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Última atualização: 08/09/2020

Capítulo 1

“You don’t have to say you love me
You don’t have to say nothing”


– Jimmy, eu já chego aí, só preciso comprar mais algumas coisas…
mandou o áudio para seu empresário, entrou no Armazém Ventucci apenas pra comprar o vinho que havia prometido a uma amiga, comprou mais uns snacks e estava indo em direção ao caixa quando quase tropeçou em uma garota agachada perto da prateleira dos vinhos por muito pouco não caiu em cima dela e de toda aquela prateleira causando o maior estrago.
– Ei!!! Olha por onde anda! – A garota levantou muito brava, com seu vestido vermelho de gala, a maquiagem borrada e uma cara de poucos amigos que fez o rapaz pensar se ela atacaria nele aquela garrafa de vodca em sua mão a qualquer instante.
– Perdão, eu estava distraído, não tinha te visto – tentou ser o mais simpático possível e ela apenas deu de ombros. Mesmo brava, ele não pode deixar de reparar na beleza dela, os olhos , a bochecha rosada e a boca levemente vermelha, como ele nunca tinha visto igual.
– Que seja… Mais cuidad… – A frase morreu no meio quando a garota viu duas garotas entrarem no armazém, com vestidos parecidos com o dela, as duas acenaram e vieram para perto deles – Maravilha! Não acredito….
A garota se virou de frente para a prateleira dos vinhos e fingiu que não era com ela.
que observava a cena deu um passo pra trás, pegou um vinho qualquer antes que aquilo desse em alguma confusão, e já estava prestes a sair daquele corredor quando as duas garotas recém-chegadas se aproximaram rápido demais, a moça do vestido vermelho se desequilibrou e caiu em cima dele, tudo que se via era um banho de vinho naquele corredor, o único reflexo do rapaz foi os proteger para não voar estilhaços do vidro em seus rostos.
– Eu não acredito, eu vou matar vocês! – Ela brigou com as duas e saiu de cima do rapaz mais brava do que antes aparentava estar e estendeu a mão para ajudá-lo a fazer o mesmo.
– Machucou? – Ela perguntou o olhando realmente nos olhos pela primeira vez naquela noite, só então ela viu o quão bonito aquele desconhecido era, olhos e um rosto marcante, como das pessoas famosas na TV, aceitou a ajuda e sorriu de leve, verificando se não estava machucado, logo em seguida voltou seu olhar a ela – Como é seu nome?
! Estou bem, você se machucou? – Fez um gesto esperando que ela dissesse seu nome também, ela sorriu sem graça e respondeu:
, prazer! Desculpe por isso, mesmo!
Em seguida se virou para as outras duas garotas que apenas assistiam aos dois, com sorrisinhos discretos nos lábios.
, porque vocês estão aqui? Eu não pedi pra ficar sozinha? – Toda a barra do vestido de estava ensopada de vinho assim como a camiseta branca de . Antes que as garotas começassem a brigar ali, o rapaz resolveu sair de perto, pagar o que era preciso e seguir seu caminho.
– Quanto vai dar tudo? – Olhou para o dono do armazém que observava a cena desde o começo com a cara fechada e apontou para o vinho quebrado – Inclusive aquele ali….
Enquanto o homem mais velho calculava, sentiu uma pessoa se aproximar, olhou para trás e estava vindo com pressa em sua direção.
– Faço questão de pagar pelo vinho quebrado!
– Não precisa, eu pago, sem problemas! – Ele sorriu da forma mais simpática que conseguiu, mas ela se aproximou ainda mais do caixa.
– A culpa foi minha!
– Mas….
– Por favor, já estou me sentindo péssima, não faça eu me sentir pior! – A mão de veio até a de , o impedindo de continuar mexendo em sua carteira.
– O.k.! Só vou levar esses aqui então – mostrou o outro vinho e os snacks que eram inicialmente sua compra e a garota sorriu em resposta.
– Obrigada!
apenas acenou com a cabeça, pegou suas compras e saiu do estabelecimento, sentiu que estava sendo observado, quando olhou para trás viu as duas garotas que causaram toda a bagunça o observando, durante todo aquele tempo teve dúvidas se elas o reconheceram, mas agora ele tinha certeza que, pelo menos, aquelas duas sabiam quem ele era.

A noite na casa de seu amigo e empresário, Jimmy, rendeu a muitas risadas e provocações de seus amigos, todos queriam saber porque ele estava com a camisa encharcada de vinho e principalmente porque ele parecia não se importar com aquilo.
estava acostumado a ser reconhecido por onde ia, principalmente em Los Angeles estava sempre preparado para ser receptivo e quase nunca as coisas aconteciam como naquela noite. Não ser lembrado o tempo todo que ele era famoso, era algo de que o rapaz sentia falta.
, não esqueça que nós vamos viajar em dois dias para Londres, veja bem tudo que você vai precisar, o.k.?! – Jimmy, segurou a mão de antes de deixá-lo seguir até a porta da saída.
– Pode deixar, estarei a postos com tudo pronto! Relaxa, Jimmy!
se virou e piscou para seu empresário antes de sair rumo ao carro que o esperava.

A única coisa que realmente gostaria naquela manhã de sábado era esquecer a noite terrível que teve, esquecer que a festa da empresa em que trabalhava foi o mais completo desastre, o fato de ter brigado com suas melhores amigas e claro, o incrível desastre do vinho que a faliu e a matou de vergonha em uma única tacada.
Ao entrar na sua cafeteria favorita, ainda sem entender direito como estava em pé com toda aquela dor de cabeça, ela teve que tapar a mão com a boca para não deixar escapar um gritinho de surpresa ao se deparar com o mesmo cara do armazém, sentado perto da janela, com um livro aberto sobre a mesa e a olhando, com um sorrisinho de canto, quando pensou em se virar para frente novamente e fingir que nem o tinha visto, o rapaz a cumprimentou, acenando de leve.
Ela ia fugir, mas a culpa por ter estragado a roupa daquele desconhecido era maior, contrariando as próprias expectativas, pegou seu café e foi até ele, vendo-o sorrir ainda mais agora que ela chegou mais perto.
– Oi – Ela sorriu sem graça e mordeu o lábio inferior se sentindo a mais idiota das pessoas – Eu só queria me desculpar novamente pelo jeito super-horrível que te tratei e pela sua roupa que provavelmente deve ter ficado inutilizável! Se quiser, eu posso mandar pra lavar e essas coisas…. – Em um fôlego só ela disse tudo e sentiu as bochechas corarem ao sentir aqueles olhos sobre si insistentemente, porque ele tinha que olhar daquela maneira para ela, era tudo que queria saber.
– Ei, senta um pouco…. – A voz rouca dele se fez ouvir e seu sorriso simpático surgiu mais uma vez.
– Eu preciso ir, só queria desfazer um pouco da grande bagunça de ontem…. – Ela sabia que nem deveria mais estar ali, precisava encontrar suas amigas ainda.
– Eu te perdoo se você tomar um café comigo! O que me diz? – O sorriso torto dele e aquela piscadinha não eram algo que esperava.
– Quê?! Mas isso é muita aud… – A garota deu um passo pra trás o olhando sem saber o que dizer, apenas abrindo e fechando a boca.
– Ah, vai! O que você tem a perder? – sorriu de lado e anotou seu telefone no guardanapo.
– Eu nem te conheço! Era só um pedido de desculpa mesmo….
– Esse é meu número, se quiser tomar um café, eu adoraria ter sua companhia de verdade, ! – Ela pegou o papel e levantou a sobrancelha direita para ele, achando de uma petulância e ousadia aquela atitude que apenas se virou e saiu dali sem dar uma resposta.

foi direto para a casa de Chloe, uma de suas melhores amigas e onde ela tinha certeza que também encontraria , as duas amigas que ela precisava conversar sobre a noite passada e resolver todos os mal-entendidos.
Tocou a campainha e esperou que Chloe nem abrisse ou que a fizesse falar pelo interfone o quanto ela queria mesmo entrar, mas se surpreendeu ao ter sua passagem liberada assim que chegou.
– Entra logo, ! – a puxou para dentro do apartamento e olhou para as duas em seus pijamas e caras amassadas, e sentiu inveja, queria só ter ficado ali junto delas na noite passada e não ter brigado com ninguém.
– Vim me desculpar por ter sido muito, muito estúpida com vocês! Descontei toda a raiva do Rick em quem não merecia e vim pedir desculpas, de verdade! – As duas se entreolharam e sorriram, foram até e a abraçaram muito apertado, até ela reclamar que aquilo era maldade e não queria morrer sufocada.
– Nós te amamos, estressadinha! Sabemos que Rick é um machucado muito recente, jamais ia insistir pra você ir na festa com a gente se soubesse que esse cara estaria lá – disse saindo do abraço e olhando nos olhos de que assentiu sorrindo fraco, as três se jogaram no sofá.
– Eu sei, mas ele ali, agindo normalmente como se não fosse nada, como se eu quisesse ele lá me tirou totalmente do eixo, sobrou pra vocês e pro cara do vinho.
não viu mas e Chloe mais uma vez se entreolharam e sorriram achando graça da maneira como a amiga falava.
– Falando nisso, amiga…. – Chloe olhou sugestiva para que apenas rolou os olhos cortando a amiga antes que realmente continuasse.
– Nem me fale desse cara, acredita que ele teve a audácia de dizer que só me perdoava se eu tomasse café com ele, quem ele pensa que é?!
Chloe e pularam do sofá e soltaram um gritinho de empolgação que deixou sem entender absolutamente nada, por ela aquele guardanapo em seu bolso já poderia ir para o lixo.
– Amiga!!!! Ele é ! – mal conseguia esconder o sorriso ao falar aquelas palavras, com os olhos brilhantes e a cara de sonhadora.
– Quem? – A garota franziu as sobrancelhas e se esforçou a lembrar daquele nome mas nada lhe veio à mente.
– Meu Deus! Você não conhece mesmo ele? – Chloe se sentou novamente na frente da amiga e sorriu carinhosa antes de voltar a falar:
, ele é um cantor famoso, assim, extremamente famoso, que atualmente está em turnê mundial, cheio de fãs e tudo mais, até pra Rainha da Inglaterra ele vai cantar, amiga….
– Oh…. – A garota não sabia o que falar, as amigas pegaram o celular e mostraram a ela algumas fotos de no palco, ele sendo perseguido na rua, modelos e atrizes o citando em entrevistas como o ‘crush’ delas.
– É isso que dá só ouvir seus clássicos, meu amorzinho! – abraçou a garota pelo ombro e riu da careta que ela fez ao ouvir o apelido fofo.
– Ainda assim, muito metido pro meu gosto! Acredita que ele me deu o telefone dele sem eu pedir…. – e Chloe soltaram mais um gritinho de excitação que fez revirar os olhos e esperar as duas se recomporem para só então continuar a falar.
– Pelo amor de Deus! Você vai ligar, né?! – a segurou pelos ombros e a chacoalhou de leve, deu de ombros e as duas voltaram a ficar na frente dela.
– Meu anjo, não me decepcione! Liga pra ele, não custa nada – Foi a vez de Chloe argumentar.
– Mas, gente! Eu não quero nada com ninguém, famoso ou não, eu to tranquila no meu canto! – levantou do sofá e sorriu para as duas garotas que a olhavam chocadas, quase sem piscar.
, pode não ser nada demais, você pode realmente só tomar café com ele ou não…. – piscou cheia de segundas intenções para a amiga e continuou – Mas é inegável que essa oportunidade, um cara gato como é, não é todo dia que aparece, você já ‘tá sozinha a meses, Rick fez questão de aparecer com outra pessoa na sua frente ontem, não pare sua vida, amiga!
– Vocês são insuportáveis! E se ele for mais chato que vocês?! – tentou desviar dos abraços que as duas tentavam dar nela sem sucesso.
– Não vai ser problema, você já é treinada pra isso e além do mais, não é só um café?! – Chloe abraçou pela cintura e viu a garota ficar sem resposta e mais vermelha que um tomate.
– Liga pra ele!
Sob olhares muito atentos que já a deixavam mais do que ansiosa, ligou para o número escrito no guardanapo sem ter certeza se aquele frio na barriga era esperando que atendesse, ou não o telefone.
A ligação caiu e as meninas a olharam decepcionadas.
– Tentei, certo? – sorriu e levantou do sofá, guardando o papel em seu bolso – Eu preciso ir pra casa, vejo vocês mais tarde?
– Você não vai tentar de novo, criatura? – Chloe perguntou ainda estupefata pela má sorte da amiga em não ter conseguido falar com o astro da música.
– Não! Uma vez já foi o suficiente – amarrou o cabelo em um rabo de cavalo alto e se despediu das duas amigas, sem deixar que elas argumentassem mais sobre o assunto.

