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Última atualização: 03/01/2020

Prólogo

Pareciam estrelas. Era o que eu imaginei quando olhei pela janela do meu quarto. O que antes era meu quintal, agora havia se transformado engenhosamente no local da cerimônia. Estava próximo ao final do dia, e todas as luzes daquela decoração milimetricamente planejada, lembrava-me de estrelas, e aquilo me trazia um misto de sentimentos. Pouco a pouco, comecei a perceber que algo estava faltando. Involuntariamente, me peguei segurando aquele colar, e no mesmo instante, batidas na minha porta preencheram o local. Virei-me para trás, e lá estava duas pessoas que, apesar de não lembrar suficiente, eu sabia que eram especiais.
— Está pronta? - a ruiva sorriu, não conseguindo deixar de demonstrar certa incerteza. Limitei-me apenas a balançar a cabeça positivamente. O outro então adentrou ao quarto, trazendo consigo um buquê de rosas brancas. Entregando-me e em seguida dando o braço a mim indicando para segura-lo.
Vamos? - concordei segurando.
E lá estava eu, vestida de branco, prestes a mudar totalmente a minha vida.
Alguma vez você já parou para pensar sobre o tempo? Estamos sendo cercados por ele constantemente, falamos que “não temos tempo”, que “estamos atrasados” ou “adiantados”. Mas afinal, é possível compreender o tempo? Já lhe falaram que o ele pode ser relativo? Einstein em uma de suas ideias mais brilhantes, adotou a teoria da relatividade. O nosso agora pode ser o passado ou o futuro do outra pessoa, e vice versa. E, aqui, olhando o agora, tudo o que eu mais desejava era poder mudá-lo.


Capítulo 1 - 💕 Um Welcome Back e uma proposta quase indecente 💕

Procrastinar. Era isso que eu vinha fazendo quando fui pela milésima vez até a geladeira. Estava nesse estado de enrolação a semana inteira. Semana esta que, a propósito, já estava acabando e, em companhia dela, meu prazo para escolher as disciplinas do próximo ano na Royal Academy of Broadway, ou, “RAB” como é conhecida. Fazia três anos que eu estudava na academia, e esse é meu quarto e último ano nela. Sendo sincera? Foram os melhores anos da minha vida. Depois de encontrar um pacote de fini tubes na geladeira, desisti completamente da minha dieta e de “tentar” escolher meu quadro de horários. Joguei-me sobre minha cama, uma mão ocupada com finis e a outra direcionada para meu notebook, preparando-o para uma chamada de vídeo no Skype com nada mais, nada menos do que meus dois melhores amigos.
— Me diga que você já escolheu?! - a cabeleira ruiva de Ariel preenchia espaço da câmera.
— Se eu lhe disser que “sim”, ficaria menos surtada? - soltei e Els fez sua melhor cara artística.
— Porra nenhuma, ! Fala sério! - soltou simplesmente e me encarou. — Isso é uma balinha? - apontou para fini em minha mão. Fiz que sim com a cabeça e vi Els rir de outra tentativa falha de não comer doces. Encolhi os ombros. — Eu simplesmente não sei qual lei divina infringi para merecer as atitudes suas e de Oliver. - rolou os olhos e outra cabeleira ruiva apareceu na tela.
— Olha quem se tornou a garota má... - Oliver disse com a voz afetada, trazendo gargalhadas em nós três.
— Não insinue absurdos. - afetei minha voz, colocando a mão sobre o peito mostrando estar “ofendida”. — Vocês bem sabem do meu problema com escolhas… - finalizei.
— LIBRA! -falaram em uníssono e rolaram os olhos. É possível serem mais gêmeos ainda?
— Deixem de ser idiotas e me ajudem! - supliquei e Els cedeu.
— Bem, esse ano temos o theatrical competitions. Então, além das aulas do nosso “curso mãe”, devemos escolher uma cadeira dos três cursos destaques. - eu observava atenta. — Ou seja, uma aula do curso de música, outra de artes cênicas e a última da minha queridíssima dança. - Els falava enquanto eu e o outro ruivo concordávamos com a cabeça. — Por exemplo, na primeira eu escolhi canto, na segunda cenografia, e na última, é claro, meu queridíssimo balé. - Ariel era team dança desde que ingressou na RAB, Oliver por sua vez, cursava cinema e era extremamente bom com câmeras, fosse qual fosse o trabalho. E eu? Bem, tenho pezinhos na dramaturgia, por isso optei por cursar artes cênicas.
— Não esperaria menos de você! - sorri elogiando minha melhor amiga e me ajeitei na cama. — Bem Oliver, parece que agora é com a gent... - comecei mas fui interrompida.
— Hum, hum. - disse, por fim, negando com cabeça enquanto mastigava uma maçã que apareceu magicamente em sua mão. — Eu já escolhi as minhas. - Ariel e eu nos entreolhamos pela tela e voltamos nossos olhares para ele, sur-pre-en-di-das. — Qual é? - questionou. — Minha irmã é a própria Hermione Granger no quesito cobranças e encheção de saco. - desviou da almofadada que Els jogou nele por falar de sua personagem favorita. — De qualquer maneira… Fiquei com produção musical, consultoria de imagem e som, e tecktonik. -franzi o cenho imaginando Oliver dançando música eletrônica.
— É, vai oficialmente chover em Londres! - Els começou. — Eu não acredito que Oliver tomou um copo cheio de juízo primeiro que você! - piscou e eu lhe dei o dedo.
SEMPRE chove em Londres, sua besta! - falei e nós três rimos concordando com a cabeça.
Conversamos mais um pouco pelo Skype, tentando colocar algo na minha mente ao qual ajudasse escolher minhas aulas especiais da RAB. Os minutos foram passando, até que uma leve batida na porta de meu quarto me despertou da conversa com meus amigos. Era sexta-feira à noite, meu último dia em Los Angeles.
Me despedi dos ruivos jurando de dedinho que resolveria meu problema com escolhas. Fechei o notebook e me direcionei para a sala de jantar, onde meu pai sorridente me esperava.
Buenas noches, cariña. - estendia os braços indicando que eu me aproximasse para um abraço. Posso ter 22 anos,mas ainda pareço uma criancinha quando estou perto de meu pai. Fui até ele abraçando-o com força, já fazia quatro dias que não o via. Assim que eu apertei, pude sentir o aroma de tabaco e hortelã em seu paletó. Aquele cheiro era tão dele, que seria impossível não gravar na minha memória.
Buenas noches papá. - sorri ao falar.

(...)



10 horas e meia. 10 HORAS E MEIA e eu já nem sentia mais minha bunda. Já deveria estar acostumada com voos longos e fusos horários, afinal o ritmo da minha vida nos últimos anos era Los Angeles - Toscana - Londres - Los Angeles - Toscana - Londres, e, esse ciclo só se quebrava quando havia alguma viagem da RAB ou inauguração surpresa de algum hotel do meu pai. Mas naquele dia, eu estava completamente exausta e acabada. Assim que desembarquei no Heathrow, peguei minhas bagagens e fui em direção a porta de saída, instantaneamente a noite gelada do outono em Londres encontrou meu corpo, fazendo-me estremecer e começar a espirrar. Logo me bateu uma saudade louca de Las Vegas. Não. Balancei a cabeça em negação. Esqueça o que eu falei. Mas, por um milagre divino consegui um táxi na primeira tentativa e tratei de ir até a RAB, que ficava a apenas 40 minutos dali. Graças a Deus.
Assim que cheguei em frente à estrutura grande, branca e com pilares característicos, soube que estava em casa. Agradeci ao taxista após pagar a corrida e me direcionei as grandes portas douradas da entrada da academia, como já era de se esperar, a noite estava calma. A maioria dos veteranos (assim como eu) eram de outros países e era nítido que estes estavam tão cansados quanto eu, portanto se encontravam nos seus respectivos dormitórios. Aquela calmaria se daria pelo fato de sermos velhos e cansados, e, pelo fato da calourada aparecer apenas na segunda-feira da próxima semana. Assim que adentrei no salão principal da academia, vislumbrei uma cabeleira morena conhecida próxima a bancada da recepção e logo notei ser meu colega , ao qual conversava empolgadamente com Dorotheia, a recepcionista da RAB.

— Oi vocês - sorri contente ao cumprimentar os dois. Dorota me respondeu no mesmo instante, enquanto virava-se para me dar um abraço de urso, e um belo de um abraço de urso devo confessar, levando em consideração que é quase meio metro mais alto que eu. Sou um chaveiro
— Ow, ow, ow, ! - A voz animada de se fez presente, desfazendo o abraço e ficando de frente comigo, com as mãos entrelaçadas nas minhas. — Senti saudades. - fez biquinho
Para ser sincera, eu amava quando ele fazia aquilo. era aquele tipo de cara que te conquistava sem muito esforço… Talvez fosse por todo aquele visual de badboy americano, um sorriso incrivelmente branco que realçava mais ainda seus olhos estupidamente verdes. Ou pelo fato dele ainda ser o humano mais cheiroso que eu conhecia. Posso citar mil e uma coisas que o fazem ser irresistível. Ele seria um par perfeito. Isso se, eu não o conhecesse.
— Sentiu porra nenhuma - soltei minhas mãos das dele e o dei um soquinho de leve em seu ombro. arqueou a sobrancelha.
— Vejo que continua a negar o nosso amor. - se pronunciou massageando de leve o local que eu havia depositado o soco.
— Negarei por mil anos se for preciso. - sorri vencedora — A propósito, o que está fazendo aqui tão cedo? - questionei passando uma mecha de cabelo atrás da orelha.
— Curiosa com minha vida, Greco? - arqueou a sobrancelha me fazendo rolar os olhos. — Sempre soube que você me amava, mas não que era tão curiosa. - preparei-me para soca-lo novamente, murmurando “besta” enquanto levantava os braços mostrando-se culpado. — Tudo bem, tudo bem… Te contarei tudo, my little button… Eu estava em Cambridge com minha família, então pensei em vir mais cedo até a RAB, já que eu estava próximo. - deu de ombros. — Mas nessa aventura de chegar antecipadamente, acabei por esquecer a chave do meu dormitório… - olhou para Dorota. — E Charles chegará apenas na semana que vem. Então ao menos que você me dê um cantinho na sua cama, ou Dorota resolva parar de brigar comigo à toa - ela o olhou sério. — Dormirei debaixo da Tower Bridge. - se apoiou no balcão com os cotovelos e colou as mãos sobre o queixo, fazendo a típica carinha de besta.
Olhei para incrédula enquanto entregava minha documentação a Dorota que as analisou com agilidade, logo em seguida dando um “ok” para elas e me entregando de volta, e depois virou-se para .
— Ok, ok, senhor . - Dorota girou os olhos — Aqui está seu formulário de “extravio”. Peço ao senhor que, por gentileza, dirija se até a sala da coordenação do seu curso e peça uma chave extra. - entregou um papel a que o pegou vitorioso, logo em seguida girou para mim.
— Acompanha-me, doncella? - ofereceu o braço para mim e lhe mostrei a língua.
— Só vou aceitar porque não quero que a pobre Dorota refaça esses documentos, caso os perca também. - apontei para a folha e me olhou ofendido.
Peguei minhas malas e as dele, continuamos andando pelos corredores da RAB em direção à coordenação do nosso curso, contava como havia sido as férias dele e me infernizava perguntando o que faríamos no meu aniversário desse ano. Comecei a contar que gostaria de algo simples, apenas com meus amigos próximos quando senti meu bolso vibrar:

pequena sereia <3
LittleButton! Chegou bem?
DisneyGirl, cheguei bem!
Mas me sinto firme e forte como uma
GELATINA

pequena sereia <3
cada vez mais poética! rs
meus pais querem sua companhia no jantar amanhã...
digitando…
posso confirmar?
e eu por acaso perderia uma comida boa?! :p

pequena sereia <3
vc não perderia qlqr tipo de comida, LittleButton!
digitando…
te vejo amanhã às 18:00! Love u
Love u too


Assim que bloqueei o celular, olhei para frente e percebi que o moreno não estava mais ao meu lado e já se encontrava na sala da coordenação. Virou-se para mim balançando algo em mãos. Chaves, deduzi.
— Parece que você não vai usufruir de meu cafuné. - dei a língua pro rapaz que voltava da coordenação.
— Hoje não, , hoje não. - sorriu cínico dando um beijo estralado na minha bochecha.
— Palhaço. - rimos e fomos em direção aos dormitórios de artes cênicas.

(...)

Cheirinho de terra molhada. Foi a primeira coisa que notei assim que sai essa tarde do meu dormitório. Era 17:20 da tarde de domingo e eu iria jantar na casa dos gêmeos. Desci as pressas do bloco de dormitórios para não perder o ônibus, notando que alguns trabalhadores colocavam novamente as máscaras de teatro já reformadas no topo da porta de entrada e sorri satisfeita com o bom trabalho do pessoal de belas artes. Era sempre assim… Dormitórios de artes cênicas com as máscaras, o da música com uma clave de sol, dança com sapatinhos de balé, cinema com uma câmera e belas artes com pincel e estojo de tinta. Era isso que nos fazia se identificar mais ainda com o curso escolhido, digo, todos os alunos da RAB são programados para saber de tudo um pouco, afim de alcançar um resultado maior nas apresentações teatrais e etc, mas, cada um se sobressaía com algum talento.
Cheguei ao local de embarque do ônibus “em cima do laço” e por pouco não perco. Sentei nos bancos da frente, e, coloquei meus fones de ouvindo abrindo minha playlist mais aleatória de todas. Coloquei Kiwi do meu queridíssimo Harry Styles, sim, o cara das covinhas… Comecei a batucar minha coxa ao ritmo da música.
Depois de duas músicas, o ônibus parou e duas garotas de aparentemente minha idade embarcaram, uma sentando no banco vago ao meu lado e outra no banco vago que estava atrás de nós duas. Apesar de não escutá-las, percebi que as garotas conversavam empolgadamente e no momento em que eu estava próxima do meu destino, uma notícia no celular da garota ao meu lado, me chamou atenção. Zayn. Minha curiosidade falou mais alto. Desci rápido e enquanto andava até a casa de Els e Olie, pesquisei o nome do artista no celular e o que eu li me deixou com um certo embrulho no estômago. Já fazia algum tempo.
(...)


