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Última atualização: 12/04/2017

Ato Quatro


Capítulo 18


(Loose Ends - 2010 a 2011)


- Oi, o que você está fazendo? – Virei o rosto, vendo Brandon entrar no estúdio. – Você não devia estar aqui.
- Jack estava arrumando algumas coisas para Gemma, e eu cedi meu apartamento para zona. – Falei e ele riu.
- Como ele está se saindo? – Ele perguntou, se sentando ao meu lado.
- Bem, eles são irmãos, com uma diferença grande de idade, às vezes eu ouço alguns gritos vindo do apartamento da frente, mas sabe como é?! Daqui a pouco eles já estão rindo e se abraçando.
- Que bom que tudo deu certo! – Afirmei com a cabeça.
- Sim, ano passado foi um ano meio conturbado, mas passa.
- Acredite, esse ano será mais conturbado ainda, além das premiações da música, você tem premiações do cinema. – Ri fraco.
- Eu vou comparecer, dar o melhor de mim em cada performance, mas eu não tenho essa pretensão de ganhar, não. Eu sou uma cantora, isso é...
- Você ainda tenta se desmerecer, querida? Achei que depois de seis anos você estaria um pouco mais calejada, já. – Ri fraco.
- Estou, mas não quando se fala de cinema. – Dei de ombros.
- Você vai se dar bem, querida. Só de ser indicada, isso vai te abrir muitas portas. – Assenti com a cabeça, sorrindo.
- Tomara. – Ri fraco.
- Mas e aí, o que você está fazendo?
- Jessica criou um Facebook para todos nós, incluindo uma página minha, eu estou configurando a página para aparecer coisas das nossas páginas pessoais. – Falei, voltando para o computador.
- E como você está se saindo com as redes sociais? – Dei de ombros.
- Ah, você sabe, é muita coisa, na minha época era Orkut, ICQ que depois mudou para o MSN, a gente vai se adaptando, meio como camaleão. – Ele riu fraco.
- É, acho que o certo é fazer isso, porque cada dia vai aparecer mais coisas. – Ri fraco.
- Sim, eu só preciso aprender como eu compartilho só as coisas que a gente posta de modo público e como esconder nossas páginas pessoais do Facebook, para ninguém achar.
- Acho melhor você falar com o pessoal do marketing, eles que entendem dessas coisas. – Brandon se levantou. - Já estou velho para essas coisas.
- Até parece! – Ri fraco, fechando o notebook.
- E não é?! – Balancei a cabeça, passando os braços pelos seus ombros.
- Brandon, enquanto você continuar nos ajudando nessas produções maravilhosas, você não estará velho. – Ele gargalhou.
- Até parece. – Ele deu um beijo em minha testa. – Faz um tempo que vocês não precisam de mim, vocês só são legais demais para não me mandar embora.
- Você que é legal demais para gente te abandonar. – Ele riu.
- Ok, eu vou ficar com essa. – Abri um sorriso.
- Bem, acho que vou lá no departamento de Marketing, e depois ver se Jack não quebrou nada meu, provavelmente todo mundo entrou na roda já. – Peguei meu iPhone, vendo se não tinha notificações do WhatsApp. – Oh meu Deus, 38 mensagens. – Falei rindo, pegando correndo. – Oh Deus, minha casa já era.
- O que houve?
- Aparentemente eles conseguiram quebrar minha mesinha de centro. – Franzi a testa. – Ah, não vou para casa agora, ou vai sobrar para eu limpar. – Dei de ombros. – Vou para o departamento de Marketing. – Ele gargalhou e eu abanei a mão, saindo do estúdio.

- Ei! – Entrei na academia.
- E aí, moça? – Louis falou, pedalando na bicicleta.
- Tudo certo? – Perguntei, pendurando minha bolsa no gancho e colocando o casaco na cadeira.
- Tudo certo. – Ele falou, dando de ombros.
- Fiquei sabendo que está fugindo de Agatha um pouco. – Ele riu, balançando as mãos.
- Ah, por favor, vamos esquecer isso. – Ri fraco, subindo na esteira ao seu lado.
- Calma, amigo, só mais quatro meses. – Balancei a cabeça.
- Mal vejo a hora de ter meu meninão nos braços. – Abri um sorriso.
- Ele vai ser lindo, Louis. Já decidiram o nome? – Comecei a aumentar a velocidade da esteira, caminhando devagar.
- Elliot. – Ele falou sorrindo. – Eu gosto desse nome, Agatha gosta desse nome, nada mais certo. – Assenti com a cabeça.
- Ah, isso é muito bom. – Sorri. – Só esperar agora. – Ele assentiu com a cabeça.
- Você ficou sabendo o que aconteceu? – Franzi a testa e ele aumentou o volume da televisão.
- O que?
- Terremoto no Haiti, o país praticamente acabou. – Ele falou e eu abri a boca levemente, olhando para as imagens na TV.
- Quando? – Perguntei.
- Há algumas horas, o abalo chegou a magnitude 7,0. Foi perto da capital.
- A gente estava lá há menos de dois meses. – Falei, suspirando, desci da esteira.
- Sim. – Louis falou e eu suspirei. – Estão falando que ao todo foram uns 33 terremotos, alguns com magnitudes muito fortes. – Ele se colocou ao meu lado.
- Já falaram se teve mortos? – Louis somente afirmou com a cabeça.
- Estima-se que, pelo menos, três milhões de pessoas foram afetadas.
- Oh meu Deus. – Passei a mão no rosto, suspirando.
- “Ainda não se sabe a quantidade de mortos no total, mas além do Haiti, foram atingidos países como República Dominicana, Cuba, Jamaica e Bahamas”.
- Gente... – Falei, suspirando. – Eu odeio me sentir assim.
- Assim como?
- Impotente, sem poder fazer nada. – Passei a mão no rosto, vendo as diversas cenas de destruição.
- Você pode mandar uma mensagem. – Louis falou e eu afirmei com a cabeça.
- Eu posso mandar suprimentos. – Falei, abrindo minha bolsa e procurando o celular. – Brasil vive fazendo missões no Haiti, posso ver de enviar para o exército brasileiro e eles enviarem.
- Oh, isso é legal! – Suspirei.
- Vou ligar para Jessica. – Falei, discando o telefone dela rapidamente.

- , qual é a sensação de estar na sua primeira première como trilha sonora de um filme? – Soltei uma risada.
- Oh, é incrível. Eu já tive a oportunidade de assistir o filme, e é muito bom saber que nossas palavras caíram com perfeição nesse filme que foi super planejado, super preparado. – Sorri. – Eu estou feliz em ter meu nome num projeto maravilhoso.
- E esse filme te deu uma indicação ao Oscar, ao BAFTA e ao Globo de Ouro, como é isso? – Soltei uma risada.
- Uau, é... – Balancei a cabeça. – Há alguns anos eu nunca pensei que ganharia um Grammy, ou quiçá um Kids Choice Awards, que são escolhidos por fãs, mas aí as pessoas gostaram e valorizaram meu trabalho, mas um Oscar? Um Globo de Ouro? – Ri fraco. – Eu estou honrada só em concorrer.
- E você terminou o ano noivando. Certo? – Ergui o dedo, animada.
- Sim! – Falei, rindo. – Meu namorado propôs e eu disse sim! – Abri um sorriso.
- Parabéns! – Ela sorriu e eu passei a mão no cabelo, jogando a franja para trás. – Vou deixar você aproveitar sua festa.
- Obrigada! – Sorri, andando até o meio do tapete azul da première de Avatar em Londres.
- Que bom que pode vir. – Virei o rosto, encontrando meu diretor.
- James! – Sorri, depositando um beijo em sua bochecha. – Obrigada por essa oportunidade.
- Obrigado eu por aquele maravilhoso trabalho. – Assenti com a cabeça.
- Foi! – Ri fraco. – Me permitiu várias coisas.
- Vem, venha conhecer o pessoal! – Ele falou e eu segurei a ponta do meu vestido, andando pelo tapete, acenando para algumas pessoas. – Pessoal, Stone; Stone, pessoal.
- Oi! – Falei, acenando para eles, Sam Worthington, Zoe Saldana, Sigourney Weaver, Michelle Rodriguez.
- Nossa, que prazer, conhecê-la. – Sigourney foi a primeira a se aproximar, dando um rápido beijo em minha bochecha.
- Acredite, o prazer é meu em conhecer a atriz de um dos meus filmes favoritos. – Falei, sorrindo.
- Qual? – Ela abriu um sorriso.
- Os Caça-Fantasmas. – Ela riu.
- Oh meu Deus, isso é da sua época?
- Não, eu nasci dois anos depois. – Ela riu. – Mas é fantástico.
- Ah que delícia! – Ela sorriu.
- É um prazer, . – Sam me cumprimentou e eu sorri.
- Suas músicas são demais, adorei que você entrou nesse projeto. – Zoe falou, me abraçando forte e eu ri. – E você é muito amiga do Chris.
- Evans? – Perguntei.
- Sim! Estamos fazendo um filme juntos. – Ela sorriu.
- Ah, provavelmente eu vou assistir então. – Ela riu.
- É ótimo te conhecer. – Michelle falou, sorrindo.
- Letty Ortiz. – Falei, rindo. – É demais conhecer você. – Falei, rindo.
- Parece que vocês estão confortáveis. – James, o diretor, falou e eu ri.
- Com certeza. – Sorri.

- Já está trabalhando? – Anthony perguntou, se jogando ao meu lado.
- Até parece! – Falei, rindo. – Enquanto a inspiração não vier, eu não vou mexer um dedo. – Ele riu. – Além do mais, na teoria, eu estou sem gravadora.
- Ainda não assinaram o contrato? – Neguei com a cabeça, encostando minha cabeça em suas pernas.
- Não, a gente vai esperar essa zona toda de premiações acabar. – Dei de ombros. – Não que eu me importasse, na verdade. – Falei, rindo. – Eu preciso descansar.
- E quando a gente vai começar a decidir sobre o nosso casamento? – Ele beijou meus lábios e eu franzi a testa.
- Talvez no ano que vem. – Falei.
- Ah .
- Ah, amor, desculpa, mas tem várias premiações, compromissos, isso que ainda tem algumas coisas pendentes. – Suspirei. – Estamos na primeira semana de janeiro e eu já estou cansada.
- Ok, ok, eu entendo! – Ele se levantou, suspirando. – É que eu pensei que seria mais rápido.
- Não vai ser possível, amor. – Suspirei. – Mas pensa, eu vou fechar contrato para mais três CDs, e eu não preciso lançar um álbum a cada dois anos, além do mais, os meninos precisam de tempo. – Suspirei. – Vem mais um bebê para família, contando com a Gemma são seis, eu vou ter que dar um tempo para os meninos, nesse meio tempo a gente prepara o casamento e se casa, aproveita nossa lua de mel e fica tudo bem.
- Você promete? – Ele esticou o dedo mindinho e eu ri, fazendo o mesmo.
- Eu prometo! – Ele sorriu, colando os lábios nos meus.
- Licença! – Soltei um suspiro, olhando para a porta e vendo Lucy, minha assistente, entrando pela mesma, com diversas embalagens nos braços.
- Oh meu Deus! – Levantei correndo da cama, livrando-a de algumas embalagens.
- Obrigada! – Ela falou, sorrindo, e colocou os vestidos no gancho da porta do closet.
- Oi Lucy! – Anthony falou, acenando.
- Oi! – Ela falou cansada.
- Eu vou dar uns minutos a vocês. – Ele falou, saindo do quarto.
- Ok, vamos lá! – Falei e ela suspirou.
- Tem sete vestidos ao todo aqui. – Lucy falou, com a respiração falha. – Para o Grammy, o Golden Globe, o BAFTA, os três do Oscar, première, canto e pós-canto e o da première de Alice. – Ela respirou fundo. – Todos já foram ajustados para você, estão ótimos. – Ela suspirou. – Também tem os sapatos nas sacolas, cada um combinando com o vestido, que você já escolheu antes. E também Harry Winston mandou várias joias para você, e a Gucci, além dos vestidos, mandou a nova coleção de maquiagens.
- Perfeito! – Sorri. – Não preciso me preocupar com nada. – Ela riu fraco.
- A Gucci também disse que se você precisar de mais vestidos para outras premiações, eles têm.
- É, talvez vá aparecer outras coisas. – Cocei a cabeça. – Bem, eu acho que você pode ir, Lucy, vá para casa, descanse, obrigada por tudo.
- Sem problemas, senhorita, você está precisando descansar. – Ri fraco.
- Eu vou ficar louca. – Fui honesta.
- Mas vale a pena. – Ela sorriu.
- Vale sim. – Sorri.
- Bem, prova os vestidos, se tiver algum problema, ainda dá tempo de trocar. Aí você me chama.
- Beleza, obrigada. – Sorri, beijando sua bochecha rapidamente. – Vai descansar!
- Obrigada! – Ela sorriu, saindo do quarto e eu olhei os vestidos embrulhados no protetor da Gucci e suspirei, vai ser um dia longo.

Coloquei o prato em cima da mesa e saí correndo para minha bolsa, desviando de Jack e Gemma, que estavam em casa, e puxei o celular, vendo um número desconhecido, mas atendi, deve ser alguma ligação que Jessica estava me repassando, deslizei o botão, colocando-o na minha orelha.
- Alô? – Falei, voltando para a cozinha, pegando um refrigerante e colocando na mesa.
- Falo com Stone? – Coloquei a mão na cintura, suspirando.
- Sim, é ela, quem gostaria? – Suspirei.
- Olá, meu nome é Lionel Richie...
- O quê? – Gritei, vendo os olhos de Jack e Gemma arregalarem. – Me desculpe, o senhor é uma lenda.
- Obrigado! – Ele riu. – A senhorita também.
- Ah que isso. – Ri fraco. – A que devo o prazer dessa ligação?
- O quanto a senhora conhece de Michael Jackson?
- Bem, muito, na verdade. Também sei que o senhor trabalhou com ele em We Are The World, junto de Quincy Jones, para arrecadar fundos para o combate à fome na África. – Sorri, me sentando na cadeira novamente.
- Bem, pelo menos isso você sabe. – Ri fraco. – Bem, creio que a senhora está sabendo o que houve com senhor Jackson e no Haiti. – Senti um arrepio passar pelo meu corpo.
- Sim, sei, tanto que já enviei algumas doações para o Haiti.
- Ah que ótimo! – Ele riu fraco. – Bem, além disso, esse ano faz 25 anos da gravação original de We Are The World, e para arrecadar fundos para o Haiti, e homenagear Michael, estamos preparando uma nova gravação da música e gostaríamos de saber se a senhorita gostaria de fazer parte.
- Oh meu Deus, vocês vão regravar We Are The World? – Perguntei, suspirando.
- Sim, vamos. – Abri um sorriso. – E gostaríamos que fizesse parte.
- Nossa, com certeza, não precisa perguntar novamente. – Sorri.
- Sua banda também, se possível.
- Claro, eles vão adorar participar. – Abri um sorriso, pegando o guardanapo na mesa e passando embaixo dos meus olhos.
- Pedirei para a equipe entrar em contato com a sua empresária para as datas da gravação.
- Perfeito! – Assenti com a cabeça. – Obrigada.
- Eu que agradeço. – Ele falou e eu coloquei o celular na mesa.
- O que foi? – Gemma perguntou.
- Eles convidaram a gente para fazer parte da regravação da icônica We Are The World.
- O quê? – Jack gritou igual a mim.
- Era Lionei Richie, eles vão regravar, em homenagem ao Michael e para arrecadar fundos ao Haiti.
- Oh meu Deus. – Jack falou, sorrindo. – Eu até arrepiei aqui.
- Acho que agora eu notei a importância que nossa música tem para o mundo dos artistas. – Jack riu fraco, acenando com a cabeça.

- Fala, Evans! – Falei, atendendo o telefone e ouvi sua risada do outro lado da linha.
- Pronta para falar comigo? – Abri um sorriso.
- Apesar de tudo, eu sempre estou pronta para falar contigo, Evans. – Sorri, saindo do quarto, deixando Anthony dormir.
- Eu acabei de ver Mamma Mia...
- A gente também. – Ouvi uma voz do fundo.
- Quem é? – Perguntei.
- Carly, Shanna, bebê, vai saber. – Ele falou, rindo.
- Mas o que achou? – Perguntei.
- Parece que alguém realmente sabe como ser atriz. – Ri fraco.
- Bem, um dia alguém me disse que meus videoclipes eram vários filmes, então... Acho que posso me considerar.
- Mas muito bom, , muito bom mesmo. – Ele riu fraco. – Fantástico, além de ser super fiel ao filme, tirando algumas músicas.
- É, você é desse mundo, sabe que tem que fazer cortes aqui e ali para se adequar ao financeiro e sei lá mais o quê. – Ele riu.
- Entendo! – Ele falou. – Já tive várias cenas cortadas por isso. – Suspirei, me servindo de água. – Mas foi bem estranho te ver beijando meu melhor amigo.
- Como assim? – Perguntei, rindo.
- Dominic?
- Sim. – Falei.
- Ele está em Capitão América, como um amigo.
- Ah meu Deus! – Falei, rindo. – Não acredito.
- Para você ver. – Ele comentou e eu ri.
- Mas Dominic é um amor. E o filme, para quando é?
- Só ano que vem, mas estou gravando alguns, tem lançamento de outro esse ano, as coisas estão andando.
- Ah que ótimo, Chris, isso é demais.
- Fala do Oscar. – Ouvi alguém cochichar.
- Ah sim, e as indicações de Oscar, Globo de Ouro e sei lá mais o quê? – Ri fraco, ficando vermelha.
- Ah, você não acredita a felicidade que eu estou, Evans. É surreal isso. – Suspirei. – Imagina só, um Oscar?
- Nunca cogitei isso, mas é o maior prêmio do cinema e creio que da música também.
- Nossa, nem fala. Normalmente não nomes desconhecidos, o problema são só as músicas da Disney no meio, mas só de ser nomeada é incrível. – Ele gargalhou.
- É, Disney leva tudo, mas agora tem uma certa Stone no meio do caminho.
- Sim. E eu estou chegando com tudo. – Sorri.
- Além disso, o noivado... – Suspirei.
- Evans...
- Não, . Isso é bom. – Ele falou. – Você está feliz, é o que importa, eu só estava sendo um irmão protetor, algo assim. – Ele riu fraco. – Sério, parabéns mesmo. Espero poder compartilhar isso um dia.
- Você vai, Evans. Você é ótimo, só precisa achar a pessoa certa. – Ele riu.
- E qual é o próximo passo? – Ele perguntou e eu suspirei.
- Eu sou focada demais no profissional, é difícil eu separar. – Suspirei. – Mas você sabe, né?! As coisas vão se ajeitar. – Ele riu.
- Sim, com certeza. – Sorri. – Vai dar tudo certo.

- Fala aí, galera! – Abri a porta da casa de David.
- Oi . – Ginny falou, se levantando do sofá.
- A gente não bate mais, né?! – Ela riu.
- Já estou acostumado, Amir passou aqui mais cedo e fez a mesma coisa.
- Amir passou aqui? – Perguntei.
- É, as escolas das crianças são perto do escritório dele, então ele está sendo nossa van. – Ri fraco.
- Nossa, como ele está levando todo mundo? – Perguntei.
- Bem, são duas adolescentes e três crianças, todas mulheres... – Ela franziu a testa. – Ele deve estar se dando bem. – Ela deu de ombros.
- E tem mais um no forno.
- Ah, mal vejo a hora! – Ela falou empolgada. – Mas o que te traz aqui?
- David tá por aqui? Estava analisando umas músicas que ele me mandou.
- Tá no banho. – Ela falou e eu suspirei. – Quer um café?
- Ah, eu quero, não vou lá para o meu prédio e depois voltar.
- Já voltei! – David voltou, passando a toalha nos cabelos, só de bermuda.
- Sexy! – Brinquei e ele riu.
- Mas você pode dar café para , eu deixo. – Ri fraco e Virgínia se retirou para a cozinha. - E aí, o que você achou? – Ele perguntou.
- Ah, eu adorei. – Suspirei. – Você sabe que eu adoro suas músicas. – Ele riu fraco. – Mas eu quero saber a continuação de Happily e That’s My Girl. – Ele riu.
- Músicas animadas são contigo mesmo. – Entreguei as folhas para ele novamente.
- Ah, você sabe como é. – Suspirei.
- Mas e aí, como estão as coisas? Animada? – Ri fraco.
- Ah, você sabe. O foco é dar o melhor de mim, e ser reconhecida por isso. – Dei de ombros.
- Como se precisasse de mais reconhecimento. – Ginny voltou, me entregando uma xícara e eu a ajudei a colocar na mesa.
- É diferente. – Falei e ela riu.
- Eu sei, é um patamar mais alto que outro, mas acho que não tem como ir mais alto que o Oscar. – Suspirei.
- Não, agora a gente tem que fazer o melhor para não descer. – Falei, rindo. – Porque daqui é só ladeira abaixo.
- Enquanto vocês tiverem fãs que apreciam o trabalho de vocês, isso não vai acontecer. A voz do povo é a voz de Deus. – Ela falou e eu revirei os olhos.
- Ah, como ela é espirituosa. – David falou e eu ri, balançando a cabeça.

- Para iniciar o Grammy 2010, com vocês, Stone. – Abri um sorriso, parada atrás de uma cortina cinza colocada antes do tapete vermelho. Soltei um suspiro e empunhei o microfone melhor na mão, vendo Jessica arrumando a barra do meu vestido e respirei fundo, ouvindo a batida começar a tocar no meu ponto e ouvi os ritmos com a boca que o pessoal lá fora fazia.
- Hey baby. Tell me your name, I gotta fever for you, I just can't explain. – Emily começou, e eu a vi passando pelas cortinas ao meu lado sozinha. - But there's just one problem, I'm a bit old school, when it comes to lovin', I ain't chasing you. – Abri um sorriso.
- Been waiting. I'm on a roll, you've got to let yourself go. – Jack foi em seguida, acompanhando-a e eu respirei fundo antes de passar pelas cortinas.
- Whoa. – Vi os fãs na beirada gritarem. - You know that I've been waiting for you. Don't leave me standing all by myself, cause I ain't looking at no one else. – Dei alguns passos para frente, colocando uma das mãos na cintura. - Hey, get your back off the wall. Don't you get comfortable, looking so hot I think that I might fall. – Comecei a mexer os quadris sozinha, com as pernas coladas e a mão na cintura. - Feeling like it's my birthday, like Christmas day came early. Just what I want, so when we move, you move. – Voltei a andar com Jack e Emily ao meu lado.
- Hey, get your back off the wall. Don't you get comfortable, looking so hot I think that I might fall. Feeling like it's my birthday, like Christmas day came early. Just what I want, so when we move, you move. – Eles voltaram a cantar comigo e a caminhar pelo tapete vermelho, onde alguns artistas ainda estavam sendo entrevistados ou só tirando fotos.
- Oh silly, why you afraid? Don't be a big baby. – Voltei a cantar sozinha, olhando fixo para a câmera. - Quit playing games. - Eles voltaram a cantar comigo.
- And put your arms around me, you know what to do. And we can take it down low. – Soltei um suspiro, me preparando para a coreografia. - Whoa. You know that I've been waiting for you. – As pessoas gritavam agarradas nas grades e eu só continuava cantando. - Don't leave me standing all by myself, cause I ain't looking at no one else. – Suspirei. - Hey, get your back off the wall. Don't you get comfortable, looking so hot I think that I might fall. Feeling like it's my birthday, like Christmas day came early. Just what I want, so when we move, you move. Get your back off the wall. Don't you get comfortable, looking so hot I think that I might fall. Feeling like it's my birthday, like Christmas day came early. Just what I want, so when we move, you move. – Passei as mãos nas dos fãs, animando-os.
- I know that you wanna, but you can't cause you gotta stay cool in the corner, when the truth is that you wanna move. So move. I know that you wanna but you can't cause you gotta stay cool in the corner. When the truth is that you wanna move, so move. – Eles cantaram sozinhos e eu respirei fundo no final, pegando fôlego.
- Move it baby, whoa. – Ergui as mãos, sentindo meu rosto tremer com a força. - You know that I've been waiting for you. – Abaixei o microfone rapidamente, suspirando. - Don't leave me standing all by myself. – Soltei a respiração forte. - Cause I ain't looking at no one else.
- Looking at no one else, looking at no one else. – Movimentava as mãos para cima e pulava, alegrando o pessoal. - Hey! Hey! I'm ready, hey! So come and get me, don't be scared, show me what you do. Don't you know a girl like a boy who move? – Eu entrei no local que seria o Grammy, vendo o pessoal lá dentro animado também. - Hey! Hey! I'm ready, hey! So come and get me, don't be scared, show me what you do. Don't you know a girl like a boy who move? – Subi as escadas correndo, afastando o microfone da boca um pouco. - Get your back off the wall. Don't you get comfortable, looking so hot I think that I might fall. – Apoiei o microfone no pedestal, vendo os dançarinos lá embaixo. - Feeling like it's my birthday, like Christmas day came early. Just what I want, so when we move, you move. – Balancei a cabeça. - Hey! Hey! I'm ready, hey! So come and get me, don't be scared, show me what you do. Don't you know a girl like a boy who move? – Os fãs e outros artistas gritaram.
- Bem-vindos ao Grammy 2010. – Gritei no microfone, sorrindo. – Eu sou Stone, e serei sua apresentadora essa noite. – Eles gritaram de volta.

- Olha ela aqui! – Virei o rosto, abrindo um sorriso.
- Oh Jamie Foxx! – Ele riu, me abraçando. – Que prazer estar aqui.
- O prazer é nosso! – Ele sorriu. – Só seguir em frente, vão te indicar o local. – Assenti com a cabeça. - E aí, cara? – Jamie cumprimentou meus membros de banda e eu ri.
- Chegando agora, Stone. – Entrei no grande estúdio da Columbia Records, vendo diversos rostos conhecidos espalhados pelo local e eles começaram a gritar e eu ri.
- Stone. – Virei o rosto, começando a chorar só por estar na frente de Lionel Richie. – Que bom que está aqui. – Abri um sorriso.
- Obrigada, é muito bom poder fazer parte disso. – Sorri.
- O prazer é nosso. – Ele sorriu. – Bem, nós temos algumas pessoas para chegar, mas será assim, você é uma de nossas solistas, então vamos te colocar em uma dessas cabines, sua banda fica aqui embaixo no coro, mas tentaremos fazer a gravação simultânea. – Assenti com a cabeça.
- Vocês entenderam, certo? – Virei para minha banda.
- Sim, perfeito. – Jack falou.
- Vamos te enganchar então! – Ele falou. – Por favor, Anna! – Ele me indicou para uma moça e sorriu para mim.
- Stone. – Virei o rosto e vi A. R. Rahman.
- Oh meu Deus! – O abracei rapidamente. – Você também? – Perguntei.
- Bem que eu disse que a gente ia trabalhar juntos. – Ele falou e eu ri.
- Com certeza. – Sorri.
- A gente se vê depois. – Ele falou.
- Claro! – Falei, sorrindo.
- Vamos? – Anna falou e eu assenti, seguindo-a.
Aquele lugar era a maior concentração de artistas atuais que eu já tinha participado, acho que mais que premiações e eventos, afinal, só tinha artistas ali, não tinha fãs, nem familiares, eram só nós. Encontrei Adam Levine, Justin Bieber, Miley Cyrus, Akon, Jonas Brothers, Fergie, Will.I.Am, Nicole Scherzinger, e muitas e muitas pessoas. Eu havia pego a lista de artistas e ao todo, entre solistas e coro, eram mais de cem artistas, e todos estavam reunidos nesse gigante estúdio em Los Angeles.
- As partes estão separadas na letra, vamos seguir, caso haja algum erro, a gente volta, combinado? E no refrão, você canta também. – Assenti com a cabeça, colocando o fone.
- Claro! – Sorri.
- Já, já começa! – Assenti com a cabeça e virei para o lado, vendo as pessoas do coro sendo ajeitadas nas arquibancadas que foram montadas e reconheci mais algumas pessoas Carlos Santana na guitarra, Selena Gomez, Snoop Dogg, Jeff Bridges, Drake Bell, Jason Mraz, Zac Efron, Nicki Minaj e muitas e muitas pessoas, em compensação, eu era uma das poucas que estava em uma cabine sozinha, com uma câmera bem próxima ao meu rosto.
Me atentei a letra, eram poucas palavras que eu cantaria sozinha e depois ao refrão, vendo que tinha uma parte que seria cantada por Michael Jackson, me fazendo suspirar. Acho que ali foi um momento de grande emoção para mim. A cabine era pequena e estava dividida de forma meio improvisada, afinal, eram muitos solistas, então teria que dividir para todo mundo.
- Olá pessoal, bom dia! – Ouvi a voz de Quincy Jones e abri um sorriso. – Bem-vindos a regravação de We Are The World para o Haiti, agradeço a colaboração de vocês para ajudar as vítimas e também por aceitarem participar gratuitamente desse projeto, toda arrecadação vai para as vítimas do terremoto do Haiti. – O pessoal começou a bater palmas e eu segui. – Como são cento e duas pessoas, nós tentaremos gravar uma vez só e todos juntos. Cada um tem a letra, na parte marcada por solistas, só eles cantam, na parte geral, todos cantam. Vamos fazer isso ser lembrado como foi há 25 anos. – Comecei a aplaudir novamente, vendo Jamie seguindo para o meio dos artistas. – Orquestra, instrumentos, cantores. – Ouvi um zunido começar, os microfones estavam sendo ligados. – Vamos começar. – Ele falou e eu molhei meus lábios, respirando fundo.
- There comes a time, when we hear a certain call. – Ouvi Justin Bieber começar a cantar.
- When the world must come together as one. - Nicole Scherzinger e Jennifer Hudson o acompanharam.
- There are people dying. - Jennifer Hudson cantou.
- And it's time to lend a hand to life. - Jennifer Nettles o acompanhou.
- The greatest gift of all. - Josh Groban entrou com ela e eu sorri. - We can't go on. Pretending day by day. – Suspirei.
- That someone, somehow will soon make a change. – O lendário Tony Bennet estava lá.
- We are all a part of. God's great big family, and the truth, you know love is all we need. - Mary J Blige fez bonito e eu respirei fundo, quando vi o nome de Michael Jackson em seguida.
- We are the world, we are the children. – Vi seu rosto no telão ao fundo.
- We are the ones who make a brighter day, so let's start giving. – Sua irmã, Janet Jackson, entrou para acompanhá-lo e eu senti as lágrimas chegarem aos olhos.
- There's a choice we're making, we're saving our own lives, It's true we'll make a better day, just you and me. – Respirei fundo, colocando a mão no fone, porque estava na minha vez.
- Oh! Send them your heart. – Deixei minha voz fluir. - So they know that someone cares! – Abri um sorriso.
- So their cries for help will not be in vain. – Enrigue Inglesias me seguiu e eu sorri.
- We can't let them suffer. No we cannot turn away. – Nicole Scherzinger cantou em seguida, me fazendo sorrir.
- Right now they need a helping hand. – Jamie cantou sozinho no meio do coro.
- Nous sommes ce monde la. We are the Children. - Wyclef Jean cantou ao lado de Jamie, me fazendo abrir um sorriso.
- We are the ones who make a brighter day. So let's start giving. – Adam Levine veio em seguida, meu falso Jack.
- There's a choice we're making. We're saving our own lives. – Pink cantou em seguida, fazendo meu corpo arrepiar.
- It's true we'll make a better day. Just you and me. - BeBe Winans, que eu não tive o prazer de conhecer, cantou.
- When you're down and out, there seems no hope at all. – Abri um sorriso com a vez do Michael na versão clássica.
- But if you just believe, there's no way we can fall. – Usher cantou e eu notei que várias pessoas ali eu não tinha visto.
- Well, well, well, well, let us realize. That a change can only come. – Arrepiei com a voz de Celine Dion, abrindo um largo sorriso.
- When we stand together as one. – Fergie cantou, com a voz de Celine ao fundo ainda.
- We are the world. – Comecei a cantar em coro.
- We are the world. – Nicole fazia a segunda voz.
- We are the children. We are the ones who make a brighter day. So let's start giving. – Cantamos juntos.
- Got to start giving. – Nick Jonas cantou em seguida.
- There's a choice we're making. We're saving our own lives. – Os homens cantaram sozinhos, me fazendo sorrir.
- It's true we'll make a better day, just you and me. – Toni Braxton cantou, e nossas vozes em coro ficaram no fundo.
- We are the world. We are the children. – Mary Mary cantou.
- It's for the children. – Tony Bennet.
- We are the ones who make a brighter day. - Isaac Slade.
- So let's start giving. – Toni Braxton novamente.
- There's a choice we're making. We're saving our own lives. It's true we'll make a better day, just you and me. - Lil Wayne cantou sozinho.
- We are the world, we are the children. – Foi minha vez de fazer a segunda voz.
- We are the ones who make a brighter day, so let's start giving. – Voltei a cantar em coro.
- There's a choice we're making, we're saving our own lives. It's true we make a better day, just you and me. – Akon cantou sozinho enquanto nossas vozes ficavam em segundo plano.
- We are the world, we are the children. We are the ones who make a brighter day, so let's start giving. – T-Pain cantou sozinho, e eu mexia os ombros de um lado para outro.
- There's a choice we're making, we're saving our own lives. It's true we'll make a better day, just you and me. – Jamie Foxx tinha a voz mais forte enquanto estávamos no refrão.
- We all need somebody that we can lean on. When you wake up look around and see that your dream's gone. When the earth quakes, we'll help you make it through the storm. When the floor breaks a magic carpet to stand on. – Abri um sorriso quando vi David no meio dos rappers mais famosos do mundo e eu comecei a bater palmas no ritmo. - We are the World united by love so strong. When the radio isn't on you can hear the songs. A guided light on the dark road you're walking on. A sign post to find the dreams you thought was gone. Someone to help you move the obstacles you stumbled on. Someone to help you rebuild aafter the rubble's gone.We are the World connected by a common bond.
- Love the whole planet sing it along. – Cantei forte junto com eles.
- We are the world, we are the children. – Nesse momento, cada um mostrava sua potência vocal, fazendo todo meu corpo arrepiar, mas eu não ficava para trás. - We are the ones who make a brighter day, so let's start giving.
- Everyday citizens, everybody pitching in. – Kanye West entrou agora e logo em seguida Jean começou a cantar em francês com algumas crianças de fundo.
- You and I, you and I.
- Uh, 12 days no water, wishing will to live.
- We amplified the love we watching multiply.
- Feeling like the World's end we can make the World win.
- Like Katrina, Africa, Indonesia and now Haiti needs us, they need us, they need us. – Will.I.Am e Kanye West dividiam os últimos raps.
- We are the world, we are the children. We are the ones who make a brighter day, so let's start giving. It's true we'll make a better day, just you and me. - Ficamos fazendo o coro de fundo.
- Haiti, Haiti, Ha, Ha, ha, ha, ha. – Jean cantou no final e tudo ficou quieto por alguns segundos quando a música acabou.
- E fim! – Lionel Richie falou no microfone e eu abri um sorriso, começando a aplaudir e o pessoal fez o mesmo, soltando alguns gritos esporádicos. – Obrigado, foi um prazer trabalhar com todos vocês. – Abri um sorriso. – Vamos de novo? Com calma agora? – Ri fraco. – Começando por aqui! – Ele falou se afastando e a Anna, que estava me ajudando antes, abriu a cabine.
- Você pode ficar aqui fora um pouco, conversar com o pessoal, a gente te chama. – Ri fraco.
- Beleza! Obrigada! – Falei sorrindo, observando todos aqueles nomes da música que eu admirava conversando e rindo.

