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Finalizada em: 25/06/2021

Capítulo Único

A sala de estar estava recheada de pessoas mesquinhas, falsas e arrogantes. as observava capciosamente por dois motivos: ela não tinha nada para fazer e ninguém ali queria falar com ela. A modelo estava em uma das confraternizações de seu empresário, Chad. Naquele vasto espaço, com tantas pessoas para conversar, gostos para apreciar, sua taça de champanhe estava muito mais interessante.
— É incrível como o gás vai saindo, não? — um homem alto e forte comentou.
— Imensamente mais incrível que qualquer um aqui. — ela disse com desdém.
— O que te causa tanto amargor? — ele riu e bebericou da taça dela.
— Ei! Você sabe se eu tenho alguma bactéria na boca? Tipo, sei lá, herpes! — ela fez uma careta.
— Simplesmente sei. — ele riu.
— E como eu sei que você não tem?
— Fica aí a dúvida.
— Eca. — ela resmungou. — O que aconteceu com a sua testa?
— Briguei. — ele deu de ombros.
— E você, quem é? — ela perguntou com os olhos ávidos. Algo lhe atraía.
— Allen. . — ele se apresentou. — E você?
Sawyer. — ela sorriu.
. — ele sorriu de volta.
— Por que você brigou? — ela perguntou, curiosa.
— É meu trabalho. — ele disse.
— Você é lutador?
— Não. Embora muitos jornalistas esportivos digam que sim. — ele disse e ela o encarou, confusa. — Allen, defensor do New York Rangers.
— Ah, você joga hóquei. — ela riu.
— Eu devo me preocupar que meus dois clientes mais problemáticos estão juntos? — Chad se aproximou dos dois. A tentativa de fazer graça foi falha e os dois fizeram careta para o homem. — Era brincadeira, geez!
— Deve. — sorriu para o empresário. — e eu estávamos marcando nosso primeiro encontro, Chad. Pensávamos em vandalizar umas ruas, quebrar umas janelas. — riu do comentário do jogador.
— Pensamos em bater em alguns jogadores do time rival também.
— Meu esporte favorito, linda. — ele deu uma piscadela para a modelo.
revirou os olhos do comentário idiota dele e pegou uma nova taça de champanhe. Chad rapidamente foi puxado por um casal de empresários também importantes e se desvencilhou dos dois. continuou saboreando o champanhe que havia roubado de .
— O que você acha de sairmos daqui, ? — o jogador perguntou.
— O que faz você pensar que eu faria isso, garoto problema? — ela debochou.
— Você está doida para fazer isso, garota problema. — ele deu um sorrisinho, dando-lhe a revanche. — Vamos, eu te levo em casa ou para qualquer lugar que você quiser ir.
— Quer saber? Vou. — ela deu de ombros. — Se eu sumir, a mídia vai agradecer.
— Você deveria tirar um tempo dos holofotes, linda. — ele disse. — Não que eu saiba da situação, mas te faz mal.
— É. — ela concordou. — Talvez devesse mesmo.
estendeu a mão para a modelo que, sem hesitar, aceitou. A menina devia estar maluca em aceitar sair assim com um desconhecido, mas nada estava tão ruim que não pudesse piorar. Apenas seu pai e seu cachorro sentiriam falta dela.
e foram até o carro dele e entraram. Sem nem mesmo pedir, a modelo ligou o rádio do automóvel e conectou ao bluetooth de seu celular. riu do abuso, mas, honestamente, nem se importou.
— Você gostaria de comer algo? — ele perguntou.
— Gostaria de McDonald’s. — seus olhos brilharam. — Faz tempo que não como um hambúrguer bem gorduroso.
— É para já, madame. — ele sorriu.
se dirigiu ao restaurante mais próximo e, enquanto os dois esperavam na fila do drive-thru, o jogador percebeu que, além de ter uma beleza estonteante, cantava muito bem. Por uns bons minutos, o defensor a deixou cantando e apreciou sua voz. Ela era linda, engraçada e cantava bem. O que ela tinha feito para a mídia odiá-la tanto?
— Qual sua história?
— Qual versão você quer saber? — ela perguntou.
— Tem a verdadeira e a da mídia. — ele disse. — Eu quero a sua versão e pouco me importa se ela é a verdadeira, .
— Fui descoberta pelo Scooter quando tinha uns 16 anos. — ela começou. — Tudo começou a crescer devagarinho e eu estava aproveitando cada maldita chance que eu tinha. Scooter disse que a Dior faria uma campanha e escolheriam uma modelo para estreá-la. Aparentemente, Allie May, aquela modelo incrível, espera… Você a conhece, né? — esperou que ele confirmasse para continuar a história. — Seguindo… A Allie era a mais cotada para ser a representante da campanha e, no fim das contas, ela foi. A Dior tinha uma política estrita sobre a imagem dos modelos que faziam suas campanhas, e, assim que ela assinou o contrato, vazaram um vídeo dela usando drogas em uma boate. Era antigo, dava para ver.
