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Capítulo Único

Meus amigos riam alto, mesmo no estado em que me encontrava, totalmente bêbado, não conseguia agir assim.
Normalmente, eu conseguiria sem problemas, mas com a grande tragédia que aconteceu em minha vida, as coisas ficaram um pouco mais difíceis.
Tudo bem, chamar de grande tragédia pode ser um pouco exagerado, minha noiva me abandonou no altar para fugir com o melhor amigo dela, que eu tinha convidado para ser o MEU padrinho de casamento. Aquele filho da puta. Agora, uma semana depois, eu estava bêbado andando pelas ruas do centro durante a madrugada.
- Olha lá, um cabaré. - Brian falou, apontando para um prédio antigo, mas bem arrumado do outro lado da rua, lá tinha um letreiro enorme com o nome “Cabaret Feux Rouges”.
- Sério? Ainda existem essas coisas? – Luke perguntou.
- Claro, seu idiota! Onde você acha que os caras pegam as putas? – respondi com uma pergunta.
- Ué, na rua? – Ele respondeu. Revirei os olhos.
- Temos que ir lá! – Brian falou, animado.
- Para que?- perguntei – Em seu estado atual nem trezentas mulheres conseguem fazer o seu pau subir. – completei e ele me mostrou o seu dedo do meio.
- Qual é, , deixa de ser bebezão, vai passar o resto da vida sem comer uma mulher só por que a Lauren te deixou?
- Cara... – Luke tentou falar, mas o interrompi.
- Isso não tem nada a ver com a Lauren, Brian, só não quero comer uma puta qualquer, tenho esse direito? – questionei.
- Ok, você tem o direito, assim como eu também tenho o de querer receber uma chupada, então, vamos lá. – respondeu, rindo.
Luke e Brian bateram um high Five e balancei a cabeça, rindo.
Fomos em direção ao cabaré, um homem forte estava na porta e pediu a nossa identidade, para anotar o nosso nome em sua prancheta.
Cabaré de luxo.
- Vocês deram sorte, - o segurança falou – hoje é dia aberto ao público. – concluiu.
- E não é aberto ao público todos os dias? Por quê? – Luke perguntou.
- Porque esse não é um clube qualquer, meu amigo - ele falou -, o Cabaret Feux Rouges é o melhor no ramo de “danças”. – falou, dando uma piscadela.
- Que bom, pois estou precisando muito de uma “dança”. – Brian falou, fazendo um gesto obsceno.
- Mas vou logo avisando, já vi que estão bêbados, se fizerem gracinhas, saem daqui direto para baixo da terra, ok? Vocês podem comprar a entrada logo ali. - falou, apontando para uma espécie de caixa.
Assentimos e fomos em direção ao local. A garota, que tinha seus seios pulando da “roupa”, sorriu para nós de forma maliciosa.
- Três entradas para nós, boneca. – Luke falou, em um tom que tinha a intenção de ser sedutor. Revirei os olhos, mas o sorriso da garota não vacilou, com certeza estava acostumada a aguentar coisas piores.
- Claro, baby. – ela falou. – Vai ser a vista ou cartão? – perguntou.
- Débito. – Brian respondeu, tirando o cartão de sua carteira. – Hoje é por minha conta, vamos fazer de conta que essa é a despedida de solteiro que você rejeitou. – concluiu, entregando o cartão a mulher em nossa frente.
Ela fez todo o procedimento e devolveu o cartão ao Brian, sorrindo e nos desejando uma ótima noite.
Outro segurança apareceu e nos guiou até uma porta, entramos e o ambiente era pouco iluminado, mas muito sensual, tinha uma espécie de palco no meio da sala, onde várias garotas dançavam, ao redor do palco, tinha várias mesas e cadeiras, quase todas cheias no outro extremo do salão, tinha um bar, iria passar longe dali.
- Vamos nos sentar. – Luke chamou, apontando para uma mesa que tinha algumas cadeiras vazias. Fomos em direção a elas, nos sentamos e apreciamos o show.
Realmente valia a pena, as garotas eram maravilhosas. Elas eram tão sexys que já sentia minha calça ficar apertada, caralho, eu precisava transar.
Então, ela apareceu. Caralho, ela era maravilhosa. Seu corpo moldado naquela roupa, que em qualquer outra seria cafona, mas não nela. A deixava deslumbrante, eu queria desempacotá-la como um presente e depois lambê-la em todas as partes possíveis e... Calma, , recomponha-se. O que eu precisava, na verdade, é de sexo, para me distrair e seria com aquela garota.
Finalmente o show acabou, mas eu não sabia o procedimento para contratar uma das garotas.
Brian e Luke se levantaram e já iam em direção a saída.
- Vocês não vão? – perguntei, abismado.
- Não foi você que estava dizendo que queria uma chupada? Então... – falei.
- Na verdade, foi o Brian, mas eu não estou negando receber uma, se bem que eu poderia arrumar de graça. – Luke falou. – Mas como chegamos nelas? “Hey, gostosa, tô a fim de te comer! Quanto custa?”. – concluiu.
