Última atualização: 14/04/2017

1. Rebelde

Atualmente: 7º Assalto

- pov

Naquele momento estávamos mais que sobre pressão, era o sétimo banco de Monterrey que estava sendo assaltado pelo mesmo grupo, algo inédito na cidade. Os assaltantes eram rápidos, detalhistas, eram todas mulheres vestidas com uniformes colegiais e máscaras de veneza que cobriam a parte dos olhos, era algo louco e inusitado que havia espantado a todos do departamento de polícia.

Tínhamos recebido uma mensagem anônima dizendo que banco seria o próximo roubo, isso havia me deixado intrigado, não queria acreditar na informação, porém segui o conselho da minha parceira e segui de manhã cedo para o Banco Mercantil Del Norte. As três primeiras horas após aberto foram tranquilas e sem movimentação estranha, eu estava com minha atenção voltada para o jornal que estava lendo, até que avistei quatro garotas de costas pedindo informações ao segurança.

Poderia ser algo normal e elas não estivessem com uniformes colegiais, em menos de três minutos elas se viraram com as máscaras em seu rosto anunciando o assalto, todas portando armas com silenciadores. Como já tinha sido avisado anonimamente, todas as viaturas e agentes a paisana, estavam devidamente posicionadas para a ação, e logo o cerco foi formado ao redor do banco.

Eu não deveria me precipitar, mas assim que elas se distraíram enchendo as mochilas com o dinheiro, saquei minha arma e apontei para aquela que parecia a líder.

— Paradas! — gritei, todas olharam para mim apontando suas armas em minha direção — Eu sou o detetive da Força Civil, vocês estão cercadas.
— Droga. — disse a assaltante ruiva.
— Que surpresa, temos um policial desta vez. — a assaltante de cabelos presos em coque, segurou firme a mochila que estava em suas mãos, e desviou sua arma para a direção do segurança que havia sido rendido.
— O que está acontecendo aqui? — perguntou a terceira que tinha pulseiras no pulso e um celular na mão além da sua arma, ao sair do cofre com a quarta assaltante.
— Parece que temos um convidado. — concluiu a assaltante que parecia a líder — Então senhor policial, o que deseja? — ela deu alguns passos em minha direção, mordendo os lábios.
— Eu quero que vocês larguem suas armas. — disse respirando fundo atento aos seus movimentos.
— Tudo bem. — ela largou sua arma no chão e continuou caminhando em minha direção, de forma segura e sinuosa — Você vai mesmo atirar em mim?
— Se for preciso sim. — me mantive firme.
— Como um homem tão bonito pode ser tão malvado? — ela parou em minha frente.
— Para trás. — alertei ela.
o que você está fazendo? — gritou a assaltante da pulseira.
?! — sussurrei para mim mesmo, não acreditava que era ela.

Então sem a menor cerimônia ela se aproximou ainda mais de mim e me beijou, era ela, eu conseguia sentir pela malícia que vinha de seus lábios, em segundos suas mãos começou a deslizar em meus braços até que chegou na arma. Por uma fração de segundo, agilidade e destreza ela moveu seus dedos tomando a arma da minha mão e se afastando de mim.

— Me desculpe, mas não posso deixar você nos atrapalhar. — ela deu alguns passos para trás mantendo seu olhar fixo em mim, chutou sua arma para uma das assaltantes pegar — Meninas, peguem tudo.

"Assim eu sou, assim eu sou, assim eu sou
Eu pego quem eu quero e te beijo onde seja
Assim eu sou, assim eu sou
Não importa o que tente, não importa o que pense."
- Así Soy Yo / RBD



2. Inalcanzable

Flashback: 14 dias antes

- pov

Estava de volta à cidade para mais um serviço, as meninas já estavam me esperando no quarto de um albergue que tinham alugado, era o lugar mais discreto para possíveis alunas universitárias segundo Tiffany. Assim que cheguei no lugar fui recebida pela dona, recebi a chave do quarto alugado e passando pela sala peguei discretamente o jornal, subi folheando para saber das notícias locais.

