Doce Amizade

Última atualização: 23/09/2019

Prólogo

"Ei, me contaram o que houve...", disse entrando em seu apartamento. "Como você está?" Me olhou deitado no sofá. "Eu sinto muito, , nunca poderia imaginar que vocês não estavam bem." Sorriu de lado.
"Nós estávamos bem, , esse é o problema." Riu meio desanimado, enquanto eu juntava as sobrancelhas.
"Não estou entendo... Se estavam bem, então, porque terminaram?"
"Não é meio óbvio?" Ele bufou irritado e fiz o mesmo.
", se fosse óbvio para mim, não estaria perguntando o porquê." Rolei os olhos impaciente.
"Eu gosto de outra pessoa, ." Arregalei os olhos, porque Deus, eu não estava preparada para isso novamente. Suspirei.
"Ok, e e-eu conheço essa pessoa?" Torci para que a resposta fosse negativa.
"Mais do que você gostaria, talvez!" Deu de ombros como se não fosse nada demais. Tentei respirar fundo, sem que ele percebesse que me deixou desconcertada. Olhou fundo nos meus olhos procurando, quem sabe uma resposta para o meu nervosismo, mas não encontrou, então umedeceu os lábios e deu um sorrisinho de escárnio. "Qual é , você nem gostava dela." Ri nervosa.
"Pois é." Falei baixinho, mais para mim do que para ele. De fato, eu nem gostava da perfeitinha Hailee, na verdade, eu gostava, mas não para que namorasse meu melhor amigo. "Escuta, de fato eu não gostava dela namorando você, mas isso não quer dizer que não me importo... Quem sabe essa aí, de quem você acha que gosta, não seja uma louca." Falei sem filtrar e arregalei os olhos novamente.
"Não gostava dela, porque me namorava..." riu e colocou a mão no queixo. "Me conte mais sobre isso, ." Rolei mais uma vez os olhos.
"Não e eu já disse para não me chamar assim, me chame de ."
"Não muda de assunto... Porque não gostava dela?"
" querido, vamos curtir sua fossa falsa com o sorvete e os chocolates que trouxe." Sorri, fingindo demência.
" querida, estou mais interessado no assunto 'não gostava dela porque te namorava'". Bufei, já o conhecia tempo demais para saber que não esqueceria desse assunto tão cedo.
"Vim para ver como estava, já que está bem, vou embora... Boa noite, !" Me levantei do sofá, mas fui puxada pela mão em direção a . "Qual é?!" Ri nervosa, quando cai em cima dele, estávamos muito perto um do outro e da última vez que isso aconteceu, acabou com um me evitando e semanas depois assumindo um namoro." Me solta, , é melhor eu ir embora."
"Gostaria que ficasse..." disse baixinho, me fazendo fechar os olhos, como todas as vezes quando depois de um show, cansado ele me ligava e falava comigo até pegar no sono.
"Porque exatamente?" Falei no mesmo tom, a centímetros do rosto dele.
"Porque estou cansado de fingir." Olhei naqueles olhos azuis maravilhosos que sempre que encontravam os meus pareciam ler minha alma.
"Fingir?" Juntei as sobrancelhas em plena confusão. " querido, não estou te entend..." Não pude completar a frase, uma vez que juntou nossos lábios e meu Deus, como eu estava com saudade daquele beijo, parecia que nossas bocas foram feitas uma para a outra, tinha o encaixe perfeito, nossas línguas pareciam entrar em sintonia, nem conseguia me proporcionar algo parecido. Com o pensamento, e o susto, obviamente, arregalei os olhos e me afastei muito rápido de . Ele como sempre me olhou todo paciente, esperando que a bronca viesse ou sabe-se lá outro tipo de reação. Limpei a garganta e tentei fingir indiferença. "Isso não deveria ter acontecido, !"
", já era para ter acontecido há tempos!" Neguei com a cabeça e meus olhos encheram de lágrimas, mas engoli o choro.
"Vo-você não tem esse direito... Depois de tanto tempo... Teve sua chance e preferiu me ignorar e assumir um namoro." Engoliu em seco.
"Eu...” coçou a nuca incomodado. “Me desculpe! Eu estava confuso, nós somos melhores amigos, como isso..." apontou para nós dois "Ia dar certo, naquela época?"
"Faríamos dar certo, assim como fizemos nossa amizade crescer à distância."
", você estava voltando para o Brasil... E e-eu nã"
"Não sabia como fazer um relacionamento dar certo estando em turnê." Completei sua frase e suspirei em desanimo. "Eu entendo, , em partes... Mas você podia ter conversado comigo, podia sei lá, ter falado que estava confuso." Nesse momento minhas lágrimas já rolavam livremente pelo rosto.
"Você voltou com ele, ... sabe como eu me senti?" Ri sem humor.
"E sabe como EU me senti quando soube por tabloides que você estava namorando? Depois do que... Duas semanas após me beijar?" Suspirei e sequei o rosto. "De qualquer forma, não tem o direito de me acusar de nada, porque você sabe bem, que foi só depois de um ano que voltei ao Brasil que reatei meu namoro."
", por favor... Me dê uma chance de te mostrar que te mereço!" Ri por desespero ou porque aquilo doeu e muito.
"Agora é tarde, não acha ?" Sorri sem humor. Me dirigindo até a porta. "Vamos esquecer que isso aconteceu, ok? Só vamos esquecer isso."
Essas foram as palavras quando finalizei minha conversa com , "Vamos esquecer que isso aconteceu", o problema era que eu não conseguia esquecer esse bendito segundo beijo, assim como não consegui esquecer o primeiro e a única pergunta que eu me fazia era "como cheguei a esse ponto?", "como chegamos a esse ponto?".

Capítulo 1 - Como chegamos a esse ponto?

Antes de vir fazer curso em Los Angeles, eu tinha um relacionamento de longos dois anos e meio, porém assim que decidi vir, o relacionamento acabou porque "era bobagem querer sair do país para estudar coisas que poderia encontrar em universidades do Brasil", chorei horrores na época, mas não desisti do meu sonho. Consegui um curso de aprimoramento do inglês que duraria 20 meses e outro vocacional que duraria quatro meses, por fim ainda teria um mês livre para aproveitar os Estados Unidos, aonde estudaria em uma universidade e teria um quarto no alojamento, coisas normais de quem fazia faculdade nos Estados Unidos, não era um intercâmbio, vim por conta própria.
Algumas meninas do meu curso da faculdade eram fãs de uma banda que há alguns meses atrás estava no auge do sucesso e consequentemente eram fãs dos meninos que estavam seguindo carreira solo, no momento. E no terceiro mês da minha estadia em Los Angeles, comecei acompanhá-las aos shows, inicialmente eu só as acompanhava no concerto, depois me vi indo em cidade em cidade junto com as meninas para assistir aos shows. Em algum momento desses meses que se seguiram, me vi, além de ir aos shows com as meninas, pagando meet e greet para ver um dos integrantes da ex-banda. Meu primeiro meet e greet, foi com , entrei em uma sala onde ele estava, sorriu para mim, falei oi e ele respondeu, me perguntou se estava bem, respondi e devolvi à pergunta apenas por educação, tiramos foto e fui direcionada pelos seguranças para o local do show. Depois desse show, resolvi que para terminar o semestre tranquilamente, deveria parar de seguir as meninas em alguns shows e focar mais nos estudos.
Consegui um emprego nesse meio tempo em que me dediquei somente a estudar. E praticamente não tinha mais tempo para nada, apenas para comer, estudar, trabalhar e dormir.
Na última prova do semestre, havia um show do na cidade vizinha, então eu e as meninas combinamos de ir.
"! Assim que saímos da prova, passamos no dormitório, trocamos de roupa e partimos para Irvine."
"Ok, Suzi!" Cocei os olhos. "Vamos imprimir o meet e greet aonde?"
"Quando compramos, coloquei a opção de pegar na bilheteria os ingressos e os colares VIPs."
"Beleza." Peguei minhas anotações de cima da mesa do pátio, na mesma hora em que bateu o sinal. "Vamos vencer essa última prova!" Sorri para ela, e fiz silenciosamente uma oração para Dom Bosco me iluminar nas questões.

Fui uma das últimas a sair da prova, por isso corri em direção aos dormitórios para me trocar rapidamente e encontrar as meninas, mas quando abri a porta do meu quarto, encontrei uma eufórica só de calcinha e sutiã á procura da roupa certa. O resto das meninas estavam sentadas na minha cama, mexendo em seus celulares alheias a pequena crise da minha colega de quarto.
", você já sabe que roupa usará?" Louise me perguntou, ainda mexendo em seu celular.
"Claro... Já está separada." Abri o armário e peguei uma camiseta e meu jeans.
"Ah , vai arrumadinha hoje... Nem parece que irá a algo importante." Ri, enquanto trocava de roupa.
"Suzi, para mim não é algo importante... Eu só gosto das músicas dele." Sorri, quando me lembrei daqueles olhos azuis que eu poderia jurar que enxergavam minha alma.
" definitivamente tem que ser importante para você, afinal, você está gastando dinheiro para algo 'desnecessário', nas suas palavras."
"Obrigada por me lembrar disso, a propósito." Mostrei a língua para elas e me direcionei ao espelho. Passei um batom nude e analisei minha roupa, é, talvez eu devesse colocar uma calça legging, seria muito mais confortável. Assim que me troquei, olhei para as meninas e vi mexendo desesperadamente em seu armário. ", é só um show... Vista algo confortável!"
", é ... Temos que ir bonitas, afinal, vamos tirar foto com ele de novo, se formos feias agora, ele não se lembrará da gente na próxima vez." Sorri para ela, até parece que ou qualquer outro cantor/artista se lembravam de alguma fã.
"Ok então.... Hum," procurei por uma blusa regata soltinha azul escura florida que ela tinha, uma calça jeans preta e uma sapatilha clarinha. "Porque não usa essa roupa?" Mostrei as peças em minhas mãos. me abraçou.
"Você é a melhor, !" Se vestiu, pegou suas coisas e nos direcionamos até a porta."

Foi aquele dia que meus pensamentos em relação as palavras de se mostraram errôneas. Por algum motivo desconhecido, se lembrou de mim.
"Hey, eu me lembro de você..." sorriu, enquanto eu entrava na sala do meet e greet.
"Sério?" Perguntei descrente.
"Claro... Você estava com uma calça jeans clara e uma camiseta escrito Brasil. Não foi?" Arregalei os olhos e passei a mão no cabelo.
"Isso... Mas isso faz alguns meses." A fotógrafo pediu para nos juntarmos para tirar nossa foto.
"Faz sim, mas eu me lembro de garotas bonitas." Sussurrou perto de mim, o que me fez olhá-lo intrigada e de quebra saiu uma foto até que legal.
"Ah ta, obrigada..." me direcionei para a porta onde o segurança me esperava.
"Espera!" Parei no lugar e o segurança nos olhou impaciente. "Vou te ver de novo?"
"Quem sabe..." sorri de canto, andando devagar pelo corredor. A verdade era que, obviamente não sabia que me encontraria dois dias depois na salinha do meet e greet, em Los Angeles.

Dois dias depois...
", se arruma logo, vamos nos atrasar!" Revirei os olhos e terminei de colocar meus tênis. hoje estava mais eufórica que nunca, pois seu irmão Maison havia vindo passar o fim de semana na cidade e forçadamente por ela, iria ao show.
"Calma, , ainda falta um bom tempo."
"Eu sei... Mas Maison irá nos encontrar em um bar perto do local do show, antes." Sorriu. “E aquele amigo gato dele, também estará lá.”
"Hum!" fiz cara de marota. "Aquele amigo gato... Deixa Dylan saber sobre isso." Me mostrou a língua.
"Nem ouse brincar com isso." Riu "Se meu irmão ouvir, dispensa Dylan na hora." Me encaminhei para a porta, abrindo-a.

Estávamos há quase duas horas naquele bar e pelos meus cálculos, faltavam exatamente 30 minutos para o meet e greet. Paguei a única cerveja que havia consumido e me direcionei até o meu grupinho.
"Meninas, está quase na hora do meet e greet." , Suzi e Louise arregalaram os olhos e levantaram da mesa.
"Vou pagar a minga conta." Suzi disse.
"Eu também!" Louise foi atrás.
"Irmão, pague a minha por favor que depois eu te pago cerveja no show." Beijou o rosto de Maison e sorriu para Dylan. "Até outro dia, Dy!"
"Como assim, ?" Uniu as sobrancelhas. " Irei no show com vocês."
"Eu não sabia!" Ficou o olhando toda embasbacada, limpei a garganta e sorri.
"Ok, depois vocês se falam no show... Agora temos que ir. Até depois, meninos!"
A fila estava enorme, como eu sabia que estaria, mas tínhamos o privilégio de pegar uma fila menos cheia por conta do MeG. O segurança nos avisou que seriamos as últimas a tirar as fotos, já que havíamos chegado tarde. Não liguei muito, até porque o show só começaria daqui à três horas e meia, e era de se esperar que por não termos chegado mais cedo, demoraria muito mais para entrarmos. As meninas tiraram no cara e coroa qual seria a primeira a entrar e depois a segunda... Me recusei a participar, já que seríamos as últimas, que eu fosse literalmente a última então.
Depois de uma hora de fila, as meninas foram chamadas uma a uma, até que finalmente chegou minha vez. Confesso, estava nervosa com a possibilidade de ele me reconhecer novamente, mas ri com o pensamento, porque provavelmente ele dava cantadas em fãs que ele achava bonitas.
Assim que entrei na salinha, ele me viu, levantou as sobrancelhas e terminou de tomar água.
"Ai está você novamente." Sorriu e automaticamente sorri de volta.
"Pois é..." por algum motivo, fiquei envergonhada. "Achei que não se lembraria de mim." Juntou as sobrancelhas.
"Eu te disse, me lembro de garotas bonitas." Revirei os olhos.
"Por favor, né, , que cantada mais fraca." Ele arregalou os olhos e eu ri.
"Não é cantada, só uma explicação mesmo." Deu de ombros.
"Vocês poderiam, por favor, ficar parados pra tirar a foto?" A fotógrafa perguntou impaciente.
"Desculpe, Holly!" Ele sorriu para ela e nos viramos em sua direção.
"Façam uma pose legal." Ela disse sorrindo. Então, me pegou no colo e eu dei um gritinho de susto, enquanto ele deu uma gargalhada linda. "Prontinho, acabamos por hoje!" Holly sorriu para a gente e começou a guardar as coisas da câmera.
"Senhorita, terá que vir conosco." Um dos seguranças falou, me pegando levemente pelo braço.
"Pode deixar, Mark." disse. "Hum, você quer ficar um pouco no camarim comigo?" O olhei desconfiada. "Alguns minutos antes do show você vai lá pra plateia ou assiste de cima do palco." Sorriu.
"Sem segundas intenções?" Levantei uma sobrancelha.
"Claro... Só quero te conhecer, quem sabe sermos amigos?" Abriu aquele sorriso lindo.
"Tudo bem... Mas depois tenho que ir para a plateia, ficar com alguns amigos."
Conversamos por um longo tempo, perdi o show de abertura, mas em compensação quis saber tudo sobre mim.
"A última vez que nos vimos você estava com uma carinha cansada." Comentou.
"Ah é, aquele dia eu tinha tido prova de manhã, estava muito cansada."
"Prova?" Juntou as sobrancelhas. "Está na faculdade?" Confirmei com a cabeça. "Faz curso do que?"
"A princípio estou fazendo um cursinho para aprimorar meu inglês e depois farei outro vocacional para literatura estrangeira e ciências jurídicas."
"Uau, é sério?" Confirmei.
"Não sei muito bem o que quero fazer ainda." Sorri envergonhada.
"A vida é assim mesmo. Você tem sotaque, não é americana?"
"Sou brasileira." Sorri.
"Oh, por isso estava com a camiseta do Brasil. Eu adoro aquele país, a comida é muito boa!"
"É verdade!" Suspirei. "Tenho bastante saudade da comida de lá..."
"Então você está fazendo intercâmbio?"
"Não, me inscrevi normalmente para a faculdade daqui e fui aceita."
"Isso é como um sonho, não? Vir para os Estados Unidos estudar."
"Mais ou menos" fiz careta. "Meu sonho mesmo sempre foi fazer intercâmbio para a Irlanda, mas por enquanto, Los Angeles é minha realidade." Me olhou atentamente enquanto, eu falava.
"Irlanda?"
"Sim!" Sorri como boba. "Vejo muitas fotos de lá, sempre foi meu sonho. É um lugar muito bonito!"
"De fato!" Sorriu de leve. "Quan-" O segurança deu uma batidinha no batente da porta.
"Desculpe atrapalhar, mas faltam 20 minutos para o show." Mark o avisou. "Ok, obrigado Mark!" Sua educação era fora de série. "Já estamos terminando." Se virou para mim de novo. "Podemos trocar contato? Contas na rede social?" Olhou dentro dos meus olhos.
"Cl-claro!" Sorri, nem um pouco acreditando. Passei meu número para ele e minhas contas na internet, enquanto me passava seu número, me seguiu no Instagram, Twitter e até Facebook ele pediu solicitação. "Obrigada pelo seu tempo, , pode deixar que não irei passar seu número para ninguém." Mostrei a tela do celular para ele. "Aliás, nem seu nome eu coloquei no contato."
"Eu quem agradeço, !" Sorri com o apelido novo. E então fomos juntos até o palco, se direcionou a entrada do palco e Mark me levou para o local que dava acesso a plateia.


Capítulo 2 - Contato

e Maison eram de Chula Vista que ficava à duas horas e meia de Los Angeles, seus pais eram uns amores, me acolheram muito bem desde a primeira vez que fui conhece-los. Como era o primeiro fim de semana de férias, os pais de nos convidaram para passar uma semana na casa deles. Então eu pedi dispensa do trabalho e fui junto com os dois para Chula Vista.
havia comentado um Stories que eu compartilhei depois do show. Fora isso, não tive mais sinal dele, a não ser por suas publicações.

"Eu não acredito que finamente você vai passar uma semana com a gente, !" disse como sempre eufórica do banco da frente do carro, me fazendo rir.
"Como se eu já não passasse praticamente 24 horas com você né?!" Maison riu e ela revirou os olhos.
"Ah, é diferente, eu já te considero como a irmã que nunca tive, agora seremos tratadas como irmãs mesmo." Deu um gritinho.
"Mas pra deixar claro, eu não te considero minha irmã." Maison falou do banco da frente, recebendo um tapa de . "Porque você sabe... Irmãos não podem se pegar." Arregalei os olhos e ele deu de ombros.
"Credo, Maison!" disse, fingindo que ia vomitar.
"Maison querido, por favor... Queira continuar com a sua língua na boca de Suzi ou de qualquer outra, até porque eu não pego ex de amiga e não quero arrumar um namorado." Falei séria, fazendo minha amiga gargalhar da cara dele.
"Nossa, eu só estava brincado!" Resmungou.
"Estava nada, seu tarado!" Ri com o comentário de e me aproximei deles.
"Vamos tirar uma foto antes de pegar a estrada." Sugeri, o que de pronto os dois concordaram. Publiquei a foto com a legenda 'Rumo a Chula' e guardei o celular.
e Maison, além de serem irmãos, eles eram gêmeos idênticos, então, para mim que era filha única, era muito engraçado a ligação que eles tinham. Fomos brincando, rindo, cantando até a casa dos pais de .

"Sejam bem-vindos!" Sra. Potter nos saldou, assim que abriu a porta.
"Obrigada." Sorri envergonhada a abraçando desajeitadamente por conta da mochila em minhas costas.
"Oh, Maison não está sendo cavalheiro?" Ela o procurou em frente à casa. O coitado estava com a cabeça pra dentro do porta malas.
"Ele se ofereceu para ajudar, mas as malas de são muitas."
"Malas?" Fiz que sim com a cabeça e ela riu. "Essa menina não tem jeito mesmo!" Minha amiga pulou do carro e abriu um sorrio.
"Mamãe!" Veio correndo abraça-la. "Estava com tanta saudade!"
"Eu também minha menina." Sra. Potter sorriu para ela e depois para mim. "Vocês deveriam aparecer sempre!"
"Agora que estamos de férias, estaremos mais presentes. " me olhou como quem pedisse confirmação.
"Com certeza!" Sorri.
"Isso é muito bom, podemos fazer compras e passar as tardes na praia..." a mulher me olhou com ternura. "Mas então meninas, venham..." entramos dentro da casa. ", você se importa em dividir o quarto com a ?"
"Não, claro que não!" Sorri. E então a seguimos até o quarto da minha amiga. Coloquei minha mochila em cima da cama e peguei meu celular, que por um acaso estava com várias notificações. Abri o Instagram e me surpreendi com uma das curtidas em minha foto e a direct.
"Te vejo amanhã?" à 1h atrás.
"Como assim?" .
Não esperei pela resposta, coloquei o celular no bolso da calça e desci para ajudar Maison com as malas. Assim que pisei no último degrau da escada, meu celular vibrou. O peguei do meu bolso e li a notificação.
"Farei um show amanhã em Chula Vista." há 1 minuto.
"Não sabia... Vim passar uns dias na casa de uma amiga.” há 2 segundos. A mensagem veio quase que imediatamente.
"Então, está na cidade?" Revirei os olhos.
"Lógico. Chula só demora 2h de carro."
"Aceita jantar comigo hoje?” há 3 minutos. Congelei, me convidando para jantar, era inimaginável. "Um jantar entre amigos :)"
"Não sei não.... Teria que explicar para os meus amigos porque irei sair."
"Qual é, , prometo comermos somente salada. Lol." Ri da idiotice.
"Então pode esquecer, porque eu sou do time dos hambúrgueres :D” há 10 minutos. Fiquei esperando pela resposta, mas assim que deu 10 minutos de espera, bloqueei o celular e o guardei, rumando para fora da casa para ajudar Maison.

