Finalizada: 12/2025

Capítulo Único

22 de setembro, 7:00AM.

abriu os olhos quando o despertador tocou, encarou por um tempo a data na tela do seu despertador e suspirou, bagunçando os cabelos. Levantou da cama e caminhou até o banheiro. Encarou seu próprio reflexo no espelho, antes de se arrumar para sair. Quando desceu até o hall principal do seu prédio, sua empresária a esperava na porta.
As duas caminharam juntas até o carro enquanto sua empresária falava sem parar sobre o aniversário dela. Ela se sentou no banco de trás e apoiou a cabeça no vidro, enquanto observava a estrada, pensava no quanto esse disse era insignificante por estar tão sozinha. Ao estacionarem na agência, ela pôde enxergar a multidão de fãs que esperava por ela na porta. Faixas de “feliz aniversário” e “nós te amamos” a fizeram suspirar. Ela colocou um sorriso no rosto e desceu do carro, acenando e reverenciando em agradecimento.
Ao entrar na agência, caminhou para o elevador e subiu até o andar onde ficava a sala da CEO, junto com sua empresária. Caminhou até o escritório da CEO, enquanto escutava alguns comentários de “feliz aniversário”. Bateu na porta, que se abriu em seguida.
— Surpresa! — Disseram as pessoas em coro, se surpreendeu, mas sorriu.
— Feliz aniversário, . — A CEO foi até ela e a abraçou.
— Que você continue brilhando cada vez mais, ! — Disse uma das funcionárias, entregando um pequeno buquê para ela, que sorriu.
— Obrigada, pessoal!
— Venha, vamos comer um pouco de bolo antes da gravação! — Disse a CEO. Elas se sentaram e comeram juntas, sorria, apesar de sentir seu coração completamente vazio.
Após a pequena comemoração na agência, foi para o estúdio de gravação. Nunca pensou que desejaria estar em qualquer lugar que não fosse ali. Se sentia dispersa, sendo arrastada à um passado que lutou tanto para se desvencilhar.
, faça uma pausa e respire um pouco. Depois, concentre-se e tentamos de novo. — Disse o diretor, despertando-a de seus pensamentos.
— O que está te mantendo distante hoje? — O ator com quem dividia o protagonismo do filme perguntou. — Você não costuma agir assim. — Ele entregou uma garrafa d’água para ela, sentando-se ao seu lado.
— Sunbaenim… — Ela pegou a garrafa. — Já se sentiu sozinho, mesmo estando cercado de pessoas? — Perguntou, abrindo a garrafa. Ele assentiu.
— Na maior parte do tempo, sim. — Ele sorriu. — Nessa indústria, é difícil não se sentir assim. Mas eu tenho para onde voltar e abandonar a solidão, você tem? — Ela negou com a cabeça.
— Tenho um apartamento vazio e memórias que prefiro esquecer. — Respondeu, bebendo um gole d’água.
— Você é nova, tanto na vida quanto nessa profissão. Vai encontrar um equilíbrio entre a solidão da fama e sua vida pessoal. — Ele sorriu gentilmente.
— E se eu não encontrar? E se me sentir sozinha para sempre? — Perguntou, foi a primeira vez que ele enxergou um traço de vulnerabilidade nela.
— Significa que você chegou ao topo, e é realmente o lugar mais solitário. — Ele encarou os próprios pés.
— Alguém me disse isso antes… — Murmurou.
— Eu soube que é seu aniversário, parabéns! — Desejou ele, se levantando. — Obrigada, sunbaenim. — Ela se levantou junto.
— Está pronta? — Perguntou, fazendo-a assentir. — Vamos, então.
Após concluir a gravação do dia, foi para o estúdio da marca na qual havia se tornado embaixadora. Enquanto se preparava para fotografar, um entregador entrou no local, deixando umas sacolas com a empresária.
— Você pediu comida? — Perguntou ela, enquanto se maquiava e mexia no celular.
— Pensei que iria querer comer algo antes de fotografar. — Ela sorriu, o entregador permaneceu parado, com o capacete na cabeça.
— Acho que ele quer uma gorjeta… — Murmurou, a empresária assentiu e deu uma gorjeta para ele, que apenas pegou o dinheiro e saiu em silêncio.
— Pedi comida coreana caseira, para o seu aniversário. — As duas se sentaram e começaram a dividir as comidas, antes que a maquiagem terminasse, para evitar ter que retocar.
Passado alguns minutos, o entregador voltou com outra sacola e entregou à um funcionário na porta.
— Srta. , deixaram isso para você. — Ele colocou a sacola sobre a mesa e franziu o cenho.
— Pediu mais alguma coisa? — Perguntou, a empresária negou com a cabeça. Ela abriu a sacola e havia um pequeno cupcake com uma vela. Na embalagem, havia um bilhete. Ela desdobrou o pedaço de papel, que parecia ter sido rasgado de qualquer lugar, e observou a caligrafia.
