Última atualização: 19/10/2017

Capítulo Único

se moveu lentamente na cama e sentiu sua cabeça girar um pouco. O quarto estava totalmente escuro e apenas uma fresta de luz entrava pela janela do lado esquerdo. Sem saber onde estava ao certo, abriu os braços como se estivesse uma segunda pessoa na cama e sentiu que não havia ninguém ali, a não ser ele mesmo. Achou estranho por não encontrar deitada ao seu lado. Com muita dor, ele levantou o corpo um pouco e abriu um dos olhos, olhando em volta do quarto.
— Que dor! — Ele resmungou, colocando a mão no olho direito.
— Claro, achou que ia levar um soco e não sentir dor alguma? — Uma voz ao longe disse e tirou a mão do olho, tentando procurar de onde estava vindo. Forçou o olho bom em direção ao sofá e encontrou sentado com as pernas cruzadas, olhando fixamente para ele.
— Onde está a ? — perguntou confuso.
— Boa pergunta! Ela deve ter ido embora.
— EMBORA?
Seu coração disparou no momento e em um ato de desespero caiu novamente de costas na cama, cobrindo os olhos com as duas mãos. Sua cabeça começou a girar e seu coração acelerava a cada minuto, onde estava? Uma pequena lembrança de ontem passou pela sua cabeça e ele pôde ver se virando e saindo do lugar enquanto ele ficava parado no meio da pista. Tentou inúmeras vezes levantar, se contorcia na cama desesperadamente tentando encontrar algum rastro da namorada.
— Chega desse showzinho, por favor! — se levantou e caminhou, sentando-se na beirada da cama e dando um pequeno soco na perna dele.
— Mas? O quê? — tentou terminar a frase e uma pontada enorme surgiu por seu rosto, o fazendo rolar para o lado da cama. — Por que eu tomei um soco? O que eu fiz? O que aconteceu?
— Não vamos falar sobre isso agora. Chega de preguiça, temos um show para fazer hoje e querendo ou não precisamos de você!
— Eu não vou cantar! — se contorceu, cobrindo a cabeça com um lençol.
fechou as mãos e pensou em socar a cabeça dele naquele momento. Mas respirou fundo e tentou manter a calma.
, por favor, não me vem começar com birra porque eu tô sem saco para procurar sua mamadeira ou então contar uma história. — Ele falou, puxando parte do lençol que cobria . — Eu sei que nessas condições o que você tem menos vontade é de enfrentar o público, mas são seus fãs que estão esperando por você há dias.
— Onde ela está? — perguntou novamente, forçando a barra em cima do amigo. — Eu preciso saber, .
— No quarto da . — respondeu, se ajeitando um pouco mais na cama. — passou a madrugada toda acordada com ela, parece que agora de manhã que conseguiram dormir um pouco. Vou ser sincero com você, pelo o que me falaram ela não estava nada bem.
— O que eu fiz ontem? — Ele se levantou e encarou o amigo, tentando procurar respostas. — Eu me lembro de pouca coisa, muito pouca coisa mesmo. Me lembrei apenas dela se virando e indo embora, mas o que eu fiz pra ela sair daquele jeito?
, não vamos falar sobre isso agora. Eu quero você bem para fazer esse show. Lembre-se que ele é importante pra gente. — desconversou, levantando e tentando pegar algumas roupas limpas e jogar para ele. — Depois conversamos sobre isso, não tem nada pra você fazer agora. O que você já fez está feito e nada do que você tentar fazer no momento vai adiantar.
, será que você não entende? — se exaltou, movendo-se para fora do lençol. — Minha namorada não dormiu aqui comigo hoje. É a primeira noite depois de meses que eu acordo e não sinto o corpo dela perto do meu, e o pior de tudo é que eu sei que fiz algo de ruim, por isso que a não está comigo. E eu não me lembro exatamente o que eu fiz. E eu ainda to com o olho roxo!
— Você ficou se esfregando com outra garota e ela viu! — disse de uma vez, poupando qualquer reação que ele pudesse ter.
— EU FIZ O QUE? — Ele gritou, dando um pulo da cama. deu um passo para frente e trancou a porta, impedindo que ele saísse gritando pelo corredor. — , ABRA ESSA PORTA, AGORA!
— Não, porque eu sei que você vai correr até o quarto onde ela está e vai começar a chorar e a pedir desculpas. E eu quero poupar a de mais choro e mais sofrimento.
— Eu preciso falar com ela, abra essa porta! — Ele tentou chegar até ele, mas correu, dando a volta pela cama. — Ela precisa me desculpar, eu estava bêbado, não sei por que fiz aquilo.
— E você acha que ela vai acreditar? — debochou. — , ela viu você se esfregando numa garota, e isso ninguém contou pra ela. Bêbado ou não, você devia saber que tinha uma namorada.
— Mas eu estava com raiva dela naquele momento. Eu não sabia o que eu queria ou o que estava fazendo, estava perdido sem saber o que fazer. — Ele tentou se explicar e rolou os olhos, não acreditando. — , você sabe o que eu sinto por ela, então não me olhe assim. Eu preciso conversar com a e explicar a situação toda.
