Everything For One Band

Última atualização: 25/09/2018

Capítulo 1 - Santiago

Era uma tarde tranquila em São Paulo eu estava trabalhando no computador e ouvindo música quando minha irmã entra correndo no meu quarto berrando.
- , , !
- Oi , o que foi? Ela não me respondeu, mas me mostrou sorrindo dois ingressos para o show do Simple Plan que seria dali a 3 meses.
- Você foi comprar sem mim? As vendas abriram e você nem me avisou? – questionei arqueando a sobrancelha.
- Não, né? Você não lê o ingresso e já fica aí falando merda, eu ganhei de cortesia por que quem está trazendo a banda é a empresa de eventos que eu trabalho! E não, as vendas não abriram, só abrem amanhã para o SPCREW.
Fiquei boba com a situação toda, ela não tinha nem sequer me falado que a empresa que estava trazendo os meninos era a que ela estava trabalhando, peguei o ingresso para dar uma olhada mais atentamente e estava ali no canto do lado do escrito pista premium “ingresso de cortesia” na hora me veio uma ideia meio louca na cabeça.
- , eles vão fazer show primeiro aqui na costa pra depois vir subindo as cidades, né?
- Sim, o que tem?
- Nós podíamos seguir eles nos shows o que acha? Tipo, ir literalmente a todos!
- Bom, dinheiro eu tenho pra isso e incrivelmente calha com as minhas férias, bora comprar esses ingressos agora!
Então, em um surto de fã entramos no site para comprar os ingressos do show de Santiago, assim sucessivamente até comprar o de todos os shows e os VIPs da costa e dois dias depois compramos os ingressos do Brasil junto com os VIPs e reservamos os hotéis das cidades que não tínhamos casa pra ficar.
O tempo passou voando até a semana do primeiro show que foi quando embarcamos para o Chile nós pegamos uma promoção de um quarto de hotel, não era tão perto do local do show, porém tinha café da manhã e serviço de quarto incluso, mas tinha que fechar o pacote pra dar check-in três dias antes do show, como eu peguei férias e a também estava de férias fomos antes para aproveitar o passeio fomos passear em pontos turísticos como o teleférico, a Vinícola de Santa Rita e o Parque Bicentenário, os passeios se estenderam até a véspera do show.
- ACORDA, ! É HOJE! – ela estava pulando pelo quarto abrindo todas as cortinas – BOM DIA, SOL! BOM DIA, MUNDO!
- ! Para de gritar pelo amor de Zeus! São só 10 da manhã!
- Mas, é que eu estou muito empolgada. – ela sentou na minha cama me encarando – A gente vai seguir eles pela turnê, eles não vão aguentar mais olhar pra nossa cara! Vem cá, você já viu se o David tá nessa turnê? Eu ouvi boatos que ele tava mal de novo.
- Relaxa que eles vão nos reconhecer a partir do segundo ou terceiro show eu acho, pelo que eu vi ele tá sim na turnê, postou foto hoje aqui em Santiago, ó. – peguei o celular e mostrei a foto dele em um parque que tínhamos ido na tarde anterior.
- Você não reparou que essa foto é de ontem e você aparece de fundo na foto, né? – falou dando risada – Foi naquela hora que você quase se jogou no meio dos arbustos por causa da borboleta que tava te seguindo.
- Que? Como assim? – peguei o celular, olhei no fundo da foto e lá estava eu, ou o meu vulto embaçado com as mãos pra cima correndo, comecei a rir e printei a foto – Dá vontade de postar “melhor foto com meu ídolo”.
Depois de rirmos muito da situação toda, comemos algo no quarto e fomos até a entrada do hotel pegar um táxi para ir até o show, foi quando vimos uma muvuca de fãs em um hotel próximo do nosso.
- , acho que estamos no hotel vizinho do deles e eu acabei de ter uma ideia meio louca...
- Ai lá vem, fala, qual ideia?
- O hotel deles é da mesma rede que o nosso, e se a gente descolar um uniforme de camareira só pra conseguir entrar no hotel deles?
- Entedi, e me explica como essa ideia pode dar certo sem ferrar com o trabalho das pessoas que vamos pegar o uniforme? E o que você pretende fazer quando entrar lá?
