Finalizada
Music Video: Priceless (Feat. LISA) - Maroon 5

Capítulo Único

se considerava uma força da natureza, alguém que nunca poderia ser derrotada ou conquistada. Até que ela se viu completamente sem defesas com ele, Mingyu. Um homem misterioso, que arrancava seu sorriso facilmente e fazia seu coração acelerar. Era o mesmo para ele, debaixo de toda aquela armadura havia um coração que batia por ela. Só por ela.
Um coração que se encontrava em pedaços à partir do momento em que ela saiu pela porta. Dois corações que se encontraram, mas se perderam.
Sem voltas.

Três anos depois…
A respiração dela era controlada, cada passo calculado.
Do alto do arranha-céu, a cidade parecia um tabuleiro de luzes vermelhas e brancas, dançando sob a noite abafada de Hong Kong. O salto fino ecoava no piso de mármore enquanto ela cruzava o corredor silencioso do hotel cinco estrelas, a pele marcada pelo reflexo do néon da rua lá embaixo.
Dentro do vestido preto colado ao corpo, havia mais que diamantes falsos e sedução bem ensaiada — duas lâminas finas presas à coxa, um fio explosivo escondido na barra. Para os convidados, ela era só mais uma mulher bonita na festa de gala. Para quem sabia o que procurar… ela era morte disfarçada.
No outro lado do mundo, ele também trabalhava.
Fumaça de charuto e cheiro de álcool caro preenchiam o ar do cassino clandestino em Mônaco. O homem sentado à mesa parecia relaxado, a manga da camisa branca dobrada no antebraço tatuado, o sorriso preguiçoso enganando os apostadores ao redor. Mas havia algo no olhar dele — o brilho frio de quem mede distâncias, calcula saídas, planeja mortes.
Um estalo na roleta. A ficha dourada cai. Ele se levanta sem pressa, como se tivesse todo o tempo do mundo, mas na mão escondida no bolso do terno… o peso metálico de uma pistola silenciada.
Dois continentes, duas missões. Dois assassinos que juraram nunca mais se cruzar.
E ainda assim, o destino estava prestes a colocá-los frente a frente.

New York, 12:35PM — duas semanas depois…

O restaurante era discreto, mas sofisticado, com paredes de tijolos aparentes, taças alinhadas e o aroma de café forte misturado ao de carne grelhada. estava sentada de frente para a janela, observando o reflexo da cidade correndo lá fora. O celular repousava sobre a mesa, a tela piscando com a última mensagem recebida: “Você terá a confirmação do alvo em 5 minutos.”
Ela mexeu lentamente a colher no café, como se tivesse todo o tempo do mundo, mas por dentro, cada músculo estava em alerta. Foi então que, num movimento quase instintivo, ergueu o olhar… e o mundo pareceu parar.
Ele estava ali.
Mingyu.
O terno cinza escuro moldava o corpo dele de forma impecável, e o andar calmo denunciava a mesma confiança que ela lembrava. Só que os anos tinham acrescentado algo novo — um peso no olhar, como se cada passo dele carregasse histórias que ela não conhecia. O coração dela deu um salto involuntário. baixou a cabeça, encarando o celular como se fosse a coisa mais interessante do mundo. Quatro minutos para a confirmação. Quando voltou a olhar, os olhos dele já estavam fixos nos dela. Um segundo de hesitação. Um aceno imperceptível. E então, a voz que ela não ouvia há tanto tempo:
? — Aquele nome. Ela quase tinha esquecido como soava nos lábios dele. Apenas assentiu, controlando o sorriso. Ele atravessou o salão sem pressa, como se estivesse atravessando um campo minado, e se sentou de frente para ela.
, já faz um tempo. — O sorriso dele era pequeno, quase nostálgico.
— Já faz um tempo que eu não escuto esse nome. — A curvatura dos lábios dela foi sutil, mas carregada de significado. — agora.
— Ah… você mudou de nome? — Ele ergueu uma sobrancelha, o tom mais baixo, como se aquela mudança fosse mais pessoal do que ela queria admitir. — Entendi.
— Veio se sentar aqui só pra deixar o clima estranho? — provocou, apoiando o queixo nas mãos. — O que faz em New York, Mingyu? — Ele deu um sorriso enviesado.
— Você e seu humor ácido… Vim a trabalho. E você?
— O mesmo. — A resposta dela foi seca, mas os olhos diziam mais do que a boca permitiria. O olhar dele a percorreu como se estivesse memorizando cada detalhe, analisando cada mudança.
— Você mudou. — sustentou o olhar, sentindo a vibração do celular tremer sobre a mesa. Sem precisar ver, sabia que a confirmação tinha chegado. E, pela primeira vez desde que ele se aproximou, ela não queria olhar.
— As pessoas mudam. — Respondeu ela, sentindo o celular dele vibrar também. — Precisa responder? — Ela acenou com a cabeça para o celular e ele sorriu.
— Eu poderia te perguntar o mesmo. — Respondeu ele, virando a tela do celular para baixo. — Isso pode esperar.
— Isso também. — Ela espelhou o movimento dele, que não conseguiu evitar de sorrir.
— Achei que nunca mais fosse te ver. — Ele sorriu e estendeu a mão sobre a mesa.
— Eu estava torcendo por isso. — Ela retribuiu o sorriso e segurou a mão dele.

