CAPÍTULOS: [27] [28] [29] [30] [Epílogo]




Última atualização: 18/07/2017 - Fanfic finalizada!

Capítulo 27


- Eu quero que todos vocês ergam seus celulares e cantem bem forte comigo! – Falei sorrindo, me sentando no banco do piano de calda e respirei fundo, colocando minhas mãos no piano. - I looked to the sky last night, and my eyes caught the light of a star, burning like the memories of brighter days. – Apertei as teclas devagar, fechando os olhos. - And I know this life is all mine, just a moment in time. but every day is another beggining so. – David entrou comigo. - Hold yourself together, you know it's for the better. Now it's our turn, it's our turn to carry this way. – Suspirei. - Nothing is forever, you can't predict the weather. Now it's our time, and I'll help you carry this way. – Senti meu corpo arrepiar, quando o resto da banda entrou comigo. - They say the love won't die, and then I realize, what will be, will be, you're always here with me. And in the darkest night, I feel you by my side, what will be, will be, you're always here with me. – Aproximei minha boca do microfone em cima do piano. - Meet me in my dreams and you can help me believe, tell me that are gonna be better days to see your face and feel your embrace. I swear, I'll never forget what you gave. – Balancei a cabeça devagar. - So I hold myself together, I know it's for the better. Now it's my turn, It's my turn to carry this way. Nothing is forever, you can't predict the weather. Now you'll be there, and help me carry this way. – Pequenas bolinhas de isopor começaram a cair no a plateia, fazendo-os gritarem. - They say the love won't die, and then I realize, what will be, will be, you're always here with me. And in the darkest night, I feel you by my side, what will be, will be, you're always here with me. – Balancei a cabeça, suspirando, forçando a voz. - And if the day goes by, and you start to question why. – Jack e Emily faziam a segunda voz. - Tell me why! There's a way to hold on, just gotta stay strong. Close your eyes and you will find, love lives on inside. – Apertei as notas fortemente, sentindo lágrimas escorrerem pela minha bochecha. - They say the love won't die, and then I realize, what will be, will be, you're always here with me. And in the darkest night, I feel you by my side, what will be, will be, you're always here with me. – Balancei a cabeça.
- Oh, oh, oh, oh! Oh, oh, oh, oh!
- What will be, will be, you're always here with me. – Suspirei.
- Oh, oh, oh, oh! Oh, oh, oh, oh!
- What will be, will be, you're always here with me. – Abri um pequeno sorriso, apertando as notas devagar, sentindo meu corpo arrepiar, e parei, abaixando as mãos, ouvindo o público do México gritando e eu me levantei novamente, puxando o microfone do pequeno pedestal no piano. - Se divertindo México? – Perguntei, apoiando o microfone no pedestal maior novamente. – Vamos continuar? – Falei animada, ouvindo Louis voltar a batucar nos bumbos.

- Depois de dez anos, vocês sabem que aqui é boa com discursos, certo? – Mack apontou para mim e eu virei meu corpo no banco do piano, rindo fraco.
- Oh, isso é verdade! – Balancei a cabeça, e o público do Peru começou a gritar. – Eu gosto de dizer que nossa banda passou por tantos altos e baixos, que agora estamos vacinados a qualquer tipo de dor. – Mike riu, mostrando o polegar para mim.
- Isso ninguém pode negar, é verdade! – Ele falou ao microfone e eu ri. – E a próxima música se trata um pouco disso.
- Um pouco. – Falei ao microfone, rindo em seguida. – Essa música é sobre amor, mas um amor que para você ficar bem, você tem que deixá-lo ir...
- E é isso que a gente faz. – Mack comentou e eu ri fraco, suspirando. – Coloquem suas mãos para cima e acompanhem conosco. – Ele falou e eu suspirei, me ajeitando no banco do piano, começando a tocar as notas devagar, ouvindo o pessoal gritar, e minha violoncelista entrar comigo, vendo as luzes se escurecerem, deixando eu embaixo do holofote.
- Love that once hung on the wall, used to mean something, but now it means nothing. – Senti meus braços arrepiar, ouvindo Louis entrar conosco. - The echoes are gone in the hall, but I still remember, the pain of December. Oh, there isn't one thing left you could say, I'm sorry is too late.
- I'm breaking free from these memories, gotta let it go, just let it go. – Mike, Mack, Jack e Emily entraram comigo. - I've said goodbye set it all on fire, gotta let it go, just let it go. Oh, oh, oh, oh! – Suspirei, continuando a tocar.
- You came back to find I was gone, and that place is empty, like the hole that was left in me. – Mike apareceu embaixo do holofote, segurando o microfone. - Like we were nothing at all, it's not what you meant to me, I thought we were meant to be. Oh, there isn't one thing left you could say...
- I'm sorry is too late. – Cantamos juntos.
- I'm breaking free from these memories, gotta let it go, just let it go. – Forcei meus dedos no piano, mantendo meu corpo arqueado para frente. - I've said goodbye set it all on fire, gotta let it go, just let it go. – Movimentei meus dedos rapidamente no piano, repetitivamente.
- I let it go... – Cantei devagar.
- And now I know.
- A brand new life...
- Is down this road.
- And when it's right...
- You always know.
- So this time...
- I won't let go.
- There's only one thing left here to say, love's never too late. – Forcei minha voz, parando minhas mãos por alguns segundos.
- I've broken free from those memories, I've let it go, I've let it go. – O pessoal voltou comigo, fazendo pequenas lágrimas brotarem em meus olhos, mas o sorriso estava estampado no rosto. - And two goodbyes led to this new life, don't let me go, don't let me go. Oh, oh, oh.
- Don't let me go, don't let me go, don't let me go. – Cantei alto, abaixando a voz devagar, apertando as teclas devagar, suspirando, mantendo os olhos fechados, e balancei a cabeça, sentindo a luz mais fraca em cima de mim, me fazendo cantar mais baixo.
- Won't let you go, don't let me go. – Cantei em um sopro. - Won't let you go, don't let me go. – Movimentei a cabeça. - Won't let you go, don't let me go... – Suspirei, olhando para as notas novamente, parando de tocar rapidamente, vendo a plateia gritar.

- E aí, Brasil? – Voltei para o palco, atravessando a passarela, com minha banda atrás de mim. – Se vocês nos seguem no Instagram ou no Snapchat, vocês sabem que esse é o momento que a gente escolhe uma música muito famosa do país e toca para vocês. – Eles gritaram animados. – A música que eu escolhi para o show aqui em São Paulo é de uma dupla sertaneja que eu sou simplesmente apaixonada. Quando eu morei no Brasil o sertanejo universitário não era muito popular ainda, mas de uns anos para cá isso estourou, e eu, como uma pessoa do interior, acompanhei e me apaixonei. Então, no Rio foi samba, e aqui, é Jorge e Mateus. – Gritei e eles me acompanharam. – Vamos ver se minha banda canta em português mesmo. – Mike colocou as mãos na boca e eu ri, voltando para o meio do palco.
- Não prometo nada! – Mike falou em um português engraçado, começando a tocar o violão logo em seguida, com David mixando no teclado.
- Eu não sei, se um coração pode aguentar tanta dor. – Os brasileiros começaram a cantar comigo. - Quando perde um amor. Quando o sol, já não brilha mais em seu olhar. – Balancei a cabeça. - Eu não sei, se um coração pode aguentar tanta dor. – Abri um sorriso, ouvindo o pessoal cantar tão alto quanto eu. - Quando perde um amor. Quando o sol, já não brilha mais em seu olhar. – Balancei o corpo, ouvindo os fogos estourarem acima da minha cabeça. - Se ainda dói é porque não consigo te esquecer. E o vento só me traz vestígios que lembram você. Eu vou curar essa dor, encontrar um novo amor, em um caminho sem rumo, vou levando a vida, ah! Ah, ah, ah! Em um caminho sem rumo vou levando a vida, ah! – Abri um sorriso, vendo o pessoal gritando.
- Eu não sei, se um coração pode aguentar tanta dor. – Mike e Mack cantaram engraçado e eu ri. - Quando perde um amor. Quando o sol, já não brilha mais em seu olhar.
- Se ainda dói é porque não consigo te esquecer. E o vento só me traz vestígios que lembram você. – Voltei a cantar com eles, mantendo um largo sorriso em minha boca. - Eu vou curar essa dor, encontrar um novo amor, em um caminho sem rumo, vou levando a vida, ah! Ah, ah, ah! Se ainda dói é porque não consigo te esquecer. E o vento só me traz vestígios que lembram você. Eu vou curar essa dor, encontrar um novo amor, em um caminho sem rumo, vou levando a vida, ah! – Cantei sorrindo. – Em um caminho sem rumo vou levando a vida, ah! Em um caminho sem rumo vou levando a vida, ah! – Cantei novamente, ouvindo Jack e Emily cantando baixo.
- Ah, ah, ah! – Eles terminaram e o pessoal gritou, me fazendo sorrir.
- Essa foi boa, não! – Gritei, me aproximando do pedestal na beirada da passarela e o pessoal gritou junto. – Bem, apesar de tudo, essa é música é bem curtinha. – Sorri. – E essa música também não representa muito os brasileiros, representa nossa região paulista aqui. – Suspirei, apoiando o microfone. – Aí, fazendo minhas pesquisas sobre músicas mais famosas no Brasil, como fiz em outros países, eu achei essa. Que fez parte da adolescência, aposto de muitos vocês, incluindo na infância de muitas crianças da época, pais que ouviram isso tantas vezes. – Ri fraco.
- Eu ouvi tantas vezes. – Mack falou em português e eu ri, dando de ombros. – Mas esse é o tipo de sucesso a música é ótima.
- Então, como eu sei que todo mundo ouviu essa música, pelo menos umas milhões de vezes. Eu quero que vocês dancem comigo, ao pessoal nas arquibancadas que estão sentados, que se levantem, porque se no Rio teve Rouge, em São Paulo vai ter Br’oz. – O pessoal gritou muito alto, trazendo rostos surpresos, e eu ri fraco.
Mike começou a tocar o ritmo tão conhecido, que fez parte da minha pré-adolescência, antes mesmo de eu entrar na banda e eu senti uma nostalgia passando por mim. Já havíamos ensaiado essa música, mas poder tocar para o povo brasileiro no Estádio do Palmeiras para 55 mil pessoas, dava um arrepio que eu não acreditava.
- Esse beijo da tua boca tem sabor de fruta fresca, o toque dos teus lábios não sai da minha cabeça. – Não deu para eu começar a cantar, que os fãs começaram a cantar junto. - Esse beijo com que sonho quando a brisa me refresca, que me leva até o céu e a terra me regressa. – O ritmo ficou mais acelerado, fazendo com que meus dançarinos entrassem no palco. - Minha alma reza e reza, mas sei que não tenho cura, a lembrança do teu beijo quase me leva a loucura. - Sim, sim, sim! Esse amor é tão profundo. Você é minha prometida eu vou gritar pra todo o mundo! – As luzes se acenderam e eu podia ver os diversos fãs de diversas idades pulando e cantando comigo, fazendo com que meu corpo se arrepiasse. - Sim, sim, sim! Esse amor é tão profundo. Você é minha prometida eu vou gritar pra todo o mundo! – Abri um sorriso, puxando meu casaco para fora.
- Você é minha prometida, a menina dos meus olhos, quem me adoça a vida, quem afugenta meus medos. – Mike, Mack e Jack cantavam juntos, lendo os papéis colocados próximo aos microfones e eu ria mais ainda, ouvindo os fãs gritarem. - A mais linda das mulheres a mais bela dentre as flores. A fortuna que eu espero num arco-íris de cores.
- Sim, sim, sim! Esse amor é tão profundo. Você é minha prometida eu vou gritar pra todo o mundo! – Fiz a coreografia da banda original, vendo algumas meninas na beirada da plateia dançando, mas a maioria tinha os celulares erguidos, gravando esse momento que não aconteceria nunca mais. - Sim, sim, sim! Esse amor é tão profundo. Você é minha prometida eu vou gritar pra todo o mundo! – Eu nunca havia ficado tão próximo dos fãs como dessa maneira.
O som ficou mais cru, fazendo com que os capoeiristas que faziam a performance no meio do palco abrissem espaço, e eu virasse para trás, olhando para a performance. Os músicos contratados só para essa música tocavam junto de Mike e Mack, minhas violinistas tocavam em pé, acompanhando o ritmo, com largos sorrisos no rosto.
- E que digam nos jornais que eu te quero de verdade, nas rádios, na novela e em toda parte da cidade. – Cantei baixo, ouvindo os fãs cantando alto. - Vai estar num outdoor, como você não há nenhuma. Que digam em toda China, que digam até na Lua! – Os fãs gritaram animados. - Sim, sim, sim! Esse amor é tão profundo. Você é minha prometida eu vou gritar pra todo o mundo! Sim, sim, sim! Esse amor é tão profundo. Você é minha prometida eu vou gritar pra todo o mundo! – Abri os braços, soltando o microfone e movimentei os quadris, dançando com o ritmo.
- Guararé, guararé, guararé, guararé, guararé. Guararé, guararé, nunca esqueça que eu não te esquecerei... Ei! – Segurei a barra da saia, movimentando os pés, ouvindo os fãs gritarem. - Sim, sim, sim! Esse amor é tão profundo. Você é minha prometida eu vou gritar pra todo o mundo! Sim, sim, sim! Esse amor é tão profundo. Você é minha prometida eu vou gritar pra todo o mundo! – Ergui as mãos, batendo palmas.
- Meu amor...!
- Sim, sim, sim! Esse amor é tão profundo. Você é minha prometida eu vou gritar pra todo o mundo! Sim, sim, sim! – Erguia as mãos fortemente, no ritmo. - Esse amor é tão profundo. Você é minha prometida eu vou gritar pra todo o mundo!
- Uou! – Falei animada quando a música acabou, fazendo com que eu aplaudisse. – Vocês são demais! Se eu soubesse que seria assim, eu teria feito isso muito antes. – Falei rindo e o pessoal ainda gritava.

- Qual você quer? Minha, da Emily ou do Jack? – Perguntei apontando para as três camisetas e o pequeno menino pensou um pouco, colocando uma mão na boca e apontando para a de Emily e eu ri fraco. – Vocês gostam dela, né?! – Virei o corpo para o pessoal lá atrás. – Uma PP, da Emily. – Falei, eles me entregaram uma blusa da Orbe e eu entreguei para o menino. – Aqui. – Ele sorriu. – Gostou? – Perguntei e ele assentiu com a cabeça animado, me fazendo rir. – Vai lá brincar com os meninos. – Falei e ele correu animado com a blusa em sua mão.
- Eu acho que eu vou passar mal. – Mike falou, aparecendo na cabine de blusas montada no meio de uma pequena cidade em Botsuana.
- É sério? – Virei para ele, que se jogou em uma cadeira, se abanando loucamente.
- Não estou acostumado com esse calor.
- Quem está entregando os remédios?
- Jack e Mack estão lá com o pessoal dos Médicos Sem Froteiras. – Ele falou, suspirando.
- Por favor, não vai me desmaiar aqui. – Falei e ele suspirei.
- Eu preciso de água. – Ele falou, suspirando.
- Aqui! – Jessica falou, entregando uma garrafa gelada para ele.
- Oi pequena! – Fiz careta para a menina no colo da senhora. – Como estão?
- Bem! – A mulher falou, com lágrimas nos olhos.
- Mesmo? – Apoiei a mão em seus ombros.
- Você faz tanto por nós, é difícil retribuir. – Balancei a cabeça.
- Isso não é um favor, é um presente! – Falei, sorrindo, e ela afirmou com a cabeça.
- Obrigada! – Ela sorriu, respirando fundo.
- Vocês querem camisetas? – Perguntei, fazendo cócegas na barriga da pequena que tinha a mão na boca.
- Por favor! – Ela sorriu, passando a mão livre embaixo dos olhos e eu engoli em seco.
- Tem alguma preferência? – Perguntei e ela negou com a cabeça, virei o corpo, passando a mão nos olhos. – Me vê um kit, por favor. – Falei e Gemma pegou um dos kits amontoados, me entregou e eu virei para eles. – Aqui tem as camisetas, shorts, protetor solar, aí para pegar a cesta básica é aqui do lado, e se precisar de remédios, só falar com o pessoal na última cabana. – Ela sorriu, segurando minha mão.
- Obrigada! – Assenti com a cabeça, respirando fundo.
- Eu prometi que não ia chorar. – Falei e ela riu fraco, passando a mão em meu rosto.
- Não faça promessas que não possa cumprir. – Ela falou meu lema e eu ri fraco, balançando a cabeça. – Vamos? – Ela falou para a filha e eu sorri, fazendo um carinho em sua cabeça, antes dela se retirar.
- Toda vez é assim! – Falei, passando as mãos embaixo dos olhos, provavelmente com o rosto manchado de terra, mas não importava.
- Oi, tia ! – Virei para frente, vendo Sophia parada em minha frente.
- E aí, pequena? – Me abaixei, sentindo-a beijar meu rosto.
- Cadê minha mãe? – Ela perguntou e eu suspirei.
- Ela está na cabana do lado. – Apontei para a cabana de comidas e ela assentiu com a cabeça. – Está se divertindo?
- Sim, eu nasci aqui, né?! – Ela deu de ombros. – Então estou bem.
- Sim, minha querida. – Sorri. – Não vai longe, hein?!
- Eu to bem! – Ela falou, andando até a cabana do lado e eu ri fraco.
- Como estamos de camisetas e kits, gente? – Perguntei, virando o corpo, abaixando minha blusa.
- Tem uns doze kits, e umas vinte camisetas. – Melanie falou, mexendo nos sacos com Gemma.
- Mas David já foi pegar mais. – Mike falou e eu assenti com a cabeça.
- Beleza, vamos que a tarde está só começando. – Falei suspirando.
- E Mike já está na moleza. – Melanie falou, atravessando a cabana.
- Eu já estou bem. – Mike se levantou. – Vou jogar uma água na cabeça, e vai ficar tudo bem. – Ele disse.
- Ok, mas não molhe dentro da cabana, areia e água não combinam. – Falei, empurrando-o para trás. – E aí, galera? – Me aproximei do balcão de novo. – Camisetas, comidas, remédios! – gritei, batendo palmas. – Não se acanhem!
A maioria das pessoas achava que aquilo era cobrado, apesar de tantos anos fazendo esse tipo de voluntariado, algumas pessoas ainda não nos conheciam, então a gente tinha que, literalmente, ir para a rua e chamar eles. Mas, apesar de algumas lágrimas derramadas pelo meio do caminho, era gratificante.

- Nem a pau! – Falei alto, erguendo as mãos e me afastando.
- Vamos, ! – Mack falou, me puxando pelo braço.
- Não, não, não! – Puxei meu braço, arrastando meus pés pela areia.
- A gente veio até aqui para você andar de camelo e agora você pula fora? – Mike falou, entregando a bandana para o guia.
- Nem vem, eu não vim andar de camelo, eu vim ver as pirâmides do Egito. – Apontei para as grandes construções e fechei os olhos com o sol.
- Wa'ant tamshi? – O moço virou para nós.
- O quê? – Perguntei.
- Ele quer saber se você vai andar. – Jessica falou, sentada em um banco um pouco afastada.
- Você sabe árabe? – Virei para ela.
- Ela vai! – Mike apontou para mim e eu me afastei.
- É muito alto! – Falei e o homem me estendeu a mão.
- Ah, qual é! Você já foi em qualquer tipo de brinquedo radical, parque aquático, bungee jump, trampolim e sei lá mais o quê. Isso é igual andar a cavalo. – Jack falou, já subindo no cabelo ao meu lado.
- Igual, sei. – Ele revirou os olhos. - Ok, ok! – Segurei a mão do guia e ele me aproximou do camelo.
- Alijulus! – Ele falou e o camelo se abaixou, e eu respirei fundo, antes de montá-lo. – Waqfa! – Ele falou em seguida e o camelo se colocou em pé, fazendo com que eu segurasse nas rédeas.
- Ah! – Me assustei, me equilibrando entre as duas corcovas no meio.
- Sorria! – Malcon falou e eu ergui a mão, mostrando o polegar e o indicador e sorri, vendo-o confirmar com a cabeça.
- Vamos! – Jack falou ao meu lado e assentiu para o guia dele e eu senti o camelo começar a andar, me fazer rir, aquilo era muito estranho.

- Eu estou muito empolgada. – Falei rindo, balançando as mãos.
- Você já viu? – O repórter perguntou.
- Não, ainda não! A gente veio para a confecção, foram três dias inteiros, cada escultor focado em um de nós e depois a gente não viu pronto, vamos ver agora.
- Bem, aproveite sua noite, será ótima! – Assenti para o repórter, acenando para ele e seguindo em direção à minha banda, que me esperava na parte de cima das escadarias do Madame Tussauds.
Segurei pelo corredor e subi os degraus, me juntando a eles e um dos funcionários do museu nos indicou para os elevadores e nós sete, mais Jessica, entramos no elevador e ele subiu rapidamente, da mesma forma que antes.
- “Apresentando no tapete vermelho...” – O áudio ambiente falou e as portas do elevador se abriram e eu saí na frente, vendo a parede com a foto dos fotógrafos brilhando para nós e ri fraco, lembrando da primeira vez que eu havia entrado nesse museu há muitos anos, e eu sempre me divertia ali.
Seguimos em frente e descendo ao longo corredor, onde fotógrafos estavam dispostos pelos dois lados, com flashes de verdade em nosso rosto e eu sorri, acenando para eles, mas seguindo em direção a curadora do museu, sorrindo para ela.
- Estou feliz que tenha se juntado a nós. – Ela sorriu e eu a cumprimentei com a mão rapidamente.
- Eu não perderia isso por nada. – Falei rindo e ela acenou para meus membros de banda, andando.
- Venham, gente! Fiquem à vontade. – Ela andou pelo salão, por entre as estátuas e chegou ao palco que tinha ali, da última vez que estive lá com Helen Mirren, Kate Winslet e Benedict Cumberbatch, agora eles haviam sido tirados e tinha sete estátuas cobertas com um pano vermelho.
- Montamos na ordem da pose em V de vocês. – Ela falou e indicou o caminho, segurei na mão de um dos seguranças e subi no palco, me colocando ao lado da estátua do meio.
Meus membros de banda se colocaram lateralmente ao lado de suas estátuas, nas posições que já estávamos acostumados. Eu notei que minha estátua estava mais aberta, o pano estava mais esticado e suspirei.
- Podemos? Estou muito empolgada! – Falei e o pessoal riu.
- Quando quiserem! – A curadora falou e notei todos os fotógrafos próximo e ela assentiu com a cabeça. – Um, dois, três...
No três, cada um de nós sete puxamos a os panos vermelhos e quando o meu chegou no chão eu coloquei as mãos na boca, incrivelmente surpresa, soltando uma risada. Era a roupa de Show Me Love, o vestido preto, com o bordado em pedras no pescoço, os detalhes do vestido, todos idênticos ao original, que estava em casa. Eu estava com os cabelos castanhos, mas mais longos do que o atual, da mesma forma que quando eu gravei Show Me Love, mas com o rosto atual, não que eu tivesse mudado tanto de dez anos para cá. Uma das mãos segurava um microfone e o outro braço estava aberto, como quando eu me empolgava nos shows.
Virei para trás e vi todo mundo surpreso igual a mim, todos com as roupas iguais ao clipe de Show Me Love e suspirei, balançando a cabeça. Jack sorriu para mim, balançando a cabeça e eu ri fraco. Me coloquei atrás da minha estátua e apoiei o rosto no ombro, vendo os flashes serem espalhados em meu rosto e eu ri fraco, sorrindo para eles.
- Ficou demais! – Falei rindo e desci do palco, olhando as estátuas de frente, só agora notando o pano escrito Stone ao fundo. - Elas ficarão aqui? – Perguntei.
- Por enquanto, estamos fazendo uma divulgação forte para os visitantes, temos vários ingressos vendidos. – Ela assentiu com a cabeça. – Depois vamos arranjar um espaço na sala de músicos. – Assenti com a cabeça.
- Só não separa a gente. – Falei e ela assentiu.
- Não vou, não faz sentido. – Sorri.
- Deixa eu te abraçar, isso é incrível! – Ela riu e eu a abracei fortemente, ouvindo-a rir contra meu ouvido.
- Podemos tirar algumas individuais? – O fotógrafo oficial do museu perguntou e eu assenti com a cabeça.
- Claro, claro! – Falei rindo, me afastando da curadora.

- Ah, então é por isso que metade do aeroporto Berlim-Schönefeld está fechado! – Falei, invadindo a gravação de Guerra Civil, vendo todas as pessoas fantasiadas.
- Ela está fazendo isso? – Ouvi Robert perguntar.
- Sim, ela está! – Joguei minha bolsa na primeira cadeira que eu vi e parei ao lado dos diretores. – Capitão América nem está te batendo, então eu sei que está parado. – Robert revirou os olhos.
- Oi ! – Joe falou e eu sorri, beijando-o e Anthony em seguida. – Eu liberei a entrada dela.
- Que surpresa boa! – Chris entregou o escudo para um dos contrarregras e eu sorri, passando minhas mãos em seus ombros, colando meus lábios nos dele, ouvindo o elenco de 19 a 50 anos gritar igual ensino médio.
- Senti sua falta! – Falei, sorrindo, e ele assentiu com a cabeça, me abraçando fortemente.
- Parece que durou uma eternidade para você chegar aqui. – Ele disse e eu ri fraco.
- Vinte e um shows. – Suspirei. – Muitos compromissos, e muita dor de garganta, além de cabeça e de joelhos! – Ele riu fraco e eu apertei seus ombros. - Já mencionei que...
- Você gosta da caracterização. – Ri fraco, estalando um beijo em seus lábios.
- Então... – Andei um pouco para frente. – Quem quer ingressos para o show de hoje à noite? – Perguntei, cruzando os braços em cima do peito e todos ergueram as mãos.
- Ela ainda pergunta. – Mackie falou e eu ri fraco, dando de ombros e segui até minha bolsa, pegando um envelope grosso.
- O show começa as oito, vocês têm até sete e meia para entrar nos bastidores, então não se atrasem. – Entreguei o envelope para Chris e ele riu fraco.
- Já vai? – Ele perguntou, olhando dentro do envelope.
- Bem, alguém tem que trabalhar. – Brinquei e Robert foi o primeiro a gargalhar.
- O que você estava fazendo até agora? – Ele perguntou.
- Fomos ao memorial do holocausto e cantamos para o pessoal lá. – Suspirei e o vi revirar os olhos.
- Você tem algo de ruim dentro de você? – Ele perguntou e eu ergui as mãos, passando os braços pelos ombros de Chris.
- Bem... – Franzi a testa. – Eu poderia dizer que eu tenho bafo matinal, mas quem não tem? – Brinquei e eles riram e eu virei para Chris. – Eu vou para o lugar do show, vamos receber alguns fãs, fazer o soundcheck, todas aquelas brincadeiras. – Ele riu fraco, confirmando com a cabeça.
- Sei que está ligada nos 220 volts, mas como você está? – Ele perguntou e eu ri fraco, balançando a cabeça.
- Essa pergunta só pode ser respondida com honestidade após os últimos 19 shows e uma semana de descanso. – Ele riu fraco e eu o abracei fortemente. – Te vejo à noite?
- Não perderia por nada. – Ele tocou os lábios nos meus novamente e eu suspirei, empurrando seu peitoral com as mãos. - Amo você. – Ele falou.
- Eu também. – Respondi, me afastando dele. – Vejo vocês à noite. – Peguei minha bolsa na cadeira novamente. – Obrigada, Russos. – Falei, e eles riram. – É para irem ao show também. – Falei, andando de costas e eles confirmaram com a cabeça.
- Fechado! – Eles falaram e eu ri.

- Está tudo bem? – Jessica perguntou entrando no camarim e eu ergui o rosto.
- Minhas coxas estão todas assadas. – Falei, abaixando a perna e me colocando em sua frente. – Eu não vou conseguir usar o collant hoje. – Ela coçou a cabeça.
- Você não consegue usar uma daquelas calcinhas de perninhas?
- Até consigo, mas aparece facilmente embaixo da saia rodada. – Ela suspirou, se encostando na porta do camarim.
- Coloca o collant, mas coloca a calça de cintura alta. – Ela deu de ombros. – E passa bastante pomada nessas coxas grossas aí! – Ela falou e eu ri fraco.
- Já passei! – Falei, ajeitando o collant no bumbum, procurei pela calça jeans entre as araras e a vesti rapidamente, abotoando os três botões de cada lado e segui para a estante com os sapatos.
- Que belo espaço vocês têm aqui. – Virei o rosto para porta, vendo Sebastian Stan passando pela porta e conferi o relógio.
- Sete e vinte e um. – Suspirei. – Sempre em cima da hora. – Comentei e vi Chris e Anthony entrarem em seguida. – Cadê o resto do pessoal?
- Conhecendo cada canto dos bastidores de um show. – Chris comentou, me abraçando fortemente e eu colei meus lábios nos seus rapidamente. - Você está linda! – Ri fraco.
- Nem fiz minha maquiagem ainda! – Falei, cumprimentando rapidamente Sebastian e Anthony.
- Eu sei! – Ele comentou e eu balancei a cabeça, passando a mão em seu rosto, acariciando-o.
- Deus, como eu senti sua falta! – Falei e ele riu, passando os braços pelo meu corpo e eu encostei a cabeça em seus ombros.
- Os pombinhos terão muito tempo para aproveitar. – Jessica falou e eu ri, erguendo meu corpo. – Teste de ponto! – Ela me entregou o aparelho e eu coloquei na orelha. - Alô, alô? – Jessica falou no dela.
- Ok! – Falei, e o tirei novamente, colocando na caixinha.
- Vai comer alguma coisa, e vocês... – Ela virou para porta, onde o resto do pessoal chegava.
- Ei! – Tom falou e eu ri.
- E vocês, vão para o camarim cinco. – Ela terminou de dizer. – Pouco antes dos shows eu pego vocês e levo para os bastidores, onde vocês devem permanecer até o fim do show. Se quiserem comer, só pegar na mesa, se quiserem banheiro, tem lá no camarim. – Ela apontou e eu ri fraco.
- Ela é malvada. – Paul comentou.
- Você ainda não viu nada. – Comentei, e eles riram.
- Bom show! – Robert foi o primeiro a falar e eu concordei com a cabeça.
- Te vejo no palco! – Falei para Chris e ele assentiu com a cabeça, passando os braços pela minha cintura e colando os lábios nos meus.
- Bom show. – Ele desejou e eu sorri, passando minhas mãos em seus braços.
- Obrigada! – Sorri, passando uma das mãos em seu rosto. – Divirta-se! – Falei e ele riu.
- Sempre! – Ele comentou e eu assenti com a cabeça, apertando-o forte em meus braços.

- Então... A próxima música é sobre um relacionamento conturbado. – Suspirei, ajeitando a alça do violão no ombro. – Foi escrita em terceira pessoa, na verdade. Sobre o que, uma pessoa que eu amo muito, deve ter pensado quando eu fui embora. – Me aproximei do microfone. – Mas, eu precisava disso, e quando penso nessa pessoa e nessa música, só vinha dor em meu coração. – Suspirei. – Então cantar essa música sempre me traz péssimas recordações. – Suspirei forte. – Mas o bom é que tudo passou. – Sorri. – E agora isso é só uma lembrança.
Coloquei meus dedos para dedilhar as cordas do violão e senti a luz ficar mais forte em meu rosto com o holofote focado em mim e dei um pequeno passo para frente, aproximando a boca do microfone e respirei fundo.
- I drove by all the places, we used to hang out getting wasted. I thought about our last kiss, how it felt, the way you tasted. – Molhei meus lábios rapidamente. - And even though your friends tell me you're doing fine. Are you somewhere feeling lonely, even though he's right beside you? When he says those words that hurt you, do you read the ones I wrote you? – Balancei a cabeça. - Sometimes I start to wonder, was it just a lie? If what we had was real, how could you be fine? 'Cause I'm not fine at all. – Apressei as mãos no violão, me arrepiando com minha orquestra entrando junto. - I remember the day you told me you were leaving, I remember the makeup running down your face. And the dreams you left behind, you didn't need them, like every single wish we ever made. – Senti as lágrimas começarem a surgir de meus olhos. - I wish that I could wake up with amnesia, forget about the stupid little things. – Engoli em seco. - Like the way it felt to fall asleep next to you, and the memories I never can escape. 'Cause I'm not fine at all. – Respirei fundo, balançando a cabeça, sentindo a lágrima solitária escorrer pela minha bochecha. - The pictures that you sent me, they're still living in my phone. I admit I like to see them, I admit I feel alone. All my friends keep asking, why I'm not around. It hurts to know you're happy, and it hurts that you've moved on. – Suspirei. - It's hard to hear your name, when I haven't seen you in so long. It's like we never happened, was it just a lie? If what we had was real how could you be fine? 'Cause I'm not fine at all. – Engoli em seco, acelerando as mãos novamente, abaixando o rosto, deixando a franja cair no rosto. - I remember the day you told me you were leaving, I remember the makeup running down your face. And the dreams you left behind, you didn't need them... – Abri um pequeno sorriso. - Like every single wish we ever made. I wish that I could wake up with amnesia, forget about the stupid little things. – Erguei o rosto, jogando a franja para o lado. - Like the way it felt to fall asleep next to you, and the memories I never can escape. 'Cause I'm not fine at all. – Balancei a cabeça. - If today I woke up with you right beside me, like all of this was just some twisted dream. I'd hold you closer than I ever did before, and you'd never slip away, and you'd never hear me say. – Senti minha voz falhar um pouco e eu respirei fundo, forçando-a sair. - I remember the day you told me you were leaving, I remember the makeup running down your face. And the dreams you left behind, you didn't need them, like every single wish we ever made. – Suspirei. - I wish that I could wake up with amnesia, forget about the stupid little things. Like the way it felt to fall asleep next to you, and the memories I never can escape. 'Cause I'm not fine at all. – Abri um pequeno sorriso, soltando a respiração de leve. - I'm not fine at all, I'm really not fine at all. Tell me this is just a dream, 'cause I'm really not fine at all. – Assenti com a cabeça, suspirando.

- Eu gosto daqui, sabia? – Ergui a mão, destacando uma uva roxinha da parreira e coloquei na boca.
- Aqueles três anos que eu fiquei aqui foram meio complicados, mas agora é bom voltar. – Jack falou ao meu lado, destacando uvas da parreira e colocando no cesto em seu braço. – Eu sinto como se ela estivesse aqui ainda. – Sorri para ele. – Fazendo o meu trabalho, enquanto eu e Gemma roubávamos uvas do pé. – Ele falou e eu abri um pequeno sorriso, colocando outra uva na boca e ele gargalhou.
- Eu ainda não conheci ninguém com a mesma empolgação que Branca, sabia? – Perguntei, arrastando os pés descalços pelo gramado. – E eu procuro isso nas pessoas. – Ele assentiu com a cabeça.
- Talvez as meninas de David entrem nessa categoria. – Ri fraco.
- Oh não! – Balancei a cabeça. – Elas entram na categoria de demônios mesmo! Sua mãe era boa, animada, incrível... – Jack riu, me esticando a cesta e eu a segurei, vendo-o cortar mais um cacho de uva e colocar dentro da cesta.
- Não sei como Melanie, que tem pais com vidas tão conturbadas, não entrou nessa categoria. – Ri fraco.
- Acho que é aquela situação dos opostos se atraem. – Ele virou para mim. – Virgínia é uma advogada que gosta de tudo muito perfeito, Delilah já é uma artista com toda aquela expressão libertadora.
- O que isso quer dizer? – Ele perguntou.
- Nem sempre os filhos saem parecidos com os pais. – Ele riu fraco.
- Temos duas situações totalmente opostas. – Ele falou.
- E você, meu querido Giovanni? – Perguntei, andando atrás de si.
- O que? – Ele perguntou.
- Quando você terá seu final feliz? – Perguntei e ele riu.
- Eu sou feliz, .
- Eu sei, mas eu digo com alguém. – Ele balançou a cabeça.
- E sobre você?
- Eu já tenho o meu, Chris é meu final feliz. – Ele sorriu.
- Sim, mas não tem que parar no Chris... – Ri fraco.
- Oh não, Jack, não estamos pensando em casamento, nem em filhos, apesar de que estou pensando dele morar comigo. – Ele sorriu.
- Já passou da hora, na verdade. Ele demora quase uma hora para vir te visitar e convenhamos que ele mais vem do que você vai. – Balancei a cabeça.
- Eu vou arranjar isso, não se preocupe. Não sou igual o Mike que enrola anos para decidir o próximo passo. – Ele riu. – Eu já me decidi.
- Bom, agora vamos na vinícola comigo. – Ele pegou a cesta de volta.
- E você procure alguém.
- Você estava procurando alguém quando conheceu o Chris? – Ele perguntou.
- Touché! – Falei e ele riu.

- Vamos lá, Tóquio! – Peguei o microfone, voltando para o palco. – Agora é um momento importante para o show, me aproximei do pedestal, entregando-o para um dos caras da produção. – Estão me estendendo? – Eles gritaram respondendo. – Vocês viram que eu troquei para essa roupa linda, certo? – Perguntei e eles gritaram novamente. – É porque agora, vamos fazer a gravação de um videoclipe! – Gritei e eles comemoraram. – Então, eu quero vocês muito empolgados, dançando, animados, porque vocês estarão nele! – Falei e eles gritaram, quando as luzes se apagaram novamente, fazendo o pessoal gritar mais.
- Gravando, ! – Ouvi Malcon falar no meu ponto e eu suspirei, contando até três e respirei fundo, ouvindo Jack e Emily começarem a cantar devagar, fazendo com que as luzes se erguessem devagar.
- We're all bored, we're all so tired of everything. We wait for trains that just aren't coming. We show off our different scarlet letters, trust me, mine is better. – Comecei andando pelo palco, atravessando a passarela. - We're so young, we're on the road to ruin. – Comecei a estalar os dedos. - We play dumb we know exactly what we're doing. We cry tears of mascara in the bathroom, honey life is just a class room. – Ergui a mão livre, vendo os fogos iluminarem o céu.
- Cause baby I could build a castle, out of all the bricks they threw at me. And everyday is like a battle, but every night with us is like a dream. – Cantei forte, abrindo os braços, quando cheguei na beirada do palco. - Baby, we're the new romantics, come on, come along with me. Heartbreak is the national anthem, we sing it proudly. We're too busy dancing, to get knocked off our feet. Baby were the new romantics, the best people in life are free. – Pisquei para a câmera na grua que passava em frente ao meu rosto.
- We're all here the lights and boys are blinding, we hang back it's all in the timing. It's poker, you can't see it in my face, but I'm about to play my Ace. – Movimentei o corpo, abaixando o corpo em direção aos fãs. - We need love but all we want is danger. We team up and switch sides like a record changer. The rumors are terrible and cruel, but honey most of them are true.
- Cause baby I could build a castle, out of all the bricks they threw at me. And everyday is like a battle, but every night with us is like a dream. Baby, we're the new romantics, come on, come along with me. Heartbreak is the national anthem, we sing it proudly. – Ergui o punho para cima, forçando o braço para cima. - We're too busy dancing, to get knocked off our feet. Baby were the new romantics, the best people in life are free. – Movimentei os quadris, atravessando a passarela, ouvindo os fãs gritarem.
- Please take my hand and, please take me dancing and, please leave me stranded, it's so romantic, so romantic. – Andei em direção a câmera, mandando um beijo para a câmera.
- Cause baby I could build a castle, out of all the bricks they threw at me. And everyday is like a battle, but every night with us is like a dream. – Deixava minha voz sair mais forte em algumas parte, erguendo o rosto. - Cause baby I could build a castle, out of all the bricks they threw at me. And everyday is like a battle, but every night with us is like a dream. – Abri um sorriso, repetindo os passos. - We're the new romantics, come along with me. Heartbreak is the national anthem, we sing it proudly. We're too busy dancing, to get knocked off our feet. Baby were the new romantics, the best people in life are free. – Ergui as mãos, olhando para o público quando terminei.

- Obrigado a todos que vieram aqui hoje, celebrar ao Queen, celebrar ao Freddie Mercury! – Adam Lambert falou no microfone e eu sentia minhas mãos tremerem. – Essa é a última música e temos alguém muito especial para cantar conosco. – Ele falou e as luzes se apagaram, me fazendo respirar fundo e ver o baterista original do Queen, Roger Taylor, sorrir para mim.
- Is this the real life? Is this just fantasy? Caught in a landslide. No escape from reality, open your eyes, look up to the skies and see. – Suspirei, ouvindo o coro cantar e eu respirei fundo.
- I'm just a poor boy, I need no sympathy, because I'm easy come, easy go. A little high, little low. – Adam começou a cantar com a imagem de Freddie Mercury no telão. - Anyway the wind blows, doesn't really matter to me.
- To me... – Adam cantou sozinho e eu caminhei em direção ao palco.
- Mama, just killed a man, put a gun against his head, pulled my trigger, now he's dead. – Comecei a cantar, sentindo meu corpo arrepiar. - Mama, life had just begun, but now I've gone and thrown it all away. – Adam estendeu a mão para mim e eu senti meus olhos se encherem de lágrimas.
- Mama, oh, didn't mean to make you cry, if I'm not back again this time tomorrow. – Adam entrou comigo e eu segurei sua mão, ouvindo o Rock In Rio gritar por mim novamente naquela noite, mas dessa vez cantávamos um hino clássico. - Carry on, carry on, as if nothing really matters. – Sorri para ele.
- Too late, my time has come, sends shivers down my spine. – Voltei a cantar novamente e Brian May, guitarrista original, estendeu a mão para mim em direção a passarela. - Body's aching all the time, goodbye everybody, I've got to go, gotta leave you all behind and face the truth. – Parei na ponta da passarela, vendo os fãs abanarem os braços. - Mama, oh, I don't want to die, but sometimes wish I'd never been born at all. – Brian veio ao meu lado, fazendo o solo de guitarra e eu tentei segurar o choro, mas não havia honraria maior que aquilo e passei a mão nos olhos, respirando fundo.
- I see a little silhouetto of a man. – Adam cantou comigo.
- Scaramouche, Scaramouche will you do the Fandango?
- Thunderbolt and lightning, very, very frightening me. – Cantamos juntos.
- Galileo, Galileo! Galileo, Galileo! Galileo, Figaro, magnifico. Oh, oh, oh!
- I'm just a poor boy and nobody loves me. – Adam cantou sozinho.
- He's just a poor boy from a poor family, spare him his life from this monstrosity. – Cantei junto do coral, não conseguindo conter minha animação e empolgação.
- Easy come, easy go, will you let me go? – Adam cantou.
- Bismillah! No, we will not let you go. Let him go. Bismillah! We will not let you go, let him go. Bismillah! We will not let you go, let me go. Will not let you go, let me go, never. Never let you go, let me go. Never let me go, oh. No, no, no, no, no, no, no.
- Oh mama mia, mama mia, mama mia let me go. – Cantei, ouvindo o o coro junto. - Beelzebub has a devil put aside for me, for me, for me. – A guitarra ficou mais forte, me fazendo pular junto a Brian May ao meu lado, com um sorriso largo no rosto.
- So you think, you can stone me and spit in my eye? – Deixei minha voz ecoar na Cidade do Rock. - So you think you can love me and leave me to die? - Ergui as mãos, abaixando o corpo um pouco. - Oh baby, can't do this to me baby. – Estiquei o corpo para cima. - Just gotta get out, just gotta get right outta here. – Voltei a pular, olhando os movimentos na mão de Brian na guitarra e passei o braço pelos ombros daquela lenda, vendo Adam fazer o mesmo com meus ombros. - Oh, oh yeah, oh yeah.
- Nothing really matters, anyone can see. Nothing really matters, nothing really matters to me. – Balancei a cabeça, suspirando, cantando com Adam.
- Anyway the wind blows... – Cantei devagar.
- Doens’t really matters... – Adam falou e eu suspirei, com um largo sorriso no rosto.

- Obrigada, Los Angeles! – Acenei para o pessoal, passando a mão nos olhos em seguida, limpando as lágrimas. – Vocês não têm noção da minha alegria em voltar e descobrir que nada mudou. – Suspirei, engolindo o choro. – Obrigada e eu sempre farei o possível para fazê-los felizes. – Acenei novamente. – Tenham um retorno bom para casa e nos vemos na próxima! – Sorri, ouvindo os últimos batuques de Louis e as luzes se escureceram, aparecendo o escrito Total Stranger em letras vermelhas e logo as cortinas se fecharam novamente, me fazendo suspirar, ainda ouvindo os fãs gritando e eu suspirei, vendo as luzes se acenderem em cima de mim e sorri para um dos organizadores, entregando o microfone para ele. – Obrigada. – Sussurrei e ele assentiu com a cabeça.
- Como está? – Jack perguntou, puxando sua camisa suada para cima.
- Aquela sensação doce amarga de sempre. – Ele assentiu com a cabeça, pendurando a toalha nos ombros.
- Pensa que agora podemos focar em outras coisas. – Ri fraco.
- Às vezes eu prefiro viajar por diversos países no mundo por meses do que ficar sorrindo para câmeras. – Ele riu.
- Ah não. – Ele balançou a cabeça. – Essa não é a que eu conheço, ela só está triste que a turnê acabou. – Ri fraco.
- Vai no camarim que a tristeza acaba. – David comentou, passando atrás de mim e eu assenti com a cabeça, atravessando os homens que começavam a desmontar o palco e desci as escadas em direção ao camarim e sorri ao ver Chris jogado em um dos sofás e ele sorriu, se levantando e me abraçando fortemente.
- Maravilhoso como sempre. – Ele falou e eu passei as pernas pelo seu corpo, colando fortemente nossos lábios.
- Finalmente! – Falei, suspirando, e ele riu.
- Agora eu tenho você só para mim até... – O beijei novamente.
- Sem prazos. – Comentei e ele riu.
- Me diga, o que você quer?
- Ir para casa, tomar um banho no meu chuveiro, deitar nos meus lençóis limpos e fazer amor a noite inteira. – Ele gargalhou.
- Quarenta shows em dois meses, e você não quer descansar? – Ele perguntou.
- Bem, eu estou à base de café e energético nos últimos dez shows, então vai demorar uns dias para eu ficar totalmente relaxada e dormir por uns cinco dias, direto. – Ele gargalhou.
- Devo ficar em Hollywood nesse tempo de descanso? – Ele perguntou.
- Bem, eu poderia dizer que você não sairá do meu lado caso eu acorde, mas sei que você vai para Atlanta logo após a première do seu filme. – Ele assentiu com a cabeça e eu o abracei, colocando os pés no chão novamente.
- Fim do ano está chegando! – Ele falou e eu assenti com a cabeça.
- Sim, e vamos ter bastante tempo juntos. – Sorri e ele assentiu com a cabeça.
- Tia ! – Virei o rosto para a porta, vendo Melanie e Gemma entrarem na sala.
- Ah, minhas meninas! – Passei os braços nos ombros de ambas, apertando-as. – Ai que saudades de vocês! – Elas riram.

