Última atualização: 03/11/2017

Capítulo Único

acordou com o despertador tocando freneticamente às 5:00 horas da manhã, virou-se e esticou o braço, parando-o imediatamente. Levantou bem devagar, já sentindo o dia longo se iniciando. Acendeu a luz, constatando que tinha pouco tempo para trocar de roupa e partir para o aeroporto. Finalmente, depois de longos anos sem férias, ele tinha conseguido tirar três semanas para conhecer as Ilhas Maldivas, lugar paradisíaco, maravilhoso e completamente longe de tudo e todos.
— É isso, preciso disso...
Ainda esfregando os olhos ele caminhou para o banheiro, buscando onde estava a pia. Olhou para o espelho, vendo seu reflexo: seu rosto totalmente amassado e seu cabelo todo bagunçado. Notou que sua barba estava começando a aparecer e aquilo o incomodou um pouco, no seu mundo, onde tinha um rosto angelical, não era permitido nenhum tipo de pelo. Passou uma das mãos no queixo incomodado, fazendo uma nota mental que teria que se livrar daquilo antes de ir para o aeroporto, não podia ser tão descuidado dessa maneira.
Parado ainda observando-se no espelho, ele deslizou a mão para o peito notando uma marca desconhecida um pouco acima do mamilo esquerdo, franziu a sobrancelha, não lembrando daquela marca, muito menos com qualquer tipo de lembrança onde havia conseguido ela.
— Eu ando me mordendo à noite? — Ele riu sozinho, imaginando a cena. — Gostoso desse jeito?
Andando em direção ao box do banheiro ele tirou a cueca boxer, única peça que usava para dormir, já que qualquer outro tipo de roupa o incomodava bastante. Gostava de liberdade, de se sentir livre até nesse momento mais íntimo que era dormir. Girou levemente o registro, esperando que água ficasse na temperatura exata para que seu corpo relaxasse um pouco.
Demorou não mais que quinze minutos para o banho, sabia que seu tempo estava apertado para o embarque. Correu do banheiro enrolado em uma toalha e foi até o closet, passando pela gaveta pegou uma cueca branca e foi em direção a porta de correr do armário, retirou uma regata preta e um short jeans branco qualquer e vestiu em segundos.
aproveitou para entrar no clima de praia vestindo algo leve e confortável, pegou seu óculos de sol que estava na cabeceira da cama e estava pronto, só faltava mesmo a mala que estava no canto do armário, passaporte e esperar que o aparecesse dentro de 10 minutos.
— Bom dia, minha flor… — surgiu, arrastando a mala escadas abaixo.
estava sentado na sala esperando ele desenrolar o que estava fazendo em seu quarto, sabia que era a pessoa mais atrasada do mundo. Além de enrolada se enfiou nessa viagem de tão intrometido que era. queria curtir as ilhas sozinho e ele fez questão de comprar as mesmas passagens e reservar o mesmo resort só para irem juntos.
— Vamos logo. — disse, levantando-se. Passou no ombro uma das alças da sua mochila de mãos, que tinha dentro sua maior preciosidade, uma Nikon SLR D7100. Só de imaginar todas as fotos que tiraria daquela ilha deixava seu coração cheio de ansiedade.
— Eu preciso de um café da manhã.
, vamos logo.
— Café, preciso de café. — resmungou, pegando sua mala com uma das mãos e colocando o óculos no rosto com a outra. — Ilhas maldivas? Estamos indo queimar um pouco essas bundas brancas.
— Então anda logo, vamos parar na Starbucks no caminho e você bebe esse bendito café, já são quase seis horas.
, sem paciência e com dificuldade, puxou pela porta enquanto ele falava a respeito de como queria ficar bronzeado e conhecer garotas para um relacionamento sério e amoroso durante essas três semanas. Resumindo, ele estava interessado em apenas sexo e uma boa curtição.
, por outro lado, queria apenas curtir as férias, tomar um sol, tirar algumas fotos e curtir o mar que há tanto tempo não via. Relaxar da sua rotina de sessão de fotos, revista, editoriais, reuniões e modelos surtadas com o corpo.
E curtir? Sexo? Não deixaria o sexo para trás, claro. Acreditava em destino e no acaso, no fim se o acaso o ajudasse a encontrar uma garota para curtir, claro que não iria ter qualquer tipo de problema. Uma boa garota, praia, foto, bebida e um maravilhoso resort? Não era louco de querer outra coisa a não ser tudo isso junto.
e continuaram falando animadamente até chegar ao aeroporto. Aparentemente o café no Starbucks tinha algo muito estranho, até mesmo sentiu ânimo ao beber um Café Latte de 500ml, sozinho. tinha razão quando disse que café logo cedo era a dose que precisava para que o dia fosse maravilhoso, principalmente quando lembrava que iria ficar três semanas longe de toda a loucura que era a revista.
Assim que saíram do carro, o taxista desejou uma boa viagem e lhe entregou uma nota de 20 dólares pela gentileza de ter ajudado com as malas.
— Como é bom saber que em poucas horas vou estar comendo, bebendo e tomando sol em uma das praias mais paradisíacas do mundo. — Ele comentou feliz, colocando os óculos de sol. Nem ele acreditava que essa viagem finalmente estava acontecendo depois de tantos planos.
, estamos atrasados. — apontou discretamente para o balcão. — Vamos logo despachar as malas, antes que eu tenha que passar minhas férias com você nesse aeroporto.

