Fanfic finalizada.
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Capítulo Único

A primeira vez que eu vi o Peter, ele estava rodeado de amigos, na festa do namorado da , minha melhor amiga.
Ele falava de forma tão espontânea e brincalhona que fiquei hipnotizada por ele.
— Hey, eu tô vendo isso. — disse, rindo para mim.
— Não sei do que você está falando — falei, arrumando meus cabelos e voltando a olhar para ela, tentando disfarçar.
— Não se faça de sonsa, ! Eu vi você olhando para o Peter. Olhando muito. — disse , brincalhona — não tem problema, ele é um gato mesmo. — completou.
— Eu não estava olhando só porque ele é bonito, ele parece ser bem legal. — falei — Ele é amigo do ?
— Sim, eles são amigos há um tempinho, se conheceram através de amigos em comum, algo assim. E sim, ele é muito legal, mas não para relacionamentos. o conhece há uns quatro anos e nunca o vi namorando, apenas com várias garotas diferentes.
— Alerta de babaca. — falei rindo.
— Bem, não necessariamente, né? — disse. — as garotas sabem que ele só quer da uns pega e tchau. Acredito que ele sempre deixa isso claro. Pelo menos é o que ele diz.
— Hm...
— Mas vamos deixar isso para lá e focar no que importa: quem você vai pegar nessa festa. Qual boy chamou sua atenção, miga? Fora o Peter, claro.
— Bem, eu não prestei atenção em nenhum...
— Isso é blasfêmia! — falou, dramática — com o tanto de amigo gato do que eu convidei para você desencalhar? Não mesmo! Vamos rodar essa festa e arrumar alguém para você dar uns beijos. Ela agarrou meu braço e me arrastou com ela. A segui, mas não antes de dar uma última olhada para o Peter e acabei corando fortemente ao dar de encontro com os olhos dele, que me encarava com um olhar intenso. Sorri envergonhada e me virei.

XxxX


Estava sentada no sofá da sala, tínhamos cantado o parabéns do e agora o pessoal estava dançando no meio da sala. Eu nunca fui muito de dançar.
— Oi, posso sentar aqui? — levanto os olhos e vejo o Peter.
— Cl-claro. — falo gaguejando e corando. Boba. Ele senta ao meu lado e fica me encarando. Finjo não perceber e fico mexendo no celular.
— Você é amiga da ? — o Peter pergunta, eu levanto a cabeça e assinto. — por que eu nunca te vi? — ele pergunta novamente.
— Bem, eu não sou muito de sair. Quer dizer, eu sempre saio com a , mas normalmente é para o cinema ou para algum barzinho. — digo. — acho que você não frequenta muito esses lugares.
— Se eu soubesse que ia te encontrar, com certeza teria frequentado. — corei — aliás, vou começar a frequentar agora! — ele completa, rindo. Devolvo o sorriso dele, de forma tímida. — então, como é seu nome, menina bonita?
— Katherine Stevens. Mas pode me chamar de .
— Olá, , eu sou o Peter.
— Eu sei. — falo rápido, depois arregalo os olhos, envergonhada com a minha confissão.
— Sabe? — ele pergunta risonho. — não me lembro de ter sido apresentado a você. E pode ter certeza, eu lembraria de uma coisa linda dessas.
— A me apresentou, digo, me mostrou a maior parte dos convidados e os nomes deles. Tenho uma boa memória. — digo, apressada.
— Ah, interessante. Quer dançar?
— Bem, eu não sou muito de dançar.
— Ah, qual é...
— Sério! É como se eu tivesse dois pés esquerdos.
— Bem, para sua sorte eu sou um ótimo dançarino. — ele diz, com um sorriso sedutor no rosto. Penso um pouco no que disse, sobre o Peter não ser um bom cara para se relacionar, mas, no fim das contas, é só uma dança, né?
— Ok. Vamos lá!

