Última atualização: 03/03/2019
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Essa história está registrada na Biblioteca Nacional segundo consta a Lei Nº 9.610, Art. 1º Esta Lei regula os direitos autorais, entendendo-se sob esta denominação os direitos de autor e os que lhes são conexos, caso seja sujeita a plágio pode determinar detenção de 3 meses a 1 ano, ou multa.

Capítulo 1


(...) dois meses antes...


Mordeu os lábios sentindo a gota de suor escorrendo por sua testa. Seus braços estavam ao ponto de ceder, porém não queria ceder, precisava completar o número das séries e não poderia ir embora sem completá-las.

– Mais cinco. – lembrou com a mão segurando a barra, ajudando-a levantar a barra. – Quatro. – desceu a barra conseguindo ver o sofrimento no rosto da garota. – Três. Dois. – subiu e desceu sucessivamente. – Última vai! – incentivou levantando a voz.

Trincou os dentes e apertou os olhos quando desceu a barra e em seguida levantou para colocá-la no lugar. O homem sorriu assim que escutou o suspiro de alívio que ela soltou quando tirou o peso da barra de seus braços.

– Agora que tal mais quatro séries, com vinte repetições, no leg press? – ele sugeriu enquanto ela ainda continuava deitada no banco do supino, agora com a toalha em cima dos olhos.
– Não tem a menor graça Jonathan. – sua voz saiu falha devida sua respiração descompassada.
– Mas não era pra ter graça. – sorriu apoiando as mãos na barra do supino.
– Você está tentando me matar? – retirou a toalha dos olhos deixando seu olhar se cruzar com o dele. – Se for isso, diz logo que eu mesma me mato. – complementou alargando um sorriso.
– Se mata naaaada. – debochou rindo antes que alguém lhe chamasse do fundo da academia. – Já volto filhote de cruz credo. – falou antes de deixá-la.
– Não volte mais. – disse antes de novamente cobrir os olhos com a toalha e suspirar profundamente.

Apoiou um braço sobre a testa contando o número de vezes que seu coração batia, ele estava acelerado e estava fazendo disso sua distração enquanto descansava. Puxou o ar sentindo que não era o suficiente para seus pulmões, mas ficou calma, sempre era assim, inspirava e parecia não ser o suficiente. Relaxou o corpo sentindo suas costas esquentar, a estrutura do colchão estava fazendo sua pele subir de temperatura e isso era horrível, odiava ficar com as costas molhada porque sempre parecia que tinha tomado um banho e tinha esquecido a toalha.
Dobrou as pernas ainda em cima do banco e engoliu a saliva, é... Ela poderia ficar ali o dia inteiro se dali algumas horas não tivesse que estar presente na delegacia Los Angeles Police.

– Veio na academia, hoje, para dormir? – escutou a voz masculina tão conhecida.

Com dois dedos retirou a toalha de um dos olhos e encontrou com o rosto dele. Sorriu largo recebendo um sorriso amarelo. O sorriso dele era lindo e quando o sol bateu contra o vidro do carro, estacionado na frente da academia, e refletiu no rosto dele tudo ficou mais lindo que já era.

– Desde quando está aqui? – disparou obrigando seu tronco levantar.
– Acabei de chegar, você nem me viu entrando? – ela negou com um beicinho. – Percebi. – disse antes de dar as costas, indo em direção da prateleira que se deixava o celular e outros pertences.
– Ei ! – chamou fazendo-o parar e se virar. – Está tudo bem? – quis saber visualizando ele bater a mão na lateral da própria garrafa, demorando a responder.
– É... Está, está sim. – respondeu parecendo estar mentindo.

Levantou as duas sobrancelhas de relance como resposta deixando-o seguir seu caminho até a prateleira, onde deixou a chave do carro e o celular, e depois em direção do espelho para iniciar o treino com os pesos. Por um instante, enquanto bebia de sua água, a imagem dos olhos de lhe veio em mente, eles não tinham aquele brilho intenso de todos os dias, estavam apagados e se arriscava em dizer que até estavam mortos.
Ele havia mentido quando disse que estava tudo bem, sentia a mentira. A imagem dos glóbulos apagados estava aí para confirmar que ele não estava bem, alguma coisa tinha acontecido e descobriria cedo ou tarde, afinal ele não iria conseguir esconder por muito tempo, uma hora ou outra teria que desabafar com alguém.
Foi então que a imagem dela lhe veio em mente: . A megera de cabelos , olhos , pele clara, dentes brancos, cílios pequenos, boca fina. Mas, afinal, quem é ela? A namorada de , vulgo maior inimiga de . Inimiga? Por que inimiga? Óbvio, sentia no mínimo uma atração – muito forte – por , uma atração de anos, e quando entrou na vida dele pediu permissão para ser sua rival.
não conhecia e não faria questão de conhecer, só pelo fato dela ser a namorada de já era o suficiente para ficar bem longe. Se ele estava feliz, ótimo, quanto mais longe ficasse melhor, porque para abrir a boca, falar merda e acabar com o relacionamento é questão de minutos ou até segundos.
Deixou a garrafa no chão, ainda sentada no banco, não conseguiu se contiver e virou a cabeça para trás deixando seu olhar cair sobre a imagem de , que estava sentado em outro banco de frente para o espelho encarando o próprio reflexo. Engoliu sua saliva sentindo uma sensação estranha, uma pontada tomou conta de seu peito.
Decidida, se levantou, pegou a garrafa junto da toalha e caminhou em direção do rapaz que sequer se deu ao trabalho de reparar na sua aproximação. Deixou a garrafa e a toalha próximas do banco e apoiou as mãos sobre os ombros de os sentindo tensos.

– Você não está bem. – deduziu iniciando movimentos circulares com os polegares. – Quer me contar o que aconteceu? – quis saber começando uma massagem relaxante.
– É a . – respondeu em um fio de voz.

abaixou a cabeça para rolar os olhos, claro que só poderia ser a megera!

– O que tem ela? – controlou-se para manter o disfarce continuando os movimentos lentos.
... – ele negou com a cabeça antes de continuar. – O que você faria se tivesse sido traída? – trocou de posição, sentando de lado, de modo que pudesse curvar as costas e levantar a cabeça para encarar a garota que tinha as mãos no encosto do banco.

"O QUÊ?!", uma voz no fundo da consciência de aclamou.
Teve vontade de gritar, de xingar cada fio de cabelo daquela vadia. Quem pensava que era? A rainha da cocada preta? E com quem ela traiu ?

– Eu não acredito que ela fez isso! – disse entre dentes se sentando ao lado do rapaz.
– Tem coisa pior envolvida. – revelou atraindo a atenção da mulher.
– O que é pior do que isso? – disparou e ele ficou em silêncio por um tempo. – Ah, sério mesmo que você a engravidou? – seu tom continha um pouco de sarcasmo. – tu és burro? – bateu na própria testa. – Vira corno e ainda engravida a megera?! – não se aguentou.
– Não é nada disso ! – a cortou antes que continuasse falando abobrinha. – Ela me traiu com o Caleb. – revelou e nunca sentiu tanta vontade de pegar alguém pelos cabelos e esfregar a cara no asfalto quente.
– Caleb? Quer dizer, Caleb Bernardi, o... – ahhh, merecia ser torturada por isso!
– É... O personal trainer Caleb Bernardi, meu ex-melhor amigo. Sacou agora ou quer que eu desenhe? – especificou se sentindo um nada.
– Então é... – levantou-se, pegou a garrafa e a toalha, dando as costas para ele. – Ah, até eu trocaria você por ele, porque mano o Bernardi não é pouca coisa não. – brincou recebendo um olhar tristonho misturado com um pingo de diversão de .
– Obrigado pela parte que me toca , muito obrigado, estou muito grato. – agradeceu com sarcasmo.
– Te vejo daqui a pouco, de novo. – rolou os olhos em brincadeira antes de seguir seu caminho para a salinha onde ficava os personais para apenas encher o saco de Jonathan antes de ir embora.

******

Bateu as folhas na mesa para que ficassem alinhadas colocando-as dentro de uma caderneta junto com fotografias e exames de laboratório, antes de deixá-las de lado escreveu "caso encerrado" em vermelho e colou na frente para que quando seu chefe chegasse, para recolher as pastas, soubesse qual caso estava ou não em andamento. Com a pasta em ordem a colocou junto dos outros casos encerrados. Puxou a cadeira, se sentou pegando outro monte de folhas que tinha na sua frente começando passar uma por uma para se certificar de que tudo estava ali.
Distraída, tomou um susto quando a porta se abriu e alguém entrou parecendo desesperado. O ser humano entrou, bateu a porta e se dirigiu para a mesa aonde apoiou as grandes mãos em cima dos papéis parecendo não se importar se estava atrapalhando ou não.

, eu preciso da sua ajuda! – sua voz demonstrava desespero.
– O que houve desta vez ? – perguntou ainda arrumando os papéis que tinha em mãos.
– Ah... Eu não sei explicar. – começou desfazer a gravata que já lhe sufocava.
– Deixa eu adivinhar... – jogou a papelada sobre a mesa cruzando os braços. – Foi a filha da puta da , não foi? – semicerrou os olhos sabendo que estava certa.
– Não... Ah, foi... Mas como você sabe? – quis saber jogando a gravata no chão e rolou os olhos.
– Eu senti o cheiro de puta. – deu de ombros se levantando.
, eu acabei de entrar na sua sala. – apontou para si mesmo.
– Eu sei , ainda não estou surda nem muda. – brincou organizando os papéis antes de grampear.
– Então como sentiu o cheiro de puta? – questionou e ela rolou os olhos antes de mirá-lo.
– Deixa eu adivinhar de novo... Ela veio atrás de você pedindo desculpas e você está pensando em aceitá-la de volta, certo? – deduziu, o ignorando.
– Como você...
– Responda a minha pergunta . – exigiu com o tom firme.
– Tá, eu estou mesmo querendo aceitá-la de volta. – confirmou e sentiu um calor surgir sob sua pele. – Ela disse que está arrependida, que o Bernardi a chantageou para que ela fosse para a cama com ele; ela estava chorando , e eu...
– Você nada! – bradou socando a mesa. – Se você voltar para ela, , vai ser eu que acabo com você! – ameaçou. – Você só pode estar ficando louco, ela te traiu com o Caleb, tudo bem que ele é um baita gostosão, mas mesmo assim é traição! Você sabe o que é traição pelo menos? É a mesma coisa que não passar pela porta por causa de um par de galhadas! – gritou pouco se importando se alguém iria ouvir ou não.
– Por que ficou tão nervosa ? – arriscou-se em perguntar.
– Porque eu não suporto ver os meus amigos fazendo papel de trouxa. – tinha a resposta na ponta da língua. – Se a te colocou um par de chifres então ela que vá atrás do Caleb. – complementou voltando arrumar suas papeladas.
... – se curvou sobre a mesa para conseguir encará-la nos olhos. – Eu preciso da sua ajuda. – seus olhos imploraram.

suspirou e de repente acertou um tapa ardido no rosto do rapaz que a encarou, incrédulo.

– Por que fez isso? – questionou esfregando o lado atingido.
– Para você largar de ser besta. – cuspiu. – Se você quer a minha ajuda, a primeira lição é nunca mais pensar em voltar com aquela mutuca! – deixou claro retornando para sua organização de papéis.


Capítulo 2


A freada brusca cantou os pneus, a porta da viatura se abriu a uma velocidade impressionante e os tênis pretos tocaram o asfalto molhado com destreza. A rapidez com o qual puxou o revólver e mirou no homem foi de tirar seus parceiros do eixo, os movimentos daquela mulher sempre eram de impressionar qualquer um.
A porta do passageiro também se abriu e o policial apoiou os braços sobre a porta também mirando o bandido. Ao mesmo tempo as portas das outras viaturas se abriram e os agentes destravaram as armas mirando o mesmo alvo.

– Você está cercado. – a garota bradou, segurando a arma com as duas mãos fechando a porta da viatura com o pé. – Não tem mais escapatória, só lhe resta se render. – o homem, lentamente, movimentou um braço para as costas com um sorriso nos lábios.
– Acho que não, . – pronunciou.

De repente surpreendeu a todos quando da calça jeans retirou um revólver e começou atirar contra todos os agentes. não poupou e também atirou, mas quando deu o primeiro tiro, foi surpreendida por uma das balas em seu ombro.
Jogou-se contra a viatura do policial James, ao lado da sua. Escutou assumindo seu posto quando caiu, sendo assim aproveitou para soltar o revólver e verificar a ferida. Ergueu a manga e constatou ter sido um tiro de raspão.

– ELE ESTÁ EM GRUPO! – gritou e olhou para os prédios identificando vários homens mirando para baixo.

Sentiu um calafrio na espinha.

! OS PRÉDIOS! – gritou e o rapaz olhou para cima.
– ATIREM! – ordenou mirando contra os homens.

Enquanto os policiais, uns caíam e outros se esquivavam das balas, o bandido aproveitou a oportunidade para sair correndo do beco. Mas felizmente escutou seus passos, pegou o revólver e saiu em disparada atrás o homem.
parou de atirar assim que percebeu os movimentos. Rapidamente correu em direção de duas viaturas que estavam atravessadas no meio do beco com os para-choques praticamente colados, apoiou a mão sobre um dos capôs, pulou e começou seguir o mesmo caminho de .
Os agentes ficaram sobre comando de Jonas, o filho do chefe da Los Angeles Police, enquanto e corriam atrás do líder da quadrilha que tinha acabado de roubar o banco central. A denúncia chegou através do chefe Lucca Castel que correu para alertar , a única que estava disponível para sair porque os outros estavam fazendo a ronda escolar.
destravou a arma durante a curva que lhe levou a uma feira livre. O bandido corria se esbarrando nas pessoas e pulando sobre as bancas para tentar sair ileso. obrigou suas pernas pararem assim que um homem, que carregava uma parte retangular de madeira da barraca, atravessou a rua e parou para trocar informações com uma senhora.
A garota sentiu seu rosto batendo contra a madeira, e assim que soltou o ar em alívio por ter parado antes do previsto, lhe alcançou e com agilidade se abaixou passando por baixo da madeira. , indignada, pegou o caminho mais lento, que foi pedir "licença" para os feirantes, enquanto já nem na feira mais estava.
Ela ficou para trás, já estava na cola do ladrão. Como sempre era ele quem prendia o assassino, este era o seu trabalho, pois se recusava eternamente de expor sua imagem nos tabloides, da última vez que os jornais publicaram uma foto sua, choveu homens em sua porta querendo que ela fosse a “policial particular” deles.
se sentiu incomodado com aquilo, porque ele mesmo não queria ter uma chuva de mulheres em sua porta implorando para que ele fosse o “policial particular” delas. O bom foi que o chefe Lucca deu um depoimento sobre o caso e exigiu, ao mesmo tempo, que a mídia parasse de inventar lorota sobre , ela era uma policial de respeito e não uma qualquer, ela merecia vestir o uniforme.
Por um mísero segundo deixava sua chance escapar, o bandido derrubara uma lata de lixo no caminho e quase caíra, mas por sorte seus reflexos o ajudaram a pular sobre a lata e seguir seu caminho. Com a mão se segurou na parede para fazer a curva e imediatamente se deparou com o bandido andando de um lado para o outro encarando a enorme grade que se tornou sua barreira.
riu alto caminhando em passos lentos.

– Está com problemas? – disparou sorrindo. – Quer uma ajudinha do policial aqui? – o homem o fuzilou não se deixando abalar.
– Você se acha bem esperto, não é policial ? – o rapaz deu de ombros retirando as algemas da cintura.
– Eu não me acho esperto, eu sou esperto. – corrigiu se dirigindo até o ladrão.
– Eu não vou me render. – começou correr em direção de .

com suas habilidades extraordinárias dos anos como policial apenas esperou o homem chegar bem próximo para quando, no momento certo, o pegasse pelos ombros e empurrasse seu corpo contra a parede descamada do prédio.
O segurou pelo pescoço enquanto que, com uma mão, tratava de prender as algemas ao redor dos pulsos do indivíduo, falando ao mesmo tempo:

– Você tem o direito de permanecer calado, qualquer movimento ou informação será usado contra você no tribunal. – deixou claro ouvindo o som das algemas travando.

", está na escuta?", o telecomunicador no ombro despertou com a voz de Jonas.

– Estou a duas quadras da feira livre Jonas, virando à direita. – explicou sem que Jonas fizesse a pergunta, enquanto forçava o bandido caminhar em direção da rua principal onde as viaturas logo apareceriam.

"Entendido , estamos a uma quadra daí. Câmbio e desligo.", o telecomunicador chiou e conseguiu escutar o som das sirenes.
Continuou obrigando o homem andar contra sua vontade até se deparar com as cinco viaturas estacionadas na frente do lugar onde tinha encurralado o bandido. Desde então deixou tudo por conta de Jonas que se encarregou de colocar o ladrão na viatura e ligar para seu pai relatando que a equipe tinha completado a missão.

– (...) não pai... Bem foi assim... – Jonas andava enquanto falava ao celular.

engoliu sua saliva encostando-se à viatura girando a segunda algema que tinha na cintura no dedo indicador. Até Jonas relatar todos os detalhes para Lucca e ele em pessoa surgir naquele lugar, levaria horas e horas de espera.
O rapaz só queria ir para sua casa, deitar a cabeça em qualquer coisa que fosse macia e fechar os olhos para iniciar a difícil batalha de fazer desaparecer de seus pensamentos, o que desde que contara para que foi chifrado estava sendo uma tarefa impossível.

– Fez um ótimo trabalho Agente . – girou uma última vez a algema antes de segurá-la firme com a mão.
– Obrigado Chefe . – ambos riram.

ainda sorrindo encostou o corpo ao lado do dele observando Jonas andando e gesticulando ainda ao celular. A imagem do rapaz transmitia que a conversa não estava sendo muito agradável, e se conhecia bem Lucca, ele queria saber todos os detalhes, e se também conhecia bem o filho do próprio, ele odiava dar detalhes.

– Será que ele sabe que nós estamos esperando como retardados? – a garota escutou ao seu lado.
– Lucca ou Jonas? – respondeu com outra pergunta que era necessária para a compreensão.
– Os dois. – não ajudou muito.
– Lucca acho que não, já Jonas... Ele está igual a nós. – observou começar girar a algema novamente no dedo.

Acompanhou os giros conforme se fez o silêncio.

– Não vai para o hospital? – ele disparou na lata.
– Não, o tiro pegou só de raspão. – explicou apoiando a mão no ombro dele, sentindo uma leve dor no próprio ombro, apoiando também o queixo e suspirando.
– Está cansada? – jurou que ela estava com os olhos fechados.
– Eu acordei com preguiça hoje. – e realmente estava com os olhos fechados.

soltou um risinho.

– Me diz quando você não acorda com preguiça? – não sabia se perguntava ou afirmava.
– Quando eu posso dormir o dia inteiro, sabendo que não preciso ir trabalhar com um mala. – virou a cabeça para o lado rindo, porém o que viu acabou com o seu sorriso.
– O mala da questão sou eu? – quis saber, mas não recebeu resposta.

ignorou a pergunta de , a imagem de sentada na mesa da sorveteria com Érica, sua melhor amiga, Caleb e Mike, o namorado de Érica, foi mais intrigante. sorria parecendo realmente feliz. Ela não deveria estar porque trocou um dos melhores homens do mundo por um par de músculos. Interesseira ela? Nem um pouco!
era atencioso, carinhoso, companheiro, e sempre arrumava um jeito de sair cedo da academia ou delegacia dizendo querer chegar a sua casa e abraçar até o ar lhe faltar. Que mulher não iria querer um homem desses? E ainda, era divertido e fiel.
Desde que começou ter uma afetividade por ele – sendo que parece ter sido isso que a ajudou se aproximar do mesmo – descobriu naquele homem não só beleza, mas sim, uma forte e rara amizade. Homens como eram raros e daria de tudo para ter um em sua vida, e tinha, mas foi piranha o suficiente para trocá-lo por músculos!
Não que fosse um palito, ele tinha bíceps e tronco trabalhados, se dava para perceber mesmo com o uniforme, mas... preferiu a bombinha do Caleb Bernardi.

...? – percebeu que ela já não tinha mais o braço em seu ombro, então se virou. – O que você... – engoliu em seco... O sorriso dela.

percebeu que também tinha reparado na presença de , e quando o encarou percebeu em seu olhar um sentimento de tristeza, dor, solidão.

... – o tocou no maxilar, obrigando que ele virasse o rosto.

Assim que ele o fez, voltou encarar a mesa na sorveteria e imediatamente seu olhar se encontrou com o de . Sem medo a encarou profundamente tentando relatar tudo o que sentia... Cachorra, piranha, galinha que não serve nem para fazer sopa!

, meu pai pediu para você ir ao hospital. – Jonas se aproximou dos dois.
– Mas eu...
– Eu levo você. – interrompeu recebendo um olhar confuso de . – Nós não vamos nos ver até de noite, então quero aproveitar para te encher o saco enquanto posso. – relatou antes de dar as costas para ela e Jonas.

Jonas encarou caminhando em silêncio até a viatura, e antes de também dar as costas teve que cutucar .

– Pintou um clima ? – a garota sorriu antes de empurrá-lo de leve.
– É pintou, vamos transar agora. – brincou e ambos gargalharam antes de seguirem em caminhos diferentes.

caminhou até a viatura que dividiu com , já que ele foi seu parceiro naquela missão. Tocou a maçaneta, abrindo a porta, mas antes de adentrar direcionou o olhar novamente para e ela ainda lhe encarava. aproveitou a oportunidade e sorriu largo sabendo exatamente que a megera já achava que estava em outra, e era bom se ela achasse isso, quem sabe assim não aprende dar mais valor no que a vida proporciona.


Capítulo 3


balançou a cabeça para tirar os cabelos do olho voltando a agachar com uma barra contendo oito quilos, sendo quatro de cada lado, sobre os ombros. Após ter ido para o hospital com , voltou para a delegacia, recebeu a parabenização de Lucca e quando o relógio bateu às 17h, tinha chegado a hora de treinar.
No hospital, o médico apenas limpou e desinfectou o ferimento, ferimento que não chegou nem aos pés de receber pontos e não iria precisar ficar suspensa da polícia, porque como dito fora um tiro de raspão.
Finalmente livre da criminalidade e do olhar apagado e tristonho de , aproveitaria o máximo para distrair a cabeça treinando, treinando e treinando. Graças a sua amizade com Jonathan, desde que começou a frequentar a academia, pegou gosto por treinar e percebeu que treinando era a única forma de aliviar a mente dos problemas.
É... Aquelas propagandas na internet "treinar distrai a mente", "se terminar um relacionamento, não chore, vá treinar!", "está com problemas, treine pesado até não aguentar mais" são totalmente verdadeiras. Cabe a você decidir se funciona com você, no caso com funciona. já era outra história. Esse treinava pesado todos os dias e pelo que tinha reparado a dor ainda continuava em seus olhos. O quanto era o amor que ele sentia por ? Porque não é possível ele estar sofrendo tanto sem sentir absolutamente nada.
Durante o tempo que teve de ficar sem a camiseta com apenas o sutiã no hospital, reparou que sequer ficou incomodado. Todo homem ficaria tenso com a "fruta" seminua a sua frente. Acontece que não estava interessado nos acontecimentos ao seu redor, porque tudo que mais importava estava batucando sua mente e tinha nome e sobrenome: .
A traíra, a galinha, a piranha que não fica satisfeita com a minhoca que tem na vara. Cadela, com toda certeza, bem comida, mas se faz de malcomida. Ah, se pudesse acertar um soco na cara daquela delinquente já estava tudo perfeito!

– Tá errado! – rolou os olhos continuando com seu agachamento. – Tá errado, tá totalmente errado! – a garota suspirou colocando a barra para descanso.
– Tirou a tarde para infernizar o meu treino? – perguntou se sentando no banco do supino, pegando o celular.

riu enquanto organizava a sua barra de supino.

– Vou falar para o Du desligar o WiFi. – riu.
– Não, não precisa... – bloqueou a tela do celular deixando-o de lado. – Quem tá mexendo no celular aqui? Ninguém. – foi cínica bebendo sua água.
– Ah, só de pensar que tenho de voltar para a delegacia dá uma preguiça. – comentou colocando os quinze quilos de cada lado da barra.
– Por quê? Queria ir para outro lugar? – quis saber se posicionando novamente com os ombros sob a barra fixa na estrutura de ferro.
– Queria, para casa. – respondeu antes de começar a levantar a barra.

desistiu de iniciar as novas séries do agachamento, a resposta dele naquele tom baixo, sem emoção era de partir o coração de qualquer um. Como já dito, só queria deitar a cabeça em algo macio e esquecer-se do mundo ao seu redor.
Nem mesmo os próprios treinos eram o suficiente para distraí-lo, só reparou que ele se distraiu completamente quando estava perseguindo Scott MacBook, o líder da quadrilha que assaltou o banco central mais cedo. O que era bem óbvio, porque enquanto corria não tinha tempo para pensar apenas agir.

– Não está com vontade nenhuma de treinar hoje em ! – direcionou o olhar para o rapaz que estava sentado no banco de supino inclinado.
– Resolveu sair da toca Du? – o policial questionou sorrindo pequeno.
– É... Alguém tem que cuidar da academia. – disse o personal que encarou a entrada, fez o mesmo.

A catraca apitou e as figuras que adentraram, tirando uma, não foi nem um pouco satisfatória.

– Jôninha! – Eduardo gritou alto se dirigindo até a entrada. – Caleb meu irmão. – ambos apertaram as mãos.

virou o olhar para o espelho assim que Caleb bateu os olhos em si, droga! Além de não ter vergonha na cara para se deitar com a namorada de alguém, ainda fica secando a amiga desse alguém.
percebeu o desconforto.

. – a garota o encarou e a chamou com a mão.

Tirou os ombros de debaixo da barra e começou a seguir em direção de , mas Jonathan a surpreendeu quando a puxou por trás pelo ombro e envolveu seu pescoço com um braço parecendo querer enforcá-la.

– Jonathan, me larga. – pediu segurando nos braços dele.
– Andou pulando treino ontem que eu vi. – soltou um risinho.
– É andei, confesso, agora me solta. – exigiu e ele obedeceu.
– Vai treinar, vai garota. – empurrou de leve pelo ombro. – , a está te enchendo o saco? – cruzou os braços e ambos encararam a garota.
– Está, nossa, vou até escrever para a caixinha de reclamações: " está me perturbando durante o treino". – o rapaz brincou e mordeu os lábios rolando os olhos.
– O que você acha de mandá-la laaa para aquela academia no final da cidade? – a mulher sorriu maroto caminhando até a prateleira de pesos.
– Ahh, eu acho ótimo! – mostrou diversão no tom de voz.
– É eu vou mandar os dois tomarem lá naquele lugar, aí vão ver o que é bom para a tosse. – se intrometeu com dois pesos de um quilo nas mãos.

Ambos gargalharam como duas gralhas. Por um lado, se sentia bem, sinal que estava se distraindo e não pensando em , mas de outro estava se sentindo incomodada, não era má ideia trocar de academia, porque naquela um ser chamado Caleb Bernardi não parava de secá-la quando estava sozinha.
Jonathan a cutucou por mais alguns minutos junto de , até resolver deixar os dois quietos e ir infernizar Eduardo que estava dentro da salinha dos personais mexendo no celular, rindo. E Jonathan como uma boa pessoinha foi zombar da cara dele.
colocou os pesos no lugar antes de deitar o corpo no banco de supino e apoiar o braço sobre a testa. Encarou o relógio na parede, direcionando o olhar para a entrada da academia identificando que o sol já estava indo embora, o que indicava que dali uma hora e meia também teria de ir.
Suspirou fechando os olhos. Estava morrendo de cansaço e pensar que teria de voltar para a delegacia e só sair de lá às 3h da manhã deixava-a com mais cansaço ainda. também foi recrutado para o imprevisto, mas tinha suas dúvidas sobre a presença dele.
Lucca e Jonas não poderiam ficar na delegacia naquela noite porque Keyla Castel tinha sido encaminhada às pressas para o hospital. A causa do ocorrido não foi justificada, só sabia que teria de ficar no lugar de Lucca, enquanto no lugar de Jonas.
Seria bom para , agora para ela nem um pouco. Estava exausta e tudo que mais queria era seu colchão macio. Por isso relaxou no banco do supino, quer dizer, relaxou até que a discussão chegou aos seus ouvidos.