— Raio de sol! - Oliver abriu a porta com os braços abertos vindo em minha direção, abraçou-me. — Ih, qual é o problema? - perguntou quando me afastou e percebeu que eu estava com a minha famosa cara de preocupação.
— Depois conversamos… - falei adentrando a casa.— Onde está Ariel? - perguntei sorrindo para o ruivo que apontou para cozinha. Entrei rapidamente e o ruivo deu de ombros, fui direto ao encontro de minha melhor amiga que descascava algumas batatas.
— Elsprecisamosconversarondeestãoseuspais? - falei tudo muito rápido e a ruiva arqueoou a sobrancelha enquanto limpava as mãos em um pano de prato.
— Saudades de você também, morena. - falou vindo em minha direção com um semblante de confuso.
— Pensei a mesma coisa. - me virei para trás ao escutar aquilo e dei de cara com um Oliver escorado a porta da cozinha. — Papai e mamãe foram até a confraria comprar um vinho seu, logo estão de volta. - continuou dando de ombros
— Qual a sua preocupação? - os gêmeos disseram em uníssono. Apontei com a cabeça para que eles se viessem mais perto, e mostrei a tela do meu celular. No mesmo instante, nós três no entreolhamos.
— Ele cancelou outro show. - Oliver falou sentando-se sobre a bancada que não estava ocupada ou suja.
— É o terceiro já. - falei dispersa olhando para a janela grande da cozinha dos James. Perdida em pensamentos.
— Não cabe a você, … Sabe disso. - senti o toque suave da mão de Els sobre meu ombro, suspirei.
— Às vezes eu desejaria que nada tivesse acontecido no ano passado. - deixo escapar recebendo um olhar confuso da minha amiga.
— É mesmo, ? - recebo uma crítica irônica do gêmeo, e quando estou prestes a responder, escutamos vozes vindo da porta de entrada. Fomos até o local.
— Como assim ela está doente? - Sra James estava ao celular conversando com alguém e aparentando estar levemente irritada. Ela olha para nós três, soltando um sorriso largo pra mim. Ela ainda continua sendo a segunda mulher mais linda que já conheci. Sussurrou que precisava de um minuto e foi para o andar de cima.
— Querida! - Sr James veio em minha direção trazendo consigo várias sacolas, as quais entregou para Oliver e me abraçou. — Como foi de viagem? - perguntei
— Foi um pouco cansativa… Mas descansei o suficiente ontem - sorri para o pai dos gêmeos.
— Ótimo, querida. - sorriu virando-se para Els. — Sua mãe está ao telefone com a agência... Houve algum tipo de confusão com alguma das modelos. - disse suspirando. — Vamos continuar o jantar enquanto ela está no telefonema? - falou e concordamos com a cabeça…

(...)


O aroma daquele vinho me fazia voltar para casa. Nós quatro trabalhamos com agilidade na cozinha. Fizemos purê, batatas fritas, filé de peixe empanado acompanhados de uma salada apetitosa. Logo após arrumarmos a mesa para o jantar, todos nós nos sentamos e resolvemos degustar dos vinhos da família Greco, a minha família. Conversamos aleatoriamente sobre assuntos em comum e quando nos demos conta, Sra. James descia as escadas com uma face nada agradável.
— Boa noite, meu anjo - veio até mim e eu levantei para abraçá-la. - Desculpe-me pelo transtorno… O pessoal da agência testa minha paciência. - abracei e sorri para a mesma.
— Não se preocupe com isso. - respondi sincera e fiz sinal para que a mãe dos gêmeos se sentasse. - Se estiver ruim, é tudo culpa de Oliver. - disse trazendo gargalhadas em todos.
A comida estava incrivelmente deliciosa. Após todos ficarem satisfeitos, fomos para a cozinha novamente para arrumar e lavar as coisas. Ariel encarregou-se de lavar a louça, eu secava ela agilmente enquanto Oliver guardava.
— O que aconteceu na agência, mamãe? - Els questionou a mais velha que suspirou enquanto termina de guardar os tupperwares com sobras na geladeira.
— Nossa agência receberá a Hugo Boss amanhã. - a ruiva mais velha começou e nós três ouvíamos atentos. — Foi fechado parceria conosco desde o mês passado. Fizemos o primeiro editorial a algumas semanas atrás, e o último photoshoot foi marcado para amanhã. - suspirou — Estávamos com tudo sobre controle, até porque Sunshine Models and Clicks raramente admite erros, mas...
A Sunshine era uma das agências de modelos mais respeitadas da Inglaterra, fundada a aproximadamente 20 anos pelo pai da Sra. James… Ela e seu marido se tornaram proprietários da Sunshine há aproximadamente oito anos, quando a mesma foi herdada pela ruiva após a morte do fundador. Sra. James cresceu naquele lugar… Conhecia cada canto e cada detalhe do que e de como fazer acontecer. Desde a abertura de uma concorrente, os James estão de cabelo em pé… fazendo de tudo para inovar e se dedicando de corpo e alma para que tudo lá dentro, saía de acordo ao planejado. Mas, apesar de continuarem ao topo na procura… Aparentemente, nem tudo era perfeito. Era isso e enquanto eu estava perdida novamente em pensamentos aleatórios, acabava de secar as últimas peças de louça, até que percebi que os três ruivos pararam de falar, ao qual eu não dei a mínima atenção, até que notei olhares sobre mim.
Scuse? - falei nervosa quando olhares curiosos permaneceram sobre mim.
— Por que você está nervosa? - Oliver falou e eu mandei língua para ele. Eu falava italiano sempre que me sentia desconfortável.
— Porque vocês estão me olhando assim. - apontei de um para outro recebendo um sorriso largo de Oliver.
— Tivemos uma idéia. - dessa vez, foi a vez de Els falar e eu sabia que dali, vinha bomba.


Capítulo 2 - 💕 Tequilas, clicks e donuts de chocolate 💕

Eu odiava meus amigos. Era tudo o que eu conseguia pensar após ter aceitado estupidamente a ideia maluca deles, que se resumia em: ser a substituta da modelo com catapora. Tudo bem que, eu já havia posado parcialmente nua para o pessoal de belas artes, e que havia pinturas minhas espalhadas pelo bloco quase inteiro deles. Mas posar sexy para uma revista, marca de roupa, tanto faz, era demais. Argumentei com o gêmeos.
Argumentei também que seria muito mais fácil se eles escolhessem outra modelo da agência, mas, novamente fui jogada pra escanteio quando falaram que não havia mais nenhuma modelo com a estrutura pequena e delicada quanto a minha ou da modelo adoecida. Eu era a própria LittleButton deles. E levando em consideração a minha aparência herdada de meu pai, onde predominava cabelo escuro, olhos negros e pele mais escura, seria inútil tentar achar esses aspectos em em alguma garota britânica daqui. Eu não tinha como escapar, e também não queria decepcionar ninguém, ainda mais depois de ver cara que a Sra James fez quando eu disse que iria pensar. Merda, maldito sangue gentil.
A única coisa que eu conseguia pensar claramente quando cheguei em casa era: Minha mãe vai me matar. E aquilo foi tudo o que eu precisava para aceitar a proposta. Sorri largo pensando no que eu estava prestes e determinada a fazer. Sra Greco certamente ficará de cabelo em pé. Dez minutos depois, mandei mensagem para meus amigos, contento um lindo e belíssimo: “Eu mil vezes aceito”.
(...)

Na manhã do outro dia, eu acabava de escolher as roupas que usaria até o local do photoshoot, optei por uma t-shirt off-white com uma borboleta azul pequena no meio dos seios e com a escrita embaixo “permita-se”, junto de calça jeans preta e um all star branco. Peguei minha bolsa e sai correndo do meu dormitório. Aguardava minha carona em frente a RAB já a 15 minutos. Como sempre atrasado, Oliver. Eu e Oliver iríamos juntos até a sunshine, ele faria o ótimo trabalho de ser o fotógrafo auxiliar de Mert, um dos fotógrafos da dupla Mert&Marcus, isso seria ótimo, porque 1: é uma ótima oportunidade para ele e 2: teria meu melhor amigo ao meu lado na hora do ensaio. Pelo menos isso. Suspirei ao sentir meu bolso vibrar.

rony wesley
chegando em
3
2
1…

Olhei para frente e vi o Civic preto conhecido. Andei até o mesmo abrindo a porta e entrando no carro, recebendo um sorriso largo de Olie.
— Você não fugiu. - um sorrisinho cínico se formou na face do meu melhor amigo e eu revirei os olhos.
— Nem se eu tentasse. - falei dando a língua e o cumprimentando com um beijo no rosto.
— Let's go? - perguntou
— Ligue o botão de invisibilidade, Wesley. - disse colocando o cinto e Oliver deu partida no civic.
(...)

Pareciam formigas com câmeras. Foi isso que pensei quando eu e o ruivo chegamos em frente da Sunshine. A primeira coisa que notei foi a quantidade significativa de fotógrafos e paparazzi, ao qual estavam em frente a entrada do prédio. Santa popularidade. Virei-me para meu amigo, que agora estava adentrando no subsolo do lugar.
— Afinal, quem é a famosa new face da Hugo? - olhei sincera para Olie, com as mãos sobre o queixo enquanto o mesmo acabava se estacionar o Civic no subsolo. Oliver não teve tempo de responder, pois quando estava prestes a abrir a boca, seu telefone tocou e o mesmo atendeu murmurando as palavras “estamos subindo”.
Resolvi deixar a pergunta pra depois e então nós dois fomos em direção a porta ao qual nos levaria até o hall de entrada. Eu já conhecia a recepcionista.
— Sr. James, boa tarde. - cumprimentei formalmente o ruivo que respondeu sorridentemente.
— Srta. Greco! - disse contente. — Há quanto tempo! - levantou-se e me abraçou pela bancada, sorri abraçando-a.
— Você está linda, Charlotte. - falei para a recepcionista, a mais velha recebeu o elogio contente e saiu de trás do balcão, nos acompanhando logo em seguida.
— Bobagem, querida! - sorriu. — Você sim que está linda! - seguimos pelo saguão até o elevador. — A propósito, fiquei sabendo que será nossa modelo hoje… Os James não puderam escolher alguém melhor. - continuou e eu sorri animada. — Acredito que Oliver já saíba o caminho. 6º andar, queridos. — falou clicando no botão para chamar o elevador. Nos despedimos de Charlotte assim que o elevador estava próximo. O elevador chegou e a porta finalmente abriu, a recepcionista virou-se para nós. — Agora deixo vocês aqui… Está uma loucura lá em baixo por causa desse tal de Liam Payn...
No momento que meu cérebro processou aquilo, senti minha cabeça girar. Maldito seja Oliver James! As portas do elevador se fecharam antes mesmo que eu pudesse perguntar sobre aquilo a Charlotte. Virei para encarar a maldição ruiva parada atrás de mim, e agilmente cliquei no botão de emergência do elevador, fazendo com que o mesmo parasse onde estava.
— Gibbs, é você? - o gêmeo do mal me olhava enquanto me zoava.
— Pare com a brincadeira! - falei cruzando os braços.
— Você sabe que é tipo, impossível tentar parecer brava, não? - disse me cortando novamente
— Porra nenhuma, Oliver! - falei brava. — Quando você pretendia me contar? - escorei-me sobre a parede do elevador e Oliver se aproximou do painel para fazê-lo funcionar novamente.
, achei que, mencionar a você mais alguma coisa sobre outro ex-membro da One Direction, não seria uma boa ideia… - começou enquanto o elevador voltava ao normal nos levando para o andar correto. Olhei seria. — Eu sei, eu sei. - levantou os braços e a porta do elevador se abriu.
—Odeio você. - falei saindo do elevador de braços cruzados, deixando o ruivo para trás .

(..)

