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Última atualização: 15/09/2020

Capítulo 1

odiava quando seus dias estavam lotados e ela quase não tinha tempo nem para respirar. O que era uma situação cômica já que, desde março, a maioria dos seus dias eram daquele jeito.
entrou na Universidade Athena, localizada na cidade de Boa Viagem, praticamente correndo. A reunião com os novos diretores da atlética do curso iria começar exatamente em cinco minutos e ela, como presidente, não podia atrasar, ainda mais na sua primeira reunião como tal.
respirou fundo quando conseguiu atravessar o jardim gigantesco da universidade e continuou a correr até o quarto corredor do bloco D. Subiu os quatro lances de escada e finalmente abriu a porta da sala, que tinha sido entregada a pouco tempo para a atlética. Era o cafofo dos Lobos. sorriu ao olhar o relógio e perceber que tinha chegado bem na hora.
– Bom dia, pessoal.
– Parece que você correu uma maratona, . – Amanda Soares comentou no momento em que a menina abriu o frigobar da sala e tomou praticamente toda a água que estava em uma garrafa rosa.
– Não me teste.
– Ao menos, já sabemos que tem fôlego para jogar o Inter. – Lucas provocou e ela mostrou o dedo do meio para o negro. – Muito amor a essa hora da manhã? Estou grato.
– Muito engraçado, zé graça, mas sim. Podemos começar? – Perguntou e abriu um sorriso, sentando na ponta da mesa, de modo que pudesse observar a todos os seus diretores que iriam acompanhá-la naquela jornada. – Primeira pauta é...? – Olhou para Gabriella Fernandes, sua amiga de vida, curso e, graças aos céus, secretária da atlética.
– Reestruturação da diretoria. – Gábe falou e respirou fundo – Planejamento esportivo.
– Ok, ponto um. Todo mundo aqui ainda quer estar aqui, certo? – perguntou, apreensiva.
conhecia todos naquela sala, mas ainda tinha medo de que os amigos não quisessem mais seguir com ela naquela jornada. A gestão passada tinha sido um fiasco, deixando apenas problemas para o restante do pessoal, que ainda insistia em preservar a tradição de ter uma atlética no curso de Direito.
– Estamos com você, baixinha. Estamos todos juntos nessa. Lutar juntos, vencer juntos. – Ícaro disse e sorriu, confiante.
Naquele momento, soube que as coisas iriam dar certo.
A reunião continuou e, em conjunto, todos foram escolhendo a parte que mais queriam trabalhar na atlética e com a qual ficariam mais confortáveis. era a presidente, Gabriella Fernandes continuou como secretária executiva, Thomas Cardoso era diretor geral de esportes, Lucas Diniz cuidava da parte de futsal e society, Anna Ferraz era a ponteira oficial da atlética e diretora de vôlei e Ícaro Nunes era responsável por handebol e eventos em companhia da Amanda Soares: a mulher mais festeira da universidade Athena.
– Só tenho um problema, um grande problema. – Thomas passou as duas mãos pelos cabelos, que já estavam sem corte. – Não temos ninguém no Basquete.
– Eu posso ficar no Basquete também, já que conheço e já jogo no time.
– Mas o time de também precisa de um armador, a gente não vai funcionar sem um.
– Eu não conheço ninguém que jogue basquete e seja suficientemente bom para entrar e dar vida a esse time. – Anna disse com um semblante triste.
– Eu só sei um cara que joga basquete, mas ele nunca vai querer. – Ícaro soltou uma risada. – me mata se eu perguntar.
?! – perguntou e revirou os olhos. – Vou resolver isso. Deve ter muita gente que jogue basquete, né?
Mas ela sabia que basquete era um esporte elitizado e que era difícil achar alguém que já tivesse praticado ou até mesmo que gostasse, assim como sabia que Duarte nunca iria querer jogar pelo time da atlética da universidade.

