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Última atualização: 30/03/2020

Prólogo

Toscana - Itália (dias atuais)

Pareciam estrelas.
Foi exatamente isso que a jovem Greco pensou quando olhou pela janela. Estava próximo ao final do dia e todas as luzes daquela decoração a faziam lembrar um céu estrelado, só não sabia dizer se aquilo era bom ou ruim. A única certeza que a garota tinha era que naquele momento, um misto de sentimentos brandia em sua cabeça. sentia que algo não se encaixava. Uma parte estava faltando e ela sabia exatamente o que era, ou seria melhor dizer “quem” era.
Se atreveu em pôr a mão sobre o colar, aquele colar e involuntariamente lembrou-se dele, então as frases que a faziam duvidar daquele momento instantaneamente vieram a sua cabeça. Quantas vezes ela já se questionou sobre aquilo ser real? E se ela estivesse errada e ele estivesse certo? Ou pior e se ela estivesse cometendo o maior erro de sua vida agora?
, lutava contra as respostas, porque era angustiante demais não lembrar de toda a verdade e então respirou fundo, sentindo seu corpo se acalmar - por mais difícil que fosse -, ajustou o vestido mais uma vez e na última tentativa de acalmar seu coração, fechou os seus olhos. Porém, antes que algo pudesse acontecer, batidas na porta de seu quarto a despertaram e, de repente, aquele ambiente tinha mais duas pessoas.
Virou-se para trás, e lá estavam duas pessoas que apesar de não lembrar suficiente, sabia que eram especiais.
Está pronta? - a ruiva sorriu, não conseguindo deixar de demonstrar certa incerteza. limitou-se apenas em balançar a cabeça em sinal de afirmação. O outro então adentrou ao quarto, trazendo consigo um buquê de rosas brancas que estendeu a logo em seguida.
— Vamos? -
questionou a garota enquanto lhe oferecia o braço. Assim que ela o segurou, os três jovens saíram do quarto. Rumo a mudar totalmente a vida daquela garota.

(...)



Capítulo 1 - 💕 Um Welcome Back e proposta indecente 💕

Se pudesse voltar no tempo, escolheria exatamente o momento ao qual o conheceu e gravaria o seu aroma em sua memória.”


Procrastinação talvez fosse a palavra favorita de já que durante toda aquela semana, era isso o que ela mais fazia. A garota havia perdido as contas de quantas vezes fez coisas aleatórias só para não ter que encarar seu quadro de horários e ter que escolher as novas disciplinas na Royal Academy of Broadway, ou, como é conhecida “RAB”. Todos, inclusive ela, sabiam que era péssima com escolhas. Depois de ir pela milésima vez até a geladeira, desistiu completamente de não comer doces e de escolher.
Talvez não fosse boa com aquilo - deveria admitir -, mas conhecia bem quem era já que algo instantaneamente surgiu em sua cabeça: ligaria para sua dupla de gêmeos favorita. Jogou-se sobre a sua cama e com a mão que estava livre, preparou seu notebook para uma chamada de vídeo no Skype.
Assim que a chamada foi feita, uma cabeleira ruiva rapidamente apareceu na tela.
— Você ainda não escolheu, não é? - do outro lado da tela, Ariel arqueava a sobrancelha. mordeu o lábio, podia jurar que sua amiga era uma espécie de vidente - ou pelo menos fingia muito bem ser.
— Eu poderia mentir, mas sei que você odeia mentiras… - sorriu e depois elogio, a amiga que revirou os olhos, conhecia muito bem a outra para saber o que vinha a seguir, com certeza aquela bajulação não era gratuita.
— Dessa vez, você não vai me comprar com sua honestidade e elogios.. - murmurou e colocou a mão sobre o peito “ofendida”. Ariel rolou os olhos novamente e se ajeitou na cadeira de rodinhas. — Vai, me diga o que você quer…
— Preciso de ajuda para escolher as matérias.
— Eu já esperava isso. - comentou rindo. — Ok, eu te ajudo. - a ruiva soltou e do outro lado da tela soltava gritinhos de alegria. Sabia que Ariel jamais a deixaria na mão, mesmo sabendo que tinha cometido um vacilo.
Els levou alguns segundos para explicar os requisitos novos de escolha e assim que o fez, outra cabeleira ruiva apareceu sobre a tela.
— Olha quem se tornou a garota má. - Oliver disse se referindo a amiga que rolou os olhos.
— Hum, hum. Não insinue absurdos. - respondeu. — Vocês bem sabem do meu problema com escolhas…
— Ô SE SABEMOS! - interromperam em uníssono e logo em seguida os três caíram no riso. Se conheciam bem o suficiente e aquilo era inegável. agradecia diariamente por ter seus amigos, eles sabiam todos os seus segredos, literalmente todos.
Depois de retomarem o fôlego, se voltou para Oliver e o questionou sobre as matérias que ele escolheria.
— Eu já escolhi as minhas. - disse para sua surpresa, então ela e Ariel se entreolharam sur-pre-en-di-das, afinal, Oliver era o mais irresponsável dos três. — Qual é? - questionou. — Minha irmã é a própria Hermione Granger no quesito cobranças e encheção de saco.
— Saiba que isso é um elogio. - Ariel respondeu ríspida e Oliver deu a língua, adorava irritar a gêmea. — De qualquer forma. - voltou seu olhar para a amiga. — Eu não acredito que Oliver tomou um copo cheio de juízo primeiro que você!
— É, vai oficialmente chover em Londres! - Oliver indagou.
SEMPRE chove em Londres, sua besta! - rebateu e os três gargalharam concordando com a cabeça.
O trio conversou sobre coisas aleatórias por mais algum tempo, até que uma leve batida na porta do quarto despertou da conversa seus amigos. Ela se despediu dos gêmeos jurando de dedinho que resolveria tais problemas com escolhas. Fechou o notebook e se direcionou para a sala de jantar, onde seu pai sorridente a esperava.
Buenas noches cariña. - estendia os braços indicando que ela se aproximasse para um abraço. Foi até ele abraçando-o com força, já fazia quatro dias que não o via e assim que o apertou, pode sentir o aroma de tabaco e hortelã vindo do seu paletó. Aquele cheiro era tão dele, que seria impossível não gravar na memória.
Buenas noches papá. - sorriu ao falar.

(...)


