CAPÍTULOS: [1][2]





Protecting Famous






Prólogo


Meu pai era agente do FBI. Ele era o chefe do departamento de investigação criminal e o diretor do programa de proteção à testemunha. Conheceu minha mãe em uma investigação de uma chacina nos arredores de um bairro miserável em Nova York – ela era a delegada responsável pelo caso. Juntos, eles passaram a investigar o mandante do assassinato: um traficante rico, poderoso, temido, destemido e muito habilidoso, que realmente sabe o que faz, alvo da CIA há mais de 10 anos.
Então eles se apaixonaram, um ano depois se casaram e tiveram uma única filha, eu. Cresci em meio à tecnologia avançada, cercada por adultos profissionais que tentavam desvendar casos, agentes constantemente ocupados, policiais resolvendo crimes. crianças normais brincavam, assistiam desenhos e babavam, eu treinava defesa corporal na sede do FBI, pegava casos já resolvidos e tentava resolvê-los eu mesma, treinava tiros como se fosse “gente grande”.
Minha primeira participação em um caso foi quando eu tinha 11 anos. Meus pais e outros supervisores tentavam descobrir uma maneira de interceptar uma carga de cocaína que os levaria ao alvo principal: Renan Williansburg, o mandante do crime que fez meus pais se conhecerem 12 anos antes. Os agentes se reuniram para discutir o plano, pois encontravam dificuldades em como iriam interceptar a carga. Eu ouvia tudo o que diziam, observava suas anotações atenta e silenciosamente. Então tive uma ideia, simples, mas genial. Expus meu pensamento e, no final, os agentes olhavam para mim boquiabertos e meu pai sorria orgulhoso. Eles executariam minha ideia, e como parte do plano precisava de alguém pequeno e ágil, eu era a candidata perfeita. Chegado o dia da ação, tudo foi feito conforme planejado, nós havíamos interceptado a carga. Eu estava com meus pais em um saguão enquanto uns agentes verificavam-na, quando ouvimos barulhos de tiros. Meu pai me escondeu atrás de uns caixotes, minha mãe e outros agentes se distanciaram para verificar o ocorrido. Ainda me lembro das palavras de meu pai, repetidas incessável e incansavelmente em minha mente em todos os meus pesadelos.
"Fique aqui", ele disse. "Aconteça o que acontecer, fique abaixada e não saia de trás dessa caixa. Segure isto.", e me entregou uma pistola 9mm. "Você sabe o que fazer, mas só use em último caso. Eu te amo, sua mãe também te ama", e ele se foi. Fiquei ali escondida, tremendo, até que tudo se silenciou e ouvi vozes se aproximando. Um homem de meia-idade que vestia um terno branco foi até o lugar onde estavam as cargas. Atrás dele, dois homens seguravam um homem à força e outros dois homens arrastavam uma mulher. De súbito percebi que eram meus pais. Num relance, papai olhou em minha direção, pude ver que ele ainda estava vivo, e mamãe também. Ainda.
Os homens que carregavam meus pais os puseram ajoelhados ao chão, e o homem de terno branco - Renan Williansburg, presumi - aproximou-se deles, agachando-se à sua frente. Eu queria gritar por ajuda, sair correndo dali, mas obedeci meu pai.
"Então vocês são os agentes de merda que acham que podem roubar minha carga de pó, uh?", ouvi sua voz grave e rouca, na direção dos meus pais. "Depois de todo esse tempo, vocês não se cansaram de me procurar? Não aceitam o fato de que sou invencível?", o homem gargalhou. Uma risada fria, baixa e rouca como a voz do homem. Eu estava prestes a fugir, completamente amedrontada, quando o homem começou a falar novamente. Senti um arrepio na espinha, como nunca sentira antes nem senti novamente em minha vida. "Sempre se lembrarão do dia em que quase capturaram Renan Williansburg, otários. Mas se lembrarão no inferno!". Eu queria ter corrido assim que tive a ideia. Eu queria ter saído dali, eu queria não ser tão obediente ao meu pai. Eu não queria tê-lo visto morrer. Assim que terminou a frase, o homem do terno branco pegou uma arma da mão de um de seus capangas. Deu dois tiros na testa de meu pai e dois na minha mãe, coração e nuca, e começou a rir diabolicamente. Eu me sentia perdida, desnorteada. As lágrimas caiam em peso ao meu rosto, meu corpo tremia e eu fazia um esforço infinito para não ser descoberta ali.