xxx


Segundo a adorável amiga, passar três semanas nas Ilhas Maldivas era exatamente o sonho de consumo de qualquer ser humano no mundo, menos quando esse ser humano era que odiava calor, sol e praia. Odiava mais ainda gastar uma fortuna para ficar no resort mais luxuoso da ilha, isso porque não quis ficar em qualquer lugar mais acessível e com o custo baixo que cabia exatamente no orçamento delas. Tinha que ser o melhor, mais caro, mais rico e com mais homens bonitos do lugar. Todas essas informações tiradas de um guia que ela conheceu em uma boate na Flórida. O que fazer com e seus contatos misteriosos?
— Posso falar que eu estou animada com isso?
— Você sempre é animada quando o assunto é não ter que trabalhar, . — riu, balançando a cabeça. — Se fosse diferente, eu estaria muito preocupada.
— Às vezes você é tão sincera. — entortou um pouco a boca e olhou para . — Você tem sorte, não existem muitas amigas como eu no mundo.
— Deus me ferrou até nisso.
— Vai se ferrar. — xingou.
— Não pretendo.
— Eu pretendo.
— Dependendo de você o “ferrar” vira o novo “amar”. — comentou, analisando abrir a boca surpresa. — Não faz essa cara que ficou ofendida, eu sei e todo mundo sabe que você é assim.
— Falou a rainha casta que nunca se ferrou na vida pelo menos uma vez. — retrucou. — Aliás, eu lembro que semana passada você ferrou muito com o , e vamos concordar que o é ótimo em ferrar com as pessoas.
— Ele é… — suspirou.
— Eu queria que ele tivesse…
— Cala a boca. — deu um beliscão nela.
— Ok. Ele ferrou com a sua vida de um jeito que você passou a ter ciúmes assim? — tossiu ironicamente, olhando para o pequeno espasmo que teve ao escutar a palavra “ciúmes”. — , não existe ciúmes em um mundo onde você só quer ferrar com a pessoa.
— Larga de ser idiota, somos amigos. — , perdendo o humor, a deixou para trás, caminhando rapidamente para a área de check in. Claro que não estava com ciúmes de , ela sabia que o relacionamento que existia entre eles era apenas de amizade com alguns benefícios. Esses benefícios eram usados sempre quando o álcool estava presente ou então quando ele fingia que estava com saudades de conversar e na sequência de fatos estava sem roupa na cama com ele por cima.
— Eu quero ter uma amizade daquelas. — balançou a mão, sentindo calor nesse momento, principalmente quando o assunto era . Amizade? Ela não comentou nada, mas sabia que uma amizade não era ter o amigo na cama trocando carícias, beijos, amassos e chupadas.
— Você não quer nada.
— Queria o me beijando, amassando daquele jeito. — Ela continuou provocando, sabendo que tinha um ponto fraco quando o assunto era ele. — Me sobe um calor toda vez que eu imagino aquela boca deslizando por todo o corpo.
— É melhor você calar a boca. — ameaçou.
— Ciumenta.
— Vadia! — rebateu.
arregalou os olhos ofendida e na sequência colocou as mãos na boca, tentando abafar as gargalhadas.
, você precisa de uma aventura pra esquecer um pouco dele. — Ela aconselhou, agora segurando uma das mãos da amiga. — Falo sério, agora. Você sabe que essa friendzone vai continuar porque ele não quer nada sério.
— Eu sei, . — disse, tentando expressar o descontentamento com aquele assunto. Ela sabia mais do que ninguém que não era o tipo de homem que ela iria querer ter um relacionamento. — A gente fica às vezes, rola um sexo e só isso.
— Então…
— Então o que?
— Precisa de outro sexo. — disse por fim, colocando a mão no queixo e olhando em volta do aeroporto. — Vamos achar uma aventura pra você.
— No aeroporto? — riu, abrindo os braços e olhando em volta do local. — Você acha que eu vou conseguir achar um cara maravilhoso e que vou morrer de tesão e acabar dentro do banheiro do avião com ele?
— QUE SEXY! — , gritou.
— Controle-se.
— Amiga, se você pegar um cara dentro do banheiro do avião… — Ela interrompeu nesse momento, quando seus olhos cruzaram com dois homens que conversavam animadamente do outro lado.
— O que foi? O seu radar apitou?
— Radar?
— O que tanto você olha? — , curiosa, procurou, olhando para todos os lados, principalmente para o mesmo lado que tanto olhava sem tirar a atenção um segundo.
— Amiga, achei os dois que vão ferrar com nossas vidas!
Ela respirou fundo inconformada como todos os dois eram lindos. Inconscientemente, os olhares se encontraram, ao mesmo tempo. E ambos sorriram.