— Sentiram minha falta? — perguntei ao entrar no quarto.
?! — Nalla que estava olhando a rua se virou — Quando chegou?
— Cheguei agora de manhã, tenho muitas novidades. — já adiantei jogando minha mochila e a bolsa no sofá — Andaram olhando o jornal? Tem uma pequena matérias sobre o roubo da joalheria.
— Prefiro não olhar para o passado. — brincou ela vindo me abraçar — E como está nosso chefe? Mais uma vez não conseguiu ver o rosto dele?
— Bem isso. — assenti suspirando fraco — Ele sempre se escondendo nas sombras.
— Voltamos. — disse Tiffany ao entrar com Taylor — Uah, , finalmente chegou.
— Yah, nem estou tão atrasada assim. — reclamei rindo.
— E como foram suas férias? — perguntou Taylor ao me abraçar.
— Foram boas, reencontrei alguns amigos de escola, tive alguns encontros, nada demais.
— Encontros? — Nalla me olhou desconfiada — O que andou aprontando?
— Estava fazendo algumas pesquisas de campo e me divertindo ao mesmo tempo. — respondi sem detalhes — E vocês, vejo que mudaram de visual.
— Você gostou? — Nalla riu passando a mão nos cabelos avermelhados.
— Gostaria de saber quando foi que se rendeu ao ruivo. — eu ri.
— É uma longa história. — ela se sentou na beirada da janela — Mas não foi só eu, Tiffany agora se rendeu ao ballet e só usa coques no cabelo.
— Me rendi a dança clássica, e a um professor maravilhoso que encontrei lá. — concordou ela se espreguiçando — Além do mais, minha mãe era bailarina profissional, está no meu sangue.
— E você Taylor? Alguma novidade depois das férias?
— Digamos que descobri meu fetiche por pulseiras. — ela levantou o braço mostrando — Foi depois que visitei a cidade de Ouro Preto no Brasil.
— Já tem muito tempo que não vou ao Brasil. — sibilou Tiffany — Desta vez Monte Carlo me fisgou a atenção.
— Todas nós, eu preferi tirar minhas férias no Havaí, mas quem sabe eu volte nas próximas férias. — desviei meu olhar para Nalla — Enfim, vamos aos negócios, acho que não preciso dizer porque estamos aqui em Monterrey.
— Mais um serviço. — concluiu Tiffany — Por favor que não seja galerias de arte.
— Não. — eu ri — Será bem mais chamativo.
— O que então? — Taylor me olhou curiosa.
— Bancos. — respondi.
— Ele não poderia inventar algo mais fácil? — Taylor suspirou se sentando na cama — Bancos são um tumulto em forma de problema.
— Sua metáfora não funcionou. — brincou Tiffany, arrancando uma careta dela.
— Sendo fácil ou não, foram as ordens que ele nos deu e sabemos que quando Dean quer uma coisa, ele consegue. — às lembrei de como funciona a psicologia do nosso chefe.
— Ele bem que poderia ser um pouco mais legal com a gente. — Taylor cruzou os braços — Ele já tem prodígios que podem fazer o impossível.
— Assaltar um banco não é impossível. — Tiffany retrucou.
— Falou a estrategista. — retrucou Taylor.
— Tiffany está certa, vamos nos focar nos detalhes e fazer o que ele mandou. — concordou Nalla desviando seu olhar para mim — Nada pode dar errado desta vez.
— Vamos começar com isso. — retirei um pen-drive do bolso e entreguei para Tiffany — Aqui está a lista dos bancos, se preparem e analisem cada passo demonstrado na planilha, começamos amanhã.
— Não vai ficar? — perguntou Nalla.
— Tenho outro compromisso. — respondi.
— Podemos saber se é pessoal? — continuou ela.
— Digamos que é uma tarefa extra que Dean me passou. — eu sorri de leve pegando minha bolsa — Não se preocupe, não irá afetar nossa missão.

 

- pov:

Eu estava meio distraído naquela tarde, tanto que meu último relatório ainda estava na sua terceira linha. Seria pedir muito mais uma semana para entregar? Me espreguicei e olhei a hora no relógio, estava mesmo ansioso para saber se ela realmente iria naquele encontro.

Já fazia duas semanas que tinha reencontrado , ela era bem diferente do que me lembrava do colégio, uma menina tímida e calada que se tornou uma mulher interessante e misteriosa. Engraçado que eu tinha informações de todos que tinham se formado comigo, mas ela era a única com a ficha extremamente limpa e sem informações, tanto que nem um amigo da Interpol chamado Peter sabia sobre ela.