Com o barulho dos tiros, ouvi gente se aproximando ao saguão onde estávamos, e logo sirenes se aproximaram, barulhos de helicóptero acima de mim também. Obviamente, não fui a única a perceber, e Williansburg se preparava para fugir. Ele não pegara a carga nem nada, apenas viera ali para matar meus pais. O reforço parecia estar longe, e eu não o deixaria fugir. Mirei em seu joelho e atirei. Eu não queria matá-lo, apenas deixá-lo impossibilitado de andar para que os reforços da agência, que estavam chegando, o pegassem, mas o filho da mãe não se deixou levar. Ficou claramente confuso ao ver sua calça branca tornar-se vermelha e não saber de onde tinha vindo o tiro, mas seus serviçais não o deixaram procurar e o levaram porta afora. A última lembrança que eu tinha do dia do assassinato dos meus pais era o assassino fugindo pela porta do saguão, e eu não fiz nada para impedir. As lágrimas não me deixavam ver mais nada, caí no chão chorando compulsivamente. Não sei quem me tirou dali, não sei que horas me tiraram dali, não sei quem tanto estava ali. Não sei.
Dois dias depois, eu havia ido com John - melhor amigo de meu pai e a única pessoa em que eu confiava agora - ao enterro dos meus pais. Ninguém entende nem vai entender a dor que eu senti ao ver os dois caixões serem baixados a terra. Eu chorei desde que saí de casa, mas ali, ao dar um último adeus aos meus pais, a minha ficha caiu: eu era a culpada. Eu havia causado a morte dos meus pais. Eu havia dado a, até então, brilhante ideia da interceptação da carga, eu havia visto meus pais sendo reféns e não fiz nada. A única e verdadeiramente culpada ali era eu.
Ao sair do cemitério, enquanto caminhava em direção ao carro de John, com ele ao meu lado, olhei para o outro lado da rua. A uma distância considerável, parado atrás de um jardim, estava Renan Williansburg. Não, eu não estava louca e tinha certeza que era ele. Um homem de meia-idade, o terno inegavelmente branco, usando muletas. Naquele momento, eu entendi que o mundo era muito mais complexo do que eu imaginava, que as pessoas eram muito mais cruéis do que eu imaginava. O filho da puta tinha aparecido ao enterro de quem ele próprio matou. Então ali, ao lado de John, no cemitério, ao final do enterro dos meus pais, eu jurei, jurei aos quatro ventos, jurei a mim mesma e jurei aos meus pais que, não importava quanto tempo passasse, não importava o que acontecesse, não importava o lugar, o dia ou a hora, eu iria caçar Renan Williansburg. Ele vai pagar por tudo o que fez e ainda pode fazer. Ele vai pagar por todas as famílias que destruiu, por todos os crimes que cometeu. Eu vou caçar Renan Williansburg até no inferno. Ah, se vou.
Foi assim que me tornei a melhor agente do sexo feminino que toda a agência do FBI já viu. Meu juramento fez com que eu me mantivesse centrada apenas no meu treinamento enquanto crescia. A coisa que eu melhor sabia fazer, desde pequena, era estar na agência. Os anos foram passando, eu treinava, treinava e treinava para passar nos testes e ser admitida na agência, o que fez de mim uma pessoa antipática e insensível, confesso. Não tenho amigos ou colegas de trabalho, trabalho sozinha e a maioria das pessoas tem “medo” de mim. Moro sozinha em uma região com poucos moradores, não gosto e não confio em ninguém, exceto John, agora meu melhor amigo e protetor. Obviamente, ainda mantenho meu juramento, mesmo depois de dez anos. Dez anos se passaram desde a morte de meus pais. Há dez anos Renan Williansburg está foragido, sem nenhum rastro, nenhuma pista em lugar nenhum. Mas eu ainda vou achá-lo, e ele vai morrer por minhas mãos.
Por que eu sou . E eu sou a melhor.


