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Capítulo 20


- Vamos lá! – Falei para Mike, chacoalhando seus ombros e ele riu, assentindo com a cabeça.
- Está empolgada, hein?! – Ele falou e eu ajeitei minhas Havaianas nos pés, saindo do camarim.
- Eu estou com sono, na verdade. – Suspirei. – Tomei energético e café, vou ficar pilhada a noite toda.
- Nossa, ! – Ele falou. – Você é louca! – Balancei a cabeça, suspirando.
- Sim, estou sabendo. – Me aproximei do meu técnico de som, pegando o microfone com ele, e coloquei o ponto, vendo o pessoal me imitar. – Mas precisamos animar a praia de Copacabana por umas três horas, me agradeça depois.
- O que está rolando? – Louis perguntou.
- se encheu de energético e café. – O francês riu.
- Toma cuidado, hein?! Você fica super animada, mas depois capota. – Ri fraco.
- Vai ficar tudo bem. – Suspirei.
- Entrando em dez, nove... – Jessica falou e eu suspirei, puxando meu vestido tomara-que-caia branco para cima, andando em direção ao palco.
- E aí, Rio?! – Acenei para o pessoal que ocupava uma grande extensão da praia, falando em português. – Como estão? – Coloquei o microfone no pedestal, vendo o pessoal gritar. – Hoje é um dia importante para todos nós, porque é a nossa primeira vez aqui no ano novo no Rio de Janeiro. – Eles gritaram animados e eu sorri. – Vamos para a contagem? – Gritei, vendo o contador aparecer atrás de mim.
- Dez, nove, oito, sete, seis... – Eu acompanhava o cronômetro com eles, sorrindo. – Cinco, quatro, três, dois, um! Feliz ano novo! – Os fogos começaram a estourar na madrugada do Rio de Janeiro e eu abri um sorriso, suspirando, abraçando Mack de lado.
- Que vocês tenham um 2011 incrível e maravilhoso! – Sorri, apontando para David. – Mas, agora, vamos fazer o que fazemos de melhor. Dançar! – Gritei e eles repetiram. Dave colocou seus dedinhos para funcionar em sua picape e eu puxei o microfone do pedestal, ficando bem na frente do palco.
- Oh why are we are waiting so long, I'm suffocating. – Comecei cantando.
- Oh why are we are waiting so long, I'm suffocating. – Jack e Emily entraram comigo
- Boy it's now or never, time we get together. Been a long time coming, now I need that loving. – Eu movimentava o corpo no ritmo da música. - I like the way you tease me, but let's just make this easy. Put me in control, we can switch roles.
- And I'll take the lead.
- You're so far behind me. – Jack e Emily apareceram ao meu lado.
- You know what I need.
- I'm not gonna stop. – Cantei sozinha, suspirando. - Whatever the weather, we gon' be better together. So what's up baby? What about us? – Ergui a mão livre. - 'Cos I've been watchin' and waitin'. Why don't you give it or take it? So what's up baby? What about us? Watcha doin' to my head? – Gritei, começando a pular com o pessoal.
- Na, na, na, na, na! – Jack e Emily ficavam ao meu lado.
- Should be here with me instead!
- Na, na, na, na, na!
- What about those words you said?
- Na, na, na, na, na!
- What about us?
- Na, na, na, na, na!

- Isso está muito legal! – Jamie Foxx falou ao meu lado e eu ri fraco, abraçando-o.
- Ah, foi bom vocês terem me convidado para fazer parte desse projeto. – Sorri para ele, Carlinhos Brown e Will.I.Am.
- Ah, que isso, o prazer foi nosso. – Carlinhos falou, beijando minha mão e eu sorri.
- Vamos tentar fazer mais uma vez? – Carlos, o diretor do filme, perguntou.
- Claro! Vamos sim! – Falei, animada, me aproximando novamente do microfone que dividíamos e suspirei.
- Você topa fazer a música em português depois? – Carlinhos perguntou.
- Claro! Já topei fazer a dublagem em português também. – Pisquei e ele riu, assentindo com a cabeça.
- Vamos lá, então! – Carlos falou, e eu coloquei o fone novamente, vendo a introdução da trilha sonora de Rio começar.
Ser convidada para fazer parte de Rio, tanto na dublagem em português, como inglês, mas também nas músicas, havia sido um grande prazer para mim. A produção era uma mistura de brasileiros com americanos, e era bom estar nisso. O filme tinha uma mensagem incrível sobre extinção, além de mostrar meu Rio da melhor forma possível. Apesar de não ter nascido aqui, eu sou brasileira, então sou apaixonada pelo Rio.
A música começava devagar, com o canto dos pássaros ao fundo, diferentes espécies cantando junto, até que um triângulo começava a ser tocado, e logo em seguida uma cuíca, até que a querida bateria de escola de samba começava, fazendo com que meu corpo arrepiasse.
- Ela batuca, ela batuca, ela batuca... – O som ao fundo começava a tocar e eu suspirei. – E aí Berlim! – Os batuques ficavam mais forte, fazendo com que nós quatro, começávamos a cantar juntos.
- All the birds have a feather. Do what we love most of all. We are the best at rhythm and laughter, that's why we love carnaval. – Toquei meu fone, ouvindo a música estourar em meus ouvidos. - All birds we can sing to. Sun and beaches they call. Dance to the music, passion and love. Show us the best you can do. – Carlinhos mexia as mãos no ritmo do batuque. - Everyone here is on fire. Get up and join in the fun. Dance with a stranger, romance and danger. Magic could happen for real, in Rio. All by it self. You can't see it coming, you can't find it anywhere else. – Respirei rápido. - It's real, in Rio, know something else. You can feel it happen, you can feel it all by yourself.
A música dava uma parada, com os apitos tocando e cada instrumento tocando devagar, e clássicos sons de baterias de samba tocando ritmados, fazendo um grande sorriso abrir em meu rosto, e meus pés automaticamente sambarem junto.
- All the birds have a feather, do what we love most of all. – Os homens gritavam separadamente. - Moon and the stars, sun and guitars. That's why we love carnaval. – Jamie apontou para mim e eu sorri.
- Loving our life in the jungle, everything's wild and free. – Respirei fundo.
- Never alone, 'cause this is our home. – Jesse Eisenberg cantava sozinho também, animado.
- Magic can happen for real, in Rio. – Cantamos juntos. - All by it self. You can't see it coming. You can't find it anywhere else. – Terminava rápido.
- I'm a kako wero kinga, kinga, kinga, kinga. – Will.I.Am entrava sozinho. - Birds like me, 'cause I'm a hot winga, there's your hota winga.
- Here everybody loves samba. – Jamie entrava com a voz sutil dele.
- I like the Samba. – Will cantava com ele.
- Rhythm you feel in you heart. – Jamie sorria.
- I'm the Samba master.
- Beauty and love, what more could you want.
- Everything can be for real, in Rio. Here's something else. – Voltamos cantando junto. - You just feel it happening. You won't find it anywhere else. – Alongamos o final sincronizados, ouvindo tudo parar ao mesmo tempo.
- Ah que maravilhoso! – Falei, sorrindo, batendo palmas com o resto do pessoal.
- Posso interromper? – Virei o rosto para minha empresária, que abria a porta do estúdio.
- Claro! – O diretor falou.
- Seu telefone! – Ela falou, pendurei o fone no microfone e segui em sua direção, pegando o celular e vendo o nome de meu pai no visor, colocando-o na orelha rapidamente e saindo do estúdio.
- Alô? – Atendi.
- Oi filha, tudo bem?
- Oi pai, tudo certo e aí? – Perguntei, me encostando na parede.
- Tudo certo! – Ele suspirou. – Você está no Brasil ainda?
- Sim, estamos terminando de gravar a trilha sonora de Rio. – Sorri.
- E como está ficando?
- Ah, é incrível! – Ri fraco. – Me diga algo que não fique bom com uma escola de samba de fundo? – Ele riu.
- Você tem razão! – Sorri. – Ah, você pretende passar em Relva antes de voltar para Los Angeles?
- Posso passar. – Dei de ombros. – O que foi? Algum problema? – Ele demorou para responder, finalizando com um suspiro.
- Pode ter! – Franzi a testa.
- Pai, você está me preocupando.
- Faz o seguinte, termina e venha para cá, conversamos quando chegar. – Balancei a cabeça, pressionando minha têmpora.
- Ok, ok! – Suspirei. – A gente se vê, amo você.
- Também te amo, querida. – Ele falou e eu desliguei o telefone, entregando para Jessica.
- O que foi? – Ela perguntou.
- Eu não sei. – Fui sincera. – Mas meu pai quer que eu passe em Relva antes de ir para casa.
- Podemos fazer isso. – Ela falou e eu assenti com a cabeça, suspirando.
- Eu vou voltar lá, confere horário de voos, por favor.
- Vou fazer isso. – Ela disse.

- ! – Olhei para o portão, vendo Matheus sair correndo do mesmo e eu passei meus braços em seu corpo, apertando-o forte.
- Ah, como você está lindo! – Passei as mãos em seus cabelos arrepiados.
- Valeu! – Ele sorriu e eu apertei meu meio-irmão.
- Quinze anos já, não é?! – Ele riu fraco.
- Dezesseis em alguns meses. – Ele falou, piscando para mim.
- Ah, meu Deus! – Suspirei, rindo. – Já está arrasando corações? – Ele deu de ombros e eu revirei os olhos.
- Oi Matheus. – Jessica falou e ele a abraçou rapidamente.
- Me diga, o que está acontecendo? – Ele coçou os cabelos.
- É melhor você entrar. – Ele apontou para o portão e eu revirei os olhos.
- O que vocês estão escondendo?
- Acredite, seu pai queria esconder mais. – Soltei um suspiro e eu e Jessica nos entreolhamos, entrando em casa, seguindo Matheus.
Passei pela sala de TV, encontrando meu pai sentado em um dos sofás, Amélia em outro e uma terceira mulher, pouco mais jovem que ambos, sozinha na poltrona próxima a TV. Assim que eu passei pela porta, os três se levantaram, mas dava para notar que o clima estava um pouco tenso.
- Ah, oi? – Falei meio confusa, me aproximando do pessoal.
- Oi filha, como está? Fez boa viagem? – Ele perguntou e eu assenti com a cabeça, sentindo-o me abraçar rapidamente.
- Estou bem. – Sorri. – Oi Amélia.
- Oi querida, como está?
- Muito bem! – Sorri. – E aí, o que está acontecendo?
- Essa é Fátima. – Meu pai apontou e a cara de interrogação não sumiu. – Sua mãe. – Eu travei por um momento, respirando fundo, tentando manter a calma e suspirei fundo.
- Eu não tenho mãe. – Falei, tentando me manter séria.
- Eu entendo o que você está dizendo. – Ela falou e eu ergui o dedo.
- Fátima, certo? – Ainda bem que eu estava loira, mais magra e com o rosto mais fino, porque eu era a cara dela, agora que eu prestara atenção. – O que você quer? – Suspirei. – Você me deu à luz e depois sumiu pelos próximos 24 anos? O que mudou? – Perguntei.
- Eu queria ver você. – Ela suspirou. – Eu vi sobre você na TV, sua entrevista no Programa do Jô. Eu queria fazer parte da sua vida.
- Desculpa, mas isso não vai ser possível. – Suspirei. – Eu nunca tive problemas em fazer amigos, me virar, resolver minha vida, mas eu tenho um pé atrás contigo, você sabe, não é?
- Sim, eu sei! – Ela suspirou. – Eu só achei que... – Suspirei.
- Podemos conversar. Eu e você, sozinhas. – Falei baixo. – Mas já vou te avisar, que a ocupação de mãe, já está sendo ocupada por diversas pessoas, e eu não tenho intenção de virar sua nova melhor amiga.
- ... – Meu pai falou.
- Não, pai, você sabe que eu estou certa. – Suspirei. – Essa é a minha oferta.
- Ok, eu aceito. – Ela falou e eu assenti com a cabeça.
- Vamos lá para dentro. – Falei, apontando para meu quarto. – Já voltamos.

- Você veio atrás de dinheiro, não veio? – Perguntei na lata, fechando a porta do meu quarto.
- Oi? – Ela falou, virando o rosto para mim.
- Por favor, não espere que eu acredite que você me abandonou há vinte e quatro anos e agora quer se reaproximar da filha. – Falei sincera, cruzando os braços. – Eu já passei muita coisa nessa vida para ser trouxa. – Ela se aproximou de mim.
- Você já passou por muita coisa? – Ela perguntou, rindo ironicamente. – Fortuna, fama, boa vida. Com certeza é muita coisa. – Ela falou irônica.
- Aparentemente você nem se deu ao trabalho de pesquisar sobre mim antes de vir para cá. – Dei de ombros. – Mas, sim, eu estou nesse patamar, porque pessoas próximas a mim me deram essa oportunidade. – Falei sorrindo. – Me permitiram tentar, me permitiram falhar, e o mais importante, não se afastaram de mim quando as coisas apertaram. – Falei sincera, soltando um suspiro forte. – Então, por favor, mamãe, o que você quer para eu fingir que você nunca passou aqui? – Sorri. – Afinal, todos estamos muito bem sem você.
- Bem? Vocês estão magníficos. Não parecem as mesmas pessoas que eu deixei para trás.
- Chegamos ao ponto. Você nos deixou para trás, Fátima. – Fui sincera. – Meu pai não teve escolha a não ser cuidar de um bebê que tinha acabado de desmamar. – Me sentei na cama. – E sabe o melhor? Ele fez isso magnificamente. – Sorri. – Tivemos nossas dificuldades, nossos apertos, mas nunca faltou comida, carinho, amor, compreensão. – Balancei a cabeça. – Por que você acharia que depois de anos a gente sentiria sua falta? Meu pai pode ter sentido algum dia, porque ele te amou, mas eu não me lembro com uma mãe. – Falei honesta. – Jessica, Amélia, Lisa? Sim, elas são minhas mães. E você? O que você é? – Ela abriu a boca diversas vezes e soltou o ar forte. – O que você quer?
- Dinheiro. – Ela falou abertamente.
- E por que eu te daria dinheiro? Acredite, prefiro doar para as instituições de caridade que eu já doo mensalmente.
- Eu posso te chantagear. – Soltei uma risada fraca.
- Eu sei que você pode, notei seu jeito desde que entrei, mas me diga, com o que você vai me chantagear? Eu não tenho segredos. – Sorri.
- Você tem. – Suspirei.
- Bem, se você acha que eu tenho, libere-os. – Sorri. – Eu ainda não vou te dar dinheiro. – Cruzei os braços novamente.
- Espero que você esteja preparada para o que acontecer, então.
- Pode deixar que eu estou. – Sorri, me levantando. – Porque qualquer coisa que você possa saber de mim, os fãs e a imprensa já sabem. Agora, se você quer passar por chantageadora, aí é por sua conta e risco, mas posso dizer que eles não tendem a acreditar em drogados. – Apontei para seus braços roxos e elas os cruzou rapidamente.
- Por favor... – Ela falou.
- Eu posso te pagar uma reabilitação, você tenta se reerguer, mas você nunca venha atrás de mim ou de minha família novamente.
- Por que você faria isso? – Ela perguntou.
- Porque eu não tenho nada a perder. – Falei. – Você tem, e já deve ter perdido muito mais do que eu sei. – Ela assentiu com a cabeça, soltando um suspiro alto.
- Obrigada! – Ela disse e eu me levantei, esticando a mão.
- Temos um trato? Uma reabilitação por nunca mais te ver? Desculpe, mas eu não quero. – Ela pensou um pouco e apertou minha mão.
- Foi bom te ver. – Ela falou. – Você está muito bem.
- Pena que isso não aconteceu antes, quem sabe? – Dei de ombros, indo para a porta do quarto, abrindo-a. – A gente se vê por aí. – Falei, suspirando.

- Ela fez o que? – Robb gritou atrás de mim.
- É o que eu disse. Ela queria me chantagear para eu dar dinheiro para ela. – Abaixei a Vogue que eu era capa.
- Nossa, desculpa, mas que baixo, não?! – Ri fraco, sentindo-o tirar a toalha de meu cabelo.
- Eu não tenho relação nenhuma com ela, não precisa pedir desculpas para mim. – Falei rindo e ele abaixou minha cabeça, colocando no lavatório.
- Mas com o que ela ia te chantagear? – Ele perguntou e eu olhei para ele de cabeça para baixo.
- E eu sei? O único ‘segredo’ é que eu beijei o Chris, mas é para um filme, então não é como se ela tivesse muita coisa. – Ele riu fraco, ligando a água em meus cabelos.
- Mas que gentinha, hein?! Ah, como esse povo consegue? – Ele bufou alto, suspirando.
- Eu gosto de pensar que quem faz isso está desesperado. – Dei de ombros, abaixando a revista.
- E o que você fez?
- Eu prensei ela na parede, mas vou pagar de um ano de reabilitação para ela. Ela se envolveu com drogas e sei lá o que mais. – Suspirei. – Não deve ter sido fácil.
- Reabilitação em Relva? – Neguei com a cabeça.
- Não, São Paulo. Não quero ela perto de mim ou de minha família de novo. Estamos bem, sabe? Além de que eu já tenho várias pessoas que eu considero como mãe. – Sorri e ele assentiu com a cabeça.
- Sim, eu acho que te entendo. Quem ela é para aparecer agora, certo? Ela teve tanto tempo para fazer isso. – Suspirei, sentindo-o esfregar meu coro cabeludo.
- Eu sei que isso vai me assombrar por um tempo, imaginar e se eu desse a ela uma chance, sabe? Mas eu já tenho a minha família, não seria justo comigo. – Ele soltou um suspiro.
- Querida, eu não sei se você fez a coisa certa ou errada, mas você fez o que você achou melhor, agora tem que viver com isso. – Assenti com a cabeça.
- Eu sei, e eu espero não perder o sono por causa disso. – Ele sorriu, acenando com a cabeça.
- Não vai, você tem muitas pessoas para te apoiar.
- Sei sim. – Sorri, vendo-o colocar a toalha no meu cabelo.
- Vamos lá! – Ele disse, indicando para a cadeira e eu o segui, me sentando na mesma e colocando a revista na bancada. – Vamos ver como ficou? – Ele perguntou e eu assenti animada. – Agora! – Ele puxou a toalha em meus cabelos e eu arregalei os olhos surpresa.
- Oh meu Deus! – Falei.
- Oh droga, ficou laranja demais. – Ele falou, fazendo careta.
- Eu amei! – Falei, vendo meus novos cabelos ruivos molhados e passei a mão na ponta. – Está demais.
- Você gostou? – Ele perguntou.
- Amei! Está demais! – Falei animada, passando a mão nos fios.
- Seco ele vai ficar mais chamativo. – Ele falou.
- Está demais! – Falei rindo. – Eu adorei! Seca, eu quero ver como vai ficar! – Ele riu fraco, balançando a cabeça.
- Isso que é uma mudança extraordinária! – Ele falou e eu pisquei, rindo fraco.
- Espero que Anthony goste. – Falei e ele sorriu, balançando a cabeça.

- E agora, representando o filme Alice, na categoria de Melhor Trilha Sonora Original, por favor, recebam a cantora Stone. – A voz falou, me introduzindo, e eu coloquei meus pés para andar, vendo meu vestido flutuar pelo palco, até eu me colocar em frente a um pedestal no meio do palco, e respirei fundo.
O ritmo mixado começou logo em seguida, longo e seguido, fazendo com que as luzes sobre mim fossem ligadas devagar e eu consegui ver a plateia sentada em suas posições e logo David entrou com o piano forte e solitário, fazendo-o ecoar pelo salão.
- Creeping out. Spinning around. I'm underground. I fell down. Yeah, I fell down. – Respirei fundo, fechando os olhos. - I'm freaking out. – Forcei a voz. - Where am I now? Upside down and I can't stop it now. It can't stop me now. – Alonguei a voz, movimentando as mãos lateralmente. – Oh! I'll get by. – Respirei rapidamente. - I'll survive. When the world's crashing down. When I finally hit the ground, I won't turn myself around. Don't you try to stop me, I won't cry. – Senti minha voz afinar no fim e molhei meus lábios entre si.
As notas do piano ficaram mais rígidas, a bateria mais forte e a orquestra tocava atrás com muito carinho e força, fazendo com que eu mexesse meu corpo devagar, respirando fundo, atenta ao tempo.
- I'll play the game, but I can't stay. – Senti as notas arrepiarem meu corpo. - I've got my head on straight and I'm not gonna change. I'm not gonna change. – Movimentei a cabeça. - I'll win the race, keep up with the pace. Today is the day, that I start to pray. You can't get it my way. – Alonguei novamente, abrindo os braços. - No! I'll get by. I'll survive. – Abaixei meus braços fortemente, fechando as mãos em punhos. - When the world's crashing down. When I finally hit the ground, I won't turn myself around. Don't you try to stop me, I won't cry. – Suspirei. - I found myself in wonderland. – Abri um sorriso com as luzes azuis que cortavam o local. - Get back on my feet again. – Minha voz ficou mais fina. - Is this real? Is this pretend? – Abri os olhos, sorrindo. - I'll take a stand until the end. – Abri os braços, vendo as luzes começarem a piscar entre azuis e brancas. - Oh! I'll get by. I'll survive. – Abri um sorriso. - When the world's crashing down. When I finally hit the ground, I won't turn myself around. Don't you try to stop me, I won't cry. Oh! I'll get by. I'll survive. When the world's crashing down. When I finally hit the ground, I won't turn myself around. Don't you try to stop me, I won't cry. – Terminei a música em um suspiro, ouvindo o ritmo mixado novamente baixo, até tudo ficar em silêncio e o som dos aplausos ficarem evidentes novamente.

- Por favor, recebam no palco do Golden Globe, Chris Hemsworth e Chris Evans. – Me desviei do que Mike falava e eu virei o rosto para frente, vendo Chris entrar no palco com um terno preto e gravata borboleta, ao lado de Chris Hemsworth e abri um pequeno sorriso.
- Trilha sonora, músicas originais, um filme não seria nada sem esses pequenos artefatos. – Hemsworth falou.
- Emoção, arrepio, felicidade, sorrisos e lágrimas, nada disso seria possível sem a certa música no momento correto. – Evans falou com as mãos no bolso, ele estava diferente, o cabelo estava ralo e ele tinha uma barba bem discreta no rosto.
- Esses são os indicados de canção original. – Hemsworth falou e eu fiquei mais nervosa, era uma categoria que eu competia.
- "Bound To You", Burlesque. "You Haven't See The Last Of Me", Burlesque. "There’s A Place For Us", As Crônicas de Nárnia: A Viagem do Peregrino da Alvorada. "Coming Home" - Onde o Amor Está. "I See The Light", Enrolados. – Evans falou, com um pequeno sorriso no rosto e eu senti Anthony apertar minha mão em cima da mesa e sorri, nervosa.
- E o Golden Globe vai para... – Hemsworth falou, abrindo o envelope. – I See The Light, Enrolados, música de Alan Menken e letras de Stone. – Mack soltou um grito em nossa mesa e eu ri, me levantando, abraçando rapidamente Anthony e sentindo um beijo de David e eu saí do meio da nossa mesa, vendo Alan, que estava perto de nós, esticar a mão para mim e eu o abracei fortemente.
Segurei a ponta do meu vestido tomando cuidado para não tropeçar e dei o braço para ele, subindo para o palco, vendo Evans com um largo sorriso no rosto e eu me soltei de Alan, abraçando-o fortemente.
- Parabéns! – Ele cochichou para mim, entregando o prêmio para mim e eu sorri, rindo e segui para abraçar o outro Chris, vendo-os se colocar na lateral e eu e Alan dividimos o microfone e eu indiquei para que ele falasse.
- Obrigado! – Ele falou, rindo. – Obrigado por isso, fazer parte de Enrolados foi uma experiência gratificante. Eu gostaria de agradecer à Disney por me dar essa oportunidade, à direção, produção, toda a equipe. – Ele virou para mim. – Gostaria de agradecer a essa estrela completa que está ao meu lado por todo apoio e loucura. Foi um prazer trabalhar contigo. – Ele esticou a mão e eu sorri, apertando.
- Eu que agradeço, Alan, pela oportunidade de trabalhar com alguém do seu calibre, foi extraordinário. Além de poder trabalhar em um filme da Disney, quem pode dizer que isso aconteceu? – Ri fraco. – Alan, você não conta. – O pessoal riu. – Quero agradecer à minha família, meus amigos, toda a equipe que sempre me apoiou, vocês são demais! – Falei, erguendo o prêmio e dei o braço para Alan, para sair do palco, enquanto o pessoal aplaudia.
- E agora, o prêmio de melhor trilha sonora. – Virei o rosto, assim que notei que estava fora do palco. Nossa, mas já? E vi Evans falando no microfone.
- 127 Horas, O Discurso do Rei, Alice no País das Maravilhas, A Rede Social e A Origem. – Hemsworth falou no microfone e Alan ficou ao meu lado enquanto falavam as indicações e eu respirei fundo.
- Alice no País das Maravilhas! – Dei um pulo nos bastidores, vendo uma câmera em meu rosto e soltei uma risada. – Recebendo esse prêmio, Stone.
Voltei para o palco com a música que eu cantara mais cedo de fundo e Evans e Hemsworth riram e eu os abracei novamente, vendo Evans negar com a cabeça e eu dei de ombros, soltando uma risada e me coloquei em frente ao microfone de novo.
- Oi gente! – Falei, rindo. – Uau, eu nem sei o que dizer. – Ri fraco. – Esse prêmio não é só para mim, é para todos os artistas e bandas que fizeram parte desse trabalho incrível. – Falei animada. – Esse prêmio é para Danny Elfman que fez a trilha sonora de músicas não cantadas, para The All-American Rejects, Owl City, All Time Low, Metro Station, Tokio Hotel, Kerli, 3OH!3, Plain White T’s, e todos os grandes nomes da música que participaram desse projeto incrível que foi Alice. – Sorri. – Gostaria de agradecer em nome deles ao diretor Tim Burton que fez essa seleção magnífica e deu liberdade para que a gente criasse e produzisse as músicas do jeito que achássemos melhor. Quero agradecer a Anne, Johnny, Mia, Helena, Alan, Michael, Matt, Timothy, Stephen, Crispin e a todos que participaram desse filme e foram gentis comigo desde o começo até o fim da produção. – Ergui o prêmio. – Isso é para todos vocês. – O pessoal aplaudiu e vi Tim no meio do pessoal aplaudindo em pé, com um sorriso no rosto.
Evans indicou a saída do palco e eu segui com ele, com meu prêmio na mão, e um largo sorriso no rosto, eu estava muito feliz, aquilo era demais.
- Eu desisto! – Evans falou quando saímos do palco e eu ri, abraçando-o fortemente. – Dois prêmios?
- Eu não esperava que Alice concorresse, muito menos ganhasse. – Falei sincera, pegando o outro prêmio de Alan, que beijou minha bochecha e se retirou.
- Parabéns! – Evans falou sorrindo. – Isso foi demais.
- Obrigada! – Sorri. – Fiquei feliz que foi você que entregou o prêmio. – O abracei rapidamente.
- Acredite, foi um prazer para mim. – Sorri.
- E esse cabelo? – Ele apontou e eu dei uma volta.
- Gostou? – Ele riu.
- Gostei, mas sinto falta do seu cabelo castanho. – Ri fraco.
- Quem sabe na próxima? – Ele riu.
- Oi! – O outro Chris falou e eu ri fraco.
- Oh meu Deus, me desculpe. – Estiquei a mão para ele.
- , Chris Hemsworth. – Evans indicou e eu sorri.
- É um prazer! – Ele falou.
- é uma grande amiga. – Evans falou e eu sorri.
- Grande e velha amiga! – Falei sincera e ele riu.
- Talvez. – Evans brincou. – Boa sorte no Oscar. – Assenti com a cabeça, suspirando.
- Um passo de cada vez. – Falei honesta. – Você vai?
- Não, mas a gente se vê? – Ele perguntou.
- Com certeza! – Beijei sua bochecha rapidamente. – Deixa eu falar com a imprensa.
- Claro! – Ele sorriu.
- Foi um prazer te conhecer Hemsworth. – Ele assentiu com a cabeça.
- O prazer foi meu.

- E agora, representando a música I See The Light, do filme Enrolados, recebam no Oscar Mandy Moore e Zachary Levi. – Abri um sorriso, aplaudindo os dois que entraram no palco de lados contrários. A silhueta de um violão ao fundo começou junto e logo ela começou a cantar.
- All those days watching from the windows. All those years outside looking in. All that time never even knowing, just how blind I've been. Now I'm here, blinking in the starlight. Now I'm here, suddenly I see. Standing here, it's all so clear, I'm where I'm meant to be. – Eu mexia os lábios conforme a música, abrindo um sorriso. - And at last I see the light. And it's like the fog has lifted. And at last I see the light, and it's like the sky is new. And it's warm and real and bright, and the world has somehow shifted. – Ela abriu um sorriso. - All at once everything looks different, now that I see you. – Suspirei, colocando a mão no peito.
O violão continuou e o violino entrou de fundo, aparecendo somente a silhueta de fundo também e suspirei, sentindo um orgulho incrível ter outras pessoas cantando minha música, ainda mais pessoas como Mandy Moore e Zachary Levi.
- All those days chasing down a daydream. All those years living in a blur. All that time never truly seeing things, the way they were. Now she's here shining in the starlight. Now she's here, suddenly I know. If she's here it's crystal clear, I'm where I'm meant to go. – Zachary cantou com sua voz sutil, me fazendo sorrir.
- And at last I see the light. – Eles cantaram juntos.
- And it's like the fog is lifted. - Zachary cantou sozinho e eles deram as mãos.
- And at last I see the light. – Eles se encararam, sorrindo.
- And it's like the sky is new. - Mandy cantou sozinha, sorrindo.
- And it's warm and real and bright and the world has somehow shifted. All at once, everything is different, now that I see you. – Movimentei os lábios acompanhando a música. - Now that I see you. – Suspirei, ouvindo a música terminar e abri um largo sorriso, aplaudindo-os fortemente.

- Recebam no palco Jennifer Hudson para apresentar o prêmio de melhor canção original. – Sorri, sentindo um nervosismo subir pelo meu peito e a cantora e atriz entrou no palco com um vestido vermelho e eu suspirei, sentindo Anthony apertar minha mão e eu suspirei.
- Uma música é comporta por letra e ritmo, mas não é só isso que a define como boa ou ruim. Uma música convencional é classificada pela qualidade, pelo arrepio, pelas lágrimas e pela emoção que ela causa, afinal, toda música tem um significado. Agora, criar uma música que tenha um significado para o filme, algo fictício, é uma arte. – Ela falou e eu sorri, suspirando, adorava ouvir os textos sobre música. – E os indicados desse ano souberam colocar com graciosidade todas essas emoções, fazendo com que a gente se arrepiasse a cada momento, a cada nota, a cada palavra. – Ela sorriu. – Aqui estão os indicados à melhor canção original. – Ela falou e eu sorri, vendo a tela mudar, para os filmes indicados. - "We Belong Together" de Toy Story 3, escrita por Randy Newman. "Coming Home" de Onde o Amor Está, escrita por Bob DiPiero, Tom Douglas, Hillary Lindsey e Troy Verges. "If I Rise" de 127 Horas, escrita por A.R. Rahman, Rollo Armstrong e Dido."I See the Light" de Enrolados, escrita por Alan Menken e Stone. – Abri um sorriso quando falou meu nome, ouvindo o pessoal aplaudir. – E o Oscar vai para... – Jennifer falou, abrindo o envelope, olhando para frente novamente. – I See The Light, de Enrolados, música de Alan Menken e letra de Stone. – Soltei um suspiro de alívio e me levantei, abraçando meu noivo ao meu lado e segui em direção ao palco, vendo Zachary em pé no canto e eu o abracei rapidamente, voltando a andar, segurando a barra do meu vestido, recebendo meu segundo Oscar das mãos de Jennifer, abraçando-a fortemente.
- Oh meu Deus! – Falei animada, me colocando em frente ao microfone. – Meu Deus, mais um! – Ri fraco. – Infelizmente, Alan não pode comparecer, mas eu o agradeço por trabalhar comigo, foi incrível. – Sorri. – Quero agradecer a equipe, a Disney, a todos que fizeram parte direta ou indiretamente desse projeto, que puderam de alguma forma apoiar esse projeto. – Suspirei. – Quero agradecer especialmente para Mandy e Zachary que transformaram essa música em um poema, vocês foram demais. Foi incrível poder ver minha música ser cantada de forma tão magnífica. Obrigada! – Sorri, erguendo o prêmio, ouvindo o pessoal aplaudir.

- Eu vou embora! – Falei para Jessica, suspirando.
- Tem certeza? – Ela perguntou.
- Eu estou com muita dor de cabeça. – Falei, suspirando. – Já vim aqui, Alice já ganhou mais um prêmio, acho que posso ir embora. – Ela acenou com a cabeça.
- Pode ir querida, você quer companhia? – Ela perguntou.
- Não precisa. Eu sei o caminho. – Levantei da mesa, pegando minha máscara do BAFTA e acenei para o pessoal da mesa, saindo do salão onde estava acontecendo a premiação e caminhei pelo hotel em Los Angeles, onde, ironicamente, estava acontecendo a premiação.
- Saindo de fininho? – Virei o rosto, vendo Chris pisando em uma bituca de cigarro e eu franzi a testa.
- Ei! – Falei rindo, parando ao seu lado.
- Como está? – Ele perguntou.
- Estaria melhor se não tivesse te pego no flagra. – Apontei para o cigarro e ele riu fraco.
- É só cigarro, prometo. – Ri fraco.
- Eu sei, você não seria tonto em fumar maconha com esse pessoal em volta. – Assenti para alguns fotógrafos à paisana.
- Estou surpreso em como você parece uma boneca de vez em quando, e quando parece uma sex machine em outras situações. – Dei de ombros, dando uma volta, fazendo meu vestido flutuar um pouco e ele riu.
- Depende do meu humor. – Ele riu fraco.
- Você não sai de algum lugar sem um prêmio, não?! – Ele apontou para a máscara e eu a coloquei em frente ao meu rosto, rindo fraco.
- Às vezes até eu me assusto, sabia? – Ele riu fraco.
- Você merece, sabe? Por tudo. Você é incrível. – Ele falou e eu senti meu rosto esquentar.
- Obrigada! – Abaixei meu prêmio novamente, sorrindo.
- Já está indo?
- Dor de cabeça. – Dei de ombros. – Não sei por quê. – Suspirei.
- Muita atenção. – Ri fraco, empurrando seu ombro.
- Engraçadinho! – Ele sorriu. – E esse cabelo penteado para trás? – Perguntei.
- Cabelo está ficando longo. – Ri fraco.
- Eu gostei. – Falei sorrindo. – Apesar de você não ter gostado do meu. – Toquei o coque e ele riu.
- Não é que eu não gostei, mas sinto falta do castanho de quando nos conhecemos.
- Parece que faz uma eternidade, não? – Ele riu fraco. – Seis anos já.
- Nossa! – Ele balançou a cabeça, rindo. – Vamos parar de contar.
- Eu acho melhor também. – Sorri, rindo. – A gente se esbarra por aí? – Perguntei.
- Estamos nos esbarrando bastante ultimamente. – Ele falou.
- Espero que continue assim. – Fui honesta, me aproximando dele e dei um rápido beijo em sua bochecha. – Para de fumar, o cheiro é horrível em um homem bonito. – Ele riu fraco. – Até mais, Evans. – Acenei para ele e peguei a chave do valet que me esperava.

- Passando! – Mack gritou perto do ouvido de Evans e eu ri fraco, dando um tapa nele, vendo o mais velho virar o rosto.
- Nossa! – Ele comentou, se virando.
- Eu disse que a gente iria se encontrar mais vezes. – Falei sorrindo, apoiando a mão em seu ombro coberto pelo casaco de couro e dei um rápido beijo em sua bochecha.
- Estou vendo! – Ele riu. – E dessa vez a gangue veio inteira. – Pisquei. – O que você está fazendo aqui? Não me diga que você está concorrendo ao MTV Movie Awards.
- Ah, a gente estava precisando sair de casa. – Dei de ombros.
- Estou gostando desses encontros. – Ele falou e eu sorri.
- Bem, depois de hoje, creio que só nos encontraremos na première do seu filme.
- Você vai? – Ele falou animado.
- Claro que sim! – Mike apareceu atrás de mim. – Você realmente acha que perderíamos isso? Nem vem! – Ri fraco.
- Eles são um pouco viciados em filmes de super-heróis e tudo mais, sabe? – Dei de ombros e ele riu.
- Um pouco? – Chris perguntou e eu ri.
- Evans, Stone, uma foto, por favor! – Ouvi o fotógrafo falar e eu passei a mão nos meus cabelos de fogo.
- Se importa?
- Não, precisamos de uma para nossa coleção. – Ele falou e eu sorri, virando o rosto para as câmeras, sentindo Evans passar a mão em minha cintura e eu suspirei, arqueando o corpo, sorrindo para as fotos, arrepiada com a mão de Evans e eu passei o braço pelos seus ombros.
- Ei, não esquece da gente! – Louis falou e logo minha banda inteira se acomodou em nossa frente e do nosso lado, fazendo com que toda a seriedade da foto sumisse, me fazendo rir.
- Eles são extraordinários, não?! – Comentei com Chris que riu.
- Seus amigos. – Ele falou.
- Ei, essa doeu! – Jack falou, erguendo as mãos e eu sorri.
- Acredite, não existe privacidade quando eles estão juntos. – Ele riu fraco.
- Ainda bem, coisas ruins podem acontecer. – Suspirei, sentindo meu corpo arrepiar e eu engoli em seco.
- A gente se vê! – Falei, dando um rápido beijo em sua bochecha e saí de perto, virando o rosto rapidamente para trás, notando que ele estava me encarando e logo virei novamente, balançando a cabeça.

O carro preto andou mais um pouco, a porta foi aberta e eu respirei fundo, ajeitando a renda do meu vestido e saí do carro, ajeitando o cabelo que caía em meus olhos, escondendo-o dentro do chapéu claro, ouvindo os gritos dos súditos ingleses lá fora e ajeitei o vestido, acenando para eles, antes de ficar de frente para a Abadia de Westminster e respirei fundo, caminhando em direção a entrada, vendo diversos câmeras a postos e entrei no local onde seria o casamento do século e respirei fundo, vendo uma pessoa seguir em minha direção.
- Senhorita Stone. – Sorri para ela, acenando com a cabeça. – Me siga, por favor. – Ela falou e eu a acompanhei, andando pouco, e ela me indicou ao meu lugar e eu gelei na hora, era do lado de Elton John e eu suspirei. – Fique à vontade.
- Obrigada! – Falei e sentei, eu estava no casamento real.
- , é um prazer te conhecer. – Elton foi o primeiro a falar e eu sorri, apertando sua mão rapidamente, notando que eu estava tremendo.
- O prazer é meu. – Falei baixo, sorrindo, aquele local estava muito silencioso. – Nossa, que prazer! – Ele riu fraco.
- Esse é David...
- Seu marido? – Perguntei e ele sorriu, indicando com a cabeça e eu apertei a mão do outro homem. - É um prazer conhecê-los. – Sorri sincera. – Vocês são incríveis, você é incrível. – Falei e ele segurou minha mão rindo.
- Você também, não se esqueça disso. – Assenti com a cabeça.
- Obrigada! – Sorri.
Logo o noivo chegou, junto de seu lindo irmão. William e Harry entraram na Abadia, cumprimentando as autoridades religiosas e desfilaram pelo tapete vermelho no local e eu suspirei, já os conhecia, afinal, fui convidada para o casamento, mas que era bom olhar para eles, era.
Em seguida chegou a família da noiva, a mãe e o irmão, que por sinal, também era muito bonito. Acredite, eu estava sozinha no casamento do século, com Elton John ao meu lado e ninguém para comentar comigo sobre os homens ou mulheres bonitas. Ai que saudade de Jack nesse momento.
O príncipe Charles e Camilla Parker Bowles entraram em seguida, também sendo cumprimentados pelas autoridades presentes e eu suspirei, gente, aquilo estava realmente acontecendo. De pensar que quando lançamos Ready Or Not a gente esperava que eles ficassem juntos pelo tempo de divulgação da música e agora eles estavam se casando, que sonho!
Meu coração veio à garganta quando a Rainha entrou no recinto, fazendo com que tudo que estava silencioso, ficasse mais ainda e eu respirei fundo, vendo-a passar em nossa frente e, foi impressão minha, ou ela deu um leve aceno? Não, deve ser coisa da minha cabeça.
A irmã da noiva, Pippa, entrou com as daminhas e os pajens, pelo visto era permitido que mais alguém usasse branco no dia do casamento da noiva, sua irmã. Ela entrou com um tubinho longo branco lindo com crianças mais lindas ainda sorrindo e acenando.
Assim que a noiva foi vista no fundo da igreja, todos nos levantamos com um largo sorriso no rosto. Ela estava linda demais, seu vestido era parecido com o de Diana, mãe de William, mas mais moderno.
Ela parou logo que entrou na igreja, enquanto sua irmã arrumava a calda do seu vestido e eu acompanhava ao lado de Elton e seu marido David, eu estava surtando por dentro, além de Elton, eu havia visto David e Victoria Beckham, então estava me sentindo exclusiva, era a única artista de fora que havia sido convidada, talvez por uma música? Ou pela gratidão? Eu não sabia dizer, mas eu estava feliz em acompanhar aquilo.
Kate voltou a entrar diante dos meus olhos, de braços dados com seu pai e eu sorri, suspirando, mantendo as mãos firmes em frente ao corpo. Eu acho que dava tudo para saber o que se passava na mente dela agora. Na minha, como convidada, passava milhões de coisas, imagina na dela, que estava casando?
Não tive a oportunidade de ver muito mais, estar no casamento e participar do casamento, eram situações diferentes para casamento real. Afinal, a Abadia tinha o formato em cruz e só quem estava lá na frente via com exclusividade o que estava acontecendo, mas os outros mortais, só tínhamos um vislumbre do que rolava, e só isso, para mim, parecia a melhor coisa do mundo. Um dos pontos altos da minha carreira.
As alianças foram trocadas, os sins foram ditos, eu chorei, eles passaram raspando em minha frente e o mundo inteiro aplaudiu ao acontecimento do ano. Aquilo foi espetacular. Era hora de voltar a vida real.
Mas algo que me surpreendera durante esse casamento: eu não havia pensado em nenhum momento sobre o meu casamento, como seria, o que eu faria, o que eu usaria, nada! E isso não era um bom sinal para o meu coração ou minha mente.

- Você realmente acha que isso vai dar certo? – Cochichei para Mack e ele deu de ombros.
- Eu não sei. Eles vivem brigando, eu to com medo que ela negue. – Arregalei os olhos.
- Ela não vai negar. – Falei.
- Você tem certeza? – Fiquei quieta, suspirando.
- Há quanto tempo eles não se falam? – Perguntei, suspirando.
- Um mês? Mais ou menos. – Passei a mão no rosto.
- Isso deveria ter sido feito há muito tempo.
- Eu sei! – Mack falou. - Mas a culpa não é nossa.
- Se preparem, gente! – Mike falou animado. – Ela está chegando. – Suspirei, me ajeitando na lateral do palco improvisado na casa de Lacey em Taraboo e soltei o ar forte. Isso não daria certo. – Xí! – Ele falou para todos os nossos familiares que estavam assistindo e eu fiquei sem respirar por alguns segundos, o suficiente para ouvir a porta sendo destravada e Lacey abrir em seguida.
- O quê? – Foi o que eu consegui ouvir antes que Mike começasse a tocar o violão, sentado em um banco no meio do palco, me fazendo suspirar, tentando analisar os movimentos de Lacey.
- He woke up from dreaming and put on his shoes. – Mike começou com sua voz suave. - Started making his way past two in the morning. He hasn't been sober for days. – Suspirei, vendo Lacey colocar sua bolsa na mesa, se aproximando do palco. - Leaning now into the breeze remembering Sunday, he falls to his knees. They had breakfast together, but two eggs don't last like the feeling of what he needs. – Sua cara era de confusão. - Now this place seems familiar to him. She pulled on his hand with a devilish grin. She led him upstairs, she led him upstairs. Left him dying to get in. – Mack tocava o baixo com ele. - Forgive me, I'm trying to find my calling, I'm calling at night. I don't mean to be a bother, but have you seen this girl? – Senti um arrepio passar pelo meu corpo. - She's been running through my dreams and it's driving me crazy, it seems I'm gonna ask her to marry me. – Vi um pequeno sorriso surgir os olhos da loira e eu a imitei. - Even though she doesn't believe in love, he's determined to call her bluff. Who could deny these butterflies? They're filling his gut. – Mike balançou a cabeça. - Waking the neighbors, unfamiliar faces. He pleads though he tries, but he's only denied. Now he's dying to get inside. – Ele cantou mais alto, fazendo com que o som da bateria fosse abafado. - Forgive me, I'm trying to find my calling, I'm calling at night. I don't mean to be a bother, but have you seen this girl? – Movimentava meus lábios devagar, Lacey já tinha lágrimas nos olhos. - She's been running through my dreams and it's driving me crazy, it seems I'm gonna ask her to marry me. – Mordi meu lábio inferior, encarando a aliança em meu dedo, suspirando. - The neighbor said she moved away. Funny how it rained all day. I didn't think much of it then but it's starting to all make sense. Oh, I can see now. – A guitarra ficou mais forte em meus dedos. - That all of these clouds... – Forcei os dedos na guitarra, acompanhando o ritmo. - Are following me in my desperate endeavor. To find my whoever, wherever she may be. – Respirei fundo.
- I'm not coming back. – Comecei a cantar. - I've done something so terrible, I'm terrified to speak, but you'd expect that from me. – Fechei os olhos, cantando com toda a força possível. - I'm mixed up, I'll be blunt. Now the rain is just washing you out of my hair and out of my mind. – Respirei fundo, sentindo meu corpo arrepiar. - Keeping an eye on the world. So many thousands of feet off the ground. I'm over you now, I'm at home in the clouds, towering over your head. – Senti lágrimas caírem pela minha bochecha e respirei fundo, parando de cantar e tocar.
- I guess I'll go home now, I guess I'll go home now, I guess I'll go home now, I guess I'll go home. – Mike terminou de cantar e tocar sozinho, fazendo um silêncio se instalar na sala do apartamento de Lacey e Mike colocou o violão no chão e se levantou, colocando a mão no bolso e pulou do pequeno palco, se colocando em frente a loira e se ajoelhou, me fazendo abrir um grande sorriso. – Lacey... – Ele engasgou, engolindo em seco. – Eu estou atrasado. – Ele foi sincero. – Onze anos, diversos momentos juntos e eu não fui capaz de decifrar sozinho seus pensamentos. – Abri um sorriso. – E já peço desculpa por isso. – Ri fraco. – Mas agora, nesse momento, eu gostaria de te fazer uma pergunta. – Ele respirou fundo. – Você me daria o prazer em se tornar minha esposa? – Segurei na blusa de Mack, abrindo um sorriso.
Lacey demorou um pouco para responder, eu não sei se ela estava realmente pensativa, ou se ela havia travado, mas eu estava nervosa, aquele pedido de casamento havia sido pensado milimetricamente para nada dar errado, a não ser a resposta dela.
- Responde logo! – Louis gritou nervoso e eu ri.
- Sim! – Ela falou alto. – Sim, sim, eu aceito! – Ela falou animada e Mike se levantou rapidamente, abraçando-a fortemente e eu sorri, começando a aplaudir e desci do palco junto com o pessoal, para abraçá-los.

- Alô, quem é? – Atendi o telefone, ouvindo Jack e Mack gritar novamente e eu coloquei a mão no ouvido, me afastando um pouco.
- Falo com Stone? – Soltei um suspiro. Lá vem bucha.
- Sim, quem gostaria? – Perguntei, me encostando no batente da porta.
- Meu nome é Jennifer Lee, eu estou produzindo um filme novo da Disney e gostaria de te convidar para fazer a trilha sonora. Você estaria interessada? – Ela perguntou e eu suspirei.
- Claro! Só gostaria de saber mais sobre o que se trata. – Ela falou.
- Estamos começando a produção do filme Frozen: Uma Aventura Congelante, que contará a história de Elsa, uma princesa que tem o poder do gelo e Anna sua irmã que fará de tudo para ajudar a controlar seus poderes, é baseado no livro A Princesa de Gelo.
- Sim, eu ouvi falar, as novas princesas da Disney, certo? – Perguntei, sorrindo.
- Sim, exatamente. – Sorri.
- Poderíamos marcar um dia para conversarmos? Creio que seria mais interessante do que falar pelo telefone. Afinal, é um filme da Disney, não é pouca coisa.
- Claro que sim! Seria o ideal mesmo. – Sorri. – Quando poderia nos encontrar?
- Eu tenho estado bastante livre, na verdade.
- Podemos combinar no fim da semana? – Ela perguntou.
- Claro, vai ser ótimo! Ligue para minha empresária, ela marca, pode ser?
- Claro! Sem problemas. – Ela falou. – Vai ser um prazer, senhorita Stone.
- O meu também. – Sorri, desligando e voltei para dentro do estúdio de Mack.
- E aí, quem era? – Louis perguntou e eu ri fraco.
- Sabe o que dizem sobre mais prêmios igual a mais trabalho? – Perguntei.
- Sim, já ouvi isso. – David falou.
- Eu acabei de ser convidada para fazer a trilha sonora de mais um filme da Disney.
- O quê? – Eles falaram em conjunto.
- Sim, eles me querem de novo.
- Vai garota! – Eles gritaram e eu ri, balançando a cabeça.

- O que você acha, amor? – Anthony abriu no computador e eu suspirei. – Quatro dormitórios, quatro banheiros, uma ótima área de lazer, dois andares, cozinha americana, duas salas... – Suspirei, fuçando nas fotos.
- Ah, eu não sei, Tony. Não sei se quero decidir agora. – Suspirei, encostando a cabeça no travesseiro novamente. – Estou com dor de cabeça.
- Mas precisamos decidir onde vamos morar, você não quer morar aqui porque é pequeno, o meu apartamento também é pequeno, esse é o primeiro passo para começarmos a planejar o casamento. – Suspirei, balançando a cabeça.
- Eu sei, amor. Mas eu tenho estado tão avoada esses dias. – Suspirei, erguendo o corpo novamente. – Vamos fazer o seguinte, você tem que ir trabalhar agora, então me manda todas as casas que você achou, eu analiso e a gente combina de ir visitar, que tal?
- Pode ser! – Ele se levantou, dando um beijo em minha testa. – A gente vê isso mais tarde.
- Obrigada, amor. – Me levantei atrás dele. – Vou ver se tomo um remédio, dou uma descansada, deve ser só muita coisa na cabeça. – Ele assentiu com a cabeça.
- Eu sei. Onde eu fui estacionar meu burro, hein?! – Ele perguntou e eu ri, mostrando a língua para ele. – Oh! – Ele abriu a porta. – Oi Jessica!
- Oi casal, tudo bem? – Ela perguntou e recebeu um beijo de Anthony.
- Bem e estou indo trabalhar. Até mais! – Ele falou, acenando para nós dois e aproveitou o elevador que Jessica tinha chego.
- E aí! – Falei para ela, acenando com a cabeça.
- Tá tudo bem?
- Só dor de cabeça. – Suspirei. – Anthony está falando de casas e eu ainda nem sei se eu decidi alguma coisa.
- Bem, aqui tem algo para te ajudar a ter mais dúvidas. – Ela me esticou um envelope azul. – A première do Chris é na semana que vem, tem sete convites aqui, ou seja, Anthony não foi convidado. – Suspirei.
- O que você acha disso? – Perguntei.
- Eu não sei, . Se eu soubesse ler mentes masculinas, eu não estava com Brent de novo. – Ri fraco.
- Vocês estão bem, não vamos misturar as coisas. – Ela sorriu. – Pode confirmar nossa presença.
- Eu já confirmei. – Ela encostou no batente da porta, respirando fundo. – Só acho que você precisa decidir o que quer, .
- De certa forma, eu já escolhi, certo? – Perguntei, suspirando.
- Não, você entrou na sua zona de conforto e não quer sair mais dela, escolher entre um ou outro é algo totalmente diferente. – Suspirei.
- Ok, mas agora eu vou tomar uma pílula gigante e dormir, eu não quero pensar nisso agora. – Ela assentiu com a cabeça.
- Não vou ficar colocando minhocas na sua cabeça, então. – Ela voltou para a porta. – Passa em casa mais tarde para assinar o contrato de Frozen.
- Pode deixar. – Assenti com a cabeça. – Te mando mensagem. – Ela assentiu com a cabeça e puxou a porta, me fazendo assustar com o barulho, joguei as outras correspondências no sofá e abri o envelope da première, pegando os ingressos de Capitão América: O Primeiro Vingador, sorrindo, Chris estava, finalmente, fazendo muito sucesso, e eu estava vendo isso acontecer, só não sei se no posto certo.
Andei para meu quarto, fechando a porta, e abri o móvel ao lado da cama, puxando um álbum de fotos, e comecei a virar elas rapidamente, encontrando algumas fotos com Evans, diversas premières ao longo dos anos. A gente sempre se divertia, ria, brincava, sempre apoiava um ao outro.
Agora Anthony era diferente, foi um relacionamento que começou como relacionamento. Primeiro encontro, primeiro beijo, primeira vez. Onde foi que eu me meti? Eu estava em uma sinuca de bico na qual eu fugia de Anthony, fugia das decisões do nosso casamento, mas quando estava com Chris eu não tinha certeza se era aquilo mesmo que eu queria. Eram duas personalidades diferentes, dois trabalhos diferentes, e eu não tinha a mínima ideia do que eu queria. O certo era ficar distante de ambos e ver quem eu sentia falta primeiro, mas essa não era uma solução.
Guardei os álbuns novamente, soltando o ar forte e encostei o rosto na minha perna, sentindo Grape passar o focinho em minha perna novamente e suspirei, acariciando seus pelos cor de mel.
Ah Grape, como eu queria que você falasse agora e me dissesse exatamente o que eu deveria fazer. Era tão difícil. A pior parte era sorrir e fingir que tudo estava bem. Eu sentia falta de Evans, daqueles lábios carnudos, seus braços em volta do meu corpo, mas eu sabia que sentia isso porque não o tinha, se eu optasse por trocar, eu sentiria falta do Anthony dessa mesma forma? Suspirei alto, sentindo meus olhos lacrimejarem.
Não, você não nasceu para sofrer por homem. Se for necessário, que eu fique sozinha, ninguém merece minhas lágrimas e não é agora que eu daria oportunidade para merecer. Essa é a minha vida e eu tinha que fazer essa decisão se quisesse ser feliz.
Eu só tinha uma certeza: eu não sabia mais de nada.

Desci do carro, puxando a barra do meu vestido para baixo e vi o pessoal da minha banda sair junto e eu sorri, acenando para os fãs nas laterais do tapete... Era uma bandeira dos Estados Unidos.
Jack me deu o braço e eu sorri para ele, apertando-o contra meu corpo e andei em direção ao tapete vermelho, acenando para as pessoas a todo momento e sorrindo para as fotos que não paravam de pipocar atrás de mim.
Emily, Mike, Mack, David e Louis vinham logo atrás de nós, rindo e brincando. É, eles realmente estavam empolgados em estar ali. Eu e Jack paramos um pouco a frente, na parte azul do tapete e nos abraçamos de lado, tirando algumas fotos e o resto da banda logo se juntou a nós.
Pisão nos pés, risadas, gritos, brincadeiras, tudo isso fazia parte do nosso momento de tirar fotos. Depois disso nós nos afastávamos um pouco, eu coloquei a mão na cintura, virava o corpo, jogava meus cabelos ruivos para os lados e sorria para eles, ouvindo-os chamar meu nome para todos os lados.
Em um momento que eu virei o rosto, eu vi o astro da noite. Chris já tinha chegado, ele usava um lindo terno azul escuro com blusa em um tom mais claro, os cabelos castanhos arrepiados e um ridículo óculos de sol amarelo nos olhos. Balancei a cabeça rindo. Ele estava junto de outras pessoas do filme, dois homens e uma moça. Um desses homens eu logo reconheci como Dominic, me fazendo rir. Ele realmente estava nesse filme.
- Vai falar com ele? – Jessica perguntou ao meu lado e suspirei.
- Sim, eu vou. – Engoli em seco e olhei para ela. – Por favor, sem pressão.
- Não falei nada, nossa! – Ela se afastou dando de ombros e eu ri, acenando uma última vez para os fotógrafos antes de me aproximar dos quatro que sorriam para as fotos.
- Posso interromper? – Perguntei, vendo os quatro desviarem o rosto para mim.
- ! – Chris falou, se afastando do pessoal um pouco. – Você veio! – Ele disse e eu sorri, abraçando-o apertado.
- Claro que sim! – Sorri. – Eu prometi que vinha! – Sorri e ele passou a mão em meu cabelo.
- Ainda não me acostumei. – Ri fraco, abaixando sua mão.
- Eu acho que sou qualificada o suficiente para te desejar muito sucesso nessa nova etapa. – Ele abriu um sorriso. – Vai ser difícil, complicado. Tem dias que você vai querer pular da janela, mas vai valer a pena. – Ele riu fraco.
- Obrigado, ! Significa muito para mim, principalmente vindo de você. – Sorri, abraçando-o novamente, soltando um suspiro enquanto sentia o cheiro gostoso de seu perfume e suspirei, afastando o rosto novamente. – Então, me apresente aos seus amigos. – Falei, me virando para eles.
- Hayley Atwell, meu par romântico. – A cumprimentei. – Sebastian Stan e Dominic Cooper, que você já conhece. – Ele falou.
- Já conheço sim! – Abracei Dominic fortemente, sentindo-o me tirar do chão e me girar, me fazendo rir. – Como você está?
- Bem e você? – Ele sorriu, estalando um beijo em minha bochecha e eu o abracei de lado, rindo.
- Não acredito que você beijou meu melhor amigo. – Chris comentou e eu ri.
- Foi para um filme, e também já te beijei para um filme. – Dominic olhou confuso. - Longa história. – Falei e ele riu.
- É diferente! – Chris falou e eu ri.
- Pare de reclamar! – Falei e ele riu, balançando a cabeça.
- E aí, cara, meus parabéns! – Mike foi o primeiro a cumprimentar Chris e eu ri. – Capitão América, isso é demais! – Revirei os olhos.
- Valeu, cara! – Minha gangue inteira cumprimentou Chris e eu só acompanhei as brincadeiras de lado, soltando uma risada.
- A gente vai entrar antes que causemos algum estrago. – Falei, apontando para a entrada, Chris riu.
- Claro! A gente se vê depois?
- Sim, com certeza! – Perguntei sorrindo e me aproximei dele, tirando os óculos. – Por favor, nunca mais use isso! – Bati a mão em seu peito e ele riu.
- Ei! – Ele reclamou e eu pisquei para ele, rindo fraco.

- Aqui está minha garota! – Peguei a bebida de volta e vi Scott.
- Ah! – Apoiei a bebida de volta no balcão e abracei Scott fortemente. – Você está aqui! – Abri um sorrio, apertando-o contra meu corpo.
- Ah que saudades de você, querida! – Ele falou e eu suspirei, estalando um beijo em sua bochecha. – Eca, você está cheirando a álcool. – Ele reclamou e eu peguei meu drink novamente.
- Nada a ver, é só meu quinto. – O vi revirar os olhos e ele puxou a bebida da minha mão e meu braço em outra direção.
- O que está acontecendo? – Franzi a testa.
- Nada, ué! – Suspirei.
- Você não é assim, . – Engoli em seco, sentindo minha cabeça doer. – Você escolheu, não é?!
- Indiretamente sim, mas, na real, não. Eu não sei o que fazer, Scott! – Falei suspirando, sentindo meus olhos se encherem de lágrimas e abanei as mãos em frente a meus olhos, respirando fundo.
- Como assim você não sabe o que fazer, ? – Ele perguntou e eu engoli em seco, me sentando no sofá branco do local.
- Eu não sei o que fazer, simplesmente. – Suspirei. – Eu estou com Anthony e penso em Chris, mas quando estou com Anthony não penso em um futuro, pelo amor de Deus. Eu quero sumir. – Segurei o choro, virando o corpo de costas.
- Oh, minha amiga. – Ele apareceu em minha visão novamente, passando os braços ao redor do meu pescoço. – Eu poderia jogar para o lado do meu irmão, mas você está com uma crise muito maior que uma decisão. – Ele passou as mãos em meus olhos e eu suspirei.
- Por favor, Scott, não me pressione. – Ele assentiu com a cabeça.
- Não irei! – Ele respirou fundo. – Eu só quero te ver bem. – Suspirei.
- Eu já pensei em pedir um tempo para Anthony, mas eu não sei como eu ficaria. Já pensei em dar uma chance ao Chris, mas eu não quero brincar com os sentimentos dele. – Balancei a cabeça.
- Eu vou ser bem honesto contigo, , Chris gosta de você, mas eu não sei mais nada disso. – Suspirei alto. – Ele gostou do beijo, do mesmo jeito que você gostou. Ele não tem dúvidas, ele gostaria de tentar.
- Você disse que não ia pressionar, Scott. – Falei brava.
- Eu não estou te pressionando. – Ele falou. – Estou te dando fatos. Chris gosta de você, Anthony também, do contrário você não estaria noiva dele. – Ele balançou a cabeça.
- Eu deveria ficar sozinha um pouco. – Suspirei. – Sem Anthony, sem Chris. – Balancei a cabeça. – No Brasil, um pouco, para pensar, sabe? – Ele me abraçou forte.
- Só quero que você saiba o que está fazendo. – Suspirei.
- Eu também queria saber. – Fui sincera. – Eu estou dividida e eu não sei o que fazer.
- Não pense em Chris, não pense em Anthony, pense em você. O que você quer fazer? – Ele perguntou e eu senti algo subir pela garganta, fazendo com que as lágrimas voltassem a cair.
- Eu quero ficar sozinha! – Falei chorosa. – Eu quero que pare de doer. – Fui honesta. – Dói demais, Scott. – Fui sincera e ele me apertou em seus braços novamente. – Por favor, faça parar.
- Eu não posso, minha amiga, só você pode. – Ele falou e eu respirei fundo, encarando-o novamente. – Mas eu sempre vou estar aqui contigo, não importa o que você faça, quem você escolha, eu sempre vou te apoiar. – Assenti com a cabeça, passando as mãos nos olhos.
- E aí, isolados? – Me assustei com Chris em nossa frente, e suspirei, piscando os olhos novamente. – O que está acontecendo? Você está bem? – Chris ergueu meu rosto e eu passei as mãos embaixo dos olhos.
- Estou! – Falei, piscando os olhos. – Scott estava contando uma piada e eu tenho a tendência de rir até chorar. – Chris sorriu.
- Qual era a piada? – Ele perguntou.
- Aquela vez que você me obrigou a fazer xixi no quintal de casa, e chamou nossa babá. – Soltei uma risada fraca, querendo realmente ouvir essa piada.
- Ei, eu não obriguei ninguém a nada. – Chris falou e eu ri fraco, passando as mãos nos olhos.
- Bem, eu vou dançar! – Scott falou dando de ombros e levando minha bebida para longe.
- Então... – Chris falou.
- Eu adorei o filme! – Falei, virando o rosto para ele. – Você está incrível, a história é demais, eu realmente preciso prestar mais atenção em quadrinhos, personagens e mais. – Ele riu.
- Mesmo?
- Claro que sim, Evans! Tenho que dizer que aquela transformação deixa qualquer um louco, mas a história, a honestidade, honra do Steve é demais. – Ele sorriu.
- Obrigado, , é muito importante. – O abracei forte, apoiando meu queixo em seus ombros. – Obrigado pelo apoio.
- Sempre que precisar! – Falei sorrindo, apertando-o forte em meus braços e soltei um suspiro forte, estalando um beijo em sua bochecha. – Eu sempre estarei aqui. – Ele sorriu.
- Onde nos encontramos agora?
- Bem, oficialmente, tem a festa da gravadora semana que vem, vai ser focada em mim, eles querem focar no contrato novo, algo assim, por que vocês não vão? São coquetéis e petiscos e muita imprensa envolvida, mas é legal. – Dei de ombros.
- Claro, vai ser legal! – Ele falou sorrindo. – Me diga o dia.
- Pode deixar! – Sorri. – E não oficial, tem uma festa que vamos fazer para Louis, Jessica e Melanie que estão completando datas de aniversário cheia, 30, 50 e dez, você pode ir também.
- Também vou completar trinta esse ano. – Ele falou.
- Então vá! A gente comemora tudo junto. – Ele riu fraco. – É sério! Depois da festa da gravadora a gente quer dar um tempo, então talvez o pessoal se divida um pouco. Eu quero ficar com minha família também. – Dei de ombros. – Um tempo só para nós. – Ele assentiu com a cabeça.
- Sendo bem honesto, vocês precisam disso. – Assenti com a cabeça. – É muito tempo trabalhando, uma folga faria bem. – Suspirei.
- Sim, só preciso informar oficialmente minha gravadora disso. – Ele riu.
- Vai dar tudo certo. – Ele sorriu. – Vem, vamos socializar. – Ele falou e eu ri, acompanhando-o pela pista de dança.

