Everything For One Band

Última atualização: 14/11/2018

Capítulo 1 - Santiago

Era uma tarde tranquila em São Paulo eu estava trabalhando no computador e ouvindo música quando minha irmã entra correndo no meu quarto berrando.
- , , !
- Oi , o que foi? Ela não me respondeu, mas me mostrou sorrindo dois ingressos para o show do Simple Plan que seria dali a 3 meses.
- Você foi comprar sem mim? As vendas abriram e você nem me avisou? – questionei arqueando a sobrancelha.
- Não, né? Você não lê o ingresso e já fica aí falando merda, eu ganhei de cortesia por que quem está trazendo a banda é a empresa de eventos que eu trabalho! E não, as vendas não abriram, só abrem amanhã para o SPCREW.
Fiquei boba com a situação toda, ela não tinha nem sequer me falado que a empresa que estava trazendo os meninos era a que ela estava trabalhando, peguei o ingresso para dar uma olhada mais atentamente e estava ali no canto do lado do escrito pista premium “ingresso de cortesia” na hora me veio uma ideia meio louca na cabeça.
- , eles vão fazer show primeiro aqui na costa pra depois vir subindo as cidades, né?
- Sim, o que tem?
- Nós podíamos seguir eles nos shows o que acha? Tipo, ir literalmente a todos!
- Bom, dinheiro eu tenho pra isso e incrivelmente calha com as minhas férias, bora comprar esses ingressos agora!
Então, em um surto de fã entramos no site para comprar os ingressos do show de Santiago, assim sucessivamente até comprar o de todos os shows e os VIPs da costa e dois dias depois compramos os ingressos do Brasil junto com os VIPs e reservamos os hotéis das cidades que não tínhamos casa pra ficar.
O tempo passou voando até a semana do primeiro show que foi quando embarcamos para o Chile nós pegamos uma promoção de um quarto de hotel, não era tão perto do local do show, porém tinha café da manhã e serviço de quarto incluso, mas tinha que fechar o pacote pra dar check-in três dias antes do show, como eu peguei férias e a também estava de férias fomos antes para aproveitar o passeio fomos passear em pontos turísticos como o teleférico, a Vinícola de Santa Rita e o Parque Bicentenário, os passeios se estenderam até a véspera do show.
- ACORDA, ! É HOJE! – ela estava pulando pelo quarto abrindo todas as cortinas – BOM DIA, SOL! BOM DIA, MUNDO!
- ! Para de gritar pelo amor de Zeus! São só 10 da manhã!
- Mas, é que eu estou muito empolgada. – ela sentou na minha cama me encarando – A gente vai seguir eles pela turnê, eles não vão aguentar mais olhar pra nossa cara! Vem cá, você já viu se o David tá nessa turnê? Eu ouvi boatos que ele tava mal de novo.
- Relaxa que eles vão nos reconhecer a partir do segundo ou terceiro show eu acho, pelo que eu vi ele tá sim na turnê, postou foto hoje aqui em Santiago, ó. – peguei o celular e mostrei a foto dele em um parque que tínhamos ido na tarde anterior.
- Você não reparou que essa foto é de ontem e você aparece de fundo na foto, né? – falou dando risada – Foi naquela hora que você quase se jogou no meio dos arbustos por causa da borboleta que tava te seguindo.
- Que? Como assim? – peguei o celular, olhei no fundo da foto e lá estava eu, ou o meu vulto embaçado com as mãos pra cima correndo, comecei a rir e printei a foto – Dá vontade de postar “melhor foto com meu ídolo”.
Depois de rirmos muito da situação toda, comemos algo no quarto e fomos até a entrada do hotel pegar um táxi para ir até o show, foi quando vimos uma muvuca de fãs em um hotel próximo do nosso.
- , acho que estamos no hotel vizinho do deles e eu acabei de ter uma ideia meio louca...
- Ai lá vem, fala, qual ideia?
- O hotel deles é da mesma rede que o nosso, e se a gente descolar um uniforme de camareira só pra conseguir entrar no hotel deles?
- Entedi, e me explica como essa ideia pode dar certo sem ferrar com o trabalho das pessoas que vamos pegar o uniforme? E o que você pretende fazer quando entrar lá?
- Bom, eu já entrei sem querer na sala de funcionários em um dos momentos que fui xeretar pelo hotel enquanto você tava no banho pra gente sair, então, sei o horário de trabalho das camareiras e como conseguir o uniforme, como fazer o que lá, ? Nem parece que você é fã! Encontrar com eles, ganhar um abraço e entregar uma carta ou algo assim pra eles, ué.
- Ok, mas você já pensou que isso pode dar muito errado, tanto com o hotel por que eles devem saber quem trabalha lá, quanto com eles que podem ficar meio assustados com isso? Podemos ser até deportadas!
- Bom, o hotel eu não tinha pensado, mas com eles vai ser tranquilos, você sabe que eles são amorzinhos com os fãs, quanto a sermos deportadas isso não vai acontecer relaxa! Vai, por favor, vamos fazer essa loucura!
- Ai meu deus, tá bom, mas quando?
- Hoje, depois do show! Eu arrumo tudo!
Fomos pro show que foi incrível, ficamos na grade, depois do show conhecemos eles por causa do VIP, tiramos fotos e conversamos rapidamente com eles, voltamos pro hotel mortas, eu queria apenas um banho quente e uma cama, mas a não tinha desistido da idéia de se passar por camareira e ir até o outro hotel. Enquanto eu estava no banho ela saiu pra pegar a roupa na sala de funcionários e tudo que iríamos precisar, eu saí do banho ela ainda não tinha chegado no quarto, mas foi questão de minutos até ela chegar.
- , tá aqui se veste – me entregando um uniforme azul claro com um crachá.
- Mas, , até o crachá? Sério?
- Sim, ué, se não como vamos comprovar que trabalhamos lá?
- Ai caralho, está bom.