– Já parou para pensar o porquê de ela ter feito o que fez? – conhecia aquela voz de longe. – Ela queria algo que você, com toda certeza, não tinha cabimento para dar. – abriu os olhos encarando o teto da academia.
– E você foi um filho da puta por me trair, que isso foram doze anos de amizade, e pra quê? Para você me apunhalar pelas costas?! – se levantou do banco e buscou pela imagem dos dois.
– Eu não te apunhalei pelas costas, ela que veio atrás de mim! – deixou claro percebendo que o olhar de todos estava neles.
– E você não pensou duas vezes antes de aceitar a proposta dela, não é desgraçado? – rosnou com as veias do pescoço saltadas.
– A implorou por mim. – começou então a pior parte da discussão. – Pediu com tanto desespero que eu não pude negar. Ela disse que você não passava do cachorrinho dela, que ela mandava, chutava, maltratava e você continuava ali lambendo o chão que ela pisava. – Caleb falava alto e todos estavam de prova da discussão, e para piorar a academia estava cheia.
– Eu não sou o cachorro de ninguém, não me confunda com você! – rebateu e Caleb gargalhou.
– É eu sou o cachorro que invadiu o seu território. O pitbull invadiu o território do pastor alemão. – provocou e interviu.

Correu até os dois e se colocou na frente de deixando seu rosto próximo do de Caleb, ela sabia que não iria se segurar por muito tempo e partiria para a briga física.

– Por que você não toma vergonha nessa sua cara e vira homem Caleb? – disparou com o tom firme.
– Eu posso te mostrar o quanto sou homem. – aquelas palavras foram nojentas.
– Transar e ter um par de músculos não significa que você é homem! – rebateu. – Você é um moleque, daqueles que acham que mulher vive necessitada de sexo, mas não é assim que o mundo funciona. Você traiu o seu melhor amigo só porque uma piranha te implorou sexo. – expôs a verdade, a verdade que todos deveriam enxergar.
– Ela não implorou, ela veio atrás de mim e pediu que eu fizesse com ela o que ele não fazia. – apontou que tentou empurrar para o lado, mas ela nunca deixaria que uma discussão acabasse em luta ainda mais quando o motivo era uma galinha.
– A tinha vida de dondoca, todas tinham inveja pelo homem que ela tinha do lado, TODAS! – frisou.
– E você tinha? – Caleb a deixou sem falas, não tinha inveja, tinha raiva por estar namorando com o homem que tinha afeto.
... – se pronunciou. – , não se envolva em algo que nem sequer tem o seu nome. – a garota se virou para encará-lo.
, ele está acabando com você e você não está fazendo absolutamente nada! – se mostrou indignada.
– É, mas eu não preciso que uma mulher me defenda, sei me virar sozinho. – sentiu um aperto no peito.
– É assim então...? – o encarou mostrando um olhar apagado.

De repente o dono da academia, Parker D' Ângelo, apareceu atrás de Caleb e acabou com a festa toda.

– Eu quero os três fora imediatamente. – deixou claro. – Querem resolver seus problemas, que resolvam fora da minha academia! – Jonathan puxou Caleb a fim de ter uma conversinha particular com ele. – Vamos! – Parker bateu as mãos querendo apressar e .
– Eu também não preciso de você. – deu as costas, pegou sua toalha, garrafa, chave e saiu sem direcionar um só olhar para ou Jonathan que a encarou sair.

******

Jogou as pastas em cima da mesa com tanta brutalidade que acabou por derrubar o copo de água no chão junto de alguns papéis e canetas. A raiva ainda circulava sob sua pele no meio das hemácias.
era um inútil, ela só estava tentando ajudar e era assim que agradecia, falando que não precisava dela. Oh, então quem que ele veio procurar quando soube que se tornou corno? O Gasparzinho que não foi!
Homens são todos iguais, se acham machões quando as mulheres tentam ajudar. bancou o babaca, com certeza se tivesse afirmado que ele não passava de um capacho de , teria dado muito mais valor e respeito.

– Mas que porra! – bufou antes de começar a pegar as folhas que caíram.

Alguns papéis molharam, mas e daí? não estava nem aí, foda-se os papéis.
Recolheu a papelada e colocou de qualquer jeito em cima da mesa, encarou o chão molhado e novamente bufou, teria que buscar o esfregão ou um pano para secar sua bela obra de arte.
Caminhou até a porta e a empurrou chegando ao corredor, foi até o armário de vassouras, girou a chave e puxou a maçaneta com tanta brutalidade que por um segundo pensou que fosse quebrá-la. As vassouras caíram fazendo-a sentir mais raiva que já sentia, ah, sua noite pelo jeito ia ser longa...
Começou a juntar as vassouras e organizá-las dentro do armário, com tudo ajeitado puxou o pano de dentro do balde de limpeza e fechou a porta. Quando o fez tomou um susto com a figura de escorado na parede com um braço, com o olhar sedutor, uma sobrancelha erguida e os lábios pressionados em uma linha reta.
colocou os dedos da mão do braço livre no cós da calça jeans e abaixou o olhar rapidamente logo o levantando, uma palavra: sexy!
tentou não demonstrar o quanto ele mexia consigo, não merecia que ela sentisse algo por ele, não merecia mesmo.
A garota soltou um risinho em deboche.

– Quanto mais eu rezo para Deus abençoar a minha vida, parece que ele entende errado e coloca assombrações nela. – empurrou a porta com força, fazendo o estrondo expandir pelo corredor.
eu queri... – começou, porém, foi interrompido.
– Não me interessa ! – bradou antes de dar as costas.

Caminhou de volta para sua sala, e como um bom "cachorrinho" a seguiu. É talvez Caleb estivesse certo, não passava de um cachorro que lambe o chão para as pessoas pisarem.

, por favor... – pediu, mas ela estava disposta ignorá-lo.
– Escuta . – se virou fazendo-o parar bem próximo de si, quase com os corpos colados. – Eu, sinceramente, não quero ouvir o que você tem a dizer e nem o que pensa sobre mim, então me deixe em paz! – exigiu entre os dentes.

A garota decidiu voltar para sua caminhada e quando empurrou a porta da sala, ele já estava a seu alcance.

, eu... – tentou de novo, mas acabou por receber a porta batendo em sua cara.

Suspirou tratando de abrir o pano e jogá-lo em cima da poça de água, se abaixou começando a esfregá-lo contra o chão. A sala estava um silêncio tão bom, pena que bastou a porta se abrir para esse silêncio acabar.

– Você é um delinquente ! – levantou-se. – Sua mãe não te deu educação? Ah não, cachorros não são educados, não é? Eles são adestrados. – cruzou os braços e arcou as sobrancelhas.
– Não me chama assim. – pediu.
– Eu chamo sim, não é isso que você é? – rosnou dando um passo na direção dele. – Você concordou com os insultos do Caleb, então você se considera o cachorrinho de . – o encarou nos olhos.
– Eu não sou o cachorro de ninguém ! – gritou e a menina sorriu sarcástica.
– Por que comigo você grita? Deveria ter gritado quando o Caleb resolveu te provocar, mas o que você fez, hã? – o olhar de era horripilante. – Você não fez nada , você colocou o rabo no meio das pernas e deixou que fosse insultado na frente de todos da academia. – ela estava certa.

permaneceu em silêncio por um tempo absorvendo as palavras de , ela sempre estava certa, até quando não queria admitir para si mesmo, ela tinha a razão.
E agora se sentia um inútil, falar para que não precisava dela foi a pior burrada que já fez na vida, por que quem ele foi procurar no primeiro momento? Foi ela, então era óbvio que precisava dela.

– Olha me descul... – foi interrompido.
– Ah, agora você quer se desculpar? Agora é tarde , que tal você correr para os braços da sua dona? Tenho certeza que ela está louca para colocar você para baixo e fazer você lamber o chão que ela pisa. – usou seu melhor tom sarcástico voltando para trás da mesa de costas para ele.
– Eu não estou aqui para rastejar o seu perdão , só estou aqui porque eu falei merda. – começou e percebeu que ela não interromperia. – Eu falei que não preciso de você, mas eu estava errado, você foi a primeira pessoa que pensei em procurar quando soube da verdade, por isso queria admitir que eu sou um inútil, e que realmente preciso de você . – a garota rolou os olhos.
– É só isso ou tem mais? – quis saber ainda de costas.
– O que mais você quer de mim? – perguntou parecendo desesperado. – Eu admiti que estou errado e que preciso de você do meu lado, o que mais você quer? – suspirou antes de se virar para ele.
– Eu quero um pouco de consideração. – respondeu com os braços cruzados.
– Mais do que eu te considero? , lembra que foi você a primeira pessoa que procurei quando eu, bem... – mordeu os lábios não conseguindo terminar a frase.
– Quando você descobriu que ganhou um par de chifres? – terminou.
– Você insiste em me lembrar disso toda hora, não é mesmo? – ela deu de ombros enquanto ele se acomodava no sofá.
– É bom não esquecer, assim você não corre o risco de voltar para os braços daquele embuste mal-agradecido. – explicou e riu.
– Eu jurava que você ia falar "malcomido". – continuou rindo e não conseguiu conter um riso.
– Se ela foi ou não malcomida o problema é dela, não é meu. – voltou organizar os papéis sobre a mesa.

caminhou, ainda com um sorriso nos lábios, até a mesa onde apoiou as mãos e tombou um pouco a cabeça para o lado encarando de um jeitinho piedoso e silencioso. Ela em contrapartida levantou os olhos rapidamente para o rosto do rapaz e logo voltou sua atenção para os papéis, encontrando algo importante entre eles.
Quando deu conta de que não sairia, resolveu descobrir qual era o lance da vez.

– Desembucha logo, o que é que você quer? – pensou antes de responder.
– Não está mais brava comigo? – riu mordendo os lábios.
– A raiva não é uma coisa que você sente em uma hora e na outra já não sente mais. – abaixou os olhos para o papel que tinha sob a mão lendo as primeiras palavras.
– Então até quando vai durar? – se arriscou em perguntar.

o encarou e sorriu, ele por outro lado não entendeu nada, era só o que faltava estar se tornando uma psicopata. Foi quando ela levantou o papel que tinha sob a mão não dando tempo para ele ler o que estava escrito nas primeiras linhas.

– Não vai durar muito tempo, porque eu estou de férias! – mostrou-se alegre com o ocorrido indicando a folha.
– Ah, que bom fico feliz por você. – se mostrou tristonho, com quem trocaria ideias agora? Quem ia lhe impedir de fazer merda?
– Larga de ser idiota ! – o empurrou de leve pelo ombro com um sorriso largo nos lábios. – Você também tirou férias, Lucca nos deu férias antecipadas por termos que ficar esta noite em claro. – explicou e os olhos do rapaz ganharam brilho.
– Sério?! – seu tom mostrou um pouco de confusão.

assentiu e ele imediatamente puxou o papel da mão dela e confirmou sua dúvida. É eles estavam de férias assim que amanhecesse, sem caso, sem dor de cabeça, sem chefe, sem perseguição, tudo iria se presumir a sombra e água fresca.

– Eu vou passar esse um mês dormindo. – comentou e teve sua luz acesa sobre a cabeça.
– Não, você não vai. – a garota o encarou com uma sobrancelha erguida. – Nós vamos para Nova York! – revelou e sorriu pelo canto dos lábios não entendendo nada, por que ela precisava ir? tinha idade o suficiente para se virar sozinho.
– Por que você quer...? – teria tirado sua dúvida, se ele não tivesse a interrompido antes que completasse a pergunta.
– Arrume suas malas eu passo na sua casa às 5h da manhã, quero pegar a estrada enquanto ainda estiver escuro, é mais excitante. – andou até a porta, e antes de sair segurou no batente. – Não pense em dizer "não". – então saiu.

sorriu soltando o ar levemente pela boca, ah, só poderia ser mesmo ideia de , aquele pedaço de ser humano louco que decide as coisas em cima da hora e nunca aceita "não" como resposta.
Nova York? Ele ficou maluco? Nova York ficava há quilômetros de Los Angeles, o que ele queria fazer em Nova York? Era muito mais fácil pegar o carro, alugar um hotel em Malibu com vista para o mar e boa, as férias estavam feitas.
Los Angeles ficava a um dia de Nova York, o que deu em ? Bateu com a cabeça? Porque só um... Ah! O problema se chamava . Agora compreendia, ele queria passar as férias o máximo longe daquele urubu.
sorriu vitoriosa, ele queria passar as férias longe de e em sua companhia. era admirável até nessas horas; escolheu um lugar afastado de tudo para recomeçar e ainda exigia a presença de , porque não queria ficar sozinho, que mulher jogaria isso fora? O embuste, claro.
Pensando nisso, o celular de deu sinal de vida. O pegou em cima do notebook e sorriu com a mensagem:

"Você vai comigo, não vai? Xx, "

digitou mantendo o sorriso e sentindo seu coração bater como nunca tinha batido antes, é talvez ainda sentisse algo forte por aquele homem. Desde que começou a namorar com , tentou o possível e o impossível para esquecê-lo, mas pelo jeito que as coisas corriam, o mundo resolveu escolher este justo momento para fazer daquilo que foi enterrado existir novamente.
Antes de enviar a mensagem, pensou por um tempo: e se estivesse sentido mais que carinho e consideração por ? E se o nome disso for paixão? Não poderia se deixar levar por um sentimento não correspondido, agora era livre e não queria vê-lo amarrado, não de novo.
Mas não sentia medo de se apaixonar, por isso jogou todo tipo de pergunta pela janela, o mundo não os uniu desse jeito para ser perda de tempo. Se for para acontecer, é melhor deixar acontecer...

"Vou, com certeza. Xx, ."


Capítulo 4


Sentou-se à mesa da academia para se recuperar das pesadas séries no leg press, por sorte esse era o último exercício de seu treino de pernas. Como tinha finalizado o treino e dali alguns minutos voltaria para a delegacia, uma paradinha não faria mal a ninguém. Treinava desde às 8h da manhã, era uma manhã tranquila de quinta-feira, o dia que ela e tiravam a tarde para infernizar Jonathan, porém naquela quinta seria diferente porque não iria estar disponível no período da tarde.
Jogou o celular na mesa com um pouco de força, não estava gostando nada, nada do fato de Jonas estar lhe enviando mensagens dizendo que seu pai estava pensando seriamente em suspender as férias dela. Não era justo, tudo bem que até merecia ter as férias suspendidas, já que na noite passada ignorou um chamado de perseguição, mas ela fez tudo corretamente, passou a noite com os olhos bem abertos e não tinha culpa por não ter atendido o chamado, porque a responsabilidade era de lhe avisar.
O celular vibrou fazendo a garota o pegar e ler a mensagem.

– Ah vai tomar no meio do seu rabo Jonas. – disse baixinho quando leu que ele jurou ajudar o pai cancelar as férias.

Digitou uma resposta com fumaça saindo pelas orelhas, sabia que Jonas estava apenas brincando, mas toda brincadeira tem limites e o filho do chefe tinha ultrapassado esse limite!

"Faça isso e eu corto o que você tem no meio das pernas". – falou enquanto digitava e enviou. – Ah! "Com um alicate". – lembrou antes de receber outra mensagem.
– O que e de quem você vai cortar o que? – Jonathan surgiu de sei lá onde, apoiando os braços no encosto do banco.
– Nada e de ninguém. – respondeu bloqueando a tela do celular.

O rapaz deu de ombros encarando as pessoas treinando e outras tirando fotos no espelho, fez o mesmo, porém logo pegou o celular para ler a mensagem de Jonas.

– Então quer dizer que vou tirar folga? – Jonathan curvou mais o corpo ficando com o rosto na altura do dela.
– Você não, eu vou fofinho. – provocou cutucando a bochecha dele com o indicador.
– Vai tirar férias com o , hã, hã, hã! – cutucou a cutucando pelas costelas.
– Não é nada disso Jone! – segurou os dois braços dele olhando bem para seus olhos.
– Foi isso que o nosso querido... – de repente a catraca apitou anunciando não ter reconhecido a digital, e ambos encararam a pessoa em questão. – Ah, olha o assunto chegou!

O homem sorriu tentando novamente fazer a catraca reconhecer sua digital, mas deu erro de novo.

– Isso é macumba sua não é Jone? – tentou recebendo o mesmo resultado.
– Minha? Olha a acabou de me falar o seguinte: "o está pra chegar, vou sabotar a catraca assim vou poder rir da cara dele". – segurou o riso enquanto falava e a garota se mostrou surpresa.
– Eu nada seu mentiroso! – estapeou o braço do rapaz que fingiu um gemido de dor tão exagerado que ela rolou os olhos.
– Jonathan você é um péssimo mentiroso. – estava debruçado sobre a barra de ferro da entrada encarando os dois com os olhos semicerrados.
– Sou é? Só por causa disso você vai ficar do lado de fora. – com um sorriso andou até a catraca e usou sua digital para que entrasse.

com os braços sobre a mesa riu quando e Jonathan começaram se cutucar e acabaram por um ficar na frente do outro fazendo movimentos de uma luta de boxe, ah, ela estava cercada de idiotas!

– Vocês são muito retardados, sério. – comentou rindo.

De repente escutou uma buzina e deduziu ser Jonas que passaria na academia para pegá-la depois de resolver um pequeno problema no parquinho, que ficava no próximo quarteirão.
Pegou sua mochila e caminhou até a catraca conferindo se era mesmo Jonas, teve suas hipóteses confirmadas quando avistou a viatura do policial. Acenou para Jonathan e fez o mesmo com , mas este empurrou o personal pelo ombro porque tinha que falar com .

– Arrume suas malas, amanhã às 5h da manhã passo na sua casa. – falou com certeza.
– Pensei que iríamos hoje. – comentou percebendo Jonathan se aproximando.
– Vai ser amanhã, eu juro. – disse e no mesmo instante Jonathan o agarrou por trás pelo pescoço e ambos começaram a "brigar" sem se importarem se estava sendo ou não o centro das atenções.
– Tchau para vocês dois. – deu as costas, sorrindo.

Antes de atravessar a rua conseguiu ouvir pedindo para Jonathan lhe soltar e não demorou muito para escutar a voz de Lydia parecendo indignada com a postura dos dois. Lydia era a prima do dono, Parker, e a única capaz de colocar o Sr. Jonathan no lugar.
riu, queria ser uma mosquinha para ver Jonathan infernizando e Lydia, porque ele sim tinha acordado com energia e feliz da vida.

******

O sol nem tinha nascido, só escuridão, mas nada impediu que jogasse a enorme mochila de viagem na traseira da caminhonete. Ajeitou a lona para depois cobrir as bagagens, o céu não tinha estrelas o que indicava sinal de chuva.
Apoiou os braços no carro esperando que trancava a porta da frente em silêncio para os pais não acordarem. Claro, ela já tinha idade o suficiente para se cuidar sozinha, porém o Sr. não iria gostar nada, nada de saber que a filha saiu às 5h da manhã com um homem como , ainda mais corno.
era amigo de não tinha muito tempo, foi quando os turnos na delegacia bateram e eles colocaram um significado a mais na palavra “colegas”. Ambos já se conheciam da academia onde trocavam ideias e riam, nada de mais era uma amizade de momento que parecia não ter importância, mas com os turnos tudo se fortaleceu.
Agora estavam ali preste passarem férias juntos. O pai de não havia aceitado tudo numa boa, e muito menos a mãe, os dois tinham certa implicância com , mas só com , porque a família , em um passado quase recente, tinha uma convivência forte com a família .
sabia sobre o fato assim como , mas nunca entrou em detalhes com seus pais para descobrir qual eram os motivos deles odiarem . Tinha curiosidade, só que sempre que falava do rapaz perto da mãe percebia que ela entortava o nariz, perto do pai era mais tranquilo ele parecia não ligar muito, mas sabia que ele também não gostava de .
Deveria ser ciúmes ou medo da menina se envolver com o rapaz, seja lá qual era o motivo não era muito grave, caso contrário os pais de já teriam a afastado do filho dos .

– Seu pai não vai me surpreender com uma espingarda, vai? – questionou caminhando até ela para pegar a mala.
– Meu pai não é caçador . – disse sorrindo.
– Ah isso eu sei, mas estou tirando a filha dele de casa, isso não é um problema? – suspirou enquanto ele colocava a mala na caminhonete.
... – abriu a porta do passageiro. – Arruma logo essas bagaças e vamos embora. – entrou no carro batendo a porta.

sorriu, era incrível como adorava o jeito mandão dela. era diferente de todas as garotas que já conheceu, ela tinha um ponto a mais que era intrigante.
E era muito, mas muito diferente de .
falava o que pensava; se ele falasse abobrinha não hesitaria em acertar um tapa em sua cara para pensar bem nas palavras que deixou escapar; treinava; se preocupava com ele e as melhores risadas era com ela. Já era o que mesmo? Como falava: "mutuca", "dondoca", "piranha", "embuste"; preguiçosa e não dava o verdadeiro valor de .
riu quando relembrou a voz de se referindo a , é... Os próximos dias, com certeza, seriam uns dos melhores!

******

Já era tarde, umas dez horas da noite, quando a caminhonete estacionou no estacionamento, aberto, do motel ao lado de outros três veículos. desceu primeiro indo em direção da carroceria, rapidamente começou a desamarrar a lona para prendê-la com mais segurança, eles iam passar a noite em um motel na beira da estrada o que levava a crer que a qualquer momento alguém poderia furtar as bagagens.
A porta do carro bateu e logo apoiou os braços na carroceria encarando que, com força, prendia as amarras. Soltou o ar levemente pela boca encarando a estrada escura, caminhou até o asfalto tentando enxergar além da escuridão, mas a única coisa que viu foram dois faróis se aproximando, sendo que estes ocuparam o lugar vago ao lado da caminhonete.
Com a garganta meio seca voltou se aproximar de , ninguém garantia que não eram ladrões. Não demorou muito e um casal desceu do carro trocando risos, rapidamente se envolveram falando alto cheios de gracinhas e confidências.
e os encararam sumir pela porta da portaria. Ambos direcionaram o olhar para o enorme letreiro escrito "Motel of Love", tradução "Motel de amor", concluindo juntos que estavam no lugar errado, mas como os irmãos Winchester sempre, na maioria das vezes, pousavam em motéis e eram irmãos, não tinha problema algum e fazerem o mesmo.

– Acho que isso não vai dar certo, só acho. – comentou enquanto trancava o veículo e ligava o alarme.
– Só vamos dormir. – praticamente deu de ombros seguindo até a porta da frente do motel.

Segurou a porta para e depois dela que entrou. O mesmo casal que viram estava no balcão reservando um quarto, a mulher ria parecendo uma gralha, o recepcionista entregou a chave para eles e ambos foram em direção dos quartos sendo que antes de empurrarem a porta para o corredor o homem bateu a mão na bunda de sua companheira que soltou um gritinho.
olhou de rabo de olhos para que também o olhou, eles não tinham nada parecido com um casal que estavam preste a transar.
tomou a frente, limpando a garganta.

– Oi, eu queria um quarto, por favor. – sorriu sendo simpático.
– Deixa eu adivinhar: cama de casal, champanhe, velas, lençol branco e... – pegou algo na gaveta do balcão. – Aqui estão, camisinhas por conta da casa. – entregou para que não aceitou.
– Não meu amigo, você entendeu errado... – tentou se corrigir, mas foi interrompido.
– Você quer o melhor champanhe, tudo bem... Miley mais um cliente que quer o nosso melhor champanhe para a noite quente dele! – gritou e abraçou os braços percebendo que não seria boa ideia passarem a noite em um motel.
– Escuta aqui você pode... – tentou de novo.
– Temos camisinha de sabor também. – interrompeu colocando uma caixa cheia de preservativos sobre o balcão. – Temos sabor morango, melancia, abacaxi, uva... – foi mostrando as embalagens enfileirando em cima do balcão. – Tudo para a proteção de vocês! – sorriu e rolou os olhos.
– Estou começando a achar que seria melhor passarmos a noite no carro. – comentou baixo com , porém o recepcionista ouviu.
– Vocês curtem fazer dentro do carro, perfeito! – arcou uma sobrancelha, em que buraco foi se enfiar senhor! – Temos uma garagem, é bem escura e vocês podem gemer o mais alto que conseguirem, estamos acostumados e a garagem fica no subsolo então nunca vamos ouvi-los. – soltou o ar pela boca se aproximando de .
– Passe a chave do quarto, ok? Não queremos nada, apenas um quarto. – ela disse bem calma.
– Ok, ok, mas pelo menos levem duas camisinhas por conta da casa. – ofereceu junto com a chave e tomou os pertences mostrando estar um pouco bravo.
– Obrigada. – agradeceu empurrando em direção da porta que daria para o corredor.

O recepcionista de olhos verdes, moreno, desejou um "bom sexo" para os dois e recebeu a porta do corredor batendo, sendo o responsável pela força bruta. deixou que lhe guiasse até o quarto, o encarou e soube na hora o quanto ele estava subindo pelas paredes. Sua expressão raivosa não enganava ninguém e era péssimo em esconder as coisas.
O seguiu até uma porta com o número 8 pregado. O rapaz tentou colocar a chave na fechadura, porém a derrubou no chão e socou a porta por isso xingando, imediatamente suspirou tratando de pegar a chave e sem pronunciar nenhuma palavra abriu a porta.
Adentraram o cômodo completamente arrumado, acendeu a luz para que a iluminação das velas tirasse o ar romântico de casal. Não demorou muito e escutou se jogando contra a cama e escondendo a cabeça debaixo do travesseiro.
A garota rolou os olhos logo mirando uma porta branca, a única porta dentro do quarto. Caminhou até ela girando a maçaneta para dar lugar a um belíssimo banheiro de luxo. Não conseguiu se conter e soltou um "uau".
O box de vidro era enorme; havia uma espécie de bancada bem em frente a porta onde tinha uma caixa branca para separar a pia do magnífico granito. As paredes eram constituídas de azulejos brancos com uma carreira de pequenos azulejos em vermelho, horizontalmente, bem no meio.
Um pouco em cima da bancada de granito da pia havia dois ganchos com duas toalhas brancas com aparência macia. Ao lado da caixa da pia tinha um vaso com flores amarelas e por fim uma privada, também branca, do lado direito com uma lixeira ao lado.
Um verdadeiro banheiro de luxo, sem contar o lustre pendurado no teto, o qual deduziu custar o olho da cara.
Fechou a porta do banheiro após ficar besta com tanto luxo e se direcionou para a cama onde continuava na mesma posição. Corpo largado, cabeça embaixo do travesseiro, bunda – meio grande e marcante – para cima, um completo e acabado homem que, com toda certeza, já estava roncando entre o algodão da fronha.

? – chamou caminhando até a cama aproveitando para analisar o quarto.

Também era outra desgraça!
A enorme cama de casal estava no centro, um enorme quadro com um morango cobrindo toda a parede da cabeceira. Um espelho no teto, onde as costas de estavam muito bem representadas; uma banheira enorme do lado esquerdo da cama e um sofá marfim no lado direito.
Não só isso, as outras três paredes eram vermelhas sendo que a que tinha a porta do banheiro tinha um enorme painel com objetos sadomasoquistas pendurados e um tapete vermelho no chão com algumas mordaças e coleiras. Duas cabeceiras ficavam ao lado da cama com alguns potes de frutas, duas velas uma em cada e um abajur.
se sentiu no filme Cinquenta Tons de Cinzas dentro do quarto vermelho. Nunca tinha visto um quarto que lhe fizesse lembrar tanto do filme, e supostamente o famoso Christian Grey era o indivíduo morto em cima da cama, o que não tinha nada a ver. Sorriu com esse pensamento antes de se sentar na beirada da cama e deixar o corpo cai para trás, podendo encarar seu reflexo no espelho.
De repente pousou a mão em cima da barriga de e apertou o tecido da camiseta que ela usava, causando formigamento entre as pernas da garota. Ela nada disse apenas mordeu os lábios para não implorar para ele deixar de gracinha e mostrar o que perdeu.
Ele riu tendo o riso abafado pelo travesseiro.

– Você tem medo? – retirou a cabeça de debaixo do travesseiro expondo seus cabelos completamente bagunçados, achou tudo muito sexy.
– Não. – simplesmente respondeu sorrindo.

levantou as duas sobrancelhas de relance antes de se levantar da cama e puxar imediatamente sua camiseta. gelou, ele estava falando sério?