Liam
Segunda-feira. Acordei com dor de cabeça, o que não era novidade naquelas circunstâncias. Havia voltado de Seattle na noite anterior, e depois de uma apresentação cansativa, peguei o primeiro voo para Inglaterra, onde eu ficaria até minha apresentação na Jingle Bell Ball. Tenho algumas entrevista nesse meio tempo, e além disso, terminaria o ensaio da primeira parceria com a HUGO.
Naquele dia, dormi assim que cheguei no meu apartamento em Londres. Acordei por volta das seis, tomando um café da manhã rápido e nutritivo e saindo para correr logo em seguida. Cheguei por volta das oito e tratei de me arrumar, colocando um camisa branca, calça jeans escura e um mocassim azul marinho. O ensaio era as 10:30, e a agência não ficava longe dali. Olhei no relógio e eram 09:30, peguei meu celular digitando o número do meu motorista, quando fui avisado por interfone a chegada do mesmo, desci e adentrei no carro rumo a mais um photoshoot na Sunshine.
Quando cheguei, estava tão no automático que mal percebi a quantidade de fotógrafos que se encontravam na entrada da agência, o motorista dirigiu até a entrada de estacionamento e falou no interfone com alguém que abriu a porta do do subsolo, fomos em direção ao mesmo não sem antes sermos notados e recebendo alguns clicks dos paparazzis de antes. Desci do carro agradecendo e fui em direção a Simon que se encontrava escorado sob a porta do hall de entrada.
— Veja se não é o meu garoto prodígio. - o empresário se aproximou para um abraço.
Um deles, você quis dizer. - disse fazendo Simon sorrir.
— Certamente… Vamos? - falou abrindo a porta.
Quando chegamos ao balcão da recepção, fomos recebidos calorosamente pela recepcionista chamada Charlotte. Ela nos levou até o 6º andar, onde seria feito o photoshoot. Naquele andar, pude notar algumas placas que indicavam “vestiário feminino”, “vestiário masculino”, “sala de refeição” e “sala photoshoot” . A última foi Simon que percebeu.
— Chegamos um pouco cedo, Liam. - disse após agradecer a recepcionista que entrava novamente ao elevador. — Irei ao encontro de Amélia James e creio que você poderá aguarda no seu “mini camarim” ou na sala das comilanças. - continuou e eu ri. — Não beba muito dessa vez. - questionou-me sério e balancei a cabeça em negação.
Fazia alguns minutos que eu aguardava no quarto indicado por Simon. Entediado e com o celular sem bateria ou carregador, resolvi levantar e ir ver se havia alguma bebida alcoólica na sala de refeições e ver se alguém teria horas. O último photoshoot não tinha sido feito na agência, e foi basicamente movido a MUITA tequila e muita surpresa. Como dessa vez já estava preparado para o que viria a seguir, acreditava que beberia menos do que a última vez. Coloquei boné e óculos, e resolvi ir até o local.
Assim que entrei na sala, observei que nela havia vasta com frutas, sucos, iogurtes e doces, mas nada de bebidas. Olhei um pouco mais atento, e percebi uma garota próxima a mesa com comidas, ela vestia t-shirt de um tom branco, jeans e all star, deduzi ser alguma ajudante técnica do ensaio. Me aproximei da garota que comia de uma forma engraçada, um donuts de chocolate, degustando a rosquinha de olhos fechados, me aproximei, me abaixando um pouco para ficar mais próximo ao rosto dela.
— Parece estar gostando disso. - sorri e no mesmo instante me arrependi de ter feito aquilo.
— O QU... - a garota abriu os olhos se assustado e se afogado com o donuts. Em um movimento rápido, me posicionei atrás dela batendo em suas costas e aos poucos a garota melhorava. — Mio Dio, mi ha spaventato! - ela falava rápido e eu não conseguia compreender. Virada de costas pra mim, colocou o que sobrou do donuts no lixo. Ela se ajeitou e se virou para mim sem me reconhecer.
— Me… Desculp.- eu tentava pronunciar, mas naquele momento prestava mais atenção nos olhos negros da garota, do que em qualquer outra coisa.
— Você quase me matou! - ela me olhou sorrindo e balançando a cabeça, me tirando do transe.
— Eu sinto muito. - comecei e ela me olhava atenta. — Não foi minha intenção... Eu, eu, só quis interagir antes de simplesmente te perguntar “que horas são?”. - a garota virou a cabeça de lado, exclamando um “ah!”, pegou algo em seu bolso que depois percebi ser um celular.
— São 10:25… - começou antes de arregalar os olhos. — OH MEU DEUS! Eu estou muito atrasada. - colocou o celular no bolso e saiu correndo até o corredor. Levando em consideração o horário, eu fiz o mesmo.
Cheguei ofegante ao meu quarto. Simon acabava de sair junto com Amélia, os dois me olharam surpresos.
— Onde você estava? - Simon foi o primeiro a falar, cocei a nuca e voltei meu olhar para o dois.
— Estava com fome? - saiu mais uma pergunta do que resposta. Simon deu de ombros e Amélia veio em minha direção.
— Bom vê-lo de novo, Sr. Payne. - sorriu e me aproximei dela para um aperto de mão.
— Bom vê-la de novo também, senhorita James. Está linda. - cumprimentei e a ruiva olhou-me.
— Vamos até a sala de photoshoot. - começou passando por mim e Simon. Seguimos ela até a sala e assim que a mesma abriu a porta, dei de cara com uma versão mais nova e masculina de Amélia, abrindo a porta.
— Olá! Mert está esperando lá dentro. - sorriu. — Eu sou Oliver James, filho de Amélia. - vi a ruiva sorrir e notei extrema semelhança, Oliver deu passagem para nós três. — Hoje serei o assistente fotográfico, muito prazer em conhecê-los.- nos deu a mão para cumprimentar.
— O prazer é todo nosso. Sou Liam Payne, ele é meu empresário Simon Oliveira - cumprimentei Oliver e logo em seguida Simon fez o mesmo. Mert, que já era conhecido, nos saudou com um abraço. Nós quatro conversávamos, Mert elogiava Oliver e seu trabalho, algumas pessoas circulavam com ventiladores e ring light, e quando dei uma boa olhada no local, vi que diferentemente da primeira vez, hoje as fotos seriam feitas em um cenário que continha um quarto e uma cozinha fake. Amélia aproximou-se de nós com uma bolsa em mãos
— Liam, aqui estão suas coisas. - entregou-me a sacola com emblema da Hugo Boss. — Você pode se trocar no vestiário da sala ao lado, tem um roupão separado para você lá também. - nos dois caminhávamos até porta da sala de photoshoot. — Fique à vontade, querido. - sorriu abrindo a porta e assenti. — A modelo está se arrumando no vestiário ao lado. - dito isso, Amélia despediu-se e fui em direção ao vestiário.

Liam off

(...)


UAU. Me olhava pela milésima vez no espelho. Depois que surtei comendo donuts e percebi estar atrasada para maquiagem, corri para meu quarto onde a equipe de preparação me aguardava. Me desculpo pelo atraso e logo mãos ágeis mexiam em meu cabelo e rosto. No primeiro, optamos por deixá-lo solto com pequenas ondulações embaixo, e no segundo, apenas favorecemos a pele com pouca base, iluminador e blush que casaram perfeitamente com os olhos com cílios e delineado simples. Eu havia ficado maravilhosa. Agradeci pelo trabalho impecável e corri para o vestiário.
Na bolsa que recebi, havia alguns mimos e três pares de roupa íntima, ao qual deveria escolher um. Optei pela a de cor cinza. A peça era uma versão feminina das cuecas da marca, ambas de tecido de algodão e com elástico em cima contento a escrita “Hugo Boss”. Era tão engraçado me olhar daquele jeito no espelho… Ao mesmo tempo que estava envergonhada, me sentia empolgada para a sessão e esqueci completamente que o cara que seria “meu par”, era nada mais nada menos que LIAM PAYNE.
Minha mãe não surtaria apenas por me ver na internet em um photoshoot sensual. Ela surtaria também por ver que eu estava em um photoshoot com uma figura pública e extremamente conhecida. Pude imaginar a reação imediata dela e a expressão que Kalleb faria ao ver toda aquela cena. Abracei meu corpo e fechei os olhos… Sinto sua falta. Respirei fundo, colocando pantufas e um roupão de cetim branco com detalhes em escrita atrás que dizia “model”. Gigi Hadid, se prepara que EU to chegando.
Andei desfilando até a porta do vestiário, e quando abri a mesma, dei de cara com Liam saindo da porta ao lado. Ele vestia um roupão e pantufas iguais as minhas, eu analisava-o de cima baixo, sem perceber que fazia o mesmo comigo.
— Garota do donuts? - o moreno me tirou de meu devaneio. Pisquei alguns segundos antes de perceber que ele falava comigo.
— Desculpe? -perguntei confusa inclinando a cabeça para o lado.
— Você… É a garota de mais cedo. Não? - aqueles olhos castanhos me encaravam a procura de uma resposta.
— Ah! FOI VOCÊ! - coloquei as mãos sobre a boca, rindo em seguida. Liam sorriu.
— Eu sinto muito por antes. - coçou a nuca. — Me chamo Liam Payne, e você deve ser a senhorita…? - estendeu a mão
— Greco, e eu sei quem você é. - sorri apertando-a. — Não se sinta culpado. Se não fosse você, eu provavelmente estaria encrencada agora. - coloquei uma mecha de cabelo atrás da orelha.
— Então você me deve uma… - sorriu sugestivo de um jeito que me fez perder o ar por alguns segundos, logo em seguida, ficando vermelha. — Quer di-zer, e-eu n-não, quis… - começou a gaguejar após perceber o que havia falado. Ri de sua reação e em seguida a porta da sala de photoshoot se abriu, revelando um Oliver com um expressão questionadora no rosto.
— É pra hoje. - olhou-nos atento. — Vocês sabem disso, não é? - Oliver riu fazendo eu e Liam nos olhar. Liam tinha um semblante confuso. Não dei tempo para perguntas e fui direto para o encontro de meu amigo.
— Ei! - virei-me para trás. — Você nunca me disse que era modelo. - Liam se aproxima.
— Você nunca perguntou. - dei de ombros rindo de toda aquela situação. Adentrando a sala, pude escutar Liam falando com Oliver, e um baixo “Ela sempre foge assim?”, me fez rir.
(...)


Amélia foi a primeira a me ver. Aproximei da mesma que me saudou com abraço, me levando logo em seguida para apresentar a quem deduzi, ser o fotógrafo.
— Mert querido - a ruiva cutucou o homem moreno com a barba muito bem feita. Ele se virou para nós e notei seus olhos claros. — Essa é Greco, nossa salvadora. - Sra. James enfatizou o final e pude deduzir que Mert já sabia da confusão anterior. — Querida. - virou-se para mim. — Esse é Mert Alas, fotógrafo renomado e um grande amigo. - O moreno estendeu a mão para mim, segurei em seguida cumprimentando e Mert me surpreendeu ao continuar segurando minha mão fazendo o movimento para que eu girasse.
— Eu não poderia estar mais satisfeito com a troca. - sorriu após parar de me girar. — É um prazer, querida. Certamente nos daremos bem. - sorri por fim.
— O prazer é todo meu, Sr. Alas. - falei educadamente observando olhos atentos a mim, e não somente de Mert. — Ouvi maravilhas de seu trabalho. — Meu amigo Oliver é um grande fã. - disse por fim.
— Muito obrigada pelo carinho. Agora, onde está o astro Payne? - olhou ao redor até notar a cabeleira ruiva e castanha próximos a porta. Ambos se entreolharam e se aproximaram de nós três.
— Muito bem, amados. – Sra. James se fez presente e todos que estavam no ambiente pararam o que faziam, mantendo olhos atentos para a mulher. — Como vocês todos sabem, hoje será nosso último photoshoot para o editorial da Hugo… Peço que sigam o ritmo de sempre. Hajam com tranquilidade... - agora ela falava diretamente para mim e Liam. — E lembrem-se… Nada é tão bom quanto quando se é feito com amor. - o pessoal da equipe diziam em uníssono. Acabei sorrindo com o entusiasmo de todos. Amélia se ausentou juntamente do empresário de Liam. No ambiente havia ficado apenas, eu, Oliver e Mert atrás das câmeras, e duas pessoas auxiliando com luzes. Enquanto arrumavam os últimos detalhes das câmeras, percebi que Liam estava próximo a mesa improvisadas com bebidas.
— Não está muito cedo para isso? - perguntei me aproximando por trás.
— Você já fez sessões de fotos nuas ou semi antes? - perguntou me pegando de surpresa. Inclinei a cabeça quando o mesmo se virou segurando um copo cheio do que deduzi ser tequila. Franzi o cenho.
— Ah! Então se trata disso. - ri encostando-me à mesa. Liam me olhou confuso e antes que tomasse o que eu acreditava ser sua primeira dose de álcool, interrompi.
— Sabe… - comecei e ele me observava. — Depois que descobri com quem iria fazer par… Li sobre sua primeira sessão de fotos. - falei e percebi que o garoto tentava pronunciar algo, mas se conteve. — E... - olhei para sua mão. — Acho que você não precisa disso hoje. - encarei sua mão, pegando o copo logo em seguida e coloquei-o sobre a mesa.
— O que há! - reclamou
— Nada de choramingos, Payne. - falei e antes que Liam pudesse pegar o copo novamente, puxei ele pela mão. — Vamos! Hoje seremos positivamente radiantes com essas fotos, e nada de uma gota de álcool. - ri trazendo o mais velho pela mão sem perceber olhares e flashes para nós.
— Você é absurdamente insana. - Liam disse rindo e cedendo a mim.
(...)

Liam
Aquilo realmente não estava saindo como eu esperava. E aquilo não era ruim. A garota que me acompanhava na sessão de fotos era diferente. Ao começar pelo fato de ter conhecido-a comendo donuts e não apenas alguma fruta. Sorri com aquela lembrança. Era notável que Greco era diferente.
Os primeiros clicks passaram rápidos. E dessa vez, ficamos com mais roupas que o esperado.Ela era linda, pequena e delicada. Fugia mais ainda dos padrões que eu conhecia e aquilo era no mínimo incrível. Tiramos fotos deitados, e a posição que estávamos era com Greco deitada sobre meu peito, o que fez com que eu ficasse sem respirar por um momento.
— Liam... - Mert pronunciou-se e eu olhei atento. — Tire um pouco do cabelo dela do rosto. - fiz o que o fotógrafo falava, apoiava as costas de Greco com meu braço esquerdo. Ela posicionava uma das mãos embaixo da cabeça e outra apoiada em meu peito nu. Ela respirava ao mesmo tempo que eu, fazendo com que ficássemos em perfeita sincronia. Quando Mert falou novamente, ela moveu seu olhar para o meu. Coloquei a mexa que cobria em seu rosto, para atrás da orelha, trazendo um sorriso lindo da garota, e também meu. Naquele momento, nem percebi os clicks sobre nós porque eu estava perdido nos olhos da garota do donuts.
— Muito bem. - Mert dizia enquanto Oliver saía de trás das câmeras. — Vocês estão perfeitos. - nós levantamos juntos da cama. — Agora vamos até a cozinha fake. - A equipe dirigia-se para o cenário ao lado, sendo acompanhados por Mert e Oliver. Fui na frente da garota, virando para trás para segurar sua mão para que ele me acompanhasse. Assim que ela a segurou, senti um choque passar pelo meu corpo.
Liam off
(...)

Liam olhou para trás oferecendo a sua mão para que eu segurasse e o seguisse. Assim que toquei sua mão, senti um arrepio passar. Apenas por um toque. E levando em consideração que até agora estávamos mais próximos que aquilo, isso era no mínimo estranho. Resolvi deixar para lá, e o segui e quando pensei que o frio na barriga era apenas por estar tão próxima de alguém como Liam, Mert e Oliver fizeram com que minha cabeça endoidasse ainda mais.
— Greco? - fui chamada pela segunda vez. Olhei em direção aos fotógrafos e percebi Oliver falava comigo.
Scusa? - balanço a cabeça voltando para realidade. Oliver dá um sorrisinho cínico.
— Você lembra quando Ariel dançou a primeira vez comigo em sua frente? - disse e concordei com a cabeça. — E lembra daquele passo do pulo? - assenti compreendendo onde ele queria chegar. Oliver sorriu.
— Ok! Liam, agora a garota comanda. - era vez de Mert falar. — Simule que você está prestes a beijá-lo depois que ele o pegar. - senti minhas bochechas avermelharem.
— Está bem. - foi tudo o que consegui falar, virei-me para Liam. — Apenas… Me pegue. Ok? - ele me olhou confuso não tendo tempo para responder e nem entender, pois na mesma velocidade que me distanciei, me aproximei pulando em seu colo. Liam agilmente me segurou, fazendo com que minhas pernas se entrelaçam ao redor de seu tronco. Ele posicionou as mãos na minha coxa e, quando ele voltou o olhar para mim, segurei seu rosto com as duas mãos, ficando com meus lábios próximos o suficiente dos deles. Era até cruel. Liam fechou os olhos e eu fiz o mesmo. No mesmo instante, ouvi clicks.


