Última atualização: Fanfic finalizada

Capítulo Único

– Costumo falar que tudo na vida tem uma razão e um objetivo. Minha história com confirma minha teoria. – falo, sorrindo ao olhar para o vazio. – Desde que o olhei, sabia que aquele garoto que me ajudou no primeiro dia de aula em uma escola nova, seria meu início, meio e fim. – continuo. – e em todos esses anos, ele foi...
Em cada vez que me beijava...

Flashback On


, qual idiotice você está tramando? – pergunto, curiosa para saber o que significava toda aquela situação, estava com os olhos vendados com uma faixa, que o tinha pego com sua mãe.
– Você verá logo, , deixa de ser apressada. – ele retrucou.
– Não tô apressada, seu idiota, estou morrendo de frio, esqueci meu casaco em seu quarto. – falo, emburrada.
– Ah, desculpa, , acabei esquecendo disso, aqui, toma. – ele falou, tateei o ar tentando encontrar o que me oferecia. O escutei dar risadinhas e bufei, irritada. – Aqui, , toma. – ele disse, colocando em minhas mãos algo, que notei ser o seu casaco. O vesti e respirei fundo ao sentir seu cheiro impregnado na peça de roupa. Escuto o continuar a trabalhar e resolvo me sentar na grama para esperar, seja lá o que fosse que ele estava fazendo. Estávamos em seu quintal, disso eu sabia, ele tinha me ligado mais cedo e pedido para que passasse em sua casa ao anoitecer, foi o que fiz, mas quando cheguei atendeu a porta um pouco aturdido e falou algo sobre ter chegado de mais e, em seguida, pegou uma faixa e me vendou. Super normal.
– Pronto, , pode olhar agora. – disse e puxei a venda com rapidez, me atrapalhando um pouco.
Ao enxergar o que ele estava trabalhando, fiquei boba. Uma boba extremamente sorridente. Da grande árvore que tinha em seu quintal pendiam várias fitas e em cada uma tinha um post-it colado em sua ponta. A árvore também estava iluminada com pisca-pisca, era uma visão linda.
– O que é tudo isso, ? – perguntei, na esperança que ele dissesse que era o que eu estava pensando.
– Sabe mês passado? – ele começou. – Na festa na casa da Alex, quando brincamos de jogo da garrafa. – completou, eu lembrava totalmente. Eu e o tínhamos nos beijado, como uma das consequências do jogo. Aquele beijo tinha sido o suficiente para que eu entendesse todos os meus sentimentos, mas não parecia ter tido o mesmo significado para ele. Pelo menos até hoje. Assenti, para dizer que lembrava, sim. – Então, quando nos beijamos, eu senti. Senti como se um mundo novo se abrisse para mim. Nunca tinha sentido isso com nenhuma outra garota que beijei. Só que eu, como o idiota que sou, quando me perguntaram como foi te beijar, respondi "eu tinha que beijá-la, né", como se tivesse sido um fardo, quando, na verdade, foi o melhor momento da minha vida. – ele disse, nervoso. Respirou fundo antes de continuar. – Fiquei pensando como podia consertar isso, então tive uma ideia. Em cada um desses post-it tem um motivo e quero que você leia. – finalizou, Olhando para mim.
– Um motivo para que? – perguntei, com a voz um pouco embolada. Estava muito nervosa.
– Para querer te beijar. – ele disse.
Aproximei-me da árvore e abri um papelzinho.
"Porque você é linda."
Sorri e olhei para ele, tímida. retribuiu o sorriso e me incitou a continuar com os papéis.
"Porque você é a melhor coisa da minha vida."
"Porque seu sorriso traz luz para o mundo."
"Porque o sabor dos seus lábios é o paraíso."
"Porque eu quero me casar com você."
"Porque eu te amo para sempre."
"Porque eu não quero nunca te dizer adeus. "

Neste momento, eu já corria de um papel para outro lendo o que tinha escrito e com um sorriso tão grande que meu rosto iria rasgar a qualquer momento. Quando dei a volta na árvore, me olhava em expectativa. Pulei em seus braços e o beijei. O nosso beijo no mês passado tinha sido esclarecedor para mim, mas depois veio a mágoa por saber que ele não tinha se sentido do mesmo modo. Agora beijá-lo sabendo que os sentimentos que eu sentia eram correspondidos, era como estar na lua. Nos beijamos durante muito tempo, em pé e depois deitados na grama. Passado esse tempo, ficamos lá, deitados e olhando o céu.
– Então, estamos namorando? – perguntei, aninhada ao peito dele.
– Eu não te pedi em namoro, garota, deixa de ser oferecida. – ele disse, com um tom de voz brincalhão.
– Idiota... – falei, tentando me afastar dele. gargalhou e me agarrou mais.
– Claro que sim, ! Quero me casar com você...
– Nós só temos 16 anos, não vou me casar aos 16. Nem mesmo com você. – falei sorrindo.
– Hmmmmm... – disse, fazendo cara de pensativo. – É, você tem razão. Então, enquanto isso, aceita ser minha namorada? – perguntou, olhando nos meus olhos.
– É claro que não, seu idiota. – o respondi rindo e o beijando.

