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Última atualização: 22/03/2020

Prólogo

Durante as primeiras horas de um sábado, Harry Potter descansa tranquilamente em seu quarto na rua dos Alfeneiros número 4. Se alguém pudesse observá-lo naquele instante, poderia jurar que o garoto teria uma boa noite de sono. Contudo, aquela tranquilidade logo desapareceria. O motivo era simples; longe da rua dos Alfeneiros, em povoado de Little Hangleton, Fraco Bryce estava prestes a descobrir que meter o nariz onde não é chamado, tem grandes consequências.
Na antiga residência dos Riddle, Voldemort se encontrava acomodado em uma poltrona velha. Dois convidados o acompanhavam e, juntos a eles, um par de olhos curiosos observavam os intrusos silenciosamente.

— Me leve para mais perto do fogo, Rabicho - Franco escutou uma voz tímida e temerosa e logo em seguida viu de relance um homenzinho. De costas para porta, ele empurrava a poltrona conforme lhe pediram.
— Onde foi Nagini? - a voz sibilou de maneira fria.
— N...não sei, milorde - o homenzinho balbuciou, nervosamente. — Saiu para explorar a casa, acho…
— Você vai ordenhá-la antes de nos recolhermos, Rabicho! - disse a primeira voz e nesse momento, uma terceira se fez presente. Franco notou um caminhar sutil até a lareira.
— Se me permite, Milorde - a voz era feminina e um sotaque que Franco não conseguiu definir. Contudo, o jardineiro percebeu que aquela voz não demonstrava nem um terço de medo quanto o homenzinho que havia empurrou a poltrona. — Rabicho não se dá bem com a cobra. Deixaria metade do veneno de Nagini inutilizável.
— Ah, minha criança - sussurrou. — Venha cá - a garota se aproximou da poltrona sentando-se ao chão. — Você está certa. Confiarei essa tarefa à você. Vou precisar me alimentar durante a noite. A viagem me deu uma enorme canseira.

De testa franzida, Franco inclinou o ouvido mais perto da porta entreaberta para assim, escutar melhor. Houve uma pausa e, em seguida o homem chamado Rabicho tornou a falar.
— Milorde, posso perguntar quanto tempo ficaremos aqui?
— Uma semana - disse a voz fria. — Talvez mais. Ainda não podemos dar seguimento ao plano. Seria tolice agir antes da Copa Mundial de quadribol. Contudo... -frisou. — Creio que já está na hora de nossa garota sair de Durmstrang.
— Milorde! Não entendo a necessidade de utilizar a garota - Rabicho tremeu ao ser observado subitamente por ela.
— Estranho, Rabicho - a voz na poltrona sussurrou. — Se eu não lhe conhecesse, acharia que está tentando deixar que ela fique no seu lugar. Essa seria uma tentativa de me abandonar?
— Não! Minha devoção a milorde…
— Sua devoção não passa de covardia - a garota soltou uma gargalhada tão sombria quanto a voz do homem na poltrona. — O Lorde das trevas não está pedindo que você aja sozinho, monte de petulância - persistiu. — Apenas faça sua parte que até lá, o servo mais fiel de meu senhor, terá se reunido a nós.
— Insolente! Eu sou um servo fiel - disse Rabicho, com um levíssimo traço de aborrecimento na voz.
— O que você disse? - a garota agora tornou-se a se levantar bradando algo comprido em mãos.
— Basta os dois! - sibilou e tanto Rabicho quanto a garota, calaram-se. — Acho que ouvi Nagini. - nesse momento, Franco sentiu seu sangue congelar. Tanto o homenzinho, quanto a garota agora estavam virados para a porta e, o terceiro, emitia ruídos que o jardineiro jamais ouviu na vida. Ao notar um movimento vindo pelas costas, virou-se e viu uma coisa deslizando em sua direção. Levou alguns segundos para descobrir o que era, se enchendo de terror ao ver que se tratava de uma cobra. Uma cobra gigantesca. E então, para sua surpresa, a cobra passou reto por ele.
— Nagini trouxe notícias interessantes - os dois olharam para a poltrona. — Segundo ela, tem um velho trouxa parado do lado de fora do quarto. Escutando cada palavra que dizemos.

Franco não teve a menor chance de se esconder. Ouviu passos e em seguida a porta do quarto se escancarou. Relevando grandes olhos negros de uma mocinha.
— Convide-o para entrar, criança - a voz da poltrona tornou-se a falar. A garota deu um passo para trás e fez sinal para Franco entrar. Apesar do medo, Franco seguiu em frente.
— Você ouviu tudo, trouxa? - perguntou a voz fria
— Do que foi que o senhor me chamou? - Franco perguntou desafiando-o
— Trouxa. Significa que não é bruxo - murmurou a garota que se escorava sobre a porta.
— Eu continuo sem saber o que significa - olhou para a garota. — O que sei é que já ouvi o suficiente para despertar o interesse da polícia.
— O que vamos fazer com ele, senhor? O que vamos fazer? - Rabicho tornava a falar dando pulinhos. A garota arqueou a sobrancelha.
— Tenho algumas ideias em mente, Rabicho - sibilou. — Mas primeiro, venha virar minha poltrona. Seria rude não encarar o convidado.

Franco havia perdido sua total coragem quando viu o que havia na poltrona. Voldemort sorriu largo.
— Satisfeito, trouxa? - Franco tremia. — Agora, que tal se divertir um pouco, Nagini?

A imagem que Franco teve foi a mais amedrontadora possível. A cobra que havia visto antes, vinha em disparada em sua frente. Mas antes que pudesse reagir, uma relâmpago de luz verde se aproximou e, Franco Bryce desabou. Aprendendo de uma vez por todas, que quem muito procura, acha.
E assim, a quilômetros de distância, Harry Potter acordou sentindo uma dor alucinante em sua antiga cicatriz.


Capítulo 1 - A Copa Mundial de Quadribol

Eillen Malfoy era uma bruxa genuína. Com apenas 14 anos de idade, já tinha em seu currículo, feitos extraordinários. Esses feitos, contudo, se dariam por causa de uma educação rigorosa. Quando a garota tinha idade suficiente para frequentar a escola de magia, seu tio Lúcio Malfoy, tivera uma conversa com um antigo amigo. Igor Karkaroff, o diretor Durmstrang. Lúcio fez com que Karkaroff aceitasse de bom grado sua sobrinha como uma exceção na sua escola para garotos. O diretor, é claro, jamais diria não para uma oportunidade tão digna de ser recompensada. Embora, certamente não esperasse que a garota fosse tão brilhante. Ela se destacava em inúmeras disciplinas, como por exemplo, aula de poções e artes das trevas. É claro que, a pequena Malfoy tinha de quem herdar tais talentos.
encontrava-se em frente a mansão na qual passou grande parte de sua infância. Localizada em Wiltshire, ao sudeste da Inglaterra, a mansão era uma casa antiga e nobre, na qual viveram gerações e mais gerações de Malfoys. Aproximou-se da porta e ao abri-la, estranhou o fato do elfo doméstico não estar de prontidão para pegar suas malas. No lugar dele estava sua tia, Narcisa Malfoy.

— Bem-vinda,querida - a mulher falou abraçando a sobrinha que retribuiu sem muito grado.
— Onde está Dobby? - o sotaque búlgaro da garota não passou despercebido por Narcisa que arqueou a sobrancelha, antes de falar o que havia acontecido com o elfo doméstico da família. — Me admira que tio Lúcio tenha caído em um truque ridículo.
— Sim, querida, mas com tudo que seu tio teve na cabeça.... - Narcisa tornou a dizer. — Recheado de frustrações. Jamais imaginaria que o filho dos Potters teria tamanha audácia.
— Compreendo - pegou as malas e seguiu para a escadaria da mansão. — Creio que meu quarto continua intacto?
— Perfeitamente - a mais velha respondeu e a subiu para o outro andar.

Antes de chegar no seu quarto antigo, vacilou em frente a uma porta. O quarto de Draco. A garota parou por uns segundos e antes que tivesse a audácia de abrir a porta, uma voz no andar de baixo chamou-lhe atenção.

— Chegamos, mamãe - a voz do primo era incomparável e então passos vinham rápido pelo escadas. escorou-se na parede, preparada com seu sorriso mais malicioso. Os passos estavam cada vez mais próximos e quando os pés finalmente chegaram ao topo, Draco vacilou. Merda, pensou o garoto.
— O que você está fazendo aqui? - o loiro piscou algumas vezes antes de perceber quem estava no corredor. Já fazia um tempo que não via a prima. Desde de sua partida, havia permanecido em Durmstrang até mesmo durante suas férias, e Draco tinha que confessar; a prima estava um tanto diferente.
— É assim que você me dá as boas-vindas? - a garota se aproximou do primo e Draco permaneceu estático. Mas antes que pudesse falar ou fazer qualquer coisa, notou que outra pessoa subia a escada. — Tio Lúcio! - a garota se desvencilhou do primo e apressou-se para abraçar o tio. A garota nutria um carinho enorme pelo homem, que só não era maior daquele que sentia por seu pai; Severo Snape.
— Vejo que aceitou meu convite para a Copa Mundial - Lúcio falou e não deixou de notar a cara de espanto que seu filho fez, ao ouvir tais palavras.
— E teria como recusar? - piscou ao se afastar do abraço do tio. — Agora vou para meu quarto. Creio que ainda tenho algumas horas antes de irmos, certo?
— Corretíssima - Lúcio falou, mas a garota já lhe havia dado as costas e voltava a andar pelo corredor.
— A propósito - virou-se para trás e Draco não pode deixar de reparar mais ainda na garota. Seu cabelo crescera bastante desde a última vez e seu olhar estava cada vez mais marcante. Se é que isso era possível. Lúcio por sua vez, jurava ter visto o fantasma de sua irmã naquele momento. — Foi absolutamente estúpido perder Dobby daquela maneira - e virou-se de volta. Draco avermelhou-se, como a garota ousava falar assim com seu pai? A garota, porém, não se intimidava fácil, tão pouco se importava em falar severamente com qualquer pessoa. E, claro, não admitiria que gostava do elfo.

(...)


— Lugares de primeira! - exclamou a bruxa do Ministério ao portão quando verificou as entradas do Sr. Wesley. — Camarote de honra. Suba direto, Arthur, o mais alto possível.

O grupo do Sr. Wesley, subia as arquibancadas do estádio cada vez mais alto, até chegarem ao topo da escada, onde havia um pequeno camarote armado no ponto mais alto do estádio, era situado exatamente entre duas balizas de ouro.

— Olhem só isso - Harry dizia a Rony e Hermione, extasiado e apontando para a quantidade de pessoas ali presente. Nunca estivera em uma Copa Mundial antes, tão pouco presenciou um jogo de quadribol em um estádio tão grande. Naquele momento, o quadribol em Hogwarts havia até perdido a graça.

Fred e Jorge pulavam e agitavam empolgados. Eles, juntamente de Hermione e Gina, torciam para a Irlanda. Já Harry e Rony, esperavam ansiosos a chegada de Krum, o apanhador da Bulgária.
O camarote foi-se enchendo gradualmente. Sr Wesley não parava de apertar a mão de bruxos, que obviamente eram muito importantes, e então Cornélio Fudge apareceu. Fudge cumprimentava Harry como se fosse um velho amigo, perguntou como ele estava e apresentou-o aos bruxos de um lado e de outro. Feito isso, o Ministro da Magia voltou para um bruxo búlgaro e engataram uma conversa empolgada. Falavam é claro, sobre Harry.

— Não sou muito bom com línguas - disse Fudge a Harry ao insinuar sobre a conversa com o búlgaro. — Normalmente, preciso de Bartô Crouch nesses momentos- dava tapinhas no ombro de Harry. — Ah, vejo que o elfo doméstico está guardando o lugar dele e… ah, aí vem Lúcio!

Harry, Rony e Hermione se viraram depressa. Avançando vagarosamente pela segunda fila, em direção a quatro lugares ainda vazios, bem atrás dos Wesley, vinham nada mais nada menos que Lúcio Malfoy e seu filho Draco, que estava com uma expressão que Harry nunca havia visto antes. Atrás deles, vinha uma mulher que Harry supôs ser sua mãe e uma garota com cabelos tão loiros quantos os de Draco e Lúcio. Ao olhar mais atento para menina, Harry sentiu sua cicatriz arder. Hermione e Rony notaram a reação de Potter no mesmo instante e quando viraram para ver o que Harry observava, ficaram completamente confusos. Draco tinha uma irmã? A garota contudo, não aparentava ter o mesmo olhar quanto os dos outros Malfoy. Não! Seus olhos não eram claros como os demais. Os olhos da garota eram tão escuros quanto breu, e quando ela os voltou para Harry, ele pode jurar que já havia presenciado aquilo antes.

— Ah, Fudge - disse o Sr. Malfoy, estendendo a mão em cumprimento ao chegar mais próximo. — Como vai? Acho que você não conhece minha mulher, Narcisa e nem nosso filho, Draco - apontou para seus acompanhantes.
— Como estão, como estão? - disse Fudge se curvando a Sra. Malfoy. — E essa deve ser… - aproximou-se da garota.
Eillen Malfoy - dessa vez outro bruxo búlgaro falou. — É um prazer revê-la - fez reverência a garota e ao julgar pela expressão de surpresa que Fudge mostrou, certamente ela era importante. — Desculpem minha intromissão, é claro. Sou Obalonsk, Ministro da Magia da Bulgária - cumprimentou Lúcio. — Reconheceria esse rosto em qualquer lugar. Fico feliz que a nossa seleção tenha um bruxa como você na torcida - a garota tornou a rir.
— Obrigada, senhor - apertou a mão do ministro.
— Mas é claro que o senhor conhece minha sobrinha - agora foi a vez de Lúcio falar diretamente para Fudge. — Filha da minha falecida irmã, Kathrina - o Sr. Wesley foi o próximo a arregalar os olhos.
— Mas é claro! - o Ministro apertou a mão da garota que deu um sorriso de lado. — E vejamos quem mais. Você conhece Arthur Wesley, imagino?

Foi um momento tenso. Sr. Wesley e Sr.Malfoy se entreolharam e Harry se lembrou da última vez que os vira juntos. Fudge, que não estava prestando atenção nos olhares de ambos, e então comentou:

— Lúcio acabou de fazer uma generosa contribuição para o Hospital St.Mungus. Está aqui como meu convidado.
— Que bom - Sr. Wesley disse com um sorriso muito forçado.

Os olhos de Lúcio se voltaram para Hermione, que corou de leve mas retribuiu o olhar. Harry sabia exatamente o que Lúcio pensava. Ele acenou com desdém para o Sr.Wesley e continuou a avançar em direção aos lugares vazios. Então, o que Harry menos esperava, aconteceu.

