Finalizada em: 12/12/2017

Capítulo Único

Quando os portões se abriram os nossos pés ganharam vida própria. Corríamos e gritávamos a plenos pulmões.
O grande gramado aos poucos se tornou um mar de cores, rostos e os mais diversos sons.
Ao parar na grade nós nos olhamos e aquele momento foi registrado na nossa lista.
Olhar para era encontrar meu porto seguro. Os olhos imensos e que sorriam e atentos capturavam tudo o que eu não conseguia ver. O sorriso que escapava dos lábios, aumentava as maçãs do rosto e a deixava ainda mais plena.
Era o ar. Aquela atmosfera de expectativa. Algo que naquela brisa soprava trazendo memórias.

Flashback por ele
“- ?
Olhei para a porta da sala onde eu e o restante da equipe estávamos reunidos. Segui para a porta e Smith me conduziu até a sua sala.
- Temos um acréscimo à nossa equipe de publicidade e eu gostaria que você a acompanhasse nesse início. Ela vai participar da campanha da sua conta e se tudo correr bem, quero trabalhar outros projetos.
A garota devia ter uns trinta centímetros a menos que eu. Seu cabelo era uma cortina e deslizava em seu blazer claro. O salto não a ajudava em termos de estatura, mas a tornava elegante.
Ao nos ouvir virou e sorrindo me estendeu a mão.
- Prazer, .
- Bom dia, . Vamos trabalhar juntos, senhora!”

Fim de flashback

A primeira banda subiu no palco. Panic! At The Disco. Ela me olhou e desatou a rir.

Flashback por ela
“Estar me mudando não era exatamente novidade. O maior período que passei em um único local foi durante a faculdade. Meus pais trabalhavam viajando muito, então cada etapa da minha vida escolar foi vivida em um lugar diferente do outro. Quando chegou o momento de entrar na faculdade eu decidi me estabelecer. Dois meses após concluir Publicidade e propaganda eu botei minhas coisas nas malas e parti novamente. Dessa vez não por meus pais, mas por mim, para uma excelente oportunidade de emprego.
Foi quando o conheci.
A porta rangeu ao ser aberta e eu me virei. O sorriso involuntário se espalhou enquanto eu devorava o Brandon Urie que estava minha frente. Os olhos e muito intensos que transmitiam uma segurança absurdamente boa. O cabelo com um corte que lembrava o corte do Superman (sim, não me julguem) que conferiam a ele um charme sem igual.
Estendi a mão e o cumprimentei. Quando ouvi o: ‘senhora’, não me contive:
- Senhora não, Brandon Urie. Aqui eu sou Dallon Weekes e nós vamos compor juntos o que vier!
Ele deu um sorriso sacana e completou:
- Então vamos nessa, porque nós produzimos criatividade e não pecados! Mãos à obra! ”.

Fim de flashback

O verdadeiro Urie encerrava o show e eu ainda me perguntava de onde ela tirava as semelhanças. Para mim era claro que eu era muito mais bonito.
Enquanto esperávamos a próxima banda subir no palco nos abraçamos. Poucas palavras eram trocadas durante aquele dia. Cada gesto falava e chegava a gritar tudo o que estava guardado. Aconcheguei-a junto ao peito e pude sentir sua respiração ofegante, escutar seu coração que batia acelerado, como quem quer alçar voo.