— E o que você tem a ver com isso? — ele estava com uma expressão confusa. — Você vazou o vídeo dela?
— Eu? Não! — ela rapidamente se defendeu. — Scooter o fez. E quando fui confrontá-lo, ele confirmou tudo. A mídia achou isso estranho e é claro que investigaram. Encontraram exatamente o IP da minha casa, mas eu nunca fiz nada daquilo.
— Babaca! — revirou os olhos. — Eu adoraria conhecê-lo, será que você pode me passar o endereço?
— De modo algum, . — ela riu. — Já basta Chad ter que se preocupar comigo, ele não precisa se preocupar com você também. Eu estou conseguindo limpar minha imagem, apesar de ela não ser uma das melhores.
— Linda, a ideia é não ligar mais… — ele disse. — Há uns dois anos eu venho sendo taxado como o jogador mais injusto de todos os tempos porque eu simplesmente jogo duro.
— Eu simplesmente acredito que você faz seu trabalho. — ela comentou. — Se você fosse realmente injusto, papai teria comentado sobre o defensor do Rangers.
— E seu pai, quem é? — ele perguntou, curioso.
— Phil Sawyer. — ela riu. — O comentarista da ESPN.
— Você é filha dele? — ele soltou um berro. — Merda, o seu pai é ótimo!
— Obrigada, eu também acho.
— Ele já falou três vezes de mim, você sabia? — ele perguntou. — E nenhuma delas foi para falar mal de mim.
— Papai jogou na faculdade por hobby, ele simplesmente entende o lado de vocês. — ela disse.
— Mas, voltando ao assunto, a maior briga da minha carreira foi ano passado. — ele contou. — O treinador me deixou sem jogar por um mês. Um jogador do Oilers falou da minha irmã mais nova e eu perdi a cabeça.
— Foi só isso? — ela se ajeitou no banco. — Rá, brigas assim acontecem o tempo todo no hóquei.
— Eu dei um soco tão forte nele que causei uma concussão em Drake. — arregalou os olhos ao ouvir aquilo.
— É, brigas assim são mais raras, mas ainda acontecem.
— Me chamam de pitbull do hóquei. — ele disse. — Eu acho ridículo.
— Uhh, pitbull. — ela riu. — Sinto muito por isso definir quem você é.
— Também sinto por você, mas espero que você saiba que você não é nada disso que dizem.
— Você nem sabe o que eles dizem. — ela riu.
— Mas eu sei que você não é. — ele comentou. — Eles são uns abutres.
— Concordo. — ela riu.
— O que você acha de levar seu pai a um jogo do Rangers? — Allen sugeriu. — Eu ficaria lisonjeado de tê-lo em meu camarote.
— Vou falar com ele. — ela sorriu. — Obrigada por convidá-lo.
— Eu convidei você também, .
— Quando é o próximo jogo? — ela perguntou.
— Na sexta. — ele respondeu.
— Não tenho nada para fazer, papai provavelmente também não… — ela deu um sorrisinho.
— Ótimo. — ele sorriu. — O que você vai querer?
Eles eram os próximos da fila para serem atendidos.
— Eu vou querer um cheeseburguer com nuggets. — ela falou.
— Essa é a definição de hambúrguer bem gorduroso? — ele riu.
— Sim, fica calado. — ela riu.
— Tudo bem. — ele riu.
fez o pedido dos dois e adicionou um sorvete para cada. Allen fez o caminho mais rápido até o Brooklyn e os dois comeram conversando tranquilamente, observando a vista noturna em Coney Island. Os dois brincaram de ‘Eu Nunca’ para se conhecerem melhor.
— O que você acha de matar nosso empresário agora? — ele riu.
— Hmm, a proposta é tentadora. — ela riu.
— Com toda licença. — ele riu e tirou o salto alto que ela usava. soltou o sapato no chão e mandou uma foto para Chad.
— O que você fez? — ela riu.
— Mandei a foto para ele com a legenda: sexo, drogas e rock n’ roll. — gargalhou.
— Como você é idiota, . — ela riu.
— Sempre. — ele sorriu.
A noite terminou com o jogador deixando sã e salva em casa, apesar de terem dito ao empresário de ambos que a noite tinha sido movimentada. Sawyer apreciava momentos como aquele e, no fundo, precisava deles. gostava da ideia de querer ouvir sua história ao invés de montar sua opinião através dos tabloides. Aquele seria um novo começo para os dois, de fato. precisava de um pouco da coragem de . E ele… Bem, precisava da leveza de em sua vida.