O almoço foi tranquilo, ajudei a Sra. Potter com o preparo e de sobremesa fiz o famoso brigadeiro brasileiro. Depois disso, , Maison, Dylan e eu fomos para a piscina, jogar conversa fora. Peguei meu celular para tirar uma foto e havia quatro notificações de .
"Fechado!" Há 2h30.
"Que horas posso passar aí?" à 2:25h.
"Primeiro preciso do seu endereço né? Lol" Há 2:20h
"Qual é Elie, me responda! Por favor." Há 2h.
"Hey, desculpe a demora! Estou em uma conversa animada com o pessoal :)." Tirei uma foto meio escondida da turma e anexei na conversa.
"Duas meninas e dois caras? Isso parece um encontro pra mim..."
"Haha o loiro é o ficante da minha amiga e o outro é o irmão dela."
"Então sem ficantes?" Ri da pergunta, o que fez meus amigos direcionar a atenção para mim. Dei de ombros e continuei mexendo no celular.
"Sem ficantes e sem namorados, não quero essa dor de cabeça."
"Hum... Qual o endereço e que horas posso passar aí?"
"Onde vamos jantar?"
"No hotel?"
"No restaurante do hotel? Ok. Não subirei no seu quarto."
"Nem pensei nisso. Agora me passa o endereço."
"Só um minuto." Olhei para que estava revirando os olhos para o que Maison conversava com Dylan.
", vamos lá em cima? Por favor" ela me olhou confusa. "Preciso pegar uma coisa."
"Claro, vamos lá!" Se levantou da cadeira e saiu saltitante. Subimos a escada em silêncio e entramos em seu quarto, fechei a porta e me encostei nela, abrindo um sorriso tímido.
"Preciso de um favor." Dissemos em uníssono, depois rimos.
"Fala você primeiro, amiga." disse.
"Preciso de cobertura pra sair hoje à noite." Fiquei corada.
"OMG, isso é sério?" Fiz que sim com a cabeça. "Com quem?"
"Por enquanto prefiro deixar em segredo, pode ser?" Dei um sorriso amarelo. "Prometo que depois do encontro eu te conto tudo." colocou um dedo indicador na bochecha, fingindo pensar.
"Tá bom, mas preciso de outro favor em troca." Abriu um sorriso com todos os dentes brancos. Ri e confirmei com a cabeça. "Dylan me chamou pra sair hoje à noite, então já que tem um encontro também, pensei em sairmos as duas juntas e então nos separamos para nos encontrar com nossos boys na frente de um pub que tem a duas quadras daqui... O que acha?"
"Por mim... Fechado!" Sorri. "Preciso do endereço do pub."
Abri o Instagram e sorri com a notificação de direct.
"Já se passaram vários minutos..." junto dessa mensagem havia um emoji morrendo de sono.
"Mas nossa, você é muito ansioso kkkk. Você conhece o pub pub?"
"Não, mas procuro na Internet. As 20h está bom pra você?"
"Sim, sem problemas!"
Travei o celular e sorri. me olhava atenta.
"Por acaso não é o seu ex né?" Arregalei os olhos em surpresa.
"Não, nem em sonhos ele pegaria um avião para vir me ver."
"Mas esse cara está te afetando, porque eu nunca tinha visto seus olhos brilhar tanto." Ri nervosa e balancei a mão.
"Bobagem! É só um amigo."
"Ahan, Dylan também era só meu amigo." Piscou pra mim e abriu seu armário de roupas. "Temos que nos preparar então, já são 16h30?" Me olhou e eu concordei. "Que roupa você trouxe?"
"Nenhuma para sair. Vou com as minhas roupas mesmo." Dei de ombros.
"Nem pensar, usa um vestidinho meu..." fiz que não com a cabeça e ela rolou os olhos. "Pelo menos um salto."
"Ok, vou de jeans, uma blusa de alcinha e um salto baixo."
"Médio e não se fala mais nisso." Rolei os olhos e concordei. As 19h eu já estava pronta e lógico, brigando com minha amiga para que começasse a se arrumar.
", anda logo!" Falei a olhando do espelho. "Não sei se ficou bom..."
"Você está linda, amiga!" Sorriu, enquanto colocava uma saia rosa rodada curta. "E eu, com qual blusa e salto, vou?"
"Blusinha branca e aquela sandália nude." Apontei a sandália.

As 19h50 com muito esforço saímos da casa dos Potter, em cinco minutos me deixou no pub e foi se encontrar com Dylan. Não demorou muito para um carro preto parar perto da calçada e Mark, o segurança, sair do lado do motorista para abrir a porta de trás do carro para mim.
"Senhorita!" Me cumprimentou.
"Obrigada, Mark." Sorri e entrei no carro, dando de cara com um sorridente.
"Hey, pronta para comer o melhor hambúrguer da sua vida?" Ri.
"Pronta para comer, com certeza! Agora se vai ser o melhor hambúrguer da minha vida... Não sei." Dei de ombros e ele riu.
"Se não for, eu te levarei ao Nando's."
"Mas esse restaurante fica em Londres."
"Exatamente." Sorriu e se ajeitou no banco do carro. "E aí, vai ir me ver amanhã?" Ri.
"Mas já está com saudade?" Ele riu alto.
"Só quero saber se vou te ver de novo." Deu de ombros.
", estou bem aqui na sua frente. Aproveite!" Sorri.
"É difícil ter momentos assim, sabia?" Disse sério. "Te quero sempre por perto, ." Me olhou bem dentro dos olhos e eu corei com a audácia do menino que nem me conhecia direito.
"E então, me conte sobre você." Mudei de assunto.
"Sou o que você sabe... O que você vê e lê." Deu de ombros.
"Acontece que eu não leio sobre você." Dei de ombros e ele se virou para mim.
"Como assim?"
"Não sou sua fã, só da sua música." dei de ombros e sorri meiga com a cara de surpresa de .
"Mas você foi nos meus shows, ninguém paga meet e greet pra tirar foto com alguém se não for fã."
"Eu já gostava das suas músicas.... Mas foi por causa das minhas amigas que paguei o M&G."
"Uau, você magoou meu coração." colocou a mão no peito. "Mas sou grato pelas suas amigas... Como posso agradecê-las?"
"Acho que só a já está de bom tamanho." Sorri envergonhada. "Mas então... aonde você está hospedado?"
“Na verdade, estou dividindo o ônibus com os caras... Mas hoje estou hospedado em uma pousada." O olhei surpresa.
"Sério?"
"Yeph, mas não se preocupe, iremos comer em um hotel."
"Uai, porque? Não tem necessidade de ser um restaurante chique, não sou cheia de frescuras." Abanei a mão. "Sou adepta até a comer um dogão na rua." Ri e quando o olhei, ele me olhava como se eu fosse um et. "Falei muito rápido?"
"Não, você falou inglês com português. "
"Desculpa, qual parte você não entendeu?"
"Uai." ele repetiu de uma forma tão fofa que me fez automaticamente apertar suas bochechas.
"Foi automático, desculpa!" Sorri sem graça. "Uai é uma expressão de um dos estados do Brasil... É uma expressão maravilhosa!" Sorri. "Uso pra tudo! E dogão é tipo um carrinho de lanche e tal, acho que nos EUA chamam de podrão." O carro parou em frente a um hotel luxuoso e me olhou atento.
"Prefere ir pra pousada?"
"Com licença, senhor, há algumas fãs na entrada." Ele me olhou.
"Você se importa?"
"Olha, me importo em partes. Sei que somos só um casal de amigos, mas as pessoas irão especular sobre nós." Sorriu tranquilo para mim.
"Eu não me importo, nós sabemos o que somos. Me importo com você, se nos verem juntos, é capaz do seu rosto estar em algumas revistas amanhã."
"Não seria muito legal, mas se esse é o preço a se pagar para ser sua amiga... Fazer o quê?" Brinquei e ele gargalhou.
"Mark, vamos para a pousada, por favor." Se virou para mim sorrindo. "Amanhã depois do show, jantamos no hotel."
"Juro que acho engraçado esse seu jeito de 'finjo que você não tem uma vida'." Ergueu as sobrancelhas em incompreendimento.
"Como assim?"
"Ué, você nem me conhece direito e fica fazendo planos para nós dois." Riu gostoso.
"Desculpa, só estou animado. Você tem planos pra amanhã?"
"Sim, provavelmente uma pizza com os amigos na beira da piscina." Fez carinha de desapontado.
"Ah, entendi."
"Eu adoraria que você aparecesse por lá depois do show. Se fosse possível, claro!" Sorri e o carro parou, Mark abriu a porta para nós e descemos no estacionamento de pedras da pousada de construção antiga. "Uau... Ela é linda!"
"Não é? Também achei quando estava procurando um lugar para passar a noite." Então entramos na construção e nos sentamos em uma das mesinhas que havia disposta em um pátio coberto. A recepcionista veio quase que imediatamente nos atender.
"Vocês já gostariam de pedir?" Perguntou.
"Hã..." me olhou e dei de ombros. "Vocês fazem hambúrguer aqui?"
"Infelizmente não senhor, mas há um restaurante aqui perto que posso pedir para vocês."
"Seria ótimo!" Eu disse e concordou.
O jantar foi muito gostoso, interessante e engraçado. Depois de fazer todas as perguntas possíveis ao meu respeito, não conseguia fechar a boca, falou muito sobre ele, sobre a carreira dele e sobre sua ex-banda. Depois falou de seu irmão, de sua mãe, do seu sobrinho e o resto de sua família. Disse também que assim que terminasse a turnê, ele me levaria para a Irlanda, para que pudesse conhecer Dublin, sua cidade e todos os castelos possíveis que existiam por lá.
O jantar passou rápido demais, não tínhamos percebido que já era começo de madrugada, até que meu celular tocou, anunciando uma ligação de e várias mensagens que ela havia me mandando durante toda a noite.
"Só um minuto." Sorri em desculpa. "Diga!"
"Voc naum leu minhas mensragens?" Minha amiga com certeza estava bêbada.
"Não, estou um pouco ocupada. Você bebeu quanto?"
"O sufiente de quem ainda te espera no bar." Arregalei os olhos. "Dylan está comigo naquele pub que te deixei, relaxa, amore." Deu um gritinho que fez escutar e rir. "Te liguei mesmo porque fiquei sabendo que está aqui em Chula e fará shon amanhã! Como não soubemos disso?" Começou a chorar, então segurei o riso.
"Podemos comprar um ingresso simples." Dei de ombros e ela soluçou. "Você realmente está chorando?" me olhou assustado e eu abanei a mão no ar. "M-"
"Os ingressos estão todos esgotados." Fungou. "Não tem como complar." Revirei os olhos
", não merece suas lágrimas." Bufei. "Você sabe que amanhã terão pessoas vendendo os ingressos."
"Ma-mas como eu não sabia que ele estaria aqui?" Soluçou sentida, me fazendo bufar baixinho. "Não estava no site." Sussurrou.
"Deve ter sido um show de última hora. Enfim, me esperem aí no pub... Eu chegarei em pelo menos 15 minutos e nada de beber mais!" Ela riu.
"Bebo para afogar a mágoa." Ri de sua frase. "Não quero estragar sua noite."
"Não estragou, já está tarde e meu amigo terá um dia longo amanhã." Suspirei. "Passa o telefone para Dylan, por favor.
"Fala?"
"Estou indo até aí, não a deixe beber mais!" Encerrei a ligação e olhei para o homem a minha frente. "Desculpa, mas tenho que ir embora."
"Claro... Vou te levar, Mark provavelmente já está dormindo. Só vou deixar um bilhete. Já volto!" apareceu cinco minutos depois, com Mark em seu encalço.
"Desculpe, Mark, não queria te acordar... Eu poderia ter pegado um táxi."
"Imagina senhorita, nós a trouxemos, nós a levamos." Sorriu. "Vamos?" Concordei com a cabeça e o seguimos.
"E então... não merece suas lágrimas?" Mexeu as sobrancelhas maroto e eu ri.
"Minha amiga é muito sua fã, foi por causa dela que comecei a ir aos seus shows e dos outros meninos... Enfim, no site que sempre compramos os ingressos não tinha nenhum aviso que você viria para Chula Vista e ela descobriu isso e está arrasada." Dei de ombros. "Ela vai superar."
"Eu posso dar ingressos para vocês!" Disse animado.
", muito obrigada, mas não irei aceitar. Se nós conseguirmos legal, se não, paciência." Sorri e ele ficou em silêncio, observando o trafego. Não demorou mais que 15 minutos para que Mark parasse em frente ao pub.
"Muito obrigada pela carona, Mark." Me virei para . "Obrigada pela noite e pelo hambúrguer, me diverti bastante!" Sorri e me virei para a porta, mas me puxou de encontro aos seus braços.
"Me diverti bastante, me manda mensagem assim que chegar na casa da sua amiga." Depositou um beijo em minha bochecha.
"O-ok. Boa noite!" Disse saindo do carro com o coração batendo rápido no peito.
Assim que entrei no pub, pude constatar que Dylan deixou beber mais, pois minha amiga estava escorada nele, chorando como se realmente algo grave tinha acontecido. Suspirei e fui até ele.
"Não acredito que você a deixou beber mais!" Apontei o dedo para o peguete da minha amiga.
"Ela só quis uma saideira." Levantou as mãos.
"Mas na situação que ela se encontrava quando me ligou, já tinha passado do limite." Enganchei minha amiga em meu pescoço e Dylan fez o mesmo. "Vamos pra casa !"
", eu pre-preci-so ir ao show."
"Nós vamos tentar, primeiro você tem que dormir." Suspirei quando ela ameaçou chorar novamente. "Onde está a chave do carro?"
"N-na minha bolsa." Foi a última coisa que ela falou antes de desmaiar. Olhei incrédula para Dylan. "A culpa é sua... Se vira pra explicar isso a Sra. Potter!"
Depois que cheguei a casa dos Potter, para a minha felicidade, eles não estavam, então subi as escadas e coloquei em sua cama. Meu celular apitou dentro da bolsa, dei um suspiro cansado e sentei em minha cama, o pegando da bolsa e desbloqueando a tela.
"Tudo certo aí?" James.
"Ela deu um pouco de trabalho, mas agora está tudo sob controle. Boa noite, !"
"Boa noite, , até amanhã!"

No dia seguinte acordamos meio-dia, com uma dor de cabeça que só a ressaca pode nos fazer sentir. Eu com várias notificações de mensagens em meu celular. Me levantei, fui ao banheiro e fiz minha higiene matinal, sai do quarto e congelei quando vi com meu celular em mãos.
"Ei!" Saudou. "Seu celular não parava de apitar, peguei pra ver se era algo importante, mas é só a décima mensagem de um tal de James." Deu de ombros.
"James é o carinha que sai ontem... Meu amigo."
"Muito insistente, toma cuidado!" Se levantou da cama, deixando meu celular na mesma e rumando para o banheiro. Peguei o celular e vi as notificações, tinha 15, 10 eram de e as outras cinco eram do Facebook e de mensagens de Suzi e Louise. Abri as de primeiro.
"Bom dia!" Às 9h.
"Hora de acordar!" Às 9h30.
"Caramba, como você dorme! Lol" às 9h45.
"Não vai aceitar ir ao show mesmo?" Às 10h.
" querida, estou ficando realmente preocupado! Assim que acordar me manda msg." 15 minutos atrás.
"Ei, literalmente apaguei noite passada kkk. Vou ver se se lembra do show.
"Lol, assim você me magoa senhorita !"
"Kkk mas não é nada pessoal!" Ri no mesmo momento que abriu a porta.
"Miga, como faremos para ir ao show?" Me perguntou com os olhos arregalados e eu ri. "Não ria, sua traíra!"
"Pensei que fossemos comer pizza na beira da piscina." Dei de ombros.
"Podemos fazer isso depois do show." Falou como se fosse óbvio.
"Então esse meu amigo James, po-"
"OMG, você tem que me contar sobre o seu encontro!!" Deu um gritinho e bateu palmas, por alguma razão parou e fez um biquinho. "Estraguei sua noite, né? Desculpa!"
"Relaxa." Dei de ombros. "Como eu ia dizendo... Esse meu amigo James consegue ingressos para a gente." Ela arregalou os olhos.
"Sério?" Fiz que sim. "Ai meu Deus! Eu quero, eu quero, eu quero! Qual setor?"
"Não sei, , só agradeça." riu da minha cara.
"Eu sei, boba, agradeça a ele e pergunte aonde podemos pegar."
" não esqueceu... Mas a pizza depois do show está de pé :)."
"Legal, tenho que agradecer e muito a essa !" Ri, o que chamou a atenção de e a fez se aproximar. "Fechado. Mark vai encontrar vocês na bilheteria. Pode ser umas 19h?"
"Claro. Mas , qual o valor?"
"Depois conversamos sobre isso."
"Ela não pode saber quem você é, até a pizza. "
"Fechado!"
Bloqueei a tela do celular e olhei para minha amiga que me olhava ansiosa.
"Um segurança nos encontrará na bilheteria do show." Dei de ombros.
"Ok. Agora vamos comer alguma coisa, combinar com os meninos a nossa pizza pra depois do show e nos arrumarmos."
O resto da tarde passou muito rápido, Dylan e Maison disseram que ficariam a nossa espera jogando bilhar na casa do peguete da minha amiga. Nos arrumamos e por um milagre, ficou pronta primeiro que eu.
Assim que chegamos no local do show, nos direcionei para a bilheteria.
"Desculpe, os ingressos para o show de hoje já esgotaram." A mulher que estava na cabine falou e foi fechando a portinha da cabine, mas Mark apareceu atrás dela e pediu que abrisse a porta para que eu e pudéssemos entrar.
"James pediu para levá-las até o pátio, alguns músicos estão passando o son." Mark disse assim que entramos na cabine. "Me sigam, por favor!"

Depois do show...
"Eu não acredito que seu amigo nos deixou pertinho do palco, isso foi tão maravilhoso!" pulou em cima de mim. "Obrigada, obrigada !"
"De nada. Espero que não se importe, mas o convidei para ir até a sua casa." Sorri amarelo.
"Claro que não! Então deveríamos espera-lo né. " parou de súbito na minha frente, o que me fez tropeçar nela.
"Ele irá depois, precisa arrumar umas coisas antes de encerrar o expediente."
"Localização anexa, está aí a localização... É bem perto da pousada. Te espero lá! ;).
"Vou tomar um banho antes e estarei lá."


Capítulo 3 - Conhecimento

"Cheguei" Era o que dizia no corpo da mensagem. Respirei fundo e levantei de uma das espreguiçadeiras da piscina.
"O que foi?" Maison perguntou.
"Meu amigo chegou, vou abrir a porta pra ele." Sorri e fui em direção à porta da frente da casa.
"Gente, esse James é muito foda!" disse animada. "Nos deu ingressos para o show de hoje!" Sem antes escutar minha amiga fazer propaganda de James/.

"Ei!" Ele me saudou assim que abri a porta com aquele sorriso lindo, deu um passo em minha direção e beijou minha bochecha. "Já comeram a pizza?" Riu.
"Claro que não, estamos esperando meu amigo James." Pisquei e sorri, dando passagem logo em seguida para ele entrar. "Entre, por favor!" passou por mim e vi Mark dentro do carro. "Ei, Mark, não quer entrar também?"
"Muito obrigado, irei encontrar minha família." Estava sorrindo de orelha a orelha.
"Bom passeio, então!" Sorri.
"Quando quiser ir embora, é só me ligar, James." Riu da nossa cara, ligou o carro e sumiu no fim da rua. Fechei a porta e virei para , que me olhava atentamente.
"E então... Será que serei aceito no grupo?" Sorri.
"Com certeza, ainda nem sabe quem é o verdadeiro James e estava falando sobre como meu amigo foi legal de conseguir ingressos para o show." Fiz uma careta e ele me deu um empurrãozinho no ombro.
"Bom, então vamos lá!" Segurou uma de minhas mãos e começamos a andar. Assim que ficamos à vista dos meus três amigos, Maison nos viu primeiro, a primeira coisa que reparou foi em nossas mãos, Dylan e ainda conversavam animadamente. Até que conforme fomos chegando mais perto, nos viu, a princípio ficou branca e de boca, até que deu um gritinho e se levantou de súbito.
"Ai meu Deus! está na minha casa!" Veio como um furacão na nossa direção, mas parou a pouco centímetros de nós. "Posso te dar um abraço?" Sorriu como o gato da Alice no pai das maravilhas. riu gostoso.
"Claro que pode!" Falou animado. "Aliás, gostaria de te agradecer por chamar sua amiga para sempre ir aos meus shows." A abraçou. "Se não fosse você, não a conheceria."
"Imagina." Abanou a mão. "Quando vai ser o casamento?" Pelo susto da pergunta eu engasguei com a saliva, enquanto gargalhava.
"Somos só amigos." Concordei enquanto tossia.
"Beleza. Já que nenhuma dessas duas nos apresenta... Eu sou Maison, irmão da e esse é Dylan, meu melhor amigo, prazer."
"O prazer é todo meu!" sorriu educado.
"Está com fome, cara?" Dylan perguntou ao Irlandês. "Gosta de que sabor de pizza?"
"Qualquer um... Pizza é vida!" Sorriu. E Dylan e Maison riram.
"Já gostei dele, !" Maison deu batidinhas nas minhas costas. "Vou encomendar as pizzas então."
Ao longo da noite, nós cinco nos divertimos muito, rimos, contamos histórias engraçadas. tirou algumas fotos minhas, tiramos várias fotos com a turma e tirou uma foto linda dele me olhando, enquanto eu falava alguma coisa. Não vi quando ela passou a foto para ele, que postou nossa foto com a legenda ‘a pessoa mais interessante dos últimos tempos'.
Com a endorfina elevada em meu sistema, não percebi a gravidade do que uma foto minha, na rede social de causaria em minha vida.

foi embora junto com Dylan quando o sol estava quase nascendo, segundo ele, teria que pegar o ônibus cedinho para o próximo destino da turnê. Fui dormir sem olhar o celular, mas acordei com ele vibrando horrores. Fiz um tamanho esforço para achar o bendito aparelho na penumbra do quarto e quando olhei para a tela, boa coisa não podia ser. Tinha 99 notificações, entre WhatsApp, mensagens de texto, Instagram, Facebook e Twitter. Primeiro fiz questão de abrir o SMS, que só tinham três mensagens da operadora renovando o pacote de crédito. O segundo que abri foi o Twitter, onde continha 20 notificações dos tweetes mais retuitados nas últimas horas, tweetes de fãs clubes pedindo para eu segui-las, a hashtag do momento #NiallNamorando e o bendito me marcando na nossa foto postada. O terceiro ao abrir foi o Whats, tinha tantas mensagens que decidi responder somente as que realmente eram importantes:
Alice e Isabella eram minhas amigas lá do Brasil, as duas me mandaram a mesma mensagem, querendo saber o que significava a foto que postou, mandei um bom dia e disse que éramos apenas amigos, não entrei em detalhes de como o conheci e nem do dia anterior.
James, como vocês sabem, era , que por sua vez havia me mandado várias mensagens:
"Adorei a noite!"
"Seus amigos são fodas."
"Estou indo para Las Vegas, alguma chance de te encontrar lá?"
"Estou enérgico desse jeito porque ainda não tive tempo de dormir"
"Tô entrando agora no ônibus da turnê."
"Mark mandou eu ir dormir LOL, então boa noite! Ou bom dia? Hahah."
"Me diverti bastante, não posso esperar para o nosso próximo encontro!"
"Como amigos haha"
Uma coisa era certa, era a pessoa mais fofa que eu já tinha conhecido. Fiz questão de respondê-lo no momento em que li suas mensagens.
"kkkkk, você é uma figura! Também adorei a noite. E sim, ele são fodas mesmo, são meus amigos, né?! (Coloquei uma carinha mostrando a língua.)"
"Sem chances de me ver no show hoje."
", faça o favor para nós dois... E para suas fãs haha, vai dormir e esteja bem disposto para o show à noite."
"Boa noite dia! xo."
A mensagem da minha mãe foi a mais engraçada, querendo saber se os 'boatos', nas palavras dela, eram verdadeiras e, se fossem, queria os detalhes. Eu ri, porque eu sabia que além de mãe, ela era uma das minhas melhores amigas. Respondi rapidamente também, dizendo que:
"Bom dia, mãezinha, não, os boatos não são verdadeiros. Somos apenas amigos e nada mais."
"A legenda que ele colocou não quer dizer 'nada mais'”. Ela respondeu rapidamente.
"kkkkk mas eu juro que da minha parte não tem outro sentimento, além do de amizade."
"Hum... Me conte quando beija-lo!" Foi assim que ela encerrou a conversa.
Meu pai, já era totalmente o oposto dela, ele era aquele cara em que 'sua menininha nunca irá crescer.' Por isso haviam 9 mensagens dele.
"Imagem anexa"
"O que significa isso?"
"Porque sua imagem está em revistas? E em sites de notícia da Internet?"
"Pensei que tivesse ido para outro país para estudar!"
"Você está namorando?"
"Me responda, !"
"Não acredito nisso."
"Não tenho obrigação de pagar pensão pra você ficar ai brincando de estudar."
"Estou tão desapontado!"
Esse é um daqueles momentos em que você lê várias e várias vezes e solta um suspiro cansado, pensa se deve responder e por fim, só responde o mínimo.
"Somos apenas amigos!"
As próximas mensagens eram mais estressante do que as do meu pai. era o meu ex-namorado, aquele que terminou comigo por que não queria aprimorar meu inglês no Brasil.
"Pensei que você fosse para os Estados Unidos para estudar..."
"Imagem anexa."
"Então conseguiu pegar um músico famoso."
"Parabéns!"
Li e decidi não responder, afinal de contas, ele mesmo havia terminado comigo e eu não devia satisfação da minha vida para ele.
As mensagens de Suzi e Louise eram as mais engraçadas, tinha 20 mensagens delas, 10 de cada. Li todas as vinte e ri demais de cada uma delas, apenas respondi 'somos apenas amigos!', só isso.

