Última atualização: 22/06/2018
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Prólogo

@dispatchnews
Hoje o dia não acordou bem para a gravadora BH e nem para dois integrantes do grupo BTS. Depois de ter o contrato quebrado com a gravadora, Dong-yul, o grande staff de , foi à público revelando fotos, conversas e gravações em vídeo de momentos íntimos do cantor com o seu colega de grupo .

@naver
Depois de muitos boatos sobre e serem um casal, Dong-yul, o staff de durante os últimos cinco anos, contou com exclusividade ao nosso repórter que parte do seu trabalho sempre foi encobrir esse relacionamento do restante do mundo e principalmente dos fãs dos cantores.

@koreaboo
Dong-yul não é nenhum famoso, cantor, ator de dorama ou tem uma vida pública em destaque, mas essa manhã jogou uma bomba no mundo “kpop” revelando fotos comprometedoras de e depois da premiação do Billboard Music Awards. O arquivo com 36 fotos foi disponibilizado para os maiores sites de fofocas do mundo. Nelas, Dong-yul pessoalmente registrou o momento em que ambos foram vistos de mãos dadas no hall do hotel, trocando caricias e depois subiram para o quarto de , sendo vistos novamente apenas na manhã seguinte. Dong-yul depois de trabalhar cinco anos como staff particular do cantor não deixou escapar o momento de abrir a boca para os fãs e revelar a verdade sobre o namoro secreto do casal.

@soompi
e podem negar a relação depois de vídeos e fotos reveladoras de um contato mais intimista entre eles? A imprensa Sul Coreana está ansiosa para a resposta da BH e também dos cantores. Os fãs esperam explicações sobre o carinho trocado na noite e principalmente a sequência de fotos onde aparece com os lábios colado no pescoço de .


Capítulo 1

Exatamente uma semana depois de toda a repercussão das fotos, vídeos e declarações do staff, Bang Si-Hyuk, CEO e fundador da BigHit, resolveu marcar uma reunião com os dois cantores envolvidos no escândalo. O momento era delicado não somente para a carreira dos dois, mas de todo o grupo que estava diretamente ligado a e . O BTS estava em evidência na mídia em todo o mundo e a cobrança em cima da empresa nos últimos dias ficaram tão intensos e conturbados que Bang não encontrou outra alternativa a não ser uma reunião com os envolvidos para uma conversa sincera sobre os acontecimentos naquela noite depois da premiação e da after party do Billboard Music Awards. Ele não quis aprofundar o conhecimento sobre o ocorrido quando os managers começaram com as explicações e nem ao menos cogitou a ideia em conversar diretamente com Dong-yul e oferecer algum tipo de dinheiro para que ele ficasse em silêncio e desmentisse tudo o que havia falado. Mas depois de um tempo achou que isso traria mais problemas do que solução, afinal, Dong já estava nadando em dinheiro depois de vender os vídeos, fotos e todas aquelas entrevistas exclusivas. O número de jornais, revistas e sites de fofocas espalhados no mundo com essa bomba foi tão grande que a fortuna de Dong provavelmente seria duas vezes mais que o fluxo de shows do grupo durante um ano. E a credibilidade de Dong-yul nem era contestada por nenhum meio de comunicação exatamente por todos saberem que ele realmente tinha sido staff de durante todo esse tempo. E então? Quem melhor no mundo para saber sobre a vida do cantor a não ser seu próprio staff que tinha contato diretamente com ele 24 horas por dia?
Por mais que Bang Si-Hyuk seguisse a linha da liberdade e da serenidade ao lidar com assuntos do grupo, ele soube no exato momento que atendeu ao telefonema do manager contando sobre a fofoca que isso seria uma complicação enorme para a carreira dos garotos. O falso relacionamento, as fotos e toda a parafernalha foi tão bem estruturada e feita que nem com todo o dinheiro do mundo e persuasão iria conseguir reverter esse quadro alarmante. E tudo o que Bang queria era ter um comeback tranquilo e tudo de repente ficou de pernas para o ar.
— Eu nem sei por onde começar. — Bang Si-Hyuk jogou algumas revistas em cima da mesa enquanto tentava controlar a respiração para não perder a calma com e , que estavam sentados aflitos com a repercussão causado por Dong-yul durante a semana. — É algo que eu não consigo entender. Não consigo entender essas fotos, esses vídeos e nem como estava enganado com a índole do Dong-yul. — o afobamento em sua voz e o descontentamento daquela conversa era tão visível que ele não pensou que um dia fosse capaz de chegar numa situação tão constrangedora como aquela. — Claro que os nossos advogados estão cuidando de toda a burocracia sobre a quebra do sigilo. Só que… — ele fez uma pausa, passando a mão pelo rosto e soltando um longo suspiro pelo canto da boca. — A imprensa está louca atrás de vocês dois e principalmente querem ouvir explicações sobre esse relaciona...
— Não existe relacionamento. — cortou o CEO, não permitindo que ele também pensasse que eles estavam envolvidos romanticamente de alguma forma. Não era possível que justo Bang fosse acreditar em todas as mentiras que estavam sendo faladas em todos esses lugares. — Bang, você sabe que nós nunca tivemos nada um com o outro e que todas essas notícias são falsas. O que aconteceu nessa noite foi muito diferente do que essas fotos mostram. É tudo uma grande mentira! — era tão complicada a maneira como tudo aconteceu aquela noite que ele relutou em contar para o CEO a verdade. Era tão estúpida que chegava a ser vergonhoso.
— Acredite na gente, Bang. — pediu, quase em súplica, para que ele desse esse voto de confiança a eles.
— Eu acredito em vocês, garotos. — ele baixou o tom da voz, a deixando mais suave e tranquila. Bang não acreditava nesse relacionamento e muito menos em toda a falsidade de Dong-yul ao falar daquela maneira sobre os garotos. Ele sempre soube do enorme carinho e admiração que um sentia pelo outro, apenas esse enorme sentimento e não mais do que brincadeiras que todo mundo na empresa já estava acostumado com todos os sete. E a maneira que Dong-yul soltou aquela bomba foi intencionalmente para prejudicar a carreira do grupo e atingir a empresa que estava no meio de uma negociação com a Columbia Records. — O problema maior no momento é que nós estamos fechando um contrato com a Columbia, e essa notícia repercutindo no mundo todo não é atrativo para os negócios na América. — a preocupação maior nesse momento não era nem a relação que eles estivessem tendo e sim a possível desistência da gravadora em relação ao BTS e aquele escândalo negativo na carreira de dois integrantes do grupo. Não era a intenção de Bang esconder deles essa preocupação.
— O que podemos fazer? — perguntou, começando a sentir um peso em suas costas. Os errados na história tinham sido eles, por não controlarem as brincadeiras em lugares públicos.
E agora o mundo em um caos coletivo achando que ele e o amigo estavam namorando.
— Bang, eu sinto muito por tudo isso. — abaixou a cabeça, começando a se sentir péssimo por atrapalhar a carreira dos amigos e principalmente o grande momento do grupo. — Nunca foi nossa intenção sermos interpretados de maneira errada. E sem contar que Dong-yul sempre soube que temos essas brincadeiras. Então nunca imaginamos que ao sair ele fosse querer prejudicar nosso trabalho com mentiras. — ele tentou entrelinhas expressar a decepção que estava sentindo por Dong-yul. Durante cinco anos sempre manteve uma relação de amizade com o staff do amigo e por conta desse problema causado todos os outros staffs foram demitidos e a BH estava estudando a possibilidade de contratar novos com algumas restrições. E não deixaram de ficar chateados com isso, os outros integrantes não tinham culpa do ocorrido e acabaram sofrendo as consequências.
— Não fiquem preocupados. Eu chamei vocês aqui para explicar o que nós decidimos fazer em relação ao escândalo na mídia. — ele cruzou os braços na frente do corpo e olhou de para e depois novamente para as revistas em cima da mesa. — Vocês vão receber a novidade dentro de alguns dias, mas por enquanto eu preciso que vocês prestem atenção nos detalhes. — Bang ajeitou o óculos no rosto, posicionando o corpo um pouco mais para frente da mesa. Daquele ângulo ele conseguia olhar diretamente para o rosto dos dois e explicar todos os detalhes que ele e todos os outros da equipe decidiram fazer como uma medida rápida e efetiva para sanar todo o caos causado por Dong-yul. O difícil nessa altura era receber o perdão de todas as ARMY e deixar o grupo sendo a vítima em toda essa história, principalmente e .