— Por Merlim, Wesley - disse Draco baixinho quando veio em sua direção. — Que foi que seu pai teve que vender para comprar lugares no camarote? - disse com desdém e Rony estava prestes a avançar no garoto, até que mãos femininas tocaram os ombros de Draco.
— Que tipo de educação você anda tendo, priminho? - falou tão arrogante quanto o primo e os outros puderam perceber que a garota tinha um leve sotaque. Búlgaro. Draco entretanto, ficou tão vermelho quanto os cabelos de Rony quando a garota falou. — Sou Malfoy. É um prazer conhecê-los - olhava fixo a Harry. — Acredito que os senhores devem ser Potter, Wesley e é claro, Granger. Meu primo falou muito sobre vocês - pontuou enquanto olhava de um para outro. — Espero que curtam o jogo - e saiu levando seu primo consigo.
— Babacas nojentos - murmurou Rony, quando ele, Harry e Hermione tornaram a virar para o campo. Naquela altura, os três tiveram certeza de que o jogo seria maravilhoso e no outro no instante, Ludo Bagman adentrou ao camarote de honra. Bagman direcionou a palavra para o ministro que lhe deu carta branca. Em instantes, Ludo puxou a varinha, apontou para a garganta e disse “Sonorus!”. E então, um “boas-vindas” em uma voz alta e clara, ecoou em cada canto das arquibancadas, apresentando os mascotes de cada time e finalmente os jogadores de cada. Começando pelos os da Irlanda. Potter, Granger e os Wesley pularam de alegria. Harry e Rony ficaram mais atentos ainda quando começou a ser anunciando o time nacional de quadribol da Bulgária.
— Por ordem de entrada: Dimitrov! Ivanova! Zograf! Levski! Vulchanov! Volkov! e, - colocou suspense na voz. - Krum!

Um vulto vermelho montado em uma vassoura apareceu. Ele voava tão veloz que se um deles piscasse, o jogador viraria um borrão. Krum disparou pelo campo e um aplauso frenético dos torcedores da Bulgária foi ouvido. Todos gritavam alto “Krum...Krum….Krum..”

— É ele, é ele - berrou Rony a Harry e ambos acompanharam Krum com o onióculo que ganharam. E, de repente, Krum se aproximou tão rápido da arquibancada onde os dois estavam, que Harry e Rony piscaram algumas vezes até entender o que estava acontecendo. Quando perceberam, os cabelos loiros da garota Malfoy estavam no meio dos dois. O que aconteceu a seguir foi o mais estranho ainda. Rony estava tão estático por Krum estar parado tão próximo, que se um deles esticasse a mão, o alcançaria. E então, a garota Malfoy se apoiou na proteção da arquibancada e saltou para Krum, que a pegou com agilidade em sua vassoura. A torcida urrava em alegria. Ambos sobrevoam o campo acenando, Harry olhou para trás e identificou os Malfoy sorrindo para a garota. Draco entretanto, permanecia fechado. Os outros jogadores da Bulgária se aproximaram de Krum e da garota e agradeceram juntos o entusiasmo dos torcedores. Ron não parava de dizer o quanto a garota tinha sorte, e Hermione perguntou para o Sr Wesley se aquilo era normal de acontecer.
— Não exatamente, querida - Sr. Wesley falava gritando para que Hermione entendesse. — Mas se essa garota for quem eu penso que é. Ela é tão boa apanhadora quanto Viktor Krum - Ron virou-se para o seu pai.
— Impossível - sussurrou.
— Não, não é - Fudge intrometeu-se. — estaria jogando na seleção da Bulgária agora, se não fosse o fato da garota morar aqui - contínuou. — A pequena Malfoy é uma das únicas meninas a estudar em Durmstrang - pontuou. — Os búlgaros estão extasiados dessa forma pois sabem quem ela é e o que ela faz. Agora vamos, vamos! O jogo já vai começar.

E assim, após Krum trazer a garota, a voz de Bagman ecoou pela arquibancada novamente em um belíssimo “Começou”.

(...)


Ao final do jogo, os Wesley, Harry e Hermione voltaram para o acampamento. Fred e Jorge comemoravam animados a vitória dos Irlandeses. Ron continuava a afirmar que a vitória foi injusta e a cada três frases ditas por ele, uma era sobre Viktor Krum e seu talento. Gina e Hermione pareciam indiferentes com os meninos. E quando Harry ria com a reação de Ron e dos gêmeos que pegavam em seu pé, um tumulto estranho acompanhando de vários gritos, se formou do lado de fora da barraca. Sr Wesley ficou atento.

— Os irlandeses estão empolgados com a vitória - Jorge comenta.
— Shiu - Sr. Wesley pediu silêncio aos garotos. — Não são os irlandeses.

A sequência de fatos a seguir foram amedrontadoras. Sr Wesley deu instruções claras aos filhos e amigos. Ambos deveriam voltar para a chave de portal, os gêmeos se encarregaram de cuidar de Gina e corriam mais à frente dos outros três. Era um tamanho tumulto, pessoas correndo de um lado e de outro, barracas pegando fogo e estranhos bruxos com máscara e encapuzados vinham murmurando palavras que o grupo não conseguiu identificar. Alguém esbarrou em Harry e o fez cair no chão perdendo a consciência e o restante do grupo. Quando Harry acordou, o acampamento estava vazio. Apavorado, Harry tentou se esconder do encapuzados, atitude essa que foi certeira, pois logo em seguida que o garoto se escondeu, um dos bruxos conjurou um feitiço que fez uma cobra gigantesca em forma de fumaça verde aparecer no céu. Saía da boca de uma grande caveira. A cicatriz de Harry doía freneticamente e tendo mais sorte do que nunca, os encapuzados se foram. Quando Harry estava sentindo que não havia mais chances, uma voz conhecida gritava seu nome.

— Harry! Harry - Hermione vinha em sua direção juntamente de Rony. Os três amigos se abraçaram forte. — Estávamos tão preocupado.
— Estou bem - Harry falava abafado pelos braços. — Quem eram aquelas pessoas?
— Harry, aqueles eram…- Ron estava prestes a falar, até que quase foram atingidos por raios vermelhos. E membros do ministério avançavam para eles gritando:
Estupefaça!

Por sorte, Sr Wesley chegou para intervir.

— PAREM! SÃO MEUS FILHOS - gritou o ruivo desesperado se enfiando frente aos colegas de trabalho. — SÃO APENAS CRIANÇAS!
— Quem conjurou aquela marca? - Bartolomeu Crouch apontava a varinha para os três bruxos. Depois daí, muitas coisas tiveram que ser explicadas.

(...)


verificava pela última vez se havia pego todas as coisas da lista da escola nova. Vestiu suas vestes, pegou seu malão e assobiou para que , sua coruja. A coruja então, pousou agilmente em seu ombro. Um barulho na porta do quarto foi ouvido e a Malfoy virou-se.

— Entre - falou e a porta se abriu revelando duas pessoas.
— Pegou tudo? - Snape encontrava-se parado na porta junto de Tom, o dono do Caldeirão Furado.
— Sim, senhor - aproximou-se de seu pai trazendo as malas consigo. — Obrigada pela hospedagem - agradeceu a Tom.
— Deixe me ajudá-la, senhorita - Tom apressou-se para segurar a mala da garota, escapando por pouco de uma bicada da coruja e seguiu pelo corretor. fechou a porta atrás de si e tornou a andar junto de seu pai.
— Seu tio nos espera lá embaixo - pousou a mão sobre o ombro da garota, aquele que a coruja não ocupava. — Creio que você não vai querer utilizar o expresso Hogwarts, correto?
— Corretíssimo. Prefiro o jeito que estou acostumada - sorriu para o pai

Quando a dupla foi ao andar de baixo, a figura do segundo Malfoy foi vista. Lúcio se aproximou da sobrinha que soltou , segurou firme o malão que Tom trouxera e tanto Severo quanto Lucio seguravam firme os ombros da menina.

— Pronta? - Snape perguntou a garota
— Como nunca - disse com sorrindo. E então os três aparataram.

Hogwarts era maior que Durmstrang, tinha que admitir. O castelo estava centralizado em cima de montes de terras e rochedos. Tinha terrenos vastos, um lago e pode jurar que uma das mais densas florestas que ela já vira.
Todos os outros alunos da escola já haviam chego e pelas instruções de seu pai, se encontravam no Salão Principal. Um homem magricela, de cabelos cinza e uma pele o tanto quanto pálida, junto de uma gata horrenda, se encontravam frente a uma grande porta de carvalho. Porta essa que descobriu ser mais tarde, do Salão Principal. Snape se direcionou até o homem e falou algo em seu ouvido. O homem então se apressou para entrar no Salão e em segundos seu pai já havia voltado a se posicionar ao seu lado, junto de seu tio.
Dentro do Salão, Potter e seus amigos escutavam atentos às palavras do diretor:

- Atenção todos por favor... antes de darmos início ao banquete, gostaria de dizer algumas palavras. Não é muito comum as escolas de magia fazerem transferência. Contudo, devido a alguns fatos envolvidos, tenho o prazer de receber uma nova aluna. Filha de nosso querido professor de poções, Severo Snape, por favor recebam a senhorita Eileen Malfoy.

Todos os alunos ficaram surpresos. Ouvia-se vários comentários engraçados: “quem teve coragem de ter um filho com Snape?” “A garota deve ser tão chata quanto o pai” “imagina como ela deve se aparecer” “Malfoy, pq Malfoy?”. Contudo, o trio da grifinória estava estático em seus lugares, mais confusos do que nunca. Sabiam que a garota era prima de Malfoy, mas filha de Severo Snape? Aquilo era no mínimo estranho. Mas, não tiveram muito tempo para agir, pois logo as grandes portas de carvalho foram abertas; Lúcio Malfoy, Severo Snape e vinham pelo corredor do Salão Principal.
A primeira coisa que Harry notou, foi o olhar que a garota posou sobre ele. Era confuso, Harry então se tocou de onde conhecerá o olhar da garota antes. Ele era igual ao do pai.
Draco, por sua vez, se irritou com as piadinhas de seus amigos a respeito da prima. Mas não deixou de se perguntar que diabos a garota fazia ali.
, prestava atenção em todos e em tudo. E apesar de não admitir, ela havia se admirado com as milhares de velas que iluminavam o lugar. Os demais alunos permaneciam sentados na mesa de cada casa e bem ao centro, embaixo da mesa que notou ser dos professores, se encontrava um chapéu velho, roxo e surrado.
O chapéu seletor.


Capítulo 2 - A Garota de Durmstrang

No fim a cerimônia de seleção não demorou, considerando que os alunos do primeiro ano já haviam sido selecionados para suas casas quando chegou ao salão principal.
Não houve surpresas quando o chapéu seletor declarou, em alto e bom tom, que a casa de destino da garota seria a Sonserina. O que surpreendeu a todos havia sido o tempo que o objeto tomou para escolher a casa. Analisou as características da garota e sequer contestou uma palavra do chapéu mágico - nem mesmo quando, por um breve momento, ele considerou a Grifinória.
sabia qual era sua casa de destino. Sonserina era a casa de seu pai e de sua mãe, bem como de toda a família Malfoy. Não havia para ela outro lugar que não aquele e aquela era sua certeza.
Os olhos negros da menina pousaram em seu primo, Draco, que tentava de todo modo esconder sua surpresa em tê-la ali - falha tentativa, devemos pontuar - e ela seguiu seu caminho até ele, sem sequer olhar para o trio, que na mesa do outro lado do salão a encarava de modo curioso.
A garota tomou seu lugar ao lado de Draco, enquanto Dumbledore proferia mais meia dúzia de palavras para recepcionar os alunos naquele novo ano. Observou o pai à mesa dos professores. Tinha a mesma feição há longos minutos. A feição neutra que todos os alunos de Hogwarts bem conheciam, mas que para não era tão familiar. Diferente do que ocorria nos corredores da escola, com a filha, Severo tinha feições mais brandas. Sorrisos eram raros, isso era um fato, mas ainda era a pessoa em todo o mundo que mais havia visto o homem sorrir. E para a menina era no mínimo incomum ver o pai daquele modo.

- Mas o que, pelas barbas de Merlin, você está fazendo aqui? - Draco tinha a voz baixa, já que não precisa que todo o grande salão soubesse que ele não estava informado sobre os planos da família Malfoy.
- Ora priminho, achei que tivesse escutado. Eu fui transferida e… - não houve tempo de finalizar sua frase, com um tom especial de sarcasmo, por que Draco a interrompeu.
- Isso eu entendi, mas por que você foi transferida para cá? - questionou de maneira impaciente. Conhecia a prima muito bem para saber que um de seus passatempos favoritos era irritar Draco sempre que possível. O que não era difícil, já que ele estava sempre predisposto à irritação com seu ego frágil.
- Essa não é uma conversa para termos aqui, priminho. Se é que você entende o que quero dizer - a garota se virou para pegar um bolinho e ouviu o garoto bufar frustrado.
- E como é que chegou aqui afinal? Tenho certeza que não estava no trem - a menina deu de ombros encarando o que tinha em mãos em uma tentativa de decifrar de que sabor era.
- Aparatação - respondeu simples e Draco franziu o cenho.
- É claro que não. Não é permitido aparatar em Hogwart. - Draco começou a se sentir feliz por ter a chance de desbancar a prima, mas quando viu o sorriso lateral em seu rosto ele soube que não gostaria da resposta.
- Eu tenho meus privilegios, Draco. Dumbledore permitiu - nesse momento fez questão de encarar o rapaz só para vê-lo ficar vermelho de raiva, e isso não demorou muito a acontecer.

Tornou a olhar para frente e dessa vez notou os olhos de Potter sobre ela. Lhe arqueou uma sobrancelha fazendo o garoto perceber que havia sido pego.
Hermione que se encontrava ao lado do garoto o cutucou fazendo-o soltar um murmúrio insatisfeito.

- Pare de encará-la. Snape está de olho em você - Mione usou o tom mais baixo que pôde, mas poderia ter gritado, já que Harry se virou sem descrição alguma para encarar o professor que tinha os olhos repousados sob Potter. Houve uma pequena alteração em sua feição, mas aquela pequena alteração deu a Snape ainda mais cara de insatisfeito com o que Harry fazia.

O garoto se virou para frente, encarando Rony que comia como se a qualquer momento a comida do mundo pudesse acabar.