- Deixa de ser idiota, Luke, olhe ao seu redor – Brian falou, girando o dedo. -, muitos estão indo embora, mas alguns estão ficando. E é isso que temos que fazer. Ficar aqui. – terminou.
E foi isso que fizemos, passou cerca de 5 minutos, quando uma mulher veio a nosso encontro. Ela aparentava estar na casa dos 40 e vestia uma roupa muito casual para o ambiente.
- Olá, rapazes, sou a a Madame Belle, dona do Cabaret. – se apresentou. – Nunca vi vocês por aqui, primeira vez, correto? – perguntou e assentimos.
- Então, estamos interessados em outros serviços. – Brian falou, sugestivo.
- Que “outros serviços”, mon amour? – perguntou, com uma cara de dúvida fingida.
- Aquele serviço. – Luke falou. – É que não sei uma maneira de falar sem parecer rude, mas, em suma, queremos o mesmo serviço que esses senhores – falou, apontando para os poucos homens que restavam no salão. – querem. Mulheres.
- Ah, mon amour, o que nossas garotas fazem depois do horário é problema delas, aqui só somos responsáveis pelo show de dança sensual e... – ela foi interrompida por um segurança, que sussurrou algo em seu ouvido e o sorriso dela aumentou. – Vocês foram verificados e estão limpos. – falou, em um tom totalmente profissional. Fiz uma cara confusa, ela apenas abanou a mão e fez sinal para que seguíssemos. – Como é a primeira vez de vocês aqui, vou explicar como funciona: Recebemos adiantado e cobramos por hora, sendo o mínimo, obviamente, uma hora. Em hipótese alguma é admitido o sexo sem preservativo, entendido? – assentimos. – Se uma das garotas disser não, elas quiseram dizer não. Qualquer gracinha vocês saem daqui sem o amiguinho de baixo. – sorriu e eu estremeci. – Se quiser ménage, paga o dobro. Alguma dúvida? – Negamos. Ela sorriu e continuou. – Que bom que estamos claros, vocês têm alguma preferência? – perguntou.
Luke e Brian negaram ao mesmo tempo que eu assenti. Eles me olharam confusos.
- Sim...? – A madame perguntou.
- A garota loira, que estava com o corpete vermelho... – falei.
- Você gostou da nossa ? – a madame perguntou, assenti e ela sorriu. – acredito que não tenham a reservado, ainda.
Depois que falou isso, a mulher se afastou de nós, falou algo com um segurança que verificou sua prancheta e anotou alguma coisa. A madame sorriu para mim e fez sinal para que eu me aproximasse. Me despedi dos meus amigos que estavam bem mais empenhados em escolher uma das garotas para eles.
- Então, a já foi notificada que foi escolhida e está esperando por você no quarto 12, entretanto, o pagamento é antecipado. – Paguei por três horas e o grandalhão me levou até um corredor cheio de portas enumeradas.
Caminhei até a que tinha o número 12 na frente, qual é, , você não tem 15 anos. Suspirei, bati na porta e entrei.
- Olá. - escutei uma voz sedosa falar. Claro, ela não podia ter apenas aquele corpo que levava minha mente a loucura, tinha também que ter uma voz que me dava vontade de gemer.
- Olá, . - falei, em uma tentativa de tom sedutor. - Sou o .
- Eu sei quem você é. - ela disse, sentando na cama fazendo com que os seus seios quase pulassem para fora do corpete. Porra, eu os queria em minha boca. Meu pau latejou e com certeza já estava demostrando sinal de vida por baixo da cueca. - e sei o que o seu amiguinho quer, que tal darmos um pouco de alívio para ele? - ela perguntou de forma sensual.
Se aproximou de mim beijando meu pescoço, enquanto suas mãos se ocupavam em desabotoar minha calça. Eu permanecia imóvel, tentado controlar minhas emoções. Nunca minha mente tinha reagido assim a alguém antes. Sua mão entrou por dentro da minha cueca e eu vi o céu. Poderia gozar apenas com o toque daquela garota. Caralho.
Ela continuou distribuindo beijos e chupões em meu pescoço enquanto sua mão fazia a magia lá embaixo. De repente, sua boca sumiu e suas mão pararam de me masturbar, abri os olhos e me deparei com de joelhos em minha frente.
Ela sorriu sedutora e lambeu a ponta do meu pau, antes de abocanhá-lo por inteiro, a parte que estava fora de sua boca estava sendo estimulada por suas mãos, eu apenas gemia e fazia tentativas falhas de formar uma frase. Eu não tinha trocado nem 10 palavras com a garota e agora ela me proporcionava a melhor boquete da minha vida.
Tudo bem que ela era paga para isso, mas não tornava menos estranho, apesar de que estava apreciando essa estranheza pra caralho. Estava chegando no meu limite.
- , eu vou gozar... Se você não quiser... - como resposta a minha sugestão inacabada ela chupou mais forte, não aguentei e gozei.