+++

Quando e voltaram para a sala de ensaio, a última coisa que os outros faziam era ensaiar. Sentados em círculo no chão, todos esperavam impacientemente a volta dos dois, afinal, era óbvio que a BH faria algo em relação ao acontecido. Era impossível que simplesmente deixassem como estava até que a poeira abaixasse e a maior prova disso era a demissão dos staffs.
Assim que a porta foi aberta, todos os olhares se caíram sobre e , que abaixaram a cabeça mediante toda aquela atenção.
foi o primeiro a se juntar ao círculo enquanto fechava a porta atrás de si e suspirava, muito bem ciente de que agora vinha a segunda parte das explicações, dessa vez para o grupo, afinal, deviam isso a eles também.
— O que houve, o que aconteceu? — perguntou rapidamente, assim que se voltou para o grupo, e abriu espaço para que o garoto se sentasse ao seu lado, entre ele e que imediatamente fez o mesmo. — O que houve? — repetiu então, assim que se sentou também.
— Nada diferente do que esperávamos. — respondeu por , dando de ombros como se não fosse nada demais mesmo que, obviamente, fosse.
— E o que esperávamos? — voltou a perguntar, eufórico com tudo que estava acontecendo.
— Deixe eles falarem, . — chamou sua atenção e o garoto olhou ansioso de , ao seu lado, pra logo mais a frente, ao lado de .
— Bang Si-Hyuk está preocupado com o contrato com a Colúmbia, mas não acho que eles já tenham falado alguma coisa. — respondeu simplesmente, mexendo constrangido nos cabelos por ter todos os olhares sobre si. Por fim, acabou suspirando, sentindo-se péssimo por tudo que aquela brincadeira estúpida havia causado. — Desculpa… — pediu, abaixando a cabeça verdadeiramente chateado. — Não esperávamos que isso fosse acontecer. Perdemos todos os staffs e talvez até um contrato por nada. — falou, deprimido e igualmente decepcionado.
— Mas o que aconteceu, afinal? — perguntou enquanto , em apoio, passava um dos braços pelos ombros de . — Por que ele estava com a língua no seu pescoço?
Todos eles, imediatamente, olharam para como se aquela pergunta fosse excelente e o garoto, antes cabisbaixo, se endireitou, deixando o queixo cair chocado com a acusação.
— Nós não somos um casal! - e falaram juntos e revirou os olhos enquanto e riam da reação exagerada.
— Eu não disse que são, perguntei porque foi que o achou uma boa ideia lamber seu pescoço em público. — explicou, gesticulando para e em seguida. — Até porque, esse tipo de coisa nem é novidade. — falou, referindo-se a abraçado com e o outro imediatamente se afastou, deixando ainda mais perplexo.
— Nós não somos gays, ok?! — exclamou para o amigo, mas quem respondeu foi , fazendo com que se voltasse para ele:
— Eu não confio muito nisso não.
! — e gritaram novamente, fazendo com que o outro caísse mais uma vez na risada.
— Gente, gente. O assunto é sério. — chamou atenção e imediatamente se calou quando viu o olhar no rosto de .
— Foi uma aposta. — começou a explicação, mas o interrompeu, apontando em sua direção.
— Foi idéia dele! - acusou de imediato e deixou o queixo cair.
— Mas não falei pra lamber o meu pescoço! - se defendeu rapidamente.
— Falou para pegar um dos membros de surpresa. Eu te peguei de surpresa!
— Você lambeu o meu pescoço! — gritou inconformado. — É claro que pegou!
— Você lambeu o porque queria pegá-lo de surpresa? — perguntou, perplexo e igualmente enojado enquanto os outros já voltavam a rir. , para se defender, passou a atropelar as palavras e o interrompeu. — Você não podia ter tentado surpreendê-lo o empurrando em cima da Ariana Grande?
— Ah, ela já estava envolvida na aposta. Isso não daria certo. — falou e todos eles se voltaram de imediato para o garoto, com os olhos arregalados.
— Meu Deus, o que vocês fizeram? — perguntou, sem saber se ria ou se já era o momento de ficar assustado.
— Era pra falar com ela. — explicou, passando uma das mãos pelo rosto assustado com si mesmo pela ideia. Agora via que aquilo, definitivamente, não tinha qualquer chance de dar certo. — Tentar, no caso. Acho que a gente só se humilhou. — falou, e dessa vez nem mesmo conseguiu evitar o riso, conhecendo o nível de inglês dos amigos. — O perdedor tinha que surpreender um dos membros.
— Eu estou realmente curioso pra saber como vocês decidiram quem foi o menos pior. — falou, levando a rir novamente.
— Decidimos no par ou ímpar. — respondeu e cobriu o rosto com uma das mãos, sem acreditar naquilo.
— Mas por que é que eu ainda me surpreendo? — perguntou, mas dessa vez acabou rindo também, por mais dramática que fosse a situação, especialmente esta sendo consequência de uma brincadeira tão infantil.
— Desculpa. — pediu novamente, e dessa vez fez o mesmo.
— Foi estúpido, desculpe.
— O maior culpado disso é o Dong-yul. — respondeu e os outros foram obrigados a concordar. — Sempre fomos assim e nunca foi um problema, muito pelo contrário. Ele usou isso e manipulou para que a mídia visse apenas o que ele queria que vissem.
— Foi uma jogada cruel, mas esperta. — concordou, mas curioso sobre outro ponto, se voltou para logo a sua frente. — O que Bang pretende fazer sobre isso? Ele vai fazer alguma coisa, não vai? — quis saber e tudo o que fez foi suspirar mais uma vez, preocupado também com aquela parte. Especialmente aquela parte, na verdade.
— Vocês nem imaginam qual é a próxima novidade. — respondeu, preparando o território para o que vinha a seguir.