- Bom, eu já entrei sem querer na sala de funcionários em um dos momentos que fui xeretar pelo hotel enquanto você tava no banho pra gente sair, então, sei o horário de trabalho das camareiras e como conseguir o uniforme, como fazer o que lá, ? Nem parece que você é fã! Encontrar com eles, ganhar um abraço e entregar uma carta ou algo assim pra eles, ué.
- Ok, mas você já pensou que isso pode dar muito errado, tanto com o hotel por que eles devem saber quem trabalha lá, quanto com eles que podem ficar meio assustados com isso? Podemos ser até deportadas!
- Bom, o hotel eu não tinha pensado, mas com eles vai ser tranquilos, você sabe que eles são amorzinhos com os fãs, quanto a sermos deportadas isso não vai acontecer relaxa! Vai, por favor, vamos fazer essa loucura!
- Ai meu deus, tá bom, mas quando?
- Hoje, depois do show! Eu arrumo tudo!
Fomos pro show que foi incrível, ficamos na grade, depois do show conhecemos eles por causa do VIP, tiramos fotos e conversamos rapidamente com eles, voltamos pro hotel mortas, eu queria apenas um banho quente e uma cama, mas a não tinha desistido da idéia de se passar por camareira e ir até o outro hotel. Enquanto eu estava no banho ela saiu pra pegar a roupa na sala de funcionários e tudo que iríamos precisar, eu saí do banho ela ainda não tinha chegado no quarto, mas foi questão de minutos até ela chegar.
- , tá aqui se veste – me entregando um uniforme azul claro com um crachá.
- Mas, , até o crachá? Sério?
- Sim, ué, se não como vamos comprovar que trabalhamos lá?
- Ai caralho, está bom.
Me vesti com o uniforme que quase não serviu e ficou com alguns botões da parte de cima das costas abertos e fomos para o outro hotel pela entrada lateral, quando entramos nem fomos notadas cada uma pegou um carrinho de camareira e combinamos de ir de andar em andar fingindo realmente ser camareiras, tudo isso tinha que ser feito em pouco mais de duas horas. Até que eu subi em um andar e quando estava andando pelo corredor dei de cara com o Jeff segurando uma camiseta.
- Moça, por favor, preciso mandar isso pra lavanderia, mas preciso dela de volta com urgência. – me entregou a camiseta – Por que só vamos ficar até amanhã.
- Ok, para qual horário o senhor precisa?
- Para no máximo às 10 da manhã, obrigado – ele sorriu e entrou no quarto.
Eu me joguei sobre o carrinho sem saber muito o que fazer me perguntando por que eu tinha aceitado essa idéia besta da e nem notei que tinha alguém passando.
- Ta tudo bem, moça?
- Ta sim, obrigada. – respondi me virando e ficando com mais vergonha ainda quando vi que era o Chuck – O senhor tá precisando de algo no quarto?
- Não, obrigado. – sorriu e seguiu em direção ao elevador.
Respirei fundo e voltei ao personagem eu não fazia a menor idéia de onde a estava ou se ela ainda estava no hotel, mas segui batendo na porta dos quartos fingindo ser uma camareira em um dos quartos a pessoa respondeu que eu podia entrar, mas até eu entender o que ele havia falado tive que perguntar umas três vezes.
Então, entrei no quarto arrumei a cama da pessoa troquei as toalhas exatamente como uma camareira faz mas quando olhei para a sacada tudo que eu queria era me esconder ou sair dali, mas já era tarde demais, Seb já havia entrado de volta no quarto.
- Olá!
- Olá, o senhor quer mais alguma coisa?
- Na verdade, estou precisando de pasta de dente
Então, me sentei na frente do carrinho procurando aquela bagaça, afinal eu nem trabalhava de verdade ali então eu não fazia ideia onde estavam as coisas direito, depois de quase revirar o carrinho inteiro, encontrei a bendita pasta, coloquei no banheiro onde eu achava que era o lugar certo, peguei o carrinho e fui indo em direção a porta.
- O que houve com o seu uniforme?
- Que? Ah, nas costas?
- Sim, parece estar apertado demais os botões não fecham até em cima...
- Bom, na verdade é que eu coloquei silicone por isso ele não está fechando mais, já pedi um novo, mas demora alguns dias para chegar. – falei estendendo a mão com a pasta de dentes para ele.