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odiava Direito Civil tal como odiava a franquia do Golden State Warriors. Para ele, GSW era o time do lado negro da força, assim como Direito Civil III. ‘Quem é que quer saber que direitos tem um cadáver, mano?’, gritou em seus pensamentos quando terminava mais uma página do livro da Maria Helena Diniz.
– Vou tirar I de novo. – Murmurou para o amigo que estudava ao seu lado.
, você vai tirar ‘Insuficiente’ se não estudar. Qual é? Não está nem tentando entender o que a diva da Diniz fala.
– Não estou tentando? – Perguntou em tom elevado, atraindo olhares feios das pessoas que estavam na biblioteca. – Você é ridículo.
– Sem drama. Se eu soubesse, ajudava. Mas sucessões é só semestre que vem.
– Odeio você por ter entrado nessa merda de faculdade só na metade do ano. Odeio.
– Sabe o que você pode fazer? Pregar um papel no mural de avisos pedindo ajuda. Diz que você paga, sei lá.
– Ninguém lê aquilo, Matheus.
– Eu leio. E umas pessoas inteligentes também leem. Sabia que você precisa de hora complementar para formar?
– Hora o quê? – perguntou e o melhor amigo revirou os olhos, fazendo sinal para ele voltar a atenção para o livro.
Matheus Petrone levantou-se da mesa e foi para a área de computadores da biblioteca. Ele iria ajudar o melhor amigo porque ia ser horrível se ele repetisse mais um módulo de Direito Civil. Já bastava obrigações e contratos, que o rapaz tinha feito duas vezes. Inclusive durante as férias.
Math abriu o Word, usou uma fonte bonita e molduras, gostou do que fez e mandou a página para a reprografia. Nem que não quisesse, ele iria grudar no mural de avisos do bloco.
Assim que saiu da biblioteca, Math esbarrou com pelo corredor principal e uma luz acendeu sobre sua cabeça. era a melhor aluna de Direito Civil do ano de . Mas a luz logo se apagou quando percebeu a menina andando tão afobada pelos corredores que nem o olhou nos olhos quando murmurou um pedido de desculpas por ter dado um encontrão contra ele. E a luz apagou mais ainda quando ela pegou uma maçã das mãos de Thiago Vieira e lhe deu um selinho rápido. Matheus se perguntou o porquê dela estar com Thiago, o rapaz de engenharia civil que andava com homens de caráter muito duvidoso.
Math deu de ombros, seguiu seu caminho, imprimiu o papel e voltou para a biblioteca, jogando em cima do livro do amigo.
– Ah, não...
– Ah, sim, senhor. Ou vai querer mais um I? – Arqueou uma só sobrancelha e se perguntou como ele conseguia fazer aquilo. – E vamos que tenho aula de processo daqui a – Olhou para o enorme relógio no pulso. – dois minutos. Tchau, querido. E vá pendurar isso.
desistiu de protestar contra o melhor amigo e começou a guardar seu material. Colocou seu airpod e saiu da biblioteca. não vivia sem música assim como não vivia sem basquete.
Fall Out Boy estava no máximo quando o rapaz chegou na frente do mural de avisos da faculdade. A música o distraia da vergonha de grudar um papel que praticamente deixava explícito que ele era uma porta em Sucessões e qualquer coisa referente a Civilistas. Ele facilmente poderia estudar só Processo Penal.
– Licença. – escutou ao fundo da música, mas pensou que fosse coisa da sua cabeça, até que sentiu uma pontada em sua costela que o fez olhar para baixo.
– Você? – E a menina o encarou com a testa franzida.

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saiu da reunião da Lobos apressada, precisava resolver a situação do time de basquete o quanto antes porque, sem aquele time formado, jamais subiriam para a primeira divisão da competição. Jamais mesmo.
Pelo menos, o anúncio já tá pronto’, pensou enquanto praticamente corria para a reprografia antes que o lugar ficasse lotado. Sem querer, no meio do caminho, esbarrou em alguém que, pela pressa, não conseguiu identificar. Murmurou um pedido de desculpas e seguiu seu caminho, sendo parada por Thiago Vieira, o rapaz com quem ficava com mais frequência que o normal.
– Você já comeu alguma coisa hoje? – A pergunta era retórica porque o futuro engenheiro, assim como todos que andavam com a menina, já sabia a resposta e estendeu uma maçã para ela.
– Tô com pressa. – Deu um selinho no rapaz. – E obrigada pela preocupação, viu?
– Me dá aqui suas coisas, levo logo pro carro. – agradeceu mentalmente por ele ter se oferecido, já que os armários ficavam do outro lado do bloco e ia ser horrível resolver as coisas carregando uma bolsa e um Vade Mecum.
– Não vou demorar. – Entregou o livro para Thiago e voltou ao seu caminho.
Por sorte, só tinha duas pessoas na sua frente. imprimiu o anúncio que sua melhor amiga Karina tinha feito para ela na noite anterior e seguiu para o mural de avisos. Pessoas inteligentes liam o mural. Pessoas inteligentes com certeza deviam conhecer alguém que jogasse basquete.
– Só pode ser sacanagem. – Falou sozinha quando viu ninguém mais ninguém menos que colocando um aviso no mural, totalmente sem saber como fazer aquilo.
aproximou-se do rapaz, conseguindo escutar perfeitamente o que ele estava ouvindo. My Songs Know What You Did in the Dark devia estar no último volume, o que significava que era, no mínimo, surdo.
– Ei. – Disse e não obteve nenhuma resposta.
Imediatamente, um bico formou-se em seus lábios e sua testa franziu. Como era que ele não a escutava ou via?
– Licença. – cutucou a costela do rapaz e, rapidamente, ele olhou para baixo.
– Você? – Perguntou, tirando o lado direito do fone e guardando no bolso.
– Eu.
– Fiz algo de errado para a madame estar emburrada? Porque você não fala comigo nem na sala.
– Deve ser porque você olha torto para todo mundo.
– Igual você tá me olhando agora? – Riu enquanto a menina revirava os olhos.
respirou fundo e olhou para o aviso que tinha acabado de colocar, totalmente torto, no mural.
– Você precisa de mim. – Esboçou um sorriso, com sua mente tendo uma ideia brilhante.
a encarou sem entender.
– E você de um jogador de basquete. – Retrucou quando prestou atenção no papel em que a menor segurava.
sorriu e balançou a cabeça negativamente.
– Nem tente. Nem em sonho. Jamais. Jamé. Nunca.
– Mas…
– Fora de cogitação. – Decretou antes mesmo que a negra falasse algo.
bufou enquanto ele colocava novamente o fone direito e lhe dava as costas.
– Vamos ver. – Disse enquanto arrancava do mural o anúncio que ele tinha acabado de pregar.