Capítulo 2

esticou os braços para cima, girando a cabeça para um lado e para o outro perdendo a conta de quantas caixas havia levado da sala para o quarto. Mudança sempre foi uma dor de cabeça, trabalho e muitas noites em claro para colocar tudo no lugar. O que seria um bom trabalho, já vendo que aquele apartamento na cobertura era grande e luxuoso. Até mesmo mais luxuoso que o seu salário seria capaz de pagar e o único detalhe importante nessa mudança de Apgujeong para Cheongdam era que essa cobertura luxuosa fazia parte do pacote completo dela e da amiga. Bom, por pelo menos nove meses elas estariam vivendo na mais bela e luxuosa cobertura daquele quarteirão. Às vezes, muitas vezes, sentia raiva de , mas a escolha do apartamento fez com que ela ganhasse muitos pontos ao seu favor. Principalmente por ele ser no mesmo quarteirão que a empresa e dali eram apenas outras duas quadras. Nada de trânsito, nada de carro ou congestionamento.
O que ela queria da vida? Nada! Somente isso.
— Eu sempre quis um apartamento todo de vidro assim. Fico louca quando vejo essas enormes cortinas e a liberdade de andar pelada de um lado para o outro. — comemorava, observando o quarto principal com uma parede totalmente de vidro por onde dava para enxergar os prédios vizinhos e o pôr do sol ao longe. Era um quarto maravilhoso, aconchegante. As enormes cortinas brancas conseguiam deixar o ambiente bem clean, a cama Queen size tomava a maior parte do espaço e a pequena porta do lado esquerdo dava para o closet e o banheiro. — Ainda bem que no meu também tem banheira, olha o escândalo que eu ia fazer se não tivesse a diversão dos bofes quando eles viessem me visitar. — ela continuou falando, voltando para a sala onde estava parada olhando para uma caixa. — Treinando algum passe de mágica para que milagrosamente as coisas fiquem arrumadas sem precisar de esforço? — analisou a expressão séria e perdida de quando ela puxou a tampa de uma caixa azul e olhou para dentro sem tirar a atenção sequer um minuto do conteúdo.
— Por que ele é um cretino? — ela xingou ao ver um porta retratos com fotos do ex-namorado e vários ursinhos de pelúcia. — Lee Min Ho é um babaca, que saco! — recebendo um choque, uma mistura de desespero com surpresa e a sua respiração de repente começou a ficar mais acelerada, obrigando ir para aquele lado e retirar a caixa do campo de visão da amiga.
— Por que você trouxe isso?
— Não sei, sinceramente. — virou-se para ela, sorrindo e fechando o rosto em seguida. Sua última recordação foi deixá-la na porta do apartamento de Min Ho, não tinha nenhuma outra recordação a respeito dela e muito menos sobre o porta-retratos com a foto do casal.
— Você tem que esquecer esse cara. Sempre soube que era arriscado esse relacionamento e depois de tantos meses achou que ele fosse ficar com você? — tentou não entrar naquele assunto delicado, mas sempre tinha que lembrar a garota sobre a discussão e como Min Ho tinha sido um otário. — Não sou a melhor pessoa para falar sobre isso. Minha experiência com Lee Jung Suk resultou em sexo, diversão, bebidas e depois muitas longas noites em frente à televisão assistindo While You Were Sleeping, torcendo para que o desgraçado sofresse uma morte dolorosa.
— E ele acabou ficando com a Suzy também? — perguntou curiosa, lembrando que não tinha terminado de assistir o último capítulo daquele dorama.
— Desnecessária.
— O quê? Ele ficou? — novamente a pergunta.
— Claro que eu não sei. — ela deu de ombros, indo para o sofá. — Não me permiti terminar de assistir aquele dorama ridículo! Aquela mulher linda e ridícula beija pelo menos metade da Coréia e o mundo sente a inveja vindo do pâncreas. — ficou revoltada com aquela afirmação e comprovação. — Na minha outra vida eu vou pedir para nascer como Bae Suzy.
— Lee Jung Suk. — soltou um longo suspiro com a imagem de Suk de terno e sobretudo. — Saudades do meu...
— Do seu rosto no lugar? — ameaçou, jogando na direção dela uma almofada roxa. Que o detalhe da almofada tinha exatamente o rosto de Suk. — Porque ele não vai ficar no lugar caso você continue com o assunto que o Suk é maravilhoso e lindo, isso eu sei e provavelmente a Suzy também sabe. — seu coração começou a acelerar e de repente ela se viu perdida em recordações da festa, amigos, imprensa e tudo o que aquele dia tinha de especial.
— Suzy, não consigo sentir raiva dela. — ela despertou ao escutar o nome da ex-namorada do seu ex-namorado e olhou confusa para . — Porque ela é uma maravilhosa. — Irritada. Frustrada. E sem condições de esconder aqueles sentimentos, entregou o jogo naquele momento, não querendo arrumar mais nada daquele apartamento. — Como posso ser desse jeito? Errada, confusa, perdida e com dedo errado para namorado?
— Que jeito? Apaixonar por homens proibidos?
— É! — garota afirmou, fechando o rosto em um misto de raiva e choro ao lembrar-se dos olhos de Min Ho no hall do hotel em Londres e de como ele tinha sido um babaca naquela noite.
— Não quero falar sobre isso. — desconversou, não querendo trazer a tona essa recordação sobre Suk que machucava demais. — O que vamos comer? Eu estou com fome e necessito também de algum álcool, hoje o dia foi um teste com meu psicológico.
— Como foi o teste de direção? O cara babaca não pegou no seu pé? — curiosa sobre o teste dela, , manteve a risada escondida com a situação delicada de ser péssima em direção. — E como foi a leitura do contrato? — ela também quis saber dessa parte.
— Ele é um imbecil, como consegue ser tão prepotente? — agora atirou outra almofada para longe, lembrando-se de como o instrutor tinha sido ridículo no teste de direção e de como aquele homem foi tão babaca explicando o contrato de emprego. — , você não tem base do tanto que esse ser humano é um babaca.
— Bem, espero que você tenha lido direito esse contrato. Meu medo é você ter assinado algo por nós duas sem eu saber o que estava escrito nas linhas minúsculas que sempre existem em qualquer contrato assim. — o temor na voz de era real e ela torcia para que dessa vez não as enfiasse em outra situação chata. — Onde está o kit e todas as regras? Porque eu sei que temos regras a seguir. Não foi diferente no outro emprego e muito menos vai ser nesse. Posso me preparar psicologicamente e não começar a gritar no meu primeiro dia. — a amiga estava atenta para a lista enorme de firulas e proibições dessa nova etapa.
— Podemos comer primeiro antes de você começar a gritar? — ela sugeriu ao escutar a barriga roncar de fome com todas aquelas caixas espalhadas pela sala. — Temos um fim de semana inteiro para ler essas regras, arrumar o cabelo, ir para as compras e ainda terminar de arrumar essa mudança. Então, comida em primeiro lugar. — o levantar de do sofá em silêncio foi o melhor som que escutou ao longo daquela noite. Ela sabia que a qualquer momento a amiga entraria em parafuso com aquela mudança, por isso o único lugar que tudo ficaria em paz era no restaurante bebendo algo alcoólico e ingerindo carboidratos em grande quantidade.

