Contador:
Última atualização: 27/08/2020

Prólogo

Eu tinha acabado de entrar no bar, no qual vinha quase todas as noites com os amigos de banda, era como um ritual sentar em uma das mesas e esperar que cada um chegasse dos seus dias, na maioria das vezes cansativos e chatos.
Caminhei para a mesa ao fundo, tendo uma visão geral das pessoas que estavam no ambiente, tirei a minha jaqueta de couro preta e me sentei em uma das cadeiras dispostas ali.
Como sempre fazia antes de pedir um drink, analisei cada pessoa e casal no recinto, era como uma piada interna para achar alguém que estivesse tendo uma noite pior que a minha, então uma mulher um pouco à frente capturou a minha atenção, ela conversava sem nenhum interesse com um homem de estatura média, com roupas engomadas contrastando com as dela. A mulher parecia entediada e cansada de tentar manter um diálogo sozinha.
A cada minuto que se passava, ela olhava para o relógio no seu pulso e então num breve momento, quase que imperceptível, eu percebi que também estava me observando e estava sendo tão sutil nessa parte que eu poderia jurar que estava fazendo antes de mim.
Mudei o foco da minha atenção por um pequeno instante, mas logo voltei para a moça que estava sendo obrigada a ser legal e pela sua linguagem corporal, ela estava muito irritada.
Olhei para o meu relógio também e constatei que os caras da banda estavam atrasados, o que não era muito comum entre o nosso grupo. Bom, para ser mais sincero, eu era a pessoa quem os fazia esperar às vezes.
Voltei a minha atenção para a mesa dos pombinhos e a mulher não estava mais sentada ali, algo que nem parecia ter sido notado pelo senhor engomadinho. Ela parecia tão legal, que me fazia querer salvá-la daquele encontro fracassado. Então levantei rapidamente, peguei a minha jaqueta e segui em direção à saída dos fundos, onde também se encontrava os banheiros e a cozinha, devido ao restaurante que funcionava ali em outro expediente.
Os banheiros, como sempre, estavam cheios devido a pouca quantidade de cabines e então eles foram descartados, assim que eu vi duas mulheres nem um pouco parecidas com ela desocupando cada uma das cabines. Então eu abri a porta que dava para a saída e dei de cara com a mulher encostada no canto da parede, um pouco distante da porta que eu tinha acabado de abrir. Ela fumava um cigarro e fazia uma espécie de contagem silenciosa, acompanhada de algumas caretas, parecia que ela estava tentando ficar calma.
Ela parou com seu ritual de autocontrole e olhou na minha direção, analisando-me dos pés à cabeça, como se já não tivesse feito isso dentro do bar.
— Está tudo bem? — Perguntei no melhor tom “não tenho nada ver com a sua vida, mas sou uma boa pessoa”.
Ela olhou para os lados e respirou fundo, como se a qualquer momento fosse sair correndo. Depois de um tempo estendeu a sua cartela de cigarros na minha direção e perguntou:
— Quer um cigarro?
Eu nunca neguei um cigarro, então não seria dessa vez.
— Obrigado. Me chamam de .
Peguei um cigarro e acendi com o isqueiro que eu tinha no bolso interno da jaqueta para aquelas ocasiões.
— Você tem muitos nomes, por acaso? — Ela perguntou, fazendo-me olhá-la com uma cara de interrogação.
