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Última atualização: 17/05/2018

Prólogo


— Vovó, será que você poderia contar de novo a história dos deuses? — pediu, juntando as mãos. — Por favor, por favor!
— Mas é claro, minha linda. — Agatha se sentou na cama da sua neta e começou a contar uma de suas histórias favoritas.
— Há muitos séculos, quando os deuses ainda dominavam a Terra e andavam entre nós, uma grande guerra se alastrou pelo mundo. Hades e Zeus tiveram uma grande briga que resultou em uma das maiores batalhas conhecida pelos deuses. Zeus trouxe o seu exército, composto de deuses e homens, enquanto Hades convocou um exército dos mortos. A Terra se tornou o campo de batalha dessa guerra, que se alastrou pelo mundo trazendo destruição em todo canto que ela passava. Gaia, Mãe-Terra, vendo os seus dois filhos destruindo tudo o que ela criou e amava, decidiu criar uma nova linhagem de homens que teriam um sangue tão poderoso que seriam capazes de matar seres divinos e até mesmo os deuses, se fosse preciso. Não se sabia da onde eles vieram ou quais eram os seus nomes, tudo o que se sabia era que, por onde eles passavam, eles traziam destruição consigo. Eles ficaram conhecidos como “Os Fávlos”, incapazes de sentir remorso, dor ou compaixão, e o pior, tinham sede de sangue e poder. Gaia se arrependeu amargamente do que fez quando os viu destruindo e matando tudo o que viam pela frente, aumentando o seu exército e marchando em direção ao Olímpio, prontos para trazer uma nova “Idade das Trevas” para a Terra, onde eles seriam os reis. E, quando tudo parecia sem esperança, Gaia viu todos os deuses, principalmente Zeus e Hades, voltando todos os seus exércitos para o exército dos Fávlos e travando uma batalha de mais de dez dias conhecida como “O Cerco dos Deuses”.
— Os deuses ganharam dos homens maus, não foi, vovó? — agarrou-se mais ao seu urso de pelúcia. — Os deuses são muito legais!
— Sim, Hades e Zeus conseguiram derrotar todos os homens maus. — ela acariciou os cabelos da sua neta. — Mas reza uma lenda que um deles fugiu, a princesa Alala Fávlos, e, com ela, a linhagem desses guerreiros foi passada de geração em geração e, hoje em dia, ela está aqui.
— Ela é que nem os homens maus? — disse, arregalando os olhos.
— Não, a princesa Alala era muito mais inteligente que os homens maus e ela sabia que ir contra os deuses era um ato terrível, então ela fugiu para proteger a sua vida e a da sua filha.
— Você disse que ela está aqui, vovó? Onde? — ela olhou para os lados. A avó de sorriu e disse:
— Ela está mais perto do que você imagina. — ela fez carinho na cabeça de sua neta.
— Vovó, o papai e a mamãe voltam amanhã, certo?
— Sim, junto com sua nova irmãzinha.
— Eu não vejo a hora de conhecer ela! Eu vou ser a melhor irmã do mundo.
— E eu não tenho dúvida disso. — ela beijou a testa da sua neta. – Durma com os anjos, meu amor.