+++

Depois de mais de oito horas dentro dos estúdios da Mnet, o grupo estava de volta para a sala de descanso dentro da BH onde tinham pelo menos o restante da madrugada livre para relaxar um pouco. O fim de semana provavelmente também seria para descanso antes do agito de gravações, participações especiais em programas, entrevistas e o treino para o começo da turnê mundial. Durante todo o momento da gravação, a enorme falha dos staff’s novos deixou Sejin irritado e sem paciência. Nada seguiu o planejado e nem a agenda de compromissos que ele tinha em mente para o fim daquela semana. A equipe ficou muito perdida com tudo e o entrosamento dos garotos com a nova equipe tinha sido péssima. Bang não estava feliz, Sejin não estava feliz e nem o próprio grupo estava feliz com a troca e a repercussão daquelas fotos por todas as redes sociais, que ainda assombravam o grupo.
— Eu estou com dor de cabeça, dor nos meus pés, nas costas e não sei mais que parte desse corpo é possível sentir dor. — reclamou, jogando-se no sofá da sala ao lado de e . A gravação foi tão horrível que nunca tinha ficado tão pra baixo depois de sair de um Stage como tinha saído do estúdio.
— O que você tem? Parece que morreu durante a gravação. — abriu os braços impaciente, olhando para ele que pareceu não ter compreendido aquela reação do amigo. — Nem conseguiu levantar a camisa direito. — ele chutou a perna de , chamando sua atenção novamente.
— Estou exausto com isso. Não sei o que aconteceu, não acordei bem e parece que passou um caminhão em cima da minha cabeça. — ele debateu sem muita força para conseguir levantar daquele sofá e ainda explicar as razões para que o corpo tenha acordado em um péssimo dia para dançar. — Minha camisa subiu algumas vezes e nem achei necessidade de mostrar mais coisa. — O sorriso maroto que abriu no rosto dele fez do outro lado começar a rir.
— Interessante à maneira que você pensa. — entrou no assunto, cruzando os braços e olhando na direção do amigo agora deitado no colo de . — Quando será que vou ter a oportunidade de mostrar um pouco de pele? Tem certas partes do meu corpo que eu adoraria... — Ele fez uma pausa dramática, percorrendo a mão pelo abdômen até chegar às coxas.
— Que visão do inferno. — cobriu os olhos, não querendo ver a mão dele subindo e descendo no corpo. É demais o fato de já viver praticamente colado com a maior parte do tempo, agora ser obrigado a ver aquilo era demais para qualquer psicológico.
— Como é sensual. — soltou uma risada alta, divertindo com as caras sensuais que fazia. — Será que podemos trocar o ABS pelas coxas do ? — ele perguntou animado com a ideia de substituição de um pelo outro.
— Podemos conversar sobre os novos staff’s? — entediado puxou o assunto que causaria uma enorme falação durante vários minutos.
— Nem me lembra disso. — soltou um suspiro pelo canto da boca, indo para o outro da sala em sua cadeira de massagem. — Só de lembrar em como aquele cara ficou me olhando... — ele parou de falar com a lembrança do novo staff olhar para ele como se fosse um pedaço de carne. — Achei que ele fosse me morder ou querer levar minhas cuecas para casa.
— E o meu? — levantou a cabeça do colo de , preocupado e ao mesmo tempo rindo do acontecido. — Quase precisei fazer o trabalho dele. Não acertou meu nome direito e nem sabia o que eu fazia no grupo.
— Será que fui o único sortudo? — comemorou pelo menos a vitória de ter um staff muito atencioso e simpático. — Ele foi um amor comigo. Atencioso. Simpático e todo carismático...
— Não vai colocar a língua nele. — debochado não conseguiu controlar a piada sem graça. Rendeu algumas gargalhadas altas e um chute de .
— Comigo as coisas foram tranquilas. Eu só acho que ele ficou um pouco de medo com alguns surtos que eu tive na gravação. — analisou bem a maneira que os amigos falaram a respeito dos staff’s pessoais e não ficou confortável com a reação do seu ao vê-lo afastar sempre quando ficava próximo. — Ele é todo estranho. Não conversa, não tem nenhuma reação e parece uma estátua humana.
— Você certificou que ele estava vivo? — abriu a boca assustado, rindo em seguida com o próprio comentário.
— O meu adorou as minhas coxas! — voltou com o assunto sobre as coisas recebendo várias olhadas e resmungos atravessados dos amigos. — O que é? Ele sabe apreciar um produto pela embalagem. E sinceramente? Eu sou maravilhoso. — a autoestima lá em cima quase sufocou o restante dos garotos ali presentes e nem por isso deixou de ainda passar a mão pelo abdômen.
— Menos! Bem menos. — o cortou, não querendo ouvir ou ver a maneira que ele ainda descia com as mãos pelo corpo. — É melhor a gente descansar um pouco. — sugeriu ao ver o rosto de todos muito cansado. — vou falar com o Sejin e conseguir alguns analgésicos para você. — Como sempre muito solícito, imediatamente deixou a sala procurando pelo Manager.
— Vem aqui. Faço uma massagem nas suas costas. — , preocupado com tão pálido dessa maneira puxou a almofada para que ele ficasse confortável.
— Eu amo um . — mandou um aegyo para o companheiro de grupo por ser tão prestativo e preocupado.
— Quando podemos comer alguma coisa? — passou a mão pela barriga, achando que já era hora de uma refeição. — Podemos ir comprar algo aqui perto? A última coisa que eu quero agora é ter que falar com algum staff para pedir comida.
— Não quero sair daqui. — colocou uma máscara de dormir nos olhos, deitando-se na sua cadeira de massagem para relaxar um pouco o corpo que estava tão cansado daquela última gravação.
, depois que você receber essa massagem pode ir comprar alguma coisa. — o cutucou levemente no ombro enquanto massageava as costas do amigo. — Aliás, eu preciso ver algumas coisas com o Sejin. — ele adiantou-se, criando coragem para avisar sobre a mudança de roupa necessária para o próximo stage.
— Acompanho vocês. — ficou em pé, esticando o corpo de um lado para o outro. — Quero muito comer alguma coisa salgada. Meu corpo precisa de carboidratos.
— Eu vou tomar um banho. — ignorou a indireta dos amigos sobre sair para comprar alguma coisa. A disposição dele para andar alguns quarteirões não existia e nem com toda a fome do mundo valia esse exercício todo.
— Tudo bem. — rolou os olhos, fazendo uma careta. — Vou pegar o dinheiro e nós vamos procurar comida. — ele deu um tapa de leve na bunda de . — Pronto, vamos colocar esse corpo para ir atrás de alimentos gordurosos. — falou ainda, fazendo , ao invés de se levantar de imediato, se jogar no sofá novamente, resmungando qualquer coisa. — Vamos logo, ! — exclamou, puxando-o para se levantar.
— Olha, eu tenho uma carta que não queria usar, mas posso fazer isso. — falou, e se colocou de pé no mesmo instante com a ameaça. Sabia muito bem o que o amigo pretendia dizer.
Aquela função, a de alimentá-los, costumava ser coisa dos Staff’s que eles não tinham mais graças a aposta genial de e . Bom, tinham novos, na verdade, mas valiam por nenhum se fosse parar para pensar.
— Você venceu, eu vou. — resmungou, e sorriu satisfeito enquanto fechava os olhos, deitando-se no sofá para descansar enquanto a comida não chegava.

