08. The boy is mine

Finalizada em: Março de 2025

Prólogo


A primeira vez que vi Lauren depois do ensino médio, ela estava rindo—daquele jeito exagerado, jogando os cabelos e pousando a mão no braço de .
Meu .
Ok, tecnicamente ele não era meu, mas isso era um detalhe. Um detalhe irritante, mas ainda assim um detalhe.
Cruzei os braços, encostada no balcão do bar da festa, observando a cena como se estivesse analisando uma peça de teatro de gosto duvidoso. Lauren sorria demais, falava alto demais e se inclinava perto demais. E … Bem, ele parecia estar gostando.
— Você está encarando tanto que poderia incendiá-la com a força do ódio. — a voz de cortou meus pensamentos.
Revirei os olhos.
— Não estou encarando.
— Não, imagina. Está apenas praticando telepatia assassina.
Ignorei o tom divertido dele e voltei meu olhar para a dupla. Se Lauren estava aqui, significava que ela não havia mudado nada desde os tempos de escola. Ela ainda queria tudo que eu tinha.
Ou, nesse caso, tudo que eu não tinha, mas talvez quisesse.
E, se tem uma coisa que Lauren e eu sempre soubemos fazer, era competir.
A questão é: Será que eu estava disposta a jogar esse jogo?
Eu já sabia a resposta.

