Finalizada
Music Video: Red Lights - Stray Kids

Capítulo Único

I cannot breathe.
Without you being right by my side.
I'll die
So can you please come over closer.
Hold me tight, right now.

As luzes vermelhas piscavam em intervalos irregulares, tingindo o salão com a promessa de algo proibido. O som abafado do baixo ecoava pelas paredes escuras, como um coração pulsando dentro de uma caixa torácica oca. Havia algo quase vivo naquele lugar — como se respirasse, como se observasse quem entrava. Ela cruzou o corredor estreito com passos firmes, embora o estômago estivesse contraído.
O convite não tinha remetente, apenas um cartão preto com letras prateadas: “Red Lights. Só para os que sabem o que querem.”.
Até aquele momento, ela não tinha certeza se sabia. O ambiente cheirava a vinho, couro e calor humano. Um palco circular no centro era cercado por cortinas pesadas, que dançavam lentamente com a movimentação do ar-condicionado. Ninguém falava alto. As vozes eram sussurros. Os olhares, armas silenciosas..
Foi quando os viu..
Dois homens. Um deles, de cabelos claros, olhava como se pudesse ver através de qualquer máscara. O outro, de fios escuros grudados à pele úmida, se movia com a graça perigosa de quem já sabia o efeito que causava. Ambos estavam no centro do palco. E estavam acorrentados. Mas não era isso que os tornava perigosos. Era o modo como olhavam um para o outro.
E como, em seguida, olharam para ela.

2 dias antes…

era uma mulher misteriosa e independente. Dona da própria marca, exalava imponência por onde andava. Apelidada pelos funcionários de "La Diabla", não por ser má, mas por ser implacável.
tinha um instinto selvagem que sempre buscava por diferentes aventuras, e todos sabiam disso.
Era uma mulher que causava impacto apenas por estar em um lugar — e era famosa por isso — despertando o interesse de várias pessoas que ouviam falar dela.
Todos os dias, um de seus funcionários separava os itens de sua caixa postal e deixavam sobre sua mesa, eram sempre as mesmas coisas relacionadas à sua marca, mas dessa vez ela notou algo diferente. Um envelope preto com letras prateadas — sem remetente. Essas coisas geralmente iriam direto para o lixo, mas algo naquele envelope a intrigou.
Ela pegou o envelope em mãos e o analisou meticulosamente, abriu e dentro havia um cartão — igualmente preto, com letras prateadas — “Red Lights. Só para os que sabem o que querem”.
No momento em que leu, ela soube do que se tratava. Um clube famoso, porém secreto, ninguém sabia o que acontecia lá dentro e apenas as pessoas selecionadas pelo convite poderiam frequentar.
ficou ainda mais intrigada ao ler aquele convite, por que ela foi convidada? Ela realmente sabia o que queria? Algo tomou conta de seu peito, uma excitação, talvez? Um sentimento de busca por algo desconhecido, que ela sequer sabia o que era, parecia guiar seu corpo naquele momento.
No verso, havia um endereço, e agora uma pergunta ecoava em sua mente, deveria ir ou não?

Hoje…

sentiu uma onda de choque percorrer seu corpo quando seus olhares se cruzaram, não era timidez ou hesitação — era algo desconhecido, que ela estava pronta para descobrir o que era.
Alguém indicou o lugar reservado para ela, que se sentou e manteve o olhar fixo no palco. Ela sentiu os dois olhares fixos nela, algo que fazia um arrepio percorrer pela sua espinha. Um dos homens saiu do palco, ele era mais alto e tinha um cabelo preto, caindo sobre seu rosto, ele estendeu a mão para ela — como um convite. Naquele momento, sentiu seu coração saltar em seu peito.
Por que ela, dentre todas aquelas pessoas? Ele permaneceu parado na frente dela, como se aguardasse uma resposta. segurou sua mão, sem hesitar, e foi guiada até o palco. O outro homem posicionou uma cadeira, onde ela se sentou. Os dois tinham correntes em suas mãos e um deles se abaixou ao seu lado.
— Podemos ir em frente? — Perguntou ele, o homem de cabelo loiro.
assentiu, sentindo sua respiração se tornar mais ofegante.