- Maldito, Potter - a voz de Draco ecoou ao lado de e ela encarou o primo. - Se dependesse de mim nem ele, e nem aquela escória que está sempre com ele estariam aqui. - as bochechas de Draco agora tomavam tons de rosado, indicando toda a raiva que o garoto sentia. revirou os olhos e a ação não fugiu aos olhos do garoto Malfoy - O que foi? Vai me dizer que foi com a cara do Potter e de seu bando de sangues ruins? - Draco tinha deboche em sua voz, e fez com que Crabbe e Goyle, os capachos de Draco, rissem baixo por medo de que os escutasse. Definitivamente, os olhos negros da garota causavam arrepios na coluna de ambos.
- Eu só acho que você se importa demais com eles e com o que fazem ou deixam de fazer. Talvez se você se ocupasse um pouco mais em melhorar no quadribol, não teria tanto tempo livre para se preocupar com eles, priminho - a resposta de claramente não agradou Draco, nem o fato de que ela fez algumas pessoas rirem dele, mas acabou por ser provocação suficiente para uma noite entre os primos.
- Atenção alunos! - a voz de Dumbledore ressoou por todo o salão e aos poucos o silêncio tomou conta do local para que todos pudessem escutar o que o bruxo de longos cabelos e barba branca tinha a dizer. - Obrigado - Dumbledore tinha um pequeno sorriso que parecia empolgado em seus lábios e o olhar entregava que o tinha a dizer a seguir era, com certeza, algo que animaria os alunos. Porém seu aviso de que a floresta proibida, era - para a surpresa de nenhum aluno do que já tivesse passado do seu primeiro ano - proibida, não condizia com sua animação. Então aguardou atenta o anúncio de Dumbledore. - Esse ano não realizaremos a copa de quadribol entre as casas - os murmúrios descontentes se seguiram por todo o salão, mas o bruxo mais velho apenas os ignorou dando continuidade a fala. - Isso se deve ao fato de que em outubro um evento muito especial terá início, e se seguirá por todo o ano letivo, demandando muito de nossos professores, mas garanto que vão o apreciar tanto quanto a copa. Quero anunciar que esse ano, Hogwarts vai… - e não houve tempo para que terminasse sua fala.

Ao mesmo tempo que as portas do salão se abriram, uma forte trovoada foi ouvida e depois de mais um clarão, conseguiu ver quem era o homem parado a porta.
O desconforto tomou conta da garota. Ela sabia da chegada dele, porém não notou que seria mais cedo que o esperado.

- Aquele é o Moody? Olho-tonto-Moody? - ouviu alguém questionar pouco mais a frente na mesa, mas não notou quem era, estava concentrada demais no recém-chegado.

Durante todo seu caminho até aonde Alvo se encontrava, Alastor teve a atenção de , que se dividia entre o desconforto e repúdio. Que não gostava dele era um fato que estava claro para qualquer um disposto a ver, e a garota tinha suas boas razões para aquilo afinal. Em dado momento, depois de trocar duas ou três palavras com Dumbledore, Olho Tonto se dirigiu a mesa dos professores e ao se virar, ambos os olhos focaram na garota. Um sorriso torto se formou nos lábios dele, mas não era felicidade, era uma mistura entre o sarcasmo e o desgosto, deixando claro que os maus sentimentos eram mútuos entre eles.

- Como eu ia dizendo… - retomou Dumbledore tendo novamente a atenção dos alunos. - Esse ano Hogwarts vai sediar um evento que a muito não acontecia. Tenho o prazer de informar, que este ano realizaremos o torneio tribruxo em nossa escola - dito aquilo, as conversas retomaram. Houveram urros empolgados e conversinhas sobre o que era o citado torneio. Todos pareciam muito empolgados e não podia negar que também estava.

Dumbledore iniciou uma explicação detalhada sobre o que era o torneio, para todos aqueles que não estivessem informados, e a atenção de foi novamente ao recém chegado sentado a mesa dos professores no exato momento que ele abria um pequeno cantil e tomava de seu conteúdo, seguido de uma careta. poderia apostar todos seus galeões que aquilo não era suco de abóbora.
Os olhos dele tornaram a pousar sobre a garota e ele estendeu o cantil com um sorriso sarcástico nos lábios, ao que a garota apenas respondeu com um revirar de olhos, levando os mesmos a seu pai. Snape olhava a filha com atenção tentando desvendar o olhar que a filha tinha. Não sabia da falta de simpatia de por Olho Tonto - ou deveria chamá-lo de Bartô Crouch Jr? -. Mas se Snape soubesse quem realmente era o sujeito, não culparia a filha, Crouch era realmente desprezível e o próprio Snape não tinha apreço algum pelo homem. Severo
lançou um breve aceno de cabeça para - tentando amenizar o que ele achava ser apenas um nervosismo do primeiro dia - e ela entendeu no mesmo instante. “Mantenha a calma, está tudo bem” era o que queria dizer, e apesar da inexistência das palavras, ela acreditou.

(...)


Haviam finalmente terminado o banquete e foram informados que era hora de seguirem para suas salas comunais. , que odiava multidões de adolescentes empolgado com coisas bobas, como o que haviam feito em suas férias, apenas aguardou que ela diminuísse e quando aquilo ocorreu ela se levantou, seguindo para fora do salão.
Seguiu uma aluna mais velha da Sonserina por escadas e corredores, até que em um piscar de olhos a perdeu de vista se sentindo estúpida por aquilo, afinal o lugar já estava vazio. Como havia sido capaz de perder alguém em um lugar vazio?
Deu mais três passos e virou em um corredor, mas não havia prestado tanta atenção e acabou por bater de frente com um rapaz, e por ele ser consideravelmente mais alto e corpulento, acabou no chão.

- Ah, eu sinto muito. Deixe-me ajudar - ele se ofereceu e ela não recusou. Diferente de grande parte dos Malfoy, não era tão orgulhosa e arrogante ao ponto de berrar com um estranho por conta de algo que claramente havia acontecido sem intenção de machucá-la.

Assim que se levantou, encarou o rapaz a sua frente. Era alto, de pele estupidamente clara, cabelos castanhos e olhos de um tom acinzentado que lembraram a os dias nublados em Durmstrang. Usava vestes pretas com detalhes em amarelo e o emblema com um texugo no peito.

- Você está bem? - o rapaz questionou após notar a cara de e garota assentiu, parando de analisá-lo.
- Sim, estou sim. Obrigada - informou e ele sorriu de modo simpático.
- Você é a garota que veio de Durmstrang, não é? A filha do professor Snape? - sorriu do mesmo modo que o garoto, porque notou que a cara fechada lhe tomava todo o rosto.
- Sim, meu nome é . Eileen Malfoy - ela estendeu a mão e ele franziu o cenho ao mesmo tempo que a apertava.
- Malfoy? Então você é realmente prima do Draco? - riu um pouco por conta da expressão do garoto. Sentia que a veria por mais algumas vezes quando se apresentasse.
- Sim, sou sim e se ele lhe fez algo, já peço desculpas de antemão. É um garoto genioso, você sabe - informou e Cedrico abriu um sorriso um pouco maior. Afinal a garota Malfoy não era como o primo. Parecia muito mais simpática e menos estúpida que o primo e o tio, ao qual ele havia tido o desgosto de conhecer na copa mundial. O achava um sujeito asqueroso, porém não via necessidade em dizer aquilo a ela.
- Nada que eu já não esperasse. Está tudo bem - informou e assentiu.
- Ainda não me disse seu nome - ela o lembrou.
- Cedrico. Cedrico Diggory.
- Eu conheci um Diggory na copa mundial de quadribol - informou e Cedrico assentiu. Ele havia visto de longe. Na verdade todos haviam a visto. Afinal Krum havia a tomado na vassoura e a exibido para toda a plateia que estava presente naquele dia.
- Era o meu pai - respondeu simples e ela assentiu sorrindo fraco.
- Eu preciso ir, ainda preciso encontrar o caminho para a sala comunal da Sonserina - ela comentou. - Foi um prazer, Diggory. - ela acenou com a cabeça iniciando seu caminho, por mais que não soubesse aonde deveria ir.
- A sala comunal da Sonserina fica para lá - Cedrico apontou o lado oposto ao que a garota seguia e ela se virou nos próprios calcanhares, vendo que ele ria um pouco por sua confusão. - Vamos lá, Malfoy. Eu te acompanho - ele acenou com a cabeça.
- Não precisa, eu posso…
- Vamos logo. Eu te levo até lá e depois volto. É melhor do que você se perder por aí sozinha. Acredite quando digo que há muitas coisas estranhas que você pode encontrar por Hogwarts durante a noite - riu de modo leve negando com a cabeça.
- Vamos lá então, Diggory - se juntou ao rapaz em uma caminhada sem pressa.
- Pode me chamar de Cedrico - informou e assentiu.
- Tudo bem, Diggory - encarou o rapaz e ele riu com a provocação da menina. Afinal, havia características dos Malfoy nela. Porém ele podia lidar com aquilo. Definitivamente podia.


Capítulo 3 - O Início Em Hogwarts

Caminhar com Cedrico Diggory pelos corredores de Hogwarts, não era nada mal. não tinha ideia de como ele sabia onde ficava a entrada da sala comunal de sua casa - mas aquilo seria algo a ser discutido depois. O importante era que conversa até ali, tinha sido um tanto quanto agradável. Cedrico estava em seu sexto ano em Hogwarts, e assim como a garota, nutria um grande amor pelo quadribol. Aquilo a fez lembrar de quando conheceu Krum, por esse motivo a mocinha devia admitir que Diggory, lhe parecia ser um cara legal. Após um lance de corredores, logo os dois chegaram a um andar mais isolado de Hogwarts

— Bem, aqui estamos. As masmorras - fez um gesto com as mãos indicando o lugar. — Infelizmente não sei onde fica o exato local da entrada – apontou. — Nenhum aluno de outra casa e capaz de saber - coçou a nuca. — Por isso é aqui que deixo você, Malfoy.
— Não se preocupe. Você já me ajudou o suficiente - sorriu. — Sendo assim, lhe devo agradecimentos - estendeu a mão para o garoto.
— Nem pensar! - ignorou a mão da garota. — Já ganhei o dia só pelo fato de ter ajudado uma Malfoy - coçou a nuca. — Sabe, agora eu já posso tirar isso da minha lista de desejos de afazeres antes de morrer - frisou e os dois tornaram a gargalhar.
— Você não presta, Diggory - a garota tinha a mão sobre a barriga. — Mas confesso que essa foi boa! Obrigada - encarou o rapaz que sorriu agradecido.
— Não há de que, Malfoy - balançou a cabeça e começou a se distanciar da garota. — Até a próxima.

permaneceu observando curiosa o garoto que seguia para direção oposta em que ela. No final de tudo, Diggory lhe havia sido útil.
Agora só tinha um problema: Descobrir onde era a entrada da sala comunal. Ela analisou cada parte da masmorra... observou quadros, estátuas, enfeites, mas nada da entrada - o jeito era esperar. A Malfoy se escorou em uma parede de pedras fria e úmida, torcendo para que não morresse congelada ali mesmo. Nunca em Durmstrang havia ficado em um lugar tão gelado quanto aquele e a única coisa que podia pensar era, como havia sido capaz de se perder? Fechou os olhos por um momento e sentiu as pedras que ela estava, se moverem. Rapidamente se afastou.

— Por Merlim! - deu um pulo ao perceber que a parede havia se transformado em um abertura - afinal a entrada apareceu. Mas para a alegria da Malfoy, seu primo era quem saía dela. A abertura se fechou logo em seguida.
— Onde você estava? - Draco disse rudemente à prima que franziu o cenho.
— Oi? - cruzou os braços. — Desde quando isso interessa a você?
— Desde que você sumiu depois do jantar - pontuou e se virou para a parede. — Cabeça de serpente. - a passagem tornou-se a abrir e Draco entrou seguido por sua prima. — Você não veio junto com o monitor - frisou. — Como conseguiu chegar até aqui? Me admira não ter ficado perdida. Ou pior, aquele velho asqueroso do Filch podia tê-la pego - o Malfoy não olhava para trás, com medo a garota percebesse a sua preocupação. Entretanto, não percebeu os olhares curiosos dos colegas sobre ele e a prima. — Sinceramente , o que você tinha na cabeça? - suspirou e cometeu o erro de chama-la pelo apelido que a garota odiava, aquilo foi a gota d’água para ela. Odiava ser tratada como criança.
— Ok Draco, você venceu! - gritou levantando as mãos em rendição. E os colegas estavam cada vez mais interessados nos dois. — Mas quero que saiba, EU sei me cuidar muito bem sozinha! - apontou e agora os dois Malfoys estavam parados frente e a frente, de modo tão idêntico, que pareciam ser uma pessoa só. — E se você quer mesmo saber, eu demorei esse tempo porque estava acompanhada - mentiu. A Malfoy jamais admitiria ao primo que havia se perdido.

E assim, a loira girou os calcanhares e tornou a andar pela sala batendo os pés, decidida a encontrar seu dormitório sozinha. Draco nunca havia se sentido tão irritado. Afinal, com que a garota estava? Crabbe e Goyle olharam sério para Draco que parecia mais bravo do que nunca. .

— O que vocês estão olhando? - rugiu e seguiu batendo os pés também.

(...)


Depois do episódio com Draco, estava decidida a ignorá-lo pelo resto do trimestre. Saiu resmungando até encontrar seu dormitório, o que não havia sido difícil, já que suas malas e coruja lhe aguardavam sobre uma cama que obviamente, era sua. No quarto havia duas garotas, uma loira e uma morena que perceberam a presença da Malfoy instantaneamente. A garota tornou a olhá-las de maneira pouco amigável e tratou de arrumar suas coisas. Não gostava de colegas de quartos, ainda mais quando elas resolviam lhe olhar enquanto cochichavam.

— Vocês precisam de alguma coisa? - se virou irritada para as duas. A morena desceu da cama e se aproximou da Malfoy.
— Você é mesmo prima do Draco? - olhou sugestiva para a garota que cruzou os braços.
— Sim - respondeu sem muito grado. — Devo lhe perguntar por que quer saber?
— Ah! - berreu de empolgação e a outra garota se aproximou das duas. — Isso vai ser ótimo! Eu sou Pansy Parkinson e ela Daphne Greengrass. Puro sangues! - falou rápido demais. — Sabe… - sentou na cama da Malfoy que não estava gostando nada daquele papo. — Eu e Draco, somos, bem... quase namorados. Não é, Daph?
— Sim, sim. Claro! - respondeu quase tão animada quanto a amiga.
— Viu? E vai ser ótimo ter a prima dele conosco e pod... - falava animadamente até ser interrompida por .
— Deixem eu ser clara com vocês. - sibilou e as duas se calaram. — Eu não pretendo e tão pouco me importo com os relacionamentos de Draco - olhou séria. — Muito menos pretendo fazer novas amizades. Então, façam o favor pra mim; parem com tudo isso e me deixem ficar em paz - gesticulou e as duas garotas se levantaram rapidamente.
— Que rude! - Pansy bufou e a Malfoy se segurou para não a azarar ali mesmo, mas aquela noite já havia sido tumultuada o suficiente.

(...)