Capítulo I


— Você tem um bonitão na sua sessão, . — Emma, minha chefe, disse, fazendo com que eu levantasse meu olhar. Já se passavam das seis da noite de uma sexta-feira, normalmente esse era um dos horários onde a lanchonete não ficava tão cheia, especialmente quando se tratava de homens que pareciam ter saído de uma campanha da Calvin Klein.
— Nossa! E bota bonitão nisso. — Macy, a sobrinha mais nova da minha chefe, disse, fazendo com que eu rolasse os olhos. — Eu faço questão de atendê-lo.
— Eu ainda me pergunto porquê eu te dei esse emprego, o que a gente não faz pela nossa família. — Emma disse, fazendo com que eu segurasse o riso. — , por favor, vá atendê-lo.
— Sim, comandante! — me afastei do balcão, pegando meu bloco de notas e o cardápio. Andei a passos largos até a mesa dele, ignorando todos os meus instintos que diziam para eu dar meia volta. — Olá, bom dia! Bem-vindo à Lanchonete da Emma, como eu posso servi-lo hoje? — eu estendi o cardápio para ele, que virou sua cabeça em minha direção. Ele me olhou de cima para baixo antes de pegar o cardápio.
— O que você recomendaria? — ele perguntou, virando as páginas do cardápio, desinteressado.
— Bem, eu recomendaria o café da manhã completo à moda casa. É uma das especialidades do chefe e um dos mais famosos da lanchonete.
— Ótima escolha. — ele fechou o cardápio e estendeu para mim. — Vocês servem café? — ele estendeu a xícara para mim.
— Sim, trago já a sua garrafa, senhor.
— Muito obrigado, m?? (senhorita) — peguei o cardápio, me virando de volta para o balcão. Emma me entregou uma garrafa e eu coloquei em cima de sua mesa, ele murmurou um obrigado e nem sequer olhou para mim.
— Ele é um pedaço de mau caminho. — Macy começou, fazendo com que eu virasse pra ela. — Quantos anos você acha que ele tem?
— Velho demais para você, Macy. — ela rolou os olhos e cruzou os braços.
— Será que você não poderia ser mais divertida?
— Não! — eu sorri sem os dentes. — Oh, falando em diversão, hoje nós vamos comemorar o aniversário de Millie e, como vocês duas são amigas, você não gostaria de ir?
— Sim! — Macy respondeu, batendo palmas. — Se minha tia deixar, é claro.
— Não se preocupe, querida sobrinha, eu também vou. — o sorriso de Macy desapareceu. Emma levantou a mão e eu bati na mesma.
— Então a gente vai sair com uma dupla de velhas?
— Ei! — eu e Emma falamos ao mesmo tempo.
— Nós estamos muito bem, obrigada. — Emma completou. — Agora vai atender os novos clientes que chegaram, pirralha! — Macy se deu por vencida e seguiu para sua seção.
— Você vai mesmo comemorar o aniversário da Millie? Com direito a álcool e tudo?
— Não se é todo dia que se completa 18 anos, Emma, e Millie tem se aplicando tanto para entrar em uma faculdade.
— Com você como irmã, é capaz de ela ter mestrado e doutorado antes dos 30.
— Millie merece um pouco de diversão na vida, mesmo me colocando a louca algumas vezes.
— Você vai contar a verdade para ela? — Emma disse, fazendo com que eu olhasse para ela.
— Logo depois que ela se formar, hoje eu só quero comemorar o aniversário da minha irmã. — me virei para ela, me apoiando no balcão.
— O pedido está pronto, ! — o chefe disse e Emma pegou o prato e me entregou. Eu andei em passos largos até a mesa do cara de terno florido e coloquei o mesmo à sua frente.
— Mais alguma coisa, senhor?
— Será que seria pedir muito um pouco da sua companhia? — ele tirou os óculos, olhando diretamente para mim. Seus olhos tinham um tom de âmbar que mais pareciam duas pedras preciosas.
— Eu estou trabalhando.
— A lanchonete não está tão cheia, serão apenas cinco minutos. — ele se apoiou na mesa, olhando para mim parecendo que estava desvendando todos os meus segredos com apenas um olhar.
— Deixa a garota em paz, ade?f?? (irmão). — uma voz disse atrás de mim, fazendo com que eu me virasse.
Se o homem sentado já era lindo, o cara que estava atrás de mim ganhava dele facilmente. Ele era alto – o que já era minha eterna fraqueza quando estávamos tratando de homens –, tinha cabelos tão pretos que aparentavam pintados e, claro, perfeitamente bagunçado como se ele não tivesse feito nenhum esforço para que ficasse dessa maneira. Um maxilar tão marcado que poderia cortar algo, os olhos pareciam que tinham duas tempestades dentro deles de tão cinzas que eram. E o que era mais peculiar — além do terno florido que caia perfeitamente em seu corpo, os sapatos que brilhavam como se fosse diamantes e os anéis que ocupavam a maioria dos seus dedos — era a bengala que ele segurava e que claramente não precisava. É, um cara como esse não aparecesse mais de uma vez na vida.
— Oi, irmãozinho, que bom que você veio. — o outro bonitão que estava sentado disse, fazendo com que eu voltasse a realidade. — Eu estava com saudades, vem me dar um abraço. — ele abriu os braços, o que fez com que o outro rolasse os olhos e se sentasse também.
— Desculpe pelo comportamento do meu irmão, ele é carente e precisa de bastante atenção.
— Assim você fere meus sentimentos.
— Você supera. — o bonitão de terno disse, sorrindo largamente. — Será que eu você pode me trazer outra xícara? — ele sorriu para mim e eu apenas assenti com a cabeça, voltando para o balcão.
— Se o que estava sentado já é lindo, o que acabou de chegar é a personificação de deus grego. Uau! — Macy disse, se abanando com um dos cardápios.