Me vesti com o uniforme que quase não serviu e ficou com alguns botões da parte de cima das costas abertos e fomos para o outro hotel pela entrada lateral, quando entramos nem fomos notadas cada uma pegou um carrinho de camareira e combinamos de ir de andar em andar fingindo realmente ser camareiras, tudo isso tinha que ser feito em pouco mais de duas horas. Até que eu subi em um andar e quando estava andando pelo corredor dei de cara com o Jeff segurando uma camiseta.
- Moça, por favor, preciso mandar isso pra lavanderia, mas preciso dela de volta com urgência. – me entregou a camiseta – Por que só vamos ficar até amanhã.
- Ok, para qual horário o senhor precisa?
- Para no máximo às 10 da manhã, obrigado – ele sorriu e entrou no quarto.
Eu me joguei sobre o carrinho sem saber muito o que fazer me perguntando por que eu tinha aceitado essa idéia besta da e nem notei que tinha alguém passando.
- Ta tudo bem, moça?
- Ta sim, obrigada. – respondi me virando e ficando com mais vergonha ainda quando vi que era o Chuck – O senhor tá precisando de algo no quarto?
- Não, obrigado. – sorriu e seguiu em direção ao elevador.
Respirei fundo e voltei ao personagem eu não fazia a menor idéia de onde a estava ou se ela ainda estava no hotel, mas segui batendo na porta dos quartos fingindo ser uma camareira em um dos quartos a pessoa respondeu que eu podia entrar, mas até eu entender o que ele havia falado tive que perguntar umas três vezes.
Então, entrei no quarto arrumei a cama da pessoa troquei as toalhas exatamente como uma camareira faz mas quando olhei para a sacada tudo que eu queria era me esconder ou sair dali, mas já era tarde demais, Seb já havia entrado de volta no quarto.
- Olá!
- Olá, o senhor quer mais alguma coisa?
- Na verdade, estou precisando de pasta de dente
Então, me sentei na frente do carrinho procurando aquela bagaça, afinal eu nem trabalhava de verdade ali então eu não fazia ideia onde estavam as coisas direito, depois de quase revirar o carrinho inteiro, encontrei a bendita pasta, coloquei no banheiro onde eu achava que era o lugar certo, peguei o carrinho e fui indo em direção a porta.
- O que houve com o seu uniforme?
- Que? Ah, nas costas?
- Sim, parece estar apertado demais os botões não fecham até em cima...
- Bom, na verdade é que eu coloquei silicone por isso ele não está fechando mais, já pedi um novo, mas demora alguns dias para chegar. – falei estendendo a mão com a pasta de dentes para ele.
- Entendo, bom, obrigado! – ele falou ainda desconfiado, pegando a pasta de dentes.
Eu me virei e saí o mais rápido que pude do quarto, quando eu estava saindo, não notei que estava ali atrás de mim, parada com o carrinho e acabei tropeçando e caindo em cima do carrinho dela, ela acabou caindo junto e levando o moço que ela estava conversando pro chão.
- Meninas! Está tudo bem? Querem que chame alguém do hotel?
- Não! Está tudo bem! – falamos quase juntas eu com a voz abafada por ter caído dentro do cesto de roupa suja do carrinho.
- Sai daí, por que temos que ir embora tipo agora!
Eu não conseguia falar e mesmo se conseguisse não ia adiantar nada, só fiquei batendo as pernas pra ver se percebia que eu não conseguia sair de jeito nenhum foi quando ouvi uma outra voz.
- Gente, o que tá acontecendo? Por que tem uma moça se debatendo no carrinho? E por que tá todo mundo no chão?
- Você perdeu David, a moça que tá no carrinho é a camareira que estava no quarto do Seb, ela saiu do quarto tropeçou e caiu dentro do carrinho dessa camareira...
O Pierre tava explicando tudo o que havia acontecido para o David, eu já nem sabia se eu realmente queria sair dali ou apenas ficar quietinha e torcer pra que eles não notassem, até que alguém notou que eu estava entalada no carrinho e começaram a tentar me tirar dali cada hora eu sentia uma mão diferente me puxando pelas pernas até que alguém conseguiu.
- AÊ, NASCEU!
- Vai se foder, !
- Você tá bem? Tá inteira, né? – ela estava afobada, quase me virando do avesso pra ter certeza que eu não tinha me machucado.
- Sim, eu acho... – me levantei e ajeitei a saia que era pra ser na altura do joelho, mas estava parecendo uma minissaia.
- Então, vamos que temos que correr!
Ela grudou no meu braço e saiu correndo pelo corredor com o carrinho até a porta da escada, eu só a segui sem entender direito o porquê, quando entramos na escada lembramos que não tiramos fotos, voltamos correndo, tiramos fotos com quem ainda estava no corredor, que era o Pierre e o Seb, e saímos correndo de novo. Em um piscar de olhos, nós estávamos no nosso quarto rindo da situação toda.
- Acho que no próximo show, existe a possibilidade deles se lembrarem da gente, .
- Também acho, , mas isso a gente descobre amanhã a noite. Vamos dormir um pouco agora que nosso voo para Buenos Aires é as oito da manhã.
Acordamos cedo no dia seguinte, demos check-out no hotel e fomos para o aeroporto. Parecíamos duas zumbis, pegamos o avião e capotamos, só acordamos na hora de desembarcar.


Capítulo 2 - Buenos Aires

Depois de desembarcarmos, pegamos um táxi e fomos para o hostel que havíamos reservado. Chegamos lá, deixamos nossas coisas guardadas e fomos achar algum lugar para almoçar, nós tínhamos pouco tempo por que o show já era naquela noite.
Depois de procurar um pouco achamos um restaurante de bairro com o preço bom, entramos e sentamos em uma mesa próxima a entrada do restaurante.
- , você ainda não me contou o que houve no quarto do Pierre naquele dia, como você acabou ganhando a camiseta da Role Model? - Falei abaixando o cardápio.
- Então, eu bati na porta para saber se podia entrar e ele respondeu alguma coisa que eu não entendi direito, mas entrei, arrumei a cama tudo conforme o que tínhamos combinado de fazer, as coisas complicaram quando ele saiu do banheiro só de toalha falando comigo, ali acho que entreguei o jogo e deu na cara que eu não trabalhava lá, até por que, né, QUE HOMEM, eu ganhei a camiseta falando que minha amiga era fã e ele falou que era um presente para ela então, daí para frente você já sabe né...
