Finalizada: 09/2025

Capítulo Único

Entre os flashes e o barulho, havia um instante em que tudo parava — e foi nesse instante que ele a viu.

A única coisa em sua visão naquele momento eram os flashes das câmeras apontados em sua direção, enquanto ele caminhava para a entrada do prédio do programa de TV que participaria. No momento em que a porta da entrada principal se abriu, ele a viu, de relance. Mas não pôde evitar de notar tamanha beleza. Na mesma rapidez que notou sua presença, ele a perdeu no meio da multidão da sua equipe que o cercava.
— Quem era aquela garota? — ele perguntou a Soobin, que estava ao seu lado.
Soobin olhou ao redor e não notou ninguém diferente do habitual.
— Que garota? — questionou, enquanto Yeonjun ainda a procurava com os olhos.
Nada.
Ela havia sumido tão rápido quanto apareceu.
— Ah, esquece… — Yeonjun respondeu, desistindo naquele momento. Mas a pergunta ecoou dentro dele como se não tivesse resposta: quem era aquela garota?

***


, você consegue cobrir a tradução do inglês para o coreano também? — perguntou o manager, com a voz apressada. O intérprete oficial ainda não havia chegado e não havia tempo para esperar.
Ela assentiu rapidamente, ajeitando o fone de ouvido. Normalmente, era responsável por traduzir as respostas dos idols para os repórteres estrangeiros. Mas, naquele dia, sua voz guiaria também as perguntas que viriam em inglês direto ao ponto do grupo. Poucos segundos depois, Yeonjun ouviu pela primeira vez uma voz feminina suave soar no seu ouvido. Por instinto, ergueu os olhos, surpreso. Não era comum. Ele trocou um olhar rápido com Soobin, que pareceu não se importar, e logo voltou a atenção para a mesa.
Inquieto, Yeonjun desviou discretamente o olhar pela sala, tentando identificar a origem. Foi então que a viu: de costas, sentada diante de uma pequena tela ao lado da equipe técnica, observando cada detalhe da coletiva enquanto falava. Não sabia quem ela era, nem por que sua presença parecia tão deslocada e, ao mesmo tempo, inevitável. Mas, por algum motivo, não conseguiu mais ignorar aquela voz.
O barulho das câmeras cessou por um instante quando o mediador anunciou a primeira pergunta internacional. A voz em inglês soou clara entre os jornalistas, mas foi a tradução em seu ouvido que o fez prender a respiração.
— Eles querem saber como vocês lidam com a pressão de sempre superar o último álbum — disse a voz feminina, firme, pausada, quase melódica. Yeonjun piscou algumas vezes, como se quisesse gravar cada nota daquele timbre. Não era apenas a informação que chegava até ele; era a forma como ela falava, como se cada palavra fosse escolhida com cuidado.
Ele desviou o olhar de novo, rápido, na tentativa de ser discreto. Viu apenas o contorno do corpo dela, o cabelo escuro caindo sobre os ombros, a postura concentrada diante da pequena tela. De costas, ela parecia inalcançável — uma peça invisível do quebra-cabeça da coletiva.
— Hyung? — Soobin chamou sua atenção em voz baixa. Yeonjun piscou, voltando à realidade. Sorriu de leve, disfarçando o breve instante de distração antes de pegar o microfone e responder em coreano. Enquanto falava, no entanto, uma parte de sua mente não estava mais com as câmeras, nem com os repórteres. Estava com a voz que, de repente, fazia parte do seu mundo.As perguntas continuaram uma após a outra. Algumas em coreano, outras em inglês, todas passando pelo mesmo filtro antes de chegarem até eles. E, inevitavelmente, Yeonjun se pegava esperando pelo momento em que ela falaria de novo.
Eles gostariam de saber qual foi a parte mais difícil do processo criativo deste comeback.
— A pergunta é sobre a relação de vocês com os fãs internacionais, e como lidam com a distância.
A cada tradução, Yeonjun encontrava uma desculpa para levantar os olhos, como se fosse apenas para observar o ambiente. Mas sempre terminava fixando o olhar na mesma direção: aquela garota sentada de costas, olhos grudados na telinha que transmitia a coletiva, fones cobrindo as orelhas, a postura impecável. Ele não sabia se era a naturalidade da voz dela ou o contraste entre sua presença discreta e o caos ao redor, mas havia algo magnético em simplesmente notá-la.
— Hyung, é a sua vez — Soobin sussurrou mais uma vez, cutucando-o discretamente.
Yeonjun piscou, forçando um sorriso rápido. Levou o microfone à boca e respondeu com a calma ensaiada de sempre, mas por dentro a mente estava em outro lugar. A cada frase que terminava, já esperava pela tradução que ecoaria segundos depois, doce e precisa. Quando a coletiva terminou, o grupo foi conduzido apressadamente para fora da sala, cercado pela equipe e pelos flashes incessantes. Yeonjun tentou, no meio da confusão, olhar uma última vez em direção à mesa técnica.
