Finalizada: 09/2025

Capítulo Único

Se havia algo que eles tinham em comum, era a certeza absoluta de que nunca escolheriam estar no mesmo lugar — mas o destino parecia adorar contrariá-los.
Ele segurava a passagem com um leve nervosismo, os dedos brincando com a dobra do papel. No portão de embarque, um funcionário da companhia aérea olhou rapidamente para o cartão e, em seguida, para o documento em suas mãos.
— Boa viagem, senhor. — disse, escaneando a passagem com um bip suave.
Ele entregou o cartão apenas por um instante, como se fosse uma formalidade, e logo o funcionário devolveu, com o gesto indicando que podia seguir. Um corredor estreito e iluminado se abria à frente, levando diretamente para a ponte de embarque. Cada passo ecoava suavemente, misturando a ansiedade com a expectativa do congresso que estava indo. Caminhou pelo corredor do avião, conferindo as poltronas, ao chegar no local indicado na sua passagem, seu coração saltou no peito — não de alegria ou de emoção — mas de desgosto. A mulher sentada na poltrona ao seu lado, não era uma desconhecida. Na verdade, eles se conheciam bem.

2 meses antes…

— Senhor, a diretora da Heritage Foods está… — Antes que a secretária terminasse de anunciar, ela entrou na sala. A expressão furiosa no rosto deixava claro o motivo da visita.
— A que devo a honra, senhorita ? — Perguntou ele, a voz carregada de insolência. Ela jogou alguns produtos sobre a mesa. Ele lançou um olhar rápido e reconheceu: eram os itens recém-lançados por sua empresa.
— O que isso quer dizer? — Questionou ele.
— O que isso quer dizer? — Repetiu , soltando um riso sarcástico. — Eu não sei quem ou como, mas é bem conveniente você lançar o mesmo produto que nós, exatamente uma semana antes do nosso lançamento, não é? — Cruzou os braços, ainda segurando um copo de café.
— Está me acusando? — Ele se levantou.
— Chame do que quiser. Mas se acha que vai me prejudicar roubando nossa ideia, está enganado. — Respondeu com um sorriso frio.
— É mesmo? Se você fosse mesmo capaz, não estaria aqui, histérica. — Ele riu fraco. — Como o esperado. — Imediatamente, tirou a tampa do copo e atirou o líquido no rosto dele.
— Senhor! — A secretária gritou, horrorizada.
— Você está louca??? — Ele limpava o rosto, incrédulo.
— Uma amostra da minha histeria. — Retrucou ela, antes de deixar o local.

Agora…

Ele pigarreou, parado ao lado da poltrona. A mulher ergueu o olhar e riu com escárnio.
— Não. — Disse ela, sem pensar duas vezes.
— Não mesmo. — Respondeu ele. Olhou ao redor até encontrar uma comissária de bordo e fez um sinal discreto. Ela se aproximou com um sorriso educado.
— Olá, senhor. Algum problema com o assento?
— Sim. — Ele apontou para . — Não posso viajar ao lado dessa mulher. — sorriu gentilmente para a comissária, que piscou confusa.
— Posso perguntar o motivo? — Indagou, sem jeito.
— Melhor não. — respondeu, com um sorriso forçado.
— Só me arrume outro lugar, por favor. — Pediu . A comissária concordou e, após conversar com uma senhora na poltrona da frente, conseguiu a troca. Ele se acomodou ali, aliviado, até ouvir se inclinar e sussurrar:
— Se o avião cair e nossos corpos ficarem irreconhecíveis, vão enterrar essa senhora no seu lugar.
Ela riu baixinho, e ele virou a cabeça imediatamente para encará-la. , satisfeita, colocou os fones de ouvido e fechou os olhos, ainda com um sorriso nos lábios.
Algumas horas de viagem depois, o sono de e foi interrompido pela voz do piloto ecoando pelo avião.
— Senhoras e senhores passageiros, informo que estamos pousando em Rothenburg Ob Der Tauber. — tirou sua máscara de dormir ao escutar o nome da cidade, pegou o celular e verificou. O congresso no qual estava indo era em Berlim, a informação a fez bufar. Ela cutucou — que dormia profundamente na cadeira da frente — ele acordou e se virou para ela, com uma expressão irritada.