XxxX


Três semanas depois

— Deixa ver se eu entendi: você vai ao cinema com o Peter? O meu amigo Peter? — pergunta, pela milésima vez.
— Sim, ! Vai me perguntar isso mais quantas vezes? — falo, revirando os olhos.
— Eu não gosto disso. — ele diz.
— Você não tem que gostar de nada. O encontro é da , não seu. — diz, dando um tapinha no namorado.
— Isso aí, miga! — falo.
— Não, eu tô falando sério. Conheço o Peter. Ele não vai a encontro em cinemas. Ele não presta, . Sério. Não acho que ele vá ser um bom namorado. — diz, sério.
— Primeiro: não vamos namorar. É só um encontro. Segundo: se ele não presta, por que é amigo dele? — Pergunto a ele.
— Boa pergunta. — diz.
— Ele não é meu amigo... — ele diz.
— Ué? Você tinha dito que ele era seu amigo. — rayane retruca.
— Bem, ele não é! — diz, um pouco bravo. — ele é um colega, sabe? Muito legal para conversar, sair e beber. Mas não pra namorar alguém que amo. — ele diz sério.
— Aí, amiga, seu namorado é um fofo. — falo, abraçando o . — pode ficar tranquilo, . Eu sei me cuidar. Já sou grandinha. E vou dirigindo, para ele não soltar a desculpa de me deixar em casa. — falo sorrindo.
— É o que eu espero. — ele diz.

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Cheguei 15 minutos mais cedo e engoli um sorriso ao ver o Peter já me esperando.
— Olá, moça bonita. — Peter diz, sorrindo e me abraçando, ele me dá um beijo no canto dos lábios e eu sorrio.
— Olá, Peter! — falo, retribuindo o abraço.
— Vamos assistir, já comprei os ingressos! — ele diz.
— Vamos. — respondi.
Dentro da sala, o filme passava, mas eu só conseguia focar no corpo ao meu lado.
Eu estava total e completamente atraída pelo Peter.
Aconcheguei mais o meu corpo ao dele, torcendo para que o sinal funcionasse.
Depois de alguns minutos, senti a mão do Peter em minha perna. Me aconcheguei mais ainda.
— Ah, , acho que você está querendo me falar algo. — ele sussurrou em meu ouvido, me arrepiei toda.
— Não sei do que está falando. — disse a ele, risonha.
— Ah, é? Deixa eu te mostrar.
E ele mostrou. O filme ficou esquecido e só nos concentramos na boca um do outro.