Capítulo 2

– Você realmente cogitou que ele entraria no time assim, só com você pedindo? – perguntou enquanto terminava o seu delineado perfeito.
era a melhor amiga de desde quando a negra frequentava a biblioteca em que a mãe de trabalhava durante o seu ensino médio. Dali, as duas não se desgrudaram mais. Nem na universidade, mesmo a japonesa de 22 anos tendo optado por seguir na área da licenciatura em História.
– Pensei. – respondeu emburrada, encarando o anúncio de em cima de sua cama.
– Não seja ingênua. É .
– Grande coisa.
– Realmente grande. – riu e acabou rindo também ao perceberem que o homem tinha apenas 1,87 de altura e existiam os boatos de que ele era realmente grande. – Vamos lá, ! Ligue para ele. O ‘não’ você já tem.
– O ‘nunca’ eu já tenho. – riu e jogou o telefone para a melhor amiga.
, a contra gosto, digitou o número de e começou a chamar.
– Alô? – Atendeu no terceiro toque e a menina gelou.
bateu em seus ombros para ela responder.
– Alô? – Escutou perguntar, já impaciente.
– Oi. – Respondeu.
– Conheço essa voz, madame. – Frisou o apelido que tinha dado mais cedo para a menor e revirou os olhos, mesmo que ele não pudesse ver.
– Não seja chata. – Sussurrou e a melhor amiga respirou fundo.
– A gente precisa realmente conversar. Tenho uma proposta para fazer.
– Se envolver jogar basquete por esse negócio de playboy que você participa, nem tente.
– Deixe de ser assim, vai? Eu sei que você precisa de ajuda em Direito Civil e quem melhor do que eu para ajudar você?
ficou mudo do outro lado da linha. O garoto sabia que, em Athena, não existia ninguém melhor do que Favacho em Direito Civil. A negra era uma espécie de prodígio, endeusada por todos os calouros e por todas as turmas em que era monitora.
– Ok. Vamos conversar.
– Quando?
– Daqui a uma hora, te encontro no Bar do George.
– Bar do George? Aquele que fica próximo à universidade?
– Isso, madame. Te encontro lá. – Respondeu e encerrou a ligação.
ficou cinco segundos encarando a tela do telefone enquanto a olhava com os olhos arregalados, tentando saber o que tinha acontecido.
– Thiago vai me matar. – falou e soltou uma risada. – quer encontrar comigo no Bar do George, daqui a uma hora. E eu tinha combinado com Thiago no Cevada Boa.
– Eu sou muito mais o Bar do George que esse Cevada! No Cêbê, só vai playba, hétero chato e inconveniente. Uma extensão do Instituto de Engenharia de Athena.
– Ah, não é pra tanto.
– Você não assume para não chatear Thiago. – esboçou um sorriso como se concordasse com a amiga. – Vamos, ele vai lhe entender. Mande uma mensagem, você aproveita e dividimos um Uber. Estou indo pro Bar do George mesmo.
nem quis retrucar, a melhor amiga realmente tinha razão. O Cevada Boa ou como era conhecido Cêbê, só era frequentado pela galera do IE e, particularmente, ninguém aguentava mais os homens de engenharia daquela universidade. E nem das outras. Todas as festas das sextas sempre acabavam em algum tipo de confusão ou rixa desnecessária. Eles que lutassem, pensou ao digitar uma mensagem, cancelando com Thiago.
Antes que a menor pedisse, fez um delineado que só ela sabia fazer. sorriu quando viu o resultado no espelho e passou um gloss por cima do batom matte que usava, adorava como ficava a mistura dos dois. Ajeitou a saia rosa rosê em seu corpo, calçou seu Air Jordan 1 e entendeu que já era para pedir o Uber.
– Tá chegando! – A japonesa avisou e pegou a bolsa de cima da penteadeira, ajeitando nos ombros em seguida.
– Vamos.
– Vai encontrar com aquele moço? – A mãe de perguntou assim que as duas pisaram na sala.
– É outro, tia. O perfume tá até diferente. – brincou e a mãe de , Rosângela, riu.
– Cuidado! – Pediu entre risos e escutaram a buzina do motorista.
– Tchau, mãe!
– Amo vocês! – Dona Rosa se despediu e as meninas saíram.