Ela ainda estava lá, agora recolhendo seus papéis, ajeitando os fones. E, mais uma vez, antes que ele pudesse sequer pensar em se aproximar, o momento lhe foi arrancado.
— Yeonjun, vamos? — a voz da staff ecoou, tirando-o dos pensamentos. Ele a seguiu em direção à saída. virou a cabeça por instinto, como se tivesse certeza de estar sendo observada. Mas seus olhares não se encontraram. Talvez tivesse demorado demais.
— Quem é a tradutora nova? — Yeonjun perguntou, tentando soar casual, mas a curiosidade escapou no tom.
— A ? — a staff ergueu as sobrancelhas. — não é nova, trabalha para a HYBE há alguns anos. Só cobriu o tradutor habitual de vocês hoje. Yeonjun apenas assentiu, mas a palavra ficou ecoando dentro dele. . Então esse era o nome dela.
No dia seguinte, todo o grupo teve uma reunião no prédio da HYBE. Os corredores estavam silenciosos, exceto pelos passos apressados dos funcionários indo e vindo com pilhas de papéis e tablets nas mãos.
Enquanto caminhava ao lado dos outros, Yeonjun desviou o olhar para uma das salas. A porta estava entreaberta e, por um breve instante, ele jurou reconhecer o contorno de alguém sentado diante de uma mesa, o cabelo escuro caindo sobre os ombros.
Seu coração disparou.
.
Instintivamente, deu um passo para trás, na tentativa de confirmar. Mas, no mesmo instante, a porta foi fechada pelo funcionário que entrava, e a visão desapareceu.
— O que foi, hyung? — Taehyun perguntou, notando o atraso.
— Nada. — Yeonjun respondeu rápido, apressando o passo para alcançá-los novamente. Mas, por dentro, sabia que não era nada. Era alguém.
O dia correu rápido, com compromissos que pareciam não ter fim. Quando finalmente se aproximava o horário de saída, Yeonjun seguia pelos corredores do prédio ao lado de parte da equipe, a passos ligeiros, mas com a mente distante. Ainda pensava na porta fechada que não lhe permitiu confirmar se realmente a havia visto mais cedo. O fluxo de pessoas já era menor naquela hora, e os corredores pareciam mais silenciosos do que o habitual. Foi quando, ao virar uma esquina, não teve tempo de desviar.
O choque foi inevitável.
Pastas e papéis deslizaram das mãos de alguém à sua frente, espalhando-se pelo chão. Instintivamente, Yeonjun se abaixou ao mesmo tempo que ela para recolher o que havia caído. Seus dedos quase se tocaram quando pegaram a mesma folha.
E então, o tempo parou.
Ela ergueu o rosto. Olhos castanhos, ligeiramente surpresos, fixaram-se nos dele. Era ela. Sem dúvida alguma, era a mesma garota que ele havia visto de relance entre os flashes, a mesma voz que acompanhara cada resposta dele no dia anterior. . Yeonjun sentiu o ar lhe escapar por um segundo, como se tivesse esquecido como respirar. Quis dizer algo — qualquer coisa. O nome dela quase escapou de seus lábios. Mas nenhuma palavra foi dita.
— Yeonjun, vamos! — a voz apressada da staff ecoou atrás dele, quebrando o instante.
Ele piscou, voltando à realidade. já se levantava às pressas, recolhendo o resto dos papéis, evitando prolongar o olhar. Antes que pudesse se erguer também, ela já havia dado um passo para trás, abrindo espaço para que ele passasse. Foi só um segundo. Um esbarrão. Um olhar. Mas, para Yeonjun, aquele instante valia mais do que horas inteiras. Ele a observou se afastar no corredor oposto, o som dos passos dela diminuindo até sumir. Só então respirou fundo, percebendo a aceleração em seu peito. Não havia palavras. Mas havia a certeza de que não era coincidência.
No dia seguinte, chegou mais cedo no prédio da empresa para se preparar para a coletiva de um grupo que acabara de debutar. Entrou no elevador e no momento que a porta se abriu, enxergou Yeonjun, encostado no espelho e com o celular na mão, de frente para a porta. Ela fez uma leve reverência e entrou no elevador, fazendo-o ajeitar sua postura.
— Bom dia. — Disse, apertando o botão de seu andar.
— Bom dia. — Ele respondeu, meio sem jeito. O silêncio voltou a preencher o espaço apertado do elevador, quebrado apenas pelo som discreto do visor marcando cada andar. Yeonjun sentiu as palavras engasgarem na garganta, como se qualquer frase que dissesse pudesse soar boba demais. Ainda assim, não queria que aquele instante terminasse como no dia anterior — sem nada.