Flashback por ele
“O primeiro projeto fluiu como nenhum antes. Trabalhar com ela era fantástico. Tudo parecia se encaixar, encontrar seu próprio lugar e quando vimos o projeto estava pronto. O segundo fez um sucesso enorme, aumentando ainda mais a visibilidade da agência e principalmente da nossa equipe. E no meio de toda a euforia encontrei coragem para chamá-la para sair. Eu ensaiava convites a ela desde que a conheci. Não sei se foi o calor do momento ou se ela realmente queria sair comigo. Fomos para um bar e entre drinks divididos e roubados (por ela, eu sempre fui mais devagar com álcool), eu finalmente tomei coragem. Não que durante aqueles quatro meses trabalhando juntos eu não houvesse desejado beijá-la. Mas quando se conhece uma mulher daquele porte o sujeito pensa duas vezes. não era apenas bonita. Ela encantava com a sua beleza, com sua inteligência, determinação, educação, dedicação. Era uma mulher de personalidade, que roubava a paz. No meio de tudo eu me encontrava pensando se saberia lidar com um mulherão daqueles. Ou se eu saberia lidar com a rejeição de um mulherão daqueles. Entre um questionamento e outro foi que a enlacei e a puxei para perto como quem vai dançar. Acolhi seu corpo em meus braços e me aproximei. Encarando seus olhos, prolongando o momento e dando espaço e tempo para que ela recuasse eu a vi terminar com a pouca distância e alcançar meus lábios. Foi num misto de sabores, sentimentos e sensações que decidi que eu aprenderia o que fosse necessário para ter aquela mulher para sempre comigo. Foi sentindo o palpitar ligeiro do seu coração que eu me vi fora de mim e mesmo assim completo. ”
Fim de flashback

“Ainda abraçados vimos a entrada da segunda banda. Não conhecíamos nada além dos refrãos, mas estávamos curtindo cada instante. A noite avançava rapidamente e a banda entoava uma música durante a qual a saliva descia doendo na garganta apertada. tremia. Eu sabia que aquilo nada tinha a ver com a brisa que nos atingia.
- Well it’s cold cold cold inside.
Cage The Elephant cantou a capela e parecia que o destino queria nos fazer sentir como quando se está prestes a romper. Novamente.

Flashback por ela
“Após um mês saindo com , eu ainda não conseguia acreditar em quanto a vida havia sido generosa comigo. Ele não era apenas um rosto e corpo bonitos. Era um cara como todos deveriam ser. Não deveria ser motivo de elogio um cara ser educado e gentil. Ou não deveria admirar que ele respeite, aceite a forma que você é ou por incentivar incessantemente cada sonho, plano ou meta que você tenha. Mas o mundo está longe do ideal, e após tantos ‘mela cueca’ eu tinha um carinho enorme por cada gesto da parte dele.
Um fim de tarde marcamos de sair e fazer as compras de presentes de natal juntos. Em algum momento enquanto eu escolhia a roupa que ia usar eu desmaiei e acordei num quarto que definitivamente não era o meu.
Abria os olhos com dificuldade, como se o sono estivesse me pegado de vez. Num canto distante da cama na qual eu estava deitada havia uma garota. Reconheci Mariana, uma vizinha que me ajudava a manter a casa em ordem. Ela falava ao telefone e quando viu que eu me mexia passou a mensagem para a outra pessoa e veio falar comigo.
- Oi meu bem! Que susto você me deu. Estava contando para a sua mãe que hoje quando cheguei para arrumar as roupas para lavanderia eu entrei no quarto e você estava no chão. Eu entrei em pânico, mas aí o porteiro veio assim que eu chamei e ligou para a ambulância. Você lembra o que aconteceu?