Depois daquele dia, e eu não nos vimos mais, porém praticamente todos os dias conversávamos por mensagem, quando não conseguia me responder, ligava a noite, depois de um show e me perguntava sobre o meu dia e depois contava sobre o seu, quando a conversa se estendia, ficávamos falando amenidades até um dos dois pegar no sono.

Um mês depois...
Não adianta, você pode mudar de curso, ir pra outra cidade ou até mesmo ir para outro país, mas nunca estará preparada para a volta às aulas, para voltar à rotina estressante de estudos e de trabalho.
Durante as férias pude perceber que a maioria das pessoas, por onde eu andava, me olhavam fixamente, cochichavam entre si, mas não percebi o real motivo. Só pude perceber que eu não era mais a ou , como meus amigos me chamavam, transparente, quando coloquei meus pés no campus da faculdade. Me direcionei para a sala de aula o mais rápido que meus pés podiam e também o que era cabível e não chamar mais atenção do que já era direcionada a mim. Fiquei por lá meio escondida até os alunos e a professora chegarem.
"Bom dia turma!" Sorriu. "Sou a Maria Elisa e darei algumas aulas para vocês, junto com o professor Hugo." Anotou algumas coisas na lousa, como seu nome, o dia de hoje e a matéria que estudaríamos. "Antes de começarmos, gostaria de conhecê-los melhor, saber um pouquinho sobre vocês." Apontou para um colega a minha frente. "Você! Poderia nos dizer seu nome, de onde é e por que está aqui?"
"Claro! Me chamo Jack, sou da Itália, vim para treinar meu inglês e porque amo esse país!"
"Que legal, Jack, seja bem-vindo!" Quando ela colocou os olhos em mim, o reconhecimento passou por sua face, mas sorriu contida. "Sua vez, querida!"
"Me chamo , sou brasileira e vim para os Estados Unidos para aprimorar meu inglês." Disse tímida.
"Olha só, que máximo! Já estive no Brasil... É um país lindo!" Sorriu. "Parece que te conheço de algum lugar... Nós nos conhecemos?"
"Acho que não."
"Ela saiu na capa de algumas revistas e em sites, professora!" Alguém comentou do fundo da sala.
"Uau... Então, temos alguém famoso na sala?" Perguntou simpática. Arregalei os olhos.
"Não, absolutamente não." Ri sem graça do meu desespero.
" é namorada de ... Aquele cantor irlandês." A menina do fundo disse novamente, o que me fez ficar um pimentão de tanta vergonha.
"Sério?" Jack perguntou, se virando para mim, curioso.
"Somos apenas amigos!" Respondi em um fio de voz.
"Tá legal, pessoal, vamos continuar com as apresentações.”

Depois do assunto em sala, parece que a porta se abriu para esse assunto. Várias pessoas me perguntavam sobre nós ou me paravam para pedir uma foto comigo. Era surreal, antes ninguém sabia o meu nome, hoje todos me conheciam, queriam saber como eu estava, eram gentis.
Quando cheguei ao meu antigo trabalho, Sr. Edwards me saldou com um sorriso paterno.
"Ei, menina, pensei que não fosse vir me fazer uma visita." Me abraçou, logo a Sra. Edwards apareceu também.
"Olha só, Jeff, a menina veio nos ver finalmente..." a abraçou também. "Agora não tem porque ficar reclamando pelos cantos." Riu do marido.
"Minha filha, tive que dispensar aquele menino que entrou no seu lugar." Colocou uma das mãos na cabeça, me fazendo rir. "É sério... Aquele menino nos deu muita dor de cabeça, paquerava as moças."
"Dava a maior confusão!" Sra. Edwards disse com pesar. Mas em seguida sorriu. "Eu te vi na TV, menina!" Fiquei vermelha.
"Me viu?" Sorri sem graça. "Pensei que só tivesse saído em jornais e sites."
"Não, Lurdes assiste um canal de fofoca e você apareceu. É verdade que está namorando aquele rapaz?" Neguei.
"Somos apenas amigos." A doce senhora sorriu amável e deu uns tapinhas nas minhas costas.
"Jeff e eu também éramos apenas amigos!" Riu. "Mas então, você voltou para nós?"
"Vai trabalhar aqui de novo, menina?" Sr. Edwards me olhou esperançoso e eu sorri.
"Eu gostaria, se não for problema para vocês..." falei tímida.
"Claro que não, minha filha, você é muito bem-vinda!" Sra. Lurdes me puxou em seu encontro. "Quando for suas férias da faculdade, Jeff e eu assumimos seu lugar novamente e no período letivo você volta." Me abraçou acolhedoramente.
"Então, agora vamos ao trabalho, que está chegando um grupo de garotada ai!" Esticou o avental em minha direção.
O grupinho que entrou na lanchonete fazia algazarra, brincavam um com o outro, riram, se abraçavam, a cena era igual àqueles filmes americanos de líderes de torcidas e os garotos do time de futebol. Me dirigi ao caixa, esperando que fizessem o pedido.
"Olá, bem-vindo ao Sweets and Coffee! Já sabem o que vão pedir?" Sorri simpática. A menina me olhou e sorriu.
"Me chamo Cameron, você não é a amiga do ?" Meu sorriso congelou.
"Sim, sou eu."
"Legal... Sou fã dele!" Sorriu marota. "Bom, vou querer um muffin e um café gelado, por favor." A menina à minha frente riu, quando um rapaz a abraçou por trás. "Vai querer o que, Josh?"
"Você." Ele sussurrou alto o suficiente para que eu escutasse, mas fingi que não ouvi nada, uma vez que a loirinha à minha frente ficou estupidamente vermelha e bateu no braço do rapaz de leve. Ele me olhou e sorriu de lado "Vou querer o mesmo que o dela, por favor."
"Anoto na mesma conta ou separado?" Perguntei.
"Pode colocar junto."
"Deu 19 dólares." O menino de cabelos castanhos, puxou a carteira e retirou o dinheiro de lá, me entregando em seguida. "Já levo para vocês, obrigada!"
"Nós que agradecemos!" Cameron falou, antes de rumar para a mesa.
A lanchonete encheu mais que o normal, foram inúmeras pessoas que me fizeram a mesma pergunta sobre . Então, no final do dia, já estava acostumada com esse tipo de pergunta e sobre quererem tirar fotos comigo, coisa que até agora não entendia, uma vez que eu não era famosa.
No final do expediente, quando faltavam dois casais para que pudéssemos fechar a loja, meu celular apitou.
"Por coincidência estou passando por LA, podemos nos ver? ox."
"Infelizmente não, estou no trabalho... :/"
"Onde fica?"
"Entre a décima com a quarta."
"Nome?"
"Sweests and Coffee. Mas enfim, chrgou cliente... À noite nos falamos. Bjo!"
Eu estava fechando a conta do último casal, até que o sininho da porta soou. Suspirei cansada, mas não levantei a cabeça, pois estava terminando de fechar a conta.
"Deu 57 dólares, mais alguma coisa?" Levantei a cabeça para olhar os clientes e acabei arregalando os olhos, com o susto que tomei. O casal á minha frente olhou para trás e de volta para mim.
"Vocês vendem a torta inteira de frango?" O rapaz me perguntou, mas quase não ouvi, pois ainda estava meio atônita.
"Preciso ver com a Sra. Edwards, só um momento." Olhei a figura sorridente a minha frente e entrei na cozinha. "Sra. Lurdes, o casal quer comprar uma torta inteira, é possível?"
"Claro, criança... Vou aproveitar e ir lá para terminar de atendê-los enquanto você come alguma coisa e toma um café ou chocolate quente."
"Obrigada, mas eu posso terminar de atendê-los!" Sorri, andando em direção a parte da frente da loja. Assim que passamos pela porta, Sra. Lurdes o viu e sorriu.
"Com certeza você vai lanchar agora... Já trabalhou muito!"
Fui em direção ao ser sorridente que já estava sentado em um dos banquinhos das mesas.
"Olá!" Sorri. "Gostaria de algo, Sr. ?” Ele abriu mais o sorriso.
"O que você sugere?" Perguntou divertido.
"Olha, eu gosto muito das tortas salgadas, dos doces.... Ah, gosto de tudo." Ri e ele gargalhou. "Eu sei que irei pegar um chocolate quente e um muffin de queijo."
"Vou querer aquela torta de morango e um café gelado." Sorriu. "Por favor!"
Fui até o balcão para pegar as nossas comidas, mas a Sra. Edwards já estava com as nossas bebidas prontas.
"Esse menino é muito bonito!" Sussurrou para mim, que sorri com seu comentário.
"Ele é muito fofo." Respondi assim que depositei o pedaço da torta no pratinho e meu muffin salgado no outro pratinho.
"Pode deixar que eu levo, querida."
"Magina... Eu levo sem problemas." Coloquei as coisas na bandeja e fui até a nossa mesa. Me sentei de frente para .
"Eu não mordo, sabia?" Riu. "Vem aqui do meu lado." Deu duas batidinhas no banquinho.
"Ah não, você está muito longe..." ri. "Fiquei o dia todo em pé, pra lá e pra cá... É a mesma distância, vem você aqui." Fiz manha e ele sorriu, se levantou, sentou ao meu lado e me abraçou de forma desajeitada.
"Você sabe que agora tiraram fotos nossas, né?" Riu leve. "Eu estava de costas para a rua justamente para não me reconhecerem." Me deu um beijo na bochecha.
"Tá, agora fiquei preocupada... Dá licença pra que eu possa trancar a porta." Ri e ele colocou o rosto na curva do meu pescoço.
"Agora você quer levantar, então?" Falou rouco no meu ouvido, fazendo meu corpo arrepiar instantaneamente. Mas se levantou e voltou para o seu lugar anterior. Assim que cheguei perto da porta, vi duas meninas com os celulares a postos, na direção da lanchonete e suspirei, a tranquei e voltei para o meu lugar, mas fui impedida de sentar quando segurou minha mão.
"Nã-nã-ni-na não, vem aqui!" Me puxou de leve. "Quero ficar juntinho com você." Sorriu daquele jeito que bambeava minhas pernas.
"Ai meu Deus, que menino grudento." Gargalhou e me abraçou novamente. "Você sabe que tem fãs ali fora que estão tirando fotos nossas, né?" Veio pertinho de mim.
"Eu paguei pra elas fazerem isso." Ri e lhe dei um tapinha.
"Deixa de ser bobo e vamos comer!" Soltou aquela risada gostosa novamente.
"Eu encontrei a mulher perfeita!" Ergueu as mãos para cima. "Obrigado, Deus!" riu e me abraçou. Eu estava estática e vermelha. "Quer dizer... A mulher perfeita para ser minha amiga." Piscou maroto e eu dei um empurrãozinho com o ombro nele.
Era meio surreal estar com , riamos sem parar, brincávamos e quando era para falar sério, nós falávamos. Nossa conversa durou, enquanto ainda tínhamos comida. Em algum momento daquele tempo que passei com ele, o Sr. e a Sra. Edwards se juntaram a nós e ficamos ouvindo as histórias dos dois.
"Eu me lembro de quando finalmente tive coragem de pedi-la em casamento o irmão dela entr..." meu celular tocou, então pedi licença e me afastei.
"Onde vocês estão?" disse toda animada.
"Oi pra você também... Como assim onde estamos?" Ela riu.
"Eu achei tão fofo as fotos!"
"Que fotos, ?"
"Eu já te mando... Enfim, onde vocês estão?" Rolei os olhos impaciente.
"No meu trabalho! Enfim, vou desligar e me manda as fotos."
Desliguei e voltei para a mesa.
"Tudo certo?" perguntou.
"Está sim, era ..." o celular apitou diversas vezes avisando a chegada de algumas mensagens. As abri e fiquei olhando, as fotos tinham sido tiradas de uma distância boa, que as faziam ficar bonitas, espontâneas e simples. Para quem está de fora realmente parecemos um casal, mas a realidade era muito diferente.
"Uau, nossas fotos ficaram bonitas!" disse me fazendo voltar ao mundo real. Sorri.
"Ficaram legais." Alguém bateu a porta do armário, me fazendo perceber que Jeff e Lurdes estavam terminando de arrumar as coisas. "Acho que está na hora de irmos." Me levantei, indo para a cozinha. "Precisam de ajuda para mais alguma coisa?" Perguntei à Lurdes, que negou prontamente.
"Obrigada, minha filha, mas pode ir... Já está na hora e também não vá deixar o menino esperando, né?" Sorriu amorosa. "Só Deus sabe quando ele virá para Los Angeles de novo."
"Obrigada." A abracei. "Boa noite, Sra. Edwards!" Passei pelo balcão. "Sr. Edwards."
"Vá com Deus, menina. E você!" Apontou para o mais novo. "Cuide bem dela!"
"Com certeza irei, Sr.!" Sorriu para o mais velho e colocou a mão no bolso de trás, pegando a carteira. "Quanto deu a nossa conta?"
"Que conta, rapaz? É por conta da casa!"
"Mais..."
"Sem mais, só cuide da menina!"

"Então, seu dormitório é nesse prédio?" perguntou assim que estacionou o carro em frente ao meu dormitório. Concordei com a cabeça. "Qual o andar?"
"Primeiro." Apontei a janela. "Meu quarto fica ali e o da na outra janela." Dei de ombros. "Quer entrar?"
"Querer eu quero, mas não poderei." Juntei as sobrancelhas em questionamento. "Tenho compromisso amanhã cedinho..." fez uma careta. "Mas eu gostei muito do nosso tempo juntos." Sorriu. "Será que consigo te ver amanhã?"
“Na verdade, acho que quem deveria fazer essa pergunta sou eu." Sorri tímida. Ele chegou mais perto.
"Espero que sim... Te mando uma mensagem, pode ser?!"
"Claro!" Sorri e olhei o relógio no meu pulso. "Bom, agora eu preciso entrar... Tirar esse cheiro de muffins de mim." Ri e ele acompanhou. "Obrigada pelo restinho da noite, me diverti bastante!"
"Eu quem agradeço e me desculpe pelas fotos." Me abraçou.
"Bom, se esse é o preço de ser sua amiga... Eu aguento." Ditei quase a mesma frase do dia que saímos pela primeira vez. Cheguei mais perto dele e depositei um beijo em seu rosto. "Boa noite, !"
"Boa noite, !"


Capítulo 4 - Amigo dos Nossos Amigos

Depois daquele dia em que foi me visitar na lanchonete e da circulação das nossas fotos, o número de clientes só aumentou. A maioria eram fãs e queriam conhecer a 'menina que estava namorando o astro da Irlanda', algumas eram legais, me pediam foto, conversavam comigo sobre algumas coisas que não tinham a ver com meu amigo, outras iam só para me xingar, implorar o número dele e tinham 'as fãs', que praticamente iam todos os dias com presentes para ; cartas, roupas e flores. Lógico, também teve a mídia, vários paparazzi me seguindo, ou melhor, perseguindo, me questionavam se eu tinha um relacionamento com , e as vezes só ficavam atrás de mim, tirando várias e várias fotos, esperando um deslize, por assim dizer. Porém, conforme passavam os meses, as fãs diminuíram, afinal, meu amigo não teve tempo de vir para Los Angeles, estava em turnê pela Europa. E graças ao bom Deus, os paparazzi sumiram.
Minha relação com só aumentava, mesmo distante, ele estava presente em minha vida, se é que isso faz algum sentido. Mas quando percebi, ele já estava envolvido demais, sabia minhas rotinas, a matéria que eu não gostava, a que amava, o quanto saia com as meninas e, até mesmo, sabia quando o dia tinha sido estressante e cansativo.
"Eí, vou conseguir ir para LA nesse fim de semana... Sem compromissos, talvez só uma festa do meu amigo da ex banda, topa?" A mensagem chegou assim que entrei no quarto do dormitório. Suspirei cansada.
"Uau, uma folga no fim de semana? Parabéns! Haha. Você deveria aproveitar para colocar o sono em dia."
"Posso colocar aí em LA, afinal... Chegarei sexta e só irei embora na segunda à noite. Posso dar confirmação para Louis?"
"Mas ele convidou você e não a mim..."
"Vai como minha acompanhante."
"Mas você terá que falar que sou apenas sua amiga, !" Bufei de saco cheio com o dia e louca pra terminar essa conversa e ir tomar um banho. "Terá fotógrafos?"
"Provavelmente na entrada. É a festa do filho dele, não tem nada demais você ir."
"Que horas? Qual o figurino?"
"O horário eu te falo depois, mas você sabe... a roupa do seu gosto, não é nada chique. Vamos!"
"Tá ok, , eu vou com você. Quantos anos a criança irá fazer e qual o nome?"
"Freddie fará dois. Vou me preparar para o show, tenha uma boa noite, ! Ox"
"Faça um bom show, ! ;)"

O resto da semana passou rápido, estava ficando sobrecarregada com muitos trabalhos da faculdade e na lanchonete. Mas, graças ao bom Deus, eu não teria aula na sexta de manhã, então aproveitaria para comprar o presente de Freddie.
Quando cheguei no quarto do dormitório, não pensei duas vezes em ir tomar um longo banho, colocar um pijama e deitar. Decidi que não teria preocupações com os estudos naquela noite.
tinha saído com as meninas, então eu tinha o quarto só para mim. Quando estava naquele estágio entre o sonho e a realidade, meu celular vibrou indicando uma nova mensagem, a princípio ignorei, mas depois ele vibrou de novo e de novo até que fui obrigada a ver quem me mandava mensagem.
A notificação dizia que tinha seis mensagens de James e três de Potter suspirei, é em horas como essa que pensava em encontrar novos amigos. Abri o aplicativo e li primeiro as de , eram dois áudios e um anexo.
"Amiga, você deveria ter vindo! Está tão engraçado e divertido." Gargalhou. "PARE DE SE GUARDAR PARA NIALL HORAN, ELE É UM BESTA POR NÃO TER APARECIDO MAIS!" Ela disse em alto e bom som, finalizando o primeiro áudio. Provavelmente todos que estavam ao seu redor escutaram. Bati na testa e suspirei, minha amiga já tinha bebido bastante.
"AI MEU DEUS, NÃO FOI MINHA INTENÇÃO FALAR PARA TODOS OUVIREM. ME DESCULPE, .toUpperCase())! MAS DE QUALQUER FORMA ESTÁ FALTANDO VOCÊ!"
"Foto anexa."
Ela com as meninas, com seus copos nas mãos e fazendo bico.
"Quanto você bebeu, ?"
Só mandei isso.
Sai da janela dela e entrei na de James.
"Ei, farei o show amanhã na hora do almoço e depois embarcarei no próximo voou para LA."
“Foto anexa. Olha esse cartaz das fãs, eu estou rindo bastante! Lol."
O cartaz dizia ' e , se casem logo!', aquelas coisas que fãs geralmente falavam nas redes sociais.
"Conseguirei te ver amanhã?"
"Olha só, além de você tem mais gente que quer nos ver juntos haha. Amanhã eu não sei... Não terei aula, por isso vou aproveitar para comprar o presente de Freddie, mas ainda tenho o trabalho, que você sabe, vai até às oito horas da noite."
A resposta veio quase que na mesma hora.
"Então, eu te pego no trabalho e daí nós vamos para a minha casa."
"Não acho uma boa ideia. Primeiro, porque depois que nossas fotos vazaram a lanchonete está sempre cheia de fãs suas e segundo, não é uma boa ideia ir para sua casa."
", não tem segundas intenções, será só dois amigos na casa de um deles. Deixa de ser cabeça dura pelo menos uma vez na vida! Você sabe que eu não posso ir ao seu dormitório sem chamar atenção."
Suspirei contrariada, tinha razão, se ele aparecesse aqui, iria ter uma comoção gigante. "Fora que, se aparecer aí e as fotos vazarem novamente, e você sabe que irão vazar, nunca mais terá paz com as fãs."
"Tá ok, , você abriu meus olhos. Mas não se ache hehe, pode me pegar na lanchonete."
Coloquei uma carinha revirando os olhos.
"Yes! Até que enfim! Tem que me deixar cuidar de você mais vezes, ."
"Tá legal, , bom compromisso, bom show, ou sei lá o que você vai fazer agora, porque eu preciso ir dormir, tive um dia muito cansativo... Boa noite, !"
"Vai lá, boa noite, !"
Ele mandou, logo em seguida mandando uma mensagem de áudio. "Não conseguirei ouvir sua voz hoje." E uma carinha triste.
"Kkkkk. relaxa, amanhã você ouvirá e enjoará dela... Pode ter certeza! hahaha."
"Nunca!"
Foi a última coisa que ele mandou, antes de colocá-lo no silencioso e bloquear a tela.

