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Última atualização: 24/03/2022

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Capítulo 22

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Estava exausto.
Mais uma vez voltando para casa sem a princesa ao meu lado; estava me causando mais trabalho do que imaginava. Doía não ter seu humor áspero por perto, ou suas piadinhas sem graça e suas queimaduras planejadas. Às vezes eu ia até seu quarto só para sentir de novo o seu cheiro, para que ele não saísse da minha mente. Já fazia semanas que ela fora levada e ainda não sabíamos por quem. Contudo, desconfiávamos. Os nossos inimigos mais próximos eram os de países que queriam acabar com a monarquia feiticeira: Elementares que não aguentavam ter alguém acima deles. O pior erro do ser humano. A ganância estava dominando absolutamente tudo, porque não existia nada maior que um feiticeiro. E éramos poucos, mas ainda assim, presentes; para o desespero deles e a nossa alegria e satisfação.
A Corte feiticeira escondia bem as crises, mas não significava que estávamos tranquilos com esses ataques constantes contra a Coroa. Muitos feiticeiros caíram e nada impedia que fôssemos os próximos. Entretanto, com essa aliança com Howslan, ambos estávamos protegidos e esperançosos sobre termos novos controles. Byron não podia ser o mais afetado em tudo isso: eu odiava olhar para o seu rosto fingido de quem havia acabado de perder a filha e estava preocupado ou triste, mas eu sabia que era tudo atuação, ele só estava preocupado mesmo com nossa colaboração. A jogada de mestre do meu pai o impediu de cantar a vitória no dia do noivado, mas não me impediu de continuar lutando por e sua volta. Charles era um idiota arrependido e todas as vezes que nos encontrávamos, era para brigar um com o outro, afinal, ele achava que era o único que entendia o que estava acontecendo. Como se a gente realmente soubesse de fato: ele entendia de guerra, assim como eu, só que não entendia a mente de um sequestrador — ou sequestradores. Não saber o motivo do sequestro de estava nos matando, qualquer pessoa entraria em contato em alguns dias, mas eles não davam sinal algum sobre a princesa. Charles acreditava que era coisa de algum país inimigo. Uttara era um dos principais suspeitos, mas eu não achava que fosse. Eles descartaram a possibilidade de ter sido os insurgentes, menosprezam a capacidade dos Cinzas, só que eu não. Eu sabia que havia sido eles. Contudo, mesmo sendo um príncipe renomado, de nada valia a minha voz em Howslan sem ao lado. Era difícil receber ordens quando, em meu país, eu quem as dava. Me casar com me faria ser assim para sempre: sem voz. Mas eu gostava dela o suficiente para aceitar isso, afinal, não me importava com os títulos destinados a mim.
— Céus, eu não aguento mais esse clima de enterro. — Jade falou no meio do nosso jantar.
Byron ainda mantinha isso todos os dias desde que perdemos . Alguns agiam como se tudo estivesse normal, como Jade. O dono do castelo de Aseena também parecia esquecer que a filha estava desaparecida.
— É difícil não ter aqui, Lady Jade. — minha mãe respondeu com toda a delicadeza — Comer enquanto não sabemos como ela está, é complicado.
— Mas o mundo não acabou por causa disso. — ela retrucou. Encarei Charles, esperando uma resposta à altura, mas o rapaz ficou quieto. Frouxo.
— Se quer um clima melhor, volte para o seu país. — falei, sem conseguir controlar minhas palavras. Senti minha mãe me dando um chute por debaixo da mesa. — Esqueci que lá também está com o clima de enterro, depois do ataque que vocês sofreram de Vancur.
Os ataques continuavam em países com monarcas feiticeiros, mas estávamos surpresos pelo país de Jade ter sido atacado da forma que foi: invadidos na surdina, colocaram fogo em uma cidade inteira. Nossa teoria era de que Vancur estava punindo os monarcas LaMontagne por estarem se envolvendo com nós, ainda mais os . Para o meu alívio, Lennox estava bem protegido depois de tanto esforço para fortalecermos as fronteiras.
— Você foi completamente antiético com seu comentário, .
— E você não foi com o seu? — dei de ombros. — Estou cansado dos seus afrontes contra , mesmo com ela sequestrada e desaparecida! Estou cansado até do seu noivo não fazer nada para controlar essa sua língua de cobra! Até quando vocês vão agir assim?
— Pelo menos Charles me ama. O que você recebeu de ? — ela se levantou e eu comecei a rir.
Aquilo era cômico.
— Jura? — encarei Charles. Havia pegado o sucessor de em um dos quartos esquecidos com uma das melhores amigas da minha noiva. Pelo que me lembrava, havia me dito que Candance e Charles sempre foram próximos. — Bom, posso te garantir que uma coisa eu sempre tive de : respeito. Já não posso dizer o mesmo sobre... vocês
— Já chega. — Byron interviu — Controle sua noiva! — ele rosnou para Charles. Lembrei de quem puxou essa mania horrível. — Ou eu mesmo controlarei. Não se esqueça que é o futuro rei de Howslan e de Lennox. Deve ser tratado como tal.
— Perdão, majestade. — Jade respondeu, vermelha de raiva.
— E Jade ainda é uma dama. Também deve ser respeitada como tal.
— Certo, sinto muito. — falei apenas por falar. Não me importava com os sermões de Byron.
— Estamos à procura de e não descansarei até encontrar minha filha. — ele falou, encarando todos da mesa.
— Viva ou morta? — questionei.
Quando o silêncio se instalou, eu me levantei e me retirei do recinto.