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Ao longe, conseguiu perceber que um usava regata preta e um short jeans branco, esse não era tão interessante quando ela focou no segundo que usava também uma regata florida e um short preto. Ele usava óculos pretos iguais aos dela e daquela distância percebeu o sorriso maravilhoso que ele tinha quando começou a rir de alguma coisa que parecia engraçada com o outro.
— Pelo amor, espero que não sejam um casal. — Inconscientemente ela retirou os óculos do rosto e o colocou nos cabelos, não conseguia tirar os olhos de onde ele estava. — , encontrei o homem da minha vida.
— Outro? Você não disse isso semana passada?
— Eu falei isso?
— Falou isso semana passada, retrasada e se não me engano na outra também.
— Cala a boca. — tampou a boca da amiga e girou o pescoço dela em direção aos dois rapazes. — Eu fico com o de regata florida e você pega o gostosão de regata preta.
girou levemente o rosto olhando na direção que indiscretamente estava apontando com o dedo, o rapaz de regata preta notou a indiscrição e olhou para e depois desviou o olhar para . Ela sentiu o coração acelerar sem perceber exatamente porque, afinal, nunca tinha visto ele na vida, mas não entendeu porque tinha ficado nervosa dessa maneira apenas com aquele olhar.
— Eu te mato. — desviou o olhar e segurou a mão dela virando de costas para eles. — Alguma vez na vida você pode parar com essas atitudes? Existem pessoas, eu, que tem vergonha na cara. Ao contrário de você, .
— O que é bonito tem que olhar mesmo. — descaradamente virou-se novamente, balançando a mão como se os conhecesse. — Segue e não fala nada, senhora vergonha na cara.
— Ela me mata. — colocou a mão no rosto, morrendo de vergonha. Não conseguia mover um milímetro da onde estava, não conseguia nem ao menos olhar para que agora estava afastando indo em direção aos dois. — Ela vai me matar qualquer dias desses.
Criando coragem ela se virou, voltando a colocar os óculos escuros e tentava a todo custo caminhar sem olhar para o grupo que agora conversava animadamente. não tinha mesmo vergonha na cara e ao ver o comportamento da amiga, sentiu que essa viagem iria render altos assuntos na madrugada e até mesmo um assassinato se ela continuasse daquela maneira.
— Essa é a amiga que eu estava falando pra você, . — Ela adiantou o assunto, puxando pelo braço. — Amiga de anos, somos inseparáveis.
— Quase irmãs. — sorriu nervosa.
— São lindas. — comentou, tirando os óculos para analisar melhor todas as duas. Nem foi preciso dizer nada o que passou pela cabeça do rapaz e nem de quando riu da maneira mais descarada do mundo, como se fosse um convite para que eles fossem para o banheiro do aeroporto trocar contato corporal.
— O amor é tanto que às vezes eu sinto que ela quer me matar sufocada com esse amor todo. — Ela disse, empurrando para o lado de . — O engraçado é que vamos para o mesmo lugar, vai ser muito interessante essa viagem.
— Acredito que sim. — piscou.
— Prazer, . — Ele estendeu a mão, sorrindo, e não percebeu porque fez isso, mas apenas não conseguiu tirar os olhos daquele sorriso, foi como se algo a mantivesse presa, como um imã.
— Fecha a boca. — cochichou, a empurrando com o ombro.
— Prazer, . — cumprimentou, sorrindo também um pouco perdida com os acontecimentos e com aquele maldito sorriso. — é um amor, não é?
— Muito amor. — cortou, analisando dos pés a cabeça. — Eu gosto de amor, gosto de relações, carinho, paixão…
— Relações? Ela é ótima com relações. — riu.
também é ótimo com relações. — completou, segurando no ombro do amigo. — Amor e paixão é algo que ele consegue distribuir de graça.
— Eu sou ótimo mesmo. — não tirou os olhos da garota e preferiu não dizer nada, apenas ficou parada rindo e jogando o cabelo de um lado para o outro. — Posso ajudar com as malas? Vamos perder o voo.
— Assim eu fico apaixonada, . — Ela colocou uma das mãos no peito fazendo cara de espanto. — Relações é algo que podemos desenvolver em 5 horas de viagem dentro do avião.
— É muito tempo para se relacionar, aposto que vamos desenvolver muitas coisas.
— Acho que estamos sobrando. — piscou para .
chamou a atenção de quando chegaram perto do balcão acompanhadas por e , o que fez notar que não tinha desviado o olhar dela um minuto.
— Tudo ok. — Ela terminou o check in. Por um segundo sentiu perdida no aeroporto, não sabendo qual era o portão de embarque. Pegou a passagem na mão com dificuldade e sem ao menos perceber surgiu por trás dela.
— Portão 12. — Ele sussurrou perto do ouvido, seguido de uma leve risada. sentiu um leve arrepio percorrer pelo corpo e desejou arduamente que ele não tivesse percebido.
— Ah? O quê?
— Portão 12. — Ele repetiu.
— Ah, claro. — Ela não soube exato o que responder, estava abalada demais com aquele sussurro que não teve condições de raciocinar direito. — Ok, vamos.
— Claro, vamos. — desprendeu o olhar de por alguns instantes e virou-se para a amiga com o melhor sorriso. nem precisou escutar o comentário, só com aquele sorriso ela entendia o que estava querendo dizer.
— Vamos, . — Novamente os olhares de se encontraram com os dela e não escondeu que estava atraído por aqueles olhos. Ele voltou a afastar-se dela um pouco e continuaram mesmo a distância com a troca de olhares e sorrisos discretos.
— Sério, alguém me explica o que está acontecendo? — Ela murmurou tão baixo para que ninguém escutasse. Não entendia o que estava acontecendo e muito menos tinha noção porque estava com esse comportamento estranho.

