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Finalizada em: 13/10/2019

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Fim do Quinto Ato.



Ato Seis:
Reflection – 2016 a ?


Capítulo 28

Soltei um suspiro e senti minha cabeça pesar, eu não deveria ter bebido tanto champanhe... Ou será que foi aquelas bebidas coloridas que Tara havia me dado? Ah, que merda! Rolei meu corpo na cama e o senti parar, sentindo a mão quente de acariciar minhas costas e eu suspirei, erguendo uma mão e levando até seu peito, abrindo os olhos devagar, vendo algumas frestas de luz entrar pelo chalé e fechei os olhos novamente, respirando fundo.
- Bom dia! – Ouvi falar e eu suspirei, bocejando em seguida.
- Bom dia! – Falei e ele me apertou em seus braços.
- A gente precisa se levantar. – Ele cochichou.
- Não! – Falei e ele riu, me fazendo abrir os olhos devagar.
- A gente precisa sair daqui até a uma da tarde. – Suspirei, empurrando o peito de devagar e me sentei na cama, passando a mão em meus cabelos bagunçados.
- A gente não tem algum tipo de vantagem? – Perguntei e ele riu, beijando meus ombros nus.
- Essa é a nossa vantagem. – Ele jogou a coberta para fora e procurou por alguma cueca em sua mochila. – O check-out era até as dez. – Ri fraco, me jogando na cama novamente.
- Ok, ok! – Suspirei. – Quem vai dirigindo para Boston, eu ou você? – Perguntei e ele deu de ombros, jogando minha calcinha e eu a vesti.
- Como você está? – Ele perguntou.
- Estou com dor de cabeça, mas nada que um banho e uma aspirina não resolvam. – Ele confirmou com a cabeça.
- Se importa de dirigir? – Ele perguntou.
- Não, está tudo certo. – Falei, abrindo a porta do banheiro e encontrando minha toalha pendurada no boxe.
- Quando voltamos para Los Angeles? – Ele perguntou.
- Eu só tenho que estar lá para o Globo de Ouro dia 10...
- Lá vai ela ganhar outro... – Ri fraco.
- Para, ! – Falei brava. – Quais seus compromissos?
- Tenho uma convenção em Nova Orleans antes do Globo de Ouro e um evento na Suíça no fim do mês. – Assenti com a cabeça. – E nesse meio tempo tem a gravação da Marvel.
- Sim, sim. – Cocei a cabeça.
- Você quer ir comigo para Suíça? – Ele perguntou e eu virei o rosto para ele.
- Acho que dessa vez eu vou passar, amor. Eu e David estávamos conversando de já emendar o lançamento de outro CD.
- Mas já? Vocês não queriam descansar? – Ele perguntou.
- Sim, mas a gente teve que cortar muitas músicas do Total Stranger, além de que a gente nunca para de escrever novas músicas. – Ele assentiu com a cabeça. – Teve muitas músicas sobre você que eu precisei tirar do CD.
- Ah é? – Ele se aproximou de mim, me abraçando de costas e eu ri fraco.
- Sim, eu precisava finalizar um momento de tristeza, mágoas e agora posso só lançar coisas felizes novamente. – Ele assentiu com a cabeça.
- Perfeito! – Ele falou e estalou um beijo em minha bochecha. – Quando poderei ouvi-las? – Franzi o rosto.
- Essa é uma boa pergunta. – Coloquei minhas mãos em seus braços. – Mas estamos em 2016, um novo ano, novas responsabilidades, muito mais bagunça e você morando comigo. – Abri um sorriso. – Tudo vai se ajeitar. – Respirei fundo e ele beijou meu pescoço. – Bem, eu vou para o banho, acordar um pouco.
- Ok, eu vou ver com o pessoal se eles estão aqui ainda, se já foram... – Afirmei com a cabeça.
- Ok, mas não demore, a gente precisa ajeitar essa zona aqui. – Vi algumas roupas jogadas pelo chão.
- Fácil, joga tudo em uma mala e quando voltarmos para Los Angeles vai tudo para a lavandeira mesmo, depois a gente separa! – Ri fraco, revirando os olhos.
- Ah como eu adoro pessoas práticas! – Falei sorrindo e ele me beijou, colocando suas mãos quentes em meu pescoço.
- Feliz 2016, amor.
- Feliz ano novo. – Suspirei, encarando seus olhos azuis e ele se afastou.
- Vou abrir a porta. – Ele falou e eu corri em direção ao banheiro, me trancando no mesmo.

- O que acha? – A estilista falou e eu ri fraco, me olhando no espelho.
- A última vez que eu estive toda de preto foi para Untouched, mas eu gosto! – Falei e ela riu, e eu ajeitei a gola da jaqueta de couro preta.
- Deveria começar a usar. – Ela brincou e eu ri fraco.
- Oh não, estou chegando nos 30, tenho que me comportar como tal. – Eles riram.
- Vamos, ? – A moça falou e eu assenti com a cabeça, jogando meus cabelos, agora um pouco mais compridos, para trás, caminhando atrás dela, entrando no largo estúdio da Marvel com as cores azuis e vermelhas divididas, ouvindo Louis batucar na bateria e o elenco de Guerra Civil em volta.
- Aí está ela! – Joe Russo falou e eu ri fraco, vendo o elenco do filme se aproximar de mim.
- Então, qual é a concepção? – Perguntei, ajeitando a manga da jaqueta.
- Imaginem três espaços, um lado ficará o time Capitão América, do outro o Homem de Ferro e você ficará de frente para eles, na frente da sua banda, olhando para a tensão toda, e vai cantar...
- Enquanto eles ficam se encarando? – Perguntei.
- É, isso aí. Depois vamos mesclar com as cenas do filme e lançar como o último trailer. – Assenti com a cabeça.
- Perfeito! – Falei, dando uma volta no espaço. – Podemos começar?
- É só meio injusto escolher a , todo mundo sabe que ela é time Capitão América. – Robert falou e eu ri fraco.
- Bem, o filme chama Capitão América: Guerra Civil, não teria como eu escolher outro lado mesmo. – Pisquei para ele que revirou os olhos.
- Quando Jon falou comigo, eu e o não estávamos juntos ainda, Robert. – Ele riu fraco.
- Eu torço para o Homem de Ferro. – Mack falou.
- Não se você quiser manter esse emprego... – Brinquei e ele fechou a boca.
- Ou não torço. – Ele falou e eu ri.
- Bem, só digo uma coisa, eu já vi a tocar umas músicas mais pesadas, mas Soundgarden... Essa é nova para mim. – Sebastian falou e eu ri.
- Bem, eu vou no gogó e depois a gente grava o Playback? Como vai ser? – Os Russo franziram o rosto.
- Eu não tinha pensado nisso. – Anthony Russo falou e eu ri.
- Bem, agora vai ser, então! – Peguei o microfone da mão da pessoa, me colocando para frente, vendo piscar para mim e minha banda se ajeitou em suas posições e tanto o time Capitão América quanto Homem de Ferro, se ajeitaram, e eu conferi se ele estava ligado.
- Quando vocês estiverem prontos! – Os diretores falaram e eu virei para Mike.
- Mike? – Ele fez um aceno fraco com a cabeça. – Louis?
- Tudo certo! – Ele falou e eu olhei para frente.
- Ação! – Um dos diretores falou e Mike e Louis começaram a tocar fortemente seus instrumentos, fazendo com que o som ecoasse pelo estúdio, e logo em seguida Mike voltasse a tocar sozinho, dedilhando os dedos rapidamente pelas cordas da guitarra e Louis e Mack entrarem com ele, me fazendo movimentar o corpo, abrindo um pequeno sorriso.
- What if all you understand, could fit into the center of our hand.– Colei o microfone na boca, cantando devagar. - Then you found it wasn't you, who held the sum of everything you knew. – Soltei um suspiro, balançando o corpo. - We're insane but not alone, you hold on and let go. – Abri um sorriso, ouvindo Mike arrasar na guitarra novamente. - Like the sun we will live to rise... – Forcei a voz. - Like the sun we will live and die, and then ignite again. Like the sun we will live to rise again. – Olhei para o pessoal que nos encarava parados e tentei não sorrir para que parecia muito gato sério. - What if the one thing that I missed, was everything I need to pass the test. And if I fail what happens then? Can I still count on you as a friend? – Apoiei a mão no pedestal. - We're insane but not alone, you hold on and let go. – Soltei um suspiro, forçando a voz. - Like the sun we will live to rise, like the sun we will live and die, and then ignite again. – Balancei o cabelo ao ritmo da música. - Like the sun we will live to rise again, again, again, again. – Suspirei, abaixando as mãos e abaixando a voz. - Warm my face, warm your face. Warm my face, warm your face. Warm my face, warm your face. Warm my face, warm your face. Warm my face, warm your face. – Suspirei.
Mike deu um passo para frente, fazendo o solo de guitarra, seus dedos mexiam com rapidez, me fazendo sorrir, vendo seus cabelos caírem no rosto e ele encurvar o corpo, subindo e descendo a mão com agilidade.
- Like the sun we will live to rise, like the sun we will live and die, and then ignite again. – Encostei minhas costas nas dele, ouvindo o som ecoar. - Like the sun we will live to rise, like the sun we will live and die, and then ignite again. – Balancei a cabeça. - Like the sun we will live to rise again... – Abaixei a voz. - Again. – Dei alguns passos para trás, esticando a mão para Mike que ria sozinho.
- Corta! – Os diretores falaram e o elenco começou a nos aplaudir e eu abracei Mike, ouvindo-o rir.
- Você é fantástico! – Falei e ele riu.
- Meus dedos vão sangrar. – Ele comentou e eu ri.
- Se não sangrar não vale a pena. – Falei e ele riu.
- Podemos fazer de novo? – Joe perguntou.
- Nos dê alguns minutos. – Falei rindo. – Vai lavar sua mão. – Falei para Mike e ele riu.

- Olá, senhorita . – Abaixei o vidro, sorrindo para Ariella.
- O que você está fazendo na guarita hoje? – Perguntei e ela riu. – Cadê Brandon? Ou Juan?
- Devem estar lá dentro. – Ela riu fraco. – Está um pouco frio, não acha? – Ri fraco.
- E eles deixaram você aqui? – Ela deu de ombros.
- São quase cinco, daqui a pouco o pessoal da noite chega.
- Sim, senhora! – Assenti com a cabeça. - Boa noite! – Falei.
- Boa noite. – Ela disse e eu coloquei o carro em movimento novamente e atravessei a rua principal do complexo e virei à direita, na rua das nossas casas e entrei em uma vaga livre colada ao prédio alto da gravadora e puxei o freio de mão, desligando o carro.
- Oi, tia ! – As trigêmeas falaram sentadas lado a lado na mesa de jardim colocada lá fora e eu mandei beijos para elas.
- David ou Virgínia sabem que vocês estão aqui? – Perguntei.
- Sabem! – Elas falaram juntas e eu abri a porta de casa, ouvindo Grape e Dodger latir, me fazendo colocar os cabides dos vestidos no sofá antes deles aparecerem pelas escadas.
- Oi, crianças! – Falei, acariciando ambos e segui em direção a cozinha, encontrando apoiado na bancada.
- Oi! – Ele falou e eu o vi olhar alguns papéis em cima da bancada. - Mike deixou esses papéis aqui. – Encarei por cima do ombro e puxei os papéis rapidamente.
- Ei! – Falei. – Não mexa nas minhas coisas.
- Calma! – Ele ergueu as mãos. – São só letras, não são?
- São letras inacabadas. – Escondi os papéis. – Deve ter muita besteira escrita aqui, além de ter muita coisa da época do Anthony ainda. – Revirei os olhos. – Não olhe!
- Ok, ok, não olho mais, mas por que isso é tão importante para você? – Suspirei.
- Ler uma letra é diferente de ouvir a música pronta, entende? A emoção é diferente. E eu prefiro que você ouça a música pronta. – Ele riu fraco. – Além de que estamos querendo reformular algumas músicas antigas, ver se dá para usar ou se é lixo, ou seja, tem coisa aqui que pode não ter sido escrito para você. – Ele assentiu com a cabeça.
- Ok, ok, me desculpe! – Ele ergueu as mãos e eu ri fraco. – Não mexo mais.
- Obrigada! – Coloquei as folhas na bancada de novo, mas viradas para baixo.
- Só me deixe participar disso. – Ri fraco.
- Você vai, depois que eu fizer uma triagem com isso e queimar o que não me representa mais. – Ele assentiu com a cabeça, passando os braços pelos meus ombros.
- Se acalma, linda. – Ele falou e estalou um beijo em minha testa, me fazendo rir.
- Estou calma! – Ele riu fraco.
- David ou Louis ligaram, eles estão pensando em fazer pizza hoje, se você topa. – Suspirei.
- Bem, eu fui uma boa pessoa e emagreci tudo que precisava nesses últimos meses, então acho que mereço uma pizza. – Ele riu fraco. – Mas como você não sabe quem era?
- Essas duas criaturas ficam latindo a cada mosca que passa, fica complicado ouvir alguma coisa. – Ri fraco.
- Bem, eu vou mandar uma mensagem no grupo da banda, tomar um banho, me aquecer, depois eu saio, se for preciso.
- Grupo? – perguntou, me seguindo pelas escadas.
- É, do WhatsApp. – Falei.
- Vocês têm um grupo no WhatsApp? – Ele perguntou e eu ri.
- Nem vem, que aposto que você também tem com a sua família.
- Tenho, mas vocês são vizinhos. – Ri fraco.
- Jessica proibiu gritarias, afinal, isso machuca minhas cordas vocais. – Ele colocou a mão na testa.
- Vou nem falar nada, vai. – Ri fraco, puxando-o pela camisa.

- ? – Ouvi o som ecoar dentro da minha sala e me assustei, desviando o olhar dos cheques dos empregados.
- Oi! – Respondi, segurando o botão.
- Lembra que falamos de uma recepcionista, ainda mais agora com a visita dos fãs?
- Sim, eu lembro. – Assinei mais um cheque.
- Uma moça deixou o currículo dela aqui, você gostaria de fazer uma entrevista com ela?
- Claro, podemos marcar. – Respondi.
- Vou mandá-la entrar. – Arregalei os olhos.
- Espera, agora? – Perguntei.
- Sim, ela está na portaria, Brandon estava entrando, Carl disse para ela esperar. – Jessica falou.
- Claro, por favor, pode deixá-la entrar.
Não demorou muito para a moça que Jessica falava entrasse, foi o tempo de eu esconder todos os cheques de pagamento dos empregados e dar uma ajeitada nas folhas de papel jogadas pela minha mesa.
- Pode entrar! – Falei, ouvindo o toque na porta e a moça entrou, ela era alta, igual a mim, a pele morena, os cabelos cacheados, pretos e curtos, e um sorriso tímido no rosto.
- Olá, tudo bem? – Estendi a mão e ela abriu um sorriso gigante.
- Tudo bem! – Ela riu fraco. – É um prazer te conhecer. – Ela sorriu e eu a acompanhei.
- Ah, que isso, querida! – Ri fraco. – Sente-se, por favor! – Indiquei a cadeira para ela e voltei a sentar na minha. – Então, qual é seu nome? – Perguntei.
- . – Ela falou rindo.
- Sério? – Abri um sorriso.
- Sério! – Ela respondeu, com um sotaque forte.
- Mas você não é brasileira, é?
- Portuguesa. – Ela riu fraco.
- Ah, que bom. É um prazer te conhecer. Então, qual seu propósito aqui? - Ela suspirou.
- Eu faço administração na UCLA e estou procurando um emprego.
- Você sabe que aqui é um pouco longe da UCLA, certo? - Perguntei e ela assentiu com a cabeça.
- Sim, mas eu posso garantir que eu posso chegar aqui, e fazer um bom trabalho. – Suspirei.
- Bom, xará... – Ela riu fraco. – Podemos fazer um teste, você parece legal. Mas o trabalho aqui é mais de ajudante e recepcionista do que administradora. – Ela assentiu com a cabeça.
- Sem problemas, será um prazer trabalhar contigo. – Suspirei sorrindo.
- Você estuda na parte da manhã? – Perguntei, puxando meu notebook.
- Sim! – Ela concordou.
- Bem, eu fiz UCLA, sei o horário, vamos combinar de você chegar aqui até as duas da tarde? Pode ser? – Perguntei.
- Claro, consigo chegar até antes.
- Beleza, aí você faz quatro horas, para não chegar tarde em casa, mas pode usar esse tempo para estudar, quando preciso. O movimento aqui não é muito grande, você só atende as ligações, entrega os recados para nós, faz algumas entregas e pedidos, organiza as visitas do dia seguinte, a gente vai se ajeitando com o tempo. – Ela concordou com a cabeça.
- Perfeito.
- E sobre o seu salário. – Abri o contrato dos seguranças. – Como é metade do horário, eu posso te pagar metade do salário, que é dois mil e quinhentos dólares ao mês, metade do pagamento no dia primeiro e outro no dia 15, e dar o vale-transporte e alimentação no local, se você quiser, a gente serve almoço para o pessoal até as duas, chega um pouquinho antes que você consegue pegar. – Ela abriu um pequeno sorriso.
- É mais do que eu esperava. – Ela deu um pequeno sorriso. – Obrigada.
- Só quero te falar uma coisa, eu tive uma assistente uma vez e não terminou em algo bom...
- Não se preocupe, a senhora vai poder confiar cegamente em mim, eu não consigo mentir, quiçá trair alguém. – Ela balançou a cabeça.
- Obrigada! – Suspirei. – Você está com tempo agora?
- Sim, estou livre. – Assenti com a cabeça.
- Vou chamar alguém para fazer um tour contigo, você conhecer o espaço, os locais... Pode ser?
- Claro, vou adorar! – Assenti com a cabeça, apertando o botão.
- Jessica, peça para alguém vir aqui, dar à nossa nova colaboradora uma volta pelo complexo?
- Claro, vou ver se Henry ou Malcon estão livres. – Ela falou.
- Obrigada! – Sorri. – Espero que goste daqui, xará, somos uma família, espero que se sinta parte dela.
- Obrigada! – Ela sorriu.

Virei o corpo novamente, andando pelo corredor claro do hospital e soltei um suspiro, jogando meus cabelos para trás e girei novamente, decorando os pontos escuros no chão claro e virei o corpo novamente, sentindo segurar meus ombros e soltei um suspiro alto, sentindo-o passar os braços pelo meu corpo.
- Se acalma! – Ele falou e eu balancei a cabeça, respirando fundo.
- Depois de Elliot, a gente nunca mais ficou calmo em um parto. – Ele assentiu com a cabeça, erguendo a mão para meu rosto, acariciando-o devagar.
- Nada acontece duas vezes da mesma maneira. – Ele cochichou e eu assenti com a cabeça. – Temos Linda para comprovar isso. – Suspirei, encostando minha cabeça em seu ombro, sentindo-o me apertar pelos ombros, até que ouvi passos rápidos pelo corredor contrário.
- Nasceu! – Ergui o rosto, vendo Mike animado, abaixando o corpo e colocando as mãos no joelho, respirando fundo. – Andrew, três quilos e 700 gramas, 49 centímetros. – Ele respirou fundo. – Loiro como Lacey. – Ele suspirou e eu ri fraco, vendo Mack o abraçar fortemente e senti meus olhos se encherem de lágrimas.
- Está tudo bem! – cochichou para mim e eu o apertei fortemente, soltando uma risada fraca.
- Quando podemos vê-lo? – Perguntei, correndo para abraçar Mike, quando Melanie se afastou do tio.
- Os enfermeiros estão limpando-o, ele vai para o berçário há qualquer momento. – Ele falou, me apertando forte.
- Parabéns! – Falei sorrindo e ele assentiu com a cabeça.
- Como está Lacey? – Emily perguntou.
- Ela está ótima, foi parto normal, ela está bem! – Ele assentiu com a cabeça e eu ri.
- Seu filho já está no berçário, senhor Derrick! Vocês podem vê-lo. – Uma enfermeira falou e ele abriu um sorriso, seguindo a enfermeira e eu fui atrás dele, com a meu encalço.
Segurei a mão de , andando lado a lado com ele, como todos os membros da banda com suas respectivas esposas e Mike parou em frente a um vidro e eu me coloquei ao seu lado, passando o braço pelos seus ombros.
Foi fácil identificar Andrew, ele era o único bebê com a touquinha azul, entre umas cinco meninas. Andrew estava quieto, mas os olhos rolando para todos os lados, curioso e eu abri um sorriso, estalando um beijo na bochecha de Mike e ele me abraçou de lado também.
- Ele é lindo. – Falei, vendo-o confirmar com a cabeça.

- Agora, apresentando a música indicada para Creed, Stone. – Rock falou no microfone e eu respirei fundo, colocando meu vestido prata para flutuar pelo palco do Oscar e respirei fundo, entrando embaixo do holofote e me posicionei em frente ao microfone, ouvindo o público parar de aplaudir.
- You said that you'd never hurt me, be the band-aid when I bleed. – Comecei a cantar com as meninas do fundo somente estalando os dedos. - But I guess that that band-aid was all made of paper, cause you never stuck to me. And you say that you conquered the lion, without even tryin', but she only gets stronger, she only bites harder and I only die fighting. – Fechei os olhos. - You can run, you can run, but you know that I know just what you've done. You can run, you can run, but save those words for one on one. – Ergui os braços, forçando a voz. - So when the lights go down and the sun hits ground, you should know that I won't back down. – Estiquei os indicadores para cima.
- I'll be waitin' for you.
- Knuckles out, and the guard in my mouth, when you're hungry for the next round. – Estiquei os braços.
- I'll be waitin' for you.
- Oh-oh, oh-oh-ooh, I'll be waitin' for you. – Forcei a voz, segurando o microfone. - Oh-oh, oh-oh-ooh, I'll be waitin' for you. Oh-oh, oh-oh-ooh. – Abaixei a voz. - Yeah, don't take things too personal, but you made shit personal. Talkin' 'bout my bad habits, man, fuck my bad habits, don't act like you got none. – Movimentei os braços. - You can run, you can run, but you know that I know just what you've done. You can run, you can run, but save those words for one on one. – Joguei os cabelos para trás, balançando a cabeça. - So when the lights go down and the sun hits ground, you should know that I won't back down.
- I'll be waitin' for you.
- Knuckles out, and the guard in my mouth, when you're hungry for the next round. – Balancei a cabeça.
- I'll be waitin' for you.
- Oh-oh, oh-oh-ooh, I'll be waitin' for you. – Ergui os braços. - Oh-oh, oh-oh-ooh, I'll be waitin' for you. Oh-oh, oh-oh-ooh. – Forcei as mãos, respirando fundo. - You got my name in your mouth, forgive me when I knock it out. I love it when you talk about me, just cause you don't know yourself, my jabs go, go for broke, your teeth is on the floor. Thirty million people watchin', do you still want more? Fake bitches, gon' get it, I am winnin' but you isn't, call your dentist 'cause I meant this. I don't see no competition, goin' wild, Mikey Tyson, born a fighter, I will triumph. Bitch I thought you knew I was comin' for your title. – Respirei fundo e balancei a cabeça, abrindo um pequeno sorriso. – So when the lights go down and the sun hits ground, you should know that I won't back down.
- I'll be waitin' for you. – Forcei minha voz ao fundo.
- Knuckles out, and the guard in my mouth, when you're hungry for the next round.
- I'll be waitin' for you.
- Oh-oh, oh-oh-ooh, I'll be waitin' for you. Oh-oh, oh-oh-ooh, I'll be waitin' for you. Oh-oh, oh-oh-ooh. – Abri os braços, forçando a voz, e suspirei. – I'll be waitin' for you. – Finalizei com um pequeno sorriso no rosto, ouvindo o pessoal aplaudir.

- Apresentando no Oscar 2016, Common e John Legend. – Foi anunciando e eu soltei a mão do ao meu lado para aplaudi-los e ambos entraram no palco caminhando lado a lado.
- Escrever uma música que tenha relação com o filme e seu significado, além de tocar a todos, é um trabalho não muito difícil. – Common começou a falar.
- Mas pegar essa essência, trazer essa emoção e ser escolhido para representar aqui, é a melhor recompensa. – John Legend continuou.
- E os indicados aqui hoje, mostraram de diversas maneiras como isso é possível. – Common continuou.
- Confira os indicados para melhor canção original. – John falou.
- "Writing's on the Wall" de 007 Spectre, escrito por Jimmy Napes e Sam Smith. – O aplaudi, sorrindo-o para ele que estava algumas cadeiras para dentro do evento.
- "Waiting For you" de Creed, escrito por Stone. – Dei um pequeno sorriso, sendo aplaudida.
- "Simple Song #3" de A Juventude, escrito por David Lang.
- "Earned It" de Cinquenta Tons de Cinza escrito por The Weeknd, Belly, Jason Quenneville e Stephan Moccio. – Continuei aplaudindo-os.
- "Til It Happens to You" de The Hunting Ground, escrito por Diane Warren e Lady GaGa. – Abri um pequeno sorriso, vendo John Legend abrir o envelope e eu senti apertar minha mão de um lado e do outro, me fazendo rir fraco, não era minha vez.
- E o Oscar vai para... – Common falou.
- Stone, por Creed. – Arregalei meus olhos, balançando a cabeça e me levantei da cadeira, sentindo me abraçar e eu ri fraco, vendo do outro lado.
Saí da fileira, um pouco atordoada e eu ri fraco, andando pelo curto corredor, encontrando Sly com um sorriso no rosto na ponta e o abracei fortemente, sentindo-o me tirar do chão um pouco e eu ri fraco, estalando um beijo em sua bochecha e acenei para sua esposa e filhas que me mandaram beijos. Subi correndo no palco, abraçando Common primeiro e depois John Legend, recebendo meu quinto Oscar de suas mãos e abri um sorriso, me colocando em frente ao microfone, abrindo um sorriso.
- Oh, meu Deus! – Ri fraco, colocando as mãos na cabeça. – O quê? – Coloquei a mão na cabeça, rindo fraco. – Isso é uma honra, eu acho que estou me igualando a Alan Manken ou Elton John em prêmios do Oscar. – Ri fraco. – Eu tenho que agradecer à Academia por permitir que essa música, com muitos palavrões, recebesse essa honraria toda. – O pessoal riu. – Eu achei que seria do Sam, honestamente. – Ele abriu um sorriso para mim. – Meus parabéns para você, sua música é incrível! – Falei, respirando fundo. – Quero agradecer para Sly. – Apontei para ele. – A esse homem que fez com que eu me apaixonasse pelo Rocky, agora eu estou viciada nos filmes. – Ri fraco. – Obrigada à sua família que me mostrou a importância desse personagem icônico, além de Michael que trouxe o legado de Apolo Creed à vida, além de todos do elenco, produtores, muito obrigada, além da minha banda, meu namorado, e todos que sempre me apoiaram. – Ergui o prêmio, sorrindo, vendo o pessoal aplaudir.

- Oi, por favor, Emily Lizarde? – Falei para a recepcionista.
- Quarto q7! – Ela falou, apontando a direção e eu saí correndo pelo corredor, deslizando os pés pelo chão e encontrei a porta, abrindo-a rapidamente.
- Licença! – A médica falou.
- Está tudo bem. – Emily falou para a médica e eu franzi a testa, fechando a porta atrás de mim.
- O que está acontecendo? – Perguntei, vendo Amir se sentar novamente, colocando a mão no rosto.
- Alguém não está tomando os remédios. – Amir falou irônico e vi Emily revirar os olhos.
- Está louca? – Gritei no quarto do hospital e a médica pediu para abaixar o volume com a mão. – Emily.
- Eu esqueci! – Ela falou, puxando a coberta.
- Ah, esqueceu? – Perguntei irônica. - Você tem essa doença desde que nasceu, você tem 36 anos, Emily. – Suspirei. – O que você está pensando? Você tem uma filha pequena agora, não se esqueça. – Ela suspirou.
- A vida acontece, eu pensei que com tudo ido bem, pudesse diminuir as doses...
- Mas não pode. – A médica falou, entregando um copo para ela. – Engula todos! – Ela falou e Emily virou os comprimidos na boca.
- O que está acontecendo, doutora? – Perguntei.
- Emily tem HIV positivo, isso não é uma sentença de morte nos dias de hoje, nem a AIDS é uma sentença de morte mais. Mas ela precisa se tratar, fazer exames a cada três meses e tomar os remédios. – Ela suspirou. – Não se esqueça que ela pode evoluir para AIDS, Emily, e quando evolui, não tem muito mais o que possamos fazer. – Emily bufou.
- Você é mais infantil do que as crianças. – Falei, suspirando.
- Mas ela está bem, só precisa se cuidar. – A médica falou e eu respirei fundo.
- Obrigada! – Falei.
- Vou deixar vocês conversarem. – Ela falou, se retirando do local.
- Por favor, Emily... – Falei, colocando a mão na beirada da cama.
- ... – Ela falou.
- Não! – Falei. – No dia que eu te conheci, você disse que ia se cuidar.
- Eu só esqueci, é tão difícil de acreditar? Eu não estou depressiva, eu não quero me matar, eu estou bem. – Ela falou, suspirando.
- Ok, ok... – Revirei os olhos.
- Mas só por precaução, você vai ver um psicólogo. – Amir falou ao lado dela.
- Amir...
- Eu não quero saber. – Ele falou. – Eu confiava em você, espero poder voltar a confiar de novo. – Suspirei.
- Não nos afaste, Emily.
- Eu não vou, eu prometo, por favor, só me deixem descansar. – Ela falou.
- Eu vou falar com a médica. – Falei.
- Pode pedir para alguém pegar Sophia na escola? – Amir perguntou.
- Claro, vou pedir para Gemma trazê-la, ela foi de carro para faculdade. – Ele assentiu com a cabeça e eu saí do quarto, respirando fundo.

- Vamos lá, galera! – Jessica entrou na sala, e eu me sentei na cadeira, sentindo colocar as mãos em meus ombros atrás de mim.
- O que vamos discutir hoje? – Louis perguntou.
- Cidadania americana. – Ela falou, jogando uma pasta na mesa, fazendo alguns passaportes de diversas cores rolarem pela mesa.
- Estamos com problemas? – Perguntei.
- Não, não estão. – Ela falou, se sentando na mesa. – Vocês já podem pedir a cidadania americana. – Ela falou, pegando alguns papéis.
- Como? – Perguntei.
- Bem, Louis pode pedir por casamento, se preferir, vocês podem pedir por trabalho em uma empresa americana, além de residência comprovada no país há 10 anos, e nenhum envolvimento com a lei. – Assenti com a cabeça.
- Como funciona? – perguntou.
- Se o estrangeiro se mudar para os Estados Unidos e trabalhar em uma empresa legitimamente americana, eles já ganham o Green Card, além de casamento, investimento, enfim, que é o que eles têm desde que entraram na Virgin. – Jessica falou. – Isso dá os mesmos direitos dos cidadãos americanos, mas isso não dá direito a passaporte americano, enfim... – Jessica balançou a cabeça. – A cidadania americana os torna americanos, dando todos os direitos com exceção de se candidatarem a presidência. – Afirmei com a cabeça.
- A gente é obrigado a fazer a cidadania americana? – Perguntei.
- Não, mas é ano de eleição, e tem um louco na corrida, então, nunca se sabe. – Respirei fundo, coçando a cabeça.
- Ah, nem me fale. – reclamou.
- É possível que eu fique com cidadania dupla? – Perguntei. – A brasileira e a americana? – Perguntei.
- É, quero saber isso também. – Jack falou.
- Tem sim, eu só preciso confirmar os direitos e deveres nessa situação. – Assenti com a cabeça.
- Confere para gente então, por favor. – Falei. – Eu não quero largar essa parte brasileira minha. – Jessica assentiu com a cabeça.
- Só preencham esses pedidos, que se for a mesma coisa, eu já levo pronto. – Assenti com a cabeça.
- Beleza. – Assenti com a cabeça.
- David, não preciso me preocupar contigo nem com Virgínia, certo? – Jessica perguntou.
- Não, nós já temos tudo acertado com o governo. – Jessica assentiu com a cabeça.
- Perfeito! – Ela falou. – Jack, peça para Gemma preencher também, ela não ganha a cidadania, mas ganha o Green Card por estar veiculada a você. – Assentimos com a cabeça, suspirando.