Isso me fez querer saber o que ela tinha feito em todos aqueles anos longe da cidade, e o porquê ela tinha voltado, será que era somente para a reunião dos ex-alunos e formando de 2009? Ou ela ainda tinha família aqui? Ou amigos? Me levantei da cadeira, joguei alguns papeis na maleta e saí correndo, a pressa era tanta que nem o Jack conseguiu me parar no corredor para sua piada diária.

Assim que cheguei na rua, coloquei a maleta no porta-malas e entrei no carro, dei a partida e segui até nosso ponto de encontro. O nome do restaurante era Crepes de Paris, eu lembrava que ela gostava de comida francesa, acho que seria um bom lugar para talvez conhecer a nova que havia retornado.

— Espero não ter me atrasado. — disse ela ao chegar cinco minutos após eu me sentar.
— Não. — disse me levantando — Você ainda é pontual, . — brinquei puxando a cadeira para que ela se sentasse.
— Que bom, ninguém me chama assim a muito tempo. — sorriu gentilmente e se sentou — Então, você ainda se lembra que eu gosto daqui.
— Sim. — eu ri — Como não me lembraria, eu implorei ao chefe para me ensinar a fazer folhado de chocolate com morango, para te dar no seu aniversário.
— Verdade. — ela riu espontaneamente — Naquela época você fazia de tudo para me conquistar, eu não entendia já que você era popular e eu só a garota calada da turma.
— Calada? — eu a olhei descontraído — Só quando não falávamos sobre Luís Miguel.
— Luís Miguel é o melhor cantor mexicano que existe, ok? — ela riu.
— Ok. Mas você era muito mais do que achava ser, você conseguiu me ajudar a passar em física, isso é histórico.
— Tenho que concordar, você era péssimo em física, mas era muito bom em história. — ela parou por um tempo e me olhou — estou admirada que não tenha se tornado advogado, você era ótimo em decorar leis e datas históricas.
— Não me tornei advogado, mas hoje sou detetive, ainda sim trabalho para a lei. — expliquei a relação do meu sonho inicial com minha realidade atual.
— Ainda estou curiosa para saber porque me convidou, se fosse por matar a saudade do colégio, tivemos nossa reunião de ex-alunos na semana passada e conversamos muito. — ela era tão direta quando me lembrava.
— Tem razão, eu te ligue e te convidei, por motivos pessoais.
— Pessoais?
— Não consegui parar de pensar em você. — fui direto — Desde foi embora para a Espanha para estudar e sua família se mudou da cidade, não consegui mais ter informações sobre você. Nem mesmo por meios ilegais.
— Ilegais? — ela riu — Você anda me vigiando por satélite?
— Acredite, já tentei, mas não consegui.
— Que absurdo, policiais não sabem o que significa privacidade?
— Fiz isso no meu primeiro ano na Força Civil, pensava que conseguiria te encontrar por meio da polícia, mas falhei.
— Bem, estou aqui agora, não estou? — ela me olhou serenamente.
— Por quanto tempo? — retruquei — Ainda sinto que temos assuntos inacabados.
— Só porque fui embora sem me despedir? — perguntou ela — Pensei que você tivesse superado, só éramos amigos.
— Se tivesse esperado mais um pouco, eu teria te pedido em namoro. — a confrontei.
— Você gostava mesmo assim de mim? Achava que era somente uma brincadeira de amigo protetor.
— Eu ainda gosto de você. — meu olhar estava fixo nela e permaneceu por um tempo.

Desviei minha atenção para o garçom que se aproximou e fizemos nosso pedido, eu não conseguia me focar em nada que não fosse ela, e isso estava me deixando um pouco louco. Percebi que havia se tornado uma mulher independente e ainda mais interessante, ela sempre desviava assuntos que fossem referentes a seu estilo de vida atual ou sua profissão, mas seu amor por música era o mesmo.

Passamos horas conversando sobre diversos assuntos, que ia de receitas da gastronomia francesa ao placar do último jogo da Liga dos Campeões da Europa. O que me deixou ainda mais admirado com a mulher que estava na minha frente, eu não deixaria que essa oportunidade se passasse, eu a deixaria ir embora novamente.

Ela não queria que eu a levasse onde estava hospedada, então chamei um táxi para ela, nos despedimos com a promessa de um novo encontro. Eu tentei beijá-la, mas se esquivou um pouco e com um sorriso malicioso encontro no táxi, aquilo tinha me deixado sem reação e com mais vontade de beijá-la.