— O que você quer? — Perguntou rispidamente.
— Nada, só te informar que estamos pousando em Rothenburg Ob Der Tauber. — Ela sorriu sarcasticamente.
— Ah, obrigado… — encarou o nada quando processou a informação. — Espera, onde? — rolou os olhos e sinalizou para a comissária de bordo, que caminhou até ela.
— Algum problema, senhorita? Já vamos pousar. — Sorriu a comissária.
— Escuta, eu e o bobão ali estávamos indo para Berlim. E eu tenho certeza que a minha passagem dizia Berlim. — Disse , a comissária ficou confusa.
— Eu sou o bobão. — levantou a mão. — E a minha passagem também dizia Berlim.
— Esse vôo é para Rothenburg. — Explicou a aeromoça. — Vocês compraram a passagem para Berlim?
— A companhia aérea distribuiu as passagens compradas pelas empresas, nós apenas seguimos para o portão indicado, verificaram nossas passagens e nos mandaram entrar nesse vôo. — Respondeu , visivelmente irritada.
— Assim que pousarmos, ajudarei vocês. — A comissária sorriu, tentando suavizar a situação.
O avião pousou e todos fizeram fila para sair, e caminharam lado a lado, fizeram o mesmo trajeto, pegaram suas malas e foram até o balcão de atendimento da companhia aérea, sinalizado pela comissária.
— Posso ajudá-los? — perguntou o agente de check-in, um homem alto com expressão séria, examinando os cartões de embarque.
— Tivemos um engano no voo… deveríamos estar em Berlim. — falou, mantendo o tom firme, mas deixando escapar um leve resmungo de irritação.
— Entendo… — o agente digitou rapidamente no computador, franzindo a testa. — De fato, suas passagens indicam Berlim, mas vocês embarcaram no voo para Rothenburg. — suspirou, cruzando os braços.
— Então o que acontece agora? — perguntou, tentando controlar a frustração.
— Infelizmente, o próximo voo para Berlim só sai amanhã — explicou o agente com um sorriso forçado. — Todos os assentos estão esgotados, e as opções de trem ou ônibus também não chegam a tempo. Vocês terão que passar a noite aqui. — revirou os olhos, lançando um olhar para , que apenas bufou, frustrado.
— O erro foi nosso? — Pergunto , cruzando os braços. — Pergunto isso porque acho impossível duas pessoas que se estavam viajando juntas, embarcarem no voo errado e ninguém verificar isso.
— Não, senhorita. Pelo que consigo ver aqui, vocês foram direcionados pelo portão indicado pelas empresas, e as passagens foram verificadas. Houve um erro de despacho no aeroporto anterior. — Ele digitou algumas coisas rapidamente no computador. — Infelizmente, isso acontece de vez em quando, especialmente com voos corporativos. — estreitou os olhos, claramente tentando não soltar um comentário sarcástico, enquanto soltava um bufar audível.
— Então… estamos presos aqui até amanhã? — perguntou ele, com o tom seco de sempre.
— Exatamente. — O agente sorriu de forma tranquilizadora. — Mas posso reservar um hotel próximo e garantir que tudo esteja resolvido para que vocês cheguem a Berlim amanhã sem mais contratempos.
— Ótimo. — resmungou, rolando os olhos.
— Vou providenciar um carro para levá-los ao hotel. — O agente sinalizou para uma colega de trabalho, que estava ao telefone. cruzou os braços, bufando baixinho.
— Espero que esse “hotel próximo” não seja um daqueles lugares estranhos de cidade pequena… — resmungou. olhou para ela, arqueando a sobrancelha.
— Estranho ou não, pelo menos não estamos dormindo no aeroporto. — Seu tom seco contrastava com o sorriso discreto que surgia em seus lábios. O agente apontou para a saída lateral do aeroporto.
— O carro estará esperando lá fora. Sigam minha colega, por favor. — lançou um olhar rápido para , que apenas bufou e começou a andar na frente, pegando suas malas. Ela o seguiu, mantendo o passo firme, enquanto a aeromoça do avião acenava de despedida com um sorriso compreensivo.