— Só os que eu conheço desde que nasci. Por quê? Sabe de mais algum? — Soltei a fumaça pela boca, enquanto sorria na direção dela, eu não conseguia enxergar o fundamento daquela pergunta boba.
— É que você disse que te chamam assim, pensei que era um nome para parte das pessoas que te conhecem, já que pode não ser seu nome de verdade.
— Eu não estou te dizendo um nome falso.
— Como posso ter certeza disso?
— Meu nome é , me chamam de desde quando eu nasci. Melhorou?
Ela sorriu quando eu terminei a frase e assentiu com a cabeça.
— Que papo mais estranho!
— Sou a !
Apertei a sua mão que estava estendida e naquele breve momento, em que a sua mão quente estava sobre a minha, eu senti algo diferente.
— O seu encontro já acabou?
— Digamos que não, mas eu não sei se vou aguentar voltar para lá.
— Sua amiga que arranjou esse encontro super legal?
riu da minha piada mais que sem graça sobre a decadência alheia, no caso a dela, e se aproximou de mim, amassando seu cigarro no chão logo em seguida.
— Às vezes os amigos nos colocam em enrascadas...
— Se quiser, eu posso te ajudar. — Falei de uma vez e rezei para que ela não interpretasse mal.
— Como você poderia fazer isso?
— Poderia começar tentando tornar o fim da sua noite um pouco melhor.
ficou um pouco envergonhada com a minha investida, que não era tão investida assim, e colocou a mão no queixo como se pensasse em algo.
— Mas eu ainda estou num encontro.
— Podemos mudar isso, siga-me! — Eu descartei o meu cigarro e puxei pela mão para que ela me seguisse de volta para o bar.
Fizemos o caminho inverso, banheiros, cozinha e, por último, o nosso destino: a mesa que estava com o acompanhante. Caminhamos em direção ao mesmo, que comia alguns petiscos, enquanto bebericava algo que parecia ser vinho e paramos em sua frente.
Eu esperava não ser preso ou processado, mas queria muito ajudar a mulher ao meu lado a sair daquele encontro.
Parei na frente do homem com a minha melhor cara de namorado raivoso e disse:
— Como ousa sair num encontro com a minha namorada?
O homem se assustou a minha abordagem e demorou a assimilar que eu estava falando com ele.
— Responda seu verme! — Engrossei a voz e aumentei a minha careta.
Percebi que algumas pessoas do bar começavam a olhar e então continuei:
— Não chegue perto dela nunca mais!
Cerrei os olhos ao passo que falava a frase e notei o homem à minha frente trêmulo e sem cor. Apertei a mão de e a puxei para que a mesma me acompanhasse.
Quando passamos pela porta de entrada do bar, eu atravessei a rua e fui em direção à única moto parada no meio fio. Destravei a minha moto e a liguei, percebendo, assim que sentei na mesma, que estava quieta e um pouco distante de mim.
— Não vou subir nessa coisa.
— Essa coisa é uma moto. Por que não?
— É perigoso.
— Vem!
— Não!
Respirei fundo para continuar no meu melhor estado e continuei a argumentar.
— Você segura em mim, eu posso ir devagar.
andou em minha direção e parou na minha frente. Estendendo a mão para que eu lhe passasse o capacete.
— Vamos passear pela cidade e depois você vai me levar para minha casa, então nada de mudar o caminho e ir para a sua cara ou um motel, onde secaremos duas garrafas de vinho e teremos uma transa casual.
— Feito!