- Entendo, bom, obrigado! – ele falou ainda desconfiado, pegando a pasta de dentes.
Eu me virei e saí o mais rápido que pude do quarto, quando eu estava saindo, não notei que estava ali atrás de mim, parada com o carrinho e acabei tropeçando e caindo em cima do carrinho dela, ela acabou caindo junto e levando o moço que ela estava conversando pro chão.
- Meninas! Está tudo bem? Querem que chame alguém do hotel?
- Não! Está tudo bem! – falamos quase juntas eu com a voz abafada por ter caído dentro do cesto de roupa suja do carrinho.
- Sai daí, por que temos que ir embora tipo agora!
Eu não conseguia falar e mesmo se conseguisse não ia adiantar nada, só fiquei batendo as pernas pra ver se percebia que eu não conseguia sair de jeito nenhum foi quando ouvi uma outra voz.
- Gente, o que tá acontecendo? Por que tem uma moça se debatendo no carrinho? E por que tá todo mundo no chão?
- Você perdeu David, a moça que tá no carrinho é a camareira que estava no quarto do Seb, ela saiu do quarto tropeçou e caiu dentro do carrinho dessa camareira...
O Pierre tava explicando tudo o que havia acontecido para o David, eu já nem sabia se eu realmente queria sair dali ou apenas ficar quietinha e torcer pra que eles não notassem, até que alguém notou que eu estava entalada no carrinho e começaram a tentar me tirar dali cada hora eu sentia uma mão diferente me puxando pelas pernas até que alguém conseguiu.
- AÊ, NASCEU!
- Vai se foder, !
- Você tá bem? Tá inteira, né? – ela estava afobada, quase me virando do avesso pra ter certeza que eu não tinha me machucado.
- Sim, eu acho... – me levantei e ajeitei a saia que era pra ser na altura do joelho, mas estava parecendo uma minissaia.
- Então, vamos que temos que correr!
Ela grudou no meu braço e saiu correndo pelo corredor com o carrinho até a porta da escada, eu só a segui sem entender direito o porquê, quando entramos na escada lembramos que não tiramos fotos, voltamos correndo, tiramos fotos com quem ainda estava no corredor, que era o Pierre e o Seb, e saímos correndo de novo. Em um piscar de olhos, nós estávamos no nosso quarto rindo da situação toda.
- Acho que no próximo show, existe a possibilidade deles se lembrarem da gente, .
- Também acho, , mas isso a gente descobre amanhã a noite. Vamos dormir um pouco agora que nosso voo para Buenos Aires é as oito da manhã.
Acordamos cedo no dia seguinte, demos check-out no hotel e fomos para o aeroporto. Parecíamos duas zumbis, pegamos o avião e capotamos, só acordamos na hora de desembarcar.


Capítulo 2 - Buenos Aires

Depois de desembarcarmos, pegamos um táxi e fomos para o hostel que havíamos reservado. Chegamos lá, deixamos nossas coisas guardadas e fomos achar algum lugar para almoçar, nós tínhamos pouco tempo por que o show já era naquela noite.
Depois de procurar um pouco achamos um restaurante de bairro com o preço bom, entramos e sentamos em uma mesa próxima a entrada do restaurante.
- , você ainda não me contou o que houve no quarto do Pierre naquele dia, como você acabou ganhando a camiseta da Role Model? - Falei abaixando o cardápio.
- Então, eu bati na porta para saber se podia entrar e ele respondeu alguma coisa que eu não entendi direito, mas entrei, arrumei a cama tudo conforme o que tínhamos combinado de fazer, as coisas complicaram quando ele saiu do banheiro só de toalha falando comigo, ali acho que entreguei o jogo e deu na cara que eu não trabalhava lá, até por que, né, QUE HOMEM, eu ganhei a camiseta falando que minha amiga era fã e ele falou que era um presente para ela então, daí para frente você já sabe né...
-Sim, eu sei, eu saí do quarto do Seb e caí no carrinho e paguei o maior mico da vida na frente dos meus ídolos.
- , será que eles vão se lembrar da gente? Ontem foi só o primeiro show e acho que já marcamos presença. – ela perguntou prendendo o cabelo castanho em um coque alto para poder comer.
