14. Been You






Última atualização: 27/07/2017

Era como se eu nunca tivesse tido um momento de paz na minha vida desde que tudo começou. Desde os meus 15 anos, era como se eu tivesse entrado numa corrente marítima e seguido nela sem nunca poder parar. Muitas vezes eu afundava, me engasgava, me debatia, mas a corrente sempre me puxava praquele fluxo sinistro que me levava para mais longe e para lugares mais perigosos, onde tudo começava de novo. Afundar, me afogar, me debater.
De um jeito que eu não tinha muita certeza de como começou, minha vida andava inusitadamente calma nos últimos meses. Felizmente. E eu até dava glória aos céus por ter essa fase de tranquilidade. Estava fazendo o meu trabalho sem me preocupar com nada além do meu dever, sem me preocupar com processos judiciais ou revistas falando de mim porque eu simplesmente não dava motivos para isso desde muitos meses atrás. E eu estava orgulhoso de mim. Eu sentia como se eu tivesse crescendo e, junto comigo, as responsabilidades. E eu sabia que muito do que passei nos últimos anos tinha um reflexo direto nesse meu novo comportamento, nessa tentativa de mudança. E esse sentimento de paz e serenidade era maravilhoso.
A vida amorosa não estava lá àquelas coisas, já que eu tinha decidido ficar mais de boa e curtir a paz do momento. Não que eu não ficasse com nenhuma menina aqui e ali, mas a frequência era bem menor e se comparada à vida que eu levava nos meus 18 anos, Justin Bieber de hoje tinha quase virado um santo. Mas assim era melhor. Eu precisava me concentrar na nova turnê mundial e, convenhamos, eu também precisava de energia. Tocar pra estádios era muito mais cansativo porque minha adrenalina subia a níveis absurdos que eu nem era capaz de descrever. O público cobrava muito mais, e eu não podia oferecer um simples show. Eu tinha que oferecer um espetáculo, porque era isso que todo mundo esperava. Tá certo que nem sempre eu tinha forças, porque a sequência de shows era muito insana, mas eu me esforçava mais do que antigamente, se é que podemos colocar dessa forma.
O bom da turnê de estádios é que você toca em lugares que nunca imaginou que conseguiria tocar um dia. Às vezes eu ainda me questionava se tudo era real. Sim, apesar de todo o lado negativo que a fama me trazia, eu ainda sentia uma enorme satisfação em fazer o que eu amava. E eu só pedia a Deus que eu fosse capaz de continuar sentindo esse amor por muitos e muitos anos.
Olhar o céu pela janela do jatinho me fazia sentir extremamente pequeno, apesar de tudo. De que me adiantava todo o dinheiro que eu tinha se, ali, olhando praquele imenso céu e praquele enorme pedaço de terra abaixo de mim, eu não era nada além de um pontinho? Uma gota no oceano? Uma poeira na galáxia? Era incrível como a vida era dual. Representar tanto mesmo sendo tão pouco... Uau!
Se me deixassem, eu poderia passar mil anos divagando sobre o quão esplendidamente confusa a vida era. Mas eu tinha que trabalhar, e divagar nos meus pensamentos loucos não ia me ajudar em nada. Sendo assim, desci do jatinho decidido a dedicar toda a onda de energia positiva que me dominava no show daquela pequena cidade francesa chamada Lille.
Enquanto meu carro ia atravessando as ruas da cidade charmosa, eu sentia um arrependimento apertar meu peito. Tive três dias de descanso entre meu último show, em Dublin, e o de hoje, em Lille. Resolvi aproveitar a folga na capital Irlandesa, mas observando o estilo antigo e aconchegante de Lille, percebi que tinha feito à escolha errada. Uma pena que, logo após o show, eu voaria para a Alemanha tendo até mesmo que dormir no jatinho, não podendo aproveitar as coisas que a França tinha a me oferecer.
Cheguei ao hotel e tive tempo apenas de dormir por uma hora. Em seguida, resolvi descer e dar uma volta pelas ruas só para que eu pudesse sentir os ares da cidade. Claro que alguns fãs vieram me pedir fotos e autógrafos, mas eu tinha recebido ordens para não atendê-los. Acho que Scooter sabia o que fazia quando me pedia coisas assim. As chances de me irritar e cagar toda a tranquilidade que carregava comigo eram enormes, portanto segui suas orientações. E eu pude ouvir as fãs se lamentando e umas até diziam estarem decepcionadas comigo. Mas três garotas, de mais ou menos quinze anos, estavam conversando sobre algo que chamou minha atenção. Só pude entender palavras soltas como “la professeure” “il était gentil” “Élise ment” que significavam, sucessivamente, “a professora”, “ele era gentil” e “Élise mente”.
Uma onda de coisas estranhas e sem explicação invadiu minha mente e tudo ficou turvo por um instante. Meu coração se apertou porque eu não sentia aquilo em muitos anos... Foi horrível, uma sensação péssima e eu quis gritar só de sentir que as lembranças estavam voltando com tudo em minha memória. Eu me sentia fraco e toda a tranquilidade tinha ido pro espaço. Eu ia cair ali mesmo. Mas tentei fazer um exercício de respiração que me fora muito útil tempos atrás e consegui ter controle dos meus pensamentos. Ou pelo menos pensei que tivesse conseguido.
Infringindo todas as ordens de meu empresário, dei meia volta e parei na frente das três meninas que arregalaram os olhos quando me viram. Presumi que meu semblante não era dos melhores.
- O que vocês estavam falando? – percebi também que minha voz não saiu tão doce e calma como eu desejava. Se eu não me controlasse, eu ia foder tudo.
Elas começaram a gaguejar e eu pensei que íamos ter um problema de comunicação ali, tendo em vista que, no decorrer dos últimos anos, eu tinha esquecido o pouco que eu sabia de Francês. Mas respirei aliviado quando uma delas ensaiou o começo de uma frase em Inglês.
- Nossa... Nossa professora disse que te conhecia – a loira disse.
- E ela disse que você era muito legal, diferente do que a mídia fala de você – a menina negra adicionou convicta, sem titubear.
- Professora Élise nunca falou mal de você – a muçulmana completou enquanto ajeitava seu hijab com as mãos meio trêmulas.
- Vocês são daqui? – indaguei, soando mais como um ser humano do que como um monstro.
- Não, nós somos de Angers, fica do outro lado da França. Viemos só pra te ver – a muçulmana continuou e eu sorri.
- Élise também veio – a negra disse e eu travei – Ela vai ao show, quer dizer, se ela não desistir antes...
- Desistir? – perguntei confuso.
- Quando o assunto é Justin Bieber, nossa professora é muito confusa. Acho que ela é belieber desde a era Baby e deve ser muito bom ver o ídolo crescer, mas deve ser ruim perceber que ele já é um adulto... Não sei – a muçulmana constatou
- Vocês sabem qual hotel ela está? – me arrependi logo em seguida, pois eu não queria isso.
- Le Château Royal – a loira disparou, os lábios trêmulos, os olhos azuis arregalados.
Sorri para aquelas três meninas e fiz questão de tirar uma foto com cada uma e autografar o meu álbum que elas tinham em mãos. Eu não tinha planejado sair do quarteirão do meu hotel, mas aparentemente eu estava indo agora atrás do hotel Le Château Royal.