— Amor, me desculpa por eu ter quase ido para a cama com aquela garota da boate ontem, sabe? Eu estava bêbado e com raiva de você naquele momento, por isso eu queria dormir com a primeira que visse pra tentar te esquecer. — imitou a voz de em uma explicação e abaixou a cabeça sem falar nada. — Eu sou seu amigo e estou tentando te dar um conselho. Nesse momento você não pode fazer nada, a garota passou a madrugada toda chorando pelo que aconteceu. Não vai ser você entrar com tudo no quarto e simplesmente falar essas coisas que ela vai te perdoar ou voltar pra você. Com certeza você vai tomar outro soco e vou ser obrigado a rir de novo.
— Mas, caramba, eu nem dormi com aquela garota do bar eu só conversei normalmente com ela.
— Não dormiu porque a chegou na hora, e se conversar normalmente pra você é aquilo, então eu não sei de mais nada.
— Eu sabia que tinha uma namorada e eu não iria dormir com aquela garota mesmo se eu estivesse trêbado. — se defendeu.
— Claro, meu querido, você fez exatamente isso, agora eu me pergunto se tivesse sido você no lugar da . — apontou o dedo pra ele e depois voltou a acusá-lo. — Claro que você iria partir para a agressão, mas depois você iria querer falar com ela no dia seguinte?
— Mas ela sabe que eu a amo e de tudo o que eu sinto.
, não basta ela saber que você a ama, você tem que demonstrar isso e respeitar. E na primeira noite que vocês discutem sério ela te encontra se esfregando com outra garota. — sorriu forçado e passou uma das mãos pelo cabelo.
, você não entende. Eu não posso perdê-la! — se descontrolou e algumas lágrimas começaram a escorrer de seus olhos. — Eu não posso, não posso. — ele começou a repetir, dando vários socos na cama. — Eu sou um idiota por ter feito tudo isso, sou um cretino por tentar querer afogar as mágoas na bebida e ficar nessa situação agora.
, para com isso. Não vai adiantar nada você ficar assim, você nem sabe se realmente a perdeu. Vocês precisam conversar e tentar resolver a situação, mas não agora. Ela precisa respirar um pouco e você também. — tentava acalmá-lo, mas a essa altura estava quase impossível. estava soluçando encolhido em um canto da cama, lamentando e se xingando. — Anda... Vamos trocar de roupa e ir para o show. Nesse momento temos que nos concentrar nele.
— Pra você parece ser fácil tudo isso, porque nunca perdeu alguém que ama.
— Ainda não. — Ele suspirou.
— Eu estou perdido, , eu nunca me apaixonei assim por ninguém. Eu nunca fui tão bobo e desesperado assim, nunca me senti tão seguro e completo quando estou com alguém. Mesmo a gente brigando a cada meio segundo é aquela briga que acende cada vez mais meu amor por ela, é aquele jeito explosivo e meigo ao mesmo tempo.
— Se você ainda sabe rezar, aconselho que nesse momento comece, que peça a Deus para que esse amor seja mais forte do que qualquer outra coisa que um dia aconteceu entre vocês. Porque se ele for verdadeiro, não digo agora, mas vocês vão superar isso e ficar juntos.
, eu preciso dela. — soltou uma voz fraca de choro. cruzou os braços sem saber o que fazer.
, eu sei o quanto ela é importante pra você, mas agora você precisa se concentrar na sua carreira. Nós dependemos de você.
— Como eu posso me concentrar em algo se eu estou aqui morrendo de culpa por ter sido um completo idiota e ter machucado a única pessoa que me amou e me fez tão bem durante todo esse tempo? A única pessoa que eu realmente me entreguei e me fez querer acordar todos os dias e olhar do lado e encontrar o sorriso mais lindo do mundo.
Lágrimas e mais lágrimas começaram a escorrer pelos seus olhos, suas mãos começaram a suar frio e pontadas de dor começaram a surgir pelo corpo todo. Seu coração estava batendo forte e pequenas lembranças começaram a passar pelos seus olhos.
— Ela te ama.
, eu não consigo ser forte nessas horas, eu sei que estou errado, sei que fiz por merecer tudo isso. Mas o que eu vou fazer? Eu não sei como reagir, não sei se a perdi ou se estou perdendo. Como posso pensar em cantar ou em meus fãs se não consigo nem ao menos me olhar no espelho e ver como estou? — ele soltou um soluço fraco e olhou para como se suplicasse por algo. — Nada do que eu fizer fará ela me perdoar. Eu a conheço bem e sei os limites que ela aguenta. E o maior medo dela era esse, ser trocada por outra a qualquer momento. Ela sempre estava lutando para ser a melhor namorada do mundo pra mim a cada segundo e se adaptando a essa minha vida de loucura e fãs só porque me amava e queria ficar comigo. E a única coisa que eu fiz foi estragar tudo isso, eu não vou me perdoar nunca por isso!
— Sinto muito por tudo isso. — abaixou a cabeça e respirou fundo tentando não perder a seriedade naquele momento. Seu companheiro de grupo estava precisando de um apoio e de um verdadeiro amigo ao seu lado agora. não sabia ao certo o que falar ou fazer, somente se ajeitou-se na cama e puxou para o colo e ficou longos minutos tentando inúmeras palavras de consolo e de esperança para aquela situação.