-Sim, eu sei, eu saí do quarto do Seb e caí no carrinho e paguei o maior mico da vida na frente dos meus ídolos.
- , será que eles vão se lembrar da gente? Ontem foi só o primeiro show e acho que já marcamos presença. – ela perguntou prendendo o cabelo castanho em um coque alto para poder comer.
- Sei lá, mana, eu espero que sim, até por que depois do que fizemos no hotel... Mas vamos que já está na hora.
Então comemos e saímos apressadas do restaurante para ir para a fila do show. Até que chegamos rápido no lugar e garantimos nosso lugar na fila deviam ter só umas 10 pessoas na nossa frente.
Diferente dos shows do Brasil não estavam numerando a fila então não poderíamos ficar entrando e saindo da fila com nosso lugar garantido, foi então que a teve a ideia genial de ir falar com o primeiro da fila pra numerar.
- , não sei se eles vão gostar da idéia.
- Por que não gostariam? É muito mais fácil e o seu lugar fica garantido, vou lá falar se quiser espera aí e guarda nosso lugar.
Ela foi conversar com a menina que estava de primeira na fila não demorou muito e a menina concordou, a pegou um canetão e saiu numerando todo mundo e explicando pessoa por pessoa o por que do número, chegando em mim ela colocou o número na mão dela e na minha mão.
- , agora a gente pode ficar livre pra ir comprar bebida e comida, inclusive vamos comprar uma cerveja?
- Mas, , as pessoas que chegarem vão querer o número também.
- Ah, isso a gente numera quando voltar do barzinho com a cerveja na mão, vamos vai!
- Tá bom, depois do mico que eu paguei na frente deles, vai ser uma boa tomar uma cerveja antes do show.
Nós fomos até o barzinho mais perto, que era a um quarteirão de distância da casa de shows, compramos nossa cerveja e, na volta, encontramos a entrada lateral da casa. provavelmente seria por onde a banda iria entrar, parados ali com o celular na mão olhando freneticamente para a rua e para o celular estavam o Chris e o Danny eles nos viram e vieram falar com a gente.
- Vocês não são as meninas que se passaram de camareiras em Buenos Aires?
- Então...
-São elas sim, Danny! Olha a tattoo na perna dela. – ele berrou encarando e apontando para a minha perna.
- Oh, deixa minha tatuagem fora da história, ela é uma tattoo comum, muita gente por aí tem uma dessas. – falei colocando minha mão sobre o desenho.
- Pode até ser, mas são poucas pessoas que tem uma dessas com o logo redondo do Simple Plan.
- Tá e se fomos nós que invadimos o hotel, o que acontece?
- Os meninos querem conhecer vocês e eu quero saber como fizeram isso para poder reforçar a segurança já que essa história vazou e tá dando ideias pras outras fãs.
- Bom, avisa eles que vamos no Post Game, então. – falou empolgada – Vejo vocês no show!
Ela pegou pelo braço e saiu andando, voltamos para a fila e já havia chegado muita gente rapidamente uma menina veio nos perguntar se éramos nós que estávamos dando o número, a toda contente que a organização estava dando certo saiu numerando todo mundo de novo.
Não demorou muito para podermos entrar na casa saímos correndo em direção ao merch, compramos uma camiseta cada uma, eu comprei uma da role model que o Chuck tava usando no show da cidade anterior e a comprou uma da tour, então depois das compras feitas fomos para outra fila esperar para poder entrar.
Quando abriram as portas para podermos ir para o palco, todo mundo da fila foi na maior calma, nós duas saímos correndo feito duas loucas para pegar o meio da grade. O show foi maravilhoso como sempre, quando acabou eu e a ficamos ali na grade esperando esvaziar um pouco.
Quando esvaziou o suficiente para podermos respirar decentemente fomos para onde o e-mail do post game dizia para ir, não demorou muito, o Chady veio para conduzir a gente até o lugar que aconteceria o post game.
- , eu não tô acreditando que eles lembram da gente.
- , era óbvio que iriam se lembrar, só não é óbvio se eles vão nos reconhecer, vamos ter que esperar até passar com eles no pizza party.
Ela abriu um sorriso de quem já sabia o que ia acontecer e apontou para a minha tatuagem de cinta liga na perna e começou a rir.
- Como o Chris disse lá fora, não é todo mundo que tem essa tattoo, mas todos eles viram de perto essa tattoo, então vai ser fácil eles lembrarem da gente.
- Mas é uma tatuagem comum porra!
- Não é não e você sabe disso, até por que foi você mesma quem desenhou. – falou enquanto entravamos no lugar que seria o post game.
Eu cruzei os braços meio irritada e fui pegar um pedaço de pizza e um copo de refrigerante ou suco ou qualquer coisa que tivesse para beber, cheguei na bancada que tinha as pizzas e bebidas peguei um pedaço de pizza de atum e uma coca cola e fiquei apoiada ali esperando eles subirem pra sala pra atender as pessoas, logo eles entraram um a um e foram se posicionando para poder falar com todos os fãs.
- , vamos no Chuck primeiro! – a falou superempolgada me puxando pelo braço.
- Não, eu vou primeiro no Jeff. – falei sem me mover.
- Você sabe que ele foi quem conseguiu te desentalar do cesto de roupa suja, né?
- QUE? É sério isso? E você nem me falou! Vamos no Chuck, então.
Ela sorriu vitoriosa e fomos para a muvuca que estava ao redor do Chuck, eu jurava que ele não iria nos reconhecer, mas eu estava errada.
- Vocês duas não são as camareiras do hotel da outra cidade?
- Não, acho que você está confundindo a gente
- Te falei que eles iam lembrar. – ela disse caindo na gargalhada – Somos sim, Chuck, marcamos tanta presença assim?
- É, marcaram, inclusive o Pierre está curioso pra saber quem são vocês de verdade, especialmente você. – apontando para a – Por causa do que aconteceu no hotel.