+++

— Sinto que estamos sendo observados. — comentou aos sussurros no ouvido de ao seu lado. Todos os três usavam máscaras e se cobriam embaixo de moletons maiores que eles. , inclusive, pegara o de emprestado, pois não tinha nenhum tão grande consigo.
A intenção, no início, era que pudessem passar despercebidos, mas a verdade era que apenas terminaram por chamar mais atenção, afinal, eram três garotos cobertos da cabeça aos pés. Deixar as pessoas desconfiadas era o mínimo.
— São nossas roupas e não a gente. — respondeu, apontando para uma das mesas para que se sentassem enquanto esperavam pelo pedido.
— Não estou tão certo de ter uma diferença muito grande entre as duas coisas. — respondeu, com uma careta que não dava pra ver direito embaixo de tanto pano. Ele espiou por sobre os ombros, e deu de cara com um grupo de pelo menos cinco meninas que riram ao notar a atenção dele sobre elas.
! — , ao lado de , o chutou por baixo da mesa, tentando não chamar mais atenção do que já chamavam. - Não faz contato visual. — sussurrou, inclinando-se para frente e aproveitando-se disso para se esconder dos olhares, ficando exatamente de frente para para utilizá-lo como uma parede entre ele e as garotas.
— Ah, e gritar o nome dele ajudou muito. — respondeu e arregalou os olhos, movendo-se minimamente para o lado a fim de espiar as meninas e ver se haviam escutado.
Antes que estivesse na linha de visão delas, o empurrou de volta para o lugar.
— Dá pra pararem? — ele perguntou. — Isso só vai deixar mais óbvio.
— Está óbvio? — e perguntaram imediatamente, olhando para o amigo. Distraídos, acabaram se assustando quando o visor que indicava os pedidos apitou com o novo prato pronto. , tão dramático quanto normalmente era, gritou com o susto e ao pular para trás, conseguiu mesmo sentado bater com o braço em uma mulher que passava ali no instante exato.
E depois disso, tudo foi a maior bagunça que poderiam imaginar.
O conteúdo da bandeja que a mulher carregava foi a primeira coisa a voar longe, mas infelizmente, não longe o suficiente e só teve tempo de olhar para cima antes que uma das tigelas de caldo voasse para cima dele, derrubando o líquido em seu colo.
— Quente, quente, quente! — o garoto, assustado, se levantou com um grito, mas bateu com a cabeça na cabeça da mulher que se inclinava ao tentar equilibrar a tigela sobrevivente na bandeja.
Ambos gritaram dessa vez, levando a mão até o local atingido, e a garota nem se deu conta de que para isso soltou a bandeja até que a última tigela se virasse por cima dela. Assustada, ela pulou para trás e , tentando socorrê-la quando a viu escorregar no caldo que espirrou no chão, acabou fazendo com que ela caísse por cima dele, sentada de lado no seu colo sobre o banco onde estava antes.
Ela arregalou os olhos, prendendo a respiração sem se dar conta dos seus braços ao redor do pescoço dele, mas rapidamente ergueu os dois braços para evitar de tocá-la ainda mais. Quando percebeu, ela tentou se levantar rapidamente, e terminou apenas por bater com o quadril na mesa, dando em seguida uma cotovelada em ao se contorcer para o lado.
Mas aquilo foi o suficiente para afastar a máscara e as fãs de plantão, no canto do restaurante, se levantaram já aos gritos do local onde estavam.
! Oppa, oppa! — os gritinhos começaram, deixando a mulher, no colo dele, ainda mais assustada ao reconhecê-lo.
…? — sussurrou, perplexa, mas os gritos a fizeram pular ao se tornar ainda mais altos.
! ! — gritou uma delas, e congelou no meio do caminho ao que fazia.
— Ah, não. — reclamou ao olhar para os amigos, já imaginando o que viria assim que os flashes começaram na direção dos três.
carregava uma mulher no colo, mas pior que isso apenas com as mãos dentro da camisa de , tentando limpar o caldo derramado sobre ele antes que o queimasse.