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– Você o quê? – Matheus perguntou num grito e soltou risadas.
– Pare, nem sei se ela gosta de tomar cerveja. Só vamos conversar.
– Eu sei bem onde essas conversas terminam, meu amigo. Você está fodido, sabia? Hoje é sexta e, toda sexta, ela sai com Thiago e cia.
– Você faz o papel de fuxiqueiro da faculdade bem demais, sabia? E quem é Thiago?
– Ele é melhor amigo do Oliver, lembra? E eles ficam às vezes.
– Então quer dizer que Favacho, a civilista progressista, anda com o macho bolsonarista? Puta que pariu, hein?
– Ela não, burro. nem fala com Oliver. Quem ela beija, sim.
– A mesma coisa. Aposto que esse Thiago afundou o dedo no 17 também.
– Amoedo.
– Puta que pariu, é liberal? – gargalhou e Math balançou a cabeça negativamente. – Quais as chances disso dar certo?
– Você e ? Ou você jogar basquete pela Lobos?
– Jogar basquete, né? Nenhuma possibilidade de e eu ficarmos juntos. Ela gosta dos liberais.
– Você é ridículo. – Math disse ao terminar de cortar suas unhas. – Não vai com essa camisa, né?
– Qual o problema da minha camisa vermelha do Hawks?
– Todo mundo sabe que, em primeiros encontros, nós usamos preto. E você não vai encontrar com uniforme de basquete. – revirou os olhos mas acabou pegando a camisa preta e trocou. – Combinou bem mais com esse seu shortinho de praia.
– É confortável, mano.
– Eu sei, uso sempre também. Você vai me dar carona, né?
– Vai pro George também?
– Vou encontrar uns amigos de História lá.
– Em quem você tá tentando aplicar da galera de História, Math? – perguntou e Matheus lhe jogou um travesseiro, rindo em seguida.
– Bruno. Qualquer dia, te apresento. – Deu uma piscada e riu, pensando em como o melhor amigo tinha facilidade de se relacionar com pessoas de diferentes nichos da faculdade.
Aquilo só podia ser um dom. arrancou com o carro enquanto Matheus era responsável pela playlist até o Bar do George. não sabia como, mas sabia toda a letra de todos os bregafunks que existiam na playlist do melhor amigo. Convivências.
– Você deveria aprender a dançar bregafunk. – Matheus falou assim que estacionou na frente do George enquanto tamborilava os dedos som de Surtada.
– Eu aprendi da última vez que fui a Recife. – Revidou e o melhor amigo o encarou, como se duvidasse. – Tá duvidando?
– Depois daqui, a gente vai pro Inferninho. Quero só ver.
– Apostado. – Sorriu e desligou o carro.
chegou.
– Puta que pariu. – Resmungou ao escutar o barulho do carro sendo travado. – Me atrasei, né?
– Belo início de quarto. – Math respondeu baixo, fazendo referência ao jogo de basquete.
encarou com um sorriso nos lábios e Matheus deixou o amigo sozinho assim que atravessaram para o bar. se aproximou da mesa que dividia com outra garota na calçada, que conseguiu reconhecer de vista. Era , do curso de História, que vez ou outra trabalhava em uma biblioteca antiga próxima à universidade.
– Boa noite. – Falou, chamando a atenção das duas.
sorriu para amiga e levantou-se rapidamente.
– Oi! E tchau. – Riu – Vou sentar com meus amigos, fica à vontade.
– Obrigado! – Respondeu e a japonesa lhe deu um beijo no rosto antes de virar as costas e sair. – Muito atrasado?
– Relaxa, que quis chegar mais cedo.
– Então... Vamos a negócios? – Perguntou e respirou fundo, colocando o cacho que caía sobre o rosto atrás da orelha.
– Posso pedir uma cerveja antes?
– Você bebe cerveja? – Perguntou, fingindo estar assustado, e levantou a mão para o dono do bar. – Fala, doutor!
– Grande ! A de sempre?
– Pode descer.
– A de sempre? – perguntou com a sobrancelha arqueada.
– Brahma Chopp. – o encarou e ele riu, passando a mão pelo cabelo. – Você não bebe Brahma?
– Fresh, não. A Chopp é universal. – sorriu e percebeu que não precisava manter a pose de homem enjoado pelo restante da noite.
Favacho era uma mulher que não era difícil de lidar. A cerveja chegou, os dois começaram a jogar conversa fora e pareceram esquecer do que realmente tinham que conversar até que deixou cair seu anel no chão e esticou-se para pegar rapidamente, prestando atenção no tênis que usava. Um Jordan IV, edição especial. Basquete.
– Bonito seu tênis. E ele lembrou de uma coisa.