- , por favor, fale conosco! – Neguei com a cabeça.
- Desculpa, gente, hoje o foco não sou eu! – Acenei com a mão, com um sorriso no rosto e passei pelo tapete vermelho rapidamente, sorrindo para os fotógrafos por poucos segundos e passei pelas portas do cinema, abrindo um sorriso para o diretor do filme.
- Ah, você está aqui! – Chris abriu um largo sorriso e eu levei as mãos para seus ombros, acariciando os mesmos e alisando seu paletó escuro ao mesmo tempo.
- Você está maravilhoso! – Falei, colando meus lábios levemente nos seus para não marcar com o batom vermelho.
- Você também! – Ele disse, e eu virei o corpo rapidamente, movimentando as mãos e ele riu. – Tire uma foto comigo. – Ele disse. Eu abracei-o de lado rapidamente, apoiando as mãos em seus ombros e ele apertou minha cintura fortemente, sorri para o fotógrafo oficial, vendo alguns flashes serem disparados em meu rosto e eu dei um beijo de bochecha em Chris, me afastando.
- Eu vou entrar, deixar você receber seus convidados. – Falei e ele riu.
- E os caras? – Ele perguntou e eu apontei para o teto.
- Tá ouvindo essas risadas altas? – Perguntei e ele riu. – Eles devem chegar logo.
- Eu te encontro lá dentro daqui a pouco. – Ele falou e eu abanei a cabeça.
- Aproveita sua noite! – Falei, ele assentiu com a cabeça e eu entrei, sorrindo para a atriz do filme, Alice Eve.
- ! – Ela sorriu e eu corri abraçá-la.
- Ah Alice! – Sorri. – Você está ótima! – Ela riu fraco.
- Não sei como você não tem frio! – Ela passou a mão em meus braços e eu ri.
- Viver sempre com música no último causa isso. – Ela riu fraco, assentindo com a cabeça.
- Posso imaginar! – Ela balançou a cabeça.
- Parabéns pelo filme! – Falei e ela sorriu.
- Você já disse isso. – Ela brincou e eu ri.
- Bem, eu só estou muito orgulhosa do Chris, então estou exalando felicidade. – Ela riu fraco.
- É ótimo, vocês dois juntos... Ah, eu comecei a atuar quando você apareceu, mas eu via vocês e achava tão perfeito. – Abri um largo sorriso.
- Foram só desencontros da vida, Alice. – Balancei a cabeça. – Mas agora eu não vou deixar ele se escapar nunca mais. – Ela assentiu com a cabeça.
- Por favor! – Ela riu. – Vocês são o ship perfeito daqueles que gostam de Stone ou Chris Evans. – Ri fraco, balançando a cabeça.
- Ah quem está aqui! – Ri fraco.
- A gente se fala depois! – Alice sussurrou.
- Mark! – Abracei o produtor de Chris.

- Bom dia, Bela Adormecida! – Malcon falou alto e eu balancei a cabeça, colocando as mãos no ouvido.
- São quatro da manhã, Malcon! – Falei baixo. – Xí! O sol nem nasceu.
- E é por isso que a gente vai gravar agora. – Ele disse. – Vá com Robb, troque o casaco, começamos a gravar em cinco minutos. – Ele continuou falando alto e eu me afastei, andando até o outro lado das avenidas dupla na orla da praia de Malibu e sorri para Robb que me abraçou rapidamente.
- Como foi a exibição de Descendentes? – Ele perguntou.
- Tudo certo. Os atores são ótimos. – Suspirei, tirando o moletom que eu usava e pegando o sobretudo bege e colocando rapidamente, me aquecendo.
- Como estão as olheiras? – Ele ligou uma lanterna em meu rosto e eu fechei os olhos. – Ah, você se maquiou.
- Bem, eu nem tirei a maquiagem, só refiz o olho, não queria parecer a Malévola de roxo. – Ele riu fraco.
- , você já sabe como vai rolar, certo? – Virei para Malcom em minha frente novamente.
- Sim, eu vou ver o casal atuando do jardim, eles vão se abraçar e beijar romanticamente, ela vai entrar e ele vai embora, e eu vou começar a cantar encostada no poste, como se fosse Singing in the Rain.
- Perfeito! – Ele falou animado. – Você vai sua parte inteira, ok?! Na parte que entraria David você para. – Assenti com a cabeça.
- Beleza! – Respondi.
- Em suas marcas. – Ele falou e eu atravessei a rua novamente, vendo os dois atores Rob Brown da série Blindspot e Nathalie Kelley de Velozes e Furiosos 3 a postos.
- Oi gente, boa madrugada!
- Olá! – Eles sorriram e eu dei um rápido beijo em cada um.
- Vamos tentar gravar isso logo? Porque está muito frio. – Eles riram.
- Vamos lá, pessoal! – Malcom falou.
- Obrigado pelo convite, afinal! – Rob falou e eu ri, abraçando-o de lado. Suspirei, vendo os dois ficarem na ponta da escada que daria para a casa e eu me coloquei na lateral, vendo o câmera em cima do trilho e eu assenti para Malcon.
- Atenção! – Malcon falou e eu respirei fundo. – Ação!
Rob e Nathalie se entreolharam, riram e subiram nas pelas escadas lado a lado, fingindo que conversavam sobre algum assunto bobo combinado antes e ele a abraçou fortemente, enquanto eu me escondia atrás do jardim alto e o casal se beijou apaixonadamente, antes dela rir e o empurrar, fechando a porta e ele riu. Quando Rob Brown desceu as escadas animados e foi para o lado contrário eu saí das sombras, colocando a mão no peito e soltei um largo suspiro. Ele logo sumiu na escuridão e eu me aproximei do poste mais perto, me apoiando no mesmo e suspirando alto.
- When you hold me in the street, and you kiss me on the dancefloor, I wish that it could be like that, why can't it be like that, 'cause I'm yours. – Comecei a cantar de peito aberto, ouvindo o playback começar logo em seguida. - We keep behind closed doors, every time I see you I die a little more. – Apertei minha mão no poste, respirando fundo, encostando no mesmo. - Stolen moments that we steal as the curtain falls. It'll never be enough. – Balancei a cabeça. - It's obvious you're meant for me, every piece of you it just fits perfectly. Every second, every thought, I'm in so deep, but I'll never show it on my face. – Soltei um suspiro, balançando a cabeça e afastei do poste, me colocando em frente as escadarias. - But we know this, we got a love that is hopeless. – Ergui os braços, olhando para cima, forçando minha voz. - Why can't you hold me in the street, why can't I kiss you on the dancefloor. – Fechei as mãos em punhos, levando-os ao peito. - I wish that it could be like that, why can't we be like that 'cause I'm yours. – Balancei a cabeça, abaixando o rosto, ouvindo Malcon parando a música.
- Ótimo gente. – Malcon falou. – Rob, pode voltar! – Ele riu e atravessou a rua novamente, voltando para perto de nós. – Podemos fazer de novo? – Ri fraco.
- Eu nem estou com frio mesmo. – Brinquei e Malcon riu.

- Isso é estranho! – Mike cochichou, fechando a janela do meu quarto e eu revirei os olhos.
- O quê? – Perguntei.
- Tem fãs andando pelo jardim de casa.
- Você diz o asfalto que fica aqui na frente? – Perguntei e ele riu.
- Não sei, mas é estranho. – Balancei a cabeça.
- Mike, você estava na votação quando decidimos abrir para visitação dos fãs, além do mais, nós temos um museu Stone aqui dentro, nada mais do que oferecer isso para os fãs, além disso, a gente ganha um extra, lembra do avião da turnê? A expansão para o hangar daquele avião? Aquela pista que você quer fazer lá atrás para, pelo menos, levar o avião para LAX? – Ele riu fraco, sentando na ponta da cama.
- Ah, eu vou me acostumar. – Ri fraco.
- Além disso, as visitas são só pela parte da manhã, tem dias que dormimos até mais tarde, e começam as oito, as crianças saem para a escola e faculdade antes disso, então está tudo controlado. – Falei e ele suspirou.
- Estamos indo bem nessa parte? – Mike perguntou, se deitando ao meu lado.
- Sim, parece que estamos, visitas a cada trinta minutos, dez visitas com grupos de trinta pessoas, às duas da tarde já acaba o último... – Dei de ombros. – É, está tudo certo. - Ele assentiu com a cabeça.
- O que você está trabalhando? – Ele perguntou, eu me levantei da mesa e me sentei na cama, estendendo alguns papéis para ele.
- Músicas do sexto álbum. – Suspirei.
- Já? – Dei de ombros.
- Eu estou feliz, sabe, então flui facilmente. – Ele riu fraco e sorriu.
- Isso é muito bom, minha amiga. – Ele segurou minha mão e eu suspirei. – Onde está Chris, afinal?
- Em Atlanta, com a diva da Octavia Spencer. – Suspirei.
- Verdade, filme novo! – Me levantei rapidamente.
- Falando nisso, eu preciso correr para Hollywood e trazer o Dodger para cá, ontem eu esqueci de passar lá. – Corri para o banheiro.
- Tem massa de panqueca? – Ele gritou.
- Na geladeira, leve para sua esposa grávida quando terminar. – Fechei a porta e abri novamente rapidamente. – E lava a louça, ou vou jogar tudo na sua casa. – O ouvi gargalhar e me tranquei no banheiro novamente.

- , você tem uma visita! – Ouvi Jessica pelo autofalante e eu suspirei.
- Estou no meu escritório, pode deixar entrar. – Falei, segurando o botão e suspirei, voltando a juntar os contratos de venda e compra de material e juntei em uma pilha, levando para a estante que cortava a sala inteira e ouvi um toque na porta. – Pode entrar. – Falei.
- Com licença! – Virei meu rosto para porta, abrindo um largo sorriso.
- Sylvester Stallone! – Abri um largo sorrindo, abraçando-o fortemente. – Que honra ter você aqui. – Ele sorriu.
- Que honra visitar seu lugar, isso é incrível! – Ele riu e eu puxei a cadeira.
- Por favor, sente-se! – Indiquei a cadeira e ele fez o que eu pedi. – Então, o que te traz aqui? – Ele riu fraco e eu me sentei na minha cadeira.
- Bem, nós nos conhecemos de alguns eventos. – Apoiei os cotovelos e concordei com a cabeça. – Você escreveu uma música que menciona Rocky Balboa e Apollo Creed nesse novo álbum. – Ele segurou minha mão. – E tenho que dizer que foi um incrível prazer descobrir isso. – Sorri, suspirando. – A gente já se encontrou, você já surtou um pouco, eu e minhas filhas também, mas quando eu ouvi a música... – Ele balançou a cabeça. – Foi ótimo. – Assenti com a cabeça.
- O prazer é meu, Sly. – Suspirei. – Você é incrível. – Ele sorriu, rindo fraco.
- Bem, você é uma pessoa ocupada, vou chegar direto ao assunto...
- Ah, que isso, nem vem! Deixa eu pedir um café para nós, por favor. – Ele assentiu com a cabeça.
- Vai ser um prazer. – Ele disse e eu apertei o botão novamente.
- Por favor, John, me traga um café com alguns doces da About Pastries, por favor.
- É para já! – Ele respondeu quase automaticamente.
- Então, me diga, o que te traz aqui? Não é para você ir embora quando terminar, mas eu sou curiosa. – Ele soltou aquela risada rouca e eu sorri.
- Bom, depois de ouvir Champion, eu decidi que quero você na trilha sonora do meu novo filme.
- Creed? – Perguntei animada.
- Você ouviu falar? – Ele perguntou.
- Ah, Sly, por favor, eu sou uma pessoa das tecnologias, te sigo no Instagram, acompanho as novidades do cinema e da música. – Ele riu fraco.
- Sim, para Creed. – Ele respondeu e eu suspirei.
- Deus. – Joguei a cabeça para trás.
- A gente não iria colocar nenhuma música marcante no filme, mas ter você em um filme nosso seria muito bom para divulgação. – Suspirei, balançando a cabeça.
- Mas o filme está para sair, então quanto tempo eu teria para compor essa música? – Ele suspirou, franzindo os lábios.
- Um mês? Três semanas? – Ri fraco.
- Por que as pessoas não fazem as coisas com tempo?
- Eu estou chegando nos setenta, , a mente não é mais a mesma. – Ri fraca.
- E eu estou cada vez mais perto dos trinta. – Ele riu.
- Ah, saudades dessa época. – Ele falou.
- Eu topo, Sly! – Segurei sua mão em cima da mesa. – Tudo por você. – Falei e ele assentiu com a cabeça, sorrindo. – Só me dê as informações, que eu farei para você.
- Obrigado, querida! – Ele sorriu. – Agora, onde está esse café? – Ri fraco.

- Ah Lisa, você veio! – Ouvi os saltos da minha bota curta baterem contra o piso de madeira e a abracei fortemente.
- Vim visitar o Chris, aí ele disse dessa gravação e eu vim! – Ri fraco, assentindo com a cabeça.
- Bem, fique à vontade, tem comes e bebes nas mesas laterais e pode se sentar em qualquer canto, caso não queria aparecer na gravação, fique no sofá preto. – Ela assentiu com a cabeça.
- Não se preocupe, querida! – Sorri.
- Ei! – Chris se aproximou.
- Ei! – Falei, sentindo-o estalar um beijo em minha bochecha. – Você veio!
- Eu não perderia isso por nada. – Assenti com a cabeça.
- Você sabe que...
- Sim, são só músicas do quarto CD. – Ele assentiu com a cabeça. – Eu estou bem com isso, afinal, tem uma música para mim nesse meio. – Ri fraco, apertando-o em meus braços. – Além disso, eu sei que você teve um passado antes da gente começar a namorar, e que eu tenho esse passado também. – Sorri fraco. – Se a gente quiser fazer isso dar certo, a gente precisa aceitar isso. – Confirmei com a cabeça, colando meus lábios nos dele.
- Acho que estamos bem com isso. – Falei e ele sorriu.
- Vai lá.
- Vai para Londres comigo? – Perguntei, me afastando.
- Você acha que eu perderia a chance de ver modelos da Victoria’s Secrets? – Ele perguntou e eu ergui o dedo do meio para ele, seguindo para o meio da minha sala de ensaios, me sentando no banco do piano e ergui o mesmo, passando os dedos das teclas.
- Vamos lá, gente, todos em suas posições! – Malcon gritou. – Quem não se importar em aparecer, pode andar pelo local, pegar comida, bebida e tudo mais. Quem não quiser aparecer fique no sofá ou atrás dele, combinado? – Ele falou e Robb passou a mão em meus cabelos. – Só não passe em frente as câmeras, ouviram crianças?
- Linda! – Ele falou e eu sorri.
- Todos prontos? – Malcon perguntou e eu endireitei meu corpo, respirando fundo. – Gravando! – Ele falou e eu respirei fundo, começando a dedilhar as notas do piano devagar.
- Job well done, standing ovation. Yeah, you got what you wanted, I guess you won. – Deixei a voz fluir no microfone colocado em cima do piano. - And I don't want to hear, they don't know you like I do. Even I could've told you, but now we're done. – Suspirei, ouvindo meu quarteto de cordas tocar. - Cause you play me like a symphony, play me till your fingers bleed, I'm your greatest masterpiece, you ruin me. – Continuei movimentando os dedos, suspirando lentamente. - Later when the curtains drawn, and no one's there for you back home. Don't cry to me you played me wrong, you ruin me. – Suspirei, deixando o cabelo cair no rosto. - I know you thought, that I wouldn't notice, you were acting so strange, I'm no that dumb. And in the end I hope she was worth it, I don't care if you loved me, you make me numb. – Ergui o rosto novamente, vendo o pessoal rodando em volta da grande sala. - Cause you play me like a symphony, play me till your fingers bleed, I'm your greatest masterpiece, you ruin me. Later when the curtains drawn, and no one's there for you back home. Don't cry to me you played me wrong, you ruin me. – Soltei o ar pela boca devagar.
- We're that song you wouldn't sing, just a broken melody, you're killing me. – Emily entrou comigo, apoiando a mão no piano e segurando o microfone com a outra e eu sorri para ela, tentando engolir o choro e ela sorriu para mim.
- You play me like a symphony, play me till your fingers bleed, I'm your greatest masterpiece, you ruin me. – Cantamos juntas, com sorrisos no rosto. - Later when the curtains drawn, and no one's there for you back home. Don't cry to me you played me wrong...
- You ruin me. – Finalizei em um suspiro, sorrindo.
Não dei tempo dos acordes do meu quarteto de cordas terminar e eu coloquei minhas mãos para tocar novamente, abrindo um sorriso no rosto, olhando para o lado, vendo Chris em pé nas laterais e eu ri fraco, suspirando.
- The day I first met you, you told me you'd never fall in love. Now that I get you, I know fear is what it really was. – Forcei minha voz. - Now here we are, so close, yet so far, haven't I passed the test? When will you realize, baby, I'm not like the rest?
- Don't wanna break your heart, wanna give your heart a break, I know you're scared, it's wrong, like you might make a mistake. – Jack e Emily cantavam comigo, Jack se aproximou do piano também. - There's just one life to live, and there's no time to waste, to waste. So let me give your heart a break, give your heart a break, let me give your heart a break, your heart a break. Oh yeah, yeah. – Suspirei.
- On Sunday, you went home alone, there were tears in your eyes. – Abri um sorriso, forçando as mãos nas notas. - I called your cell phone, my love, but you did not reply.
- The world is ours if we want it, we can take it, if you just take my hand. – Eles voltaram a cantar comigo e eu assenti com a cabeça.
- There's no turning back now, baby, try to understand. – Deixei minha voz ficar mais alta, sorrindo. - Don't wanna break your heart, wanna give your heart a break, I know you're scared, it's wrong, like you might make a mistake. There's just one life to live, and there's no time to waste, to waste. So let me give your heart a break, give your heart a break, let me give your heart a break, your heart a break. Oh yeah, yeah. – Sorri.
Me levantei do piano e segui para o microfone, estalando o dedo e ouvi meu quarteto de cordas começar a tocar e segurei o microfone, mantendo-o no pedestal e suspirei, com um pequeno sorriso no rosto.
- The day I first met you, you told me you'd never fall in love. – Suspirei. - Now that I get you, I know fear is what it really was. Now here we are, so close, yet so far, haven't I passed the test? – Deixei minha voz fluir, abrindo um largo sorriso. - When will you realize, baby, I'm not like the rest? – Olhei para Chris, sorrindo. - Don't wanna break your heart, wanna give your heart a break, I know you're scared, it's wrong, like you might make a mistake. There's just one life to live, and there's no time to waste, to waste. So let me give your heart a break, give your heart a break, let me give your heart a break, your heart a break. Oh yeah, yeah. – Abaixei o rosto, movimentando as mãos lateralmente com a força usava na música. - On Sunday, you went home alone, there were tears in your eyes. I called your cell phone, my love, but you did not reply. The world is ours if we want it, we can take it, if you just take my hand. There's no turning back now, baby, try to understand. – Cantei alto, abrindo as mãos. - Don't wanna break your heart, wanna give your heart a break, I know you're scared, it's wrong, like you might make a mistake. There's just one life to live, and there's no time to waste, to waste. So let me give your heart a break, give your heart a break, let me give your heart a break, your heart a break. Oh yeah, yeah. – Me afastei do microfone um pouco, pegando-o em minha mão e dei alguns passos para o lado, respirando fundo, ouvindo David no piano. - When your lips are on my lips, then our hearts beat as one. But you slip out of my finger tips, everytime you run... – Cantei alto, abrindo os braços e olhando para cima.
- Don't wanna break your heart, I wanna give your heart a break. I know you're scared, it's wrong, like you might make a mistake. – Jack e Emily faziam a voz convencional e eu forçava a minha acima deles. - There's just one life to live, and there's no time to waste, to waste. So let me give your heart a break.
- 'Cause you've been hurt before, I can see it in your eyes, you try to smile away. Some things you can't disguise, don't wanna break your heart. – Abri um sorriso. - Maybe I can ease the ache, the ache, so let me give your heart a break, give your heart a break, let me give your heart a break, your heart a break... There's just so much you can take, give your heart a break, let me give your heart a break, your heart a break. Oh yeah, yeah. – Apoiei minha mão no ombro de Mike.
- The day I first met you, you told me you'd never fall in love. – Finalizei, soltando um suspiro e notei Chris sorrindo para mim, peguei o violão no chão e o coloquei em meus ombros, começando a dedilhar o início da próxima música rapidamente, piscando para Mike que colocou sua guitarra para fazer barulho e começou a cantar.
- Oh no, look what you've done, left me the victim of a hit and run. Picked up and let down, you were never as you led on. – Ele começou a cantar com a boca colada no microfone. - You said: "Just friends and no strings", that leaves loose ends for all things. Get back to old days and old ways, you never left for real. Won't you let me know? – Ele sorriu para mim e eu voltei a dedilhar o violão.
- How do I get away, when you're begging me to stay? What do you need me to say? You're anything but ordinary. – Comecei a cantar sozinha, movimentando as mãos levemente. - What do you want me to do? I've given it all to you, I wish you would return the favour. – Suspirei, virando para ele novamente.
- Did you, forget what I said? Train wreck, here we, here we go again. Derailed and I failed to mention, I put it on the line.
- Whether you and me could ever be, we'll never see no. – Mack entrou com ele. - 'Cause you keep the lights off, you only do it in the dark. Won't you let me know? – Abri um sorriso, deixando o violão escorregar pelos meus ombros e eu segurei o microfone, forçando minha voz.
- How do I get away, when you're begging me to stay? What do you need me to say? You're anything but ordinary. – O som ficou mais forte, me fazendo sorrir e suspirei, deixando o cabelo cair no rosto. - What do you want me to do? I've given it all to you, I wish you would return the favour.
- Are you gonna throw it all away? Are we gonna do this all again? – Voltei a cantar sozinha, erguendo as mãos. - Maybe it's all pretend and the games should end, I guess nobody wins. Won't you let me know? – Abaixei a mão com força.
- How do I get away, when you're begging me to stay? What do you need me to say? You're anything but ordinary. – Mack e Mike cantaram sozinhos. - What do you want me to do? I've given it all to you, I wish you would return the...
- How do I get away, when you're begging me to stay? What do you need me to say? You're anything but ordinary. – Voltei a cantar com eles, movimentando a cabeça para os lados. - What do you want me to do? I've given it all to you, I wish you would return the favour. – Suspirei fundo, ouvindo David finalizar a música com os toques do piano e eu soltei um suspiro, jogando o cabelo para trás.

As luzes se apagaram e eu andei devagar pela passarela, vendo os vultos dos meninos entrarem pelas laterais e eu suspirei, me colocando no meio da passarela, vendo as luzes se acenderem novamente e iluminarem as borboletas azuis colocadas na decoração e no teto e eu respirei fundo, vendo os holofotes ficarem mais claros e as pessoas na plateia começarem a gritar e eu empunhei o microfone, ouvindo a música começar a tocar ao fundo.
- There's an "S" under my clothes, on my chest where nobody else can see. I light up when the doors are closed, I am free, yeah. – O pessoal gritou novamente e eu sabia que a primeira modelo da Victoria’s Secrets aparecia ao fundo e eu virei o corpo. - And I wish I could make my move, I can tell that you're really into me, and I don't got a thing to lose, in my dreams, in my dreams. – A brasileira Adriana Lima estendeu a mão para mim e eu a segurei, dando alguns passos com ela pela passarela e a deixei caminhar sozinha. - I'm a bad-ass, jumping off the moving train, I'm a Jane Bond, putting all the guys to shame. – As outras modelos foram entrando e passando por mim, algumas brincando, outras mais sérias, mas todas maravilhosas. - I'm a wild card, and I'm gonna steal your game, you better watch out. – Ergui os braços, me colocando no meio da passarela. - I'm a fire starter, make your blood run faster. I melt hearts like water, yeah, yeah, oh, woah, yeah, yeah, oh, oh. – As modelos passaram dançando, com suas asas gigantes de borboletas e eu sorria, ou melhor, de anjos. - I'm a fire starter, I'm a sweet disaster, I melt hearts like water, yeah, yeah, oh, woah, yeah, yeah. – Vi Chris sentado em uma das poltronas na primeira fileira e ele sorria. - I might look all innocent, but the embers are burning inside of me, and I'm ready to take that step, can't you see, can't you see. – Ergui as mãos. - I'm a bad-ass, jumping off the moving train, I'm a Jane Bond, putting all the guys to shame. I'm a wild card, and I'm gonna steal your game, you better watch out. – Abri espaço para as meninas passarem, vendo-as jogarem beijos e cantar com a música. - I'm a fire starter, make your blood run faster. I melt hearts like water, yeah, yeah, oh, woah, yeah, yeah, oh, oh. – Joguei os cabelos para o lado, sorrindo. - I'm a fire starter, I'm a sweet disaster, I melt hearts like water, yeah, yeah, oh, woah, yeah, yeah. – Ergui as mãos para o céu, forçando a voz. - I'm so high, I'm burning up, kiss your lips, I'm waking up. There's nothing more to be afraid of... – Balancei a cabeça. - There's an "S" under my clothes, on my chest where nobody else can see... – Abri espaço, vendo a modelo com grandes asas de borboleta rosa passar por mim e ela me estendeu a mão e eu segui ao seu lado. - I'm a fire starter, make your blood run faster. I melt hearts like water, yeah, yeah, oh, woah, yeah, yeah, oh, oh. – Soltei sua mão, deixando-a voltar para fora. - I'm a fire starter, I'm a sweet disaster, I melt hearts like water, yeah, yeah, oh, woah, yeah, yeah. – Abaixei as mãos, me colocando na ponta da passarela. - I'm a fire starter... – Finalizei a música, ouvindo o pessoal gritar e eu suspirei, sentindo os holofotes brilharem a pedra da minha roupa um pouco e depois se apagarem, fazendo com que eu corresse para fora do palco, agradecendo pelo alto som ambiente. O organizador abriu um sorriso quando eu apareci e eu respirei fundo, ouvindo o pessoal aplaudir e eu balancei a cabeça, abrindo um largo sorriso.
- Aplaudam a vocês, foi magnífico! – Falei e algumas gritaram, me fazendo rir.
- Vamos para o fechamento, vão, vão, vão! – O organizador falou e eu corri para a última da fila, junto de Selena Gomez e The Weeknd, vendo minha banda se colocar logo atrás de mim.

- Ok, dá uma olhada na lista! – Falei, pegando as sacolas de suas mãos, enquanto ele procurava a lista de compras em algum dos bolsos de seu casaco.
- Hum, acho que não falta nada, apesar de que eu me perdi nos primeiros dez presentes, imagina nos últimos cinquenta. – Ri fraco, olhando a lista.
- Desculpe se eu tenho muitas pessoas para comprar presentes de natal. – Ele riu fraco.
- Pelo menos acho que a gente se livrou de tudo agora. – Ele falou e eu balancei a cabeça.
- Vamos pelo menos colocar as coisas no carro, eu estou sem braço. – Falei e ele arregalou os olhos.
- Deixa eu pegar algumas coisas. – Ele falou e eu ri fraco, vendo todos os cordões de misturarem.
- Ah, então é verdade! – Virei o rosto, vendo um rosto conhecido parado na esquina, se livrando de um cigarro no chão e pisando no mesmo. – E eu sendo o errado na história.
- Anthony? – Falei, não escondendo o nojo em minha voz.
- Anthony? – Chris falou com o mesmo nervoso na voz e as poucas sacolas que ele tinha não mão foram para o chão, quando ele o segurou pelo pescoço, virando um soco em seu rosto.
- Chris! – Falei assustada, tentando me livrar das sacolas em meus braços, mas o que eu vi foi Anthony revirando o rosto em Chris. – Ah meu Deus. Parem! – Gritei.
- Ela disse para você nunca mais se aproximar. – Chris falou e eu vi sangue escorrer pelo seu rosto.
- Parem, pelo amor de Deus! – Falei, vendo as sacolas se separarem.
- Não se aproxime, ! – Chris falou e eu não sabia mais quem estava batendo em quem.
- Por favor, ajudem! – Falei para os fotógrafos que se aproximaram para tirar foto e logo eu vi um carro de policial parar na Rodeo Drive e eles descerem correndo do carro, enquanto os dois ainda tentavam se acertar com socos e pontapés.
- Parem, parem! – Um dos policiais falou, puxando Chris pelos ombros e Anthony pelo pescoço, já que ele estava deitado no chão. – O que está acontecendo aqui?
- Esse cara... – Chris falou e eu não sabia onde enfiar a cara, nunca havia passado por tamanha humilhação.
- Parem! – Gritei, me colocando no meio. – Você, eu nunca esperaria isso de você. – Apontei para Chris. – E você... – Apontei para Anthony. – Qual é a parte do ‘eu nunca mais quero te ver’, você não entendeu? – Perguntei.
- Eu quero conversar contigo. – Ele falou.
- Bom, converse com o juiz que vai te levar de volta para a prisão. – Respondi, com a voz pesada.
- Então, um daqui já estava preso? – O policial falou.
- Provavelmente em condicional, policial. – Falei, respirando fundo.
- Parece que o delegado vai querer conversar contigo, senhor. – Suspirei.
- , por favor... – Anthony falou e eu balancei a cabeça.
- Está tudo bem, Anthony. – Afirmei com a cabeça. – Eu nunca vou perdoar você pelo que fez, mas o melhor nessas situações é esquecer. E eu esqueci. – Assenti com a cabeça. – E eu estou feliz com o Chris, bem com ele. – Suspirei. – É uma pena que eu não vi isso antes, ou nada disso teria acontecido. – Ele engoliu em seco. – Eu estou feliz agora, e espero que você ajeite a sua vida, longe de mim. – Ele abaixou a cabeça e eu respirei fundo.
- Você quer prestar queixas, senhorita Stone? – O policial falou.
- Não, por enquanto não. Eu já tenho uma ordem de restrição contra ele, mas essa foi a primeira vez que ele fez isso. Vocês podem usar isso. – Suspirei.
- E você, senhor Evans? – Ele perguntou.
- Ele que me bateu, eu que deveria prestar queixas... – Anthony falou, sendo empurrado para dentro do carro e eu suspirei.
- Não, policial. – Ele respondeu.
- Eu vou te dar com uma advertência por briga domiciliar, apesar de ser em local público. – O policial falou, entregando um papel para Chris e eu suspirei. – Vamos deixar as diferenças de lado, ok?! – Ele falou e eu quis revirar os olhos.
- Obrigada! – Falei, coçando a cabeça, vendo-os se retirarem. - Você é louco? – Gritei, ainda vendo alguns paparazzis em volta.
- Podemos conversar em casa? – Ele perguntou e eu suspirei, pegando as sacolas que haviam caído no chão.
- , você quer adicionar algo? – Um dos paparazzis perguntou.
- Bem, acho que vocês ouviram, certo? – Suspirei e olhei para Chris. – Vamos para casa, dar um jeito nisso. – Apontei para o rosto dele que tinha alguns pontos de sangue escorrendo.

- Você está louco? – Falei, fechando a porta de casa.
- Eu não...
- Não, você não vai se explicar. O que você está pensando, Chris? Faz anos já. – Suspirei, procurando pelo meu kit de primeiros socorros.
- Faz anos, mas você ainda não tirou a ordem de restrição contra ele. – Suspirei.
- Senta aí! – Falei brava, pegando o kit e abrindo-o, procurando o algodão e o soro fisiológico e ele se sentou na bancada da cozinha. – Isso é problema meu, Evans! – Falei suspirando. – Você não deveria se meter.
- Quando eu o vi... – Suspirei, molhando o algodão.
- Por favor... – Suspirei. – Como você disse na gravação do DVD de Loose Ends, nós temos que deixar passar o que fez parte do nosso passado, isso nunca vai ser apagado. – Suspirei, passando o algodão pela sua testa, sentindo-o recuar. – É só soro.
- Está doendo. – Ele falou, fechando os olhos e eu passei mais devagar, em cima da sua sobrancelha e no canto do seu nariz e queixo.
- Olha para mim. – Falei e ele me obedeceu. – Deixa isso no passado, podemos? – Perguntei. – Você sabe que se isso acontecer novamente, eu vou chamar a polícia de novo e ele vai ter sua pena aumentada. Ele não é idiota a esse ponto. – Falei, suspirando e ele bufou alto. – Eu falo sério, Evans. Agora em todos os sites devem estar saindo fotos nossas nessa situação. – Falei, abaixando o algodão e pequei uma pomada, começando a passar em seu rosto.
- Eu não ligo. – Suspirei.
- Mas deveria! – Falei alto. – Você está no ponto mais alto da sua carreira, Chris, e você sabe que daí é só ladeira abaixo. – Suspirei. – Eu tive sorte em voltar e as pessoas ainda gostarem de mim, mas eu já caí e eu sei como essa queda dói. – Suspirei, passando a mão em meus olhos que estavam cheios de lágrimas. – E eu não quero isso para você. – Suspirei. – Nada acontece da mesma maneira duas vezes, e eu sei o quanto você gosta de atuar, dirigir e fazer o que você faz de melhor. – Ele suspirou, assentindo com a cabeça.
- Desculpe. – Ele falou, e eu assenti com a cabeça, passando a pomada nos pontos machucados.
- Só não faça de novo. – Falei e ele assentiu com a cabeça, suspirando e desceu da bancada, me abraçando fortemente.
- Eu vou tentar! – Ele falou e eu suspirei, afastando meu corpo do seu, voltando a procurar pelo curativo.
- Sabe, eu tinha planos para essa noite. – Suspirei. – A gente chegaria em casa, eu abriria uma garrafa de vinho e eu te faria um convite. – Balancei a cabeça. – Mas parece que vamos ter que ficar na água, porque alguém vai ter que tomar um analgésico.
- Então ainda vai rolar o convite? – Ele perguntou animado e eu ri fraco.
- Sim, vai, porque eu odeio quando meus planos mudam. – Ele riu fraco.
- O que você quer? – Ele perguntou e eu destaquei o curativo, colocando em cima de sua sobrancelha.
- Eu estava pensando... – Ele riu fraco. – A gente se conhece há dez anos, passamos por muitas coisas, mas ainda estamos indo devagar. – Ele assentiu com a cabeça. – Mas estamos nesse relacionamento há um ano e meio, quase, acho que podemos pelo menos subir um nível. – Ele deu um pequeno sorriso.
- Qual? – Ele perguntou.
- Quero saber se você quer morar comigo. – Falei e ele abriu um largo sorriso, fazendo uma cara de dor ao esticar o rosto e eu ri fraco.
- Aqui? – Ele perguntou.
- Se você não se importar... – Falei e ele esticou as mãos para meu rosto.
- Eu nunca te deixaria longe da sua família. – Ele falou e colou os lábios nos meus, me fazendo suspirar. – Quando posso trazer minhas coisas? – Ri fraco.
- O mais rápido possível! – Passei meus braços pela sua barriga, rindo fraco.
- Entrando! – Mike falou. – Oh, então é verdade! – Ele falou ao olhar para nós. – Que soco, hein, cara? Estou assistindo em câmera lenta! – Revirei os olhos e Chris riu.
- Mike! – O chamei.
- O quê? Foi ótimo! Apanhou também, mas o primeiro foi bem dado, parece que ser o Capitão América te ensina algumas coisas. – Chris gargalhou.
- Mike! – O chamei novamente.
- O quê? – Ele gritou, me fazendo rir.
- Estamos tendo um momento aqui, você pode voltar depois? – Perguntei e ele franziu a testa.
- O que aconteceu? – Ele perguntou.
- Vamos morar juntos. – Chris falou e eu sorri. – Aqui. – Mike arregalou os olhos e as bocas.
- Oh, que demais! – Ele falou se aproximando de nós e eu ri.
- É, sem momento para nós hoje. – Falei e Chris balançou a cabeça.

- Vamos, Evans, você é o novo membro da família... – Mike falou.
- Não oficialmente...
- Está morando no complexo, então é! – David falou e eu ri.
- Eu não sou tão bom quanto vocês para falar, mas ok! – Chris falou, me fazendo rir. – Esse ano, e desde o meio do ano passado, meu maior sonho de vida se realizou: finalmente ficar com . – Sorri, sentindo-o me abraçar de lado. – Vocês todos sabem a história, sabem os detalhes dos dois lados, mas parece que aquilo era distante, sabe? E eu tinha medo de quando nós ficássemos juntos, teria milhares de pessoas conspirando contra. – Suspirei. – Mas não, vocês, nossos familiares, nossos amigos, sempre nos apoiaram. – Ele sorriu. – Os fãs dos dois lados também. Então, se ninguém está conspirando contra, por que não fazer isso dar certo? – Ele perguntou. – E é isso que a gente tem feito, fazer isso dar certo de todas as formas possível. – Ele me apertou de lado. – Então, obrigado. – Ele sorriu. – Por todo mundo, pelo pai da , por fazer isso dar certo para gente. Que agora, morando aqui, eu possa fazer parte da vida de todos vocês, ajudando como eu posso, fazendo parte dessa família. – Ele sorriu, e eu o abracei.
- Ê! – Mack falou, me fazendo rir.
- Filha... – Meu pai falou e eu ri fraco.
- Eu já estou chorando. – Suspirei e o pessoal riu. – Todos vocês sabem o quanto que eu sofri por achar que amava Chris, por ter medo de ficar com ele, por não confiar que minha história estava acertada lá na frente. E, mesmo com decisões erradas, vocês ficaram ao meu lado, então, obrigada. – Sorri. – Sei que todos nós ainda temos nossos problemas, nossas complicações, nossas doenças, nossas desconfianças, mas saibam, que enquanto eu estiver aqui, eu serei a cola que gruda esse grupo. – Eles sorriram. – E, se por algum motivo, eu não estiver, que vocês consigam manter nosso legado. – Sorri. – Gemma, Melanie, Grace, Natalie, Maggie, Sophia, Linda, nosso futuro Andrew... – Lacey sorriu. – Até Matheus, que apesar de tudo, ainda o considero meu irmãozinho. – Ele sorriu. - Vocês são o legado da família Stone. Sigam seus caminhos, façam o que quiserem, mas nos prometam que uma vez por ano, estarão juntos, aloprando a todos nós. – As crianças sorriram e Gemma e Matheus se entreolharam me fazendo rir. – Feliz natal, pessoal! – Falei eles ergueram as taças.
- Feliz natal! – Eles responderam e eu bebi um gole do champanhe, encostando meus lábios nos de Chris.
- Vocês podem atacar a mesa agora! – Falei e as crianças saíram correndo para a mesa de comida, mas os casais começaram a se abraçar e beijar, me fazendo sorrir.
- Você quer ir para Vermont comigo? – Ele perguntou.
- Quando? – Perguntei.
- No ano novo! Minha família tem um chalé lá, e a gente não vai faz tempo, mas queremos juntar os Evans e ir. – Assenti com a cabeça.
- Com certeza! – Sorri. – Vai ser legal! – Ele riu fraco, me abraçando de lado.
- Você, eu, neve, um chalé afastado da sociedade. – Ri fraco.
- Acho que é tudo que a gente precisa. – Falei e ele acariciou meus cabelos.
- Não importa se será no nosso quarto, ou em um estádio com cem mil pessoas, eu sempre estarei contigo! – Ele falou e eu sorri, colando meus lábios nos dele novamente.

Fim do Quinto Ato


Ato Seis


Capítulo 28


(Reflection - 2016 a ?)


Soltei um suspiro e senti minha cabeça pesar, eu não deveria ter bebido tanto champanhe... Ou será que foi aquelas bebidas coloridas que Tara havia me dado? Ah, que merda! Rolei meu corpo na cama e o senti parar, sentindo a mão quente de Chris acariciar minhas costas e eu suspirei, erguendo uma mão e levando até seu peito, abrindo os olhos devagar, vendo algumas frestas de luz entrar pelo chalé e fechei os olhos novamente, respirando fundo.
- Bom dia! – Ouvi Chris falar e eu suspirei, bocejando em seguida.
- Bom dia! – Falei e ele me apertou em seus braços.
- A gente precisa levantar. – Ele cochichou.
- Não! – Falei e ele riu, me fazendo abrir os olhos devagar.
- A gente precisa sair daqui até a uma da tarde. – Suspirei, empurrando o peito de Chris devagar e me sentei na cama, passando a mão em meus cabelos bagunçados.
- A gente não tem algum tipo de vantagem? – Perguntei e ele riu, beijando meus ombros nus.
- Essa é a nossa vantagem. – Ele jogou a coberta para fora e procurou por alguma cueca em sua bolsa. – O check-out era até as dez. – Ri fraco, me jogando na cama novamente.
- Ok, ok! – Suspirei. – Quem vai dirigindo para Boston, eu ou você? – Perguntei e ele deu de ombros, me jogando minha calcinha e eu a vesti.
- Como você está? – Ele perguntou.
- Estou com dor de cabeça, mas nada que um banho e uma aspirina não resolvam. – Ele confirmou com a cabeça.
- Se importa de dirigir? – Ele perguntou.
- Não, está tudo certo. – Falei, abrindo a porta do banheiro e encontrando minha toalha pendurada no boxe.
- Quando voltamos para Los Angeles? – Ele perguntou.
- Eu só tenho que estar lá para o Globo de Ouro dia dez...
- Lá vai ela ganhar outro... – Ri fraco.
- Para, Evans! – Falei brava. – Quais seus compromissos?
- Tenho uma convenção em Nova Orleans antes do Globo de Ouro e um evento na Suíça no fim do mês. – Assenti com a cabeça. – E nesse meio tempo tem a gravação da Marvel.
- Sim, sim. – Cocei a cabeça.
- Você quer ir comigo para Suíça? – Ele perguntou e eu virei o rosto para ele.
- Acho que dessa vez eu vou passar, amor. Eu e David estávamos conversando de já emendar o lançamento de outro CD.
- Mas já? Vocês não queriam descansar? – Ele perguntou.
- Sim, mas a gente teve que cortar muitas músicas do CD Total Stranger, além de que a gente nunca para de escrever novas músicas. – Ele assentiu com a cabeça. – Teve muitas músicas sobre você que eu precisei tirar do CD.
- Ah é? – Ele se aproximou de mim, me abraçando de costas e eu ri fraco.
- Sim, eu precisava finalizar um momento de tristeza, mágoas e agora posso só lançar coisas felizes novamente. – Ele assentiu com a cabeça.
- Perfeito! – Ele falou e estalou um beijo em minha bochecha. – Quando poderei ouvi-las? – Franzi o rosto.
- Essa é uma boa pergunta. – Coloquei minhas mãos em seus braços. – Mas estamos em 2016, um novo ano, novas responsabilidades, muito mais bagunça e você morando comigo. – Abri um sorriso. – Tudo vai se ajeitar. – Respirei fundo e ele beijou meu pescoço. – Bem, eu vou para o banho, acordar um pouco.
- Ok, eu vou ver com o pessoal se eles estão aqui ainda, se já foram... – Afirmei com a cabeça.
- Ok, mas não demore, a gente precisa ajeitar essa zona aqui. – Vi algumas roupas jogadas pelo chão.
- Fácil, joga tudo em uma mala e quando voltarmos para Los Angeles vai tudo para a lavanderia mesmo, depois a gente separa! – Ri fraco, revirando os olhos.
- Ah como eu adoro pessoas práticas! – Falei sorrindo e ele me beijou, colocando suas mãos quentes em meu pescoço.
- Feliz 2016, amor.
- Feliz ano novo. – Suspirei, encarando seus olhos azuis e ele se afastou.
- Vou abrir a porta. – Ele falou e eu corri em direção ao banheiro, me trancando no mesmo.

- O que acha? – A estilista falou e eu ri fraco, me olhando no espelho.
- A última vez que eu estive toda de preto foi para Untouched, mas eu gosto! – Falei e ela riu, e eu ajeitei a gola da jaqueta de couro preta.
- Deveria começar a usar. – Ela brincou e eu ri fraco.
- Oh não, estou chegando nos trinta, tenho que me comportar como tal. – Eles riram.
- Vamos, ? – A moça falou e eu assenti com a cabeça, jogando meus cabelos, agora um pouco mais compridos, para trás, caminhando atrás dela, entrando no largo estúdio da Marvel com as cores azuis e vermelhas divididas, ouvindo Louis batucar na bateria e o elenco de Guerra Civil em volta.
- Aí está ela! – Joe Russo falou e eu ri fraco, vendo o elenco do filme se aproximar de mim.
- Então, qual é a concepção? – Perguntei, ajeitando a manga da jaqueta.
- Imaginem três espaços, um lado ficará o time Capitão América, do outro o Homem de Ferro e você ficará de frente para eles, na frente da sua banda, olhando para a tensão toda, e vai cantar...
- Enquanto eles ficam se encarando? – Perguntei.
- É, isso aí. Depois vamos mesclar com as cenas do filme e lançar como o último trailer. – Assenti com a cabeça.
- Perfeito! – Falei, dando uma volta no espaço. – Podemos começar?
- É só meio injusto escolher a , todo mundo sabe que ela é time Capitão América. – Robert falou e eu ri fraco.
- Bem, o filme chama Capitão América: Guerra Civil, não teria como eu escolher outro lado mesmo. – Pisquei para ele que revirou os olhos.
- Quando Jon falou comigo, eu e o Evans não estávamos juntos ainda, Robert. – Ele riu fraco.
- Eu torço para o Homem de Ferro. – Mack falou.
- Não se você quiser manter esse emprego... – Brinquei e ele fechou a boca.
- Ou não torço. – Ele falou e eu ri.
- Bem, só digo uma coisa, eu já vi a tocar umas músicas mais pesadas, mas Soundgarden... Essa é nova para mim. – Sebastian falou e eu ri.
- Bem, eu vou no gogó e depois a gente grava o playback? Como vai ser? – Os Russo franziram o rosto.
- Eu não tinha pensado nisso. – Anthony Russo falou e eu ri.
- Bem, agora vai ser, então! – Peguei o microfone da mão da pessoa, me colocando para frente, vendo Chris piscar para mim, minha banda se ajeitou em suas posições e tanto o time Capitão América quanto Homem de Ferro, se ajeitaram, e conferi se ele estava ligado.
- Quando vocês estiverem prontos! – Os diretores falaram e eu virei para Mike.
- Mike? – Ele fez um aceno fraco com a cabeça. – Louis?
- Tudo certo! – Ele falou e eu olhei para frente.
- Ação! – Um dos diretores falou e Mike e Louis começaram a tocar fortemente seus instrumentos, fazendo com que o som ecoasse pelo estúdio, e logo em seguida Mike voltasse a tocar sozinho, dedilhando os dedos rapidamente pelas cordas da guitarra e Louis e Mack entrarem com ele, me fazendo movimentar o corpo, abrindo um pequeno sorriso.
- What if all you understand, could fit into the center of our hand. – Colei o microfone na boca, cantando devagar. - Then you found it wasn't you, who held the sum of everything you knew. – Soltei um suspiro, balançando o corpo. - We're insane but not alone, you hold on and let go. – Abri um sorriso, ouvindo Mike arrasar na guitarra novamente. - Like the sun we will live to rise... – Forcei a voz. - Like the sun we will live and die, and then ignite again. Like the sun we will live to rise again. – Olhei para o pessoal que nos encarava parados e tentei não sorrir para Chris que parecia muito gato sério. - What if the one thing that I missed, was everything I need to pass the test. And if I fail what happens then? Can I still count on you as a friend? – Apoiei a mão no pedestal. - We're insane but not alone, you hold on and let go. – Soltei um suspiro, forçando a voz. - Like the sun we will live to rise, like the sun we will live and die, and then ignite again. – Balancei o cabelo ao ritmo da música. - Like the sun we will live to rise again, again, again, again. – Suspirei, abaixando as mãos e abaixando a voz. - Warm my face, warm your face. Warm my face, warm your face. Warm my face, warm your face. Warm my face, warm your face. Warm my face, warm your face. – Suspirei.
Mike deu um passo para frente, fazendo o solo de guitarra, seus dedos mexiam com certa rapidez, me fazendo sorrir, vendo seus cabelos caírem no rosto e ele encurvar o corpo, subindo e descendo a mão com agilidade.
- Like the sun we will live to rise, like the sun we will live and die, and then ignite again. – Encostei minhas costas nas dele, ouvindo o som ecoar. - Like the sun we will live to rise, like the sun we will live and die, and then ignite again. – Balancei a cabeça. - Like the sun we will live to rise again... – Abaixei a voz. - Again. – Dei alguns passos para trás, esticando a mão para Mike que ria sozinho.
- Corta! – Os diretores falaram e o elenco começou a nos aplaudir e eu abracei Mike, ouvindo-o rir.
- Você é fantástico! – Falei e ele riu.
- Meus dedos vão sangrar. – Ele comentou e eu ri.
- Se não sangrar não vale a pena. – Falei e ele riu.
- Podemos fazer de novo? – Joe perguntou.
- Nos dê alguns minutos. – Falei, rindo. – Vai lavar sua mão. – Falei para Mike e ele riu.