O corredor parecia tão enorme naquela hora que se sentiu cansado somente em caminhar até o seu quarto. Quando parou de frente para a porta, virou o rosto lentamente e olhou para o final do corredor onde era o quarto de e . Relutou com vozes dentro da sua cabeça que falavam para ele ir lá e resolver aquilo uma vez por todas. Balançou a cabeça voltando a si e adentrou seu quarto. Estava tudo escuro e antes de acender as luzes fechou os olhos como se esperasse que ela estivesse ali. Ao abrir os olhos percebeu que seu quarto estava vazio. Tão vazio como o sentimento que ele estava sentindo.
Tirou aquelas roupas pesadas e foi para o banheiro afim de tomar um banho e relaxar um pouco. Seu relaxamento foi interrompido com várias batidas desesperadas na porta.
— Mas o que está acontecendo? — Ele saiu do banheiro enrolado em uma toalha. estava parado, branco feito um papel. — O que aconteceu, ?
— Eu preciso falar com você.
— Não pode ser amanhã? Eu queria descansar um pouco agora. — saiu da porta do banheiro e foi para o outro lado do quarto. estava abatido e colocou as mãos na cintura, abaixando a cabeça. — Acho que não. O que aconteceu para te deixar assim?
— Eu preciso te contar que… — Ele parou a meio fio quando percebeu que na cama havia um papel dobrado. — Tem algo na sua cama.
levantou uma sobrancelha, não entendendo, e caminhou até a cama. Seu coração parou naquele segundo quando percebeu que era um bilhete e nele estava a letra de . Ficou com medo de pegar o papel e olhou para como se esperasse um incentivo.
— O que você precisa me contar? — perguntou, segurando o papel com força. Aos poucos ele foi desdobrando e lendo o que estava escrito.
— Eu preciso te contar que a foi...
— Embora. — terminou a frase, sentando-se na cama e deixando o bilhete cair de suas mãos.
— Eu sinto muito, . — deu um passo em direção ao amigo, mas levantou a mão, não querendo que ele se aproximasse.
— Quando ela foi?
— Acabou de entrar no táxi.
olhou para a cima como se buscasse ar para respirar. O quarto estava ficando abafado demais para ele naquele momento. Qualquer reação e sentimento que ele estivesse tendo estavam sendo contidas com uma enorme força.
Olhou novamente para o papel no chão e o pegou. Passou o olho rapidamente pelo que estava escrito e na última parte ele fixou os olhos, tentando não acreditar no que estava escrito.