Capítulo 3 - 💕 Batatas fritas ficam deliciosas com ketchup 💕

Acordei em um pulo. Meu despertador marcava seis horas da manhã quando acordei desesperada com seu toque e o tombo da minha colega de quarto.
— Você poderia abaixar um pouco isso. - Hannah falava ainda no chão. — Quase me matou do coração. - a loira colocou a mão no peito
— E você quase me matou também. - olhei para loira antes de gargalhamos. — Vamos, nossa manhã será cheia. - levantei-me da cama, jogando uma almofada em minha colega, que tentou desviar inutilmente. Fui até uma das cômodas do quarto e peguei um par de roupas e uma toalha. — Vou tomar um banho rápido. - falei para Hannah e ela murmurou um “está bem”. Direcionei-me até o banheiro.
Liguei o chuveiro e adentrei ao banho. Aquilo sem dúvidas era revigorante. Havia sido uma semana de extrema correria. Eu e grande parte dos veteranos passamos ensaiando arduamente para apresentação de boas-vindas e aquilo, de certa forma, nos deixava ao mesmo tempo ansiosos e cansados. Eu fechei os olhos e uma sensação de alívio passou por mim. Notei que minha colega de quarto havia colocado música. E tocava nada mais, nada menos que Strip That Down. Aquilo estava me perseguindo. Uma semana desde as fotos com Liam havia se passado e eu não sabia o porquê que ele continuava sendo aquilo que eu mais pensava o tempo todo. Era torturante a quantidade de vezes em que algo me fez lembrar de Liam. Tentava pôr em minha mente que haviam sido só fotos, SÓ FOTOS. Mas a cada vez que eu fechava os olhos, os dele vinham em minha mente. Malditos sejam aqueles olhos castanhos. Naquele dia, depois que terminamos o photoshoot, mal tivemos tempo de trocar quatro palavras, pois o empresário de Liam o arrastou para outro compromisso, enquanto eu, fui arrastada por Amélia para receber agradecimentos e elogios de toda a equipe. Havia sido sem dúvidas, um final de ensaio às pressas.
— Morreu no chuveiro? - a voz Han me despertou.
— Já estou terminando. - disse antes de desligar o chuveiro.

(...)



— É sério, , você é viciada. - já era a milésima vez que reclamava aquela manhã. Nós dois descemos apressados a escadaria principal da academia. Era nítido a movimentação naquela segunda-feira. Acadêmicos de um lado para o outro preparavam a decoração de “boas-vindas” no refeitório, os estudantes de música posicionavam instrumentos que mais tarde seriam sincronizados com o as caixas de som do ambiente. Todos os veteranos ocupavam uma função, e eu e havíamos feito um ótimo trabalho com a decoração da entrada da academia.
— Vamos logo, , ou não teremos tempo. - segurei a mão do garoto quando acabamos de descer a escadaria.
— Simplesmente MALUCA. - vinha atrás de mim ainda de mãos dadas. — Que fique bem claro que, se nos atrasarmos a culpa será toda sua. - falava pausadamente.
— Se você não reclamasse tanto, já poderíamos ter chego. - virei me para trás ainda de mãos dadas com ele. Eu havia arrastado o em mais uma aventura com comida. Acontece que, uma nova lanchonete próxima à academia foi aberta e como tínhamos um tempo livre antes da apresentação de boas-vindas, resolvi subornar meu amigo para tomarmos milk-shake. Uma coisa que se deve entender sobre mim: preciso de doce antes de qualquer apresentação. O garoto estava prestes a protestar pela milésima primeira vez, quando comecei a correr forçando-o a ir junto.
— Espero que o negócio seja bom. - sem nem olhar para trás, sabia que revirava os olhos.
— Foi o que eu vi na internet. - disse dando de ombros quando paramos frente um ao outro, pegando fôlego. — Se formos rápidos, em 15 minutos chegamos lá. - peguei em sua mão novamente
— Insana. - balança a cabeça. — Não sei como aceitei fazer parte disso, sem impor mais condições. - começou e eu semicerrei os olhos.
— Ow, já não é o suficiente ser minha dupla esse ano? - pus as mãos na cintura o questionando. — Além disso, por causa desse seu joguinho sujo - apontei - terei que aturar, uma gigantesca crise de ciúmes de Els. - sorriu cínico. — Você - apontei — ainda tem coragem de insinuar querer “algo a mais”, de mim? - semicerrei os olhos.
— Quem sabe um beijinho? - me interrompeu e eu abri a boca chocada. — Calma, LittleButton. Estou só brincando com você, além disso, também quero provar esse treco aí. - finalizou apertando minhas bochechas.
— Pare com isso! - tirei suas mãos. — E, vamos.
— Claro que vamos. - olhou me. — Mais não a pé. Não aguento mais um segundo correndo com você assim. - olhou por cima de minha cabeça. Eu estava prestes a questioná-lo. mas do nada saiu da minha frente e foi para trás de mim. Queria lhe dizer que estava indo na direção errada, mas ao olhar para trás, percebi que ele olhava fixamente para um objeto. Arregalei os olhos.
— Ow, nem pensar! - falei assustada e reparei no garoto a preparar o celular. Cheguei mais perto — Isso não tem nem espaço para mim! - gesticulei apontando para a bicicleta.
— Você é minúscula, . Deixe de bobeira e suba na barra. Prometo não te deixar cair. - piscou e eu juro que iria protestar, mas o garoto já havia sincronizado a bicicleta com o aplicativo do celular. — Hoje sua carruagem será vermelha, mi amore. - rolei os olhos com o apelido e dando por vencida, subi onde indicou. E lá fomos nós, rumo a tomar o melhor milk-shake do mundo durante o outono inglês.
(...)

Niall

Voltar a Londres, não era nada mal. Ainda mais quando estou de férias e tenho a oportunidade de reencontrar velhos amigos. O clima daquela segunda-feira apesar de estar nublado, era ameno. Encostei o carro assim que o GPS indicou que havia chego ao meu destino. Peguei meu smartphone e tratei de mandar mensagem para meu amigo. Alguns minutos haviam se passado e logo pude notar em frente à entrada do condomínio, a cabeleira castanha conhecida de Liam. Ele vestia calça moletom, tênis e uma camiseta preta. Liguei o carro me aproximando do ex-colega de banda e abaixei o vidro da Range Rover.
— Hey, man. - sinalizei com a cabeça. Liam olhou para o carro, sorrindo ao perceber quem era, vindo em minha direção logo em seguida. Destravei a porta.
— E aí, cara? - Liam adentrou no carro, batendo na minha mão em cumprimento. — Espero que você não tenha se complicado, ao achar o endereço. - fechou a porta e colocou o cinto de segurança.
— Nan. - balancei a cabeça. — Apenas um pouco de trânsito... Fora isso, foi tranquilo. - Liam sorriu. — Vamos? - questionei
— Sem dúvidas. Talvez hoje eu esteja com mais fome do que você. - falou trazendo gargalhadas a nós dois. Tratei de dar partida no carro enquanto Liam ligava o rádio.
— E pra onde vamos? - questionou no mesmo momento que a melodia de Back to you saiu do som do carro.
But I keep on coming back to you
Mas eu continuo voltando para você


— Lanchonete nova. - disse batucando a música no volante. — Fritas, hambúrgueres e milk-shakes. - olhei para o cara ao lado, que permanecia no celular e mal prestava atenção no que eu dizia. — Ainda nessa cara? Já faz uma semana - arqueei a sobrancelha quando o moreno balançou a cabeça em afirmação.
— Eu não sei porque fiquei tão obcecado assim. - disse travando o celular
I know my friends they give me bad advice
Eu sei que meus amigos me aconselham mal
Like move on, get you out my mind
Como seguir em frente, te tirar da minha mente


— Realmente, eu nunca te vi tão vidrado em uma coisa. Ou, em alguém. - falei e Liam revirou os olhos. — Você deveria ter pego o número da garota.

But don't you think I haven't even tried?
Mas você não acha que eu nem tentei?
You got me cornered and my hands are tied
Você me encurralou e minhas mãos estão atadas


— E eu ia, mas após a sessão não tivemos tempo nem para respirar direto. Quem dirá trocar números. - Liam suspirou e eu balancei a cabeça em negação. — Agora está sendo impossível achar a garota do donuts.

You got me so addicted to the drama
Você me deixou tão viciado no drama


— Garota do Donuts? - perguntei confuso. — Gostaria de saber Maya o que acharia disso. - agora o rapaz fez careta.
— É apenas uma curiosidade, Niall. - falou firme. — Não é como se eu tivesse me apaixonado pela garota… Eu só gostaria de saber quem ela é.
— Hum, compreendo. - arqueei a sobrancelha. — Já tentou achá-la pela listagem de modelos, no site da agência? - disse parando no sinal
— Yeah. Mas não encontrei nenhuma modelo com o sobrenome Greco. - respondeu. — E não, eu não sei o primeiro nome dela. Então nada de Instagram - Liam disse e eu gargalhei.
— Você está mal mesmo, cara. - dei partida.
But I keep on coming back to you (back to you)
Mas eu continuo voltando para você (de volta para você)
Oh, no, no, I just keep on coming back to you (back to you)
Oh, não, não, eu apenas continuo voltando para você (de volta para você)
Oh, no, no, I just keep on coming back to you
Oh, não, não, eu apenas continuo voltando para você


(...)

— Chegamos. - falei assim que estacionei na vaga de carros atrás da lanchonete. — Você já pode se preparar para estragar sua dieta. - me espreguicei e joguei um braço para o banco de trás, à procura do suéter listrado que havia deixado ali mais cedo. Liam rolou os olhos com meu comentário.
— Você não muda. - disse abrindo a porta e descendo do carro. — A propósito, se for pra eu “burlar” a dieta, que seja com algo bom. - olhou-me encostado no carro e eu ri.
— Comentários muito bons no Instagram - abri o porta-luvas. — Além disso, por ser conhecido mais por estudantes da academia aqui perto… Acho difícil que nos reconheçam tão fácil. - falei por fim jogando a Liam, o que recém havia pego no porta luvas.
— Discrição é tudo. - riu colocando o boné e óculos que dei. Fiz o mesmo e desci do carro.
— Vamos. - travei o carro e seguimos até a porta de entrada da parte de trás da lanchonete, parando apenas para que eu pudesse por meu suéter.
— Espera aí. - Liam disse com o celular na mão e a testa franzida. — Preciso atender essa ligação...Vá na frente e faça os pedidos. Vai ser rápido. - disse e assenti com a cabeça. Assim que o moreno atendeu o telefone, pude notar em seus lábios um “Oi, Cheryl”, e vi Liam se distanciar até o carro. Aquilo seria tudo, menos rápido. Dei de ombros e andei até a porta permanecendo perdido no cheiro de comida que invadia minhas narinas e, automaticamente, minha barriga começou a roncar. Apressei-me até a porta, mas assim que abri, senti ela travar em alguma coisa, gelei. PUTA MERDA.

Niall off

(...)


— Para o outro lado, . - dizia para uma eu saltitante e realizada com o milk-shake em mãos.
— O quê? - perguntei sem entender muita coisa. Naquele dia, havia descoberto que sou mais pesada do aparentava ser e, por esse motivo, demoramos mais do que o esperado para chegar na lanchonete. abdicou de seu milk-shake, enquanto eu, pedi para viagem. E, uma Greco distraída de tanta animação, estava indo para a saída errada, sem nem se importar com o amigo sinalizando com a cabeça. Antes que eu pudesse entender o que dizia, senti meu peito inteiro gelar, e naquele instante a primeira coisa que passou em minha cabeça foi que, eu havia acabado de perder MEU PRECIOSO MILK-SHAKE. O que aconteceu a seguir, foi uma sequência de coisas engraçadas e constrangedoras.
— Minha nossa! - uma voz masculina, que não era de , se fez presente. — Eu sinto, mui... Muitíssimo. - olhava de minha camisa jeans ao copo de milkshake no chão. Eu não conhecia o garoto em minha frente, mas percebi que usava jeans, camiseta branca, suéter listrado, óculos escuros e boné. E alguma coisa me dizia que eu o conhecia. Depois do surto emocional de perder o milk-shake, fiquei sem reação ao olhar para o garoto que expressava estar tão surpreso quanto eu. Ainda no meu transe, não pude perceber que ele pegava agilmente guardanapos na mesa ao lado, e de uma forma engraçada, tentava limpar o estrago que havia feito. — Eu sou um idiota. - disse e me tirou dos meus devaneios.
— Está tudo bem - comecei a rir de sua atitude. — Acho que nem era tão gostoso assim... - olhei de minha blusa para o garoto que agora estava parado me olhando. Virei minha cabeça e o olhei de soslaio. Me parece familiar. Eu ia perguntar seu nome, quando senti uma mão em meu ombro.
— Você está bem? - disse assim que virei dando de cara com ele.
— Eu acabei de estragar a blusa de sua namorada. - foi a vez do outro falar
— Namorada? - falamos em uníssono, gargalhando em seguida. O menino ficou parado observando a cena confuso.
— Eu sou - falou cumprimentando o outro. — E essa - apontou para mim. — é minha amiga . - apertou minha mão.
— Há! Me desculpe novamente. É um prazer conhecê-los. - sorriu. — Eu sou, hum… Venham comigo. - disse se acomodando em uma mesa. Confusos, o seguimos sentando na mesa mais discreta do recinto. Sem entender muita coisa, e eu olhamos para o desconhecido que, tirou os óculos revelando olhos azuis. Puta merda Greco.
— Ow, ow, ow. - foi o primeiro a falar. — Conheço você. - olhou para mim.
— Qual a probabilidade? - foi só o que consegui dizer antes de rir. Apenas eu e entendemos a referência.
— Eu sinto muito mesmo, . - Niall disse segurando minhas mãos por cima da mesa. — Vou pedir outro agora mesmo. - disse prestes a se levantar, mas o impedi.
— Não se preocupe com isso. - sorri e o loiro me olhou confuso.
— Eu faço questão. Além disso, estraguei sua blusa também. - sentou-se e e eu nos entreolhamos e viramos o olhar para o relógio de parede.
— PUTA MERDA. - falamos em uníssono e Niall ficou sem entender.
— Você não terá tempo de mudar de roupa. - agora estava virado para mim.
— Eles vão me matar. - coloquei as mãos sobre a testa.
— Aconteceu alguma coisa? - Niall questionou.
— Nós somos acadêmicos da Royal Academy of Broadway…- meu amigo começou. — Nossa apresentação de boas-vindas é daqui há quase meia hora. - olhou do loiro para mim. — E ela vai se apresentar com sorvete na blusa. - começou a rir e eu o cutuquei.
— Ah! - Niall exclamou e colocou seus óculos novamente. — Não seja por isso… - falou ao se levantar e ir em direção do garçom que limpava nossa bagunça. Eu arqueei a sobrancelha. Primeiro percebi que Niall havia se desculpado e oferecido algum tipo de ajuda. O garçom apenas balançou a cabeça em negação e agradeceu a preocupação. Depois notei que ele apontava para o outro lado do recinto, indicando algo para Niall. Confesso que no primeiro momento pensei que Niall havia perguntado onde ficava o banheiro para que eu pudesse tentar resolver o estrago da minha blusa. Mas, o que aconteceu a seguir me deixou surpresa. Niall saiu em direção ao lugar indicado pelo garçom e assim que voltou até nossa mesa, estava com um semblante feliz, e antes de se sentar, entregou-me uma camisa social branca. Olhei dela para ele e, notei que agora o garoto só usava o suéter listrado.
— Pegue. - me entregou a camisa — Você pode ir até o banheiro, trocar sua blusa e vesti-la. - sorriu de uma forma genuína. — Eu compraria algo novo pra você… Mas me informei e não tem nada aqui perto... Então tive essa ideia. — ficou vermelho coçando a cabeça. Eu só pude sorrir com sua atitude, enquanto arqueou sua sobrancelha.
— Tudo bem... - disse sorrindo ao aceitar a proposta e depois me levantei da mesa para ir até o banheiro. — Eu já volto. - me afastei e vi Niall acenar para um dos atendentes.
(...)