Ao chegarem do lado de fora, o carro já os aguardava, silencioso e elegante. abriu a porta traseira, e entrou logo em seguida, jogando uma mala com cuidado ao lado dela, que soltou um grunhido — irritada.
— Você não poderia ser menos mal educado? — Ela cruzou os braços.
— Se acostume, querida. — Ele sorriu com os lábios, o que fez se irritar ainda mais. O motorista deu a partida no carro, os dois observaram a cidade pela janela, se encantou com cada detalhe daquele lugar. Parecia uma cidade bem aconchegante, já mal prestou atenção na paisagem, a única coisa que ele conseguia pensar era que queria ficar longe daquela maluca.
Ao chegarem no hotel, o motorista informou que a companhia aérea já havia feito as reservas. Desceu a bagagem dos dois do carro e entregou um cartão com o contato da companhia. Os dois caminharam para dentro do pequeno hotel — que parecia mais um chalé — e informaram que suas reservas estavam no nome da companhia aérea.
— Ah, sim! — A atendente sorriu. — Mas aqui só consta uma reserva, quarto para um casal. — Disse ela, olhando para o monitor na sua frente. bufou e Hyo-sop arregalou os olhos, em choque.
— Impossível! — Resmungou ele, quase que para si mesmo.
— Na verdade, não é impossível. — A atendente sorriu. — Não haviam mais quartos disponíveis. Sentimos muito, mas como não temos muitos hotéis na cidade, existe uma variedade menor de quartos. Mas, fomos informados que vocês se conhecem, então, presumimos que não se incomodariam. — se afastou do balcão e ligou para o número informado no cartão entregue pelo motorista.
— Boa noite, aqui é Clarke, passageira do voo 478. Estou ligando porque a companhia nos colocou no voo errado e, agora que fomos trazidos para este hotel, estão dizendo que só há um quarto disponível. Isso é um absurdo. — Ela estava visivelmente irritado, enquanto a encarava como se não escolhesse lutar essa batalha.
— Senhora Clarke, compreendo sua insatisfação. Já verificamos todas as opções possíveis e infelizmente não há mais acomodações na cidade. — Respondeu.
— Como assim não há? Vocês são uma companhia aérea, não um hostel de esquina. Eu exijo outra solução. — bufou.
— Senhora… é a última vaga na cidade. Ou vocês dividem… ou passam a noite no saguão do aeroporto. — fechou os olhos, incrédula, e apertou o celular contra a orelha.
— Vocês só podem estar de brincadeira comigo. — olhou para ela e levantou os ombros, como se dissesse que não havia outra opção.
— Certo, eu fico com o quarto. Mas saibam que irei processar vocês. — Ela desligou sem escutar a resposta.
— Me diga que tem duas camas, pelo menos. — Implorou , com a expressão derrotada.
— Infelizmente não, senhor. Não temos quartos de casal com duas camas. — A atendente fez uma careta. bateu o pé no chão e bufou.
— Não é possível. — Ele suspirou. — Não posso dormir com essa maluca, ela jogou café no meu rosto! — Sua voz aumentou suavemente o tom, expressando o desespero em suas palavras. rolou os olhos.
— O café nem estava quente, ele está exagerando. — A resposta de fez a atendente arregalar os olhos.
— Vou ver se consigo providenciar um colchão de solteiro. — Disse ela, e suspirou, aliviado.
— Obrigado. — Sorriu, e ela entregou a chave do quarto para ele, que entrou no elevador junto com . O silêncio no elevador era extremamente desconfortável; estava prestes a explodir por dentro, enquanto ele desejava ficar longe dela a todo custo.
— Não fale comigo e não encoste em mim ao menos que seja extremamente necessário. — Disse , no momento em que entraram no quarto.
— E quem disse que eu quero fazer isso? — Ele jogou a mala no canto do quarto.
— E não jogue coisas por aí, não quero tropeçar na sua tralha. — Resmungou ela. — Vou tomar banho primeiro. — Ela caminhou até o banheiro, levando sua mala junto, sem olhar para trás.
— Essa daí é doida de pedra. — Murmurou ele, se jogando em uma cadeira no canto do quarto.