...eu sei que vai ser difícil para nós dois. Mas eu preciso de um tempo para colocar tudo o que estou sentindo em ordem. Não se sinta culpado pelo o que aconteceu, a culpa foi minha por não ter sido a pessoa especial para você. Desculpe-me se fui uma covarde e medrosa esse tempo todo. Eu te amo e esse amor nunca vai se acabar. Um dia eu volto, e, se ainda existir amor dentro de nós, vamos voltar a viver intensamente para sempre.

… — chamou, limpando algumas lágrimas do rosto. Estava decidido que não iria deixar a mulher da sua vida ir embora dessa maneira. — Eu preciso de um favor.
— Quer que eu te empurre?
— Empurrar?
— Da janela? — Ele franziu a sobrancelha, não perdendo a oportunidade da piada.
— Chama um táxi e o . — Ele pediu, ignorando por completo a piada do amigo. não precisava só de um e sim do grupo todo para conseguir colocar em prática o que estava planejando. — Liga para a e pede pra ela e a segurarem a no aeroporto o máximo que elas conseguirem.
— AI MEU DEUS! — gritou, colocando a mão na cabeça aflito.
— O que foi? — perguntou, tirando a toalha da cintura indo em direção ao closet.
— VERGONHA EM PÚBLICO? — Ele tampou o olho, não querendo ver aquela cena. — Coloca logo uma roupa porque não sou obrigado a ficar vendo essa bunda branca.
— Como se eu não tivesse visto a sua muitas vezes!
— Cara, não fala isso alto. — riu sem graça, imaginando que essa seria a notícia do ano e que provavelmente surtaria em saber que ele andava mostrando a bunda para outras pessoas.
— Só vai, . — fez careta, balançando a mão no ar.

entrou no aeroporto toda atrapalhada. Estava carregando duas malas, bagagem de mão, bolsa de ombro e sem contar todo o nervosismo que estava sentindo. Finalmente ia voltar para a casa depois de longos meses viajando por diversos países. Não que isso fizesse qualquer diferença para , viajar com era sempre uma aventura.
— Desculpa... Ai... Licença...— andava entre as pessoas no aeroporto, esbarrando em algumas e conseguindo desviar das outras. — Aiii, me desculpa. — Ela disse quando quase derrubou uma senhora, já de idade.
— Nós vamos ser presas se ela continuar andando assim. — apontou para a amiga enquanto ela tentava ajudar a senhora levantar do chão. — Olha pra minha cara e vê se eu vou passar uma noite na cadeia por causa dela?
— Ela parece que veio de mudança. — disse, apenas cruzando os braços esperando o fim da cena no meio do saguão do aeroporto. — Vou fingir que nem conheço.
O caminho até a área de check in parecia não acabar mais, mas conseguiu chegar lá sem se acidentar. Entregou todos os documentos para a atendente, despachou sua bagagem, pegou sua passagem e pronto, estava pronta pra ir.
— Duas inúteis vocês! — Ela xingou, olhando para e um pouco mais a frente. — Por que não me ajudaram?
— Tava ocupada. — olhou para as unhas, a ignorando.
— Você que passe vergonha sozinha, querida. — colocou os óculos, dando de ombros. Mas, mal pegou na revista que estava no banco e seu celular tocou.
— Alô. — Respondeu, dando uma olhada por cima das notícias.
— Amor, preciso que você atrase a e não deixe-a embarcar. — despejou, não respirando entre uma palavra e outra. — vai fazer uma loucura de amor e precisamos que você não deixe que ela embarque.
— COMO É? — engasgou, jogando a revista do outro lado.
— Só pode ser o falando putaria no telefone. — comentou, sentando-se do lado dela. — Será que vocês não cansam de sexo?
— Amor, como assim? — Ela tentou disfarçar.
— Deve ser putaria mesmo, olha como ela ficou sem graça. — riu quando começou a ficar vermelha. Ela tentava disfarçar o assunto, mas não estava preparada para pensar no que fazer para que não embarcasse.
— Eu imagino muito o sem roupa fazendo essas coisas. — brincou, rindo com a situação.
— Duas horas? — Ela perguntou e fez barulhos incompreensíveis com a boca, indignada soltou alguns palavrões ao desligar o celular e encarou . — Você e eu, agora!
— Olha, eu tenho namorado e meu lance não é mulher.
— Cala a boca! — , irritada, pegou a amiga pelo braço e arrastou para longe de . — Você, se vira para atrasar o embarque da . vai fazer alguma loucura.
— Fala sério.
— Isso é sério.
— Peloamordedeusoqueeletemnacabeça! — Ela resmungou rápido demais, ficando nervosa com aquilo. Como estava programando uma loucura de amor dentro de um aeroporto? Atrasar? Como iria fazer isso?
Ela tentou permanecer séria, mas logo caiu na risada, não acreditando que iria fazer algo dessa proporção. Ainda mais sabendo que odiava essas demonstrações de afetos em público.