– Calma que não vamos transar. – esclareceu dobrando a camiseta.

fingiu um alívio quando na verdade queria o puxar pelo cós da calça, desabotoá-la e descobrir o que ele escondia dentro da boxer.

– Temos que decidir quem vai ficar com o sofá e quem fica com a cama. – decidiu mudar de assunto antes que resolvesse pedir para ele rasgar suas roupas.
– Podemos dormir os dois na cama, afinal ela é bem grande. – sugeriu ainda de costas organizando a comida e comendo as frutas.

não deu a mínima para a ideia, apenas tinha os olhos concentrados nas costas definidas do rapaz e que costas, uau!
Todos os músculos certinhos, do tamanho exato. Como alguém jogava aquilo fora? Sua análise ficou ainda pior quando ele contraiu as costas devido o azedo de alguma fruta, porra dormir na mesma cama que ele não seria boa ideia.

– Decidido, eu durmo no sofá. – disparou se levantando da cama para ajeitar o sofá.
– Tem certeza? – perguntou a mirando mordendo um morango. Sexy demais.
– Tenho. – confirmou tentando descobrir o que estava acontecendo consigo, estava tendo pensamentos eróticos com e sequer tinha transado na vida.

Ela não deveria estar pensando em perder a virgindade com seu amigo!

– Qualquer coisa pode dormir na cama , não me importo de ir para o sofá. – deixou claro.
– Não, sem problemas. – respondeu já se acomodando no sofá. – Boa noite! – desejou com o tom parecendo animado.
– Tá, boa noite. – retribuiu antes de se sentar na cama e observá-la, às vezes era estranha.

******

– Só vou porque você ganhou. – reclamou descendo do carro.
– E não esquece o meu energético. – gritou e a garota suspirou.

adentrou o restaurante para pedir dois marmitex para a viagem, era meio-dia, horário de almoço. Tinham perdido a hora por culpa de que deixou o celular dentro da caminhonete e ficaram sem um despertador, só acordaram quando o recepcionista foi chamá-los para o café da manhã às 7h30min.
Depois que notaram estar atrasados saíram rapidamente do motel para pegar a estrada, e agora, faltando pouco para chegar a Nova York, estavam parados mais uma vez, só que dessa vez para almoçar.
Não demorou muito e saiu do restaurante ainda com fumaça saindo pelas orelhas, caminhou até a caminhonete e achou estranho não encontrar . Olhou a redor até que o som de uma guitarra surgiu de dentro do veículo, de repente dois braços se ergueram e pareceram tocar uma bateria.
rolou os olhos imediatamente recordando o episódio de Supernatural onde Dean estava sofrendo por medo de tudo e fez a mesma cena, sendo que no final colocaram o próprio Jensen Ackles zoando enquanto mexia os lábios parecendo cantar a música.
Riu coçando a testa, como já dito estava rodeada de idiotas.
Aproximou-se do carro e bateu a mão na porta assustando que estava deitado no banco escutando a música "Eye of The Tiger", como se fosse muita coincidência a mesma música do episódio.

– Se queria dar uma de Jensen Ackles era só falar. – comentou indo até a porta do passageiro.
"And the last known survivor stalks his prey in the night" – cantarolou junto com a música. "And he's watchin' us all in the eye of the tigerrrr". – como a música puxou o final.
– Eu mereço. – rolou os olhos cruzando os braços.
– Um pouco de diversão ! – falou alto devido o volume da música.
– Eu sei como me divertir, e ABAIXA ESSA PORCARIA! – gritou batendo a mão no rádio assim que novamente o cantor puxou a letra.

O rádio parou e logo o ligou de volta abaixando o volume.

– Está assim porque perdeu para mim. – se gabou apontando para si.
– Vai para o inferno . – mandou tentando ficar séria.
– Ah, tá bravinha tá? – a cutucou com a mão parecendo um cachorro pidão.

não aguentou e começou a rir das gracinhas idiotas que ele fazia. E em meio as risadas foi que um homem com um revólver encostou-se à janela de .

– Passem a grana e ninguém sairá ferido, falou? – mandou e sentiu seu coração acelerar.
– Calma lá amigo. – se recompôs no banco levantando as mãos.
– Passem agora! – ordenou fazendo encarar .
– Tem outro jeito de resolver isso, calma lá, vamos conversar. – entrou em desespero quando o bandido destravou a arma.
– Que mané conversar, meu irmão, eu quero a grana! – deixou claro.
– Talvez tenha outra maneira de resolvermos. – foi agarrado pelo colarinho.
– Tem sim playboy, dê um último beijo na sua mina gostosa, mas um beijo com uma arma apontada para a sua cabeça. – disse mirando a arma na testa de . – Se beijem e se eu achar que o beijo foi bom eu deixo vocês irem, mas se for ruim você vai visitar o papai do céu lá em cima. – apontou o céu com a arma e depois sorriu diabolicamente, ele parecia estar tirando uma com a cara dos dois.
– Eu não posso beijar mi..
– TUDO BEM! – gritou podendo mostrar o quanto estava assustada.

O bandido sorriu e largou com tanta força que fez seu corpo cair na direção de derrubando as sacolas com comida.

– E é bom... – tentou pronunciar, porém recebeu tiros em sua direção.

curvou o tronco em cima de ficando em uma posição de escudo enquanto do lado de fora o tiroteio corria solto.

– VÃO, VÃO! ELE NÃO PODE ESCAPAR! – abriu os olhos reconhecendo a voz.
– Tobias? – levantou-se primeiro, certificando-se de que estava bem. – , tudo bem? – ela o abraçou de lado escondendo o rosto em seu peito.

A envolveu acariciando seus cabelos, não entendeu muito bem o medo de porque ela já tinha passado situações piores na delegacia, mas acontece que uma coisa ele não sabia... não suportaria vê-lo sendo morto.

– Tudo bem com voc... ? – arcou uma sobrancelha.
– Ótimo dia para você também Tobias. – sorriu antes de direcionar o olhar para que voltava, lentamente, para a posição inicial sem lágrimas, ainda bem.
– O que faz por aqui? Achei que estava morando em Los Angeles. – sorriu surpreso.
– Férias, na verdade estávamos a caminho de Nova York, paramos para almoçar. – explicou e Tobias deu uma boa olhada para .
– E muito bem acompanhado. – sorriu.
– Não, não, é apenas uma amiga. – ela sorriu para Tobias.
– Ah! Enfim , disse que estavam indo para Nova York, sou policial lá e sou dono de um enorme, famoso e luxuoso condomínio. – revelou. – Se quiserem posso emprestar uma casa para vocês. – encarou que sorriu em sinal de concordância.
– Seria ótimo Tobias, afinal não temos nenhum hotel para ir. – aceitou a oferta antes dos agentes de Tobias voltarem com o bandido.
– Estamos indo para lá, vou somente passar na delegacia, me sigam até lá. – assentiu antes de se afastar e correr em direção da viatura.

suspirou em alívio encarando que já não tinha mais o sorriso nos lábios, parecia preocupada e ele se arriscava em dizer que também um pouco assustada.

... Você ia mesmo me beijar? – quis saber.
– Eu faria qualquer coisa para salvar você ou qualquer outra pessoa. – respondeu antes de pegar as sacolas de comida. – Pelo menos não perdemos o almoço! – sorriu.
– E meu energético? – mexeu os lábios como se dissesse “está no inferno".

sorriu antes de dar a partida e seguir Tobias que já os esperava próximo da estrada.


Capítulo 5


O som da chave na fechadura invadiu os tímpanos de que após ouvi-lo empurrou a porta e sem se importar jogou o corpo no sofá, estava exausta de tanta estrada, estrada e estrada. Ficar sentada o dia inteiro era pior que ficar andando, e olha que fazia umas paradas no meio do caminho.

– Bom, vocês podem ficar com essa casa, ela está vazia desde o dia que meu irmão casou. – Tobias passou pela porta carregando duas malas para ajudar .
– E isso faz...? – não completou a pergunta porque perdeu as falas quando olhou deitada no sofá e seus olhos bateram diretamente em seu decote.
– Ah faz uns dois meses para ser exato. – Tobias não percebeu a perde de palavras do amigo. – A casa tem dois banheiros, um com chuveiro e outro com banheira; uma sauna; uma piscina atrás daquela porta – apontou a enorme porta de vidro. – ; e só tem um quarto, na verdade tinha dois quartos, mas um deles está vazio, meu irmão levou os móveis para montar o quarto do bebê. – explicou tentando lembrar se faltava mais algum detalhe. – Bom, acho que é isso, o quarto não será um problema, será ? – bateu também os olhos em e então reparou onde os olhos do amigo estavam presos. – É acho que não. – concluiu batendo no ombro de .

ao sentir os tapas de Tobias voltou, imediatamente, para a realidade. Encarou o policial que já caminhava em direção da porta.

– Tobias... – chamou indo até homem que parou e voltou-se para ele. – Obrigado, sério obrigado. – agradeceu fazendo o outro assentir.
– Boa sorte com os vizinhos. – foram as últimas palavras antes de caminhar até o portão da casa.

esperou ele sair para entrar. Assim que bateu a porta respirou fundo, com a mão na madeira, antes de se virar na direção do sofá, não podia se deixar levar pelo decote de , tinha sido momentâneo pelo menos era assim que pensava.
Quando criou coragem se virou e frisou o sofá, porém não encontrou jogada sobre ele, só havia as almofadas desarrumadas e uma no chão.

? – chamou quando olhou ao redor e não a encontrou.

Voltou seu olhar para a porta e virou a tranca antes de começar caminhar em direção da cozinha aproveitando para analisar a sala.
Na parede principal havia um enorme e magnífico aquário com diversas espécies de peixes, abaixo dele ficava a lareira com duas lamparinas miradas para o aquário. De frente tinha um grande sofá de canto marfim e uma mesinha de vidro em cima de um tapete cinza.
Do lado direito ficava a porta que dava acesso à piscina, do esquerdo tinha o quadro "A criação de Adão" junto de outros e na última parede uma enorme janela de vidro com cortinas brancas, a entrada para a cozinha e a escadaria que daria acesso aos quartos, o banheiro, a sauna e os outros cômodos.

! – chamou olhando rapidamente na cozinha, não a encontrando. – ! – voltou para a sala frisando o aquário. – eu vou colocar o carro na garagem e de... – de repente um peso tomou conta de suas costas e se abraçou a sua cintura.

A risada gostosa da menina lhe fez sorrir, que bom que ela estava se divertindo.

– Está com você agora! – pulou começando correr em direção da escada.
– Crianças não devem correr na escada. – segurou no corrimão começando subir.
– E velhos não devem fazer esforço. – rebateu chegando ao corredor.
– Você vai vê quem é velho. – iniciou-se a corrida.

correu pela escadaria pulando de dois em dois degraus. E assim que chegou ao corredor conseguiu escutar rindo, deixou sua audição lhe guiar e quando menos esperou encontrou a garota tentando abrir uma das portas, percebendo que ela não conseguia começou correr em sua direção fazendo-a soltar um gritinho assim que o percebeu.
começou correr de novo, entretanto a alcançou lhe agarrando pela cintura e ambos riram. Entre as risadas jogou as costas contra a porta mais próxima e acabou por fazê-la abrir e levar os dois em direção do chão.
Grunhiu quando suas costas sofreram o maior impacto com o chão, por outro lado riu escondendo o rosto no peito dele.

– Eu realmente estou velho. – brincou jogando a cabeça para trás e fechando os olhos.
– É...? – levantou-se batendo de leve no braço dele. – Está com você de novo! – sorriu e de repente virou de lado tentando agarrar o calcanhar de , mas ela desviou.
– Ha, errou! – como uma criança correu em direção da cama e se jogou sobre ela.

, sem perder tempo, se levantou olhou para o cômodo que tinha adentrado, era o quarto de casal que Tobias tinha lhe falado e não deu a mínima porque estava concentrado em estudar uma "área" particular de .
E foi durante sua análise que recebeu algo macia no rosto, uma risada surgiu junto do impacto. segurou o objeto e o identificou como sendo o travesseiro, não demorou muito e , em cima da cama, lhe lançou outro.

– Guerra de travesseiros ! – anunciou jogando agora uma almofada.

O rapaz resolveu adentrar a brincadeira e correu até a garota fazendo-a gargalhar. Recebeu mais um tapa do travesseiro não hesitando ao acertar um tapa macio em , a garota ria como uma criança de cinco anos e ele não podia negar que também estava se sentindo uma criança.
Ela desceu da cama e foram tapas atrás de tapas. já tinha os cabelos caindo no rosto e sempre que tentava arrumar as mechas a acertava com o travesseiro. E foi exatamente em uma desses tapas que agarrou o travesseiro do rapaz e seu pé escorregou no lençol da cama que caiu no chão quando ela desceu.
Soltou um gritinho caindo pra trás agarrando firme no travesseiro e o levando consigo. Assim que suas costas tocaram o colchão recebeu, imediatamente, outro corpo sobre o seu, fechou os olhos logo sentindo uma forte respiração contra seu pescoço.
Escutou a risada de e só então, com um sorriso, abriu os olhos a tempo de vê-lo levantando um pouco o tronco, porém permanecendo em cima dela. Foi então que percebeu que estava quase entre suas pernas, era questão de poucos centímetros.
O rapaz tinha, agora, os braços esticados um de cada lado da cabeça de enquanto ela se segurava para não deixar suas mãos tocarem os bíceps rígidos de .
Ambos se estudaram e no instante que levantou o olhar teve a mesma ideia. Seus olhos se chocaram como a água choca o fogo, a sensação de união gerava um arrepio na espinha de , sem contar que sentia como se estivesse encarando a melhor coisa da sua vida.
Os glóbulos do rapaz se mexiam lentamente estudando, atento, os de . Queria encontrar algum erro, mas era tudo perfeito, nunca tinha visto olhos que expressassem tanta perfeição. Nenhuma falha, nenhuma demonstração de ódio ou nublicidade, era tudo iluminado, vivo... Totalmente diferente dos poços de que desprezavam até os últimos fios de cabelo dele.
não sabia como explicar o que sentia, era tudo uma mistura de sensações que não era capaz de explicar. continuava sendo o dono de seus sentimentos, sentia que era ele o único mesmo sendo mais velho.

– Vou fazer panquecas. – quebrou o silêncio.
– E você sabe cozinhar? – quis saber antes de ele mexer as pernas e colocar uma perna de no meio das suas.

De repente começou abaixar o tronco guiando sua boca em direção do ouvido de .

– Venha comigo e verá. – sussurrou e sentiu algo tocar sua coxa.

se recompôs fazendo "aquilo" encostar cada vez mais na coxa dela, porém nada disse apenas se concentrou no tamanho e... Que TAMANHO! É... O senhor era grande!

– Eu quero panquecas de strogonoff de carne. – levantou-se rapidamente o empurrando pelo peito antes de correr em direção da cozinha.

não estava brincando daquela vez, ela só não queria que lhe visse corada e perguntasse o motivo sendo que a resposta seria: seu pau.

******

continuou encostada na bancada da cozinha apenas rindo dos belíssimos dons culinários de , ele levava jeito na cozinha, mas com panquecas era um tremendo desastre!
O chão estava todo sujo de massa, o fogão então nem se fala.

– Não acha melhor desistir das panquecas? – sugeriu assim colocou um pouco da massa na panela.
– Que tal você fazer o recheio? – respondeu com outra pergunta. – Eu sei fazer panquecas, não se preocupe jantaremos antes da meia-noite. – segurou a panela pelo cabo espalhando a massa sobre ela.
– Eu diria que vai ser por volta dessa hora mesmo. – comentou encarando o relógio constatando ser quase oito da noite.
– Vai pegar o creme de leite no armário – ordenou deixando uma tigela de alumínio cair da bancada fazendo um tremendo barulho, mordeu a língua para não xingá-lo por estar destruindo a cozinha. – Droga... Enfim, pega também a carne na geladeira, coloca tudo na pan... Ou droga! – largou a tigela de qualquer jeito na bancada correndo em direção do fogão.

Xingou retirando a panela do fogo, e lá se vai mais uma panqueca... rolou os olhos, era a quarta vez que ele queimava a massa e para melhorar mais o clima a mesma tigela caiu no chão fazendo-a fechar os olhos com força porque o som era extremamente doloroso para seus ouvidos.

– Para de fazer merda ! – gritou seguindo até a bancada onde apoiou as mãos empurrando tudo o que estava em seu caminho. – Chega! Chega de panquecas! – foi até o fogão e desligou o fogo. – Olha a bagunça que estamos fazendo na cozinha! – apontou principalmente para o chão.
– E você quer que eu faça o que? Jogue o resto da massa fora? – indicou o pouco de massa que ainda tinha na tigela de plástico.
– Foda-se! – bradou antes de respirar fundo, percebeu que estava fazendo uma tempestade no copo d'água. – Que tal pedirmos pizza? – surgiu com a voz controlada.
– E o que vamos fazer com as panquecas? – perguntou colocando o prato com as massas sobre o balcão.
– Vamos fazer strognoff para colocar como recheio e se a pizza não for o suficiente comemos elas. – disse e assentiu. – Vamos pedir pizza de qual sabor? – deu as costas se dirigindo para o telefone pendurado na parede próximo do interfone e da entrada da cozinha.
– Eu gosto de calabresa, portuguesa, quatro queijos, ah, manda colocarem bordas de catupiri. – tirou o telefone do gancho.
– Não vai ser de frango? Marombados têm que comer frango. – comentou enquanto discava o número da pizzaria.
– Você também faz academia meu bem, mas estou de férias de tudo, academia, delegacia... Então nada de frango! – deixou claro mexendo a carne.
– Alô, aqui é da Pizza Deliciu's, em que posso ser útil? – pronunciou a voz do outro lado da linha.
– Eu queria uma pizza... – limpou a garganta para atrair atenção de , e assim que conseguiu fez o sinal de número dois com os dedos. – Corrigindo duas pizzas. – começou enrolar o fio do telefone no dedo.
– De que sabor senhorita? Doce ou salgada? pediu um minuto e voltou sua atenção para .
– De qual vamos pedir bombinha? – provocou usando o apelido carinhoso que ela inventou.
– Eu quero de quatro queijos. – respondeu abrindo as caixas de creme de leite.
– Pode ser uma de quatro queijos e outra de frango com catupiri? – perguntou antes de fechar o pedido.
– Não! Tudo menos frango! – suspirou.
– Tradicional então? Presunto, mussarela, tomate, cebola e orégano. – já estava ao ponto de dar na cara de , oh homem que tem sérios problemas com frango...
– Coloca catupiri nas bordas. – e uma séria paixão por catupiri.
– Isso, uma tradicional e uma de quatro queijos. – afirmou esperando o rapaz de a pizzaria anotar o pedido.

Não demorou muito e encerrou a ligação voltando ficar encostada no balcão, tinha sumido da cozinha em silêncio, porém não se preocupou, não era como se ele tivesse saído para deixar um bando de estupradores entrarem na casa para estuprá-la.

não tem graça, eu não vou limpar essa bagunça sozinha. – olhou para os lados procurando por ele.
– Ah ! – surgiu na porta da cozinha com um sorriso de criança pervertida. – Limpa a cozinha que eu vou tomar um banho. – deu as costas e teve vontade de pegá-lo pela gola da camiseta e obrigá-lo ficar ali.
– Vai bosta, volta aqui agora! – foi atrás dele. – ! – gritou antes de aumentar os passos e passar correr atrás dele pela escada.

******

O som alto que saiu pela televisão quando o zumbi apareceu fez alcançar rapidamente o controle e diminuir o volume, aqueles vizinhos filhos da mãe dormiam com as galinhas e qualquer sonzinho atrapalhava o sono da beleza deles.
e não se importavam com o volume da TV, porém para algum velho rabugento bater na porta, no andar de baixo, reclamando do som era rapidinho. Questão de segundos.

– Não come todo o sorvete fominha! – proclamou jogando o controle em qualquer lugar na cama antes de se jogar em cima de .
– Não... – tentou afastar o porte de sorvete e a colher, mas ela conseguiu retirar os dois dele.
– Só temos esse sorvete que, aliás, nem é nosso, estava na geladeira do Tobias então, consequentemente, é dele. – disse deixando o corpo cair pra trás ficando encostada contra a cabeceira da cama para comer o sorvete.
– Foda-se, quem é o homem aqui? – pegou o pote de sorvete de volta jogando o corpo contra o outro travesseiro ao lado de .
– Eu sou mais homem que você. – comentou ficando por cima das pernas dele para pegar o último pedaço da pizza tradicional. – Não dê uma de machista em uma hora tão prazerosa como essa. – deitou-se sobre as coxas definidas, mordendo a pizza fechando os olhos para mostrar que prazer se referia.
– Eu não sou machista e você sabe bem disso. – lambeu os lábios para tirar o excesso de sorvete de flocos.
– Se fosse machista acho que já teria dado na sua cara. – mordeu a borda da pizza se deliciando com o capitury.
– Ei, daquela vez que me bateu na sua sala, eu não me lembro se ter sido machista. – pareceu relembrar suas palavras.
– Machista não, mas trouxa. – explicou levantando o tronco e voltando se deitar contra o travesseiro. – Você estava pensando em voltar pra aquele filhote de urubu depois de ter recebido um par de chifres na sua cabeça. – ele riu, adorava o jeito que tinha para se referir a .
– Você tem cada apelido pra , que olha... – sorriu negando com a cabeça. – Não sei... É "filhote de urubu", "filha da puta", "puta", "embuste", "megera", o "mutuca" é o melhor! – ambos riram e o silêncio tomou conta do quarto.

relaxou o corpo ainda com um sorriso nos lábios, já permaneceu na mesma posição encarando a televisão com os lábios em uma linha reta, estava refletindo sobre seus apelidos "carinhosos" para .
Será mesmo que estava gostando dos apelidos? Ele nunca gostou de zombar dos outros então porque estava gostando? Será que sentia falta de e por isso usava dos apelidos para não pensar nela?

... – chamou encarando um ponto qualquer no colchão enquanto ele levantava o olhar até seu rosto.

sentiu quando ele a encarou e não se conteve em também encará-lo, percebendo só então que ele ainda continuava com um sorriso nos lábios.

– Sente falta da ? – o sorriso dele morreu imediatamente.

se levantou ficando sentado com a cabeça baixa, concluiu que aquilo era um "sim".

– Desculpa... – pediu indo até ele, ficando ao seu lado. – Não vamos falar dela. – encarou o rosto dele e percebeu que seu olhar estava perdido, talvez estivesse relembrando algum momento feliz ao lado da mutuca.

engoliu em seco decidindo deixá-lo com seus pensamentos. Voltou se deitar no travesseiro frisando as costas escondidas pela camiseta azul marinho, nem mesmo os zumbis, que corriam atrás dos protagonistas, estava conseguindo prender sua atenção.
Por quê? Por que tinha que ser a ? Se fosse ela nos pensamentos de , com certeza, ele estaria com um sorriso maior do que de segundos atrás nos lábios.
Assim que se virou de lado, apoiou a cabeça em uma mão sobre o travesseiro e fechou os olhos, sentiu o meio de o colchão afundar. Não demorou muito e algo macio se esfregou contra a pele de seu braço, e também sentiu alguma coisa dura ficar apoiada próximo de seus seios.
Abriu os olhos deduzindo ser , deitado, encostado a si.
Sem pronunciar uma palavra, porque não era preciso, levou a mão até os cabelos dele e começou um simples e sincero cafuné. nem parecia um homem formado e sim um menininho de cinco anos que acabou de cair da escada e foi buscar conforto nos braços da mãe.
No caso, o conforto tinha sido nos braços da melhor amiga, parceira de trabalho, parceira de treino.
Não importa se estivesse com na cabeça, o amava demais e daria a vida por ele se fosse preciso, porque o amor faz isso com as pessoas... Faz dar a própria vida por outra.
E, talvez, fosse mesmo dar a vida para salvar ...


Capítulo 6

O sol começou aparecer no horizonte levando a escuridão de Nova York para o outro lado do mundo. Os primeiros raios solares despertaram os animais, os galos cantaram nas fazendas e os seres humanos esperavam pelo despertador para começar um novo dia.
Sentiu o impacto do sol contra seus olhos devido a janela que não havia tido as cortinas puxadas. abriu os olhos, preguiçosamente, enxergando o teto embaçado... Opa, teto? Arregalou os olhos e só então reparou que estava deitada de barriga para cima, o que era bem estranho já que não costumava se mexer enquanto dormia e tinha se deitado de bruços.
Virou a cabeça para o lado e não encontrou deitado. Teria se levantado, imediatamente, para se certificar de que ele tinha ido dormir no sofá, porém seus olhos captaram os ombros largos e nus do rapaz, assim como os braços e a cabeça apoiada em cima de sua barriga.
Ele dormia parecendo estar tão tranquilo que nem parecia o homem que tinha acabado de levar um par de chifres. Seus lábios em uma linha reta eram perfeitos, seus olhos fechados lembravam uma criança, parecia um anjo.
sorriu antes de levar a mão até os cabelos dele e acariciar. Só então foi capaz de sentir uma leve pressão sobre um de seus seios, guiou seus olhos até a região e percebeu que tinha a mão direita posicionada em cima do mamilo esquerdo por dentro da camiseta, por sorte ela estava usando um tope de academia.
Seu sorriso morreu. Como aquela mão tinha ido parar ali? não teria sido tão atrevido, teria? E por que ele estava sem a camiseta? O que aprontaram na noite passada antes de dormirem?
empurrou a mão dele lentamente para não acordá-lo e soltou um alívio por ele sequer ter se mexido. Com um pouco de esforço e sutileza obrigou seu corpo ficar sentado na cama com as costas encostadas na cabeceira, não demorou muito e se moveu para se ajeitar, agora com a cabeça em cima da coxa esquerda da mulher.
Ela observou os movimentos mordendo os lábios, temia que ele acordasse e começasse colocar da boca pra fora o que haviam aprontado antes de dormirem. Não queria ouvir dele, queria lembrar-se sozinha.
pairou os olhos sobre um ponto qualquer do quarto, o que levou colocar a mão em seu seio? Ele não era tão safado e pervertido ao ponto. sempre teve respeito e não tinha cara de quem fazia as coisas sem consentimento, caso fizesse nem virgem mais seria desde o momento que entraram no mesmo carro.
Só então percebeu que acariciava os cabelos de fazendo cafuné e passando os dedos levemente atrás da orelha dele, não sabia por que passava os dedos por ali e também não sabia o quanto o rapaz adorava.
Em meio ao carinho se pegou pensando sobre o que ainda sentia por aquilo. Foram três anos o idolatrando, fazendo da figura de o extraordinário, o dono de seus sonhos, o homem da sua vida e talvez, o protagonista das melhores fanfics de romance. Tudo bem que já estava meio velha para fanfics, mas se lesse e o protagonista fosse interativo ou moreno, quem imaginaria seria , não importando se o nome do personagem fosse João, Marcelo, Lucas ou Diego.
Esses três anos foram antes de conhecê-lo de verdade, apenas o observava de longe e nunca teve certeza se um dia ele a notaria. Mas o que ela não sabia era que era policial, de todos os anos que passava o estudando nunca descobriu que ele era homem da lei, só descobriu quando entrou pela terceira vez na sala do chefe Lucca Castel e deu de cara com uniformizado com os braços cruzados encostado na mesa.
", esse é , seu parceiro para daqui a séculos" foram exatamente as palavras de Lucca assim que ela passou pela porta e ficou dura por ver seu "crush" logo a sua frente, uniformizado. Naquele momento teve vontade de gritar para o mundo que finalmente tinha ganhando uma chance de ter o precioso e magnífico ao seu lado, algo como: "Você sabe que eu sou sua, não sabe Sr. ? Com essas algemas você pode me algemar e fazer o que quiser comigo!", meio exagerado, mas é uma pequena representação do que na época ela tinha na cabeça.
Ela parecia ter mentalidade de uma adolescente que ficava louca pelo cara badboy do terceiro colegial. Agora, depois de um ano e meio, trabalhando com percebeu que nem tudo eram flores. Ele era bom em brincar com criminosos, era extrovertido, teimoso e chato quando queria. Nunca tinha passado por sua cabeça que um dia teria ao seu lado como seu amigo, bem... Eles demoraram a se tornarem amigos.
Depois que entrou para a polícia demorou meses para parar de agir como um idiota. É idiota. Ele não queria ter um parceiro, no caso parceira, tinha prometido para si mesmo que honraria o posto de León Baker. Mas foi paciente e durante esse tempo resolveu se matricular na academia onde, não demorou muito, descobriu que seu crush também frequentava e foi a partir daí que resolveu dar uma chance. No começo foi difícil porque honrava muito – demais – o ex-parceiro.
Quem era León Baker? Um policial, um dos melhores e mais experientes policiais que Lucca já teve. Era alto, careca, usava óculos para leitura, musculoso, parecia com o Dominic Toretto, personagem de Velozes e Furiosos, interpretado por Vin Diesel e tinha medo de gatinhos fofos.
não chegou conhecê-lo, só soube que ele havia sido morto por um líder de uma seita que ordenou a morte dele, e até hoje não se sabe ao certo quais eram os motivos desse líder. tentou o possível e o impossível para salvar a vida de León, mas nada adiantou, a seita foi mais rápida e quando menos esperaram já tinham colocado a cabeça de León pendurada da frente da delegacia, em uma estaca vincada na calçada.
até então não tinha se perdoado por não ter conseguido salvar seu parceiro das mãos da dona morte. Depois que e se aproximaram na academia, criaram um laço amistoso que resultou no momento presente. Ela só não entendia como a mão de entrou na sua camiseta.