Capítulo 1

Acordei mais cedo do que o normal e se minha mãe e os caras me vissem, talvez pensassem em alguma doença. Claro que eles exageram quando se referem ao meu sono de beleza, eu durmo a mesma quantidade de tempo que todo mundo — dez míseras horas.
Estava na cozinha do meu apartamento recém-comprado com o dinheiro dos shows que estavam se tornando frequentes. Eu morava sozinho e quase nunca cozinhava, mas naquela manhã eu tinha companhia e ela acordaria em alguns instantes morta de fome.
Cantarolei uma música qualquer, enquanto mexia os ovos e verificava se o leite estava no ponto que eu gostava. O tempo estava fechado como sempre ficava naquela época do ano, com a chegada do inverno, e então nada mais justo e equilibrado do que um chocolate quente.
Pensei brevemente na minha boa ação da noite passada, eu tinha resgatado de um encontro nada legal, enquanto fingia ser um namorado raivoso. Ri com a lembrança da minha encenação e lembrei de como tudo tinha terminado, já que a mulher estava no meu quarto.
Alguns minutos depois em absoluto silêncio, a sensação de que estava sendo observado me consumiu e então escutei passos lentos se aproximando. Terminei com os ovos e o leite e então os tirei do fogo, virando para encarar uma em pé, apontando uma faca de passar geleia para mim.
Tentei segurar o riso, mas ao encará-la não me contive.
— Do que está rindo? — perguntou, ainda apontando a faca para mim.
— Por que está apontando esse "facão" na minha direção? — Eu devolvi a sua pergunta com outra pergunta, a fim de entender realmente o que aquela garota tinha na cabeça, além de achar que era possível cortar alguma coisa com aquela faca que nem cortava pão.
— Muito engraçadinho, eu quero saber como eu vim parar na sua casa e como assim eu estou com a sua roupa?
— Por que não senta e come algo, enquanto conversamos? — Apontei para o banquinho logo atrás dela, onde ficava a ilha e ela fez uma careta engraçada, algo como um bebê aborrecido.
! Se você não me falar o que aconteceu ontem, eu vou arrancar esses seus lindos olhinhos.
— Opa, opa! Calma, eu te digo. — Levantei a mão em rendição e mordi o lábio para conter o riso mais uma vez.
— Nós fomos para outro pub e você secou uma garrafa de vinho, enquanto me contava sobre o Matt.
Ela colocou a mini faca em cima do pote de geleia, sentou-se em um dos bancos e eu a acompanhei. Sua expressão era de envergonhada.
— O que eu disse sobre o Matt?
— Tudo.
Ela passou as mãos sobre os cabelos em sinal de desespero e eu fiquei confuso. Será que ela estava pensando que eu fosse espalhar as coisas que ela me disse quando estava nadando no vinho? Eu era mais legal que isso.
— Bem... está certo. — Ela disse, desconcertada.
— E então nós… você sabe?
O quê?
Gargalhei até minha barriga doer e então senti a mão macia de atingir meu braço.
— Foi tão ruim assim?
— Não, pelo simples fato de que a gente não fez nada ontem à noite.
— Mas eu estou com a sua camiseta.
Que por sinal ficava melhor nela do que em mim, pensei, assim que a garota citou a peça que cobria seu corpo.
— A sua roupa ficou encharcada depois que você entrou com tudo no chuveiro. Eu só fiz trocar por uma roupa seca.
— Estou tão envergonhada por ter ameaçado você. Me desculpe. — Ela estava quase um tomate de tão vermelha e tentava não me encarar.
— Você está certíssima, vou ensinar essa tática para minhas irmãs. — Eu disse no melhor tom descontraído que eu conseguia.
! — Ela me repreendeu e eu pude notar um sorriso discreto se formar nos seus lábios.