- Estamos aqui de novo, meus queridos! – Mack falou, abrindo a porta do estúdio e eu ri, vendo-o entrar no mesmo e travar a porta novamente.
- Vamos começar os trabalhos? – Brandon perguntou e eu me ajeitei no sofá, pegando a pasta com as letras.
- Vamos! – Suspirei, abrindo a mesma.
- Como estamos de músicas? – Ele perguntou.
- A gente pegou as letras que seria para o quarto CD, as que tiramos do quinto CD e eu dei uma melhorada em algumas, tirando totalmente a menção à Anthony e modificando para , ou pessoas relacionadas e estamos com 12 músicas. – Falei, entregando a ele.
- Já é um começo! – Ele balançou com a cabeça e eu confirmei.
- É, mas ainda tem algumas coisas comigo... – Mike falou.
- E comigo. – Louis completou.
- Acho que com todo mundo, na verdade. – Falei. – Quando estou de bobeira eu fico esboçando algumas coisas em casa.
- Ok, então vamos colocar prazos? – Ele perguntou puxando o celular do bolso e mexendo no mesmo rapidamente. – Podemos lançar isso dia 26 de junho...
- É no dia anterior do aniversário da . – Emily falou e eu mandei um beijo a ela.
- Ou podemos deixar para o dia três de julho ou dois que é um sábado.
- Tá, mas como seria feito esse lançamento? – Perguntei.
- Podemos fazer na Times Square novamente, faz dois álbuns que você não dá um oi para o pessoal. – Ri fraco, assentindo com a cabeça.
- Pode ser! – Confirmei com a cabeça.
- E turnê? Vai ter? – David perguntou.
- Calma! – Falei, erguendo os braços. – A gente prometeu ir devagar, lembra? – Falei e ele assentiu com a cabeça.
- Só conferindo se vai ser isso mesmo. – Ele falou e eu ri fraco, balançando a cabeça.
- Vai sim, a idade vem chegando, a preguiça aumenta. – Eles riram.
- Tá, perfeito então, vou ver o dia que podemos fazer esse lançamento. – Brandon falou.
- Só tem um problema, onde faremos isso? – Perguntei. – A gente faz o show no meio da Times Square, mas onde vamos atender o público?
- A Virgin fechou onde era, abriu uma loja gigante de CDs, podemos ver de fazer lá. – Confirmei com a cabeça.
- Sério? – Mike perguntou, rindo em seguida.
- Perfeito, por mim tudo certo! – Dave falou, dando de ombros e eu ri.
- Ok, e a concepção do CD, qual vai ser? – Brandon perguntou e todos ficamos quietos.
- Sem concepção. – Falei rindo. – Tem muita música misturada, sentimentos diferentes, ritmos diferentes, a gente vai jogar tudo o que tiver para o álbum. – Falei e ele confirmou com a cabeça.
- Ok, e nome de álbum? – Ele perguntou.
- Reflection! – Falei sorrindo.
- Reflection? – Brandon perguntou.
- Sim, é uma reflexão de todos nós. – Falei sorrindo. – De muitos anos. – Ele assentiu com a cabeça.
- Bem, vamos ver o que vocês têm! – Ele disse e eu me levantei.

Balancei minha cabeça e me sentei na cama correndo, sentindo minha respiração pesar e coloquei a mão no peito, suspirando e joguei os cabelos para o lado, sentindo rolar ao meu lado da cama.
- O que foi? – Ele perguntou. – Está tudo certo? – Ele falou com a voz sonolenta e eu respirei fundo, jogando as cobertas para o lado, me levantando correndo. – ? – Ele perguntou e eu peguei meu caderno em cima da mesa e peguei a caneta correndo, escrevendo apressadamente algumas palavras, vendo a letra se formar e só relaxei quando tudo com o que eu havia sonhado estava no papel e vi ligar a luz do quarto. – O que está acontecendo? – Virei o rosto para o lado, vendo-o se sentar na cama e eu respirei fundo.
- Eu tive um sonho. – Suspirei. – Sobre o fim de uma música para você. – Falei e ele deu um pequeno sorriso sonolento.
- Está pronta? – Ele perguntou.
- Acho que sim. – Falei, puxando meu violão da parede e me sentei na cama, com as pernas viradas para dentro, e coloquei o caderno na minha frente.
- Canta para mim. – Ele falou, se sentando ao meu lado e eu dei um pequeno sorriso, começando a dedilhar os dedos no violão devagar, respirando fundo.
- Woke up sweating from a dream, with a different kind of feeling. – Comecei a cantar baixo. - All day long my heart was beating, searching for the meaning. – Suspirei devagar. - Hazel eyes, I was so color blind, we were just wasting time. – Mantive a mão na mesma nota, suspirando. - For my whole life, we never crossed the line, only friends in my mind, but now I realize, it was always you. abriu um pequeno sorriso, colocando a mão na minha perna. - Can't believe I could not see it all this time, all this time. It was always you, now I know why my heart wasn't satisfied, satisfied. – Balancei a cabeça, com um grande sorriso no rosto. -It was always you, you. No more guessing who, looking back now I know it was always you, always you. - Respirei rapidamente. - All my hidden desires finally came alive, no, I never told a lie to you, so why would I start tonight. – Ele sorria para mim. - Hazel eyes, I was so color blind, we were just wasting time. For my whole life, we never crossed the line, only friends in my mind, but now I realize, it was always you. Can't believe I could not see it all this time, all this time. It was always you, now I know why my heart wasn't satisfied, satisfied. – Respirei fundo, erguendo os olhos para ele. -It was always you, you. No more guessing who, looking back now I know it was always you, always you. – Parei de tocar, respirando fundo. – Por enquanto é isso.
- Obrigado! – Ele falou, aproximando o rosto do meu e colando nossos lábios e eu sorri. – Eu só mudaria a parte que você nunca mentiu para mim, o que é uma mentira. – Ri fraco, passando os braços pelos seus ombros, colando meus lábios nos meus.
- Tudo para rimar. – Falei e ele riu, assentindo com a cabeça, me puxando pelas pernas.
- Ah! – Ele reclamou e eu ri.
- Deixa eu abaixar o violão antes, por favor? – Perguntei e ele concordou com a cabeça, rindo.

- Ei, ei, o que está acontecendo aqui? – Me aproximei da porta, vendo entrar com a equipe de Guerra Civil, com Mark Ruffalo e Chris Hemsworth junto.
- Eu combinei com os caras de comer alguma coisa, tomar uma bebida. – Coloquei a mão na testa.
- Ah, meu Deus! – Suspirei. – Primeiro de tudo, oi, gente!
- Oi, ! – Eles falaram em coro.
- O pessoal tá limpando a sala de ensaios, vocês podem ficar lá fora? Lá nas mesas grandes do quintal, perto do playground?
- As crianças estão lá? – perguntou.
- Ainda não, elas chegam da escola a uma da tarde, aproveita. – Ele riu fraco e me deu um beijo na testa.
- Vamos, galera! – falou e eles o seguiram.
- Eu vou pegar os cardápios de pizza e já levo para vocês. – Falei.
- Ah, que amor de pessoa! – Mackie falou e eu ri fraco, balançando a cabeça.
- Então, onde estávamos? – Perguntei para Brandon, que estava sentado em um dos sofás.
- Eu consegui marcar o lançamento do CD para o dia dois de julho. – Assenti com a cabeça.
- Perfeito! A gente tem tempo de sobra para isso. – Ele assentiu com a cabeça.
- Você quer fazer algo de especial? – Ele perguntou.
- Não, palco convencional, aberto nas laterais, o de sempre, só que faça um palco grande, por favor. – Ele riu fraco.
- Não se preocupe! – Ele disse. – Temos que enviar o convite para a imprensa. – Assenti com a cabeça.
- Eu vou falar com Malcon para elaborar o convite, apesar que só vai ficar pronto mesmo quando fizer a sessão de fotos para o álbum, e vou pegar com a a lista de convidados. – Falei, olhando para minha xará na recepção, que olhava algo distante e de repente ela se abaixou, ficando escondida atrás da bancada, e eu franzi a testa. – Ué...?
- Stone! – Virei o rosto para porta.
- Liam? – Entreguei as coisas para Brandon, andando em direção ao Hemsworth mais novo. – Finalmente veio me visitar?
- Vim atrás do meu irmão, na verdade. – Ele falou e eu ri, abraçando-o fortemente. – Mas é, não sabia que tinha um espaço gigante desse aqui em Malibu.
- Somos vizinhos, Liam, você mora há dois quarteirões daqui. – Falei e ele riu.
- É que eu raramente saio daqui e quando saio vou por dentro. – Revirei os olhos.
- Bem, seu irmão está lá fora com , eu vou lá, você espera um pouco? – Perguntei e ele assentiu com a cabeça.
- Claro! – Ele disse.
- Quer uma água? Alguma coisa? – Ele negou com a cabeça e eu andei em direção à minha xará que ainda estava abaixada. – Planeta Terra chamando! – Falei, apoiando na bancada e minha xará ergueu os olhos.
- Oi, precisa de alguma coisa? – Ela falou baixo e eu ri fraco.
- Preciso que você se levante daí! – Falei e ela riu. – O que está acontecendo?
- É o Liam Hemsworth! – Ela falou baixo. – Eu tenho um tombo enorme por ele. – Ri fraco, balançando a cabeça.
- Então essa é sua chance. Ele não vem muito aqui, sabia? – Ela suspirou, se levantando.
- Ele é o Liam, , e eu sou só eu...
- Você é linda! – Falei. – E ele estava solteiro da última vez que eu conferi. – Dei de ombros.
- Ah, . – Ela disse e eu ri, abrindo uma das gavetas da recepção, pegando alguns cardápios de delivery.
- Leva para o lá fora? – Perguntei e ela confirmou com a cabeça. - Liam? – Ele se virou. – aqui vai te levar até seu irmão, fique aí, a gente consegue transformar tudo em festa. – Falei e vi os olhos da minha assistente se arregalarem.
- também? – Ele se aproximou de nós, sorrindo para ambas.
- Sim! – Minha portuguesa falou sorrindo.
- Ela é portuguesa. – Sorri, empurrando-a levemente em direção à Liam.
- É um prazer te conhecer. – Ele falou, beijando-a na bochecha e eu respirei fundo, rindo fraco, notando minha xará congelar.
- Eles estão lá perto das casas, leve Liam lá, pode ser? – Pedi para minha xará que assentiu com a cabeça.
- Claro! – Ela falou.
- Depois eu vou lá. – Falei sorrindo, vendo-os se retirarem lado a lado.
- Então, há quanto tempo você trabalha aqui? – Liam perguntou, se afastando com minha xará.
- E o cupido ataca de novo? – Jack perguntou, aparecendo ao meu lado e eu ri.
- Não custa nada! – Dei de ombros e ele riu fraco.
- Vai ter pizza, então? – Ele perguntou.
- Talvez, o está com uma penca de atores da Marvel, podemos fazer uma festa. – Dei de ombros.
- Quer ir ao mercado? – Ele perguntou.
- Claro, só vou ligar para vendo se ele quer que traga as cervejas.
- Por que você não vai lá? – Jack perguntou.
- Porque eu estou com preguiça e pegar o carro para ir daqui até lá é a comprovação disso. – Ele riu e eu disquei o número rapidamente.

- Você ainda lembra como funciona, ? – Brandon perguntou e eu ri ironicamente no microfone.
- Isso não é algo que você esquece. – Falei e ele riu.
- Espero que não! – Ele disse e eu revirei os olhos.
- Eu quero saber como funciona. – Ouvi a voz de abafada do lado de fora e eu ri fraco.
- Acredite, é mais prático do que parece. – Falei.
- Antigamente era mais chato porque tinha toda a gravação separada, tirar o fundo externo das músicas e por aí vai, agora é mais simples. – Brandon falou e eu afirmei com a cabeça. – Vamos lá, ? – Ele perguntou.
- Quando quiser! – Disse e ele apertou o play, e eu ouvi o ritmo da música pronto começar. - I felt picture perfect, on and off a shelf to a broken frame of mind. A broken frame of mind. – Comecei devagar, colocando a mão no fone de ouvido. - It comes back and haunts me, a bullet undercover, it fooled me every time, it fooled me every time. – Respirei rapidamente. - But even if I lose it all, I've got so much left to give, I won't give up, no, no.– Balancei a cabeça. - My heart's on the front-line, I'm not afraid. – Forcei a voz. - I will love you, like I've never been hurt. – Forcei as mãos, abrindo e fechando-as fortemente. - Run through fire for you, like I've never been burned. I'm gonna risk it all like I've never lost, gonna give it all I've got. I will love you, I will love like I've never been hurt... – Forcei a voz. - Never been hurt. – Respirei fundo, abrindo um sorriso. - You set fire to ashes, you fought through the darkness and brought me back to life, you brought me back to life. – Acalmei a voz, balançando a cabeça. - So even if I lose it all, I've got so much left to give, I won't give up, no, no. – Balancei a cabeça. - My heart's on the front-line, I'm not afraid. – Respirei fundo. - I will love you, like I've never been hurt. Run through fire for you, like I've never been burned. – Ergui minhas mãos, balançando a cabeça. - I'm gonna risk it all like I've never lost, gonna give it all I've got. I will love you, I will love like I've never been hurt... – Fechei os olhos, abanando a cabeça. - Never been hurt. – Suspirei. - I will love you and forever, I will love you like I never. – Bati os pés no chão. - Like I never heard goodbye, like I never heard a lie, like I'm falling into love for the first time. Yeah. – Suspirei, balancei a cabeça, segurando o púlpito com as letras. - I will love you, like I've never been hurt. Run through fire for you, like I've never been burned. I'm gonna risk it all like I've never lost, gonna give it all I've got. I will love you, I will love like I've never been hurt... Never been hurt. – Coloquei a mão no peito, respirando fundo, e ouvi o fone ficar em silêncio.
- Bom, , a gente só vai ter que refazer algumas partes que a respiração ficou meio falha. – Brandon falou.
- Beleza. – Falei, abrindo a porta da cabine. – Deixa eu só respirar um pouco.
- É isso? – perguntou e eu passei por ele.
- Mais ou menos, depois tem que conferir áudio, regravar as partes que ficaram falhas, conferir, mas no geral é isso. – Dei de ombros. – Algumas músicas a gente até grava áudio e voz junto. – Falei e ele riu fraco.
- Queria que gravar um filme fosse assim também. – Ri fraco.
- Bem, ser seu próprio chefe é uma coisa boa. – Sorri e ele balançou a cabeça.

- E aí, me chamaram? – Perguntei, fechando a porta da sala de ensaios, encontrando Mike e lá dentro.
- Mike chamou na verdade. – disse e eu ri fraco.
- Ah, , para de graça. – Ele falou.
- O que você está fazendo no piano? – Perguntei a .
- Eu emprestei para ele. – Mike falou e eu ergui as mãos.
- Só perguntei, não estou brigando. – Falei e eles riram, e eu me apoiei no piano de caldo.
- Eu estava escrevendo uma música e entrou de coautor. – Mike falou e ficou com vergonha.
- Sério? – Falei animada.
- É... Mais ou menos. – falou e eu ri fraco. – A gente vive no meio de músicos, acaba achando que é também. – Ri fraco.
- É sobre o quê? – Perguntei.
- Sobre você. – falou.
- E sobre todas as mulheres que amamos. – Mike confirmou e eu ri fraco. – Quero saber se dá para colocar no álbum. – Ele disse e eu suspirei, me sentando na calda do piano, cruzando as pernas.
- Toca para mim! – Falei para que abaixou a cabeça rindo.
Eu sabia que tocava alguns instrumentos, eu só não sabia que ele tocava bem. Ele colocou os dedos para dedilhar as notas brancas e pretas, fazendo com que um som suave e firme ecoasse pela sala, me fazendo abrir um pequeno sorriso, vendo seus olhos desviarem das notas para as partituras.
- She keeps the secrets in her eyes, she wraps the truth inside her lies. – Mike começou a cantar sem microfone. - Just when I can't take what she's done to me, she comes to me, and leads me back to paradise. – Abri um pequeno sorriso, desviando o olhar entre ele e .
- She's so hard to hold, but I can't let go. – Ouvi a voz de baixa, me fazendo rir fraco, colocando as mãos na boca, surpresa. - I'm a house of cards in a hurricane, a reckless ride in the pouring rain. She cuts me and the pain is all I wanna feel. – Ri fraco, suspirando, sentindo meus olhos se encherem de lágrimas. - She danced away just like a child, she drives me crazy, drives me wild.
- But I'm helpless when she smiles, oh, when she smiles, she smiles. – Mike finalizou, me fazendo respirar fundo, passando as mãos nos olhos. - Maybe I'd fight it if I could, it hurts so bad, but feels so good. She opens up just like a rose to me, when she's close to me. sorriu para mim e eu balancei a cabeça, rindo fraco. - Anything she asked me to, I would.
- It's out of control, but I can't let it go. – A voz de se juntou a de Mike, fazendo meu corpo arrepiar. - I'm a house of cards in a hurricane, a reckless ride in the pouring rain. She cuts me and the pain is all I wanna feel. – Engoli em seco, sentindo meus olhos embaçarem. -She danced away just like a child, she drives me crazy, drives me wild.
- But I'm helpless when she smiles, oh, when she smiles... – Mike começou a tocar o violão em suas mãos, me fazendo rir fraco.
- When she looks at me, I get so weak. – Eles cantaram juntos, me fazendo movimentar a boca junto.
- I'm a house of cards in a hurricane, a reckless ride in the pouring rain. She cuts me and the pain is all I wanna feel. She danced away just like a child, she drives me crazy, drives me wild. – Passei a mão nos braços, supirando. - But I'm helpless when she smiles, oh, when she smiles, when she smiles, when she smiles... finalizou, me fazendo rir fraco.
- Bem-vindo à família, ! – Falei rindo.
- Ele está com vergonha, mas ele canta! – Mike falou, me fazendo rir.
- Eu sei, em Qual é o seu Número é ele cantando. – Falei e ele riu fraco.
- A música está aprovada, coloca todos os garotos cantando, e quero participação do na gravação. – Saí de cima do piano. – Falo sério. – Virei para e ele riu fraco. – E coloca ele para cantar mais alto. – Ele riu fraco. – Até parece que tem vergonha! – Falei e eles riram. – Lindo, gente, mesmo. – Suspirei. – Mas eu também vou fazer um parêntese sobre a parte das mentiras, senhor . – Ele riu.
- Só dando o troco! – Ele brincou e eu revirei os olhos.

- Por que eu fui chamada? – Abri a porta da casa de Jack, entrando na mesma, vendo Gemma na sala e Jack na cozinha. – Qual é o drama aí?
- Gemma quer transferir a faculdade para o Brasil! – Jack falou e eu virei para Gemma que se levantava do sofá.
- Sério, querida? – Abri um sorriso. – Que bom!
- Para ficar perto do Matheus. – Ele completou e eu ri fraco.
- Ah, já sei onde está o problema. – Suspirei. – E você me chamou aqui para quê? – Virei para Jack. – Eu fui uma péssima guardiã até os 18 anos dela, ela já tem 21. – Falei e ele suspirou.
- Eu não quero que ela vá! É muito longe. – Ele disse e eu suspirei, coçando a cabeça.
- Mas ele veio para Los Angeles sozinho com 19 anos! – Ela respondeu de volta e eu respirei fundo.
- Ei! – Gritei. – Vamos parar! – Falei. – Gemma, onde você quer estudar? E por quê?
- Na faculdade do Matheus, eu quero sair daqui um pouco, e a gente é bem amigo...
- Amigos, sei! – Jack falou e eu joguei a cabeça para trás.
- E você vai morar aonde? – Perguntei.
- A mãe do Matheus disse que eu posso ficar com eles.
- Morando juntos ainda. – Jack revirou os olhos.
- Jack! – Gritei, virando para ele. – Para! – Gritei. – Gemma já é crescida, com a idade dela a gente já morava sozinhos faz tempo, já não éramos mais virgens e um ano depois eu já estava posando nua. – Falei, suspirando e Gemma riu. – Mentira, eu era virgem ainda. – Ri fraco, franzindo o rosto.
- Mas... – Ergui o dedo para ele.
- Você já conversou com Amélia?
- Ainda não, mas o Matheus...
- Ok, pare! – Falei, erguendo o dedo. – Eu sei que Amélia está morando em um casarão em São Paulo, ela pode te alugar um quarto, alugar! – Falei forte. – E eu vou ver se não vai atrapalhar. – Falei respirando mais fraco. – Jack, sobre o Matheus, esses dois só não estão juntos porque não ficaram próximos por muito tempo, Matheus é um garoto bom, eu ainda o considero meu irmão, a gente vive se falando, ele vive vindo nos visitar. Você o conhece. – Ele suspirou. – Não é melhor ficar com alguém que você conhece do que um estranho? – Falei e ele suspirou.
- É! – Ele disse baixo.
- Eu só quero saber sobre seu português, Gemma, como está?
- Eu fiz algumas eletivas na escola de português e faço na faculdade, não é perfeito, mas dá para eu entender as aulas.
- Confere isso, porque aqui você aprende direito dos Estados Unidos, lá seria do Brasil, não sei como funciona, mas é totalmente diferente. – Ela afirmou com a cabeça. – Pensa se vale a pena, você está há um ano de terminar seu curso aqui. – Ela suspirou. – Talvez um intercâmbio de uns dois meses seja melhor, ou finalizar aqui e fazer uma pós-graduação lá. Para você não perder esses quatro anos.
- Ok, eu vou pensar. – Ela falou. – Vou pesquisar sobre as equivalências na transferência. – Assenti com a cabeça.
- Perfeito! – Suspirei. – Agora vai, você tem aula, não tem? – Perguntei.
- Não! – Ela franziu a testa, rindo fraco.
- Então, finge que sim e dá licença para gente. – Falei e ela riu, saindo de casa. – Ela não vai ficar colada em você para sempre.
- Eu sei, eu só... – Ele balançou a cabeça. - A gente já passou tanto tempo longe. – Ele suspirou.
- Eu sei, e você se arrepende de ter ficado longe da sua mãe, mas é a vida, se a gente soubesse que isso fosse acontecer, a gente não faria. – Ele suspirou, coçando a cabeça. – Ela vai acabar não indo, ela teria que começar o curso tudo de novo, mas ela está apaixonada, faz tempo, por sinal! – Ele riu fraco. – Ela está empolgada, mas ela não é tonta, ela faz direito, pelo amor de Deus. – Ele gargalhou. – Vai tudo dar certo.
- Obrigado por ser uma mãe para ela. – Dei de ombros, revirando os olhos.
- Tento fazer meu melhor. – Ele riu fraco.

- Cara, apesar de tudo, a gente ainda tem música depressiva nesse álbum! – Falei rindo e o pessoal gargalhou junto.
- Nada é perfeito! – Mack respondeu e eu balancei a cabeça.
- Bem, pelo menos o ritmo é legal. – Falei, dando de ombros, ajeitando os papéis.
- Para você! – David reclamou.
- Ah, a gente vai demorar para fazer ao vivo dessa música e quando fizer, a gente pega mais gente para assoviar contigo. – Ele riu fraco.
- Vai, , só mais uma vez, aí a gente fecha por hoje. – Brandon disse e eu respirei fundo.
- Ok, quando quiser. – Respirei fundo, ajeitando o fone na cabeça, ouvindo Brandon soltar o ritmo e os assovios ecoarem em meus ouvidos, me fazendo franzir o rosto. – Whoa, whoa. Whoa, whoa. – Comecei a cantar devagar. - Whoa, whoa. Don't you ever try to love, You know nothing of me, what you thinking of? – Forcei minha voz. - Don't you ever try to heal, cut me deep inside and leave me on my knee. – Balancei o corpo no ritmo da música. - And don't you ever ask for trust, givin' you my all would always murderous. – Abri um sorriso, adorando a letra da música. - Don't you ever try to feel? Affection is a virtue you will not reveal. Because you did it, oh, you went and did it again. You won't admit it, oh, you think that love is a sin. – Cantei mais rápido, balançando a cabeça, abrindo um largo sorriso no rosto. - How argue you with it? Oh, how argue you with it? Why, oh why? Well like you ever heard a heart cry? Have you ever heard a heart cry? Oh, oh. Have you ever heard a heart... – Movimentei a cabeça. - Don't you ever ask for time, you will be accounted by a heartless crime. Don't you ever want for lust, passion is a game you play so dangerous. – Movimentei os ombros lateralmente. - And don't you ever take my hand, intentions don't make you a better man. Don't you ever take me home, love was just evicted and it's long gone. – Forcei a voz, movimentando a cabeça. - Because you did it, oh, you went and did it again. You won't admit it, oh, you think that love is a sin. How argue you with it? Oh, how argue you with it? Why, oh why? Well like you ever heard a heart cry? – Movimentei a cabeça, ouvindo os assovios novamente. - Have you ever heard a heart cry? Oh, oh. Have you ever heard a heart... – Suspirei, batendo os pés no chão. - Why is the love gone? Tell me why is the love gone? Maybe you need my heart to save. W-W-W-Why, why is the love gone? How did it all go wrong? – Deixei minha voz fluir. - Maybe you need my heart to save. Have you ever heard a heart cry, cry? – Movimentei a cabeça. - Have you ever heard a heart cry, cry? Have you ever heard a heart cry? Cry, cry, have you ever heard a heart cry, oh you ever? Have you ever heard a heart cry? – Finalizei a música.

Jessica me ajudou a descer do carro e eu já ouvi os gritos dos fãs, fazendo com que eu erguesse a mão e acenasse para eles, sorrindo. Ajeitei a calda do meu vestido e peguei minha bolsa de mão, passando pelo arco em formato de estrela da première do ano.
Andei beirando a cerca, parando para tirar fotos com alguns fãs, autografando pôsteres de Capitão América e acenando para os fãs.
Parei entre o tapete azul e o vermelho e deixei que os flashes me cegarem, fazendo com que eu abrisse largos sorrisos, me virasse de um lado para o outro, mostrando a fenda do vestido na perna, ou mostrando o decote gigante nas costas e fazendo caras e bocas.
Minha banda se juntou, tirando algumas fotos e logo dispersamos novamente, entrando no tapete vermelho coberto por um teto de vidro. Os fãs reduziram drasticamente, mas estava muito movimentado, fazendo com que eu juntasse a calda do vestido, desviando de algumas pessoas e cumprimentando outras.
Ironicamente, a première estava meio vazia de astros, eu havia encontrado Emily VanCamp, Sebastian Stan, Paul Rudd, Paul Bettany, Daniel Bruhl, e ainda não tinha achado meu namorado. Mack e Mike estavam achando aquilo um arraso, era tudo mágico para eles.
Avistei meu namorado com Robert Downey Jr e Anthony Mackie fazendo zona no tapete vermelho, rindo alto e fazendo gracinhas, me fazendo revirar os olhos. havia saído cedo de casa, ele tinha participado de diversos programas, e eu vim só na hora da première. Andei em direção a eles, entrando em frente a foto, ouvindo-os gritar e eu virei o corpo, rindo.
- Chega de brincadeiras, né?! – Falei e eles riram.
- Caralho! – Mackie falou e eu ri fraco.
- Você está incrível! – se aproximou de mim e eu passei o braço pelos seus ombros, abraçando-o fortemente.
- Parabéns! – Falei rindo e ele sorriu.
- Você está um arraso! – Robert falou e eu ri fraco, estalando um beijo em sua bochecha.
- Obrigada! – Sorri. – Oi, Mackie.
- Oi, dona! – Ele disse e eu ri, estalando um beijo em sua bochecha.
- Licença, senhores, eu vou tirar fotos com a minha gata agora. – falou, passando a mão em minha cintura e eu ri fraco, apoiando meu braço em seus ombros.
- Eu devo estar muito gata para você me chamar assim. – Falei e ele riu.
- Eu estou abismado. – Ele falou e eu ri, estalando um beijo em sua bochecha, olhando para os fotógrafos.
- Eu só estou me sentindo um pouco exposta, para falar a verdade, mas é bom se sentir poderosa. – Cochichei, sorrindo novamente e ele riu fraco.
- Bem, você pode! – Ele falou e eu ri fraco, sorrindo.
- É, mas hoje é seu dia! – Falei e ele sorriu, estalando um beijo em minha bochecha e eu virei o rosto para ele, sorrindo, e ele colou os lábios nos meus rapidamente, fazendo o pessoal em volta gritar e eu ri fraco. – Os anos passam e as coisas não mudam.
- Nem um pouco! – Ele disse e eu ri, me afastando dele.
- A gente se encontra daqui a pouco, pode ser? – Falei e ele assentiu com a cabeça.
- Pode sim! – Ele disse e eu acenei para ele, me afastando um pouco.
- Nesse meio tempo você pode ficar com o melhor amigo que você abandonou. – falou quando eu me aproximei dele e de Lisa e eu ri.
- Ah que dramático! – Ri fraco, abraçando-o. – Estive contigo no ano novo.
- Sim, mas não é a mesma coisa! – Ele disse.
- Somos família, , agora tudo é diferente! – Ele riu fraco, e eu balancei a cabeça.
- Pelo menos vocês estão juntos e assumidos para quem quiser ver. – Assenti com a cabeça, suspirando.
- Melhor impossível. – Sorri.

- Ei, moça! – Ergui a cabeça, vendo Louis entrar pela porta.
- Ei! – Sorri, me sentando na cama.
- O que está fazendo aqui? Por que não está em casa? – Suspirei.
- Ah, toda hora alguém precisa de mim, mais fácil eu ficar aqui. – Dei de ombros. – A gente fez esses quartos para isso e mal é usado. – Ele riu fraco.
- Isso é verdade. – Ele entrou e se sentou na beirada da cama e suspirei. – E , onde está? – Ele perguntou e eu suspirei.
- Londres, eu acho. – Conferi o relógio. – Pelo menos ele ia para lá depois de Cingapura.
- Você não quis ir?
- Ah, não dá para eu ficar igual uma sombra atrás dele, temos nosso trabalhos, além do mais, preciso parar de viajar o mundo inteiro. – Ele riu fraco, dando de ombros.
- Nem fala! – Ele riu fraco.
- Então, você está precisando de mim? – Perguntei.
- Eu estava falando com Dave e Mike e a gente estava pensando em fazer um clipe de Show’em What You’re Made Of. – Ele falou. – É uma música bem motivacional, apesar de a gente ter feito para você, principalmente, e para as crianças, acho que podemos usar em outras circunstâncias. – Ele disse. – A gente pode gravar algo bem legal, fundo preto, roupa convencional... – Ele deu de ombros. – Algo que as pessoas possam se identificar. – Ele falou e eu afirmei com a cabeça.
- Acho legal a ideia. – Suspirei. – Assim a gente já lança alguma coisa, e já mostra que não estamos parados. – Ele confirmou.
- É, acho que isso é importante também. – Ele falou.
- Como estão as crianças? Parece que estou aqui há tanto tempo. – Ele riu fraco.
- Bem, você sabe, soltas por aí, só Linda e Andrew que estão no colo ainda. – Ri fraco.
- Linda já tem três anos, Louis, precisa soltar também. – Ele riu fraco.
- Afinal, ainda são duas da tarde, viu?!
- Ainda? – Deitei de novo. – Vou voltar a dormir então.
- ! – Ouvi o som ecoar pelos alto-falantes.
- Ou não! – Louis disse e eu suspirei.
- Vamos lá, vai! – Falei e ele riu.

- Vamos você, ? – Malcon perguntou e eu assenti com a cabeça, me levantando e me colocando no meio do estúdio preto, onde, na verdade, era a sala de ensaios ainda. – Só cante, ok?! Ignore todo o externo. Cante só as partes suas. – Confirmei com a cabeça, respirando fundo. – Deixe o som te levar. – Assenti com a cabeça, me colocando no meio do caminho, respirando fundo. – Ação! – Ele gritou. – Playback!
- I've seen it all a thousand times, falling down I'm still alive. Am I? Am I? – Comecei devagar, movimentando meu corpo devagar. - So hard to breathe when the water's high, no need to swim, I'll learn to fly. So high, so high. – Ergui as mãos, com um sorriso no rosto. - You find the truth in a child's eyes, when the only limit is the sky, living proof I see myself in you. – Balancei a cabeça, suspirando.
- When walls start to close in, and your heart is frozen over. – Cantei junto com a música. - Just show 'em what you're made of. When sunlight is fading, the world will be waiting for you. Just show 'em what you're made of. – Forcei minhas mãos, fechando-as em punhos, me fazendo suspirar.
- Gloves are off ready to fight, like a lion I will survive. Will I? Will I? – A voz de Mike ecoou pelos alto-falantes. - You gotta stand for something, even if you stand alone. Don't be afraid, it's gonna be alright. – Abri um pequeno sorriso.
- You find the truth in a child's eyes, when the only limit is the sky, living proof, I see myself in you. – Fechei os olhos, suspirando, forçando o fim.
- When walls start to close in, and your heart is frozen over. Just show 'em what you're made of.– Balancei a cabeça, me movimentando pelo grande espaço. - When sunlight is fading, the world will be waiting for you. Just show 'em what you're made of. Just show 'em what you're made of, just show 'em what you're made of. – Balancei a cabeça e as mãos, me movimentando pelo espaço, sorrindo, franzindo a testa quando minha banda começou a invadir o espaço.
- You find the truth in a child's eyes, when the only limit is the sky, living proof, I see myself in you... Oh. – Jack passou o braço em meus ombros, se apoiando em mim e cantando sua parte, apontando para mim, assim como todos os outros, fazendo meus olhos se encherem de lágrimas.
- When walls start to close in, and your heart is frozen over. Just show 'em what you're made of...
- You can show’em what you’re made of!
– Cantei mais alto, sentindo todo mundo me abraçar, colocando a mão no peito.
- When sunlight is fading, the world will be waiting for you, for you, for you. Just show 'em what you're made of. – Senti as lágrimas caírem de meus olhos sem medo, me fazendo respirar fundo.
- You can show 'em what you're made of!
- Just show 'em what you're made of. – Cantamos juntos, fazendo as vozes juntas. - Just show 'em what you're made of...
- Corta! – Malcon falou e eu passei a mão em meus olhos.
- O quê? – Foi o que eu consegui falar e eles riram comigo, alguns secando os olhos também.
- Isso é para você, só para você! – Mike falou. – Se você veio e mostrou do que você é capaz, todos devem também. – Ele suspirou e eu o abracei forte, sentindo os outros cinco nos abraçarem, me fazendo rir fraco.