👑


Estava em meu quarto, sentado na minha cama, quando decidi que iria sair daquele castelo que tanto me sufocava e me fazia mal. Decidi também que iria usar das táticas de para escapar de lá. Os corredores secretos e o bar que ela me levava, seria o meu próximo destino para me distrair de todo esse circo e quem sabe ver se conseguia alguma pista de seu paradeiro.
Como não estava nem um pouco a fim de socializar com qualquer um do castelo, acabei por não pedir uma troca de roupas mais simples e usei as mais parecidas com as dos cinzas que eu tinha: uma calça jeans preta, uma camiseta polo cinza e uma jaqueta de couro também preta. Cores neutras, esperava que me camuflassem na escuridão da noite.
Feito o caminho até o estábulo, minha mente foi bombardeada com as memórias que aquele lugar me trazia, e por um momento me vi encarando a salinha em que tive minha primeira noite com a princesa. Consegui até rir um pouco da ironia que era, futuros rei e rainha de Howslan tendo sua primeira transa num chão sujo e empoeirado de um estábulo. Com toda certeza fora a mais especial de todas!
Cheguei perto da parte onde Lavender ficava e passei a mão em sua cabeça, alisando os fios brancos de seu pelo enquanto a égua relinchava de satisfação ao me reconhecer. Com certeza sentia falta de sua dona!
— Eu a trarei de volta, é a nossa promessa!
Pude jurar que havia um brilho diferente em seu olhar, mas não fiquei por muito mais tempo para não dar na telha que sairia do castelo naquela noite, indo direto para meu cavalo.
A vila não havia mudado muito desde a última vez em que estivera aqui; tampouco a pequena cabana onde costumava deixar Lavender. Parecia tudo normal desde o desaparecimento e eu estava cansado de só pensar nisso. Deixei meu cavalo no lugar de sempre e logo tratei de ir em direção ao bar que conhecia. O vilarejo me parecia bem mais movimentado do que das últimas vezes em que eu vim para cá e muito me surpreendia isso, já que muitos dos Cinzas estavam sofrendo ainda mais com a Crise monetária. Podia não parecer, mas depois que desapareceu, Byron e Charles abaixaram ainda mais a renda deles. batia o martelo e lutava para que eles tivessem um valor rentável melhor — mesmo que fosse um pouco mais do que recebiam agora — e agora, o rei fez questão de cortar as coisas que a filha fizera pela minoria. Isso, obviamente, revoltou os Cinzas e com total razão. A rebelião que havia nos atacado na Base vermelha quando cheguei no país, tinha voltado a dar as caras e os animais com Coroa insistiam em ignorá‐los.
Entrei no bar conhecido e cumprimentei a senhora que ficava no caixa, ela sempre fora simpática e receptiva. E nunca deixei de reparar na forma que sorria para ela, uma das poucas pessoas que tinham isso da princesa e eu a admirava por isso. Essa senhora devia ser um anjo para conseguir o mínimo de afeto da futura rainha. Me sentei no balcão e ela logo me serviu com uma cerveja gelada. Fiquei escutando a música fraca que invadia o ambiente e fazendo uma breve varredura do local: havia um grupo de adolescentes (que duvidava ter idade o suficiente para frequentar aquele tipo de bar) bêbados, jogando algum tipo de jogo com cartas, uns alcoólatras espalhados aleatoriamente e, do lado oposto à eles, um casal de idosos que conversavam animadamente enquanto dividiam uma porção de batatas fritas. Gastei uns minutos a mais os encarando, desejando que eu pudesse ter uma vida e uma velhice tranquila e simples como eles, mas o universo era muito irônico e eu infelizmente não teria esse privilégio! Ao menos, uma coisa parecida eu poderia ter se lutasse: uma parceira ao meu lado. Alguém com que compartilharia minhas aventuras e faria história em um país que reconstruiríamos do zero, cheio de ajuda e privilégio àqueles que não possuem muito. Voltei a olhar para a senhora, que sorria ao encarar algo atrás de mim e não pude evitar sentir algo fraco me atingindo, um frio diferente.
Não estava frio dentro do bar!
Olhei em volta mais uma vez e fiquei atento quanto aquilo, afinal, brisa fria no pescoço não era normal. Não para mim. Eu ainda era o futuro rei de Lennox e consequentemente, de Howslan; poderia ser reconhecido por algum Cinza e essa pessoa poderia me achar igual aos seus Superiores, mesmo eu não sendo como Byron ou Charles.