... – ouviu a voz sonolenta do rapaz.

abaixou o olhar para o rosto de que apertava os olhos. Ela sorriu pequeno voltando acariciar os cabelos dele que voltou fechar os olhos, aproveitando das carícias.

– Você parece um gatinho manhoso. – coçou atrás da orelha dele fazendo-o jogar a cabeça para trás. – Não sente calafrios? – arcou uma sobrancelha.
– Não muitos. Minha vó fazia isso quando eu era pequeno. – respirou fundo parecendo triste. – Isso foi nos poucos momentos que estive ao lado dela. Minha mãe começou a fazer depois que ela morreu, e isso durou até a... – ele como sempre travou.
– A megera, a fedida megera aparecer. – pôde ouvi-lo rir.
– Fedida? Dormiu com ela e não fiquei sabendo? – virou de barriga para cima deixando seu peitoral esculpido tomar a atenção de .
– Dormi e ela não é boa de cama não. – brincou.
– Não , eu que sou ruim de cama mesmo. – passou as mãos pelos cabelos.
! – o estapeou na testa.
– O que? – levantou-se parecendo desentendido.

riu.

– É brincadeira, né?
– Eu não sei. – mordeu os lábios movendo o corpo para ficar de frente com ela, ficando de joelhos entre as pernas dela. – Descubra você mesmo. – corou com o tom sexy, ele havia acabado de propor sexo?

Ficou sem falas, até lembrar-se de que alguém tinha que fazer o café.

– Vou fazer o café da manhã. – obrigou seu corpo sair da cama.

rolou os olhos jogando o corpo contra o colchão, cruzando os braços atrás da cabeça. Ele se sentiu um tarado de plantão quando, sem querer, olhou a bunda de .

– Gosto do café da manhã bem quentinho e vivo. – a frase de duplo sentido mexeu com os juízos de .
– Você está bem ? – ele nunca foi tão safado como estava sendo.
– Não sei, quer vim conferir para ver se estou doente? – bateu na cama com a mão.
– Não, você não está bem. – saiu do quarto seguindo para a cozinha.

O corredor estava um pouco escuro, porém isso não impediu que olhasse para trás, conforme andava, para certificar-se de que não estava atrás dela. Ele não era o com quem conviveu todos esses anos!

******

Despejou a água quente com açúcar no coador e sorriu com os olhos fechados quando o cheiro do café penetrou em suas narinas. Há tempos não fazia café, quem sempre era o responsável por essa tarefa era seu pai, o primeiro morador que acordava da casa. Sua mãe, às vezes, era quem buscava o pão e preparava o café da manhã de para que ela chegasse à delegacia no horário.
Enquanto o café despejava dentro do canecão para assim ir para a garrafa, aproveitou para pegar a cestinha de bambu que foi deixado na frente da porta. Colocou-a em cima do balcão e tirou o pano encontrando com um pote de Nutella de um quilo, pães fresquinhos, uma caixinha de um litro de Del Valle de uvas, algumas frutas e um portinho de cerejas em conserva – claro que ela não ficou louca com isso.
Mas o mistério permaneceu... Quem deixou a cesta de café da manhã na frente da porta? Dane-se havia um pote de Nutella bem ali na sua frente e de um quilo, UM QUILO!
Pegou o pote e abriu já tirando o lacre de alumínio, não demorou muito e enfiou uma colher levando até a boca, ah como Nutella era bom!

– Ei, ei, ei. – entrou na cozinha com o tronco nu, os cabelos molhados e uma toalha branca no pescoço... Muito gostoso, com Nutella então... – Comendo o café da manhã sem mim? – pegou a toalha começando enxugar os cabelos.
– Já vou avisando, a Nutella é minha nem vem. – disse lambendo a colher.
– Você está toda engraçadinha hoje , – caminhou, silenciosamente, até estar atrás da garota que comia a Nutella despreocupadamente.
– Vai se fude. – continuou comendo e de repente a enlaçou pela cintura e a levantou no ar fazendo-a soltar gritinhos ainda com a colher na boca, porém sem o porte de Nutella. – me coloca no chão! – ordenou gritando quando ele a jogou para cima. – ! – gritou o abraçando pelo pescoço com força e entrelaçando as pernas na cintura dele. – Você sabe que eu tenho medo de altura. – apoiou o queixo no ombro do rapaz sentindo o choque térmico entre o tronco frio dele e o seu quente.
– Pensei que tinha superado quando fizemos aquela perseguição em cima dos prédios de Los Angeles. – a abraçou com força esfregando o nariz contra a lateral do pescoço dela, lentamente, como forma de carinho.
– Quando estou no trabalho eu ignoro o medo. – engoliu sua saliva se sentindo desconfortável com a ação que executaria. Escorregou as mãos até as nádegas de e bateu levemente fazendo menção para que ela tocasse o chão com os pés e ela o fez.

soltou o ar pela boca quando sentiu a temperatura gelada do chão, finalmente em terra firme.

– Desculpe , e-eu jurava que você tinha superado. – levou a mão até o rosto da mulher fazendo-a estremecer com o toque.

acariciou a bochecha de e a observou fechando os olhos com o carinho, aquele sim era o que ela conhecia e amava, não que o versão safada não fosse também o seu amor.

– Hey, tá sujo aqui. – abriu os olhos já tentando procurar onde estava sujo.
– Onde? – questionou parecendo preocupada.
– Aqui... – pegou na mão de e imediatamente a puxou para si.

Seus corpos se chocaram e foi rápido, assim que olhou para ele após o baque, tratou de encostar seus lábios em um selinho rápido, surpreendendo-a. corou e abaixou a cabeça com um sorriso nos lábios. , orgulhoso do que acabara de fazer, encarou-a esperando alguma outra reação dela além do sorriso que se formou em seus lábios.

...? – chamou baixinho afastando uma mecha do cabelo da menina.

Ela elevou o olhar e o encarou, esperou que ele colocasse o cabelo atrás de sua orelha antes de sair correndo em direção das escadas.

! – gritou se virando para o balcão. – ! – gritou novamente e escutou a porta do quarto fechando. – Droga. – pronunciou antes de se dirigir para o coador do café deduzindo que teria de colocar a bebida na garrafa.

E conforme despejava o café na garrafa a seguinte pergunta se apossou de sua mente: o que aconteceu com ?
(...) No entanto tinha as costas encostadas na porta tentando raciocinar alguma ideia para explicar o porquê de ter acordado com "foguinho" pra cima dela. Será que ele estava sentindo falta de ? Será que estava com falta de sexo? Seja lá qual fosse o verdadeiro motivo estava bom demais para ser verdade...
Sorriu com os dedos encostados nos lábios, primeiro foi a guerra de travesseiros onde trocaram olhares; depois a noite que dormiram juntos – nunca dormiram na mesma cama, nem no motel –; depois a safadeza inesperada de e por fim o selinho. O que estava havendo? queria ter as respostas. Ela só sabia uma coisa: se achava que ela ia abrir as pernas para ele "descontar" suas frustrações estava muito enganado!
Mas sabia de uma coisa, ela amava aquele cara e amava com todas as suas forças e faria de tudo para tê-lo ao seu lado. Se estava passando por uma fase de recaída então era dever dela reerguê-lo e mostrar tudo que está ao redor; mostrar como os momentos podem ser maravilhosos sem alguém que não lhe ama ao lado e sim com quem realmente se importa e ama...


Capítulo 7


– (...) não se preocupe, eu sei o que tenho de fazer. – Tobias garantiu para a mulher e saiu do carro, caminhando em direção da casa.

Abriu o portão de ferro silenciosamente, não queria que os vizinhos ouvissem e começassem espalhar fofocas. "O dono do condomínio saiu de um carro preto que não é dele", "o dono do condomínio estava com uma mulher", "o dono do condomínio..." e blá blá blá. Digamos que os moradores do condomínio de Tobias eram um pouco – muito – intrometidos, xeretas e excelentes em cuidar da vida alheia.
Tobias suspirou quando fechou o portão de ferro, segurou na grade e viu que o carro ligou o motor, em silêncio, e saiu do condomínio sem que ninguém desconfiasse. Ele observou o veículo ir embora com as sobrancelhas juntas e o olhar assassino, até que ele estava arrumado, os cabelos negros penteados, usava uma camiseta branca, calça jeans e tênis, Tobias parecia com o Ben Barnes, isso mesmo o bonitão do Príncipe Caspian.
Acontece que o Príncipe Caspian não era o vilão, Tobias estava mais para o Billy Russo, o melhor amigo de Frank Castles da série "O Justiceiro". O mero "mocinho" que pega todas e teve a capacidade de caçar aquele que o considera seu melhor amigo, mas chega de histórias, Tobias não estava dentro do guarda roupa e também não dormia com uma agente da Guarda Nacional. Ele vivia no mundo real.
Mordeu os lábios assim que soltou a grade do portão, caminhou até a porta da casa e encarou, discretamente, os enormes vidros que compunham as paredes da sala, sim ele tinha feito de propósito. Apertou a campainha e não demorou muito para surgir, sem a camiseta, na sala e destrancar a porta. Tobias conseguiu ver tudo através das paredes traiçoeiras.

, irmãozinho, bom dia! – mostrou-se animado.
– Tobias? O que faz aqui essa hora da manhã, não deveria estar na delegacia? – o homem elevou os ombros.
– Então, estou de folga. – mentiu, ele não estava de folga coisa nenhuma, inventou mesmo foi uma desculpa bem esfarrapada para não ir trabalhar. – Mas e aí, você vai me deixar entrar ou a está nua? – lançou um olhar e um sorriso pervertido para que riu.
– Olha bem pra minha cara e me responda se vou deixá-la andar nua por esta casa com esses enormes vidros?! – não sabia se exclamava ou perguntava. – Depois algum vizinho tem colapso de masturbação, a culpa vai ser minha e vou ser o assassino da história. – riu enquanto Tobias sorriu falso para disfarçar seu desconforto com a palavra "assassino".
– Enfim chega pra lá. – invadiu a casa disparadamente já olhando ao redor em busca de .
– Por que veio se posso saber, magnífico e belo policial New York Beverly Hills? – Tobias riu com a brincadeira.
– "New York Beverly Hills"? De onde tirou isso? – quis saber rindo, já indo em direção da cozinha e o seguiu.
– Foi de momento. – deu de ombros e ambos tiveram de paralisar seus passos.
– Olá meninos! – cumprimentou descendo a escada vestida apenas com um roupão que deixava suas pernas a mostra.

e Tobias frisaram as pernas da mulher fazendo-a rolar os olhos, deveria ter descido com uma burca. Para fugir dos olhares masculinos caminhou em direção da cozinha e escutou murmúrios vindos da sala. Ah homens, são todos iguais!

– Estava tomando banho ou vai mergulhar na piscina? – Tobias perguntou descaradamente, adentrando a cozinha sem .
– Vou testar a piscina. – respondeu passando Nutella em uma torrada.
– Gostou da cesta que deixei na porta. – afirmou e deu de ombros. – Não tem medo do te devorar? – riu enquanto ele aproveitou para se aproximar.
– Somos apenas amigos, e eu nunca deixaria ele me devorar. – mordeu a torrada sem perceber a aproximação dele.
– Estão o caminho está livre...? – o tom baixo de Tobias fez estremecer assim que ele pousou as mãos na cintura dela e acariciou. Só então ela percebeu o quanto ele estava perto.

engoliu em seco sentindo os dedos de Tobias acariciarem e apertarem sua cintura. "Droga" pensou. Logo seus pensamentos se voltaram para e, como se ele tivesse escutado seu pedido de ajuda, apareceu na cozinha e acabou com a palhaçada.

– Tobias preciso falar com você. – surgiu com uma cara séria e percebeu que ele não gostou nada, nada do atrevimento do policial.
– Precisa ser agora? – quis saber não se preocupando em esconder as mãos.
– Precisa e se não vir por conta própria eu mesmo te arrasto daí. – o tom severo fez estranhar e a cara fechada com braços cruzados do rapaz não deixou dúvidas de que queria Tobias bem longe de .
– Tudo bem, tudo bem. – tirou as mãos da mulher e ela respirou em alívio.

somente deu as costas para quando Tobias já havia saído da cozinha. A mulher, em contrapartida, queria muito ficar em silêncio e escutar o que diria para o dono do condomínio, mas preferiu encher uma xícara com café antes de dar um mergulho na enorme piscina da casa.

– Você vai ficar longe dela, Tobias, está ouvindo? – o outro o olhou nos olhos.
– Ela não é sua garota, o que quer dizer que posso pegá-la e levá-la pra cama se eu quiser. – falou como um adolescente rebelde que discutia com o pai.
– Não interessa, ela é minha amiga. – frisou bem o "minha". – E não vou deixar você tirá-la de mim, eu já perdi a para outro amigo e não vou perder a para você! – deixou claro fazendo Watson rir.
– Está com medo de perdê-la para mim, é? – quis saber com um sorriso. – , ... – negou com a cabeça ainda sorrindo.
– Ah qual é Tobias, não venha querendo mudar de assunto. – estava mesmo com raiva do atrevimento do amigo. – A é minha, e ninguém vai tocar nela, nem mesmo você. – novamente frisou o "minha".
, somos amigos então que tal fazermos o seguinte: tudo o que é seu é meu e tudo que é meu é seu? – levantou as sobrancelhas esperando que ele concordasse. – A é sua amiga então ela, consequentemente, também é minha amiga.

arcou as sobrancelhas e fechou os punhos assim que percebeu que Tobias estava louco para voltar para a cozinha, mas não deixaria ninguém encostar um dedo em !

– Ela não é sua amiga. – rosnou entre dentes. – Agora vá embora, por favor. – pediu educadamente esperando que Watson compreendesse.
– Está me expulsando da minha própria residência? – apontou para si mesmo com cara de inocente.
– Eu não acordei muito bem, então se puder me deixar descansar, agradeceria. – explicou com o tom mais calmo que conseguiu.
– Ok, ok. Sei bem qual é o seu problema, então melhoras cara. – rolou os olhos, ele não estava sofrendo por abstinência sexual!
– Isso não é abstinência sexual. – disse quando Tobias abriu a porta.
– Boa sorte. – Watson desejou antes de sair e finalmente fazer com que soltasse o ar pela boca, agora sim poderia ficar tranquilo, ou nem tanto...

(...) Já tinha o celular contra o ouvido bem antes de abrir o portão de ferro, tinha que dizer todos os detalhes para ela.

– Algo especial? – a voz feminina pronunciou do outro lado da linha.

– Ele está protegendo a garota. – foi direto ao ponto. – Vai ser difícil eliminá-la com ele no caminho.

– Não se preocupe Tobias, mamãe já tem tudo nos esquemas! – ele era capaz de ver o enorme sorriso nos lábios da mulher.

******

Assim que Tobias passou pela porta da sala, finalmente se sentiu segura para sair da cozinha e assim que o fez a primeira coisa que encontrou foi o abdômen de no sofá, ele lia um livro que na capa tinha um homem e uma mulher, musculosos, segurando suplementos.
Ah e sua fascinação para se tornar personal trainer. já o mandara fazer especialização na profissão, mas o cabeça oca nunca deu ouvidos, ele era bom em ensinar sobre as posições corretas e sabia de cabo a rabo todas as lesões que um mal executar do exercício pode trazer. Com toda certeza seria um ótimo personal trainer.
Passou pelo sofá já desatando o laço do roupão e sentiu que o olhar do rapaz caiu sobre si. É... De que adiantou Tobias ir embora se havia ficado outro "cobiçador" no ambiente?

– Vai mergulhar? – ele perguntou virando a página do livro.
– É. – respondeu sendo o mais breve possível. – Você vem? – chamou, ele ainda era seu amigo, tinha sido apenas um selinho, nada a mais poderia acontecer, poderia?
– Depois, talvez. – havia uma pitada de dúvida em suas palavras.

nada mais disse, apenas continuou andando até a enorme porta de vidro, abriu revelando a piscina, um chuveiro, cadeiras de praia, um pequeno quiosque e as enormes varandas das casas vizinhas. Por sorte não havia ninguém nas varandas, sinal que os vizinhos não cuidavam da vida alheia... Errado.
Desfez de uma vez o laço e retirou o roupão deixando-o cair no chão. Não demorou muito para descer dois degraus da escada da piscina e se jogar na água gelada, mergulhando de cabeça. Nadou até o meio e subiu para a superfície jogando o cabelo molhada para trás, apertou o nariz e só então reparou que alguém lhe observava.
Olhou ao redor achando ser , mas não o encontrou. Por um instante pensou que fosse o desmiolado do Tobias, mas tinha certeza que não o deixaria entrar, não depois de ele tê-la encurralado. Sorriu assim que se lembrou do tom sério de , retornando a mergulhar.
Assim que subiu para a superfície, segurou um pouco de água com a mão e passou em seu ombros, aquelas férias estavam sendo as melhores que já havia passado. A briga que teve com seu pai para que pudesse viajar com valeu a pena, aliás, no final das contas quem permitiu tudo foi sua mãe, então estava devendo uma para ela.
após passar a mão no ombro e pescoço, mirou a porta por onde saiu e encontrou com encostado no batente a encarando com os braços cruzados. Sem pensar antes de agir, o chamou com a mão, queria companhia e nada melhor que a companhia de quem se ama.
, que já estava sem a camiseta, caminhou até a piscina e ficou em pé próximo da beirada parecendo indeciso entre entrar ou não. Ele não queria entrar e acabar fazendo uma loucura com , não ali, não depois de Tobias lhe desejar um "boa sorte" com os vizinhos no dia que pisaram na casa.
então teve uma ideia, e do meio da piscina, mergulhou em direção do rapaz. Levantou a cabeça e tocou o piso próximo dos pés dele. encarava-a todo o momento. Não demorou muito e estendeu a mão e ele a pegou, então com toda sua força o puxou para frente fazendo-o se desequilibrar e cair ao seu lado dentro da piscina.
Riu como uma criança que acabara de fazer merda. De repente, quando a água acalmou, percebeu que o corpo de já não estava mais onde ele tinha caído, simplesmente tinha sumido.

. – chamou olhando ao redor, mas não o encontrou. – ! – chamou mais alto e só então sentiu um olhar vindo de um lugar mais alto.

Olhou para cima e encontrou com duas varandas, ambas com dois vizinhos cada, eram casais. Entretanto não eram apenas quatro pessoas, olhou para outra casa e encontrou com uma mulher que fumava um cigarro lhe mirando, debruçada na sacada. Ela parecia não tirar os olhos de e a policial não sentiu uma sensação boa enquanto a encarava.
Vizinhos intrometidos!
De repente escutou o barulho alto da água, algo grande havia saído dela e lhe abraçou por trás levando-a para baixo da água. Com as mãos agarrou nos braços do indivíduo e tentou se soltar, mas sempre seria o mais forte entre eles. Ele percebeu que tentava se soltar então frouxou o abraço, nesse meio tempo ela se virou para ele e o abraçou pelo pescoço. Ambos subiram para a superfície e só então perceberam que estavam no meio da piscina com alguns vizinhos lhes observando.
sorriu quando percebeu o sorriso de . Com os dedos afastou alguns fios teimosos do cabelo dele que caiam em sua testa e começou encará-lo ainda segurando nos ombros largos do rapaz. Ele fez o mesmo e ambos começaram trocar olhares cúmplices.
então resolveu mandar tudo para o quinto dos infernos e aproximou seu rosto de e beijando-lhe o queixo. fechou os olhos e jogou um pouco a cabeça para trás sentindo agora um beijo contra seu pescoço, um beijo que foi capaz de fazê-la estremecer.
não parou e continuou distribuindo beijos pelo ombro, bochecha e queixo de . Lentamente ele se encarregou de guiá-la até um canto qualquer da piscina, ela percebeu quando suas costas bateram na parede e resolveu encará-lo. Assim que o fez, retirou a mãos da cintura dela e a levou até o rosto onde distribuiu um leve carinho com o polegar.
também aproveitou, levou a mão direta até os cabelos de e acariciou até descer para a nuca dele onde passou acariciar. riu e lentamente foi aproximando seus rostos, queria muito beijá-la, desde que acordaram queria ter beijado , mas ela em momento algum deixou e agora sentia medo dela fugir.
Ele teria feito mais se ela não tivesse fugido depois do selinho.
Foi então que a campainha tocou e suspirou percebendo que teria de atender a porta, e lá se ia sua chance. Deu apenas um último beijo, rápido, na bochecha da garota e saiu da piscina sem pronunciar uma palavra. aproveitou para observá-lo, ele era lindo e sempre ia ser lindo.
Riu quando percebeu que nem se importou em secar o corpo para entrar na casa, sua bermuda ia molhar tudo, e era bom ele estar bem ciente da bagunça. Resolveu sair da piscina e ir atrás dele, vestido seu roupão no caminho, vai lá saber se a visita não era importante.
Assim que chegou na sala ouviu a voz de Tobias e paralisou os passos, o que aquele cretino queria de novo? Respirou fundo e seguiu em frente, estava ali para protegê-la.

– (...) é percebi que tinha alguém nos observando. – disse quando se aproximou.
– Eles gostam de cuidar da vida dos outros, ainda mais quando são novatos que se mudam. – Tobias rolou os olhos.
– Estão falando dos vizinhos? – se intrometeu sentindo Watson lhe comer com os olhos.

Ela percebeu o olhar, por isso resolver entrar na frente de e pegar nos braços dele para fazê-lo abraçá-la. entendeu o recado e a envolveu, deu um último complemento no disfarce e encostou a cabeça no peito do rapaz segurando suas mãos apoiadas na frente de sua barriga.
Tobias engoliu em seco antes de abrir a boca.

– É são os vizinhos . – ele lançou um olhar fuzilante na direção de , por sorte ambos não perceberam.
– E não tem nada que você possa fazer? Quer dizer, não podemos fazer nada sem ter platéia? – quis saber e beijou seu maxilar antes de suspirar.
– Não, a única coisa que eles querem é ver fogo. – foi direto ao ponto lançando um olhar predador na direção de que percebeu e se alinhou mais nos braços de .
– Fogo? Você quis dizer sexo? – Tobias assentiu. – Ah que ótimo... – sorriu de lado.
– Eles só vão largar do pé de vocês se ouvirem algo ou virem algo. – Watson encarou um ponto qualquer na sala. – Não se preocupe que eles são assim com todos os casais que se mudam para o condomínio, sendo eles casados, namorado ou amigos. Vocês não são os primeiros e nem serão os últimos. – explicou e sorriu pervertido.
– Isso não vai ser problema, vai ? – usou seu melhor tom provocador e negou, ele sabia o que ela queria: tirar Tobias do seu pé.
– Amanhã mesmo eles não vão mais nos incomodar. – beijou na bochecha e encarou Tobias que engoliu em seco e mexeu as pernas parecendo desconfortável.
– Bom... Eu só vim aqui avisar sobre os vizinhos, estava passando e vi alguns na varanda olhando em direção da piscina. – lançou um último olhar para antes de finalmente decidir ir embora. – Eu preciso ir, tenho alguns assuntos pendentes para resolver na delegacia. – nem se lembrou de que havia mentido mais cedo.
– Não estava de folga? – lhe pegou no pulo com uma sobrancelha erguida.
– Meu chefe me ligou e parece que está precisando de mim. – mentiu tentando não gaguejar. – Preciso ir. – seu celular começou tocar. – Deve ser ele, eu preciso ir, até mais. – se despediu rápido demais assim que observou a tela do aparelho.

e se entreolharam e riram antes de retornar para a piscina deixando apenas as marcas de seus pés, molhados, pelo piso.
Tobias por outro lado aceitou a ligação.

– Eu os vi Tobias. – revelou e o rapaz abriu o portão de ferro da casa. – E eles, ahhh, eles estavam juntos naquela droga de piscina! – ela esbravejou parecendo com ciúmes.
– Isso porque você não viu o que eles fizeram na minha frente. – entrou no carro segurando o volante.
– Precisamos dele, Tobias. – lembrou. – Sem ele eu não posso assumir o lugar do meu pai. – Tobias esfregou a testa.
– Você já me disse isso milhares e milhares de vezes, Judith. – escorregou a mão e apertou o nariz. – Não há nada que eu posso fazer, a está totalmente sob o cadáver dele. – explicou e o outro lado ficou mudo, deu um tempo, com certeza, Judith estava pensando.

Não demorou muito e ela se pronunciou:

– Já sei o que podemos fazer para tirá-la do meu caminho. – então desligou na cara de Tobias e ele engoliu em seco.

Estava começando se arrepender amargamente de ter se juntado a Judith Ross para ajudá-la em seu plano diabólico por herança.


Capítulo 8


abriu os olhos e soltou o ar levemente pelo nariz, esticou os braços ainda embaixo do edredom e deixou que o esquerdo verificasse o espaço ao seu lado. Para sua surpresa estava vazio. Será que resolveu dormir no sofá? Estava tão exausta no dia anterior que nem sequer viu se ele deitou ou não ao seu lado.
Sentindo-se uma inútil relembrou que havia corrido dele na cozinha, tudo estava programado para eles se beijarem e ela simplesmente deu pra trás. Mas pelo modo que ele se expressou na piscina, teve certeza que correr não adiantou em nada... O que estava acontecendo com , afinal?
Sorriu relembrando a maneira que ele encontrou para limpar seus lábios sujos de Nutella, uma encostada de lábios, um selinho.
Depois que foram para a piscina percebeu que queria lhe beijar, e teria deixado caso Tobias não tivesse aparecido. O engraçado era que aquele imbecil não saia do pé dos dois, tudo bem que a casa era dele, mas não precisava ficar aparecendo a todo minuto!
Quando Tobias se foi, e voltaram para a piscina onde ficaram brincando de jogar água um do outro e de quem aguentava mais tempo sem respirar embaixo d'água. E em momento algum, pelo resto do dia, tentou alguma coisa.
Levantou o tronco soltando um suspiro, será que ele tinha desistido? Assim que jogou o edredom em direção do pé da cama a porta do banheiro se abriu e saiu de dentro dele vestindo uma bermuda preta, a boxer ele era branca com elástico preto, sim reparou.

– Ah , não sabia que tinha acordado. – caminhou até o guarda-roupa em busca de uma camiseta.
– Acabei de acordar. – bocejou esticando os braços para frente.
– Dormiu feito uma pedra, tomou calmante? – quis saber afastando os cabides.
– Não, eu fiquei exausta só isso. – deixou o corpo cair novamente na cama.
– De nada por ter trazido você para a cama. – arregalou os olhos se levantando rapidamente.
– C-como assim? – ah não, eles não tinham feito!
– Calma Srta. , você dormiu no sofá, e achei que se sentiria mais confortável na cama, só isso. – explicou tirando uma camiseta verde do cabide e jogando na cama.
– Para aonde você vai essa hora da manhã? – seguiu para a cama para calçar o tênis.
– Vou fazer uma corrida de rua com Tobias. – respondeu e rolou os olhos.
– E que horas você volta? – riu, se levantou, pegou a camiseta e vestiu na frente dela.

suspirou, disfarçadamente, gostava mais quando ficava sem a camiseta, aquele abdômen precisava ser admirado. E ela queria se levantar daquela cama e puxar a peça de roupa para fora daquele corpo.