Eu voltei para casa com minha mente cheia de pensamentos sobre ela e sua misteriosa vida, tanto que nem consegui dormir direito aquele dia. Na manhã seguinte, bem cedo já estava entrando na minha sala, no distrito da Força Civil de Monterrey, fui direto para sala da minha parceira de investigação Lanna. Aparentemente ela não estava muito amigável naquele dia.

— Posso entrar? — perguntei dando dois toques na porta.
— Sim. — assentiu ela se levantando da cadeira — O que o traz aqui?
— Vim saber se está tudo bem. — expliquei — Me disseram que estava de mau-humor hoje.
— Estou bem sim, só não estou com paciência para piadas inúteis. — disse ela cruzando os braços.
— Já imagino que o Jack tentou te lançar uma piada sem graça. — eu ri — Apenas ignore.
— Se fosse somente isso. — ela bufou.
— Hum, o que anda lendo? — perguntei olhando para a pasta que estava em sua mesa.
— Um amigo do Texas me mandou, os boatos de um grupo de assaltantes vestidas de Sailor Moon era real.
— Assaltantes no Texas? O que estavam roubando?
— Joalherias, somente as melhores e mais renomadas do estado.
— E eles descobriram algo sobre elas? — perguntei pegando a pasta e começando a folhear os papéis.
— Só sabemos que elas são comandadas por um tal de Senhor D. — respondeu ela.
— Senhor D. — sussurrei para mim — E como souberam dessa informação?
— Uma delas foi detida pela Interpol, em troca de proteção e algumas regalias na prisão, acabou contando algumas coisas sobre seu grupo.
— Interessante, posso dar uma olhada?
— Fique à vontade.

Fechei a pasta e caminhei para minha sala, no meio do corredor senti meu celular vibrar, era uma mensagem de , me convidando para ir ao cinema no final da tarde.

“Se tu pensa que eu vou te perseguir
Nem em sonhos, não sou assim
Eu te busco onde seja
E eu faço quando quero
Eu me movo da minha maneira
Assim eu sou!”
- Así Soy Yo / RBD

3. Money Money

Flashback: 13 dias antes - 1º Assalto

- pov

Todo nosso planos estava detalhado e extremamente calculado, tantos as rotas de fuga e claro nossas alternativas caso aconteça algo inesperado. Nosso preparo era extremo e nosso foco mais ainda, mesmo com algumas reclamações de Tiffany quanto ao tempo de espera entre um roubo de outro, como as negatividades de Taylor sobre termos mesmo que assaltar bancos desta vez.

— Vocês já sabem o que fazer. — alertei antes que saíssemos do carro.
— Sim, não haverá falhas. — assentiu Nalla colocando sua mão no ponto no ouvido — Taylor, vai na frente.
— Entendido. — disse Taylor pelo comunicador.

De longe avistamos ela descendo da moto e seguindo em direção ao banco, tudo se iniciaram com Taylor distraindo os guardas, assim seria mais fácil rendê-los. Após isso teríamos 3 minutos até o alarme do cofre do banco tocar, já que nosso alvo era o cofre, assim que Nalla e Tiffany se livraram dos seguranças, anunciaram o assalto.

Era nossa deixa para correr contra o tempo e finalizar tudo em menos de três minutos, contando que poderia ter alguma viatura policial passando por perto. E quanto mais apertado era nosso tempo, mais focadas éramos no que fazíamos, Taylor entrou na sala do cofre junto comigo, nosso trabalho ali era abrir o cofre, já que o gerente não se encontrava na agência.

Não seria um trabalho árduo para ela, já que Taylor era nossa especialista em tecnologia, em poucos movimentos e dígitos no seu tablet, ela conseguiu entrar e violar o sistema de segurança do banco. A porta do cofre se abriu e entramos, dois minutos depois já tínhamos enchido as mochilas, Taylor fechou a porta novamente e aproveitou para trocar no sistema a senha, só por diversão.

- pov:

Eu e Clara estávamos trocando algumas teorias sobre os roubos no Texas, quando Sarah entrou correndo na sala.

— O que houve? — perguntei sem entender sua afobação.
— Acabamos de ter um registro de assalto ao Banco Regional de Monterrey. — explicou ela recuperando o fôlego — O alarme foi acionado um minuto depois que invadiram o sistema do banco.
— Será que elas sabiam disso? — Lanna me olhou.
— Não sei, mas vamos. — peguei minha jaqueta, o distintivo e chave do meu carro.