Outro ponto positivo do sucesso era que eu conseguia tudo que eu queria sem ter que fazer um esforço absurdo. Qualquer pessoa que chegasse a um hotel do nada pedindo para entrar no quarto de um “desconhecido” seria barrado na hora. Comigo isso não aconteceu. Apenas me olharam e disseram que “vamos ver o que podemos fazer pelo senhor” enquanto me colocavam numa sala de espera mais privada. A demora claramente era um sinal do universo para que eu desistisse daquela ideia idiota e voltasse pro meu hotel a fim de aproveitar minhas horas restantes de descanso antes do show. Mas eu era teimoso e isso era algo que eu precisava começar a mudar.
Se realmente Élise estivesse ali, eu nem sei o que faria. Não que eu não tivesse passado vários meses da minha vida me perguntando por que ela escolheu sair dos Estados Unidos sem se despedir ou até mesmo o porquê dela ter feito isso. Durante uns bons cinco meses depois da sua partida, eu não pensava em nada além disso. Até que um dia muito aleatório ela me ligou logo depois da minha apresentação no VMA de 2015 em que eu apareci chorando pro mundo e eu simplesmente não consegui falar nada. Élise sabia o que estava acontecendo comigo, sabia o que eu estava sentindo e então ela falou, falou e falou e magicamente eu me acalmei. Nem parecia que ela tinha sumido da minha vida do nada por meses. E agora eu estava aqui, esperando pra ver se era mesmo ela que estava no hotel. Eu sabia que as chances eram poucas, afinal, quantas Élises existem na França? Mas eu iria tentar mesmo assim.
A voz de uma moça simpática me tirou dos devaneios me informando que eu deveria subir até o quinto andar, pois Élise estava me esperando no quarto 502. Eu sinceramente não sei como minhas pernas conseguiram me levar até as escadas e como eu consegui subir aqueles cinco lances sem vomitar de nervoso ou sem cair de joelhos no chão por estar me tremendo todo. Mas foi só eu parar na frente da porta do quarto que eu senti o efeito do nervosismo e dei uma abalada, tendo que me segurar na parede pra não cair. Lembrei-me dos exercícios de respiração que usei mais cedo e que, por sinal, fora Élise que me ensinara anos atrás. Não sabia o que eu estava fazendo, mas era agora ou nunca.
Minha mão bateu na porta três vezes e eu estava respirando pela boca de tanto nervoso. Tudo tinha acontecido tão rápido que eu nem sabia o que eu ia falar quando ela aparecesse ali. Não sabia se ia sorrir, se ia chorar, se ia sentir ódio, saudade, confusão ou se eu ia desmaiar antes mesmo dela aparecer. Por Deus, eu não sabia nem se aquela era ela! Eu tinha perdido completamente o rumo da minha vida ali, se me perguntassem o que eu fazia pra viver eu não ia saber o que responder, já que eu não conseguia pensar em nada. Eu nunca tinha me sentido assim antes. E então, a porta se abriu e meu olhar, que estava grudado no chão, avistou aquele par de All Star branco.
Era aquilo ali mesmo, eu não podia mais adiar. Subi meus olhos por suas pernas cobertas por um jeans preto logo notando que suas curvas estavam um pouco mais acentuadas. A barra da blusa branca estava imóvel e subindo minha visão percebi a estampa abstrata que subia e descia rapidamente na altura dos seios dela indicando sua respiração rápida e descompassada. Quando avistei seu colo e seu pescoço, eu sabia que aquela era Élise e, finalmente, quando depositei meu olhar em seu rosto, eu senti que estava caindo numa queda livre infinita e aquilo parecia tão assustador, mas tão bom ao mesmo tempo...
A gente ficou se olhando por um tempo, sua expressão refletida na minha, como sempre acontecia entre a gente. Era como se fossemos o espelho um do outro. Minha boca se abriu involuntariamente tentando, em vão, expulsar alguma coisa da minha garganta. Meus olhos não saíram dos dela e eu sabia que aquilo, em breve, ficaria estranho. Suspirei, meio que me rendendo, e desviei meu olhar para o chão de novo. Eu queria voltar pro meu hotel e chorar até a hora do show. Mas me surpreendi quando seus dedos gelados tocaram meu queixo me fazendo erguer a cabeça. E eu fechei meus olhos quando a palma da sua mão deslizou da minha bochecha para a pele entre meu pescoço e orelha, querendo aproveitar cada segundo daquele toque. E então Élise me abraçou.