1 ano depois
, desce logo. O pessoal chegou na boate já faz quase 1 hora. Desse jeito vamos chegar lá na hora de voltar. — Peter gritou irritado.
— Já tô indo! — gritei em resposta.
5 minutos depois eu desço a escada e o Peter se vira, arregalando os olhos.
Adorando a sensação pergunto.
— O que achou da roupa? — dou uma voltinha.
— Eu quero saber pra onde você pensa que vai vestida assim. — Peter diz, de forma grosseira.
— Como assim?
— Essa roupa de puta, Katherine. Pra onde você pensa que vai? Tu acha que eu tô namorando uma vadia? Quando comprou essa roupa? Vai tirar agora.
— Não vou não! Você tá louco? Bebeu? Você nunca agiu assim. — digo confusa.
— Nunca agi assim porque você nunca se vestiu dessa forma vulgar. Comprou essa roupa com a , né? Se o não se importa de namorar uma piriguete ambulante, problema dele. Eu me importo. Então pode subir e trocar de roupa. Estou com pressa. Aproveita e tira esse batom ridículo, você não combina com vermelho. — Peter fala e cada palavra me destroça.
— Peter, por que você tá falando assim comigo? O que eu fiz? — pergunto, segurando as lágrimas.
— Eu tô falando assim porque você tá agindo de forma ridícula e infantil nas últimas semanas. E não vou mandar mais uma vez ir trocar de roupa. VAI LOGO! Ou não vamos mais para porra nenhuma — ele gritou.
— Po-pois quem não vai é você. Eu vou sozinha. — falei, chorando e indo em direção à porta.
— VOCÊ TÁ LOUCA EM ME DESAFIAR, ? — Ele grita. — TÁ LOUCA???? SE EU DIGO QUE VOCÊ NÃO VAI PARA LUGAR ALGUM VESTIDA ASSIM, VOCÊ NÃO VAI, ESCUTOU? — ele fala, continuando a gritar e me puxando pelo braço.
— Você tá me machucando, Peter. Para. — ele me solta e eu choro.
— PORRA! — Ele dá um chute no sofá enquanto segura a cabeça. — Toda vez é isso, você age como uma criança mimada e fica chorando e eu saio como o ruim da história. Sobe e vai trocar de roupa, . Agora.
— Eu não vou trocar nada. — falo entre soluços.
— Então não vamos para lugar algum. Vou ligar e falar que você adoeceu.
— NÃO! VOCÊ VAI FALAR QUE É UM LOUCO! — grito.
— Se controla, garota. Você que tá agindo como louca! — ele falou me segurando fortemente pelos ombros. — quer saber, eu vou sair e você fica aqui. Não tô com disposição para te aguentar hoje. — ele falou, me soltando bruscamente, fazendo com que eu caísse no chão e indo em direção à porta, parou em frente a estante e pegou a chave da casa e meu celular. — Isso aqui eu tô levando que é para você não ter ideias — ele disse, levantando a mão que estava meu celular — e esse aqui eu tô levando para você entender que quem manda nessa casa sou eu. — ele disse e saiu, trancando a porta.
— PETER! Abre a porta! ABRE A PORRA DESSA PORTA, CARALHO! — eu gritei, batendo meus punhos na porta. Mas ele já tinha ido embora.
Deitei no chão e chorei.
Chorar era o que eu mais fazia nos últimos dois meses. O Peter estava mostrando uma face desconhecida para mim.
Ele estava agressivo e irritado. De pavio curto para tudo que fosse em relação a mim. Eu não conseguia entender o que aconteceu conosco para passarmos daquilo que tínhamos no início, para isso.
Mas estava me matando por dentro.
Depois de chorar por horas, resolvi ir para a cama me deitar. E chorei novamente, até pegar no sono.
Acordei com um barulho de choro, me virei e vejo o Peter chorando ao meu lado.
, — ele diz, me abraçando e beijando meu rosto, começo a chorar também — eu te amo tanto, tanto. Você não pode fazer isso comigo, me afrontar dessa maneira. Isso vai acabar com nossa relação.
— Ah, meu amor, eu te amo. Amo muito. Desculpa por qualquer coisa. — digo chorando.
— Eu sei que também tenho culpa, sabe? Mas eu não faria isso se você não fosse tão teimosa.
— Eu prometo tentar mudar. Juro.
— Nós vamos ser felizes juntos, , você entende isso, né? Você só precisa me ajudar. — ele dizia, enquanto beijava o meu pescoço e colocava sua mão por baixo da minha blusa.
Pelo menos dessa forma eu sabia que na manhã seguinte ele estaria de bom humor.

XxxX


— COMO ASSIM ELE TE EMPURROU? — gritou, no meio do restaurante.
, fala baixo, pelo amor de Deus. E ele não me empurrou de propósito. Eu o irritei um pouco. — falo, explicando.
— Amiga, sabe quantas vezes eu irritei o ? Sabe o máximo que ele fez comigo? Um grito. E pediu desculpas 5 segundos depois. Não tem explicação e justificativa para agressão, ! — ela fala.
, somos pessoas diferentes. Nossos relacionamentos não podem ser iguais. Para de ficar comparando, que chato.
— Katherine, eu não estou comparando. Eu estou te alertando! Teu namorado é um agressor. Ele te agride sempre. Verbal e psicologicamente. Desde p inicio. E agora, ao que parece, deu para agredir fisicamente também.
— Caralho, ! Tô perdendo a paciência, não foi dessa forma. Aliás, nem sei porque te contei, sabia que você ia agir assim.
— Amiga, eu te amo e quero o teu bem. Sai dessa enquanto dá tempo. Todos os alertas estão gritando faz tempo.
— Se você me ama mesmo, , devia torcer por minha felicidade. E não ficar agourando meu namoro. Eu amo o Peter. E sei que ele me ama. Do jeito dele.
— O problema, amiga, é que acredito que esse amor do jeito dele só vai te machucar, cada dia mais.