Todos chegaram ao aeroporto meia hora depois. O embarque da garota estava marcado para às 23:30 e estava com muita raiva de , pois com certeza não estava em seus planos a essa hora da noite segurar essa enorme faixa em um local tão público como aquele aeroporto.
— Olha a vergonha que a gente passa. — Ele abaixou a cabeça, ajeitando o óculos escuro para não ser reconhecido.
— Cala a boca, olha eu segurando essas rosas. — teve a mesma reação enquanto passava por um grupo de curiosos que apontava para ele, e . — Minha carreira vai pro espaço se eu continuar acompanhando o , eu sinto isso.
— Calem a boca vocês dois. — brigou, ajeitando o blazer. O coração estava acelerado e ele não tinha ideia do que fazer quando encontrasse a garota, apenas queria dizer para ela o que estava sentindo e pedir perdão pelo seu erro. Caminhou lentamente para a sala de espera V.I.P e logo notou os olhares aflitos de e quando viram os três caminhando para a entrada do local.
— Agora fudeu. — disse, sentindo o impacto que traria para a amiga ao vê-lo ali. — Eu preciso ir no banheiro.
— Você não vai em lugar algum. — rapidamente segurou no braço dela, impedindo que ela fugisse. — Vai ficar quieta do meu lado.
— Nossa, o que o , o e o estão fazendo aqui? — Ela perguntou com os olhos arregalados, fingindo estar surpresa. olhou com a boca meio aberta, sem acreditar com o tamanho teatro que começou a fazer.
— Você é muito falsa.
— Cala a boca se não sobra pra você. — cochichou, apertando o braço dela. — Entra na onda se não você vai ver os tapas surgindo de todos os lados. E o já tá com um olho roxo, quer que o seu fique também?
parou exatamente há alguns passos de e ela sem reação alguma jogou de lado uma revista, procurando por e que lentamente foram se afastando.
— Bebê… — Ele a chamou, levantando o óculos para olhar para a mulher da sua vida.
— Eu mato vocês duas. — Ela apontou, piscando para e que não perderam tempo, se escondendo atrás de e .
— Amor…
— O que você quer, ? — passou por ele irritada e foi obrigado a segurá-la pelo braço.
— Eita, agora vem outro soco. — comentou assustado.
— Essa garota precisa de limites nessa agressividade toda. — também comentou, reparando que ela estava com uma das mãos fechadas. — Desse jeito ela vai acabar com o rosto do , como vamos fazer show com ele desse jeito?
— Me escuta, por favor. — pediu na esperança que ela pudesse somente uma vez escutar antes de tomar qualquer outra decisão. — Só dessa vez.
— Me solta. — Ela pediu, puxando o braço. — Eu vou pegar o voo daqui a pouco, você não tem muito tempo.
— Abre essa faixa logo. — cutucou .
— Olha o mico. — resmungou, desenrolando a faixa com um enorme coração. Dentro dele escrito o nome de e .
— MEU DEUS! — tampou a boca, notando que havia se alterado.
— Que coisa ridícula! — Joaziane gargalhou alto, não perdendo a chance de rir.
— Meu Deus, . — ficou perplexa ao olhar para a faixa. — Como você consegue ser brega desse jeito? Onde eu enfio minha cara?
— Eu te amo, me desculpa. — Ele se virou, segurando em uma de suas mãos. — Não consegui pensar em nada diferente, eu só queria que você me escutasse.
— A faixa é demais, eu escuto com os ouvidos e não com os olhos. — falou, forçando os olhos para a direção dos amigos do outro lado. Tentou controlar a reação para não começar a rir ao ver e quase no chão sem ar. — As flores são pra mim? É algo normal, sabe?
— Por que você não cala a boca um pouco e me escuta? — forçou seu corpo contra o dela e a olhou dentro dos olhos. — Eu fiz uma merda enorme naquela boate e não vai adiantar em nada eu pedir desculpas ou qualquer coisa que eu fizer vai fazer você parar de me odiar no momento, mas eu te amo. — Ele parou nesse momento, sentindo-se um completo idiota por apenas dizer aquilo. Começou a rir de nervoso. — O que está acontecendo com você, ?
— Ele ficou doido? — cutucou , não entendendo a mudança brusca de humor de .
consegue superar todas as expectativas. — apenas disse também, não entendendo onde ele chegaria com aquela declaração.
— Você não entende as coisas e a culpa é minha? — concordou, tentando soltar-se dele, mas por instinto desejou que ele fosse além daquilo. Não queria que parasse, não queria vê-lo ir embora. Uma luta travou dentro do seu coração e ela não soube como reagir, não sabia se queria que ele ficasse ou que fosse embora da sua vida uma vez por todas.
— O que eu vi errado? Você acha que eu sou tão louco assim? — Ele respondeu rapidamente, segurando a garota no rosto. — , você me deixa transtornado. O que eu faço com esse sentimento que nem eu entendo? No momento que estamos bem é questão de dois minutos que tudo vira do avesso. — Ele parou, respirando fundo analisando suas próximas palavras. — Vai mentir que você não ficou interessada pelo Kai? Acha que eu sou idiota e não consigo enxergar as coisas?
… — buscou um pouco de ar com tudo aquilo que ele havia falado. Suas mãos começaram a ficar trêmulas e foi preciso muita força para que ela não perdesse a cabeça novamente. — Quantas vezes eu tenho que te falar que o Kai estava sendo simpático e me ajudando?
— Eu queria muito que o Kai me ajudasse também, como eu queria. — comentou, abanando um pouco a mão sentindo-se com calor. Parou no exato momento quando a encarou nervoso. — Amor, eu te amo. Mas, você tem que concordar que estamos falando do Kai.
— Não tinha nada que ser simpático com a namorada dos outros. Por que ele pegou seu número? Qual o motivo? — tremeu nesse momento, lutando contra o sentimento que invadia seu peito. Queria abraçá-la com todas as suas forças, mas não aguentava mais viver daquele jeito. Ter o relacionamento baseado em brigas e desentendimentos. — E sabe o que eu não entendi? Porque você ficou tão animadinha e passou mesmo assim.
— Sério que ela ficou animadinha? — curiosa perguntou para o que levantou os ombros. — Como eu amo essa menina. Aprendeu finalmente a enxergar a vida de outro jeito.
, virei sua fã! — apontou para ela, fazendo coração com os dedos. — Agora eu sei que você tem bom gosto.