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Ninguém foi capaz de dizer mais nada, apenas seguiram pelo fringer e a todo momento notava que e estavam mais íntimos do que o normal. Como ela tinha facilidade de falar com as pessoas assim? Ela por outro lado não conseguia ter essa cara de pau toda. Como ela tinha falado mais cedo, vergonha na cara ela tinha. Muito ao contrário de que quando nasceu provavelmente não tinham inventado ainda essa tal vergonha.
Entraram no avião e pouco depois, não sabendo como, ela apenas seguiu com a passagem na mão procurando a poltrona B22. andou o tempo todo na frente e foi percebendo que e sentaram em poltronas opostas e ia na mesma direção que ele, olhou para trás sorrindo e ela sentiu o rosto corar.
— Esse destino é engraçado mesmo. — Ele riu, olhando o rosto da garota ficar vermelho. Como iria imaginar que justo ela estaria ao seu lado pelas próximas cinco horas? Deus existia e hoje ele tinha certeza disso.
— Engraçado? — sem graça não sabia nem o que sentir, falar, expressar, andar e qualquer outra coisa que um ser humano normal faria. Não foi capaz nem de olhar para que provavelmente estava rindo que nem uma descontrolada quando a viu passando com em direção ao fundo do avião.
— Você prefere ficar perto da janela? — Ele perguntou com o melhor e maior sorriso do mundo. Justo o sorriso que deixava com as pernas fracas. Ela abriu a boca tentando responder alguma coisa e depois fechou, não sabendo como reagir diante daquele sorriso.
— Por que você faz isso? — Ela, não sabendo da onde tirou coragem, levantou as mãos, tampando a boca dele. — Você não precisa sorrir dessa maneira a viagem toda, meu psicológico fica abalado com esse sorriso. — Ela queria saber a necessidade dele abrir esse maldito sorriso sempre. Por que tanta felicidade? Por que tão maravilhoso assim? O que ela havia acabado de falar? O que está acontecendo?
— Tudo bem… — Ele resmungou com dificuldade ainda com a boca tampada.
— Então temos um acordo, ok?
— OK! — Ele concordou, acenando com a cabeça.
— Ok!
Ela andou tranquila até a poltrona perto da janela, desejando que essas cinco horas passassem rapidamente. Não podia negar que estava sentindo uma certa atração por , ainda mais quando ela notou as coxas dele naquele short branco. Quem era cega de não notar todo aquele volume? E essa regata? Colada desse jeito no peito?
— Nervosa com a viagem? — perguntou, fazendo com que os olhos dele encontrasse com os dela. — posso segurar sua mão se estiver com medo.
, com você desse jeito é até pecado falar pra você segurar a minha mão. — nervosa pareceu perder a noção das palavras que agora começaram a saltar naturalmente da sua boca. — E eu não sei o que eu tenho, fico nervosa toda hora que você fala comigo.
— Quer que eu fique quieto?
— Não.
— Então podemos nos conhecer?
— Depende…
Ambos ficaram calados, sem realmente dizer nada. Não era necessário ele nem fazer muito esforço para falar algo, ela se contentava apenas com esse olhar. O que estava acontecendo? Nunca tinha sentido essa necessidade e esse tremor de estabelecer contato visual com ninguém. Melhor dizendo, ela nunca tinha olhado dessa maneira para ninguém. Nem mesmo com sentia o coração acelerar daquela maneira.
— Prometo que eu sou uma boa pessoa. — Levemente ele tocou em uma das mãos dela e não fez menção de se incomodar com aquela intimidade. — Você é linda, sabia? E eu fiquei hipnotizado quando te vi no aeroporto.