No dia seguinte, me permiti ficar na cama até as nove da manhã, depois disso fui ao shopping com e comprei o presente de Freddie. Resolvemos almoçar por lá mesmo e depois minha amiga me deixaria na lanchonete.
Logo que ela parou o carro na frente do prédio de construção antiga, percebi que seria um dia daqueles, pois haviam várias pessoas. Suspirei antes de sair do carro.
"Obrigada pela carona!" Falei desanimada para a minha amiga.
"Boa sorte no trabalho! Se precisar de uma carona para a casa é só me ligar." Nesse instante lembrei de duas coisas a primeira era que eu não havia separado peças de roupa para depois do trabalho e a segunda era que não tinha falado para que talvez eu não iria dormir no dormitório.
"Então, sobre isso, vou precisar de um favor seu."
"Não esquenta, eu venho te buscar." Abanou as mãos.
"Não, amiga, é outra coisa, preciso que você pegue uma muda de roupa e traga para mim." Juntou as sobrancelhas em confusão.
"Como assim?" Cheguei perto dela e falei.
" disse que viria me buscar depois do trabalho, então, não sei, talvez não durma em casa." Dei de ombros como se não fosse nada de mais, o que realmente não era. "E amanhã iremos ao aniversário do filho do amigo dele, por isso preciso de uma muda de roupa."
"Espere um segundo, ainda estou chocada com o 'talvez eu não durma em casa'. Você nunca me falou isso!" Ri de sua cara marota.
"Qual é, , nós somos amigos e somente isso."
"E eu acredito né, porque você é muito chata com o coitado... Se fosse eu, com certeza já o teria pegado." Rolei os olhos impaciente.
"Pois é, mas como você não sou eu e eu não quero problemas, não quero rolo para mim... Não o pegarei. Se ele quiser ser meu amigo ok, se não quiser, paciência."
"Tá, amiga, eu vou pegar uma muda de roupa para você, mas já aviso que vou trazer muitas roupas, porque você sabe né, que esses aniversários de gente famosa, principalmente do filho do Louis, têm que ir bem vestido.
"Mas ele disse para que eu fosse confortável... Do jeito que gosto de me vestir." Dei de ombros
"Amiga, é um amor... Nós sabemos que nem em um milhão de anos ele te falaria para se vestir melhor." Riu da minha cara. "Você já viu como a namorada do Louis se veste?" Neguei com a cabeça. "A menina é modelo, só usa Calvin Klein e essas marcas famosas, no máximo você deveria ir com shorts jeans, pra mostrar essas pernocas e aquela blusa da Hollister de manga três quartos com salto." Virei os olhos mais uma vez, não era muito fã de salto.
"Ok, , só pegue a roupa, por favor." Me deu um beijinho no rosto.
"Claro, amiga, pode ficar tranquila!" Olhou para a lanchonete. "Agora vai, porquê Jeff está olhando para cá."
Quando arrancou o carro da frente da lanchonete, saquei meu celular do bolso da calça e mandei uma mensagem a :
"Você me paga, . disse que essas festas de famosos não são simplesinhas como você me falou!"
Enviei a mensagem, guardei o celular dentro da bolsa e rumei para dentro do estabelecimento.
Quando deu seis horas tarde, a lanchonete virou um formigueiro, várias meninas com blusas do , fazendo pedidos, me perguntando se ele viria me ver, se eu podia entregar presentes para ele. Estava realmente uma loucura, senhora Edwards quase não dava conta de me ajudar a fazer os cafés e levar os pedidos nas mesas. Até que Jeff apareceu com o Nathan, seu neto.
"Meninas, podem ir descansar, comer alguma coisa, que eu e Nathan assumimos por algum tempinho." O senhor falou olhando para a mulher.
"Ô meu amor, muito obrigada!" Lourdes pegou na minha mão. "Venha, minha filha, vamos comer alguma coisa e descansar um pouco." Me puxou para a cozinha. Sentei em um banquinho e peguei minha bolsa, embaixo do armário. "Menina, agora não é hora de’ mexer nessa coisa, aproveita para descansar." A senhora disse, enquanto colocava chá em duas xícaras e cortava um pedaço de torta para mim e um pedaço de bolo para ela.
"Preciso falar com antes."
"O rapaz pode esperar um pouco." Riu.
"Não é isso, é que tenho que avisa-lo que tem muitas fãs na loja, pois ele viria me buscar depois do expediente." Lourdes fez uma cara marota, enquanto erguia uma das sobrancelhas.
"Então é sério você com esse rapaz hein?! Meus parabéns, nunca o vi em nenhum escândalo, parece ser um menino de ouro." Sorri largo.
"E ele é, mas não estamos juntos como a senhora pensa... Só somos amigos.” Ela me olhou desconfiada. "Juro!" Levantei as mãos e ela riu.
"De qualquer forma, parabenizo vocês dois, porque, bem... Vocês fazem um casal perfeito, quero dizer um casal de amigos perfeito." Riu em um deboche claro da minha pessoa. Dei de ombros e desbloqueei o celular, como sempre, não era capaz de mandar somente uma mensagem, ele precisava mandar mais de três.
"Lol! Você não pode acreditar em tudo que fala... Somos pessoas simples. Eu juro!"
"Imagem anexa."
"Já estou embarcando."
"Cheguei.... Irei até em casa para ver se tudo está certo e te busco a hora que você sair."
"Falando nisso que horas você sai mesmo? hahaha"
"Bom, se não houve resposta, é porque você está ocupada então oito horas eu passo aí." Enviada à 1 hora atrás.
"Olá! Estou tendo uma pequena folga agora, mas então.... Aqui tá muito lotado, de alguma forma as fãs ficaram sabendo de que está na cidade, então acho melhor você não vir me buscar... Sei lá, podemos nos encontrar no meu dormitório? Assim eu aproveito e pego minhas roupas, já que não as trouxe."
"Mulher, eu já estava ficando preocupado haha."
"Relaxa, então eu passo lá!"
"Mas não precisa descer do carro, só me avisa que está no estacionamento e eu vou até você."
"Certo. E vamos comer o que hoje à noite?"
"kkkkk, vai pensando aí, esfomeado, vou voltar para a minha torta porque ainda preciso terminar o resto do expediente. Bjo!"
Como hoje tinha sido um dia daqueles, nós fechamos a loja mais tarde do que o usual, até porque tivemos que esperar o último cliente sair.... O Sr. Jeff me liberou antes mesmo de arrumar as coisas. Resolvi pegar um táxi, já que passei praticamente o dia inteiro em pé. Assim que cheguei ao estacionamento do dormitório, reconheci o carro de . Passei por perto, para ver se tinha alguém, mas não tinha ninguém dentro. Então destranquei a porta do Hall e subi pela escada mesmo até o meu quarto. Assim que abri a porta do quarto, dei de cara com um jogado em minha cama olhando para o teto.
"Ei, você demorou!" Se sentou e abriu um sorrisão.
"Desculpe, deu muita gente na lanchonete e tivemos que esperar até o último cliente sair." Sentei ao seu lado, ele me abraçou. "Como entrou aqui?"
" me deixou entrar." Olhou para a mesa de estudos e apontou. "A propósito, ela deixou suas roupas ali em cima e disse que é para você usá-las amanhã."
"Graças a Deus, amanhã é folga!" Sorri cansada. "Será que daria tempo de tomar um banho rápido?" Perguntei esperançosa.
"Claro, , pode fazer suas coisas tranquila... Seu colchão é bom!" Se deitou novamente me fazendo rir.

Não demorei mais que 30 minutos para tomar um banho e arrumar minhas coisas. Então, fomos para casa de , a casa era grande para um apartamento, tinha uma vista sensacional e era organizada.
"Sinta-se à vontade!" Ele disse. "Tem um quarto vago ali no corredor, pode colocar suas coisas lá."
"Obrigada!" Fui na direção que ele me indicou.
"E aí, , pensou no que iremos comer?" Ri alto lá do quarto.
"Pode escolher, , você sabe que uma hora ou outra nós vamos decidir comer hambúrguer ou pizza." Dei de ombros assim que voltei para a sala.
"Pizza com cerveja?" Sorriu, o que me fez rir mais ainda e concordar.
"Pra mim, está ótimo!"
Depois que meu amigo fez o pedido, não demorou muito para a pizza chegar. Enquanto comíamos, nós conversamos sobre tudo, mesmo depois da comida acabar, nós continuamos bebendo e conversando. Em algum momento daquela noite, caímos no sono.
Acordei no outro dia, no tapete da sala e com os braços de ao meu redor, como eu estava de costas para ele, me virei lentamente para não o acordar e porque não aproveitar o momento e contempla-lo dormir? Fiquei por alguns minutos analisando cada traço do seu rosto... Então era assim acordar ao lado de ? Não seriam manhãs ruins. Não sei por quanto tempo fiquei o observando, só sei que quando me dei conta, ele estava sorrindo para mim de olhos fechados.
"Esse é o momento em que você se apaixona por mim?" Perguntou em voz bem rouca pelo sono.
"Não viaja, !" Falei rindo um pouco e me espreguicei, como há tempos não fazia, ainda envolvida por seus braços. Ele abriu aqueles olhos azuis maravilhosos. "Então é assim, acordar ao seu lado?" Arregalei os olhos, definitivamente eu era uma pessoa sem filtro. Meu amigo gargalhou mais uma vez com aquele tom rouco que me fez arrepiar.
"Podemos fazer isso virar rotina..." sugeriu, me apertando em seu abraço. Sorri.
"Dormir com você não é todo esse glamour não." Enruguei o nariz. " tem bafo de manhã.” Gargalhei. “Sabe, acho que deveria vender essa notícia." Foi a vez dele gargalhar.
"Não acredito que disse isso!" Ri mais um pouco e fiquei vermelha.
"Todos nós temos, , só estou brincando." Falei tímida, o que o fez me olhar sério.
"Eu acho que quero te b-" A campainha tocou, ele suspirou e me soltou, levantando logo em seguida e indo em direção a porta. Continuei deitada no tapete, uma vez que o sofá me escondia. "Mãe?" Ele disse surpreso.
"Como você pega dias de folga e não vai me ver?" Escutei sapatos de salto andando pelo apartamento. Me sentei, arrumei meu cabelo, para parecer um pouco mais apresentável.
"Daí você resolveu pegar um avião e ir pra cá?"
"Claro, meu filho, estou com saudades!"
"Eu também estou, mãe, mas te falei que teria a festa do filho do Louis e que viria para passar um tempo com uma amiga." Ela parou de andar.
"Filho, você tem que assumir essas moças que esses paparazzi tiram fotos. Não te criei para ser mulherengo."
" é realmente só minha amiga, mãe. A propósito, ela está aqui. ?" Chamou, o que me fez ficar vermelha e levantar lentamente, dando de cara com a Sra. .
"Olá!" Sorri tímida. "Prazer, , mas pode me chamar de !" Ela me analisou dos pés à cabeça e depois sorriu simpática.
"Muito prazer, querida, Maura Gallagher!" Sentou ao sofá. "Vocês dormiram juntos? Arregalei os olhos e riu.
"Mãe, olha a indiscrição. Mas sim, dormiu aqui em casa... E não, não dormimos juntos, nesse sentido que está perguntando."
"Mas vocês acabaram de acordar, certo?" Concordamos. "Tomaram café?"
"Ainda não." Meu amigo mais uma vez respondeu.
"Bom, eu estava indo fazer quando a Sra. chegou." Me levantei do sofá. "Alguma preferência?"
"Obrigada, querida, para mim não precisa de nada." Sorriu e me analisou novamente. "Você cozinha?"
"Cozinho, aprendi com minha avó!"
"Uau! Mas você parece novinha." Sorri.
"Tenho 18 anos." Ela olhou para curiosa. "Aprendi a cozinhar com a minha avó aos 12 ou 13 anos."
"Que legal! É muito bom aprender a fazer as coisas desde novinha, começamos a ter mais independência né?!"
"Com certeza.... Quando morava com minha mãe, lá no Brasil, era eu quem cozinhava, pois ela trabalha muito e acabava não tendo tempo. "Dei de ombros.
"Entendo! Mas então você é brasileira? Que interessante!"
"Sou sim, vim para cursar dois anos de aprimoramento de inglês e curso extracurricular de Literatura Inglesa e Direito."
"Meu Deus, isso é ótimo!" Enquanto conversávamos, me dirigi ao fogão.
"Com licença, !" Disse abrindo a geladeira e pegando ovos, leite e outras coisas para o café da manhã.
"Não precisa, , eu faço." Meu amigo disse entrando na parte da cozinha que dava para a sala. Maura veio atrás e sentou na banqueta à nossa frente, nos olhando.
"É rápido, quer espremer a laranja para o suco?" Ele concordou e foi até a bancada da pia. "A Sra. nos acompanha?"
"Com certeza!" Sorriu e riu.
"Essa fome toda que eu sinto, puxei da minha mãe. Você viu, em um momento não quer comida, no outro já aceita." Rimos e continuamos conversando por um bom tempo.

", acho legal você começar a se arrumar." disse, depois de lavarmos a louça e ficarmos jogando conversa fora no sofá.
"Oh! Só preciso de 15 minutinhos." Levantei do sofá sorrindo e fui em direção ao quarto de hóspedes.
Escovei os dentes, passei batom, rímel e penteei os cabelos. Depois de escolher uma das roupas que separou, vesti uma blusa de manga três quartos e um shortinhos com sapatilha. Me dirigi a sala e dei de cara com um de bermuda azul, camiseta polo branca e tênis de golfe, conversando com sua mãe, todo sorridente. Demorou um tempinho para que me notassem, mas quando me notaram, soltou:
"UOU! Você está linda!" Tenho plena certeza de que fiquei um pimentão, pois Maura riu de leve.
"Filho, não deixa-a sem graça. "Deu-lhe um empurrãozinho. "Mas realmente, , está linda!"
"Obrigada!" Agradeci timidamente. " A senhora também vai?"
"Não, querida, vou aproveitar para alugar um quarto de hotel e fazer algumas compras para meu neto."

Haviam muitos paparazzis na frente da casa de Louis Tomlinson, mas graças aos céus, não nos expusemos uma vez que pode entrar com o carro no jardim da casa. Logo que pisamos no pátio do quintal, Louis veio nos receber.
"Hey bro!" Abraçou meu amigo. "Saudades sua." Olhou para mim. "Você deve ser a garota do ." Sorriu e me abraçou. "Prazer te conhecer!"
"O prazer é todo meu!" Sorri gentil. "Mas eu não sou a garota do ." Tomlinson olhou sério para o meu amigo que concordou prontamente deu dois tapinhas nas costas dele e sorriu.
", ..." Riu nasalado, o que me fez erguer uma sobrancelha em questionamento. "Enfim, quero que conheça o meu tesourinho." O seguimos e paramos em frente a uma moça alta e magrinha com uma criança loira no colo. " e ãhn, desculpe.... Não perguntei seu nome?"
", mas pode me chamar de ." Sorri.
"Certo. Então, e , esse é o Freddie." O menininho direcionou seus bracinhos em minha direção.
"Você é esperto, rapazinho!" Meu amigo brincou com bebê, que estava sendo entregue a mim.
", se lembra da Eleanor?" riu.
"Claro, cara, como eu poderia esquecer?!" Sorriu. "Ells, quero que conheça minha amiga ."
"Prazer em conhecê-la!" Lhe dei um abraço desajeitado por conta de estar com Freddie no colo."
"O prazer é todo meu!" Sorriu simpática.
"Ei, !" alguém gritou atrás de nós. Quando nos viramos para ver quem era, Liam vinha em nossa direção com um bebê pequeno nos braços, e ao seu lado estava Harry.
"Meu Deus Payno, com esse bebê nos braços você ficou tão másculo.” falou sério e depois de alguns segundos os quatro homens caíram na gargalhada.
"Mas como eles são bobos!" Eleanor falou e rimos cúmplices. "Liam, passa o pequeno Bear para cá." Pegou o bebezinho no colo.
"Bom, meninas, essa é a hora do clubinho 1D se reunir.... Até mais!" Louis disse querendo carregar os amigos.
"Nada disso! Antes quero conhecer essa menina linda." Harry veio até mim sorrindo, e não preciso dizer que já me encontrava um pimentão. "É sua amiga, Calder?"
"É a garota do ." Respondeu sorrindo e ele olhou para meu amigo, fingindo espanto.
"Na verdade, sou a garota dele, mas não de um jeito romântico." Arregalou os olhos teatralmente.
"Você!" Apontou para mim, semicerrando os olhos. "Como pode não querer o corpinho nu do nosso ?" Tentou fazer uma voz afetada, o que fez com que todos nós caíssemos na risada. Passou um braço por cima dos meus ombros e sorriu galante. "Já que você não quer o corpinho dele... Gostaria de oferecer o meu." erguei as sobrancelhas. "O que acha?" Fiquei estupidamente sem graça.
" só tem foco para os estudos." respondeu por mim, pegando Freddie de meus braços. "Lou, deveríamos ficar todos juntos." Sugeriu.
"Relaxa, , cuidarei bem da sua garota." Eleanor disse. "Vão colocar a fofoca em dia, que cuidaremos das crianças."
"Ells, quando Bear chorar você me chama para dar mamá a ele, por favor. " Liam disse sério e meu amigo depositou um beijo em meu rosto, sendo zoado em seguida pelos meninos.
"Volto logo!" Sussurrou e Harry o segurou pelos ombros.
"Ok, Romeu, devolva nosso mini Louis para ela e vamos." Ri e segurei Freddie que estava adorando ser passado de mão em mão. "Mas antes de ir, quero te dar um beijo também!" voltou para a minha direção, fazendo cara feia quando Harry se aproximou de mim. Os meninos gargalhavam da cara fechada do irlandês, que segurou Styles pelo braço.
"Sem beijo, Harold!" Harry fingiu-se de ofendido.
"Vai me proibir de beijar esse lindão do tio, aqui?" Encheu a criança de beijinhos, a fazendo gargalhar.
"Beleza, já deu seu beijo... Vamos, então!" Meu amigo falou ainda desconfiado. Os meninos foram rindo, se empurrando, brincando, pulando até uma salinha.
"Vem, , vou te apresentar as irmãs do Louis."

Eleanor e eu conversamos muito. Quem nos visse, poderia jurar que éramos velhas amigas, era engraçado como tínhamos assuntos variados, o papo fluía com muita naturalidade. Depois que Ells me apresentou as suas cunhadas, Lottie ficou brincando com Freddie e nós duas ficamos cuidando de Bear.
O filho de Liam era um amor de criança, não deu trabalho, ria quando fazíamos caretas e balbuciava palavras que só ele conseguia entender e só fez manhã quando viu o pai, vindo em nossa direção, com os meninos em seu encalço.
"Ei garotão! Papai demorou?" Liam pegou Bear dos meus braços.
"Demos o mamá para ele há algum tempo e também trocamos a fralda." sentou ao meu lado.
"Obrigado, meninas!" Liam olhava apaixonadamente para o filho. "Mas acho que está na hora de comer de novo, né, filho?" Bear deu um gritinho.
"Ells, você tem que ouvir a música que acabamos de criar e gravar." Louis falou animado, procurando algo.
"Mesmo em pausa, vocês criam música?" Ela perguntou ao namorado e riu quando os quatro concordaram. “Vocês não têm jeito mesmo!" Riu.
"Ficou muito foda, !" disse animado. "Enquanto o Payno dá mama para Bear, poderíamos mostrar a música para as meninas, né?" Sugeriu.
"Boa ideia!" Louis disse, olhando mais uma vez em volta.
"Sua irmã está com Freddie." Falei, quando me toquei que ela estava procurando o filho.
"Vou pega-lo para mostrar a música." Tomlinson não precisou sair do lugar, pois uma criança loirinha veio em nossa direção correndo.
"Papai!" Gritou e abraçou as pernas do pai.
"Oi, filho!" O pegou no colo.
"Quelo bolo!" O mais velho riu.
"Daqui a pouco nós vamos comer, mas antes quero que ouça uma música."
"Dequé?"
"Do papai e dos amigos dele." Fomos até a salinha de gravação de Louis, onde ele liberou a música recém-gravada. E meu Deus, que música! Conseguiria captar o estilo de cada um, havia sentimento, história e sonhos na melodia, na letra, nos vocais e nos acordes. Nunca em toda a minha vida, pensei que fosse possível captar tudo isso, mas a prova estava ali, na minha frente, entrando pelos meus ouvidos.
"Uou!" Soltei meio sem fôlego, depois que a música acabou. Todos me olharam.
"O que achou?" Harry perguntou.
"Vocês conseguiram colocar sentimentos nessa música, ela é bem intensa. A letra é simplesmente maravilhosa e eu nunca vi uma música refletir tão bem o estilo de cada um." Sorri emocionada, me envolveu em seus braços.
"Eu concordo com a !" Ells falou limpando o canto dos olhos. "Refletiu muito bem vocês, a letra é simplesmente tocante, como dizem as fãs, vocês acabaram com meu psicológico." Riu e Louis a beijou.
"Gostou filho?" Tomlinson perguntou a sua mini cópia.
"Gotei, é bunitcha!" Freddie respondeu, analisando Eleanor. "Não chola tia!" Esticou os bracinhos para ela, que o pegou prontamente.
"A tia só está emocionada." Depositou um beijo no rosto da criança.
"Beleza, gente, mas antes de irmos cantar parabéns, vamos tirar uma foto?" Liam sugeriu com o filho no colo e todos nós concordamos, nos posicionando em seguida. “Deixa-me só esconder o rostinho de Bear." Tiramos várias fotos, imediatamente os meninos as postaram. Ells e eu tiramos fotos juntas, com Freddie e com os meninos, sem as crianças. e eu tiramos fotos juntos, tiramos fotos com Freddie e depois uma com Bear, Harry para pirraçar meu amigo, quis tirar uma foto comigo e a postou com a legenda 'chush', para o desespero de .
Depois dos parabéns, Liam foi o primeiro a ir embora, pois Bear estava manhoso por conta do sono, as irmãs de Louis foram embora depois de Liam, e a mãe de Freddie veio buscá-lo logo em seguida, então acabou restando, eu, , Harry, Eleanor e Louis. Ficamos jogando conversa fora até tarde, mas só percebi que já passavam das duas horas da manhã, quando o meu celular vibrou indicando várias mensagens. Ri nasalado com a primeira mensagem que li.
"Namorado?" Harry perguntou, chamando a atenção de todos.
"Não, é minha amiga e meus pais." Rolei a tela do celular e revirei os olhos. "E obviamente meu ex namorado."
"Pensei que estava focada só em estudar..." Styles comentou com a sobrancelha arqueada.
"E estou, por isso ele é meu ex." Dei de ombros. "Enfim, , deveríamos ir embora né... Já são dez para as três da manhã." Sorri e meu amigo olhou o próprio celular.
"Fiquem, tem espaço para todo mundo." Louis falou.
"Verdade, os quartos já estão arrumados." Eleanor falou, meu celular começou a tocar.
"Desculpe, mas tenho que atender essa ligação." Entortei a boca, me levantando e indo em direção a piscina.
"Mas quem liga em plena madrugada?" Escutei Louis perguntar.
"Alô?"
"Oi, filha, tudo bem?" Era meu pai. "Estava dormindo?"
"Não, está tudo bem... Aconteceu alguma coisa?"
"Sim, quero saber que fotos são essas suas, em sites da Internet e quem são essas pessoas que estão com você nas fotos que postou." Revirei os olhos.
"Vamos lá... Primeiro, são meus amigos, assim como e as meninas da faculdade. Segundo, estou em sites de fofocas e notícias porque eles são famosos, nada demais." Dei de ombros.
"Famosos? E onde você os conheceu?"
"No show de um deles."
"Não estou gostando disso, você está aí para estudar e não sair, ir em shows, festas e conhecer gente famosa." Suspirei cansada dessa conversa.
"Ok, o assunto já se estendeu... Vou desligar agora, boa noite!" E desliguei, voltando para onde o pessoal estava.
"Tudo certo?" me perguntou.
"Sim, era meu pai.... As notícias no Brasil chegam rápido!" Revirei os olhos.
"Como assim?" Louis perguntou.
"Vocês postaram as fotos no estúdio, os sites e fãs brasileiros já me reconheceram, então meu pai me ligou para me lembrar de que estou aqui para estudar e não me divertir, conhecer gente nova e sair em revistas." Ri sem humor.
"Não esquenta, pais são assim mesmo." Tomlinson falou.
"Não esquento, mas afinal, quem te liga as sete da manhã?" Ri e Eleanor me acompanhou, mas os meninos se entreolharam.
"Acho melhor cortar a bebida dela, ... Porque ela já está confundindo as horas." Harry disse brincalhão.
"Não." Ri ainda mais. "Quis dizer que lá no Brasil são sete horas da manhã. Eeer!"
"Mais é muito burro mesmo!" Os meninos o zoaram.
"Nem vocês sabiam disso!" Ele disse meio emburrado.
"Eu sim, vocês têm que estudar mais." Ells tirou sarro deles.
"Tá, mas falando sério agora... Seu pai está no Brasil?"
"Ele mora lá... Você sabe que sou brasileira, né?
"Sério?" Concordei com a cabeça. "Que maneiro! E como está o Rio de Janeiro?"
"Violento, com certeza!" Ri e todos eles ficaram me olhando sem entender nada. "Eu sou do interior de São Paulo, nunca fui ao Rio, porque meus pais e o resto do Brasil o considera muito violento."
"Sério?" Concordei. "E como é lá no interior de São Paulo?"
"Tranquilo, um pouco menos violento e muita gente fofoqueira. Mas eu sou do Vale do Paraíba, onde tem muitas paisagens maravilhosas. Vocês deveriam ir lá conhecer algum dia." Sorri.
Conversamos por mais um bom tempo, até que o nascer do sol começou a surgir, então resolvemos ir dormir. Mas sem antes um comentário de Louis.
"Deveríamos fazer isso mais vezes..." todos nós o olhamos sem entender. "Juntar o pessoal, sabe?" Sorriu, olhando para o horizonte. "Sinto falta de vocês me enchendo 24 horas por dia."