Liam

— Desculpe a demora. - sentei rapidamente ao lado do irlandês, não deixando de notar que mais alguém estava na mesa.
— Ah, esse é o . - Niall disse e o garoto sorriu sem jeito. — , esse é meu amigo Liam.
— Eu sei quem ele é. - disse sorrindo, mas ainda parecia sem graça. — É um prazer conhecê-lo. - estendeu a mão.
— O prazer é meu. - apertei sua mão. — Então, vocês são amigos? - perguntei e os dois se entreolharam.
— Somos?! - saiu mais uma pergunta que afirmação. Franzi a sobrancelha.
— Longa história. - foi a vez de falar e eu continuava a achar aquela situação muita estranha.
— Aham… - balancei a tentando compreender. — Já fez os pedidos? - direcionei para Niall.
— Si… - dizia até ser interrompido por uma garçonete.
— Com licença, - falou com aspecto sorridente. — aqui estão seus pedidos. - demos espaço para que a garçonete pudesse por uma quantidade significativa de comida na mesa.
— É sério, Niall? - arquei a sobrancelha com a quantidade de comida, e ele apenas fingiu não ouvir. — Vou ao banheiro. - disse por fim e me distanciei dos dois.
Estava sendo um tanto quanto mal-humorado naquele momento, mas a ligação com a mãe de meu filho me deixou com os nervos à flor da pele. Massageei as têmporas e aquilo fez com que eu prestasse atenção na música que tocava.
Better than words
Melhor que palavras

More than a feeling
Mas mais do que um sentimento


Crazy in love
Loucamente apaixonado

Dancing on the ceiling
Dançando no teto

Eu não sabia o porquê, mas aquela música antiga mexia comigo naquele momento, e não apenas por ter sido eu que a compus. Continuei a ir em direção ao banheiro.
Algumas pessoas me olhavam atentas, mas ainda assim, não haviam me reconhecido. Enquanto isso, meu pensamento se voltou ao dia do photoshoot. Já havia se passado uma semana desde que conheci a garota do donuts e sem entender muito bem, gostaria de compreender o porquê encontrar quem era aquela modelo era tudo aquilo que eu mais queria o tempo todo? Já perdi as contas de quantas vezes a minha vida profissional atrapalhou a pessoal, mas desde segunda-feira passada, eu nunca havia me sentindo tão inútil por não ter perguntado o nome dele ou ter podido ter ficado conversando um pouco mais com ela. Naqueles dias, eu simplesmente havia odiado ter tantos compromissos. Quando cheguei próximo a porta do banheiro, senti um pequeno calafrio. Parei em frente a porta pensativo.
Everytime we touch
Sempre que nos tocamos

I'm all shook up
Eu fico todo arrepiado

You make me wanna
Você me faz querer suspirar


— Você vai entrar? - um cara rechonchudo esperava atrás de mim.
— Sim. Me desculpe. — saí dos pensamentos a abrir a porta do banheiro masculino, no mesmo momento que a porta do feminino se abria. Olhando apenas para frente, adentrei.

Liam off.

Nada mal. Olhei atentamente no espelho e ajeitei o cabelo. A camisa que Niall usava havia ficado maior que o normal em meu corpo, o que já era de se esperar. Então desabotoei alguns botões da parte baixo, o suficiente para que eu pudesse amarrar a blusa. Assim que consegui fazê-la ficar com um aspecto estiloso e fofinho, dobrei as mangas e perfetto. Peguei minha blusa e fui em direção à porta, mas quando estava prestes a sair, senti um calafrio, parando por um instante antes de finalmente abri-la. Não pude deixar de olhar para porta ao lado quando saí, além de perceber a música que tocava. Better than Words. Crazy, crazy. Me direcionei a mesa onde estava os meninos e, muita, mas muita comida.
— Uau! - foi o primeiro a dizer.
— Isso ficou muito bem, em você. - Niall disse me deixando vermelha e comecei a rir.
— Obrigada. - fiz reverência. — Vocês pediram tudo isso? - olhei para a mesa
— Não. Ele pediu. - apontou para Niall que sorriu largo. — E eu vou me levantar, porque temos que ir. - levantou-se e Niall fez o mesmo.
, peço desculpas novamente. - coçou a nuca e eu sorri. — Espero que dê tudo certo na apresentação de vocês. - olhou para nós dois. — Mas antes... , me de seu celular. - olhei confusa e sem tempo para questionar, pegou meu celular do bolso.
— Aqui. - entregou ao loiro.
— Obrigado. - sorriu com o celular ao mão e começou a digitar algo. Depois posicionou o celular frente ao seu rosto. E tirou uma foto? Olhei sem entender. — Pronto. - me entregou o celular novamente. — Agora você tem meu número... Sabe, para poder me entregar a camisa…- começou sem jeito e arqueou a sobrancelha.
— Ah, eu, eu… - gaguejei. — Batata fritas ficam ótimas com ketchup. - o quê? É sério, ? - disse e Niall sorriu sem entender. segurou-me pelos ombros me levando para porta.
— Ela só está um pouco ansiosa com a apresentação, sabe? - começou. — Mas não se preocupe, ela te chama sim. Foi um prazer conhecê-lo. - disse por fim até nos distanciando.
— Tudo bem. - o loiro coçou a nuca. — Nice to meet ya. - acenou.
(...)

Já na porta de saída, a única coisa que pudemos fazer foi rir de toda aquela situação.
— Batatas fritas e ketchup, ? Sério? - gargalhava com a mãos aos joelhos.
— Deixa de ser idiota. - dei um tapa em seu ombro, mas logo comecei a gargalhar com meu amigo. — Eu só não consigo acreditar nisso tudo. - falei e concordou com a cabeça.
— Você está fadada a isso, . Apenas aceite - cutucou-me. — Agora vamos… Temos uma calourada para ensinar. - piscou ajeitando o casaco e subindo na bicicleta.
Quanta coincidência, . Parece que mesmo que eu tentasse fugir daquele mundo, o destino continuava a me puxar para ele. Agora eu conhecia avelãs, castanhas e blueberries.


Capítulo 4 - 💕 Why don't you come on over, Valerie 💕

Inspira, respira, inspira, respira. Mentalmente eu repetia o mantra enquanto esperava o sinal. As luzes do refeitório permaneciam apagadas, mas mesmo assim, eu saiba exatamente quem estava no meu lado. Hannah e Lousy à minha direta, Oliver à minha esquerda e Dominic sobre a mesa. Do outro lado, na mesma sequência se encontravam Oliver, , dois garotos que eu não conhecia e sobre a mesa, Gabriel. Havíamos nos preparado para aquilo há dias e sabendo da capacidade de todos, eu duvidava muito que algo não sairia como o esperado. Olhei para trás e pude vislumbrar Dominic em mais uma de suas poses magníficas, olhei também para o outro lado do refeitório, sabendo que encontraria Gabriel encantador como de costume. Todos respiravam fundo, e no exato momento que passos próximos às escadas foram notados, sabíamos que era a hora. A hora do show.
Quando o acorde de um baixo se fez presente, o som de uma bateria veio logo em seguida e então a melodia de “Valerie” preencheu o todo ambiente. Luzes estrategicamente planejadas acederam-se ao canto do refeitório, revelando a banda. O primeiro grupo de calouros no mesmo instante, parou surpreso ao topo da escada. Em seguida foi a vez da luz se voltar para nós cinco, nos iluminando e fazendo com que todos os calouros se voltassem para nós, então Dominic em seu melhor timbre começou a cantar.

— Well, sometimes I go out by myself , And I look across the water. - a morena olhava para nós quatro gesticulando e dançando enquanto fazíamos a segunda voz e assobiavamos em ritmo da música. — And I think of all the things of what you're doing, In my head I paint a picture. - naquele momento, mesmo que eu não quisesse admitir, eu sabia que aquela música havia sido feita para ser cantada por Dominic, e enquanto ela descia graciosamente da mesa, nós quatro nos apressamos e começamos a dançar ao ritmo de Valerie.

— Cause since I've come on home - nesse momento era vez de Lousy brilhar, sua voz grave se fez presente em nosso meio. — Well my body's been a mess, And I miss your ginger hair, And the way you like to dress. - ela dançava em ritmo da música enquanto cantava.

— Won't you come on over - Ariel, Hannah e eu cantamos em uníssono — Stop making a fool out of me. — Why won't you come on over Valerie? (Valerie) - todas em uníssono e perfeitamente sincronizadas dançávamos ao centro do refeitório recebendo grandes sorrisos admirados. — Valerie

— Did you have to go to jail? - as luzes se direcionaram para os garotos e Gabriel soltava a voz com firmeza e precisão. — Put your house up on for sale, did you get a good lawyer? - eles se aproximaram da gente e agora todos estavam em pares. — I hope you didn't catch a tan, - Gabriel cantava para Dominic que apressou-se a segurar sua mão para dançarem juntos. — I hope you'll find the right man who'll fix it for you

— Are you shoppin' anywhere, Changed the colour of you hair, are you busy? - foi a vez de mostrar que não sabia apenas atuar. Aproximou-se de mim enquanto eu dançava de costas para ele. — And did you have to pay the fine? - segurou-me pela cintura dançando ao meu ritmo. — You were dodging all the time, are you still dizzy?

— Cause since I've come on home, Well my body's been a mess - Hannah, Ariel e eu cantávamos em uníssono. — And I miss your ginger hair, And the way you like to dress

— Won't you come on over - os meninos cantam em uníssono — Stop making a fool out of me

— Why won't you come on over Valerie? (Valerie) (Valerie) (Valerie) - todos juntos e com o apoio da banda, nos divertíamos e fazíamos um show. Nesse momento, o pessoal de belas artes vinha pelas escadas, soltando confetes prateados que ao se refletirem na luz, chamavam mais atenção ainda. O último verso estava sendo cantado novamente por Dominic e então fomos todos em grupo até os calouros, trazendo alguns até o centro conosco.

— Why won't you come on over Valerie? - dançávamos e cantávamos para os calouros que estavam conosco e então eles se apressaram a seguir nossos passos. — (Valerie) (Valerie) (Valerie) Yeah, Valerie. - um coro se formava para finalizar a música da melhor forma possível e assim que aconteceu, todos paramos em poses majestosas, recebendo aplausos calorosos e assobios do público.

Naquele momento, eu sabia que viveria para aquilo. Eu amava dançar, amava atuar, e por mais difícil que fosse, eu amava cantar. Eu respirava fundo deixando transparecer minha felicidade, quando fui virada rapidamente por Oliver e Ariel para um abraço. Eles estavam tão extasiados quanto eu. Era simplesmente maravilhoso. E eu me sentia completa quando me apresentava ao lado deles.
Quando os aplausos cessaram e as luzes se apagaram, todos os veteranos se apressaram para deixar o local. Virei me para trás pela última vez, podendo vislumbrar sorrisos empolgadas dos calouros. E essa era a recompensa, era isso que valia a pena.

(...)


Na terça-feira as aulas oficialmente começavam na RAB e eu estava mais animada que nunca. Havia acordado cedo naquela manhã e como de costume, Hannah não. Levantei e peguei o celular da loira na cômoda, armei o despertador para tocar dali a alguns minutos, colocando-o em volume máximo e fui para o banho. Assim que liguei o chuveiro, ouvi um barulho de algo pesado caindo e um berro gritando “monstro” foi ouvido. Hannah havia acordado e meu plano funcionado. Sorri e tratei de terminar meu banho. Alguns minutos se passaram e então quando saí do banheiro encontrei Hannah dançando animada enquanto preparava suas coisas para entrar no meu lugar.

— Você é uma PÉS-SI-MA amiga. - me fuzilou enquanto passava para entrar no banheiro — Mas, eu ainda amo você. - disse mostrando a língua antes de fechar a porta.

Minutos depois eu e Hannah estávamos fora do dormitório subindo as escadas da entrada de academia. Hannah estava um ano atrás de mim na academia, ela era loura, alta e de olhos verdes. Gostava de usar salto alto, adorava exercícios e tinha uma regra clara de não sair por aí comendo porcarias à toa. O incrível era que, apesar de sermos tão diferentes, nós duas éramos apegadas e assim como Els, Hannah me conhecia da melhor forma. Conversamos distraidamente quando fomos interrompidas por alguns colegas de turma de Hannah. Me despedi da loura e fui em direção aos armários.

— Já mandou mensagem pro loirinho? - dei um pulo de susto.
— Por Deus, . Quer me matar do coração? - fechei a porta do armário com força e dei de cara com escorado ao armário do lado.
— Ainda não. - mordeu o lábio e arqueou uma sobrancelha. Revirei os olhos.
— Você é péssimo. - pontuei e me escorei no outro armário. — Não sei se seria uma boa ideia. - disse respondendo a pergunta anterior e me olhou confuso
— Ele deu o número a você, . - me cutucou. — E, espera que você entregue a camisa de ontem. - cruzou os braços e eu fiz bico.
— É esse o problema. Não sei que tipo de imã eu tenho com esses caras. - disse e gargalhamos.
— Não há mal nenhum e ter mais um amigo. - me cutucou de novo e suspirei.
— Você está certo. - falei pegando o celular. — Já que o “destino” quer assim, que assim seja! - procurei o número e cliquei no contato.