Pegou seu celular e enviou mensagens para sua equipe, informando que chegaria atrasado no congresso. saiu do banheiro um tempo depois, com o cabelo ainda molhado, os fios escorrendo pelos ombros, tentando disfarçar a umidade com um gesto rápido. Vestia uma camisa social oversized de listras azul claro e branco, os botões do colo levemente abertos, equilibrando casualidade e cuidado. As mangas compridas cobriam parcialmente as mãos, e o comprimento da camisa caía quase até a coxa, dando um ar confortável sem ser totalmente descuidado. Por baixo, o short aparecia discretamente, lembrando que, embora estivesse quase à vontade, ainda havia limites — afinal, ela não estava sozinha no quarto. a encarou por alguns segundos, antes de despertar com o som de sua voz:
— Pode usar o banheiro, se quiser. — Ela se deitou na cama, a expressão visivelmente cansada.
— Eu vou… — Ele murmurou, pegou uma roupa casual e foi para o banheiro. segurou seu celular e enviou mensagens para todos que estavam esperando por ela no congresso, informando o acontecido e que iria se atrasar.
saiu do banho com o cabelo ainda molhado, que se movia a cada gesto, ora secando com a toalha, ora deixando escorrer naturalmente. Vestia apenas uma calça de moletom, engoliu seco ao vê-lo sem camisa pela primeira vez, um arrepio correndo pelo braço, rápido e passageiro. O cabelo molhado dele ainda pingava, movendo-se a cada gesto enquanto ele secava os fios com a toalha ou deixava escorrer naturalmente. Mas o momento logo se dissipou quando pegou a camisa que havia deixado cair no caminho para o banheiro, cobrindo o torso e voltando à postura casual de sempre.
Ele caminhou para próximo de sua mala e lançou a toalha na cadeira, mas não acertou. Voltou e inclinou-se para pegar a toalha que havia deixado cair, próximo dela. tentou afastar o arrepio que percorreu seu braço, convencendo-se de que aquilo não significava nada. Mas, por algum motivo, cada movimento de parecia exageradamente presente aos seus sentidos. Quando ele se inclinou para alcançar a toalha caída no chão, ela percebeu o cheiro sutil do shampoo nos fios molhados e o calor próximo do corpo dele. Ela se pegou ajustando a própria postura, instintivamente mantendo uma distância que já não parecia suficiente. Era irritante como o simples contato acidental, ao pegarem a mesma toalha, fez seus sentidos dispararem, deixando-a consciente de cada toque, cada suspiro.
“Ok, foco, … é só um corpo, nada mais”, murmurou para si mesma. Mas, mesmo dizendo isso, houve algo no jeito despreocupado dele, na naturalidade com que se movia, que a desarmou mais do que deveria. Um impulso estranho a fez ficar um pouco mais perto do que queria, apenas para sentir de novo aquela proximidade que, até então, nunca existira entre eles.
— Parece que alguém nunca viu um homem sem camisa antes. — Provocou ele. — Se quiser eu tiro novamente, para você admirar mais um pouco.
— Não, obrigada. — Ela voltou o olhar para o celular. — Prefiro olhar para um pombo do que para você sem camisa. — Ele arqueou a sobrancelha com a resposta dela.
— É mesmo? — Ele se aproximou da cama. — E se eu… — Fez menção à tirar a camisa e abaixou o celular, olhando para ele. — Você quer muito ver isso, né? — Ele riu, abaixando a camisa. Um arrepio percorreu seu braço, rápido e passageiro, mas ela ignorou, focando novamente no celular.
— Vai se lascar. — Retrucou ela, mantendo o olhar na tela, enquanto a mão se apertava levemente no aparelho sem que ela percebesse.
— Não sei… — Uma expressão pensativa tomou conta do rosto dele. — Me parece que você está lutando contra algo.
— Não sou a única. — Respondeu ela, diretamente. — Está tão interessado em me provocar, parece que é você quem está lutando contra algo, e espera que eu facilite isso para você. — Ela sorriu malicioso. Ele inclinou-se um pouco mais para frente, ficando próximo da cama, e percebeu, sem querer, o calor que emanava dele. Apenas por um instante, o celular parecia pesado na mão dela, e ela se obrigou a desviar o olhar, mordendo o lábio discretamente.