Capítulo 5 - Encontro

Os meses se passaram e e eu não nos vimos mais por conta da turnê, mas continuávamos nos falando por mensagens e ligações todos os dias. Acordava com uma mensagem de bom dia e ia dormir com uma ligação de boa noite.
Eleanor e eu ficamos muito próximas, saímos algumas vezes para o shopping, fomos em alguns cafés, fui a um desfile da Calvin Klein onde ela desfilou, e fomos a algumas baladas, que nos arrastou.

"O que faremos hoje?" perguntou para mim e Eleanor, que estava esparramada em minha cama.
"Dormiremos, vocês saem demais!" Respondi coçando os olhos, sentada na nossa mesa de estudos.
"Ah não, , vamos sair sim! O que sugere, ?"
"Hum..." minha amiga pensou um pouco e depois sorriu. "Hoje é inauguração de uma balada bem foda, só irão pessoas que tiverem o nome na lista... O que acham?"
"E como conseguiremos entrar?" Perguntei.
"Dylan e meu irmão são os donos." Sorriu largo. "E aí, bora?" Ells pulou da minha cama.
"Claro que sim!" Bateu palminhas. "Precisarei ir ao meu apartamento me arrumar... Vocês passam lá para me pegar?"
"Com certeza!" respondeu toda sorridente, indo em direção ao armário de roupas.

A balada estava lotada, desde a fila, até lá dentro. Maison nos direcionou para o camarote e encontramos Dylan.
"Olha só vocês..." ele nos olhou e depois olhou de cima a baixo. "Estão maravilhosas!" Sorriu para a minha amiga.
"Obrigada!" Agradeceu tímida.
"Perdi alguma coisa?" Maison perguntou para mim e Eleanor, intrigado.
"Quem sabe?" Ri e olhei em volta. "Onde posso pegar uma bebida?" Eleanor deu alguns pulinhos e sorriu.
"Isso, pega pra mim também!" Ela disse. "Maison, ajuda ela." Sorriu como se fosse o gato da Alice no país das maravilhas. Estranhei a animação repentina dela, mas quem era eu pra julgar? Também estava animada.
Descemos até o bar e fizemos o pedido das nossas bebidas, elas demoraram um pouco, por conta do fluxo de pessoas que tinham.
"!" Maison gritou por cima da música. "Quer comer alguma coisa?"
"Não, obrigada!" Agradeci e olhei para a escada. "Acho melhor subirmos." Falei.
"Claro!" Sorriu e olhou em direção a porta de entrada. "Antes tenho que resolver uma coisa, é rapidinho... Pode esperar aqui mesmo." Não pude nem o responder, pois ele saiu em disparada a multidão. Fiquei parada perto do bar, segurando minha bebida e de Eleanor. Depois de uns cinco minutos Maison apareceu, pediu uma cerveja e subimos. Assim que subi o último degrau, dei de cara com uma Eleanor sorridente, abraçada a um rapaz, que depois de analisá-lo bem, constatei ser Louis. Ainda de costas para mim, havia outro rapaz com uma menina que não conhecia, grudada em seu pescoço. Ells me notou e sorriu em minha direção.
"!" Gritou animada, indo ao meu encontro e fazendo com que Louis e o rapaz virassem para trás. "Até que enfim!" Pegou a bebida da minha mão. "Obrigada!" Me abraçou rápido.
"E ai, ?!" Louis me cumprimento com um abraço e um beijo. Quando foquei no rapaz que estava ao lado de Tomlinson, o reconheci e abri um sorriso tímido. A garota o soltou e sorriu simpática para mim.
"E aí, Tomlinson.... Quanto tempo, hein?!" Ironizei, pois Louis quando não estava trabalhando ou fora de Los Angeles, estava sempre comigo e com as meninas, se deixasse ele ia ao nosso dormitório sempre.
"Pois é... Estou te vendo mais que o te vê." Riu.
"Hey, !" veio em minha direção com aquele sorriso maravilhoso. "Que saudade!" Sorri o apertando no abraço que me envolveu, aproveitando também para sentir seu cheiro.
"Também estava!" Sussurrei em seu ouvido, percebendo que minha voz o arrepiou. Ele me apertou mais e depois de um tempo nos soltamos. "Ué, cadê a menina que estava com você?" Perguntei olhando em volta.
"Deve ter ido embora... Era uma fã querendo foto." Deu de ombros e olhou Maison. "E aí cara, beleza?" Fizeram um cumprimento. "Valeu por nos passar na frente da galera."
"Foi nada." Levantou a cerveja para eles. "Querem beber?" Os dois homens concordaram. "Vou chamar o garçom." Levantei uma sobrancelha.
"Como assim, Maison, chamar o garçom?" Perguntei com uma cara de poucos amigos e com uma das mãos na cintura. "Se podíamos chamar o garçom, porque tivemos que descer?" O irmão da minha colega de classe riu.
"Relaxa, baixinha, fiz isso para te fazer uma surpresa, em relação a ." Me abraçou de lado e olhou em volta. "Onde está minha irmã, Eleanor?" Ela deu de ombros.
"Não sei..."
"Ela e Dylan estão se pegando, não é mesmo?" Olhou para nós duas, o que nos fez sorrir cúmplices.
"Não sabemos." Ells respondeu de um jeito angelical, o que o fez rir e revirar os olhos.
"Sei, vocês sabem tudo sobre a vida dela." Semicerrou os olhos para nós duas. "Mas enfim, digam para eles se assumirem logo." Olhou para baixo e me largou. "Bom, deixa eu ir trabalhar... Se divirtam!"
e Dylan apareceram depois de um bom tempo. No camarote não tinha muita gente, na verdade, depois de e Louis chegaram não subiu mais gente.
"Amigas, vamos dançar!!" falou alto.
"Dispenso, vai você com a Ells." Sugeri, bebendo um pouco da cerveja de , que a propósito, estava com seus braços em minha cintura.
"Nada disso!" falou fazendo bico e Eleanor a acompanhou. "Tá na hora do casalzinho se desgrudar um pouco!" Me puxou e meu amigo riu.
"Volta logo, meu bem." Ele falou rindo e fiz careta.
"Se acostume, , nosso é antigo." Ri do comentário de Tomlinson.
"Que ele é um cara de costumes antigos eu sei, mas meu Deus, , como você pega mulher desse jeito?" Perguntei séria, o que fez todos rirem, inclusive ele.
"A única pessoa que quero pegar está bem a minha frente." Disse sério e depois fez uma careta. Ri e dei uma batidinha em seu ombro.
"Não fale besteiras!" Me soltei totalmente dele e virei para as minhas amigas que, assim como seus namorados, me olhavam atônitos. "Vamos, então?" Eleanor foi a primeira a sair do transe, que sinceramente fiz questão de fingir que não reparei, uma vez que precisava de um pouco de espaço para colocar os pensamentos e sentimentos que afloraram no meu íntimo, depois das palavras de .
"Claro, vamos!"
Dancei muito, como nunca havia dançado antes, realmente me dediquei a não pensar muito no que significava as palavras do meu amigo. Em algum momento da noite, as meninas se cansaram e subiram para descansar um pouco, eu resolvi continuar na pista de dança mais um pouco. Percebi que alguém dançava comigo e me virei para ver quem era, encontrei um Maison com a camisa social meio aberta e todo sorridente.
"E aí, , quer alguma bebida?"
"Mais? Nem pensar... Se eu beber mais, não responderei por mim." Gargalhou.
"Tá certo, mas acho que você deveria voltar para o camarote. não para de olhar para cá."
"Deixa eu te perguntar uma coisa séria." Falei meio dançando. "Na sua opinião, ele só quer transar comigo?" Maison que estava bebendo sua cerveja, engasgou.
"Como?" Tentava recuperar o fôlego. "Você está falando de ?" Concordei. "Ao meu ver, ele gosta realmente de você, veja bem.... Se ele não gostasse, não viria até Los Angeles nas suas folgas." Riu. "Eu no lugar dele, preferiria ficar dormindo ao invés pegar um avião e vir ver a menina." Sorriu.
"Gosto dele, mas não queria estragar nossa amizade." Disse.
"Eu sei. E acredite em mim, isso é o mais foda." Deu um meio sorriso e bebeu a cerveja.
"Tá, depois desse papo. Acho que mereço uma bebida!" Falei.
"Tequila!" Maison sugeriu.
"Nunca tomei, mas vamos lá!" Ri e rumei até o bar, com Maison em meu encalço. Minutos depois eu estava bem bêbada, mas não o suficiente para não lembrar o que fazia.
"!" Gritei assim que subi no camarote. "Tequila é vida!" Falei passando um de meus braços por seu ombro.
"Aé? E quanto você bebeu?" Ri.
"Muito!" Me aconcheguei nele de forma desastrada. E sim, eu com certeza estava me aproveitando da situação.
"Deveríamos ir embora então." Sugeriu.
"Mas tenho que ir para o dormitório, porque não dará certo ir para a sua casa." Se a normal, as vezes era sem filtro, imagina a que estava 80 por cento bêbada.
"O que você disse?" Perguntou surpreso.
"Ah, você sabe... Essa tensão sexual entre a gente." Dei de ombros. "Maison!" Chamei o irmão da minha amiga. "Quero mais tequila." Falei manhosa.
", você já bebeu o suficiente, acho melhor seguir o conselho de ." Sorriu maroto, o que me fez devolver o sorriso e olhar para meu amigo.
"Vamos, então?" Confirmou com a cabeça.
Já dentro do carro, próximo à casa de , me veio algo a mente, então me virei para olha-lo.
"?"
"Oi." Me olhou de rabo de olho.
"É verdade que você quer me pegar?" Meu amigo tirou os olhos rapidamente da rua para me olhar.
"Esse é um assunto para tratarmos quando estiver sóbria. Não acha?"
"Achar eu até acho, mas não sei se terei coragem para abordar esse assunto sem o álcool em minhas veias." Falei sincera demais. Ele suspirou.
", você é uma pessoa adorável." Tamborilou os dedos no volante. "Gosto de você, sua energia me deixa bem." Sorriu, estacionando o carro na garagem, virando em minha direção. Colocou meu cabelo atrás da minha orelha e sorriu daquela forma amável, se aproximando de mim. "Quando estou perto de você, meu coração pede por mais, por isso sempre estou te envolvendo em meus braços." Sussurrou e chegou a centímetros do meu rosto. "Você não sabe a vontade que tenho de te beijar, principalmente quando sorri desse jeito." Passou a sua boca a milímetros da minha e sorriu contido, mordendo os lábios em seguida, em plena frustação. "E você não sabe o quão chateado fico por só ter coragem de te falar isso quando está bêbada." Riu sem humor. E eu queria MUITO falar para ele, que no estado que me encontrava, me lembraria no dia seguinte. Mas o que ele falou em seguida, me fez me conter. "Porque afinal de contas, você não lembrará disso amanhã. Então não arriscarei de perder nossa amizade." Sorriu triste, se aproximou e depositou um beijo em minha bochecha e se endireitou no banco do carro. "Vem, vamos entrar... Você precisa tomar um banho gelado e se alimentar."
Assim que entrei na casa de , fui direto para o banheiro. Enquanto estava no banho, meu amigo deixou uma muda de roupa dele em cima da cama, para que eu a vestisse. Quando terminei de me vestir, minha barriga roncou em alto e bom som, então decidi ir até a cozinha.
"Hey!" falou assim que apontei em sua visão. "Imaginei que estivesse com fome, por isso fiz um lanche com peito de peru e suco de laranja." Sorri agradecida.
"Obrigada!" Comemos em silêncio e depois que lavei a louça, fomos para o sofá.
"E aí, vai querer dormir ou assistir tv?"
"Acho que consigo assistir um pouquinho de tv." Falei me espreguiçando.
"Podemos assistir em meu quarto, assim já dormimos por lá mesmo." sugeriu. Eu ainda tava meio bêbada, então ri e me levantei.
"Vamos lá, garotão, vamos dormir juntos, então!" Meu amigo riu de leve, se levantou do sofá e pegou na minha mão.
"Você até que é engraçada quando está bêbada." Riu, o que me fez mostrar a língua para ele.
Conforme chegamos ao seu quarto, fui direto em direção á cama e me joguei nela.
"Meu Deus, não preciso de mais nada... Que delícia de cama!" Ri como uma criança. Meu amigo veio em minha direção e deitou na outra ponta da cama, o que me fez meio que rastejar em sua direção e deitar minha cabeça em seu peito.
"Espera aí, mulher, esqueci de pegar o controle." tentou se levantar, mas passei meu braço por seu corpo, como um abraço desajeitado.
"Ah não, , esquece a TV, vamos ficar quietinhos e juntinhos aqui." Sussurrei sonolenta.
"Posso apagar a luz?" Perguntou passando um dos braços a minha volta.
"Claro, aproveita e aciona o fechamento das persianas..." bocejei. "Não queremos fotos nossas em sites e capaz de revista dormindo juntinhos né?"
"Por enquanto não." Meu amigo respondeu baixo, apertando os interruptores da luz e das persianas, ficando somente uma penumbra por conta da porta do quarto estar fechada e a lâmpada do corredor estar ligada. Ficamos por cinco minutos em silêncio, somente ouvindo a respiração um do outro, com fazendo cafuné em mim e eu embalada pelas batidas de seu coração. Suspirei, brigando um pouco com o sono, depois que me dei conta, de que nos últimos meses, apesar de não nos vemos sempre, havia se tornado meu lar.
", está acordado?" Perguntei baixinho.
"Uhum." Resmungou.
"Quando não está por aqui, sinto falta do seu abraço." Disse, o apertando um pouquinho mais.
"Ah é?" Questionou sorrindo, com a voz rouca de sono, me afastando um pouquinho de seu peito, para conseguir olhar em meus olhos. "E posso saber o porquê?"
"Porque quando me abraça, sinto que estou em casa."


Capítulo 6 - Família

Na semana seguinte, seria o famoso feriado de Ação de Graças aqui nos Estados Unidos, por isso teríamos uma semana de recesso e, como estava de folga por três semanas, ele me convidou para ir até a Irlanda rever sua mãe e conhecer seu sobrinho. Só concordei em ir quando tive certeza de que tinha dinheiro para comprar minhas passagens, apesar de insistir que se ele tinha me convidado, ele bancava. Mas óbvio que não aceitei.
Assim que meu turno na lanchonete terminou, fui direto para o dormitório, tomar um banho rápido, e pegar minha mala e passagens. Quando finalmente estava tudo certo para ir, abriu a porta do quarto toda sorridente, se deparando comigo em pé ao lado da mala.
"Ei, você!" Falou animada. "Vim para te dar uma carona até aeroporto." Sorriu.
"Imagina, , você provavelmente está cansada... Eu pego um táxi." Sorri agradecida.
"Nada disso!" Foi em minha direção e pegou a alça da minha mala, puxando-a para si e caminhando em direção à porta. "Vamos logo, para você não se atrasar."

Logo que me deixou no aeroporto, fui fazer o check-in e liguei para , que atendeu depois de alguns toques.
"Hey!" Saudou. "Já pousou?"
"Não, né?!" Ri. "Te liguei para avisar que daqui a pouco irei embarcar."
"Certo, se for possível me mande uma mensagem avisando que está dentro do avião, assim poderei calcular o tempo e te buscar no aeroporto." Sorri agradecida. "É o de Dublin, né?"
"Isso, o de Dublin. Ok, mas se eu não conseguir mandar, está previsto para o avião decolar daqui 15 minutos." Falei, me direcionando para a fila de embarque.
"Ok. Como foi seu dia?" Perguntou.
"Corrido." Entreguei o meu bilhete de embarque para um funcionário, agradecendo em seguida e suspirei, sentindo um pouco do cansaço do dia me abater. "Mas estou animada por estar indo aí!" Abri um grande sorriso, que obviamente ele não pode ver, porém escutei sua gargalhada gostosa.
"Vou preferir pensar que sua animação se dá por conta de que irá me ver." Ri e o imaginei fazendo uma careta.
"Claro que também é!" Sentei na poltrona indicada. "Eu sinto sua falta desde o momento que vai embora, até o momento em que estou novamente envolvida pelos seus braços." Disse simplesmente, enquanto uma senhorinha junto de uma adolescente sentavam ao meu lado. "Mas enfim, pessoa carente, já estou dentro do avião." Suspirei mais uma vez. "Nos vemos daqui algumas horas. Beijo!" desligou sem nem me responder, o que me fez tirar o aparelho do ouvido e encará-lo como se fosse um bicho de sete cabeças. Quando fui soltar um muxoxo de reclamação, a tela do aparelho brilhou em minha mão, indicando uma chamada de vídeo de meu amigo.
"Mas o que..." Atendi confusa sem entender absolutamente nada.
"Tem uma pessoinha aqui ansiosa pela sua chegada, então, queria te dar um oi, antes do avião decolar." Assim que a voz de saiu pelo celular, a adolescente ao meu lado, virou em minha direção com os olhos arregalados.
"Oi, tia !" Theo falou, assim que apareceu na tela do celular, sentando no colo do tio.
"Oi, meu amor!" Sorri e olhei para , que também sorria.
"Quero te conhecer logo!" Sorriu com vergonha. "O tio falou que você é linda... E é mesmo!" Fiquei vermelha imediatamente e gargalhou.
"O-obrigada!" Gaguejei, o que fez meu amigo gargalhar mais.
"Ok, rapazinho, vamos desligar antes que você diga mais coisas comprometedoras." Riu sem graça e Theo deu uma gargalhada.
"Meninos, terei que desligar. Até daqui a algumas horas." Mandei um beijo para eles e antes que eu pudesse desligar, meu amigo e seu sobrinho falaram ao mesmo tempo:
"Te pego no aeroporto!" sorriu.
"Tchau, tia !" Theo mandou um tchauzinho, antes da ligação se encerrar.
Guardei o celular na bolsa e me ajeitei na poltrona, só percebendo depois de me sentir confortável na cadeira, que alguém me observava. Sorri para ela e voltei a minha atenção a televisãozinha da poltrona da frente.
"Vo-você poderia tirar uma foto comigo?" Virei para o lado e fitei a adolescente que me encarava com os olhos brilhantes.
"Claro, porque não?" Sorri simpática e a menina estendeu o celular na nossa direção.
"Minha neta, já falei para não incomodar as pessoas." A senhorinha falou.
"Imagina." Falei para ela sorrindo e me direcionei para a menina que sorria de orelha a orelha. "Mas você sabe que não sou uma pessoa famosa, né?"
"Claro que é!" Disse feliz. "Eu nem acredito que encontrei a namorada do meu ídolo no avião." Abriu um sorriso gigante e eu fiquei vermelha, pois algumas pessoas se viraram para me olhar. “Bem, que achei que você era familiar.”
"Não sou namorada dele, somos apenas amigos."
"Não são?" Neguei com a cabeça. "Meu Deus, namorem logo! Vocês são o casal mais lindo que já vi! Mesmo que sejam só de amigos." Sorri tímida.
"Obrigada!" O piloto nos deu as instruções de decolagem e a menina colocou o celular em modo avião, assim como eu fiz. "Quando o avião subir, se ainda quiser, podemos tirar a foto."
"Claro!" Sorriu largo. "À propósito, meu nome é Mila."
"Prazer, Mila, me chamo !" Sorri e ela riu. "Mas acho que você já sabe." Fiz uma careta.
Assim que o avião se estabilizou no ar, tiramos a foto e depois disso Mila me contou sobre ela e como começou seu amor por e pelos outros meninos. Inclusive, ela estava indo a Dublin, justamente para ir a um show particular no qual meu amigo tocaria, do qual eu não sabia.
"Mas então, me conte mais sobre você." Ela disse.
"Ah, minha vida não é diferente de uma pessoa normal." Falei dando de ombros. "A única coisa de diferente que aconteceu na minha vida nesses últimos tempos foi a minha vinda para os Estados Unidos e minha amizade com , fora isso, nada de anormal." Ri.
"Minha amizade com ." Ela retrucou risonha. "Menina, se eu tivesse uma amizade com nada seria normal." Eu ri e sua avó também.
"Ele é um cara normal, juro! E não é como se minha vida tivesse dado uma guinada né?!" Fiz careta. "Continuo estudando para provas, indo trabalhar... Não virei uma celebridade." Dei de ombros.
"Se você diz..." a olhei sem entender. "Ah, você sabe... Seu rosto ficou exposto em vários sites, revistas e até jornais."
"Ah, isso fez mesmo eu virar uma celeb., pôr o que? Duas, três semanas. Minha vida tinha virado uma pequena loucura, mas agora tudo voltou ao normal." Sorri. "O alvoroço passou, graças a Deus... Já estava ficando com medo de tanto paparazzo." Ri sem graça.
"Deve ser ruim mesmo, menina. Mas esse é o preço por ser amiga de alguém famoso." A senhora falou.
"Concordo plenamente. Ele me avisou o que aconteceria se nos vissem juntos, e eu disse quase a mesma coisa que a senhora."
"E eu ainda acho que vocês deveriam namorar." Mila falou tão sério que explodi em uma gargalhada. "Sério. !"
"Minha gargalhada é séria." O piloto pediu para nós nos ajeitarmos na poltrona e assim fizemos. Quando já estava no corredor do aeroporto indo para a salinha onde pegávamos nossas malas, Mila me chamou.
"Vou te ver no show?"
"Então, não sei... não tinha me falado nada sobre esse show." Sorri sem graça.
"Espero que te ver!" Me mostrou o celular. "Postei nossa foto e te marquei lá, se puder curta." Sorriu. "Posso te dar um abraço?"
"Claro!" Sorri e abri os braços, e ela veio de encontro a mim.
"Adorei te conhecer, !" Falou me soltando.
"Eu também, me diverti muito. Obrigada!" Sorri, assim que vi meu amigo parado segurando minha mala. "Não faça escândalo, mas olha só quem está ali." Sussurrei para a adolescente à minha frente, que virou devagar e abriu um sorriso gigante. veio andando lentamente até nós, com um sorriso discreto.
"Olá!" Falou suavemente.
"Hey, que saudade!" Sorri e o abracei apertado, quando o soltei, me virei para uma Mila com um sorriso de orelha a orelha. ", essa é a Mila, sua fã e uma amiga que fiz no voo." Ele sorriu para ela e abriu os braços.
"Muito prazer, Mila!" A abraçou rapidamente.
"O prazer é todo meu... Estou ansiosa para o show especial que fará." Sorriu e meu amigo também, coçando a cabeça em seguida.
"Eu também estou!" Se virou para mim. "À propósito, podemos ir? Theo está animadíssimo em te conhecer."
"Claro!" Abracei Mila novamente e dei um tchauzinho para sua avó. "Espero te ver de novo, e não se preocupe... Curtirei a nossa foto. Tchau, Mila!"
"Tchau! E por favor, siga o meu conselho." Ri.
"Pode deixar!"
"Tchau, Mila, prazer te conhecer. Espero te ver no show!"