Hey, aqui é a .
A “garota do milkshake” se isso ajuda a você a lembrar.
Isso é claro, se esse for mesmo o seu número.
De qualquer forma, só queria lhe agradecer novamente
por ter me emprestado sua camisa.
Minha apresentação foi maravilhosa, a propósito.
Obrigada novamente, você me salvou!
Enfim, acho que já falei demais…
só gostaria de saber como posso te entregar a camisa?


Bloqueei o celular e olhei para que observava tudo.
— O que foi?
— Pela amor de Deus, você podia ter parado na primeira linha. - disse e eu soquei o seu braço.
— Ela finalmente mandou mensagem para o Irlandês? - virei-me para trás dando de cara com Oliver e ele parecia segurar algo.
— C-como você, você sabe disso? - olhei de Oliver para , o último fingia não escutar nada. — Eu devia ter imaginado que você contaria. - rolei os olhos.
— Falando em contar… - Oliver se escorou no armário do meu outro lado e então fiquei no meio dos dois. — Você já contou ao seu amiguinho novo que conhece o ex colega dele? - chacoalhou algo para cima e tive que olhar duas vezes para entender o que era.
— Você está ficando maluco? - arregalei os olhos e arranquei a foto da mão dele, segurando-a próxima do peito. arqueou a sobrancelha. — Como você conseguiu isso? - questionei o ruivo.
— Esqueceu que eu era um dos fotógrafos? - arrancou a foto de mim e antes que eu pudesse protestar, levantou o dedo me interrompendo. — Essa cópia é minha, e você ficou linda. - guardou a foto em sua pasta e eu dei a língua enquanto tentava convencer Oliver a lhe mostrar a foto.
— Do que é que vocês estão falando? - a ruiva se aproximou de nós três abrindo seu armário.
— Que seu irmão é um babaca. - rolei os olhos e Oliver deu a língua.
— E que sua amiga ainda não contou ao irlandês que tirou fotos com o Liam. - o ruivo apontou.
— Ou, que ela conhece o outro ex coleguinha dele. - dessa vez foi que me fez arregalar os olhos e eu tinha certeza que poderia matá-lo agora.
— Que seja. - saí do armário. — Vocês são amigos horríveis. E , o que você faz ainda aqui? - cruzei os braços e sorriu largo.
— Vim buscar minha dupla. - nessa hora, Els bateu a porta de seu armário e virou-se para nós. Encolhi os ombros
— Péssima ideia, . PÉSSIMA IDÉIA. - saiu e nós três gargalhamos seguindo-a. E lá fomos nós, rumo à sala da Madame Flo.

Essa era a vida quando se tinha três amigos malucos como , Oliver e Ariel. Você nunca ficaria em paz. Quando estávamos próximo a sala, senti meu bolso vibrar e rapidamente parei. Ao colocar a mão para pegar meu celular no bolso, automaticamente meus amigos pararam me observando e isso com certeza me deixou vermelha.
— Qual é, , acabe com isso de uma vez. - Els puxou o celular de minha mão e em segundos, nós quatro estávamos se espremendo ao tentar ver de quem era a mensagem.

Niall Horan
Heey, ! É claro que me lembro de vc.
Como você está?
Confesso que por um momento,
pensei que não me mandaria msg.
digitando...
Aliás, ñ se preocupe, não sou nenhum pervertido…
Esse realmente é meu número.
digitando…
Fico feliz por ter dado tudo certo na apresentação…
Acho que também falo demais, não é?
De qualquer maneira....
Que tal marcarmos algo para o final de semana?
Ainda estou te devendo um milkshake.

Naquele momento, duas coisas aconteceram. A primeira foi que fiquei sem reação, a segunda era que não percebi quando Els respondeu a mensagem do loiro aceitando o convite. De certa maneira, aquilo poderia ser divertido. Eu adorava o Niall desde minha época de directioner, além disso ele sempre me pareceu ser alguém divertido e talvez o mais “alcançável” dos meninos. Há algum tempo li em algum site que Niall estava tendo um lance com alguém e isso era mais um motivo para achar que ele estava sendo gentil apenas pelo o que havia acontecido… Uma forma de me recompensar, sabe? De qualquer maneira, eu sinto que vamos ser bons amigos.

(...)


Cheirinho de terra molhada. Era mais uma sexta-feira chuvosa em Londres, duas semanas haviam se passado desde o ensaio com Liam, e possivelmente nossas fotos seriam divulgadas dali alguns dias. Niall e eu ainda trocamos mensagens quase todos os dias nesse meio e, apesar de não termos nos encontrados no final de semana previsto, Niall continuava sendo um ótimo ouvinte.
Ele me contou um pouco de sua vida, inclusive sobre uma garota que ele conhecerá a alguns meses atrás e que talvez ela fosse a garota. Contei-lhe alguns detalhes de mim, de onde sou, o que gosto, quem são meus melhores amigos... Mas ainda não havia achado um jeito de comentar sobre as fotos com o Liam. Não que eu achasse aquilo necessário, até porque era 100 por cento de certeza que Liam nem sequer se lembrava de mim e também eu não ia simplesmente chegar e falar “Ah, então, Niall, você não é o primeiro ex One Direction que conheço. Você sabia que tirei fotos sensuais com o Liam?” era tipo, algo possivelmente desnecessário.
Naquele dia, eu passei quase todas as aulas no automático. Apenas no último horário que eu encontraria meus amigos, o que me lembrava que, na próxima segunda-feira seria meu aniversário e certamente todos eles me incomodariam para saber como iríamos comemorar. Deixei os livros no meu armário e me direcionei para sala da Madame Flo.
— Olá, raio de sol. - Oliver se levantou de sua carteira e me abraçou
— Oi, ruivo. - disse e sentei na carteira em sua frente. — Onde está e Els? - questionei.
— Pararam para guardar os livros. - disse e eu concordei com a cabeça. — Já sabe o que vai fazer no seu aniversário? - bingo, e aí estava.
— Não faço nem ideia. - apoiei os cotovelos sobre a sua mesa e o queixo sobre a mão.
— Mas eu sei. - sem que eu pudesse perceber, sentou ao meu lado e Els ao lado de Ollie, o que me fez arquear a sobrancelha com a capacidade ninja deles.
— E o que vamos fazer, espertinho? - questionei e jogou as pernas para a cadeira da frente, cruzando os braços logo em seguida.
— Para a Boo. - os três disseram em uníssono e eu me assustei.
— Boo’s house? - perguntei interessada.
— Yeah. Bebida. Música. E mais bebida. - Oliver piscou e eu dei de ombros.
Pensei por alguns instantes. Fazia algum tempo que eu não comemorava meu aniversário e já não íamos mais com tanta frequência na Boo. Talvez aquilo, digo, comemorar meu aniversário naquele lugar, poderia amenizar um pouco as coisas que aconteceram e não posso negar que sempre gostei daquele pub. Olhava para meus amigos, estava parando ao meu lado com cara de “gatinho”, Oliver sorria largo e Els fazia biquinho. Todos esperavam uma resposta.
— Está bem, nós vamos para lá. - disse jogando os braços para o alto vencida e os três me abraçaram.
— Já disse que te amo? - Els comentou.
— Já. Mas estou aceitando que diga de novo. - falei e ela me deu a língua.
— Convide o Niall. - Oliver apontou e eu o olhei. — Vocês estão conversando bastante nos últimos dias. Ele parece ser um amigo legal. - falou e eu balancei a cabeça em afirmação.
— Tens razão. - disse pegando o celular e digitando o convite. — Além do mais, ainda tenho que devolver a camisa dele. - apontei. — Prontinho. Domingo à noite na Beers on ofter! - batemos as mãos comemorando.


Capítulo 5 - 💕 Poder celestial 💕

“Passei cinco segundos tentando me lembrar como fazia para respirar e quando eu finalmente estava me lembrando, nossos olhos se encontraram. Aí já era. Eu esqueci completamente. As vozes de Oliver e Mert pareciam tão distantes e tudo aquilo que eles falavam, sumia instantaneamente da minha mente. Agora Liam me olhava, eu senti sua respiração cada vez mais próxima mim. Pisquei duas vezes antes de fechar os olhos e assim que o fiz, me aproximando cada vez mais de seu rosto. E quando estávamos prestes a selar nossos lábios o garoto começou a berrar. — AVA. — AVA. —AVA


! - atordoada olhei para cima e dei de cara com a Hannah.
— Mas o quê? - tentei entender o que estava acontecendo.
— Você estava murmurando enquanto dormia. - sentou na minha cama — E já são 11 horas.
— PUTA MERDA. Como pude dormir tanto? - levantei em um pulo. A loira apenas ria do meu estado.
— Muita convivência comigo? - disse Hannah.
— Sem dúvidas. - sorri maldosa e a loira rapidamente me atacou com uma almofada. Começamos uma pequena guerra.

(...)


Merda. Alguém viu meu coturno preto? - falei em desespero
No início daquela noite, eu estava decididamente ansiosa. Hannah e Ariel é claro, dividiam aquela ansiedade comigo. Eu faria 22 anos amanhã e, depois de algum tempo sem comemorar meu aniversário, meus amigos e eu decidimos que dessa vez, ele não passaria em branco. Nós três decidimos que para a noite ser perfeita, uma regra clara deveria ser seguida… Nós deveríamos nos arrumar juntas.
Aquilo a propósito, teria sido a melhor ideia de todas, se, eu não estivesse me enrolando o tempo todo. Não demorou muito para que eu estivesse atrasada e as outras duas as estivessem incríveis, olhei para Ariel que estava em frente ao espelho ao amarrar a sua blusa favorita da banda “Aerosmith”. Ela vestia jeans preto e um salto da mesma cor. Hannah acabava de ondular as pontas do cabelo e usava uma camisa manga longa branca com um vestido sobreposto preto. E finalmente eu…
— Embaixo da cama. - Ariel agora passava máscara de cílios. — É a terceira coisa que você perde hoje. - pontuou enquanto eu me abaixava para procurar o coturno. Hannah riu
— Está nervosa, ? - disse e por um instante parei para observá-la.
— Talvez. - voltei a olhar para debaixo da cama, mas ainda não o encontrava. — É só que… - me sentei no chão. — Já faz algum tempo que não comemoro meu aniversário.- pontuei.
— Nós sabemos. E é por isso que você deve ficar linda. - Hannah disse se inclinando para olhar abaixo da cama, puxando meu coturninho preto de salto. — Tire esse pijama. - disse cerrando os olhos.
— EU TE AMO. - abracei suas pernas. — E, isso não é um pijama. - verifiquei a vestidinho que usava e as garotas se entreolharam. Han se levantou e abriu o seu armário. Logo em seguida, tirou uma sacola com emblema da Harvey Nichols e entregou para Ariel.
— Não puxe fio do body. - Ariel olhou para trás jogando-me a bolsa.
— Feliz aniversário, . - um coro das duas me chamou atenção. Eu demorei uns 30 segundos para processar o que estava acontecendo.
Dio mio! E-eu não acredito nisso. - comecei a abrir a embalagem e as duas sentaram-se ao meu lado. A primeira coisa que peguei foi uma calça jeans mom que eu havia visto na vitrine da loja, na semana anterior. Olhei para Hannah, ela estava comigo naquele dia. Logo em seguida, compreendi o que Els havia falado ap retirar da sacola um body preto rendado com decote sutil. Era lindo demais. E para a minha surpresa, Ariel se levantou e mexeu no meu armário.
— E nada de coturno. - tirou o sapato do meu lado e com o rostinho nada angelical, balançou saltos na minha frente.
— Ow, NÃO!
— Ow, sim! - não tive escolhas.

(...)