Uma semana havia passado desde que e se encontraram. Os dois conversavam todos os dias desde então no Instagram. Revirar os olhos com alguma fala que fazia havia se tornado algo normal.


DM INSTAGRAM
Allen

O seu nome e o do seu pai já estão na portaria.

Não vão embora sem falar comigo! Quero conhecer seu pai.

Poxa, obrigada por querer me ver tb!

Contei para ele que você é um dos maiores fãs, daqueles que chora que nem bebê e tal.

Você é uma traidora! Eu só estou nervoso.

Tudo bem… Ele também quer te conhecer, disse que você é um dos bons.

Eu sei… :p

Só para vc saber… Revirei os olhos.

Bom jogo hoje, estarei torcendo por vc!

Aliás… Deve chegar um presente para vc e seu pai aí.

E obrigado!

O que vc mandou???



Como num passe de mágica, o interfone do apartamento de tocou e ela foi correndo para atendê-lo. Era o porteiro avisando que ela tinha recebido uma caixa. A modelo nem sequer esperou para avisar ao homem que estava descendo. Descalça, chegou ao térreo de seu prédio.
— Senhorita Sawyer! — ele sorriu. — Aqui está sua encomenda.
— Obrigada, senhor Jones. Tenha um bom resto de dia! — ela foi correndo para o elevador.
Enquanto o esperava, tentou analisar a caixa. Era toda branca, com um laço azul. Agradeceu aos deuses por morar no segundo andar e o elevador ir rápido até lá. Sem nem mesmo ter se importado, Sawyer havia deixado sua porta aberta.
Soltou um gritinho quando viu que eram camisas do New York Rangers. achou legal o fato de ter se importado o suficiente para enviá-los uma camisa. Havia um cartão em cima das duas.

“Fiquei muito feliz em saber que seu aniversário é dia 13 de dezembro... Coincidentemente, é o número da minha camisa. Vamos fingir que você está usando o número 13 por minha causa, ok? Seu pai, infelizmente, nasceu dia 26, mas tudo bem… 26 dividido por 2 ainda é 13. Vejo vocês mais tarde.

Xxx, .”