O caminho até seu apartamento se viu perdida em pensamentos sobre a noite passada, como aquele encontro parecia quase um surto de sua mente, como as probabilidades de algo assim acontecer eram minúsculas e o quanto ela tinha certeza que aquele desconhecido nem queria de fato reencontrá-la, era tudo uma grande piada de mal gosto do universo que só poderia acontecer com ela, como de costume.
Chegou em seu apartamento e foi direto para o chuveiro, esperava que voltasse mais tarde para casa, afinal sua roommate amava fazer algo diferente nas noites de sábado e agora que tudo já estava bem, a única expectativa de era ter alguma diversão com suas amigas.
O celular de começou a tocar desesperadamente enquanto ela voltava para a sala, por muito pouco aquela ligação não foi perdida:
– Alô?! – Com a voz ligeiramente ofegante atendeu e quase caiu pra trás ao ouvir a voz rouca de do outro lado da linha.
– Ei, ! Desculpe, eu estava resolvendo um problema àquela hora não pude atender – Ele disse simplesmente, deixando a garota confusa, não esperava mais por aquela ligação – Tudo bem?
?! Eu…. Pensei que você tinha me dado o número errado – queria rir mas não o fez, ficou apenas ouvindo a risada de – Você tá muito ocupado agora?
– Na verdade não, mas…. – já estava com o rosto quente e vermelho por ter sido tão direta e ao ouvir aquilo teve de controlar o ímpeto de se esconder atrás da almofada em seu colo – Queria te chamar pra ir em um coquetel comigo hoje à noite, o que me diz?
Aqueles dois segundos pareciam os mais longos que já existiram, não sabia o que pensaria daquilo mas esperava que ela aceitasse, assim como ela não sabia se era melhor um café ou um coquetel, só conseguia lembrar das amigas lhe dizendo para não parar sua vida. Era o que ela faria naquela noite.
– Pode ser, é algo muito chique? – Sem conseguir se conter deixou escapar a pergunta que pipocava em sua mente e ouviu uma risada gostosa de em resposta.
– Não, é um lançamento de um perfume, mas nada muito chique! Não vai se arrepender! – O rapaz também não conseguiu disfarçar sua empolgação e sorriu, achando graça naquilo – Me passa seu endereço….
– Posso te encontrar lá? Acho melhor, se não tiver problema, é claro.
– Sem problemas, vou te colocar na lista, e te mando o endereço, o.k.?!
– Perfeito! Até mais tarde! – não pode evitar o sorriso que se formou em seu rosto ao ouvi-lo, afinal agora ela tinha oficialmente um encontro com e nem sabia como realmente aquilo estava acontecendo. Em menos de dois minutos recebeu a mensagem com o endereço do lugar e o horário.
Ela escolheu um vestido preto levemente colado ao corpo, cheio de detalhes brilhantes que a deixavam em destaque e por cima um blazer cinza, sua sandália de salto preta favorita e a maquiagem mais básica que pode pensar sem arriscar demais, sem esquecer seu protetor labial de morango, seu favorito.

“Apareceu um compromisso de última hora, não sei que horas volto, !
Beijos, nos falamos amanhã!”

Sabia que só aquele bilhete já seria motivo para muitas perguntas, mas se recusou a ficar pensando naquilo enquanto pedia um táxi, toda sua concentração estava em não desistir daquele encontro, pegou sua bolsa e saiu sem olhar pra trás.

por sua vez achava graça de si mesmo em ter trocado de roupa pela terceira vez por achar que nada estava realmente bom o suficiente, antes que ficasse mais nervoso que o normal decidiu vestir uma camisa social preta com as mangas dobradas até os cotovelos, um jeans azul bem escuro e um sapato preto qualquer, antes que se atrasasse como de costume, saiu de seu apartamento e foi em direção ao coquetel.
Depois de posar para várias fotos com famosos e não famosos, e inúmeras fotos com o produto que o patrocinava, finalmente viu quem lhe interessava chegar ao local.
– Ei, você veio! – sorriu ao ver a garota se aproximar – Que bom! – Ele a beijou no rosto e sentiu o perfume dela mais de perto – Fiquei feliz que você ligou….
– Nem te conto o quanto aquelas duas me encheram a paciência – riu e a olhou desconfiado, tentando esconder um sorriso.
– Então você não queria vir? O que a fez mudar de ideia?
– Primeiro, o fato de um cara famoso querer sair comigo, meu Deus!! Como recusar algo assim? – O olhar sarcástico e ácido dela atingiu em cheio, o fazendo gargalhar sem nenhuma vergonha ao ver o sorriso torto de – E segundo, sábados não podem ser desperdiçados, chega de ficar jogada no sofá, certo?!
– Certíssima! – pegou duas bebidas de uma das bandejas e ofereceu uma a – A nós e ao nosso encontro!
– A ! – Ela deu uma piscadinha e brindou com ele.
– Vamos lá fora? Tá bem mais tranquilo…. – apontou para alguns grupinhos de pessoas e entendeu o recado, deixando conduzi-la com a mão em sua cintura até o terraço onde a festa continuava.
– Preciso te perguntar, deu tudo certo ontem? Você não parecia estar em uma boa noite – riu e balançou a cabeça em negação.
– Foi uma das noites mais desastrosas da minha vida, até quando fui tentar encher a cara não deu certo, então eu deveria ter ido pra casa e só – e foram até a mesa pegar alguns aperitivos e ela não pôde deixar de notar a quantidade de olhares que os acompanhavam, era uma das sensações mais esquisitas que ela já experimentara.
– Meus amigos ficaram enchendo a minha paciência pelo banho de vinho, mas no fim até que foi divertido – Ele deu de ombros, a observando.
– Ah, não... divertido meu cartão de crédito não achou não! – deixou um riso fraco escapar e a olhou com os olhos semicerrados, chegando mais perto para encará-la.
– Mas você não me deixou ajudar! – Ele disse baixinho e sorriu, tentando disfarçar um arrepio que passava por seu corpo. Aquele cara sabia ser sedutor.
– Claro que não, a culpa e a vergonha, naquele caso eram minhas! – Ela não se afastou, falou no mesmo tom que e deu uma piscadinha no final.
– Vamos combinar, o próximo vinho é por minha conta! – que já estava a poucos centímetros de estendeu a mão pra ela, que sorriu antes de corresponder o gesto, ele a puxou para mais perto pela mão e foi com a boca em direção ao ouvido dele.
– Fechado! – Ela sussurrou e deu um beijinho perto do queixo dele, sentiu sorrir antes de olhá-la nos olhos e encontrar ali a permissão para fazer o que tanto queria desde o início da noite.
sorriu torto e a trouxe para mais perto com uma das mãos, a outra foi em direção ao pescoço de que sorriu da mesma maneira que ele, uniu sua boca a dele e fechou os olhos sentindo-o aprofundar o beijo, provocando arrepios como a muito tempo não sentia. Ela sorriu ao abraçá-lo pelo pescoço e sentir ele morder seu lábio inferior, a segurava com firmeza pela cintura, se entregando tanto quanto aquele beijo que já os deixava sem fôlego.
Ainda muito perto um do outro, deu um último beijo nos lábios dele antes de se separarem, sentindo a respiração falha de sobre seu rosto, ela sorriu ao ver que ele a olhava.
– Shh! Não fala nada! – Mais uma vez tomou a frente da situação e o beijou, talvez nada precisasse mesmo ser dito, os dois se entendiam naquela conexão quase instantânea, tanto que quando se separaram apenas riu e a pegou pela mão, passou pelo bar do evento e pegou uma garrafa de champanhe, foram em direção a saída de incêndio e saíram sem chamar a atenção.
Enquanto chamava um táxi para buscá-los, ria ao tomar um gole de champanhe logo depois dele, sentindo um frio na barriga por estar se deixando levar pela sua vontade. Ele a abraçou pela cintura, sentindo mais uma vez o perfume marcante dela lhe invadir, aproveitou a proximidade para se dedicar a beijar o pescoço dele, sentindo sorrir e jogar a cabeça para trás.
…. – Ele riu ao sentir a boca dela continuar seu passeio por seu pescoço e orelha, deixando o controle daquela situação ir por água abaixo – O carro chegou!
Ele mal entrou no banco de trás com em seu encalço, e a puxou para seu colo, deixando que ela sentisse toda sua animação para aquela noite, sorriu maliciosa e mordiscou a orelha dele, deixando claro que era exatamente aquilo que ela queria.
– Pra onde vamos? – perguntou com certa dificuldade e parou com suas carícias para respondê-lo, ela sabia que não poderia levá-lo para seu apartamento, podia estar lá e não queria mesmo ter que aguentar a amiga zoando com toda a situação mais tarde.
– Só não posso te levar pra minha casa hoje! – Ela disse rápido e mais do que depressa deu seu endereço ao motorista.
– Vamos pra minha então! – Voltou para as carícias e os beijos, se divertia ao vê-lo perdendo mais e mais o controle, beijava seu queixo e o provocava com beijos em seu pescoço que quase fizeram pedir para parar o carro no meio do caminho e simplesmente desistir de chegar em casa.
– Vamos mesmo fazer isso? – perguntou quando estavam aos beijos no elevador do prédio de , por mais que quisesse muito aquilo nunca tivera realmente uma relação tão casual.
– Eu quero, e você? – Ele parou suas mãos que estavam na cintura dela e olhou em seus olhos, esperando uma resposta enquanto se sentia perdido naquele olhar.
– Quero, só quero te lembrar que é só desta vez… – Era a única coisa que tinha certeza, precisava ser uma relação de uma noite apenas.
– Sim, só desta vez! – voltou a unir seus lábios aos dela e quando o elevador finalmente parou no décimo segundo andar, e não conseguiram mais se segurar, e o que começou de forma mais tímida naquele evento terminou no loft dele de uma maneira totalmente diferente e inesperada.