- Não, vai dar tudo certo! – David falou ao meu lado e eu balancei a cabeça.
- Dave, se você falar isso mais uma vez, eu juro que te arrebento. – Mike falou baixo e eu ri, segurando a risada, ouvindo a vinheta começar de novo, Mike se sentou ao meu lado novamente e eu segurei a mão de Anthony ao meu lado.
- Olá novamente, senhoras e senhores. – Ricky Gervais, apresentador do programa, falou. – Sentiram minha falta? – Ele sorriu. – Ok, foi cedo! – Nós rimos. – Agora, eu gostaria de apresentar as próximas apresentadoras aqui. – Ele falou, com as mãos em frente ao corpo. – Por favor, recebam, Christina Aquilera e Cher. – Eu as aplaudi e enquanto ele saía do canto do palco, as luzes se acenderam em nossa frente, aparecendo Christina Aguilera em um lindo vestido rosa e Cher em um preto.
- Boa noite! – Elas falaram juntas.
- Hoje, estamos aqui para apresentar um dos prêmios mais importantes da noite. – Cher falou. – O prêmio de canção original do cinema. – Ela falou, sorrindo, meu coração começou a palpitar e senti Mike apertar minha mão.
- Um filme, não é um filme sem sua música. Afinal, o que seria de grandes cenas do cinema somente com a música ambiente? – Christina falou, sorrindo. – Creio que a palavra entediante é a mais adequada. – Ela sorriu.
- Os candidatos dessa categoria hoje à noite são desde desconhecidos escritores, até grandes cantores com diversos prêmios, mas mesmo assim, amadores na categoria de hoje. – Abri um pequeno sorriso com o que Cher falou.
- E vamos aos candidatos de hoje. – Christina falou e as imagens do telão começaram a mudar para cena dos filmes. - "The Weary Kind" de Coração Louco.
- "Cinema Italiano" de Nine. – Cher falou.
- "I Want To Come Home" de Todos Estão Bem. – Christina falou.
- "I See You" de Avatar. – Abri um sorriso para o câmera, ouvindo os aplausos.
- "Winter" de Entre Irmãos. – Christina finalizou e Mike apertava minha mão cada vez mais.
- E o Globo de Ouro vai para... – Cher abriu o envelope, abrindo um sorriso com o resultado. – I See You, Avatar, escrito e produzido por Stone, Mike Derrick e David Sakawa. – Minha boca foi para o chão e um arrepio incrível passou pelo meu corpo, enquanto David e Mike se abraçaram, eu fiquei travada na cadeira, rindo sozinha.
Anthony se levantou ao meu lado, esticou as mãos para mim e eu me levantei, abraçando-o fortemente, sentindo meu vestido voar pelos ares e eu ri fraco. Ele me colocou no chão novamente e eu não sabia se abraçava David ou Mike, mas passei os braços nos dois, ouvindo os aplausos atrás de mim.
David estendeu o braço para mim e eu segurei a barra do vestido amarelo, subindo no palco acompanhada dos meus dois grandes produtores. Abracei Cher e Aguilera, recebendo o meu primeiro Globo de Ouro nas mãos, soltando uma risada e acenei com a cabeça sorrindo, me coloquei em frente ao púlpito, vendo o resto dos meus membros de banda um pouco mais ao fundo, ainda aplaudindo a gente.
- Uau! – Foi o que eu consegui dizer rindo. – Eu não preparei nada, porque eu realmente não sabia que isso era possível. – Abri um sorriso. – Mas eu quero agradecer a todos que direta ou indiretamente fizeram parte disso. – Sorri. – Eu quero agradecer ao meu pai, à minha família, meus membros de banda, a toda minha equipe. Ao James por me dar a oportunidade de produzir essa música incrível para esse filme igualmente incrível. – Suspirei. – Ao meu noivo, minhas amigas, minhas sobrinhas e minhas sobrinhas emprestadas, obrigada por todo apoio. – Abri um sorriso, erguendo o prêmio e os meninos não quiseram falar nada, fazendo com que a gente já saísse do palco, com os aplausos do pessoal.
- Oh meu Deus. – Foi a primeira coisa que eu falei quando cheguei nos bastidores e senti que ia cair, me apoiando em Mike.
- Ei, não vamos desmaiar. – David falou e me indicou um banco, o qual eu sentei, puxando o ar com força.
- Água, madame? – Um garçom ofereceu e eu agradeci, bebendo tudo de uma vez só.
- Eu não acredito nisso. – Falei, suspirando.
- A gente ganhou. – Mike falou, abrindo o paletó. – A gente tem um globo de ouro. – Ri fraco.
- Oh meu Deus. – Suspirei.
Colin Firth entrou no palco segurando a máscara do BAFTA e eu abri um sorriso aplaudindo-o, ele era incrível, havia sido um prazer trabalhar com ele. Ele, como um lorde que é, entrou no palco devagar, com uma das mãos com a máscara e o papel e a outra escondida atrás do corpo.
- Boa noite! – Ele falou, sorrindo. – É um incrível prazer estar aqui essa noite para apresentar o prêmio de melhor canção original. – Abri um sorriso, suspirando. – Esse prêmio, conhecido por todos, trás o que há de melhor em outro mundo do cinema, a música. Que apesar de serem artes tão distintas, quando juntos, se completam. – Ele sorriu. – A cena empolgante com uma bela voz, com um poder a mais além da atuação, é simplesmente magnífico. – Ele sorriu. – Bem, sem mais delongas, os indicados para o prêmio de melhor canção original. – As luzes escureceram um pouco, aparecendo no telão as opções. – Up. – Colin falou sorrindo. – Avatar. – Senti meu coração palpitar novamente. - Coração Louco. O Fantástico Senhor Raposo e Sex & Drugs & Rock & Roll. – Ele falou com aquela pose toda, sorrindo, abrindo o envelope. – E agora, o vencedor do BAFTA 2010... – Ele leu o vencedor. – Avatar, por Stone, Mike Derrick e David Sakawa. – Dessa vez eu levantei rápido, soltando uma risada, sendo abraçada por David e logo me virei, abraçando Mike e andei em direção ao palco, segurando a barra do meu vestido e subindo no palco, correndo para os braços de Colin.
- Imagina minha surpresa em saber que você estava competindo e não poder comemorar com seu vencimento. – Ele cochichou em meu ouvido e eu ri fraco, estalando um beijo em sua bochecha. – Meus parabéns.
- Obrigada! – Sorri, rindo, recebendo a máscara em suas mãos. – Oi de novo! – Falei no microfone, ouvindo o pessoal rir. – Provavelmente os críticos devem estar falando ‘não era o favorito, mas...’ – Eles riram. – Enfim, brincadeiras à parte, eu gostaria de pegar essa oportunidade e dizer que existe uma linha tênue que divide a música do cinema. Cantores vivem pulando para o lado do cinema, eu tive minha experiência pessoal há pouco tempo, atores dão alguns pulos na música, certo Colin? – Virei para ele, que riu. – E sempre existe muita crítica sobre isso, mas o que importa é: se a gente quer fazer, a gente vai fazer. – Sorri. – Então, gostaria de agradecer aos críticos que me permitiram receber esse prêmio por algo que eu amo fazer, que é a música. – Sorri. – Além disso, eu gostaria de agradecer aos meus companheiros eternos, David e Mike, ao meu noivo Anthony, a todos meus familiares, aos meus produtores, executivos, empresária, a meus amigos espalhados ao redor do mundo, e a você. – Suspirei. – Porque você fez parte disso. Obrigada. – Falei e eles voltaram a aplaudir, e eu passei um braço nos ombros de Mike e com a outra segurei a máscara e saí do palco, dando alguns pulinhos de alegria, realmente empolgada.
- Dois de três. – Mike falou e eu ri.
- Não, nem fala! – Apontei para ele, suspirando alto. – Calma! – Falei, suspirando.
- Bem, a gente sabe que tem chance. – David falou e eu arrepiei.
- Por favor, não fala isso! – Ri fraco. – Calma, tem alguns dias ainda. – Suspirei.
- Sim, mas a gente vai com tudo agora. – Mike falou e eu ri.
- Com certeza! – Suspirei, passando a mão levemente na máscara do BAFTA, suspirando.
- Eu não acreditei quando vi seu nome no envelope. – Virei o rosto, vendo Colin e eu ri, sorrindo.
- Eu nem acredito que você me deu isso. – Estiquei o prêmio. – Oh Colin, isso significa tanto para mim. – Sorri.
- Esse prêmio e o Golden Globe, são só o começo. – Ri fraco.
- Por favor, não. Eles estavam falando isso agora. – Ele sorriu, acenando com a cabeça.
- Mas não pense que você não tem chance. – Ele falou, beijando minha testa e eu fraco, seguindo-o para a sala de imprensa.

- E agora, apresentando a música candidata ao prêmio de melhor canção original, por favor, recebam no Oscar, Stone. – Respirei fundo, segurando a barra do vestido e andei em direção à frente do palco, me colocando em frente ao pedestal, vendo as iluminações ficarem azuis e brancas. Soltei a barra do meu vestido, sentindo-o cair sob minhas pernas, respirei fundo e a música logo começou.
- I see you, I see you. – Meu coral, que ficava atrás do palco começou, com o ritmo mais mixado da música e eu respirei fundo para cantar.
- Walking through a dream, I see you. – Deixei minha voz fluir pelo local. - My light and darkness breathing hope of new life. – Minha voz afinou, fazendo com que eu respirasse fundo. - Now I live through you and you through me, enchanted. – Eu cantava todas as palavras. - I pray in my heart that this dream never ends. – Respirei fundo. - I see me through your eyes. - Aumentei o tom de voz. - Breathing new life flying high. – Senti meu corpo arrepiar. - Your love shines the way into paradise, so I offer my life as a sacrifice. I live through your love. – Fechei os olhos, suspirando. - You teach me how to see, all that's beautiful. – Deixei minha voz engrossar naturalmente. - My senses touch your world I never pictured. – Movimentei minha mão para os lados, não conseguindo contê-las. - Now I give my hope to you, I surrender. I pray in my heart that this world never ends. – Finalizei a frase quase num sopro. - I see me through your eyes. Breathing new life flying high. – Gritei, ouvindo minha voz ecoar no silêncio. - Your love shines the way into paradise, so I offer my life, I offer my love for you. – Suspirei, fechando os olhos. - When my heart was never open.
- And my spirit never free. – Meu coral me acompanhou.
- To the world that you have show me. – Afinei a voz, balançando a cabeça. - But my eyes could not division. – Senti minha voz tremer e eu respirei fundo, acompanhando o ritmo com as mãos. - All the colours of love and of life evermore... – Alonguei a frase, abrindo os braços e sentindo meu corpo arrepiar. - Evermore. – Gritei, sentindo meu corpo tremer, fazendo meus olhos se encherem de lágrimas. – I see me through your eyes, flying high. – Gritei novamente, respirando. - Your love shines the way into paradise. So I offer my life as a sacrifice, and live through your love. – Alonguei a frase. - And live... – Respirei fundo. - Through your life. – Suspirei. - I see you, I see... You. – Suspirei, deixando minha voz morrer ao fim da frase.
Ouvi as pessoas aplaudirem e o palco escureceu, fazendo com que a vinheta do programa aparecesse e eu saí do mesmo, passando as mãos nos olhos, suspirando. E encontrei meus membros de banda nos bastidores, todos com grandes sorrisos nos lábios.
- Fantástico, , foi sua melhor apresentação, eu acho. – Jessica falou e eu ri.
- Eu dei meu melhor. – Suspirei.
- Bem, vamos se trocar, porque você ainda tem chance de ganhar. – Ela falou e eu a segui, para a terceira roupa só da noite.

- E agora, vamos receber ao palco, Miley Cyrus e Amanda Seyfried. – Steve Martin falou e eu sorri, aplaudindo-as.
Ambas entraram no palco com vestidos maravilhosos e eu sorri, parando de aplaudi-las e achei incrível a altura de Amanda e de Miley. Miley eu já havia conhecido, mas Amanda estava deslanchando agora no mundo dos famosos.
- Escrever e produzir uma música não é nem de perto fácil. Quando escrevemos algo dos nossos pensamentos, nossos sentimentos, facilita um pouco, mas encaixar o ritmo correto nas músicas corretas, é a parte mais complicada. – Miley começou falando.
- Mas, quando uma música é escolhida para ser colocada em algum filme... Bem, eu tenho que dizer que a complicação piora. Afinal, como funciona essa produção? Os escritores veem os filmes antes? Imaginam o que se trata? Acredite, o trabalho é árduo. – Amanda falou.
- Então, escolher entre cinco opções a melhor música, o melhor momento, realmente não é fácil. – Miley falou. – Mas uma escolha foi feita.
- Confira os indicados ao prêmio de melhor canção original dessa noite. – Amanda falou sorrindo.
- "The Weary Kind" de Coração Louco, música e letras de Ryan Bingham e T-Bone Burnett. – Miley falou.
- "Almost There" de A Princesa e o Sapo, música e letras de Randy Newman. – Amanda falou e eu respirei fundo.
- "Down in New Orleans" de A Princesa e o Sapo, música e letras de Randy Newman. – Miley falou novamnete, e eu suspirei.
- "Take It All" de Nine, música e letras de Maury Yeston. – Amanda falou e eu sorri.
- "I See You", de Avatar, música de David Sakawa, Stone e Mike Derrick e letras de Stone. – Miley finalizou a frase e Amanda abria o envelope, enquanto eu sorria para o câmera em minha frente.
- "I See You", de Avatar, música de David Sakawa, Stone e Mike Derrick e letras de Stone. – Elas falaram juntas e eu não consegui conter as lágrimas de escorrerem pelos meus olhos, respirando fundo e abracei Anthony ao meu lado, apertando meus lábios nos dele e me levantei.
Abracei David, Mike, Lacey e Virgínia fortemente, passando as mãos nos olhos, tentando parar com essa choradeira toda. Joguei a barra do meu vestido para trás e dei os braços para David e Mike, subindo os degraus do palco, abraçando rapidamente Miley e Amanda, segurando meu Oscar forte com as mãos.
- Yeah! – Falei no microfone, soltando uma gargalhada sozinha, vendo David e Mike ao meu lado. - Seis anos de carreira, diversos prêmios no mundo da música, tive a oportunidade de conhecer diversos lugares do mundo, mas hoje, eu posso encher a boca e dizer que é o momento mais importante como cantora. – Suspirei. – Como Miley disse, escrever uma música não é um processo fácil, agora uma música encomendada... – Balancei a cabeça. – Muito menos. Mas, essa é a prova que eu consegui. E eu gostaria de agradecer à James pela oportunidade, à Academia, aos meus produtores, minha empresária, meus membros de banda que não param de gritar ali atrás. – Ri fraco. – Às nossas famílias e aos nossos fãs. – Balancei a cabeça, levando uma das mãos aos olhos. – Isso é incrível! – Falei, rindo. – É nosso, galera! – Gritei, ouvindo o povo rir. – Obrigada! – Falei, saindo do palco animada, rindo. Abracei David e Mike e saímos do palco gargalhando e dei alguns pulos animados.
- Eu vou mandar colocar numa caixa blindada isso. – David falou e eu ri.
- Bem, com três crianças eu faria o mesmo. – Falei, rindo. – Eu vou dormir abraçada com o meu. – Apertei o prêmio nas mãos, observando os detalhes.
- Eu gostei mais da ideia da . – Mike falou.
- Meus parabéns! – Anthony apareceu nos bastidores e eu abri um largo sorriso, colando meus lábios nos dele.
- Obrigada, amor! – Sorri.
- Vocês têm noção que vocês tem a tríplice do cinema?
- Quê? – Mike perguntou.
- Golden Globe, BAFTA e Oscar, são os prêmios mais importantes do cinema, e vocês levaram os três de uma vez só.
- Oh meu Deus! – Mike falou e eu gargalhei com ele.
- Mas e aí, o que vocês querem fazer agora? – Lacey perguntou. – Vocês podem fazer o que quiserem.
- Bem, eu quero uma garrafa de um vinho tinto bem barato e uma pizza com bastante cebola. – Falei, rindo. – Porque eu não estou nem aí! – Eles riram.

- Não se esqueçam de trancar! – Jessica falou, abanando a mão e andando pela sua casa luxuosa. Eu, David e Mike nos entreolhamos e demos de ombros, rindo.
Estiquei o punho, vendo a combinação de números e digitei no painel, vendo-o ficar verde e apitar, abrindo a porta pesada do nosso cofre particular. Pelo menos era o que parecia, afinal, aquela porta deveria ter pertencido a um banco antes. Liguei a luz, vendo todas as luzes se acenderem, iluminando cada um de nossos prêmios, me fazendo abrir um sorriso.
- Uou! – Mike falou e eu ri.
- Vocês nunca vieram aqui? – Perguntei, pegando a caixa pesada das mãos de David e coloquei no pedestal que tinha no meio da sala.
- Não! – Eles falaram juntos e eu ri, dando uma volta pela sala inteira espalhada com diversas pranchas de surfe nas paredes, Grammys em pedestais, Kids Choie Awards amontoados, American Music Awards, European Music Awards, enfim, todos os prêmios nossos. Alguns ficavam juntos em prateleiras, mas alguns tinham sua própria prateleira, seu próprio lugar.
- Merda! – Mike falou, rindo.
- Onde a gente vai colocar? – David perguntou.
- Naquelas três plataformas vazias ali. – Apontei e peguei o pano dentro da caixa, pegando o primeiro Golden Globe, limpando-o devagar e entreguei para David que seguiu direito e colocou o primeiro no meio da plataforma e eu continuei limpando e entregando para ele.
- Cara, isso é demais! – Mike falou, rindo. – Por que eles ficam aqui na Jessica? – Virei o rosto para ele, entregando o último Golden Globe.
- Porque é o único lugar que cabe. – Falei, rindo. – Quero ver se quando eu me casar eu construa uma casa, algo assim para guardar. – Suspirei.
- Quando você fizer isso, me avisa, o apartamento é grande, mas Giny está se sentindo presa. – David falou e eu entreguei as máscaras do BAFTA para ele, passando a flanela nos Oscares.
- É, vamos ver. – Dei de ombros. – Esse ano está meio corrido, já o convenci a adiar isso para o ano que vem.
- E como ele está com a decisão? – Mike perguntou. – Parece que ele está louco para juntar as escovas de dente. – Ri fraco.
- Bem, ele não está feliz, mas não é como se ele tivesse muita escolha, infelizmente, minha vida profissional vem antes. – Eles riram.
- A gente vai precisar tirar umas férias também. – David comentou.
- Ano que vem. Assim que passar a festa anual da gravadora, eu juro que dou um ano sabático para todos nós. – Eles riram.
- Só não inventa em se casar em segredo, por favor. – Mike falou e eu ri fraco.
- Não, não! – Ri fraco. – Isso não vai acontecer. Preciso dos meus padrinhos. – Dei de ombros.
- E o contrato? Já sabe como vai ser?
- Ainda não, mas tô pensando em oferecer para Jessica mais três álbuns em um prazo de dez anos.
- Não acha muito? – Mike perguntou.
- Até é, mas o pessoal tem filhos para cuidar, vem mais um bebê aí, a gente precisa focar nisso, antes que comecem os divórcios.
- Pelo amor, nem me casei ainda. – Mike falou e eu ri.
- Tá perdendo tempo. – David cantou para ele e balancei a cabeça.
- Ano que vem eu faço o pedido, quem sabe todos já estamos ajeitados? – Eu e David nos entreolhamos e rimos.
- E você, vai na première do Evans? – David perguntou.
- Sim, eu vou! – Falei. – A gente fica se bicando sobre algumas coisas bobas, mas eu gosto quando ele me apoia, igual no Oscar, ele mandou um monte de mensagens me parabenizando, então não custa nada eu ir assistir a um filme dele. – Ri fraco. – Além do mais, eu gosto dos filmes dele.
- Lembra quando não era só do filme que você gostava? – Mike riu e ele e David bateram as mãos.
- Ah, parece criança, não esquece nunca disso? Eu sou uma mulher noiva agora e muito feliz. – Abri um sorriso.
- Sim, a gente sabe. – David falou, rindo. – Mas não temos como negar que daria um ótimo par.
- Ainda mais agora que ele vai estourar com Capitão América. – Ri fraco.
- Eu espero também. – Abri um sorriso, suspirando e notei que estava passando a flanela no mesmo prêmio há um tempo e estiquei para David, vendo-o balançar a cabeça, rindo.

- Não, apesar da pouca divulgação, fazia tempo que eu não fazia um filme tão engraçado. – Ouvi a voz de Chris. Entreguei minha bolsa para Jack, que balançou a cabeça, e eu fiquei levemente na ponta dos pés, colocando minhas duas mãos em seus olhos. – Ahm? – O ouvi dizer e soltei uma risada. – Quem é?
- Eu sei quem é! – Zoe falou e eu ri, fazendo uma careta.
- Se a Zoe conhece, só pode ser uma pessoa. – Ele falou e eu abaixei minhas mãos, vendo-o se virar.
- Oi! – Falei, sorrindo.
- Ah, ! – Ele passou os braços pela minha cintura, e eu o apertei fortemente.
- Parabéns por mais um filme! – Ele soltou uma risada e eu me afastei dele.
- ‘Parabéns por mais um filme’? Eu que tenho que te parabenizar por... Bem, tudo que você fez só nesses primeiros meses do ano. – Assenti com a cabeça. – Meu Deus, eu tenho uma amiga com um Oscar. – Ri fraco. – Eu vou te excluir do grupo.
- Para de graça, Evans. – Bati a mão em seu braço.
- E aí, Jack? Como está? – Chris perguntou e ambos se cumprimentaram. – Tá tudo certo?
- Agora está cara, obrigado! – Jack falou e eu sorri.
- Mas nossa! Você está linda. – Ele falou e eu abri um sorriso, dando uma volta ao redor do meu corpo, fazendo meu vestido e meus longos cabelos loiros chacoalharem.
- Obrigada! – Sorri.
- E o namorado, não veio? – Revirei os olhos. – Só perguntando. – Ele falou.
- Bem, como vocês não se bicam, eu não vou esfregar ele na sua cara, na sua noite. – Dei de ombros. – Então eu trago meu par oficial. – Apontei para Jack e Chris riu. – Eu já falei como o papel do Capitão América fez bem para você? Você está mais bonito, maior, mais sexy.
- O que isso quer dizer, ? – Ele perguntou e eu ri.
- Bem, compare minhas fotos de 2005 com as de agora, eu também estou melhor. – Pisquei para ele que riu.
- Deus que o diga! – Ele comentou e eu revirei os olhos.
- Não vou xingar, porque eu comecei esse assunto. – Dei de ombros.
- Mas e aí, dona do Oscar? Quais os planos para o ano? – Suspirei e balancei a cabeça.
- Olha, nem eu sei! – Falei sincera. – Tenho première de Alice, que eu também estou na trilha sonora, em Londres, reunião com a Disney, não me pergunte o quê, festa da gravadora, o que mais? Bom, isso só até o fim do mês. – Ele fez uma careta.
- Nossa, que merda! – Dei de ombros.
- Ano que vem eu vou tirar férias. – Falei.
- Até parece. – Jack falou. – Ela adora trabalhar.
- Bem, ela é boa nisso. – Chris falou, franzindo os lábios, e eu sorri.
- Não, mas a ideia é essa, até o meio do ano que vem os compromissos acabam, e a gente vai tirar uma folga. Preparar o casamento, a gente quer sair do condomínio, vamos renovar o contrato na gravadora e blá, blá, blá. – Falei, revirando os olhos.
- Minha família vem para Los Angeles em algumas semanas, vamos fazer alguma coisa, pode ser?
- Claro, me liga! Só tenta marcar com antecedência! – Falei, rindo, e ele colocou a mão na cabeça, confirmando. – Mas antes, vem, vamos tirar uma foto, só para registrar. – Falei e andei um pouco no meio do tapete vermelho, ficando em frente a um pôster de Os Perdedores, filme novo do Chris. – Espera, seu cabelo está laranja? – Perguntei, franzindo os olhos. – E que barba é essa?
- Olha para a foto, ! – Ele falou, passando a mão em minha cintura, e eu virei o corpo para frente, repetindo o gesto, abrindo um sorriso para os fotógrafos aqui e ali.

- Senhorita Stone? – Olhei para frente, encontrando a pessoa que me chamara e eu me levantei, deixando a revista de lado e peguei minha bolsa, andando com Jessica ao meu lado.
- Deixa comigo! – Falei com ela, que riu fraco.
- Você sabe que eu sempre deixo. – Jessica falou e eu observei as salas diferentes dos corredores dos estúdios Disney, era um sonho estar ali, pena que na minha atual situação, eu não podia surtar.
- O que será que eles querem? – Perguntei.
- Eles foram muito vagos no telefone. – Jessica falou e eu virei o rosto. – É sério, muito vagos. – Dei de ombros.
- Enfim... – Suspirei, seguindo a mulher em nossa frente.
- Os senhores Greno e Howard irão recebê-las. – Ela indicou a porta e a gente entrou, vendo dois homens, não muito velhos em nossa frente.
- Olá, que prazer! – Um deles falou, esticando a mão para mim. – Eu sou Nathan Greno. – Ele falou.
- E eu sou Byron Howard. – O outro falou e eu sorri. – Sentem-se, por favor. – Olhei para Jessica e sentamos, a sala estava toda decorada com cenas do novo projeto deles, Enrolados.
- Então, senhores, sobre o que se trata essa reunião? Sua assistente foi bem vaga no telefone. – Cruzei as pernas, sorrindo para eles.
- Então, senhorita , não sei se você sabe, mas estamos trabalhando no novo filme. – Apontei pela sala. – Sim, exatamente. Que é a Rapunzel, e toda história ao seu entorno. – Um deles falou, não consegui decorar os nomes tão rápido.
- Certo, eu estou por dentro das coisas um pouco, já vi os pôsteres, tanto que fui convidada para fazer a dublagem no Brasil.
- Você aceitou? – Ri fraco.
- Infelizmente não, questões de agenda. – Eles assentiram com a cabeça.
- Mas, então. Nós temos Alan Menken na produção da música e Glenn Slater na produção da letra. – Assenti com a cabeça. – Não sei se os conhece?
- Já ouvi falar muito de Alan, ele fez a trilha sonora de A Pequena Sereia, O Rei Leão, Aladdin, O Corcunda de Notre Dame, Hércules e alguns mais.
- Estou surpreso! – Abri um sorriso.
- Mas se vocês têm o música e o letrista, então, onde eu entro? – Perguntei.
- No lugar de Glenn. – Eles falaram honestos rapidamente. – Infelizmente ela se ausentou por um problema particular, mas deixando em nossas mãos só a música mais importante do filme. – Assenti com a cabeça.
- E vocês querem que eu a escreva? – Perguntei.
- Sim! – Eles falaram. – E rápido, queremos lançar esse filme no fim do ano. – Arregalei os olhos, encostando o corpo na cadeira.
- Uau! – Suspirei. – Isso é comum de acontecer? – Perguntei. – Uma pessoa se ausentar da produção?
- Não, na verdade. – Ele foi sincero. – Mas o problema foi realmente grave e nós pensamos em você, imediatamente. – Suspirei. – Você acabou de ganhar prêmios pela música de Avatar, além de ter o nome bem conhecido no mundo do cinema e entre nossos atores também, que te indicaram. – Suspirei.
- Quem são?
- Zachary Levi e Mandy Moore, os conhece?
- Claro que sim! – Abri um sorriso. – Bem, senhores. – Suspirei. – Eu preciso de mais informações do que isso, eu não posso me comprometer com um projeto e deixar vocês na mão, isso não é coisa que eu faço.
- Bem, a questão é a seguinte, senhorita. – Um deles falou. – Alan já tem a música completa, o ritmo pronto, nós temos o storyboard da cena, o início e o pós-música, o roteiro e tudo pronto, só falta a música, para gente gravar com a sua voz, com a de Mandy e Zachary para o filme, e enviar para pós-produção. – Acenei com a cabeça.
- E quanto tempo eu tenho para fazer isso? – Perguntei, suspirando.
- Você conseguiria fazer isso em um mês? – Suspirei, soltando o ar forte.
- Se vocês me derem todas as informações eu consigo fazer isso em dois, três dias. – Falei e os olhos deles arregalaram.
- Isso seria muito bom! – Um deles falou, rindo.
- Bom, acho que enquanto um de vocês resolve o contrato, o outro pode juntar o material que eu vou precisar. O que acham? – Perguntei e os dois se levantaram rapidamente.
- Perfeito, senhorita Stone, a senhora me siga, por favor.
- Eu, ou...?
- Você mesmo. – Ele falou e eu me levantei, acompanhando-o. – Tem só um problema, alguns documentos você não pode tirar daqui do estúdio.
- Bom, se vocês me oferecerem uma sala climatizada com esses enfeites legais da Disney, e um sofá confortável, podemos dar um jeito. – Falei, rindo.
- Fechado! – Ele sorriu.

