suas performances.


“The things that change us
If we notice
When we look up sometimes
They said I would never make it
But I was built to break the mold
The only dream that I been chasing
Is my own...”
(Underdog, Alicia Keys)



O dia havia começado cedo para Danny. Com Cooper doente e Georgia trabalhando, ele teve que levar seu pequeno para o trabalho. Ainda que estivesse bastante preocupado, a pediatra de Coops havia afirmado que os sintomas do resfriado estavam normais.
Assim que chegou aos estúdios para o ensaio com as crianças do The Voice Kids UK, ele suspirou. Estava cansado. Ficara a noite toda acordado cuidando de Cooper. Pixie, amiga e jurada do programa, sorriu ao vê-lo com Cooper.
— Oi, Danny. Oi, Coops. — ela cumprimentou o pequenino, que coçou os olhinhos. — A tia Pixie estava morrendo de saudade de você.
— Hey, Pixie. — Danny bocejou.
— Noite ruim? — ela perguntou e Danny afirmou. Ele estava um caco.
— Alguém pegou um resfriado, Tia Pixie. — ele acariciou a cabeça de Cooper.
— Uh, posso ficar com ele enquanto você ensaia. — Pix sorriu e estendeu os braços para pegar Cooper no colo. A criança foi sem esforços, Pixie sempre tivera jeito com crianças.
— Você vai ser uma ótima mãe, Pix. — Danny cochichou no ouvido da amiga, que assustou com a afirmação.
— Como... — ela estava confusa.
— Eu sei reconhecer uma barriguinha de gravidez, minha amiga. — ele sorriu. — Parabéns para vocês. Que venha com muita saúde.
— Obrigada, Danny. — ela sorriu. — Vou com o meu amiguinho para o meu camarim. Te vejo mais tarde.
— Obrigado! — Danny correu para a sala de ensaios e encontrou as crianças.
Todos eles estavam animados com a presença do cantor e os cochichos eram altos.
— Oi, lads. — ele sorriu. — Estão animados?
As crianças gritaram animadas e ele sorriu. Ainda que sua cabeça estivesse prestes a explodir, ele se sentiu realizado com sua vida profissional. O McFly estava prestes a voltar e fariam uma tour em breve. Ele estava participando de um programa conhecido internacionalmente e já havia ganhado três vezes. Depois da separação com Georgia, ele se sentia mais leve. Nada drástico aconteceu, do contrário, ela era sua melhor amiga e mãe de seu filho. Coisas que Danny não deveria nunca se esquecer.
— Bom, quem eu escolher se levante. — ele sorriu. — O primeiro trio de batalhas é: Erik, Lena e Erin. O segundo é: Jake, Gary e Pete.
— Somos muito diferentes. — Gary comentou, assustado.
— Confie no poder de Daniel Jones, Gary. — Danny passou os braços pelos ombros do menino. — O terceiro e último trio é: Abgail, Kieran e Tommy.



Os ensaios estavam indo muito bem, tinha uma hora com cada trio para aconselhá-los e liderá-los com escolhas que deveriam ser sábias. Mas, acima de tudo, Danny queria que as crianças se divertissem. O terceiro trio havia acabado de começar a cantar Underdog, da Alicia Keys. Danny estava orgulhoso de suas crianças.
Assim que finalizou tudo, seu telefone tocou.
— Alô? — ele atendeu, desconfiado.
— Daniel Jones? — ouviu uma voz feminina falar. — É a secretária da senhorita Heyward.
— Senhorita Heyward? — ele tentou relembrar. — Desculpe, não sei quem é.
— Mãe do menininho que toca guitarra, o do restaurante. — a menina disse baixinho.
— Ah! — ele se recordou. Como diabos havia esquecido aquela mulher linda e de seu filho hiper talentoso? — Lembro sim.
— A senhorita Heyward deseja se encontrar com o senhor hoje. Daqui a pouco, se não for incômodo. — ela falou baixinho. — Eu deveria ter ligado antes, mas estive tão ocupada que acabei esquecendo, senhor Jones. Espera, esse não é meu lugar de desabafar, desculpe. O senhor pode?
Ele deu risada. — Sim. Onde?
— Pode ser no diner Della’s? Conhece?
— Sim. Avise que vou acompanhado.
— Claro, obrigada pela atenção. Avisarei que o senhor chegará em 20 minutos, ela tem uma leve tendência a atrasos… Quer dizer, estou dando muitas informações sobre a minha chefe, tchau, senhor Jones!
A menina estranha desligou e Danny deu risada. Além do mais, o quão importante Heyward era? Por que ela precisava de uma secretária e horários marcados?
— Ei, Jones. — Will apareceu com Cooper em seu caminho. — Olha quem eu tenho aqui.
— Ei, lad. — Danny pegou Cooper do colo do parceiro. — Nós já vamos pra casa. Papai tem um compromisso antes. Mas, prometo que faremos uma sessão de Toy Story mais tarde.
— Posso participar? — Will brincou.
— Pode. Só precisa esperar eu estar em casa, tenho uma suposta reunião.
— Suposta?
— É. — Danny riu.
— É assim que londrinos chamam os encontros? — Will questionou.
— Coops, diga tchau para o tio Will. — Danny pediu e o filho acenou para o cantor.
Saindo dos estúdios, Danny teve sorte ao ver no GPS que o Della’s era muito perto. Menos de cinco minutos depois, ele havia chegado. Ele tentava acalmar Cooper, que havia começado a chorar novamente.
— Hey, lad. Eu sei que seu ouvido está doendo… Prometo que vai passar. — Danny tentou conversar com a criança que não o dava ouvidos.
— Desculpe o atraso. — o furacão disse e não foi ouvido, pois Cooper chamava toda atenção. Ela se aproximou da criança e conseguiu que o cantor a olhasse. — Posso?
— Claro. — Danny a observou.
— Oi, gracinha. — ela ninou a criança que rapidamente ia se acostumando ao seu colo. — Você tá dodói, não é, pitiquinho? É o ouvido, não é? Uhh, dói, mas vai passar. A titia vai te ajudar.
— Uau. — Danny disse surpreso ao vê-la acalmar o filho em questão de segundos.
— Ele já tem mais de um ano? Se sim, peça um chá de camomila com um pouquinho de mel. Vai ajudar. — ela pediu.
Danny rapidamente se levantou e foi até ao balcão, fazendo seu pedido. Quando voltou, Cooper estava sentado, entretido com os chaveiros de .
— Eles não são legais? — ela sorriu e Cooper deu um gritinho. — Eu os adoro também.
— Entendo porque seu filho é tão doce. — ele comentou baixinho.
— Seu pequenininho também é. — ela sorriu. — Ele é muito simpático e educado, não é, pitiquinho?
Cooper deu outro gritinho e riu. Amava crianças. Danny riu.
— Qual motivo da reunião, senhora Heyward? — ele a questionou e revirou os olhos. Agora que a encarou, finalmente percebeu o quão ela se arrumava bem. vestia uma blusa de gola alta preta e um jeans preto também. Nós pés, um sapato vermelho.
— Você está realmente interessado em dar aulas pro ? — ela perguntou baixinho. A garçonete trouxera o chá e ela mexia para esfriar um pouco.
— Sim. O garoto é incrível.
— Eu esperava que ele esquecesse isso em uma semana, mas você é pauta de todas as nossas conversas. — ela comentou. — E como sou uma pessoa que cumpre sua palavra, eu retornei.
— Eu quero. É claro. — Danny sorriu. — Queria que alguém tivesse me incentivado a tocar guitarra nessa idade.
— Eu o incentivo. Eu só não sei muito bem guitarra. — ela o respondeu. — Só sei tocar violão. Mas faz muitos anos que não toco… Enfim. Eu gostaria de te pedir uma coisa.
— Sou todo ouvidos. — Danny prestou atenção ao ver dando chá para Coops de canudinho.
— Chá de camomila acalma e a inalação do vapor vai ajudar a desentupir o nariz e o ouvido. — ela o informou. — Dica de mãe.
— Obrigado. Vou levar para vida. — ele riu.
— O gosta muito de você. — ela disse. — Então, se um dia decidir desistir disso, me avise. Eu não quero que ele se decepcione de novo.
— Ele a deixou. — Danny concluiu.
— Quem?
— O pai dele. — falou baixo. — Consigo reconhecer mães solteiras de longe. Sinto muito que você tenha sido obrigada a passar por tudo isso.
— Obrigada. — ela engoliu em seco. — Somos só nós dois e eu já deixo claro que eu atravesso o mundo pelo meu filho. E eu não vou deixar que um superstar quebre o coração dele.
Superstar? — Danny riu. — Senhora Heyward, não lhe contaram que o meu coração que é sempre o quebrado? Eu escrevo músicas sobre isso.
— Eu conheço seu tipo, senhor Jones. — ela falou séria.
— Merda, ele é um músico. — falou baixinho. — É famoso?
— Não. — ela negou. — Mas isso não importa. Vou avisar ao que você aceitou. Avise-me quando puder, eu preciso buscá-lo.
— É claro. — Danny sorriu. — Entrarei em contato.
— Tchau, bebezinho! — sorriu para Coops, que a deu um sorrisinho meio banguela. — A titia adorou você.
— Certamente mais do que adorou o papai, campeão. — Danny comentou baixinho para Cooper, mas não esperava que ouvisse.
— Ah, senhor Jones... — ela riu baixinho. — Isso é incontestável.
saiu do diner, deixando Daniel com um sorrisinho idiota no rosto. Sentia, no fundo de seu coração, uma enorme necessidade de conhecer a história daquela mulher. E era isso que faria.