– Já sei, já sei. E realmente é bonito, assim como o dono. – riu, mas não negou. – Você quer que eu jogue por esse negócio de atlética?
– Sim. – respirou fundo. – E, em troca, eu te ensinaria Direito Civil. Onde e quando você quiser.
– A deusa do Direito Civil de Athena quer ensinar um mero mortal como eu?
– Em troca dos seus dons em quadra.
, – Pela primeira vez na noite, chamou-a pelo apelido. – eu realmente não me sinto confortável em fazer parte desse negócio que só vejo playboy participando.
A feição de mudou completamente, ela realmente sabia que era difícil mudar a imagem errada que algumas pessoas tinham do que era atlética, mas isso não a impedia de ficar triste ao escutar comentários como aquele. Era como se todo o trabalho que realizava com seus amigos ali dentro fosse lixo. , percebendo a feição da menina e a forma como ela começou a cutucar as unhas, completamente desconfortável com o clima que tinha instalado-se ali, respirou fundo e, contra tudo o que passava pela sua cabeça, soltou.
– Mas posso colar em um treino e ver como isso funciona. Tá bom para você?
sorriu e, sem pensar, bateu palminhas de felicidade.
Ao ver a cena, sorriu também.
– Te passo o horário de treino mais tarde. – E os dois terminaram de beber o que restava do que deveria ser a sexta cerveja da noite.
– Ei! O que você vai fazer depois daqui? – perguntou e apontou para a mesa que estava um pouco mais afastada da deles, seguiu com o olhar e percebeu que era a mesa onde o seu melhor amigo estava e onde a menina que estava com quando ele chegou também estava.
– Depende de . Eu vou para onde ela for agora. – riu e levantou a mão.
Rapidamente, George chegou à mesa, trocando a cerveja vazia por uma nova geladíssima.
– A saideira. – Falou e concordou, observando-o encher seu copo. – Acho que sua amiga deve sair com a galera com quem meu melhor amigo se enxeriu.
– Quem é seu melhor amigo?
– Matheus Petrone, aquela benção ali. – Apontou e conseguiu reconhecer o rapaz.
– Sério? – Perguntou surpresa e torceu para que ela não fizesse nenhum comentário maldoso sobre o amigo. – Math é o melhor ponteiro do meu time! Ele é um semestre antes do nosso. – respirou aliviado, e deu um gole na cerveja.
– Ele gosta dessas presepadas de atlética e vôlei. – Os dois riram. – Acho que vamos acabar saindo juntos daqui então?
– Ei! – Escutaram Math gritar e, logo, ele e estavam na mesa dos dois.
– Vamos para o Inferninho. – decretou. – Entrada grátis até 23:30.
– Que horas são? – perguntou e olhou pela primeira vez o celular, reparando na quantidade de mensagens de Thiago que tinha recebido.
– Me dê isso aqui. – puxou o celular da mão da melhor amiga. – Caralho! 23:18. O pessoal ali já chamou o Uber, mas não dá para todo mundo.
… – Math começou e levantou a mão.
– Já entendi. Vamos, vamos.
pagou a conta enquanto Matheus e fofocavam alegremente sobre um assunto que ninguém mais sabia e tentava entender para onde eles iriam.
– O carro do tá ali na frente. – Math avisou enquanto destravava o veículo.
– Você vai dirigir? – perguntou com a testa franzida.
– Não começa. – pediu, formando um bico em seus lábios, e entrou na parte de trás do carro, junto de Matheus. – Vai aí na frente, nem é nosso motorista pra ir sozinho na frente. – Matheus encarou a japonesa e os dois sorriram, cúmplices.
nem conseguiu retrucar e rapidamente entrou no carro.
– O cinto, madame. – Foi a última coisa que disse antes de arrancar com o carro.
segurou no banco e fechou os olhos depois do segundo sinal vermelho que o rapaz ultrapassou.
– Santa mãe do céu. – Murmurou quando o menino fez uma baliza rápida e perfeita na vaga que tinha do outro lado da rua da boate.
– Entregues. Que horas são?
– 23:27. Obrigado. – Matheus agradeceu e desceu do carro junto de .
– Acho que vou vomitar. – falou assim que abriu a porta para ela.
– Pare de graça. Já pensou se suja todo meu tênis? Ou pior, o seu. – Disse e a menina sorriu, pulando para fora do Jeep Compass. – Aliás, belo tênis. Igual à dona. – piscou e sorriu, percebendo que a negra tinha ficado sem fala. – Vamos!
– Vamos. – Respondeu e entrou ao lado do basqueteiro na boate.