Não demoramos muito e já havia duas viaturas do outro lado da rua fazendo o cerco, os policiais estavam afastando os civis que passavam na rua, Lanna saiu do seu carro e no alto-falante anunciou que o prédio estava cercado.

Em menos de um minuto, quatro mulheres vestidas com uniformes colegiais e máscaras de veneza cobrindo metade do rosto, saíram armadas do banco, uma delas tinha um modo de andar muito perceptivo para mim, o que me fazia pensar se conhecia alguém que andava assim. Não sabia se elas já esperavam por nossa chegada ou não, mas estavam com dois reféns que aparentavam ter seus setenta anos. Lanna tomou a frente das negociações, dando alguns passos até a calçada do banco.

— Você estão cercados, solte os reféns. — disse Lanna deixando sua arma no chão e levantando suas mãos.

Uma delas que parecia a líder cochichou alguma coisa no ouvido da senhora que estava sendo feita de refém.

— Ela disse que não vai nos soltar e que se alguém atirar, ela aciona a bomba que deixaram na porta do cofre do banco. — gritou a senhora.
— Tudo bem, ninguém vai atirar, mas não podemos deixar elas irem. — gritou Lanna dando alguns passos para trás.
— Ela disse que não acredita em você. — retrucou a senhora.

As quatro mulheres seguiram para a lateral do banco, enquanto duas apontava para o casal de reféns, as outras duas atrás apontava para todos da polícia. Estávamos mantendo uma certa distância, para a segurança de todos, afinal duas vidas inocentes dependia da nossa competência naquele momento.

Após uma breve distração nossa, elas empurraram dos reféns em nossa direção e entraram em um carro que estava preparado. Enquanto Lanna amparava os reféns, eu e mais alguns policiais que haviam chegado depois entramos nos carros e começamos a perseguição, toda a polícia da cidade estava sobreaviso, assim como os departamentos da polícia rodoviária.

Foi uma longa e cansativa perseguição, até que no meio de um engarrafamento em plena hora do rush, perdemos o carro de vista, quando finalmente achamos estacionado ao lado da Macropraça, já estava vazio. Chamamos a equipe forense para fazer todas as análises, porém não encontramos nenhuma digital, o que deixou Lanna ainda mais irritada.

Voltamos para o distrito, precisávamos recolher todas as provas, falar com as testemunhas e encaixar todas as peças daquele quebra-cabeças que estava se formando. Tudo isso em pouco tempo, para descobrir se haveria mais algum assalto nos próximos dias ou era somente um caso aleatório.

Porém toda aquela correria e análise não me deixou esquecer do encontro que teria ao final da tarde, por mais que meu trabalho precisava de mim, naquele momento eu não deixaria passar a oportunidade que estava esperando por tanto tempo. Assim que vi no relógio a hora certa, discretamente sai do distrito e segui para a Cinépolis, havia chegado primeiro daquela vez.

— Espero não ter demorado. — disse ao me aproximar dela.
— Você também é pontual ainda. — brincou ela.

Nós rimos seguindo para o guichê, dos filmes que estavam em cartaz escolhemos o do universo da Marvel que havia acabado de lançar, ela parecia animada por nossa escolha, o que me deixou intrigado já que ela sempre gostou de comédias românticas. O filme foi bom, mas minha mente estava dividindo sua atenção entre olhar para e lembrar do assalto de mais cedo, acho que ela percebeu que eu não tinha me atentado ao filme.

— Está tudo bem? — perguntou ela ao sairmos da sala.
— Sim, estou. — respirei fundo — Ando com alguns problemas no trabalho.
— Isso se deve ao assalto que aconteceu mais cedo? Eu ouvi alguns comentários pelo Shopping. — disse ela me olhando atentamente.
— Bem isso.
— E já possuem alguma teoria?
— Não. — suspirei um pouco desviando meu olhar para o lado — Mas vamos esquecer isso e falar sobre outra coisa.
— O que sugere?
— Ainda não me disse quanto tempo vai ficar.
— Bem, ainda não sei. — ela riu — Surpreendente eu estar aqui com você.
— Acho que se deve a eu pedir sempre aos céus por uma segunda chance. — expliquei dando um sorriso de canto.
— Hum, então fui atraída para esta cidade graças a suas orações. — ela deu alguns passos a mais na minha frente — Será que devo conceder essa segunda chance?
— Deixe de ser maldosa , ainda não entendo porque sempre me deu um fora. — disse frustrado.
— Acho que sua popularidade não me deixava confortável. — ela parou e me olhou — E você está bem mais charmoso agora, parece que crescer te fez muito bem.
— Não sei se levou como elogio, ou penso que você me achava feio quando mais novo. — eu a olhei confuso — Vou ficar com o elogio.