- Precisa de ajuda? – Jessica entrou na sala de ensaios e eu ri. – O que é tudo isso? – Ela perguntou.
- Encomendas da Orbe. – Balancei a cabeça.
- Alguns pedidos vieram misturados, estamos tentando separar tudo. – Emily falou.
- Só vocês duas? – Ela perguntou.
- Minha xará, Gemma e Melanie vão ajudar quando chegar da faculdade e escola, respectivamente. – Falei jogando mais uma caixa vazia para trás, e esfregando uma mão na outra.
- Posso só falar contigo rapidinho, ? – Jessica perguntou e eu franzi a testa, me levantando.
- Claro, o que houve? – Andei em sua direção, nos afastando de Emily.
- Seu pai está aqui, certo? – Ela perguntou.
- Está, tanto que vocês estavam conversando quando eu cheguei. – Ela riu fraco, balançando a cabeça.
- Você entendeu. – Ri fraco. – Eu digo morar aqui.
- Ele está pensando. – Dei de ombros. - Por quê?
- Ele me chamou para sair!
- O quê? – Gritei, e ela colocou a mão na minha boca logo em seguida, me fazendo rir. - Sério? – Falei animada.
- Sério! Eu queria saber se você se importa se eu disser sim.
- Eu vou me importar se você negar. – Dei pulos animada. – Ai, meu Deus, você e meu pai! – Gargalhei, colocando a mão na boca. – Oh, meu Deus! – A abracei fortemente.
- Você pensava na gente juntos? – Dei de ombros.
- Bem, eu nunca neguei essa possibilidade, mas aí ele conheceu Amélia, casou e tudo mais, depois teve aqueles anos distante. – Ela riu fraco, balançando a cabeça.
- Ele é mais novo...
- Ah, Jessica, dois anos. – Revirei os olhos. – Eu sou cinco do . – Ela riu fraco.
- Ele parece tão jovem. – Dei de ombros.
- Ele pinta o cabelo! – Ela riu fraco. – Aceita, Jessica! – Segurei suas mãos. – Você já sofreu tanto com um marido idiota, depois confiou que ele havia mudado e não mudou nada, e se deixou enganar novamente, e eu estou junto nessa. – Ela riu fraco. – Aceita, meu pai não é perfeito, mas vocês ainda estão vivos, certo? – Ela abriu um sorriso, afirmando com a cabeça. – Agora vá, não o deixe esperando! – Falei e ela me abraçou fortemente, me fazendo abrir um largo sorriso e ela se afastou, saindo pela porta novamente, me fazendo rir.
- O que está acontecendo? – Emily perguntou quando eu me sentei ao seu lado novamente.
- Meu pai chamou Jessica para sair. – Falei com um largo sorriso no rosto.
- Sério? – Ela perguntou e eu ri.
- Sério! – Sorri. – No fim das contas, parece que eu vou ter o sobrenome Stone. – Ela riu fraco, balançando a cabeça.

- Silêncio, galera! – Jessica falou, fazendo com que as esposas, namorados, filhos, primos, sobrinhos e cachorros ficassem quietos. – Vamos com DNA? – Ela perguntou.
- Vamos! – Falei. – Você nos acompanha, Melanie! – Falei e ela confirmou com a cabeça. – Quero só dizer, senhor . – Ele ergueu o rosto, enquanto acariciava Dodger. – Que essa música eu escrevi para você no voo de volta para o Brasil, porque você não deve dizer a uma pessoa que a ama, quando ela está com milhares de dúvidas na cabeça. – Falei e o pessoal riu.
- Eu disse! – falou e eu ri fraco.
- Eu não queria que você fosse embora, oras! – Ele falou e eu ri fraco.
- Só digo que quando a começou, ela mal sabia escrever uma música, mas agora com o , as coisas fluem. – Ri fraco, piscando para Emily.
- Vamos lá, Mel? – Perguntei e ela assentiu com a cabeça, segurando o microfone ao lado de Jack. – Quando quiser, David.
- É para já! – Ele disse, colocando a mixagem para tocar, me fazendo abrir um sorriso e pegar o microfone na mão, me colocando mais para frente, próximo do pessoal que nos observava ensaiar.
- Does he tell you he loves you, when you least expect it? – Forcei a voz, sentindo minha garganta tremer. - Does he flutter your heart, when he kisses your neck? – Ergui a mão, forçando a voz novamente. - No scientist or biology, it's obvious, when he's holding me. It's only natural that I'm so affected. – Balancei a cabeça, respirando fundo, aliviando a voz. - Oh, and my heart won't beat again, if I can't feel him in my veins, no need to question, I already know. – Cantei alto, ouvindo todo mundo entrar.
- It's in his dna, d-d-d-dna, it's in his dna. And he just takes my breath away, b-b-b-breath away, I feel it every day. – Movimentei o corpo, deixando que toda a força se concentrasse em minhas mãos. - And that's what makes a man, not hard to understand. Perfect in every way, I see it in his face, nothing more to say, it's in his d-d-d-d-dna. – Ergui as mãos para Melanie, indicando para ela cantar mais alto.
- It's the blue in his eyes, that helps me see the future. Fingerprints that leave me covered for days, yeah, hey, yeah.
- Now I don't have any first degree, but I know what he does to me. – Jack, Emily e Melanie cantaram comigo.
- No need to work it out, it's so familiar, oh... Vai Mel.
- And my heart won't beat again, if I can't feel him in my veins, no need to question, I already know. – Abri um sorriso quando sua voz grossa ecoou pelos alto-falantes e eu pisquei para ela, ouvindo nossas famílias gritarem.
- It's in his dna, d-d-d-dna, it's in his dna. And he just takes my breath away, b-b-b-breath away, I feel it every day. – Forcei a mão no microfone, sentindo meu queixo tremer. -And that's what makes a man, not hard to understand. Perfect in every way, I see it in his face, nothing more to say, it's in his d-d-d-d-dna. – Movimentei o corpo, apontando para Jack, Emily e Melanie.
- It's all about his kiss, contaminates my lips. Our energy connects, it's simple genetics. I'm the X to his Y, It's the colour of his eyes. – Abaixei o microfone, movimentando as mãos. - He can do no wrong, no he don't need to try. Made from the best, he passes all the tests, got my heart beating fast, it's cardiac arrest. – Melanie acompanhava a letra no papel, mas sua voz fluía bem. - He's from a different strain, that science can't explain, I guess that's how he's made, in his d-d-na. Oh, oh, oh, oh, oh...!
- Oh! – Cantei alto. – Oh, oh!
- It's in his dna, d-d-d-dna, it's in his dna.
- And he just takes my breath away, b-b-b-breath away, I feel it every day. – Voltei a cantar com eles, movimentando o corpo. - And that's what makes a man, not hard to understand. – Virei o rosto para , piscando para ele. - Perfect in every way, I see it in his face, nothing more to say, it's in his d-d-d-d-dna. – Soltei uma pequena risada, ouvindo o povo gritar, me fazendo rir.



Capítulo 29

- Finalmente, hein?! – falou quando eu abri a porta do banheiro.
- O quê? – Perguntei e ele riu.
- Você chegou! – Ele disse e eu revirei os olhos.
- Cheguei antes que você. – Falei, esfregando a toalha no cabelo molhado.
- Eu estava na academia, depois na casa de Mack e agora aqui. – Balancei a cabeça, vendo seus tênis de corrida jogados pelo chão.
- Não vai tomar banho? – Voltei para o banheiro, pendurando a toalha e pegando o pente.
- Tomei lá na academia, estou cheirosinho, pode conferir! – Ri fraco, penteando o cabelo e peguei minha camisola atrás da porta, vestindo-a rapidamente.
- Não precisa! – Ele riu fraco e bateu a mão na cama, me fazendo rir e eu subi na mesma, me arrastando para perto dele e ele me abraçou de lado, beijando minha testa. – Como foi seu dia? – Perguntei, segurando sua mão em meu ombro.
- Entediante. – Ele disse, rindo em seguida. – Eu saí pela manhã, almocei com o pessoal da Marvel, depois voltei para cá, fiquei na academia, os meninos se reuniram... – Ri fraco. – E você?
- Amor, foram três sessões de fotos com tempo de eu ir de um lado da cidade para o outro. Tinha laquê até no... – Ele gargalhou.
- Eu entendi! – Ele falou, passando a mão em minha perna e eu ri fraco, encostando a cabeça em seu ombro.
- Eu acho que vou dormir daqui a pouco, estou com tanta dor...
- Ainda? – Ele perguntou.
- Ainda, , ainda! – Suspirei. – Nunca pensei que o pilates ia me matar tanto. – Ele riu fraco.
- Para você ver! – Ele disse rindo, entrelaçando nossos dedos. – Eu estava pensando...
- O quê? – Perguntei e ele colocou a mão livre sob a minha, soltando um suspiro alto. – O que foi?
- Estamos junto há quase dois anos...
- Uhum! – Confirmei.
- Morando juntos há uns quatro meses, eu finalmente vendi a casa...
- Onde você está querendo chegar? – Abracei seu braço, soltando um suspiro. – Fazendo uma revisão da nossa vida? – Ele riu fraco.
- Bem, eu preferi deixar de lado os primeiros anos. – Ri fraco.
- Ah, nem vem, foram muito bons... – Ele riu fraco.
- Sim, isso é verdade! – Ele confirmou com a cabeça, me fazendo rir.
- Mas eu estava pensando, falando com o pessoal, e a gente vive falando que não quer casar, ter filhos, etc...
- Não vamos falar disso, amor, não precisa. Já conversamos isso. Estamos na mesma conexão. – Ele confirmou com a cabeça.
- Talvez não, ... – Virei o rosto para ele, franzindo a testa e ele tirou a mão no bolso, jogando algo em meu colo.
A caixa era branca, quadradinha, com um pano quase brilhante. Desencostei as costas da cama, olhando de para a caixa e da caixa para . Eu fiquei com receio de abrir, mas a curiosidade tomou conta de mim e eu a abri, prendendo a respiração fortemente, levando uma mão à boca. O anel era a coisa mais linda que eu já havia visto na minha vida, e eu já havia visto várias coisas lindas. Ele tinha uma pedra roxa no meio, algumas rosas em volta e alguns diamantes, presos em um anel de ouro rosado, e eu só consegui suspirar.
- Talvez seja hora da gente saber o que muda quando duas pessoas se casam. – Ele falou e se ajoelhou na cama, se colocando em minha frente, pegando a caixinha da minha mão e eu me coloquei em sua frente, me ajoelhando. – Essa pedra é a tanzanita, as roxas e lilás são raras, e foi por isso que eu escolhi ela, diferente do diamante comum. – Ele a tirou do suporte e colocando a caixinha na cama. – Porque você é extraordinária, . Você é a pessoa mais fantástica que eu conheci na minha vida. – Abri um pequeno sorriso, rindo fraco, sentindo meus olhos lacrimejarem. - Eu poderia marcar isso em um dos restaurantes mais caros de Los Angeles e do mundo, usar um terno maravilhoso, provavelmente escolhido por você, sapatos Oxford bem lustrados, te levar numa limusine... – Ri fraco. – Mas eu sei que esse é o lugar que você mais gosta na vida. – Engoli em seco, assentindo na cabeça. – Aqui é seu lar, de cabelo molhado, camisola, maquiagem mal tirada. – Ri fraco, passando a mão embaixo do rosto. – É brincadeira. – Dei um leve tapa em seus braços. – Eu te amo, . – Ele frisou meu sobrenome. – Eu amo você em cima do palco, eu amo você gargalhando em rede internacional, eu amo você ensaiando descalça, segurando seus sobrinhos no colo, reclamando das aulas de natação, tropeçando na entrada de casa, abraçando sua banda, como você ama qualquer pessoa, como você trata seus fãs... – Ele balançou a cabeça. – Eu tenho inveja de você, sabia? – Ri fraco, passando as mãos embaixo dos olhos. – Mas eu sei que eu não preciso, porque você está sempre comigo. – Ele falou e eu suspirei.
- Por favor, pergunte. – Ele riu fraco, esticando o anel em minha direção.
- ou Stone, você me daria à honra em se tornar minha esposa? – Minha voz não saiu, eu só consegui confirmar com a cabeça e erguer minha mão, que estava trêmula. – Sim? – Ele perguntou.
- Sim... – Minha voz saiu falha. – Sim! – Confirmei e ele colocou o anel em meu dedo, sentindo-o segurar minhas mãos.
- Eu vou fazer você a mulher mais feliz do mundo. – Ele disse e eu afirmei com a cabeça, passando meus braços pelos seus ombros.
- Você já faz! – Suspirei em seus ombros e ele segurou meu rosto, colando os lábios nos meus, apertando meu corpo, derrubando meu corpo para trás. – Ah! – Gritei, caindo para trás. – Ai! – Reclamei, colocando a mão na lateral do corpo, gargalhando em seguida.
- Você está bem? – Ele perguntou, se ajeitando em cima de mim, com os braços esticados.
- Eu estou muito bem. – Ergui as mãos para seu rosto. – Eu estou muito bem, para sempre. – Ele sorriu e eu acariciei seu rosto, suspirando. – Eu te amo.
- Eu te amo! – Ele repetiu e se jogou ao meu lado, me abraçando e me fazendo suspirar.

- Eu não acredito que fiquei sabendo do seu noivado pelo Instagram! – Me assustei com o grito que Mack deu e, em seguida, a porta do estúdio se bateu contra a parede e eu arregalei os olhos.
- conversou contigo pela manhã...
- E ela gritou pelas janelas do quarto momentos depois. – Emily falou e eu ri fraco, confirmando com a cabeça. – “Estou noiva”.
- Exatamente! – Ri fraco, balançando a cabeça.
- Alguns fãs que estavam visitando o complexo ficaram sabendo até antes que a gente. – Mike falou e eu ri.
- Eu queria ter visto. – Ele falou e eu estendi a mão para ele. – Eu já vi o anel, tá?! – Ele falou rindo, me puxando para um abraço. – Parabéns, ! Agora vai, hein?! – O pessoal gargalhou.
- Agora vai, Mack! Sem surpresas ruins antes da hora, ok?! – Falei e ele riu.
- Não, esse daí não tem segredos de você. – Ele sorriu e eu assenti com a cabeça.
- Vamos gravar, gente? – Jessica entrou no estúdio. – Já falamos da e do lindo anel dela com uma joia rara e tudo mais, agora vamos voltar aos trabalhos? – Ri fraco.
- Olha lá que ela não deixa você sair com o pai dela. – Louis falou e eu gargalhei.
- Ela não se atreveria. – Meu pai falou, entrando logo atrás de Jessica, me fazendo rir.
- Senhor Olavo, o senhor por aqui? – Louis perguntou e eu ri, balançando a cabeça.
- Ele vai ficar por aqui um pouco. – Pisquei para meu pai que riu fraco, se sentando em uma cadeira no fundo.
- Vamos, , Mack, Mike, todo mundo para as cabines, vamos gravar isso logo. – Brandon falou e eu tirei meu casaco, jogando-o no sofá do pequeno espaço e entrei na cabine e coloquei o fone, enquanto o resto do pessoal se dirigia para as outras seis. – Começando por todos, depois cada um na sua parte, todos no refrão. – Assenti com a cabeça. – Mike, quando quiser. – Respirei fundo, ouvindo o rifle da guitarra de Mike me ensurdecer um pouco.
- Hey! Hey! Hey! – Começamos todos juntos, me fazendo movimentar a cabeça. - Hey! Hey! Hey!
- Simmer down, simmer down, they say we're too young now, to amount to anything else. – Mack começou, com a voz um pouco abafada pelo microfone. - But look around, we work too damn hard for this just to give it up now. If you don't swim, you'll drown, but don't move, honey.
- She looks so perfect standing there, in my American Apparel underwear, and I know now, that I'm so down. – Mike, Louis, David e Jack entraram com Mack, me fazendo abrir um largo sorriso. - Your lipstick stain is a work of art, I've got your name tattooed in an arrow heart, and I know now, that I'm so down. – Movimentei a cabeça, sentindo os cabelos baterem no rosto.
- Hey! Hey! Hey! – Cantei com eles, com um largo sorriso no rosto.
- Let's get out, let's get out, cuz It's deadbeat town's only here just to keep us down, while I was out, I found myself alone just thinking. – Mike cantou sua parte sozinho.
- If I showed up with a plane ticket, and a shiny diamond ring with your name on it, would you wanna run away too? – Jack cantou com sua voz mais fina, me fazendo sorrir. - Cuz' all I really want is you.
- She looks so perfect standing there, in my American Apparel underwear, and I know now, that I'm so down. – Os meninos começaram de novo, me fazendo rir. - I made a mixtape straight out of '94, I've got your ripped skinny jeans lying on the floor, and I know now, that I'm so down. – Ri fraco. - Hey! Hey! Hey! – O ritmo ficou desacelerado, me aproximando do microfone.
- I look so perfect standing there, in your American Apparel underwear, and you know now, that you're so down. – Abri um pequeno sorriso. - My lipstick stain is a work of art, you got my name tattooed in an arrow heart, and you know now, that you're so down. – Afastei do microfone, ouvindo os rifles de Mike.
- Hey! Hey! Hey! – Continuei com eles. - She looks so perfect standing there, In my American Apparel underwear, and I know now, that I'm so down. Your lipstick stain is a work of art, I've got your name tattooed in an arrow heart, and I know now, that I'm so down. –A música terminou e eu me coloquei a rir.
- Ah lá! – Ouvi a voz de Brandon no fone.
- Desculpa, mas eles vivem escrevendo músicas para mim, e a nova é sempre melhor que a anterior. – Falei rindo.
- Mack até tem seu rosto tatuado no corpo, só falta fazer uma flecha e um coração. – Emily falou no microfone e eu ri, balançando a cabeça.
- Não dá ideia que é capaz dele fazer. – Mike disse, me fazendo rir.
- Ainda tem espaço sobrando? – Perguntei.
- Engraçadinha! – Ri fraco, ajeitando o fone na orelha.
- Vamos de novo? – Perguntei.
- Vamos. – Brandon falou.

- Por que você estacionou aqui? – perguntou e eu abri a porta do carro.
- Vem! – Falei, saindo da Eco e batendo a porta.
- , você tem noção que são três da manhã? – Ouvi sua porta bater e ele veio atrás de mim.
- Tenho sim. – Afirmei com a cabeça, e selecionei a chave correta, colocando na maçaneta do local, entrando no mesmo e colocando a senha, desativando o alarme.
- , eu estou cansado, a gente acabou de chegar da balada, não tem ninguém acordado.
- A gente só ficou até essa hora, porque você quis, porque por mim a gente já podia ter voltado para casa há muito tempo. – Tranquei novamente a porta, atravessando pela longa recepção, acendendo a luz quando cheguei ao final dela.
- Eu pensei que você queria ir. – Ele disse.
- Eu queria, mas é que eu... – Balancei a cabeça. – Vem que eu te mostro! – O chamei para perto e abri a pequena caixa ao lado da porta da sala de ensaios e coloquei uma senha, vendo-a ficar verde e a porta destravar, me fazendo empurrar a mesma e segurar para .
- Eu não estou entendendo. – Ele falou e eu bati a mão nas luzes.
- Amor, você está namorando uma cantora, você sabe que ideias vem do nada e sem motivo, e é muito bom quando a gente se lembra delas. – Larguei os saltos na porta e atravessei pela sala de ensaios, sentando no banco do piano e abrindo o mesmo, vendo os papéis que eu havia deixado mais cedo ainda organizados, peguei o lápis e escrevi rapidamente o que precisava no espaço em branco e respirei aliviada.
- Esse foi o motivo da correria? Uma linha? – perguntou, se apoiando no piano e eu ri fraco.
- Sim, uma linha! – Abri um pequeno sorriso, rindo. – Eu te escrevi uma música.
- Mais uma? – Ele brincou e eu ri fraco.
- Mais uma! – Confirmei com a cabeça, começando a movimentar os dedos por entre as notas brancas e pretas. - It's just you and me, and there's no one around. Feel like I'm hanging by a thread, it's a long way down. – Comecei a tocar devagar, deixando que minha voz cansada saísse sem ecoar pelo local. - I've been trying to breathe, but I'm fighting for air. I'm at an all time low, with no place to go, but you're always there. – Olhei para que tinha um pequeno sorriso no rosto. - When everything falls apart, and it seems like the world is crashing at my feet. – Suspirei. - You like me the best, when I'm a mess, when I'm my own worst enemy. assentiu com a cabeça, pressionando os lábios um no outro. - You make me feel beautiful, when I have nothing left to prove, and I can't imagine how I'd make it through. – Senti uma lágrima sozinha escorrer pela minha bochecha. - There's no me without you, no me without you, no, no. – Passei a mão rapidamente pela minha bochecha. - You hear what I say, when I don't say a word. You are my rising sun, you're the place I run, you know how it hurts... – Balancei a cabeça, emendando o refrão. - When everything falls apart, and it seems like the world is crashing at my feet. You like me the best... – Forcei a voz, quase falhando-a. - When I'm a mess, when I'm my own worst enemy. You make me feel beautiful, when I have nothing left to prove, and I can't imagine how I'd make it through. – Suspirei, forçando meus dedos nas notas mais fortes, junto da voz. - There's no me without you, no me without you, there's no me without you, no me without you. – Suspirei forte. - And when you say "baby, it's gonna get better" I believe you, and I wish that somehow I could see me the way you do. With my imperfections, you think I'm perfect, when it's not easy, you make it worth it... – Levantei o rosto para novamente, vendo-o com os olhos avermelhados e um sorriso tonto no rosto. - When everything falls apart, and it seems like the world is crashing at my feet. You like me the best, when I'm a mess, when I'm my own worst enemy. You make me feel beautiful, when I have nothing left to prove, and I can't imagine how I'd make it through. – Suspirei, desacelerando as mãos no piano, focando em duas notas somente. - There's no me without you, no me without you, no, no. No me without you, no me without you, no, no. – Respirei fundo, deixando minhas mãos caírem no colo novamente.
- Eu ia gostar que você se visse do jeito que eu te vejo. – falou e eu sorri, esticando a mão em cima do piano e ele segurou a minha, sorrindo.
- Lindo, , mas obrigado por me acordar. – Olhei para o balcão metros acima de nós e Mack estava apoiando no mesmo com cara de sono.
- Ah, então você está aqui! – Falei e ele riu.
- Coloca a música no CD, eu vou dormir. – Ele falou, abanando a mão e entrou em uma das sete portas, me fazendo rir.
- Podemos pegar essa ideia e ficar por aqui hoje. – Falei, me levantando e ele me puxou em sua direção.
- É uma ótima ideia. – Ele disse, me abraçando pelas costas e eu comecei a andar, puxando comigo e subi os três lances de escada, andando pelo segundo andar, passando pela sala bagunçada das crianças e abri a porta do meu quarto, indicando para que entrasse e ele se jogou na cama de solteiro no canto do quarto.
- Isso é muita folga! – Falei e ele riu, me chamando para si e eu fechei a porta, me colocando em cima de seu corpo.
- Vocês que deveriam ter colocado camas de casal aqui, cabe. – Ele falou, me apertando em cima de seu corpo.
- Aqui é nosso lugar feliz, a gente escreve músicas, foge do mundo externo, é nosso canto. – Falei e ele riu. – Não é para sexo. – Ele gargalhou.
- Com esse cansaço, nem se eu quisesse. – Ele falou e eu ri, dando um pequeno beijo em seus lábios.

- A gente nunca consegue fazer uma reunião sem que vire bagunça. – Ouvi David falar, colocando as mãos no rosto e eu ri fraco, dando de ombros.
- Gente! – Gritei, batendo a mão na mesa de madeira. – É sério! A gente demora três horas para uma reunião de 30 minutos, temos mais o que fazer, álbum para gravar. – Falei suspirando.
- Fica quieto! – Jack falou para Mack e eu ri fraco.
- Chega? – Perguntei, vendo o pessoal se sentar novamente, olhar para mim. – Jessica?
- Estamos falando sobre o quê mesmo? – Emily perguntou.
- Os pacotes de venda junto com o álbum. – Falei.
- Ah sim! – Emily falou. – E qual vai ser?
- A ideia para o maior pacote seria a versão deluxe com o CD que vem com aquele livro que vocês elaboraram com o significado de cada música. – Confirmei com a cabeça. – O CD em um pendrive estilizado com Fucking Stone de 32 gigas, já que tá todo mundo ouvindo música em pen drive e tudo mais, a blusa com a capa do CD, o vinil comemorativo, um caderno e uma caneta. – Confirmei com a cabeça.
- Esse seria o top? – Mike perguntou.
- Sim, aí a pessoa que quiser baratear pode montar o kit e será enviado para o mundo todo. – Afirmei com a cabeça.
- Beleza, acho que é isso! – Falei, dando de ombros.
- Tem também um jornalista argentino que está pedindo permissão para fazer uma biografia autorizada sobre sua vida, fazer entrevistas com você, banda e tudo mais. – Ri fraco.
- Não! – Balancei a cabeça. – Porque essa entrevista levaria mais uns 13 anos. – Falei e eles riram. – Se quiser fazer uma não-autorizada, fica à vontade, mas se for para lançar uma biografia sobre mim, deixa comigo, porque eu sei de podres meus que você ficaria surpresa. – Eles riram, fazendo Jessica negar com a cabeça. – O quê? Eu sou formada em linguística, sei escrever.
- O que mais? – David perguntou.
- Videoclipes. – Jessica falou e eu franzi a testa.
- A gente nem terminou de gravar o CD ainda, tem muita música entrando e saindo ainda. – Suspirei. – Pensei que com Show’em What You’re Made Of a gente excluía isso por um tempo.
- Mas você deve ter alguma ideia. – Suspirei, coçando a testa. – Pelo menos já livra isso e eu já peço para Malcon fazer o calendário, pensando em ideias, a gente tem muito tempo para gravar.
- Quatro? – Perguntei
- Ou cinco. – Ela deu de ombros. – A gente que banca mesmo. – Ri fraco.
- Além de Show’em, eu quero Confident, Going Nowhere, That’s My Girl e Drag Me Down. – Falei, confirmando com a cabeça.
- Perfeito, galera! Podem ir para o estúdio, a gente se fala mais tarde. – Ela falou e eu ouvi as cadeiras se arrastando pela sala.

- O que sua mãe disse que era tão urgente? – Me apoiei em , arrumando o salto que tinha saído do pé e voltei a andar ao seu lado.
- Sei lá! Ela só disse que era urgente. – Ele disse, entrelaçando os dedos nos meus.
- Por acaso é aniversário de algum dos seus sobrinhos? – Perguntei, franzindo a testa.
- Não, tá bem longe! – Ele disse, me fazendo rir.
- Isso só me faz pensar no meu pai e em Jessica, que disseram que viriam e nem para atender o telefone. – Suspirei, puxando a barra do vestido para baixo.
- Deixa eles, , tá parecendo criança atrás dos pais. – Ri fraco, balançando a cabeça.
- Não é isso, é que eles vieram com a gente para Boston e sumiram. – Ele riu fraco.
- Deixa eles aproveitarem. Vai dizer que não quer seu pai feliz? – Ele falou, tocando a campainha da casa da sua mãe e eu suspirei.
- Nunca pensei que o futuro do meu pai estivesse nas mãos da Jessica. – Falei e ele riu fraco.
- Entra! – Ouvimos um grito de dentro da casa e abriu a porta. – Surpresa! – Ouvimos o grito de várias pessoas conhecidas lá dentro, e alguns confetes foram jogados em nossa direção, me fazendo rir e abraçar .
- O que é isso? – Perguntei rindo.
- Sua festa de noivado! – falou, me fazendo rir. – Bem, mais ou menos, é uma festa da família em comemoração a vocês. Falta sua banda e mais um monte de gente, mas...
- Então, é aqui que meu pai está! – Apontei para o mesmo que riu, acenando ao lado de Jessica, me fazendo balançar a cabeça.
- Entra, gente, vem! – Lisa falou e entrou na frente, abraçando seu irmão e eu fechei a porta, sentindo-o me abraçar em seguida.
- Ah como eu sonhei com isso. – falou, me fazendo rir.
- Você é um tonto, sabia? Vai fazer três anos que estamos juntos.
- Eu sei, mas é que foram 10 anos de luta, esperança...
- Ele é tonto! – falou, me fazendo rir e eu me aproximei de Lisa, abraçando a mais baixa apertado.
- Eu sempre esperei que você seria a pessoa que fosse fazer meu filho feliz, e eu acertei. – Ela falou, me fazendo sorrir. – Eu nem preciso dizer bem-vinda à família, porque você já faz parte dela há muito tempo, mas meus parabéns, minha querida! – Ela falou e eu beijei sua mão, sorrindo.
- O que temos aqui? – Perguntei, dando uma olhada na mesa.
- A gente fez comida japonesa, que eu sei que vocês gostam bastante. – Carly falou.
- A gente comprou, na verdade! – Meu pai falou, chegando perto de mim e eu balancei a cabeça.
- Exato, senhor Olavo tem razão. – Carly falou. – E temos alguns presentinhos, só uma lembrancinha, porque vocês têm tudo! – Balancei a cabeça.
- Ah, gente, que isso. – Abracei meu pai de lado. – Obrigada. Você sabia disso tudo? – Virei para meu pai e ele deu de ombros.
- Eu e Lisa conversamos que vocês precisavam de algo mais família. – Assenti com a cabeça, sorrindo.
- E não tem nenhuma reunião com patrocinadores em Boston, Jessica? – Ela piscou para mim, se colocando ao lado de meu pai.
- Tem sim, só que amanhã, ainda precisamos dessa grana. – O pessoal gargalhou, me fazendo balançar a cabeça.
- Quando vai começar a chamar Jessica de ‘mamãe’? – perguntou e eu revirei os olhos.
- Oh Deus. – Falei rindo.
- Se ela tiver sorte, nunca. – Jessica falou, erguendo os braços.
- Vamos fazer um brinde ao casal? – Lisa perguntou e me entregou uma taça de champanhe e eu passei o braço pelos seus ombros, apertando-o em meu corpo. – Ao casal mais perfeito que eu já conheci, e que demorou, mas que finalmente estão dando um passo para o futuro eterno. – Abri um sorriso, erguendo a taça.
- A e . – gritou animado.
- A e . – Eles falaram e eu virei um pequeno gole da minha taça, virando o rosto para e colando meus lábios nos dele, ouvindo o pessoal gritar.

- Não, , não preciso de nada! – Falei para minha assistente enquanto eu andava pelo salão principal da gravadora.
- Tem certeza? Eu vou lá mesmo assim. – Ela falou, pegando sua bolsa e eu suspirei.
- Quer saber? Traz alguns pães doces, as crianças vão ficar até tarde na escola por causa de não sei o quê, capaz delas chegarem morrendo de fome. – Ela riu fraco.
- Beleza! – Ela falou.
- Pega o cartão corporativo com Henry e faça a festa na About Pastries, ela tem uns doces brasileiros que mata minhas saudades do Brasil. Sabia que a dona é casada com um ator famoso também? – Ela franziu a testa rindo e eu empurrei a porta da sala de ensaios, entrando no mesmo, franzindo a testa quando encontrei debruçado no piano. – Ei, o que está fazendo aqui? Virando músico, é?! – Joguei minha mochila na mesa perto da porta e andei em sua direção.
- Mais ou menos. – Ele riu fraco. – Eu tenho um presente de casamento adiantado para você. – Ele falou e eu franzi a testa.
- A gente vai trocar presentes? – Perguntei e ele deu espaço para eu sentar ao seu lado.
- Bem, você fez Me Without You para mim. – Ele deu de ombros. – Eu fiz uma para você. – Ele separou a letra e a música. – Consegue tocar? – Ele perguntou.
- Toco o que você quiser. – Falei e ele assentiu com a cabeça, apontando para a partitura.
- Quando eu começar. – Ele disse.
- Ok! – Falei, ajeitando os dedos nas notas.
- I've never been the best at honesty, I've made more mistakes and I can't even count, but things are gonna be so different now. – Ele começou devagar e eu apertei as teclas fortes no piano. -You make me wanna turn it all around. – Abri um pequeno sorriso, batendo ombro com ombro. - I think of all the games that I have played, the unsuspected people that I've hurt. Deep inside I know I don't deserve, another chance to finally make it work. – Ri fraco, negando com a cabeça, suspirando. - But I'll try to never disappoint you, I'll try 'til I get it right. – Abri um largo sorriso, sentindo meus olhos embaçarem. - I've always been so reckless all of my life, but I'll try for you. – Ele apoiou a mão livre na minha perna, segurando o papel com a letra na outra. - I've been the best at letting people down, I've never been the kind of person you could trust.– Suspirei, lembrando dos anos que a gente brigava por besteira. - But if you give me half a chance I'll show, how much I can fix myself for you. – Neguei com a cabeça, suspirando. - And I'll try to never disappoint you, I'll try 'til I get it right.
- I've always been so reckless all of my life, but I'll try for you. – Entrei com ele, vendo-o se assustar comigo e eu abri um sorriso, forçando as mãos no piano.
- This time I won't make up excuses, cause I don't wanna lose you. Don't give up on me and I'll prove it I can do this. – Parei as mãos rapidamente, apertando-as fortemente em seguida.
- And I'll try to never disappoint you, I'll try 'til I get it right. – Voltei a cantar com ele, acompanhando a letra em sua mão. - I've always been so reckless all of my life, but I'll try for you. – Suspirei. – I’ll try for you...
- Never been the best at honesty, you know that you can never count on me. If you give me half chance I'll show, there's nothing that I wouldn't do for you. – Suspirei, sentindo meu corpo arrepiar.
- I've always been so reckless all of my life, but I'll try for you. – Ele finalizou e eu abaixei as mãos, suspirando
- Primeiro. – Falei. – Você precisa parar de escrever músicas e parar de ter essa voz fofa, se não eu vou te colocar no palco. – Ele riu fraco. – E segundo, apesar de a gente ter brigado muito lá atrás... – Ele riu fraco. – Sempre demos certo, de uma forma ou outra, você não precisa prometer nada para mim, porque a gente é para ser... – Dei de ombros. – Ninguém vai conseguir separar a gente. – Ele sorriu, colando os lábios nos meus e eu o puxei pelo pescoço, suspirando. – E, por favor, tem como gravar essa para mim? – Perguntei sorrindo.
- O quê? – Ele perguntou.
- Gravar essa música para o CD, você já fugiu da outra, mas essa eu quero, sua voz está boa, alguns exercícios vocais vão excluir algumas desafinadas. – Ele riu fraco.
- Não, , que isso, deixa só a banda, vocês são ótimos.
- Ah, , para de graça, a Melanie tem voz nesse álbum, pessoal iria adorar uma música cantada por . – Mexi as mãos e ele riu.
- Tonta! – Ri fraco. – Eu topo, mas você vai realmente me dar algumas aulas e vai cantar comigo. – Balancei a cabeça, sorrindo.
- Pode ser, mas Brandon foi quem começou minhas aulas vocais e o pessoal da outra gravadora, então eles entendem mais da técnica. – Ele riu, me abraçando de lado.
- Parece que ficar perto de você e do pessoal afeta a inspiração. – Dei de ombros.
- Pode te fazer aprender algumas coisas, mas a música vem do sentimento. – Coloquei a mão em seu peito. – Ela simplesmente surge na cabeça e a gente não sabe de onde veio. – Ele sorriu, assentindo com a cabeça.