– Virou minha mãe? – arcou uma sobrancelha.
– Não. Só quero saber porque queria te fazer uma surpresa. – subiu na cama e engatinhou até ela.
– Que surpresa? – perguntou no pé do ouvido da garota.
– Se eu contasse não seria surpresa, não é? – semicerrou os olhos.
– Se me contar eu finjo que é surpresa. – disse como um menino travesso.
– Não, você vai descobrir se chegar na hora exata. – soltou o ar pela boca e percebeu que a barriga de estava descoberta.

Ele então teve uma ideia.

– Se me contar agora, , – se ajeitou na cama ficando ajoelhado ao lado das pernas dela. – eu te recompenso. – imediatamente curvou o corpo sobre ela e beijou a barriga. – Vai me dizer? – a encarou com os olhos de luxúria.
– Não. – ele assentiu e se deu por vencido.
– Tudo bem então. – saiu da cama já indo em direção da porta, mas antes que saísse o chamou.
. – ele parou e a mirou. – Qual era a recompensa? – queria muito saber, porque aquele simples beijo foi o suficiente para fazer o meio de suas pernas latejar.
– Descobrirá quando deixar eu te ensinar. – então saiu e sorriu.

não existia, ele se referiu ao "ensinar" no contexto sexual, claro que o desgraçado sabia que ela era virgem. deixava bem na cara que não sabia nada sobre os pecados humanos, porque em momento algum o provocou, ela não sabia o que era seduzir e muito menos o que era provocar.
Levantou-se da cama e seguiu para o banheiro onde escovou os dentes e fez sua higiene. Quando saiu escutou risadas no andar de baixo, não hesitou em ir até lá, afinal, alguém tinha que fazer o café.
Desceu as escadas segurando o corrimão já identificando os ombros de , a voz de Tobias e o corpo de mais dois homens, um deles estava jogado no sofá e ria junto com os outros. arcou uma sobrancelha, o que era tão engraçado?

– (...) lembram-se do Jonathan Lewis? – o homem deitado no sofá se pronunciou.
– Ele continua o mesmo retardado, sempre cutucando eu e a . – disse sorrindo com os braços cruzados. – Não mudou nada viu Richard.
– O Jonathan era uma boa companhia de treino. – Percy, o outro homem desconhecido, se pronunciou.
– Eu lembro que ele era um merdinha. – Tobias comentou. – Quando eu fazia academia ele não largava do meu pé e queria sempre ser amigo de todo mundo. Nunca fui muito com a cara daquele idiota. – seu sorriso diabólico conseguiu irritar .
– Tenho certeza que o ele é mil vezes melhor do que você, Tobias Watson. – cuspiu e o quarteto a mirou. – Quem você pensa que é para falar assim do Jonathan? – terminou de descer as escadas e seguiu até ficar de frente com Tobias.
– Olha temos uma advogada de Jonathan Lewis entre nós. – riu em deboche.
– Que tal você aprender o que é respeito? – disparou e percebeu que deveria intervir.
– Quer me ensinar o que é respeito? – Tobias usou seu melhor tom sedutor e rangeu os dentes.
– Você é nojento! – esbravejou acertando um soco forte na barriga dele.
. – a segurou pelos braços e a afastou de Tobias que massageava a barriga.
– Uau, ela é selvagem. – tentou se soltar dos braços de , mas ele não permitiu. – Solta ela , quero ver o que mais ela é capaz de fazer com as mãos. – Watson provocou.

o lançou um olhar fuzilante antes de arrastar em direção da cozinha e só assim soltá-la e ficar na porta com os braços cruzados. bufou e socou o balcão antes de começar chutar as portas dos armários, derrubar tudo que tinha em cima da mesa e gritar de raiva.
Não demorou muito e ela apoiou os braços na pia, fechou os olhos e começou suspirar pesadamente. Com isso nem percebeu a aproximação de .
O rapaz tocou o braço da garota e acariciou lentamente podendo ouvi-la ainda suspirando.

– Está mais calma? – quis saber ainda a acariciando.

nada respondeu apenas suspirou e ele continuou com o carinho.

– Não vou sair daqui enquanto você não se acalmar. – avisou descendo a mão pelo braço de e pairando-a sobre a dela.

encarou suas mãos unidas e então as enlaçou. acariciou, com o polegar, a parte de cima da mão da garota que aproveitou para olhá-lo sobre os ombros. Não demorou muito e o olhar dele se encontrou com o seu.
começou se aproximar e acompanhou todos os seus movimentos. Mas não estava concentrado nos lábios dela, ele não queria beijá-la no momento, apenas levantou um pouco a cabeça e beijou a testa dela fazendo-a fechar os olhos.
Ficou com os lábios encostados na testa da menina encarando a porta da cozinha, se Tobias invadisse iria partir para cima dele, não suportava o modo como ele tratava e não gostou nada do jeito que ele a deixou.

– Pode ir. – pronunciou baixo apenas para ele ouvir.
– Posso ficar. – afastou seus rostos, porém continuou a encarando. – Eles não precisam de mim.
– Não... Você pode ir, vou me cuidar. – garantiu com o olhar baixo.

rapidamente segurou atrás da cabeça de e a puxou fazendo sua boca ir de encontro com a testa dela novamente. Dessa vez a beijou com os olhos fechados expressando toda sua proteção, carinho e preocupação, no fundo não queria ir.

– Se cuida. – então se afastou e voltou para a sala onde falou bem alto que todos deveriam sair para começarem a correr.

também foi até a sala e assim que tocou a maçaneta da porta capturou se alongando junto com os outros na calçada, eles riam como um bando de garotos travessos. Não conseguiu desfiar o olhar até eles começarem a correr e sumirem, entretanto antes lhe encarou e deu uma piscadela.
Sorriu largo e de repente uma garota morena com corpo magrelo, mas bonito, de olhos azuis e pele branca passou com os olhos presos em , ela parou em frente ao portão e o abriu com uma mão, porque na outra segurava uma bacia coberta por um pano branco. Quem era ela? E por que secou tanto antes de entrar?

– Você é a ? – quis saber com um sorriso largo.
– Sou. – respondeu ainda na porta.
– Meu nome é Jullie, sou sua vizinha, – falava enquanto fechava o portão. – quer dizer, uma das suas vizinhas.
– É bom saber. – sorriu querendo ser gentil. – Bom... Quer entrar? Ainda não fiz o café, mas se não se importar eu faço rapidinho. – queria passar boa impressão.
– Não se preocupe meu amor, eu já tomei meu café da manhã, mas se quiser ajuda aqui estou eu! – ofereceu e deu passagem para ela entrar.
– A casa é sua Jullie. – disse assim que ela entrou.
– Aliás, eu trouxe bolinhos de chuva. – indicou a bacia em suas mãos. – Espero que você e seu marido gostem deles. – sorriu fechando a porta.
não é meu marido, apenas meu amigo. – explicou indo até a cozinha e Jullie a seguiu.
– Nossa... O que aconteceu aqui? – se referia à bagunça que fez quando entrou na cozinha após Tobias esnobar Jonathan.
– Digamos que... Tive um pequeno desentendimento com um dos amigos do . – foi o mais breve possível não querendo citar o dono do condomínio.

rolou os olhos após se lembrar das palavras nojentas de Tobias, quem ele pensava que era para falar daquele jeito de Jonathan? Sem dúvida Jonathan Lewis era melhor que Tobias Watson, em todos os pontos. Jonathan, por exemplo, não tentava agarrá-la a força e não era um imbecil.

– Pega o pó de café no armário para mim, por favor, Jullie? – pediu enquanto recolhia os copos e talheres que derrubou da mesa.

Enquanto se ocupava em arrumar a própria bagunça, Jullie se dirigiu para um dos armários não sabendo se era o certo ou não, mas no meio do caminho deixou a bacia de bolinhos em cima da mesa e avistou a garrafa de café, não pensou antes de chacoalhar e descobrir que estava cheia.
tem café na garrafa. – revelou e foi até ela.
– Deve ser de ontem. – pensou pegando uma xícara.
– O , talvez, tenha acordado cedo e preparado o café. – Jullie expressou voltando analisar a cozinha.
– É talvez. – despejou o café na xícara. – Eu acordei e ele não estava mais na cama. – comentou bebericando o café e descobrindo que ele estava quente, conclusão: tinha feito o café.
– Uau, vocês dois são amigos, mas ele dorme na mesma cama que você?! – colocou a mão na cintura parecendo indignada.
– A casa só tem um quarto. – explicou como se fosse óbvio pegando outra xícara.
– E ele já... – aceitou a xícara e bebeu seu café. – Tocou em você alguma vez? – quase engasgou.
– O que? Não, é claro que não. – Jullie vez uma careta.
– Como? Ele é gay? – quis saber e riu.
– Não Jullie, ele não é gay. – deixou a xícara na mesa reparando que tinha comprado pão.
– Então como ele não tocou em você ainda? Ele só pode gostar muito da mão dele, não é possível! – fechou os olhos, de costas para a mulher, tentando não imaginar "brincando" com a própria mão.
– Jullie, por favor, não quero ter que imaginar o "brincando" na cama que dormimos. – pediu educadamente.
– Eu não disse que ele se masturba na cama de vocês, ele tem cara de fazer isso no banheiro embaixo de uma água fria. O parece reservado. – disse e suspirou.
– Jullie eu não sei o que é masturbar um homem, então para de forçar minha mente imaginar isso e ainda mais com o ! – revelou, mas só conseguiu piorar a situação.
– É simples. – pegou uma banana na fruteira, ah não! – Você começa pegando desse jeito, ele deve ter um pau grande só por aquela estrutura física, uiii. – segurou a banana com uma mão e pegou com firmeza com a outra. – Depois começa os movimentos de vai e vem, desse jeito que estou fazendo. – subia e descia a mão direita pela banana e encarava tudo com as sobrancelhas arcadas não acreditando no que estava vendo. – Depois disso sua mão talvez fique molhada, é normal, se não for a porra dele você pode fazer mais. – explicou e pegou duas maçãs na fruteira deixando a banana de lado. – Esses são os testículos, você com a outra mão os massageia suavemente e o encare durante o ato e veja a reação em seu rosto, assim descobrirá a maneira que ele gosta de ser acariciado... Depois disso volte com os movimentos de vai e... – fechou os olhos e contou até três mentalmente enquanto Jullie continuava com a aula de sexologia ou como deduziu na hora "masturlogia".
– Jullie... – ela continuou. "Um". – Jullie você... – "Dois".
– Pergunte ao como ele gosta e se... – "Três".
– PARA AGORA COM ESSA MERDA! EU NÃO VOU MASTURBÁ-LO!!! – gritou encarando a garota de um jeito fuzilante. – Eu não preciso aprender isso, eu não quero aprender. – completou controlando a voz.
– Você é virgem, não é ? – quis saber e nada respondeu. – Ótimo, fale para o introduzir primeiro a cabecinha bem devagar, vai doer no início, mas você pode se agarrar a ele nesse momento, arranhe aquelas costas deliciosas e largas. – ela não tinha ido até ali para fazer amizades e sim falar do físico de !

"Sua putiane, pare de ter sonhos eróticos com o meu !" pensou já com raiva, uma megera estava logo a sua frente.
teve uma belíssima ideia para expulsá-la de sua casa, e era uma ótima ideia.

– Jullie... Ai... – fingiu uma tontura e fez uma perna quase vacilar para apoiar as mãos no balcão.
! – a morena correu até ela. – O que houve? – perguntou e colocou a mão na testa.
– Estou com um mal-estar, acho que preciso me sentar um pouco. – disse com uma voz baixa e fraca.
– Eu te levo até o sofá. – ajudou chegar até a sala onde se sentou no sofá.
– Se não se importa, Jullie, acho melhor eu ficar sozinha, não quero dar trabalho para ninguém. – falou da melhor maneira para não ofender ou passar má impressão.
– Posso telefonar para o , ele vai chegar rapidinho. – "Você ainda não entendeu que eu quero você longe de mim e principalmente do ?!" pensou com vontade de enforcá-la.
– Não... Eu só preciso descansar um pouco. – se acomodou no sofá escondendo o rosto com uma almofada.
– Tudo bem, qualquer coisa estou na segunda casa descendo a rua. – foram suas últimas palavras antes de sair da casa.

A porta bateu e , imediatamente, retirou a almofada do rosto e suspirou alto antes de se levantar.

– Lacraia. – pronunciou antes de voltar para a cozinha e perceber que Jullie havia deixado a bacia com os bolinhos de chuva sobre a mesa.

fez uma careta, pegou a bacia e deixou em cima do balcão, se quisesse comer o problema era dele, mas ela não se atreveria em colocar nenhum bolinho na boca, vai que a megera colocou sonífero para que ela apagasse e pudesse agarrar assim que ele voltasse? Não e não, se fosse preciso os bolinhos iam para o lixo!

*****

Abriu a porta do fogão colocando a lasanha dentro dele com cuidado, fechou e colocou o tempo no relógio para que ele despertasse quando estivesse tudo pronto. Depois de muito esforço finalmente tinha conseguido seguir a receita da internet. Lasanha era o prato preferido de e como havia prometido uma surpresa, nada mais justo que fazer a refeição que ele mais gostava.
Depois que a desengonçada da Jullie foi embora, esperou sua raiva passar e começou pensar em algo para fazer de surpresa para . Não deveria ter falado que ia fazer uma surpresa porque não sabia nem por onde começar, até que encarou o relógio e percebeu que faltava pouco para o almoço, foi aí que a lasanha entrou em cena.
Pegou seu notebook, se jogou na cama e começou buscar em vários sites sobre como se preparava uma lasanha, até pensou em telefonar para seu pai porque ele fazia uma lasanha que era maravilhosa, mas deixou essa opção para caso não conseguisse seguir a internet.
Felizmente conseguiu e ali estava ela colocando todos os objetos sujos na pia para serem lavados, odiava bagunça e desde pequena aprendeu que quando se sujava algo era melhor lavar do que deixar acumular. Com a mão cheia de espuma, a campainha decidiu tocar e se soubesse que aquela visita ia fazê-la ter pensamentos homicidas, nunca teria aberto a porta.
Tocou a maçaneta, abriu a porta e a imagem de uma loira, com olhos verdes, pele branca e um piercing no nariz sorria para ela.

– Olá! , certo? – o sorriso grandioso da loira assustou um pouco .
– Hã... Sim. – respondeu receosa.
– Muito prazer, meu nome é Elizabeth Vargas, mas me chame de Beth. – foi invadindo a casa sem que desse caminho.

a olhou dos pés a cabeça, mas que diacho era aquilo? A roupa de piriguete não negava que ela tinha fogo no rabo... Imediatamente surgiu em seus pensamentos, ah não outra não!

– A que lhe devo a sua visita, Eliza...
– Só Beth, amore mio. – interrompeu indo até a cozinha analisando tudo durante o trajeto.

rolou os olhos e a seguiu.

– O que veio fazer aqui... Beth? – suas palavras foram meio grosseiras, mas não dava a mínima importância.
– Conhecer você e aquele gostosão, que não sei como se chama, mas batizei de "totoso". – para você!" pensou se segurando para não rolar os olhos.
– Deve estar falando do . – deu de ombros observando o relógio da lasanha.
– Ah é esse o nome dele, do que mesmo? – organizava a mesa.
, . – respondeu abrindo a gaveta para pegar os talheres.
– Ele é seu marido? Namorado? Irmão... Ah diz que é seu irmão. – Beth conseguia ser mil vezes pior do que Jullie. Ela já deixou logo de início explícito que seu interesse era em .
– Ele não é nenhuma das coisas que você falou, é meu amigo. – o relógio da lasanha tocou e caminhou até o fogão colocando as luvas para não se queimar.

Apagou o fogo e abriu a porta do fogão, o cheiro da lasanha invadiu o ambiente e sentiu na hora que havia acertado no ponto. Agora só torcia para estar com o gosto maravilhoso assim como o cheiro.

– E onde ele está? – Beth tinha se sentado no balcão.
– Ele foi... – a porta da sala se abriu e logo gritou por . – Na cozinha, . – gritou em resposta.

Não demorou muito e apareceu na porta da cozinha. Sua camiseta estava totalmente suada assim como seus cabelos, Beth o comeu com os olhos e não gostou nada daquilo.

– Ah não acredito, você fez lasanha! – seu tom era de surpreso.
– Eu a ajudei. – Beth disse e lhe fuzilou.

"Ajudou o cacete!" teve vontade de socar o nariz daquela loira oxigenada.

– E você quem é? – quis saber caminhando até Beth para cumprimentá-la. A loira aceitou o cumprimento apertando a mão que oferecera com os olhos presos no físico dele.
– Elizabeth Vargas, mas pode me chamar de Beth, aliás, para você é "docinho de coco". – rolou os olhos e reparou.
– Desculpa, eu não gosto de coco. – segurou o riso, sabia que ele tinha dito aquilo para que ela se sentisse melhor.
– Sem problemas, posso ser qualquer tipo de doce que você quiser. – a oferecida deixou claro enquanto caminhava até a porta da cozinha.
– Estou de dieta Beth. – rebateu mirando com um olhar de predador, Beth percebeu. – Vou tomar um banho, não precisam esperar por mim para comer. – falou antes de sumir.
– Vou te esperar para comer querido! – Beth gritou descendo do balcão.
– E você vai ficar para o almoço? – foi um pouco insensível.
– Já que insiste, eu fico. – puxou uma cadeira e se sentou.
– Não é que... ah tudo bem então. – "você já sentou mesmo, agora fique!" refletiu.

suspirou em silêncio antes de se dirigir para a pia onde tentaria se distrair com a louça. Aquela loira oxigenada era muito atrevida, além de mentir falando para que havia ajudado preparar a lasanha, ainda deixava bem explícito seu interesse nele como se não fosse nada.

. – Beth chamou olhando as unhas.
– Algum problema Beth? – tentou ser simpática quando na verdade queria chutar a bunda grande dela e tirá-la daquela casa.
– Por que o te olhou com um olhar de predador? – sentiu um arrepio na espinha.
– Olhar de predador? – levantou uma sobrancelha.
– É, até pareceu uma cena de filme onde você é a presa e ele o caçador. – se arrepiou. – E então no momento que ele pretende atacar você foge, e ele vai atrás. – lembrou-se do momento que lhe deu um selinho, ela fugiu e depois ele quase a beijou na piscina. – Ele tem a ideia de montar uma armadilha para você, e você cai. Nesse instante ele te joga contra o chão e vocês comentem pecado. – riu.
– Deveria escrever filmes. – continuou rindo ao mesmo tempo em que lavava a louça.
– Ah, nunca cometeu pecado? – por que será que em New York parecia ser um crime ser virgem?

ficou em silêncio, não por vergonha, mas sim porque não era da conta de Elizabeth se tinha ou não cometido "pecado".

– Entendi. – deduziu pelo silêncio que a resposta era negativa. – Quer que eu ensine algumas dicas para a sua primeira vez? Sei que vai cometer pecado e com esse gostosão embaixo do seu teto, acho bem difícil vocês irem embora sem se encostarem. – tudo o que mais queria era paz e não aulas de sexologia, se fosse por isso era só ligar no Altas Horas com Serginho Groisman no bloco da Laura Muller.
– Muito gentil da sua parte, Beth, mas não quero. E outra, eu e o nunca vamos transar. – disse desligando a torneira. Nunca diga nunca .
– Cometer pecado. – corrigiu fazendo rolar os olhos.
– Para de insinuar que sexo é pecado, até parece que há alguma ligação com a igreja! – Beth deu de ombros. – Aliás, como sabe que um dia vamos embora? – bateu a curiosidade.
– Meu bem as notícias correm rápido por aqui. Se você depilou a xana, no dia seguinte o condomínio inteiro já está sabendo. – ela não se importava com as palavras.
– Beth, você não tem nada na sua casa par... – invadiu a cozinha naquele exato momento vestido apenas com uma bermuda cinza e uma toalha no pescoço. Ah está de sacanagem, né ?

Beth o mirou com os olhos carregados de luxúria e analisou o abdômen de como se a qualquer momento fosse pular em cima dele. já estava preparada para acertar a vassoura nela.

– Que modos são esses ? – o rapaz caminhou até a mesa. – Beth pode almoçar conosco, não vamos conseguir comer a lasanha toda sozinhos. – nunca teve tanta vontade de pular no pescoço de e estrangulá-lo, ele só poderia estar gostando muito da presença daquela oferecida!
– Claro... Que má educada eu, não? Claro que você pode ficar Beth. – o sarcasmo na voz de era explícito para que a megera percebesse.

Mas não foi bem o que aconteceu.

– Obrigada , você é uma ótima vizinha. – agradeceu recebendo um sorriso cínico, sem os dentes, da policial. – E ... Wowwww! – a loira se levantou como um furacão assim que seus olhos descobriram algumas gotículas de água escorrendo pelo abdômen do rapaz.

sentiu seus punhos se fechando involuntariamente e um calor absurdo pareceu passar por baixo de sua pele, sabia exatamente o que estava sentindo, raiva!
Beth, não se dando conta do estado de , levou a mão até o peitoral de parecendo impressionada. Mordeu os lábios aproximando seus corpos, tinha as sobrancelhas levantadas em total indignação, nunca nenhuma garota lhe tocou daquela maneira.
arcou as sobrancelhas assim que Beth desceu as mãos e começou acariciar o tronco dele. Foi então que o bicho pegou, o cretino não fazia nada apenas tentava recuar, imediatamente, o olhar de se encontrou com o de e ele tinha um olhar piedoso, parecia não estar gostando nada do atrevimento de Beth... Porque ele queria que fosse o acariciando.
Entretanto não estudou direito os olhos de . Ela caminhou até os dois e empurrou Beth tentando ser o máximo delicada possível.

– Beth, você vai precisar se retirar. – continuou a empurrando até a sala.
– O quê? Mas por quê? – "porque nem o está se sentindo confortável com você aqui sua rata!" rolou os olhos tentado mandar aquela voz em sua mente para o inferno.
– Eu e o vamos ter de sair agora mesmo, parece que Tobias precisa falar com alguma coisa sobre a casa. – mentiu. – E nem vamos ter tempo para almoçar. – complementou abrindo a porta da sala.
– Ah, tudo bem querida. – antes de sair beijou a bochecha de .

fechou a porta se segurando para não batê-la, limpou o local do beijo e retornou para a cozinha. estava encostado no balcão com os braços cruzados esperando por para almoçar, o que ele não sabia era que ela nunca almoçaria com ele.
a mirou e ela fez o mesmo com as sobrancelhas arcadas, iniciaram um contato visual intenso. Um com o olhar piedoso e o outro de raiva.

... – ele começou, mas pegou um dos pratos e colocou sobre o outro com brutalidade para ele se calar imediatamente.
– Nunca mais você, , me dirija a palavra! – rosnou pegando os pratos e colocando, sem sutileza, dentro do armário.

bateu a porta do armário com força, guardou a lasanha no forno e saiu da cozinha sem direcionar qualquer olhar na direção dele.
se sentia um lixo. não merecia ter visto o que viu, Beth era uma oferecida, não negava, mas ele não se jogou pra cima dela! Ele respeitou a todo o momento, era em que seus pensamentos voaram naquele atrevimento, era que ele queria que estivesse lhe acariciando.
curvou o corpo sobre a mesa com as mãos firmes sobre ela, o que pensou? Que ele havia gostado do que Beth fizera? Ele odiou cada segundo!
Não sabia o que estava acontecendo. Há pouco tempo estava sofrendo e queria voltar para os braços de e de repente tudo vira de cabeça para baixo e começa querer ter a companhia de ; começa desejar que ela tocasse seu corpo; queria ter seu carinho; queria beijá-la; olhar em seus olhos...
Fechou os olhos, o que estava acontecendo? Será que estava tão carente assim para chegar ao ponto de desejar estar perto de esperando que ela vá lhe tocar? Porra ela era virgem, claro que ela não ia tocar nele era mais fácil ter aproveitado a oportunidade com Beth, mas não quis, não queria Beth!
Ou será que o fato de ser virgem o faz querer tirar proveito para se vingar de ? Não... não teria a protegido de Tobias se fosse esse o motivo e não teria vontade de socá-lo por ter tocando nela. Havia alguma coisa muito estranha na sua mudança repentina de comportamento, não era normal, ou talvez, oh... Será que estava se apaixonando por ?


Capítulo 9

De repente a temperatura caiu em New York, girava em torno dos 1º a 5ºC. A casa tinha aquecedor, mas isso não era o suficiente para aquecer todo o ambiente, ela continuava gelada.
estava deitada no sofá-cama da sala mudando a televisão de canal, não tinha nenhuma programação interessante naquela hora da noite. Na verdade deveria estar dormindo e não acordada, mas quem disse que conseguia pegar no sono? Na manhã seguinte ela iria parecer uma lesma andando.
estava enfiado em algum lugar daquela casa ou nem na casa estava. Ela nunca mais o viu depois que saiu da cozinha, talvez ele tenha ido atrás de Beth para terminarem o que começaram. Sentia nojo apenas por pensar nos dois cometendo "pecado", nunca teve motivos para sentir nojo de , mas no momento queria o máximo de distância dele.
Já não bastava uma megera, agora outra.
Virou-se de lado apoiando a cabeça no travesseiro. A televisão continuou ligada, não era ela que pagava a conta mesmo, Tobias que se lascasse sozinho. Pensando bem, no final das contas era igual Tobias não podia ver uma mulher que já queria carregá-la para a cama.
Pensava que era diferente. Ele parecia ser o típico homem que dá carinho, dá atenção, cuida do que é seu, mas estava enganada, era igual a todos os outros.
fechou os olhos para tentar pegar no sono mesmo sabendo que não conseguiria.
Enquanto isso fechou a porta de vidro que dava acesso à área de piscina e desligou a luz da cozinha. Estava, desde o momento que Beth foi embora, na área de piscina sentado em um dos quiosques. Refletiu sobre tudo que estava acontecendo, sobre o porquê de ter começado adquirir tanta necessidade da presença de , e o que concluiu? Que estava ficando doido.
Não tinha explicação para sua mudança de comportamento, a única saída era dizer que estava se apaixonando por , mas não sabia afirmar, porque o que sentia por não era o mesmo.
Protegia ? Sim. Dava carinho? Sim. Respeitava? A cima de tudo sim. Mas um detalhe minúsculo o fez pensar: nunca teve a necessidade de estar perto de tanto quanto como estava tendo com . era sua namorada, mas em nenhum momento quis ficar tanto perto dela. Com já era diferente, a todo o momento queria estar perto dela, queria senti-la por perto, era como se sentisse necessidade, como se dependesse da proximidade dela para viver.
Até que a noite caiu e o frio chegou. estava vestido com o moletom cinza de touca e não restava mais nada a se fazer senão deitar, dormir e esquecer o que aconteceu. Infelizmente o destino foi cruel e quando estava caminhando em direção da escada, no escuro, seus olhos pairaram na iluminação da televisão da sala e encontrou as costas de junto do edredom.
Parou os passos e respirou fundo, não queria que ela soubesse que estava ali, mas ao mesmo tempo queria. estava com a cabeça tão indecisa que nem percebeu quando caminhou até o sofá-cama e apoiou, com firmeza, as duas mãos curvando o tronco.

? – chamou encarando a televisão onde um palhaço de filme de terror começou a rir deduziu na hora que ela estava pulando de canal em canal e parou ali. – ? – chamou novamente, mas ela nada disse.

tinha os olhos abertos encarando a parede de vidro que dava visão ao pequeno jardim e também as varandas das outras casas. Não queria papo com , não sabia o porquê se magoou tanto com ele, sabia que o amava, mas isso não era o suficiente para se magoar, é? Ou talvez a palavra correta nem seja "mágoa".

– Tá bom... Eu vou deitar se precisar de mim estarei lá em cima. – saiu de perto do sofá sentindo uma pequena dor no peito, ah não, será que seus pensamentos eram verdade?

olhou por cima dos ombros a figura de caminhando até a escada de um jeito lento. Engoliu sua saliva querendo pensar em alguma coisa para fazer, infelizmente as palavras saíram antes que pudesse pensar.

! – ele parou e a encarou. – Vem aqui. – puxou o edredom do seu lado direito e bateu a mão no sofá.

caminhou de volta para o sofá, se sentou assim que ele subiu. Ela cruzou as pernas e fechou os olhos com a cabeça baixa.