Capítulo 3

não pensou duas vezes ao se levantar às pressas de onde estava, antes que aquela confusão tomasse proporções ainda piores.
Um grupo de garotas histéricas fotografava com os meninos que ela reconheceu imediatamente, para seu total desgosto. podia ter caído do colo de qualquer desconhecido, podia até se agarrar com ele em público que ela jamais se importaria, mas aquilo? Aquilo estaria em todos os jornais mais rápido que ela pudesse dizer “porra”, ou “fudeu”. Fudeu também encaixava bem demais na situação.
ainda encarava petrificada, o rosto próximo demais do dele apesar do claro espanto de ambos, mas nenhum deles teve tempo de assimilar o que acontecia antes que avançasse sobre eles como um furacão, literalmente arrastando para longe dele.
— Ai! — gritou, assustada demais. Estava tão entretida nos olhos de que não assimilou o que acontecia no ambiente ao seu redor.
— Embora, agora. — disse de imediato, e só então a outra deixou seu olhar vagar pela lanchonete.
Um homem gritava atrás do balcão, chamando alguém que nenhum deles conhecia. Uma mulher, provavelmente gerente do estabelecimento, vinha às pressas conferir o que havia acontecido, mas escorregou na sujeira feita no chão e terminou apenas por cair por cima de toda a sopa derrubada. e , provando ser tão estúpidos quanto se esperava deles, permaneciam congelados na mesma posição constrangedora enquanto mantinha os olhos mais abertos que o normal, encarando uma totalmente boquiaberta.
— É, pois é! — retrucou apenas, desviando da mulher aos berros no chão para arrastar a amiga para longe. Foram barradas por um homem, também aos berros, mas desviou dele também, puxando enquanto a gritaria apenas ficava maior atrás das duas.
— Vocês não podem ir assim! Olha isso, olha isso! — O homem gritava enquanto puxava os fios do cabelo com as mãos. A mulher no chão, já praticamente chorava.
levantou em um pulo, mas foi cercado pelo grupo de fãs antes que pudesse dizer qualquer coisa e assim que as garotas saíram, notaram mais um grupo de meninas chegando, provavelmente chamadas pelas que já estavam no local.
, , para! — gritou assim que viraram a rua, afastando as mãos da outra de seu pulso. — Não podemos só ir assim!
— O quê?! — perguntou descrente. — Podemos e vamos! — exclamou ela, segurando a outra pela mão novamente para voltar a correr.
Mais uma vez, se afastou dela, fazendo bufar.
! — gritou, e a outra bufou ao encará-la novamente.
— O que é?!
— Olha! — segurou seu rosto com duas mãos para fazê-la olhar para dentro do estabelecimento pelas janelas de vidro. Os garotos estavam cercados por um grupo com pelo menos umas quinze meninas agora, não que ou entendessem como elas haviam se multiplicado. O homem que antes estava atrás do balcão e o outro que gritava junto com a mulher, estavam de pé ao redor, falando sobre prejuízo e bagunça. Os três queriam que , e se retirassem. Os meninos, com certeza, queriam o mesmo, mas era simplesmente impossível dar um passo que fosse para frente, cercados por garotas aos berros com câmeras fotográficas e celulares virados em sua direção, não se importando nem ao menos em desligar os flashes para evitar cegá-los. — Nós fizemos isso! Não podemos só deixá-los aqui assim!
— Correção, você fez isso! — a interrompeu e jogou os braços para o alto.
— Ok, eu! - admitiu. — Mas não podemos deixá-los assim!
— Por que não?! — perguntou, olhando da amiga a sua frente para eles. Estavam claramente assustados com a euforia. tentou dar um passo para trás, a fim de se afastar de uma garota que tentava desesperadamente tocá-lo, mas bateu contra a mesa e olhou para trás com os olhos em pânico. Não tinha mais para onde ir e mais algumas meninas já entravam pela porta. — Mas que inferno, por que não param de gritar e ligam para a polícia para socorrerem eles?! - disse ela, sentindo certa pena.
— Não estão preocupados com isso, estão preocupados com o prejuízo para o restaurante. — esclareceu e bufou.
— Aish! — reclamou antes de xingar baixo. — Era para começarmos amanhã no trabalho! — exclamou para a amiga, batendo o pé. — Olha o que você fez! Imagina o que vai acontecer quando o seu rosto estiver nas manchetes, !
— Não foi culpa minha! — a outra devolveu. — , temos que ajudá-los! É a nossa função agora, lembra?! E isso foi ideia sua!
— Desculpa por conseguir o melhor emprego que poderíamos pedir! - debateu a acusação já ao berros.
, não é hora pra discutir isso! Ajuda, lembra?! — exclamou , apontando para dentro. — Eles não sabem o que fazer, ou pra quem pedir ajuda. Não podemos ir assim!
— Ah, que saco! — reclamou outra vez, empurrando para frente agora, de volta para o restaurante.
— O quê?! — confusa, perguntou.
— Entra logo lá e grita “fogo”.
— Gritar o quê? — repetiu, se perguntando em que momento aquilo faria sentido.
— Fogo, idiota! Aquela coisa amarela, quente e que queima. Fofo, fogo.
— Eu sei o que é fogo, ! - gritou, ofendida. — Quero saber porque!
— Vai logo, ! — a empurrou novamente, sem se importar em fazer sentido e inconformada obedeceu, tentando ignorar o jeito irritado, mandão e metido a superior da outra amiga.
tomou o outro lado, e olhou dela para a entrada da lanchonete umas três vezes ainda antes de se mover de verdade, não entendendo ainda qual era o plano da amiga que simplesmente deu a volta no estabelecimento.
, se você me deixar fazer isso sozinha eu juro que te mato, maldita. — resmungou sozinha, mas ainda assim fez o que lhe foi mandado.
respirou fundo, e fingindo desespero entrou às pressas novamente na lanchonete, tomando fôlego para gritar:
— Fogo, fogo, fogo! — gritou ela, fingindo desespero. — Está pegando fogo! — gritou mais alto, a ponto de sentir sua garganta doer. Como o esperado, as pessoas pararam de falar e olharam para ela espantada. Alguns olharam ao redor, como se procurassem o fogo que ela falava, mas quando nada mais aconteceu, se voltaram novamente para os meninos.
Foi nesse momento, no entanto, que o alarme de incêndio simplesmente disparou e os donos do estabelecimento levaram novamente as mãos a cabeça, totalmente apavorados, mas quase sorriu aliviada simplesmente porque sabia que tinha dedo de na história.
Um segundo depois, as fãs gritavam abobalhadas, correndo de um lado para o outro ao invés de fazer o que qualquer pessoa normal faria: Correr para fora.
Os meninos, espantados, não encontraram lugar para onde ir, não souberam o que fazer com tanta gente gritando apavorado tão perto.
E também não havia pensado no resto do plano.
— Pelo amor de Deus, vai mesmo ficar ai?! — exclamou, correndo em direção dos meninos que também a deixaram inconformada por não se moverem.
— De onde você saiu?! perguntou para ela, mas apenas revirou os olhos.
— Do além! — exclamou, mas já avançava para perto dos meninos. Ela agarrou e pelas mãos e gesticulou com a cabeça para que fizesse o mesmo com o outro. Quando ela não se moveu, gritou: — Vai logo!
— Ah, tah! — saiu da inércia, e puxou pela mão um totalmente perdido no meio daquela baderna.
O garoto a acompanhou enquanto corriam para fora e apenas quando viraram a esquina elas o soltaram, mas não pararam de correr, com eles vindo logo atrás, acompanhando-as de perto até estarem no próximo quarteirão, quando elas finalmente pararam também.
Sem fôlego, apoiou as mãos nos joelhos e inclinou o corpo para frente, respirando com dificuldade. Não era ainda uma K-idol para ter fôlego o suficiente para correr uma maratona. Enquanto isso, ao seu lado, se apoiava com uma das mãos no muro, respirando de forma tão descompensada quanto a amiga.
— Não tenho mais idade pra isso. — reclamou, e puxou o ar para os pulmões a fim de respondê-la:
— Então por favor, pare de sentar em colos de desconhecidos por aí. — respondeu e deixou o queixo cair com a afronta.
— Não foi por querer! — gritou ela, e se voltou para a garota.
— Podia ter prestado mais atenção! - retrucou no mesmo tom.
— Mas foi ele quem ergueu a mão! — ela apontou para que riu sem graça, passando uma das mãos pelos cabelos.
— Ahn… Desculpa? — pediu, mas nenhuma das duas olhava para ele, preocupadas demais uma com a outra.
— Você tem noção de que corremos o risco de perder o emprego antes de começarmos, não faz?
— Desculpa, mas eu já disse que não foi culpa minha! — insistiu .
— É, eu também voto em culpar o . — concordou, mas as duas o ignoraram exatamente como haviam feito com o outro.
— Vamos sair nas revistas! Era para sermos discretas! — exclamou revoltada.
— E desde quando nós somos discretas?
— Desculpa, deixa eu reformular. — a respondeu. — Era para não sairmos por ai sentando em colos estranhos! — gritou.
! — gritou também, para que parasse.
— Foi o que você fez! — acusou.
— Mas não foi assim que aconteceu!
— E foi como? Você sentou no colo dele, não foi?! E ainda ficou lá esperando que tirassem foto!
— Não fiquei não! — mentiu. Não que ser fotografada fosse a intenção, mas tinha consciência de que havia se perdido por tempo demais encarando naquele momento.
— Agora é um bom momento pra gente sair correndo delas também? — cochichou para , mas antes que ele pudesse responder alguma coisa, as duas finalmente se voltaram para eles:
— Quietos! — gritaram enquanto falava um sonoro “não”.
— Quê? — se voltou para ele.
— Por quê não? — perguntou também e dessa vez as duas se voltaram para também, tão curiosas quanto os outros para a resposta.
Mais uma vez, riu sem graça.
— Eu… Ahn… FOGO! — gritou, tentando dar as costas para fugir, mas ergueu o braço antes que ele passasse por ela para correr.
— Por que não? — quis saber, e o garoto fez uma careta.
— Podíamos ter corrido quando eu falei. — observou, e olhou para ele inconformado pela acusação. — Você tem que admitir que gritar “fogo” foi uma péssima ideia.
— Funcionou antes! — gritou para ele, mas estalou os dedos em frente aos seus olhos, chamando novamente sua atenção.
— Não por quê? — repetiu a pergunta e corou ao encará-la, novamente perto demais.
olhou de um para o outro e revisou os olhos, empurrando para longe dela.
, o nome dela. — esclareceu. — Não, você não pode ter o número, agora vai embora.
— Mas você que não me deixou ir! — o garoto exclamou.
— Agora estou mandando fazer isso!
— Por que ele não pode ter meu telefone? — a outra garota quis saber e se voltou para ela imediatamente.
! — a repreendeu, descrente, e a encarou de forma sugestiva. — Eu vou ter mesmo que explicar as coisas pra você aqui, agora, e na frente deles?! — quis saber, e a outra fechou a cara, cruzando os braços em frente ao peito.
— Chata, mandona.
— Cala a boca. — resmungou, se voltando novamente para . Sem pedir permissão, segurou a máscara que ele ainda mantinha no pescoço e a puxou, colocando-a no lugar e a soltando ali, fazendo com que o elástico cuidasse de prendê-la adequadamente no lugar.
— Ai! — o garoto gritou, levando a mão para o rosto quando seus olhos encheram de lágrimas.
! — a repreendeu enquanto e riam do garoto. Em socorro, tentou se aproximar dele. a impediu.
— Ele não vai perder o nariz!
— Podia ter perdido! — retrucou, aos berros, enquanto batia o pé.
— Vai logo embora! — devolveu. — Vão ver vocês aqui!
— Você é má! E cruel! — ignorou a sua fala.
— Eu vou ter que te arrastar para o carro?
— Você não sabe onde eu estacionei! — respondeu rapidamente.
— Nem você, não foi você quem estacionou. — retrucou e fez uma careta pensativa, dando-se conta de que realmente não sabia.
— Aish. — resmungou, e ela deu de ombros. — Tchau. — se deu por vencido, mas antes de realmente ir embora se voltou para elas. — Não posso mesmo…?
— Vamos, . — o respondeu, segurando-o pelo braço para afastá-lo enquanto , também insatisfeita, fazia bico.
…? — choramingou, mas a outra também a pegou pelo braço, a puxando pelo lado oposto.
foi o único que ficou para trás, olhando de um para o outro.
— Isso é um tchau para sempre? — ele perguntou, mas as garotas não responderam, já virando a esquina.
— Vamos logo, ! — gritou para ele e, suspirando decepcionado, o garoto seguiu caminho junto com os outros dois.