No outro dia, teve sorte de acordar sem as tietes de Draco ao lado. Levantou, tomou um banho e colocou as vestes novas da sonserina. Pelo seus cálculos - e horário - após o café, teria aula de poções e logo após Trato de criaturas mágicas com a grifinória.
Quando a garota chegou ao salão comunal, finalmente pode observar a beleza do lugar; repleto de tapeçarias antigas, e quadros de bruxos. O lar dos sonserinos fica localizado nas masmorras ao lado do Lago Negro, por isso o salão era todo banhado por uma luz esverdeada. Fascinante, pensou . Havia também um quadro de anotações que chamou atenção da garota, onde tinha avisos e inclusive, a senha de entrada do salão,
O caminho de volta para o salão principalestava muito mais fácil agora já que seguia os passos de ontem a noite, com precisão.. Graças a Diggory, seria muito mais fácil andar pelos corredores de Hogwarts. virou um corredor, outro, desceu escadas e quando estava virando o último corredor, acabou colidindo com algo que a derrubou no chão e o que inicialmente era invisível, tomou forma de um rapaz. Só que diferente do que havia acontecido com Diggory, dessa vez, os dois foram ao chão.

— Tenho que parar de fazer isso - murmurou com a mão na testa onde havia batido. Um pouco cega pelo ocorrido, mal percebeu quem estava à sua frente. se levantou cambaleando e foi em direção ao garoto que aparentava estar tão atordoado quanto ela. — Me desculpe. Ainda não estou familiarizada com o lugar - estendeu a mão para ajudar ele levantar, mas recuou logo em seguida ao notar quem era. Harry Potter.
— Está tudo bem. Eu também me atrapalho às vezes - sentou sozinho esfregando seus olhos. Ele ainda não a havia reconhecido. — Por acaso você viu algum óculos? - perguntou com os olhos espremidos. — Acho que perdi o meu quando caímos - procurou o objeto.
— Espere um pouco - tateou o chão. — Aqui - entregou para o garoto. — Mas acho que está quebrado.
— Ah, obrigado - colocou os óculos e se levantou arrumando as vestes. — Sabe, eu sempre os quebro. Normalmente minha amiga Hermione os arruma com um feitiço - falou rapidamente antes de focar os olhos em . Franziu o cenho quando notou quem estava em sua frente. Não dava para descrever quem estava mais constrangido.
— O que você está fazendo aqui? - perguntou Harry.
— O que você está fazendo aqui? - arqueou a sobrancelha.

Harry estava prestas a responder quando ouviram o sinal tocar, os dois bufaram juntos. Como se não bastasse terem tombado um com o outro, agora haviam perdido o café da manhã. Rapidamente uma multidão de alunos saiu do salão principal.

— Malfoy? - uma voz conhecida murmurou atrás da garota. se virou as pressas. — Você está bem? - Diggory soou preocupado. voltou a olhar para frente antes de responder o garoto e vislumbrou Potter saindo em direção a seus amigos.
— Digorry! Está tudo bem sim - respondeu ao voltar a ficar de frente ao garoto. — Mas me parece que perdi o café.
— Não se preocupe - o garoto tornou a mexer nos bolsos. — Aqui - estendeu a mão. — São tortinhas de abóbora. Não sei se tinha em Durmstrang, mas são deliciosas! - afirmou logo após a um sorriso largo
— Obrigada. Mas porque você anda com tortinhas no bolso? - riu pegando as tortinhas.
— Quando não vi você essa manhã, pedi para que separassem as tortinhas para a viagem, e torci para achar você. E bem, acho que deu certo.
— Muito prestativo, Diggory - sorriu e mordeu uma arregalando os olhos em seguida. — Isso aqui é realmente bom! As de Durmstrang não eram assim.
— Wow, fico feliz que tenha gostado! - sorriu largo. — Agora tenho que ir. Não coma tudo de uma voz só, Malfoy.
— Não prometo nada! - a garota piscou e os dois gargalharam.

Nenhum dos dois percebeu, contudo, olhares atentos sobre eles. No fim, acabaram por seguir seus caminhos até a aula.
apressou-se para seguir seus colegas de casa na primeira aula do dia, preparo de poções com seu pai e a corvinal. Quando a garota estava prestes a entrar na sala de aula, foi barrada por seu primo.

— Era com o Diggory que você estava ontem? - segurou o braço da prima que desvilhenciou rápido. — , por favor - suplicou.
— Não estou falando com você - a garota fixou os olhos em Draco. O primo bufou.
— Eu nunca vou entender essa sua mania de se misturar com esse tipo de gente - sibilou e mordeu o lábio inferior irritada.
— Não tem nada haver com… - a garota bufou quando porta foi aberta e Snape saiu dela.
— Devo dar o ar da graça dos dois em minha aula, ou vocês pretendem perder pontos para a sonserina? - murmurou e os Malfoy seguiram caminho para a sala, sentando-se o mais longe possível um do outro

A aula parecia ser infinita. conseguiu uma dupla que considerou ser medíocre e ela provavelmente reclamaria com seu pai mais tarde, já que executou cada poção com sucesso e totalmente sozinha. Estava entediada com aula e não tinha nada que fizesse para mudar isso. A não ser olhou para frente e viu que seu primo estava com problemas na execução da poção. Levantou a mão.

— Com licença professor Snape...
— Sim senhorita Malfoy?. - Snape perguntou de costas para filha.
— Já que eu… - revirou os olhos - Quero dizer... nós terminamos a tarefa, poderíamos ajudar os alunos com problemas? - Snape virou para a filha com os olhos curiosos e ela apontou com a cabeça para Draco. Severo assentiu.
— É claro. - soou indiferente e se levantou indo em direção ao primo.
— Você vai explodir isso - sussurrou por trás de Draco que revirou os olhos.
— Ah é, sabichona? - sibilou e deu um leve sorriso cínico. — Porque você não vem aqui e faz então?
— Chega pra lá - deu de ombros e se enfiou no meio de Draco e Goyle. O loiro estava vermelho. Odiava que a prima fosse tão sabichona. Quando um som ressonante indicou o fim da aula, a turma se separou. Os sonserinos seguiram para fora do castelo, descendo o jardim rumo à cabana de madeira de Hagrid, ao qual já se encontravam os alunos da grifinória.

permaneceu observando o ambiente um pouco mais afastadas do que os demais. Observavam alguns caixotes.

— Acabaram de sair da casca - informou o professor orgulhoso. — Por isso vocês vão poder criar os bichinhos pessoalmente! Achei que podíamos fazer uma pesquisa sobre eles.
— E porque nós íamos querer criar esses bichos? - perguntou Draco com uma voz fria. rolou os olhos. Houve alguma discussão sobre a “tal importância” dos bichinhos e a garota decididamente não queria se meter naquilo. A aula com Hagrid foi longa e cheia de mordidas, queimaduras e picadas. A Malfoy estava faminta e com o dedo queimado, mas decidiu que iria à enfermaria mais tarde, primeiro se sentaria e comeria tranquilamente junto com os demais colegas.

Quando ela chegou ao saguão de entrada - que estava lotado com alunos fazendo fila - percebeu um tumulto no fim da fila. E para a surpresa da garota, quem estava no meio dele era novamente seu primo - o garoto gostava de encrenca, tinha que admitir. Ela se aproximou dele e do grupinho formado por Granger e Potter segurando as vestes do Wesley que estava prestes a ir pra cima de seu primo. se aproximou ainda mais e percebeu o rosto pálido de Draco corar levemente por algo que Potter havia falado. Ele mal percebeu a presença da prima.

— Não se atreva a ofender minha mãe, Potter.
— Então vê se cala esse bocão.- disse Harry dando as costas ao colega.

E então, algo que nem imaginava, aconteceu. Draco havia tentado lançar um feitiço contra Harry, mas foi interrompido por um feixe de luz que o acertou em cheio. se virou furiosa a procura de quem havia feito aquilo, mas antes que chegasse a uma conclusão, ouviu um segundo estampido e um berro que ecoou pelo saguão de entrada.

— AH, NÃO VAI NÃO, GAROTO!

percebeu o professor Moody descendo as escadas com a varinha em mãos apontada diretamente para uma doninha que tremia no piso de lajotas, exatamente no lugar onde seu primo estava. Fez-se um silêncio aterrorizado no saguão. contava desesperadamente até 10 para não agir ali mesmo e acabar com seu disfarce, mas com Alastor Moody - ou não - agindo daquela maneira, não era nada fácil.

— Ele mordeu você? - rosnou o professor. Sua voz era baixa e áspera.
— Não - respondeu Potter.
— DEIXE-O! - berrou Moody, mas não para Harry. Apontou o polegar para Crabbe, que acabara de congelar em meio a um gesto para recolher a doninha branca. Tentou fugir pelas masmorras, mas Moody foi mais rápido apontando com a varinha, a doninha subiu uns três metros no ar. tremia de raiva a cada palavra que Moody sibilava e a gota d’água para ela, foi ver Moody fazer a doninha cair com um baque úmido no chão, quicando de novo pra cima com as pernas e cauda sacudindo descontroladamente. sacou sua varinha e com todos a observando, berrou.
— NÃO OUSE CONTINUAR COM ISSO! - avançava decididamente contra o professor que a ignorava. — PROFESSOR MOODY, PARE! - berrou novamente e o cara continuou a ignorá-la fazendo a garota bufar. — Não diga que não avisei. Estupefaça!

Assim, indo contra tudo que Hogwarts aceitava, pegou o professor desprevenido e jogou para longe depois de estuporar-lo. Os alunos estavam estáticos.

— Senhorita Malfoy! - professora McGonagall descia as escadarias com os braços carregados de livros. — O que pensa que está fazendo? - disse chocada.


Capítulo 4 - Fawks e as Maldições Imperdoáveis

A sala não parecia assustadora para . Muito pelo contrário, haviam itens mágicos que despertaram a curiosidade da jovem bruxa e faziam ela esquecer de quem ela esperava ali: Alvo Dumbledore.
Depois de a professora McGonagall lhe levar até lá com todas as repreensões possíveis, a bruxa a deixou na sala a espera do diretor. já havia olhado a sala quase que inteira, até que encontrou um ser que não havia notado antes.
Um pássaro grande e vermelho pendurado sobre um poleiro, chamava a atenção de . A ave fixava seu olhar ao da garota e parecia chamar ela para mais perto. teve uma sensação estranha, era como se aquele pássaro a hipnotizasse e isso não acontecia nem mesmo com Nagini, por mais que ela a entendesse. levantou a mão e calmamente se aproximava da ave.

— Essa é Fawkes, senhorita Snape - a voz rouca do velho bruxo ecoou e recolheu sua mão em um susto. — Fawkes é uma fênix, por isso as cinzas no poleiro dela - o professor explicou e franziu o cenho em clara confusão. — Sabe o que é uma fênix, criança? - Dumbledore seguiu a passos lentos para perto de e a garota se manteve estática onde estava.
— Não, senhor - apesar do medo que sentia a voz saiu firme o que fez um pequeno sorriso surgir no rosto de Alvo.
— A fênix é uma ave. Geralmente grande e em tons escarlates. Um ser espetacular se é que me permite dizer - Dumbledore pareceu divagar por um momento em alguma lembrança, mas então se virou para Fawkes sorrindo fraco. — Quando renascem depois do dia da queima, são apenas pequenos filhotes inofensivos, mas depois de um tempo, fica grande e esplendorosa novamente - Alvo parecia se animar com o assunto. — Não são animais domesticados de um modo geral, apenas duas são conhecidas por terem sido domesticadas e Fawkes é uma delas. É sempre muito fiel a seu dono e quando ele morre, ela entoa cantos melancólicos e por fim morre uma última vez, sem retornar das cinzas, mas eu sinto que a minha querida Fawkes não morrerá junto comigo - Dumbledore soltou um sorriso para o pássaro enquanto a mente de girava por um momento.
— Renascer? Dia da queima? O que isso quer dizer, senhor? - questionou em pura curiosidade, se aproximando um passo, o que fez Dumbledore sorrir.
— As fênix são pássaros que quando estão muito velhos, queimam em seu próprio fogo. Viram cinzas e renascem de suas próprias cinzas. Vê? - questionou e se apressou em concordar com cabeça e dito isso lançou um último sorriso a ave para então se virar repentinamente e começar a caminhar em direção a sua cadeira, dando um susto em . — Mas não é pela minha ave que está aqui senhorita. Presumo que tenha algo a me contar, não? - engoliu em seco se lembrando repentinamente a razão de estar naquela sala.
— Professora McGonagall não contou? - questionou tomando o assento à frente do diretor.
— Sim, ela contou, mas tenho a impressão de que "ser uma garotinha insolente" não foi a sua razão para lançar um feitiço contra Alastor - Alvo juntou as mãos cruzando os dedos e o encarou com curiosidade. Ele iria escutá-la? Não a puniria sem deixar que se explicasse? Aquilo era alguma brincadeira de mal gosto? De todo modo permaneceu alerta.
— Ele transformou Draco em uma doninha, senhor - começou e Dumbledore permaneceu com seu olhar sobre ela.
— Mas Draco quase lançou um feitiço as costas de Harry, não? - Dumbledore explicou como se não soubesse de nada, mas na verdade sabia.
— Não estou dizendo que Draco estava certo, professor. Meu primo pode ser meio explosivo às vezes e isso o faz ser meio burro também, e isso claramente não é uma justificativa, mas um simples expelliarmus resolveria o assunto - justificou de modo simples e um pequeno e breve sorriso surgiu nos lábios de Alvo.
— A ação de Alastor também não foi correta , mas não posso simplesmente deixar que o que fez passe em branco - Dumbledore informou e mordeu o lábio.
— Vai me expulsar? - ela questionou e Dumbledore pareceu pensar por um momento.
— Não, senhorita Snape, porém serão menos cinquenta pontos para a sonserina e devo avisar que se voltar a fazer algo assim, daí terei de expulsá-la - assentiu meio murcha porém mais animada do que antes. — Eu entendo que Draco é seu primo e que queria protegê-lo. Admiro sua lealdade, , mas se houver uma próxima vez, relate o acontecido a mim. Eu irei falar com Alastor e ele terá sua devida punição também - apenas assentiu, por mais que estivesse contrariada. — Agora pode ir, creio que tenha uma aula da qual participar - acenou com as mãos enrugadas indicando que a garota tinha de se retirar e ela se levantou.
— Obrigada professor - e dito isso caminhou até a porta parando antes de abri-la. — Professor, posso perguntar uma coisa? É sobre Fawkes - Dumbledore sorriu.
— Claro - sorriu fraco.
— Onde o senhor a arranjou? - Dumbledore se recostou na cadeira.
— Fênix não são como corujas, . Você não vai ao empório e escolhe uma. São animais selvagens que vivem por aí - explicou com calma. — Ouso dizer que eu sequer a escolhi. Foi ela quem me escolheu - sorriu assentindo.
— Entendo. Obrigada de todo modo, senhor - e se virando para a porta tomou o rumo da sala de sua próxima aula.

Tomou o caminho pelo mesmo corredor que havia vindo e conforme passava por alguns alunos, ouvia murmúrios sobre o que havia feito mais cedo.