Acordar em uma cama que não é a sua, com uma leve lembrança da noite anterior e a luz batendo diretamente em seu rosto foi o que despertou , a cama três vezes maior que a dela, o apartamento que não conhecia e uma leve dor de cabeça causada pelo champanhe foram juntando as peças do quebra-cabeça na mente dela.
– Ah que droga! Eu fiz mesmo isso!!! – Resmungou para si mesma ao sentar na cama e olhar ao seu redor, sem deixar de observar que estava sozinha ali, o silêncio e o constrangimento tomando conta dela.
– Ele ainda sumiu na manhã seguinte, deve estar na espreita esperando eu sair daqui…. – Com toda a energia que tentava ter pela manhã, se arrastou pra fora da cama, enrolada no lençol em busca de suas roupas.
Tentava ao máximo não reparar na casa dele, nem lembrar da cara de ela queria, mas toda vez que pensava desta maneira, as lembranças – muito boas por sinal – da noite passada lhe invadiam a mente e a vontade de se socar só aumentava.
– Cadê a porcaria do meu sutiã? – Já era a terceira almofada que erguia e não encontrava a peça em lugar algum – Porque eu não vou deixar ele de troféu aqui, não mesmo!
Ela se abaixou ao pé da cama para continuar sua busca e quase caiu ao ouvir a porta sendo destrancada e empurrar a porta com a bunda para entrar. Com as duas mãos abarrotadas de sacolas, ele não viu que o olhava totalmente chocada.
Só quando fechou a porta com o pé que seu olhar encontrou com o dela, levemente sem graça ele sorriu.
– Bom dia, não queria te acordar, fui buscar café pra gente – Ele foi a outro cômodo e aproveitou para levantar e ir na frente do espelho tentar ajeitar o cabelo e o rosto todo borrado sem sucesso, quase ficou novamente nua por não prender direito o lençol ao seu redor.
…. – apareceu atrás dela com um sorriso divertido que fez a garota se questionar se não estava nada descoberto na parte de trás – Se quiser pode vestir isso, pra você ficar mais confortável – Ele foi até o armário e pegou um shorts preto folgado, uma camiseta dos Simpsons três vezes maior que a garota e lhe entregou – O banheiro é ali, vou continuar as coisas na cozinha.
Ele deu uma piscadinha pra e sumiu a deixando sem reação, no banheiro gigante dele tinha tudo que a garota precisava, inclusive uma escova de dentes e de cabelo, prendeu o cabelo em um coque desajeitado e foi ao encontro de , que estava lindo em sua opinião, com uma calça de moletom cinza e uma camiseta branca, totalmente simples.
Toda a comida era da Cafeteria Blanks, a mesma em que reencontrou ontem e ela riu só de lembrar a maneira como tinha o tratado há pouco mais de 24 horas atrás.
– Que foi? – que sentou ao lado dela perguntou cheio de curiosidade.
– Lembrei do nosso encontro matinal de ontem, você é muito metido mesmo! – Ela sorriu torto e sentiu puxar sua cadeira para mais perto.
– E você é muito bravinha, que bom que não é a primeira impressão que fica…..
– Quem disse? – Ela o desafiou, arqueou a sobrancelha o encarando.
jogou a cabeça pra trás rindo, voltou seu olhar novamente pra ela, olhando para a boca de cheio de segundas intenções.
– Eu disse! – Concluiu baixinho antes de puxá-la para um beijo, que não esperava por aquela reação, sentiu o corpo todo arrepiar, as mãos dele a provocando por dentro da camiseta, a fazendo sorrir em meio ao beijo e responder com ainda mais intensidade, ela puxou com vontade os cabelos da nuca dele o que fez arfar e sorrir ao mesmo tempo. Ela os separou e deu um último beijo molhado nele que a encarou por alguns segundos, cheio de malícia e desejo no olhar, sorriu e sentiu as bochechas corarem.
– Vamos tomar café, por favor! – Ele gargalhou e deu mais um selinho nela antes de realmente começarem a devorar o café da manhã.

– Esse é definitivamente o melhor cheesecake do mundo! – disse já com mais da metade da fatia em seu garfo, riu e balançou a cabeça discordando.
– Protesto! O de frutas vermelhas é mil vezes melhor! – Ela bebeu mais um gole do café que fez e quase se afogou ao ver que agora ele a encarava.
– Como é, dona ?! Você não merece essa maravilha! – Ele tentou pegar o prato da mão dela que foi mais rápida dando a volta na mesa.
– Ah, eu como lá há anos, o melhor é o de frutas vermelhas ué! – Apenas para provocá-lo deu mais uma garfada em sua fatia de cheesecake, e a olhou estupefato, enquanto a garota dava de ombros.
– Me dá isso, você foi muito ingrata com o melhor doce daquele café! – Ele levantou e tentou alcançá-la, mas foi ágil colocando mais um grande pedaço na boca se divertindo com a cara de indignação de .
– É bom, mas é só! – Antes que ela conseguisse escapar, a alcançou e roubou o último pedaço de seu cheesecake, comendo com vontade em frente a .
– Ah, ! Não se rouba comida das pessoas, isso não se faz – A diversão nos olhos dele não negava o quanto ele estava amando aquela situação, sem se deixar abalar, passou o dedo no prato em seguida o passou sobre a bochecha de , sujando o rosto do rapaz com o resto do doce.
– Não acredito! – deixou que escapasse e ela gargalhou fugindo para a sala.
– Bem feito!
O olhar maligno de acompanhou cada passo de , ele pegou mais um brownie e em pouquíssimos segundos já estava perto dela, que tentava o afastar com gritinhos desesperados:
– Sai daqui, !
– Você não me escapa!
No loft enorme dele, tentou fugir indo em direção ao banheiro, mas ele a alcançou antes dela chegar a porta, o sorriso mais sacana do mundo estava no rosto de naquele momento, ele a pegou pela cintura e sujou com o brownie, espalhando a cobertura pelo rosto da garota, a pressionando contra a porta.
– Tá linda! – disse ainda muito próximo a ela que o encarava com os olhos semicerrados.
– Você também! – Com a mão livre, passou a mão no próprio rosto e depois sujou novamente a que só fez rir, caminhando com ela em direção ao banheiro.
Debaixo do chuveiro a diversão parecia ser ainda maior, queria mais e mais do corpo de próximo ao seu, e ela não estava diferente, tudo que começou como uma grande brincadeira fez os dois passaram muito mais tempo do que o recomendado embaixo do chuveiro.
E mais tarde, na cama de novamente, até que parou para olhar no relógio e ver que já passavam das oito da noite de domingo, levando o maior susto por estar a tanto tempo ali.
– Eu preciso ir embora, ! – voltou a vestir suas roupas da noite passada, com o olhar de a acompanhando, totalmente confuso pelo tom de voz sério dela.
– Não! Por que? – sentou na cama e também se vestiu rapidamente.
– O que estamos fazendo? – parou de colocar sua sandália para o encarar e ele veio para mais perto – Eu já deveria estar em casa, devem estar me procurando, fui muito irresponsável – Como se tivesse acabado de se lembrar de algo a garota ficou muito agitada.
, é domingo! Calma! – sentou ao lado dela na beirada da cama e sorriu – Que foi? Porque a pressa assim tão de repente?
– Eu não sou assim, não deveria ter deixado isso acontecer…. – estava em uma batalha interna, assistida de camarote por , que viu a garota passar o protetor labial de morango que na opinião dele a deixava com os lábios ainda mais convidativos, pegar seu celular e olhar o aparelho assustada.
– Para, foi ótimo e por que não, afinal? Você tem algo que te impeça? – Ele colocou sua mão sobre a tela do celular, atraindo a atenção dela novamente. O olhar dele era como um raio que parecia ler os pensamentos de , ele era ainda mais lindo daquela maneira e a garota já nem sabia mais o que argumentar.
– Não poderia estar me envolvendo com ninguém agora, eu estou a maior confusão o que já piora muito as coisas – Nem ela sabia dizer ao certo porque estava contando a aquele desconhecido coisas tão particulares, mas saiu tão naturalmente que queria apenas sair correndo dali, sorriu e arrumou uma mecha do cabelo dela que insistia em voltar ao rosto.
– Nós ficamos juntos, mas pode chamar do que quiser o que tivemos, tá tudo certo !
não sabia explicar porque ele a queria tanto por perto, porque aqueles olhos pareciam hipnotizá-lo, não queria que aquele “encontro” acabasse mas sabia que a realidade de suas vidas já batia a porta, que talvez fosse desaparecer, como quase sempre acontecia, por mais que ele gostasse da companhia elas nunca duravam.
– Foi bom te conhecer, ! – se levantou pegou sua bolsa e olhou para ele sorrindo, a levou até a porta e sem saber o que fazer com aquela vontade de continuar, ele deu um beijo no canto da boca dela, vendo-a sorrir em seguida – Se cuida.
– Você também…. – foi em direção ao elevador, não conseguiu simplesmente fechar a porta, ele continuou a observá-la, quando a garota olhou para trás e o viu, não soube disfarçar o sorriso, assim como o cantor, aquilo para ele era um sinal.
Quando o elevador chegou vazio ao andar, entrou e ouviu a voz de vinda do loft dele, no outro extremo do corredor.
– Me liga! – Ela riu e segurou a porta do elevador antes que fechasse.
– Vou pensar no seu caso, ! – Ela foi mais para frente para não ter que gritar, mas que também conseguisse ouvi-la – Ou você pode me ligar!
Os dois riram e soltou a porta do elevador, deixando um certo cantor com esperanças de revê-la. Ela não precisava definir nada, por ele mais dias como aquele seriam maravilhosos, ter por perto só o deixava mais admirado, e a vontade que tinha era de chegar mais e mais perto, de se deixar encantar ainda mais por aquela garota dos olhos brilhantes.