Senti meu coração se aquecer e então lembrei que se a gente não começasse a comer logo, a comida iria esfriar. Servi o café da manhã para nós dois e ela agradeceu assim que terminei a minha mistura do chocolate quente.
— Esse chocolate está muito bom, mas não consigo identificar o ingrediente que você usou para ele ficar um tanto mais saboroso. — Ela chamou a minha atenção depois de alguns minutos, no qual estávamos ocupados com a nossa alimentação.
— Coloquei um pouco de canela. Aprendi com a minha avó. — Eu disse, lembrando-me da senhorinha que tinha todo o meu coração.
— Pois diga a ela que eu adorei a combinação. Será que ela me deixaria usar essa receita? — perguntou com um sorriso doce nos lábios.
Ela nem conhecia a minha avó e se referia a ela com tanto cuidado e respeito.
— Você até que é legalzinha. Ela deixaria. — Tentei disfarçar o efeito que ela tinha causado em mim pelo simples fato de se referir a alguém que eu amo com tamanha delicadeza.
Terminamos de comer e me ajudou a tirar a mesa. Arrumamos tudo na pia e eu disse que lavaria a louça. Ela seguiu de volta para o meu quarto e eu me ocupei em organizar a cozinha. Terminei de lavar a louça e tomei um susto quando virei para ilha e encontrei sentada.
— Nossa! Você é muito silenciosa.
— Como assim?
— Parece que seus pés nem tocam o chão quando você anda.
Ahh, entendi. Eu costumo caçar às vezes com meu pai, é uma habilidade meio que obrigatória. — Notei que seus olhos brilharam com a menção de seu pai. — , obrigada pela hospitalidade e por ter dado atenção a uma bêbada e carente.
— Sempre que precisar. — Fixei o meu olhar no rosto dela e percebi que ela fazia a mesma coisa.
Desci o meu olhar para a sua boca e ela sorriu. Eu poderia jurar que ela estava pensando no mesmo que eu: sentir os seus lábios colados aos meus.
Ela levantou e veio em minha direção, naquele momento eu só conseguia pensar em como estávamos sincronizados e me preparei para sentir seu beijo, então ela beijou a minha bochecha... Bem, eu acho que errei na leitura dos sinais dessa vez.
se afastou aos poucos e seguiu para a sala, onde pegou a sua bolsa no sofá.
— Obrigada mesmo, ! — Ela disse e seguiu para saída.
Eu não queria que ela fosse, mas pedir que ela ficasse seria meio estranho, já que mal nos conhecíamos.
!
— Sim? — Ela virou prontamente.
— Aceita uma carona?
— Não precisa, , eu pego um táxi.
— Mas eu estou me oferecendo. — Literalmente!, eu gritei para mim mesmo.
(Desde quando eu tinha me tornado esse cara sem noção que vos narra?)
— Por favor, , não quero te incomodar mais.
— Mulher! Pare com isso, estou oferecendo meus serviços a zero custo.
Ela soltou uma risada gostosa e negou com a cabeça. Eu estava com as melhores intenções.
Fiz um biquinho triste e ela deslocou-se até ficar perto o bastante de mim outra vez e pegou a minha mão. A cada toque, por mais bobo que fosse, o meu corpo reagia de uma maneira desconhecida por mim.
— Me passa o seu número, que na primeira oportunidade eu te cobro a carona. Combinado?
Ela me encarou, esperando uma resposta positiva e eu dei.
— Okay, okay! Eu topo. – Disse, revirando os olhos e bufando num tom de brincadeira.
Ela me passou o seu celular e eu anotei o meu número.
— Eu te ligo. — Ela disse e sorriu de lado.
Acompanhei-a ir até a porta e a abri para que ela saísse. Acenamos um para o outro, quando ela já estava na metade do corredor, e eu a observei ir em direção ao elevador. Fechei a porta assim que ela partiu e respirei fundo, e a imagem de uma sorrindo surgiu na minha mente.