- Olá, senhorita . – Abaixei o vidro, sorrindo para Ariella.
- O que você está fazendo na guarita hoje? – Perguntei e ela riu. – Cadê Brandon? Ou Juan?
- Devem estar lá dentro. – Ela riu fraco. – Está um pouco frio, não acha? – Ri fraco.
- E eles deixaram você aqui? – Ela deu de ombros.
- São quase cinco, daqui a pouco o pessoal da noite chega.
- Sim, senhora! – Assenti com a cabeça.
- Boa noite! – Falei.
- Boa noite. – Ela disse e eu coloquei o carro em movimento novamente, atravessei a rua principal do complexo e virei à direita, na rua das nossas casas, entrei em uma vaga livre colada ao prédio alto da gravadora e puxei o freio de mão, desligando o carro.
- Oi, tia ! – As trigêmeas falaram, sentadas lado a lado na mesa de jardim colocada lá fora e eu mandei beijos para elas.
- David ou Virgínia sabem que vocês estão aqui? – Perguntei.
- Sabem! – Elas falaram juntas e eu abri a porta de casa, ouvindo Grape e Dodger latir, me fazendo colocar os cabides dos vestidos no sofá antes deles aparecerem pelas escadas.
- Oi crianças! – Falei, acariciando ambos e segui em direção a cozinha, encontrando Chris apoiado na bancada.
- Oi! – Ele falou e eu o vi olhar alguns papéis em cima da bancada. - Mike deixou esses papéis aqui. – Encarei por cima do ombro e puxei os papéis rapidamente.
- Ei! – Falei. – Não mexa nas minhas coisas.
- Calma! – Ele ergueu as mãos. – São só letras, não são?
- São letras inacabadas. – Escondi os papéis. – Deve ter muita besteira escrita aqui, além de ter muita coisa da época do Anthony ainda. – Revirei os olhos. – Não olhe!
- Ok, ok, não olho mais, mas por que isso é tão importante para você? – Suspirei.
- Ler uma letra é diferente de ouvir a música pronta, entende? A emoção é diferente. E eu prefiro que você ouça a música pronta. – Ele riu fraco. – Além de que, estamos querendo reformular algumas músicas antigas, ver se dá para usar ou se é lixo, ou seja, tem coisa aqui que pode não ter sido escrito para você. – Ele assentiu com a cabeça.
- Ok, ok, me desculpe! – Ele ergueu as mãos e eu ri fraco. – Não mexo mais.
- Obrigada! – Coloquei as folhas na bancada de novo, mas viradas para baixo.
- Só me deixe participar disso. – Ri fraco.
- Você vai, depois que eu fizer uma triagem com isso e queimar o que não me representa mais. – Ele assentiu com a cabeça, passando os braços pelos meus ombros.
- Se acalma, linda. – Ele falou e estalou um beijo em minha testa, me fazendo rir.
- Estou calma! – Ele riu fraco.
- David ou Louis ligaram, eles estão pensando em fazer pizza hoje, se você topa. – Suspirei.
- Bem, eu fui uma boa pessoa e emagreci tudo que precisava nesses últimos meses, então acho que mereço uma pizza. – Ele riu fraco. – Mas como você não sabe quem era?
- Essas duas criaturas ficam latindo a cada mosca que passa, fica complicado ouvir alguma coisa. – Ri fraco.
- Bem, eu vou mandar uma mensagem no grupo da banda, tomar um banho, me aquecer, depois eu saio, se for preciso.
- Grupo? – Chris perguntou, me seguindo pelas escadas.
- É, do WhatsApp. – Falei.
- Vocês têm um grupo no WhatsApp? – Ele perguntou e eu ri.
- Nem vem, que aposto que você também tem com a sua família.
- Tenho, mas vocês são vizinhos. – Ri fraco.
- Jessica proibiu gritarias, afinal, isso machuca minhas cordas vocais. – Ele colocou a mão na testa.
- Vou nem falar nada, vai. – Ri fraco, puxando-o pela camisa.

- ? – Ouvi o som ecoar dentro da minha sala e me assustei, desviando o olhar dos cheques dos empregados.
- Oi! – Respondi, segurando o botão.
- Lembra que falamos de uma recepcionista, ainda mais agora com a visita dos fãs?
- Sim, eu lembro. – Assinei mais um cheque.
- Uma moça deixou o currículo dela aqui, você gostaria de fazer uma entrevista com ela?
- Claro, podemos marcar. – Respondi.
- Vou mandar ela entrar. – Arregalei os olhos.
- Espera, agora? – Perguntei.
- Sim, ela está na portaria, Brandon estava estrando, Carl disse para ela esperar. – Jessica falou.
- Claro, por favor, pode deixar ela entrar.
Não demorou muito para a moça que Jessica falava entrasse, foi o tempo de eu esconder todos os cheques de pagamento dos empregados e dar uma ajeitada nas folhas de papel jogadas pela minha mesa.
- Pode entrar! – Falei, ouvindo o toque na porta e a moça entrou, ela era alta, igual a mim, a pele morena, os cabelos cacheados, pretos e curtos, e um sorriso tímido no rosto.
- Olá, tudo bem? – Estendi a mão e ela abriu um sorriso gigante.
- Tudo bem! – Ela riu fraco. – É um prazer te conhecer. – Ela sorriu e eu a acompanhei.
- Ah, que isso, querida! – Ri fraco. – Sente-se, por favor! – Indiquei a cadeira para ela e voltei a sentar na minha. – Então, qual é seu nome? – Perguntei.
- . – Ela falou rindo.
- Sério? – Abri um sorriso.
- Sério! – Ela respondeu, com um sotaque forte.
- Mas você não é brasileira, é?
- Portuguesa. – Ela riu fraco.
- Ah, que bom. É um prazer te conhecer. Então, qual seu propósito aqui? - Ela suspirou.
- Eu faço administração na UCLA, e estou procurando um emprego.
- Você sabe que aqui é um pouco longe da UCLA, certo? - Perguntei e ela assentiu com a cabeça.
- Sim, mas eu posso garantir que eu posso chegar aqui, e fazer um bom trabalho. – Suspirei.
- Bom, xará... – Ela riu fraco. – Podemos fazer um teste, você parece legal. Mas o trabalho aqui é mais de ajudante e recepcionista do que administradora. – Ela assentiu com a cabeça.
- Sem problemas, será um prazer trabalhar contigo. – Suspirei sorrindo.
- Você estuda na parte da manhã? – Perguntei, puxando meu notebook.
- Sim! – Ela concordou.
- Bem, eu fiz UCLA, sei o horário, vamos combinar de você chegar aqui até as duas da tarde? Pode ser? – Perguntei.
- Claro, consigo chegar até antes.
- Beleza, aí você faz quatro horas, para não chegar tarde em casa, mas pode usar esse tempo para estudar, quando preciso. O movimento aqui não é muito grande, você só atende as ligações, entrega os recados para nós, faz algumas entregas e pedidos, organiza as visitas do dia seguinte, a gente vai se ajeitando com o tempo. – Ela concordou com a cabeça.
- Perfeito.
- E sobre o seu salário. – Abri o contrato dos seguranças e os abri. – Como é metade do horário, eu posso te pagar metade do salário, que é dois mil e quinhentos dólares ao mês, metade do pagamento no dia primeiro e outro no dia quinze, e dar o vale transporte e alimentação no local, se você quiser, a gente serve almoço para o pessoal até as duas, chega um pouquinho antes que você consegue pegar. – Ela abriu um pequeno sorriso.
- É mais do que eu esperava. – Ela deu um pequeno sorriso. – Obrigada.
- Só quero te falar uma coisa, eu tive uma assistente uma vez e não terminou em algo bom...
- Não se preocupe, a senhora vai poder confiar cegamente em mim, eu não consigo mentir, quiçá trair alguém. – Ela balançou a cabeça.
- Obrigada! – Suspirei. – Você está com tempo agora?
- Sim, estou livre. – Assenti com a cabeça.
- Vou chamar alguém para fazer um tour contigo, você conhecer o espaço, os locais... Pode ser?
- Claro, vou adorar! – Assenti com a cabeça, apertando o botão.
- Jessica, peça para alguém vir aqui, dar a nossa nova colaboradora uma volta pelo complexo?
- Claro, vou ver se Henry ou Malcon estão livres. – Ela falou.
- Obrigada! – Sorri. – Espero que goste daqui, xará, somos uma família, espero que se sinta parte dela.
- Obrigada! – Ela sorriu.

Virei o corpo novamente, andando pelo corredor claro do hospital e soltei um suspiro, jogando meus cabelos para trás e girei novamente, decorando os pontos escuros no chão claro e virei o corpo novamente, sentindo Chris segurar meus ombros e soltei um suspiro alto, sentindo-o passar os braços pelo meu corpo.
- Se acalma! – Ele falou e eu balancei a cabeça, respirando fundo.
- Depois de Elliot, a gente nunca mais ficou calmo em um parto. – Ele assentiu com a cabeça, erguendo a mão para meu rosto, acariciando-o devagar.
- Nada acontece duas vezes da mesma maneira. – Ele cochichou e eu assenti com a cabeça. – Temos Linda para comprovar isso. – Suspirei, encostando minha cabeça em seu ombro, sentindo-o me apertar pelos ombros, até que ouvi passos rápidos pelo corredor contrário.
- Nasceu! – Ergui o rosto, vendo Mike animado, abaixando o corpo e colocando as mãos no joelho, respirando fundo. – Andrew, três quilos e setecentos gramas, 49 centímetros. – Ele respirou fundo. – Loiro como Lacey. – Ele suspirou e eu ri fraco, vendo Mack o abraçar fortemente e senti meus olhos se encherem de lágrimas.
- Está tudo bem! – Chris cochichou para mim e eu o apertei fortemente, soltando uma risada fraca.
- Quando podemos vê-lo? – Perguntei, correndo para abraçar quando Melanie se afastou do tio.
- Os enfermeiros estão limpando ele, ele vai para o berçário a qualquer momento. – Ele falou, me apertando forte.
- Parabéns! – Falei, sorrindo, e ele assentiu com a cabeça.
- Como está Lacey? – Emily perguntou.
- Ela está ótima, foi parto normal, ela está bem! – Ele assentiu com a cabeça e eu ri.
- Seu filho já está no berçário, senhor Derrick! Vocês podem vê-lo. – Uma enfermeira falou e ele abriu um sorriso, seguindo a enfermeira e eu fui atrás dele, com Chris a meu encalço.
Segurei a mão de Chris, andando lado a lado com ele, como todos os membros da banda com suas respectivas esposas e Mike parou em frente a um vidro e eu me coloquei ao seu lado, passando o braço pelos seus ombros.
Foi fácil identificar Andrew, ele era o único bebê com a touquinha azul, entre umas cinco meninas. Andrew estava quieto, mas os olhos estavam rolando para todos os lados, curioso, e eu abri um sorriso, estalando um beijo na bochecha de Mike e ele me abraçou de lado também.
- Ele é lindo. – Falei, vendo-o confirmar com a cabeça.

- Agora, apresentando a música indicada para Creed, Stone. – Chris Rock falou no microfone e eu respirei fundo, colocando meu vestido prata para flutuar pelo palco do Oscar e respirei fundo, entrando embaixo do holofote e me posicionei em frente ao microfone, ouvindo o público parar de aplaudir.
- You said that you'd never hurt me, be the band-aid when I bleed. – Comecei a cantar com as meninas do fundo somente estalando os dedos. - But I guess that that band-aid was all made of paper, cause you never stuck to me. And you say that you conquered the lion, without even tryin', but she only gets stronger, she only bites harder and I only die fighting. – Fechei os olhos. - You can run, you can run, but you know that I know just what you've done. You can run, you can run, but save those words for one on one. – Ergui os braços, forçando a voz. - So when the lights go down and the sun hits ground, you should know that I won't back down. – Estiquei os indicadores para cima.
- I'll be waitin' for you.
- Knuckles out, and the guard in my mouth, when you're hungry for the next round. – Estiquei os braços.
- I'll be waitin' for you.
- Oh-oh, oh-oh-ooh, I'll be waitin' for you. – Forcei a voz, segurando o microfone. - Oh-oh, oh-oh-ooh, I'll be waitin' for you. Oh-oh, oh-oh-ooh. – Abaixei a voz. - Yeah, don't take things too personal, but you made shit personal. Talkin' 'bout my bad habits, man, fuck my bad habits, don't act like you got none. – Movimentei os braços. - You can run, you can run, but you know that I know just what you've done. You can run, you can run, but save those words for one on one. – Joguei os cabelos para trás, balançando a cabeça. - So when the lights go down and the sun hits ground, you should know that I won't back down.
- I'll be waitin' for you.
- Knuckles out, and the guard in my mouth, when you're hungry for the next round. – Balancei a cabeça.
- I'll be waitin' for you.
- Oh-oh, oh-oh-ooh, I'll be waitin' for you. – Ergui os braços. - Oh-oh, oh-oh-ooh, I'll be waitin' for you. Oh-oh, oh-oh-ooh. – Forcei as mãos, respirando fundo. - You got my name in your mouth, forgive me when I knock it out. I love it when you talk about me, just cause you don't know yourself, my jabs go, go for broke, your teeth is on the floor. Thirty million people watchin', do you still want more? Fake bitches, gon' get it, I am winnin' but you isn't, call your dentist 'cause I meant this. I don't see no competition, goin' wild, Mikey Tyson, born a fighter, I will triumph. Bitch I thought you knew I was comin' for your title. – Respirei fundo e balancei a cabeça, abrindo um pequeno sorriso. – So when the lights go down and the sun hits ground, you should know that I won't back down.
- I'll be waitin' for you. – Forcei minha voz ao fundo.
- Knuckles out, and the guard in my mouth, when you're hungry for the next round.
- I'll be waitin' for you.
- Oh-oh, oh-oh-ooh, I'll be waitin' for you. Oh-oh, oh-oh-ooh, I'll be waitin' for you. Oh-oh, oh-oh-ooh. – Abri os braços, forçando a voz, e suspirei. – I'll be waitin' for you. – Finalizei com um pequeno sorriso no rosto, ouvindo o pessoal aplaudir.

- Apresentando no Oscar 2016, Common e John Legend. – Foi anunciado e eu soltei a mão do Chris ao meu lado para aplaudi-los e ambos entraram no palco caminhando lado a lado.
- Escrever uma música que tenha relação com o filme e seu significado, além de tocar a todos, é um trabalho muito difícil. – Common começou a falar.
- Mas pegar essa essência, trazer essa emoção e ser escolhido para representar aqui, é a melhor recompensa. – John Legend continuou.
- E os indicados aqui hoje, mostraram de diversas maneiras como isso é possível. – Common continuou.
- Confira os indicados para melhor canção original. – John falou.
- "Writing's on the Wall" de 007 Spectre, escrito por Jimmy Napes e Sam Smith. – O aplaudi, sorrindo-o para ele que estava algumas cadeiras para dentro do evento.
- "Waiting For you" de Creed, escrito por Stone. – Dei um pequeno sorriso, sendo aplaudida.
- "Simple Song #3" de A Juventude, escrito por David Lang.
- "Earned It" de Cinquenta Tons de Cinza escrito por The Weeknd, Belly, Jason Quenneville e Stephan Moccio. – Continuei aplaudindo-os.
- "Til It Happens to You" de The Hunting Ground, escrito por Diane Warren e Lady Gaga. – Abri um pequeno sorrindo, vendo John Legend abrir o envelope e eu senti Chris apertar minha mão de um lado e Scott do outro, me fazendo rir fraco, não era minha vez.
- E o Oscar vai para... – Common falou.
- Stone, por Creed. – Arregalei meus olhos, balançando a cabeça e me levantei da cadeira, sentindo Chris me abraçar e eu ri fraco, vendo Scott do outro lado.
Saí da fileira, um pouco atordoada e eu ri fraco, andando pelo curto corredor, encontrando Sly com um sorriso no rosto na ponta e o abracei fortemente, sentindo-o me tirar do chão um pouco e eu ri fraco, estalando um beijo em sua bochecha e acenei para sua esposa e filhas que me mandaram beijos. Subi correndo no palco, abraçando Common primeiro e depois John Legend, recebendo meu quinto Oscar de suas mãos e abri um sorriso, me colocando em frente ao microfone, abrindo um sorriso.
- Oh meu Deus! – Ri fraco, colocando as mãos na cabeça. – O quê? – Coloquei a mão na cabeça, rindo fraco. – Isso é uma honra, eu acho que estou me igualando a Alan Manken ou Elton John em prêmios do Oscar. – Ri fraco. – Eu tenho que agradecer à Academia por permitir que essa música, com muitos palavrões, recebesse essa honraria toda. – O pessoal riu. – Eu achei que seria do Sam, honestamente. – Ele abriu um sorriso para mim. – Meus parabéns para você sua música é incrível! – Falei, respirando fundo. – Quero agradecer Sly. – Apontei para ele. – A esse homem que fez com que eu me apaixonasse pelo Rocky, agora eu estou viciada nos filmes. – Ri fraco. – Obrigada à sua família, que me mostrou a importância desse personagem icônico, além de Michael que trouxe o legado de Apolo Creed à vida, e todos do elenco, produtores, muito obrigada, e a minha banda, meu namorado, e todos que sempre me apoiaram. – Ergui o prêmio, sorrindo, vendo o pessoal aplaudir.

- Oi, por favor, Emily Lizarde? – Falei para a recepcionista.
- Quarto vinte e sete! – Ela falou, apontando a direção e eu saí correndo pelo corredor, deslizando os pés pelo chão e encontrei a porta, abrindo-a rapidamente.
- Licença! – A médica falou.
- Está tudo bem. – Emily falou para a médica e eu franzi a testa, fechando a porta atrás de mim.
- O que está acontecendo? – Perguntei, vendo Amir se sentar novamente, colocando a mão no rosto.
- Alguém não está tomando os remédios. – Amir falou irônico e vi Emily revirar os olhos.
- Está louca? – Gritei no quarto do hospital e a médica pediu para abaixar o volume com a mão. – Emily.
- Eu esqueci! – Ela falou, puxando a coberta.
- Ah, esqueceu? – Perguntei irônica. - Você tem essa doença desde que nasceu, você tem 36 anos, Emily. – Suspirei. – O que você está pensando? Você tem uma filha pequena agora, não se esqueça. – Ela suspirou.
- A vida acontece, eu pensei que com tudo ido bem, pudesse diminuir as doses...
- Mas não pode. – A médica falou, entregando um copo para ela. – Engula todos! – Ela falou e Emily virou os comprimidos na boca.
- O que está acontecendo, doutora? – Perguntei.
- Emily tem HIV positivo, isso não é uma sentença de morte nos dias atuais, nem a AIDs é uma sentença de morte mais. Mas ela precisa se tratar, fazer exames a cada três meses e tomar os remédios. – Ela suspirou. – Não se esqueça que ela pode evoluir para AIDs, Emily, e quando evolui, não tem muito mais o que possamos fazer. – Emily bufou.
- Você é mais infantil que as crianças. – Falei, suspirando.
- Mas ela está bem, só precisa se cuidar. – A médica falou e eu respirei fundo.
- Obrigada! – Falei.
- Vou deixar vocês conversarem. – Ela falou, se retirando do local.
- Por favor, Emily... – Falei, colocando a mão na beirada da cama.
- ... – Ela falou.
- Não! – Falei. – No dia que eu te conheci, você disse que ia se cuidar.
- Eu só esqueci, é tão difícil de acreditar? Eu não estou depressiva, eu não quero me matar, eu estou bem. – Ela falou, suspirando.
- Ok, ok... – Revirei os olhos.
- Mas só por precaução, você vai ver um psicólogo. – Amir falou ao lado dela.
- Amir...
- Eu não quero saber. – Ele falou. – Eu confiava em você, espero poder voltar a confiar de novo. – Suspirei.
- Não nos afaste, Emily.
- Eu não vou, eu prometo, por favor, só me deixem descansar. – Ela falou.
- Eu vou falar com a médica. – Falei.
- Pode pedir para alguém pegar Sophia na escola? – Amir perguntou.
- Claro, vou pedir para Gemma trazer ela, ela foi de carro para faculdade. – Ele assentiu com a cabeça e eu saí do quarto, respirando fundo.

- Vamos lá, galera! – Jessica entrou na sala, e eu me sentei na cadeira, sentindo Chris colocar as mãos em meus ombros atrás de mim.
- O que vamos discutir hoje? – Louis perguntou.
- Cidadania americana. – Ela falou, jogando uma pasta na mesa, fazendo alguns passaportes de diversas cores rolarem pela mesa.
- Estamos com problemas? – Perguntei.
- Não, não estão. – Ela falou, se sentando na mesa. – Vocês já podem pedir a cidadania americana. – Ela falou, pegando alguns papéis.
- Como? – Perguntei.
- Bem, Louis pode pedir por casamento, se preferir, vocês podem pedir por trabalho em uma empresa americana, além de residência comprovada no país há dez anos, e nenhum envolvimento com a lei. – Assenti com a cabeça.
- Como funciona? – Chris perguntou.
- Se o estrangeiro se mudar para os Estados Unidos e trabalhar em uma empresa legitimamente americana, eles já ganham o Green Card, além de casamento, investimento, enfim, que é o que eles têm desde que entraram na Virgin. – Jessica falou. – Isso dá os mesmos direitos dos cidadãos americanos, mas isso não dá direito a passaporte americano, enfim... – Jessica balançou a cabeça. – A cidadania americana os torna americanos, dando todos os direitos com exceção de se candidatarem a presidência. – Afirmei com a cabeça.
- A gente é obrigado a fazer a cidadania americana? – Perguntei.
- Não, mas é ano de eleição, e tem um louco na corrida, então, nunca se sabe. – Respirei fundo, coçando a cabeça.
- Ah, nem me fale. – Chris reclamou.
- É possível que eu fique com cidadania dupla? – Perguntei. – A brasileira e a americana? – Perguntei.
- É, quero saber isso também. – Jack falou.
- Tem sim, eu só preciso confirmar os direitos e deveres nessa situação. – Assenti com a cabeça.
- Confere para gente então, por favor. – Falei. – Eu não quero largar essa parte brasileira minha. – Jessica assentiu com a cabeça.
- Só preencham esses pedidos, que se for a mesma coisa, eu já levo pronto. – Assenti com a cabeça.
- Beleza. – Assenti com a cabeça.
- David, não preciso me preocupar contigo nem com Virgínia, certo? – Jessica perguntou.
- Não, nós já temos tudo acertado com o governo. – Jessica assentiu com a cabeça.
- Perfeito! – Ela falou. – Jack, peça para Gemma preencher também, ela não ganha a cidadania, mas ganha o Green Card por estar vinculada a você. – Assentimos com a cabeça, suspirando.

- Estamos aqui de novo, meus queridos! – Mack falou, abrindo a porta do estúdio e eu ri, vendo-o entrar no mesmo e travar a porta novamente.
- Vamos começar os trabalhos? – Brandon perguntou e eu me ajeitei no sofá, pegando a pasta com as letras.
- Vamos! – Suspirei, abrindo a mesma.
- Como estamos de músicas? – Ele perguntou.
- A gente pegou as letras que seria para o quarto CD, as que tiramos do quinto CD e eu dei uma melhorada em algumas, tirando totalmente a menção à Anthony e modificando para Chris, ou pessoas relacionadas e estamos com doze músicas. – Falei, entregando a ele.
- Já é um começo! – Ele balançou com a cabeça e eu confirmei.
- É, mas ainda tem algumas coisas comigo... – Mike falou.
- E comigo. – Louis completou.
- Acho que com todo mundo, na verdade. – Falei. – Quando estou de bobeira eu fico esboçando algumas coisas em casa.
- Ok, então, vamos colocar prazos? – Ele perguntou puxando o celular do bolso e mexendo no mesmo rapidamente. – Podemos lançar isso dia 26 de junho...
- É no dia anterior do aniversário da . – Emily falou e eu mandei um beijo a ela.
- Ou podemos deixar para o dia três de julho ou dois que é um sábado.
- Tá, mas como seria feito esse lançamento? – Perguntei.
- Podemos fazer na Times Square novamente, faz dois álbuns que você não dá um oi para o pessoal. – Ri fraco, assentindo com a cabeça.
- Pode ser! – Confirmei com a cabeça.
- E turnê? Vai ter? – David perguntou.
- Calma! – Falei, erguendo os braços. – A gente prometeu que ia devagar, lembra? – Falei e ele assentiu com a cabeça.
- Só conferindo se vai ser isso mesmo. – Ele falou e eu ri fraco, balançando a cabeça.
- Vai sim, a idade vem chegando, a preguiça aumenta. – Eles riram.
- Tá, perfeito então, vou ver o dia que podemos fazer esse lançamento. – Brandon falou.
- Só tem um problema, onde faremos isso? – Perguntei. – A gente faz o show no meio da Times Square, mas onde vamos atender o público?
- A Virgin fechou onde era, abriu uma loja gigante de CDs, podemos ver de fazer lá. – Confirmei com a cabeça.
- Sério? – Mike perguntou, rindo em seguida.
- Perfeito, por mim tudo certo! – Dave falou, dando de ombros e eu ri.
- Ok, e a concepção do CD, qual vai ser? – Brandon perguntou e todos ficamos quietos.
- Sem concepção. – Falei, rindo. – Tem muita música misturada, sentimentos diferentes, ritmos diferentes, a gente vai jogar tudo o que tiver para o álbum. – Falei e ele confirmou com a cabeça.
- Ok, e nome de álbum? – Ele perguntou.
- Reflection! – Falei sorrindo.
- Reflection? – Brandon perguntou.
- Sim, é uma reflexão de todos nós. – Falei, sorrindo. – De muitos anos. – Ele assentiu com a cabeça.
- Bem, vamos ver o que vocês têm! – Ele disse e eu me levantei.

Balancei minha cabeça e me sentei na cama correndo, sentindo minha respiração pesar e coloquei a mão no peito, suspirando e joguei os cabelos para o lado, sentindo Chris rolar ao meu lado da cama.
- O que foi? – Ele perguntou. – Está tudo certo? – Ele falou com a voz sonolenta e eu respirei fundo, jogando as cobertas para o lado, me levantando correndo. – ? – Ele perguntou, peguei meu caderno em cima da mesa e peguei a caneta correndo, escrevendo apressadamente algumas palavras, vendo a letra se formar e só relaxei quando tudo com o que eu havia sonhado estivesse no papel e vi Chris ligar a luz do quarto. – O que está acontecendo? – Virei o rosto para o lado, vendo-o se sentar na cama e eu respirei fundo.
- Eu tive um sonho. – Suspirei. – Sobre o fim de uma música para você. – Falei e ele deu um pequeno sorriso sonolento.
- Está pronta? – Ele perguntou.
- Acho que sim. – Falei, puxando meu violão da parede e me sentei na cama, com as pernas viradas para dentro, e coloquei o caderno na minha frente.
- Canta para mim. – Ele falou, se sentando ao meu lado e eu dei um pequeno sorriso, começando a dedilhar os dedos no violão devagar, respirando fundo.
- Woke up sweating from a dream, with a different kind of feeling. – Comecei a cantar baixo. - All day long my heart was beating, searching for the meaning. – Suspirei devagar. - Hazel eyes, I was so color blind, we were just wasting time. – Mantive a mão na mesma nota, suspirando. - For my whole life, we never crossed the line, only friends in my mind, but now I realize, it was always you. – Chris abriu um pequeno sorriso, colocando a mão na minha perna. - Can't believe I could not see it all this time, all this time. It was always you, now I know why my heart wasn't satisfied, satisfied. – Balancei a cabeça, com um grande sorriso no rosto. - It was always you, you. No more guessing who, looking back now I know it was always you, always you. - Respirei rapidamente. - All my hidden desires finally came alive, no, I never told a lie to you, so why would I start tonight. – Ele sorria para mim. - Hazel eyes, I was so color blind, we were just wasting time. For my whole life, we never crossed the line, only friends in my mind, but now I realize, it was always you. Can't believe I could not see it all this time, all this time. It was always you, now I know why my heart wasn't satisfied, satisfied. – Respirei fundo, erguendo os olhos para ele. - It was always you, you. No more guessing who, looking back now I know it was always you, always you. – Parei de tocar, respirando fundo. – Por enquanto é isso.
- Obrigado! – Ele falou, aproximando o rosto do meu e colando nossos lábios e eu sorri. – Eu só mudaria a parte que você nunca mentiu para mim, o que é uma mentira. – Ri fraco, passando os braços pelos seus ombros, colando meus lábios nos meus.
- Tudo para rimar. – Falei e ele riu, assentindo com a cabeça, me puxando pelas pernas.
- Ah! – Ele reclamou e eu ri.
- Deixa eu abaixar o violão antes, por favor? – Perguntei e ele concordou com a cabeça, rindo.

- Ei, ei, o que está acontecendo aqui? – Me aproximei da porta, vendo Chris entrar com a equipe de Guerra Civil, com Mark Ruffalo e Chris Hemsworth junto.
- Eu combinei com os caras de comer alguma coisa, tomar uma bebida. – Coloquei a mão na testa.
- Ah meu Deus! – Suspirei. – Primeiro de tudo, oi gente!
- Oi, ! – Eles falaram em coro.
- O pessoal tá limpando a sala de ensaios, vocês podem ficar lá fora? Lá nas mesas grandes do quintal, perto do playground?
- As crianças estão lá? – Chris perguntou.
- Ainda não, elas chegam da escola uma da tarde, aproveita. – Ele riu fraco e me deu um beijo na testa.
- Vamos, galera! – Chris falou e eles o seguiram.
- Eu vou pegar os cardápios de pizza e já levo para vocês. – Falei.
- Ah que amor de pessoa! – Mackie falou e eu ri fraco, balançando a cabeça.
- Então, onde estávamos? – Perguntei para Brandon, que estava sentado em um dos sofás.
- Eu consegui marcar o lançamento do CD no dia dois de julho. – Assenti com a cabeça.
- Perfeito! A gente tem tempo de sobra para isso. – Ele assentiu com a cabeça.
- Você quer fazer algo de especial? – Ele perguntou.
- Não, palco convencional, aberto nas laterais, o de sempre, só que faça um palco grande, por favor. – Ele riu fraco.
- Não se preocupe! – Ele disse. – Temos que enviar o convite para a imprensa. – Assenti com a cabeça.
- Eu vou falar com Malcon para elaborar o convite, apesar que só vai ficar pronto mesmo quando fizer a sessão de fotos para o álbum, e vou pegar com a a lista de convidados. – Falei, olhando para minha xará na recepção, que olhava algo distante e de repente ela se abaixou, ficando atrás da bancada, e eu franzi a testa. – Ué...?
- ! – Virei o rosto para porta.
- Liam? – Entreguei as coisas para Brandon, andando em direção ao Hemsworth mais novo. – Finalmente veio me visitar?
- Vim atrás do meu irmão, na verdade. – Ele falou e eu ri, abraçando-o fortemente. – Mas é, não sabia que tinha um espaço gigante desse aqui em Malibu.
- Somos vizinhos, Liam, você mora dois quarteirões daqui. – Falei e ele riu.
- É que eu raramente saio daqui e quando saio vou por dentro. – Revirei os olhos.
- Bem, seu irmão está lá fora com meu Chris, eu vou lá, você espera um pouco? – Perguntei e ele assentiu com a cabeça.
- Claro! – Ele disse.
- Quer uma água? Alguma coisa? – Ele negou com a cabeça e eu andei em direção à minha xará que ainda estava abaixada. – Planeta Terra chamando! – Falei, apoiando na bancada e minha xará ergueu os olhos.
- Oi, precisa de alguma coisa? – Ela falou baixo e eu ri fraco.
- Preciso que você se levante daí! – Falei e ela riu. – O que está acontecendo?
- É o Liam Hemsworth! – Ela falou baixo. – Eu tenho um tombo enorme por ele. – Ri fraco, balançando a cabeça.
- Então essa é sua chance. Ele não vem muito aqui, sabia? – Ela suspirou, se levantando.
- Ele é o Liam, , e eu sou só eu...
- Você é linda! – Falei. – E ele estava solteiro, da última vez que eu conferi. – Dei de ombros.
- Ah . – Ela disse e eu ri, abrindo uma das gavetas da recepção, pegando alguns cardápios de delivery.
- Leva para o Chris lá fora? – Perguntei e ela confirmou com a cabeça. - Liam? – Ele se virou. – aqui vai te levar até seu irmão, fique aí, a gente consegue transformar tudo em festa. – Falei e vi os olhos da minha assistente se arregalarem.
- também? – Ele se aproximou de nós, sorrindo para ambas.
- Sim! – Minha portuguesa falou sorrindo.
- Ela é portuguesa. – Sorri, empurrando-a levemente em direção à Liam.
- É um prazer te conhecer. – Ele falou, beijando-a na bochecha e eu respirei fundo, rindo fraco, notando minha xará congelar.
- Eles estão lá perto das casas, leve Liam lá, pode ser? – Pedi para minha xará que assentiu com a cabeça.
- Claro! – Ela falou.
- Depois eu vou lá. – Falei sorrindo, vendo-os se retirarem lado a lado.
- Então, há quanto tempo você trabalha aqui? – Liam perguntou, se afastando de mim.
- E o cupido ataca de novo? – Jack perguntou, aparecendo ao meu lado e eu ri.
- Não custa nada! – Dei de ombros e ele riu fraco.
- Vai ter pizza, então? – Ele perguntou.
- Talvez, o Chris está com uma penca de atores da Marvel, podemos fazer uma festa. – Dei de ombros.
- Quer ir no mercado? – Ele perguntou.
- Claro, só vou ligar para Chris vendo se ele quer que traga as cervejas.
- Por que você não vai lá? – Jack perguntou.
- Porque eu estou com preguiça e pegar o carro para ir daqui até lá é a comprovação disso. – Ele riu e eu disquei o número rapidamente.

- Você ainda lembra como funciona, ? – Brandon perguntou e eu ri ironicamente no microfone.
- Isso não é algo que você esquece. – Falei e ele riu.
- Espero que não! – Ele disse e eu revirei os olhos.
- Eu quero saber como funciona. – Ouvi a voz de Chris abafada do lado de fora e eu ri fraco.
- Acredite, é mais prático do que parece. – Falei.
- Antigamente era mais chato porque tinha toda a gravação separada, tirar o fundo externo das músicas e por aí vai, agora é mais simples. – Brandon falou e eu afirmei com a cabeça. – Vamos lá, ? – Ele perguntou.
- Quando quiser! – Disse e ele apertou o play, e eu ouvi o ritmo da música pronto começar. - I felt picture perfect, on and off a shelf to a broken frame of mind. A broken frame of mind. – Comecei devagar, colocando a mão no fone de ouvido. - It comes back and haunts me, a bullet undercover, it fooled me every time, it fooled me every time. – Respirei rapidamente. - But even if I lose it all, I've got so much left to give, I won't give up, no, no. – Balancei a cabeça. - My heart's on the front-line, I'm not afraid. – Forcei a voz. - I will love you, like I've never been hurt. – Forcei as mãos, abrindo e fechando-as fortemente. - Run through fire for you, like I've never been burned. I'm gonna risk it all like I've never lost, gonna give it all I've got. I will love you, I will love like I've never been hurt... – Forcei a voz. - Never been hurt. – Respirei fundo, abrindo um sorriso. - You set fire to ashes, you fought through the darkness and brought me back to life, you brought me back to life. – Acalmei a voz, balançando a cabeça. - So even if I lose it all, I've got so much left to give, I won't give up, no, no. – Balancei a cabeça. - My heart's on the front-line, I'm not afraid. – Respirei fundo. - I will love you, like I've never been hurt. Run through fire for you, like I've never been burned. – Ergui minhas mãos, balançando a cabeça. - I'm gonna risk it all like I've never lost, gonna give it all I've got. I will love you, I will love like I've never been hurt... – Fechei os olhos, abanando a cabeça. - Never been hurt. – Suspirei. - I will love you and forever, I will love you like I never. – Bati os pés no chão. - Like I never heard goodbye, like I never heard a lie, like I'm falling into love for the first time. Yeah. – Suspirei, balancei a cabeça, segurando o púlpito com as letras. - I will love you, like I've never been hurt. Run through fire for you, like I've never been burned. I'm gonna risk it all like I've never lost, gonna give it all I've got. I will love you, I will love like I've never been hurt... Never been hurt. – Coloquei a mão no peito, respirando fundo, e ouvi o fone ficar em silêncio.
- Bom , a gente só vai ter que refazer algumas partes, a respiração ficou meio falha em algumas partes. – Brandon falou.
- Beleza. – Falei, abrindo a porta da cabine. – Deixa eu só respirar um pouco.
- É isso? – Chris perguntou e eu passei por ele.
- Mais ou menos, depois tem que conferir áudio, regravar as partes que ficaram falhas, conferir, mas no geral é isso. – Dei de ombros. – Algumas músicas a gente até grava áudio e voz junto. – Falei e ele riu fraco.
- Queria que gravar um filme fosse assim também. – Ri fraco.
- Bem, ser seu próprio chefe é uma coisa boa. – Sorri e ele balançou a cabeça.

- E aí, me chamaram? – Perguntei, fechando a porta da sala de ensaios, encontrando Mike e Chris lá dentro.
- Mike chamou na verdade. – Chris disse e eu ri fraco.
- Ah Evans, para de graça. – Ele falou.
- O que você está fazendo no piano? – Perguntei a Chris.
- Eu emprestei para ele. – Mike falou e eu ergui as mãos.
- Só perguntei, não estou brigando. – Falei e eles riram, e eu me apoiei no piano de caldo.
- Eu estava escrevendo uma música e Chris entrou de coautor. – Mike falou e Chris ficou com vergonha.
- Serio? – Falei animada.
- É... Mais ou menos. – Chris falou e eu ri fraco. – A gente vive no meio de músicos, acaba achando que é também. – Ri fraco.
- É sobre o quê? – Perguntei.
- Sobre você. – Chris falou.
- E sobre todas as mulheres que amamos. – Mike confirmou e eu ri fraco. – Quero saber se dá para colocar no álbum. – Ele disse e eu suspirei, me sentando na calda do piano, cruzando as pernas.
- Toca para mim! – Falei para Chris que abaixou a cabeça, rindo.
Eu sabia que Chris tocava alguns instrumentos, eu só não sabia que ele tocava bem. Ele colocou os dedos para dedilhar as notas brancas e pretas, fazendo com que um som suave e firme ecoasse pela sala, me fazendo abrir um pequeno sorriso, vendo seus olhos desviarem das notas para as partituras.
- She keeps the secrets in her eyes, she wraps the truth inside her lies. – Mike começou a cantar sem microfone. - Just when I can't take what she's done to me, she comes to me, and leads me back to paradise. – Abri um pequeno sorriso, desviando o olhar entre ele e Chris.
- She's so hard to hold, but I can't let go. – Ouvi a voz de Chris baixa, me fazendo rir fraco, colocando as mãos na boca, surpresa. - I'm a house of cards in a hurricane, a reckless ride in the pouring rain. She cuts me and the pain is all I wanna feel. – Ri fraco, suspirando, sentindo meus olhos se encherem de lágrimas. - She danced away just like a child, she drives me crazy, drives me wild.
- But I'm helpless when she smiles, oh, when she smiles, she smiles. – Mike finalizou, me fazendo respirar fundo, passando as mãos nos olhos. - Maybe I'd fight it if I could, it hurts so bad, but feels so good. She opens up just like a rose to me, when she's close to me. – Chris sorriu para mim e eu balancei a cabeça, rindo fraco. - Anything she asked me to, I would.
- It's out of control, but I can't let it go. – A voz de Chris se juntou a de Mike, fazendo meu corpo arrepiar. - I'm a house of cards in a hurricane, a reckless ride in the pouring rain. She cuts me and the pain is all I wanna feel. – Engoli em seco, sentindo meus olhos embaçarem. - She danced away just like a child, she drives me crazy, drives me wild.
- But I'm helpless when she smiles, oh, when she smiles... – Mike começou a tocar o violão em suas mãos, me fazendo rir fraco.
- When she looks at me, I get so weak. – Eles cantaram juntos, me fazendo movimentar a boca junto.
- I'm a house of cards in a hurricane, a reckless ride in the pouring rain. She cuts me and the pain is all I wanna feel. She danced away just like a child, she drives me crazy, drives me wild. – Passei a mão nos braços, supirando. - But I'm helpless when she smiles, oh, when she smiles, when she smiles, when she smiles... – Chris finalizou, me fazendo rir fraco.
- Bem-vindo à família, Evans! – Falei rindo.
- Ele está com vergonha, mas ele canta um pouco! – Mike falou, me fazendo rir.
- Eu sei, em Qual é o seu Número é ele cantando. – Falei e ele riu fraco.
- A música está aprovada, coloca todos os garotos cantando, e quero participação do Chris na gravação. – Saí de cima do piano. – Falo sério. – Virei para Chris e ele riu fraco. – E coloca ele para cantar mais alto. – Ele riu fraco. – Até parece que tem vergonha! – Falei e eles riram. – Lindo, gente, mesmo. – Suspirei. – Mas eu também vou fazer um parênteses sobre a parte das mentiras, senhor Evans. – Ele riu.
- Só dando o troco! – Ele brincou e eu revirei os olhos.

- Por que eu fui chamada? – Abri a porta da casa de Jack, entrando na mesma, vendo Gemma na sala e Jack na cozinha. – Qual é o drama aí?
- Gemma quer transferir a faculdade para o Brasil! – Jack falou e eu virei para Gemma, que se levantava do sofá.
- Sério, querida? – Abri um sorriso. – Que bom!
- Para ficar perto do Matheus. – Ele completou e eu ri fraco.
- Ah, já sei onde está o problema. – Suspirei. – E você me chamou aqui para quê? – Virei para Jack. – Eu fui uma péssima guardiã até os dezoito anos dela, ela já tem 21. – Falei e ele suspirou.
- Eu não quero que ela vá! É muito longe. – Ele disse e eu suspirei, coçando a cabeça.
- Mas ele veio para Los Angeles sozinho com dezenove anos! – Ela respondeu de volta e eu respirei fundo.
- Ei! – Gritei. – Vamos parar! – Falei. – Gemma, onde você quer estudar? E por quê?
- Na faculdade do Matheus, eu quero sair daqui um pouco, e nós somos bem amigos...
- Amigos, sei! – Jack falou e eu joguei a cabeça para trás.
- E você vai morar aonde? – Perguntei.
- A mãe do Matheus disse que eu posso ficar com eles.
- Morando juntos ainda. – Jack revirou os olhos.
- Jack! – Gritei, virando para ele. – Para! – Gritei. – Gemma já é crescida, com a idade dela a gente já morava sozinhos faz tempo, já não éramos mais virgens e um ano depois eu já estava posando nua. – Falei, suspirando e Gemma riu. – Mentira, eu era virgem ainda. – Ri fraco, franzindo o rosto.
- Mas... – Ergui o dedo para ele.
- Você já conversou com Amélia?
- Ainda não, mas o Matheus...
- Ok, pare! – Falei, erguendo o dedo. – Eu sei que Amélia está morando em um casarão em São Paulo, ela pode te alugar um quarto, alugar! – Falei forte. – E eu vou ver se não vai atrapalhar. – Falei respirando mais fraco. – Jack, sobre o Matheus, esses dois só não estão juntos porque não ficaram próximos por muito tempo, Matheus é um garoto bom, eu ainda o considero meu irmão, a gente vive se falando, ele vive vindo nos visitar. Você o conhece. – Ele suspirou. – Não é melhor ficar com alguém que você conhece do que um estranho? – Falei e ele suspirou.
- É! – Ele disse baixo.
- Eu só quero saber sobre seu português, Gemma, como está?
- Eu fiz algumas eletivas na escola de português e faço na faculdade, não é perfeito, mas dá para eu entender as aulas.
- Confere isso, porque aqui você aprende direito dos Estados Unidos, lá seria do Brasil, não sei como funciona, mas é totalmente diferente. – Ela afirmou com a cabeça. – Pensa se vale a pena, você está há um ano de terminar seu curso aqui. – Ela suspirou. – Talvez um intercâmbio de uns dois meses seja melhor, ou finalizar aqui e fazer uma pós-graduação lá. Para você não perder esses quatro anos.
- Ok, eu vou pensar. – Ela falou. – Vou pesquisar sobre as equivalências na transferência. – Assenti com a cabeça.
- Perfeito! – Suspirei. – Agora vai, você tem aula, não tem? – Perguntei.
- Não! – Ela franziu a testa, rindo fraco.
- Então, finge que sim e dá licença para mim. – Falei e ela riu, saindo de casa. – Ela não vai ficar colado em você para sempre.
- Eu sei, eu só... – Ele balançou a cabeça. - A gente já passou tanto tempo longe. – Ele suspirou.
- Eu sei, e você se arrepende de ter ficado longe da sua mãe, mas é a vida, se a gente soubesse que isso fosse acontecer, a gente não faria. – Ele suspirou, coçando a cabeça. – Ela vai acabar não indo, ela teria que começar o curso tudo de novo, mas ela está apaixonada, faz tempo, por sinal! – Ele riu fraco. – Ela está meio empolgada, mas ela não é tonta, ela faz direito, pelo amor de Deus. – Ele gargalhou. – Vai tudo dar certo.
- Obrigado por ser uma mãe para ela. – Dei de ombros, revirando os olhos.
- Tento fazer meu melhor. – Ele riu fraco.

- Cara, apesar de tudo, a gente ainda tem música depressiva nesse álbum! – Falei rindo e o pessoal gargalhou junto.
- Nada é perfeito! – Mack respondeu e eu balancei a cabeça.
- Bem, pelo menos o ritmo é legal. – Falei, dando de ombros, ajeitando os papéis.
- Para você! – David reclamou.
- Ah, a gente vai demorar para fazer ao vivo dessa música e quando fizer, a gente pega mais gente para assoviar contigo. – Ele riu fraco.
- Vai, , só mais uma vez, aí a gente fecha por hoje. – Brandon disse e eu respirei fundo.
- Ok, quando quiser. – Respirei fundo, ajeitando o fone na cabeça, ouvindo Brandon soltar o ritmo e os assovios ecoarem em meus ouvidos, me fazendo franzir o rosto. – Whoa, whoa. Whoa, whoa. – Comecei a cantar devagar. - Whoa, whoa. Don't you ever try to love, you know nothing of me, what you thinking of? – Forcei minha voz. - Don't you ever try to heal, cut me deep inside and leave me on my knee. – Balancei o corpo no ritmo da música. - And don't you ever ask for trust, givin' you my all would always murderous. – Abri um sorriso, adorando a letra da música. - Don't you ever try to feel? Affection is a virtue you will not reveal. Because you did it, oh, you went and did it again. You won't admit it, oh, you think that love is a sin. – Cantei mais rápido, balançando a cabeça, abrindo um largo sorriso no rosto. - How argue you with it? Oh, how argue you with it? Why, oh why? Well like you ever heard a heart cry? Have you ever heard a heart cry? Oh, oh. Have you ever heard a heart... – Movimentei a cabeça. - Don't you ever ask for time, you will be accounted by a heartless crime. Don't you ever want for lust, passion is a game you play so dangerous. – Movimentei os ombros lateralmente. - And don't you ever take my hand, intentions don't make you a better man. Don't you ever take me home, love was just evicted and it's long gone. – Forcei a voz, movimentando a cabeça. - Because you did it, oh, you went and did it again. You won't admit it, oh, you think that love is a sin. How argue you with it? Oh, how argue you with it? Why, oh why? Well like you ever heard a heart cry? – Movimentei a cabeça, ouvindo os assovios novamente. - Have you ever heard a heart cry? Oh, oh. Have you ever heard a heart... – Suspirei, batendo os pés no chão. - Why is the love gone? Tell me why is the love gone? Maybe you need my heart to save. W-W-W-Why, why is the love gone? How did it all go wrong? – Deixei minha voz fluir. - Maybe you need my heart to save. Have you ever heard a heart cry, cry? – Movimentei a cabeça. - Have you ever heard a heart cry, cry? Have you ever heard a heart cry? Cry, cry, have you ever heard a heart cry, oh you ever? Have you ever heard a heart cry? – Finalizei a música.