Capítulo 3

“Tudo que nos irrita sobre alguém pode nos levar a entender nós mesmos...”
— Carl Gustav Jung



Danny estava ocupado escrevendo a tarde inteira. Estava exausto. Ainda assim, quando Coops dormiu, ele assistiu a reprise de um jogo da rodada passada do campeonato inglês, pensou em como sua semana estava cheia. Talvez colocar as aulas de guitarra de no final de semana seria uma boa. Deveria consultar antes. O guitarrista puxou o telefone e abriu no contato da mulher. Sem hesitar, começou a digitar.

Danny Jones: Oi, .
Danny Jones: O que você acha das aulas serem aos finais de semana?
Danny Jones: Amanhã, de preferência.
Heyward: Oi, Danny. Pode ser sim! E pode me chamar de .
Heyward: Ainda nem contei para o !
Danny Jones: Eu posso te ligar e contar.
Heyward: Seria uma boa surpresa.
Danny Jones: Ligando...



estava com o cabelo preso, e ainda que fosse sábado à noite e ela estivesse em casa, a mulher parecia séria. Ela sorriu para o cantor e fez sinal para que ele fizesse silêncio. A mulher se ajeitou, no que parecia ser o sofá, e chamou o filho.
! — a mulher levantou a voz um pouco para chamar atenção do menino que estava no andar de cima.
— Sim? — o menininho apareceu no topo da escada.
— Tem alguém no telefone querendo falar com você. — a mãe estendeu o aparelho e o menino desceu as escadas rapidamente, sentou-se ao lado da mãe e virou o telefone para si.
— Danny! — ele gritou. — Por que ligou?
— Oi, mate. — Danny sorriu ao ver a agitação da criança. — Liguei para avisar que amanhã teremos nossa primeira aula aqui em casa, o Tom vai estar aqui também.
— Você deixou? — virou o rosto para mãe, que sorria ao ver o filho animado.
— Eu disse que ia pensar. — ela sorriu. — E seria legal ter um filho que é um superstar.
— VOCÊ É A MELHOR MÃE DO MUNDO! — disse, animado. — Eu vou contar para os meus amigos. Obrigada, mãe. Tchau, Danny!
Antes que o guitarrista tivesse a chance de responder a criança, sorriu.
— Ele já se foi, Danny. — ela riu. — Agora acho que ele não vai dormir mais.
— Acho que arrumei um problemão. — ele riu. Danny virou a câmera e mostrou a babá eletrônica, mostrando Cooper dormindo tranquilamente. — Morra de inveja, senhorita Heyward.
— Ah, é? — ela deu risada. — !
O menino apareceu na escada e ela virou o rosto e a câmera.
— Faltam dez minutos para dez e meia. Se você não for dormir 22:30, sem Danny Jones para você.
— Vou escovar os dentes e ir dormir. Boa noite, mãe. Boa noite, Danny. — o menino sumiu corredor adentro e voltou para a câmera com um sorrisinho vitorioso.
— O que disse, senhor Jones? Não pude ouvi-lo! — Danny revirou os olhos com a brincadeira dela.
— Você é boa nisso! — ele disse, surpreso. — Uau.
— Boa em quê?
— Em ser toda mandona. — ele riu. — Você consegue receber ordens do seu chefe?
— Não. — ela riu. — Eu sou a chefe. - Danny gargalhou com o jeito que ela falou.
Drop the mic, ! Parece a Cher falando que ela é o cara rico.
— Trabalhei muito para chegar onde estou. — ela deu um sorriso. — Eu não diria que sou mandona, mas sim competente.
— Você sabe o que eles dizem…
— O que eles dizem? — ela perguntou, risonha.
— Grandes mulheres, grandes negócios. — Jones brincou.
— Eles definitivamente não dizem isso, mas eu vou relevar porque gostei do elogio. — ela sorriu. — Jones, amanhã acordo bem cedo, preciso ir.
— Tudo bem, , foi ótimo falar com você.
— Boa noite, Danny.
— Boa noite, . — o homem falou e desligou da ligação.
Naquela noite, deitou-se para descansar, relaxada. O que era difícil, porque ela sempre estava no modo empresária. E esse era conhecido pela rigidez e tensão.
Ainda assim, seus sonhos a atormentaram mais uma vez. sabia que arrependimento era energia desperdiçada, mas ter acreditado em James há treze anos a fazia se sentir culpada. E ela se odiava por isso.

13 anos atrás.


— Você vai entrar em turnê e isso vai ser como, James? — ela perguntou. — Eu estou grávida!
— Sem turnê, sem dinheiro para isso.
— Isso não é algo que você pode postergar. A gente fez, a gente lida! — ela massageou as têmporas. estava exausta por toda aquela situação. Desde que havia descoberto a gravidez, tudo em sua vida desmoronou. Faculdade? Estamos fora. As amigas? Fora também. Sem contar do pessoal falando da gravidez na juventude. — Eu não consigo fazer isso sem você.
— Eu tenho que ir, os caras estão me esperando. — ele pegou suas malas, a case com a guitarra e saiu da casa. A deixando sozinha, grávida.
Ela esperava que, em algumas semanas, ele voltasse dizendo que finalmente tinha dado certo e a banda tinha decolado. Que tudo daria certo e eles iam viver juntos e felizes. E então, enfrentou tudo sozinha. A primeira consulta. O primeiro batimento. Descoberta do sexo, a compra do enxoval. O nascimento. O primeiro sorriso e o primeiro passo. A primeira fala. Ele perdera tudo.


Quando levantou, ofegante, se sentiu estúpida. Como aquilo ainda a atormentava? Como ela se permitia ser afetada por alguém que nem estava mais em suas vidas? Enrolando-se mais uma vez nas cobertas, a mulher fechou os olhos e tentou aproveitar suas horas de sono.



