Capítulo Único

Meu cérebro não conseguia encontrar uma razão lógica que poderia explicar como eu havia chegado a esse ponto.
Eu, aos 22 anos, sendo há 4, especialista em “escapadinhas” para pubs em folgas durante a semana e, sem esquecer, é claro, frequentadora assídua de baladas fervorosas aos fins de semana, estou bebendo para tentar esquecer um cara.
Mas antes que eu comece a confundir vocês e a me confundir ainda mais, preciso explicar como tudo começou.
Há exatos 6 meses, em mais uma das maravilhosas noites de balada que eu frequentava, conheci um cara.
Seu nome era . Ele basicamente era o cara dos sonhos de qualquer mulher solteira e independente à procura de um caso de uma noite.
Lindo. Alto. Magro, mas definido nos lugares certos. Com beijo enlouquecedor, capaz de aquecer certas partes do corpo. Uma pegada de deixar as pernas bambas e sexo tão incrível que te levava a ver estrelas.
E o melhor de tudo era que ele não era do tipo de cara sem conteúdo. Não era o tipo de cara que simplesmente virava e dormia depois de uma transa.
Ele era do tipo que você poderia passar horas do dia assistindo filmes, ouvindo boa música enquanto bebe um bom whisky, jogando videogame ou simplesmente jogando papo fora sobre qualquer assunto, pois ele sempre tinha uma resposta inteligente ou engraçada, e mesmo assim, não se cansava nunca do seu jeito desleixado, dos seus sorrisos irônicos ou das suas tiradas sarcásticas.
Eu imaginava que seria como o habitual: Apenas uma ficada de uma noite, sexo sem compromisso. Mas depois da primeira vez, decidimos repetir com a segunda, e então a terceira, sucessivamente, até se tornar algo rotineiro.
Tudo parecia perfeito e eu não tinha muito do que reclamar, já que tínhamos uma boa relação. Eu gostava daquilo. Até, é claro, as coisas começarem a evoluir e, há mais ou menos um mês, algo dentro de mim começou a martelar exigindo por mais. Nunca fui muito ligada a rótulos, não queria ter o título de "a namorada", eu só queria ser algo mais.
Ao comentar isso com , tive a decepcionante resposta de que ele não poderia me garantir nada e simplesmente sumiu, sem sequer uma explicação. Nem uma visita. Nem uma ligação. Nem uma mensagem. Nada.
Eu sabia que não podia cobrá-lo nada, visto que desde o início concordamos em manter tudo estritamente casual, sem nenhuma cobrança ou envolvimento sentimental, mas isso não me impedia de ficar com raiva da sua extrema covardia.
E mesmo com todo o ódio que sentia, eu não conseguia tirá-lo de minha cabeça. Passei praticamente o mês inteiro digitando e apagando mensagens não enviadas e imaginando o que ele poderia estar fazendo de tão importante que nem ao menos havia me enviado uma. Talvez estivesse rindo da minha cara com seus amigos e comentando sobre o quão patética eu era. Talvez estivesse com outro alguém. Talvez nem lembrasse mais meu nome. Talvez.
E tudo isso nos leva até o dia de hoje, uma sexta-feira à noite, onde eu usualmente estaria me acabando de dançar naquela pista fervente à minha frente sem nenhuma preocupação, mas, ao invés disso, eu estou de maneira deprimente sentada à mesa, enchendo a minha corrente sanguínea de álcool e checando pela milésima vez o meu celular, esperando que uma mensagem magicamente aparecesse ali.
Deplorável, eu sei. Toda essa ladainha ia totalmente contra todos os meus princípios, mas eu não conseguia evitar.
– Ei, , sai dessa fossa e vem dançar com a gente, vai! – Melanie, minha amiga, diz tentando me puxar para fora da mesa. – Olha quantos caras gatos tem por aqui! Você costumava ser a estrela desse lugar, não deixe que um macho apague o seu brilho, amiga!
Observo a pista e constato que minha amiga estava certa. Havia muitos caras lindos por ali e eu até poderia tentar usar um deles, para tentar esquecer esse maldito homem que não saía da minha mente, como já havia tentado outras vezes, mas a verdade é que isso só pioraria tudo, pois eu não conseguia parar de compará-lo com os outros que, infelizmente, se mostravam insuficientes. Então apenas optei por desistir logo de uma vez.
– Foi mal, amiga, hoje não dá. Não estou no clima – respondo sem um pingo de empolgação.
! Se anima, garota! Ficar aí sentada esperando que o milagrosamente dê sinal de vida não vai resolver nada! – Minha amiga grita, indignada.
Só a menção de seu nome já provoca o percorrer de um arrepio em minha espinha.
– Mel, sério, hoje eu vou ficar só na bebida.
– Tudo bem, você quem sabe. – ela diz antes de marchar de volta para a pista de dança.
Verifico meu celular mais uma vez, tendo a decepcionante visão de que nada havia mudado. No entanto, algo me chama a atenção. As horas.
3 da manhã.
Esse era o horário marcado por ambos em que, geralmente, depois de uma longa e prazerosa noite de sexo, assistíamos a algum filme e discutíamos sobre qual atuação era melhor e quem mereceria receber um Oscar, ou comíamos um lanche preparado pelo outro depois de uma infantil competição de videogame, ou puramente conversávamos sobre banalidade. E, caso não estivéssemos perto um do outro, trocávamos mensagens nada educativas.