- , o que você aprontou que não me contou?
- Na... Nada, ué, tudo que aconteceu, eu te contei! – ela ficou levemente corada com alguma coisa que passou em sua cabeça.
Tiramos a foto com o Chuck e fomos em um por um e deixamos o Jeff e o Pierre por último, afinal o Jeff tinha sido quem conseguiu me puxar daquele cesto e o Pierre estava querendo falar com a .
- E aí, qual deles primeiro, ?
- Bom, por mim vamos no Pierre, eu estou morrendo de vergonha de olhar pro Jeff.
- Então, temos um problema por que eu estou querendo cavar um buraco e me esconder, o Pierre quer falar comigo, vamos no Jeff primeiro vai?
- Ai meu Jesus Cristo, me conta o que aconteceu que a gente vai nele.
- Então, sabe na hora que eu caí em cima dele? A blusa levantou e eu acabei pagando peitinho...
- Ah tá, bora na fila do Jeff.
E lá fomos nós em direção ao Jeff, eu sinceramente esperava que ele não me reconhecesse, mas minhas esperanças estavam pequenas disso acontecer, afinal o Chuck tinha nos reconhecido, era nossa vez de ir falar com ele e eu delicadamente empurrei a pra ir na frente.
- Delicadeza é bom, tá? Mas tô indo.
- Oi! Acho que eu lembro de vocês da outra cidade. – ele falou dando um sorriso simpático e divertido.
Ela entregou as coisas para ele autografar, tirou a foto com ele sem nenhuma pose muito diferente e logo ele estava me esperando.
- Oi, – dando um abraço forte nele e entregando um encarte de CD e algumas outras coisas pra ele autografar.
- Oi! Gostou do show?
- Foi maravilhoso assim como o de Santiago.
- Ah, então você foi no de Santiago? Sabia que te conhecia de algum lugar só não tinha certeza de onde, achei que fosse do hotel... – olhando minha tatuagem na coxa e os roxos que ficaram na lateral das coxas depois de ter ficado entalada no carrinho.
Ele me deixou sem resposta e sem reação a única coisa que consegui fazer naquele momento foi sorrir, pedir uma pose diferente pra foto, queria que ele me segurasse no colo e ele rapidamente aceitou, entreguei meu celular pra e ao sinal dela de que estava tudo pronto pra foto ele me pegou no colo, pronto foto tirada e eu só queria ir logo pra fila do Pierre.
- Espera, eu lembrei de onde te conheço! Do hotel, vocês duas foram as meninas que se passaram de camareira pra invadir o hotel. – falou em um tom divertido e com certeza ele notou que eu fiquei completamente vermelha. – Não precisa ficar com vergonha, te reconheci por causa da tatuagem e dos roxos, inclusive, você está bem?
- Tô sim, obrigada pela preocupação.
Respondi e fui rapidinho atrás da que já estava na fila do Pierre, esperamos o que pareceu ser uma eternidade para conseguir um autógrafo e uma foto, dessa vez foi a quem me empurrou pra tirar a foto antes dela eu dei risada e fui em direção a ele.
Dei um abraço de oi e entreguei minhas coisas pra ele autografar, tirei a foto sem nenhuma pose especial e fiquei esperando a , que por sinal, estava deixando algumas pessoas passarem na frente.
- Renata, você não vai não?
- Vou, mana, mas admito que estou morrendo de vergonha!
- Enfia essa vergonha você sabe onde e vai lá falar com ele, daqui a pouco é a foto em grupo e você ainda tá aí feito tonta, deixando todo mundo passar na sua frente.
Então, finalmente ela foi falar com ele, eu estava de prontidão tirando fotos de cada gesto que ela fazia com ele.
- Olha só! Eu lembro de você, foi você quem invadiu o hotel se passando de camareira e acabou caindo no meu quarto e... Bom, enfim eu tinha certeza que você não trabalhava lá!
- É então, foi uma loucura de fã mesmo...
- Ainda bem que a gente se encontrou de novo. – ele pegou a carteira do bolso e tirou um cartão – Você deixou isso cair naquele momento que todo mundo foi para o chão e ela caiu dentro do carrinho.
- Não falei que você não tinha perdido? – falei enquanto dava risada.
Ela ficou com as bochechas vermelhas, agradeceu e tirou a foto, de novo uma foto comum.
Então, o Chady avisou a todos que teria a foto em grupo depois a foto individual com os cinco, nos arrumamos para tirar a foto e em seguida fomos para a fila para tirar a foto individual com os cinco.
Tiramos as fotos sem muitas poses diferentes do comum, pegamos nossos pôsters e fomos para o hostel, eu tomei um banho maravilhoso e fui pra cama, a queria ficar conversando mas eu estava sem condições, até tentei conversar um pouco, mas notei que estava falando coisas sem nexo já, então virei pro lado e dormi até a manhã seguinte.
Acordei assustada com a batendo uma colher de pau em uma tampa de panela de ferro.
- ACORDA, , SÃO 9 HORAS DA MANHÃ, SUA DEMONIA!
- Sua filha da...
Levantei e sai correndo atrás dela o que nós não sabíamos é que ela havia acordado todo mundo do hostel com aquela barulheira toda, quando consegui alcançar ela, que por sinal não parava de fazer aquele barulho infernal, já estávamos na cozinha ela devolveu a colher e a tampa pra moça da cozinha sorrindo e eu fui pegar uma xícara de café.
- Sua peste! Para que me acordar assim? – falei, dando um gole no café.
- Ué, eu tentei te acordar de vários outros jeitos, mas você estava dormindo feito uma rocha dava pra explodir uma outra little boy do seu lado que você não ia acordar, então eu não tive muita alternativa já que nosso vôo sai às 11 e já são 9 da manhã.
- Espera, como é? Nosso vôo sai às 11? MEU DEUS A GENTE VAI SE ATRASAR!
Engoli rapidamente o café que ainda tinha na xícara e sai correndo escadas acima pra pegar minha mala, mas quando cheguei no quarto vi que minha mala não estava lá só estava meu tênis e uma muda de roupas.