deu risada ao ler aquilo. O cara realmente estava tentando impressioná-la. Ou ao seu pai, no caso. Seu celular apitou novamente e ela viu a mensagem de Phil, avisando a ela que estava saindo de casa para buscá-la. Por conta da camisa que havia enviado, trocou sua calça jeans azul por uma de cor branca. A modelo também trocou seu all star branco por um preto e, por fim, prendeu o cabelo em um rabo de cavalo. Antes de sair, certificou que Woody, seu cachorro, estava com comida e água e que a casa estava toda fechada. Além disso, também pegou a camisa de seu pai. No elevador, tirou uma foto fazendo careta e postou em seu Instagram com a legenda “saindo com a minha pessoa favorita no mundo.” Em questão de segundos, Chad lhe enviou uma mensagem gritando, mas decidiu ignorar.
— Oi, querida. — Phil abriu a porta para filha, como de costume.
— Oi, pai. — ela o abraçou antes de entrar.
— O que preciso saber sobre esse menino? — Phil tentou fazer uma careta. Ele não era carrasco e nem se importava com quem saía, apesar de sempre se preocupar.
— Ele também é cliente do Chad, pai. Nós nos conhecemos semana passada, foi a única pessoa que fez a festa ser legal. — ela disse. — Ele nos mandou camisas com nossos números.
— Você é a Sawyer 13?
— Sempre. — ela riu. — E você tem o número 26 estampado.
— Hm, entendi. — Phil riu. — Então o cara é meu fã?
— Sim! Ele sabe quantas vezes você falou dele no programa. — riu. — E nenhuma delas foi para falar mal! Achei fofo.
— O garoto sofreu muito com a mídia. — seu pai disse. — Aquele jogador do Oilers é um bastardo.
— Pai! — riu.
— Estou falando sério. Ele joga sujo, fala coisas horríveis que faz qualquer um perder a cabeça.
— Então estamos do lado do ?
— Sim, e eu sempre disse isso. — seu pai a informou. — Não publicamente, é claro. Eu ainda preciso do meu emprego.
— Tudo bem, mas se importa de dizer isso a ele? — pediu. — Vai significar bastante.
— Quando ele merecer, o direi. — Phil deu um sorriso para sua filha.
Os dois rapidamente chegaram ao estádio e deu suas informações à atendente para pegar seus ingressos. Os dois ficariam no camarote dos jogadores e teriam bastante conforto durante o jogo. Phil e se dirigiram até o local e se acomodaram enquanto o jogo não começava. e seu pai conversavam sobre seu dia a dia, como estavam seus trabalhos e como ela repercutia na mídia também.
— Tenho que começar a não ligar para o que dizem, pai. — ela riu baixinho. — Mas é difícil ouvir eles falarem coisas que eu sei que não sou.
— Você nunca foi nada disso do que eles dizem, querida. — Phil sorriu. — Você sempre será minha doce .
— Te amo, pai. — ela abraçou o homem que estava ao seu lado.
— Eu também te amo, querida.
e Phil continuaram a conversa enquanto o jogo não começava. A primogênita do repórter era bastante familiarizada com o esporte. Quando era mais nova, jogou por dois anos na escola, mas teve que parar quando começou a ser chamada para ensaios fotográficos.
— Faz tempo que não jogo.
— Você fez um amigo que joga, . — Phil riu. — Chame-o para jogar.
— Você não acharia chato se ele fizesse isso todos os dias da semana e eu ainda adicionasse mais um?
— Ele não estaria aqui se não fosse apaixonado pelo que faz, querida. Tirar algumas horas do dia dele para passar com você fazendo o que ama? Seria burro se não aceitasse.
A menina, envergonhada, desconversou.
— Shh, vai começar.
Assim que o árbitro deu início ao jogo, tentou identificar a camisa treze no rinque. Apesar de não torcer especificamente para um time, naquela noite ela era torcedora assídua do Rangers. Seu pai assistia à partida como se estivesse totalmente relaxado.
— Oh, droga. — ela comentou baixinho. — O outro defensor está enrolado.
vai intervir. — seu pai disse e foi o que Allen realmente fez.
O defensor do Rangers rapidamente se posicionou perto do outro jogador, conseguindo pegar o puck para si e logo passá-lo para o ala esquerdo do time. O jogo seguiu agitado pelo resto do primeiro período, que terminou com um gol a favor do time adversário. , no entanto, estava confiante que o Rangers ia virar. O segundo período começou e mal deu tempo para a equipe do Washington Capitals respirar. O New York Rangers empatou.
— Eu espero que eles ganhem. — falou para seu pai.
— Se for como eu acho que é, ele fará um gol hoje.
— O quê? — riu.
— Falo sério, querida. Observe.
O jogo seguiu animado e interessante para os torcedores de ambos os times. O Washington Capitals estava indo muito bem também. No entanto, numa enrolação do ala direito do time de D.C., o central do Rangers conseguiu adentrar a zona ofensiva e deixou sua marca. 2-1 para o time da casa.
Quando o segundo período acabou, estava mais calma em relação à vitória. Sabia que no hóquei o resultado não era decidido até o final do terceiro período, mas ainda assim estava confiante. A última etapa começou com o Capitals empatando e deixando o time da casa em maus lençóis. No fim da partida, quando todos achavam que teriam que ir para a prorrogação, Allen fez uma bela roubada de puck por uma falta de atenção do ala esquerdo do time visitante e deslizou até a zona ofensiva. Allen depositou toda sua força em sua tacada e ampliou o placar, dando a vitória para o New York Rangers.
— Eu deveria ter apostado. — seu pai riu.
— Deixe de ser bobo!
— Vamos esperar essa gente toda sair para conseguirmos sair também. — ele disse.
— Tudo bem.
— Seja sincera com seu velho, . — ele se apoiou no braço do sofá que tinha no camarote. — Há chances de vocês terem alguma coisa?
— Acho que não. — ela foi sincera. — Ele é bonito e legal, mas não acho que esteja procurando por um relacionamento. E, sinceramente, nem eu.
— São nos momentos mais inoportunos que encontramos o que precisamos, querida. — seu pai sorriu.
— Não tenho esperanças. — ela comentou e sentiu seu celular vibrar. Era . — Allen pediu para que esperássemos ele na saída do vestiário. Disse que vai tomar um banho rápido e já nos encontra.
— É melhor irmos então.
e seu pai foram caminhando lentamente até a saída. Como o caminho ainda estava amontoado de fãs, eles tiveram que ter paciência. Ao chegarem na entrada da área restrita, os dois foram autorizados a entrar. Ficaram esperando entretidos em seus respectivos celulares e Sawyer até postou mais duas fotos, mas daquela vez acompanhada de seu pai. A outra era apenas ela de costas com a camisa com o número treze estampado e na legenda, apenas colocou “13 é de fato o número da sorte”.
, Sr. Sawyer. — chamou atenção.
! — ela sorriu. — Você foi muito bem hoje.
— Allen, bom jogo. — Phil comentou. — Parece que amanhã terei que falar de você, aí serão quatro vezes que te mencionei no programa.
gargalhou.
— Pai…
— Sua filha é uma traíra, senhor. — comentou, meio envergonhado. — Mas ela tem razão ao dizer que sou um grande fã. Admiro demais seu trabalho, poucos têm coragem de se posicionar como você.
— Obrigado, garoto, essa indústria é para os fortes. E, por favor, me chame de Phil. — o mais velho lhe deu dois tapinhas nas costas.
— Vou tirar uma foto de vocês, que tal? — ofereceu.
— Claro! — seu pai concordou. se posicionou ao lado do comentarista e ambos sorriram.
estava em êxtase por conhecer Phil Sawyer e aquilo era notável. Seus olhos brilhavam intensamente e o sorriso em seu rosto era grande. achava aquilo uma graça. No entanto, a modelo não sabia que ela também era motivo de felicidade.