Capítulo 2

“Cause I can be the one
You love from time to time”


– Sabe, eu ainda acho uma injustiça você não me falar quem era o seu “compromisso” daquele dia – não conseguia simplesmente ignorar aquele fato, há uma semana ela falava sobre quem poderia ser a pessoa, mas infelizmente para ela, era boa em guardar segredos e apenas sorria em resposta.
– Poxa , você me apareceu com aquela cara toda alegrinha e me diz que é segredo, isso não se faz! – Entraram no U.S. Bank Tower edifício onde trabalhava no maior escritório de Advocacia de L.A. e em uma agência de publicidade junto de Chloe, a grande vantagem para elas era que podiam sempre ir e voltar juntas do trabalho.
Na agência Chloe e estavam em uma correria pra fechar uma campanha, já não aguentava mais ser a garota do café, quase sempre era isso que ela fazia, queria trabalhar nos grandes casos mas sua chefe muito raramente a deixava participar das reuniões, e aquele parecia ser mais um dia cheio de andanças atrás de documentos e café, muito café.
, preciso que vá até o 8º andar buscar uma pasta, eles estarão te esperando, já vou sair pro almoço então deixe-a na minha mesa e depois pode ir pro almoço também, o.k.?
– O.k.! Pode deixar! – A garota se animou com o fato de ter alguns minutos extras no almoço e logo saiu do escritório indo em direção ao elevador.
Do 13º ao 8º andar foi realmente muito rápido, o único problema para foi ter que esperar encontrarem qual pasta ela deveria levar para sua chefe. Quando saiu dali toda sua vantagem do almoço já tinha acabado, e teria de se apressar se quisesse almoçar com Chloe e .
Como era de se esperar o elevador estava cheio, se enfiou no meio daquelas pessoas e apertou o número 13, pouco tempo depois o elevador parou novamente, se fosse a uma semana atrás provavelmente não ligaria de ter que dividir o elevador com aquele cara que acabara de entrar, com um sorriso simples e óculos escuros – dentro de um prédio –, o único problema era que ela conhecia aquela pessoa, bem demais pra não estar espantada em vê-lo ali.
– Oi! – veio até ela, sem se importar com as outras pessoas no elevador que o observavam sem disfarçar, deu um passo pra trás e ele a acompanhou.
– O que faz aqui? – A garota sussurrou tentando não dar bandeira, ao sentir o olhar do cantor em cima dela – Meu Deus! – Ergueu a pasta que segurava e cobriu o rosto, uma das mulheres que estavam no elevador se virou para eles e pediu a um autógrafo, e assim foi até o andar de , que fez questão de sair o mais rápido possível dali.
! – a alcançou e a garota parou o encarando – Por que está correndo? Eu só queria falar com você…. – Ele sorriu daquele jeito sedutor e olhou ao redor tentando disfarçar, afinal aquele era o andar onde ela trabalhava.
– Agora não posso, ! – O repreendeu e viu o sorriso dele apenas aumentar, enquanto chegava mais perto, tirando os óculos escuros.
– Agora não é o horário de almoço de todo mundo aqui?! Não é nada demais, por favor! – Ela suspirou e o levou a um canto, perto do elevador novamente.
– Pode esperar um segundo, enquanto vou lá dentro entregar isso! – Mostrou a pasta em suas mãos e saiu andando rápido, aproveitou para observar o quanto ficava linda naquelas roupas executivas, o quanto era divertido provocá-la só pra ver aquele sorriso contrariado dela.
– Pronto! – surgiu agora com sua bolsa no ombro e chamou o elevador.
– Não posso demorar, tô falando sério!
– Quer ir onde? Tem algum lugar aqui perto? – lembrou de todos pedindo autógrafos pra ele ali no edifício mesmo e o olhou sem saber o que fazer.
– Não posso sair daqui com você, já te reconheceram no elevador! – O elevador chegou e os dois se entreolharam, sem saber o que fazer ao certo apertou o botão do térreo.
– Já sei! Tem um restaurante a uma quadra daqui e quase sempre é supervazio no horário do almoço, ninguém vai nos ver lá! – colocou novamente os óculos escuros e apenas revirou os olhos pelo sorriso metido que agora estava fixado no rosto do rapaz.
– Assim espero, vamos logo! – Ela conferiu o horário antes de saírem do elevador, sabia que não teria muito tempo nem pra conversar direito, mas estava morrendo de fome e curiosidade. O carro que fora disponibilizado para estava perto da saída do prédio e por sorte até o restaurante tudo fluiu muito melhor do que o esperado.

– Vou apenas avisar meu empresário que estou aqui – pegou o celular assim que saíram do carro e assentiu caminhando ao lado dele até a entrada do restaurante.
O lugar era lindo e muito chique, apenas de olhar ao redor sabia que seu salário de estagiária provavelmente não pagaria uma entrada naquele lugar, estava relaxado ao seu lado, ainda no telefone quando a recepcionista desviou o olhar do computador para eles e arregalou os olhos.
– Ah, meu Deus! – ouviu a moça sussurrando e sorriu dando um passo para o lado, desligou o telefone e começou a conversar com a moça sobre sua reserva, e quando estavam prestes a se dirigir à mesa algumas pessoas que estavam saindo do restaurante também reconheceram e pediram por fotos e autógrafos. não queria aparecer em nenhuma foto e com a leve aglomeração que se fez ao redor de um simpático e atencioso, ela deu a meia volta e saiu do restaurante.
No meio do caminho, a garota parou pra comprar um lanche qualquer e voltou caminhando para o escritório, e sem a intenção acabou encontrando com Chloe e também voltando para o trabalho.
– Amiga, o que é isso que você tá comendo? – Chloe reparou no lanche na mão de e fez uma careta desconfiada – Porque não foi almoçar com a gente? Comeria bem melhor, acredite!
– Eu sei, deveria ter ido mesmo! – que também não estava achando aquela comida boa, jogou o resto do lanche no lixo e sentiu a encarando, sempre curiosa.
– Por que mesmo a Srta. desapareceu na hora do almoço?
– Imprevistos, , imprevistos! – Tentou disfarçar rolando os olhos, mas a amiga a conhecia bem demais pra saber que não era nada relacionado ao trabalho.
– Ahan sei, uma pergunta…. O “compromisso” da semana passada voltou? – passou a andar de costas apenas para poder encarar que tentava não ficar vermelha, disfarçando com uma risada nervosa.
– Fica quieta, o que houve hoje foi mais como um acidente isso sim, mas tudo resolvido! – piscou para as duas que a olhavam ainda mais desconfiadas e curiosas.
Para a sorte de as duas encontraram um colega da agência e ela pode fugir do interrogatório, a caminho do elevador se pegou pensando o que poderia querer com ela, eles já estavam mais do que acertados, não? Seja lá o que fosse, já estava no passado e ali ficaria.

A tarde passou voando, entre muitos processos e cafezinhos, mal via a hora de finalmente estar em casa e devorar uma pizza inteira para compensar o dia todo quase sem comer. Faltava apenas quinze minutos para o final do expediente, quando o celular dela vibrou a assustando.
– Oi, posso te ligar? – sabia que era , mesmo que o nome dele não estivesse salvo, ela conhecia aquele número. A curiosidade dela era maior que tudo, não resistiu e foi até o banheiro para poder atender ao celular, enquanto respondia a mensagem do cantor.
– Oi, ! Podemos nos encontrar quando acabar o expediente? Queria me desculpar por hoje mais cedo…. – A voz levemente rouca e suave dele era algo com que ela demoraria a se acostumar, nunca tinha o ouvido cantar, mas a voz dele já deixava claro que qualquer música ficaria linda ali.
– Não precisa, está tudo certo !
– Eu tenho uma dívida dupla com você! Além de um vinho, estou lhe devendo um almoço também! – Ela riu e mesmo que não pudesse vê-lo tinha certeza que ele também estava rindo.
– Se alguém escuta vai pensar que eu sou uma esfomeada, só penso em fazer os outros me pagarem refeições! Onde já se viu…. – gargalhou do outro lado da linha o que fez o sorriso de se alargar mesmo que involuntariamente.
– Por favor! Desta vez está mais do que certo que ninguém vai nos atrapalhar! – A garota podia sentir ele sorrindo, não sabia se aquilo era bom ou ruim, a única coisa que tinha certeza era que não queria pensar sobre o que estava fazendo. Não desta vez.
– Hmm…. O.k.! Só porque eu realmente estou com fome! – riu mais ainda junto dela, e avisou que estaria a esperando em frente ao edifício.
Aproveitando que ainda estava no banheiro, mandou uma mensagem para avisando que ficaria até mais tarde no trabalho e voltou para sua mesa.

Ao sair do prédio a poucos passos dali o viu, com sua jaqueta de couro por cima de um moletom, levemente escondido pelo capuz e mais casual do que ela esperava.
,– Oi! – sorriu tímida ao se aproximar e ver distraído em seu celular.
– Que bom que é você! – riu ao se aproximar para dar um beijo na bochecha dela que o olhou sem entender nada – No caminho eu explico, vamos?!
Assim que ele deu partida sorriu ao perceber o quão diferentes eles estavam e sem saber para que lugar eles poderiam ir.
– Dois segundos antes de você chegar, duas pessoas me pararam para fotos e eu fiquei levemente com medo de causar mais uma confusão e você fugir de mim – sorriu para ela que sentiu o rosto esquentando, mas sustentou o olhar dele, mesmo sentindo que estava se perdendo naqueles olhos brilhantes.
– Não vou mentir que eu ia embora mesmo! – confessou desviando do olhar dele que já estava deixando-a corada novamente, seu sorriso ainda no rosto sem saber onde aquilo ia dar era algo que ela já não sabia evitar – Uma pergunta: Onde vamos? Afinal, estamos metade social, metade casual e não sei em que lugar isso vai combinar…. – pegou no próprio blazer e apontou para a jaqueta de couro dele, desviou a atenção do trânsito para olhar para ela novamente, um olhar desafiador e cheio de intenções, afinal, para ele aquela combinação estava ótima, e não era só da roupa que ele pensava isso.
– Ei, estamos quebrando uns padrões da moda aqui mas.... Onde vamos isso não faz diferença! Relaxa, !