- , vamos! – Alguém gritou e eu abanei.
- Espera aí! – Falei.
- , você sabe que falta só isso para fechar o álbum e mandar para a produção, não é? – Ergui o rosto para Jessica que me encarava com a mão na cintura.
- Eu sei, mas é que hoje é aniversário do , a gente está aqui desde cedo, eu ainda não o vi acordado e são quase seis da tarde, eu pretendia jantar com ele. – Falei, suspirando.
- Estamos acabando. – Jessica falou.
- Mas por que você não tira os olhos desse celular? Faz um bom tempo que você está assim. – Mack falou e eu suspirei.
- Estou escolhendo uma foto para postar de aniversário dele. – Falei rindo.
- Por que você não pega de algum evento? – Emily falou.
- Não, eventos todo mundo já vê, quero uma foto que ninguém viu. – Suspirei.
- Ah, dá aí! – Louis tirou o celular da minha mão e começou a fuçar no meu e eu suspirei. – Toma! – Ele me entregou de volta.
- Do dia que ele me pediu em casamento? – Louis deu de ombros e eu observei a foto minha deitada de bruços na cama, olhando o anel com deitado em minhas costas.
- Está bonita! – Ele falou e eu sorri, digitando uma parte da letra de It Was Always You com uma frase de parabéns, marquei e coloquei diversos corações e postei no Instagram, já vendo algumas notificações começarem a aparecer e eu ri fraco.
- Podemos focar aqui? – Jessica falou.
- 18 músicas, a sessão de fotos vai ser depois do meu aniversário, algo mais?
- A ordem. – Ela falou e eu suspirei.
- Ah, faz um sorteio aí e é isso aí! – Falei rindo.
- Eu cuido disso. – Brandon falou. – Vai lá com o , acho que ele já chegou de sei lá onde. – Ele falou e eu me levantei, puxando minha bolsa.
- Ele foi almoçar com os amigos dele, me mandou mensagem. – Falei rindo, saindo correndo do estúdio. – Tchau! – Gritei, batendo a porta em seguida, deslizando pelo chão de madeira da gravadora.
- ... – Minha xará me chamou.
- Agora não, me manda mensagem, depois eu respondo! – A ouvi rir e saí correndo da gravadora, correndo pela calçada que beirava a gravadora, desviando dos carros estacionados no local.
Passei pelo longo prédio da gravadora e atravessei a rua, encontrando as crianças correndo pela rua em frente às casas e observei nossos nomes em frente as portas para não entrar na casa errada novamente e conferi se o carro dele estava atravessado do outro lado da rua e empurrei a porta de casa, ouvindo os dois cachorros latirem e pularem em cima de mim.
- ? – Gritei, olhando rapidamente na cozinha à esquerda e na sala à direita e subi os dois lances de escada.
- Eu! – Ele apareceu na porta do quarto e eu pulei em seu colo, passando os braços em seus ombros.
- Feliz aniversário! – Falei gargalhando.
- Opa! – Ele disse, segurando em minhas coxas.
- Desculpa pela demora, a gente está finalizando o álbum, tá uma loucura e...
- ! – Ele me cortou, me colocando no chão novamente. – Está tudo bem, eu sabia! Você não precisa se preocupar. – Ele falou e eu sorri, apertando meus lábios nos dele.
- A gente vai sair para comemorar, certo? – Perguntei e ele riu.
- Podemos. – Ele riu fraco.
- Vou tomar banho, ficar bem linda para você e já volto. – Estalei um beijo em seus lábios.
- Posso escolher sua roupa? – Ele perguntou e eu franzi a testa.
- Você pode escolher minha lingerie, se quiser. – Dei de ombros e ele riu.
- É a única parte que eu entendo mesmo. – Ele falou e eu entrei no quarto, sentindo-o me apertar pela cintura. – Acho que posso abandonar o jantar e aproveitar o banho contigo.
- Não, senhor, eu não vejo comida desde as 10 da manhã, eu preciso de alguma coisa, nem se for delivery. – Falei, empurrando-o de mim e ele riu.
- Vou pedir um McDonalds. – Ele disse e eu suspirei.
- Você não é nada romântico, . – Ele riu fraco e dei de ombros.

Soltei um suspiro e virei para o lado, sentindo minha mão bater no espaço vazio e abri um olho, gemendo ao notar que já tinha saído da cama. Me sentei na mesma e suspirei, onde ele havia se metido? É meu aniversário. Joguei a coberta para o lado e caminhei até o closet, pegando uma calcinha limpa e joguei um vestido solto por cima e cacei as roupas da noite anterior que estavam jogadas pelo chão e joguei tudo no cesto.
Peguei meu celular e conferi as notificações. Olhei o Twitter e abri um largo sorriso quando vi que tinha marcação de para mim. “Feliz aniversário para a mulher da minha vida. 30 é um número importante e assustador, mas eu sempre estarei contigo”, junto de uma foto nossa lá de 2005 na première de Quarteto Fantástico, me fazendo rir. Desci as escadas de casa e estranhei o silêncio do local.
- Grape? Dodger? – Franzi a testa e calcei o chinelo ao lado da porta e abri a mesma, o tempo lá fora estava nublado e uma fina chuva caía no pátio vazio. – Gente? – Gritei, virando o rosto para o lado e saí pela chuva, caminhando em direção a porta principal da gravadora, abrindo a mesma.
Mas caramba! Cadê os carros dessa casa? Hoje era segunda, certo? Vamos trabalhar, galera! Empurrei a porta de vidro da gravadora e gritei novamente. Dessa vez o eco respondeu, me fazendo suspirar.
- Henry? Brandon? – Gritei. – Malcon? – Suspirei, andando pela recepção. – Vou demitir todo mundo, hein?! – Fiz uma ameaça falsa e suspirei. – Como se isso fosse adiantar alguma coisa. – Ri comigo mesma e segui para a porta da sala de ensaios, colocando minha senha na mesma e ela destravou e eu a empurrei.
- Parabéns para você... – Encontrei toda a gangue reunida, me fazendo rir. – Nessa data querida! – Eles continuaram e notei os grandes balões representando o número 30 no fundo da sala. – Muitas felicidades, muitos anos de vida! – Balancei a cabeça, rindo fraco. – Parabéns para você...
Todo mundo estava lá, todos que deveriam estar trabalhando, ou dormindo as oito da manhã de uma segunda-feira. As crianças deveriam estar na escola ou na faculdade, estavam lá. foi o primeiro a se aproximar de mim quando eles terminaram de cantar, com um buquê de flores, me fazendo sorrir.
- Eu espero que seus 30 sejam mais extraordinários do que sua vida inteira. Que você não precise surtar por causa de um número, porque é só um número. – Ele deu de ombros e me entregou as flores. – E para você, vocês... – Ele riu fraco. – Quanto maior, sempre foi melhor. – Ele sorriu e eu assenti com a cabeça, sentindo-o me abraçar pela cintura e colar os lábios nos meus.
- Obrigada! – Falei sorrindo. – Eu já vi a maioria de vocês passar pelos 30 anos, 40, 50, 60, e sei que se vocês estão comigo, tudo é possível. Eu posso ser um pouco depressiva por causa disso de vez em quando, mas eu sei que eu estou no meu melhor momento. – Abri um sorriso, passando o braço nas costas de . – Passamos por diversas situações, mas, no final, o que mais importa, são as pessoas que estão comigo. – Olhei para . – Então, obrigada! – Sorri. – Esse ano vamos lançar mais um álbum, vamos limpar todos os prêmios... – O pessoal riu. – E vamos continuar fazendo isso por mais muitos anos. – Sorri. – Obrigada! – O pessoal aplaudiu, me fazendo rir.
- Nós compramos bolos, vários doces, pães, queijos, tudo para comemorar essa manhã com você. – cochichou em meu ouvido e eu estralei um beijo em sua bochecha.
- Obrigada! – Assenti com a cabeça. – Achei que vocês planejavam alguma coisa assim que acordei. – Ele riu fraco. – Afinal, onde estão os carros? – Perguntei.
- Lá atrás, está uma zona, quase batemos todos os carros. – Ri fraco, colocando a mão na testa.
- Vocês são loucos. – Falei e ele riu.
- Posso abraçar minha filha? – Arregalei os olhos quando vi meu pai.
- Mora aqui agora, é?! – Jessica deu uma risada fraca e eu balancei a cabeça rindo.
- Minha culpa. – Ela falou e eu abracei meu pai fortemente.
- Feliz aniversário, minha querida. – Ele me apertou. – Que seu mundo seja cada vez mais incrível e sua vida cada vez mais fascinante. – Sorri e ele beijou minha bochecha.
- À sua também, pai. – Ele sorriu e eu segurei a mão de Jessica também. – Sabe, eu e o somos à prova de que nunca é tarde para dar uma chance ao amor. – Ele riu fraco e abraçou Jessica de lado.
- Obrigada, querida. Você sabe que eu nunca quero que me chame de mãe, mas...
- Nunca te chamei de mãe, não vai ser agora que vou começar, Jessica. – Ela riu fraco, dando um beijo em minha bochecha.
- Feliz aniversário, minha querida. – Ela falou e eu sorri.
- Tia ! – Olhei para baixo, vendo a pequena Linda apoiada em minhas pernas.
- Ó, minha pequena! – Peguei a pequena de três anos em meu colo, puxando-a para cima.
- Parabéns! – Ela falou e deu um beijo molhado em meu rosto, me fazendo rir.
- Obrigada, minha querida! – Falei rindo, colocando-a no chão novamente.
- ! – As trigêmeas apareceram e eu ri fraco, abraçando as três junto. – Feliz aniversário!
- Obrigada, suas lindas! – Sorri.
- Vamos, abre espaço para os amigos. – Jack falou, me fazendo rir.

- Oh, não! – Falei rindo, desviando o rosto de Malcon.
- Vai, , séria! – Respirei fundo, abaixando o rosto devagar, desviando o olhar da vista do alto de Los Angeles. – Pronto! – Ele falou e eu virei o corpo, jogando os cabelos para trás e andando em sua direção, para olhar a foto na câmera. – Tá bonita, . – Ele disse e eu ri fraco.
- Tá bonita! – Falei sorrindo, me desviando dos fios espalhados pela cobertura alugada.
- Senta aí na beira da piscina! – Malcon falou e eu cacei um lugar que não estava molhado e me sentei na beirada, apoiando as mãos na lateral e eu sorri. – Vai, algo mais descontraído, um sorriso mais infantil! – Ele falou, me fazendo rir e fechei os olhos quando senti um espirro de água em minhas costas, me fazendo gargalhar.
- Ei! – Falei.
- A culpa não é minha. – Malcon falou, indicando com a cabeça para trás e eu virei, vendo parado na lateral da piscina.
- Ei! – Falei, me levantando e ele riu, se aproximando de mim. – O que você está fazendo aqui?
- Estava resolvendo umas coisas por aí, mandei mensagem para Jessica e ela disse que vocês estavam aqui. – Ele passou os braços em minha cintura e eu o abracei, sorrindo. – O que está fazendo? – Ele perguntou, acenando para Malcon.
- Sessão de fotos do álbum novo. – Dei uma volta no corpo. – O que acha?
- Você está linda! – Ele falou e eu sorri, dando um beijo em sua bochecha. – Preto?
- Preto rejuvenesce! – Robb gritou e eu ri fraco, balançando a cabeça.
- Ele está...
- Sim, ele está me chamando de velha! – Balancei a cabeça, suspirando.
- Cadê o pessoal? – Ele perguntou.
- A gente já tirou as fotos em grupos, aí você sabe, não é?! Ficar segurando sete pessoas, diversos relacionamentos, filhos e sobrinhos, não é fácil! – Ele riu fraco, balançando a cabeça.
- Eu vou deixar você trabalhar, te espero lá dentro. – Assenti com a cabeça.
- Isso, sai da minha cena! – Malcon falou, pegando a câmera novamente e eu ri fraco. – Apesar que eu já tenho a foto que vou usar para a capa. – Ele falou e eu franzi a testa.
- Qual? – Perguntei.
- A quando ele jogou água em você. Você abriu um sorriso muito lindo. – Ele falou e eu sorri, assentindo com a cabeça.
- Vai, tira só mais algumas, só para valer a pena o aluguel daqui. – Sentei na beirada da piscina novamente, vendo-o rir.
- Eu gosto de como ele faz você se sentir, sabia? – Abri um pequeno sorriso, virando para trás, vendo-o andar pela sala da casa vazia, me fazendo rir.
- Eu também! – Suspirei. – E é por isso que vamos casar! – Falei animada e ele riu.
- Vai ser demais! – Ele disse. – Vamos, preciso de uma para contracapa ainda.

- Ei, pequeno, volta aqui! – Puxei Andrew pelo pé que deslizou pelo tapete fofo rindo e eu o peguei no colo. – É engraçado, é?! – Falei e ele riu para mim, me fazendo balançar a cabeça. – Seu bobo! – O coloquei sentado perto dos brinquedos novamente rindo.
- Crianças! – Natalie falou e eu olhei para ela.
- Ei, você é uma criança ainda, e já foi desse tamanho aqui. – Apontei para Andrew que colocava os brinquedos na boca. – Para, menino! – Falei com a voz fina que o fez gargalhar de novo.
- Eu sei, mamãe mostrou as fotos e vídeos. – Ela cruzou os braços e eu ri fraco.
- Ei, o que foi? – Falei, batendo a mão ao meu lado e ela se sentou, suspirando.
- Garotos! – Ela deu de ombros.
- O quê? – Perguntei, vendo Linda brincar ao lado de Andrew.
- Eles são malvados. – Ri fraco. – Como as pessoas conseguem casar com eles? – Passei a mão em seus cabelos cacheados.
- Ah, minha querida. – Suspirei. – Eles mudam e você vai gostar deles um dia. – Ela suspirou.
- A Maggie não gosta. – Ri fraco.
- Não tem problema não gostar. – Balancei a cabeça. – Cada um gosta de quem quiser e faz o que quiser.
- Mamãe não deixa eu fazer o que eu quero. – Ri fraco.
- Porque existem coisas que com 10 anos ninguém pode fazer. – Ela franziu os lábios. – E nem decidir sozinha.
- Por que não? – Ela perguntou.
- Tem coisas que se você fizer com 10 anos, você pode se arrepender e não vai poder voltar atrás. – Ela deu de ombros. – Mas quando você for mais velha, vai fazer suas próprias escolhas e nem sua mãe vai poder negar isso a você. – Ela confirmou com a cabeça, suspirando.
- Vai brincar com suas irmãs, querida. – Virgínia apareceu e Natalie saiu correndo pela sala de ensaios e a mais velha sentou ao meu lado. – Natalie veio com aquele papo difícil novamente? – Ri fraco.
- Que isso, Giny, ela está com dúvidas, e isso é normal. – Suspirei.
- É tão difícil, . – Ela falou e eu assenti com a cabeça.
- Eu sei. – Segurei sua mão. – Mas é o que eu falei para ela, decidir alguma coisa agora, é muito difícil, mas tem coisas que a gente não consegue decidir tão jovem.
- Você sabe do que eu estou falando, certo? – Virginia perguntou.
- Sei sim. – Suspirei. – David me contou que Natalie está demonstrando sinais de gostar de garotas e Maggie dúvidas sobre gênero. – Ela balançou a cabeça.
- Eu não sei o que fazer. – Ela suspirou.
- Virgínia, você é uma advogada super-renomada, já pegou casos fantásticos. Se Maggie se descobrir homem e Natalie for lésbica... O que você vai poder fazer? – Perguntei a ela.
- Não tem o que eu fazer. – Assenti com a cabeça.
- Não! – Ri fraco. – A gente vai apoiar elas da mesma forma que fizemos nos últimos 10 anos, lidar com as consequências e amá-las do mesmo jeito. – Ela suspirou, abrindo um pequeno sorriso. – Mas, calma! Já falei para David procurar um psicólogo para saber lidar melhor com isso, para gente aprender a lidar melhor com isso. – Ela assentiu com a cabeça. – Principalmente com Maggie. A gente precisa saber lidar para não magoar. – Ela suspirou.
- Eu só não sei como agir com isso. – Ela falou.
- Sobre Maggie, nem eu sei. – Fui sincera. – Mas sobre Natalie você pode conversar com Jack, ele se descobriu aos 10 anos, se não me engano. – Ela assentiu com a cabeça.
- Vou falar com ele. – Ela sorriu. – E você?
- O quê? – Perguntei.
- Quando vem seus bebês? – Ri fraco.
- Calma, eu e nunca pensamos nisso, agora que as coisas estão andando, então vamos devagar. – Falei e ela riu, assentindo com a cabeça.
- Bem, você fica de olho nelas? Vou ver o que David quer. – Assenti com a cabeça.
- Vai lá, hoje é meu dia de ficar de babá, daqui a pouco chega. – Ela assentiu com a cabeça.
- Obrigada! – Ela se levantou. – E Gemma, quando volta do Brasil? – Ela perguntou.
- Não sei ainda, mas acho que só no fim do ano, ela ficou as férias de meio de ano lá que é só um mês, acho que ela vem para o fim do ano. – Ela assentiu com a cabeça.
- Nem Jack conseguiu segurar ela aqui. – Ri fraco.
- Você sabe como é! – Ela riu fraco, balançando a cabeça.

- Está pronta? – Jessica perguntou baixo e eu afirmei com a cabeça, com um pequeno sorriso no rosto.
- Sempre! – Suspirei. – A Times Square é minha. – Sorri. – E eles estão com saudades. – Ela riu fraco, confirmando com a cabeça.
- Bom show! – Ela falou e eu me virei no palco fechado, vendo todos prontos, fazendo sinais positivos para Jessica e eu conferi no meu relógio, dois para as oito.
- Sabe se chegou? – Cochichei para ela.
- Chegou, ele vai acompanhar lá de dentro. – Concordei, suspirando e apoiei o microfone no pedestal, respirando fundo.
- Quando quiser, ! – Ouvi David no ponto e virei o rosto, confirmando com a cabeça.
- Vamos arrasar, pessoal! – Falei, suspirando, empunhando o microfone. – Vamos lá, Nova York! – Gritei e eles gritaram comigo. – Estão prontos para conhecer o nosso reflexo? – Perguntei e eles gritaram. – Essa é para vocês. – Gritei, fechando os olhos e batuquei com os dedos.
Henry e mais alguns amigos dele ergueram os instrumentos de sopros e colocaram para tocar, fazendo meu corpo inteiro se arrepiar e as luzes de cima me cegarem, fazendo com que eu respirasse fundo e sorrisse.
- Are you ready? – Gritei, respirando fundo e as cortinas caíram no chão, causando comoção na Times Square lotada. - It’s time for me to take it, I’m the boss right now. Not gonna fake it, not when you go down,’cuz this is my game, and you better come to play. – Andei alguns passos para frente, chutando o resto da cortina que não caiu no chão. - I used to hold my freak back, now I’m letting go. I make my own choice, bitch, I run the show. So leave the lights on, no, you can’t make me behave.
- Ah há! – Jack e Emily entraram ao meu lado. - So you say I’m complicated, that I must be out my mind. – Comecei a estalar os dedos, movimentando os quadris lado a lado. - But you’ve had me underrated, rated, rated, rated. – Ergui as mãos, ouvindo os estalos continuando. - What’s wrong with being, what’s wrong with being, what’s wrong with being confident? Ah ha. – Continuei estalando os dedos, vendo os fãs cantando junto. - What’s wrong with being, what’s wrong with being, what’s wrong with being confident? Ah ha. – Abri um sorriso. - It’s time to get the chains out, is your tongue tied up? Cause this is my ground, and I’m dangerous and you can get off, but it’s all about me tonight, tonight, ha. – Andei alguns passos pela passarela colocada na Times Square. - So you say I’m complicated, that I must be out my mind. But you’ve had me underrated, rated, rated, rated. – Ergui as mãos.
- What’s wrong with being, what’s wrong with being, what’s wrong with being confident? Ah ha. What’s wrong with being, what’s wrong with being, what’s wrong with being confident? Ah ha. – Ergui as mãos, pedindo para os fãs cantarem enquanto eu andava em direção a eles.
- So you say I’m complicated... – Cantei baixo, colando o microfone na boca. - But you’ve had me underrated... – Cantei alto. – Yeah! – Os fogos estouraram acima da minha cabeça, iluminando a noite em Nova York e eu joguei os cabelos para frente. - What’s wrong with being, what’s wrong with being, what’s wrong with being confident? Ah ha. What’s wrong with being, what’s wrong with being, what’s wrong with being confident? – Gritei no final, abaixando o microfone forte.
- Vamos lá, Nova York! – Mike gritou, se aproximando de mim com o microfone na mão. – Essa é a chefe agora e muita coisa mudou. – Ri fraco, balançando a cabeça.
- O que não mudou é que vocês ainda precisam dançar! – Gritei e eles responderam. – E os meninos também, certo? – Mike riu, balançando a cabeça.
- Vamos lá, pessoal! – Ele gritou. – Mãos para cima, vamos dar as boas vindas à Stone e sua clássica banda. – Ele voltou para seu posto e eu virei de costas, apontando para David que soltou o ritmo mixado da próxima música.
- First off, give a girl some credit. I’m gonna keep on loving you, cause you be the realest, all day and all night, and that’s how you stay by my side. – Emily começou a cantar, dando alguns passos em minha direção e eu a chamei com a mão.
- I don’t always do the right thing, it doesn’t matter, ‘cause nobody’s perfect here, no. If you’re leaving, I can’t make you stay. – Jack entrou, seguindo em minha direção também e eu sorri, começando a mexer meus quadris com eles no ritmo da música.
- Where you going, where you tryna go? Where you going, where you tryna go? Baby, baby. – Virei de frente para o público novamente, com Jack e Emily ao meu lado, cantando comigo. - Where you going, where you tryna go? Where you going, where you tryna go? Baby. – Movimentei a mão livre. - Sit yourself down, cause you know you’re gonna stay. – Abaixamos os quadris juntos, levando a mão livre para frente, subindo novamente de um lado e do outro. - Boy, you better listen to the words I say, you ain’t going nowhere, you ain’t going nowhere. – Movimentamos as mãos em ritmo, fazendo a coreografia sincronizada. - Boy, you better act like you got some sense, cause you got a dime and that’s money well spent. You ain’t going nowhere, you ain’t going nowhere. – Movimentei as mãos em negação, mexendo os quadris.
- We’ll be here all day, if you start pointing fingers my way. I just wished you love me, love me, baby. If you can do that then I’ll do the same, yeah. – Cantei sozinha, virando de lado, remexendo os quadris. - We can make it work, baby, we’d be crazy if we don’t try. Love and hate is such a thin line. – Suspirei, movimentando o corpo novamente com Emily e Jack. -Where you going, where you tryna go? Where you going, where you tryna go? Baby, baby. Where you going, where you tryna go? Where you going, where you tryna go? Baby. – Cantamos juntos, respirando fundo. - Sit yourself down, cause you know you’re gonna stay. – Repetimos o gesto juntos, e eu comecei a sentir o suor em meu rosto, me fazendo passar a mão na testa. - Boy, you better listen to the words I say, you ain’t going nowhere, you ain’t going nowhere. – Movimentei o corpo lado a lado. - Boy, you better act like you got some sense, cause you got a dime and that’s money well spent. You ain’t going nowhere, you ain’t going nowhere.
- If you’re waiting for me, you’re gonna be waiting all night. – Jack começou a cantar sozinho, dando alguns passos para frente. - If you’re gonna play games, you’re gonna lose, you’ll be sorry if you say goodbye.
- Yeah, I still want you, but I don’t need you, you should be happy. I’m still here for you, I don’t have to be... – Emily cantou com ele.
- You must be blind if you can’t see. – Cantei forte, dando dois passos para frente. - Where you going, where you tryna go? Where you going, where you tryna go? Baby, baby. Where you going, where you tryna go? Where you going, where you tryna go? Baby. – Forcei a voz, abaixando o microfone rapidamente. - Sit yourself down, cause you know you’re gonna stay. – Continuamos nos passos de dança, vendo alguns fãs mais de perto dançando junto. - Boy, you better listen to the words I say, you ain’t going nowhere, you ain’t going nowhere. – Movimentei as mãos, sentindo meus pés apertarem dentro da bota. - Boy, you better act like you got some sense, cause you got a dime and that’s money well spent. You ain’t going nowhere, you ain’t going nowhere. – Suspirei, movimentando as mãos. - Sit yourself down, cause you know you’re gonna stay. – Repeti, andando para a ponta do palco. - Boy, you better listen to the words I say, you ain’t going nowhere, you ain’t going nowhere. – Suspirei. - Boy, you better act like you got some sense, cause you got a dime and that’s money well spent. You ain’t going nowhere...
- You ain’t going nowhere... – Finalizei, respirando fundo, ouvindo os fãs gritarem.

- , qual é o significado desse CD novo? – Suspirei, me aproximando do microfone.
- Bem, acho que não tem um significado exato. – Ri fraco. – Acho que essa é a prova do que fazemos de melhor, sabe? Músicas agitadas, rápidas, um pouco de rock, muita coisa dançante, tem de tudo um pouco. – Dei de ombros e os jornalistas riram.
- É por isso que o álbum chama Reflection, seria uma reflexão do que vocês são? – Pensei um pouco.
- Acho que sim. – Ri fraco. – Foram cinco CDs, muita coisa certa, coisas erradas, então a gente pegou toda a parte certa e colocou dentro de um CD.
- Há boatos que algumas músicas deveriam ter saído no Total Stranger...
- Sim, exatamente. – Ri fraco. – Quando a gente produziu o Total Stranger, o foco era deixar alguns sentimentos para trás e focar nos melhores que a gente tem, e teve muita música. – Ri fraco. – Algumas estão nesse CD, e acrescentamos outros. – Assenti com a cabeça.
- Temos duas músicas produzidas por , ele seria uma nova parte da família Stone? – Ri fraco.
- Essa resposta só pode ser dita com um sim. – Sorri. – Em 2014 eu e decidimos finalmente ficar juntos, e no começo do ano a gente decidiu morar junto e agora decidimos casar, então ele já faz parte da família Stone e ter uma letra escrita completamente por ele e outro co-escrita, é incrível, sabe? – Ri fraco. – A música toca todos nós de diversas maneiras. – Sorri. – Melanie, filha de Mack, tem participado de ensaios e gravações com a gente, as meninas de David estão começando a se interessar por música, a gente vai tocando cada um de um jeito. – Sorri.
- E vocês já sabem sobre o casamento? – Ri fraco.
- Ironicamente não. – Suspirei. – Por causa da produção do CD novo, as coisas ficaram meio corridas, ainda mais na própria gravadora que a gente precisa fazer tudo e ficar atento a tudo, se não as coisas não saem. Mas estamos empolgados, até o fim do ano vai rolar. – Abri um sorriso.
- Como gravadora, como produtora, vocês já pensaram em contratar outros artistas? – Fiz uma careta, fazendo eles rirem.
- Na verdade, a gente nunca falou sobre isso, mas é o que se espera de uma gravadora, certo? – Dei de ombros. – Nós decidimos desacelerar as coisas da família Stone nesse novo CD, as turnês serão mais demoradas, os videoclipes também, tudo pelo quesito família, mas você sabe, para um ficar entendiado e decidir produzir outros artistas, é rapidinho, estamos sempre disponíveis.
- Falando agora da gravadora, vocês já fazem visitas no complexo, o que é fascinante. Vocês abrem portas para os fãs conhecerem esse espaço fascinante que vocês criaram, mas têm novidades por aí? – Ri fraco.
- Sim! – Falei animada. – Até o fim do ano nós iremos abrir uma sala de exposição para todos os nossos looks ao longo desses 13 anos, os fãs vão poder tirar fotos, até comprar réplicas dos nossos looks mais famosos e até o meio do ano que vem, iremos apresentar o Air Stone, nosso avião que ficará exposto em nosso complexo, quando não estiver em uso. – Abri um sorriso. - Também queremos que os fãs possam criar suas próprias camisetas e colocá-las em nosso hall para vendas da Orbe. Além disso, pretendemos abrir uma loja em cada continente. – Assenti com a cabeça.
- Bem, então vocês não param mesmo? – Ri fraco.
- Até podemos estar calmos, mas nunca parados. – Ri fraco, balançando a cabeça.

- Os anos se passaram, vocês estão juntos ainda, moram juntos, trabalham juntos, são padrinhos e madrinhas dos filhos dos outros, vocês brigam por acaso? – Fallon brincou e eu ri.
- Pouco! – Falei rindo.
- Não sei, a gente nunca brigou, na verdade. – David falou. – Sempre foram discussões bobas que acabavam em risadas.
- Sei lá, acho que o problema é que a gente deu muito certo, sabe? – Louis falou. – Cada um tem sua personalidade e a gente aprendeu a conviver com isso.
- É, acho que é o que Louis falou, tudo começou na base do respeito e as coisas deram certo. – Mack falou, me fazendo rir.
- E, atualmente, todos vocês estão em relacionamento?
- Quase todos! – Jack falou, me fazendo rir.
- Acho que só falta Jack encontrar o príncipe da vida dele. – Alguns fãs da plateia gritaram, me fazendo rir.
- está noiva já, disse que queria casar esse ano e Mack...
- Pensando. - O tatuado falou, me fazendo rir.
- Não vamos exigir muito, Jimmy, eles estão conseguindo morar juntos, o que é um grande avanço. – Emily falou, me fazendo rir.
- E ainda, apesar de vocês juntos, sua irmã, Jack, foi para o Brasil?
- Sim, ela foi para o Brasil ficar com o ex-meio irmão da . – Jack falou, me fazendo rir.
- Mas vocês ainda têm contato?
- Bastante! – Falei rindo. – Ele é uma parte boa da minha vida, apesar de tudo, eu gosto de tê-lo perto.
- Nossa, se a gente ficar falando de todas as suas conexões, a gente fica aqui a noite inteira. – O público gritou, me fazendo rir. – Vocês cantam mais uma para gente antes do intervalo? Depois tentaremos fazer a árvore genealógica da família Stone. – Ri fraco, me levantando.
- Vamos lá! – Me levantei animada, ajeitando a barra do short, peguei o microfone e andei em linha reta. – A próxima música é Better When I’m Dancing, escrita pelo nosso Louis. – Falei sorrindo e ele piscou para mim, enquanto se ajeitava no banco da bateria.
- Vamos com a gente, coloquem as mãos para o alto e batam no ritmo. – Louis falou, começando a bater e Mike deu um passo para frente, tocando seu violão bem leve.
- Hm, hey! – Cantei baixo, empunhando o microfone. - Don't think about it, just move your body. Listen to the music, sing, oh, ey, oh. – Comecei cantando baixo. - Just move those left feet, go ahead get crazy. – Mexi os pés no ritmo, vendo o pessoal se colocar lado a lado. -Anyone can do it, sing, oh, ey, oh. – Somente com Louis e David para trás. - Show the world you've got that fire, feel the rhythm getting louder. – Movimentei o corpo lado a lado. - Show the world what you can do, prove to them you've got the moves, I don't know about you, but I feel better when I'm dancing, yeah, yeah. – O pessoal começou a fazer passinhos fáceis ao meu lado. - Better when I'm dancing, yeah, yeah, we can do this together. Bet you feel better when you're dancing. – Virei o corpo para o lado esquerdo, vendo todos fazerem o mesmo.
- Pa-pa-ra-pa-pa-pa-pa-da-da, la-la-la-la-da-da. La-la-la-la-da-da, pa-pa-da-da. – Começamos a andar para frente, mexendo o corpo, virando para frente e sacudindo as mãos para cima.
- When you finally let go, and you slay that solo, cause you listen to the music. Sing, oh, ey, oh. – Paramos no lugar, mexendo os pés para um lado e para o outro. - Cause you're confident, hey, and you make your hips sway. If you knew that you could do it, sing, oh, ey, oh. – Ri fraco. - Show the world you've got that fire, feel the rhythm getting louder. Show the world what you can do, prove to them you've got the moves, I don't know about you, but I feel better when I'm dancing, yeah, yeah. – Dei de ombros, virando o corpo para a direita agora, vendo os outros quatro me imiratem. -Better when I'm dancing, yeah, yeah, we can do this together. Bet you feel better when you're dancing.
- Pa-pa-ra-pa-pa-pa-pa-da-da, la-la-la-la-da-da. La-la-la-la-da-da, pa-pa-da-da. – Viramos o corpo para o outro lado, sacudindo os ombros e erguendo as mãos. - Pa-pa-da-da, pa-pa-ra-pa-pa-pa-pa-da-da, la-la-la-la-da-da, la-la-la-la-da-da, pa-pa-da-da. – Chamei Fallon que se levantou correndo e se colocou ao lado de Jack.
- Oh, ey, oh. Oh, ey, oh, I feel better when I'm dancing, I'm better when I'm dancing. Hey. Oh, ey, oh. – Ergui a mão, animando os fãs. - I feel better when I'm dancing, yeah, yeah, better when I'm dancing, yeah, yeah. Don't you know, we can do this together. Bet you feel better when you're dancing? Yeah, yeah. – Apontei para o lado esquerdo, vendo todos virarem.
- Pa-pa-ra-pa-pa-pa-pa-da-da, la-la-la-la-da-da, la-la-la-la-da-da. – O pessoal começou a andar novamente, mexendo os ombros e os quadris, andando.
- You got the moves, babe! – Gritei para o pessoal.
- Pa-pa-da-da. – Viramos o lado, continuando o ritmo. - Pa-pa-ra-pa-pa-pa-pa-da-da, la-la-la-la-da-da, la-la-la-la-da-da, pa-pa-da-da.
- I feel better when I'm dancing, better when I'm dancing. I feel better when I'm, yeah, yeah. – Finalizamos, me fazendo rir em seguida, aplaudir junto com o pessoal.
- Stone, pessoal, voltamos depois do intervalo, fiquem de olho. – Jimmy falou e eu apoiei nos ombros dele, acenando para a câmera.