— Eu sou Choi Yeonjun. — disse, rápido, quase arrependido no segundo seguinte. Fez uma careta ao ouvir a própria voz ecoar no espaço pequeno, como se não tivesse pensado bem antes de falar. se virou devagar, surpresa pelo tom tímido, e sorriu de forma suave.
— Eu sei. — respondeu, com naturalidade. O sorriso dela tinha algo desarmante. Simples, mas carregado de calma, como se aquele fosse o jeito dela dizer que não havia pressa. — . — completou, inclinando levemente a cabeça em reverência.
Yeonjun não conseguiu evitar o sorriso que surgiu em seus lábios. O elevador apitou, anunciando o andar dela, mas ele desejou que demorasse um pouco mais. Antes de sair, apertou a alça da pasta contra o corpo e olhou para ele uma última vez. Não disse nada além de um novo sorriso breve, mas foi o suficiente para fazer Yeonjun sentir que aquele momento ficaria preso na memória. Quando as portas se fecharam novamente, ele ainda estava sorrindo sozinho, com a sensação estranha e inevitável de que aquele era apenas o começo.
Mais tarde, caminhava tranquilamente pelo corredor em direção ao refeitório quando ouviu vozes à frente.
— Você não terminou suas gravações de hoje? — a voz feminina de uma staff soou curiosa.
— Terminei, sim. Mas vou almoçar por aqui. — respondeu um homem, e não precisou virar o rosto para reconhecer o mesmo timbre que havia falado com ela há pouco no elevador.
— Por quê? — a staff insistiu, o tom levemente desconfiado. continuou andando, fingindo naturalidade. Ao passar por eles, inclinou a cabeça em um cumprimento educado. Yeonjun ignorou completamente a pergunta da staff, mantendo o olhar preso nela. Um sorriso leve surgiu em seus lábios, como se aquela fosse a resposta que realmente importava.
— A comida daqui me agrada. — disse, sem desviar os olhos, antes de começar a caminhar na mesma direção que ela, acompanhando seus passos em direção ao refeitório.
tentou manter o passo natural, como se não percebesse a presença que a acompanhava alguns metros atrás. O coração, no entanto, batia um pouco mais rápido. Não precisava olhar para saber que ele estava ali. O refeitório parecia mais distante do que nunca, como se cada passo fosse marcado por uma estranha consciência de não estar sozinha.
Yeonjun, por sua vez, sorria discretamente, como se tivesse acabado de encontrar uma desculpa perfeita para estar no mesmo lugar que ela, sem levantar suspeitas.
Quando ela finalmente empurrou a porta do refeitório e entrou, o reflexo no vidro permitiu que visse, por um segundo, o mesmo sorriso de antes — simples, mas carregado de intenção.
Não trocaram palavras. Não precisavam. O silêncio dizia tudo.
O refeitório estava movimentado, como sempre naquele horário. Funcionários iam e vinham com bandejas cheias, o som das conversas misturava-se ao barulho de talheres, e o ambiente parecia indiferente à presença deles. pegou sua bandeja e seguiu até uma mesa próxima à janela, escolhendo um canto discreto. Estava prestes a se sentar quando percebeu uma sombra ao lado. Yeonjun, com uma bandeja idêntica à dela, fez uma breve inclinação de cabeça.
— Está ocupada? — perguntou baixo, quase num sussurro. Ela negou com a cabeça e ele se sentou em frente, como se fosse o gesto mais natural do mundo. Nenhum dos dois chamou atenção. Para quem olhasse de longe, eram apenas dois funcionários dividindo a mesma mesa.
O silêncio se instalou por alguns minutos, preenchido apenas pelo barulho do ambiente. partiu um pedaço da comida com calma, evitando encarar diretamente, mas sentia os olhos dele pousarem sobre ela de vez em quando. Quando finalmente ergueu o olhar, encontrou o dele, e ambos sorriram de leve, cúmplices de um segredo que ninguém mais parecia notar.
— A comida daqui não é tão boa assim. — ela comentou baixinho, quebrando o silêncio, como se respondesse à desculpa que ele havia dado à staff minutos antes. Yeonjun sorriu mais abertamente, apoiando o cotovelo na mesa de forma relaxada. — Não é pela comida. — Respondeu ele.
abaixou os olhos de novo, tentando disfarçar o rubor que subia ao rosto, e mordeu o lábio para esconder o sorriso. Ao redor, o refeitório seguia barulhento, mas, para eles, era como se tivessem encontrado um pequeno refúgio em meio ao caos.
— Se não é pela comida, pelo que é? — ela insistiu, sorrindo, a pergunta direta escapando antes que pudesse pensar demais. Yeonjun riu, um riso curto, mas suficiente para quebrar qualquer tensão.
— Talvez eu esteja interessado em melhorar meu inglês. — disse, pegando uma garfada de comida e levando à boca. A expressão dele mudou no mesmo instante; engoliu rápido demais e imediatamente levou a mão ao copo, bebendo um gole de água apressado. não conteve a risada.