— O que você quer, hein? — cerrou os olhos, mantendo o celular à frente como barreira. Ele sorriu, sem recuar, aproximando-se apenas o suficiente para que o calor do corpo dele se tornasse perceptível. Um leve cheiro de shampoo ainda pairava no ar, e por um instante sentiu a própria respiração falhar, mesmo tentando se concentrar na tela do celular.
— Só testar seus limites. — Ele respondeu, inclinando-se um pouco mais para frente, mantendo o sorriso provocativo. franziu a testa, mas não recuou, embora o impulso de se afastar fisicamente surgisse sem que ela pudesse controlar completamente. Ela ergueu o olhar por cima do celular, e seus olhos encontraram os dele por um instante. Um arrepio rápido percorreu sua espinha, mas ela desviou o olhar imediatamente, focando na tela e tentando ignorar o calor que parecia se intensificar com cada gesto casual dele.
— Você é impossível. — Resmungou, tentando soar firme. Mas a mão que segurava o celular apertou o aparelho sem que ela percebesse, sinal de que, mesmo querendo se manter distante, algo na presença dele começava a afetá-la. Ele inclinou-se ainda mais, apoiando as mãos na beirada da cama, sem tocar nela, apenas deixando a proximidade física e a tensão no ar fazerem o trabalho. respirou fundo, mordendo o lábio, consciente de que cada gesto dele estava provocando uma reação que ela não estava acostumada a sentir — e que não queria admitir.
— Acha que consegue se manter firme assim o tempo todo? — Ele provocou, sem precisar se mover mais, apenas observando, seguro de que a tensão crescente já estava funcionando.
— Eu não vou transar com você. — Respondeu ela, arqueando uma sobrancelha. — E quem disse que eu quero transar com você? — Ele deu um passo para trás.
— Ótimo. — voltou o olhar para o celular, ficou de pé, de costas para ela. Ele se virou subitamente e a encarou por alguns segundos. — O que, ? — Ela rolou os olhos.
— É que… — Murmurou ele, sentando-se na beirada da cama. Amy ergueu as sobrancelhas. — O que acontece em Rothenburg, fica em Rothenburg.
— Acha que vou fazer sexo com você porque ficou sem camisa na minha frente? Sua auto-estima está alta demais. — Retrucou ela.
— Acha mesmo? — Ele se inclinou na direção dela. — Eu acho que sempre existiu uma certa… tensão entre nós.
estreitou os olhos, segurando firme o celular como se fosse uma barreira invisível entre os dois.
— Tensão? — Retrucou, com a voz firme, mas um leve arrepio percorreu sua espinha ao perceber o quanto ele se aproximava. — Você está imaginando coisas.
sorriu de lado, sem recuar. A mão dele descansou levemente ao lado do corpo na cama, apenas o suficiente para que ela sentisse o calor que se aproximava. Cada gesto dele, cada movimento casual, parecia ocupar todo o espaço do quarto, e se viu mais consciente do corpo dele do que jamais imaginou.
— Eu não estou imaginando. — Ele murmurou, inclinando-se um pouco mais, deixando o rosto perto do dela, o cheiro sutil de shampoo ainda pairando. — E parece que você também não está completamente alheia a isso. — Ela respirou fundo, tentando focar no celular, mas o braço tremia levemente, e a mão se apertava contra o aparelho sem que ela percebesse. Um impulso estranho a fez erguer o olhar novamente, mesmo sabendo que não deveria.
— Sério, … — disse, tentando soar firme. — Não vou facilitar nada. — Ele apenas inclinou a cabeça, estudando a reação dela, sorrindo com aquela mistura de desafio e resistência, sabendo que cada segundo ali aumentava a tensão de uma forma que palavras sozinhas não poderiam.
De alguma forma, realmente havia uma tensão entre eles, que — naquele momento — havia se tornado crescente. A rivalidade e a troca de ofensas, de algum modo, trazia uma certa excitação para , era como se ele sempre a impulsionasse a querer mais, a levasse ao limite. E para ele, ela era completamente louca, o que de certa forma o atraía — mais do que ele gostaria de admitir.
respirou fundo, tentando se concentrar no celular, tentando racionalizar cada sensação, mas de repente, algo mudou de forma quase irracional. O calor dele tão próximo, o cheiro sutil do shampoo, o olhar firme e provocativo… tudo isso despertou algo que ela não conseguia controlar.