Flashback On
Vegas, 2018

Vestígios do nascer do sol entravam pela janela hotel e iluminavam o quarto sutilmente. Cores de um céu levemente rosado apareciam pouco a pouco, lembrando do quanto Las Vegas era linda. levantou-se e rapidamente ajeitou a camisa branca que vestia, pediu o serviço de quarto e em questão de minutos, alguém bateu em sua porta.
Pegou a bandeja do carrinho e colocou sobre a cômoda antes de voltar seu olhar para a cama. Seus amigos não haviam voltado para o quarto naquela noite, mas ainda assim, ela estava acompanhada. Pensou na loucura que os quatro fizeram em poucas semanas e a cada lembrança que vinha em sua cabeça, ela sorria. Talvez aquilo pudesse ser um futuro desastre, mas naquele momento, era tudo o que ela mais queria.
Serviu as duas xícaras com o líquido escuro enquanto suas narinas automaticamente foram preenchidas com o aroma da cafeína. voltou para cama, apoiando uma das canecas sobre outra cômoda e, com a outra caneca em mãos, chegou perto suficiente dele soprando sutilmente o vapor do café. Instantaneamente o garoto despertou.
— Você vai me viciar a isso. - a voz aguda preencheu o ambiente. — Você me mima demais.
— Não, senhor. - a garota respondeu sentando-se sobre o pé da cama. — Só quero que você saia da minha cama. – rebateu satisfeita enquanto ele se espreguiçava e pegava a caneca de suas mãos, dando um gole generoso.
— Já disse o quanto amo isso?! – o sorriso bobo do garoto apareceu em seu rosto, nunca poderia imaginar que se viciaria em algo tão comum. Ou em alguém. – Se eu pudesse, levaria toda a cafeína italiana comigo. – finalizou
— Eu como eu supriria meu vício, queridinho? – questionou e o outro deu a língua.
— Você é muito egoísta! - resmungou colocando a xícara sobre a cômoda e com agilidade, puxou a garota para cama junto de si.
— O que você está fazendo? - murmurou quando o garoto a puxou para perto fazendo com que fizessem ficar frente a frente. Ele fixou seu olhar para ao dela.
— Sentirei saudades de você, , de verdade. - respirou fundo.
— Você não está indo pra guerra Z, só vai voltar para turnê. – disse passando a mão em seu cabelo descolorido levemente raspado e ele fechou os olhos puxando-a para mais perto de si…
Flashback off
despertou de repente - interrompendo seu sonho - quando os alto-falantes do avião indicavam a aterrissagem. Desembarcou no Heathrow pegando suas bagagens e indo em direção às portas de saída, sentiu instantaneamente a noite gelada do outono em Londres bater em seu rosto. Todo o seu como estremeceu, mas por sorte logo reconheceu o Audi preto estacionado a entrada.
Escorado sobre o carro e de braços cruzados, encontrava-se um de seus colegas de sala, , e dentro do carro a cabeleira de ruiva de Oliver chamava atenção.
— Ow, ow, ow, ! - falou animado abrindo os braços para a garota viesse até ele. rolou os olhos antes de colocar as malas paradas no chão e ir abraçar o amigo. Ele podia ser insuportável, mas ela não podia negar que sentia falta daquele incômodo diário. — Senti tanta falta sua! - sussurrou e desfez o abraço, parando frente a ele. Sabia que aquela frase tinha um sentido obscuro por trás.
— Porra nenhuma - arqueou a sobrancelha enquanto a garota socava de leve seu braço. — Vá, me diga o que quer?
— Oi?! - encarou a garota. — Não posso sentir saudades sem querer algo em troca? - questionou e se limitou a balançar a cabeça negativamente. O garoto rolou os olhos enquanto massageava o braço. Não conseguia acreditar no fato da amiga conhecer ele tão bem. — Mas já que você perguntou… - sorriu de lado e gargalhou pegando algo em seus bolsos. pausou sua fala quando viu o gesto.
— Aqui. - esticou um pacotinho de bala-chiclete que pegou com agilidade, rolou os olhos antes de ser surpreendida por braços que a abraçava pelas costas, ela nem precisava se virar para saber quem era.
— Oliver! - falou animada para o outro amigo.
— Como você está realmente? - questionou trazendo suspiro a garota. Ela sabia a qual ponto ele se referia, mas antes que pudesse responder, interrompeu os amigos - o que era uma alívio.
— Ei, qual a cor da minha língua? - de olhos brilhando, esticou a língua para fora.
— Vermelho razzles! - falaram em uníssono antes de ajeitar as malas e entrarem no carro.
O caminho para academia não era particularmente longo, porém, foi suficiente para que cochilar durante o percurso. e Oliver engataram uma conversa sobre o que esperar do último na academia e, de certa forma, os dois sentiam a barriga agitar ao lembrar que aquele ano, seria o decisivo de suas vidas. Quando Oliver se tocou que havia esquecido de algo, virando rapidamente para trás para encontrar de olhos fechado.
? - a voz de Oliver soou nos ouvidos da garota quase adormecida.
— Hum? - ela respondeu apenas, curvando sua cabeça para escutá-lo
— Quer jantar conosco?
Ela balançou a cabeça em afirmação e dando um leve sorriso, a garota voltou a cerrar as pálpebras, não demorando muito para pegar no sono.
A parada antes da RAB seria na casa dos gêmeos, poucos minutos haviam se passado antes do Audi estacionar frente à casa e, quando o fez, uma ruiva sorridente esperava na porta. Não aguenta de saudades da outra garota e quando seu irmão avisou que ela jantaria com eles, tanto Ariel quanto seus pais se apressaram para proporcionar um jantar a estilo Greco, com direito a até vinho.

(...)


As primeiras gotas de chuva começavam a cair do lado de fora e rapidamente o aroma de terra molhada surpreendeu . O outono era uma das estações do ano favorita da garota e um dos motivos disso era porque ela adorava sentir aquele cheirinho, pois um sentimento de nostalgia vinham até a cabeça da menina. De repente, se pegou distraída olhando pela janela pensando no rumo de sua vida, era incrível que em tão poucos anos, ela tivesse passado por tudo que passou. Suspirou frustrada quando sentiu uma mão sobre ao seu ombro, pertencente a Ariel.
— Vai, fala o que aconteceu. - escorou-se sobre a bancada da pia e começou um discurso longo sobre o motivo de estar tão pensativa, terminando exatamente no mesmo tempo que dos garotos deixaram a mesa pronta. Ariel sorriu para a amiga ao se levantar da bancada e estendeu a mão para que a pegasse antes de sussurrar:
— Não pode esperar que vocês se desliguem como se fossem robôs… - sorriu. — Ainda mais depois de compartilharem momentos dolorosos. Faz parte da vida, . Apenas aceite.

(...)


Os quatro gargalhavam depois de uma piada qualquer, quando a porta de entrada foi aberta revelando a versão mais velha dos gêmeos.
— Querida! - a mãe dos garotos veio na direção de que se levantou e deu um abraço apertado na mais velha enquanto o marido vinha em seguida ao telefone visivelmente chateado. Fez sinal de cumprimento com a cabeça e subiu as escadas.
A mãe dos meninos se juntou à mesa perguntando como havia sido a viagem da garota que respondeu animada.
— O que aconteceu? - perguntou e antes que a mulher pudesse responder, o pai dos gêmeos desceu as escadas.
— A garota está doente. - informou a esposa passando as mãos pelo cabelo ruivo já desbotado. — Catapora. Dá pra acreditar? - murmurou se juntando a mesa e se servindo do jantar antes de se voltar para . — Bem-vinda de volta, querida.
— Quem está doente? - Oliver pronunciou com a boca cheia de comida. Sua mãe o repreendeu séria e todos gargalharam da cena. Oliver nunca perdia a pose de criança.
— A modelo da nossa próxima parceria com a Hugo Boss. - a mulher falou quando terminaram de rir. — Fizemos o primeiro editorial a algumas semanas atrás, e o último photoshoot foi marcado para amanhã.
— E porque tanto desespero? - foi a vez de Ariel perguntar. — Por que vocês simplesmente não escolhem outra?
prestava atenção no aroma do vinho em sua taça sem dar muito interesse a conversa dos outros ocupantes da mesa. Eles por sua vez, começaram um discurso sobre compromisso e ser impossível outra modelo com as mesmas características, até que um silêncio estranho pairou sobre eles e de repente todos os olhares se voltaram para a pessoa que não dava a mínima atenção a aquela discussão. voltou seu olhar devagarinho para os gêmeos e seus pais que a encaravam em uma mistura de faces.
Scuse? - falou nervosa quando olhares curiosos permaneceram sobre ela.
— Por que você está nervosa? - Oliver perguntou e piscou algumas vezes.
Hum? Quem disse que estou nervosa? - disse gaguejando colocando a taça na mesa. Oliver, Ariel e se entreolharam.
— Você sempre muda a língua quando está. - Ariel respondeu e a outra menina rolou os olhos. Sabia que eles estavam malucos, mas já havia cansado de dizer isso a eles.
— Fiquei nervosa por estarem me olhando assim. - apontou de um para outro recebendo um sorriso largo de .
— Tivemos uma ideia. - dessa vez, foi a vez de Oliver falar e sabia que dali, vinha bomba.


Capítulo 2 - 💕 Tequilas, clicks e donuts de chocolate 💕

“coincidências malucas faziam parte de sua vida…”


Na manhã seguinte, saia às pressas de seu dormitório. Ela havia falava para si em voz alta o que ia fazer, pelo menos umas cinco vezes naquele dia, só para ter certeza que estava fazendo o certo quando aceitou o convite para ser modelo substituta da agência. Os outros alunos da academia mal sabiam distinguir ela de uma pessoa ou vulto, de tão rápido que a garota passou pelos corredores. Estava tão ansiosa que não sabia identificar se aquilo era bom ou ruim e, quando finalmente desceu o lance de escadas da entrada principal - que muito a lembravam das escadarias de Gossip Girl -, encontrou seu carro favorito estacionado a sua espera e foi em direção a ele sem ao menos pensar duas vezes - afinal, seria só algumas fotos,não?.
A única certeza que tinha naquele dia era: sua mãe iria lhe matar. Aquilo foi o suficiente para aceitar a proposta. Sorriu largo pensando no que eu estava prestes e determinada a fazer e finalmente, adentrou no carro agradecendo mentalmente por naquele dia, seu amigo ser o auxiliar dos fotógrafos. Ela não estaria nessa sozinha, afinal.
— Olha só quem não fugiu. - Oliver falou quando adentrou no carro.
— Nem se eu tentasse, né? - resmungou enquanto colocava o cinto de segurança. — Let's go? - Oliver perguntou rindo.
— Ligue o de invisibilidade, Weasley. - respondeu dando partida.

(...)


Pareciam formigas com câmeras.
Foi isso o que Greco imaginou quando ela e o ruivo chegaram na agência Sunshine, já que a primeira coisa que a garota notou, foi a quantidade significativa de fotógrafos e paparazzis em frente à entrada do prédio. Santa popularidade, pensou e então se virou para o amigo curiosa.
— Afinal, quem é a famosa new face da Hugo? - perguntou e Oliver mal teve tempo responder, já que seu telefone tocou naquele instante. resolveu deixar a pergunta de lado.