— Tomara que ela seja expulsa, é uma Malfoy a menos para termos que lidar - ouviu alguém que com certeza não conhecia comentar e virou o rosto encarando um aluno da Corvinal que se assustou com seu olhar.
— Tudo bem, vamos para a aula pequena Malfoy - a voz conhecida de Cedrico foi a que ecoou daquela vez enquanto ele apoiava ambas as mãos nos ombros de , apertando de leve o local e a empurrando de modo gentil para que saíssem dali.
— Eu vou… - tentou protestar, mas Cedrico continuou a empurrá-la.
— Você vai para a sua aula, já se meteu em confusão suficiente por um dia - Cedrico tinha um tom calmo e delicado. Como se entendesse o fato de se sentir daquele modo, porém sentia a necessidade de não deixar a garota fazer mais nenhuma besteira.

apenas desistiu de protestar, afinal, sabia que Diggory estava certo e que havia muito em jogo para que ela apenas colocasse tudo a perder por motivos bobos.

— Vamos, se anime. Eu vou te acompanhar até a sua sala - Cedrico apertou os ombros de e a garota sentiu um arrepio lhe correr a espinha ao mesmo tempo em que ela ria.
— E por que eu deveria me animar com a sua presença? - o tom de brincadeira de era claro e fez Cedrico rir.
— Então agora você decidiu mostrar o seu lado Malfoy, hum? - questionou no mesmo tom e riu. Aquilo afinal era fácil com Cedrico.
— Prefere que eu mostre o lado Snape? - ela virou brevemente a cabeça com uma sobrancelha arqueada e Cedrico ergueu ambas as mãos em rendição.
— Não, obrigado. O lado Snape com certeza é de botar medo - ele começou a caminhar ao seu lado enquanto ria. — Prefiro o lado - finalizou e o encarou com o cenho franzido.
— E como seria o lado ? - ela tinha um sorriso esperto nos lábios e Cedrico sorria de canto de forma terna.
— Vejamos… uma garota de modo geral gentil, bem humorada, que ri de qualquer coisa, inteligente e que protege aqueles que ama - ele deu de ombros e se sentiu corar por um momento. — Ah, e as bochechas rosadas, não vamos esquecer as bochechas rosadas - ele apontou e tornou a rir, murmurou as palavras “você é completamente ridículo”, porém dessa vez completamente sem jeito.

Pararam em frente a uma porta de madeira e soube que era sua sala. Não queria ter que se separar de Cedrico, porém não diria aquilo.

— Eu fico por aqui - indicou a porta e Cedrico olhou brevemente o objeto para depois retornar seu olhar para com um sorriso lateral nos lábios. Ele molhou os lábios com a língua e desviou o olhar fazendo o rapaz rir.
— Nós vemos mais tarde, - o apelido era novidade, mas não achou de todo o mal.
— Até, Diggory - o garoto que já se afastava riu.
— Sabe, você bem que podia me arranjar um apelido também - ele deu de ombros e negou com a cabeça enquanto ria.
— Vou pensar em algo - e dito isso, ela abriu a porta da sala adentrando o local. Estava vazio já que todos os alunos estavam em seu almoço, mas mesmo assim se sentou em uma cadeira e esperou pela aula. O que ela não esperava era que seus pensamentos fossem levados a Cedrico Diggory.

(...)


acordou de repente com seu primo cutucando-a, mal se lembrava de qual havia sido seu último pensamento antes de adormecer na sala de aula. Olhou ao redor e viu que a sala se enchia gradativamente com alunos da sonserina.

— Não deveria dormir em público. Você se baba toda. - Draco sussurrou e rolou os olhos se preparando para responder o primo, mas parou quando notou que ele se ajeitava para se sentar ao seu lado. O que raios estava fazendo?
— O que você está fazendo? - olhou de canto para o primo.
— Sentando ao seu lado. Não está vendo? - deu de ombros arrumando o pergaminho e pena.
— Isso eu entendi, idiota - resmungou irritada, sabia que aquela reação não era normal ao primo — Mas por que você está sentando ao meu lado?
— Por que você foi legal comigo hoje - focou os olhos cinza aos negros da prima, e foi exatamente ali que desconfiou de Draco. Contato visual não era de seu feitio e gratidão não era algo comum entre os Malfoy. juntou seus pertences antes de se levantar e começar a caminhar a passos largos para o fundo da sala, longe de seu primo.

Os colegas observavam cada passo da garota, não deixando de demonstrar a certa curiosidade sobre os Malfoy. Draco bufou se apressando até a prima, gostaria de saber de quem ela herdou esse lado encrenqueiro e teimoso de ser. Pousou as mãos sobre o ombro da menina a girou rapidamente para ficar de frente a ele.

— Por Merlin, Draco! - sibilou. — O que você quer?
— Será que dá pra ser menos vovô Abraxas e se sentar comigo? - suplicou e a menina franziu o cenho.
— Você é completamente insano em me comparar com o vovô - murmurou para o mais velho e ele rolou os olhos. Era evidente que conseguia ser tão ranzinza quanto o velho Abraxas quando queria. Mas se era difícil, Draco era mais ainda. Sem dar muita bola para o que a prima dizia, a pegou pelo braço sorrateiramente sem se importar em como o puniria, tratou de guiar a garota até a mesa de antes.

Afinal, ele ainda era o mais velho e mesmo que ela não gostasse, tinha que ouvi-lo.

— O qu…
— Não reclame - Draco disparou interrompendo a prima. — Provavelmente você não se deu conta do nosso horário. Essa aula será com Moody - resmungou e parou de xinga-lo no mesmo instante. Não havia se lembrado daquilo e era tudo culpa de Cedrico. — O que você fez foi incrível. Mas extremamente maluco também - rolou os olhos enquanto os dois se sentavam. — Moody não vai deixar barato e eu não quero me sentir culpado por ter te metido nisso.
— Ahá! Aí está - disparou e Draco deu um pequeno pulo surpreendido. — Eu sabia que sua atitude era suspeita. Você só não quer admitir que eu ajudei você.
— Que seja - deu de ombros e mostrou a língua, segundos antes de Harry e outros grifinórianos entrarem em sala.

Os olhos verdes de Potter pararam sobre . Rony - como todos na sala - apostaria galeões para descobrir o que Harry pensava. Contudo, não teve tempo de descobrir, pois Alastor Moody adentrou a sala, fixando automaticamente seus olhos em Malfoy.

— Sentem-se - anunciou em voz bruta e rapidamente todos os alunos estavam em seus lugares. — Muito bem. Sou Alastor Moody - falava de costas para a classe escrevendo seu próprio nome com giz no quadro. — Ex-auror e o seu novo professor de Defesa Contra as Artes das Trevas. Estou aqui porquê Dumbledore me pediu, fim da história - falava rapidamente. — Agora, alguém consegue me dizer quantas Maldições Imperdoáveis existem?
— Três, senhor. São três - Granger respondeu rapidamente e rolou os olhos. A garota era exatamente como pensava. Moody permanência de costas para a classe.
— Muito bem. E por que elas se chamam assim?
— Porque elas são imperdoáveis. E se alguém for pego fazendo alguma delas…
— Vai ganhar uma passagem só de ida para Azkaban - Moody olhou para a turma novamente recebendo alguns olhares curiosos e assustados. — Correto. O ministério argumenta que são jovens demais para compreender tais maldições, mas eu discordo! Vocês precisam saber o que vão enfrentar, precisam estar preparados! E precisa encontrar outro lugar para colocar o seu chiclete senão embaixo da carteira, senhor Finnigan - ele aumentou seu tom de voz.
— Ah, não é possível, ele pode ver por trás da cabeça! - resmungou.
— E também posso te ouvir! - ele disse, lançando um giz contra o aluno, que desviou. observava atenta o professor, e ela não era a única.
— Então… qual falaremos primeiro? - um silêncio se fez na sala e Moody voltou seu olhar a Ron. — Weasley? - Ronny ergueu os olhos assustado. Sentiu um calafrio percorrer ao seu corpo. Não sabia o que mais deixava-o apavorado, Alastor ou falar sobre as maldições.
— Bem, senhor… - respondeu tímido se levantando. — Uma vez o meu pai comentou sobre uma… a Imperius.
— Ah, é verdade. Seu pai sabe tudo sobre essa! Deu um grande trabalho ao mistério há alguns anos atrás - se aproximou novamente de sua mesa e quando os alunos perceberam, estava com um inseto e a varinha em mãos. — Imperius!


Alastor manobrava sua varinha fazendo o inseto se mexer conforme ele quisesse. Era claro que ele estava completamente sobre o controle de Moody. O professor jogava o inseto sobre a cabeça de alguns alunos, e todos os outros riam. Draco gargalhou dos colegas antes de Moody com um balançar da varinha, direcionar o inseto até sua cabeça - como se quisesse lhe dar uma lição ou provocar quem estava ao seu lado. Ao contrário do primo, não se desesperou, permanecia séria encarando o falso professor, jurando que se estivessem sozinhos, estuporar aquele cara, não seria suficiente. Ele estava provocando , mas ela não entraria tão fácil no seu joguinho.

— Muitos bruxos e bruxas alegaram que só obedeceram as ordens de você-sabe-quem, porquê eram controlados pela maldição Imperius, mas tem um problema - respirou fundo. Os alunos não riam mais, agora, escutavam atentos. — Bobagem, eu lhes digo! Então, como descobrimos os mentirosos? Outra. Outra!...

Todos os alunos levantaram a mão, mas apenas um deles era do seu interesse.

— Longbottom? - o professor foi até a primeira carteira, onde Neville respira fundo ao ter a atenção de Moody sobre si. Neville hesitava. Ele sabia o que deveria dizer, mas todo o seu corpo se arrepiava só de pensar naquela maldição. Engoliu seco antes de se levar cabisbaixo.
— A Cruciatus, senhor - Neville respondeu e Moody lançou a maldição sobre o inseto. Ele gemia agonizante, de forma que toda a sala pudesse ouvir um pouco de seus gritinhos. O peito de descia e subia rapidamente, mostrando sua irritação ao ver Neville ser severamente afetado pela reação do bicho. Olhou para Hermione notando que a expressão da garota, era muito parecida com a dela. Os olhos de Hermione encontraram os de , que com uma expressão zangada se levantou, batendo sobre a mesa.
— Pare! - exigiu. - Não vê que está machucando ele?!

O professor tirou sua varinha da frente do inseto. Neville respirou fundo e procurou sua carteira ainda afetado pelo o que aconteceu em sua frente e em passos largos, Moody se aproximou da mesa dos Malfoy, levando o inseto consigo.

— Talvez, srta. Malfoy, possa nos dizer a última maldição - sabia onde ele queria chegar. Ele conhecia a garota mais que qualquer um ali dentro e sabia exatamente como irritá-la .
— Não - ela negou e todos os alunos ficaram em silêncio. Moody permaneceu o contato visual com , tentava decifrar o que ela faria a seguir e adorava desafiá-la. Draco ruborizou ao lado da prima e lançou um olhar severo a Moody.
— A maldição da morte - Hermione citou, sem se levantar da carteira. Todos os olhos da sala pararam na garota. — Sinto muito senhor, mas não temos permissão de citar esse feitiço dentro da sala.
Avada Kedavra - ele enunciou quase como se estivesse acostumado. O raio verde se lançou e envolveu o inseto, e então, o mesmo caiu ao chão. No mesmo instante, o sinal soou indicando o fim da aula. pegou suas coisas irritada e saiu da sala sem nem olhar pra trás. Draco levantou-se rapidamente da carteira indo atrás da prima, mas antes de alcançá-la, parou frente ao professor.
— Você não faz ideia de quem resolveu irritar.

E assim, saiu ao encalço da outra Malfoy.


Capítulo 5 - O Início do Torneio e Um Jogo de Quadribol

A noite já havia caído sobre Hogwarts e todos os alunos se encontravam no salão principal. O jantar naquela noite era especial e se encontrava empolgada. Os alunos de Durmstrang chegariam naquela noite e consequentemente Victor Krum estaria lá, e por aquela razão, a garota Malfoy se encontrava em um estado de euforia interno muito grande.
não podia negar que estava acostumada com sua missão em Hogwarts, isso era um fato, mas sentia constantemente a falta de Durmstrang. Muitos alunos eram mal encarados - bem como certos professores -, porém ela sentia falta dos amigos e dentre todos eles o que mais sentia falta era de Krum. Ele e eram ótimos parceiros de quadribol, viviam juntos pelos corredores da escola treinando seus feitiços e brincando como bons amigos, e aquilo era algo que não podia negar ser grande parte do que ela sentia falta..
Mas agora Krum estaria ali e talvez, mesmo com o torneio tribruxo em andamento, ela pudesse ter algum tempo com o amigo de novo.
Os alunos haviam chegado mais cedo naquele mesmo dia, porém por conta da detenção - que a professora McGonagall havia lhe aplicado por conta de sua última breve discussão com um aluno da Corvinal - não conseguiu ver a chegada dos outros alunos.

— Afinal, o que é que você tanto pensa? - a voz de Draco foi sussurrada ao seu lado e encarou o primo com certo incômodo em sua feição.
— Não é nada - informou entediada e viu um sorriso esperto surgir no rosto de Draco.
— Aposto que está pensando no Krum - Draco soltou em tom de zombaria. — Ah Krum, meu amado Krum - ele zombou fazendo com que Crabbe e Goyle rissem junto a mais alguns na mesa.
— Está com saudade de ser uma doninha, priminho? Seria um prazer ser expulsa apenas para te transformar de novo - dito isso as pessoas voltaram a rir e Draco fechou sua feição para .
— Você não faria - ele rosnou e pegou a varinha, a apontando para Draco.
— Diga apenas que dúvida - Draco engoliu em seco e empurrou a varinha da prima. riu, junto a mais alguns sonserinos, e guardou sua varinha novamente.

Naquele momento os alunos de Durmstrang e Beauxbatons irromperam pelas portas do salão. As garotas de azul tinha echarpes e xales, enquanto os garotos de expressões fechadas usavam casacos pesados de pele.
Krum passava os olhos pelo salão e o encarava rindo. Sempre fora péssimo em localizá-la mesmo que a garota tivesse traços inconfundíveis, e ela se perguntava como não havia a perdido diversas vezes durante os jogos de quadribol. Com um assobio fino e estridente foi que ela chamou a atenção do búlgaro que abriu um largo sorriso ao vê-la e seguiu junto a outros três rapazes até sua mesa.

— Eileen! - a voz grave de Krum ecoou pelo salão fazendo alguns olhares se voltarem para ele. Era o único que chamava pelo segundo nome que havia herdado da avó paterna.

Os olhares de Rony, Hermione e Harry tramitavam confusos entre si tentando entender com quem Krum falava. De modo instintivo os olhos de Diggory foram em direção à garota, já que sabia qual era o segundo nome de . Não tinha nenhum apreço pela presença de Krum ali, por mais que racionalmente não soubesse explicar suas razões. Não sabia muito sobre a relação de e Krum, apenas o que havia visto na copa mundial de quadribol. A princípio aquilo não lhe fez diferença, mas naquele momento o incomodava intensamente.