A tarde de domingo havia passado em um sopro e em instantes já eram cinco para as oito. Eu e Oliver acabamos de estacionar meu Audi em frente ao dormitório das garotas. Já esperávamos a alguns minutos quando a porta finalmente se escancarou, revelado na mesma hora um tiro ruivo, loiro e moreno. As garotas vinham até meu carro e eu tive que pensar duas vezes para responder Oliver quando chegou mais perto do carro. Eu reparei que ela vestia body preto, jeans e salto. Usava o cabelo escuro solto com ondulações em baixo e pouca maquiagem. Ela estava mais linda que nunca. Oliver me cutucou novamente e esperava junto com as garotas que eu destravasse a porta..
? - a garota sorria confusa e eu com a cara mais patética possível, consegui responder um simples “oi, entrem” e destranquei a maldita porta. Me obriguei a continuar vidrado no volante.
— Um grande UAU pra vocês. - Oliver virou-se para trás elogiando as garotas. Torci para que ele não me notasse. — Não é mesmo, ? - questionou. Droga
Sem dúvidas estão lindas. - falei virando para trás e as garotas sorriram. — O que me lembra… Eu também estou. - pisquei e recebi línguas das três. Dei partida no carro.
Alguns minutos depois, estávamos frente ao pub. O Beers on Ofter já era um lugar conhecido pelos acadêmicos da RAB assim como os funcionários do local. Quando o segurança nos viu, nos saudou com um aceno e com um abraço de feliz aniversário em . Ele se chamava Patrick, era um cara moreno e parrudo que ao lado de fazia com que ela parecesse menor ainda, naquele abraço a garota minúscula em segundos desapareceu, o que trouxe boas piadas entre nós. Patrick se adiantou para o lado para que pudéssemos entrar e percebi os olhos brilhantes de quando analisou o lugar ao qual não vinha a algum tempo.
A Boo’s House era um pub temático, tinha uma mistura de cinema e música. No chão, ao centro do bar, encontra-se um grande azulejo em estrela que simulava a calçada da fama. Havia objetos simbólicos em toda a decoração, além de haver quadros que representam grandes momentos da história da música e também do cinema. Fotos de grandes ídolos e bandas de rock’n roll estavam distribuídas por todo lado, e como se não o bastasse, o bar também contava com um palco e estrutura completa de som. Era como se estivéssemos em casa. O clima estava gostoso e naquele momento, tocava Nancy Mulligan do Ed.
— When I met the woman I would call my own. -
me distraí por um segundo na letra da música e percebi que Hannah me olhava desconfiada.Corei no mesmo instante
— Vou pegar bebidas para nós. Segure isso. — a loira piscou e me entregou sua bolsa, lançando rapidamente um olhar severo para que eu não recusasse segurá-la. — Cuide bem disso aí! O celular das três estão aí dentro. - advertiu e ia em direção ao bar juntamente de Oliver e aos poucos percebi eles se distanciaram. Virei para olhar as outras duas garotas. Ariel estava ao meu lado e permanecia um pouco a nossa frente.
— Eu não acredito que estou aqui! - murmurou perplexa e virou para abraçar nós dois. — Obrigada por serem incríveis. - sussurrou e juntos beijamos sua bochecha.
— Somos incríveis. - Ariel comentou quando nos soltou. — Vamos achar uma mesa. - acenou para os outros dois que estavam no bar e seguimos para uma mesa próxima ao palco.
Percebi que permanência fissurada no local. Apesar de já ter vindo até ele várias vezes, ela olhava para um pub de uma forma que parecia ser sua primeira vez ali dentro. Era como uma garotinha conhecendo as princesas da Disney. Observava-a atento até que notei que a bolsa que eu segurava, estava vibrando. Parei as garotas e abriu a bolsa pegando o que eu deduzi, ser o seu celular. Franzi o cenho e me lembrei.
— Hey, Niall! - falava ao telefone fazendo uma cara feia devido música alta. Eu e Els chegamos perto para tentar ouvir a conversa. — Sim, é o Ed... Recebeu o endereço? Um amigo? Claro... Te espero. - e assim a morena desligou o celular e virou-se para nós.
— Ele vai chegar logo - sorriu animada e nos sentamos, logo em seguida Han e Oliver voltavam com baldes de cerveja. Todos pegamos uma e antes de abrir, Els manifestou-se.
— A . Que ela continue sempre doce e gentil como é. - começou — E aprenda a tomar escolhas. - deu a língua
— Que no futuro se torne uma grande estrela da Broadway e compartilhe os palcos com todos nós. - Hannah continuou
— Que continue a dizer “não” para o e me apresente várias gatas. - rimos quando Oliver terminou e todos se viraram para mim.
— E que nesse dia, viva intensamente sem pensar em seu passado ou futuro. Que apenas aproveitei o hoje e, faça tudo o que um de nós faria. - dito isso, juntamos as cervejas em brinde murmurando um “viva ” e tomamos um gole da cerveja.
Nós cinco permanecemos sobre a pista dançando e comemorando. Hannah e eu dançávamos animados, enquanto Oliver, Ariel e se abraçavam pulando de alegria ao nosso redor. Depois de um momento rápido, a música do local cessou revelando a bartender que nos servia anteriormente, em cima do palco e então anunciou o início do “karaokê”. Todos nos entreolhamos e antes que pudesse dizer não, empurramos ela para perto do palco.
— Nós vamos! - Hannah batia palmas e mordia seu lábio inferior.
— Eu não sei… Talvez não seja uma boa ideia… Tenho que esperar o Niall chegar ainda…- começou a se desculpar.
— Nada disso. - Ariel foi a primeira a falar. — É SEU aniversário, VOCÊ ama esse lugar, ama aquele palco e ama seus amigos. - observamos atentos. — E NADA, digo, NADA vai fazer você não subir nele hoje, porque estaremos com você. - nesse momento ficou quieta, mas, no instante seguinte respirou fundo e soltou um entusiasmado “Vamos”.
— Eu fico aqui esperando o loiro. - eu disse e os outros concordaram com a cabeça, pois foi fácil para eles entender meu interesse em ficar ali e flertar com outra bartender.

off
(...)

Liam
A estadia em Londres não estava sendo nada mal. Passei os últimos dias aproveitando todo o lugar, visitando alguns amigos e familiares. No início do domingo, Niall havia me chamado para um aniversário de uma amiga. Em um primeiro momento eu havia recusado, já que Maya estava para vir até Londres e eu queria mesmo era ficar com ela. Mas quando a mesma me ligou falando que havia tido um imprevisto e não viria mais, mandei mensagem para o loiro refletindo sobre o convite. Aproximadamente 10 da noite, o loiro estava parado em frente ao meu condomínio.
— Hey! Entre. - falou destrancando o porta e adentrei
— Pra onde mesmo estamos indo? - perguntei curioso.
— Para a Boo’s house. Aniversário de uma nova amiga. - o olhei sério. — Você vai gostar dela. - falou por fim e concordei sem dar muita bola.
Quando chegamos no local indicado pela amiga Niall, percebi que grandes letreiros marcavam as palavras “Boo’s House” e no instante seguinte notei se tratar de um pub. Niall saiu do carro e nesse momento, mandava mensagem para alguém. Quando paramos na fila de entrada o segurança nos reconheceu rapidamente, abrindo passagem. Mas, assim que chegamos a porta para minha surpresa, quem estava esperando não era a tal amiga de Niall e sim um garoto ao qual eu já conhecia. .
— Hey, Niall! - cumprimentou o mais novo e até então, não havia prestado atenção em mim. — Como você está? me pediu para que o recebesse. - ouvindo isso, Niall sorriu e quando estava prestes a me apresentar, notei que o garoto me olhou sorrindo.
— Oi! Acho que conheço você. - falei estendendo a mão. — , certo? - questionei e o garoto sorriu largo quando percebeu que eu havia reconhecido.
— Isso mesmo! - falou alegre — Que bom que vocês vieram. - falou cordialmente, mas não deixei de notar um certo nervosismo em sua voz. — Venham, entrem. está no palco e vocês não vão querer perder isso. - por um instante a menção da garota, me fez estremecer e quando adentramos no local eu soube exatamente o porquê.
Posicionada ao palco junto de mais três pessoas estava ela. Pisquei duas vezes para ver se não estava delirando, quando Niall chegou ao meu lado e apontou para a garota murmurando que ela era a aniversariante. Ao ver novamente a garota, senti minha boca abrir e meu peito aquecer rapidamente. Eu dizia a mim mesmo que aquilo era loucura, que não poderia ser. Tentei fixar meus olhos em outra que não fosse a garota, até que a música começou a tocar.
— Lights go down. - uma garota loira junto a uma ruiva estavam ao microfone. - And the night is calling to me, yeah. - as duas cantavam em uma perfeita harmonia — I hear voices singing songs in the street. And I know...
— that we won't be going home - agora o único garoto cantava observando atentamente a garota de jeans e preto, esse ato fez com que eu sentisse um certo desconforto, pois naquela instante, percebi que conhecia o garoto também. Filho da Amélia James. Oliver — For so long, for so long. But I know that I won't be on my own. Yeah, I love this feeling and…- antes que as coisas começassem a se encaixar, vire-me para a próxima voz ao microfone.
— Right now. - era ela. Não me restava dúvidas, eu podia reconhecer aquela voz em qualquer lugar. — I wish you were here with me (oh).
— 'Cause right now. Everything's new to me (oh). - ela sorriu enquanto cantava e parecia que aquilo tinha sido feito para ela. Niall olhou para mim e em seguida para a garota, arqueou a sobrancelha e ficou observando. Não consegui pronunciar nada a ele. — You know I can't fight the feeling . And every night, I feel it. Right now. I wish you were here with me (oh)...
Os quatro se animavam a cada verso. Niall e eu ficamos cantarolando a música junto a eles, conversava com a garota que havia trago cervejas para nós e quando a canção terminou, todas as pessoas aplaudiram calorosamente.
Um outro grupo subia ao palco e não demorou muito para o quarteto vir em nossa direção. A cada passo dado pela garota, fazia meu rosto esquentar. Niall novamente havia percebido minha reação, só que dessa vez, não deixo barato.
— Então, você vai me falar porque está comendo viva ou eu terei que te forçar a isso? - perguntou-me dando um gole em sua cerveja. então era esse o nome dela. Pisquei algumas vezes antes de responder o loiro, mas quando estava prestes a começar a falar, a garota já estava descendo distraidamente a escada e vinha em nossa direção.
No momento em que ela nos viu, parou imediatamente de falar com seus amigos e seus olhos encontraram os meus. Dei alguns passos para frente e naquele segundo eu estava novamente perdido naqueles olhos negros. A música tocando ao fundo começou a ficar distante e eu já não sabia decifrar o que Niall falava. A garota vinha em minha direção sorrindo largo e eu ia em direção a ela total e perdidamente enfeitiçado naqueles olhos. Era ela, a garota do photoshoot estava bem na minha frente.
Tudo estava correndo de acordo. Aí o cara das bebidas aconteceu. Um grande “oooh” foi ouvido, seguido por se abaixando ao chão. Assustado pelo acontecimento repentino, permaneci estático por alguns instantes e quando voltei ao normal, observei o garçom ao chão e com tentando ajudá-lo a se levantar
— Você está bem? - perguntei ajudando o cara também, ele me reconheceu de imediato e arregalou os olhos. No outro momento, pedia “desculpas” incontrolavelmente e quando ele apontou para minha blusa, eu entendi o porquê de tanto apavoro. Eu estava completamente encharcado de álcool. — Está tudo bem. Não precisa se preocupar com isso. - falei ao garçom que só saiu aliviado depois. Voltando a manter a conexão com a , a garota arqueou a sobrancelha e eu me aproximei dela.
— Hey, está tudo bem aí? - apontando para minha camiseta. Ela estava próxima o suficiente para que eu pudesse sentir o cheiro de seu perfume. Droga. Que merda de sensação estranha.
— Ah, isso? - olhei. — Puff, não é nada. - disse gesticulando. — Eu estava agora mesmo reclamando de calor. - brinquei
— Ah entendo… Então o garçom fez um grande favor a você. - sorriu e colocou uma mecha de cabelo atrás da orelha.
— É… Sim… Claro...Mas então, não sabia que você era a tal famosa amiga de Niall. - cocei a nuca tentando não parecer patético e ela sorriu de lado.
— Culpada? - falou de uma forma engraçada e seus amigos junto a Niall se aproximaram.
— Bem, vejo que você já conheceu a . - o loiro deu algumas batidinhas em meu ombro e se voltou para a morena. — Hey, LittleButton, feliz aniversário! - aproximou-se para abraçá-la e ergueu um pouco ao ar. Uma pontadinha de inveja percorreu minhas veias. Assim que Niall soltou a garota, voltou-se para mim.
— Bem, , esse é Liam. - apontou para mim. — Liam ess… - ao final da frase, o loiro foi interrompido pelo ruivo
— Tá brincando? - ele soltou uma gargalhada. — Você aqui! - falou e bateu em minha mão me cumprimentando.
— Oliver, como você está? - perguntei ao garoto.
— Ótimo, obrigado. - todos nos olhavam.
— Vocês já se conhecem? - Niall perguntou confuso. — Oi, eu sou Niall. - cumprimentou.
— Mas é claro! A propósito, sou Oliver. - o ruivo falou. — Fotografei ele e a algumas semanas. - falou vitorioso. Niall então arqueou a sobrancelha, olhou de mim para e começou a compreender o que se passava.
— Essa com certeza, vai ser a melhor noite de todas. - gargalhou e os outros ficaram sem entender. Eu ia falar dizer para que ele ficasse quieto, até que fomos interrompidos pela versão idêntica, porém feminina de Oliver.
— Muito bem, galera. - falou cortando todos. — Eu sou Ariel, ela a Hannah, ele o Niall e ele o Liam. - falou bem rápido. — Perfeito, agora que todos já se conhecem… Vamos voltar para nossa mesa antes que mais uma coisa dessas... - apontou para minha blusa. — Aconteça. - dito isso, direcionou-se para a mesa que estávamos antes. Os outros quatro, incluindo , foram atrás dela. Então a morena virou-se para trás sussurrando um “vamos” para mim e Niall. Concordei com a cabeça e ela voltou a andar. Niall e eu, íamos logo atrás.
— Eu não acredito. - murmurei perplexo ao Niall que parecia achar muita graça de tudo aquilo. — Você conhecia ela esse tempo todo. - balancei a cabeça colocando uma mão sobre a testa.
— Não se preocupe com isso. Hoje você também poderá conhecê-la. - bateu em minhas costas. A noite seria longa.


Capítulo 6 - 💕 Um “Q” de reggaeton e magia 💕

— Beleza, vamos recapitular. - ouvia a voz de Ariel sem conseguir distinguir o que ela falava. — É domingo a noite e estamos TODOS comemorando o seu maravilhoso aniversário. - me olhou e eu sorri de lado, fingindo que a ouvia. — Você convidou Niall e ele trouxe Liam… - pisquei. — Ele vai ficar com a gente até o final da noite. - respirei fundo. — Tudo bem para você?
— Uhum.
Estava, não estava? É claro que estava! Eu só, bem…Quando decidi convidar Niall Horan para meu aniversário, eu listei cada situação provável. Por exemplo... Uma possível perseguição de fãs, uma fuga improvisada com meus amigos e outras mil e uma possibilidades. Mas em nenhum momento, eu cogitei que o acompanhante de Niall seria justamente Liam Payne.
Em outras ocasiões, ficar no mesmo ambiente que Payne, não teria problema algum. Mas, levando em consideração que eu passei as últimas semanas só pensando naqueles malditos olhos escuros, ter ele tão próximo novamente me deixava com um embrulho no estômago. E se alguém ousasse me perguntar o porque, eu simplesmente diria que não sabia. Payne fazia eu ser a pessoa mais confusa do mundo. Não, do universo.
Eu estava dividida entre o horror e também um pouco de admiração, a merda era fechar os olhos, porque sempre que eu o fazia, lembrava de Liam e do dia do photoshoot. Afinal, quem não ficaria mexida depois de tirar fotos daquelas com Liam? Ele é bem desenvolvido e aquilo não ajudava em nada, só fazia todo o meu corpo ruborizar.
? - pisquei ao ouvir a voz de . Aparentemente, ele já havia me chamado algumas vezes.
— Hum, o quê?. - sorri e me ajeitei no banco. Não era um desconforto físico que eu sentia, estava mais para emocional, mas jamais repararia. Suspirei antes de olhar para as duas pessoas em minha frente.
— Eu estava falando que você está afim do Payne. - me engasguei com o próprio ar. Aquilo me pegou de surpresa. Aquilo superou todas as besteiras que já falou. Que merda ele tinha na cabeça?
— Como é? - sibilei e sorriu cínico repetindo a frase anterior. Aquilo só podia ser brincadeira. — Por que você falou isso?
— Hum… Por que será, hein? - piscou antes de morder uma batata. — Responda ela, Els.
— É o jeito que você olha pra ele, . - Ariel comentou e eu olhei para trás, reparando no quarteto um pouco mais distante de mim. Passei os olhos com cuidado em cada um dos quatro e um em especial, me chamou atenção. Mordi o lábio. nunca esteve tão errado mas por outro lado, Els estava certa. Suspirei. — Você tá no mundo da lua desde que ele chegou. - Ariel murmurou
Isso estava mesmo acontecendo? Me inclinei um pouco para trás na banqueta, esfregando os têmporas porque pelo visto, era nítido que aquilo tudo estava me dando dor de cabeça.
— Ok. Eu tenho um grande e incessante interesse em Payne. - bufei e Els arqueou a sobrancelha — Se estão satisfeitos… Vou ao banheiro. - levantei batendo os pés. — Eu volto já.