— Eu avisei… — comentou divertida, estendendo a mão para o guardanapo antes mesmo de ele pedir. Yeonjun aceitou, os olhos brilhando com o riso contido.
— Acho que vou precisar de mais aulas. — completou, fazendo-a balançar a cabeça, ainda sorrindo.
— Você é engraçado. — ela riu baixo, desviando os olhos por um instante. — Sua staff não vai gostar disso.
— Não estou me importando muito com isso no momento. — Yeonjun respondeu com um sorriso tranquilo.
— Não está? — levou o garfo à boca, provando mais um pedaço da comida. Ele ficou em silêncio, como se esperasse alguma reação, mas ela apenas continuou mastigando normalmente.
— Não. — ele insistiu, arqueando as sobrancelhas. — Aliás, como você consegue comer isso com tanta naturalidade? — O tom genuinamente chocado arrancou dela outra risada.
— Costume? Eu acho. — Respondeu, ainda sorrindo. Yeonjun espelhou o sorriso dela, mas logo inclinou-se levemente para frente, sem disfarçar o brilho nos olhos.
— Eu quero o seu número. — Disse, direto, sem pausa. quase engasgou, engolindo a comida rápido demais. O olhar dela buscou o dele em surpresa, enquanto Yeonjun apenas mantinha o sorriso, sereno, como se tivesse acabado de dizer a coisa mais simples do mundo.
— Meu número? — Ela arqueou uma sobrancelha, surpresa.
— Sim. Quero poder encontrar a estranha extremamente bonita que tem perturbado meus pensamentos. — Ele sorriu, estendendo o celular para que ela digitasse o número, como se aquilo fosse a coisa mais natural do mundo. olhou para o aparelho por um instante, sentindo o rubor subir ao rosto. Depois, pegou o celular com cuidado, seus dedos tocando os dele por um breve instante enquanto digitava os números.
— Pronto. — Disse, devolvendo o aparelho com um sorriso tímido. Yeonjun aceitou o celular, os olhos brilhando, como se tivesse acabado de ganhar algo muito mais valioso que um simples número.
Yeonjun guardou o celular com cuidado no bolso da jaqueta, mantendo o sorriso suave no rosto.
— Então… já que agora posso te encontrar, vou aproveitar que ainda temos alguns minutos para conversar. — Ele falou baixo, quase um sussurro, para que ninguém ao redor percebesse. mordeu o lábio, divertida e tímida, enquanto terminava de comer lentamente.
— Conversar, é? — respondeu, desviando o olhar por um instante, mas sentindo o peso do olhar dele sobre si.
Eles continuaram a refeição em silêncio, mas não era um silêncio estranho; pelo contrário, havia conforto, uma familiaridade que só começava a se formar. Cada gesto parecia um diálogo: a maneira como Yeonjun passava o guardanapo para ela, o jeito como ajustava a cadeira para se aproximar discretamente, os olhares rápidos que se cruzavam acima da mesa.Quando o alarme de saída tocou nos corredores próximos, sinalizando que a hora de voltar aos compromissos havia chegado, eles se levantaram quase ao mesmo tempo. Nenhum som alto, nenhuma despedida exagerada. Só um último olhar cúmplice, carregado de significado.
— Até mais, . — Yeonjun disse, baixinho, inclinando levemente a cabeça.
— Até mais, Yeonjun. — Ela respondeu, com um sorriso que parecia prometer que aquela não seria a última vez.
Ao chegar em casa, o celular de vibrou.
Ela pendurou o casaco atrás da porta, jogou a bolsa no sofá e caminhou até a cozinha. Abrindo a geladeira, verificou a mensagem.
“Ei, Yeonjun aqui. Chegou bem?”
Ela sorriu ao ler, respondendo rapidamente:
“Sim, já estou em casa.”
Deixou o celular sobre a bancada e pegou uma jarra de água, enchendo o copo. Bebeu um gole, e o celular vibrou novamente. Olhou para a barra de notificação:
“Onde você mora?”
“Itaewon. Por quê?” respondeu ela.
Passaram-se alguns minutos sem resposta, e continuava preparando seu jantar, cortando legumes com movimentos automáticos. O celular vibrou mais uma vez.
“Que lugar de Itaewon?”
Ela arqueou a sobrancelha, estranhando a insistência, mas respondeu mesmo assim, digitando o nome da rua. Dessa vez, não houve resposta imediata. deixou o celular de lado, tentando se convencer de que era apenas curiosidade.
Mas menos de meia hora depois, o celular dela vibrou sobre a mesa. , que estava terminando de arrumar o jantar, o pegou sem pensar muito. Ao ver o nome na tela, quase deixou o garfo cair.
— Alô? — disse, ajeitando os talheres com a outra mão.