O frio em Nova Iorque havia chegado e estava, como sempre, insuportável. sabia que a cidade ficava linda naquela época, mas, mesmo assim, odiava. Seu pai estava ocupado em uma viagem curta com sua namorada, Lucy, então isso significava que ela não faria nada naquele dia. Como se o universo ouvisse sua reclamação, lhe enviou uma mensagem.


WHATSAPP



visto por último hoje às 14:35

Estou cansado, sem energia para sair de casa. Mas quero fazer alguma coisa.

O que sugere para fazermos?

Vc quer vir para cá? A gente pode pedir comida e assistir alguma coisa.

Estou congelando. 🥶

Chego em 20.





rapidamente largou o celular e foi se trocar. Ela ainda tinha amor próprio o suficiente para não receber Allen em seu pijama velho de adolescência. A modelo trocou suas roupas antigas por um conjunto verde de moletom. Confortável e aquecida. Como havia dito, em vinte minutos chegou na casa dela. havia autorizado sua entrada e ele só precisou subir.
— Oi! — ela sorriu.
— Oi. — ele a abraçou assim que se livrou de seus sapatos. — Trouxe vinho.
— Você é o melhor! — ela comemorou.
Assim que ele entrou, deparou-se com o violão de em cima do sofá.
— Você toca? — ele perguntou, curioso.
— Sim. — ele percebeu que ela havia ficado envergonhada com a pergunta.
— Legal, eu também. — ele sorriu.
— Sério?
— Quer que eu toque algo para você? — ele sorriu.
— Claro. — ela assentiu e os dois foram até o sofá.
pegou o violão e começou a dedilhar o instrumento, dando vida a uma das músicas de Vance Joy, Mess Is Mine.
— Eu adoro essa! — ela comentou.
— Então canta!
Quando criou coragem, a música já estava no fim da primeira estrofe, dando-a a oportunidade de cantar apenas o último verso.
This mess was yours, now your mess is mine… — ela começou.
Os dois continuaram cantando até o fim da música e cantaram mais algumas por um tempo.
, você nunca pensou em fazer isso profissionalmente? — perguntou.
— Nunca. — ela comentou. — As pessoas já me odeiam sem eu abrir a boca, imagina se eu cantasse.
— Não fale besteira, .
— Ei! — ela sorriu. — Você me chamou de .
— Gosto mais do que . — ele confessou. — Tem algum problema?
— Não. — ela sorriu. — Minha mãe me chamava assim, na verdade. Eu gosto.
— Você deveria fazer o que você quer, Sawyer. — ele disse, sério. — Não o que eles querem.
— Eu sei, mas é muito ruim.
— Linda, você precisa resistir a esses abutres. — ele disse e apertou a mão dela. — Estou aqui com você.
— Obrigada, . — ela encostou a cabeça no ombro do jogador. — De verdade.
— Estou à disposição. — ele riu. — O que vamos fazer hoje?
— Pensei que poderíamos assistir ao jogo do Devils? — ela sugeriu. — Vocês jogam contra eles semana que vem.
— Então você já olhou minha agenda? — ele riu. — Mas eu aceito, sim.
— É claro. — ela riu. — Preciso saber os dias que terei paz.
— Idiota. — ele a empurrou de leve.
— Antes de tudo, o que vamos comer? — ela perguntou.
— Comida italiana? — ele sugeriu.
— Minha favorita. — ela deu um grande sorriso.
— Então é a minha também.
Antes do jogo começar, os dois decidiram suas comidas e fizeram o pedido no aplicativo. percebeu que adorava ter companhia. , por outro lado, percebeu que Allen era uma ótima companhia. O jogador percebeu o barulho de patinhas no chão e sorriu ao ver um grande cachorro vindo em sua direção.
— Você tem um dog alemão! — ele comentou, animado. — Vem cá, grandão.
— Tenho. — ela sorriu. — Ele se chama Woody.
— Seu filme favorito? — ele sorriu.
— Sim. — ela respondeu e os dois acomodaram o grande cachorro entre si.
— Boa escolha. — ele riu. — Acho que ele gostou de mim.
— Ele gosta de todo mundo, . — ela riu. — O nome dele faz jus à personalidade.
— Queria ter tempo para ter um cachorro, mas passo muito tempo fora de casa. — ele confessou. — O que você faz quando precisa viajar?
— Eu o deixo com meu pai. Ou então deixo no hotel de cachorro.
— Você deixa seu cachorro num hotel de cachorros?
— É claro! — ela riu. — Meu bebê precisa socializar também.
— Tudo bem, . — ele riu. — Não vou discutir com você nessa.
Assim que o primeiro período do jogo começou, os dois se calaram e dirigiram sua atenção à tela da televisão. No meio tempo, Woody saiu do meio dos dois e decidiu assumir o lugar de seu cachorro.