Capítulo 1


Era incrível como as pessoas sempre se aglomeram no início da esteira de despache de bagagens em um aeroporto. caminhou até o final da esteira, onde estava vazio, e ali esperou sua mala. Havia uma grande movimentação na área de desembarque, garotas gritavam e fotógrafos – provavelmente paparazzis - disparavam flashes. Algum famoso devia ter desembarcado, era algo comum ali no LAX. Avistou sua mala se aproximar e preparou-se para pegá-la, mas alguém fora mais rápido.
- Ei, com licença. - o rapaz de cabelos ondulados o qual pegara sua mala se virou - Essa mala é minha.
- Você deve estar enganada. – pronunciou-se - Essa mala é minha, uma Hartman preta. Agora, com licença que eu vou...
- Não vai, não! – o segurou pelo braço quando fez menção de sair - É sim uma Hartman, mas, como pode ver, não tem o logo da marca. E se você não percebeu...
- Harry! Deixa a paquera para depois e vamos logo para o hotel! – outros quatro garotos vinham em na direção deles. odiava adolescentes, ainda mais em bando.
- Bem que eu queria, mas essa louca aqui não deixa. Ela acha que a mala é dela. – apontou para , que olhou em seu relógio. Já estava atrasada, e o tal de Harry ainda estava empacando-a e teimando que a mala era dele. Espera, louca?
- Escute aqui, moleque. – pegou-o pelo colarinho de sua camisa e jogou-o contra a parede - Além de você não querer entregar a minha mala, eu ‘tô perdendo meu precioso tempo contigo, e você falhou no quesito educação. Eu exijo respeito. Perdeu a noção do perigo? – grunhiu as palavras bem perto de seu rosto, que não negava espanto.
- ? - ouviu a voz de John. Certamente tinha vindo verificar o motivo de sua demora. A moça suspirou e largou o rapaz, virando-se para ele.
- Oi. Esse pirralho aqui...
- Ei! - o garoto quis protestar, mas calou-se mediante o olhar nada amigável que o dirigiu.
-...Pegou minha mala e não quer devolver achando que a mala é dele.
- A mala é minha!
- Garoto, se tu abrir a boca mais uma vez, eu arranco teus dentes. – sua paciência já havia se esvaído.
- , não perca a postura. E você, abra a mala. - John ordenou ao rapaz.
- O quê? Não! Há coisas pessoais ai!
- Abra a mala - John olhava-o com firmeza - e saberás a quem ela pertence.
- É. – retrucou , com um sorriso um tanto irônico no rosto. – Abra a mala.
O garoto a olhou visivelmente raivoso. Ajoelhou-se e abriu a mala virada para si, de modo que apenas ele pudesse observar seu conteúdo. Se não estivesse irritada, daria risada da cara que ele fez. Seus olhos esbugalharam-se, seu queixo caiu, a boca se abriu em um perfeito “O” e ele empalideceu. Os outros rapazes, que não haviam mais se manifestado, caminharam em sua direção e esboçaram as mesmas reações. Definitivamente, a mala era dela. Aproximou-se da bagagem para conferi-la.
- É-é s-sua. – balbuciou o rapaz, engolindo em seco.
- Ah, jura? - ironizou. Tudo ali estava em ordem, suas armas, munições, adaga, o laptop de serviço e um perfeito pacote de M&M's. John sorriu e entregou-a um cinto com suporte para uma arma, que logo prendeu em sua cintura. Pegou uma Glock G19 e carregou. Imediatamente os cinco garotos afastaram-se dela, e o de cabelos ondulados engoliu em seco outra vez.
- Não se preocupe. – sorriu - Não valeria a pena gastar munição com você.
Pegou o pacote de doces e fechou a mala, colocando a pistola em sua cintura enquanto arrumava a jaqueta de modo a cobrir a arma, e foi até John.
- Mas, e a minha mala? - o garoto disse e virou-se para vê-lo uma última vez. Ali, ajoelhado no chão do aeroporto, com aqueles olhos verdes arregalados, os cachos bagunçados e a voz rouca, ele era até... atraente.
- Isso não é problema meu. – piscou e deu as costas a eles, indo em direção à saída do aeroporto com John ao seu lado.

***


Assim que abriram a porta da suíte que haviam reservado, Harry se jogou no sofá mais próximo. Estava cansado demais. Os rapazes tinham voado para Los Angeles logo após gravarem duas entrevistas, ainda não estava acostumado com o jetlag e, para melhorar, teve o incidente com aquela louca no aeroporto. Olhando-a de um outro modo, ela era até bonita, com aquela calça colada, a jaqueta de couro preta e os cabelos avermelhados caindo sobre os ombros. Mas, meu Deus, quem, ou melhor, o que era ela? Harry estava convicto de que aquela mala era sua, mas, depois de abri-la, percebeu que a garota estava certa. Aquela nunca seria a sua mala. Fala sério, todas as armas, munições, até uma faca estranha havia dentro dela! E como é que ela havia passado pelos detectores de armas? Harry não sabia e não pretendia descobrir.
Depois do sufoco que foi achar sua verdadeira mala, os meninos dirigiram-se até a van que os esperava para levá-los ao hotel. No carro, fizeram algumas piadinhas sobre o acontecido, mas logo se calaram, ficando todos sérios. Provavelmente estavam pensando no real motivo que os trouxera à Cidade dos Anjos. Isso gerava calafrios nos cinco e os tirava noites de sono.