"Que conselho aquela menina te deu?" perguntou depois que entramos no carro.
"Aparentemente, tem um grupo de fãs que quer nos ver juntos."
"Claro que tem, aquele dia te mandei a foto do cartaz."
"Sim, eu sei.... Mas aquele dia era muito recente a nossa aproximação na mídia, por isso nem dei muita bola." Dei de ombros.
"Em todos os meus shows têm algum cartaz relacionado a nós." disse simplesmente.
"Sério?" Ergui uma sobrancelha surpresa.
"Sim." Sorriu e me olhou de rabo de olho. "Mas então, como foi a viagem?"
"Até que foi rápida, passei a viagem toda conversando com Mila e a avó dela, que nem percebi." Ri. "Foi uma ótima viagem!"
"Fico feliz!" Suspirou. "Sei que está cansada, mas se importa de irmos primeiro na minha mãe? Theo está lá junto com meu irmão e cunhada."
"Claro que não, , vou adorar conhecê-los!" Sorri.
"Passamos por lá, você conhece o pessoal, tomamos café da manhã e depois vamos para a casa, tudo bem?"
"Tudo. Mas relaxa, não estou com tanto sono assim."

Assim que parou o carro em frente à casa de sua mãe, uma miniatura loirinha do meu amigo saiu correndo de lá. Ri com seu entusiasmo e me virei para .
"Ele passaria fácil por seu filho." Gargalhou, colocando a mão em sua barriga.
"Nunca vi tanta semelhança, ainda mais no gênio."
"Vem, vamos sair antes que ele tenha um piripaque de ansiedade." Falei animada, abrindo a minha porta do carro.
"Tia !" Theo terminou de correr em minha direção e pulou no meu colo, que o peguei prontamente.
"Olá, meu amor!" Disse abraçando-o. E vi quando Maura e um casal saiu da casa.
"Theo, desça já daí!" Uma mulher loira falou. "Eu te disse que não era para pular na !" A criança no meu colo riu, enquanto eu e caminhávamos na direção de sua família.
"Não tem problema, esse menino é uma fofura." Dei uma batidinha de leve no nariz dele, que gargalhou.
"Vem cá, rapaz, deixa a tia falar com seus pais e a vovó." Meu amigo pegou o pequeno no colo.
"Minha querida, como é bom revê-la!" Maura falou sorrindo e me abraçou.
"Igualmente, dona Maura!" Sorri para ela.
"Deixa eu te apresentar," falou assim que sua mãe me soltou. "Essa é minha cunhada, Denise."
"Olá, muito prazer! e Maura falaram muito bem sobre você." Me puxou para um abraço.
"O prazer é todo meu!" Sorri tímida, assim que ela me soltou.
"E esse é meu irmão, Greg." O rapaz veio em minha direção e me abraçou rapidamente.
"Prazer em conhecê-la!" Sorriu.
"Prazer!" Sorri ainda mais tímida.
"Querida, sabemos que está cansada, por isso vamos entrar para você tomar café da manhã e ir dormir." Maura falou me puxando pela mão.
O café da manhã foi muito agradável, conversamos sobre muitas coisas, sobre como a Irlanda era linda e o quanto estava realizada de conseguir vir para cá. Terminamos de comer e me ofereci para retirar a mesa e lavar a louça, coisa que Maura negou prontamente, justificando que era a vez de Greg e fazer a limpeza.
Sentei no sofá com Denise e Theo.
"Maura me contou que você é brasileira... Em que parte do Brasil você mora?"
"Sou do interior de São Paulo, na região do Vale do Paraíba."
"Vale do Paraíba? Nunca ouvi falar." Sorriu sem graça.
"Já ouviu falar de Campos do Jordão?" Ela concordou com a cabeça. "Então, sou dali de perto, apesar de Campos não fazer parte do Vale e sim da Serra da Mantiqueira, acho que leva uma hora ou menos da minha cidade até lá."
"Uau, então é pertinho mesmo." Concordei. "Igual Mullingar!"
"Isso!" Sorri. "Falei para , vocês são muito bem-vindos, caso queiram conhecer o estado de São Paulo." Sorri, com os olhos pesando um pouco.
"Eu ia adorar! Sempre tive vontade de conhecer o Brasil... Vejo umas praias na Internet, Jericocora." Riu. "Acho que não falei certo." Ri também.
"Jericoacoara?" Ela concordou. "Deve ser maravilhoso ir para lá, nunca fui, mas confesso que tenho muita vontade."
"Tem um lugar que eu também morro de vontade de ir, acho que se chama maragógi. Será que a água é azulzinha mesmo?" Sorri largo.
"Creio que sim, fui em uma cidade perto dela, em Porto de Galinhas. É simplesmente maravilhoso, a água é quentinha, o ambiente também, mesmo nublado você se queima. O clima é perfeito para quem gosta de calor!" Sorri.
"Meu Deus, preciso conhecer! Mas fica em São Paulo?"
"Não, fica no Nordeste. As praias de São Paulo também são maravilhosas, sempre vou para o litoral Norte... Amo ir para lá!" Sorri feliz com a lembrança. "Também é uma hora e pouquinho de distância da minha cidade."
"Uau, então você mora em um local privilegiado." Concordei sorrindo.
"Tia?" Olhei para Theo. "Assiste um desenho comigo?" Perguntou de forma meiga.
"Claro, loirinho!" Denise levantou do sofá.
"Vou lá na cozinha ver se estão terminando."
"Claro.... Quer que eu vá também?"
"Não precisa, fique aí tranquilamente." Concordei com a cabeça e abracei um Theo que já estava meio jogado em cima de mim. Não sei muito bem por quanto tempo consegui assistir o desenho com o pequeno, só sei que o movimento do carinho que estava fazendo nos cabelinhos de Theo me embalaram num sono profundo, que seria absurdo se eu tentasse brigar com ele.

Acordei com alguém me chamando, reconhecendo a voz suave de perto de mim, me fazendo arrepiar automaticamente.
"Leve ela na minha cama, !" Escutei Maura falando próximo a nós, e então abri meus olhos devagar e sorrir constrangida.
"Me desculpe... Acabei pegando no sono." Olhei para o meu colo, onde Theo ainda dormia sereno. "E pelo visto não fui a única." Sorrir e afrouxei meus braços ao seu redor quando Maura o pegou.
"Theo não se apega assim com as pessoas." Denise falou sorridente, se sentando ao meu lado. "Ele realmente gostou de você!" Sorriu mais uma vez.
"Fico feliz, ele é um garotinho adorável!" Falei, admirando-o dormir no colo de sua avó.
"E então, vamos?" perguntou. "Eu também não dormi muito.” Fez careta. "Vim direto da França e só tive um tempinho para cochilar."
"Uau, não sabia disso." Me levantei do sofá. "Vamos, então!" Disse indo em sua direção, parando ao seu lado e olhando para as mulheres a minha frente. "Muito obrigada pelo café da manhã."
", amanhã se vocês não tiverem planos, podíamos sair para conhecer alguns lugares e ir a umas galerias, não é, Maura?" Denise sugeriu.
"Claro, podemos fazer compras ou apenas passear." Disse animada.
"Calma aí, mulherada, não tive tempo de falar com ainda, depois vocês combinam, afinal, terão alguns dias pela frente." Meu amigo me puxou para ele e me abraçou por trás.
"Tá bom, filho!" Maura veio até onde estávamos. "Tchau, crianças, juízo!" Beijou minha cabeça e a de .
"Tchau. , ligo amanhã para e combinamos certinho." Denise empurrou o cunhado e me abraçou. "Tchau, estrela!" Bagunçou os cabelos dele.
"Já vão, cara?" Greg surgiu da cozinha. "Tá cedo ainda!"
"Já, precisamos dormir um pouco." O irmão mais velho concordou com a cabeça e me olhou.
"Até mais, cunhadinha, apareça mais vezes." Sorriu e fez igual sua mulher: Me puxou para um abraço e depois que me soltou, fez a mesma coisa com seu irmão. "Dirija com cuidado, rapaz!"
"Sempre!" Piscou e saímos da casa, em direção ao carro.

"Seja bem-vinda e fique à vontade!" Falou no meu ouvido.
"Bom, preciso de uma cama para dormir... Qual quarto posso ir?"
"No meu." Fechou a porta da casa atrás de mim e eu soltei um riso nervoso.
"Para de graça!" Rolei os olhos e andei até o sofá. Virei para ele e coloquei a mão na cintura. "Tô falando sério!"
"Eu também... O outro está com muitas bagunças." Falou sem graça e coçou a cabeça. "Posso dormir na sala, se quiser. É que da última vez que dormimos juntos...” Deu de ombros, me fazendo rir.
"Estava bêbada aquele dia, mas relaxa, dormimos juntos." Dei de ombros. "Eu só preciso dormir, vamos logo, então?" Sorri. Ele pegou na minha mão e me puxou para uma porta que deduzi ser seu quarto. Entramos, ele acionou o fechamento das persianas e eu acendi a luz do abajur, passando os olhos rapidamente pelo cômodo. "Me empresta uma calça de moletom? É que estou com preguiça de pegar a mala e procurar o pijama."
"Claro, está ali no closet." Disse, se jogando na cama e ligando a TV em seguida. Revirei os olhos e fui até o cômodo, precisei abrir algumas gavetas até achar as calças, aproveitando para pegar uma camiseta também. Me troquei ali mesmo no closet, em seguida voltando para o quarto e me deitando ao lado de meu amigo.
"Posso ficar com a TV ligada?"
"Claro." Falei meio baixo. "Posso te usar como travesseiro?" Ele riu.
"Lógico." Abriu os braços. "Vem aqui, denguinho."
"Denguinho?" Perguntei rindo baixinho, lutando contra o sono, mas me aconchegando nele.
"É, quando está com sono, você sempre fica toda dengosinha." Me envolveu em seus braços e começou a fazer carinho no meu cabelo. "Dome bem, , estarei aqui quando acordar." Com essa frase, permiti que o sono me dominasse.

"Não acredito que me trouxe aqui." Falei meio embasbacada, olhando ao redor. "Que lugar incrível!" Olhei para , que estava encostado no bar, bebendo cerveja.
"Sabia que ia gostar." Sorriu para mim. "Vai querer beber o quê?"
"O mesmo que você." Sorri pegando sua cerveja.
"Ei!" Protestou e eu mostrei a língua infantilmente, bebendo um pouco. Meu amigo pegou o celular e uniu as sobrancelhas. "Josh e Lara irão atrasar."
"Relaxa, enquanto eles não chegam, podíamos dançar, né?" Sorri como o gato da Alice no País das Maravilhas, o que fez rir.
"Vai na frente, irei terminar minha cerveja." Balançou a garrafinha na minha frente, pegando a que eu tinha bebido da minha mão e entregando ao barman. Dei de ombros.
"Ok." Fui até a pista de dança, respirei fundo e comecei a dançar, depois de alguns minutos dançando, senti alguém segurar minha cintura, abri os olhos sorrindo, me virando para a pessoa, que eu achava ser meu amigo. Mas não era. Era um cara muito gato, com olhos azuis e um sorriso encantador. Se aproximou de mim e sussurrou:
"Ei, gata, você é uma delícia, vamos para um lugar mais reservado?" Vi vindo em nossa direção, então dei um sorriso amarelo.
"Estou acompanhada." Quando fui me encaminhar para encontrar meu amigo, o rapaz segurou meu braço.
"Oh louco, que cara deixaria uma mulher como você, dançando sozinha?" perguntou galanteador. Não deu tempo de puxar meu braço ou responder sua pergunta, uma vez que apareceu ao nosso lado e colocou a mão em minha cintura.
"Hey, amor!" O cara soltou meu braço e meu amigo me puxou para ele, colando nossos lábios rapidamente, o que me fez arregalar os olhos. "Algum problema?" perguntou ao rapaz que nos olhava intrigado.
"Nenhum, desculpa, cara, não sabia que ela estava acompanhada." Sorriu e colocou as mãos nos bolsos. "Você é , né?!" Meu amigo concordou com a cabeça, ainda com os braços envoltos ao meu redor. "Não sei se se lembra de mim, mas estudei com você..." meu amigo continuou o olhando, talvez tentando lembrar. "Sou o Ted Cavinski."
"Desculpe, cara, realmente não me lembro." Coçou a nuca sem graça. Ted riu.
"Relaxa, cara... Você conhece bastante gente todo dia, é normal que não se lembre de mim." Olhou por trás de nós dois e abriu um sorriso. "Acho que agora irá se lembrar." Meu amigo e eu juntamos as sobrancelhas ao mesmo tempo em desentendimento. E então uma menina loira surgiu ao lado de Ted.
"Hey! Estava te procurando." Ela falou para ele e quando direcionou seus olhos até nós, ficou estupidamente vermelha.
", se lembra da Holly?" Ted perguntou com um sorriso meio irônico e meu amigo concordou com a cabeça imediatamente.
"Claro!" Sorriu e estendeu a mão para ela. "Como vai, Holly?" Coçou mais uma vez a nuca. "Agora lembrei de você, cara.... Melhor amigo da Holly." Riu fraco. A menina me analisou dos pés à cabeça. "Que cabeça a minha... Ted e Holly, está é , minha na-"
"Amiga!" Sorri simpática.
"Sou Holly, ex-namorada de , e esse é meu melhor amigo, Ted." Sorriu falsamente.
"É, tecnicamente já nos conhecemos." Ted falou sem graça. "Desculpe por dar em cima da sua garota, cara!" A menina riu.
"Não acredito que fez isso, Cavinski." Deu um tapinha nele. "Já te falei que esse lance de você sair dando em cima de qualquer uma, ainda vai te arrumar confusão." Riu graciosa e ao meu lado se mexeu desconfortável.
"Ela estava sozinha na pista, não tinha como saber que estava acompanhada." Justificou, dando de ombros. O que a fez olhar com uma sobrancelha arqueada para o meu amigo.
"Deixou sua namorada sozinha, pequeno ? Então mandou mal." Deu duas batidinhas no ombro dele. Suspirei, que papo mais desnecessário.
"Eu estava terminando minha cerveja." Deu de ombros. Revirei os olhos, com a paciência que já era quase nula, sumir de mim.
"E eu estou indo pegar uma para mim, vão querer?" Perguntei por mera formalidade. A ex de meu amigo me analisou novamente, o que me fez sentir desconfortável.
"Obrigada, querida, ficamos de encontrar uns amigos por aqui." Holly falou.
"Certo, nos vemos por aí." Falei para eles e quando ia sair da rodinha, segurou minha mão.
"Vou com você." Olhou para o casal parado a nossa frente. "Até mais, foi um prazer revê-los!"
Nos dirigimos ao bar, pedimos nossas cervejas e sentamos virados, olhando para a pista de dança. Bebi minha cerveja calmamente e em silencio, percebendo que meu amigo me encarava sem dizer nada. Suspirei e o olhei.
"Diga!"
"Dizer o que?" perguntou, dando uma de desentendido, então revirei os olhos impaciente.
"Tá aí sentado, me encarando, porque quer falar ou perguntar algo, então desembucha!" Ele riu da minha cara.
"Você me conhece tão bem." Sorriu e se aproximou em pouco. "Queria pedir desculpa pelo selinho." Ergui uma sobrancelha.
"Relaxa, não estou brava por isso."
"Então, porque esta brava?"
"Porque, mais uma vez, você não fez questão de desmentir que não somos namorados." Ele colocou uma mecha de cabelo, que caiu no meu rosto, atrás da orelha, ri meio nervosa pela aproximação desnecessária. "Sei que sou maravilhosa, mas né, , não somos um casal de namorados e sim de amigos." se aproximou bem mais do que era necessário e colocou sua boca próximo a minha orelha.
"Eu não ligo nem um pouco das pessoas acharem que somos um casal." Sussurrou, me fazendo arrepiar e mordeu o lóbulo da minha orelha. "Ainda somos um casal de amigos, mas quem sabe o que o futuro nos reserva?" Se afastou e olhou dentro dos meus olhos, daquele jeito como se ele conseguisse enxergar minha alma. Depois ele se afastou e riu fraco, com certeza da minha cara, voltando a olhar para as pessoas a nossa frente.
"?" Falei sem perceber, chamando sua atenção novamente. "V-você não pode falar uma coisa dessas, morder minha orelha, rir da minha cara e fingir que não foi nada demais." Ele arqueou a sobrancelha e abriu um sorrisinho.
"Então, é algo pra você?" perguntou interessado.
"Veja bem, e-"
"E ai, cara!" Um rapaz falou animado a nossa frente, de mãos dadas com uma mulher. "Desculpa a demora, meus sogros estavam em casa." Fez careta e riu quando levou um beliscão da mulher. "Ai, caralho! Mas então, você deve ser a !" Sorri para o casal, mais agradecida pela conversa ser interrompida, do que em conhecê-los de fato.
"Olá, muito prazer!" Falei, me levantando do banquinho e estendendo minha mão para cumprimentá-lo. O rapaz, cujo nome eu havia esquecido, segurou minha mão e me puxou em sua direção, dando um abraço rápido em seguida.
"Sou Josh e essa é minha mulher, Lara!" Abriu um sorrisão.
"Estava ansiosa para conhecer a famosa !" Lara disse animada, me abraçando em seguida.
"Famosa, acho que não, hein?!" Ri de sua animação.
"Acredite, ouvimos muito sobre você... Só coisas boas, óbvio!" Abri um sorriso e olhei para , que me olhava atento, enquanto Lara foi até ele e o abraçou, Josh fez o mesmo. E então a nossa noite realmente começou, sem conversas tensas, apenas quatro amigos se divertindo.