Jessica me ajudou a descer do carro e eu já ouvi os gritos dos fãs, fazendo com que eu erguesse a mão e acenasse para eles, sorrindo. Ajeitei a calda do meu vestido e peguei minha bolsa de mão, passando pelo arco em formato de estrela da première do ano.
Andei beirando a cerca, parando para tirar fotos com alguns fãs, autografando pôsteres de Capitão América e acenando para os fãs.
Parei entre o tapete azul e o vermelho e deixei os flashes me cegarem, fazendo com que eu abrisse largos sorrisos, me virasse de um lado para o outro, mostrando a fenda do vestido na perna, ou mostrando o decote gigante nas costas e fazendo caras e bocas.
Minha banda se juntou, tirando algumas fotos e logo dispersamos novamente, entrando no tapete vermelho coberto por um teto de vidro. Os fãs reduziram drasticamente, mas estava muito movimentado, fazendo com que eu juntasse a calda do vestido, desviando de algumas pessoas e cumprimentando outras.
Ironicamente, a première estava meio vazia de astros, eu havia encontrado Emily VanCamp, Sebastian Stan, Paul Rudd, Paul Bettany, Daniel Bruhl, e ainda não tinha achado meu namorado. Mack e Mike estavam achando aquilo um arraso, era tudo mágico para eles.
Avistei meu namorado com Robert Downey Jr e Anthony Mackie fazendo zona no tapete vermelho, rindo alto e fazendo gracinhas, me fazendo revirar os olhos. Chris havia saído cedo de casa, ele tinha participado de diversos programas, e eu vim só na hora da première. Andei em direção a eles, entrando em frente a foto, ouvindo-os gritar e eu virei o corpo, rindo.
- Chega de brincadeiras, né?! – Falei e eles riram.
- Caralho! – Mackie falou e eu ri fraco.
- Você está incrível! – Chris se aproximou de mim e eu passei o braço pelos seus ombros, abraçando-o fortemente.
- Parabéns! – Falei rindo e ele sorriu.
- Você está um arraso! – Robert falou e eu ri fraco, estalando um beijo em sua bochecha.
- Obrigada! – Sorri. – Oi Mackie.
- Oi dona! – Ele disse e eu ri, estalando um beijo em sua bochecha.
- Licença, senhores, eu vou tirar fotos com a minha gata agora. – Chris falou, passando a mão em minha cintura e eu ri fraco, apoiando meu braço em seus ombros.
- Eu devo estar muito gata para você me chamar assim. – Falei e ele riu.
- Eu estou abismado. – Ele falou e eu ri, estalando um beijo em sua bochecha, olhando para os fotógrafos.
- Eu só estou me sentindo um pouco exposta, para falar a verdade, mas é bom se sentir poderosa. – Cochichei, sorrindo novamente e ele riu fraco.
- Bem, você pode! – Ele falou e eu ri fraco, sorrindo.
- É, mas hoje é seu dia! – Falei e ele sorriu, estalando um beijo em minha bochecha e eu virei o rosto para ele, sorrindo, e ele colou os lábios nos meus rapidamente, fazendo o pessoal em volta gritar e eu ri fraco. – Os anos passam e as coisas não mudam.
- Nem um pouco! – Ele disse e eu ri, me afastando dele.
- A gente se encontra daqui a pouco, pode ser? – Falei e ele assentiu com a cabeça.
- Pode sim! – Ele disse e eu acenei para ele, me afastando um pouco.
- Nesse meio tempo você pode ficar com o melhor amigo que você abandonou. – Scott falou quando eu me aproximei dele e de Lisa e eu ri.
- Ah que dramático! – Ri fraco, abraçando-o. – Estive contigo no ano novo.
- Sim, mas não é a mesma coisa! – Ele disse.
- Somos família, Scott, agora tudo é diferente! – Ele riu fraco, e eu balancei a cabeça.
- Pelo menos vocês estão juntos e assumidos para quem quiser ver. – Assenti com a cabeça, suspirando.
- Melhor, impossível. – Sorri.

- Ei moça! – Ergui a cabeça, vendo Louis entrar pela porta.
- Ei! – Sorri, me sentando na cama.
- O que está fazendo aqui? Por que não está me casa? – Suspirei.
- Ah, toda hora alguém precisa de mim, mais fácil eu ficar aqui. – Dei de ombros. – A gente fez esses quartos para isso e mal é usado. – Ele riu fraco.
- Isso é verdade. – Ele entrou e se sentou na beirada da cama e suspirei. – E Chris, onde está? – Ele perguntou e eu suspirei.
- Londres, eu acho. – Conferi o relógio. – Pelo menos ele ia para lá depois de Cingapura.
- Você não quis ir?
- Ah, não dá para eu ficar igual uma sombra atrás dele, temos nossos trabalhos, além do mais, preciso parar de viajar o mundo inteiro. – Ele riu fraco, dando de ombros.
- Nem fala! – Ele riu fraco.
- Então, você está precisando de mim? – Perguntei.
- Eu estava falando com Dave e Mike e a gente tava pensando em fazer um clipe de Show’em What You’re Made Of. – Ele falou. – É uma música bem motivacional, apesar da gente ter feito para você, principalmente, e para as crianças, acho que podemos usar em outras circunstâncias. – Ele disse. – A gente pode gravar algo bem legal, fundo preto, roupa convencional... – Ele deu de ombros. – Algo que as pessoas possam se identificar. – Ele falou e eu afirmei com a cabeça.
- Acho legal a ideia. – Suspirei. – Assim a gente já lança alguma coisa, e já mostra que não estamos parados. – Ele confirmou.
- É, acho que isso é importante também. – Ele falou.
- Como estão as crianças? Parece que estou aqui há tanto tempo. – Ele riu fraco.
- Bem, você sabe, soltas por aí, só Linda e Andrew que estão no colo ainda. – Ri fraco.
- Linda já tem três anos, Louis, precisa soltar também. – Ele riu fraco.
- Afinal, ainda são duas da tarde, viu?!
- Ainda? – Deitei de novo. – Vou voltar a dormir então.
- ! – Ouvi o som ecoar pelos autofalantes.
- Ou não! – Louis disse e eu suspirei.
- Vamos lá, vai! – Falei e ele riu.

- Vamos você, ? – Malcon perguntou e eu assenti com a cabeça, me levantando e me colocando no meio do estúdio preto, onde, na verdade, era a sala de ensaios ainda. – Só cante, ok?! Ignoro todo o externo. Cante só as partes suas. – Confirmei com a cabeça, respirando fundo. – Deixe o som te levar. – Assenti com a cabeça, me colocando no meio do caminho, respirando fundo. – Ação! – Ele gritou. – Playback!
- I've seen it all a thousand times, falling down I'm still alive. Am I? Am I? – Comecei devagar, movimentando meu corpo devagar. - So hard to breathe when the water's high, no need to swim, I'll learn to fly. So high, so high. – Ergui as mãos, com um sorriso no rosto. - You find the truth in a child's eyes, when the only limit is the sky, living proof I see myself in you. – Balancei a cabeça, suspirando.
- When walls start to close in, and your heart is frozen over. – Cantei junto com a música. - Just show 'em what you're made of. When sunlight is fading, the world will be waiting for you. Just show 'em what you're made of. – Forcei minhas mãos, fechando-as em punhos, me fazendo suspirar.
- Gloves are off ready to fight, like a lion I will survive. Will I? Will I? – A voz de Mike ecoou pelos autofalantes. - You gotta stand for something, even if you stand alone. Don't be afraid, it's gonna be alright. – Abri um pequeno sorriso.
- You find the truth in a child's eyes, when the only limit is the sky, living proof, I see myself in you. – Fechei os olhos, suspirando, forçando o fim.
- When walls start to close in, and your heart is frozen over. Just show 'em what you're made of. – Balancei a cabeça, me movimentando pelo grande espaço. - When sunlight is fading, the world will be waiting for you. Just show 'em what you're made of. Just show 'em what you're made of, just show 'em what you're made of. – Balancei a cabeça e as mãos, me movimentando pelo espaço, sorrindo, franzindo a testa quando minha banda começou a invadir o espaço.
- You find the truth in a child's eyes, when the only limit is the sky, living proof, I see myself in you... Oh. – Jack passou o braço em meus ombros, se apoiando em mim e cantando sua parte, apontando para mim, assim como todos os outros, fazendo meus olhos se encherem de lágrimas.
- When walls start to close in, and your heart is frozen over. Just show 'em what you're made of...
- You can show’em what you’re made of! – Cantei mais alto, sentindo todo mundo me abraçar, colocando a mão no peito.
- When sunlight is fading, the world will be waiting for you, for you, for you. Just show 'em what you're made of. – Senti as lágrimas caírem de meus olhos sem medo, me fazendo respirar fundo.
- You can show 'em what you're made of!
- Just show 'em what you're made of. – Cantamos juntos, fazendo as vozes juntas. - Just show 'em what you're made of...
- Corta! – Malcon falou e eu passei a mão em meus olhos.
- O quê? – Foi o que eu consegui falar e eles riram comigo, alguns secando os olhos também.
- Isso é para você, só para você! – Mike falou. – Se você veio e mostrou do que você é capaz, todos devem também. – Ele suspirou e eu o abracei forte, sentindo os outros cinco nos abraçarem, me fazendo rir fraco.

- Precisa de ajuda? – Jessica entrou na sala de ensaios e eu ri. – O que é tudo isso? – Ela perguntou.
- Encomendas da Orbe. – Balancei a cabeça.
- Alguns pedidos vieram misturados, estamos tentando separar tudo. – Emily falou.
- Só vocês duas? – Ela perguntou.
- Minha xará, Gemma e Melanie vão ajudar quando chegarem da faculdade e escola, respectivamente. – Falei jogando mais uma caixa vazia para trás, e esfregando uma mão na outra.
- Posso só falar contigo rapidinho, ? – Jessica perguntou e eu franzi a testa, me levantando.
- Claro, o que houve? – Andei em sua direção, nos afastando de Emily.
- Seu pai está aqui, certo? – Ela perguntou.
- Está, tanto que vocês estavam conversando quando eu cheguei. – Ela riu fraco, balançando a cabeça.
- Você entendeu. – Ri fraco. – Eu digo morar aqui.
- Ele está pensando. – Dei de ombros. - Por quê?
- Ele me chamou para sair!
- O quê? – Gritei, e ela colocou a mão na minha boca logo em seguida, me fazendo rir. - Sério? – Falei animada.
- Sério! Eu queria saber se você se importa se eu disser sim.
- Eu vou me importar se você negar. – Dei pulos animadas. – Ai meu Deus, você e meu pai! – Gargalhei, colocando a mão na boca. – Oh meu Deus!
- Você pensava na gente juntos? – Dei de ombros.
- Bem, eu nunca neguei essa possibilidade, mas aí ele conheceu Amélia, casou e tudo mais, depois teve aqueles anos distante. – Ela riu fraco, balançando a cabeça.
- Ele é mais novo...
- Ah Jessica, dois anos. – Revirei os olhos. – Eu sou cinco do Chris. – Ela riu fraco.
- Ele parece tão jovem. – Dei de ombros.
- Ele pinta o cabelo! – Ela riu fraco. – Aceita, Jessica! – Segurei suas mãos. – Você já sofreu tanto com um marido idiota, depois confiou que ele havia mudado e não mudou nada, e se deixou enganar novamente, e eu estou junto nessa. – Ela riu fraco. – Aceita, meu pai não é perfeito, mas vocês ainda estão vivos, certo? – Ela abriu um sorriso, afirmando com a cabeça. – Agora vá, não deixe-o esperando! – Falei e ela me abraçou fortemente, me fazendo abrir um largo sorriso e ela se afastou, saindo pela porta novamente, me fazendo rir.
- O que está acontecendo? – Emily perguntou quando eu me sentei ao seu lado novamente.
- Meu pai chamou Jessica para sair. – Falei com um largo sorriso no rosto.
- Sério? – Ela perguntou e eu ri.
- Sério! – Sorri. – No fim das contas, parece que eu vou ter o sobrenome Stone. – Ela riu fraco, balançando a cabeça.

- Silêncio, galera! – Jessica falou, fazendo com que as esposas, namorados, filhos, primos, sobrinhos e cachorros ficassem quietos. – Vamos com DNA? – Ela perguntou.
- Vamos! – Falei. – Você nos acompanha, Melanie! – Falei e ela confirmou com a cabeça. – Quero só dizer, senhor Evans. – Ele ergueu o rosto, enquanto acariciava Dodger. – Que essa música eu escrevi para você no voo de volta para o Brasil, porque você não deve dizer a uma pessoa que a ama, quando ela está com milhares de dúvidas na cabeça. – Falei e o pessoal riu.
- Eu disse! – Scott falou e eu ri fraco.
- Eu não queria que você fosse embora, oras! – Ele falou e eu ri fraco.
- Só digo que quando a começou, ela mal sabia escrever uma música, mas agora com o Chris, as coisas fluem. – Ri fraco, piscando para Emily.
- Vamos lá, Mel? – Perguntei e ela assentiu com a cabeça, segurando o microfone ao lado de Jack. – Quando quiser, David.
- É para já! – Ele disse, colocando a mixagem para tocar, me fazendo abrir um sorriso e pegar o microfone na mão, me colocando mais para frente, próximo do pessoal que nos observava ensaiar.
- Does he tell you he loves you, when you least expect it? – Forcei a voz, sentindo minha garganta tremer. - Does he flutter your heart, when he kisses your neck? – Ergui a mão, forçando a voz novamente. - No scientist or biology, it's obvious, when he's holding me. It's only natural that I'm so affected. – Balancei a cabeça, respirando fundo, aliviando a voz. - Oh, and my heart won't beat again, if I can't feel him in my veins, no need to question, I already know. – Cantei alto, ouvindo todo mundo entrar.
- It's in his dna, d-d-d-dna, it's in his dna. And he just takes my breath away, b-b-b-breath away, I feel it every day. – Movimentei o corpo, deixando que toda a força se concentrasse em minhas mãos. - And that's what makes a man, not hard to understand. Perfect in every way, I see it in his face, nothing more to say, it's in his d-d-d-d-dna. – Ergui as mãos para Melanie, indicando para ela cantar mais alto.
- It's the blue in his eyes, that helps me see the future. Fingerprints that leave me covered for days, yeah, hey, yeah.
- Now I don't have any first degree, but I know what he does to me. – Jack, Emily e Melanie cantaram comigo.
- No need to work it out, it's so familiar, oh.. Vai Mel.
- And my heart won't beat again, if I can't feel him in my veins, no need to question, I already know. – Abri um sorriso quando sua voz grossa ecoou pelos auto-falantes e eu pisquei para ela.
- It's in his dna, d-d-d-dna, it's in his dna. And he just takes my breath away, b-b-b-breath away, I feel it every day. – Forcei a mão no microfone, sentindo meu queixo tremer. - And that's what makes a man, not hard to understand. Perfect in every way, I see it in his face, nothing more to say, it's in his d-d-d-d-dna. – Movimentei o corpo, apontando para Jack, Emily e Melanie.
- It's all about his kiss, contaminates my lips. Our energy connects, it's simple genetics. I'm the X to his Y, It's the colour of his eyes. – Abaixei o microfone, movimentando as mãos. - He can do no wrong, no he don't need to try. Made from the best, he passes all the tests, got my heart beating fast, it's cardiac arrest. – Melanie acompanhava a letra no papel mas sua voz fluía bem. - He's from a different strain, that science can't explain, I guess that's how he's made, in his d-d-na. Oh, oh, oh, oh, oh...!
- Oh! – Cantei alto. – Oh, oh!
- It's in his dna, d-d-d-dna, it's in his dna.
- And he just takes my breath away, b-b-b-breath away, I feel it every day. – Voltei a cantar com eles, movimentando o corpo. - And that's what makes a man, not hard to understand. – Virei o rosto para Chris, piscando para ele. - Perfect in every way, I see it in his face, nothing more to say, it's in his d-d-d-d-dna. – Soltei uma pequena risada, ouvindo o povo gritar, me fazendo rir.

Capítulo 29


- Finalmente, hein?! – Chris falou quando eu abri a porta do banheiro.
- O quê? – Perguntei e ele riu.
- Você chegou! – Ele disse e eu revirei os olhos.
- Cheguei antes que você. – Falei, esfregando a toalha no cabelo molhado.
- Eu estava na academia, depois na casa de Mack e agora aqui. – Balancei a cabeça, vendo seus tênis de corrida jogados pelo chão.
- Não vai tomar banho? – Voltei para o banheiro, pendurando a toalha e pegando o pente.
- Tomei lá na academia, estou cheirosinho, pode conferir! – Ri fraco, penteando o cabelo rapidamente e peguei minha camisola atrás da porta, vestindo-a rapidamente.
- Não precisa! – Ele riu fraco e bateu a mão na cama, me fazendo rir e eu subi na mesma, me arrastando para perto dele e ele me abraçou de lado, beijando minha testa. – Como foi seu dia? – Perguntei, segurando sua mão em meu ombro.
- Entediante. – Ele disse, rindo em seguida. – Eu saí pela manhã, almocei com o pessoal da Marvel, depois voltei para cá, fiquei na academia, os meninos se reuniram... – Ri fraco. – E você?
- Amor, foram três sessões de fotos com tempo de eu ir de um lado da cidade para o outo. Tem laquê até no... – Ele gargalhou.
- Eu entendi! – Ele falou, passando a mão em minha perna e eu ri fraco, encostando a cabeça em seu ombro.
- Eu acho que vou dormir daqui a pouco, estou com tanta dor...
- Ainda? – Ele perguntou.
- Ainda, Chris, ainda! – Suspirei. – Nunca pensei que o pilates ia me matar tanto. – Ele riu fraco.
- Para você ver! – Ele disse rindo, entrelaçando nossos dedos. – Eu estava pensando...
- O quê? – Perguntei e ele colocou a mão livre, soltando um suspiro alto. – O que foi?
- A gente está junto há quase dois anos...
- Uhum! – Confirmei.
- Morando juntos há uns quatro meses, eu finalmente vendi a casa...
- Onde você está querendo chegar? – Abracei seu braço, soltando um suspiro. – Fazendo uma revisão da nossa vida? – Ele riu fraco.
- Bem, eu preferi deixar de lado os primeiros anos. – Ri fraco.
- Ah, nem vem, foi muito bom... – Ele riu fraco.
- Sim, isso é verdade! – Ele confirmou com a cabeça, me fazendo rir.
- Mas eu estava pensando, falando com o pessoal, e a gente vive falando que não quer casar, ter filhos, etc...
- Não vamos falar disso, amor, não precisa. Já conversamos disso. Estamos na mesma conexão. – Ele confirmou com a cabeça.
- Talvez não, ... – Virei o rosto para ele, franzindo a testa e ele tirou a mão no bolso, jogando algo em meu colo.
A caixa era branca, quadradinha, com um pano quase brilhante. Desencostei as costas da cama, olhando de Chris para a caixa e a caixa para Chris. Eu fiquei com receio de abrir, mas a curiosidade tomou conta de mim e eu abri a mesma, prendendo a respiração fortemente, levando uma mão à boca. O anel era a coisa mais linda que eu já havia visto na minha vida, e eu já havia visto várias coisas lindas. Ele tinha uma pedra roxa no meio, algumas rosas em volta e alguns diamantes, presos em um anel de ouro fosco, e eu só consegui suspirar.
- Talvez seja hora da gente saber o que muda quando duas pessoas se casam. – Ele falou e se ajoelhou na cama, se colocando em minha frente, pegando a caixinha da minha mão e eu me coloquei em sua frente, me ajoelhando. – Essa pedra é a tanzanita, as roxas e lilás são raras, e foi por isso que eu escolhi ela, diferente do diamante comum. – Ele tirou ela do suporte e colocou a caixinha na cama. – Porque você é extraordinária, . Você é a pessoa mais fantástica que eu conheci na minha vida. – Abri um pequeno sorriso, rindo fraco, sentindo meus olhos lacrimejarem. - Eu poderia marcar isso em um dos restaurantes mais caros de Los Angeles e do mundo, usar um terno maravilhoso, provavelmente escolhido por você, sapatos Oxford bem lustrados, te levar numa limusine... – Ri fraco. – Mas eu sei que esse é o lugar que você mais gosta na vida. – Engoli em seco, assentindo na cabeça. – Aqui é seu lar, de cabelo molhado, camisola, maquiagem mal tirada. – Ri fraco, passando a mão embaixo do rosto. – É brincadeira. – Dei um leve tapa em seus braços. – Eu te amo, . – Ele frisou meu sobrenome. – Eu amo você em cima do palco, eu amo você gargalhando em rede internacional, eu amo você ensaiando descalça, segurando seus sobrinhos no colo, reclamando das aulas de natação, tropeçando na entrada de casa, abraçando sua banda, como você ama qualquer pessoa, como você trata seus fãs... – Ele balançou a cabeça. – Eu tenho inveja de você, sabia? – Ri fraco, passando as mãos embaixo dos olhos. – Mas eu sei que eu não preciso, porque você está sempre comigo. – Ele falou e eu suspirei.
- Por favor, pergunte. – Ele riu fraco, esticando o anel em minha direção.
- ou Stone, você me daria a honra em se tornar minha esposa? – Minha voz não saiu, eu só consegui confirmar com a cabeça e erguer minha mão, que estava trêmula. – Sim? – Ele perguntou.
- Sim... – Minha voz saiu falha. – Sim! – Confirmei e ele colocou o anel em meu dedo, sentindo-o segurar minhas mãos.
- Eu vou fazer você a mulher mais feliz do mundo. – Ele disse e eu afirmei com a cabeça, passando meus braços pelos seus ombros.
- Você já faz! – Suspirei em seus ombros e ele segurou meu rosto, colando os lábios nos meus, apertando meu corpo, derrubando meu corpo para trás. – Ah! – Gritei, caindo para trás. – Ai! – Reclamei, colocando a mão na lateral do corpo, gargalhando em seguida.
- Você está bem? – Ele perguntou, se colocando em cima de mim, com os braços esticados.
- Eu estou muito bem. – Ergui as mãos para seu rosto. – Eu estou muito bem, para sempre. – Ele sorriu e eu acariciei seu rosto, suspirando. – Eu te amo.
- Eu te amo! – Ele repetiu e se jogou ao meu lado, me abraçando de lado, me fazendo suspirar.

- Eu não acredito que fiquei sabendo do seu noivado pelo Instagram! – Me assustei com o grito que Mack deu e, em seguida a porta do estúdio se bateu contra a parede, e eu arregalei os olhos.
- Chris conversou contigo pela manhã...
- E ela gritou pelas janelas do quarto momentos depois. – Emily falou e eu ri fraco, confirmando com a cabeça. – “Estou noiva”.
- Exatamente! – Ri fraco, balançando a cabeça.
- Alguns fãs que estavam visitando o complexo ficaram sabendo até antes que a gente. – Mike falou e eu ri.
- Eu queria ter visto. – Ele falou e eu estendi a mão para ele. – Eu já vi o anel, tá?! – Ele falou rindo, me puxando para um abraço. – Parabéns, ! Agora vai, hein?! – O pessoal gargalhou.
- Agora vai, Mack! Sem surpresas ruins antes da hora, ok?! – Falei e ele riu.
- Não, esse daí não tem segredos de você. – Ele sorriu e eu assenti com a cabeça.
- Vamos gravar, gente? – Jessica entrou no estúdio. – Já falamos da e do lindo anel dela com uma joia rara e tudo mais, agora vamos voltar aos trabalhos? – Ri fraco.
- Olha lá que ela não deixa você sair com o pai dela. – Louis falou e eu gargalhei.
- Ela não se atreveria. – Meu pai falou, entrando logo atrás de Jessica, me fazendo rir.
- Senhor Olavo, o senhor por aqui? – Louis perguntou e eu ri, balançando a cabeça.
- Ele vai ficar por aqui um pouco. – Pisquei para meu pai que riu fraco, se sentando em uma cadeira no fundo.
- Vamos, , Mack, Mike, todo mundo para as cabines, vamos gravar isso logo. – Brandon falou e eu tirei meu casaco, jogando-o no sofá do pequeno espaço, entrei na cabine e coloquei o fone, enquanto o resto do pessoal se dirigia para as outras seis. – Começando por todos, depois cada um na sua parte, todos no refrão. – Assenti com a cabeça. – Mike, quando quiser. – Respirei fundo, ouvindo o rifle da guitarra de Mike me ensurdecer um pouco.
- Hey! Hey! Hey! – Começamos todos juntos, me fazendo movimentar a cabeça. - Hey! Hey! Hey!
- Simmer down, simmer down, they say we're too young now, to amount to anything else. – Mack começou, com a voz um pouco abafada pelo microfone. - But look around, we work too damn hard for this just to give it up now. If you don't swim, you'll drown, but don't move, honey.
- She looks so perfect standing there, in my American Apparel underwear, and I know now, that I'm so down. – Mike, Louis, David e Jack entraram com Mack, me fazendo abrir um largo sorriso. - Your lipstick stain is a work of art, I've got your name tattooed in an arrow heart, and I know now, that I'm so down. – Movimentei a cabeça, sentindo os cabelos baterem no rosto.
- Hey! Hey! Hey! – Cantei com eles, com um largo sorriso no rosto.
- Let's get out, let's get out, cuz It's deadbeat town's only here just to keep us down, while I was out, I found myself alone just thinking. – Mike cantou sua parte sozinho.
- If I showed up with a plane ticket, and a shiny diamond ring with your name on it, would you wanna run away too? – Jack cantou com sua voz mais fina, me fazendo sorrir. - Cuz' all I really want is you.
- She looks so perfect standing there, in my American Apparel underwear, and I know now, that I'm so down. – Os meninos começaram de novo, me fazendo rir. - I made a mixtape straight out of '94, I've got your ripped skinny jeans lying on the floor, and I know now, that I'm so down. – Ri fraco. - Hey! Hey! Hey! – O ritmo ficou desacelerado, me aproximando do microfone.
- I look so perfect standing there, in your American Apparel underwear, and you know now, that you're so down. – Abri um pequeno sorriso. - My lipstick stain is a work of art, you got my name tattooed in an arrow heart, and you know now, that you're so down. – Afastei do microfone, ouvindo os rifles de Mike.
- Hey! Hey! Hey! – Continuei com eles. - She looks so perfect standing there, In my American Apparel underwear, and I know now, that I'm so down. Your lipstick stain is a work of art, I've got your name tattooed in an arrow heart, and I know now, that I'm so down. – A música terminou e eu me coloquei a rir.
- Ah lá! – Ouvi a voz de Brandon no fone.
- Desculpa, mas eles vivem escrevendo músicas para mim, e uma é sempre melhor que a anterior. – Falei, rindo.
- Mack até tem seu nome tatuado no corpo, só falta fazer uma flecha e um coração. – Emily falou no microfone e eu ri, balançando a cabeça.
- Não dá ideia que é capaz dele fazer. – Mike disse, me fazendo rir.
- Ainda tem espaço sobrando? – Perguntei.
- Engraçadinha! – Ri fraco, ajeitando o fone na orelha.
- Vamos de novo? – Perguntei.
- Vamos. – Brandon falou.

- Por que você estacionou aqui? – Chris perguntou e eu abri a porta do carro.
- Vem! – Falei, saindo da Eco e batendo a porta.
- , você tem noção que são três da manhã? – Ouvi sua porta bater e ele veio atrás de mim.
- Tenho sim. – Afirmei com a cabeça, e selecionei a chave correta, colocando na maçaneta do local, entrando no mesmo e colocando a senha, desativando o alarme.
- , eu to cansado, a gente acabou de chegar da balada, não tem ninguém acordado.
- A gente só ficou até essa hora porque você quis, porque por mim a gente já podia ter voltado para casa há muito tempo. – Tranquei novamente a porta, atravessando pela longa recepção, acendendo a luz quando cheguei ao final dela.
- Eu pensei que você queria ir. – Ele disse.
- Eu queria, mas é que eu... – Balancei a cabeça. – Vem que eu te mostro! – O chamei para perto e abri a pequena caixa ao lado da porta da sala de ensaios e coloquei uma senha, vendo-a ficar verde e a porta destravar, me fazendo empurrar a mesma e segurar para Chris.
- Eu não estou entendendo. – Ele falou e eu bati a mão nas luzes.
- Amor, você está namorando uma cantora, você sabe que ideias vem do nada e sem motivo, e é muito bom quando a gente lembra delas. – Larguei os saltos na porta e atravessei pela sala de ensaios, sentando no banco do piano e abrindo o mesmo, vendo os papéis que eu havia deixado mais cedo ainda organizados, peguei o lápis e escrevi rapidamente o que precisava no espaço em branco e respirei aliviada.
- Esse foi o motivo da correria? Uma linha? – Chris perguntou, se apoiando no piano e eu ri fraco.
- Sim, uma linha! – Abri um pequeno sorriso, rindo. – Eu te escrevi uma música.
- Mais uma? – Ele brincou e eu ri fraco.
- Mais uma! – Confirmei com a cabeça, começando a movimentar os dedos por entre as notas brancas e pretas. - It's just you and me, and there's no one around. Feel like I'm hanging by a thread, it's a long way down. – Comecei a tocar devagar, deixando que minha voz cansada saísse sem ecoar pelo local. - I've been trying to breathe, but I'm fighting for air. I'm at an all time low, with no place to go, but you're always there. – Olhei para Chris que tinha um pequeno sorriso no rosto. - When everything falls apart, and it seems like the world is crashing at my feet. – Suspirei. - You like me the best, when I'm a mess, when I'm my own worst enemy. – Chris assentiu com a cabeça, pressionando os lábios um no outro. - You make me feel beautiful, when I have nothing left to prove, and I can't imagine how I'd make it through. – Senti uma lágrima sozinha escorrer pela minha bochecha. - There's no me without you, no me without you, no, no. – Passei a mão rapidamente pela minha bochecha. - You hear what I say, when I don't say a word. You are my rising sun, you're the place I run, you know how it hurts... – Balancei a cabeça, emendando o refrão. - When everything falls apart, and it seems like the world is crashing at my feet. You like me the best... – Forcei a voz, quase falhando-a. - When I'm a mess, when I'm my own worst enemy. You make me feel beautiful, when I have nothing left to prove, and I can't imagine how I'd make it through. – Suspirei, forçando meus dedos nas notas mais fortes, forçando a voz junto. - There's no me without you, no me without you, there's no me without you, no me without you. – Suspirei forte. - And when you say "baby, it's gonna get better" I believe you, and I wish that somehow I could see me the way you do. With my imperfections, you think I'm perfect, when it's not easy, you make it worth it... – Levantei o rosto para Chris novamente, vendo-o com os olhos avermelhados e um sorriso tonto no rosto. - When everything falls apart, and it seems like the world is crashing at my feet. You like me the best, when I'm a mess, when I'm my own worst enemy. You make me feel beautiful, when I have nothing left to prove, and I can't imagine how I'd make it through. – Suspirei, desacelerando as mãos no piano, focando em duas notas somente. - There's no me without you, no me without you, no, no. No me without you, no me without you, no, no. – Respirei fundo, deixando minhas mãos caírem no colo novamente.
- Eu ia gostar que você se visse do jeito que eu te vejo. – Chris falou e eu sorri, esticando a mão em cima do piano e ele segurou a minha, sorrindo.
- Lindo, , mas obrigado por me acordar. – Olhei para o balcão metros acima de nós e Mack estava apoiado no mesmo com cara de sono.
- Ah, então você está aqui! – Falei e ele riu.
- Coloca a música no CD, eu vou dormir. – Ele falou, abanando a mão e entrou em uma das sete portas, me fazendo rir.
- Podemos pegar essa ideia e ficar por aqui hoje. – Falei, me levantando e ele me puxou em sua direção.
- É uma ótima ideia. – Ele disse, me abraçando pelas costas e eu comecei a andar, puxando Chris comigo e subi aos três lances de escada, segurando a mão de Chris e andei pelo segundo andar, passando pela sala bagunçada das crianças e abri a porta do meu quarto, indicando para Chris que entrasse e ele se jogou na cama de solteiro no canto do quarto.
- Isso é muita folga! – Falei e ele riu, me chamando para si e eu fechei a porta, me colocando em cima de seu corpo.
- Vocês que deveriam ter colocado camas de casal aqui, cabe. – Ele falou, me apertando em cima de seu corpo.
- Aqui é nosso lugar feliz, a gente escreve músicas, foge do mundo externo, é nosso canto. – Falei e ele riu. – Não é para sexo. – Ele gargalhou.
- Com esse cansaço, nem se eu quisesse. – Ele falou e eu ri, dando um pequeno beijo em seus lábios.

- A gente nunca consegue fazer uma reunião sem que vire bagunça. – Ouvi David falar, colocando as mãos no rosto e eu ri fraco, dando de ombros.
- Gente! – Gritei, batendo a mão na mesa de madeira. – É sério! A gente demora três horas para uma reunião de trinta minutos, temos mais o que fazer, álbum para gravar. – Falei suspirando.
- Fica quieto! – Jack falou para Mack e eu ri fraco.
- Chega? – Perguntei, vendo o pessoal se sentar novamente, olhar para mim. – Jessica?
- Estamos falando sobre o que mesmo? – Emily perguntou.
- Os pacotes de venda junto com o álbum. – Falei.
- Ah sim! – Emily falou. – E qual vai ser?
- A ideia para o maior pacote seria a versão deluxe com o CD que vem com aquele livro que vocês elaboraram com o significado de cada música. – Confirmei com a cabeça. – O CD em um pendrive estilizado com Fucking Stone de 32 gigas, já que tá todo mundo ouvindo música em pen drive e tudo mais, a blusa com a capa do CD, o vinil comemorativo, um caderno e uma caneta. – Confirmei com a cabeça.
- Esse seria o top? – Mike perguntou.
- Sim, aí a pessoa que quiser baratear pode montar o kit e será enviado para o mundo todo. – Afirmei com a cabeça.
- Beleza, acho que é isso! – Falei, dando de ombros.
- Tem também um jornalista argentino que está pedindo permissão para fazer uma autografia autorizada sobre sua vida, fazer entrevistas com você, banda e tudo mais. – Ri fraco.
- Não! – Balancei a cabeça. – Porque essa entrevista levaria mais uns treze anos. – Falei e eles riram. – Se quiser fazer uma não-autorizada, fica à vontade, mas se for para lançar uma biografia sobre mim, deixa comigo, porque eu sei de podres meus que você ficaria surpresa. – Eles riram, fazendo Jessica negar com a cabeça. – O quê? Eu sou formada em letras, sei escrever.
- O que mais? – David perguntou.
- Videoclipes. – Jessica falou e eu franzi a testa.
- A gente nem terminou de gravar o CD ainda, tem muita música entrando e saindo ainda. – Suspirei. – Pensei que com Show’em What You’re Made Of a gente excluía isso por um tempo.
- Mas você deve ter alguma ideia. – Suspirei, coçando a testa. – Pelo menos já livra isso e eu já peço para Malcon fazer o calendário, pensando em ideias, a gente tem muito tempo para gravar.
- Quatro? – Perguntei
- Ou cinco. – Ela deu de ombros. – A gente que banca mesmo. – Ri fraco.
- Além de Show’em, eu quero Confident, Going Nowhere, That’s My Girl e Drag me Down. – Falei, confirmando com a cabeça.
- Perfeito, galera! Podem ir para o estúdio, a gente se fala mais tarde. – Ela falou e eu ouvi as cadeiras se arrastando pela sala.

- O que sua mãe disse que era tão urgente? – Me apoiei em Chris, arrumando o salto que tinha saído do pé e voltei a andar ao seu lado.
- Sei lá! Ela só disse que era urgente. – Ele disse, entrelaçando os dedos nos meus.
- Por acaso é aniversário de algum dos seus sobrinhos? – Perguntei, franzindo a testa.
- Não, tá bem longe! – Ele disse, me fazendo rir.
- Isso só me faz pensar no meu pai e em Jessica, que disseram que viriam e nem para atender o telefone. – Suspirei, puxando a barra do vestido para baixo.
- Deixa eles, , tá parecendo criança atrás dos pais. – Ri fraco, balançando a cabeça.
- Não é isso, é que eles vieram com a gente para Boston e sumiram. – Ele riu fraco.
- Deixa eles aproveitarem. Vai dizer que não quer seu pai feliz? – Ele falou, tocando a campainha da casa da sua mãe e eu suspirei.
- Nunca pensei que o futuro do meu pai estivesse nas mãos da Jessica. – Falei e ele riu fraco.
- Entra! – Ouvimos um grito de entro da casa e Chris abriu a porta. – Surpresa! – Ouvimos o grito de várias pessoas conhecidas lá dentro, e alguns confetes foram jogados em nossa direção, me fazendo rir e abraçar Chris.
- O que é isso? – Perguntei, rindo.
- Sua festa de noivado! – Scott falou, me fazendo rir. – Bem, mais ou menos, é uma festa da família Evans em comemoração a vocês. Falta sua banda e mais um monte de gente, mas...
- Então é aqui que meu pai está! – Apontei para o mesmo que riu, acenando ao lado de Jessica, me fazendo balançar a cabeça.
- Entra, gente, vem! – Lisa falou e Chris entrou na frente, abraçando seu irmão e eu fechei a porta, sentindo-o me abraçar em seguida.
- Ai como eu sonhei com isso. – Scott falou, me fazendo rir.
- Você é um tonto, sabia? Vai fazer três anos que estamos juntos.
- Eu sei, mas é que foram dez anos de luta, esperança...
- Ele é tonto! – Chris falou, me fazendo rir e eu me aproximei de Lisa, abraçando a mais baixa apertada.
- Eu sempre esperei que você seria a pessoa que fosse fazer meu filho feliz, e eu acertei. – Ela falou, me fazendo sorrir. – Eu nem preciso dizer bem-vinda à família, porque você já faz parte dela há muito tempo, mas meus parabéns, minha querida! – Ela falou e eu beijei sua mão, sorrindo.
- O que temos aqui? – Perguntei, dando uma olhada na mesa.
- A gente fez comida japonesa, que eu sei que vocês gostam bastante. – Carly falou.
- A gente comprou, na verdade! – Meu pai falou, chegando perto de mim e eu balancei a cabeça.
- Exato, senhor Olavo tem razão. – Carly falou. – E temos alguns presentinhos, só uma lembrancinha, porque vocês têm tudo! – Balancei a cabeça.
- Ah gente, que isso. – Abracei meu pai de lado. – Obrigada, você sabia disso tudo? – Virei para meu pai e ele deu de ombros.
- Eu e Lisa conversamos que vocês precisavam de algo mais família. – Assenti com a cabeça, sorrindo.
- E não tem nenhuma reunião com patrocinadores em Boston, Jessica? – Ela piscou para mim, se colocando ao lado de meu pai.
- Tem sim, só que amanhã, ainda precisamos dessa grana. – O pessoal gargalhou, me fazendo balançar a cabeça.
- Quando vai começar a chamar Jessica de ‘mamãe’? – Scott perguntou e eu revirei os olhos.
- Oh Deus. – Falei, rindo.
- Se ela tiver sorte, nunca. – Jessica falou, erguendo os braços.
- Vamos fazer um brinde ao casal? – Lisa perguntou e Chris me entregou uma taça de champanhe e eu passei o braço pelos seus ombros, apertando-o em meu corpo. – Ao casal mais perfeito que eu já conheci, e que demorou, mas que finalmente estão dando um passo para o futuro eterno. – Abri um sorriso, erguendo a taça.
- À Chris e . – Scott gritou animado.
- À Chris e . – Eles falaram e eu virei um pequeno gole da minha taça, virando o rosto para Chris e colando meus lábios nos dele, ouvindo o pessoal gritar.

- Não, , não preciso de nada! – Falei para minha assistente enquanto eu andava pelo salão principal da gravadora.
- Tem certeza? Eu vou lá mesmo assim. – Ela falou, pegando sua bolsa e eu suspirei.
- Quer saber? Traz alguns pães doces, as crianças vão ficar até tarde na escola por causa de não sei o quê, capaz delas chegarem morrendo de fome. – Ela riu fraco.
- Beleza! – Ela falou.
- Pega o cartão corporativo com Henry, e faça a festa na About Pastries, ela tem uns doces brasileiros que matam minhas saudades do Brasil. Sabia que a dona é casada com um ator famoso também? – Ela franziu a testa rindo e eu empurrei a porta da sala de ensaios, entrando no mesmo, franzindo a testa quando encontrei Chris debruçado no piano. – Ei, o que está fazendo aqui? Virando músico, é?! – Joguei minha mochila na mesa perto da porta e andei em sua direção.
- Mais ou menos. – Ele riu fraco. – Mas não me subestime, aprendi a tocar piano quando era mais novo.
- Faz um tempinho. – Falei e ele riu fraco.
- Eu tenho um presente de casamento adiantado para você. – Ele falou e eu franzi a testa.
- A gente vai trocar presentes? – Perguntei e ele deu espaço para eu sentar ao seu lado.
- Bem, você fez Me Without You para mim. – Ele deu de ombros. – Eu fiz uma para você. – Ele separou a letra e a música. – Consegue tocar? – Ele perguntou.
- Toco o que você quiser. – Falei e ele assentiu com a cabeça, apontando para a partitura.
- Quando eu começar. – Ele disse.
- Ok! – Falei, ajeitando os dedos nas notas.
- I've never been the best at honesty, I've made more mistakes and I can't even count, but things are gonna be so different now. – Ele começou devagar e eu apertei as teclas fortes no piano. - You make me wanna turn it all around. – Abri um pequeno sorriso, batendo ombro com ombro. - I think of all the games that I have played, the unsuspected people that I've hurt. Deep inside I know I don't deserve, another chance to finally make it work. – Ri fraco, negando com a cabeça, suspirando. - But I'll try to never disappoint you, I'll try 'til I get it right. – Abri um largo sorriso, sentindo meus olhos embaçarem. - I've always been so reckless all of my life, but I'll try for you. – Ele apoiou a mão livre na minha perna, segurando o papel com a letra na outra. - I've been the best at letting people down, I've never been the kind of person you could trust. – Suspirei, lembrando dos anos que a gente brigava por besteira. - But if you give me half a chance I'll show, how much I can fix myself for you. – Neguei com a cabeça, suspirando. - And I'll try to never disappoint you, I'll try 'til I get it right.
- I've always been so reckless all of my life, but I'll try for you. – Entrei com ele, vendo-o se assustar comigo e eu abri um sorriso, forçando as mãos no piano.
- This time I won't make up excuses, cause I don't wanna lose you. Don't give up on me and I'll prove it I can do this. – Parei as mãos rapidamente, apertando-as fortemente em seguida.
- And I'll try to never disappoint you, I'll try 'til I get it right. – Voltei a cantar com ele, acompanhando a letra em sua mão. - I've always been so reckless all of my life, but I'll try for you. – Suspirei. – I’ll try for you...
- Never been the best at honesty, you know that you can never count on me. If you give me half chance I'll show, there's nothing that I wouldn't do for you. – Suspirei, sentindo meu corpo arrepiar.
- I've always been so reckless all of my life, but I'll try for you. – Ele finalizou e eu abaixei as mãos, suspirando.
- Primeiro. – Falei. – Você precisa parar de escrever músicas e parar de ter essa voz fofa, senão eu vou te colocar no palco. – Ele riu fraco. – E segundo, apesar da gente ter brigado muito lá atrás... – Ele riu fraco. – A gente sempre deu certo, de uma forma ou outra, você não precisa prometer nada para mim, porque a gente é para ser... – Dei de ombros. – Ninguém vai conseguir separar a gente. – Ele sorriu, colando os lábios nos meus e eu o puxei pelo pescoço, suspirando. – E, por favor, tem como gravar essa para mim? – Perguntei sorrindo.
- O quê? – Ele perguntou.
- Gravar essa música para o CD, você já fugiu da outra, mas essa eu quero, sua voz tá boa, alguns exercícios vocais vão excluir algumas desafinadas. – Ele riu fraco.
- Não, , que isso, deixa só a banda, vocês são ótimos.
- Ah Chris, para de graça, a Melanie tem voz nesse álbum, o pessoal iria adorar uma música cantada por Chris Evans. – Mexi as mãos e ele riu.
- Tonta! – Ri fraco. – Eu topo, mas você vai realmente me dar algumas aulas e vai cantar comigo. – Balancei a cabeça, sorrindo.
- Pode ser, mas Brandon foi quem começou minhas aulas vocais e o pessoal da outra gravadora, então eles entendem mais da técnica. – Ele riu, me abraçando de lado.
- Parece que ficar perto de você e do pessoal afeta a inspiração. – Dei de ombros.
- Pode te fazer aprender algumas coisas, mas a música vem do sentimento. – Coloquei a mão em seu peito. – Ela simplesmente surge na cabeça e a gente não sabe de onde veio. – Ele sorriu, assentindo com a cabeça.

- , vamos! – Alguém gritou e eu abanei.
- Espera aí! – Falei.
- , você sabe que falta só isso para fechar o álbum e mandar para a produção, não é? – Ergui o rosto para Jessica que me encarava com a mão na cintura.
- Eu sei, mas é que hoje é aniversário do Chris, a gente está aqui desde cedo, eu ainda não o vi acordado e são quase seis da tarde, eu pretendia jantar com ele. – Falei, suspirando.
- Estamos acabando. – Jessica falou.
- Mas porque você não tira os olhos desse celular? Faz um bom tempo que você está assim. – Mack falou e eu suspirei.
- To escolhendo uma foto para postar de aniversário dele. – Falei rindo.
- Por que você não pega de algum evento? – Emily falou.
- Não, eventos todo mundo já vê, quero uma foto que ninguém viu. – Suspirei.
- Ai, dá aí! – Louis tirou o celular da minha mão e começou a fuçar no meu e eu suspirei. – Toma! – Ele me entregou de volta.
- Do dia que ele me pediu em casamento? – Louis deu de ombros e eu observei a foto minha deitada de bruços na cama, olhando o anel com Chris deitado em minhas costas.
- Está bonita! – Ele falou e eu sorri, digitando uma parte da letra de It Was Always You com uma frase de parabéns, marquei Chris e coloquei diversos corações e postei no Instagram, já vendo algumas notificações começarem a aparecer e eu ri fraco.
- Podemos focar aqui? – Jessica falou.
- Dezoito músicas, a sessão de fotos vai ser depois do meu aniversário, algo mais?
- A ordem. – Ela falou e eu suspirei.
- Ah, faz um sorteio aí e é isso aí! – Falei, rindo.
- Eu cuido disso. – Brandon falou. – Vai lá com o Chris, acho que ele já chegou de sei lá onde. – Ele falou e eu me levantei, puxando minha bolsa.
- Ele foi almoçar com os amigos dele, me mandou mensagem. – Falei rindo, saindo correndo do estúdio. – Tchau! – Gritei, batendo a porta em seguida, deslizando pelo chão de madeira da gravadora.
- ... – Minha xará me chamou.
- Agora não, me manda mensagem, depois eu respondo! – A ouvi rir e saí correndo da gravadora, correndo pela calçada que beirava a gravadora, desviando dos carros estacionados no local.
Passei pelo longo prédio da gravadora e atravessei a rua, encontrando as crianças correndo pela rua em frente as casas, observei nossos nomes em frente as portas para não entrar na casa errada novamente e conferi se o carro dele estava atravessado do outro lado da rua, empurrei a porta de casa, ouvindo os dois cachorros latirem e pularem em cima de mim.
- Chris? – Gritei, olhando rapidamente na cozinha à esquerda e na sala à direita e subi os dois lances de escada.
- Eu! – Ele apareceu na porta do quarto e eu pulei em seu colo, passando os braços em seus ombros.
- Feliz aniversário! – Falei gargalhando.
- Opa! – Ele disse, segurando em minhas coxas.
- Desculpa pela demora, a gente tá finalizando o álbum, tá uma loucura e...
- ! – Ele me cortou, me colocando no chão novamente. – Está tudo bem, eu sabia! Você não precisa se preocupar. – Ele falou e eu sorri, apertando meus lábios nos dele.
- A gente vai sair para comemorar, certo? – Perguntei e ele riu.
- Podemos. – Ele riu fraco.
- Vou tomar banho, ficar bem linda para você e já volto. – Estalei um beijo em seus lábios.
- Posso escolher sua roupa? – Ele perguntou e eu franzi a testa.
- Você pode escolher minha lingerie, se quiser. – Dei de ombros e ele riu.
- É a única parte que eu entendo mesmo. – Ele falou e eu entrei no quarto, sentindo-o me apertar pela cintura. – Acho que posso abandonar o jantar e aproveitar o banho contigo.
- Não, senhor, eu não vejo comida desde as dez da manhã, eu preciso de alguma coisa, nem se for delivery. – Falei, empurrando-o de mim e ele riu.
- Vou pedir um McDonalds. – Ele disse e eu suspirei.
- Você não é nada romântico, Evans. – Ele riu fraco e dei de ombros.