Danny estava animado para o dia que começara bem cedo para ele. Sempre que estava com Coops, tentava aproveitar o máximo que podia. Tom já havia chegado para a primeira aula de guitarra, e, enquanto ele escrevia novas músicas, Jones brincava de futebol com seu primogênito. Georgia lhe fazia companhia no jardim.
— Vai, Coops! Corre! — Danny gritou, animado.
— Você vai dar aula sem tomar banho? — Georgia implicou.
Gol, dada! — o menininho loiro gritou, animado, e Georgia aplaudiu os dois.
— Você não toma banho e eu fui casado com você por muitos anos, G. — Danny replicou.
— Eu deveria ter me separado antes! — ela jogou uma das bolas de futebol que estavam perto da mesa no ex-marido.
— Você me ama, Georgia. E eu entendo, é inevitável.
— Eu juro que queria ter um terço da sua autoestima. — Tom revirou os olhos e voltou atenção para o que fazia.
— Essa é a mágica, mate. Como eu vou arranjar alguém se nem eu mesmo me amo? — Danny perguntou como se aquilo fosse óbvio.
— Como eu fui casada com você, meu Deus? — Georgia gargalhou.
Mama! Vamos ver desenho. — Cooper pediu, animado, e a campainha da casa tocou. A mulher pegou o filho no colo e foi abrir a porta do lugar que, por muitos anos, foi sua casa.
— Já vamos, meu amor. — Georgia sorriu ao ver as duas pessoas que estavam na porta da casa de Danny. — Oi! Vocês devem ser a e o . Eu sou a Georgia.
— Oi! — se assustou. Quando avisariam a ela que a esposa de Daniel Jones era uma modelo perfeita? — Pode me chamar de .
— Oi, eu sou o . — o menino mais velho sorriu para Georgia e Cooper.
— Entrem, Jones já deve estar vindo. Acho que está na cozinha. — Georgia sorriu simpática. — Coops, por que você não faz companhia para as visitas do papai com o tio Tom?
O menino sorriu amigável para as visitas e timidamente correu para trás das pernas de Tom. O guitarrista rapidamente se levantou para cumprimentar os dois que chegaram.
! ! Ainda bem que chegaram. — ele sorriu. — Hoje está um dia lindo.
— Sim, o que não é muito normal. — comentou, risonha. O choque da esposa supermodelo havia passado.
— De fato, deveríamos ir lá para fora enquanto o senhor Jones faz o que seja lá que esteja fazendo. — Tom sorriu. — Vamos, Coops. Vamos lá para o jardim.
fez o caminho atenta, observando tudo que podia. A casa de Danny não era enorme como a dos astros geralmente eram. Era simples, de tamanho mediano e aconchegante.
— Que jardim lindo! — a advogada exclamou.
— Não é? Eu construí ele no meu tempo vago quando eu morava aqui.
— Você não mora aqui? — a boca grande de foi mais rápida. — Quer dizer, isso não é da minha conta! Mas é realmente lindo.
— Não tem problema. — Georgia apertou levemente o braço de em forma de conforto. — Eu e o Danny nos separamos. Eu estou até em um relacionamento, já ele…
Georgia olhou sugestiva para . Tom soltou uma lufada de ar em forma de riso. A loira revirou os olhos.
— Georgia, pega leve com ela. — Danny finalmente apareceu. E estava perfeitamente lindo, se pudesse opinar. Usava uma bermuda simples e uma camisa da Inglaterra. Para completar, o homem estava com uma touca azul que combinava com a camisa.
— Superou seu bad hair day, Danny? — a ex-esposa de Danny perguntou, em implicância.
— Vamos começar, meninos? — perguntou a e Tom.
— Sim! — gritou, animado. — Vamos, meninos. Hora de aprender a tocar.
O outro Heyward estendeu a mão para a pequena criança que estava enrolada com a bola. Sem pensar muito, Cooper deu um gritinho e entrelaçou seus dedinhos nos de . Danny esperou as crianças irem na frente e seguiu os dois com um grande sorriso no rosto.



Heyward era forte o suficiente para encarar coisas que ela jamais pensou em enfrentar. Ainda assim, toda vez que olhava para seu filho, seu mundo parava. Ela era forte por ele. Ela vivia por ele.
— É lindo, né? — Georgia tirou de seus devaneios. A advogada encarou a mulher ao seu lado, um pouco confusa. — Olhar para alguém e não conseguir imaginar mais viver em um mundo sem.
— Quando eu peguei o no colo pela primeira vez eu senti um amor tão forte que doeu no peito. — sorriu. — Foi assim com você também?
— Sim. — Georgia sorriu. — Nossos corações fora do corpo.
— De fato. — deu uma risadinha.
— Foi um prazer conhecê-la, . — Georgia sorriu e se levantou. — Eu só vim deixar o Coops. Espero ver você mais vezes.
— Foi um prazer, Georgia! — sorriu. A ex-esposa de Danny era um doce.
A mulher se despediu do filho num abraço caloroso e deu um tapa na testa dos dois mais velhos que estavam lá, Tom e Danny. Acariciou os cabelos de e deu um beijinho em sua bochecha antes de se despedir.
Os quatro rapidamente voltaram a atenção às guitarras, e , sentada no sofá de Jones, começou a analisar os e-mails do trabalho. Quase uma hora depois, Tom apareceu.
— Acabamos por aqui, . Foi bom te conhecer. — o homem cumprimentou a advogada.
— Obrigada pela aula, Tom. — a advogada sorriu. — Significa muito para o .
— Não precisa agradecer. — ele sorriu. — Aliás, seu filho é talentoso.
— Essa parte, felizmente, veio do pai. — a mulher deu um sorrisinho e Tom sorriu.
— Bom, preciso ir. Almoço com as crianças e esposa!
— Tchau, Tom. — apareceu com Cooper e sentou-se ao lado de sua mãe.
— Vou levá-lo até a porta, mate. — Danny veio atrás das crianças.
Os dois homens saíram da sala de estar em que estava e ela percebeu, pelo sorriso de , que a aula tinha sido um sucesso.
Danny, ao voltar, encontrou sendo atacada pelas crianças.
— Cosquinha não! — ela dava altas gargalhadas enquanto Cooper e a atacavam.
— Vai, Coops! — disse animado.
O menininho loiro ia com suas mãozinhas geladas no pescoço de e ela aproveitou a chance para pegá-lo.
— Cosquinhas no Cooper! — ela anunciou e seu filho se juntou à brincadeira, arrancando gritinhos animados do menino Jones.
— Hey! — Danny falou e as três cabeças viraram para ele. — O que acham de almoçarmos juntos?
— Demais! Podemos, mãe? — encarou com um sorriso e olhos pidões.
A mulher encarou Jones por um segundo e depois olhou para . Fazia tempo que não tinham uma manhã atípica em que o filho se divertira tanto. Com um sorrisinho, aceitou.
— Eu ajudo a fazer. — ela se levantou.
— Por que vocês dois não vão brincar de bola lá fora? — Danny perguntou. — Ou assistem um filme?
— Filme, dada. — Cooper pediu.
— Toy Story! — disse, animado.
— Decidido então. — Jones ligou a TV e alugou o filme para as crianças verem.
Danny e foram até a cozinha para prepararem o almoço.
— O que você pretende fazer? — ela perguntou enquanto esperava pelas ordens.
— Macarronada à Danny Jones. — ele disse, risonho.
— Danny Jones é um tipo de molho? — ela brincou.
— Sim, e ele é bem gostoso, . — o guitarrista brincou.
— Vamos ver se é tudo isso, então. — ela riu e lavou as mãos. — Conduza o navio, capitão.
— Ok... — ele deu risada. — Corte a cebola e o tomate.
obedeceu as ordens de Danny e fazia seu trabalho concentrada. O mais velho separou o macarrão e pôs a água para ferver.
— Acho linda sua relação com o Coops. — ela comentou baixinho. — Ele te admira muito. E o também, acho que isso é um efeito Jones. - Danny riu.
— Eu tento ser o melhor pai que posso, . Não tive muito exemplo, mas eu me esforcei.
— Eu sinto muito. — ela disse baixinho. — Pelo seu pai.
— Ele escolheu não fazer parte. Eu já superei. — Danny deu de ombros. — Fiz até terapia.
— Você acha que o precisa de terapia? — ela perguntou, preocupada. Danny sorriu.
— Não, ele é feliz com a vida que tem. — ele encostou na bancada. — Você faz a diferença.
— Eu nem sabia como ia fazer isso, Danny. — ela riu baixinho. — Entrei em desespero, sério.
— Eu me pergunto como ele consegue deitar a cabeça no travesseiro e dormir em paz. — Danny disse e olhou para , que estava fazendo carinho em Coops enquanto o menino estava deitado em seu colo. — Eu não conseguiria.
— Ele consegue, e muito bem. — ela suspirou. Quando terminou de cortar os temperos, encarou o guitarrista. Eles tinham histórias parecidas. Talvez tenha sido por isso que Jones e se identificaram.
— Agora eu respeito você, Daniel Jones. — ela implicou.
— Eu não era digno de respeito?
— A maioria dos homens não é, mas vocês não estão prontos para falar disso. — ela deu uma risadinha e sentou-se na bancada.
Danny Jones era uma pessoa transparente, ela sabia. Em pouco tempo com ele, conseguiu analisar sua expressão, seu modo de falar e a leveza que ele transmitia. Descobrira que ele era sempre sobre comentários engraçadinhos, era alguém que sempre gostava de ter risadas ao seu redor.
Quando os dois terminaram, chamaram as crianças para arrumar a mesa e, aos poucos, os pratos, talheres e copos estavam na mesa. não estava acostumada a viver uma vida na qual não fosse ela e , e deixar Danny e seus amigos entrarem nela era um grande risco, ao seu ver. Não era apenas um músico e sim quatro. Sabia que deveria começar a se acostumar com isso por conta das aulas de guitarra, e ela queria se acostumar com isso, apesar de ter evitado esse tipo de relação desde que tivera . Queria poder confiar em alguém além de sua melhor amiga e seus pais. Queria ter alguém para rir de bobeiras à tarde, queria ter mais amigos. E, pelo visto, Danny Jones tinha muitos amigos - amigos esses que estão, por algum motivo, extremamente interessados em conhecê-la. Embora ainda tivesse muito medo, depois de doze anos, Heyward estava começando a se abrir.