+++


— É um bom momento pra gente cortar carboidratos! — bufando, gritou ao notar que não aguentava mais correr que nem uma doida. Quando caminhou do apartamento para a lanchonete mais cedo não pareceu toda essa distância e agora suas pernas não respondiam mais ao desespero que estava sendo ganhar distância daquele restaurante onde havia tido aquela confusão com as fãs e o trio de patetas.
Claro que, se não fosse por eles, também não haveria mais necessidade de correr, mas perderam tanto tempo discutindo também do lado de fora que acabaram sendo encontradas por um dos grupos que, só para piorar, reconheceram as duas.
— Só corre! — , adiantada alguns passos, virou a esquina rapidamente na esperança que o apartamento não estivesse muito longe dali.
— ODEIO VOCÊ! — berrou.
— ODEIA, MAS CORRE.
— EU TO MORRENDO! — choramingou, não aguentando mais correr sem saber para onde estavam indo.
— CARAMBA! — xingou bem alto, diminuindo o ritmo ao vê-la muito distante. — O que você quer? Morrer? Qual o seu problema? — ela parou um momento, tentando recuperar o fôlego e deixar que chegasse mais próximo à ela.
— QUERO MORRER SIM! — começou a arrumar um escândalo tremendo e sem fôlego. — Por que você não deixou eu passar meu telefone? Não entende nada sobre amor! — reclamou, lembrando-se do jeito controlador de minutos atrás.
— Amor? Que amor? — perguntou, agora encostando-se na parede de uma loja.
! — diminuiu os passos e fez uma careta cansada de tanto correr todos aqueles quarteirões. — Não notou? Amor à primeira vista? — O suspiro foi a única coisa que determinou o seu sentimento por aquele garoto maravilhoso e lindo.
— Vista? — riu.
— Sim, amor de verdade. — justificou.
— Amor à primeira sentada é mais sensato. — disse, mantendo o tom do deboche.
— Você não tem coração mesmo!
— Como eu vou ter coração se você anda sentando no nosso trabalho? — mau humorada, a amiga levantou os braços para cima, não acreditando nesse surto dela. — Puta que me pariu! — ela colocou a mão no peito, sentindo o coração acelerado e suas mãos geladas com aquele vento frio de Seul. — Qualquer minuto vou cair nesse chão e nunca mais levantar e a culpa é toda sua e daquele trio de idiotas! — irritada ainda com o alvoroço na lanchonete, ela deu pequenos socos no ar, querendo ser possível atingir o rosto de um deles. — E aquele outro? Como ele é tão…
— Lindo? Sexy? Perfeito? — elogiou o moreno que ficou mais distante do grupo.
— Idiota! — xingou.
— Idiota? Queria um idiota assim na minha vida. — suspirou, abanando as mãos na frente do rosto.
— E o seu amor? — ela quis saber.
— Que amor? — perguntou, não entendo.
— O amor à primeira vista? — usou as mesmas palavras que ela havia usado segundos antes para descrever a “sentada” em .
— AH! O meu amor. — ela voltou a sorrir que nem boba.
O olhar de e o sorriso foram tão apaixonantes que nem ao menos queria pensar em mais nada a não ser somente naquele breve contato entre eles.
— Amor, sei. — cruzou os braços, vendo a garota ainda sorrir.
— AISHII! — fez um barulho estranho com a boca, sentindo o celular vibrar em seu bolso.
— Quê? — franziu a sobrancelha curiosa.
— AISHII! — novamente o barulho.
— O que foi, ? — sem paciência ela arrancou o aparelho da mão dela, olhando para a tela e vendo inúmeras ligações de um número privado.
— AIS… — as mãos de foram imediatamente para a boca assustada, mas de repente o celular voltou a tocar e ela o pegou desesperadamente das mãos da amiga. — Estamos ferradas! — soltou outro barulho, dessa vez bem fraco e temeroso. — Boa noite, tudo bem? — Atendeu depois de algum tempo e os olhos de ficaram bem atentos. — Hum? Sim? Entendo. — ela apenas concordou, assentindo com a cabeça como se estivesse falando pessoalmente com a pessoa. O que deixou a amiga ainda mais apreensiva.
— Quem é? O que foi? Como é? — perguntou.
— Psii. — colocou as mãos nos lábios, pedindo silêncio.
— Quem é, caramba? — deu alguns passos na direção dela, colando o ouvido também no celular.
— Sinto muito. — desculpou-se.
— Ai, meu Deus! — exclamou, levando a mão na cabeça ao escutar a voz do homem do outro lado da ligação. — Fodeu! Fodeu muito! Fodeu demais!
— Tudo bem. — mantendo a naturalidade na voz, deixou o peso do corpo falar mais alto e logo sentou-se no chão, ficando encolhida no canto enquanto ainda falava ao celular.
— Fodeu. Ai, nossa. Fodeu! — a amiga continuou falando, andando de um lado para o outro.
— Certo. — pareceu querer chorar e chutou levemente a perna dela para manter o controle das emoções. — Nos encontramos amanhã, boa noite. — Finalizou, retirando o aparelho do rosto e olhando para o céu totalmente sem reação.
— Fodeu! — completou.
— Fodeu! — ela concordou, passando a mão pelo rosto e depois pelo cabelo bagunçado. — Amanhã começamos a trabalhar e o nosso chefe não está nada feliz com a repercussão dos acontecimentos dessa noite. — Em alerta, explicou por cima as palavras do homem e de como ele estava irritado com tudo.
— É, fodeu mesmo. — atirou-se no chão ao lado dela, preocupada com o desastre que seria esse encontro.