Flashback Off.

Já tinha se passado 12 anos desde esse dia e lembro com cada detalhe. Do dia que nossa história de amor começou.
Respirei fundo, saudosa com a lembrança e continuei...
– Em cada vez que me abraçava...
Flashback On.


O enterro tinha terminado, mas não tinha me livrado das pessoas. Estavam todas empoleiradas dentro de casa. Minha mãe não tinha deixado que eu fosse para meu quarto, então tive que ficar naquela sala escutando quanto meu pai tinha sido uma boa pessoa. Tinha. No passado.
Metade dessas pessoas não o conhecia de verdade. Nos 7 anos que ele morou nessa cidade, poucas foram as pessoas que tiveram uma conversa com ele. Meu pai era um homem fechado e reservado. Ele odiaria cada minuto dessa situação, se estivesse aqui. Consigo até ouvir sua voz sussurrando em meu ouvido.
-, será que se começarmos um pequeno incêndio, conseguimos colocar essas pessoas para fora? – pareceu tão real. Olho rapidamente para trás e vejo .
Um sorriso invade meu rosto na mesma hora que lágrimas começam a cair, lágrimas essas que mantive presa durante todo o dia. Ele estava com os olhos rodeados por olheiras e parecia exausto. Tinha pego um grande congestionamento na rodovia e não conseguiu chegar a tempo para o enterro. Mas agora ele estava aqui. Ele correu para minha frente e me abraçou forte. E tudo ficou mais fácil depois daquele abraço.
Flashback off
Meu pai tinha falecido quando eu tinha 20 anos, o quadro dele piorou quando estávamos em semana de provas na faculdade, corri para casa, visto que não precisava me preocupar com as notas, já que estava indo bem em todas as disciplinas.
, por outro lado, não podia perder as provas, tinha algumas disciplinas em que estava na berlinda e reprová-las significava perder a bolsa de estudos. E, por mais difícil que tenha sido, consegui convencê-lo a ficar e terminar as provas.
Meu pai não aguentou e faleceu na sexta, saiu da faculdade e veio direto para a nossa cidade, só que um acidente horrível tinha acontecido na rodovia, o impossibilitando de chegar a tempo para o enterro. Mas ele veio. E quando chegou, percebi que aguentaria qualquer coisa, desde que estivesse com ele ao meu lado.
A lembrança desse dia fez lágrimas despontarem em meu rosto. Respirei fundo e continuei.
Em cada vez que me fazia uma surpresa...
Flashback On

– Querido, cheguei! – gritei, ao entrar no apartamento. Não obtive resposta. – , você tá em casa??? – perguntei, mais alto.
– TÔ NA COZINHA. – gritou em resposta.
– Ok, vou tomar banho. – falei, esperando a sua habitual resposta "então vamos economizar água", mas ela não veio. Dei de ombros estranhado e fui em direção ao quarto. O dia hoje tinha sido exaustivo. Precisa de um ótimo banho de banheira para relaxar.
e eu estávamos morando juntos há pouco mais de um ano e estava sendo incrível. Tínhamos tido brigas aqui e acolá, mas nada que interferisse em nossa relação. A cada dia que passava, tinha mais certeza que ele era o meu felizes para sempre.
Estávamos juntos há 12 anos, sem nunca termos terminado, sem traições ou joguinhos. Conheci o amor da minha vida aos 13 anos e o encontrei aos 16. Tive sorte.
Ao terminar o banho, fui para cozinha, que estava com meia luz.
Olhei para a mesa e estava toda arrumada e com velas.
– AAAAAH, ESTAMOS TENDO UM JANTAR ROMÂNTICO??? ERA TUDO QUE EU ESTAVA PRECISANDO, MEU AMOR! – falo, agarrando meu namorado e o enchendo de beijinhos. gargalha e me afasta, para poder afastar a cadeira para que eu sentasse.
– Que cavalheiro. – comento.
– A seu dispor, madame. – ele diz, sorrindo. – Então, o cardápio hoje foi por minha conta...
– Ah, foi você que fez? – pergunto, um pouco preocupada, não é o melhor dos cozinheiros. Sempre que ele tenta cozinhar algo, acabamos pedindo algo pronto em algum restaurante. Ele me olha com cara de poucos amigos. – Ah, mas tenho certeza que dessa vez vai tá ótimo, amor. – completo, rapidamente.
– Você é ridícula. – ele diz, apontando para mim. Dou rosadinhas. – mas, respondendo sua pergunta, não fui eu que cozinhei, encomendei no seu restaurante favorito. – disse e dei um suspiro aliviada e ganhei um olhar maldoso dele. – Mas o pudim fui eu quem fiz!
– UHUUUU! Ainda teremos pudim. Será hoje o melhor dia da minha vida? – falei, brincando. Mal sabia eu, que sim, seria.
O jantar estava delicioso, visto que não tinha sido o meu namorado muito lindo mas nada talentoso que fez. fez questão de servir a sobremesa em meu prato, sorri agradecida e provei o pudim. Que estava ótimo!
– Amor, até que pudim você sabe fazer! – comentei e dei uma piscadinha para ele. – Não vai comer o seu? – pergunto a , que acena com a cabeça, mas continua me encarando.
Pego um grande pedaço de pudim e engulo de uma vez, sem mastigar. O meu grande erro. Sinto algo ficar preso em minha garganta e começo a tossir. arregala os olhos e corre para bater em minhas costas. Com certeza o "grande cozinheiro" deve ter deixado uma casca de ovo enorme cair na sobremesa. Continuo tossindo até a casca de ovo cair em minha mão. Mas ao olhar, vejo que não era uma casca de ovo. E começo a gritar.
, VOCÊ TÁ BEM??? – pergunta assustado.
Fico apontando louca para minha mão e ele sorri, entendendo. Em seguida, abaixa-se e fica de joelhos em minha frente.
-, você aceita casar comigo? – ele pergunta, olhando apaixonadamente para mim.
– ISSO É UM TIFFANY CORTE PRINCESA 1.5k. – É a única coisa que sai da minha boca. Aquele anel deve ter custado uma fortuna e sempre foi meu sonho. ri.
– Sim, tô sabendo, mas e casar comigo, você aceita? – ele repete.
– É CLARO QUE SIM, SEU LOUCO.
– Louco por você, meu amor.