Capítulo 4

Danny havia acordado atrasado naquele dia. Decidira assistir os vídeos antigos da banda para relembrá-lo de como era viver aquilo. Amava estar no palco, fazendo os fãs felizes por estar fazendo aquilo que o fazia feliz. E sempre foi sobre ser feliz.
— Parece que voltamos ao tempo em que sempre há um atrasado. — Harry comentou, risonho, ao ver Danny entrar pela sala.
— Bom dia. Fiquei até tarde acordado. — comentou.
— Com a advogada bonita? — Dougie perguntou. Tom lhe deu um tapa na cabeça. — Ouch!
— Eu odeio vocês. — Danny sorriu. — Genuinamente.
— Não, você nos ama e é por isso que você vai entrar no estúdio e dar seus melhores vocais. — Harry deu dois tapinhas nas costas do amigo.
Jones rapidamente aqueceu suas cordas vocais e foi até a parte isolada para gravar suas partes.
Aqui vai uma curiosidade sobre Daniel Jones: ele amava cantar. E compor. E tocar. Também gostava de estar com os amigos — inclusive os outros três idiotas que estavam na outra parte da sala, conversando e agindo como os adultos infantis que eram. A amizade dos quatro sempre fora algo especial para eles. Não poderia existir um mundo no qual Danny não se visse rodeado dos amigos. Quando saiu da parte isolada, os outros integrantes ainda conversavam animadamente sobre coisas que não incluíam o trabalho da banda.
— As meninas estão ansiosas para conhecer a . — Dougie comentou. — Georgia contou para elas.
— Meu Deus, como eu fui me casar com alguém tão fofoqueira? — Danny resmungou.
— A questão, Danny, é que se as meninas não aprovarem seu novo affair, você não vai viver em paz.
— Primeiro que não é como se eu tivesse algo com . — o guitarrista começou. — Eu só dou aulas para o filho dela.
— E quantas crianças talentosas passaram por você que receberam uma proposta de aula particular gratuita? — Dougie indagou. — Eu aposto que você quis se aproximar dela, mesmo que inconscientemente.
— Não é muito comum, mas estou dando razão ao Poynter, Danny. — Harry deu risada.
— Ela é bonita, ok? Chamou minha atenção. — Jones deu de ombros. Não estava mentindo.
— Chamá-la para um encontro é demais? — Tom perguntou.
— Ela pode interpretar as coisas errado. — Danny explicou. — Achar que aceitei dar aulas para só para sair com ela. Ou coisa até pior.
— Não entendi. — Dougie disse com a expressão confusa. — Não foi assim que aconteceu?
Antes que Jones pudesse fazer algo, Harry agiu por ele. Dougie levou um belo tapa na testa para “acordar para vida” como Tom havia dito.
— Não sei como você namora. — Tom resmungou. — Não somos mais adolescentes, Jones. Chame-a para sair.
Danny considerou a ideia.
— O recital de Lola e Kit é nesse fim de semana. Chame o menino para participar. — Harry sugeriu. — E depois saiam. Izzy acidentalmente vai chamar as crianças para dormir lá em casa.
— Acidentalmente! — Tom deu risada.
— Por que tudo para vocês é mais fácil?
— Porque você é quem está arranjando problemas. — Dougie o respondeu. — Não que isso seja uma competição, mas sua ex-esposa já seguiu em frente porque se deu a chance. Faça isso você também.



Apesar dos dias cansativos no estúdio, Danny gostava de enfrentá-los. A exaustão de seus dias valia a pena. Estúdio, The Voice Kids UK e eram coisas que demandaram sua atenção durante muito tempo e ele nem ao menos se importava.

: Oi, Danny. Aqui é a . Tudo bem?
: Será que tem como adiarmos a aula de hoje? Acabei esquecendo de te falar isso. Dia de feira de ciências.
Danny: Oi, . Aqui é o Danny. Tudo bem sim e com você?
Danny: Aliás, claro! Acabei esquecendo de falar contigo. Hoje tem o recital dos Judd.
Danny: Você e foram convidados. Se quiserem, os encontro depois da feira de ciências e vamos juntos.
: Oi, Danny! Seria legal. Está um sábado lindo para um recital. :p
Danny: Ótimo, Lola e Kit ficarão felizes em te receber.





estava, dentre muitas coisas, extasiada. Ela amava ver seu filho no meio de tantas crianças brincando, sendo a criança que ela sempre quis que ele fosse. Lembrou-se do momento em que abdicou de todos os seus desejos para ver aquele menininho sorrir, e tudo valeu à pena.
— Querido, nós temos um compromisso hoje. Temos que ir logo. — a advogada se aproximou de , triste por atrapalhar o momento do menino com os amigos da escola.
— Mãe... — o menino chiou. — Está tão legal aqui.
— Vai ficar mais legal se Danny Jones estiver no pacote, não vai? — sorriu. — Nós vamos sair com ele.
— Então é para já, capitã! — ele sorriu. — Vou me despedir das professoras.
— Nunca vi uma criança tão apaixonada por um homem, meu Deus. — ela riu com a devoção de para com Daniel.
— Eu já. — Danny apareceu na entrada, bem ao lado da mulher. — Algumas foram desconfortáveis, mas ele está mantendo nossa relação saudável.
— Danny! Não era para você ter ouvido isso. — ela riu.
— Você se veste com roupas diferentes de terninho, Heyward? Estou impressionado. — ele brincou.
— Sim. Esse é o look mãe divertida na feira de ciências. — ela sorriu. — Afinal, sou advogada só em dias de semana.
— Rá! — ele riu. — Isso é uma mentira. Você é advogada todos os dias da semana, tá sempre brava e pronta para argumentar! Ainda mais se é contra mim.
— Você desperta uma criança inimaginável em mim. — ela riu. — Acho muito idiota, sinceramente. Mas até gosto.
— Você? Gosta de mim, ? — ele debochou. A mulher revirou os olhos de como ele era infantil. Jones a abraçou. — Me abrace de volta! As pessoas estão começando a olhar.
— Eu te odeio muito, Daniel. Anote isso.
— Nananinanão! — ele negou. — Estou começando a quebrar o gelo do seu coração. Por favor, não se mude para a Rússia. Londres já é fria o suficiente.
— Você é criança assim sempre? Se for, me avise. — ela respondeu, afiada. — Vou contratar babá para você também.
Daniel estava pronto para respondê-la novamente quando apareceu gritando seu nome. Duas semanas haviam se passado desde que se conheceram, mas ele gostava tanto daquele menino. Era algo quase que espiritual, e olha que ele nem acreditava nessas baboseiras que Georgia dizia.
— Ei, mush. — Danny sorriu. — Preparado para o recital dos Judd?
—O Cooper vai estar lá? — perguntou, animado.
— Vai. E você vai fazer amigos novos. — Danny sorriu.
— Sério? Então vamos! — ele puxou a mão dos dois adultos e os três saíram da escola.