Ela engoliu tudo e lambeu seus lábios como se tivesse acabado de comer uma refeição saborosa. Tem como ficar duro menos de um minuto depois de dar uma gozada violenta? Porque juro, que meu membro já estava voltando a vida.
Ela se levantou e puxei seu corpo para junto de mim e a beijei. Não sei se tem um jeito certo para se sentir quando se beija uma prostituta, uma transa que você pagou e que não significa nada, mas se houvesse um modo correto para se sentir, tenho certeza que não era aquele. Senti que tudo no mundo evaporou e só existia nós dois, se o mundo acabasse naquele momento, eu estaria feliz e completo. Os lábios dela eram macios e experientes.
Empurrei seu corpo em direção a cama, enquanto saia por inteiro das minhas calças. Agora eu daria uma boa parte de atenção àquele corpo delicioso, me atrapalhei para tirar o corpete, que negócio trabalhoso! Em compensação, foi o tempo suficiente para o meu pau voltar a responder ao contato com aquele corpo.
Quando finalmente terminei de tirar o troço do corpo de pude admirar a beleza daquela garota, que vestia apenas a calcinha e um par de saltos que não seria retirado daqueles pés. O batom vermelho, que estava borrado devido ao trabalho que sua boca teve nos últimos minutos, contrastava com sua pele branca e seu cabelo loiro. Porra, ela era linda. Comecei a beijar seu pescoço e fui descendo distribuindo beijos e chupões por toda área entre seu pescoço e colo.
Finalmente dei atenção a aqueles belos seios redondos e fartos, enquanto massageava um, coloquei o outro na boca e dediquei toda minha experiência nele, como resposta, tive um gemido que me incentivou a acariciá-la mais, movi minha boca para o outro seio e desci minha mão, que encontrou o pano de sua calcinha, desfiz o laço que a prendia no corpo de e voltei a minha atenção para a sua intimidade.
Rocei meu polegar em seu clitóris e seus mamilos endureceram ainda mais, ela soltou um gemido de prazer e puxou minha boca para a sua, enfiei dois dedos dentro dela e pude sentir o quanto ela estava molhada, movimentei meus dedos em um entra e sai e seu corpo respondeu começando um movimento que parecia ser involuntário, suas mãos se cravaram em minhas costas enquanto ela se movimentava.
Levantei minha cabeça para poder observá-la e o rosto dela quase me fez gozar pela segunda vez, claro que aquela feição podia ser puro fingimento da profissão, mas se objetivo era me fazer ficar duro, ela tinha conseguido. E conseguiu mais ainda quando grunhiu.
- Quero seu pau dentro de mim. Agora.
levou uma de suas mãos a gaveta ao lado da cama e tirou de lá um preservativo, ela me empurrou e colocou a camisinha em meu pênis.
Antes que ela tentasse ficar por cima, a empurrei na cama e posicionei meu pau em sua entrada e estoquei de uma vez. Parei por uns segundos, estava inteiro dentro dela. Parei não só para ela se acostumar, mas, também, se eu me movesse agora, gozaria antes da terceira estocada.
Comecei a me movimentar, no início, de forma lenta, mas depois, de forma frenética e o corpo de respondia ao meu. Estávamos sincronizados.
Enquanto a penetrava, levei minha mão até seu clitóris e o massageei, a fazendo gemer alto, meus gemidos correspondiam ao dela. Até que ela gozou, seu corpo todo relaxou e seus gemidos se tornaram um longo suspiro de prazer, com essa cena, gozei também.
- Caralho... - foi a única coisa que consegui falar.
- Porra. - disse, ainda não controlando a respiração - Faz tempo que isso não acontece... - ela falou.
- Fala sério, aposto que você diz isso para todos. - falei, com um sorriso, esperando que o que ela tivesse dito fosse verdade. Olá, homem das cavernas.
- Juro que não estou mentindo. Geralmente os clientes não se importam se eu gozo ou não, a não ser que eles estejam a fim de me chupar. Então eles querem que eu goze como se aquela fosse a melhor chupada que já levei na vida. - falou, revirando os olhos.
Eu ri, mas por dentro senti algo estranho ao ela mencionar os outros clientes. , controle sua carência, por favor. Levantei da cama, retirei a camisinha, amarrei e coloquei em um canto, só então me virei para a com um sorriso malicioso.
- Pois se prepare, linda , hoje, realmente, você vai receber a melhor chupada da sua vida. - falei. Ela se deitou na cama e abriu as pernas.
- Sou toda sua, faça sua mágica, . - disse, brincalhona.
E eu fiz. E passamos um bom tempo fazendo todos os tipos de coisa naquele quarto. Acho que teria que pagar por mais horas. Mas valia totalmente a pena.