Quando estacionou em uma das hamburguerias mais requisitadas da cidade, não sabia como aquilo poderia dar certo mas resolveu relaxar como ele tinha dito, e caso desse errado, pelo menos ela pediria um hambúrguer pra levar pra casa.
– Pronta? – riu ao ver a cara de espanto dela ao perceber o quanto o local estava cheio.
– Qualquer coisa a gente pede um lanche e leva embora – sussurrou assim que eles entraram no restaurante, a recepcionista veio até eles e antes mesmo que ela dissesse boa noite um homem sorridente, com o braço cheio de tatuagens e roupa totalmente preta se adiantou.
– Se eu não tivesse falado com você no telefone, estaria caído no chão de susto agora mesmo! Finalmente!!! Seu sacana! – O homem de boné fez um daqueles toques de mão com que só fez rir e deu um meio abraço nele.
– Will, eu como aqui mais do que você pode contar, só que é pelo delivery! – Will apenas balançou a cabeça desaprovando, em seguida olhou para que sorria pra ele, estendendo a mão o cumprimentando.
– Essa é minha amiga, ! Estamos famintos, já aviso! – Will riu da cara que a garota fez e assentiu chamando um dos garçons, e indo com ele até um canto mais afastado dos dois recém-chegados.
! – o repreendeu e deu uma cotovelada no cantor que tentava se esquivar sem sucesso, fazendo uma careta pela dor que a garota lhe causou.
– Outch! – A recepcionista que pôde ouvir toda a conversa, soltou uma risadinha que os despertou para onde eles estavam, ainda na entrada do restaurante.
– Bem feito! – sussurrou e mostrou que um dos garçons estava os chamando com a mão.
– Eu já vou lá, o.k.?! Só preciso resolver algumas coisas por aqui – Will se aproximou deles novamente e deu uma batidinha nas costas do cantor – Aproveitem! Seja bem-vinda! – Sorriu para e sumiu no salão do restaurante.
com uma mão na cintura de , foi em direção ao andar superior, mesmo que algumas pessoas acompanhassem com o olhar cada passo dos dois, aquele andar era quase exclusivo deles, se não fosse por um casal de senhores no outro extremo do salão.
As mesas ali eram realmente mais privadas e o clima mais aconchegante e silencioso do que se podia ver lá embaixo.
– Uau!!! Eu tô chocada! – riu ao sentar no sofá de frente para – Pensei que teríamos que nos unir as mesas que estavam nos olhando lá embaixo.
– Eu pedi ao Will uma mesa o mais reservada possível, ele disse que daria um jeito! Essa parte do restaurante ele quase nunca abre – sorriu dando uma piscadinha para ela que olhava impressionada para o lugar ao seu redor, o garçom veio até eles e anotou o enorme pedido deles, logo os deixando sozinhos.
– Queria me desculpar pelo tumulto de hoje, não pensei que lá eu seria reconhecido – sorriu abaixando a cabeça envergonhado – Foi mal te fazer perder seu almoço – Ele a encarou novamente e deu de ombros, sorrindo pra ele.
– Foi difícil, mas superei! Pronta para o jantar! – Ela piscou para vendo os olhos dele se estreitarem em sua direção – Que foi?
– Você não me ligou, ! – A voz sedutora dele fez com que ela escondesse um sorriso e se aproximasse mais por cima da mesa, o instigando a fazer o mesmo.
– Você também não, ! – Ela sorriu e ergueu a sobrancelha – Que feio isso, imperdoável! – Chegando o mais perto possível da boca dele, ela o encarou e mordeu o próprio lábio, sentindo o olhar do cantor vidrado nela como na noite em que ficaram juntos.
– Ah, ! – sorriu torto e tentou beijá-la, mas ela se afastou rápido sorrindo da mesma maneira para ele.
A comida chegou fazendo com que se afastasse também, não sem antes encará-la intensamente.
– Meu Deus! – pegou seu lanche, olhando para em seguida – Isso é enorme! Será que não foi exagero?
– Nós vamos conseguir comer isso e mais – Ele riu dando uma bela mordida em seu lanche, fazendo rir antes de também abocanhar o seu.
Os lanches acabaram rápido, tudo que restou foram as batatas fritas e um tentando roubar as batatas do outro enquanto conversavam, como se nada pudesse os atrapalhar ali.
– Eu ia te ligar…. – que havia roubado um punhado de batatas de , retomou o assunto a pegando de surpresa.
– Não tem problema, nós não combinamos nada realmente – deu de ombros e passou a tentar pegar o molho que estava comendo.
– Mas eu gostei do que a gente teve – olhando nos olhos de a viu começar a sorrir.
– Eu também gostei, mas não acredito que devêssemos tentar mais vezes, pode ser perigoso, ! – A forma doce e suave como ela disse aquilo só fez com que quisesse mais daquele perigo.
– Somos livres e desimpedidos, acho muito válido! – sorrindo sacana e o olhar cheio de desejo, se apoiou na mesa a olhando mais de perto.
– Isso pode dar errado, muito errado! – levantando uma das sobrancelhas o encarou, sem conseguir conter o sorriso no canto de sua boca, ela apenas negou com cabeça.
– Eu sei que talvez eu não seja o cara ideal pra ser o namorado de ninguém, mas se você quiser eu posso ser o ideal pra essa noite ou outras… – O olhar de para ela era elétrico, hipnotizante e sedutor, com aquele sorriso torto de sempre que a deixava sem resposta, ele veio ainda para mais perto.
Por mais que tudo que falassem ali fosse em tom de brincadeira, o olhar de não o deixava mentir, podiam tentar ir além de uma única noite.
– Tentador, um tanto convencido, mas não! – que também havia chegado mais perto dele agora, conseguiu escapar quando ele tentou beijá-la novamente e viu escorregando no sofá, fazendo cena cobrindo o rosto – Levanta daí, !
– Olha lá, quem finalmente apareceu! – Uma mulher negra, acompanhando Will apareceu no topo da escada olhando os dois, rapidamente levantou de seu lugar e passou para o lado de , fazendo a garota esconder uma risada.
– Sarah, minha musa! Que saudade! – Quando a mulher finalmente chegou na mesa, o cantor se levantou a abraçando apertado, os fazendo girar e rir ao mesmo tempo.
– Amei seu cabelo!! – Elogiou vendo Sarah dar leves batidinhas em seus cachos e rir junto da garota, seguido de uma piscadinha marota.
– Gostaram?! – Will perguntou se aproximando da mesa, abraçou Sarah por trás e sorriu batendo na aba do boné dele.
– Claro que sim!
– Estava tudo maravilhoso! ainda tentou roubar minhas batatas! – A garota que estava em pé ao lado do cantor se aproximou e falou mais baixo como se fosse um segredo, o que fez todos rirem e cutucá-la na cintura.
– Na próxima, vou confiscar sua batata direto! – respondeu fazendo uma careta e a abraçou pelos ombros, escondendo o rosto dela. Quando os dois se viraram pra frente Will e Sarah estavam os assistindo, com um sorriso divertido no rosto.
– Não briguem casal, Will pode arranjar batatas extras para vocês! – Sarah deu uma piscadinha para que sorriu sem graça e sentiu as bochechas esquentando com aquele comentário.
– Eu não, tem que pagar mais pelas batatas que sempre ganha de você, amor! – Will beijou a bochecha de Sarah e não conseguiu conter o sorriso ao ver o casal a sua frente, como se estivessem em sua própria bolha, Will sorria para Sarah que tentava parecer brava sem conseguir.
é nosso amigo, sei que um dia terei ingressos VIPs para fazer inveja aos nossos outros amigos, certo ? – Sarah olhou para que negava com a cabeça, fazendo Will e rir.
– Nem sei do que está falando, Sarah! Meus ingressos VIPs são relíquias, meu bem! – O cantor se esticava todo, ajeitando a jaqueta, só faltava ajeitar o topete para se achar o próprio Elvis Presley.
– Ah, não! – Will riu e balançou a cabeça freneticamente negando o que disse – Sem chance, ! Vou te enxotar daqui, seu metidinho.
– Muito metido! – Sarah entrou na brincadeira e cruzou os braços balançando a cabeça.
– Convencido! – também diz, o que fez todos olharem pra ela e colocar uma das mãos no peito, fazendo mais uma cena.
– Estou rodeado de traidores! Até você, ! Não posso com isso!
– Está certíssima! Podemos achar alguém mais humilde pra ir no show, não é mesmo?! – Sarah estendeu a mão para a garota que estava pronta pra passar literalmente para o lado deles mas a segurou pela cintura, a puxando pra trás.
– Nada disso! Vocês ainda vão levar cartazes ao meu show, escutem o que estou falando…. – Sem perceber continuou a segurando pela cintura, confortavelmente com um braço ao redor de que ria junto de Sarah pela reação do cantor a brincadeira deles, o único a realmente perceber foi Will que olhava a toda a cena, prestando atenção em e seu jeito ao lado daquela garota.
– Acho que já temos nossos ingressos VIPs, afinal! – Sarah fez um high five com , que sentiu encostar a cabeça em seu ombro, como se fosse se esconder ali.
– Que grandes amigos vocês são! – deu um passo para o lado e encarou a todos, estreitando o olhar para cada um, vendo esconder um sorriso antes de se dar outro passo para o lado.
– Eu vim pela comida mesmo! – Ela diz sentindo tentar agarrá-la pela cintura e começar um ataque de cócegas, as mãos de seguram as dele, o fazendo parar – Tô brincando! Acho que já está tarde, vamos? – Ela pergunta para o cantor que assenti com a cabeça, voltando sua atenção para o casal de amigos que os observava com aquela cara de pais babões que costumavam fazer em relação a .
– Podem parar de olhar assim, por favor? – faz uma careta para Sarah que rolou os olhos em resposta – Nós precisamos ir agora! Mas tudo estava incrível, Will! Como sempre! – O cantor se aproximou do amigo e lhe deu um abraço apertado, em seguida abraçou Sarah e a beijou inúmeras vezes.
– Estava realmente tudo ótimo! – se despediu do casal os abraçando também e viu Will trocar olhares com , como se estivessem em uma conversa muito particular.
Mesmo com protestos de Will, os dois fizeram questão de pagar, ao descerem as escadas uma corrente de ar fez se arrepiar, automaticamente ela se abraçou para tentar amenizar o frio, sem pensar duas vezes tirou sua jaqueta de couro e a ofereceu a garota.
– Não precisa, sério!
– Por favor! Eu já tenho um moletom e você só esse terninho – piscou para garota vendo ela rolar os olhos, mas aceitando sua oferta em seguida. Em questão de segundos sentiu aquele perfume lhe inebriar, tão bom quanto ela lembrava e marcante como a noite que tiveram juntos.
O movimento da hamburgueria estava bem mais baixo e a saída foi sem nenhum tumulto, a noite realmente já estava bem mais gelada e agradeceu por logo entrarem no carro de e partirem.
– Pra onde agora? – olhou para com um sorriso torto no rosto, bem sugestivo e sacana e a garota riu, olhando pra frente.
– Cada um pra sua casa!
Ainda no meio do caminho, recebeu uma mensagem de :

“Amiga, vem logo! Trouxemos o partido perfeito pra você! Estamos te esperando”

“Quê?!Não!”

“Ele trabalha com a gente na agência e bem… já que você disse que o seu compromisso misterioso não apareceu mais, que tal tentar alguém diferente?!”

odiava quando as amigas faziam isso, armavam encontros na esperança de juntá-la com as pessoas mais estranhas possíveis, ela não queria ninguém agora, pelo menos, ninguém desconhecido e arranjado assim. Olhou para ao seu lado e tomou a decisão mais louca de sua vida.
– Se ficarmos juntos, não será algo tipo um namoro, certo?! – O cantor encostou o carro e a olhou surpreso, mas sem esconder o desejo que existia por ela.
– Não, você me disse que não queria se envolver com ninguém, e eu também não sou bom em relacionamentos sérios! Eu posso ser o seu romance casual…. – se aproximou devagar, sem tirar os olhos dela, sentindo a eletricidade entre eles crescer, e o sorriso sacana de surgir.
– Acho que gosto disso…. pode dar errado…. – nem a deixou terminar e a puxou pela nuca, unindo suas bocas com força, sendo correspondido da mesma maneira, as mãos de foram em direção ao cabelo dele e os puxou, fazendo o cantor rir e morder o lábio inferior dela.
– Vamos pagar pra ver! – O olhar dele sobre ela era como se pudesse descobrir cada pensamento secreto da garota, como se pudesse ver que ela nunca entregaria seu coração a ele mas em algumas noites, eles poderiam ter um ao outro, sem realmente se machucar por isso.
– Pra sua casa! Agora! – riu e sentindo o sorriso sacana de aumentar consideravelmente, enquanto ela lhe beijava o pescoço e sentia ele arfar pelas provocações dela. Em tempo recorde chegaram ao prédio do cantor e riu ao ver a cara dele quando ela o afastou para entrarem no elevador.
– Segredo, ! Segredo! – Ela só deixou o cantor voltar a beijá-la quando já estavam seguros dentro do apartamento dele e ninguém mais podia vê-los ou atrapalhar.
No fundo os dois sabiam que não deviam fazer aquilo, mas o desejo, a vontade, e aquela estranha conexão faziam com que eles não pensassem nas consequências, o que importava era viver o momento e só.