- Sei lá, mana, eu espero que sim, até por que depois do que fizemos no hotel... Mas vamos que já está na hora.
Então comemos e saímos apressadas do restaurante para ir para a fila do show. Até que chegamos rápido no lugar e garantimos nosso lugar na fila deviam ter só umas 10 pessoas na nossa frente.
Diferente dos shows do Brasil não estavam numerando a fila então não poderíamos ficar entrando e saindo da fila com nosso lugar garantido, foi então que a teve a ideia genial de ir falar com o primeiro da fila pra numerar.
- , não sei se eles vão gostar da idéia.
- Por que não gostariam? É muito mais fácil e o seu lugar fica garantido, vou lá falar se quiser espera aí e guarda nosso lugar.
Ela foi conversar com a menina que estava de primeira na fila não demorou muito e a menina concordou, a pegou um canetão e saiu numerando todo mundo e explicando pessoa por pessoa o por que do número, chegando em mim ela colocou o número na mão dela e na minha mão.
- , agora a gente pode ficar livre pra ir comprar bebida e comida, inclusive vamos comprar uma cerveja?
- Mas, , as pessoas que chegarem vão querer o número também.
- Ah, isso a gente numera quando voltar do barzinho com a cerveja na mão, vamos vai!
- Tá bom, depois do mico que eu paguei na frente deles, vai ser uma boa tomar uma cerveja antes do show.
Nós fomos até o barzinho mais perto, que era a um quarteirão de distância da casa de shows, compramos nossa cerveja e, na volta, encontramos a entrada lateral da casa. provavelmente seria por onde a banda iria entrar, parados ali com o celular na mão olhando freneticamente para a rua e para o celular estavam o Chris e o Danny eles nos viram e vieram falar com a gente.
- Vocês não são as meninas que se passaram de camareiras em Buenos Aires?
- Então...
-São elas sim, Danny! Olha a tattoo na perna dela. – ele berrou encarando e apontando para a minha perna.
- Oh, deixa minha tatuagem fora da história, ela é uma tattoo comum, muita gente por aí tem uma dessas. – falei colocando minha mão sobre o desenho.
- Pode até ser, mas são poucas pessoas que tem uma dessas com o logo redondo do Simple Plan.
- Tá e se fomos nós que invadimos o hotel, o que acontece?
- Os meninos querem conhecer vocês e eu quero saber como fizeram isso para poder reforçar a segurança já que essa história vazou e tá dando ideias pras outras fãs.
- Bom, avisa eles que vamos no Post Game, então. – falou empolgada – Vejo vocês no show!
Ela pegou pelo braço e saiu andando, voltamos para a fila e já havia chegado muita gente rapidamente uma menina veio nos perguntar se éramos nós que estávamos dando o número, a toda contente que a organização estava dando certo saiu numerando todo mundo de novo.
Não demorou muito para podermos entrar na casa saímos correndo em direção ao merch, compramos uma camiseta cada uma, eu comprei uma da role model que o Chuck tava usando no show da cidade anterior e a comprou uma da tour, então depois das compras feitas fomos para outra fila esperar para poder entrar.
Quando abriram as portas para podermos ir para o palco, todo mundo da fila foi na maior calma, nós duas saímos correndo feito duas loucas para pegar o meio da grade. O show foi maravilhoso como sempre, quando acabou eu e a ficamos ali na grade esperando esvaziar um pouco.
Quando esvaziou o suficiente para podermos respirar decentemente fomos para onde o e-mail do post game dizia para ir, não demorou muito, o Chady veio para conduzir a gente até o lugar que aconteceria o post game.
- , eu não tô acreditando que eles lembram da gente.
- , era óbvio que iriam se lembrar, só não é óbvio se eles vão nos reconhecer, vamos ter que esperar até passar com eles no pizza party.
Ela abriu um sorriso de quem já sabia o que ia acontecer e apontou para a minha tatuagem de cinta liga na perna e começou a rir.
- Como o Chris disse lá fora, não é todo mundo que tem essa tattoo, mas todos eles viram de perto essa tattoo, então vai ser fácil eles lembrarem da gente.
- Mas é uma tatuagem comum porra!
- Não é não e você sabe disso, até por que foi você mesma quem desenhou. – falou enquanto entravamos no lugar que seria o post game.