Os dois começaram a acorrentá-la enquanto dançavam, era como se ela estivesse fazendo parte de um jogo perigoso de — excitação, talvez? — ela não sabia, mas algo dentro dela desejava estar ali. Algo desconhecido. Apenas luzes vermelhas brilhavam no palco, todo o local na mais completa escuridão. A performance encerrou quando as luzes do palco se apagaram, e os três desapareceram.
Quando o local se iluminou, eles não estavam mais no palco. O cômodo era escuro, iluminado apenas pelas mesmas luzes vermelhas pulsantes. As cortinas pesadas abafavam todo e qualquer som do lado de fora, como se o mundo tivesse deixado de existir.
O chão era de madeira escura e lisa. Não havia cama - apenas almofadas grossas espalhadas ao redor de uma estrutura metálica, com encaixes, alças e correntes pendendo das extremidades.
encontrava-se de pé, no meio de dois homens.
Eles haviam tirado as camisas no instante em que as portas se fecharam, e o ar pareceu se tornar mais denso. Nenhuma palavra era dita. Nenhuma era necessária.
O loiro aproximava-se por trás dela, os dedos frios tocando sua nuca, deslizando pela fenda do vestido enquanto seus lábios pairavam perto de sua orelha, sem encostar. O outro — o moreno — se ajoelhou diante dela, os olhos escuros e fixos nos dela com uma intensidade quase cruel.
Suas mãos, quentes e firmes, subiram lentamente por suas coxas, empurrando a barra do vestido para cima, como quem abria um segredo com cautela. Ela não desviava o olhar, pelo contrário, seus olhos brilhavam com malícia explícita. Estava completamente entregue ao jogo antes mesmo de perceber.
O som da respiração deles preenchia o ambiente, entrecortado por estalos suaves do couro roçando contra a pele exposta.O loiro a guiou com calma até o centro do espaço, de frente para a estrutura de ferro, então ela entendeu. Se posicionou de joelhos, com as mãos repousando nas hastes, oferecendo-se sem submissão — apenas vontade.
Desejo.
As alças foram presas com cuidado, quase como uma carícia. Ela podia se soltar se quisesse. Mas não queria. Uma música começou, baixa, com batidas lentas e graves - como um aviso. O mais alto a rodeava como um predador, os dedos deslizando por suas costelas ainda cobertas pelo tecido, traçando linhas imaginárias de calor.
Enquanto isso, o mais baixo, expôs seu pescoço com um movimento delicado e a boca dele finalmente encostou ali, úmida e quente, sugando a pele como se a marcasse com fogo. O vestido escorregou por seu corpo com facilidade, quando caiu aos pés dela, os dois homens pararam por um segundo - e sorriram. Não de deboche. Era admiração. Desejo cru.
mordeu o lábio inferior. Ainda não sabia quem eles eram. Mas sabia exatamente o que queriam dela. As correntes esticavam com um som suave, como batidas secas contra o silêncio carregado. Cada clique dos fechos parecia marcar um ponto sem retorno.
O couro estava quente sob seus pulsos e o metal era frio o bastante para fazer seus pelos se arrepiarem ao menor movimento. Sentia-se presa, mas ao mesmo tempo, mais livre do que jamais esteve. O loiro contornava seu corpo, os dedos brincando na curva de sua cintura. Já o moreno permanecia mais próximo na frente dela, observando-a com olhos famintos.
— Você é ainda mais bonita assim — murmurou ele, a voz rouca, enquanto uma das mãos deslizava pelas coxas nuas, subindo em linha reta, sem hesitação..
sentiu o ar mais espesso. Os mamilos estavam rígidos, expostos ao frio do ambiente e a provocação dos olhares.
O loiro a tocou com mais intenção agora, as palmas firmes percorrendo pelas costas nuas, até repousarem em sua nuca. Ele inclinou-se, deixando os lábios deslizarem pelos dela. Ela gemeu baixo, quase como um sussurro contido, o som escapando sem que pudesse controlar. O moreno a recompensou com um leve puxão em seus cabelos, fazendo seu olhar ergue-se para ele..
— Não esconda o que sente, queremos ouvir. — disse ele, com um sorriso lascivo..