Eu me senti completo de uma forma estranha. Era uma sensação muito boa tê-la de novo entre meus braços e estar nos braços dela também. Eu percebi claramente que eu tinha sentido falta daquilo num nível absurdamente grande, mas que eu não tinha me dado conta. Aquilo parecia certo. O cheiro de Élise, as formas dela, sua textura, como ela respirava no meu ouvido se remexendo indicando que estava chorando... Tudo parecia estar no seu lugar de novo. De uma forma estranha, mas ainda assim certa.
- Eu senti tanto a sua falta, Élise – me vi dizendo sem perceber e como resposta eu senti alguém fungar. Não sei dizer se fora ela ou eu.
Élise não disse nada e eu senti que seu choro estava aumentando, então tentei nos forçar para dentro do quarto, fechando a porta como pude, nos guiando para a cama para que pudéssemos nos sentar. Depois de acomodados, Élise saiu do meu abraço e me encarou, limpando os olhos que até que não estavam tão molhados. Ela suspirou e jogou seus cabelos curtos para trás, deixando seu rosto livre.
- Me desculpe – seu sotaque Francês estava mais acentuado – Eu não queria ter te recebido assim. Eu tentei me controlar, não consegui.
- Estamos no mesmo barco, Élise – respondi e ela sorriu de lado meio timidamente.
Ficamos nos encarando por mais um tempo até que, novamente, minha garganta se expressou sem nem mesmo dar tempo ao meu cérebro para processar a pergunta.
- Por quê? – foi à única coisa que eu disse e, pelo olhar da mulher a minha frente, eu sabia que ela tinha entendido.
Élise suspirou e baixou o olhar, mas não me respondeu.
- Por que você saiu do país do nada? Eu pisquei meus olhos e você tinha ido embora sem nem mesmo me dar tchau. Eu fiquei tão desesperado, Élise. Fiquei pensando no que eu tinha feito de errado, pensando se tudo aquilo tinha sido em vão, se você precisava de ajuda, se você estava bem ou não. Eu quase enlouqueci.
Eu desatei a falar, movimentando minhas mãos para todos os lados como sempre fazia quando ia conversar sério com Élise. Ela suspirou de novo e me encarou pela primeira vez naquele tempo.
- Eu precisava de espaço, Justin.
Espaço? Espaço pra quê? Eu poderia ter dado espaço pra ela sem que ela tivesse que ir morar um oceano de distância!
- Você poderia ter me falado, Élise!
- Eu tentei, eu tentei. Eu... Eu juro que tentei, mas não era algo que dependia só de mim, Justin.
- Como assim, por que não?
Élise respirou fundo, olhou pra baixo e me encarou de novo.
- Justin, eu estava apaixonada por você. Não como amiga, Justin. Eu estava apaixonada de verdade. E não ia adiantar nada eu ter te falado porque você não estava apaixonado por mim. Na verdade eu nem sei se eu estava apaixonada. Eu saí do país justamente pra me dar um tempo.
Minha mente virou de ponta cabeça em questão de segundos e eu não conseguia mais associar os fatos.
- Você estava apaixonada por mim?
- Não sei! – ela respondeu colocando as mãos na cabeça – Eu não sei, Justin! Acho que o que a gente tinha foi algo muito confuso que, no final, acabou afetando nós dois negativamente.
Eu analisei sua fala e percebi que nunca tinha parado pra pensar no nosso relacionamento dessa forma. Mas vendo assim, parecia que Élise tinha razão.
- Eu te fiz mal? Eu fui o culpado de você ter ido embora, o culpado da sua dor?
- A gente foi – ela respondeu calmamente – O que a gente era? Responda-me com sinceridade.
- Amigos?
- A gente se tratava como amigos? – ela indagou.
Eu pensei por alguns segundos e suspirei por fim.
- Não. Você não me tratava como amigo e nem eu te tratava só como amiga. A gente se gostava, a gente tinha alguma coisa.