— Sabe... É difícil receber uma visita real, Alteza! — alguém falou se sentando ao meu lado, bebendo um gole da própria cerveja. Olhei calmamente de canto de olho para o indivíduo e não o reconheci de primeira. Ele tinha olhos azuis, que se mostravam dessa cor graças à luz fraca que havia em cima dele. As roupas não pareciam de um Cinza comum. — Vou ter que admitir que é uma surpresa.
— Não sei do que você está falando. — respondi tranquilamente, dando um sorriso de canto e virando meus olhos para frente novamente.
— Você acha que trocando de roupa vai anular o rostinho de príncipe que você tem? — o homem riu e se virou para mim, curioso com o que eu falaria.
— Vou levar como um elogio ser comparado a um príncipe. — encarei o rapaz, que estava arqueando a sobrancelha. — Agora, se me der licença... Preciso ir ao toilet!
— Nem o jeito de falar você consegue disfarçar, é ridículo! — ele se levantou, impedindo que eu me levantasse. — Nem as roupas ou o modo de andar! Qualquer um que olhar para você, vai perceber que você não é um Cinza.
— Sem falar que, essas roupas que ele está já pagam a mensalidade do bar por dois meses. — uma mulher, muito bonita por sinal, falou aparecendo atrás do balcão que estávamos — Foi sua noiva desaparecida que sugeriu que assim você se pareceria mais com a escória? — senti minha cadeira esquentar, afinal, não suportava o deboche que faziam para com . Contudo, não me descontrolei: queria saber até onde eles iriam. — Acha mesmo que ninguém vai perceber?
— Por sorte, são todos bêbados que não conseguem saber o próprio nome quando se olham na frente do espelho! — dei de ombros. O Cinza riu e bufou, querendo controlar sua raiva. — Vou dar uma gorjeta para a dona do bar, gosto daqui, mesmo não sendo muito bem... frequentado. — sorri, encarando a garota. Ela revirou os olhos e bateu com força um copo no balcão, que eu não sabia como não havia quebrado. — Vou poupar vocês: o que querem? Vão tentar me matar? Vão me denunciar e arriscar que eu acabe com esse lugar com um simples estalar de dedos? — os dois se encararam e ficaram assim por um tempo. — Se puderem pensar enquanto eu vou ao banheiro...
— Engraçadinho, não é? — a moça sorriu. Tentei sair da cadeira, mas um redemoinho ameaçou me prender e eu não contive a minha magia para silenciá-la.
— Não se aproxime e nem tente fazer nada. — ameacei o homem. Os olhos brancos da menina se apagaram quando eu a silenciei. — Uma elementar de Ar? E você? O que é?
— É só um Cinza! Apenas um Cinza! — ela respondeu, apressada. Não pude deixar de notar a troca de olhares entre os dois.
— O que você está fazendo, ? — a senhora apareceu atrás do rapaz, que estava prestes a tirar uma arma da cintura. — Guarde isso imediatamente!
— Mãe, se afaste. — a garota falou, ainda silenciada. Mãe? Aquela mulher era Cinza, como poderia ser mãe dela? — , deixe-o ir.
— Angelique... — o tal sussurrou. Parecia que eles tinham algum acordo e que estavam conversando por telepatia. Sabia que aquilo era impossível.
— Ele é um dos meus melhores clientes! — a senhora falou para os dois, completamente brava.
— Ele é ! É claro que é seu melhor cliente. — sussurrou. Ela me encarou, assustada.
— Sabia que conhecia você de algum lugar...
— Não vim aqui para causar nenhum desconforto a ninguém. — tratei logo de falar para os três — Em todas as minhas escapadas do castelo, nunca incomodei e nem tive a intenção disso. A senhora bem sabe! — encarei a dona do bar.
— Como eu disse, você é o meu melhor cliente e não digo apenas pelas gorjetas — ela encarou os filhos — Deixem que o príncipe se vá, em paz e em segurança. — frisou a última frase para a filha e para o rapaz. — A não ser que vocês queiram arranjar problemas comigo.
Nada como uma mãe para colocar ordem na casa.
— Certo. Vá. — Angelique falou entredentes. Aquilo me deixou contente, no fundo.
— Volte para mais uma cerveja qualquer dia. — sorriu, com muita ironia, se sentando novamente e dando de ombros.
Não seria burro o suficiente de deixar a garota livre enquanto eu estivesse ali. Tirei algumas notas do bolso e entreguei para a senhora, que não quis aceitar.
— Não, não precisa. Peço desculpas pelos meus filhos, alteza, e...
— Eu insisto. — sorri. A mulher pegou alguns segundos depois — Ainda é o melhor bar do vilarejo. — pisquei e ela sorriu. — Uma boa noite a todos vocês.
Fui me retirando do lugar devagar e andando de costas por precaução e, quando cruzei a porta, não pude deixar de escutar a última frase antes de sair por completo do bar:
— Apague esses olhos azuis, ! Deixe-o em paz.

