c FFOBS - 08. She, por Mari Monte

Última atualização: Finalizada em 18/10/2020

Capítulo Único

Assim como em todas as manhãs de sexta-feira, parou o carro no estacionamento da escola dos filhos e levou os pequenos até a professora, dando um abraço apertado em cada um, antes de se despedir.
Naquela manhã, no entanto, ele estava distraído. Ao voltar para o carro, percebeu que, durante todo o trajeto, não tinha interagido muito com as crianças, pois ficara pensando na discussão que havia tido com a esposa, enquanto ambos tomavam o café.
Durante o resto do dia não foi muito diferente. Sua assistente queria saber a respeito de alguns compromissos agendados para a semana seguinte, mas, após o almoço, ele simplesmente pediu que ela fosse comprar um café descafeinado em uma loja da Starbucks que ficava a dois quarteirões do escritório, como se tudo estivesse sob controle.
A verdade era que nada parecia estar em seu devido lugar, naquele momento, e que ele estava bem longe de saber o que fazer!
As brigas com a esposa eram cada vez mais constantes, e ela estava se tornando quase uma estranha. Era a primeira pessoa que ele via, todos os dias, acordando ao seu lado na cama king size que ela fizera questão de comprar, mas ele não a (re)conhecia.
As conversas intermináveis (ou seriam monólogos dela?) sobre como poderiam gastar o dinheiro que o pai dele tinha deixado de herança, um ano antes, em viagens cheias de ostentação e bens supérfluos, não eram nem um pouco parecidas com os papos divertidos que eles tinham quando se conheceram, sobre os mais variados assuntos.
Há algum tempo ele vinha pensando sobre isso e, naquele momento, não estava conseguindo se concentrar em qualquer outra coisa. Não conseguia deixar de imaginar se havia se enganado sobre ela, durante os últimos anos, envolvido demais para realmente prestar atenção, como passara a fazer recentemente.
Então, antes mesmo que o relógio em sua mesa de vidro, bem ao lado da foto dela com as crianças em uma praia, tirada nas últimas férias, marcasse as seis horas da tarde, ele foi embora da empresa, desejando um bom final de semana a seus funcionários.
Dirigiu sem pensar até a marina e, quando percebeu, já estava dentro do Ulisses II, um dos iates adquiridos ao longo da vida por Christopher , que tinha sido a única coisa com a qual ele realmente fizera questão de ficar, após a partilha de bens entre ele e os irmãos.
Para a maioria das pessoas, o barco luxuoso era símbolo do status dos , mas para era um lugar onde ele podia ficar sozinho com seus pensamentos e lembranças. Em outra embarcação parecida com aquela, ele tinha aprendido com o pai tudo o que sabia sobre navegar e muitas outras lições, que haviam moldado seu caráter.
Deitado em uma das camas que havia na cabine, passou por volta de duas horas olhando para o teto, e lutando contra a vontade de ligar o motor, navegar para longe e não dizer nada a ninguém (até porque não saberia bem o que dizer!).
Ele tinha suas responsabilidades, como pai, marido, irmão, empresário… e, por isso, voltou para casa, no lugar de fugir. No entanto, continuava atraído pela ideia de um tempo no mar, quando encontrou a esposa sentada no sofá, com uma taça de vinho na mão e a expressão descontente.
— Oi — cumprimentou, sentando-se ao lado dela, depois de pegar uma long neck de Stella Artois para si.
— Oi? É isso que você vai me dizer mesmo, ? — Ela retrucou, incrédula. — Você sumiu! Por quase três horas! Celular desligado! Não tava na empresa…
— Eu tava na marina — respondeu. — Só isso. Eu queria… Eu precisava ficar sozinho um pouco.
— Sei…
— Sem ironia, ok? — Pediu, tentando manter a compostura, mas já se sentindo irritar. — É por isso, entre outras coisas, que eu preciso de um tempo.
— De mim? — Ela adotou outro tom, parecendo preocupada.