, você tem namorado. Me diz se gostaria que eu ficasse trocando números com suas amigas? — Ele perguntou, encarando o rosto dela sem desviar a atenção um milímetro. — Ou me fala o dia que você me viu sendo simpático e atencioso com outra mulher sem ser você? Não existe isso.
— Você já não fez isso na boate? Você dançou com a garota, se esfregando em todas as partes possíveis. — Ela rolou os olhos, rindo de nervosismo. — Não precisou nem ser simpático.
— Não, eu não. Dançamos juntos e não teve significado nenhum pra mim. — Ele completou a frase, fazendo entender o que estava acontecendo. — Onde fica a confiança?
— Agora ele vai tomar um soco de verdade. — previu, fechando os olhos para não ver aquela cena. Como podia falar sobre confiança nessa altura?
— Confiança? — Ela o empurrou um pouco, tentando não enfiar a mão do outro lado do rosto dele. — falando sobre confiança.
Lentamente pessoas começaram se aproximar, observando a cena acontecendo. Alguns reconheceram de imediato e já estavam com os celulares levantando filmando tudo o que estava acontecendo. Ele sabia disso, mas não estava se importando no momento. Queria apenas impedir que a garota fosse embora.

— Vamos falar sobre confiança. — Ela colocou um dos dedos em seu peito, fazendo hesitar dando alguns passos para trás. — Onde fica a sua confiança em mim? Quando eu te disse naquela noite que não tinha acontecido nada com o Kai? Ele foi simpático, pegou meu telefone e saímos para beber alguma coisa.
— E você acha isso tudo muito natural? Sair para beber alguma coisa justamente com o Kim Jong-in?
— Muito natural, é seu amigo, não?
— Kim Jong-in? Meu amigo? Natural? — Ele gargalhou, passando a mão pelo cabelo bagunçado. — Isso nunca vai ser natural nem neste mundo e muito menos em outro.
— Eu concordo com o . — apontou para o amigo e depois para . — O cara exala sensualidade e eu vejo você ficar toda derretida com ele.
— Claro, acha que eu sou cega? Exalar? Ele já é outro nível. — Ela não conteve um suspiro e beliscou levemente seu braço. — Não gosto de mentir pra você, apenas estou sendo sincera.
novamente levantou a faixa e rolou os olhos para ele, nervosa.
, eu preciso de um tempo. Não tá dando certo entre nós dois, eu preciso confiar em você por causa de suas fãs. Mas, eu não estava preparada pra esse surto repentino de ciúmes.
— Amor, você saiu com o Kai e quer que eu pense o quê? — Ele foi sincero, voltando a segurar a garota pela cintura. — Todo mundo sabe que você tem uma queda enorme por ele, acho que até ele mesmo sabe dessa queda. — Ele interrompeu o pensamento, ficando com raiva.
— Se eu tivesse alguma queda por ele estaria com você, ?
— Não.
— Então?
— Eu sou um idiota! — Ele abaixou a cabeça, triste.
— Sim, você é um idiota que não entende as coisas e age no impulso.
— Me perdoa? Eu ultrapasso o nível de idiota... — confessou, olhando profundamente dentros dos olhos da garota. Aqueles olhos tiraram o fôlego de e ela precisou buscar novamente um pouco de ar para conseguir se manter tranquila.
— O que vamos fazer com o que aconteceu na boate?
— Não foi nada, eu não fiz nada. Você é a mulher da minha vida, eu só tenho olhos pra você, amor. — Ele puxou o rosto dela para próximo do seu, colando os lábios. mordiscou os lábios da garota, desejando que aquele beijo não acabasse. A língua dele fez pequenos movimentos circulares, massageando a boca dela e não teve outra reação a não ser se envolver naquele beijo.
— Eu amo você, . — Ela descolou os lábios dos dele, passando uma das mãos por sua nuca. — Não vamos começar a brigar por motivos tão idiotas assim, não precisa ter ciúmes. O meu amor é todo seu, e é você que eu quero na minha vida.
— Eles não são lindos juntos? — sorriu boba vendo a troca de carícias entre eles. Por um lado se sentia aliviada por novamente as coisas estarem voltando em seu devido lugar. — Amor, essas flores eu tenho certeza que não são pra mim. Então, porque você não entrega de uma vez por todas para a ?