- Eu queria algo simples, sabe? – falava, coçando a cabeça. – Mas é difícil com a quantidade de convidados íntimos que precisamos chamar. – Ri fraco, passando a mão em seus cabelos.
- Eu sei, amor, mas é a nossa pequena realidade. – Ele riu e eu suspirei. - De amigos íntimos são quase 200. – Falei rindo e ele suspirou, franzindo a testa.
- Meu Deus! – passou a mão na cabeça. – Vamos fugir e casar bem longe daqui. – Falei rindo.
- Era uma opção, sabia? – Suspirei. – Ou ir no cartório, eu, você e uma testemunha e resolver isso. – Suspirei.
- Podemos fazer isso. – Ele riu fraco.
- Claro, boa sorte para escolher uma testemunha. – Ele suspirou. – Isso se não surgirem outras 100 ou brigarem comigo depois. – Ele franziu a testa.
- O que a gente faz? – Ele falou e eu ri, suspirando. – Já sei! – Ele falou animado.
- O quê? – Falei empolgada.
- A gente pode se casar na Disney. – Revirei os olhos, respirando fundo.
- Ah, meu Deus. – Ri fraco. – Você e seu vício na Disney.
- Desculpa, quem ganhou dois Oscares por causa deles? – Suspirei, me levantando da poltrona e pegando uma bolacha no armário.
- Amor, eu sei que dá para casar na Disney, mas você já viu os valores? Isso não dá nem para mim que tenho uma das maiores fortunas de artista do mundo. Eu teria que vender o complexo inteiro e o avião para casar na Disney. – Ele franziu o rosto, rindo fraco.
- É, acho melhor deixar para lá! – Ele riu fraco e eu suspirei alto.
- Podemos fazer alguma coisa aqui. – Suspirei. – Lá no fundo tem um espaço aberto bonito, alguma decoração deve ficar legal. Algo simples, sabe? De dia ainda, que as mulheres não precisassem usar longos, que não acabasse muito tarde.
- Dá para fazer isso? – perguntou empolgado.
- Eu acho que dá. – Dei de ombros. – Fazer ali do lado, depois das casas, sabe? Antes de chegar no hangar que vai ficar o avião?
- E a gente consegue planejar isso rápido? – Ele perguntou e eu ri fraco.
- Calma! – Falei suspirando. – Vou falar com Jessica, já que precisamos de alguém que planeje isso para gente, aí vamos ver em quanto tempo ela faz, eu vou atrás da minha roupa, você vai atrás da sua, falamos com um juiz de paz e fazemos um casamento no civil, mas com as 200 pessoas que queremos. – Ele me puxou pela mão novamente.
- Eu ia gostar, sabia? – Ele falou. – Algo no nosso canto, com nossa família, alguns amigos...
- Alguns mesmos, porque se eu for chamar todo mundo que eu já conheci na vida, mais fácil fazer no meio do próximo Oscar. – Ele riu fraco.
- E com quem a gente fala para ver isso? – Suspirei.
- Olívia Weddburgh! – Falei e ele franziu a testa. – A maior cerimonialista do mundo.
- Poderosa! – Ele disse e eu ri fraco.
- Mas antes vou ligar para Jessica ver isso para gente. Vou pedir para ela vir aqui quando sair da gravadora.
- Ela finalmente veio para casa que vocês fizeram para ela? – Ri fraco.
- Até parece, ainda mais que ela está namorando com meu pai, eles ficam bem longe daqui. – Ele riu, balançando a cabeça.

- Cansada? – Mack apareceu e eu ri fraco.
- É uma festa de criança, Mack, elas já me rondam o dia inteiro, eu mereço um dia de descanso. – Falei, bebendo um gole do meu refrigerante e ele riu, puxando a cadeira ao meu lado.
- Quero ver o que vai rolar com esse monte de bolo. – apontou para a mesa onde tinha três bolos de três andares, um para cada menina e eu ri.
- Bem, conheço algumas pessoas que comem bastante. – Virei para Mack e ele riu fraco.
- Isso não é problema, . Fica frio. – Ele falou, me fazendo rir.
- Para você ver como elas são diferentes. – falou e eu suspirei.
- Criadas juntas da mesma forma desde o dia que nasceram. – Suspirei. – Mas é bom. – Sorri. – Virgínia está preocupada, mas elas estão muito bem. – Sorri.
- Eu tenho algo para contar para vocês. – Mack falou e eu franzi a testa.
- Ah, você não quis se sentar aqui só para bater papo? – Perguntei e ele riu.
- Oh não, com certeza não! – Me assustei com um grupo de crianças correndo e ri fraco.
- Ah, lá vem problema. – Suspirei.
- Não, na verdade eu e Delilah decidimos nos casar na semana que vem, ok?! Beijos...
- Ei! – O chamei que já se levantava. – Como assim?
- A gente estava conversando e ficamos bem morando um ano juntos e todo mundo casa, então a gente decidiu casar também. – Balancei a cabeça.
- E vocês vão casar na semana que vem? – Perguntei.
- A gente queria casar amanhã, mas não tem horário no cartório. – Balancei a cabeça, suspirando.
- O quê? – Falei, meio perdida ainda.
- Por que a gente não faz igual eles? – gemeu ao meu lado. – Seria tão mais fácil.
- Oh não! – Mack riu. – Vocês são Stone e , nunca que dá para fazer isso.
- Olha, todo mundo está falando que a gente não pode, se aparecermos casados, é tudo culpa de vocês. – Falei brava.
- Não se atreva. – Mack falou, se levantando. – Você vai, certo?
- Claro que vou, querido. – Falei, esticando a mão para ele. – Finalmente, não? – Falei e ele riu.
- Depois de 17 anos, acho que tá na hora. – Ele falou e eu sorri, apertando-o forte em meus braços.
- Felicidades. – Sorri e ele assentiu com a cabeça.
- Agora, deixa eu contar para o meu irmão! – Ele falou, me fazendo rir.
- Seria tão ruim se a gente fizesse isso? – cochichou ao meu lado e eu ri fraco.
- Acredite, seríamos comidos vivos. – Comentei e ele riu ao meu lado. – Não se esqueça que sua mãe seria a primeira a fazer isso.
- Ah, senhora . – Ele gemeu, me fazendo rir. – Eu não sei o que fazer. – Ele riu fraco, suspirando.
- Continua com o plano. – Falei e ele suspirou.

- Estamos reunidos para celebrar o casamento de Mackenzie Derrick e Delilah Bravia. – O juiz de paz falou e eu dei a mão para , sorrindo. – Essa decisão foi feita por vocês e somente vocês? – Ele perguntou.
- Sim. – Eles responderam juntos.
- Estão prontos para se unir pelos laços do matrimônio e respeitar seus direitos e deveres como marido e mulher? – Ele perguntou.
- Sim! – Eles responderam.
- Então, vamos começar. – Ele falou, abrindo um pequeno sorriso. – Estamos aqui reunidos na presença de Deus e dessas testemunhas para juntar esse homem e essa mulher em sagrado matrimônio. – Ele falou sorrindo. – Esta instituição é uma honra, na qual não se deve entrar com pressa ou inconsequência, mas de forma reverente e discreta.
- Teve tudo, menos pressa. – Mike cochichou para mim e eu ri fraco.
- Mackenzie Derrick, você toma essa mulher, Delilah Bravia, como sua legítima esposa, para amá-la, honrá-la, apoiá-la na saúde e na doença, e será fiel a ela, enquanto vocês viverem? – Melanie entregou a aliança para seu pai e sorriu para ela, e Mack colocou o anel na mão de Delilah, me fazendo sorrir.
- Eu vou! – Ele respondeu, e Delilah abriu um largo sorriso.
- Delilah Bravia, você toma esse homem, Mackenzie Derrick, como seu legítimo esposo, para amá-lo, honrá-lo, apoiá-lo na saúde e na doença, e será fiel a ela, enquanto vocês viverem? – Melanie entregou a aliança para sua mãe e se afastou um pouco e eu a abracei de costas, sorrindo.
- Eu vou! – Ela respondeu, abrindo um largo sorriso.
- Vocês se comprometem a lembrar que o amor, confiança e lealdade prevalecem como fundação para um lar feliz e duradouro, para ser cheio de alegria e ficar em paz?
- Sim! – Eles responderam juntos, dando as mãos.
- Pelo poder dado a mim pelo estado da Califórnia, eu vos declaro marido e mulher. – O juiz falou e eles trocaram um pequeno beijo, fazendo que todos batessem palmas, e Malcon soltasse alguns flashes no rosto deles.
Abri o pequeno saquinho que estava em minha mão e peguei um pouco de arroz de dentro do mesmo e joguei em cima dos dois, junto das outras mulheres presentes.
- Eu nunca pensei que isso fosse acontecer. – Melanie falou baixo e eu ri fraco, apertando-a em meus braços.
- Vocês são, finalmente, uma família, querida. – Falei e ela riu fraco. Mack e Delilah esticaram a mão para ela e eles se abraçaram fortemente, me fazendo abrir um largo sorriso. – Finalmente! – Suspirei para mim mesma, sentindo me abraçar de lado.
- Mais um trabalho cumprido? – Ele perguntou e eu ri fraco, assentindo com a cabeça.
- Mais um. – Suspirei, abrindo um largo sorriso.

- E agora, no palco do Teen Choice Awards, Stone. – O voice-over falou e eu caminhei para dentro do palco, ouvindo a plateia gritar e eu me coloquei em frente ao microfone com o envelope na mão.
- Fazer as melhores escolhas, escolher o melhor roteiro, performar de maneira incrível, além de agradar legiões de fãs ao redor do mundo é só um trabalho de um ator. – Sorri. – Se esforçar em ser o melhor, em fazer o melhor, não é uma opção para eles, é o trabalho de vida. – Suspirei. – Esse ano, nossos atores favoritos são os maiores nomes de ação dentre todos os anos. – Dei de ombros. – Bem, acho que isso quer dizer alguma coisa sobre essa categoria de filmes que tem crescido mais a cada ano. – Dei de ombros. – Além de fazer o que todo ator faz, eles ainda dão, em muitas vezes, o sangue e algumas rachaduras no corpo para trazer a vida personagens tão icônicos. – Sorri. – Esses são os indicados para melhor ator. – Sorri, vendo a tela se iluminar.
- Henry Cavil de Batman Vs Superman. – Aplaudi ao mesmo, suspirando. – de Capitão América: Guerra Civil. – Abri um pequeno sorriso de lado, aplaudindo-o. – Hemsworth de O Caçador e a Rainha de Gelo. – Segui aplaudindo. – Robert Downey Jr de Capitão América: Guerra Civil. – Assenti com a cabeça. – Josh Hutcherson de Jogos Vorazes: A Esperança parte 2. Ben Affleck de Batman Vs Superman. – Continuei aplaudindo-os, vendo que a tela voltou para mim.
- E a sua escolha para melhor ator é... – Falei, abrindo o pequeno envelope em forma de prancha em minha mão, abrindo um pequeno sorriso. – ! – Falei, não contendo minha empolgação e olhei para ele, algumas fileiras para trás, ao lado de Megan, sua assessora.
- Capitão América: Guerra Civil também é seu filme favorito! – A voice-over falou e eu peguei a prancha, que eu tinha várias, em minha mão e esperei meu noivo subir no palco com aquele olhar super sem graça, me fazendo rir.
Eu abri um largo sorriso quando ele chegou em mim e riu fraco, balançando a cabeça e estalou um beijo em meus lábios, fazendo os fãs gritaram, e ele pegou a prancha, meio sem jeito como segurar aquilo e eu ri fraco, me colocando para trás, com um enorme sorriso no rosto.
- Oh, meu Deus! Obrigado. – Ele falou, me fazendo sorrir. – Eu sempre quis uma dessas. – Ri fraco. – Obrigado, gente, muito obrigado! Isso significa muito para mim. Eu estaria mentindo se não falasse que isso é um pequeno erro, mas eu aceito. – Revirei os olhos, escondendo o rosto com a mão. – Obrigado, obrigado a todo mundo que votou, à premiação, à Marvel, esses filmes precisam de tanta gente para fazer, então obrigado a todos. Obrigado a Kevin, ao grandão da Marvel, ele deixou Johnny Storm ser Steve Rogers, então eu agradeço muito. Eu amo fazer esse filme, amo fazer esse personagem, isso faz tudo valer a pena. Obrigado à minha família que sempre me apoiou, a meus amigos, minha noiva... – Ele apontou para mim, me fazendo rir e os fãs gritarem. – Agora eu também tenho uma ! – Ele gritou, me fazendo gargalhar, se afastando do microfone e eu comecei a andar, saindo do palco, atrás da moça que segurou a prancha e me coloquei nos bastidores, vendo vir logo atrás.
- Eu sei! – Falei sorrindo. – Eu sabia disso há umas duas semanas, mas não podia falar nada. – Ele riu fraco, balançando a cabeça.
- Obrigado! – Ele sorriu. – Isso é demais, sério. Sei que para você que tem um bilhão dessas...
- , tudo importa, qualquer prêmio, pequeno ou grande, importa. – Sorri.
- Eu vou querer expor a minha também. – Ele disse e eu ri.
- Junto com as outras sete que eu ganhei essa noite?
- Sete? Eu contei cinco.
- Falta o prêmio da década que é meu e de melhor fandom que os Stoners sempre ganham! – Ele riu fraco.
- Deus pai, não dá nem para brincar contigo. – Ri fraco, dando um rápido beijo em sua bochecha.
- Eu vou me arrumar para a apresentação final, a gente se vê depois? – Perguntei.
- Claro, vou lá te assistir! – Ele falou e eu o abracei rapidamente.
- Parabéns, amor! – Falei, acenando para ele que sorriu.

- Agora, para terminar o Teen Choice Awards 2016, recebam ela... – O voice-over falou. – Melhor artista da década, melhor artista feminina, melhor música romântica, canção do verão, melhor instagrammer, mais hot feminina e melhor fandom... – Os fãs gritaram. – Stone! – Gritou e eu respirei fundo, me colocando em minha posição, segurando forte o microfone em minha mão.
As luzes escuras começaram a clarear com os borrões azuis e rosas do Teen Choice daquele ano e eu respirei fundo, ouvindo meu quarteto de cordas começar a tocar devagar e respirei fundo, vendo a introdução tocar algumas vezes antes do elevador que eu estava começar a subir e eu respirei fundo.
- I need another story, something to get off my chest.– Comecei devagar, começando a ver o pessoal que nos assistia. - My life gets kind of boring, need something that I can confess. – Balancei a cabeça, sentindo o elevador parar. - Till all my sleeves are stained red, from all the truth that I've said. – Balancei a cabeça. - Come by it honestly I swear, thought you saw me wink. No, I've been on the brink, so. – Ergui os braços, vendo as explosões de fogo acontecerem em várias partes do palco.
- Tell me what you want to hear, something that'll like those ears. – Minha banda entrou comigo, aparecendo ao meu lado no palco de cima. - Sick of all the insincere, so I'm gonna give all my secrets away. – Balancei a cabeça. - This time don't need another perfect lie. Don't care if critics never jump in line, I'm gonna give all my secrets away. – Ergui as mãos, vendo o povo cantar e comecei a descer os degraus devagar, junto com os outros quatro que podiam, passando por Louis na bateria e David no piano que estavam lá embaixo
- My God, amazing how we got this far, it's like were chasing all those stars, who's driving shiny big black cars. – Andei em direção a beira do palco, parando no mesmo. - And everyday I see the news, all the problems that we could solve, and when a situation rises, just write it into an album. – Balancei a cabeça, esticando o corpo em direção ao fãs.-Sitting straight, too low, and I don't really like my flow, oh, so. – Suspirei, dando um pulo.
- Tell me what you want to hear, something that'll like those ears. Sick of all the insincere, so I'm gonna give all my secrets away. – Abri um sorriso ao ouvir todo mundo cantando junto. - This time don't need another perfect lie. Don't care if critics never jump in line, I'm gonna give all my secrets away. – Suspirei, abrindo as mãos, ouvindo somente o ritmo acalmar meu peito e abri um sorriso.
- Got no reason, got no shame, got no family I can blame. Just don't let me disappear, I'mma tell you everything. – Balancei a cabeça, erguendo uma das mãos. – So tell me what you want... – Gritei.
- Tell me what you want to hear, something that'll like those ears.
- Sick of all the insincere, so I'm gonna give all my secrets away. – Entrei com eles, abrindo um largo sorriso. - This time don't need another perfect lie. Don't care if critics never jump in line, I'm gonna give all my secrets away. – Abri os braços, achando no meio do pessoal, cantando junto. - Tell me what you want to hear, something that'll like those ears. Sick of all the insincere, so I'm gonna give all my secrets away. – Balancei a cabeça, esticando o microfone para eles. -This time don't need another perfect lie. Don't care if critics never jump in line, I'm gonna give all my secrets away. – Abri um sorriso, movimentando o corpo devagar junto com o violoncelo. - All my secrets away... – Jack me abraçou de lado e eu ri fraco. - All my secrets away. – A música finalizou rapidamente e eu abri um sorriso ao ver as luzes se apagarem e o pessoal gritar.
As luzes se acenderam novamente e Louis e David saíram de seus instrumentos e se colocaram ao nosso lado e nós sete erguemos as mãos e abaixamos as mesmas e a cintura, em forma de agradecimento e levantamos novamente, abrindo um largo sorriso, vendo o pessoal aplaudir pela gente, fazendo com que eu respirasse fundo e colocasse a mão no coração em agradecimento.



Capítulo 30

Me olhei no espelho e meus olhos automaticamente se encheram de lágrimas e soltei um suspiro. Passei a mão levemente embaixo dos olhos, tomando cuidado para não tirar a maquiagem leve que Robb havia feito.
Passei a mão na saia do vestido, sentindo uma felicidade enorme em estar com aquela roupa. O sonho da maioria das garotas era se casar com o homem que ama, eu nunca havia pensado nisso, na verdade, mas agora que eu estava há poucos minutos desse acontecimento, parecia que eu sonhara com isso a vida inteira.
Mexi meus pés novamente e suspirei. Conferi se o detalhe no cabelo estava preso e olhei para a janela fechada de meu quarto, o tempo estava levemente nublado, talvez perfeito para o outono que começara em Los Angeles. Passei o batom claro em meus lábios e dei uma olhada no quarto, cheio de flores que havia mandado aquela manhã e notei que tudo estava perfeito para mais tarde.
Andei até a porta do quarto e abri a mesma, encontrando Dodger e Grape deitados em frente a porta do meu quarto e eles se levantaram rapidamente e eu sorri para eles que latiram e desceram as escadas. Jack estava parado no fim do primeiro lance de escadas com meu buquê na mão e vestido de calça e camisa social e abriu um sorriso quando me viu, afirmando com a cabeça.
Eu desci as escadas, sentindo-o me abraçar fortemente e eu senti mais lágrimas escaparem de meus olhos e ele estendeu o buquê para mim e eu o empunhei firmemente, como se fosse um microfone e ele deu o braço para mim. Descemos o segundo lance de escadas e pude ver um largo sorriso se formar no rosto de Jessica, Emily, Virgínia, Delilah, Lacey, Agatha, Melanie, Gemma, Robb, meu pai e a cerimonialista que estavam na sala, esperando por mim.
- Você está linda! – Meu pai falou e eu abri um sorriso, erguendo a mão para limpar as lágrimas que escorriam em minha bochecha e eu o abracei fortemente, soltando um suspiro.
- Eu estou bem? – Perguntei e todos sorriram.
- Você está perfeita! – Jessica falou e eu suspirei.
- Quanto tempo temos? – Perguntei.
- Não muito. – Olívia falou e eu suspirei.
- Eu estou nervosa! – Assumi, respirando fundo.
- Me surpreenderia se não estivesse. – Emily falou, esticando as mãos para mim. – Demorou o quê? 10 anos para você se casar com o amor da sua vida? – Ri fraca, respirando fundo.
- Algo assim! – Falei rindo.
- Bem, vamos? – Olívia perguntou.
- Você se importa se eu roubar seu par um momento, Jessica? – Perguntei e ela riu fraco, negando com a cabeça, antes de me abraçar.
- Eu não gostaria que fosse diferente. – Ela falou e eu suspirei.
- Obrigada! – Falei sorrindo. – Por tudo. – Ela assentiu com a cabeça.
- Você pode ir comigo, Jessica! – Jack falou e ela assentiu com a cabeça.
- Com certeza! – Ela falou e Emily abriu a porta.
- Boa sorte, querida! – Virgínia falou e eu assenti com a cabeça, vendo todo mundo sair de casa e eu notei o tapete vermelho começar na soleira da porta, me fazendo abrir um sorriso.
- Isso é tudo que você esperava, querida? – Meu pai perguntou, dando o braço para mim.
- Acho que é muito mais do que eu esperei, pai. – Suspirei. – Sim, foram anos até a gente dar certo, mas eu não consigo pensar disso de forma diferente.
- Eu só quero que você seja feliz. – Ri fraco.
- Eu sou, pai. A pessoa mais feliz do mundo. – Abri um largo sorriso.
- Então, vamos! Seu noivo te espera. – Assenti com a cabeça.
- Em três, dois, um... – Olívia falou baixo em seu ponto e eu respirei fundo.
Meu pai começou a andar e eu segui ao seu lado, descendo os dois degraus que davam para fora de casa e virei para a esquerda, notando as crianças organizadas em fileiras no tapete vermelho. Gemma e Matheus de braços dados, Melanie um pouco atrás, Natalie, Grace e Maggie lado a lado, atrás vinha Sophia com as alianças e atrás dela vinha Linda com uma cesta de flores.
Meu quarteto de cordas começou a tocar a marcha nupcial e eu suspirei, entre várias músicas que marcavam esse momento, eu acabei escolhendo a clássica. Meu pai me colocou de frente para o local improvisado na lateral do grande complexo, antes de chegar no hangar que estava sendo construído e eu respirei fundo.
- Pronta? – Meu pai me perguntou e eu assenti com a cabeça, mordendo o lábio inferior e ele riu. – Vamos lá! – Ele disse e eu respirei fundo, dando passos lentos em direção a meu noivo que tinha o maior sorriso no rosto.
Quando entramos na parte coberta, eu comecei a notar a decoração. Eles haviam feito uma tenda branca que cobria as laterais e o teto. As cadeiras estavam enfileiradas com diversas pessoas em pé, com sorrisos lindos no rosto. Reconheci os familiares da minha banda, os atores que trabalharam com e comigo ao longo dos anos, acenei para eles devagar, mas foquei em olhar para o homem que tinha um largo sorriso no rosto. As mangas da camisa branca arregaçadas, a calça social e um sapato social nos pés.
Ele passou a mão no rosto, provavelmente chorando igual a mim e eu abri um largo sorriso, suspirando. Observei minha banda, minha família e Marina, Lara, Johnny e Rachel na primeira fileira e suspirei, notando a família mais próxima de e amigos do outro lado. Meu pai parou e desceu os dois degraus do altar e meu pai soltou minha mão, e eles se abraçaram fortemente, me fazendo respirar fundo e ele sorriu para mim, segurando minha mão e beijou minha testa, sorrindo para mim e eu assenti com a cabeça. Ele me guiou até o altar e eu subi os degraus, me colocando em frente a Amir que havia insistido em realizar essa cerimônia.
- Bom dia! – Ele falou sorrindo. – Estamos aqui reunidos para a união sagrada do matrimônio de e . – Ele sorriu e eu e viramos de frente um para o outro, segurando as mãos. – Finalmente! – Ele falou e eu ri fraco. – São poucos casais que sofrem os trancos e barrancos que esses dois passaram e ainda sim permanecem juntos. – Eu e sorrimos. – Vocês estão cientes que o comprometimento que estão realizando hoje, é para a vida eterna e que terá dias que tudo não passará de desafios para testar a fé de vocês?
- Sim, estamos! – Falamos juntos.
- Vocês estão cientes de que o amor e a confiança depositada um no outro é o que os manterá unidos para sempre? – Assenti com a cabeça.
- Sim, estamos! – Sorri.
- , você aceita como seu legítimo esposo para amar e respeitar, durante todos os dias da sua vida, até que a morte os separe? – Abri um largo sorriso.
- Sim! – Falei.
- , você aceita , como sua legítima esposa para amar e respeitar, durante todos os dias da sua vida, até que a morte os separe? – afirmou com a cabeça.
- Sim, com certeza! – Ele disse, me fazendo rir.
- As alianças, por favor. – Amir falou e Agatha se aproximou com Linda em seu colo, e eu e pegamos as alianças contrárias.
- Eu, ... – segurou minha mão. – Prometo lhe fazer feliz por todos os dias da sua vida, saber onde você está e o que você está fazendo, sem tentar ser perseguidor. – Ri fraco. – Mas garantindo que você não seja nada menos do que feliz em todos os dias da sua vida. – Ele colocou a aliança em meu dedo e eu assenti com a cabeça, sorrindo. – Que nossas brigas terminem em risos, que nossos momentos sejam só nossos e que você seja incrível para sempre. – Sorri, assentindo com a cabeça, segurando sua mão.
- Eu, ... – Ri fraco. – Prometo que sempre vai ser você. – Abri um sorriso. – Que eu nunca vou desejar ter uma amnésia sobre nós e que nosso amor sempre será cantado em músicas secretas de amor. – Ele riu fraco, balançando a cabeça. – Que você tenha paciência em ser minha inspiração em nove entre dez músicas, que você não brigue por eu ser a pessoa mais livro aberto que você conhecerá em sua vida e que, apesar de tudo, eu sempre consiga colocar um sorriso em seu rosto e me ver em seus olhos como a melhor pessoa que eu posso ser. – Coloquei a aliança em seu dedo e ele sorriu, assentindo com a cabeça.
- Pelo poder investido em mim pelo estado da Califórnia para o dia de hoje e só hoje. – Amir falou, me fazendo rir. – Eu os declaro marido e mulher. – Ele falou, fazendo meus olhos lacrimejarem novamente. – Não me permitiram falar isso, mas pode beijar a noiva. – Ele cochichou para , me fazendo rir e meu marido colocou as mãos em meu rosto e colou os lábios nos meus, me fazendo ouvir o pessoal aplaudir e eu ri fraco, sentindo me pegar no colo, me fazendo rir.

- Eu tenho que dizer que esse foi o melhor casamento de todos. – falou, se sentando na mesa que eu estava e eu ri fraco, abaixando os pés da cadeira do lado e ajeitando a barra do vestido.
- Eu queria que isso fosse muito menor do que foi, sem tanta gente, sem tantos preparativos e sem tanta organização. – Suspirei.
- Mas foi demais! – apareceu ao meu lado, puxando a cadeira e se sentou, me fazendo suspirar.
- Sim, agora quero ir para casa, tirar essa roupa e...
- Eu ainda sou seu amigo, , por favor. – falou, me fazendo rir.
- Eu não entrei em detalhes sobre a noite de núpcias, você que está insinuando. – riu fraco, virando o resto do drink para dentro da boca.
- Precisa de mais alguma coisa, ? – Jack apareceu atrás de mim e eu dei uma olhada em volta, vendo somente o pessoal do buffet e o pessoal da banda jogado pelos cantos.
- De um banho, de um...
- Daqui! – Ele falou, puxando a cadeira ao lado de e eu ri fraco, balançando a cabeça. – Gemma e Matheus vão voltar amanhã cedo para o Brasil. – Suspirei.
- E você vai levá-los? – Ele deu de ombros.
- Nada mais justo. – Ele apoiou as mãos na cadeira ao lado de e eu ri fraco.
- Nada de fazer interrogatório, Jack. – Ele deu de ombros.
- Bem, são 40 minutos até o aeroporto... – Revirei os olhos.
- Você está solteiro, ? – Perguntei, virando a cabeça para o loiro.
- Da última vez que conferi, sim. – Ele falou, me fazendo rir.
- Por que vocês dois não namoram? – Apontei para eles e ouvi gargalhar ao meu lado. – É sério, eles são solteiros, tem a mesma idade, são gays... – Dei de ombros.
- Acho que você tomou muito champanhe. – Ele falou e eu ri.
- Ei, eu estou bem, ok?! – Falei rindo. – Não seria uma ideia ruim, meus dois melhores amigos. – Dei de ombros e notei que Jack e se olhavam encabulados.
- Você está parecendo o Ross de Friends... – falou e eu dei de ombros.
- Bem, eu joguei a bomba. – Me levantei, estendendo a mão para . – Agora depende deles. – se levantou também. – Até amanhã, gente. Vou para casa. – Sorri, abraçando de lado e peguei meus sapatos em cima da mesa, andando para fora da gravadora.

- Eu acho que nunca estive tão feliz em minha vida. – Falei, sentindo-o acariciar meus cabelos e ele riu fraco.
- Disse a mulher que não pensava em se casar. – Ri fraco, balançando a cabeça.
- Não, não é assim também. – Suspirei. – Eu sempre soube que um dia a gente chegaria nesse ponto, só não pensaria que seria a melhor decisão da minha vida. – Ele suspirou em meu pescoço, dando um beijo de leve no mesmo.
- Você é a melhor decisão da minha vida. – Ele falou e eu abri um sorriso.
- Você também! – Suspirei, acariciando seus braços ao redor do meu corpo. – Talvez o maior erro também. – Ele gargalhou.
- Tudo deu certo. – Ri fraco, acariciando sua mão, observando a aliança dourada brilhar em seu dedo.
- Podemos sair? Eu estou ficando enrugada e a água está ficando gelada! – Ele riu fraco.
- Vamos! – Ele falou e eu me coloquei em pé na banheira, saindo da mesma e segui para o boxe, ligando a água quente, deixando que ela caísse em meu corpo e logo apareceu em minha frente, passando os braços em minha cintura. – Vamos dividir isso! – Ri fraco, passando os braços pelos seus ombros.
Ele colou os lábios nos meus e eu suspirei, passando as mãos em seus cabelos molhados, ele virou meu corpo em seus braços e afastou meu cabelo da nuca, distribuindo beijos nos mesmos e acariciando meus seios com as mãos. Fechei os olhos e respirei fundo. Ele apertou meu corpo contra o seu e me pegou no colo, me fazendo soltar um pequeno grito.
- Espera! – Falei desligando a torneira e ele me levou para fora do boxe, saindo do banheiro e me colocou na cama, me fazendo gritar. Puxei meu vestido e sua calça que estavam na cama para fora e joguei no chão, sentindo-o se colocar em cima de mim, colando o corpo no meu e eu suspirei.
- Eu te amo! – Ele disse e eu passei a mão em seus cabelos, afastando da testa e ele sorriu.
- Eu sempre te amei! – Ele abriu um sorriso e roçou os lábios nos meus.
- Eu sempre soube! – Ele falou e colou os lábios nos meus novamente, me fazendo fechar os olhos e suspirei.
Sua mão subiu pela lateral do meu corpo, pressionando a mão em diversas partes do meu corpo e eu suspirei quando ele desceu os lábios pelo meu pescoço e distribuiu longos beijos no mesmo, me fazendo soltar a respiração fortemente. Ele desceu os lábios por entre meus seios, soltando a respiração forte contra minha pele e abri um pequeno sorriso antes de descer mais um pouco, me fazendo segurar os lençóis da cama e jogar a cabeça para trás.