🞄🞄🞄

Vários dias tinham se passado desde o dia que eu tinha conhecido . Esperei que ela me ligasse, mas ela não ligou. A cada dia eu criava uma teoria diferente para justificar a demora e a falta da ligação.
Será que ela tinha me achado um porre? Será que eu fui o único a ter sentido a gama de energia que se formava quando ficávamos juntos? Nos pubs ou na minha casa?
Eu estava quase pirando, o que tinha despertado a atenção dos caras nesse assunto. Agora eles me zoavam por nem ter recebido um fora decente.
Estava ensaiando com a banda para um show importante que teríamos e eu só conseguia pensar nela. Estava cantando o refrão de uma de nossas músicas, Temporary Fix, quando meu celular começou a tocar.
Os caras interromperam a música e olharam para mim.
— Boa, ! A regra do celular não serve de nada. — disse, passando por mim e bagunçando meu cabelo.
Peguei o celular que tocava no bolso da minha inseparável jaqueta de couro e o visor indicava um número desconhecido.
— Alô? — Pronunciei-me assim que atendi a ligação.
! É a , do encontro.
Escutei os caras rindo baixinho e o fez um sinal de positivo para mim, provocando mais risos abafados nos outros três em cada canto do nosso pequeno estúdio.
— Oi, ! Eu lembro de você. — Tentei conter a minha empolgação ao terminar a frase.
— Ai, que bom! Você está ocupado?
— Não, não. Está tudo certo, eu só estava ensaiando.
— Ensaiando?
— Eu faço parte de uma banda.
— Isso faz muito sentido. — Escutei sua risada quando ela terminou sua fala.
— Por quê? — Perguntei com curiosidade.
passou no meu lado e encenou um relógio no pulso, mandando-me adiantar meu papo.
— Você é bem bad boy.
Assustei-me com a gargalhada dos caras e coloquei a mão na testa. Eles tinham estragado tudo.
— Você está acompanhado?
— São só os meus companheiros de banda. Aproveitando esse assunto, nós vamos tocar no Douver's. Você quer ir? — Cocei minha barba e senti a expectativa se formando no meu interior.
Ela demorou mais alguns segundos e então respondeu:
— Eu adoraria, .
— Eu te mando os detalhes por mensagem, o show é esse final de semana. No sábado.
— Estarei livre. Sábado reservado para ver você. Digo, a sua banda. — terminou a frase o mais envergonhada possível, era palpável até por telefone.
Eu tinha certeza que ela estava igual um tomate como na minha casa, mas estava em dúvida se era realmente aquilo que ela queria dizer.
— Leva alguma amiga se quiser. Prometo que será divertido!
— Aposto que sim!

🞄🞄🞄

Depois da minha ligação bem calorosa com e os caras imitando cada frase da nossa conversa, nós voltamos aos ensaios. Esse durou algumas horas e então encerramos. teve que sair ao encontro de sua mãe, que o estava esperando para algo, que parecia ser assunto de família. e jogavam vídeo game em um canto e e eu falávamos sobre algumas composições.
— O que acha de incluir Temporary Fix na playlist?
— Acho que ela vai gostar.
!
— O quê? A música é para ela, não é? — Ele disse, encarando-me com o sorriso cheio de intenções.
— Não é o que você está pensando, cara! Eu e ela é só amizade.
— Como você sabe disso? Ela disse que não rolaria nada além de amizade?
Eu suspirei e respondi:
— Não. É só que eu acho que não sou o tipo dela.
— Ah, não, ! Eu vou fingir que não escutei isso, cara. Você é o tipo de todo mundo.
Eu gargalhei e me acompanhou, despertando a atenção de e um pouco à frente.
— Do que as hienas estão rindo? — perguntou, sem tirar os olhos da televisão.
— O acha que não é o tipo de uma garota. — disse da mesma forma exagerada de sempre e eu cobri o rosto com as mãos.
— Mas ele é o tipo de todo mundo. — completou.
— Pois é, cara! Eu disse a mesma coisa.
Eles continuaram as brincadeiras, mas pouco depois já tínhamos mudado de assunto e foi pedir pizza. Segundo ele, suas tripas estavam se comendo. Bem dramático, eu sei.
Mesmo com tantas distrações, ainda estava como o centro das atenções nos meus pensamentos e eu não conseguia pensar em mais nada.


Continua...


Nota da autora: Finalmente a atualização dessa história que eu estou super me divertindo ao escrever. Comentem aqui embaixo o que acharam e me digam o que gostariam de ver nos próximos capítulos. Vou deixar o link do grupo no Facebook, onde vou começar a postar quando sair att e vários spoilers.

Bjão ❤



Outras Fanfics:

07. True Romance (Ficstape)
10. Flowers On The Grave (Ficstape)
10. King Of My Heart (Ficstape)
14. I Dream About You (Ficstape)
16. Hands In The Air (Ficstape)
18. Scripted (Ficstape)

Be With Me (Especial A Whole Lot of History)
Your Last First Love (Especial A Whole Lot of History)



Qualquer erro nessa fanfic ou reclamações, somente no e-mail.


comments powered by Disqus