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adorava ir ao Inferninho às sextas e sentia saudade de frequentar o lugar.
Thiago não gostava de ir porque “não era lugar que a galera dele frequentava”, então eles sempre iam para o Cêbê e, depois, para alguma casa noturna que tocava sempre as mesmas coisas: pagode e sertanejo universitário. Era bom estar de volta no Inferninho, pensou assim que passou a mão pelas costas da menor, conduzindo-a para a pista de dança, onde o melhor amigo estava com e mais umas cinco pessoas.
– Volto já. – falou e sumiu por entre os corpos dançantes.
ficou na frente da melhor amiga com um sorriso no rosto.
– Tá sorrindo por quê?
– Rolou?
– Que rolou o quê, garota! Profissionalismo aqui. E tem o Thiago também.
– Ah, parou. Por isso, não vou lhe devolver o seu celular tão cedo. – resmungou.
, meu amigo tem chances? – Math perguntou e gargalhou, acompanhado de .
A menor apenas riu envergonhada e não respondeu.
– Quem cala consente.
– Olha, no Direito Civil quando uma...
– Já tá falando disso? – chegou, fazendo a menina se assustar e os outros dois olharem um pro outro, receosos de ele ter escutado algo. – Sem Direito Civil hoje, eu imploro. – Os três se entreolharam e Matheus puxou para lhe acompanhar. – Fui pegar água para você.
– Ah, obrigada! Nem precisava. – Agradeceu e deu um gole na garrafinha.
– Percebi. – Brincou e a menor lhe mostrou o dedo do meio.
!
!
e Matheus gritaram ao mesmo tempo para os dois melhores amigos quando a batida inicial de Surtada começou.
– Minha música! – gritou e começou a fazer coreografia do bregafunk sem perceber que era acompanhada perfeitamente por .
Nem nem perceberam que todos da rodinha em que eles estavam inseridos por causa de Math e pararam de dançar para olhá-los e até mesmo tentar imitá-los. jogou a cabeça para trás e deu uma risada como havia tempos que não dava quando virou e acompanhou-a em um passinho que ela tinha visto somente nas rodas de bregafunk em Recife.
amava Recife. também.
– Nem eu sabia que ele dançava bregafunk bem assim. – Matheus disse para que, sem que os dois percebessem, fazia um story do momento.
ama Bregafunk. Meu sonho dançar igual ela.
– Ei, eu te ensino! – Math falou e a japonesa sorriu, guardando o telefone na bolsa.
E sem nem perceber, os quatro estavam dançando todos os bregafunks que o DJ colocava. ria e divertia-se, ela adorava dançar. E estava divertindo-se fazendo os passinhos junto de e dos amigos da faculdade de , que começaram a dançar junto com eles.
No final das contas, tinha sido uma noite realmente incrível.
Os quatro saíram do Inferninho quando o relógio bateu 04:30 da manhã e Matheus já estava bem mais para lá do que pra cá. deixou primeiro em casa e esticou o melhor amigo no banco de trás, que dormia feito pedra. A japa se despediu da amiga e, antes de sair do carro, devolveu o celular de .
– Obrigada! – Gritou enquanto a menina corria para casa, gargalhando.
– Ela é louca! – disse, rindo.
– Você ainda não viu nada.
Os dois riram e, logo, parou em frente à casa dela.
– Entregue, madame.
– Você consegue levar Matheus sozinho?
– Tô acostumado. Ele vai ficar lá por casa mesmo, relaxe. Você vai ficar bem?
– Vou! – Disse ao colocar a bolsa em seu ombro.
se inclinou e deu um beijo na bochecha do basqueteiro.
– Boa noite.
– Até mais. – E ela desceu do carro, tentando andar em linha reta até sua casa.
balançou a cabeça negativamente e, logo, pulou pra fora do carro, segurando a menina que tinha tropeçado nós próprios pés.
– Cuidado, madame. – Ajudou a atravessar o jardim, e ela entregou a chave da casa para ele. – Pronto. Agora sim, entregue.
– Obrigada! – Agradeceu e fechou a porta, escutando o menino arrancar com o carro.
– Grande . – Sussurrou para si mesma e seguiu para seu quarto em uma tentativa falha de não fazer barulho pelo caminho.
tirou o tênis, deixou a roupa que usava pelo chão do quarto e entrou no banheiro, ficando bem mais do que cinco minutos embaixo do chuveiro. Vestiu sua camisola e jogou-se na cama. Antes que pudesse adormecer, mandou uma mensagem para e nem se deu o trabalho de ler as outras. Apenas adormeceu.
Ei, terça, 17h 😜”