O caminho até a casa dos Judd estava meio lento devido ao trânsito. e conversavam sobre como a feira tinha sido um sucesso e como a mamãe urso estava orgulhosa de seu filho. Enquanto isso, o menininho colocava no rádio algumas músicas do McFly para tocar.
— Você sabia que é possível gostar da banda e ouvir outras coisas? — perguntou, risonha.
— Você sabia que é possível Danny Jones gostar de você como um garoto gosta de uma garota? — o menininho foi sincero.
— E você sabe o que é isso? — arregalou os olhos. — Danny Jones é ex de uma supermodelo, querido.
— Mãe, você é uma ótima advogada! Talvez ele goste de mulheres que sejam excelentes em seus trabalhos. — ele deu de ombros e gargalhou. Amava a pureza daquela criança. — Ouvi a mãe da Mandy dizer que ele te olhava como se você fosse um recibo de conta paga. - gargalhou novamente. Amava, com toda sua força, aquela criança.
— Quer saber? A Mandy é uma ótima menina, mas a mãe dela é uma ótima fofoqueira!
— Mas ele te olhou como um recibo de conta paga? — indagou. — Vocês deveriam conversar. Contas não são tão legais assim.
— Querido, aquela senhora fala demais. — deu risada. — Danny estava implicando comigo como a grande criança que ele é.
— E você estava toda brava, né? — ele riu. — Do mesmo jeito que você finge quando eu faço cócegas em você?
— Claro que não, senhor Heyward. — ela fingiu estar brava.
— Pensa, mãe. — ele deu um sorrisão que aqueceu o coração da advogada. — Danny Jones pode ser considerado suas cócegas. É irritante? É! Mas te faz rir.
— Acho que você lida com adultos demais. — arregalou os olhos. — Vamos antes que o Danny nos tire do carro à força.
— Se ele fizer, significa que quer muuuuuuito ficar com a gente. — o menino deu um sorriso sapeca.
ia responder o menino, mas Danny abriu a porta do carona.
— As madames vão demorar mais? Estou faminto! — ele resmungou, birrento.
— Vamos, querido. — deu seu melhor sorriso. — O seu amigo tem um buraco no estômago.
— Pode apostar, ! — ele riu. — Eu amo comer.
deu risada da interação infantil dos dois adultos e os três foram até a casa dos Judd. A fachada era simples e adorou as plantas que estavam super cuidadas espalhadas. Nota mental: elogiar as plantas dos Judd.
Maddy, a namorada de Dougie, abriu a porta. Danny rapidamente as apresentou e os levou até o jardim. Uma grande mesa estava colocada afastada do pula-pula e várias crianças gritavam enquanto corriam uma atrás da outra.
— Ei, . — Harry a cumprimentou. — Seja bem-vinda!
— Obrigada por nos receber, Harry. — sorriu.
— Que menino educado, eu quero para mim. — Giovanna disse para Tom e ele riu.
— Ela é um sargento! — Danny implicou.
— Diferente da sua mãe, Danny Jones. — ela deu um sorrisinho para o músico.
Georgia rapidamente puxou para mais perto das meninas e ambas engataram uma conversa aleatória. Os meninos estavam focados em fazer o churrasco.
se sentiu desconfortável com as meninas no início. Aos poucos, Giovanna e Georgia fizeram questão de trazê-la para o assunto, fazendo assim com que ela se adaptasse à roda de conversa. Falaram sobre os meninos, sobre a vida delas, sobre as crianças.
— Mamãe! Minha trança soltou. — Lola apareceu com as bochechas vermelhas de tanto que corria pelo quintal. Izzy havia se levantado para ir ao banheiro neste momento.
As outras mulheres se entreolharam como se pedissem ajuda. Danny observava a cena de longe. se abaixou até a altura da menininha loira e sorriu.
— Oi! — ela estendeu a mão para Lola. — Sou a tia . Sua mãe foi ao banheiro, mas eu posso fazer tranças em você se você quiser.
— Oi, tia. Sou a Lola. — Lola sorriu. — Gostei do seu vestido.
— Sério? Obrigada, Lola. Mas vou te contar um segredo... — diminuiu o tom de voz e sussurrou no ouvido da menininha. — O seu é muito mais bonito.
Todos observavam a cena com muita atenção. O carinho que tinha com crianças era algo que ela não conseguia descrever. As amava do fundo do coração. Lola deu uma risadinha e sentou-se entre as pernas da advogada. A Judd mais nova pediu uma trança de princesa e sorriu.
— O que você acha de tranças de lutadora? — ela sugeriu. — E aí você vai poder brincar sem elas caírem. Princesas também lutam, Lola.
— Tudo bem, tia . — ela sorriu, satisfeita.
Georgia estava encantada. Assistia a cena de longe junto dos meninos e sentia-se estupefata. Talvez quisesse que a relação de Danny e desse mais certo que o próprio ex-marido.
— Eu gosto muito dela, Jones. — Georgia sorriu. — O jeito que ela olha para as crianças diz muito. Ela é incrível.
— Nem eu sei como eu encontrei essa mulher.
— Você foi atraído pela coisa que ela mais gosta, Jones. — ela sorriu. Os dois olharam na mesma direção. Para o menininho mais velho entre as crianças que corria e brincava animadamente. — .
Na brincadeira, acabou fazendo tranças em Giovanna e Maddy. Izzy adorou o talento escondido da advogada e pediu para que ela a ensinasse. acatou o pedido da Judd e antes que pudesse terminar o que fazia, Danny apareceu.
— E aí, meus cabelos são longos o suficiente para eu ganhar tranças também? — ele sorriu.
— Claro, vem cá. — se levantou e começou a desembaraçar o cabelo do vocalista.
— Deixe meu cabelo de lado, era brincadeira! Vai que você arranca ele.
— Como você é dramático, Danny.
— Ele é a maior drama queen. — Maddy sorriu. — Mas é bonzinho.
— Eu sou ótimo, fala para elas, Georgia! — ele pediu apoio à ex-mulher.
— Ele é ótimo. — a modelo olhou diretamente para , como se a dissesse aquilo. — Depois a gente combina o cachê, Jones.
Todos riram da brincadeira de sua ex-mulher. voltou sua atenção às crianças e quando percebeu, estava acariciando os cabelos de Danny por mais tempo do que esperava.
— Está na hora do recital. — Izzy anunciou. As crianças gritaram e não deram atenção à mulher. rapidamente se ajeitou e se mobilizou para juntar os Fletcher e os Judd sem muito esforço.
— Temos o líder do grupo. — Giovanna riu baixinho.
— Não. — Maddy riu. — Lola ainda é a que manda.
— Como sempre, as mulheres mandam. — Danny revirou os olhos. Harry trouxe os instrumentos para fora e rapidamente todos se sentaram para ver a mágica acontecer. Filhos de músicos, pensou.
Lola estava com um mini teclado, Kit com o triângulo. Buzz estava na bateria, seu irmão Buddy estava no vocal e Max, o mais novo dos Fletchers, estava com um triângulo também. Cooper estava com a castanhola.
. — Buzz chamou o menino. — Vem!
— Eu não tenho minha guitarra. — o menino levantou os braços como se pedisse desculpa.
— Aqui, mush. — Dougie entregou uma guitarra para o filho de .
— O que podemos dizer dessas crianças extremamente inteligentes e talentosas? — Tom sorriu ao ver seus filhos.
— Eles são ótimos. — Maddy sorriu.
O recital começou e conseguiu acompanhar as crianças. ficou surpresa — mas logo passou — com o ritmo daquelas crianças. Eles eram todos filhos de músicos extremamente talentosos, duh. incluído. Seu pai era um ótimo guitarrista, ela sabia. Talvez sem sorte, mas talento nunca lhe faltou.
Danny estava com a mão na cintura de e a encarou por um minuto. Poderia viver aquele dia para sempre. Nunca teve uma família grande, mas encontrou uma tão grande quanto a família McFly poderia ser. Gostava de ver — e agradecia — como ela havia se encaixado. As meninas gostavam dela, os caras também. E o mais importante: seu filho também gostava da presença dela.
Lentamente, ele a puxou para baixo e sentou-se em uma de suas coxas. Sem hesitar, Danny a deu um sorriso carinhoso e os dois voltaram a prestar atenção na apresentação das crianças. só faltou pular de alegria ao ver sua mãe sentada próxima — ou melhor, no colo —, de Danny. Torcia, do fundo do coração para que a mãe fosse feliz. E torcia, mais ainda, para que Danny fosse o cara que ela escolhesse.