Assim que estavam no hall de entrada, reconheceu de cara a recepcionista que aguardava os dois ansiosa para dar boas-vindas.
— Senhorita Greco! Há quanto tempo! - disse contente ao se levantar da bancada. a recebeu de braços abertos, pois sempre gostou da sua simplicidade e gentileza. Oliver foi o próximo a cumprimentar a mais velha que o advertiu sobre - ficar de olho em . Depois de formalidades, seguiram pelo saguão até o elevador acompanhados da recepcionista que indicava o caminho. notou que Oliver mantinha uma atenção extraordinária a tudo que a mulher dizia, como se estivesse esperando alguma frase em especial. A garota arqueou a sobrancelha tentando entender o que aquilo significava já que Oliver conhece de cor e salteado até os procedimentos mais complexos da agência de seus pais.
— A propósito, , fiquei sabendo que será nossa modelo hoje. Meus parabéns! - disse ao clicar no botão do elevador enquanto concordava com a cabeça agradecida. — Acredito que tenham entendido o caminho, queridos. — a porta finalmente se abriu e os dois convidados entraram nele. — Agora deixo vocês aqui… Éstá uma zona lá em baixo por causa desse tal de Liam Payn..
As portas se fecharam tão rapidamente que a mulher mal teve tempo de terminar o que dizia, mas havia sido ouvido o suficiente para começar a ter um pequeno surto. No momento em que seu cérebro processou o nome “Liam Payne”, sua cabeça começou a girar. Mas o que diabos Oliver estava pensando? Não sabia o porquê, mas tinha a absoluta certeza de que o ruivo já sabia daquilo, fato esse a ser confirmado quando muito cinicamente, Oliver começou assoviar no elevador - como se nada fosse nada. virou severamente para encarar a pessoa parada atrás dela, levando sua mão agilmente para o painel do elevador e sem nem ao menos verificar se estava certa, clicou no botão de emergência. Em um banque, o elevador parou.
— Oh meu Deus! - Oliver riu. — Que tipo de fixação em elevadores você tem, Gibbs?
— Quando você pretendia me contar? - resmungou ao cruzar os braços e se escorar na parede. Oliver suspirou ao se aproximar do painel do elevador, clicando para que ele voltasse a funcionar.
— Não achei que seria uma boa ideia mencionar a você, mais alguma coisa sobre outro ex-membro da One Direction. - começou enquanto o elevador voltava ao normal e a amiga o olhava séria insinuando que queria “um pedido de desculpas”... — Eu sei, eu sei. Me desculpe. - rendeu-se de mãos para cima.
— Odeio você. - falou ao sair, deixando o ruivo para trás .
Enquanto Oliver pedia mil e um tipos de desculpas para , Liam Payne se encontrava no subsolo do prédio prestes a encontrar seu empresário.

(...)


Chegaram ao balcão da recepção, sendo recebidos calorosamente e logo foram direcionados ao andar que aconteceria o photoshoot. Já no andar de cima, a recepcionista indicou onde ficava cada sala necessária para aquele dia, indicou os vestiários, sala de refeição, do local de photoshoot e até mesmo o local de descanso para o Liam. Simon parou sobre a última porta virando-se para Liam.
— Chegamos um pouco cedo, Liam. - disse após agradecer a recepcionista que entrava novamente ao elevador. — Irei ao encontro de Amélia e creio que você poderá aguarda no seu “mini camarim” ou na sala das comilanças. - continuou e Liam riu. — Não beba muito dessa vez. - piscou ao se distanciar do garoto.

Fazia alguns minutos que Liam aguardava sentado sobre uma poltrona azul marinho com a televisão ligada. Tateava os botões do controle passando os canais aleatoriamente e quando foi pegar seu celular para saber que horas eram, deu-se conta que ele estava sem bateria.
— Droga! - urrou de raiva ao perceber que não havia trago seu carregador. Não fazia ideia de quanto tempo esperava ali e já estava ficando de saco cheio de ficar no mesmo lugar. Levantou-se colocando novamente seu boné e óculos e foi em direção à outra sala indicada por seu empresário.
A sala estava repleta de comidas e bebidas. Havia algumas poltronas como as da outra sala e uma grande mesa ao centro com tudo que se podia imaginar. Liam teve quase certeza que podia alimentar um time de futebol inteiro ali, a única coisa que não tinha na sala era um relógio. Observou atentamente em busca de alguém que lhe pudesse ser útil até encontrar uma garota próximo a mesa de comida.
Ótimo! - murmurou para si ao se aproximar da garota que vestia t-shirt branca, jeans e All Star. Liam deduziu ser alguma ajudante técnica do ensaio, se aproximou ainda mais até perceber que ela estava de olhos fechados enquanto comia donuts de chocolate. Sua expressão ao comer aquilo era tão interessante que até Liam ficou com vontade.
— Parece estar gostando disso. - falou animado se arrependendo no mesmo instante quando a garota de um salto assustada.
— Oh mio Dio! Mi ha spaventato! - falava com a mão sobre o peito e Liam não conseguia compreender. Franziu o cenho.
— Me desculpe, mas não consigo entendê-la. - falou coçando a nuca enquanto piscava duas vezes ao compreender que havia trocado de língua, pra variar.
— Disse que você quase me matou de susto! - respondeu e o garoto ruborizou.
— Eu sinto muito. - murmurou. — Ah bem… É que… Eu... - Liam se atrapalhava nas palavras. Não havia tido uma boa ideia e era bem possível que se houvesse um buraco naquele lugar, ele se enfiava dentro.
ainda não o havia reconhecido por estar ocupada demais se segurando para não rir de sua cara. Pela primeira vez, havia encontrado alguém mais atrapalhado em palavras do que ela. Liam parou de falar instantaneamente quando fixou seu olhar em com a mão sobre a boca.
— Você está bem? Está com uma cara estranha.
— Me desculpa. - disse antes de começar a gargalhar. Liam arqueou a sobrancelha e não demorou muito para cair junto na gargalhada.

A respiração da garota melhorava gradativamente quando ela sentou ao chão. Liam estava com as mãos sobre a barriga e aos poucos os dois se iam se recompondo daquela coisa sem sentido. respirou fundo pronta para se desculpar por ter rido do garoto que ela nem conhecia, mas assim que olhou para cima, viu que ele havia tirado os óculos e secava lágrimas de riso de seus olhos.
Puta merda. - disse e Liam se voltou a ela. — Vais pagar minha consulta ao cardiologista.
— Como é? - perguntou se sentando no chão ao seu lado.
— Pelo susto e ataque de risos. - pontuou ofegante devido ao ataque de riso. Tentou parecer o mais indiferente possível por ter reconhecido ele e ela conseguiu afinal, porque Liam sorriu. Gostava do jeito daquela garota e de todas as pessoas que fossem tão espontâneas quanto ela.
— Hum. Quanto a isso… - ficou de frente para a garota. — Você tem uma parcela de culpa também.
— E porque eu teria uma parcela de culpa? - o tom de brincadeira de fez Liam sorrir. — Não tenho culpa alguma.
— Nossa, como você é egoísta. - Liam levantou-se e indicou a mão para . A garota virou a cabeça de lado, murmurando “até parece” e então segurou a mão do rapaz e em um impulso, ficou de pé.
— Ow. Egoísta? - pôs a mão sobre o peito. — Pensei que você era mais gentil, Payne.
Liam ficou em silêncio quando ouviu seu sobrenome, mas é claro que ela o reconheceria. Mordeu sutilmente o lábio inferior e parou alguns segundos para observar o garoto em sua frente, ela observou cada detalhe de Liam com cuidado, foi dos pés à cabeça. Ele vestida jeans como ela e na parte de cima, usava uma camisa preta de manga comprida e corte com botões em V, aquele pequeno corte era atrativo e ela deveria concordar, mas no momento, estava mais interessada em como o garoto a olhava.
— Eu sinto muito. - desculpou-se e apoiou a cabeça de lado no próprio ombro. Seu olhar era confuso. — Quero dizer... Não foi mesmo minha intenção te assustar. - coçou a nuca como mais cedo e pode notar que ele fazia aquilo frequentemente quando parecia estar nervoso. Se perguntou algumas vezes se ele havia mudado de expressão por ela ter mencionado seu sobrenome, então de sua maneira “ de ser” a garota com um sorriso terno - e um tanto sapeca -, pegou um rosquinha de chocolate sobre a mesa antes de olhar para Liam que falava alguma coisa sobre “perguntar que horas são?”.
— Pegue. Coma isso para tentar se acalmar. - esticou a mão e Liam parou instantaneamente. Será que ela não tinha ouvido uma palavra sequer?, pensou ao mesmo tempo que franziu o cenho. — Ah vamos lá! - a garota virou a cabeça de lado, exclamando. Liam teve que piscar duas vezes para entender o que ela queria e então rendeu-se de mãos erguidas e boca aberta. sem perder a oportunidade, enfiou o donuts nela rapidamente.
Liam mordiscou rindo e arregalou os olhos logo em seguida.
— Puta merda! - exclamou. — Agora eu sei porque você fazia aquela cara.
— Viu eu...
— Aqui está vocês! - uma voz que conhecia muito bem a fez virar rapidamente para trás.
Parada em frente à porta estava Amélia James, a mãe dos gêmeos. Liam limpou rapidamente a boca quando a mulher se aproximou deles e percebeu que vindo logo atrás dela, vinha um garoto que era sua cópia
— Bom vê-lo de novo, Sr. Payne. - sorriu em cumprimento e logo em seguida abraçou a garota ao seu lado. Era evidente que eram íntimas, já que Liam notou um grande sorriso se forma no rosto de . Pareciam boas amigas.
— Bom vê-la de novo também, senhorita James. Está linda - respondeu quando viu as duas se separaram do abraço.
— Obrigada, querido. - ajeitou-se para dar espaço ao garoto. — Gostaria que conhecesse meu filho Oliver. Ele será auxiliar de Mert hoje.
— É um prazer. - esticou a mão e Oliver apertou.
— Bem, acho que agora vocês dois tem que se arrumar. Venha comigo, querida. - indicou com a cabeça para que seguiu em seu encalço. Liam arqueou a sobrancelha sem compreender muito aquilo, porém não teve tempo de pensar pois em instantes estava seguindo garoto que o levaria no lugar certo para se aprontar antes do photoshoot.