— Deita aqui. — disse, apontando para sua coxa. — Vai ser melhor.
— Obrigada. — ela agradeceu e deitou no colo do jogador.
e conversaram coisas aleatórias sobre o jogo e o jogador não ficou nem um pouco surpreso com o conhecimento vasto da modelo. Seu pai era um jornalista fantástico, ensinou tudo que podia a ela. Quando o terceiro período estava prestes a começar, o interfone tocou.
— Eu vou lá buscar, fica aqui. — Allen se prontificou.
— Não levanta, tá tão bom aqui. — fez manha.
— Bom, eu aposto que a comida que o entregador tem lá embaixo também está muito boa. — ele riu. — Já volto.
Em menos de cinco minutos, o jogador havia trazido a comida e estavam, agora, sentados no tapete da sala, jantando em cima da mesinha de centro. havia pedido um gnocchi à bolonhesa e um fettuccine ao molho branco e brócolis. Em cima da mesa, uma garrafa de vinho estava aberta.
— Eu poderia comer isso todos os dias. — ela saboreou sua comida.
— Eu tenho certeza que sim, . — ele riu.
— Vamos tirar uma foto e mandar para o meu pai! — ela disse.
— Espera eu arrumar meu cabelo. — pegou o aparelho da mão da modelo e se ajeitou, olhando para a câmera. O defensor aproveitou e tirou uma selfie sozinho.
— Isso tudo porque vou enviar para o meu pai? — ela riu.
— Claro, você está toda linda e eu todo bagunçado. É o mínimo que eu poderia fazer. — ele riu.
Os dois juntaram os rostos e deram um grande sorriso. Depois, tirou uma foto de sua mesinha de centro com a comida e o vinho. Primeiro, enviou as duas para seu pai e, em segundo lugar, postou a imagem que abrangia a comida, o vinho e a televisão com a legenda: Vinho, massa e hóquei… Minha nova combinação preferida. A primeira notificação foi da curtida de Allen.
— Credo, que stalker. — ela riu.
— Totalmente, linda, totalmente.
— Você não é daqueles homens estranhos que stalkeiam as mulheres até dizer chega e depois as matam, né? — ela riu.
— Se eu quisesse te matar, teria feito no primeiro dia.
— É verdade, mas você não esperava que eu fosse estar tão linda naquela noite. — ela comentou.
— Você tem razão, linda. — ele concordou. — Estava gostosa para caralho naquele vestido vermelho.
— Estava, é? — ela deu um sorrisinho.
— Acho que se você estivesse descabelada, sem escovar os dentes e assassinando a moda, ainda estaria linda. — ele disse. — E gostosa, é claro.
gargalhou.
— Você é idiota. Eu não fico sem escovar os dentes.
— Você tem certeza? — ele perguntou, fazendo uma careta. No fundo, estava adorando a implicância. — Porque, linda… Esse cheiro que sai da sua boca não é bom! — Eu estou com bafo? — ela deu um pulo. tentou ficar sério, mas foi inevitável, caiu na gargalhada. — Seu idiota!
Quando foi lhe dar um tapa, de leve, é claro, Allen a puxou para si e a colocou em seu colo. Entre risadas, o jogador a prendeu ali.
— Você nunca tem bafo, é sempre cheirosa e simpática, . — ele foi sincero.
— Acredito em você, . — disse num sussurro. Seu coração batia tão rápido que ela tinha medo de ele parar repentinamente. — De verdade.
— Você é toda linda, por dentro e por fora. — ele falou. — Eu ainda não conheci você completamente, mas eu tenho certeza do que falo.
De repente, era possível sentir a respiração quente da modelo em seu rosto. Ela também sentia a dele. Devagar, teve coragem de aproximar os rostos dos dois e percebeu que o polegar do jogador estava em seus lábios, acariciando-os levemente. Antes que ela pudesse reagir, uma das mãos grandes de Allen se enroscaram no cabelo dela. trouxe seu corpo mais para frente e uniu seus lábios contra os de , e aquele foi um tipo de beijo que faltava há muito tempo em sua vida. O beijo calmo parecia controlar os dois e, sem poder evitar, soltou um gemido. riu contra os lábios dela e se afastou lentamente.
— Fazia tempo que eu não beijava assim. — ela confessou, ainda ofegante.
— Eu também, me desculpe se eu ultrapassei os limites. — ele tentou se desculpar.
Com um sorriso, nem se deu ao trabalho de respondê-lo, pois estava ocupada demais unindo seus lábios ao do jogador. Amanhã ela se preocuparia com a situação do beijo deles, mas agora… Tudo que importava era beijar Allen.