***


-... E juro que meu pau chegou até o fim da garganta dela. Juro mesmo. – Brian terminou de contar, pela milésima vez a história dele com a Claire, a garota que ele ficou. Não gostava de as chamar de prostituta, parecia meio grosso.
- Brian, deixa de contar essa história, cada vez que você fala, mais difícil fica de acreditar. – falei, e o Luke ergueu sua mão, para darmos um high five.
Já fazia uma semana desde que tínhamos ido ao Cabaret, e eu não tinha tirado a da cabeça. Pensava nela todos os dias, em seu corpo, sua boca, seus olhos, sua voz... Estava querendo muito voltar lá, mas não queria que meus amigos percebessem isso, eles já tinham achado estranho eu não ter detalhado como foi a noite que passei com ela, geraria muitas perguntas se eu declarasse meu interesse em voltar lá.
Hoje era sexta-feira, a semana tinha sido agitada na empresa e com a minha cabeça em outro lugar, ficou mais difícil ainda manter tudo nos trilhos, mas hoje, sem falta, iria até o Cabaret novamente. Só precisava da desculpa ideal para despistar os meninos. Mesmo quando estava com a Lauren, sempre tirávamos a sexta-feira para sairmos juntos, então não sabia o que inventar. Resolvi deixar para pensar nisso no final do expediente, tinha MUITA coisa mesmo para fazer.
- Hey, , o que vamos fazer hoje? – Luke perguntou, entrando na minha sala.
- Então, não sei se vai ter como sair hoje, estou com toda essa papelada para revisar e repassar para vocês ainda esse final de semana, cadê o Brian? – respondi.
- Está quase terminando, seu pai o alugou no telefone, ao que parece, foi autorizado o repasse de um documento sem a sua assinatura, então o departamento jurídico da outra empresa está enchendo o saco do velho. Mas, vamos ao que interessa, como assim você não sabe se vai ter como sair hoje? Tá no Código Bro*, ! “Em circunstância alguma, deve-se desmarcar a sexta-feira sagrada dos amigos”. – falou.
- Tenho certeza que isso não está no manual do Barney. – falei, gargalhando. – Realmente não vai dar, mas para onde vocês vão? Caso consiga terminar. – perguntei, para ter certeza que não iria os encontrar.
- Vamos a alguma boate e arrumar algumas garotas. Você está ficando velho aos 25 anos, . Cuidado. – Luke falou, indo em direção a porta. – BRIAAAAAAAAN!
O ouvi gritar e gargalhei. Realmente eu tinha trabalho para atualizar, mas nada que levasse a noite inteira.
Algumas horas depois, já tinha adiantado boa parte e resolvi que bastava por aquela noite. Guardei tudo em minha maleta e sai em direção ao elevador. Chegando na garagem subi em meu carro e dirigi em direção ao Cabaret. Hoje o clube era aberto ao público, mas eu tinha que cuidar para virar sócio do local, para poder entrar sempre que quisesse. Sim, eu já estava fazendo planos para voltar sempre àquele local. A tinha me marcado. Finalmente cheguei ao local, avistei o estacionamento e adentrei no local. Repeti o procedimento que fiz da última vez que estive aqui, entretanto, o show já havia acabado, procurei a Madame Belle, que sorriu ao me ver.
- Olhem quem voltou. – Ela disse, animada. Acho que pagamento em dinheiro vivo a deixava bem feliz.
- Não achei que ia lembrar de mim, com certeza vários homens frequentam o seu cluve. – falei, com um sorriso.
- Sim, muitos homens, mas sempre lembro de um belo rosto – disse, acariciando meu rosto. – e de um belo bolso. – não tive como não gargalhar com a sua franqueza. – Então, pode me acompanhar, irei mostrar nossas meninas, na outra vez, não tive tempo de mostrar ao senhor, mas os seus amigos viram e adoraram, aliás, onde estão eles? Eles também tem belos rostos. – sorriu marota.
- Eles não puderam vir hoje, mas vou ter que recusar, adoraria poder encontrar com a novamente, ela está desocupada? – Perguntei, embora demostrasse calma por fora, não consigo imaginar a minha reação caso ela estivesse com alguém. Só o pensamento disso já me deixou em um nível obscuro de raiva.
- Ah, a ? Bem, ela está desocupada, sim. Só um momento. – Ela me deixou esperando em um canto, e foi falar com um dos seguranças da prancheta, discutiram por algum minuto e ela voltou em minha direção, com um grande sorriso. – Então, senhor, a é toda sua, qual o tempo?