- Exato, a gente tinha alguma coisa! E a gente nunca definiu essas coisas ou esclareceu as barreiras. A gente só foi vivendo e vivendo e quando vi eu estava perdida. Eu não sabia mais se o que eu fazia era porque eu queria ou se era pra te agradar. Eu nunca quis ficar tanto tempo assim nos Estados Unidos, mas eu fui ficando por você e no fim, percebi que nem era uma coisa tão certa.
- Não era certo o que nós tínhamos? Era errado? Você acha isso?
- Não era, Justin. A gente se enganava. O tempo todo. A gente fingia não ligar se o outro aparecesse com outra pessoa sendo que, lá no fundo, a gente se importava sim. Nós nunca falamos sobre o que tínhamos. Exceto por aquele dia que brigamos justamente por eu ter saído com outro cara, e, a partir dali, nossa relação mudou e tudo desandou. A gente estagnou numa zona de conforto absurda e lá ficamos porque estava bom pros dois. Até que uma hora não funcionou mais pra mim.
- A gente passou esse tempo todo se gostando e nunca falamos isso um pro outro? Eu não acredito que fomos burros a esse ponto! A gente podia ter sido felizes juntos – concluí confusamente, era como se minhas frases não tivessem sentido algum, mas Élise estava me compreendendo.
- Sim, a gente podia. Mas faltou comunicação, faltou maturidade, faltou sei lá o quê... Mas teve medo em excesso. De ambas as partes. Ninguém queria se envolver. Eu porque tinha saído de Angers, uma cidade com menos de 150 mil habitantes, pra viver em LA, uma cidade cheia de oportunidades e gente nova, e você, por ser o Justin Bieber. Então o que a gente tinha estava cômodo. E Justin, eu detesto comodidade. Então eu saí.
Eu ainda estava tentando avaliar tudo que Élise me falava. Ela tinha total razão, nós tínhamos sido negligentes com a gente mesmo e tudo isso nos causou um pouco de mal, de alguma forma. Essa mania besta de não querer se entregar e não querer amar e ser amado. Como eu podia ter sido assim algum dia na minha vida, não é mesmo? Era triste, decepcionante...
- Você podia ter pelo menos me dado tchau – eu disse calmamente.
- Eu não consegui.
O silêncio tomou conta do ambiente mais uma vez, até que senti Élise me abraçar de novo e dizer no meu ouvido que estávamos bem.
- Estamos bem, vamos seguir nossas vidas sabendo que não podemos não verbalizar o que sentimos. Aprendemos uma lição com tudo o que passamos, Bieber. Vamos fazer disso algo melhor para nós mesmos.
- Eu queria te ter pra mim de novo, Élise. Eu faria tudo de forma diferente, a gente teria dado certo.
- Justin – ela falou colocando as mãos em meu rosto – Nossas vidas seguiram rumos diferentes e, além disso, nós dois nos conhecemos bem o suficiente pra saber que não acreditamos que as coisas acontecem por acaso. Tudo tem um motivo que a gente ainda não é capaz de compreender. Não vamos nos esquecer disso. E, além do mais, nós dois sabemos que isso não iria funcionar. O tempo já passou, a vida seguiu, eu estou na França e você no mundo, nós não iríamos ter tempo de nos dedicar e, você sabe o que eu penso da vida: don’t do nothing unless your heart’s in it.
- Você tem razão – me rendi suspirando – Fico feliz da gente ter tido essa conversa, era algo que eu precisava.
- Era algo que nós precisávamos.
Nos abraçamos mais uma vez e, então, me despedi de Élise. Ela garantiu que iria ao show e eu acreditei nela. Vou mentir se disser que não chorei no meu quarto de hotel assim que cheguei lá, porque eu chorei e não foi pouco. Mas eu me sentia aliviado. Era bom esclarecer coisas do passado que ainda te prendiam ou te causavam algum sentimento de alguma forma. Eu me sentia melhor.
Então, em cima do palco, no meio do show, eu cantei aquele último verso olhando para nenhum lugar em específico desejando muito que Élise soubesse que eu estava cantando pra ela. E eu sei que ela estava ali, em algum lugar no meio da multidão sorrindo e entendendo o meu recado.