— De tudo — afirmou, dando um longo gole na cerveja. — Eu vou conversar com meus irmãos e tirar umas férias. Longas férias. Todas que eu não tirei, ao longo dos últimos anos. Vou pedir pro Neville preparar o Ulisses, fazer uma vistoria, abastecer com tudo que eu for precisar…
— Talvez eu pudesse ir junto. Podia ser a nossa segunda lua de mel e…
— Por favor, para! Você sabe que a gente não tá em clima pra segunda lua de mel! Pelo amor de Deus! — Retrucou, com ar cansado.
— Eu sei que a gente não anda bem — ela concordou. — Mas podia ser um jeito de melhorar as coisas.
— Olha, eu vou ser honesto com você, como eu sempre fui, ok? Eu não to feliz e sei que você também não tá feliz! Se a gente tivesse que sentar e tomar uma decisão hoje, a única decisão possível seria ir cada um pro seu lado e evitar um desgaste ainda maior, que vai fazer a gente se odiar no final. Só que eu prefiro me afastar um pouco, tirar um tempo pra pensar com mais clareza. Te dar esse tempo também! E conversar com calma, quando eu voltar, sobre os nossos sentimentos, sobre as nossas expectativas. Não hoje, com a discussão que a gente teve de manhã ainda na minha cabeça, e com você irritada porque eu desliguei meu celular. Não é assim que eu quero tomar uma decisão tão importante quanto essa!
— Quando você pretende ir?
— Eu vou falar com todos com quem preciso falar, organizar tudo e… assim que der.
Ela assentiu e se levantou, indo para o quarto dos dois.
Ele dormiu no quarto de hóspedes, até o dia da partida, que aconteceu em quatro dias.
Nas primeiras semanas de viagem, decidiu não pensar em nada e conseguiu realizar com sucesso tal tarefa. Apenas fingiu que era livre para fazer (quase) tudo o que quisesse, inclusive navegar para sempre sem destino, e que não precisaria, em algum momento, tomar decisões e voltar.
Atracou algumas vezes, conheceu lugares e pessoas, fez amigos… Bebeu tequila de mais e acabou tendo que se encostar em hotéis baratos. Reservou suítes em hotéis cinco estrelas e bebeu espumantes caros, não vendo diferença, quando a ressaca chegava.
E voltou para o mar, fazendo de conta que pertencia a ele!
Em uma de suas paradas, ele conheceu o dono de um barco de pesca, que o convidou para uma espécie de lual na praia, com muito peixe assado na brasa, bebidas fortes e músicos amadores tocando violão.
Ele se divertiu como não fazia havia muito tempo, e conversou a noite toda com o velho pescador, como se fossem grandes amigos de uma vida inteira, e não duas pessoas de realidades bem diferentes cujos caminhos haviam se cruzado algumas horas antes.
— Mas agora me diz: o que um cara com um barco de milhões de dólares faz numa cidade esquecida como a nossa? — o homem perguntou, em certo momento.
— Eu to viajando meio sem rumo. E também não escolho muito onde parar.
— E por que essa viagem sem rumo, se é que eu posso ter essa curiosidade?
— Eu precisava ficar sozinho. Precisava de um tempo pra avaliar as coisas.
— Carreira? Casamento?
— Casamento principalmente — afirmou, sem razão para esconder o que quer que fosse.
— Certo — o homem assentiu, servindo apenas para si mesmo mais uma dose de bebida e a tomando toda de uma vez. — Dizem que de casamentos eu entendo, afinal eu me casei cinco vezes.
— Uau! — respirou fundo, diante daquela revelação.
— Mas eu não acho que alguém que fosse especialista se casaria tanto — o homem continuou. — Se eu me casei tantas vezes foi justamente porque meus casamentos todos acabaram, com exceção de um. Agora, se você quiser falar de amor, meu rapaz, disso eu acho que entendo bem! Eu demorei bastante, é verdade. Quando eu finalmente compreendi, já era mais velho que você, mas o fato é que eu compreendi.
Dessa vez ele serviu uma dose para e apontou para o copo, indicando que ele deveria beber. não hesitou e virou a dose toda também. Não estava esperando por uma conversa como aquela!