O dia passou rápido na casa dos Judd. Todos que estavam lá eram incríveis. As meninas, os meninos e as crianças. Em principal, as crianças. estava apaixonada por cada criança que conhecera ali. Lola em especial, porque a partir do momento o qual havia trançado seus cabelos, a menininha já havia escolhido a advogada como sua melhor amiga. Haviam combinado, inclusive, de fazerem as unhas juntas.
— As crianças finalmente dormiram. — Izzy comentou. — Você se importa do dormir aqui? É tradição do recital.
— E vocês vão cuidar de sete crianças sozinhos? — perguntou, surpresa. — Isso é possível? Não consigo cuidar do meu!
Todos riram.
— Não precisa se preocupar, . Os Judd são a melhor empresa de babá de Londres. — Maddy riu. — São eles que tomam conta das nossas gatas.
— E galinhas. — Dougie completou a namorada.
— Não me incomodo dele dormir aqui. Vocês querem ajuda em alguma coisa?
— Não, querida. Não se preocupe. — Harry sorriu e abraçou a esposa.
— Tudo bem. — ela sorriu.
Giovanna, Tom, Dougie e Maddy haviam entrado há pouco, pois estavam com frio. aproveitava o início de noite e o ar fresco para respirar. Izzy e Harry decidiram se retirar para deixar e Jones sozinhos.
— Dez libras pelos seus pensamentos. — Danny se sentou ao lado da advogada.
— Não estou pensando em nada. — ela riu baixinho e se mexeu, fazendo que seus cabelos castanhos se movessem, atraindo mais ainda a atenção do cantor. — Na verdade, estou pensando como queria que o tivesse mais dias assim.
— Por que não chama seus pais para morarem em Londres? — ele perguntou.
— Eu jamais pediria. Meus pais adoram Bolton. — ela sorriu. — Eu tenho horror, mas se eles são felizes, também sou.
— Você é filha única, né? — ele a questionou. fez que sim com a cabeça. — Entendi. Mas a boa notícia, senhorita Heyward, é que te trarei mais vezes para essas reuniões. Eles gostaram de você.
— Eu também gostei deles, Jones. A Georgia em especial, ela parece me adorar. — ela sorriu.
— Ela é incrível. — ele sorriu. percebeu ali, que os dois se amavam muito. — É minha melhor amiga.
— Sinto falta de ser assim. — ela sorriu fraco. — Sinto falta de ter amigos para falar besteira no fim de semana. Ou de, sei lá, fazer uma noite das meninas cheia de vinho e queijos para falar mal dos nossos companheiros.
— Você merece tudo isso e muito mais, . — Danny sorriu. — Pode me chamar quando precisar dos dois. Eu reclamo de você e você reclama de mim. E enchemos a cara juntos.
— Obrigada, Danny. — ela sorriu. — Principalmente por fazer meu filho feliz.
— Sempre que precisar, advogada. — ele a deu um sorriso. — Mas a diversão de hoje vem com um preço.
— Eu sou boa em negociar. — ela sorriu e se levantou. — Já te disse que eu sou advogada tributária?
— Esse é um pedido que só recebe sim como resposta. Só se obtém lucro. — ele sorriu e a puxou para perto.
— Fala logo! — ela deu um gritinho quando ele a puxou para seu colo pela segunda vez no dia.
— Em troca desse dia incrível... — ele a encarou. — Você vai ter que sair comigo. E vai deixar eu fazer todas as bobeiras que você não gosta. Ser cavalheiro, elogiar sua roupa, abrir a porta para você, coisas do tipo.
— E o que o leva acreditar que eu vou aceitar sair com você, guitarrista?
— Minhas mãos. — ele foi sincero e riu. o encarou, confusa, e Jones rapidamente dirigiu suas mãos até a cintura da mulher, fazendo cócegas. — Eu só vou parar quando você disser que sim.
Naquela noite, Danny Jones deveria se considerar sortudo. Sorte que não estava tão presente, mas daquela vez, ele sentia. Sentia tanto que seus amigos observavam o casal gargalhar da porta da varanda como se fossem adolescentes apaixonados. Sentia tanto que Georgia sorria tão grande que parecia que seu rosto não voltaria para o lugar. E então, ele tornou a missão de fazer feliz sua grande missão da vida.
— Eu desisto! — ela disse, ofegante. — Eu saio com você. Só precisamos achar uma brecha em minha agenda.
— Ótimo, advogada! Já te disseram que você negocia muito bem? — ele a ajeitou entre suas coxas.
— Te odeio, Danny Jones. — ela repetiu o que havia dito mais cedo e o cantor riu.
— É bom saber que você tem sentimentos por mim, .

Capítulo 5

Os dias com Danny Jones se tornaram mais frequentes para os Heyward. Não era apenas sobre estarem juntos e falarem besteira. Danny e apreciavam a presença um do outro. ficava extremamente irritada com a prepotência do músico ao pronunciar seu nome com o sotaque carregado. E Danny adorava quando ela o chamava de Daniel, como uma mãe brigona faria.
E tudo foi se tornando mais claro. As coisas começavam a prosperar mais. No escritório, nos palcos e nos corações. Na última semana, havia batido a meta de casos vencidos no tribunal. E Danny... Bem. As coisas no programa estavam ótimas. Na banda, melhores ainda. Ele havia escrito músicas novas. Muitas delas.
— Dougie Poynter está no telefone, . — Barbara, sua secretária, anunciou.
— Obrigada, Barb. — a mulher agradeceu e atendeu ao telefonema. — Heyward falando.
— Mulher! Como você é requisitada. Estou há duas horas tentando falar com você. — Dougie disse, risonho. — Tudo bem?
— Oi, Dougie. — ela sorriu. — Estou ótima e você?
— Estou bem também.
O que a advogada não entendia naquele momento, era o que o baixista queria com ela.
— Dougie... Não queria ser rude, mas... Qual motivo da ligação?
— Ah, claro! A ligação. Me desculpe. — ele riu. — Maddy e eu vamos ao planetário. Os Fletchers também vão, Giovanna sugeriu que levássemos .
— Hm, eu posso ver com ele sim. — ela sorriu. — Assim que ele sair da escola, eu te retorno!
— Ótimo, obrigado. — ele disse num tom alegre. Antes de desligar rapidamente, Dougie a disse o que estava querendo desde o início. — Bom encontro hoje à noite.
Entre risadas, pensou sobre a proposta. Maddy e Dougie não tinham filhos, mas eram ótimos pais de pets. O fato de que Giovanna e Tom estariam no passeio acalmavam a advogada, mas não ao ponto de deixá-la 100% confortável com aquela situação. Danny havia pedido para que eles buscassem ? Não queria que ele fosse?



Quando fez uma pausa na escrita, Danny decidiu preparar o almoço. Fez uma escolha rápida, pois ainda tinha que ver com um lugar legal para irem com . Estava ansioso para aquele encontro desde que o propusera, uma semana atrás.
— Boa tarde, Barbara. — disse para a secretária de . — Sei que ligo demais para você, mas sua chefe me ignora.
— Boa tarde, senhor Jones. Parece que o McFly todo está ansioso para falar com a .
Danny ficou confuso com a afirmação da mulher, mas decidiu ignorá-la.
— Claro. é uma mulher importante. — ele sorriu. Imaginava que a advogada estava enrolada entre tantos papéis e fazendo anotações em seu caderninho. — Ela está ocupada? Posso ligar outra hora.
— Senhor Jones, ela está sim. Mas eu vou repassar sua ligação, quem sabe assim ela faz uma pausa e almoça. — Barb anunciou. — Um segundo.
Danny esperou por dois minutos e rapidamente foi transferido. Uma voz cansada o atendeu.
— Oi, Danny. Aconteceu algo? — Daniel reconheceu o cansaço.
— Oi, senhorita Heyward. Liguei para avisar que buscarei vocês às oito. — ele informou.
Vocês? — houve uma certa confusão. — Você não pediu para Dougie levá-lo ao planetário com os Fletcher?
— Não! — ele disse rapidamente. — Eu tinha planejado nossa noite em três.
Aos poucos, dissipou completamente a sensação que havia tido anteriormente, sobre Danny não querer a presença de . Ele queria. Havia feito planos com os dois.
— Tudo bem, Danny.
— Se você não quiser que eles saiam, não tem problema, . — ele disse num tom preocupado. — Ele pode ir conosco.
— Você está preocupado que seus amigos contem seus podres para o meu filho, Daniel? — ela soltou a pergunta com uma pitadinha de sarcasmo.
— Deveria mantê-los afastados. Estou tentando impressionar vocês aqui. — ele disse numa risada meio nervosa.
— Entendo. Mas acho que ir ao planetário com as crianças vai ser bom. — a advogada afirmou. — As crianças podem ser mais novas, mas os adorou também.
— Que bom. Mas não descarte nossa possibilidade também.
— Não vou esquecer. Obrigada por levar isso em consideração, Danny. — a advogada suspirou.
— Claro. Agora pare o que está fazendo e vá almoçar. Barbara disse que você não comeu.
— Daqui a pouco eu vou. — ela comentou. — Minha secretária anda te contando muitas coisas.
— Especialmente que você é atrasada. — ele riu. — E trabalha demais. Tirando isso, nada que eu não possa imaginar.
— Traíra! — ela deu risada.
— Vou deixar você trabalhar, advogada. Te busco mais tarde.
— Tchau, Danny.
— Tchau, .
Depois de desligarem, Daniel ligou para seu restaurante favorito pediu para que entregassem um de seus pratos favoritos na Heyward Enterprises, o almoço de Barbara e sua chefe. Se sentia confortável e contente por fazer algo por , mesmo que aquilo fosse um ato pequeno.
Apesar de sentir que ela o bloqueava sempre que pudesse, Jones sempre lembrava de sua conversa com Georgia sobre como a confiança da mulher foi quebrada por alguém parecido como ele e sobre como ele tinha que ter paciência.