Um mês havia se passado e e eram presença constante na vida do outro. Ela estava lá em todos os jogos que aconteciam em New York e depois os dois passavam a noite juntos. Naquele dia, em específico, os dois iam juntos no aniversário da irmã dele, Ashley.
— O que eu devo usar hoje? — perguntou enquanto os dois terminavam de assistir ao filme que estava passando na televisão.
— Nada. — foi sincero.
— Falo sério. — ela riu.
— Usa aquele vestidinho vermelho com flores. — ele disse.
— Tudo bem. — ela disse. — Você vai como?
— Vou com a roupa que tem aí no seu armário. — ele deu de ombros. — Que eu não sei qual é.
— Tem aquela sua blusa verde que eu gosto. — ela disse. — Eu pensei em roubar ela, mas eu consegui descobrir de onde era e comprei uma igual.
— Você pode pegar, . — ele riu.
— Não! — ela sorriu. — A ideia de usar sua blusa me apetece, mas a de andar combinando é muito mais legal.
riu.
— Tudo bem, então. Você quem manda.
O filme terminou e eles foram tomar banho juntos, a coisa que mais se acostumaram a fazer nos últimos tempos. Quando terminaram, o jogador ajudou a modelo a secar seu cabelo e ela riu ao perceber a grande diferença de altura. Eles tinham diversas fotos como aquela, já que adorava registrá-las e revelá-las.
— Você é muito gentil secando meu cabelo. — ela riu. — Como consegue se você tem essas mãos gigantes?
— Eu sou um cabeleireiro nato, . — ele riu. — Meus pais nunca conseguiam fazer tranças na Ash e sempre embaraçavam o cabelo dela. Adivinhe o penteado favorito dela?
— Hmm, deixe-me adivinhar. — ela fez uma cara de quem pensava. — Tranças!
— Exato. — ele riu. — Eu treinei bastante para aprender, então hoje eu sei fazer mais tipos de trança do que você pode imaginar.
— Faz alguma em mim? — ela pediu. não negava nada à modelo quando ela tinha um sorriso no rosto e olhos brilhantes.
— Sim, linda.
O jogador terminou de secar o cabelo dela e fez as repartições necessárias, para logo depois trançar os fios de . A modelo observou atentamente o trabalho que ele fazia com uma facilidade absurda. Quando ele terminou, ela o encarou, fascinada.
— Ficou linda! — ela sorriu. — Eu amei.
— Eu disse que eu era um exímio cabeleireiro. . — ele riu. — Agora vou me vestir, vá se maquiar.
— Eu não quero me maquiar. — ela disse.
— Perfeito, você fica mais linda ainda.
e foram até o quarto da modelo e vestiram suas roupas. Ela, o vestidinho vermelho florido com uma jaqueta jeans e all star. Ele, a blusa verde favorita da modelo, um jeans de lavagem clara e vans.
— Você está lindo demais, uau. — ela fingiu arfar. — Está solteiro, jogador?
— Estou indisponível, senhorita. — ele riu. — Fica para próxima.
— Tudo bem. — ela fingiu estar triste. — Sortuda é a menina que desperta seu interesse.
— Sortudo sou eu que consigo manter ela em minha órbita. — ele a puxou pela cintura e a beijou.
— Vamos logo, ainda temos que comprar o presente de Ashley.
e foram rapidamente ao shopping naquela tarde. tinha sugerido de eles comprarem uma correntinha linda que ela havia visto no site, uma semana atrás. A modelo tinha até mesmo a encomendado anteriormente. Os dois não tinham costume de sair juntos em público, mas naquele momento era inevitável.
A atendente já conhecia , pois a modelo era uma cliente antiga, então a compra foi facilitada. continuou quieto enquanto observava alguns brincos que haviam chamado sua atenção. O que a modelo não sabia, era que eles também estavam indo buscar um presente para ela também.
— Senhor Allen? — uma mulher a chamou. — Sua encomenda.
, disfarçadamente, observou os dois. A vendedora estava cheia de toques para cima de e ele só sorrisos. Burro. Por um instante, o coração de se encheu de medo por ver ele com outra mulher. Tinha consciência que gostava dele, mas nunca conversaram sobre ter algo sério.