— Desculpa, rápido demais.
— Não é isso.
— Você tem namorado? — Ele perguntou curioso, agora acariciando levemente a mão da garota. apenas queria escutar a voz dele, saber algo mais a respeito, conhecê-lo mais e mais.
— Não. Sou uma pessoa solitária que só tem a na vida. — Ela disse apenas mostrando um sarcasmo na voz. — Olha como minha vida é difícil.
— Ela e parecem que foram feitos um para o outro. — Ele disse analisando o assunto muito animado acontecendo em alguns poltronas de distância. levantou algumas vezes as mãos para o salto como se tivesse contando uma história e ria um pouco alto, mostrando interesse no que estava acontecendo.
— Ela é entendida de se relacionar muito bem com outras pessoas. — também disse, sabendo que tinha o mesmo pensamento que ela, que não iria demorar muito para que os dois estivessem enrolados um no outro trocando beijos e amassos ali mesmo.
Ambos riram.
— Então como uma pessoa maravilhosa como você consegue ficar solteira? — Ele voltou a pergunta, agora a deixando constrangida.
— Minhas relações não passam da friendzone. — Ela deixou o olhar cair para a poltrona da frente ao lembrar-se de . — Parece que eu fui feita apenas para ser amiga e não namorada.
— Nunca. — Ele cortou.
— Verdade.
— Olha, eu tenho que discordar totalmente. — buscou o rosto da garota com os dedos, fazendo-a olhar para ele. — Se eu tivesse uma garota como você na minha vida, nunca iria ficar na friendzone. Sem condições, eu iria te querer todos os dias e todos os segundos.
— Se eu tivesse um amigo como você para ferrar minha vida dessa maneira eu nem saberia o que é friendzone. — Ela respondeu não desviando a atenção do olhar dele. , apenas desistiu de entender essa tensão. Ela apenas queria qualquer coisa que pudesse oferecer, amizade, friendzone, paixão, amor e principalmente sexo.
— Você falando assim me deixa sem graça.
— Eu fico sem graça toda hora. É hora de invertermos os papéis, . — sorriu, mordendo um pouco o lábio. — Quero apenas esquecer um pouco a vida, curtir a praia, o resort.
— E eu? Onde eu entro nisso? — Agora ele deslocava as mãos levemente, indo em direção a perna dela. olhou para o corpo da garota e vez e outra, enquanto ela falava, seus olhos estavam vidrados em sua boca. — , o que você tem? Por que eu me sinto desse jeito do seu lado?
— Essa tensão?
— Sem o “N”.
— Sem o “N”. — repetiu, agora rindo.
— Totalmente sem.
— Completamente sem. — Ela completou.
— Tudo fica mais emocionante nas alturas. — Ele agora gargalhou e abriu a boca como se tivesse ficado surpresa. — Lugares apertados, altura, duas pessoas e uma tensão? Como não pensar nisso?
— Depois de todas essas informações eu realmente estou pensando nisso. — disse, colocando uma das mãos agora em sua coxa. — Sempre fui bem comportada, . Mas, eu adoro quando posso sentir todas essas emoções. Ainda mais se eu tiver uma boa companhia.
— Eu sentiria qualquer coisa com você, .
— Mesmo?
— Mesmo.
— Então…
— Então...
A aeromoça fez com que o clima fosse quebrado ao gritar no microfone as informações necessárias para a decolagem. permaneceu o tempo todo olhando para , sentindo a necessidade de se aventurar nessa atração louca que sabia que estava acontecendo entre eles. , durante toda a viagem, trocou pequenas carícias e contato corporal sempre que surgia a oportunidade, ele era bom nisso. Era bom na conversa, bom para sorrir e melhor ainda quando analisava seu corpo através daquela regata. Essa tensão era algo que ninguém daquele avião podia controlar, estava acontecendo e tudo ficaria mais tenso se ele realmente tomasse a atitude necessária para essa loucura.