— Pode olhar pela janela? — a voz dele veio firme, mas carregada de algo que a fez franzir a testa. Confusa, caminhou até a janela e a abriu com certa dificuldade. Inclinou-se para fora, procurando em volta. Então o viu: uma figura alta caminhando na calçada em direção à sua casa.
— Obrigado, estou te vendo. — disse Yeonjun antes de desligar. ficou incrédula, o coração acelerado. Desceu as escadas apressada, abriu a porta e o esperou. Assim que ele parou diante dela, a expressão dela foi de puro choque.
— Você está louco? — disparou.
— Talvez. — respondeu, enfiando as mãos nos bolsos do sobretudo como se fosse a coisa mais natural do mundo.
— Vir até aqui, a essa hora? O que deu em você? — ela olhou rápido para os lados, temendo que alguém visse. Ele arqueou um sorriso brincalhão.
— Se tem medo de sermos vistos… então me convida pra entrar. — suspirou, mas antes que ele pudesse dizer mais alguma coisa, agarrou o braço dele e o puxou bruscamente para dentro, fechando a porta às suas costas.
ainda segurava o braço dele quando fechou a porta, sem acreditar no que estava acontecendo. Yeonjun parecia completamente à vontade, como se aparecer na casa dela, de repente, fosse a coisa mais natural do mundo.
— Você não tem noção do perigo que correu vindo até aqui. — Ela disse em voz baixa, quase sussurrando, ainda nervosa.
— Talvez. — Ele sorriu de lado. — Mas não consegui evitar. — bufou, largando o casaco dele e cruzando os braços.
— Eu estava jantando.
— Ótimo. — ele arqueou uma sobrancelha. — Então cheguei na hora certa.
Ela o encarou, incrédula, mas acabou rindo de leve diante da ousadia dele. Resignada, caminhou até a sala de jantar e ele a seguiu, observando cada detalhe como se quisesse decorar o espaço em que ela vivia. A mesa já estava posta para uma pessoa só. suspirou, mas pegou mais um prato no armário, servindo-o sem pedir.
— Não se acostume. — murmurou.
— Não vou. — respondeu ele, mas o sorriso estampado no rosto dizia o contrário.
— Você parece um maluco assim. — Ela se sentou e Yeonjun tinha um sorriso divertido nos lábios. — Vindo até a casa de alguém que acabou de conhecer, no meio da noite.
— Você me disse o nome da rua, vai dizer que não queria que eu viesse? — Ele provocou, fazendo rir fraco.
— Não. — Ela cerrou os olhos. — Eu cheguei a pensar nisso, mas não imaginei que viria agora. Depois, achei que era só curiosidade, não seria possível você vir até aqui. — Respondeu, dando uma garfada na comida e levando até a boca. Ele apoiou os cotovelos sobre a mesa e inclinou em sua direção.
— E por que não? Se eu pedi seu número para poder te encontrar. — Sorriu.
— Você não tem medo de nada, né? — balançou a cabeça, tentando parecer firme, mas a voz saiu baixa demais.
— Tenho. — Ele respondeu sem hesitar. — Mas não de estar aqui. desviou os olhos, levando mais uma garfada à boca, só para disfarçar o nervosismo que crescia dentro dela. Yeonjun riu baixo, satisfeito por ver a muralha dela começando a rachar.
O jantar seguiu entre provocações leves e silêncios carregados, até que os dois haviam praticamente esquecido da comida. Yeonjun mantinha os cotovelos apoiados na mesa, o olhar fixo nela, e se sentia queimada por dentro a cada vez que encarava aqueles olhos escuros. Quando ela terminou o último gole do suco, Yeonjun estendeu a mão, como se fosse pegar o copo. Os dedos roçaram nos dela de propósito, e o encarou surpresa.
— Você faz isso de propósito. — Murmurou.
— Talvez. — Ele sorriu de lado. — Mas você não afasta a mão.
Ela respirou fundo, mas não recuou. A tensão se estendeu entre os dois por alguns segundos até que Yeonjun se levantou, caminhando devagar até o lado dela. virou o rosto para acompanhá-lo, mas não disse nada. Ele parou atrás de sua cadeira, inclinando-se até que os lábios quase encostassem em sua orelha.
— Se me pedir pra ir embora, eu vou. — A voz dele saiu baixa, quente.
fechou os olhos por um instante. O coração disparava, mas nenhuma palavra de recusa saiu. Quando se virou para encará-lo, Yeonjun não hesitou — a puxou pela nuca e a beijou, firme, intenso, como se já tivesse esperado demais. A cadeira arrastou no chão quando se levantou às pressas, mas não para afastá-lo. Ela segurou a gola do casaco dele, devolvendo o beijo com a mesma fome, até que os dois já estavam encostados contra a parede da sala de jantar, esquecendo completamente a mesa posta.
O beijo só se quebrou quando arfou contra a boca dele, pressionada pela parede. Yeonjun manteve a testa colada à dela, respirando fundo, como se lutasse para se controlar.