... – começou colocando a mão no ombro dela, porém a tirou imediatamente. – , por favor. – sua voz parecia implorar.
– Me deixa em paz . Se quiser ficar aqui fique, se quiser ir para o quarto... Pode ir. – colocou uma mecha de cabelo atrás da orelha continuando com a cabeça baixa.

a encarou com cara de cachorro sem dono. Ele até que ficava bonitinho com aquela carinha.

sobre aquilo que você viu, eu não gostei dela, não gostei do jeito dela. – começou, tinha que falar. – Acha que eu gostei quando ela me acariciou? – se preparou para ouvir o pior. – Não, eu não gostei, eu odiei. – ela sentiu o sofá se afundando atrás de si. – Enquanto ela tocava em mim, eu olhava para você. Estava sempre atento para ver o que você ia fazer, esperava que a tirasse dali, que a expulsasse o quanto antes. – pronunciou tocando o braço dela, ela não o afastou.
– E por que você não se afastou dela? – quis saber ainda sem encará-lo.
– Eu não queria que você achasse que eu fosse um indecente. Se eu empurrasse a Beth corria o risco de você nunca mais olhar na minha cara, eu ia constranger uma amiga sua e eu não sou assim você sabe disso. – suspirou olhando por cima dos ombros.
– Ela não é minha amiga e... – mordeu os lábios, rindo antes de perguntar em um tom baixo. – Ela te deixou de pau duro? – riu.
– Repete isso. – pediu com o olhar brincalhão.
– Não.
– Ah não?! – abraçou pelo pescoço e a puxou em direção das almofadas.

Ambos riram. continuou abraçado com , de repente escondeu o rosto no pescoço da garota e soltou o ar pela boca fazendo-a gargalhar como uma criança, a barba que nascia lhe fazia cócegas.
jogou a cabeça para trás, desfez o abraço e sentiu os olhos de em si, fingiu estar com vergonha, virou-se de barriga para baixo escondendo o rosto no meio das almofadas. Com a risada gostosa da garota foi impossível não sorrir.

– Quer saber, a Beth não foi a única que veio aqui atrás de você. – virou a cabeça para o lado, levantou um pouco a cabeça deixando apenas um pedaço do rosto a mostra.
– Não, é? – sorriu, ele estava com o cabelo todo bagunçado.
– Não, uma garota chamada Jullie trouxe até bolinhos de chuva e me ensinou uma coisa constrangedora. – voltou encarar a parede de vidro.
– Que coisa constrangedora? E que bolinhos de chuva que eu nem vi os farelos? – virou o corpo de barriga para cima continuando com a cabeça deitada na almofada.
– Eu joguei os bolinhos fora, não estavam com a cara boa. – respondeu optando por não falar a resposta para a primeira pergunta.
– E a coisa constrangedora foi o que? – insistiu brincando com uma almofada.

suspirou, sério mesmo que ele queria saber dessa parte?

– Ah ela veio com um papinho de... – mordeu a língua.
– De...? – queria saber olhando-a pelos cantos dos olhos.
– Masturbação. – completou.
– Como?! – pareceu surpreso, mas riu. – E ela ensinou isso pra quê? – o desgraçado sabia, mas resolveu apenas colocar as mãos atrás da cabeça e se fingir de desentendido.
– Você sabe pra que. – levantou o tronco olhando a posição de .

levou o olhar até o dela e começou um contato visual, de repente, com toda cara de pau, direcionou o olhar para baixo indicando suas próprias pernas, quer dizer, indicava o que tinha no meio delas...

! – protestou batendo no peito dele.
– O que? – tentou segurar o riso ainda se fazendo de desentendido.
– Para de ser tão pervertido comigo, você está todo "esquentadinho" desde ontem! – jogou uma almofada na cara dele.
– Um selinho pode acontecer entre amigos , não precisa ser só entre casais. – comentou assistindo a série Arrow que começava na televisão.
– Não estou falando apenas do selinho. – voltou encarar a parede de vidro e percebeu que alguns vizinhos encaravam os dois deitados no sofá-cama, rolou os olhos.
– Enfim, não vai testar? – perguntou na maior cara de pau.
– Testar o que? – levantou uma sobrancelha o encarando.
– O que a Jullie te ensinou. – corou.
– Ficou doido? Eu não vou masturbar você. – sentiu vergonha de si mesmo e ele riu.
– Ah... Então quer dizer que ela te ensinou para fazer em mim? Porque eu em momento algum insinuei que era para você me masturbar. – o filho da puta conseguiu jogá-la contra a parede.
sem chance. – tentou cortar o clima.
– Já sentiu um pau na vida pelo menos? – ficou em silêncio, é já e foi o dele.
– Já. – respondeu percebendo que o número de vizinhos nas varandas aumentou em mais dois, enxeridos!
– Talvez o Tobias goste, quem sabe você não relaxa ele um pouco? – rolou os olhos, não suportava ouvir aquele nome que infelizmente pertencia a seu personagem favorito na Saga Divergente.
– Não tem graça nenhuma. – seu tom ríspido deixava claro o quanto "amava" Tobias, começou a rir.
– Vocês dois se amam, fico até com inveja desse amor. – ainda sorria.
– Eu amo mais o Jonathan do que ele acredite. – o sorriso de sumiu imediatamente. – O Jonathan sim é um cara que merece o meu amor, agora o Tobias... – bateu os dedos das mãos uns nos outros como se não se importasse. – Esse pode estar pelado, pintado de ouro, que nunca vai ter o que o Jonathan tem... – encarou percebendo que ele não estava mais sorrindo. – E você, claro. – como pôde esquecer? Amava mais do que Jonathan Lewis.
– Vai ter de escolher entre eu ou o Jonathan. – o sorriso apareceu novamente.
Você, no momento. – respondeu voltando encarar a parede de vidro percebendo que Beth e Jullie estavam no meio dos vizinhos enxeridos. – Ah, esses vizinhos não vão desistir nunca? – suspirou antes de perguntar continuando encarar as varandas.
– A sua beldade disse que eles só vão sossegar se eu comer você. – teve certeza que apenas reproduziu as palavras de Tobias.
– O próprio Tobias que falou essas palavras, não foi? – quis confirmar.
– Eu usaria o termo "transar" pegaria mais educado, mas o Tobias é um desbocado então... Você sabe; não me surpreenderia se ele dissesse que era pra eu foder com você. – explicou colocando uma almofada em cima do rosto.
– Eu não entendo o interesse desses vizinhos em ver os outros transando, é tão... Sei lá. – comentou deitando o corpo e fechando os olhos.
– Quer acabar logo com isso? – ergueu o tronco posicionando seu corpo em cima do de colocando um braço de cada lado da cabeça dela.

abriu os olhos e eles se chocaram com os glóbulos de , deveria tirá-lo dali, mas quem disse que queria?

– O que pensa que vai fazer? – perguntou e ele suspirou.
– Eu não vou fazer nada, nós vamos. – corrigiu. – Eles querem sexo, certo? Então vamos dar a eles sexo. Olha, eu já dei o primeiro passo. – explicou e engoliu em seco.

Fingir sexo? Como iria fingir sexo se ainda era virgem? Não, não poderia concordar com aquele absurdo, sugeriu uma boa ideia, mas não poderia aceitar, não iria perder a virgindade daquela maneira.

não dá... – começou e ele levantou uma sobrancelha.
– E por que não? – quis saber.
– Eu sou virgem, se fingimos sexo você vai tirar a minha virgindade. – foi direto ao ponto.
– É simples... – abaixou a cabeça levando sua boca até a orelha dela. – Ficamos apenas nas preliminares, não vou passar disso, prometo. – estremeceu com o hálito quente dele.
– Tá... – concordou sentindo instantaneamente beijar seu pescoço.

Automaticamente fechou os olhos e jogou a cabeça para trás deixando seu pescoço mais exposto. continuou descendo os beijos até a gola da camiseta de , só então percebeu que era larga o suficiente para ver o sutiã azul que ela usava por baixo.
Soltou o ar pela boca fazendo-o bater no busto da garota que novamente estremeceu. Retornou com os beijos subindo pelo pescoço para chegar até o lóbulo da orelha onde mordeu e puxou levemente.
abriu os olhos soltando o ar, parecendo pesado, pela boca. Não sabia deduzir o que estava sentindo, mas sabia dizer o quanto estava gostando. tinha apenas beijado seu pescoço e sentia como se o meio de suas pernas estivesse latejando, o que era aquilo? Sempre que tocava sua pele próximo da cintura sentia como se o meio de suas pernas latejasse.

tira meu moletom. – pediu levando as mãos dela até a barra da própria blusa.

obedeceu puxando bem devagar enquanto ele continuava curvado distribuindo beijos por toda extensão de seu pescoço. Quando a blusa chegou na altura dos ombros, levantou o tronco e a tirou jogando-a no chão perto da parede de vidro para que os vizinhos vissem.
A garota mordeu os lábios e o meio de suas pernas latejou mais ainda quando seus olhos bateram contra aquele peitoral e aquele abdômen, ah, que gostoso! Não ia negar, sempre achou gostoso. Os ombros largos pareciam estar convidando para mordê-los; o peitoral esculpido clamava por atenção e o abdômen, não muito definido, queria ter as mãos dela.
não percebeu que estava sendo observado, levou as mãos até os botões da camiseta de , percebendo que não passava de um pijama branco, e começou desabotoar um a um expondo o sutiã azul confirmando suas hipóteses.
Teve que se controlar para não atacar os seios de , oh, eles eram grandes e pareciam tão apertados naquele maldito sutiã. ficou louco, já tinha reparado neles naquele dia da piscina, mas naquele momento eles pareciam gritar por ele em busca de atenção. E era homem não ia conseguir se controlar por muito tempo, ainda mais quando os seios eram sua parte preferida.

– Posso tocá-los ? – seu pedido foi quase falho, seu pau latejava só de pensar em tocar aquelas perfeições.
– Tocar o que? – ele engoliu em seco sentindo sua mão percorrer involuntariamente em direção de sua ereção, ele precisava de atenção, mas como pedir por isso?
– Nada não. – voltou curvar o corpo beijando o queixo dela.

Não perdeu tempo ao descer pelo busto e beijar os seios mesmo com o sutiã, ela não iria deixá-lo tirar então trataria aquela área como sempre tratou: com carinho. Lambeu no meio deles e sorriu quando jogou a cabeça para trás deixando escapar um gemido, ele já foi capaz de imaginar: se ela gemeu apenas com uma lambida imagina como ela vai reagir quando ele sugar um dos mamilos!
ficou confusa, porque ele estava deixando-a daquele jeito? Já tinha ouvido falar em sexo e sabia que aquilo que escapou por sua boca foi um gemido, mas deveria ser apenas uma encenação então não deveria ter gemido, esperava que ele não tivesse escutado.
levou uma das mãos até o rosto de e fez com que ela olhasse em seus olhos, sorriu dando um demorado selinho nos lábios vermelhos e deliciosos dela. Isso foi o suficiente para a ereção dele latejar implorando por atenção, sim ele estava louquinho para transar de verdade com . Ficou apenas nas carícias e tinha se excitado, merda será que conseguiria se segurar?

... – implorou contra os lábios dela após outro selinho. – Me acaricia. – o pedido escapou por seus lábios, ele estava precisando muito do toque dela.
– E como você gosta? – perguntou, mas ele não respondeu, não havia entendido.

começou pelos ombros apertando e acariciando, ele era gostoso como não acariciar? Se ele não tivesse pedido, ela o faria por conta própria. , por outro lado, abaixou a cabeça encostando-se ao ombro de , estava muito difícil se controlar ali, então o melhor que poderia fazer para não atacá-la é ficar bem quietinho.
desceu as mãos pelas costas largas sentindo-o se contrair, levou-as até o abdômen onde se deixou levar, dane-se a encenação, arranhou o sentindo mover um pouco a cabeça para cima e soltar um gemido bem baixo. não percebeu quando sua mão desceu demais pelo abdômen e acabou indo em direção da calça de moletom onde a ereção de pulsava.

. – se ela tocasse era o fim do controle. – , olha pra mim. – pediu, mas ela não obedeceu e continuou descendo a mão. – ... Não... – ela sentiu a ereção e ele apertou as almofadas do sofá para não levar as mãos para o short dela.

sorriu com o tamanho da excitação dele, estava tão surpresa que resolveu dar só um pouquinho de atenção para aquela área. Tocou com a mão fazendo ficar tenso. Mordeu os lábios começando acariciar sentindo o quanto era grande... Se enterrasse aquilo nela, poderia pedir uma cadeira de rodas!

– Isso... Continua ... – ordenou e ela obedeceu fazendo-o sempre se mexer com os braços.

deixou-se levar começando suspirar e gemer sem nenhuma vergonha. sabia como acariciá-lo, mesmo por cima da calça, e ele não podia negar que ela sabia bem o que fazia. Já era, não tinha mais o controle e nem sabia mais para que lado o sol nascia.

– Está bom assim? – fez o que Jullie ensinou: perguntar se ele estava ou não gostando. assentiu.

De repente moveu o braço direito para o lado em busca de apoio e acabou batendo-o contra o abajur em cima da pequena mesinha ao lado do sofá-cama. O som do objeto caindo no chão e se partindo em milhões de pedaços, além de acabar com a luz deixando apenas da televisão, também serviu para trazer e de volta para a realidade.
Eles rirem assim que se encararam. De surpresa beijou a bochecha de e permaneceu com a cabeça encostada ali, levou a mão até os cabelos dele e começou um carinho do jeito que qualquer homem gostava.

– Melhor irmos dormir. – sussurrou e ele concordou.

Não demorou muito os dois desligaram a televisão e se enfiaram embaixo do edredom, relaxando. encarava o teto esperando que seu pau sossegasse, não seria naquela noite que ele ia se divertir então era bom que aceitasse a realidade.
De repente se virou para , porém ele não percebeu por causa da pouca iluminação, não hesitou ao deitar a cabeça em cima do peitoral dele e se aconchegar ali para dormir mesmo com vários pensamentos perturbando sua mente.
levou a mão até os cabelos dela e começou um cafuné, é... Pelo jeito ele ficaria muito tempo acordado, ainda mais quando já se estava excitado e a tentação em pessoa deita em cima de si para dormir. Não queria tirar dali para ir ao banheiro se aliviar então tudo que restava fazer era se sacrificar.


Capítulo 10

O sol bateu contra os olhos de fazendo-o abri-los contra sua vontade. Junto com o sol veio o som da campainha e só então reparou que já não estava mais deitada ao seu lado. Que horas eram?
Com o rosto amassado, os olhos quase fechados por causa do sol e o cabelo bagunçado obrigou seu corpo sair do sofá-cama. Estava parecendo um filhote de urubu. Ao dar o primeiro passo chutou alguns cacos do que sobrou do pequeno abajur, sorriu relembrando o porquê de ter, por acidente, quebrado o abajur de Tobias.

– Bom dia dorminhoco. – apareceu na sala com um pano enxugando as mãos.
– Bom dia. – retribuiu antes de bocejar fechando os olhos, ele parecia bem mais cansado do que quando se deitou.
– Coloca uma camiseta . – pediu abrindo o trinco da porta após olhar pelo olho mágico.
– Vou tomar um banho, não se preocupe. Estou me sentindo um filhote de gambá. – disse com a voz sonolenta antes de seguir em direção das escadas.
– E não volte até o cheiro de lixo sair do seu nariz! – gritou e ele a mostrou o dedo.

riu abrindo a porta. Seu sorriso morreu assim que a figura de Beth entrou em seu campo de visão e percebeu que ela segurava uma sacolinha preta, ah pronto a megera vai fazer macumba!

– Beth, que surpresa! – sorriu quando na verdade queria bater a porta na cara daquela biscate. Mas quem disse que seu sorriso era verdadeiro?
– É querida estava sentindo falta de você. – "oh, como você é falsa Beth!" pensou "Eu sei que veio aqui por causa do então vaza!".
– Acabei de fazer café e comprar pão, quer entrar? – não entendeu pra que perguntou se Beth já tinha invadido a sala.
– É uma honra acompanhá-los no café, a propósito, onde está o ? – quis saber sentando-se no sofá, quis socá-la bem na fuça.
– Está tomando banho, ele está só o pó hoje. – pensou que assim Beth iria desistir e ir embora, mas sabe como é, né? Oferecida morre oferecida.
– Se ele quiser posso fazer uma massagem. – rolou os olhos sem que ela percebesse.
– Não, eu relaxo ele, não precisa se preocupar quanto a isso. – fez questão de frisar o "eu".
– Ah, falando nisso... – abriu a sacola preta retirando dois pacotes de camisinha. – Trouxe isso para el... Vocês. – pegou os pacotes querendo fazê-la engolir.
– Por que não me surpreendo? Você estava na varanda nos espiando. – pensou alto demais.
– O que disse querida? – por sorte Beth estava distraída com o moletom que usava no dia anterior.
– Ah nada. – deixou as camisinhas em cima da mesinha onde até ontem havia um abajur. – Mas por que tanta generosidade Beth? O podia muito bem ir a uma farmácia ou barzinho e comprar preservativos. – "não precisamos ficar mendigando camisinha alheia" aquela voz em sua mente já estava passando dos limites.
– Eu vi que você amarelou ontem e você foi burra pra cacete. – "não, eu não fui burra sua megera do caralho, eu só não posso transar com o meu melhor amigo. Se você transa o problema é seu." Sim, já estava eufórica.
– Mas eu não amarelei. – mentiu. – foi bem cuidadoso quanto a isso, eu diria que estava com medo porque achava que ia doer, mas ele cuidou de mim a todo o momento e fez de tudo para que eu não sentisse muita dor. – ela ia para o inferno depois dessa.
– Então rolou?! – Beth pareceu surpresa.
– Rolou, opa se rolou. – afirmou.
– E como ele é? É grande? Você pegou nele? – "você vai ver as respostas quando eu acertar o soco na sua cara!" se segurou para não dizer o que pensou.
– Isso é confidencial. – sorriu sem os dentes.
– Wow, vou levar como um "sim" para o grande. Mas vem cá... – ambas escutaram o som da porta do banheiro se fechando, conclusão: estava a caminho da sala com a toalha na cintura ou seminu. – Como ele pegou você? Com cuidado ou com agressividade? – se segurou para não expulsá-la.

Mas que atrevimento da Srta. Elizabeth Vargas! O que e fazem entre quatro paredes é problema dos dois e de mais ninguém. Apesar de não ter rolado nada só uns amassos falsos, não era da conta dela.
Por sorte chegou na sala naquele exato momento e foi até ele como uma forma de se distanciar de Beth, caso contrário daria um chute, igual ao do Messi, na bunda daquela oferecida e a mandaria para o gol, quer dizer, para fora.

– Oi, bom dia meu ! – o abraçou fazendo questão de esfregar a mão no peitoral descoberto e úmido dele.
... Você já me deu bom dia hoje. – ele não entendeu absolutamente nada.
– Eu sei meu amorzinho. – ficou de frente para ele juntando suas bocas em um selinho. – Ela está atrás de você. – sussurrou olhando nos olhos dele.
– E por que não a manda embora? – sussurrou de volta.
– Vai ser falta de educação da minha parte. – realmente seria falta de educação, pensou por um instante.
– Já sei, vai para a cozinha e me chama para te ajudar, tive uma ideia. – colocou as mãos na cintura dela e a puxou para si.
– Eu falei que a gente transou na noite passada, e ela está acreditando nisso. – sorriu.
– Melhor ainda. – deu outro selinho nela agora mais demorado.

Beth limpou a garganta.

– Alôôô... Não sei se sabem, mas eu ainda estou aqui casal. – acenou para os dois.

rolou os olhos, já sorriu e se soltou de seguindo em direção de Beth.

– Ah, bom dia Beth. – cumprimentou com um sorriso galanteador que deixou a loira boba.
– B-bom dia . – gaguejou se levantando.
– Gostei que tenha vindo tomar café com a gente, afinal não é de muitas palavras. – só então entendeu, ele estava jogando o jogo dele.
– Então vou passar vim mais vezes para o café... – levantou-se do sofá tratando de se aproximar de já tocando o tórax dele. – Tenho certeza que a não vai se incomodar. – esfregou o peito do rapaz fazendo fechar as mãos em punho.

nesse mesmo instante levou umas das mãos até as costas e fez sinal com os dedos para que fosse para a cozinha.

– Eu vou terminar de fazer o café, estou com a massa de bolo pronta para colocar na forma. – mentiu não havia bosta de bolo nenhum.

"Essa é a minha garota!" pensou, deixou tudo mais fácil.

– Pode ir lá querida. – Beth foi quem respondeu achando que ia se dar bem.
– É ... Qualquer coisa me chame. – ele virou o rosto na direção de e piscou para ela.

Então ela entendeu, indo em direção da cozinha. Caminhou até o balcão e tentou pensar em algo rápido antes que a megera tirasse a roupa e se oferecesse para . Mas o que? Tinha que ser uma boa desculpa...
Colocou os braços em cima do balcão olhando para os armários, estralou os dedos, claro! Tinha citado um bolo, certo? Só precisava colocar na forma então...
Voltou para a entrada da cozinha ficando escorada no batente. Não queria ter visto Beth dando uns beijos no pescoço e queixo de , percebeu na hora que ele não estava gostando nada, nada porque olhava para todos os lados em busca de uma saída, ah, Beth ia pagar e caro!

você pode me ajudar pegar a forma do bolo no armário? É muito alta e você sabe, bebê, eu sou baixinha. – o “baixinha” a bunda dela, ela e tinham a mesma altura.
– Claro . Com licença Beth, fique aqui eu já volto. – afastou a loira e seguiu para a cozinha.

tinha os braços cruzados com as costas encostadas no balcão assim que ele entrou na cozinha. Imediatamente parou, ah agora ele ia apanhar!

– Não sou de muitas palavras, é? – apertou os olhos em um tom meio ríspido.
... "Bebê"? – se referiu ao modo como ela o chamou.
– Eu estava puta, ok? – disse indo até a pia que ficava atrás do balcão, suspirou querendo tirar a imagem de Beth da cabeça.
– Ah não, sem ciúmes, por favor. – pediu conferindo se Beth não tinha o seguido.

apoiou as mãos no mármore e então pensou: essa era a palavra? "Ciúmes" era o nome dado para toda sua raiva de querer bater em Jullie e Beth sempre que falavam de ? "Ciúmes"? Legal, uma nova descoberta: tinha ciúmes de sendo que só eram melhores amigos.

quer transar? – disparou de frente para ela, sendo separados apenas pelo balcão. Ela engoliu em seco.
– Como é? – imediatamente levantou uma sobrancelha, sentindo aquele mesmo nó da noite anterior no meio de suas pernas.
– Não transar de verdade. – caminhou até onde estava ficando atrás dela. – Eu digo de fingimos, igual ontem. Eu não preciso nem tocar em você se não quiser; podemos gemer em voz alta, assim a Beth vai se sentir incomodada e vai embora. – explicou e pensou, era uma boa, mas e si...
– E se a Beth vir e quiser entrar no meio? – perguntou se virando de frente para ele que sorriu de lado.
– Então a gente transa de verdade e aproveitamos para fazer um ménage. – fez uma careta de nojo. – Então? O que me diz? – ela pensou por um tempo antes de virar de costas para ele.
– Fechado. – mas peraí, se eles iam fingir, queria sentir de novo o toque de . Procurou as mãos dele e assim que encontrou as levou até sua barriga. – Oh ... – começou no seu melhor tom alto.

sorriu, porém não moveu nenhum músculo.

– Calma ... Vamos com calma. – foi a vez dele.

avistou algumas panelas em cima do balcão e teve a grandiosa ideia de derrubá-las no chão. Jogou um pouco o corpo sobre o balcão e empurrou duas panelas no chão fazendo um barulho quase ensurdecedor.

! – gritou, os dois tiveram de segurar o riso. – Tira logo essa maldita bermuda! – fez questão de gritar bem alto e claro.
– É difícil com você me olhando com esse olhar de felina. – gritou no mesmo tom que ela.
– Oh... – fingiu gemer junto de .

Não demorou muito e conseguiram ouvir o som do salto alto de Beth, ela estava inquieta na sala talvez estivesse em dúvida se ia embora ou ficava. Nesse momento os pensamentos de voarem para , com a megera indo embora eles estariam livres e voltariam serem amigos, mas ela não queria isso.

– Calma . – pediu querendo um pouco de distância da pia.

Isso foi o suficiente para ela pegar na mão direita de , levantar sua própria camiseta e pousar a mão dele ali. Fez menção de levá-lo até a barra de seu short. entendeu na hora o que ela queria e se surpreendeu.

– Tem certeza? – quis confirmar e jogou a cabeça para trás para alcançar a orelha dele.
– Faça isso, eu quero que você faça. – deixou claro voltando levantar sua cabeça.

Rapidamente abriu os botões de seu short jeans. soltou um risinho, com a mão livre puxou um pouco a perna esquerda dela para que o caminho ficasse mais aberto para ele.

– Relaxa. – ele pediu erguendo mais a camiseta dela. – É a sua primeira vez nisso, não é? – perguntou acariciando a barriga dela causando calafrios.
– É. – respondeu mordendo os lábios, sentindo ele ainda acariciando sua barriga.
– Então confie em mim, relaxe. – disse começando descer a mão.

sentiu quando ele invadiu sua calcinha, nem percebeu que havia encostando o corpo totalmente nele. Quando sentiu o toque em seu clitóris, fechou os olhos e jogou a cabeça para trás, estimulava de modo circular logo percebendo que ela gostava.
desceu mais a mão e só então percebeu que estava molhada, uau ele tinha um superpoder sobre ela. De repente introduziu um único dedo e ouviu-a gemer jogando mais a cabeça para trás. Começou movimentos lentos, aumentando conforme ela gemia e arranhava seu braço.

– Oh , você é uma gostosa... Isso gostosa continua assim... Oh... – não sabia se estava fingindo para expulsar Beth ou se realmente estava gemendo.
– Não para... – ela sussurrou, teve certeza que foi somente para ele ouvir.

Introduziu mais um dedo levando levar as mãos até os cabelos de e puxá-los, ela estava dominada pelo prazer e tudo era novo. retribuiu aumentando os movimentos de seus dedos, se ela queria mais então ia dar mais.
gemeu o nome dele e isso fez ele ir as alturas. Ela havia gemido o nome dele, PORRA ERA O NOME DELE!
Não demorou muito e chegou ao ápice, não era experiente então seu prazer durou pouco, mas não ficou insatisfeita. Foi a melhor coisa que já experimentou na vida!

...? – chamou ainda com os dedos dentro dela.

Ela virou o rosto na direção dele e sorriu antes de beijá-lo na bochecha. tirou sua mão de dentro da calcinha e fez questão de abotoar o short que ela usava, assim que levantou o olhar pensou que ela fosse sair correndo, mas ao invés disso o abraçou e lhe deu diversos selinhos.
É... Ela ficou bem animadinha!

... ... – chamava entre os contatos de suas bocas. – já chega. – pediu colocando uma mão contra a boca dela. – Parou, por enquanto. – retirou a mão encarando a saída da cozinha.
– Você queria um beijo de verdade, não é? – questionou assim que ele caminhou em direção da sala.
– Eu só beijo se eu estiver realmente apaixonado. – sentiu um aperto no peito, então quer dizer que ele nunca ia beijá-la? – A barra está limpa, ela foi embora. – voltou de um jeito alegre para perto de que tinha perdido o sorriso. – O que foi? Eu te machuquei? – segurou-a pelo queixo.
– Me deixa em paz . – pronunciou com a voz chorona correndo em direção da saída.

não entendeu o que tinha acontecido. Será que tinha sido tão rude com as palavras para deixá-la daquele jeito? Ou havia a machucado e ela não queria contar?


Capítulo 11

Foi como um choque, sua cabeça bateu no encosto do sofá-cama, suas mãos apertaram as almofadas e a luz do sol só serviu para suas pálpebras doerem. Rolou os olhos deixando a cabeça cair entre as almofadas, bufou como um cavalo velho. Essa era a situação de , dormindo no sofá de cueca parecendo estar de ressaca.
Você leu certo, ele estava dormido no sofá, tudo porque não queria incomodar que ficou no quarto o dia inteiro de ontem sem colocar um pedaço do focinho para o lado de fora. Nem almoço fizeram, a janta então ficou por conta do motoboy que entregou um marmitex na porta da casa.
comeu sozinho, mas não teve muita fome. Estava com a cabeça ocupada demais para comer, não saiu do quarto, o que aconteceu? O que ele fez? Será que havia a machucado? Não conseguia tirar essa hipótese da cabeça, pensar que ela estivesse machucada por causa dele era muito constrangedor.
O toque de seu celular atingiu seus ouvidos fazendo-o suspirar e virar o corpo de barriga pra cima com a almofada na cara. Não queria falar com ninguém que não fosse , tudo que mais queria era ouvir sair dos lábios dela que estava bem e que queria que ele ficasse por perto.
Não sabia como explicar, só sabia sentir necessidade de ficar perto de , era como se sentisse que era sua obrigação protegê-la... Também o Sr. podia a qualquer momento atirar na bunda dele com a espingarda, que tinha certeza que ficava em algum lugar escondida na casa dos .
Infelizmente atendeu o celular sem olhar o número. Arrependeu-se amargamente por isso.