- Eu não recebi! – Falei nervosa. – Eu juro, Evans! – Apontei para ele. – Mas eu vi, eu prometo.
- Cara, como você não recebeu? – Ele falou e eu ri.
- Eu não sei, Evans, mas eu não recebi o convite para a première de Qual é o Seu Número?, juro. – Falei honesta.
- Mas eu te mandei! – Eu dei de ombros.
- Eu cheguei em casa, Jessica tinha entregado minhas correspondências e só tinha conta para pagar. – Ele revirou os olhos e eu suspirei. - Mas eu fui no cinema!
- É demais! – Jack falou ao meu lado, gargalhando.
- É, ele tem razão, o filme é incrível! – Falei, rindo. – E eu nem vou mencionar sobre todas as cenas de quase nudez para não te deixar envergonhado. – Ele revirou os olhos. – Mas eu gostei, acho que é um dos seus melhores filmes de comédia, sério! – Balancei a cabeça. – É demais! – Gargalhei novamente, apoiando a mão no ombro de Jack.
- ! – Virei o rosto. – Acho que você deveria dizer alguma coisa. – Jessica falou e eu suspirei. – Galera! – Ela chamou atenção e eu virei para o pessoal. – Vamos prestar atenção? – Anthony passou um braço em minha cintura e eu suspirei.
- Eu tenho que falar alguma coisa? – Perguntei rindo. – Por que sempre eu? – Eles riram.
- Ah, qual é, você tem que ter algo para falar. – Melanie brincou e eu ri, piscando para ela.
- Honestamente, eu não tenho. – Suspirei. – Louis está fazendo trinta anos, Melanie está fazendo dez anos, Jessica está fazendo cinquenta anos, e Chris também está fazendo trinta anos. – Falei, sorrindo. – Ok, isso tudo é ao longo de 2011, mas são datas cheias, datas importantes, números importantes. E... – Balancei a cabeça. – Nesse ano, depois da festa da gravadora na semana que vem, nós vamos tirar um tempo, dar uma respirada, recuperar as energias, então eu quero pegar essa oportunidade e agradecer a todos vocês que nos apoiaram, que se envolveram, que riram e brincaram conosco. É tudo incrível. – Suspirei. – Nós não seríamos nada sem vocês. – Falei, sorrindo. – Mas, sem muito drama, porque só vamos dar uma descansada, talvez até o fim do ano, até o começo do ano que vem. – Dei de ombros. – A gente só precisa de um tempo para repor as energias, sumir com as rugas... – Eles riram. – E começar tudo de novo. – Eles assentiram. – Louis, Jessica, Melanie e Chris. Que nessas datas cheias vocês sejam mais do que já são, mais animados, mais felizes, que tenham mais sucesso e que saibam manter a calma, tudo o que desejamos chega com o tempo, pode ter altos e baixos, mas se você não está inteiramente feliz, é porque ainda não acabou. – Sorri. – Então, só prestem atenção, não mudem por ninguém, e sejam felizes. – Ergui meu copo com água. – Por favor. – Sorri. – Feliz aniversário!
- Feliz aniversário! – Eles falaram juntos e eu suspirei, vendo os quatro aniversariantes concordarem com a cabeça.

Capítulo 21


Passei a mão no rosto e respirei fundo, bocejando enquanto me olhava no espelho. Droga, eu não deveria ter bebido tanto. Abri a torneira da pia e joguei água no rosto para ver se melhorava meu humor, aproveitei e lavei com bastante sabonete para tirar a mancha de rímel que marcava o canto dos olhos.
Puxei o lenço de papel e passei em meu rosto delicadamente, conferindo se nada sairia preto novamente e me senti renovada... Em partes, na verdade. Ainda parecia que eu havia sido atropelada por um trem. Eu ia precisar de muita aspirina e analgésico para voltar ao meu estado natural e estar pronta para a festa de hoje à noite. Ai que droga! Que vontade de cancelar tudo e dormir por um mês.
Pelo menos essa era a última festa dentre meus compromissos. Até tinha algumas, mas espalhadas pelo mês, nada de temporadas longas de eventos mais. Abaixei o corpo e abri o lixinho, jogando o lenço úmido no mesmo e franzi a testa, encontrando algo rosa chamativo dentro do banheiro. Com cuidado, o puxei, encontrando um envelope adereçado a mim. Ué!
Abri o mesmo, encontrando os convites da première de Qual é o Seu Número?, e minha boca foi para o chão. O que estava acontecendo? Terminei de rasgar o envelope, conferindo uns dez convites ali e soltei um suspiro, mas que merda!
Saí do banheiro às pressas, batendo o pé na quina do meu piano e abri a porta com força, fechando o punho e batendo na porta de Jack com força, ouvindo o barulho ecoar pelo hall dos apartamentos.
- Nossa, calma! – Ouvi uma voz fina lá de dentro e Gemma apareceu de pijama ainda. – , oi! – Ela sorriu. – O que foi?
- Cadê Jack? – Perguntei.
- No banheiro. – Ela falou e eu entrei no apartamento que os dois dividiam agora, passei pela porta dos quartos e encontrei Jack meio sonolento, sentado no vaso sanitário.
- Jack! – Gritei e ele olhou para cima.
- Ah , que merda! – Ele se levantou apressado, puxando a calça para cima. – Não tem mais privacidade nem para isso?
- Aparentemente, eu não! – Entreguei o envelope para ele que franziu a testa, saindo do pequeno banheiro e puxando a porta.
- O que é isso? – Ele perguntou.
- É o que você está pensando. – Falei suspirando.
- Você recebeu atrasado?
- Não, estava amassado no lixo do meu banheiro. – Soltei um suspiro alto.
- Como assim?
- Eu queria saber também. – Cruzei os braços.
- Quem fez isso? – Ele perguntou e eu suspirei.
- Eu te dou uma chance. – Falei, respirando fundo.
- Anthony! – Gemma falou atrás de mim e eu apontei para ela, me sentando no sofá de seu apartamento.
- Não! – Jack falou e eu ergui os ombros.
- Como não, Jack? Além de vocês e de Jessica, ele é a única pessoa que tem acesso ao meu apartamento. E como eu sei que vocês não fariam isso, só deixa a opção da única pessoa que tem ciúmes de Chris.
- Se foi ele mesmo... – Jack começou.
- Como eu vou confiar nele? – Falei rápido.
- Calma, , também não é assim! – Jack me parou.
- Não, Jack, é assim sim! – Suspirei. – A única coisa que eu não quero em um relacionamento é um cara que me impeça de ver meus amigos e minha família. E de certa forma, é o que ele fez.
- Mas de certa forma você também não vê o Chris como um amigo. – Bufei alto.
- Ok, eu gosto do Chris Evans, satisfeito? – Falei alto. – Mas eu deixei meus sentimentos de lado porque eu sei que eu tenho um futuro com Anthony... Ou sabia. – Cocei a cabeça, soltando um suspiro.
- Finalmente! – Jack gritou, jogando os papéis no chão. – Estamos tentando te mostrar isso faz tempo, mas você não vê. Você não gosta do Evans, você o ama. Mas você é muito estúpida para enxergar, minha amiga. – Soltei um suspiro alto.
- Ok, vamos voltar ao que interessa? Depois você pode esfregar o que quiser na minha cara.
- Independente da sua opção, porque, afinal, a vida é sua, você tem que resolver isso com Anthony, falar com ele. Depois você vê o que vai rolar. – Ele falou. – Chris acha que você escolheu Anthony, então use isso a seu favor, resolva as coisas com seu noivo, e tire um tempo para si. – Ele deu de ombros.
- Tirar um tempo, quê?
- Eu acho que você precisa decidir o que quer da vida, . Se você realmente ama Chris ou se realmente ama Anthony. Se aquele beijo foi só um fogo que ressurgiu ou se é algo real. – Soltei um suspiro, coçando a cabeça.
- Ok, ok! – Soltei o ar forte. – Eu só preciso que hoje passe.
- É, eu acho importante isso também. – Jack sorriu. – Sem escândalos hoje.
- Sim, eu sei me comportar. – Falei sorrindo. – Eu vou encontrar Anthony só na festa, agirei como se nada tivesse acontecido e amanhã eu falo com ele. E preciso pedir desculpas para Chris. – Balancei a cabeça.
- Sim, mas finja que nada aconteceu, você fica com o rosto vermelho quando se irrita. – Ri fraco, batendo em seu braço.
- Valeu, Jack! – Me levantei, suspirando.
- Quer ficar por aqui um pouco?
- Preciso tomar banho, me livrar de alguns pelos indesejáveis porque daqui a pouco já temos que sair mesmo.
- Que horas vamos para o hotel? – Ele perguntou.
- Precisamos estar lá às 15 horas. – Ele suspirou.
- Ok, então, acho melhor até eu me livrar de alguns pelos indesejáveis. – Ele passou a mão na barba e eu ri, balançando a cabeça.

- Mas espera, se você for ver, isso nem é muito impossível, não. – Emily falou, colocando o brinco e eu suspirei.
- Como assim?
- Ah, . Anthony tem um ciúme mortal do Chris. – Ela deu de ombros. – Fico imaginando o que aconteceria se ele soubesse que vocês se beijaram, ele iria surtar. – Pedi para ela falar mais baixo.
- Mas a esse ponto? Ele sabe o quão brava eu fico se eu me sinto presa. – Soltei o ar forte.
- Não posso ser domada. – Ri fraca.
- Exatamente! – Ela riu. – E outra, eu respeito Anthony, mas eu não vou ficar longe de Chris só por causa daquilo, ele é meu amigo.
- É, mais ou menos. – Ela movimentou a cabeça.
- O que isso quer dizer?
- Eu não estava lá quando vocês se beijaram, mas posso lembrar que você voltou surtada porque tinha sido muito bom, que você achava que estava gostando dele de novo. – Senti minhas bochechas queimarem.
- Você e Jack são impossíveis, sabia? – Ela riu fraco. – Eu falando de algo sério e vocês fazendo piadas comigo.
- Mas você gostar do Chris também é algo sério. – Balancei a cabeça.
- Para, por favor! – Ergui os braços. – Eu ainda não sei o que fazer em relação a isso. Mas uma coisa eu tenho certeza, preciso de um tempo de Anthony para saber exatamente o que eu quero da minha vida, se é Anthony, se é Chris, ou se não é nenhum dos dois. Talvez eu fique no Brasil um pouco, sei lá, eu só preciso pensar.
- Isso mesmo, amiga. Acho que você está certinha. – Suspirei, balançando a cabeça. – Você vem primeiro que homens. – Ela sorriu. – Mas se valer de alguma coisa, o Chris e a família dele...
- Emni! – Gritei e ela arregalou os olhos.
- Ok, eu paro! – Ela deu de ombros e eu revirei os olhos. – Me ajuda a colocar meu vestido, por favor? – Ela perguntou.
- Claro! – Falei, me levantando.
- Mas só digo uma coisa, minha amiga. Creio que o caminho não vai ser tão fácil como a gente pensa. – Soltei um suspiro alto.
- Sim, eu sei! – Suspirei. – Anthony está louco para casar, já fomos ver casas e tudo mais, se eu pedir um tempo ele vai vir com um quente e dois fervendo. – Ela riu fraco, suspirando.
- Sim, mas pensa na sua felicidade antes. – Ela falou e eu acenei com a cabeça.
- Sempre! – Sorri.

Me encarei no espelho e fiquei feliz com o que vi, meu vestido preto com dourado, a maquiagem igualmente escura, contrastando com meus cabelos ruivos, agora levemente desbotados. Toquei o colar de diamantes em meu colo, coloquei o grande anel de diamante vermelho em meu dedo, vi a pequena aliança de brilhante em meu dedo anelar e soltei um suspiro, balançando a cabeça.
Eu não sabia o que eu queria e eu não estava pronta para fazer essa decisão. Eu não sabia magoar os outros, mas eu deveria sair magoada de uma situação perdida? Eu também não sabia se eu lidaria com isso.
- Não faça isso, Mack, não agora! – Ouvi algumas vozes exacerbadas do lado de fora e franzi a testa.
- Eu vou contar! Ela precisa saber que ele é um babaca. – Ouvi as vozes ficarem mais altas.
- Não, Mack, hoje é um dia importante para ela, para gravadora, para todo mundo. – Ouvi a voz de David e senti alguém bater com tudo na parede.
- Ela está confiando a vida dela nas mãos de um babaca, ela podia estar feliz com o Evans há muito tempo, mas não, ela deu uma chance a um amor que não é correspondido, a um traíra. – Mack gritou novamente.
- Mas você não precisa falar com ela hoje, a festa vai começar, espera passar. – Ouvi Louis falar.
- Não, ela precisa saber. – Jack falou e eu abri as portas duplas do quarto.
- Eu preciso saber o que? – Perguntei, cruzando os braços.
David estava segurando Mack pelo colarinho do paletó e os seis pararam o que estavam fazendo para me encarar. Dave soltou Mack e o mais novo puxou seu smoking preto para baixo, soltando um suspiro e eles se entreolharam. Todos estavam bonitos, com roupas pretas igual a minha, mas isso foi o que eu menos vi, só foquei nos olhos vermelhos dele.
- O que está acontecendo? – Perguntei novamente.
- Eu preciso te contar uma coisa. – Mack falou e ele entrou no meu quarto, junto dos outros cinco e Jack fechou a porta, encostando-se à mesma.
- Agora não, Mack! – David falou.
- Esquece, David. – Virei para ele. – Eu não saio daqui até vocês me contarem o que está acontecendo. – David respirou fundo, erguendo as mãos e saindo de perto.
- Por favor, , não mate o mensageiro. – Mack falou e segurou minhas mãos, fazendo com que eu franzisse a testa e eu sentei com ele na cama.
- O que está acontecendo, Mack? – Perguntei, suspirando.
- Eu vou dizer isso de uma vez só, ok?! Como um band-aid. – Ele respirou fundo e eu esperei. – Anthony está te traindo.
Minha única reação foi respirar fundo, soltar as mãos de Mack e me levantar. Eu estava atordoada. Como eu reagiria a isso? Eu vivi com uma pessoa por quase três anos, aceitei me casar com ela, neguei a tudo e a todos para ser traída? Para ser enganada?
- Como você sabe? – Perguntei.
- Depois que Jack me contou sobre os ingressos da première do Chris, eu fui para a gravadora, falei com os seguranças de lá, perguntei se tinha algo suspeito do comportamento de Anthony e eles tinham. – Respirei fundo. – Tem vários vídeos dele com Lucy, , vídeos românticos.
- Minha assistente? – Perguntei e ele assentiu com a cabeça, fazendo com que eu respirasse fundo. – Como eu não enxerguei isso antes?
- Ninguém enxergou isso, . – David falou. – Pensando agora, é irônico como ela apareceu aqui pouco depois de você começar a namorar o Anthony, não?!
- O que está dizendo? – Virei para ele.
- A gente acha que eles estavam envolvidos de alguma forma bem antes disso tudo. – Louis falou. – A gente acha que eles estão planejando alguma coisa.
- Abram! – Ouvi uma voz forte e Jack saiu de frente da porta, fazendo com que a porta se abrisse em um baque, trazendo Jessica, Carl e Ariella para dentro do quarto. Os olhos da minha empresária estavam vermelhos, ela tinha chorado. – Já contaram para ela? – Ela perguntou.
- O que parece? – Emily falou, com a cabeça baixa e eu me sentei na poltrona mais próxima, tentando parar de hiperventilar, eu havia começado a suar e a tremer, eu estava mais nervosa do que triste.
- Se segura que tem mais! – Carl falou e eu franzi a testa.
- Por favor, não. – Falei, balançando a cabeça. – Eu já estava querendo terminar com ele, mas agora depois disso, não é uma ideia, é uma certeza.
- É, mas talvez terminar não será só a solução, talvez tenha que envolver um processo judicial. – Jessica passou as mãos nos olhos, respirando fundo.
- O que...? – Respirei fundo.
- Está faltando dinheiro na sua conta pessoal, . – Jessica falou. – E não é pouco, são milhões de dólares faltando. E todos transferidos para uma mesma conta, . A da gravadora. – Eu agradeci por estar sentada, porque no segundo seguinte eu tinha apagado.

- , oi, acorda! – Mexi minhas pálpebras, sentindo alguém bater em meu rosto de leve. – Ah, ela está acordando. – Abri os olhos devagar, encontrando Jack em minha frente e eu respirei fundo, vendo-o abrir um sorriso para mim.
- O que aconteceu? – Ele me ajudou a me sentar na cama e eu olhei em volta, vendo as mesmas pessoas de volta.
- Você desmaiou! – David falou e me entregou um copo de água levemente branca. – É água com açúcar, bebe. – Ele falou e eu bebi um gole de leve, respirando fundo.
- Eu sei! – Suspirei, colocando a mão na cabeça. – O que você estava dizendo, Jessica? Anthony é um ladrão?
- Sim, . – Ela falou, agora sentada na poltrona que eu estava antes de desmaiar e eu respirei fundo.
- Co-como? – Engoli em seco novamente, virando o copo de água para dentro, limpando os excessos que caíram para fora da boca.
- Jeffrey enviou uma mensagem há alguns dias, falando que estava faltando uma grande quantia da sua conta, algo que aconteceu do nada. A gente foi conferir isso, eu, ele e seu contador, os únicos que temos acesso a sua conta além de você. – Ela respirou fundo. – Alguém fez uma grande transferência da sua conta para a conta da gravadora, milhões de dólares.
- Mas quem? – Perguntei.
- O IP registrado é do seu computador. – Franzi a testa.
- Mas eu...
- Quem é a outra pessoa que tem acesso ao seu computador? - Eu preferi não responder, sentindo meus olhos se encherem de lágrimas. – Exato! – Ela falou. – Anthony entrou no seu computador, no seu internet banking e fez essa transferência.
- Mas para a conta da gravadora? O que isso tem a ver? – Perguntei, respirando fundo.
- Lembra que eu falei que era coincidência Lucy ter entrado na gravadora pouco tempo depois que você começou a namorar Anthony? – David falou e eu arregalei os olhos.
- Você acha que eles estão envolvidos? – Quase gritei.
- Sim! – Jessica falou e eu virei para ela, que já chorava novamente.
- Se eles estão envolvidos isso quer dizer que Brent... – Virei para ela.
- Exatamente! – Ela falou, respirando fundo, passando a mão nos olhos.
- Mas por quê? Eu sou a pessoa mais rentável da gravadora. Vinte por cento de todos os meus lucros vão para eles só por questão contratual, por que eles fariam isso? E Anthony, o que ele tem a ver com isso? Lucy foi implantada para parecer confiável? – Quando eu vi já gritava.
- A gente não sabe, . – Jack falou, olhando para baixo e eu respirei fundo.
- Você sempre foi contra as decisões de Patrick, sempre brigava com ele, rebatia... – Jessica falou e eu de ombros, respirando fundo.
- Não é possível! – Falei, respirando fundo. – São decisões da minha carreira, não tem nada a ver com minha vida pessoal.
- Eu sei, , eu sei, mas esse plano deve ser muito maior do que o que a gente pensa. – Carl falou e eu suspirei.
- A gente também acha que a ideia inicial não era essa, você ia casar com Anthony, estava tudo certo, esse golpe podia ser dado mais para frente, ou nem ser feito. Ele estaria morando contigo, vivendo da sua conta bancária, tendo Lucy como amante, uma vida de aparências...
- Por favor, pare! – Falei, me levantando, respirando fundo.
- Eu sei que é difícil, , mas, por favor... – Jessica falou e eu ergui a mão.
- Por favor, eu preciso pensar. – Balancei a cabeça. – Vocês têm provas?
- Temos vídeos dele com Lucy, dele conversando com Patrick, Brent. – Ariella falou, me esticando um iPad. – Não tem áudio, mas alguns desses encontros aconteceram quando você não estava junto. – Dei play no primeiro vídeo, vendo um time-lapse de Anthony conversando um pouco suspeito com Patrick e mudei de vídeo, vendo-o segurando Lucy pela cintura, antes de dar um beijo nela, fazendo com que eu jogasse o iPad longe, vendo Mike e Louis desviarem do aparelho que bateu forte contra a parede.
- Vocês podem me deixar sozinha um pouco?
- Tem certeza? – Jessica perguntou.
- Sim, só alguns minutos. – Falei, passando a mão no rosto e ela assentiu com a cabeça, se retirando do quarto, junto com o resto do pessoal e eu fechei a porta, encostando na mesma, até sentir meu corpo encostar no chão.

Me levantei de frente a porta do quarto e segui para o banheiro, encarando meus olhos inchados em frente ao espelho, peguei um lenço de papel e passei embaixo do mesmo, limpando a maquiagem que havia borrado um pouco e respirei fundo, apoiando as mãos na pia, fazendo com que eu respirasse fundo.
- Eu sou Stone, pelo amor de Deus. – Respirei fundo. – Eu não vou deixar ninguém passar por cima de mim. – Respirei fundo, colocando para trás os cabelos que escaparam do coque e ajeitei o vestido, conferindo todas as minhas joias.
Voltei para o quarto e respirei fundo, antes de abrir as portas duplas do quarto e assustar todos os meus membros de banda que estavam jogados pelo corredor e se levantaram assustados e eu respirei fundo, passando o dedo embaixo dos olhos.
- Vamos para a festa? – Perguntei, abrindo um pequeno sorriso e andei em direção as escadas.
- ...? – Ouvi alguém me chamar e passos apressados me seguirem.
- O que você vai fazer? – O pessoal fazia diversas perguntas, mas eu estava mais preocupada em olhar para frente e descer as escadas do segundo para o primeiro andar, segurando a barra do meu vestido preto.
Andei a passos largos pelo corredor, essa era a parte boa em ser alta, eu dava grandes passadas e chegava onde queria um pouco mais rápida que o pessoal que vinha atrás de mim. Ouvi algumas vozes vindas do salão no andar de baixo e respirei fundo antes de virar para a sacada, vendo as vozes serem abafadas e eu respirei fundo, abrindo um pequeno sorriso.
- A cantora Stone. – Ouvi uma voz falar e eu respirei fundo, abrindo um pequeno sorriso.
Olhei para baixo e procurei alguns rostos conhecidos, mas na beirada da escada só tinha fotógrafos e repórteres prontos para falar comigo e eu suspirei. Encontrei Chris um pouco longe da muvuca, com Scott ao seu lado e abri um pequeno sorriso, sentindo vontade de chorar naquele momento, mal ele sabia. Como eu queria um abraço dele nesse momento, mas eu estava ali com outro propósito.
Virei o rosto para outro lado, encontrando Anthony com um largo sorriso em frente ao bar, e desvirei o rosto, vendo Lucy ao seu lado e senti o sangue ferver, mas respirei fundo, descendo os degraus um por um. Passei a mão no anel de diamante vermelho de Harry Winston em meu dedo e suspirei, ele teria que me perdoar por isso.
- Oi, , tudo bem? – A primeira repórter perguntou e eu abri um sorriso.
- Você pode me dar licença rapidinho? Já volto, prometo! – Fiz um bico e eles riram.
- Claro! – Eles falaram e um corredor foi aberto para mim e eu respirei fundo.
Segui em direção a Anthony, vendo-o apoiado no balcão e ele abriu um sorriso em minha direção. Ele ajeitou seu corpo no balcão, quando viu que eu estava indo até ele, e ajeitou o paletó escuro, fazendo com que eu abrisse um largo sorriso.
- Meu amor... – Ele falou.
Não deu tempo de eu assimilar o que era certo do que era errado, eu pensei e fiz. Fechei minha mão direita em um punho e a ergui em direção ao rosto de Anthony, ouvindo o baque que o anel fez com seu maxilar, ouvindo uma reação das pessoas em volta e ele cair com tudo no chão, fazendo com que eu soltasse a respiração forte, sentindo minha mão doer em seguida, mas valeu a pena. Aproximei meu rosto do dele, me abaixando levemente.
- Nunca mais se aproxime de mim ou de minha família. – Falei com a voz grossa. – É o único aviso que eu dou. – Ergui novamente. – Para os dois. – Olhei para Lucy, soltando um suspiro.
Virei meu corpo de costas, passando novamente pelo corredor que tinha sido aberto e vi Carl e Ariella contendo a imprensa e eu passei no meio deles, vendo que, fora os barulhos das câmeras, havia se instalado um silêncio mortal no evento. Subi as escadas novamente, vendo a feição surpresa de todos meus membros de banda, um mais surpreso que o outro.
- Pronto, problema resolvido! – Falei, batendo nos ombros de Mack e me afastei deles, voltando a seguir para o meu caminho de volta a meu quarto.

Eu não sei quanto tempo eu fiquei trancada naquele quarto de hotel. Inicialmente eu tirei o vestido, as joias, o salto alto e entrei em um longo banho. As lágrimas caíram sem piedade de meu rosto e só eram abafadas pelo forte jato que batia contra meu corpo e esfumaçava todo o banheiro.
Depois eu foquei em tirar minha maquiagem, raspando aos poucos o preto que havia caído embaixo de meus olhos e sobrou somente um rosto incrivelmente vermelho e um corpo muito machucado.
Eu ouvi as pancadas em meu quarto durante horas, uma, duas ou três, não sabia dizer, eu havia quebrado meu relógio na parede. O tique-taque dele estava me incomodando, tudo estava me incomodando, na verdade, até minha respiração. O celular parou de tocar depois de um tempo também, mas esse eu não quebrei, eu só tirei a bateria, impedindo que eu tivesse qualquer contato com o mundo externo.
Meu pai me ligara, meus amigos, meus familiares distantes, se todo mundo ligara, era porque estava em toda a internet. Mas eu acho que nem me importava muito com isso, na verdade. Eles sempre falavam, bem, mal, eu era sempre um foco, mas agora eu havia dado motivo para eles. Stone socando seu noivo no meio de uma festa da Virgin Records? Ri fraco. Eu podia imaginar todo o escarcéu por trás disso. Afinal, eu raramente me envolvia em escândalos, e esse era o único que envolvia minha vida pessoal.
Das outras vezes envolvia Chris, Jack, Louis, Emily, David, Mack, até Mike com um pequeno pedido de casamento, tudo que me envolvia virava polêmica, mas eu nunca fui muito fã disso, eu simplesmente deixava a vida rolar e seguia em frente.
Seguir em frente, eu teria que fazer isso de novo, não? Deixar os julgamentos e problemas da vida passarem e simplesmente seguir em frente, não?! Mas como eu faria isso? Seguir com a ideia de sumir por um tempo, respirar fundo? Talvez, mas eu precisaria respirar fundo um pouco, deixar a vida passar, pensar em tudo o que aconteceu nos últimos anos, talvez sumir com a imagem de Stone e voltar a ser por um tempo... Mas era tudo tão humilhante, tão frio.
Eu não sabia o que me machucava mais, Anthony ter dito que me amava, que queria compartilhar uma vida comigo, enganado a mim e a meus membros de banda e me traído, ter mentido na minha cara durante quase três anos. Ou Patrick e Brent que sempre foram um pouco contrários aos meus métodos, mas a ponto de me trair, de me esfaquear pelas costas por não concordarem com as minhas decisões? Isso era infantil até para mim.
E tinha Chris... Acho que essa era a maior dor que eu sentia. Não ter dado uma chance a ele quando eu tive a oportunidade e agora havia perdido isso também. Desde o dia que nos conhecemos ele sempre foi simpático, carinhoso, amoroso, protetor e honesto comigo. E quando eu senti todas as borboletas saírem voando do meu estômago com um beijo, com as mãos nos lugares certos, com tudo da forma certa, eu preferia ignorar.
Ele deve estar com um gigante ponto de interrogação no meio do rosto, tentando entender o que estava acontecendo comigo, com Anthony, e porque eu não atendia suas quinze ligações anteriores. Mas eu não podia olhar na cara dele agora, doía muito.
Abaixei o rosto na cama e respirei fundo, tentando impedir que as lágrimas escapassem pelo meu rosto e eu fechei os olhos, esperando que tudo aquilo acabasse em um passe de mágicas, mas é claro que isso não aconteceu.

Peguei uma calça jeans e a vesti, puxando a primeira blusa que eu encontrei na minha mochila e a vesti também, jogando meu moletom da faculdade por cima e respirei fundo, me encarando no espelho. Eu estava acabada.
Passei a mão em meus cabelos e o transformei em um rabo de cavalo e coloquei meus óculos de grau, incapaz de colocar as lentes nos olhos, aquilo precisava de uma atenção dobrada, e eu estava tudo, menos atenta hoje.
Me olhei no espelho e, tirando os cabelos ruivos, eu vi a antiga , poucas partes da pele à mostra, sem maquiagem, óculos no rosto. Pois é, parece que muita coisa tinha mudado ao longo do tempo, menos minha ingenuidade. Segui para a porta do quarto e a abri devagar, o sol já estava no céu, as pancadas na porta haviam parado, mas eu não queria chamar atenção deles agora, era muito cedo.
- ! – Em vão, já que todos estavam jogados no corredor em frente ao meu quarto esperando por alguma coisa, ou menos, me esperando.
- Bom dia! – Falei, suspirando.
- Como você está? – Louis se aproximou de mim e eu assenti com a cabeça.
- Bem, o máximo que eu consigo. – Balancei a cabeça.
- Você quer que a gente faça algo para você? – Mack perguntou, se levantando.
- Como está a repercussão? – Engoli em seco, respirando fundo. – O que eu perdi?
- Bem, a internet está enlouquecida achando que você surtou, Anthony foi levado para o hospital, graças ao corte que você deixou no rosto dele, mas fugiu em seguida, Lucy também. – Jessica deu de ombros. – Jeffrey está montando um caso contra ele, para indiciá-lo de... – Ela balançou a cabeça. – Enfim. – Ela suspirou.
- Vocês deveriam ter ido embora, precisam descansar. – Falei.
- Nós não vamos te deixar sozinha. – Dave falou. – Estamos aqui por você. – Assenti com a cabeça, suspirando.
- O que você vai fazer? – Emily perguntou.
- Eu vou resolver isso. – Respirei fundo. – Chame Patrick e uma coletiva de imprensa, em duas horas. – Suspirei.
- A coletiva eu entendo, mas você quer envolver Patrick nisso? – Jessica perguntou.
- Acredite, é do interesse dele, e do de vocês também. – Suspirei. – Por favor?
- Ok! – Jessica afirmou com a cabeça, se levantando. – Eu vou resolver isso, a gente se encontra lá embaixo. – Assenti com a cabeça. – Carl, Ariella, acompanhem-na, por favor.
- Pode deixar! – Eles falaram e eu suspirei.
- O que você vai fazer, ? – David perguntou.
- Deixa que eu cuido disso. – Suspirei.

Passei pelos corredores do hotel com Carl e Ariella ao meu lado, e os meus membros de banda e familiares andando atrás de mim. O único barulho era os sapatos que batiam contra o piso de madeira. Ninguém falava e ninguém respondia, tudo estava no completo silêncio.
Honestamente, nem eu sabia o que eu falaria na verdade, eu sempre fui muito aberta com meus fãs sobre minha vida, e quando chegaram as redes sociais, eu sempre tentava ao máximo mostrar o que fazia, o que acontecia, mas assumir tudo o que tinha acontecido machucava meu ego também. Em minha cabeça não funcionava o fato de que eu havia sido traída, roubada e enganada ao longo de, pelo menos, três anos.
Os fotógrafos começaram a trabalhar fervorosamente quando eu entrei na sala de reuniões do hotel, fazendo com que os gritos começassem novamente, eles tinham perguntas, mas eu não sabia se tinha todas as respostas. Mas eu havia chamado aquilo, então eu teria que encarar e me virar com as peças que eu ainda tinha em jogo.
Subi no palco e vi que Patrick já estava sentado ao meu lado com um pequeno sorriso no rosto, mal ele sabia que aquilo também o envolvia. Me sentei ao seu lado, em frente a um microfone e respirei fundo, movimentando a mão para baixo, para que as pessoas ficassem em silêncio e cocei os olhos, antes de acertar as palavras corretas que eu diria.
- Bom dia! – Falei no microfone. – Eu pedi por essa coletiva para explicar os eventos na festa da Virgin Records de ontem à noite, na qual a maioria de vocês estava presente e viram o... – Ponderei com a cabeça. – Soco que eu dei no meu noivo, Anthony. – Suspirei, molhando os lábios uns no outro. – Ex-noivo. – Falei suspirando, olhando para frente, notando Chris e Scott Evans no fundo da sala com as roupas de ontem ainda e perdi a fala por alguns segundos. – Eu vou dizer isso uma vez só, não responderei nenhuma pergunta por que eu acredito que minha declaração será o suficiente para vocês. – Suspirei, coçando a cabeça.
Eu fiquei quieta por um momento, procurando as palavras certas para falar aquilo, mas eu estava mais preocupada em como assumir aquilo na frente das pessoas que eu amava, sem demonstrar que eu estava detonada por dentro.
- Eu e Anthony estamos namorando há quase três anos, seguindo os acontecimentos de um relacionamento normal, mas ontem eu descobri que ele estava me traindo. - Suspirei. – Com minha assistente particular, Lucy. – Cocei a testa, engolindo em seco. – Além disso, foi feita por ele uma transferência ilegal de um alto valor monetário da minha conta pessoal para uma conta externa desconhecida. – Suspirei, balançando a cabeça. – O que eu quero dizer é: eu vou tirar um tempo. – Suspirei. – Eu estou machucada, eu estou destroçada, eu fui pisoteada, e eu não sei em quanto tempo eu conseguirei me levantar novamente. – Senti o choro subir à garganta de novo. – Até o fim do ano, eu vou terminar meus compromissos com a Virgin Records, lançar o meu quarto álbum, como foi prometido por contrato, mas depois disso eu irei me ausentar também. – Suspirei. – Posso dizer para meus fãs que essa decisão não está sendo fácil, pois são vocês que me fazem continuar, que me fazem querer sempre mais, que me fazem lutar, levantar e fazer shows e projetos incríveis. Mas, dessa vez, eu escolhi por pensar em mim um pouco. – Suspirei. – Eu preciso de um tempo, um tempo para repensar minhas atitudes, um tempo para confiar nas pessoas que eu amo, perdoar os magoados e os machucados, é tudo que eu preciso, mas eu prometo que vou voltar. – Respirei fundo. – Além disso, eu gostaria de dizer que não é porque eu fui traída e magoada por um homem que eu vou desistir do amor, porque é ele que nos move. – Suspirei. – Não foi dessa vez, mas eu ainda encontrarei meu príncipe encantado, e eu sei que ele está ai em algum lugar. – Sorri, passando a mão na testa. – E, por último, gostaria de informar que após esse meu tempo de descanso, eu não irei voltar para a Virgin Records. – As reações foram diversas e eu virei o rosto para Patrick que me encarava. – Eu não quero e não irei voltar para um lugar que eu não me sinta confortável. Eles me ensinaram bastante, mas é hora de tomarmos caminhos diferentes. – Suspirei. – Isso é tudo! – Falei e me levantei, ouvindo os jornalistas aloprarem com minhas declarações e suas vozes se misturarem com a de diversas pessoas, me fazendo suspirar e eu respirei fundo, indo para a sala atrás do palco, colocando o rosto em minhas mãos.

- O que você está fazendo? – Patrick apareceu atrás de mim, junto de Brent, Jessica, Carl e Ariella. – Você não pode fazer isso!
- Ah é?! – Virei para ele. – Agradeça que eu só falei isso, porque eu podia falar muito mais. – Respirei fundo.
- Como o quê?
- Você realmente acha que eu não sei sobre todo o dinheiro que foi transferido para conta da gravadora? Fala sério, Patrick, eu só pareço, mas não sou estúpida. – Ele se calou. – Eu sei que esse plano todo foi arquitetado por você, Anthony, Lucy e sei lá mais quem. – Virei o rosto para Brent, balançando a cabeça. – Acredite, isso foi baixo até para você. – Respirei fundo. – Eu achei que você tinha algum problema comigo por eu ser brasileira, apesar disso ser xenofóbico, eu deixei para lá, a empresa é sua, os problemas são seus, mas agir como uma criança mimada só porque eu te desafio? Porque eu quero as coisas de jeitos diferentes? Isso é ridículo para um homem de setenta anos. – Soltei uma risada fraca.
- Você não tem como provar!
- Acredite, eu tenho! – Abri um sorriso. – O processo já está sendo montado, as evidências estão sendo reunidas e eu espero que você aceite meus termos, ou ficará alguns anos trancafiado em uma cela até você encontrar um advogado melhor que o meu. – Soltei um suspiro alto.
- O que você quer? – Ele perguntou.
- Agora você está barganhando, é?! – Ri fraco, suspirando. – Isso vai vir em um processo para você, de forma bem descritiva para você não ter dúvidas. – Sorri. – Mas, já saiba que eu quero de volta todo centavo que você roubou de mim, trinta por cento de tudo que eu repassei para a gravadora desde que eu entrei, e os documentos de autoria de músicas. Porque se tem alguma coisa que você não vai tirar de mim, é meu sucesso, minhas músicas e meus prêmios. – Soltei um suspiro alto. – Está claro?
- Vou conversar com meu advogado. Você não pode fazer isso. – Ele rosnou.
- E em que parte da lei diz que roubar é legal? – Pisquei para ele, suspirando. – Espere ligações de Jeffrey. Afinal, obrigada, por sua causa, eu tenho o melhor advogado dos Estados Unidos. – Sorri. – Ele está pronto para me defender, e você? Está pronto para se defender?
- O que mais você quer? – Ele perguntou.
- Que você suma da minha vida para sempre! – Balancei as mãos. – Se não quiser que isso vaze, aceite meus termos e dê a resposta mais genérica possível para o meu abandono, diferenças criativas, problemas de horário, possível independência criativa, a escolha é sua, eu só nunca mais quero te ver na minha frente. – Virei para Brent. – Nenhum dos dois. – Ele suspirou. – Como você pode? – Meu aproximei do mais novo. – Eu sei que a gente não tem nada em comum, mas você mentiu para Jessica. – Balancei a cabeça. – Você foi pior que Anthony, porque você tem um passado com ela. – Apontei para Jessica. – Você a amou, tratou com carinho, terminou em paz, mas agora se faz de arrependido para isso? – Ergui a mão. – Você não tem noção do soco que eu quero dar na sua cara. – Respirei forte, afastando o corpo. – Por magoá-la, não a mim. – Suspirei. – Eu vou cumprir as promessas do contrato que fechamos no começo do ano, eu vou produzir mais um álbum com você, mas você não vai dar palpite. Você pode colocar seu logo no verso do CD, fazer todas as divulgações que quiser, mas eu nunca mais quero ter alguma coisa a ver com vocês. – Balancei a cabeça. – Agora sumam da minha frente. – Falei respirando fundo, apontando para a porta e os dois saíram relutantes do local, me fazendo respirar fundo, e me sentei na cadeira mais próxima.
- Apesar de tudo, eu admiro sua coragem. – Jessica falou esticando um copo para mim e eu sorri de lado, suspirando.
- Você acha que eu fiz certo? – Peguei o comprimido na outra mão e coloquei para baixo, bebendo rapidamente a água.
- Não sei, mas você os deixou com medo, é o que importa. – Ela falou e eu suspirei, balançando a cabeça.
- Eles são muito maiores do que eu. A luta não acabou ainda. – Suspirei.
- Ainda não. – Ela assentiu com a cabeça. – Mas eles aceitarão qualquer acordo para isso não vazar para imprensa, nem que seja jogar toda a culpa em Anthony. – Ela deu de ombros.
- Por favor, não diga o nome dele. – Ela riu fraco.
- Agora vai doer, querida, mas daqui um tempo só vai ser uma péssima lembrança. – Assenti com a cabeça e ela me abraçou de lado. – Você falou sério quando disse que vai se afastar? – Olhei para ela e assenti com a cabeça.
- Sim! – Suspirei. – Eu já queria esse tempo, mas agora eu preciso dele. – Balancei a cabeça. – O pessoal também. – Sorri de lado. – David precisa de um tempo com as meninas dele, Louis precisa superar ainda a morte de Elliot, Jack precisa aprender a ser pai e irmão ao mesmo tempo, Mack precisa cuidar de uma pré-adolescente, além de se resolver com Delilah, Mike quer casar com seu amor de infância e Emily precisa de um tempo para ela e Amir. – Ela assentiu com a cabeça. – E você também, minha amiga, precisa se reerguer também. – Ela sorriu.
- Só promete que você não vai sumir.
- Eu não posso prometer isso. – Suspirei. – Eu preciso sumir um pouco. – Suspirei. – Mas eu prometo que eu volto. – Ela assentiu com a cabeça e eu a abracei fortemente, suspirando. – Mas vamos parar de despedidas, ainda tem muito o que fazer. – Ela assentiu com a cabeça.
- Sim, ainda temos.

Quando eu saí da sala privativa dentro da sala da coletiva de imprensa, o pessoal ainda estava lá, creio que eles esperavam que eu ainda falasse alguma coisa, mas Carl, Ariella, e mais alguns seguranças do hotel barraram a passagem deles e eu segui a passos rápidos para fora do mesmo.
Algumas pessoas haviam conseguido escapar do cerco, afinal, não é como se eles conseguissem prender jornalistas durante muito tempo. Eu sabia como isso funcionava, porque eu namorei um por muito tempo, eles faziam de tudo pelo furo, pela notícia, por ser o primeiro a dar.
Me senti segura no estacionamento do prédio e soltei um suspiro um pouco mais aliviado, vendo alguns carros nossos estacionados lá embaixo e Juan na lateral, com um olhar baixo e eu suspirei, balançando a cabeça.
Virei o rosto para o lado e encontrei Chris e Scott, de boné e óculos escuros me encarando e eu senti meu coração começar a bater muito forte, quase querendo sair pela boca e eu respirei fundo. Ouvi um barulho alto e o cerco que havia sido feito para os jornalistas foi quebrado, fazendo com que eles viessem em nossa direção com câmeras e microfones, Carl abaixou minha cabeça e eu entrei no carro, vendo a porta ser fechada com força e eu abaixei o vidro, me assustando com Chris bem próximo a porta.
- , o que está acontecendo? Aonde você vai? – Ele falava em um tom baixo e eu neguei com a cabeça, suspirando.
- Eu prometo que te explico tudo. – Suspirei, balançando a cabeça. – No tempo certo.
- Por favor, . – Ele falou e eu suspirei.
- Por favor, digo eu! – Ele disse e o carro começou a andar.
- Isso não é um adeus! – Falei, acenando para ele.
- Eu te amo. – Vi seus lábios se mexerem e o carro começou a andar, fazendo com que eu virasse para trás, colocando a cabeça para trás, mas o perdi de vista com os fotógrafos ocupando espaço.
- ! – Alguém me puxou para dentro e eu respirei fundo, olhando para Jessica.
- Você ouviu isso? – Perguntei, engolindo em seco e ela franziu a testa. – Ele disse que me ama. – Soltei um suspiro, sentindo as lágrimas voltarem a rolar pela minha bochecha.

***


- Você está louco? – Scott me perguntou assim que a gente entrou no carro e eu suspirei. – Se te pegam aqui, você ainda vai se envolver em algo que não é culpa sua.
- Eu tinha que vê-la mais uma vez. – Encostei a cabeça no banco do carro e soltei o ar forte.
- Ela não vai embora para sempre, Chris. – Scott falou.
- Mas ela também não disse quando volta. – Virei o rosto para ele. – Por que eu não disse que a amava quando tive a chance? – Suspirei alto.
- Eu gostaria de saber também. – Ele falou e virou o rosto para mim. – Espera aí, ‘amava’? – Ele perguntou. – Foi o que você disse para ela agora?
- Foi! – Suspirei, passando a mão na cabeça.
- Você é doido, é?! – Suspirei. – A menina acabou de descobrir que foi traída pelo namorado e que ela estava sendo roubada na surdina, teve que fazer decisões em menos de 24 horas e você me diz que ama ela? Desculpa, Chris, mas é tudo que ela menos precisava agora. – Ele bufou alto e suspirou.
- Mas eu precisava dizer isso a ela. – Balancei a cabeça. – Eu ia explodir se não contasse.
- Bem, agora já foi, mas, por favor, dá um tempo para ela. Ela precisa de um tempo agora. – Suspirei.
- Eu sei. Só espero que ela fique bem. – Soltei um suspiro.
- Eu também, irmão, eu também. – Scott falou. – Você só tem duas opções agora, esperar ou continuar a viver sem ela. – Ele falou e eu virei o rosto para ele, abaixando os óculos de sol, empunhando o volante e querendo sair dali o mais rápido possível.

***


Podia ter passado horas, dias, semanas, meses ou anos, eu não saberia dizer, tudo estava tão confuso. As palavras, os gestos, os momentos, nada parecia o mesmo. A comida tinha um gosto diferente e era deixado de lado, o colchão não parecia mais confortável e era trocado pelo chão gelado, tudo naquela casa me lembrava dele, mas eu tinha que continuar.
Olhei para a pilha de papel jogada pelo quarto e vi Grape se mexer no meio delas, rolando feliz e contente e soltei um suspiro, pelo menos alguém estava bem. Assinei mais um papel no fim da página e juntei aos outros dezesseis. Bem que diziam que quanto mais sentimentos, mais músicas eram escritas. Como isso era possível? Eu não sabia.
Creio que tudo representado nessas músicas era sentimento oprimido, tudo o que eu precisava liberar nesses últimos meses, mas, principalmente o que tinha acontecido nos últimos dias.
Passei os papéis pelas minhas mãos, vendo a maioria deles totalmente rabiscados e suspirei, aquelas músicas definiam uma pessoa totalmente diferente do que eu era, triste, amarga, magoada, e eu não era assim, mas esse era o único jeito que eu conseguia me demonstrar para um novo álbum.
A maioria das músicas era sobre Anthony, sobre tudo que eu sentia por ele que simplesmente desapareceu de uma hora para outra, ou por causa do sentimento que eu nutri por outra pessoa. Quem sabe se eu tivesse me dado uma chance, nada disso teria acontecido?
Burra, burra, burra! Era só como eu conseguia me definir agora. Uma burra, incapaz de decifrar o que era real e o que não era. Além de ter sido incapaz de falar a verdade até para mim mesma. Eu menti para mim mesma, fingi emoções por Anthony quando eu tinha fortes emoções por Chris... Tudo estava tão confuso.
Ainda Chris vem e diz que me ama. Como assim? Agora ele vem me dizer isso? Agora quando o que eu mais preciso é de um abraço, um aperto caloroso, ele vem me dizer que me ama? Além de estar magoada, eu ainda o magoaria por optar sumir por um tempo? Isso não era certo e eu me sentia pior ainda por isso.
Eu ia deixar pontas soltas, muitas pontas soltas, mas eu voltaria, não sei em quanto tempo, mas eu voltaria e tudo ficaria bem... Se eu não estivesse fingindo para mim mesma novamente.
Pontas Soltas, é um bom nome para um CD. Soltei um suspiro, peguei o envelope pardo e a caneta preta e escrevi bem grande “Loose Ends”, de forma certa ou errada, esse CD marcaria o pior momento da minha vida profissional e pessoal. A vez que eu deixei de confiar nas pessoas que eu amo.
Coloquei os papéis dentro do envelope e o fechei, suspirando. Havia sido mais fácil do que eu pensava, pena que não tinha nenhuma letra bonita ali dentro. Tudo era efeito de dores no coração, lágrimas e sangue.
E, infelizmente, tudo aquilo me representava agora.

Capítulo 22


Ouvi o bipe do elevador e as portas se abriram, fazendo com que eu saísse do mesmo com o envelope pardo em minhas mãos e eu suspirei, antes de tocar a campainha e respirar fundo, ouvindo passos de dentro do apartamento e dei um pequeno sorriso quando uma das trigêmeas abriu a porta.
- Madrinha! – Ela falou, me abraçando forte pelas pernas e eu tentei retribuir com o mesmo entusiasmo, pegando a pequena de cinco anos e entrando no apartamento, vendo o pessoal reunido lá dentro.
Emily, Jack, Mike, Mack, David, Louis, Amir, Lacey, Delilah, Virgínia, Agatha, Melanie, Grace, Natalie, Maggie, Jessica, Brandon e Henry, todos estavam lá, todos com o mesmo sorriso simpatizante. Eles eram os melhores.
- Oi, . – Jack falou e eu sorri, colocando Grace de volta no chão e eu suspirei.
- Oi, gente! – Puxei uma cadeira ao lado de Louis e Agatha na mesa de jantar e me sentei. – Obrigada por me encontrarem. – Sorri de lado, suspirando.
- Sempre que precisar! – Emily falou e eu respirei fundo.
- Eu fiquei pensando no que aconteceu na semana passada, e eu me dei conta de que eu não pedi a opinião de nenhum de vocês antes de decidir o que eu decidi. – Suspirei, batendo a ponta dos dedos na mesa de vidro. – Me desculpem por isso. – Suspirei.
- Não peça desculpas por algo que te fará bem, . – Mike falou. – Você está em um péssimo momento, a gente não esperava que você se mantivesse uma rocha pelo resto da vida. – Assenti com a cabeça, sorrindo.
- Mas vocês estão bem com isso? Tudo bem a gente dar um tempo? Eu dar um tempo. – Balancei a cabeça.
- Vai vir muito a calhar, . – Agatha falou, suspirando. – Precisamos de um tempo mesmo.
- Louis me disse que vocês querem se afastar um pouco e eu acho que todos devem. – Suspirei. – Desculpa não ter previsto isso antes, eu pensei que as coisas iam acontecendo e se movimentando e que o mundo ficaria mágico novamente. Como eu sou burra. – Suspirei.
- Eu não vou permitir que você se xingue, . – Brandon falou, se levantando. – Você é muito mais que isso. – Ele suspirou. – Você vai fazer falta sim, mas você é humana, todos somos, e acho que todos merecem esse descanso. – Ele falou, acenando com a cabeça. – Foram sete anos de trabalho duro, acontecimentos aleatórios que fizeram com que vocês ficassem mais perto, em coisas boas ou ruins. – Ele balançou a cabeça. – É triste, machuca, mas eu já vi vocês passarem por perdas muito piores. – Ele olhou diretamente para mim. – Perder a confiança em alguém que a gente ama é um dos piores sentimentos da vida, mas não é o fim do mundo. – Ele sorriu. – Vai ficar tudo bem. – Assenti com a cabeça.
- Sim, vai ficar bem! – David falou. – E a gente sempre vai estar por perto. – Ele colocou a mão sobre o peito e eu suspirei, abrindo um pequeno sorriso.

- Eu queria falar de outra coisa, antes de eu... Voltar. – Suspirei, balançando a cabeça.
- Você não precisa ir embora. – Virgínia falou e eu sorri, assentindo com a cabeça.
- Eu sei, é que eu... Estou tentando entender o que se passa na minha cabeça, é muita coisa. – Suspirei.
- Sobre o que você quer falar? – Mike perguntou, se levantando e colocando na cadeira vazia em volta da mesa.
- Nós ainda temos que produzir um álbum e lançar, e eu quero fazer isso o mais rápido possível. – Suspirei.
- Sim, estava falando com Mike, estamos providenciando isso. Tem algumas letras prontas e...
- Esqueça tudo. – Falei, suspirando, e joguei o envelope em cima da mesa. – Aqui está tudo o que vocês precisam para o novo álbum. - David se levantou do seu lugar e se aproximou da mesa, pegando o envelope e abrindo-o rapidamente, jogando os papéis na mesa, vendo-os se espalharem pelo mesmo.
- Aqui têm umas vinte músicas! – Ele falou.
- Dezessete, para ser mais precisa. – Suspirei. – Todas letras novas, nenhum de vocês viram ainda.
- Você escreveu isso nessa semana que ficou trancada em seu apartamento? – Louis perguntou e eu assenti com a cabeça.
- Sim! – Suspirei. – Eu acho que as músicas escritas e que estávamos produzindo não representam meu momento e eu queria deixá-las de lado um pouco. – Suspirei. – Focar nisso. – Coloquei as mãos em cima dos papéis. – Acredite, aqui tem meus sentimentos mais verdadeiros. – Vi Mike engolir a seco.
- E o que você quer que a gente faça? – David perguntou.
- Transforme em música. – Suspirei. – Eu só escrevi a letra e eu não sei se sou capacitada em ficar com o piano aberto colocando mais sentimentos para fora.
- Podemos fazer isso. – Mike falou, juntando os papéis. – Considere isso um favor. – Assenti com a cabeça, suspirando.
- Obrigada! – Falei, me levantando. – Eu tenho algumas coisas para resolver, assuntos para finalizar, me avisem se precisar de alguma coisa, alguma ajuda. Fiquem à vontade em mudar as letras à sua vontade ou escolherem ritmos que achem que convém mais. Eu só quero terminar isso logo. – David assentiu com a cabeça.
- A gente te liga. – Ele falou. – Prometo que cuidaremos bem dos seus sentimentos. – Assenti com a cabeça, colocando o cabelo atrás da orelha.
- Gostaria de jogá-los no lixo. – Ele assentiu com a cabeça, segurando minha mão, dando um beijo carinhoso na mesma e eu suspirei. - Eu já vou... – Apontei para porta. – A gente se fala.
- Até mais! – Eles falaram e eu suspirei.

Peguei os porta-retratos e embalei no plástico-bolha antes de colocar na caixa, senti um aperto no coração ao ver uma foto minha e de Anthony, demoraria para parar de doer ainda. Ignorei as fotos e me levantei, seguindo para meu closet e começando a tirar as coisas de lá e colocando na cama arrumada.
- Oi! – Virei o rosto para porta, vendo Jessica parada na mesma.
- Oi! – Falei, suspirando, começando a colocar as roupas de cama e de banho dentro da minha maior mala.
- Quer ajuda? – Suspirei, negando com a cabeça.
- Acho que eu preciso fazer isso sozinha. – Suspirei, coçando a cabeça. – As coisas da cozinha já estão lavadas e guardadas, eu só estou levando o que eu trouxe.
- Eu sei! – Ela assentiu com a cabeça. – Ele vai sentir sua falta.
- O apartamento? – Perguntei e ela sorriu de lado.
- Sim. – Ela bateu a mão no batente. – Vai fazer falta.
- Você tem onde guardar o piano e o violão?
- Não quer levar? – Suspirei.
- Onde eu vou guardar? – Dei de ombros. – Não é como se fosse fácil levar um piano de calda. – Ela riu fraco.
- Isso você está certa. – Ela soltou um suspiro e eu continuei colocando as coisas na mala, desviando das caixas de papelão jogadas no chão. – Eu vim falar das músicas.
- Eles já estão produzindo algo? – Virei para ela.
- Sim, muitas coisas estão prontas, na verdade. Creio que em alguns dias a gente pode começar. – Ela soltou um suspiro algo. – Você tem certeza que quer lançar essas músicas?
- Por que não? – Virei para ela.
- Eu consegui sentir o que você está sentindo, , e não foi bom. – Ela passou a mão no rosto, respirando fundo. – Eu queria poder te curar, colocar a mão no seu coração e tirar a parte preta que se formou nele. – Senti meu rosto se encher de lágrimas.
- É o que eu estou sentindo agora, Jessica. – Engoli em seco. – Vai passar. – Ela assentiu com a cabeça.
- Eu sei que vai, mas até lá é um longo caminho. – Concordei com a cabeça, respirando fundo. - Você quer lançar isso mesmo?
- Sim, Jessica. Eu estou certa sobre isso. – Respirei fundo. – Meus fãs, minha família, meus amigos, Chris... – Balancei a cabeça. – Eles precisam saber o que eu estou sentindo, pensando.
- Eles irão! – Ela sorriu. – Mas você ainda está pensando no Chris?
- Ele disse que me ama, Jessica. – Ela arregalou os olhos. – Como eu vou esquecê-lo? Eu não posso, eu só quero me ausentar para parar de doer e depois eu poder voltar a ficar com ele.
- Você acha que vai ser fácil assim? – Ela suspirou.
- Eu sei que não, mas agora eu tenho que fazer o que é melhor para mim. – Ela assentiu com a cabeça, sorrindo.
- Mas ele disse... O Chris disse que te ama? – Assenti com a cabeça, limpando as lágrimas.
- No dia da coletiva, ele estava lá... Espero que eu não o tenha machucado.
- Ah querida! – Ela me abraçou forte, fazendo com que meu choro ecoasse pelo quarto. – Vai tudo ficar bem, prometo!
- Você estará aqui quando eu voltar? – Perguntei.
- Eu sempre estarei com você. – Ela afastou o rosto do meu e eu abri um sorriso, respirando fundo. – Um segundo! – Ela pegou o celular que tocava, colocando na orelha. - Oi! – Ela falou. – Ok, vamos combinar amanhã cedo. – Ela falou e desligou. – A gente começa a gravar semana que vem. – Ela falou e eu assenti com a cabeça. – David disse que está tudo pronto, amanhã começa com o ritmo, e, por último, gravamos contigo. – Assenti com a cabeça, soltando um suspiro alto.

Ouvi o bipe do elevador e olhei para frente, vendo as portas duplas se abrirem e eu dar de cara com o logo da Virgin Records e com um assistente novo atrás do balcão. Ele acenou com a cabeça, e eu fiz o mesmo, ouvindo a porta do estúdio ser destravada e eu empurrei a mesma pela barra, entrando no local preto e vermelho, me fazendo suspirar. Minha banda já estava reunida dá dentro, além de Henry, Brandon e Jessica, todos prontos para o que fosse acontecer.
- Bom dia! – Falei, vendo pequenos sorrisos surgirem das feições sérias.
- Bom dia! – Eles falaram quase em coro e eu sorri, caminhando em direção a mesa de som.
- Como estamos? – Me sentei ao lado de David e o ouvi suspirar alto.
- Você tem certeza que quer fazer isso?
- Eu tenho, Dave, está em contrato. – Apoiei as mãos na mesa.
- Eu não disse isso, eu disse essas músicas. – Soltei um suspiro, colocando a mão em cima da dele.
- Tenho, Dave. – Ele assentiu com a cabeça e eu dei um beijo em sua bochecha. – Eu posso me arrepender, mas músicas são emoções, certo? – Ele fechou os olhos, concordando. – Essas são minhas emoções.
- Eu não queria que fosse. – Ele falou e eu suspirei.
- Como vamos fazer isso? – Mudei de assunto, respirando fundo e ele balançou a cabeça, suspirando.
- Você nos deu liberdade nos ritmos, então trabalhamos coisas aleatórias, apesar de alguns significados, tentamos fazer algo mais agitado... Enfim, tem coisas variadas. Se você quiser ouvir e a gente mudar algo...
- Não, eu confio em vocês! – Suspirei. – Só quero terminar logo.
- Bem, sem querer me gabar, tenho que dizer que fizemos um bom trabalho. – Mike se debruçou ao meu lado e eu sorri.
- Eu sei! Vocês são os melhores. – Ele suspirou e eu dei um beijo em sua bochecha. – Mas então, como faremos?
- Bem, a gente toca o ritmo para você uma vez, duas ou até você pegar, depois você vai para cabine e a gente tenta gravar o mais rápido possível. – Brandon falou. – Já que é o que você quer. – Assenti com a cabeça.
- Beleza! – Suspirei, tirando meu moletom. – Podemos começar?
- Claro! – Henry falou e eu me levantei, ajeitando a barra da calça.
- Apesar de tudo, só seja a que a gente conhece, ok?! – Jessica perguntou e eu acenei com a cabeça.
- Não sei o que isso quer dizer, mas eu farei o meu melhor. – Ela assentiu com a cabeça.
- Nós pegamos as ordens que você entregou no envelope, e optamos por fazer assim no CD, ok?! – Mike perguntou.
- Ok, vamos lá. – Suspirei.

- A gente acrescentou algumas palavras, algumas estrofes, ou as duplicamos, então só seguir o papel. – Ouvi David no meu fone.
- Ok! – Falei.
- Vamos começar! – Ele disse e eu comecei a ouvir o piano da primeira música, fazendo com que eu respirasse fundo e fechasse os olhos.
- Don't speak, I can't believe. This is here happening. – Acompanhei a música devagar. - Our situation isn't right. – Engoli em seco. - Get real, who you playing with? I never thought you'd be like this. You were supposed to be there by my side. – Fechei minhas mãos em punho. - When you say that you want me, I just don't believe it. You're always ready to give up and never turn around. – Ouvi minha voz ficar mais forte. - But what if I need you baby, would you even try to save me? Or would find some lame excuse to never be true? – Soltei o ar forte. - What if I said I loved you, would you be the one to run to? Or would you watch me walk away without a fight? – Ergui a mão até meu rosto, sentindo-o molhado e respirei fundo. - I'm so sick of worrying that ya. Gonna quit over anything. I could trip and you'd let go like that. And everything that we ever were. Seems to fade, but not the hurt. – Senti minha boca tremer. - Cause you don't know the good things from the bad. When I say that I want you, you know that I mean it. And in my hour of weakness, there's still time to try. – Respirei fundo, puxando o ar. - But what if I need you baby, would you even try to save me? – Senti minha voz falhar, fazendo eu respirar fundo. - Or would find some lame excuse to never be true? – Ouvi minha voz abafar e a forcei sair mais forte. - What if I said I loved you, would you be the one to run to? Or would you watch me walk away without a fight? – Puxei o ar rapidamente. - Every time I speak you try to stop me, 'cause every little thing I say is wrong. – Ouvia Emily e Jack na segunda voz. - You say you're noticing but you never see. This is who I really am that you can believe. Makes me wanna know right now, it is me you'll live without, or would you change your mind? What if I need you? – Respirei fundo, balançando a cabeça. - But what if I need you baby, would you even try to save me? – Minha voz saiu mais forte. - Or would find some lame excuse to never be true? What if I said I loved you, would you be the one to run to? Or would you watch me walk away without a fight? Oh baby, what if I need you? – Respirei fundo, engolindo em seco.
- What if I need you? What if I need you? What if I need you? – Ouvi Jack e Emily fazendo o coro no fone. - What if I need you?
- What if I need you, you, you, you? – Respirei fundo, ouvindo a música acabar, me fazendo suspirar e passar as mãos nos olhos, encostando a cabeça no microfone, tentando conter as lágrimas que saíam de meus olhos. – Como foi? – Suspirei.
- A gente... – Ouvi Brandon falar. – Teremos que fazer de novo, . – Ele falou.
- Ok!
- Você chorou... – Ele falou.
- Não. – Ouvi outra voz falar. – Deixa quieto, , a gente ajusta no computador depois.
- Não! – Falei rápido. – Se preciso eu faço dez, quinze, cinquenta vezes até dar certo. – Tudo ficou em silêncio um tempo. – Ok?! – Perguntei.
- Ok, . – Ele falou e eu suspirei.