— A gente devia… — ela começou, mas não conseguiu terminar. Ele sorriu, o polegar acariciando a linha do maxilar dela, antes de responder com a voz rouca:
— Me mostra o caminho.
O coração de disparou, e sem perceber já estava segurando a mão dele, puxando-o pela escada. Cada degrau parecia um convite silencioso, os dedos entrelaçados com força, como se nenhum dos dois quisesse soltar. Quando chegaram ao quarto, fechou a porta atrás deles, encostando-se nela por instinto. Yeonjun se aproximou devagar, deslizando os dedos pelo rosto dela até segurar o queixo, obrigando-a a encará-lo.
— Você tem certeza? — perguntou, e dessa vez não havia provocação, só uma intensidade crua. assentiu com um leve movimento, sentindo o corpo inteiro tremer em antecipação. Yeonjun sorriu de canto, inclinando-se para beijá-la de novo, mas agora com calma, explorando cada detalhe, como se quisesse memorizar o gosto dela. As mãos dele deslizaram pelo corpo dela com paciência, enquanto caminhavam juntos até a cama. puxou o casaco dele para fora dos ombros, jogando-o no chão sem se importar, e a respiração dos dois já estava entrecortada quando caíram sobre os lençóis.
Yeonjun ficou por cima dela por um instante, apenas observando, como se quisesse gravar cada detalhe: a curva do pescoço de , o leve arrepio na pele, o jeito que ela respirava mais rápido quando ele se aproximava. sentiu o corpo tremer sob o toque dele, e a consciência de que ainda se conheciam há pouco desapareceu diante da força daquilo que crescia entre eles. Ele deslizou os dedos pelos braços dela, traçando linhas que pareciam acender cada centímetro de pele, e arqueou-se contra ele, incapaz de controlar o efeito que tinha sobre si mesma. Cada aproximação, cada toque, era um diálogo silencioso, carregado de antecipação e urgência, como se o mundo lá fora tivesse deixado de existir.
O beijo deles tornou-se mais profundo, mais urgente, e sentiu que se perdia no calor da presença dele, deixando de lado qualquer pensamento sobre o que aconteceria depois. O coração disparado, a respiração entrecortada, o toque das mãos que exploravam sem pressa — tudo contribuía para uma sensação de entrega total, quase avassaladora. Yeonjun passou o rosto pelos cabelos dela, depois pelo ombro, mantendo a proximidade sem pressa, apreciando cada reação dela. E , em resposta, fechou os olhos e se deixou levar, sentindo que aquela noite seria marcada por cada instante em que eles se permitiram esquecer o mundo e simplesmente existir um para o outro.
Yeonjun acariciou seu rosto e desceu a mão, traçando um caminho do pescoço ao abdômen, tocando sua pele na barriga. Inclinou-se para perto e beijou seu pescoço, descendo o beijo pelo mesmo caminho que percorreu com seus dedos. Levantou sua blusa e subiu o beijo do abdômen até se aproximar de seus seios, olhou para ela como se pedisse permissão.
— Você pode continuar, não precisa de permissão. — Respondeu ela, com um sorriso nos lábios. Yeonjun sorriu malicioso e subiu até seus seios. No começo, beijou suavemente o bico, em seguida abocanhou seus seios, mordiscando de leve o bico e alternando com a língua. arfou, gemendo baixo e segurando os lençóis da cama entre seus dedos. Yeonjun levou uma de suas mãos para a parte interna da coxa dela, sentindo seu corpo arrepiar. Parou o que estava fazendo e olhou em seus olhos, desceu os beijos até o botão de sua saia, que ele abriu sem dificuldades. A saia saiu com a mesma facilidade que a calcinha, ele beijou a parte interna de sua coxa e suspirou.
Com a cabeça entre suas pernas, Yeonjun pressionou beijos ao longo de sua coxa, lentamente subindo, fazendo-a contorcer-se sobre a cama. A língua dele se aprofundou, explorando as dobras de . As vibrações enviando arrepios por seu corpo. A língua de Yeonjun se moveu mais rápido, circulando seu clitória e chupando suavemente. soltou um gemido alto, uma onda de choque percorrendo seu corpo. Na medida que a intensidade dos movimentos da língua dele aumentam, seus gemidos se tornam mais altos. Em seguida, seus dedos se juntaram à língua, deslizando para dentro dela — que estava quente e molhada. Ele aumentou os movimentos do dedo, sentindo o corpo de tremer. Yeonjun sente as paredes de se apertarem em torno de seus dedos, enquanto ela solta um gemido alto, chegando em seu ápice. Ele se afastou e sorriu satisfeito, uma onda de orgulho e excitação correndo por ele.
sorriu e se sentou na cama, puxando-o para perto.