“Feliz aniversário, chefe!”
Por mais que a caligrafia estivesse diferente pela pressa, ela reconheceu de imediato, principalmente com as palavras escritas. Saiu do estúdio de fotografia com um rolinho na frente do cabelo e a maquiagem não finalizada, correu até o elevador e notou que ele estava muitos andares acima. Correu para as escadas, descendo o mais rápido que podia. Ao chegar na portaria, observou a moto do entregador indo embora, deixando apenas um pedaço de papel.
! Por que saiu correndo? — A empresária chegou um pouco depois dela, ofegante.
— Onde foi que você pediu essa comida? — Perguntou, sua voz carregada com uma certa urgência desconhecida para a empresária.
— No Haru Bapsang, por que? — A expressão da empresária era claramente de confusão.
— Eu vou até lá… — começou a caminhar para a saída, sendo impedida pela empresária.
! — Ela falou um pouco mais alto. — Eu não sei o que está acontecendo, mas se acalme. Termine as fotos e eu mesma te levo lá, você tem um contrato. — ficou dividida entre cumprir o contrato e ir atrás da única coisa que tornaria seu aniversário um dia feliz, mas respirou fundo e se recompôs, voltando ao estúdio.
Ao fim do dia, terminou seus compromissos e pegou aquela pequena embalagem com o cupcake. Sua empresária dirigiu até o Haru Bapsang, como havia prometido.
— Pode ir embora daqui, eu volto depois. — Disse ao descer do carro.
— Tem certeza? — A empresária perguntou e ela assentiu. O carro foi embora e ela entrou no restaurante, indo diretamente ao caixa.
— Com licença, vocês tem algum entregados chamado por aqui? — Perguntou à atendente.
— Sim, mas ele trabalha apenas no horário do almoço. — Seu sorriso logo se desmanchou, sua esperança de reencontrar alguém tão importante se esvaiu. — Você quer contratá-lo para algo? Tenho certeza que tenho algum cartão dele por aqui… — A atendente se agachou e voltou com um cartão de visitas. — Aqui!
— Obrigada! — sorriu e saiu do restaurante. Caminhou por um tempo, encarando aquele pedaço de papel que teria o poder de mudar sua vida, sentou-se em um banco no meio de uma praça. Olhou para as estrelas no céu e apertou a caixa de cupcake em seu colo.
Ela segurou o celular em uma mão e o cartão de visitas na outra, se perguntando o que deveria fazer. Desbloqueou a tela do celular e começou a discar o número.
— Eu não acreditei quando me disseram… — Uma voz familiar a fez levantar o olhar. estava ali, de pé e olhando para ela. — Fui buscar meu capacete e me disseram que uma atriz famosa tinha me procurado e que havia vindo nessa direção. — Ele sorriu. — Não achei que… — Antes que ele pudesse terminar de falar, ela foi até ele e o abraçou com força. Ele ficou paralisado por alguns segundos, até que retribuiu o abraço e a aconchegou em seu braços.
— Eu… — Ela se afastou com lágrimas nos olhos. — Eu sabia que era você — Ela riu fraco, enxugando uma lágrima que insistia em escorrer. Ele limpou seu rosto com o polegar.
— Por que está chorando? Eu quem deveria estar chorando. — sorriu. — Achei que fingiria que não me conhecia.
— Nunca. — sentiu o rosto esquentar, como nunca havia sentido antes. segurou sua mão e a conduziu até o banco que ela estava sentada. — Trouxe o cupcake? — Ele sorriu ao notar e ela assentiu.
— Sim… Eu pensei… pensei em comemorar de verdade. Não que eu não tenha comemorado hoje, mas seria a primeira vez realmente me sentindo feliz nesse dia. — Seus olhos se encontraram e os dois sorriam.
— Então, vamos comemorar. — Ele tirou um isqueiro do bolso e ela abriu a embalagem do cupcake. Com o isqueiro, acendeu a vela e cantou feliz aniversário para ela. — Faça um pedido! — Ela negou com a cabeça.
— Meu pedido já se realizou. — Sorriu, sua resposta o fez corar e ele mal pôde controlar o sorriso que insistia em se formar em seus lábios.
— Então, apenas agradeça por ter se realizado. — Ela soprou a vela e agradeceu mentalmente.
Os dois ficaram em silêncio por um tempo, se encarando.
— Eu não sabia se deveria vir até você… — Disse ele, encarando as próprias mãos. — Não sabia se realmente queria me ver. — Sabe, … — Ela encarou as estrelas. — De todas as pessoas que afastei, você era quem eu me lembrava mais. Acho que até hoje, eu não sabia que queria te ver tanto assim. — Ela riu fraco. — Mas… — Mas? — Perguntou ele.