Soltei um suspiro e virei para o lado, sentindo minha mão bater no espaço vazio e abri um olho, gemendo ao notar que Chris já não estava na cama. Me sentei na mesma e suspirei, onde ele havia se metido? É meu aniversário. Joguei a coberta para o lado e caminhei até o closet, pegando uma calcinha limpa, joguei um vestido solto por cima e cacei as roupas da noite anterior que estavam jogadas pelo chão e joguei tudo no cesto.
Peguei meu celular e conferi as notificações. Olhei o Twitter e abri um largo sorriso quando vi que tinha marcação de Chris para mim. “Feliz aniversário para a mulher da minha vida. Trinta é um número importante e assustador, mas eu sempre estarei contigo”, junto de uma foto nossa lá de 2005 na première de Quarteto Fantástico, me fazendo rir. Desci as escadas de casa e estranhei o silêncio do local.
- Grape? Dodger? – Franzi a testa, calcei o chinelo ao lado da porta e abri a mesma, o tempo lá fora estava nublado e uma fina chuva caía no pátio sem nenhum carro. – Gente? – Gritei, virando o rosto para o lado e saí pela chuva, caminhando em direção a porta principal da gravadora, abrindo a mesma.
Mas caramba! Cadê os carros dessa casa? Hoje era segunda, certo? Vamos trabalhar, galera! Empurrei a porta de vidro da gravadora e gritei novamente. Dessa vez o eco respondeu, me fazendo suspirar.
- Henry? Brandon? – Gritei. – Malcon? – Suspirei, andando pela recepção. – Vou demitir todo mundo, hein?! – Fiz uma ameaça falsa e suspirei. – Como se isso fosse adiantar alguma coisa. – Ri comigo mesma e segui para a porta da sala de ensaios, colocando minha senha na mesma, ela destravou e eu a empurrei.
- Parabéns para você... – Encontrei toda a gangue reunida, me fazendo rir. – Nessa data querida! – Eles continuaram e notei os grandes balões representando o número 30 no fundo da sala. – Muitas felicidades, muitos anos de vida! – Balancei a cabeça, rindo fraco. – Parabéns para você...
Todo mundo estava lá, todos que deveriam estar trabalhando, ou dormindo as oito da manhã de uma segunda feira. As crianças que deveriam estar na escola ou na faculdade, todos estavam lá. Chris foi o primeiro a se aproximar de mim quando eles terminaram de cantar, com um buquê de flores, me fazendo sorrir.
- Eu espero que seus trinta anos sejam mais extraordinários do que sua vida inteira. Que você não precise surtar por causa de um número, porque é só um número. – Ele deu de ombros e me entregou as flores. – E para você, vocês... – Ele riu fraco. – Quanto maior, sempre foi melhor. – Ele sorriu e eu assenti com a cabeça, sentindo-o me abraçar pela cintura e colar os lábios nos meus.
- Obrigada! – Falei sorrindo. – Eu já vi a maioria de vocês passar pelos trinta anos, quarenta, cinquenta, sessenta, e sei que se vocês estão comigo, tudo é possível. Eu posso ser um pouco depressiva por causa disso de vez em quando, mas eu sei que eu estou no meu melhor momento. – Abri um sorriso, passando o braço nas costas de Chris. – Passamos por diversas situações, mas, no final, o que mais importa, são as pessoas que estão comigo. – Olhei para Chris. – Então, obrigada! – Sorri. – Esse ano vamos lançar mais um álbum, vamos limpar todos os prêmios... – O pessoal riu. – E vamos continuar fazendo isso por mais muitos anos. – Sorri. – Obrigada! – O pessoal aplaudiu, me fazendo rir.
- Nós compramos bolos, vários doces, pães, queijos, tudo para comemorar essa manhã com você. – Chris cochichou em meu ouvido e eu estralei um beijo em sua bochecha.
- Obrigada! – Assenti com a cabeça. – Achei que vocês planejavam alguma coisa assim que acordei. – Ele riu fraco. – Afinal, onde estão os carros? – Perguntei.
- Lá atrás, tá uma zona, quase batemos todos os carros. – Ri fraco, colocando a mão na testa.
- Vocês são loucos. – Falei e ele riu.
- Posso abraçar minha filha? – Arregalei os olhos quando vi meu pai.
- Mora aqui agora, é?! – Jessica deu uma risada fraca e eu balancei a cabeça rindo.
- Minha culpa. – Ela falou e eu abracei meu pai fortemente.
- Feliz aniversário, minha querida. – Ele me apertou. – Que seu mundo seja cada vez mais incrível e sua vida cada vez mais fascinante. – Sorri e ele beijou minha bochecha.
- A sua também pai. – Ele sorriu e eu segurei a mão de Jessica também. – Sabe, eu e o Chris somos a prova de que nunca é tarde para dar uma chance ao amor. – Ele riu fraco e abraçou Jessica de lado.
- Obrigada, querida. Você sabe que eu nunca quero que me chame de mãe, mas...
- Nunca te chamei de mãe, não vai ser agora que vou começar, Jessica. – Ela riu fraco, dando um beijo em minha bochecha.
- Feliz aniversário, minha querida. – Ela falou e eu sorri.
- Tia ! – Olhei para baixo, vendo a pequena Linda apoiada em minhas pernas.
- Ó, minha pequena! – Peguei a pequena de três anos em meu colo, puxando-a para cima.
- Parabéns! – Ela falou e deu um beijo molhado em meu rosto, me fazendo rir.
- Obrigada, minha querida! – Falei rindo, colocando-a no chão novamente.
- ! – As trigêmeas apareceram e eu ri fraco, abraçando as três junto. – Feliz aniversário!
- Obrigada, suas lindas! – Sorri.
- Vamos, abre espaço para os amigos. – Jack falou, me fazendo rir.

- Oh não! – Falei rindo, desviando o rosto de Malcon.
- Vai, , séria! – Respirei fundo, abaixando o rosto devagar, desviando o olhar da vista do alto de Los Angeles. – Pronto! – Ele falou e eu virei o corpo, jogando os cabelos para trás e andando em sua direção, para olhar a foto na câmera. – Tá bonita, . – Ele disse e eu ri fraco.
- Tá bonita! – Falei, sorrindo, me desviando dos fios espalhados pela cobertura alugada.
- Senta aí na beira da piscina! – Malcon falou e eu cacei um lugar que não estava molhado e me sentei na beirada, apoiando as mãos na lateral e eu sorri. – Vai, algo mais descontraído, um sorriso mais criança! – Ele falou, me fazendo rir e fechei os olhos quando senti um espirro de água em minhas costas, me fazendo gargalhar.
- Ei! – Falei.
- A culpa não é minha. – Malcon falou, indicando com a cabeça para trás e eu virei, vendo Chris parado na lateral da piscina.
- Ei! – Falei, me levantando e ele riu, se aproximando de mim. – O que você está fazendo aqui?
- Estava resolvendo umas coisas por aí, mandei mensagem para Jessica e ela disse que vocês estavam aqui. – Ele passou os braços em minha cintura e eu o abracei, sorrindo. – O que está fazendo? – Ele perguntou, acenando para Malcon.
- Sessão de fotos do álbum novo. – Dei uma volta no corpo. – O que acha?
- Você está linda! – Ele falou e eu sorri, dando um beijo em sua bochecha. – Preto?
- Preto rejuvenesce! – Robb gritou e eu ri fraco, balançando a cabeça.
- Ele está...
- Sim, ele está me chamando de velha! – Balancei a cabeça, suspirando.
- Cadê o pessoal? – Ele perguntou.
- A gente já tirou as fotos em grupos, aí você sabe, não é?! Ficar segurando sete pessoas, diversos relacionamentos, filhos e sobrinhos, não é fácil! – Ele riu fraco, balançando a cabeça.
- Eu vou deixar você trabalhar, te espero lá dentro. – Assenti com a cabeça.
- Isso, sai da minha cena! – Malcon falou, pegando a câmera novamente e eu ri fraco. – Apesar que eu já tenho a foto que vou usar para a capa. – Ele falou, e eu franzi a testa.
- Qual? – Perguntei.
- A quando ele jogou água em você. Você abriu um sorriso muito lindo. – Ele falou e eu sorri, assentindo com a cabeça.
- Vai, tira só mais algumas, só para valer a pena o aluguel daqui. – Sentei na beirada da piscina novamente, vendo-o rir.
- Eu gosto de como ele faz você se sentir, sabia? – Abri um pequeno sorriso, virando para trás, vendo-o andar pela sala da casa, me fazendo rir.
- Eu também! – Suspirei. – E é por isso que vamos casar! – Falei animada e ele riu.

- Ei, pequeno, volta aqui! – Puxei Andrew pelo pé que deslizou pelo tapete fofo rindo e eu o peguei no colo. – É engraçado, é?! – Falei e ele riu para mim, me fazendo balançar a cabeça. – Seu bobo! – O coloquei sentado perto dos brinquedos novamente rindo.
- Crianças! – Natalie falou e eu olhei para ela.
- Ei, você é uma criança ainda, e já foi desse tamanho aqui. – Apontei para Andrew que colocava os brinquedos na boca. – Para, menino! – Falei com a voz fina que o fez gargalhar de novo.
- Eu sei, mamãe mostrou as fotos e vídeos. – Ela cruzou os braços e eu ri fraco.
- Ei, o que foi? – Falei, batendo a mão ao meu lado e ela se sentou, suspirando.
- Garotos! – Ela deu de ombros.
- O quê? – Perguntei, vendo Linda brincar ao lado de Andrew.
- Eles são malvados. – Ri fraco. – Como as pessoas conseguem casar com eles? – Passei a mão em seus cabelos cacheados.
- Ah, minha querida. – Suspirei. – Eles mudam e você vai gostar deles um dia. – Ela suspirou.
- A Maggie não gosta. – Ri fraco.
- Não tem problema não gostar. – Balancei a cabeça. – Cada um gosta de quem quiser e faz o que quiser.
- Mamãe não deixa eu fazer o que eu quero. – Ri fraco.
- Porque existem coisas que com dez anos ninguém pode fazer. – Ela franziu os lábios. – E nem decidir sozinha.
- Por que não? – Ela perguntou.
- Tem coisas que se você fizer com dez anos, você pode se arrepender e não vai poder voltar atrás. – Ela deu de ombros. – Mas quando você for mais velha, vai fazer suas próprias escolhas e nem sua mãe vai poder negar isso a você. – Ela confirmou com a cabeça, suspirando.
- Vai brincar com suas irmãs, querida. – Virgínia apareceu e Natalie saiu correndo pela sala de ensaios e a mais velha sentou ao meu lado. – Natalie veio com aquele papo difícil novamente? – Ri fraco.
- Que isso, Giny, ela está com dúvidas, e isso é normal. – Suspirei.
- É tão difícil, . – Ela falou e eu assenti com a cabeça.
- Eu sei. – Segurei sua mão. – Mas é o que eu falei para ela, decidir alguma coisa agora, é muito difícil, mas tem coisas que a gente não consegue decidir tão jovem.
- Você sabe do que eu estou falando, certo? – Virginia perguntou.
- Sei, sim. – Suspirei. – David me contou que Natalie está demonstrando sinais de gostar de garotas e Maggie dúvidas sobre gênero. – Ela balançou a cabeça.
- Eu não sei o que fazer. – Ela suspirou.
- Virgínia, você é uma advogada super renomada, já pegou casos fantásticos. Se Maggie se descobrir homem e Natalie for lésbica... O que você vai poder fazer? – Perguntei a ela.
- Não tem o que eu fazer. – Assenti com a cabeça.
- Não! – Ri fraco. – A gente vai apoiar elas da mesma forma que fizemos nos últimos dez anos, lidar com as consequências e amá-las do mesmo jeito. – Ela suspirou, abrindo um pequeno sorriso. – Mas calma! Já falei para David procurar um psicólogo para saber lidar melhor com isso, para a gente aprender a lidar melhor com isso. – Ela assentiu com a cabeça. – Principalmente com Maggie. A gente precisa saber lidar com isso. – Ela suspirou.
- Eu só não sei como agir com isso. – Ela falou.
- Sobre Maggie, nem eu sei. – Fui sincera. – Mas sobre Natalie você pode conversar com Jack, ele se descobriu aos doze anos, se não me engano. – Ela assentiu com a cabeça.
- Vou falar com ele. – Ela sorriu. – E você?
- O quê? – Perguntei.
- Quando vem seus bebês? – Ri fraco.
- Calma, eu e Chris nunca pensamos nisso, agora que as coisas estão andando, então vamos devagar. – Falei e ela riu, assentindo com a cabeça.
- Bem, você fica de olho nelas? Vou ver o que David quer. – Assenti com a cabeça.
- Vai lá, hoje é meu dia de ficar de babá, daqui a pouco Chris chega. – Ela assentiu com a cabeça.
- Obrigada! – Ela se levantou. – E Gemma, quando volta do Brasil? – Ela perguntou.
- Não sei ainda, mas acho que só no fim do ano, ela ficou as férias de meio de ano lá que é só um mês, acho que ela vem para o fim do ano. – Ela assentiu com a cabeça.
- Nem Jack conseguiu segurar ela aqui. – Ri fraco.
- Você sabe como é! – Ela riu fraco, balançando a cabeça.

- Está pronta? – Jessica perguntou baixo e eu afirmei com a cabeça, com um pequeno sorriso no rosto.
- Sempre! – Suspirei. – A Times Square é minha. – Suspirei. – E eles estão com saudades. – Ela riu fraco, confirmando com a cabeça.
- Bom show! – Ela falou e eu me virei no palco fechado, vendo todos prontos, fazendo sinais positivos para Jessica e eu conferi no meu relógio, dois para as oito.
- Sabe se Chris chegou? – Cochichei para ela.
- Chegou, ele vai acompanhar lá de dentro. – Concordei, suspirando e apoiei o microfone no pedestal, respirando fundo.
- Quando quiser, ! – Ouvi David no ponto e virei o rosto, confirmando com a cabeça.
- Vamos arrasar, pessoal! – Falei, suspirando, empunhando o microfone. – Vamos lá, Nova York! – Gritei e eles gritaram comigo. – Estão prontos para conhecer o nosso reflexo? – Perguntei e eles gritaram. – Essa é para vocês. – Gritei, fechando os olhos e batuquei com os dedos.
Henry e mais alguns amigos dele ergueram os instrumentos de sopros e colocaram para tocar, fazendo meu corpo inteiro se arrepiar e as luzes de cima me cegarem, fazendo com que eu respirasse fundo e sorrisse.
- Are you ready? – Gritei, respirando fundo e as cortinas caíram no chão, causando comoção na Times Square lotada. - It’s time for me to take it, I’m the boss right now. Not gonna fake it, not when you go down,’cuz this is my game, and you better come to play. – Andei alguns passos para frente, chutando o resto da cortina que não caiu no chão. - I used to hold my freak back, now I’m letting go. I make my own choice, bitch, I run the show. So leave the lights on, no, you can’t make me behave.
- Ah há! – Jack e Emily entraram ao meu lado. - So you say I’m complicated, that I must be out my mind. – Comecei a estalar os dedos, movimentando os quadris lado a lado. - But you’ve had me underrated, rated, rated, rated. – Ergui as mãos, ouvindo os estalos continuando. - What’s wrong with being, what’s wrong with being, what’s wrong with being confident? Ah ha. – Continuei estalando os dedos, vendo os fãs cantando junto. - What’s wrong with being, what’s wrong with being, what’s wrong with being confident? Ah ha. – Abri um sorriso. - It’s time to get the chains out, is your tongue tied up? Cause this is my ground, and I’m dangerous and you can get off, but it’s all about me tonight, tonight, ha. – Andei alguns passos pela passarela colocada na Times Square. - So you say I’m complicated, that I must be out my mind. But you’ve had me underrated, rated, rated, rated. – Ergui as mãos.
- What’s wrong with being, what’s wrong with being, what’s wrong with being confident? Ah ha. What’s wrong with being, what’s wrong with being, what’s wrong with being confident? Ah ha. – Ergui as mãos, pedindo para os fãs cantarem enquanto eu andava em direção a eles.
- So you say I’m complicated... – Cantei baixo, colando o microfone na boca. - But you’ve had me underrated... – Cantei alto. – Yeah! – Os fogos estouraram acima da minha cabeça, iluminando a noite em Nova York e eu joguei os cabelos para frente. - What’s wrong with being, what’s wrong with being, what’s wrong with being confident? Ah ha. What’s wrong with being, what’s wrong with being, what’s wrong with being confident? – Gritei no final, abaixando o microfone forte.
- Vamos lá, Nova York! – Mike gritou, se aproximando de mim com o microfone na mão. – Essa é a chefe agora e muita coisa mudou. – Ri fraco, balançando a cabeça.
- O que não mudou é que vocês ainda precisam dançar! – Gritei e eles responderam. – E os meninos também, certo? – Mike riu, balançando a cabeça.
- Vamos lá, pessoal! – Ele gritou. – Mãos para cima, vamos dar as boas-vindas à Stone e sua clássica banda. – Ele voltou para seu posto e eu virei de costas, apontando para David, que soltou o ritmo mixado da próxima música.
- First off, give a girl some credit. I’m gonna keep on loving you, cause you be the realest, all day and all night, and that’s how you stay by my side. – Emily começou a cantar, dando alguns passos em minha direção e eu a chamei com a mão.
- I don’t always do the right thing, it doesn’t matter, ‘cause nobody’s perfect here, no. If you’re leaving, I can’t make you stay. – Jack entrou, seguindo em minha direção também e eu sorri, começando a mexer meus quadris com eles no ritmo da música.
- Where you going, where you tryna go? Where you going, where you tryna go? Baby, baby. – Virei de frente para o público novamente, com Jack e Emily ao meu lado, cantando comigo. - Where you going, where you tryna go? Where you going, where you tryna go? Baby. – Movimentei a mão livre. - Sit yourself down, cause you know you’re gonna stay. – Abaixamos os quadris juntos, levando a mão livre para frente, subindo novamente de um lado e do outro. - Boy, you better listen to the words I say, you ain’t going nowhere, you ain’t going nowhere. – Movimentamos as mãos em ritmo, fazendo a coreografia sincronizada. - Boy, you better act like you got some sense, cause you got a dime and that’s money well spent. You ain’t going nowhere, you ain’t going nowhere. – Movimentei as mãos em negação, mexendo os quadris.
- We’ll be here all day, if you start pointing fingers my way. I just wished you love me, love me, baby. If you can do that then I’ll do the same, yeah. – Cantei sozinha, virando de lado, remexendo os quadris. - We can make it work, baby, we’d be crazy if we don’t try. Love and hate is such a thin line. – Suspirei, movimentando o corpo novamente com Emily e Jack. - Where you going, where you tryna go? Where you going, where you tryna go? Baby, baby. Where you going, where you tryna go? Where you going, where you tryna go? Baby. – Cantamos juntos, respirando fundo. - Sit yourself down, cause you know you’re gonna stay. – Repetimos o gesto juntos, e eu comecei a sentir o suor em meu rosto, me fazendo passar a mão na testa. - Boy, you better listen to the words I say, you ain’t going nowhere, you ain’t going nowhere. – Movimentei o corpo lado a lado. - Boy, you better act like you got some sense, cause you got a dime and that’s money well spent. You ain’t going nowhere, you ain’t going nowhere.
- If you’re waiting for me, you’re gonna be waiting all night. – Jack começou a cantar sozinho, dando alguns passos para frente. - If you’re gonna play games, you’re gonna lose, you’ll be sorry if you say goodbye.
- Yeah, I still want you, but I don’t need you, you should be happy. I’m still here for you, I don’t have to be... – Emily cantou com ele.
- You must be blind if you can’t see. – Cantei forte, dando dois passos para frente. - Where you going, where you tryna go? Where you going, where you tryna go? Baby, baby. Where you going, where you tryna go? Where you going, where you tryna go? Baby. – Forcei a voz, abaixando o microfone rapidamente. - Sit yourself down, cause you know you’re gonna stay. – Continuamos nos passos de dança, vendo alguns fãs mais de perto dançando junto. - Boy, you better listen to the words I say, you ain’t going nowhere, you ain’t going nowhere. – Movimentei as mãos, sentindo meus pés apertarem dentro da bota. - Boy, you better act like you got some sense, cause you got a dime and that’s money well spent. You ain’t going nowhere, you ain’t going nowhere. – Suspirei, movimentando as mãos. - Sit yourself down, cause you know you’re gonna stay. – Repeti, andando para a ponta do palco. - Boy, you better listen to the words I say, you ain’t going nowhere, you ain’t going nowhere. – Suspirei. - Boy, you better act like you got some sense, cause you got a dime and that’s money well spent. You ain’t going nowhere...
- You ain’t going nowhere... – Finalizei, respirando fundo, ouvindo os fãs gritarem.

- , qual é o significado desse CD novo? – Suspirei, me aproximando do microfone.
- Bem, acho que não tem um significado exato. – Ri fraco. – Acho que essa é a prova do que fazemos de melhor, sabe? Músicas agitadas, rápidas, um pouco de rock, muita coisa dançante, tem de tudo um pouco. – Dei de ombros e os jornalistas riram.
- É por isso que o álbum chama Reflection, seria uma reflexão do que vocês são? – Pensei um pouco.
- Acho que sim. – Ri fraco. – Foram cinco CDs, muita coisa certa, algumas coisas erradas, então a gente pegou toda a parte certa e colocou dentro de um CD.
- Há boatos que algumas músicas deveriam ter saído no Total Stranger...
- Sim, exatamente. – Ri fraco. – Quando a gente produziu o Total Stranger, o foco era deixar alguns sentimentos para trás e focar nos melhores que a gente tem, e teve muita música. – Ri fraco. – Algumas estão nesse CD, e acrescentamos outros. – Assenti com a cabeça.
- Temos duas músicas produzidas por Chris Evans, ele seria uma nova parte da família Stone? – Ri fraco.
- Essa resposta só pode ser dita com um sim. – Sorri. – Em 2014 eu e Chris decidimos finalmente ficar juntos, e no começo do ano a gente decidiu morar junto e agora decidimos casar, então ele já faz parte da família Stone e ter uma letra escrita completamente por ele e outro co-escrita, é incrível, sabe? – Ri fraco. – A música toca todos nós de diversas maneiras. – Sorri. – Melanie, filha de Mack tem participado de ensaios e gravações com a gente, as meninas de David estão começando a se interessar por música, a gente vai tocando cada um de um jeito. – Sorri.
- E vocês já sabem sobre o casamento? – Ri fraco.
- Ironicamente, não. – Suspirei. – Por causa da produção do CD novo, as coisas ficaram meio corridas, ainda mais na própria gravadora que a gente precisa fazer tudo e ficar atento a tudo, se não as coisas não saem. Mas a gente está empolgado, até o fim do ano vai rolar. – Abri um sorriso.
- Como gravadora, como produtora, vocês já pensaram em contratar outros artistas? – Fiz uma careta, fazendo eles rirem.
- Na verdade a gente nunca falou sobre isso, mas é o que se espera de uma gravadora, certo? – Dei de ombros. – Nós decidimos desacelerar as coisas da família Stone nesse novo CD, as turnês serão mais demoradas, os videoclipes também, tudo pelo quesito família, mas você sabe, para um ficar entediado e decidir produzir outros artistas, é rapidinho, a gente está sempre disponível.
- Falando agora da gravadora, vocês já fazem visitas no complexo, o que é fascinante. Vocês abrem portas para os fãs conhecerem esse espaço fascinante que vocês criaram, mas tem novidades por aí? – Ri fraco.
- Sim! – Falei animada. – Até o fim do ano nós iremos abrir uma sala de exposição para todos os nossos looks ao longo desses 13 anos, os fãs vão poder tirar fotos, até comprar réplicas dos nossos looks mais famosos e, até o meio do ano que vem, iremos apresentar o Air Stone, nosso avião que ficará exposto em nosso complexo, quando não estiver em uso. – Abri um sorriso. - Também queremos que os fãs possam criar suas próprias camisetas e colocá-las em nosso hall para vendas da Orbe. Além disso, pretendemos abrir uma loja em cada continente. – Assenti com a cabeça.
- Bem, então vocês não param mesmo? – Ri fraco.
- A gente até pode estar calmo, mas parado a gente nunca está. – Ri fraco, balançando a cabeça.

- Os anos se passaram, vocês estão juntos ainda, moram juntos, trabalham juntos, são padrinhos e madrinhas dos filhos dos outros, vocês brigam por acaso? – Fallon brincou e eu ri.
- Pouco! – Falei rindo.
- Não sei, a gente nunca brigou, na verdade. – David falou. – Sempre foram discussões bobas que acabavam em risadas.
- Sei lá, acho que a gente é o problema é que a gente deu muito certo, sabe? – Louis falou. – Cada um tem sua personalidade e a gente aprendeu a conviver com isso.
- É, acho que é o que Louis falou, tudo começou na base do respeito e as coisas deram certo. – Mack falou, me fazendo rir.
- E, atualmente, todos vocês estão em relacionamento?
- Quase todos! – Jack falou, me fazendo rir.
- Acho que só falta Jack encontrar o príncipe da vida dele. – Alguns fãs da plateia gritaram, me fazendo rir.
- está noiva já, disse que queria casar esse ano e Mack...
- Pensando. - O tatuado falou, me fazendo rir.
- Não vamos exigir muito, Jimmy, eles estão conseguindo morar juntos, o que é um grande avanço. – Emily falou, me fazendo rir.
- E ainda, apesar de vocês juntos, sua irmã, Jack, foi para o Brasil?
- Sim, ela foi para o Brasil ficar com o ex-meio irmão da . – Jack falou, me fazendo rir.
- Mas vocês ainda têm contato?
- Bastante! – Falei, rindo. – Ele é uma parte boa da minha vida, apesar de tudo, eu gosto de tê-lo perto.
- Nossa, se a gente ficar falando de todas as suas conexões, a gente fica aqui a noite inteira. – O público gritou, me fazendo rir. – Vocês cantam mais uma para gente antes do intervalo? Depois tentaremos fazer a árvore genealógica da família Stone. – Ri fraco, me levantando.
- Vamos lá! – Me levantei animada, ajeitando a barra do short, peguei o microfone e andei em linha reta. – A próxima música é Better When I’m Dancing, escrita pelo nosso Louis. – Falei sorrindo e ele piscou para mim, enquanto se ajeitava no banco da bateria.
- Vamos com a gente, coloquem as mãos para o alto e batam no ritmo. – Louis falou, começando a bater e Mike deu um passo para frente, tocando seu violão bem leve.
- Hm, hey! – Cantei baixo, empunhando o microfone. - Don't think about it, just move your body. Listen to the music, sing, oh, ey, oh. – Comecei cantando baixo. - Just move those left feet, go ahead get crazy. – Mexi os pés no ritmo, vendo o pessoal se colocar lado a lado. - Anyone can do it, sing, oh, ey, oh. – Somente com Louis e David para trás. - Show the world you've got that fire, feel the rhythm getting louder. – Movimentei o corpo lado a lado. - Show the world what you can do, prove to them you've got the moves, I don't know about you, but I feel better when I'm dancing, yeah, yeah. – O pessoal começou a fazer passinhos fáceis ao meu lado. - Better when I'm dancing, yeah, yeah, we can do this together. Bet you feel better when you're dancing. – Virei o corpo para o lado esquerdo, vendo todos fazerem o mesmo.
- Pa-pa-ra-pa-pa-pa-pa-da-da, la-la-la-la-da-da. La-la-la-la-da-da, pa-pa-da-da. – Começamos a andar para frente, mexendo o corpo, virando para frente e sacudindo as mãos para cima.
- When you finally let go, and you slay that solo, cause you listen to the music. Sing, oh, ey, oh. – Paramos no lugar, mexendo os pés para um lado e para o outro. - Cause you're confident, hey, and you make your hips sway. If you knew that you could do it, sing, oh, ey, oh. – Ri fraco. - Show the world you've got that fire, feel the rhythm getting louder. Show the world what you can do, prove to them you've got the moves, I don't know about you, but I feel better when I'm dancing, yeah, yeah. – Dei de ombros, virando o corpo para a direita agora, vendo os outros quatro me imiratem. - Better when I'm dancing, yeah, yeah, we can do this together. Bet you feel better when you're dancing.
- Pa-pa-ra-pa-pa-pa-pa-da-da, la-la-la-la-da-da. La-la-la-la-da-da, pa-pa-da-da. – Viramos o corpo para o outro lado, sacudindo os ombros e erguendo as mãos. - Pa-pa-da-da, pa-pa-ra-pa-pa-pa-pa-da-da, la-la-la-la-da-da, la-la-la-la-da-da, pa-pa-da-da. – Chamei Fallon que se levantou correndo e se colocou ao lado de Jack.
- Oh, ey, oh. Oh, ey, oh, I feel better when I'm dancing, I'm better when I'm dancing. Hey. Oh, ey, oh. – Ergui a mão, animando os fãs. - I feel better when I'm dancing, yeah, yeah, better when I'm dancing, yeah, yeah. Don't you know, we can do this together. Bet you feel better when you're dancing? Yeah, yeah. – Apontei para o lado esquerdo, vendo todos virarem.
- Pa-pa-ra-pa-pa-pa-pa-da-da, la-la-la-la-da-da, la-la-la-la-da-da. – O pessoal começou a andar novamente, mexendo os ombros e os quadris, andando.
- You got the moves, babe! – Gritei para o pessoal.
- Pa-pa-da-da. – Viramos o lado, continuando o ritmo. - Pa-pa-ra-pa-pa-pa-pa-da-da, la-la-la-la-da-da, la-la-la-la-da-da, pa-pa-da-da.
- I feel better when I'm dancing, better when I'm dancing. I feel better when I'm, yeah, yeah. – Finalizamos, me fazendo rir em seguida, aplaudir junto com o pessoal.
- Stone, pessoal, voltamos depois do intervalo, fiquem de olho. – Jimmy falou e eu apoiei nos ombros dele, acenando para a câmera.

- Vamos lá, então? – A produtora do Backstreet Boys falou e eu me levantei do sofá, ajeitando o blazer azul claro, igual dos meninos e ajeitei a barra do short, saindo do camarim, encontrando meus ídolos de infância, parado no corredor e eu sorri para eles.
- Vamos lá? – Brian estendeu a mão e os outros quatro colocaram em cima e olharam para mim e coloquei em cima de tudo.
- Backstreet Boys! – Eles gritaram e eu ri em seguida. – Stone. – Eles gritaram em seguida e eu balancei a cabeça.
- Bom show, gente! – Falei cumprimentando um por um, vendo-os subirem os degraus e eu subi também, mas me coloquei na lateral de onde eu entraria, respirando fundo.
As luzes ficaram vermelhas e o telão se acendeu, fazendo com que os fãs começassem a gritar e eu respirei fundo, vendo o rosto de cada um dos meninos aparecerem, um show que eu já havia assistido antes e respirei fundo, vendo-os aparecerem em pé na parte mais alta do palco e desceram correndo, se colocando em suas posições.
- Let me tell you the story about the call that changed my destiny. – AJ começou a cantar no mesmo, com os meninos fazendo a coreografia. - Me and my boys went out, just to end up in misery. I was about to go home, when there she was standing in front of me, I said hi. I got a little place nearby, wanna go?
- I should've said no, someone's waiting for me, but I called my girl up and said... – Eles cantaram juntos, fazendo meu corpo arrepiar. - Listen baby I'm sorry, just wanna tell you don't worry, I will be late, don't stay up and wait for me. – Abri um largo sorriso, movimentando o corpo com o ritmo da dança, rindo sozinha. - I'll say again you're dropping out, my battery is low. Just so you know, we're going to a place nearby, gotta go. – Ensaiamos por uma semana sem parar, e eu ainda ficava arrepiada.
- Now two years gone, nothing's been won, I can't take it back, what's done is done. One of her friends found out that, she wasn't my only one. – Nick se colocou na frente, fazendo seu solo, e as fãs gritaram loucamente.
- And it eats me from inside. That she's not by my side, just because I made that call and lied. – Ele voltou a seu lugar quando os meninos cantaram juntos. - Listen baby I'm sorry, just wanna tell you don't worry, I will be late, don't stay up and wait for me. – Meninos, era até engraçado, eles eram velhos e ainda fazia aquele sucesso. - I'll say again, you're dropping out, my battery is low. Just so you know, we're going to a place nearby, gotta go. – O ritmo ficou diferente, eles se colocassem lado a lado segurando os microfones.
- Oh! – Eles se colocaram em pose com as mãos em cima do microfone e aquela era a minha deixa. Eu corri em direção ao palco, ouvindo alguns fãs gritarem e passei o lado de Brian, me colocando no meio na passarela da frente, acenando para o povo que gritava. O ritmo mudou e eu acompanhei os cinco na coreografia praticada, ouvindo o público gritar, estendendo as mãos em direção ao pessoal.
- Let me tell you the story, 'bout the call that changed my destiny. – Comecei a cantar com eles, vendo AJ e Nick correrem em minha direção. - Me and my boys went out, just to end up in misery. – Cada um estalou um beijo em minha bochecha e eu forcei minha voz. - I was about to go home, when there she was standing in front of me, I said hi. I got a little place nearby...
- Gotta go! – Cantei forte, fazendo a coreografia com eles, tomando cuidado para não tropeçar nos saltos pretos escolhidos para mim.
- Listen baby I'm sorry, just wanna tell you don't worry, I will be late, don't stay up and wait for me. – Forcei minha voz, abaixando o microfone para baixo. - I say again, you're dropping out, my battery is low. Just so you know, we're going to a place nearby. Gotta go! – Gritamos juntos. - Listen baby I'm sorry, just wanna tell you don't worry, I will be late, don't stay up and wait for me. – Ergui as mãos, jogando a perna para o lado, voltando na coreografia. - I say again, you're dropping out, my battery is low. Just so you know, we're going to a place nearby, we're going to a place nearby. Gotta go! – Cantamos juntos, vendo as luzes se apagarem.
- Bem vindos a turnê In a World Like This. – Nick falou, se colocando em frente ao palco.
- Vamos dar palmas para a convidada de hoje, Stone! – Howie gritou, aparecendo ao meu lado e eu acenei para o povo.
- Como vocês, eu também sou fã desses caras, então é um prazer estar aqui, e eu prometo que será o melhor show da vida de vocês. – Gritei.
- Escolhemos porque enquanto estamos completando 23 anos de banda, ela está completando 13, então temos algo em comum. – Kevin falou, me fazendo rir.
- Querem ouvir mais uma? – Gritei e eles responderam. – Vamos lá! – A próxima música começou e os garotos ficaram virados de costas, começando a coreografia e eu fiquei sozinha no meio da passarela, respirando fundo.
- You hit me faster than a shark attack... – Comecei sozinha, respirando fundo. - You saw my picture on the Backstreet's Back, alright. – Dei de ombros.
- And you were more than just a pretty face, but how you fooled me, I'm still amazed baby. – AJ entrou novamente e eu troquei de lado com Nick que vinha para frente, batendo a mão contra a minha.
- But I should have known that I would be another victim of your sexuality. – Chris não sabia, mas eu tinha uma queda gigante por Nick Carter, então isso me deixava um pouco nervosa em performar ao lado dele. - But now we're done and over with, I don't want you back. – Ok, muito nervosa.
- Don't want you back, 'cause you're no good for me I know. That's all I can say, don't want you back. Forgive my honesty but you gotta go, I don't want you back. – Cantamos juntos, estalando a ponta dos dedos no ritmo, me fazendo sorrir.

- Eu queria algo simples, sabe? – Chris falava, coçando a cabeça. – Mas é difícil com a quantidade de convidados íntimos que precisamos chamar. – Ri fraco, passando a mão em seus cabelos.
- Eu sei amor, mas é a nossa pequena realidade. – Ele riu e eu suspirei. - De amigos íntimos são quase 200. – Falei rindo e ele suspirou, franzindo a testa.
- Meu Deus! – Chris passou a mão na cabeça. – Vamos fugir e casar bem longe daqui. – Falei rindo.
- Era uma opção, sabia? – Suspirei. – Ou ir no cartório, eu, você e uma testemunha e resolver isso. – Suspirei.
- Podemos fazer isso. – Ele riu fraco.
- Claro, boa sorte para escolher uma testemunha. – Ele suspirou. – Isso se não surgirem outras cem, ou brigarem comigo depois. – Ele franziu a testa.
- O que a gente faz? – Ele falou e eu ri, suspirando. – Já sei! – Ele falou animado.
- O quê? – Falei empolgada.
- A gente pode casar na Disney. – Revirei os olhos, respirando fundo.
- Ah meu Deus. – Ri fraco. – Você e seu vício na Disney.
- Desculpa, quem ganhou dois Oscar por causa deles? – Suspirei, me levantando da poltrona e pegando uma bolacha no armário.
- Amor, eu sei que dá para casar na Disney, mas você viu os valores? Isso não dá nem para mim que tenho uma das maiores fortunas de artista do mundo. Eu teria que vender o complexo inteiro e o avião para casar na Disney. – Ele franziu o rosto, rindo fraco.
- É, acho melhor deixar para lá! – Ele riu fraco e eu suspirei alto.
- Podemos fazer alguma coisa aqui. – Suspirei. – Lá no fundo tem um espaço aberto bonito, alguma decoração deve ficar legal. Algo simples, sabe? De dia ainda, que as mulheres não precisassem usar longos, que não acabasse muito tarde.
- Dá para fazer isso? – Chris perguntou empolgado.
- Eu acho que dá. – Dei de ombros. – Fazer ali do lado, depois das casas, sabe? Antes de chegar no hangar que vai ficar o avião?
- E a gente consegue planejar isso rápido? – Ele perguntou e eu ri fraco.
- Calma! – Falei suspirando. – Vou falar com Jessica que precisamos de alguém que planeje isso para gente, aí vamos ver em quanto tempo ela faz, eu vou atrás da minha roupa, você vai atrás da sua, falamos com um juiz de paz e fazemos um casamento no civil, mas com as 200 pessoas que queremos. – Ele me puxou pela mão novamente.
- Eu ia gostar, sabia? – Ele falou. – Algo no nosso canto, com nossa família, alguns amigos...
- Alguns mesmo, porque se eu for chamar todo mundo que eu já conheci na vida, mais fácil fazer no meio do próximo Oscar. – Ele riu fraco.
- E com quem a gente fala para ver isso? – Suspirei.
- Bem, eu vou perguntar a única pessoa que eu sei que sabe de qualquer coisa. – Falei, dando de ombros.
- Jessica? – Ele perguntou.
- Jessica! – Repeti e ele riu, peguei meu celular, procurando pela conversa dela no WhatsApp. – Vou pedir para ela vir aqui quando sair da gravadora.
- Ela finalmente veio para casa que vocês fizeram para ela? – Ri fraco.
- Até parece, ainda mais que ela está namorando com meu pai, eles ficam bem longe daqui. – Ele riu, balançando a cabeça.

Estacionei o carro em cima da areia, deixei os sapatos dentro do carro e saí do mesmo, sentindo meus pés rasparem pela areia fofa e me aproximei da equipe embaixo do toldo, vendo alguns sorrisos se formarem.
- Stone. – Um homem que eu não conhecia falou e eu sorri.
- Por que todo mundo suspira quando fala meu nome? – Falei e ele riu.
- Orgulho! – Ele disse e eu assenti com a cabeça. – Eu sou John Musker, diretor e animador de Moana, fico feliz que tenha aceitado fazer parte desse projeto. – Ri fraco, cumprimentando-o com a mão.
- Bem, quando vocês me ligaram eu fiquei preocupada, produzir outra trilha sonora para a Disney, eu cogitei a negar. – Ele riu fraco. – Mas fazer parte só da divulgação da música principal é uma honra.
- A honra é nossa em ter você gravando com a gente. – Outro homem falou e eu sorri.
- Lin-Manuel Miranda. – Falei para ele, segurando sua mão, sorrindo. – Que prazer.
- Você me conhece? – Ele perguntou e eu ri fraco.
- Você ganhou um Tony Awards, fez um lindo soneto como agradecimento e eu lembro de você em House. – Ele riu fraco, balançando a cabeça.
- Meu Deus, as pessoas lembram disso. – Dei de ombros rindo fraco.
- Mas vai ser bom para mim, eu não tive a oportunidade de cantar quando ganhei por Enrolados e nem quando ganhei por Frozen, então, mesmo não fazendo parte do processo criativo, vai ser bom aparecer cantando alguma música. – Eles sorriram.
- Bem, a gente pensou em algo bem simples, bem praieiro, sua roupa está ótima, e apesar de termos uma ótima cantora no filme, ela não é um rosto conhecido, então ter você vai ser bom para a divulgação do filme.
- Sim, claro, vai ser ótimo! – Sorri.
- Você teve a oportunidade de ver o filme que te mandamos? – Lin perguntou.
- Eu assisti e amei, meu ego não está deixando eu falar, mas é melhor que Frozen gente, sério, eu me apaixonei, assisti várias vezes por sinal. – Eles riram fraco. – A mensagem dele é incrível, não tem príncipe, nem irmãos, nem família, é sobre a natureza. E nessa crise de aquecimento global, é algo bom para as crianças. – Eles riram.
- Que bom, ficamos felizes. – O diretor falou. – Vamos começar?
- Claro! – Falei sorrindo. – Eu vim como vocês pediram. – Mostrei o suéter largo, calça jeans e pés descalços.
- A gente vai fazer algumas cenas, mas queremos começar com você sentada naquela pedra, bem embaixo das palmeiras e cantando, depois fazemos uma andando pela praia, brincando, algo bem solto. – Assenti com a cabeça.
- Claro, vai ser ótimo! – Sorri, seguindo na direção que eles falaram e me sentei na pedra, ajeitando minhas pernas para o lado, passando as mãos umas nas outras, para tirar a areia dela.
- Você sabe a letra, certinho? – Lin perguntou.
- Já decorei! – Falei e eles confirmaram com a cabeça.
- Então, vamos começar! – John falou e eu vi o câmera ajustar o aparelho em minha frente e u ergui a cabeça, olhando para o mesmo. – Quando quiser.
- Pode começar! – Falei e respirei fundo.
- Ação! – Ele falou. – Playback! – Ele disse e eu suspirei, fechando os olhos.
- I've been standing at the edge of the water, 'long as I can remember, never really knowing why. – Movimentei a cabeçe para os lados, abrindo um sorriso. - I wish I could be the perfect daughter, but I come back to the water, no matter how hard I try. – Suspirei. - Every turn I take, every trail I track, every path I make, every road leads back to the place I know, where I can not go, though I long to be. – Fechei as mãos em punhos, jogando o corpo para trás, sorrindo. - See the line where the sky meets the sea? It calls me, and no one knows, how far it goes. – Senti minha voz sair mais forte. - If the wind on my sail, on the sea stays behind me. One day I'll know, if I go there's just no telling, how far I'll go. – Abri um largo sorriso, batendo as mãos nas pedras. - Oh, oh, oh, oh. Oh, oh, oh, oh. Oh, oh, oh, oh. Oh, oh, oh, oh. – Suspirei, erguendo a cabeça de novo. - I know everybody on this island, seems so happy on this island, everything is by design. I know everybody on this island, has a role on this island. – Dei de ombros, jogando um pouco de areia. - So maybe I can roll with mine. – Abaixei o rosto. - I can lead with pride, I can make us strong, I'll be satisfied if I play along. But the voice inside sings a different song, what is wrong with me? – Abri os braços, abraçando o corpo em seguida. - See the light as it shines on the sea? It's blinding, but no one knows, how deep it goes. And it seems like it's calling out to me, so come find me. – Fechei os olhos, suspirando. - And let me know, what's beyond that line. Will I cross that line? – Puxei o ar fortemente, aumentando o tom de voz. - See the line where the sky meets the sea? It calls me, and no one knows, how far it goes. – Suspirei, balançando os cabelos. - If the wind on my sail, on the sea stays behind me, one day I'll know, how far I'll go... – Alonguei a letra, suspirando. – Hum... – A música finalizou e eu abri um sorriso.
- Corta! – John falou e eu sorri, passando as mãos uma na outra para tirar a areia e me levantei.
- Eu sabia que você era boa, mas ao vivo é bem diferente. – Lin falou e eu ri fraco. - Você já pensou em cantar na Broadway? – Dei de ombros.
- Fiz a versão no cinema de Mamma Mia. – Franzi a testa rindo.
- Você precisa ir para o teatro um pouco. – Ele comentou, dando leves tapinhas nas minhas costas.
- Quando precisar, é só chamar. – Pisquei para ele que riu.
- A gravação ficou ótima, vamos mudar o local de gravação? – O diretor falou e eu sorri.

- Cansada? – Mack apareceu e eu ri fraco.
- É uma festa de criança, Mack, elas já me rondam o dia inteiro, eu mereço um dia de descanso. – Falei, bebendo um gole do meu refrigerante e ele riu, puxando a cadeira ao meu lado.
- Quero ver o que vai rolar com esse monte de bolo. – Chris apontou para a mesa onde tinha três bolos de três andares, um para casa menina e eu ri.
- Bem, conheço algumas pessoas que comem bastante. – Virei para Mack e ele riu fraco.
- Isso não é problema, Evans, fica frio. – Ele falou, me fazendo rir.
- Para você ver como elas são diferentes. – Chris falou e eu suspirei.
- Criadas juntas da mesma forma desde o dia que nasceram. – Suspirei. – Mas é bom. – Sorri. – Virgínia está preocupada, mas elas estão muito bem. – Sorri.
- Eu tenho algo para contar para vocês. – Mack falou e eu franzi a testa.
- Ah, você não quis sentar aqui só para bater papo? – Perguntei e ele riu.
- Oh não, com certeza não! – Me assustei com um grupo de crianças correndo e ri fraco.
- Ah, lá vem problema. – Suspirei.
- Não, na verdade eu e Delilah decidimos casar na semana que vem, ok?! Beijos...
- Ei! – O chamei que já se levantava. – Como assim?
- A gente estava conversando e ficamos bem morando um ano juntos e todo mundo casa, então a gente decidiu casar também. – Balancei a cabeça.
- E vocês vão casar na semana que vem? – Perguntei.
- A gente queria casar amanhã, mas não tem horário no cartório. – Balancei a cabeça, suspirando.
- O quê? – Falei, meio perdida ainda.
- Por que a gente não faz igual eles? – Chris gemeu ao meu lado. – Seria tão mais fácil.
- Oh não! – Mack riu. – Vocês são Stone e Chris Evans, nunca que dá para fazer isso.
- Olha, todo mundo está falando que a gente não pode, se a gente aparecer casado, é tudo culpa de vocês. – Falei brava.
- Não se atreva. – Mack falou, se levantando. – Você vai, certo?
- Claro que vou, querido. – Falei, esticando a mão para ele. – Finalmente, não? – Falei e ele riu.
- Depois de 17 anos, acho que tá na hora. – Ele falou e eu sorri, apertando-o forte em meus braços.
- Felicidades. – Sorri e ele assentiu com a cabeça.
- Agora, deixa eu contar para o meu irmão! – Ele falou, me fazendo rir.
- Seria tão ruim se a gente fizesse isso? – Chris cochichou ao meu lado e eu ri fraco.
- Acredite, seríamos comidos vivos. – Comentei e ele riu ao meu lado. – Não se esqueça que sua mãe seria a primeira a fazer isso.
- Ah, senhora Evans. – Ele gemeu, me fazendo rir. – Eu não sei o que fazer. – Ele riu fraco, suspirando.
- Continua com o plano. – Falei e ele suspirou.