As correntes tintilaram novamente quando ela moveu os quadris em busca de mais toques do mais alto, mas o loiro a segurou firme pela cintura, o corpo musculoso e quente reluzindo sob a luz rubra. Suas mãos estavam presas, mas seus sentidos estavam em chamas. O moreno então mordiscou sua lombar, os dentes afiados o suficiente para arrancar um gemido de dor misturado ao puro prazer.
Uma de suas mãos puxou-a pelos cabelos da nuca e a outra deslizou por sua barriga, lenta, até alcançar ali - onde ela mais ansiava. Os dedos encontraram-na quente, encharcada e faminta. O loiro tomou novamente sua boca em um beijo intenso e carregado de um desejo insaciável.
Suas mãos beliscavam seus seios expostos enquanto outras mãos afundavam dedos ágeis com firmeza, fazendo-a arquear o corpo preso sob as correntes. O mais alto movia os dedos em círculos lentamente, estimulando o clitóris com uma precisão irritantemente boa, enquanto o mais baixo distribuía beijos molhados pelo pescoço. mordeu os lábios para conter um grito, mas o loiro à sua frente não deixou passar.
— Solte a voz — ele murmurou os olhos cravados nela. — Você quer isso. Você precisa disso.
Ele ajoelhou-se entre suas pernas entreabertas e passou a língua levemente por sua coxa, bem perto de onde o moreno a estimulava. O loiro substituiu os dedos com sua boca, sugando com uma pressão perfeita. Seus movimentos eram firmes, cheios de intenção, como se a devorasse. E quando o moreno empurrou um dedo em seu interior enquanto o loiro a chupava, ela gritou. Sem vergonha. Sem freio.
não sabia se estremecia pelo calor ou excitação - provavelmente os dois. Os seios rígidos balançavam com os espasmos do corpo. Os homens revezavam como se conhecessem o corpo dela há anos e tivessem feito aquilo milhares de vezes.
O loiro agarrou uma de suas pernas e envolveu ao redor de seu pescoço, tomando ainda mais o interior dela para si, o que não parecia incomodar o moreno, que intensifica ainda mais seus movimentos, introduzindo mais um dedo. O moreno, por trás, ainda com os dedos enterrados nela, moveu-os em ritmo constante e profundo. Dois dedos — ágeis, longos — empurravam-se dentro dela como se a moldassem de dentro para fora.
Ele sabia o que estava fazendo. Pressionava exatamente o ponto que a fazia perder o ar, curvando a mão em pequenos movimentos rítmicos.
O moreno lambia com um deslizar longo que começa bem na entrada onde o outro trabalhava, subindo devagar até encontrar o clitóris, trabalhando em círculos suaves, malditamente calculados.
Ela gemeu alto, a cabeça caindo para trás, os olhos fechando.
A língua do mais baixo alternava entre firme e provocativa, depois leve, depois rude — sugando com mais força, fazendo seus quadris se moverem por reflexo, buscando mais. O mais alto intensificou o ritmo dos dedos, agora estocando com mais firmeza.
A cada movimento profundo, ela sentia o toque da parede interna da sua intimidade, e a língua do loiro batia firme, como se marcasse o tempo. Ela estava sendo fodida e chupada ao mesmo tempo — completamente aberta, completamente exposta.
arfava. A mandíbula do loiro travava de vez em quando, como se ele precisasse se conter para não ir longe demais. E o moreno não parava. Curvava os dedos com tanta perfeição que sentia os olhos revirarem.
— Porra... não dá... — ela sussurrou, quase sem voz, mais para si mesma do que para eles.
E então, como uma faísca em pólvora molhada, o prazer explodiu dentro dela - denso, rasgado e feroz. Ela gritou. Não um som contido, tímido. Foi um grito de pura entrega, como se o orgasmo rasgasse sua garganta ao sair, uma onda intensa e profunda que a atravessou por inteiro.
Se corpo estremeceu, arqueado, os músculos das coxas contraindo-se com força ao redor do rosto do loiro. Ele não parou. Continuou sugando, deslizando como se quisesse prolongar cada segundo da agonia deliciosa que ela sentiu.