Capítulo 3

prendeu os cabelos em um rabo de cavalo e olhou para o relógio do celular. Dali a cinco minutos, iria chegar para a primeira aula sobre Sucessões e ela não sabia o que esperar, já que ia ser a primeira vez que iriam encontrar-se pessoalmente desde a festa de sexta-feira.
não sabia se estava nervosa ou apreensiva, talvez estivesse um pouco dos dois. A única coisa que ela sabia era que sentia-se confortável ao ponto de dançar bregafunk com o rapaz, o que dizia muita coisa.
Ela só precisava saber o que era o muita.
sorriu e ajeitou a postura na cadeira assim que percebeu que ele entrava na biblioteca, estava com o cabelo bagunçado, usava seu airpod, mochila em um ombro só e carregava o Vade Mecum com uma mão como se não pesasse nada.
– E eu chego de bom grado para a minha morte.
– Zé graça. – O menino riu ao sentar. – Pega uma folha do seu caderno aí.
– Eu nem uso, tem um monte sobrando. – Sem graça pelo olhar de reprovação da menor, passou a mão pelos cabelos.
puxou o caderno da mochila e abriu na parte da disciplina, sorriu ao ver a letra caprichada do rapaz quando ele escreveu “Sucessões” no topo da folha em branco.
– O que você entende por Sucessões?
– Direito dos mortos.
– Basicamente, é isso. Marca seu vade e escreve no caderno o número do artigos, eles estão previstos no 1.784 a 2.027 do Código Civil.
– Como você sabe eles de cabeça? – Perguntou, realmente surpreso.
era do sétimo semestre, o mesmo que a negra, mas eram de salas diferentes. assistia, vez ou outra, algumas aulas na sala dele porque acompanhava o professor de Direito Civil V, já que era monitora da disciplina, mas nunca tinha tocado-se da facilidade de memorização da garota.
– Eu só gosto. – Disse e levantou os ombros. – Olha, faz uma notinha aí que é importante: o direito à herança não está tutelado no Código Civil, mas sim no artigo 5º, XXX, da Constituição Federal.
– Anotei. – Falou enquanto escrevia atentamente a nota. – Basicamente, o fundamento do direito sucessório é a propriedade, né?
– Isso! Você lembra quais e quantas são as classificações da sucessão?
– Duas? – Chutou e balançou a cabeça negativamente, o menino bufou e mordeu os lábios.
– Quatro. Se você entender as classificações iniciais, tudo fica mais fácil.
E então começou a explicar pacientemente as quatro classificações das Sucessões. se sentiu confortável e interrompia-a sempre que achava necessário ela voltar a explicação ou repetir para a negra o que tinha entendido do assunto.
– Você entendeu! – sorriu e o menino a encarou com uma expressão de felicidade.
– Não sou tão burro, afinal.
– Pare com isso! Ei, antes da gente prosseguir, vamos comer alguma coisa?
– Pra já!
Os dois saíram da biblioteca e, antes que pudessem chegar na enorme área do refeitório da universidade, onde tinham diversas barracas de comidas, escutaram vozes alteradas vindas dali. Vozes conhecidas.
– É Matheus. – disse e correu junto dele para o refeitório.
Ali, viu o que não queria ver. Matheus estava sozinho trocando ofensas com um cara que detestava que, infelizmente, era melhor amigo de Thiago, e estava cercado de outros homens detestáveis que andavam com o engenheiro.
– Você me deixe passar, visse?! – Matheus manteve a voz firme.
– Ou então tu vai fazer o quê?
– Ele, eu não sei não, mas eu quebro você, macho. – entrou e botou a mão no peito de Oliver.
Thiago encarou o basqueteiro e, em seguida, percebeu que o acompanhava.
– Ninguém estava falando com você não, cara. – Thiago se meteu. – O problema é entre os dois.
– Eu falei contigo em algum momento? Pelo visto, seu amigão aí deve precisar de muita ajuda, porque ele se garante tanto que precisa de uns quatro machos acompanhando ele pra qualquer lugar onde ele vai.
sabia perfeitamente o que ia acontecer porque já tinha ido em festa com aqueles caras e era de lei eles arrumarem confusão.
Oliver empurrou pelo peito, mas ninguém contava que, rapidamente, o homem fosse revidar. Em segundos, já estava com seu braço direito ao redor do pescoço de Oliver Novaes, sem dar chance para ninguém lhe segurar.
, , solta ele. – pediu para o homem que encarou-a vermelho, bufando de ódio. – Por favor.
, não se me…
– Cala a boca, Thiago! – Elevou a voz pela primeira vez para o ficante. – , solta ele. Não se suja por isso, você sabe mais do que ninguém que não vale a pena.
, solta ele. Por favor, mano. – Matheus pediu.
apertou ainda mais Oliver, fazendo o loiro bater com a mão no braço do basqueteiro que, em seguida, jogou-o para frente.
– Eu realmente não fazia ideia de que era com esse tipo sujo de gente que você se metia. – foi ríspido e Matheus o puxou pelo braço, tirando o melhor amigo dali.
não teve nem forças para retrucar as duras palavras de . No final das contas, era verdade. Ela praticamente namorava Thiago e, sempre que saía com ele, aqueles caras estavam por perto.
– O que foi isso, ? Você e ?
– Eu e nada. Tome tento, viu? – Deu as costas para Thiago, que segurou seu braço. – Me solte! Não quero ficar nem mais um tempo aqui com esse bando de homem homofóbico que não tem nem vergonha na cara de estar fazendo perseguição com os outros.
– Ah, para, né, . Vai dar uma de defensora de coitado agora?
– Cala a porra da boca, Oliver, que ninguém falou contigo aqui. Se eu soubesse, deixava dar uma surra em você.
– Olha o jeito que sua namoradinha tá…
– Não sou namoradinha de ninguém, seu babaca. – Vociferou e deu as costas para o grupo, mas percebeu que Thiago andava atrás dela.
subiu as escadas sem se dar o trabalho de olhar para trás. Assim que entrou na biblioteca, deu-se conta de que nenhum material de estava lá. Pelo menos, ele tinha levado o caderno com as anotações. Rapidamente, guardou suas coisas e, ao sair, Thiago a esperava no corredor.
– A gente já pode conversar?
– Não temos nada para conversar, Thiago.
Baby, não faz assim. Eu nem sei o porquê de você se estressar com a situação. Desde quando você se importa com Matheus?
– Desde quando eu preciso ser amiga de alguém para ficar incomodada contra essa babaquice e homofobia que vocês estavam fazendo? E ele é meu amigo. Assim como .
– Ah, eu vi a grande amizade nos stories da . Bela dupla de bregafunk, né? – fuzilou o homem com o olhar.
– Você pare com essa pré-crise de ciúmes que nem motivos para isso tem. E isso não é motivo para você ser conivente com essa perseguição que Oliver faz com Matheus, e não é de hoje isso. Já ouviu falar que, quando você é conivente com a opressão, você está do lado do opressor?