+++


— Vocês têm noção de que pode ser a última vez que as vemos?! — , inconformado, exclamou pela milésima vez.
— Acho que eu consegui entender depois da terceira vez que você gritou isso no meu ouvido. — reclamou, fazendo uma careta de onde estava, sentado no banco do passageiro ao lado de .
Estavam com o carro parado no estacionamento da agência e levou uma das mão até o ouvido enquanto bufava, jogando-se para trás.
Mas não ficou nem um segundo naquela posição antes de se inclinar mais uma vez para frente, agarrando novamente o encosto do banco ao qual estava, fazendo com que o mais novo, desconfiado, se inclinasse para frente, tentando ao menos proteger a integridade da sua audição quando o outro voltasse a falar aos berros.
— Você, não se faça de desentendido! — acusou do nada, fazendo com que o garoto olhasse espantado para ele.
— O quê? — perguntou confuso.
— Você ficou olhando para ela também! — falou, mas apesar de agora fazer uma pequena ideia do que se tratava, ainda se manteve imparcial. Ou sonso. Sonso combinava bastante.
— Pra quem? — perguntou cínico.
— Pra garota! Pra outra garota, no caso. — ao se referir a ela, levou ambas as mãos de volta para o rosto, fazendo um bico como se estivesse se recordando da dor que ela lhe causou ao puxar sua máscara.
— Eu não olhei pra ninguém. — mentiu de forma descarada.
— Olhou sim! — e exclamaram juntos e o garoto olhou de um para o outro espantado, chocado de que tivessem percebido.
— Ela é assustadora! — exclamou, inconformado por ele ter realmente olhado para a garota e imediatamente concordou com a cabeça, duas vezes, como se perguntasse como era possível.
— Eu não olhei pra ninguém! — mentiu novamente. — E vocês sabem que nós estamos perdidos depois disso, não sabem? — tentou mudar de assunto, mas só deu certo porque, no instante seguinte, e invadiam o carro, um abrindo cada porta ao lado de . entrou primeiro, a esquerda do garoto enquanto entrava a direita.
— Eu só mandei comprar comida! — gritou para os três, dando um tapa na cabeça de que resmungou, levando a mão até a região atingida.
— Foi culpa do ! — e falaram juntos, fazendo com que o acusado olhasse para eles quase ofendido.
— Você sabe que não pode negar. — retrucou, e apenas bufou, ciente de que não, ele não podia.
— Em minha defesa… — ele começou, mas foi interrompido por :
— Vocês estão por toda a internet! — exclamou. — e querem matar os dois.
— Eu também quero porque, além de tudo, não trouxeram a comida! — retrucou, fazendo os dois mais novos rirem.
, isso é sério! — o respondeu, voltando-se em seguida para . — Por que tinha uma mulher no seu colo?!
— Por que ele é um idiota. — respondeu e imediatamente se voltou para ele.
— Idiota foi você de ainda por cima, ter metido a mão dentro da roupa do !
— Estava quente, ele ia se queimar!
— Agora quem estão queimados são vocês! — devolveu. — Vocês também estão por toda a internet e pode ter certeza que e são os menores dos seus problemas.
— Sejin vai nos matar. — choramingou e ninguém poderia, jamais, negar aquilo.
Todos ficaram em silêncio, tentando imaginar a catástrofe que aquilo ia causar. Tinham acabado de ganhar o segundo prêmio da Billboard, pelo segundo ano consecutivo. A mídia internacional estava totalmente em cima deles. Cada passo que davam repercutia em todo mundo e agora era justamente aquele que cairia. com as mãos dentro das roupas dele e uma garota aleatória sentada no colo de .
Não podia ficar pior, mas preferiu se abster do comentário antes que um meteoro caísse sobre eles.
Mas não ficou quieto:
— Acho que estou apaixonado. — disse o garoto, fazendo com que todos, sem exceção, se voltassem para ele.
— Como é? — perguntou, confuso, e se voltou para ele se súbito.
não queria ir embora! Queria ficar no meio daquela confusão para ter o telefone da garota! — acusou, e se inclinou no banco para estapeá-lo.
— Cala a boca!
— Não calo não!
— Eu estou aqui! — gritou quando quase passou por cima dele para chegar até e o puxou para trás, fazendo com que ele se voltasse para o local onde estavam.
— Isso não é brincadeira. — os alertou, fazendo com que os três se calassem. Sejin deve estar louco atrás de vocês a essa hora. A confusão na lanchonete está por todos os lugares.
— Estamos mortos. — choramingou, escondendo o rosto nas mãos, e concordou.
— Provavelmente.
— Podemos ficar aqui dentro até quando? — perguntou, sugerindo se esconder até o final dos tempos.
— Podemos fugir com o carro. — tentou, e a forma como sorriu, como se aquilo fosse a melhor ideia do mundo, fez com que os outros dois dentro do carro suspirassem, desistindo de por algum juízo na cabeça dos mais novos. Eles iniciaram um debate sobre a melhor forma de fugir do país, como se aquilo fosse de fato possível, mas antes que tivessem a chance de concluir o óbvio, no caso, que fugir era simplesmente impossível, a porta foi novamente aberta, dessa vez bem ao lado de que pulou de susto por não ter em momento nenhum, visto alguém se aproximar.
Quando viu quem era, tudo o que ele pôde fazer foi arregalar os olhos.
— O único lugar para onde vão agora, é para dentro. — Sejin falou, sem precisar de muito para soar furioso.


Continua...



Nota da autora: Onde começa os surtos? Porque estamos surtando com essa confusão! Deus! É tudo um caos na vida desse grupo e na vida dessas garotas. É um escândalo que nem consigo explicar sem começar a soltar spoilers! Breve, muito breve.

Queria agradecer de coração por todo o carinho com Fake Love.
Muito obrigada por todos os comentários e estamos nas nuvens com tanto amor, vocês são maravilhosas por isso e deixaram duas pessoas sorrindo que nem bobas!

MAYH:


VIVI:



Qualquer erro nessa fanfic ou reclamações, somente no e-mail.


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