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— Eu estava conversando com a — falei, enquanto estávamos sentados no sofá. Escutei o Peter bufar. — para com isso, ela é namorada do seu amigo.
— O nem é tão meu amigo assim. E a é uma chata que acha que pode mandar no mundo inteiro. — ele diz.
— Ela também não gosta tanto de você. Talvez se vocês se dessem uma chance... daí você não a teria em tão baixa estima e ela pararia com essa ideia de que eu deveria acabar o namoro...
— O que você tá falando? Tá me falando que aquela vadiazinha tá colocando coisa na sua cabeça?
— Não a chame assim!
— É o que ela é! Vai, Stevens! Me deixa! Tu realmente acha que vai encontrar alguém que te aguente? Que aceite todas tuas chatices? Nem boa para foder tu é! Sempre do mesmo jeito.
— Cala a boca!
— Você tá louca? QUEM VOCÊ PENSA QUE É PARA ME MANDAR CALAR A BOCA?? — ele agarrou meu rosto e apertou meu queixo. — fale direito comigo. Não sou o namoradinho da sua amiga que é um controlado. Não gosto de mulher que não saiba o seu lugar, escutou? Acredito que deixei muito claro. — ele terminou e me empurrou.
— Um dia eu vou te deixar, Peter. E vou te deixar para sempre! — falei, com lágrimas nos olhos.
— Vai em frente! Não estarei perdendo nada.
E saiu.
Eu já sabia o que iria acontecer. Mais tarde ele voltaria e me beijaria. Me pediria desculpas e diria que foi culpa dele, mas na maior parte foi minha. E eu o desculparia.
Porque, no fundo, ele me amava.
E embora tivesse algumas atitudes ruins, me respeitava de forma geral.
Eu sabia que ele nunca me trairia, por exemplo.
E mesmo pouco, isso era alguma coisa.

XxxX


— Amor, posso usar teu celular? Não consigo encontrar meu celular. — falei.
— Também, perde tudo. Desorganização. — reviro meus olhos. — toma.
Pego o celular e disco meu número. O escuto tocar no quarto e vou até lá.
Pego o meu aparelho e começo a mexer, largando o celular do Peter em cima do colchão.
Escuto o celular do Peter emitir um som e checo de forma automática.
Uma mensagem de uma mulher.
Nunca tive o hábito de olhar o celular dele, mas algo me faz desbloquear o telefone e olhar as conversas.
E fico enojada. Totalmente enjoada.
E grito.
Peter aparece em meu quarto com olhar irritado.
— O que é isso? — ele pergunta, com a voz irritada.
— O QUE É ISSO? EU QUE TENHO QUE PERGUNTAR! TU TÁ ME TRAINDO, PETER? — pergunto nervosa, jogando o celular em sua direção, ele agarra.
— O quê? Você tá louc—
— NÃO! Você não vai me chamar de louca dessa vez. Você não vai inverter o jogo e fazer com que eu seja a culpada. Não dessa vez. — falo, chorando. — Depois de todas as humilhações que você me fez passar, tu ainda coloca um par de chifres em mim? — Rio de forma nervosa, andando de um lado para o outro. — por que? O que foi que eu te fiz para você me tratar assim? Eu sempre te amei tanto, sempre me dediquei tanto e você só fez me humilhar.
— Katherine, você está sendo dramática...
— EU JÁ DISSE QUE NÃO! Que não vou aceitar que você me desmereça mais! Acabou, Peter! Dessa vez acabou. Eu vou sair por aquelas portas e não quero te ver nunca mais. Vou acionar a polícia se for necessário. — falo.
— Quer saber? Eu vou descer e quando você parar de birra, me procura. Temos a festa do Brian hoje. — ele diz e se vira, indo em direção às escadas.
— Eu não estou brincando, Peter. Não estou mesmo. Você nem mesmo tentou se explicar. Esse é o nível do respeito que tem por mim. Que não precisa nem tentar se explicar sobre tá me traindo. — falo.
— Se eu te trai, a culpa foi sua. De não ser mulher suficiente para mim. Então não tente se vitimizar. Procure melhorar.
— Você é um porco. Eu não preciso melhorar, eu preciso me livrar de você...
— Vai em frente. Tu acha que vai encontrar alguém como eu? Ou melhor, encontrar alguém? Ninguém vai te querer.
— A intenção é justamente não encontrar alguém como você.
— Você é patética, garota. Se arruma e desce. Temos que ir à festa.
Ele disse e saiu do quarto.
Sentei na cama e chorei por alguns minutos. Depois peguei minha roupa de menina grande e vesti. Estava na hora de dar um fim a isso. Coloquei algumas roupas em uma bolsa grande e desci, indo em direção à saída.
— Vai para onde? — Peter perguntou, sem tirar os olhos da TV.
— Embora.
— CARALHO! Você não cansa de fazer drama? De querer ser o centro das atenções? — ele gritou, levantando-se e vindo em minha direção.
— SE AFASTE! SE VOCÊ ENCOSTAR UM DEDO EM MIM VOU TE DENUNCIAR. COISA QUE DEVERIA TER FEITO HÁ MUITO TEMPO!
, SE VOCÊ SAIR POR ESSAS PORTAS EU VOU ACABAR COM A TUA VIDA! VOU TE EXPOR DE UMA MANEIRA QUE VOCÊ NUNCA MAIS VAI CONSEGUIR SE RECUPERAR.
— EXPÕE, SEU MERDA! COLOCA TUDO EM UM OUTDOOR! EU NÃO VOU MAIS ACEITAR SER MENOSPREZADA POR VOCÊ. NEM POR NINGUÉM.
— Ah, quer saber? Perdi a paciência. Vai embora. Pode ir. Mas não espere que eu te aceite de braços abertos quando quiser voltar. Porque eu não vou.
— De você, Peter, eu não espero mais nada.
Sai por aquela porta pronta para tirar o Peter da minha vida.