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Ao passar pelo banheiro masculino, escutou uma risada vinda pelo lado de dentro e se assustou ao deparar com e suas enormes mãos a puxando para dentro do banheiro.
— Mas o quê? — Ela estava muito assustada e sem fôlego quando ele a empurrou contra a parede com força. O lugar era pequeno demais para mover-se e precisou quase subir em cima da pequena pia para abrir espaço entre ela e . — Você ficou maluco, ?
— Eu te disse que nas alturas e em lugares apertados tudo fica melhor. — Ele disse, colocando a mão em torno da cintura da garota e a puxando para perto. Com isso, ele iniciou um beijo, fazendo com que esquecesse tudo o que estava ao seu redor. Seu beijo estava controlando cada respiração dela, todos os pensamentos; esse era o tipo de beijo que nunca seria esquecido. A maciez que seus lábios se moviam e o calor que seu corpo sentia com aquele contato a fez ter certeza sobre o instinto de que era o cara que ela estava esperando para essa pequena loucura.

, você é muito… — Ela interrompeu, sentindo os cabelos da parte de trás do pescoço se arrepiarem e seu coração começou a bater de forma irregular, mas ela não tinha certeza do porquê. — Meu Deus, que homem é esse...
Nunca imaginou que estaria dentro daquele banheiro com um desconhecido, não qualquer desconhecido, mas esse desconhecido que tinha um beijo tão intenso que cada vez a deixava sem fôlego. Ela tentou não pensar muita coisa enquanto ele deslizava as mãos por entre suas coxas. E com a boca mordiscava seu pescoço, fazendo-a involuntariamente segurar em sua nuca, agarrando seu cabelo com força.
, você falou sobre querer uma diversão, não? — Agora sua boca estava sobre a dela, e suas mãos a puxando para mais perto. — Eu posso ser essa diversão.
— Você vai ferrar a minha vida, ! — Ela colocou a mão sob a regata dele, puxando e puxando até que, finalmente, a jogou de lado, e em seguida rapidamente voltou para onde havia parado. Suas mãos percorreram seus músculos, ombros, peito. Então, desceu uma das mãos até o short, tocando com os dedos no volume que pulsava esperando que ela o acariciasse.
— Você liga pra isso? — Ele colocou as mãos ao seu lado, em seguida, lentamente abriu o zíper da calça jeans, puxando-os para baixo até alcançarem os joelhos.
— Nenhum pouco! — contraiu os lábios enquanto ele falava e daquela distância ela sentiu o seu hálito quente e refrescante. Tentava inutilmente achar que aquilo estava errado. Mas, a cada movimento dele, era como se seu corpo quisesse que ele a tocasse.
— Então, vamos brincar! — Ele a segurou presa contra a parede e rapidamente abriu o fecho e empurrou o short e a cueca para baixo de suas pernas, levantando cada tornozelo para soltar as roupas no chão.
— Brincar... — Ela gemeu quando a boca dele encontrou com a dela novamente, ele beijou mais forte, mais intenso, mais profundo e com desejo descontrolado, não deixando até que ela ficasse totalmente sem fôlego. — Caramba! Você vai me enlouquecer! — Seus dentes puxaram o lábio inferior dele enquanto ela arranhava com as unhas toda a extensão das costas definidas de . Ela tentou controlar todos os sons, mas a cada instante ele conseguia fazer com que ela ficasse louca de desejo por ele.