Três anos atrás, Viena…

O frio de Viena naquela noite cortava como lâmina, mas ela estava rindo. Não aquele riso contido de educar plateia, mas um riso verdadeiro, que fazia seus olhos se fecharem e as bochechas arderem.
Mingyu caminhava ao lado, as mãos nos bolsos do sobretudo, observando-a com aquele olhar que ela conhecia bem — o de alguém que parecia estar sempre calculando algo, mas que com ela se permitia apenas… existir.
— Eu te falei que ia valer a pena sair do hotel. — Ele disse, desviando o corpo de um ciclista apressado.
— Eu ainda não decidi se foi pelo vinho ou pela companhia. — Ela sorriu, provocando.
— E se eu disser que espero que tenha sido pela companhia? — Ele parou, obrigando-a a parar também.
A rua estava quase deserta, iluminada apenas por postes antigos e pelas vitrines fechadas. Ele tirou as mãos dos bolsos, se aproximando devagar, como se o mundo lá fora tivesse desaparecido.
— Você complica minha vida. — Ele disse baixo, os olhos presos nos dela.
— E você gosta disso. — Ela respondeu, antes que o sorriso dele desaparecesse e ele a puxasse para um beijo. Foi intenso, urgente, como se aquele instante pudesse ser o último.
Eles não sabiam — ou talvez fingissem não saber — que tinham mais segredos do que verdades entre eles.