Passei as mãos em meus cabelos lisos, virando o rosto para outro lado, deixando bem a mostra minha perna sair pela fenda do vestido totalmente diferente que tinham desenhado para mim. Aquilo era maravilhoso. Coloquei a mão na cintura, jogando o cabelo para trás com a outra mão e vi Lucy me indicar uma entrevista e caminhei em direção aos repórteres, acenando rapidamente para últimas fotos.
- Stone está aqui conosco. – O repórter falou e eu acenei para o câmera, sorrindo. – Então, , você faz parte desse filme na trilha sonora, certo?
- Sim! – Falei animada. – Apesar de termos pessoas incríveis nessa trilha sonora como All Time Low, Metro Station, 3OH!3 e outras bandas, é incrível ter sido escolhida para fazer a música da Alice mesmo.
- E como foi fazer parte desse projeto? – Suspirei, colocando a mão na cintura.
- Bem, Alice sempre foi um dos meus filmes favoritos da Disney, talvez por ela ser meio louquinha como eu, então quando eu fui convidada para fazer parte desse filme, foi demais. Ainda mais com todo esse elenco maravilhoso. – Sorri.
- E o que você achou da Mia, atriz que faz a Alice?
- Nossa, eu amei ela! – Abri um sorriso. – Ela está começando a carreira agora, mas ela é muito boa, acredite, gravar esse filme não deve ter sido fácil. – Ri fraco. – Mas com certeza ela vai estourar esse filme do Burton, ela merece muito. – Abri um sorriso.
- Você participou das gravações? – Ri fraco.
- Eu dei uma passada por ali, e foi magnífico, eu fiz parte de um filme recentemente, mas não é a mesma coisa. – Balancei a cabeça.
- Você está animada, aparentemente! – Ri fraco.
- Bem, nem a chuva vai conseguir me desanimar hoje. – Sorri.
- Obrigada, . Aproveite sua noite. – Sorri.
- Obrigada!
- Vamos entrar? – Lucy perguntou e eu franzi a testa.
- Mas já? – Perguntei.
- A família real está aqui. – Ela falou e eu arregalei os olhos. – Querem conhecer todo mundo.
- Ah que legal, na primeira vez que eu os conheci eu estava suada e nojenta, agora eu estou molhada. – Balancei a cabeça, andando com ela pelo grande tapete verde.
- Conhecer a família real para você deve ser moleza, não? – Virei o rosto, vendo Anne Hathaway ao meu lado e eu ri.
- Eu já os conheci, mas não foi uma situação muito boa, tinha acabado de sair de um show. – Ela riu.
- Só veio o Príncipe Charles e a Camilla, está mais de boa. – Ri fraco.
- Ah poxa, nem o Príncipe Harry? – Perguntei e ela riu, me abraçando de lado e seguimos em frente.
- O que as moças estão conversando? – Virei o rosto, abrindo um sorriso.
- Sobre você, Johnny, é claro! – Johnny Depp se fez de surpreso.
- Sobre mim? – Ele riu.
- Ah, mas você é um bom ator mesmo. – Ele riu.
- Oi . – Sorri para Mia, soltando Anne e Johnny e a abracei rapidamente. – Vamos realmente conhecer o Príncipe?
- É o que parece. – Anne falou e eu ri.
- Pelo menos não foi de surpresa. – Mia fez uma cara sem entender. – No meu primeiro show em Londres eles surgiram nos bastidores, eu estava nojenta. – Ela riu fraco.
- Deve ter sido estranho. – Ela falou.
- Assustador, na real. – Suspirei. – Snape! – Alan Rickman virou para mim, colocando a mão no rosto.
- Oh, por favor, não! – Ele falou e eu o abracei rapidamente.
- Estou muito empolgada com Harry Potter e as Relíquias da Morte, ok?!
- Vem para première? – Ponderei com a cabeça.
- Quem sabe? – Dei de ombros.
- Vamos? – Um dos organizadores do evento apareceu e eu respirei fundo, ajeitando a barra do meu vestido totalmente inapropriado para conhecer ou rever o Príncipe Charles e sua esposa.

Virei o corpo na cama e notei que Anthony já havia me deixado há um tempo. Rolei para o outro lado e arregalei os olhos quando notei que já eram quase onze da manhã e eu sentei correndo na cama, pegando meu celular para conferir se ele não tinha tocado, mas ele não estava ativado. Puxei minha agenda na mesa de cabeceira e abri no dia de hoje, soltando um alívio em descobrir que eu não tinha nada programado e até suspirei mais aliviada.
Peguei o celular e os óculos de grau e me levantei, me arrastando até meu banheiro, tirando o aparelho da boca e colocando na caixinha dela e me encarei no espelho, meus cabelos estavam totalmente desbotados, a raiz preta já chegava na direção das orelhas, eu precisava dar uma mudada naquilo. Peguei a ponta do cabelo, seca. Quem sabe um ruivo dessa vez?
Dei de ombros, fiz minhas necessidades matinais e logo saí do banheiro, encontrando um buquê de flores em cima da minha mesa de jantar e abri um sorriso, reconhecendo a letra de Anthony rapidamente. E abri um sorriso, suspirando. Pena que ele não chegaria em casa até a noite.
Segui para a cozinha e abri todas as portas dos armários e segui para a geladeira, achando uma garrafa de suco quase no fim, era o que serviria por um momento. Peguei o pão, coloquei duas torradas na torradeira e peguei a manteiga também. Estava quase na hora do almoço, mas não estava no pique de comer nada muito pesado.
Ouvi meu celular tocar ao lado do fogão e o puxei, conferindo o nome de Scott no visor e franzi a testa, passando as mãos na toalha e deslizei o celular, colocando-o na orelha rapidamente.
- Isso, vamos gastar dinheiro com interurbano! – Foi o que eu falei e ouvi sua gargalhada.
- Irmão está pagando essa ligação. – Ele respondeu e eu ri.
- Ah, então tudo bem. – Ele riu.
- Mas enfim, deixa eu perguntar, o que você está fazendo agora? – Dei uma olhada em volta, vendo minha torrada pular da torradeira.
- Minha torrada acabou de sair da torradeira. – Falei, rindo.
- São onze horas, o que você vai fazer comendo torrada? – Ele perguntou e eu sentei na bancada.
- É que eu acabei de acordar, estou com preguiça de fazer almoço. – Franzi o rosto.
- Nossa, só agora? – Ele perguntou.
- Pois é! Ninguém me acordou, estou sem compromissos, faz parte. – Dei de ombros, dando uma mordida na torrada sem nada mesmo.
- Nada, nada? Mesmo?
- Nadinha! – Falei, suspirando.
- Então tira essa bunda da cadeira e vem para casa do Chris, churrasco começa em...
- Agora! – Ouvi alguém dizer ao fundo.
- Enfim, está começando. Te espero aqui! – Ele gritou.
- Espera, Scott, eu não tenho o endereço! – Gritei desesperada.
- Calma, apressada! – Ele falou e eu revirei os olhos. – Vou te mandar pelo WhatsApp.
- Ok, vou só me trocar e apareço aí. Preciso levar alguma coisa?
- Só seu corpo e seu talento. – Soltei uma gargalhada.
- Bom, já que insiste. – Dei de ombros. – Chego em alguns minutos.
- Beleza, quando chegar, o portão estará aberto, vem aqui para o fundo, beleza?
- Ok. – Falei, rindo.
- E traz roupa de piscina. Te espero, beijos! – Ele falou e eu fiquei sozinha na linha.
- Ok! – Falei sozinha, abaixando o celular.

Parei o carro em frente a construção branca de dois andares e desliguei o mesmo, ouvindo uma música conhecida tocando em um rádio por perto, era a minha música, provavelmente obra de Scott. Puxei o freio de mão, peguei minha bolsa e saí do carro, batendo a porta. Encarei o portão cinza e empurrei o mesmo, notando-o aberto e fechei logo que entrei.
Olhei para o canto e encontrei um corredor, que beirava as grades e andei por elas, me arrependendo de ter colocado salto alto, mas era mania, eu não conseguia sair de casa sem eles. Dei mais alguns passos, beirando uma escada e encontrei a zona montada no quintal da casa de Chris. Fiquei observando um tempo, meio perdida ainda. Reconheci os cinco Evans, como sempre o pai de Chris não estava lá, Tara e mais alguns amigos de Chris que eu tinha conhecido no casamento de Carly, mas não tinha bastante gente.
- ! – Virei o rosto, dando de cara com Scott vindo em minha direção e eu ri fraco, sentindo-o me apertar em seus braços e eu fiquei um pouco sem fôlego. – Que bom que você veio! – Ele sorriu. – Cada dia mais linda. – Revirei os olhos.
- Ai meu Deus! – Revirei os olhos.
- Ele já está bêbado! – Virei o rosto, vendo Carly vindo em minha direção com uma barriga mais saliente.
- Ah, sua linda! – A abracei forte, passando a mão em sua barriga. – Como vocês estão?
- Muito bem! – Ela abriu um sorriso. – É um menino!
- Ah meu Deus, agora só vem menino! – Falei, rindo.
- O da Agatha está para chegar, não? – Ela perguntou.
- Tem dois meses ainda, mas tá quase. – Falei, sorrindo.
- Ei, vamos deixar ela entrar em casa? – Eles abriram o espaço e eu passei por entre eles, subindo no deque e abraçando a mais baixa, rindo fraco. – Parabéns pelos seus prêmios, pelo We Are The World, pelo noivado, e sei lá mais pelo o quê. – Ela abriu um sorriso.
- Ah Lisa, obrigada! – Sorri.
- E aí, senhorita Stone? – Virei o rosto, encontrando Chris próximo a churrasqueira, somente de bermuda e eu respirei fundo, balançando a cabeça.
- Coloca uma blusa! – Falei, me aproximando dele. – Para de malhar, Evans, você vai explodir. – Ele riu.
- Eu digo para ele. – Lisa falou e eu dei um rápido beijo em sua bochecha.
- E esse cabelo raspadinho? – Passei a mão em seus cabelos bem ralos.
- Novo filme! – Ele falou, sorrindo.
- Nossa, está a todo pano aí! – Falei, rindo.
- Quis copiar você! – Soltei uma risada.
- Vai queimar. – Tara falou e eu a abracei.
- Fiquei sabendo do casamento, meus parabéns! – A abracei forte
- Eu vou ser bem sincera, eu me esqueci de você. – Ri fraco.
- Ah Tara, nada a ver. – Ri fraco. – Felicidades, viu?!
- Sei que ainda não se casou, mas tem aliança no dedo, é um passo só! – Apertei-a em meus braços, sorrindo.
- Provavelmente ano que vem. – Falei, suspirando. – É muita coisa esse ano. – Ela assentiu com a cabeça, franzindo os lábios.
- Oscar, Globo de Ouro e BAFTA. – Ouvi Chris falar. – Vocês têm noção que o ator sou eu e é ela que tem os maiores prêmios do cinema? – Ergui as mãos, dando de ombros e ele somente revirou os olhos.
- Eu deixo você brincar com os meus um pouco. – Ele revirou os olhos.
- Rá, rá, rá! – Ele falou e eu mandei um beijo a ele. – , coloca sua bolsa lá dentro, se livra desses sapatos, vai para piscina, pega um cachorro quente, se sinta em casa.
- Um dia eu vou fazer um churrasco para vocês e vocês nunca mais irão comer cachorro quente ou hambúrguer na vida. – Comentei e ele riu.
- Quem sabe um dia? – Ri fraco.
- Quem sabe? – Dei de ombros, seguindo Tara, que me puxava para dentro de casa.

Girei meu corpo automaticamente e senti trombar em alguma coisa, mas eu não queria abrir os olhos, apesar do meu pescoço estar me matando, aquilo estava gostoso. O sofá era muito macio e eu tinha exagerado na comida, não conseguia me mexer muito. Soltei um suspiro e senti algo macio embaixo da minha mão e abri os olhos devagar, encontrando o rosto de Chris perto do meu e eu me assustei, abrindo os olhos e notei que minha mão estava em sua barriga e eu a tirei do local devagar, tentando não acordá-lo.
Virei o corpo devagar para o lado contrário e notei que seu braço estava embaixo de meu corpo e eu tive certa dificuldade em me mexer, mas eu me joguei no chão para não tocar em Chris e soltei um suspiro quando consegui e olhei para frente, vendo Scott com um largo sorriso no rosto e eu revirei os olhos.
- Tô vendo, viu?! – Ele falou e eu preferi não responder, me levantando do chão e me sentando no sofá, um pouco mais longe de Chris agora.
- Por enquanto tempo eu dormi? – Olhei o céu começar a se pôr pela janela.
- Uma hora, mais ou menos. – Ele sorriu. – Abraçadinha no meu irmão.
- Cala a boca, Scott. – Respondi.
- Eu também vi. – Virei o rosto, vendo Carly sentada na outra poltrona e eu revirei os olhos.
- Onde está o resto do pessoal? – Perguntei.
- Mamãe, Shanna e Tara estão nos outros quartos. – Carly falou e eu afirmei com a cabeça e eu vi meu celular começar a tocar um pouco abafado.
- Ah que droga! – Ouvi Chris resmungar e passar os braços no rosto, tentando esconder da claridade e eu tentei olhar em volta, procurando meu celular, começando a passar a mão embaixo do corpo de Chris.
- Licença! – Falei alto, vendo-o se levantar meio cambaleante e eu achei o aparelho, encontrando o nome de David no visor e o coloquei na orelha rapidamente. – Dave? – Atendi.
- Oi , onde você está? Estou batendo na sua porta faz quinze minutos.
- Eu estou na casa do Chris, Scott ligou para eu vir para um churrasco... Enfim, o que houve?
- Agatha entrou em trabalho de parto, , eles foram correndo para o hospital.
- O quê? – Gritei no telefone, vendo Chris em minha frente se assustar. – Mas faltam dois meses.
- Eu sei! – Ele respondeu. – Tem como você encontrar a gente no hospital? – Ele perguntou e eu suspirei.
- Tem sim, David, eu estou indo. – Falei, girando o corpo, procurando meus sapatos.
- Por favor, acho que o negócio vai ser sério. – Parei o que eu fazia.
- Como assim? – Perguntei.
- Ela foi desmaiada para o hospital, . A pressão dela subiu demais. – Comecei a respirar pesadamente.
- Eu estou indo. – Falei, desligando o telefone, passando a mão na testa, tentando conter a respiração.
- O que houve? – Chris foi o primeiro a perguntar.
- Agatha entrou em trabalho de parto, Dave disse que acha que é sério porque a pressão dela subiu muito rápido e ela desmaiou e eu preciso ir para a clínica agora, e, desculpa, eu preciso ir. – Falei, virando o corpo, procurando minha mochila pelos cantos e eu virei o rosto, sentindo Chris parar meus ombros.
- Me dá as chaves do seu carro, eu vou te levar. – Chris falou e eu suspirei.
- Eu vou junto. – Scott falou e eu só consegui confirmar com a cabeça, soltando o ar forte.

Empurrei as portas da clínica, ouvindo meus passos apressados pelos corredores e segui as placas da sala de espera, batendo as mãos no balcão, assustando a mulher que estava do outro lado, fazendo-a derrubar alguns papéis.
- Desculpe! – Falei. – Agatha Saint-Claire, por favor.
- . – Virei o rosto, vendo David se aproximar de mim e eu me aproximei dele.
- Onde ela está? Como está? Louis? E o bebê? – Ele apontou a cabeça para o lado e eu virei o rosto devagar, encontrando Louis aos prantos e senti um arrepio passar pelo meu corpo, vendo-o ser consolado por Jack, Emily, Mike, Mack, Lacey, Virgínia, Amir, e todo o resto do pessoal. - O que foi? Cadê Agatha? Cadê o bebê? – Ele me segurou pelo braço e me puxou, me afastando um pouco do pessoal. – David, você está me preocupando.
- Eles fizeram uma cesárea de emergência, quando a gente chegou aqui já tinha nascido. – Ele suspirou, balançando a cabeça.
- David...
- O Elliot nasceu com Onfalocele. – Franzi a testa.
- O que é isso? – Perguntei, engolindo em seco.
- Alguns órgãos nasceram para fora, , vários, na verdade. – Arregalei os olhos, respirando fundo. – Ninguém sabe porquê, mas isso pode acontecer às vezes. O doutor disse que é até comum.
- E onde eles estão? – Perguntei.
- Em cirurgia! Ele foi imediatamente para mesa de cirurgia. – Respirei fundo, passando a mão na cabeça.
- E Agatha? – Perguntei.
- Na UTI ainda, eles estão fazendo alguns exames nela.
- UTI? David...
- Eu não sei, , por favor. – Ele forçou as mãos no rosto e eu o apertei forte em meus braços respirando fundo.
- Tente ser forte para eles. – Falei, engolindo em seco e ele assentiu com a cabeça.
Chris e Scott ficaram com David e eu me aproximei de Louis, segurando suas mãos e meu francês favorito se levantou, e eu o abracei o mais forte que eu pude, sentindo-o se desmontar em meus braços e eu tentei me permanecer forte. Aquela angústia de falta de notícias estava me matando, era horrível. Ninguém vinha dizer como Agatha estava, ou como o bebê estava, mas as pessoas chegavam devagar, todas para dar apoio à Louis.
Segurei a mão de Louis e ficamos assim por algum tempo. Eu preferia não tentar assimilar o que estava acontecendo, eu tentava respirar fundo e ir para um lugar feliz, mas em uma clínica particular com duas pessoas importantes em cirurgia não tinha como ir para um lugar feliz.
Virei o rosto, vendo Chris brincando com as trigêmeas e eu suspirei, abrindo um pequeno sorriso. De pensar que já havíamos passado por outra gravidez séria e havia dado tudo certo. O que me restava agora era fé, que tudo desse certo.
- Senhor Saint-Claire? – Me levantei rapidamente, vendo o homem com roupa verde sair de dentro das portas e Louis se colocou em pé ao meu lado, passando as mãos no rosto.
- Como eu filho está, doutor? Como minha esposa está? - Louis perguntou.
O tempo parece que passou devagar, a respiração ficou mais lenta, o coração bateu de forma bem devagar e o silêncio se instalou, sendo possível somente ouvir o som de alguma mosca que passava por ali ou passos de outros médicos.
- Seu filho teve duas paradas cardíacas durante o procedimento. – Senti Louis apertar minha mão. – Ele não aguentou, senhor.
Minha respiração parou e Louis se jogou no chão, aos prantos e eu fui puxada junto, tentando assimilar tudo e eu respirei fundo, fazendo com que a velocidade do tempo voltasse ao normal.
Eu travei, eu não sabia o que fazer. As pessoas começaram a amparar Louis e eu só conseguia encarar o médico em minha frente. Meu amigo estava sofrendo no chão da clínica, mas o médico também não estava nada bem. Era só um bebê. Era.
Senti alguém me empurrar e me apertar e eu me vi com o rosto encostada nos ombros de alguém e eu senti liberdade em chorar, ouvindo meus soluços ecoarem pelos corredores e as lágrimas molharem a camiseta do homem alto que me abraçava e eu senti um dor de cabeça forte me atingir, me fazendo respirar forte. Eu não sabia mais como agir.
- Você quer água? – Encarei os olhos azuis de Chris quando eu me afastei dele espontaneamente e assenti com a cabeça, olhando para o lado, vendo Louis em pé ao meu lado e eu segurei suas mãos novamente, estalando um beijo em sua bochecha.
- Eu te amo! – Foi o que eu consegui cochichar para ele naquele momento, eu não podia dizer para ele que tudo ficaria bem, porque eu já não tinha mais certeza disso.

- Obrigada! – Falei para Chris quando ele me entregou um copo de café quente e eu suspirei, observando Louis mais calmo agora, mas eu podia notar que ele estava angustiado, pena que fora um abraço ou um beijo, eu não podia fazer mais nada.
O médico havia ficado ali perto, coitado, ele estava tão angustiado quando Louis, mas que culpa ele tinha além de tentar fazer o melhor para salvar nosso sobrinho? Ele não podia fazer mais nada. Agatha e o corpo de nosso pequeno Elliot ainda não haviam sido liberados, eles estavam preparando-o para que Louis o visse pelo menos uma vez. Só não entendo como algo tão sério assim passou pelos exames.
- É melhor vocês irem. – Falei baixo para Chris e Scott.
- Não, a gente vai ficar, . – Scott falou, abraçado a Grace ou Natalie, elas haviam crescido e ficado tão parecidas.
- Sim, para o que precisar. – Assenti para Chris e ele colocou a mão em seu rosto, tirando uma mecha que cobria minha visão e eu assenti com a cabeça, suspirando, encostando a cabeça em seu peito, sentindo minhas mãos tremerem.
- O que está acontecendo aqui? – Uma voz não tão alta, mas com certeza forte me fez virar o rosto e eu encontrei Anthony aparecendo pelo corredor e eu suspirei, entregando meu copo para Chris. – O que ele está fazendo aqui? – Minha única reação naquele momento foi revirar os olhos, eu não acredito que ele estava dando crise de ciúmes naquele momento.
- Anthony! – Falei, erguendo a mão, antes que ele começasse a fazer mais escândalos e andei em sua direção, puxando seu braço e me afastando um pouco do pessoal. – Fala baixo, para começar.
- O que você está fazendo, ? Abraçada com esse cara? – Movimentei a mão com força, mandando-o sutilmente calar a boca.
- Para começar, ‘esse cara’ é meu amigo há muitos anos, antes mesmo de eu te conhecer. E segundo, o filho de Louis acabou de morrer. – Seus olhos se arregalaram. – Então, por favor, só hoje, não seja chato, ciumento ou o que for. – Senti as lágrimas começarem a rolar pelo meu rosto novamente e ele me abraçou, me fazendo suspirar alto.
- Como... Como isso aconteceu? – Balancei a cabeça em negativa, tentando respirar fundo.
- Ele... – Engoli em seco, minha voz estava embargada, estava complicado falar. – Ele nasceu com alguns órgãos importantes para fora, foi para cirurgia, mas teve paradas cardíacas e... – Passei a mão no rosto, respirando fundo.
- Oh meu Deus. – O ouvi falar e eu respirei fundo, passando a mão no rosto.
- Estamos esperando para ele poder vê-lo, e Agatha também, que não saiu ainda. – Ele assentiu com a cabeça.
- Me desculpe! – Ele falou e eu assenti com a cabeça.
- Quando você vai aprender que eu não tenho nada com o Evans? – Perguntei.
- Mais uma vez. – Ele falou e eu suspirei.
- Senhores, a senhora Saint-Claire foi enviada para o quarto, vocês gostariam de vê-la? – Outro médico perguntou.
- Sim! – Louis falou rapidamente e eu suspirei.
- Eu posso ir junto, Louis? – Perguntei.
- Por favor! – Ele esticou a mão e eu me afastei de Anthony, segurando a mão dele e andei ao seu lado seguindo o médico.
- Desculpe por Anthony. – Falei baixo.
- Não, , não precisa. Eu também sentiria ciúmes. – Balancei a cabeça, suspirando.
- Ele tem que se controlar, não vou aguentar alguém tão ciumento assim. – Falei suspirando.
- Todo mundo é ciumento, ele só precisa se controlar mais. – Ri fraco, apertando seu braço.
- Aqui, por favor! – O médico falou e eu soltei a mão de Louis, deixando que ele fosse na frente.
Me apoiei no batente da porta, olhando Agatha com os olhos inchados, ela já estava sabendo. Louis entrou e ambos se abraçaram forte, e eu senti meu corpo arrepiar e as lágrimas voltarem a cair em meus olhos. Por que isso tinha que acontecer? Eles eram muito bons. Eles estavam tão animados com esse bebê, estavam procurando um lugar maior, queriam tirar férias um pouco. Por quê?
- E agora? – Agatha perguntou e eu suspirei.
- A gente vai ser forte, amor. – Louis falou e eu respirei fundo.
- A gente não tem nenhuma foto dele. Eu mal consegui vê-lo. – Ela falava com a voz embargada.
- Quando eu tinha quatro anos, eu perguntei para meu pai onde estava a mamãe. – Falei baixo. – E ele me disse que algumas pessoas nos deixam sem nenhum motivo, mas que essa ferida que sobra é curada um dia. – Agatha assentiu com a cabeça. – Eu não sei o quão eu acredito nisso, mas Elliot não era humano, ele era um anjo e ele era tão bom que precisou ir embora mais cedo. – Engoli em seco.
- Obrigada! – Agatha cochichou e eu entrei no quarto, fechando a porta atrás de mim, me sentando na cadeira vaga ao lado e estendi a mão para os dois, segurando firme.
- Eu estou aqui! Mesmo longe, todos estamos com vocês! – Falei e ela assentiu com a cabeça.

Capítulo 19


- Desiste, o Brasil tá fora já! – Me levantei do sofá, bufando, vendo a Holanda fazer mais um gol no Brasil e balancei a cabeça.
- Vai que... – Anthony falou e eu revirei os olhos.
- Sem Copa para o Brasil em 2010. – Ele riu e eu suspirei.
Observei o visor do meu celular acender e vi o nome de Chris no mesmo, o peguei rapidamente, escondendo-o de Anthony e coloquei no bolso, tentando arranjar um jeito de atender aquilo sem causar polêmicas.
- Você cuida das panelas? Vou ver se Jack e Gemma precisam de alguma coisa. – Falei e meu noivo assentiu com a cabeça, dei um beijo em sua bochecha, saindo da cozinha e corri até o lobby entre os apartamentos, pegando o telefone e coloquei na orelha, batendo na porta de Jack. – Oi! – Falei baixo.
- Oi , tudo bem? É o Chris. – Ele falou animado.
- Oi Chris, tudo bem? – Falei baixo, acenando para Jack quando abriu a porta e eu entrei no apartamento dele, deixando-o sem entender.
- Você está ocupada? Eu posso te ligar depois?
- Nâo, pode falar! – Falei normalmente. – Agora posso falar. – Acenei para Gemma quando ela apareceu do quarto com o mesmo rosto franzido de Jack e eu coloquei a mão na boca.
- Como está Louis e Agatha? – Ele perguntou e eu suspirei.
- Já fez um mês, a vida vai voltando ao normal. – Dei de ombros, passando a mão no pescoço. - Foi difícil passar pelo funeral, todo mundo ficou bem para baixo, a imprensa em cima, ah! Enfim, as coisas vão melhorando. – Falei, sorrindo.
- Que bom! – Ele foi sincero. – Fico feliz em ouvir isso.
- Obrigada por se importar. – Ele riu fraco.
- Que isso! Eu sou seu amigo. É para isso que servem!
- Obrigada, obrigada mesmo! – Ri fraco.
- Além disso, tem outra coisa que eu queria falar. – Ele falou e eu revirei os olhos.
- Ah meu Deus! – Ele riu.
- Eu não ia te ligar, mas minha agente insistiu, os produtores também falaram que seria uma boa opção por a gente ser bem próximos e como eu estou na produção, eu optei por... Enfim.
- Evans, eu não estou entendendo nada. – Fui sincera, rindo, e sentei na beirada do sofá.
- Bem, deixa eu começar pelo começo, vai!
- Acho bom! – Falei.
- Lembra aquele filme que eu disse que estava fazendo?
- Aquele que eu não sei o nome? – Perguntei.
- Esse mesmo! – Ri fraco. – Então, a gente está fazendo algumas cenas de flashback e tem uma cena aqui que eu preciso ter bastante interação com a outra atriz, eu fiz a primeira gravação, a segunda, a terceira, e não é o que o pessoal quer. Será que você toparia fazer?
- Eu? Você está me chamando para um filme?
- Duas cenas curtas, na verdade. – Ri fraco. – Um bico. – Suspirei.
- Nossa, Evans! Para quando seria? – Perguntei.
- Estamos gravando aqui em São Francisco, se você conseguir vir na semana que vem, ia ajudar bastante.
- É uma cena difícil? – Ele riu.
- , você gravou uma cena subindo uma ladeira em um burro em uma ilha na Grécia, você realmente acha que tem cena mais difícil? – Ri fraco.
- É, e eu sou péssima em equilíbrio. – Ri fraco. – Acho que vai ser legal, pelo menos podemos falar para as futuras gerações que a gente trabalhou juntos, porque esse é o único jeito.
- Eu acho! – Ele riu.
- Vou te passar meu e-mail, vou conversar com minha empresária e te dou uma resposta até o fim do dia, pode ser?
- Perfeito! – Ele falou. – Se cuida, .
- Você também. – Suspirei e desliguei o celular.
- O que aconteceu? – Jack perguntou e eu ri.
- Anthony está com ciúmes doentio do Chris e ele estava me ligando, preferi me afastar um pouco para atender. – Ele revirou os olhos.
- Você deveria terminar com o Anthony e ficar com o Chris logo.
- Não, nada a ver. Eu e Chris somos amigos, eu e Anthony somos apaixonados, é diferente. – Ele revirou os olhos.
- Se você diz. – Ele deu de ombros. – E o que ele queria?
- Que eu faça um bico no filme novo dele. – Dei de ombros. – Ele me contou a sinopse parece ser bem legal, um cara que não acredita em amor e se apaixona, algo assim. – Ele riu fraco. - Enfim, querem almoçar com a gente?
- Eu aceito! – Gemma falou animada.
- Ah Gemma, qual é, eu só queimei o macarrão um pouco.
- Um pouco? Ficou preto, Jack! – Gemma falou e eu ri fraco.
- Vai alimentar sua irmã errado para ver o que acontece, Jack. – Ele deu a língua.
- Que horas podemos ir? – Gemma perguntou.
- Agora, se quiser! – Ela sorriu, abrindo a porta correndo.
- Como as coisas estão indo?
- Tirando que eu sou péssimo de cozinha, estamos indo muito bem. – Dei um beijo em sua bochecha.
- Sabia que ia ficar tudo bem.

- ? – Me levantei, quando a pequena mulher gordinha me chamou e eu me levantei.
- Oi! – Falei, sorrindo.
- Eu sou Mary, uma das produtoras do filme. – Ela estendeu a mão e eu a apertei.
- Oi, tudo bom? – Perguntei.
- Tudo ótimo! – Ela sorriu. – Me acompanhe. – Fui ao seu lado, andando pelos corredores do estúdio. – Fico feliz que tenha aceitado participar com a gente, mesmo que com uma cena tão pequena.
- Mas deve ser importante, se não vocês não me procurariam e simplesmente deletariam a cena. – Ela gargalhou.
- Você tem razão! – Ela sorriu.
- E qual é a cena?
- Você vai ser um dos casos do personagem do Evans, chamado de ‘ele’ ou o narrador. Terá uma cena no bar, onde vocês dois estarão bebendo e conversando e depois se pegando no banheiro. – Arregalei os olhos, começando a gargalhar.
- Ah que ótimo! Por que eu não esperava por essa?
- O quê? – Ela se virou para mim.
- Eu vou ter que beijar ele?
- Sim, e tentar tirar a roupa dele. – Gargalhei novamente.
- Ah gente! – Suspirei.
- Você se sente confortável fazendo isso? – Ela perguntou.
- Bem, eu e Chris somos amigos, não me sinto confortável em beijar nenhum amigo, então espero que vocês estejam com paciência, porque eu vou rir muito!
- Bem, Stone está em um filme nosso, temos tempo. – Ri fraco, acenando com a cabeça. – Eu vou te levar para o cabeleireiro e maquiagem e a gente começa em breve, pode ser?
- Claro! E meu texto? – Perguntei, seguindo-a. – Tem algum texto?
- Tem sim! – Ela riu. – Mas são poucas frases.
- Que bom! – Ri fraco, ela me indicou uma porta e eu entrei, vendo Chris na cadeira de maquiagem com os olhos fechados.
- Eu vou ter que te beijar, seu filho da mãe? – Falei alto, vendo-o abrir os olhos e fazendo o pessoal ao redor rir. – Oi gente! – Sorri e abaixei o casaco, dando nas suas costas.
- Ah, qual é! Vai ser interessante! – Revirei os olhos.
- Só assim para você me beijar, não é?! – Comentei e ele riu.
- Nem vem! – Ele falou. – Foi a Megan que deu a ideia. – Ele me apontou para sua agente, que eu conhecia de outros eventos. - E os produtores gostaram da ideia.
- Como você é! – Revirei os olhos. – Espero que tenha bastante paciência, porque eu vou me matar de dar risada.
- Para de reclamar vai! – Revirei os olhos, passando as mãos em seus cabelos curtos e me sentei na cadeira do lado, dando um rápido beijo em sua bochecha.
- Como você está? – Perguntei e ele riu.
- Oi para você também, né?! – Ri fraco.
- , nós vamos só dar uma alisada no seu cabelo e fazer uma maquiagem leve, tudo bem? – A maquiadora falou e eu assenti com a cabeça.
- Claro! Sem problemas. – Falei.
- Aqui, , seu texto. – Outra pessoa falou, me entregando um papel. – São poucas palavras. – Olhei as poucas palavras mesmo.
- Ah, poucas mesmo. Tá fácil! – Falei e Chris riu.
- O importante é o beijo, , não o texto. – Revirei os olhos.
- Ai Evans. – Peguei o celular na bolsa, escondendo-o perto da barriga, abrindo a conversa com Jack.
“Eu tenho que beijar o Evans, SOS” – Foi o que eu escrevi e não deu dois segundos, ele já respondeu.
“O QUÊ?” – Ele escreveu de volta. “E aí?”
“É um filme, eu preciso fazer” - Respondi.
“Me conte tudo depois, eu exijo” – Foi o que ele escreveu e eu suspirei, guardando o celular.
- Vamos lá! – Falei, animada.