- Vamos tentar de novo. – Brandon falou. – Tentem não comer palavras, porque dessa vez eu vou parar e voltar de onde parou.
- Ok, ok! – Mike reclamou no outro microfone e eu respirei fundo.
- Soltando! – Brandon falou e novamente o piano começou a tocar, mas dessa vez em Untitled, fazendo com que eu respirasse fundo para tentar conter as lágrimas.
- I open my eyes, I try to see but I'm blinded by the white light. I can't remember how, I can't remember why, I'm lying here tonight. – Comecei devagar, com Mike aparecendo em algumas situações. - And I can't stand the pain, and I can't make it go away, no, I can't stand the pain. – Abaixei as mãos, suspirando. - How could this happen to me? I've made my mistakes, got nowhere to run. – Senti um arrepio passar por meio corpo. - The night goes on as I'm fading away. I'm sick of this life, I just wanna scream. How could this happen to me? – Senti Emily apertar meus ombros e eu virei para ela, acenando com a cabeça, estava tudo bem. - Everybody's screaming, I try to make a sound, but no one hears me. – Soltei um suspiro baixo. - I'm slipping off the edge, I'm hanging by a thread, I wanna start this over again. – Mike aparecia suave por trás. - So I try to hold on to a time when nothing mattered. And I can't explain what happened, and I can't erase the things that I've done. – Terminei em um suspiro. - No, I can't. – Soltei a voz novamente. - How could this happen to me? I've made my mistakes, got nowhere to run. The night goes on as I'm fading away. – Senti meus lábios tremerem de novo, mas me contive. - I'm sick of this life, I just wanna scream. How could this happen to me?
Fechei os olhos quando ouvi a guitarra já gravada de Mike aparecer ao fundo, segurei as mãos de Emily, que estavam em volta do meu corpo, me amparando, e fechei os olhos, acompanhando as notas com meus dedos, respirando fundo.
- I've made my mistakes, got nowhere to run. The night goes on as I'm fading away. – Engrossei a voz, suspirando. - I'm sick of this life, I just wanna scream. – Alonguei, fechando os olhos. - How could this happen to me? – Suspirei, ouvindo o fim do ritmo, antes da luz em minha frente ficar verde de novo e eu tirei o fone de ouvido, empurrando a porta com força, tropeçando na beirada e caindo de joelhos no chão, deixando meu choro ecoar pelo local, e eu senti duas mãos me puxarem para cima e passarem pelo meu corpo.
- Respira, tudo vai ficar bem! – Ouvi a voz de Louis próxima a meu ouvido.
- Eu sou muito fraca. – Falei com a voz embargada e respirei fundo, sentindo-o me apertar contra seu corpo. – Você passou por coisa pior e eu não te vejo assim.
- É diferente! – Ele falou. – Perder a confiança em alguém é muito diferente de perder alguém. Ele falou e eu assenti com a cabeça.
- Eu vou tentar fazer melhor. – Engoli em seco.
- Você não precisa! – Ele afastou o corpo do meu, me olhando nos olhos. – As pessoas entendem. A gente também. – Assenti com a cabeça, chorando. – Agora, vamos tirar um tempo, tomar um café, comer um bagel, ok?!
- Ok! – Sorri de lado.

- Ok, meninos! – Bati as mãos, tentando aliviar os ombros. – Vamos fazer isso!
- Vamos lá, então! – David suspirou. – Too Much! – Suspirei, fechando os olhos, acompanhando o coro que os meninos tinham feito de fundo, junto com poucas notas sendo tocadas no órgão de leve.
- I admit I miss seeing your face, babe. – Jack era minha segunda voz nessa. - And being alone, is starting to take its toll, I'm cold and its getting old. – O ritmo ficou um pouco mais ritmado, me fazendo relaxar um pouco. - I admit I should have made some changes. We were so smothered in love, we didn't have a chance to come up for air. – Assenti com a cabeça. - What a waste, where did the time go? Where did our minds go? I don't know. What's this place? Where did our home go? We won't know. I don't know. – Suspirei.
- Too much of anything is too much. Too much love can be too much. We had too much time, too much us. So we fought like tomorrow was promised. – Jack cantou comigo, fazendo que sua voz ficasse bem sutil no fundo, mas eu não estava sozinha. - Too much, too much, too much, too much, too much, too much, too much, too much. – Suspirei.
- I admit, I'm still watching the days go by. And sleeping alone is starting to break me down. Its cold, but I should have known. – Passei a mão no nariz, suspirando. - I admit, I made a few mistakes, babe. We were so caught up in love, we didn't have a chance to come up for air. – Revirei os olhos, amor, até parece. - What a waste, where does the time go? Where did our minds go? I don't know. What's this place? Where did my heart go? We'll never know, I'll never know.
- Too much of anything is too much. Too much love can be too much. We had too much time, too much us. So we fought like tomorrow was promised. – Jack cantou comigo, fazendo que meu corpo ficasse mais leve. - Too much, too much, too much, too much, too much, too much, too much, too much... – Suspirei, deixando Jack sozinho no fim e peguei fôlego.
- I need to find a reason to feel, like everything was meant to be let go. – Puxei o ar forte. - Take it slow, 'cause I can't be on my own. – Deixei que a voz saísse com força, cantando conforme as notas. - Too much of anything is too much. – Soltei a voz com força sozinha.
- Too much love can be too much. We had too much time, too much us. So we fought like tomorrow was promised. – Balancei a cabeça, vendo os cabelos se mexerem.
- Too much, too much, too much, too much, too much, too much, too much, too much... – Balancei a cabeça abrindo um pequeno sorriso, suspirando quando terminou.
- Isso, ! – Ouvi algumas palmas ecoarem pelo microfone e abri um pequeno sorriso. – Isso, tente se soltar mais. – Brandon falou. – Sei que são seus sentimentos, mas tente deixar para lá. Use isso ao seu favor.
- Eu estou tentando, é que alguns ritmos... Eu fico pensativa.
- Desculpa se você não deu muitas letras animadas para gente! – Mike ecoou no meu fone e eu até afastei o mesmo, ouvindo-o chiar.
- Segue em frente, Mike, segue em frente! – Ele riu.
- Tá, vamos repassar o refrão com Jack, pode ser?
- Pode ser! – Ouvi o italiano falar. – Mas vai devagar, ficar falando too much, too much, too much, não ajuda. – Ri fraco.
- Ok, vamos devagar. – David falou.

- Vamos, David, agora é contigo! – Falei e ele riu fraco.
- Oh Deus, eu tenho até medo quando vocês me colocam dentro da cabine. – Ri fraco.
- Ah, você sabe que não tem muita escolha.
- Pois é. – Ele foi irônico e ele riu.
- Tá me ouvindo, David? – Brandon perguntou e só se ouviu o silêncio.
- Acho que não. – Disse, rindo.
- O quê? – David apareceu.
- Seu fone não está conectado com o externo. – Falei.
- E agora? – Brandon perguntou de novo.
- Sim! To ouvindo! – Ele respondeu.
- Perfeito, vamos lá! – Brandon falou e o ritmo mixado e contínuo começou, fazendo com que eu apoiasse as mãos no fone, respirando fundo, tossi de leve, essa música precisava de algo a mais.
- Drive my heart into the night, you can drop the keys off in the morning, 'cause I don't want to leave home... – Alonguei a voz, ouvindo-a subir alguns tons. - Without your love. Without it. – Soltei a voz em um sopro.
- You told me that you wanted this. I told you it was all yours. If you're done with it, then what you say forever for? – David cantava forte comigo, quase gritado. - If forever is out the door. i'll ignore when you call.
- Drive my heart into the night, you can drop the keys off in the morning. – Balancei a cabeça, suspirando. - 'Cause I don't want to leave home, without your love. Without it. – Segurei a voz, ouvindo Emily no fundo, e eu balancei a cabeça, batucando no pedestal na minha frente. - You told me you were coming back, right back. Promised it was real and I believed that, but if I fall for it again. I will be a fool. If our love is at the end, then why do I still want you? – Soltei a voz.
- Yeah, but I guess I got no valentine. – Emily entrou conosco. - Send me roses I just let 'em die, I was crazy thinking you were mine. It was all just a lie. – Alonguei o final novamente, suspirando.
- Drive my heart into the night, you can drop the keys off in the morning. – Tudo estava quieto no fundo, somente as mixagens que voltaram. - 'Cause I don't want to leave home, without your love. Without it. - Movimentei a cabeça com o ritmo da música, acompanhando com as mãos.
- I always knew I never wanted this, I never thought it could happen. You acted like you wanted this, but then you lead me on. – Cantei devagar, baixinho. - I thought you would be there when I go. You promised you would be there when I go. – Emily cantava mais forte ao fundo, mas o efeito fazia ficar de forma abafada. - But all the broken promises I won't miss. I'm finished, all I know are the facts. That when I look you in the eyes. All I see are the lies. Been there, done that. – Suspirei. - Drive my heart into the night, you can drop the keys off in the morning, 'Cause I don't want to leave home, without your love. Without it. – Gritei no final, ouvindo o ritmo mixado sair nos meus fones de ouvido e eu suspirei, ouvindo o ritmo ficar mais baixo com o tempo, fazendo com que eu parasse de mexer a cabeça.
- Muito bom, gente! – Mike falou.
- Mas vamos fazer de novo porque...
- A gente sempre faz de novo. – Falei junto de mais algumas pessoas.

- Return the Favor. – Jessica falou no microfone.
- Eu tenho que dizer que essa música é corajosa. – Dave falou.
- Ela tem que ser. – Tirei um lado do fone, coçando a orelha. – Ela precisa representar algo a mais.
- Bem, eu tenho que admitir que o modo que ela foi construída foi demais. – Mack apareceu no fundo.
- Vai ser sucesso. – Ri fraco.
- Vai sim, . – Jessica falou. – Mas tenho que dar os créditos ao Mike por essa música maravilhosa.
- Bem, eu nunca gostei de perder créditos, mas dessa vez eu até aceito. – Ela riu fraco.
- Ok, turminha! – Brandon falou. – sozinha, depois todo mundo junto no segundo refrão, beleza? Não entrem antes, não estou no ânimo de ficar separando vozes de cada um.
- Preguiçoso! – Louis falou e Brandon riu ironicamente.
- Fala isso de novo, vai! – Brandon falou e eu ri fraco.
- Vamos começar, gente! – Jessica falou. – Return the Favor, agora. – Ela disse, dando play em seguida.
O violão sozinho começou sutil, quase em uma canção de ninar, mas que rapidamente era cortado por uma corda de guitarra sendo puxada e todos os instrumentos entravam, junto com a minha voz sozinha.
- Oh no, look what you've done. Left me the victim of a hit and run. Picked up and let down, you were never as you led on. You said: "Just friends and no strings". That leaves loose ends for all things. Get back to old days and old ways, you never left for real. Won't you let me know? – Apesar de tudo eu amava essa música. - How do I get away, when you're begging me to stay? – O ritmo ficava lento novamente, somente com o violão, fazendo com que minha voz crua ficasse bem evidente. - What do you need me to say? You're anything but ordinary. What do you want me to do? I've given it all to you. I wish you would return the favor. – Balancei a cabeça, começando a dar leves pulos. - Did you, forget what I said? Trainwreck, here, here we go again. Derailed and I failed to mention, I put it on the line. – Minha voz ficou mais gritada a partir daí. - Whether you and me could ever be, we'll never see no. - Aliviei a mesma. - 'Cause you keep the lights off, you only do it in the dark.
- Won't you let me know? – O pessoal entrou junto com as guitarras, baixos e baterias, além de diversas vozes fortes. - How do I get away, when you're begging me to stay? What do you need me to say? You're anything but ordinary. What do you want me to do? I've given it all to you. I wish you would return the favor.
- Are you gonna throw it all away? – Voltei a cantar novamente, com alguns deles de segunda voz. - Are we gonna do this all again? Maybe it's all pretend and the games should end. I guess nobody wins. Won't you let me know? – Gritei no fim, suspirando.
- How do I get away, when you're begging me to stay? What do you need me to say? – Senti as lágrimas caírem pelas minhas bochechas, mas dessa vez eu não fraquejei. - You're anything but ordinary. What do you want me to do? I've given it all to you. I wish you... How do I get away, when you're begging me to stay? – Comecei novamente, balançando a cabeça no ritmo da música, soltando um suspiro alto. - What do you need me to say? You're anything but ordinary. What do you want me to do? – Balancei a cabeça com um sorriso no rosto, suspirando. - I've given it all to you. I wish you would return the favor.
O ritmo parava completo, terminando somente com algumas notas de piano sozinho, fazendo um incrível arranjo de notas no final, finalizando com notas fracas, fazendo eu abrir um sorriso, relaxada.
- , está tudo bem? – Jessica perguntou.
- Está sim, são lágrimas boas. – Suspirei. – Essa música é muito boa. – Suspirei.
- Eu sei. – Sorri.

- Vamos para a próxima, ? – Abaixei meu milk-shake, passando o guardanapo na boca e me levantei.
- Vamos, Dave! – Suspirei, jogando o guardanapo na mesa. – Que música é agora?
- , olha sua cachorra! – Mack reclamou e eu virei o rosto, vendo Grape lambendo-o.
- Você disse que queria cuidar dela, e outra, seu rosto está cheio de chocolate. – Falei e o pessoal riu.
- É In Case. – Puxei o ar forte.
- Já avisando que podem rolar algumas lágrimas, ok? Foi um momento de fraqueza. – Balancei a cabeça.
- Você não tem que se explicar para gente. – Ele falou.
- Mas eu quero, vocês são minha família. – Ele sorriu.
- Então eu agradeço por isso. – Ele segurou minha mão e beijou a palma. – Mas vamos lá, depois a gente faz uma guerra de tortas.
- Eba! – Melanie falou animada e eu ri.
- O que elas estão fazendo aqui? – Perguntei baixo para Dave.
- Elas querem ficar contigo o máximo possível. – Sorri fraco.
- Eu preferia não saber, vou me sentir culpada. – Ele assentiu com a cabeça.
- Não, elas entendem! – Ele sorriu e eu assenti com a cabeça, entrando na cabine novamente e coloquei o fone de ouvido.
- Vamos lá! – Soltei o ar forte da minha boca.
- In Case, começando... – David falou, deixando o som começar a sair do fone de ouvido, um toque lento de piano, me fazendo suspirar.
- Oh, pictures in my pocket are faded from the washer. I can barely just make out your face. – Suspirei. - Food you saved for later, in my refrigerator. It's been too long since later never came. – Balancei a cabeça. - I know, one day eventually. Yeah I know, one day I'll have to let it all go. – Balancei a cabeça. - But I keep it just in case, yeah I keep it just in case. – Suspirei, fechando os olhos, forçando a voz. - In case you don't find what you're looking for, in case you're missing what you had before. In case you change your mind... – Abaixei a voz. - I'll be waiting here, In case you just want to come home. – Soltei o ar devagar. - Strong enough to leave you, but weak enough to need you. – Senti uma lágrima escorrer pela minha bochecha. - Cared enough to let you walk away. I took that dirty jacket, from the trash right where you left it, cuz I couldnt stand to see it go to waste. I know, one day eventually. Yeah I know, one day I'll have to let it all go. – Suspirei, balançando a cabeça. - But I keep it just in case, yeah I keep it just in case. – Engoli em seco, ouvindo o piano ficar cada vez mais forte. - In case you don't find what you're looking for, in case you're missing what you had before. In case you change your mind, I'll be waiting here, in case you just want to come home. – Passei a mão no rosto levemente, suspirando, puxando o ar forte. - In case you're looking in that mirror one day and miss my arms. How they wrapped around your waist. I say that you can love me again, even if it isn't the case. – Soltei um suspiro devagar. - Oh, you don't find what you're looking for. – Cantei baixo, puxando o ar, colocando as mãos nas costelas. - Oh, you're missing my love. You don’t find what you're looking for. In case you're missing what you had before. In case you change your mind, I'll be waiting. In case you just want to come home. – Soltei um suspiro. - In case. – Balancei a cabeça. – Yeah, oh. – Suspirei. – Oh, oh! – Fechei os olhos, soltando o ar devagar, passando a mão embaixo dos olhos. – Como foi?
- Perfeito! – Ouvi David falar e eu sorri. – Não vamos precisar passar de novo, vamos seguir em frente.
- Obrigada! – Passei as costas da mão nos olhos, erguendo os óculos por um tempo.

- Don’t Know Why deu problema, vamos ter que regravar, saiu o tonto do Mack assoviando no fundo. – Henry falou, com a cabeça abaixada na mesa de som.
- Ah não! – Mike se levantou do seu lugar. – Eu quase tive que levar pontos por causa dessa música.
- Pontos? – Perguntei.
- Meus dedos quase ficaram em carne viva. – Ele beijou a ponta dos mesmos e eu ri.
- Eu estava falando da voz. – Henry soltou uma risada.
- Mas por que suas mãos quase ficaram em carne viva? – Fiz aspas com as mãos.
- Porque esse tonto conseguiu acabar com as palhetas e tava com preguiça de pegar outras. – Jack falou, deslizando a poltrona giratória e eu ri.
- Tonto! – Me levantei, balançando a cabeça. – Vai para o seu lugar! – Falei, puxando Grape e entrei na cabine, travando a porta.
- Engraçadinha! – Ouvi Mike no fone e ele soltou a música, me fazendo revirar os olhos e colocar o fone rapidamente, pegando o começo do violão tocando continuamente, me fazendo batucar levemente no apoio dos papéis.
- One by one, dreams are gone. Do I have to stay? – Fechei os olhos, colocando as mãos nos fones. - Hate the sound of one more pound, as it rolls away. Why did i need your proof, when i knew the truth that i don't know why... – Os outros instrumentos entraram, me fazendo sorrir. - I just let it slip by me all the time. I just wish you had tried. – Sorri. - I don't want to know your game. Let alone her name, no matter what you say to me, we are not the same. – Alonguei o final, mexendo as mãos. - Why do you make me cry and try to justify? Don't right your wrong with my mistakes... – Forcei a voz, balançando a cabeça. - Cause my head's held high. – Puxei o ar, suspirando. - And i don't know why, I just let it slip by me all the time. I just wish you had tried. – Respirei rápido. - And i don't know why, I just let it slip by me all the time. I just wish you had tried. – Fingi que minhas mãos eram baquetas, parando rapidamente, acompanhando com a ponta dos dedos. - Dreams we have as kids all fade away. – Cantei mais baixo, seguindo o ritmo e dei uma grande respirada. - Now it's not the same... – Alonguei por alguns segundos, ouvindo o solo de guitarra sair nos fones e eu abri um sorriso, movimentando minhas mãos animadamente, balançando o corpo. - And I don't know why, I just let it slip by me all the time. I just wish you had tried. – Abri um sorriso. - And I don't know why, I just let it slip by me all the time. – Repeti o refrão. - I just wish you had tried. – Forcei minha voz, sentindo a emoção que Mike deve ter sentido ao tocar e quando tudo parou, eu abri um sorriso, suspirando.
- Bem, eu devo te parabenizar agora. – Ouvi Mack pelo fone de ouvido.
- Por que, senhor Mackenzie? – Virei o rosto para a porta de vidro, vendo-o todo torto na cadeira.
- Porque eu voltei a ver a que eu conheço. – Abri um pequeno sorriso, suspirando.

- Vamos fazer mais uma, depois vocês vão para casa. – Brandon falou e eu suspirei, fechando a porta da cabine de novo e eu coloquei os fones.
- Eu estou com sono. – Reclamei.
- Eu sei, eu também. – Brandon falou. – Mas dá tempo, vamos lá.
- Posso contar uma piada? – Mack perguntou e ouvi uma gargalhada vindo de fora.
- O que? – Perguntei, franzindo a testa.
- Vamos gravar Robot agora, não?! – Ele perguntou.
- Uhum! – Brandon respondeu.
- A tá sabendo que o Mike meteu a cabeça na mesa quando se empolgou demais? – Soltei uma risada, franzindo o rosto.
- Como assim? – Perguntei rindo.
- Para de graça! – Mike falou. – Vamos começar, vai! – Ele falou.
- Sem graça! – Comentei baixo.
- Soltando! – Ele gritou e eu agradeci por já ter gravado o começo, porque eu realmente fui pega desprevenida.
- It's been like this from the start, one piece after another and make my heart. You mistake the game for being smart, stand here sell this and hit your mark. But the sound of the steel and the crush and the grind, it scream to remind who decides my life. But in time it all dies there's nothing left inside, just rusted metal that was never even mine. – Abaixei o tom de voz, soltando a respiração devagar. - I would scream but I'm just this hollow shell, waiting here begging please. Set me free so I can feel. – Suspirei, puxando o ar. - Stop tryin' to live my life for me. I need to breath I'm not your robot. – Abri os braços, fechando as mãos em punhos. - Stop telling me I'm part of the big machine, I'm breaking free can't you see. I can move. I can feel without somebody else operating me. You gave me eyes and now I see, I'm not your robot I'm just me. – Abri um pequeno sorriso, engolindo em seco. - All this time I've been misled, there were nothing but crossed wires in my head. I've been taught to think, that what I feel. Doesn't matter at all 'til you say it's real. – Suspirei. - I would scream but I'm just this hollow shell. Waiting here begging please. Set me free so I can feel. – Aumentei meu tom, movimentando meu corpo. - Stop tryin' to live my life for me. I need to breath I'm not your robot. Stop telling me I'm part of the big machine, I'm breaking free can't you see. I can move. I can feel without somebody else operating me. – Eu abria minha boca mais do que estava acostumada, fazendo com que o som saísse mais aberto. - You gave me eyes and now I see, I'm not your robot I'm just me. I'm not your robot, I'm just me. I'm not your robot... – Suspirei, abaixando o tom. - I would scream but I'm just this hollow shell. Waiting here begging please. Set me free so I can feel... Hey! – Suspirei. - Stop tryin' to live my life for me. I need to breath I'm not your robot. – O som fixou mixado rapidamente. - Stop telling me I'm part of the big machine, I'm breaking free can't you see. I can move. I can feel without somebody else operating me. You gave me eyes and now I see, I'm not your robot I'm just me. – Movimentei os ombros, sorrindo. - I'm not your robot, I'm just me. I'm not your robot... – Suspirei, ouvindo a música acabar.
- Pronto, .
- Ai, finalmente! – Abri a cabine. – Eu achei que estava sufocando aqui dentro.
- Também, todos os dias estão iguais, não tem o que fazer... – Revirei os olhos.
- Eu vou para casa. – Apontei para portar. – Alguém vai junto?
- Vamos! – Mack falou. – Eu te levo.
- Eu fecho tudo, pode deixar. – Brandon falou. – Até amanhã
- Até! – Acenei para ele, saindo.

- Vamos com calma! – Brandon falou. – Não estou acostumado com e Emily gravando juntas. – Ele falou, me fazendo balançar a cabeça e puxei a porta da cabine, encarando o microfone novamente e coloquei o fone na orelha. – Emily?
- Estou aqui! – Ela respondeu da outra cabine.
- ?
- Presente! – Falei, prendendo meus cabelos fortemente.
- Jack? – Ele perguntou.
- Sempre a postos.
- Ok, então vamos devagar, todos vocês cantam sozinhos, tentem não atropelar para não ter problemas. – Confirmei com a boca. – Vou soltar! – Ele falou e eu respirei fundo ouvindo o pequeno zunido sair de meu fone e logo Emily começar a cantar meio falado.
- Party girls don't get hurt, can't feel anything, when will I learn. I push it down, push it down. – Ela começou devagar, me fazendo acompanhar as letras com os olhos. - I'm the one "for a good time call". Phone's blowin' up, they're ringin' my doorbell. I feel the love, feel the love.
- One, two, three, one, two, three, drink. One, two, three, one, two, three, drink. One, two, three, one, two, three, drink. Throw em back, till I lose count. – Jack entrou com ela, cantando mais abafado que o convencional.
- I'm gonna swing from the chandelier, from the chandelier. – Coloquei minha voz para fora, erguendo os braços dentro da cabine. - I'm gonna live like tomorrow doesn't exist, like it doesn't exist. – Respirei rapidamente. - I'm gonna fly like a bird through the night, feel my tears as they dry. – Puxei o ar novamente, aumentando a voz. - I'm gonna swing from the chandelier, from the chandelier.
- And I'm holding on for dear life, won't look down, won't open my eyes. Keep my glass full until morning light, 'cause I'm just holding on for tonight. – Jack e Emily cantavam juntos, fazendo a voz de Emily ficar mais nítida. - Help me, I'm holding on for dear life, won't look down won't open my eyes. Keep my glass full until morning light, 'cause I'm just holding on for tonight, on for tonight.
- Sun is up, I'm a mess. Gotta get out now, gotta run from this. Here comes the shame, here comes the shame. – Emily cantou novamente, soltando uma longa respiração no final.
- One, two, three, one, two, three, drink. One, two, three, one, two, three, drink. One, two, three, one, two, three, drink. Throw em back, till I lose count. – Movimentei a cabeça para os lados, fechando os olhos.
- I'm gonna swing from the chandelier, from the chandelier. – Fechei minhas mãos fortemente, respirando fundo. - I'm gonna live like tomorrow doesn't exist, like it doesn't exist. – Suspirei, forçando minha garganta. - I'm gonna fly like a bird through the night, feel my tears as they dry. I'm gonna swing from the chandelier, from the chandelier. – Joguei minha cabeça para trás, respirando fundo.
- And I'm holding on for dear life, won't look down, won't open my eyes. Keep my glass full until morning light, 'cause I'm just holding on for tonight. Help me, I'm holding on for dear life, won't look down, won't open my eyes. – Emily e Jack cantaram sozinhos, me fazendo respirar fundo. - Keep my glass full until morning light, 'cause I'm just holding on for tonight, on for tonight. On for tonight, 'cause I'm just holding on for tonight. I'm just holding on for tonight, on for tonight. On for tonight, 'cause I'm just holding on for tonight, 'cause I'm just holding on for tonight. I'm just holding on for tonight, on for tonight, on for tonight. - Respirei fundo, com o fim agitado e puxei o ar forte, confirmando com a cabeça.
- Perfeito, gente! – Brandon falou.
- Obrigada! – Falei, respirando fundo.
- Podemos gravar de novo sua voz, ? Eu só quero guardar isso na memória mais um pouco. – Brandon falou, me fazendo rir.
- Ok! – Suspirei.

- Desculpe, Malcon! – Balancei a cabeça, colocando as mãos na minha saia de tule preta. – Eu não estou muito no clima.
- Eu sei, , eu entendo, mas precisamos dessas fotos. – Ele falou, abaixando a câmera. – Não precisa sorrir, não é nem sobre isso que o álbum se trata, na verdade, então, não se preocupe em parecer feliz. – Ele falou e eu me segurei no varal de luzes acima de mim, esticando o corpo e virei para o lado, vendo um flash estourar em meu rosto, e eu virei o corpo, abaixando uma das mãos e virei o rosto, suspirando. – Isso! – Ele falou.
- Está melhor? – Perguntei, dobrando a perna um pouco, sentindo o salto preto apertar meu pé, vendo outros flashes estourarem em meu rosto.
- Melhor, não perfeita! – Ele respondeu e eu abanei com a mão, virando o corpo, me mantendo séria para a próxima foto e tirei o cabelo alaranjado de frente do meu rosto e suspirei.
- Não vai ficar melhor do que isso, você viu com a outra roupa. – Ele suspirou, coçando a testa.
- Vamos parar, então! – Ele falou, abaixando a câmera. – Vem cá, vamos escolher!
- Eu estou sendo uma vadia, não estou? – Desci do pequeno deque montado no estúdio e tirei os saltos pretos, jogando-os em um canto. – Eles estavam me matando.
- Não, , que isso. É que nenhum de nós está acostumado com essa vibe. – Ele falou, assentindo com a cabeça.
- Eu sei, Malcon, mas, infelizmente, faz parte da vida. É até surpreendente pensar que demorou, que eu era protegida de todos os males da vida. – Ele mexeu no notebook, abrindo as pastas.
- Em compensação, quando veio... – Suspirei, negando com a cabeça.
- Vamos seguir em frente. – Ele se afastou do computador.
- Aqui estão. – Ele disse e eu comecei a observar as miniaturas das fotos, abrindo-as e observando.
- Ok, vamos pensar. – Suspirei, começando a selecionar algumas. – Essa daqui com a primeira roupa para capa. – Anotei o número da foto. – E essa, que está até bonita com a segunda roupa para a contracapa. – Respondei e anotei o número novamente.
- Tem certeza? – Ele perguntou, franzindo a testa.
- Apesar de tudo, são fotos bonitas e vão representar direitinho. – Ele acenou com a cabeça.
- Espero te ver animada com esse trabalho novamente. – Suspirei.
- Enquanto eu estiver dependendo da Virgin, isso não vai acontecer. – Suspirei. – Quem sabe quando eu voltar?
- Já sabe o que vai fazer? – Suspirei, franzindo a testa.
- Deixa eu ir antes, depois eu penso o que eu faço, mas eu com certeza vou te querer comigo. – Ele sorriu.
- Vai ser um prazer. – Ele disse e eu sorri.

- Bom dia, ! – A assistente disse e eu sorri.
- Bom dia! – Respondi e empurrei as portas do estúdio com as costas, preocupada em não derrubar nem o café quente em minha mão, nem o muffin de chocolate que se despedaçava a cada mordida. – E aí, gente? – Virei o corpo, fechando a cara. – O que você está fazendo aqui? – Perguntei ao ver Brent se levantar da poltrona.
- Vendo como está o andamento do álbum para programar o lançamento. – Ele falou e eu coloquei as coisas em minha mão na mesa de centro.
- Como se você não soubesse como as coisas estão indo. – Revirei os olhos. – Esse vai ser o álbum mais rápido lançado, você só está procurando motivo para vir aqui. – Cruzei os braços.
- Eu ainda trabalho nessa gravadora e eu ainda tenho direito de ir e vir. – Soltei uma risada irônica.
- Primeiro de tudo, você trabalha na parte financeira da gravadora, aqui é o estúdio, onde só algumas pessoas autorizadas podem entrar...
- Eu sou...
- Não, você não é! – Falei mais alto. – Você perdeu esses direitos quando permitiu que fossem roubados 367 milhões de dólares da minha conta. – Gritei em seu rosto. – E para quê? – Suspirei. – Para perder a sua melhor cantora, sua melhor porcentagem de lucro, a mulher da sua vida, o que mais? – Me aproximei dele, olhando fundo em seus olhos. – Valeu à pena? Foi prazeroso? – Balancei a cabeça. – Eu aposto que não, porque agora você só tem seu papai, que é capaz de te apunhalar pelas costas também.
- , não se rebaixe. – Ouvi alguém falar.
- A diferença entre eu e ele, é que se eu me rebaixar, não vai ser para roubar ninguém. Ao contrário dele. – Suspirei, balançando a cabeça. – Ainda bem que vocês roubaram só da minha conta, porque se tivesse algum centavo faltando na conta da minha banda, da minha família. Aí não teria acordo que me segurasse de falar toda a verdade. – Bufei, respirando fundo. – O quê você ainda está fazendo aqui? – Gritei. – Some! – Falei novamente, vendo-o pegar seu casaco em uma das poltronas e sair de lá. – Desculpa por isso.
- Você não deve nada, você está certa. – Mack falou e eu suspirei, balançando a cabeça.
- Vamos começar? – Perguntei.

- My ship went down in a sea of sound. – Minha voz saía com calma e sutil. - When I woke up alone, I had everything a handful of moments I wished I could change. And a tongue like a nightmare that cut like a blade. – Suspirei. - In a city of fools, I was careful and cool, but they tore me apart, like a hurricane. – Puxei o ar devagar. - A handful of moments I wished I could change, but I was carried away... – Suspirei. - Give me therapy, I'm a walking travesty... – Minha voz ficou fina. - But I'm smiling at everything. Therapy, you were never a friend to me and you can keep all your misery. – O violão ao fundo tinha sido a primeira parte, somente na segunda parte entrava a bateria. - My lungs gave out, as I faced the crowd. I think that keeping this up could be dangerous. I'm flesh and bone, I'm a fucking Stone... – Abri um sorriso. - And the experts say I'm delirious. Give me therapy, I'm a walking travesty... - A guitarra entrou maravilhosamente e eu abri um sorriso. - But I'm smiling at everything. Therapy, you were never a friend to me and you can keep all your misery. – Minha voz ficou cada vez mais forte, deixando todos os sentimentos saírem. - Arrogant boy, love yourself so no one has to. They're better off without you. Arrogant boy, cause a scene like you're supposed to. They'll fall asleep without you... – Suspirei. - You're lucky if your memory remains. – Fechei os olhos, ouvindo o violão devagar. - Give me therapy, I'm a walking travesty, but I'm smiling at everything. – Engoli o choro, forçando minha voz a sair. - Therapy, you were never a friend to me and you can keep all your misery. – Senti minha voz embargando, mas eu não permitiria que isso acontecesse de novo. - Therapy, I'm a walking travesty, but I'm smiling at everything. Therapy, you were never a friend to me. – Soltei um suspiro alto. - You can choke on your misery. – Abri um sorriso de lado, ouvindo os últimos acordes de Therapy devagar e suspirei, abaixando o fone. – Como foi?
- Melhor com o tempo. – Mike falou.
- Obrigada, Mike! – Falei, suspirando. – Essa música... – Balancei a cabeça.
- Você está bem?
- Estou e vamos parar de perguntar se eu estou bem? Vocês sabem que são vários sentimentos misturados e eu estou muito confusa.
- Desculpe. – Mike disse e eu suspirei. – Mas, pensa bem. Agora tem algumas músicas rápidas, as meninas vão vir tocar algumas músicas, apesar de tudo, são músicas mais rápidas. – Abri um sorriso, rindo fraco.
- Obrigada! – Suspirei. – Vocês podem me dar só alguns segundos?
- Claro, está tudo bem? – Brandon perguntou e eu revirei os olhos. – Desculpa.
- Está, eu só preciso fazer xixi. – Ele riu fraco.
- Claro, vai lá! – Ele disse e eu empurrei a porta da cabine.
- O que vamos pedir de janta? – Perguntei ao sair.
- Algo gordo, grande e que seja suficiente para nós dez. – Henry falou e eu ri, dando um beijo em sua careca antes de me trancar no banheiro.

- Calma! – Parei, ouvindo a música ser pausada. – Isso está cru. – Suspirei.
- O quê? – Jessica perguntou.
- Essa música é agitada, eu estou toda animada aqui na cabine, mas podemos colocar o resto do pessoal aqui dentro também. Talvez cantar em um take só. – Suspirei.
- Ok, então vamos fazer o seguinte, vai para a cabine do lado e vamos colocar todo mundo junto.
- Vamos lá. – Tirei o fone e saí da mesma, seguindo com o resto do pessoal para a outra cabine, vendo todo mundo se colocar em volta do microfone, e colocar os fones.
- Ouvindo? – Brandon perguntou.
- Sim! – Falamos quase juntos.
- Ok, qual sua ideia, ? – Ele perguntou.
- Todo mundo canta no refrão, igual Show Me Love, mas a gente canta junto, na mesma cabine, vai dar impressão que tem mais gente cantando.
- Ok, então me deixa programar aqui, aumentar a potência do microfone... – Ele falou, enquanto mexia nos botões e eu suspirei, piscando para Emily que sorria para mim. – Ok, vou soltar. – Ele falou e eu suspirei. – Lose My Mind, segunda tentativa. – Ele falou e Jack e Emily começaram com o ritmo cantando a segunda voz.
- They say that time heals everything. – Comecei devagar, colocando a mão no fone. - But they don't know you and the scars you bring. – Molhei meus lábios, movimentando meus dedos como se fosse um piano. - 'Cause you left a jagged hole and I can't stand it anymore. – Abri um sorriso, animando o pessoal.
- If heartache was a physical pain I could face it, I could face it. – Balancei a cabeça, cantando junto, sentindo o choro subir novamente na garganta. - But you're hurting me from inside of my head, I can't take it, I can't take it. I'm gonna lose my mind, I'm gonna lose my mind. – Emily sorriu para mim, passando a mão no rosto e eu a imitei, sentindo-o molhado.
- I'd erase my thoughts, of only I knew how. – Cantei mais próxima ao microfone. - Fill my head with white noise, if it would drown you out. Kill the sound... – Abri a boca, sorrindo.
- If heartache was a physical pain I could face it, I could face it. But you're hurting me from inside of my head... – Senti minha garganta tremer com a força que eu fazia e eu respirei fundo. - I can't take it, I can't take it. I'm gonna lose my mind, I'm gonna lose my mind.
- And I'd rather be crazy, I'd rather go insane... – Suspirei, cantando baixo. - Than having you stalk my every thought, than having you here inside my heart... – Jack e Emily continuaram novamente atrás de mim e eu movimentei a cabeça, mexendo a mão, batendo forte no ar.
- If heartache was a physical pain I could face it, I could face it. – Minha voz se sobressaia um pouco mais forte. - But you're hurting me from inside of my head, I can't take it, I can't take it. I'm gonna lose my mind, I'm gonna lose my mind. – Suspirei, sorrindo.
- Oh, oh! – Jack e Emily cantaram no final, deixando a voz sumir e eu sorri.
- Eu tenho que admitir que ficou muito melhor. – Brandon falou e eu sorri.
- Eu disse! – Bati palmas animada e eles riram.
- Vamos fazer de novo só porque vocês se divertiram? – Ele perguntou e eu ri.
- Vamos! – David falou.

- Meninas! – Abri um sorriso entrando no estúdio, vendo meu quarteto de cordas jogado pelos cantos.
- ! – Elas falaram quase sincronizadas.
- Como vocês estão? – Perguntei, me aproximando de cada uma delas e dando um beijo na bochecha.
- Estamos bem e você? – Gina perguntou e eu dei de ombros.
- Na medida do possível. – Suspirei.
- Eu sinto muito pelo o que houve. – Patrícia falou.
- Eu também. – Ri fraco. – Mas foi bom, eu podia estar fazendo o maior erro da minha vida. – Ela sorriu, segurando minha mão. – Mas vai ficar tudo bem.
- Sempre fica. – Mônica disse e eu a abracei de lado.
- E aí, o que vieram fazer?
- Eu pedi para gente regravar Give Your Heart a Break, quero tentar fazer simultâneo, estávamos te esperando. – Brandon falou.
- David já está até na cabine. – Ri fraco.
- Desculpe, eu passei no aeroporto para despachar algumas coisas para o Brasil. – Suspirei.
- Mas já? – Mike perguntou.
- Já, não tem como eu levar tudo de uma vez só. – Dei de ombros. – E eu quero devolver aquele apartamento para gravadora o mais rápido possível para eu não ficar devendo nada para eles.
- Parece que está tudo acontecendo devagar, mas está muito rápido. – Assenti com a cabeça com Mack.
- Não faz nem um mês ainda. – Suspirei. – Por mim eu largava esse álbum e ia para casa. – Balancei a cabeça. – Mas vamos continuar. – Suspirei.
- Ok, para a cabine! – Brandon falou. – O resto do pessoal também.
Abracei Patrícia rapidamente, andando em direção a cabine e olhei o quadro de gravações, as coisas estavam realmente acontecendo rápido demais, pareciam que não, mas já tinha feito tantas coisas, as vezes eu pensava se era precipitado, mas aí eu esclarecia que não, eu precisava ir embora dali o mais rápido possível, pena que eu deixaria muitas pessoas para trás, mas elas poderiam focar nas suas vidas um pouco... Eu acho, não analisei direito essa parte do plano.
- Ok, , essa música é muito boa, então dê tudo de si. – Brandon falou e eu concordei com a boca, ajeitando o fone na orelha. – Vamos começar, quando vocês quiserem, meninas.
- Um, dois, três, quatro... – Uma delas contou e os três violinos e o violoncelo começaram juntos em sincronia, me fazendo sorrir.
- The day I first met you, you told me you'd never fall in love. – Ouvi minha voz ecoar de fundo. - Now that I get you, I know fear is what it really was. Now here we are, so close, yet so far, haven't I passed the test? When will you realize, baby, I'm not like the rest? – Forcei minha voz, sentindo meu queixo tremerem. - Don't wanna break your heart, wanna give your heart a break. I know you're scared, it's wrong, like you might make a mistake. There's just one life to live and there's no time to waste, to waste. So let me give your heart a break, give your heart a break, let me give your heart a break, your heart a break. Oh yeah, yeah. – Suspirei. - On Sunday, you went home alone there were tears in your eyes. I called your cell phone, my love, but you did not reply. – Movimentei as mãos, fechando em punhos firmes. - The world is ours if we want it we can take it, if you just take my hand. – Suspirei, balançando a cabeça. - There's no turning back now, baby, try to understand. – Passei a mão nos olhos, tentando não focar nisso. - Don't wanna break your heart, wanna give your heart a break. I know you're scared, it's wrong, like you might make a mistake. There's just one life to live and there's no time to waste, to waste. So let me give your heart a break, give your heart a break, there’s so much you can take, let me give your heart a break, your heart a break. Oh yeah, yeah. – Suspirei, deixando minha cabeça voar longe, para aquele beijo. - When your lips are on my lips, then our hearts beat as one. – Abri um sorriso. - But you slip out of my finger tips, everytime you run. – Senti minha voz ficar mais alta, fazendo com que minha visão ficasse embaçada. - Oh, oh, oh! Don't wanna break your heart, wanna give your heart a break. – A versão que eu havia gravado mais cedo ficava evidente quando colocava em cima dessa. - I know you're scared, it's wrong, like you might make a mistake. There's just one life to live and there's no time to waste, to waste. So let me give your heart a break, cause you've been hurt before, I can see it in your eyes. You try to smile away, some things you can't disguise. – Balancei a cabeça, suspirando. - Don't wanna break your heart, maybe I can ease the ache, the ache. So let me give your heart a break, give your heart a break, let me give your heart a break, your heart a break. There's just so much you can take, give your heart a break, let me give your heart a break, your heart a break. Oh yeah, yeah. – Suspirei, engolindo em seco. - The day I first met you, you told me you'd never fall in love. – Terminei a música em um suspiro, vendo tudo ficar silencioso, somente o chiado ao fundo.
- ...? – Brandon perguntou.
- Sim! – Falei.
- Vamos ter que fazer uma parte de novo, a intersecção, mas posso te perguntar algo antes?
- Claro! – Passei as mãos nos olhos.
- Essa música é sobre quem? Não me parece ser sobre aquele que não deve ser nomeado. – Ri fraco, balançando a cabeça.
- É para o Chris. – Engoli em seco, suspirando. – Ele me ama, e eu estou indo embora. – Suspirei. – E eu só quero que ele fique bem, que saiba que eu não estou fazendo isso de egoísta, que ele entenda que ele também precisa disso, sair de toda essa confusão que é minha vida um pouco.
- Uhum. – Ele falou e eu suspirei, limpando o rosto com a barra da blusa. – Vamos de novo, então? – Ele perguntou e eu engoli em seco.

- Pensa bem, minha amiga, se eu sobrevivi a mágoa de um Anthony, você também consegue. – Jack passou o braço em meus ombros e eu sorri, abraçando-o pela cintura estalando um beijo em sua bochecha.
- Você é mais forte do que eu, Jack. – Ele riu fraco.
- Até parece! – Ele falou e eu ri fraco, balançando a cabeça. – Você que sempre me deu apoio, agora eu que vou te dar. – Sorri.
- Por favor, está sendo bem difícil gravar esse álbum. – Falei mais baixo.
- Eu entendo. Eu também não estou me aguentando em alguns momentos, é muito...
- Triste? – Suspirei. – Eu me superei nesse álbum. – Ele riu fraco.
- Vamos para mais uma, ? – David perguntou. – Está acabando. – Suspirei e me coloquei perto da mesa de som.
- Claro! – Bocejei, colocando a mão na boca. – Que música?
- Delete You. – Ele falou. – Apesar de tudo, eu consegui deixá-la interessante. – Ri fraco.
- Ok, vamos lá. – Larguei meus tênis no meio da sala e entrei na cabine, encaixando os fones que eu já estava enjoada de ver.
- Vou voltar. – David disse.
- Faça às honras. – Ele riu e o ritmo mecanizado de Delete You começou, fazendo com que eu suspirasse. - It's not time to give us one more try. I don't think so. Last night, you said your one last lie. – Suspirei, movimentando os ombros. - I can't let you wreck my plans. I'm planning to let you go, oh only one thing is true. Only one thing do, time to delete you. – Suspirei, movimentando o corpo. - Burnin' up all your pictures. Tearin' up all your letters. Rippin' up all your sweaters, this is, this is for the better. – Abri um pequeno sorriso. - Slashin' up all your tires. Smashin' up all your flowers. Grabbin' back all my power. Press the button that says I don't need you. Delete you, oh, wo, oh. Delete you. – Respirei fundo. - It's not time to say how much you care. I don't think so. I don't want you, I want you not there. I'm done, I think the time's come to bring this thing to an end. I think this could be goodbye, think you've ran outta time. – Alonguei a frase. - Time to delete you. Burnin' up all your pictures. Tearin' up all your letters. Rippin' up all your sweaters, this is, this is for the better. Slashin' up all your tires. Smashin' up all your flowers. Grabbin' back all my power. Press the button that says I don't need you. Delete you. – Respirei fundo. - All I want from you is for you to disappear. All I need from you is for you to not be here. – Balancei a cabeça, fechando os olhos. - I guess it's time you got the news, gonna replace you. Erase you, delete you, delete you. Oh, oh! Delete you! Oh, oh... – Abri os olhos. - Burnin' up all your pictures. Tearin' up all your letters. Rippin' up all your sweaters, this is, this is for the better. – Aumentei o tom de voz, deixando um sorriso junto. - Slashin' up all your tires. Smashin' up all your flowers. Grabbin' back all my power. Press the button that says I don't need you. Delete you, oh, wo, oh. Delete you! Oh, wo, oh! Time to delete you. – Terminei a frase, ouvindo o som mecanizado no fim, me fazendo suspirar.
- Oh! – David falou.
- Calma que eu preciso respirar. – Falei e ele riu no microfone.
- Vem beber água, mas foi muito bom. – Suspirei.
- Obrigada!

- Ah, vamos gravar Stranger? – Perguntei, vendo o papel e falei no microfone.
- Sim! – Henry disso no microfone. – Por quê?
- David fez uma música triste ser dançante. – Ele riu fraco.
- E Delete You não foi assim? Give Your Heart a Break?
- Você entendeu o que eu disse, Henry. – Ele riu. – É diferente, é quase uma dança do ventre. – Ele riu fraco.
- Dá para pensar sobre isso.
- Oh não! – Balancei a cabeça e ele riu. – Não quero pensar em nada. – Ele riu fraco.
- Ok, , vamos lá? – Ele perguntou e eu suspirei.
- Ah, vamos! Eu já estou vesga de tudo isso. – Ele riu fraco.
- Todos estamos, acho que até eu vou aproveitar as férias forçadas. – Ri fraco. – Tocando! – Ele disse e a batida realmente contagiante que parecia com aula de dança do ventre começou e eu balancei a cabeça, focando.
- Nobody believes me when I tell them that you're out of your mind. Nobody believes me when I tell them that there's so much you hide. – Joguei os cabelos para os lados. - You treat me like a queen when we go out, wanna show everyone what our love's about. All wrapped up in me whenever there is a crowd, but when no ones around. – Movimentei os dedos negativamente. - Theres no kindness in your eyes. The way you look at me, it's just not right, I can tell whats going on this time, theres a stranger in my life. You're not the person that I once knew, are you scared to let them know it's you? If they could only see you like I do, then they would see a stranger too. – Suspirei, molhando meus lábios uns nos outros. - Did I ever do anything that was this cruel to you? Did I ever make you wonder who was standing in the room? – Movimentei meus quadris, acompanhando o ritmo. - You made yourself look perfect in everyway. So when this goes down, I'm the one that will be blamed. Your plan is working so you can just walk away, baby your secret's safe. – Abri um pequeno sorriso. - Theres no kindness in your eyes. The way you look at me, it's just not right, I can tell whats going on this time, theres a stranger in my life. You're not the person that I once knew, are you scared to let them know it's you? If they could only see you like I do, then they would see a stranger too. – Abaixei o tom de voz, acompanhando as letras mais de perto. - Such a long way back, from this place we arrived. When I think of all the time I've wasted, I could cry. – Movimentei a cabeça negativamente, suspirando. - Theres no kindness in your eyes. The way you look at me, it's just not right, I can tell whats going on this time, theres a stranger in my life. You're not the person that I once knew, are you scared to let them know it's you? If they could only see you like I do, then they would see a stranger too. – Terminei de cantar, ouvindo o ritmo ficar mais cru e depois tudo voltar junto, me fazendo movimentar os corpos e eu abri um sorriso, balançando a cabeça, essa música era ótima. - Theres no kindness in your eyes. The way you look at me, it's just not right, I can tell whats going on this time, theres a stranger in my life. You're not the person that I once knew, are you scared to let them know it's you? If they could only see you like I do, then they would see a stranger too. – Minha voz acabou após o som e eu sorri, dando uma gargalhada no final.
- Na verdade, o segredo não está mais tão seguro assim. – Jack falou e eu ri fraco, colocando a mão na boca.
- Opa! – Ele riu fraco e eu pisquei para ele.
- Mas essa música é libertadora, eu adoro ela. – Suspirei, me espreguiçando.
- É muito boa mesmo. – Ele disse e eu sorri.

- Posso começar? – Virei o rosto, vendo Mack quase dormindo na mesa de som, mas ainda dando as ordens.
- Espera aí! – Falei, abaixando o pedestal do microfone. – Eu preciso sentar um pouco, minhas costas estão doendo.
- Olha a velhice chegando! – Ele reclamou e eu ri fraco, me ajeitando no pequeno sofá que tinha na cabine.
- Acabei de fazer vinte e cinco anos, acho que posso começar a reclamar. – Ele riu fraco.
- Tarde demais! – Ele falou e eu ri fraco. – Mike, Jack, estão prontos? – Ele perguntou bocejando.
- Você não ia cantar em Pushing Me Away também?
- Ia, mas eu estou quase dormindo, então troquei com o Jack. – Ri fraco.
- Vou falar nada. – Ele riu.
- Melhor! – Ele suspirou alto no microfone. – Soltando. – Ele disse e as notas iniciais da música começaram.
- Run, run like you do, I'm chasing you. I'm on your tail, I'm gaining faster. You're going no where. Try to face what you've done, turn back the sun. The night is gone and we're falling faster now. – Mike começou sozinho.
- Pushing me away, every last word, every single thing you say. – Eu e Jack entramos juntos. - Pushing me away, try to stop me now but it's already too late. – A voz de Jack era mais fina que a minha, então ficava bem evidente a diferença. - Pushing me away, you really don't care what say it to my face, pushing me away. You push, push, pushing me away.
- Stop! Tell me the truth, cause I'm so confused. Spinning around these walls are falling down and I need you. – Entrei rapidamente na parte de Mike, respirando fundo. - More than you know, not letting go. I'm getting closer so take my hand and please just tell me why. – Ele engrossou a voz.
- Pushing me away, every last word, every single thing you say. – Eu e Jack entramos novamente, colocando toda a força em nossas vozes. - Pushing me away, try to stop me now but it's already too late. Pushing me away, you really don't care what say it to my face, pushing me away. You push, push, pushing me away.
- Push, push, pushing me away. Push, push, pushing me away. – Nós três cantávamos juntos, respirando fundo. - Push, push, pushing me away. Push, push, pushing me away. – As vozes ficavam mais forte, requerendo mais ar. - Push, push, pushing me away. Push, push, pushing me away.
- Pushing me away, every last word, every single thing you say. – Mike entrou conosco no último refrão, aumentando a força depositada na música. - Pushing me away, try to stop me now but it's already too late. Pushing me away, you really don't care what say it to my face, pushing me away. You push, push, pushing me away. Pushing me away! – Terminamos, ouvindo os instrumentos irem se abaixando aos poucos, ficando somente o piano, até acabar.

- Eu não gosto dessa música! – Mack gritou no microfone e eu coloquei a cabeça para fora da cabine.
- O que está rolando? – Perguntei.
- Mack tem medo de fantasma! – Mike falou e eu franzi a testa. – Não tente entender. – Puxei a porta da cabine novamente e a travei.
- Ok! – Falei rindo e estralei os dedos no microfone.
- Ah! – Ele reclamou.
- Vamos lá, que hoje a gente acaba isso. – Alguém aplaudiu no microfone.
- Isso galera, força, foco e fé! – Louis falou e eu ri.
- E muito café. – Ele riu fraco.
- Isso também. – Abri um sorriso.
- Então, vamos lá. – Mike disse. – Sai daqui, Mack, tchau! – Ri fraco. – E foi... – Ele disse e eu engoli em seco, respirando fundo.
Mack tinha razão, essa música era um pouco estranha mesmo, mas algumas músicas desse CD eu não me culpava, eu culpava ao turbilhão de emoções que estava passando em meu coração no momento, então qualquer noção de frase, era uma música para mim e Mike e David haviam feito um trabalho maravilhoso em transformar meus rabiscos em músicas.
- I will wait until the end, when the pendulum will swing back to the darker side of our hearts bleeding. – Apoiei as mãos no fone. - I will save this empty space, next to me like its a grave, where I lay a place for us to sleep eternally together. – Suspirei. - I have been searching for traces of what we were. – Soltei um suspiro baixo, respirando fundo. - A ghost of you is all that I have left, is all that I have left of you to hold. I wake in the night to find there's no one there but me and nothing left of what we were at all. – Engoli em seco, suspirando fundo. - So here I am pacing around this house again with pictures of us living on these walls. I see my breathe in the cold of the air that I breathe and I'm wondering, I'm wondering if it's you that i feel, if it's you that I feel here haunting me forever. – Engoli em seco, balançando a cabeça, tentando não pensar, só cantar. - I have been searching for traces of what we were. A ghost of you is all that I have left, is all that I have left of you to hold. – Molhei meus lábios uns no outro. - I wake in the night to find there's no one there but me and nothing left of what we were at all. – Balancei a cabeça, suspirando. - And I'm not looking for anything but us, anything but what we were. – Deixei minha voz sumir. - And I'm not asking for painted memories, I only want to know you're here. – Aumentei o tom de voz, suspirando. - A ghost of you is all that I have left, is all that I have left of you to hold. – Forcei minha voz, apertando a mão em meu peito. - I wake in the night to find there's no one there but me and nothing left of what we were at all. – Respirei fundo, ouvindo parte dos instrumentos pararem. - A ghost of you is all that I have left, is all that I have left of you to hold. – O ritmo quase parou e minha voz ficou mais fraca. - I wake in the night to find there's no one there but me and nothing left of what we were at all. – Finalizei a música em um sopro, respirando fundo.
- Eu ainda não gosto dessa música. – Mack disse novamente e meu momento sério foi desmanchado e eu suspirei.
- Como foi? – Perguntei.
- Foi bom, essas músicas com ritmos mais crus são mais fáceis. – Mike disse.
- Sim, agora a última que eu quero ver. – Ele riu fraco.
- Vai dar tudo certo. – Balancei a cabeça.
- Me dê alguns segundos. – Falei.
- Quanto tempo quiser. – Brandon respondeu e eu soltei o ar forte.

Ouvi o som do piano tocar em meus ouvidos e eu abri os olhos, notando que eu estava de volta ao estúdio, com o mesmo microfone vermelho em minha frente e fones brancos em meu ouvido e eu tentei segurar o choro, porque eu sei que eu iria chorar, mas se eu chorasse, eu precisaria refazer, e eu sabia que não conseguiria fazer isso, principalmente com essa música. Respirei fundo, soltando o ar devagar para baixo e foquei. É agora!
- Job well done, standing ovation. – Soltei o ar devagar. - Yeah, you got what you wanted, I guess you won. And I don't want to hear, they don't know you like I do. – Deixei que minha voz saísse com calma. - Even I could've told you, but now we're done. – Movimentei a cabeça negativamente. - Cause you play me like a symphony, play me till your fingers bleed, I'm your greatest masterpiece. – Fechei as mãos em punhos, respirando fundo. - You ruin me. – Soltei o ar devagar. - Later when the curtains drawn and no one's there for you back home. Don't cry to me you played me wrong. You ruin me. – Engoli em seco, respirando fundo. - I know you thought, that I wouldn't notice. – Respirei fundo. - You were acting so strange, I'm no that dumb. – Mordi meu lábio inferior. - And in the end I hope she was worth it, I don't care if you loved me, you make me numb. Cause you play me like a symphony, play me till your fingers bleed, I'm your greatest masterpiece. – Soltei o ar devagar, sentindo meu peito subir e descer devagar. - You ruin me. – Engoli em seco. - Later when the curtains drawn and no one's there for you back home. – Segurei as mãos uma na outra. - Don't cry to me you played me wrong. You ruin me. – Respirei fundo. - We're that song you wouldn't sing, just a broken melody, you're killing me. – Senti meus olhos embaçarem, mas respirei fundo.
- You play me like a symphony... – Emily entrou comigo, deixando minha tremida no lábio imperceptível. - Play me till your fingers bleed, I'm your greatest masterpiece.
- You ruin me. – Cantei sozinha.
- Later when the curtains drawn and no one's there for you back home. Don't cry to me you played me wrong. – Suspirei.
- You ruin me.
Assim que o último toque foi feito eu suspirei, me sentando na poltrona um pouco e passei as mãos em meus olhos, seco. Joguei minhas cabeças para trás... Estava tudo calmo! Me levantei da poltrona novamente, saindo da cabine e eu segui para o quadro, pegando a caneta da mão de Louis, pintei o único quadrinho livre e suspirei, abrindo um pequeno sorriso.
- Acabou! – O francês disse e eu virei para o pessoal que me encarava.
- Acabou. – Suspirei.

Movimentei a demo em minhas mãos e vi as portas do elevador se fecharem novamente e eu engoli em seco, vendo-a se abrirem de novo e o logo da gravadora aparecer em minha frente e eu suspirei, andando para dentro do andar oficial deles e vi Jessica se levantar de uma das poltronas, estiquei o CD para ela e ela afirmou com a cabeça.
Ela se colocou ao meu lado e andamos até a sala que eu menos queria entrar. Engoli em seco antes de tocar a porta e suspirei, ouvindo uma resposta fraca lá de dentro. Jessica abriu a porta e entrou primeiro e eu me coloquei lá dentro novamente, encostando a porta.
Patrick e Brent estavam lá dentro e ambos se levantaram quando eu cheguei. Eu coloquei a cópia do CD finalizado na mesa deles e me afastei alguns centímetros da mesa, suspirando, colocando as mãos para baixo e respirando fundo.
- É isso? – Patrick perguntou.
- Sim, meu quarto álbum com vocês. – Falei devagar, suspirando. – Loose Ends.
- Você está certa disso? – Brent perguntou.
- Vocês não me deram outra opção. – Falei simplesmente, suspirando.
- Bem, antes de você ir, acho que devemos falar da produção de videoclipes...
- Já falei com minha banda, Malcon colocou câmeras em diversos lugares do estúdio, ele pegou todos os momentos, todas as conversas, converta isso em vídeos simples e lance dezessete videoclipes ou um DVD grande, a decisão é sua. Eu só quero o que eu disse, o direito das músicas, a quebra de contrato e o acordo que vocês farão com meu advogado. – Ambos se entreolharam.
- Sim, tudo isso já está em andamento.
- Sim, acho que é isso, então. – Estiquei a mão para eles. – Apesar de tudo, foi um aprendizado muito bom. – Patrick esticou a mão e apertou da minha. – Obrigada.
- Eu que agradeço. – Ele falou e eu assenti com a cabeça, apertando a mão de Brent.
- Foi um prazer. – Ele disse e eu assenti com a cabeça, suspirando.
- Até mais! – Disse, virando o rosto e atravessando a sala.
- Eu gostaria de rescindir meu contrato. – Ouvi Jessica falando e virei o rosto.
- Jessica... – Brent falou.
- Você não enganou só minha garota, Brent. Você me enganou, e eu sabia que contigo eu não me daria muito bem, nem namorando, nem trabalhando. – Ela falou. – Considere isso um aviso prévio. Assim que o álbum e o videoclipe ou DVD for lançado, e o acordo for feito, eu estou deixando a Virgin Records.
- De novo. – Patrick disso.
- Sim, mas dessa vez é por vontade minha e eu não volto mais. – Ela suspirou e se virou, me puxando para sair com ela, fechando a porta atrás de nós.
- Tem certeza? – Ela perguntou.
- Tenho! – Ela sorriu. – Porque quando você voltar, e, você vai voltar, eu vou querer estar contigo. – Sorri, abraçando-a fortemente.
- Obrigada! – Engoli em seco. – Obrigada por tudo.