(...)


se olhava pela milésima vez no espelho e certamente gostava do que via, afinal, havia ficado maravilhosa. Seu cabelo permanecia solto, porém agora estava escovado e com ondas nas pontas - do jeitinho que ela gostava -, a maquiagem era sútil, favorecendo a pele simples e o olhos apenas com cílios e delineado. agradeceu as pessoas pelo trabalho impecável e correu para o vestiário.
Na bolsa que recebeu, havia alguns mimos e três pares de roupa íntima, ao qual deveria escolher um. Optou pela a de cor cinza, que lembrava um top e uma versão feminina das cuecas da marca, ambas de tecido de algodão e com elástico contento a escrita “Hugo Boss”.
Sentia-se tão extasia que mal pensou na parte que sua mãe surtaria quando descobrisse o que ela estava fazendo - ou talvez nem se importasse com isso mesmo. Colocou um roupão sobre o conjunto e andou animada até a porta do vestiário, quando abriu, para sua sorte, deu de cara com Liam saindo da outra porta ao lado. Ele vestia um roupão e pantufas iguais as dela e analisava-o de cima baixo, sem perceber que ele fazia o mesmo com ela.
— Garota do donuts! - o moreno a tirou de seus devaneios e piscou duas vezes para entender que ele falava com ela.
— Desculpe? - perguntou confusa inclinando a cabeça para o lado e Liam sorriu largo.
— Bem, esse é seu apelido agora, já que não sei o seu nome.
— Greco. - colocou uma mecha de cabelo que a incomodava para trás. — Pode me chamar de Greco. Quando você merecer, direi o meu nome.
— Falei que era egoísta. - resmungou e deu a língua. Liam riu de sua reação antes da porta da sala de photoshoot se abrir, revelando um Oliver com uma expressão questionadora no rosto. Ele com certeza teria algo com que pegar no pé de mais tarde.
— É pra hoje. - olhou-os atento. — Vocês sabem disso, não é? - Oliver rolou os olhos fazendo os outros dois gargalharem.
seguiu para porta enquanto Liam a observava atento. Um pequeno semblante de confuso estava estampado em sua cara.
— Ei! - exclamou e virou para trás curiosa. — Você nunca me disse que era modelo.
— Você nunca perguntou. - dei de ombros rindo e seguiu em frente.

(...)


Amélia foi a primeira a notar a garota e, sem perder tempo, a apresentou para toda a equipe. Logo todos estavam em sincronia arrumando luzes, dando os últimos retoques para um ensaio perfeito e quando estava tudo quase pronto, Amélia anunciou o próximo passo.
— Muito bem, amados. – Sra. James se fez presente e todos que estavam no ambiente pararam o que faziam, mantendo olhos atentos para a mulher. — Como vocês todos sabem, hoje será nosso último photoshoot para o editorial da Hugo. Peço que sigam o ritmo de sempre. Hajam com tranquilidade... - agora ela falava diretamente para e Liam. — E lembrem-se… Nada é tão bom quanto quando se é feito com amor.
Dito isso, se ausentou juntamente do empresário de Liam. No ambiente havia ficado apenas, , Liam, Oliver e Mert&Marcos atrás das câmeras e duas pessoas auxiliando com luzes. Enquanto arrumavam os últimos detalhes das câmeras, voltou seus olhos para o garoto que estava próximo a mesa de bebidas.
— Não está muito cedo para isso? - se aproximou por trás.
— Sempre chega de fininho assim? - Liam perguntou e a ela rolou os olhos.
— Aprendi com o melhor. - deu a língua. — Mas sério, você vai mesmo beber?
— Você já fez sessões de fotos nuas ou semi antes? - virou-se com um copo do que jurou ser tequila.
Ah! Então se trata disso. - riu encostando-se à mesa. Liam a olhou confuso e antes que compreendesse, tirou o copo de suas mãos. — Não, nunca tirei. - deu de ombros, colocando o copo sobre a mesa. — Mas acho que você não precisa disso hoje. - encarou-o segurando sua mão.
— O que há! - reclamou
— Nada de choramingo, Payne. - falou e antes que ele pudesse reclamar novamente, o puxou para o lugar das fotos.
— Você é absurdamente insana. - Liam disse rindo e cedendo a .

(...)


Aquilo realmente não era o que Liam esperava, a começar por estar plenamente sóbrio naquele dia - diferentemente do ensaio anterior -, parte disso porque ele foi arrastado até ali e parte disso porque era tão sutilmente engraçada que Liam duvidou por um minuto se ela existia - ou era desse mundo.
Os clicks eram rápidos e tanto Liam quanto puderam presenciar o bom trabalho de Oliver - é claro que já sabia disso. A próxima foto seria feita com ambos deitados e tão próximos que os dois esqueceram por alguns segundos de respirar.
— Liam - Mert gesticulou para que Liam prestasse atenção.
— Oi.
— Tire um pouco do cabelo dela do rosto. - falou verificando como os dois estavam pela câmera e apontando o dedo em “ok” depois que Liam acatou ao seu pedido. Apoiava as costas de Greco com seu braço esquerdo, ela posicionava uma das mãos embaixo da cabeça e outra apoiada no peito nu de Liam. Respiravam em perfeita sincronia antes de ouvirem clicks.
— Muito bem. Vocês estão perfeitos!
Levantaram-se depois do sinal e foram direto para perto das janelas, por sorte o tempo não estava tão nublado como sempre, já que feixes de luz natural atravessam a cortina, iluminando a dupla como nenhum ring light pudesse fazer.
— Greco? - virou confusa ao perceber que Oliver era quem estava falando, ele ao mesmo tempo pedia permissão com olhar aos fotógrafos.
Scusa? - balanço a cabeça voltando para realidade. Oliver tinha um sorrisinho cínico e não gostava nada daquilo. A última vez que viu o amigo sorrindo assim, veio parar nessa sala com Liam Payne.
— Você lembra daquele meu passo com Ariel? - perguntou e a menina concordou com a cabeça. Oliver sorriu e Mert virou-se novamente para a dupla.
— Então, vá em frente querida e não esqueça de simular que está prestes a beijá-lo. - Mert falou e sentiu suas bochechas ruborizar. Ele só podia estar ficando maluco ou comeu a mesma comida estragada que Oliver. As palavras fugiram da cabeça de . Ela sabia que não precisava fazer o que não queria - Amélia havia deixado claro isso, porém já estava ali, não estava? E ela já havia simulado beijos inúmeras vezes na academia antes, não é? Que mal tinha aquilo, afinal?
— Está bem. - respondeu virando-se para Liam que para variar, não entendia absolutamente nada. — Apenas… Ne pegue. Ok? - olhou confuso não tendo tempo para responder e nem entender, pois na mesma velocidade que se distanciou, se aproximou pulando em seu colo. Liam agilmente a segurou e entrelaçou as pernas ao redor de seu tronco. Liam a segurou pelas coxas, olhando sutilmente para , esperando saber se havia ultrapassado algum limite, mas apenas sorriu antes de sussurrar um pedido e Liam concordar, ela segurou seu rosto com as duas mãos, ficando com seus lábios próximos o suficiente dos dele que se ela desse qualquer deslize, eles roçariam. Estavam com os olhos fechados e tinham plena confiança um ao outro.
Sentiam o coração inflar. Era possível sentir aquilo com alguém tão pouco conhecido? Não sabiam a resposta, mas aproveitariam cada parte daquilo, aquele momento era definitivamente a definição de amor à primeira vista, eles só não haviam se tocado daquilo ainda.

(...)