Ela sorriu de leve e eu investi, a beijei de surpresa e sem me arrepender, queria fazer isso desde que a vi na reunião dos ex-alunos. logo assentiu o beijo, retribuindo na mesma proporção, acho que nossa noite estava somente começando, e eu queria mesmo que continuasse em um lugar mais reservado.

Entretanto, como minha mãe sempre dizia, nenhuma alegria é para sempre, quando chegamos perto do meu carro, que finalmente me deixou levá-la no hotel onde estava hospedada. Meu celular tocou, era uma mensagem de Lanna me perguntando onde eu estava, me pareceu que ela tinha algumas informações nova sobre o roubo de mais cedo.

Minha vontade era de jogar o celular longe, mas eu tinha que voltar ao meu trabalho, entendeu minha necessidade de deixá-la ir de táxi, porém o lado positivo é que desta vez ela me beijou antes de entrar no carro.

 

1 dias antes do 7º assalto

 

Todas as teorias que criávamos estavam se tornando algo sem sentido, já havia passado doze dias e seis assaltos com fugas perfeitas, elas utilizavam a hora de maior tráfego no trânsito para conseguir escapar dos carros da polícia. Eu estava conseguindo levar este caso como podia, e sempre que conseguiu fugia do trabalho para me encontrar com , acho que ver ela era como uma válvula de escape para todo o estresse que eu acumulava no distrito.

— Vamos por partes, já foram seis bancos. — concluiu Lanna — Então pela lógica, eu acredito na sugestão da Sarah, são as mesmas assaltantes do Texas.
— E como podemos associar dos dois roubos? — perguntou o policial Jack.
— Roupas peculiares, máscaras de veneza, mesmo tempo de assalto e mesma senha deixada nos sistemas dos bancos. — pontuou Lanna com precisão.
— Você disse que no Texas foram sete joalherias. — comentei.
— Sim. — assentiu ela.
— Então se forem as mesmas, serão sete bancos?! — concluiu Sarah em forma de pergunta.
— Isso mesmo, só precisamos descobrir qual o próximo banco e quando. — disse Jack.
— Se elas seguirem o ritmo e assaltar um dia e pular outro, amanhã será o próximo assalto. — esclareci parte do enigma.

Me afastei dele e olhei novamente no meu celular, tinha uma mensagem da , avisando que já tinha uma resposta para minha pergunta. Isso significava que ela finalmente revelaria quanto tempo pretendia ficar e se tínhamos mesmo uma chance de dar certo.

“Não digo coisas em vão, sempre vou direto ao ponto
Assim eu sou, assim eu sou
Não pretendo que me entenda
Como é difícil ser eu!”
- Así Soy Yo / RBD

4. Así Soy Yo

Flashback: 6 horas antes do 7º Assalto

- pov

— Acabei de falar com o chefe. — disse ao entrar no quarto.
— O que ele disse? — perguntou Tiffany — Para onde vamos depois daqui?
— Desta vez o senhor D foi mais claro e legal? — sibilou Taylor.
— Vegas, provavelmente.
— Vegas? Sério? — Nalla me olhou surpresa.
— Bem, ainda não está nada confirmado. — avisei tentando não deixa-las muito animadas com a ideia — Eu ouvi ele dizendo Las Vegas para alguém, então não sabemos se é realmente para nós.
— Se for Vegas, vai ser maravilhoso, imagine os sete melhores cassinos de lá. — concluiu Tiffany — Até arrepiei agora.
— Vamos parar de sonhar e nos focar no último banco. — mordi meus lábios de leve e peguei o celular da Taylor emprestado.
— O que está fazendo? — perguntou Nalla.
— Dean me mandou enviar uma mensagem para uma pessoa.
— Uma mensagem? — Tiffany me olhou intrigada — Para quem?
— Alguém especial. — respondi enviando a mensagem e apagando os registros de celular — Não se preocupem, não é nada demais, só mais uma ordem do senhor D.

Elas me olharam inda curiosas, mas eu não iria contar nada, afinal aquela mensagem só iria deixar nosso último trabalho ainda mais divertido.