Agora…

O celular vibrou novamente, fazendo retomar o controle de seu corpo e soltar a mão de Mingyu. Ela pegou o celular e ele espelhou sua ação, no momento em que desbloquearam o aparelho, enxergaram a foto um do outro. Mingyu paralisou, encarou a tela do celular por longos segundos antes de levantar o olhar, e não enxergar mais .
O som dos talheres e conversas abafadas se dissolveu no zumbido agudo que tomou conta da mente dele. O instinto falou mais alto — ele girou a cabeça em busca dela, mas tudo que encontrou foi a cadeira ainda balançando e a porta lateral do restaurante se fechando.
Mingyu se levantou, rápido, a mão deslizando para dentro do paletó. O peso frio da pistola silenciada lhe trouxe foco. Lá fora, a rua fervilhava com o trânsito caótico de New York, buzinas e passos apressados misturados ao vento frio de fim de inverno. já estava no meio-fio, saltos afiados cortando o concreto, uma das mãos dentro da fenda do vestido. O reflexo metálico das lâminas denunciava que ela também estava armada.
! — Ele gritou, não como quem chama, mas como quem avisa. Ela se virou apenas o suficiente para sorrir de lado, antes de puxar a lâmina e arremessar contra ele. Mingyu desviou por pouco; a faca cravou no poste atrás dele. Quando voltou a olhar, ela já estava correndo para o beco estreito ao lado de um café. Ele a seguiu. O som dos passos ecoava no corredor de tijolos úmidos, quebrado pelo estampido seco da primeira bala. Ela havia girado, disparando sem hesitar, e ele revidou. O ar cheirava a pólvora e ferrugem. usou um contêiner para se proteger, recarregando com precisão cirúrgica.
— Ainda atira como um amador! — Ela provocou, a voz ecoando nas paredes.
— E você ainda fala demais! — Ele avançou, chutando o contêiner para desequilibrá-la. — O movimento os colocou frente a frente. Ela atacou com uma lâmina curta, mirando a jugular; ele bloqueou com o antebraço e girou o corpo, tentando desarmá-la. O choque metálico ecoou quando a faca caiu no chão. aproveitou a proximidade para sacar um fio explosivo da barra do vestido e enroscar no pulso dele.
— Um passo em falso e perde a mão, Mingyu. — Ela sussurrou, ofegante. Ele sorriu de canto, mesmo com o sangue escorrendo de um corte no lábio.
— Você sempre subestima o que posso fazer de perto. — Antes que ela pudesse reagir, ele girou o braço, usando a força dela contra ela, e a prensou contra a parede. O fio explosivo ficou preso entre os dois, pulsando como um lembrete cruel de que bastava um movimento errado para acabar ali.
Os olhos deles se encontraram — e, por um instante, o ódio e a missão se confundiram com algo que nenhum dos dois ousaria admitir. Ao longe, o som de sirenes começou a se aproximar.
— O jogo ainda não acabou. — disse, empurrando-o com força suficiente para escapar. Quando Mingyu recuperou o equilíbrio, ela já desaparecia no telhado vizinho, a silhueta recortada contra o céu cinza. Ele limpou o sangue do canto da boca e riu baixo.
— Não, … ele só está começando.

Três anos atrás – Roma, 02:14 da manhã

O apartamento estava mergulhado no silêncio, cortado apenas pelo som constante da chuva batendo contra a varanda. saiu do banho, cabelos ainda molhados caindo sobre os ombros, vestindo apenas uma camisa larga dele. A noite tinha cheiro de vinho e calor — ou pelo menos deveria ter. Mingyu estava sentado na poltrona, mangas da camisa dobradas, o olhar fixo nela. Havia algo diferente, um peso na postura dele que ela não sabia explicar.
— Você sumiu por três dias. — Ela disse, tentando soar casual enquanto secava o cabelo.
— Trabalho. — Ele respondeu, seco. Ela riu de leve, mas não havia humor no som.
— Sempre “trabalho”. Algum dia vai me dizer o que faz? — Mingyu não respondeu. Apenas desviou o olhar.
O celular dele vibrou sobre a mesa de centro. não resistiu a espiar — número sem identificação, mensagem curta: “O alvo está confirmado. Elimine antes do amanhecer.” O estômago dela revirou. Como que guiada por instinto, abriu a gaveta lateral do aparador. Encontrou uma pistola desmontada, perfeitamente limpa. O metal frio queimou em sua mão.
— Você é um assassino. — A voz dela saiu baixa, mas cortante. Ele se levantou lentamente, como quem avalia o próximo movimento.
— Não é tão simples. — Ele começou a caminhar.
— Sim, é. — Ela o encarou, olhos duros. — Você mata pessoas por dinheiro. Mingyu deu um passo em sua direção.