- Vai com calma, a gente não está com pressa. Faremos em duas partes, você terá tempo para relaxar. – Justin, o diretor, falava. – Você e Chris se conhecem há anos, só relaxe, ok?
- Obrigada! – Falei para ele, rindo, entrando no bar que seria gravado a cena, puxando a barra do vestido de paetês pratas para baixo.
- Relaxa, eu sou um diretor legal! – Ele falou e eu ri, vendo-o ir para outro local e eu vi Chris girando o banco de um lado para o outro no balcão e ele piscou para mim, sorrindo.
- , sente aqui, por favor, na beirada. – Uma das contrarregras falou e eu fiz o que ela pediu, me sentando na diagonal de Chris.
- Como vai funcionar, gente. – Ela falou e Chris olhou para ela, ele tinha uma postura mais séria. – Vocês irão beber a dose de tequila, primeiro um, depois o outro e depois vai começar com a fala. Não tenham pressa, vocês já estão levemente alterados. – Ri fraco, assentindo com a cabeça.
- Ok! – Falei.
- E rola fazer uma careta quando ingerir o líquido. – Assenti com a cabeça. – Uma cara de bêbado também combina. – Eu e Chris rimos fraco. – Relaxem, façam as coisas devagar, não precisa surtar!
- Obrigado! – Chris falou e ela saiu, fazendo joinha para nós.
- Por que todo mundo acha que eu vou surtar? – Perguntei baixo.
- Porque você surtou no camarim? – Ele falou e eu bati o braço nele.
- Sem graça! – Ele riu.
- Você tem que me prometer que isso não passará daqui. É um trabalho, você não vai zoar comigo pelo resto da vida.
- É um trabalho, , eu sei separar. – Ele falou sorrindo e eu ri fraco, erguendo a mão e passando em sua barba rala.
- Você deveria aderir mais esse look. – Comentei. – Eu gostei.
- Quem sabe? – Ele riu.
- Preparados, gente? – Justin perguntou, batendo palmas.
- Vamos lá. – Chris falou, apoiando um dos cotovelos no balcão do bar, pegando o copo com o líquido transparente com a outra.
- Sim! – Respondi em seguida, juntando os lábios, entortando-os um pouco, mantendo os olhos não tão abertos.
- Isso, . Esse olhar está ótimo. – Justin falou atrás da câmera e eu assenti com a cabeça.
- Você bêbada deve ser engraçado. – Ri fraco.
- Não me faça rir. – Falei e ele ergueu as mãos, se desculpando.
- Vamos lá, então. Atenção no set! – Justin gritou e eu aliviei o rosto, respirando fundo. – Ação!
Observei Chris mudar de posição rapidamente, ele não era mais o Chris Evans que eu conhecia, ele era o ator Chris Evans. Apesar de conhecê-lo desde 2005, sua posição como ator era totalmente diferente. E, apesar de tudo que aconteceu em seguida, eu senti o maior prazer em fazer essa cena com ele, nem que por poucos minutos.
Ele virou sua dose de tequila, soltando um suspiro alto e eu fiz o mesmo que ele, notando que era água, me obrigando a fazer uma careta e eu apoiei o copo novamente, respirando fundo.
- Sempre achei você fo... – Eu não consegui terminar a frase porque eu gargalhei lindamente, eu não conseguia encarar os olhos de Chris e não rir. – Desculpe! – Falei rindo, colocando as mãos na boca e o diretor riu junto.
- Acho melhor eu não ficar te encarando. – Chris falou.
- Acho melhor não também. – Concordei sentindo minhas bochechas corarem. – Vamos tentar de novo?
- Claro! – Justin falou, rindo.
- Não olha para mim! – Falei para Evans e ele somente assentiu com a cabeça.
Eu tenho que admitir que eu errei mais algumas vezes, mas tenho que falar que Chris também errou. Ele ria da minha expressão de jovem bêbada, eu me embaralhava com tão poucas palavras, mas tenho que assumir que fiquei perdida em seus olhos azuis por um tempo. Eu simplesmente estava apaixonada, metaforicamente, por aquele seu look de barba e cabelo raspado, e meu coração, automaticamente, batia mais forte. Não! Isso é besteira, nada a ver.
- Ação! – Justin gritou novamente e observei Chris virar a dose de tequila e eu fiz o mesmo gesto em seguida, franzindo os lábios, vendo seu olhar encontrar com o meu, mas logo desviar.
- Sempre achei você fofo. – Falei, movimentando meus lábios devagar.
- Ainda está com seu namorado? – Ele perguntou, impedindo que seus olhos olhassem para mim.
- Sim. – Falei simplesmente, olhando para seu rosto em perfil e ele mexeu o rosto, afirmando.
- Vocês estão apaixonados? – Ele ergueu o rosto para mim e eu movimentei os lábios um pouco, desviei o olhar e eu finalizei arqueando os ombros rapidamente, com um pequeno sorriso no rosto.
- Corta! – Justin gritou, aplaudindo. – Bom, gente! Muito bom!
- Finalmente! – Chris gritou e eu empurrei seu ombro, vendo-o se desequilibrar do banco e eu ri fraco, levemente envergonhada.
- Me dê alguns minutos e vamos para a próxima cena.
- Doeu? – Chris perguntou.
- Ainda não. – Respondi, me levantando do banco e puxando meu vestido para baixo.
- A próxima também não vai doer. – Ele sorriu e eu balancei a cabeça.

- É uma pegação geral, gente! Vocês estão bêbados, alegres demais, querendo se tocar, então tem que ter bastante emoção. – Justin falava sacudindo as mãos, me fazendo rir. – E nada de rosto vermelho, ok?! Não quero nenhum dos dois com vergonha, tem coisas que efeitos não ajudam. – Ele falou e eu balancei a cabeça, fechando os olhos.
- Deus! – Falei, rindo, sentindo a maquiadora passar pó em meu rosto.
- Relaxa, . – Chris falou e eu balancei a cabeça. – Até parece que isso não é normal. – Ele riu.
- Licença? – Virei para ele. – Tirando alguns rolos no Brasil, eu só beijei Anthony e Dominic. – Falei.
- Ok, então finja que eu sou o Dominic, porque seu noivo é um saco. – Revirei os olhos.
- Eu vou deixar vocês livres, mas precisa ter emoção, mordida na orelha, puxada na roupa e coisas assim, ok?!
- Ok! – Fui a primeira a falar. – Obrigada. – Agradeci a maquiadora que se retirou e eu estralei o pescoço, esfregando uma mão na outra, era estranho gravar um beijo no Chris, em um banheiro.
- Vamos lá! – Chris falou, movimentando os ombros e eu suspirei.
Calma, . Relaxa, é só um beijo, que tem que parecer muito amoroso com um amigo de cinco anos. Suspirei. Um amigo de quem você já gostou há alguns anos. Um amigo de quem seu noivo tem ciúmes. Suspirei novamente. É, só um amigo. Um ator que está fazendo seu trabalho e eu, que agora podia me considerar uma atriz também. Era só isso.
- Vamos lá, então! – Justin falou, saindo de cena. – Chris, aproveita essa bancada para se encostar, beleza? Vamos!
- Quem começa? – Perguntei inocentemente, senti meu rosto arder nessa hora.
- Eu começo. – Chris falou. – Você não vai conseguir mesmo.
- É provável. – Falei em um sopro.
- Então, atenção! – Justin falou. – Silêncio no set. – Suspirei, vendo Chris me encarar e eu respirei fundo. – Ação!
No momento que Justin falou eu dei um passo para frente, facilitando a situação, estávamos bem distantes um do outro. Chris se encostou na pia e me puxou pela cintura, aproximando o rosto do meu, eu automaticamente fechei os olhos... Começando a gargalhar igual uma hiena.
- Desculpe! – Falei, tentando me segurar, me afastando de Chris. – Desculpe. – Eu tentava me conter, mas não estava dando.
- Eu disse! – Chris falou e eu apoiei as mãos nos joelhos, respirando fundo.
- Vocês podem me dar dois minutos? – Perguntei, erguendo a cabeça e jogando os cabelos para trás.
- Claro! – Justin falou e eu me afastei um pouco, entrando em uma das cabines do sanitário, fechando a porta e encostei meu corpo na mesma, respirando fundo.
Eu não conseguia entender porque eu estava surtando tanto, não fazia sentido para mim. Eu estava parecendo uma criança frágil, preocupada com tudo e todos, quem era essa pessoa? Eu era Stone, cacete! Já havia posado nua, quase nua, ganhado os maiores prêmios da música e do cinema, feito um filme, beijado um estranho para um filme, e agora eu estava preocupada em beijar um amigo? Não, eu não ia permitir que isso acontecesse.
- Ação, Justin! – Gritei, respirando fundo.
- Ação! – Ele falou em um tom confuso e eu contei até cinco em minha cabeça, antes de empurrar a porta do banheiro e seguir em passos rápidos em direção a Evans.
Fiquei na ponta dos pés e passei um braço em volta de sua cintura e a outra foi imediatamente para seu rosto, colando meus lábios nos dele. Eu pensei que começaria a rir novamente e até cuspir em eu rosto, mas eu fiquei anestesiada.
Eu esqueci que eu estava em uma produção, esqueci que tinha câmeras filmando, esqueci que tinha uma equipe de umas dez pessoas observando aquilo, tirando os figurantes do bar, amontoados em pequenos espaços. Eu esqueci tudo aquilo.
Chris rapidamente passou as mãos em minha cintura, entrando no movimento também. Eu me colocava na ponta dos pés, mexendo minha cabeça de um lado para outro, passando meus braços em seus ombros, fazendo com que meu quadril se mexesse para cima e para baixo. As mãos de Chris se mexeram bem menos que as minhas, elas se mantiveram firmes em minha cintura, apertando e amassando o pano brilhante do meu vestido, fazendo com que ele subisse um pouco, deslizando pelo meu corpo.
Eu deslizei os lábios pela sua barba rala e me aproximei de sua orelha, me colocando um pouco mais para cima, mordendo-a e seguindo novamente para seus lábios, eu os queria muito. Apoiei a mão no peito de Chris, empurrando sua jaqueta para baixo e ele colou mais em mim, descendo as mãos pelo meu corpo, fazendo com que meu corpo suasse e eu soltasse suspiros nos tempos curtos que tínhamos entre os beijos.
- Corta! – Justin falou e eu me separei de Chris, passando a mão nos lábios, sentindo meus lábios latejando, e eu respirei fundo, erguendo o rosto para Chris que tinha o olhar visivelmente surpreso, respirando fundo. – Perfeito! – Justin falou, animado. – É isso mesmo que eu quero, essa pegação, essa quentura, esse desejo. – Ótimo! – Ele falou animado e eu ri, abaixando meu vestido. – Vocês se importam se eu pedir para vocês refazerem?
- Não! – Eu e Chris falamos juntos e eu suspirei.
- Perfeito! Câmeras, luzes, vamos lá! – Ele falou animado e eu engoli em seco, passando as costas da mão no batom borrado.

Estacionei o carro na garagem subsolo do meu apartamento e peguei minha mochila, trancado o carro e segui em direção ao elevador, chamando o mesmo. Minha cabeça estava nas nuvens. Depois da gravação, eu voltei de São Francisco na mesma noite, mas com problemas de atraso, fui chegar em Los Angeles três da manhã, mas eu não me sentia cansada, eu estava visivelmente cansada, mas não queria dormir. Eu queria entender o que estava acontecendo.
Entrei no elevador, apertando o último botão, vendo-o fechar em minha frente e ele subiu em uma lentidão descomunal, soltei diversos suspiros dentro dele. Meu Deus, o que estava acontecendo? As peças não estavam se juntando, era só um filme, certo? Eu era apaixonada por Anthony, não? Suspirei, vendo a porta da caixa de metal se abrir.
Saí do mesmo e fiquei parada no corredor por um tempo, não sabendo o que fazer. E se Anthony estivesse em casa? Eu não podia encará-lo com essa cara de tonta por ter beijado outro homem.
Virei para a direita, parando em frente a porta de Jack e conferi o relógio, não era a hora de eu bater na porta de ninguém, mas eu precisava de um amigo agora, eu precisava entender tudo o que passava na minha cabeça. Com certeza havia sido uma péssima ideia aceitar fazer parte desse projeto... Mas se eu soubesse...
Coloquei o dedo na campainha da casa dos Bolzan, deixei tocar por um tempo e soltei, fechando o punho e batendo algumas vezes, tentando não acordar os outros vizinhos e encostei a cabeça na porta, respirando fundo. Coloquei o dedo na campainha de novo, afastando o rosto quando ouvi a chave girar do lado de dentro e Jack abriu a porta, com uma cara de sono.
- ? O que você está fazendo aqui agora? – Ele coçou o rosto, tentando manter os olhos abertos.
- Eu acabei de chegar de São Francisco. – Falei, suspirando.
- A gente não podia conversar amanhã? – Ele perguntou.
- Não! – Neguei, respirando fundo.
- Por quê? – Ele perguntou.
- Eu acho que estou apaixonada pelo Evans. – Seus lábios se arregalaram fortemente e ele me puxou pelos ombros.
- Entra! – Ele falou e eu suspirei, entrando em seu apartamento.

Virei meu corpo e senti uma superfície dura embaixo de mim, mas eu não queria abrir os olhos. Mas uma luz vinda de algum lugar estava me incomodando e eu suspirei, girando meu corpo no local, quase caindo e abri os olhos no susto.
- Meu Deus! – Foi a primeira coisa que eu falei quando encontrei sete pessoas me encarando e notei que estava no sofá de Jack ainda, deveria ter dormido depois que cheguei de madrugada de São Francisco.
- Bom dia, Bela Adormecida! – Mike falou, jogado no chão com meus outros membros de banda, e eu me sentei no sofá, coçando o rosto.
- O quê? O que vocês estão fazendo aqui? – David me entregou um copo quente e eu notei que tinha café quente dentro dele e bebi um gole, fazendo uma careta. – Está sem açúcar.
- Eu sei! – David falou. – Beba mesmo assim.
- O que está acontecendo aqui? Jack, eu dormi aqui? Que horas são? – Perguntei.
- Já passa do meio dia. E eu achei que você precisava de um conselho melhor do que só o meu. – Ele falou e eu suspirei, virando o resto do café para dentro da boca.
- Anthony já ligou, a gente não tocou no seu celular, Scott já te ligou, a gente também não mexeu. – Louis falou e eu suspirei.
- Você não deveria estar aqui! – Falei para ele.
- Eu estou bem, . Quem precisa de ajuda agora é você! – Ele falou e eu me levantei.
- Eu não preciso de ajuda! – Falei. – Foi um beijo para um filme, acabou! Eu estou com Anthony agora, não importa mais.
- Claro que importa, . É a sua felicidade. – Emily falou. – Você quer passar sua vida entre duas pessoas ou dar chance para aquela que sempre fez seu coração palpitar?
- Eu amo Anthony, gente. Foi só um arrepio, só... Sei lá.
- , você chegou atordoada essa madrugada. – Jack falou bravo. – Você estava branca igual um papel, você não sabia o que fazer, tudo porque você deu um beijo no E-V-A-N-S para um filme! – Ele falou bravo.
- Eu não posso fazer isso. Eu não posso me importar com isso. – Suspirei, passando as mãos nos cabelos. – Eu beijei o cara que eu gostei por muito tempo, mas passou. Meus sentimentos passaram...
- Parece que não...
- Não, Mack, passaram! – Suspirei. – Eu não posso lidar com isso agora. Eu vou me casar com Anthony, eu amo ele, eu só tive uma queda pelo Evans, é só isso. – Suspirei. – Anthony nunca pode saber o que houve.
- É um filme, . Como você vai esconder isso dele? Um dia esse filme vai ser lançado. – Jack falou e eu ergui a mão.
- São duas cenas, não dá nem um minuto de tela, eu nem sei se vou ser creditada. – Balancei a cabeça. – Isso não é relevante. Vocês têm que me prometer que isso não vai sair daqui.
- Eu prometo, mas acho que você está fazendo o maior erro da sua vida. – David falou, se levantando.
- Eu também. – Gemma falou e eu suspirei.
- Se eu estiver errada, a vida vai me mostrar. – Suspirei.
- Espero que você esteja certa, minha amiga. Porque se a vida te provar que você está errada, pode ser tarde demais. – Emily falou e eu suspirei.

Eu estava jogada no chão fazia algumas horas. Eu sabia disso porque eu já tinha rasgado e amassado papéis e eles estavam inundando meu quarto. Não seria diferente, afinal, o caderno em minha mão tinha poucas folhas.
Músicas sobre Anthony, eu estava me forçando a escrever isso, em compensação, You’re Always Here estava pronta, escrita e completa, mas era sobre outro homem, um mais alto, de olhos azuis, que, infelizmente, fazia minhas pernas tremerem toda vez que olhava para ele, para suas fotos, ou para a cena que Justin havia me mandado da gravação.
Como eu podia estar apaixonada por Evans?
Ele era tão lindo, atencioso, sempre simpático comigo, sua família me adorava... Mas como? Eu estava com o coração tomado já, eu e Anthony estávamos juntos há quase dois anos, um relacionamento estável, planos para o futuro, sua família também gostava de mim, mas esse sentimento de divisão era ridículo.
Joguei o caderno longe, ouvindo-o bater contra o pé da mesa e derrubar um porta-retratos no chão e suspirei. Balançando a cabeça. Ouvi um latido e virei para a porta, vendo Grape aparecer com as orelhas baixas, me encarando.
- Ah, amor. Não foi nada. – Estalei o dedo e ela veio até mim. – Tá tudo bem, eu prometo. – Afaguei suas orelhas, ela deitou sua cabeça em minha coxa e eu suspirei, passando as mãos em seus pelos mesclados. – Você podia me ajudar, né?! – Ela tinha os olhos baixos e eu suspirei. – O que eu faço, meu amor? – Abaixei minha cabeça, encostando minha testa na dela. – Mantenho fiel ao homem que eu amo e prometi amar, ou me jogo no escuro e tento ficar com outro? – Suspirei.
Apesar de que, se manter fiel ao homem que eu amo não era mais tão fácil, afinal, creio que só de pensar em outro homem já era considerado traição. Mas por que eu não sentia essa culpa em meu coração?
- , eu queria saber... Nossa! – Virei o rosto, vendo Lucy entrar no meu quarto e eu suspirei.
- Oi Lucy! – Falei, sorrindo para ela.
- Está tudo bem? – Ela perguntou, chutando alguns papéis.
- Só bloqueio criativo. – Acariciei a cabeça de Grape e me levantei. – Precisa de mim?
- Sim, preciso. – Ela balançou a cabeça. – Está tudo bem mesmo?
- Está sim, Lucy! – Ri fraco. – Relaxa. – Ela riu. – Diga!
- É que eu queria saber a roupa que você vai na festa da gravadora e devolver o que não vai.
- Ah sim! – Suspirei, andando em direção até a porta do closet e tirei três cabides do mesmo. – Fala para o pessoal que eu vou com o branco com dourado. – Estiquei o resto para ela. Ele é glamoroso e eu estou apaixonada. – Ela sorriu.
- É bonito mesmo! Meu favorito também. – Assenti com a cabeça.
- As etiquetas de todos estão aí, e você pode conversar com Brent do financeiro, ele cuida dessas coisas. – Ela assentiu com a cabeça.
- Perfeito! – Ela sorriu. – Precisa que eu faça mais alguma coisa? – Ela perguntou.
- Acho que não, Lucy! – Suspirei. – Confirma só se eu vou me arrumar no hotel, igual ano passado, ou se eu vou daqui.
- Perfeito! – Ela falou.
- Até mais, Lucy. – Acenei para ela, que saiu do quarto, logo em seguida ouvi a porta bater.
Rapidamente me abaixei no chão, juntando todas as bolinhas de papel do chão, me fazendo jogar tudo na lixeira do banheiro, menos a letra quase pronta de You’re Always Here, poderia não servir agora, se eu revelasse agora daria a entender que é do Anthony, mas não era. E eu não podia fazer isso.
Agora eu precisava passar pelo o que eu passei há alguns anos: esquecer Evans.

- Você está bem? – Virei o rosto, vendo Anthony atrás de mim, e terminei de colocar os brincos, virando para ele.
- Estou sim, amor. – Sorri.
- Estou te achando meio distraída desde que voltou de São Francisco. – Ri fraco.
- Eu acho que estou gripando. – Inventei a primeira besteira que veio à minha mente e suspirei.
- Está tudo bem? – Ele perguntou.
- Está sim! – Sorri.
- Você está linda! – Ele falou e eu o abracei, estalando um beijo em sua bochecha.
- Obrigada! – Ele suspirou.
- Eu vou descer, a gente se encontra lá embaixo. – Ele falou e eu assenti com a cabeça, vendo-o sair pela porta e fiquei de frente para o espelho novamente, olhando meu reflexo.
- Sorria, ! – Eu disse para mim mesma e suspirei.
- Sim, sorria! – Vi Mike entrando no quarto e sorri. – Vamos lá?
- Vamos! – Falei, virando meu corpo para ele e saí do quarto, vendo o pessoal no corredor e eu sorri.
- Vamos, galera! – Falei, animando o pessoal e eles riram, me seguindo em direção as escadas.
- Podem ir. – O segurança no começo da escada falou e eu virei o corpo, vendo os fotógrafos começarem a enlouquecer e vários flashes cegarem meu rosto.
Paramos no meio da escada e sorrimos, esperando as fotos serem tiradas, mas logo depois eu finalizei de descer os degraus, vendo o pessoal abrir espaço para nós e sorri, vendo Anthony com um largo sorriso no rosto e Lucy ao seu lado, nos aplaudindo.
Nos juntamos ao pessoal no térreo, ficando quase em uma roda escolar, vendo as esposas, namoradas e namorados nos apoiando ao lado e observei Patrick subir no palco, se colocando em frente ao microfone.
- Boa noite! – Ele falou. – Eu dou as boas-vindas a comemoração de aniversário da gravadora Virgin Records. – Ele falou e nós os aplaudimos. – Esse ano, estamos anunciando a recontratação de Stone na nossa gravadora. – Aplaudi novamente. – E muitas e muitas surpresas! – Ele sorriu e eu esperei um longo discurso. Anthony passou as mãos pela minha barriga e eu o abracei.

- Toc, toc? – Virei o rosto para porta, vendo Mike colocar a cabeça para dentro.
- Ei baby! – Falei, sorrindo, e ele entrou, fechando a porta.
- E aí, moça? – Ele passou a mão na cabeça da minha cadela e eu apertei o controle da TV, abaixando o volume. – E aí, ?
- E aí? – Perguntei.
- Está melhor? – Ri fraco.
- Eu juro que estou bem, Mike, eu optei por ignorar. – Ele assentiu com a cabeça, se sentando ao meu lado.
- O que você está vendo? – Ele perguntou, tomando o balde de pipoca da minha mão.
- Vai começar o painel da Marvel na Comic-Con, quero ver o Chris, eles vão anunciar Os Vingadores.
- Os Vingadores? Sério? – Ele puxou o controle da minha mão e parou imediatamente. – O Chris? – Suspirei.
- Mike, ele é meu amigo. Eu prometi que iria na première de Capitão América, além de ter ido na de Homem de Ferro, teria ido na do segundo se não tivesse cheia de coisas para fazer. – Suspirei. – Vocês precisam parar! – Bufei. – Se vocês ficarem agindo na defensiva, eu vou agir na defensiva e eu não vou esquecê-lo e vou ficar cada vez mais brava com vocês.
- Ok, ok, parei! – Ele ergueu os braços. – Agora aumenta o volume aí.
- Ei, e você? Lacey? Ela anda meio distante.
- A gente brigou. – Ele suspirou. – Isso já aconteceu antes.
- Eu sei, mas acho que até sei o motivo da briga. – O vi revirar os olhos.
- Por favor, . – Dei de ombros.
- Mike, desculpa, mas vocês estão juntos há muito tempo, está na hora de dar o próximo passo.
- Eu não sei se estou preparado para isso, . – Ele falou e eu revirei os olhos.
- Eu nunca me casei, mas posso te dizer o que muda? Baseada na vida de Emily, que mora aqui do meu ladinho?
- Por favor. – Ele disse, batendo a mão no sofá.
- Ahm, deixa eu ver. – Suspirei, enrolando um pouco. – Além das brigas ficarem um pouco mais alta e os gemidos também... Nada!
- Ah ! – Ele jogou pipoca em mim e eu ri. – Fala sério.
- Eu estou falando sério, Mike. Vocês já moram juntos, estão nessa rotina faz tempo, se amam. Me diz, você veio para casa, e ela? – Virei para ele.
- Virgínia, eu acho. – Ele coçou a cabeça e eu revirei os olhos.
- Não vou obrigar você a propô-la em casamento, mas você precisa agitar essa relação um pouco, eu falo isso porque te amo e porque amo Lacey, e eu realmente não sei o que seria de vocês sem um e outro. – Falei e ele assentiu com a cabeça.
- Valeu, . – Puxei o balde de pipoca novamente dele.
- De nada. – Falei, virando novamente para TV.
- Oh, Nick Fury e Agente Coulson! – Mike falou animado e eu suspirei, não li quadrinhos de super-heróis na infância, só A Turma da Mônica e Tio Patinhas, mas eu tinha adorado Homem de Ferro e amava os filmes do Chris, então tinha um feeling que eu ia amar isso. – Scarlett como Viúva Negra, já sei. – Ele falou, olhando para tela e eu ri fraco.
- Chris Hemsworth como Thor. – Franzi a testa. – Eu conheço esse cara. – Peguei o celular.
- “O primeiro vingador, Capitão América”. – Ergui o rosto, vendo Chris entrar no palco, com uma blusa azul, a barba e o cabelo ralo já haviam sumido, ele estava lindo. Revirei os olhos com meu pensamento e voltei a pesquisar de onde eu conhecia o Thor.
- Robert, que a gente já conhece! – Falei ele riu.
- Sim, sim! – Ele falou animado. – Jeremy Renner como O Gavião Arqueiro e Mark Ruffalo como o Hulk.
- Mudou o ator do Hulk? Gostava tanto do Eric Bana. – Mike virou o rosto para mim.
- Já até mudou o ator do Hulk, . Agora mudou de novo. – Virei para ele.
- Já? – Ele assentiu com a cabeça.
- O filme de 2008 é com o Edward Norton. – Bufei.
- Ah, qual é?! Mancada. – Me afundei no sofá.
- Eu não conheço o Jeremy, mas gostei da escolha. – Mike falou. – Ah e o produtor. – Ele deu de ombros. – Bom, agora é só esperar.
- Ano que vem vamos nas premières, prometo. – Falei, levantando a mão.
- Espero mesmo! – Ele falou, se levantando. – Vou deixar você, nos falamos depois.

- Oi casal! – Entrei no apartamento de Louis e Agatha, vendo os dois no sofá, as coisas compradas para o bebê já haviam sumido, Jessica fez questão de tirar da vista deles antes que eles voltassem para casa após o desastre.
- Veio conferir como estamos? – Agatha falou e eu sorri, piscando para ela.
- Vim! E também vim trazer uma torta para vocês. – Estendi a caixa para ela, que se levantou.
- Obrigada! – Ela sorriu, indo para a cozinha.
- Você fez? – Dei risada.
- Eu até poderia fazer, sei seguir uma receita, mas preferi passar naquela padaria perto da gravadora que é mais fácil. – Ele riu.
- O que foi fazer lá? – Ele perguntou.
- Dar uma volta, na verdade. – Suspirei. – E ser atacada por alguns fãs. – Conferi um arranhado em meu braço. – Mas nada incomum. – Ele sorriu.
- Obrigada, , deve estar deliciosa. – Agatha voltou e eu me sentei na poltrona vaga.
- Mas e aí, estão planejando alguma coisa? – Perguntei.
- Estávamos pensando em ficar em Orlando um pouco. – Louis falou. – Ficar com os pais de Agatha um pouco. Será que dá? – Suspirei.
- Dá sim, a gente tem alguns compromissos no fim e começo do ano, mas dá para você ficar longe um pouco. São só compromissos, espero demorar um pouco para começar a produção do novo CD. – Eles sorriam.
- Obrigado, ! – Louis falou e eu assenti com a cabeça.
- Vai ser bom para vocês, ficar longe dos holofotes um pouco, mas, por favor, não permita que isso endureça vocês. A vida consegue ser maldosa de vez em quando.
- A banda que o diga. – Louis comentou e eu pisquei para eles.
- Só me avisem quando forem e quando voltarão para eu programar as coisas. – Ele assentiu com a cabeça. – Mas você vai estar aqui para o fechamento do novo contrato? – Perguntei.
- Sim, sim! É mais para o fim do ano, não algo tipo semana que vem. – Ri fraco, acenando com a cabeça.
- Beleza! – Me levantei. – Vou deixar os pombinhos a sós, se precisarem de mim, estarei do outro lado do corredor. – Falei e eles riram.
- Pode deixar. – Eles falaram juntos e eu sorri, acenando para eles.

- Eu estava pensando aqui, gente. – Falei, tirando a caneta da boca. – Podemos fechar isso com somente um álbum com o final da produção para daqui quatro anos. – Ajeitei os papéis em minha frente e observei Patrick, Brent, toda a bancada de associados, Jeffrey, meu advogado, ao meu lado, e meus membros de banda só observando.
- Tínhamos combinado três álbuns em dez anos. – Brent falou.
- Eu sei. – Falei, suspirando. – Mas todos sabemos que nossa banda está um pouco abalada no momento. – Suspirei. – Branca, Elliot, problemas pessoais, casamento, crianças. – Balancei a cabeça. – Eu prefiro garantir para vocês que em quatro anos a gente poderá reassumir esse contrato e dar uma folga à minha banda, uma folga digna de meses, anos, que eu não dou desde que eles foram contratados, do que acumular três álbuns em três anos e não ficar feliz com o resultado. – Patrick movimentou os lábios, suspirando alto.
- O que você acha? – O advogado da gravadora virou para Patrick.
- Nós tínhamos combinado de mais três álbuns em três anos.
- Mas nenhum contrato foi fechado ainda, senhor Wilson. – Jeffrey falou.
- Você está pensando em nos deixar, ? – Patrick perguntou.
- Eu tenho motivos para isso? – Olhei para ele, balançando a cabeça. – Não! Eu só quero férias! – Suspirei. – Por favor, Patrick. Eu realmente preciso de um descanso. Fazer tratamentos para a voz, para o joelho, para a bronquite. Além de que, minha banda precisa de um tempo. – Falei firme. – Você lê jornais, você sabe tudo o que aconteceu conosco nesses últimos meses. A gente só quer um tempo.
- O que você acha disso, Jessica? – Brent perguntou.
- Eu vou ser honesta em dizer que não estava sabendo disso. – Jessica falou. – Mas eu acompanhei as dores, os choros, os cancelamentos, as tristezas, as quedas, os machucados de perto. – Ela suspirou. – Então sim, seria muito bom esse tempo. Incluindo para eu respirar um pouco. Não se esqueçam que eu sou empresária de sete, mais suas famílias. – Patrick bufou.
- Você garante a volta para a gravadora depois desses quatro anos? – Patrick perguntou.
- Eu voltei depois desses três, não voltei? – Ri fraco. – Se vocês aceitam meus termos, eu assino agora, se não querem, eu posso simplesmente sair daqui e anunciar minha saída. – Patrick bufou.
- Sempre difícil, . – Ele falou.
- Nunca gostei de ser feita de tonta. Se você não confia em mim, porque devo confiar em você? – O encarei firme e ele ficou sem fala.
- Não foi isso que ele... – Cortei Brent.
- Foi o que me pareceu. – Suspirei.
- Ok, refaçam a página das cláusulas e deem as canetas.
Esperei um pouco a advogada mudar a clausula de tempo de contrato e eu li com calma, vendo se estava tudo do jeito que eu havia pedido, e entreguei para Jeffrey que colocou no meio do meu contrato e eu assinei com meu nome real, entregando para Patrick, que fez o mesmo.
- Perfeito! – Me levantei, estendendo a mão para ele.
- Sorriam para a foto. – Malcon falou, Patrick apertou minha mão e eu sorri, vendo o flash em meu rosto.
- Perfeito! Estamos oficialmente recontratados. – Mack falou e eu pisquei para ele, rindo.