A impressão que eu tinha era que ela falava depressa demais enquanto eu me encontrava num mar de areia movediça, lutando para permanecer acordada.
- Pra ser sincera eu só lembro-me de um dor de cabeça repentina.
- É, eu não sabia o que dizer quando chegamos aqui. Mas os médicos foram super ágeis. Te levaram para fazer exames infinitos. Eu entrei aqui tem apenas 20 minutos. Acho que você ficou com eles por umas 5 horas.
Resgate, exames, horas. Eu não devia estar assimilando direito as coisas.
- Olha, teu celular tocava sem parar. Atendi e avisei o que você estava aqui. Liguei para a sua mãe também. Eu vou aproveitar que você acordou e vou chamar o médico e o para te ver. Você precisa de algo? – Eu apenas balancei a cabeça negando.- Fica bem, ok? Logo alguém chega aqui.
Ela saiu e alguns minutos depois o médico chegou. Começou a perguntar como eu estava me sentindo, se algum lugar doía, colocou luzes nos meus olhos (eu só havia visto isso em filmes até então) e por fim pegou uma prancheta. Nesse momento entrou na sala. Naquele momento eu consegui despertar melhor. Ele se aproximou e me abraçou com cuidado.
O médico então começou a fazer perguntas sobre meus hábitos e históricos hospitalares. Respondi tudo vagamente. Minha saúde nunca havia sido motivo para preocupação. Conforme me ouvia seus olhos percorriam as folhas de exames sua expressão variava entre o sério profissional e o tranquilo paternalista. Quando terminou suas perguntas ele começou a explicar. Registrei poucas coisas, apenas o suficiente para sentir meu mundo ruir.
Quadro estável.
Hereditário.
Tratável.
CÂNCER.
Não sei quando comecei a chorar ou quando deixou de apenas me abraçar para conter meus movimentos. Toda a névoa se dissipou quando comecei a processar tudo que o médico havia dito.
Os sentimentos eram todos os possíveis, transitando entre dor, raiva e confusão. Dor por estar numa situação que jamais imaginei, com uma condição terrível. Raiva por ter alcançado finalmente a estabilidade num emprego, num relacionamento, num único lugar e repentinamente ter tudo arrancado de mim. E confusão, por não ter tido sinal algum, nenhum aviso ou prévia para me cuidar. Parecia uma piada de mau gosto do destino.
Acredito que em algum momento tomei um sedativo na veia. Adormeci e quando acordei tudo estava sendo processado de maneira mais lenta. Quando sai do hospital alguns dias depois eu já havia digerido a notícia.
- precisaremos fazer o tratamento com atenção e dedicação. Daqui em diante você e todos estaremos em processo de adaptação e precisamos de toda colaboração possível. Essa semana saem os últimos resultados de exames e aí teremos um quadro mais definido para tratar da melhor maneira possível.
O médico havia sido muito atencioso. Quase me fez esquecer que tudo aquilo estava acontecendo realmente. Ao entrar no carro a caminho de casa houve de fato a aceitação. Eu estava saindo do hospital. Eu e o câncer nível 4 que se instalara no meu cérebro. Aceitei o fato de que eu não tinha um prazo de vida. O anjo da morte já me acompanhava, tão sorrateiro quanto a doença que despertara imperceptivelmente em mim. Tanto podia me levar agora como dali a 10 anos. Na melhor das hipóteses eu viveria uns bons anos antes de ser levada. Não queria pensar na pior agora.”