O loiro afastou o rosto lentamente, lambendo os próprios lábios com um sorriso satisfeito. Os olhos escuros brilhavam sobre o néon pulsante como um coração em chamas. Ele subiu até ficar com seu rosto diante dela, os dedos tocando seu queixo, erguendo o rosto.
— Você sabe que isso foi apenas o primeiro ato, não sabe? — ele sussurrou.
O moreno a soltou das correntes com delicadeza, como se ela fosse feita de vidro após ter sido forjada no fogo. E mesmo com o corpo trêmulo, os olhos dela estavam acesos.
lambeu os próprios lábios, a respiração entrecortada.
— Então, irei mostrar o segundo.
Os dois homens se entreolharam por um segundo, surpresos.
A expectativa de que ela continuaria derretida por eles se desfez no instante que a frase saiu da boca de , ainda nua, com o corpo cintilando pela penumbra escarlate, os olhos fixos neles com uma intensidade penetrante.
Não recuaram. Mas também, não a desafiaram. O loiro inclinou levemente a cabeça e o moreno arqueou uma sobrancelha, como se dissesse “mostre do que você é capaz”. Aquilo a incendiou ainda mais.
Porque eles estavam famintos, sim - mas também estavam entregues. Não subjugados. Apenas dispostos a ver até onde ela podia levá-los. Ela não planejava decepcioná-los.
Pegou duas das correntes que estavam no chão e enrolou entre os dedos. O som metálico cortou o silêncio com precisão. Ambos a observavam, atentos, os olhos faiscando de puro desejo contido.
— Ajoelhem. Agora. — Eles obedeceram, ajoelhando-se.
Ela caminhou ao redor deles devagar, os pés descalços sobre o piso frio, o corpo nu ainda carregando traços do orgasmo recente, mas agora tomado por algo ainda mais potente: domínio.
As correntes em suas mãos acompanhavam o ritmo de seus passos como se soubessem que também faziam parte do espetáculo. O loiro respirou fundo, o peito subindo e descendo.
O moreno mantinha os olhos fixos nela, faminto e provocador. parou entre os dois. Aproximou-se do loiro primeiro, ficando atrás dele. Passou os dedos pela mandíbula dele, e depois desceu até o pescoço, a clavícula e o peito.
Quando alcançou o abdômen, arranhou com as unhas, traçando uma linha que fez os músculos dele se contraírem.Ela o empurra para trás, fazendo-o cair sentado com os fixos aos dela, montou sobre ele, de frente, segurando o membro dele ainda coberto pelas calças de couro com a mão firme, já pulsando.
O som da respiração escapou em um suspiro baixo, mas ele não se moveu. Passou então para o moreno que observava com olhos escuros de desejo, ficou diante dele e se abaixou até que seus rostos ficassem à mesma altura..
— Acho que isso está me atrapalhando. - diz ela, tocando as coxas do moreno, referindo-se a calça que ambos ainda usavam..
Eles se ergueram. O som dos zíperes, se abrindo quebrou o silêncio como um estalo de tensão. Ela não desviou o olhar, pelo contrário, observou cada músculo que se flexionava, cada pedaço de pele que surgia enquanto o couro era puxado para baixo com certa dificuldade, colado ao suor e ao calor.
Quando ficaram completamente expostos, colocou-se entre eles. O cheiro do desejo era intenso agora, quase cruel. Ela podia sentir os membros rígidos dos dois próximos ao seu corpo, cada um de lado, pulsando. Com as correntes em mãos e sem dizer palavra alguma, virou-se para o mais alto. Os olhos dele estavam cravados nos dela. Levantou uma das mãos e passou pelos pulsos dele, puxando-o com firmeza.
Ele a observava de cima, sem resistir. O som de fecho se encaixando ecoou como um selo invisível. Virou-se para o loiro, e o movimento de seu quadril arrancou um suspiro involuntário dele. Com calma, enlaçou a segunda corrente ao redor do pulso dele também, puxando para junto de si.
— Vocês pertencem a mim agora. — disse com a voz firme, revestida por um veneno doce e irrecusável.
O som metálico preenchia o ar.
movia-se como uma serpente quente entre eles. Primeiro, um passo sutil em direção ao moreno, até que seu quadril encostasse no dele, roçando propositalmente, sentindo o calor da ereção dolorida.