Dei uma olhada no closet, no quarto, no banheiro e passei pela sala, seguindo para a pequena cozinha e saí novamente, me abaixando no meio da sala e pegando a pesada casinha de viagem de Grape e saí do apartamento, colocando-a no chão novamente, puxei a porta trancando a mesma e guardei a chave no bolso.
Entrei no elevador, junto de Grape em uma mão e uma mala gigante na outra e apertei o botão do térreo, vendo as portas se fecharem e respirei fundo, agradecendo por não parar em nenhum outro andar, eu não estava bem para despedidas. Assim que as portas se abriram eu saí do mesmo, atravessando o lobby e parei na porta do mesmo, vendo todo o pessoal reunido ali, fazendo meus olhos se encherem de lágrimas.
Entreguei Grape e a mala para Juan que saiu para guardar mais coisas no carro e eu suspirei, abaixando os ombros e prensei meus lábios uns nos outros, engolindo em seco e tentei segurar as lágrimas, mas quando notei elas já tinham saído.
- Discurso? – Mack perguntou sutil e eu abri um pequeno sorriso.
- Eu não tenho o que dizer, eu não sou boa com despedidas. – Passei a mão nos olhos. – A gente se conheceu há sete anos. – Suspirei. – Isso parece pouco, mas a gente criou um laço que nenhuma outra pessoa consegue, a gente trabalhava junto, a gente vivia junto, a gente era irmãos, primos, filhos, mãe, madrinhas de todos nós. – Engoli em seco. – E, não importa a distância que nós estejamos, nós sempre permanecemos essa família. – Sorri. - Hoje em dia tem várias redes sociais, meios de mensagens mais fáceis, a gente sempre estará em contato, eu sempre estarei disponível para responder todos vocês, porque eu sei que o contrário é igual. – Suspirei. – Sei que estamos nos afastando um pouco por um motivo meu, sei que alguns de vocês não queriam isso, que acham que eu estou fazendo a escolha errada em fugir, mas tirem um tempo para vocês também. – Sorri de lado. – Passamos muitas coisas nesses últimos anos, boas, ruins, trágicas, mas a gente sempre esteve junto. – Balancei a cabeça. – Eu sou fraca, e espero que vocês me perdoem por deixar isso muito claro agora, mas eu preciso de um tempo para mim. Parece que não se deve brincar com o coração. – Suspirei, passando a mão nos olhos. – Então, só me prometam que ficarão bem, aqui, no Japão, na França, Itália, Botsuana, no Brasil, em qualquer lugar. Que assim, eu saberei que vocês ficarão bem mesmo. – Eles assentiram com a cabeça e eu suspirei, virando o corpo para um dos lados.
- Eu vou sentir sua falta. – Jessica foi a primeira que eu abracei e eu senti meu coração subir pela boca.
- Eu também! – A apertei forte. – Por favor, fique bem.
- Só se você ficar também. – Ela disse e eu assenti com a cabeça, seguindo para Mike.
- Cuida dele, tá? – Virei para Lacey, segurando a mão dela. – E cuida dela também! – Virei para ele, estalando um beijo em sua bochecha.
- Eu prometo. – Mike disse, dando um beijo em minha bochecha.
- Deixem suas diferenças de lado, pode ser? – Segurei o rosto de Delilah, sentindo-a apertar contra meu corpo.
- Por você. – Ela disse.
- Não, por vocês. – Apertei Mack, que chorava em meus ombros e eu respirei fundo, estalando um beijo em sua bochecha. – Você também, Mel, pode ser?
- Prometo, tia ! – Ela falou e eu a apertei, levantando do meu colo e eu suspirei, sentindo-a beijar meu rosto diversas vezes. – Volta logo.
- Eu prometo! – Sorri.
- Como eu vou ficar sem minha amiga? – Jack perguntou e eu respirei fundo.
- Por favor, não piore as coisas. – O apertei junto de Gemma, ficando no meio dos dois. - Prometam para mim que vocês ficarão juntos, apesar de tudo. Vocês podem me visitar, Relva não é grandiosa, mas sabe distrair a gente. – Eles riram.
- A gente te ama. – Gemma falou e eu sorri, suspirando.
- E você, minha amiga? Se cuida, ok?! Emni! – Ela abriu um sorriso e eu a escondi embaixo dos meus braços, apertando-a forte. – Cuida dela pode ser, Amir? – O negro riu fraco.
- Mais fácil ela cuidar de mim. – Ri fraco, balançando a cabeça.
- Então, se cuidem. – Ele assentiu com a cabeça.
- Querida! – Ginny falou, passando os braços pelo meu corpo e eu suspirei, escondendo meu rosto em seu pescoço. – Foque em curar esse coração, curando ele, tudo melhora. – Assenti com a cabeça, recebendo um beijo na testa.
- Vai tudo ficar bem. – Falei, suspirando.
- Vai sim! – David falou, me abraçando e eu suspirei. – A gente te ama, ok?!
- Eu sei! Eu nunca vou me esquecer disso. – Ele sorriu.
- Obrigado pela oportunidade. – Abri um sorriso.
- Eu que agradeço por tudo o que você me ensinou. – Disse e me abaixei em frente a três pequenas que choravam. – Vamos parar?
- Você vai embora! – Grace falou e eu a apertei em meus braços.
- Mas eu sempre estarei aqui. – Toquei seu coração. – No coração das três.
- Como? – Natalie perguntou.
- Eu sou poderosa, não sou? – Elas riram fraco. – Eu só me machuquei um pouco, mas tudo vai ficar bem. – Elas assentiram com a cabeça. – Cuidem bem da mamãe e do papai, ok?
- Ok! – Elas falaram e eu me levantei, suspirando e eu virei o rosto de novo, acenando para todo mundo.
- Eu amo vocês.
- A gente te ama! – Eles responderam e eu virei para Carl e Ariella, apertando-os fortemente.
- A gente vai contigo até o aeroporto. – Eles disseram e eu assenti com a cabeça.
- Eu vou adorar. – Disse e suspirei, andando em direção à BMV preta modelo atual. – Só preciso passar em um lugar antes.
Sentei no carro e a porta se fechou ao meu lado, abaixei o vidro e vi minha família multicultural acenando para mim e foi impossível não chorar, mas eu sabia que aquilo era para o melhor e também sabia que não era para sempre. Juan colocou o carro em movimento e eu coloquei a cabeça para fora, acenando para eles, mas na primeira curva, eu os perdi de vista.

Batuquei os pés no chão, mexendo com as mãos nervosamente e respirei fundo, apertando a campainha rapidamente e respirei fundo. Virei o rosto para o lado um pouco, tentando ver se o carro estava em casa, mas não conseguia enxergar nada. Engoli em seco quando vi uma luz se acender acima da minha cabeça e prendi a respiração quando ouvi a porta ser destravada e aberta, fazendo com que eu abrisse um pequeno sorriso quando ela se abriu.
- ? – Chris apareceu em minha frente, de calça de moletom e sem blusa e imediatamente passou os braços pelo meu corpo, fazendo com que eu me derramasse em lágrimas em seus ombros.
Eu o apertei em meu corpo o máximo que eu pude, eu queria lembrar daquilo o máximo que eu conseguisse, o cheiro, a textura da sua pele, sua barba por fazer, os cabelos bagunçados, a calça rasgada no joelho, eu queria lembrar de tudo.
- Eu pensei que você já tinha ido. – Ele falou, passando a mão em meu rosto.
- Eu estou indo agora. – Apontei para o carro, respirando fundo.
- Por favor, não vá! – Respirei fundo.
- Por favor, Chris. Me deixa falar. – Respirei fundo, passando as mãos nos olhos. – Eu queria me desculpar contigo.
- Desculpar, por quê...?
- Eu não dei valor ao meu sentimento por você. – Passei a mão no rosto, respirando fundo. – Eu pensei que eu pudesse lutar contra algo verdadeiro, e no fim das contas eu me dei mal.
- Por favor, fique. A gente resolve isso juntos. – Ele segurou minha mão.
- Eu não posso. – Balancei com a cabeça. – Eu me quebrei em pedaços e eu preciso me juntar agora. – Engoli em seco, suspirando. – E você também. – Peguei o CD no meu bolso e o entreguei. – Música doze, Give Your Heart a Break. – Suspirei. – Por favor, eu espero que entenda.
- Não, , eu não estou entendendo! – Suspirei.
- Eu estou um desastre, Chris, eu nem deveria ter vindo, mas eu não podia ir embora sem me despedir. – Ele ficou parado por um tempo.
Seu rosto já ficara vermelho também, algumas lágrimas brotavam de seus olhos azuis e ele não soltava minha mão, na verdade, eu nem queria que ele soltasse. Soltei um suspiro e assenti com a cabeça.
- Por favor, só prometa que você vai voltar. – Ele disse.
- Eu prometo. – Assenti com a cabeça.
- E que vai vir atrás de mim.
- Eu vou. – Suspirei. – Mas, por favor, não pare de viver por mim. Você está fazendo uma carreira tão linda, Evans. Seus filmes estão fazendo tanto sucesso, você tem uma legião de fãs. – Balancei a cabeça. – Por favor, continue fazendo o que você faz de melhor, se não for por você, por mim. – Ele engoliu em seco. – Por favor.
- Eu vou tentar. – Assenti com a cabeça, suspirando.
- E, sobre o que você me disse no dia da coletiva, eu também te amo. – Suspirei. – Só fui tonta em não admitir isso antes. – Ele riu fraco, assentindo com a cabeça.
- Parece que a gente funciona melhor em algumas situações. – Ri fraco, suspirando.
Soltei minhas mãos na de Chris e passei meus braços pelo seu pescoço, colando meus lábios fortemente nos dele, sentindo-o colocar as mãos em minha cintura rapidamente e eu fiquei na ponta dos pés, sentindo seus lábios nos meus, sua mão em minha cintura, seu calor junto ao meu. Movimentei o rosto para outro lado e suspirei, tendo que empurrar seu corpo levemente de mim ou eu não conseguiria me separar.
- Por favor, viva! – Falei, me afastando de leve, descendo os degraus de frente da sua casa de costas. – Por mim. – Falei, acenando para ele e dei um beijo em minha mão, soltando-a finalmente e entrei no carro, fechando os olhos quando ele começou a andar e deixei o choro ficar evidente pelo carro para que quem quisesse ouvir.

- Eu acho que eu já vou, então. – Falei, saindo do balcão do aeroporto.
- Nós vamos contigo até a porta. – Carl disse e eu respirei fundo.
- Eu também! – Virei o rosto, vendo Jessica parada um pouco distante de nós e ela correu rapidamente em minha direção. – Eu te peguei aqui sete anos atrás e eu vou te colocar dentro daquele avião se for preciso. – Assenti com a cabeça e suspirei, abraçando-a fortemente e suspirei, não era possível que eu podia chorar mais ainda.
Carl, Ariella e Juan seguiram comigo, enquanto Jessica me mantinha embaixo de seus braços enquanto a gente caminhava pelo aeroporto LAX em Los Angeles. Eu comecei a notar que algumas pessoas paravam em volta de nós, abrindo espaço, deixando que a gente passasse.
Ninguém vinha falar comigo, ninguém tirava foto, ninguém fazia nada, eles só formavam um corredor a nossa volta, permitindo que a gente andasse devagar. Respirei fundo quando comecei a ouvir alguns aplausos e fiquei surpresa quando notei que isso era para mim.
Coloquei a mão na boca, suspirando, sentindo meu corpo fraquejar durante meu percurso e suspirei, acenando para algumas pessoas com a cabeça, vendo-as me darem um pequeno sorriso de retribuição, era tudo o que eu precisava naquele momento.
Olhei para o portão de embarque e soltei um suspiro, virando o rosto para aquelas quatro pessoas a minha volta e suspirei, abraçando Carl primeiro. Seu corpo grande e alto me apertou fortemente, fazendo com que eu suspirasse, quem sabe o abraço de urso de Carl consertaria todos os caquinhos aqui dentro?
- Só prometa que você ficará bem? E eu não digo da sua segurança, digo de tudo. – Ele falou e eu sorri.
- Eu vou tentar. – Ele sorriu, beijando minha testa.
- Com quem eu vou passar o natal agora? – Ariella me abraçou e eu ri fraco, suspirando, apertando-a em meu corpo e suspirei.
- Você sabe onde eu moro, pode me visitar. – Ela assentiu com a cabeça, dando um beijo em minha testa.
- Querida! – Juan falou com seu sotaque mexicano e eu suspirei.
- Você foi a primeira pessoa que eu conheci aqui em Los Angeles, então saiba que sempre que eu voltar, eu vou querer você por perto, ok? – Ele riu.
- Ok! – Ele disse e eu abracei o baixo, suspirando.
- E você...
- Eu nunca vou me cansar de me despedir de você. – Jessica disse e eu sorri, suspirando.
- Obrigada, por tudo. Por todos os ensinamentos, puxões de orelha, liberdade na criação. Se eu criei o legado que esse pessoal está mostrando foi por sua culpa. – Ela riu fraco, negando com a cabeça.
- Não, foi para aquela menina gordinha, de óculos e aparelho que canta Thank You For The Music muito bem. – Ela disse e eu suspirei, abraçando-a fortemente de novo, fazendo com que eu suspirasse. – Vai lá.
Virei meu rosto para o portão de embarque, vazio, devido ao que eu causei e eu me aproximei da atendente, entregando meu passaporte todo carimbado e minha passagem para ela, vendo-a dar um pequeno sorriso para mim e conferir a mesma, antes de dar espaço para eu passar.
Dei uma última virada para trás, o aeroporto tinha enchido e toda aquela parte que estava perto de mim me aplaudiu de novo, fazendo que eu abrisse um pequeno sorriso e suspirasse. Olhei novamente para Jessica, Carl, Ariella e Juan e decorei aquele momento, olhos avermelhados, lágrimas escorrendo e amor. Assenti com a cabeça para eles e eles repetiram o gesto.
- Obrigada por tudo! – Falei mais para mim do que para eles e abaixei a cabeça, antes de entrar na sala de embarque, ainda ouvindo os gritos e aplausos lá de fora, fazendo eu respirar fundo.

- Não faça isso! – Falei para Grape, que insistia em mexer nas minhas malas bagunçadas, e eu suspirei, batendo a mão na minha cama. – Vem cá! – Falei, vendo-a desviar do que estava fazendo e dar um pulo alto até minha cama e subir na mesma, colocando a cabeça em meu colo e deitou na cama, me fazendo suspirar.
- Licença! – Virei o rosto para porta. – Posso entrar?
- Entra, Mat! – Falei e meu meio irmão entrou pela porta, encostando a mesma e se sentou ao meu lado.
- Eu te trouxe um pouco de pernil, farofa da sua avó que eu sei que você gosta, e um pedaço de tender. – Ele me esticou o prato e o garfo e eu suspirei. – E um copo de refrigerante.
- Obrigada, querido. – Falei e o abracei de lado, vendo-o se ajeitar ao meu lado na cama.
- Você não vai cear com a gente? – Ele perguntou. – Lara e Marina estão lá, tirando o pessoal que quer te ver. – Suspirei.
- Eu não estou no clima para Natal, Mat. – Suspirei. – Eu só queria que essa dor passasse. – Suspirei.
- Tem algo que eu possa fazer? – Ele perguntou e eu suspirei, dando um beijo em sua testa.
- Você já está fazendo o suficiente, meu amor. – Bebi um gole do refrigerante e ele pegou o copo de novo.
- Eu não gosto de te ver assim. – Ele falou e eu suspirei.
- Eu sei, querido. Eu vou melhorar. – Falei, engolindo em seco.
- Por favor, quero minha irmã de volta. – Ri fraco, apertando-o forte em meus braços.
- Ela ainda está aqui. – Suspirei, encostando minha cabeça na dele e fechando os olhos.

Fim do quarto ato.


Ato Cinco


Capítulo 23


(Total Stranger - 2014 a 2015)


Soltei uma risada fraca e balancei a cabeça, colocando meus dedos para digitar novamente, vi uma foto ser carregada em meu WhatsApp e vi a careta que Matheus tinha me enviado e revirei os olhos, respondendo rapidamente com um emoji de tédio.
- O que é tão engraçado? – Virei meu rosto para meu pai, que quase dormia no sofá ao meu lado.
- Matheus me mandando algumas fotos. – Ele se sentou, coçando o rosto. – Ele está tão moço, estou me sentindo velha. – Ele riu fraco.
- Como ele está? – Ele perguntou e eu virei o celular para ele. – E Amélia?
- Eles estão bem. – Sorri, suspirando. – Matheus está pensando em cursar química no ano que vem.
- Meu Deus. – Ele falou, suspirando. – Quanto tempo faz? – Ele perguntou e eu dei de ombros.
- A gente estagnou no tempo, pai. A vida continuou andando. – Ele suspirou.
- Sim, eu sei! – Ele suspirou.
- Às vezes eu me sinto culpada pelo o que houve contigo e com Amélia. – Comentei e ele balançou a cabeça.
- Não, nada a ver. Não deu certo porque eu escolhi ficar contigo, te ajudar, te apoiar. – Ele deu de ombros. – Ela que quis ir embora.
- Então, você me escolheu, parou de dar atenção a ela e foi embora. – Ele balançou a cabeça.
- Não vamos olhar para trás, querida. Você está bem, é o que importa. – Ri fraco, sorrindo.
- Você quer pipoca? Isso pode demorar um pouco ainda. – Me levantei e ele riu fraco.
- Vou querer, com bastante café.
- Quer? Eu faço. – Andei até a cozinha.
- Ah não! Eu preciso ir para o restaurante amanhã, eu não arrumei nada da festa de ontem. – Ri fraco.
- Eu te ajudo. – Falei.
- Não, não, o pessoal vai me ajudar, cuida daqui de casa que é melhor. – Assenti com a cabeça. – Olha, querida, o Chris.
Corri a passos rápidos para a sala, observando Chris entrar no palco do Oscar sozinho e eu suspirei. Ele estava tão diferente. Ele parecia maior do que eu estava acostumada, ele tinha aderido aos exercícios físicos, além da barba também, bem comprida, cobrindo seu rosto e o cabelo penteado para trás, além de um terno preto bonito e as mãos nos bolsos.
- Ele está ótimo! – Engoli em seco, suspirando.
- Você procura muito sobre ele? – Meu pai perguntou.
- Eu tento não. – Abri um pequeno sorriso. – Deixei com que ele vivesse a vida dele. E ele fez. – Suspirei, dando de ombros. – Pipoca com manteiga?

- O que você achou da Idina Menzel cantar a música? – Meu pai perguntou e eu dei de ombros.
- Ela é muito boa. Ela dublou o filme. Não tinha escolha melhor. – Ele assentiu com a cabeça e segurou minha mão sobre a poltrona.
- E agora, para apresentar o prêmio de canção original, por favor, recebam Jessica Biel e Jamie Foxx. – Abri um sorriso, me ajeitando na cadeira e vi ambos entrarem no palco.
De pensar que eu estava com Jamie alguns anos antes para a gravação de Rio, e Jessica havia sido namorada de Chris há alguns anos. Quase dez anos, na verdade. Não parecia, mas os anos estavam passando muito rápido, era surpreendente.
- Tivemos quatro performances incríveis hoje dos nomeados para Canção Original. – Jamie falou.
- E para lembrar, esses são os candidatos... – Jessica falou. – Happy de Meu Malvado Favorito 2, música e letra de Pharrel Williams. Let It Go de Frozen, música e letra de Stone. – Senti meu corpo arrepiar e soltei um suspiro, respirando fundo. – The Moon Song, de Ela, música de Karen O e letra de Karen O e Spike Jonze. – Suspirei. – Ordinary Love, de Mandela: Longo Caminho para Liberdade, música de Paul Hewson, Dave Evans, Adam Clayton e Larry Mullen, letra de Paul Hewson. - A tela voltou para os dois e Jamie abriu um envelope.
- E o Oscar vai para... – Ele abriu o envelope, mostrando o papel para Jessica, que sorriu.
- Stone, Let It Go, Frozen! – Abri um sorriso, ouvindo meu pai gritar ao meu lado e eu suspirei, sentindo-o me abraçar fortemente. – E para receber o prêmio, Jack Bolzan. – Abri um sorriso.
Vi Jack, Louis, Mack e Emily todos de smoking se abraçando e suspirei, colocando a mão no peito. Jack abotoou o paletó e subiu no palco, recebendo o prêmio das mãos de Jessica e abraçou-a rapidamente, seguindo para Jamie e depois se colocou na frente do microfone, segurando firme meu prêmio.
- Eu aposto que ela está amando. – Ele falou e eu suspirei. – Porque eu sei que qualquer coisa relacionada à música traz uma felicidade especial em seu coração, porque é isso que faz de melhor: músicas. Faz pouco mais de dois anos que algo aconteceu, e esse é o segundo Oscar que ela recebe sem estar aqui. – Ele suspirou. – Mas eu sei que ela ganha porque vocês confiam nela, confiam em seu trabalho e confiam em tudo que ela fez ao longo dos anos. – Suspirei. – Além disso, ela gostaria que eu agradecesse à Disney por essa oportunidade, fazer parte da Disney é sempre algo especial. Ela agradeceria à sua família, aos fãs, à Academia, à sua banda que sempre lhe foi fiel, a seus amigos de Hollywood e do mundo inteiro. Obrigado! – Ele sorriu e o pessoal aplaudindo, fazendo com que ele saísse do palco e eu suspirei.
- Meus parabéns, minha querida! – Meu pai falou e eu suspirei, me levantando e abraçando-o forte, sorrindo.
- Obrigada, pai! – Suspirei, desligando a TV. – Vamos dormir?
- Vamos, eu preciso! – Ele falou e eu ri fraco. – Amanhã eu acho que não venho para o almoço, quero terminar isso o mais rápido possível.
- Tudo bem, eu me viro, deve ter pasta na geladeira. – Ele riu fraco, balançando com a cabeça.
- A gente precisa voltar a fazer comida de verdade nessa casa. – Ele falou, beijando minha bochecha e eu ri.
- Acontece! – Dei de ombros e ele riu.

Peguei as cadeiras e comecei a descê-las uma por uma, colocando a mão nas costas, sentindo-a estralar e suspirei, erguendo o corpo e ajeitando a mesma. Ouvi um barulho alto e um latido e eu fechei os olhos, suspirando.
- Por favor, não! – Falei baixo, andando até o quintal de casa, vendo Grape suja de terra, voltando do jardim e eu suspirei. – Você acabou de tomar banho. – Falei, colocando a mão no rosto e suspirei. – Se você comeu as rosas do papai de novo ou algum tempero, eu vou te deixar dormindo aqui fora por um mês. – Falei brava e ela latiu, sacudindo seu pelo cor de mel ao meu lado. – Peste! – Falei, suspirando.
Voltei para dentro de casa, pegando a mangueira do outro lado do quintal e voltei, vendo-a toda esparramada sobre a terra e revirei os olhos. Como uma cachorra de madame se tornava uma peste em pouco tempo? Cachorros não precisam de muito mesmo, suspirei.
Grape se levantou da bagunça que ela fez e correu para a porta dos fundos, latindo alto e eu suspirei. Eu deveria estar naqueles dias, tudo estava me irritando, e eu nem sabia por quê. Talvez foi ver o Oscar ontem, rever o pessoal. Eles viviam postando coisas no Instagram, a gente se falava no nosso grupo do WhatsApp de vez em quando, mas era diferente, tudo era diferente.
Pena que não puder ver David e Mike ontem. Apesar de que, não é como se eu fosse exigir muito. Mike havia se casado há pouco menos de um ano e havia tirado o ano para viajar, ele e Lacey queriam aproveitar enquanto podiam, nas minhas palavras: enquanto não viesse nenhum bebê ao mundo. Dave e as meninas também, Virgínia havia voltado a trabalhar quando nós demos um tempo, ela voltou para sua firma de advocacia e há boatos que Amir virou seu sócio... Vai saber. Aquilo era algo tão distante...
Eu tinha diversos planos na vida, mas parte da vida me puxava de volta para Hollywood e parte me puxava de volta para Relva, não sei, parecia que todo mundo havia seguido em frente e que eles não precisavam de mim, tirando os fãs, que a cada postagem entediante que eu fazia no Instagram, eles pediam para eu voltar. Mas ver minha banda, meus amigos, até Chris, era tão distante, nem parecia mais desse mesmo plano.
Ouvi a campainha tocar e suspirei, jogando a mangueira de volta no chão e voltei para dentro de casa, fechando a porta para Grape não trazer sujeira para dentro, não fiquei limpando para ela sujar de novo. Passei as mãos nos shorts e fui para a sala, destravando a porta e abri a mesma.
- O que vocês estão fazendo aqui? – Perguntei para David e Mike, que estavam parados do outro lado da porta.
- Acho que está na hora de voltar, não acha? – David perguntou e eu suspirei, passando os braços nos ombros dos dois e apertando-os fortemente, com um largo sorriso no rosto.

- Você tem que parar de chorar! – Dave disse, me entregando um copo de água.
- Desculpa! É que eu não imaginava ver vocês tão cedo de novo. – Suspirei, virando o copo e colocando-o na mesa de centro, passando as mãos nos olhos.
- A gente estava conversando, na verdade. – Mike falou, se sentando na outra poltrona.
- Todo mundo? – Perguntei.
- Não, só nós. – David coçou a cabeça.
- Sobre mim?
- Sobre você! – Eles falaram, sorrindo.
- Mas sobre a boa parte de você, não sobre esse cabelo bicolor estranho aí. – Segurei a ponta dos meus cabelos compridos, rindo fraco.
- Eu tenho que cortar, não tive tempo.
- Tempo? Está ocupada fazendo o que? – David perguntou e eu revirei os olhos.
- Os outros sabem que vocês estão aqui? – Cruzei minhas pernas.
- Não. – Mike balançou a cabeça. – Eu apareci no Japão e acabamos conversando.
- Você não deveria estar na sua lua de mel?
- Eu estou entediado, . – Ele falou, rindo. – Estamos entediados, na verdade. – Ele balançou a cabeça.
- A gente precisa voltar. – David falou. – Acredite, eu amo ser pai, mas eu não consigo dar mais aula de piano.
- E por que você dá? – Perguntei e ele riu.
- Porque eu também não consigo ficar parado. – Ri fraco, segurando sua mão firme.
- Vocês estão muito bem, sabia? – Eles sorriram.
- Você também, sabia? – Mike se sentou novamente. – Você está diferente do que quando foi embora. – Ele sorriu. – Não vejo mais lágrimas nos olhos, sem olheiras fortes, nem uma magreza inacreditável. – Suspirei.
- Eu sei, eu estou gorda! – Ele riu.
- Não foi isso que eu quis dizer. – Pisquei para ele, balançando a cabeça.
- Como a gente voltaria? Assim, do nada? As pessoas ao menos se lembram de mim?
- Você acha que não? Você ganhou seu quarto Oscar ontem, não foi? – Abaixei a cabeça, rindo fraco.
- É por isso que vocês não foram! Vocês estavam aqui!
- Em São Paulo, na verdade, chegamos no fim da tarde, achamos melhor deixar para hoje. – Assenti, olhando para David.
- Eu não sei, gente! É muito complicado. – Suspirei.
- Eu sei, e vai ser como se estivéssemos começando de novo, mas aposto que se o pessoal ouvir o nome ‘ Stone’, eles vão querer saber do que se trata. – Suspirei, balançando a cabeça.
- Ok. – Suspirei. – E como vocês pretendem fazer isso? Não se esqueçam de que a gente está sem gravadora, nossa banda e equipe de confiança está espalhada pelo mundo. Apesar de tudo, eu ainda não sei fazer mágica. – Mike riu.
- Bem, a parte da banda é fácil, nada como um celular e juntar todo mundo no mesmo lugar. – Mike falou e eu assenti com a cabeça.
- Complica só a parte da gravadora. – David falou, coçando a capa. – Apesar de que depois que tudo aconteceu qualquer gravadora aceitaria você, afinal, alguém ‘vazou’ o que a gravadora fez. – David apontou para Mike.
- Você vazou que eles estavam envolvidos? – Soltei uma gargalhada e ele deu de ombros.
- Eles não podiam sair impunes, ganhando milhões de dólares ao ano. – Mike sorriu. – A gravadora continua inteira, mas eles foram exonerados do cargo. – Soltei uma risada fraca, balançando a cabeça.
- Oh meu Deus, Mike! – Ele riu fraco.
- Ah, eu só contei para Lacey, que trabalha em uma editora, que sem querer contou para uma amiga jornalista que publicou como notícia de capa do Los Angeles Times. – Balancei a cabeça, rindo fraco.
- Enfim... – David falou, rindo. – Qualquer gravadora escolheria a gente...
- Acho que não, Dave. – Suspirei.
- Como assim? – Ele virou para mim.
- Acho que não confio em nenhuma gravadora mais, para ser sincera. – Balancei a cabeça.
- Ok, e o que a gente faz, gravação independente? – Ele perguntou. – Você tem noção do quão caro isso...
- Não! – Mike falou, se levantando. – Eu sei o que ela quer dizer. – Ele esticou a mão para mim e eu ri fraco, vendo-o estalar a mão na minha.
- O que eu estou perdendo? – Ele perdeu.
- Nossa própria gravadora. – Suspirei, vendo-o arregalar os olhos exageradamente.
- Você acha que a gente dá conta? – Dei de ombros.
- A gente já lotou os maiores estádios do mundo e ainda não construíram um local maior para gente cantar, a gente dá conta. – Me levantei, matutando com as mãos. – Afinal, a gente não estaria sozinho.
- O que tem em mente? – Mike perguntou.
- Bem, ao longo de quatro CDs todo mundo se tornou um pouco produtor, gravador, editor e tudo mais, além de nós sete, tem outras pessoas que saíram de Virgin depois do escândalo. – Dei de ombros.
- Vocês acham que eles topam? – David perguntou.
- Aí entra outro ponto. Eu só entro nesse barco com todos dentro. – Eles franziram a testa, suspirando.
- A banda eu acho que topa, agora o resto do pessoal... – David franziu a testa, suspirando.
- Você complica, hein?! – Mike perguntou. – Se você não quiser voltar, ninguém está te obrigando. – Ri fraco.
- Eu penso nisso diariamente. A dor que Anthony me causou...
- Oh meu Deus! – Mike falou.
- O quê? – Perguntei assustada.
- Você disse o nome dele. – Revirei os olhos, pegando uma almofada e jogando nele.
- Como eu ia dizendo, a dor que ele me causou durou meses, curou muito rápido, foi aí que eu percebi que eu não amava Anthony assim. – Dei de ombros. – Tudo podia ter sido evitado. – Balancei a cabeça. - Meu problema foi sempre a vergonha, sabe? Voltar! E aí? Eu fui notícia no mundo inteiro e acho que ainda sou, na verdade. Todo mundo falou da traição de Stone, da queda de um império... Acho que é por isso que até hoje eu evito usar a internet.
- Isso acontece, , todos já fomos notícias, coisas boas, ruins, humilhantes... – David deu de ombros. – Mas o que importa é como a gente dá a volta por cima. – Ele sorriu. – E eu sei que você consegue. – Suspirei.
- Com vocês eu consigo. – Sorri, vendo-o piscar.
- Ok, então qual é o primeiro passo? – David perguntou.
- Jessica! – Falei na lata. – Ela disse que voltaria quando eu voltasse, e ela nos ensinou tudo que a gente sabe, e não pode ficar de fora.
- Ok, eu concordo. – Mike falou. – Mas os problemas já começam aí?
- Ah, lá vem! – Suspirei.
- Ela voltou a beber, . – Senti meu coração apertar. – É por isso que ela não foi no casamento do Mike, no nascimento da filha do Louis... Ela está pior que você. – Suspirei, coçando a cabeça.
- Eu sinto como se isso fosse minha culpa. – Balancei a cabeça.
- Não, . – David falou. – Brent fez isso com ela, Brent quebrou o coração dela, Brent a traiu da mesma forma que Anthony traiu você. Ela só não foi forte como você. – Suspirei.
- Ok, então o primeiro passo é voltar para Los Angeles e fazer com que ela volte para a reabilitação.
- Ok, está fácil, ela foi a única que não se mudou. – David falou.
- Bom, sabemos onde achar. – Suspirei.
- Ok, e o próximo passo? – Perguntei.
- Precisamos unir todo mundo. – David perguntou.
- Ok, marca um encontro na sua casa daqui algumas semanas, seja o mais breve possível, sei lá, aniversário das meninas, eles vão. – Falei.
- Ok, fácil, rápido! – Ele deu de ombros. – E o que mais? – Suspirei.
- Espere um segundo. – Falei, seguindo para dentro de casa e entrei em meu quarto, pegando um grande papel que estava dobrado no canto da cama e uma pasta preta e segui de volta para a sala.
- Ah, lá vem! – Mike falou, eu coloquei a pasta de lado e abri o longo papel em minha frente. – O que é isso?
- Uma planta! – Falei, me afastando.
- Do quê? – David se ajoelhou no chão.
- Do meu mais novo sonho. – Suspirei, me sentando no sofá novamente.
- Olha o tamanho disso! – Mike falou. – Caramba! Quanta coisa.
- Eu imaginei um grande galpão principal onde seria a gravadora com recepção, escritórios, diversos estúdios, um local grande o suficiente para gente ensaiar, sala de dança, local de descanso, local para as crianças, enfim, tudo. – Suspirei. – Aí atrás eu pensei em um completo de academia, piscina, locais para gente se exercitar, algumas salas de beleza também, sala dos prêmios... – Balancei a cabeça. – Aí depois, nesse mesmo local, as nossas casas. Sete ou oito, se a Jessica quiser participar. Casas com quatro quartos, dois andares. Padronizadas e cada um reforma do jeito que quiser. Ah! – Apontei para um espaço afastado. – E uma garagem bem grande para caber todos os meios de transporte, além de um heliponto.
- Merda! – Mike falou. – Você pensou em tudo.
- Vamos dizer que eu não tive muito o que fazer em mais de dois anos. – Ele se jogou para trás, puxando o ar forte.
- Isso está perfeito! – David falou.
- E onde a gente faria isso? – Mike perguntou. – Hollywood?
- Pensei em um lugar afastado, também por causa das crianças, Santa Mônica ou Malibu.
- Deus pai!
- E a gente tem como pagar isso? – David perguntou e eu suspirei.
- Aí eu teria que conversar com algum engenheiro para ver quanto daria essa obra e dar uma olhada nas nossas finanças. – Mike suspirou.
- Bem, mas temos um plano? – Ele virou para mim e eu suspirei.
- Temos! – Falei, sorrindo.
- Você vai voltar? – Ele perguntou.
- Eu vou e vou retomar meu posto. – Ele sorriu, me abraçando.
- Vamos lá, então! – Mike bateu as mãos animado. – E essa pasta? – Ele apontou e eu peguei a mesma.
- Vamos dizer que eu tenho música o suficiente para uns dois álbuns. – Falei e ele riu. – Todas novas. – Sorri. – Sobre mim, sobre Anthony, sobre Chris... – Dei de ombros. – E eu quero mostrar ao mundo.
- Nós vamos! – David falou sorrindo, abrindo a pasta.

- Oi filha, tudo bem? – Meu pai apareceu na sala, Mike colocou o dedo na boca, e eu fiquei quieta. – Como foi seu dia?
- Foi tudo bem e o seu? – Perguntei.
- Bú! – Mike pulou na frente do meu pai, fazendo-o derrubar alguns potes no chão.
- Mike, o que está fazendo aqui? – Ele perguntou e eu ri.
- Oi Olavo! – David apareceu do banheiro e seu rosto ficou mais surpreso.
- O que vocês vieram fazer aqui? – Ele perguntou.
- A gente veio sequestrar sua filha. – Mike falou sorrindo, ajudando-o a pegar as coisas no chão.
- Ah é, aonde vão? – Ele perguntou.
- Vamos levá-la de volta para Hollywood. – David sorriu e eu ri fraco.
- Sério? – Ele abriu um sorriso. – Você vai voltar?
- Bem, eles pediram com tanto carinho que eu resolvi aceitar! – Ele riu, seguindo em minha direção e eu me levantei, sentindo-o me abraçar.
- Ah querida, isso é muito bom! Você vai voltar a fazer o que gosta! Vai voltar a fazer sucesso, encontrar as pessoas que você ama. – Ri fraco.
- Vai ser bom! – Suspirei.
- E com a ideia da gravadora? – Assenti com a cabeça. – Ah, me avise quando ficar pronto, que até eu vou para Los Angeles ficar com vocês. – Ri fraco.
- É assim que se fala. – Sorri.
- Ah, gente, só uma pergunta, cadê o pessoal? Amélia? Matheus. – Suspirei.
- O gato subiu no telhado, Mike. – Ele franziu a testa. – É uma expressão brasileira para coisas que não dão certo.
- Por quê? – Ele virou para meu pai.
- Às vezes as coisas simplesmente não dão certo e não têm explicação. – Meu pai falou, dando de ombros.
- Mas eles se falam ainda. – Falei. – Tanto que ontem mesmo falei com Matheus.
- Sim, uma coisa boa é que agora eles se têm como irmãos. – Meu pai falou, sorrindo.
- Por que você não contou para gente? – David perguntou e eu dei de ombros.
- A gente se encontrou no nascimento de Linda, era um momento de felicidade, não ia deixar depressivo. – Falei e ele balançou a cabeça.
- Mas você está bem? – David perguntou.
- Claro, gente! Está tudo certo! – Meu pai falou. – Agora estou empolgado, na verdade. – Ele disse, rindo. – Precisam de ajuda? O que posso fazer? – Ele perguntou e eu ri fraco, balançando a cabeça.

- Vai! – Mike falou e eu suspirei, aliviando os ombros e apertei a campainha, ouvindo o som ecoar em meus ouvidos.
Eu esperei, olhando para trás, conferindo a vizinhança por trás da touca do meu moletom e suspirei, olhando para baixo, batendo meus All-Star um no outro e franzi a testa, estava demorando demais. Mike virou o rosto para o lado, conferindo pela janela.
- Ela não está aqui! – Ele falou.
- Não, isso não é possível. – David falou colocando a mão na maçaneta e girou a mesma, vendo a porta se abrir e a gente se entreolhou, franzindo a testa. – Ué!
Empurrei a porta do apartamento e vi que quase nada mudou desde a última vez que eu tinha vindo aqui, tirando a grande quantidade de poeira que se formava em cima dos móveis. Passei a mão em um, limpando-a na calça e franzi a testa.
- Eu vou ver na cozinha! – Mike falou.
- Eu vou lá em cima! – David falou.
Eles se separaram e eu segui em frente, para a grande porta de ferro que tinha pouco mais para frente, digitei minha data de nascimento e abri um sorriso ao saber que a senha não tinha mudado. A porta se abriu em minha frente e eu entrei na mesma, soltando um suspiro ao ver meus prêmios reluzirem contra as luzes claras do local e soltei um suspiro.
Me aproximei dos novos lugares colocados, dois novos Golden Globe, BAFTA e Oscar, de Rio e Frozen, além de alguns Grammys que eu, milagrosamente, havia ganhado por Loose Ends. Tudo estava ali e ninguém havia pego nada.
- Gente! – David gritou. – Sobe aqui! – Ele falou e eu saí do cofre, puxando a porta, encontrando Mike no meio do caminho e o segui, subindo as escadas.
Conferimos em todas as portas abertas, correndo pelo longo corredor da mansão de Jessica em Beverly Hills e nos esbarramos algumas vezes, tropeçando em nossos próprios pés, até que Mike entrou na porta certa, me chamando com a mão.
- Meu Deus! – Foi o que eu consegui ver, entrando no escritório pessoal de Jessica, fazendo com que eu prendesse a respiração um pouco.
Jessica estava debruçada em cima da escrivaninha dela, visivelmente apagada, já que David a puxava para todas as direções e nada dela se mexer, mas o que me assustou foi a quantidade de garrafas vazias jogadas pelo lugar.
- Por favor, diz que ela não morreu. – Mike falou.
- Ah que horror, Mike! – Bati em seu peito.
- Não, ela está respirando. – David falou.
- Nunca me fale uma coisa dessas. – Falei para Mike e ele ergueu os braços.
- O que a gente faz? – David perguntou.
- Vamos levar ela para o chuveiro. – Falei e me afastei, vendo David a pegar no colo e andar em direção ao corredor, entrando no que parecia ser o quarto dela e a colocou dentro do boxe do chuveiro, tirando o cabelo do rosto dela. – Se afastem! – Falei. – Vê se ela tem alguma aspirina, alguma coisa para dor de cabeça, ela vai precisar. – Suspirei.
Os dois se afastaram um pouco e eu conferi as torneiras para saber se eu ligaria a gelada e não escaldaria minha antiga empresária e eu respirei fundo. Jessica estava diferente, seus cabelos estavam sem vida e com raízes bem brancas, ela tinha grossas olheiras embaixo dos olhos, além de ter emagrecido excessivamente, igual a mim dois anos atrás, mas isso me machucava.
Suspirei e fechei os olhos, virando a torneira rapidamente e me afastei alguns centímetros, vendo Jessica se mexer quase que instantaneamente, soltando um grito e eu e os meninos soltamos um suspiro aliviado.
Ela se levantou correndo para desligar a torneira e até deu uma escorregada no mesmo, fazendo com que Mike se colocasse meio na defensiva e eu me afastei mais um pouco, vendo-a puxar a toalha rapidamente e se cobrir com ela.
- Quem você pensa que é? – Ela afastou o cabelo molhado do rosto e virou para gente, fazendo com que a gente acenasse para ela, com sorrisos sem graça no rosto. – ? Mike? David? – Ela perguntou, abrindo um pequeno sorriso e eu dei um passo para frente, ajudando-a a sair do boxe e ela ignorou que estava molhada e me abraçou fortemente, me fazendo abrir um sorriso. – O que vocês estão fazendo aqui? – Ela segurou meu rosto com suas mãos geladas e eu sorri.
- A gente vai voltar, Jessica. – Ela abriu um largo sorriso.
- Mesmo? – Ela falou e eu assenti com a cabeça.
- Sim! – Mike falou e ela se afastou para abraçá-lo.
- Como? – Ela perguntou e eu suspirei.
- A gente tem um plano. – Falei sorrindo. – Mas antes, vamos cuidar de você. – Ela suspirou.
- Como? – Ela perguntou.
- Você pode nos odiar, mas a gente vai te colocar na reabilitação de novo. – Ela suspirou, assentindo com a cabeça de lado. – Porque a gente quer você nesse time.
- Eu sou parte desse time. – Ri fraco.
- Sim, você é nossa técnica! – Falei, sorrindo. – Mas a gente te quer bem antes de ser a técnica desse novo time!
- Que time? – Ela perguntou.
- Uma gravadora só nossa. – Sorri e ela abriu a boca surpresa.
- Você realmente quer fazer isso? – Ela perguntou.
- Você não está no seu melhor momento para discutir negócios agora. – Ela balançou a cabeça.
- Eu estou sóbria. – Ela disse.
- Agora! – David disse. – Tome seu banho, se troque, a gente vai limpar sua bagunça no outro cômodo. – Ela concordou com a cabeça.
- É até estranho, normalmente ela limpa nossa bagunça. – Mike falou e eu ri fraco.

- Ok, eu sei que não é aniversário das meninas. – Ouvi a voz de Louis. – Agora você pode, por favor, dizer sobre o que isso se trata? – Suspirei.
- Calma, vocês vão ver! – David falou e eu ri fraco, soltando um suspiro, me olhei no espelho do quarto de David e eu abri um sorriso, nervosa.
- Tenho até medo do que eles estão planejando. – Ouvi Jack falar e eu saí do quarto, atravessando o corredor.
- Até parece que David é bom em planejar coisas em segredo sozinho. – Falei, aparecendo na porta e a reação de todos foi a mesma, gritos, bocas e olhos arregalados.
- ? – Jack foi o primeiro a correr em minha direção, me abraçando fortemente, fazendo com que um grande sorriso aparecesse em meu rosto. – Você está aqui... Você está em Los Angeles?
- Ei, Jack, abra espaço para os outros! – Mack falou e eu ri, abraçando-o fortemente.
- Você ainda não cortou esse cabelo? – Ele riu fraco, estalando um beijo em minha bochecha.
- Ah, você está aqui! – Emily falou, me apertando forte e eu passei a mão em seu rosto, sorrindo.
- Você está linda. – Falei e ela sorriu, piscando para mim.
- Por essa eu realmente não esperava! – Louis veio em seguida e eu o abracei, sorrindo. – Você está ótima! – Ele falou e eu o abracei forte.
- Espaço para terceira idade, por favor? – Brandon falou e eu ri fraco, abraçando-o com força.
- Você emagreceu! – Falei e ele riu.
- Precisei! – Ele sorriu.
- Parabéns pelos 60 anos. – Falei e ele sorriu, piscando para mim.
- Você está aqui! – Henry veio em seguida e eu apertei o mais baixo entre meus braços, abrindo um sorriso.
- Eu estou! – Sorri, segurando seu rosto. – Não é um ciborgue! – Ele riu fraco, beijando minha testa.
- Ainda bem que eu trouxe minha câmera. – Vi Malcon aparecer de trás e eu ri fraco, abraçando-o fortemente, sentindo-o me girar um pouco.
- Mas você ainda tem o direito de fazer parte disso. – Ele riu fraco, beijando minha bochecha, sorrindo.
- Agora eu tenho direito? – Lacey veio em seguida com sua cabeleireira loira e eu abracei-a fortemente, rindo fraco.
- Ah, querida! – Delilah me abraçou forte e eu sorri.
- Você não tem noção da minha felicidade quando soube que vocês voltaram. – Ela riu fraco.
- Vamos ver até quanto. – Ela brincou e eu balancei a cabeça.
- ! – Amir me abraçou e eu sorri.
- Pelo visto Emily cuidou bem de você. – Ele riu fraco.
- Melhor do que eu cuidei dela. – Ri fraco.
- E eu? – Melanie veio em seguida e eu balancei a cabeça, passando a mão em seus cabelos castanhos.
- Você está linda, sabia? – Ela deu de ombros e eu beijei sua bochecha.
- E eu? – Gemma veio em seguida e eu balancei a cabeça, passando a mão nos cabelos da loira.
- Eu ainda não acredito que você está na faculdade. – Ela sorriu fraco e deu de ombros.
- A vida passa, . – Assenti com a cabeça.
- Infelizmente passa, minha querida! – Ela sorriu.
- Bem, felizmente nessa situação, não?! Você está aqui! – Agatha veio em seguida com uma pequena sapeca em seus braços e eu estalei um beijo em sua bochecha.
- E esta boneca aqui? – Acariciei os cabelos escuros da menina. – Como está?
- Está bem! – Ela falou e eu peguei Linda no colo, acariciando sua barriga e ela riu.
- Todos estão bem, pelo jeito. – Falei, virando o rosto para Virgínia e as trigêmeas que eu tinha visto mais cedo e sorri, suspirando. – Nada mudou. – Suspirei.
- Algumas coisas, na verdade. – Robb me abraçou em seguida, passando as mãos em meus cabelos e eu ri fraco, balançando a cabeça.
- Está faltando a Jessica. – Malcon falou, coçando a cabeça.
- A gente já cuidou dela! – Mike falou.
- Como? – Jack perguntou. – Fiquei sabendo que ela estava muito mal.
- Reabilitação. – Suspirei. – Ela vai começar tudo de novo.

- Agora eu fiquei curiosa. – Emily falou. – Você juntou todo mundo aqui, voltou para Los Angeles voluntariamente, o que isso quer dizer?
- Quer dizer que eu vou voltar! – Abri um sorriso, vendo Mack surtar como sempre, me fazendo rir. – Aparentemente algumas coisas não mudaram.
- Não! – Ele falou, rindo.
- Você vai voltar? – Jack perguntou. – Você está bem?
- Eu estou muito bem. – Sorri. – Pronta para recomeçar. – Dei de ombros. – Apesar de que desses dois anos e meio, mais da metade foi preguiça e falta de coragem mesmo, mas aí essas duas pessoas me deram um pouco de coragem. – Bati nos ombros de David e Mike e eles riram.
- E como vamos fazer isso sem gravadora? – Louis perguntou.
- Bem, nós temos um plano. – David falou.
- Mas para isso dar certo, é preciso que todos nós estejamos na mesma sintonia. – Suspirei.
- Como assim? – Brandon perguntou.
- Todos têm que aceitar entrar nesse barco juntos, porque eu não sou nada sem minha equipe. – Falei sorrindo e eles riram.
- Com certeza! – Mack falou rapidamente. – Eu estou ficando entediado.
- Eu aceito qualquer coisa que Stone esteja envolvida. – Louis falou e eu sorri, piscando para ele.
- Não precisa me perguntar de novo, eu não sirvo para ser dona de casa. – Emily falou e eu gargalhei, balançando a cabeça negativamente.
- Se minha amiga precisa de mim, eu estarei lá. – Jack falou, sorrindo. – Ela sempre esteve ao meu lado. – Sorri, segurando sua mão.
- Eu já disse que sim! – Mike falou.
- Eu também! – David sorriu.
- Temos os sete! – Mack sorriu animado.
- Sim, mas eu preciso da minha equipe ainda? Brandon, Henry, Robb, Malcon? – Perguntei.
- Bem, eu estou aposentado agora, mas música sempre fez parte da minha vida. – Brandon falou e eu sorri, assentindo com a cabeça.
- Aonde mais eu tocaria meus instrumentos se não fosse com você? – Henry perguntou e eu sorri.
- Bem, eu estou contigo desde o começo, não vou deixar algum tonto novato mexer nas suas fotos ou nos seus videoclipes. – Malcon falou e eu ri, balançando a cabeça.
- Robb? – Perguntou.
- Você acha que não? Por favor, alguém precisa dar um jeito nesse seu cabelo. – Ele falou e eu ri. – Desculpa, amor, mas está horrível! – O pessoal gargalhou.
- Eu sei que eu estou com metade do cabelo castanho, metade do cabelo ruivo desbotado. Eu sei que eu engordei vinte e sete quilos. Eu sei que eu perdi minha fabulosidade, meu fôlego, mas isso são coisas que a gente resolve. – Falei, suspirando. – E eu sei que com vocês tudo vai ser mais fácil. – Ele sorriu.
- Eu estou dentro! – Robb falou, sorrindo.
- Jessica também já disse que topa! – David sorriu.
- Ok, todos estão dentro. – Brandon falou. – Mas nada vai acontecer com um passe de mágicas, qual a ideia? – Ele perguntou.
- S Records! – Falei sorrindo, pegando o papel da mão de Mike.
- Não conheço essa gravadora. – Henry falou.
- Porque ela não existe! – Falei sorrindo. – Essa vai ser a nossa gravadora.
- Você quer criar uma gravadora do zero? – Mack perguntou.
- Ela não quer criar uma gravadora, ela quer criar um complexo! – David disse, abrindo a planta.
- Gravadora, espaço para ensaio, um espaço de ginástica, um espaço para as crianças, casas para morarmos, garagem e um heliponto. – Mike falou, rindo.
- Deus! – Brandon se levantou, se aproximando de David. – Você pensou em tudo.
- Como eu disse, fiquei entediada um pouco. – Sorri e eles riram.
- E como a gente vai fazer isso? Eu digo, monetariamente. – Emily perguntou.
- Com o dinheiro do processo! – Falei, sorrindo. – É capaz de a gente usar um pouco das nossas economias pessoais, mas eu não mexi nas minhas, não tenho filhos, nem marido, então a parte pesada vocês deixam comigo...
- Ainda tem o vinhedo, . – Jack falou. – Não esqueça que está no seu nome, os lucros estão guardados, eu estou usando o lucro da banda mesmo para viver, pagar a faculdade da Gemma e tudo mais. – Ri fraco. – Tem muita grana guardada.
- Verdade! – David falou, sorrindo.
- A gente tem muita grana, essa é a realidade. – Mack falou.
- A gente vai realmente fazer isso? – Brandon perguntou e eu ri fraco.
- Vamos, sim! – Soltei uma gargalhada. – A gente vai fazer isso.
- Onde? – Louis perguntou.
- Malibu! – Falei, acenando com a cabeça. – A gente andou pesquisando, precisa ser um espaço muito grande para fazer isso.
- Quão grande? – Jack perguntou.
- Uns cinco campos de futebol? – Perguntei, franzindo a testa. – Seis, talvez?
- Deus, isso é grande! – Virgínia falou, se sentando novamente.
- Ok, então a gente precisa entrar em contato com uma construtora que possa fazer isso para gente.
- Sim, alguém que tenha coragem de fazer o complexo Branca Elliot o máximo possível. – Sorri.
- Branca Elliot? – Louis e Jack perguntaram e eu assenti com a cabeça.
- Nada mais justo! – Sorri, suspirando.
- Obrigada! – Gemma falou e eu sorri, assentindo com a cabeça.
- Branca foi a melhor pessoa que eu já conheci. – Sorri. – Desculpa pessoal. – Eles riram. – E Elliot... Não deu tempo de conhecer, mas ele faz falta até hoje. – Agatha assentiu com a cabeça.
- Obrigada! – Foi a vez de Agatha falar e eu suspirei.
- Ok! – Suspirei. – A gente só precisa combinar uma coisa.
- Ah, tem mais? – Mike perguntou e eu ri, batendo o cotovelo em sua barriga.
- A gente precisa fazer isso em silêncio, da mesma forma que a gente foi lançado. Ninguém pode saber que estamos voltando.
- Nem Chris? – Jack perguntou e eu dei um pequeno sorriso.
- Nem ele. – Suspirei. – O complexo vai subir de forma quieta, poucas pessoas moram em Malibu, então não é foco, além de que S Records, ninguém vai ligar a Stone, afinal, eu não estou aqui, certo? – Eles riram. – E assim que a gente for voltar, a gente faz um convite, coloca nossa foto, divulga em nossas redes sociais, faz um show live no YouTube, chama a imprensa, nossos amigos e vai dar tudo certo.
- Bem que a Jessica disse que você estava se tornando uma ótima empreendedora. – Brandon falou e eu pisquei para ele.
- Então, temos um plano? – Perguntou.
- Parece que sim! – David sorriu. – Enquanto a gravadora não sobe, o que a gente vai fazer? – Ele perguntou.
- Gravar! – Falei sorrindo.
- Onde? – Mack perguntou.
- A Jessica tem um pequeno estúdio na casa dela, não grande o suficiente para fazer uma gravação rápida, mas o suficiente para gente gravar o CD novo, enquanto não fica pronto. – Dei de ombros.
- E as músicas? – Louis perguntou e Mike jogou minha pasta na mesa de jantar da casa de David.
- Vamos dizer que a não ficou parada nesses anos. – Mike perguntou e eu sorri.
- Quantas músicas têm aí? – Jack perguntou.
- Umas trinta. – Falei. – A maioria com melodias montadas. – Suspirei.
- Merda! – Emily riu. – Qual é a parte do ‘preciso de um tempo’ que você não entendeu? – Ela perguntou e eu ri fraco, piscando para ela.
- Ok, vamos lá! A gente vai se mudar para o complexo quando ficar pronto, então? – Louis perguntou.
- Isso! – Falei.
- Ok, e, você vai ficar onde enquanto isso? – Mike perguntou.
- Eu vou ficar em algum hotel, algo assim. – Dei de ombros.
- Você pode ficar em casa. – Mike falou e eu sorri, assentindo com a cabeça.
- Bem, precisamos achar lugar para Louis e Jack também. Eles estavam em seus países, não?
- A gente se vira. – Louis falou.
- Tem a casa da Jessica, se a gente vai gravar lá, o certo é ficar escondido lá. – Eles ponderaram com a cabeça.
- O problema é que a Jessica mora no meio de Beverly Hills, como ninguém viu vocês? – Brandon perguntou.
- Vamos dizer que a gente podia ser acusado de roubo... Ou de invasão, na verdade. – Franzi a testa. – Mas a gente faz dar certo. – Falei sorrindo.
- Então mãos à obra. – David falou sorrindo.
- Ah, por favor, está de volta, vamos tirar o dia para comemorar. – Virgínia falou e eu ri, balançando a cabeça. – Vou pedir algumas pizzas, comprar alguns refrigerantes e vocês fiquem aqui dentro e nada de postagens no Instagram. – Ela falou brava e eu ri fraco, erguendo as mãos.
- E Juan, gente? Vocês sabem dele? – Perguntei.
- Ele foi despedido depois de tudo aquilo, voltou para o México. – Malcon falou e eu suspirei.
- Você tem como entrar em contato com ele? – Perguntei.
- Acho que tenho sim. – Ele sorriu.
- Obrigada! – Sorri e ele me abraçou de lado.
- Vem, vamos tirar algumas fotos desse seu cabelo estranho aí, para guardar para posterioridade. – Ele falou e eu ri.
- Ou antes que eu passe uma tesoura nele. – Robb gritou e eu ri fraco.

- Oh, eu estou empolgado! – Mike falou, rindo.
- Parece que estamos começando de novo. – Emily falou e eu ri.
- Há quanto tempo a gente não faz isso? – Jack perguntou.
- Do jeito certo? – Perguntei. – Porque o último CD não conta.
- Acho que na nossa última turnê. – David falou sorrindo e eu suspirei.
- Vamos lá? – Perguntei rindo.
- Vamos! – Eles falaram juntos e eu respirei fundo, ajeitando o microfone em nossa frente.
- Quando começar, Henry! – David falou e eu respirei fundo.
David começou a tocar o ritmo de bombas e explosões no fundo, fazendo com que eu abrisse um pequeno sorriso e Henry entrou logo em seguida com seu trompete, fazendo com o pessoal sorrisse igual a mim.
- Oh, oh! – Mack começou sozinho, movimentando a cabeça e eu sorri.
- Ah! – Sorri.
- Ladies all across the world, listen up we're looking for recruits. If you're with me, let me see your hands, stand up and salute. – Emily começou cantando sozinha, fazendo meu corpo arrepiar. - Get your killer heels, sneakers, pumps or lace up your boots. Representing all the women, salute, salute.
- Ladies all across the world, listen up we're looking for recruits. If you're with me, let me see your hands, stand up and salute. – Jack começou sozinho, piscando para mim. - Get your killer heels...
- Sneakers, pumps or lace up your boots. – Eu e Emily cantamos juntas.
- Representing all the women, salute, salute. – Jack terminou sozinho.
- It's who we are, we don't need no camouflage. It's the female federal and we're taking off. – Jack e Emily cantaram juntos, fazendo suas vozes finas saírem juntos.
- If you're with me, women, let me hear you say. – Cantei sozinha.
- Ladies all across the world, listen up we're looking for recruits. – Nós três cantamos juntos, mexendo os ombros. - If you're with me, let me see your hands, stand up and salute. Get your killer heels, sneakers, pumps or lace up your boots. Representing all the women, salute, salute. – Cantamos alto!
- Attention! Salute! Attention! Salute! Attention! Salute! Representing all the women, salute, salute. – Nós sete gritamos juntos.
- We are everywhere, warriors, your country needs, you. – Voltei a cantar sozinha. - If you're ready, ladies, better keep steady, ready, aim, shoot.
- Don't need ammunition on a mission, now we hit you with the truth. – Emily e Jack entraram comigo.
- Divas, queens, we don't need no money, salute! – Cantei sozinha, sorrindo.
- We are everywhere, warriors, your country needs, you. If you're ready, ladies, better keep steady, ready, aim, shoot. – Emily cantou sozinha, me fazendo rir.
- Don't need ammunition on a mission, now we hit you with the truth. – Cantamos os três juntos, respirando fundo.
- Representing all the women. Salute, salute! – Cantei sozinha.
- It's who we are, we don't need no camouflage. It's the female federal and we're taking off. – Jack e Emily cantaram juntos.
- If you're with me, women, let me hear you say. – Cantei sozinha, erguendo a mão animada.
- Ladies all across the world, listen up we're looking for recruits. If you're with me, let me see your hands, stand up and salute. – Nós três cantávamos juntos, erguendo as mãos e mexendo o corpo. - Get your killer heels, sneakers, pumps or lace up your boots. Representing all the women, salute, salute.
- Attention! Salute! Attention! Salute! Attention! Salute! Representing all the women, salute, salute. – Todo mundo entrou empolgado e eu respirei fundo.
- You think we're just pretty things, you couldn't be more wrong. – Respirei fundo, fechando os olhos.
- Standing strong, we carry on. – Emily e Jack cantaram baixos. - We keep moving on, moving up, yeah.
- Can't stop a hurricane, ladies, it's time to awake, yeah. – Entramos todos juntos, fazendo minha boca tremer.
- Attention! Ladies... Attention! Originals... – Nós SETE mexemos os ombros animados. - Let me hear you say! – Gritamos rindo.
- Ladies all across the world, listen up we're looking for recruits. If you're with me, let me see your hands, stand up and salute. – Cantamos todos juntos, com sorrisos nos rostos. - Get your killer heels, sneakers, pumps or lace up your boots. Representing all the women, salute, salute.
- Attention! Salute! Attention! Salute! Attention! Salute!
- Representing all the women, salute, salute. – Cantei sozinha, sorrindo, ouvindo a mixagem que David tinha feito com o ritmo, me fazendo rir.
- Ladies, representing all the women, salute, salute! – Gritamos juntos, me fazendo gargalhar no final.
- Vamos aplaudir Stone e The Fucking Stone! – Mack gritou e eu ri, aplaudindo animada.
- Ah que saudades que eu estava disso. – Falei, sorrindo.
- Eu também. – Mike falou, suspirando.
- E essa música é ótima! – Jack falou, sorrindo. – É o grito das mulheres... E meu! – Rimos fraco.
- Está fantástico. – Malcon abaixou a câmera. – Se vocês continuarem fazendo isso, a gente vai ter muita coisa para mostrar para o pessoal quando a gravadora ficar pronta.
- Por favor! – Sorri.
- , você disse que tem músicas para Anthony e para o Chris, sobre a gente e tudo mais. – Mike falou. – Você já sabe como vai dividir isso? – Suspirei.
- Bem, eu tenho umas sete músicas sobre Anthony e eu gostaria de lançar nesse CD, sabe, falar que eu superei ele? Incluindo The Last Song, para falar que eu nunca mais vou falar sobre isso, nem sentir nada sobre ele. – Suspirei. – Depois tem algumas músicas sobre o Chris que eu realmente preciso cantar para ele, é algo nosso.
- Amnesia e Secret Love Song. – Emily falou.
- E Up, We’ll Be a Dream, Champion, You’re Always Here... – Dei de ombros.
- Nossa, . – David suspirou. – Você ainda o ama mesmo?
- Acho que eu sempre o amei. – Suspirei, dando de ombros. – A vida só demorou um pouco para me mostrar. – Eles sorriram.
- Você pertence a ele, ele pertence a você, é tipo aquela música da Taylor Swift... – David falou, estalando os dedos.
- You Belong With Me. – Eu, Emily e Jack falamos juntos e rimos.
- É, tipo isso! – Ele riu. – Vocês vão ficar juntos. – Assenti com a cabeça.
- Espero que sim. – Suspirei. – Mas aposto que ele vai ficar bem puto quando me ver. – Suspirei.
- Por que ele ficaria? – Emily perguntou.
- Porque eu o abandonei. – Suspirei.
- A gente encontrou ele no Oscar, ele ficou feliz por você ter ganho. – Assenti com a cabeça.
- Sim! – Sorri. – Da mesma forma que eu fiquei por ele estar conquistando tanta coisa. – Eles sorriram.
- Bem, tem algumas coisas para rolar ainda, mas a gente vai ajudar vocês, eu prometo! – Emily falou.
- Ai meu Deus, cupidos não! – Eles riram.
- Bem, a gente precisa dividir então quais músicas estarão nesse CD e quais ficarão em espera. – Mike falou.
- Eu acho que consigo dividir. – Suspirei. – As sete do Anthony, as seis do Chris... – Franzi a testa. – Talvez passe de vinte músicas, mas quero mostrar uma nova eu, uma nova faceta, tudo novo.
- Sim, vai dar certo! – Louis sorriu.
- Vamos mais uma? – Perguntei, batendo as mãos.
- Claro, qual?
- I’m Back! – Sorri e eles riram.
- Porque ela está de volta. – Jack gritou batendo palmas. – Solta o som, DJ! – Soltei uma risada.
David soltou o som mixado da música nova e eu ri fraco, me levantando e peguei o microfone na mão, vendo o pessoal aplaudir e eu mexi o corpo, vendo eles rirem.
- See ya from a distance on the prowl. Keep it up it's only gonna let ya down. Come right over here have a look around. There's not a lot of diamonds in this crowd. – Acompanhei a letra da música, lendo-as, rindo algumas vezes. - If you're lookin' from somethin' that's pinacle, just let me know. Gotta get it while it's available, it's logical. Better get on it, show that you want it, if you keep frontin', it'll be gone. – Eles sorriram. - If you're lookin' for somebody to switch it like that, I'm back, I'm back. If you're lookin' for somebody to keep you on track, I'm back, I'm back. If you're lookin' for somebody to answer right back, I'm back, I'm back. Cause you don't have to keep on lookin' no more, cause I'm back, I'm back. – Mexi as mãos negativamente, sorrindo.