— Não chega perto. — Ela ergueu a mão, segurando a arma com firmeza. — E não ouse mentir. — Ele fechou a expressão, e foi aí que ela viu: não havia arrependimento. Apenas cálculo. O riso dela foi amargo. — Quer saber a ironia? Eu também mato. E agora percebo que, se eu continuar aqui, um de nós vai acabar com o outro. Ele hesitou.
— Não precisa ser assim. — Disse ele.
— Precisa. — Ela largou a arma desmontada sobre a mesa, o som metálico ecoando no cômodo. — Porque, se eu ficar, não vou mais conseguir dormir sem imaginar a mira na minha testa. — pegou o casaco, ignorando o chamado dele, e saiu sem olhar para trás. Mingyu ficou sozinho, com o som da chuva e o gosto metálico de uma verdade que não podia ser desfeita.

Agora…

Mingyu a seguiu até o prédio vizinho, mas dessa vez, ela não fugiu. tirou uma arma da cintura e apontou para ele, que fez o mesmo.
— O que aconteceu com o “não vou mais conseguir dormir sem imaginar uma mira na minha testa”? — Perguntou ele.
— E eu estava errada? Você está mirando em mim agora. — sorriu. — Eu fui embora porque sabia que esse dia chegaria, justamente por fazer a mesma coisa que você.
— Não posso falhar na missão. — Disse ele, assentiu.
— Nem eu. — Ela destravou a arma, ele fez o mesmo.
— Por que eu não consigo puxar o gatilho? — A mão de Mingyu tremeu, mas não vacilou.
— Segure a arma com firmeza, eu não vou cair nisso. — Ela apontou a arma para a cabeça dele.
— E o que acontece se você não completar a missão? — Perguntou ele, uma pitada de esperança na voz.
— Não existe essa opção. — Retrucou ela, sem vacilar novamente.
— Então, é isso? Tudo que vivemos vale menos do que a recompensa pela minha morte? — Perguntou ele, os olhos brilhando com lágrimas não derramadas. apenas assentiu, ele suspirou e abaixou a arma. — Tudo bem, atire. — Ele levantou as mãos em rendição, manteve o olhar fixo nela, perdendo-se naqueles olhos castanhos, que brilhavam para ela. No momento em que voltou à realidade, era tarde, Mingyu a desarmou.
Ela rapidamente se desvencilhou,, pegando uma faca e apontando para ele, que estava desarmado.
— Você já teria me matado se realmente quisesse. — Disse ele, engoliu seco.
— Não posso falhar. — Ela respirou fundo, recompondo-se. Mingyu sorriu.
— Não pode. Você nunca falhou. — O sorriso nos lábios dele era nostálgico, e suas palavras carregadas de um significado que sabia qual era.

Três anos atrás – Praga, 05:12 da manhã

O céu estava num tom suave entre o azul e o dourado, e as ruas de paralelepípedo ainda estavam silenciosas. O ar gelado trazia o cheiro doce de pão recém-assado vindo de uma padaria ao fim da rua.
caminhava ao lado de Mingyu, os saltos fazendo um som leve contra as pedras molhadas. Ele a observava de perfil — a forma como ela mantinha a postura ereta, os olhos atentos, como se sempre soubesse para onde estava indo.
— Você não está cansada? — Ele perguntou, com um sorriso cansado, mas sincero. Tinham atravessado a cidade a pé, por puro capricho dela, apenas para “assistir Praga acordar”.
— Não. — Ela respondeu sem hesitar. — Eu disse que ia te mostrar a vista da Ponte Carlos ao nascer do sol, e eu cumpro o que digo. — Ele riu, achando graça no jeito determinado com que ela falava.
— Achei que fosse só uma desculpa para me arrastar pelas ruas no frio. — Disse ele, com um sorriso.
— Pode até ter sido no começo. — Ela sorriu de canto, parando de andar e virando-se para ele. — Mas eu cumpro minhas promessas, Mingyu. Sempre. — Quando chegaram ao meio da ponte, o rio refletia os primeiros raios de luz e as silhuetas das torres pareciam pintadas no horizonte. se apoiou no parapeito, os cabelos sendo levados pelo vento.
Mingyu ficou atrás dela, passando os braços ao redor de sua cintura. Ficaram assim em silêncio, ouvindo apenas a água correndo e o som distante de um sino.
— Você sabe… — ele começou, encostando o queixo no ombro dela. — Eu nunca conheci alguém como você. — Suas palavras a fizeram rir baixo.
— Isso é uma cantada barata? — Brincou ela.
— Não. — Ele a fez virar-se para encará-lo. — É que… desde que te conheci, você nunca falhou. Em nada. — O olhar dela suavizou, e por um instante, pareceu que a frase penetrou mais fundo do que ele imaginava.
— Talvez porque você só veja as partes que eu quero mostrar. — Respondeu ela, com um sorriso, mas o olhar carregado de melancolia. Ele retribuiu o sorriso, puxando-a para mais perto.
— Mesmo assim… é verdade. — Disse ele, sentindo sua respiração contra seu rosto. O beijo veio antes que ela pudesse responder, aquecendo-os contra o frio da manhã. E naquela hora, antes de qualquer segredo, qualquer missão ou qualquer mira apontada, a frase dele parecia apenas amor — não um presságio.