— Agora é minha vez. — Disse, puxando-o pela gola da camisa e o guiando para a beirada da cama para que ele fique de pé. O sorriso de encontrou o dele, e Yeonjun respondeu com um leve arqueio de sobrancelha. Ela começou a desabotoar a calça dele, e ele se inclinou para ajudá-la, o toque das mãos acendendo uma centelha entre os dois. Rapidamente os dois se livraram das roupas dele. deslizou a mão pelo seu membro ereto, explorando cada reação, enquanto sua língua percorria lentamente o comprimento, beijando e estimulando cada parte com cuidado e intensidade. Ao alcançar a cabeça, ela traçou movimentos circulares com a língua, aumentando o ritmo e a sensação, deixando-o completamente entregue àquilo que acontecia entre eles.
Ele a afastou apenas para se livrar das roupas que ainda restavam. Em seguida, avançou lentamente sobre ela, engatinhando, os olhos presos aos dela, cada movimento carregado de desejo e antecipação, como se cada gesto ditasse o ritmo daquilo que os consumia. Desceu os dedos para entre suas pernas, acariciando sua intimidade.
— Você está tão molhada. — Ele sussurrou em seu ouvido. Ainda em cima dela, ele se posiciona em sua entrada. Desliza seu membro suavemente pela entrada, fazendo-a gemer. Um gemido que soou quase como um pedido, um pedido para que ele a penetrasse. Yeonjun sorriu ao ver a expressão de desejando-o. Ele posicionou seu membro e a penetrou devagar, deixando-a que se adaptasse à ele. Sentiu sua intimidade quente e molhada contra seu membro, olhou em seus olhos e ela assentiu. Um simples aceno de cabeça que dizia tudo que ele precisava para continuar. Em um impulso, ele começou a movimentar-se dentro dela, aumentando gradualmente as estocadas na medida em que seus gemidos se tornavam mais altos. Yeonjun estava ofegante, suas mãos segurando seus quadris com força.
— Mais alto. — Ele exigiu, referindo-se aos gemidos. Ela apenas obedeceu, aumentando o som dos gemidos na medida em que seu prazer aumentava. As estocadas dele se tornaram mais urgentes, a respiração irregular. Ele se inclina para baixo, capturando um dos mamilos dela em sua boca, chupando com força.
— Yeonjun… — gemeu seu nome, enviando uma onda de eletricidade para seu corpo.
— Isso, … — Yeonjun sussurrou, ofegante. — Se entregue para mim. — Ela arqueou-se contra ele, cada toque, cada movimento, incendiando sua pele e fazendo seu coração disparar. O mundo ao redor desapareceu; só existiam os suspiros, os olhares, e a intensidade do calor que os consumia.
O corpo de respondeu a cada gesto dele como se estivesse vivo por si só, ondas de prazer percorrendo sua pele, tremores que surgiam do toque de Yeonjun e subiam por todo o seu ser. Seus gemidos se misturavam à respiração dele, transformando o quarto em um espaço onde tempo e espaço deixavam de existir. Ela se perdeu naquele êxtase, cada sensação amplificada, cada toque reverberando pelo corpo como uma corrente elétrica. Era entrega total, sem necessidade de palavras, apenas a conexão intensa que os arrastava, deixando ambos exaustos e completamente consumidos pelo momento. Yeonjun sentiu o corpo de se apertar ao redor do membro dele, cada movimento empurrando-o para o limite.
— Foda-se! — murmurou, enterrando o rosto no pescoço dela, estremecendo sob a onda de prazer que o consumia, libertando-se com força e intensidade, enquanto o mundo ao redor desaparecia e só restava aquele instante de entrega total.
Eles permaneceram deitados juntos, corpos colados, ainda sentindo o calor do momento que acabara de passar. descansou a cabeça no peito de Yeonjun, sentindo os batimentos acelerados dele sob a própria mão, e um suspiro escapou involuntário de seus lábios.
— Você está bem? — perguntou Yeonjun, a voz rouca, entrecortada pela respiração.
— Nunca estive melhor — respondeu , fechando os olhos e sentindo-se completamente entregue, segura naquele abraço.
Ele acariciou lentamente o cabelo dela, deslizando os dedos pela nuca, enquanto ela enroscava os dedos na camiseta dele. O silêncio não era constrangedor, mas carregado de cumplicidade; cada toque, cada suspiro, cada olhar trocado falava mais do que qualquer palavra. O mundo lá fora ainda existia, mas ali, naquele quarto, eles haviam encontrado um espaço só deles — um espaço de entrega, calor e conexão intensa. E mesmo quando finalmente se afastaram, cada lembrança daquele instante permanecia viva, marcando-os de forma indelével. Yeonjun acariciou novamente os cabelos dela e a olhou nos olhos.
— Tem algo que eu quero te dizer. — se virou para ele, pronta para escutar.