- Isso está demais! – Falei, colocando a mão acima dos olhos, cobrindo-os do sol.
- Como uma coisa dessa sobe em menos de três meses? – Mike perguntou, franzindo o rosto.
- Já ouviu falar sobre ter dinheiro? – Louis falou. – Tudo quando tem dinheiro sobe mais rápido.
- Falou o advogado! – Mike riu e eu balancei a cabeça.
- Alô, vocês podem vir ajudar? – David gritou da janela do andar de cima e eu ri.
- Quem tem três filhas é você! – Louis falou. – Não pedi ajuda de ninguém para montar o berço de Linda.
- Eu nem isso precisei! – Falei rindo, entrando na casa de David e subindo as escadas.
Sete casas, todas com a mesma planta. Assim que você entra à esquerda fica a cozinha com grandes balcões americanos, armários planejados e peças de granito da cor que cada um quis. Do lado direito, uma grande sala de estar e de TV acopladas, em frente, embaixo da escada, um pequeno escritório e um banheiro. No segundo andar quatro quartos, uma suíte, um banheiro e um closet grande. David está usando os quatro quartos, na verdade. Cada um dividiu como preferiu.
David fez assim, cada quarto para uma das meninas, além do quarto do casal. Eu já fiz diferente, transformei dois quartos em um só, o meu, obviamente. Juntei meu escritório em meu quarto também, com meu piano, meu violão, além de um espacinho para Grape. Os outros dois quartos eu transformei em quartos de visita.
A gravadora não estava pronta ainda, tinha algumas coisas para serem terminadas, mas o geral estava pronto, o complexo já estava fechado, as ruas estavam montadas e as casas prontas, claro que faltava algumas coisas ainda, armários planejados em alguns quartos e tudo mais, mas já dava para usar a cozinha, o banheiro e dormir. Então a mudança já estava sendo feita. Lá dentro os escritórios já estavam sendo montados, os instrumentos estavam começando a entrar, o estúdio estava tendo sua camada a prova de som colocada e mais algumas coisas delicadas. A parte da academia estava subindo ainda, acredite era meio complicado tudo isso, eu as vezes entrava na obra e ficava meio confusa com os espaços, mas o pessoal da engenharia era bom, então, quem era eu para dar palpite em algo?
- Isso é grande! – David falou e eu me afastei da janela.
- Três andares, e um zilhão de metros quadrados. – Ele riu.
- Está acontecendo! – Louis gritou em nosso ouvido e eu ri fraco, balançando a cabeça.
- Está! – Suspirei. – Bem, mãos à obra! – Falei, vendo as peças da cama jogada pelos cantos. – Eu vou esperar lá embaixo.
- Ei! – David gritou. – Nem vem!
- Nem vem você! Eu tenha algumas caixas para abrir ainda lá no quartinho. – Apontei para trás.
- O que tem lá? – Mike perguntou.
- Todas as roupas já usadas por mim nos mais diversos eventos, clipes, shows e sei lá mais o que. Jessica acha legal guardar para caso a gente abra esse complexo para visitação. – Dei de ombros.
- Apesar de ser meio nada a ver, é uma boa ideia. – David falou. – Os fãs podem gostar. – Assenti com a cabeça.
- Sim! Mas um passo de cada vez. – Falei, rindo.
- Ah, desculpe, montar um complexo desse tamanho, montar um álbum inteiro em segredo é ‘um passo de cada vez’? – Ele perguntou, se apoiando na porta.
- Cada um analisa como quer. – Falei e ele riu, balançando a cabeça.
- Continua tonta! – Ele disse e eu balancei a cabeça.

- Podemos, por favor, filmar isso? – David perguntou e eu revirei os olhos.
- Gente, é só cabelo! – Falei, suspirando, vendo Robb no reflexo do espelho.
- Sim, uns 60 centímetros de cabelo, mas ainda sim, cabelo. – Robb falou e eu ri.
- O que vai fazer com ele? – Jack perguntou.
- Pretendo doar. – Suspirei. – Alguma instituição de câncer que faz perucas. – Ele sorriu.
- Vai ser legal! – Robb falou.
- A pessoa até vai escolher se ela quer ruivo ou castanho. – Mack falou e eu revirei os olhos.
- Engraçadinho! – Falei.
- Como você quer? – Robb perguntou, pegando um elástico de cabelo.
- Um pouco abaixo dos ombros, bem repicado. – Falei e ele assentiu com a cabeça, juntando meu cabelo longo e prendendo com o laço.
- Assim está bom? – Ele perguntou.
- Sim, está ótimo! – Falei e ele pegou a tesoura.
- Meu Deus, não quero nem ver! – Jack disse.
- Gente, é só cabelo! Cresce de novo. – Falei e eles riram.
- Bem, vai que sua força está no cabelo? – Mack perguntou.
- Não sou supersticiosa. – Sorri e Robb revirou os olhos.
- Vamos lá? – Ele perguntou.
- Vamos lá! – Malcon falou com a câmera bem próxima a mim e eu ouvi a tesoura ser passada pelos meus cabelos, bem acima da marca onde o ruivo estava.
Logo depois que eu vim embora, eu simplesmente parei de cuidar de mim, meu cabelo foi crescendo e nunca mais viu corte, afinal, eu raramente saía de casa em Relva, não era muito legal ter as pessoas perguntando a todo momento para mim se eu estava bem, se eu ia voltar, o que aconteceu e sei lá mais o quê. Além disso, eu parei de me exercitar e comecei a descontar as coisas na comida, ganhando todo os trinta quilos que eu tinha perdido durante esses anos. Eu era alta, então dava aquela compensada, mas estava com uma barriga saliente e precisava fazer com que ela sumisse, a parte boa era que eu estava com uma bela bunda e grandes seios e coxas... Tudo tinha seu lado bom, mas meu fôlego para shows e ensaios já eram, eu precisava voltar para academia e para piscina o mais rápido possível.
- O que achou? – Ele perguntou e eu bati a mão em meus cabelos curtos, abrindo um sorriso.
- Esse é o começo de uma transformação. – Falei, sorrindo.
- Vai deixar castanho mesmo? – Perguntei.
- Sim, vou ficar natural mesmo. – Sorri.
- Vamos lavar para eu ajeitar, então! – Ele disse e eu levantei, rindo.

Estacionei o carro e desci do mesmo, tirando meus óculos escuros, olhando para cima e vendo os escritos Complexo Branca Elliot e de cada lado um logo, o da S Records e, do outro, o de Jessica Stone Productions e suspirei, andando em direção as portas de vidro e empurrei as mesmas, soltando um suspiro.
O local era grande, diversas vezes maior que era a Virgin. Tinha alguns sofás brancos no meio do mesmo, alguns virados para frente, outros para trás e algumas revistas na mesa de centro. Ao lado direito tinha uma longa recepção com peças de mogno e tampo branco. Ao lado esquerdo, algumas portas de salas, onde seria nossos escritórios, escritórios de Jessica, banheiro e o estúdio de gravação por si só.
A frente tinha duas portas. A da direita era um estúdio de fotografia, montado para Malcon especificamente, o da esquerda dava para o local que a gente ensaiaria, tão grande quanto a recepção, mas que ocupava os três andares do local.
Nas paredes, fotos nossas, espalhadas por todas as paredes vazias, grandes quadros quadrados com fotos de nossos trabalhos e algumas menores com nossos diversos discos de ouro, platina e diamante.
Empurrei a porta da esquerda e entrei em nossa sala de ensaios, os instrumentos estavam dispostos em círculo e ainda assim não ocupavam nem um quinto do local. Olhei para cima e vi a pequena bancada no último andar, o elevador, escada e até um cone de bombeiros para descer. Lá em cima estavam nossos quartos, ou um local de descanso, para coisas mais rápidas, afinal, apesar de ser tudo no mesmo local, aquilo era grande e distante.
Puxei a porta novamente, vendo alguém entrar pelas portas de vidro e a claridade me ajudou a ver Jessica entrando. Ela tinha um pequeno sorriso no rosto e estava muito bem desde a última vez que eu a havia visto. Ela havia se tornado minha empresária novamente.
- Gostou? – Perguntei, ouvindo minha voz ecoar.
- Está fantástico! – Ela falou e eu sorri, assentindo com a cabeça.
- Sua sala está te esperando. – Apontei para uma das portas e ela riu, chegando até mim.
- Está tudo maravilhoso, . – Ela sorriu e eu assenti com a cabeça. – E o álbum?
- Só falta seu toque final. – Ela riu fraco.
- Já sabe que nome vai dar para ele? – Ela perguntou e eu suspirei, virando o rosto para frente.
- Total Stranger. – Sorri, e ela me abraçou pelos ombros.
- Por quê? – Ela perguntou.
- Porque eu me tornei alguém totalmente diferente do que aquela perfeita que Anthony moldou e eu gosto muito mais de quem eu sou agora. – Ela sorriu e assentiu com a cabeça.
- É perfeito, então! – Ela sorriu e eu assenti com a cabeça, suspirando.

Capítulo 24


- Isso, deixa o cabelo cair no rosto. – Malcon falou e eu ajeitei o cabelo para o lado, vendo-o cair em um dos meus olhos e sorri para meu fotógrafo, vendo um flash estourar em meu rosto.
- Faz tempo que eu não participo de uma sessão de fotos. – Falei e ele riu.
- Continua linda. – Mack falou e eu virei para ele, revirando os olhos e ajeitei os lábios.
- Isso, faz esse biquinho aí! – Malcon falou. – E olha para o Mack.
- O quê? – Franzi a testa.
- Faz o que eu disse. – Ele disse e eu virei o rosto para Mack, tentando me conter que ele fazia caretas e tentei fazer um biquinho não tão evidente, me esforçando a não rir. – Ok, agora vira para cá! – Ele disse.
Me ajeitei no banco alto e virei de frente para Malcon, ajeitando meu cabelo para trás, abrindo um sorriso para ele, e ele movimentava as mãos para eu me mexer. Eu saí do banquinho, apoiando os cotovelos no mesmo e abri um sorriso, mantendo meu corpo reto. Eu desviava o olhar para o chão ou para o lado algumas vezes.
- Acho que temos o suficiente, . – Malcon disse e eu ergui meu corpo, abrindo a blusa jeans e entreguei para Robb, ficando somente com a segunda pele por baixo. – Já quer escolher? – Ele perguntou.
- Claro! – Falei sorrindo, tirando os saltos dos pés e me aproximando do computador de Malcon no estúdio de fotos.
- A gente tirou com três trocas de roupa, então, aí você precisa escolher a capa e a contracapa. – Suspirei, puxando o banquinho, vendo-o passar as fotos devagar.
- Ah, eu acho que gostei dessas últimas mais. – Falei, vendo as fotos com a camisa jeans. – Está mais eu. Mais simples. – Falei e ele riu.
- Ah não, volta! – Ele passou algumas fotos aleatórias.
- O que é? – Perguntou, apertando a seta para o lado.
- São algumas fotos que eu tirei enquanto você estava se arrumando. – Ele deu de ombros e eu passeei por elas.
- Elas estão muito boas, Malcon. – Sorri, vendo fotos minhas sendo maquiada, fazendo o cabelo, algumas mais sérias, outras nem dava para ver meu rosto. – Tem como você fazer uma montagem com elas, junto com as fotos com as outras roupas? – Perguntei.
- Até tem! – Ele deu de ombros. – O problema é que as letras e os logos vão esconder algumas fotos.
- Sem problemas! – Sorri. – Eles já me viram muito.
- E de capa? – Ele perguntou.
- Acho que essa do quase biquinho. – Falei e ele riu.
- Viu?! Eu disse que seria uma boa! – Ri fraco, balançando a cabeça.
- Obrigada, Malcon! – Falei e ele riu.
- Mais alguma coisa? – Ele perguntou.
- Eu quero que você coloque a borda azul...
- Você quer manter isso? – Dei de ombros.
- É minha marca registrada, não?! – Falei sorrindo.
- Sim, talvez ela suma um pouco por causa do fundo branco.
- Você sabe o que faz. – Ele riu fraco. – Ah e mais uma coisa, tem como mudar minha assinatura? – Perguntei.
- Como assim?
- Antigamente minha letra era mais confusa e a letra no álbum também, então tem como fazer algo mais igual hoje?
- Claro! – Ele falou, pegando um papel. – Escreve aqui que eu passo para o computador.
- Beleza! – Falei, pegando uma caneta e fazendo minha nova assinatura.
- Mudou bastante! – Ele falou e eu ri.
- Algumas coisas precisam ser mudadas. – Ele assentiu com a cabeça.
- Beleza, eu vou montar e te mando pelo Whats para aprovação, junto com o flyer. – Fiz joia com os dedos.
- Beleza! – Suspirei.
- E agora? – Mack perguntou, saindo do seu lugar. – Ensaio?
- Ensaio! – Suspirei, vendo-o rir.
- Vou avisar no grupo. – Ele disse, empurrando a porta do estúdio de fotos.

- Posso entrar? – Olhei para a porta do quarto, vendo Jessica entrar pela mesma.
- Claro, entra aí! – Falei, me ajeitando na mesma, largando o violão de lado. Ela entrou no mesmo com uma pilha de jornais e revistas na minha mesa e eu me assustei.
- O que é isso? – Perguntei, me levantando da cama.
- Todos os jornais e revistas que eu tenho acesso que falou sobre seu retorno. – Ela falou, passando a mão na testa, suspirando. – Isso está pesado.
- Tudo isso? – Perguntei, vendo capas de Hello Magazine, People Magazine, Ok!, entre outras, além de jornais diários.
- Resumindo. – Ela respirou fundo. – Todos estão surtando. – Ela se sentou na cadeira. – Malcon ainda lançou aquele teaser seu hoje de manhã, aí sim. A internet parou. – Ri fraco.
- Meu celular não para de tocar. – Falei rindo. – Eu coloquei no mudo.
- Alguma notícia de alguém? – Ela perguntou.
- Alguma notícia do Chris, você quer dizer?
- Ou do Scott! – Ela falou, rindo.
- Não sei. Eu e o Scott conversávamos ainda um pouco, mas depois as coisas foram se afastando. – Dei de ombros. – Não posso falar muito porque até nós nos afastamos. – Ela sorriu.
- Eu mandei convites para eles do pequeno show para imprensa. – Assenti com a cabeça, suspirando.
- Obrigada! – Falei, sorrindo.
- Mas mandei para Boston, parece que ele se mudou daquela casa que você foi. – Suspirei.
- É, ouvi isso também. – Suspirei. – Parece que muitas coisas mudaram.
- O que isso quer dizer? – Jessica virou para mim.
- Você sabe! – Dei de ombros. – Quase três anos, ele namorou nesse meio tempo com uma ex dele... – Dei de ombros.
- Ah, por favor, cala a boca. – Ela falou e eu franzi a testa. – Você realmente acha que ele parou de te amar? – Ela se levantou. – Ele podia escolher qualquer mulher para fazer uma cena de trinta segundos te beijando e você acha que ele te escolheu por quê? – Ela bufou. – Porque foi a desculpa dele em te beijar e você aceitou porque estava procurando essa mesma desculpa. – Suspirei. – Vocês se amam há quase dez anos... – Ela parou. – Ok, eu exagerei. Mas sempre tinha algo ou alguém no caminho. – Ela abanou com a mão. – Ele te ama, você ama ele, e vocês ficarão juntos muito em breve, querida. – Ri fraco, balançando a cabeça. – Além do fato da família dele amar você e da gente amar ele. – Ela sorriu e eu dei uma risada.
- Ah, vocês são muito tontos. – Me levantei, rindo.
- Escreve o que eu estou dizendo. – Ela apontou para mim e eu suspirei.
- Vamos focar em voltar a tomar meu lugar nas estrelas, depois a gente foca na minha vida pessoal. – Ela riu. – Que, afinal, nunca foi o foco mesmo. – Ela revirou os olhos.
- Acho legal a gente começar a tornar isso um foco, . Você já tem 28 anos, não sonha com uma família, não?! – Suspirei.
- Nunca pensei nisso, na verdade. – Dei de ombros. – Mas é o sentido da vida, não?! – Suspirei. – Olha o pessoal, casados, com filhos, felizes... Talvez seja o fim. – Suspirei.
- Ok, vamos focar em vocês juntos, pode ser? Depois a gente pensa em filhos, casamento... – Ri fraco, balançando a cabeça.

- Ok, , quando quiser, está ao vivo. – Malcon falou e eu me desencostei da parede, andando em direção a câmera, me sentei na cadeira e acenei para a câmera.
- Oi pessoal! Pensaram que era mentira? – Abri um sorriso. – Acreditem, não é! – Sorri. – Quando eu prometo algo, eu cumpro, porque para mim promessa é dívida. – Assenti com a cabeça. – Eu estou aqui para dizer que sim, eu estou voltando, fazem três anos desde que eu sumi, mas estamos voltando. – Sorri. – Com várias novidades para você. – Sorri, olhando meu celular. – Agora, como prometido, vou responder algumas perguntas que vocês mandaram e quem sabe eu acabe revelando algum dos meus planos?
- Ok, vamos lá! – Malcon falou atrás das câmeras. - É verdade que você está montando sua própria gravadora? Se sim, por quê?
- Sim, é verdade! – Falei erguendo os braços, animada. – A gente optou por fazer isso porque daria mais liberdade para as nossas criações, nosso tempo de produção, gravação, edição, turnês, clipes, além de que podemos fazer nossos horários com mais calma. – Suspirei. – O que quer dizer? Que como o dinheiro vem da gente, a gente sabe até que ponto podemos chegar, entende? Além de dar maior proximidade com os fãs. – Sorri.
- O que é o complexo Branca Elliot? – Malcon perguntou.
- O complexo Branca Elliot é onde eu estou. – Falei, rindo. – Agora eu estou na sala de casa. – Apontei em volta. – E esse complexo engloba nosso local de trabalho, atividades físicas, casas, nos mantendo bem mais perto um do outro e de vocês, já que depois do lançamento desse novo projeto nós vamos abrir para visitação. – Sorri. – Então, se você estiver em Los Angeles e der um pulinho em Malibu, você pode conhecer nosso espacinho. – Sorri.
- O que você vai lançar no fim do mês?
- O que você acha? – Ri fraco. – Eu vou lançar um álbum, obviamente! – Abri um sorriso. – Porque é isso que a gente faz de melhor. Serão 22 músicas divididas em duas partes, mostrando quem eu era e quem eu sou agora.
- Você se inspirou em... – Malcon parou e eu franzi a testa.
- O que foi? – Ele suspirou.
- Em Chris Evans para sua volta e seu novo álbum? – Engoli em seco.
- Bem, eu e Chris sempre tivemos um relacionamento meio conturbado, desde que nos conhecemos. – Suspirei. – Eu ainda não o encontrei depois de tudo o que aconteceu, mas posso dizer que sim, ele foi uma parte importante nessa decisão. – Sorri.
- Por que seu álbum vai ser dividido em duas partes? – Malcon continuou a perguntar, franzindo a testa.
- Porque eu sinto que, apesar de tudo, eu ainda tinha assuntos inacabados com o meu passado. Musicalmente, eu digo. Ainda existia alguns sentimentos que precisavam sair. E a segunda parte marca todos os sentimentos que eu tenho agora, toda a parte boa, digamos assim. – Sorri.
- Pode mostrar a capa do novo álbum? Nome? Por favor, estou surtando! – Ri com a pergunta que Malcon falou.
- Aquele videozinho não foi o suficiente, não?! – Perguntei, rindo. – Hoje não, gente! – Pisquei. – Mas eu prometo que dia 22 vocês terão tudo. Fiquem de olho aqui no meu YouTube, no Facebook, Instagram, iTunes, que vocês terão muitas surpresas. – Sorri.
- Você está diferente, mas eu gostei, sabia? – Era a outra pergunta e eu sorri.
- Eu posso dizer que a única coisa de diferente em mim é o cabelo e alguns quilinhos a mais. – Ri fraco. – Mas posso prometer que eu sou uma pessoa muito melhor, com a mente muito mais limpa, do que aquela que deixou vocês há três anos. – Sorri. – Então, se vocês gostavam daquela , vocês vão amar essa. – Sorri.

- Eu preciso de um segundo! – Falei, parando de pedalar e Jack riu ao meu lado.
- Vamos, ! – Ele falou, batendo as mãos e eu ergui o dedo.
- Por favor, eu preciso de um tempo. – Suspirei.
- Você vai precisar fazer muito mais que só isso para poder voltar aos palcos. – Debbie falou, estourando uma bola de chiclete e eu suspirei.
- Você não precisa ficar jogando na minha cara a cada cinco minutos. – Ela riu fraco.
- Você a contratou para isso. – Jack falou e eu soltei o ar forte, respirando fundo.
- Faltam doze minutos de bicicleta e depois a gente vai voltar para a piscina. – Ela falou sorrindo.
- Você ainda vai me colocar para nadar? – Respirei fundo.
- Eu lembro o quanto você amava nadar. – Revirei os olhos, pegando meu squeeze e espremendo-o em minha boca, suspirando.
- Eu não tenho mais idade para isso. – Falei, suspirando.
- Se você não tivesse abandonado os exercícios há três anos... Ou mais, na verdade. Você não estaria sofrendo desse jeito. – Ela falou e eu suspirei, voltando a pedalar. – Isso, mais forte, pelo menos trinta quilômetros por hora. – Ela falou e eu suspirei, segurando firme no guidão.
- Minhas coxas estão doendo. – Falei, suspirando.
- Isso quer dizer que está funcionando! – Debbie cantarolou e eu suspirei, puxando o ar.
- Se eu desmaiar a culpa é sua. – Ela gargalhou.
- Eu já ouvi tudo isso, lembra Jack? – Ela virou para ele.
- Já ouviu de mim também. – Jack disse rindo.
- Isso não tem graça, eu não tenho mais dezoito anos. – Falei e ela riu.
- Exato, por isso que você tem que se exercitar mais horas por dia, durante mais tempo. – Ela deu de ombros. – A vida é cruel para os adultos, . E mais ainda para as mulheres que têm todos esses hormônios para atrapalhar o emagrecimento.
- Que merda! – Falei, suspirando.
- Pois é, querida. Você não está mais tão jovem quanto antes. – Ela falou e eu ri fraco.

- Não, não! – Balancei a cabeça. – A gente só canta se ele estiver presente, se ele não estiver, não faz sentido. – Suspirei. – Só vai fazer com que eu chore sem motivo. – Dei de ombros.
- Toda vez? – Mack perguntou.
- Vocês viram como foi difícil para eu gravar, imagina ao vivo. – Suspirei. – Vai ser algo difícil de superar.
- Ok, então, vamos focar aqui. – David falou. – A gente deixa Amnesia e Secret Love Song na manga, se não, a gente deixa para lá. – Ele disse, coçando a cabeça. – O que a gente toca com certeza?
- Tem que pensar que é um evento para imprensa, a gente vai cantar uma ou duas músicas e depois vamos passar o dia fazendo entrevistas e tirando fotos. – Suspirei. – A única diferença, é que agora o pessoal vai vir aqui, a gente não vai precisar ir até eles.
- Ok, mas acho que antes era melhor focar nos videoclipes, não? – Louis perguntou.
- Acho que não tem relação, Louis. – Falei. – Todas as músicas desse CD vão ter que ser exaltadas de alguma maneira, então ter clipe ou cantar no evento, não vai fazer diferença para mim. – Ele assentiu com a cabeça.
- Ok, então o que vai ser? – Mike perguntou.
- New Romantics, porque, apesar de tudo, eu sei que fui muito criticada pela minha escolha, fraca, medrosa, e afins, então é um bom jeito de dar aquele aviso que nada vai me deixar para baixo. – Eles riram.
- Perfeito. – Mike falou, anotando. - O que mais? – Ele perguntou.
- Eu não estava querendo, mas vou ter que ficar com Overrated! – Suspirei. – É a música mais importante do álbum.
- É, Overrated é! – Jack falou, apoiado no microfone.
- Ok, ironicamente eu escolhi duas músicas que eu quero que vire clipe. – Franzi o rosto.
- Você mesmo disse que não tem diferença. – Louis falou e eu ri.
- Fechou, então! – Falei, rindo.
- Chegou, gente! – Virei o rosto para a porta, vendo Malcon entrando com uma caixa pesada na sala de ensaios e colocou na primeira mesa que ele viu. – Está pesado! – Ele passou a mão na testa e eu ri.
- São os CDs? – Perguntei, me afastando do pedestal com meu microfone.
- São, chegaram agora! – Ele falou. – Tem mais algumas caixas agora. Acho melhor a gente começar a montar os kits. – Suspirei.
- E eu achando que ia dormir cedo hoje. – Ri fraco.
- Ah , qual é, a noite é uma criança! – Melanie falou e eu ri, balançando a cabeça.
- Eu e você vemos a noite de jeitos diferentes, Melanie. – Apontei para ela.
- Pelo menos tem a gente para ajudar vocês. – Gemma falou, rindo.
- Só porque é sexta, porque você já deveria estar dormindo também. – Jack falou eu ri fraco.
- Vocês ajudam Malcon a trazer as caixas? Eu vou juntando as coisas do kit. – Falei, seguindo até a caixa da mesa.
- Pode deixar! – Mack falou, saindo atrás de Malcon com os homens.
A primeira coisa que notei na caixa era o Top Secret gigante e ri fraco, passei a caneta pelo durex e abri a caixa, sorrindo para a minha foto nos CDs. Peguei um CD e virei o verso. Estava perfeito. Abri a capa e vi o CD azul claro com nossas assinaturas e desenhos aleatórios no mesmo e ri fraco, sorrindo. Esse era, talvez, o CD mais pessoal que eu lançaria.
- Como a gente vai fazer isso? – David voltou para dentro com mais duas caixas.
- A gente precisa selecionar a quantidade que vamos dar no evento e a quantidade que vai ser distribuída para a imprensa divulgar. Então a gente vai ter que abrir todos, todo mundo assinar todos, depois montar os kits, que Melanie e Gemma podem adiantar para gente.
- Acho que vou chamar as meninas para ajudar. – David falou e eu suspirei.
- Não, elas estão cuidando das crianças, não faz isso. – Falei.
- Lacey, pelo menos. – Mike falou.
- E Delilah! – Mack disse e eu respirei fundo.
- Ok! – Suspirei.
- O que a gente faz? – Gemma se aproximou com Melanie.
- Pega os sacos e vão colocando um bloquinho, um pen drive, uma caneta, um livro de fotos, uma camiseta, um chinelo e vão separando. – Falei para elas.
- Coloquem primeiro todas as camisetas, depois todos os chinelos... – Jessica falou. – Padrão! – Ela disse.
- Ok. – Gemma se afastou, seguindo para as sacolas azuis com Melanie.
- E a gente? – Jack perguntou.
- Abram todos os CDs, coloquem nas mesas, aí tirem o encarte e coloquem embaixo e depois a gente passa por fileira assinando. – Falei.
- A gente vai ficar aqui a noite toda. – Emily falou.
- Infelizmente. – Suspirei. – Mas eles chegaram e estão lindos! – Falei, sorrindo.
- Estão mesmo. – David sorriu.
- Quantos são, ? – Melanie gritou.
- Uns dois mil. – Falei.
- Ah! – Ela reclamou.
- Foca! – Falei, rindo. – Solta uma música Dave.

- Como estou? – Virei para Jessica.
- Visivelmente ordinária. – Robb falou e eu virei para ele franzindo a testa.
- Isso é ruim?
- Ironicamente não. – Ele suspirou, pedindo para eu girar e eu o fiz. – Você quer ser a total estranha, não? – Ele perguntou e eu ri fraco, ajeitando o tomara que caia e me olhei no espelho novamente, retocando o batom.
- Está na hora. – Jessica falou e eu respirei fundo.
- Vocês sabem se ele veio? – Não me aguentei em perguntar.
- Foca, querida! – Robb falou.
- Seu foco é outro agora. – Jessica falou. – Se ele veio, vocês vão conversar depois. – Assenti com a cabeça.
- Ok! – Suspirei.
- Vamos então? – Mack perguntou e olhou para mim. – Gostei! – Ele falou e eu ri, sentindo-o beijar minha bochecha.
- Vamos arrasar de novo, galera! – Louis falou gritando e eu ri.
- ...?
- Eu sei, eu vou falar algo. – Suspirei, passando os braços nos ombros de Jack e Mack. – Três anos se passaram, muitas coisas passaram. – Suspirei. – Perdemos algumas pessoas pelo meio do caminho, ganhamos outras, nossos corações foram curados. – Sorri. – Muita coisa mudou e nos transformou em quem somos hoje. – Suspirei. – Fortes, incríveis, talentosos e uma família. – Sorri. – A gente amadureceu muito nesses últimos tempos, eu comecei com 17 anos, já estou com 28. – Eles sorriram. – Dave está com 45 gente. – Eles riram. – Muita coisa mudou, mas se a gente ainda está junto, é porque nossos corações ainda batem juntos. – Estiquei uma mão para o centro, vendo-os me imitar. – Quem somos nós? – Perguntei.
- The Fucking Stone. – Eles gritaram.
- Quem somos nós? – Perguntei mais alto.
- The Fucking Stone. – Eles gritaram e eu ri, sentindo meu corpo arrepiar.
- The Fucking Stone. – Falei. - E a gente está na nossa casa e vamos arrasar! – Gritei e eles gritaram.
- Louis, David, Emily, Jack, Mack, Mike e . – Jessica falou. – Eu estou muito orgulhosa de vocês e de tudo que vocês fizeram por vocês e por mim. – Ela passou a mão embaixo dos olhos. – Agora vão mostrar a esse povo que, apesar de todas as críticas, vocês estão de volta. – Sorri. – Nessa ordem, vão!
O pessoal começou a sair da sala de ensaios, que estava preparada como nossa sala de espera e eu olhei para Jessica, vendo-a acenar com a cabeça e eu me aproximei dela, abraçando-a fortemente.
- Obrigada! – Falei, sorrindo. – Por tudo.
- Eu que agradeço! – Ela falou, sorrindo, e eu respirei fundo antes de passar pelas portas duplas.
O pessoal já gritava antes de eu aparecer, mas agora aparecendo, eles estavam surtando. Subi no palco que havíamos montado no fundo da recepção e vi os diversos fotógrafos e câmeras viradas para nós, além de uma pequena porcentagem de fãs vencedores de promoção que tinham seus celulares virados para nós.
Me coloquei na frente do palco, no meio de Mack e Mike e abri um sorriso para o pessoal que estourava os flashes em meu rosto e soltei uma risada fraca. Eles vieram! Eles vieram por causa de mim.
- Eu prometi que voltaria, não?! – Falei no microfone, eles aplaudiram animados e eu ergui as mãos, pedindo para reduzir o volume. – Bem-vindos ao complexo Branca Elliot e à S Records, em parceria com Jessica Stone Productions. – Falei e eles aplaudiram. – Eu sei que muitos de vocês têm várias perguntas para nós e prometo que responderemos todas hoje, dando a atenção necessária a cada um de vocês, incluindo os fãs. – Eles gritaram e eu pisquei na direção deles. – Mas antes, eu tenho alguns anúncios para fazer. – Sorri. – Primeiro, nada mais justo do que um álbum novo, não? – Falei e eles gritaram. – Jessica, por favor! – Falei, ela indicou para o pessoal e eles puxaram a cortina na minha frente que cobria o quadro com a capa do nosso quinto CD. – Total Stranger. – Gritei e eles aplaudiram, soltando alguns gritos animados e eu sorri. – Estou gostando disso! – Falei, rindo. – O que acharam? – Eles responderam. – Bem, na saída, cada um de vocês ganhará um kit com várias coisas, incluindo um álbum, então vamos com calma. – Sorri. – Mas agora, ao que interessa. – Sorri. – Vocês se lembram da minha banda, certo? Nada mudou, todos estamos de volta e prontos para tomar nosso posto de volta! – Sorri. – Vamos, pessoal?
As luzes ficaram um pouco mais fraca, não que tivesse muita diferença já que a fachada inteira era de vidro, mas fez com que alguns holofotes fossem ligados em cima de nós, iluminando um pouco mesmo. Me aproximei do microfone e respirei fundo. Minhas meninas do quarteto de cordas começaram a tocar e eu respirei fundo, apoiando as mãos no pedestal.
- Yeah, yeah, yeah, oh! – Respirei fundo, fechando os olhos. - I pass my reflection, it's someone else. I see your invention and not myself. – Suspirei, ouvindo Louis, Mack e Mike entrar na música. - I turned into your perfect girl a total stranger. – Abri um pequeno sorriso. - Now I see, and I don't want to... – Balancei a cabeça. - Being you when it's all just an act. It's overrated! The truth is I'm wanting me back... – Soltei um suspiro. - 'Cause I can't take this. I've gotta be who I am underneath, who gave up, so you'd believe. Being you when it's just all just an act it's overrated! So overrated! – Sentia meu corpo arrepiar e esperava que eles entendessem o significado da música. - I let you control me or so you thought. – Mexi os ombros, sorrindo. - Don't think that you're perfect, just all messed up. – Sorri. - I hid away the best of me, too scared to notice. Now I do, and I'm not going to... – Comecei a movimentar a cabeça com Mike me encarando sorrindo. - Being you when it's all just an act. It's overrated! The truth is I'm wanting me back 'cause I can't take this. I've gotta be who I am underneath, who gave up, so you'd believe. Being you when it's just all just an act...
- It's overrated! – Emily e Jack cantaram juntos.
- Changing for a guy. – Olhei para frente, procurando uma certa pessoa.
- Overrated!
- Living in a lie. – Engoli em seco.
- It's overrated!
- Always asking why... – Soltei um suspiro, fechando os olhos. – Oh! Your mirror is shattered, I'm finally free. – Abri um sorriso, ouvindo os fãs gritarem. – Oh!
- Being you when it's all just an act. It's overrated! – Emily e Jack seguraram as pontas.
- The truth is I'm wanting me back, 'cause I can't take this. – Eu cantava fora do ritmo, fazendo com que minha voz se sobressaísse mais e mais. - I've gotta be who I am underneath, who gave up, so you'd believe. Being you when it's just all just an act, it's overrated! So overrated!
- Overrated, yeah. Overrated, yeah. So overrated, yeah. Overrated! – Cantamos o final juntos e todo mundo parou, somente meu quarteto finalizando e eu suspirei.
Senti que meu rosto estava seco e abri um sorriso, suspirando, pena que a pessoa que eu queria lá não estava para notar que eu estava dando a volta por cima, mas respirei fundo, abrindo um pequeno sorriso e suspirei, acenando para o povo que aplaudia e gritava meu nome e eu suspirei.
- Vocês acham que acabaram? Não, não! Ainda tem mais! – Falei animada e eles gritaram. – Essa é para todos os haters que acharam que a gente não ia chegar onde chegamos. – Sorri.
Era uma indireta para o povo da imprensa? Até era, mas se a carapuça serve, quem seria eu para dizer? Soltei um suspiro, ouvindo o ritmo começar devagar com Jack e Emily fazendo a voz baixinho.
- We're all bored, we're all so tired of everything. We wait for trains that just aren't coming. We show off our different scarlet letters, trust me, mine is better. – Comecei devagar, suspirando, pegando o microfone em minha mão.
- We're so young, we're on the road to ruin. We play dumb we know exactly what we're doing. We cry tears of mascara in the bathroom, honey life is just a class room. – Emily cantava junto comigo devagar.
- Cause baby I could build a castle, out of all the bricks they threw at me. – Abri um sorriso, erguendo minhas mãos. - And everyday is like a battle, but every night with us is like a dream. Baby, we're the new romantics, come on, come along with me. Heartbreak is the national anthem, we sing it proudly. – Ergui as mãos, fechando em punho, sorrindo. - We're too busy dancing to get knocked off our feet. Baby were the new romantics, the best people in life are free.
- We're all here the lights and boys are blinding, we hang back it's all in the timing. – Emily me acompanhava na segunda voz. - It's poker, you can't see it in my face, but I'm about to play my Ace. We need love but all we want is danger. We team up and switch sides like a record changer. – Dei de ombros, rindo. - The rumors are terrible and cruel, but honey most of them are true. – Balancei a cabeça.
- Cause baby I could build a castle, out of all the bricks they threw at me. – Fechei os olhos, sentindo meu corpo arrepiar novamente. - And everyday is like a battle, but every night with us is like a dream. Baby, we're the new romantics, come on, come along with me. Heartbreak is the national anthem, we sing it proudly. We're too busy dancing to get knocked off our feet. Baby were the new romantics, the best people in life are free. – Movimentava os ombros e os quadris, sincronizada com Mack e Mike. – So come on, come alonge with me, the best people in live are free. – Suspirei. - Please take my hand and, please take me dancing and please leave me stranded. It's so romantic. – Abri um sorriso. – Oh cause baby I could build a castle, out of all the bricks they threw at me. – Forcei minha voz, fazendo com que ela saísse mais forte. - And everyday is like a battle, but every night with us is like a dream. Cause baby I could build a castle, out of all the bricks they threw at me. And everyday is like a battle, but every night with us is like a dream. – Sorri, vendo o povo dançando junto. - Baby, we're the new romantics, come on,come along with me. Heartbreak is the national anthem, we sing it proudly. We're too busy dancing to get knocked off our feet. – Respirei fundo. - Baby we’re the new romantics, the best people in life... Are free. – Sorri, vendo-os aplaudirem e eu pisquei rindo fraco.

***


- Que merda você está fazendo aqui? – Tomei um susto quando Scott entrou em casa e eu franzi a testa, olhando para meu prato e olhei para ele novamente.
- Comendo o que sobrou do meu bolo de aniversário? – Perguntei, franzindo a testa e ele entrou bravo em minha direção e arrancou o bolo da minha mão. – Você quer?
- Eu digo aqui! O que você está fazendo em casa ainda? – Ele gritou de novo e eu franzi a testa.
- Eu deveria saber do que você está falando? – Perguntei, abaixando meus pés da mesa de centro.
- É óbvio! – Ele falou braço. – Você não viu o e-mail que eu te mandei seu idiota?
- Veio tudo preto, não entendi nada! – Dei de ombros.
- Ah, Evans, como você é burro! – Ele falou. – É a , seu idiota.
- Que ? – Ele chacoalhou meus ombros.
- Desculpe, você conhece quantas mulheres chamadas aqui nos Estados Unidos? – Ele gritou em meu ouvido. – A , Evans! Stone! – Ele arrancou algo do bolso, jogando em minha direção.
- Eu escondi bem fundo no meu coração , não queria sofrer.
- Ah, então você ainda mantém aquele negócio no seu computador e celular que esconde tudo referente a ela? – Scott se sentou em minha frente.
- Sim! – Falei, pegando o papel e eu suspirei.
- Você é um idiota. – Scott falou. – Ela está de volta! – Ele falou e eu olhei o panfleto que ele tinha jogado na minha frente.
foi a primeira coisa que eu identifiquei no panfleto, sua foto ocupava quase ele inteiro. Ela estava um pouco diferente da última vez que eu a vi, na porta de casa com os olhos inchados, se despedindo de mim. Seus cabelos estavam curtos e castanhos de novo, ela estava com o rosto um pouco menos magro, mas ainda estava linda. As letras grandes falando “ela voltou” ocupavam a parte de baixo inteira do panfleto e a data de hoje, com um endereço em Malibu do Complexo Branca Elliot... Branca era o nome da mãe de Jack e Elliot do filho de Louis que faleceu cedo. Soltei um suspiro alto.
- Ela voltou! – Scott falou de novo, com um sorriso no rosto. – Ela está dando um show para a imprensa agora mesmo na gravadora dela.
- Gravadora dela? – Perguntei e ele riu.
- Melhor você colocar Stone no Wikipedia de novo, Evans. – Sorri. – Muita coisa mudou. – Suspirei.
- Desde quando ela voltou?
- Ela fala que está aqui desde o começo de março, mas ela só apareceu com esse panfleto e no show que ela está dando agora. – Ele balançou a cabeça. – Ela pensou em tudo. – Ele riu fraco.
- Ela está de volta?
- Ela está de volta, irmão. E vocês dois estão solteiros. – Meu corpo arrepiou. – Está na hora, não?
- E se ela não gostar mais de mim? – Perguntei. – Ela pediu para eu viver e eu tentei, mas é tão difícil quando eu sei que ela é única.
- Você realmente acha que isso é possível? – Meu irmão falou e eu respirei fundo, pensativo. – Vai colocar uma roupa decente e vamos embora.
- Agora? – Perguntei.
- Ah, desculpa, você tem algo mais para fazer do que correr atrás do amor da sua vida? – Ele falou.
- Vai, Evans! – Tara apareceu dentro de casa.
- Até você?
- Sim e sua família inteira está lá fora te esperando. Se você não for, a gente vai do mesmo jeito. – Ela falou e eu me levantei, subindo as escadas de casa, correndo para o quarto.

***


- Acabou! – Falei, fechando a porta da gravadora, suspirando.
- Finalmente! – Carl falou ao meu lado e eu ri. - Vocês vão ficar aqui ainda?
- Sim, vamos ensaiar mais, o telefone da Jessica não para de tocar, a gente precisa estar preparado. – Ele assentiu com a cabeça.
- Eu vou trocar com Juan, ficar lá na guarita um pouco. – Assenti com a cabeça.
- Vai lá, querido! – Sorri, andando na direção contrária a ele. – Se alguém chegar interfona na sala de ensaios.
- Beleza! – Ele gritou e eu andei pelo lado contrário, sentindo meus saltos apertarem meus pés e os tirei no meio do caminho, suspirando, sentindo meus pés aliviarem quase imediatamente e empurrei a porta dupla da sala de ensaios, vendo o pessoal lá dentro.
- Foram embora? – Mike perguntou e eu suspirei.
- Sim, todos eles! – Falei, jogando os saltos em um canto e caminhei até o centro da turma, vendo cada um em seu lugar e os familiares jogados nos sofás encostados na parede.
- Nossa, dar uma festa cansa, hein?! – Mack falou e eu ri.
- Pois é! Agora vocês mandam, é tudo mais complicado. – Jessica falou, rindo. – Vão ter que ficar de olho até na contabilidade agora.
- Jessica, nós no mundo dos famosos somos os mais pobres agora. – David falou, rindo. – não dirige mais um Porsche, ela dirige um Ford, a gente já sabe que vamos ter que focar na contabilidade. – Ri fraco, balançando a cabeça.
- Vocês que quiseram montar esse elefante branco aqui! – Ri fraco, revirando os olhos.
- Ei! – Louis falou. – Vamos descontar do seu salário.
- Ok, ele é muito útil, agradeço. – Ela falou e eu ri fraco.
- Vamos ensaiar então, gente? – Perguntei.
- Vamos! – As trigêmeas falaram e eu ri.
- Sinto muito que o Chris não veio, . – Virgínia falou e eu assenti com a cabeça.
- O que mais me deixa triste é que não foi só o Chris que não veio, ninguém veio. – Suspirei. – Eles devem me odiar pelas escolhas que eu fiz.
- Eu duvido que tenha alguém no mundo que te odeie. – Agatha falou.
- Eu consigo pensar em algumas. – Falei e eles riram.
- Tirando pessoas que fizeram coisas erradas contra você. – Ela falou e eu sorri.
- Talvez seja hora de seguir em frente. – Dei de ombros. – Talvez até deixar Chris no passado. – Suspirei.
- ...
- Não gente, eu corria esse risco, lembra? Já passaram três anos, ele namorou outras pessoas já. Está tudo bem, prometo! – Sorri de lado, respirando fundo. Ok, isso era mentira.
- Vamos ensaiar, então. – David falou. – Assim você relaxa. – Ri fraco, assentindo com a cabeça.
- Eu vou levar Linda para cima, gente! – Agatha falou.
- Melhor, Agatha, o som é forte para ela. – Ela sorriu e levou a pequena de um ano escadas acima, seguindo para algum dos quartos.
- Vamos começar por qual? – Emily perguntou.
- Segue o CD. – Suspirei e eles assentiram com a cabeça.

***


- Uau! – Foi minha reação ao colocar a cabeça para fora da janela do carro, vendo o grande galpão alto com a fachada de cima em vermelho com o nome Complexo Branca Elliot em cima e um logo S Records e outro Jessica Stone Productions, além de seis bandeiras hasteadas no topo: Brasil, Estados Unidos, Itália, França, Japão e, provavelmente, Botsuana.
- A está muito bem, hein?! – Minha mãe falou atrás de mim e eu suspirei.
- Boa noite! – Scott falou ao abrir o vidro. – Carl! – Ele falou animado e eu abaixei a cabeça para enxergar o segurança de .
- Senhor Evans! – Ele falou sorrindo. – Então vocês apareceram.
- Todos nós! – Ele sorriu. – Acho que um pouco tarde, na verdade.
- Não se preocupe! – Ele riu sorriu. – Eles estão treinando ainda. – Ri fraco.
- Onde? – Perguntei.
- Passe pela guarita e estacione aqui do lado direito, só entrar pelas portas, eles estão na sala de portas duplas à esquerda, Ariella está lá, ela vai lhes indicar.
- Obrigado! – Meu irmão falou, Carl abriu o portão para nós e entramos com o carro, andando pela rua em frente ao complexo, ele entrou em uma das várias vagas livres e saímos do carro.
Aquele lugar era enorme, devia ter mais de quatro andares, isso era fato. As luzes artificiais deixavam-no bem mais bonito, os dois logos maravilhosos. E só o fato de eu imaginar que , a minha estava lá dentro, já me dava vontade de vomitar. O pessoal estava ao meu lado novamente e eu atravessei a rua, empurrando a porta de vidro, arregalando os olhos para o tamanho daquilo.
Era gigante! Uma recepção longa com alguns lugares para sentar no meio, uma recepção à direita e algumas portas à esquerda. Olhando para as paredes, podiam ser vistos diversos quadros com as capas do CD de , além de pequenas fotos que eu não consegui reconhecer, talvez de momentos e shows.
- Olha! – Scott apontou e eu fiquei de frente para a entrada, vendo uma capa que eu nunca tinha visto, Total Stranger. – Deve ser o álbum novo. – Ele falou e eu assenti com a cabeça.
- Certo, senhor Evans! – Virei o rosto novamente, vendo Ariella se aproximando de nós e eu sorri. – Creio que está atrasado. – Ela falou e eu ri fraco.
- Três anos. – Falei e ela riu fraco.
- Creio que uns nove, na verdade. – Ela sorriu e eu assenti com a cabeça, suspirando. – Ela está lá dentro. - Ela apontou para as portas duplas onde se via uma luz saindo por debaixo da mesma.
- Obrigado! – Sorri e ela assentiu com a cabeça.

***


- Eu atendo! – Jessica falou se levantando, indo em direção ao interfone e paramos de tocar, respirando fundo e eu passei o violão pelo meu pescoço. – Fala, Carl! – A ouvi dizer. – O quê? – Ela falou. – Sério? Ok, vou dizer a ela. – Ela soltou uma risada. – Isso é demais. – E desligou.
- O que você vai dizer para mim? – Perguntei e ela riu.
- Chris Evans acabou de passar pela guarita. – Ela abriu um sorriso e eu senti meu corpo arrepiar. – A família dele está junto.
- Ele está aqui? – Perguntei, respirando fundo.
- Sim! – Ela sorriu.
- É agora, ! – David falou, rindo.
- O que eu faço? – Perguntei desesperada.
- Faz o que você faz de melhor, é óbvio. – Gemma falou. – Cante para ele. – Ela falou e eu engoli em seco.
- Amnesia e Secret Love Song. – Emily falou. – Assim que aquelas portas abrirem, você começa. – Ela falou sorrindo e eu respirei fundo, ajeitando o violão em meu ombro e eu suspirei.
- Vira o microfone para frente. – Jack falou e eu respirei fundo.
- Vocês ficarão comigo? – Perguntei, engolindo em seco.
- Sempre! – Eles falaram em coro e eu fechei os olhos.
Segurei os acordes da primeira música e respirei fundo, eu não estava preparada para isso. Eu deveria, mas eu não estava. Escrever músicas sobre a dor que eu o causei, sobre a dor que eu sentia, era algo totalmente diferente de cantar todos esses sentimentos. As lágrimas não me deixariam em paz, mas eu sabia que precisava fazer isso. Talvez era o único jeito dele saber que eu o amava... Que eu sempre o amei.
Amnesia era uma música que eu havia escrito para ele, mas como se ele estivesse dizendo o que sentiu quando eu fui embora, pelo menos era como eu achava, ele podia ter esquecido de mim e ido embora, eu só esperava que não. E Secret Love Song era sobre o que eu queria que a gente fosse desde o começo, que eu não queria ele com outras pessoas, mas que eu não era forte o suficiente para pedir isso.
Ouvi a porta se abrir e imediatamente coloquei meus dedos trêmulos para começarem a dedilhar no violão, eu sentia que todas as atenções estavam em mim e eu realmente não sabia se era realmente Chris que estava entrando pela porta, mas se fosse Scott talvez, ele podia saber como eu me sentia.
- I drove by all the places, we used to hang out getting wasted. I thought about our last kiss, how it felt, the way you tasted. – Comecei a cantar baixo, suspirando. - And even though your friends tell me you're doing fine. Are you somewhere feeling lonely even though he's right beside you? When he says those words that hurt you, do you read the ones I wrote you? – Suspirei. - Sometimes I start to wonder was it just a lie? – Senti meu corpo arrepiar. - If what we had was real, how could you be fine? 'Cause I'm not fine at all. – Engoli em seco, ouvindo meu quarteto de cordas começar a tocar. - I remember the day you told me you were leaving, I remember the makeup running down your face. And the dreams you left behind, you didn't need them. Like every single wish we ever made. – Senti minha voz ficar trêmula e as lágrimas escorrerem de meus olhos. - I wish that I could wake up with amnesia. Forget about the stupid little things. Like the way it felt to fall asleep next to you, and the memories I never can escape. – Soltei um suspiro, respirando fundo. - 'Cause I'm not fine at all. – Engoli em seco, mordendo meu lábio inferior. - The pictures that you sent me, they're still living in my phone. I admit I like to see them, I admit I feel alone. All my friends keep asking why I'm not around. – Balancei a cabeça, engolindo em seco. - It hurts to know you're happy and it hurts that you've moved on. It's hard to hear your name, when I haven't seen you in so long. It's like we never happened, was it just a lie? – Forcei a voz novamente. - If what we had was real how could you be fine? 'Cause I'm not fine at all. – Agilizei minhas mãos no violão. - I remember the day you told me you were leaving, I remember the makeup running down your face. And the dreams you left behind, you didn't need them. – Senti minha voz tremer, me fazendo desafinar. - Like every single wish we ever made. I wish that I could wake up with amnesia. Forget about the stupid little things. Like the way it felt to fall asleep next to you, and the memories I never can escape. – Dei de ombros, soltando uma das mãos, passando em meu nariz. - If today I woke up with you right beside me, like all of this was just some twisted dream. – Engoli em seco. - I'd hold you closer than I ever did before. – Forcei minha voz, sentindo-a desafinar novamente. - And you'd never slip away, and you'd never hear me say. – Engoli em seco. - I remember the day you told me you were leaving, I remember the makeup running down your face. And the dreams you left behind, you didn't need them. Like every single wish we ever made. – Abri meus olhos devagar, vendo somente vultos embaçados pelas lágrimas. - I wish that I could wake up with amnesia. Forget about the stupid little things. Like the way it felt to fall asleep next to you, and the memories I never can escape. Cause I’m not fine at all. – Voltei a tocar, dedilhando o violão com mais calma e suspirei. - I'm not fine at all, I'm really not fine at all. Tell me this is just a dream 'cause I'm really not fine at all.
Engoli em seco com medo de abrir meus olhos novamente, mas eu os fiz, olhando em direção a porta, ele realmente estava lá, em meio ao embaçado de meus olhos. Ele realmente estava lá, com mais cinco pessoas que eu não consegui definir, porque meu rosto não queria enxergá-las.
Todo mundo estava em silêncio, sem aplausos ou os gritos constantes, mas eu respirei fundo, abaixando o violão, fazendo a fita girar em meu peito e peguei o microfone novamente, passando a mão livre em meu rosto e eu virei de costas, acenando com a cabeça para David que fez o mesmo gesto e eu respirei fundo, tossindo rapidamente.
- When you hold me in the street and you kiss me on the dancefloor. – Senti minha voz sair devagar, com David tocando levemente. - I wish that it could be like that. Why can't it be like that? 'Cause I'm yours. – Me arrepiei com minha própria voz e sorri. - We keep behind closed doors, every time I see you I die a little more. Stolen moments that we steal as the curtain falls. It'll never be enough. – Virei meu corpo, colocando o microfone no pedestal. - It's obvious you're meant for me, every piece of you it just fits perfectly. Every second, every thought I'm in so deep. But I'll never show it on my face. But we know this, we got a love that is hopeless. – Foquei meus olhos castanhos nos azuis de Chris, sorrindo. - Why can't you hold me in the street? Why can't I kiss you on the dancefloor? – Senti minha voz sair forte, me fazendo arrepiar. - I wish that it could be like that. Why can't we be like that? 'Cause I'm yours. – Cantei olhando fundo nos olhos de Chris, abaixando o microfone e a cabeça.
- When you're with him do you call his name? Like you do when you're with me does it feel the same. Would you leave if I was ready to settle down? – David começou a cantar, me fazendo sorrir. - Or would you play it safe and stay. Girl you know this, we got a love that is hopeless. – Suspirei, virando para ele.
- Why can't you hold me in the street? Why can't I kiss you on the dancefloor? – Cantamos juntos, fazendo com que eu mantivesse uma mão para cima, contendo minha força. - I wish that it could be like that. Why can't we be like that? 'Cause I'm yours.
- And nobody knows, I'm in love with someone's baby. – David cantou sozinho.
- I don't wanna hide us away. – Forcei minha voz.
- Tell the world about the love we makin'. – David continuou.
- I'm living for that day, someday. – Cantamos juntos, fazendo meu corpo arrepiar.
- Can I hold you in the street? Why can't I kiss you on the dancefloor? – Virei o rosto novamente para frente, vendo seu rosto meio perdido ainda e eu foquei em seus olhos novamente.
- I wish that it could be like that. Why can't we be like that? 'Cause I'm yours, I'm yours. – Balancei a cabeça negativamente, erguendo o microfone, sentindo minha voz ecoar pelo local.
- Why can't you hold me in the street? Why can't I kiss you on the dancefloor? I wish that it could be like that. Why can't we be like that? 'Cause I'm yours. 'Cause I'm yours. – David fazia a segunda voz comigo, me fazendo arrepiar.
- Why can't I say that I'm in love, I wanna shout it from the rooftops. – As lágrimas caíram sem medo de minha bochecha, me fazendo fechar os olhos. - I wish that it could be like that. Why can't we be like that? 'Cause I'm yours.
- Why can't we be like that? Wish we could be like that. – Cantei sozinha o final, respirando fundo e senti o microfone escorregar pela minha mão, batendo no chão e eu coloquei a mão na boca, respirando fundo.
- Ah... – Jessica falou. – Isso foi incrível, . – Respirei fundo. – Mas acho que devemos dar licença, para eles. – Ela falou e eu suspirei, passando a mão no rosto.
- Não antes de eu abraçar minha melhor amiga que eu não vejo há anos. – Virei o rosto para a porta, vendo Scott passar pela sua família correndo e passar seus braços ao redor do meu corpo e eu suspirei, escondendo o rosto em seu pescoço. – Eu prometo que agora tudo vai ficar bem. – Ele falou baixo e eu sorri, assentindo com a cabeça, recebendo um beijo dele em minha testa. – A gente se fala daqui a pouco.

Vi o pessoal sair dali, alguns subiram as escadas para os quartos e outros saíram pela porta que dava para fora e eu suspirei, me abaixando para pegar o microfone e o encaixei novamente no pedestal, me apoiando no mesmo.
- Por que você não me disse que estava de volta? – Ergui o rosto para Chris que andava devagar em minha direção.
- Eu tentei! – Suspirei. – Mandei convites para Boston, já que eu fiquei sabendo que você mudou de casa.
- Antes, eu digo. – Ele disse e eu dei de ombros.
- Eu precisava ter certeza do que eu estava fazendo antes. – Suspirei e ele abriu os braços.
- Espero que tenha, porque esse espaço está incrível. – Ele falou e eu suspirei, assentindo com a cabeça.
- Era o único jeito de voltar. – Suspirei e ele assentiu com a cabeça, colocando as mãos no bolso. – Eu não queria confiar mais em ninguém depois da última vez. – Dei de ombros. – Acho que fizemos um bom trabalho. – Ele sorriu.
- Você sempre faz. – Ele sorriu. – Essas músicas...
- Para você, é! – Assenti com a cabeça, cruzando os braços em cima do peito.
- Você ainda se sente assim? – Suspirei.
- Como? Se eu ainda te amo ou se eu ainda me sinto machucada pelo outro? – Suspirei e ele ficou quieto. – Eu sempre te amei, Chris. – Sorri, balançando a cabeça. – Mas, infelizmente, eu fiz um erro na minha vida, confiei na pessoa errada. Todos fazemos, mas eu fiquei feliz em saber que todas as pessoas que eu realmente confiei ainda estão comigo. – Ele assentiu com a cabeça. – Eu não sei o que você sente, mas posso dizer que eu estarei aqui. Mesmo que isso leve mais uns dez anos. – Falei e ele riu fraco, se aproximando de mim. – Eu te procurava no Google, sei que voltou com sua ex... Suas idas frequentes a balada...
- Isso... – Balancei a cabeça.
- Não se preocupe, eu pedi para você viver, não pedi? – Sorri, segurando sua mão. – E você fez, e eu fico feliz que você me esqueceu. – Ele suspirou, rindo fraco.
- Aí que está, eu não te esqueci. – Olhei para ele. – Essas mulheres... Todas foram uma tentativa em tentar sentir algo similar a nós. – Ele acariciou meu rosto. – Algo similar ao que nós tivemos.
- Anos de procrastinação? – Perguntei rindo.
- Também! – Ele deu de ombros. – Mas acho que está na hora desse barco andar. – Ele falou e eu dei um pequeno sorriso.
- Você está livre? Porque eu não quero... – Ele tocou meu rosto.
- Sim! – Ele sorriu. – Nós dois estamos! – Ele falou, sorrindo. – Eu estou pronto se você estiver . – Ele falou e eu arregalei os olhos.
- Me chamando pelo meu verdadeiro sobrenome? – Ele riu fraco.
- Sim, porque eu amo você de qualquer jeito. – Ele falou e eu ri fraco.
Passei meus braços pelos seus ombros, ficando na ponta dos pés e senti seus lábios tocarem nos meus apressadamente. Pressa, era o que a gente tinha. Ele passou as mãos pela minha cintura e fiquei na ponta dos pés, sentindo seu corpo roçando no meu, levando meu corpo para trás e suspirei, sentindo sua língua tocar na minha delicadamente, sua mão massagear minha cintura delicadamente e eu ergui uma mão para seu rosto, acariciando seus cabelos e soltei um suspiro, sentindo-o encostar a testa na minha e soltei uma risada fraca, descendo uma das mãos para seu peitoral.
- Isso quer dizer que a gente vai ficar juntos? – Perguntei e ele gargalhou, jogando a cabeça para trás, segurando minha cintura.
- O quê? Você quer esperar mais alguns anos? – Gargalhei, encostando meus lábios nos dele mais uma vez, apertado meus braços em seus ombros.
- Oh, como eu sou burra! – Falei, nos afastando rapidamente.
- O quê? – Ele perguntou.
- Oh meu Deus, eu vou matá-los. – Falei, suspirando.
- O quê? – Ele perguntou de novo.
- Estamos sendo observados! – Falei alto, apontando para cima, onde alguns rostinhos começavam a aparecer do corredor que dava para fora. – E no estúdio. – Apontei para a parede de vidro que dava para a parte de dentro do estúdio.
- Oh! – Chris falou, escondendo o rosto em meu ombro se eu ri.
- Isso aí, ! Gostei de ver! – Mack gritou no microfone do estúdio e eu senti meu rosto arder, me fazendo rir.
- Oh meu Deus, eu vou matá-los. – Suspirei, balançando a cabeça.
- Tarde demais para isso. – Mack gritou novamente. – Se preparem que vocês vão ser notícias no mundo inteiro! – Ele falou e eu só consegui gargalhar, sentindo as mãos de Chris em meu corpo.