- Eu não acredito nisso! – Foi a primeira coisa que eu disse quando entrei no restaurante japonês no centro de Los Angeles e dei de cara com Rachel e Johnny se levantando.
- Ah, você veio! – Rachel correu em minha direção e eu a abracei forte, soltando uma gargalhada.
- E aí, amiga famosa? – Johnny veio em seguida e eu ri, abraçando-o.
- Mas e aí? Vocês estão juntos? – Perguntei, rindo. – Eu vi no Facebook.
- Calma! – Rachel falou, rindo, e seguimos de volta para a mesa, me sentei na frente deles. – O assunto primeiro é você. – Revirei os olhos.
- Nada disso! Eu sempre sou o assunto, na dieta milagrosa que eu fiz, no novo tom do meu loiro e blá, blá, blá, eu quero saber de vocês. A gente se encontrou no fim do ano, mas nem deu para conversar. Como isso aconteceu? – Rachel riu fraco.
- Tudo começou por um erro, na verdade. – Johnny falou, olhando para Rachel e eu ri.
- Você começou, você conta. – Rachel falou, rindo.
- Eu estava trabalhando em Nova York, Rachel em Los Angeles, na mesma editora de livros, mas em cidades diferentes.
- Sim, vocês me mandaram mensagens contando. – Falei, apoiando os braços na mesa.
- Aí eles fizeram uma feira de livros em Washington, e eu fui selecionado, mas Rachel não, tinha sido outra menina, mas aí eles fizeram alguma confusão e os documentos, passagens e tal, vieram no nome dela...
- Aí eu fui! – Rachel riu. – Ficamos no mesmo hotel, descemos para o bar, algumas bebidas depois começamos a falar besteira. – Ela deu de ombros e suas bochechas ficaram avermelhadas.
- Acordamos nus um do lado do outro. – Soltei uma risada.
- E, você sabe... Não foi estranho. – Rachel falou. – Foi bom. – Abri um sorriso.
- Ah, gente! Isso é tão bom! – Apertei a mão dos dois, sorrindo. – Eu nunca pensei que isso fosse acontecer, mas é tão legal! – Ri fraco.
- Para, você está me deixando envergonhado. – Johnny falou e eu balancei a cabeça.
- Que besteira! – Falei, encostando o corpo na cadeira.
- E você? Além dos vários prêmios só esse ano, alguém está noiva? – Rachel perguntou, puxando minha mão e eu ri.
- Eu estou! – Suspirei. – Anthony pediu no natal. – Mordi o lábio inferior. – Ele pediu para o meu pai, para meus amigos de banda, minha empresária. – Sorri, lembrando. – Ele literalmente pediu para todo mundo. – Encarei a aliança delicada em meu dedo, com um pequeno ponto de brilhante e abaixei o olhar suspirando. – Foi demais! – Suspirei.
- Tem certeza? – Ergui o rosto para Rachel. – Você parece distante.
- Deus, eu não deveria envolvê-los nisso. – Balancei a cabeça. – Vocês que já tiveram outros relacionamentos, é comum estar com uma pessoa e pensar em outra? – Falei baixo, olhando em volta do restaurante.
- É mais comum que você imagina, na verdade. – Johnny falou. – O que muda é o porquê você está pensando nessa outra pessoa e o quanto isso te afeta. – Ele falou.
- Virou terapeuta agora? – Ele riu fraco.
- Não, mas eu troquei muito de namorada. – Franzi os lábios confirmando e ele riu.
- Quem é? – Rachel perguntou e eu suspirei.
- Chris Evans. – Falei baixo, e Rachel arregalou os olhos.
- O que houve? – Ela perguntou e eu suspirei.
- Vocês sabem que eu sempre tive uma queda por ele e tudo mais, certo?
- Obviamente. – Rachel falou.
- Então, eu pensei que isso tinha morrido há uns anos, eu conheci o Anthony, dei uma chance para ele, me apaixonei, as coisas rolaram num relacionamento comum, ok. Mas eu fui convidada para fazer uma figuração em um filme do Evans e eu tive que beijá-lo. – Balancei a cabeça. – Não era a pseudo-atriz que estava beijando-o, gente. Era aquela garota que tinha uma queda por ele. – Balancei a cabeça. – Tinha vontade, desejo, paixão. E agora eu não consigo parar de pensar nele. – Johnny soltou um longo suspiro, colocando a mão no queixo. – Agora estamos noivos, fazendo planos para o futuro, e aí?
- Bem, eu não sei em uma situação dessas, mas você tem que pensar o que é mais importante, um cara com quem você tem um relacionamento sólido há dois anos, ou sei lá, e que está pronta para dar o próximo passo. Ou se você quer focar em um beijo, que para ele, pode ter sido só um trabalho. – Suspirei. – Eu sei que é cruel, mas você gosta dele... Ele gosta de você?
- Você está dizendo para eu parar de pensar nele? – Suspirei.
- Por que você não dá mais um tempo? Vocês vivem se esbarrando nesse mundo de Hollywood, você é melhor amiga do irmão dele, vão se esbarrar de novo. – Johnny falou. – Analisa como ele está, como ele age contigo, não jogue tudo fora por um ‘se’. – Coloquei o queixo no braço, suspirando. – Se você achar que vale a pena desistir de tudo, que vai ser mais feliz, manda bala. – Assenti com a cabeça.
- Obrigada! – Falei, sorrindo. – Enfim, momentos tristes para fora, o que vamos pedir? Estou faminta. – Eles riram.
- Vamos ver! – Rachel chamou o garçom.

- Não, Mike, que isso, é uma música de amor. Algo mais sutil, mais fofo. – Falei, ele segurou as cordas da guitarra e eu revirei os olhos.
- Não faça essa cara! – David falou. – Você já se ferrou. A mulher se fechou em Wisconsin e não sai mais de lá.
- Mas eu não fiz nada! – Mike gritou e eu revirei os olhos, conferindo as notificações do celular, puxei e vi algumas mensagens de Scott, ignorei um pouco.
- Sim, você fez. Alguma coisa você fez, mulher é um bicho estranho, mas ninguém fica bravo do nada. – Falei com ele e ele suspirou, revirando os olhos.
- Ah que merda! – Ele falou. – Por que é tão difícil?
- Gostaria de saber também. – Balancei a mão, vendo o celular brilhar na minha mão e vi a foto de Scott. – Ué! – Falei.
- Trabalha na letra. – David falou e eu ri fraco, colocando o telefone na orelha.
- Alô? Scott? – Atendi o telefone.
- Nasceu! – Afastei o celular da orelha, ouvindo-o gritar.
- Scott? – Perguntei de novo.
- O filho da Carly nasceu! – Ele gritou de novo e eu abri um sorriso.
- Ah meu Deus! – Falei, animada. – Nasceu? – Perguntei, rindo.
- Nasceu faz pouco tempo, onde você estava? Te mandei diversas mensagens.
- Ah Scott, nem estava com o celular na mão! – Ri fraco. – Mas sério? Nasceu? É um menino?
- Sim, Miles! – Ele sorriu. – Ele é tão grande, . – Sorri!
- Ah que demais, Scott, meus parabéns. Manda um beijo para Carly. – Sorri.
- Por que você não vem para Boston? – Ele perguntou e eu suspirei. – Vem, por Carly. – Ri fraco. – Amanhã ela já tem alta, a gente vai fazer uma festa na casa da minha mãe. – Ri fraco, pensativa no que Johnny tinha falado.
- Eu vou ver os horários dos voos.
- Eba! – Ele falou animado.
- Mas manda um beijo para ela, eu aviso a hora que eu chegar. – Ri fraco.
- Beleza! – Ele gritou. – Bebê chorando, vou desligar! – Ele falou e eu ri.
- Vai para Boston, é?! – David perguntou e eu suspirei.
- Parece que sim. – Dei de ombros. – Vai, foca! – Falei para Mike.

- Oi! – Sorri para Lisa quando ela abriu a porta e ela fez o mesmo, me abraçando forte e eu sorri.
- E aí, cadê a nova mamãe? – Perguntei, ela apontou para dentro e eu sorri.
- Está sozinha?
- Não, pessoal tá estacionando! – Falei, rindo.
- Vai lá, então! – Lisa me empurrou. – Eles estão lá em cima. – Ri fraco, e entrei na casa dos Evans.
A grande mansão tinha três andares para cima, no primeiro andar ficava a sala e a cozinha, no segundo andar ficava os quartos do casal e das meninas, e no último o dos meninos. Joguei minha bolsa no sofá, coloquei meus saltos para fazerem barulhos na escada e comecei a ouvir vozes e risos altos, típico do Evans.
- Licença? – Bati as mãos na porta, dando de cara com os quatro Evans e Tara, fazendo todos se calarem.
- ! – Carly, que estava sentada na cama, falou sorrindo, e eu observei em volta, encontrando Chris com o bebê no colo.
- Surpresa? – Falei, sorrindo.
- Ótima surpresa! – Scott falou, passando o braço pelos meus ombros, me apertando pelo pescoço e eu ri fraco.
- E aí, gente? – Dei um beijo nele, acenando para o pessoal.
- Oi . – Eles falaram em coro.
- E como vai a mamãe? – Atravessei o quarto, tocando os ombros de Shanna e Chris e cheguei em Carly, dando um beijo em sua testa.
- Está tudo bem! – Ela sorriu, assentindo com a cabeça. – E você? – Afirmei com a cabeça, suspirando.
- Está tudo bem também! – Ri fraco. – E o pequeno? Já escolheu o nome?
- Já sim. – Ela falou. – Miles. – Ela sorriu.
- Ah, que lindo, Carly! – Falei.
- Vem vê-lo. – Chris falou, e eu me coloquei ao seu lado, vendo o bebê dormindo em seu colo.
- Oi Miles. – Falei, sorrindo, vendo o pequeno mexer os lábios. – Não, gente, eu não espero que ele responda. – Eles riram e eu virei o rosto para Chris, que também encarava seu sobrinho e eu me levantei.
- Veio sozinha? – Scott perguntou.
- Até parece, né?! – Balancei a cabeça. – A gangue vai acordar esse pequeno já, já. – Eles riram.
- E Agatha, ? Como está? – Carly perguntou.
- Ah, você sabe. Os dias passam, mas é difícil quando estamos juntos e as trigêmeas, ou Melanie, ou Gemma aparecem. – Balancei a cabeça. – Ninguém disse que seria fácil. – Suspirei, notei que Chris e Scott se entreolhavam e suspirei.
- E aí, galera? – Jack apareceu na porta. – Xí! – Ele virou para trás e ouvi o eco por todas as pessoas.
- Ai meu Deus! – Encostei meu corpo na parede, vendo-o entrar com David e Mike. – Eu não vou pedir desculpas por ninguém dessa vez. – Eles riram.
- Oi gente. – Anthony entrou e o silêncio se instalou e eu até olhei meio estranho para o pessoal.

- , me ajuda com um negócio aqui? – Scott perguntou e eu me levantei do chão.
- Claro! – E saí com ele do quarto, descendo as escadas, indo em direção a algum lugar, que eu ainda não sabia.
- O que precisa? – Perguntei, ele me puxou para dentro da cozinha e fechou a porta.
- Você está louca? – Ele perguntou alto e eu arregalei os olhos.
- O quê? – Perguntei, balançando a cabeça.
- Você vem para cá, alguns meses depois de beijar o Chris, some por um tempo e trás o Anthony? – Ele falou mais baixo, colocando as mãos na cabeça.
- Qual é o problema, Scott? Foi um filme, não foi? Então! – Falei, virando o corpo.
- Mas você gostava dele, como assim? O que está rolando, meu Deus? – Ele virou o corpo, suspirando.
- Scott, acabou. – Falei, suspirando. – Foi bom? Foi! Foi prazeroso? Foi! – Falei, tentando tirar a feição de boba do rosto. – Não posso ficar sofrendo por isso, Scott, não vou me permitir ficar sofrendo por isso.
- Sofrer, ? Isso é amor! Não se sofre de amor! – Ele falou, batendo na minha cabeça. – Chris tá solteiro, voltou todo sem entender também. Você não liga, não fala nada. Eu achando que meu irmão e minha melhor amiga ficariam juntos, e aí? Você vem ver a Carly e trás seu noivo? – Ele tentou falar mais baixo e respirou fundo.
- Você se ouviu Scott? – Perguntei, segurando suas mãos. – Ele está solteiro, eu não estou. – Suspirei. – Foi um beijo só. Sim, eu fiquei pensando nele, não vou negar, mas não tem como eu largar tudo por um se, Scott. Ok, o beijo foi bom, eu termino com o Anthony, eu e ele resolvemos dar uma chance, tá, e se não der? – Notei que eu já estava chorando. – Eu não posso, Scott. – Ele me abraçou. – Eu não quero me magoar, eu não posso me magoar. – Balancei a cabeça. – Eu preciso esquecer isso. – Ele suspirou e assentiu com a cabeça.
- Desculpe, desculpe. Eu não sabia que doía tanto. – Ele me olhou fundo nos olhos.
- Dói, Scott, mas eu não posso fazer isso agora. Eu adoro seu irmão, mas eu não posso jogar tudo para cima por uma suposição. – Ele suspirou.
- Eu entendo. – Ele falou.
- Eu fico sozinha, paro e penso e não sei o que eu quero fazer, entende? – Suspirei. – Eu não sei, então, eu prefiro não fazer nada.
- Mas foi bom? – Ele perguntou e eu ri fraco.
- Foi muito bom! – Suspirei e ele riu. – Mas, por favor. – Suspirei. – Em outras situações eu adoraria falar sobre isso, mas eu estou muito confusa. – Balancei a cabeça.
- Tudo bem, amiga. Eu prometo que não falo mais disso. – Ele falou, estalando um beijo na minha bochecha. – Vou deixar você escolher e prometo que estarei feliz com qualquer que for sua escolha. – Sorri, abraçando-o forte.
- Obrigada, Scott! – Ele suspirou.
- Vamos, vai! – Ele falou e eu passei a mão no rosto, balançando a cabeça e saímos da cozinha, andando escada acima novamente, vendo todo o povo acumulado em casa.
- Ah, voltaram! – Eles falaram. – Onde foram?
- Ei, segredos de melhores amigos não passarão. – Eles riram. – Vai, Chris, para de monopolizar, e deixa eu segurar essa coisa fofa.
- Olha o perigo! – Ele brincou e eu revirei os olhos.
- Eu tenho mais experiência com bebês do que você! – Ele se levantou da cadeira e eu me coloquei em seu lugar, vendo-o ajeitar o pequeno em meus braços e eu segurei delicadamente, olhando para Chris, sorrindo. – Oi fofo! – Ajeitei a manta de Miles, sorrindo para ele. – E esses olhos escuros? Puxou da mãe, é?! – Perguntei e eles sorriram.
- Olha como ele fica calmo com ela. – Shanna falou e eu sorri.
- Eu disse que tenho experiência. – Sorri.
- Você vai ser uma boa mãe, . – Chris falou e eu virei o rosto para ele, sorrindo.

Capítulo 20


- Vamos lá! – Falei para Mike, chacoalhando seus ombros e ele riu, assentindo com a cabeça.
- Está empolgada, hein?! – Ele falou e eu ajeitei minhas Havaianas nos pés, saindo do camarim.
- Eu estou com sono, na verdade. – Suspirei. – Tomei energético e café, vou ficar pilhada a noite toda.
- Nossa, ! – Ele falou. – Você é louca! – Balancei a cabeça, suspirando.
- Sim, estou sabendo. – Me aproximei do meu técnico de som, pegando o microfone com ele, e coloquei o ponto, vendo o pessoal me imitar. – Mas precisamos animar a praia de Copacabana por umas três horas, me agradeça depois.
- O que está rolando? – Louis perguntou.
- se encheu de energético e café. – O francês riu.
- Toma cuidado, hein?! Você fica super animada, mas depois capota. – Ri fraco.
- Vai ficar tudo bem. – Suspirei.
- Entrando em dez, nove... – Jessica falou e eu suspirei, puxando meu vestido tomara-que-caia branco para cima, andando em direção ao palco.
- E aí, Rio?! – Acenei para o pessoal que ocupava uma grande extensão da praia, falando em português. – Como estão? – Coloquei o microfone no pedestal, vendo o pessoal gritar. – Hoje é um dia importante para todos nós, porque é a nossa primeira vez aqui no ano novo no Rio de Janeiro. – Eles gritaram animados e eu sorri. – Vamos para a contagem? – Gritei, vendo o contador aparecer atrás de mim.
- Dez, nove, oito, sete, seis... – Eu acompanhava o cronômetro com eles, sorrindo. – Cinco, quatro, três, dois, um! Feliz ano novo! – Os fogos começaram a estourar na madrugada do Rio de Janeiro e eu abri um sorriso, suspirando, abraçando Mack de lado.
- Que vocês tenham um 2011 incrível e maravilhoso! – Sorri, apontando para David. – Mas, agora, vamos fazer o que fazemos de melhor. Dançar! – Gritei e eles repetiram. Dave colocou seus dedinhos para funcionar em sua picape e eu puxei o microfone do pedestal, ficando bem na frente do palco.
- Oh why are we are waiting so long, I'm suffocating. – Comecei cantando.
- Oh why are we are waiting so long, I'm suffocating. – Jack e Emily entraram comigo
- Boy it's now or never, time we get together. Been a long time coming, now I need that loving. – Eu movimentava o corpo no ritmo da música. - I like the way you tease me, but let's just make this easy. Put me in control, we can switch roles.
- And I'll take the lead.
- You're so far behind me. – Jack e Emily apareceram ao meu lado.
- You know what I need.
- I'm not gonna stop. – Cantei sozinha, suspirando. - Whatever the weather, we gon' be better together. So what's up baby? What about us? – Ergui a mão livre. - 'Cos I've been watchin' and waitin'. Why don't you give it or take it? So what's up baby? What about us? Watcha doin' to my head? – Gritei, começando a pular com o pessoal.
- Na, na, na, na, na! – Jack e Emily ficavam ao meu lado.
- Should be here with me instead!
- Na, na, na, na, na!
- What about those words you said?
- Na, na, na, na, na!
- What about us?
- Na, na, na, na, na!

- Isso está muito legal! – Jamie Foxx falou ao meu lado e eu ri fraco, abraçando-o.
- Ah, foi bom vocês terem me convidado para fazer parte desse projeto. – Sorri para ele, Carlinhos Brown e Will.I.Am.
- Ah, que isso, o prazer foi nosso. – Carlinhos falou, beijando minha mão e eu sorri.
- Vamos tentar fazer mais uma vez? – Carlos, o diretor do filme, perguntou.
- Claro! Vamos sim! – Falei, animada, me aproximando novamente do microfone que dividíamos e suspirei.
- Você topa fazer a música em português depois? – Carlinhos perguntou.
- Claro! Já topei fazer a dublagem em português também. – Pisquei e ele riu, assentindo com a cabeça.
- Vamos lá, então! – Carlos falou, e eu coloquei o fone novamente, vendo a introdução da trilha sonora de Rio começar.
Ser convidada para fazer parte de Rio, tanto na dublagem em português, como inglês, mas também nas músicas, havia sido um grande prazer para mim. A produção era uma mistura de brasileiros com americanos, e era bom estar nisso. O filme tinha uma mensagem incrível sobre extinção, além de mostrar meu Rio da melhor forma possível. Apesar de não ter nascido aqui, eu sou brasileira, então sou apaixonada pelo Rio.
A música começava devagar, com o canto dos pássaros ao fundo, diferentes espécies cantando junto, até que um triângulo começava a ser tocado, e logo em seguida uma cuíca, até que a querida bateria de escola de samba começava, fazendo com que meu corpo arrepiasse.
- Ela batuca, ela batuca, ela batuca... – O som ao fundo começava a tocar e eu suspirei. – E aí Berlim! – Os batuques ficavam mais forte, fazendo com que nós quatro, começávamos a cantar juntos.
- All the birds have a feather. Do what we love most of all. We are the best at rhythm and laughter, that's why we love carnaval. – Toquei meu fone, ouvindo a música estourar em meus ouvidos. - All birds we can sing to. Sun and beaches they call. Dance to the music, passion and love. Show us the best you can do. – Carlinhos mexia as mãos no ritmo do batuque. - Everyone here is on fire. Get up and join in the fun. Dance with a stranger, romance and danger. Magic could happen for real, in Rio. All by it self. You can't see it coming, you can't find it anywhere else. – Respirei rápido. - It's real, in Rio, know something else. You can feel it happen, you can feel it all by yourself.
A música dava uma parada, com os apitos tocando e cada instrumento tocando devagar, e clássicos sons de baterias de samba tocando ritmados, fazendo um grande sorriso abrir em meu rosto, e meus pés automaticamente sambarem junto.
- All the birds have a feather, do what we love most of all. – Os homens gritavam separadamente. - Moon and the stars, sun and guitars. That's why we love carnaval. – Jamie apontou para mim e eu sorri.
- Loving our life in the jungle, everything's wild and free. – Respirei fundo.
- Never alone, 'cause this is our home. – Jesse Eisenberg cantava sozinho também, animado.
- Magic can happen for real, in Rio. – Cantamos juntos. - All by it self. You can't see it coming. You can't find it anywhere else. – Terminava rápido.
- I'm a kako wero kinga, kinga, kinga, kinga. – Will.I.Am entrava sozinho. - Birds like me, 'cause I'm a hot winga, there's your hota winga.
- Here everybody loves samba. – Jamie entrava com a voz sutil dele.
- I like the Samba. – Will cantava com ele.
- Rhythm you feel in you heart. – Jamie sorria.
- I'm the Samba master.
- Beauty and love, what more could you want.
- Everything can be for real, in Rio. Here's something else. – Voltamos cantando junto. - You just feel it happening. You won't find it anywhere else. – Alongamos o final sincronizados, ouvindo tudo parar ao mesmo tempo.
- Ah que maravilhoso! – Falei, sorrindo, batendo palmas com o resto do pessoal.
- Posso interromper? – Virei o rosto para minha empresária, que abria a porta do estúdio.
- Claro! – O diretor falou.
- Seu telefone! – Ela falou, pendurei o fone no microfone e segui em sua direção, pegando o celular e vendo o nome de meu pai no visor, colocando-o na orelha rapidamente e saindo do estúdio.
- Alô? – Atendi.
- Oi filha, tudo bem?
- Oi pai, tudo certo e aí? – Perguntei, me encostando na parede.
- Tudo certo! – Ele suspirou. – Você está no Brasil ainda?
- Sim, estamos terminando de gravar a trilha sonora de Rio. – Sorri.
- E como está ficando?
- Ah, é incrível! – Ri fraco. – Me diga algo que não fique bom com uma escola de samba de fundo? – Ele riu.
- Você tem razão! – Sorri. – Ah, você pretende passar em Relva antes de voltar para Los Angeles?
- Posso passar. – Dei de ombros. – O que foi? Algum problema? – Ele demorou para responder, finalizando com um suspiro.
- Pode ter! – Franzi a testa.
- Pai, você está me preocupando.
- Faz o seguinte, termina e venha para cá, conversamos quando chegar. – Balancei a cabeça, pressionando minha têmpora.
- Ok, ok! – Suspirei. – A gente se vê, amo você.
- Também te amo, querida. – Ele falou e eu desliguei o telefone, entregando para Jessica.
- O que foi? – Ela perguntou.
- Eu não sei. – Fui sincera. – Mas meu pai quer que eu passe em Relva antes de ir para casa.
- Podemos fazer isso. – Ela falou e eu assenti com a cabeça, suspirando.
- Eu vou voltar lá, confere horário de voos, por favor.
- Vou fazer isso. – Ela disse.

- ! – Olhei para o portão, vendo Matheus sair correndo do mesmo e eu passei meus braços em seu corpo, apertando-o forte.
- Ah, como você está lindo! – Passei as mãos em seus cabelos arrepiados.
- Valeu! – Ele sorriu e eu apertei meu meio-irmão.
- Quinze anos já, não é?! – Ele riu fraco.
- Dezesseis em alguns meses. – Ele falou, piscando para mim.
- Ah, meu Deus! – Suspirei, rindo. – Já está arrasando corações? – Ele deu de ombros e eu revirei os olhos.
- Oi Matheus. – Jessica falou e ele a abraçou rapidamente.
- Me diga, o que está acontecendo? – Ele coçou os cabelos.
- É melhor você entrar. – Ele apontou para o portão e eu revirei os olhos.
- O que vocês estão escondendo?
- Acredite, seu pai queria esconder mais. – Soltei um suspiro e eu e Jessica nos entreolhamos, entrando em casa, seguindo Matheus.
Passei pela sala de TV, encontrando meu pai sentado em um dos sofás, Amélia em outro e uma terceira mulher, pouco mais jovem que ambos, sozinha na poltrona próxima a TV. Assim que eu passei pela porta, os três se levantaram, mas dava para notar que o clima estava um pouco tenso.
- Ah, oi? – Falei meio confusa, me aproximando do pessoal.
- Oi filha, como está? Fez boa viagem? – Ele perguntou e eu assenti com a cabeça, sentindo-o me abraçar rapidamente.
- Estou bem. – Sorri. – Oi Amélia.
- Oi querida, como está?
- Muito bem! – Sorri. – E aí, o que está acontecendo?
- Essa é Fátima. – Meu pai apontou e a cara de interrogação não sumiu. – Sua mãe. – Eu travei por um momento, respirando fundo, tentando manter a calma e suspirei fundo.
- Eu não tenho mãe. – Falei, tentando me manter séria.
- Eu entendo o que você está dizendo. – Ela falou e eu ergui o dedo.
- Fátima, certo? – Ainda bem que eu estava loira, mais magra e com o rosto mais fino, porque eu era a cara dela, agora que eu prestara atenção. – O que você quer? – Suspirei. – Você me deu à luz e depois sumiu pelos próximos 24 anos? O que mudou? – Perguntei.
- Eu queria ver você. – Ela suspirou. – Eu vi sobre você na TV, sua entrevista no Programa do Jô. Eu queria fazer parte da sua vida.
- Desculpa, mas isso não vai ser possível. – Suspirei. – Eu nunca tive problemas em fazer amigos, me virar, resolver minha vida, mas eu tenho um pé atrás contigo, você sabe, não é?
- Sim, eu sei! – Ela suspirou. – Eu só achei que... – Suspirei.
- Podemos conversar. Eu e você, sozinhas. – Falei baixo. – Mas já vou te avisar, que a ocupação de mãe, já está sendo ocupada por diversas pessoas, e eu não tenho intenção de virar sua nova melhor amiga.
- ... – Meu pai falou.
- Não, pai, você sabe que eu estou certa. – Suspirei. – Essa é a minha oferta.
- Ok, eu aceito. – Ela falou e eu assenti com a cabeça.
- Vamos lá para dentro. – Falei, apontando para meu quarto. – Já voltamos.

- Você veio atrás de dinheiro, não veio? – Perguntei na lata, fechando a porta do meu quarto.
- Oi? – Ela falou, virando o rosto para mim.
- Por favor, não espere que eu acredite que você me abandonou há vinte e quatro anos e agora quer se reaproximar da filha. – Falei sincera, cruzando os braços. – Eu já passei muita coisa nessa vida para ser trouxa. – Ela se aproximou de mim.
- Você já passou por muita coisa? – Ela perguntou, rindo ironicamente. – Fortuna, fama, boa vida. Com certeza é muita coisa. – Ela falou irônica.
- Aparentemente você nem se deu ao trabalho de pesquisar sobre mim antes de vir para cá. – Dei de ombros. – Mas, sim, eu estou nesse patamar, porque pessoas próximas a mim me deram essa oportunidade. – Falei sorrindo. – Me permitiram tentar, me permitiram falhar, e o mais importante, não se afastaram de mim quando as coisas apertaram. – Falei sincera, soltando um suspiro forte. – Então, por favor, mamãe, o que você quer para eu fingir que você nunca passou aqui? – Sorri. – Afinal, todos estamos muito bem sem você.
- Bem? Vocês estão magníficos. Não parecem as mesmas pessoas que eu deixei para trás.
- Chegamos ao ponto. Você nos deixou para trás, Fátima. – Fui sincera. – Meu pai não teve escolha a não ser cuidar de um bebê que tinha acabado de desmamar. – Me sentei na cama. – E sabe o melhor? Ele fez isso magnificamente. – Sorri. – Tivemos nossas dificuldades, nossos apertos, mas nunca faltou comida, carinho, amor, compreensão. – Balancei a cabeça. – Por que você acharia que depois de anos a gente sentiria sua falta? Meu pai pode ter sentido algum dia, porque ele te amou, mas eu não me lembro com uma mãe. – Falei honesta. – Jessica, Amélia, Lisa? Sim, elas são minhas mães. E você? O que você é? – Ela abriu a boca diversas vezes e soltou o ar forte. – O que você quer?
- Dinheiro. – Ela falou abertamente.
- E por que eu te daria dinheiro? Acredite, prefiro doar para as instituições de caridade que eu já doo mensalmente.
- Eu posso te chantagear. – Soltei uma risada fraca.
- Eu sei que você pode, notei seu jeito desde que entrei, mas me diga, com o que você vai me chantagear? Eu não tenho segredos. – Sorri.
- Você tem. – Suspirei.
- Bem, se você acha que eu tenho, libere-os. – Sorri. – Eu ainda não vou te dar dinheiro. – Cruzei os braços novamente.
- Espero que você esteja preparada para o que acontecer, então.
- Pode deixar que eu estou. – Sorri, me levantando. – Porque qualquer coisa que você possa saber de mim, os fãs e a imprensa já sabem. Agora, se você quer passar por chantageadora, aí é por sua conta e risco, mas posso dizer que eles não tendem a acreditar em drogados. – Apontei para seus braços roxos e elas os cruzou rapidamente.
- Por favor... – Ela falou.
- Eu posso te pagar uma reabilitação, você tenta se reerguer, mas você nunca venha atrás de mim ou de minha família novamente.
- Por que você faria isso? – Ela perguntou.
- Porque eu não tenho nada a perder. – Falei. – Você tem, e já deve ter perdido muito mais do que eu sei. – Ela assentiu com a cabeça, soltando um suspiro alto.
- Obrigada! – Ela disse e eu me levantei, esticando a mão.
- Temos um trato? Uma reabilitação por nunca mais te ver? Desculpe, mas eu não quero. – Ela pensou um pouco e apertou minha mão.
- Foi bom te ver. – Ela falou. – Você está muito bem.
- Pena que isso não aconteceu antes, quem sabe? – Dei de ombros, indo para a porta do quarto, abrindo-a. – A gente se vê por aí. – Falei, suspirando.