Capítulo 3 - 💕 Batatas fritas ficam deliciosas com ketchup 💕

“You got me so addicted to the drama
Você me deixou tão viciado no drama”



acordou assustada naquela manhã. Seu despertador marcava 06:00 horas, quando ela caiu de bunda no chão. Seu sono podia ser pesado, mas ele nunca estava em dia o que não era nenhuma novidade, já que a vida de era distribuída em três países diferentes.
— Eu preciso me lembrar de abaixar isso. - resmungou ainda jogada no chão. Já estava tão acostumada em cair da cama que os tombos já não a machucavam. Permaneceu com os olhos fechados por alguns segundos e respirando fundo, levantou-se. “Está bem”, sussurrou e pegou uma peça de roupa. O dia da garota seria longo e o que menos queria era se atrasar, então pegou o celular, ligou a sua playlist e correu para o chuveiro.
A sensação da água caindo pelo seu corpo era revigorante. Havia sido uma semana de sensações extremas e muita, muita correria. Grande parte disso se deu por conta dos calouros e seu grande dia, o que fez os veteranos passarem grande parte daquela semana ensaiando arduamente para apresentação de boas-vindas. Aquilo, de certa forma, os deixava ao mesmo tempo ansiosos e cansados.
massageava o cabelo quando a música de fundo chamou sua atenção. A voz de Liam Payne ecoava na sua cabeça e ela se segurava para não cantarolar But your clothes say different on my bedroom floor. Aquilo estava a perseguindo, e ela sabia.
Uma semana desde as fotos com Liam havia se passado e o que menos tinha, era respostas. Não sabia porque Liam, continuava sendo aquilo que ela mais pensava, o tempo todo. Era torturante a quantidade de vezes em que algo a fez lembrar do garoto. Havia sido uma sessão de fotos - e nada a mais que isso -, talvez toda aquela atenção de a Liam foi pelo contato físico que tiveram e apenas aquilo. Ela não deveria criar expectativas quanto aquele dia, sabia o quanto aquilo era natural a Payne, já que em um piscar de olhos ele e seu empresário embarcaram para outro compromisso. O que ela estava pensando, afinal? Que o garoto ia virar seu amigo depois daquele dia?
Talvez a senhora Greco tivesse razão e a filha realmente tinha tendência em ver coisas onde não existia. Sorte de era que ela já havia se vacinado de caras como Liam, mas mesmo assim, a cada vez que ela fechava os seus olhos, os dele vinham parar em sua mente e ela não sabia o que diabos tanto pensava naquela estrela. Malditos sejam aqueles olhos castanhos e sua mania de se interessar por coisas impossíveis.

(...)



— É sério , você é viciada. - já era a milésima reclamação de naquela manhã.
Ele e desciam apressados a escadaria principal da academia, era nítido a movimentação nela naquela segunda-feira e ninguém podia negar. Acadêmicos circulavam de um lado para o outro, preparando a decoração de “boas-vindas. No refeitório principalmente, alguns dos estudantes posicionavam instrumentos para a apresentação aos calouros e outros trabalhavam arduamente na decoração dos corredores e entrada principal, assim, todos os veteranos ocupavam uma função, inclusive e que fizeram um ótimo trabalho com a entrada da academia.
— Vamos logo, , ou não teremos tempo. - resmungava após descer as escadarias com o garoto ao seu encalço. Segurou a mão rapaz e o puxava não tão gentilmente, afinal, se eles fossem fazer o que fariam, teriam que ser rápidos.
— Sua ideia é simplesmente MALUCA. - resmungava um pouco antes de chegarem ao final dos degraus. — Que fique bem claro que se nos atrasarmos a culpa será toda sua.
— Se você não reclamasse tanto, já poderíamos ter chego. - virou-se para trás ainda de mãos dada com ele. o havia arrastado em mais uma aventura com comida. Acontece que permanecia muita agitada naquele dia e sabia que se não fizesse algo para resolver aquilo, a apresentação toda iria por água abaixo.
Então, aproveitou que uma lanchonete nova próxima academia havia aberto e, com um pouco de tempo livre, subornou seu amigo para tomarem milkshake. Uma coisa que se deve entender sobre : doces sempre acalmavam a garota.
— Espero que o negócio seja bom. - sem nem olhar para trás, sabia que revirava os olhos. — Deveria ter imposto mais condições.
— O quê? - a garota parou bruscamente e com os olhos semicerrados, virou para o . — Já não é o suficiente ser minha dupla esse ano? - pôs as mãos na cintura. — Além disso, por causa desse seu joguinho sujo, terei que aturar, uma gigantesca crise de ciúmes de Ariel. Você, - apontou — ainda tem coragem de insinuar querer “algo a mais”, de mim?
— Quem sabe um beijinho? - respondeu sarcástico e rolou os olhos.

(...)


Voltar a Londres, não era nada mal para Niall Horan. Ainda mais quando o jovem irlandês estava de férias e podia encontrar velhos amigos naquele meio tempo. Niall encostou o carro assim que o GPS indicou seu destino, pegou seu smartphone e tratou de mandar mensagem para seu amigo que, em minutos, saía da porta de entrada do condomínio.
Ligou o carro se aproximando do ex-colega de banda e com agilidade, abaixou o vidro da Range Rover. Liam Payne sorriu ao reconhecer o irlandês. Já fazia algum tempo que não se viam, então quando soube que o amigo vinha para a capital inglesa também, tratou de combinar alguma coisa com ele.
— Hey, man. - Niall sinalizou com a cabeça quando o Liam veio em direção do carro. O mais velho continuava com a mesma aparência de sempre e Niall não duvidava que se ele se olhasse no espelho, veria o mesmo garoto de anos atrás.
— E aí, cara? - Payne adentrou no carro, batendo na mão do outro em cumprimento. — Espero que você não tenha se complicado ao achar o endereço. - fechou a porta e colocou o cinto de segurança.
— Nan. - negou com a cabeça. — Apenas um pouco de trânsito, fora isso, foi tranquilo. Pronto?
— Sem dúvidas. Talvez eu esteja com mais fome do que você hoje. - falou e os dois riram. Se conheciam o suficiente para lembrar das manias um do outro.
Niall deu partida no carro e Liam colocou uma playlist para tocar. Cantarolava uma música qualquer quando Payne recebeu uma mensagem de texto que o fez parar no mesmo momento e fechar um pouco a cara. Aquela reação não passou despercebida por Niall.
— Aconteceu alguma coisa? - perguntou e Liam suspirou.
— Era meu assistente. Não conseguiu achar a modelo da semana passada.
— Ainda nessa, cara? - arqueou a sobrancelha e o moreno balançou a cabeça em afirmação.
— Eu não sei porque fiquei tão obcecado com isso. - travou o celular
— Realmente, eu nunca te vi tão vidrado em uma coisa. Ou, em alguém. - falou e Liam revirou os olhos. — Você deveria ter pego o número da garota.
— E eu ia, mas após a sessão não tivemos tempo nem para respirar. Quem dirá trocar números. - suspirou. — Está sendo impossível achar a garota do donuts.
— Garota do Donuts? - Niall franziu o cenho. — Me pergunto o que Maya acharia disso.
— É apenas uma curiosidade, Niall. - falou firme. — Não é como se eu tivesse me apaixonado pela garota… Eu só gostaria de saber quem ela é.
— Hum, compreendo. - respondeu voltando seu olhar para a estrada. — Já tentou achá-la pela listagem de modelos, no site da agência? - disse parando no sinal
— Yeah. Mas não encontrei nenhuma modelo com o sobrenome Greco. - respondeu. — E não, eu não sei o primeiro nome dela. Então nada de Instagram.
— Você está mal a pior, cara. - deu partida

Não demoraram muito para chegar ao local de destino e, quando o fizeram, Niall foi o primeiro a saltar do carro com uma blusa em mãos. O outono londrino era imprevisível e ele sabia disso, portanto, precaução nunca era demais. Jogou a blusa xadrez sobre o corpo e dando mais uma verificada no carro, pegou óculos escuros e um boné na parte de trás. Jogou para o amigo.
— Discrição é tudo. - riu colocando o boné com facilidade. — Vamos? - perguntou e Niall confirmou com a cabeça. Falavam da inauguração do lugar e apostaram quanto tempo levaria para alguém reconhecer os dois rindo logo em seguida, afinal, já estavam acostumados com aquilo.
Prestes a chegar em uma das portas de entrada, o celular de Liam começou a tocar.
— Espera aí. - disse com o celular na mão e a testa franzida. — Preciso atender essa ligação... Vá na frente e faça os pedidos.
Niall assentiu com a cabeça e assim que percebeu Liam pronunciar as palavras “Fala, Cheryl”, soube que aquilo seria tudo, menos rápido. No fim, deu de ombros e andou até a porta vidrado no cheiro de comida que invadia minhas narinas, porém, assim que girou a maçaneta, arrependeu-se. PUTA MERDA.
A última coisa que ouviu antes de ficar ensopada de milkshake, era a voz de dizendo que ela estava indo para o lugar errado. Estava tão vidrada em seu copo que mal percebeu pra onde estava indo e nem que tinha gente entrando por aquela porta.