- Seja bem-vinda, ! – Fallon falou e eu sorri, me ajeitando em seu sofá. – É sua primeira vez aqui.
- Sim! – Falei rindo. – Minha primeira vez.
- Por que você nunca veio aqui? – Ele perguntou e eu ri.
- Eu não sei, na verdade. – Ri fraco. – Acho que seu programa começou naquela época em que eu não tinha o que divulgar e quando tinha eu fui embora e voltei só agora.
- É muito bom te ter de volta! – Ele sorriu, segurando minha mão. – E você tem muitas novidades, certo?
- Sim, eu estou de volta com um álbum novo, minha própria gravadora, um complexo musical só meu... Nossa, é muita coisa! – Falei e ele riu.
- A gente sabe o que aconteceu, ficamos muito sentidos com tudo, foi uma perda horrível, não ter você aqui é... Não dá para explicar, você é a melhor do mundo, todo mundo te ama, suas músicas são incríveis. – Sorri.
- Obrigada! – Assenti com a cabeça.
- E o que te fez voltar?
- David e Mike, principalmente. – Suspirei. – Eles apareceram em casa, eu já tinha algumas ideias da gravadora, de um possível retorno e tudo mais, então as coisas foram acontecendo meio assim. Mas o motivo principal para eu voltar foi o amor. – Ele sorriu e os fãs aplaudiram.
- Já que você puxou esse assunto, como você superou aquele Voldemort... – Gargalhei, colocando a mão no peito. – E deu essa volta por cima?
- Bem, eu acho que eu simplesmente me toquei que eu nunca o amei. – Balancei a cabeça. – O mais difícil foi superar a traição em conjunto que eu sofri de pessoas muito próximas a mim, incluindo a pessoa que eu dividi momentos tão importantes. – Suspirei. – Apesar de tudo, é um baque quando a gente é traído e ninguém gosta. – Ele assentiu com a cabeça.
- Isso é verdade! – Ele suspirou. – Mas aí entra outro detalhe, outra peça no xadrez que os fãs sempre gostaram, sempre sonharam com vocês juntos, mas vocês nunca deram aquele passo. – Soltei uma risada, balançando a cabeça. – Podemos tocar nesse assunto?
- Por favor, eu estou feliz, problema dele se ele não quiser que eu fale. – Ele gargalhou.
- Você e Chris Evans têm uma bela história, não?! – Ele perguntou e eu ri.
- Uma longa história, você quer dizer, não?! Um pouco trágica também. – Ele riu.
- Você lida bem com isso? – Ri fraco.
- De certa forma. – Balancei a cabeça. – Agora eu posso olhar para trás e rir, porque passou.
- Mas, por favor, conte a história de você.
- Bem, vamos lá. – Ri fraco. – Eu e Chris nos conhecemos em 2005, eu estava começando, ele estava começando, e a gente acabou se conhecendo em uma première dele e eu virei muito amiga do irmão dele, então, automaticamente, eu já tive uma relação com a família Evans, com ele, com seus irmãos, com todo mundo. – Jimmy assentiu com a cabeça. – Mas nenhum dos dois estava pronto para isso, eu acho. Eu gostava dele, mas ele estava namorando, depois a gente brigou por motivos estúpidos, e eu desencanei, depois eu comecei a namorar e foi o que rolou, eu cheguei a ter dúvidas do que eu sentia pelo meu ex quando Chris me chamou para fazer uma cena no filme novo dele, Deixa Rolar...
- Um beijo! – Ele falou e eu ri fraco.
- Exato, um beijo! – Ele riu. – Eu tenho certeza que ele me escolheu de propósito, ele podia ter escolhido qualquer um no mundo, mas não... Ele me escolheu! – Ele gargalhou. – Enfim, eu fiquei apaixonada de novo, mas eu estava no meio de um tiro, eu estava noiva, procurando casas para morar e meu coração batia forte por outro cara. Um cara que eu já tinha uma queda antes. – Ele riu. – Mas eu escolhi o fácil, ficar com o Voldermort, como você diz. – Ele gargalhou. – Mas aí eu descobri a traição, todo o plano que estava arquitetado para roubar minha fortuna ou casar comigo e só Deus sabe o que mais, e eu escolhi ir embora. Eu escolhi me dar um tempo. – Suspirei. – Eu já ia dar esse tempo antes, eu estava querendo terminar com Anthony e decidir se eu realmente amava um dos dois.
- E aí você foi embora, meio forçada.
- Não fui forçada, eu escolhi tirar um tempo para mim, era muita coisa acontecendo e eu disse para Chris viver a vida dele. – Assenti com a cabeça. – Mas, apesar de tudo, eu não esqueci, ele não me esqueceu e, bem... – Os fãs gritaram. – Vocês viram o vídeo! – Gritei rindo. – Mack é um filho da mãe! – Jimmy gargalhou.
- E agora vocês vão ficar juntos? – Ri fraco.
- É o que parece, na verdade. – Senti minhas bochechas ficarem vermelhas.
- A gente tem o vídeo do filme e do beijo deles recentemente? – Jimmy perguntou e eu gargalhei. – Ah, qual é, foi uma felicidade para os fãs ver o filme que saiu agora e logo depois vocês juntos! Eu mesmo fiquei estourando de felicidade. – Ele disse e apareceu a tela dividida, me fazendo rir.
A cena do filme, que eu havia visto no começo do ano quando saiu no iTunes e a cena de três dias atrás, lado a lado. Soltei uma risada quando os fãs gritaram quando nos beijamos nas duas cenas e eu ri fraco, balançando a cabeça.
- É isso que eu estou falando! – Jimmy gritou e eu revirei os olhos.
- Oh meu Deus! – Ri fraco.
- Então, , vamos para o intervalo, depois você e sua banda vão participar de um quiz com a gente, beleza?
- Vamos lá! – Falei animada.
- A gente já volta! – Ele gritou e eu sorri.

- Eu preciso saber tudo que eu perdi! – Gritei para Chris e ele riu.
- Por que você não me diz o que eu perdi? – Revirei os olhos.
- Ok, você quer saber o que você perdeu? – Perguntei. – Eu fiquei três anos trancada em casa, comendo macarrão e engordando. – Falei rápido. – Agora estou lutando contra a balança.
- Você está ótima! – Ele sorriu e eu revirei os olhos.
- Eu sei, estou gostosa, mas esse gostosa não aguenta um show – Falei e ele riu, balançando a cabeça.
- Só não emagrece tanto. – Ele falou e eu assenti com a cabeça.
- Bem, é isso. E eu, o que eu perdi? – Ele respirou fundo, me puxando para sentar no seu colo.
- Ok, onde paramos?
- Eu não fui na première de Qual é o Seu Número? Foi a última coisa que eu sei... Tirando o que eu procurei na internet, é claro! – Falei e ele riu, fazendo cócegas em minha barriga.
- Você pesquisou sobre mim? – Ele perguntou.
- Diferente de você. Que história é essa de bloquear meu nome e minhas fotos de tudo? – Perguntei, me jogando ao seu lado no sofá.
- Eu estava tentando te esquecer, da mesma forma que doeu em você, doeu em mim. – Assenti com a cabeça. – Além do mais, muita coisa aconteceu nesse meio tempo, assim, Louis está com uma filha. – Ri fraco.
- Fala antes, depois eu conto. – Suspirei. – Fala.
- Ok, eu lancei Código de Honra no final de 2011, acho que só...
- Eu vi, gostei bastante! – Assenti com a cabeça, sorrindo.
- Obrigado! – Ele disse.
- Depois em 2012 teve a estreia de Os Vingadores...
- Também estou sabendo, você foi até para o Brasil. – Ele riu fraco.
- Sim, eu fui, queria ir atrás de você, mas foi coisa de dois dias...
- Foi melhor assim, amor. – Suspirei, deixando meu corpo ao seu lado, abraçando-o pela barriga.
- Bem, depois teve O Homem de Gelo...
- Eu provavelmente não entendi esse filme, porque eu não gostei. – Ele riu fraco. – E você está horrível.
- Obrigado! – Ele fechou a cara. – Ok, o que mais?
- Você estava namorando aquela cobra...
- Ei, também não é assim! – Ele falou, erguendo os braços.
- Ah Evans, você e a Minka terminaram em 2007 porque ela tinha traído você, cobra sim, ainda não entendo o que você estava pensando.
- Eu estava solitário! – Suspirei.
- Ok, pelo menos você não voltou para as drogas. – Dei de ombros.
- Estou limpo, , te prometo. – Acariciei seu rosto, dando um beijo em sua bochecha.
- Sim, mas você está com sérias rugas! – Falei sorrindo e ela riu.
- É a idade chegando, acabei de completar 33.
- Ah tadinho! – Ele riu.
- Bem, depois tivemos o MTV Movie Awards, eu ganhei um prêmio.
- Muito bom! – Sorri.
- Depois lancei Expresso do Amanhã.
- Esse eu vi e me apaixonei. – Suspirei. – Adorei mesmo! – Ele riu fraco.
- Aí entramos nesses anos. – Assenti com a cabeça. – Teve a première do segundo Capitão América, deixa eu adivinhar, você viu?
- Sim, eu vi! – Sorri. – Eu gostei mais do que o primeiro.
- Sem querer me gabar, é o melhor filme da Marvel. – Ri fraco.
- Isso porque não queria se gabar. – Ele riu, passando o braço em meu corpo.
- Você precisa conhecer Sebastian e Anthony...
- Ah, outro Anthony na minha vida? – Ele gargalhou.
- Esse é bom, eu prometo.
- Porque você sabe que não foi só o meu Anthony, teve o do Jack também.
- Como assim?
- Jack namorou um cara, na época de Here We Go Again acho e o cara não se assumia gay e aí a família dele humilhou o Jack, ixi, foi maior rolo. – Ele suspirou.
- Eu não sabia dessa. – Ele franziu a testa.
- Quando eu falo que eu fiz tempestade em copo d’água com o que aconteceu comigo, ninguém acredita. – Ele suspirou. – O que mais?
- Acho que é isso! – Ele disse. – Agora tem Comic-Com, eu vou lançar um filme.
- Você vai lançar um filme?
- Não achou isso no Google? – Ri fraco, franzindo os lábios. - Sim, eu dirigi! – Ele sorriu. – Estou indo por esse caminho agora.
- Ah que ótimo, Chris, eu quero ver. – Sorri.
- É no Festival de Toronto em setembro. – Assenti com a cabeça.
- Eu vou, pode ter certeza! – Ele sorriu, me abraçando.
- E contigo? O que aconteceu? – Suspirei.
- Apesar de eu ter me mantido afastada de todos, eu não me afastei da minha banda, eles são minha família. – Suspirei. – Mike casou com Lacey, Agatha engravidou e teve Linda, graças a Deus. Meu pai se separou.
- Sério? – Suspirei.
- Eu as vezes acho que foi por minha causa, não sei, eu simplesmente cheguei e não dava espaço, sabe? E meu pai sempre preocupado comigo. – Dei de ombros. – Mas eu ainda falo com Matheus, ele sempre vai ser meu irmão. – Ele acenou com a cabeça. – E acho que foi isso.
- Podemos, por favor, falar dos prêmios que você recebeu? – Ri fraco.
- Qual deles?
- Todos? – Ele gritou. – Cara, você ganhou muitos prêmios enquanto estava ausente.
- Alguém está com inveja? – Perguntei.
- Estou, ok?! Você não é nem atriz e tem quatro Oscars, . Isso machuca meu ego! – Ri fraco.
- Ah amor, talvez dê certo você cantando.
- Ah, claro! – Ele foi irônico e eu ouvi meu celular tocando, vendo o nome de Jessica e suspirei. – Você nunca está sozinha.
- Nunca! – Suspirei, colocando o celular na orelha. – Alô?
- , tem uma ligação para você, vou repassar, ok?! A decisão é sua! – Suspirei.
- Ok! – Falei, vendo-a fazer o que disse e suspirei.
- Alô? – A pessoa falou do outro lado.
- Alô! – Disse, me sentando no sofá da casa de Chris.
- É Stone?
- Sim, é ela mesma! – Sorri.
- Eu sou Jon Favreau, nos encontramos na première de Homem de Ferro.
- Sim, eu me lembro de você! – Sorriu.
- Não pudemos te encontrar antes devido a...
- Sim, a mim. – Ele riu fraco.
- Sim, exatamente. – Ele disse. – Mas gostaríamos de te convidar para fazer parte de um vídeo de promoção dos filmes da Marvel. – Apontei para Chris e ele não entendeu nada. – Não uma música para um filme, mas uma promoção geral, a gente sabe que você e sua banda gostam bastante, tentam estar presentes. – Assenti com a cabeça.
- Sim, acho que podemos fazer isso dar certo. – Sorri.
- Que bom ouvir isso. – Ele falou.
- Podemos marcar uma reunião para conversar melhor sobre? – Perguntei.
- Claro, estou em Los Angeles, pode ser amanhã?
- Claro, você conhece o complexo Branca Elliot?
- Não há uma pessoa viva que não o conheça. – Ri fraco.
- Podemos nos encontrar lá?
- Claro! – Ele disse. – Às 10?
- Perfeito! – Sorri. – Até amanhã!
- Até! – Falei, desligando o celular.
- O que foi?
- Eu acho que vamos trabalhar juntos. – Falei, franzindo a testa.
- Como assim? – Chris perguntou.
- Era o Jon Favreau, ele quer que eu grave alguma música para uma divulgação de alguma coisa. – Franzi a testa.
- entrando no time da Marvel. – Ri fraco.
- Eu nunca fiquei em nenhum lado, mas tenho que admitir que pendia para o lado Marvel por causa de você. – Ele riu.
- Vai ser legal. – Ele sorriu.

- Calma, vamos desacelerar! – Falei, abanando a mão. – A gente não precisa planejar uma turnê inteira, a gente só precisa falar desse show! – Eles riram.
- Sim, vamos focar nesse, ninguém está preparado para uma turnê, não sei nem se esse show é uma boa ideia, mas vocês estão de volta, de CD novo, então vocês vão precisar se mexer. – Jessica falou e eu suspirei.
- Ok, mas o que vai ser? A turnê de volta ou a turnê do CD novo? – Mack perguntou.
- Não vai ser turnê, vai ser um show! – David falou, batendo a cabeça na mesa. – Um show, só um show!
- Ok, um show. Mas do quê? Do nosso retorno ou do CD novo? – Mack perguntou de novo. - Vocês sabem que são duas coisas diferentes.
- Sim, é isso que a gente precisa decidir.
- Acho que a gente pode fazer esse show, que vai ser transmitido, do CD novo e a gente precisa pensar em fazer algo do quarto CD. – Suspirei.
- Do quarto CD? – Louis franziu a testa.
- Apesar de toda a depressão que rola no quarto CD, ele ganhou prêmios, ele ganhou Grammys, e os fãs gostaram, a gente não pode esquecer que não fizemos turnê, que não lançamos clipe. – Eles suspiraram.
- Ok, então de certa forma, nós temos dois álbuns para divulgar? – Emily perguntou.
- Três, na verdade. Vocês não querer começar a gravar o sexto álbum já?
- Ah meu Deus! Eu vou ficar louco! – Mike disse, suspirando.
- Calma! Se a gente vai divulgar Loose Ends e Total Stranger, a gente esquece um pouco o sexto álbum. – Falei suspirando.
- Ok, então qual sua ideia? – Jessica perguntou.
- A gente tem três shows aqui nos Estados Unidos, Los Angeles, Boston e Washington, ok?! – Eles assentiram com a cabeça. – A gente faz esses shows só do Total Stranger, claro que com Show Me Love, Fly With Me e algumas mais importantes dos outros CD, mas foca nisso, foca no Total Stranger. – Falei, suspirando. – A gente tenta fazer uma turnê menor e no fim do ano que vem a gente lança alguns clipes de Loose Ends.
- Tem que pensar no filme também. – Suspirei.
- Sim, mas isso é fácil, um dia de gravação resolve tudo. – Assenti com a cabeça.
- Ok, acho que temos um plano. – David falou. – Afinal, ninguém aguenta uma turnê muito grande agora. – Ri fraco, suspirando.
- Ok, então mão na massa. – Jessica falou. – , eu confio em você, então se quiser fazer seu show com trinta músicas, é agora! – Assenti com a cabeça. – Setlist pronta para amanhã, ensaios começam após isso. – Suspirei, assentindo com a cabeça e me levantei, vendo Chris se levantar junto.
- Gostei de te ver trabalhando. – Ele falou e eu ri, revirando os olhos.
- Vamos que não acabou ainda. – Ele riu fraco e eu saí da sala.

Pisquei para Chris, que estava nos bastidores com sua família, quando eu peguei uma toalha para secar meu rosto, mas logo saí para a luz novamente, pegando o microfone e encaixando no pedestal, sorrindo para o público.
- E aí, Boston? – Gritei para eles. – Essa próxima música é sobre o passado, é sobre tudo o que houve nesses últimos anos, mas sabe por que eu gosto de cantar ela? Porque é passado, e porque vocês adoram! – Falei e eles gritaram.
Puxei o microfone na mão e respirei fundo, ouvindo os fãs gritarem quando o som começou e eu comecei a mexer a mão no ritmo da música, caminhando pela passarela e coloquei o microfone próximo a boca, sorrindo.
- I think you got the best of me, you're sleeping with the enemy, you left me all alone, alone, alone, alone. – Estiquei a mão. - The beat drops, I'm so alone. My heart stops, I already know, you left me all alone, alone, alone, alone. – Estiquei a mão começando a pular. - I'm sick and tired of the mess you made me, you're never gonna catch me cry, oh. You must be blind if you can't see, you'll miss me 'til the day you die. – Abri um sorriso, ouvindo os fãs cantando juntos. - Without me, you're nothing. You must be blind if you can't see, you'll miss me 'til the day you die. – Movimentei o corpo, sorrindo. - I've let go, finally over you, this drama that you've put me through. I'm better all alone, alone, alone, alone. – Movimentei a mão nas batidas da bateria. - The beat drops, you're so alone, it's last call and it's gotten old, now look who's all alone, alone, alone, alone. – Os fãs voltaram a cantar. - I'm sick and tired of the mess you made me, you're never gonna catch me cry, oh. You must be blind if you can't see, you'll miss me 'til the day you die. – Ergui as mãos, pedindo para eles cantarem juntos. - Without me, you're nothing. You must be blind if you can't see, you'll miss me 'til the day you die. – Me aproximei da beirada da passarela, sorrindo. - I trusted you, you were the first. – Dei de ombros. - Then you lied and it gets worse, you broke me down. Now, just look around. Who's all alone? – Estiquei o microfone.
- Who's all alone now? – Os fãs gritaram me fazendo arrepiar e eu voltei para o palco, correndo.
- I'm sick and tired of the mess you made me, you're never gonna catch me cry, oh. You must be blind if you can't see, you'll miss me 'til the day you die. – Minha banda cantou enquanto eu corria.
- Without me, you're nothing. – Voltei a cantar sorrindo. - You must be blind if you can't see, you'll miss me 'til the day you die. – Gritei no fim, ouvindo os fãs gritarem e eu sorri, virando o rosto para Chris que sorria para mim e eu assenti com a cabeça, piscando para ele.

- Deus, parece que eu estou indo para o fim do mundo! – Chris disse, passando o braço pelos meus ombros e eu ri, balançando a cabeça.

- Ei, você deveria ter visto isso logo que a gente se mudou, não tinha nem iluminação ainda. – David falou e eu ri, colocando Natalie no chão, vendo-a correr com suas irmãs. – Isso foi tenso.
- Mas é bem legal, gente! Sério! – Chris sorriu.
- Bem, é calmo, isso eu tenho que admitir! – Falei, suspirando. – Só nós, alguns seguranças andando para lá e para cá, a gente nem ouve os carros passando pela avenida... – Suspirei. – É gostoso.
- Bem, até amanhã gente! – Jack falou.
- Feliz aniversário! – Falei novamente e ele sorriu.
- Você vai superar a crise dos trinta, não se preocupe! – Chris falou e eu ri.
- Você superou? – Jack perguntou.
- Calma, não vamos exigir muito! – Chris brincou e eu abri a casa.
- Boa noite, gente! – David falou.
- Boa noite. – Falei, vendo Chris entrar em casa e eu fechei a porta, trancando a mesma.
- Vocês têm tudo, não? Sala de festas, gravadora, palco... – Ele falou e eu ri, tirando meu casaco e subindo as escadas, com ele atrás de mim.
- Tudo foi intencional, essa recepção meio exagerada nos ajuda nisso. – Dei de ombros e ele me abraçou de costas, subindo atrás de mim.
- Recepção exagerada, sala de ensaios exagerada com aquela parede com todos os prêmios que você recebeu para deixar qualquer um com inveja. – Ri fraco, erguendo a mão para tocar sua cabeça.
- Ah amor, não sei se deixa alguém com inveja, mas a gente lutou bastante por isso. – Suspirei.
- Dez anos! – Ele falou e eu suspirei, entrando no meu quarto e corri para fechar a janela e puxar as cortinas.
- Dez anos já. – Suspirei, balançando a cabeça. – Fechando porque ainda tem gente que joga bomba fedida para me acordar. – Falei e ele riu.
- Mack?
- Quem você acha? – Ele riu, balançando a cabeça.
- Você tem tudo, . Vocês são ótimos! – Sorri, jogando meu casaco na poltrona, suspirando.
- Agora eu posso falar que sim, eu tenho tudo. – Sorri. – Eu tenho você! – Ele sorriu, passando as mãos em meus ombros.
- Você diria que sua vida está completa?
- Sim, só faltava você para completar. – Ele sorriu, passando as mãos em minha cintura, me puxando para perto e eu coloquei as mãos em seus ombros, empurrando sua jaqueta para baixo.
- Sim! – Ele sorriu. – Você é tudo que eu preciso para completar minha vida. – Ele falou e tocou seus lábios nos meus.
- Sabe o que eu estou surpresa? – Falei, vendo-o afastar nossos lábios.
- O quê? – Ele perguntou e eu ri.
- Você me perdoou muito rápido. – Falei e ele riu.
- Oh não! Você não esperava que eu ficasse esperando e esperando, certo? Oh, eu não faço isso. Depois daquele beijo no filme, eu não via a hora de beijar de novo e novo. – Ele falou e eu ri, abraçando-o forte, sentindo-o estralar beijos em meu pescoço e eu suspirei.
- Então me beije como se ninguém estivesse vendo. – Falei baixo em seu ouvido e dei uma rápida mordida em sua bochecha, vendo-o virar o rosto para mim e eu sorri.
Ele colou os lábios nos meus novamente, fazendo com que minhas mãos passeassem por seu corpo e fizesse com que meu corpo se arrepiasse a cada toque. Ele me empurrou até a parede e me prensou contra a mesma, me puxando para cima pelas coxas, permitindo que eu as prendesse em sua cintura, mantendo uma mão em seu ombro e a outra puxasse seus cabelos levemente.
Ele caminhou comigo até a cama e me deitou sobre a mesma, puxando sua camiseta para fora antes de se deitar sobre mim, fazendo com que eu passasse as pernas na sua cintura novamente, deixando que ele beijasse meu pescoço, segurando minhas mãos para cima, permitindo que alguns gemidos escapassem pela minha boca.
Quando soltou minhas mãos ele seguiu direto para minha blusa, fazendo com que eu me levantasse um pouco para que ele a tirasse por completo e eu levei minhas mãos para seus ombros novamente, sentindo-o colocar as mãos no botão da minha calça jeans e eu mordi meu lábio inferior quando sua boca chegou a meus seios, deslizando a boca em beijos curtos entre o meio deles, descendo pela minha barriga e eu suspirei.
Ele puxou minha calça para baixo e eu ergui as pernas rapidamente, vendo-o se livrar da mesma. Virei meu corpo na cama, fazendo com que ele se deitasse sobre o confortável e eu sentei em sua cintura, brincando com o botão da sua calça e ele sorriu para mim, pouco antes de eu puxar o tecido um pouco e tirei meu sutiã, jogando para trás também.
Ele ergueu as mãos para meu corpo, tocando levemente em cima da minha tatuagem e eu sorri, vendo-o erguer o corpo e beijar a linha embaixo do meu seio com os escritos Thank You For The Music. Toquei próximo a seu pescoço onde ele tinha uma também e desci para seus braços, onde outras tomavam o lugar, me fazendo sorrir.
Ele me olhou nos olhos e abriu um sorriso antes de me beijar novamente, devagar dessa vez, fazendo com que minha respiração se normalizasse um pouco e eu sorri, fazendo um carinho de leve em seus cabelos e suspirasse a cada pequeno toque em minha cintura, costas, barriga e seios.
Ele me segurou pela cintura novamente, fazendo com que eu deitasse novamente na cama e assentisse com a cabeça quando ele tirou minha calcinha e eu suspirei, sentindo sua mão passar por dentro das minhas coxas e desceu um pouco em minha virilha antes de puxar sua cueca para baixo.
Ergui minhas mãos em sua cintura, arqueando o corpo quando ele se ajeitou em cima de mim e segurei a respiração um pouco, fazendo com que eu mordesse os lábios quando ele chegou ao final, me permitindo soltar um gemido e apertei minhas unhas em suas costas, suspirando.
- Eu te amo. – Falei em um sopro.
- Eu também te amo. – Ele respondeu, encostando a testa na minha. – Desde que eu te conheci. – Abri um sorrio, firmando as mãos em suas costas, suspirando.
O quarto ficou embaçado, o ar começou a faltar, nossos corpos começaram a suar mais e mais, e nossos batimentos ficaram sincronizados. Apertei minhas unhas em suas costas novamente ouvindo Chris gemer junto a mim e joguei a cabeça para trás, suspirando.
Chris depositou um beijo desajeitado em meus lábios e eu sorri, acariciando seu cabelo e pouco depois, Chris se jogou ao meu lado, fazendo com que nossas respirações cobrissem aquele maravilhoso silêncio.
Virei o corpo de lado, passando as mãos na barriga de Chris e o senti contrair a mesma, me fazendo rir. Depositei um pequeno beijo em sua bochecha e o vi sorrir, passando o braço por trás da minha cabeça, trazendo mais perto de si.
- Sabe o que eu estou pensando? – Ele falou, olhando para cima.
- O quê? – Perguntei, passando os dedos por seus pelos que ocupavam seu peitoral.
- Promete que não vai me bater? – Ri fraco.
- Eu vou tentar! – Falei e ele riu.
- Terra Prometida! – Ele gritou e eu gargalhei, dando um leve tapa em sua barriga, e ele riu junto comigo. – Não me diga que também não pensou?
- Estava pensando em ‘finalmente’, na verdade. Mas acho que Terra Prometida também funciona! – Falei e ele riu, virando o rosto para mim e deu um pequeno beijo em meus lábios e eu sorri, suspirando.
- Eu acho que essa é a primeira vez em muito tempo que eu estou genuinamente feliz, sabia? – Abri um sorriso.
- Eu também. – Suspirei. – Está tudo no lugar que deve. – Ele sorriu, assentindo com a cabeça e eu passei a mão em seu corpo, fechando os olhos.

Capítulo 25


- Qual é a história mesmo? – Mack perguntou, se alongando ao meu lado.
- Até onde eu me lembro, você estava na reunião. – Virei pare ele, ajeitando a peruca preta em meus cabelos.
- Eu tive uma noite boa. – Revirei os olhos.
- Você e Delilah são complicados mesmo. – Ele revirou os olhos.
- Isso vai ser eterno, . – Melanie apareceu ao meu lado. – Até eu já me acostumei.
- Enfim, é a história da antiga eu superando a nova eu. – Falei, balançando as mãos.
- E ela vai socar o espelho! – Gemma falou e eu ri fraco.
- Vocês não têm aula, não?! – Falei, me virando para elas.
- Vocês precisavam de gente, e eu trouxe um pessoal da faculdade. – Gemma falou e deu de ombros.
- Deus, você é um demônio! – Falei e ela riu, piscando para mim.
- Não use minha piscadela contra mim, nem vem. – Falei e ela riu, saindo de perto.
- Vamos começar? – Malcon apareceu do nada e eu suspirei.
- Você sabe se usar muito boné vai perder cabelo igual Amir e Carl, certo?
- Eu ouvi isso! – Amir falou.
- Meu Deus, tem alguém aqui que não é meu parente? – Gritei, vendo algumas mãos serem erguidas. – Obrigada!
- Vamos fazer assim, , o espelho está quase no fim do outro quarteirão, então o negócio é o seguinte, vamos começar um pouco antes, naquele mesmo esquema de você não olhar para ninguém e tal, e quando chegar no espelho você se encara... – Ele mexeu as mãos. – Finja que a nova eu sua está olhando para você, encare-a, soque o espelho e passe. – Ele falou e eu assenti com a cabeça.
- Não vou me machucar, é?! – Perguntei.
- Não, é aqueles espelhos porcaria. Tanto que já quebramos três só de trazer aqui! – Ele franziu os lábios. – Vamos começar?
- Vamos! – Soltei uma risada.
- Perfeito e não precisa cantar, mas acompanha o playback para dar o tempinho certo. – Ele falou sorrindo e fez joia com as mãos, se afastando para as câmeras laterais, um pouco atrás de mim. – Respira fundo e vamos lá! – Ele falou e eu suspirei, ajeitando a jaqueta escura. – Ação! – Ele falou. – Playback!
- Being you when it's all just an act. – Comecei a andar a passos rápidos pela orla da praia de Malibu, onde fechamos um lado da avenida para gravação. - It's overrated! The truth is I'm wanting me back, 'cause I can't take this. – Eu andava com as mãos colocadas no bolso da jaqueta e o cabelo caindo no rosto. - I've gotta be who I am underneath, who gave up, so you'd believe. Being you when it's just all just an act. – Suspirava, olhando para os lados, vendo as pessoas do clipe acenarem, mas eu as ignorava. - It's overrated! Changing for a guy. Overrated! Living in a lie. It's overrated! Always asking why. Overrated! – Parei em frente ao espelho, encarando meu reflexo no mesmo. - Your mirror is shattered... – Fechei a mão com a luva em um punho. - I'm finally free. – E soquei o mesmo, vendo-o se estraçalhar com o toque. - Being you when it's all just an act... – Atravessei o mesmo. - It's overrated! The truth is I'm wanting me back, 'cause I can't take this...
- Corta! – Malcon falou e eu passei a mão na jaqueta tirando alguns pedacinhos de vidro em mim, se aquilo podia ser chamado de vidro. – Ótimo, ! Mas vamos fazer mais uma vez, porque...
- Sempre fazemos de novo. – Ri fraco e ele assentiu com a cabeça.
- A gente só vai limpar o espaço. – Assenti com a cabeça, suspirando.

- , estou aqui! – Ouvi a porta bater e Chris gritar e sorri, ouvindo Grape latir.
- Na cozinha! – Falei e logo ele apareceu na mesma sorrindo.
- Oi! – Ele falou e eu me debrucei sobre o balcão, sentindo-o beijar meus lábios levemente, me fazendo suspirar.
- Oi, Chris. – Emily apareceu da despensa e ele riu.
- Oi, Emily, tudo bem? – Ele perguntou e se abaixou. – E aí, garota? – Ele acariciou as orelhas de Grape, que pulava em suas pernas.
- Tudo certo! – Ela sorriu, colocando algumas guloseimas na bancada.
- Ela te conhece há pouco tempo e te ama. – Falei abismada.
- O Chris não conhecia Grape? – Emily perguntou.
- Não, ele foi poucas vezes em casa, e todas antes de Grape. – Falei e Chris deu de ombros, se levantando de novo.
- Então, o que estão fazendo? – Ele perguntou, virando o desenho para si. – Você desenha agora?
- Não muito bem, como você pode ver. – Falei e ele riu.
- O que vocês estão fazendo? – Ele perguntou, olhando os diversos desenhos espalhados.
- Temos uma ideia que talvez você possa nos ajudar. – Emily falou e eu sorri, piscando para ele.
- Qual ideia? – Ele perguntou.
- Seu namorado, você conte! – Emily falou e eu ri fraco.
- A gente decidiu abrir uma marca de camisetas. – Falei animada, batendo palmas, vendo-o franzir a testa.
- Desculpe, mas você acha que isso vende? – Ele ergueu um desenho do meu pato torto e eu abaixei.
- Não é esse o propósito. – Emily riu ao meu lado. – Cada camiseta vai ter o desenho exclusivo de um famoso, por exemplo, eu, você, algumas outras pessoas que eu entrei em contato. – Dei de ombros. – Cada uma vai custar quinze dólares, variando com o frete de cada local, é claro. Mas dali, 3 a 7% vai ser destinado para a produção, compra de camisetas, impressão, entrega, entre outros. E os outros quase 93% ou mais serão destinados totalmente ao tratamento de HIV e AIDS ao redor do mundo. Nada vai ficar com a gente – Ele arregalou os olhos, surpreso.
- Oh meu Deus, isso é incrível! – Ele sorriu. – Isso é incrível!
- Mesmo? – Emily perguntou surpresa.
- Claro que é! – Chris sorriu. – Vocês sempre tentaram conscientizar o pessoal disso, sempre mandam doações para Botsuana, podem contar comigo para o que precisar de ajuda.
- Perfeito! – Sorri e peguei alguns papéis para ele e um estojo. – Espero que goste de desenhar! – Falei e ele riu.
- De quantos você precisa? – Ele perguntou.
- Três! – Sorri. – Não se esqueça de assinar, e tenta ocupar essa folha inteira, pode ser um desenho, uma frase ou uma foto. – Ele concordou com a cabeça, fazendo uma continência. – Depois preciso que assine o contrato ciente que você não vai ter lucro nenhum com isso, que todo o lucro será destinado para...
- Eu sei! – Ele falou, se debruçando na bancada novamente, estralando um beijo em minha testa. – A gente não ia sair para jantar?
- Eu fiz uma reserva no Nobu, mas, infelizmente, não será um jantar romântico! – Falei sorrindo e ele revirou os olhos.
- Acho que já me acostumei com esse relacionamento que eu te compartilho com os outros. – Ri fraco.
- Ah, Evans, privacidade aqui só entre quatro paredes. – Falei e Emily gargalhou ao meu lado.
- Desculpa, querida, mas nem isso! – Ela falou e eu revirei os olhos.
- Parece que só o estúdio mesmo ficou a prova de som. – Suspirei e Evans gargalhou.
- Desculpe, Emily, pelo menos você é nossa vizinha, não o pessoal com crianças. – Chris falou e eu franzi a testa.
- Mora aqui agora? – Perguntei.
- Não moro, mas se eu estou de folga, eu estou aqui. – Ele deu de ombros. – Malibu é muito longe de Hollywood. – Ele falou e eu revirei os olhos.
- Ok, eu entendo que você não quer ficar uma hora para vir e para voltar no carro, mas eu gostei de ouvir que é ‘nossa’ casa. – Falei e ele piscou para mim, indo para a sala de jantar.
- Tem lápis de cor? – Ele gritou e eu ri fraco, balançando a cabeça.

Me apoiei ao lado de Megan, assessora de Chris, e olhei para o mesmo, sendo enganchado com o microfone que ria de alguma piada que o Josh Horowitz da MTV lhe contava. Já conhecia Josh de outros carnavais, a cada lançamento de CD ou videoclipe, ele me entrevistava.
Bebi mais um gole do meu café e observei Chris... Nossa, como era bom só estar ali ao seu lado. Quantas vezes eu me pegava pensando o que ele estaria fazendo, com quem, se estava em gravações, se tinha algum compromisso, as vezes eu dava sorte em encontrá-lo em alguns lugares, mas sempre eram coisas rápidas.
Agora, com nosso relacionamento mais evidente, principalmente pelo vídeo que Mack postou em nossas redes sociais no dia da nossa volta. Ironicamente isso acabou ofuscando um pouco o lançamento do meu álbum, as notícias mais frequentes eram ‘ e Chris finalmente juntos’, sim, finalmente! Parece que rolava algum tipo de complô para que ficássemos juntos, mas a gente sempre acabava indo para lados contrários.
Mas agora estávamos bem. Não que a gente tivesse falado sobre oficialização ou algo assim, eu não estava com pressa, eu não esperava que só porque nos conhecemos a vida inteira que a gente se casasse e construísse uma família ou algo assim, não, eu não tinha essa pretensão. Afinal, a gente era apaixonado pelas coisas boas um do outro, apesar de ele já ter se aberto comigo em algumas situações e eu já ter me aberto com ele, a gente não pode falar que realmente se conhecia.
Tudo era muito novo e a gente queria aproveitar cada momento. Todas as idas dele para Malibu, todas as minhas idas para Los Angeles, ensaios, gravações, a gente queria conhecer todos os detalhes um do outro.
Senti alguém me cutucar e passei a mão no cabelo, colocando atrás da orelha e vi Josh e Chris olhando sorridentes para mim e a câmera também virada em minha direção e balancei a cabeça, rindo fraco.
- Desculpe, eu estava no mundo da lua! – Falei e eles riram.
- Você não é assim, hein?! – Josh brincou e eu pisquei para ele.
- Qual foi a pergunta? – Me ajeitei, ajeitando o casaco.
- O que você espera para esse filme? – Ri fraco.
- Oh meu Deus! Você me pegou. – Chris riu. – Eu tenho que admitir que estou um pouco por fora ainda, a gente está relembrando o que aconteceu nesses últimos anos, mas eu acho Chris muito talentoso e se tem algo que somos parecidos é que se a gente coloca uma ideia na cabeça, a gente faz de tudo até conseguir. – Sorri, olhando para Chris. – Então, eu estou muito empolgada.
- Ah, vocês são fofos! – Josh falou e eu gargalhei, balançando a cabeça. – Você se sente da mesma forma? – Ele virou para Chris.
- Acho que o Chris é mais preocupado do que eu, na verdade! – Falei, rindo. – Ele sempre ouvia os álbuns quando eu mandava para ele, vivia mandando parabéns pelos prêmios que eu recebia, assistia os clipes e eu raramente aparecia nas premières dele, é...
- Ah, também não é assim! – Chris falou. – Eu acho que nunca fui em um lançamento de CD seu. E você sempre assiste meus filmes e fala algo. – Ri.
- Oh, então é um empate! – Sorri.
- Vocês são ótimos juntos, por que não ficaram juntos antes? – Eu e Chris nos entreolhamos e demos de ombro, rindo.
- Não sei, cara! Só não aconteceu! – Chris sorriu.
- Acho que é o momento certo, Josh. – Sorri. – Estamos mais maduros agora, já estamos calejados dos acontecimentos pessoais ou profissionais, então, apesar de tudo, ficar junto agora, pode ter sido a melhor opção. – Chris sorriu, levemente corado e eu suspirei.

- Deus, por que o Canadá é sempre frio? – Perguntei, saindo do banheiro enrolada na toalha e Chris sorriu.
- Talvez porque estamos no Canadá? – Chris falou e eu ri, revirando os olhos.
- Mas estamos no sul dele, pelo amor de Deus. – Falei e ele riu.
Peguei uma calcinha na minha mochila e a vesti rapidamente, me livrando da toalha, procurei meu pijama e o vesti, passando as mãos em meus cabelos e penteei o mesmo, feliz por ser fácil demais cuidar de cabelo curto, queria ter descoberto isso antes.
- Eu sei que um cara nunca deve falar sobre isso, mas você emagreceu. – Ele falou e eu sorri, pendurando a toalha em uma cadeira.
- Quase dez quilos. – Suspirei. – Faltam quinze.
- Por favor, não fique magra demais. – Ele falou, batendo a mão ao seu lado da cama. – Quando você foi embora você parecia uma caveira. – Ri fraco.
- Bem, vamos ver, eu preciso aguentar um show longo. – Falei e ele assentiu com a cabeça, me puxando para si quando eu deitei ao seu lado da cama. – Mas eu gosto de comer, então já viu?!
- Ah, mas você tem uma academia toda preparada para você só para isso. – Ri fraco, passando a mão por sua barriga descoberta.
- Não só para mim. – Falei, sorrindo. – Mas eu voltei a nadar, estou perdendo uns quilinhos... – Ele riu. – Tudo está voltando ao normal. – Suspirei.
- Acredite se quiser, amor, não está. – Ele falou e eu virei o rosto para ele que tinha um sorriso no rosto.
- Como assim? – Me sentei na cama, jogando meus cabelos para trás.
- Em que normalidade nós somos um casal? – Ele perguntou, se sentando ao meu lado.
- Versão atualizada de 2014? – Perguntei, franzindo a testa e ri em seguida, sentindo-o acariciar seu rosto.
- Eu gosto dessa versão, sabia? Acho que todas as melhorias que eu fiz foi porque você disse, ou porque você brigou comigo. – Ri fraco.
- Isso é verdade, mas eu não vou mais fazer isso, você fez o resto sozinho. – Segurei sua mão em meu rosto.
- Eu te amo, e quero que você sabia que só existe você em minha vida. – Ele falou e eu dei um pequeno beijo em seus lábios.
- É assim que um relacionamento de verdade acontece. – Falei ironicamente e ele riu.
- Ironicamente, mesmo se a gente não quisesse, o mundo quer o nosso relacionamento. – Chris falou e eu ri, acenando com a cabeça.
- Agora eles têm, e a gente também! – Sorri, pegando o cardápio no criado mudo ao lado da cama. – E aí, quer pedir algo? – Ele riu, tirando o cardápio da minha mão e passando as mãos em minhas coxas.
- Eu ainda não estou com fome. – Ele falou, fazendo com que eu passasse as mãos em seus ombros.
- Ainda? – Perguntei.
- Sim, talvez daqui a pouco. – Ele falou e beijei seus lábios, empurrando-o para trás na cama.

- Como foi Toronto? – Jessica me perguntou e eu pisquei para ela.
- Foi bom, eu gostei muito do filme do Chris. – Sorri, me sentando na poltrona livre.
- É o filme do seu namorado, você não vai dizer que não gostou. – Ri fraco, puxando os papéis do meio da mesa.
- Bem, eu até disse que não gostava de alguns filmes. – Franzi a testa, abrindo um sorriso e eles riram.
- Ele está aqui? – Emily perguntou.
- Está em casa, chegamos quase duas da manhã. – Suspirei. – Depois daqui, eu vou para o mesmo caminho. – Eles riram. – Então, o que eu perdi? – Perguntei, bocejando em seguida.
- Nada, na verdade, estávamos falando da setlist, mas isso é contigo. – Suspirei, me levantando um pouco e pegando o papel dobrado no bolso da minha calça.
- Está aqui! – Falei, sorrindo.
- Nossa, você já foi melhor! – Jessica falou, pegando o papel todo amassado.
- Desculpa, coloquei a calça para lavar e estava junto. – O pessoal riu.
- Trinta músicas? – Jessica perguntou e eu abri um sorriso.
- Uau! Essa vai ser boa! – Mike falou, se ajeitando na cadeira.
- O que temos aqui? – Brandon se levantou para olhar o papel.
- Show Me Love e Thank You For The Music do primeiro CD, The Time Of Our Lives, Little Me e Here We Go Again do segundo CD, Move, Cool For The Summer e Untouched do terceiro CD, Lose My Mind, Give Your Heart a Break e You Ruin Me do quarto CD e...
- Quatro músicas do Dark Side do CD e todas do Light Side. – Terminei sorrindo.
- Tem um espaço aqui com um asterisco. – Jessica falou.
- Ah sim, essa foi uma ideia que eu tive ontem. – Ri fraco. – Uma música conhecida de cada país que a gente for. – Abri um sorriso.
- Como assim? – David perguntou.
- Um cover, mas de alguma música conhecida no país, entendeu? – Perguntei sorrindo.
- Acho que sim. – Jack franziu a testa.
- Por exemplo, no Brasil seria sertanejo. – Falei rindo. – Na Itália seria a Tarantella... – Jack gargalhou.
- Isso é um pré-julgamento! – Ele falou e eu ri.
- Mas você me entendeu! – Falei rindo. – Mas eu estava pensando aqui que tem que ser uma música super top. Tipo, que todos conheçam, que foi um super sucesso e tal!
- Eu gostei! – Louis falou sorrindo. – Vai ser engraçado! – Ele falou.
- Bem, a gente já sabe um pouco do idioma dos outros, a gente só vai ter que ensaiar mais. – Dei de ombros.
- Sim, vai ser um desafio. – Jessica falou. – Mas vai ficar engraçado depois, podemos fazer um DVD com isso, vai ficar legal. – Ela sorriu.
- Ok, o que mais? – Perguntei.
- A turnê em si! – Jessica falou. – A gente tem que pensar o que vai fazer, não é como se vocês tivessem muito tempo para turnê, e vocês tem suas famílias. A vida passou, gente, a idade passou, vamos ter que se moldar a isso. – Suspirei.
- A gente tem que pensar também que ano que vem faz dez anos do nosso primeiro CD. – Mack falou. – A gente deveria fazer algo sobre isso. – Assenti com a cabeça.
- Sim, podemos fazer um especial na TV, um DVD, algo assim, talvez algumas imagens que a gente não tenha divulgado ainda. – David falou. – Acho que vai ser fácil. – Ele sorriu.
- Na verdade, o certo era fazer algo esse ano, mas sabemos que o tempo não está ajudando. – Jessica falou e todos suspiramos.
- Ok, uma coisa de cada vez. – Suspirei. – A turnê em si. – Falei, suspirando. – Ao invés de fazer uma turnê super produzida com isso e aquilo, a gente pode fazer uma pequena divulgação do CD por si só, ok, vai ser em lugares grandes porque a gente não sabe fazer turnê em lugar pequeno... – Eles riram. – Mas a gente pode fazer um show em alguns países selecionados.
- Ok... – Jessica ficou pensativa. – Países selecionados?
- É, sem turnê nos 195 países do mundo. – Falei e ela riu.
- Tá, eu entendi! – Ela falou e eu ri. – Seria mundial?
- Acho mais fácil! – Louis falou. – Já resolve tudo de uma vez só.
- Ok! – Jessica respirou fundo.
- Cerca de cinquenta shows em cinquenta países, tipo igual o que a gente fez na primeira turnê. – Falei e o povo concordou.
- Tá, mas você sabe que no Brasil não terá só um show. – Ela falou para mim e eu sorri.
- Tá, Brasil é uma exceção. – Ela riu. – Eu vou fazer uma rota de turnê e a gente começa isso quando?
- Ano que vem! – Falamos quase junto.
- Depois de todas as premiações. – Completei.
- Ok, duração de uns três meses? – Ela perguntou.
- Sim, acho que é por aí mesmo! – Falei e ela suspirou.
- Ok, fechado! – Ela falou, suspirando. – Vou começar as pesquisas e vocês...
- Ensaio, já sei! – Falei, assentindo com a cabeça.
- Todas as músicas, não só a que estão na setlist. – Ela falou e eu assenti com a cabeça.

- Oh, para, para, para! – Falei, abanando a mão quando vi as trigêmeas e Grape entrar correndo pela sala de ensaios. – O que está acontecendo? – Gritei, vendo-os andarem pelos instrumentos e sofás.
- Acho que foi culpa minha. – Chris falou aparecendo pela porta com Linda no colo e eu sorri.
- Parem! – David falou apontando para suas filhas. – Se vocês quiserem assistir o ensaio, fiquem sentadas como todo mundo. – Ele falou e eu ri fraco.
- Mas...
- Não! – David falou. – Vocês deixam qualquer um tonto. – Ele balançou a cabeça. - Não tenho mais idade para isso. – Ri fraco.
- Obrigada, Chris! – Agatha falou, pegando sua pequena no colo e eu sorri, vendo Chris me encarar e senti meu rosto esquentar.
- Sentem, as três! – David falou e elas se jogaram no chão, me fazendo rir.
- Grape, senta! – Falei e ela me encarou por um tempo, antes de se jogar em um dos tapetes espalhados pela sala. – Acho que podemos continuar. – Falei.
- Agora que eu estou aqui, o jogo pode continuar! – Chris brincou e Amir gargalhou ao seu lado.
- Ah coitado! – Ele falou, batendo nos ombros de Chris. – Tu é café com leite ainda. – Amir falou e eu gargalhei.
- Segue o CD! – Falei para David e ele assentiu com a mão, começando a tocar o piano levemente.
- Well it's good to hear your voice, I hope you're doing fine. – Comecei devagar. - And if you ever wonder, I'm lonely here tonight. – Respirei fundo, aproximando a boca do microfone. - I'm lost here in this moment, and time keeps slipping by. And if I could have just one wish, I'd have you by my side. – Fechei os olhos, apoiando a mão no microfone. - Oh, ho, I miss you. Oh, ho, I need you. – Os outros instrumentos voltaram a entrar. - And I love you more, than I did before, and if today I don't see your face. – Suspirei. - Nothing's changed, no one could take your place, it gets harder every day. – Puxei o ar rapidamente. - Say you love me more than you did before, and I'm sorry it's this way. But I'm coming home, I'll be coming home. And if you ask me I will stay, I will stay. – Suspirei, balançando a cabeça.
- Well I try to live without you, but tears fall from my eyes. – Jack entrou comigo, cantando baixo no fundo. - I'm alone and I feel empty, God, I'm torn apart inside. – Abri os olhos e olhei para Chris com um pequeno sorriso no rosto. - I look up at the stars, hoping you're doing the same. And somehow I feel closer, and I can hear you say.
- Oh, ho, I miss you. Oh, ho, I need you. – Cantei sozinha novamente, respirando fundo. - I love you more, than I did before, and if today I don't see your face. – Abri um sorriso, vendo Mike na minha diagonal, sorrindo. - Nothing's changed, no one could take your place, it gets harder every day. Say you love me more than you did before, and I'm sorry it's this way. – Balancei a cabeça. - But I'm coming home, I'll be coming home. And if you ask me I will stay, I will stay. – Suspirei. - Always stay, I never want to lose you, and if I had to, I would choose you. – Balancei a cabeça, segurando firme o microfone. - So stay, please always stay. You're the one that I hold on to, cause my heart would stop without you... – Suspirei, fechando os olhos novamente. - I love you more, than I did before, and if today I don't see your face. Nothing's changed, no one could take your place, it gets harder every day. – Cantei devagar, forçando a voz em seguida. - Say you love me more than you did before, and I'm sorry it's this way. But I'm coming home, I'll be coming home. And if you ask me I will stay, I will stay. – Alonguei a voz. - I'll always stay. – Balancei a cabeça. - And I love you more than I did before, and I'm sorry that it's this way. But I'm coming home, I'll be coming home, and if you ask, I will stay. – Suspirei, desacelerando. - I will stay.
- Bom galera! – David falou. – Vamos seguir ou...?
- Segue! – Falei e ele riu, ajeitando suas picapes. – Antes que as meninas comecem a zonear. – Eles riram.
- Não tem graça! – Natalie falou e eu pisquei para ela, rindo em seguida. – Ainda não tem graça! – Ri fraco.
- A gente ama vocês, mas ama mais ainda quando vocês não zoneiam. – Mack falou e eu ri fraco, respirando fundo.
- Days like this I want to drive away. – Comecei antes do ritmo, ouvindo David correr para começar a mixagem. - Pack my bags and watch your shadow fade. You chewed me up and spit me out like I was poison in your mouth. – Eu movimentava os ombros devagar, balançando a cabeça. - You took my light, you drained me down, but that was then and this is now. Now look at me!
- This is the part of me. That you're never gonna ever take away from me, no. – Jack e Emily me acompanharam. - This is the part of me. That you're never gonna ever take away from me, no.
- Throw your sticks and your stones, throw your bombs and your blows, but you're not gonna break my soul. – Ergui as mãos sorrindo. - This is the part of me. That you're never gonna ever take away from me, no. – Sorri. - I just wanna throw my phone away. Find out who is really there for me. – Joguei meus cabelos para os lados, movimentando no ritmo. - You ripped me off, your love was cheap, was always tearing at the seams. I fell deep and you let me down but that was then and this is now. Now look at me! – Sorri.
- This is the part of me. That you're never gonna ever take away from me, no. This is the part of me. That you're never gonna ever take away from me, no. – Jack e Emily cantaram juntos, sorrindo.
- Throw your sticks and your stones, throw your bombs and your blows, but you're not gonna break my soul. This is the part of me. That you're never gonna ever take away from me, no. – Parei de dançar, suspirando. - Now look at me, I'm sparkling. A firework, a dancing flame. You won't ever put me out again. I'm glowing, oh, whoa. – Abri um sorriso. - So you can keep the diamond ring, it don't mean nothing anyway. – Dei de ombros, balançando as mãos. - In fact you can keep everything, yeah, yeah. Except for me. – Soltei a voz, ouvindo o pessoal cantando de fundo.
- This is the part of me. That you're never gonna ever take away from me, no.
- This is the part of me. That you're never gonna ever take away from me, no. – Entrei com eles.
- Throw your sticks and your stones, throw your bombs and your blows, but you're not gonna break my soul. This is the part of me. That you're never gonna ever take away from me, no. – Ergui as mãos.
- This is the part of me, no. Away from me, no. This is the part of me, me, me. – Virei para David, segurando o microfone. - No. Throw your sticks and your stones. Throw your bombs and your blows but you're not gonna break my soul. This is the part of me, that you're never gonna ever take away from me, no.

- Alô? – Coloquei o telefone na orelha, acenando para os fotógrafos que soltavam flashes em meu rosto e sorri rapidamente.
- Falo com Stone? – Uma voz grossa falou do outro lado.
- Claro, sou eu! – Sorri, destravando a porta do Eco Sport e entrando no mesmo, colocando as compras no banco de trás.
- Sua empresária me passou o telefone, eu sou Kenny Ortega...
- Diretor de High School Musical! – Falei rápido e ele riu
- Sim, exatamente! – Ele riu.
- Desculpe, eu amei muito esses filmes, fizeram parte da minha adolescência. – Ele riu fraco.
- Sem problemas, é bom ver que pessoas como você gostam disso. – Ri fraco.
- Qual é o motivo da ligação?
- Eu e o Disney Channel estamos produzindo outro filme, sobre os filhos dos vilões, chamado Descendentes, e gostaríamos de saber se você quer fazer a trilha sonora para gente! – Ele suspirou. – Sei que você já fez filmes maiores...
- Oh meu Deus! – Falei animada. – Claro que sim! – Sorri. – Não precisa nem perguntar de novo, você é um ótimo diretor, coreógrafo, faz filmes maravilhosos, ainda mais Disney que eu já trabalhei duas vezes, sim!
- Mesmo? – Ele perguntou e eu ri.
- É claro que sim! – Ri fraco. – Essa semana eu estou com alguns compromissos, podemos marcar uma reunião para segunda? – Perguntei.
- Claro, tem alguma preferência de horário? – Pensei rapidamente.
- Não, estou livre! – Sorri.
- Vai ser bom trabalhar contigo, . – Ele falou.
- Contigo também, Kenny! – Sorri, desligando o telefone em seguida, vendo a porta se abrir e Melanie se jogar para dentro do carro. – Demorou, hein?!
- Desculpa, tem prova amanhã, a professora ficou tirando dúvidas até o fim...
- E como boa nerd, você teve muitas dúvidas? – Perguntei sorrindo e ela revirou os olhos.
- Mas bem que notamos a movimentação aqui fora, logo notei que você que veio me buscar. – Ela falou.
- Sabe como é, fiquei no Chris, acordamos tarde e...
- Não preciso de detalhes, eu só tenho treze anos. – Ri fraco.
- Vamos, temos que pegar Gemma na UCLA ainda. – Falei e ela assentiu com a cabeça. – Sabia que eu fui convidada para mais uma trilha sonora?
- Ah é?! – Ela falou animada, jogando sua bolsa para trás.

- Ei, não se preocupe, eu acabei de estacionar! – Falei no telefone.
- Você está falando no telefone...
- Não, eu não estou falando no telefone enquanto dirijo, Evans! – Ri fraco, fechando a porta do carro e trancando. – Eu já estou entrando. – Falei, abanando a cabeça.
- Só estou avisando porque meus amigos são...
- Você conhece os meus amigos, então... – Ele riu. – To entrando. – Falei, desligando o telefone. – Oi. – Me aproximei do balcão.
- Stone, estávamos te esperando. – A moça da recepção falou, sorrindo. – Vou chamar os diretores. – Assenti com a cabeça.
Eu esperei um pouco na recepção dos estúdios de Burbank, uma cidadezinha perto de Los Angeles onde era gravado vários comerciais, séries, filmes e outras coisas. O estúdio da Marvel era um grande galpão, parecido com minha gravadora, mas claro, proporcional com um estúdio de filmes de ação.
- Senhorita Stone! – Um baixinho de cabelos pretos veio em minha direção. – Anthony!
- Deus, a vida está cheia de Anthonys. – Falei, balançando a cabeça e ele riu. – Desculpe, força do hábito.
- Eu sei a história! – Ele falou, esticou a mão para mim e eu a apertei. – Vamos seguir em frente?
- Claro! – Falei, seguindo-o. – Eu sei que estou aqui só para uma reunião, certo?
- Sim, certo! – Ele sorriu. – O pessoal está lá dentro regravando algumas cenas de A Era de Ultron, mas a ideia contigo é para o próximo Capitão América.
- Sim, Guerra Civil, eu fui com Chris no evento do fim do mês.
- Então você já está por dentro das coisas.
- Um pouco. – Balancei a cabeça. – Sei que é um marco nos quadrinhos da Marvel, estou empolgada! – Ele sorriu.
- Você é fã? – Suspirei, franzindo a testa.
- Mais dos filmes, mas minha banda é apaixonada pelos quadrinhos, me contam várias coisas. – Ele riu.
- Então eles vão adorar participar.
- Nem fala, queriam vir comigo hoje, mas dei uma fugida! – Ele riu.
- Não teria problema! – Ele sorriu. – Então, a gente te trouxe para conhecer o espaço, a ideia é os dois lados se enfrentando, cenas do filme, você e sua banda cantando.
- A música é Live to Rise do Soundgarden, não é? – Perguntei.
- Sim, inicialmente pensamos nela, se você tiver outra ideia. – Suspirei.
- Por enquanto não, mas podemos pensar, eu faço mais pop, acho que um rock pesado seria mais indicado mesmo. – Ele assentiu com a cabeça e abriu a porta.
- Bem-vinda! – Ele falou e eu senti frio imediatamente.
O local era grande, e eu realmente tive que colocar minha jaqueta porque era muito frio. As locações internas eram montadas uma do lado da outra, nem parecia nos filmes que era assim, mas era muito legal estar ali. Começamos a ouvir alguns barulhos e nos aproximamos de onde estavam todos, e eu achei que estava realmente em um filme da Marvel.
Todos estavam com suas roupas de gravação, todos mesmo, incluindo meu namorado que estava com o traje completo de Capitão América e empunhava o escudo na mão esquerda, me fazendo abrir um pequeno sorriso. O quê? Ele ficava gostoso naquele traje. O vi fingir que socava dois homens e logo depois o diretor, o mesmo do primeiro Os Vingadores, cortou, fazendo com que o pessoal relaxasse e saísse de suas posições.
- Posso parar um pouco? – Anthony falou e entrou no set e eu parei um pouco para fora, vendo as oito pessoas ali focarem em mim e Chris andar em minha direção.
- Ei! – Ele falou, se aproximando de mim e a mão livre passou pela minha cintura e eu sorri, sentindo-o me beijar rapidamente.
- Eu gostei! – Falei sorrindo, passando as mãos nos seus ombros, sentindo as estruturas do seu braço e ele riu, balançando a cabeça, puxando o capacete para fora. – Oi gente! – Me desviei dele, acenando para os outros.
- Finalmente eu estou te conhecendo! – Scarlett foi a primeira a falar e eu ri fraco. – Faz um bom tempo que Chris fala de você. – Ela falou, me abraçando rapidamente. – E eu não digo agora, digo desde O Diário de uma Babá em... 2006? – Ela perguntou.
- Por favor, Scar, não me deixe envergonhado! – Chris falou e eu ri.
- O que importa é que vocês estão juntos! – Ela falou animada. – Quase dez anos depois. – Ri fraco.
- Abra espaço para os outros, Scarlett! – Robert falou. – Oi de novo!
- Oi Robert! – Abracei rapidamente.
- Finalmente nos vemos de novo! – Ri fraco.
- Desculpa, eu sei que perdi a première de Homem de Ferro 3, mas perdi muita coisa nesse meio tempo. – Fiz uma careta.
- Incluindo a première de Capitão América 2 e ela estava em Los Angeles. – Chris falou e eu ri.
- Ele não esquece. – Falei, rindo.
- Oi! – Hemsworth falou e eu sorri. – Não sei se lembra de mim...
- Você me entregou um Golden Globe, acredite, eu sou cabeça fraca, mas nem tanto. – Sorri e ele assentiu com a cabeça rindo. – É um prazer!
- O prazer é meu. – Sorri.
- Mark, Jeremy, Aaron e Elizabeth! – Chris falou, apontando para os outros e eu os cumprimentei rapidamente, acenando com a mão.
- Está faltando alguém... – Suspirei.
- Don, Anthony e Sebastian. – Chris falou. – Talvez na próxima vez. – Ri fraco, balançando a cabeça.
- Certo! – Sorri.
- Só trazendo ela aqui para conhecer vocês. - Anthony falou. – Provavelmente vamos gravar para Guerra Civil.
- Eu não estarei aqui! – Hemsworth falou, se fingindo de ofendido.
- Nem eu! – Mark falou e eu ri.
- Bem, a culpa não é minha! – Ergui as mãos e eles riram.
- Quem sabe ela faça parte de mais coisas com a gente?
- Bem, já faço parte indiretamente, quem sabe? – Brinquei e Chris sorriu.

- Evans, é sua família, eu já conheço eles! – Falei, segurando firme sua mão.
- Eu sei, mas é diferente! – Ele falou, balançando a cabeça. – Você é minha namorada agora e eles estão surtando.
- Ah Evans, para de graça! – Revirei os olhos, apertando o sobretudo roxo em meu corpo. – Agora a gente pode entrar? Está começando a nevar! – Ele riu fraco, assentindo com a cabeça.
Ele me puxou para a casa dos Evans e abriu a porta fazendo com que o delicioso cheiro de comida e calor fizesse com que eu suspirasse, já puxando o casaco para baixo, vendo Chris se aproximar da sua família, fazendo com que todos virassem para nós com sorrisos no rosto. É, desde que eu os conheci os Evans se tornaram uma família, agora com Chris... Não seria diferente.
- Ah! – Eles gritaram assim que a porta foi aberta e ri fraco, vendo Chris dar de ombros e se soltar de mim, seguindo para sua mãe.
- Que bom que vocês chegaram! – Lisa falou e eu sorri.
- Finalmente! – Tara me abraçou de lado e eu ri fraco, passando os braços pelo seu pescoço.
- Ah Tara! – Falei sorrindo, estalando um beijo em sua bochecha.
- Nem deu para gente conversar aquele dia. – Ela falou. – Também, depois de quase dez anos, até eu não soltaria mais. – A empurrei de leve, balançando a cabeça.
- Querida! – Lisa falou, abrindo os braços para mim e eu sorri, abraçando-a fortemente. – Ai como é bom te ter aqui como minha nora! – Ela falou e eu ri fraco. – Você sabe que eu sempre pedi por isso, não?!
- Você sempre foi uma segunda mãe para mim, Lisa, então poder fazer parte dessa família, é muito bom!
- Segunda mãe? Quem é a primeira? – Ela perguntou ofendida e Tara gargalhou ao meu lado.
- Jessica!
- Ah, tudo bem, faz sentido! – Ela falou e eu a apertei fortemente em meus braços, sorrindo.
- Agora posso te chamar de irmã! – Scott apareceu animado e eu ri, abraçando-o fortemente.
- Ei, vamos manter a calma! – Falei, rindo.
- Mas é muito bom te ter aqui, querida! – Lisa falou.
- ! – Carly apareceu correndo e eu a abracei fortemente. – Bem-vinda a família.
- Ah meu Deus, vocês são muito dramáticos mesmo! – Falei e eles riram.
- Oi ! – Shanna apareceu novamente e eu sorri.
- Então, filho, vai apresentar sua namorada para gente? – Lisa brincou e eu ri, colocando as mãos na cintura.
- Bem, algum de vocês a conhecem melhor do que eu, então... – Chris deu de ombros e eu ri, revirando os olhos.
- Vem cá! – Falei, abraçando-o pela cintura.
- Isso, fiquem assim! – Lisa falou. – Cadê a máquina? Cadê a máquina? – Ela perguntou se confundido toda e eu ri, vendo Chris bater a mão na testa e dei um beijo em sua bochecha, rindo.
- Vamos comer? – Scott perguntou, ainda dando risada.
- Vamos, estou com fome! – Falei, sorrindo, e os outros familiares de Chris se aproximaram de nós, formando uma roda.
- Bem, pelo que eu sei, normalmente é quem faz os discursos. – Lisa falou e eu ri fraco. – Mas acho que hoje eu devo fazer esse discurso, se não se importar. – Ri fraco, negando com a cabeça, sentindo Chris me abraçar de lado. – Eu tenho que dizer que como mãe, esse foi meu ano favorito. – Ela sorriu. – Esse foi o ano em que eu vi meus quatro filhos genuinamente felizes. E parte disso é por causa dessa mulher. – Ela apontou para mim e eu sorri. – Eu nunca imaginei que uma pessoa pudesse fazer a diferença nas nossas vidas, mas me provou o contrário, porque o momento que ela voltou, todo mundo surtou de felicidade. – Sorri. – Então, nesse natal, eu vou agradecer à . Por fazer meu filho feliz, por fazer com que ele seja uma pessoa melhor. – Ela sorriu e eu abracei Chris de lado, sorrindo. – Feliz Natal, pessoal! – Ela falou.
- Feliz Natal! – Falei também e Chris sorriu para mim, dando um beijo em minha testa.
- Feliz Natal! – Ele falou baixo para mim e eu sorri.