Não foi fácil.
Passando uma semana, ele começou a me ligar implorando para voltarmos. Que não saberia como seria a vida dele sem mim.
Daí lembrei-me de todas às vezes em que ele disse que eu era um lixo.
Ele falou que nunca mais me machucaria.
Então me lembrei do dia em que ele fechou o vidro da janela do carro em meu braço, pra que eu não desse algumas moedas a um menino de rua.
Ele falou que nunca mais me restringiria de fazer algo.
Então me lembrei do dia em que ele me puxou pelo braço e me jogou no sofá, porque me pegou conversando com a empregada é isso passaria a imagem errada.

Eu me mantive forte, porque todas as lembranças boas que eu tive com o Peter, não conseguiam superar as ruins.
Dizem que em todas as relações você têm ganhos e perdas, por mais terrível que ela seja, vou ganhou algo, ao menos a experiência.
Mas sinto que só perdi em toda minha relação com o Peter.
Perdi colegas, que um dia poderiam se tornar amigos.
Perdi amigos, que realmente eram amigos, mas que usei todas as forças que tinha para cortar os laços, pois acreditei em cada palavra que escutei do me ex namorado e achei que ele estava certo, que aquelas pessoas que não me deixavam ter um relacionamento saudável.
E perdi a mim mesma. E de todas as perdas, essa é a pior.
Acredito que fiquei marcada de uma maneira que não será fácil superar, mas superarei.
O passo mais difícil, que foi me livrar dos grilhões daquela relação, eu consegui.
Agora devo lutar para me reencontrar e me reaprender. Essa é uma luta que devo fazer por mim. E sozinha.
E mesmo colocando tudo isso em perspectiva, pela primeira vez, em muitos anos, eu me sinto total e completamente livre.

Livre, era o que ela mais queria ser
Livre, pra ir e vir e ser o que quiser
Quando quiser e se quiser...
Livre, se já não faz sentido
Ou nunca fez
Livre, pra encontrar motivo outra vez
Mais uma vez ou de uma vez...
Livre, pra rir do que é ruim
Então chorar de feliz
Livre, não por acaso, acaso não condiz
Quando condiz com o que se quis


É, eu finalmente estava livre.




Fim.





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