— Eu quero você. Não apenas de modo físico — a voz dele ficou mais suave, intensa — eu realmente quero você. Quero te conhecer melhor, ficar ao seu lado. — Um sorriso se formou nos lábios dele. — Desde o dia daquele programa de TV, não consegui parar de pensar em você. Quando escutei sua voz, o mundo ao redor desapareceu. Andei pelos corredores da empresa sentindo sua presença a cada passo. E quando você entrou no elevador, meu coração acelerou como nunca havia acelerado antes.Ele apoiou o cotovelo na cama, a cabeça repousando na mão, o olhar fixo no dela.
— Você me permitiria? — Perguntou ele, o olhar cheio de expectativa. sorriu, mas havia uma pitada de tristeza em seu olhar.
— Você sabe que um relacionamento entre nós dois implicaria em muitas coisas… — Ela começou, mas foi interrompida por ele.
— Eu não me importo. — Respondeu rapidamente, para a surpresa de . — Finjo que não te conheço em público, evito interagir com você nos lugares… não importa o que eu tenha que fazer para te proteger de tudo isso. Só me deixa ficar com você. — Os olhos de Yeonjun brilharam diante da intensidade dela. suspirou e se recostou na cama, ainda sentindo a força do momento.
— Se descobrirem… eu posso perder meu emprego. — Disse ela, e ele percebeu o receio misturado ao desejo que ela tentava conter.
— Vamos garantir que não descubram. — Ele segurou sua mão com firmeza. — Eu prometo. Sem loucuras. — Sorriu, leve, mas confiante.
— Sem loucuras? — perguntou ela, com um sorriso tímido nos lábios. Ele assentiu. suspirou de novo, sentindo o coração aquecer.
— Nós… podemos tentar. — Respondeu ela, fazendo-o sorrir mais largo.
Eles permaneceram ali, deitados juntos, corpos ainda aquecidos pelo que haviam compartilhado. descansou a cabeça no peito de Yeonjun, sentindo o ritmo firme de seu coração, e ele suavemente deslizou os dedos pelo cabelo dela, depois pela nuca, segurando-a próxima como se não quisesse deixá-la escapar. O silêncio entre eles era confortável, quase reverente, preenchido apenas pelos suspiros suaves e pelo som de respirações entrecortadas. Cada olhar trocado parecia dizer mais do que qualquer palavra; cada toque, mesmo mínimo, carregava a intensidade do desejo que os consumira minutos antes.
— Eu realmente quero tentar — Murmurou , quase como um segredo, mas a convicção na voz dela era clara.
— E eu também — Respondeu Yeonjun, encostando a testa na dela, os olhos fechados em um momento de entrega silenciosa. — Sem pressa, sem loucuras. Só nós. Ela sorriu, e o calor do gesto atravessou-o por inteiro, como se cada centímetro de seu corpo reconhecesse que aquele instante era único. Lentamente, enroscou-se mais junto a ele, sentindo a segurança, o calor e a promessa de mais momentos assim.
Lá fora, o mundo continuava girando, mas naquele quarto, o tempo parecia ter parado. Entrelaçados, silenciosos e profundamente conectados, fecharam os olhos, permitindo que cada sensação — toque, respiração, calor — se fixasse na memória. Era o início de algo novo, intenso, e absolutamente deles.
Quando o despertador tocou algumas horas depois, despertou lentamente, ainda envolvida pelo calor do corpo de Yeonjun. Ele já havia saído, deixando apenas o perfume suave impregnado nos lençóis e a lembrança de cada gesto da noite anterior. Um misto de incredulidade e medo tomou conta dela — medo das consequências, mas também da intensidade do que tinham acabado de viver.
Enquanto tomava café da manhã sozinha, o celular vibrou sobre a mesa. O coração dela acelerou antes mesmo de olhar a tela. Uma nova mensagem iluminava a notificação, era ele.
“Ontem não sai da minha cabeça. Hoje à noite, posso te ver de novo?”
permaneceu alguns segundos imóvel, encarando aquelas palavras. Um sorriso involuntário surgiu em seus lábios, ao mesmo tempo em que a mente gritava sobre os riscos. Ainda assim, seus dedos se moveram quase por conta própria, digitando a resposta.
“Sim.”
Ao enviar, encostou o celular no peito e suspirou. Sabia que estava atravessando uma linha invisível, mas já era tarde demais para voltar atrás. O coração dela não queria mais recuar.


Fim



Nota da autora: Oi meus amores, espero muito que tenham gostado dessa fic, Yeonjun é meu bias do TXT e minha obsessão do momento, não poderia deixar de escrever algo com ele. Obrigada por lerem e não esqueçam do feedback para que eu saiba que você gostou <3




Outras Fanfics:
Além Do Acaso The Justive and Me Trovão de Konoha Consigliere The Time We Have Left My Lovely Lover

Nota da scripter: Obrigada por mais essa, ta oor tudoooooo.

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