desprendeu os lábios dos dele e fazendo com que ele notasse o interesse moveu a cabeça lentamente, olhando para o seu membro e não conseguiu esconder que estava muito molhada, ela parecia completamente pronta para isso. Ela sorriu com malícia, mordendo o lábio inferior de um jeito meio sacana, fazendo não deixar de reparar o quanto ela queria aquilo. Com dificuldade e tentando ganhar espaço entre eles, abaixou o corpo, passando ambas as mãos por entre seu peito, abdômen até chegar em sua virilha. Agarrou a base de seu membro com uma das mãos e por alguns segundos sentiu os músculos de tensos com aquele toque.
, você consegue me surpreender. — Ela disse com dificuldade e sem ao menos esperar sua boca moveu por instinto para ele e com aquele contato gemeu baixo enquanto ela começava a mover a boca contra seu membro. enlaçou ambas as mãos no cabelo dela, suavemente tentando controlar o ritmo dela contra ele. controlava a língua, trocando carícias e deixando a saliva percorrer por toda a extensão dele, sentindo estremecer toda vez que ela sugava aumentando o ritmo e a pressão dos seus lábios.
— Porra! — Ele sussurrou maldições quando a sua espessura inchou contra a boca dela. quando sentiu os seus músculos da perna se esticaram uma última vez, puxou o cabelo da garota para cima e segurou seu rosto com ambas as mãos. tentou abrir a boca para dizer algo, mas ele pressionou o dedo contra seus lábios antes que ela pudesse falar qualquer coisa. Sua boca imediatamente fechou na dela e ele a pegou, forçando a colocar as pernas em volta dele.
O instinto fez com que ela esfregasse sua região pélvica na dele, assim como que por instinto também ela tirasse a blusa e o sutiã imediatamente, na velocidade que apenas foi capaz de aproximar os lábios do seu colo e explorar a região com a boca, em seguida lambendo um por vez, compensando o tempo perdido e usando de todas as suas habilidades.
— Em questão de ferrar você é excelente, !
sorriu contra a pele dela, deslizou dois dedos para dentro dela e com a boca, passava a língua para cima e para abaixo por entre o seu seios. Repetidamente seus dedos começaram a brincar, empurrando mais profundo cada vez e ela gemia, contorcendo-se de prazer em seu colo. Seus lábios agarram os dele e sem nenhum aviso perdeu a noção do tempo enquanto a língua dele deslizava mais profundo em sua boca, deixando ainda mais molhada do que já estava. Seus dedos ainda faziam movimentos circulares e ela soltou um pequeno gemido quando a boca dele continuou a tomar controle do beijo.
Ignorando os gemidos, ele agarrou as coxas dela para iniciar o movimento para cima e para baixo em seu membro. Em seguida, continuou a compensar o tempo perdido rapidamente aumentando as estocadas e novamente mais rápido, e mais rápido a cada segundo até que seu corpo estremeceu. Seus músculos ficaram mais rígidos e tensos e ele foi desacelerando aos poucos, ofegante. Quando ela gemeu, cravando as unhas em seu ombro, sentiu um orgasmo se aproximando, abalando sua mente misturado com o próximo, e soltando a voz em um gemido claro de prazer. o acompanhou, sentindo a respiração presa na garganta enquanto as pernas começaram a ficar fracas.
Um sorriso surgiu em seus lábios e sua boca cobriu a dela novamente com um beijo ardente, ela cravou as unhas em sua pele sentindo novamente as pernas fracas, por fim um grito, alto e claro a fez fechar os olhos enquanto seu corpo ainda tremia contra o dele.