— É a mim que você quer? — sussurrou, com os lábios a milímetros de sua orelha. — Tão duro... e ainda assim, não pode me tocar. Só pode sentir. Implorar..
Ela roçou os lábios, de leve sobre a pele dele - não em um beijo, mas como um aviso. Então se afastou, o fazendo ranger os dentes, frustrado.
Sem pressa, virou-se para o loiro, passando os dedos pelo seu corpo, descendo devagar até quase tocar o que ele mais ansiava. Quase.
— Você está tremendo, amor. Está tentando não gemer? — ela sorriu, arrastando as unhas de volta até o centro do peito dele. — Eu gosto de ver homens fortes se desfazendo por minha causa.
O loiro soltou um gemido abafado, apertando os punhos presos. Ela viu quando os olhos dele piscaram em desespero, como se mais um segundo daquilo o fosse fazer implodir. .
— Me digam... — ela olhou para um, depois para outro enquanto suas mãos desciam pelo seu próprio corpo, os dedos deslizando entre suas coxas, tocando a si mesma. - Até onde vocês iriam... apenas para me ter de novo?
O moreno foi o primeiro a ceder. A respiração irregular, o maxilar trincado, ele soltou a palavra como se ela tivesse sido arrancada à força:
— Porra… Por favor… sorriu. Virou-se para o loiro. Ele demorou um segundo a mais, mas então cedeu também.
— Me deixe tocar você... — disse ele, tenso e desesperado. — O que você quiser. Só deixa...
Um sorriso perigoso surge ao perceber que conseguiu o que queria — deixar os homens à beira da loucura. Ela abriu os dedos e as correntes que os prendiam caíram no chão com um baque.
Eles não estavam mais presos, mas não moveram um centímetro. Naquela imobilidade carregada de tensão, que ela teve certeza: os tinha em suas mãos.
— Podem tocar. — Foi como acender um fósforo sobre lenha seca.
O moreno foi o primeiro a traçar um caminho pelas laterais do corpo dela, como se temesse que desaparecesse se tocasse com força. Já o loiro a puxou pela cintura, colando seus corpos, a respiração já irregular contra o pescoço dela. Sentia os músculos tensos, os quadris pressionando os dela por instinto, as mãos explorando sua pele com desejo.
passeava suas mãos pelo quadril de um, depois do outro, como se estivesse decidindo qual provar primeiro, mas sua intenção era apenas atiçar mais. Sem qualquer aviso, empurrou o peito do moreno, forçando-o a recuar e cair sentado, apoiando-se com os braços sob as almofadas no chão.
Antes que pudesse dizer qualquer coisa ou ter qualquer reação, ela inclinou-se e sentou sobre o colo dele. Um gemido fraco escapou dos lábios dele com o choque de seus sexos.. As mãos tentaram subir pelos quadris dela, mas o impediu, segurando seus pulsos, mantendo-as presas contra as almofadas..
— Não até eu mandar. — Sussurrou, os lábios a poucos centímetros de sua orelha.
O loiro aproximou-se por trás, as mãos grandes pousando nos ombros dela, querendo senti-la também. Ela não olhou para ele, mas deixou que a tocasse, apenas o suficiente para incitar, não saciar.
No colo do mais alto, iniciou um movimento lento, roçando apenas o bastante para fazê-lo soltar gemidos abafados. O loiro vendo a cena, aproximava-se cada vez mais, o calor de seu corpo envolvendo-os. Os olhos cristalinos alternavam entre os dois, a tensão subia como uma corda esticada prestes a romper.
soltou as mãos do moreno e o mesmo segurou sua cintura com força, guiando-a para mais perto, os dedos afundando sob sua pele macia. Um gemido baixo escapou por seus lábios, mas o olhar dela era pura luxúria. Ela inclinou-se para trás, apoiando seu corpo no peito do mais baixo, erguendo o queixo para encará-lo de lado..
— Quero vocês... Juntos. — disse como uma sentença.
O loiro hesitou por um momento, encarando o moreno que a observava com olhos famintos. Em um aceno de cabeça, ambos concordaram com o pedido dela.