Quando o relógio marcou seis horas, estava ajeitando as coisas com . Seu encontro com Danny seria duas horas depois e ela ainda não estava pronta. Os dois estavam animados e ansiosos para seus respectivos compromissos.
— Vamos revisar. — ela disse baixinho. — Obedecer os adultos, ser educado...
— Ligar para você em caso de emergência. — repetiu.
— Ótimo, você está pronto. — ela sorriu.
— Dougie disse que tem galinhas. Podemos ter também?
— Não. No máximo, um cachorrinho ou um gato. — ela riu.
Os dois ouviram a buzina soar do lado de fora. Ajeitando seus pertences, desceu as escadas e sua mãe o encarou, orgulhosa. Essa noite daria certo. Maddy e Dougie vieram buscá-lo na porta, demonstrando entusiasmo sobre saírem e agradeceu aos colegas por serem tão receptivos.



Danny Jones: Mudanças de planos. Use roupas confortáveis!
Heyward: Para uma pessoa que se planejou, você está enrolado, Danny Jones.
Danny Jones: Coloquei minha cabeça para funcionar.
Heyward: E músicos pensam?



Danny gargalhou ao ler a mensagem da advogada.

Danny Jones: O Dougie não, mas eu sim.
Heyward: Tenho que ir, senhor inteligente. Vejo você daqui a pouco.





Às oito em ponto, a campainha da casa dos Heyward tocou. estava pronta e usava uma calça jeans de lavagem clara com uma camiseta preta. Em seus pés, um all star branco.
Assim que abriu a porta, gargalhou ao ver que Danny vestia a mesma coisa que ela. Os dois se encararam por um tempo.
— Gostei do look. Tentou me copiar? — ela deu risada.
— Se alguém copiou, foi você. Você é toda terninho, saias e blusas sociais.
riu.
— Claro que não.
— Claro que sim. A primeira vez que a gente se viu, você usava um terninho rosa. Na segunda, a saia vermelha com a blusa branca. — Jones explicitou e sorriu.
— Então você observa minhas roupas? — ela sorriu, sugestiva. — Bom saber.
Jones ficou calado por um segundo, sem pensar muito no que dizer. É claro que ele a observava. era linda. A advogada desligou as luzes e os dois saíram.
— Aonde vamos? — ela perguntou, curiosa, assim que entraram no carro de Danny.
— Para minha casa. — ele comentou. — Achei sua voz cansada, então vamos jantar e relaxar nesta bela noite de sexta-feira. Separei alguns filmes para vermos.
O coração de inchou de carinho. Jones era uma pessoa incrível, ela descobria a cada dia mais. Nem parecia real.
— Obrigada, Danny. — ela sorriu. — O dia foi realmente cheio hoje.
— Imaginei. Barbara me ajudou com algumas coisas. — ele sorriu. — Temos sua comida favorita, vinho e chocolate mentolado.
— Você é real? — ela riu. — Podemos pular a refeição e comer o chocolate?
— Claro que não! Você se alimenta muito mal para uma mãe. — Danny repreendeu.
Aff. — ela fingiu estar emburrada. — Pior encontro de todos!
— Rá! — Danny riu da infantilidade de .