- Ela fez o que? – Robb gritou atrás de mim.
- É o que eu disse. Ela queria me chantagear para eu dar dinheiro para ela. – Abaixei a Vogue que eu era capa.
- Nossa, desculpa, mas que baixo, não?! – Ri fraco, sentindo-o tirar a toalha de meu cabelo.
- Eu não tenho relação nenhuma com ela, não precisa pedir desculpas para mim. – Falei rindo e ele abaixou minha cabeça, colocando no lavatório.
- Mas com o que ela ia te chantagear? – Ele perguntou e eu olhei para ele de cabeça para baixo.
- E eu sei? O único ‘segredo’ é que eu beijei o Chris, mas é para um filme, então não é como se ela tivesse muita coisa. – Ele riu fraco, ligando a água em meus cabelos.
- Mas que gentinha, hein?! Ah, como esse povo consegue? – Ele bufou alto, suspirando.
- Eu gosto de pensar que quem faz isso está desesperado. – Dei de ombros, abaixando a revista.
- E o que você fez?
- Eu prensei ela na parede, mas vou pagar de um ano de reabilitação para ela. Ela se envolveu com drogas e sei lá o que mais. – Suspirei. – Não deve ter sido fácil.
- Reabilitação em Relva? – Neguei com a cabeça.
- Não, São Paulo. Não quero ela perto de mim ou de minha família de novo. Estamos bem, sabe? Além de que eu já tenho várias pessoas que eu considero como mãe. – Sorri e ele assentiu com a cabeça.
- Sim, eu acho que te entendo. Quem ela é para aparecer agora, certo? Ela teve tanto tempo para fazer isso. – Suspirei, sentindo-o esfregar meu coro cabeludo.
- Eu sei que isso vai me assombrar por um tempo, imaginar e se eu desse a ela uma chance, sabe? Mas eu já tenho a minha família, não seria justo comigo. – Ele soltou um suspiro.
- Querida, eu não sei se você fez a coisa certa ou errada, mas você fez o que você achou melhor, agora tem que viver com isso. – Assenti com a cabeça.
- Eu sei, e eu espero não perder o sono por causa disso. – Ele sorriu, acenando com a cabeça.
- Não vai, você tem muitas pessoas para te apoiar.
- Sei sim. – Sorri, vendo-o colocar a toalha no meu cabelo.
- Vamos lá! – Ele disse, indicando para a cadeira e eu o segui, me sentando na mesma e colocando a revista na bancada. – Vamos ver como ficou? – Ele perguntou e eu assenti animada. – Agora! – Ele puxou a toalha em meus cabelos e eu arregalei os olhos surpresa.
- Oh meu Deus! – Falei.
- Oh droga, ficou laranja demais. – Ele falou, fazendo careta.
- Eu amei! – Falei, vendo meus novos cabelos ruivos molhados e passei a mão na ponta. – Está demais.
- Você gostou? – Ele perguntou.
- Amei! Está demais! – Falei animada, passando a mão nos fios.
- Seco ele vai ficar mais chamativo. – Ele falou.
- Está demais! – Falei rindo. – Eu adorei! Seca, eu quero ver como vai ficar! – Ele riu fraco, balançando a cabeça.
- Isso que é uma mudança extraordinária! – Ele falou e eu pisquei, rindo fraco.
- Espero que Anthony goste. – Falei e ele sorriu, balançando a cabeça.

- E agora, representando o filme Alice, na categoria de Melhor Trilha Sonora Original, por favor, recebam a cantora Stone. – A voz falou, me introduzindo, e eu coloquei meus pés para andar, vendo meu vestido flutuar pelo palco, até eu me colocar em frente a um pedestal no meio do palco, e respirei fundo.
O ritmo mixado começou logo em seguida, longo e seguido, fazendo com que as luzes sobre mim fossem ligadas devagar e eu consegui ver a plateia sentada em suas posições e logo David entrou com o piano forte e solitário, fazendo-o ecoar pelo salão.
- Creeping out. Spinning around. I'm underground. I fell down. Yeah, I fell down. – Respirei fundo, fechando os olhos. - I'm freaking out. – Forcei a voz. - Where am I now? Upside down and I can't stop it now. It can't stop me now. – Alonguei a voz, movimentando as mãos lateralmente. – Oh! I'll get by. – Respirei rapidamente. - I'll survive. When the world's crashing down. When I finally hit the ground, I won't turn myself around. Don't you try to stop me, I won't cry. – Senti minha voz afinar no fim e molhei meus lábios entre si.
As notas do piano ficaram mais rígidas, a bateria mais forte e a orquestra tocava atrás com muito carinho e força, fazendo com que eu mexesse meu corpo devagar, respirando fundo, atenta ao tempo.
- I'll play the game, but I can't stay. – Senti as notas arrepiarem meu corpo. - I've got my head on straight and I'm not gonna change. I'm not gonna change. – Movimentei a cabeça. - I'll win the race, keep up with the pace. Today is the day, that I start to pray. You can't get it my way. – Alonguei novamente, abrindo os braços. - No! I'll get by. I'll survive. – Abaixei meus braços fortemente, fechando as mãos em punhos. - When the world's crashing down. When I finally hit the ground, I won't turn myself around. Don't you try to stop me, I won't cry. – Suspirei. - I found myself in wonderland. – Abri um sorriso com as luzes azuis que cortavam o local. - Get back on my feet again. – Minha voz ficou mais fina. - Is this real? Is this pretend? – Abri os olhos, sorrindo. - I'll take a stand until the end. – Abri os braços, vendo as luzes começarem a piscar entre azuis e brancas. - Oh! I'll get by. I'll survive. – Abri um sorriso. - When the world's crashing down. When I finally hit the ground, I won't turn myself around. Don't you try to stop me, I won't cry. Oh! I'll get by. I'll survive. When the world's crashing down. When I finally hit the ground, I won't turn myself around. Don't you try to stop me, I won't cry. – Terminei a música em um suspiro, ouvindo o ritmo mixado novamente baixo, até tudo ficar em silêncio e o som dos aplausos ficarem evidentes novamente.

- Por favor, recebam no palco do Golden Globe, Chris Hemsworth e Chris Evans. – Me desviei do que Mike falava e eu virei o rosto para frente, vendo Chris entrar no palco com um terno preto e gravata borboleta, ao lado de Chris Hemsworth e abri um pequeno sorriso.
- Trilha sonora, músicas originais, um filme não seria nada sem esses pequenos artefatos. – Hemsworth falou.
- Emoção, arrepio, felicidade, sorrisos e lágrimas, nada disso seria possível sem a certa música no momento correto. – Evans falou com as mãos no bolso, ele estava diferente, o cabelo estava ralo e ele tinha uma barba bem discreta no rosto.
- Esses são os indicados de canção original. – Hemsworth falou e eu fiquei mais nervosa, era uma categoria que eu competia.
- "Bound To You", Burlesque. "You Haven't See The Last Of Me", Burlesque. "There’s A Place For Us", As Crônicas de Nárnia: A Viagem do Peregrino da Alvorada. "Coming Home" - Onde o Amor Está. "I See The Light", Enrolados. – Evans falou, com um pequeno sorriso no rosto e eu senti Anthony apertar minha mão em cima da mesa e sorri, nervosa.
- E o Golden Globe vai para... – Hemsworth falou, abrindo o envelope. – I See The Light, Enrolados, música de Alan Menken e letras de Stone. – Mack soltou um grito em nossa mesa e eu ri, me levantando, abraçando rapidamente Anthony e sentindo um beijo de David e eu saí do meio da nossa mesa, vendo Alan, que estava perto de nós, esticar a mão para mim e eu o abracei fortemente.
Segurei a ponta do meu vestido tomando cuidado para não tropeçar e dei o braço para ele, subindo para o palco, vendo Evans com um largo sorriso no rosto e eu me soltei de Alan, abraçando-o fortemente.
- Parabéns! – Ele cochichou para mim, entregando o prêmio para mim e eu sorri, rindo e segui para abraçar o outro Chris, vendo-os se colocar na lateral e eu e Alan dividimos o microfone e eu indiquei para que ele falasse.
- Obrigado! – Ele falou, rindo. – Obrigado por isso, fazer parte de Enrolados foi uma experiência gratificante. Eu gostaria de agradecer à Disney por me dar essa oportunidade, à direção, produção, toda a equipe. – Ele virou para mim. – Gostaria de agradecer a essa estrela completa que está ao meu lado por todo apoio e loucura. Foi um prazer trabalhar contigo. – Ele esticou a mão e eu sorri, apertando.
- Eu que agradeço, Alan, pela oportunidade de trabalhar com alguém do seu calibre, foi extraordinário. Além de poder trabalhar em um filme da Disney, quem pode dizer que isso aconteceu? – Ri fraco. – Alan, você não conta. – O pessoal riu. – Quero agradecer à minha família, meus amigos, toda a equipe que sempre me apoiou, vocês são demais! – Falei, erguendo o prêmio e dei o braço para Alan, para sair do palco, enquanto o pessoal aplaudia.
- E agora, o prêmio de melhor trilha sonora. – Virei o rosto, assim que notei que estava fora do palco. Nossa, mas já? E vi Evans falando no microfone.
- 127 Horas, O Discurso do Rei, Alice no País das Maravilhas, A Rede Social e A Origem. – Hemsworth falou no microfone e Alan ficou ao meu lado enquanto falavam as indicações e eu respirei fundo.
- Alice no País das Maravilhas! – Dei um pulo nos bastidores, vendo uma câmera em meu rosto e soltei uma risada. – Recebendo esse prêmio, Stone.
Voltei para o palco com a música que eu cantara mais cedo de fundo e Evans e Hemsworth riram e eu os abracei novamente, vendo Evans negar com a cabeça e eu dei de ombros, soltando uma risada e me coloquei em frente ao microfone de novo.
- Oi gente! – Falei, rindo. – Uau, eu nem sei o que dizer. – Ri fraco. – Esse prêmio não é só para mim, é para todos os artistas e bandas que fizeram parte desse trabalho incrível. – Falei animada. – Esse prêmio é para Danny Elfman que fez a trilha sonora de músicas não cantadas, para The All-American Rejects, Owl City, All Time Low, Metro Station, Tokio Hotel, Kerli, 3OH!3, Plain White T’s, e todos os grandes nomes da música que participaram desse projeto incrível que foi Alice. – Sorri. – Gostaria de agradecer em nome deles ao diretor Tim Burton que fez essa seleção magnífica e deu liberdade para que a gente criasse e produzisse as músicas do jeito que achássemos melhor. Quero agradecer a Anne, Johnny, Mia, Helena, Alan, Michael, Matt, Timothy, Stephen, Crispin e a todos que participaram desse filme e foram gentis comigo desde o começo até o fim da produção. – Ergui o prêmio. – Isso é para todos vocês. – O pessoal aplaudiu e vi Tim no meio do pessoal aplaudindo em pé, com um sorriso no rosto.
Evans indicou a saída do palco e eu segui com ele, com meu prêmio na mão, e um largo sorriso no rosto, eu estava muito feliz, aquilo era demais.
- Eu desisto! – Evans falou quando saímos do palco e eu ri, abraçando-o fortemente. – Dois prêmios?
- Eu não esperava que Alice concorresse, muito menos ganhasse. – Falei sincera, pegando o outro prêmio de Alan, que beijou minha bochecha e se retirou.
- Parabéns! – Evans falou sorrindo. – Isso foi demais.
- Obrigada! – Sorri. – Fiquei feliz que foi você que entregou o prêmio. – O abracei rapidamente.
- Acredite, foi um prazer para mim. – Sorri.
- E esse cabelo? – Ele apontou e eu dei uma volta.
- Gostou? – Ele riu.
- Gostei, mas sinto falta do seu cabelo castanho. – Ri fraco.
- Quem sabe na próxima? – Ele riu.
- Oi! – O outro Chris falou e eu ri fraco.
- Oh meu Deus, me desculpe. – Estiquei a mão para ele.
- , Chris Hemsworth. – Evans indicou e eu sorri.
- É um prazer! – Ele falou.
- é uma grande amiga. – Evans falou e eu sorri.
- Grande e velha amiga! – Falei sincera e ele riu.
- Talvez. – Evans brincou. – Boa sorte no Oscar. – Assenti com a cabeça, suspirando.
- Um passo de cada vez. – Falei honesta. – Você vai?
- Não, mas a gente se vê? – Ele perguntou.
- Com certeza! – Beijei sua bochecha rapidamente. – Deixa eu falar com a imprensa.
- Claro! – Ele sorriu.
- Foi um prazer te conhecer Hemsworth. – Ele assentiu com a cabeça.
- O prazer foi meu.

- E agora, representando a música I See The Light, do filme Enrolados, recebam no Oscar Mandy Moore e Zachary Levi. – Abri um sorriso, aplaudindo os dois que entraram no palco de lados contrários. A silhueta de um violão ao fundo começou junto e logo ela começou a cantar.
- All those days watching from the windows. All those years outside looking in. All that time never even knowing, just how blind I've been. Now I'm here, blinking in the starlight. Now I'm here, suddenly I see. Standing here, it's all so clear, I'm where I'm meant to be. – Eu mexia os lábios conforme a música, abrindo um sorriso. - And at last I see the light. And it's like the fog has lifted. And at last I see the light, and it's like the sky is new. And it's warm and real and bright, and the world has somehow shifted. – Ela abriu um sorriso. - All at once everything looks different, now that I see you. – Suspirei, colocando a mão no peito.
O violão continuou e o violino entrou de fundo, aparecendo somente a silhueta de fundo também e suspirei, sentindo um orgulho incrível ter outras pessoas cantando minha música, ainda mais pessoas como Mandy Moore e Zachary Levi.
- All those days chasing down a daydream. All those years living in a blur. All that time never truly seeing things, the way they were. Now she's here shining in the starlight. Now she's here, suddenly I know. If she's here it's crystal clear, I'm where I'm meant to go. – Zachary cantou com sua voz sutil, me fazendo sorrir.
- And at last I see the light. – Eles cantaram juntos.
- And it's like the fog is lifted. - Zachary cantou sozinho e eles deram as mãos.
- And at last I see the light. – Eles se encararam, sorrindo.
- And it's like the sky is new. - Mandy cantou sozinha, sorrindo.
- And it's warm and real and bright and the world has somehow shifted. All at once, everything is different, now that I see you. – Movimentei os lábios acompanhando a música. - Now that I see you. – Suspirei, ouvindo a música terminar e abri um largo sorriso, aplaudindo-os fortemente.

- Recebam no palco Jennifer Hudson para apresentar o prêmio de melhor canção original. – Sorri, sentindo um nervosismo subir pelo meu peito e a cantora e atriz entrou no palco com um vestido vermelho e eu suspirei, sentindo Anthony apertar minha mão e eu suspirei.
- Uma música é comporta por letra e ritmo, mas não é só isso que a define como boa ou ruim. Uma música convencional é classificada pela qualidade, pelo arrepio, pelas lágrimas e pela emoção que ela causa, afinal, toda música tem um significado. Agora, criar uma música que tenha um significado para o filme, algo fictício, é uma arte. – Ela falou e eu sorri, suspirando, adorava ouvir os textos sobre música. – E os indicados desse ano souberam colocar com graciosidade todas essas emoções, fazendo com que a gente se arrepiasse a cada momento, a cada nota, a cada palavra. – Ela sorriu. – Aqui estão os indicados à melhor canção original. – Ela falou e eu sorri, vendo a tela mudar, para os filmes indicados. - "We Belong Together" de Toy Story 3, escrita por Randy Newman. "Coming Home" de Onde o Amor Está, escrita por Bob DiPiero, Tom Douglas, Hillary Lindsey e Troy Verges. "If I Rise" de 127 Horas, escrita por A.R. Rahman, Rollo Armstrong e Dido."I See the Light" de Enrolados, escrita por Alan Menken e Stone. – Abri um sorriso quando falou meu nome, ouvindo o pessoal aplaudir. – E o Oscar vai para... – Jennifer falou, abrindo o envelope, olhando para frente novamente. – I See The Light, de Enrolados, música de Alan Menken e letra de Stone. – Soltei um suspiro de alívio e me levantei, abraçando meu noivo ao meu lado e segui em direção ao palco, vendo Zachary em pé no canto e eu o abracei rapidamente, voltando a andar, segurando a barra do meu vestido, recebendo meu segundo Oscar das mãos de Jennifer, abraçando-a fortemente.
- Oh meu Deus! – Falei animada, me colocando em frente ao microfone. – Meu Deus, mais um! – Ri fraco. – Infelizmente, Alan não pode comparecer, mas eu o agradeço por trabalhar comigo, foi incrível. – Sorri. – Quero agradecer a equipe, a Disney, a todos que fizeram parte direta ou indiretamente desse projeto, que puderam de alguma forma apoiar esse projeto. – Suspirei. – Quero agradecer especialmente para Mandy e Zachary que transformaram essa música em um poema, vocês foram demais. Foi incrível poder ver minha música ser cantada de forma tão magnífica. Obrigada! – Sorri, erguendo o prêmio, ouvindo o pessoal aplaudir.

- Eu vou embora! – Falei para Jessica, suspirando.
- Tem certeza? – Ela perguntou.
- Eu estou com muita dor de cabeça. – Falei, suspirando. – Já vim aqui, Alice já ganhou mais um prêmio, acho que posso ir embora. – Ela acenou com a cabeça.
- Pode ir querida, você quer companhia? – Ela perguntou.
- Não precisa. Eu sei o caminho. – Levantei da mesa, pegando minha máscara do BAFTA e acenei para o pessoal da mesa, saindo do salão onde estava acontecendo a premiação e caminhei pelo hotel em Los Angeles, onde, ironicamente, estava acontecendo a premiação.
- Saindo de fininho? – Virei o rosto, vendo Chris pisando em uma bituca de cigarro e eu franzi a testa.
- Ei! – Falei rindo, parando ao seu lado.
- Como está? – Ele perguntou.
- Estaria melhor se não tivesse te pego no flagra. – Apontei para o cigarro e ele riu fraco.
- É só cigarro, prometo. – Ri fraco.
- Eu sei, você não seria tonto em fumar maconha com esse pessoal em volta. – Assenti para alguns fotógrafos à paisana.
- Estou surpreso em como você parece uma boneca de vez em quando, e quando parece uma sex machine em outras situações. – Dei de ombros, dando uma volta, fazendo meu vestido flutuar um pouco e ele riu.
- Depende do meu humor. – Ele riu fraco.
- Você não sai de algum lugar sem um prêmio, não?! – Ele apontou para a máscara e eu a coloquei em frente ao meu rosto, rindo fraco.
- Às vezes até eu me assusto, sabia? – Ele riu fraco.
- Você merece, sabe? Por tudo. Você é incrível. – Ele falou e eu senti meu rosto esquentar.
- Obrigada! – Abaixei meu prêmio novamente, sorrindo.
- Já está indo?
- Dor de cabeça. – Dei de ombros. – Não sei por quê. – Suspirei.
- Muita atenção. – Ri fraco, empurrando seu ombro.
- Engraçadinho! – Ele sorriu. – E esse cabelo penteado para trás? – Perguntei.
- Cabelo está ficando longo. – Ri fraco.
- Eu gostei. – Falei sorrindo. – Apesar de você não ter gostado do meu. – Toquei o coque e ele riu.
- Não é que eu não gostei, mas sinto falta do castanho de quando nos conhecemos.
- Parece que faz uma eternidade, não? – Ele riu fraco. – Seis anos já.
- Nossa! – Ele balançou a cabeça, rindo. – Vamos parar de contar.
- Eu acho melhor também. – Sorri, rindo. – A gente se esbarra por aí? – Perguntei.
- Estamos nos esbarrando bastante ultimamente. – Ele falou.
- Espero que continue assim. – Fui honesta, me aproximando dele e dei um rápido beijo em sua bochecha. – Para de fumar, o cheiro é horrível em um homem bonito. – Ele riu fraco. – Até mais, Evans. – Acenei para ele e peguei a chave do valet que me esperava.

- Passando! – Mack gritou perto do ouvido de Evans e eu ri fraco, dando um tapa nele, vendo o mais velho virar o rosto.
- Nossa! – Ele comentou, se virando.
- Eu disse que a gente iria se encontrar mais vezes. – Falei sorrindo, apoiando a mão em seu ombro coberto pelo casaco de couro e dei um rápido beijo em sua bochecha.
- Estou vendo! – Ele riu. – E dessa vez a gangue veio inteira. – Pisquei. – O que você está fazendo aqui? Não me diga que você está concorrendo ao MTV Movie Awards.
- Ah, a gente estava precisando sair de casa. – Dei de ombros.
- Estou gostando desses encontros. – Ele falou e eu sorri.
- Bem, depois de hoje, creio que só nos encontraremos na première do seu filme.
- Você vai? – Ele falou animado.
- Claro que sim! – Mike apareceu atrás de mim. – Você realmente acha que perderíamos isso? Nem vem! – Ri fraco.
- Eles são um pouco viciados em filmes de super-heróis e tudo mais, sabe? – Dei de ombros e ele riu.
- Um pouco? – Chris perguntou e eu ri.
- Evans, Stone, uma foto, por favor! – Ouvi o fotógrafo falar e eu passei a mão nos meus cabelos de fogo.
- Se importa?
- Não, precisamos de uma para nossa coleção. – Ele falou e eu sorri, virando o rosto para as câmeras, sentindo Evans passar a mão em minha cintura e eu suspirei, arqueando o corpo, sorrindo para as fotos, arrepiada com a mão de Evans e eu passei o braço pelos seus ombros.
- Ei, não esquece da gente! – Louis falou e logo minha banda inteira se acomodou em nossa frente e do nosso lado, fazendo com que toda a seriedade da foto sumisse, me fazendo rir.
- Eles são extraordinários, não?! – Comentei com Chris que riu.
- Seus amigos. – Ele falou.
- Ei, essa doeu! – Jack falou, erguendo as mãos e eu sorri.
- Acredite, não existe privacidade quando eles estão juntos. – Ele riu fraco.
- Ainda bem, coisas ruins podem acontecer. – Suspirei, sentindo meu corpo arrepiar e eu engoli em seco.
- A gente se vê! – Falei, dando um rápido beijo em sua bochecha e saí de perto, virando o rosto rapidamente para trás, notando que ele estava me encarando e logo virei novamente, balançando a cabeça.

O carro preto andou mais um pouco, a porta foi aberta e eu respirei fundo, ajeitando a renda do meu vestido e saí do carro, ajeitando o cabelo que caía em meus olhos, escondendo-o dentro do chapéu claro, ouvindo os gritos dos súditos ingleses lá fora e ajeitei o vestido, acenando para eles, antes de ficar de frente para a Abadia de Westminster e respirei fundo, caminhando em direção a entrada, vendo diversos câmeras a postos e entrei no local onde seria o casamento do século e respirei fundo, vendo uma pessoa seguir em minha direção.
- Senhorita Stone. – Sorri para ela, acenando com a cabeça. – Me siga, por favor. – Ela falou e eu a acompanhei, andando pouco, e ela me indicou ao meu lugar e eu gelei na hora, era do lado de Elton John e eu suspirei. – Fique à vontade.
- Obrigada! – Falei e sentei, eu estava no casamento real.
- , é um prazer te conhecer. – Elton foi o primeiro a falar e eu sorri, apertando sua mão rapidamente, notando que eu estava tremendo.
- O prazer é meu. – Falei baixo, sorrindo, aquele local estava muito silencioso. – Nossa, que prazer! – Ele riu fraco.
- Esse é David...
- Seu marido? – Perguntei e ele sorriu, indicando com a cabeça e eu apertei a mão do outro homem. - É um prazer conhecê-los. – Sorri sincera. – Vocês são incríveis, você é incrível. – Falei e ele segurou minha mão rindo.
- Você também, não se esqueça disso. – Assenti com a cabeça.
- Obrigada! – Sorri.
Logo o noivo chegou, junto de seu lindo irmão. William e Harry entraram na Abadia, cumprimentando as autoridades religiosas e desfilaram pelo tapete vermelho no local e eu suspirei, já os conhecia, afinal, fui convidada para o casamento, mas que era bom olhar para eles, era.
Em seguida chegou a família da noiva, a mãe e o irmão, que por sinal, também era muito bonito. Acredite, eu estava sozinha no casamento do século, com Elton John ao meu lado e ninguém para comentar comigo sobre os homens ou mulheres bonitas. Ai que saudade de Jack nesse momento.
O príncipe Charles e Camilla Parker Bowles entraram em seguida, também sendo cumprimentados pelas autoridades presentes e eu suspirei, gente, aquilo estava realmente acontecendo. De pensar que quando lançamos Ready Or Not a gente esperava que eles ficassem juntos pelo tempo de divulgação da música e agora eles estavam se casando, que sonho!
Meu coração veio à garganta quando a Rainha entrou no recinto, fazendo com que tudo que estava silencioso, ficasse mais ainda e eu respirei fundo, vendo-a passar em nossa frente e, foi impressão minha, ou ela deu um leve aceno? Não, deve ser coisa da minha cabeça.
A irmã da noiva, Pippa, entrou com as daminhas e os pajens, pelo visto era permitido que mais alguém usasse branco no dia do casamento da noiva, sua irmã. Ela entrou com um tubinho longo branco lindo com crianças mais lindas ainda sorrindo e acenando.
Assim que a noiva foi vista no fundo da igreja, todos nos levantamos com um largo sorriso no rosto. Ela estava linda demais, seu vestido era parecido com o de Diana, mãe de William, mas mais moderno.
Ela parou logo que entrou na igreja, enquanto sua irmã arrumava a calda do seu vestido e eu acompanhava ao lado de Elton e seu marido David, eu estava surtando por dentro, além de Elton, eu havia visto David e Victoria Beckham, então estava me sentindo exclusiva, era a única artista de fora que havia sido convidada, talvez por uma música? Ou pela gratidão? Eu não sabia dizer, mas eu estava feliz em acompanhar aquilo.
Kate voltou a entrar diante dos meus olhos, de braços dados com seu pai e eu sorri, suspirando, mantendo as mãos firmes em frente ao corpo. Eu acho que dava tudo para saber o que se passava na mente dela agora. Na minha, como convidada, passava milhões de coisas, imagina na dela, que estava casando?
Não tive a oportunidade de ver muito mais, estar no casamento e participar do casamento, eram situações diferentes para casamento real. Afinal, a Abadia tinha o formato em cruz e só quem estava lá na frente via com exclusividade o que estava acontecendo, mas os outros mortais, só tínhamos um vislumbre do que rolava, e só isso, para mim, parecia a melhor coisa do mundo. Um dos pontos altos da minha carreira.
As alianças foram trocadas, os sins foram ditos, eu chorei, eles passaram raspando em minha frente e o mundo inteiro aplaudiu ao acontecimento do ano. Aquilo foi espetacular. Era hora de voltar a vida real.
Mas algo que me surpreendera durante esse casamento: eu não havia pensado em nenhum momento sobre o meu casamento, como seria, o que eu faria, o que eu usaria, nada! E isso não era um bom sinal para o meu coração ou minha mente.

- Você realmente acha que isso vai dar certo? – Cochichei para Mack e ele deu de ombros.
- Eu não sei. Eles vivem brigando, eu to com medo que ela negue. – Arregalei os olhos.
- Ela não vai negar. – Falei.
- Você tem certeza? – Fiquei quieta, suspirando.
- Há quanto tempo eles não se falam? – Perguntei, suspirando.
- Um mês? Mais ou menos. – Passei a mão no rosto.
- Isso deveria ter sido feito há muito tempo.
- Eu sei! – Mack falou. - Mas a culpa não é nossa.
- Se preparem, gente! – Mike falou animado. – Ela está chegando. – Suspirei, me ajeitando na lateral do palco improvisado na casa de Lacey em Taraboo e soltei o ar forte. Isso não daria certo. – Xí! – Ele falou para todos os nossos familiares que estavam assistindo e eu fiquei sem respirar por alguns segundos, o suficiente para ouvir a porta sendo destravada e Lacey abrir em seguida.
- O quê? – Foi o que eu consegui ouvir antes que Mike começasse a tocar o violão, sentado em um banco no meio do palco, me fazendo suspirar, tentando analisar os movimentos de Lacey.
- He woke up from dreaming and put on his shoes. – Mike começou com sua voz suave. - Started making his way past two in the morning. He hasn't been sober for days. – Suspirei, vendo Lacey colocar sua bolsa na mesa, se aproximando do palco. - Leaning now into the breeze remembering Sunday, he falls to his knees. They had breakfast together, but two eggs don't last like the feeling of what he needs. – Sua cara era de confusão. - Now this place seems familiar to him. She pulled on his hand with a devilish grin. She led him upstairs, she led him upstairs. Left him dying to get in. – Mack tocava o baixo com ele. - Forgive me, I'm trying to find my calling, I'm calling at night. I don't mean to be a bother, but have you seen this girl? – Senti um arrepio passar pelo meu corpo. - She's been running through my dreams and it's driving me crazy, it seems I'm gonna ask her to marry me. – Vi um pequeno sorriso surgir os olhos da loira e eu a imitei. - Even though she doesn't believe in love, he's determined to call her bluff. Who could deny these butterflies? They're filling his gut. – Mike balançou a cabeça. - Waking the neighbors, unfamiliar faces. He pleads though he tries, but he's only denied. Now he's dying to get inside. – Ele cantou mais alto, fazendo com que o som da bateria fosse abafado. - Forgive me, I'm trying to find my calling, I'm calling at night. I don't mean to be a bother, but have you seen this girl? – Movimentava meus lábios devagar, Lacey já tinha lágrimas nos olhos. - She's been running through my dreams and it's driving me crazy, it seems I'm gonna ask her to marry me. – Mordi meu lábio inferior, encarando a aliança em meu dedo, suspirando. - The neighbor said she moved away. Funny how it rained all day. I didn't think much of it then but it's starting to all make sense. Oh, I can see now. – A guitarra ficou mais forte em meus dedos. - That all of these clouds... – Forcei os dedos na guitarra, acompanhando o ritmo. - Are following me in my desperate endeavor. To find my whoever, wherever she may be. – Respirei fundo.
- I'm not coming back. – Comecei a cantar. - I've done something so terrible, I'm terrified to speak, but you'd expect that from me. – Fechei os olhos, cantando com toda a força possível. - I'm mixed up, I'll be blunt. Now the rain is just washing you out of my hair and out of my mind. – Respirei fundo, sentindo meu corpo arrepiar. - Keeping an eye on the world. So many thousands of feet off the ground. I'm over you now, I'm at home in the clouds, towering over your head. – Senti lágrimas caírem pela minha bochecha e respirei fundo, parando de cantar e tocar.
- I guess I'll go home now, I guess I'll go home now, I guess I'll go home now, I guess I'll go home. – Mike terminou de cantar e tocar sozinho, fazendo um silêncio se instalar na sala do apartamento de Lacey e Mike colocou o violão no chão e se levantou, colocando a mão no bolso e pulou do pequeno palco, se colocando em frente a loira e se ajoelhou, me fazendo abrir um grande sorriso. – Lacey... – Ele engasgou, engolindo em seco. – Eu estou atrasado. – Ele foi sincero. – Onze anos, diversos momentos juntos e eu não fui capaz de decifrar sozinho seus pensamentos. – Abri um sorriso. – E já peço desculpa por isso. – Ri fraco. – Mas agora, nesse momento, eu gostaria de te fazer uma pergunta. – Ele respirou fundo. – Você me daria o prazer em se tornar minha esposa? – Segurei na blusa de Mack, abrindo um sorriso.
Lacey demorou um pouco para responder, eu não sei se ela estava realmente pensativa, ou se ela havia travado, mas eu estava nervosa, aquele pedido de casamento havia sido pensado milimetricamente para nada dar errado, a não ser a resposta dela.
- Responde logo! – Louis gritou nervoso e eu ri.
- Sim! – Ela falou alto. – Sim, sim, eu aceito! – Ela falou animada e Mike se levantou rapidamente, abraçando-a fortemente e eu sorri, começando a aplaudir e desci do palco junto com o pessoal, para abraçá-los.

- Alô, quem é? – Atendi o telefone, ouvindo Jack e Mack gritar novamente e eu coloquei a mão no ouvido, me afastando um pouco.
- Falo com Stone? – Soltei um suspiro. Lá vem bucha.
- Sim, quem gostaria? – Perguntei, me encostando no batente da porta.
- Meu nome é Jennifer Lee, eu estou produzindo um filme novo da Disney e gostaria de te convidar para fazer a trilha sonora. Você estaria interessada? – Ela perguntou e eu suspirei.
- Claro! Só gostaria de saber mais sobre o que se trata. – Ela falou.
- Estamos começando a produção do filme Frozen: Uma Aventura Congelante, que contará a história de Elsa, uma princesa que tem o poder do gelo e Anna sua irmã que fará de tudo para ajudar a controlar seus poderes, é baseado no livro A Princesa de Gelo.
- Sim, eu ouvi falar, as novas princesas da Disney, certo? – Perguntei, sorrindo.
- Sim, exatamente. – Sorri.
- Poderíamos marcar um dia para conversarmos? Creio que seria mais interessante do que falar pelo telefone. Afinal, é um filme da Disney, não é pouca coisa.
- Claro que sim! Seria o ideal mesmo. – Sorri. – Quando poderia nos encontrar?
- Eu tenho estado bastante livre, na verdade.
- Podemos combinar no fim da semana? – Ela perguntou.
- Claro, vai ser ótimo! Ligue para minha empresária, ela marca, pode ser?
- Claro! Sem problemas. – Ela falou. – Vai ser um prazer, senhorita Stone.
- O meu também. – Sorri, desligando e voltei para dentro do estúdio de Mack.
- E aí, quem era? – Louis perguntou e eu ri fraco.
- Sabe o que dizem sobre mais prêmios igual a mais trabalho? – Perguntei.
- Sim, já ouvi isso. – David falou.
- Eu acabei de ser convidada para fazer a trilha sonora de mais um filme da Disney.
- O quê? – Eles falaram em conjunto.
- Sim, eles me querem de novo.
- Vai garota! – Eles gritaram e eu ri, balançando a cabeça.