- Pelo resto do expediente inteiro, por favor. Outra coisa, como funciona o sistema para ser sócio? – O sorriso dela alargou, explicou todo o procedimento, paguei por ele e pelo resto do noite com a minha .
- Bem, o quarto é o mesmo. Espero que tenha uma ótima noite. – despediu-se de mim e voltou em direção ao salão.
Percorri o mesmo caminho que fiz semana passada, mas hoje as coisas estavam bem diferentes. Na primeira vez que estive aqui, foi para me distrair, eu estava me sentindo sozinho e a imagem da me hipnotizou e me ofereceu a oportunidade de esquecer dos meus problemas, mas hoje, eu já não estava aqui para me distrair, eu senti saudade dela, eu precisava do seu carinho e não podia mais a esquecer. Cheguei a porta do quarto e bati, antes de entrar.
estava sentada na cama, em posição de índio. A roupa de hoje era “normal”, o que me deixou confuso.
- Ah, eu não dancei hoje, ocorreram alguns problemas e me atrasei e você me livrou de um velho gordo e babão, venha cá para poder te agradecer. – ela falou, de forma sensual.
Fui em sua direção e a beijei, passamos muito tempo nos beijando, quando ela colocou a mão por dentro da minha calça a afastei, ela me olhou, confusa.
- É que pensei que poderíamos conversar antes. – falei, um pouco inseguro.
- Sério? – ela gargalhou. – Não fique acanhado, isso acontece muito, nos livros e filmes. – sorriu e me deu uma piscadela. – Então, sobre o que vamos conversar?
- Que tal você começar me dizendo seu nome? – tentei.
- . – ela respondeu, rindo.
- O verdadeiro. – falei.
- Próxima pergunta.
- Ah, qual é, você sabe meu nome, qual o problema em saber o seu?
- Ué, você sabe o meu nome de trabalho, isso é suficiente. Agora é minha vez de perguntar. – ela parecia empolgada, assenti e continuou – Me chamo , mas todos me chamam de , tenho 25 anos, sou formado em Administração e trabalho na empresa do meu pai. – falei, ela não precisava saber que era a BIG empresa do meu pai. – minha vez – ela assentiu -, qual a sua idade? E essa você tem que responder!
- Tenho 20 anos, daqui três meses completo 21. – respondeu, simplesmente. Fiquei um pouco surpreso, ela era muito nova para estar nessa vida. – Hey, pode tirar esse olhar de pena da cara! Claro que essa não é a situação ideal, mas é a que a vida me deu e não tenho tantos problemas com ela. Minha pergunta é: qual o seu seriado de tv favorito?
- Sério, essa é a sua pergunta? – perguntei rindo.
- Claro, ué, podemos descobrir muito da pessoa só sabendo quais séries assiste. Isso mesmo, séries, por que se você assiste apenas uma, já sei que tem um caráter duvidoso.
- Acho que, atualmente, é How To Get Away With Murder, mas estou contando ele porque foi o que mais me surpreendeu nos últimos tempos e ainda está na primeira temporada, Supernatural sempre será uma das favoritas, mas essa décima temporada foi frustrante e...
- Cara, você realmente assiste essas séries? – perguntou, com um brilho no olhar, assenti. – essas são duas das minhas séries favoritas ever! Só perdem para Pretty Little Liars, que me ganha totalmente naquele mistério infinito de quem é –A. – falou.
- Posso ser sincero com você? Também assisto Pretty Little Liars, mas não conte a ninguém! Tenho certeza que o Wren é –A, e a Melissa deve tá metida nisso de alguma forma.
- Claro que não é o Wren, tem nem lógica! – Ela falou com um revirar de olhos.
- E desde quando o mundo em Pretty Little Lias age de forma lógica? – Ela suspirou, em sinal de derrota. – Agora, minha vez. Se você não estivesse... ér... trabalhando aqui, o que você faria da vida?
- Eu quero me formar em Publicidade, algum dia. – Ela falou, como se a resposta estivesse na ponta da língua. – Sempre quis, tenho certeza que um dia vou conseguir. – Sorriu para mim.
- Também tenho certeza. – falei, sorrindo e olhando nos olhos dela.
- Minha vez – ela disse -, por que você voltou aqui?
- Senti sua falta. – respondi de forma sincera. Ela sorriu mais ainda e me beijou.
- . – ela falou, a olhei, confuso. – Meu nome é .
Sorri de forma triunfante com aquela informação e a beijei e passamos o restante do nosso tempo juntos conversando e transando, não necessariamente nessa ordem.