“If I would’ve known, If I would've known it could've been you. If I had the chance, if I had the chance I'd make us brand new. I never wanted to be, wanted to be your enemy. No, but if I, if I would've known, If I would've known it could've been you, been you.”

Eu nunca mais ouvi sobre Élise de novo, mas eu sabia que estávamos bem e que aquilo que tínhamos vivido iria me acompanhar para sempre. Assim como eu sabia que um dia nos encontraríamos de novo, e, se fosse pra ser, pelo menos faríamos certo dessa vez.



FIM!



Nota da autora: Olá pessoas! Primeira ficstape que participo e espero que eu não tenha decepcionado vocês. A história pode ter parecido curta, porém se você quiser saber um pouco mais sobre esse casal-não-tão-casal-assim Justin Bieber e a francesa Élise, desce um pouco a página do Ficstape - Purpose até aparecer “18. All in it” e se delicie hahaha. Foi com carinho e espero que vocês tenham gostado! Qualquer dúvida eu estou no Twitter como @_mesaventures! Obrigada e até a próxima!

Outras fics no site:
Garotos não choram - primeira fic no site
My Psycho Killer Girl - segunda fic no site
Em Fogo - terceira fic no site
Uma Estória da Realeza - quarta fic no site (essa é restrita!)
Quebrando a porra do protocolo - quinta fic no site
18. All in it (Ficstape – Purpose) – sexta fic no site





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