- O que você acha, amor? – Anthony abriu no computador e eu suspirei. – Quatro dormitórios, quatro banheiros, uma ótima área de lazer, dois andares, cozinha americana, duas salas... – Suspirei, fuçando nas fotos.
- Ah, eu não sei, Tony. Não sei se quero decidir agora. – Suspirei, encostando a cabeça no travesseiro novamente. – Estou com dor de cabeça.
- Mas precisamos decidir onde vamos morar, você não quer morar aqui porque é pequeno, o meu apartamento também é pequeno, esse é o primeiro passo para começarmos a planejar o casamento. – Suspirei, balançando a cabeça.
- Eu sei, amor. Mas eu tenho estado tão avoada esses dias. – Suspirei, erguendo o corpo novamente. – Vamos fazer o seguinte, você tem que ir trabalhar agora, então me manda todas as casas que você achou, eu analiso e a gente combina de ir visitar, que tal?
- Pode ser! – Ele se levantou, dando um beijo em minha testa. – A gente vê isso mais tarde.
- Obrigada, amor. – Me levantei atrás dele. – Vou ver se tomo um remédio, dou uma descansada, deve ser só muita coisa na cabeça. – Ele assentiu com a cabeça.
- Eu sei. Onde eu fui estacionar meu burro, hein?! – Ele perguntou e eu ri, mostrando a língua para ele. – Oh! – Ele abriu a porta. – Oi Jessica!
- Oi casal, tudo bem? – Ela perguntou e recebeu um beijo de Anthony.
- Bem e estou indo trabalhar. Até mais! – Ele falou, acenando para nós dois e aproveitou o elevador que Jessica tinha chego.
- E aí! – Falei para ela, acenando com a cabeça.
- Tá tudo bem?
- Só dor de cabeça. – Suspirei. – Anthony está falando de casas e eu ainda nem sei se eu decidi alguma coisa.
- Bem, aqui tem algo para te ajudar a ter mais dúvidas. – Ela me esticou um envelope azul. – A première do Chris é na semana que vem, tem sete convites aqui, ou seja, Anthony não foi convidado. – Suspirei.
- O que você acha disso? – Perguntei.
- Eu não sei, . Se eu soubesse ler mentes masculinas, eu não estava com Brent de novo. – Ri fraco.
- Vocês estão bem, não vamos misturar as coisas. – Ela sorriu. – Pode confirmar nossa presença.
- Eu já confirmei. – Ela encostou no batente da porta, respirando fundo. – Só acho que você precisa decidir o que quer, .
- De certa forma, eu já escolhi, certo? – Perguntei, suspirando.
- Não, você entrou na sua zona de conforto e não quer sair mais dela, escolher entre um ou outro é algo totalmente diferente. – Suspirei.
- Ok, mas agora eu vou tomar uma pílula gigante e dormir, eu não quero pensar nisso agora. – Ela assentiu com a cabeça.
- Não vou ficar colocando minhocas na sua cabeça, então. – Ela voltou para a porta. – Passa em casa mais tarde para assinar o contrato de Frozen.
- Pode deixar. – Assenti com a cabeça. – Te mando mensagem. – Ela assentiu com a cabeça e puxou a porta, me fazendo assustar com o barulho, joguei as outras correspondências no sofá e abri o envelope da première, pegando os ingressos de Capitão América: O Primeiro Vingador, sorrindo, Chris estava, finalmente, fazendo muito sucesso, e eu estava vendo isso acontecer, só não sei se no posto certo.
Andei para meu quarto, fechando a porta, e abri o móvel ao lado da cama, puxando um álbum de fotos, e comecei a virar elas rapidamente, encontrando algumas fotos com Evans, diversas premières ao longo dos anos. A gente sempre se divertia, ria, brincava, sempre apoiava um ao outro.
Agora Anthony era diferente, foi um relacionamento que começou como relacionamento. Primeiro encontro, primeiro beijo, primeira vez. Onde foi que eu me meti? Eu estava em uma sinuca de bico na qual eu fugia de Anthony, fugia das decisões do nosso casamento, mas quando estava com Chris eu não tinha certeza se era aquilo mesmo que eu queria. Eram duas personalidades diferentes, dois trabalhos diferentes, e eu não tinha a mínima ideia do que eu queria. O certo era ficar distante de ambos e ver quem eu sentia falta primeiro, mas essa não era uma solução.
Guardei os álbuns novamente, soltando o ar forte e encostei o rosto na minha perna, sentindo Grape passar o focinho em minha perna novamente e suspirei, acariciando seus pelos cor de mel.
Ah Grape, como eu queria que você falasse agora e me dissesse exatamente o que eu deveria fazer. Era tão difícil. A pior parte era sorrir e fingir que tudo estava bem. Eu sentia falta de Evans, daqueles lábios carnudos, seus braços em volta do meu corpo, mas eu sabia que sentia isso porque não o tinha, se eu optasse por trocar, eu sentiria falta do Anthony dessa mesma forma? Suspirei alto, sentindo meus olhos lacrimejarem.
Não, você não nasceu para sofrer por homem. Se for necessário, que eu fique sozinha, ninguém merece minhas lágrimas e não é agora que eu daria oportunidade para merecer. Essa é a minha vida e eu tinha que fazer essa decisão se quisesse ser feliz.
Eu só tinha uma certeza: eu não sabia mais de nada.

Desci do carro, puxando a barra do meu vestido para baixo e vi o pessoal da minha banda sair junto e eu sorri, acenando para os fãs nas laterais do tapete... Era uma bandeira dos Estados Unidos.
Jack me deu o braço e eu sorri para ele, apertando-o contra meu corpo e andei em direção ao tapete vermelho, acenando para as pessoas a todo momento e sorrindo para as fotos que não paravam de pipocar atrás de mim.
Emily, Mike, Mack, David e Louis vinham logo atrás de nós, rindo e brincando. É, eles realmente estavam empolgados em estar ali. Eu e Jack paramos um pouco a frente, na parte azul do tapete e nos abraçamos de lado, tirando algumas fotos e o resto da banda logo se juntou a nós.
Pisão nos pés, risadas, gritos, brincadeiras, tudo isso fazia parte do nosso momento de tirar fotos. Depois disso nós nos afastávamos um pouco, eu coloquei a mão na cintura, virava o corpo, jogava meus cabelos ruivos para os lados e sorria para eles, ouvindo-os chamar meu nome para todos os lados.
Em um momento que eu virei o rosto, eu vi o astro da noite. Chris já tinha chegado, ele usava um lindo terno azul escuro com blusa em um tom mais claro, os cabelos castanhos arrepiados e um ridículo óculos de sol amarelo nos olhos. Balancei a cabeça rindo. Ele estava junto de outras pessoas do filme, dois homens e uma moça. Um desses homens eu logo reconheci como Dominic, me fazendo rir. Ele realmente estava nesse filme.
- Vai falar com ele? – Jessica perguntou ao meu lado e suspirei.
- Sim, eu vou. – Engoli em seco e olhei para ela. – Por favor, sem pressão.
- Não falei nada, nossa! – Ela se afastou dando de ombros e eu ri, acenando uma última vez para os fotógrafos antes de me aproximar dos quatro que sorriam para as fotos.
- Posso interromper? – Perguntei, vendo os quatro desviarem o rosto para mim.
- ! – Chris falou, se afastando do pessoal um pouco. – Você veio! – Ele disse e eu sorri, abraçando-o apertado.
- Claro que sim! – Sorri. – Eu prometi que vinha! – Sorri e ele passou a mão em meu cabelo.
- Ainda não me acostumei. – Ri fraco, abaixando sua mão.
- Eu acho que sou qualificada o suficiente para te desejar muito sucesso nessa nova etapa. – Ele abriu um sorriso. – Vai ser difícil, complicado. Tem dias que você vai querer pular da janela, mas vai valer a pena. – Ele riu fraco.
- Obrigado, ! Significa muito para mim, principalmente vindo de você. – Sorri, abraçando-o novamente, soltando um suspiro enquanto sentia o cheiro gostoso de seu perfume e suspirei, afastando o rosto novamente. – Então, me apresente aos seus amigos. – Falei, me virando para eles.
- Hayley Atwell, meu par romântico. – A cumprimentei. – Sebastian Stan e Dominic Cooper, que você já conhece. – Ele falou.
- Já conheço sim! – Abracei Dominic fortemente, sentindo-o me tirar do chão e me girar, me fazendo rir. – Como você está?
- Bem e você? – Ele sorriu, estalando um beijo em minha bochecha e eu o abracei de lado, rindo.
- Não acredito que você beijou meu melhor amigo. – Chris comentou e eu ri.
- Foi para um filme, e também já te beijei para um filme. – Dominic olhou confuso. - Longa história. – Falei e ele riu.
- É diferente! – Chris falou e eu ri.
- Pare de reclamar! – Falei e ele riu, balançando a cabeça.
- E aí, cara, meus parabéns! – Mike foi o primeiro a cumprimentar Chris e eu ri. – Capitão América, isso é demais! – Revirei os olhos.
- Valeu, cara! – Minha gangue inteira cumprimentou Chris e eu só acompanhei as brincadeiras de lado, soltando uma risada.
- A gente vai entrar antes que causemos algum estrago. – Falei, apontando para a entrada, Chris riu.
- Claro! A gente se vê depois?
- Sim, com certeza! – Perguntei sorrindo e me aproximei dele, tirando os óculos. – Por favor, nunca mais use isso! – Bati a mão em seu peito e ele riu.
- Ei! – Ele reclamou e eu pisquei para ele, rindo fraco.

- Aqui está minha garota! – Peguei a bebida de volta e vi Scott.
- Ah! – Apoiei a bebida de volta no balcão e abracei Scott fortemente. – Você está aqui! – Abri um sorrio, apertando-o contra meu corpo.
- Ah que saudades de você, querida! – Ele falou e eu suspirei, estalando um beijo em sua bochecha. – Eca, você está cheirando a álcool. – Ele reclamou e eu peguei meu drink novamente.
- Nada a ver, é só meu quinto. – O vi revirar os olhos e ele puxou a bebida da minha mão e meu braço em outra direção.
- O que está acontecendo? – Franzi a testa.
- Nada, ué! – Suspirei.
- Você não é assim, . – Engoli em seco, sentindo minha cabeça doer. – Você escolheu, não é?!
- Indiretamente sim, mas, na real, não. Eu não sei o que fazer, Scott! – Falei suspirando, sentindo meus olhos se encherem de lágrimas e abanei as mãos em frente a meus olhos, respirando fundo.
- Como assim você não sabe o que fazer, ? – Ele perguntou e eu engoli em seco, me sentando no sofá branco do local.
- Eu não sei o que fazer, simplesmente. – Suspirei. – Eu estou com Anthony e penso em Chris, mas quando estou com Anthony não penso em um futuro, pelo amor de Deus. Eu quero sumir. – Segurei o choro, virando o corpo de costas.
- Oh, minha amiga. – Ele apareceu em minha visão novamente, passando os braços ao redor do meu pescoço. – Eu poderia jogar para o lado do meu irmão, mas você está com uma crise muito maior que uma decisão. – Ele passou as mãos em meus olhos e eu suspirei.
- Por favor, Scott, não me pressione. – Ele assentiu com a cabeça.
- Não irei! – Ele respirou fundo. – Eu só quero te ver bem. – Suspirei.
- Eu já pensei em pedir um tempo para Anthony, mas eu não sei como eu ficaria. Já pensei em dar uma chance ao Chris, mas eu não quero brincar com os sentimentos dele. – Balancei a cabeça.
- Eu vou ser bem honesto contigo, , Chris gosta de você, mas eu não sei mais nada disso. – Suspirei alto. – Ele gostou do beijo, do mesmo jeito que você gostou. Ele não tem dúvidas, ele gostaria de tentar.
- Você disse que não ia pressionar, Scott. – Falei brava.
- Eu não estou te pressionando. – Ele falou. – Estou te dando fatos. Chris gosta de você, Anthony também, do contrário você não estaria noiva dele. – Ele balançou a cabeça.
- Eu deveria ficar sozinha um pouco. – Suspirei. – Sem Anthony, sem Chris. – Balancei a cabeça. – No Brasil, um pouco, para pensar, sabe? – Ele me abraçou forte.
- Só quero que você saiba o que está fazendo. – Suspirei.
- Eu também queria saber. – Fui sincera. – Eu estou dividida e eu não sei o que fazer.
- Não pense em Chris, não pense em Anthony, pense em você. O que você quer fazer? – Ele perguntou e eu senti algo subir pela garganta, fazendo com que as lágrimas voltassem a cair.
- Eu quero ficar sozinha! – Falei chorosa. – Eu quero que pare de doer. – Fui honesta. – Dói demais, Scott. – Fui sincera e ele me apertou em seus braços novamente. – Por favor, faça parar.
- Eu não posso, minha amiga, só você pode. – Ele falou e eu respirei fundo, encarando-o novamente. – Mas eu sempre vou estar aqui contigo, não importa o que você faça, quem você escolha, eu sempre vou te apoiar. – Assenti com a cabeça, passando as mãos nos olhos.
- E aí, isolados? – Me assustei com Chris em nossa frente, e suspirei, piscando os olhos novamente. – O que está acontecendo? Você está bem? – Chris ergueu meu rosto e eu passei as mãos embaixo dos olhos.
- Estou! – Falei, piscando os olhos. – Scott estava contando uma piada e eu tenho a tendência de rir até chorar. – Chris sorriu.
- Qual era a piada? – Ele perguntou.
- Aquela vez que você me obrigou a fazer xixi no quintal de casa, e chamou nossa babá. – Soltei uma risada fraca, querendo realmente ouvir essa piada.
- Ei, eu não obriguei ninguém a nada. – Chris falou e eu ri fraco, passando as mãos nos olhos.
- Bem, eu vou dançar! – Scott falou dando de ombros e levando minha bebida para longe.
- Então... – Chris falou.
- Eu adorei o filme! – Falei, virando o rosto para ele. – Você está incrível, a história é demais, eu realmente preciso prestar mais atenção em quadrinhos, personagens e mais. – Ele riu.
- Mesmo?
- Claro que sim, Evans! Tenho que dizer que aquela transformação deixa qualquer um louco, mas a história, a honestidade, honra do Steve é demais. – Ele sorriu.
- Obrigado, , é muito importante. – O abracei forte, apoiando meu queixo em seus ombros. – Obrigado pelo apoio.
- Sempre que precisar! – Falei sorrindo, apertando-o forte em meus braços e soltei um suspiro forte, estalando um beijo em sua bochecha. – Eu sempre estarei aqui. – Ele sorriu.
- Onde nos encontramos agora?
- Bem, oficialmente, tem a festa da gravadora semana que vem, vai ser focada em mim, eles querem focar no contrato novo, algo assim, por que vocês não vão? São coquetéis e petiscos e muita imprensa envolvida, mas é legal. – Dei de ombros.
- Claro, vai ser legal! – Ele falou sorrindo. – Me diga o dia.
- Pode deixar! – Sorri. – E não oficial, tem uma festa que vamos fazer para Louis, Jessica e Melanie que estão completando datas de aniversário cheia, 30, 50 e dez, você pode ir também.
- Também vou completar trinta esse ano. – Ele falou.
- Então vá! A gente comemora tudo junto. – Ele riu fraco. – É sério! Depois da festa da gravadora a gente quer dar um tempo, então talvez o pessoal se divida um pouco. Eu quero ficar com minha família também. – Dei de ombros. – Um tempo só para nós. – Ele assentiu com a cabeça.
- Sendo bem honesto, vocês precisam disso. – Assenti com a cabeça. – É muito tempo trabalhando, uma folga faria bem. – Suspirei.
- Sim, só preciso informar oficialmente minha gravadora disso. – Ele riu.
- Vai dar tudo certo. – Ele sorriu. – Vem, vamos socializar. – Ele falou e eu ri, acompanhando-o pela pista de dança.

- Eu não recebi! – Falei nervosa. – Eu juro, Evans! – Apontei para ele. – Mas eu vi, eu prometo.
- Cara, como você não recebeu? – Ele falou e eu ri.
- Eu não sei, Evans, mas eu não recebi o convite para a première de Qual é o Seu Número?, juro. – Falei honesta.
- Mas eu te mandei! – Eu dei de ombros.
- Eu cheguei em casa, Jessica tinha entregado minhas correspondências e só tinha conta para pagar. – Ele revirou os olhos e eu suspirei. - Mas eu fui no cinema!
- É demais! – Jack falou ao meu lado, gargalhando.
- É, ele tem razão, o filme é incrível! – Falei, rindo. – E eu nem vou mencionar sobre todas as cenas de quase nudez para não te deixar envergonhado. – Ele revirou os olhos. – Mas eu gostei, acho que é um dos seus melhores filmes de comédia, sério! – Balancei a cabeça. – É demais! – Gargalhei novamente, apoiando a mão no ombro de Jack.
- ! – Virei o rosto. – Acho que você deveria dizer alguma coisa. – Jessica falou e eu suspirei. – Galera! – Ela chamou atenção e eu virei para o pessoal. – Vamos prestar atenção? – Anthony passou um braço em minha cintura e eu suspirei.
- Eu tenho que falar alguma coisa? – Perguntei rindo. – Por que sempre eu? – Eles riram.
- Ah, qual é, você tem que ter algo para falar. – Melanie brincou e eu ri, piscando para ela.
- Honestamente, eu não tenho. – Suspirei. – Louis está fazendo trinta anos, Melanie está fazendo dez anos, Jessica está fazendo cinquenta anos, e Chris também está fazendo trinta anos. – Falei, sorrindo. – Ok, isso tudo é ao longo de 2011, mas são datas cheias, datas importantes, números importantes. E... – Balancei a cabeça. – Nesse ano, depois da festa da gravadora na semana que vem, nós vamos tirar um tempo, dar uma respirada, recuperar as energias, então eu quero pegar essa oportunidade e agradecer a todos vocês que nos apoiaram, que se envolveram, que riram e brincaram conosco. É tudo incrível. – Suspirei. – Nós não seríamos nada sem vocês. – Falei, sorrindo. – Mas, sem muito drama, porque só vamos dar uma descansada, talvez até o fim do ano, até o começo do ano que vem. – Dei de ombros. – A gente só precisa de um tempo para repor as energias, sumir com as rugas... – Eles riram. – E começar tudo de novo. – Eles assentiram. – Louis, Jessica, Melanie e Chris. Que nessas datas cheias vocês sejam mais do que já são, mais animados, mais felizes, que tenham mais sucesso e que saibam manter a calma, tudo o que desejamos chega com o tempo, pode ter altos e baixos, mas se você não está inteiramente feliz, é porque ainda não acabou. – Sorri. – Então, só prestem atenção, não mudem por ninguém, e sejam felizes. – Ergui meu copo com água. – Por favor. – Sorri. – Feliz aniversário!
- Feliz aniversário! – Eles falaram juntos e eu suspirei, vendo os quatro aniversariantes concordarem com a cabeça.

Capítulo 21


Passei a mão no rosto e respirei fundo, bocejando enquanto me olhava no espelho. Droga, eu não deveria ter bebido tanto. Abri a torneira da pia e joguei água no rosto para ver se melhorava meu humor, aproveitei e lavei com bastante sabonete para tirar a mancha de rímel que marcava o canto dos olhos.
Puxei o lenço de papel e passei em meu rosto delicadamente, conferindo se nada sairia preto novamente e me senti renovada... Em partes, na verdade. Ainda parecia que eu havia sido atropelada por um trem. Eu ia precisar de muita aspirina e analgésico para voltar ao meu estado natural e estar pronta para a festa de hoje à noite. Ai que droga! Que vontade de cancelar tudo e dormir por um mês.
Pelo menos essa era a última festa dentre meus compromissos. Até tinha algumas, mas espalhadas pelo mês, nada de temporadas longas de eventos mais. Abaixei o corpo e abri o lixinho, jogando o lenço úmido no mesmo e franzi a testa, encontrando algo rosa chamativo dentro do banheiro. Com cuidado, o puxei, encontrando um envelope adereçado a mim. Ué!
Abri o mesmo, encontrando os convites da première de Qual é o Seu Número?, e minha boca foi para o chão. O que estava acontecendo? Terminei de rasgar o envelope, conferindo uns dez convites ali e soltei um suspiro, mas que merda!
Saí do banheiro às pressas, batendo o pé na quina do meu piano e abri a porta com força, fechando o punho e batendo na porta de Jack com força, ouvindo o barulho ecoar pelo hall dos apartamentos.
- Nossa, calma! – Ouvi uma voz fina lá de dentro e Gemma apareceu de pijama ainda. – , oi! – Ela sorriu. – O que foi?
- Cadê Jack? – Perguntei.
- No banheiro. – Ela falou e eu entrei no apartamento que os dois dividiam agora, passei pela porta dos quartos e encontrei Jack meio sonolento, sentado no vaso sanitário.
- Jack! – Gritei e ele olhou para cima.
- Ah , que merda! – Ele se levantou apressado, puxando a calça para cima. – Não tem mais privacidade nem para isso?
- Aparentemente, eu não! – Entreguei o envelope para ele que franziu a testa, saindo do pequeno banheiro e puxando a porta.
- O que é isso? – Ele perguntou.
- É o que você está pensando. – Falei suspirando.
- Você recebeu atrasado?
- Não, estava amassado no lixo do meu banheiro. – Soltei um suspiro alto.
- Como assim?
- Eu queria saber também. – Cruzei os braços.
- Quem fez isso? – Ele perguntou e eu suspirei.
- Eu te dou uma chance. – Falei, respirando fundo.
- Anthony! – Gemma falou atrás de mim e eu apontei para ela, me sentando no sofá de seu apartamento.
- Não! – Jack falou e eu ergui os ombros.
- Como não, Jack? Além de vocês e de Jessica, ele é a única pessoa que tem acesso ao meu apartamento. E como eu sei que vocês não fariam isso, só deixa a opção da única pessoa que tem ciúmes de Chris.
- Se foi ele mesmo... – Jack começou.
- Como eu vou confiar nele? – Falei rápido.
- Calma, , também não é assim! – Jack me parou.
- Não, Jack, é assim sim! – Suspirei. – A única coisa que eu não quero em um relacionamento é um cara que me impeça de ver meus amigos e minha família. E de certa forma, é o que ele fez.
- Mas de certa forma você também não vê o Chris como um amigo. – Bufei alto.
- Ok, eu gosto do Chris Evans, satisfeito? – Falei alto. – Mas eu deixei meus sentimentos de lado porque eu sei que eu tenho um futuro com Anthony... Ou sabia. – Cocei a cabeça, soltando um suspiro.
- Finalmente! – Jack gritou, jogando os papéis no chão. – Estamos tentando te mostrar isso faz tempo, mas você não vê. Você não gosta do Evans, você o ama. Mas você é muito estúpida para enxergar, minha amiga. – Soltei um suspiro alto.
- Ok, vamos voltar ao que interessa? Depois você pode esfregar o que quiser na minha cara.
- Independente da sua opção, porque, afinal, a vida é sua, você tem que resolver isso com Anthony, falar com ele. Depois você vê o que vai rolar. – Ele falou. – Chris acha que você escolheu Anthony, então use isso a seu favor, resolva as coisas com seu noivo, e tire um tempo para si. – Ele deu de ombros.
- Tirar um tempo, quê?
- Eu acho que você precisa decidir o que quer da vida, . Se você realmente ama Chris ou se realmente ama Anthony. Se aquele beijo foi só um fogo que ressurgiu ou se é algo real. – Soltei um suspiro, coçando a cabeça.
- Ok, ok! – Soltei o ar forte. – Eu só preciso que hoje passe.
- É, eu acho importante isso também. – Jack sorriu. – Sem escândalos hoje.
- Sim, eu sei me comportar. – Falei sorrindo. – Eu vou encontrar Anthony só na festa, agirei como se nada tivesse acontecido e amanhã eu falo com ele. E preciso pedir desculpas para Chris. – Balancei a cabeça.
- Sim, mas finja que nada aconteceu, você fica com o rosto vermelho quando se irrita. – Ri fraco, batendo em seu braço.
- Valeu, Jack! – Me levantei, suspirando.
- Quer ficar por aqui um pouco?
- Preciso tomar banho, me livrar de alguns pelos indesejáveis porque daqui a pouco já temos que sair mesmo.
- Que horas vamos para o hotel? – Ele perguntou.
- Precisamos estar lá às 15 horas. – Ele suspirou.
- Ok, então, acho melhor até eu me livrar de alguns pelos indesejáveis. – Ele passou a mão na barba e eu ri, balançando a cabeça.

- Mas espera, se você for ver, isso nem é muito impossível, não. – Emily falou, colocando o brinco e eu suspirei.
- Como assim?
- Ah, . Anthony tem um ciúme mortal do Chris. – Ela deu de ombros. – Fico imaginando o que aconteceria se ele soubesse que vocês se beijaram, ele iria surtar. – Pedi para ela falar mais baixo.
- Mas a esse ponto? Ele sabe o quão brava eu fico se eu me sinto presa. – Soltei o ar forte.
- Não posso ser domada. – Ri fraca.
- Exatamente! – Ela riu. – E outra, eu respeito Anthony, mas eu não vou ficar longe de Chris só por causa daquilo, ele é meu amigo.
- É, mais ou menos. – Ela movimentou a cabeça.
- O que isso quer dizer?
- Eu não estava lá quando vocês se beijaram, mas posso lembrar que você voltou surtada porque tinha sido muito bom, que você achava que estava gostando dele de novo. – Senti minhas bochechas queimarem.
- Você e Jack são impossíveis, sabia? – Ela riu fraco. – Eu falando de algo sério e vocês fazendo piadas comigo.
- Mas você gostar do Chris também é algo sério. – Balancei a cabeça.
- Para, por favor! – Ergui os braços. – Eu ainda não sei o que fazer em relação a isso. Mas uma coisa eu tenho certeza, preciso de um tempo de Anthony para saber exatamente o que eu quero da minha vida, se é Anthony, se é Chris, ou se não é nenhum dos dois. Talvez eu fique no Brasil um pouco, sei lá, eu só preciso pensar.
- Isso mesmo, amiga. Acho que você está certinha. – Suspirei, balançando a cabeça. – Você vem primeiro que homens. – Ela sorriu. – Mas se valer de alguma coisa, o Chris e a família dele...
- Emni! – Gritei e ela arregalou os olhos.
- Ok, eu paro! – Ela deu de ombros e eu revirei os olhos. – Me ajuda a colocar meu vestido, por favor? – Ela perguntou.
- Claro! – Falei, me levantando.
- Mas só digo uma coisa, minha amiga. Creio que o caminho não vai ser tão fácil como a gente pensa. – Soltei um suspiro alto.
- Sim, eu sei! – Suspirei. – Anthony está louco para casar, já fomos ver casas e tudo mais, se eu pedir um tempo ele vai vir com um quente e dois fervendo. – Ela riu fraco, suspirando.
- Sim, mas pensa na sua felicidade antes. – Ela falou e eu acenei com a cabeça.
- Sempre! – Sorri.

Me encarei no espelho e fiquei feliz com o que vi, meu vestido preto com dourado, a maquiagem igualmente escura, contrastando com meus cabelos ruivos, agora levemente desbotados. Toquei o colar de diamantes em meu colo, coloquei o grande anel de diamante vermelho em meu dedo, vi a pequena aliança de brilhante em meu dedo anelar e soltei um suspiro, balançando a cabeça.
Eu não sabia o que eu queria e eu não estava pronta para fazer essa decisão. Eu não sabia magoar os outros, mas eu deveria sair magoada de uma situação perdida? Eu também não sabia se eu lidaria com isso.
- Não faça isso, Mack, não agora! – Ouvi algumas vozes exacerbadas do lado de fora e franzi a testa.
- Eu vou contar! Ela precisa saber que ele é um babaca. – Ouvi as vozes ficarem mais altas.
- Não, Mack, hoje é um dia importante para ela, para gravadora, para todo mundo. – Ouvi a voz de David e senti alguém bater com tudo na parede.
- Ela está confiando a vida dela nas mãos de um babaca, ela podia estar feliz com o Evans há muito tempo, mas não, ela deu uma chance a um amor que não é correspondido, a um traíra. – Mack gritou novamente.
- Mas você não precisa falar com ela hoje, a festa vai começar, espera passar. – Ouvi Louis falar.
- Não, ela precisa saber. – Jack falou e eu abri as portas duplas do quarto.
- Eu preciso saber o que? – Perguntei, cruzando os braços.
David estava segurando Mack pelo colarinho do paletó e os seis pararam o que estavam fazendo para me encarar. Dave soltou Mack e o mais novo puxou seu smoking preto para baixo, soltando um suspiro e eles se entreolharam. Todos estavam bonitos, com roupas pretas igual a minha, mas isso foi o que eu menos vi, só foquei nos olhos vermelhos dele.
- O que está acontecendo? – Perguntei novamente.
- Eu preciso te contar uma coisa. – Mack falou e ele entrou no meu quarto, junto dos outros cinco e Jack fechou a porta, encostando-se à mesma.
- Agora não, Mack! – David falou.
- Esquece, David. – Virei para ele. – Eu não saio daqui até vocês me contarem o que está acontecendo. – David respirou fundo, erguendo as mãos e saindo de perto.
- Por favor, , não mate o mensageiro. – Mack falou e segurou minhas mãos, fazendo com que eu franzisse a testa e eu sentei com ele na cama.
- O que está acontecendo, Mack? – Perguntei, suspirando.
- Eu vou dizer isso de uma vez só, ok?! Como um band-aid. – Ele respirou fundo e eu esperei. – Anthony está te traindo.
Minha única reação foi respirar fundo, soltar as mãos de Mack e me levantar. Eu estava atordoada. Como eu reagiria a isso? Eu vivi com uma pessoa por quase três anos, aceitei me casar com ela, neguei a tudo e a todos para ser traída? Para ser enganada?
- Como você sabe? – Perguntei.
- Depois que Jack me contou sobre os ingressos da première do Chris, eu fui para a gravadora, falei com os seguranças de lá, perguntei se tinha algo suspeito do comportamento de Anthony e eles tinham. – Respirei fundo. – Tem vários vídeos dele com Lucy, , vídeos românticos.
- Minha assistente? – Perguntei e ele assentiu com a cabeça, fazendo com que eu respirasse fundo. – Como eu não enxerguei isso antes?
- Ninguém enxergou isso, . – David falou. – Pensando agora, é irônico como ela apareceu aqui pouco depois de você começar a namorar o Anthony, não?!
- O que está dizendo? – Virei para ele.
- A gente acha que eles estavam envolvidos de alguma forma bem antes disso tudo. – Louis falou. – A gente acha que eles estão planejando alguma coisa.
- Abram! – Ouvi uma voz forte e Jack saiu de frente da porta, fazendo com que a porta se abrisse em um baque, trazendo Jessica, Carl e Ariella para dentro do quarto. Os olhos da minha empresária estavam vermelhos, ela tinha chorado. – Já contaram para ela? – Ela perguntou.
- O que parece? – Emily falou, com a cabeça baixa e eu me sentei na poltrona mais próxima, tentando parar de hiperventilar, eu havia começado a suar e a tremer, eu estava mais nervosa do que triste.
- Se segura que tem mais! – Carl falou e eu franzi a testa.
- Por favor, não. – Falei, balançando a cabeça. – Eu já estava querendo terminar com ele, mas agora depois disso, não é uma ideia, é uma certeza.
- É, mas talvez terminar não será só a solução, talvez tenha que envolver um processo judicial. – Jessica passou as mãos nos olhos, respirando fundo.
- O que...? – Respirei fundo.
- Está faltando dinheiro na sua conta pessoal, . – Jessica falou. – E não é pouco, são milhões de dólares faltando. E todos transferidos para uma mesma conta, . A da gravadora. – Eu agradeci por estar sentada, porque no segundo seguinte eu tinha apagado.