- Xí! – Falei, me aproximando da cortina e fiquei atenta em ouvir.
- Mas...
- Xí! – Repeti, abanando a mão, ouvindo o pessoal se colocar ao meu lado. - Não vai estragar a surpresa. – Falei, procurando o meio da cortina, ouvindo do lado de fora.
- E agora, vamos receber no palco, a turma da UCLA para cantar uma música de Stone. – O apresentador do karaokê falou e as poucas pessoas presentes aplaudiu.
- Oi, boa noite! – Uma voz masculina falou. – Nós somos alunos de diversos cursos da UCLA e estamos aqui para cantar para vocês. – Ele falou rindo. – Se vocês gostarem da cantoria e quiserem deixar uma gorjeta para gente, vai para ajudar no tratamento de um amigo nosso que descobriu estar com AIDS recentemente. – Respirei fundo, coçando a cabeça.
- Essa é para o Kyle. – Eles falaram e comecei a ouvir o som de Fly With Me sair pelas caixas de som do pequeno karaokê próximo a faculdade UCLA.
- If time were still, the sun would never never find us, we could light up. – Eles começaram a cantar juntos fortemente, deveria ter umas quatro ou cinco pessoas no palco. - The sky tonight, I could see the world through your eyes, leave it all behind. – Fiz um sinal para o pessoal da minha banda ir para as laterais e eles afirmaram com a cabeça. - If it's you and me forever, if it's you and me right now. That'd be alright, be alright. – Assenti com a cabeça, empurrando a cortina.
- We're chase stars to loose our shadow, Peter Pan and Wendy turned out fine, so won't you fly with me. – Começamos a cantar com eles, assustando os jovens que cantavam. - Oh yeah, gonna fly with me now. – Sorrimos, passando os braços pelos ombros deles que cobriam a boca, não acreditando no que estava acontecendo.
- Now the past is coming alive and given meaning. – Nós sete voltamos a cantar, deixando o povo respirar um pouco, se entreolhando rindo. - And a reason, to give all I can, to believe once again. – Puxei os dois que estavam ao meu lado para se aproximar do microfone.
- If it's you and me forever, if it's you and me right now. That'd be alright, be alright. – Alguns começaram a cantar conosco, ainda um pouco nervosos e eu mostrava um largo sorriso. - We're chase stars to loose our shadow, Peter Pan and Wendy turned out fine, so won't you fly with me. – Suspirei.
- Maybe you were just afraid, knowing you were miles away, from the place where you needed to be, and that's right here with me. – Até minha banda deixou eu cantar sozinha e eu ri fraco, notando que as poucas pessoas da plateia estavam em choque e alguns tinham os celulares levantados. - If it's you and me forever, you and me right now, that'd be alright.
- If it's you and me forever, you and me right now, that'd be alright, be alright. – Balancei a cabeça, jogando-a para trás. - We're chase stars to loose our shadow, Peter Pan and Wendy turned out fine, so won't you fly, fly, fly with me. – Jack abriu um largo sorriso para mim, balançando a cabeça. Pulamos no final da música, rindo quando ela acabou.
- Oh, meu Deus! – O pessoal começou a falar e eu ri.
- Diga para o seu amigo Kyle nos ligar. – Falei para eles. – Nós os ajudaremos em tudo o que ele precisar para o tratamento. – Sorri e eles assentiram com a cabeça, rindo em seguida. – A gente recebeu o vídeo de vocês. – Eles sorriam, assentindo com a cabeça.
- Ele não vai acreditar. – Um deles falou e eu ri.
- Vai sim! – Apontei para a plateia. – Porque Malcon gravou tudinho.
- Tudinho! – Ele disse, me fazendo rir.

- Eu não sei! – Falei, empurrando enquanto ele olhava a pasta com desenhos.
- Vocês querem fazer algo igual? – O tatuador perguntou e eu e nos olhamos.
- Acho que não. – Ri fraco. – Talvez algo que tivesse relação conosco.
- Já sabe onde vai fazer? – me perguntou.
- Depende do que for! – Ri fraco e ele balançou a cabeça.
- Por que o não faz um microfone e uma claquete? – O tatuador, amigo de , falou e eu ponderei com a cabeça.
- Não é uma ideia ruim. – falou e eu virei para ele, rindo fraco. – Onde você quer fazer?
- Uma claquete? – Suspirei, ponderando com a cabeça. – Posso fazer na parte interna do braço esquerda. – Bati no gordinho do braço. – E você?
- Eu tenho uma tatuagem para meus irmãos na panturrilha esquerda, posso fazer na direita.
- Beleza, vou esboçar aqui e já vamos para a mesa. – Assentimos com a cabeça e o amigo de se afastou.
- Parece que faz uma eternidade que fiz minha outra tatuagem. – Balancei a cabeça e ele riu.
- Quando foi? – Suspirei, colocando a cabeça para pensar.
- Mais de 10 anos, isso é certeza! – Ri fraco. – Acho que foi durante a produção do segundo CD. – Balancei a cabeça.
- Onde foi?
- Você lembra daquele programa o Miami Ink? – Ele riu.
- Você fez sua tatuagem no Miami Ink? – Ele perguntou, gargalhando.
- Sim, com o Ami James ainda. – Ele balançou a cabeça, me abraçando pela cintura.
- Como foi?
- Foi um convite na verdade. – Ri fraco. – Louis e Emily foram os únicos que ficaram de fora, foi lá que Mack tatuou meu rosto. – Ele riu.
- Vocês são cheios de surpresa mesmo. – Dei de ombros.
- Ah, você sabe, a gente nunca foi de chegar em um lugar quieto. – Ele riu fraco. – Mas foi legal, acho que eu ainda tenho o vídeo em casa. – Ri fraco. – A gente guardou tudo. – Balancei a cabeça. – Acho que em alguma daquelas salas da gravadora tem um arquivo gigante de vídeos, fotos, provavelmente muita coisa em VHS ainda! – Ele gargalhou, balançando a cabeça.
- Vocês querem dar uma olhada? – O tatuador voltou e eu assenti ao ver o desenho da claquete, me fazendo sorrir.
- Você pode escrever “Quarteto Fantástico” nela? – Perguntei, virando para que sorria. – Foi por esse filme que a gente se conheceu.
- Claro! – Ele sorriu.
- E para eu lembrar qual foi a primeira música que eu ouvi sua? – Ri fraco.
- Provavelmente foi Show Me Love, mas não precisa! – Ele riu, balançando a cabeça.
- I’ve could have shown you America...
- Menos, amor, menos! – Falei e ele riu.
- É, acho que já deve ter muita gente no mundo com tatuagem dessa música. – Ri fraco.
- Já vi algumas. – Dei de ombros. – Muito bonitas por sinal. – Ri fraco.

- Nem vem, eu não quero decidir isso agora! – Falei rindo, balançando a cabeça.
- Ah qual é gente, por favor! – Jessica falou, se sentando na poltrona em minha frente.
- Não, não! – Louis falou. – A gente prometeu ir com as coisas mais devagar.
- É! – Mack falou.
- Devagar, gente, com um foco, então por favor, podemos colocar esse foco? – Jessica apoiou os cotovelos na mesa. – Por favor! Só ver o que vocês estão planejando algo assim.
- No momento eu estou planejando voltar para a minha cama. – Jack falou e eu ri.
- está lá? – Perguntei, abrindo um largo sorriso e ele me mostrou o dedo do meio, me fazendo rir.
- Eu não acredito nisso, vocês são velhos já e as brincadeiras continuam a mesma.
- Licença... – David falou.
- Nem vem, você não vai se safar dessa! – Ele riu fraco, balançando a cabeça.
- O que você tem em mente? – Perguntei, suspirando.
- Acho que mesmo vocês fazendo as coisas devagar, a gente deveria colocar um prazo, se não as coisas começam a desandar. – Cocei a cabeça.
- Como assim? – Perguntei.
- Vocês são gigantes, cada dia aparece uma novidade, uma participação, uma colaboração, uma propaganda e a gente sabe que isso toma os dias, além de vocês estarem focados na vida pessoal de vocês, então vamos fazer um calendário para vocês seguirem até com os compromissos pessoais. – Ponderei com a cabeça, afirmando.
- Ok, e qual sua ideia? – Mike perguntou.
- Bem, vocês já visitaram todos os países do mundo que lhes permitiu, talvez a gente possa focar em turnês por países, por continentes, algo menor. – Ela deu de ombros. – Acontece mais rápido, vocês têm mais tempo para voltar para casa e não ficam devendo com os fãs.
- Mas e como seria isso? A turnê teria que ser preparada perfeitamente, com todos os detalhes possível, a gente teria que ter um lugar para guardar o palco, contratar músicas e dançarinos extras se for necessário, fazer contrato com cada país, cada casa de show ou estádio...
- Sim, o trabalho é muito maior, mas é uma opção para vocês ficarem mais folgados. – Ela se encostou na cadeira. – A decisão é de vocês, equipe para fazer tudo isso a gente tem.
Suspirei e olhei em volta da mesa, vendo todo mundo olhar para Jessica, com a mesma feição no rosto. Tudo era meio novo para gente, em situações a gente não sabia o que fazer. Mike foi o primeiro a confirmar com a cabeça e eu fiz o mesmo, vendo o pessoal dos dois lados confirmar e eu olhei para Jessica.
- Beleza! – Suspirei. – A gente faz assim, mas quero ver esse calendário antes de tudo começar.
- Tudo passa pelas suas mãos mesmo. – Ela falou e eu ri fraco.

- Oh, meu pequeno! – Abri um sorriso quando Lacey se aproximou e eu peguei Andrew de seu colo, vendo seus olhos azuis gigantes olhando para mim e um sorriso no rosto. – Ele acabou de acordar?
- Mais ou menos, eu olhei na babá eletrônica e ele estava sentado mordendo o bichinho dele. – Ri fraco.
- Seu sapeca! – Falei para ele, dando um beijo em sua bochecha. – Não tem problema ele ficar aqui?
- Ele nasceu ouvindo música alta. – Ela riu fraco. – Ele já está acostumado! – Ri fraco, assentindo com a cabeça.
- Vou ficar com ele um pouco, ele tá tão cheirosinho! – Falei, cheirando o cabelo escuro igual de Mike e ela riu.
- Não vai te atrapalhar? – Ela perguntou.
- Não! – Falei sorrindo. – Já tive muita prática com os outros. – Ela deu de ombros.
- Vamos continuar, então? – Virei o corpo, ajeitando Andrew em meu colo de forma que ele pudesse ver o ensaio e Mike fez uma careta para seu filho que mexeu as perninhas animado, me fazendo rir.
- Claro! Vamos para Happily agora! – Falei e ele confirmou com a cabeça.
Mike começou a tocar seu violão e Mack o acompanhou com o baixo, sendo o som que mais chamava atenção nas caixas de som e Louis começou a bater na bateria devagar, só no bumbo e no prato, eles fizeram a introdução algumas vezes, até que Mike começou a cantar.
- You don't understand, you don't understand, what you do to me when you hold his hand. – Abri um sorriso, movimentando Andrew de um lado para o outro. - We were meant to be but a twist of fate, made it so you had to walk away. – Movimentei a cabeça, segurando Andrew firme. - Cause we're on fire, we're all on fire. We're on fire now. – Batia os pés no chão no ritmo da bateria. - Yeah we're on fire, we're all on fire, we're on fire now.
- One, two, three... – Louis gritou e eu me aproximei do microfone.
- I don't care what people say when we're together... – Nós sete cantamos forte no refrão. -You know I want to be the one to hold you when you sleep.– Andrew se mexia em meu colo animado, me fazendo rir, ele já não era tão pequeno. - I just want it to be you and I forever, I know you want to leave so come on...
- Baby be with me so happily. – Mike finalizou sozinho de novo, sorrindo. - Is 4 am and I know that you're with him, I wonder if he knows that I touched your skin, and if he feels my traces in your hair, I'm sorry love but I don't really care. – Virei meu rosto para frente, vendo no sofá com o resto do pessoal, batendo os pés no chão. - Cause we're on fire, we're all on fire. We're on fire now. Yeah we're on fire, we're all on fire, we're on fire now. – Respirei fundo.
- One, two, three... – Louis gritou novamente.
- I don't care what people say when we're together, you know I want to be the one to hold you when you sleep.– Apertei Andrew em meu colo, que soltava umas risadas gostosas. - I just want it to be you and I forever, I know you want to leave so come on, baby be with me so happily. – A gente riu juntos, balançando o corpo.
- So happily, one, two, three, four! – Mike continuou. –Oh, oh, oh, oh, oh, oh, we're on fire now.– Ele cantou sozinho.
- Oh, oh, oh, oh, oh, oh, we're on fire now. – Os meninos entraram com ele.
- We are on fire... – Cantei com Emily.
- Oh, oh, oh, oh, oh, oh, we're on fire now. – Os meninos gritaram juntos.
- I don't care what people say when we're together... – Cantei forte, vendo o povo sorrir ao continuar comigo. - You know I want to be the one to hold you when you sleep. I just want it to be you and I forever... – Gritei novamente. -I know you want to leave so come on, baby be with me so happily. – Respiramos rápido. - I don't care what people say when we're together, you know I want to be the one to hold you when you sleep. I just want it to be you and I forever, I know you want to leave so come on...
- Baby be with me so happily. – Mike cantou sozinho, me fazendo abrir um largo sorriso.
- Tá ótimo, gente! – Brandon falou de dentro da cabine e eu ri fraco, virando Andrew de frente para mim, vendo-o se aninhar em meu peito, resmungando baixinho.
- Andrew se animou aqui! – Comentei e Mike riu.
- Ele ama essa música. – Balancei a cabeça.
- Como é possível ter só um ano e já reconhecer isso? – Mike riu fraco, esticando as mãos para o filho que começou a me puxar em direção a Mike.
- Vai saber! – Ele falou rindo e eu deixei meu afilhado ir para o pai, me fazendo revirar os olhos.
- Eu sempre sou abandonada. – Ele riu fraco. – Sempre.
- Gente, vamos repassar That’s My Girl? Tá chegando a gravação do clipe. – Ouvi Brandon falar e suspirei.
- Ok, só espera um pouquinho! – Falei no microfone. – Criança no recinto! – Falei e ouvi sua risada ecoar pelos autofalantes.

- Vamos lá! – Malcon gritou.
- Espera aí! – Ergui as mãos. – Podemos repassar, por favor? – Ele riu fraco, saindo da sua cadeira de diretor e veio em minha direção e de Emily.
- Trabalho humanitário, gente! – Ele falou. – Vocês estão em um local de refúgio que acabou de sofrer um bombardeio e vieram ajudar.
- Eu sei! – Falei rindo. – Mas agora eu e a Emily só vamos andar e cantar?
- Isso! – Ele sorriu. – E os meninos que serão os vilões da história ficarão encarando. – Assenti com a cabeça.
- Perfeito! – Sorri.
- Pena que eles nem tem cara de quem vão machucar alguém. – Emily falou, me fazendo rir.
- Em suas posições! – Malcon falou, saindo de cena e eu ajeitei minha jaqueta de couro e Emily se colocou ao meu lado, jogando os cabelos para trás. – Vocês sabem o que fazer, meninas, desviem dos destroços e tudo mais. – Assenti com a cabeça, suspirando. – Ação! – Ele falou e eu respirei fundo. – Playback! – Ele gritou e logo ouvi a música começar a tocar.
- That's my girl! – Emily cantou ao meu lado e começamos a marchar lado a lado pelo set feito com pedras falsas e muita areia.
- Who's been working so damn hard, you got that head on overload? – Comecei a cantar forte, encarando os câmeras em nossa frente. - Got yourself this flawless body aching now from head to toe.
- Ain't nothing, ain't nothing... – Emily cantou ao meu lado.
- All my ladies 'round the world. – Movimentei a mão, batendo os pés forte no chão, vendo a poeira subir.
- Ain't nothing, ain't nothing...
- Good girls better get bad. – Encarei os meninos que estavam escorados em construções inacabadas com cara de poucos amigos. - You've been down before, you've been hurt before, you got up before, you'll be good to go, good to go. – Movimentei o corpo, mexendo os cabelos de um lado para o outro.
- Destiny said it, you got to get up and get it, get mad independent and don't you ever forget it.– Eu e Emily cantamos juntos, parando lado a lado, encarando os figurantes que estavam jogados pelos cantos. - Got some dirt on your shoulder, then let me brush it off for ya, if you're feeling me, put your five high, that's my girl. – Entreabrimos as pernas forte, se entreolhando. - That's my girl, that's my girl, that's my girl!
- Get up, what you waiting for? – Emily cantou mais alto.
- That's my girl, that's my girl, that's my girl. – No refrão nós fazíamos a coreografia, movimentando as mãos atrás do corpo e abrindo-as lateralmente, repetindo diversas vezes.
- Nod if you been played by every boo just trying to show you off. – Voltavamos a marchar enquanto andávamos. - Thought he was the best you ever had until he cut you off. – Gritamos forte.
- Ain't nothing, ain't nothing...
- Bet, you bet, you know your worth. – Movimentei as mãos.
- Ain't nothing, ain't nothing...
- Good girls better get bad. – Abri um sorriso.
- You've been down before, you've been hurt before, you got up before, you'll be good to go, good to go. – Paramos um pouco mais para frente, suspirando. - Destiny said it, you got to get up and get it, get mad independent and don't you ever forget it. Got some dirt on your shoulder, then let me brush it off for ya, if you're feeling me, put your five high, that's my girl. – Abrimos um largo sorriso, voltando a fazer a segunda parte da coreografia. - That's my girl, that's my girl, that's my girl...
- What you wait, what you wait, what you wait, what you waiting for? – Cantei forte, movimentando os braços para frente.
- That's my girl, that's my girl, that's my girl. – Suspiramos, abaixando o corpo, dançando mais devagar quando a música ficou mais lenta.
- You've been down before, you've been hurt before, you got up before, you'll be good to go, good to go. – A gente se movimentava devagar, abrindo diversos sorrisos e nos entreolhamos quando ficou mais rápido. - Destiny said it, you got to get up and get it, get mad independent and don't you ever forget it. Got some dirt on your shoulder, then let me brush it off for ya, if you're feeling me, put your five high... – Forçamos as vozes juntas, e os meninos se colocaram atrás de nós. - That's my girl. – Sorrimos, recomeçando a coreografia os sete juntos, até os meninos que não costumavam dançar. - That's my girl, that's my girl, that's my girl...
- What you wait, what you wait, what you waiting for? – Forcei, movimentando as mãos em sentido a câmera.
- That's my girl, that's my girl, that's my girl. That's my girl, that's my girl. That's my girl, that's my girl.
- Ain't nothing, ain't nothing, ain't nothing, put your heart and your soul in it. – Abri os braços, me colocando um pouco a frente. - Ain't nothing, ain't nothing, ain't nothing, now put your heart and your soul in it.
- That's my girl, that's my girl, that's my girl. – Eu e Emily cantamos juntas, voltando a bater os pés forte no chão. - That's my girl, that's my girl, that's my girl...
- That's my girl. – Finalizei suspirando.
- Corta! - Malcon gritou. – Ficou muito bom, meninas! – Ri fraco.
- Achei meio forçado. – Balancei a cabeça.
- Não, está bom! – Ele disse. – Vai mesclar com várias outras cenas, vai ficar legal. – Ele disse. – Só os meninos dançando que está meio estranho... – Gargalhei, colocando as mãos na boca em seguida.
- Eu não vi, então não vou dizer. – Ele riu, balançando a cabeça.
- Vamos fazer de novo, só para garantir. – Malcon falou, se afastando da cena.

- Como isso é possível? – se levantou irritado, colocando as mãos na cabeça. – Isso não é possível... Cara... – Ele falava e eu olhava para TV um pouco incrédula, mas ele estava muito puto.
- Filho, se acalma! – Lisa falou, se aproximando do filho.
- Não, mãe, isso é o fim do mundo, esse cara é um louco. – Suspirei e me levantei, seguindo para a cozinha, puxando um copo do armário e enchendo de água.
- Calma, filho, espera! – Ouvia Lisa falando. – É ruim, mas vivemos em uma democracia, você vai ter que viver com isso.
- Como eu vou ter que viver com isso, mãe? Esse cara é racista, lunático, xenofóbico... – Suspirei, virando água na boca.
- Que merda, hein?! – Jack apareceu em minha frente e eu suspirei, rindo fraco.
- Que merda! – Balancei a cabeça. – Esse é o ano mais zoado de toda a minha vida.
- Não é não! – Ele falou rindo. – É o mais zoado do mundo, mas o nosso está sendo bom. – Abri um pequeno sorriso.
- Se esse cara prometer tudo o que está prometendo, a gente está ferrado. – Suspirei e ele negou com a cabeça.
- A gente não se meteu em nada político, o que foi bom para gente, não estamos no radar dele, se acalma. – Ele falou e eu engoli em seco.
- E espero nem entrar também! – Suspirei.
- O está bem bravo! – Ele falou baixo.
- O tio dele é do congresso, do partido da Hilary, e eu tenho até medo quando começa a falar de política, é tudo meio quente assim. – Ele suspirou.
- Pois é, o negócio está pegando fogo lá na sala. – Ri fraco.
- Vou resolver isso agora. – Falei, apoiando o copo na bancada da cozinha e saí da mesma, vendo Grape seguir meus passos. – Os nervos estão mais calmos? – Me aproximei da sala, vendo e Lisa sentados no sofá novamente.
- Não muito! – Minha sogra falou e eu respirei fundo.
- Bem, eu não sei vocês, mas eu vou dormir, aproveitar o conforto de casa, porque a Polícia Federal pode bater a nossa porta a qualquer momento para deportar todo mundo. – Falei, ouvindo Jack gargalhar ao meu lado.
- Oh, amor! – falou, se levantando novamente. – Você não vai ser deportada. – Ri fraco.
- Eu sei que não, eu estou legalizada aqui, mas se ele for tão xenofóbico como mostra, só os gêmeos vão se livrar disso. E as crianças. – Dei de ombros, rindo. – Você está mais irritado que a nossa equipe que é feita 80% por estrangeiros. – Ele suspirou, coçando a cabeça.
- Desculpa é que... – Ergui a mão.
- É que nada, se acalma e vamos ver o andamento disso. Tem tempo para ele tomar posse ainda, quando ele tomar posse, a gente volta a analisar. Pode ser? – Ele suspirou, assentindo com a cabeça.
- Ok, pode ser! – Ele falou, me abraçando forte. – Vou tentar me controlar.
- Por favor! – Falei rindo, abraçando-o fortemente.

- A ideia dessa loja física sempre foi divulgar o trabalho da Orbe com mais facilidade aqui em Los Angeles. – Sorri. – As pessoas têm ficado cada vez mais interessadas, os artistas querem fazer parte, querem ajudar, então ter um lugar fixo em Los Angeles deixa tudo mais real. Ao invés das pessoas correrem para Malibu para ir atrás de mim, eles virão para a Rodeo Drive. – Assenti com a cabeça.
- E a ideia da porcentagem da doação permanece a mesma? – A repórter me perguntou.
- Sim, completamente a mesma. Toda a porcentagem de lucro será usada para o frete, envio e o resto será totalmente dedicada a fundação do Elton John, que faz pesquisas e avanços sobre AIDS, além da compra e envio de produtos que ajudam no tratamento dessa doença que ainda é um mistério. – Ela assentiu com a cabeça.
- E para você, Stone, que já passou por várias coisas e acontecimentos na vida, qual é a sensação de poder ajudar em uma pequena parte essas pessoas? – Suspirei
- Eu não me conformo que ainda existe tanta miséria no mundo, e que muitos governantes não façam nada ou não possam fazer nada sobre isso, então poder ajudar é o mínimo. – Suspirei, jogando meu cabelo para trás. – Eu já vi o que essa doença pode fazer, uma das minhas melhores amigas vive com HIV positivo, então nós estamos tentando o máximo que esteja ao nosso alcance para que seja feito pelo menos um controle dessa doença, e quem sabe, algum dia, erradicá-la. – Ela sorriu.
- Obrigada, , aproveite sua festa! – Sorri, acenando para ela e os outros repórteres que eu falei, além de fãs que se amontoavam na calçada em frente à minha loja.
Olhei para o prédio alto de vidro, com traços da arquitetônica em preto fazendo um grande xadrez no prédio e o escrito Orbe em um prateado que imitava globo de espelhos e um losango roxo acima.
O segurança da porta abriu uma das portas duplas de vidro e eu senti o ar gelado vindo de dentro dela e eu suspirei alto, abrindo um largo sorriso. A loja era alta, dividida em dois andares, mas do andar de baixo, assim como era na gravadora, podia ver o andar de cima. Todas as paredes estavam tomadas com três faixas de cabides, cada uma segurando os modelos feitos por cada artista, desde o menor tamanho, até o maior. Acima, com uma escada na lateral, tinha mais dessas, mas com as camisetas exclusivas de nós sete.
Ao redor do local, convidados famosos, alguns fãs que ganharam convites e nossos familiares tinham largos sorrisos nos rostos, enquanto conversavam entre si ou bebiam um pouco de champanhe que era distribuído por garçons que andavam pelo local. Estava tudo perfeito.
Apesar de a loja ficar em um dos locais mais caros de Los Angeles, era aqui que ela poderia ter uma receptividade melhor, apesar de todas as vendas online, um ponto fixo que os artistas pudessem vir, prestigiar, e os fãs fizessem a festa, seria o ponto de referência perfeita para o fã de qualquer artista no mundo, que topou fazer parte da Orbe, é claro!
- Mais um sucesso, hein?! – Virei de costas, abrindo um sorriso para que segurava sua taça de champanhe e eu ri fraco.
- Eu estou tão feliz, sabe? – Falei suspirando e ele assentiu com a cabeça.
- Posso imaginar. Isso está demais, ! – Sorri. – Os fãs estão loucos para entrar.
- Amanhã. – Balancei a cabeça. – Tem muito famoso aqui, imagina o que vai acontecer se deixar todo mundo entrar. – Ele gargalhou.
- Oh, perigoso! – Ele riu. – Mas foi muito legal do pessoal comparecer. – Afirmei com a cabeça.
- Sim, foi muito bom. – Suspirei. – Ah, isso é demais! – Ele riu.
- Você está extasiada. – Ele comentou, passando a mão em minha cintura.
- É tão bom ver as pessoas realmente valorizando isso, sabe? Não só comprando as roupas, mas também mostrando o apoio, querendo participar das doações, das entregas... – Suspirei. – Isso é muito mais do que eu e Emily imaginamos lá atrás.
- E isso só vai crescer mais, amor. – Ele deu um beijo em minha testa. – Vocês merecem. – Sorri, retribuindo com um beijo em sua bochecha.
- ! – Emily gritou por mim e eu ri, seguindo em sua direção.

- Desculpe, demorou no médico! – Falei, ao empurrar a porta da sala de ensaios.
- Médico? – Jack perguntou.
- Você foi no médico, está tudo bem? – David perguntou e eu respirei fundo.
- Eu fui na ginecologista, gente, sendo mulher, é bom que eu vá uma ou duas vezes por ano. – Falei, deixando meus saltos no canto da sala e seguindo em frente. – Teste de mamas, conferir se está tudo certo?
- Oh, sim! – Mike falou, coçando a cabeça.
- Desculpe! – Jack falou, me fazendo rir e eu segui até o meio da sala, segurando meu microfone.
- O que você está fazendo aqui? – Notei de canto de olho, sentado no sofá branco.
- Eu o convidei. – Jack falou e eu abri um largo sorriso, olhando dele para e vice-versa.
- Oh, certo! – Ri fraco. – Como está, ? – Perguntei.
- Bem, , muito bem. – Ele falou, levemente envergonhado e eu ri fraco.
- Ai que felicidade, meus dois melhores amigos. – Suspirei, tirando o microfone do pedestal.
- Você para o Ross de Friends em algumas situações. – Mack cochichou ao meu lado e eu ri.
- Não é a primeira vez! – Alguém cochichou e eu fiz uma careta.
- vem? – perguntou.
- Ele foi para Hollywood para uma reunião. – Dei de ombros. – Deve aparecer daqui uma hora mais ou menos.
- Vamos começar, então? – David voltou a focar.
- Claro! – Falei.
- Podemos começar por Shoot Love? – Jack perguntou e eu ri fraco, suspirando.
- Claro! – Repeti, suspirando. – Quando quiserem!
David não esperou muito para começar a colocar os ritmos misturados em sincronia, fazendo que o tom parecesse mais sombrio do que realmente era, e eu devolvi o microfone no pedestal, não era minha vez.
- Yeah, you gotta let it go, cause we're losing grip now, it's about to go down, would you let me talk to you? – Jack começou, puxando seu microfone do pedestal, dando um passo para frente. - You gotta let me know, cause I'm on the edge now of a nervous breakdown, cause I can't get through to you. – Eu movimentava os lábios no ritmo da música, repassando a letra, sentindo os pés se mexerem junto. - I got my hands up screaming, got my hands up screaming. – A voz fina de Jack se mostrou, me fazendo abrir um largo sorriso e meu corpo se arrepiou imediatamente. - Don't shoot love baby, don't shoot love. Don't shoot love baby, don't shoot. – Movimentei o corpo lado a lado, remexendo o mesmo. - When you get that feeling, when you get that feeling. Don't shoot love baby, don't shoot love. Don't shoot love baby, don't shoot. – Ele respirou rapidamente, fechando os olhos. - You'll never let me go, got me chained to your touch, like a slave for you love, I'm ashamed to say it's true. – Ele era mais calmo para cantar do que eu, suas veias ficavam à mostra, seu rosto um pouco vermelho, mas ele era mais contido com as mãos. -Afraid to let you go, cause without you I'm lost, and not matter the cost, I'm standing next to you. – Eu e Emily movimentamos o corpo juntas, rindo em seguida. - I got my hands up screaming, got my hands up screaming. – Movimentei as mãos, girando o corpo no refrão. -Don't shoot love baby, don't shoot love. Don't shoot love baby, don't shoot. When you get that feeling, when you get that feeling. – Os olhos de Jack ficaram espremidos, mas sua voz se manteve igual. - Don't shoot love baby, don't shoot love. Don't shoot love baby, don't shoot. – Puxei o microfone para mim.
- My back's against the wall tonight. – Cantei devagar, movimentando as mãos.
- So go ahead pull the trigger, shoot the lights off. Go ahead pull the trigger, shoot the lights off. – Jack cantou, se aproximando de mim.
- I see the fear that's in your eyes... – Forcei a voz.
- So go ahead pull the trigger, shoot the lights off. Go ahead pull the trigger, shoot. – Fiz a mão em formato de arma, apontando para Jack.
- I got my hands up screaming, got my hands up screaming. Don't shoot love baby, don't shoot love. Don't shoot love baby, don't shoot. – Nós sete cantamos juntos, misturando os tons de vozes.
- When you get that feeling, when you get that feeling. – Jack voltou sozinho, me fazendo sorrir. - Don't shoot love baby, don't shoot love. Don't shoot love baby, don't shoot. – Ele parou abruptamente, junto de Louis na bateria.
- É por isso que eu acho que você tem que cantar mais! – Falei rindo, virando o rosto para que aplaudiu sozinho, me fazendo sorrir... Fazia muito tempo que eu não via Jack feliz, e saber que ele estava bem com alguém que eu conhecia e confiava, era a melhor parte.
- Beleza, próxima? – Mike perguntou.
- Não, deixa o Jack cantar de novo. – O italiano gargalhou, balançando a cabeça.

- Eu estou nervosa. – Falei para Emily que estava ao meu lado.
- Eu também. – Ela suspirou rindo.
- Não precisa, gente, está logo ali! – Mack falou, tentando conter a felicidade.
- Fiquem quietos, estão olhando para gente! – David falou.
- Jura? – Mack foi irônico e eu ri fraco, segurando as laterais do meu vestido que voava pelos ares.
- Fazer parte dessa calçada, não é só uma demonstração de valorização ao trabalho duro de anos, mas também a demonstração de carinho e afeto que o pessoal de Los Angeles tem por essas pessoas presentes aqui. – O prefeito de Los Angeles, Eric Garcetti, falava, me fazendo sorrir. – Então, é por isso, que estamos reunidos aqui para presentear Stone e sua banda, The Fucking Stone, com sua própria estrela na calçada da fama da Hollywood Boulevard. – Ele falou, começando a aplaudir e eu o imitei, animada.
Os trabalhadores que estavam nas laterais, ergueram o pano preto que cobria o chão e eu soltei um suspiro, apertando a mão de Emily quando vi aparecer no chão preto, a estrela rosada e os escritos “ Stone & The Fucking Stone” em dourado e o símbolo do CD abaixo, me fazendo respirar fundo.
O prefeito de Los Angeles entregou para cada um de nós uma placa, com a réplica da estrela, junto do decreto de condecoração, me fazendo suspirar. Cumprimentei o prefeito, agradecendo com um aceno na cabeça e me abaixei no chão, me sentando ao lado da estrela, abrindo um largo sorriso ao ver meu nome ali.
Os fotógrafos começaram a tirar fotos e eu passei a mão levemente no meu nome, rindo sozinha. Quem imaginava que um dia eu estaria ali, no endereço mais famoso do mundo da fama, com a nossa estrela cravada no chão?
Estiquei as pernas na lateral, abrindo um sorriso para os fotógrafos que soltavam flashes em meu rosto e eu chamei minha banda para as fotos e eles se colocaram atrás de mim, com as placas fazendo caras e bocas, me fazendo rir.
Deitei meu corpo no chão, cruzando as pernas para não aparecer nada que não devesse e o pessoal me imitou, deitando com a cabeça nas pontas da estrela e eu suspirei, olhando o céu azul lá fora e as pessoas se amontoavam em cima da gente, tirando cada vez mais fotos.
- A gente conseguiu! – Suspirei e eles riram.
- A gente conseguiu! – Eles repetiram e eu fechei os olhos, sentindo o chão gelado da calçada, misturado com o quente do tapete vermelho e sorri.