Capítulo 3

“I know you said that you don’t like it complicated
That we should try to keep it simple
But love is never ever simple”



Aquela terça-feira ensolarada deixava feliz por poder vestir uma roupa mais leve, mesmo que ainda social, no trabalho sua chefe estava totalmente concentrada em um julgamento que se aproximava, quando foi até a mesa da estagiária com uma pilha de documentos e processos para serem revisados, a garota já sabia que levaria várias horas do seu dia, tanto que pensou ter perdido toda e qualquer chance de aproveitar o sol, até mesmo em seu horário de almoço.
– Quando terminar de revisar esses, pode ir, o.k.? Eu já vou sair também, amanhã continuamos – assentiu, pegando as duas pastas que restavam da mesa de sua chefe, mal acreditando que faltava tão pouco para poder sair daquele escritório e eram apenas três da tarde.
– O.k.! Pode deixar. – A garota saiu da sala tentando esconder seu sorriso, sempre tão acostumada com aquelas revisões que em menos de vinte minutos já estava livre, aproveitou que sua chefe também já tinha saído, pegou suas coisas e foi direto para o elevador.
Ainda saindo do prédio, sentiu seu celular vibrar e viu que havia lhe mandado uma foto dele com a camiseta dos Simpsons que lhe era mais do que familiar.
“Acabei de encontrar aqui”
sentiu o sol em sua pele e a vontade de aproveitar aquele dia se sobrepôs a qualquer ideia de ir pra casa, ainda com o celular na mão e sem parar para pensar, a garota respondeu a mensagem de :
“Ei, se não estiver fazendo nada agora, quer ir comigo até um parque que tem aqui perto?”
“Agora? Você não vai ter problemas no seu trabalho?”
“Não, hoje minha chefe me dispensou mais cedo, se quiser me encontre no Blanks”
“O.k.!”


Em poucos minutos ela chegou à sua cafeteria favorita, pediu um frappuccino e sentou perto do balcão, se conhecia bem o suficiente pra saber que se demorasse a aparecer, os instintos de fuga talvez ganhassem, e ela iria embora sem dar explicações. Como se estivesse ouvindo os pensamentos de , em menos de 10 minutos, entrou na cafeteria de boné, bermuda escura, a camiseta dos Simpsons, tênis e seu inseparável óculos escuros, veio direto para o balcão e fez seu pedido.
– Oi, estranha! – ajeitou seu boné, parando ao lado de como se nem a conhecesse e ela sorriu olhando para frente.
– Oi, esquisito! Como foi a viagem? – Ela o olhou e ele apenas sorriu como resposta, pegou seu café e apontou com a cabeça para o lado de fora.
– Aqui é melhor pra gente conversar, foi ótima na verdade, cansativa, mas muito boa! E você, como está? – Os dois caminhavam lado a lado despreocupados, com suas bebidas nas mãos e nenhum receio.
– Bem, cheia de trabalhos pra fazer, mas é a vida! – riu da careta que fez ao ouvir a resposta dela e apontou para a entrada do parque. Para a alegria dos dois o local estava praticamente vazio naquele horário, os poucos que passavam por ali eram pessoas se exercitando.
A primeira coisa que fez foi retirar o sapato pra pisar na grama, ficou parada ali por alguns segundos e sentiu os olhos de sobre ela.
– Que foi? – Ela ergueu a cabeça para sentir mais um pouco do sol em seu rosto e só, então fixou os olhos nele também. – Precisamos aproveitar essa oportunidade!
– Duvido que você não vai reclamar que tem coisas machucando seu pé…. – apontou para a grama e apenas deu de ombros começando a caminhar junto dele.
– Pode ser que sim, mas andar de salto aqui não vai dar!
Os dois se entreolharam para decidir onde sentariam e apontaram para a mesma árvore, um pouco mais distante de onde estavam, com muitas flores por perto e uma sombra enorme, o único problema para foi que realmente alguns cascalhos começaram a machucar seu pé e ela se viu correndo em direção a árvore com em seu encalço.
– Por que você tá correndo? – perguntou rindo e parou de repente, fazendo ele se chocar contra ela e quase caírem.
– Sério que você estava correndo sem nem saber porquê?! – Ela se virou para ele tentando esconder uma risada e deu de ombros, ajeitando o boné.
– Fazer o quê, quis ser solidário com a sua maluquice, ué! – estreitou o olhar para ele e começou a persegui-lo, ouvindo a gargalhada de cada vez mais alta, todas as coisas dela já estavam no chão e a única coisa que ela ainda segurava era um de seus sapatos.
– Eu vou te mostrar minha maluquice, ! – Ela ameaçou acertá-lo com o sapato e se abaixou conseguindo desviar, ele a abraçou pela cintura a derrubando na grama, os dois já sem fôlego de tanto rir e correr ao mesmo tempo ficaram alguns segundos ali, só recuperando o ar.
– Você ainda vai ver! – Ela disse o olhando nos olhos desta vez, e sorriu torto, do jeito que achava extremamente provocante e perigoso, e se aproximou dela.
– Mal posso esperar! – O cantor a provocou fingindo que ia beijá-la e quando fechou os olhos ele desviou para a bochecha dela, o que a irritou profundamente, mas antes que ela levantasse, voltou rápido e a beijou na boca, até tentou resistir por orgulho, mas não durou mais do que três segundos e a garota se entregou, puxando com vontade o cabelo dele, que ria em meio ao beijo pela delicadeza dela.
– Você está ótima assim! – Ele disse a ajudando a levantar e tirando algumas folhinhas do cabelo dela, que riu ironicamente fazendo uma careta.
Os dois recolheram as coisas dela espalhadas pelo chão e foram para sombra debaixo da árvore.
– Perdemos nossos cafés nessa correria, literalmente – lamentou recolhendo o copo de seu café e fez o mesmo que ela, vendo que não restou nem uma gota.
– Na volta, precisamos de mais! Que desperdício, balançava a cabeça fingindo uma indignação que fez o empurrar pelo ombro, rolando os olhos.
– Ah, fica quieto aí, ! A culpa foi sua! 100% sua! – Acusou ela.
– É o quê? – Ele cruzou os braços a encarando.
– Claro que foi, se não tivesse me provocado ainda estaríamos com pelo menos metade, mas não…. – Foi a vez dela fingir uma decepção, balançando a cabeça de um lado pro outro. – Deveria ter sido esperto, meu caro !
o olhou desafiadora, chegando tão perto que ele podia sentir a respiração dela em seu rosto, cheia de malícia em seu olhar a garota fez o mesmo que ele há pouco, desviou de sua boca e sussurrou no ouvido do rapaz.
– Seja esperto!
Ela viu o efeito que causou nele antes de se afastar sorrindo ainda mais, como se nada tivesse acontecido, gostava de perceber que não era só ela que sentia o impacto, que aquela relação não tinha um ‘vencedor’.

A garota amarrou o cabelo em um coque bagunçado e sentou encostada na árvore, com ao seu lado.
– Juro que de todas as mensagens possíveis, você me surpreendeu hoje! Pensei que você nunca tivesse folga.
– E não tenho mesmo! Provavelmente minha chefe já está me compensando pelas horas extras futuras – riu e tirou o boné de , o pegando de surpresa, mais rápida do que ele, as mãos dela foram direto para o cabelo do rapaz os ajeitando – Assim está melhor!
com os olhos cravados nos dela, não saberia explicar o que estava sentindo, só que não queria parar, não queria que ela tirasse a mão dali, nem que desviasse seu olhar do dele.
O sorriso dele tão singelo e os olhos brilhantes impediam de fazer o que naturalmente faria, sair dali o mais rápido possível, mas quando se ajeitou ao lado dela quase deitando em seu colo e recolocando a mão dela sobre sua cabeça. riu, bagunçando levemente o cabelo dele o fazendo gargalhar. Foi um pedido mudo de algo que não estava tão acostumada a praticar, mas ali ela não quis pensar sobre estar com a mão emaranhada nos cabelos de , sobre o que aquilo podia significar ou até mesmo o que poderiam pensar se vissem os dois daquela maneira.
– Você falou de mim pra sua amiga? – , que estava com os olhos fechados, perguntou displicente ainda curtindo as mãos de fazendo cafuné em seu cabelo.
– Não, combinamos de ser segredo, certo?! – Ele apenas concordou com a cabeça e a garota continuou. – E a partir do momento que eu falar, elas não vão deixar nada ser tão secreto assim – deixou uma risada escapar e abriu os olhos para encará-la e sorriu junto.
– Elas me reconheceram aquele dia, né?! No dia em que nos conhecemos. – Ele agora deitado no colo de como se não fosse nada demais, arqueou uma sobrancelha ao ver a garota abrir e fechar a boca sem uma resposta de verdade.
– Sim! Mas eu só descobri depois que te encontrei na cafeteria, elas quase me bateram porque eu disse que não te ligaria! – sentiu as bochechas esquentarem ao confessar isso a ele e cobriu o rosto rindo.
– Um dia preciso dar um ingresso pras suas amigas, pelo simples fato delas serem tão legais! – O sorriso de lado dele aumentando ao ver que estava conseguindo provocar .
– E eu, não sou legal não?! – Questionou indignada.
– Olha, precisamos ver isso direito! – faz uma careta ao sentir puxando seu cabelo com mais força – Outch!! Já pensei….. – Ele gargalhou, se sentando novamente, ciente de que seu cabelo deveria estar todo pra cima e ele parecendo um doido, mas não podia deixar de fazer o que tanto queria.
– Ridículo! Isso sim….
– Você é a minha preferida, relaxa babe! – A boca dele a centímetros da dela, o olhar irônico de antes dele beijá-la, uma vontade dentro dele que só crescia e o deixava sem saber como agir. Ele queria sempre mais com , quando as mãos dela entraram na camiseta dele e as unhas o arranharam, quase perdeu a cabeça, suas mãos também passeavam pelas coxas dela, que arfava sem se controlar. O beijo que começou calmo já ultrapassava aquela barreira e, antes que virasse um atentado ao pudor, se afastou a contragosto.
…. Precisamos….
– Parar! – As mãos da garota ainda sobre o cantor, as respirações levemente alteradas, o refúgio que ela ironicamente encontrou para se acalmar foi a curva do pescoço dele, ficou com a cabeça no ombro de por um bom tempo apenas sentindo a presença um do outro ali.
Quando se afastou dele e pegou o batom na bolsa para retocar, sorriu dizendo:
– Esse seu batom de morango deveria ser um crime, pra mim isso é perigoso de se ter por perto! – Ele recolocou o boné e se aproximou beijando-a no rosto, sentindo seu cheiro.
– Vamos parar com isso, e é só um batom – piscou para e soltou o cabelo novamente, sentindo o olhar dele sobre ela.
– Vamos, antes que eu não resista! – Ele levantou sorrindo e a ajudou a pegar suas coisas para que eles saíssem do parque. O caminho de volta até a cafeteria foi cheio de sorrisos e brincadeiras, um mundo particular que só se rompeu quando eles chegaram ao Blanks e foi reconhecido, ela pagou pelos dois cafés e ficou esperando-o no canto do balcão, tentando passar o mais despercebida possível enquanto ele posava para várias selfies.
– Desculpa por isso, pensei que estaríamos mais tranquilos aqui, mas…. – sorriu para a garçonete que os olhava, depois seu olhar encontrou com o de , que já não sorria como antes – Que foi? Algum problema?
– Não vai ser ruim isso? – Ela entregou o café de e tomou um gole do seu, olhando ao redor desconfiada.
– Não estamos fazendo nada demais, fica tranquila! – Ele deu uma piscadinha pra , que tentou respirar fundo e não se deixar afetar por aquilo.
– O.k.! Vou tentar! – Eles decidem comer também e pegam uma mesa.
Passaram o resto da tarde ali, comendo e falando besteiras até se dar conta que já deveria voltar do trabalho e não queria mais perguntas de Chloe ou .