***


John havia dado uma carona para até sua casa, pedindo que ela se apresentasse na agência em duas horas. Tentando relaxar na banheira, lembrou-se do babaca no aeroporto. Se John não tivesse chegado, ele provavelmente sairia dali com alguma parte do corpo roxa. Ela não teria deixado-o abrir a mala, mas era a única solução. Sua cara de espanto ao ver seus equipamentos a fez lembrar do motivo da viagem de volta à LA. Ela estava de férias, - bem, não exatamente - e a agência não interromperia seu descanso caso não fosse algo realmente sério. Pensou se Williamsburg havia voltado, mas era impossível; se William voltasse ela saberia. E ele não seria louco de voltar exatamente a Los Angeles.
Em meio aos seus devaneios, foi arrumando-se para ir à agência, não iria esperar duas horas para dar as caras por lá.
Já arrumada, desceu até a garagem, onde estavam suas coisas mais preciosas, além das armas. Iria rodar com a Hayabusa hoje. Um modelo lindo, preto, com os aros cromados. Um perfeito presente de John aos seus 18 anos. Pegou as chaves, ligou a moto e saiu garagem afora com o vento batendo em seu rosto, bagunçando seus cabelos a 105 km/h.
Ao chegar na agência, percebeu que nada ali havia mudado: um imenso prédio completamente espelhado por fora e o estacionamento ao lado com guardas fazendo ronda. Ao parar na frente do portão, acelerou a moto para que algum guarda viesse abri-lo. Veio um carinha que ela não sabia o nome, embora ele soubesse o seu. Após identificar-se, adentrou o estacionamento, deixando a moto em um lugar qualquer. Subiu até sua sala pelas escadas, encontrando Mark no meio do caminho.
- Olha só quem voltou à ativa! - ele disse, com um enorme sorriso no rosto. Mark era um dos poucos que a tratavam normalmente. não respondeu, apenas arqueou uma sobrancelha de forma irônica. – Simpática, como sempre, não é, ? - teve que sorrir. Mark era o único que a desafiava chamando-a pelo apelido. - E o uniforme? Nunca, né?
olhou para baixo, a fim de visualizar sua roupa. Camiseta branca, calça preta, coturno e jaqueta de couro também preta. Nada diferente do que costumava usar.
- Ainda não se acostumou? - Mark soltou uma gargalhada. continuou subindo, com o agente ao seu lado.
- Então, o que te traz aqui? Ouvi dizer que a coisa não é boa.
- Eu também queria saber. – deu de ombros. Ao chegar em seu andar, Mark olhou para ela.
- É bom te ter de volta, garota.
- É bom estar de volta. - sorriu. Mark despediu-se com um aceno de cabeça, e cada um seguiu em uma direção.
entrou em sua sala, onde tudo estava exatamente como deixara. Sentou em sua cadeira e virou-se para a janela, a fim de observar o local. No fundo, estava com saudades daquilo.
Não demorou muito para seu telefone tocar e ouvir a voz nasalada de John pedindo para que descesse ao centro de reuniões especiais. Aquilo estava estranho. Na última vez a qual presenciara uma reunião ali, fora um caso extremo de vida ou morte. Desceu rumo à sala subterrânea, morrendo de curiosidade.

***


O lugar dava arrepios em Harry e os demais companheiros. Por que diabos tinham que ficar no subterrâneo? Caminhando em direção ao elevador que os levaria à sala onde haveria a reunião, o barulho do motor de uma potente moto chamou sua atenção. Zayn também devia ter escutado, pois aproximou-se de Harry. Logo conseguiram ver a máquina: uma Hayabusa preta de aros cromados que contrastavam com o corpo da máquina. Máquina, pois aquela não era uma simples moto.
Harry olhou de rabo de olho para Zayn, que estava com as sobrancelhas arqueadas, também analisando a fantástica moto, e ouviu-o soltar um “Wow”. O motorista da Hayabusa estacionou-a um pouco mais à frente de onde estavam, então desceu da moto. Magro daquele jeito, Harry não sabia como ele conseguia pilotar a máquina. Zayn começou a falar algo, mas parou, ficando de boca aberta. Harry olhou novamente para o motoqueiro e arqueou as sobrancelhas. O motorista da Hayabusa era uma mulher. A calça colada, jaqueta de couro, o cabelo castanho avermelhado... ela não parecia estranha, mas antes que pudesse se lembrar de onde a conhecia, a mulher entrou no prédio pelo outro lado, sumindo de seu campo de visão.
- Ela é gata - escutou a voz de Louis.
- E gostosa - foi a vez de Liam. Harry percebeu que os meninos estavam atrás de si, observando a motoqueira. Menos Niall, que segurava o elevador.
- Vocês não vêm?


Capítulo 2


- Então, qual o assunto que requer uma reunião nessa sala? – adentrou o Centro de Reuniões Especiais, encontrando John e outros sete dos maiorais da agência.
- Vamos direto ao assunto - disse um deles, o qual ela não sabia o nome nem o que fazia. - Há uma banda pop britânica que atingiu a parada de sucessos há uns anos. Ocorreram alguns problemas com a banda, que inclusive está lá fora, e eles precisam de um agente para fazer a segurança da equipe.
- Como é? – retrucou a moça. Eles tinham-na chamado e feito o maior tumulto por causa de uma mísera bandinha?
- É isso que você ouviu. - disse outro agente - Vou mandá-los entrar e explicaremos o caso detalhadamente.
olhou atônita para John. Ele tinha mesmo apoiado a ideia? Apenas alguns meses fora e a agência já não era mais a mesma. Percebeu uma movimentação fora da sala, e um garoto entrou. Alto, o cabelo liso bagunçadinho e a regata branca que mostrava umas tatuagens nos braços e nas clavículas. Sem cerimônias, falando um pouco alto e animado demais, ele os cumprimentou. Atrás dele veio um loiro de olhos azuis que deu um "oi" meio tímido e se posicionou ao lado do primeiro garoto. achou que a tal banda era uma dupla, mas havia mais gente do lado de fora. Sem muita demora, um moreno entrou, posicionando-se ao lado dos demais. Eles eram bonitos até, lembravam alguém, mas ela não conseguia saber quem. Por fim, entraram outros dois, o que ela presumiu ser o restante da banda. O que entrou primeiro tinha o corpo definido, o cabelo castanho cortado baixo, com um topete; atrás dele um rapaz alto, cabelos encaracolados, olhos verdes, boca fina, que deu um "olá" com uma voz rouca. Espera...
- Você? – perguntou, indecisa, incrédula. Não, não podia ser.
O garoto a olhou por alguns instantes como se quisesse ter a certeza de que não estava vendo coisas. - Você. – sim, era ele. O menino do aeroporto. O que diabos ele estava fazendo ali?