Atualmente - 7º Assalto

- pov

se aproximou de uma garotinha, ainda com minha arma apontada para mim, e começou a conversar com ela de forma natural e tranquila, como se não estivesse no meio de um assalto.

— Olá florzinha. — ela se abaixou um pouco — Como se chama?
— Linda. — respondeu a criança.
— Que lindo nome, e o da sua mãe?
— Mary. — respondeu novamente.
— E o que você quer ser quando crescer?
— O que ela está fazendo? — perguntou a assaltante de coque.
— Não sei. — respondeu a outra assaltante de cabelos ruivos, se aproximando de .
— Eu queria ser médica. — respondei a garotinha.
— Medicina é muito legal, mas tem que estudar muito também. — continuou — Me promete que será uma médica legal?!
— Sim. — assentiu a garotinha.
— Agora eu quero que você me ajude, sua mãe vai ficar e você vai dar um passeio comigo. — desviou seu olhar para mim — E o nosso amigo policial vai junto.
— Não, por favor. — sussurrou a mãe da criança em lágrimas.
— Não se preocupe, tenho certeza que nosso policial vai cuidar muito bem da Linda. — ela segurou na mão da criança e movendo a mão que estava a arma para que eu andasse.

Então, os reféns da vez era eu e a criança, e aquela era a resposta que eu tanto estava esperando, a garota que conheci no passado havia se transformado não somente em uma mulher interessante, mas também em uma mulher fora da lei. Eu estava desnorteado e perdido, sem saber como reagir, só conseguia pensar em proteger a criança, entender e absorver o que estava acontecendo. Além de lá no fundo, desejar que nada acontecesse a e que de fato não fosse ela atrás daquela máscara.

— Larga eles. — gritou Lanna junto ao cerco que tinha se formado ao redor do banco.
— Então , diga a sua amiga que vou negociar diretamente com você. — sussurrou no meu ouvido, foi tão intenso que sentir meu corpo arrepiar.
— Lanna, deixa que eu resolvo isso. — gritei para ela, já ouvindo as próximas indicações de — Temos uma criança envolvida, mande todos abaixarem as armas, agora.
— Muito bem. — sussurrou novamente.

Mesmo contrariada Lanna assentiu e fez com que todos abaixassem as armas, assim nos guiou até o carro que seria de sua fuga, as outras três entraram primeiro e uma delas manteve a arma apontada para mim. manteve minha arma apontada para Lanna que estava a alguns metros de nós, se abaixou e sorriu para a criança.

— Linda, não se esqueça da nossa promessa.
— Sim. — assentiu a criança.
. — ela se levantou e retirando as balas da minha arma, colocou em minha mão.
. — sussurrei ainda atordoado.
— Tente me pegar se puder. — ela piscou de leve e vendo a aproximação dos outros policiais, ela entrou no carro e deu a partida.

Aquele seu gesto foi como um choque em minha mente, que havia causado um curto dentro de mim, eu via todos os policiais se movendo para ir atrás delas, mas eu ão conseguia me mover. A única coisa que senti foi Linda pegando em minha mão, enquanto sua mãe corria desesperada em nossa direção.

- pov

Nossa fuga tinha sido mais que bem sucedida, foi épico ver aqueles policiais atrás de nós, enquanto estávamos sentadas na porta de uma sorveteria saboreando um sundae. Porém apesar de todo sucesso, as meninas estavam intrigadas e irritadas por não saberem sobre . E essa foi uma das discursões em pauta quando chegamos no apartamento.

— Me desculpem por deixar vocês com raiva. — disse ao colocar a mochila na cama.
— Não estamos com raiva, mas o que custava você nos contar sobre ele? — disse Tiffany com sua irritação disfarçada de cordialidade.
— Ah, estamos com raiva sim. — disse Nalla em fúria — Como pode colocar nosso trabalho em risco assim?
— Não tinha nada em risco. — respirei fundo sentando na cama — Foi tudo parte do plano.
— Até o beijo? — perguntou Taylor indignada.
— Acredite ou não, até o beijo. — passei minha mão no jornal que estava em cima da cama — Vocês sabem que nossos assaltos são uma mera distração para a Interpol, Dean descobriu que um detetive da Força Policial estava investigando sobre um dos prodígios recentemente.
— Deixe eu adivinhar, era seu namoradinho? — a ironia veio direta na voz de Nalla.
— Sim, como podem ver não viemos a Monterrey à toa, só para assaltar bancos. — suspirei um pouco — Estamos aqui para distrair a Interpol e desviar o foco deles, principalmente do meu namoradinho.
— O senhor D sempre perspicaz. — sibilou Taylor — E agora como vai ficar?
— Já sabem o que fazer com essa última remessa, eu preciso sair. — peguei minha bolsa e levantei da cama — Preciso terminar meu trabalho extra.
— E se ele te prender? — perguntou Tiffany.
— Ele não pode. — sorri de leve — Encontro vocês na saída da cidade.
— Tome cuidado. — alertou Nalla.
— Ok. — eu saí do quarto rindo.