- , você arrumou tudo? – falei assustada olhando para a porta.
-Sim! Tá tudo pronto lá em baixo, inclusive já se troca, por que chamei o Uber pra levar a gente pro aeroporto.
Fiquei chocada por ela já ter planejado tudo e enquanto me trocava repassava na minha cabeça os detalhes do que tinha acontecido na noite anterior, até por que eu sabia que a iria querer falar sobre o pizza no avião.
O Uber chegou e fomos para o aeroporto as duas comentando sobre o pizza party e relembrando tudo nos mínimos detalhes, chegamos no aeroporto e embarcamos, o vôo era curto, de apenas duas horas, que se passaram voando enquanto comentávamos sobre os acontecimentos dos últimos dias.
- , mas agora está explicado o como você perdeu o cartão já que sempre guarda tudo nos peitos.
- É, eu não tinha pensado nisso, mas pelo menos agora tenho dinheiro de novo! Podemos comprar coisas agora!


Capítulo 3 - Assunção

Então, chegamos em Assunção, desembarcamos e fomos novamente para um hostel, onde deixamos nossas coisas. Minha mala por sinal já estava bem lotada com as camisetas que eu havia comprado nos dois últimos shows e com os pôsteres do post game que estavam enrolados e guardados no canto da mala. De lá fomos para a fila que para variar não estava numerada e a novamente resolveu organizar a fila, liberaram nossa entrada no lugar até onde estava o merch, compramos uma camiseta cada uma e logo o Danny liberou a entrada para o palco. Diferente da maioria das pessoas, eu e a saímos correndo para conseguir a grade, o show tinha sido maravilhoso como sempre e a cada cidade eles colocavam uma música diferente, desta vez consegui pegar a baqueta do Chuck e a uma palheta do Seb.
O show acabou e fizemos o mesmo esquema de esperar esvaziar um pouco para podermos ir em direção a onde seria o pizza. Quando esvaziou, nós nos juntamos com a galera que estava esperando e logo Danny veio liberar nossa entrada na sala onde seria o pizza. A sala era um pouco menor do que nos dois últimos shows, mas também tinha menos gente, tirei fotos com os meninos e peguei os autógrafos. Depois de passar na fila do Chuck, faltando só o Jeff e o David para tirar foto que eu me dei conta que a havia sumido e, por sinal, já tinha sumido há um tempo, então, fui atrás de alguém que talvez pudesse me dizer onde a tinha ido.
- Chris, você viu minha irmã?
- Desculpa, quem?
- A menina que se passou de camareira e entrou no quarto do Pierre em Santiago, lembra dela?
- Ah sim, já sei quem é! Ela foi ali pro canto com o Danny, ele queria falar com ela ou algo do gênero.
Ele saiu andando apressado falando alguma coisa no rádio e eu fui falar com o David, as filas, que na verdade eram apenas aglomerações de pessoas ao redor deles, não estavam grandes, quando eu já estava na fila do Jeff que finamente a apareceu toda sorridente e me puxou de canto me tirando de perto das pessoas.
- , desmarque seus compromissos para hoje a noite por que vamos para o bar com eles!
- Como é?
- Então, o Danny me puxou de canto e me falou que é para nós duas irmos com eles para o bar.
- Ok, mas qual é o bar? Como vamos fazer?
- Eles vão no Hard Rock daqui!
- , você sabe que a gente tá sem grana, né?
- Sim e já avisei o Danny que respondeu que não tem problema, se for o caso, ele mesmo paga.
- Então, tá bom, nós vamos.
Voltamos para as aglomerações eu fui em direção ao Jeff e a teve que correr para poder falar com todos, na hora da foto em grupo, vi um rosto conhecido de outros shows no Brasil, assim como ela também nos viu veio falar com a gente.
- ! ! Quanto tempo!
- Lidia! Oi! – falamos em coro e nos entreolhamos.
- Não sabia que vocês vinham no show daqui!
- É eu também não sabia que você vinha, Li! – falei sorrindo para ela e olhando ao redor procurando que já tinha sumido de novo.
- Pois é, ganhei o ingresso de um amigo, vocês estão ficando onde?
- Em um hostel aqui perto, vamos para a fila se não a gente não vai tirar foto com eles. – falei indo em direção a fila.
- Vamos! Então, o Jeff me chamou para sair com eles hoje! – ela respondeu animada me seguindo.
- Sério? Qual bar eles vão?
- Na verdade é um Pub que chama Brittania Pub eles vão passar no hotel e ir para lá.
- Aham tá, olha é sua vez. – falei meio grossa e apontando para onde os meninos estavam.
Depois da foto com os cinco, fui atrás da para irmos pro hostel, chegamos lá guardamos as camisetas e os pôsters, nos arrumamos e fomos para o bar encontrar os meninos, eu nunca imaginaria que algum dia eu iria para um after com a minha banda predileta. Então eu estava bem ansiosa. Não demorou muito nós já estávamos no bar procurando por eles, encontramos eles sentados em uma mesa no canto do lugar.
- Finalmente encontramos vocês!
- Ah vai, nem foi tão difícil assim.
- Foi sim, Danny, parece que vocês estão se escondendo no canto para não serem notados.
Então, nos sentamos com eles e ficamos horas a fio conversando e bebendo, fizemos brincadeiras de virar shots de tequila, brincamos de eu nunca e coisas do gênero, então o David me chamou de canto para conversar e acabamos nos beijando, minha cabeça deu voltas naquele momento, para mim era tudo um sonho, afinal não poderia ser realidade eu estar beijando meu ídolo.
Nós ficamos ali durante um tempo envolvidos pelo beijo, sem nos preocuparmos muito com o que estava acontecendo ao redor, até que o Pierre ligou para ele atrapalhando nosso beijo e voltamos para a mesa, eu me sentei e fiquei apenas observando o que estava acontecendo completamente perdida em meus pensamentos.
- Que houve?
- Está na hora de ir embora daqui, vamos ir para um boteco comum de esquina?
- Tá bom.