- Estamos reunidos para celebrar o casamento de Mackenzie Derrick e Delilah Bravia. – O juiz de paz falou e eu dei a mão para Chris, sorrindo. – Essa decisão foi feita por vocês e somente vocês? – Ele perguntou.
- Sim. – Eles responderam juntos.
- Estão prontos para se unir pelos laços do matrimônio e respeitar seus direitos e deveres como marido e mulher? – Ele perguntou.
- Sim! – Eles responderam.
- Então, vamos começar. – Ele falou, abrindo um pequeno sorriso. – Estamos aqui reunidos na presença de Deus e dessas testemunhas para juntar esse homem e essa mulher em sagrado matrimônio. – Ele falou sorrindo. – Esta instituição é uma honra, na qual não se deve entrar com pressa ou inconsequência, mas de forma reverente e discreta.
- Teve tudo, menos pressa. – Mike cochichou para mim e eu ri fraco.
- Mackenzie Derrick, você toma essa mulher, Delilah Bravia, como sua legítima esposa, para amá-la, honrá-la, apoiá-la na saúde e na doença, e será fiel a ela, enquanto vocês viverem? – Melanie entregou a aliança para seu pai e sorriu para ela, e Mack colocou o anel na mão de Delilah, me fazendo sorrir.
- Eu vou! – Ele respondeu, e Delilah abriu um largo sorriso.
- Delilah Bravia, você toma esse homem, Mackenzie Derrick, como seu legítimo esposo, para amá-lo, honrá-lo, apoiá-lo na saúde e na doença, e será fiel a ela, enquanto vocês viverem? – Melanie entregou a aliança para sua mãe e se afastou um pouco e eu a abracei de costas, sorrindo.
- Eu vou! – Ela respondeu, abrindo um largo sorriso.
- Vocês se comprometem a lembrar que o amor, confiança e lealdade prevalecem como fundação para um lar feliz e duradouro, para ser cheio de alegria e ficar em paz?
- Sim! – Eles responderam juntos, dando as mãos.
- Pelo poder dado a mim pelo estado da Califórnia, eu vos declaro marido e mulher. – O juiz falou e eles trocaram um pequeno beijo, fazendo que todos batessem palmas, e Malcon soltasse alguns flashes no rosto deles.
Abri o pequeno saquinho que estava em minha mão e peguei um pouco de arroz de dentro do mesmo e joguei em cima dos dois, junto das outras mulheres presente.
- Eu nunca pensei que isso fosse acontecer. – Melanie falou baixo e eu ri fraco, apertando-a em meus braços.
- Vocês são, finalmente, uma família, querida. – Falei e ela riu fraco. Mack e Delilah esticaram a mão para ela e eles se abraçaram fortemente, me fazendo abrir um largo sorriso. – Finalmente! – Suspirei para mim mesma, sentindo Chris me abraçar de lado.
- Mais um trabalho cumprido? – Ele perguntou e eu ri fraco, assentindo com a cabeça.
- Mais um. – Suspirei, abrindo um largo sorriso.

- E agora, no palco do Teen Choice Awards, Stone. – O voice-over falou e eu caminhei para dentro do palco, ouvindo a plateia gritar e eu me coloquei em frente ao microfone com o envelope na mão.
- Fazer as melhores escolhas, escolher o melhor roteiro, performar de maneira incrível, além de agradar legiões de fãs ao redor do mundo é só um trabalho de um ator. – Sorri. – Se esforçar em ser o melhor, em fazer o melhor, não é uma opção para eles, é o trabalho de vida. – Suspirei. – Esse ano, nossos atores favoritos são os maiores nomes de ação dentre todos os anos. – Dei de ombros. – Bem, acho que isso quer dizer alguma coisa sobre essa categoria de filmes que tem crescido mais a cada ano. – Dei de ombros. – Além de fazer o que todo ator faz, eles ainda dão, em muitas vezes, o sangue e algumas rachaduras no corpo para trazer a vida personagens tão icônicos. – Sorri. – Esses são os indicados para melhor ator. – Sorri, vendo a tela se iluminar.
- Henry Cavil de Batman Vs Superman. – Aplaudi ao mesmo, suspirando. – Chris Evans de Capitão América: Guerra Civil. – Abri um pequeno sorriso de lado, aplaudindo-o. – Chris Hemsworth de O Caçador e a Rainha de Gelo. – Segui aplaudindo. – Robert Downey Jr de Capitão América: Guerra Civil. – Assenti com a cabeça. – Josh Hutcherson de Jogos Vorazes: A Esperança parte 2. Ben Affleck de Batman Vs Superman. – Continuei aplaudindo-os, vendo que a tela voltou para mim.
- E a sua escolha para melhor ator é... – Falei, abrindo o pequeno envelope em forma de prancha em minha mão, abrindo um pequeno sorriso. – Chris Evans! – Falei, não contendo minha empolgação e olhei para ele, algumas fileiras para trás, ao lado de Megan, sua assessora.
- Capitão América: Guerra Civil também é seu filme favorito! – A voice-over falou e eu peguei a prancha, que eu tinha várias, em minha mão e esperei meu noivo subir no palco com aquele olhar super sem graça, me fazendo rir.
Eu abri um largo sorriso quando ele chegou em mim e ele riu fraco, balançando a cabeça e estalou um beijo em meus lábios, fazendo os fãs gritaram, e ele pegou a prancha, meio sem jeito como segurar aquilo e eu ri fraco, me colocando para trás, com um enorme sorriso no rosto.
- Oh meu Deus! Obrigado. – Ele falou, me fazendo sorrir. – Eu sempre quis uma dessas. – Ri fraco. – Obrigado, gente, muito obrigado! Isso significa muito para mim. Eu estaria mentindo se não falasse que isso é um pequeno erro, mas eu aceito. – Revirei os olhos, escondendo o rosto com a mão. – Obrigado, obrigado a todo mundo que votou, a premiação, a Marvel, esses filmes precisam de tanta gente para fazer, então obrigado a todos. Obrigado a Kevin, ao grandão da Marvel, ele deixou Johnny Storm ser Steve Rogers, então eu agradeço muito. Eu amo fazer esse filme, amo fazer esse personagem, isso faz tudo valer a pena. Obrigado a minha família que sempre me apoiou, a meus amigos, minha noiva... – Ele apontou para mim, me fazendo rir e os fãs gritarem. – Agora eu também tenho uma, ! – Ele gritou, me fazendo gargalhar, se afastando do microfone e eu comecei a andar, saindo do palco, atrás da moça que segurou a prancha e me coloquei nos bastidores, vendo Chris vir logo atrás.
- Eu sei! – Falei, sorrindo. – Eu sabia disso há umas duas semanas, mas não podia falar nada. – Ele riu fraco, balançando a cabeça.
- Obrigado! – Ele sorriu. – Isso é demais, sério. Sei que para você que tem um zilhão dessas...
- Chris, tudo importa, qualquer prêmio, pequeno ou grande, importa. – Sorri.
- Eu vou querer expor a minha também. – Ele disse e eu ri.
- Junto com as outras sete que eu ganhei essa noite?
- Sete? Eu contei cinco.
- Falta o prêmio da década que é meu e de melhor fandon que os Stoners sempre ganham! – Ele riu fraco.
- Deus pai, não dá nem para brincar contigo. – Ri fraco, dando um rápido beijo em sua bochecha.
- Eu vou me arrumar para a apresentação final, a gente se vê depois? – Perguntei.
- Claro, vou lá te assistir! – Ele falou e eu o abracei rapidamente.
- Parabéns, amor! – Falei, acenando para ele que sorriu.

- Agora, para terminar o Teen Choice Awards 2016, recebam ela... – O voice-over falou. – Melhor artista da década, melhor artista feminina, melhor música romântica, canção do verão, melhor instagrammer, mais hot feminina e melhor fandom... – Os fãs gritaram. – Stone! – Gritou e eu respirei fundo, me colocando em minha posição, segurando forte o microfone em minha mão.
As luzes escuras começaram a clarear com os borrões azuis e rosas do Teen Choice daquele ano e eu respirei fundo, ouvindo meu quarteto de cordas começarem a tocar devagar e respirei fundo, vendo a introdução tocar algumas vezes antes do elevador que eu estava começar a subir e eu respirei fundo.
- I need another story, something to get off my chest. – Comecei devagar, começando a ver o pessoal que nos assistia. - My life gets kind of boring, need something that I can confess. – Balancei a cabeça, sentindo o elevador parar. - Till all my sleeves are stained red, from all the truth that I've said. – Balancei a cabeça. - Come by it honestly I swear, thought you saw me wink. No, I've been on the brink, so. – Ergui os braços, vendo as explosões de fogo acontecerem em várias partes do palco.
- Tell me what you want to hear, something that'll like those ears. – Minha banda entrou comigo, aparecendo ao meu lado no palco de cima. - Sick of all the insincere, so I'm gonna give all my secrets away. – Balancei a cabeça. - This time don't need another perfect lie. Don't care if critics never jump in line, I'm gonna give all my secrets away. – Ergui as mãos, vendo o povo cantar e comecei a descer os degraus devagar, junto com os outros quatro que podiam, passando por Louis na bateria e David no piano que estavam lá embaixo.
- My God, amazing how we got this far, it's like were chasing all those stars, who's driving shiny big black cars. – Andei em direção a beira do palco, parando no mesmo. - And everyday I see the news, all the problems that we could solve, and when a situation rises, just write it into an album. – Balancei a cabeça, esticando o corpo em direção ao fãs. - Sitting straight, too low, and I don't really like my flow, oh, so. – Suspirei, dando um pulo.
- Tell me what you want to hear, something that'll like those ears. Sick of all the insincere, so I'm gonna give all my secrets away. – Abri um sorriso ao ouvir todo mundo cantando junto. - This time don't need another perfect lie. Don't care if critics never jump in line, I'm gonna give all my secrets away. – Suspirei, abrindo as mãos, ouvindo somente o ritmo acalmar meu peito e abri um sorriso.
- Got no reason, got no shame, got no family I can blame. Just don't let me disappear, I'mma tell you everything. – Balancei a cabeça, erguendo uma das mãos. – So tell me what you want... – Gritei.
- Tell me what you want to hear, something that'll like those ears.
- Sick of all the insincere, so I'm gonna give all my secrets away. – Entrei com eles, abrindo um largo sorriso. - This time don't need another perfect lie. Don't care if critics never jump in line, I'm gonna give all my secrets away. – Abri os braços, achando Chris no meio do pessoal, cantando junto. - Tell me what you want to hear, something that'll like those ears. Sick of all the insincere, so I'm gonna give all my secrets away. – Balancei a cabeça, esticando o microfone para eles. - This time don't need another perfect lie. Don't care if critics never jump in line, I'm gonna give all my secrets away. – Abri um sorriso, movimentando o corpo devagar junto com o violoncelo. - All my secrets away... – Jack me abraçou de lado e eu ri fraco. - All my secrets away. – A música finalizou rapidamente e eu abri um sorriso ao ver as luzes se apagarem e o pessoal gritar.
As luzes se acenderam novamente e Louis e David saíram de seus instrumentos e se colocaram ao nosso lado e nós sete erguemos as mãos e abaixamos as mesmas e a cintura, em forma de agradecimento e levantamos novamente, abrindo um largo sorriso, vendo o pessoal aplaudir pela gente, fazendo com que eu respirasse fundo e colocasse a mão no coração em agradecimento.

Capítulo 30


Me olhei no espelho e meus olhos automaticamente se encheram de lágrimas e soltei um suspiro. Passei a mão levemente embaixo dos olhos, tomando cuidado para não tirar a maquiagem leve que haviam feito.
Passei a mão na saia do vestido, sentindo uma felicidade enorme ao estar com aquela roupa. O sonho da maioria das garotas era casar com o homem que ama, eu nunca havia pensado nisso, na verdade, mas agora que eu estava há poucos minutos desse acontecimento, parecia que eu sonhara com isso a vida inteira.
Mexi meus pés novamente e suspirei. Conferi se o detalhe no cabelo estava preso e olhei para a janela fechada de meu quarto, o tempo estava levemente nublado, talvez perfeito para o outono que começara em Los Angeles. Passei o batom claro em meus lábios e dei uma olhada no quarto, cheio de flores que Chris havia mandado aquela manhã e notei que tudo estava perfeito para mais tarde.
Andei até a porta do quarto e abri a mesma, encontrando Dodger e Grape deitados em frente a porta do meu quarto e eles se levantaram rapidamente e eu sorri para eles que latiram e desceram as escadas. Jack estava parado no fim do primeiro lance de escadas com meu buquê na mão e vestido de calça social e uma camisa social e abriu um sorriso quando me viu, afirmando com a cabeça.
Eu desci as escadas, sentindo-o me abraçar fortemente e eu senti mais lágrimas escaparem de meus olhos, ele estendeu o buquê para mim e eu o empunhei firmemente, como se fosse um microfone e ele deu o braço para mim. Descemos o segundo lance de escadas e pude ver um largo sorriso se formar no rosto de Jessica, Emily, Virgínia, Delilah, Lacey, Agatha, Melanie, Gemma, Robb e meu pai, que estavam na sala esperando por mim.
- Você está linda! – Meu pai falou e eu abri um sorriso, erguendo a mão para limpar as lágrimas que escorriam em minha bochecha e eu o abracei fortemente, soltando um suspiro.
- Eu estou bem? – Perguntei e todos eles sorriram.
- Você está perfeita! – Jessica falou e eu suspirei.
- Quanto tempo temos? – Perguntei.
- Não muito. – Gemma falou e eu suspirei.
- Eu estou nervosa! – Assumi, respirando fundo.
- Me surpreenderia se não estivesse. – Emily falou, esticando as mãos para mim. – Demorou o quê? Dez anos para você casar com o amor da sua vida? – Ri fraca, respirando fundo.
- Algo assim! – Falei rindo.
- Bem, vamos? – Jessica perguntou.
- Você se importa se eu roubar seu par um momento, Jessica? – Perguntei e ela riu fraco, negando com a cabeça, antes de me abraçar.
- Eu não gostaria que fosse diferente. – Ela falou e eu suspirei.
- Obrigada! – Falei, sorrindo. – Por tudo. – Ela assentiu com a cabeça.
- Você pode ir comigo, Jessica! – Jack falou e ela assentiu com a cabeça.
- Com certeza! – Ela falou e Emily abriu a porta.
- Boa sorte, querida! – Virgínia falou e eu assenti com a cabeça, vendo todo mundo sair de casa e eu notei o tapete vermelho começar na soleira da porta, me fazendo abrir um sorriso.
- Isso é tudo que você esperava, querida? – Meu pai perguntou, dando o braço para mim.
- Acho que é muito mais do que eu esperei, pai. – Suspirei. – Sim, foram anos até a gente dar certo, mas eu não consigo pensar nisso de forma diferente.
- Eu só quero que você seja feliz. – Ri fraco.
- Eu sou, pai. A pessoa mais feliz do mundo. – Abri um largo sorriso.
- Então vamos! Seu noivo te espera. – Assenti com a cabeça.
Meu pai começou a andar e eu segui ao seu lado, descendo os dois degraus que davam para fora de casa e virei para a esquerda, notando as crianças organizadas em fileiras no tapete vermelho. Gemma e Matheus de braços dados, Melanie um pouco atrás, Natalie, Grace e Maggie lado a lado, atrás vinha Sophia com as alianças e atrás dela vinha Linda com uma cesta de flores.
Meu quarteto de cordas começou a tocar a marcha nupcial e eu suspirei, entre várias músicas que marcavam esse momento, eu acabei escolhendo a clássica. Meu pai me colocou de frente pelo local improvisado na lateral do grande complexo, antes de chegar no hangar que estava sendo construído e eu respirei fundo.
- Pronta? – Meu pai me perguntou e eu assenti com a cabeça, mordendo o lábio inferior e ele riu. – Vamos lá! – Ele disse e eu respirei fundo, dando passos lentos em direção a meu noivo que tinha o maior sorriso no rosto.
Quando entramos na parte coberta, eu comecei a notar a decoração. Eles haviam feito uma tenda branca que cobria as laterais e o teto. As cadeiras estavam enfileiradas com diversas pessoas em pé, com sorrisos lindos no rosto. Reconheci os familiares da minha banda, os atores que trabalharam com Chris e comigo ao longo dos anos, acenei para eles devagar, mas foquei em olhar para o homem que tinha um largo sorriso no rosto. As mangas da camisa branca arregaçadas, a calça social e um sapato no pé.
Ele passou a mão no rosto, provavelmente chorando igual a mim e eu abri um largo sorriso no rosto, suspirando. Observei minha banda, minha família e Marina, Lara, Johnny e Rachel na primeira fileira e suspirei, notando a família mais próxima de Chris e amigos do outro lado. Meu pai parou, Chris desceu os dois degraus do altar e meu pai soltou minha mão, e eles se abraçaram fortemente, me fazendo respirar fundo e ele sorriu para mim, segurando minha mão e beijou minha testa, sorrindo para mim e eu assenti com a cabeça. Ele me guiou até o altar e eu subi os degraus, me colocando em frente a Amir que havia insistido em realizar essa cerimônia.
- Bom dia! – Ele falou, sorrindo. – Estamos aqui reunidos para a união sagrada do matrimônio de e Christopher Evans. – Ele sorriu e eu e Chris viramos de frente um para o outro, segurando as mãos. – Finalmente! – Ele falou e eu ri fraco. – São poucos casais que sofrem os trancos e barrancos que esses dois passaram e ainda sim permanecem juntos. – Eu e Chris sorrimos. – Vocês estão cientes que o comprometimento que estão realizando hoje é para a vida eterna e que terá dias que tudo não passará de desafios para testar a fé de vocês?
- Sim, estamos! – Falamos juntos.
- Vocês estão cientes que o amor e a confiança depositada um no outro é o que os manterá unidos para sempre? – Assenti com a cabeça.
- Sim, estamos! – Sorri.
- , você aceita Chris como seu legítimo esposo para amar e respeitar, durante todos os dias da sua vida, até que a morte os separe? – Abri um largo sorriso.
- Sim! – Falei.
- Chris, você aceita , como sua legítima esposa para amar e respeitar, durante todos os dias da sua vida, até que a sorte os separe? – Chris afirmou com a cabeça.
- Sim, com certeza! – Ele disse, me fazendo rir.
- As alianças, por favor. – Amir falou e Agatha se aproximou com Linda em seu colo, e eu e Chris pegamos as alianças contrárias.
- Eu, Chris Evans... – Chris segurou minha mão. – Prometo lhe fazer feliz por todos os dias da sua vida, saber onde você está e o que você está fazendo, sem tentar ser perseguidor. – Ri fraco. – Mas, garantindo que você não seja nada menos do que feliz em todos os dias da sua vida. – Ele colocou a aliança em meu dedo e eu assenti com a cabeça, sorrindo. – Que nossas brigas terminem em risos, que nossos momentos sejam só nossos e que você seja incrível para sempre. – Sorri, assentindo com a cabeça, segurando sua mão.
- Eu, ... – Ri fraco. – Prometo que sempre vai ser você. – Abri um sorriso. – Que eu nunca vou desejar ter uma amnésia sobre nós e que nosso amor sempre será cantado em músicas secretas de amor. – Ele riu fraco, balançando a cabeça. – Que você tenha paciência em ser minha inspiração em nove entre dez letras, que você não brigue por eu ser a pessoa mais livro aberto que você conhecerá em sua vida e que, apesar de tudo, eu sempre consiga colocar um sorriso em seu rosto e me ver em seus olhos como a melhor pessoa que eu posso ser. – Coloquei a aliança em seu dedo e ele sorriu, assentindo com a cabeça.
- Pelo poder investido em mim pelo estado da Califórnia para o dia de hoje e só hoje. – Amir falou, me fazendo rir. – Eu os declaro marido e mulher. – Ele falou, fazendo meus olhos lacrimejarem novamente. – Não me permitiram falar isso, mas pode beijar a noiva. – Ele falou para Chris, me fazendo rir e meu marido colocou as mãos em meu rosto e colou os lábios nos meus, me fazendo ouvir o pessoal aplaudir e eu ri fraco, sentindo Chris me pegar no colo, me fazendo rir.

- O que você está pensando? – Perguntei para Chris, sentindo-o acariciar minha cintura.
- Eu não sei. – Ele falou, respirando em meu pescoço e eu ri fraco. – Parece que o que todo mundo disse era sério. – Ele riu fraco. – A gente acordou como outro dia normal, algumas horas depois estamos aqui. – Ri fraco, virando o corpo para ele, ficando com as pernas cavaladas na mureta em frente a gravadora.
- A gente deveria entrar, não?! – Ele virou o rosto para as portas de vidro e riu fraco.
- Deveríamos! – Ele suspirou, me fazendo balançar a cabeça. – Mas está tão bom aqui com você. – Ri fraco.
- Você sabe que teremos a vida toda juntos, não sabe? – Ele riu fraco.
- Sim, começando por setembro de 2016. – Ele assentiu com a cabeça, segurando minhas mãos.
- Vem, vamos lá! – Ele pulou da mureta e eu virei de frente. – Eu tenho um discurso para fazer! – Arregalei os olhos e ele segurou na minha cintura, me descendo da mureta.
- Nem vem! Prometemos não fazer votos e você fez votos, prometemos não fazer discursos e vai ter discurso? – Perguntei, dando a mão para ele e andando em linha reta até a porta.
- Sempre é você que fala, sempre é você que prepara, está na hora de dividir isso um pouco. – Suspirei, balançando a cabeça.
- Isso não é justo! – Ele abriu a porta e eu entrei, ouvindo já o som tocando lá dentro.
- Ah, nem sempre a vida é justa! – Ele disse e eu ri fraco, andando por meio das mesas colocadas no grande hall da gravadora. – Eu já volto! – Ele falou, soltando a minha mão e foi em direção a caixa de som, enquanto eu abanava com a cabeça.
- Agora que se casaram, vão se excluir do mundo? – Mike apareceu ao meu lado e eu ri fraco.
- É muita coisa para processar! – Suspirei. – É perfeito demais para pensar que isso está acontecendo. – Ela riu fraco.
- Aproveita, porque amanhã mesmo as coisas já mudam. – Ri fraco, abraçando-a de lado. – Vão viajar? – Suspirei.
- Não, agora não. – Suspirei. – A gente não falou sobre isso, na verdade. Mas queremos ficar em casa um pouco, só nós dois. – Balancei a cabeça. – Talvez seja hora de fazer loucuras em casa. – Ela riu fraco.
- Licença... – Chris falou e eu virei o rosto para o espaço vazio lá na frente, batendo no microfone e eu passei a mão no rosto, tentando me esconder. – Oi galera, eu sou Chris, o noivo! – O pessoal começou a rir e eu balancei a cabeça. – Metade de vocês me conhecem e todos conhecem minha esposa. – Ele apontou em minha direção e eu sorri, vendo os convidados me aplaudirem e eu acenei, rindo fraca. – Geralmente é ela quem faz os discursos, as palavras bonitas, mas eu gostaria de pegar esse momento e falar que hoje só foi possível pelo amor. – Ele sorriu. – Para quem não sabe, eu e nos conhecemos há dez anos e parece que as coisas nunca davam certo para gente, eu estava namorando, depois ela estava namorando, depois a gente se beijou, trouxe todos os sentimentos de volta, aí ela ficou longe por três anos, e, finalmente, a gente conseguiu ficar juntos. – Ele sorriu. – Quando as coisas estão predestinadas, não importa o tempo que leve, a distância que estivermos, ela vai acontecer, e nosso amor é a prova disso. – Ele sorriu. – Então, não importa quem você ama, quanto tempo você ficará longe daquela pessoa, mas lute, porque se seu coração diz que é, ele pode estar certo. – Ele falou, sorrindo. – E meu coração estava certo sobre você, . – Ele apontou para mim. – Estamos juntos e quero ficar contigo pelo resto da minha vida. – Abri um sorriso. – Eu te amo! – Ele disse e eu ri fraco, ouvindo o pessoal aplaudir.
Balancei a cabeça e desviei do pessoal, andando em direção a Chris e ele me puxou para um beijo, me fazendo rir em seguida, balançando a cabeça. Puxei o microfone de sua mão e o empurrei levemente, fazendo-o se afastar de mim.
- Oi gente! – Falei, rindo. – Ah, eu não estava preparada para um discurso, na verdade, eu não sabia de metade das coisas que aconteceriam aqui hoje, então... – Dei de ombros. – Eu sou boa de discursos, mas eu também sou boa em outra coisa. – Pisquei para Chris. – Que é o motivo de todos estarmos juntos aqui. – Ele balançou a cabeça, se afastando um pouco e eu ri fraco, suspirando. - When you hold me in the street, and you kiss me on the dancefloor. I wish that it could be like that, why can't it be like that? 'Cause I'm yours. – Forcei minha voz, ouvindo o pessoal gritar animado. - We keep behind closed doors, every time I see you I die a little more. Stolen moments that we steal as the curtain falls, it'll never be enough. – Suspirei, olhando para Chris. - It's obvious you're meant for me, every piece of you it just fits perfectly, every second. Every thought, I'm in so deep, but I'll never show it on my face. But we know this, we got a love that is hopeless. – Respirei fundo, esticando a mão para Chris. - Why can't you hold me in the street? Why can't I kiss you on the dancefloor? I wish that it could be like that. Why can't we be like that? 'Cause I'm yours. – Respirei rapidamente, entrelançando meus dedos nos de Chris. - And nobody knows, I'm in love with someone's baby. I don't wanna hide us away, tell the world about the love we makin', I'm living for that day, someday. – Fiz minha voz e a de David paralelamente, soltando a respiração forte. - Can I hold you in the street? Why can't I kiss you on the dancefloor? I wish that it could be like that. Why can't we be like that? 'Cause I'm yours, I'm yours. – Forcei a voz, finalizando em um sorriso, vendo Chris com os olhos avermelhados. - Why can't you hold me in the street? Why can't I kiss you on the dancefloor? I wish that it could be like that. Why can't we be like that? 'Cause I'm yours. – Afinei a voz. - Why can't I say that I’m your love? I wanna shout it from the rooftops. – Respirei fundo, apertando minhas mãos na de Chris. - I wish that it could be like that. Why can't we be like that? 'Cause I'm yours. – Suspirei, abaixando o microfone. - Why can't we be like that? Wish we could be like that... – Abri um sorriso e ele riu fraco.
- É assim que se faz um discurso? – Ele perguntou.
- É assim que chama atenção! – Disse e ele riu fraco.

- Eu tenho que dizer que esse foi o melhor casamento de todos. – Scott falou, se sentando na mesa que eu estava e eu ri fraco, abaixando os pés da cadeira do lado e ajeitando a barra do vestido.
- Eu queria que isso fosse muito menor do que foi, sem tanta gente, sem tantos preparativos e sem tanta organização. – Suspirei.
- Mas foi demais! – Chris apareceu ao meu lado, puxando a cadeira e se sentou, me fazendo suspirar.
- Sim, agora quero ir para casa, tirar essa roupa e...
- Eu ainda sou seu amigo, , por favor. – Scott falou, me fazendo rir.
- Eu não entrei em detalhes sobre a noite de núpcias, você que está insinuando. – Scott riu fraco, virando o resto do drinque para dentro da boca.
- Precisa de mais alguma coisa, ? – Jack apareceu atrás de mim e eu dei uma olhada em volta, vendo somente o pessoal do Buffet e o pessoal da banda jogado pelos cantos.
- De um banho, de um...
- Daqui! – Ele falou, puxando a cadeira ao lado de Scott e eu ri fraco, balançando a cabeça. – Gemma e Matheus vão voltar amanhã cedo para o Brasil. – Suspirei.
- E você vai levá-los? – Ele deu de ombros.
- Nada mais justo. – Ele apoiou as mãos na cadeira ao lado de Scott e eu ri fraco.
- Nada de fazer interrogatório, Jack. – Ele deu de ombros.
- Bem, são quarenta minutos até o aeroporto... – Revirei os olhos.
- Você está solteiro, Scott? – Perguntei, virando a cabeça para o loiro.
- Da última vez que conferi, sim. – Ele falou, me fazendo rir.
- Por que vocês dois não namoram? – Apontei para eles e ouvi Chris gargalhar ao meu lado. – É sério, eles são solteiros, tem a mesma idade, são gays... – Dei de ombros.
- Acho que você tomou muito champanhe. – Ele falou e eu ri.
- Ei, eu estou bem, ok?! – Falei, rindo. – Não seria uma ideia ruim, meus dois melhores amigos. – Dei de ombros e notei que Jack e Scott se olhavam encabulados.
- Você está parecendo o Ross de Friends... – Chris falou e eu dei de ombros.
- Bem, eu joguei a bomba. – Me levantei, estendendo a mão para Chris. – Agora depende deles. – Chris se levantou também. – Até amanhã, gente. Vou para casa. – Sorri, abraçando Chris de lado e peguei meus sapatos em cima da mesa, andando para fora da gravadora.

- Eu acho que nunca estive tão feliz em minha vida. – Falei, sentindo-o acariciar meus cabelos e ele riu fraco.
- Disse a mulher que não pensava em casar. – Ri fraco, balançando a cabeça.
- Não, não é assim também. – Suspirei. – Eu sempre soube que um dia a gente chegaria nesse ponto, só não pensaria que seria a melhor decisão da minha vida. – Ele suspirou em meu pescoço, dando um beijo de leve no mesmo.
- Você é a melhor decisão da minha vida. – Ele falou e eu abri um sorriso.
- Você também! – Suspirei, acariciando seus braços ao redor do meu corpo. – Talvez o maior erro também. – Ele gargalhou.
- Tudo deu certo. – Ri fraco, acariciando sua mão, observando a aliança dourada brilhar em seu dedo.
- Podemos sair? Eu estou ficando enrugada e a água está ficando gelada! – Ele riu fraco.
- Vamos! – Ele falou e eu me coloquei em pé na banheira, saindo da mesma e segui para o boxe, ligando a água quente, deixando que ela caísse em meu corpo e Chris logo apareceu em minha frente, passando os braços em minha cintura. – Vamos dividir isso! – Ri fraco, passando os braços pelos seus ombros.
Ele colou os lábios nos meus e eu suspirei, passando as mãos em seus cabelos molhados, ele virou meu corpo em seus braços e afastou meu cabelo da nuca, distribuindo beijos nos mesmos e acariciando meus seios com as mãos. Fechei os olhos e respirei fundo. Ele apertou meu corpo contra os seus e me pegou no colo, fazendo eu soltar um pequeno grito.
- Espera! – Falei, desligando a torneira e ele me levou para fora do boxe, saindo do banheiro e me colocou na cama, me fazendo gritar. Puxei meu vestido e sua calça que estavam na cama para fora e joguei no chão, sentindo-o se colocar em cima de mim, colando o corpo no meu e eu suspirei.
- Eu te amo! – Ele disse e eu passei a mão em seus cabelos, afastando da testa e ele sorriu.
- Eu sempre te amei! – Ele abriu um sorriso e roçou os lábios nos meus.
- Eu sempre soube! – Ele falou e colou os lábios nos meus novamente, me fazendo fechar os olhos e suspirei.
Sua mão subiu pela lateral do meu corpo, pressionando a mão em diversas parte do meu corpo e eu suspirei quando ele desceu os lábios pelo meu pescoço e distribuiu longos beijos no mesmo, me fazendo soltar a respiração fortemente. Ele desceu os lábios por entre meus seios, soltando a respiração forte contra minha pele e abri um pequeno sorriso antes de descer mais um pouco, me fazendo segurar os lençóis da cama e jogar a cabeça para trás.

- Xí! – Falei, me aproximando da cortina e fiquei atenta em ouvir.
- Mas...
- Xí! – Repeti, abanando a mão, ouvindo o pessoal se colocar ao meu lado. - Não vai estragar a surpresa. – Falei, procurando o meio da cortina, ouvindo do lado de fora.
- E agora, vamos receber no palco, a turma da UCLA para cantar uma música de Stone. – O apresentador do karokê falou e as poucas pessoas presentes aplaudiram.
- Oi, boa noite! – Uma voz masculina falou. – Nós somos alunos de diversos cursos da UCLA e estamos aqui para cantar para vocês. – Ele falou rindo. – Se vocês gostarem da cantoria e quiserem deixar uma gorjeta para gente, vai para ajudar no tratamento de um amigo nosso que descobriu estar com AIDs recentemente. – Respirei fundo, coçando a cabeça.
- Essa é para o Kyle. – Eles falaram e comecei a ouvir o som de Fly With Me sair pelas caixas de som do pequeno karaokê próximo a faculdade UCLA.
- If time were still, the sun would never never find us, we could light up. – Eles começaram a cantar juntos fortemente, deveria ter umas quatro ou cinco pessoas no palco. - The sky tonight, I could see the world through your eyes, leave it all behind. – Fiz um sinal para o pessoal da minha banda ir para as laterais e eles afirmaram com a cabeça. - If it's you and me forever, if it's you and me right now. That'd be alright, be alright. – Assenti com a cabeça, empurrando a cortina.
- We're chase stars to loose our shadow, Peter Pan and Wendy turned out fine, so won't you fly with me. – Começamos a cantar com eles, assustando os jovens que cantavam. - Oh yeah, gonna fly with me now. – Sorrimos, passando os braços pelos ombros deles que cobriam a boca, não acreditando no que estava acontecendo.
- Now the past is coming alive and given meaning. – Nós sete voltamos a cantar, deixando o povo respirar um pouco, se entreolhando rindo. - And a reason, to give all I can, to believe once again. – Puxei os dois que estavam ao meu lado para se aproximar do microfone.
- If it's you and me forever, if it's you and me right now. That'd be alright, be alright. – Alguns começaram a cantar conosco, ainda um pouco nervosos e eu mostrava um largo sorriso. - We're chase stars to loose our shadow, Peter Pan and Wendy turned out fine, so won't you fly with me. – Suspirei.
- Maybe you were just afraid, knowing you were miles away, from the place where you needed to be, and that's right here with me. – Até minha banda deixou eu cantar sozinha e eu ri fraco, notando que as poucas pessoas da plateia estavam em choques e alguns tinham os celulares levantados. - If it's you and me forever, you and me right now, that'd be alright.
- If it's you and me forever, you and me right now, that'd be alright, be alright. – Balancei a cabeça, jogando-a para trás. - We're chase stars to loose our shadow, Peter Pan and Wendy turned out fine, so won't you fly, fly, fly with me. – Jack abriu um largo sorriso para mim, balançando a cabeça. Pulamos no final da música, rindo quando ela acabou.
- Oh meu Deus! – O pessoal começou a falar e eu ri.
- Diga para o seu amigo Kyle nos ligar. – Falei para eles. – Nós os ajudaremos em tudo o que ele precisar para tratamento. – Sorri e eles assentiram com a cabeça, rindo em seguida. – A gente recebeu o vídeo de vocês. – Eles sorriam, assentindo com a cabeça.
- Ele não vai acreditar. – Um deles falou e eu ri.
- Vai sim! – Apontei para a plateia. – Porque Malcon gravou tudinho.
- Tudinho! – Ele disse, me fazendo rir.

- Eu não sei! – Falei, empurrando Chris enquanto ele olhava a pasta com desenhos.
- Vocês querem fazer algo igual? – O tatuador perguntou e eu e Chris nos olhamos.
- Acho que não. – Ri fraco. – Talvez algo que tivesse relação com nós dois.
- Já sabe onde vai fazer? – Chris me perguntou.
- Depende do que for! – Ri fraco e ele balançou a cabeça.
- Por que o Chris não faz um microfone e uma claquete? – O tatuador, amigo de Chris, falou e eu ponderei com a cabeça.
- Não é uma ideia ruim. – Chris falou e eu virei para ele, rindo fraco. – Onde você quer fazer?
- Uma claquete? – Suspirei, ponderando com a cabeça. – Posso fazer na parte interna do braço esquerdo. – Bati no gordinho do braço. – E você?
- Eu tenho uma tatuagem para meus irmãos na panturrilha esquerda, posso fazer na direita.
- Beleza, vou esboçar aqui e já vamos para a mesa. – Assentimos com a cabeça e o amigo de Chris se afastou.
- Parece que faz uma eternidade que fiz minha outra tatuagem. – Balancei a cabeça e ele riu.
- Quando foi? – Suspirei, colocando a cabeça para pensar.
- Mais de dez anos, isso é certeza! – Ri fraco. – Acho que foi durante a produção do segundo CD. – Balancei a cabeça.
- Onde foi?
- Você lembra daquele programa o Miami Ink? – Ele riu.
- Você fez sua tatuagem no Miami Ink? – Ele perguntou, gargalhando.
- Sim, com o Ami James ainda. – Ele balançou a cabeça, me abraçando pela cintura.
- Como foi?
- Foi um convite na verdade. – Ri fraco. – Louis e Emily foram os únicos que ficaram de fora, foi lá que Mack tatuou meu rosto. – Ele riu.
- Vocês são cheios de surpresa mesmo. – Dei de ombros.
- Ah, você sabe, a gente nunca foi de chegar em um lugar quieto. – Ele riu fraco. – Mas foi legal, acho que eu ainda tenho o vídeo em casa. – Ri fraco. – A gente guardou tudo. – Balancei a cabeça. – Acho que em alguma daquelas salas da gravadora tem um arquivo gigante de vídeos, fotos, provavelmente muita coisa em VHS ainda! – Ele gargalhou, balançando a cabeça.
- Vocês querem dar uma olhada? – O tatuador voltou e eu assenti ao ver o desenho da claquete, me fazendo sorrir.
- Você pode escrever “Quarteto Fantástico” nela? – Perguntei, virando para Chris que sorria. – Foi por esse filme que a gente se conheceu.
- Claro! – Ele sorriu.
- E para eu lembrar qual foi a primeira música que eu ouvi sua? – Ri fraco.
- Provavelmente foi Show Me Love, mas não precisa! – Ele riu, balançando a cabeça.
- I’ve could have shown you America...
- Menos, amor, menos! – Falei e ele riu.
- É, acho que já deve ter muita gente no mundo com tatuagem dessa música. – Ri fraco.
- Já vi algumas. – Dei de ombros. – Muito boas por sinal. – Ri fraco.

- Nem vem, eu não quero decidir isso agora! – Falei rindo, balançando a cabeça.
- Ah qual é gente, por favor! – Jessica falou, se sentando na poltrona em minha frente.
- Não, não! – Louis falou. – A gente prometeu ir com as coisas mais devagar.
- É! – Mack falou.
- Devagar gente, com um foco, então, por favor, podemos colocar esse foco? – Jessica apoiou os cotovelos na mesa. – Por favor! Só ver o que vocês estão planejando algo assim.
- No momento eu estou planejando voltar para a minha cama. – Jack falou e eu ri.
- Scott está lá? – Perguntei, abrindo um largo sorriso e ele me mostrou o dedo do meio, me fazendo rir.
- Eu não acredito nisso, vocês são velhos já e as brincadeiras continuam a mesma.
- Licença... – David falou.
- Nem vem, você não vai se safar dessa! – Ele riu fraco, balançando a cabeça.
- O que você tem em mente? – Perguntei, suspirando.
- Acho que mesmo vocês fazendo as coisas devagar, a gente deveria colocar um prazo, se não as coisas começam a desandar. – Cocei a cabeça.
- Como assim? – Perguntei.
- Vocês são gigantes, cada dia aparece uma novidade para vocês, uma participação, uma colaboração, uma propaganda e a gente sabe que isso toma os dias, além de vocês estarem focados na vida pessoal de vocês, então vamos fazer um calendário para vocês seguirem até com os compromissos pessoais. – Ponderei com a cabeça, afirmando.
- Ok, e qual sua ideia? – Mike perguntou.
- Bem, vocês já visitaram todos os países do mundo que lhes permitiu, talvez a gente possa focar em turnês por países, por continentes, algo menor. – Ela deu de ombros. – Acontece mais rápido, vocês têm mais tempo para voltar para casa e não ficam devendo com os fãs.
- Mas e como seria isso? A turnê teria que ser preparada perfeitamente, com todos os detalhes possível, a gente teria que ter um lugar para guardar o palco, contratar músicos e dançarinos extras se for necessário, fazer contrato com cada país, cada casa de show ou estádio...
- Sim, o trabalho é muito maior, mas é uma opção para vocês ficarem mais folgados. – Ela se encostou na cadeira. – A decisão é de vocês, equipe para fazer tudo isso a gente tem.
Suspirei e olhei em volta da mesa, vendo todo mundo olhar para Jessica, com a mesma feição no rosto. Tudo era meio novo para gente, em situações a gente não sabia o que fazer. Mike foi o primeiro a confirmar com a cabeça e eu fiz o mesmo, vendo o pessoal dos dois lados confirmar e eu olhei para Jessica.
- Beleza! – Suspirei. – A gente faz assim, mas quero ver esse calendário antes de tudo começar.
- Tudo passa pelas suas mãos mesmo. – Ela falou e eu ri fraco.

- Oh meu pequeno! – Abri um sorriso quando Lacey se aproximou e eu peguei Andrew de seu colo, vendo seus olhos azuis gigantes olhando para mim e um sorriso no rosto. – Ele acabou de acordar?
- Mais ou menos, eu olhei na babá eletrônica e ele estava sentado mordendo o bichinho dele. – Ri fraco.
- Seu sapeca! – Falei para ele, dando um beijo em sua bochecha. – Não tem problema ele ficar aqui?
- Ele nasceu ouvindo música alta. – Ela riu fraco. – Ele já está acostumado! – Ri fraco, assentindo com a cabeça.
- Vou ficar com ele um pouco, ele tá tão cheirosinho! – Falei, cheirando o cabelo escuro igual de Mike e ela riu.
- Não vai te atrapalhar? – Ela perguntou.
- Não vai! – Falei sorrindo. – Já tive muita prática com os outros. – Ela deu de ombros.
- Vamos continuar, então? – Virei o corpo, ajeitando Andrew em meu colo de forma que ele pudesse ver o ensaio e Mike fez uma careta para seu filho que mexeu as perninhas animado, me fazendo rir.
- Claro! Vamos para Happily agora! – Falei e ele confirmou com a cabeça.
Mike começou a tocar seu violão e Mack o acompanhou com o baixo, sendo o som que mais chamava atenção nas caixas de som e Louis começou a bater na bateria devagar, só no bumbo e no prato, eles fizeram a introdução algumas vezes, até que Mike começou a cantar.
- You don't understand, you don't understand, what you do to me when you hold his hand. – Abri um sorriso, movimentando Andrew de um lado para o outro. - We were meant to be but a twist of fate, made it so you had to walk away. – Movimentei a cabeça, segurando Andrew firme. - Cause we're on fire, we're all on fire. We're on fire now. – Batia os pés no chão no ritmo da bateria. - Yeah we're on fire, we're all on fire, we're on fire now.
- One, two, three... – Louis gritou e eu me aproximei do microfone.
- I don't care what people say when we're together... – Nós sete cantamos forte no refrão. - You know I want to be the one to hold you when you sleep. – Andrew se mexia em meu colo animado, me fazendo rir, ele já não era tão pequeno. - I just want it to be you and I forever, I know you want to leave so come on...
- Baby be with me so happily. – Mike finalizou sozinho de novo, sorrindo. - Is 4 am and I know that you're with him, I wonder if he knows that I touched your skin, and if he feels my traces in your hair, I'm sorry love but I don't really care. – Virei meu rosto para frente, vendo Chris com no sofá com o resto do pessoal, batendo os pés no chão. - Cause we're on fire, we're all on fire. We're on fire now. Yeah we're on fire, we're all on fire, we're on fire now. – Respirei fundo.
- One, two, three... – Louis gritou novamente.
- I don't care what people say when we're together, you know I want to be the one to hold you when you sleep. – Apertei Andrew em meu colo, que soltava umas risadas gostosas. - I just want it to be you and I forever, I know you want to leave so come on, baby be with me so happily. – A gente riu juntos, balançando o corpo.
- So happily, one, two, three, four! – Mike continuou. - Oh, oh, oh, oh, oh, oh, we're on fire now. – Ele cantou sozinho.
- Oh, oh, oh, oh, oh, oh, we're on fire now. – Os meninos entraram com ele.
- We are on fire... – Cantei com Emily.
- Oh, oh, oh, oh, oh, oh, we're on fire now. – Os meninos gritaram juntos.
- I don't care what people say when we're together... – Cantei forte, vendo o povo sorrir ao continuar comigo. - You know I want to be the one to hold you when you sleep. I just want it to be you and I forever... – Gritei novamente. - I know you want to leave so come on, baby be with me so happily. – Respiramos rápido. - I don't care what people say when we're together, you know I want to be the one to hold you when you sleep. I just want it to be you and I forever, I know you want to leave so come on...
- Baby be with me so happily. – Mike cantou sozinho, me fazendo abrir um largo sorriso.
- Tá ótimo gente! – Brandon falou de dentro da cabine e eu ri fraco, virando Andrew de frente para mim, vendo-o se aninhar em meu peito, resmungando baixinho.
- Andrew se animou aqui! – Comentei e Mike riu.
- Ele ama essa música. – Balancei a cabeça.
- Como é possível ter só um ano e já reconhecer isso? – Mike riu fraco, esticando as mãos para o filho que começou a me puxar em direção a Mike.
- Vai saber! – Ele falou rindo e eu deixei meu afilhado ir para o pai, me fazendo revirar os olhos.
- Eu sempre sou abandonada. – Ele riu fraco. – Sempre.
- Gente, vamos repassar That’s My Girl? Tá chegando a gravação do clipe. – Ouvi Brandon falar e suspirei.
- Ok, só espera um pouquinho! – Falei no microfone. – Criança no recinto! – Falei e ouvi sua risada ecoar pelos autofalantes.