***


Havia chegado uma mulher, a qual Harry achou bem parecida com a motoqueira, ali na sala, onde logo entrou para conversar com quem quer que estivesse lá dentro. Harry tentou imaginar no que ela trabalhava ali, mas logo seus pensamentos foram interrompidos por um grandalhão de terno que os chamou para dentro da sala. Seu estômago embrulhou.
Louis entrou primeiro, depois Niall. Zayn, Liam e Harry ficaram um tempo fora, conversando.
- Será que eles vão saber o que fazer? - Zayn perguntou, nervoso. Aliás, os cinco estavam. Os últimos meses não haviam sido muito agradáveis.
- Zayn, eles são o FBI. – argumentou Harry - Se eles não souberem o que fazer, ninguém sabe.
- Eu sei, mas...
- Te entendo, cara. - Liam colocou uma mão no ombro de Zayn - Eu também estou inseguro.
- Inseguro, apreensivo, nervoso, com medo. Eu também estou. Mas, vamos lá, é a única coisa que podemos fazer.
Zayn suspirou e entrou, seguido de Liam e de Harry, o último observando o ambiente e as pessoas que ali se encontravam, quando seu olhar caiu sobre a única mulher, que, por sinal, era a motoqueira. O estilo da roupa e os cabelos avermelhados caindo no ombro, ele já havia a visto em algum lugar... Não. Não podia ser ela.
- Você? - a mulher olhou para ele de cima a baixo, sem acreditar no que via. O estômago de Harry embrulhara mais uma vez ao ouvir sua voz. Lembrou de sua mala, o conteúdo, de como ela tinha o pegado pelo colarinho e o jogado contra a parede no aeroporto. Não negava ser uma agente.
- Você – confirmou Harry. As outras pessoas da sala os olhavam, enquanto os dois se encaravam. Niall tirou o companheiro de uma espécie de transe.
- Harry... não é a moça do aeroporto? Sabe, a que você pegou a mala achando que era sua, mas era dela. - É, parece. - Louis concordou.
- É, é ela, sim. - admitiu, mesmo não querendo.
- Era só o que me faltava - a moça bufou, colocando as mãos na cintura.
- O que você faz aqui? – questionou Harry, umedecendo a garganta.
- Talvez eu trabalhe aqui, não? A pergunta é o que você faz aqui?! – respondeu, sempre de forma amável.
- Bem, isso explica muita coisa, como o conteúdo da sua mala, talvez – argumentou o rapaz, irônico.
- Escuta aqui... - começou a falar, mas foi interrompida por um dos outros agentes que estavam sentados à mesa.
- Bem, vejo que já se conhecem, que bom. Isso facilita um pouco.
- Não nos conhecemos. - a mulher retrucou com o olhar furioso - Apenas tivemos um desagradável encontro no LAX. Não sabia nem da existência desse garoto, quanto mais a participação dele em uma bandinha.
- Nesse caso, - o agente voltou a falar, entregando uma pasta à motoqueira - aqui estão todas as informações necessárias para conhecê-los e os demais documentos sobre o caso. E vamos ao objetivo da reunião. É o seguinte, a partir de hoje, você será a nova guarda-costas desses meninos, por tempo indefinido.
Harry não entendeu como um ser magro e aparentemente frágil poderia ser guarda-costas de cinco homens, mas um lampejo da cena do aeroporto passou em sua mente, fazendo-o ignorar a aparência da mulher. Com certeza ela era mais forte do que aparentava.
- O quê?! – gritou , uma oitava acima do normal - Vocês estão loucos? Estão tirando uma com a minha cara, né? Me tiraram da porra do meu trabalho em Ohio pra vir servir de babá de cinco adolescentes membros de uma bandinha pop de merda! Era só o que me faltava!
- Ei, olha como fala de nós! – exclamou o rapaz de olhos verdes, irritado. A moça pensava que era o quê?
- Você não fala quando não falarem com você, idiota.
- ... – Harry pode ver que o homem que estava no aeroporto com a ruiva também estava ali e fora interrompido por um outro homem, alto, com belo porte físico, que entrava na sala com uns papéis nas mãos.
- Mal chegou e já nos deu o prazer de presenciarmos uma crise, srta. ? - a mulher, que agora Harry sabia que se chamava , corou imediatamente. O homem parecia ser um dos maiorais do FBI, e Harry achou que iria respeitá-lo, mas estava completamente enganado.
- Vocês podem esclarecer a situação de uma vez e me dizer QUE DIABOS ESTÁ ACONTECENDO AQUI? Não iriam me chamar e... esse... homem não estaria aqui, se não fosse algo importante. Tenho certeza de que não estou aqui para bancar a porra da babá de uma boyband! – Harry bufou, enquanto os amigos mexiam-se desconfortavelmente. Não seria impossível ela dirigir-se a eles educadamente, seria?
- Você sabe muito bem o meu nome, não precisa me chamar de "homem". – o agente a encarou, jogando os papéis em cima da mesa no centro da sala. - O que acontece, querida , é o seguinte: a One Direction, esses cinco garotos que estão à sua frente, vem sendo ameaçada de morte há alguns meses por ninguém mais, ninguém menos, que Renan Williansburg.