Sem questionar muito, fomos para um boteco que tinha a algumas quadras de distância dali, chegamos tomamos mais algumas cervejas e eles resolveram ir para o hotel. Eu e a fomos pro nosso hostel conversar sobre tudo que tinha acontecido e descansar um pouco, afinal no dia seguinte embarcaríamos de volta para a nossa terrinha, Brasil.
Chegamos no hostel e nos sentamos em uma área com umas mesinhas de madeira bem confortáveis.
- Mas, , me conta para onde você e o David foram? – perguntou enquanto me ajeitava na cadeira.
- Ele me puxou para conversar, a gente foi para um cantinho do bar, bem escuro por sinal e bom, na verdade a conversa foi outra, né?
- Espera, você ficou com ele? MENINA, NÃO ACREDITO!
- Para de gritar, criatura! Sim, fiquei com ele e, olha, que beijo e que pegada maravilhosos, mana, mas, me conta, por que o Pierre resolveu ir embora do nada?
- Então, o garçom chegou falando que estávamos causando demais, ou a gente parava de causar ou teríamos que sair do lugar, aí preferimos sair de lá.
- Mana, te contei que a Lidia achava que eles iam para outro pub? Inventou de novo que o Jeff tinha chamado ela para sair?
- Menina, isso você não me contou!
- Pois é, mulher, ela veio me falar isso na hora do pizza.
- Mano, onde eu estava que não vi isso?
- Sei lá, você estava com o dom de sumir nesse pizza, toda vez que eu ia te procurar você tinha sumido! – falei e dei risada.
- Bom, eu estava resolvendo as coisas para encontrar eles no bar.
Ficamos sentadas ali durante horas a fio conversando sobre acontecimentos do pizza e do bar, depois fomos dormir para poder embarcar no dia seguinte pro Rio de Janeiro, que seria o nosso quarto show seguido deles. Não demorei muito para dormir, mas, na manhã seguinte, acordei achando que tudo tinha sido um sonho, até olhar o celular e ver que tinha mensagem do David no WhatsApp.
“Te vejo no show do Rio?”
“Com certeza, David!” respondi ainda em choque.
“Ótimo! Então até lá!”
Eu me levantei ainda encarando o celular e me questionando sobre quando foi que passei meu número para ele, fui para a cozinha tomar café e comer algo para forrar o estômago, quando cheguei na cozinha, vi a sentada conversando com alguém.
- , você não sabe! Ah oi, prazer, .
- Olá, muito prazer, Felipe – ele respondeu simpático.
- Que foi, ?
- Olha só quem me mandou mensagem!
Entreguei o celular para ela e fui pegar o café que estava na bancada, me servi em uma xícara vermelha grande que tinha uns desenhos diferentes e voltei para a mesa.
A Re já estava em altos papos com o menino, eu peguei meu celular e fui conferir se e a galera já estavam pelo Rio e se iriam mesmo no show, não demorou muito e me respondeu superempolgada falando que iria chegar no Rio naquela noite e que iria aproveitar e esperar os meninos desembarcarem, foi então que lembrei que tínhamos que ir pro aeroporto.
- , vamos que nosso vôo é agora a 12:30!
- Meu Deus, verdade! Estava aqui conversando com o moço e perdi noção do horário!
Levantamos e fomos apressadas arrumar as malas para ir para o aeroporto, chamamos um Uber e rapidamente chegamos, para a nossa sorte, o vôo tinha atrasado meia hora, fomos para a sala de embarque e ficamos lá esperando.
Eu estava ouvindo música e a quase dormindo quando chamaram o nosso vôo para embarque, por coincidência, o nosso vôo era o mesmo dos meninos mas eles sentaram meio distante da gente, o tempo dentro do avião era pequeno mas deu tempo de cochilar até o avião pousar.


Capítulo 4 - Rio de Janeiro

Desembarcamos no Rio e nosso primo Gabriel já estava nos esperando na saída do desembarque, atrás dele tinha uma aglomeração de fãs esperando pelos meninos, ele sem perder uma chance de zoar com a gente estava com uma plaquinha escrita “Irmãs groupies loucas que estão seguindo uma banda, eu estou aqui!”
- Porra, Gabriel, não tinha placa melhor não?
- Claro que não, , nenhuma define melhor vocês duas.
- Ou, eu tô com fome, dá para a gente ir almoçar em algum lugar antes que eu vire um monstro que vai sair atacando as pessoas por causa da fome? – falei fechando a cara.
Os dois riram da minha expressão e fomos almoçar em um restaurante próximo da praia de Copacabana, depois de termos almoçado e eu matado o monstrinho da fome que crescia muito rápido dentro de mim, fui responder mensagens do WhatsApp esperando milhares mensagens de amigos que iriam no show na noite seguinte com a gente e da nossa família, fiquei chocada por ver uma mensagem dele no meio de tantas outras, para falar a verdade acho que eu ia ficar mais se boa de receber uma mensagem do Papa do que outra mensagem do David.
Chegamos agora no hotel, queria saber o que você vai fazer essa noite, afinal o show é só amanhã.”
“Provavelmente vou sair com a minha família, até por que vamos ficar na casa da minha prima que mora aqui, mas assim que eu souber te aviso, você tinha algo em mente?”
Enviei a mensagem e fiquei com um sorriso bobo no rosto esperando pela resposta.
“Eu e os meninos estávamos pensando em ir a algum bar hoje a noite, assim que eles decidirem te envio o endereço se der dá uma passada lá.”
“Okay, vou ver direitinho e te aviso”
Então, respondi outras pessoas sobre o show, bloqueei o celular e voltei a prestar atenção na conversa, ao que dava para entender o Gabriel queria convencer a que era uma boa ideia ir até um barzinho que ficava na praia para podermos beber algo.
- Espera, o que tá acontecendo? Por que você não quer ir, ?
- Ele quer me levar para andar na praia de gente chata, cara!
- Gabriel, não dá para ir nesse bar pela calçada?
- Até dá, mas não tem graça, vamos caminhar na areia da praia, sua paulista chata! – ele falou irônico olhando para a .