Os dois chegaram rapidamente à casa de Jones. estava ansiosa, não poderia mentir. Apesar de acreditar que Danny Jones era tudo que havia pesquisado na internet — um bobão cheio de si, mulherengo, não havia visto esse lado que tanto diziam que existia. Não também como se aquilo fosse acontecer com eles, certo?
Assim que entrou na casa de Jones dirigiu-se para cozinha para ajudá-lo. Danny, em milissegundos, reprovou a atitude da advogada.
... Vá para o jardim! — ele se pôs na entrada do cômodo.
— Claro que não. Vou te ajudar. — ela resmungou. — Você não pode fazer tudo.
— Claro que posso. E vou. — ele riu.
— Danny! — a mulher resmungou como uma adolescente birrenta.
— Eu vou te amarrar, senhorita Heyward. — ele disse, sério.
— Claro que você não vai! — ela tentou, de modo falho, entrar na cozinha novamente.
— Apenas veja. — ele deu um sorriso lascivo para a advogada, que antes de poder protestar, foi carregada até o jardim.
— Danny, vou gritar. — ela ameaçou.
— À vontade. — ele riu e sentou a advogada. O músico tirou a blusa e amarrou a mulher na cadeira. — Vou colocar uma blusa e já trago a comida, senhorita Heyward.
— DANIEL JONES! — ela vociferou para o guitarrista que já não estava mais ali. se remexeu e tentou se soltar, mas não conseguiu. — Maldito.
— Eu ouvi isso! — o cantor apareceu sorridente na sacada de um dos quartos. Lá de baixo, conseguiu vislumbrar o quão lindo ele era. E então, a coisa mais errada que ela pensou foi em quão firme ele a amarrou na cadeira com uma camisa!
— Não ligo. Venha me soltar! — ela ordenou e ele riu.
— Você é bem mandona, . — a prepotência ao dizer seu nome cresceu e ele a deu outro sorriso de tirar o fôlego. Isso a irritava. Dava coceira!
— Danny. Juro por Deus, eu... — ela se concentrou em quão rápido ele abotoou a camisa florida. Respirou fundo uma vez. Duas. Três. — Eu vou te matar!
— Fico feliz que você tenha tantos sentimentos saudáveis sobre minha pessoa em seu coração, . — ele sorriu. — Vou descer, acho que essa raiva toda é fome.
Mais uma vez, lá de cima, olhou para o peito de Danny. Algumas correntes estavam penduradas para fora.
Em cinco minutos, Daniel terminou de trazer tudo. estava com o corpo quente. De raiva, é claro.
— Será que você pode me desamarrar? — ela perguntou, ainda irritada.
— Claro. Não quero um processo nas minhas costas por seja lá o que posso ser encarregado por ter te amarrado na cadeira.
— Muitas coisas! — ela rosnou. sentia-se extremamente violada por Danny. Mas não de um jeito ruim. Ele havia acabado com sua rotina, sempre tinha comentários sarcásticos para fazer e, ainda mais, era um pedaço de homem esculpido por deuses gregos. E nem era mentira. Até suas tatuagens eram incríveis. O braço tomado por elas se tornava muito mais atrativo do que já era.
Assim que o cantor soltou as mãos da mulher e suas mãos se encontraram, o choque devido a tensão foi bem claro. Danny aproveitou a deixa e deu um beijinho rápido na bochecha de antes que ela furasse seus olhos.
— Você é insuportável! — ela riu. — Mas não consigo ficar brava.
— Ufa. — ele riu, nervoso. — Pensei que tinha ido longe demais.
— Você foi. O que você tinha na cabeça para me amarrar? E onde foi que você aprendeu a amarrar tão bem? Com uma camisa?
— Seu interesse pelas minhas amarrações é palpável. — Danny deu um sorriso inocente. As bochechas de queimaram. — Fui escoteiro.
— Você sempre flerta comigo para me envergonhar? — a mulher perguntou, nervosa. — Porque está funcionando!
— Eu flerto para ver se funciona. — Danny sorriu.
sentiu suas bochechas esquentarem mais ainda. Maldito!
— Você é um sem vergonha, Danny. — ela riu.
O gnocchi à bolonhesa que Jones havia aprendido a fazer apenas para agradá-la estava uma delícia. Eles comeram quase em silêncio de tão saboroso que estava. Danny viu desviar o olhar apenas para pegar a taça de vinho branco que ele havia servido.
— Eu sinto que eu nunca comi algo tão bom quanto isso daqui. — ela pegou mais um pouco. — Sério, eu vou querer levar um pouco para casa. Nem ligo se soar como falta de educação.
Danny gargalhou.
— Eu fiz dois tabuleiros. Qualquer coisa você leva o outro para casa.
— Posso levar metade. Um inteiro é muita coisa. E você precisa comer também. — ela lhe deu um sorriso amarelo.
Os dois, extremamente satisfeitos, sentaram-se no amontoado de almofadas que Danny havia preparado. Encostados e confortáveis, os dois observavam o lindo jardim naquela noite agradável.
— Posso fazer um comentário? — falou baixinho depois de dar um gole em seu vinho. Danny fez que sim com a cabeça. — Acho que eu precisava dessa noite.
— Está admitindo, sem estar embriagada, que gostou da minha presença?
— Sim. Talvez eu esteja doente, não sei. — ela riu e bebericou o conteúdo da taça. — A noite só ficaria melhor com música e chocolate.
— Você está falando isso com um músico que fez mousse de chocolate mentolado para você. — ele riu. — É pedir e receber.
Danny levantou-se e foi até a cozinha. o seguiu. Queria ajudá-lo. Sem ele perceber, ela se esgueirou na bancada e pegou os pratinhos e os talheres que ele havia separado. Como uma criança que havia roubado doce, voltou para onde estavam. Danny havia notado que ela tinha pegado as coisas assim que se virou. Além disso, seu perfume a dedurou.
— Ops. — ela deu uma risadinha. — Vem, deixa eu te ajudar.
puxou o tabuleiro de Danny e colocou perto das coisas que ela havia roubado da cozinha. Ela serviu os dois e Danny estava ansioso para saber como estava.
— Espero que tenha ficado bom.
— Você já viu algo com chocolate mentolado ficar ruim? — ela pegou um pouco do mousse e experimentou. — Eu atesto: nunca vi. Isso está uma delícia. Eu vou levar para casa também.
Danny gargalhou.
— Nunca tentaram te conquistar pelo estômago? Seria muito fácil.
— Não. Nunca tentaram. — ela pensou. — Realmente, seria bem fácil.
— Estou pensando em me inscrever no Masterchef. — ele disse com um risinho. — Minha janta de hoje foi um sucesso.
— Queria saber cozinhar assim. — deu de ombros. — Eu sei o básico e odeio cozinhar.
— Eu adoro. — ele comentou. — Me divirto e faço vários pratos diferentes.
— Entendi. — comentou, interessada.
— O que você quer fazer agora? — ele a perguntou. — Temos filmes, instrumentos e, o mais importante, vinho.
— Você tem um violão? — a mulher perguntou, sorridente.
— Sim, senhora. Vamos para o estúdio.
— Você tem um estúdio na sua casa? — ela arregalou os olhos.
— Quem não tem um estúdio em casa, ? — ele perguntou como se fosse óbvio.
— Certo. — ela riu e se levantou. Danny seguiu o caminho até a sala escondida no primeiro andar da casa. observava tudo atenta, ainda não tinha conhecido aquela parte da casa.
Quando Danny abriu a porta, se deparou com vários instrumentos, mas ali havia muitas guitarras.
— Você só tem duas mãos, qual a necessidade? — ela questionou.
— Elas são iradas. — ele riu. — E colecionáveis.
— Preciso realmente ganhar dinheiro, aparentemente meu filho será assim.
Danny riu da declaração da mulher. O guitarrista separou um violão e a entregou. pegou o instrumento e o ajeitou em seu colo. A advogada passou a mão pelas cordas para se ambientar, fazia muito tempo que não tocava. O cantor havia sentado em sua frente e prestava atenção em cada detalhe.
— Desculpe pelos erros. — ela disse de antemão. — Aprendi essa porque minha vizinha ouvia todo dia. E eu não sei cantar, muito menos sei a letra.
dedilhou as cordas e a melodia de Obviously começou a nascer. Jones lhe deu um largo sorriso e começou a cantar.
Recently I’ve been hopelessly reaching out for this girl, who’s out of this world, believe me...
sorriu ao ver que Danny havia entrado na brincadeira e começado a cantar. A mulher errou alguns acordes e as caretas que fazia deixavam Jones mais risonho ainda.
Cause, obviously, she’s out of my league, but how can I win, she keeps dragging me in and I know I’ll never be good enough for her, no, no... se arriscou no refrão com Danny.
O músico continuou cantando e prestou atenção em tudo que fazia. O movimento de seus dedos, suas expressões ao errar uma nota, ou até a concentração para tocar o instrumento. No fim da música, Danny foi para o lado da advogada.
— Ok, minha vez. — ele sorriu. Assim que o cantor dedilhou os acordes de Hey Jude, reconheceu.
— Eu amo essa música. — ela sorriu. Para dar mais espaço para Jones no sofá, abraçou as pernas e se encolheu no canto. Em silêncio, ela observou Jones tocar sua música favorita.
Depois de um tempo dos dois trocando e tocando violão, decidiram que veriam um filme.
— O que sugere? — ele perguntou.
— Qualquer filme. — ela deu de ombros.
Daniel sorriu e abriu o aplicativo da Netflix na televisão.
— O que acha de Harry Potter? — ele sugeriu.
— Você se cansaria. Eu sei todas as falas. — ela disse e ele riu. — O quê? É sério.
— E filmes de super heróis?
— Sei todos também, Daniel Jones. — a mulher disse, desafiadora. — Talvez eu tenha assistido todos eles com a desculpa que estava vendo, quando na verdade eu era a única quem assistia.
— E depois eu que sou infantil?
— O quê? Tony Stark não tocou sua vida? Em momento algum?
… — ele sorriu. — Iremos assistir Titanic.
— Nunca vi. — a mulher comentou baixinho.
— Como não?
— Nunca tive interesse. — a advogada deu de ombros.
— Você não cansa de me surpreender.
O cantor pôs o clássico na televisão e assistiu atentamente. Uma hora ou outra, Danny deixava de prestar atenção em Jack e Rose para prestar atenção em . A cada cena, uma expressão diferente. No fim, indignação era o sentimento predominante.
— Daniel, eu não acredito. Tinha espaço para os dois no pedaço de madeira! — ela resmungou.
, é um filme.
— E que doida deixa o amor dela congelar e virar comida de peixe? — perguntou, injuriada. A advogada estava irritada. — Era melhor termos assistido um filme de comédia.
— Tudo bem, senhora. — ele riu. — Anotarei para uma próxima vez.
O celular da mulher apitou. Era seu filho.
— Está tarde! Você se incomoda de Maddy e Dougie deixarem aqui? Eu peço um táxi para ir embora. — a advogada pediu.
— De modo algum, . — ele negou. — Os deixo em casa.
— Você já pensou em me chamar de ? — ela revirou os olhos.
— Você me chama de Daniel ou Jones toda hora.
— Seu nome é o quê?
— Seu nome é ? — ele a refutou, arrancando uma risada da mulher.
— Ok, você venceu. — ela sorriu. — Eles estão vindo.



Em quinze minutos, os amigos do cantor trouxeram de volta. O menino estava cansado, mas não parava de falar sobre como seu passeio foi legal. Dougie encarava Danny com uma expressão estranha.
pôde ouvir o baixista questionar o amigo sobre a troca de camisas.
— Você não mandou essa no grupo. Por que você trocou de roupa, Danny? — Dougie perguntou sugestivo.
— Vamos, ? — o guitarrista puxou a mulher. Queria sair daquela situação o mais rápido possível. O melhor amigo não acreditaria que ele realmente a amarrou para que ela ficasse quieta.
— Vou para o carro. — anunciou. — Boa noite. Obrigado por hoje, Maddy e Dougie.
— Disponha, meu amor. — Maddy acariciou os cabelos do menino.
— Claro! Tchau, queridos. — ela sorriu e se despediu dos dois. — Tenham cuidado.
O casal se afastou da dupla e deu um sorrisinho.
— Ah! Dougie? — o chamou com um sorriso divertido. — Ele precisou trocar a camisa porque me amarrou.



Continua...



Nota da autora: Oi, meus amores! Esse encontro foi bem esperado, hein? Eu amei escrever ele, espero que vocês gostem. Além disso, eu só vou atualizar ano que vem, então vim desejar um ótimo Natal a todos, que vocês celebrem muito. Quanto ao Ano Novo, desejo que o 2021 de vocês seja repleto de vitórias, saúde, dinheiro, amor e prosperidade!!! Beijos 💗





Outras Fanfics:
06. En Guerra (Futebol - Karim Benzema/Ficstape)
Power Play (Esportes - Hockey/Em Andamento)


Nota da beta: SOCORRO HAHAHAHAHAHAHAHA Amei esse negócio da camisa, pqp, eu tô chorando de rir! Esse Jones é um anjo, sério! Mas o pior é ele falando que ele pensa e o Dougie não..................... hahahaha Eu amei TANTO esse encontro, amei como o Danny pensou para os três, sério, é tudo incrível nesses dois! <3

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