- Saca só quem resolveu aparecer! – Falei, ao ver a porta de casa ser aberta.
- E aí, querida? – Meu pai falou e eu sorri, andando em sua direção e o abraçando fortemente.
- Cansou de ficar na mansão de Jessica? – Ele riu, balançando a cabeça.
- Não é assim!
- Uhum, sei! – Balancei a cabeça e ele riu, suspirando.
- Eu queria conversar contigo, se possível. – Ele falou e eu sentei no sofá da sala, indicando para ele fazer o mesmo.
- Eu odeio essas palavras. – Ele riu.
- Eu sei. – Ele se sentou. – está? – Ele perguntou.
- No banho, ele quer me levar em um encontro hoje. – Ele assentiu com a cabeça. – Mas eu tenho um tempo para você. – Ele riu fraco.
- Eu queria saber o que você acha da gente perder o vínculo com Relva? – Ele perguntou e eu franzi a testa. – Não totalmente, porque sua avó vai ficar lá, você tem suas amigas que vivem aparecendo lá...
- Por que isso agora? – Ele suspirou.
- Eu estou apaixonado, minha filha, quero ficar perto de Jessica. – Ri fraco. – E ficar viajando Brasil, Estados Unidos sempre não é fácil, nem barato. – Assenti com a mão, segurando sua mão.
- E qual é seu plano, pai? – Perguntei, suspirando.
- Eu quero vender nossa casa em Relva, passar o ponto do restaurante e com esse dinheiro tentar abrir um restaurante italiano aqui. – Suspirei, assentindo com a cabeça.
- Minha vida está em Los Angeles agora, pai, eu não vou mais voltar. – Balancei a cabeça. – Eu não tenho direito a opinar no que você quer fazer com a sua vida, eu construí meu lar. Não sei quanto tempo vou ficar aqui, mas enquanto a gente continuar com a banda, Los Angeles sempre vai ser o lugar que a gente retorna.
- Então para você tudo bem? – Ri fraco.
- Tudo ótimo, pai! – Acariciei sua mão. – Vai ser feliz, faça umas escolhas certas na sua vida, para variar. – Ele sorriu. – Só não terminem, porque eu não sei viver sem nenhum dos dois. – Ele gargalhou.
- Nós queremos, pelo menos, o para sempre. – Sorri, assentindo com a cabeça.
- Obrigada! – Suspirei. – Sei o quanto a Jessica está feliz com isso. – Sorri. – Vocês dois.
- Eu estou feliz também, filha, ela sempre foi uma pessoa maravilhosa, pena que eu demorei para ver. – Confirmei com a cabeça.
- Tudo se ajeita, viu Jack e ? – Ele riu.
- Pois é, aquilo demorou, hein?! – Ele falou.
- Nem me fala. – Ele riu fraco.
- Além disso, eu queria sua ajuda para alugar um lugar para o restaurante, questão de melhor ponto e tudo mais. – Assenti com a cabeça. – Só sua opinião, sem ajuda monetária. – Ri fraco.
- Imaginei! – Suspirei. – Mas eu ajudo sim, além do mais, ainda sei juntar 100 gramas de farinha, um ovo, uma pitada de sal e fazer massa fresca. – Ele riu, beijando minha mão.
- Obrigada, querida. – Ele sorriu.
- Fala aí, senhor Olavo! – apareceu na escada e meu pai se levantou novamente.
- E aí, , muito ocupado? – Eles riram, se abraçando.

- Onde você vai? – perguntou quando eu abri a porta.
- Salão principal. – Apontei para a gravadora. – Jessica disse que a árvore de natal chegou, as crianças estão fazendo a festa, então já viu.
- Espera aí, eu vou para academia! – Ele correu pela cozinha, pegando uma banana na fruteira.
- Voltou a malhar, é, bonitão? – Perguntei, vendo-o sair de casa e eu puxei a porta.
- As gravações de Os Vingadores três estão chegando, né?! – Ele riu. – Preciso me preparar.
- Cadê Dodger e Grape? – Perguntei, não ouvindo latidos vindo de casa ao fechar a porta.
- Eu os deixei saírem um pouco mais cedo. – Ele disse e eu ri fraco, balançando a cabeça.
Caminhamos lado a lado pelas duas ruas do complexo e eu empurrei a porta principal da gravadora e dei um passo para trás, tropeçando em , abrindo a boca com a gigante árvore de Natal que ocupava bom espaço no meio da gravadora.
- Oh, meu Deus! – Falei, jogando minha bolsa no chão e caminhando em direção ao pessoal que estava no chão e em escadas decorando a árvore. – Qual é o tamanho disso?
- Cinco metros e dez, quase não entrou pela porta. – Malcon falou, no topo de uma escada, ajeitando alguns enfeites de Natal
- Não podia ser uma menorzinha? Uma que não precisasse de uma escada gigante para colocar a estrela no topo? – Jessica riu ao meu lado.
- Há dois anos a gente teve uma árvore sem graça, deixa esse ano a gente fazer direito. – Ri fraco.
- Esse cheiro de pinho vai ser sufocante daqui alguns dias. – Comentei.
- Eu vou para academia. – falou. – Nos falamos depois? – Ele perguntou.
- Claro! – Disse, sentindo-o beijar meus lábios rapidamente e sair pela porta de vidro novamente.
- Mas está legal, não está? – Maggie ou Hugo, agora com os cabelos bem curtos falou, enquanto enganchava algo nas bolas e passava para Melanie que estava na escada.
- Está demais mesmo! – Falei rindo.
- Mandamos fazer alguns enfeites de Natal especiais. – Jessica comentou. – Símbolos seus, dos meninos, de todo mundo. – Assenti com a cabeça.
- Às vezes eu esqueço como eu amo o Natal. – Ela riu fraco, me abraçando de lado.
- A gente fica tão atolado no fim do ano, que acaba fazendo as coisas meio amontoadas. – Jessica deu de ombros. – Esse ano a gente vai poder aproveitar com calma. – Ri fraco.
- Sim, muita comida, muita música, a família inteira reunida. – Suspirei.
- Nem acredito que deu certo juntar todo mundo. – Ri fraco.
- Só espero que o buffet esteja preparado para uma festa digna de casamento e não um Natal. – Ela riu.
- Eles estão, só a parte de servir que vai ser por nossa conta.
- Ah, por favor. – Falei. – Que eles aproveitem o Natal em suas casas. – Ela assentiu com a cabeça.
- Ei, dá para alguém me ajudar? – Melanie gritou e eu me assustei, vendo Carl e Ariella correrem até ela e segurar a escada, me fazendo rir.
- É Natal de novo! – Falei e Jessica riu.
- O Natal bagunçado da família Stone. – Ela completou e eu ri, me aproximando das trigêmeas que estavam jogadas no chão com diversos enfeites no chão, que deixava glitter em qualquer canto do piso escuro.

Suspirei, passando a mão embaixo de meus olhos e abracei Ellen DeGeneres de lado, que tinha os olhos vermelhos e encarava sua medalha com um sorriso no rosto, nem havia chegado a honraria para mim ainda, mas eu já estava chorando, como havia sido com Tom Hanks, Robert De Niro, Diana Ross, Bill Gates e sua esposa, Bruce Springsteen, Michael Jordan e outros que se seriam homenageados que estavam em minha frente ou ao meu lado.
- Agora... – Presidente Obama falou, abrindo um sorriso. – Stone! – Ele me disse, me fazendo rir e os poucos convidados e familiares aplaudirem. Eu desci do pequeno palco e me aproximei do presidente dos Estados Unidos, ele me cumprimentou com a mão e sorriu, voltando ao púlpito e eu fiquei ao seu lado. – Vocês podem notar que é a única estrangeira nessa lista, mas eu não poderia finalizar meu mandato sem entregar essa grande honraria a ela. – Assenti com a cabeça, sorrindo, mas eu estava lacrimejando já, minha feição deveria estar horrível. – , brasileira, 30 anos, cantora. – Ele balançou a cabeça. – Uma escolha não feita por ela, mas por uma profissional que visualizou esse futuro que estamos vivendo hoje, uma pequena pedra preciosa que precisava lapidar. – Ele sorriu. – Com sorte, esse futuro se concretizou e ela está aqui, trazendo felicidade para nós de diversas formas possíveis. – Ele sorriu. – possui o Green Card, recentemente ela conseguiu sua cidadania americana, então posso dizer com todas as letras que ela é cidadã americana. – Sorri. – Mas acima de tudo, ela é amável com todas as nacionalidades. – Ele suspirou, balançando a cabeça e olhou para mim. – É de pessoas como ela, que exigiu a participação de estrangeiros em sua banda, que a gente precisa. – Ele balançou a cabeça. – Alguém que consegue trazer diversas etnias e culturas para um único lugar e formar algo incrível que eu chamo de arte. – Suspirei. – E todos os prêmios, participações, legião de fãs são a prova de que ela é uma pessoa persistente, lutadora, além de carismática, que já passou e viu muitas coisas, mas que, até quando deixou se abalar, levantou-se rapidamente. – Ele confirmou com a cabeça. – Além disso, luta pela dizimação de AIDS no mundo. – Ele suspirou. – Começou com o convívio com uma pessoa que possui a doença, mas que é a prova de que essa doença não é mais uma sentença de morte. – Ele suspirou. – Seguiu com uma doação aos doentes, depois com uma arrecadação, depois seguiu para a criação de uma marca de roupas, a qual o lucro inteiro é revertido para a compra de remédios, utensílios para o tratamento, pesquisas, além de ajudar na alimentação, moradia e roupas para os países que mais sofrem com essa doença. – Passei a mão embaixo de meus olhos, sentindo que estava chorando novamente. – Para você , que vive nessa vida corrida, 24 horas por dia e ainda tem tempo de doar poucos segundos para focar nesse povo, em se preocupar com a conscientização da amizade entre raças, culturas, países, tocar o coração de milhares de pessoas no mundo... – Ele riu fraco. – Vocês não têm noção de que, apesar de nós vivermos em um país de primeiro mundo, o Brasil é um dos países com melhores condições para o tratamento da AIDS e conscientização, e é por causa dessa mulher, que estamos chegando no mesmo caminho. – Ele suspirou, se virando para o soldado ao seu lado e pegou a medalha com a fivela azul, me fazendo respirar fundo. – À Stone, pelas suas lutas culturais, pela sua demonstração cultural durante diversos anos, e pela sua luta contra a AIDS, eu lhe ofereço a Medalha Presidencial da Liberdade, a mais alta condecoração dada a um civil nos Estados Unidos. – Respirei fundo, confirmando com a cabeça. Virei de costas e o senti colocar a medalha com uma estrela e um águia em meu peito e o pessoal aplaudiu, incluindo e meus membros de banda que estavam assistindo. – Obrigado pelo seu trabalho incrível! – Ele falou, me abraçando em seguida e eu suspirei, enxergando meio embaçado, sentindo as lágrimas escorrerem pela bochecha.
- Obrigada! – Falei meio falhado e ele riu.
- Parabéns! – Sua esposa, Michelle, chegou em seguida, me abraçando fortemente. – Que seu trabalho continue sendo uma inspiração para todos nós. – Assenti com a cabeça, engolindo em seco e ela me abraçou, me fazendo respirar fundo e eu virei de frente para os fotógrafos, ficando entre o presidente e a primeira dama e eu tentei dar meu melhor sorriso choroso para a imprensa, sentindo a pesada medalha em meu peito.

- Eu estou de galocha, capa de chuva e um guarda-chuvas colorido na minha mão, então não pede calma! – Falei para Malcon que gargalhou.
- Pensa bem, está claro, não vai chover... – Ele disse e eu passei a mão livre nos ombros de Mike que estava ao meu lado.
- Exatamente por isso, está calor! – Emily falou. – É dezembro e a temperatura mais baixa foi 15 graus, estamos derretendo aqui! – Ele riu fraco.
- Então, vamos ajeitar os guarda-chuvas e tirar essas fotos logo. – Ele disse e eu suspirei, abrindo um largo sorriso e vi o flash estourar em meu rosto.
- Quem pediu essas fotos? – Mack perguntou, me fazendo rir.
- Ninguém, é o cartão de natal que vai ser entregue para quem comprar uma blusa da Orbe, ou qualquer produto da Stone Records no fim do ano. – Malcon respondeu, sem tirar os olhos da câmera e eu ri fraco.
- Deus, isso está queimando meus pés. – Louis falou, se abaixando um pouco, me fazendo rir.
- Tá difícil! – Malcon comentou, me fazendo rir.
- Por que eu fiquei com o guarda-chuva rosa? – Jack perguntou. – Isso é alguma indireta? – Ri fraco, balançando a cabeça.
- A ideia era dar a cor de cada arco-íris na ordem que foi entrando na banda, por isso o meu é vermelho. – Sorri.
- E por que o meu é rosa? Eu não fui o último a entrar na banda. – Jack falou, me fazendo rir.
- Eu que não ia ficar com o rosa. – Mack falou, me fazendo rir.
- Ah, gente, vira de costas, vai, pelo menos não aparece vocês falando! – Ri fraco e eu e Mike nos entreolhamos e viramos de costas.
- Ai meu olho! – Emily reclamou e eu ri fraco.
- Desculpe! – Mike respondeu.
- Dá um jeito nesses pés, parece um bando de soldados, fiquem mais soltos. – Suspirei, cruzando os pés, quase tropeçando e vi alguns flashes rebaterem no pano verde do estúdio.
- Isso, galera! – Malcon falou. – Vamos permanecer com a boquinha fechada!
- Oh! – Nós sete gritamos.
- Te enxerga, hein, Malcon? – David gritou, me fazendo gargalhar.
- E começamos de novo. – Ele disse, me fazendo rir e eu abaixei o guarda-chuva, virando de frente novamente.
- Vamos dar cinco minutos? – Pedi e Malcon assentiu com a cabeça.
- Vamos que está faltando só a água para esse kit chuva ficar completo.
- Vamos fazer isso lá fora. – Malcon falou e vi o rosto de alguns meninos se revirarem, me fazendo rir.

- Nesse ano, nós gostaríamos de fazer somente um pedido! – Estiquei a mão em direção ao público do Jingle Ball. – Que o próximo ano seja melhor que 2016! – Sorri. – Esse ano, pode ter sido calmo em relação a shows, compromissos e tudo mais, mas foi um bom ano pessoal. Nós tivemos alguns acontecimentos em nossas vidas que tornou tudo isso mais especial. – Sorri, apoiando o microfone no pedestal novamente. – Essa não é a última música, mas é uma música para vocês que estão apaixonados, falar o que sentem. – Sorri. – Não sejam igual eu, que sempre teve a resposta em seu rosto, mas nunca teve coragem de falar. – Suspirei. – Essa é para vocês! – As luzes se apagaram e eu respirei fundo, me aproximando do microfone novamente.
- Liguem seus celulares e coloquem as mãos para cima, vamos cantar conosco. – Mack falou, e eu sorri para ele, ouvindo o ritmo de uma das minhas músicas favoritas começar a tocar.
- Woke up sweating from a dream, with a different kind of feeling. – Segurei nas laterais do microfone, colando minha boca no mesmo. - All day long my heart was beating, searching for the meaning. – Suspirei. - Hazel eyes, I was so color blind, we were just wasting time. – Fechei os olhos, sentindo as luzes fortes em mim. - For my whole life, we never crossed the line, only friends in my mind, but now I realize, it was always you. – Abri um largo sorriso. - Can't believe I could not see it all this time, all this time. It was always you, now I know why my heart wasn't satisfied, satisfied. It was always you, you. – Aumentei o tom da voz, segurando firme no microfone. - No more guessing who, looking back now I know it was always you, always you. – Puxei o microfone para mim, andando em direção a passarela, vendo os fãs gritarem. - All my hidden desires finally came alive. No, I never told a lie to you, so why would I start tonight. – Ergui as mãos, ouvindo o povo cantar junto. - Hazel eyes, I was so color blind, we were just wasting time. – Mexi o corpo, andando para frente. - For my whole life, we never crossed the line, only friends in my mind, but now I realize, it was always you. – Parei abruptamente, esticando as mãos, vendo os jatos de fogo subirem pelas laterais do palco. - Can't believe I could not see it all this time, all this time. It was always you, now I know why my heart wasn't satisfied, satisfied. – Abaixei as mãos fortemente, andando de volta para o centro do palco, onde a banda estava reunida. - It was always you, you. No more guessing who, looking back now I know it was always you, always you.
- Ah! – Jack e Emily cantaram juntos.
- You, always you! – Suspirei.
- Ah! – Ergui o microfone novamente.
- Woke up sweating from a dream, with a different kind of feeling. – Ergui os braços, ouvindo os fãs cantarem sozinhos.
- It was always you. Can't believe I could not see it all this time, all this time. It was always you.
- Always you!
- Now I know why my heart wasn't satisfied, satisfied. – Abaixei as mãos. - It was always you, you. – Forcei a voz. - No more guessing who, looking back now I know it was always you, always you. – Suspirei, abaixando o microfone. -It was always you. – Suspirei, ouvindo o som terminar e os gritos do pessoal dar lugar, me fazendo sorrir.

- Não, calma! – Falei rindo. – Vai dar certo! – Abanei a mão para e ele riu fraco.
- Vou deixar você controlar esses caras. – Ele disse.
- Ei, são seus amigos! – O puxei pela mão e ele fez uma careta.
- Crianças, , não são meus amigos. – Ri fraco, balançando a cabeça.
- Quando você está no meio deles, você é uma criança também! – Puxei a mão de e saí do meu quarto de dentro da gravadora, apoiando na beirada da sacada em frente, observando o circo montado na sala de ensaios.
- Viu?! – Ele comentou, e eu ri fraco.
- Meu Deus! – Suspirei, coçando a cabeça. – Vamos lá! – Falei respirando fundo e andei em direção as escadas e desci as mesmas, ouvindo meus saltos batendo forte contra o chão, sentindo meus joelhos forçarem e respirei fundo.
- Quero só ver! – comentou.
- Eu estou oferecendo salgadinhos e bebidas, em uma sala de crianças com papéis e lápis de cor. – Virei para ele. – Tem que dar certo! – Passei por entre as mesas altas montadas na sala de ensaios e acenei para algumas pessoas que me olhavam e suspirei, subindo no pequeno palco montado ali.
- Eu vou ficar aqui. – Ele acenou, se colocando ao lado de Anthony Mackie e eu balancei a cabeça.
- Oi, galera! – Falei no microfone. – Bem-vindos ao Complexo Branca Elliot e ao nosso local de trabalho. – Sorri e o pessoal me aplaudiu. – Eu chamei vocês aqui, porque comentou que vários de vocês demonstraram interesse em fazer parte da Orbe, então, por que não juntar em uma festa? – Eles gritaram me fazendo rir. – É assim que funciona aqui, tudo acaba em festa e em música. – Balancei as mãos, sorrindo. – Então, ao pessoal que já fez parte da Orbe, se quiser fazer mais desenhos, mais montagens, fiquem à vontade, já sabem como funciona, não mudou nada. – Balancei a cabeça. – Agora, falo para o pessoal novo, elenco de Doutor Estranho. – Apontei para Benedict. – Guardiões das Galáxias, Homem-Aranha, ao elenco de Pantera Negra e de Capitã Marvel, pessoal novo de Thor: Ragnarok, Agents of SHIELD, Demolidor, Jessica Jones, Luke Cage, primeiro de tudo, obrigada por aceitarem fazer parte disso, é um trabalho muito querido que a gente faz, e nos orgulhamos bastante. – Sorri. – Então, como funciona, vocês estão vendo que colocamos essas mesas longas para vocês, junto de lápis de cor, giz de cera, canetas de todas as cores, enfim, é um trabalho meio infantil mesmo. – Ri fraco. – Vocês podem fazer qualquer coisa que quiserem! Desenhar, escrever uma frase, assinar, qualquer coisa, só não se esqueçam de assinar, porque a camiseta será vendida como seu trabalho. – Sorri. – O que mais? – Suspirei.
- O contrato! – Mack falou e eu confirmei.
- Exatamente! – Falei rindo. – Em cada lugar da mesa, vocês vão encontrar quatro papéis, um para cada desenho e um contrato falando que todo o valor ganhado com isso vai para doações e pesquisas, tem tudo explicadinho. – Balancei as mãos. – Então, aproveitem, bebam, comam, a gente vai tocar um pouco para vocês, não tem hora para acabar, mas quem topar em participar, não pode ir embora sem entregar três desenhos para gente. – Fiz um joia com as mãos. – Beleza? – Falei sorrindo.
- Beleza! – Eles concordaram.
- Espero que se divirtam, e qualquer dúvida vocês podem chamar qualquer um de nós do Complexo que vão te ajudar. – Sorri. – Obrigada mesmo por aceitarem! – Sorri e eles aplaudiram, suspirei e desci, parando ao lado do palco.
- Eu estou me sentindo um coordenador de acampamento. – Jack comentou e eu ri.
- É quase isso! – Brinquei rindo.
- ! – Virei ao lado, dando de cara com Benedict.
- Ah, senhor Lorde! – Ele riu, cumprimentando com a cabeça, me abraçando rapidamente.
- É incrível o que você faz por aqui. – Assenti com a cabeça. – Não só a doação, mas esse lugar é fantástico. – Ri fraco.
- Você é incrível e seu filme é maravilhoso. – Ele riu fraco.
- Obrigado! – Ele sorriu. – Então, eu só preciso desenhar? Três desenhos? – Confirmei com a cabeça.
- Sim, você pode colocar uma foto sua, escrever, o espaço é seu, se estiver dentro do espaço em branco, ele será publicado. – Ele assentiu com a cabeça.
- Ela só não falou que não pode ser nada feio. – Tom Holland passou ao meu lado e eu passei o braço pelos seus ombros.
- Por favor, hein, Tom, você encanta menininhas atualmente. – Ele riu. – Se comporte. – Ele balançou a cabeça.
- Eu vou lá fazer o meu, não sou muito bom em desenhos. – Benedict disse e eu ri.
- Por favor, tem que ter algo que você não é bom, certo? – Falei e ele riu.
- O que você acha da gente fazer um desenho nosso? – apareceu ao meu lado e eu assenti com a cabeça.
- É, acho que vai ser legal, faz tempo que eu não desenho. – Suspirei, segurando sua mão que estava esticada em minha direção.

- ! – Ouvi um grito e me levantei da cama, vendo a feição franzida de e abri a janela do quarto, vendo Louis lá embaixo.
- O que foi? – Perguntei, indicando com a cabeça.
- Chegou! – Ele falou, correndo pela rua lateral do complexo e eu notei que os outros já seguiam para aquela mesma direção.
- O que foi? – perguntou.
- Chegou! – Falei animada e corri até a porta do quarto, colocando um roupão por cima da camisola e calcei meus chinelos, descendo as escadas pulando alguns degraus, ouvindo Dodger e Grape latirem, me assustando na ponta da escada, ouvi os passos pesados de atrás de mim.
Abri a porta de casa e saí correndo em direção ao fundo do complexo, onde o pessoal tinha ido e senti minha respiração falhar, estava precisando voltar para academia, dezembro era complicado. Desacelerei os passos quando me aproximei do hangar recém-construído no fundo do complexo e entrei no mesmo, ficando com a visão escura um tempo e soltei um longo suspiro quando vi o mesmo lá dentro.
Nosso avião estava pronto. Nosso próprio Boeing 747 reluzia dentro do hangar. A pintura vermelha escura parecia estar fresca ainda. Em branco com pequenas assinaturas nossas em volta dele inteiro, com exceção do rabo que tinha o logo da gravadora. Algumas pessoas ainda trabalhavam nele, conferindo tudo, afinal, trazer isso até aqui, não foi fácil.
- Uau! – falou ao meu lado e eu suspirei, passando os braços em seus ombros e encostando a cabeça em seu peito, suspirando.
- Está incrível. – Suspirei, virando o rosto para dentro do hangar novamente.
- Você conseguiu, amor. – cochichou para mim e eu suspirei, assentindo com a cabeça.
- Mais uma vez. – Suspirei.
- Qual vai ser o nome? – Mack virou de costas, me fazendo rir.
- Nome? – Perguntei, me aproximando do pessoal.
- Todo avião tem um nome. – Ele falou, dando de ombros e eu ri.
- Air ? – Jack perguntou e eu ri fraco.
- Não, nem vem, isso é uma conquista nossa. – Falei, passando os braços nos ombros de Emily e Louis.
- Air Stone? – Jack opinou e eu suspirei.
- Air Stone. – Confirmei com a cabeça.
- Depois de um tempo parece que Stone não é mais meu sobrenome. – Jessica apareceu atrás de mim e eu ri fraco.
- Virou nome registrado. – Mike disse, me fazendo rir.
- Air Stone, então? – Jessica perguntou e eu virei para ela.
- Vai mandar registrar mesmo? – Ela riu fraco.
- Não, mas é fácil para identificar. – Ela falou me fazendo rir. – Na próxima turnê, vocês vão andar nele.
- Na próxima turnê? – Mack se virou. – Em janeiro a gente vai sair de férias nele, só para dar uma voltinha! – Ele falou, fazendo todo mundo gargalhar.
- Para onde é mesmo? – perguntou.
- Bahamas? – Perguntei e eles riram.
- Uau, isso está demais! – Vi as trigêmeas, que estavam diferentes como nunca, aparecerem e eu ri fraco.
- Podemos entrar? – Grace foi a primeira a perguntar.
- Espera eles terminarem de arrumar, daqui a pouco vocês podem entrar. – David falou, me fazendo rir.
- Isso é gigante! – Maggie, que atualmente odiava ser chamada assim, falou.
- É um 747. – Brandon apareceu também. – É igualzinho do Iron Maiden. – Eu ri fraco.
- É mais bonito.
- Falta só o David aprender a pilotar. – Emily falou.
- Calma que eu estou começando, quem sabe em alguns anos eu pego um desse tamanho? – Ele falou e eu ri fraco.
- Vocês conseguiram, gente! – Jessica falou e eu sorri. – Parabéns! – Mack gritou e a gente começou a aplaudir, rindo. – Mais uma vez. – Ela disse, me fazendo suspirar e eu passei as mãos embaixo dos olhos, notando que estava chorando.
- Vamos tirar uma foto? – Malcon apareceu com a câmera.
- Tá doido! – Emily, que também estava de pijama, se escondeu atrás de Amir e eu ri fraco, balançando com a cabeça.

- Eu estava precisando disso. – Falei, apoiando o copo vazio na mesa novamente.
- Estávamos precisando disso. – Agatha falou, fazendo a mesma coisa que eu, me fazendo rir.
- Há quantos anos nós não temos um momento das meninas? – Lacey perguntou, acenando para o garçom. – Segunda rodada. – Ela falou.
- Acho que a gente nunca teve um momento só de meninas. – Falei, suspirando.
- Nunca? – Virgínia perguntou e eu dei de ombros.
- Eu não consigo me lembrar. – Delilah disse e eu ri.
- Nem vem, você é nova nessa! – Falei rindo, abanando a mão em sua direção e peguei uma torrada, colocando na boca.
- Também não é assim! – Ela disse, me fazendo rir.
- Só tivemos alguns contratempos. – Lacey disse, rindo.
- Alguns? – Emily perguntou e Delilah riu, balançando a cabeça.
- Onde estão os homens, meninas? – Virgínia perguntou.
- Espero que cuidando das crianças. – Emily falou, me fazendo rir.
- Eu não tenho crianças, mas o meu está trabalhando. – Falei rindo.
- Gravação? – Agatha perguntou.
- Sim, Os Vingadores 3, demorou para começar. – Suspirei e ela riu.
- Em compensação, começa há poucos dias do Natal. – Lacey comentou.
- Também não entendi essa, eles estão ensaiando começar isso desde setembro e me começam agora. – Balancei a cabeça. – Vai entender. – Dei de ombros. – Mas me digam, como estão as coisas? As crianças? – Elas riram fraco.
- É ridículo como a gente mora no mesmo lugar e não sabemos esses pequenos detalhes. – Agatha falou e eu dei de ombros.
- Nem vem, vocês já pararam para pensar quantas pessoas moram e passam por esse complexo diariamente? – Emily comentou. – Parece que cada dia que eu saio de casa, tem mais gente que eu não conheço. – Ri fraco.
- Isso é verdade. – Concordei. – A S Records está crescendo em proporções inimagináveis. – Falei. – Daqui a pouco vira uma grande empresa, são muitos contratados, é algo que eu não pensei na época.
- Ninguém deve ter pensado. – Virgínia comentou. – Eu tenho só pena do contador dessa empresa. – Eu e Emily rimos.
- É pessoal do seu escritório, se cuida, hein?! – Falei rindo e ela ergueu as mãos e o garçom deixou mais copos de Martini na mesa.
- Então, acho que devemos brindar. – Delilah se levantou. – Apesar de tudo, ninguém nunca se afastou totalmente, sempre tivemos alguns contratempos no meio do caminho, 13 anos se passaram, mas sempre estivemos aqui, firmes e fortes.
- Ela está certa. – Virginia se levantou. – Nós vimos muita coisa nesses anos. – Ela riu. – Eu estou perto dos 50 anos, gente! – Gargalhei, balançando a cabeça.
- Bem, eu cheguei aos 30 e posso dizer que não é tão assustador quanto parece. – Elas riram.
- Espera chegar nos 49 para você ver se é legal. – Virgínia comentou e eu a abracei de lado rindo.
- Então, um brinde a nós? – Perguntei. – Por nos aguentarmos durante todos esses anos, por aguentarmos nossos maridos envelhecendo a cada dia? – Ri fraco. – Ao legado que a gente construiu?
- A nós! – Emily disse sorrindo. – E a tudo isso. – Nós sorrimos, juntando os copos, deixando um pouco de líquido cair dos copos, nos fazendo rir.

- Não, xará. – Falei rindo. – Você faz o que você quiser. – Passei a mão em suas costas. – Se quiser passar o Natal aqui, você e sua família são bem-vindos, se não, pegue a folga que você quiser. – Abanei a mão. – Se quiser emendar suas férias também, só falar com o pessoal do RH que eles ajeitam rapidinho. – Ela riu fraco.
- Obrigada, ! – Assenti com a cabeça.
- E se eles não ajeitarem, fala que eu estou mandando. – Ela riu fraco.
- Pode deixar! – Ela foi para atrás da bancada novamente. – Eu vou falar com eles hoje à noite e te dou uma resposta.
- Dá mesmo, faltam dois dias só! Se você não vier comemorar, eu não quero te ver aqui, quero você em Portugal, nem que eu tenha que te levar até lá. – Ela riu fraco.
- Obrigada, . – Ela assentiu com a cabeça. – Vou ver com eles.
- Beleza! – A abracei rapidamente, encarando mais uma vez aquela árvore gigante que parecia que ia cair toda vez que eu passava lá.
- Oi? Tem alguém aqui? – Virei o rosto para porta, vendo duas pessoas saírem do sol lá de fora e entrar na gravadora.
- Gemma? – Gritei animada, em sua direção, notando outro rosto conhecido. – Matheus? – Falei rindo, abraçando os dois apertado, ouvindo-os rir. – Vocês vieram hoje? Como chegaram aqui? Jack não me falou nada.
- Calma, ! – Gemma falou, me abraçando novamente, me fazendo rir. – Ele não sabe que eu vim. – Balancei a cabeça.
- Como não? – Virei para ela, balançando a cabeça. – Matheus, como você está lindo! – Passei a mão em seus cabelos. – Que saudades! – Ele riu fraco.
- Eu não sabia se vinha, aí a gente decidiu de última hora e eu combinei para Juan pegar a gente. – Eu ri fraco.
- Ah, só vocês! – Ri fraco. – Como está tudo? Como está a faculdade? Tudo bem?
- Tudo certo. – Eles falaram juntos.
- E aqui? – Gemma perguntou. – Quais as novidades? – Suspirei.
- Eu não sei até que ponto você sabe. – Ri fraco.
- Eu vim para o seu casamento em setembro, é o que eu sei. – Ri fraco.
- Bem... – Balancei a cabeça. – Jack está namorando.
- O quê? – Gemma gritou em meu ouvido e eu ri fraco.
- Você não segue seu irmão no Instagram? – Perguntei.
- E eu tenho tempo de ficar no Instagram? – Ela perguntou de volta. – Estou estudando igual uma louca. – Ri fraco, balançando a cabeça.
- Uhum. – Suspirei. – Anatomia conta também? – Virei para ela que abriu um pequeno sorriso.
- Engraçadinha! – Ela falou e eu balancei a cabeça.
- Eu confio em vocês, e Amélia me manda mensagens de vez em quando, então... – Dei de ombros. – A responsabilidade é de vocês.
- Cadê seu pai? – Matheus perguntou. – Quero vê-lo.
- Ele está morando em Beverly Hills com Jessica, daqui a pouco aparece por aqui. – Ele riu fraco.
- E Jack? – Gemma perguntou.
- Não faço a mínima ideia. – Balancei a mão. – Eu não o vi hoje, vim para o escritório cedo, resolver algumas coisas dos empregados. – Ela assentiu com a cabeça. – Vamos fazer o seguinte, levar a mala de vocês para as casas, Matheus ficará comigo, antes que Jack dê cria. – Ele riu. – E a gente combina de comer alguma coisa mais tarde, pode ser? – Perguntei.
- Perfeito! – Gemma falou.
- Tô dentro! – Matheus riu e eu abracei ambos pelos ombros, sorrindo.
- Xará, pizza mais tarde! – Falei para a minha recepcionista. – Vamos?
- Vou sair com o Liam hoje! – Ela disse e eu ri fraco.
- Tá podendo, hein?! – Falei e ela riu, abaixando a cabeça.
- Mas diga, quem é o namorado do meu irmão? – Gemma perguntou e eu ri fraco.
- Oh, tenho muito mais para contar! – A puxei pela mão, saindo da gravadora, ouvindo-a rir.