– Isso não é justo! Você trapaceou! – grito, indignada, após perder injustamente para em uma rodada de The King Of Fighters.
– Eu trapaceei?! Você que é apelona e fica jogando magia o tempo todo! – ele responde, também indignado.
– Nada! Eu só aperto qualquer botão e acontece, ué. – finjo inocência.
– Isso é exatamente o que uma pessoa que apela diria, . – ele revira os olhos. – A regra é clara: quem perde, lava a louça. Aceita que dói menos.
– Não podemos resolver isso com pedra, papel e tesoura? – insisto.
– E quantos anos nós temos, ? Já é bem infantil resolver isso através de partidas de videogame. E você perderia de qualquer jeito.
– Mas eu sou uma dama, , você precisa ser um bom cavaleiro e me ajudar!
– Oh, é mesmo? E todo aquele papo de “direitos iguais”?
– Isso não vem ao caso agora, eu só estou pedindo uma ajudinha. – aponto.
Ele permanece em silêncio, parecendo pensar sobre o assunto.
, por favor! – peço, manhosa.
– Tudo bem, eu ajudo! Mas só dessa vez. – ele recolhe os pratos e copos que havíamos sujado e caminha para a cozinha. Eu, comemorando por não ter de fazer tudo sozinha, sigo atrás.
Adentramos a cozinha e logo nos posicionamos de frente a pia para cumprir a tarefa. Eu ensaboando as louças e enxaguando-as.
Realizamos o trabalho durante uma provocação ou outra e entre muitas risadas. Decido provocá-lo ainda mais e espalho uma grande quantidade de espuma em seus cabelos.
– Sabe, acho que você ainda está muito seca para uma moça “bela, recatada e do lar”. – ele diz, virando o chuveirinho da pia que segurava em minha direção.
, não se atre... – e, antes que pudesse terminar a frase, sinto um forte jato de água sobre meu rosto e busto e ouço a risada de . – Olha só o que você fez! Eu estou parecendo uma pata molhada! – protesto, batendo o pé.
– Discordo plenamente. Para mim, você nunca esteve tão gostosa. – só então reparo que ele mordia o lábio inferior, encarando os bicos eriçados de meus seios, agora sobressalentes, cobertos pela blusa molhada do meu babydoll de malha.
– Para com isso, seu pervertido! – dou lhe um tapa em seu bíceps.
– Foi mal, não consigo evitar. Você é deliciosa demais.
Eu estava me preparando para respondê-lo, quando uma onda de vento frio atravessa a cozinha, atingindo-me e provocando, involuntariamente, que eu abraçasse meu corpo, tremendo devido ao frio.
– Agora estou com frio e a culpa é sua!
– Você está com frio, é? – ele se aproxima, prensando meu corpo entre o seu e a bancada da pia. Assinto com a cabeça. – Então deixa eu te esquentar.
enlaça a minha cintura e me tira do chão, sentando-me sobre a bancada, e sem perder mais um segundo de tempo, gruda seus lábios aos meus.