– Não tem , Thiago. Só quero ir pra casa, me deixe.
puxou seu braço e desceu as escadas o mais rápido que podia, antes que alguém visse as lágrimas inconvenientes que molhavam-lhe a face. A menor limpou o rosto com a palma da mão e, por sorte, chegou ao ponto de ônibus na hora em que o seu passava. Subiu apressada e nem percebeu que , que estava na porta do estacionamento esperando ter passagem para sair com o carro, assistia toda a cena.

🏀

O corpo de fervia. Ele odiava quando aquelas coisas aconteciam com seu melhor amigo.
Os dois se conheciam desde o ensino fundamental, cresceram juntos e eram como irmãos. Matheus o ajudou no pior período de sua vida, assim como ele foi o braço direito do amigo quando ele resolveu assumir-se para a família e seus avós o rejeitaram. Mas Matheus era sortudo porque tinha pais incríveis que aceitavam e tinha ao seu lado.
era como se fosse seu irmão mais velho. Desde que Matheus lembrava, não tinha um momento em que o basqueteiro não o protegesse, inclusive em brigas. Eles eram assim.
– Não tinha necessidade de falar daquele jeito com . Ela tava desesperada, você viu?
– Não. – Foi ríspido e bateu a porta do carro, dando um soco no volante.
– Pare com isso, visse? E trate de se recompor. A gente já sabia que, mais cedo ou mais tarde, essa trupe da engenharia ia aprontar.
– Bando de filha da puta, isso sim. Comigo, não botam banca, né? Bando de frou…
– Já conversamos sobre essas palavras.
– Desculpa, tá? Eu to puto! Muito. Que desgrama. Por que eles têm de estar perseguindo os outros? – Matheus deu de ombros e ligou o carro, dirigindo para o portão de saída da universidade que ficava ao lado da parada de ônibus.
detestava aquilo, atrapalhava toda a saída.
– É ali? – Matheus perguntou ao ver a menina limpar o rosto desajeitadamente com a palma da mão enquanto tentava segurar seu Vade Mecum e a bolsa com o outro braço.
– É…
– Ela tá… – Antes que pudesse continuar, fez sinal e entrou rapidamente no ônibus que parava no ponto. – Chorando. Merda, ! – Socou o ombro do melhor amigo. – Menos de três dias e você já fez a menina chorar.
balançou a cabeça negativamente e arrancou com o carro, cortando o outro ônibus que iria parar na parada. Deixou Matheus na porta de casa e seguiu o caminho até a sua. Assim que o portão da sua garagem abriu, estacionou perfeitamente e entrou sem trocar palavras e muito menos olhares com sua mãe, que assistia televisão na sala. Bateu a porta do quarto e jogou-se na cama.
– Cambada de filha da puta. – Reclamou sozinho e colocou seus airpods, aumentou no máximo e deixou Fall Out Boy levar seus pensamentos para longe.
levantou da cama, tirou a camisa e sentou na sua cadeira de estudos. Ele precisava ficar calmo consigo mesmo antes de ver o que faria para desculpar-se com . Matheus estava certo, ele tinha sido duro demais. pegou o seu caderno de desenhos e começou a rabiscar.
Nem viu o tempo passar, muito menos sentiu fome. Pegou o celular para ver as horas e sorriu com o nome que estava na notificação de mensagem. Era .

“‘Quando quatro fascistas estão reunidos em uma mesa de bar e você não se levanta, você acaba sendo um deles.’ Fique bem, . Desculpe também. 😕”

leu a mensagem inúmeras vezes e não sabia o que responder. Era ele quem tinha alterado-se e falado coisas ruins, o único erro dela era estar com Thiago e só.
Ele era o errado, mas ela quem estava pedindo desculpas.
respondeu um “ok” e arrependeu-se pelo resto da noite por aquela resposta.


Continua...



Nota da autora: "Oii! Fico muito feliz de vocês lerem até aqui. Essa é a minha mais nova história e eu estou bastante animada com esse desenrolar. O que vocês acham que ela deveria fazer, hein? Grande beijo!

Ah, se ficar mais fácil a comunicação, sigam meu Twitter @giiobfics, também tenho um grupo no Whatsapp (https://chat.whatsapp.com/H6uRoj7J6J4IemOFRX9UOO) e outro no Facebook, (https://m.facebook.com/groups/1087325781301889) e um Instagram só para falarmos de fics (https://www.instagram.com/giobfics/) então qualquer coisa é só chamar. Sejam muito bem vindas. 💛"

Qualquer erro nessa fanfic ou reclamações, somente no e-mail.


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