Eu cruzei os braços meio irritada e fui pegar um pedaço de pizza e um copo de refrigerante ou suco ou qualquer coisa que tivesse para beber, cheguei na bancada que tinha as pizzas e bebidas peguei um pedaço de pizza de atum e uma coca cola e fiquei apoiada ali esperando eles subirem pra sala pra atender as pessoas, logo eles entraram um a um e foram se posicionando para poder falar com todos os fãs.
- , vamos no Chuck primeiro! – a falou superempolgada me puxando pelo braço.
- Não, eu vou primeiro no Jeff. – falei sem me mover.
- Você sabe que ele foi quem conseguiu te desentalar do cesto de roupa suja, né?
- QUE? É sério isso? E você nem me falou! Vamos no Chuck, então.
Ela sorriu vitoriosa e fomos para a muvuca que estava ao redor do Chuck, eu jurava que ele não iria nos reconhecer, mas eu estava errada.
- Vocês duas não são as camareiras do hotel da outra cidade?
- Não, acho que você está confundindo a gente
- Te falei que eles iam lembrar. – ela disse caindo na gargalhada – Somos sim, Chuck, marcamos tanta presença assim?
- É, marcaram, inclusive o Pierre está curioso pra saber quem são vocês de verdade, especialmente você. – apontando para a – Por causa do que aconteceu no hotel.
- , o que você aprontou que não me contou?
- Na... Nada, ué, tudo que aconteceu, eu te contei! – ela ficou levemente corada com alguma coisa que passou em sua cabeça.
Tiramos a foto com o Chuck e fomos em um por um e deixamos o Jeff e o Pierre por último, afinal o Jeff tinha sido quem conseguiu me puxar daquele cesto e o Pierre estava querendo falar com a .
- E aí, qual deles primeiro, ?
- Bom, por mim vamos no Pierre, eu estou morrendo de vergonha de olhar pro Jeff.
- Então, temos um problema por que eu estou querendo cavar um buraco e me esconder, o Pierre quer falar comigo, vamos no Jeff primeiro vai?
- Ai meu Jesus Cristo, me conta o que aconteceu que a gente vai nele.
- Então, sabe na hora que eu caí em cima dele? A blusa levantou e eu acabei pagando peitinho...
- Ah tá, bora na fila do Jeff.
E lá fomos nós em direção ao Jeff, eu sinceramente esperava que ele não me reconhecesse, mas minhas esperanças estavam pequenas disso acontecer, afinal o Chuck tinha nos reconhecido, era nossa vez de ir falar com ele e eu delicadamente empurrei a pra ir na frente.
- Delicadeza é bom, tá? Mas tô indo.
- Oi! Acho que eu lembro de vocês da outra cidade. – ele falou dando um sorriso simpático e divertido.
Ela entregou as coisas para ele autografar, tirou a foto com ele sem nenhuma pose muito diferente e logo ele estava me esperando.
- Oi, – dando um abraço forte nele e entregando um encarte de CD e algumas outras coisas pra ele autografar.
- Oi! Gostou do show?
- Foi maravilhoso assim como o de Santiago.
- Ah, então você foi no de Santiago? Sabia que te conhecia de algum lugar só não tinha certeza de onde, achei que fosse do hotel... – olhando minha tatuagem na coxa e os roxos que ficaram na lateral das coxas depois de ter ficado entalada no carrinho.
Ele me deixou sem resposta e sem reação a única coisa que consegui fazer naquele momento foi sorrir, pedir uma pose diferente pra foto, queria que ele me segurasse no colo e ele rapidamente aceitou, entreguei meu celular pra e ao sinal dela de que estava tudo pronto pra foto ele me pegou no colo, pronto foto tirada e eu só queria ir logo pra fila do Pierre.
- Espera, eu lembrei de onde te conheço! Do hotel, vocês duas foram as meninas que se passaram de camareira pra invadir o hotel. – falou em um tom divertido e com certeza ele notou que eu fiquei completamente vermelha. – Não precisa ficar com vergonha, te reconheci por causa da tatuagem e dos roxos, inclusive, você está bem?
- Tô sim, obrigada pela preocupação.
Respondi e fui rapidinho atrás da que já estava na fila do Pierre, esperamos o que pareceu ser uma eternidade para conseguir um autógrafo e uma foto, dessa vez foi a quem me empurrou pra tirar a foto antes dela eu dei risada e fui em direção a ele.