Um arrepio percorreu sua espinha e, sem pensar, ergueu o olhar. Por um instante, todas as defesas, toda a rivalidade, toda a irritação que sentia por ele desapareceram. O impulso era súbito, intenso, impossível de ignorar — uma vontade de estar mais perto, de sentir aquela presença de forma mais íntima, que surgiu de repente e a pegou de surpresa. Ela fechou os olhos por um instante, tentando recuperar o controle, mas foi inútil. Cada fibra do seu corpo parecia gritar para ceder àquele desejo inesperado. Quando abriu os olhos, não havia sarcasmo, não havia resistência — apenas o impulso que a levou a aproximar-se dele, esquecendo rivalidades, esquecendo qualquer regra, rendendo-se a esse instante súbito que parecia impossível de conter. se moveu antes de perceber o que estava fazendo. Um passo, um gesto quase instintivo, e ela se encontrou mais próxima dele, o corpo consciente de cada detalhe: o calor, a presença intensa, o cheiro do shampoo ainda nos fios molhados. Era como se todos os limites que ela impusera a si mesma simplesmente tivessem deixado de existir por um instante.
permaneceu imóvel, apenas olhando-a, com um sorriso discreto e atento, percebendo que o controle dela finalmente vacilara. Não disse nada; não precisava. O simples silêncio entre eles carregava mais intensidade do que qualquer palavra poderia expressar. Ela sentiu o coração acelerar, a respiração falhar por alguns segundos, mas não recuou. O impulso a dominava, súbito e irresistível, e por um instante ela se permitiu esquecer rivalidades, orgulho ou qualquer justificativa. Tudo que existia era aquele momento, aquele desejo inesperado que explodia dentro dela sem aviso. E então, por uma fração de segundos que pareceram eternos, simplesmente cedeu, permitindo-se sentir o efeito da presença dele sem pensar, sem racionalizar, apenas entregando-se ao instante que a própria mente não conseguia controlar.
— O que acontece em Rothenburg, fica em Rothenburg? — Perguntou ela, e, sem pensar, deu um passo à frente. O beijo veio de repente, arrebatador, como se todo o impulso que ela tentara conter explodisse de uma vez. Os lábios dele eram firmes e seguros, mas ainda assim suaves; o calor do corpo dele tão próximo fazia o coração dela disparar. O perfume sutil do shampoo, misturado com o calor da pele, inundou seus sentidos. sentiu o mundo ao redor desaparecer, cada som, cada luz, tudo se resumindo apenas àquele toque.
O beijo não era apenas físico — havia algo elétrico, uma tensão acumulada em cada instante antes, que agora se libertava. As mãos dela tremeram levemente ao se apoiar no peito dele, e , percebendo a súbita rendição dela, não recuou, apenas envolveu-a de forma natural, como se sempre soubesse que aquele momento chegaria. Foi breve, mas intenso, um instante em que rivalidades, sarcasmos e resistência desapareceram, deixando apenas o desejo súbito que os dois, até então, fingiam não sentir.
O beijo terminou, mas o calor entre eles não diminuía. sentiu o corpo arder, como se cada toque, cada respiração compartilhada tivesse despertado algo que não podia mais ignorar. O quarto parecia pequeno demais para conter a intensidade daquele momento, e ainda assim eles permaneciam próximos, como se o mundo inteiro tivesse desaparecido. inclinou-se ligeiramente, aproximando a testa da dela, os olhos procurando os dela, enquanto o ar pesado carregava o cheiro do banho e da pele quente. sentiu a tensão acumulada se transformar em algo mais profundo, irresistível, e, sem pensar, deixou-se envolver completamente. Cada gesto dele parecia conduzi-la, cada toque despertava um desejo súbito e impossível de controlar.