— Macy, parece até que você nunca viu homem na vida. — balancei a cabeça, pegando uma xícara. Andei em direção à mesa novamente, colocando a xícara em cima da mesma e me virei para ir embora sem nem ao menos esperar um sorriso de agradecimento.
Para a minha sorte, nas próximas horas, uma onda de clientes passou pela lanchonete, fazendo com que minha mente focasse em outra coisa do que um par de homens bonitos. Nesse meio tempo, os dois foram embora sem nem ao menos pedir a conta e deixaram uma quantidade enorme de dinheiro em cima da mesa, tornando a minha gorjeta maior do que o eu tinha recebido no dia anterior. Eu, claro, não reclamei nem um pouco, mas não podia deixar de me perguntar quem eram aqueles homens.
— Adivinha quem tirou 10 em Álgebra?! — Millie, minha irmã, entrou na lanchonete correndo. Já passavam das dez e, pelo vestido e o salto alto, ela estava pronta para sua festa.
— Verdade? — eu disse, fazendo cara de surpresa. — Não faz mais do que sua obrigação. — ela fez uma cara emburrada e eu a abracei forte pelo pescoço.
— Você é uma sem graça, . — ela se afastou de mim, me olhando da cabeça aos pés. — Por que você ainda não está arrumada?
— Ah, meu turno ainda não acabou, Millie, e como assim não estou arrumada? Eu só preciso tirar o avental e estou pronta para ir. — eu não sei ao certo o que eu disse para deixar Millie, Macy e até Emma ofendidas, mas as três olharam para mim como se eu tivesse cometido o maior erro do mundo.
— Você vai usar isso? — Macy perguntou, fazendo careta e apontando para a minha roupa.
— O que é que tem? É só uma festa. — dei de ombros.
— O quê? — Millie gritou, batendo na bancada. — Só uma festa? É a minha festa de aniversário, , e você vai usar esses trapos?
— Não são trapos, Melinda. Emma, me dá uma ajudinha aqui.
— Impossível, eu ainda estou chocada com sua revelação.
— Ei! Minhas roupas não são tão ruins assim, o que há de errado em uma calça, camiseta e um tênis? Desde quando usar isso para uma festa é crime? — as três olharam para mim como se eu viesse de outro planeta em um silêncio que estava me deixando completamente desconfortável. — Tudo bem, talvez elas não sejam apropriadas para uma balada.
— Não é nenhuma balada qualquer, , é o meu aniversário! O dia mais importante da sua vida! Lembra quando você, toda alegre, soube que ia ganhar esse presentinho dos deuses como irmã? — Millie deu uma volta, com os braços abertos.
— Vagamente, porém, em alguns momentos me arrependo amargamente. — Millie jogou um dos cardápios em mim. — Você quer que eu faça o quê, Millie? Não é como se eu tivesse um arsenal de vestidos à minha disposição aqui e agora!
Sabe aquele ditado que tudo que você fala uma vez volta para te assombrar? Emma, minha chefe e única amiga, era o tipo de pessoa que adorava comprar qualquer tipo de coisa que estivesse em promoção, por exemplo, ela tinha um kit inteiro de esquiagem sendo que nem de frio ela gosta e nem esquiar ela sabe e, como uma boa consumista, ela tinha um guarda-roupa lotado de roupas que ela não precisava.
— Macy? — Emma disse, cruzando os braços e sorrindo para mim. — Fecha a lanchonete que eu tenho uma missão impossível para realizar.
— Missão impossível? Me senti um pouco ofendida, porém sigo firme.
— Fecha a matraca e vem comigo!
Emma me levou ao apartamento que ficava em cima da lanchonete, onde ela e Macy moravam. Depois de um banho digno de uma rainha, Emma, Macy e Millie me ajudaram no quesito maquiagem, cabelo e roupa, o que se resume em eu tirando um cochilo enquanto elas faziam todo o trabalho. Não era primeira vez que isso acontecia e, com certeza, não seria a última.
Quando nós saímos, já era quase meia-noite, o bar que nós tínhamos escolhido era um perto da lanchonete, Inferno era o seu nome e, excepcional essa noite, a maioria das músicas seriam latinas. Depois de uma boa quantidade de drinques, todas já tínhamos um lugar marcado na pista de dança, fazia meses que eu não saia para me divertir e poder finalmente aproveitar uma noite em que a minha maior preocupação era que horas chegava a próxima rodada, era quase uma dádiva divina.
, Emma! — Macy correu até a nossa mesa, segurando dois drinques na mão. — Você não vai acreditar em que eu acabei de ver no bar.
— Quem? — nós perguntamos ao mesmo tempo. Macy e Millie tinham arrumado uma mesa para a gente sentar.
— Os dois bonitões que estavam na lanchonete hoje mais cedo.
— O quê? — perguntei, terminando de tomar a minha bebida. — Sério?
— Que bonitões? — Millie perguntou, meio tonta.
— Antes de você chegar, sua irmã atendeu dois caras que mais pareciam deuses gregos. — Macy se abanou, se encostando na cadeira. — Eu ainda me pergunto como ela não deu em cima de algum deles.
— É porque a é uma velha antiquada que nunca sai de casa para conhecer gente. — Millie me deu língua, antes de soltar uma gargalhada. — Acho que ela nem se lembra mais como é beijar na boca.
— Alguém tinha que criar uma pirralha extremamente irritante e encrenqueira como você. — tirei a bebida de sua mão e tomei o resto. — E, para sua informação, não é só porque você não me vê com alguém, que quer dizer que não acontece. Acontece, muito mais do que você imagina. — me levantei, ajeitando o decote do meu vestido.
— Onde você vai? — Emma perguntou, me olhando surpresa.
— Pegar mais uma bebida. — olhei em direção ao bar, avistando os dois bonitões conversando animadamente. O de olhos azuis continuava com a mesma roupa, mas o de terno parecia que tinha deixado a jaqueta em algum lugar, abandonado a gravata e tinha rolado as mangas até os cotovelos. Se ele já ficava sexy vestido com o conjunto completo, ele ficava melhor ainda sem uma boa parte dele. Que os deuses estejam do meu lado nesse momento, porque eu estou prestes a fazer uma loucura.