— Vitor! - ela soltou animada e assim que ele chegou ao seu lado, se colocou de pé o abraçando e sentindo os braços de Krum a envolverem cheios de carinho.
— Sua pirralha. Como estão as coisas por aqui? - questionou curioso assim que a colocou no chão.
— Tudo vai bem. E por Durmstrang? Por favor, me diga que não deixaram o Hawley entrar no meu lugar no time - os olhos suplicantes e implicantes de encararam um dos garotos que se encontravam atrás de Vitor, e ele riu.
— A mesma implicante de sempre, não é Malfoy? - Hawley questionou e riu.
— O que seria de você se eu não fosse? - o tom convencido da garota os fez rir e Hawley a envolveu em abraço.
— Estamos com saudades, Durmstrang perde a graça sem você. E o garotão aqui - apontou para Krum. — Não há uma frase que ele não fale sem te por no meio. É um saco
— Sempre soube que você era apaixonado por mim - brincou e Krum deu de ombros rindo.
— Esse é seu primo Draco? - ele apontou sobre o ombro de e ela olhou vendo Draco a encarando com uma mistura de admiração e ciúmes. Não entendia metade das coisas que o trio falava, mas mesmo assim seus olhos estavam focados neles.
— O que o entregou? Os cabelos ou a cara de bobão? - Vitor riu. Apesar da implicância, o garoto sabia o quanto se importava com Draco, mas se divertia com as provocações.
— Ora Eileen, não seja assim - ele soltou tentando se conter enquanto via Draco revirar os olhos com o comentário da prima.
— Venham, se sentem conosco - os chamou rindo e logo estavam todos a mesa.

Enquanto Krum contava sobre a viagem a garota - já que era inútil tentar falar com os outros da mesa sem pronunciar uma palavra errado - sentiu um certo par de olhos castanhos sobre si e se virou por um momento encontrando Cedrico a encarando. O rapaz tinha as bochechas vermelhas e se virou rapidamente de volta à sua mesa. estranhou a ação, porém apenas se limitou a voltar a atenção para Vitor que parecia bem servido, tanto de comida, quanto de atenção por parte das garotas que se encontravam a mesa. Nada havia mudado, definitivamente Krum era o centro das atenções por onde ia.

— Boa noite senhoras e senhores, fantasmas e, muito especialmente, hóspedes - a voz de Dumbledore irrompeu pelo lugar fazendo com que todos se silenciassem e lhe dessem toda sua atenção. — Tenho o prazer de dar as boas-vindas a todos. Espero e confio que sua estada aqui seja confortável e prazerosa - o diretor olhava com certo orgulho para o grande salão. — O torneio será oficialmente aberto no fim do banquete – disse Dumbledore. — Agora, convido todos a comer, beber e se fazer em casa! - anunciou por fim tomando seu lugar a mesa dos professores e no mesmo instante Karkaroff se inclinou iniciando uma conversa com o professor. Do mesmo modo, Vitor e os rapazes de Durmstrang voltaram a falar sobre times de quadribol.

Do outro lado do salão, notou o dono de uma cabeleira ruiva com os olhos em sua mesa. Não, não sobre ela, sobre Vitor. Era Rony Weasley, e podia jurar que a qualquer minuto ele poderia começar a babar. Teve vontade de rir, porque Weasley definitivamente tinha feições engraçadas naquele momento, mas assim que seu olhar focou em Hermione a vontade se esvaiu.
Mione olhava como encarava um professor quando uma nova lição estava sendo ensinada. Com curiosidade e afinco para entender o que se passava. Afinal de contas, havia se mostrado determinada e corajosa desde os primeiros momentos em Hogwarts, mas o fato de não conseguir responder o nome da terceira maldição para o professor Moody causou curiosidade em Granger.
Hermione tinha certeza que sabia o nome da maldição, mas a razão pela qual não respondeu ainda era nebulosa. No momento em que foi perguntada sobre ela, pareceu - pelo menos aos olhos de Hermione - receosa. Na verdade, arriscava dizer que havia um pouco do olhar de Neville no momento em que Alastor lançou a maldição Cruciatus na aranha, nos olhos de . Talvez não tão assustados e agonizantes, mas definitivamente havia uma história ali e Mione estava curiosa por ela.

— Afinal, o que é que aquela sangue-ruim perdeu por aqui? - a voz de Draco era sussurrada e tirou seus olhos dela para encarar o primo.
— Está fazendo o que todos os outros estão fazendo. Babando pelo Krum - declarou, por mais que soubesse que aquilo era mentira. Voldemort estava certo, deveria ficar atenta com a garota.
— Duvido muito. Granger não é desse tipo. A menos que Vitor tenha um livro de poções no lugar do rosto, eu não acredito que ela esteja realmente o olhando - Draco riu e revirou os olhos.
— Deixe isso pra lá - ela murmurou voltando sua atenção a Krum que naquele momento, ela percebeu ter os olhos sobre si. Ele sorriu e fez o mesmo.
— É bom estar aqui - comentou baixo.
— Sabemos que estava morrendo de saudade Krum, mas ao menos tente disfarçar. - ela brincou e Vitor tomou um gole de seja lá o que estava em seu copo sorrindo de canto para ela em seguida.
— Vou tentar - e dizendo isso um arrepio percorreu a espinha de . Aquilo havia sido sério? Ela não sabia definir exatamente, então apenas sorriu fraco e voltou sua atenção para o purê em seu prato.

(...)


— Você vai realmente se candidatar para isso? - questionou enquanto caminhava ao lado de Krum em direção ao saguão onde o cálice se encontrava naquela manhã.
— Com medo por mim, Eileen? - o tom de zombaria de Krum e seu olhar atravessado para a fizeram revirar os olhos.
— Não. Só não faz sentido para mim. Afinal de contas, pra que é que você quer a glória eterna? - Krum riu. Admirava o fato de certas coisas tão cobiçadas por todos não surtirem efeito sob o ego da garota.
— Não é pela glória eterna, - começou a encarando. — É apenas pela diversão - ele piscou e ela revirou os olhos.
— Ótimo jeito de se divertir - ela murmurou insatisfeita.
— Não se candidataria se pudesse, senhorita Malfoy? - a voz de Igor Karkaroff ecoou ao lado de Krum indicando que ele havia se juntado a eles.
— Não. Meu nível de interesse nesse torneio é nulo. Para mim, parece apenas uma grande tentativa de reafirmação de egos - Karkaroff soltou uma risada exagerada e apenas revirou os olhos.
— Sempre uma garota de forte opinião, não é senhorita Malfoy? - questionou, porém se contentou a revirar os olhos. Não estava disposta a dar corda para os excessivos elogios de Igor.

Atravessaram as portas do saguão onde alunos riam e no chão dois velhos se encontravam em uma briga. Todos pararam assim que os três recém chegados foram notados. se apoiou no portal da porta cruzando os braços e se manteve ali enquanto Victor adentrava o local com seu pedaço de pergaminho em mãos para colocar no cálice.
deu um pouco mais de atenção e notou serem os gêmeos Weasley. Poção para envelhecer, disso ela tinha certeza. Realmente acharam que Dumbledore seria amador com a linha etária? O pensamentos fez rir fraco.
Levantou os olhos e viu Cedrico vindo em sua direção com um pequeno sorriso nos lábios e ela retribuiu o ato.

— Como vai, Malfoy? - questionou assim que parou ao seu lado e ela o encarou.
— Muito bem Diggory. E você como está? - questionou com os olhos fixos no saguão.
— Vou indo bem - ela podia ouvir o sorriso em sua voz, apesar de não olha-lo.
— Se inscreveu para isso também? - ela apontou com a cabeça enquanto notava Krum vir em sua direção, mas não sem antes trocar um olhar com Hermione Granger que ruborizou no mesmo instante voltando sua atenção para seu livro.
— Claro que sim - respondeu orgulhoso e bufou.
— Não deveria estar orgulhoso disso - murmurou ao mesmo tempo que Krum parava a sua frente com a feição fechada. — Bom, vamos as apresentações por aqui. Vitor esse é Cedrico Diggory, ou meu maior fã em Hogwarts, como é popularmente conhecido - ela brincou e Cedrico riu.
— Engraçadinha.
— E Cedrico, esse é Vitor Krum. Um búlgaro mal encarado que eu adotei em meus anos em Durmstrang - Krum sorriu de canto.
— Se bem me lembro, foi ao contrário - murmurou a fazendo rir e Cedrico franzir o cenho sem entendê-lo direito.
— É um prazer conhecê-lo - Cedrico estendeu a mão de modo gentil e Vitor a apertou do mesmo modo. Mesmo que ambos estivessem enciumados naquele momento, não eram trogloditas sem modos.
— O prazer é todo meu - tentou pronunciar da melhor forma possível e soltaram suas mãos. Houve um momento de silêncio e então Vitor respirou fundo.
— Então Eileen, vamos nos preparar para o jogo desta tarde? Vai ser bom assistir só para variar - o encarou e assentiu sorrindo.
— Vamos - Vitor sorriu satisfeito e indicou o lado de fora do saguão, encarou Cedrico que não estava nada satisfeito com a ida da garota, muito menos acompanhada de Krum. — Nos vemos no jogo? - questionou Cedrico e ele assentiu.
— Claro, claro! - ele assentiu e ela fez o mesmo.
— Tudo bem, nos vemos mais tarde então… Ced - ela soltou o apelido de modo seguro, porém dentro de si havia receio. Receio esse que sumiu quando um sorriso se formou no rosto de Cedrico e o rapaz mordeu o lábio rapidamente, enquanto Krum revirava os olhos. Mas que diabos estava acontecendo ali?
— Até mais tarde, - ela sorriu balançando com a cabeça e seguiu para perto de Krum que já havia se afastado alguns passos.
— Ced? - Krum questionou com um sorriso presunçoso nos lábios.
— Não precisa expor seu ciúmes. Eu te chamo de Krum de modo carinhoso - provocou e Vitor revirou os olhos novamente. estava longe e ele estava sendo “trocado” afinal.
— Hogwarts definitivamente tem te deixado mais folgada que nunca - declarou e recebeu um empurrão fraco como resposta, coisa que o fez rir assim como a ela.

(...)


estava sentada nas arquibancadas da Sonserina junto a Vitor e mais alguns colegas de sua antiga escola. O jogo naquela tarde - que era apenas um tipo de amistoso, apenas para passar o tempo enquanto as tais vinte e quatro horas para os alunos colocarem o nome no cálice acabasse - seria um clássico entre grifinória e sonserina.
Se havia algo do qual estava sentindo falta, aquilo eram os jogos de quadribol. Artilheira nata - coisa que o pai vivia lhe dizendo que havia puxado da mãe -, não perdia um jogo sequer em Durmstrang. Ela e Krum eram vistos como um tipo de time dos sonhos na escola búlgara e todos juravam que quando tivesse idade, se juntaria a seleção junto a Vitor. Porém isso havia sido antes de ela ir para Hogwarts e as suas obrigações como escolhida de você-sabe-quem, começarem.
Draco era o apanhador de sua casa e aquilo deveria ser uma das poucas coisas as quais invejava com afinco do primo. O sonho da garota era ser apanhadora, porém, desde sempre havia ocupado a posição de artilheira. Não sabia definir exatamente por que nunca havia tentado tomar a posição dos sonhos para si, talvez quisesse homenagear a mãe de alguma forma, ou achava que ser apanhadora, a deixaria distraída demais dos seus verdadeiros planos. Contudo, a garota vivia ouvindo de Krum que a tentativa seria certeira.
O jogo já se desenvolvia há algum tempo. Draco e Potter perseguiam o pomo a todo custo e apenas sabia segui-los com os olhos traçando estratégias em sua mente para pegar a pequena bola dourada.
Draco rasgava o ar com sua vassoura e sentia a empolgação crescer em seu peito. Porém o que veio a seguir aconteceu tão rápido quanto piscar os olhos. Draco estava inclinado sob a vassoura milimetros a frente de Harry para pegar o pomo quando Fred Weasley irrompeu ao lado do Malfoy batendo sua vassoura na dele. Em segundos Draco vacilou na vassoura que fez seu caminho para o chão.
se levantou da arquibancada e desceu de maneira acelerada até o campo. Ao chegar lá em baixo, encontrou Draco encolhido segurando seu próprio pulso enquanto gemia de dor. Ela correu até ele e poucos passos antes de alcançá-lo viu Fred pousar no chão. Marchando firme, seguiu até ele.

— Está maluco por acaso, Weasley? - esbravejou vendo o rapaz encara-la.
— Não o derrubei de propósito, estava tentando apenas atrapalha-lo - justificou e logo estava parada à sua frente com as feições de alguém que seria capaz de matar Fred bem ali mesmo.
— Se a sua casa não consegue ganhar de forma honesta, seria melhor nem terem entrado no jogo - Fred soltou um riso debochado.
— Isso é muito engraçado vindo de você, Malfoy - aquilo fez o sangue de ferver e subir para as bochechas em pura raiva.
! - a voz de Draco irrompeu na discussão e ela se virou de uma vez para o primo claramente nervosa.
— Já chega de discussões por aqui.- Madame Hooch ordenou. — Não temos um substituto para Draco. Vamos ter de encerrar o jogo - informou e quase bufou de raiva. Jogos de quadribol mexiam com seu humor mais que o normal.
— Não, madame Hooch. Nós temos um substituto - Draco informou segurando o braço da bruxa e ela o encarou de cenho franzido, bem como todos os outros ali.
— Quem, senhor Malfoy? - madame Hooch questionou e sem uma palavra Draco encarou a prima diretamente. franziu o cenho e olhou em volta em busca de alguém, porém ela era a única ali que poderia ser uma opção. Pensou em protestar, mas o olhar do primo quase lhe suplicava para que ela deixasse de ser teimosa.

cogitou por um instante. Aquilo era uma péssima ideia. Não tinha nenhuma prática como apanhadora e com certeza perderia o pomo para Potter. Os alunos de sua casa a condenariam por aquilo, com certeza. Porém os olhos de Draco em si lhe passavam confiança, como quem diz acreditar nela.
Exceto por Krum, Draco era o único a saber do sonho de e sempre o ouvia dizer o quanto achava que ela seria ótima por sua determinação. E sabendo que o primo acreditava nela, foi que ela bufou e revirou os olhos.

— Só pode ser brincadeira - e dizendo isso ela se virou e correu em direção a vassoura de Draco.

Em um rápido movimento ela estava em cima dela irrompendo pelo campo de quadribol junto a gritos empolgados dos alunos da sonserina. Encarando a arquibancada, ela encontrou Krum comemorando, mas não foi nele que o olhar de repousou, foi em um homem esguio e pálido que a encarava com um sorriso orgulhoso nos lábios. Seu pai. A garota sorriu assim que o viu sibilar “você consegue, ” e aquilo fez crescer confiança em seu coração.