— Senhorita Sawyer? — Stella, a vendedora, a chamou. — Está tudo bem?
— Está sim. — ela deu um sorriso fraco e aceitou a sacola que ela lhe oferecia. — Muito obrigada, Stella. Tenho certeza que a personalização ficou linda.
— Imagina. — a outra mulher sorriu. — Volte sempre.
Quando se virou para ir embora, a esperava na bancada ao lado. Sem dizer uma palavra, os dois caminharam de volta ao estacionamento. O jogador percebeu que ela estava para baixo, mas esperou chegar num lugar mais privado para falar com .
, o que houve, linda? — ele perguntou. Antes que ela pudesse respondê-lo, o celular dos dois apitou.
— Merda. — ele disse. — É Chad.
O empresário dos dois enviou uma reportagem pela E!Mag, que falava sobre a ida dos dois ao shopping juntos. O título era Sawyer e Allen: o casal problema. Basicamente, a matéria falava sobre todos os problemas em que os dois estiveram envolvidos nos últimos três anos.
— Nos descobriram. — ela disse baixinho.
— Eu não me importo, mas só se isso não fizer mal a você.
— Eles vão começar a falar e… — ela tentou dizer, mas ele a impediu.
— E nós vamos passar por isso juntos, linda. — ele disse.
— Espera, você não se importa? — ela virou bruscamente para ele.
— Eu não. — ele riu. — Mal sabem eles que você é uma das mulheres mais incríveis que já conheci. Agora me conta, o que houve?
— A vendedora deu em cima de você. — ela fechou a cara. — E eu fiquei com ciúmes, mas lembrei que eu e você não somos namorados para eu me sentir assim.
Ele gargalhou.
— Linda… Eu gosto para caralho de você. E a gente é namorado sim.
— Você gosta de mim? — insegurança reinou no tom de .
… — ele a chamou. — Olha para mim, linda.
— O quê?
— Comprei isso para você. — ele a entregou a sacola. — Para quando eu estiver fora da cidade em jogos, ou em qualquer situação que você estiver longe de mim.
A modelo abriu a embalagem que ele lhe entregara e se surpreendeu com o que tinha dentro. Havia uma correntinha com uma palheta de violão pendurada e nela estavam escritas as iniciais de . Com uma expressão surpresa, ela o encarou.
— Olha, não é na intenção de dizer que eu sou seu dono… — ele tentou explicar. — É só para você entender que eu estarei sempre com você, .
— Eu amei! — ela o abraçou. — Obrigada, obrigada, obrigada.
— Fico feliz. — ele lhe deu um beijo na bochecha e partiu com o carro. — Espero que estejamos entendidos que somos namorados agora e que não tenho olhos para nenhuma garota.
? — ela deu um sorrisinho. — Eu também gosto de você para caralho.
— Você está cada dia mais desbocada, senhorita Sawyer.
— Bom, então brigue com o meu namorado. — ela disse. — Ele é bom de briga.
riu e os dois saíram do local e foram para casa de sua irmã. No caminho, postou uma foto usando a corrente com as iniciais viradas para cima, mostrando exatamente o que estava escrito ali. A mão de estava na lateral de sua bochecha, acariciando-a. Na legenda, a modelo colocou “call it what you want, xx”. O que pensavam dos dois, naquela altura do campeonato, pouco importava. Eles eram apenas e . E isso era tudo.



Fim!



Nota da autora: Nem Deus consegue explicar o quanto eu amo essa música da Taylor. E eu não podia deixar de pegar ela, né? Espero que vocês tenham gostado da Tessa e do Josh, eles são meus xodós. Até a próxima!

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Nota da beta: A sua capacidade de me fazer ficar completamente apaixonada por uma história nunca acaba. Eu tô aqui cheia dos “awn” e suspirando (e nem é modo de dizer, eu literalmente suspirei com esse final). Eu amei esse casal, amei como eles fazem bem um ao outro e odiei ver o que eles sofrem de fora. Eu já quero mais deles ☹ Você foi incrível como sempre, sou sua fã 💙

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