– Olá . – a voz dela o fez abrir os olhos e encarar o teto em espanto.

Seu coração acelerou, conseguia sentir os batimentos na garganta, mas que porra, o que ela queria? Não tinham mais nada que conversar, aliás, nem se tinha o que conversar! Ela o trocou, não foi? Então que aceitasse que não existia mais como voltar atrás!

– O que você quer ? – foi ríspido.
– Você. – respondeu com o tom arrependido.
– Ah, é? Que pena, mas você perdeu! – desligou a chamada na cara dela, não sentia mais nada por ela.

Os batimentos cardíacos já tinham se acalmado, foi apenas um susto. Seu coração não pertencia mais a , e sim a... ?
Claro! Como não tinha percebido antes?
Sentou-se no sofá-cama com um enorme sorriso nos lábios, claro, a nova dona de seu coração era , por isso se preocupava tanto com ela, por isso a defendia de Tobias, por isso queria protegê-la, por isso ficou excitado, por isso que a imagem dela foi a primeira aparecer em sua mente quando desligou na cara de ... Era ela!
Desde que expulsou Tobias daquela casa, quando ele tentou assediá-la, percebeu que não tinha agido em seu estado normal. Ele pareceu o namorado de ou até mesmo o marido dela. Tudo porque estava apaixonado por ela, estava até explicado sua necessidade de beijá-la na piscina.
Encostou as costas no encosto do sofá, jogando a cabeça para trás com a mão pousada na testa. Era , finalmente tinha perdido. Nunca imaginou que um dia fosse ver caindo do trono e subindo em seu lugar. Foi tudo tão rápido que nem notou que não pensava mais na ingrata da .
De repente seu celular apitou. Era uma mensagem da megera.

“Por favor, volta para mim. Eu vi que errei, o Caleb é somente um par de músculos; você é carinhoso, atencioso, você me fazia bem, sabia? Eu quero você de volta, por favor, volta. , Xx”.

Ele riu.

– Tarde demais , você perdeu. – jogou o celular no meio das almofadas.

Não demorou muito e ouviu o aparelho apitar, mais uma mensagem. Saltou do sofá deixando o celular ali, agora não passava que uma ex-namorada ingrata e insatisfeita que o trocou por um par de músculos. Ótimo, agora iria atrás de quem realmente merecia sua companhia, iria atrás daquela que sempre esteve ao seu lado.
Subiu as escadas indo em direção do quarto precisava estar perto dela. Soltou o ar pela boca antes de girar a maçaneta, assim que o fez se surpreendeu ao ver que a porta não estava trancada. Empurrou a porta devagar percebendo que o quarto tinha pouca iluminação, ela tinha fechado as cortinas.
entrou em silêncio, fechou a porta e foi até a cama onde encontrou deitada no lado esquerdo do colchão deixando o lado dele vago, ela tinha esperado por ele. Sorriu dando a volta na cama, subiu no colchão e ficou estudando nos mínimos detalhes.
Era ela perfeita. Parecia um anjo dormindo, o seu anjo.
Com o ar ligado o quarto estava frio, entrou debaixo do edredom e aproximou-se de abraçando-a. Uma onda de eletricidade subiu por todo seu corpo, naquele exato momento teve certeza que ela era a garota certa.
Fechou os olhos tentando pegar no sono, ninguém ia estragar aquele momento, ele finalmente tinha encontrado alguém que realmente se importava com ele e não queria vê-lo no fundo do poço.

...? – abriu os olhos assim que ouviu a voz dela.

virou-se para ele, ainda bastante sonolenta.

– Que bom que está aqui... – aconchegou-se contra o peito dele acariciando o abdômen descoberto. – Senti sua falta... – ajeitou a cabeça no peito dele e ali permaneceu.
– Eu estou aqui . – sussurrou levando a mão até o rosto dela onde acariciou. – Estou aqui para te proteger, não precisa mais ter medo de nada. – sentiu-se dentro do filme Bambi II naquela cena onde o pai dele repetia o "eu estou aqui", sim era triste, mas foi o que sentiu.

******

riu antes de limpar o sorvete na ponta do nariz de , que ao invés de limpar com o guardanapo tentava com a língua. Crianças que cresceram, mas o cérebro continua o mesmo.

– Você parece uma criança. – sorriu voltando comer sorvete na frente dele.
– É, lembre-se que a criança aqui pagou o seu sorvete, viu? – fingiu um tom ofendido esticando os braços em cima da mesa.
– Oh que criança inteligente. – brincou bagunçando os cabelos dele.
– Já que sou criança, me leva naquele brinquedo ali. – apontou o brinquedo do lado de fora do McDonald.
– Pula-pula? Tá brincando comigo? – levantou uma sobrancelha achando engraçado enquanto ele ficou sério e colocou a cabeça em cima da mesa entre os braços.
– Não, eu nunca tive a oportunidade de ir em um pula-pula... – respirou fundo e desmanchou o sorriso. – Meu pai me pressionava muito para não ser um vagabundo, sem vergonha, bêbado e desocupado igual ao irmão dele. – ele nunca se abriu sobre a família.
– Seu pai morreu quando você tinha doze anos, não é? – só sabia até aí.
– É. E eu tive um padrasto. – com os dedos brincou com o porta-canudos. – E ainda acho que houve traição no meio desse bafafá. – deixou o copinho de sorvete de lado querendo prestar atenção na história.

A família parecia ser a família perfeita, mas como toda família, tinha lá suas ovelhas negras.

– Por que acha que houve traição? Se seu pai morreu e sua mãe encontrou outro homem não é traição. – deveria ter ficado quieta e só escutado.
– Não é traição se minha mãe tivesse esperado pelo menos cinco meses. – corrigiu. – Mas ela enfiou outro homem dentro de casa enquanto o corpo de meu pai ainda estava quente no cemitério. – ok, aí já é biscate.
– E quem é o seu padrasto? – era para ter sido uma pergunta inocente e até mesmo idiota.
– Aquele que meu pai temia que eu me tornasse. – o tio dele.
– Mas sua mãe se relacionar com seu tio não é traição, é normal. – só então reparou que deveria ter ficado de boca fechada.
– Normal?! – se mostrou um pouco exaltado. – Normal é eu virar para você agora e dizer: "Ah , então, estamos namorando, mas eu queria que você pegasse suas tralhas e levasse para minha casa, vamos ser um casal, só que eu tenho um filho que perdeu a mãe faz um ano, seja gentil com ele". esfregou a mão no rosto, engoliu em seco era melhor ficar quieta.

Ele suspirou.

– Meu tio não queria o meu bem. – revelou com o tom baixo. – Antes de meu pai morrer, e depois também, ele nunca me olhou como sobrinho, nunca. Sempre que tinha alguma festa em casa ele me olhava com aquele olhar de ódio, eu me sentia desprotegido perto dele. – contava e fechava os olhos como se estivesse relembrando. – John nunca me deixou sozinho com ele. – soltou o ar pela boca. – Uma vez...

POV's – on

Primeiro: éramos uma família cheia de altos e baixos, achou que éramos a "família perfeita", ? Achou errado, há muitas coisas que você e os outros pensam que não são reais.
Segundo: sei que meus pais e os seus eram e são amigos, isso nunca esconderam de mim e espero que não tenham escondido de você. Imagino que seus pais falavam dos meus como se fossem íntimos, não falo em relação a cama, na verdade seu pai era como um irmão para o meu. Pergunte a ele sobre John.
Terceiro: John nunca quis que eu e meu tio, Johnny, tivéssemos proximidade, então você já tem uma boa noção de como eu fiquei quando soube que ele seria meu padrasto. É... Igual um rato no meio do feno.
Eu não quero que você volte para Los Angeles e questione seu pai sobre o meu, sei bem o que Luke acharia disso. Ele diria: "o ficou maluco? O que ele pretende mandando você saber sobre o pai dele?! Você não tem nada que saber sobre John , não é da sua conta !", sei que tentei imitar a voz dele, mas pela sua cara não colou.
Luke ia estar certo, você não tem que saber nada sobre o meu pai, apenas saber a minha versão já é o suficiente. Isso não é uma guerra entre eu e meu tio, então não precisa escolher um lado para lutar, basta saber o quanto você quer acreditar, porque tudo que vai sair pela minha boca é a mais pura verdade. A verdade sobre a família .
Agora passa esse cheeburger pra cá.
"E a sua dieta ?".
Que se dane a minha dieta, eu estou em forma, não estou? Não negue que eu tenho a Jullie e a Beth para confirmar isso. E eu já vi você me olhando quando estava sem camiseta, agora pare de morder os lábios desse jeito.
Como dizia antes de perder o fio da meada e começar numerar coisas e prosseguir com a ladainha até o seu pai... Meu tio nunca me olhou como sobrinho e um dia eu vi a morte passando as mãos em minhas costas, tudo por causa dele.
Minha mãe sempre queria sair aos domingos, ela gostava de reunir a família, pegar o carro e sair por aí em busca de aventura. Entrávamos em todo tipo de buraco, canavial, estrada de terra, isso daí. Até que em uma tarde de domingo o Sr. Johnny chegou em casa com um isopor com vinho, abacaxi, carne e frango; a desculpa dele foi que estava com vontade de "queimar uma carninha" com o irmão, meu pai no caso.
Meus pais engoliram a desculpa, já eu... Ha, depois que cresci deduzi aquele dia como: o domingo que meu tio tentou me matar. DUAS VEZES!
Meu pai pegou a churrasqueira e começou preparar a carne, até que se lembrou de que não tinha carvão, pronto lá vai ele sair. Eu estava no quintal vendo como ele lidava com a faca, a carne, o sal grosso, essas coisas de churrasco. Minha mãe preparava um arroz com milho e ervilha que só ela sabia preparar e meu tio fazia a famosa espanhola, não, não com a minha mãe – eu acho –, era a batida de abacaxi, leite condensado e vinho.
Não foi nada até que ele foi para o quintal, eu estava sentado... Sentado uma ova eu estava mesmo era deitado na cadeira de área com a cabeça para baixo esperando meu pai chegar para continuarmos, nem percebi que naquela hora minha mãe tinha ido atender ao telefone.
" venha cá." ele me chamou e eu fui todo inocente. "Quer beber um pouco do suco que acabei de fazer?" o suco era a espanhola.
"É de abacaxi? Vi você cortando abacaxi." o que eu poderia fazer? Eu era louco por abacaxi, e eu tinha apenas cinco anos.
"É..." então ele se virou e serviu dois copos, claro eu percebi que ele tinha demorado muito para se virar e entregar a bebida para eu tomar com toda inocência do mundo.
Que é ? Eu era uma criança que enfiava até a própria merda na boca. E não role os olhos, eu era mesmo.
Enfim, recapitulando, eu enca...
"Como você não sabia que era espanhola? Você não viu o vinho?".
Eu já disse, primeiro: eu era inocente; segundo: não sabia que meu tio ia me fazer mal; terceiro: eu não sabia o que era vinho, infeliz!
Oh! Também não precisava me bater por isso, retiro o que eu disse depois dessa.
Enfim, encarei aquela bebida meio roxa e estranhei, aquilo não era suco de abacaxi, mas tinha um cheiro bom então o levei até a boca. Foi tempo o suficiente para meu pai aparecer, correr em minha direção e bater a mão contra o copo. E nunca vou esquecer o berro que ele deu.
"VOCÊ ESTÁ FICANDO LOUCO GAROTO?! NUNCA BEBA NADA SEM QUE EU VEJA, ESTÁ OUVINDO? NUNCA!" a cara de bravo que ele fez me deixou com medo, ele nunca tinha gritado daquele jeito comigo.
Só então eu percebi que o filho da puta do meu tio não estava mais no quintal, ele tinha sumido para que a culpa caísse totalmente em mim já que seu plano não tinha funcionado. Eu fui uma criança idiota, e tenho quase certeza que ele havia colocado alguma coisa pra eu tomar.
Eu chorei porque percebi que pela cara de John eu tinha feito errado.
"Desculpa pai..." pedi, mas meu pai estava extremamente bravo comigo.
"QUANDO EU MANDAR VOCÊ TOMAR ALGO, VOCÊ TOMA, ESTÁ OUVINDO? NUNCA TOME AS COISAS DAQUELE JEITO, NUNCA!" chorei mais ainda e cai sentado no chão. Ouvi ele suspirar enquanto eu chorava tentando conter as lágrimas com as mãos. "..." ele suspirou "Não... Não filho..." John me pegou no colo e eu continuei chorando contra o peito dele, sim eu era uma criança bastante frouxa. "Eu só não quero que você se machuque, você é meu filho e é meu dever protegê-lo. Acontece que acabei descontando a raiva em você sendo que a culpa era minha... Eu nunca deveria ter te deixado sozinho com o seu tio." ele se sentou em uma das cadeiras e ficou afagando meus cabelos até eu finalmente parar de chorar, assim que parei, nós ficamos em silêncio e acabei dormindo no colo dele.
Legal, né? Eu era frouxo, molenga e além de tudo um baita de uma menininha que dorme no colo do papai depois de um momento de crise. E olha que a crise não envolvia o Trump nem o Temer, mas você entendeu .
"Entendi, entendi.".
Está gostando de ouvir os segredos da família ?
"Falando desse jeito, até parece que sua família pertenceu a um filme de terror.".
Não role os olhos, por favor. Quando você faz isso me sinto um mentiroso contando lorota para uma marmota.
"Quem é a marmota, ? Eu juro que se for eu, vou acertar um tapa tão forte na tua cara que nem a sua mãe vai conseguir te consolar!".
Guarde a sua violência gratuita meu bem, e deixe minha mãe em paz. Vou deixar você suspirar, estou bonzinho.
"Oh claro! Se esse seu 'bonzinho' é a maneira de como você está se expressando e me tratando, eu nem quero conhecer seu lado 'malvadinho'".
Bom, eu vou fingir que não escutei o que você acabou de falar para não magoar o meu tico e o meu teco. Vamos continuar a... História da família .
"A sua tentativa falsa de imitar uma voz horripilante foi fracassada com sucesso e você foi reprovado no teste".
Ohhh, !
"Ah, tá bom, tá bom, parei.".
Voltando para a fábula... Como eu disse minha mãe gostava de “farrear” por aí, naquele domingo não foi diferente. Nós comemos e saímos em busca de algum lugar para se aventurar, entramos no meio de um canavial e acabamos, por acaso, encontrando um pequeno riacho, estava um sol escaldante então resolvemos pescar e tomar um banho.
O lugar era calmo, havia uma ponte que atravessamos com o carro; a água corria com liberdade caindo em algumas superfícies fazendo o som de cachoeira; tinha enormes árvores ao redor, os pássaros cantavam e voavam, e por alguns segundos pensei ter escutado o som de um mico-leão dourado.
Minha mãe me ajudou com as roupas e se certificou de que eu tinha passado o protetor solar antes de ir pescar com meu pai em algum lugar, para lá da ponte longe de onde eu fiquei. Eu me recordo e acho que eles não foram pescar e sim fazer uma rapidinha.
Enquanto meus pais se escondiam no mato, eu entrei na água e comecei brincar com tudo aquilo que encontrava flutuando, gravetos, folhas, pequenas aranhas. Eu era uma criança curiosa e não tinha medo de me arriscar, entrava na água e com o pé ia deduzindo os lugares que poderia pisar e ficar.
Estava brincando com duas folhas e uma formiga quando meu tio se aproximou fazendo sua sombra me cobrir por inteiro. Eu estremeci e engoli em seco, meu pai tinha deixado bem claro que eu não deveria ficar perto de Johnny, sem que ele estivesse junto.
" achei um lugar bem melhor para você brincar, venha comigo.".
Ele parecia que tinha amarrado um pedaço de frango no anzol de uma vara de pescar e agora tentava me pescar. Eu fui muito burro porque estava caminhando para cavar minha própria cova.
O resto do que eu lembro são apenas flashes... Eu me afogando sentindo a correnteza me levando; meus pés se batendo contra as pedras dentro d'agua e aquela imagem dele parado me vendo morrer aos poucos. Eu levantava a mão esperando que ele a pegasse e me tirasse daquele pesadelo, mas isso não aconteceu.
Então senti um bucado de água – aquela água nojenta ahhh – entrar por meu nariz e chegar a meus pulmões, meu braço afundou e minhas pálpebras fecharam, eu só pude ouvir meu pai gritando "aguenta firme !" antes de ver tudo escuro.
Não ri , isso não tem graça nenhuma.
"Não... É que... A sua cara quando falou da água foi tão engraçada... O que deu em você ficou frouxo de vez é? E, aliás, ainda virou patricinha?".
Nossa, estou rachando de rir. Tô até me sentindo o dinossauro do Jurassic World saindo do ovo.
"Não revira os olhos.".
Eu não revirei.
"Revirou sim.".
Você tá com merda na cabeça? Bosta líquida é isso? Tá muito engraçadinha para minha cueca aguentar.
"EU SABIA! Sabia que você era um frouxo!".
Ah eu sabia... Quanto mais eu peço pra Deus me livrar dos problemas irresolutos, mais ele coloca na minha vida. O que você e o Jonathan pensam que eu sou? Algum louva-deus que fica esticando as perninhas enquanto vocês falam lorota?
"Problemas o que?".
Irresolutos, quer dizer sem solução. Mas tu és burra ? Ou se faz de burra? Até parece a Valdirene.
"Val... O que?".
Ah nada, pegue seu sorvete e vamos embora.

POV's – off


empurrou a porta, fazendo o sininho balançar, saindo na frente e logo atrás, ela não sabia o porquê do homem ter ficado tão irritado por contar sua história, ela não pediu, aliás, foi ele quem resolveu contar. Ah era tão estranho, às vezes.

– Market? – abriu a porta do motorista da caminhonete, esperando a resposta para entrar.
– Isso, mercado e depois shopping. – respondeu adentrando o lado do passageiro.
– Como preferir. – colocou o óculo escuro entrando no veículo.

Girou a chave na ignição, depois ligou o rádio deixando o som de uma guitarra invadir o ambiente fechado pelos vidros escuros. cutucou o trajeto inteiro até o shopping, sabia que ela odiava rock pesado e não perderia a chance de vê-la brava. Agora o papel era inverso.

******

– Não sei não, algo me diz que isso não vai dar certo. – Tobias comentou abrindo o portão da casa.
– Está com medo Tobias? – ela quis saber passando na frente dele chegando até a porta, primeiro.
– Eu? Não. – fechou o portão antes de ir até ela retirando o molho de chaves do bolso. – Eu só acho que isso não é uma boa ideia. – colocou a chave na fechadura, girando a maçaneta.
– Ah Tobias larga de ser frouxo, já trocou a cueca hoje? – ela invadiu a casa com uma arma em punho.
– Troquei na hora do banho e eu não sou frouxo! – entrou na casa fechando a porta com delicadeza.
– Ah que bom, mas parece que está se cagando de medo do . Ele não é nada Tobias. – observou a sala remexendo as almofadas do sofá-cama com o cano de seu revólver.
– Não estou com medo do , ele que deveria ter medo de mim. – revidou pegando uma blusa de moletom cinza que estava no chão logo a soltando.

A mulher riu guardando a arma na cintura.

– O ? Medo de você? Hahaha é mais fácil ele ter medo de um rato do que de você. – continuou rindo.
– E você deveria ter medo de quem? Vejamos... – colocou a mão no queixo enquanto a mulher estudava a sala. – ? – disparou vendo que a mulher congelou, fechou as mãos em punho e suspirou.

Ela odiava ouvir aquele nome. , ahh como queria acertar um tiro bem no meio da testa daquela cabrita!

– Eu não tenho que ter medo da , ela não passa de uma barata que eu posso esmagar com a minha bota! – ditava enquanto andava até Tobias ficando cara a cara com ele, seus olhos pareciam faíscas.

Rapidamente ela saiu de perto de Tobias e foi em direção da cozinha fazendo seu salto alto fazer barulho conforme andava. O rapaz a seguiu ainda tinha muito que jogar na mesa.

– Se ela é uma barata, por que ainda não pisou nela? – a mulher abriu a porta de um dos armários.
– Porque eu ainda não tive oportunidade. – respondeu a primeira coisa que lhe veio em mente.
– Não. – foi até o balcão apoiando seus braços ali. – Você tem medo dela, confesse logo Judith. – ela virou o olhar na direção do homem, era um olhar assassino carregado de fúria.
– Eu não tenho medo dela, ela não passa de uma vadia de má qualidade. – rosnou indo até o balcão ficando na frente de Tobias. – Ela não bota medo em ninguém.
– Se não tivesse medo dela, já teria colocando um basta e não estaríamos a... – se calou e pensou por um momento.

Claro! Como não tinha pensado naquilo antes?
Tobias começou rir e Judith não entendeu nada.

– Do que você está rindo filhote de urubu? – estava séria.
– Você tem medo do ! – bateu a mão no balcão.
– De novo está errado. – os olhos dela já não tinham mais a faísca que tinham sinal de que ele tinha acertado.
– Seus olhos te denunciam Judith. – ela engoliu em seco. – Você não me engana garota. – caminhou até ela e a segurou pelo maxilar. – Você sente medo do , é isso? Tem medo do que, hã? Do que ele possa fazer com você se encostar na ? Ou tem medo dele não aceitá-la como aceita a ?
– PARA! PARA! – gritou retirando a mão dele de si imediatamente.

Judith deu alguns passos para trás com as mãos segurando a cabeça com os olhos fechados, não suportava escutar que não iria desejá-la como deseja . era tudo que ela tinha sem ele sua fortuna ia para o ralo.
Tobias estava certo, ela tinha medo de . Medo de ele a rejeitá-la; medo dele atirar nela quando se encontrassem; medo de perder tudo; medo de perdê-lo para ; medo de ele colocá-la atrás das grades...

– Eu não vou te ajudar a superar esse medo Judith, que você se foda com ele. – Tobias cuspiu saindo da cozinha indo em direção das escadas, tinham muito que fazer na “casa” de e .

******

empurrou pelo quadril conforme o ajudava colocar as compras na caçamba da caminhonete. Eles haviam utilizado todas as horas do dia fazendo aquela simples compra, agora já era noite e quase hora do jantar.
Em todas as horas que ficaram dentro do mercado foi o suficiente para rirem, brincarem e se provocarem. usava uma camiseta decotada o que estava deixando louco, ele amava seios era sua parte favorita em uma mulher, então foi completamente difícil de andar pelo mercado tentando fazer com que seu meninão não ficasse alegre.
estava provocando com a sua calça jeans apertada que deixava a bunda destacada e a camiseta branca que dava um infeliz destaque no peitoral, por sorte os faróis dele não estavam acessos, em outras palavras os mamilos não estavam marcando.
Sim, nenhum tinha a intenção de provocar o outro, mas acontece que estavam o fazendo sem perceberem. Isso deixava as coisas bem interessantes.

– É incrível como lá dentro está quente e aqui fora gelado. – ele ia falar "frio da porra", mas não gostava de falar palavrões perto de .
– Isso se chama aquecedor. – comentou abrindo a porta do passageiro para pegar sua blusa.
– Que tal jantarmos fora hoje? – sugeriu fechando a caçamba e puxando a lona, amarrando as cordas da caminhonete.
– Ah não! – ela exclamou e direcionou o olhar para ela imediatamente.
– O que aconteceu? – quis saber se aproximando dela.
– Eu esqueci meu casaco em casa. – respondeu bufando olhando mais uma vez o banco do carro.
– Quer o meu moletom? – indicou a blusa preta em cima do painel.
– Não, a gente vai ficar lá dentro, vai estar quente. – pegou a blusa dele, só por precaução, e fechou o veículo.
– Então... Lanchonete, comida mexicana, chinesa, japonesa? – quis saber ativando o alarme do carro.
– Vamos de lanche. – respondeu antes de seguirem para dentro do shopping, de novo.

Caminharam por alguns minutos tentando encontrar um bom lugar para jantarem, a área de fast food estava lotada, não tinha uma lanchonete ou restaurante que estivesse vazia. Até que resolveram entrar em um lugar qualquer e adentraram o mesmo lugar que um casal com duas crianças.

– Boa noite, aqui está o cardápio. – uma garçonete loira de olhos azuis se aproximou, ela até que era mais bonita que Beth. – Qualquer coisa é só chamar. – se dirigiu para a mesa do lado, pegou o cardápio e começou procurar alguma comida interessante.
– Ela é a primeira garota que notei que não te comeu com os olhos. – comentou arrumando o decote e revirou os olhos.
– É que eu sou bonito meu bem. Uma beleza dessas tem que ser apreciada. – se gabou e foi a vez de rolar os olhos.
– Uii, desculpa até Brad Pitt. – brincou voltando sua atenção para o cardápio.
– Que tal espaguete? – sugeriu olhando o cardápio.
– Vai pedir também o filme da Dama e o Vagabundo? – virou a folha do cardápio. – Aqui essa é pra gente, maçãs com mel e sorvete. – riu.
– E pedir o filme da Branca de Neve e os Sete Anões? – legal, eles nunca chegariam a um consenso daquele jeito.

A garçonete loira voltou e repararam que o nome dela era Charlotte, um nome bonito que combinou com ela.

– Então...? Já escolheram? – encarou após ver um ótimo pedido no cardápio.
– O que vem nessa torre de batatas? – ele havia acertado em cheio o que ela queria dizer com o olhar.
– Vem alface cobrindo o prato e por cima vem a torre de batata que é acompanhada de strogonoff de frango ou de carne, ou bacon. – explicou e encarou que sorriu.
– Veja uma porção dela então. – pediu e viu a garçonete anotando.
– Mista ou vão escolher o que vai no meio? – quis saber e respondeu antes de .
– Mista, por favor. – Charlotte anotou.
– E pra beber? Temos coca, guaraná, Dell Vale, sucos naturais, água. – foi falando as opções porque os clientes sempre perguntavam o que se tinham para escolher.
– Coca, ? – ele concordou.
– Mais alguma coisa? – ambos negaram. – Ah, aquele cara te mandou entregar isso. – retirou um papel dobrado do avental antes de se afastar para a cozinha.

pegou o papel e o abriu, era um bilhete de alguém que estava a paquerando. imediatamente procurou o indivíduo que Charlotte havia apontado e quando o encarou fechou mais a cara em uma expressão séria e raivosa, era só dele e de mais ninguém.
O homem até que era bonito, tinha olhos verdes, loiro e corpo pouco malhado, dava de dez a zero nele se fosse para ver em questão de músculo. Ele estava acompanhado de três outros homens que não tiravam os olhos de e aquilo estava incomodado, e muito, .

"Sabia que você é muito bonita? Estava reparando em você desde que entrou na lanchonete com esse cara do seu lado, ele é o que seu? Parece seu amigo, se fossem namorados estariam de mãos dada, certo? Então... Que tal a gente se encontrar no estacionamento ou no banheiro daqui a pouco?". leu e a encarou com a expressão ainda séria. – Vou ver o que ele quer. – fez menção de se levantar, porém a impediu assim que se levantou primeiro. – o que você... – não deu tempo de terminar a fala porque ele já andava em direção da mesa do rapaz.

era somente sua, não seria corno pela segunda vez na vida, ahh e não suportava vê-la nos braços de outro homem. O único homem que a tinha nos braços era ele e mais ninguém!

– Olá parceiro! – o loiro foi todo simpático se levantando para cumprimentar .

O policial sorriu cínico.

– Não vem com essa de "olá parceiro", eu não sou seu parceiro. – sua voz foi rude.
– Nossa que mau humor, quer se sentar e tomar uma cerveja com a gente? Chame sua amiga também. – sorriu sendo realmente gentil, mas não queria a gentileza dele.
– Tenho certeza que a não quer se juntar a vocês. – novamente foi rude já fechando as mãos em punho.
– Bom então eu vou lá conversar com ela, coitada, você a deixou sozinha. – deu um passo na direção de , mas o próprio lhe repreendeu pegando firme em seu braço.