Capítulo único


Eu conheci quando éramos bem pequenos, ele tinha 5 anos e eu tinha 4. A nossa amizade começou praticamente de imediato depois que nós fomos apresentados. Eu, ele e , sempre fomos inseparáveis. Até que no ensino médio, ela chegou. E desde então, foi uma pedra no meu sapato e eu nunca entendi o porquê.
O som alto da música pulsava nas paredes, misturando-se às risadas e conversas abafadas da multidão. Eu não queria estar aqui. Já fazia pelo menos meia hora que eu considerava sair sem avisar ninguém, mas algo me mantinha no lugar.
Ou melhor, alguém.
estava do outro lado da sala, encostado no balcão do bar, e ele não estava sozinho.
Lauren sorria para ele daquele jeito treinado—um pouco inclinada para o lado, a cabeça levemente tombada, os olhos brilhando como se ele fosse a coisa mais interessante que já viu na vida. Ela ria exageradamente, tocava o braço dele a cada frase e o olhava como se já o tivesse conquistado.
E o pior de tudo? não parecia se importar.
Mas também não agia como se desse bola para ela.
Cruzei os braços, sentindo um gosto amargo na boca.
— Se continuar olhando assim, Lauren vai cair dura no chão. — a voz de cortou meus pensamentos.
Revirei os olhos.
— Não estou olhando.
— Ah, claro. E eu sou um monge.
. Cala a boca.
Ele ergueu as mãos em rendição, mas um sorriso brincava em seus lábios.
— Só estou dizendo, … Se você quer alguma coisa, vá lá e pegue.
Bufei, desviando o olhar. Eu não queria pegar nada. Não queria nada dele.
Certo? Errado.
O que me irritava em Lauren não era só o fato de ela estar ali com . Era muito mais do que isso.
Nós nos conhecíamos desde o ensino médio, e se havia algo constante na nossa relação era a rivalidade. Lauren sempre quis competir comigo em tudo—quem tirava as melhores notas, quem era mais popular, quem entrava primeiro na faculdade dos sonhos. Eu nunca entendi essa obsessão dela em me superar, mas a verdade é que, sempre que ela percebia que algo era importante para mim, ela tentava tomar para si.
E
era a única co que eu nunca soube colocar em palavras.
Na época, eu fingia que não ligava. Fingíamos que éramos só amigos, que aquela tensão entre nós era imaginação minha. Mas Lauren percebeu. Ela sempre percebia.
Foi então que ela decidiu testá-lo.
No último ano da escola, ela começou a se aproximar dele. Primeiro, casualmente. Depois, de um jeito mais direto. Um dia, ela até fez questão de me contar que tinha convidado para sair—como se esperasse que eu reagisse.
Mas eu não reagi.
Pelo menos, não na frente dela.
E agora, anos depois, ela estava ali. De novo.
E , de novo, não parecia se importar.
Respirei fundo antes de atravessar a sala. Meu coração batia tão rápido que eu podia sentir no peito, mas minhas pernas continuaram andando.
Parei ao lado de sem olhar para Lauren.
— Posso falar com você? — Minha voz saiu firme, sem hesitação.
— Agora? — arqueou uma sobrancelha, surpreso.
— Agora. — afirmei novamente.
Lauren cruzou os braços, me olhando de cima a baixo com um sorriso afetado.
— Algum problema, ?
O jeito que ela disse meu nome me fez ferver por dentro.
— Não com você.
Ela riu baixinho.
— Engraçado. Achei que já tínhamos superado essa fase de agir como se o mundo girasse ao seu redor.
olhou de uma para a outra, claramente sentindo a tensão.
— Lauren…
— O quê? Só estou dizendo que algumas pessoas ainda acham que podem controlar tudo. Até as pessoas ao redor delas.
Meu sangue esquentou.
— E algumas pessoas acham que ainda estão no ensino médio, e ainda não desistiram de tentar chamar atenção de alguém que não quer nada com você.
Os olhos dela brilharam com a provocação.
— Bem, quem estava sozinha até agora não era eu.
Aquela resposta dela ficou no ar por um segundo a mais do que deveria.
Foi o suficiente.
Eu não respondi. Apenas olhei para e disse:
— Vem comigo.
Ele me olhou por um instante, e então se virou para Lauren, mas não disse nada.
Lauren cruzou os braços, sem disfarçar o desagrado, mas não disse nada enquanto ele me seguia para fora dali.
O ar fresco do jardim dos fundos foi um alívio imediato. A música agora era apenas um ruído distante, e a única coisa que eu conseguia ouvir claramente era minha própria respiração acelerada.
parou ao meu lado, enfiando as mãos nos bolsos.
— Vai me dizer o que foi isso?
Cruzei os braços.
— Você gosta da Lauren? — perguntei de supetão, não ia mais ficar enrolando.
Ele piscou, como se não esperasse a pergunta.
— O quê?
— Eu vi vocês dois lá dentro. Ela está claramente tentando alguma coisa, e você não fez nada para impedir.
segurou um sorriso.
— Por que você se importa?
Meu coração apertou, mas mantive a expressão firme.
— Porque você não deveria gostar dela.
Ele riu baixinho.
— Ah, é? — Deu um passo à frente, diminuindo a distância entre nós. — E por que não?
Engoli em seco.
Porque você deveria gostar de mim.
Eu queria dizer. Eu precisava dizer. Mas não consegui.
Ele esperou.
Então, com uma expressão mais séria, disse baixinho.
… Eu nunca gostei dela.
Meu estômago revirou.
— Não?
Ele balançou a cabeça devagar, e antes que eu pudesse reagir, ergueu uma das mãos, tocando meu rosto com a ponta dos dedos.
— Não. Eu sempre gostei de você. — ele falou baixo. — Mas eu pensei que você só gostava de mim como amigo… Até hoje.
A respiração ficou presa na minha garganta. Tudo ao redor pareceu silenciar. Meu corpo inteiro ficou quente, como se tivesse sido atingido por um raio.
Abri a boca para dizer algo, qualquer coisa, mas as palavras nunca saíram.
Porque, no segundo seguinte, me puxou para perto e me beijou. Algo que eu imaginei por tanto tempo, mas nunca tive coragem.
Seu toque era firme, intenso, mas ao mesmo tempo havia uma delicadeza ali, como se ele estivesse esperando por isso há muito tempo. Minhas mãos foram parar em seu peito, sentindo seu coração acelerado sob a camisa.
Ele deslizou os dedos para a minha nuca, aprofundando o beijo com uma certeza que me fez perder o fôlego. A outra mão descansou na minha cintura e puxou meu corpo para colar no dele, de uma forma extremamente firme. Meus dedos apertaram sua camisa, como se eu precisasse de algo para me segurar, como se soltar não fosse uma opção.
Quando nos afastamos, ambos ainda respirando rápido, ele manteve a testa encostada na minha.
— Você não faz ideia do quanto eu quis isso. — ele sussurrou. — Quantas vezes eu imaginei que isso pudesse acontecer entre nós, mas eu tive medo.
Fechei os olhos por um instante, absorvendo cada palavra.
Abri um pequeno sorriso antes de sussurrar de volta:
— Eu acho que sempre soube. Mas também nunca tive coragem…
— Eu sou seu. Sempre fui, . — ele acariciou minha bochecha novamente, sorriu contra os meus lábios e me beijou outra vez.
E, naquele momento, eu soube.
era meu.
Sempre foi.



Fim.



Nota da autora: Oi, pessoal! Espero que gostem.



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