— O quê? - perguntou sem entender muita coisa. notou como era a perda de algo precioso, seu milkshake, e não gostou nada daquilo. Estava prestes a protestar com a pessoa que estava em sua frente, mas a sequência de fatos a seguir foram tão inusitadas, engraçadas e constrangedoras, que não conseguiu pronunciar nada.
— Minha nossa! - uma voz masculina, que não era de , encontrou os ouvidos de . Ela olhou para cima franzindo o cenho. — Eu sinto, mui... Muitíssimo. - Niall olhava da camisa jeans da garota, ao copo de milkshake no chão. — Eu sou um idiota.
— Está tudo bem - respondeu sem jeito. — Acho que nem era tão gostoso assim. - olhou de sua blusa para o garoto, ele sorriu murmurando novamente desculpas e com guardanapos em mãos, se abaixou para tentar limpar o estrago. Um atendente rapidamente veio ajudá-lo.
virou a cabeça e o olhou de soslaio. Me parece familiar, pensou. Porém não o reconheceu de imediato devido aos s óculos escuros e boné, mas no fundo, alguma coisa dizia que ela o conhecia. Então, depois do surto emocional de perder o milkshake, o que fez foi ficar um tanto quanto sem reação. Olhou para Niall que ajudava um dos atendentes a limpar a bagunça e voltou seu olhar para que vinha em sua direção.

— Você está bem? - pôs uma das mãos sobre o ombro da garota que respondeu com a cabeça. Niall se levantou rapidamente indo em direção aos dois
— Desculpe. Eu acabei de estragar a blusa de sua namorada. - falou sem graça ainda não acreditando no que havia feito.
— Namorada? - falaram em uníssono, gargalhando em seguida. Niall ficou parado observando a cena com uma bela expressão confusa.
— Eu sou . - sorriu ao se apresentar. — E essa - apontou para . — é minha amiga .
— Oh, me desculpe novamente. - riu percebendo que havia cometido mais um erro. Aquele dia seria longo, pensou. — É um prazer conhecê-los. Eu sou…
Niall calou-se instantaneamente quando percebeu o que estava prestes a fazer. Coçou a nuca pensando se aquilo era sensato, mas achou que devia pelo menos o seu nome a garota ao qual ele havia acabado de destruir a blusa.
— Venham comigo. - disse se acomodando em uma mesa. Confusos, porém curiosos, a dupla seguiu as ordens do garoto.
— Bem, antes de tudo, peço que vocês não se alarmem. - falou sem graça e franziu o cenho com aquelas palavras. Aquela história estava estranha e logo descobriria o porquê. Niall tirou os óculos e revelou seus olhos estupidamente azuis. Não podia ser, pensou
— Horan? - a garota murmurou antes de olhar para ela e quase, quase gargalhar. Niall tinha os olhos vidrados no da garota pensando no que ela faria a seguir. Teria sido uma má ideia? Contudo, Niall não precisou se preocupar com aquilo, porque o que fez, foi apenas sorrir.
— Tudo bem? - perguntou e assentiu.
— Seria sensato por seus óculos. - falou pegando os óculos sobre a mesa e colocou gentilmente no rosto do garoto. Niall sorriu e rolou os olhos, queria que a amiga tivesse reagido de forma diferente àquela, afinal, qual era a probabilidade?
— Obrigado. - o loiro agradeceu colocando os mãos sobre o bolso. — Vou pedir outro milkshake agora mesmo. - disse prestes a se levantar, mas o impediu.
— Não se preocupe com isso.
— Eu faço questão. - respondeu. — Já passou do horário do almoço e eu acabei com o seu. Além disso, sua blusa já era. - respondeu um pouco sem graça e a dupla se entreolhou pegando seus celulares.
— PUTA MERDA. - falaram em uníssono assustando o outro Niall.
— Aconteceu alguma coisa? - questionou.
— Nós temos uma apresentação importante hoje ao qual estamos quase atrasados. - falou e permanecia estática. — E ela vai ter que se apresentar com essa blusa.
— Ah! - Niall exclamou e ajeitou seus óculos novamente. — Não seja por isso… - falou ao se levantar e ir em direção do garçom terminava de limpar a bagunça de antes. arqueou a sobrancelha, gostaria de saber o que Niall estava fazendo.
O garçom apontava para o outro lado do recinto, indicando algo para Niall. E quando ele chegou novamente à mesa, se surpreendeu. O garoto tirou a camisa quadriculada que usava e com um gesto fofo, ofereceu ela para a garota. levou alguns segundos para entender aquela cena.
— Pegue. - entregou a camisa — Você pode ir até o banheiro, trocar sua blusa e vestir a minha no lugar. - sorriu de uma forma genuína. — Eu compraria algo novo pra você… Mas me informei e não tem nada aqui perto...Então tive essa ideia. — ficou vermelho coçando a cabeça. só pude sorrir com sua atitude, enquanto arqueou sua sobrancelha curioso com o desfecho de tudo aquilo.
— Tudo bem. - disse sorrindo ao aceitar a proposta. — Eu já volto.

No instante em que adentrou no banheiro, Liam Payne entrou pela porta dos fundos, focando seu olhar diretamente para o amigo e o desconhecido.
— Desculpe a demora. - sentou rapidamente ao lado do irlandês que sorriu em resposta. Liam virou pra frente e o encarava pensativo. Não tinha como não reconhecer esse, afinal, a amiga passou a manhã inteira falando dele
— Ah, esse é o . - Niall disse tirando de seu devaneio. — , esse é meu amigo Liam.
— Eu sei quem ele é. - disse sorrindo, mas não deixava de demonstrar certo desconforto. — É um prazer conhecê-lo. - estendeu a mão.
— O prazer é meu. - apertou. — Então, vocês são amigos? - perguntou sério e os dois se entreolharam.
— Somos?! - Niall respondeu mais como uma pergunta que afirmação. Liam franziu o cenho, não gostava de como o olhava e não podia culpá-lo.
— Longa história. - respondeu e Liam continuou a achar aquela situação muita estranha.
— Ah, sim. - balançou a cabeça e voltou o olhar para o amigo. — Já fez os pedidos? - Niall estava prestes a respondê-lo quando uma garçonete chegou na sua mesa.
— Com licença - falou com aspecto sorridente e os garotos deram espaço para pôr a comida na mesa. — Aqui estão seus pedidos, espero que gostem!
Os meninos agradeceram em uníssono e Liam provou um pouco das batatinhas antes de se levantar da mesa.
— Vou ao banheiro. - declarou se distanciando dos outros dois garotos. Niall acenou com a cabeça.
(...)

Depois da ligação com Cheryl, Liam havia ficado um tanto quanto mal humorado e não queria descontar aquilo nos outros dois, então pensou que um pouco de água no rosto, o ajudaria. Massageou as têmporas por alguns segundos e aquilo o fez prestar atenção na melodia de fundo da lanchonete. Depend on it. Aquela música antiga mexia com ele não apenas por seu significado. Algo estava errado e ele não sabia o que era.
Continuou indo em direção ao banheiro. Algumas pessoas o olhavam atentas, mas ainda assim, nenhuma o reconhecia. Enquanto isso, Liam se pegou pensando novamente meu no dia do photoshoot. Uma semana desde que conheceu aquela garota, havia se passado e Liam tentava compreender o porquê que encontrar aquela modelo era tudo aquilo que ele mais queria o tempo todo. Já havia perdido as contas de quantas vezes sua vida profissional atrapalhou a pessoal, mas desde segunda-feira passada, nunca havia me sentindo tão inútil por não ter perguntado o nome dela. Naqueles dias, ele simplesmente odiava ter tantos compromissos.
Quando chegou próximo a porta do banheiro, sentiu um leve calafrio. Mal sabia ele o porquê. E então, abriu a porta, sumindo da vista de todos.

No banheiro feminino do outro lado da porta, parou por alguns segundos. Segurava sua blusa em mãos quando uma sensação estranha percorreu sua espinha, como se algo importante fosse acontecer e quando finalmente abriu a porta pensou entender o porquê daquela sensação, afinal, novamente estava escutando a voz de Liam Payne.
Respirou fundo e foi em direção aos garotos.
— Uau! - foi o primeiro a dizer.
— Isso ficou muito bem em você. - Niall disse e as bochechas de ruborizaram um pouco.
— Obrigada. - fez reverência. — Vocês pediram tudo isso?
— Não. Ele pediu. - apontou para Niall que sorriu largo. — E eu vou me levantar, porque temos que ir.
Era verdade que estavam atrasados, mas não queria dar tempo de e Liam se encontrarem. Talvez sentisse um pouco de ciúmes da amiga - mas não admitiria -, mas também estava sendo cauteloso. Conhecia suficiente a amiga pra lembrar que o passado de a assombrava e a garota já estava cheia de problemas para Liam se tornar mais um deles. estava apenas cuidando da amiga.
, peço desculpas novamente. - Niall coçou a nuca ao se levantar e ela sorriu. — Espero que dê tudo certo na apresentação de vocês. - olhou para nós dois. — Mas antes, , se você não se incomodar, me passe seu número…
sorriu sem jeito, provavelmente o garoto queria o número pra ela depois devolver sua camisa. Fazia sentido, devia confessar. Só que antes de ter qualquer ação, agarrou o celular dela e esticou ao garoto
— Aqui.
— Obrigado. - sorriu com o celular em mãos e começou a digitar algo. Depois posicionou o celular frente ao seu rosto e tirou uma foto. observou a cena interessada. — Pronto. - entregou o celular novamente. — Agora você tem meu número e quando quiser marcar alguma coisa para me entregar a camisa… - começou sem jeito e arqueou a sobrancelha batendo os pés ansioso. Olhou para a porta do banheiro e pegou na mão da amiga que estranhou o gesto. Geralmente não era rude.
— Tudo bem, ela vai mandar mensagem pra você. - disse tentando parecer o mais normal possível. — Agora temos que ir. Foi um prazer te conhecer.
— Tudo bem. - Niall sorriu enquanto os dois rumaram a porta da frente. — Nice to meet ya. - acenou.
(...)