O moreno sentou-se sob as almofadas com ela em seu colo, arqueou os quadris, em uma ordem silenciosa para que ele a possuísse naquele momento. Ambos gemeram em uníssono quando ele a penetrou. Tentou iniciar os movimentos, mas ela o impediu, levando as mãos dele para a sua cintura para que a segurasse. Então ela iniciou os movimentos, em seu próprio ritmo.
O moreno mordia o lábio para não deixar escapar nenhum som que indicasse que estava completamente à mercê dela, porém, isso pareceu irritá-la. O loiro que havia se afastado por um momento, aproxima-se novamente, com as mãos firmes na cintura dela, guiando seus movimentos com precisão, encontrando as do moreno.
Por um instante, os dedos dos dois se tocaram sobre o corpo dela. se ajeitou sobre o colo em que estava montada, sentindo o calor crescente dos dois se fechando ao redor dela.
As mãos trabalhavam em sincronia, cada toque deles alimentando o próximo. Toques suaves deslizavam pelas suas costas, seguido de beijos molhados, descendo cada vez mais. Dedos gelados começaram a circular em sua entrada, fazendo arrepiar-se quando um deles escorregou para dentro de si.
Ao sentir ela se acostumar, o loiro introduz um mais um dedo e os olhos da mulher reviravam pelo prazer que a acometia. A respiração pesada denunciava a luta interna entre esperar e tomar posse de uma vez. O moreno passeava a mão pelas coxas dela, subindo com lentidão, pressionando a carne macia, sem desviar os olhos da mulher a sua frente.
Um suspiro profundo foi ouvido, mas não cedeu o controle. Os dois trocaram olhares rápidos por cima dos ombros dela — não de hesitação, mas de cumplicidade. Sabiam o que estava prestes a acontecer. E estavam prontos. O mais baixo ajustou os quadris contra o dela, pressionando o suficiente para fazê-la sentir o quão preparado estava.
fechou os olhos por um instante, sentindo a tensão dos dois corpos pressionando o dela, o calor, a espera prestes a se romper. Apoiou as palmas das mãos contra o peito a sua frente, buscando o encaixe dos dois corpos ao redor de si. Gemidos altos ecoaram pelo ambiente quando o loiro a penetrou. Era uma sensação intensa. Lentamente, o loiro começou a mover-se e o moreno acompanhou o movimento, alinhando-se lentamente pela frente.
O ar escapava de seus lábios em gemidos entrecortados, o prazer crescendo em ondas rápidas e violentas, quase impossíveis de conter. O loiro afundava os dedos em sua pele, mantendo-a no lugar, enquanto o moreno a puxava pela nuca para um beijo profundo, roubando-lhe o ar.
arqueou as costas, seus cabelos colando de suor, e mesmo com seu corpo sendo tomado pelos dois, não perdeu o controle. Movia os quadris na cadencia que queria, acelerando, forçando-os a acompanharam seu ritmo.
— Mais... —- ordenou entre dentes, a voz rouca, quase um gemido.
O pedido foi atendido de imediato. O choque se intensificou, o som abafado das respirações pesadas misturado à melodia que seus corpos produziam ao se chocar. Cada investida dos dois parecia arrancar dela uma resposta diferente - ora um grito, ora um suspiro entrecortado, ora um sorriso lascivo que os deixava ainda mais insanos. O moreno explorava seus seios com a boca, mordendo, sugando, como se quisesse marcar território.
Em resposta, ela apenas agarrou seus cabelos e puxou sua cabeça ainda mais contra si, arrancando-lhe um gemido rouco de prazer e dor misturada. Atrás dela, lábios roçavam pela curva do ombro, subindo até a orelha, sua respiração quente e descompassada denunciando o quanto se segurava. Ele segurava sua cintura, mas não a movia sem que ela desse o compasso.
Era quem se inclinava para frente ou rebatia contra ele, fazendo o corpo dele tremer ao obedecer a sua dança torturante. E como se quisesse provar o quanto os tinha em mãos, ela diminuía o ritmo de propósito, quase parando, apenas deixando-os sentir a pressão lenta, agoniante.