Por alguns instantes, tudo que existia eram eles dois, a respiração compartilhada, a proximidade que fazia o coração acelerar, e o impulso que a levava a se entregar a um instante de desejo intenso, esquecendo rivalidades, orgulho e razão. O tempo parecia suspenso, e percebeu que, naquele momento, o impulso havia vencido qualquer resistência — um desejo súbito e absoluto que a consumia inteira. Eles permaneceram assim, próximos, sentidos aguçados, o quarto pequeno e silencioso testemunhando a entrega silenciosa de cada impulso, a tensão transformada em desejo, sem que precisassem dizer uma palavra sequer.
depositou beijos suaves em sua clavícula, descendo para seu colo e desabotoando devagar a camisa que ela vestia. Na medida em que abriu a camisa, continuou beijando entre seus seios, levou uma das mãos a um deles e apertou devagar, beijando suavemente seu abdômen e sentindo sua pele arrepiar. fechou os olhos, se rendendo ao momento. Ele desceu a mão que estava livre, acariciou suas pernas e descansou na parte interna de sua coxa, explorando suavemente com o dedo. sentiu o corpo inteiro reagir a cada beijo dele, como se pequenos choques percorressem sua espinha. Um estremecimento subia da nuca até a ponta dos dedos, e o calor que irradiava do corpo de parecia envolver cada célula sua. O toque dele sobre a pele sensível da clavícula e do colo fazia o coração disparar, batendo descompassado, enquanto a mão que explorava seu corpo despertava sensações que ela não conseguia controlar.
Quando ele desceu a mão até a coxa, um misto de tensão e excitação percorreu suas pernas, como se cada nervo estivesse atento a cada gesto. O calor do toque, combinado com a proximidade do corpo dele, fez sua respiração falhar por instantes, e ela se pegou apertando levemente os olhos, tentando processar o turbilhão de sensações. Era como se cada beijo e cada carícia desencadeassem ondas de prazer que não podia nomear, deixando-a vulnerável e, ao mesmo tempo, totalmente rendida ao momento. Os toques fizeram com que ela reagisse abrindo as pernas devagar, quase como um convite, e ele entendeu isso. Com a mão, puxou o short e a calcinha para o lado, explorando suavemente sua intimidade. mordeu o lábio, ela sentiu um calor intenso se espalhar pelo corpo, como se cada nervo estivesse vivo ao toque dele. Sua respiração se tornou ofegante, um som abafado sendo emitido de seus lábios, cada carícia fazia seu corpo vibrar, uma mistura de tensão e prazer que ela não podia controlar.
O corpo dele reagiu instantaneamente ao som do gemido dela, um calor intenso se espalhando e tornando cada músculo mais tenso. Com os dedos, estimulou suavemente o interior do seu corpo. Ela arqueou o corpo involuntariamente, sentindo o calor e a tensão se espalharem por cada nervo. Ele sentiu como ela estava molhada e quente, o que fez seu membro pulsar por dentro da calça. — Eu posso? — Perguntou ele, assentiu. — Eu quero te escutar pedindo. — Você pode, por favor. — Respondeu ela, com a voz rouca de desejo. Ela levantou o quadril e ele puxou o short e a calcinha para baixo, saindo pelos seus pés. De pé, se livrou da camisa e desceu a calça de moletom que estava usando, se sentou e o ajudou a tirar a cueca, expondo seu membro ereto. Ela o estimulou com as mãos, enquanto os dois se deitavam na cama. desceu o olhar para o local de encaixe e começou a penetrá-la devagar, olhando em seus olhos incandescência deles se misturava, corpos apertados e respirando em sincronia. Cada movimento despertava tremores que percorriam sua espinha, fazendo-a se apoiar nele instintivamente. A intensidade do toque dele, a firmeza e ao mesmo tempo a delicadeza, a fazia esquecer tudo — rivalidade, razão, qualquer barreira que antes existia. Ela arqueava o corpo, sentindo ondas de prazer que se espalhavam de forma quase dolorosa, mas deliciosa, cada vez que ele se movia dentro dela. O cheiro, o calor e a presença dele tão próxima aumentavam a tensão a cada instante. O impulso de se entregar completamente era irresistível, e deixou-se levar, absorvendo cada gesto, cada suspiro compartilhado.