Exausta de tantas lembranças nostálgicas e disposta a esquecê-las, rumo em direção ao bar e peço uma garrafa de vodka pura, dando um longo gole em seguida.
– Ei, moça, cuidado com isso aí! Não vai beber a garrafa toda. Lembre-se de que pode ter muitas consequências ruins. – o Barman diz.
– Lembrar? A minha única intenção hoje é esquecer. – respondo com deboche e caminho de volta a minha mesa.
Dou mais alguns longos goles na garrafa, sentindo o líquido descer queimando pela minha garganta enquanto eu observava ao meu redor. Avisto um homem com uma camisa surrada de banda e meu consciente me trai mais uma vez, transportando-me de volta as lembranças saudosas. Era incrível como detalhes mínimos o traziam de volta a minha mente.

– Eu não entendo como você consegue se vestir praticamente como um mendigo com essas roupas surradas, e mesmo assim ficar tão charmoso. – comento, sentada em minha cama, enquanto assistia arrumar, ou melhor, bagunça seus cabelos de frente ao grande espelho preso a parede do quarto.
– Ei, eu não me visto como mendigo! – ele me repreende e eu solto uma risada de sua falsa expressão ofendida. – Apenas uso o que me deixa confortável sem ficar gastando rios de dinheiro em roupas como você faz! Aliás, isso é um dom de que poucos podem usufruir, ok?
, fala sério, você deve ter umas 6 peças de camisa e cada uma deve ter, no mínimo, uns 3 anos.
– Agora eu tenho 5, se levarmos em consideração que você usurpou a minha favorita. – ele aponta para a camisa estampada com o rosto do Kurt Cobain que cobria meu corpo e eu sorrio angelicamente, fingindo inocência. – Mas tudo bem, porque eu prefiro ela muito mais em você do que em mim.
– Eu nunca vou entender esse fetiche que vocês homens tem por mulheres com roupas masculinas. É só uma peça de roupa, pelo amor de Deus!
– Nós gostamos disso por quê: indica que vocês, mulheres, têm uma vida sexual ativa com alguém, no caso, nós, homens. Neste caso em especifico, eu. Segundo e em consequência do primeiro. – ele enumera em seus dedos. – Serve para marcar território. Se um cara avista uma mulher com roupa de outro cara, ele vai saber que aquela mulher está em uma relação com esse outro cara. Terceiro e não menos importante, vocês ficam bem mais atraentes assim.
– Você sabe que tudo isso que você acabou de citar é ridículo, né?
– Eu sei, mas faz parte das leis naturais dos machos, então não posso fazer nada. – ele dá de ombros. – Já você pode fazer algo por mim e me acompanhar até a porta, como uma boa anfitriã e amiga colorida.
se aproxima, segura em minhas mãos e me puxa para fora da cama, porém caminho para longe dele, em direção ao banheiro.
– Tenho uma ideia melhor. Que tal você vir aqui buscar sua tão adorada camisa... – agarro a barra do tecido e levanto-o pela metade, expondo a calcinha de renda preta que eu vestia e parte da minha barriga, e vejo seus olhos brilharem. Homens. – E aí a gente vê o que podemos fazer um pelo outro?
Não espero por sua resposta. Termino de retira a camisa, largando-a pelo chão, e lhe lanço um último olhar, em um claro pedido mudo para ser acompanhada, antes de adentrar o banheiro. Logo, como o esperado, sinto suas mãos agarrarem minha cintura e sua voz sussurra ao pé do meu ouvido:
– Você ainda vai me enlouquecer, garota.

Alcanço meu celular, digito "sinto sua falta" na caixa de mensagens e, devido a grande quantidade de álcool correndo em minhas veias, tenho um súbito momento de coragem e envio-a. Contudo, o arrependimento bate segundos depois e uma onda de desespero se apossa de meu corpo. Alguém tira esse maldito telefone daqui!
Digito palavras desesperada, e certamente sem sentido, enquanto sinto minha visão ficar turva, impossibilitando-me de enxergar a tela do celular. Sabendo que seria inútil insistir, deixo o celular de lado e retorno minha atenção para a garrafa, voltando a degustar seu conteúdo.
Fecho os olhos e diversos flashes de memórias pairam sobre a minha mente. Aos poucos, sinto meu corpo pesar e ironicamente, o forte e reconfortante cheiro do perfume dele é a última coisa que sinto antes de me entregar a total inconsciência.