Agora…

— Não se atreva, Mingyu! Você não vai me fazer ficar sentimental. — Ela apertou o cabo da faca em sua mão.
— A escolha é sua. — Ele pegou o celular e discou um número, colocando-o na orelha. — Estou recusando a missão. Não posso matar a mulher que eu amo. — Desligou. sentiu o corpo inteiro tensionar.
— Você é louco. Eles vão vir atrás de você… e de mim. — A voz dela oscilou entre raiva e preocupação.
— Vão. — Ele deu um passo para mais perto, sem tentar desarmá-la. — Mas pelo menos vamos estar correndo juntos. O coração dela batia como se quisesse romper as costelas. A faca ainda estava firme, mas os dedos… já não tinham a mesma força. As memórias vieram como uma rajada — Praga, o nascer do sol, a promessa silenciosa de que ele acreditava nela mais do que qualquer um.
— Eu não posso… — Ela tentou dizer, mas a voz falhou. Mingyu se aproximou até que a lâmina encostasse no tecido da camisa dele.
— Então me mata agora. Termina a missão. Só não me deixa viver sem saber se você escolheu por si mesma.
O olhar dela tremeu. Uma parte gritava para cravar a lâmina e acabar ali. A outra… não conseguia.O silêncio se estendeu, quebrado apenas pelas sirenes ao longe. Nenhum dos dois se movia. Apenas os olhares presos, como se aquela fosse a última vez que teriam coragem de se encarar.
Com um suspiro que parecia arrancar algo de dentro dela, deixou a faca cair. O metal bateu no concreto, o som ecoando como um tiro. Eles ficaram imóveis por mais um segundo, respirando o mesmo ar, até que ela fechou os olhos e, quando abriu, já estava agarrando o rosto dele para um beijo que misturava raiva, alívio e medo desesperado. Ele sorriu contra os lábios dela.
— Vamos sair daqui… antes que eu mude de ideia.
Sem olhar para trás, ela o seguiu. Entre sirenes ao longe e o vento cortante da noite, desapareceram nas sombras de Nova York — não como assassinos em missão, mas como fugitivos que, pela primeira vez em anos, estavam do mesmo lado. E enquanto corriam, a voz dele ecoou baixa no ouvido dela:
— Eu te disse… você nunca falha.
Sem olhar para trás, ela o seguiu. Entre sirenes ao longe e o vento cortante da noite, os dois desapareceram nas sombras de New York — não como assassinos em missão, mas como fugitivos que, pela primeira vez em anos, estavam do mesmo lado.


Fim



Nota da autora: S/N




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Além Do Acaso The Justive and Me Trovão de Konoha Consigliere The Time We Have Left My Lovely Lover

Nota da scripter: AAAAAAAAAAAAAAAA EU AINDA TO GRITANDO

Qualquer erro nessa fanfic ou reclamações, somente no e-mail.