sentia a resposta dela a cada movimento, cada tremor de prazer que escapava de seus lábios. A conexão entre eles parecia elétrica, cada toque e contração intensificando o desejo, fazendo-o perder um pouco do controle, rendendo-se à entrega e à sintonia perfeita que os envolvia. A cada estocada, não conseguia controlar seus impulsos e seus gemidos saíam mais altos do que ela esperava — o que fazia aumentar a intensidade de suas estocadas, cada gemido dela atravessava o ar e parecia percorrer cada nervo do corpo dele. Era impossível não sentir o calor subir, o coração acelerar, a respiração ficar mais curta. Um arrepio corria por sua espinha, fazendo cada músculo se tensionar involuntariamente. O som delicado e ao mesmo tempo carregado de desejo despertava um impulso imediato, uma mistura de necessidade e fascínio. Ele sentia o corpo reagir sozinho, o calor se concentrando, cada fibra dele vibrando em sintonia com a resposta dela. Era como se cada suspiro dela aumentasse a urgência e a intensidade, e ele se perdia naquele momento, consciente apenas do efeito que provocava e do quanto queria prolongar cada reação dela.
Ele sentia seus corpos ferverem, sentia cada tremor que o corpo dela emitia. Com o dedo, ele começou a estimular seu clitóris enquanto a penetrava. já não tinha mais controle sobre seu corpo e seus sentidos, ela sequer escutava o tom de seus próprios gemidos. Suas pernas se tornaram trêmulas, e ela lutava para controlar os suspiros que escapavam de seus lábios. Cada toque dele espalhava ondas de calor e prazer, percorrendo seu corpo inteiro, até que uma onda intensa a atravessou, fazendo-a se curvar levemente, perdida na sensação. A respiração falhava, os dedos se agarravam ao lençol, e cada segundo parecia durar uma eternidade enquanto ela se deixava levar.
Ele sentiu o efeito dela imediatamente. Cada tremor, cada gemido contido, acelerava seu coração e intensificava a energia dentro dele. O corpo dele reagiu, os músculos se contraindo, a respiração rarefeita, pulsando em sintonia com o dela. Pouco depois, ele cedeu à própria onda de prazer, absorvendo o momento com intensidade, enquanto seus sentidos se entregavam completamente ao que compartilhavam. O quarto parecia desaparecer ao redor, restando apenas a sensação de calor, toque e respiração entrelaçada, cada instante carregado de intensidade e entrega. Os dois pensaram no que dizer, mas permaneceram em silêncio. a puxou para seus braços, e ela deitou sobre seu peito, aconchegada em seu abraço. Os dois adormeceram, em completo êxtase.
No dia seguinte, os dois embarcaram no avião com destino à Berlim. Caminharam juntos até o acento e viajaram lado a lado, mas não conseguiram pensar em outra coisa durante a viagem.
— Não seria prudente…
— Não deveríamos… — Disseram ao mesmo tempo, os dois se entreolharam e riram.
— Você, primeiro. — Disse ela, assentiu.
— Não deveríamos esquecer isso. — Ele sorriu com os lábios.
— Mas não seria prudente nos envolvermos. — Ela refletiu o sorriso dele, fazendo-o assentir.
— Eu concordo, mas não deveríamos esquecer isso. — assentiu, entendendo o que ele quis dizer.
Ao chegarem no aeroporto em Berlim, cada um seguiu em direção à equipe que os esperava.
— Você ficou no mesmo quarto de hotel que aquele canalha? Deve ter sido horrível! — Uma colega de disse, ao ouvir a história.
— Ficou hospedado com aquela maluca? Que dó de você. — Um colega de disse, ao ouvir a mesma história. Os dois trocaram olhares de longe, sem precisar dizer uma palavra, apenas sorriam e entraram em seus respectivos carros.
— Foi péssimo, mesmo. — Os dois disseram, em coro, cada um em um carro, como se tivessem ensaiado aquela fala.


Fim



Nota da autora: Oi meus amores, espero muito que tenham gostado dessa fic, Hyo-seop é um dos meus atores favoritos da vida e eu estava indignada por nunca ter escrito nada com ele. Obrigada por lerem e não esqueçam do feedback para que eu saiba que você gostou <3




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Além Do Acaso The Justive and Me Trovão de Konoha Consigliere The Time We Have Left My Lovely Lover

Nota da scripter: Eu tenho uma amiga que vai me matar quando ler essa nota, mas eu ando muito obcecada nesse quengo também, obrigada por essa fic hahaha.

Qualquer erro nessa fanfic ou reclamações, somente no e-mail.