Depois disso, virou uma rotina me encontrar com a , ia, no mínimo, 3 vezes por semanas. Algumas vezes, nem fazíamos sexo, apenas conversávamos. Eu estava louco por aquela garota. E sabia o que tinha que fazer, eu tinha que tirá-la daquele lugar.
Só não sabia como chegar nesse assunto com ela. Mas de hoje não passaria. Se a porra desse trânsito cooperasse, iria ajudar bastante. Já tinha saído muito tarde da empresa e tinha acontecido um acidente mais a frente, dificultando o tráfego.
Horas depois cheguei no clube, sorri para a Belle e já estava indo para as escadas quando ela me chamou. Seu rosto estava apreensivo. Será que aconteceu algo com a ?
- O que houve? Aconteceu algo com ela? – perguntei, nervoso.
- Não, claro que não, mas é que... está tarde, não achei que viria hoje. – respondeu.
- Tive alguns contratempos. – falei, já virando de costas.
- Espere! – Ela falou. – A está com outro cliente.
Naquele momento, meu mundo parou.
- COMO É QUE É? – Gritei. Na mesma hora, três dos seus guardas apareceram, quase de forma mágica. Me virei em direção as escadas, mas um dos grandalhões me impediu. Lutar contra ele era inútil. Ele, com toda certeza, tinha o dobro, talvez o triplo, do meu corpo. – Quanto ele pagou para ficar com ela? Pago 5 vezes mais. EM DINHEIRO VIVO. Agora, tire ele da porra daquele quarto. – falei, vendo vermelho de tanta raiva.
- Não é assim que funciona, Sr. , e é melhor se comportar, caso contrário, mando meus meninos lhe colocarem para fora daqui e você não entra NUNCA MAIS. Escutou? Tudo com limites, rostinho bonito. Agora sente-se ai e aguarde o cliente terminar o tempo com a prostituta que você quer. – falou, frisando a palavra prostituta para me atingir. Ela sabia que a , ou , era meu ponto fraco.
Fui até uma das mesas e me sentei, 40 minutos depois, que mais pareceram 40 horas, um porco gordo desceu, e a Madame Belle olhou para mim e em menos de um minuto já estava na porta do quarto, a abri, sem nem mesmo bater e me deparei com a nua, pegando algo no chão. Ela se levantou de supetão e arregalou os olhos.
- O que você está fazendo aqui? – ela perguntou.
- Por que não me disse que a Belle ainda te faz dormir com outros clientes? – perguntei, sério.
- Como é? – Ela perguntou, gargalhando. – Você achava que era “exclusivo”? , eu sou uma garota de programa, prostituta, puta e etc. Sabe o que me sustenta? Sexo, eu transo por dinheiro. A Madame não me fez dormir com ele, eu preciso dormir com ele, tenho contas para pagar.
- Por que você não me disse que estava com problemas financeiros? Eu teria te ajudado e...
- Deixar de ser prostituta comum para ser uma prostituta de luxo. – ela me interrompeu. – É, isso me parece com uma promoção. – disse, sarcástica.
- ... – falei, tentando me aproximar dela.
- Não me toca, eu estou suja, preciso me limpar. – ela falou. – você pode esperar 10 minutos? É o tempo que preciso para ficar. – terminou, de forma cansada.
- , meu amor, não precisamos fazer nada. – Em três passos cobri a distância entre nós e a abracei, beijando o topo de sua cabeça, ela respirou fundo, como se estivesse segurando o choro. – Eu preciso falar com você.
Ela olhou para mim, a sentei na cama, fui em direção a porta e a fechei, tirei meu terno e dei para ela se vestir, ela o fez com um sorriso.
- , eu quero tirar você desse lugar. Antes que me interrompa, não é dessa maneira. A minha empresa financia bolsas de estudo, como você sabe, pensei que poderia pegar uma e começar a cursar Publicidade, arrumaríamos um trabalho para você e...
- E qual o mérito meu você usou para me fornecer a bolsa, ? Eu não quero que você tenha pena de mim, já disse. – ela falou, furiosa.
- Mas...
- Não fale dessa porra de bolsa novamente, ou vou chamar os seguranças! – ameaçou.
- Ok, você não quer nada vindo de mim, correto? Mas eu tenho uma clínica de estética e está precisando de uma recepcionista lá, eu sei que você não terminou a escola, mas não é obrigatória a escolaridade completa, desde que você esteja cursando. Você pode se matricular em uma turma de supletivo, sabe? O salário é bom, e caso você precise, posso te fazer empréstimos, que seriam pagos depois, claro. – completei, ao ver a fúria voltando ao seu rosto.
- Você acha que é fácil assim, ? Eu já tentei, mas a vida não é tão fácil quando se está em minha posição. – ela disse, como em um desabafo.
- Mas agora você me tem ao seu lado, por favor, se dê essa chance. – implorei.
Ela passou alguns minutos me encarando. Até que cedeu.
- Meu Deus, a Madame vai me matar! – Ela disse rindo e eu a agarrei beijando-a.
- Você aceitou, é isso? – ela confirmou, ainda rindo. – então isso me leva a outra coisa. , você quer namorar comigo? – perguntei, ela me olhou incrédula.
- Você tá falando sério?
- Claro, ué, você realmente acha que vou te deixar solteira perto daqueles médicos lá da clínica? Estou até pensando onde será o melhor local para tatuar “Pertenço ao ”. – falei, brincando.
- Nossa, que machista em achar que mulher pode pertencer a um homem.
- Não, eu não acho que uma mulher pode pertencer a um homem. Eu acho que uma pessoa pode pertencer a outra, e nós nos pertencemos.
- Nossa, que bonitinho – ela falou, apertando minhas bochechas – e sim, eu aceito. Apenas se você aceitar tatuar que pertence a mim, também.
- Então vamos comemorar da melhor forma. – falei, subindo em cima dela na cama.
- Eu ainda estou suja, . – ela disse, um pouco sem jeito. Levantou da cama e foi em direção ao banheiro. – Vou tomar um banho e já volto. – falou, sorrindo.
- Bem, eu vou com você. – Ela gargalhou alto e correu, com aquela bunda branca empinada em minha direção.
Ah, esse banho vai demorar.