— Ele acha que é vaso. — bateu levemente no ombro do amigo.
— E você um outdoor? — , irritada com aquela faixa, puxou ela com força para o chão. — Da próxima vez que me fizer passar essa vergonha toda eu mato vocês três.
— Não vamos, amor. — separou os lábios, respirando fundo como se quisesse falar alguma coisa. — Não quero mais ficar longe de você um segundo, um minuto, um milésimo ou qualquer outra conta que é possível existir.
— Senti sua falta, seu bobo. — Ela beijou a ponta do nariz dele em seguida, encostando o rosto em seu peito. — Amo você demais para pensar ficar muito tempo longe, não consigo mais me ver sem ter você do meu lado.
— E tudo o que eu preciso na minha vida é que você fique ao meu lado. — Ele sussurrou, passando uma das mãos na nuca da garota. Um arrepiou surgiu imediatamente em e ele riu sabendo que aquele era o ponto exato para provocá-la. — Podemos voltar para o hotel? Tenho uma coisa para te mostrar.
— Lá vai ele mostrar a bunda branca pra ela. — tampou o rosto com as flores, sentindo-se envergonhado.
entendido sobre a bunda do , que graça. — , sarcástica, se virou para o namorado.
— Eu já disse que te amo hoje? — adiantou-se, envolvendo a garota em um beijo onde não teve espaço para qualquer outro comentário. O hálito quente dele contra sua boca foi capaz de trazer novas sensações para seu corpo. Ela tentou lutar contra os braços do namorado, mas estava gostando o contato físico em público. a puxou ainda mais seu corpo, agora deslizando suas mãos pelas costas da garota e soltou um suspiro alto, fazendo todos em sua volta ficarem constrangidos.
e , por favor? — deu um tapa, tentando desgrudar a garota dos braços de . — Isso se faz entre quatro paredes, não sou obrigada a ficar vendo.
— Prepara… — puxou pelo braço e a garota, assustada, empurrou o namorado para longe. Ele desequilibrou um pouco, quase tropeçando em uma das malas que estava no chão. — EITA!
— Que isso, ? — Ela assustada não esperava que ele fosse fazer alguma coisa.
e começaram a rir muito alto e e se aproximaram, acompanhando a gargalhada junto com os amigos.
— Que foi, mulher? Tá louca?
— Louco ficou você. Pra que me puxar desse jeito?
— Porque eu te amo. — Ele sorriu, aproximando-se agora cuidadosamente dela. — Amo tanto, tanto… — tirou uma mecha de cabelo do rosto dela, alisou gentilmente suas bochechas com as pontas dos dedos e em seguida colou os lábios ao dela, iniciando um beijo lento e apaixonante. sabia que sua melhor escolha tinha sido , o calor do seu corpo contra o dele e a maneira que a língua acariciava a sua tinha certeza que essa era o melhor sentimento que já pôde sentir por outro pessoa. Ela o amava de uma maneira que não conseguia explicar.
— Acho que essas flores são minhas, não? — perguntou, olhando para as mãos de .
— Ela sempre atrapalha o meu momento. — , irritada, cortou o clima do beijo com e encarou a amiga. — Pega logo essas flores e dá um tempo pra gente curtir.
— É a , né? — soltou um suspiro rolando os olhos.
— Claro que são. — agarrou as flores com toda rapidez e as entregou para ela. sorriu e ele agarrou pela cintura puxando para mais perto dele. Ele não conteve o sorriso bobo que toda hora surgia em seu rosto ao vê-la tão feliz daquela maneira. Em seguida, ele abaixou a cabeça e seus lábios se tocaram levemente.
O beijo foi diferente do que o que ele dera minutos atrás. Era diferente de qualquer beijo que ele lhe dera antes.
Sua mente se concentrou nesse pensamento. Tudo o que havia acontecido foi apagado de uma vez por todas.
— Eu te amo tanto… — Pela primeira vez em sua vida, ele se sentiu como o único homem na vida dela.
— Obrigada por me amar e não desistir de mim. — falou, encostando sua cabeça na dele. aproximou-se dela, passou a mão pelo cabelo da garota e lhe deu um beijo profundo, um beijo que há muito tempo ansiava, apaixonante, recheado de saudades, carinho e amor.