******

Tento abrir os olhos, mas minhas pálpebras parecem coladas uma a outra e minha cabeça parece pesar mais do que um bloco de concreto. Essas são as consequências da, já muito bem conhecida por mim, ressaca. Bem que o Barman tentou me avisar.
Depois de muito esforço, finalmente consigo abri-los. Levanto-me, ainda um pouco tonta, e arrasto meu corpo até o banheiro. Tento ajeitar um pouco a minha aparência, o que parecia impossível, visto que eu aparentava ter sido cuspida por um caminhão de lixo, escovo os dentes e uso enxaguante bucal, na tentativa de tirar aquele gosto horrível da minha boca.
Retorno para o quarto e decido voltar a me deitar na cama, já que é sábado e eu não tenho nada a fazer. Estou com uma dor de cabeça terrível e, definitivamente, não quero ver ninguém hoje. Fecho os olhos e tento resgatar em minha mente a memória de como cheguei em casa na noite passada e falho miseravelmente. De repente, sinto uma presença diferente no cômodo e resolvo abrir novamente os olhos, e ao fazê-lo, dou um pulo de sobressalto em minha cama ao avistar a figura de parada no meio do meu quarto com uma bandeja em mãos.
Ok... Eu não sabia que ressaca também gerava miragens e alucinações. Talvez seja o meu cérebro ainda inconformado.
– Bom dia! – ouço sua voz rouca, e linda, enunciar, enquanto ele se aproxima de mim.
Ok... Miragens não falam, então ele deve ser real mesmo.
– Bom dia... – respondo, ainda incerta.
– Preparei o seu café da manhã e trouxe a sua torta preferida de mousse de chocolate. – ele deposita a bandeja sobre o meu colo.
– Obrigada. – agradeço e me posto a comer a torta, pois meu estômago está roncando.
me observa, enquanto eu como e isso me incomoda de certa forma.
– Então... – inicio. – O que está fazendo aqui?
– Bom, depois que recebi algumas mensagens confusas e desconexas suas sobre sentir a minha falta e sobre como eu sou um cachorro cafajeste, suas amigas me ligaram dizendo que você estava muito mal e murmurava meu nome. Fui até a balada te buscar e te encontrei praticamente desmaiada, agarrada a uma garrafa de vodka. E então eu te trouxe pra casa, vi você quase vomitar o estômago para fora, te dei banho e a coloquei na cama.
Assim que ele termina seu pequeno monólogo, deixo o garfo em minha mão cair, estarrecida.
– Oh, meu Deus! E-eu não acredito nisso! – cubro meu rosto, já corado, com minhas mãos. – Eu não sei o que dizer! Eu sinto muito por ter feito você passar por toda essa situação constrangedora.
– Tudo bem, é o mínimo que eu poderia fazer depois de ter desaparecido sem dar uma explicação.
Só então a realidade me atinge, junto com as memórias daquele mês torturante, e uma crescente onda de ódio invade meu peito.
– Obrigada por ter cuidado de mim e tudo o mais... Você já pode ir, sua namorada não vai gostar de saber que você está na casa de outra garota. – digo com aspereza na voz.
– Namorada? Que namorada? – ele pergunta, visivelmente confuso.
– Minhas amigas viram você abraçando uma garota em frente a sua casa... – respondo, incerta e ele explode em gargalhada, divertindo-se com a situação.
Ele está rindo de mim?
Cruzo os braços sob o peito, claramente ofendida, e sinto a raiva percorrer minhas veias. Fito-o seriamente, esperando uma explicação de sua parte. Ele parece perceber a situação e cessa o riso.
– Desculpa, eu... – ele balança a cabeça em sinal de negação. – Não tem namorada nenhuma. Aquela é minha prima que veio pra cá, porque passou na faculdade daqui e pediu por um lugar pra ficar enquanto não se estabilizasse.
– Oh... – concluo, sentindo meu rosto aquecer novamente.
– Olha, eu sei que fui um canalha por ter sumido sem dar notícias, mas eu juro que tenho uma boa justificativa. – se senta à beirada de minha cama e tira a bandeja de meu colo. – Logo depois de termos aquela conversa, eu precisei viajar urgentemente para uma cidade no interior e resolver alguns problemas de família, e como você já deve saber, o sinal lá não é algo muito frequente. Então pensei que ter esse tempo longe seria bom para me ajudar a arejar a cabeça e tomar a decisão certa. Eu estava confuso, nada disso havia me acontecido antes, porque eu nunca pensei em firmar um relacionamento com alguém, entende? Eu precisava pensar para poder te dar a resposta certa sem te magoar. Eu até tentei ficar com algumas garotas por lá...