Acordei no dia seguinte, morrendo de dor de cabeça. Abri meus olhos devagar, dando de cara com um adormecido ao meu lado, levantei-me devagar, fui para o banheiro, percebendo que minha roupa de ontem a noite estava dobrada em cima da cômoda e eu estava vestida somente com a camiseta que meu amigo usava ontem. Fiz minha higiene matinal e voltei para o quarto, encontrando de olhos abertos.
"Por um acaso isso é um sonho?" Perguntou com a voz rouca de quem acabou de acordar. Ri.
"Claro que é!" Entrei na brincadeira e voltei a me deitar na cama o olhando. "Está com dor de cabeça também?"
"Com certeza!" Fez careta.
"Vou pegar um remédio para nós dois, então." Me levantei novamente da cama, sem dar tempo de ele falar algo. Não demorei muito a voltar, então quando passei pela porta do quarto, dei de cara com um saindo do banheiro, se espreguiçando, somente de cueca box. Arregalei os olhos.
"!" Gritei. "Coloca uma calça." Falei ainda de olhos arregalados.
"Eu não, você está aí com a minha blusa e de calcinha e eu não estou reclamando." Falou gargalhando, pela minha cara de indignada.
"Mas minha calcinha não está a mostra!"
"Na frente não, mas não acha que com o tamanho dessa bunda, não aparece a polpa dela?" Semicerrei os olhos, corri até a cama, coloquei o copo no criado mudo e entrei embaixo do edredom. Meu amigo como sempre estava gargalhando da cena. "Qual é, ?" Veio andando em minha direção. "Já vi algumas vezes o que você está tentando esconder!" riu da cara de indignada que fiz.
"Você já viu de modelos, groupies, cantoras, mas não o meu." Dei de ombros.
"Realmente, uma bunda igual a sua, nunca vi mesmo." Gargalhou pelo estado de pimentão que me encontrava.
"Para com isso, !" Cobri meu rosto. "Você está me deixando constrangida. Ele se sentou na cama, ainda rindo de mim, segurou meus pulsos e afastou as minhas mãos do rosto.
"Desculpa, mas é praticamente um vicio te deixar constrangida." Sorriu, o que me fez sorrir também. "E é verdade, nunca vi uma original de fábrica, só siliconada!" Riu e eu também.
"Para com esse assunto, !" Falei ainda tímida.
"Vou parar." Me olhou com atenção e ficou sério. "Quero fazer uma coisa que estou com vontade, desde quando te conheci." Juntei as sobrancelhas em sinal claro de incompreensão.
"O que, seu doido?" Ri achando graça da seriedade dele, que não era costumeira.
"Isso!" Se aproximou mais de mim e então eu compreendi. NIALL HORAN IA ME BEIJAR! Prendi a respiração e fechei os olhos por conta do misto de ansiedade e nervosismo que sentia. "Abre os olhos." pediu bem baixinho. Ele se aproximou mais de mim, sua respiração já batendo em meu rosto e nossa boca estava a milímetros de distância uma da outra, o celular dele tocou em alto e bom som, nos fazendo dar um pulo de susto, consequentemente quebrando o clima que se instalou no quarto. limpou a garganta. "Vou..."
"Claro, vai lá!" Falei sem graça. Ele se esticou e pegou o celular.
"Oi, mãe!" Meu amigo coçou a cabeça sem graça e por alguns minutos me desliguei da realidade, percebendo que estava prestes a cometer a loucura de beijar , e se o beijasse, aonde daria isso? "Ei ." Meu amigo me chamou. "Minha mãe está nos convidando para almoçar lá, vamos?"
"Claro, será um prazer!" Sorri, voltando do transe. Me levantei da cama e fui até minha mala, peguei uma muda de roupa, me troquei no closet e voltei ao quarto que já estava vazio.

Assim que entramos na casa de Maura, Theo veio correndo em nossa direção.
"Tia!" Ele gritou e se jogou nos meus braços.
"Oi, amor!" Dei um beijinho em seu rosto. cruzou os braços e fez um biquinho fofo.
"É assim, então? Me trocando pela ?" A criança riu.
"Claro que não, tio ." Estendeu os bracinhos na direção dele e assim que meu amigo o pegou, Theo o abraçou fortemente. "Eu te amo mais!" Ri e cumprimentei Denise, logo em seguida.
"Eu também o amo, rapazinho!"
"Ele não parou de falar da tia , perdeu, !" Meu amigo gargalhou e eu fiquei vermelha.
"Pode falar, cara, não tem como não se apaixonar, né?" A criança concordou e sorriu envergonhado.
"Então, cadê a Maura?" Perguntei a Denise que assistia a cena sorridente.
"Na cozinha, terminando o almoço." Abraçou e pegou o pequeno no colo. "Chris e Greg estão lá, a ajudando."
"Vamos lá, então!"
Depois do almoço, fomos a um parque perto da casa de Maura para que Theo pudesse brincar. Os homens levaram uma bola de futebol e ficaram mais afastados jogando. Eu, Denise e Maura nos sentamos em cima de uma toalha de piquenique que a mãe de trouxera e ficamos jogando conversa fora. A tarde passou tranquila, brinquei com Theo, até que ele dormisse, conversei mais um pouco com as mulheres da família de e comemos alguns quitutes que Maura havia trazido. Observei meu amigo fazer um gol e comemorei, quando ele olhou em nossa direção.
"Sabe, você é a primeira garota que meu filho traz para casa, desde que essa loucura toda de banda começou." Maura comentou, me fazendo sorrir sem graça.
"Sério?" Concordou com a cabeça.
"Só conhecemos uma namorada do ensino médio, mas isso faz muito tempo."
"Entendi."
"Acho que o que Maura quer dizer, é que ficaríamos felizes se vocês fossem um casal." Denise falou.
"Uou!" Suspirei, quando minha mente traiçoeira foi parar no nosso quase beijo, hoje de manhã. "Fico muito lisonjeada, mas realmente somos apenas amigos."
"Nós sabemos, querida, mas também sabemos que meu filho gosta de você." Me deu um abraço desajeitado. "E ficaremos felizes quando vocês se derem conta de que combinam."
"Obrigada!" Sorri um pouco emocionada. "Vocês são maravilhosos! Está explicado por que é um menino de ouro." Olhei mais uma vez para onde meu amigo estava e percebi que ele vinha caminhando em nossa direção.
"Tem água aí?" Perguntou, assim que chegou perto de onde estávamos. Denise rapidamente tirou da bolsa térmica, uma garrafinha de água e estendeu em sua direção. "Vem me dar um abraço, !" Falou esticando as mãos em minha direção.
"Nem pensar, menino, você está pingando de suor." Gargalhou.
"Os poucos dias ensolarados da Irlanda, são para isso." Sorriu. E aquela musiquinha familiar surgiu, fazendo enfiar a mão no bolso e pegar o aparelho celular, atendendo-o em seguida. "Hey, pai!" Saudou animado. "Jantar, hoje?" Meu amigo me olhou e coçou a cabeça. "Então, é que eu estou com uma amiga." Levantou uma sobrancelha. "Sabe? Como?" me olhou com os olhos arregalados. "Ah, tá. Enfim, que horas?"... "Beleza, as nove estaremos aí!" Finalizou a ligação e me olhou receoso.
"Desembucha, !" Riu sem graça.
"Não surta, tá?" A mãe e cunhada dele, nos olhavam curiosas.
"Fala logo!" Digitou algo no celular e me olhou. "Anda, , fala o que está rolando!" Levantei-me.
"Alguém tirou fotos nossa ontem." Suspirei em desânimo. Mas sair com era isso, ser expostas por gente que não nos conhecia.
" Qual é a manchete?" Perguntei. "Quero ver as fotos também."
"Affair ou namoro? é flagrado em clima de romance com amiga." Entregou o celular para que eu pudesse visualizar as fotos. Fiquei roxa de vergonha na mesma hora. "Ainda não li a matéria completa." Olhando para as nossas fotos tiradas.
"Meu Deus do céu!" Exclamei quando vi a foto do nosso selinho, em seguida outra foto em que ele conversava pertinho do meu ouvido e depois outra em que era nítido que estava mordendo o lóbulo da minha orelha. "Tá, beleza... É o preço a se pagar por ser sua amiga, né?" Fiz uma careta sem graça.
"Não está muito brava?"
"Você me beijou em público, ." Maura e Denise exclamaram em surpresa. "Meio que já deveríamos esperar por isso, né? Mas te confesso que estava torcendo para que não tivessem tirado fotos nossa." sorriu e me abraçou.
"Obrigado! Obrigado!" Ri de seu entusiasmo e por conta dos beijos que ele depositava em minhas bochechas.
"Ok, James, já chega..." Falei tentando o empurrar, constatando que ele estava me molhando. "Sai que você está me molhando, menino!" Eu até tentava falar sério, mas caía na gargalhada. " James , eu tô falando sério! Vão tirar fotos de você me agarrando de novo, e então você terá que ir para o Brasil conhecer meus pais." Meu amigo gargalhou. "E desmentir o que a mídia diz!" Ele me soltou e olhou dentro dos meus olhos.
"Ah, eu já estava esperançoso com isso!" Riu sem graça, fazendo com que seu cabelo caísse em sua testa molhada, grudando-se ali. Por impulso, arrumei seu cabelo e sorri tímida. " , você não pode brincar desse jeito e depois partir meu coração." Fez careta, logo em seguida rindo fraco.
"Deixa de drama, seu doido!"

"Você leu a matéria sobre nós?" Perguntei enquanto dirigia. Estávamos indo à casa de seu pai jantar.
"Não... Geralmente eu procuro não ler essas fofocas sobre mim." Deu de ombros. "Porque?"
"Porque estão dizendo que, em uma entrevista, você falou que gostaria de conhecer uma menina que pudesse apresentar a sua mãe."
"Realmente, falei isso." Tirou uma de suas mãos do volante e coçou a cabeça. "É o que penso desde pequeno... Sempre achei que menina tem que valer a pena, para que eu possa apresentar a minha família." Me olhou rapidamente. "Apesar de como minha mãe te conheceu, você é uma menina que vale a pena minha família conhecer." Sorriu.
"Obrigada, !" Segurei uma de suas mãos que não estava no volante. "Mas quando você diz 'apesar de como minha mãe te conheceu', soa meio estranho, né?" Ri, quando explodiu em uma gargalhada.
"Tá vendo?" Apertou de leve minha mão. "Você vale a pena!" Fiquei vermelha. E então quando percebi, meu amigo estacionou o carro, destravando nossos cintos. "Pronta para conhecer meu pai?" Sorri timidamente.
"Sou uma pessoa tímida, , você tem que entender que nunca estou pronta para conhecer pessoas, principalmente quando são pessoas importantes para você, que são importantes para mim."
"Relaxa, meu pai é muito gente boa!"
Realmente, Bobby era um cara muito legal, conversamos sobre várias coisas e quando nos perguntou se éramos um casal, não me julgou quando respondi que éramos apenas amigos.
"De que parte do Brasil você é?" Me perguntou.
"Sou do estado de São Paulo, mais precisamente do interior." Sorri.
"Não foi lá que você e os meninos cantaram, ?"
"Mais ou menos."
"Como assim?"
"É que eles cantaram na capital, a cidade de onde venho fica há algumas horas de distância."
"Ah sim... Agora compreendi." Sorriu. "Você tem algum namorado no Brasil?" Neguei com a cabeça.
"Antes de resolver ir para os Estados Unidos, nós terminamos."
"Sinto muito."
"Não sinta, foi melhor assim." Sorri. "Mas e então, o senhor joga golfe como ?" Ele e meu amigo riram.
"Não, não tenho vocação para isso. Meu negócio é rural mesmo, sabe? Trabalho, plantio e criação." Concordei com a cabeça. "Esse negócio de golfe é para pessoas mais velhas." Falou rindo, e me fazendo gargalhar e olhar para em seguida.
"Pai!" Gargalhou também. "Não é não!"
"Tô brincando, filho." Bobby olhou para mim. "Greg e eu adoramos implicar com , sobre o golfe."
"Ele é viciado nisso, né? Impressionante!" Fiz careta e ri.
"Depois da música, golfe é minha vida." Abriu um sorrisão.

O resto dos dias que passei na Irlanda, foram maravilhosos. Denise e Greg me levaram para conhecer alguns castelos junto com , claro. Maura me levou para algumas galerias, shoppings, para que fizéssemos algumas compras ou só andar mesmo.
Hoje era meu penúltimo dia na Irlanda, a semana havia passado rápido e eu estava em um parque perto da casa de Greg, sentada em um banco com Denise, olhando Theo brincar.
"Realmente não está chateada, pelo meu cunhado ter se ausentado?" A cunhada de me perguntou.
"Não, eu entendo... Ele já havia me avisado que teria um show."
"Maura e Bobby sentem tanta a falta de ." Ela disse e suspirou. "Greg também, eles eram melhores amigos." Sorriu. "Claro, nós entendemos que seu ofício é uma loucura, mas também ficamos preocupados."
"Eu entendo, também fico. Nós conversamos todos os dias, sempre por mensagens e as vezes por ligações, então fico no pé dele para que se alimente bem, durma direito." Dei de ombros e ela me olhou curiosa.
" não nos contou como se conheceram..."
"Ah..." Sorri, lembrando da primeira vez que o vi. Minhas amigas me convenceram a ir ao Meet & Greet do show dele, então eu fui a primeira vez, tiramos fotos, ele me disse olá, aquelas coisas normais." Dei de ombros. "Na segunda vez, disse que se lembrava de mim, duvidei, porque você sabe, é difícil uma pessoa que conhece tanta gente, se lembrar de uma qualquer, né?!" Rimos. "Então, ele falou sobre a camiseta que eu estava usando a última vez que nos vimos, fiquei chocada, mas fingi que não me abalou. me passou uma cantada péssima e depois da foto, Mark me levou para fora. Passou somente alguns dias para que eu fosse a outro show dele, e então ele me pediu pra passar um tempo com ele, até que o show começasse e foi o que fizemos, ficamos conversando sobre coisas aleatórias, nada muito pessoal, depois tive que ir para o show." Suspirei. "E então foi quando deu minhas férias que fui para a casa dos pais da minha melhor amiga, que postei a foto que tínhamos tirado dentro do carro e me mandou uma direct perguntando se me veria, não entendi nada, até que me contou que faria um show de última hora em Chula Vista, resumindo, ele me convidou pra um jantar saudável e eu recusei." Denise riu. "Disse que era o tipo de garota que gostava de hambúrguer e pizza, ele riu e fez o convide novamente. Acabamos jantando na pousada que ele ficou e no outro dia fui ao show com minha amiga e foi a casa dela comer pizza com a gente." Sorri para ela. "Foi isso!"
"Uau! Então, você é fã do ?"
"Mais ou menos... Eu gostava da música que a banda fazia, mas nunca tinha me aprofundado na carreira solo dos meninos, até minhas amigas me arrastarem para os shows. Curto muito as músicas dele, porque com certeza há sentimento quando ele as canta, mas aquelas fãs doidas e tal, não sou. Digamos que só o admirava e me tornei realmente fã depois que conheci a pessoa e não o artista." Denise me abraçou de supetão.
"Menina, eu sou sua fã! Você é tão novinha, mas é tão madura!" Theo veio correndo em nossa direção, se juntando ao abraço.
"Abraço na tia !" Gritou e se jogou em cima de mim, que o pegou rapidamente.
"Sério, , você é demais!" Fiquei vermelha.
"Obrigada." Agradeci tímida. "Não é grosseria, mas não me acho incrível por pensar assim." Denise riu.
"Sim, querida, você é. Quantas garotas não pensam diferente? Várias. me contou que quando a convidou para vir, ele te disse que ia bancar as passagens e você não aceitou. Uma menina diferente no seu lugar, aceitaria com certeza." Colocou a mão na minha e deu uma apertadinha. "Você é o tipo de pessoa que queremos para nosso ." Sorri agradecida.
A noite chegou e com isso o show, me arrumei na casa de Denise e fiquei esperando passar para me pegar. Estava assistindo a um desenho qualquer com Theo, quando meu amigo abriu a porta da sala.
"Querida, cheguei!" Falou alto, me fazendo rir e Theo pulou do meu lado, correndo em direção a ele.
"Tio !" Pulou em seus braços, o que fez o pegar e levantá-lo para o alto.
"E aí, rapazinho?" Bagunçou os cabelos da criança. "Como foi seu dia?"
"Maravilhoso! Tia passou o dia todo comigo." Falou animado.
"Sério, cara? Que legal!" Me olhou. "Mas será que eu posso ter um tempinho com ela agora?" O pequeno concordou, o pegou pela mão e o trouxe perto de mim.
"Mas promete que amanhã, antes da tia voltar pra casa, você traz ela pra se despedir de mim?"
"Claro que prometo, rapazinho." Sorriu, me olhou e estendeu a mão em minha direção, me puxando do sofá assim que segurei sua mão. "Uau, você está linda!" Enrubesci.
"Ela está uma princesa, né, cunhado?" Denise apareceu sorrindo largo.
"Com certeza!" Me olhou dentro dos olhos.
"Obrigada!" Agradeci tímida e recebi um beijo na bochecha como resposta.
"E então, vamos?"
"Claro! Não quero que se atrase." Me virei para a cunhada de e sorri. "Muito obrigada pelo dia de hoje, me diverti muito!" Ela me abraçou.
"Apareça sempre, é muito bom te ter aqui!" Theo me abraçou pelas pernas e ela o olhou. "Theo gostou muito de você!"
"Tia , amanhã eu vou te ver, né?"
"Com certeza, meu amor, o que acham de fazermos um almoço na sua casa, ?" Perguntei a ele que riu.
"Se você for cozinhar, eu topo fácil." Ri, quando ele passou na mão barriga. "Essa mulher cozinha muito!"
"Vai ser comida brasileira?" Greg perguntou, descendo as escadas.
"Com certeza... Mas ainda não sei o cardápio."
"Beleza, gente, mas temos que ir. Tchau, irmão." O abraçou. "Cunhada." A abraçou. "Rapazinho." Beijou o rostinho de Theo.
"Muito obrigada por hoje, gente!" Agradeci e dei um abraço e um beijo rápido em todos, mas claro que em Theo fiz questão de ir com ele até a porta grudadinho em mim. "A gente se vê amanhã, hum?" Ele concordou. "Durma bem, pequeno!" Depositei mais um beijinho em sua face e passei para o colo de Greg.

"Quer ficar comigo lá dentro?" perguntou, assim que entramos no espaço em que faria o show.
"Não tem ninguém conhecido?"
"Talvez Liam ou Louis... Se quiser, pode dar uma volta por aí, fica com meu cordão." Tirou a credencial de seu pescoço e colocou no meu, depositou um beijo em minha testa e entrou por uma porta.
Andei pelo espaço à procura de alguma alma conhecida, mas não encontrei ninguém, então resolvi voltar para o lugar onde meu amigo havia entrado, mas alguém tocou em meu ombro. Quando olhei para atrás, abri um sorriso agradecido pela figura sorridente que me olhava com os olhos brilhantes.
"Mila!" Sorri e ela me abraçou.
"Pensei que não estava se lembrando de mim."
"Claro que me lembraria de você, até vim procurar alguém conhecido para não precisar ficar junto com ." E então só naquele momento, percebi que Mila estava acompanhada de algumas amigas.
", essas são Cloe e Charlotte, minhas amigas." Sorriu. "Meninas, essa é a , a garota de ." Ri de sua apresentação.
"Olá, meninas!"
"Meu Deus, não acredito que está aqui!" Charlotte disse.
"Fiquei chocada com as fotos de vocês no pub, mas estou superfeliz!" Cloe disse. Sorri sem graça.
"Mas e então, quem é o aniversariante da festa?" Perguntei, em um sinal claro de que aquele assunto me deixava sem graça.
"É a Green." Olhei Mila esperando que ela continuasse. "Ela é minha prima."
"Uou, e você não me falou isso no avião."
"Ah, é que ela é distante, sabe?" Deu de ombros. "Éramos melhores amigas, praticamente irmãs, mas depois que meus tios mudaram pra cá, perdemos o contato que tínhamos."
"Entendo, mas e aí... O que faremos até o show começar?" Perguntei a ela e as meninas, que sorriram prontamente.
"Vamos comer!" Mila disse entusiasmada e então a seguimos. Comemos, rimos bastante, conversamos e tiramos foto na cabine fotográfica. Depois apagaram as luzes e o palco do espaço se acendeu, os meninos da banda de apareceram e meu amigo surgiu em seguida.
"Boa noite!" Saudou as pessoas, que responderam de prontidão. "Green, aproveite sua noite, parabéns!"

"Bom dia!" Acordei com fazendo carinho em minha testa.
"Bom dia!" Falei sonolenta. "Que horas são?"
"Quase nove e meia." Abri os olhos.
"Tenho que ir ao supermercado." Me sentei na cama. "Vai conseguir ir comigo?"
"Sim. Tem um supermercado aqui pertinho."
"Tá bom, vou me arrumar e daí podemos ir." Me levantei, fui ao banheiro, fiz minha higiene matinal e troquei de roupa. Quando voltei ao quarto, saía do banheiro com os cabelos molhados, de bermuda e me lançou um sorriso.
"Pega uma camiseta para mim? Por favor." Entrei no closet e peguei uma camiseta regata branca.
"Pode ser essa?" Perguntei.
"Pode, valeu!" A pegou no ar, quando joguei em sua direção. Calçou os chinelos e nos dirigimos a sala.
"E aí, qual vai ser o menu?" Perguntou enquanto eu abria a porta da casa.
"Não sei ainda, comida típica brasileira é difícil." Dei de ombros pensando. "Estava pensando em fazer uma farofinha, com vinagrete, um arroz branquinho, feijão e para finalizar carne cortada em pedacinhos. O que acha?"
"Uma boa ideia! O que é vinagrete?" Perguntou com um sotaque fofo.
"Uma mistura com pimentão vermelho, pimentão verde, tomate, cebola, cebolinha, salsa, azeitona, azeite, óleo e vinagre. Creio que vão adorar." Sorri, entrando no carro. "O que acha de fazer de sobremesa, brigadeiro?"
"Brigadeiro?" Perguntou com os olhos arregalados. "Não precisa nem perguntar, claro que acho uma ideia incrível." Ri de sua empolgação.
Nossa ida ao supermercado até que foi relativamente tranquila, foi parado somente algumas vezes por fãs. Fizemos a compra e voltamos para a sua casa. Eu já estava terminando o almoço, quando a família de chegou, até seu pai veio.
"Olá, !" Maura falou assim que passou pela porta da cozinha. "Hum, o cheiro está bom!" Sorri.
"Oi, já está quase tudo pronto. Só falta chegar o ponto do brigadeiro." Me olhou curiosa.
"Brigadeiro?" Concordei com a cabeça. "É aquele doce brasileiro?"
"Isso mesmo."
O almoço foi maravilhoso, rimos, conversamos, brinquei com o Theo e quando deu a hora para ir ao aeroporto, , que estava assistindo golfe com seu pai, Greg e Chris na sala, veio me chamar. Fui até o quarto, peguei a mala, que havia feito na noite passada e fui me despedir da família .
"Muito obrigada, pessoal, foi um prazer conhecê-los e poder passar um pouquinho de tempo com vocês!" Agradeci, abraçando um a um.
"Volte mais vezes querida, e muito obrigada pelo almoço, estava delicioso!" Maura falou.
"Ah, mas agora terá que voltar mais vezes mesmo. Theo vai ficar com saudade da tia !" Denise falou me abraçando, com o pequeno em seu colo.
"Vou sentir sua falta, tia !" Disse com os olhinhos cheio de lágrimas, o peguei no colo e sorri.
"Não chora, meu amor, a tia promete que vai vir te ver." Depositei beijinhos em sua bochecha rosada.
"Sério?"
"Claro!" Ele me deu mais um abraço apertado. Continuei me despedindo de Chris, Bobby e Greg que pegou a criança do meu colo.
"Até mais, cunhada, nos vemos por aí." O irmão do meu amigo falou.
"Podemos ir?" perguntou.
"Cla-"
"Credo, estrela, até parece que quer a vá embora rápido." Denise falou e me entregou um papel. "Esses são os números com os nossos telefones, enquanto não nos vemos, vamos conversando por Skype, Whatsapp e as redes sociais." Sorriu.
"Pode deixar!" Sorri, me virei para . "Podemos ir, se quiser..."
Meu amigo dirigiu o caminho todo em silêncio, até cheguei a pensar que tivesse feito algo, mas sabia que ele as vezes precisava de silêncio para pensar. Assim que ele estacionou no estacionamento do aeroporto, colocou sua jaqueta e um boné. Fiz chek-in e fomos em silêncio até o portão de embarque.
"!" segurou minha mão. "Eu não queria que você fosse embora logo, como minha cunhada falou." Sorri.
"Eu sei, relaxa. Temos horário." Dei uma apertadinha em sua mão. "Obrigada pela semana maravilhosa que passei junto de você e sua família." Ele me abraçou.
"Eu quem tenho que agradecer, obrigado por tudo e pelo almoço." Ri.
"A gente se vê, tá?" Concordou com a cabeça. "Te ligo quando o avião pousar."
"Vou sentir sua falta!" Ainda estávamos abraçados, me afastou só um pouquinho do corpo dele e depositou um beijo em minha testa. "Te amo!" No ato meu coração começou a bater rapidamente, tinha certeza que meu amigo poderia ouvir.
"Eu também te amo!" Falei baixinho. Meu voo foi anunciado e então nos soltamos, com sorrisos nos lábios. "Mais uma vez obrigada, , foi divertido passar a semana com você." Beijei sua bochecha e peguei minha bolsa que estava em sua mão.
"Eu quem agradeço, senhorita !" Ri, quando ele bateu continência.
"Deixa de ser bobo, menino." Dei um tapinha em seu ombro. "Deixa eu ir se não perco o voo." Me afastei poucos metros e ele gritou.
"Me liga assim que chegar!" Confirmei com a cabeça e passei pelo detector de metais.