- Ah, vem aqui, minha pequena! – Peguei Linda do colo de Agatha, tirando sua mão da boca. – Não, não pode! – Falei, dando um beijo em sua testa, jogando seus cabelos loiros para trás.
- Você se importa em segurar ela um pouco? – Agatha falou. – Meus braços estão doendo.
- Não, que isso! – Ri fraco. – Né, meu amor? Vai ficar com a tia agora! – Fiz cócegas em sua barriga, vendo-a rir.
- Vou pegar algo para beber, quer algo? – Ela perguntou.
- Não, Chris já está lá no bar, mas provavelmente eu vou ficar na água. – Ela riu fraco.
- Quando chegam as crianças, voltam os refrigerantes, águas e tudo mais. – Ela falou e eu ri, vendo-a em direção ao bar.
- Ele está te encarando! – Meu pai apareceu ao meu lado, fazendo caretas para Linda e eu ri fraco.
- Quem? – Perguntei.
- Seu namorado! – Ele falou e eu virei o rosto para o bar, vendo Chris apoiado no mesmo com o rosto focado em mim, mas ele respondia Mack que estava ao seu lado. – Já pensaram em ter filhos? – Gargalhei, assustando Linda.
- Oh pai! – Ri fraco.
- O quê? É uma pergunta válida. – Ele deu de ombros. – Vocês já são adultos, não são mais aqueles adolescentes de quando se conheceram, pensar em um casamento e filhos é algo plausível. – Ri fraco.
- Apesar de tudo isso, pai, se formos ver, estamos juntos só há seis meses, isso é pouco! – Ele riu fraco.
- Sim, mas se conhecem há quase dez anos. – Ele sorriu e eu assenti com a cabeça, suspirando.
- Eu sei, mas não sei se Evans está pronto para casar ainda. – Suspirei. – Não sei nem se eu estou, para falar a verdade. – Ele assentiu com a cabeça, suspirando.
- Quando for a hora, você saberá! – Ele disse e eu assenti com a cabeça, suspirando.
- Aqui, amor! – Chris apareceu ao meu lado, me entregando um copo de refrigerante e eu sorri, colocando o canudo na boca e bebendo-o um pouco.
- Vou falar com Jessica! – Meu pai falou, se retirando.
- Oi, pequena! – Chris brincou com Linda, fazendo caretas para ela, fazendo-a rir.
- Você é bom com crianças, já entendi! – Falei e ele colocou seu copo na mesa e Linda foi para seu colo rapidamente.
- Você também é! – Ele falou, brincando com a pequena.
- Não! – Ri fraco. – Eu sou boa com essas crianças, que eu vi crescer, que eu troquei fralda, que me acompanharam em turnês e alguém sempre tinha que tomar conta! – Ele riu fraco, balançando a cabeça.
- Ok, faz sentido! – Ele falou rindo. – Eu sempre me perguntei, porque o nome dela é Linda? – Chris falou, virando para mim. – Não é um nome comum.
- Por causa da Linda Carter. – Falei. – A primeira Mulher Maravilha?
- Sério? – Ele perguntou e eu ri.
- Sério! – Sorri! – Eles acharam que seria um nome poderoso, depois do que houve com Elliot. – Suspirei.
- Eles superaram isso? – Suspirei.
- Defina ‘superar’. – Dei de ombros. – Tudo passa, certo? Isso está passando também, pelo menos eles têm essa pequena para fazer o dia deles mais feliz.
- Imagino que tenha sido uma felicidade quando eles descobriram. – Suspirei.
- Mais ou menos. – Dei de ombros. – Eles só contaram para gente no casamento de Mike, mas também ela já estava de oito meses. – Suspirei. – Eu não estava no nascimento, mas eu fiquei tão nervosa... – Balancei a cabeça. – Mas foi tudo bem! – Acariciei os cabelos da pequena.
- Doce! – Ela falou, apontando para mesa e eu ri.
- Ah, você quer doce? – Bati as mãos em frente ao seu rosto e ela logo veio para meu colo. – Não dá para comer doce agora, já vai passar da meia-noite! – Falei e ela arregalou os olhinhos e eu ri fraco.
- Um minuto! – Louis gritou e eu olhei para o grande relógio colocado na parede da gravadora e ele veio em minha direção. – Posso pegar minha filha?
- Não, não pode! – Abracei-a, mas Linda ignorou minha brincadeira e riu para seu pai, me fazendo revirar os olhos. – Esquece! – Falei e ele riu, pegando Linda no colo.
- Vamos começar 2015 juntos? – Chris perguntou, me abraçando de lado e eu suspirei.
- E todos os outros anos! – Falei, sorrindo, e passei meus braços pela sua cintura, vendo os segundos do relógio passar devagar e eu apertei Chris em meus braços, suspirando.
- Dez, nove, oito... – Mack e Jack começaram a gritar e o pessoal os seguiu, fazendo com que eu e Chris nos encarássemos. – Sete, seis, cinco, quatro, três...
- Dois, um! – Eu e Chris falamos juntos e ele passou a mão em meu pescoço, encostando os lábios nos meus delicadamente, me fazendo abrir um sorriso em seguida. – Feliz ano novo! – Falamos juntos, sorrindo.

- E agora, para apresentar outro prêmio do People’s Choice Awards, Stone. – Suspirei, abrindo um sorriso e caminhei para dentro do palco, ouvindo as pessoas gritando e me aplaudindo, me fazendo sorrir.
Caminhei em direção ao microfone colocado no palco e eu segurei firme o envelope, apesar de já saber quem ganharia, após insistir muito que me contassem. Parei em frente ao microfone e Chris estava exatamente em minha direção, sorrindo para mim.
- O próximo prêmio inclui três coisas que eu gosto muito. – Falei, já começando a rir. – Atores, Ação e Filmes. – Sorri, vendo o povo gritar. – Acho que vocês sabem do que eu estou falando, certo? – Pisquei para eles. - Ser um ator de ação não requer somente o talento de enganar os outros que você pode ser quem você quer, você tem que enganar a pessoa para que você possa ser forte, invisível, saiba voar, além de outros poderes de super-heróis. Para eles, tudo tem que ser possível. – Sorri. – É possível que se chegue em casa com machucados, torções, até alguns ossos quebrados, mas para eles, o que importa é que o trabalho seja bem feito. – Sorri. – Então, aqui estão os indicados para Ator de Filme de Ação Favorito... – Sorri, olhando para tela.
- Hugh Jackman! – A pessoa da tela falou, fazendo com que cenas do ator começasse a passar. – Chris Evans! – Dei um pequeno sorriso, vendo cenas do meu namorado aparecer na tela e a plateia gritar. – Mark Wahlberg. – Suspirei. – Liam Neesson. – Assenti com a cabeça. – E Denzel Washington. – Suspirei, respirando fundo.
- E a escolha do povo é... – Destaquei o envelope, abrindo um sorriso ao ver o nome. – Chris Evans! – Gritei e notei que Chris rapidamente ficou todo envergonhado e eu peguei o prisma da premiação com a moça que me entregou, eu tinha diversos desses, mas isso era importante para ele.
Ele veio em minha direção balançando a cabeça negativamente e eu ri, esticando o prêmio para ele que pegou e eu sorri, me surpreendendo com o beijo que ele deu em meus lábios, fazendo com que a plateia gritasse e eu ri, me colocando de lado, deixando o espaço para ele.
- Obrigado! – Ele gritou. – Obrigado! – Ele riu. – Isso é incrível! – Ele falou, mexendo a mão livre nervosamente. – Eu quero agradecer a todos os fãs que votaram, apesar de metade ser da minha mãe. – Ri fraco. - Isso é demais, porque eu nunca ganho nada. – Abri um sorriso. – Quero agradecer aos meus fãs, meus amigos, a todos que eu conheci, a ... – Ele se virou para mim. – Por mesmo antes da gente oficializar isso, me apoiar em todas as situações. – Assenti com a cabeça. – Obrigado! – Ele ergueu o prêmio e se virou em minha direção, com um sorriso no rosto.
- Parabéns! – Falei, abraçando-o de lado e seguindo para os bastidores.
- Isso é demais! – Ele riu, saindo pelos bastidores.
- Eu já sabia! – Falei sorrindo.
- Sério? – Ele falou e eu ri, assentindo com a cabeça.
- Sim, eu ia apresentar outra coisa, mas aí perguntei se você ganhava e eles toparam falar, enfim... – Ele riu, beijando minha cabeça.
- Mas isso é demais! – Ele falou. – Bem, para você não deve ser...
- Xí! – Falei para ele. – Cada prêmio é único à sua maneira, tudo é importante. – Falei para ele e ele assentiu com a cabeça, sorrindo.
- Obrigado! – Ele disse.
- Agora vai falar com a imprensa. – Falei. – A gente já se encontra. – Ele assentiu com a cabeça, me beijando rapidamente novamente e saiu, me fazendo rir.

- Ah meu Deus! – Abri um sorriso ao entrar na academia onde seria gravado o novo clipe. – Isso é demais. – Sorri, dando uma volta ao redor do corpo. – Isso é incrível! – Falei, rindo.
- Você é incrível! – Virei o rosto, abrindo um largo sorriso.
- Ronda! – Sorri para Ronda Rousey, abraçando-a. – Que bom que aceitou fazer parte do clipe, ainda mais emprestar sua academia para gente. – Ela riu, sorrindo, acenando para o resto da banda e da produção.
- Ah, vai ser demais! – Ela sorriu. – Ainda mais que eu adorei a letra, lembrar do Creed e do Balboa é demais! – Ri fraco. – Foi uma ótima ideia. – Assenti com a cabeça.
- E você está linda! – Falei, passando a mão em seus cabelos soltos.
- Bem, a roupa é a que a gente usa normalmente, o cabelo solto já não. – Ri fraco.
- Bem, é tudo mentirinha, eu nunca ganharia uma briga contigo e ninguém parece maravilhoso lutando. – Ela riu.
- Como vamos fazer? – Ela perguntou.
- Malcon! – Chamei meu faz tudo das filmagens.
- Oi! – Malcon falou sorrindo e eu revirei os olhos.
- Ele é seu fã! – Falei rapidamente e ela sorriu.
- Obrigada! – Rimos juntas.
- É um prazer te conhecer! – Ele falou sorrindo. – Bem, vamos fazer o seguinte, como vocês não estão suadas ainda e tudo mais, acho que podemos gravar cantando no tatame, as câmeras serão montadas do lado de fora... – Ele acenou para o pessoal que foi entrando. – E aí depois a gente segue para a luta e faz as cenas de treinamento e tudo mais, pode ser?
- Perfeito! – Falei.
- Vem, eu vou te levar para o vestiário, e arranjar uma luva para você. – Ela falou e eu sorri, seguindo-a.
Top, shortinho, barriga de fora, maquiagem delicada, cabelos soltos ao vento, luvas vermelhas nas mãos e pés descalços. Esse era meu figurino para o videoclipe de Champion, a ideia de Ronda fazer parte dele foi ótima porque ela estava em alta, já tinha postado algo sobre minhas músicas no Twitter e eu simplesmente a adorava, então era algo incrível.
- Ok, então, vamos lá! – Malcon falou quando eu apareci de novo. – Canta para frente, as câmeras te pegarão de diversos ângulos, mas sempre para frente, ok?! – Ele falou, me esticando a mão para eu subir no octógono e eu respirei fundo, conhecendo o espaço. - E você sabe fazer o resto. – Ele disse e eu assenti com a cabeça, suspirando.
Me coloquei no meio do octógono e vi as luzes serem acesas, o meio ficava claro, sendo iluminado por cima e as laterais não se via nada. Suspirei, ajeitando minhas luvas e estiquei e contraí os dedos para ver se estava tudo certo. Joguei o cabelo para trás e suspirei, assentindo com a cabeça, olhando para frente.
- Ação! – Malcon falou. – Playback! – Ele disse e o som subiu alto em meus ouvidos, fazendo com que eu me colocasse em posição de luta, fingindo alguns socos aqui e ali.
- I'll fight for love. I'll prove to you, I've got the moves like no-one else. – Abri um sorriso, mexendo o corpo. - Boy she's a fool, she's telling lies and talking jive, she can go to hell. Come on ring that bell. – Chamei com as mãos. - If she's Apollo Creed, I'll be Rocky Balboa. When I'm down on my knees that's when baby I'll show ya. I'll fight for your heart. – Ergui a mão na pose do Rocky, voltando a dançar no octógono. - I'll be your champion, champion. You're the prize. You sting me though your floating like a butterfly but I feel alive. – Movimentei o corpo. - You know why, I love you even more than any other guy. For you I'd die. – Fingi que forcei a voz, abrindo um largo sorriso. - If she's Apollo Creed, I'll be Rocky Balboa. – Joguei minhas mãos para cima, em punhos cerrados. - When I'm down on my knees that's when baby I'll show ya. I'll fight for your heart. I'll be your champion! – Abri um sorriso. - I've got a mumble in the jungle, be as sweet as vanilla. Prove my love to you, in this twelve round thriller. I'll fight for your heart and I'll be your champion. – Eu cantava com a música, forçando a voz, mesmo que sem sair nada, dando tudo de mim.
Na intersecção da música eu socava o ar com as duas mãos em movimentos rápidos, indo para frente e para trás do octógono ao som da música, assentindo com a cabeça, fingindo que estava socando alguém.
- I'm going to use my lips, use my hips, wrap you round my finger tips. – Movimentei meus quadris para os lados, sorrindo. - Just to prove I love ya baby. – Ergui as mãos começando a bater palmas.
- If she's Apollo Creed, I'll be Rocky Balboa. When I'm down on my knees that's when baby I'll show ya. I'll fight for your heart. I'll be your champion. – O coro da música cantou sozinho enquanto em batia as mãos no ritmo da música.
- I’ll be you champion... – Deixei que minha voz se alongasse, me fazendo abaixar o rosto um pouco. - I'll fight for your heart. I'll be your champion. I've got a mumble in the jungle, be as sweet as vanilla. Prove my love to you, in this twelve round thriller. – Movimentei os ombros ao som da música. - I'll fight for your heart and I'll be your champion. I'll fight for your heart and I'll be your champion. Champion...! – Gritei, movimentando a mão, ouvindo o sininho tocar e eu comecei a rir, com um sorriso no rosto.
- Corta! – Malcon falou! – Bom! – Ele falou. – Foi bem engraçado, agora tenta fazer mais sério! – Ele falou e eu gargalhei.
- Ok, vamos lá! – Falei rindo.

Empurrei a porta da casa de Chris e tirei a chave, entrando na mesma e fechei atrás de mim. Coloquei minha bolsa e a chave em cima da bancada e segui pela casa, procurando meu namorado. Ouvi alguns barulhos vindo da sala de TV e empurrei a porta, vendo-o conversando com... Outro Chris.
- Oi, gente! – Falei, me encostando na porta.
- Oi, amor! – Evans se levantou, seguindo em minha direção e me dando um rápido beijo. – Chris Pratt! – Ele falou, apontando para seu amigo e eu sorri.
- Oi! – Estendi a mão, sorrindo.
- Como está? – Ele perguntou e eu assenti com a cabeça.
- Tudo bem e com você? – Sorri. – Vocês, na verdade! – Falei, rindo.
- Estamos falando do Super Bowl, nossos times vão se enfrentar. – Arregalei os olhos.
- Sério? – Sorri.
- A gente quer fazer uma aposta incluindo as entidades carentes que a gente apoia. – Pratt falou.
- Oh, isso vai ser legal. Como seria?
- Cada um vai vestido do seu personagem da Marvel visitar a entidade do outro. – Evans falou.
- Eu acho legal, gente! – Sorri. – Mas só um detalhe, não importa quem ganhe...
- Sim, estávamos falando isso. – Evans sorriu. – A gente vai, independente do vencedor. – Sorri.
- Então, você gosta de futebol americano? – Pratt perguntou.
- Bom, eu sou brasileira, então sou mais do futebol que se joga com os pés, mas aprendi a gostar. Mas sim, eu torço para os Patriots. – Falei fazendo uma careta.
- Mas devo dizer que bem antes da gente ficar junto ela já escolheu os Patriots... – Evans falou.
- Uma escolha meio forçada, confesso, mas ainda sim uma escolha. – Falei e eles riram.
- Então, vamos? – Chris sorriu. – Vai ser legal, a gente pode aproveitar o fim de semana lá, ver o jogo, depois sair para comer algo... Comemorar. – Sorri.
- Bem, pela sua sorte, eu já vou! – Falei sorrindo.
- Os caras te convenceram? – Chris perguntou.
- Bem, Mack e Mike amam futebol. – Dei de ombros. – Mas eu vou cantar no intervalo. – Abri um sorriso.
- Oh cara! Não brinca! – Ele falou e eu ri fraco.
- Sim, eles apareceram na gravadora não faz muito tempo, que estava meio em cima da hora, mas... – Dei de ombros. – Bem, não importa, eu serei a atração no intervalo do Super Bowl. – Sorri.
- Cara, vai ser demais! – Ele falou e eu sorri. – Mais um motivo para eu ir.
- Com certeza! – Pratt falou. – A Anna vai pirar, ela te adora.
- Ah, que bom! – Sorri. – Vai ser divertido! – Pisquei para Evans que riu, balançando a cabeça.
- Eu digo que ela é uma caixinha de surpresas. – Evans falou para Pratt e eu ri fraco.

Ouvi o pessoal gritando e respirei fundo, contanto até dez e as luzes se ligaram novamente, fazendo com que o pessoal gritasse e eu desse uma olhava em volta, vendo minha banda novamente em suas posições no palco redondo colocado no centro do campo. Respirei fundo e suspirei.
- I told, I told, I told myself again. I'm never running back on what I said. Trying not to roam but you're so far away, so far away. – Uma mão segurava o microfone forte e a outra ficava parada, me dando força. - Won't listen to the conscious in my head, I'm conscious but I'm lonely halfway dead. Tired of the things you never. You never said, you never said. – As luzes estouraram em minha cabeça. - Our love was made to rule the world. You came and broke the perfect girl. Our love was made to rule the world... – Respirei fundo, vendo os fogos subirem novamente e o pessoal gritar.
- Our love was made to rule the world. You left wanting what we were. Our love was made to rule the world. – Ergui as mãos, correndo para outra direção, vendo as luzes piscarem e David fazer a mixagem da música, permitindo que o pessoal dançasse.
- Forget forever, forget forever. Forget you ever, knew my name, my name, my name, my name. – Gritei, pulando no palco. - I know I know I know we can pretend. That we were never lovers in the end. I try to tell myself this pain would, go away. Just go away. – Movimentei as mãos, animando o pessoal. - Our love was made to rule the world. You came and broke the perfect girl. Our love was made to rule the world. – Mexi os ombros, apoiando a mão nos ombros de Mack.
- Our love was made to rule the world. You left wanting what we were. Our love was made to rule the world. – O pessoal cantou comigo e eu sorri.
- Forget forever, forget forever. Forget you ever, knew my name, my name, my name, my name. - Comecei a movimentar meu corpo no ritmo da música junto com o pessoal, suspirando, arrastando o pé para os lados, rindo com alguns erros bobos. - Our love was made to rule the world. You came and broke the perfect girl. – Voltei a cantar baixinho, respirando fundo. - Our love was made to rule the world! – Gritei novamente, jogando as mãos para cima. – Our love... Was made to rule the world! – Mexi os ombros, rindo. - Forget forever, forget forever. Forget you ever, knew my name, my name, my name, my name. – Cantei sorrindo, ouvindo o povo gritar.
- Vamos lá, galera! Vamos dançar! – Mack gritou e eu ergui a mão, ouvindo o som da próxima música começar.
- You told me, there's no need to talk it out, cause its too late. – O pessoal começou a se esgoelar na mesma hora. - To proceed and slowly, I took your words and walked away. – Abri um sorriso. - No looking back, I wont regret, no. I will find my way. I'm broken, but still I have to say. – Abri os braços, segurando firme o microfone.
- It's alright, it's OK, I'm so much better without you, I won't be sorry. – Comecei a pular, balançando uma das mãos, vendo meus cabelos baterem no rosto. - It's alright, it's OK. So don't you bother what I do. No matter what you say, I wont return, our bridge has burned down. I'm stronger now. It's alright, it's Ok, I'm so much better without you, I won't be sorry. – Comecei a andar para o outro lado do palco.
- You played me, betrayed me. Your love was nothing but a game. Portrayed a role, you took control, I, I couldn't help but fall so deep, but now I see things clear. – Sorri, movimentando o corpo para os lados.
- It's alright, it's OK, I'm so much better without you, I won't be sorry. It's alright, it's OK. So don't you bother what I do. No matter what you say, I wont return, our bridge has burned down. I'm stronger now. It's alright, it's OK, I'm so much better without you, I won't be sorry. – Jack e Emily cantavam comigo, igualmente animados, dançando e pulando pelo palco.
- Don't waste your fiction tears on me, just save them for someone in need. – Parei os pés no chão, forçando a voz e as mãos. - It's way too late, I'm closing the door... It's alright... – Alonguei.
- It's OK, I'm so much better without you, I won't be sorry.
- It's alright, it's Ok. So don't you bother what I do. – Entrei com eles, colocando tudo que eu podia - No matter what you say, I wont return, our bridge has burned down. I'm stronger now. It's alright, it's OK, I'm so much better without you...
- It's alright, it's OK, without you. It's alright, it's OK, without you... I won’t be sorry... – Sorri, ouvindo o rife da guitarra parar no meio do caminho.
- Bem, acho que é isso? – Mike brincou e eu ri.
- Ainda não, mas também essa é a última música, porque o Super Bowl tem que continuar! – Falei sorrindo, ouvindo diversos tipos de gritos e apontei para minhas meninas que começaram a tocar. - I pass my reflection, it's someone else. I see your invention and not myself. I turned into your perfect girl, a total stranger. Now I see, and I don't want to being you when it's all just an act. It's overrated!

- Ah, aí está ela! – Chris falou quando eu saí do camarim, pulando em seus braços e sentindo-o me girar no ar e eu ri fraco. – A gente ganhou! – Ele gritou e eu ri, gritando com ele.
- Ah eu vi o fim do jogo lá debaixo, foi ótimo! – Falei rindo. – Até estou começando a entender! – Ele riu fraco, passando a mão em meu rosto.
- Você está brilhando. – Ri fraco.
- Eu sei, são os papéis picados e tudo mais. – Suspirei e ele riu.
- Você demorou muito. – Ri fraco.
- Ah, desculpa, é que meu camarim ficava ao lado do vestiário dos Patriots, aí a Gisele apareceu após o show e você sabe, brasileiras, a gente ficou conversando, depois do jogo apareceu o Tom e alguns outros jogadores e ficamos conversando...
- Espera! – Ele ergueu uma mão. – Você conheceu Tom Brady?
- Eu o conheci na entrada, na verdade. Além do resto do time e... – Pratt gargalhou ao lado de Evans.
- E você não me apresentou? – Ele gritou e eu me assustei. – Como assim?
- Como assim, digo eu, eu ia saber que você é fã do Brady? – Gritei de volta e ele balançou a cabeça.
- Oh meu Deus! – Ele parou. – É por situações assim que eu digo que é muito cedo para gente casar. – Ele falou e eu revirei os olhos, rindo. – Como você não sabe quem é meu ídolo?
- Desculpe, você sabe quem é o meu? – Perguntei e ele parou... – Exatamente! – Sorri.
- Quem é seu ídolo? – Ele perguntou.
- Em que categoria? – Perguntei. – Atriz, ator, cantor, cantora, banda...
- Ah meu Deus! – Ri fraco.
- Que isso amor, calma! Eu mando mensagem para a Gisele. – Falei, apertando seus ombros. – Vamos comemorar!

- Você está pronta? – Chris me perguntou e eu dei um rápido beijo em sua bochecha.
- É só um tapete vermelho, amor. – Sorri.
- Há quantos a gente já não foi? – Perguntei, descendo do carro, jogando a barra do meu vestido para trás.
- Mas é o Oscar! – Ri fraco.
- Sim, a qual nenhum de nós estamos concorrendo, relaxa! – Falei, passando a mão em seus ombros. – Afinal, é só tapete vermelho, não precisamos parar nem para entrevistas hoje. – Sorri e ele assentiu com a cabeça, estendendo a mão para mim e eu a segurei.
- Você é muito prática! – Ele falou e eu ri fraco, entrelaçando minha mão na dele.
- E você é muito preocupado. – Falei. – Precisa relaxar um pouco mais, o pessoal gosta da gente, claro, também odeia em algumas situações, mas isso é algo bom! – Sorri e ele assentiu com a cabeça. – Aliás, eu estou contigo. – Ele sorriu e começamos a andar pelo tapete vermelho.
Chris parecia uma múmia ao meu lado, para falar a verdade, uma mão no bolso, a outra segurando a minha, e se não fosse a minha mão, as duas estariam enfiadas dentro do bolso. Eu já era mais solta, acenava para o pessoal, piscava para os repórteres aqui e ali e parava para cumprimentar algumas pessoas como Meryl Streep, Jennifer Lopez, até Chris parou para cumprimentar Scarlett que estava lá com um vestido maravilhoso.
Paramos para tirar fotos juntos e sorrimos. Chris me apertou pela cintura, me trazendo para mais perto de si e a outra mão eu coloquei na cintura, sorridente, virando para os lados onde era mandado e onde eu via os flashes dispararem.
- A gente já se encontra! – Falei, dando alguns passos para o lado, vendo os flashes recomeçarem em meu rosto e também no de Chris, que eu olhava de vez em quando de esguio de olho para ver o que ele estava fazendo, mas ele me encarava também, me fazendo rir um pouco.
Ir a premières e eventos era sempre legal para mim, ver o pessoal que eu sempre via pela TV, assistir filmes antes de todo mundo, estar presente nessas premiações glamorosas e tudo mais, mas eu não tinha tanta paciência com tapete vermelho, sei lá, acho que depois de dez anos a gente simplesmente vai começar a enjoar, mas havíamos sido convidados para apresentar um prêmio, então ainda era necessário, mas eu preferia muito mais estar sem essa maquiagem, sem esse vestido em minha cama, mas com o Chris, é claro.
- Vamos entrar? – Chris perguntou, colocando a mão na minha cintura e eu assenti com a cabeça, voltando a andar.

- Está sendo ótimo para gente! – A fotógrafa falou e eu ri, me afastando de Chris um pouco e erguendo o top cor da pele. – A foi da Gucci há alguns anos, você é nosso novo rosto, na hora a gente pensou em fazer uma campanha com vocês dois.
- Quando você entrou na Gucci que eu nem sabia disso? – Chris perguntou e eu passei as mãos em seus ombros, fazendo com que a outra mulher pedia e encostei meu corpo no peito de Chris, passando os braços pelo seu pescoço, mantendo o rosto bem perto do seu.
- 2008 ou 2009, eu não me lembro. – Falei com o rosto bem próximo do seu, ficando levemente na ponta dos pés. – Na época que eu estava loira ainda.
- Ah tá, então foi naquela época... – Ele falou e eu ri, um pouco vesga pela proximidade.
- Pronto, gente! – A fotógrafa falou e eu me afastei um pouco, girando os braços e estralando o corpo. – Chris, agora você tem como erguê-la acima da sua cabeça e encostar o nariz no queixo dela?
- Faço isso o tempo todo. – Ele falou e eu ri.
- Eu digo que essas sessões de fotos são muito específicas. – Comentei e ele riu. – Vai! – Falei e ele me pegou pelas coxas, fazendo com que eu entrelaçasse a perna em suas costelas, apoiasse as mãos na lateral de seu rosto e olhasse para frente.
- Fechem os olhos! Finjam prazer. – Comecei a rir.
- Desculpe! – Falei, ficando séria em seguida e senti outro flash.
- Isso, ótimo! – Ela falou e eu soltei as pernas da cintura de Chris, sentindo suas mãos deslizarem em meu corpo, até que eu ficasse de pé no chão novamente.
- Vamos fazer algumas fotos deitado agora? – Ela perguntou.
- Claro! – Falamos quase juntos.
- , acho que vamos precisar que você troque por aquele sutiã colante agora. – A outra mulher falou.
- Claro! – Falei. – Aquilo é super desconfortável e descola toda hora! – Falei brincando e elas riram. – Já volto. – Falei para Chris e ele sorriu, assentindo com a cabeça.

- E agora, a gente vai chamar duas pessoas que tem deixado o mundo de cabeça para baixo. – Ouvi a voz de Fallon. – Ela é uma cantora super famosa, que ficou três anos longe do mundo da música e que voltou com tudo no meio do ano passado para tomar de volta tudo que é dela. – Ele falou. – Ele é um ator que estourou há alguns anos e que sempre foi apaixonado por ela. Amigos há alguns anos e só agora eles conseguiram ficar juntos. Além de estarem em todos os jornais do mundo, agora eles vão estrear a nova campanha da Gucci. Por favor, recebam, Stone e Chris Evans. – Ele gritou e a cortina em nossa frente foi aberta e Chris saiu na frente, cumprimentando Jimmy e eu o abracei em seguida, sorrindo.
- Oi! – Falei, me sentando no meio dos dois.
- Ah, como é bom ter vocês aqui! – Fallon falou e eu sorri. – É bom, bom demais! – Sorri. – Então, quais as novidades? - Eu e Chris nos entreolhamos rindo.
- ? – Ele virou para mim.
- Bem, turnê nova, o CD novo está bombando, alguns projetos paralelos secretos e Gucci! – Falei, sorrindo.
- Ah, você é muito engraçadinha! – Jimmy brincou e eu ri.
- Você que perguntou! – Dei de ombros.
- E você Chris?
- Filmes, filmes, filmes e Gucci! – Ele falou e eu ri.
- Então, digam como é essa nova campanha da Gucci e como é trabalhar juntos? – Ri fraco.
- Bem, na teoria a gente já trabalhou juntos. – Falei.
- Uma cena de vinte segundos. – Chris disse e eu gargalhei. – Mas é muito bom, esse é o meu primeiro relacionamento em que eu me sinto confortável em me abrir para o povo, me abrir para os fãs, permitir que o pessoal saiba detalhes e ficar feliz em mostrar isso. – Ele deu de ombros. – Então, trabalhar com a é ótimo, a gente fez a sessão de fotos há alguns dias e se divertiu bastante, nós somos íntimos, então tudo sai mais engraçado e menos sério.
- Ah que orgulho! – Falei, sorrindo, e eles riram. – É o que o Chris disse, entre a gente é tudo mais fácil. – Sorri.
- E vai ter comercial? – Fallon perguntou.
- Sim, com certeza! – Falei animada. – Só não me pergunte quando vai sair, que eu realmente não sei. – Dei de ombros.
- E os planos entre vocês? – Fallon perguntou e eu e Chris nos entreolhamos, rindo.
- Eu vou responder essa ou ele vai ficar nervoso. – Falei, erguendo a mão. – A gente não sabe! – Fallon gargalhou. – A gente não sabe ainda, todo mundo fala que nos conhecemos há anos e tal, mas não é a mesma coisa! – Falei alto a última parte. – Ainda tem muita coisa para acontecer para a gente pensar em um próximo passo! – Falei, rindo.
- Ok, ok! Vou parar de perguntar isso. – Fallon riu. – Antes de ir para o intervalo, canta uma para gente, ? – Fallon perguntou.
- Claro! – Me levantei animada. – Vamos chamar minha banda aqui! – Falei e as cortinas do palco lateral apareceram. – Vamos lá! – Falei, andando até o palco, me colocando em frente ao microfone. – Essa é We’ll Be a Dream.
- Vamos lá! – Mike falou no microfone, começando a tocar a música junto com os meninos e eu sorri, me afastando do microfone um pouco. - Do you remember the nights we stayed up just laughing, smiling for hours at anything? – Ele começou cantando suave. - Remember the nights we drove around crazy in love. – Movimentei meus lábios com a música, sorrindo. - When the lights go out, we'll be safe and sound. – Balancei minha cabeça no ritmo da música. - We'll take control of the world, like it's all we have to hold onto, and we'll be a dream. – Coloquei as mãos no microfone, me aproximando do mesmo.
- Do you remember the nights we made our way dreaming, hoping of being someone big. – Os fãs gritaram animados. - We were so young then, we were too crazy in love. – Suspirei, olhando para Chris que estava em pé ao lado de Fallon.
- When the lights go out, we'll be safe and sound. We'll take control of the world, like it's all we have to hold onto, and we'll be a dream. – Eu e Mike cantamos juntos, sincronizadamente.
- Dream... – Cantei sozinha o final. – Oh, oh, oh, oh, oh, oh... – Minha voz se sobressaía sobre a dele.
- When the lights go out... – Cantei mais alto. - We’ll be safe and sound... – Continuei.
- We'll take control of the world, like it's all we have to hold onto and we'll be a dream. – Cantamos juntos, eu mantinha os olhos fechamos. – And we’ll be...
- When the lights go out... – Cantei mais alto, respirando fundo. - We'll take control of the world, like it's all we have to hold onto and we'll be a dream. – Terminei em um suspiro, ouvindo ainda os toques do violão e da guitarra, suspirando quando tudo acabou.
- Stone e Chris Evans, pessoal. – Fallon gritou. – Voltamos já! – Ele falou e eu pisquei para a câmera.

- , pelo amor de Deus! – Ouvi alguém esmurrando a porta de casa e eu levantei na cama, vendo Chris meio atordoado ainda. – ! – Gritou novamente e eu joguei a coberta para o lado, saindo da cama e descendo as escadas correndo, quase tropeçando no tapete e abrindo a porta, dando de cara com Emily.
- O quê? – Falei, passando a mão no rosto.
- Alguém está gritando na casa do Mike, vem! – Ela gritou e eu saí correndo de casa, descalça mesmo, correndo por entre as casas e vendo o resto da banda para fora também de pijama e Louis abaixado na porta de Louis.
- Por que ele trancou a porta? – Ele reclamava e eu respirei fundo.
- Dá licença! – Chris falou, segurando a maçaneta e empurrando o corpo fortemente contra a porta fazendo que ele caísse lá dentro.
- Uou! – Mike apareceu na porta. – Calma, cara, não precisa arrombar minha porta. – Ele falou e Chris se afastou com as mãos levantadas. – O que está acontecendo?
- Como assim o que está acontecendo? A gente ouviu gritos daqui! – Jack gritou para ele.
- Se não foi nenhum de nós seis, só sobrou aqui, né?! – Mack gritou.
- Calma, gente! – Falei, erguendo as mãos. – O que está acontecendo? – Perguntei, vendo Lacey saindo de casa.
- Conta para eles. – Mike falou.
- Eu estou grávida! – Ela falou e agora foi a gente que gritou.
- Oh meu Deus! – Falei animada, abraçando Mike fortemente.
- Que incrível! – O pessoal falava e eu sorria.
- Isso é demais! – Falei animada.
- Quanto tempo? – Perguntei.
- Três meses! – Ela falou animada.
- Só recapitulando, então eram gritos de felicidade? – Jack perguntou e a gente riu.
- Parabéns! – Abracei Lacey fortemente. – Isso é incrível.

Capítulo 26


- E agora, no Grammy 2015, a única Stone! – Ouvi LL Cool J, o apresentador da noite falar, e eu respirei fundo.
Coloquei meus pés para andarem, sentindo meu vestido flutuar, saindo da escuridão para a luz e logo que eu apareci, além das pessoas gritarem, a música começou a ser tocada, os primeiros toques pareciam saltos batendo contra o chão. Cheguei ao microfone poucos centésimos de segundo antes de começar a cantar.
- Same words, same thirst just a different name. – Comecei devagar, ouvindo minha banda fazendo a segunda voz a capella. - Same jokes, same laughs guess that's just your game. You gotta have her the same way you gotta have me. You show me everything I need to see. - Suspirei, segurando nas laterais do pedestal. - Even though you're so damn fine, I know I'm better off without ya. – Engrossei minha voz. - Even if you cross my mind, I will always have to doubt ya. – Suspirei. - I won't believe a thing you say this time... – Outra luz surgiu ao meu lado, com David em pé em frente a um piano, batendo forte contra as notas. - All them other girls told me, how you play your game, yeah, we know all about you. I know it probably worked for you last time, but them other girls told me, how you play your game, yeah, we know all about you. – Suspirei.
- Oh we know, we know, we know. We know, we know, we know, yeah, all about you. – Emily e Jack surgiram do outro lado, cantando comigo. - Oh we know we know we know. We know we know we know, yeah, all about you.
- First off you should really be ashamed. – Senti minha voz engrossar novamente. - You won't entice me with that big 'ol chain. Can't have my number put that phone away, maybe you should just stay in your lane. – Jack e Emily me acompanhavam à capella.
- Even though you're so damn fine, I know I'm better off without ya. Even if you cross my mind, I will always have to doubt ya. I won't believe a thing you say this time, all them other girls told me. How you play your game, yeah, we know all about you. – Balancei a cabeça, suspirando. - I know it probably worked for you last time, but them other girls told me how you play your game, yeah we know all about you.
- Oh no, no, we know, we know, we kno w. We know, we know, we know, yeah, all about you. – Respirei fundo. - Oh we know, we know, we know yeah. – Suspirei. - I won't believe a thing you say this time, all them other girls told me, how you play a game, yeah, we know all about you. – Cantamos todos juntos, vendo as luzes se apagarem em seguida.
Um, dois, três. As luzes estouraram novamente, e meu quarteto de cordas estava em um palco montado no meio do teatro onde estava acontecendo o Grammy. Elas começaram sincronizadamente aquela música que ainda fazia com que o choro subisse a minha garganta e eu respirei fundo, olhando em volta, vendo toda minha banda próxima de mim novamente, todos vestidos de preto. As pessoas mais próximas, incluindo Chris que estava quase na ponta do palco, começaram a gritar, fazendo com que minha vista já ficasse toda embaçada.
- I could've shown you america all the bright lights in the universe. – Nós sete começamos juntos, movimentando as mãos. - Could have reached, the highest heights, a different place, a different life. – Abri um suspiro. - Remember that night underneath the stars for a minute I thought the world was ours.
- All you had to do was show me love. – Terminei sozinha, sorrindo.
- Yeah it's true you know, we're not perfect, there's a fire inside of me. It means I'll fight for the things that are worth it, if it makes me feel complete. – Mack cantou ao meu lado.
- Cause I'm hitting rocks, and I'm taking shots, I'm prepared to lose everything I've got. – Emily abriu um imenso sorriso na sua parte, indicando a frente para mim.
- Now I'm lost in the distance, you're looking me like a stranger. – O pessoal gritou. - Cause how it looks right now to me, is that nothing can save us. – Gritei no final.
- I could've shown you america all the bright lights in the universe. Could have reached, the highest heights, a different place, a different life. Remember that night underneath the stars for a minute I thought the world was ours.
- All you had to do was show me love. – Suspirei. - Show me love, love! – Gritei.
- Show me love, yeah. Show me, show me love, show me, show me love, show me, show me love, show me, show me love. Love, love, show me love, yeah...! – Meus meninos cantaram e o ritmo mudou de novo, fazendo que eu pegasse o microfone do pedestal e andasse em frente.
- If it's you and me forever, If it's you and me right now, that'd be alright. – Mack e Mike pulavam com seus instrumentos pelos cantos. - Be alright. We're chase stars to loose our shadow, Peter Pan and Wendy turned out fine. So won't you fly with me? – Abri um sorriso, erguendo os braços.
- Maybe you were just afraid, knowing you were miles away, from the place where you needed to be, and that's right here with me. – Cantei sozinha, sorrindo para o pessoal. - If it's you and me forever, you and me right now that'd be alright...
- We're chase stars to loose our shadow, Peter Pan and Wendy turned out fine. – Abri os braços. - So won't you fly with me? – Abri um sorriso, vendo Mike fazendo o solo pelo telão.
- If it's you and me forever, If it's you and me right now, that'd be alright. Be alright. We're chase stars to loose our shadow, Peter Pan and Wendy turned out fine. – Suspirei.
- So won't you fly, fly, fly with me? – Ergui os braços, sentindo minha voz roçar, me fazendo suspirar e eu respirei fundo, vendo as luzes ficarem mais baixas e rosadas, e eu me aproximei no pedestal novamente. - Sh... Don't tell your mother. – Coloquei o dedo em frente a boca, começando a cantar outra música, ouvindo o pessoal gritar, respirando fundo. - Got my mind on your body, and your body on my mind. Got a taste for the cherry I just need to take a bite... – Senti minha voz falhar um pouco, me fazendo respirar fundo. - Take me down! – Gritei, vendo as luzes clarearem novamente.
- Take me down into your paradise. – Minha banda cantava comigo.
- Don't be scared. – Gritei novamente.
- Don't be scared cause I'm your body type. – Eles continuavam enquanto eu recuperava o fôlego.
- Just something that we wanna try, cause you and I we're cool for the summer. – Voltei a cantar com eles.
- Take me there. – Eles voltaram a fazer a segunda voz.
- We're cool for the summer. – Abri um sorriso.
- Don't be scared.
- Cause I'm your body type. – Ergui as mãos.
- Just something...
- Just something that we wanna try. Cause you and I, we're cool for the summer. – Gritei novamente. - We're cool for the summer! – As luzes mudaram novamente, fazendo com que a escuridão tomasse conta novamente e um toque de azul se misturasse entre elas.
- One, two, three, one, two, three drink. – Emily e Jack começaram a cantar em sincronia, e o povo gritou novamente. - One, two, three, one, two, three drink. One, two, three, one, two, three drink. Throw em back, till I lose count. – Eles cantaram e eu ergui as mãos, respirando fundo.
- I'm... – Senti meu próprio corpo arrepiar, enquanto eu ergui as mãos. - Gonna swing from the chandelier, from the chandelier. – Abaixei o rosto rapidamente, suspirando. - I'm gonna live like tomorrow doesn't exist, like it doesn't exist. – Ergui as mãos novamente, sentindo lágrimas começarem a surgir dos meus olhos novamente. - I'm gonna fly like a bird through the night, feel my tears as they dry. I'm gonna swing from the chandelier, from the chandelier. – Suspirei.
- And I'm holding on for dear life, won't look down, won't open my eyes. Keep my glass full until morning light, 'cause I'm just holding on for tonight. – Jack e Emily voltaram a cantar sozinhos, enquanto eu me mexia levemente com o ritmo da música. - Help me, I'm holding on for dear life, won't look down won't open my eyes. Keep my glass full until morning light, 'cause I'm just holding on for tonight, on for tonight.
- Sun is up, I'm a mess, gotta get out now, gotta run from this. Here comes the shame, here comes the shame. – Emily cantou novamente e me abraçou de lado sorrindo.
- One, two, three, one, two, three drink. One, two, three, one, two, three drink. One, two, three, one, two, three drink. Throw em back, till I lose count. – Cantei com ele e Jack que me abraçaram de lado, fazendo com que a mão do microfone ficasse livre.
- I'm gonna swing from the chandelier, from the chandelier. I'm gonna live like tomorrow doesn't exist, like it doesn't exist. – Abri um sorriso gigante. - I'm gonna fly like a bird through the night, feel my tears as they dry. – Suspirei. - I'm gonna swing from the chandelier, from the chandelier. – Suspirei, puxando o ar forte, enquanto as luzes se clareavam todas e Louis voltava a tocar bateria. - I turned into your perfect girl, a total stranger. – O público gritou novamente. - Now I see, and I don't want to... – As luzes começaram a se mexer loucamente, quando todo mundo começou a tocar. - Being you when it's all just an act. It's overrated! The truth is I'm wanting me back, 'cause I can't take this. I've gotta be who I am underneath, who gave up, so you'd believe. Being you when it's just all just an act, it's overrated! So overrated! – Puxei o microfone novamente, dando alguns passos para frente. - I let you control me, or so you thought. – Abri um sorriso para os câmeras. - Don't think that you're perfect, just all messed up. – Balancei os ombros. - I hid away the best of me, too scared to notice. Now I do, and I'm not going to... – Ergui as mãos novamente. - Being you when it's all just an act. – O público cantava junto. - It's overrated! The truth is I'm wanting me back, 'cause I can't take this. I've gotta be who I am underneath, who gave up, so you'd believe. Being you when it's just all just an act.
- It's overrated! – Minha banda cantou.
- Changing for a guy. – Voltei o microfone no pedestal.
- Overrated!
- Living in a lie. – Aumentei minha voz.
- It's overrated!
- Always asking why... Oh! – Suspirei, abaixando a cabeça. - Your mirror is shattered, I'm finally free. – Abri um sorriso, vendo os papéis picados explodirem por diversos cantos do local. - Being you when it's all just an act. It's overrated! The truth is I'm wanting me back, 'cause I can't take this. I've gotta be who I am underneath, who gave up, so you'd believe. – Sentia minha voz tremer com a força. - Being you when it's just all just an act, it's overrated! Yeah. Overrated, yeah. Overrated, yeah. So overrated! Overrated... – Ouvi minhas meninas do quarteto tocar e a música finalmente acabou com mais papéis picados voando, me fazendo abrir um sorriso, quando o povo aplaudia e gritava por nós.
Segurei as mãos de Mack e Mike ao meu lado e todo mundo apareceu, até Louis e David saindo de seus instrumentos e erguemos as mãos rapidamente, abaixando-as em seguida e sorrimos, erguendo-as novamente, com sorrisos no rosto.
- Uau! – LL Cool J apareceu de novo. – Stone, pessoal! Completando dez anos do primeiro álbum. – Abri um sorriso, abraçando-o rapidamente. – Acho que eu tenho algumas coisas para te entregar! Além do prêmio de homenageada desse ano. – Ele falou, entregando o microfone para a mulher ao seu lado, e eu sorri. Quatro mulheres entraram no palco, cada uma segurando um gramofone e eu arregalei os olhos. – À pessoa que faz nosso corpo se arrepiar e balançar ao mesmo tempo pelos últimos dez anos. – Ele sorriu. – Prêmios de homenageada do ano, gravação do ano por Overrated, canção do ano por Overrated e álbum do ano por Total Stranger. – Ele falou e eu ri fraco, colocando a mão livre no rosto, sentindo o pessoal me abraçar de lado e eu suspirei. – Você tem algo a dizer?
- Uau! – Falei, erguendo o microfone novamente, rindo em seguida. – Obrigada por isso. – Sorri. – Há dez anos nós aparecemos e pedimos permissão para vocês nos deixarem entrar aqui em Hollywood e vocês deixaram. – Eles gritaram. – Muita coisa se passou desde que começamos, tivemos bons momentos, maus momentos, mas estamos em pé, firmes e fortes, e vamos continuar fazendo o que fazemos de melhor: cantar e animar vocês! – Eles gritaram novamente. – Obrigada por todos esses anos de acompanhamento e amor, vocês são demais! – Gritei e eles riram.

- Então, , qual é o sentimento em estar aqui? – Virei o rosto para a repórter novamente, abrindo um sorriso.
- Ah, é demais! Eu amo todos os seus filmes e é incrível poder acompanhá-lo nesses eventos! – Sorri, virando o rosto e vendo Chris fazer caras e bocas no tapete vermelho.
- Isso é ótimo! – Ela sorriu. – Vocês estão juntos há quase um ano agora...
- Certo! – Sorri.
- E qual o próximo passo? – Coloquei a mão no queixo, fingindo estar pensativa.
- Eu não sei, nós não queremos colocar o carro na frente dos bois, então estamos indo aos poucos. – Sorri. – Eu acabei de voltar, tenho uma turnê enorme para montar e para fazer, cuidar de alguns projetos que eu estou fazendo parte, Chris também. Então, vamos com calma. – Sorri.
- E tirando um pouco do lado namorada e apoiadora, o que você acha dos projetos da Marvel? – Suspirei rindo.
- Eu sou apaixonada! – Falei, sorrindo. – Quando tudo começou lá em 2008 meus amigos me arrastaram para a première e eu gostei muito, aí foi vindo filme atrás de filme e mesmo ausente por um tempo, eu acompanhei e me apaixonei! – Dei de ombros. – Esses caras trabalham bastante, tanto o elenco como a produção e eles merecem todos os louros.
- Você já viu A Era de Ultron?
- Não, estou aqui para isso. – Ri fraco. – Mas acompanhei um pouco das regravações e posso dizer que vai ser ótimo. – Sorri.
- E você está envolvida em um projeto da Marvel, certo? – Ri fraco, colocando a mão na boca novamente.
- Sim, eu não vou negar, porque eu realmente estou, mas vocês verão ele até o fim do ano, não se preocupem! – Sorri.
- Obrigada, Stone aqui com a gente, aproveite sua noite! – Assenti com a cabeça, segurando a barra do meu vestido e caminhei em direção à Chris que ainda estava tirando fotos.
O olhar de Chris se encontrou com o meu e ele esticou a mão em minha direção. Soltei a barra do meu vestido longo e segui em sua direção, passando um dos braços em suas costas, sentindo-o deslizar a mão em meus ombros nus.
- Você fica tirando mais fotos do que eu. – Falei e ele riu, estalando um beijo em minha testa e eu sorri.
- Bem...
- Não precisa se explicar. – Segurei seu rosto com as mãos. – Eu gosto quando você se sente confortável com algo. – Ele sorriu e eu dei um rápido beijo em seus lábios. – Agora vamos lá para dentro, antes que eu comece a andar igual uma pata.
- Os pés já estão doendo? – Ele perguntou e eu ri.
- Você não tem a mínima ideia! – Ele riu, esticando a mão para mim.

- Ah, June, você sabe que eu adoro os comerciais da Gucci. – Me debrucei sobre os ombros dela, olhando para a cadeira. – Além do mais, estou dirigindo um conversível clássico, isso é demais! – Ela riu fraco e eu me levantei, arrumando o top tomara que caia embaixo do sobretudo preto.
- Cheguei! Desculpe o atraso. – Chris apareceu pelas portas e eu virei o rosto para ele, vendo-o parar quase imediatamente. – Uau, você está linda! – Ele falou e eu sorri, piscando para ele. – O que vamos fazer?
- Aqui seu roteiro, Chris. Mas a ideia é basicamente é...
- Lembra de Deixa Rolar? – Cortei June. – Nossa cena, nosso primeiro beijo? – Perguntei e ele afirmou com a cabeça. - É praticamente isso, a diferença é que você vai tirar minha roupa inteira. – Falei, piscando, e June riu.
- Ah gente, que bom que vocês ficaram juntos no final, vocês são ótimos. – Ri fraco. – Bem, apesar disso, vai ser uma lembrança dela com você no bar, onde vocês terão aquele momento íntimo. Além disso, é uma homenagem ao Gucci Guilty que Chris fez a propaganda para nós durante anos, e ao Gucci Premiere que a fez. – Sorri. – Então, coloque essa pulseira. – Ela me entregou uma pulseira dourada com o símbolo da Gucci. – E Chris coloque esse colar. – O dele era prateado. – E daremos foco a esses símbolos.
- Beleza, parece simples: dar uns amassos na minha namorada. – Ele falou, dando de ombros, tirando a blusa que estava e trocando pela preta que o estilista entregava para ele. – Além disso, o que mais?
- Bem, já gravamos a cena com no carro, depois que gravarmos a de vocês juntos, vamos fazer a sua de moto.
- Beleza! – Ele falou, colocando a jaqueta de couro em seguida e passando as mãos nos cabelos arrumados. – Vamos, amor? – Ri fraco, balançando a cabeça e atravessando o bar cenográfico, ouvindo-o me seguir.
- Seja gentil, ok?! – Falei baixo, encostando meu corpo no balcão do bar.
- Ah, agora eu preciso ser gentil? – Ele passou as mãos pela minha cintura, aproximando o corpo do meu e eu dei de ombros, rindo.
- Seria bom! – Falei, rindo, ele assentiu com a cabeça e eu passei as mãos pelos seus ombros, colando o corpo no dele.
- Só aqui? – Ele cochichou contra meu ouvido.
- Sim, só aqui! – Falei rindo.
- Silêncio no set! – June gritou e eu e Chris relaxamos o rosto na hora. – Ação! – Ela falou e Chris deu um pequeno sorriso antes de colar os lábios nos meus rapidamente, apertando as mãos em meu corpo.

- Ok, , isso é contigo agora, ok?! – Louis falou ao meu lado e eu suspirei, assentindo com a cabeça.
- Oh, isso não vai dar certo. – Chris falou, colocando a mão na cabeça.
- Ei, eu ouvi! – Apontei uma baqueta em sua direção. – Um pouco de apoio aqui seria bom, por favor! – Falei e ele arregalou os olhos, se afastando de onde eu estava.
- A gente já treinou isso algumas vezes, mas nunca a música inteira, então vá com calma que vai dar certo! – Louis falou, revirando os olhos para os meninos. – Só não parem de tocar.
- E você, vai fazer o quê? – Mack perguntou, ajeitando a nova alça do baixo.
- Para o microfone principal, é óbvio! – Ele falou, se aproximando do meu pedestal e eu revirei os olhos.
- Vai rolar baqueta voadora aqui. – Ameacei e ele deu um passo para trás.
- Vamos começar? – Jessica gritou de dentro do estúdio e o pessoal se dissipou. – Eu não tenho todo o tempo do mundo.
- Vamos lá! – David falou animado. – , quando você quiser. – Suspirei.
- Essa fala é minha. – Falei baixo e eles riram. - É minha. – Falei baixo e eles riram.
Suspirei e ajustei meus pés na alavanca do bumbo e dos pratos e fiz a contagem com as baquetas para todos me acompanharem e eu respirei fundo, começando devagar, fazendo a intersecção na bateria duas vezes antes de me sentir à vontade para cantar junto no microfone que ficava na lateral.
- Got up on the wrong side of life today yeah. Crashed the car and I'm gonna be really late. – Era complicado fazer a contagem e acompanhar a letra. - My phone doesn't work cause it's out of range. Looks like it's just one of those kind of days. You can't kick me down I'm already on the ground. No you can't cause you couldn't catch me anyhow. – Balancei a cabeça. - Blue skies but the sun isn't coming out no. Today it's like I'm under a heavy cloud. And I feel so alive, I can't help myself, don't you realize. – Bati com força as baquetas nas caixas, endireitando o corpo. - I just wanna scream and lose control, throw my hands up and let it go. – Louis fazia joia para mim com sorriso no rosto. - Forget about everything and runaway, yeah. I just want to fall and lose myself, laughing so hard it hurts like hell. Forget about everything and runaway, yeah. – Desacelerei o passo, ouvindo Mike sozinho e acelerei de novo. - So, so is how I'm doing if you're wondering. I'm in a fight with the world but I'm winning. Stay there come closer it's at your own risk. Yeah you know how it is life can be a bitch. – Movimentei os ombros pegando o jeito. - But I feel so alive, I can't help myself, don't you realize. – Jack e Emily sorriam, balançando o corpo. - I just wanna scream and lose control, throw my hands up and let it go. Forget about everything and runaway, yeah. – Eles faziam a pequena coreografia que ensaiamos antes. - I just want to fall and lose myself, Laughing so hard it hurts like hell. Forget about everything and runaway, yeah. – Desacelerei as mãos, fazendo os movimentos contínuos.
- Runaway, runaway. Runaway, runaway. Runaway, runaway. Runaway, run, runaway. Runaway, runaway. Runaway, run, runaway! – Eles cantaram comigo e eu acelerei as mãos novamente. - I just wanna scream and lose control, throw my hands up and let it go. Forget about everything and runaway, yeah. I just want to fall and lose myself, laughing so hard it hurts like hell. Forget about everything and runaway, yeah. – Sorri, continuando em seguida. - I just wanna scream and lose control, throw my hands up and let it go. Forget about everything and runaway, yeah. I just want to fall and lose myself, laughing so hard it hurts like hell. Forget about everything and runaway, yeah. – Parei as mãos junto de Mike e Mack.
- Yeah! – Louis gritou, aplaudindo e eu ri, colocando as baquetas na caixinha e eu ergui as mãos animada, fazendo um passo de dança muito bizarro. – Isso aí garota! – Ele esticou as mãos e eu bati nas dele, antes de abraçá-lo.
- Oh Louis, como isso é cansativo! Como você consegue? – Ele riu, balançando a cabeça.
- Bem, correr, dançar e cantar também é cansativo para mim. – Ele falou e eu ri, pegando uma garrafa de água e virando-a quase inteira na minha boca.
- Quando eu me mudei para Los Angeles eu tentei aprender a tocar bateria, mas acabei seguindo para o violão. – Chris falou, jogado sozinho no meio do sofá.
- Sério?! – Perguntamos quase juntos, acho que todos com a mesma cara surpresa que eu.
- Você não tem que trabalhar não? – Mack perguntou e eu segurei a risada.
- Em maio! – Ele respondeu, abanando a mão.
- Fiquei com inveja agora. – David respondeu.
- Posso ir contigo? – Mike perguntou.
- Quê? – Franzi a testa.
- É a Guerra Civil, . – Ele falou alto. – É o marco dos...
- Dos quadrinhos da Marvel, já sei, você fala isso sempre! – Revirei os olhos e ele riu. – Já avisando, se matarem o Capitão América, eu mato vocês! – Falei para Chris.
- Jesus, nem eu sei ainda, e se souber, não posso contar. – Revirei os olhos. – Acho que vou atrás da parede blindada de vidro com trinta centímetros de grossura! – Ele se levantou, saindo. – Afinal, meu ego profissional fica mal nessa sala. – Ele apontou para as paredes com os nossos prêmios expostos e eu revirei os olhos.
- São só prêmios! – Gritei para ele.
- Que eu não tenho! – Ele gritou de volta, sumindo pela porta.
- Ah, ele é ótimo! – Mike falou rindo.
- Ele é! – Sorri, suspirando e o pessoal me encarou com feições fofas. – Ah, por favor, parem! – Ri fraco. – Vamos para a próxima música.

- Bom dia! – Chris falou, entrando no meu quarto, e eu passei a mão no rosto.
- Que horas são? – Perguntei, bocejando.
- Quase duas da tarde. – Ele falou e eu levantei o corpo.
- Já? – Perguntei, passando a mão nos cabelos.
- Já! – Ele assentiu com a cabeça, dando um beijo em minha testa.
- Nossa, a gente ficou ensaiando até tarde ontem, aí o pessoal pediu pizza e já viu, né?!
- Sei bem! – Ele disse, rindo. – Eu acho que não vou conseguir dormir hoje de novo, tenho encontro com os diretores de Guerra Civil em Burbank. – Assenti com a cabeça.
- Tá tudo certo! – Assenti com a cabeça, me levantando e passei as mãos nos cabelos, prendendo o pouco que dava em uma piranha. – A gente se vê depois. – Ele assentiu com a cabeça.
- Aqui, encontrei com a Jessica lá embaixo e ela me deu suas correspondências. – Ele me entregou o maço de papéis e eu suspirei.
- Première, première, première, premiação na Europa, conta de luz da gravadora, isso não é meu! – Joguei uma Playboy na cama e Chris riu. – Melanie deve estar aí! – Ele riu. – O que é isso? – Peguei um envelope branco com pequenas pérolas coladas no mesmo.
- É para gente, mas eu não abri! – Ele falou, se deitando na minha cama e eu sentei na beirada da mesma, abrindo o envelope.
- Oh meu Deus, é um convite de casamento! – Falei animada, pulando na cama.
- De quem? – Chris apoiou o queixo em meus ombros.
- Oh, é da Rachel e do Johnny! – Coloquei a mão no peito, suspirando. – Ah, eles vão se casar. – Suspirei.
- Você está chorando? – Chris perguntou.
- É que eles... – Suspirei. – Eles são perfeitos um para o outro. – Suspirei e ele riu, estalando um beijo em minha bochecha.
- Quando é? – Ele perguntou.
- Em julho, antes da turnê começar! – Sorri, suspirando. – No México! – Falei e Chris riu.
- Eles são de lá?
- Rachel é! – Sorri. – Ah, estou tão feliz por eles. – Suspirei. – Eu vou ligar para ela agora! – Falei, me levantando e Chris me puxou pela cintura.
- Eu ainda não recebi um beijo de bom dia. – Ele falou.
- E eu não escovei os dentes ainda! – Falei e ele riu, me deixando levantar.