Malfoy substitui Draco como a apanhadora da sonserina! - a voz de Lino Jordan irrompeu pelo campo fazendo novos urros de empolgação serem ouvidos e sorriu lateralmente.

Enquanto os jogadores se posicionavam gradativamente pelo campo de quadribol, olhou de soslaio para o time grifinório. Era nítido que todos demonstravam certo desconforto ao ver aquela troca, afinal, conheciam Draco e suas habilidades mas tudo sobre a outra Malfoy, era novo e aquilo não os agradava nem um pouco.
Em um movimento rápido, Flint repousou sua vassoura ao lado da garota e todo o resto do time fez o mesmo.

— Você sabe o que está fazendo, Malfoy? - Cassius Warrington - o artilheiro da sonserina - perguntou ríspido, mas se limitou apenas a rolar os olhos em resposta.
— Deixe-a Warrington - o capitão do time falou sem muito grato. O tom de sua voz transmitia desconfiança e por mais que toda a torcida estivesse empolgada com aquela troca, Flint ainda tinha dúvidas ela era realmente capaz, ele só não falaria aquilo a . — Precisamos de uma apanhadora de qualquer forma - deu de ombros. — Se posicionem!

Todo o time sonserino, assim como o seu rival, ficaram de prontidão esperando o som do apito de Madame Hooch irromper o lugar. Aquilo podia ser apenas um amistoso, mas a rivalidade que havia entre aquelas duas casas, fazia com que todo aquele jogo se tornasse algo muito mais sério.
Fred Wesley resmungou algo ao seu irmão e se ajeitou melhor em sua vassoura quando o apitou anunciou o recomeço do jogo, no alto flutuando com sua vassoura, Harry Potter só conseguia prestar atenção em uma coisa e não era no pomo de ouro.

— A partida recomeçou com a sonserina na posse da goles. O artilheiro Cassius mergulhou com sua vassoura, escapando por pouco de um dos balaços arremessados pelos gêmeos Wesley, difícil dizer quem agora - Lino Jordan continuou narrando o jogo com excelência, não deixando nenhum movimento escapar de seus olhos. — Está cada vez mais perto das baliz... ESPEREM AI. Katia Bell capturou a goles de Cassius, é isso mesmo.

A narração de Lino era algo extasiante, todos os torcedores seguiram com afinco todo o caminho percorrido pela artilheira Bell com Peregrin e Lucian ao seu encalço. observava toda a partida posicionada com a Nimbus 2001 de seu primo, o início do jogo a havia deixado com raiva e do alto fixada em sua vassoura, lembrou de mais tarde acabar com Cassius por ter duvidado dela e ter feito uma artilharia ridícula daquelas.

— Os batedores da sonserina alcançaram Katia e, SEUS TRAPACEIROS DESGRAÇ - Lino resmungava antes ser repreendido pelo olhar de Minerva. — Desculpem - resmungou e voltou seus olhos para o jogo. — Pois bem, depois dessa falta clara... Madame Hooch deu lance livre à grifinória - a essa altura a casa sonserina sibilava com raiva. — É a vez de Johson ter a posse da goles. Ela tem o caminho livre à sua frente, desviando com agilidade dos balaços e indo direto ao encontro com as balizas e...PONTO PARA GRIFINÓRIA!

Enquanto toda a grifinória comemorava, a torcida sonserina murmurava todos os tipos possíveis de xingamento e naquele instante os olhos de Cedrico Diggory pousaram-se sobre Malfoy. Mesmo a vendo de longe, tanto ele quanto Krum, sabiam que a garota estava severamente irritada e toda aquela irritação certamente seria lançada em alguém mais tarde ou quem sabe não demoraria tanto assim. estava prestes a ir em direção a Cassius e lhe dizer poucas e boas quando seus olhos se fixaram em algo muito mais interessante.

— Bell está novamente com a posse da goles e… Flint bloqueou a garota em chei... Esperem aí, aquilo seria o pomo? - Jordan anunciava bem a tempo de todas as casas evidenciarem Malfoy e Potter saírem a disparada atrás da pequena bola dourada.

Quanto mais perto do pomo de ouro a Malfoy chegava, mais seu coração palpitava e Potter podia jurar que sentia o mesmo. Ele rasgava o vento montado em sua firebolt, mas não se dava por vencida e ia tão rápido quando o outro garoto.
Naquele momento, todas as casas estavam levantadas. A metade urrava o nome de Potter enquanto a outra metade se concentrava no grande borrão branco que era , evidenciando que a garota realmente era rápida e não brincava quando o negócio era quadribol. Fred nunca se sentiu tão arrependido por ter derrubado Draco. Tanto Potter quanto a Malfoy desviaram com agilidade dos balaços jogados pelos adversários e esplendidamente voavam chegando cada vez mais perto do pomo, que ao centro de ambos demonstrava que o único obstáculo que tinham era um ao outro.

— Potter e Malfoy estão muito próximos do pomo de ouro agora - Lino falava rápido tomado de ansiedade. - Ele está bem no centro dos dois apanhadores. Potter está centímetros à frente, mas se recupera rápido, rápido até demais… OH NÃO! Se os dois continuarem assim, vão acabar se chocando.

não precisava entender o que Lino Jordan falava para saber o que estava prestes a acontecer, porém, ela não recuaria. O pomo parecia entender o que acontecia também, pois ainda permanecia parado ao centro dos dois jogadores. Se ela e Harry continuassem naquela velocidade, iriam acabar no chão, quebrados e sem o pomo de ouro para si.
Então, o pomo subiu rapidamente fazendo com que os dois pararem a centímetros um do outro, mas tão rápido quanto o pomo subiu, ele começou a descer e em um movimento certeiro, os dois mergulharam com suas vassouras logo atrás dele. Lado a lado, Harry e se entreolharam enquanto todos os outros estudantes, professores os observavam com os olhos arregalados tão ansiosos quanto os próprios apanhadores.

— Os batedores de ambas as casas tentam em vão despistar e Harry. Os dois estão muito próximos do pomo agora e... POR MERLIM! Malfoy literalmente se equilibra em pé em sua vassoura e está com o braço esticado para o pomo. Ela está tão próximo e… Potter e se chocam e estão vindo juntos direto ao chão…

Tudo havia sido muito rápido, o momento em que decidiu se colocar de pé na vassoura, a aproximação de Potter e o baque dos dois. Porém, em câmera lenta era que ela e Potter seguiam rumo ao chão. sentia a resistência do ar contra seu corpo, e a sensação do oxigênio deixando seus pulmões por conta do susto era quase desesperadora.
Em um baque seus corpos se chocaram contra o chão e rolaram juntos pelo terreno arenoso. sabia que havia se machucado apenas pelo barulho que alguns de seus ossos haviam feito e a dor que seu pé . O silêncio no campo se tornou quase ensurdecedor. Era possível ouvir o vento e os passo de Krum, Hermione, Cedrico e Ron descendo as escadas de suas respectivas arquibancadas. sentia o coração bater nos ouvidos e a adrenalina correr por suas veias. Abrindo os olhos ela encarou Potter que estava ao seu lado já sentado.
Acompanhando o movimento do garoto, se sentou com os olhos de Potter sobre si como quem lhe pergunta o que houve. Ela sorriu esperta e levantando sua mão mostrou a quem quisesse ver a pequena bola dourada que segurava.

MALFOY CAPTUROU O POMO DE OURO! Sonserina é a vendedora - Jordan falava rapidamente enquanto toda a sonserina urrava de alegria.

comemorava rindo ainda sobre o chão, Potter desviou seu olhar de seu braço dolorido para a garota que ria. O que ela havia feito foi incrível e por mais que ele tenha perdido, por um minuto a frase “se apaixonar por uma sonserina” passou pela sua cabeça.

— Você está bem? - questionou o rapaz que balançou a cabeça espantando os pensamentos para longe de si.
— Sim, apenas um braço machucado - Potter sorriu com simpatia e fez o mesmo, enquanto se colocava de pé. Harry estava prestes a se levantar e parabenizar a colega, mas tão rápido quanto aquela vontade veio, ela se foi quando Potter notou a garota se jogar aos braços de Krum.

Victor girava a garota com alegria antes de toda a casa sonserina irromper a quadra e vir a urros de alegria comemorar junto garota. Na arquibancada, Cedrico Diggory estava parado ao pé do último degrau, com os olhos focados em Krum com em seus braços e naquele momento Diggory descobriu pela primeira vez, como era sensação de sentir ciúmes de alguém.


Capíulo 6 - A seleção dos campeões.

Após o jogo e muitas comemorações por parte da sonserina para a apanhadora, a noite recaiu sobre Hogwarts. estava em seu dormitório se preparando para o jantar daquela noite, que para muito alunos seria algo especial, porém para ela era apenas uma perda de tempo. Eles não se davam conta que estavam comemorando possíveis mortes? Para ela aquilo não fazia sentido, e não participaria do jantar se pudesse, porém não podia.
Sozinha no dormitório, enquanto arrumava os longos cabelos, ela encarava o pedaço de pergaminho com o nome já conhecido em todo o mundo bruxo. Harry Potter. Respirando fundo ela deixou de lado sua escova de cabelos e pegou o pedaço de pergaminho mal cortado o colocando no bolso de suas vestes e seguiu a passos acelerados para fora do dormitório.
Quando alcançou o salão comunal de sua casa baixou o olhar evitando o contado visual para que não fosse parada. Por conta do ocorrido daquela tarde, recebia alguns cumprimentos esporádicos em seu caminho, porém entregava apenas alguns acenos de cabeça como resposta.
Assim que alcançou a saída do salão comunal, encontrou Draco. Ele estava sozinho e parecia apressado para algo, tanto quanto sua prima.

— Onde vai? - ele questionou franzindo o cenho.
— Encontrar Dumbledore - informou de maneira ríspida
— Ah, , o que você fez dessa vez? - Draco estava preocupado de modo que sequer deu atenção a rispidez da prima.
— Nada, não fiz nada, Dumbledore apenas quer falar comigo. Deve ser sobre o jogo - ela deu de ombros — Preciso ir, ainda tenho que me apresentar ao jantar - e dizendo isso ela se afastou, respirando fundo assim que deu as costas a Draco.

Os passos tornaram a se apressar e enquanto fazia o seu caminho até o saguão onde o cálice se encontrava, sua mente girava.

Flashback on

Era noite no pequeno povoado de Little Hangleton, ainda conseguia sentir o ar fúnebre que a sala havia tomado após a morte de Fraco. Rabicho havia ficado encarregado de dar fim ao corpo do trouxa, enquanto se mantinha com Nagini e o lorde da trevas na sala.
Nagini estava entrelaçada ao pescoço de , enquanto de modo contido ela acariciava a cabeça gelada da cobra.

— Milorde, mas eu ainda não entendo, o que o senhor quer que faça naquela escola? - a garota questionou de maneira despretensiosa.
— Você precisa colocar o nome de Harry Potter dentro do cálice de fogo, criança - ela franziu o cenho.
— Mas milorde, por que não Bartô? - havia um questão que a constante audácia de lhe fazia esquecer: Voldemort não dava explicações. Suas ordens, eram suas ordens, e deviam ser seguidas sem serem questionadas.
— Nagini - e com o simples chamado do nome da cobra, ela apertou seu aperto em volta do pescoço de assustando a garota, que segurou o corpo dela em uma tentativa de desfazer o aperto. - Criança, não se esqueça de quem eu sou. Sou seu lorde e não devo ser questionado como se fosse algum tipo de sangue ruim digno de dúvidas ou questionamentos por ser incapaz - a garota assentiu assustada. - Espero que não precise tornar a te lembrar isso criança - novamente assentiu. Seus sentidos já ficavam confusos, a visão escurecia e o ar lhe faltava, ao mesmo tempo que sua força se esvaía. - Deixe-a Nagini - e então o aperto da cobra afrouxou fazendo cair no chão com as mãos no pescoço.

Sabia que nem Voldemort, nem Nagini eram algo como sua família ou seus amigos, porém sempre se impressionava com a capacidade do milorde de lhe punir e a de Nagini de obedecer suas ordens sem sequer pestanejar. Ela se colocou de pé, mesmo com dificuldade. A fraqueza não lhe era uma opção.

— Milorde, mas não acha que o velho irá fazer algo para impedir que alunos mais novos coloquem seus nomes no cálice? - questionou com um pouco de receio em seu tom. Por mais que fingisse que não, tinha certo medo das punições de Voldemort, por que nada estava fora dos limites para o Lorde das trevas.
— Ele irá. Porém criança, eu conheço mais feitiços do que Dumbledore jamais sonhou - a arrogância sempre presente continuava ali. - Não se preocupe. Eu já tenho tudo planejado - e com aquilo, decidiu que era hora de cessar suas perguntas.

Flashback off

Ela alcançou o saguão de maneira rápida e logo o cálice brilhava a sua frente. O objeto reluzia em tons claros de azul, e precisou admitir para si mesma que era de fato um belo artefato, mas o objetivo dele era o que não lhe fazia sentido. Se aproximou com cautela da linha etária e sentiu o coração acelerar.
Se fosse pega teria que explicar o por que de estar ali com o nome de Potter escrito em um pergaminho em seu bolso e tinha certeza que não inventaria uma mentira boa suficiente para convencer Dumbledore, mesmo que soubesse que seu pai provavelmente daria jeito naquilo.
Os passos eram lentos e quase incertos, a respiração era funda e falhada, o coração batia descompassado e desse modo foi que seguiu até estar a um passo da linha. Puxando um último bocado de ar foi que ela a atravessou. Olhou ao redor em busca de algum tipo de perigo, mas não o viu. Colocou o pergaminho dentro do cálice e o viu queimar de um modo quase hipnótico.
Em passos cautelosos ela se afastou esperando que algo acontecesse, porém nada aconteceu e por conta disso, ela se retirou dali o mais depressa que conseguiu.
Quando chegou as escadas próximas ao salão principal, os alunos desciam para o jantar, e junto a um grupo da sonserina ela seguiu até a mesa de sua casa, onde Draco e Krum já estavam sentados. Passou os olhos pelo salão em busca de Diggory, porém não o encontrou.

— Malfoy - ouviu a voz característica de Potter atrás de si e seu corpo gelou. Ela demorou a se virar e quando o fez, viu uma expressão quase neutra no rosto de Harry.
— Potter - apesar de estar nervosa, a voz saiu firme. Ela viu um pequeno sorriso tímido surgir no rosto de Potter.
— Parabéns pelo jogo de hoje - Harry cumprimentou e franziu o cenho. - Foi muito corajosa em subir na vassoura daquele modo, ainda mais por ser a primeira vez que jogou como apanhadora - permaneceu de cenho franzido.
— Como sabe que foi a primeira vez? - e com essa pergunta, viu as bochechas de Harry tomarem tons de rosa.
— Hum… Bem… Fred foi quem me disse que você era artilheira em Durmstrang - ele comentou simples e sorriu de canto.
— É muito bom saber que sou assunto na sala comunal da Grifinória - ela soltou em um tom de brincadeira que por um momento deixou Harry em dúvida, mas depois o fez rir.
— Certo, Malfoy. Certo - ele assentiu e prendeu uma risada.
— Obrigada, Potter. Você também jogou muito bem - Harry sorriu e por um momento eles se encaram.