Capítulo 7 - Notícias

Na mesma semana que desembarquei em Los Angeles, recebi ligações de revistas, sites e jornais querendo saber qual era meu relacionamento com , obviamente não disse nada que não fosse a verdade: somos apenas amigos. Teve alguns paparazzi me perseguindo, na faculdade, no trabalho, até mesmo no ponto de ônibus, mas nada com o que eu não pudesse lidar.
A lanchonete ficou estupidamente cheia por dias, em horário de pico chegava a ser claustrofóbico. Lurdes, Jeff e eu não dávamos conta, por isso, seu neto Nathan começou a trabalhar na lanchonete. O que, imaginem só, gerou alguns boatos, por conta dos paparazzi, sobre nós dois. Era uma situação muito ridícula.

No final daquela semana em que voltei para a realidade, Eleanor ligou convidando e eu para irmos a um desfile, no qual ela desfilaria e depois teria uma festa da marca.
"Com qual roupa é melhor eu ir?" perguntou pela quinta vez, se olhando no espelho.
"Não sei, amiga, uma saia com alguma alcinha.... Está bom." Ela me olhou com a sobrancelha arqueada.
"Miga, te amo, tá? Mas não sou tão desleixada como você." Gargalhei.
"Ok, mas eu estou muito confortável com a minha roupa!" Fui até o espelho e passei um batom clarinho, me analisando. Vestia uma saia preta, sandálias de salto alto prata e uma blusa de alcinha também preta. "Só anda logo, , estamos quase atrasadas."
"Tá legal, vou com esse vestidinho." Balançou um vestido dourado em minha frente.

Assim que chegamos ao espaço onde ocorreria o desfile, vários paparazzi e jornalistas tiraram fotos nossas e me fizeram perguntas, do tipo "Como anda seu relacionamento com ?", "Você e terminaram?", "Você entrará no meio artístico?" Ignorei todas e, com ajuda dos seguranças, consegui entrar. Suspirei um pouco nervosa.
"Uau, mulher! Tá famosinha hein?!" Revirei os olhos para e suspirei novamente.
"Cala a boca e vamos logo para o nosso lugar!" Falei já mau humorada.
O desfile foi lindo, as marcas realmente estavam prontas para lançar tendências e Eleanor estava maravilhosa como sempre, depois de alguns minutos que o desfile acabou, Elle apareceu sorridente aonde estávamos.
"Hey, meninas!" Nos abraçou. "O que acharam do desfile?"
"Maravilhoso!" disse.
"Você estava linda!" Sorri.
"Vocês vão na festa, né?" Nos olhou ansiosa.
"Com certeza!" Respondemos em uníssono.
"Eba! Então vamos, pois, o Louis irá nos encontrar lá!" Puxou o celular do bolso, digitou algo e travou a tela. Fomos o caminho todo para a festa, conversando, brincando, rindo e fofocando.
"Elle, sabe o que perguntaram para a , hoje?"
"Não começa, !" Avisei.
"O que?" Eleanor perguntou me ignorando.
"Se ela ia entrar no meio artístico." Eleanor arregalou os olhos e bateu palminhas.
"Não tinha pensado nisso, mas eu podia arrumar algumas fotos para você fazer, o que acha?"
"Não, feliz com meu emprego." Dei de ombros.
"Mas é uma graninha extra, !" Balancei a cabeça em negativa.
"Nem pensar, não quero arrumar emprego por ter meu nome vinculado ao ."
"Deixa de besteira!" falou. "Se eu fosse você..."
"Mas você não é, então esquece isso!" Falei mais uma vez mal-humorada.
"Vou ligar para ." Elle falou animadinha.
"Não ouse!" Falei brava a olhando digital algo e colocar o telefone na orelha.
"Hey, ! Tudo certinho?" Tirou o aparelho da orelha e colocou no viva-voz.
"Hey, Elle, tudo e com você? Aconteceu algo? A está bem?" Eleanor me olhou com os olhos semicerrados.
"Tá tudo certo! Você está ocupado?"
"Não, estou de bobeira. Mas fala aí, aconteceu alguma coisa com a ?" Ela revirou os olhos.
"Não, , ela está bem... Estamos indo para a festa do desfile." Meu amigo resmungou um 'ah tá'. "Mas enfim, liguei porque estávamos aqui discutindo que a podia fazer algumas fotos, mas ela se recusa porque diz que não quer arrumar emprego por ter o nome vinculado com o seu." gargalhou.
"Tá de brincadeira, né?"
"Não, não estou!" Falei seca.
"Pelo amor de Deus, , se você tem essa oportunidade, aproveite!" Disse animado. "Eu sei que você não é minha amiga só pra entrar no meio artístico, ignora o que as pessoas falam e vai fundo."
"Não acho uma boa ideia." Pensei.
"Olha, eu ia esperar pra te falar, mas nós dois fomos escalados pra fazer um filme de um livro."
"Mas eu nunca atuei!"
"E nem eu, mas mesmo assim o diretor nos quer, disse que viu nossas fotos e que temos química." Suspirei. "Olha, só pensa na proposta, tá? A princípio não gostei da ideia, mas depois pensando melhor, vai ser legal ter essa experiência, além das que tive na 1D."
"Faríamos par romântico?"
"Com certeza!" Ri e revirei os olhos.
"Vou pensar muito bem!" Suspirei. "?" O chamei antes de encerrar a ligação.
"Depois temos que conversar." Gargalhou.
"Sabia que ia dizer isso." Alguém falou ao fundo. "Preciso ir, meninas. Aproveitem a noite!"
"Obrigada, !" As meninas falaram e desligamos.
Olhei para Eleanor, que inclusive estava com um sorriso gigante.
"Não começa, Elle!" Avisei.
"Amiga, deixa eu te arrumar umas fotos. Prometo que vou junto." Alargou mais o sorriso.
"Aceita, , vai ser uma experiência boa pra você." Suspirei fundo, cruzei os braços e as olhei séria, apesar de não conseguir me ver, porque estava dirigindo. Pensei por um tempo mínimo e cheguei à conclusão: 'por que não?'.
"Tá bom, mas se eu não gostar, nunca mais. Entenderam?"
"Claro, mas você vai gostar!" falou.
"Uhul, vou te apresentar para algumas pessoas na festa!" Elle bateu palminhas animada. Sorri sem mostrar os dentes.
"E o Louis?"
"O que tem ele?"
"Uai, está viajando?"
"Não, vai nos encontrar na festa." Sorriu toda apaixonada. "Harry veio com ele." Ri.
"Que só saiba disso amanhã, porque se ele souber que Styles está na mesma festa que eu, com certeza ele vai querer pegar o primeiro avião." e Eleanor gargalharam.
"Com certeza!" As meninas falaram em uníssono.

"Oi, amor!" Ele saudou Louis, assim que chegamos perto de onde ele e Harry estavam. "Harold!"
"Elle, como está linda!" Disse com aquele charme, se virou para mim e abriu um sorrisão. "Não acredito!" Riu. "Terei o prazer de ficar em sua companhia?" Me abraçou e depositou um beijinho em meu rosto. "Até porque outra coisa a mais, vi que você e já foram para o finalmente." Ri sem graça e bati em seu ombro.
"Ele quem me beijou, não temos nada a não ser amizade!" riu do meu lado, chamando sua atenção. "Harry, essa é , minha amiga." Ele sorriu e deu um beijinho em seu rosto.
"Muito prazer, !" Olho para Louis. "Vou pegar uma bebida, querem alguma coisa?"
"Não, valeu, cara... Estou bem!" Mostrou o copo ainda cheio com whisky.
"Nós três também não queremos." Elle falou, o que o fez concordar e ir até o bar. ", se prepara... Irei te apresentar para a primeira pessoa da noite!"
Eleanor como prometido me apresentou para várias pessoas, algumas até me reconheceram, outras só mantiveram a cordialidade. Harry, e eu nos divertimos muito, dançando horrores, provavelmente sairiam algumas fotos nossa no dia seguinte, mas não ligamos muito para isso.

Algumas semanas depois...
Acordei com o toque do meu celular, mas estava frio, por isso, coloquei o travesseiro em cima da minha cabeça e sorri feliz quando o aparelho parou de tocar, porém ele voltou a tocar, me fazendo tirar o travesseiro do rosto, já com a cara, assim que me estiquei para pegar o aparelho, ele parou. Bufei de raiva e coloquei o travesseiro de novo em meu rosto, mas o bendito do aparelho começou a tocar de novo, foi quando tirei o travesseiro de cima da minha cabeça e estiquei o braço para pegar o aparelho, ele parou de tocar novamente, me fazendo resmungar e fechar os olhos, para um minuto depois tocar de novo.
"Caramba, só pode ser brincadeira!" Falei nervosa, me esticando para pegar o aparelho em cima do criado-mudo, abrindo minimamente meus olhos para ver quem me perturbava em plena manhã fria. "Fala, seu chato?!" Atendi meu amigo, muito mal-humorada, o que me fez ouvir sua gargalhada, mas ao que parecia não era do outro lado da linha e sim, no mesmo cômodo que eu. E o aparelho desligou. "Puta merda, vou matar esse !" Falei nervosa, jogando o celular em cima da cama e me virando para tentar pegar no sono novamente. Mas me assustei quando algo pesado caiu em cima de mim. ", me deixa dormir." E então me lembrei que minha amiga não estava mais em nosso quarto, arregalei os olhos e me virei imediatamente, dando de cara com aqueles olhos azuis, igual ao oceano.
"Sou mais bonito que a , sua mal-humorada." Suspirei aliviada.
"Quer me matar do coração, menino?" Perguntei, me fingindo de brava.
"Claro que não." Riu enquanto levantava o edredom e se enfiava embaixo dele junto comigo. "Mas, vim passar o natal com você." Sorriu.
"Primeiro: como você entrou aqui? Segundo: como sabe que não irei para a casa da , passar com eles?"; E terceiro: você não acha que é muito folgado, não?" Me abraçou e colocou a cabeça na curva do meu pescoço.
"Primeiro, liguei pra antes, ela falou que estava saindo, mas que deixava a porta aberta pra mim." Falou simplesmente, então olhei para a porta do quarto. "Relaxa, eu a tranquei. Segundo, eu e conversamos bastante, sabia?" Ri e soltei um 'não me diga?!'" E terceiro, eu sou o amor da sua vida, mas você ainda não sabe disso." Gargalhei.
"E o que isso tem a ver com você ser folgado?"
"É uma boa justificativa pra ser folgado." Rimos e o analisei, estava com um pouco de olheiras.
"Você não dormiu?" Negou.
"Peguei o avião e vim direto pra cá."
"Você é doido, tem que descansar, querido."
"Vim descansar com você, querida!" Sorriu.
"Fico feliz, de verdade.... Mas e sua família? Você sempre passa o natal com eles."
"Talvez virão pra cá."
"Sério?" Perguntei surpresa.
"Ahan, porque sabíamos que você não iria pra lá, se não pudesse pagar sua passagem..." revirou os olhos.
"Ei! Eu posso pagar minha passagem, estou guardando dinheiro pra isso." me analisou.
"Eu pago dessa vez, e então vamos para a Irlanda."
", eu não quero ficar nas suas custas." Fez careta.
"Deixa de ser chata, é só uma vez. Estou te convidando, para de graça e aceita logo."
"Mas eu posso pagar!" Cruzei os braços.
"Guarda pra próxima vez que você for pra lá." O encarei.
"Não vou aceitar um não." Pensei, teria que comprar um presente para Theo e para todos os outros.
" bom, mas antes de irmos, quero fazer compras." Meu amigo me olhou sem entender. "Compras de Natal, né, ?!" Revirei os olhos. "Vocês fazem ceia?"
"Ceia?"
"É, do dia 24 para o dia 25."
"Nunca fizemos... Você faz isso?"
"Sim, minha família faz no Brasil... Mas se não fazem não tem problema." Sorri. "O importante é todos estarem reunidos." O abracei.
"Podemos fazer a ceia!" Me aconchegou mais nele. "Você sente falta de casa?" Perguntou depois de alguns minutos em que ficamos em silêncio.
"Sinto, mas acho que isso faz parte, né... Isso é crescer."
"Concordo." Disse, se ajeitando melhor na cama.
"E você, sente?"
"Sinto, desde a época do One Direction... Apesar de que agora consigo ter um pouco mais de tempo para ir vê-los." Seu celular tocou, quebrando aquele momento. Ele tirou o aparelho do bolso e a tela indicava uma foto de Maura. "Oi, mãe!" (...) "Sim, estou com ela. Perai!" Tirou o telefone do ouvido e apertou o viva voz. "Pode falar."
"Então filho, será que você não poderia tentar convencer de vir para cá? É que acho que o passaporte do Theo não ficará pronto."
"Eu ia mandar mensagem daqui a pouco pra vocês, aceitou ir a Irlanda para passar o natal aí."
"Que maravilha! Vou avisar a Denise, ela estava tão preocupada com o passaporte de Theo." Riu. "Bom, depois conversamos... Vou dar a notícia para ela e seu irmão. Você avisa o Bobby?"
"Pode deixar, aviso o pai."
" bom, mande um beijo para minha nora. Beijo, meu filho, estou com saudade!"
"Beijo, mãe!" riu da minha cara vermelha, quando a ligação terminou.
"Minha nora?" Perguntei num fio de voz.
"Você sabe, mesmo se eu arrumar uma namorada algum dia, você sempre será a nora favorita." Ri sem graça.
"Mas vai ser questão de tempo para apresentar alguma menina pra sua mãe." Dei de ombros e levantei.
"Você foi a única que valeu a pena, desde que eu terminei com Holly." Me arrepiei, mas não sei dizer se foi pelas palavras ou se foi por sair de baixo do edredom.
"Mas nós não somos namorados."
"AINDA." Falou sério e eu ri.
"Quem sabe algum dia..." mostrei a língua pra ele. "Bom, vou ver se tem água quente para tomar um banho. Faremos o que hoje?"
"Podemos fazer suas compras de natal ou ir para minha casa, encomendar uma pizza e ficar na frente da lareira assistindo a um filme, o que acha?"
"Perfeito, mas ainda dá pra fazer compras, antes da pizza e lareira." Riu.
"Por mim tanto faz, vou ligar para o Tommo me fazer companhia."
"Beleza, vou avisar a também."
"O Dylan está na cidade?"
"Acho que sim... Liga pra enquanto tomo banho e combina com ela."
"Tá bom, mandona... Vai logo então!" Abri meu armário, peguei uma muda de roupa e entrei no banheiro.

"O que você acha desse brinquedo?" Perguntei a , que como sempre estava de boné e jaqueta, tentando se disfarçar.
"Theo vai gostar!" Pegou o brinquedo da minha mão, analisando-o. "Quando chegar em Dublin, precisamos parar para que eu possa comprar um brinquedo pra ele." O olhei com a sobrancelha levantada.
"Se vamos parar para você fazer compra pra ele em Dublin, vou deixar para comprar lá. Deveria ter me falado antes e nem precisávamos ter vindo aqui..." Falei com a mão na cintura.
"Gosto que os paparazzi nos vejam." Riu da cara de indignada que fiz. "Mas então, quer ver alguma coisa pra você?"
"É, se já estamos aqui... Não custa nada ir ver algumas roupas."
"Só tem que se lembrar que o pessoal irá lá pra casa depois."
"Eu sei, né, ?!" Revirei os olhos, o puxando pela mão para fora da loja de brinquedos, rumo a loja de roupas.

"E aí, o que achou?" Perguntei saindo do provador, ajeitando meu vestido, em seguida o olhando. cruzou as mãos, me analisou de cima a baixo, parando seu olhar no meu. Fiquei tímida com a intensidade que me olhava e baixei a cabeça sem graça. "Se não parar de me olhar assim, provavelmente ficarei da cor desse vestido, se é que já não estou." Sorri sem mostrar os dentes, o que o fez rir de uma forma rouca e se ajeitar melhor na cadeira, limpando em seguida a garganta e sorrir.
"Desculpe, é que você está linda."
"Valeu." Coloquei o cabelo atrás da orelha. "Vou levar esse, então." Sorri. "Já volto!" Voltei para dentro do provador, trocando de roupa rapidamente e me direcionando até o caixa para pagar. Quando saí da fila de pagamento, vi tirando foto com uma moça e uma garotinha, sorri com a cena e fui ao seu encontro.
"Podemos ir?" Perguntamos juntos e rimos em seguida.
"Claro!" Segurou minha mão. "Foi um prazer conhecê-las." Sorriu para as meninas e saímos da loja. "Para onde agora, senhorita?" Perguntou, olhando para todos os lados.
"Podemos ir para a sua casa." Sugeri. "Sabemos que daqui a pouco, isso aqui irá encher de fãs suas." Ri, quando me olhou analítico.
"É sério?" Concordei.
"Podemos ir." Peguei meu celular e chequei a hora. "Almoçamos lá mesmo e depois esperamos o pessoal."

O resto do dia foi como falou que seria, tirando o fato de que ao invés de almoçarmos pizza, fiz canjiquinha com frango. Por volta das quatro da tarde, o pessoal chegou, não só Louis, Eleanor, e Dylan, mas Harry, Liam e Mason também vieram.
"Hey, !" Harry saudou me abraçando e beijando meu rosto, olhou para meu amigo e gargalhou, quando percebeu que ele estava nos olhando de braços cruzados. "! Eu também estava com saudade de você!" Foi em direção a ele, de braços abertos, rindo.
"Sai fora, cara!" falou rindo.
"Quer beijinho também?" Fez biquinho.
"Sai daqui!" Gargalhou quando Harry depositou um beijo em sua bochecha. Enquanto continuavam com as brincadeiras, cumprimentei Liam, que foi para junto da bagunça, Louis que também se juntou a eles, sobrando uma Elle risonha, parada a porta.
"Eles são sempre assim, se acostume." Disse ainda rindo, me abraçando.
"Eu sei, gosto dessa alegria." A envolvi em meus braços. "Que saudade, menina!"
"Verdade, né, praticamente um mês sem te ver." Fez biquinho, enquanto fechava a porta. "Não quis ir naquela campanha comigo..."
"Você sabe que não posso me dedicar a isso, tenho que me dedicar a faculdade." Ela concordou com a cabeça.
"Eu sei. Mas enfim, nosso trabalho sairá essa semana." Sorrimos largo.
"Estou ansiosa, mas ao mesmo tempo com medo dos burburinhos que a mídia irá fazer."
"Foca na sua felicidade e ignora essa gente mal-amada!"
Depois que os meninos sossegaram, pedimos pizza, a comemos jogando vídeo game e conversando até dar 11 da noite. Me levantei para beber água e olhei pela janela da cozinha, percebendo que estava caindo neve. Sorri como uma criança, então subi as escadas que levavam para o pátio da cobertura, fui até o meio do pátio e olhei para cima, observando a neve cair tranquilamente em mim. Abri um sorriso gigante, igual ao gato da Alice no País das Maravilhas, e então estiquei os braços, só para sentir a sensação da neve caindo em mim, sem a roupa pesada de frio. Fiquei ali pelo máximo de tempo que o frio me permitiu ficar, quando me virei para entrar no apartamento, encontrei parado, me olhando com um sorriso indecifrável nos lábios. Veio até mim, com uma blusa de frio, a colocou por cima dos meus ombros e me abraçou.
"Então, você gosta de neve?" Perguntou baixinho.
"Na verdade, eu nunca tinha conhecido ela." Me olhou surpreso. "Você sabe, né, no Brasil, na região que vivo não tem." Riu fraco, fazendo com que seu hálito batesse em meu pescoço.
"Eu sei que no Brasil não tem, é um país tropical, né?" Concordei. "Mas nunca imaginei que nevasse em alguma das partes dele."
"No Rio Grande do Sul neva, às vezes, mas nunca fui pra lá." Dei de ombros.
"Ei, casal!" Eleanor e chamaram, nos fazendo virar imediatamente para elas. "Será que dá pra parar de ficar de agarramento aí e vir dar atenção para as visitas?" fingiu estar chateada e gargalhou.
"Só estava aquecendo-a." Continuávamos andando meio abraçados.
"Beleza, mas o que as duas sem noção acham de tomarmos chocolate quente?" Perguntei, me soltando de meu amigo para descer as escadas. Elas olharam uma para a outra e abriram um sorrisão.
"Mil vezes sim!!" falou e Elle bateu palminhas.
"Com certeza sim!"




Continua...



Nota da autora: Olá, espero que estejam gostando da história. Caso queira acompanhar meu dia a dia, o andamento da história, tirar alguma dúvida em relação aos personagens ou apenas bater um papinho, me siga no Instagram @Hamaby. É isso, beijos e até a próxima!

Nota da beta: Me identifiquei tanto com a cena da neve! <3 Continua!
Qualquer erro nessa fanfic ou reclamações, somente no e-mail.


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