Flashback off

A lembrança do dia mais feliz da minha vida contrastava com o momento que eu vivia.
foi meu tudo, meu amor, meu namorado, meu amante, meu melhor amigo.
Até que ele se foi.
Ele se foi atropelado por um motorista embriagado enquanto ia comprar o leite que tinha acabado.
Tudo vem à tona no momento.
A emergência me ligando; eu, de pijama, no hospital recebendo a notícia que, infelizmente, não tinham conseguido salvá-lo.
Que sentiam muito.
Eu sei que poderiam passar mil anos, e a dor daquele momento nunca seria superado.
A dor de saber que não poderia mais beijá-lo.
Que não poderia mais abraçá-lo.
Que ele não faria mais surpresas.
Que ele não iria mais me fazer sorrir.
Olho para todas aquelas pessoas, suspiro e continuo a falar:
– ... em cada vez que respirava. fez da minha vida especial. Ele dizia que foi com esse propósito que veio a terra. Para me fazer feliz. E se foi com esse propósito que ele veio, ele cumpriu. Mesmo agora, em que dói até o fundo da minha alma não tê-lo aqui, as lembranças de quanto vivi plenamente com ele, me acalentam e me fazem sorri de felicidade. era uma alma pura, bondosa e linda. Todos que tiveram a sorte de conviver, minimamente que fosse com ele, foram privilegiados. Eu fui a maior privilegiada de todos, por ter sido amada por ele. Alguém te amar de uma forma tão pura e linda, te transforma.
Li em um livro a seguinte frase "você me deu a eternidade em nossos dias numerados.", e é isso que vivi com , com o amor da minha vida. O tempo vai passar e nada vai ser tão lindo e mágico como a eternidade que vivi com o meu grande amor. – finalizo com as lágrimas escorrendo meu rosto.
Afasto-me do microfone e vou em direção à mãe do . Todo o resto da cerimônia passa como um borrão.
Logo estamos no cemitério, uma dor, como a de mil flechas transpassando meu coração, me atinge ao ver o caixão dele sendo colocado dentro da cova.
Era real: eu nunca mais o veria. Nunca mais o ouviria gargalhar. Eu tinha perdido meu amante, meu amor.
– Te amarei para sempre, . – sussurrei, antes de me afastar do lugar em que ele estava sendo enterrado.
Você disse que não queria nunca me dizer adeus, e realmente não disse.
– Mas eu tive que te dizer adeus. – falei, para o vazio.





Fim!



Nota da autora: Oi, gente!
Espero que tenham gostado da fanfic, queria ter trabalhado um pouquinho mais nela, mas acabou que não tive muitas ideias, então ficou assim!
Caso queiram ler outras fanfics minha, vou deixar o link aqui!
Xx




Outras Fanfics:
16. Gold Rush – Ficstape Ed Sheeran.

16. Obviously – Ficstape McFly – Memory Lane

01. Love Is Easy– Ficstape McFly – Memory Lane

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Il Était Une Fois - Outros/Finalizada



Qualquer erro nessa fanfic ou reclamações, somente no e-mail.


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