👑


O caminho de volta para o castelo foi um pouco mais longo que o normal, afinal, eu poderia estar sendo seguido. Estava preparado para uma luta depois daqueles dois estranhos me reconhecerem e tentarem me atacar. Se estivesse aqui, estaria orgulhosa de como me saí com ambos. Na realidade, ela teria destruído o bar.
Fiquei um pouco pensativo graças a informação de que Angelique era filha de uma Cinza. Não era comum Elementares se envolverem com Cinzas, tampouco nascer um elementar dentro de um relacionamento entre ambos. Havia histórias de que uma criança que fosse fruto de relações desse tipo, não teria tantos poderes; não seriam fortes como um Elementar e nem fracas como um Cinza. Contudo, Angelique era forte com o pouco que pude sentir. Havia alguma coisa ali. E eu descobriria.

👑


Na manhã seguinte, acordei (após 2 horas de sono, como em toda noite desde que se fora) sendo bombardeado com a falta de informação sobre a princesa de Howslan. Estava de saco cheio de todos os comentários e de agir como quem ainda tinha que manter a classe e ser fino. Eu não aguentava mais.
Não entendia o motivo, mas eu estava com a cabeça quase explodindo e parecia que iria entrar em colapso. Não consegui nem mesmo terminar de tomar o café com os nossos familiares. Não sabia se aquilo era bom ou ruim.
Tudo parecia estranho e desconexo.
O ar rarefeito do castelo parecia que iria me sufocar e fazia minha cabeça doer ainda mais, tendo tonturas conforme eu andava.
— Querido, você precisa descansar! — minha sogra falou assim que entrou em meu quarto.
— Não vou descansar até encontrá-la, Louise! — respondi, tentando não parecer que estava quase morrendo com as pontadas na cabeça.
— Meu amor, você não vai conseguir encontrá-la se estiver duro no chão, sem forças porque não descansa regularmente. Nós iremos prosseguir com as buscas pela noite e, quando acordar, vai ter um relatório completo no seu escritório. — minha mãe falou, me levando até a cama. Mesmo ela sendo elegante como sempre, tinha uma expressão cansada e preocupada no rosto.
— Você sabe que eu não vou conseguir dormir, mãe! — me sentei na cama, passando a mão em meu rosto completamente desolado. — está sumida há dias e nem sinal dos insurgentes nós temos! Como você quer que eu durma com isso na cabeça?
— Filho, se ela estivesse morta, seria a primeira coisa que eles esfregariam na nossa cara. — minha mãe tinha razão. — Estão a mantendo como refém para conseguirem algo em troca. Creio que essa procura toda pela nem seja tão necessária, já que eles devem entrar em contato com a gente quanto à negociação em breve. — era estranho: parecia que minha cabeça iria entrar em erupção a cada segundo que passava.
.
Alguma coisa sussurrou na minha mente.
— Outra coisa, , eu te disse para confiar em mim e em . Ela vai sair dessa! — Louise segurou minha mão, dando uma piscadinha. — Não se esqueça de que é da minha filha que estamos falando.
.
Não era mais um sussurro, a voz falava mais alto. E eu conhecia aquela voz de algum lugar.
— Está tudo bem? ? — minha mãe perguntou. Vendo que eu realmente não estava bem. Grunhi alto, sentindo meus joelhos tocaram no chão e, em um segundo, já estava caído.
!
Escutei mais uma vez, antes de apagar por completo.

👑



Continua...



Nota das autoras: Olá, meus amoreeees, como estão? Tá aí o príncipe que vocês tanto pedem 🤣. O cap demorou um pouquinho porque esse começo de ano foi bem corrido para a gente, mas estamos tentando nos programar melhor para entregar nossa melhor versão. Não esqueçam de comentar e curtir, beijos, Mi e Mari.

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Nota da beta: Aí, que saudades que eu tava dele, sério! Ele é o melhor personagem, para mim hahahahah gosto demais dele, do jeitinho dele e de como ele é todo incrível, mas apaixonadinho, não sei, ele sempre me ganha na primeira frase hahahaha 💙

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