Nesse momento, os rapazes ali alheios ao ambiente acharam que a mulher iria ter outra crise, mas ela apenas empalideceu. Ficou tão branca que por um momento Harry Styles achou que a mulher iria desmaiar. Olhou para os meninos, que estavam com o olhar perdido e sem entender nada, e voltou a observar .
- Impossível - ela disse, engolindo a seco, os olhos grudados nos papéis que estavam na mesa.
- Não, querida, completamente possível. O velho William está de volta, mais ambicioso do que antes.
- Quer dizer que matar cinco rostos bonitinhos é a maior coisa que ele faria em vida? - olhou para os rapazes e logo voltou o olhar aos papéis - Me poupe.
- Estes são mais do que apenas rostinhos bonitos, minha cara. - disse o homem. - Esses cinco fazem parte da maior boyband dos últimos tempos. São conhecidos no mundo todo, e por “mundo todo” entende-se até mesmo as partes africanas, onde o que reina é a pobreza e a fome. Com milhões de fãs ao redor do mundo, inclusive famosos, você não tem ideia do quanto pagariam pela cabeça dos cinco. O preço mínimo é de milhões por um rostinho bonito desses, minha cara. E é com isso que Williansburg conta. – a fala do homem provocou intensos arrepios nos integrantes da banda. Eles sabiam que estavam ferrados, mas não tão ferrados assim.
- Não, não tem como. - argumentou - William não seria idiota o suficiente para voltar agora, ainda mais na América, em Los Angeles.
- Ai é que está. - o agente começou a falar novamente - Eles não são americanos, e sim britânicos. Sinceramente, em que mundo você estava?
- Tenho coisas mais importantes para fazer do ficar acompanhando alguma boyband qualquer que surge por ai - deu de ombros.
- Enfim, - o homem recomeçou - os meninos são britânicos, e Williansburg resolveu agir por lá. Ao saber da banda e do quanto ele poderia ganhar se colocasse as mãos em pelo menos algum dos cinco rapazes, William vinha planejando sequestrar os cinco. Mas quando três tentativas deram errado, William decidiu matá-los, se não conseguisse raptá-los. Na quarta tentativa a ação quase deu certo, não fosse pelo segurança deles, Paul. Vou te contar, os seguranças deles são uns dos melhores da Europa! Enfim, após a nova falha, William decidiu que realmente queria a cabeça dos garotos, e foi quando começaram as ameaças. Eles receberam cartas, telefonemas e alguns presentes não muito agradáveis envolvendo directioners.
- Directioners? - perguntou.
- É como se chamam as nossas fãs - Louis respondeu, visivelmente perturbado. “Horrível” era apenas um eufemismo para decrever a cena da geladeira.
- Continuando, quando eles acharam um membro do corpo de uma adolescente dentro do freezer do hotel onde estavam hospedados, perceberam que a situação estava fora de controle e foram à polícia.
- Espera, eles ainda não haviam ido até a polícia?
- Não - Niall respondeu de cabeça baixa.
- Que tipo de pessoa recebe ameaças de morte e não recorre à polícia? Pelo amor de Deus! - indagou, incrédula.
- Nós estávamos assustados demais - foi a vez de Liam responder. Seu rosto estava sombrio, seu olhar, longe. - Não sabíamos o que fazer. No começo, achamos que era algum tipo de brincadeira sem graça, mas isso coincidiu com as tentativas de sequestro, que causaram acidentes, e ficamos apavorados. Nossa equipe de segurança estava tentando cuidar do recado, mas percebemos que isso não está ao nosso alcance.
- Nós estávamos com uma turnê mundial e não queríamos revelar o que estava acontecendo nem para nossa família, que dirá aos nossos fãs e ao mundo inteiro. - Zayn completou a fala de Liam, seguido por Niall.
- Quando encontramos a cabeça de uma fã nossa... - seus olhos azuis se encheram de lágrimas. Era difícil para o irlandês tocar nesse assunto, pois fora ele quem encontrara e desenrolara a cabeça da fã na faixa dos 13 anos. Niall ficara traumatizado e precisou de muitas sessões com um psicólogo, mas não havia realmente superado o acontecido. Ele olhou para o teto, respirando fundo, a fim de se livrar das lágrimas, e continuou - Quando encontramos a cabeça da menina, foi a gota d'água. E foi ai que fomos à polícia.
O agente – cujo nome ainda não havíamos descoberto - retomou as rédeas da conversa e recomeçou a falar.
- Williansburg se acha esperto, mas não o bastante. Em todos os "presentes" ele assinava com um anel com as iniciais RW. Não demorou muito para que a polícia europeia entendesse que Renan Williansburg estava por trás disso e encaminharam o caso para o principal órgão que está atrás de William: o FBI. Ao examinar todo o caso, imediatamente lembrei de você, . Afinal, William está de volta e precisamos da melhor equipe para pegá-lo de uma vez por todas, não? Creio que não há outro agente melhor que você para ter uma participação crucial nesse caso. Tornar-se guarda-costas dos alvos do velho é um serviço que cabe exatamente a melhor agente que temos.