Me apoiei no bar ao lado dele, que pareceu não perceber minha presença, acenei ao barman para me trazer uma bebida. O bar estava lotado e parecia que todo mundo tinha decidido fazer seus pedidos na mesma hora, fazendo com que o barman quase ficasse louco e me ignorasse completamente.
— Mas que merda, hein?! — eu disse baixinho, balançando minha cabeça. — Oh, barman! — juntei minhas mãos, assobiando alto, tentando chamar sua atenção, o que foi totalmente em vão. — Pelo amor de Hades, o que uma mulher tem que fazer para conseguir uma bebida nesse bar, hein?!
— Hades? — o bonitão ao meu lado se virou para mim com um sorriso no rosto. — Normalmente, as pessoas chamam por Zeus, Deus, Budah e até Beyoncé, mas você chamou por Hades?
— Eu sempre achei Zeus superestimado, Hades parece ser um cara de boas que foi injustiçado por causa de um filme da Disney. — eu disse, sorrindo de lado enquanto o bonitão apenas me olhava curioso. — Aliás, se Hades é como o Diabo, ele também adora atentar os outros, e hoje parece uma noite cheia de tentações, não acha?
— Definitivamente. — ele se aproximou e continuou: — O que você vai querer beber?
— Se o barman me der bola, um “crown and coke”.
Ele estalou os dedos e o barman parou o que estava fazendo e andou em nossa direção.
— Luke, por favor, traga tudo o que essa senhorita quiser e pode colocar na minha conta.
— Nesse caso, eu quero uma garrafa de champanhe e uma de tequila, hoje é aniversário da minha irmã. — eu disse, me apoiando no balcão e olhando para ele de lado.
— Eu sou . — ele estendeu a mão para mim, que a apertei. — Você se chama , certo?
— Como você sabe? — perguntei, sentindo meu corpo ficar tenso e me afastando dele.
— Eu vi seu nome no crachá hoje mais cedo.
— Oh, é claro. — balancei a cabeça enquanto Luke trazia suas bebidas.
— Está tudo bem? — ele procurou meu olhar, e eu tomei um pouco do meu drinque. — Você ficou tensa de repente.
— Desculpa, é só que... Deixa pra lá. — dei de ombros.
— Não me parece algo pra deixar pra lá. Alguma coisa te incomoda, talvez alguns fantasmas que podem vir te assombrar?
— Algo do tipo.
— Sabe o que é bom para espantar fantasmas?! — ele disse, pegando a minha bebida e colocando em cima do balcão. — Dançar!
— Eu não achei que você fosse o tipo de cara que gostasse de dançar.
— Eu estou prestes a te surpreender, .
Ele me pegou pela mão e me guiou pela pista de dança enquanto eu sorria largamente. Em outra situação, eu não deixaria uma cara que eu nem ao menos tive uma conversa decente me arrastar para a pista de dança, porém, exalava uma aura de positividade, como se tudo ficasse bem se você apenas respirasse fundo e do jeito que as coisas andavam nos últimos dias, ele era o tipo de pessoa que eu precisava naquele momento.
Ao som de Chantaje, da Shakira com Maluma, nós dois dançamos agarradinhos, com uma das suas mãos segurando uma das minhas enquanto a outra se encontrava na minha cintura, nos separando apenas quando tinha a brilhante ideia de me rodopiar pela pista. Claro que, com a quantidade de álcool no meu sistema e o cansaço da jornada de trabalho, fez com que eu quase tropeçasse e gargalhasse alto com a cara de pânico que fazia. E o que falar do cara que parecia mais um deus grego deliciosamente atraente?
Ele era lindo, é claro, um gostoso com um corpo daqueles caras que frequentavam a academia frequentemente e fugia dos estereótipos dos caras que eu conhecia quando sabia todas as letras das músicas que tocavam.
— Você parece saber todas as músicas.
— O que eu posso fazer, eu sou um homem de muitos talentos. — ele deu de ombros.
— Você é realmente um tipo de cara que a gente não encontra todo dia.
— Você não imagina o tanto, . — eu sorri de lado, passando os dois braços ao redor do seu pescoço, o puxando para perto. desceu suas mãos da minha cintura para os meus quadris, me puxando para perto. Eu já podia sentir sua respiração perto do meu rosto assim que nossos narizes se tocaram, meus olhos pareciam hipnotizado pelos seus e eu não consegui desviar o olhar. Eu sabia pelo jeito que ele olhava que ele estava esperando que eu desse o primeiro passo e, como eu não sou nem boba nem nada, coloquei uma das minhas mãos em seu rosto, colando nossos lábios em um selinho demorado.
Eu estava prestes a aprofundar o beijo quando o barulho de vidro quebrando ecoou pela boate e a gritaria começou. Em um impulso, me afastei de e procurei freneticamente por Millie, ela, junto com Emma e Macy, estava de queixo caindo olhando para o cara caído no chão.
— Merda! — disse ao meu lado, fazendo com que eu me virasse para ele. — ??????? (Idiota)! — virei meu rosto para onde ele olhava fixamente para o cara que estava com ele na lanchonete. — Esse idiota que não consegue ficar longe confusão. — balançou a cabeça, começando a andar em direção ao seu irmão, porém, no meio do caminho, ele se virou e andou em minha direção. — Você fez minha noite valer a pena. — ele segurou minha mão, dando um beijo na mesma, antes de voltar a andar em direção ao seu irmão. Entretanto o que me deixou mais chocada não foi o fato de eles dois estarem brigando com mais de dez homens ao mesmo tempo, foi quando, um a um, foram caindo no chão e eu pude ver as tatuagens em seus pescoços. Fávlos.