- , oi, acorda! – Mexi minhas pálpebras, sentindo alguém bater em meu rosto de leve. – Ah, ela está acordando. – Abri os olhos devagar, encontrando Jack em minha frente e eu respirei fundo, vendo-o abrir um sorriso para mim.
- O que aconteceu? – Ele me ajudou a me sentar na cama e eu olhei em volta, vendo as mesmas pessoas de volta.
- Você desmaiou! – David falou e me entregou um copo de água levemente branca. – É água com açúcar, bebe. – Ele falou e eu bebi um gole de leve, respirando fundo.
- Eu sei! – Suspirei, colocando a mão na cabeça. – O que você estava dizendo, Jessica? Anthony é um ladrão?
- Sim, . – Ela falou, agora sentada na poltrona que eu estava antes de desmaiar e eu respirei fundo.
- Co-como? – Engoli em seco novamente, virando o copo de água para dentro, limpando os excessos que caíram para fora da boca.
- Jeffrey enviou uma mensagem há alguns dias, falando que estava faltando uma grande quantia da sua conta, algo que aconteceu do nada. A gente foi conferir isso, eu, ele e seu contador, os únicos que temos acesso a sua conta além de você. – Ela respirou fundo. – Alguém fez uma grande transferência da sua conta para a conta da gravadora, milhões de dólares.
- Mas quem? – Perguntei.
- O IP registrado é do seu computador. – Franzi a testa.
- Mas eu...
- Quem é a outra pessoa que tem acesso ao seu computador? - Eu preferi não responder, sentindo meus olhos se encherem de lágrimas. – Exato! – Ela falou. – Anthony entrou no seu computador, no seu internet banking e fez essa transferência.
- Mas para a conta da gravadora? O que isso tem a ver? – Perguntei, respirando fundo.
- Lembra que eu falei que era coincidência Lucy ter entrado na gravadora pouco tempo depois que você começou a namorar Anthony? – David falou e eu arregalei os olhos.
- Você acha que eles estão envolvidos? – Quase gritei.
- Sim! – Jessica falou e eu virei para ela, que já chorava novamente.
- Se eles estão envolvidos isso quer dizer que Brent... – Virei para ela.
- Exatamente! – Ela falou, respirando fundo, passando a mão nos olhos.
- Mas por quê? Eu sou a pessoa mais rentável da gravadora. Vinte por cento de todos os meus lucros vão para eles só por questão contratual, por que eles fariam isso? E Anthony, o que ele tem a ver com isso? Lucy foi implantada para parecer confiável? – Quando eu vi já gritava.
- A gente não sabe, . – Jack falou, olhando para baixo e eu respirei fundo.
- Você sempre foi contra as decisões de Patrick, sempre brigava com ele, rebatia... – Jessica falou e eu de ombros, respirando fundo.
- Não é possível! – Falei, respirando fundo. – São decisões da minha carreira, não tem nada a ver com minha vida pessoal.
- Eu sei, , eu sei, mas esse plano deve ser muito maior do que o que a gente pensa. – Carl falou e eu suspirei.
- A gente também acha que a ideia inicial não era essa, você ia casar com Anthony, estava tudo certo, esse golpe podia ser dado mais para frente, ou nem ser feito. Ele estaria morando contigo, vivendo da sua conta bancária, tendo Lucy como amante, uma vida de aparências...
- Por favor, pare! – Falei, me levantando, respirando fundo.
- Eu sei que é difícil, , mas, por favor... – Jessica falou e eu ergui a mão.
- Por favor, eu preciso pensar. – Balancei a cabeça. – Vocês têm provas?
- Temos vídeos dele com Lucy, dele conversando com Patrick, Brent. – Ariella falou, me esticando um iPad. – Não tem áudio, mas alguns desses encontros aconteceram quando você não estava junto. – Dei play no primeiro vídeo, vendo um time-lapse de Anthony conversando um pouco suspeito com Patrick e mudei de vídeo, vendo-o segurando Lucy pela cintura, antes de dar um beijo nela, fazendo com que eu jogasse o iPad longe, vendo Mike e Louis desviarem do aparelho que bateu forte contra a parede.
- Vocês podem me deixar sozinha um pouco?
- Tem certeza? – Jessica perguntou.
- Sim, só alguns minutos. – Falei, passando a mão no rosto e ela assentiu com a cabeça, se retirando do quarto, junto com o resto do pessoal e eu fechei a porta, encostando na mesma, até sentir meu corpo encostar no chão.

Me levantei de frente a porta do quarto e segui para o banheiro, encarando meus olhos inchados em frente ao espelho, peguei um lenço de papel e passei embaixo do mesmo, limpando a maquiagem que havia borrado um pouco e respirei fundo, apoiando as mãos na pia, fazendo com que eu respirasse fundo.
- Eu sou Stone, pelo amor de Deus. – Respirei fundo. – Eu não vou deixar ninguém passar por cima de mim. – Respirei fundo, colocando para trás os cabelos que escaparam do coque e ajeitei o vestido, conferindo todas as minhas joias.
Voltei para o quarto e respirei fundo, antes de abrir as portas duplas do quarto e assustar todos os meus membros de banda que estavam jogados pelo corredor e se levantaram assustados e eu respirei fundo, passando o dedo embaixo dos olhos.
- Vamos para a festa? – Perguntei, abrindo um pequeno sorriso e andei em direção as escadas.
- ...? – Ouvi alguém me chamar e passos apressados me seguirem.
- O que você vai fazer? – O pessoal fazia diversas perguntas, mas eu estava mais preocupada em olhar para frente e descer as escadas do segundo para o primeiro andar, segurando a barra do meu vestido preto.
Andei a passos largos pelo corredor, essa era a parte boa em ser alta, eu dava grandes passadas e chegava onde queria um pouco mais rápida que o pessoal que vinha atrás de mim. Ouvi algumas vozes vindas do salão no andar de baixo e respirei fundo antes de virar para a sacada, vendo as vozes serem abafadas e eu respirei fundo, abrindo um pequeno sorriso.
- A cantora Stone. – Ouvi uma voz falar e eu respirei fundo, abrindo um pequeno sorriso.
Olhei para baixo e procurei alguns rostos conhecidos, mas na beirada da escada só tinha fotógrafos e repórteres prontos para falar comigo e eu suspirei. Encontrei Chris um pouco longe da muvuca, com Scott ao seu lado e abri um pequeno sorriso, sentindo vontade de chorar naquele momento, mal ele sabia. Como eu queria um abraço dele nesse momento, mas eu estava ali com outro propósito.
Virei o rosto para outro lado, encontrando Anthony com um largo sorriso em frente ao bar, e desvirei o rosto, vendo Lucy ao seu lado e senti o sangue ferver, mas respirei fundo, descendo os degraus um por um. Passei a mão no anel de diamante vermelho de Harry Winston em meu dedo e suspirei, ele teria que me perdoar por isso.
- Oi, , tudo bem? – A primeira repórter perguntou e eu abri um sorriso.
- Você pode me dar licença rapidinho? Já volto, prometo! – Fiz um bico e eles riram.
- Claro! – Eles falaram e um corredor foi aberto para mim e eu respirei fundo.
Segui em direção a Anthony, vendo-o apoiado no balcão e ele abriu um sorriso em minha direção. Ele ajeitou seu corpo no balcão, quando viu que eu estava indo até ele, e ajeitou o paletó escuro, fazendo com que eu abrisse um largo sorriso.
- Meu amor... – Ele falou.
Não deu tempo de eu assimilar o que era certo do que era errado, eu pensei e fiz. Fechei minha mão direita em um punho e a ergui em direção ao rosto de Anthony, ouvindo o baque que o anel fez com seu maxilar, ouvindo uma reação das pessoas em volta e ele cair com tudo no chão, fazendo com que eu soltasse a respiração forte, sentindo minha mão doer em seguida, mas valeu a pena. Aproximei meu rosto do dele, me abaixando levemente.
- Nunca mais se aproxime de mim ou de minha família. – Falei com a voz grossa. – É o único aviso que eu dou. – Ergui novamente. – Para os dois. – Olhei para Lucy, soltando um suspiro.
Virei meu corpo de costas, passando novamente pelo corredor que tinha sido aberto e vi Carl e Ariella contendo a imprensa e eu passei no meio deles, vendo que, fora os barulhos das câmeras, havia se instalado um silêncio mortal no evento. Subi as escadas novamente, vendo a feição surpresa de todos meus membros de banda, um mais surpreso que o outro.
- Pronto, problema resolvido! – Falei, batendo nos ombros de Mack e me afastei deles, voltando a seguir para o meu caminho de volta a meu quarto.

Eu não sei quanto tempo eu fiquei trancada naquele quarto de hotel. Inicialmente eu tirei o vestido, as joias, o salto alto e entrei em um longo banho. As lágrimas caíram sem piedade de meu rosto e só eram abafadas pelo forte jato que batia contra meu corpo e esfumaçava todo o banheiro.
Depois eu foquei em tirar minha maquiagem, raspando aos poucos o preto que havia caído embaixo de meus olhos e sobrou somente um rosto incrivelmente vermelho e um corpo muito machucado.
Eu ouvi as pancadas em meu quarto durante horas, uma, duas ou três, não sabia dizer, eu havia quebrado meu relógio na parede. O tique-taque dele estava me incomodando, tudo estava me incomodando, na verdade, até minha respiração. O celular parou de tocar depois de um tempo também, mas esse eu não quebrei, eu só tirei a bateria, impedindo que eu tivesse qualquer contato com o mundo externo.
Meu pai me ligara, meus amigos, meus familiares distantes, se todo mundo ligara, era porque estava em toda a internet. Mas eu acho que nem me importava muito com isso, na verdade. Eles sempre falavam, bem, mal, eu era sempre um foco, mas agora eu havia dado motivo para eles. Stone socando seu noivo no meio de uma festa da Virgin Records? Ri fraco. Eu podia imaginar todo o escarcéu por trás disso. Afinal, eu raramente me envolvia em escândalos, e esse era o único que envolvia minha vida pessoal.
Das outras vezes envolvia Chris, Jack, Louis, Emily, David, Mack, até Mike com um pequeno pedido de casamento, tudo que me envolvia virava polêmica, mas eu nunca fui muito fã disso, eu simplesmente deixava a vida rolar e seguia em frente.
Seguir em frente, eu teria que fazer isso de novo, não? Deixar os julgamentos e problemas da vida passarem e simplesmente seguir em frente, não?! Mas como eu faria isso? Seguir com a ideia de sumir por um tempo, respirar fundo? Talvez, mas eu precisaria respirar fundo um pouco, deixar a vida passar, pensar em tudo o que aconteceu nos últimos anos, talvez sumir com a imagem de Stone e voltar a ser por um tempo... Mas era tudo tão humilhante, tão frio.
Eu não sabia o que me machucava mais, Anthony ter dito que me amava, que queria compartilhar uma vida comigo, enganado a mim e a meus membros de banda e me traído, ter mentido na minha cara durante quase três anos. Ou Patrick e Brent que sempre foram um pouco contrários aos meus métodos, mas a ponto de me trair, de me esfaquear pelas costas por não concordarem com as minhas decisões? Isso era infantil até para mim.
E tinha Chris... Acho que essa era a maior dor que eu sentia. Não ter dado uma chance a ele quando eu tive a oportunidade e agora havia perdido isso também. Desde o dia que nos conhecemos ele sempre foi simpático, carinhoso, amoroso, protetor e honesto comigo. E quando eu senti todas as borboletas saírem voando do meu estômago com um beijo, com as mãos nos lugares certos, com tudo da forma certa, eu preferia ignorar.
Ele deve estar com um gigante ponto de interrogação no meio do rosto, tentando entender o que estava acontecendo comigo, com Anthony, e porque eu não atendia suas quinze ligações anteriores. Mas eu não podia olhar na cara dele agora, doía muito.
Abaixei o rosto na cama e respirei fundo, tentando impedir que as lágrimas escapassem pelo meu rosto e eu fechei os olhos, esperando que tudo aquilo acabasse em um passe de mágicas, mas é claro que isso não aconteceu.

Peguei uma calça jeans e a vesti, puxando a primeira blusa que eu encontrei na minha mochila e a vesti também, jogando meu moletom da faculdade por cima e respirei fundo, me encarando no espelho. Eu estava acabada.
Passei a mão em meus cabelos e o transformei em um rabo de cavalo e coloquei meus óculos de grau, incapaz de colocar as lentes nos olhos, aquilo precisava de uma atenção dobrada, e eu estava tudo, menos atenta hoje.
Me olhei no espelho e, tirando os cabelos ruivos, eu vi a antiga , poucas partes da pele à mostra, sem maquiagem, óculos no rosto. Pois é, parece que muita coisa tinha mudado ao longo do tempo, menos minha ingenuidade. Segui para a porta do quarto e a abri devagar, o sol já estava no céu, as pancadas na porta haviam parado, mas eu não queria chamar atenção deles agora, era muito cedo.
- ! – Em vão, já que todos estavam jogados no corredor em frente ao meu quarto esperando por alguma coisa, ou menos, me esperando.
- Bom dia! – Falei, suspirando.
- Como você está? – Louis se aproximou de mim e eu assenti com a cabeça.
- Bem, o máximo que eu consigo. – Balancei a cabeça.
- Você quer que a gente faça algo para você? – Mack perguntou, se levantando.
- Como está a repercussão? – Engoli em seco, respirando fundo. – O que eu perdi?
- Bem, a internet está enlouquecida achando que você surtou, Anthony foi levado para o hospital, graças ao corte que você deixou no rosto dele, mas fugiu em seguida, Lucy também. – Jessica deu de ombros. – Jeffrey está montando um caso contra ele, para indiciá-lo de... – Ela balançou a cabeça. – Enfim. – Ela suspirou.
- Vocês deveriam ter ido embora, precisam descansar. – Falei.
- Nós não vamos te deixar sozinha. – Dave falou. – Estamos aqui por você. – Assenti com a cabeça, suspirando.
- O que você vai fazer? – Emily perguntou.
- Eu vou resolver isso. – Respirei fundo. – Chame Patrick e uma coletiva de imprensa, em duas horas. – Suspirei.
- A coletiva eu entendo, mas você quer envolver Patrick nisso? – Jessica perguntou.
- Acredite, é do interesse dele, e do de vocês também. – Suspirei. – Por favor?
- Ok! – Jessica afirmou com a cabeça, se levantando. – Eu vou resolver isso, a gente se encontra lá embaixo. – Assenti com a cabeça. – Carl, Ariella, acompanhem-na, por favor.
- Pode deixar! – Eles falaram e eu suspirei.
- O que você vai fazer, ? – David perguntou.
- Deixa que eu cuido disso. – Suspirei.

Passei pelos corredores do hotel com Carl e Ariella ao meu lado, e os meus membros de banda e familiares andando atrás de mim. O único barulho era os sapatos que batiam contra o piso de madeira. Ninguém falava e ninguém respondia, tudo estava no completo silêncio.
Honestamente, nem eu sabia o que eu falaria na verdade, eu sempre fui muito aberta com meus fãs sobre minha vida, e quando chegaram as redes sociais, eu sempre tentava ao máximo mostrar o que fazia, o que acontecia, mas assumir tudo o que tinha acontecido machucava meu ego também. Em minha cabeça não funcionava o fato de que eu havia sido traída, roubada e enganada ao longo de, pelo menos, três anos.
Os fotógrafos começaram a trabalhar fervorosamente quando eu entrei na sala de reuniões do hotel, fazendo com que os gritos começassem novamente, eles tinham perguntas, mas eu não sabia se tinha todas as respostas. Mas eu havia chamado aquilo, então eu teria que encarar e me virar com as peças que eu ainda tinha em jogo.
Subi no palco e vi que Patrick já estava sentado ao meu lado com um pequeno sorriso no rosto, mal ele sabia que aquilo também o envolvia. Me sentei ao seu lado, em frente a um microfone e respirei fundo, movimentando a mão para baixo, para que as pessoas ficassem em silêncio e cocei os olhos, antes de acertar as palavras corretas que eu diria.
- Bom dia! – Falei no microfone. – Eu pedi por essa coletiva para explicar os eventos na festa da Virgin Records de ontem à noite, na qual a maioria de vocês estava presente e viram o... – Ponderei com a cabeça. – Soco que eu dei no meu noivo, Anthony. – Suspirei, molhando os lábios uns no outro. – Ex-noivo. – Falei suspirando, olhando para frente, notando Chris e Scott Evans no fundo da sala com as roupas de ontem ainda e perdi a fala por alguns segundos. – Eu vou dizer isso uma vez só, não responderei nenhuma pergunta por que eu acredito que minha declaração será o suficiente para vocês. – Suspirei, coçando a cabeça.
Eu fiquei quieta por um momento, procurando as palavras certas para falar aquilo, mas eu estava mais preocupada em como assumir aquilo na frente das pessoas que eu amava, sem demonstrar que eu estava detonada por dentro.
- Eu e Anthony estamos namorando há quase três anos, seguindo os acontecimentos de um relacionamento normal, mas ontem eu descobri que ele estava me traindo. - Suspirei. – Com minha assistente particular, Lucy. – Cocei a testa, engolindo em seco. – Além disso, foi feita por ele uma transferência ilegal de um alto valor monetário da minha conta pessoal para uma conta externa desconhecida. – Suspirei, balançando a cabeça. – O que eu quero dizer é: eu vou tirar um tempo. – Suspirei. – Eu estou machucada, eu estou destroçada, eu fui pisoteada, e eu não sei em quanto tempo eu conseguirei me levantar novamente. – Senti o choro subir à garganta de novo. – Até o fim do ano, eu vou terminar meus compromissos com a Virgin Records, lançar o meu quarto álbum, como foi prometido por contrato, mas depois disso eu irei me ausentar também. – Suspirei. – Posso dizer para meus fãs que essa decisão não está sendo fácil, pois são vocês que me fazem continuar, que me fazem querer sempre mais, que me fazem lutar, levantar e fazer shows e projetos incríveis. Mas, dessa vez, eu escolhi por pensar em mim um pouco. – Suspirei. – Eu preciso de um tempo, um tempo para repensar minhas atitudes, um tempo para confiar nas pessoas que eu amo, perdoar os magoados e os machucados, é tudo que eu preciso, mas eu prometo que vou voltar. – Respirei fundo. – Além disso, eu gostaria de dizer que não é porque eu fui traída e magoada por um homem que eu vou desistir do amor, porque é ele que nos move. – Suspirei. – Não foi dessa vez, mas eu ainda encontrarei meu príncipe encantado, e eu sei que ele está ai em algum lugar. – Sorri, passando a mão na testa. – E, por último, gostaria de informar que após esse meu tempo de descanso, eu não irei voltar para a Virgin Records. – As reações foram diversas e eu virei o rosto para Patrick que me encarava. – Eu não quero e não irei voltar para um lugar que eu não me sinta confortável. Eles me ensinaram bastante, mas é hora de tomarmos caminhos diferentes. – Suspirei. – Isso é tudo! – Falei e me levantei, ouvindo os jornalistas aloprarem com minhas declarações e suas vozes se misturarem com a de diversas pessoas, me fazendo suspirar e eu respirei fundo, indo para a sala atrás do palco, colocando o rosto em minhas mãos.

- O que você está fazendo? – Patrick apareceu atrás de mim, junto de Brent, Jessica, Carl e Ariella. – Você não pode fazer isso!
- Ah é?! – Virei para ele. – Agradeça que eu só falei isso, porque eu podia falar muito mais. – Respirei fundo.
- Como o quê?
- Você realmente acha que eu não sei sobre todo o dinheiro que foi transferido para conta da gravadora? Fala sério, Patrick, eu só pareço, mas não sou estúpida. – Ele se calou. – Eu sei que esse plano todo foi arquitetado por você, Anthony, Lucy e sei lá mais quem. – Virei o rosto para Brent, balançando a cabeça. – Acredite, isso foi baixo até para você. – Respirei fundo. – Eu achei que você tinha algum problema comigo por eu ser brasileira, apesar disso ser xenofóbico, eu deixei para lá, a empresa é sua, os problemas são seus, mas agir como uma criança mimada só porque eu te desafio? Porque eu quero as coisas de jeitos diferentes? Isso é ridículo para um homem de setenta anos. – Soltei uma risada fraca.
- Você não tem como provar!
- Acredite, eu tenho! – Abri um sorriso. – O processo já está sendo montado, as evidências estão sendo reunidas e eu espero que você aceite meus termos, ou ficará alguns anos trancafiado em uma cela até você encontrar um advogado melhor que o meu. – Soltei um suspiro alto.
- O que você quer? – Ele perguntou.
- Agora você está barganhando, é?! – Ri fraco, suspirando. – Isso vai vir em um processo para você, de forma bem descritiva para você não ter dúvidas. – Sorri. – Mas, já saiba que eu quero de volta todo centavo que você roubou de mim, trinta por cento de tudo que eu repassei para a gravadora desde que eu entrei, e os documentos de autoria de músicas. Porque se tem alguma coisa que você não vai tirar de mim, é meu sucesso, minhas músicas e meus prêmios. – Soltei um suspiro alto. – Está claro?
- Vou conversar com meu advogado. Você não pode fazer isso. – Ele rosnou.
- E em que parte da lei diz que roubar é legal? – Pisquei para ele, suspirando. – Espere ligações de Jeffrey. Afinal, obrigada, por sua causa, eu tenho o melhor advogado dos Estados Unidos. – Sorri. – Ele está pronto para me defender, e você? Está pronto para se defender?
- O que mais você quer? – Ele perguntou.
- Que você suma da minha vida para sempre! – Balancei as mãos. – Se não quiser que isso vaze, aceite meus termos e dê a resposta mais genérica possível para o meu abandono, diferenças criativas, problemas de horário, possível independência criativa, a escolha é sua, eu só nunca mais quero te ver na minha frente. – Virei para Brent. – Nenhum dos dois. – Ele suspirou. – Como você pode? – Meu aproximei do mais novo. – Eu sei que a gente não tem nada em comum, mas você mentiu para Jessica. – Balancei a cabeça. – Você foi pior que Anthony, porque você tem um passado com ela. – Apontei para Jessica. – Você a amou, tratou com carinho, terminou em paz, mas agora se faz de arrependido para isso? – Ergui a mão. – Você não tem noção do soco que eu quero dar na sua cara. – Respirei forte, afastando o corpo. – Por magoá-la, não a mim. – Suspirei. – Eu vou cumprir as promessas do contrato que fechamos no começo do ano, eu vou produzir mais um álbum com você, mas você não vai dar palpite. Você pode colocar seu logo no verso do CD, fazer todas as divulgações que quiser, mas eu nunca mais quero ter alguma coisa a ver com vocês. – Balancei a cabeça. – Agora sumam da minha frente. – Falei respirando fundo, apontando para a porta e os dois saíram relutantes do local, me fazendo respirar fundo, e me sentei na cadeira mais próxima.
- Apesar de tudo, eu admiro sua coragem. – Jessica falou esticando um copo para mim e eu sorri de lado, suspirando.
- Você acha que eu fiz certo? – Peguei o comprimido na outra mão e coloquei para baixo, bebendo rapidamente a água.
- Não sei, mas você os deixou com medo, é o que importa. – Ela falou e eu suspirei, balançando a cabeça.
- Eles são muito maiores do que eu. A luta não acabou ainda. – Suspirei.
- Ainda não. – Ela assentiu com a cabeça. – Mas eles aceitarão qualquer acordo para isso não vazar para imprensa, nem que seja jogar toda a culpa em Anthony. – Ela deu de ombros.
- Por favor, não diga o nome dele. – Ela riu fraco.
- Agora vai doer, querida, mas daqui um tempo só vai ser uma péssima lembrança. – Assenti com a cabeça e ela me abraçou de lado. – Você falou sério quando disse que vai se afastar? – Olhei para ela e assenti com a cabeça.
- Sim! – Suspirei. – Eu já queria esse tempo, mas agora eu preciso dele. – Balancei a cabeça. – O pessoal também. – Sorri de lado. – David precisa de um tempo com as meninas dele, Louis precisa superar ainda a morte de Elliot, Jack precisa aprender a ser pai e irmão ao mesmo tempo, Mack precisa cuidar de uma pré-adolescente, além de se resolver com Delilah, Mike quer casar com seu amor de infância e Emily precisa de um tempo para ela e Amir. – Ela assentiu com a cabeça. – E você também, minha amiga, precisa se reerguer também. – Ela sorriu.
- Só promete que você não vai sumir.
- Eu não posso prometer isso. – Suspirei. – Eu preciso sumir um pouco. – Suspirei. – Mas eu prometo que eu volto. – Ela assentiu com a cabeça e eu a abracei fortemente, suspirando. – Mas vamos parar de despedidas, ainda tem muito o que fazer. – Ela assentiu com a cabeça.
- Sim, ainda temos.

Quando eu saí da sala privativa dentro da sala da coletiva de imprensa, o pessoal ainda estava lá, creio que eles esperavam que eu ainda falasse alguma coisa, mas Carl, Ariella, e mais alguns seguranças do hotel barraram a passagem deles e eu segui a passos rápidos para fora do mesmo.
Algumas pessoas haviam conseguido escapar do cerco, afinal, não é como se eles conseguissem prender jornalistas durante muito tempo. Eu sabia como isso funcionava, porque eu namorei um por muito tempo, eles faziam de tudo pelo furo, pela notícia, por ser o primeiro a dar.
Me senti segura no estacionamento do prédio e soltei um suspiro um pouco mais aliviado, vendo alguns carros nossos estacionados lá embaixo e Juan na lateral, com um olhar baixo e eu suspirei, balançando a cabeça.
Virei o rosto para o lado e encontrei Chris e Scott, de boné e óculos escuros me encarando e eu senti meu coração começar a bater muito forte, quase querendo sair pela boca e eu respirei fundo. Ouvi um barulho alto e o cerco que havia sido feito para os jornalistas foi quebrado, fazendo com que eles viessem em nossa direção com câmeras e microfones, Carl abaixou minha cabeça e eu entrei no carro, vendo a porta ser fechada com força e eu abaixei o vidro, me assustando com Chris bem próximo a porta.
- , o que está acontecendo? Aonde você vai? – Ele falava em um tom baixo e eu neguei com a cabeça, suspirando.
- Eu prometo que te explico tudo. – Suspirei, balançando a cabeça. – No tempo certo.
- Por favor, . – Ele falou e eu suspirei.
- Por favor, digo eu! – Ele disse e o carro começou a andar.
- Isso não é um adeus! – Falei, acenando para ele.
- Eu te amo. – Vi seus lábios se mexerem e o carro começou a andar, fazendo com que eu virasse para trás, colocando a cabeça para trás, mas o perdi de vista com os fotógrafos ocupando espaço.
- ! – Alguém me puxou para dentro e eu respirei fundo, olhando para Jessica.
- Você ouviu isso? – Perguntei, engolindo em seco e ela franziu a testa. – Ele disse que me ama. – Soltei um suspiro, sentindo as lágrimas voltarem a rolar pela minha bochecha.

***


- Você está louco? – Scott me perguntou assim que a gente entrou no carro e eu suspirei. – Se te pegam aqui, você ainda vai se envolver em algo que não é culpa sua.
- Eu tinha que vê-la mais uma vez. – Encostei a cabeça no banco do carro e soltei o ar forte.
- Ela não vai embora para sempre, Chris. – Scott falou.
- Mas ela também não disse quando volta. – Virei o rosto para ele. – Por que eu não disse que a amava quando tive a chance? – Suspirei alto.
- Eu gostaria de saber também. – Ele falou e virou o rosto para mim. – Espera aí, ‘amava’? – Ele perguntou. – Foi o que você disse para ela agora?
- Foi! – Suspirei, passando a mão na cabeça.
- Você é doido, é?! – Suspirei. – A menina acabou de descobrir que foi traída pelo namorado e que ela estava sendo roubada na surdina, teve que fazer decisões em menos de 24 horas e você me diz que ama ela? Desculpa, Chris, mas é tudo que ela menos precisava agora. – Ele bufou alto e suspirou.
- Mas eu precisava dizer isso a ela. – Balancei a cabeça. – Eu ia explodir se não contasse.
- Bem, agora já foi, mas, por favor, dá um tempo para ela. Ela precisa de um tempo agora. – Suspirei.
- Eu sei. Só espero que ela fique bem. – Soltei um suspiro.
- Eu também, irmão, eu também. – Scott falou. – Você só tem duas opções agora, esperar ou continuar a viver sem ela. – Ele falou e eu virei o rosto para ele, abaixando os óculos de sol, empunhando o volante e querendo sair dali o mais rápido possível.

***


Podia ter passado horas, dias, semanas, meses ou anos, eu não saberia dizer, tudo estava tão confuso. As palavras, os gestos, os momentos, nada parecia o mesmo. A comida tinha um gosto diferente e era deixado de lado, o colchão não parecia mais confortável e era trocado pelo chão gelado, tudo naquela casa me lembrava dele, mas eu tinha que continuar.
Olhei para a pilha de papel jogada pelo quarto e vi Grape se mexer no meio delas, rolando feliz e contente e soltei um suspiro, pelo menos alguém estava bem. Assinei mais um papel no fim da página e juntei aos outros dezesseis. Bem que diziam que quanto mais sentimentos, mais músicas eram escritas. Como isso era possível? Eu não sabia.
Creio que tudo representado nessas músicas era sentimento oprimido, tudo o que eu precisava liberar nesses últimos meses, mas, principalmente o que tinha acontecido nos últimos dias.
Passei os papéis pelas minhas mãos, vendo a maioria deles totalmente rabiscados e suspirei, aquelas músicas definiam uma pessoa totalmente diferente do que eu era, triste, amarga, magoada, e eu não era assim, mas esse era o único jeito que eu conseguia me demonstrar para um novo álbum.
A maioria das músicas era sobre Anthony, sobre tudo que eu sentia por ele que simplesmente desapareceu de uma hora para outra, ou por causa do sentimento que eu nutri por outra pessoa. Quem sabe se eu tivesse me dado uma chance, nada disso teria acontecido?
Burra, burra, burra! Era só como eu conseguia me definir agora. Uma burra, incapaz de decifrar o que era real e o que não era. Além de ter sido incapaz de falar a verdade até para mim mesma. Eu menti para mim mesma, fingi emoções por Anthony quando eu tinha fortes emoções por Chris... Tudo estava tão confuso.
Ainda Chris vem e diz que me ama. Como assim? Agora ele vem me dizer isso? Agora quando o que eu mais preciso é de um abraço, um aperto caloroso, ele vem me dizer que me ama? Além de estar magoada, eu ainda o magoaria por optar sumir por um tempo? Isso não era certo e eu me sentia pior ainda por isso.
Eu ia deixar pontas soltas, muitas pontas soltas, mas eu voltaria, não sei em quanto tempo, mas eu voltaria e tudo ficaria bem... Se eu não estivesse fingindo para mim mesma novamente.
Pontas Soltas, é um bom nome para um CD. Soltei um suspiro, peguei o envelope pardo e a caneta preta e escrevi bem grande “Loose Ends”, de forma certa ou errada, esse CD marcaria o pior momento da minha vida profissional e pessoal. A vez que eu deixei de confiar nas pessoas que eu amo.
Coloquei os papéis dentro do envelope e o fechei, suspirando. Havia sido mais fácil do que eu pensava, pena que não tinha nenhuma letra bonita ali dentro. Tudo era efeito de dores no coração, lágrimas e sangue.
E, infelizmente, tudo aquilo me representava agora.

Continua...



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Nota da autora: Ah o meu capítulo favorito! <3 Vocês não imaginam quanto tempo eu esperei para isso, tanto para escrever e para postar! É nesse capítulo que vocês descobriram a razão de todos os problemas, além de poder sentir toda a dor da pp vir à tona e muita confusão na cabeça dela!
Espero que, apesar de tudo, vocês tenham gostado e, em breve, teremos mais atualizações!

Para mais informações sobre Total Stranger e minhas outras fanfics, entre no grupo.

Para ouvir as músicas dos atos, entre nos links abaixo:

Legendas Musicias:
Make a Wish - CD

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Make a Wish - Músicas Avulsas
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Here We Go Again - CD
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Here We Go Again - Músicas Avulsas
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Third Base - CD
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Third Base - Músicas Avulsas
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Loose Ends - CD
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Loose Ends - Músicas avulsas
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