Dei um abraço de oi e entreguei minhas coisas pra ele autografar, tirei a foto sem nenhuma pose especial e fiquei esperando a , que por sinal, estava deixando algumas pessoas passarem na frente.
- Renata, você não vai não?
- Vou, mana, mas admito que estou morrendo de vergonha!
- Enfia essa vergonha você sabe onde e vai lá falar com ele, daqui a pouco é a foto em grupo e você ainda tá aí feito tonta, deixando todo mundo passar na sua frente.
Então, finalmente ela foi falar com ele, eu estava de prontidão tirando fotos de cada gesto que ela fazia com ele.
- Olha só! Eu lembro de você, foi você quem invadiu o hotel se passando de camareira e acabou caindo no meu quarto e... Bom, enfim eu tinha certeza que você não trabalhava lá!
- É então, foi uma loucura de fã mesmo...
- Ainda bem que a gente se encontrou de novo. – ele pegou a carteira do bolso e tirou um cartão – Você deixou isso cair naquele momento que todo mundo foi para o chão e ela caiu dentro do carrinho.
- Não falei que você não tinha perdido? – falei enquanto dava risada.
Ela ficou com as bochechas vermelhas, agradeceu e tirou a foto, de novo uma foto comum.
Então, o Chady avisou a todos que teria a foto em grupo depois a foto individual com os cinco, nos arrumamos para tirar a foto e em seguida fomos para a fila para tirar a foto individual com os cinco.
Tiramos as fotos sem muitas poses diferentes do comum, pegamos nossos pôsters e fomos para o hostel, eu tomei um banho maravilhoso e fui pra cama, a queria ficar conversando mas eu estava sem condições, até tentei conversar um pouco, mas notei que estava falando coisas sem nexo já, então virei pro lado e dormi até a manhã seguinte.
Acordei assustada com a batendo uma colher de pau em uma tampa de panela de ferro.
- ACORDA, , SÃO 9 HORAS DA MANHÃ, SUA DEMONIA!
- Sua filha da...
Levantei e sai correndo atrás dela o que nós não sabíamos é que ela havia acordado todo mundo do hostel com aquela barulheira toda, quando consegui alcançar ela, que por sinal não parava de fazer aquele barulho infernal, já estávamos na cozinha ela devolveu a colher e a tampa pra moça da cozinha sorrindo e eu fui pegar uma xícara de café.
- Sua peste! Para que me acordar assim? – falei, dando um gole no café.
- Ué, eu tentei te acordar de vários outros jeitos, mas você estava dormindo feito uma rocha dava pra explodir uma outra little boy do seu lado que você não ia acordar, então eu não tive muita alternativa já que nosso vôo sai às 11 e já são 9 da manhã.
- Espera, como é? Nosso vôo sai às 11? MEU DEUS A GENTE VAI SE ATRASAR!
Engoli rapidamente o café que ainda tinha na xícara e sai correndo escadas acima pra pegar minha mala, mas quando cheguei no quarto vi que minha mala não estava lá só estava meu tênis e uma muda de roupas.
- , você arrumou tudo? – falei assustada olhando para a porta.
-Sim! Tá tudo pronto lá em baixo, inclusive já se troca, por que chamei o Uber pra levar a gente pro aeroporto.
Fiquei chocada por ela já ter planejado tudo e enquanto me trocava repassava na minha cabeça os detalhes do que tinha acontecido na noite anterior, até por que eu sabia que a iria querer falar sobre o pizza no avião.
O Uber chegou e fomos para o aeroporto as duas comentando sobre o pizza party e relembrando tudo nos mínimos detalhes, chegamos no aeroporto e embarcamos, o vôo era curto, de apenas duas horas, que se passaram voando enquanto comentávamos sobre os acontecimentos dos últimos dias.
- , mas agora está explicado o como você perdeu o cartão já que sempre guarda tudo nos peitos.
- É, eu não tinha pensado nisso, mas pelo menos agora tenho dinheiro de novo! Podemos comprar coisas agora!




Continua...



Nota da autora: Sem nota.

Nota da beta: Qualquer erro nessa fanfic ou reclamações, somente no e-mail.


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