Eu esperei a hora passar, veio a noite e mandei uma mensagem para , poderia até ser arriscado e ele me encontrar com todo o departamento junto, mas eu tinha um fundo de certeza que não seria assim. Como de fato não foi, estava lá encostado no capô do seu carro no meio da estrada, de braços cruzados me olhando caminhar até ele.

— Fiquei decepcionada quando não vi seu carro atrás de mim. — tinha um pouco de deboche na minha voz.
— Estou aqui, não estou? — seu olhar estava fixo em mim.
— Sabe que não pode fazer nada, não é? — o alertei — Está fora da sua jurisdição e precisaria de provas.
— Isso não me impede de ir atrás de você. — retrucou ele.
— Estou contando com isso. — dei um sorriso malicioso, queria mesmo iniciar aquele jogo de gato e rato com ele.
— Posso te fazer uma última pergunta? — disse ele.
— Sim. — deixei meu olhar mais sereno.
— O que você sente por mim?

Como previsto, ele realmente estava me fazendo aquela pergunta, o que me assombrava o fato de Dean estar certo em tudo, até mesmo em suas suposições. Porém a resposta era minha, e seguindo seu conselho eu daria com ações e não palavras, e minha ação naquele momento foi bem simples e inesperada até mesmo para mim.

Fechei meus olhos e o beijei, colocando todos os meus sentimentos naquele pequeno e doce momento.

“Quero que tu saiba de uma vez por mim
Não espero nada de ti
E se quero, eu te encontro
Se desejo, eu te beijo
Se eu quero, eu te tenho.”
- Así Soy Yo / RBD

5. Spin off

As meninas estavam à minha espera em um hotel na cidade do México, reunidas no escritório do gerente com quem eu menos esperava, Chefe para nós, Dean para os íntimos ou apenas senhor D para os leigos. Sentado na cadeiras, vidado de costas como sempre, na mesa a sua frente quatro pastas, cada uma com nosso nome, as meninas estavam sentadas no sofá ao lado da porta em silêncio.

— Sempre pontual . — disse ele.
— Sim senhor. — assenti.
— Espero que tenha terminado sua tarefa.
— Sim senhor, exatamente como planejado.
— Muito bem, pois a partir de agora, você irão começar seu verdadeiro treinamento, para se tornarem profissionais de fato.

Assim que ele terminou de falar, o celular que estava em cima da mesa começou a tocar, eu atendi e liguei no viva voz.

— Bom dia meninas, espero que estejam bem, para aquelas que não me conhecem, podem me chamar de LT, a partir de hoje vocês serão minhas aprendizes.

 

“E não diga que eu não te avisei
Pensa bem se assim te convém
Ando livre sem paixões
Não me ponho condições
Eu não dou explicações
Assim sou eu!”
- Así Soy Yo / RBD



Fim.



Nota da autora: Annyeonghaseyo!!! *-* Mais uma fic, aos 45 do segundo tempo, literalmente.
Eu não tinha ideias do que escreveria para essa fic, só que eu queria muito participar deste ficstape, o primeiro...
Valeu a pena passar a madrugada escrevendo, porque a ficwriter aqui é a autora das madrugadas mesmo,
enfim, espero que tenha saido boa e que tenham gostado, críticas, sugestões e elogios são bem vindos. Me desculpem qualquer erro de gramática, digitação ou betagem!!!

Obs.: Para aquelas pessoas lindas que seguem minhas fics, fiz algo bem especial desta vez, rola um discreto crossover nessa fic,
com alguns personagens de outra fic que não vou dizer o nome, porque quero ver quem vai pegar essa referência, kkkkk....


Bjinhos...
By: Pâms!!!!





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