— Eu amei muitas mulheres, mas apaixonado eu fui apenas por uma e ainda sou.
— Eu sempre ouvi falar o contrário. Que a gente se apaixona muitas vezes, mas a paixão passa rápido, e o amor é pra sempre.
— Eu também ouvi. Mas veja bem: eu amei todas as mulheres com quem me casei. Eu dediquei boa parte da minha vida a elas, afinal. E eu continuo amando todas elas, porque elas também dedicaram um tempo precioso da vida delas a mim, e isso tem que ser valorizado, sabe? Além disso, três delas me deram filhos, os meus bens mais preciosos! Como não sentir amor por quem me deu algo assim... um presente como esse? Agora... se você me perguntar se eu sentia frio na barriga com elas, eu vou te dizer que não. Se o meu coração batia mais forte quando eu tava perto delas? Não também. Mas a minha atual mulher... Meu Deus! Eu conheci a minha atual mulher quando nós dois tínhamos dezesseis anos. Ela me fazia rir à toa. Me fazia sentir o homem mais sortudo desse mundo! A gente não pode ficar junto, porque as nossas famílias não concordavam. Meus pais me mandaram pra Europa, pra um colégio interno. Os pais dela se mudaram pra outra cidade também. Depois, nós nos encontramos sempre em momentos complicados. Eu não podia, por exemplo, largar uma mulher com um bebê de alguns meses… ela não podia largar o marido dela com câncer. Mas, todas as vezes, sem nem mesmo tocar nela, eu senti meu coração explodir com a presença dela! E, quando eu enfim pude, eu soube que seria com ela que eu encontraria minha felicidade… que eu tinha que lutar por ela. Eu larguei tudo e me tornei pescador. Vim morar na menor cidade que eu já conheci na vida! E eu nunca, nunca fui tão feliz assim. Podem dizer o que quiserem, mas eu ainda sou apaixonado por ela, depois de quase sessenta anos, meu rapaz.
Aquela conversa mexeu com e, depois de quase um mês viajando, o rapaz passou então a pensar bastante. Pensou muito no casamento, na família, nos amigos, na empresa, em colocar novos projetos em prática, em ensinar os filhos a navegar e a pescar… e no amor, é claro. Pensou até acordar um dia e perceber que já não precisava refletir sobre mais nada.
Seu coração já tinha decidido.
Aqueles momentos em meio à natureza, com o vento no rosto, sem a correria do cotidiano e sem os seus ruídos, fizeram com que voltasse a escutar os seus desejos, voltasse até a sonhar acordado…
Os primeiros dias após o retorno à terra firme, no entanto, não foram fáceis. Nunca é realmente fácil lidar com o fim de um relacionamento, mesmo quando se tem certeza de que é o melhor a fazer.
Dizer adeus a alguém a quem tinha feito promessas regadas de “para sempre”, dividir os bens que tinham comprado juntos e abrir mão do lugar que havia sido seu lar foram apenas alguns dos desafios.
Houve ainda a conversa emocionada com os pais dela, que tinham se tornado como pais para ele também, os questionamentos de amigos em comum e a hora – a mais difícil de todas! - de contar às crianças.
Os filhos dele tinham se apegado muito a ela e, se não se lembravam de quando ele havia se separado da mãe deles, pois eram muito pequenos na época, com certeza se lembrariam dessa nova separação.
Ele não queria que se tornasse um tipo de um trauma, então pegou os dois na escola, os levou para almoçar no local ao qual iam sempre às quintas-feiras, e tentou tratar do assunto da forma mais natural possível. Disse que ela sempre os amaria, mesmo que não fosse mais a “otimadrasta”, e perguntou se eles gostariam de vê-la.
No antigo apartamento, onde os quatro tinham vivido ótimos momentos, Noreen chorou no colo de Tessa, que prometeu que elas ainda iriam ao shopping juntas para comprar sapatos de princesa. Nate tentou ser um menino crescido, mas seus olhos se encheram de lágrimas quando ele abraçou a agora ex de seu pai, ao se despedir, e perguntou se ela também continuaria frequentando seus jogos de futebol na escola.