- Podemos fazer isso logo? – Mack perguntou, coçando a cabeça, arrastando o gorrinho junto e eu ri.
- Calma, gente! – Malcon falou, ajeitando a câmera e eu ri olhando para trás, vendo a ceia de Natal dos Stone acontecendo no hall da gravadora.
- Para de comer, Louis! – Jack falou e eu ri fraco, colocando a mão no rosto, vendo rir, encostado em um canto da entrada com ao seu lado.
- Eu estou com fome! – O francês reclamou, me fazendo rir e vi a pequena Linda rir no chão, com Andrew ao seu lado, que se arrastava pelo chão.
- A gente deveria ter feito esse live mais cedo. – Emily falou, segurando Sophia no colo e eu suspirei.
- Não é como se nossas famílias não entendessem! – Mike disse.
- Entendem até demais! – Comentei e eles riram.
- Calma, gente, agora tá tudo certo! – Malcon falou. - Entramos em um minuto. – Ele falou e eu assenti com a cabeça.
- A gente vai falar alguma coisa? – David perguntou.
- “Feliz Natal”? – Jack falou irônico e eu ri.
- Vamos nos apresentar, eu faço a mensagem de Natal e a gente começa. – Falei e eles assentiram com a cabeça.
- 30 segundos! – Malcon gritou e eu me aproximei do microfone novamente, vendo os familiares e aproximarem de nós, formando um círculo a nossa volta.
- Vai brincar, amor, depois a gente come. – Emily falou, colocando a pequena no chão que correu em direção a Amir.
- 20! – Malcon gritou e eu respirei fundo, piscando para que estava longe.
- Boa sorte! – Ele movimentou os lábios e eu assenti com a cabeça, sorrindo.
- 10! – Suspirei, olhando em volta, vendo se minha banda estava à postos e suspirei. – Cinco, quatro, três, dois, um... – Ele gritou, apontando para nós.
- Oi, todo mundo! – Gritamos juntos.
- Eu sou Stone. – Sorri.
- Mike Derrick!
- Mack Derrick!
- Jack Bolzan. – Ele sorriu.
- David Sakawa. – O mais velho assentiu com a cabeça.
- Louis Saint-Claire. – Louis piscou.
- Emily Lizarde! – Eles sorriram.
- E nós somos sua banda favorita! – Mack falou e eu ri fraco.
- Ei! – Balancei a cabeça, virando para a câmera novamente. – Estamos há poucos minutos da meia-noite aqui em Los Angeles, estamos celebrando com nossas famílias, amigos, maridos e esposas o nosso Natal! – Sorri. – Como esse ano nós tivemos um tempo a mais para nos preparar, nós decidimos fazer esse live, porque várias pessoas que estão nos assistindo já estão passando o Natal com suas famílias ou já passaram, e nós gostaríamos de desejar tudo de bom para vocês! – Abri um largo sorriso. – Que esse Natal seja cheio de luz e amor, que vocês tenham passado com suas famílias e que saibam que estamos com vocês para sempre! – Sorri. – Não estamos no fim do ano ainda, mas prometo que ano que vem terá muito mais Stone para vocês! – Sorri.
- Feliz Natal! – Falamos juntos, acenando para a câmera.
- E como no Natal nós ganhamos presentes, nosso presente para você é essa humilde apresentação de uma das nossas músicas favoritas desse novo álbum. – Sorri. – Essa música prova que se você lutar e for persistente, ninguém pode te colocar para baixo, e essa música foi escrita para todas essas pessoas aqui em volta da gente e para vocês, que mesmo com todos os altos e baixos, sempre estiveram conosco! – Mandei um beijo para a câmera. – Essa é para vocês. – Sorri.
- I've got fire for a heart, I'm not scared of the dark, you've never seen it look so easy. – Mike começou, com a boca colada no microfone e os olhos na guitarra. - I got a river for a soul and baby you're a boat, baby, you're my only reason. – Eu me afastei dele, puxando o microfone do pedestal.
- If I didn't have you there would be nothing left, the shell of a man that could never be his best. – Cantei devagar, movimentando a mão livre. - If I didn't have you I'd never see the sun, you taught me how to be someone, yeah. – Abri um largo sorriso.
- All my life you stood by me, when no one else was ever behind me. – Mack cantou sozinho, abrindo um largo sorriso. - All these lights, they can't blind me, with your love, nobody can drag me down. – Movimentei as mãos em círculos, dando alguns pulos, abrindo um largo sorriso.
- All my life you stood by me, when no one else was ever behind me. All these lights, they can't blind me, with your love, nobody can drag me down. – Cantamos juntos, pulando em nossos lugares no meio do hall, vendo nossos familiares se empolgarem também. - Nobody, nobody. Nobody can drag me down. Nobody, nobody. Nobody can drag me down. – Movimentei meu corpo, abrindo um largo sorriso no fim.
- I've got fire for a heart, I'm not scared of the dark, you've never seen it look so easy. – Jack se aproximou de nós, colocando a mão livre no peito. - I got a river for a soul and baby you're a boat, baby, you're my only reason.
- If I didn't have you there would be nothing left, the shell of a man that could never be his best. – Emily cantou sozinha, vindo para frente, me fazendo sorrir, enquanto fazíamos a segunda voz.
- If I didn't have you I'd never see the sun, you taught me how to be someone, yeah. – Cantei sozinha, vendo com um largo sorriso no rosto.
- All my life you stood by me, when no one else was ever behind me. – Começamos a bater palmas no ritmo da música, vendo todos nossos familiares batendo juntos. - All these lights, they can't blind me, with your love, nobody can drag me down. Nobody, nobody. Nobody can drag me, down. Nobody, nobody. Nobody can drag me. – Movimentamos os corpos para o lado, quase igual Better When I’m Dancing.
- All my life you stood by me, when no one else was ever behind me. – Segurei o microfone mais perto da boca, ouvindo o ritmo ficar mais lento. - All these lights, they can't blind me, with your love, nobody can drag me down. – Balancei a cabeça, suspirando, abraçando Mike de lado, sentindo todo mundo fazer o mesmo.
- All my life you stood by me, when no one else was ever behind me. – Todos os seis voltaram a cantar juntos, me fazendo sorrir. - All these lights, they can't blind me, with your love...
- Nobody can drag me down. – Forcei, movimentando a cabeça, sorrindo em seguida.
- Nobody, nobody. Nobody can drag me, down. Nobody, nobody.
- Nobody can drag me down. – Forcei a voz.
- Nobody, nobody. Nobody can drag me, down. Nobody, nobody.
- Nobody can drag me down. – Cantei sozinha, sentindo os cabelos caírem no rosto e eu ri fraco, ouvindo nossos familiares gritarem e nos aplaudirem, me fazendo rir, empunhei o microfone melhor em minha mão, suspirando. – Espero que vocês tenham gostado desse pequeno presente e que tenham um bom Natal perto daqueles que vocês amam! – Sorri, abaixando o microfone e o pessoal voltou a aplaudir gritando.
- Corta! – Malcon disse, abaixando a câmera e eu suspirei, conferindo o relógio.
- Feliz Natal, pessoal! – Falei sorrindo e Mike foi o primeiro a me abraçar, me fazendo rir.
- Feliz Natal, amiga! – Ele disse e eu sorri, suspirando.

- Não acredito que mais um ano está se acabando. – Louis falou se sentando no chão na sala de ensaios e eu suspirei, balançando a cabeça.
- Mais um ano, gente! – Suspirei, balançando a cabeça e bebendo mais um gole da minha cerveja.
- A gente deveria fazer isso mais vezes, sabia? – Mike falou e os outros seis viraram para ele. – Juntar a gente, só nós. – Ri fraco.
- Aproveita que daqui a pouco alguém abre a porta pedindo ajuda na lição de casa ou pedindo presença em outro compromisso. – Louis comentou e eu ri.
- Oh, Deus, a única pessoa que deveria ajudar em alguma coisa é você e a , porque o resto mal tem o ensino médio! – Emily falou, me fazendo rir.
- Triste, mas verdade, mas eu não lembro muito mais da faculdade não! – Ri fraco. – Parece que faz uma eternidade.
- Porque faz, . – Emily falou, fazendo careta. – Virgínia estava reclamando que estava perto dos 50, mas eu estou perto dos 40 já. – Rimos.
- Falta algum tempo ainda. – Falei.
- É, fica feliz que são 10 anos a menos que eu. – David falou, rindo em seguida. – Jesus pai, como o tempo passa. – Gargalhamos, balançando a cabeça.
- A gente deveria fazer uma retrospectiva. – Mack falou. – Cada dia um faz aniversário, e eu já estou muito perdido quanto a isso!
- Você quer dizer em acontecimentos? – Perguntei. – Esse ano eu só me casei. – Ri fraco. – E cheguei no grande 30.
- Ah, grande 30. – David foi irônico, me fazendo rir. – Grande coisa. – Ri fraco.
- Não, eu digo que a gente deveria documentar todo mundo. – Mack riu. – Mano, eu tenho 31 e uma filha de 15. – Ele ergueu as mãos. – Isso é foda. – Rimos e eu bebi outro gole de cerveja.
- 37! – Emily ergueu a mão rindo. – Sophia só tem nove, nem faz tanto tempo que ela está conosco. – Rimos, balançando a cabeça.
- 47! – David disse, balançando a cabeça. – Duas meninas e um menino de 10 anos. – Ele suspirou, balançando a cabeça e Louis o abraçou de lado.
- Estamos todos com ele, David. – Louis falou. – Com vocês. – Ele sorriu.
- Apesar de entender bem pouco. – Emily falou, me fazendo suspirar.
- Algumas coisas a gente não escolhe. – Sorri.
- Vocês dizem como se isso fosse ruim, gente. – Jack falou. – Ele está aqui com a gente, sendo quem ele é, saudável. Larga a mão. – Ri fraco.
- Ele está certo! – Mack disse. – Existem coisas que merecem pesar, isso não. – Assenti com a cabeça.
- Afinal, 32 anos, sem filhos. – Jack disse e eu ri fraco.
- Quando você e darão o próximo passo? – Perguntei.
- Ah, não faz nem seis meses, gente, vamos devagar! – Ri fraco, sorrindo.
- Pelo menos sabemos que você está com alguém decente! – Falei.
- Alguém que a gente conhece há bastante tempo. – Emily disse, me fazendo rir.
- Eu tenho 35 e Linda já completou três. – Louis suspirou.
- Sim, Louis, faz uma eternidade de Elliot também! – Sorri, segurando sua mão e ele sorriu.
- 31. – Mike abanou a cabeça. – Meu filho tem um, e eu estou depressivo com essa conversa. – Ri fraco.
- Jack, Mike e Louis, vocês lembram dessa primeira conversa nossa? – Balancei a cabeça.
- A gente falou de muita coisa aquele dia. – Jack balançou a cabeça e eu ri.
- “Uma banda totalmente estranha e complicada”. – Louis falou e eu vi para ele. – Foi o que você falou naquele dia. – Ri fraco, balançando a cabeça.
- Ninguém está pensando em sair da banda, certo? – David perguntou e nós gargalhamos. – Porque esse papo está muito depressivo. – Ri fraco.
- Não. – Suspirei. – É só que... – Balancei a cabeça, passando a mão no rosto. – Quando eu olho para trás, eu penso em tudo que a gente deixou, tudo o que a gente passou, tudo que a gente sofreu... – Engoli em seco. – Nem parece que aconteceu com a gente. – Eles sorriram.
- Pois é! – Jack esticou sua long neck. – Mas ainda somos aquele pessoal estranho e complicado. – Ele abriu um lindo sorriso. – Vamos fazer alguma outra coisa antes que eu comece a chorar também? – Ele perguntou, me fazendo rir.
- Podemos ensaiar, porque hoje é o penúltimo dia do ano, mas ele ainda não acabou! – Falei me levantando e eles riram.
- Por favor, só não vamos mais falar de números. – David disse, me copiando. – Sei lá, até eu chegar nos meus 60. – Ri fraco.
- Não posso prometer nada.

- Vocês escolheram uma música um tanto quanto incomum para tocar para nós hoje, certo? – A apresentadora do Good Morning America perguntou.
- Sim. – Sorri. – Ontem estávamos conversando sobre mudanças, o que aconteceu nos últimos anos, o que a gente criou, perdeu, conquistou e lembramos que não tocamos essa música faz muito tempo. – Falei sorrindo.
- Antes de vocês cantarem, gostaríamos de saber as resoluções de vocês para o ano novo. – Ela perguntou e nós nos entreolhamos, rindo.
- Talvez só ter um ano tão bom quanto esse. – Mack falou sorrindo.
- Nós realmente não temos o que reclamar desse ano. – Louis falou sorrindo.
- É o que Mack disse, 2016 foi muito bom. – Passei o dedo na minha grossa aliança, suspirando.
- E onde vocês vão passar o ano novo? – Ela perguntou.
- Na gravadora também. – Falei.
- No Natal nós conseguimos juntar todo mundo para comemorar com a gente, agora no ano novo seremos só nós sete, nossos respectivos namorados, maridos e esposas e as crianças. – David falou.
- Mas ainda assim é uma festa grande! – Ela falou, me fazendo rir.
- Sim, com certeza! – Emily falou rindo. – É muita gente! – Balancei a cabeça.
- Então, vamos fechar esse programa especial de ano novo com a música especial? – Ela perguntou e o público que assistia gritou, me fazendo rir.
- Vamos lá! – Falei sorrindo e ela se levantou, se afastando do palco montada no meio de Los Angeles e eu dobrei a perna, segurando o microfone firme, respirando fundo. – Que vocês tenham um ótimo 2017 e que sejam sempre muito felizes! – Sorri, virando para David que sorriu.
- Essa é para relembrar os velhos tempos e agradecer. – David falou sorrindo e indicou a cabeça para mim, começando a apertar as notas brancas do piano, fazendo o público gritar, reconhecendo a música.
- I'm nothing special, in fact I'm a bit of a bore... – Cantei devagar, segurando o microfone, enquanto os fãs gritaram. - When I tell a joke, you've probably heard it before. – Abri um sorriso para a plateia que cantava junto. - But I have a talent, a wonderfull thing, cause everyone listens, when I start to sing. – Forcei a voz, colocando a mão no peito. - I'm so grateful and proud, all I want is to sing it out loud. – Balancei a cabeça. - So I say thank you for the music, the songs I'm singing. – Balancei a cabeça, vendo minha banda em meu campo de visão. - Thanks for all the joy they're bringing, who can live without it? I ask in all honesty, what would life be? Without a song or a dance what are we? So I say thank you for the music, for giving it to me. – Sorri, alongando a frase, e indicando a Emily.
- Father says I was a dancer before I could walk. – Ela abriu um sorriso em minha direção quando o pessoa gritou por ela. - He says I began, to sing long before I could talk.– Ela deu de ombros, rindo fraco.
- And I've often wondered how did it all start? – Jack cantou uma parte, recebendo gritos do público também. - Who found out that nothing could capture a heart, like a melody can? Well whoever it was, I'm a fan. – Ele deu de ombros, abrindo um largo sorriso.
- So I say thank you for the music, the songs I'm singing. – Voltei a cantar sozinha, ouvindo os fãs cantando junto. -Thanks for all the joy they're bringing, who can live without it? I ask in all honesty, what would life be? – Segurei a mão de Emily ao meu lado, que fez o mesmo com Jack e se seguiu. - Without a song or a dance what are we? So I say thank you for the music, for giving it to me.
- I've been so lucky, I am the girl with chocolate hair. – Mack cantou, me fazendo rir.
- I wanna sing it out to everybody, what a joy, what a life, what a chance. – Mike finalizou, alongando a frase.
- So I say thank you for the music, the songs I'm singing. – Os sete cantaram juntos, me fazendo lacrimejar. -Thanks for all the joy they're bringing, who can live without it? I ask in all honesty, what would life be? – Respirei fundo, sentindo minha voz falhar pelo choro. -Without a song or a dance what are we? So I say thank you for the music, for giving it to me... – Alongamos a frase juntos.
- So I say thank you for the music, for giving it to me. – Finalizei sozinha, respirando fundo, alongando no final, ouvindo as últimas notas de David, ouvindo o pessoal aplaudir.
- Stone e The Fucking Stone, pessoal, bom ano novo, que vocês sejam muito felizes e até o ano que vem. – A apresentadora falou e eu sorri, acenando para a câmera, ouvindo a vinheta alta tocar no fundo e ri fraco.
- Corta! – O diretor do programa falou e eu sorri, ouvindo o público gritando ainda.
- Obrigada por participarem conosco. – A apresentadora falou e eu sorri, abraçando-a rapidamente.
- É sempre um prazer. – Sorri. – Tenha um ótimo ano novo! – Ela sorriu, assentindo com a cabeça.
- Vamos para casa? – Emily perguntou e eu suspirei.
- Tenho só que passar num lugar antes, eu encontro vocês lá.
- É algo importante? – Ela perguntou e eu ri fraco.
- Não, que isso, não sou o Louis para ficar escondendo as coisas de vocês. – O francês riu, balançando a cabeça. – E nem você. – Virei para Emily.
- Beleza, a gente se encontra lá. – Assenti com a cabeça.

- Você precisa parar de beber um pouco. – Apoiei a mão nos ombros de que riu fraco, abaixando a taça.
- Desculpe, você me largou essa tarde, eu e os caras começamos a beber cedo. – Ri fraco, balançando a cabeça.
- Então, para, eu sou sua esposa e estou mandando. – Ele riu fraco, passando as mãos ao redor do meu pescoço e colou os lábios nos meus, me fazendo suspirar em seguida.
- Eu te amo. – Ele disse e eu sorri, assentindo com a cabeça, estalando mais um beijo em seus lábios.
- Eu também te amo, ! – Sorri, passando as mãos ao redor de sua cintura, ouvindo-o sorrir.
- Vocês vão tocar algo para gente? – Ele perguntou, apontando para os instrumentos montados.
- Talvez. – Ri fraco. – Você sabe como a gente se entedia fácil e falta um tempo até meia-noite ainda. – Ele riu fraco, estalando um beijo em minha testa.
- Apesar de eu estar longe da minha família...
- Ei! – reclamou atrás dele, me fazendo rir.
- Você me entendeu. – reclamou e eu ri. – Esse é o ano novo mais espontâneo da minha vida.
- Vai me beijar à meia-noite? – Perguntei e ele piscou.
- Preciso manter minha promessa, certo? – Ele disse e eu sorri, colando meus lábios nos dele novamente, suspirando.
- Acho bom! – Falei rindo.
- Que ano, hein?! – Ele perguntou entrelaçando as mãos nas minhas e eu ri fraco.
- O melhor ano. – Sorri. – O ano em que eu me tornei a senhora . – Ele riu fraco.
- Deus pai! – Ele riu fraco e eu suspirei.
- Vai lá, vou ver se o pessoal quer que a gente cante algo. – Falei.
- Até parece que alguém vai negar! – Melanie falou perto de e eu ri fraco, bagunçando seus cabelos e ela riu, ajeitando os mesmos.
- Não mesmo! – confirmou, rindo em seguida.
- ! – Virgínia gritou, aparecendo na sala de ensaios e eu ri fraco, correndo até ela, que estava superanimada.
- Fala baixo, sua louca! – Falei e ela riu, se aproximando de mim e apoiando as duas mãos em minha barriga.
- E aí? Contou para ele? – Ela perguntou e eu ri fraco, abaixando suas mãos e suspirando, mordendo meu lábio inferior. - Você precisa contar para ele. – Virei o rosto para o lado, vendo conversando com Mack e David e eu apoiei a mão em minha barriga novamente.
- Vai ser meu presente de ano novo para ele. – Suspirei.
- Já sabe se é menino ou menina? – Ela cochichou e eu ri fraco.
- Eu acabei de descobrir que estou grávida, Giny, é menor que um feijão. – Ela riu fraco.
- Ah, desculpa, é que eu estou tão empolgada, você vai ser mamãe! – Ela falou baixo, gargalhando em seguida e me puxou para um abraço. – Stone vai ser mamãe, você tem noção do que é isso? – Ela perguntou, me fazendo rir.
- Algo que demorou muito tempo. – Falei e ela riu, me segurando pelos ombros.
- Isso é incrível. – Ela disse e eu assenti com a cabeça.
- Sim! – Assenti com a cabeça, suspirando.
- Conta para ele. – Ela falou e eu suspirei.
- No discurso da meia-noite. – Falei sorrindo, observando novamente. – Eu não estou preparada ainda. – Ela riu fraco.
- Você nunca vai estar. – Ela disse e eu sorri. - Os meninos já sabem? – Ela perguntou e eu neguei com a cabeça.
- Eu joguei no grupo. – Assenti com a cabeça. – Acho que agora só o não sabe. – Suspirei.
- Deve ser por isso que tá todo mundo te olhando com esse sorriso bobo no rosto. – Ri fraco, suspirando e passei as mãos em meus olhos. – Todo mundo está feliz.
- Eu também estou! – Sorri, respirando fundo e sequei as lágrimas. – Feliz por ter vocês comigo também. – Ela assentiu com a cabeça.
- Sempre, minha amiga! – Ela me abraçou novamente e eu respirei fundo, observando meu pai e Jessica atrás dela, sorrindo para mim. - Vamos, o pessoal está começando a olhar. – Ri fraco, passando a mão em meu rosto e respirei fundo, suspirando. - Vamos, senhora Stone. – Ela disse e eu ri fraco.
- Por que a gente não canta uma para animar? – Mack perguntou, se ajeitando em um banco com seu baixo.
- Por favor. – Gemma falou. – Saudades de vocês cantando. – Ri fraco, me aproximando do meio da sala, vendo se afastar de volta um pouco.
- Sei a música perfeita para o momento. – Sorri, me aproximando do meu microfone e me virando de costas para o pessoal e de frente para minha banda.
- Vai precisar da gente? – Patricia perguntou e eu ri fraca.
- Vocês são essenciais! – Sorri, e elas retribuíram, pegando seus instrumentos do chão e se ajeitaram. – Quando quiserem.
- Eu tenho que filmar isso. – disse, pegando o celular e eu ri fraco.
- Vamos lá! – Falei sorrindo, ouvindo os três violinos e o violoncelo tocarem em sincronia, me fazendo arrepiar imediatamente, já sentindo as lágrimas voltarem a cair de meus olhos.
- You should've known I love you, though I'll never say it too much. – Mike começou devagar, sentado no banco, segurando sua guitarra no colo. - Maybe you didn't get me, maybe I'll never know what I done. – Ele abriu um sorriso, passando a bola para o italiano.
- Now I'm lost in the distance, you're looking me like a stranger, cause how it looks right now to me, is it you're scared of the danger. – Jack abriu um largo sorriso e eu fechei as mãos, respirando fundo.
- I could've shown you america, all the bright lights in the universe. – Começamos a cantar juntos, fazendo meu corpo se arrepiar e a voz ficar quase falha. - Could have reached, the highest heights, a different place, a different life. Remember that night underneath the stars, for a minute I thought the world was ours...
- All you had to do was show me love. – Respirei fundo, suspirando, passando as mãos em meus olhos.
- Yeah it's true you know, we're not perfect, there's a fire inside of me. It means I'll fight for the things that are worth it. If it makes me feel complete. – Mack cantou devagar, batendo o pé no ritmo da música, abrindo um largo sorriso.
- Cause I'm hitting rocks, and I'm taking shots, I'm prepared to lose everything I've got. – Emily cantou forte, balançando a mão e eu respirei fundo.
- Now I'm lost in the distance, you're looking me like a stranger... – As crianças gritaram me fazendo rir. - Cause how it looks right now to me, that nothing can save us. – Forcei a voz, abaixando até um pouco o corpo.
- I could've shown you america, all the bright lights in the universe. – Abrimos as mãos sorrindo, respirando fundo. - Could have reached, the highest heights, a different place, a different life. Remember that night underneath the stars, for a minute I thought the world was ours... – Trocamos olhares cúmplices.
- All you had to do was show me love. – Suspirei, puxando o fôlego. – Show me love, love! – Cantei alto, sentindo que estava no show mais importante da minha vida. - Show me love! Yeah! – Respirei fundo.
- Show me, show me love. Show me, show me love. Show me, show me love. Show me, show me love. – Jack cantava repetidamente, e eu podia notar lágrimas nos olhos de todos, me fazendo virar o corpo para o pessoal que nos assistia, me fazendo respirar fundo.
- Love, love, show me love... Yeah! – Cantei forte, focando em em pé atrás do sofá.
- I could've shown you america, all the bright lights in the universe. Could have reached, the highest heights, a different place, a different life. – Respirei fundo, olhando para que tinha um largo sorriso no rosto. - Remember that night underneath the stars, for a minute I thought the world was ours.
Me olhando nos olhos, ele passou a mão em sua barriga, assentindo com a cabeça em sinal de pergunta. Retribuí o gesto, confirmando com a cabeça e ele arregalou os olhos, colocando as mãos na boca, me fazendo desmontar em lágrimas antes da música finalizar, abrindo um largo sorriso, respirando forte em seguida.
Ouvi o pessoal aplaudir e eu suspirei, sentindo minha banda me dando tapinhas nas costas e eu abri um largo sorriso, vendo largar seu copo em algum lugar e passar pelas pessoas, se aproximando de mim e passando os braços em meus ombros, me apertando em um forte abraço, fazendo com que minhas lágrimas caíssem em sua camisa branca, me fazendo respirar fundo, suspirando em seus braços. Ele olhou em meus olhos por algum tempo, colando os lábios nos meus em seguida, fazendo com que os gritos ficassem mais altos, me fazendo cortar o beijo devido às risadas e ao pessoal querendo nos abraçar.
Felizmente, nós não podemos colocar um final na nossa história. Ela nunca vai ter um fim. Nós sempre faremos alguma coisa que se transformará em algo extraordinário lá na frente, e isso se tornará um círculo vicioso. Mas falar de um fim? Não, isso nunca. Stone não é mais uma pessoa, Fucking Stone não é só uma banda, está tudo interligado, é uma coisa só que não pode ser reduzida, só aumentada.
Nós passamos pelos nossos maiores pesadelos nos últimos anos e a gente continuou mesmo assim, então, com certeza não vai ser a idade que vai nos separar, muito menos alguns cabelos brancos que já apareceram na minha raiz e na de todo mundo. Eu posso escrever um fim por agora, mas amanhã será um novo dia, um novo ano e nós estaremos com instrumentos e canetas na mão, criando algo e fantástico... Afinal, é isso que a gente faz de melhor.
Nós estaremos aqui para sempre, nossos filhos, sobrinhos, irmãos, descendentes e nossa história nunca terá realmente um ponto final, além de que, como se coloca um final em um legado desses? Mas é, por enquanto, acho que eu posso colocar a palavra ‘fim’ para concretizar mais uma etapa.
Mas a gente se vê por aí.



Epílogo

- Você já parou para pensar onde a gente estaria se a gente tivesse ficado juntos lá atrás? – me perguntou, enquanto olhava para mim por cima do álbum de casamento.
- Eu não sei. – Ri fraco, abaixando o mesmo. – Capaz da gente nem estar mais junto. – Ele riu fraco.
- Isso é maldade. – Balancei a cabeça.
- Ah, qual é, . – Suspirei. – A gente brigava muito quando mais novos, imagina em um relacionamento? – Falei rindo. – Você realmente acha que a gente daria certo? – Ele suspirou.
- Eu gosto de achar que sim. – Ele comentou.
- Mesmo? – Ri fraco. – A gente brigava muito...
- Aquilo era amor reprimido. – Ele falou, passando a mão em minha barriga, bem em cima da cicatriz da cesárea.
- Ah, para de graça, era muito mais do que isso. – Falei rindo. – A gente não pode falar que foi amor à primeira vista, porque não foi. – Ele ponderou com a cabeça.
- Ok, eu sei! – Ele falou rindo. – Mas talvez a gente se esforçasse a dar certo. – Suspirei.
- Eu agradeço por a gente ficar juntos agora, sabe? – Virei o rosto para ele. – Nós somos mais maduros, já sabemos tomar nossas próprias decisões...
- Mas assume, vai, seria interessante se a gente tivesse namorado lá atrás. – Ele disse, me fazendo rir.
- Eu nunca te namoraria quando a gente se conheceu. – Falei rindo. – Aquele cabelo seu estava muito feio.
- Ei! – Ele reclamou. – Pior que eu nem posso falar que você também, porque seria mentira. – Ri fraco, passando a mão em seu rosto.
- A gente melhorou nos últimos anos.
- Ah, com certeza! – Ele falou rindo. – Isso o mundo pode confirmar para você. – Ri fraco. - E de pensar que o mundo queria que ficássemos juntos e só a gente não se ligou para isso. – Suspirei.
- Não foi assim! – Falei, abraçando-o de lado. – Teve muitas outras variáveis para isso rolar.
- Eu sei. – Ele estalou um beijo em meus lábios, sorrindo em seguida. – Eu sou feliz em ter você. – Assenti com a cabeça, passando as mãos em seus ombros, sentindo-o colar o corpo no meu devagar. Um choro fino nos separou, me fazendo respirar fundo, rindo em seguida. saiu de cima de mim e ameaçamos nos levantar juntos, rindo em seguida.
- Eu vou, é a minha vez. – Ele disse, e eu assenti com a cabeça.
- Eu sei, mas está na hora dela mamar. – Falei, me sentando na cama também.
- Vamos juntos! – Ele disse e nos levantamos juntos.
Atravessamos a divisória do nosso quarto para o de nossa filha e eu notei Dodger e Grape encarando o berço curiosos, como eles sempre faziam e eu suspirei, abrindo a pequena rede do berço dela, vendo minha pequena com os lábios abertos, deixando seu choro ecoar pelo quarto.
- Ah, Ella! – Peguei a pequena em meus braços. – Minha pequena Cinderella. – Sorri, acariciando seu rosto, ouvindo-a se calar só com o colo. – Está com fome? – A ninei em meus braços, vendo seguir ao meu lado, até que eu me sentei na poltrona, acariciando-a levemente. – Ou será que é fralda? – Brinquei rindo, vendo seus olhos castanhos me encarando. – Hein, meu amor? – Ergui o rosto, vendo ao meu lado, com um sorriso no rosto e suspirei, colando levemente nossos lábios por alguns segundos.



FIM.



Nota da autora: Total Stranger chegou ao final mais uma vez. Eu peguei para revisar algumas partes, acabei tirando o Chris Evans como interativo e trouxe novamente para vocês!
Muito obrigada à todas que acompanharam, me deixou feliz demais, muito obrigada, bom ver que TS ainda traz leitores e faz todo mundo esquentar o coração com a nossa banda favorita!
Fique de olho nos contos de TS e na continuação que vem por aí. Total Stranger foi só o começo, mas você não pode simplesmente esquecê-los.
Aproveitando o espacinho para agradecer à Naty por toda dedicação comigo! <3 Entrar nesse barco não é para qualquer, mas fico muito feliz que o fez!
Beijos e até a próxima!





Outras Fanfics:
Total Stranger - Uma História de Jack Bolzan
Total Stranger - Uma História de Mike Derrick
Total Stranger - Uma História de Louis Saint-Claire


Nota da beta: Mais uma para continha de fics betadas e concluídas da Flávia hahaha! TS tem uma pegada bem fraternal, o elo incrível que todos os membros da banda tem uns com os outros, cuidado, carinho, dá até vontade de fazer parte rsrs! Ver as conquistas da PP, as batalhas vencidas, os prêmios que ela recebeu, tudo incrível demais! E a história com o PP? Ameeei, de verdade e fiquei com o coração aquecido com esse final! Parabéns! <3


Qualquer erro nessa fanfic ou reclamações, somente no e-mail.
Para saber quando essa fic vai atualizar, acompanhe aqui.


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