Fim de flashback

Enquanto acompanhávamos a troca de equipamentos e passagem de som dos equipamentos do próximo artista eu vi o sinal.
- , eu vou lá atrás buscar uma cerveja. Você quer alguma coisa?
- Poxa, mas logo vai começar o próximo show. Você não quer esperar?
- Nah, eu volto rapidinho. Vai querer alguma coisa?
Ela balançou a cabeça meio descrente.
- Só volta rápido.
Eu me virei e assim que tive certeza de que ela não mais me olhava tentei correr entre a multidão. E isso é uma tarefa quase impossível. Mas eu o fiz, com dificuldade, as vezes esbarrando e tropeçando em pernas e pés cansados de tanto pular. Quase cinco minutos depois eu consegui chegar na grade atrás do palco.
O último mês tinha sido insano. Eu podia, precisava e iria fazer aquilo. Fazer história.

Flashback por ela
“Dois dias após voltar do hospital eu cheguei na casa de e encontrei um casal de meia idade. Ela nos apresentou. Seus pais.
Era quase uma despedida. Ela não sabia quanto tempo tinha e queria fazer tudo.
A primeira reação foi muito choro e contestações e –Você não sabe o que está dizendo- ou – Não desista de viver- e no fim ela nos silenciou.
- Vocês não estão me entendendo. Eu não estou deixando de viver ou desistindo e sei exatamente o que quero e o que vou fazer. Eu tive vários dias para processar tudo e voltar ao médico. Eu pedi todas as orientações possíveis. Existem casos de pessoas que viveram apenas alguns dias após descobrirem esse câncer cerebral. Mas existem casos de pessoas cujo problema só foi descoberto após a morte, que nem foi causada por ele. Ou seja, o que posso fazer é viver. E foi isso que decidi. Vou viajar, vou conhecer lugares, comidas, pessoas e tudo o que eu puder em um mês. Ao fim desses dias eu volto e venho trabalhar. Porque na pior das hipóteses eu vou morrer. Que eu morra então no meio dessa jornada ou depois de ter completado ela.
Encarei ela com cuidado. Ela sorria. Não sabia se devia me preocupar ainda mais, porém, lutar contra isso seria praticamente impossível. Ela era decidida.
-Olhem, eu não quero sentar numa sala com várias pessoas lidando com um problema que nem sabem o desfecho. Eu preciso ser quem eu sou. E essa sou eu. Como vocês me ensinaram a ser. – Ela pegou na mão da mãe que soluçava- Eu quero fazer coisas grandes, porque infelizmente eu sinto como se estivesse arrebentando por dentro, sendo empurrada e puxada de um abismo a outro, porque sim, esta coisa está me destruindo aos poucos. Mas se eu só ficar aqui tentando ser saudável e sem nenhuma garantia, eu prefiro apostar cada ficha, cada instante e cada respiração por momentos incríveis.
Seu pai a contornou e a abraçou. Ficaram alguns minutos assim. Quando se soltaram eu abaixei ao seu lado.
- Se você me quiser ao seu lado, estarei contigo por onde for. Eu faço as malas e partimos. Tudo para te ver bem!
Ao fim daquela semana nós embarcamos num avião. Todo tipo de remédio e recomendação do médico estava numa bolsa de mão, duas bolsas com apenas o essencial e muita vontade de bater perna.
Fizemos um roteiro que ela escolheu. Voamos direto para a Turquia e na sequência pegamos um ferry boat até a Grécia. Os dias passaram a base muito sol regados a chás e frutos do mar. Programamos uma viagem para as primeiras horas da manhã de ferry boat até a Itália e a vista que tivemos ao chegar lá, com o sol começando a banhar o vilarejo para onde íamos foi algo inesquecível. Alguns dias depois de nos enchermos de vinho e massas tomamos um trem até a França. O lugar onde mais saímos a noite que de dia. A cidade luz é realmente incomparável e nós nos deixamos contagiar pelo clima, pelo tempo e esquecemos qualquer detalhe alheio a tudo aquilo. Pegar o trem até a Alemanha foi difícil. Mas compensou quando chegamos e desfrutamos de tanta coisa boa. Lá foram apenas dois dias. Assim conseguiríamos chegar no último destino. Pegamos um avião até a Índia. Acredito que era algo relacionado a Comer Rezar e Amar, mas não quis dizer. Eu apenas embalei a ideia dela e aproveitamos os dias de sol em belas praias.
Tivemos dias tomando muito sol e dias nos inundando em chuva. Andamos de barco e admiramos construções antigas. parecia reluzir. As noites que nos perdíamos em algum restaurante pequeno e nos deliciávamos com algum prato mais exótico que o outro enquanto ouvíamos músicas até cansar.
Foram dias de um pouco de tudo. Desde pessoas e experiências, lugares e músicas, comidas e bebidas, que a vontade era não voltar. O ponto alto, no entanto, não foi nenhum prato ou paisagem ou pessoa que conhecemos. Foi o quanto aquela viagem fez com que se conectasse ainda mais consigo. Tivemos alguns momentos de choro, de medo, mas ver o sorriso que se abria a cada lugar novo que chegávamos e a cada experiência nova que vivenciávamos, fez com que tudo fosse superado e voltássemos de alma mais leve para encarar o que viesse. Nossa última aventura seria já em casa. Um show com algumas bandas alternativas. Mas depois de mochilar pela Europa e Ásia, eu iria a qualquer lugar que ela quisesse. ”