- Ok, então, vamos devagar! – Jessica falou, fazendo com que eu segurasse a risada e visse Jack colocar a mão na boca, tentando não rir. – Vocês têm certeza que querem fazer isso?
- Ah Jessica, apesar de eu amar estar no palco, a gente vai ter que parar com isso. – Falei, jogando minha franja para trás.
- Como assim parar?
- Não, calma! – Ergui as mãos. – Não parar de vez, mas sabe, fazer turnês pontuais aqui, depois lá, sabe? Aos poucos, a gente fica fazendo essas turnês mundiais, fica meses longe das nossas famílias, e aí? A gente tá perdendo o melhor... Eles, na verdade. – Falei e o pessoal riu a minha volta.
- Para isso a gente precisa alongar a divulgação dos CDSs. – David falou.
- É cara! Dois anos tá matando. – Emily falou. – A gente tá ficando velho.
- Ei, diga por você! – Mike gritou e eu ri, revirando os olhos.
- Bem, faz dez anos, já. – Suspirei, dando de ombros.
- Eu não ligo de gravar músicas atrás de músicas, videoclipes e tudo mais, eu só acho que a parte de viajar ao redor do mundo precisa ser aos poucos, umas duas semanas, depois volta, aí mais duas semanas... – Mack falou, suspirando. – A Melanie já tem quatorze anos, gente! Quanto da infância dela eu perdi?
- Isso não foi muito por você... – Falei.
- Ei! – Delilah se levantou e eu ri fraco.
- Ah nem vem, vocês dois são um saco! – Mike falou e eu ri.
- Ok, mas vamos voltar ao agora! – Jessica falou, suspirando. – Podemos fazer isso para o próximo CD, mas vamos nos esforçar para essa? É a turnê de retorno, vocês têm que fazer acontecer. Da melhor forma possível. – Assenti com a cabeça.
- Nós vamos. – Suspirei. – Dez anos, vai ser a maior turnê das nossas vidas. – Assenti com a cabeça.
- Ok, então, vamos lá. – Jessica suspirou. – Henry, você fez o calendário?
- Fiz sim. – Ele puxou o quadro e colocou na nossa frente, na sala de reuniões. – Quarenta shows em quarenta países em dois meses. – Ele falou, virando o quadro e mostrando os países listados. – Começaremos por Boston...
- Yeah! – Chris gritou atrás de mim, me assustando.
- Jesus! – Jack falou, colocando a mão no rosto e eu ri.
- Enfim, vamos começar em Boston, por motivos óbvios, vocês têm história em Boston, enfim. E vamos terminar em Los Angeles. – Assenti com a cabeça.
- Ok, começar e terminar nos Estados Unidos.
- Exato! – Henry apontou a vareta em minha direção e eu franzi a testa. – Depois Canadá, México, Costa Rica, Equador, Peru, Chile, Argentina, Paraguai, Brasil, Uruguai, África do Sul, Botsuana, é claro. – Emily abriu um pequeno sorriso. – Show gratuito lá. – Sorri. – Congo, Egito, Arábia Saudita, Portugal, Espanha, França.
- Yeah! – Foi a vez de Louis gritar e eu ri.
- Inglaterra. – Henry fez uma voz mais grossa, revirando os olhos. – Holanda, Alemanha, Itália...
- Ninguém está fazendo escândalo. – Jack falou e eu ri.
- Ah não? – Gemma perguntou.
- Vou voltar e te chamar de Germaine! – Jessica falou e ela se afundou na cadeira ao lado de Chris.
- Suécia, Romênia, Grécia, Rússia, Turquia, Irã, China, Coreia do Sul, Japão, Índia, Tailândia, Filipinas, Malásia, Indonésia, Austrália, Nova Zelândia e voltamos para Los Angeles. – Henry falou e eu assenti com a cabeça.
- Perfeito! – Falei suspirando. – Quarenta shows, dois meses, dá para fazer de boa. – O pessoal assentiu com a cabeça.
- A gente vai começar em agosto, fim de setembro já estamos de volta. – Henry falou. – A gente só precisa saber como vocês vão.
- Eu tenho uma ideia. – David levantou a mão.
- Diga! – Jessica falou, apontando para ele.
- Já passou a hora da gente comprar um avião! – Ele falou.
- O quê? – Falei com algumas pessoas, vendo Mack bater nas costas de Louis que engasgara com a água.
- Oh, espera aí! – Ergui as mãos. – Qual é a parte do estamos pobres que você não entendeu? – Ele riu.
- Calma gente, calma! – David falou. – Eu sei que a gente teve que reduzir totalmente o nível para montar essa gravadora, gastamos boa parte da nossa grana, mas é um investimento...
- Um investimento que a gente não tem, quanto custa um jatinho? – Perguntei, franzindo a testa.
- Como assim? – Chris se levantou atrás da gente.
- Que parte? – Mack e Mike falaram juntos.
- Um investimento que vocês não têm. Vocês são The Fucking Stone, pelo amor de Deus.
- É, uma The Fucking Stone pobre! – Falei, me levantando.
- Gente! – Ele falou. – Quanto custou isso tudo? – Ele perguntou.
- Você realmente quer saber? – Franzi a testa.
- Acho melhor não! – Ele disse e eu ri.
- Mas para você saber, a gente anda de Ford e não mais de Porsche, somos em muitos e a maioria pede carona para o outro... Temos que pensar para jantar, porque somos em muitos e uma conta de uma simples pizza nunca sai barato para umas trinta pessoas... – Suspirei. – Ah, algumas coisas do tipo... – Ele riu.
- É, mas a grana está voltando a entrar gente, nem vem! – Jessica falou.
- Sim, a gente fala, mas não é como se estivéssemos passando fome. – Virgínia falou.
- Nossa, não! – Suspirei. – Longe disso. – Balancei a cabeça. – A gente só não folga tanto quanto antes, sabe? A gente dá uma analisada. – Ri fraco.
- Além que ganhamos bastante coisa até hoje. – Jack falou e eu assenti com a cabeça. – Mas gente, espera aí, tem o vinhedo! A gente não mexeu naquele dinheiro ainda.
- Não Jack, a gente já conversou sobre isso. – Mack falou. – O lucro do vinhedo vai ficar para pagar os funcionários, manter a mansão e o que sobrar é da Gemma para faculdade e o que for.
- Ah gente, pelo amor de Deus. – Gemma se levantou. – Eu me formo em dois anos, e acredite, a faculdade é cara, mas não vou usar todo aquele dinheiro. Nunca, em anos. – Ela riu. – Afinal, eu pretendo começar a trabalhar. Amir já me ofereceu um estágio na empresa dele e eu quero ver se me banco sozinha. Deixar de morar com Jack em alguns anos... – Ela deu de ombros. – Eu não tenho mais quatorze anos, eu tenho vinte anos, já.
- Falou a adulta. – Jack cochichou e eu ri.
- Ah, Jack. – Falei rindo. – Apesar de tudo, ela é adulta. – Suspirei.
- Então, nós vamos comprar um avião? – David perguntou e eu gargalhei.
- Parece que sim! – Sorri.
- E quem vai pilotar isso?
- Eu posso tirar um brevê... – David começou a falar.
- Não! – Os meninos gritaram.
- Ei, calma! – Ri fraco.
- Pode tirar seu brevê, David, mas como estamos com pressa, eu vou contratar um piloto civil. – Jessica falou e eu assenti com a cabeça.
- Eu quero uma pintura super top, vermelha, bem brilhante, com nossos nomes em prata...
- Igual o ônibus? – Jack perguntou.
- Isso! – Falei animada.
- Ai meu Deus. – Jessica suspirou, passando a mão no rosto.

Senti a coberta ser puxada para cima do meu corpo e eu suspirei, virando o rosto, passando a mão no espaço da cama e abri um olho, notando que estava vazio e virei o rosto para cima, vendo Chris sentado na ponta da cama e eu suspirei, sentindo-o passar a mão nas minhas costas e eu suspirei, ouvindo-o rir fracamente.
- Não vai! – Falei, passando a mão em sua perna.
- Eu tenho que pegar o voo para Atlanta em duas horas. – Ele falou e eu joguei a coberta para fora, me sentando ao seu lado.
- Você promete que volta para a gravação do clipe de Up? - Passei a mão em meus olhos, coçando-os.
- Claro que volto! A música é sobre mim. – Ele falou, estalando um beijo em minha testa e eu ri fraco. – E eu adoro te ouvir cantando. – Assenti com a cabeça, encostando a cabeça em seu ombro.
- É melhor você ir. – Suspirei, jogando os pés para fora. – É uns quarenta minutos até o aeroporto. – Ele assentiu com a cabeça, passando os braços pela minha cintura.
- Ainda não me conformo que o aeroporto é mais perto daqui do que a minha casa. – Ele suspirou e eu ri, passando as mãos em seu rosto.
- Um dia isso vai mudar. – Pisquei para ele que riu.
- Ah! – Ouvi um grito e em seguida uma batida forte na porta, Grape latindo e alguém subindo as escadas loucamente.
- A gente precisa urgentemente trancar as portas.
- Você lembra o que houve da última vez. – Ele assentiu com a cabeça.
- Oh, verdade, Lacey! – Ele falou e eu ri.
- Saca só! – Jack apareceu na porta do quarto com uma caixa grande, me entregando.
- O que é isso? – Perguntei, colocando a caixa na cama e abrindo sua tampa. – O que é isso? Bonequinhos nossos? – Peguei uma bonequinha minha com a roupa igual ao do Grammy desse ano, me fazendo sorrir.
- Olha isso! – Ele pegou um papel grande no fundo da caixa. – É do museu Madame Tussauds em Londres. – Peguei o papel.
- Eles querem fazer a gente? – Gritei, dando pulos animados.
- Sim, nós sete! – Ele falou animado e eu ri.
- Oh meu Deus! – Coloquei a mão na boca. – Sim, sim, sim! – Bati palmas animada e Chris riu.
- Isso é demais! – Chris falou, pegando minha bonequinha. – Eu quero uma.
- Ah, provavelmente vai ter para vender. – Falei animada.
- Isso é ótimo, amor! – Ele deu um beijo em minha testa. – Mas eu preciso ir.
- Boa gravação, amor. – Falei, puxando-o rapidamente para um beijo e ele sorriu.
- Você também! – Ele falou e passou por Jack, dando um leve tapa em suas costas.
- Tchau, Jack! – Ele gritou.
- Tchau, Chris! – Ele gritou de volta e ouvi Grape latindo.
- Ah, toda vez é a mesma coisa. – Suspirei. – Grape, sobe agora! – Gritei, ouvindo-a latir.
- Fui! – Chris gritou.
- Quando é? – Perguntei, mexendo nos cabelos castanhos da minha boneca.
- Precisa ligar e marcar, vamos ver se a gente decide isso antes de turnê. – Assenti com a cabeça.
- Gente, vai ser demais! – Sorri, animada.

- Galera, vocês vão precisar ir mais para trás! – Malcon falou, tirando os olhos da câmera.
- Assim a gente não vai conseguir ver. – Lacey se levantou da poltrona do teatro, junto com as esposas e namorados e se afastaram do teatro alugado para o clipe.
- Por que eles precisam se esconder? – Perguntei. – Você vai filmar eu, Mike e o pessoal, não?! – Perguntei, dando de ombros.
- Sim, mas eu vou fazer um 360º, é estilo o clipe de Shape Of My Heart do Backstreet Boys, vai aparecer tudo. – Assenti com a cabeça, suspirando, segurando o microfone apoiado no pedestal.
- Ok, ok! – Arrastei meus pés descalços pelo chão liso. – Todo mundo aparenta bem animado, bem feliz, é uma gravação. – Ele disse, pulando do palco, se afastando um pouco. – Vocês estão sozinhos, confortáveis, descalços, alguns sem camisa. – Mack ergueu o polegar e eu ri. – São vocês e um teatro vazio. – Ele virou de costas, e eu vi o pessoal escondido embaixo do segundo piso do teatro. – Isso, agora sim!
- Deixa que eles apareçam, gente, todo mundo sabe sobre todo mundo, a gente não tem segredo. – Louis falou, suspirando.
- Chris? – Gritei no microfone e ele riu.
- Eu não ligo. – Ele deu de ombros.
- Então se espalhem pelos assentos, algo bem de boa. – Vi Lacey jogar a cabeça para trás, me fazendo rir.
- Não estresse uma mulher grávida, Malcon! – Lacey falou, se sentando em uma poltrona no meio do palco.
- Vamos começar! – Ele gritou, virando de costas. Suspirei, soltando o microfone e me aproximando do mesmo. – Ação! – Ele gritou. – Playback!
Suspirei, ouvindo a música começar a ecoar pelos autofalantes do Pantages Theatre e se misturarem com os toques reais da minha banda em seus instrumentos. Eu e Mike éramos os únicos em pé, lado a lado, cada um com seu microfone e Mike com seu violão. O resto do pessoal estava espalhado pelo palco. Emily em cima da mesa apoiada na parede, Louis na bateria, David no piano, Mack jogado no chão com seu baixo e Jack do outro lado.
- I drew a broken heart, right on your window pane. Waited for your reply, here in the pouring rain. – Mike começou a cantar devagar, e eu balançava os ombros no ritmo. - Just breathe against the glass, leave me some kind of sign. I know the hurt won't pass, yeah, just tell me it's not the end of the line. Just tell me it's not the end of the line. – Ele olhou para mim e eu sorri, me aproximando do microfone.
- I never meant to break your heart. Now, I won't let this plane go down. – Abri os braços, abrindo um sorriso. - I never meant to make you cry, I'll do what it takes to make this fly.
- Oh, you gotta hold on, hold on to what you're feeling. That feeling is the best thing, the best thing, alright. – Mike, Jack e Emily entraram comigo.
- I'm gonna place my bet on us, I know this love is heading, in the same direction, that's up. – Ergui o polegar, subindo as mãos.
- You drew a question mark, but you know what I want. I wanna turn the car, yeah. Right back to where it was. – Mike continuou, batendo o pé no chão.
- So let's built a bridge, yeah, from your side to mine. I'll be the one to cross over, just tell me it's not the end of the line. Just tell me it's not the end of the line. – Eu, Emily e Jack entramos com ele.
- I never meant to break your heart. – Forcei minha voz novamente, cantando alto. - Now, I won't let this plane go down. I never meant to make you cry, I'll do what it takes to make this fly. – Fechei os olhos, segurando o microfone.
- Oh, you gotta hold on, hold on to what you're feeling. That feeling is the best thing, the best thing, alright. – Jack, Emily e Mike entraram comigo novamente.
- I'm gonna place my bet on us, I know this love is heading in the same direction, that's up. – Cantei sozinha, observando Chris no fundo do teatro com um pequeno sorriso para mim.
- Girl, I know we could climb, back to where we were then. Feel it here, in my heart, put my heart in your hand. – Mike cantou próximo ao microfone.
- Well, I hope and I pray, that you'll do understand. – Voltei com ele. - If you did, all you have to say is... – Gritei o final. - Yeah, yeah, yeah, yeah, yeah. Yeah, yeah, yeah, yeah, yeah. I'm waiting for ya, yeah, yeah, yeah, yeah, yeah. Yeah, yeah, yeah, yeah, yeah. – Movimentei os ombros, balançando o vestido para os lados.
- I never meant to break your heart. Now, I won't let this plane go down. I never meant to make you cry, I'll do what it takes to make this fly. – Voltamos a cantar com Mike fazendo a voz mais forte dessa vez.
- Oh, you gotta hold on, hold on to what you're feeling. That feeling is the best thing, the best thing, alright. – Mike cantou sozinho, com um sorriso largo no rosto.
- I'm gonna place my bet on us, I know this love is heading in the same direction, that's up. – Finalizei com Mike, ouvindo o pessoal parar de tocar e a música também.
- Isso galera! – Malcon falou, aparecendo novamente. – Foi ótimo! – Ele sorriu e eu ri fraco. – Vamos mais uma? Agora vamos gravar lá de cima. – Ele apontou para o balcão e eu assenti com a cabeça, suspirando.

- Ei! – Falei, entrando na casa de Jack.
- E aí? – Ele disse, comendo cereal apoiado do balcão.
- Estou entediada. – Falei, suspirando.
- Chris?
- Ah, voltou para Atlanta na mesma rapidez que veio. – Suspirei, me sentando em um banco ao seu lado e puxando a garrafa de café.
- Ele fica lá até quando? – Suspirei, puxando uma xícara para perto.
- Até agosto, aí eles vão para Alemanha em setembro. – Suspirei. – Aí depois ele começa a gravar outro filme em outubro, em Atlanta também. – Suspirei. – O que tanto tem em Atlanta? – Ele riu.
- Ah, mas isso é bom, vocês dois ocupados, além do mais, provavelmente estaremos na Europa em setembro. – Ele sorriu e eu ri.
- É, talvez. – Ri fraco.
- Mas está passando o tempo? – Ele perguntou.
- Não sei, na verdade. – Suspirei, colocando açúcar no café. – Eu fico tão sem rumo sem ele. – Ele riu fraco.
- Você diz pessoalmente, certo? Porque profissionalmente tem muita coisa acontecendo. – Suspirei.
- Nem fala. – Coloquei o cabelo atrás da orelha. – Apareceu outro trabalho.
- Sério? É legal?
- Sim, um pouco depressivo, mas eu não puder negar. – Engoli em seco.
- O que é? – Suspirei, coçando a cabeça.
- Vin Diesel me ligou.
- Vocês são amigos? – Ponderei com a cabeça.
- A gente se conhece de outros carnavais. – Ele riu. – Ele me chamou para fazer Velozes e Furiosos quatro, o papel da Gal Gadot?
- Sério? – Ele gritou. – Como eu não soube disso?
- Porque as gravações eram em 2008, nossa vida estava uma loucura. Mas a Gal é maravilhosa, está muito melhor do que eu. – Suspirei e ele riu. – Além de que eram vários filmes, tanto que me chamaram para a música do sete, já confirmaram até o nove.
- Sobre o que se trata? – Suspirei.
- É uma música para o Paul Walker, na verdade. – Bebi um gole de café. – Algo sobre despedidas, vou encontrar o elenco amanhã para saber os detalhes. – Suspirei.
- Você aceitou?
- Eu não podia dizer não. – Soltei a respiração forte. – Foi um belo de um baque. – Ele confirmou com a cabeça.
- Mas vai ser legal. – Assenti com a cabeça.
- Vai sim! – Sorri. – Vai ficar marcado.

- Você sabe o que está acontecendo? – Louis perguntou ao meu lado e eu dei de ombros.
- Acredite, eu não sei. – Passei as mãos nos braços, sentindo o ar gelado vir em minha direção. – E eu sei de tudo. – Dei de ombros.
- Ei, o que está acontecendo? – Brandon entrou no estúdio, tirando sua mochila das costas.
- Emily pediu para encontrar a gente aqui, mas ela ainda não apareceu. – Mack falou, jogado no sofá no meio da recepção e eu revirei os olhos.
- Ah, ali vem ela! – David falou, se levantando também e a vi entrar com o maior sorriso do mundo.
- Ei, o que está acontecendo? Qual o motivo para essa reunião tão inesperada? – Perguntei, dando alguns passos para frente.
- Você sabe como eu e Amir gostamos de guardar alguns segredos, certo? – Ela perguntou, e o pessoal da banda foi se aproximando.
- Sim, muitos, por sinal. – Mack falou e eu ri.
- Por que você juntou todo mundo aqui, Emi? – Jack perguntou, ficando ao seu lado.
- Eu e Amir nos casamos há um tempo nos conhecemos há muito mais, e a gente sempre esteve bem com isso, sabe? Vocês nos incentivaram a casar e a gente gostou e tudo estava indo bem. – Ela suspirou.
- Vocês não se separaram, não é?! – Louis perguntou e eu dei uma cotovelada nele.
- Não, não! – Ela riu fraco. - A gente decidiu ter um filho. – Ela sorriu e nossos olhos se arregalaram. – Como eu não posso engravidar com risco de passar a doença para o bebê, a gente optou por adotar. – Eu abri um largo sorriso.
- Oh Emily, sério? – Abri os braços, apertando-a fortemente.
- Sim! – Ela sorriu. – Eu não podia acabar com essa legião. – Ela falou, sorrindo. – Eu vejo vocês felizes com as crianças, enlouquecendo, e eu quero isso para mim. Toda a loucura, felicidade. – Ela suspirou.
- E como vocês vão fazer? – Jack perguntou.
- Bem, essa é a melhor parte. – Ela falou, escondendo o rosto nas mãos e eu franzi a testa.
- O quê? – Falei devagar.
- Amir foi pegar ela agora! – Minha boca foi para o chão.
- O quê? – Falei alto junto com algumas pessoas.
- A gente entrou na lista de adoção enquanto estávamos no hiato, queríamos uma criança do nosso país, aí o processo foi mais complicado ainda, aí ela está vindo para cá agora.
- Oh meu Deus, muita coisa para processar. – Balancei a cabeça.
- Vocês têm que parar de fazer essas surpresas. – Jack falou nervoso.
- A gente não sabia se ia dar certo, aí fomos aos poucos. – Suspirei.
- Ok, e qual o nome dela? Idade? – David começou a fazer as perguntas.
- Ela tem oito anos. – Ela sorriu. – Se chama Sophia. – Suspirei.
- Ah, que lindo! – Suspirei. – Mais uma menina para o grupo.
- Esse povo só faz meninas. – David falou.
- Isso não é verdade! – Louis e Lacey falaram juntos.
- É, mancada, não vamos esquecer de Elliot e do futuro bebê Derrick. – Jack falou e eu ri.
- Acho que eles chegaram! – Mack falou e eu suspirei, prendendo a respiração por alguns segundos.
Amir parou o carro em frente a porta principal de vidro e saiu do mesmo, andando em direção a porta de trás e abriu a mesma, tirando uma menina do carro. Ela tinha um vestido rosa rodado no corpo, os cabelos ralos com uma pequena tiara na cabeça e eu não pude me conter em suspirar. Ela deu a mão para Amir e olhou para cima, para o grande prédio e ele abriu a porta, entrando com ela e eu suspirei, vendo-a entrar um pouco deslocada.
- Vai dar tudo certo! – Cochichei para Emily e ela movimentou a cabeça afirmamente.
A pequena Sophia entrou no local um pouco incerta da situação e Emily seguiu em sua direção para encontrar sua, agora, filha e pude ver a pequena abrir um pequeno sorriso e abraçar Emily, me fazendo rir fraco, colocando a mão no rosto.
- Essa é a minha casa agora? – Ouvi a pequena perguntar em uma voz fina para Emily e ela e Amir sorriram, confirmando com a cabeça.
- Sim, essa é a sua casa! – Amir respondeu e eu suspirei, sentindo Jack me abraçar de lado.
- E esses são os amigos da mamãe e do papai. – Emily trouxe Sophia para perto de nós e eu suspirei, passando a mão no rosto. – Eles serão seus tios e conselheiros, caso a mamãe ou o papai estejam fora. – A pequena sorriu tímida, com as pessoas que a encaravam e eu me abaixei a seus pés.
- Você pode me chamar de tia . – Falei e a pequena assentiu com a cabeça e eu estiquei a mão para ela, vendo que ela a observava um pouco, antes de se sentir confortável em segurar a minha mão. – Você é linda, sabia?
- Você também! – Ela falou, me fazendo rir e eu suspirei. – É muita gente! – Ela falou, nitidamente envergonhada.
- Todos viemos para te receber. – Jack falou, sorrindo. – Esperávamos muito por você! – Ele falou e algumas risadas apareceram no fundo, me fazendo balançar a cabeça.
- Obrigada! – Ela falou sorrindo e eu suspirei, puxando o ar.
- Você quer conhecer o local? – Perguntei e ela assentiu com a cabeça. – Temos vários lugares para você brincar e se divertir.
- Mamãe e papai podem vir juntos? – Me levantei, segurando sua mão e Emily tinha os olhos cheios de lágrimas, enquanto era abraçada por Amir.
- Eu não gostaria que fosse diferente. – Falei mais para meus amigos do que para a pequena ao meu lado. – Vamos lá? – Perguntei.
- Vamos, deixa o tio Mack falar com essa linda agora! – Mack falou e eu ri, dando espaço para ele.

Me joguei na cama, peguei meu celular, desbloqueei o mesmo com a data de aniversário de Chris e abri no SnapChat, movimentando os lábios com a música que tocava no fundo. Vi meu rosto sem maquiagem na tela e franzi a testa, escolhendo algum filtro tonto.
- You just gotta remind yourself, that you're amazing babe, you're breaking down in every way. Could be smiling every day, you just gotta remind yourself. – O tempo acabou antes do refrão e eu comecei de novo. - You can dance like Beyoncé, you can shake like Stone, 'cause you're brave, yeah, your fearless and you're beautiful, you're beautiful. – Movimentei os ombros, começando outro vídeo. - So whine like Rihanna, go and pose like Madonna cause your brave, yeah, your honest and you're beautiful, you're beautiful girl. – Abri um sorriso, terminando o vídeo e começando outra. – Oi pessoal, Stone aqui, quero agradecer à Fifth Harmony com Meghan Trainor, por me citar na música Brave, Beautiful, Honest. – Mudou o vídeo. – Se você for corajosa, e tem coragem de se impor, você pode ser o que quiser. – Mandei um beijo para o vídeo. – Obrigada, meninas! – Sorri, abaixando o celular.
- Ei, o que está fazendo? – Virei o rosto, vendo Melanie entrando pela porta.
- Ei, só fazendo uma postagem de agradecimento a música da Fifth Harmony. – Sentei na cama novamente, passando a mão no cabelo.
- O pessoal está te esperando para cortar o bolo. – Suspirei, levantando.
- Eles já pararam com as brincadeiras de ‘eu nunca’? – Ela revirou os olhos. – Acho que não! – Falei e ela se sentou ao meu lado.
- Eles estão fazendo a versão trinta anos. – Ri fraco, passando o braço pelos seus ombros.
- Eu não posso falar nada, o meu é ano que vem. – Ela riu fraco.
- Para mim você está bem, tia . – Ri fraco.
- Obrigada, querida! – Suspirei.
- Eu queria te pedir algo, se fosse possível. – Virei o corpo em sua direção.
- O quê? Além de te levar para o reforço na escola? – Ela riu fraco.
- Não, não é isso. – Ela coçou a cabeça. – Eu tenho feito umas aulas eletivas na escola...
- Hum... – Falei, franzindo os lábios e ela riu.
- Eu comecei a fazer coral, e parece que eu sou boa...
- Ah Melanie! – Abri um sorriso. – Por que você não nos contou antes?
- Eu não sabia, ok?! Aí eu comecei e eu até sou boa. – Ri fraco.
- O que eu posso fazer por você?
- Não digo que eu vou levar isso para vida, mas acredite, direito também não é minha vontade. – Ri fraco. – Mas eu posso ensaiar com vocês de vez em quando?
- Ah, querida, claro que pode! – Abracei-a fortemente. – Vai ser legal! – Ela riu fraco.
- Obrigada!

- Desenhem dentro do quadro, porque ele será repassado para as camisetas de forma completa! – Falei, entregando uma folha A3 para cada um. – Vocês podem usar canetas, lapíz, canetinhas, sangue, só não usem cuspe, porque seca! – Sebastian Stan deu uma risada quando eu coloquei o papel em sua frente. – Vocês podem escrever, desenhar, contato que sua assinatura esteja no final da página...
- Posso só autografar? – Paul Rudd perguntou.
- Pode... – Franzi a testa e dei de ombros. – São três desenhos, quando acabar o primeiro, me peça a segunda folha e depois a terceira, tentem deixar os papéis na vertical e não amassem, não dobrem, porque isso será replicado para o computador e colocado nas camisetas. – Suspirei.
- Isso está parecendo aula de artes da escola. – Anthony falou e eu ri fraco.
- Aja como tal! – Falei. – Podem começar. – Falei, esticando as mãos.
- Esse trabalho que vocês estão fazendo é ótimo, . – Emily VanCamp falou e eu sorri.
- Obrigada, e obrigada todo mundo por vir aqui no Chris para me ajudar nesse projeto, vai ser tudo ótimo! – Sorri, suspirando.
- Quando precisar. – Joe, diretor de Guerra Civil, falou. – Você nos ajuda na divulgação do filme e a gente te ajuda na sua organização. – Sorri, acenando com a cabeça.
- A gente tem tempo para fazer isso? – Tom Holland perguntou.
- É um desenho, Tom, não o vestibular. – Robert Downey Jr falou e eu segurei a risada.
- Não fiz mesmo! – Ele disse, suspirando.
- E o que você vai fazer nesse meio tempo? – Chris perguntou, se virando na bancada de sua casa.
- Vou cantar Let It Go para seus sobrinhos, porque eles já vieram me cobrar umas quinze vezes. – Franzi a testa.
- Justo, a gente faz desenhos de criança e você canta Let It Go! – Anthony falou e eu franzi a testa.
- Let it go, let it go, you'll never see me cry. Here I stand and here I'll stay, let the storm rage on... – Chris começou a cantar e eu ri.
- My power flurries through the air into the ground. – Balancei a cabeça e todos viraram a cabeça para mim. - My soul is spiraling in frozen fractals all around and one thought crystallizes like an icy blast... – Aumentei o tom de voz. - I'm never going back, the past is in the past... – Alonguei a frase, vendo-os me encarando.
- Deus, que humilhada. – Anthony falou e eu pisquei.
- Let it go, let it go, and I'll rise like the break of dawn. Let it go, let it go, that perfect girl is gone... – Continuei animada.
- ! – Chris me cortou.
- Desculpe, é que eu só cantei essa música quando gravei! – Fiz um bico e ele riu. – Vou cantar lá fora. – Falei, suspirando e eles riram. – Qualquer coisa me chama.
- Ok! – Eles falaram quase em coro.
- O que você vai fazer? – Ouvi Jeremy perguntar.
- Sem colar! – Gritei.
- Isso não é vestibular! – Tom gritou de volta e eu segurei para não rir, puxando a porta.

- Oi, Dove, desculpe o atraso! – Falei, entrando no estúdio do Disney Channel e largando minha mochila aos pés de algum pôster do filme Descendentes.
- Você é Stone, você pode se atrasar. – A loira falou, se levantando do sofá e eu a abracei rapidamente.
- Eu não posso me atrasar. – Ela riu e eu suspirei, me livrando do casaco no sofá que ela estava e eu suspirei.
- O que vamos fazer hoje? – Ela perguntou, suspirando.
- Relaxa, está acabando! – Falei, empurrando de leve com o ombro e peguei as letras das músicas, ajeitando-as. – Vamos com If Only, ok? – Ela assentiu com a cabeça.
- Você me acompanha na primeira vez? – Ela perguntou
- Claro! – Suspirei. – Vamos devagar. – Ela se aproximou do púlpito e do microfone e eu peguei a outra letra, e o pequeno rádio, selecionando a música.
- Pode soltar! – Ela falou e eu apertei o botão do pequeno rádio, ouvindo a suave música começar a ser tocada e eu fiz a contagem com ela, começando a cantar suave.
- A million thoughts in my head, should I let my heart keep listenin'? – Começamos juntas, devagar. - Cause up till now I've walked the line, nothing lost but something missing. - Abaixei minha voz, deixando a dela se sobressair. - I can't decide what's wrong, what's right. Which way should I go? – Ela abriu um sorriso.
- If only I knew what my heart was telling me. Don't know what I'm feeling, is this just a dream? Uh, oh. Yeah, if only I could read the signs in front of me, I could find the way to who I'm meant to be, uh, oh, if only. – Ela cantou sozinha e eu senti meu corpo arrepiar, abrindo um sorriso.
- Am I crazy? Maybe we could happen, yeah. – Ela me deixou cantar sozinha e eu sorriso. - Will you still be with me when the magic's all run out? – Abaixei o tom de voz, suspirando.
- If only I knew what my heart was telling me. Don't know what I'm feeling, is this just a dream? Uh, oh. – Ergui a mão livre para ela cantar mais alto. - If only, yeah. If only, yeah. If only, yeah. If only, if only. If only. – A música ficou mais lenta novamente, e eu movimentei a mão no ritmo.
- Ótimo, Dove! Sua voz é ótima! – Ela abriu um pequeno sorriso.
- Obrigada, significa muito vindo de você! – Ri fraco.
- Se precisar de alguma coisa, vai ser um prazer ajudar. – Ela sorriu, me abraçando de lado. – Vamos começar de novo? Estrofe por estrofe? – Perguntei.
- Vamos lá! – Ela assentiu com a cabeça.

- Oi, ! – Sorri, ajeitando a bolsa de lado.
- Vin! – Abri um sorriso, abraçando-o fortemente.
- Que bom que você topou. – Assenti com a cabeça.
- Ah, qualquer coisa por Paul, e você já me chamou para tanta coisa, eu estava te devendo. – Ele riu fraco, passando os braços pelos meus ombros.
- Todo mundo tem seus compromissos. – Assenti com a cabeça, suspirando. – Vamos lá?
- Claro, Wiz já chegou?
- Já sim, estamos te esperando! – Assenti com a cabeça, vendo-o empurrar as portas da Universal Studios.
- ‘Estamos’? – Perguntei, entrando com ele.
- Oi! – Ouvi um coro e eu encontrei Tyrese Gibson, Micheller Rodriguez, Jordana Brewster, Ludacris e Wiz Khalifa espalhados pelo local.
- Oi, gente, tudo bem? – Uma mulher pegou minha bolsa e eu agradeci com a cabeça.
- Que bom que você fez isso para gente. – Jordana foi a primeira a me abraçar e eu assenti com a cabeça.
- Tinha que fazer parte disso em alguma forma. – Suspirei.
- Eu realmente gostei da letra, ficou ótima! – Wiz falou e eu sorri, abraçando-o de lado.
- E o rap também. – Sorri e ele assentiu com a cabeça. – Podemos começar? Eu tenho umas coisas para resolver ainda.
- Oh claro! Sua marca de roupas? – Michelle perguntou e eu assenti com a cabeça, sorrindo.
- Sim, o lançamento é em alguns dias e tá tudo meio corrido. – Balancei a cabeça e eles riram.
- Vamos lá! – Wiz indicou o púlpito e eu me coloquei em sua frente, vendo o resto do pessoal sair da cabine e eu coloquei o fone, vendo Wiz fazer o mesmo. – Vamos devagar.
- Claro! – Suspirei, respirando fundo e ouvi o piano começar a ser tocado lentamente, me fazendo assentir com a cabeça. - It's been a long day, without you my friend, and I'll tell you all about it when I see you again. – Cantei devagar, respirando fundo. - We've come a long way... – Forcei minha voz. - From where we began. Oh, I'll tell you all about it when I see you again, when I see you again. – Suspirei, ouvindo a batida começar em seguida.
- Damn, who knew, all the planes we flew. Good things we been through, that I'd be standing right here talking to you, about another path. I know we loved to hit the road and laugh but something told me that it wouldn't last. – Wiz movimentava sua cabeça no ritmo e eu o acompanhava. - Had to switch up look at things different, see the bigger picture, those were the days. Hard work forever pays, now I see you in a better place. – Ele respirou fundo. - Oh, how could we not talk about family, when family's all that we got? Everything I went through you were standing there by my side, and now you gonna be with me for the last ride. – Respirei fundo.
- It's been a long day, without you my friend, and I'll tell you all about it when I see you again. We've come a long way from where we began. Oh, I'll tell you all about it when I see you again, when I see you again. – Apertei os fones em meu ouvido.
- Oh, oh! – Cantamos juntos, jogando a cabeça para trás. – Uh, uh!
- First, you both go out your way, and the vibe is feeling strong, and what's small turn to a friendship. A friendship turned into a bond, and that bond will never be broken, the love will never get lost, and when brotherhood come first. Then the line will never be crossed, established it on our own. When that line had to be drawn, and that line is what we reached, so remember me when I'm gone. – Movimentei os ombros, vendo que tinham câmeras filmando em volta. - How could we not talk about family, when family's all that we got? Everything I went through you were standing there by my side, and now you gonna be with me for the last ride.
- So let the light guide your way... – Abri a boca, deixando a voz sair. - Hold every memory as you go. And every road you take, will always lead you home, home... – Passei a mão em minha bochecha e respirei fundo. - It's been a long day, without you my friend, and I'll tell you all about it when I see you again. – Suspirei. - We've come a long way from where we began. Oh, I'll tell you all about it when I see you again, when I see you again... Oh! – Deixei minha voz sair junto da de Wiz.
- Oh, oh! Uh, uh.
- When I see you again... – Me aproximei do microfone.
- Oh, oh! Uh, uh.
- When I see you again. – Finalizei em um sopro.
- Fantástico. – Wiz falou, esticando a mão e eu ri, batendo na dele.
- Vamos de novo! – Falei, animada.

Passei minha mão em meu cabelo e conferi minha maquiagem leve no espelho do carro antes da porta ser aberta e eu desci, puxando minha saia para baixo e fazendo o mesmo com a blusa que eu havia desenhaddo para o momento em homenagem a Michael Jackson, não muito bem desenhado, mas idealizado.
Chris saiu ao meu lado passando a mão nos cabelos, usando uma blusa que ele havia desenhado, e logo meus membros da banda começaram a sair dos carros, usando blusas que eles haviam desenhado. Estendi a mão para Chris, mas ele negou com a cabeça.
- O quê?
- É seu momento! – Ele falou, acenando com a cabeça. – Seu e da Emily. – Assenti com a cabeça e dei um rápido beijo em sua bochecha.
- Vamos? – Emily esticou a mão para mim e eu dei o braço para ela, prendendo e andando pelo tapete vermelho.
Parei para assinar algumas coisas dos fãs que estavam colados na grade e tirei também algumas fotos, sorrindo para elas e andei pelo tapete vermelho, colocando a mão na cintura e permitindo que os diversos fotógrafos tirassem fotos. Olhei para os banners em volta com diversas imagens minhas com os modelos das camisetas e um letreiro grande escrito ORBE, sendo iluminado por luzes neon.
- Oh , isso é maravilhoso! – Sorri para a primeira repórter. - Qual é a sensação de lançar essa marca de roupa com uma intenção tão nobre? – Passei a mão nos cabelos.
- Ah, é maravilhoso, isso era algo que eu já pensava há alguns anos, eu e Emily, algum meio de arrecadar doações para medicamentos e produtos para ajudar no tratamento de HIV e AIDS, além de fornecer material para pesquisas e um dia eu estava falando com Emily, esboçando alguma coisa no computador e ela perguntou por que a gente não vendia coisas nossas nos merchandising, produzida por nós, aí veio a ideia. – Dei de ombros, sorrindo.
- E como é o dinheiro e a distribuição?
- Bem, o valor para produção das camisetas é quase nulo, a gente usa 6% para envio, produção e tudo mais, e os outros 94% vão todo para as ONGs de tratamento do HIV e AIDS, inicialmente estamos doando somente para África e para a Fundação de AIDS Elton John para pesquisas, vamos ver como isso vai ficar, se vai render o esperado e continuar fazendo.
- E como é feito a parceria com os famosos? Porque cada famoso desenha três camisas, é isso?
- Isso! O contato com eles é feito mais no boca a boca, sabe aquela história? Eu conheço três pessoas, aí cada uma conhece mais três e por aí vai? Então começou assim, eu comecei, aí eu chamei minha banda e o Chris, aí cada um chamou mais alguns e estamos indo, temos várias pessoas na fila querendo fazer parte, atores, diretores, modelos, músicos, tudo está ligado, então estamos fazendo o melhor que a gente pode. – Ela sorriu.
- E por que você escolheu o nome de ORBE?
- Orbe em português, ou orb em inglês é uma joia que representa um globo terrestre, em algumas situações rematado com uma cruz. Além disso, ele remete ao nome da mãe de Emily, Urbi Lizarde, ela perdeu a luta contra AIDS há alguns anos, e achamos que seria um jeito de homenagear. – Ela sorriu, assentindo com a cabeça.
- E, quantas camisetas veremos nessa primeira coleção?
- Nós temos de nós sete, além do pessoal da Marvel que topou em participar, como a gente queria lançar isso logo, fechamos com o pessoal, e já começamos a produção. Mas temos uma lista de umas 60 pessoas querendo fazer parte. – Ela sorriu.
- E qualquer pessoa pode comprar? – Ela perguntou.
- Sim. Nós tentaremos deixar todas as camisetas disponíveis no nosso site orbe.com, então elas não sairão de linha. A pessoa que quiser comprar, é só entrar no site, selecionar o artista que desenhou a blusa e seguir as instruções de compra. Elas estão disponíveis em todas as partes do mundo e sem cobrança de frete, o valor está embutido na compra. Teremos um posto de atendimento em cada continente para agilizar na produção.
- Está muito bem ajeitado então? – Ela perguntou.
- Sim, foram muitos meses planejando e agora vai dar certo. – Ela sorriu.
- Boa sorte, as blusas estão fantásticas, se divirta. – Ela falou e eu assenti com a cabeça, acenando para o pessoal e voltei para o tapete vermelho, me colocando no meio da minha banda, abraçando-os fortemente e sorrindo para mais fotos.

Virei o carro para a esquerda e apertei o controle remoto, vendo o mesmo se abrir rapidamente e eu entrei, estacionando ao lado do carro de Chris e apertei o botão novamente, vendo o portão se fechar. Peguei minha mochila no banco de trás e abri a porta da Eco Sport, saindo da mesma e segui para o porta-malas, abrindo o mesmo e vendo Grape sair correndo da mesma, travei, ouvindo o alarme ser ativado. Andei aos arredores da piscina de Chris, empurrando a porta de correr com o braço e me assustei com um grito.
- Não se mexa! – Chris gritou e eu parei rapidamente, erguendo os braços e Grape latiu ao meu lado. – Você pode segurar Grape?
- Ela é um pouco grande para isso. – Gritei de volta, mas segurei a coleira dela com força. – To fazendo o que eu posso. – Joguei a mochila no sofá.
- Lá vai! – Ele falou e ouvi alguns passos rápidos sendo esfregado no chão e Grape viu antes de mim, latindo alto e me puxando junto com ela.
- Não! – Falei, puxando-a para perto.
Um cachorro muito parecido com uma raposa veio correndo em nossa direção. Ele era mesclado de mel e branco, tendo o pescoço, a barriga e as pernas brancas e o resto todo cor de mel. Suas orelhas eram levemente pontudas e ele era bem menor do que Grape, o que fez com que ele ou ela se afastasse de Grape quando ela latiu.
Enquanto eu segurei Grape, ele se aproximou, começando a cheirá-la e logo ela começou a brincar junto. Eu fiquei com medo por um tempo, mas logo ela estava fazendo carinho nele e pulando de um lado para o outro, me fazendo franzir o rosto. Era seguro? Eu não sabia lidar muito bem.
- Oi, amor! – Ergui o rosto, vendo Chris aparecendo no corredor dos quartos e eu sorri.
- O que é isso? Ou melhor, quem é esse?
- Esse é Dodger! – Ele falou, colocando a mão em meu pescoço e colando seus lábios nos meus.
- Dodger? – Falei e o cachorro olhou para mim. – Ok! Isso é ótimo, mas você não me falou sobre ele.
- Eu o adotei em Atlanta, fomos visitar as instalações para Gifted e fomos a uma ONG que cuida de cachorros e eles eram realmente cachorros para serem adotados e me apaixonei. – Ele falou, passando o braço em meus ombros e eu assenti com a cabeça, dando um pequeno beijo em seu pescoço.
- Ah, que ótimo, parece que eles estão se dando bem! – Falei sorrindo, me abaixando e tirando a coleira de Grape. – Mas o que ele é? Ele parece uma raposa.
- Eu andei pesquisando e a melhor opção é ele ser um Pomsky. – Franzi a testa.
- O quê?
- Uma mistura de Lulu da Pomerânia com Husky Siberiano. – Balancei a cabeça.
- Pelo menos ele é chique. – Chris riu, balançando a cabeça.
- Você trouxe uma mochila? – Ele perguntou.
- Sim! – Apontei para o sofá. – Tenho só três dias contigo e todos estão informados que eu estarei completamente ausente. – Passei meus braços pelos seus ombros.
- Bom, pena que isso só serve até a Jessica aparecer aí. – Suspirei.
- É, mas tem um tempo! – Ele riu, passando as mãos em minha cintura.
- Verdade. Então vamos aproveitar. – Ele disse, colando os lábios nos meus. – Eles se viram. – Assenti com a cabeça, sorrindo.

- Ah, os pombinhos chegaram! – Senti o bafo da sala de natação assim que eu abri a porta. – Como foi o fim de semana? – Jessica perguntou e eu revirei os olhos. – Cadê o Chris?
- Deixei ele no aeroporto, ele já está indo para Atlanta de novo. – Dei de ombros, me abanando com a mão. – Como está a aula de natação? – Me aproximei de Jessica e Virgínia, vendo as trigêmeas e Melanie atravessando piscinas e Agatha e Linda com uma professora, já ensinando os primeiros movimentos.
- Está tudo certo até agora! – Virgínia falou e eu assenti com a cabeça.
- Então, queria falar comigo? – Perguntei e ela acenou com a cabeça, fazendo com que a gente se afastasse um pouco.
- Claro. – Ela suspirou. – Eu recebi um convite seu, é algo meio de última hora, mas como ano passado a gente não podia ser cogitado para nada por causa dos nossos próprios interesses, mas não sei, eu achei uma coisa legal, mas aí é contigo. – Ela falou e eu suspirei, pegando a caixa que ela me entregava.
- Rock in Rio? – Perguntei, vendo a caixa prateada e ela assentiu com a cabeça.
- Esse ano faz 30 anos do primeiro Rock in Rio do show famosíssimo do Queen e eles terão o Queen novamente no palco com o Adam Lambert. – Assenti com a cabeça.
- Sim, to sabendo, to pensando em ir. – Ela riu.
- Bem, eles perguntaram se você topa cantar com eles. Ao invés de fazer um red line no primeiro dia, fazer dois, você cantando músicas do Queen e o Queen cantando músicas suas.
- Mas não está em cima da hora? – Perguntei e ela suspirou.
- Sim, um pouco, por isso eu ofereci para você abrir para o Queen, já que estará no meio da turnê, e depois cantar uma música com eles. – Suspirei.
- Oh meu Deus. – Suspirei.
- Eu sei que você tem mérito para Red Line, eles até te queriam para outro dia, mas você merece estar na abertura desse espetáculo. – Suspirei, coçando a testa.
- Eu vou pensar, te dou a resposta até o fim do dia. – Ela assentiu com a cabeça, suspirando.
- E aí, ? Vamos nadar? – Debbie gritou para mim e eu suspirei.
- Eu vou trocar de roupa! – Falei e ela assentiu com a cabeça.

- Você está gata! – Chris cochichou contra meu ouvido e eu pisquei para ele, sentindo-o deslizar a mão pelas minhas costas nuas.
- Para! – Falei e ele parou a mão, me fazendo rir. Ergui o braço e apoiei a mão em seu ombro, abrindo sorrisos para os fotógrafos e virei meu corpo, sentindo Chris me abraçar pelas costas e eu suspirei, colocando a mão na cintura.
Olhei para nossos pôsteres dispostos por toda entrada do evento da Gucci e balancei a cabeça ao ver Mack ao meu lado, fazendo gracinhas para os fotógrafos. Parte do pessoal já tinha entrado, mas ainda estávamos para fora, fazendo entrevistas e sorrindo para paparazzis.
- Vamos? – Chris sussurrou.
- Vamos, não aguento mais! – Falei e ele riu, segurando minha mão e eu deixei meu vestido deslizar pelo chão e acenei para um ou dois fotógrafos, puxando Mack junto e senti um alívio ao sair de todos aqueles holofotes, entrando no evento.
- Apresentando os novos garotos propaganda de Gucci Guilty Premiere, com vocês, Stone e Chris Evans. – O pessoal falou e eu acenei com a cabeça, dando um sorriso aqui e ali.
Atravessei o tapete vermelho colocado no meio do salão com Chris ao meu lado, sorrindo para os investidores, produtores, equipe criativa e todo o pessoal corporativo da Gucci, além de uma pequena imprensa seletiva e convidados especiais.
Subimos no palco e a idealizadora do Gucci Guilty Premiere nos cumprimentou rapidamente e se colocou em frente ao púlpito, fazendo com que eu e Chris nos colocássemos lado a lado atrás dela, mantendo a mão firme uma na outra.
- Boa noite! – Ela sorriu. – Eu sou Simone Lewis, criadora do Gucci Guilty Premiere. Essa ideia veio quando dois dos nossos garotos propagandas, e Chris, finalmente ficaram juntos. – O pessoal riu fraco. – É uma amizade longa que a gente sempre ficou de olho e com isso, abriu novas portas. Se duas pessoas totalmente diferentes podem se unir e criar algo mágico, por que não dois perfumes? – Ela deu de ombros. – E foi aí que idealizamos o Gucci Guilty Premiere, uma junção do clássico Gucci Guilty com o Gucci Premiere. – Assenti com a cabeça. – Apesar da linha Premiere ser muito mais longa e ter maquiagens, bolsas e acessórios, nós optamos pelas fragrâncias que chamam mais atenção. Elas inspiram, são sedutoras, chamam atenção e com esses garotos propagandas de peso, não podia ser diferente. – Sorri, sentindo a mão de Chris em minhas costas novamente. – Mas para isso, eu vou chamar aqui, a nossa garota propaganda mais antiga. – Ri fraca. – Stone. – Abri um pequeno sorriso e dei um rápido beijo em Simone, me colocando em frente ao microfone novamente.
- Boa noite! – Falei ao microfone. – Muitas pessoas perguntam porque, após diversos anos no ramo, eu ainda continuo com a marca Gucci. – Suspirei. – Bem, a resposta óbvia: eu sou parte da marca Gucci. – Sorri. – E você realmente não pode tirar uma parte de uma pessoa, porque ela é tudo isso. – Sorri. – Eu fiquei na marca Gucci porque eu gosto dos produtos, eu gosto da equipe, eu me sinto confortável aqui dentro. Eu entro nos escritórios ou na fábrica e eu sei onde eu estou, eu sei com o que eu estou trabalhando. E agora, com essa nova fragrância, eu tive a oportunidade em trabalhar com meu namorado e meu melhor amigo. – Sorri. – E vocês vão ver o resultado disso agora. – Falei sorrindo, dando espaço para o telão se iluminar.

- Você veio! – Abri um sorriso quando chegou minha vez de cumprimentar os noivos e abri os braços para abraçar Rachel.
- Você está linda! – Abracei-a fortemente, sentindo-a fazer o mesmo comigo. – E esse casamento todo temático de mexicano está demais.
- Aproveita a tequila, hein?! – Johnny falou e eu segui para ele, sentindo-o me tirar alguns centímetros do chão.
- Ai gente, eu estou tão feliz por vocês! – Falei sorrindo. – Chorei o casamento inteiro! – Falei e eles riram.
- É muito bom te ter aqui. – Rachel falou, segurando a mão de Johnny e eu sorri.
- E vocês? Felizes? É isso mesmo? – Perguntei sorrindo.
- É isso mesmo! – Rachel falou, encostando a cabeça no ombro de Johnny e eu suspirei.
- E vocês? – Johnny apontou para mim e para Chris.
- Ah, é mágico! – Chris falou, segurando minha mão por cima da mesa.
- Estamos muito felizes.
- Eu imagino, e o casamento? – Ri fraco, colocando a mão na testa.
- Por favor, não deixem meu namorado encabulado. – Falei e eles riram. – Quem sabe um dia?
- Por favor, vocês se conheceram na mesma época que eu e Rachel, vocês merecem tudo isso. – Ela falou e eu assenti com a cabeça, sorrindo.
- Vamos pensar nisso, prometo! – Chris falou e eu revirei os olhos.
- E agora, o que muda? – Perguntei e eles suspiraram.
- Nada, na verdade! – Rachel falou, suspirando. – A gente já estava morando juntos...
- Mas estamos querendo voltar para Los Angeles. – Johnny falou. – Apesar de tudo, é bem mais calmo.
- Me avisem quando forem, eu arranjo um lugar em Malibu para vocês. – Eles riram.
- Los Angeles, . Malibu já é considerado até fora. – Ele falou e eu ri, revirando os olhos.
- Me liguem! – Falei e eles riram.

- Isso está parecendo a propaganda de Call of Duty que eu fiz ano passado. – Chris comentou, desviando das coisas jogadas no set de areia.
- E você acha que a gente se inspirou em quê? – Ajeitei o colete à prova de balas, puxando a blusa verde por baixo.
- Sério? – Ele perguntou e eu ri.
- Mas é claro! – Peguei as armas falsas e comecei a enganchar nos espaços, ele riu.
- Bem, se você não estivesse toda suja, eu te dava um beijo, porque você está muito gata! – Ele falou.
- Eu te beijaria, mesmo sujo! – Falei e ele franziu os lábios, estalando um beijo rápido em minha bochecha.
- Esvaziem o set. – Malcon gritou. – Evans, cai fora!
- Estou indo! – Ele falou. – Boa sorte. – Assenti com a cabeça, mandando um beijo longe.
Um dos ajudantes do set me ajudou a subir na pilha de carros velhos e eu puxei meu short curto para baixo, movimentando as botas nos pés e ajeitei a arma pendurada em meu corpo, vendo meus membros de banda serem ajeitados nas outras plataformas.
- Vamos fazer assim, gravar uma vez só cantando, todo aquele empoderamento, vocês cantando alto, fortes, erguendo as mãos para cima e tal, aí depois a gente faz com vocês atirando, sei que vocês estão loucos para isso. – Ele falou e eu assenti com a cabeça. – Silêncio no set! – Ele gritou. – Não se assustem se soltarmos algumas bombas lá atrás, vocês estão no meio de uma guerra! – Ele gritou e eu franzi a testa, vendo Mack me olhar com a mesma cara. – E , canta alto e forte. – Assenti com a cabeça. – Vamos lá, então! – Ele falou e eu estiquei os braços, estralando-os e soltei-os ao lado do corpo. – Ação! – Ele gritou. – Playback! – Ele falou em seguida e o ritmo meio mórbido de Salute começou, fazendo com que eu encarasse a câmera em cima da grua que passava por nós.
- Ladies all across the world, listen up, we're looking for recruits. If you're with me, let me see your hands, stand up and salute. Get your killer heels, sneakers, pumps or lace up your boots, representing all the women. Salute, salute! – Emily começou forte atrás de mim.
- Ladies all across the world, listen up, we're looking for recruits. If you're with me, let me see your hands, stand up and salute. Get your killer heels, sneakers, pumps or lace up your boots, representing all the women. Salute, salute! – Jack começou em seguida, igualmente forte.
- It's who we are, we don't need no camouflage. It's the female federal, and we're taking off. – Eles cantaram juntos.
- If you're with me, women, let me hear you say. – Gritei, erguendo as mãos.
- Ladies all across the world, listen up, we're looking for recruits. – Comecei a fazer a coreografia em cima do capô do carro com eles me acompanhando. - If you're with me, let me see your hands, stand up and salute. Get your killer heels, sneakers, pumps or lace up your boots, representing all the women. Salute, salute! – Ergui as mãos, dobrando o braço em cima da cabeça. - Attention! Salute! Attention! Salute! Attention! Salute! Representing all the women. Salute, salute. – Repeti o gesto, relaxando os braços.
- We are everywhere, warriors, your country needs you. If you're ready, ladies, better keep steady, ready, aim, shoot. Don't need ammunition on a mission, now we hit you with the truth. Divas, queens, we don't need no money. Salute. – Voltei a cantar sozinha.
- We are everywhere, warriors, your country needs you. If you're ready, ladies, better keep steady, ready, aim, shoot. Don't need ammunition on a mission, now we hit you with the truth. – Movimentei os quadris com Jack e Emily cantando comigo. - Divas, queens, we don't need no money. Salute.
- It's who we are, we don't need no camouflage. It's the female federal, and we're taking off. – Jack e Emily cantaram juntos.
- If you're with me, women, let me hear you say. – Gritei novamente, erguendo os braços.
- Ladies all across the world, listen up, we're looking for recruits. If you're with me, let me see your hands, stand up and salute. Get your killer heels, sneakers, pumps or lace up your boots, representing all the women. Salute, salute! – Eles cantaram comigo e eu sentia os pés batendo forte na lataria. - Attention! Salute. Attention! Salute. Attention! Salute. Representing all the women. Salute, salute.
- You think we're just pretty things, you couldn't be more wrong. – Abaixei meu corpo, ajoelhando no local e descendo. - Standing strong, we carry on. We keep moving on, moving up, yeah. Can't stop a hurricane, ladies, it's time to awake, yeah. – Pulei no chão, andando para frente.
- Attention! Ladies. Attention! Originals. – Parei mais para frente, com uma câmera em minha frente.
- Let me hear you say! Ladies all across the world, listen up, we're looking for recruits. If you're with me, let me see your hands, stand up and salute. Get your killer heels, sneakers, pumps or lace up your boots, representing all the women. Salute, salute! – Fiz a coreografia novamente. - Attention! Salute. Attention! Salute. Attention! Salute. Representing all the women. Salute, salute. - Ergui as mãos novamente, ouvindo a música acabar.
- Corta! – Malcon falou. – Muito bom, , mas a gente vai separar os takes, vi que teve uma dificuldade para descer.
- Nem fala! – Falei, recebendo uma garra de água e ele riu.
- Então vamos fazer separado, a cena da descida com os dançarinos. – Assenti com a cabeça. – Então, vamos lá. Cinco minutos e voltamos no começo. – Suspirei, me jogando na areia mesmo.
- Precisa de um médico? – Chris perguntou e eu ri fraco.
- Talvez. – Suspirei.

Encostei minha cabeça no assento do sofá, estiquei meus pés no chão do camarim e virei mais um gole de água, descascando outra banana e suspirando. Mike estava jogado no outro sofá com grandes fones em seu ouvido e eu suspirei, fechando os olhos. Ouvi um barulho e os abri novamente, abrindo um sorriso ao ver meu namorado entrando no camarim, com o crachá em seu peito, seguindo por sua família e Tara.
- Ei! – Falei, me levantando do chão, colocando o resto da banana na boca.
- Estamos atrapalhando? – Chris perguntou, olhando em volta.
- Não, a gente só tá dando um tempo antes de subir no palco. – Ele assentiu com a cabeça.
- Vai dar tudo certo! – Ele disse e eu assenti com a cabeça, cumprimentando rapidamente, Lisa, Carly, Shanna, Scott e Tara.
- Sim, sempre dá! – Suspirei.
- Bom show, querida! – Lisa falou e eu sorri, me colocando ao lado do meu namorado de novo. – Vai ser outra turnê maravilhosa.
- Sim, vai sim, é a The Comeback Tour, tem tudo para dar certo! – Ela riu fraco.
- Você está bem? Nervosa? Precisa de alguma coisa? – Chris começou a falar rápido e eu segurei sua mão.
- Não, querido, não é minha primeira vez, e, com certeza, não vai ser a minha última. – Ele riu fraco e eu passei meus braços pelos seus ombros, sorrindo.
- Eu tenho orgulho de você, sabia? – Ele cochichou contra meu ouvido.
- É? – Perguntei e ele assentiu com a cabeça.
- Sim! – Ele suspirou. – Quando eu te conheci você não era nada, e agora você é mais que tudo. – Ri fraco.
- E você gostou de mim quando eu não era nada. – Ele balançou a cabeça, encostando a testa na minha.
- Da mesma forma há dez anos. – Suspirei, dando um pequeno beijo em seus lábios.
- Não, da mesma forma não. – Ele franziu a testa. – Mais, muito mais! – Ele assentiu com a cabeça, passando os braços pela minha cintura.
- Eu estarei observando cada momento seu. – Assenti com a cabeça.
- Cante as músicas para você bem alto, pode ser? – Perguntei e ele riu fraco.
- Da mesma forma, todas as vezes. – Ri fraco, pressionando meus lábios sobre os seus novamente.
- Parece como se fosse a primeira vez. – Cochichei, limpando sua boca com a ponta do dedo, tirando a mancha vermelha que eu havia deixado.
- Vamos galera, dez minutos! – Ouvi Jessica gritar. – Vamos se unir. Ah Lisa! – Ela falou, e eu ri fraco.
- Sobe e arrasa! – Assenti com a cabeça, pressionando meus lábios nos dele novamente.

Soltei um suspiro, jogando meus cabelos para trás e senti o holofote se acender novamente em meu rosto, ergui a cabeça novamente, ouvindo os fãs gritarem novamente e eu encaixei o microfone no pedestal, me vendo no meio do losango, fim da passarela. David começou a dedilhar as notas devagar e eu soltei um suspiro antes de começar.
- The time has come to say goodbye, the sun is setting in the sky, the truth turned out to be a lie. It's over, over. – Abaixei meu rosto, sentindo os cabelos caírem no rosto novamente. - Hum yourself a lullaby, this is the end but baby don't you cry. – Balancei a cabeça, olhando para a plateia no Gilette Stadium novamente.
- Take away the melody and all that's left are memories. – Mike começou a andar pela passarela, se aproximando de mim. - Love has friends and enemies, but their all fading. You may not remember me... – Louis começou a tocar mais rápido. - I haven't got the strength to carry on.
- If this is the last song I ever sing, then I'm giving it everything, I'm giving it all. If this is the last song I ever play, then I guess its time to take my curtain call, I'm dying to take you home. I'm dying to take you home. I'm dying to take you home. I thank you all. – Cantamos juntos, com o pessoal cantando conosco.
- So here's to all the lonely hearts, cause mine has been ripped and torn apart. Its colder now, its getting dark, but I'll be ok. – Emily apareceu no meio do losango, cantando comigo.
- Bury me with my guitar, and on the way to hell I'll play. – Mike cantou forte.
- If this is the last song I ever sing, then I'm giving it everything, I'm giving it all. If this is the last song I ever play, then I guess its time to take my curtain call, I'm dying to take you home. – Cantei forte, erguendo as mãos e movimentando o pedestal. - I'm dying to take you home. I'm dying to take you home. I thank you all. – Respirei fundo. - One more song before I've got to go... – O pessoal me acomoanhava. - I'm singing from the very bottom of my soul, and meaning every single word and every note. – Respirei fundo, jogando meus cabelos para trás. - I'm pleading let me hear you singing it once more, with feeling.
- One more song before I've got to go, I'm singing from the very bottom of my soul, and meaning every single word and every note. – Mike forçou os dedos na guitarra, nesse momento Jack e Mack estavam conosco. - I'm pleading let me hear you singing it once more, with feeling... – Louis forçou as mãos na bateria. - If this is the last song I ever sing, then I'm giving it everything, I'm giving it all. – Mike gritou sorrindo. - If this is the last song I ever play, then I guess its time to take my curtain call... – Ele abaixou a cabeça.
- And if this is the last song I ever sing, then I'm giving it everything, I'm giving it all. – Ergui as mãos, sentindo o holofote em meu rosto. - And if this is the last song I ever play, then I guess its time to say... – Senti uma lágrima escorrer pela minha bochecha. - We thank you all... – Engoli em seco, respirando fundo, sentindo algumas lágrimas deslizar pela minha bochecha e eu abri um sorriso, ouvindo o pessoal gritando por nós e eu respirei fundo.
- Acho que precisamos de um tempo. – Mack falou e eu ri fraco, sentindo-o passar o braço em meus ombros e eu ri fraco.
- Bem, essa não é nossa última música. – Respirei fundo, sentindo minha respiração pesada. – Mas essa música marca o fim de um sentimento ruim e que terminou de forma ruim. – Balancei a cabeça, me aproximando do microfone. – Mas frágil, nunca mais! – Sorri, balançando o cabelo para trás, vendo o pessoal me seguir pela passarela.
As luzes se apagaram e a única coisa que nos guiava era a luz neon no chão do palco e eu respirei fundo, puxando a barra da minha saia longa, deixando-a se transformar em uma saia curta com o collant por baixo e a joguei entre o vão do palco e da plateia e respirei fundo.
- I'm breaking down, gonna start from scratch, shake it off like an Etch A Sketch. My lips are saying goodbye, my eyes are finally dry. – Forcei minha voz, vendo as luzes coloridas se acenderem novamente. - I'm not the way that I used to be, I took the record off repeat. You killed me but I survived, and now I'm coming alive. – Ergui as mãos sorrindo.
- I'll never be that girl again, no oh, oh. – As luzes brancas se acenderam, mostrando os diversos dançarinos no palco. - I'll never be that girl again, no oh, oh. My innocence is wearing thin, but my heart is growing strong. So call me, call me, call me miss movin' on, oh, oh, oh. – Balancei os ombros, vendo o povo se animar junto. - Miss movin' on, oh, oh, oh.
- I broke the glass that surrounded me, I ain't the way you remember me. – Emily e Jack começaram em seguida, um de cada lado meu. - I was such a good girl, so fragile but no more.
- I jumped the fence to the other side. My whole world was electrified. Now I'm no longer afraid, It's Independence Day. – Cantei sozinha, movimentando as mãos para cima, vendo o povo se animar.
- I'll never be that girl again, no oh, oh. I'll never be that girl again, no oh, oh. – O pessoal cantou comigo, batendo os pés forte no chão. - My innocence is wearing thin, but my heart is growing strong. – Abri os braços, sentindo o pessoal todo me acompanhar. - So call me, call me, call me miss movin' on, oh, oh, oh.
- Everything is changing, and I never wanna go back to the way it was. – Forcei minha voz sozinha, abaixando o rosto diversas vezes. - I'm finding who I am, and who I am from here on out is gonna be enough. It's gonna be enough, It's gonna be enough. – Soltei um suspiro, aproximando a boca do microfone. - I'll never be that girl again, no oh, oh. I'll never be that girl again, no oh, oh. – Ergui as mãos, batendo palmas no ritmo.
- My innocence is wearing thin, but my heart is growing strong. So call me, call me, call me miss movin' on, oh, oh, oh. – Todo mundo cantou comigo, com o som forte da bateria de fundo. - Miss movin' on, oh, oh, oh. Miss movin' on, oh, oh, oh. Miss movin' on, oh, oh, oh. Miss movin' on, oh, oh, oh.
- Hey yeah, yeah. I'm movin' on. – Abri um sorriso, erguendo as mãos. – Vamos cantar coisa boa, Boston? – Gritei animada!

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