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Um longo tempo depois, e foram em direção ao banheiro suspeitando que algo estava errado, e foram para o fundo do avião e há muito tempo que não voltaram de lá. suspeitou que poderia estar enfiado em alguma confusão e chamou para que fossem averiguar o que de fato estava acontecendo. Apesar de saberem que a única confusão era o corpo um do outro enrolado.
— Vou ter que chamar a aeromoça para separar essa briga? — encostou na porta, batendo levemente tentando chamar pouca atenção dos outros passageiros. Ele sabia que estava lá dentro há um bom tempo.
— Desenrola essa briga.
— A única briga deve ser de gato e rato.
— O gato comendo o rato né?
— Exatamente! — afirmou, balançando a cabeça.
— Algumas pessoas não tem vergonha na cara mesmo! — ainda resmungava do lado de fora da porta do banheiro do avião.
— Essa briga precisa demorar tudo isso? Ainda mais em um lugar tão pequeno desse? — perguntou curiosa.
— Pequeno? Não tenho essa informação no meu currículo.
— Eu também não. — mordeu o lábio e passou uma das mãos na cintura da garota. — Não me fala que vamos ter que testar o tamanho desse banheiro?
— Eu adoraria medir qualquer parte desse banheiro com você. — colou seu corpo ao dela, mexendo com uma das mãos em seu cabelo.
— Uma pena que o banheiro está ocupado. — deslizou a mão pelo peito dele, parando exatamente em sua virilha. — Eu gosto de medir muita coisa, conhecer novos lugares e novas pessoas.
— Eu iria adorar explorar e medir cada parte do seu corpo.
— E, eu adoraria que você explorasse com a boca cada parte dele. — totalmente sem pudor ou vergonha massageou o volume do short com o toque dos dedos e sorriu, contorcendo o corpo.
… — Ele bateu desesperadamente na porta, chamando a atenção do amigo e escutou uma risada alta dele lá dentro. — Alá, não falei que o filha da puta não tem vergonha na cara. Eu preciso medir o tamanho desse banheiro!
, eu to escutando você rir também. — deu um passo para perto da porta e encostou o ouvido nela para escutar a conversa. — Dentro do banheiro? Tá tirando um cisco do olho do ?
— Eu nem te falo qual olhou eu acho que ela deve tá tirando esse cisco. — riu.
— Como vocês dois são ridículos! — disse, abrindo a porta do banheiro deixando assustada. — Desde quando você anda escutando atrás de portas de banheiro?
— Desde quando você passou a transar em lugares assim? — Ela devolveu a pergunta, deixando a amiga sem graça.
— Quem? Transar? — ofendido ajeitava o cabelo, saindo lentamente do banheiro. — , você quer usar o banheiro? Pode usar.
— Amiga, toma vergonha na sua cara e fecha o zíper da sua calça. — rolou os olhos, cruzando os braços agora. — Se vai pelo menos tentar mentir, não fica parecendo que acabou de ter um sexo selvagem. E arruma esse cabelo também, ele armado desse jeito parece uma juba de leão.
— Que nojo! — tampou o nariz com uma mão e com a outra balançou no ar. — , você arrastou ela para esse banheiro nojento?
— O banheiro não tá nojento, o único nojento aqui é você com inveja de também usar ele. — Ele lançou a resposta, olhando de para e ele ficou perplexo. — Pode usar, amigo, não vamos te julgar.
— Quando vocês terminarem de medir o tamanho do banheiro, trocamos informações. — deu um tapinha nas costas de e segurou na mão de . — Vamos? Acho que o banheiro vai estar ocupado nas próximas horas.
— Horas? Eu acho que não rende nem dois minutos. — provocou, olhando para . — Ele não tem uma boa fama.
— Dois minutos? — olhou assustada para e começou a rir.
— Dois minutos é algo que ele está acostumado a fazer. — rebateu olhando para . — Ou mudou? Agora é pelo menos quatro minutos?
— Muito mais que quatro minutos. — cortou a conversa, ficando agora na frente de e ele cruzou os braços em volta da cintura dela. — Sem contar que ele não precisa de muito esforço para impressionar ninguém.
— Ai que inveja! — soltou um longo suspiro olhando para a bunda de . — , não quero decepção, vai ser muito feio eu querer explorar esse banheiro com a e o .
, nada aqui é decepcionante. — Ele apontou direto para a sua região íntima.
— Realmente, pela minha análise rápida eu senti… — parou de falar quando uma aeromoça se aproximou perguntando se estavam precisando de ajuda para alguma coisa, desconversou rindo muito da reação dela ao notar o que de óbvio estava acontecendo.
— Vem cá! — puxou a garota pela mão entrando dentro do banheiro. Fechou a porta com toda força e sem ao menos esperar puxou ele pelo pescoço iniciando o beijo. — Ah! Acaba com a minha vida, garota!
— Fecha o zíper quando sair. — comentou arrastando para longe do banheiro. — Essas férias vai ser interessante.
— Preciso de férias permanentes com você em outro lugar apertado! — Ele andou ao lado da garota sentindo que essa viagem com certeza seria a melhor de toda a sua vida.


Fim.



Nota da autora: DEUS NO CÉU E SEHUN NA TERRA!

Nem consigo deixar nota de autora e só consigo sentir o IMPACTO dessa fanfic, cheguei a conclusão que eu amo escrever fanfics assim com o Sehun e Kai (EXO) e que as cenas começam a fluir bem mais com os dois.

BEIJO, BEIJO E BEIJO PRA TODO MUNDO! (L)
Não esqueçam de comentar e fazer uma autora feliz!



SHORTFICS:
01. Call Me Baby [Ficstape #062: EXO – Exodus]
03. Best Of Me [Ficstape #070: BTS – Love Yourself: Her]
03. This Is How I Disappear [Ficstape #068: My Chemical Romance – The Black Parade]
04. Permanent Vacation [Ficstape #067: 5SOS -Sounds Good Feels Good]
07. Let’s Dance [FICSTAPE #065: Super Junior – Mamacita]
Hug Me [Doramas – Shortfics]

EM ANDAMENTO:
Love Is Not Over [KPOP – Restritas – Em Andamento]
Let Me Know [KPOP – Restritas – Em Andamento]
I NEED U [KPOP – Restritas – Em Andamento]


Qualquer erro nessa fanfic ou reclamações, somente no e-mail.


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