Fim.



Nota da autora: Meu Deus! Que rolo foi esse ficstape do SUJU, no começo eu fiquei com Mamacita e depois passei pra outra que depois foi pra outra e no final acabei com Let's Dance que nem senti o impacto HAHAHAHA.

Eu tentei escrever alguma coisa seria pra essa fanfic, mas como podem ver passou bem longe disso. E eu não tenho condições sempre que eu leio essa fanfic e lembro em algumas cenas. (L)

Enfim, espero que vocês gostem e que curtam bastante não só essa fanfic e sim todo o ficstape do SUJU.



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03. This Is How I Disappear [FICSTAPE #068: My Chemical Romance – The Black Parade]
03. You Are [FICSTAPE #104: GOT7 - 7 for 7]
04. Permanent Vacation [FICSTAPE #067: 5SOS -Sounds Good Feels Good]
05. Butterfly [FICSTAPE #103: BTS - Young Forever]
05. Stigma [FICSTAPE #080: BTS – You Never Walk Alone]
05. I'm Sorry [FICSTAPE #084: The Maine – Pioneer]
07. Let’s Dance [FICSTAPE #065: Super Junior – Mamacita]
10. Fire [FICSTAPE #103: BTS - Young Forever]

SHORTFICS:
Hug Me [Doramas – Shortfics]
It's You [EXO – Shortfics]

MUSIC VIDEO:
MV: Don't Forget [Music Video - KPOP]
MV: One More Chance [Music Video - KPOP]
MV: That One [Music Video - KPOP]

EM ANDAMENTO:
Fake Love [KPOP - BTS – Em Andamento]
I NEED U [KPOP – Restritas – Em Andamento]
Love Is Not Over [KPOP – Restritas – Em Andamento]
Let Me Know [KPOP – Restritas – Em Andamento]
Spring Day [KPOP – BTS – Em Andamento]
Time To Love [KPOP - BTS – Em Andamento]
That's Love [KPOP - EXO – Em Andamento]


Qualquer erro nessa fanfic ou reclamações, somente no e-mail.


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