Depois da visita, ele levou os dois para conhecerem a casa nova, sabendo que se animariam um pouco ao ver a enorme piscina com direito a escorrega e trampolim, e saber que poderiam escolher como decorariam seus quartos. Com um quintal cheio de espaço para correr e sabendo que, naquele momento, o pai não estava inclinado a lhes negar quase nada, eles aproveitaram para pedir um cachorro, sem saber que um casal de labradores já estava encomendado.
O astral dos três já tinha melhorado quando enfim levou os filhos de volta para a casa da mãe deles. Tinham guarda compartilhada, havia um bom tempo, mas ainda não havia conforto suficiente na nova residência dos , e ele mesmo estava dormindo em um hotel.
Foi Irina quem abriu a porta e mandou Noreen e Nate direto para o banho, quando conseguiu ser ouvida, pois eles tinham muita novidade para contar e pareciam querer fazer isso em tempo recorde.
— Em um minuto, eles tavam chorando por causa da Tessa. No outro, já tão assim, empolgados com uma casa ainda vazia e com cachorros que nem mesmo chegaram! — comentou, rindo, quando ele e a ex sogra ficaram a sós.
— E você como está, querido? — Indagou ela, preocupada.
— Eu queria que fosse tão fácil pra mim quanto parece ser pra eles — respondeu, sincero. — Os cachorros vão ser uma ótima companhia, quando os dois não estiverem comigo, mas eu preciso de mais que uma casa bonita e dois filhotes bagunceiros pra voltar a realmente me sentir animado.
— Um novo amor talvez — ela sugeriu.
— Ou quem sabe uma nova chance com um que não seja novo? — Questionou, deixando-a surpresa.
Ela não verbalizou nenhuma pergunta, mas seu olhar bastou, e ele respondeu dando de ombros, com um sorriso tímido nos lábios, confirmando que ela tinha entendido corretamente.
Irina não teve tempo de dar sua opinião, pois chegou da rua naquele momento, encontrando-os na sala.
— Oi, . Mãe. — Ela cumprimentou a mulher mais velha com um beijo no rosto, enquanto o rapaz tirava as sacolas de mercado de seus braços, levando-as para a cozinha. — Cadê as crianças?
— Se forem obedientes, no banho — a mãe respondeu. — Coisa que eu vou verificar agora mesmo!
Do balcão da cozinha americana, recebeu o sorriso cúmplice da Sra. .
— Toma um café comigo? — perguntou, então.
— Claro. Sempre. — Ele amava café, tanto quanto ela. Uma das primeiras coisas que tinham comprado juntos havia sido uma cafeteira.
Enquanto ela começava a preparar a bebida e guardava as compras, ele sentou-se à mesa para esperar e a observou, discretamente.
Durante seu tempo no mar ele tinha pensado bastante em seu casamento com Tessa, é claro. Tinha viajado justamente para ter certeza de que a relação com ela não tinha salvação. Mas seu pensamento fora principalmente direcionado a , o que o pegara totalmente de surpresa e desarmado!
A solidão completa, a tranquilidade e a conversa com o velho pescador tinham permitido que ele acessasse memórias, as olhasse de novos ângulos e percebesse que ela não deixara de ser o amor da sua vida, independente de qualquer coisa que tivesse acontecido.
Ele não tinha pensado nela como a mãe de seus filhos, mas como a mulher que sempre tinha feito borboletas brincarem em seu estômago, sendo ao mesmo tempo uma das poucas pessoas com quem ele ficava cem por cento à vontade para ser ele mesmo.
Então, ao longo de toda a viagem de volta, pensara no que fazer para conseguir reconstruir uma relação de amor com ela.
Ele nem sabia se seria possível, na verdade! Talvez tivesse simplesmente perdido sua chance. Porém sabia que precisava abrir seu coração para ela e fazer o que estivesse ao seu alcance, para ao menos ficar em paz consigo mesmo, já que feliz de verdade ele acreditava que só seria ao lado dela.