- Vamos lá! – Malcon gritou.
- Espera aí! – Ergui as mãos. – Podemos repassar, por favor? – Ele riu fraco, saindo da sua cadeira de diretor e veio em minha direção e de Emily.
- Trabalho humanitário, gente! – Ele falou. – Vocês estão em um local de refúgio que acabou de sofrer um bombardeio e vieram ajudar.
- Eu sei! – Falei rindo. – Mas agora eu e a Emily só vamos andar e cantar?
- Isso! – Ele sorriu. – E os meninos que serão os vilões da história ficarão encarando. – Assenti com a cabeça.
- Perfeito! – Sorri.
- Pena que eles nem têm cara de quem vão machucar alguém. – Emily falou, me fazendo rir.
- Em suas posições! – Malcon falou, saindo de cena e eu ajeitei minha jaqueta de couro e Emily se colocou ao meu lado, jogando os cabelos para trás. – Vocês sabem o que fazer meninas, desviem dos destroços e tudo mais. – Assenti com a cabeça, suspirando. – Ação! – Ele falou e eu respirei fundo. – Playback! – Ele gritou e logo ouvi a música começar a tocar.
- That's my girl! – Emily cantou ao meu lado e começamos a marchar lado a ladao pelo set feito com pedras falsas e muita areia.
- Who's been working so damn hard, you got that head on overload? – Comecei a cantar forte, encarando os câmeras em nossa frente. - Got yourself this flawless body aching now from head to toe.
- Ain't nothing, ain't nothing... – Emily cantou ao meu lado.
- All my ladies 'round the world. – Movimentei a mão, batendo os pés forte no chão, vendo a poeira subir.
- Ain't nothing, ain't nothing...
- Good girls better get bad. – Encarei os meninos que estavam escorados em construções inacabadas com cara de poucos amigos. - You've been down before, you've been hurt before, you got up before, you'll be good to go, good to go. – Movimentei o corpo, mexendo nos cabelos de um lado para o outro.
- Destiny said it, you got to get up and get it, get mad independent and don't you ever forget it. – Eu e Emily cantamos juntos, parando lado a lado, encarando os figurantes que estavam jogados pelos cantos. - Got some dirt on your shoulder, then let me brush it off for ya, if you're feeling me, put your five high, that's my girl. – Entreabrimos as pernas forte, se entreolhando. - That's my girl, that's my girl, that's my girl!
- Get up, what you waiting for? – Emily cantou mais alto.
- That's my girl, that's my girl, that's my girl. – No refrão nós fazíamos a coreografia, movimentando as mãos atrás do corpo e abrindo-as lateralmente, repetindo diversas vezes.
- Nod if you been played by every boo just trying to show you off. – Voltavamos a marchar enquanto andávamos. - Thought he was the best you ever had until he cut you off. – Gritamos forte.
- Ain't nothing, ain't nothing...
- Bet, you bet, you know your worth. – Movimentei as mãos.
- Ain't nothing, ain't nothing...
- Good girls better get bad. – Abri um sorriso.
- You've been down before, you've been hurt before, you got up before, you'll be good to go, good to go. – Paramos um pouco mais para frente, suspirando. - Destiny said it, you got to get up and get it, get mad independent and don't you ever forget it. Got some dirt on your shoulder, then let me brush it off for ya, if you're feeling me, put your five high, that's my girl. – Abrimos um largo sorriso, voltando a fazer a segunda parte da coreografia. - That's my girl, that's my girl, that's my girl...
- What you wait, what you wait, what you wait, what you waiting for? – Cantei forte, movimentando os braços para frente.
- That's my girl, that's my girl, that's my girl. – Suspiramos, abaixando o corpo, dançando mais devagar quando a música ficou mais lenta.
- You've been down before, you've been hurt before, you got up before, you'll be good to go, good to go. – A gente se movimentava devagar, abrindo diversos sorrisos e nos entreolhamos quando ficou mais rápido. - Destiny said it, you got to get up and get it, get mad independent and don't you ever forget it. Got some dirt on your shoulder, then let me brush it off for ya, if you're feeling me, put your five high... – Forçamos as vozes juntas, e os meninos se colocaram atrás de nós. - That's my girl. – Sorrimos, recomeçando a coreografia os sete juntos, até os meninos que não costumavam dançar. - That's my girl, that's my girl, that's my girl...
- What you wait, what you wait, what you waiting for? – Forcei, movimentando as mãos em sentido a câmera.
- That's my girl, that's my girl, that's my girl. That's my girl, that's my girl. That's my girl, that's my girl.
- Ain't nothing, ain't nothing, ain't nothing, put your heart and your soul in it. – Abri os braços, me colocando um pouco a frente. - Ain't nothing, ain't nothing, ain't nothing, now put your heart and your soul in it.
- That's my girl, that's my girl, that's my girl. – Eu e Emily cantamos juntas, voltando a bater os pés forte no chão. - That's my girl, that's my girl, that's my girl...
- That's my girl. – Finalizei suspirando.
- Corta! - Malcon gritou. – Ficou muito bom, meninas! – Ri fraco.
- Achei meio forçado. – Balancei a cabeça.
- Não, está bom! – Ele disse. – Vai mesclar com várias outras cenas, vai ficar legal. – Ele disse. – Só os meninos dançando que tá meio estranho... – Gargalhei, colocando as mãos na boca em seguida.
- Eu não vi, então não vou dizer. – Ele riu, balançando a cabeça.
- Vamos fazer de novo, só para garantir. – Malcon falou, se afastando da cena.

- Como isso é possível? – Chris se levantou irritado, colocando as mãos na cabeça. – Isso não é possível... Cara... – Ele falava e eu olhava para TV um pouco incrédula, mas ele estava muito puto.
- Filho, se acalma! – Lisa falou, se aproximando do filho.
- Não, mãe, isso é o fim do mundo, esse cara é um louco. – Suspirei e me levantei, seguindo para a cozinha, puxando um copo do armário e enchendo de água.
- Calma, filho, espera! – Ouvia Lisa falando. – É ruim, mas vivemos em uma democracia, você vai ter que viver com isso.
- Como eu vou ter que viver com isso, mãe? Esse cara é racista, lunático, xenofóbico... – Suspirei, virando a água na boca.
- Que merda, hein?! – Jack apareceu em minha frente e eu suspirei, rindo fraco.
- Que merda! – Balancei a cabeça. – Esse é o ano mais zoado de toda a minha vida.
- Não é não! – Ele falou, rindo. – É o mais zoado do mundo, mas o nosso está sendo bom. – Abri um pequeno sorriso.
- Se esse cara prometer tudo o que está prometendo, a gente está ferrado. – Suspirei e ele negou com a cabeça.
- A gente não se meteu em nada político, o que foi bom para gente, não estamos no radar dele, se acalma. – Ele falou e eu engoli em seco.
- E espero nem entrar também! – Suspirei.
- O Chris está bem bravo! – Ele falou baixo.
- O tio dele é do congresso, do partido da Hilary, e eu tenho até medo quando começa a falar de política, é tudo meio quente assim. – Ele suspirou.
- Pois é, o negócio tá pegando fogo lá na sala. – Ri fraco.
- Vou resolver isso agora. – Falei, apoiando o copo na bancada da cozinha e saí da mesma, vendo Grape seguir meus passos. – Os nervos estão mais calmos? – Me aproximei da sala, vendo Chris e Lisa sentados no sofá novamente.
- Não muito! – Minha sogra falou e eu respirei fundo.
- Bem, eu não sei vocês, mas eu vou dormir, aproveitar o conforto de casa, porque a polícia federal pode bater na nossa porta a qualquer momento para deportar todo mundo. – Falei, ouvindo Jack gargalhar ao meu lado.
- Oh amor! – Chris falou, se levantando novamente. – Você não vai ser deportada. – Ri fraco.
- Eu sei que não, eu estou legalizada aqui, mas se ele for tão xenofóbico como mostra, só os gêmeos vão se livrar disso. E as crianças. – Dei de ombros, rindo. – Você está mais irritado que a nossa equipe que é feita por 80% estrangeiros. – Ele suspirou, coçando a cabeça.
- Desculpa é que... – Ergui a mão.
- É que nada, se acalma e vamos ver o andamento disso. Tem tempo para ele tomar posse ainda, quando ele tomar posse, a gente volta a analisar. Pode ser? – Ele suspirou, assentindo com a cabeça.
- Ok, pode ser! – Ele falou, me abraçando forte. – Vou tentar me controlar.
- Por favor! – Falei rindo, abraçando-o fortemente.

- A ideia dessa loja física sempre foi divulgar o trabalho da Orbe com mais facilidade aqui em Los Angeles. – Sorri. – As pessoas têm ficado cada vez mais interessadas, os artistas querem fazer parte, querem ajudar, então ter um lugar fixo em Los Angeles deixa tudo mais real. Ao invés das pessoas correrem para Malibu para ir atrás de mim, eles virão para a Rodeo Drive. – Assenti com a cabeça.
- E a ideia da porcentagem da doação permanece a mesma? – A repórter me perguntou.
- Sim, completamente a mesma. Toda a porcentagem de lucro será usada para o frete, envio e o resto será totalmente dedicada a fundação do Elton John, que faz pesquisas e avanços sobre AIDs, além da compra e envio de produtos que ajudam no tratamento dessa doença que ainda é um mistério. – Ela assentiu com a cabeça.
- E para você, Stone, que já passou por várias coisas e acontecimentos na vida, qual é a sensação de poder ajudar em uma pequena parte essas pessoas? – Suspirei.
- Eu ainda não me conformo que ainda existe tanta miséria no mundo, e que muitos governantes não façam nada ou não possam fazer nada sobre isso, então poder ajudar é o mínimo. – Suspirei, jogando meu cabelo para trás. – Eu já vi o que essa doença pode fazer, uma das minhas melhores amigas vive com HIV positivo, então nós estamos tentando o máximo que esteja ao nosso alcance para que seja feito pelo menos um controle dessa doença, e quem sabe, algum dia, erradicá-la. – Ela sorriu.
- Obrigada, , aproveite sua festa! – Sorri, acenando para ela e os outros repórteres que eu falei, além de fãs que se amontoavam na calçada em frente à minha loja.
Olhei para o prédio alto de vidro, com traços da arquitetônica em preto fazendo um grande xadrez no prédio e o escrito Orbe em um prateado que imitava globo de espelhos e um losango roxo acima.
O segurança da porta abriu uma das portas duplas de vidro e eu senti o ar gelado vir de dentro dela e eu suspirei alto, abrindo um largo sorriso. A loja era alta, dividida em dois andares, mas do andar de baixo, assim como era na gravadora, podia ver o andar de cima. Todas as paredes estavam tomadas com três faixas de cabides, cada uma segurando os modelos feitos por cada artista, desde o menor tamanho, até o maior. Acima, com uma escada na lateral, tinha mais dessas, mas com as camisetas exclusivas de nós sete.
Ao redor do local, convidados famosos, alguns fãs que ganharam convites e nossos familiares tinham largos sorrisos nos rostos, enquanto conversavam entre si, ou bebiam um pouco de champanhe que era distribuído por garçons que andavam pelo local. Estava tudo perfeito.
Apesar da loja ficar em um dos locais mais caros de Los Angeles, era aqui que ela poderia ter uma receptividade melhor, apesar de todas as vendas online, um ponto fixo que os artistas pudessem vir, prestigiar, e os fãs fizessem a festa, seria o ponto de referência perfeita para o fã de qualquer artista no mundo, que topou fazer parte da Orbe, é claro!
- Mais um sucesso, hein?! – Virei de costas, abrindo um sorriso para Chris que segurava sua taça de champanhe e eu ri fraco.
- Eu estou tão feliz, sabe? – Falei suspirando e ele assentiu com a cabeça.
- Posso imaginar. Isso está demais, ! – Sorri. – Os fãs estão loucos para entrar.
- Amanhã. – Balancei a cabeça. – Tem muito famoso aqui, imagina o que vai acontecer se deixar todo mundo entrar. – Ele gargalhou.
- Oh, perigoso! – Ele riu. – Mas foi muito legal do pessoal comparecer. – Afirmei com a cabeça.
- Sim, foi muito bom. – Suspirei. – Ah, isso é demais! – Ele riu.
- Você está extasiada. – Ele comentou, passando a mão em minha cintura.
- É tão bom ver as pessoas realmente valorizando isso, sabe? Não só comprando as roupas, mas também mostrando o apoio, querendo participar das doações, das entregas... – Suspirei. – Isso é muito mais do que eu e Emily imaginamos lá atrás.
- E isso só vai crescer mais, amor. – Ele deu um beijo em minha testa. – Vocês merecem. – Sorri, retribuindo com um beijo em sua bochecha.
- ! – Emily gritou por mim e eu ri, seguindo em sua direção.

- Desculpe, demorou no médico! – Falei, ao empurrar a porta da sala de ensaios.
- Médico? – Jack perguntou.
- Você foi no médico, está tudo bem? – David perguntou e eu respirei fundo.
- Eu fui na ginecologista gente, sendo mulher, é bom que eu vá uma ou duas vezes por ano. – Falei, deixando meus saltos no canto da sala e seguindo em frente. – Teste de mamas, conferir se está tudo certo?
- Oh sim! – Mike falou, coçando a cabeça.
- Desculpe! – Jack falou, me fazendo rir e eu segui até o meio da sala, segurando meu microfone.
- O que você está fazendo aqui? – Notei Scott de canto de olho, sentado no sofá branco.
- Eu o convidei. – Jack falou e eu abri um largo sorriso, olhando dele para Scott e vice-versa.
- Oh certo! – Ri fraco. – Como está, Scott? – Perguntei.
- Bem, , muito bem. – Ele falou, levemente envergonhado e eu ri fraco.
- Ai que felicidade, meus dois melhores amigos. – Suspirei, tirando o microfone do pedestal.
- Você parece o Ross de Friends em algumas situações. – Mack cochichou ao meu lado e eu ri.
- Não é a primeira vez! – Alguém cochichou e eu fiz uma careta.
- Chris vem? – Scott perguntou.
- Ele foi para Hollywood para uma reunião. – Dei de ombros. – Deve aparecer daqui uma hora mais ou menos.
- Vamos começar, então? – David voltou a focar.
- Claro! – Falei.
- Podemos começar por Shoot Love? – Jack perguntou e eu ri fraco, suspirando.
- Claro! – Repeti, suspirando. – Quando quiserem!
David não esperou muito para começar a colocar os ritmos misturados em sincronia, fazendo que o tom parecesse mais sombrio do que realmente era, e eu devolvi o microfone no pedestal, não era minha vez.
- Yeah, you gotta let it go, cause we're losing grip now, it's about to go down, would you let me talk to you? – Jack começou, puxando seu microfone do pedestal, dando um passo para frente. - You gotta let me know, cause I'm on the edge now of a nervous breakdown, cause I can't get through to you. – Eu movimentava os lábios no ritmo da música, repassando a letra, sentindo os pés se mexerem junto. - I got my hands up screaming, got my hands up screaming. – A voz fina de Jack se mostrou, me fazendo abrir um largo sorriso e meu corpo se arrepiou imediatamente. - Don't shoot love baby, don't shoot love. Don't shoot love baby, don't shoot. – Movimentei o corpo lado a lado, remexendo o mesmo. - When you get that feeling, when you get that feeling. Don't shoot love baby, don't shoot love. Don't shoot love baby, don't shoot. – Ele respirou rapidamente, fechando os olhos. - You'll never let me go, got me chained to your touch, like a slave for you love, I'm ashamed to say it's true. – Ele era mais calmo para cantar do que eu, suas veias ficavam a mostra, seu rosto um pouco vermelho, mas ele era mais contido com as mãos. - Afraid to let you go, cause without you I'm lost, and not matter the cost, I'm standing next to you. – Eu e Emily movimentamos o corpo juntas, rindo em seguida. - I got my hands up screaming, got my hands up screaming. – Movimentei as mãos, girando o corpo no refrão. - Don't shoot love baby, don't shoot love. Don't shoot love baby, don't shoot. When you get that feeling, when you get that feeling. – Os olhos de Jack ficaram espremidos, mas sua voz se manteve igual. - Don't shoot love baby, don't shoot love. Don't shoot love baby, don't shoot. – Puxei o microfone para mim.
- My back's against the wall tonight. – Cantei devagar, movimentando as mãos.
- So go ahead pull the trigger, shoot the lights off. Go ahead pull the trigger, shoot the lights off. – Jack cantou, se aproximando de mim.
- I see the fear that's in your eyes... – Forcei a voz.
- So go ahead pull the trigger, shoot the lights off. Go ahead pull the trigger, shoot. – Fiz a mão em formato de arma, apontando para Jack.
- I got my hands up screaming, got my hands up screaming. Don't shoot love baby, don't shoot love. Don't shoot love baby, don't shoot. – Nós sete cantamos juntos, misturando os tons de vozes.
- When you get that feeling, when you get that feeling. – Jack voltou sozinho, me fazendo sorrir. - Don't shoot love baby, don't shoot love. Don't shoot love baby, don't shoot. – Ele parou abruptamente, junto de Louis na bateria.
- É por isso que eu acho que você tem que cantar mais! – Falei rindo, virando o rosto para Scott que aplaudiu sozinho, me fazendo sorrir... Fazia muito tempo que eu não via Jack feliz, e saber que ele estava bem com alguém que eu conhecia e confiava, era a melhor parte.
- Beleza, próxima? – Mike perguntou.
- Não, deixa o Jack cantar de novo. – O italiano gargalhou, balançando a cabeça.

- Eu estou nervosa. – Falei para Emily que estava ao meu lado.
- Eu também. – Ela suspirou rindo.
- Não precisa, gente, está logo ali! – Mack falou, tentando conter a felicidade.
- Fiquem quietos, estão olhando para gente! – David falou.
- Jura? – Mack foi irônico e eu ri fraco, segurando as laterais do meu vestido que voava pelos ares.
- Fazer parte dessa calçada, não é só uma demonstração de valorização ao trabalho duro de anos, mas também a demonstração de carinho e afeto que o pessoal de Los Angeles tem por essas pessoas presentes aqui. – O prefeito de Los Angeles, Eric Garcetti, falava, me fazendo sorrir. – Então, é por isso, que estamos reunidos aqui para presentear Stone e sua banda, The Fucking Stone, com sua própria estrela na calçada da fama da Hollywood Boulevard. – Ele falou, começando a aplaudir e eu o imitei, animada.
Os trabalhadores que estavam nas laterais, ergueram o pano preto que cobria o chão e eu soltei um suspiro, apertando a mão de Emily quando vi aparecer no chão preto a estrela rosa e os escritos “ Stone & The Fucking Stone” em dourado e o símbolo do CD abaixo, me fazendo respirar fundo.
O prefeito de Los Angeles entregou para cada um de nós uma placa, com a réplica da estrela, junto do decreto de condecoração, me fazendo suspirar. Cumprimentei o prefeito, agradecendo com um aceno na cabeça e me abaixei no chão, me sentando ao lado da estrela, abrindo um largo sorriso ao ver meu nome ali.
Os fotógrafos começaram a tirar fotos e eu passei a mão levemente no meu nome, rindo sozinha. Quem imaginava que um dia eu estaria ali, no endereço mais famoso do mundo da fama, com a nossa estrela cravada no chão?
Estiquei as pernas na lateral, abrindo um sorriso para os fotógrafos que soltavam flashes em meu rosto e eu chamei minha banda para as fotos e eles se colocaram atrás de mim, com as placas fazendo caras e bocas, me fazendo rir.
Deitei meu corpo no chão, cruzando as pernas para não aparecer nada que não devesse e o pessoal me imitou, deitando com a cabeça nas pontas da estrela e eu suspirei, olhando o céu azul lá fora e as pessoas se amontoavam em cima da gente, tirando cada vez mais fotos.
- A gente conseguiu! – Suspirei e eles riram.
- A gente conseguiu! – Eles repetiram e eu fechei os olhos, sentindo o chão gelado da calçada, misturado com o quente do tapete vermelho e sorri.

- Saca só quem resolveu aparecer! – Falei, ao ver a porta de casa ser aberta.
- E aí, querida? – Meu pai falou e eu sorri, andando em sua direção e o abraçando fortemente.
- Cansou de ficar na mansão de Jessica? – Ele riu, balançando a cabeça.
- Não é assim!
- Uhum, sei! – Balancei a cabeça e ele riu, suspirando.
- Eu queria conversar contigo, se possível. – Ele falou e eu sentei no sofá da sala, indicando para ele fazer o mesmo.
- Eu odeio essas palavras. – Ele riu.
- Eu sei. – Ele se sentou. – Chris está? – Ele perguntou.
- No banho, ele quer me levar em um encontro hoje. – Ele assentiu com a cabeça. – Mas eu tenho um tempo para você. – Ele riu fraco.
- Eu queria saber o que você acha de nós perdermos o vínculo com Relva? – Ele perguntou e eu franzi a testa. – Não totalmente porque sua avó vai ficar lá, você tem suas amigas que vivem aparecendo lá...
- Por que isso agora? – Ele suspirou.
- Eu estou apaixonado, minha filha, quero ficar perto de Jessica. – Ri fraco. – E ficar viajando sempre Brasil, Estados Unidos, sempre não é fácil, nem barato. – Assenti com a mão, segurando sua mão.
- E qual é seu plano, pai? – Perguntei, suspirando.
- Eu quero vender nossa casa em Relva, passar o ponto do restaurante e com esse dinheiro tentar abrir um restaurante italiano aqui. – Suspirei, assentindo com a cabeça.
- Minha vida está em Los Angeles agora, pai, eu não vou mais voltar. – Balancei a cabeça. – Eu não tenho direito a opinar no que você quer fazer com a sua vida, eu construí meu lar. Não sei quanto tempo vou ficar aqui, mas enquanto a gente continuar com a banda, Los Angeles sempre vai ser o lugar que a gente retorna.
- Então para você tudo bem? – Ri fraco.
- Tudo ótimo, pai! – Acariciei sua mão. – Vai ser feliz, faça umas escolhas certas na sua vida, para variar. – Ele sorriu. – Só não terminem, porque eu não sei viver sem nenhum dos dois. – Ele gargalhou.
- Nós queremos, pelo menos, o para sempre. – Sorri, assentindo com a cabeça.
- Obrigada! – Suspirei. – Sei o quanto a Jessica está feliz com isso. – Sorri. – Vocês dois.
- Eu estou feliz também, filha, ela sempre foi uma pessoa maravilhosa, pena que eu demorei para ver. – Confirmei com a cabeça.
- Tudo se ajeita, viu Jack e Scott? – Ele riu.
- Pois é, aquilo demorou, hein?! – Ele falou.
- Nem me fala. – Ele riu fraco.
- Além disso, eu queria sua ajuda para alugar um lugar para o restaurante, questão de melhor ponto e tudo mais. – Assenti com a cabeça. – Só sua opinião, sem ajuda monetária. – Ri fraco.
- Imaginei! – Suspirei. – Mas eu ajudo sim, além do mais, ainda sei juntar cem gramas de farinha, um ovo, uma pitada de sal e fazer massa fresca. – Ele riu, beijando minha mão.
- Obrigado, querida. – Ele sorriu.
- Fala aí, senhor Olavo! – Chris apareceu na escada e meu pai se levantou novamente.
- E aí, Evans, muito ocupado? – Eles riram, se abraçando.

- Aonde você vai? – Chris perguntou quando eu abri a porta.
- Salão principal. – Apontei para a gravadora. – Jessica disse que a árvore de natal chegou, as crianças estão fazendo a festa, então já viu.
- Espera aí, eu vou para academia! – Ele correu pela cozinha, pegando uma banana na fruteira.
- Voltou a malhar, é, bonitão? – Perguntei, vendo-o sair de casa e eu puxei a porta.
- As gravações de Os Vingadores três estão chegando, né?! – Ele riu. – Preciso me preparar.
- Cadê Dodger e Grape? – Perguntei, não ouvindo latidos vindo de casa ao fechar a porta.
- Eu deixei eles saírem um pouco mais cedo. – Ele disse e eu ri fraco, balançando a cabeça.
Caminhamos lado a lado pelas duas ruas do complexo e eu empurrei a porta principal da gravadora e dei um passo para trás, tropeçando em Chris, abrindo a boca com a gigante árvore de natal que ocupava bom espaço no meio da gravadora.
- Oh meu Deus! – Falei, jogando minha bolsa no chão e caminhando em direção ao pessoal que estava no chão e em escadas decorando a árvore de natal. – Qual é o tamanho disso?
- Cinco metros e dez, quase não entrou pela porta. – Malcon falou, no topo de uma escada, ajeitando alguns enfeites de natal
- Não podia ser uma menorzinha? Uma que não precisasse de uma escada gigante para colocar a estrela no topo? – Jessica riu ao meu lado.
- Há dois anos a gente teve uma árvore sem graça, deixa esse ano a gente fazer a festa. – Ri fraco.
- Esse cheiro de pinho vai ser sufocante daqui alguns dias. – Comentei.
- Eu vou para academia. – Chris falou. – Nos falamos depois? – Ele perguntou.
- Claro! – Disse, sentindo-o beijar meus lábios rapidamente e sair pela porta de vidro novamente.
- Mas está legal, não está? – Maggie ou Hugo, agora com os cabelos bem curtos falou, enquanto enganchava algo nas bolas e passava para Melanie que estava na escada.
- Está demais mesmo! – Falei rindo.
- Mandamos fazer alguns enfeites de natal especiais. – Jessica comentou. – Símbolos seus, dos meninos, de todo mundo. – Assenti com a cabeça.
- Às vezes eu esqueço como eu amo o natal. – Ela riu fraco, me abraçando de lado.
- A gente fica tão atolado no fim do ano, que acaba fazendo as coisas meio amontoadas. – Jessica deu de ombros. – Esse ano a gente vai poder aproveitar com calma. – Ri fraco.
- Sim, muita comida, muita música, a família inteira reunida. – Suspirei.
- Nem acredito que deu certo juntar todo mundo. – Ri fraco.
- Só espero que o Buffet esteja preparado para uma festa digna de casamento e não um natal. – Ela riu.
- Eles estão, só a parte de servir que vai ser por nossa conta.
- Ah, por favor. – Falei. – Que eles aproveitem o natal em suas casas. – Ela assentiu com a cabeça.
- Ei, dá para alguém me ajudar? – Melanie gritou e eu me assustei, vendo Carl e Ariella correrem até ela e segurar a escada, me fazendo rir.
- É natal de novo! – Falei e Jessica riu.
- O natal bagunçado da família Stone. – Ela completou e eu ri, me aproximando das trigêmeas que estavam jogadas no chão com diversos enfeites no chão, que deixava glitter em qualquer canto do piso escuro.

Suspirei, passando a mão embaixo de meus olhos e abracei Ellen DeGeneres de lado, que tinha os olhos vermelhos e encarava sua medalha com um sorriso no rosto, nem havia chego a honraria para mim ainda, mas eu já estava chorando, como havia sido com Tom Hanks, Robert De Niro, Diana Ross, Bill Gates e sua esposa, Bruce Springsteen, Michael Jordan e outros que se seriam homenageados que estavam em minha frente ou ao meu lado.
- Agora... – Presidente Obama falou, abrindo um sorriso. – Stone! – Ele me disse, me fazendo rir e os poucos convidados e familiares aplaudirem. Eu desci do pequeno palco e me aproximei do presidente dos Estados Unidos, ele me cumprimentou com a mão e sorriu, voltando ao púlpito e eu fiquei ao seu lado. – Vocês podem notar que é a única estrangeira nessa lista, mas eu não poderia finalizar meu mandato sem entregar essa grande honraria a ela. – Assenti com a cabeça, sorrindo, mas eu estava lacrimejando já, minha feição deveria estar horrível. – , brasileira, trinta anos, cantora. – Ele balançou a cabeça. – Uma escolha não feita por ela, mas por uma profissional que visualizou esse futuro que estamos vivendo hoje, uma pequena pedra preciosa que precisava lapidar. – Ele sorriu. – Com sorte, esse futuro se concretizou e ela está aqui, trazendo felicidade para nós de diversas formas possíveis. – Ele sorriu. – possui o Green Card, recentemente ela conseguiu sua cidadania americana, então posso dizer com todas as letras que ela é cidadã americana. – Sorri. – Mas acima de tudo, ela é amável com todas as nacionalidades. – Ele suspirou, balançando a cabeça e olhou para mim. – É de pessoas como ela, que exigiu a participação de estrangeiros em sua banda, que a gente precisa. – Ele balançou a cabeça. – Alguém que consegue trazer diversas etnias e culturas para um único lugar e formar algo incrível que eu chamo de arte. – Suspirei. – E todos os prêmios, participações, legião de fãs são a prova de que ela é uma pessoa persistente, lutadora, além de carismática, que já passou e viu muitas coisas, mas que, até quando deixou se abalar, levantou rapidamente. – Ele confirmou com a cabeça. – Além disso, luta pela dizimação de AIDS no mundo. – Ele suspirou. – Começou com o convívio com uma pessoa que possui a doença, mas que é a prova de que essa doença não é mais uma sentença de morte. – Ele suspirou. – Seguiu com uma doação aos doentes, depois com uma arrecadação, depois seguiu para a criação de uma marca de roupas, a qual o lucro inteiro é revertido para a compra de remédios, utensílios para o tratamento, pesquisas, além de ajudar na alimentação, moradia e roupas para os países que mais sofrem com essa doença. – Passei a mão embaixo de meus olhos, sentindo que estava chorando novamente. – Para você, , que vive nessa vida corrida, 24 horas por dia e ainda tem tempo de doar poucos segundos para focar nesse povo, em se preocupar com a conscientização da amizade entre raças, culturas, países, tocar o coração de milhares de pessoas no mundo... – Ele riu fraco. – Vocês não têm noção de que, apesar de nós vivermos em um país de primeiro mundo, o Brasil é um dos países com melhores condições para o tratamento da AIDs e conscientização, e é por causa dessa mulher, que estamos chegando no mesmo caminho. – Ele suspirou, se virando para o soldado ao seu lado e pegou a medalha com a fivela azul, me fazendo respirar fundo. – À Stone, pelas suas lutas culturais, pela sua demonstração cultural durante diversos anos, e pela sua luta contra a AIDs, eu lhe ofereço a Medalha Presidencial da Liberdade, a mais alta condecoração dada a um civil nos Estados Unidos. – Respirei fundo, confirmando com a cabeça. Virei de costas e o senti colocar a medalha com uma estrela e um águia em meu peito e o pessoal aplaudiu, incluindo Chris e meus membros de banda que estavam assistindo. – Obrigado pelo seu trabalho incrível! – Ele falou, me abraçando em seguida e eu suspirei, enxergando meio embaçado, sentindo as lágrimas escorrerem pela bochecha.
- Obrigada! – Falei meio falhado e ele riu.
- Parabéns! – Sua esposa, Michelle, chegou em seguida, me abraçando fortemente. – Que seu trabalho continue sendo uma inspiração para todos nós. – Assenti com a cabeça, engolindo em seco e ela me abraçou, me fazendo respirar fundo e eu virei de frente para os fotógrafos, ficando entre o presidente e a primeira dama e eu tentei dar meu melhor sorriso choroso para a imprensa, sentindo a pesada medalha em meu peito.

- Melhores do ano! – Virei o rosto para a porta, vendo Jessica entrar na mesma. – Álbum do ano: Reflection, artista do ano: Stone, banda do ano: The Fucking Stone, cinco músicas no top dez da Rolling Stone, três na Forbes e fechando o ano com a Billboard. – Suspirei, balançando a cabeça e ela entrou na sala que eu estava jogada no sofá. – Mais um ano fabuloso. – Ri fraco, balançando a cabeça.
- O ano ainda não acabou. – Me sentei no sofá, jogando as pernas para baixo.
- Ainda não, falta pouco mais de um mês, alguns compromissos, mas parece que está tudo certo! – Ela disse, colocando as revistas e papéis na mesa de centro de casa e se sentou ao meu lado. – Você estava chorando? – Suspirei, passando as mãos nos olhos.
- Acabou de anunciar que aconteceu um acidente com um time brasileiro na Colômbia. – Balancei a cabeça, suspirando. – Morreu bastante gente.
- Time de futebol? – Ela perguntou, olhando para a Globo internacional, onde não parava de passar imagens do acidente.
- Sim, a Chapecoense... – Suspirei, balançando a cabeça. – Eles estavam indo jogar a final do campeonato Sul-Americano. – Ri fraco. – Eles eram muito novos. – Suspirei.
- O que aconteceu? – Ela perguntou.
- Estão falando de pane elétrica, tem gente até falando de negligência da parte do piloto. – Passei a mão na cabeça. – É uma sensação horrível. – Ela assentiu com a cabeça.
- Quem mais estava a bordo? – Virei para ela.
- Jornalistas, equipe técnica do time, só pessoas que iriam para o jogo. – Balancei a cabeça. – O mundo inteiro está revoltado.
- Você está bem? – Ela me perguntou e eu dei de ombros.
- Estou, não é?! Mas é impossível não ficar triste com a perda de pessoas que estavam indo realizar um sonho. – Ela suspirou e levantou.
- Sai daí, então. Vai tomar um banho, refrescar a cabeça, não pensa nisso não. Demonstre seu apoio, mas fique bem. – Ela falou e eu suspirei. – Comemore suas vitórias. – Concordei com a cabeça, abrindo um pequeno sorriso.
- Tentarei. – Suspirei.
- Onde está Chris? – Ela perguntou.
- Austrália? China? – Balancei a cabeça. – Ele está no lançamento da sua propaganda para o Uísque Chivas Regal, além do GQ Awards.
- Ah, era essa semana? – Concordei com a cabeça. – Não quis ir?
- Chega uma idade que a gente não tem muito pique, além de que estou ensaiando bastante com Pierre e Chuck para o show no Brasil. - Ela confirmou com a cabeça, suspirando.
- Está chegando! – Afirmei com a cabeça.
- Sim. – Ri fraco. – De pensar que no dia que você apareceu na porta de casa para me oferecer o contrato, eles estavam no papel de parede do meu computador. – Ela riu fraco.
- O mundo dá voltas, . – Ela suspirou. – E acabam se encontrando no meio do caminho. – Assenti com a cabeça sorrindo. – Fica bem, tenho que falar com os meninos. – Concordei com a cabeça. – E agradeça suas boas colocações em listas e tudo mais. – Ri fraco.
- Pode deixar.

- Eu vou descer. – Falei para Chris que estava deitado na cama do hotel.
- Eu vou ficar aqui, eu to passando mal. – Revirei os olhos.
- Também, quem mandou comer tanto? – Falei, suspirando e ele soltou um suspiro alto.
- , eu comi um lanche de mortadela do tamanho da minha cabeça e um pastel de bacalhau, a culpa não foi minha. – Ri fraco.
- Além dos pedaços de queijo, frutas, embutidos...
- Xí! – Ele falou, abanando a mão e eu ri fraco. – Por que você nunca me levou lá?
- Para começar que eu acho que você nunca veio comigo para o Brasil, e outra, a última vez que eu havia ido no mercadão foi durante a primeira turnê aqui. – Ri fraco. – Mas eu falei para gente dividir, você que não quis. – Ele suspirou.
- Eu não vou descer agora, ok?! A gente se fala depois. – Ri fraco, ajeitando meus tênis e me levantei, colocando uma blusa regata, no lugar da blusa do pijama.
- Volto em uma hora, do contrário eu morri lá embaixo. – Ele riu fraco, levantando do sofá no quarto do Renaissance e abri a porta, saindo do mesmo. Caminhei pelo corredor do hotel e bati no primeiro que eu vi, suspirando.
- Ei! – Chuck abriu.
- Ei, vocês são descer? – Perguntei.
- Para falar com os fãs? – Ele perguntou e eu assenti com a cabeça. - Pierre está no banho, Jeff saiu, vamos aproveitar quando sair para jantar. – Afirmei com a cabeça.
- Ok, eu vou dar uma passada lá embaixo, tá meio cheio, depois acho que vou ficar aqui pela parte da noite, dando uma respirada. – Ele assentiu com a cabeça.
- Beleza, qualquer coisa a gente dá um toque pelo celular.
- Beleza! – Falei rindo e voltei minha caminhada pelo corredor do hotel, entrando no elevador e apertando o botão do térreo.
Assim que as portas se abriram novamente, eu vi Carl e Ariella se levantarem de seus assentos e ficarem colados em mim, me fazendo balançar a cabeça, suspirando. Junto deles, os seguranças do hotel começaram a se aproximar das portas e eu suspirei, era sempre a mesma coisa.
- Tem bastante gente! – Ariella falou e eu suspirei.
- Vocês sabem o procedimento, está tudo bem! – Suspirei, fazendo um rabo de cavalo alto em meu cabelo e finalizando em um coque para evitar puxões de cabelo.
Empurrei a porta de girar do hotel, vendo os seguranças do lado de fora meio à postos e os fãs brasileiros gritaram meu nome quando eu saí, mas os seguranças já haviam se aproximado deles, formando um cerco.
- Calma, gente! – Falei em português, causando grito em alguns fãs, me aproximando deles, descendo a pequena ladeira do hotel, em direção a calçada. – Eu vou falar com todo mundo, tirar fotos com todo mundo! – Falei rindo, abanando as mãos e os seguranças me encaravam. – Calma, tudo vai dar certo. – Ri fraco, ficando a pouco mais de um metro dos fãs, vendo alguns até chorando. – Vamos organizar que ninguém se machuca, todo mundo fica feliz, beleza? – Ninguém respondeu, me fazendo rir. – Vamos começar aqui. – Apontei para o lado esquerdo do hotel, pisando no pequeno gramado na frente do hotel, vendo já vários fãs se aproximarem de mim com capas de CDs, câmeras e celulares, me fazendo rir, não adiantava eu avisar, ninguém obedecia.

- A próxima música é muito importante para gente, porque fala sobre rejeição, que é algo que muitas pessoas têm medo, incluindo nós. – Pierre falou andando pelo palco. – E, para nos ajudar a cantar, gostaríamos de chamar aqui, uma pessoa muito especial para nós... – Os fãs gritaram. – Rá, rá! – Ele riu. – Ela é nossa fã desde sempre, o que é uma incrível honra para nós. E, quando ela se convidou para fazer parte dessa nossa turnê no Brasil, ela contou que no dia que recebeu sua proposta para ser essa cantora que é hoje, ela lembra que tinha nossa foto em seu computador. – Ele riu novamente. – Então, alguns anos se passaram, muito mudou, mas nós temos o prazer de ter ela aqui para cantar conosco. – Ele gritou. – Com vocês, Stone! – Ele gritou, me fazendo entrar no palco com o pé direito, acenando para o pessoal.
- E aí, São Paulo? – Gritei animada, acenando para Chuck, Seb e Jeff, e seguindo para o lado de Pierre que me deu um rápido abraço, me fazendo sorrir. – O que Pierre disse é verdade, Simple Plan sempre foi uma banda muito importante para mim, eu sempre acompanhei as músicas, os CDs, e hoje é um prazer estar aqui fazendo parte dessa história.
- Não tem David, mas tem Stone. – Seb falou, me fazendo rir.
- Essa é I Refuse! – Falei alto, vendo as luzes mudando de cor.
Apresentar com outra banda, era algo meio estranho, por mais que ensaiamos algumas vezes em Los Angeles, estar inclusa no show de outra banda era sempre meio complicado, era o tempo deles, a música deles, a parte deles, enfim, eu só estava lá como presença, mas o bom era que todo show no Brasil era igual, cheio de emoção e energia.
- Stop being such a freak, nobody wants you here. – Pierre começou animado, subindo na caixa de som.
- That's what they said to me! – Cantei junto dos outros três, David havia desistido de vir em última hora.
- There's something wrong with you. Why don't you disapear? – Pierre continuou sozinho.
- That's what they said to me! – Cantei forte.
- Why should be all be stereotypes? Why don't we all just stand up and fight? In my blood, in my veins, in my heart, I know what's right for me. – Pierre ergueu o microfone.
- So I refuse! – Cantamos forte.
- Don't apologize for who I am. – Cantei com ele, passando o braço livre pelos seus ombros.
- Oh I refuse!
- Don't ever let somebody say I can't! – Cantamos juntos - I refuse, I refuse, I refuse! I refuse, I refuse, I refuse! So I refuse. Don't let the words you say get to me! – Balancei a cabeça.
- Oh I refuse!
- To keep on suffering quietly, I refuse, I refuse, I refuse! I refuse, I refuse, I refuse! So I refuse. – Cantei forte com eles, balançando o corpo.
- You'll never make it far, you're just a hopless case. – Cantei sozinha, me aproximando do público que gritava e pulava fortemente.
- That's what they said to me!
- How can I make it clear, you're just a big mistake. – Cantei forte, esticando o microfone para eles.
- That's what they said to me!
- You don't control me, this is my life, when will you wake up and open your eyes. – Virei o corpo, ficando de frente ao Pierre. - In my blood, in my veins, in my heart, I know what's right for me. – Estiquei o microfone para os fãs.
- So I refuse! – A banda cantou.
- Don't apologize for who I am. – Voltei a cantar com Pierre.
- Oh I refuse!
- Don't ever let somebody say I can't! I refuse, I refuse, I refuse! I refuse, I refuse, I refuse! So I refuse. – Balancei a cabeça, me colocando ao lado de Jeff, que mexia a cabeça igual a mim. - Don't apologize for who I am. – Apoiei a mão em seus ombros.
- Oh I refuse!
- Don't ever let somebody say I can't! I refuse, I refuse, I refuse! I refuse, I refuse, I refuse! So I refuse. – Cantamos juntos, animados e o ritmo ficou mais devagar, me fazendo suspirar.
- No matter what you think, you don't decide my faith. I can do anything, no matter what you say. – Pierre cantou sozinho, se afastando um pouco da frente do palco.
- Cause in my blood, in my veins, in my heart, I know what's right for me. – Cantei sozinha, fechando os olhos e movimentando as mãos.
- So I refuse! – Eles cantaram forte.
- Don't apologize for who I am.
- Oh I refuse!
- Don't ever let somebody say I can't! I refuse, I refuse, I refuse! I refuse, I refuse, I refuse! So I refuse. – Balancei a cabeça no ritmo. - Don't apologize for who I am.
- Oh I refuse!
- Don't ever let somebody say I can't! I refuse, I refuse, I refuse! I refuse, I refuse, I refuse! So I refuse.
- Oh, oh, oh!
- So I refuse... – Cantei forte com a banda, ouvindo a música se finalizar aí e eu ri fraco, erguendo o microfone, abrindo um largo sorriso.
- Obrigada! – Falei mais para a banda do que para o público, saindo correndo do palco, sabendo que eu voltaria só para o fim do show.
- O que é bom dura pouco, não é?! – Pierre falou e eu ri fraco.
- Stone. – A equipe de produção que fazia o documentário para o Simple Plan me parou nos bastidores me fazendo rir.
- Ah gente! – Suspirei. – Diga!
- Qual é a sensação de fazer parte do show do Simple Plan? – Ri fraco. – Apesar de achar que a melhor sensação é deles. – Balancei a cabeça.
- Não, que isso. É um prazer para ambos os lados e eu estou muito feliz com isso, é muito bom fazer shows no meu país e ainda participar dessa banda que, indiretamente, faz parte de uma lembrança muito boa da minha vida.

- Eu estou de galocha, capa de chuva e um guarda-chuva colorido na minha mão, então não pede calma! – Falei para Malcon que gargalhou.
- Pensa bem, está claro, não vai chover... – Ele disse e eu passei a mão livre nos ombros de Mike que estava ao meu lado.
- Exatamente por isso, está calor! – Emily falou. – É dezembro e a temperatura mais baixa foi quinze graus, estamos derretendo aqui! – Ele riu fraco.
- Então vamos ajeitar os guarda-chuvas e tirar essas fotos logo. – Ele disse e eu suspirei, abrindo um largo sorriso e vi o flash estourar em meu rosto.
- Quem pediu essas fotos? – Mack perguntou, me fazendo rir.
- Ninguém, é o cartão de natal que vai ser entregue para quem comprar uma blusa da Orbe, ou qualquer produto da Stone Records no fim do ano. – Malcon respondeu, sem tirar os olhos da câmera e eu ri fraco.
- Deus, isso está queimando meus pés. – Louis falou, se abaixando um pouco, me fazendo rir.
- Tá difícil! – Malcon comentou, me fazendo rir.
- Por que eu fiquei com o guarda-chuva rosa? – Jack perguntou. – Isso é alguma indiretra? – Ri fraco, balançando a cabeça.
- A ideia era dar a cor de cada arco-íris na ordem que foi entrando na banda, por isso o meu é vermelho. – Sorri.
- E por que o meu é rosa? Eu não fui o último a entrar na banda. – Jack falou, me fazendo rir.
- Eu que não ia ficar com o rosa. – Mack falou, me fazendo rir.
- Ah, gente, vira de costas, vai, pelo menos não aparece vocês falando! – Ri fraco e eu e Mike nos entreolhamos e viramos de costas.
- Ai meu olho! – Emily reclamou e eu ri fraco.
- Desculpe! – Mike respondeu.
- Dá um jeito nesses pés, parece um bando de soldados, fiquem mais soltos. – Suspirei, cruzando os pés, quase tropeçando e vi alguns flashes rebaterem no pano verde do estúdio.
- Isso, galera! – Malcon falou. – Vamos permanecer com a boquinha fechada!
- Oh! – Nós sete gritamos.
- Te enxerga, hein Malcon? – David gritou, me fazendo gargalhar.
- E começamos de novo. – Ele disse, me fazendo rir e eu abaixei o guarda-chuva, virando de frente novamente.
- Vamos dar cinco minutos? – Pedi e Malcon assentiu com a cabeça.
- Vamos que está faltando só a água para esse kit chuva ficar completo.
- Vamos fazer isso lá fora. – Malcon falou e vi o rosto de alguns meninos se revirarem, me fazendo rir.

- Nesse ano, nós gostaríamos de fazer somente um pedido! – Estiquei a mão em direção ao público do Jingle Ball. – Que o próximo ano seja melhor que 2016! – Sorri. – Esse ano, pode ter sido calmo em relação a shows, compromissos e tudo mais, mas foi um bom ano pessoal. Nós tivemos alguns acontecimentos em nossas vidas que tornou tudo isso mais especial. – Sorri, apoiando o microfone no pedestal novamente. – Essa não é a última música, mas é uma música para vocês que estão apaixonados, falar o que sentem. – Sorri. – Não sejam igual eu, que sempre teve a resposta em seu rosto, mas nunca teve coragem de falar. – Suspirei. – Essa é para vocês! – As luzes se apagaram e eu respirei fundo, me aproximando do microfone novamente.
- Liguem seus celulares e coloquem as mãos para cima, vamos cantar conosco. – Mack falou, e eu sorri para ele, ouvindo o ritmo de uma das minhas músicas favoritas começar a tocar.
- Woke up sweating from a dream, with a different kind of feeling. – Segurei nas laterais do microfone, colando minha boca no mesmo. - All day long my heart was beating, searching for the meaning. – Suspirei. - Hazel eyes, I was so color blind, we were just wasting time. – Fechei os olhos, sentindo as luzes fortes em mim. - For my whole life, we never crossed the line, only friends in my mind, but now I realize, it was always you. – Abri um largo sorriso. - Can't believe I could not see it all this time, all this time. It was always you, now I know why my heart wasn't satisfied, satisfied. It was always you, you. – Aumentei o tom da voz, segurando firme no microfone. - No more guessing who, looking back now I know it was always you, always you. – Puxei o microfone para mim, andando em direção a passarela, vendo os fãs gritarem. - All my hidden desires finally came alive. No, I never told a lie to you, so why would I start tonight. – Ergui as mãos, ouvindo o povo cantar junto. - Hazel eyes, I was so color blind, we were just wasting time. – Mexi o corpo, andando para frente. - For my whole life, we never crossed the line, only friends in my mind, but now I realize, it was always you. – Parei abruptamente, esticando as mãos, vendo os jatos de fogo subirem pelas laterais do palco. - Can't believe I could not see it all this time, all this time. It was always you, now I know why my heart wasn't satisfied, satisfied. – Abaixei as mãos fortemente, andando de volta para o centro do palco, onde a banda estava reunida. - It was always you, you. No more guessing who, looking back now I know it was always you, always you.
- Ah! – Jack e Emily cantaram juntos.
- You, always you! – Suspirei.
- Ah! – Ergui o microfone novamente.
- Woke up sweating from a dream, with a different kind of feeling. – Ergui os braços, ouvindo os fãs cantarem sozinhos.
- It was always you. Can't believe I could not see it all this time, all this time. It was always you.
- Always you!
- Now I know why my heart wasn't satisfied, satisfied. – Abaixei as mãos. - It was always you, you. – Forcei a voz. - No more guessing who, looking back now I know it was always you, always you. – Suspirei, abaixando o microfone. - It was always you. – Suspirei, ouvindo o som terminar e os gritos do pessoal dar lugar, me fazendo sorrir.