Já na porta de saída, a única coisa que os dois puderam fazer foi rir de toda aquela situação.
— Eu só não consigo acreditar nisso tudo. - ria enquanto o amigo se amigo tentava arranjar um táxi.
— Você está fadada a isso, . Apenas aceite - cutucou-a. — Agora vamos… Temos uma calourada para ensinar. - piscou ajeitando o casaco e adentrou no taxi.
Quanta coincidência. pensou, parece que mesmo tentando fugir daquele mundo, o destino continuava a puxar ela para ele. Agora conhecia avelãs, castanhas e blueberries.


Capítulo 4 - 💕 Why don't you come on over, Valerie 💕

Inspira, respira, inspira, respira. Mentalmente a garota repetia o mantra à espera do sinal de seus amigos. As luzes do refeitório permaneciam apagadas, mas mesmo assim ela saiba exatamente quem estava no meu lado. Lousy à sua direta, Ariel à sua esquerda e Dominic sobre a mesa. Do outro lado, na mesma sequência, encontravam-se Oliver, , um garoto que ela não conhecia e sobre a mesa, Gabriel.
Os oito haviam se preparado para aquela apresentação há dias e, sabendo da capacidade de todos, era muito improvável que algo desse errado. Todos respiravam fundo e no exato momento que passos próximos às escadas foram notados, sabiam que era a hora. A hora do show.
Acordes de um baixo preenchiam o local gradativamente junto ao som de uma bateria que veio logo em seguida, dando vida a melodia de “Valerie”. Luzes estrategicamente planejadas acederam-se ao canto do refeitório, revelando aos poucos a banda principal e então, o primeiro grupo de calouros parou surpreso ao topo da escada. Segundos depois, foi a vez da luz se voltar para as quatro meninas e Dominic em seu melhor timbre começou a cantar.
Well, sometimes I go out by myself, And I look across the water - a morena descia aos poucos da mesa e olhava para as outras três garotas gesticulando, dançando enquanto as outras, assobiavam em ritmo da música. — And I think of all the things of what you're doing, In my head I paint a picture.
Cause since I've come on home - nesse momento era vez de Lousy brilhar e então sua voz grave se fez presente. — Well my body's been a mess, And I miss your ginger hair, And the way you like to dress. - ela dançava em ritmo da música enquanto cantava. — Won't you come on over. Stop making a fool out of me...
Why won't you come on over Valerie? (Valerie) - todas em uníssono cantavam e dançavam ao centro do refeitório recebendo grandes sorrisos admirados. — Valerie.
Did you have to go to jail? - nesse momento, as luzes se direcionaram para os garotos e Gabriel soltava a voz com firmeza e precisão. — Put your house up on for sale, did you get a good lawyer? - aos poucos, eles se aproximaram das meninas, formando pares. — I hope you didn't catch a tan. I hope you'll find the right man who'll fix it for you
— Are you shoppin' anywhere, Changed the colour of you hair, are you busy?
- foi a vez de mostrar que não sabia apenas atuar. —- And did you have to pay the fine? You were dodging all the time, are you still dizzy? - o garoto aproximou-se de ao ritmo da música e a segurou pela cintura. Os dois remexiam o corpo enquanto seus colegas se vinham cada vez mais para próximo deles, cantando e dançando juntos em uma sincronização perfeita. Como se tivessem nascido para fazer aquilo.
Quando o grupo estava próximo ao fim da música, outros alunos da academia se fizeram presente, vindo pouco a pouco pelas escadas, soltando confetes prateados que se refletiam sobre as luzes coloridas…
O último verso estava sendo cantado novamente por Dominic e então o grupo se aproximou dos calouros, trazendo alguns até o centro para aproveitar aquela nostalgia com eles e finalizar a música da melhor forma possível. Ao final do show e das últimas estrofes da música, um aglomerado de aplausos foi ouvido.
Naquele momento, sabia que viveria para aquilo. Ela amava dançar, amava atuar e por mais difícil que fosse, ela amava cantar. A garota olhou de soslaio para seus três melhores amigos e notou rapidamente que eles estavam tão extasiados quanto ela, sabia que parte de se sentir completa naquele lugar era porque estava com eles. Quando os aplausos cessaram e as luzes se apagaram, todos os veteranos se apressaram para deixar o local. se virou para trás pela última vez, podendo vislumbrar sorrisos empolgadas dos calouros. E essa era a recompensa, era isso que valia a pena.

(...)


Na terça-feira as aulas oficialmente começavam na RAB e estava mais animada que nunca. Havia acordado cedo naquela manhã e, como de costume, sua colega de quarto não. levantou e esticou o braço sobre a cômoda para pegar o celular da loira, ela armou o despertador para tocar dali a alguns minutos, colocando-o em volume máximo e foi para o banho. Assim que ligou o chuveiro, ouviu um barulho de algo caindo vindo de seu quarto. Lousy havia acordado.
Minutos depois, a garota e estavam fora do dormitório e se direcionaram para as escadas da entrada de academia. As duas conversavam distraidamente quando foram interrompidas por alguns colegas de turma de Lousy, a garota então se despediu de e esta foi de encontro aos armários.
Quando chegou em frente ao corredor, estranhou o fato de nenhum de seus colegas estarem ao redor dela e o mais provável era os três haviam se perdido no horário igualzinho a sua colega de quarto. deu de ombros colocando o segredo do seu armário e sentiu um leve frio percorrer sua espinha enquanto pegava seus livros.
— Já mandou mensagem pro loirinho? - uma voz sussurrou próximo à orelha da garota, fazendo com que os pelos de sua nuca, arrepiam-se. xingou mentalmente.
— Por Deus, . Quer me matar do coração? - fechou a porta do armário com força ao virar para o garoto. Ele estampava um sorriso largo e sabia o quanto aquilo não era bom.
— Ainda não. - mordeu o lábio, rolou os olhos em desaprovação. — Qual é? Você sabe que seria uma péssima ideia.
— Ele deu o número a você, . Então ao menos use. - respondeu cutucando a garota em desaprovação. — Afinal, qual a probabilidade de uma super estrela te dar o número do celular?
— Você sabe a resposta. - bufou irritada com o comentário de . Ele realmente sabia como a tirar a garota do sério quando queria, o que nesse caso, era sempre. — É esse o problema. Não sei que tipo de imã eu tenho com esses caras.
— Engraçadinha. De qualquer forma, ele espera que você entregue a camisa de volta. - cruzou os braços e fez bico, não queria admitir, mas estava certo. — Não há mal nenhum em fazer novos amigos, . - cutucou a garota de novo e ela suspirou. Ele tinha razão, afinal. Uma hora ou outra ela deveria se desapegar do passado e se deixar vivenciar coisas e com pessoas novas. Niall havia sido gentil naquele dia e ela não deveria ser rude com ele depois do garoto tê-la ajudado.
— Você está certo. - pegou o celular à procura do contato. — Já que o “destino” quer assim, que assim seja!
Assim que acabou de digitar, apertou no botão de bloqueio do celular. Se aquele número fosse realmente de Niall, ele a responderia - gentileza estava cravada no sangue irlandês do garoto -, respirou fundo pensando nas possíveis resposta do garoto e então seu olhar se voltou para que observava cada gesto da garota.
— O que foi?
— Pelo amor de Deus, você podia ter parado na primeira linha. - reclamou com a garota, recebendo um soco da amiga logo em seguida. Estava prestes a responder o rapaz, mas uma cabeleira ruiva conhecida chamou sua atenção primeiro. E aos poucos cada um de seus amigos estavam aparecendo.
— Ela finalmente mandou mensagem para o Irlandês? - Oliver murmurou ajeitando algo em mãos e se surpreendeu por ele já saber da história.
Eu devia ter imaginado que você contaria. - resmungou para que fingiu não ouvi-la.
— Falando em contar… - Oliver se escorou no armário do lado da garota. — Já contou ao seu amiguinho novo que conhece o ex-colega dele? - chacoalhou algo para cima e teve que olhar duas vezes para entender o que era.
— Você está ficando maluco? - arregalou os olhos arrancando a foto da mão Oliver, segurando próxima ao peito. — Como você conseguiu isso?
— Esqueceu que eu era um dos fotógrafos? - respondeu, rolou os olhos e virou-se para trás abrindo novamente seu armário. Enfiou a foto dentro dele.
— Do que é que vocês estão falando? - Ariel se aproximou do trio quando estava prestes a protestar com o amigo. Afinal, ninguém precisava saber das fotos antes que elas fossem lançadas.
— Que seu irmão é um babaca.
— E que sua amiga ainda não contou ao irlandês que tirou fotos com o Liam. - o ruivo apontou.
— Ou que ela conhece o outro ex-coleguinha dele. - dessa vez foi a vez de falar e fazer arregalar os olhos, naquele momento ela tinha certeza que poderia matá-lo.
— Que seja. - saiu do armário. — Vocês são amigos horríveis. E , o que você faz ainda aqui? - cruzou os braços e sorriu mais largo que nunca.
— Vim buscar minha dupla.
— Péssima ideia, . PÉSSIMA IDEIA. - Ariel resmungou dando costas aos amigos, os outros três gargalharam seguindo-a.