— Eu nunca fui do tipo de pessoa de ter sentimentos por ninguém, e queria enterrar todos do meu passado e nunca mais ver ninguém. — Suspirou ela, ele assentiu, com um olhar triste. — Você, talvez, tenha sido essa exceção.
— Exceção? — Ele sorriu esperançoso e ela assentiu.
— Talvez… as pessoas estivessem certas. Talvez eu realmente sorria diferente quando você estava por perto, talvez você realmente tenha sido a única pessoa que me enxergou e me entendeu… Eu só demorei 5 anos para me dar conta disso. — sorriu com o olhar triste.
— Você sempre foi a única pessoa que me enxergou e me entendeu, que não me tratou como lixo e me deu uma utilidade. Me fez sentir que eu era mais que um imprestável, me fez sorrir nos dias escuros e, mesmo longe, me deu forças para aguentar. E eu sei disso há 5 anos, há 5 anos tenho vivido me sentindo assim, . — Confessou ele.
— Por que nunca me disse? — Perguntou, olhando em seus olhos, um olhar que ele não conseguia decifrar.
— Eu achei que estava óbvio, e nunca quis forçar nada. Sempre estive ao seu lado e achei que era o suficiente para que soubesse… Quando fui levar aquela comida hoje, senti seu olhar tão diferente que me deu vontade de correr até você e te proteger do que quer que estivesse te afligindo. Mas, eu não sabia se você gostaria disso. — Ele acariciou seu rosto e ela repousou a cabeça sobre sua mão.
— Eu não sabia, mas era tudo que eu queria. — Respondeu, com um sorriso. Os olhos de brilharam e ele a puxou para um beijo, um pouco receoso, mas ela não recuou. O beijo começou tímido, quase um pedido de permissão preso entre os anos que os separaram. Mas bastou um segundo — um único segundo — para que tudo o que eles carregavam dentro de si transbordasse. segurou o casaco de com força, como se tivesse medo de que ele desaparecesse caso ela soltasse. Ele sorri no meio do beijo, finalmente entendendo que aquele era um momento que esperou por tempo demais. Quando se afastaram, suas testas permaneceram encostadas, respirando o mesmo ar, compartilhando a mesma surpresa. A mesma verdade.
— Eu sonhei com isso tantas vezes… — confessa, a voz baixa, quase trêmula.
— Eu também. — admite — Só não sabia que era com você. Ele solta uma risada curta, emocionada, passando o polegar pelo canto da boca dela. O gesto é suave, como se estivesse tocando algo precioso demais para apertar.
— E agora sabe? — Ele pergunta, ainda perto demais.
— Agora não tem mais como negar. — Ela responde, ainda ofegante, ainda com o coração descompassado. O silêncio entre eles não é mais incômodo. É confortável. Quente. O tipo de silêncio que só existe entre duas pessoas que finalmente encontraram o que perderam.
encosta a cabeça no ombro dele e automaticamente a abraça pela cintura, trazendo-a mais para perto. Ali, naquela praça vazia, com uma vela recém-apagada e o gosto de um beijo guardado por anos, ela percebe algo que nunca teve coragem de admitir antes:
— Eu não estou mais sozinha. — Ela sussurra, quase sem voz.
— Nunca esteve. — Ele responde — beijando o topo da cabeça dela. — Eu só estava esperando você olhar para trás. Ela sorri contra o peito dele, sentindo pela primeira vez em muito tempo que seu aniversário realmente tinha significado. Que alguém — aquele alguém — ainda era o lugar seguro onde ela podia existir sem máscaras, sem contratos, sem câmeras.
Só ela. Só ele. Só o reencontro que mudou tudo.
… — o chama, baixinho.
— Hm? — Ele responde, sem desfazer o abraço.
— Fica comigo um pouco mais? — Ele aperta os braços ao redor dela, como se a resposta fosse óbvia.
— Eu fico. — Ele promete — O quanto você quiser.
E pela primeira vez desde que o dia começou, finalmente acredita que talvez, só talvez, a vida esteja devolvendo algo que ela achava ter perdido para sempre.




Fim



Nota da autora: estou viciada nesse dorama e achei que meu menino Jae-oh merecia ser feliz alguma vez na vida, obrigada por serem delulu comigo! espero que tenham gostado, não esquece de deixar um comentário para eu saber se você gostou <3




Outras Fanfics:
Além Do Acaso The Justive and Me Trovão de Konoha Consigliere The Time We Have Left My Lovely Lover

Nota da scripter: Ainda não tinha assistido esse dorama, pois agora eu quero kkkkkkk

Qualquer erro nessa fanfic ou reclamações, somente no e-mail.