Os olhos de Harry eram de um verde que não se lembrava de ter visto em toda sua vida, os cabelos longos faziam alguns fios caírem em seus olhos e pelo vão de um fio e outro ela notou a tão conhecida cicatriz em formato de raio.
Harry, por sua vez, olhou fundo nos olhos negros de . Ele quase não conseguia notar suas pupilas, e realmente seus olhos eram semelhantes aos de Snape, porém havia um brilho nos olhos de que não existia nos olhos do pai. Se perguntou por um momento como deveria ter sido a mãe de . Será que ela se parecia com Katrina?

— Harry, ai está você - Hermione surgiu ao lado de Harry e só então encarou . - Ah, desculpe, eu não queria interromper. Oi - ela cumprimentou do modo mais gentil que conseguia e foi suficiente.
— Granger - sorriu. - E está tudo bem, eu já estava indo para a minha mesa. Se me dão licença - ela acenou com a cabeça recebendo acenos de volta enquanto se retirava.

Viu Draco a encarar com o cenho franzido e assim se manteve até que ela e sentasse ao seu lado. Krum se sentava na ponta da mesa, cercado por alunos que estavam interessados em conversar com ele sobre qualquer que fosse o assunto, e apesar de haver um lugar vago ao seu lado, seguiu para perto do primo. Não estava disposta a lutar pela atenção de Vitor.

— Por que Potter estava falando com você? - Draco questionou em tom de clara insatisfação.
— Apenas queria me desejar os parabéns pelo jogo. Não cause uma confusão por isso, priminho - ela pegou um pão a sua frente e o mordeu. - Como está o braço? - ela questionou e Draco franziu o cenho.
— O que? - questionou confuso e quando franziu o cenho ele notou do que ela falava. - Ah sim, muito melhor. Muito melhor - Draco era um péssimo mentiroso, por que sempre esquecia das mentiras que havia contado e sabia daquilo, e sabendo daquilo ela abriu a boca.
— Você fingiu que havia se machucado? - ela questionou baixo e Draco se virou para frente. - Por que fez isso? - ela tornou a questionar e Draco fingiu sequer ouvir.
— Não sei do que está falando, - ele soltou com um riso preso no canto da boca.

Fato era que Draco sabia da vontade da prima de ser apanhadora, e aquele jogo lhe pareceu um momento propício. Fred o acertou de fato, mas não com força suficiente para que caísse da vassoura, e quando Draco viu , aquela lhe pareceu uma boa oportunidade de ver a prima jogar na posição tão sonhada por ela.
Antes que pudesse contestar, sentiu um corpo tomar o assento ao seu lado e se virou encontrando Krum.

— Como está senhorita apanhadora? - questionou e sorriu fraco.
— Bem, e você senhor atração principal entre as garotas? - ela arqueou uma sobrancelha e Krum sorriu de canto. Um sorriso que tirava o fôlego de muitas garotas.
— Ciúmes não fazem o seu tipo, Eileen - ela revirou os olhos.
— Mais respeito, Krum. Mais respeito - ele riu negando com a cabeça e mantendo seu olhar sobre .

O jantar teve seu início e todos na mesa conversavam sobre frivolidades. Por todo o lugar as pessoas conversavam, e durante uma pausa em sua conversa os olhos de seguiram para a mesa da Lufa-lufa e encontraram Cedrico que conversava com Zacarias Smith enquanto ria. não havia falado com o rapaz desde quando se viram no saguão principal.
Como se sentisse o olhar de sobre si, Cedrico virou seu olhar na direção da garota e paralisou por um momento ao nota-la encarando-o. Geralmente, quem fazia aquilo era ele, e ter com seus olhos negros sobre ele, juntamente a um sorriso nos lábios, fez seu estômago girar.
Porém, depois de um momento, os olhos dele focaram em Krum e o estômago afundou o fazendo se virar para a garota ao seu lado em busca de assunto, sem sequer sorrir de volta para .
A garota não teve tempo de processar a reação de Cedrico pois o silêncio reinou no salão ao mesmo tempo que Dumbledore se erguia em seu lugar.

— Bom, o Cálice de Fogo está quase pronto para decidir - a voz de Dumbledore soou por todo o lugar. - Estimo que só precise de mais um minuto. Agora, quando os nomes dos campeões forem chamados, eu pediria que eles viessem até este lado do salão, passassem diante da mesa dos professores e entrassem na câmara ao lado, onde receberão as primeiras instruções - Dumbledore indicou a porta atrás da mesa dos professores.

Com um gesto em sua varinha, todas as velas se apagaram, exceto as que estavam acesas dentro das abóboras cortadas, deixando o salão principal em uma penumbra. Naquela luz o cálice - que a pouco havia sido trazido - brilhava ainda mais intenso em sua luz azulada, o que quase fazia os olhos de doerem.
No salão, todos os alunos pareciam ansiosos pelo momento em que algo aconteceria. , estava apenas ansiosa por não ser descoberta.
Krum estava animado ao lado de , porém sabia o quanto a garota detestava aquilo e por isso se continha.
As chamas do cálice tomaram tons avermelhados e naquele momento um pedaço de pergaminho foi expelido pelo objeto fazendo todos os alunos prenderem suas respirações.

— O campeão de Durmstrang... - Dumbledore anunciou alto. Fez-se suspense, — Será nada mais, nada menos que Vitor Krum! - e com isso os alunos de todo o lugar gritaram, inclusive Krum.

O rapaz soltou um urro em animação e se virou para vendo a garota o encarar, algo entre o medo por ele ser o campeão, e o contágio por sua animação. Krum não soube dizer, porém sua reação seguinte foi inesperada tanto para ele quanto para .
Suas mãos grandes seguraram o rosto delicado de e ele a puxou de modo rápido e gentil para si. Os lábios dos dois se tocaram com de olhos abertos e assustados, em choque processando o que acontecia e então por um momento, ela apenas pensou em como entendia a razão para as garotas quererem beijá-lo. Seus lábios eram macios, muito macios, de um modo que ela não esperava que fossem para alguém como Krum. O toque dele lhe causou um breve arrepio e quando ele se afastou alguns segundos depois, ele sorriu para ela mordendo seu próprio lábio e então se levantou.
ficou parada ali e sentiu suas bochechas queimarem quando Krum se foi e ela sentiu os olhares divididos entre ela e Krum caminhando para a câmara onde Dumbledore havia o mandado ir. Ela se virou para frente, sem jeito, e no mesmo instante seus olhos procuraram Diggory. O maxilar do garoto estava travado e ele estava vermelho como , porém diferente de , Cedrico tinha sua vermelhidão por conta do ciúmes. Havia visto o beijo e preferia não tê-lo feito.
resolveu permanecer em seu local, quieta. Evitando o máximo contato visual com seu pai e até mesmo Draco que ela sabia que se encontrava tão em choque quanto ela.
O cálice tornou a expelir um novo pedaço de pergaminho que novamente Dumbledore capturou no ar. Ele encarou o papel e por cima das lentes de meia lua encarou os alunos.

— O campeão de Beauxbatons é... Fleur Delacour! - Dumbledore soou retumbante.

Fleur se colocou de pé com graciosidade, enquanto duas garotas de sua escola começavam um choro sofrido por não serem as escolhidas. Sem muita enrolação, ela adentrou a sala onde Krum a pouco havia entrado.
Novamente o cálice jogou um pedaço de pergaminho para fora e dessa vez, com um sorriso quase imperceptível, Dumbledore encarou o papel. teve um mau presságio e seus olhos tornaram a encontrar os de Cedrico.

— O campeão de Hogwarts é... Cedrico Diggory - e aquela palavras fizeram o coração de palpitar.

Ela e Cedrico se encaravam fixamente e ela negou com a cabeça sussurrando um “não”. Cedrico riu, desacreditado e se levantou seguindo para o local onde Fleur e Vitor havia ido momentos antes.
sentia o coração pesando no peito e o ar lhe faltou por um momento. O que estava acontecendo afinal?

, está tudo bem? - Draco questionou tocando o braço de e ela se virou o encarando.
— Sim. Está - Draco sabia que havia algo errado, mas não queria demonstrar. Então quando ela colocou sua mão no banco, longe do campo de visão dos outros, Draco tocou a mão de a segurando. A garota o encarou logo após olharem suas mãos e apesar de Draco manter uma expressão neutra, ela sabia o que ele queria dizer. Estava ali para ela.

não entendia, era para Potter ser o escolhido, não Cedrico, o que estava acontecendo afinal?

– Excelente! – exclamou Dumbledore quando todos os alunos finalmente fizeram silêncio. – Muito bem, agora temos os nossos três campeões. Estou certo de que posso contar com todos, inclusive com os demais alunos de Beauxbatons e Durmstrang, para oferecer aos nossos campeões todo o apoio que puderem. Torcendo pelo seus campeões, vocês contribuirão de maneira muito real…

No meio de sua frase o diretor de Hogwarts foi interrompido. O cálice de fogo voltava a tomar tons avermelhados intensos. Muito mais intensos do que momentos antes. Ele soltava faíscas de maneira intensa o que fez Dumbledore colocar suas mãos em frente aos olhos. Em novas chamas o cálice de fogo fez rodopiar pelos ares um pedaço de pergaminho.
Em um ato quase que automático, Dumbledore levantou sua mão pegando o papel e o colocou à frente dos olhos para que pudesse vê-lo melhor. Os olhos se arregalaram ao nome que leu, e se virou de uma vez encarando os alunos. Houve uma pausa longa enquanto os olhos do velho buscavam um rosto em específico em meio a multidão.

— Harry Potter! - e ao gritar aquele nome, todos fizeram silêncio e os olhares no salão se voltaram para apenas um garoto. Exceto por , que encarava a porta da câmara, com seus pensamentos indo de Krum para Cedrico.

(...)


Os alunos foram dispensados para seus dormitórios. Porém ficou escondida em uma das estátuas esperando.
Após o nome de Potter ser chamado, ele foi levado para a câmara às pressas e os demais alunos foram dispensados. O modo assustado como eles fizeram aquilo, entregava a que Potter estava encrencado e ela quase sentiu pena.
Muitos minutos haviam se passado quando as portas do salão se abriram e de lá Krum e Fleur saíram acompanhados de seus diretores. se manteve escondida. Por hora havia decidido fugir de Krum. Primeiro queria entender o que exatamente havia acontecido consigo depois daquele beijo. Eles subiram as escadas e minutos depois saindo do salão estavam Harry e Diggory sozinhos. Eles caminhavam em silêncio lado a lado e foi então que se apressou a alcançá-los.

— Cedrico - o chamou e viu o rapaz se virar juntamente a Harry. - Podemos conversar? - pediu e Cedrico a encarou por alguns momentos pedindo licença a Potter que acenou subindo sozinho as escadas e os deixando ali.
— O que quer, ? - questionou de modo ríspido e estranhou.
— Saber como você está - informou e ele respirou fundo.
— Bem. Já não deveria estar em seu quarto? - respondeu simplesmente. queria entender por qual razão ele estava daquele modo, porém não entendia.
— O que está acontecendo? Por que está estranho? - perguntou, Cedrico desviou o olhar dela.
— Eu estou igual, Malfoy - bufou.
— Não, não está, você não me chama de Malfoy a não ser que seja por brincadeira. E está cheio de olhares estranhos e risadas irônicas - ela respirou fundo novamente. — Eu estou preocupada com você nesse torneio. Não era para você estar nele - e com aquela frase Cedrico a encarou desacreditado. Aquilo pareceu o estopim para aquilo que lhe borbulhava o peito.
— Por quê? Por que não sou bom para competir com seu namorado? - ele questionou desgosto ao citar a última palavra. — Já sou bem grandinho e sei me cuidar. Sou muito melhor que seu querido Krum, se é que quer saber, e muito pelo contrário do que pensa, sou capaz de ganhar esse torneio - soltou de uma vez e franziu o cenho.
— Do que está falando? Eu não duvido da sua capacidade, Diggory. Nem contra Krum, nem contra ninguém. Eu acredito na sua capacidade, mas não quero que se machuque. Por que está insinuando isso? - a declaração de fez Cedrico vacilar por um momento, e ela só precisou daquilo para entender o porque do desdém em sua voz ao falar de Vitor. — Está com ciúmes, Ced? - ela não zombava, apenas tentava entender o que estava acontecendo.
— O que? - a voz do rapaz estava vacilante e por um momento quis sorrir. — Está maluca, . É isso que está. Só não gosto que duvidem de mim por seus favoritos - revirou os olhos bufando.
— Não sei da onde tirou isso - retrucou.
— Talvez da sua cara depois que o Krum a beijou - antes que pudesse conter as palavras elas saíram, fazendo arquear uma sobrancelha para Diggory.
— Não sabia que fazia o tipo ciumento, Ced - ela provocou tentando amenizar aquela briga sem sentido, mas apenas pareceu deixá-lo ainda mais nervoso. As bochechas tomavam tons rosados e ele apenas respirou fundo.
— Ótimo, haja como uma criança. Eu estou indo para o meu dormitório, você sabe onde é o seu e caso não saiba, pode chamar o Krum para te ajudar a encontrar o caminho. Afinal desde que ele chegou, as atenções são todas dele - ele não falava das atenções gerais, ele fala da atenção de , porém naquele momento o que ela entendeu era que Cedrico estava falando de todas as garotas da escola.

Enquanto ele subia as escadas ficava ali parada, o sangue fervendo em pura raiva e o coração lhe apresentando um novo sentimento que ela jamais admitirá sentir.
Naquele momento, parada a escada, Eileen Malfoy era invadida pela primeira vez em toda a sua vida por ciúmes. Ciúmes de Cedrico Diggory.




Continua...



Nota da autora: Uma atualização fresquinha para os bruxos e bruxas de plantão! Para incentivar vocês leitoras em tempo de quarenta, aqui está o novo capítulo de Chosen Blood. Eu simplesmente NÃO sei lidar com esse beijo. E agora, o que nossa Malfoy fará?
Fiquem atentas aos próximos capítulos e não esqueçam de seguir o instagram e comentar!

Mal feito, feito.



Nota de Beta: Eu estava realmente pensando nisso... O que será que ela vai fazer com o sentimento que ela acabou de descobrir que tem pelo Cedrico, depois desse beijo do Krum. Se eu estou com um pouquinoh de inveja?? Sim, com certeza. Adorei a cena dela com o Lord das Trevas. Amei o modo como aconteceu e do jeitinho com que ele "pediu" que ela colocasse o nome do Harry no calice. Estou cada dia mais apaixonada nessa fic, G.K. Ansiosa por mais.

Qualquer erro nessa fanfic ou reclamações, somente no e-mail.


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