***


Estávamos muito bem nesse quase um mês de relacionamento oficial. Luke e Brian acharam uma burrada, mas depois do tratamento de gelo que dei neles, eles pediram desculpas, mas ainda não tiveram a oportunidade de conversar com a .
Hoje, teria um almoço da empresa, não apenas meus amigos estariam lá, como também minha família. A estava muito nervosa.
- Sério, , você acha que essa roupa ficou legal? Não ficou muito “nude? Por causa do tom da minha pele e tals. – ela perguntou, desesperada.
- Claro que não, você está, como sempre, linda. – falei, dando um selinho nela.
- É que nunca fui nessas coisas de gente rica, sabe? Espero não pagar um mico. – falou.
- Pode ficar tranquila, os micos sempre são reservados para o Brian. – sorri para ele, que retribuiu meu sorriso fracamente.

***


Chegamos ao local do evento, e levei para cumprimentar todos. Minha mãe deu um olhar para ela que deixou bem claro que a não a tinha agradado totalmente, mas ninguém a agradava, então, claramente, o problema era ela, entretanto, foi totalmente cordial com a , até elogiou a sua roupa, o que pareceu que tirou um peso das costas dela. Ela realmente queria agradar a minha família. Fiquei feliz por isso, quando cumprimentei minha mãe, ela sussurrou em meu ouvido “nova demais”, ri alto. Minha mãe não tinha encontrado um defeito visível na , então arrumou algum.
- Será que sua mãe gostou de mim? – perguntou, à medida que nos afastávamos dos meus pais. recebeu dele um aperto de mão e um aceno com a cabeça, o que foi mais do que todas minhas ex-namoradas tinham conseguidos quando as apresentei.
- Claro que gostou, mas ela arruma defeito em todas. Ela a achou nova demais para mim. O que posso fazer? Adoro uma ninfeta. – falei, dando um beijo em seu pescoço.
- Para com isso, vai que alguém te escuta. – ela falou, com um sorriso envergonhado.
Em qualquer outra pessoa, esse seria apenas mais um comentário, mas para a , qualquer comentário feito em público com conotação sexual lembrava a sua antiga vida e ela morria de medo que ela viesse lhe assombrar.
- Oi, . – ouvi uma voz irritante e conhecida me chamar. A Kate, irmã do Brian ela estava acompanhada com a sua escolta, Lily e Emma, minhas primas. – Não vai me apresentar sua acompanhante? – ela perguntou, com um olhar malicioso que não gostei nada. Procurei por Brian pelo ambiente, o achei e fiz sinal com o olhar, ele entendeu e começou a vir em minha direção.
- , essa é a Katherine, irmã do Brian. E a não é minha acompanhante, é minha namorada. – falei, em um tom seco. olhou para mim, admirada. Ela nunca tinha me visto usar esse tom com alguém, mas a Kate merecia.
- Sério? Mil desculpas pelo deslize, achei que você ia trazer a sua acompanhante de luxo – os olhos de se arregalaram. – BRIAN, BRIAN! – Kate gritou, teatralmente. – Você não tinha dito que o estava saindo com uma prostituta chamada e iria trazê-la ao evento? Parece que essa é a namorada dele, . Mas espera, os nomes são iguais. Talvez as pessoas também sejam. – Falou em um tom alto o suficiente para ser ouvido por todas as pessoas que estavam ao nosso redor. – Ops, parece que falei alto demais. – deu um sorriso e minha vontade era matá-la.
Não tinha a menor chance de que as pessoas não tenham escutado, elas já estavam de cochichos. Senti a mão de se afrouxar na minha.
- ...
Ela olhou para os lados e correu, no mesmo instante, Brian e Luke chegaram ao meu lado.
- Seu filho da puta! – falei, acertando um soco no rosto do Brian. Me joguei em cima dele e comecei a socá-lo. Eu estava cego de raiva. Senti dois braços me puxar para trás. Consegui me soltar dos braços e berrei na direção de Brian. – Nunca mais apareça na minha frente. Nenhum dos dois – completei, apontando em direção a Brian e Kate.
Sai correndo do local a procura da . Peguei meu carro e fui em seu apartamento, no cabaré, no seu emprego, escola e todos os locais que costumávamos ir. Nem sinal dela. Seu telefone estava desligado. Eu não sabia mais como a encontrar, resolvi voltar para o meu apartamento, chegando lá, descobri que a estava lá. O suspiro de alivio que soltei logo sumiu quando vi seu rosto. Estava inchado de tanto chorar. Deus, eu ia matar aqueles dois.
- Temos que conversar. - falou, de forma séria.
- Sim, realmente temos, aquilo que aconteceu não vai se repetir nunca mais. Juro. Nem que eu tenha que demitir todas as pessoas que estavam na droga daquele evento. Irei fazer qualquer coisa, juro, , mas isso não vai se repetir.
- Mas aconteceu, . E isso pode afetar de mil maneiras sua imagem, mas todas essas formas, são negativas. Eu não quero ser um empecilho em sua vida.
- , não...
- As coisas são como são, . - falou, entre soluços. - Não importa o quão moderno o mundo seja, eu ainda sou uma prostituta e você um grande executivo, poderia dizer que você é um dos maiores. Você não consegue perceber o quão ilusório é acreditar que isso - falou, apontando para nós dois -, poderia dar certo? - neguei, tentando falar e ela riu, mas um riso que emanava tristeza. - Você não é uma criança, . Em outras circunstâncias, nós seriamos felizes. Seriamos um lindo casal, mas a realidade é outra. E se seguirmos em frente com isso, um dia você irá se arrepender, e não quero estar por perto quando isso ocorrer. Eu não aguentaria. - desabou em mais lágrimas.
- ... - tentei abraçá-la, mas ela me afastou. - Você que não entende, porra. - gritei - eu amo você. Quero estar com você. Em outras circunstâncias, você não seria você. E não seria a mulher que amo. - falei, também não segurando as lágrimas.
- ESSA É A PORRA DO PROBLEMA, . - gritou, em resposta - Eu ser quem sou. Sempre tive metas para mudar de vida, sabe? Mas eu sempre me amei, até você chegar. Eu comecei a criar nojo de mim. Por você, porque você me mostrou o que era ser amada, ser querida, ser importante na vida de alguém e isso mudou algo em mim, poxa. Eu não sabia o que uma vida normal me proporcionaria, então não tinha como sentir falta disso. Mas você fodeu com tudo. Você não podia ser a droga de um cara normal? Tinha que ser a porra de um magnata, herdeiro da porra de um império de indústrias. Eu te odeio, . Te odeio tanto. Te odeio por ter me amado e te odeio por me fazer te amar. Minha vida parecia boa, você chegou e mostrou que nem viver, eu vivia.
Enquanto falava, chegou junto a mim, deixou o rosto frente ao meu, achei que ela iria me beijar, mas apenas ficou me encarando. Juntei nossas testas e ficamos assim por um tempo, até ela se afastar.
- Não vá. - implorei.
- Eu preciso ir, . Por mim e por você. E, por favor, não me procura. Me deixa, me esquece. Vai viver a sua vida, e me deixe viver a minha. - ela falou, indo em direção a porta.
E eu a deixei ir, ela precisava pensar.
Duas semanas depois a procurei no Cabaret, ela não estava lá. Tinha se demitido.
A procurei no seu apartamento, ela tinha desocupado o imóvel fazia uma semana.
Pensei em usar todos os recursos disponíveis para rastreá-la. Mas sabia que não queria isso. Talvez eu devesse fazer aquilo que ela me implorou.
Deixá-la ir.


