Então "a melhor agente do FBI” (embora Harry duvidasse desse título) seria guarda-costas da banda. caminhava lentamente para trás, sem desgrudar o olhar dos papéis em cima da mesa, como quem assimilava os fatos. Ao encostar na parede de vidro, ela simplesmente desabou. Caiu sentada com os cotovelos apoiados nos joelhos dobrados, as mãos cobrindo o rosto ainda pálido e sua respiração estava descompassada. Nenhum dos rapazes entendia algo, mas as demais pessoas ali pareciam entender. Jogada no chão, não parecia que ela estava com raiva de terem dado tal trabalho à ela, ou que estava amedrontada com o homem que estava atrás deles ou qualquer coisa do gênero. Parecia algo mais... pessoal. Presenciando aquela cena, Harry esqueceu-se do momento no aeroporto, no qual ela quase o espancou. Esqueceu-se do surto da moça quando soube que seria "babá" da banda. Ela parecia apenas uma moça frágil e sensível que merecia um abraço naquele exato momento.

- , - John aproximou-se do corpo jogado no chão do CRE. A cabeça da mulher girava. - você está bem?
John tirou suas mãos do rosto para vê-la melhor. disse que sim, embora parecesse que iria jogar suas entranhas para fora a qualquer momento. Levantou-se com ajuda do mais velho, apoiando-se na mesa. Sentiu o olhar de todos em cima de si, mas não olhou para ninguém específico. Olhou novamente os documentos em cima da mesa, onde estavam fotos dos "presentes" que a banda recebera. Ao ver a foto da cabeça decepada de uma adolescente, seu estômago embrulhou novamente. Respirou fundo, sentindo que precisava sair dali o quanto antes.
- Isso não faz nenhum sentido. Renan Williansburg é traficante e, mesmo sendo também um assassino, não tem porquê ele querer a banda. Isso só facilitaria nossa procura. Não seria difícil encontrá-lo, se ele pegasse algum deles. E com certeza algo que ele não quer é ser capturado.
- O porquê disso tudo é a primeira de nossas peças sem solução, . Tudo o que sabemos é o que foi aprensentado a você, ainda que de forma resumida. Agora, o que temos que fazer é agir. – respirou fundo novamente, olhando para os rapazes deslocados.
- Então quer dizer que eu vou ser a babá da banda? – perguntou à ninguém exatamente.
- Guarda-costas. Esse é o termo correto.
- Presumo que eu vou estar sempre na cola deles – olhou novamente para os garotos. O rosto de cada um estava sem expressão, o olhar parecia longe, mas ela sabia que os cinco prestavam atenção a cada detalhe da conversa. - Então vou ser como uma babá.
- , entenda uma coisa: nós precisamos pegar William de qualquer jeito. Essa é a nossa chance. Com isso, precisamos de você na equipe. Os meninos aqui são o alvo, então você tem que estar, exatamente, na cola deles. Além do mais, isso aumentaria muito suas chances de pegar Williansburg com suas mãos, ai você poderia fazer o que quisesse com o velho. Por favor, . Sem você a equipe seria um fracasso, e você sabe disso.
bufou, revirando os olhos. Por que ele estava pedindo gentilmente? Ela se enfiaria nessa missão ele querendo ou não.
- É óbvio que estou dentro.

***


tomou outro copo d'água gelada, já em sua sala. Sentou-se em uma cadeira massageando as têmporas, não conseguia acreditar no que havia acontecido meia hora atrás. Todos aqueles documentos jogados em cima da mesa e o depoimento dos meninos, e mesmo assim não conseguia acreditar que Williansburg estava de volta. Como não havia percebido? Todo o esforço em Ohio... Renan Williansburg estava por ai, ameaçando gente, e não havia previsto nem sua chegada.