O moreno soltou um gemido baixo, abafado, e o loiro prendeu a respiração, os músculos tensos em frustração deliciosa. Sorriu satisfeita. O quarto se encheu de sons abafados de pele contra pele e gemidos pesados.O prazer escalava rápido, insuportável, mas ainda mantinha o controle, retardando o inevitável, fazendo questão de que ambos entendessem que só chegariam lá quando ela permitisse.
— Mais... — ela exigia, e os dois a obedeceram sem hesitar.
A cada estocada, o corpo dela estremecia, os gemidos escapando sem que conseguisse contê-los. A sensação de ser tomada pelos dois homens, cada um dominando um lado, era insuportavelmente deliciosa - e ainda assim, era ela quem ditava, quem comandava.
O loiro, com a testa colada em sua nuca, arfava como se implorasse em silêncio. O moreno, com seu olhar negro suplicando, faminto. Ela sorria, mesmo trêmula, mesmo prestes a se despedaçar. O calor a devorava, crescendo, pulsando em cada batida de seu coração.
O moreno cravou os dedos em sua cintura, desesperado, os olhos fechados e os lábios abertos em um gemido rouco, como se estivesse prestes a implorar que ela não parasse. O loiro, pressionado contra suas costas, deixou escapar um grunhido grave quando sentiu o corpo dela se fechar em torno deles dois, um aperto que os arrancou de si mesmos.
— Agora — sussurrou, como se fosse um feitiço.
O moreno foi o primeiro a se despedaçar. Os músculos dele estremeceram sob as mãos dela, a respiração falhou e o som que saiu de sua garganta foi de pura rendição. sentiu cada tremor, cada contração, e isso só a incendiou ainda mais. O loiro resistiu por mais alguns instantes, os dentes cravados na curva de seu ombro, até que o corpo dele também cedeu, vibrando contra o dela.
Ele a segurou com força, como se tivesse medo de despencar sozinho naquele abismo, e desmoronou junto com ela, a respiração falhando em gemidos roucos, pesados. se deixou levar por tudo isso — pelo prazer que a sacudia em ondas intermináveis, pelos corpos que estremeciam contra o seu, pela sensação intoxicante de ser ao mesmo tempo causa e centro daquela explosão.
As pernas dela fraquejaram, mas o moreno a segurou pela cintura, o loiro a manteve contra si, e assim os três permaneceram unidos, como se o mundo tivesse parado ali, suspenso no ápice. Quando finalmente o silêncio caiu, era possível ouvir apenas as respirações entrecortadas e o som dos corações acelerados. Ela sorriu, exausta, ainda trêmula, mas com o olhar ardente.
Eles haviam implorado por ela. Haviam se perdido nela. E agora, mesmo ofegante, suada e marcada, ela sabia: ainda não tinha acabado.
As luzes vermelhas voltaram a piscar, intermitentes, como se marcassem o fim do espetáculo. O silêncio que seguiu parecia mais ensurdecedor do que todos os gemidos e suspiros que ecoaram minutos antes. se levantou devagar, o corpo ainda trêmulo, mas a postura ereta, altiva, como se tivesse acabado de vencer uma batalha.
Os dois homens a observavam em silêncio. Não havia mais correntes, não havia mais palco. Apenas três corpos marcados pelo desejo e um pacto não dito. Eles pareciam prontos para falar, mas ergueu a mão, os silenciando.
— Já entendi o que quero. — sua voz soou firme, quase cortante. — E agora vocês sabem também.
Os olhares que se cruzaram eram de rendição e de respeito. Não havia espaço para dúvidas: naquele quarto, quem tinha tomado posse não fora nenhum deles, mas ela. Quando deixou o cômodo, as cortinas pesadas se fecharam atrás de si, abafando qualquer vestígio do que acontecera. Do lado de fora, o salão parecia o mesmo de antes, vozes em sussurros, taças tilintando. Apenas ela havia mudado.
No balcão, um novo envelope preto a aguardava, com letras prateadas idênticas.
“Terceiro ato. Quando estiver pronta.”
sorriu, passando o polegar sobre o cartão.
Ela estava.


Fim



Nota da autora: s/n




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Nota da scripter: PRECISO DE UM BANHO GELADO E DOIS COREANOS, URGENTEEE

Qualquer erro nessa fanfic ou reclamações, somente no e-mail.