6 anos depois


- Entendo completamente, mas a reunião irá começar sem você, ok? - Meredith falou, em um tom severo, no telefone. - Quando chegar, venha direto para cá. - terminou. - Desculpem a interrupção, o projeto em questão foi desenvolvido pela nossa mais nova contratada e aconteceu um pequeno imprevisto no caminho, mas ela chegará em breve. Podemos dar continuidade a reunião tratando dos pormenores e quando ela chegar o projeto será apresentado na íntegra, certo? - perguntou e assenti, assim como todos na sala, a reunião se seguiu.
- Com licença, - ao ouvir a voz, todo os pelos do meu corpo se arrepiaram, eu reconheceria aquele som em qualquer lugar é em qualquer circunstância, virei rapidamente na cadeira e congelei. A estava na porta, com uma roupa de executiva e sorria timidamente, nossos olhares se encontraram e se ela estava surpresa, não demostrou. Luke me chutou por baixo da mesa, com os olhos arregalados e com uma pergunta no olhar "o que ela estava fazendo aqui?" - tive N imprevistos, mas consegui chegar, como obviamente podem ver. - todos riram, exceto Luke e eu, que estávamos paralisados.
- Que bom que chegou. Essa é a , - A apresentou para nós, não que eu precisasse de apresentação. Em momento algum o olhar da veio em minha direção - nossa publicitária recém-contratada. Um verdadeiro achado, disputamos ela com outras empresas, mas tínhamos duas vantagens: ela foi nossa estagiária e, claramente, somos a melhor no ramo. - concluiu, com um sorriso.
Sorriso esse que se projetou em meu rosto, também. Então ela tinha conseguido! Tinha se formado e, pelo que a Meredith falava, era muito boa no que fazia. começou a falar sobre o projeto, mas eu não conseguia processar nada do que ela falava. Ela estava de volta, minha tinha voltado. Não para mim, pois ela teria me ligado ou procurado. Mas eu não a deixaria ir tão facilmente, iria lutar com todas as minhas forças.
A reunião finalmente terminou, já estava indo em direção a , precisava falar com ela, mas um dos diretores executivos me parou, começou a falar sobre algum problema x e alguns papéis que precisavam da assinatura do presidente, no caso eu, urgentemente. Apenas assenti, tentando não perder a de vista. Me abaixei para rabiscar minha assinatura, quando ergui a cabeça, ela já não estava mais na sala. Sai correndo em disparada pela porta, mas já estava dentro do elevador que se fechava. Desci, correndo como um louco, todos os lances da escada. Quando finalmente cheguei no saguão, térreo. Vi quase na porta de saída.
- – Gritei. Ela me olhou, acenou e voltou a andar para a saída. – ESPERA! – Corri em sua direção. Parei em sua frente, ofegante.
- Olha, eu sei que você quer conversar, mas eu tenho um voo a trabalho para fazer, ele sai daqui uma hora e ainda tenho que passar em meu apartamento, pode ser depois? – ela soltou, sem nem mesmo me deixar falar.
- Na verdade, eu só quero que você responda uma pergunta. Você disse, que em outras circunstâncias, nós seriamos felizes, na época eu discordava totalmente, mas agora percebo que você tinha razão, - falei e parei um pouco para respirar. – mas e agora, estamos em “outras circunstâncias”? – perguntei, e vi um sorriso aparecer em seu rosto.
- Totalmente. – Ela respondeu sorrindo, e saiu do prédio.
Fiquei lá parado e com um sorriso enorme e bobo no rosto.
Agora, minha obrigação, era não deixá-la ir.


*: Código Bro é um manual de códigos de conduta que devem ser mantidos por amigos que se consideram irmãos. O manual foi escrito por Barney Stintson, personagem da série How I Met Your Mother, com a clara intenção de se beneficiar através dele.




Fim!



Nota da autora: Realmente mereço o prêmio de procrastinadora master. Deixei para os 45 do segundo tempo, mesmo. Mas é que essa fic foi algo totalmente novo para mim. Eu amo essa música, ela é do Odair José, mas só conheço por conta do Los Hermanos, que faz cover dela e a história é MUITO linda mesmo.
Como eu disse, eu fiz algo novo nessa fic, escrevi uma cena de sexo e detestei. Nossa, achei péssima HAHAHAHA Podem ser sinceros, tá? Mas não avacalhem com a minha falta de talento para cenas quentes.

quero agradecer a você, também, que leu a fic e espero que tenham gostado.
Se quiser, pode deixar comentário, tá? Fico muito feliz, e ajuda ao site.
Xx
P.s: Sim, gente, eu ressuscitei o Polyvore HAHAHA Sou das antigas e amava quando tinha os looks nas fics. Sem falar que estou no vicio dele, eu e alguns amigos inventamos um joguinho e usamos o app, nossa, viciante. HAHAHA




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12. Memory Lane - Ficstape #135: McFly – Wonderland
Il Était Une Fois – Outros/Finalizada


Qualquer erro nessa fanfic ou reclamações, somente no e-mail.


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