Depois de dois dias enfurnada no escritório, fazendo mais horas extras do que o recomendado, já não esperava nada além de um belo banho e poder descansar daquela semana estressante, depois da tarde que tiveram no começo da semana, não teve sinal de vida do cantor, apenas ouviu comentando algo sobre ele que nem teve tempo de parar pra ver o que era.
Desta vez, sua chefe finalmente a chamou para ser a principal assistente e aquele caso estava tomando totalmente a atenção da garota, quando as amigas a chamaram para um happy hour, recusou e resolveu ir direto para casa, aproveitar cada segundo de descanso. No caminho até seu apartamento, viu que tinha uma ligação perdida de e retornou a ligação.
– Oi, você me ligou?
– Oi! Queria conversar com você, coisa rápida…. – Mesmo tentando não deixar transparecer a voz de saiu tensa e percebeu.
– Ai, meu Deus! Precisa ser pessoalmente?
– Vem pra cá que eu te explico, se você puder, claro.
Mesmo morrendo de cansaço, sentia que deveria ser algum problema, já que nunca fora tão sério com ela ao telefone. Decidiu resolver logo o que quer que fosse e foi direto para o apartamento do cantor.

abriu a porta e a cumprimentou com um beijo na boca e um sorriso tímido, cheia de ansiedade nem deu tempo de ele dizer nada e já pediu pelo assunto de uma vez:
– Acho que você já deve ter visto, mas fomos flagrados no parque e meu empresário tá me enchendo o saco…. – caminhando para a sala não viu a cara de pânico que fez ao ouvir aquelas palavras.
– Como assim flagrados? Não vi nada sobre isso…. – tirou a bolsa dos ombros e se sentou ao lado dele no sofá.
– Aí, ! – pegou o celular e mostrou a ela algumas fotos embaçadas que foram vendidas as revistas de Los Angeles, para sorte dos dois em nenhuma delas era possível realmente ver o rosto de , somente o dele.
– Jesus! Não acredito! – Por pouco a garota não deixou o celular dele cair, começou a andar de um lado pro outro, aflita e ansiosa.
– Calma! Está tudo sob controle! Olha pra mim – segurou pelos braços e fez com que os olhos dela se fixassem aos dele – Já processei eles e é sobre o plano do meu empresário que eu queria falar com você….
– Ai, meu Deus! Diga, rápido, por favor!
– Ele achou uma modelo pra dar umas saídas públicas comigo, coisa de fotos se abraçando e beijos sem graça, mas eu não quis aceitar nada sem antes falar com você, porque nós temos algo, certo? – não sabia definir o que tinham mas não conseguia tomar aquela decisão sem consultar a garota.
precisou parar para respirar por um segundo, a encarava quase sem piscar e sem nem saber porque os dois sentiam os corações acelerados e as mãos suando.
– Certo…. – recomeçou a andar de um lado para o outro devagar. – Você não precisa me dar satisfações…. De verdade, sem problemas!
– Não é só isso, eu não quero que as coisas fiquem estranhas entre nós, entende?!
– Entendi, uma pergunta só, por que seu empresário precisa que você saia com alguém?
– Segundo ele depois das fotos que vazaram, eu preciso dar um rosto pra pessoa que estava comigo, antes que eles encontrem a verdadeira…. – O simples pensamento de ser perseguida por paparazzis, de ter seu nome revelado ou qualquer coisa do gênero fez com que um arrepio passeasse pela espinha de , a deixando sem reação.
– Eu já vi que eles pegam pesado, ! E se isso não funcionar?
– Não quero te prejudicar de forma alguma, se você quiser me tirar da sua vida eu vou entender.... Não queria..… – Ele disse sem olhá-la nos olhos com medo da resposta.
– Eu também não quero, gosto do que a gente tem! – Ela sorriu, chamando-o para sentar ao seu lado.
– Vamos tentar, vamos ver onde isso vai dar. – Os olhos brilhantes dela o encararam de verdade pela primeira vez naquela noite e se sentiu perdido naquela imensidão, não queria admitir, mas o medo daquele sentimento já era grande, seu coração desregulado sem saber se continuar era de fato a decisão mais segura. Mas foi só beijá-lo, que todos os pensamentos sumiram e ele se sentiu voltando para o eixo.

despertou e percebeu que estava sozinha na cama, de dentro do banheiro ela podia ouvir cantarolando Come Together dos Beatles e rindo, depois de poucos minutos, ele apareceu no quarto com uma toalha enrolada na cintura e o encarou, com um sorriso brincando em seus lábios.
– Acho que muita gente pagaria pra acordar assim…. – Ainda abraçada ao travesseiro, a garota pôde ver o sorriso tímido de antes de se virar de frente para o espelho para ajeitar o cabelo.
– Bom dia, !
– Bom dia, ! Já vai sair?
– Hoje tem aquele evento da rádio, lembra?! Jimmy quer me apresentar pra uma modelo porque segundo ele, não posso demorar…. – parou de falar de repente e olhou para , só naquele momento ele se tocou do que estava falando e pra quem – Não me leve a mal…. Eu só.. – Ele a olhou pelo espelho e continuava relaxada na cama, o olhando como se estivesse apenas contando qualquer banalidade, não que talvez encontraria outra pessoa naquele mesmo dia.
– Ei, tá tudo bem! , nós não temos que fazer nada, tudo bem do jeito que está pra mim – Ela deu de ombros e sentou na cama, se virou para encará-la.
– Jura? Não tem problema mesmo por você?
– Não… Essa loucura toda nós não combinamos de ser algo simples?! Você pode fazer o que quiser, até sair com outras pessoas, nada nos impede de tentar, certo? apenas de calcinha e camiseta se aproximou da beirada da cama onde a olhava desconfiado, com as mãos ao redor do pescoço dele e um sorriso singelo, ela o trouxe para mais perto, seu olhar conectado ao do cantor. – Você não me deve nada, não precisa ser meu namorado, gosto do que a gente tem….
, eu não sei o qu….
– Não precisa dizer nada!
o abraçou pela cintura e sentiu dar um beijo em sua cabeça, em seguida uma gargalhada ao perceber as mãos dela em sua bunda, riu e se levantou indo direto para o banheiro.

chegou ao local indicado por Jimmy, e assim que entrou naquele lugar sabia que não gostaria tanto dali, era muito aberto, muito exposto e todos o olhavam desde quando desceu de seu carro. Em menos de dez minutos uma garota muito linda, loira, com óculos escuro, cabelo amarrado e salto alto chegou perto da mesa em que o cantor estava.
– Oi! – Ela sorriu e ergueu os óculos, revelando seus olhos azuis a – Demorei?
sorriu levemente sem graça e se levantou a cumprimentando com um beijo no rosto.
– Prazer, Megan! – Ela se aproximou do ouvido dele e sussurrou, fazendo questão de beijá-lo naquela região demorando o máximo possível para se afastar – Finalmente nos encontramos! – puxou a cadeira pra ela e sentou em sua frente, se sentindo desconfortável e estranho.
– Jimmy conversou comigo pelo telefone, como você quer fazer isso, querido? – Megan sorriu e estendeu a mão sobre a mesa, não entendeu e continuou a olhá-la cheio de confusão em seu olhar.
– Eu não faço muita questão, mas ele faz, então eu prefiro que seja o mais simples e contido possível!
– O.k., mais sobre te acompanhar em alguns shows, sair em alguns restaurantes e tal…. Nada demais, certo? – Ela sorriu para e apontou com a cabeça para sua mão estendida, meio sem graça pegou na mão dela e ficaram ali, um de frente pro outro de mãos dadas e fingindo sorrisos.
O garçom se aproximou e a atuação perfeita de Megan deixou sem nem saber como agir, fizeram o pedido e mesmo quando o garçom se afastou o teatro dela continuou.
– Se vamos fazer, faremos direito! – Megan riu e piscou para ele jogando um beijinho no ar.
– Será que tem alguém nos fotografando? – perguntou logo depois que os pedidos chegaram, Megan apenas balançou a cabeça afirmando, começou a comer e olhou para que ainda nem tinha mexido em sua comida.
– Vamos, querido! Está uma delícia! – Ela riu e pegou um pedacinho da comida dele, que sorriu sem graça.
Durante todo aquele almoço desconfortável, só conseguia pensar na reação de para cada uma daquelas situações, como eles acabariam quase brigando por ele querer um pedaço da comida dela e o quanto ela acharia um absurdo aquelas cenas e deixaria mil vezes mais confortável por simplesmente não o encarar da maneira que Megan o olhava, como se o cantor fosse um grande outdoor a ser usado.

Quando o almoço acabou, os dois saíram do restaurante de mãos dadas e por aquilo já estaria muito bom, mas quando se deu conta, ela estava sorrindo para uns paparazzis que os estavam esperando, o caminho até o carro dele nunca pareceu tão longo e, assim que entraram no veículo, Megan que sorria durante todo o tempo, puxou o rosto de e lhe deu um beijo rápido, o pegando totalmente de surpresa.
O caminho até o hotel dela foi preenchido pelo silêncio mais constrangedor entre eles, sem nenhuma novidade para , o hotel dela tinha um paparazzi de prontidão já que assim que ele saiu da frente do prédio recebeu uma mensagem de Jimmy, seu empresário.
– Passa aqui no escritório. Precisamos conversar!
Mesmo não sendo o plano ideal para o cantor, foi até o escritório e recebeu vários olhares indiscretos de algumas pessoas e desconfiou do que poderia se tratar.
– Aí, está!! Esse é meu garoto! – Assim que o viu, Jimmy saiu de trás de sua mesa e veio até a porta recepcioná-lo – Como foi?
– Bem estranho, mesmo! Não me espantaria se dissessem que parecemos primos distantes…. – se jogou no sofá do escritório, sentindo uma dor de cabeça em apenas imaginar os problemas que começaria a ter por conta de tudo aquilo. Se surpreendeu ao ouvir a gargalhada de Jimmy encher a sala.
– Já recebi quatro ligações de portais de notícias querendo confirmação se você está realmente saindo com Megan Tyler! É disso que estou falando, vai ser maravilhoso!
– Sério? – olhou para seu empresário que se servia dum copo de whisky em plenas 15 h e o viu confirmar com um aceno de cabeça.
– Isso só vai ajudar os dois lados, !
– Não preciso nem te lembrar que é por pouquíssimo tempo e é falso, certo?! – lembrou o homem à sua frente, que apenas deu de ombros, sorrindo amarelo.
– Claro, ! Tranquilo. Tudo certo pra hoje à noite? Te espero no aeroporto as 19 h, hein!
– Eu sei, estarei lá, só preciso organizar algumas coisas, mas nada demais.
levantou e decidiu ir embora, ficar ali não lhe parecia a melhor coisa a fazer no momento, assinou alguns contratos pendentes e, antes de sair, o cantor se voltou novamente para seu empresário.
– O que você respondeu pros tablóides, Jimmy?
– Disse que vocês estão se conhecendo, que são apenas “amigos” – As aspas que foram feitas com a mão só deram ainda mais certeza a sobre como aquelas notícias chegariam ao público, como um namoro mais do que oficial entre e Megan Tyler. Que grande bagunça aquilo poderia virar.