Depois de concordar com a missão, John pediu a ela que subisse até sua sala e esperasse por ele ali para conversarem direito. Escutou a porta abrir, mas, para sua surpresa, quando olhou para trás, cinco rostos não muito familiares apareceram e não o de John.
- Com licença, nos mandaram até essa sala.
observava o loiro, que entrara primeiro, falar baixo. A medida que os garotos entravam, ficando lado a lado à sua frente, ela continuava a examiná-los. Olhando bem, não pareciam ser tão novos assim. Todos aparentavam estar cansados, com olheiras de quem não dormia há dias, e seus semblantes demonstravam que eles estavam apavorados, com medo, mesmo que não quisessem deixar transparecer. De súbito, percebera que nos poucos encontros que tiveram ela não havia deixado uma boa impressão. Não que se importasse com isso, mas, se fosse realmente passar a conviver com os garotos, não queria que fosse num clima pouco agradável. Então em um ato de extrema gentileza indicou o sofá escuro à sua frente para que sentassem. Eles estavam visivelmente pertubados, como quem não sabe o que fazer, até que o de cabelo liso, inquieto, pronunciou-se.
- Então, erm... acho que a gente devia se apresentar. Agora que vamos ficar sempre juntos e tal... Bom, você vai ser nossa guarda-costas e... Você sabe. – o rapaz deu de ombros, sem desviar o olhar.
- Vocês primeiro. – desafiou . Os meninos continuaram quietos, até que o garoto falou de novo.
- Bem, já que ninguém tomou a frente, eu sou o Louis. Louis Tomlinson. - estendeu a mão para ela. o olhou desconfiada e não ia apertar, mas o garoto fez uma cara engraçada e chacoalhou a mão na frente de seu rosto, fazendo ela rolar os olhos e aceitar o cumprimento. - Eu sou o mais velho da banda, sabe. Tenho 24 anos. Nasci na véspera de natal, em Doncaster, Inglaterra. – assentiu, pensando se ele seria sempre tão falante. Nesse momento, seu palmtop bipou com uma mensagem de John. "Seja educada e gentil". Como ele sabia? Olhou para os cantos superiores de sua sala, onde haviam colocado câmeras ali. Filhos da mãe. Não respondeu a mensagem, mas resolveu continuar a seguir o "conselho".
- Muito prazer, Louis. - deu um sorriso de lábios fechados. Olhou para o loiro, esperando ele se apresentar.
- Que foi? Ah, tá. Eu sou o Niall. Sou o único irlandês do grupo.
- E o nosso bebê - Louis completou, rindo, abraçando Niall e fazendo carinho em sua bochecha.
- Cala a boca, Louis. Sai.
- Eu sou o Liam. - o de topete falou. – Prazer. – ela sorriu em resposta.
- Zayn. - o cara que tinha o braço direito completamente cheio de tatuagens levantou a mão. Tinha até uma mulher naquele braço. Que não fosse a namorada, porque ele seria muito estúpido em desenhar o corpo da namorada permanentemente no braço.
Faltava só um, o garoto do aeroporto. Ele estava com o rosto apoiado na mão, olhando para uma das paredes da sala com a cara fechada. Fato que fez a mulher pensar se ele seria tão irritante sempre.
- Esse é o Harry, - Louis falou, novamente, apontando para o rapaz - mas acho que você já sabia.
- Não. – respondeu - Só o que eu sabia é que ele tem uma Hartmann preta.
Os meninos soltaram risadinhas, menos Harry, que bufou e pegou o celular para mexer.
- Ele é sempre tão sociável assim? – ironizou ela.
- Não, apenas com pessoas que me agarram pelo colarinho e quase me quebram as costelas ao me jogar contra uma parede. - ele respondeu, sério, com a voz perigosamente rouca.
- Me desculpe por hoje de manhã, eu não estava em um momento razoavelmente bom. – explicou-se , sem entender o motivo de seu ato.
- E nem agora a tarde, né? Porque você deu alguns chiliques lá em baixo. Você é sempre tão temperamental assim? – dessa vez Harry era quem estava sendo irônico, arrancando um olhar nada amigável da parte da agente. bufou; tão pouco tempo e o garoto já a tirava do sério facilmente. seguerou a vontade de jogá-lo pela janela, e Louis novamente pigarreou.
- Falta você.
- Eu o quê? – questionou a mulher, sem saber se ele havia se referido à ela.
- Só falta você se apresentar.
- Vocês já sabem tudo o que tem para saber. Meu nome é e eu sou uma agente do FBI, nada demais.
Harry levantou-se subitamente, resmungando algo como “vou ao banheiro” e batendo a porta. fez uma nota mental de lembrar-se de dar um chá de educação ao moleque.
- Não ligue para ele - Liam se pronunciou - É o mais novo de nós e está muito sobrecarregado com tudo o que vem acontecendo.
- Esperem. – a moça interrompeu. - Harry é o mais novo, mas Niall é o bebê? – sorriu.
- Isso mesmo - concordou Louis – Niall é muito fofo! Olhe só para essa carinha! – o rapaz incomodava o loiro, arrancando algumas risadas dos presentes.
De repente Liam ficou sério e perguntou:
- , falando a verdade com a gente, o quão ferrados estamos?
- Muito – disse a ruiva, depois de pensar em uma boa resposta. – Traficante, assassino, mercenário, louco. Chame-o do que quiser, Renan Williansburg é o maior criminoso que a América já viu.



Continua...



Nota da autora: (01/07/2015) - Olá! Mais um pedacinho de Protecting Famous para vocês, espero que gostem! Não esqueçam de deixar seus comentários, adorarei respondê-los e eles ajudam o FFOBS ;) Qualquer coisa é só me gritar no twitter: @vpthayna. Beijos de luz e até a próxima att!






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