- Não, calma! – Falei rindo. – Vai dar certo! – Abanei a mão para Chris e ele riu fraco.
- Vou deixar você controlar esses caras. – Ele disse.
- Ei, são seus amigos! – O puxei pela mão e ele fez uma careta.
- Crianças, , não são meus amigos. – Ri fraco, balançando a cabeça.
- Quando você está no meio deles, você é uma criança também! – Puxei a mão de Chris e saí do meu quarto de dentro da gravadora, apoiando na beirada da sacada em frente, observando o circo montado na sala de ensaios.
- Viu?! – Ele comentou, e eu ri fraco.
- Meu Deus! – Suspirei, coçando a cabeça. – Vamos lá! – Falei, respirando fundo e andei em direção as escadas e desci as mesmas, ouvindo meus saltos batendo forte contra o chão, sentindo meus joelhos forçarem e respirei fundo.
- Quero só ver! – Chris comentou.
- Eu estou oferecendo salgadinhos e bebidas, em uma sala de crianças com papéis e lápis de cor. – Virei para ele. – Tem que dar certo! – Passei por entre as mesas altas montadas na sala de ensaios e acenei para algumas pessoas que me olhavam e suspirei, subindo no pequeno palco montado ali.
- Eu vou ficar aqui. – Ele acenou, se colocando ao lado de Anthony Mackie e eu balancei a cabeça.
- Oi galera! – Falei no microfone. – Bem-vindos ao Complexo Branca Elliot, e ao nosso local de trabalho. – Sorri e o pessoal me aplaudiu. – Eu chamei vocês aqui, porque Chris comentou que vários de vocês demonstraram interesse em fazer parte da Orbe, então, por que não juntar em uma festa? – Eles gritaram me fazendo rir. – É assim que funciona aqui, tudo acaba em festa e em música. – Balancei as mãos, sorrindo. – Então, ao pessoal que já fez parte da Orbe, se quiser fazer mais desenhos, mais montagens, fiquem à vontade, já sabem como funciona, não mudou nada. – Balancei a cabeça. – Agora, falo para o pessoal novo, elenco de Doutor Estranho. – Apontei para Benedict. – Guardiões das Galáxias, Homem Aranha, ao elenco de Pantera Negra e de Capitã Marvel, pessoal novo de Thor: Ragnarok, Agents of SHIELD, Demolidor, Jessica Jones, Luke Cage, primeiro de tudo, obrigada por aceitarem fazer parte disso, é um trabalho muito querido que a gente faz, e nos orgulhamos bastante. – Sorri. – Então, como funciona, vocês estão vendo que colocamos essas mesas longas para vocês, junto de lápis de cor, giz de cera, canetas de todas as cores, enfim, é um trabalho meio infantil mesmo. – Ri fraco. – Vocês podem fazer qualquer coisa que quiserem! Desenhar, escrever uma frase, assinar, qualquer coisa, só não se esqueçam de assinar, porque a camiseta será vendida como seu trabalho. – Sorri. – O que mais? – Suspirei.
- O contrato! – Mack falou e eu confirmei.
- Exatamente! – Falei, rindo. – Em cada lugar da mesa, vocês vão encontrar quatro papéis, um para cada desenho e um contrato falando que todo o valor ganho com isso vai para doações e pesquisas, tem tudo explicadinho. – Balancei as mãos. – Então, aproveitem, bebam, comam, a gente vai tocar um pouco para vocês, não tem hora para acabar, mas quem topar em participar, não pode ir embora sem entregar três desenhos para gente. – Fiz um joia com as mãos. – Beleza? – Falei, sorrindo.
- Beleza! – Eles concordaram.
- Espero que se divirtam, e qualquer dúvida vocês podem chamar qualquer um de nós do Complexo que vão te ajudar. – Sorri. – Obrigada mesmo por aceitarem! – Sorri e eles aplaudiram, suspirei e desci do palco, parando ao lado do palco.
- Eu estou me sentindo um coordenador de acampamento. – Jack comentou e eu ri.
- É quase isso! – Brinquei rindo.
- ! – Virei ao lado, dando de cara com Benedict.
- Ah senhor Lorde! – Ele riu, cumprimentando com a cabeça, me abraçando rapidamente.
- É incrível o que você faz por aqui. – Assenti com a cabeça. – Não só a doação, mas esse lugar é fantástico. – Ri fraco.
- Você é incrível e seu filme é maravilhoso. – Ele riu fraco.
- Obrigado! – Ele sorriu. – Então, eu só preciso desenhar? Três desenhos? – Confirmei com a cabeça.
- Sim, você pode colocar uma foto sua, escrever, o espaço é seu, se estiver dentro do espaço em branco, ele será publicado. – Ele assentiu com a cabeça.
- Ela só não falou que não pode ser nada feio. – Tom Holland passou ao meu lado e eu passei o braço pelos seus ombros.
- Por favor, hein Tom, você encanta menininhas atualmente. – Ele riu. – Se comporte. – Ele balançou a cabeça.
- Eu vou lá fazer o meu, não sou muito bom em desenhos. – Benedict disse e eu ri.
- Por favor, tem que ter algo que você não é bom, certo? – Falei e ele riu.
- O que você acha da gente fazer um desenho nosso? – Chris apareceu ao meu lado e eu assenti com a cabeça.
- É, acho que vai ser legal, faz tempo que eu não desenho. – Suspirei, segurando sua mão que estava esticada em minha direção.

- ! – Ouvi um grito e me levantei da cama, vendo a feição franzida de Chris e abri a janela do quarto, vendo Louis lá embaixo.
- O quê foi? – Perguntei, indicando com a cabeça.
- Chegou! – Ele falou, correndo pela rua lateral do complexo e eu notei que os outros já seguiam para aquela mesma direção.
- O que foi? – Chris perguntou.
- Chegou! – Falei animada e corri até a porta do quarto, colocando um roupão por cima da camisola e calcei meus chinelos, descendo as escadas pulando alguns degraus, ouvindo Dodger e Grape latirem, me assustando na ponta da escada, ouvi os passos pesados de Chris atrás de mim.
Abri a porta de casa, e saí correndo em direção ao fundo do complexo, onde o pessoal tinha ido e senti minha respiração falhar, tava precisando voltar para academia, dezembro era complicado. Desacelerei os passos quando me aproximei do hangar recém-construído no fundo do complexo e entrei no mesmo, ficando com a visão escura um tempo e soltei um longo suspiro quando vi o mesmo lá dentro.
Nosso avião estava pronto. Nosso próprio Boeing 747, brilhante, reluzia dentro do hangar. A pintura vermelha escura parecia estar fresca ainda. Em branco com pequenas assinaturas nossas em volta dele inteiro, com exceção do rabo que tinha o logo da gravadora. Algumas pessoas ainda trabalhavam nele, conferindo tudo, afinal, trazer isso até aqui, não foi fácil.
- Uau! – Chris falou ao meu lado e eu suspirei, passando os braços em seus ombros e encostando a cabeça em seu peito, suspirando.
- Está incrível. – Suspirei, virando o rosto para dentro do hangar novamente.
- Você conseguiu, amor. – Chris cochichou para mim e eu suspirei, assentindo com a cabeça.
- Mais uma vez. – Suspirei.
- Qual vai ser o nome? – Mack virou de costas, me fazendo rir.
- Nome? – Perguntei, me aproximando do pessoal.
- Todo avião tem um nome. – Ele falou, dando de ombros e eu ri.
- Air ? – Jack perguntou e eu ri fraco.
- Não, nem vem, isso é uma conquista nossa. – Falei, passando os braços nos ombros de Emily e Louis.
- Air Stone? – Jack opinou e eu suspirei.
- Air Stone. – Confirmei com a cabeça.
- Depois de um tempo parece que Stone não é mais meu sobrenome. – Jessica apareceu atrás de mim e eu ri fraco.
- Virou nome registrado. – Mike disse, me fazendo rir.
- Air Stone, então? – Jessica perguntou e eu virei para ela.
- Vai mandar registrar mesmo? – Ela riu fraco.
- Não, mas é fácil para identificar. – Ela falou me fazendo rir. – Na próxima turnê, vocês vão andar nele.
- Na próxima turnê? – Mack se virou. – Em janeiro a gente vai sair de férias nele, só para dar uma voltinha! – Ele falou, fazendo todo mundo gargalhar.
- Para onde é mesmo? – Chris perguntou.
- Bahamas? – Perguntei e eles riram.
- Uau, isso está demais! – Vi as trigêmeas, que estavam diferentes como nunca, aparecerem e eu ri fraco.
- Podemos entrar? – Grace foi a primeira a perguntar.
- Espera eles terminarem de arrumar, daqui a pouco vocês podem entrar. – David falou, me fazendo rir.
- Isso é gigante! – Maggie, que atualmente odiava ser chamada assim falou.
- É um 747. – Brandon apareceu também. – É igualzinho do Iron Maiden. – Eu ri fraco.
- É mais bonito.
- Falta só o David aprender a pilotar. – Emily falou.
- Calma que eu to começando, quem sabe em alguns anos eu pego um desse tamanho? – Ele falou e eu ri fraco.
- Vocês conseguiram, gente! – Jessica falou e eu sorri. – Parabéns! – Mack gritou e a gente começou a aplaudir, rindo. – Mais uma vez. – Ela disse, me fazendo suspirar e eu passei as mãos embaixo dos olhos, notando que estava chorando.
- Vamos tirar uma foto? – Malcon apareceu com a câmera.
- Tá doido! – Emily, que também estava de pijama, se escondeu atrás de Amir e eu ri fraco, balançando com a cabeça.

- Eu tava precisando disso. – Falei, apoiando o copo vazio na mesa novamente.
- Estávamos precisando disso. – Agatha falou, fazendo a mesma coisa que eu, me fazendo rir.
- Há quantos anos nós não temos um momento das meninas? – Lacey perguntou, acenando para o garçom. – Segunda rodada. – Ela falou.
- Acho que a gente nunca teve um momento só de meninas. – Falei, suspirando.
- Nunca? – Virgínia perguntou e eu dei de ombros.
- Eu não consigo lembrar. – Delilah disse e eu ri.
- Nem vem, você é nova nessa! – Falei rindo, abanando a mão em sua direção e peguei uma torrada, colocando na boca.
- Também não é assim! – Ela disse, me fazendo rir.
- Só tivemos alguns contratempos. – Lacey disse, rindo.
- Alguns? – Emily perguntou e Delilah riu, balançando a cabeça.
- Onde estão os homens, meninas? – Virgínia perguntou.
- Espero que cuidando das crianças. – Emily falou, me fazendo rir.
- Eu não tenho crianças, mas o meu está trabalhando. – Falei rindo.
- Gravação? – Agatha perguntou.
- Sim, Os Vingadores 3, demorou para começar. – Suspirei e ela riu.
- Em compensação, começa a poucos dias do natal. – Lacey comentou.
- Também não entendi essa, eles estão ensaiando começar isso desde setembro e me começam agora. – Balancei a cabeça. – Vai entender. – Dei de ombros. – Mas me digam, como estão as coisas? As crianças? – Elas riram fraco.
- É ridículo como a gente mora no mesmo lugar e não sabemos esses pequenos detalhes. – Agatha falou e eu dei de ombros.
- Nem vem, vocês já pararam para pensar quantas pessoas moram e passam por esse complexo diariamente? – Emily comentou. – Parece que cada dia que eu saio de casa, tem mais gente que eu não conheço. – Ri fraco.
- Isso é verdade. – Concordei. – A S Records está crescendo em proporções inimagináveis. – Falei. – Daqui a pouco vira uma grande empresa, são muitos contratados, é algo que eu não pensei na época.
- Ninguém deve ter pensado. – Virgínia comentou. – Eu tenho só pena do contador dessa empresa. – Eu e Emily rimos.
- É pessoal do seu escritório, se cuida, hein?! – Falei rindo e ela ergueu as mãos e o garçom deixou mais copos de Martini na mesa.
- Então, acho que devemos brindar. – Delilah se levantou. – Apesar de tudo, ninguém nunca se afastou totalmente, sempre tivemos alguns contratempos no meio do caminho, treze anos se passaram, mas sempre estivemos aqui, firmes e fortes.
- Ela está certa. – Virginia se levantou. – Nós vimos muita coisa nesses anos. – Ela riu. – Eu estou perto dos cinquenta anos, gente! – Gargalhei, balançando a cabeça.
- Bem, eu cheguei aos trinta e posso dizer que não é tão assustador quanto parece. – Elas riram.
- Espera chegar nos 49 para você ver se é legal. – Virgínia comentou e eu a abracei de lado rindo.
- Então, um brinde a nós? – Perguntei. – Por nos aguentarmos durante todos esses anos, por aguentarmos nossos maridos envelhecendo a cada dia? – Ri fraco. – Ao legado que a gente construiu?
- A nós! – Emily disse sorrindo. – E a tudo isso. – Nós sorrimos, juntando os copos, deixando um pouco de líquido cair dos copos, nos fazendo rir.

- Não, xará. – Falei, rindo. – Você faz o que você quiser. – Passei a mão em suas costas. – Se quiser passar o Natal aqui, você e sua família são bem-vindos, se não, pegue a folga que você quiser. – Abanei a mão. – Se quiser emendar suas férias também, só falar com o pessoal do RH que eles ajeitam rapidinho. – Ela riu fraco.
- Obrigada, ! – Assenti com a cabeça.
- E se eles não ajeitarem, fala que eu to mandando. – Ela riu fraco.
- Pode deixar! – Ela foi para atrás da bancada novamente. – Eu vou falar com eles hoje à noite e te dou uma resposta.
- Dá mesmo, faltam dois dias só! Se você não vier comemorar, eu não quero te ver aqui, quero você em Portugal, nem que eu tenha que te levar até lá. – Ela riu fraco.
- Obrigada, . – Ela assentiu com a cabeça. – Vou ver com eles.
- Beleza! – A abracei rapidamente, encarando mais uma vez aquela árvore gigante que parecia que ia cair toda vez que eu passava lá.
- Oi? Tem alguém aqui? – Virei o rosto para porta, vendo duas pessoas saírem do sol lá de fora e entrar na gravadora.
- Gemma? – Gritei animada, em sua direção, notando outro rosto conhecido. – Matheus? – Falei rindo, abraçando os dois apertado, ouvindo-os rir. – Vocês vieram hoje? Como chegaram aqui? Jack não me falou nada.
- Calma, ! – Gemma falou, me abraçando novamente, me fazendo rir. – Ele não sabe que eu vim. – Balancei a cabeça.
- Como não? – Virei para ela, balançando a cabeça. – Matheus, como você está lindo! – Passei a mão em seus cabelos. – Que saudades! – Ele riu fraco.
- Eu não sabia se vinha, aí a gente decidiu de última hora e eu combinei para Juan pegar a gente. – Eu ri fraco.
- Ah, só vocês! – Ri fraco. – Como está tudo? Como está a faculdade? Tudo bem?
- Tudo certo. – Eles falaram juntos.
- E aqui? – Gemma perguntou. – Quais as novidades? – Suspirei.
- Eu não sei até que ponto você sabe. – Ri fraco.
- Eu vim para o seu casamento em setembro, é o que eu sei. – Ri fraco.
- Bem... – Balancei a cabeça. – Jack está namorando.
- O quê? – Gemma gritou em meu ouvido e eu ri fraco.
- Você não segue seu irmão no Instagram? – Perguntei.
- E eu tenho tempo de ficar no Instagram? – Ela perguntou de volta. – Só estou estudando igual uma louca. – Ri fraco, balançando a cabeça.
- Uhum. – Suspirei. – Anatomia conta também? – Virei para ela que abriu um pequeno sorriso.
- Engraçadinha! – Ela falou e eu balancei a cabeça.
- Eu confio em vocês, e Amélia me manda mensagens de vez em quando, então... – Dei de ombros. – A responsabilidade é de vocês.
- Cadê seu pai? – Matheus perguntou. – Quero vê-lo.
- Ele está morando em Beverly Hills com Jessica, daqui a pouco aparece por aqui. – Ele riu fraco.
- E Jack? – Gemma perguntou.
- Não faço a mínima ideia. – Balancei a mão. – Eu não o vi hoje, vim para o escritório cedo, resolver algumas coisas. – Ela assentiu com a cabeça. – Vamos fazer o seguinte, levar a mala de vocês para as casas, Matheus ficará comigo, antes que Jack dê cria. – Ele riu. – E a gente combina de comer alguma coisa mais tarde, pode ser? – Perguntei.
- Perfeito! – Gemma falou.
- Tô dentro! – Matheus riu e eu abracei ambos pelos ombros, sorrindo.
- Xará, pizza mais tarde! – Falei para a minha recepcionista. – Vamos?
- Vou sair com o Liam hoje! – Ela disse e eu ri fraco.
- Tá podendo, hein?! – Falei e ela riu, abaixando a cabeça.
- Mas diga, quem é o namorado do meu irmão? – Gemma perguntou e eu ri fraco.
- Oh, tenho muito mais que só isso para contar! – A puxei pela mão, saindo da gravadora, ouvindo-a rir.

- Podemos fazer isso logo? – Mack perguntou, coçando a cabeça, arrastando o gorrinho junto e eu ri.
- Calma, gente! – Malcon falou, ajeitando a câmera e eu ri olhando para traz, vendo a ceia de natal dos Stone acontecendo no hall da gravadora.
- Para de comer, Louis! – Jack falou e eu ri fraco, colocando a mão no rosto, vendo Chris rir, encostado em um canto da entrada com Scott ao seu lado.
- Eu estou com fome! – O francês reclamou, me fazendo rir e vi a pequena Linda rir no chão, com Andrew ao seu lado, que se arrastava pelo chão.
- A gente deveria ter feito essa live mais cedo. – Emily falou, segurando Sophia no colo e eu suspirei.
- Não é como se nossas famílias não entendessem! – Mike disse.
- Entendem até demais! – Comentei e eles riram.
- Calma, gente, agora tá tudo certo! – Malcon falou. - Entramos em um minuto. – Ele falou e eu assenti com a cabeça.
- A gente vai falar alguma coisa? – David perguntou.
- “Feliz natal”? – Jack falou irônico e eu ri.
- Vamos nos apresentar, eu faço a mensagem de natal e a gente começa. – Falei e eles assentiram com a cabeça.
- Trinta segundos! – Malcon gritou e eu me aproximei do microfone novamente, vendo os familiares e aproximarem de nós, formando um círculo externo.
- Vai brincar, amor, depois a gente come. – Emily falou, colocando a pequena no chão que correu em direção a Amir.
- Vinte! – Malcon gritou e eu respirei fundo, piscando para Chris que estava longe.
- Boa sorte! – Ele movimentou os lábios e eu assenti com a cabeça, sorrindo.
- Dez! – Suspirei, olhando em volta, vendo se minha banda estava à postos e suspirei. – Cinco, quatro, três, dois, um... – Ele gritou, apontando para nós.
- Oi todo mundo! – Gritamos juntos.
- Eu sou Stone. – Sorri.
- Mike Derrick!
- Mack Derrick!
- Jack Bolzan. – Ele sorriu.
- David Sakawa. – O mais velho assentiu com a cabeça.
- Louis Saint-Claire. – Louis piscou.
- Emily Lizarde! – Eles sorriram.
- Nós somos sua banda favorita! – Mack falou e eu ri fraco.
- Ei! – Balancei a cabeça, virando para a câmera novamente. – Estamos há poucos minutos da meia noite aqui em Los Angeles, estamos celebrando com nossas famílias, amigos, maridos e esposas o nosso natal! – Sorri. – Como esse ano nós tivemos um tempo a mais para nos preparar, nós decidimos fazer essa live, porque várias pessoas que estão nos assistindo já estão passando o Natal com suas famílias ou já passaram, e nós gostaríamos de desejar tudo de bom para vocês! – Abri um largo sorriso. – Que esse natal seja cheio de luz e amor, que vocês tenham passado com suas famílias e que saibam que estamos com vocês para sempre! – Sorri. – Não estamos no fim do ano ainda, mas prometo que ano que vem terá muito mais Stone para vocês! – Sorri.
- Feliz natal! – Falamos juntos, acenando para a câmera.
- E como no Natal nós ganhamos presentes, nosso presente para você é essa humilde apresentação de uma das nossas músicas favoritas desse novo álbum. – Sorri. – Essa música prova que se você lutar e for persistente, ninguém pode te colocar para baixo, e essa música foi escrita para todas essas pessoas aqui em volta da gente e para vocês, que mesmo com todos os altos e baixos, sempre estiveram conosco! – Mandei um beijo para a câmera. – Essa é para vocês. – Sorri.
- I've got fire for a heart, I'm not scared of the dark, you've never seen it look so easy. – Mike começou, com a boca colada no microfone e os olhos na guitarra. - I got a river for a soul and baby you're a boat, baby, you're my only reason. – Eu me afastei dele, puxando o microfone do pedestal.
- If I didn't have you there would be nothing left, the shell of a man that could never be his best. – Cantei devagar, movimentando a mão livre. - If I didn't have you I'd never see the sun, you taught me how to be someone, yeah. – Abri um largo sorriso.
- All my life you stood by me, when no one else was ever behind me. – Mack cantou sozinho, abrindo um largo sorriso. - All these lights, they can't blind me, with your love, nobody can drag me down. – Movimentei as mãos em círculos, dando alguns pulos, abrindo um largo sorriso.
- All my life you stood by me, when no one else was ever behind me. All these lights, they can't blind me, with your love, nobody can drag me down. – Cantamos juntos, pulando em nossos lugares no meio do hall, vendo nossos familiares se empolgarem também. - Nobody, nobody. Nobody can drag me down. Nobody, nobody. Nobody can drag me down. – Movimentei meu corpo, abrindo um largo sorriso no fim.
- I've got fire for a heart, I'm not scared of the dark, you've never seen it look so easy. – Jack se aproximou de nós, colocando a mão livre no peito. - I got a river for a soul and baby you're a boat, baby, you're my only reason.
- If I didn't have you there would be nothing left, the shell of a man that could never be his best. – Emily cantou sozinha, vindo para frente, me fazendo sorrir, enquanto fazíamos a segunda voz.
- If I didn't have you I'd never see the sun, you taught me how to be someone, yeah. – Cantei sozinha, vendo Chris com um largo sorriso no rosto.
- All my life you stood by me, when no one else was ever behind me. – Começamos a bater palmas no ritmo da música, vendo todos nossos familiares batendo juntos. - All these lights, they can't blind me, with your love, nobody can drag me down. Nobody, nobody. Nobody can drag me, down. Nobody, nobody. Nobody can drag me. – Movimentamos os corpos para o lado, quase igual Better When I’m Dancing.
- All my life you stood by me, when no one else was ever behind me. – Segurei o microfone mais perto da boca, ouvindo o ritmo ficar mais lento. - All these lights, they can't blind me, with your love, nobody can drag me down. – Balancei a cabeça, suspirando, abraçando Mike de lado, sentindo todo mundo fazer o mesmo.
- All my life you stood by me, when no one else was ever behind me. – Todos os seis voltaram a cantar juntos, me fazendo sorrir. - All these lights, they can't blind me, with your love...
- Nobody can drag me down. – Forcei, movimentando a cabeça, sorrindo em seguida.
- Nobody, nobody. Nobody can drag me, down. Nobody, nobody.
- Nobody can drag me down. – Forcei a voz.
- Nobody, nobody. Nobody can drag me, down. Nobody, nobody.
- Nobody can drag me down. – Cantei sozinha, sentindo os cabelos caírem no rosto e eu ri fraco, ouvindo nossos familiares gritarem e nos aplaudirem, me fazendo rir, empunhei o microfone melhor em minha mão, suspirando. – Espero que vocês tenham gostado desse pequeno presente e que tenham um bom natal perto daqueles que vocês amam! – Sorri, abaixando o microfone e o pessoal voltou a aplaudir gritando.
- Corta! – Malcon disse, abaixando a câmera e eu suspirei, conferindo o relógio.
- Feliz natal, pessoal! – Falei sorrindo e Mike foi o primeiro a me abraçar, me fazendo rir.
- Feliz natal, amiga! – Ele disse e eu sorri, suspirando.

- Não acredito que mais um ano está se acabando. – Louis falou se sentando no chão na sala de ensaios e eu suspirei, balançando a cabeça.
- Mais um ano gente! – Suspirei, balançando a cabeça e bebendo mais um gole da minha cerveja.
- A gente deveria fazer isso mais vezes, sabia? – Mike falou e os outros seis viraram para ele. – Juntar a gente, só nós. – Ri fraco.
- Aproveita que daqui a pouco alguém abre a porta pedindo ajuda na lição de casa ou pedindo presença em outro compromisso. – Louis comentou e eu ri.
- Oh Deus, a única pessoa que deveria ajudar em alguma coisa é você e a , porque o resto mal tem o ensino médio! – Emily falou, me fazendo rir.
- Triste, mas verdade, mas eu não lembro muito mais da faculdade não! – Ri fraco. – Parece que faz uma eternidade.
- Porque faz, . – Emily falou, fazendo careta. – Virgínia estava reclamando que estava perto dos cinquenta, mas eu estou perto dos quarenta já. – Rimos.
- Falta algum tempo ainda. – Falei.
- É, fica feliz que são dez anos a menos que eu. – David falou, rindo em seguida. – Jesus pai, como o tempo passa. – Gargalhamos, balançando a cabeça.
- A gente deveria fazer uma retrospectiva. – Mack falou. – Cada dia um faz aniversário, e eu já estou muito perdido quanto a isso!
- Você quer dizer em acontecimentos? – Perguntei. – Esse ano eu só me casei. – Ri fraco. – E cheguei no grande trinta.
- Ah, ‘grande trinta’. – David foi irônico, me fazendo rir. – Grande coisa. – Ri fraco.
- Não, eu digo que a gente deveria documentar todo mundo. – Mack riu. – Mano, eu tenho 31 e uma filha de quinze. – Ele ergueu as mãos. – Isso é foda. – Rimos e eu bebi outro gole de cerveja.
- Trinta e sete! – Emily ergueu a mão rindo. – Sophia só tem nove, nem faz tanto tempo que ela está conosco. – Rimos, balançando a cabeça.
- Quarenta e sete! – David disse, balançando a cabeça. – Duas meninas e um menino de dez anos. – Ele suspirou, balançando a cabeça e Louis o abraçou de lado.
- Estamos todos com ele, David. – Louis falou. – Com vocês. – Ele sorriu.
- Apesar de entender bem pouco. – Emily falou, me fazendo suspirar.
- Algumas coisas a gente não escolhe. – Sorri.
- Vocês dizem como se isso fosse ruim, gente. – Jack falou. – Ele está aqui com a gente, sendo quem ele é, saudável. Larga a mão. – Ri fraco.
- Ele está certo! – Mack disse. – Existem coisas que merecem pesar, isso não. – Assenti com a cabeça.
- Afinal, trinta e dois anos, sem filhos. – Ri fraco.
- Quando você e Scott darão o próximo passo? – Perguntei.
- Ah, não faz nem seis meses, gente, vamos devagar! – Ri fraco, sorrindo.
- Pelo menos sabemos que você está com alguém decente! – Falei.
- Alguém que a gente conhece há bastante tempo. – Emily disse, me fazendo rir.
- Eu tenho trinta e cinco e Linda já completou três. – Louis suspirou.
- Sim, Louis, faz uma eternidade de Elliot também! – Sorri, segurando sua mão e ele sorriu.
- Trinta e um. – Mike abanou a cabeça. – Meu filho tem um, e eu estou depressivo com essa conversa. – Ri fraco.
- Jack, Mike e Louis, vocês lembram dessa primeira conversa nossa? – Balancei a cabeça.
- A gente falou de muita coisa aquele dia. – Jack balançou a cabeça e eu ri.
- ‘Uma banda totalmente estranha e complicada’. – Louis falou e eu vi para ele. – Foi o que você falou naquele dia. – Ri fraco, balançando a cabeça.
- Ninguém está pensando em sair da banda, certo? – David perguntou e nós gargalhamos. – Porque esse papo está muito depressivo. – Ri fraco.
- Não. – Suspirei. – É só que... – Balancei a cabeça, passando a mão no rosto. – Quando eu olho para trás, eu penso em tudo que a gente deixou, tudo o que a gente passou, tudo que a gente passou e sofreu... – Engoli em seco. – Nem parece que aconteceu com a gente. – Eles sorriram.
- Pois é! – Jack esticou sua long neck. – Mas ainda somos aquele pessoal estranho e complicado. – Ele abriu um lindo sorriso. – Vamos fazer alguma outra coisa antes que eu comece a chorar também? – Ele perguntou, me fazendo rir.
- Podemos ensaiar, porque hoje é o penúltimo dia do ano, mas ele ainda não acabou para gente! – Falei me levantando e eles riram.
- Por favor, só não vamos mais falar de números. – David disse, me copiando. – Sei lá, até eu chegar nos meus sessenta. – Ri fraco.
- Não posso prometer nada.

- Vocês escolheram uma música um tanto quanto incomum para tocar para nós hoje, certo? – A apresentadora do Good Morning America perguntou.
- Sim. – Sorri. – Ontem estávamos conversando sobre mudanças, o que aconteceu nos últimos anos, o que a gente criou, perdeu, conquistou e lembramos que não tocamos essa música faz muito tempo. – Falei sorrindo.
- Antes de vocês cantarem, gostaríamos de saber as resoluções de vocês para o ano novo. – Ela perguntou e nós nos entreolhamos, rindo.
- Talvez só ter um ano tão bom quanto esse. – Mack falou sorrindo.
- Nós realmente não temos o que reclamar desse ano. – Louis falou sorrindo.
- É o que Mack disse, 2016 foi muito bom. – Passei o dedo na minha grossa aliança, suspirando.
- E onde vocês vão passar o ano novo? – Ela perguntou.
- Na gravadora também. – Falei.
- No Natal nós conseguimos juntar todo mundo para comemorar com a gente, agora no ano novo seremos só nós sete, nossos respectivos namorados, maridos e esposas e as crianças. – David falou.
- Mas ainda sim é uma festa grande! – Ela falou, me fazendo rir.
- Sim, com certeza! – Emily falou rindo. – É muita gente junta! – Balancei a cabeça.
- Então, vamos fechar esse programa especial de ano novo com a música especial? – Ela perguntou e o público que assistia gritou, me fazendo rir.
- Vamos lá! – Falei sorrindo e ela se levantou, se afastando do palco montada no meio de Los Angeles e eu dobrei a perna, segurando o microfone firme, respirando fundo. – Que vocês tenham um ótimo 2017 e que sejam sempre muito felizes! – Sorri, virando para David que sorriu.
- Essa é para relembrar os velhos tempos e agradecer. – David falou sorrindo e indicou a cabeça para mim, começando a apertar as notas brancas do piano, fazendo o público gritar, reconhecendo a música.
- I'm nothing special, in fact I'm a bit of a bore... – Cantei devagar, segurando o microfone, enquanto os fãs gritaram. - When I tell a joke, you've probably heard it before. – Abri um sorriso para a plateia que cantava junto. - But I have a talent, a wonderfull thing, cause everyone listens, when I start to sing. – Forcei a voz, colocando a mão no peito. - I'm so grateful and proud, all I want is to sing it out loud. – Balancei a cabeça. - So I say thank you for the music, the songs I'm singing. – Balancei a cabeça, vendo minha banda em meu campo de visão. - Thanks for all the joy they're bringing, who can live without it? I ask in all honesty, what would life be? Without a song or a dance what are we? So I say thank you for the music, for giving it to me. – Sorri, alongando a frase, e indicando a Emily.
- Father says I was a dancer before I could walk. – Ela abriu um sorriso em minha direção quando o pessoa gritou por ela. - He says I began, to sing long before I could talk. – Ela deu de ombros, rindo fraco.
- And I've often wondered how did it all start? – Jack cantou uma parte, recebendo gritos do público também. - Who found out that nothing could capture a heart, like a melody can? Well whoever it was, I'm a fan. – Ele deu de ombros, abrindo um largo sorriso.
- So I say thank you for the music, the songs I'm singing. – Voltei a cantar sozinha, ouvindo os fãs cantando junto. - Thanks for all the joy they're bringing, who can live without it? I ask in all honesty, what would life be? – Segurei a mão de Emily ao meu lado, que fez o mesmo com Jack e se seguiu. - Without a song or a dance what are we? So I say thank you for the music, for giving it to me.
- I've been so lucky, I am the girl with chocolate hair. – Mack cantou, me fazendo rir.
- I wanna sing it out to everybody, what a joy, what a life, what a chance. – Mike finalizou, alongando a frase.
- So I say thank you for the music, the songs I'm singing. – Os sete cantaram juntos, me fazendo lacrimejar. - Thanks for all the joy they're bringing, who can live without it? I ask in all honesty, what would life be? – Respirei fundo, sentindo minha voz falhar pelo choro. - Without a song or a dance what are we? So I say thank you for the music, for giving it to me... – Alongamos a frase juntos.
- So I say thank you for the music, for giving it to me. – Finalizei sozinha, respirando fundo, alongando no final, ouvindo as últimas notas de David, ouvindo o pessoal aplaudir.
- Stone e The Fucking Stone, pessoal, bom ano novo, que vocês sejam muito felizes e até o ano que vem. – A apresentadora falou e eu sorri, acenando para a câmera, ouvindo a vinheta alta tocar no fundo e ri fraco.
- Corta! – O diretor do programa falou e eu sorri, ouvindo o público gritando ainda.
- Obrigada por participarem conosco. – A apresentadora falou e eu sorri, abraçando-a rapidamente.
- É sempre um prazer. – Sorri. – Tenha um ótimo ano novo! – Ela sorriu, assentindo com a cabeça.
- Vamos para casa? – Emily perguntou e eu suspirei.
- Tenho só que passar num lugar antes, eu econtro vocês lá.
- É algo importante? – Ela perguntou e eu ri fraco.
- Não, que isso, não sou o Louis para ficar escondendo as coisas de vocês. – O francês riu, balançando a cabeça. – E nem você. – Ela riu.
- Beleza, a gente se encontra lá. – Assenti com a cabeça.

- Você precisa parar de beber um pouco. – Apoiei a mão nos ombros de Chris que riu fraco, abaixando a taça.
- Desculpe, você me largou essa tarde, eu e os caras começamos a beber cedo. – Ri fraco, balançando a cabeça.
- Então para, eu sou sua esposa e estou mandando. – Ele riu fraco, passando as mãos ao redor do meu pescoço e colou os lábios nos meus, me fazendo suspirar em seguida.
- Eu te amo. – Ele disse e eu sorri, assentindo com a cabeça, estalando mais um beijo em seus lábios.
- Eu também te amo, Evans! – Sorri, passando as mãos ao redor de sua cintura, ouvindo-o sorrir.
- Vocês vão tocar algo para gente? – Ele perguntou, apontando para os instrumentos montados.
- Talvez. – Ri fraco. – Você sabe como a gente se entedia fácil e falta um tempo até meia noite ainda. – Ele riu fraco, estalando um beijo em minha testa.
- Apesar de eu estar longe da minha família...
- Ei! – Scott reclamou atrás dele, me fazendo rir.
- Você me entendeu. – Chris reclamou e eu ri. – Esse é o ano novo mais espontâneo da minha vida.
- Vai me beijar a meia noite? – Perguntei e ele piscou.
- Preciso manter minha promessa, certo? – Ele disse e eu sorri, colando meus lábios nos dele novamente, suspirando.
- Acho bom! – Falei rindo.
- Que ano, hein?! – Ele perguntou entrelaçando as mãos nas minhas e eu ri fraco.
- O melhor ano. – Sorri. – O ano em que eu me tornei a senhora Evans. – Ele riu fraco.
- Deus pai! – Ele riu fraco e eu suspirei.
- Vai lá, vou ver se o pessoal quer que a gente cante algo. – Falei.
- Até parece que alguém vai negar! – Melanie falou perto de Scott e eu ri fraco, bagunçando seus cabelos e ela riu, ajeitando os mesmos.
- Não mesmo! – Scott confirmou, rindo em seguida.
- ! – Virgínia gritou, aparecendo na sala de ensaios e eu ri fraco, correndo até ela, que estava super animada.
- Fala baixo, sua louca! – Falei e ela riu, se aproximando de mim e apoiando as duas mãos em minha barriga.
- E aí? Contou para ele? – Ela perguntou e eu ri fraco, abaixando suas mãos e suspirando, mordendo meu lábio inferior. - Você precisa contar para ele. – Virei o rosto para o lado, vendo Chris conversando com Mack e David e eu apoiei a mão em minha barriga novamente.
- Vai ser meu presente de ano novo para ele. – Suspirei.
- Já sabe se é menino ou menina? – Ela cochichou e eu ri fraco.
- Eu acabei de descobrir que estou grávida, Giny, é menor que um feijão. – Ela riu fraco.
- Ah, desculpa, é que eu estou tão empolgada, você vai ser mamãe! – Ela falou baixo, gargalhando em seguida e me puxou para um abraço. – Stone vai ser mamãe, você tem noção do que é isso? – Ela perguntou, me fazendo rir.
- Algo que demorou muito tempo. – Falei e ela riu, me segurando pelos ombros.
- Isso é incrível. – Ela disse e eu assenti com a cabeça.
- Sim! – Assenti com a cabeça, suspirando.
- Conta para ele. – Ela falou e eu suspirei.
- No discurso da meia noite. – Falei sorrindo, observando Chris novamente. – Eu não estou preparada ainda. – Ela riu fraco.
- Você nunca vai estar. – Ela disse e eu sorri. - Os meninos já sabem? – Ela perguntou e eu neguei com a cabeça.
- Eu joguei no grupo. – Assenti com a cabeça. – Acho que agora só o Chris não sabe. – Suspirei.
- Deve ser por isso que tá todo mundo te olhando com esse sorriso bobo no rosto. – Ri fraco, suspirando e passei as mãos em meus olhos. – Todo mundo está feliz.
- Eu também estou! – Sorri, respirando fundo e sequei as lágrimas. – Feliz por ter vocês comigo também. – Ela assentiu com a cabeça.
- Sempre, minha amiga! – Ela me abraçou novamente e eu respirei fundo, observando meu pai e Jessica atrás dela, sorrindo para mim. - Vamos, o pessoal está começando a olhar. – Ri fraco, passando a mão em meu rosto e respirei fundo, suspirando. - Vamos, senhora Stone. – Ela disse e eu ri fraco.
- Por que a gente não canta uma para animar? – Mack perguntou, se ajeitando em um banco com seu baixo.
- Por favor. – Gemma falou. – Saudades de vocês cantando. – Ri fraco, me aproximando do meio da sala, vendo Chris se afastar de volta um pouco.
- Sei a música perfeita para o momento. – Sorri, me aproximando do meu microfone e me virando de costas para o pessoal e de frente para minha banda.
- Vai precisar da gente? – Patricia perguntou e eu ri fraca.
- Vocês são essenciais! – Sorri, e elas retribuíram, pegando seus instrumentos do chão e se ajeitaram. – Quando quiserem.
- Eu tenho que filmar isso. – Scott disse, pegando o celular e eu ri fraco.
- Vamos lá! – Falei sorrindo, ouvindo os três violinos e o violoncelo tocarem em sincronia, me fazendo arrepiar imediatamente, já sentindo as lágrimas voltarem a cair de meus olhos.
- You should've known I love you, though I'll never say it too much. – Mike começou devagar, sentado no banco, segurando sua guitarra no colo. - Maybe you didn't get me, maybe I'll never know what I done. – Ele abriu um sorriso, passando a bola para o italiano.
- Now I'm lost in the distance, you're looking me like a stranger, cause how it looks right now to me, is it you're scared of the danger. – Jack abriu um largo sorriso e eu fechei as mãos, respirando fundo.
- I could've shown you america, all the bright lights in the universe. – Começamos a cantar juntos, fazendo meu corpo se arrepiar e a voz ficar quase falha. - Could have reached, the highest heights, a different place, a different life. Remember that night underneath the stars, for a minute I thought the world was ours...
- All you had to do was show me love. – Respirei fundo, suspirando, passando as mãos em meus olhos.
- Yeah it's true you know, we're not perfect, there's a fire inside of me. It means I'll fight for the things that are worth it. If it makes me feel complete. – Mack cantou devagar, batendo o pé no ritmo da música, abrindo um largo sorriso.
- Cause I'm hitting rocks, and I'm taking shots, I'm prepared to lose everything I've got. – Emily cantou forte, balançando a mão e eu respirei fundo.
- Now I'm lost in the distance, you're looking me like a stranger... – As crianças gritaram me fazendo rir. - Cause how it looks right now to me, that nothing can save us. – Forcei a voz, abaixando até um pouco o corpo.
- I could've shown you america, all the bright lights in the universe. – Abrimos as mãos sorrindo, respirando fundo. - Could have reached, the highest heights, a different place, a different life. Remember that night underneath the stars, for a minute I thought the world was ours... – Trocamos olhares cúmcplices.
- All you had to do was show me love. – Suspirei, puxando o fôlego. – Show me love, love! – Cantei alto, sentindo que estava no show mais importante da minha vida. - Show me love! Yeah! – Respirei fundo.
- Show me, show me love. Show me, show me love. Show me, show me love. Show me, show me love. – Jack cantava repetidamente, e eu podia notar nos olhos de todos lágrimas nos olhos, me fazendo virar o corpo para o pessoal que nos assistia, me fazendo respirar fundo.
- Love, love, show me love... Yeah! – Cantei forte, focando em Chris em pé atrás do sofá.
- I could've shown you america, all the bright lights in the universe. Could have reached, the highest heights, a different place, a different life. – Respirei fundo, olhando para Chris que tinha um largo sorriso no rosto. - Remember that night underneath the stars, for a minute I thought the world was ours.
Me olhando nos olhos, ele passou a mão em sua barriga, assentindo com a cabeça em sinal de pergunta.
- All you had to do was show me love.
Retribuí o gesto, confirmando com a cabeça e ele arregalou os olhos, colocando as mãos na boca, me fazendo desmontar em lágrimas antes da música finalizar, abrindo um largo sorriso, respirando forte em seguida.
- All you had to do was show me love.
Ouvi o pessoal aplaudir e eu suspirei, sentindo minha banda me dando tapinhas nas costas e eu abri um largo sorriso, vendo Chris largar seu copo em algum lugar e passar pelas pessoas, se aproximando de mim e passando os braços em meus ombros, me apertando em um forte abraço, fazendo com que minhas lágrimas caíssem em sua camisa branca, me fazendo respirar fundo, suspirando em seus braços. Ele olhou em meus olhos por algum tempo, colando os lábios nos meus em seguida, fazendo com que os gritos ficassem mais altos, me fazendo cortar o beijo devido às risadas e ao pessoal querendo nos abraçar.
Felizmente, nós não podemos colocar um final na nossa história. Ela nunca vai ter um fim. Nós sempre estaremos fazendo alguma coisa que se transformará em algo extraordinário lá na frente, e isso se tornará um círculo vicioso. Mas falar de um fim? Não, isso nunca. Stone não é mais uma pessoa, Fucking Stone não é só uma banda, está tudo interligado, é uma coisa só que não pode ser reduzida, só aumentada.
Nós passamos pelos nossos maiores pesadelos nos últimos anos e a gente continuou mesmo assim, então, com certeza não vai ser a idade que vai nos separar, muito menos alguns cabelos brancos que já apareceram na minha raiz e na de todo mundo. Eu posso escrever um fim por agora, mas amanhã será um novo dia, um novo ano e nós estaremos com instrumentos e canetas na mão, criando algo novo e fantástico... Afinal, é isso que a gente faz de melhor.
Nós estaremos aqui para sempre, nossos filhos, sobrinhos, irmãos, descendentes, e nossa história nunca terá realmente um ponto final, além de que, como se coloca um final em um legado desses? Mas é, por enquanto, acho que eu posso colocar a palavra ‘fim’ para concretizar mais uma etapa.
A gente se vê por aí.

Epílogo


- Você já parou para pensar onde a gente estaria se a gente tivesse ficado juntos lá atrás? – Chris me perguntou, enquanto olhava para mim por cima do álbum de casamento.
- Eu não sei. – Ri fraco, abaixando o mesmo. – Capaz da gente nem estar mais junto. – Ele riu fraco.
- Isso é maldade. – Balancei a cabeça.
- Ah, qual é, Chris. – Suspirei. – A gente brigava muito quando mais novos, imagina em um relacionamento? – Falei rindo. – Você realmente acha que a gente daria certo? – Ele suspirou.
- Eu gosto de achar que sim. – Ele comentou.
- Mesmo? – Ri fraco. – A gente brigava muito...
- Aquilo era amor reprimido. – Ele falou, passando a mão em minha barriga, bem em cima da cicatriz da cesárea.
- Ah, para de graça, era muito mais do que isso. – Falei rindo. – A gente não pode falar que foi amor à primeira vista, porque não foi. – Ele ponderou com a cabeça.
- Ok, eu sei! – Ele falou rindo. – Mas talvez a gente se esforçasse a dar certo. – Suspirei.
- Eu agradeço por a gente ficar juntos agora, sabe? – Virei o rosto para ele. – Nós somos mais maduros, já sabemos tomar nossas próprias decisões...
- Mas assume, vai, seria interessante se a gente tivesse namorado lá atrás. – Ele disse, me fazendo rir.
- Eu nunca te namoraria quando a gente se conheceu. – Falei rindo. – Aquele cabelo seu estava muito feio.
- Ei! – Ele reclamou. – Pior que eu nem posso falar que você também, porque seria mentira. – Ri fraco, passando a mão em seu rosto.
- A gente melhorou nos últimos anos.
- Ah, com certeza! – Ele falou rindo. – Isso o mundo pode confirmar para você. – Ri fraco. - E de pensar que o mundo queria a gente juntos e só a gente não se ligou para isso. – Suspirei.
- Não foi assim! – Falei, abraçando-o de lado. – Teve muitas outras variáveis para isso rolar.
- Eu sei. – Ele estalou um beijo em meus lábios, sorrindo em seguida. – Eu sou feliz em ter você. – Assenti com a cabeça, passando as mãos em seus ombros, sentindo-o colar o corpo no meu devagar. Um choro fino nos separou, me fazendo respirar fundo, rindo em seguida. Chris saiu de cima de mim e ameaçamos levantar juntos, rindo em seguida.
- Eu vou, é a minha vez. – Ele disse, e eu assenti com a cabeça.
- Eu sei, mas está na hora dela mamar. – Falei, me sentando na cama também.
- Vamos juntos! – Ele disse, e levantamos juntos.
Atravessamos a divisória do nosso quarto para o de nossa filha e eu notei Dodger e Grape encarando o berço curiosos, como eles sempre faziam e eu suspirei, abrindo a pequena rede do berço dela, vendo minha pequena com os lábios abertos, deixando seu choro ecoar pelo quarto.
- Ah Ella! – Peguei a pequena em meus braços. – Minha pequena Cinderella. – Sorri, acariciando seu rosto, ouvindo-a se calar só com o colo. – Está com fome? – A ninei em meus braços, vendo Chris seguir ao meu lado, até que eu sentei na poltrona, acariciando-a levemente. – Ou será que é fralda? – Brinquei rindo, vendo seus olhos castanhos me encarando. – Hein, meu amor? – Ergui o rosto, vendo Chris ao meu lado, com um sorriso no rosto e suspirei, retribuindo.

Fim!



<< Volte ao início

Nota da autora: eu estou trazendo o último capítulo de Total Stranger para vocês e tenho que tiver que é uma tristeza enorme para mim ver essa fanfic chegar ao final pois eu acho que consegui me aproximar mais dos leitores que amam que eu escreva com o Chris, trouxe leitores novos, mas também é uma felicidade porque com uma história do tamanho de Total Stranger, eu fico feliz em dizer que EU CONSEGUI! E que vocês puderam acompanhar sem se preocupar com falta de atualizações ou hiatos extensos Então, OBRIGADA à vocês que leram, acompanharam, riram, choraram, se divertiram e acompanharam a The Fucking Stone, isso é um prazer enorme para mim, e eu posso garantir que cada comentário, cada curtida, cada surtada não é à toa, é um feedback para mim, mas além disso, é bom saber quando as pessoas estão gostando do que você faz!
Espero que vocês gostem desse último capítulo, que seja o fechamento com chaves de ouro para todos esses 30 capítulos e acompanhamento comigo e com vocês!
Como sempre, temos a playlist de músicas, nossas últimas, e espero os comentários, surtos, lágrimas aqui embaixo, espero que eu tenha conseguido fazer jus à personagens tão caricatos e tão diferentes que eu amei trabalhar, e que, podem ter certeza, não vão ser deixados de lado tão cedo. Afinal, não é uma história simples para ser esquecida com facilidade.
Quer ficar por dentro dos meus novos trabalhos? Futuros spin-offs e mais fanfic com o Evans? Entre no grupo.

Obrigada à vocês por todo esse carinho, e até a próxima! <3
Beijos

Para ouvir as músicas dos atos, entre nos links abaixo:

Legendas Musicias:
Make a Wish - CD

Ouça

Make a Wish - Músicas Avulsas
Ouça

Here We Go Again - CD
Ouça

Here We Go Again - Músicas Avulsas
Ouça

Third Base - CD
Ouça

Third Base - Músicas Avulsas
Ouça

Loose Ends - CD
Ouça

Loose Ends - Músicas avulsas
Ouça

Total Stranger - CD
Ouça

Total Stranger - Músicas avulsas
Ouça

Reflection - CD
Ouça

Reflection - Músicas avulsas
Ouça





comments powered by Disqus




Qualquer erro nessa atualização e reclamações somente no e-mail.
Para saber quando essa fic vai atualizar, acompanhe aqui.



TODOS OS DIREITOS RESERVADOS AO SITE FANFIC OBSESSION.