A não falou nada só levantou da mesa e saiu andando, eu e o Gabriel a seguimos e depois do Gabriel ter insistido muito ela aceitou ir no barzinho, mas logo começar a reclamar de andar naquela praia, como ela estava andando olhando para o chão, ela esbarrou em alguém eu cutuquei o Gabriel apontei para a e comecei a rir.
- Desculpa.
- Tudo bem, você tá bem, ?
- Caralho, óbvio que eu tinha que esbarrar em você se não, não seria eu, né! – ela falou brava colocando a mão sobre o rosto. – Tô bem sim, Pierre, obrigada.
- Te vejo hoje à noite?
- Hoje à noite? Como assim?
- Ué, o David falou que chamou sua irmã agora pouco para ir no bar.
- Ela não me falou nada, mas provavelmente vamos sim.
Ela se virou para vir na nossa direção e, ao meu ver, ela tinha se transformado em um touro soltando fogo pelas narinas de tão brava que ela estava.
- , você não tem nada para me falar?
- Então, o David chamou a gente para ir para o bar hoje a noite, desculpa não ter falado nada, mas entende meu lado! Eu fiquei em choque dele tá me mandando mensagens, ainda mais chamando para sair!
- Ok. Faz sentido, se fosse comigo eu estaria na mesma situação, agora vamos logo para aquele quiosque que você falou Gabriel?
- Bora, você que parou por que esbarrou no moço ali.
Fomos para o quiosque e ficamos por lá durante um tempo conversando e dando risada e a logo me ligou.
- Miga, acabei de dar check in no hotel, o que vocês vão fazer a noite?
- Então, uns boys chamaram eu e a para ir em um bar, não sei qual direito
- Ah, okay, nos vemos amanhã antes do show então?
- Com certeza! Qual hotel você tá?
- Na verdade, eu tô em um hostel perto do Circo Voador, o nome é Books Hostel tem um lugar bonitinho e barato aqui perto que dá para a gente almoçar se quiser.
- Ok, fechado!
Desliguei o telefone e passei as informações para a que na hora topou ir almoçar com a .
Com o cair da noite fomos para a casa do Gabriel, jantamos e acabamos dormindo eu tinha esquecido por completo o rolê com os meninos, acordei assustada as 10 horas da manhã e olhei o celular onde tinham umas 20 mensagens do David e umas 10 do Danny, eu nem sabia o que responder e em um debate comigo mesma decidi que era melhor esperar até o show.
- , acorda. – comecei a balançar ela.
- Tá bom, já acordei... – ela disse sentando na cama – PUTA QUE PARIU A GENTE TINHA ROLÊ COM OS MENINOS!
- Eu sei, mas já são 10 da manhã, agora a gente espera até o show para falar com eles, acho que é melhor, bora se vestir que a gente vai almoçar com a .
- É mesmo.
Ela levantou, se arrumou e fomos para o restaurante no caminho mostrei as mensagens do David e do Danny para a e mandei mensagem para a falando que estávamos indo e para ela nos encontrar na frente do hostel.
Chegamos no hostel e a já estava na frente esperando pela gente.
- ! – berrei pulando em cima dela. – Que saudade!
- ! ! Também tô com saudades! – ela falou abraçando nós duas ao mesmo tempo.
- Menina, tenho tanta coisa para te contar! – falei quando o abraço acabou.
- Quero saber tudo! Mas vamos indo comer que você me conta lá.
Fomos para uma lanchonete perto dali, nos sentamos e contei tudo que tinha acontecido até então, ficou empolgada com tudo, querendo saber todos os mínimos detalhes assim como eu ficaria por ela.
- Meninas, vamos na porta do hotel? Falaram que eles vão descer para ver os fãs daqui a pouco. – a falou abaixando o celular.
- Ai, meu Jesus, vamos, mas não sei nem com que cada vou olhar para o David.
- Ué, fala a realidade, que você acabou dormindo e por isso não foi.
- Concordo com a , melhor você falar agora do que esperar até o show. – a falou. – Vamos, então?
Pagamos a conta e fomos para o hotel, no caminho eu pensava em mil e uma coisas para falar para o David, criava diálogos na minha cabeça alguns com finais positivos e outros negativos.
Chegamos na frente do Copacabana Palace e já tinha um mutirão de fãs esperando os meninos descerem, ali eu vi algumas caras já conhecidas de outros shows cumprimentei todo mundo que eu conhecia e sai do meio da muvuca para mandar mensagem.
David me desculpa por ontem, fui passar em casa para jantar e tomar banho e acabei dormindo, mas estou aqui em baixo junto com a multidão de fãs.”
Ele visualizou a mensagem, mas não respondeu, fiquei irritada com aquilo então fiquei distante da multidão só esperando a e a voltarem, alguns minutos de passaram e eu ouvi gritos histéricos vindo das fãs, coisa que não tinha nas cidades da costa, realmente deve ser coisa de brasileiros fazer isso.
Cruzei os braços e fiquei sentada na calçada esperando as meninas voltarem, não demorou muito eu vi a multidão começando a se dispersar, alguns com cara de choro outros com um sorriso no rosto ainda olhando para o celular, então vi a e a vindo na minha direção.
- , eles perguntaram de você
- Tô brava, por isso não fui lá, não gosto de pessoas que visualizam mensagem e não respondem.
- Mas ele está aqui em baixo, inclusive te procurando. – a falou apontando para a entrada. – Vai lá falar com ele.
- Ai caralho, tá bom.
Me levantei ainda meio irritada e fui em direção ao David, que quando me viu abriu um sorriso que quebrou toda a raiva que eu estava dele.
- Por que não me respondeu? - Falei ainda de braços cruzados.
- Desculpa, é que eu vi a mensagem e já estava saindo para atender os fãs, mas que bom que você veio aqui.
Ele abriu os braços esperando um abraço o qual não pude negar, abracei ele o mais forte que eu pude e percebi que estava tudo bem, então sussurrei.
- Te vejo no show.
Ele sorriu em resposta e fui encontrar as meninas para irmos para a fila do show, quando as encontrei elas já tinham chamado o Uber para irmos até o Circo Voador.