Fim de flashback

Encontrei Alice toda enrolada com um microfone gritando para acelerar alguma coisa.
- Liberem o acesso dele. E aí, primo, tudo pronto?
- Oi, Alice, está tudo ok. Obrigado mais uma vez!
- Imagina que eu não ia ajudar. Bora lá que eu vou te apresentar para a galera que vai te levar até lá, ok?
Seguimos até os bastidores já no palco. A cada passo a certeza aumentava proporcional ao frio na barriga. O que ela pensaria de tudo no final?
Alice me apresentou para os envolvidos e alguns minutos depois o artista principal entrou e deu início ao show. A euforia da platéia era inacreditável. Tentei achar no meio da multidão, mas eram milhares de cabeças pulando e gritando para que eu conseguisse distinguir.
Terminada a primeira música eu senti um microfone sendo posto na minha mão e ouvi o meu nome sendo chamado pelo cantor. Eu não ouvi o que ele disse, mas entrei com toda a confiança que consegui reunir. Quando cheguei na beirada do palco junto com ele foi que a avistei.
- Eu tô aqui, e nenhum de vocês pode imaginar o porquê não é mesmo? Eu tô aqui depois de cruzar céus e oceanos com a mulher que eu amo. Eu tô aqui por causa dela e é por isso que as músicas vão demorar mais alguns minutos.
Um coro de “ownt” e palmas foi tudo o que recebi. Estava pronto para as vaias por interromper o show, então estava tudo ok. Respirei fundo e olhando para ela eu coloquei tudo para fora:
- Se eu pudesse fazer um único pedido ao universo, seria ter você aqui para sempre. Poder dormir e acordar na certeza de que você estará aqui. E se alguém tiver que partir, que eu fosse primeiro. Não sei se saberei lidar com a vida sozinho. Antes de você eu estava completo, vivo e feliz. E então você chegou e jogou por terra cada certeza minha e transformou cada instante em felicidade palpável. Até quem não me conhece pode dizer. Cada um aqui hoje vai ter essa história pra contar: o maluco que por amor subiu num palco e interrompeu o show pra se declarar. – Todo mundo vibrava esperando eu terminar, e eu nem sabia dizer se era pelo momento ou esperando o show. Eu conseguia ver a equipe de Alice deslocando pra fora da grade, chegando ao palco.- É injusto imaginar um dia ou um mundo sem você para fazer real tudo o que planejamos. Você destruiu meus muros e plantou vida, construiu novos alicerces e me fez sonhar com um futuro contigo. E é por ser a minha melhor amiga, a parceira de cada instante e a pessoa que eu escolhi, que eu tô aqui, ignorando que tudo isto está fora do meu controle, tô ignorando o universo e o destino. Eles podem não me responder. Você pode. Casa comigo?
tremia e chorava. Mas o sorriso que preenchia seu rosto era algo incomparável. Eu que já havia visto milhares deles, mas aquele me tomou num assalto e fez com que o coração parasse por alguns instantes. Quando chegou no palco correu para os meus braços.
- Não há palavras para definir o meu medo e minhas incertezas. Assim como não há também como transcrever minha alegria e gratidão por ter você. Eu sinto em cada osso do meu corpo uma única certeza: é você. Eu não sei quanto tempo temos, mas todo o meu tempo, daqui para a eternidade se resume em um sim para você, um sim para nós!
E o mundo pode bem ter acabado logo depois daquelas palavras. O show pode ter sido cancelado. As pessoas podem ter nos detestado. Eu não sei. Ela não sabe. Apenas sabemos que tudo de importante que podíamos pedir estava nos braços um do outro, sendo contemplado e vivido ali. Algo grande. Algo maior que tudo.

Nota de tradução: Bem está frio, frio, frio por dentro. (Cold cold cold – Cage the Elephant)


Fim.



Nota da autora: OMG! Ainda não acredito que terminei Something Big. E principalmente ainda não acredito que uma história minha será publicada para alguém ler além da minha irmã e alguns amigos HSUAHSU.
É mais do que posso dizer poder participar desse ficstape, com essa música, desse *maravilhoso* artista que o Shawn e com autoras fantásticas trabalhando as outras. Mas o sentimento principal é gratidão. Poder encerrar um trabalho repleto de carinho e amor.
Em resumo é isso que desejo a cada leitora que por aqui passe! Meu muito obrigado, por poder dedicar uma parte do meu tempo para este projeto! Que muitas coisas incríveis aconteçam a cada dia com vocês!
XOXO da Dória!



Qualquer erro nessa fanfic ou reclamações, somente no e-mail.


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