O loiro não poupou esforço e encarou com os olhos transbordando em chamas, quem aquele homem desconhecido pensava que era para chegar na sua mesa e ainda tocar em si?

– Me larga cara! – exigiu, mas o segurou com mais força.
– Escuta bem aqui seu playboy desgraçado, aquela garota é minha e ninguém vai mexer com ela. – pronunciou bem próximo do rosto do outro. – Arraste suas asinhas para cima de outra porque aquela já tem a mim, e eu tenho certeza que você não vai querer brigar comigo por causa dela. – falando daquele jeito parecia que era alguma espécie de troféu.

terminou e soltou o outro que continuou na mesma posição o encarando.

– Não sabe com quem está lidando cara. – tentou intimidar , mas só o fez rir.
– E com quem estou lidando? – perguntou esperando algo como o filho do presidente ou algo assim, mas não...
– Sou o mais novo agente da polícia de Los Angeles comandado pelo delegado Charlie Castel, meu nome é Jake Decker, e eu posso te prender por desrespeito com um oficial da lei. – gargalhou.
– É mesmo? Bem... Muito prazer policial , o melhor agente de Charlie Castel. – os olhos do garoto se arregalaram, Charlie tinha lhe contado muito sobre e com toda certeza o homem estava bem acima de si naquela delegacia.
– Po-policial ... – gaguejou.
– É um prazer saber que vamos disputar a agente naquela delegacia. – sorriu seu melhor sorriso antes de se afastar.

O loiro ficou pasmo, estava lidando com o melhor agente da futura delegacia que ia trabalhar e ainda tinha achado aquela que era superior a todos super gostosa e bonita. e juntos? Ah pronto! O filho deles vai ter o DNA dos dois, vai acabar com todos os bandidos de Los Angeles!
retornou para a mesa e se sentou no banco, de frente para a mesa de Jake, bem ao lado de , ia mostrar quem era o alpha. Tá isso soou uma babaquice.

– O que deu em você, ? – questionou assim que ele se sentou ao seu lado.
– Nada. – respondeu de qualquer jeito se debruçando sobre a mesa.

não poupou tempo e deitou a cabeça nas costas dele acariciando seus cabelos sedosos e macios. O homem direcionou o olhar para a mesa de Jake que os encarava negando com a cabeça. soltou o ar pela boca mudando sua expressão, nunca tinha agido daquela maneira, nunca tinha sido ciumento, então o que aconteceu?

– Isso foi uma crise de ciúme? – fechou os olhos, não... Ciúmes, não!

O rapaz não respondeu.

. – chamou exigindo por uma resposta.

Ele continuou intacto, se recusava a responder aquela pergunta. Nunca ia confessar que estava com ciúmes dela, não suportaria vê-la com outro homem que não fosse ele, logo agora que finalmente conseguiu descobrir quem era a nova dona de seu coração...
continuou com o cafuné, ainda com a cabeça apoiada nas costas de , direcionou o olhar para a mesa daquele que tinha mandado o bilhete. O loiro a mirou esfregando o braço em que segurou então ela percebeu que a crise do amigo tinha conseguido machucá-lo.

– Aqui está o pedido de vocês. – Charlotte se aproximou da mesa fazendo levantar o tronco.
– Obrigada. – agradeceu e a garçonete foi atender outra mesa.

encarou a torre de batatas e não sentiu fome, sua fome tinha simplesmente abandonado seu estômago. Com o braço empurrou o enorme prato na direção de , que o encarou apoiar os cotovelos na mesa e segurar a cabeça com as duas mãos.

– Não vai comer? – perguntou pegando uma batata.
– Não estou mais com fome. – respondeu ainda de cabeça baixa.
– Ah não, ... – resmungou.

De repente pegou os braços de e os abaixou, não demorou muito pegou o rosto dele e virou em sua direção, começou um leve carinho no homem tentando fazê-lo se animar um pouco. Não sabia o que ele e o outro conversaram, mas tinha uma ideia: ela.
segurou a mão direita de e a levou até sua boca a beijando. Acariciou a mão da mulher antes de levar sua outra até o rosto dela fazendo carinho com o polegar na bochecha.
Como um vulto, jogou o corpo para frente e pegou de surpresa grudando seus lábios quase ferozmente. Rapidamente separou os lábios dos dela, sorriu e segurou o rosto dele com as duas mãos antes de selar novamente os lábios em um verdadeiro beijo.
A língua de contornou os lábios de pedindo passagem, ela concebeu. Suas línguas brincaram uma com a outra do mesmo jeito que eles brincavam um com o outro, não demorou muito e a brincadeira se evoluiu para uma guerra.
segurou a cintura dela com firmeza e a puxou em sua direção, mas lembrou de que infelizmente estavam em um lugar público não poderia puxá-la para seu colo. Com o polegar acariciou a cintura da mulher em círculos, teria que se contentar com isso.
Romperam o beijo por falta de oxigênio, o encarou nos olhos antes de sorrir e abaixar a cabeça, também sorriu beijando a testa da garota e deixando os lábios ali. De surpresa ela o abraçou escondendo o rosto no pescoço dele enquanto ele afagava seus cabelos.

... – chamou rompendo o abraço.

o encarou nos olhos sentindo os dedos dele lhe segurar pelo queixo.

– Eu só beijo quando estou realmente apaixonado. – disse baixo apenas para ela ouvir.

sorriu, lembrava-se muito bem daquelas palavras antes de sair da cozinha. Seu coração foi às alturas, ele gostava dela e ela gostava dele. Aproximou seus rostos de novo e grudaram seus lábios em um selinho rápido antes de se ajeitarem no banco para devorar aquela torre de batata.
pegou uma batata e deu na boca de , que o beijou na bochecha, estava mais feliz que passarinho fazendo sacanagem no pau.

– Então foi ciúmes? – disparou mergulhando uma batata no ketchup.
– Aquele show com o Sr. Jake Decker? – deu de ombros.
– Jake Decker? – levantou uma sobrancelha, Charlie já tinha citado aquele nome com o filho.
– Conhece? – virou o olhar para ela, levou a mão até o lábio inferior da mulher limpando o ketchup.
– Se não me engano ele será o novo aprendiz do Jonas. – respondeu. – Agora vai me dizer se estava ou não com ciúmes? – esperou a resposta que não veio. – É... Eu deduzi que não. – sabia que era teimoso, mas não imaginava que fosse tanto.

o observou comendo, percebeu que não prestava atenção em si, então mirou Jake que disfarçou o olhar assim que seus olhares se encontraram. Sorriu mordendo os lábios, mesmo depois do showzinho de , ele ainda continuava interessado nela.
O homem não era de se jogar fora, mas se fosse para evitar uma briga entre galos de briga, era melhor não escolher nenhum, se Jake não podia tê-la, então também não teria. É o velho ditado: "se eu não pode tê-la, então você também não terá", é um ditado estúpido, mas está valendo.
Estava tão ocupada que nem reparou quando percebeu que ela encarava a mesa do loiro. E só soube do olhar de quando este pousou a mão sobre sua coxa e apertou parecendo querer atrair sua atenção.
Imediatamente mirou o homem ao seu lado, ele sorriu, o sorriso dele era, infelizmente, lindo!

– Acabei de receber a minha resposta. – encarou a mão do rapaz antes de encarar os olhos que a miraram com faíscas.

parecia queimar apenas com o olhar, os olhos dele estavam escuros, era o ciúme; e tinham um brilho intenso, a luxúria e o desejo. Naquele momento tudo que ele mais queria era jogar contra alguma coisa e mostrar tudo que sentia, além disso, queria que ela fosse sua, somente sua.
encarou Jake e sorriu um sorriso vitorioso, o loiro sorriu de volta, sinal de que não desistiria tão fácil assim de .
De repente tomou um susto quando a mão de passou apertar a sua coxa. Mirou a garota que mordia os lábios, ah não... Não demorou muito e ela puxou a blusa de moletom para o colo do homem cobrindo os botões e o zíper da calça jeans.

, aqui não... – sua voz falhou quando a mão dela tocou seu pau por cima da calça.

se aproximou bem do ouvido do homem e sussurrou:

– Abre a calça. – pediu mordendo o lóbulo da orelha e o puxando para provocá-lo.
– Não. – negou olhando para ela se deparando com os peitos parecendo implorarem para sair do sutiã, sentia seu coração quase saindo do peito.
– Então vamos para casa. – antes de se levantar puxou a chave do carro do bolso de . – E eu vou dirigir, mesmo que o carro seja seu. – seu tom de voz pareceu rude.

Antes de sair da lanchonete deixou a sua parte do dinheiro na mesa. rolou os olhos, só porque não quis abrir as merdas dos botões da calça era sinal para ficar brava? Depois a criança era ele, ah que ironia, não?
Enquanto ele se dirigia até o balcão para pagar, aproveitou para ir até a mesa de Jake trocar algumas palavrinhas sagradas e sigilosas. Não se precisa nem dizer o que achou daquilo quando se virou, porque o diabinho em seu ombro tava que tava.
O santinho falava "deixe ela fazer amigos , não seja ciumento" daí surgia o diabinho e cochichava "é o caralho brow, não deixe ela perto do Jake, vai perdê-la tio, depois você vai chorar chuchu, quer ser corno de novo?".
O diabo e o santinho brigavam em seus ombros, e ele ouviu quem?
Caminhou até a mesa de Jake, com seu melhor sorriso nos lábios. O diabo.

– Foi um prazer conhecê-lo Jake, agora vamos, né ? – a enlaçou pela cintura, puxando-a para si.

se soltou dele no mesmo instante fazendo Jake rir. A mulher então saiu da lanchonete sem se despedir de nenhum dos dois, sentiu raiva porque agora Jake ria da cara dele.

– Acho que ela não é mais sua cara, é uma pena, não? – levantou as sobrancelhas loiras e teve vontade de fazer as sobrancelhas dele com a pinça.
– Não cante vitória antes da hora. – rebateu antes de também sair da lanchonete.

Jake deixou seu melhor sorriso brotar, ainda tinha uma ponta de esperança em roubar de !
colocou as mãos no bolso da calça conforme andava e sentia o frio atingir seu rosto, podia jurar que na manhã seguinte iria acordar com sinusite. Buscava com o olhar, mas nem sinal de poeira, nem mesmo o cheiro dela estava no ar. OK, ele não era um au-au, mas poderia sentir o cheiro dela.
Maldita hora que aquele Jake foi aparecer, ele não poderia ter esperado mais cinco minutos, para que já tivesse beijado e dito seu lema? Ela nunca teria olhado para aquele monte de fios loiros se tivesse a beijado antes.
Ela também era uma filha da mãe, maldita hora que foi querer deixá-lo "felizinho". Tudo bem que ela tinha ficado feliz com o beijo, mas não poderia esperar até chegarem em casa? Ele tinha mesmo que abrir a calça em uma lanchonete que ainda por cima estava lotada? fez certo em não deixá-la masturbá-lo, mas vai colocar isso na cabeça dela. era pior que toupeira.
Caminhou mais alguns metros antes de dar no estacionamento e seguir até sua caminhonete, estacionada em um lugar meio escuro. Reconheceu a silhueta de que assim que o viu adentrou o lado do motorista. não brigaria, deixaria ela dirigir.
Entrou no lado do passageiro apoiando o cotovelo no peitoril da janela, mesmo com o vidro fechado. Não estava com cabeça para brigar com , então passaria o caminho todo sem pronunciar uma só palavra.
Esperou o motor de o carro roncar, mas o ronco não veio. Fechou os olhos e esfregou a testa, nenhum sinal do motor. Suspirou de olhos fechados antes de direcionar o olhar para , que colocou a chave na ignição, só que ao invés de girar levou a mão esquerda até os botões na porta e apertou o comando que trancava as portas.
engoliu em seco.

vamos parar de gracinha? – pronunciou fazendo-a sorrir pervertido.

Sua resposta foi começar se aproximar de e beijar o pescoço fazendo-o fechar os olhos, ele sentiu subir em seu colo colocando as pernas uma de cada lado de sua cintura. Ela continuou com as carícias, enquanto ele a segurava pela cintura e acariciava com o polegar.
Beijos molhados foram subindo do pescoço para o maxilar e do maxilar se encontraram com os lábios do rapaz. entrelaçou os dedos nos cabelos de aprofundando o beijo, o choque de suas línguas os arrepiou e fez com que ela investisse contra o volume já explícito dele, que não segurou o gemido abafado pelo beijo.
sorriu entre o beijo continuando com suas investidas, sorrindo a cada gemido que arrancava da garganta de . Estava adorando vê-lo gemendo, era sinal de que mesmo inexperiente estava fazendo um ótimo trabalho.
Grudaram suas testas assim que romperam o beijo e ficaram se olhando. Não havia mais Jake, não havia mais ciúmes, nem lanchonete, torre de batatas... Só existia eles, e eles eram somente um do outro.

– Vamos para minha casa ou para sua? – sorriu com a pergunta besta, ela fizera de propósito.
– Você nem me conhece moça. – respondeu abrindo um sorriso.
– Ah que interessante, estou beijando um completo desconhecido. – mordeu os lábios lançado um olhar sedutor para ele. – Isso é excitante.
– E quem é você para falar sobre algo excitante? – deu um selinho nela puxando o lábio inferior.
– Sou , uma mera virgem que não sabe nem o que é sexo. – pronunciou "sexo" de um jeito sexy.
– E o que está fazendo com um cara como eu, mera virgem? Eu posso ser apenas um cara qualquer que só quer se sentir vitorioso por tirar a virgindade de uma garota, sacou brow? – suas palavras pareciam do diabinho em seu ombro.

gargalhou.

– Que ridículo . – riu saindo do colo dele e se jogando deitada no banco. – Eu sei quem é você, e você não é esse cara, sacou mano? – riu passando o dedo pelo volante.

a estudou da cabeça aos pés antes de sorrir. Se ajoelhou no banco segurando nos joelhos de , que tinha as pernas dobradas. Abaixou a cabeça apoiando o queixo sobre as mãos, seus olhos passeavam pela garota como se quisessem fazer uma cópia dela em sua mente.

– Por que está me olhando desse jeito? – quis saber com os dedos brincando com a barra de sua camiseta.
– Você é linda. – corou. – É linda demais para mim. – afastou as pernas dela se colocando no meio, ficando em cima dela com os braços um de cada lado da cabeça de , que o encarou com a boca entreaberta. – Essa sua boca... – delineou os lábios dela fazendo-a fechar os olhos. – Seu rosto... – fez carinho contra a bochecha dela. – Seus olhos então... – ela abriu os olhos e o encarou profundamente. – Eu não mereço você. Nunca mereci, nem mesmo como amiga. – levou as mãos para o rosto dele e o segurou para que não quebrasse o contato visual.
– "Não merece" isso é o que você diz. – deu um rápido selinho nele antes de ficar com vergonha e brincar com os próprios dedos em cima dos seios.
– Ei, está com vergonha de mim? – segurou as mãos dela.

engoliu em seco vendo se curvar para beijar suas mãos, após sentir o toque dos lábios dele sentiu uma corrente elétrica passar por tudo seu corpo como se quisesse lhe dizer que poderia confiar nele e não tinha nada a temer.
Mas isso não quer dizer que tinha de dar pra ele, certo? OK, o termo "dar" parece mais algo como acertar o tapa na cara de e depois chutar suas bolas, que mundo é esse que vivemos onde dar é insinuação de sexo?

– Eu sei que não mereço você, eu nunca dei o verdadeiro valor em você. – ele abaixou o olhar. – Sou um idiota se penso que quer algo comigo. – disse baixinho e começou afagar os cabelos dele.
, e-eu quero algo com você. – ele levantou a cabeça e ela quase se engasgou quando o olhar dele se encontrou com o seu. – E muito... – complementou percebendo aproximar seus rostos.

O beijo começou calmo, eles não tinham pressa. enlaçou os cabelos dele podendo sentir a mão direita de acariciando sua bochecha. Conforme suas línguas se entendiam perfeitamente, se encaixou entre as pernas de fazendo-a ter a oportunidade de sentir o tamanho que ele era.
partiu o beijo tentando olhar para baixo, sorriu sabia que ela tinha se assustado ao senti-lo contra sua pélvis. Ela tinha todo o direito de sentir medo, nunca tinha passado por algo parecido antes.

– Relaxa, eu vou cuidar de você. – garantiu levando a boca até o pescoço dela onde beijou.

fechou os olhos conforme o sentia beijar seu pescoço, levou as mãos até os ombros largos onde cravou as unhas. mordeu levemente e puxou, subindo esfregando o lábio inferior pelo maxilar e bochecha de .
Ela abriu mais as pernas e conseguiu se encaixar melhor, não demorou muito e começou investir contra ela como se estivessem já no ato propriamente dito. sentiu o membro dele contra si, o que foi o suficiente para jogar a cabeça para trás e soltar um gemido dando a oportunidade para ele beijar seu queixo e descer novamente para o pescoço, investindo ao mesmo tempo.
Não queria assustá-la e era meio que imbecil da sua parte fingir que já tinha a penetrado, mas acontece que não queria que chegasse na hora e sentisse medo, se encolhesse e fugisse dele. Ele não queria somente tirar a virgindade dela, na verdade isso para ele não era um troféu.
Ele queria ensiná-la o que era sexo, queria mostrar que sexo não era essas babaquices que a internet coloca, pelo menos com ele não seria. nunca ia pegar algemas e amarrar na cama logo na primeira vez dela, iguais muitos sites mostram dizendo ser estimulante e excitante. Para ele era broxante e totalmente desestimulante, além de que iria ser bem constrangedor para ela.

– Vamos para casa. – disse e assentiu.

juntou seus lábios em um selinho rápido antes de se levantar, fez o mesmo. Ela puxou a chave da ignição e entregou para ele, não estava em condições para dirigir, não com o meio de suas pernas latejando daquele jeito ainda podendo sentir o pau dele contra si.

******

fechou a porta da sala, suspirou jogando o corpo contra o sofá-cama como se fosse um saco de lixo cheio de lixo – óbvio. girou a chave na maçaneta e acionou o sistema de alarme da casa, quando se virou e encontrou com o corpo de largado daquele jeito, deixando um pedaço da barriga a mostra, não teve dúvidas que ninguém mais ia atrapalhá-los.
Caminhou até ela apoiando as mãos em cima dos joelhos dela, o frisou no mesmo instante. Ele sorriu e ela estendeu os braços recebendo as mãos dele sobre as suas, o puxou deixando-o no meio de suas pernas, estava louca para senti-lo de novo.
se levantou o segurando pela cintura, não hesitou ao levantá-la e beijá-la. Sorriram durante o beijo deixando suas mãos explorar um ao outro. , perdida, deixou que a guiasse pelo próprio corpo, mostrava a ela seu abdômen, suas costas, braços, bíceps, ombros e claro o seu caminho para a felicidade.
Levou as mãos dela até seus ombros, rompendo o beijo, e começou beijar o pescoço da garota, distribuindo beijos molhados. jogou a cabeça para trás fechando os olhos, as carícias de lhe levavam a loucura, não sabia como ele fazia aquilo, mas era bom demais.

– Vem comigo. – disse contra o ouvido dela fazendo-a se arrepiar.

A puxou pela mão até as escadas em direção do quarto, já no corredor a surpreendeu quando a prensou contra a parede e atacou seus lábios em um beijo urgente e um pouco feroz. Suas grandes mãos, que estavam na cintura de , escorregaram para trás das coxas dela e a impulsaram para cima, por sorte ela enlaçou as pernas ao redor da cintura dele.
abriu a porta do quarto com uma das mãos e entrou com em seu colo ainda a beijando. Pousou o corpo dela sobre a cama, rompeu o beijo e passou analisar a face da mulher, acariciou a bochecha podendo ver o quanto ela era perfeita, nem mesmo o som da porta batendo atrás de si foi o suficiente para tirá-lo de sua análise.
Novamente grudou seus lábios em outro beijo urgente, escorregou as mãos para as coxas de onde apertou, já ela cravou as unhas nos bíceps dele, adorava aquela parte nos homens. rompeu o beijo descendo os lábios pelo pescoço de traçando uma trilha de beijos até o busto, lambeu entre os seios levando-a a puxar seus cabelos.
Começou levantar a camiseta dela esfregando as pontas dos dedos sobre cada centímetro de pele que encontrava fazendo-a se arrepiar. levantou um pouco o tronco e tirou a blusa deixando seus olhos logo caírem sobre o sutiã preto que ela usava por baixo e aqueles seios, ahh... Ele sentiu seu amiguinho todo animadinho, finalmente ia poder tocar aquelas perfeições!
A empurrou começando beijar o busto e descendo até encontrar os seios, beijando ambos. sentiu as mãos dele abrindo o fecho frontal do sutiã, quando ele puxou a peça sentiu um pouco de vergonha, mas logo essa vergonha foi jogada no inferno quando a boca dele abocanhou um dos mamilos e começou massagear o outro.
gemeu apertando o lençol. sugou o mamilo aproveitando para contornar o bico com a língua, rolou os olhos mordendo os lábios. parou de brincar com os seios da mulher levando sua atenção para a calça jeans, primeiro retirou o tênis e as meias e então começou desabotoar os botões, mas não se conteve e selou os lábios com os de , ah, os lábios dela eram tão bom de serem beijados...
não ficou pra trás, durante o beijo aproveitou para despir , retirou a camiseta e explorou cada pedaço dele, arranhou o abdômen sem dó e adorou ouvi-lo gemendo, era o melhor som que ouviria naquela noite. Não demorou muito e suas mãos alcançaram a calça do homem, desabotoou, sentindo a ereção, e oh meu deus!
Seu toque naquele local parecia ser urgente porque assim que ele sentiu a mão dela ali implorou para que fosse acariciado, não implorou com palavras apenas fez seu quadril ir de encontro com a mão dela, nem se precisava de palavras. elevou o tronco e mordeu o pescoço de , aproveitando para invadir a calça dele com a mão. gemeu sem vergonha alguma, esse era o efeito de sobre ele.
Com os pés, , tirou a calça dele e passou se concentrar nos movimentos que sua mão fazia. O pau dele estava duro e o tamanho a deixou quase louca e, ao mesmo tempo, preocupada; e se doesse? Ele ia arrombá-la, e aí?
Começou subir e descer a mão arrancando suspiros e gemidos dele, continuou até então se ver o masturbando. Do jeito que Jullie havia ensinado com a banana, só não estava o questionando, não era necessário porque os gemidos já diziam tudo. se apoiou mais nos braços para não despencar em cima dela, estava tão necessitado de atenção naquela área que pensou que teria um colapso, mas não poderia passar a vergonha de ir para o hospital porque teve um colapso por ser masturbado, iria ser tão... Constrangedor, quer dizer então que ele não aguentava um “carinho”?
A impediu de continuar estava quase gozado, santo Deus dos filhinhos de , não podia quase tê-lo feito explodir em tão pouco tempo! É talvez ele esteja precisando tomar libidol porque a situação estava muito rápida. nunca conseguiu fazê-lo gozar com masturbação, agora , em poucos minutos, o surpreendeu.
De repente puxou a calça que usava a deixando somente de calcinha, invadiu o pequeno pedaço de pano percebendo o quanto ela estava molhada. Estimulou o clitóris vendo jogar a cabeça para trás e arcar um pouco as costas. Sem aviso prévio a penetrou dois dedos começando com movimentos lentos, começou rebolar, estava começando duvidar se ela era ou não virgem.

– Rebola pra mim , isso rebola. – suas palavras só serviram para aumentar mais o seu desejo de tê-la logo em seus braços.

não aguentou vê-la daquele jeito, era tortura demais para ele. Retirou os dedos e tratou de selar os lábios com o dela, aproveitando para puxar a calcinha, não iria aguentar por muito tempo e tudo que precisava era gozar na cueca apenas por olhá-la implorando por prazer.

... – pronunciou durante o beijo, sentindo ele ainda puxar sua calcinha. – , eu... – a vergonha de ficar totalmente exposta para ele era maior que tudo.
– Shh... Eu disse que vou cuidar de você, não se preocupe. – rompeu o beijo, sabia que ela era insegura e também sabia que ela tinha vergonha. – Não precisa ter vergonha de mim, você é perfeita e eu não sou um cara que vai rir feito um menino, eu vou cuidar do presente que ganhei. – disse olhando nos olhos dela acariciando sua bochecha.

Voltou retirar a calcinha e ela permitiu, sentiu um pouco de vergonha quando a peça passou por seus pés, nunca tinha ficado nua para um homem antes.

– Linda. – ela sorriu sentindo suas bochechas quentes, ele estava olhando para ela.

retirou a própria boxer tratando de cuidar da camisinha, tudo que menos precisava era engravidar logo na primeira vez dela. Se posicionou sobre o corpo da mulher encarando-a antes de estender a mão para ela, não entendeu apenas pegou na mão dele. enlaçou suas mãos e a abaixou até encontrarem o colchão.

– Tem certeza que está pronta? – quis saber antes, ela assentiu. – Tudo bem, vou bem devagar, se caso doer me fale que eu paro. Mas não se preocupe, eu estou com você. – apertou a mão dela, ele estaria junto dela em tudo.

apertou a mão dele assim que o sentiu perto de sua entrada, sussurrou um "estou com você" no ouvido dela e começou introduzir a cabeça de seu pau, sempre atento no rosto dela, qualquer sinal de dor pararia imediatamente. Continuou penetrando-a sentindo o quanto ela era apertada, ah e ele estava adorando aquele aperto...
gemeu baixinho sentindo um pouco de dor, apertou a mão dele com força, a apertou de volta. Suas mãos estavam tão unidas que pareciam que nunca ia se desgrudar.

– J-já acabou? – perguntou, pois ele havia parado.
– Ainda não, falta muito ainda. – não queria se gabar ou coisa parecida, acontece que havia apenas introduzido a cabeça. – Está doendo? – quis saber antes de continuar, ela era mais importante.
– Não... – respondeu e deu um beijo nela, penetrando-a ao mesmo tempo.

jogou a cabeça para trás interrompendo o beijo, sorriu, agora sim estava completamente dentro dela. Sentia ela apertando sua mão, pelo jeito tinha doído um pouco.
esperou um pouco para ela se acostumar com a nova sensação, logo começou se movimentar fazendo-a gemer junto de si. O suor escorria por suas testas deixando claro o quanto o clima entre eles estava fervendo, uma verdadeira panela de pressão preste explodir com o feijão dentro.
Gemiam o nome um do outro. gemia que parecia que explodiria, era apertada e senti-la apertando seu pau era uma sensação capaz de fazê-lo ver estrelas. Já apertava a mão dele a cada investida, o pau dele era grande e isso fazia ela sentir um pouco de dor, maldito homem gostoso de pau grande, por quê?!
Não demorou muito e chegou ao ápice pela falta de experiência, não se desapontou, bastaram mais algumas investidas e também se deixou dominar pelo prazer. Retirou seu pau e cuidou da camisinha antes de se deitar ao lado de acariciando o rosto suado e contorcido de prazer.
não hesitou ao abraçar e apoiar sua cabeça contra o peitoral dele, ficariam assim por um bom tempo...

(...) – Agora já era. – Tobias concluiu descendo as escadas da cada.
– Eles transaram? – Judith perguntou perplexa, os gemidos não deixaram dúvidas.

Tobias assentiu.

– Porra, o que a tem que eu não tenho? – seu tom continha ódio.
– Ou ela é gostosa pra porra, pelo menos isso foi divertido de ver. – sim ele havia espiado e . – Será que se eu pedir para o ela emprestada, ele me empresta? – Judith levantou a mão para estapeá-lo, mas teve uma ideia, Tobias teve sorte.
– Já sei! – o rapaz prestou atenção. – O vai morrer assim, mas é a única saída... – encarou Tobias, com um sorriso demoníaco. – Vamos dar um play na fita!




Continua...



Nota da autora: Reescrita de KILLERS HANDFULS, espero que gostem, essa não tem risco de ter reescrita de novo, porque já está finalizada :)


EITAAAAAA TCHETCHE!!!! Olhaaaaa issoooo!!!! Capítulo fogosooo!!
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Outras Fanfics:


Shortfics

01.Confident (Finalizada)
05.Don’t Be a Fool (Finalizada)
10.Never Ending (Finalizada)
16.Sex With Me (Finalizada)

Longfics

Shoot Me (Finalizada/ Restritas)


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