A menção de haver outras garotas faz meu coração automaticamente se apertar entristecido. Levo meu olhar até minhas mãos em meu colo, desolada.
– Mas eu não conseguia te tirar da minha cabeça por um segundo. Tudo, qualquer mínimo detalhe, me lembrava você. E eu não conseguia evitar compará-las com você e concluir que nenhuma delas era tão boa quanto você. Nenhuma tinha a sua pele, o seu sorriso, o seu toque, o seu beijo e, principalmente, o seu jeito divertido e contagiante de ser. Nenhuma delas me fazia sentir feliz e completo só em estar ao seu lado. Nenhuma.
Encaro-o pasma, surpresa com suas palavras. Abro a boca duas ou três vezes, mas nenhuma palavra sai. Ele me olha sorrindo, divertindo com a minha perplexidade.
– O que você quer dizer com isso? – sussurro, finalmente.
– Eu quero dizer, ... – leva um de suas mãos até o meu rosto, acariciando minha bochecha. – Que eu estou inteiramente, absolutamente, perfeitamente apaixonado por você. E morrendo de saudades dessa sua boca.
E, antes que pudesse digerir o que foi dito, seus lábios estavam se chocando contra os meus em um beijo avassalador e carregado de saudades.
Recupero minha consciência e pouso minha mão sobre seu peito, afastando-o.
– Espera um pouco, . – respiro fundo para recuperar meu fôlego. – Você está falando sério? Você tem certeza disso? Eu não quero criar falsas esperanças e ser abandonada outra vez.
– Eu nunca tive tanta certeza em minha vida. Eu quero você e só você. Prometo nunca mais desaparecer e deixá-la sozinha.
Feliz com sua declaração, pulo em seu colo, derrubando-nos sobre a cama e, sem demorar mais um segundo, grudo meus lábios aos seus, iniciando uma sessão de beijos apaixonados.
Suas mãos apertam a minha cintura de forma precisa, fazendo meu corpo esquentar. Oh, Deus, como eu senti falta dessas mãos, desse toque, desse homem!
Nossas línguas sondam a boca um do outro, enquanto nossas mãos apertam e exploram nossos corpos, ambos carregados de saudades e desejo.
Após um longo tempo de ardentes amassos, nos separamos em busca de ar.
Entreolhamo-nos, ofegantes, e sorrindo, devido a contagiante felicidade compartilhada entre nós. Seus olhos brilham mais do às estrelas em uma noite de verão e eu não duvido que os meus se mostram da mesma maneira.
, você aceita ser minha namorada? – se pronuncia, de repente.
– Hum... Meu lado politicamente correto que odeia rótulos te diz não. – ele me observa com o cenho franzido. – Porém, o meu lado menininha apaixonada te diz sim, mil vezes sim. E para a sua sorte, esse lado é o que mais está se sobressaindo no momento. – digo e ambos soltamos risadas divertidas.
– Bom, agora que sou oficialmente seu namorado, posso dizer que praticamente entrei em pânico quando te vi desmaiada naquele clube. Eu pensei que você estava em coma alcoólico ou sei lá. Por favor, não faça mais isso.
– Do que você tá falando? Já fizemos pior do que isso!
– Sim, mas eu não estava lá para te monitorar.
– Não confunda namorado com pai, não preciso de você me monitorando.
– Ok, você está certa, Miss Independent.
Rio e me deito de costas, observando o teto, indagando–me se tudo aquilo era mesmo real ou se eu acordaria a qualquer momento.
– O que vamos fazer agora? – questiono.
– Agora... – meu namorado rola sobre a cama, ficando por cima de mim, fazendo-me emitir um grito surpreso e uma risada alegre. – Nós vamos matar as saudades até às 3 da manhã.




Fim.



Nota da autora: Minha primeira fic postada, socorro, como estou ansiosa! Eu amo a Meghan e amo essa música e espero que a história tenha ficado boa o suficiente. Se você gostou da fic não se esqueça de deixar um comentário e fazer uma autora feliz <3





Qualquer erro nessa fanfic ou reclamações, somente no e-mail.


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