(...)


Foi fácil passar despercebida pelos meus amigos no bar, enquanto eu planejava uma fuga do pub, notei que eles estavam tão distraídos que mal repararam minha presença. Esbarrei em algumas pessoas enquanto caminhava para “ir ao banheiro”, dei a volta pelo palco e sem muita dificuldade encontrei o que eu queria escondida uma parede preta lisa. Tatei para alcançar a maçaneta e quando o porta se abriu, um sorriso no meu rosto tomou forma. Por sorte, o lugar estava aberto e vazio.
Fechei a porta atrás de mim. Aquele era o camarim secreto dos alunos da academia e ao julgar pelo o estado do lugar, certamente seu uso permanecia frequente.
Passei pela mesinha ao qual eu costumava me maquiar e pousei as mãos sobre a arara de fantasia vendo uma a uma, até se lembrar de cada ocasião e estudante que havia usado-as. A sensação de nostalgia era incrível e me fez se perguntar o porque eu deixei de vir aqui. Confesso que por mais louco que aquilo seja, eu havia sentido falta daquele cantinho.
Me sentei sobre o sofá de dois lugares ao meio da sala e respirei fundo, inclinando a cabeça para trás e fechando os olhos. Respirar aquele ar conhecido durante uma noite tão agitada quanto aquela, talvez fosse a melhor sensação do meu dia. E eu não podia culpar nada nem ninguém, se nem eu mesma sabia o que acontecendo ali. Liam era apenas Liam. Então porque eu estava tão inquieta?
Permaneci com os olhos fechados até sentir um toque leve de uma mão sobre meu ombro. O choque que senti foi estranho suficiente para abrir os olhos. Olhei para cima e ele me encarava profundamente.
— Payne? - minha voz soou confusa.
— Lugar curioso para descansar. - Liam falou e eu abri a boca chocada. Como ele havia me achado?
— É, talvez seja. Mas ainda é o lugar mais confortável desse pub. - permaneci encarando-o e ele arqueou a sobrancelha. — Como me achou?
— Vi você se esgueirando pelo clube. - deu de ombros e veio sentar ao meu lado. — É perigoso andar sozinha a essa hora.
— Ah é? - arqueei a sobrancelha. — Mesmo que eu não esteja lá fora?
— Sem dúvidas. Aqui é muito pior. - começou a olhar o redor. — Veja, aquele ursinho ali - apontou para fantasia pendurada. — Ele poderia ser um… - pensou. — Psicopata ladrão de potes de mel.
— Você está falando do Pooh?
— Quem? - perguntou confuso e eu o observei com a cabeça um pouco curvada.
— Mentira. - me ajeitei para ficar de joelhos no sofá. — O amante de Toy Story não conhece um dos personagens mais famosos da Disney? - cutuquei e ele sorriu. Não sei porque ainda lembrava de fatos sobre a antiga 1D.
— Se ele fosse tão famoso assim, eu provavelmente o conheceria. - deu a língua e veio se juntar a mim. — Posso? - respondo que sim com a cabeça e Liam se acomoda ao meu lado. — Apenas fiquei preocupado.
— Aprecio sua preocupação… - sorriu tropeçando um pouco nas palavras. — Mas está tudo certo por aqui.
— Hum. Legal. - colocou uma mão sobre o queixo e se virou para mim. — Ah, por falar nisso, o que é exatamente “aqui”? - questionou antes de se levantar abrindo o armário e fechando logo em seguida. Ele parecia uma criança curiosa.
— O que é isso? - perguntei ofendida e Liam sorriu. — Esse é simplesmente o lugar onde toda a mágica acontece.
— Que tipo de mágica? - virou-se para mim travesso e me levantei indo até a arara.
— Bem, qualquer tipo. - Liam me seguia com os olhos curiosos. — Mágica de fada… - mostrei uma das fantasias das fadas de Aurora. — Ou mágica de bruxa, por exemplo. - peguei um chapéu abaixo das fantasias e o coloquei na cabeça.
— Ah, essa eu também posso fazer! - Liam disse travesso e eu arqueei a sobrancelha quando ele abriu novamente o armário. Quando voltou-se para mim, segurava um chapéu pontudo e uma régua. — Pegue sua varinha, bruxa. - apontou com a régua e eu gargalhei tateando qualquer coisa que pudesse servir como uma varinha. Assim que achei, apontei para ele.
Estupefaça. - Gritei apontando um pincel de maquiagem e Liam se jogou dramático sobre o sofá. Não pude me conter com a cena e comecei a rir. Não percebi ele apontava a “varinha” para mim.
Rictusempra! - Gritou e eu levei alguns segundos para lembrar daquele feitiço. Caindo na gargalhada logo em seguida. Liam começou a rir descontrolado também. Parecíamos duas crianças brincando de faz de conta. Só que aquele faz de conta, foi para o espaço quando comecei a sentir um desconforto na barriga de tanto rir. Tive que me sentar no chão, tentando amenizar. Acho que Liam pensou que eu estava com problemas, porque parou de rir imediatamente e veio até o meu encontro.
— O que aconteceu? - sussurrou ao se agachar ao meu lado, olhei para ele com os olhos marejados. — Você está chorando?
— Estou… Quero dizer, eu tô, mas não é por isso. - balbuciei ao tentar fazer Liam me entender. Ele franziu o cenho — Você só me fez rir demais.
— Desculpe. - Liam sussurrou me ajudando a levantar. — Vi você com aquele chapéu… Sei lá e surgiu a idéia...E...- curvei a cabeça rindo do desespero de Liam.
— Foi uma idéia magnífica! - sorri e Liam se aproximou — A propósito, não sabia que você gostava de Harry Potter.
— Se eu gosto? - perguntou pousando a mão sobre o peito. — Eu comprei o carro voador do senhor Wesley!
— O QUÊ? - soltei um gritinho e Liam riu.
— Qualquer dia eu te mostro. - disse e eu acho que percebeu meus olhos brilharem porque se aproximou. — Você está com… - olhei confusa quando Liam esticou a mão para meu rosto. Em um gesto delicado, passou o polegar sobre a parte de baixo do meu olho. Quando o mais velho sorriu de lado, senti minhas bochechas esquentando. Não era prudente ficar tão perto de Liam sozinha. — Pronto. Seu rímel havia borrado.
— Ah, obrigada. - falei confusa piscando e prendendo a respiração por breves segundos, mas tratei de libertar discretamente para evitar que ele percebesse o quanto me abalava. — Acho que precisamos ir. - me despistei do olhar de Liam e fui em direção a porta da sala com ele logo atrás de mim.
Saímos do camarim e a música começou a soar mais alto no meu ouvido. Aparentemente o camarim tinha um bloqueio sonoro excelente, porque eu até tinha me esquecido que estava em um festa. Olhei para trás e vi que Liam estava um pouco confuso, o lugar havia ficado realmente lotado agora e eu podia apostar que ele estava se sentido perdido.
— Segure minha mão. - ofereci e ele não demorou para entrelaçar os dedos aos meus. Esbarramos em algumas pessoas no caminho e Liam teve que andar de cabeça baixa para não ser reconhecido .
— Você parece conhecer bem o lugar. - sussurrou no meu ouvido e eu travei virando para trás.
— Como é? - tive que falar um pouco mais alto para que ele me ouvisse.
— Disse que você parece conhecer bem o lugar. - disse e eu sorri concordando com a cabeça.
— É claro! Eu e os outros alunos da academia frequentamos muito. - respondi e ele arqueou a cabeça um pouco confuso. — Quero dizer… Eu frequentava mais. - dei de ombros e senti alguém tocar minha cintura. Virei-me para trás dando de cara com Niall. — Hey, você está aí!
— Seus amigos disseram que você tinha ido ao banheiro. - coçou a nuca. — Vim ver se estava tudo bem… Mas parece que sim. - o jeito como Niall olhou para o Liam e arqueou a sobrancelha foi interessante. Pela primeira vez na noite, vi Liam constrangido. — , você sabe que horas são?
— Não, não sei. Por que? - franzi o cenho quando ele sorriu largo pegando na minha mão e logo em seguida, Liam tampou meus olhos com as suas. Eles me arrastavam pelo pub animadamente e eu quase duvidei ser a primeira vez que os dois vinham até aqui. — O que vocês estão fazendo?
— Calma, estamos quase lá. - era a voz de Niall. Consegui ouvir também ele pedir licença para algumas pessoas antes de paramos por completo.
— Feliz aniversário, . - Liam sussurrou no meu ouvido tirando as mãos de meus olhos e então um coro de “feliz aniversário” surgiu de meus amigos. Eu não pude deixar de sorrir com a aquilo.
A primeira coisa que notei, foi o sorriso dos meus amigos. Todos estavam em volta da mesa anterior, trajados com colares e tiaras de pelos e brilhinhos. Era surpreendentemente, divertido. veio até minha segurando uma bandeja com copinhos cheios do que eu podia apostar ser tequila, e ao lado de cada copinho, tinha um tipo de velinha.
— Você demorou demais. - fez biquinho. —Tive que me obrigar a comer o bolo e improvisar .
— Não acredito! - cutuquei no ombro e gargalhou.— O bolo era meu! - eu disse manhosa.
— Deixe de besteira e faça um pedido! - reclamou manhoso e com isso me inclinei para assoprar as velinhas. distribuiu um copinho para cada um de nós. Viramos tudo de uma vez só, juntos e quando fiz aquilo, senti mãos chacoalhando minha cabeça. Passei dez segundos muito, muito tonta antes de gritar:
— Vamos começar essa festa!
Liam
Eu poderia dizer que não estava surpreso, mas a animação dos amigos de era tão contagiante, que me fez lembrar da época que eu estava com os meninos. Passamos boa parte da noite nos conhecendo e descobri que todos os cinco eram colegas de faculdade e, falando nisso, o que me fez arquear a sobrancelha foi saber que não era modelo, estava apenas substituindo uma.
Tentei imaginar por um momento, como seria as coisas se ela não tivesse substituído a outra garota. Ajeitei-me sobre o banco e verifiquei o horário. Dez minutos para as três da manhã. Aquela noite estava sendo longa e não era por acaso já que optei por não beber mais e deixar Niall curtir no meu lugar.
Olhei a procura de Niall só para achá-lo no meio da pista dançando com Hannah, e apesar de não ter música, ela tentava ensinar alguns passos para ele. Oliver e sua irmã estavam brindando e próximo ao balcão de bebidas, paquerava uma bartender.
Mas o que me chamou realmente a atenção, foi a garota que estava próximo ao jukebox . Levantei e fui em direção a . Ela estava virada para a máquina e olhava a seleção de músicas. Ajeitei minha camiseta manchada pelo episódio de mais cedo e fui até ela.
— Você não acha curioso? - perguntei e ela se virou pra mim. Suas bochechas estavam um pouco coradas, denunciando o efeito da disputa com álcool que fez com o Niall. Porém, o que chamou minha atenção foi o sorriso largo que ela abriu ao me ver.
— O que você quer dizer com isso? - questionou enquanto se escorava sobre a máquina.
— “De todos botecos, de todas as cidades…” - comecei e ela arqueou a sobrancelha.
— “...de todos os clichês, mais clichês do mundo”. - concluiu e eu me admirei por ela entender a referência. — A gente ter se reencontrando aqui.
— Exatamente. - me escorei ao seu lado. — É tão estranho...Digo, até alguns dias atrás eu estava fixado em tentar encontrar você… De repente te encontro aqui e descubro que é amiga do Niall.
— Hum. - murmurou curiosa. — Despertei interesse em você, Payne? - ela falou de uma forma sexy e eu que acabei ficando vermelho antes dela rir. — É brincadeira... Bem, devo confessar que quando Niall me contou sobre você tentar “me achar” por tudo quanto é canto… Fiquei impressionada… - cruzou os braços.— Eu não o culpo, no teu lugar eu teria feito o mesmo. Isso se a curiosidade não tivesse me matado antes. - gargalhamos
— É, bem… Então… - cocei a nuca. Tive que me obrigar a calar a boca para não falar mais besteira.
— Não precisa ficar vermelho assim! - ela sorriu. — Está quase igual ao Niall! - me cutucou e dei de ombros sorrindo. clicou o botão da jukebox .— Vem, você me deve uma dança de aniversário! - estendeu a mão para que eu pegasse e apesar de estar um pouco relutante quanto aquilo, eu segurei.
A música começou e uma melodia de acordes de violão encontrou meus ouvidos, era ritmo interessante e curiosamente me dava vontade de dançar. virou-se para mim e ouvi ela murmurar baixo que “amava aquela música”.
Sem esperar alguma resposta minha, ela me puxou para a pista junto de seus amigos. Em meio a vários jovens bêbados e histéricos, começou a dançar descalço, eu não vi quando ela tinha tirado o salto, mas mesmo tão pequena, continuava linda. De olhos fechados ela cantava cada sílaba da música e tive certeza que ela a conhecia de cór, seu corpo se mexia de uma forma sensual, exatamente ao ritmo da batida da música.
Seus amigos e surpreendentemente Niall, se juntaram a e juntos cantaram cada pedacinho da letra como se já a conhecessem bem e eu apenas conseguia observar tudo admirado tinha meus olhos vidrados em . E apesar de não entender nada, a frase que La noche está para un reggaetón lento, não saía de meus ouvidos.




Continua...



Nota da autora: Olá, fofuras, como vocês estão? Aqui está mais um att quentinha da nossa fanfic. Espero que estejam gostando da história.
Prometo tentar atualizar com a maior frequência possível.
Por favor, não deixem de comentar o que estão achando. ️ xoxo "


Nota da beta: Qualquer erro nessa fanfic ou reclamações, somente no e-mail.


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