Chegamos na fila e como sempre nos shows do Brasil estava tudo uma bagunça, chegamos cedo para o show afinal era só as 18 horas que iriam abrir para o pizza, então tinham poucas pessoas na fila, nós garantimos nosso lugar e a foi perguntar se estavam numerando.
Então, eu vejo a vindo com um canetão na mão, numerando todo mundo da fila do pizza a pegou o número e foi andar pelo lugar para dar oi para as pessoas que ela conhece, ouvi uma gritaria vindo do começo da fila e fui até lá ver o que estava acontecendo para todo mundo parecer um bando de gralhas.
- , o que houve?
- O Chuck tá ali procurando por você e pela . – ela falou meio em choque e me seguiu até o Chuck.
- Que foi? Tá tudo bem?
- Então, a gente precisa de ajuda, a fila do pizza tem que ser feita aqui. – apontando para o lugar que ele queria a fila e falando meio grosso.– E não lá, tem como vocês ajudarem a gente?
- Ok, vou falar com a , por que ela já tá organizando a numeração ela pode tomar conta disso.
Sai andando até a e a ficou ali onde ele tinha indicado, contei para a o pedido do Chuck e começamos a pedir para todo mundo mudar de lugar, quando a fila estava organizada conforme o que ele havia pedido, saiu o Chady e começa a reclamar.
- Mas, , não é aqui que é para ser feita a fila do pizza!
- Foram ordens do Chuck, não posso fazer nada.
- Pode sim, é para fazer a fila lá. – o Chady falou meio grosso e entrou.
Ele começou a gritar para todo mundo ir para outro lugar e lá fomos nós de novo mudando a fila, depois de organizar de novo eu fiquei perto da entrada junto com a , em alguns minutos que fiquei fora o Chuck saiu de novo.
- Oi, você é a , amiga da e da , né?
- Sim!
- Sabe o que aconteceu para fila ter ido para lá de novo? Eu já falei que a fila é aqui. – ele falou seco olhando para a
A ficou meio chocada pelo fato do Chuck, que é o preferido dela, ter sido grosso naquele momento e me chamou.
- Que foi, Chuck?
- O que aconteceu? Por que a fila tá lá?
- Foi o Chady quem falou para fazer a fila lá, ué, se entende com ele no lugar de vir brigar com a gente, caralho! – falei irritada. - Faz assim, vou chamar a e você se entende com ela.
Chamei a para ela falar com o Chuck minutos depois ela estava mudando todo mundo da fila de novo para onde o Chuck tinha falado, e ficamos nisso de ir para lá e voltar mais algumas vezes até que a se revoltou e chamou o Danny para resolver de vez a confusão toda.
Depois da fila estar finalmente organizada eu vi que a estava bem bolada com alguma coisa.
- , o que houve?
- O Chuck foi mó grosso comigo, ninguém tem culpa se ele brigou com alguém ou se as coisas estão saindo erradas. – ela falou brava.
- Concordo com você. – falei acenando para o Danny que estava entregando alguma coisa para a para ele vir falar com a gente. – Danny ela tá bolada com o Chuck.
- O que houve?
- Aconteceu que a princesinha do baterista foi um grosso estúpido com ela sem necessidade! – falei irritada – Eu só queria entender por que dessa bagunça toda sendo que nos outros shows foi tudo tranquilo!
- Pois é, tá complicado hoje – ele respondeu suspirando. – Mas olha, vem aqui.
Ele puxou a para dentro da grade que barrava a entrada dos fãs, ela ficou ali e ele entrou durante alguns minutos e logo saiu junto com o Chuck que conversou com a a abraçou e entrou novamente, ela veio toda contente em minha direção.
- Menina, ele me pediu desculpas por ter sido grosso!
- Serio? O Chuck pedindo desculpa?
- Sim, mana! Tô chocada!
- Olha, devia ter gravado para ficar em um looping vendo isso e tendo certeza que não foi sonho!
A voltou para a fila e ficamos esperando pela entrada do show, quando abriram as portas parecia que tinham explodido uma bomba com vírus zumbi e estava todo mundo correndo daquilo de tanto que as pessoas estavam desesperadas, eu e a que já tínhamos comprado tudo o que queríamos nos outros merchs fomos direto para o palco garantir nossa grade.
Ficamos eu, a e a na grade bem no meio do palco o show foi maravilhoso, dessa vez o Chuck veio jogar as baquetas e viu a do nosso lado se abaixou e entregou uma para ela, o David me entregou uma palheta também e o Seb uma para a , o show acabou e eu já estava com saudades parecia que eles tinham mais energia nesse show do que nos da costa.
Fomos as três para o pizza que era em uma sala meio apertada e sendo no Brasil eu já sabia que iriam existir filas pra falar com eles, então fiquei ali junto com a e a comendo e conversando sobre o show até a hora que eles entraram, quando eles entraram além da gritaria que os fãs fizeram logo se formaram filas, então lá fomos nós para as filas de quem queríamos conversar.
Fui primeiro na do Jeff e assim passei em um por um abraçando eles e tirando foto, eu cometi a besteira de ter deixado o David por último, então foi muito rápido, não tivemos tempo para conversar foi uma foto rápida e um abraço.
Infelizmente, eles não foram para o bar no Rio depois do show, até por que estava meio corrido com os shows em tantas cidades, tiramos nossa foto em grupo com eles e fomos embora eu e a fomos para a casa do Gabriel e a para o hostel, no dia seguinte nos encontramos no aeroporto para podermos ir todas juntas para São Paulo que seria o próximo show.
Quando embarcamos no avião descobrimos que de novo pegamos o mesmo vôo que o dos meninos, mas desta vez obviamente aproveitamos a oportunidade para tirar foto com eles, depois de fotos tiradas voltamos para os nossos lugares e ficamos lá até chegar em São Paulo.




Continua...



Nota da autora: Sem nota.

Nota da beta: Qualquer erro nessa fanfic ou reclamações, somente no e-mail.


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