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Para , aquela coisa casual que ela tinha com era quase um delírio, algo que parecia viver em sua mente e que ela não falava sobre, o que só reforçava essa impressão e a deixava sem saber como agir quando suas amigas apareciam com novos pretendentes, com as saídas estratégicas pra ela conhecer pessoas novas.
– Hoje você vai sair com a gente, né ?! – Chloe alcançou na saída do edifício em que trabalhavam e não conseguiu ver a careta da amiga ao ouvir o convite.
– Vou se me prometerem não ficar me jogando pras pessoas, acho que já perdi as contas de quantas pessoas eu ‘tenho que conhecer’ segundo vocês – olhou para Chloe e estendeu o dedinho pra que ela prometesse.
Aquela noite não queria ficar sozinha e alimentar suas paranoias, já fazia uma semana desde a última vez em que viu e sabia que agora ele estava viajando, já tinha visto em um portal de notícias a manchete de que ele tinha uma nova namorada e não queria ter que pensar sobre isso, talvez tudo já estivesse acabado e ela teria de lidar com aquilo, mas não naquela noite de sexta-feira. Não sozinha.
– É um milagre! Acho que vou até me arrumar melhor pra ficar à altura desse evento – invadiu o quarto da amiga assim que ouviu ela dizendo que também iria pra balada.
– Ridícula! Espero que seja tão incrível como você insiste em dizer, qualquer coisa eu volto pro meu cobertor e minhas séries! – jogou um travesseiro nela e riu ao ver revirando os olhos.
– Não me obrigue a brigar com você! Chloe já me disse que você veio dar bronca, prometo que hoje não vou convidar ninguém! Sua chata! – Ela foi até o espelho e, enquanto escolhia a roupa que usaria mais tarde, começou mexer no cabelo em busca do melhor penteado – Posso perguntar o que te fez mudar de ideia?
– Sei lá, hoje eu não queria ficar em casa, sozinha…. E você sempre se gaba das noites incríveis e divertidas, resolvi ver com meus próprios olhos! – piscou pra amiga, que desviou seu olhar do espelho e a encarou ainda sorrindo.
– Aí, sim!! Você vai ver que será ótimo e seja lá o que for que esteja te preocupando, lá não vai te incomodar! – que sempre fora a melhor amiga, conhecia a garota melhor do que ela podia imaginar.
– Mas…. Não tem nada disso! – tentou disfarçar, mas apenas deu uma piscadinha pra ela e saiu do quarto a deixando sozinha.

Quando as três garotas entraram na boate, as luzes e a música alta já dominaram por completo os sentidos e foram em direção ao bar. há muito tempo não começava assim a noite, depois de três shots de tequila, a garota foi direto para a pista de dança e ali seu foco era simplesmente esquecer e dançar com toda sua energia. Ela nem reconhecia a música, mas a batida agradava seus ouvidos e a fazia se mover como nunca, com os braços levantados e um sorriso sacana nos lábios tentava rebolar no ritmo da música, sentiu e Chloe se aproximarem e as três em um mundinho particular dançavam pra valer, sem se importar com os muitos olhares em cima delas.
– Tô gostando de ver, hein! – Chloe riu perto do ouvido de , vendo-a lhe dar uma careta como resposta.
– Eu vou pegar uma cerveja, vai querer? – com as mãos na cintura de a parou por um segundo e a garota apenas negou com a cabeça.
Quando se afastou, sentiu outra mão em sua cintura a apertando e olhou para trás assustada, sentindo seu sangue ferver ao ver que era um homem desconhecido.
– Ei, qual é? Tira sua mão de mim….
O tom de voz de chamou a atenção dos que estavam ao seu redor e o homem se afastou constrangido, deixando uma garota furiosa para trás e várias pessoas o olhando receosas.
– Calma, ! Vem! – Chloe a puxou pela mão em direção ao bar, lá elas encontraram e contaram todo o ocorrido, deixando a amiga tão brava quanto elas já estavam.
– Tá de sacanagem, né! Você está bem, ?
– Tô! Por favor, não vamos deixar esse idiota estragar a noite!
– Seu pedido é uma ordem, baby! – As três pegaram suas cervejas que estavam na mão de e brindaram – Por nós, sempre!
– Gente, tem um cara extremamente lindo ali na pista! Vou lá…. – Chloe indicou com a cabeça o outro extremo da pista, entregou sua bebida para as amigas e se afastou.
– Se quiser ir, ele tem um amigo bem bonito também. – Puxando para mais perto, sussurrou em seu ouvido e apontou para a mesma direção que Chloe tinha ido.
– Mas….
– Relaxa, vou voltar pra pista! – Antes que protestasse, a amiga a pegou pelos ombros e virou na direção contrária, de frente para a pista de dança.
sabia que aquilo poderia acontecer, estava mais do que ciente que aquele era o ritmo de suas amigas e ela só queria uma coisa: Não pensar em um certo cantor que já não ligava há dias e que talvez nunca mais aparecesse.
– Uma cerveja por seus pensamentos…. – se assustou ao ouvir aquela voz, olhou para o lado e viu um rapaz de cabelo preto, pele clara, olhos pretos e totalmente penetrantes a encarando com um sorriso – Posso ficar aqui, te fazendo companhia?
Ela apenas deu de ombros e tomou mais um gole de sua cerveja, sentindo o perfume daquele cara ao seu lado e o odiando por ser o mesmo perfume que usava.
– Tudo bem? Eu vi você ali na pista…. – Ele se virou no balcão para ficar de frente para que o olhou desconfiada.
– Olha, se você veio ver se consegue alguma coisinha bancando o legal, pode ir embora….
– Wow! Não, calma! – Ele gargalhou jogando a cabeça pra trás, sentindo o olhar mortal que o lançou. – Na verdade, eu vim aqui só pros meus amigos pararem de me encher o saco, já vou voltar pra lá. – Ele apontou para um grupo de rapazes que olhavam atentamente na direção dos dois.
– Sei como é, tenho duas ali que amam fazer isso – sorriu e apenas apontou com a cabeça para a direção que suas amigas foram. – Prazer, !
– Ben! Quer voltar pra pista? – Ele pediu outra cerveja e viu a garota negando com a cabeça.
– Na verdade, não! Queria achar um lugar mais tranquilo por aqui…. – Ela olhava ao redor, mas não viu nenhuma mesa vaga ou lugar mais tranquilo que não fosse um fumódromo.
– Vem comigo! – Ben foi em direção as escadas com em seu encalço, chegaram ao segundo andar da balada, um terraço cheio de mesas e bem menos movimentado, a música ali já não era tão alta.
– Gostou? – Ben perguntou ao sentarem em uma das mesas, falando em um tom de voz mais baixo que antes, surpreendendo com um sorriso de lado ao vê-la respirando fundo e observando a vista da cidade dali. – Acho que sim!
Ela sorriu sem graça e o encarou novamente, tomando mais um gole de sua cerveja.
– Desculpa pela grosseria lá embaixo, as vezes eu fico meio sem paciência!
– Tranquilo, já passou! Então, …. Você também tá fugindo das suas amigas? – Ben a olhou interessado, deixando-a confortável por saber que eles não queriam nada de mais um do outro.
– Por incrível que pareça desta vez eu quis vir, geralmente eu acabo furando com elas quando desconfio do motivo. – Ela piscou e deu de ombros, sorrindo marota por saber todos os truques das amigas. – Mas hoje eu quis mudar um pouco e você?
– Eu quase nunca venho, mas desta vez eles praticamente me arrastaram, e pra não ficar totalmente chato eu me esforcei um pouco mais hoje. – Ele deixou uma risada amarga escapar e por mais estranho que pudesse parecer entendia muito bem o que Ben sentia.
– Difícil, mas estamos tentando! – ergueu sua cerveja quase vazia e brindou com Ben.
– Você também saiu de um relacionamento e não tem vontade de conhecer ninguém tão cedo?!
– Um pouco disso e mais um rolo complicado que ainda não sei no que vai dar…. – deu de ombros fazendo uma careta e vendo Ben sorrir abertamente pra ela.
– Acho que você ganhou! – Ele gargalhou ao ver esconder o rosto fazendo uma falsa cena de desespero.
– Nesse caso, não sei se é vantagem. – Ela fingiu uma risada e viu Ben puxando a carteira e tirando um cartão de lá.
– Se precisar de qualquer coisa, só ligar! Conversar, afogar mágoas e tal…. – sorriu aceitando a oferta e lendo o cartão.
– Não acredito! Você também é advogado? – A surpresa mal disfarçada dela fez com que ele a olhasse achando tudo ainda mais inusitado e sorriu tímida.
– Muito louco a gente se esbarrar aqui hoje! De verdade! – Ben apenas concordou com a cabeça e viu estender uma mão pra ele pedindo seu celular. Depois de trocarem telefones e rirem um pouco mais das coincidências daquela noite. recebeu uma mensagem de , lhe chamando para ir embora.
– Foi um prazer, Ben! – se aproximou para dar um beijo no rosto dele que sorriu torto e lhe abraçou levemente.
– Digo o mesmo, ! Até mais! – O sorriso de lado e o cheiro que ele deixou pairando no ar fizeram a garota sorrir mais ao se afastar dele e ir ao encontro de suas amigas.

No caminho, depois de deixarem Chloe em casa, as duas amigas continuaram o pequeno trajeto até o apartamento em um silêncio quase imaculado se não fosse por toda empolgada abraçar de lado:
– Então amiga, quem que era aquele bonitão que estava com você no terraço?
– Como você sabe que ele era “bonitão”? – perguntou fazendo aspas com a mão e recebendo uma revirada de olhos como resposta de .
– Meu amor, eu tinha que ver se você tava bem né, eu dei uma espiadinha e vi vocês lá no maior papo…. – A amiga estava mais do que feliz por finalmente ter visto baixando a guarda, nem que fosse só um pouquinho.
– Ahan, sei! – A garota encarou desconfiada, mas logo sorriu, deixando a amiga enganchar o braço ao seu – O nome dele é Ben e ele é advogado, aparentemente na fossa como euzinha aqui!
– Amiga, ele pode ser seu par perfeito! A noite já valeu pra mim!
O sorriso e a empolgação de eram enormes, ela queria saber de cada detalhe da conversa, mas a única coisa que se passava na mente de era que aquela podia ser uma chance que a vida estava lhe dando e que ela deveria gostar muito mais daquilo, do que apostar em e no ‘não-relacionamento’ que eles tinham.

Quando finalmente chegaram em casa e se viu novamente no quarto, pronta pra dormir e resistindo ao ímpeto de verificar o celular atrás de qualquer sinal de vida de um certo cantor, a única coisa que ela conseguia pensar era que Ben tinha o perfume parecido com o de e que agora ela talvez estivesse se interessando por quem não deveria.



Continua...



Nota da autora (09/08/2020):Oiee, tudo bem?!
Fiquei tão feliz de ver que vocês gostaram *-* Estamos apenas no começo e tem muita coisa vindo por aí!! Gostaram desse capítulo? Curtiram o Ben e a Megan? Acho que nosso casal vai ter trabalho, hein HAHAHA Se puderem, comentem ;D Vou amar saber a opinião de vocês ;)
Qualquer coisa, tô sempre por aqui: @just_aliine
Miiil Beijooos, até a próxima!




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Qualquer erro nessa fanfic ou reclamações, somente no e-mail.


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