(...)



Flashback On

Vegas, 2018.
As luzes de Las Vegas brilhavam mais que o normal naquela noite. Já passava das três horas da manhã e tudo o que Greco conseguia sentir era cansaço. Todo o seu pequeno corpo pedia por “uma pausa” daquela noite com os amigos. Estavam na área de lazer na parte de fora do hotel, se divertiam com outros hóspedes quando o ar gélido de Nevada encontrou seu corpo e a garota imediatamente sentiu os pelos de sua nuca se arrepiar e então pegou seu copo já quase vazio e jogou o resto de cerveja quente fora. Olhou para os lados e encontrou um de seus amigos tomando o que ela notou, ser seu oitavo copo de cerveja em um jogo de beer poing com alguns hóspedes qualquer.
— Onde está Ariel? - perguntou o rapaz dava o último gole em sua cerveja.
— Subiu faz algum tempo. - colocou o braço direito sobre o ombro da amiga e acariciou de leve seu rosto. — Cansada também?
balançou a cabeça em sinal de afirmação, Oliver sorriu se despedindo dos outros caras da mesa e se distanciou levando a amiga - claramente sonolenta- consigo.
— Vem, vou levar você pro seu quarto.
não protestou. Dos três, Oliver era claramente o imune ao álcool e ao cansaço. Entraram no hall do hotel e cumprimentou o recepcionista com um sorriso, em seguida estavam dentro do elevador esperando chegar ao andar de seus quartos. Quando chegaram em frente ao quarto de , ela procurou no seu cartão-chave no bolso e quando achou, Oliver deu um beijo em sua testa como um sinal despedida, seguindo pelo corredor até seu quarto.
— Lar doce cama! - cantarolou baixo se jogando sobre a montanha de travesseiros. Seus amigos tentaram diverti-la naquela noite, mas o máximo que conseguiram foi fazer a garota se sentir mais cansada do que o normal e implorar por sua cama fofinha. Se espreguiçou e fechou os olhos pronta para uma boa noite de sono, quando um leve barulho na maçaneta da sua porta chamou sua atenção. — Só não perde a cabeça porque tá grudada. - murmurou pra si, rolando os olhos antes de se levantar e ir até a porta.
— Só vai dormir aqui se não ronc… - cessou a fala quando notou que não era Oliver parado do outro lado da porta. A garota franziu o cenho e coçou os olhos para ter certeza do que via. Ela conhecia aquele garoto de algum lugar, mas era quase impossível identificá-lo já que estava com a cara levemente esverdeada e o corpo curvado com a mão sobre a barriga. — Você está bem?
— Acho que errei de quarto. - falou embasbacado e contraiu o rosto tentando entender o que a pessoa em sua frente falava. O garoto começou a balbuciar mais meia dúzia de palavras antes de se desequilibrar e quase cair se não fosse pego pela garota em tempo. Ele era incrivelmente pesado, mas foi questão de segundos para o garoto se recompor e se escorar sobre o batente da porta. — Desculpe, foi apenas uma tontura.
— Com certeza foi. - rolou os olhos trazendo o garoto para dentro de seu quarto. Sua mãe certamente surtaria com a atitude da garota. Deixar estranhos entrarem em seu quarto, não era exatamente uma ideia sensata. Mas levando em consideração o estado do garoto, duvidou muito que ele seria perigoso.
— Você está hospedado em qual quarto? - perguntou ajudando o garoto se sentar na cama.
— Quinhen… 513. Mas acho que quebrei minha chave em sua porta.
— Ótimo. - resmungou e verificou o cartão-chave quebrado na mão do estranho. — Espera um instante. - respondeu ao se direcionar para cômoda e pegando o telefone, discou o número da recepção. — Alô, Natan?

(...)


Alguns minutos se passaram e depois de confirmar que o hóspede do 513 era o garoto que estava em seu quarto, Natan bateu em sua porta, trazendo consigo uma chave extra do quarto do desconhecido.
— Desculpe o transtorno, senhoria Greco. - coçou a nuca. — Posso acompanhar o senhor Javadd até seu quarto se você quiser.
— Não se preocupe com isso, Natan. - a garota sorriu olhando para trás. — Acho que dou conta disso. Aliás, você já tem coisas demais para fazer. Obrigada
O recepcionista sorriu agradecido pela gentileza da garota. Podia ser a herdeira de todo aquele hotel, mas ainda assim, permanecia sendo gentil com todos. Não era como se toda a fortuna de seus pais subissem a cabeça da garota.
respirou fundo e juntou suas forças para levantar Javadd que esperava ainda sentado sobre a cama.
— Vem, você precisa de um banho. - falou e ele levantou a sobrancelha.
Os dois seguiram pelos corredores em silêncio e logo estavam em frente à porta 513. pegou o cartão-chave e passou sobre a trava. Os dois entraram no quarto e se apressou até a porta do banheiro. O garoto seguia seus passos em silêncio - claramente mais cansado e tonto que ela -, observava cada gesto e não sabia se estava tão concentrado na menina por causa da bebida ou porque não deixou de notar o quanto ela era linda. se direcionou ao box e ligou o chuveiro ajustando para que a água ficasse gelada, era cruel, mas ela sabia que o estranho só ficaria bem depois de um banho daqueles. – Deve ter toalhas aqui embaixo. - abriu a porta do armário embaixo da pia e pegou uma toalha branca ao qual jogou para o garoto. – Fique à vontade.
tinha certeza que estava sendo movida por uma força invisível, pois estava extremamente cansada. Deu de ombros do acontecimento e fechando a porta do banheiro atrás de si, rumou para sair daquele quarto, porém, quando estava prestes a porta ouviu um som de batida vir do banheiro.
Merda. – ouviu a voz aguda do garoto e bufando por estar preocupada, deu meia volta. Assim que abriu a porta para ver o que havia acontecido, foi surpreendida com estranho apenas de boxer. Ele estava sentado sobre a privada, com a mão esquerda em um de seus joelhos.
— O que aconteceu? - perguntou se escorando sobre a porta. Pouco se importou em ver o garoto seminu.
— Não foi nada, só bati meu joelho no armário.
— Seu joelho está sangrando. Vai precisar de pontos. - disse e ele direcionou o olhar para o seu joelho. percebeu que ele havia notado o corte apenas agora. Franziu o cenho. Brilhante ideia deixar um bêbado se virar sozinho, .
Sem esperar resposta, foi até o armário de novo e tateou em busca do kit de primeiros socorros que havia visto na hora em que pegou a toalha. Se ajoelhou próxima do garoto e ele a olhou sério novamente. pediu para que ele tirasse a mão que estancava o corte e ele o fez sem questionar. Apesar de precisar de pontos, o corte não era tão grave assim, mas ainda saía muito sangue. jogou água oxigenada em cima do corte e o garoto xingou baixo. – Desculpe – disse olhando para ele evitando o máximo notar mais que devia e continuando a limpar o corte. Esterilizou a agulha e respirou fundo.
— Pronto?
— Você sabe o que está fazendo? – a voz do rouca soou novamente e pode perceber seu sotaque inglês.
— Vivia fazendo isso no meu irmão mais velho. – resmungou passando o fio entre a agulha, preparando para suturar o corte. – Isso vai doer.

Flashback off




Continua...



Nota da autora: Cara leitoras, peço desculpas de antemão. Devido a motivos pessoais eu tive que modificar um pouco a fanfic. Ela terá a mesma essência da anterior, por isso não se assustem, prometo que continuará fantástica!
Espero que gostem da mudança e logo logo tem att quentinha.

Beijos de luz!


Nota da beta: Qualquer erro nessa fanfic ou reclamações, somente no e-mail.


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