Andei a passos largos, empurrando Millie e Macy em direção a saída. Emma me olhou confusa e eu apenas sussurrei em seu ouvido a minha recente descoberta.
— Ei, eu quero ver a briga! — Millie protestou, tentando olhar por cima do seu ombro.
— Vamos, Millie, você não deveria estar interessada na briga dos outros.
— Mas eu sempre quis que dois caras brigassem por mim. — Millie fez bico, fazendo com que eu balançasse a cabeça.
— Como assim? Do que você está falando, Melinda?
— O bonitão da lanchonete foi o cavalheiro que me salvou de um desses idiotas de terno, foi por isso que ele entrou em uma briga. — ela riu, me abraçando pelos ombros. — E sabe qual a parte mais engraçada de tudo? Ele estava afim de você, ! Até seu nome ele chamou. — ela gargalhando enquanto eu a colocava dentro do táxi, Emma já estava no banco da frente enquanto Macy estava dormindo encostada na janela. — Como é que alguém confunde o pedacinho do céu que sou eu com você.
— Eu também não sei, Millie. — respondi, vendo-a encostar sua cabeça em meu ombro e fechar seus olhos. Emma olhou pra mim por cima do ombro e eu apenas encostei minha cabeça no banco respirando fundo.
...
— Amanhã a gente conversa, agora será que a gente podia fingir que a noite teve um final feliz?
— Se é isso que você quer.
— Na verdade, é disso que eu preciso no momento.
Amanhã eu terei que encarar uma realidade que eu preferia esquecer. Era como minha avó sempre dizia, você não pode fugir do seu destino, não importa o quão rápido você corra e se esconda, ele sempre te alcança.


Continua...



Nota da autora:
Grupo: Fanfics da Rô





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Qualquer erro nessa fanfic ou reclamações, somente no e-mail.


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