— Você tá legal? — Ela perguntou, colocando duas canecas de café sobre a mesa e sentando-se em frente a ele. Ele tinha contado a ela, pelo telefone, sobre sua decisão de se separar, pouco depois de conversar com a própria Tessa.
— To — ele assentiu. — Passar por uma separação nunca é algo que deixa a gente feliz, eu acho. Mas, pelo menos, eu tenho certeza que foi a melhor coisa que eu podia fazer.
— Eu espero que sim — ela comentou, dando um sorriso sincero de apoio.
— Eu refleti muito, . Eu não fiz nada de cabeça quente, sabe? Foi totalmente diferente de quando eu decidi me separar de você, no meio de uma discussão, da forma mais impulsiva possível, e… muito, muito errada.
— Tá tudo bem, . Eu não guardo nenhuma mágoa. Você é o melhor pai do mundo pros meus filhos, tem sido um ótimo amigo também… Eu sei que você pode estar um pouco nostálgico, com essa nova separação e tudo mais, mas você não precisa se desculpar.
— Eu não to me desculpando. Apesar de discordar sobre não precisar pedir desculpas! O que eu to dizendo é que eu cometi provavelmente o maior erro da minha vida. Eu não tinha deixado de te amar, eu só tava inseguro! Você tava indo super bem no trabalho e eu nem sequer sabia o que eu queria realmente fazer! E você ainda conseguia ser uma mãe fantástica, enquanto eu deixava a desejar nas tarefas mais simples…
— Eu já disse: você se tornou um ótimo pai.
— Eu sei! Mas, naquele momento, eu tava me sentindo um fracasso e uma sombra sua. Eu não aguentei a pressão e perdi você. E provavelmente eu não tenho direito de querer uma nova chance com você. Talvez eu não mereça. Só que eu decidi...e dentre todas as decisões que eu tomei nessa viagem essa foi a mais importante! Eu decidi que você precisava saber que eu nunca deixei de te amar. E que eu me arrependo demais, ! Até os ossos!
Ele suspirou, quando terminou de falar, e ela estava mordendo os lábios, o coração acelerado no peito, a mente despreparada para processar palavras que ela nunca tinha imaginado que ouviria.
— Eu... Eu não sei o que dizer, .
— Você não precisa falar nada.
— Você acabou de se separar...
— Eu sei. Você tem razão. Talvez não tenha sido um bom momento pra eu te falar nada disso. Ou quem sabe tivesse sido melhor eu te chamar pra jantar, qualquer dia desses, em vez de simplesmente me declarar, na sua cozinha — disse, tentando fazer piada de si mesmo, e conseguiu arrancar um sorriso dela.
— A gente pode jantar, um dia desses — ela falou, fazendo com que ele sorrisse também. — Mas é melhor as crianças não saberem, ok?
— Claro — ele concordava plenamente!
— Eu não quero que eles fiquem cheios de expectativas, porque eu não sei ainda exatamente como eu me sinto sobre... tentar de novo.
— Eu entendo... — respondeu, tentando não desanimar por ela não ter se declarado de volta. Afinal o fato de ela não ter descartado completamente a possibilidade de um recomeço para os dois já era alguma coisa. Muita coisa!
Não teve tempo de comentar mais nada, pois as crianças apareceram em seguida, correndo para os braços da mãe e querendo contar todas as novidades.
Naquela noite, e os filhos ajudaram a fazer espaguete à carbonara e ele ficou para o jantar em família e, na semana seguinte, ele ganhou um beijo de despedida, depois de um jantar só dos dois, no restaurante tailandês favorito dela.
Ainda demoraria para que confessasse seu amor também, mas ele aguardou, aproveitando cada momento com ela, antes que isso finalmente acontecesse, pois ele tinha certeza de que valia à pena esperar o tempo que fosse.
Por ela, tudo valia à pena! Ele ainda era e sempre seria apaixonado por ela.




Fim!



Nota da autora: sem nota





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